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	<title>Arquivos Stellan Skarsgård &#8211; Persona | Jornalismo Cultural</title>
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	<description>Desde 2015 provando que a distância entre Bergman, Lady Gaga e a novela das 9 nem existe.</description>
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		<title>Em tudo, há Valor Sentimental</title>
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		<pubDate>Thu, 12 Mar 2026 13:00:58 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Aviso: O texto contém alguns spoilers Guilherme Machado Leal Nos filmes de Joachim Trier, a cidade Oslo se torna parte da história que o cineasta gosta de contar. As ruas, estabelecimentos e arquiteturas da capital da Noruega registram por meio das lentes a sensação de como é viver no local. Em Valor Sentimental, o diretor Gustav &#8230; <a href="http://personaunesp.com.br/valor-sentimental-critica/" class="more-link">Continue lendo<span class="screen-reader-text"> "Em tudo, há Valor Sentimental"</span></a></p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p><b><i>Aviso: </i></b><i>O texto contém alguns spoilers</i></p>
<figure id="attachment_37022" aria-describedby="caption-attachment-37022" style="width: 770px" class="wp-caption alignnone"><img fetchpriority="high" decoding="async" class="size-full wp-image-37022" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2026/03/image1-3.png" alt="Cena do filme Valor Sentimental. Na imagem, há um homem branco de cabelos louros grisalhos olhando para uma mulher branca de cabelos castanhos. Eles estão em frente a diversos arbustos. Ele veste uma camisa social e ela usa uma blusa preta com uma jaqueta jeans por cima." width="770" height="463" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2026/03/image1-3.png 770w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2026/03/image1-3-768x462.png 768w" sizes="(max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-37022" class="wp-caption-text">A ausência do pai moldou a personalidade de Nora e a maneira como ela se envolve com todas as pessoas de sua vida (Foto: Kasper Tuxen)</figcaption></figure>
<p><strong>Guilherme Machado Leal</strong></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Nos filmes de </span><a href="https://personaunesp.com.br/thelma-filme-critica/"><span style="font-weight: 400;">Joachim Trier</span></a><span style="font-weight: 400;">, a cidade Oslo se torna parte da história que o cineasta gosta de contar. As ruas, estabelecimentos e arquiteturas da capital da Noruega registram por meio das lentes a sensação de como é viver no local. Em </span><i><span style="font-weight: 400;">Valor Sentimental</span></i><span style="font-weight: 400;">, o diretor Gustav Borg (Stellan Skarsgård) retorna à cidade natal para convencer a filha, Nora (</span><a href="https://www.anothermag.com/design-living/16868/renate-reinsve-interview-sentimental-value-joachim-trier"><span style="font-weight: 400;">Renate Reinsve</span></a><span style="font-weight: 400;">), a gravar um filme baseado na vida de sua família após mais de uma década afastado das telas. No entanto, há um fator especial: a primogênita seria a protagonista da narrativa, que entra na ferida mais profunda de um filho: a ausência de um pai.</span></p>
<p><span id="more-37021"></span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Afastada física e emocionalmente daquele homem, a personagem é uma atriz predominantemente conhecida por peças teatrais e trabalhos esporádicos em outras mídias. Todavia, nos primeiros minutos da </span><a href="https://collider.com/tv-shows-like-sentimental-value/"><span style="font-weight: 400;">produção</span></a><span style="font-weight: 400;">, é notável o pânico da mulher nos momentos em que precisa dominar o palco. Os enfrentamentos mentais alinhados à volta do artista revivem traumas que mal foram varridos propriamente em seu imaginário, mas que agora, se espalharam diante do início do longa-metragem.</span></p>
<figure id="attachment_37025" aria-describedby="caption-attachment-37025" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img decoding="async" class="size-full wp-image-37025" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2026/03/image4-1.png" alt="Cena do filme Valor Sentimental. Na imagem, há um homem branco de cabelos louros grisalhos e uma mulher branca loira na praia. Eles estão sorrindo e olhando em direção ao mar. Ele veste um terno preto com camisa branca e ela usa um vestido dourado brilhante estampado." width="800" height="450" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2026/03/image4-1.png 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2026/03/image4-1-768x432.png 768w" sizes="(max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-37025" class="wp-caption-text">Em uma das cenas mais emocionantes de Valor Sentimental, Rachel confessa a Gustav o desejo de fazer filmes que signifiquem algo para ela (Foto: Kasper Tuxen)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">Após a recusa de Nora, o cineasta convida Rachel Kemp (</span><a href="https://personaunesp.com.br/critica-predador-terras-selvagens/"><span style="font-weight: 400;">Elle Fanning</span></a><span style="font-weight: 400;">), uma atriz de </span><i><span style="font-weight: 400;">Hollywood</span></i><span style="font-weight: 400;"> que deseja fazer um projeto desafiador em sua carreira. Na Noruega, a artista tenta encontrar o tom correto e acessar as camadas de sua personagem, porém, nesse contexto, há diferenças entre a interpretação de uma estrangeira e uma norueguesa. Por ser um papel que examina aquela família, a língua é muito importante, por isso a norte-americana tem dificuldades de se conectar. Aqui, o sentimento e a melancolia que retratam aquele núcleo familiar expressam muito mais do que meras palavras agrupadas em um roteiro.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O fazer Cinema em Valor Sentimental é voltar à carreira de Joachim Trier, indicado a Melhor Diretor no Oscar 2026. Pegando a trilogia de Oslo [que contém os filmes </span><i><span style="font-weight: 400;">Começar de Novo (</span></i><span style="font-weight: 400;">2006), </span><i><span style="font-weight: 400;">Oslo, 31 de Agosto</span></i><span style="font-weight: 400;"> (2011) e </span><a href="https://personaunesp.com.br/a-pior-pessoa-do-mundo-critica/"><i><span style="font-weight: 400;">A Pior Pessoa do Mundo</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> (2021)] como base, focalizar todo o trauma daquelas irmãs a partir dos sentimentos mal resolvidos de Gustav é a maneira que o diretor encontra de conversar sobre a Sétima Arte. Embora não seja um pai presente, o olhar cinematográfico do veterano é capaz de compreender e nomear o mais obscuro que assola a protagonista. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A </span><a href="https://letterboxd.com/journal/joachim-trier-sentimental-value-interview/"><span style="font-weight: 400;">casa</span></a><span style="font-weight: 400;"> da família também é uma representação de toda a mágoa daquele universo e a rachadura em uma das paredes é muito mais do que uma simples alteração do espaço físico. Aquela falha, na verdade, conta uma história que atravessa gerações. Semelhante à dinâmica entre o diretor e Nora, os metros quadrados que dão firmeza a tudo vivido espelham o sentimentalismo do lar norueguês. Brigas, separações e ressentimentos se juntam aos momentos felizes e aos almoços entre entes queridos. </span></p>
