Novembro tenta honrar as memórias do passado, mas sucumbe na superficialidade

Em um close-up do filme Novembro, uma mulher loira com expressão angustiada e olhos arregalados cobre a boca e o nariz com um pano azul escuro. Ela veste uma jaqueta escura, e o fundo está desfocado com um tom esverdeado.
Entre o real e o encenado, Novembro busca dar forma ao trauma coletivo colombiano (Foto: Vulcana Cinema)

Arthur Caires

O cerco ao Palácio da Justiça da Colômbia, ocorrido em 6 de novembro de 1985, foi um dos episódios mais violentos e traumáticos da história do país. Integrantes do grupo guerrilheiro M-19 invadiram o edifício, em Bogotá, tomando magistrados, funcionários e civis como reféns em um ato que pretendia denunciar o governo e forçar um julgamento simbólico do presidente colombiano. A resposta militar foi imediata e devastadora: o exército cercou o prédio e iniciou uma ofensiva que durou cerca de dois dias, resultando em um incêndio que deixou mais de cem mortos, incluindo juízes da Suprema Corte. 

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