Loucuras mostra a poligamia como remédio para um distúrbio incurável

Uma mulher e um homem estão muito próximos, encostados um no outro. A mulher segura o ombro do homem com as duas mãos e o observa com expressão emocionada. Ele retribui o olhar, de óculos e expressão corada. Ambos vestem roupas escuras, e o ambiente parece interno, com luz suave.
O longa quebequense apresenta uma história de exploração e autodescoberta sexual (Foto: Coop Vidéo de Montréal)

Gabriel Diaz

Sob o disfarce de liberdade, ainda há a fragilidade de uma geração que tenta racionalizar o desejo. Segundo o dicionário Michaelis, a poligamia é, em essência, a união reprodutiva entre três ou mais indivíduos de uma espécie. Nos países ocidentais, especialmente no Canadá (onde o filme se originou), ela é criminalizada por ser considerada uma ruptura da estrutura social monogâmica. Porém, em Loucuras, exibido na seção Competição Novos Diretores da 49ª Mostra Internacional de Cinema em São Paulo, o conceito se converte em metáfora: não a transgressão da lei, mas a do próprio sentimento. O diretor Éric K. Boulianne, também protagonista, transforma a ideia de ‘muitos amores’ em uma tentativa desesperada de curar o vazio de um casamento esgotado.

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