<figure id="attachment_37026" aria-describedby="caption-attachment-37026" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img decoding="async" class="size-medium wp-image-37026" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2026/03/image5-1-800x432.png" alt="Cena do filme Valor Sentimental. Na imagem, há duas mulheres brancas de cabelos castanhos em uma cama. Enquanto chora, a mulher da esquerda abraça a da direita, que está sorrindo. Elas vestem roupas da cor cinza e azul." width="800" height="432" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2026/03/image5-1-800x432.png 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2026/03/image5-1-1024x554.png 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2026/03/image5-1-768x415.png 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2026/03/image5-1-1536x830.png 1536w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2026/03/image5-1-1200x649.png 1200w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2026/03/image5-1.png 1998w" sizes="(max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-37026" class="wp-caption-text">A dinâmica entre Nora e Agnes sintetiza um sentimento universal: o de irmandade (Foto: Kasper Tuxen)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">A montagem, nos filmes de Trier, é facilmente um de seus êxitos. No filme de 2025, o profissional responsável é </span><a href="https://awardsbuzz.com/interview-olivier-bugge-coutte-on-assembling-the-final-edit-and-challenges-of-structuring-a-non-linear-story-in-sentimental-value/"><span style="font-weight: 400;">Olivier Bugge Coutté</span></a><span style="font-weight: 400;">, indicado à categoria na premiação cinematográfica. O início dos longas do diretor carrega uma narração e tipos de ‘resumos’, que apresentam aquele mundo ao espectador, bem como os personagens que iremos acompanhar durante algumas horas. Assim como em </span><i><span style="font-weight: 400;">The Worst Person In The World</span></i><span style="font-weight: 400;">, a personagem de Renate Reinsve também ganha uma espécie de sinopse de sua personalidade, ambições e defeitos.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Uma boa descrição no universo do norueguês só é possível por conta do roteiro, que Joachim assina ao lado de </span><a href="https://variety.com/2026/awards/awards/sentimental-value-joachim-trier-eskil-vogt-partnership-1236588131/"><span style="font-weight: 400;">Eskil Vogt</span></a><span style="font-weight: 400;">, com quem trabalhou durante toda sua filmografia. O texto, alinhado à atuação propositalmente apática da protagonista e que se amolece conforme o tempo passa, justifica os reconhecimentos em Melhor Atriz e Melhor Roteiro Original na Academia. Nora, que já tentou se suicidar, carregou muito da solidão e rancor após a ida do pai. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Ainda assim, o desgosto não foi capaz de suprir uma de suas capacidades mais especiais: a de cuidar da irmã Agnes (Inga Ibsdotter Lilleaas) na infância das duas. Aliás, a interação entre a dupla tem o clímax, no desfecho do filme, garante a cena mais marcante de </span><i><span style="font-weight: 400;">Valor Sentimental</span></i><span style="font-weight: 400;">. Ali, desde os filhos únicos àqueles que cresceram com um(a) caçula do lado, vão se identificar com o instinto de irmandade, selado desde a compreensão do que é um núcleo familiar. “</span><i><span style="font-weight: 400;">A vida é muito curta para ficar briga com uma irmã</span></i><span style="font-weight: 400;">”, diz Jo March (</span><a href="https://personaunesp.com.br/lady-bird-critica/"><span style="font-weight: 400;">Saoirse Ronan</span></a><span style="font-weight: 400;">) para Amy March (</span><a href="https://personaunesp.com.br/viuva-negra-critica/"><span style="font-weight: 400;">Florence Pugh</span></a><span style="font-weight: 400;">), em </span><a href="https://personaunesp.com.br/adoraveis-mulheres-5-anos/"><i><span style="font-weight: 400;">Adoráveis Mulheres</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> (2019).</span></p>
<figure id="attachment_37024" aria-describedby="caption-attachment-37024" style="width: 600px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-37024" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2026/03/image3-2.png" alt="Cena do filme Valor Sentimental. Na imagem, há uma mulher branca de cabelos castanhos e uma mulher branca de cabelos louros. À direita, a moça está tirando uma fotografia na câmera da frente com a moça. Enquanto a mulher de cabelos castanhos usa uma camisa moletom azul escura, a loira utiliza uma blusa manga longa branca com uma jaqueta preta." width="600" height="324" /><figcaption id="caption-attachment-37024" class="wp-caption-text">Inga Ibsdotter Lilleaas e Elle Fanning foram indicadas em Melhor Atriz Coadjuvante no Oscar 2026 (Foto: Kasper Tuxen)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">Pois bem, na obra indicada a Melhor Filme e Melhor Filme Internacional, a sororidade é acompanhada de respeito mútuo, apreço e confiança. Com medo da primogênita voltar ao lugar obscuro onde chegou anteriormente, ela cuida da mulher, assim como a mesma fez quando ambas eram pequenas. Em uma jornada marcada pela finitude, o amor por um </span><a href="https://www.abcmais.com/streaming-teve-e-cinema/dia-do-irmao-relembre-algumas-das-duplas-mais-iconicas-da-cultura-pop/"><span style="font-weight: 400;">irmão</span></a><span style="font-weight: 400;"> nunca morre, ele se fortalece, mesmo que precise adquirir novas facetas ao longo da caminhada.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Outro destaque é a </span><a href="https://scriptmag.com/the-polyphonic-nature-of-a-strong-story-joachim-trier-and-eskil-vogt-discuss-sentimental-value"><span style="font-weight: 400;">seleção musical</span></a><span style="font-weight: 400;">  escolhida a dedo por Trier nas cenas de seus personagens. Aqui, as produções musicais dialogam com o interior do quarteto principal, especialmente as faixas </span><a href="https://open.spotify.com/intl-pt/track/14wptXR2xsGAbmbsNwQkQD?si=0bd04270d0ca44ea"><i><span style="font-weight: 400;">Dancing Girl</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, de Terry Callier, e </span><a href="https://open.spotify.com/intl-pt/track/0WAEGVylZjbe2mQ6Or6HxY?si=16a60b0b403f4df7"><i><span style="font-weight: 400;">Cannock Chase</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, de Labi Siffre, que encerram a produção. Embora o roteiro de Gustav só possa ser entendido pela família que viveu aquela história, as canções citadas se conectam universalmente com quem acompanha a narrativa. É utilizar a sonoridade </span><i><span style="font-weight: 400;">folk</span></i><span style="font-weight: 400;"> dos anos 70 e, a partir disso, criar um sentimento de completude ao término do filme. É daquelas experiências que nos fazem salvar as músicas nas nossas playlists e revisitar aquilo que experimentamos durante a primeira assistida. </span></p>
<figure id="attachment_37023" aria-describedby="caption-attachment-37023" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-37023" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2026/03/image2-3-800x440.png" alt="Cena do filme Valor Sentimental. Na imagem, há uma mulher branca de cabelos castanhos em uma casa. Ela veste uma blusa com tons terrosos e uma bolsa dourada utilizada na transversal." width="800" height="440" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2026/03/image2-3-800x440.png 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2026/03/image2-3-1024x563.png 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2026/03/image2-3-768x423.png 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2026/03/image2-3-1536x845.png 1536w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2026/03/image2-3-1200x660.png 1200w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2026/03/image2-3.png 1999w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-37023" class="wp-caption-text">Renate Reinsve já trabalhou com Joachim Trier em A Pior Pessoa do Mundo e Oslo, 31 de Agosto (Foto: Kasper Tuxen)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">Mesmo reconhecido como Melhor Ator Coadjuvante na premiação, o trabalho de </span><a href="https://www.vanityfair.com/hollywood/story/stellan-skarsgard-sentimental-value-mamma-mia?srsltid=AfmBOoowPzQXmIvEw1DHlCau87dq-ul2R189d2gk9t41ekKgZrMxMCnG"><span style="font-weight: 400;">Stellan Skarsgård</span></a><span style="font-weight: 400;"> é de protagonista. Seja por causa dos problemas que se originam com o seu retorno a Oslo ou pela relação de professor e aluno que cria com a artista hollywoodiana, o fato é que todo o drama presente em </span><i><span style="font-weight: 400;">Sentimental Value</span></i><span style="font-weight: 400;"> (título original) vem com a figura do patriarca. As personagens, por exemplo, necessitam da aprovação do veterano. É como se a recognição de seus atos e ‘performances’ (no caso, de Nora e Rachel) apenas fossem de fato algo caso ganhassem a aprovação do cineasta. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A partir disso, Trier apresenta a sua versão do que é o </span><a href="https://g1.globo.com/df/distrito-federal/noticia/2023/08/13/daddy-issues-entenda-termo-usado-nas-redes-para-descrever-herancas-emocionais-deixadas-pela-relacao-paterna.ghtml"><i><span style="font-weight: 400;">daddy issues</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, uma relação fria, distante e inóspita de níveis mais intensos de amabilidade. Por outro lado, a paixão de Gustav pela Sétima Arte é o que o faz ser um gênio naquele universo. Realmente, o prêmio de melhor pai do ano não foi para ele. O veterano até o perdeu – diversas vezes. No entanto, a dedicação e a excelência com a qual trabalhou para examinar os sentimentos fizeram com que ele alcançasse o patamar que ocupa. E, por ter uma filha que também faz parte do meio, a dinâmica entre a dupla ganha um leque de sentidos. Duas coisas podem ser verdade: a admiração pelo diretor norueguês e o ressentimento ao pai ausente caminham lado a lado e se nutrem de maneira interminável.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Transformador e longe de ser unânime, </span><i><span style="font-weight: 400;">Valor Sentimental </span></i><span style="font-weight: 400;">se camufla no seu maior amor ou medo: pelo Cinema, pela omissão patriarcal e pelas questões psicológicas. Lidar com a depressão não é algo corriqueiro, tampouco usual. Mas se ver em tela, após os picos da doença e o abandono de uma figura familiar por meio de Nora, é único e brutalmente aconchegante. O rombo que um laço parental acarreta em um ser humano em construção é irremediável. No entanto, como versa </span><a href="https://pitchfork.com/reviews/albums/labi-siffre-crying-laughing-loving-lying/"><span style="font-weight: 400;">Labi Siffre</span></a><span style="font-weight: 400;"> no encerramento da narrativa, “</span><i><span style="font-weight: 400;">Parecia que minha alma tinha morrido e ido embora. Mas tá tudo certo, estou de volta à luta</span></i><span style="font-weight: 400;">”.</span></p>
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		<title>Em um deserto de expectativas, Duna: Parte 2 é um milagre de adaptação</title>
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		<pubDate>Tue, 06 Aug 2024 19:25:12 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Aviso: Lisan al Gaib profetiza que haverá spoilers no texto a seguir Íris Ítalo Marquezini e Nathan Sampaio Um dos exemplos mais utilizados em escolas para representar o conceito de uma história épica é A Odisseia, de Homero. A trama de voltar para casa, ficar distante da família e reclamar dos sacrifícios que são de &#8230; <a href="http://personaunesp.com.br/duna-parte-2-critica/" class="more-link">Continue lendo<span class="screen-reader-text"> "Em um deserto de expectativas, Duna: Parte 2 é um milagre de adaptação"</span></a></p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><em><span style="font-weight: 400;"><strong>Aviso:</strong> Lisan al Gaib profetiza que haverá spoilers no texto a seguir</span></em></p>
<figure id="attachment_33675" aria-describedby="caption-attachment-33675" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-33675" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/08/Imagem-1-800x452.jpg" alt="Cena do filme Duna: Parte 2: Paul Atreides, interpretado por Timothée Chamalet, caminha sobre as areais do deserto de Arrakis em direção à câmera. Paul é um jovem branco de cabelo curto liso. Na cena, ele utiliza um trajestilador, uma roupa cinzenta e justa com cabos e placas lisas que cobrem o corpo inteiro. Paul utiliza um capuz preto e uma capa cinzenta translúcida. O personagem está no centro da imagem com um sol batendo acima dele e montanhas atras de si. O céu é de um amarelo quase bege e não há nuvens. Os olhos de Paul nesta imagens são azuis." width="800" height="452" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/08/Imagem-1-800x452.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/08/Imagem-1-768x434.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/08/Imagem-1.jpg 1024w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-33675" class="wp-caption-text">O universo de Duna revolucionou a Literatura de ficção científica e, agora, revoluciona o Cinema do gênero (Foto: Warner Bros. Pictures)</figcaption></figure>
<p><b>Íris Ítalo Marquezini e Nathan Sampaio</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Um dos exemplos mais utilizados em escolas para representar o conceito de uma história épica é </span><i><span style="font-weight: 400;">A Odisseia</span></i><span style="font-weight: 400;">, de Homero. A trama de voltar para casa, ficar distante da família e reclamar dos sacrifícios que são de heróis por direito fundou muito do que se entende pelo ocidente hoje. Acontece que não só de </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=OmPvpDXox2Y"><span style="font-weight: 400;">histórias monumentais</span></a><span style="font-weight: 400;"> viviam os gregos. As tragédias, compostas por pessoas paralisadas pelas teias do </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=kVgxQJlgDAQ&amp;list=PLIRc6UmLbMO0uTtFYzuH2QhmxOre_XrHw&amp;index=3"><span style="font-weight: 400;">destino</span></a><span style="font-weight: 400;"> e de erros fatais irreparáveis, colocavam a audiência na linha tênue entre entretenimento e choque pelo que era representado nos palcos dos teatros. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Ésquilo, em </span><a href="https://www.metopera.org/discover/education/educator-guides/elektra/house-of-atreus/"><i><span style="font-weight: 400;">A Casa de Atreus</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, demonstra um exemplo de como determinadas crenças, ganância e crueldade podem condenar gerações de uma família a sofrer um ciclo de </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=yaLvkqZ4VZc"><span style="font-weight: 400;">violência interminável</span></a><span style="font-weight: 400;">. </span><i><span style="font-weight: 400;">Duna: Parte 2</span></i><span style="font-weight: 400;"> continua a mostrar a tragédia que acomete essa mesma linhagem dezenas de milhares de anos depois. A graça do filme é o diretor Denis Villeneuve somar o épico e o trágico igualmente, de uma forma que, como alguns diriam anos atrás, seria </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=oJOUHEJTmrc"><span style="font-weight: 400;">impossível</span></a><span style="font-weight: 400;">. Para uma história com tanto peso na religião, </span><i><span style="font-weight: 400;">Duna: Parte 2 </span></i><span style="font-weight: 400;">faz a audiência acreditar que é possível ir ao cinema para presenciar um milagre.</span></p>
<p><span id="more-33663"></span></p>
<p><figure id="attachment_33676" aria-describedby="caption-attachment-33676" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-33676" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/08/Imagem-2-800x422.png" alt="Cena do filme Duna: Parte 2: Paul entra em um duelo de facas com Feyd Rautha. Em ambos cantos da imagem é possível ver a silhueta de alguns Fremen em frente a uma janela translúcida que bloqueia a luz do sol forte no centro da imagem. À esquerda é possível ver Feyd de pé em uma posição ereta. Feyd um homem careca e albino utilizando uma armadura inteiramente preta, exceto pela cabeça que está desprotegida. Paul está de frente a Feyd em uma posição de guarda para a luta. Ambos seguram facas nas respectivas mãos direitas. É possível ver somente as silhuetas pretas desses personagens em frente a grande janela amarelada pelo sol ao fundo." width="800" height="422" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/08/Imagem-2-800x422.png 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/08/Imagem-2-768x405.png 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/08/Imagem-2.png 1024w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-33676" class="wp-caption-text">Duna: Parte 2 é o Império Contra-Ataca (Star Wars) da saga de Frank Herbert [Foto: Warner Bros. Pictures]</figcaption></figure><span style="font-weight: 400;">A sequência começa imediatamente após o final anticlimático do primeiro filme: com Paul Atreides (Timothée Chalamet) e Lady Jessica (Rebecca Ferguson) após terem sido atacados. Depostos pela Casa Harkonnen e deixados para morrer no deserto, a dupla se adapta à vivência com os </span><a href="https://br.ign.com/dune/92230/preview/duna-conheca-tudo-sobre-os-fremen"><i><span style="font-weight: 400;">fremen</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, o povo nativo do planeta </span><i><span style="font-weight: 400;">Arrakis</span></i><span style="font-weight: 400;">. Desde o início, a relação entre esses personagens e a cultura de um mundo diferente é cercada de desconfianças e manipulações muito bem construídas. É a partir de diálogos bastante diretos que as maquinações pensadas por cada família ficam claras no universo gigante fundado por </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=yhYU4ZbLmmk"><span style="font-weight: 400;">Frank Herbert</span></a><span style="font-weight: 400;"> em 1965. </span></p>
<p><i><span style="font-weight: 400;">Duna: Parte 2</span></i><span style="font-weight: 400;">, apesar de ser uma adaptação bastante fiel ao livro, decide focar principalmente em um único tema. A </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=0pdqxSyro_M"><span style="font-weight: 400;">ecologia</span></a><span style="font-weight: 400;"> do planeta é deixada de lado no roteiro, para se debruçar totalmente no tópico do fanatismo religioso em um contexto colonialista. A história avança fazendo com que a audiência se impressione com a escala grandiosa dos eventos, mas tudo é feito para deixar uma ‘pulga atrás da orelha’ de quem assiste. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Desde o primeiro longa, apresentam-se uma grande variedade de personagens – centrais e coadjuvantes – que não servem apenas para compor cena, pois todos se relacionam com algum aspecto importante do universo criado por Herbert. Porém, o </span><a href="https://personaunesp.com.br/duna-2021-critica/"><span style="font-weight: 400;">filme de 2021</span></a><span style="font-weight: 400;"> falha em desenvolver toda essa gama de indivíduos, tornando-os desinteressantes e, em alguns casos, sem propósitos narrativos, o que prejudica o envolvimento do público. Felizmente, o roteiro de Denis Villeneuve e </span><a href="https://mashable.com/article/dune-part-two-jon-spaihts-interview-dune-messiah"><span style="font-weight: 400;">Jon Spaihts</span></a><span style="font-weight: 400;"> amadureceu com o tempo – algo que trouxe arcos melhor estruturados, atrelados a personalidades únicas e marcantes.</span></p>
<figure id="attachment_33674" aria-describedby="caption-attachment-33674" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-33674" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/08/Imagem-3-800x450.jpg" alt="Cena do filme Duna: Parte 2: Lady Jessica, uma mulher branca de olhos azuis e cabelos escuros e lisos encara um ponto fora da tela. A câmera está focada no rosto dela coberto de tatuagens de hieróglifos. Jessica utiliza uma roupa característica das Bene Gesserit. A roupa se trata de um capuz marrom-avermelhado com detalhes dourados ao redor do capuz. Há um lenço amarelo embaixo do capuz e cobrindo a cabeça de Jessica. O visual ainda conta com um chapéu redondo que cobre inteiramente o cabelo e topo da cabeça da personagem. Desse chapéu, descem tiras douradas que forma linhas em frente ao rosto de Jessica presas por um enfeite retangular." width="800" height="450" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/08/Imagem-3-800x450.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/08/Imagem-3-1024x577.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/08/Imagem-3-768x432.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/08/Imagem-3-1536x865.jpg 1536w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/08/Imagem-3-1200x676.jpg 1200w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/08/Imagem-3.jpg 1920w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-33674" class="wp-caption-text">Para o figurino de Lady Jessica foram usadas referências da cultura Touareg do Marrocos, com linho e cores claras (Foto: Warner Bros. Pictures)</figcaption></figure>
<p><a href="https://youtu.be/tNcsWDc4w2o?si=L0NViSjyCgpUfT8-"><span style="font-weight: 400;">Paul Atreides</span></a><span style="font-weight: 400;"> é o personagem que apresenta a melhor evolução, não só entre os filmes, mas também dentro desta sequência. O protagonista começa humilde, empático e concessivo, o que contrasta com a postura mais autoritária e messiânica que surge ao longo da narrativa. E como se não bastasse só o texto bem escrito, a performance de </span><a href="https://youtu.be/TJL2ul-RXGI?si=zEAKNj1jnM1EY_jp"><span style="font-weight: 400;">Timothée Chalamet</span></a><span style="font-weight: 400;"> é genial, captando todas as nuances da transformação de Atreides para </span><i><span style="font-weight: 400;">Muad’dib</span></i><span style="font-weight: 400;">. Além disso, o ator faz com que as suas falas sejam impactantes, mesmo aquelas que estão em um idioma fictício. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Um dos melhores e mais importantes arcos dentro de </span><i><span style="font-weight: 400;">Dune: Part Two</span></i><span style="font-weight: 400;"> (no original)</span> <span style="font-weight: 400;">é o de Lady Jessica Atreides, que se aprofunda tanto na mitologia do povo do deserto – os </span><i><span style="font-weight: 400;">fremen</span></i><span style="font-weight: 400;"> – quanto nas intenções políticas da ordem das </span><a href="https://editoraaleph.com.br/a-sociedade-matriarcal-em-duna-e-as-bene-gesserit/"><i><span style="font-weight: 400;">Bene Gesserit</span></i></a><span style="font-weight: 400;">. A personagem tem relação direta com o tema principal da trama: a religião e como ela pode ser um instrumento muito poderoso de manipulação de massas. Jessica, mãe de Paul Atreides, entende essa questão e é exatamente por isso que decide usá-la ao seu favor, mesmo que isso vá de encontro com as vontades do seu filho. Nesse papel, </span><a href="https://youtu.be/b_Z1FCukLps?si=KeAVL37MYLpLYRJF"><span style="font-weight: 400;">Rebecca Ferguson</span></a><span style="font-weight: 400;"> entrega uma performance complexa, pesada, que flerta com a vilania, mas que nunca deixa de ser cativante.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Villeneuve e Spaihts souberam muito bem adaptar o material original por não se prenderem apenas em transpor o livro para a tela, mas se desafiarem a alterar acontecimentos e personagens em prol de fortalecer sua narrativa. Lady Jessica, no material base, critica constantemente o caminho messiânico e violento tomado por Paul; enquanto em </span><i><span style="font-weight: 400;">Duna: Parte 2</span></i><span style="font-weight: 400;">,</span> <span style="font-weight: 400;">a </span><i><span style="font-weight: 400;">Reverenda Madre</span></i><span style="font-weight: 400;"> está bem confortável com a ideia de </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=vLhrS5rag_o"><span style="font-weight: 400;">manipular</span></a><span style="font-weight: 400;"> os mais fracos e vulneráveis.</span></p>
<figure id="attachment_33673" aria-describedby="caption-attachment-33673" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-33673" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/08/Imagem-4-800x450.png" alt="Cena do filme Duna: Parte 2: Chani encara Paul, que está fora do enquadramento, com um semblante irritado. A personagem é uma jovem negra de cabelo crespos e curtos e olhos inteiramente azuis. A personagem utiliza uma armadura cinza com textura áspera que cobre todo o corpo, exceto a cabeça. Atrás dela, é possível ver alguns fremen desfocados." width="800" height="450" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/08/Imagem-4-800x450.png 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/08/Imagem-4-1024x576.png 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/08/Imagem-4-768x432.png 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/08/Imagem-4-1536x864.png 1536w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/08/Imagem-4-1200x675.png 1200w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/08/Imagem-4.png 2000w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-33673" class="wp-caption-text">De coadjuvante a papel central, Chani é uma das personagens mais influentes em Duna: Parte 2 (Foto: Warner Bros. Pictures)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">No romance de Frank Herbert, </span><a href="https://youtu.be/9_EEraYR-qo?si=44AWXWNQa6iD31wf"><span style="font-weight: 400;">Chani</span></a><span style="font-weight: 400;"> (Zendaya) é passiva e se limita em aceitar as decisões do protagonista, o que a torna tanto amante como seguidora do </span><a href="https://open.spotify.com/episode/2Qov5o8JCvflGpZPKCE7mN?si=031b746a51664caf"><i><span style="font-weight: 400;">Lisan al Gaib</span></i></a><span style="font-weight: 400;">. Por outro lado, a </span><i><span style="font-weight: 400;">fremen</span></i><span style="font-weight: 400;"> aparece para a audiência nas duas partes da adaptação</span> <span style="font-weight: 400;">como uma bússola moral. O longa a transforma em uma descrente das profecias, e essa convicção, unida a sua personalidade segura de si, criam pontos de </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=EWQIvegIYEQ"><span style="font-weight: 400;">conflito</span></a><span style="font-weight: 400;"> entre ela e Paul Atreides. Tal decisão torna a interpretação de Zendaya mais interessante e ajuda a engajar o espectador. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Os antagonistas apresentam um desenvolvimento mais fraco se comparado aos protagonistas, já que todos os Harkonnen compartilham de traços de personalidade similares, como violência, impiedade e sede de poder. O que os torna únicos é o visual absurdo empregado em cada um deles: se não fosse a estética requintada alinhada à interpretação imponente de </span><a href="https://youtu.be/l5nLONCv6Kg?si=hyOzyXXMNOA_TilC"><span style="font-weight: 400;">Stellan Skarsgård</span></a><span style="font-weight: 400;">, como Barão Vladimir, e </span><a href="https://youtu.be/kwwDznO3EMQ?si=5DaXMzyY49NEIT-G"><span style="font-weight: 400;">Austin Butler</span></a><span style="font-weight: 400;">, como Feyd-Rautha, os personagens poderiam se tornar genéricos, mas há pinceladas de individualidade o suficiente que os tornam ameaçadores. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">As demais interpretações estão alinhadas com os propósitos da narrativa. Stilgar Ben Fifrawi (</span><a href="https://youtu.be/Rj9BT0THWLE?si=2QYPeRA0X16OZWgX"><span style="font-weight: 400;">Javier Bardem</span></a><span style="font-weight: 400;">) personifica os </span><i><span style="font-weight: 400;">fremen </span></i><span style="font-weight: 400;">que ainda acreditam no Messias cegamente, o que faz com que ele transite entre a figura cômica e aquele irracional pela própria fé incondicional. Já a Princesa Irulan Corrino (</span><a href="https://youtu.be/0YQHYM17wkg?si=SEIHHMX9YO12x_o8"><span style="font-weight: 400;">Florence Pugh</span></a><span style="font-weight: 400;">), serve para vislumbrarmos as consequências políticas do primeiro filme, além de atiçar o público para a sequência. As performances mais fracas ficam por conta de </span><a href="https://youtu.be/_Ibvk_oAbpU?si=65QFfOlgZ6pb8rtr"><span style="font-weight: 400;">Christopher Walken</span></a><span style="font-weight: 400;">, como Imperador Shaddam IV, e </span><a href="https://youtu.be/AkxguPOSDxA?si=xgi861NAvEc05r-B"><span style="font-weight: 400;">Josh Brolin</span></a><span style="font-weight: 400;">, que retorna como Gurney Halleck, por causa do menor tempo de tela e pela desconexão com a trama.</span></p>
<figure id="attachment_33672" aria-describedby="caption-attachment-33672" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-33672" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/08/Imagem-5-800x414.jpg" alt="Cena do filme Duna: Parte 2: Paul, à esquerda, encara o céu. Chani, à direita, segura uma bazuca com as duas mãos e à leva ao ombro para mirar em direção à câmera. A personagem mantém um dos olhos fechados para mirar. A arma utilizada por Chani é retangular e possui uma tela cinzenta apagada também retangular nas laterais. Ambos os personagens utilizam os trajestiladores cinzas, mas com um capacete redondo e uma máscara facial que cobrem o rosto inteiro exceto os olhos." width="800" height="414" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/08/Imagem-5-800x414.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/08/Imagem-5-1024x530.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/08/Imagem-5-768x397.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/08/Imagem-5-1200x621.jpg 1200w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/08/Imagem-5.jpg 1500w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-33672" class="wp-caption-text">O design dos maquinários dos Harkonnen se baseia em aracnídeos para reforçar sua ameaça (Foto: Warner Bros Pictures)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">A conclusão da trama também melhora no novo capítulo, pois como o primeiro longa deixou um gancho para a sequência, havia a sensação da história parecer incompleta e </span><a href="https://youtu.be/oI464xDu3KU?si=fgeHJuc0ruPbXe5B"><span style="font-weight: 400;">sem final</span></a><span style="font-weight: 400;">. Já a segunda parte parece mais inteira, pois possui uma linha narrativa melhor desenvolvida – com início, meio e fim bem delimitados e satisfatórios – tirando o gosto amargo deixado pela experiência anterior. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Comparado com o primeiro filme, </span><i><span style="font-weight: 400;">Duna: Parte 2</span></i><span style="font-weight: 400;"> apresenta um ritmo muito melhor. O </span><a href="https://youtu.be/uBKH8WaMWSo?si=AtOP4O5vKQw-z3Uj"><span style="font-weight: 400;">longa de 2021</span></a><span style="font-weight: 400;"> adapta um trecho introdutório do livro original, e apresenta conceitos básicos do universo – o que faz a trama demorar, tornando a narrativa insossa. Já a sequência se beneficia da transposição do clímax da publicação </span><i><span style="font-weight: 400;">sci-fi </span></i><span style="font-weight: 400;">para as telonas: a direção de Denis Villeneuve consegue aproveitar bem isso, e faz a história ser impressionante, trágica, intensa, angustiante e, acima de tudo, deslumbrante</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Os pontos positivos da </span><i><span style="font-weight: 400;">Parte 1</span></i><span style="font-weight: 400;"> se mantiveram neste novo capítulo. O </span><a href="https://www.elledecor.com/life-culture/a38066050/dune-set-design/"><i><span style="font-weight: 400;">design</span></i><span style="font-weight: 400;"> de produção</span></a><span style="font-weight: 400;"> feito por Patrice Vermette – </span><a href="https://jovemnerd.com.br/noticias/filmes/oscar-2022-duna-premiacoes-tecnicas"><span style="font-weight: 400;">vencedor do Oscar</span></a><span style="font-weight: 400;"> por </span><i><span style="font-weight: 400;">Duna </span></i><span style="font-weight: 400;">em 2022 – continua impecável e encantadora. Nesta segunda parte, mergulhamos ainda mais na cultura </span><i><span style="font-weight: 400;">fremen</span></i><span style="font-weight: 400;">, o que permitiu ao diretor de Arte mergulhar ainda mais nas referências de culturas do Oriente Médio somadas às identidades visuais de civilizações Incas e Astecas. A confluência de referenciais foi essencial para criar uma personalidade única e reconhecível ao universo de Herbert.</span></p>
<figure id="attachment_33671" aria-describedby="caption-attachment-33671" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-33671" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/08/Imagem-6-800x450.png" alt="Cena do filme Duna: Parte 2: Feyd-Rautha encara o Barão Harkonnen, que está fora do enquadramento. O personagem está no centro da imagem olhando para cima, de forma que a câmera o vê de baixo. O personagem utiliza uma armadura preta que deixa o peito, pescoço e braços levemente expostos. Feyd está com um semblante raivoso." width="800" height="450" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/08/Imagem-6-800x450.png 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/08/Imagem-6-1024x576.png 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/08/Imagem-6-768x432.png 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/08/Imagem-6.png 1200w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-33671" class="wp-caption-text">Os fogos de artifício que aparecem na cena de Giedi Prime foram inspirados em imagens de células cancerígenas (Foto: Warner Bros Pictures)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">Um dos momentos mais deslumbrantes de </span><i><span style="font-weight: 400;">Duna: Parte 2 </span></i><span style="font-weight: 400;">é a sequência em </span><i><span style="font-weight: 400;">Giedi Prime</span></i><span style="font-weight: 400;">, planeta natal dos </span><i><span style="font-weight: 400;">Harkonnen</span></i><span style="font-weight: 400;">, que, por decisões estéticas de Villeneuve, foi toda feita em preto e branco, o que remete ao caráter colonizador da dinastia. Dessa forma, Vermette se inspirou em </span><a href="https://www-dezeen-com.translate.goog/2024/03/19/dune-part-two-production-design-patrice-vermette-interview/?_x_tr_sl=en&amp;_x_tr_tl=pt&amp;_x_tr_hl=pt-BR&amp;_x_tr_pto=sc"><span style="font-weight: 400;">visuais plásticos e oleosos</span></a><span style="font-weight: 400;">, que lembram o petróleo, e o resultado é um cenário opressor, repulsivo e nojento, características que se encaixam perfeitamente no grupo de antagonistas. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A cinematografia também possui muitos méritos por essa sequência, pois o diretor de Fotografia, </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=39p8wPkhmtM"><span style="font-weight: 400;">Greig Fraser</span></a><span style="font-weight: 400;"> – que retorna à sequência após ter ganhado o </span><i><span style="font-weight: 400;">Oscar</span></i><span style="font-weight: 400;"> pelo primeiro capítulo –, se desafia ainda mais neste longa. Para passar a sensação do sol negro que ilumina </span><i><span style="font-weight: 400;">Giedi Prime</span></i><span style="font-weight: 400;">, usaram-se câmeras infravermelhas e dessaturação, o que proporcionou às cenas um tom mais natural e opressivo ao mesmo tempo, ajudando a diferenciar a ecologia de cada planeta.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Por mais que haja muitos elementos fantasiosos em cena, Fraser e Denis </span><span style="font-weight: 400;">Villeneuve buscaram manter um viés realista nas filmagens e enquadramentos. Todo o segmento de Paul montado pela primeira vez no </span><a href="https://youtu.be/7E6AcXUKSVA?si=Wj2dPH_FJL_ESmod"><span style="font-weight: 400;">verme</span></a><span style="font-weight: 400;"> foi inspirado em vídeos de pessoas mergulhando e enfrentando vendavais, e o referencial mais próximo da realidade junto de </span><i><span style="font-weight: 400;">closes </span></i><span style="font-weight: 400;">mais intensos faz com que o espectador se sinta na pele de </span><i><span style="font-weight: 400;">Muad’Dib</span></i><span style="font-weight: 400;">.</span></p>
<figure id="attachment_33670" aria-describedby="caption-attachment-33670" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-33670" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/08/Imagem-7-800x480.jpeg" alt="Cena do filme Duna: Parte 2: Paul Atreides monta o verme-de-areia shai-hulud que está indo para a direita da imagem. O personagem está em frente ao sol em uma posição que tenta manter o equilíbrio. Paul está com o corpo inteiramente coberto pelo trajestilador e um capuz alaranjado na cabeça que esvoaça com o vento. O personagem é visto de lado e ele segura duas cordas com ambas as mãos que se conectam em um ponto fora do enquadramento. É possível ver apenas um pedaço do verme com pele cinzenta e áspera e cheia de elevações." width="800" height="480" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/08/Imagem-7-800x480.jpeg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/08/Imagem-7-1024x614.jpeg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/08/Imagem-7-768x461.jpeg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/08/Imagem-7.jpeg 1200w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-33670" class="wp-caption-text">A cena do verme demorou semanas para ser gravada, pois necessitava de vários ângulos diferentes (Foto: Warner Bros Pictures)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">A direção de Villeneuve do segundo capítulo consegue entregar cenas de ação ainda mais empolgantes que o primeiro, dando o tom épico que </span><i><span style="font-weight: 400;">Duna </span></i><span style="font-weight: 400;">merecia. A batalha final é grandiosa e espetacular, e é um deleite para quem se permitiu imergir naquele mundo. O deserto parece mais vivo, e o diretor se inspira em</span> <a href="https://www.youtube.com/watch?v=HxejohkhRuQ"><i><span style="font-weight: 400;">Lawrence da Arábia</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> (1962) para filmar e transformar aquele cenário em um personagem vivo e atuante na trama, algo perceptível durante toda a projeção, principalmente nas interações entre os </span><i><span style="font-weight: 400;">fremen </span></i><span style="font-weight: 400;">e </span><i><span style="font-weight: 400;">Arrakis</span></i><span style="font-weight: 400;">, que parecem pertencer a uma mesma tribo. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O único ponto negativo da cinematografia, também presente na </span><i><span style="font-weight: 400;">Parte 1</span></i><span style="font-weight: 400;">, é que a sensação de calor do deserto nunca é transmitida para o espectador. Jamais vemos Paul Atreides, Lady Jessica, Stigar ou qualquer soldado Harkonnen sofrer com o sol. Ter essa percepção auxiliaria na construção do mundo, pois os </span><i><span style="font-weight: 400;">fremen </span></i><span style="font-weight: 400;">pareceriam mais ameaçadores por viver naquelas condições, além de demonstrar ao público como aquela terra é inóspita. Isso é algo que pode ser melhor visto em outros filmes, como em </span><a href="https://personaunesp.com.br/mad-max-estrada-da-furia-o-reboot-da-distopia/"><i><span style="font-weight: 400;">Mad Max: Estrada da Fúria</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> (2015).</span></p>
<figure id="attachment_33669" aria-describedby="caption-attachment-33669" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-33669" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/08/Imagem-8-800x420.jpeg" alt="Cena do filme Duna: Parte 2: Paul Atreides encara o shai-hulud que irá montar. A câmera está em plano detalhe destacando os olhos do personagem, que nesta cena ainda são verdes. O personagem utiliza uma máscara e capacete de trajestilador e um lenço laranja cobrindo o restante da cabeça." width="800" height="420" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/08/Imagem-8-800x420.jpeg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/08/Imagem-8-1024x538.jpeg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/08/Imagem-8-768x403.jpeg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/08/Imagem-8.jpeg 1200w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-33669" class="wp-caption-text">Os linguistas David J. Peterson e Jessie Peterson criaram a Chakobsa, a linguagem usada pelos fremen (Foto: Warner Bros Pictures)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">Hans Zimmer retorna para a trilha sonora da sequência, reutilizando muito do </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=93A1ryc-WW0"><span style="font-weight: 400;">primeiro filme</span></a><span style="font-weight: 400;">, mas sem deixar de expandir o que já foi feito. As músicas aqui servem não só para demonstrar a grandeza e o aspecto único da história, mas também para dar um </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=r5SE6VOIwnc"><span style="font-weight: 400;">toque funesto</span></a><span style="font-weight: 400;"> às consequências dos atos dos protagonistas. Reconhecer algumas melodias não incomoda, pois se tem a experiência de ver </span><i><span style="font-weight: 400;">Duna</span></i><span style="font-weight: 400;"> criar uma </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=TXD-ypn_g0c"><span style="font-weight: 400;">identidade sonora</span></a><span style="font-weight: 400;"> própria, bem distante das orquestras sinfônicas europeias que Zimmer conseguiu, com sucesso, se afastar.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">As músicas </span><i><span style="font-weight: 400;">Water of Life</span></i><span style="font-weight: 400;"> e </span><i><span style="font-weight: 400;">Worm Ride </span></i><span style="font-weight: 400;">são semelhantes a </span><i><span style="font-weight: 400;">Gom Jabbar </span></i><span style="font-weight: 400;">e </span><i><span style="font-weight: 400;">Ripples in the Sand </span></i><span style="font-weight: 400;">do primeiro filme, mas possuem diferenças cruciais. Uma das maiores novidades é o ritmo completamente frenético das composições utilizadas pelas cenas de ação, em que o </span><i><span style="font-weight: 400;">punk</span></i><span style="font-weight: 400;"> da juventude de Hans Zimmer é abraçado, como na trilha </span><i><span style="font-weight: 400;">Harvester Attack</span></i><span style="font-weight: 400;">. A brilhante </span><a href="https://www.vanityfair.com/hollywood/who-is-the-dune-score-singer-hans-zimmer-loire-cotler#:~:text=Singer%20Loire%20Cotler%2C%20who%20describes,the%20Last%20Dragon%2C%20as%20well"><span style="font-weight: 400;">Loire Cotler</span></a><span style="font-weight: 400;"> retorna para fazer o já icônico </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=_j5GgGdSwjE"><span style="font-weight: 400;">vocal gutural</span></a><span style="font-weight: 400;"> e, ao mesmo tempo, alienígena para as novas faixas.</span></p>
<figure id="attachment_33668" aria-describedby="caption-attachment-33668" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-33668" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/08/Imagem-9-800x413.png" alt="Cena do filme Duna: Parte 2: Chani, à esquerda, e Paul, à direita, estão sentados em uma duna de areia observando o restante do deserto de Arrakis. A imagem é um plano aberto que coloca os personagens fora de foco e destaca a imensidão de Dunas de areia em frente a eles. No horizonte, é possível ver somente um céu amarelado." width="800" height="413" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/08/Imagem-9-800x413.png 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/08/Imagem-9-1024x528.png 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/08/Imagem-9-768x396.png 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/08/Imagem-9-1536x793.png 1536w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/08/Imagem-9-2048x1057.png 2048w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/08/Imagem-9-1200x619.png 1200w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-33668" class="wp-caption-text">Hans Zimmer e a equipe modificaram instrumentos para trazer melodias únicas à Arrakis (Foto: Warner Bros Pictures)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">A trilha sonora aparece em </span><i><span style="font-weight: 400;">Duna: Parte 2</span></i><span style="font-weight: 400;"> para </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=tVX2ZWsejLs"><span style="font-weight: 400;">humanizar</span></a><span style="font-weight: 400;"> os sentimentos dos personagens. O primeiro filme falha em não apresentar esse lado emocional e utiliza as faixas principalmente para ambientar o planeta </span><i><span style="font-weight: 400;">Arrakis</span></i><span style="font-weight: 400;">. Já a sequência se beneficia muito da </span><i><span style="font-weight: 400;">soundtrack</span></i><span style="font-weight: 400;">,</span> <span style="font-weight: 400;">que coloca as famílias e os povos apresentados sob a luz de uma série de espectros emotivos.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O maior destaque fica para a belíssima </span><a href="https://open.spotify.com/intl-pt/track/7lG5m4JN0exualOkghSNXq?si=bf1276246d0645b9"><i><span style="font-weight: 400;">A Time of Quiet Between Storms</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, utilizada como rima sonora para o </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=JGLEVXJoetU&amp;list=PLIRc6UmLbMO0uTtFYzuH2QhmxOre_XrHw&amp;index=17"><span style="font-weight: 400;">romance</span></a><span style="font-weight: 400;"> entre Chani e Paul. A música foi composta por Zimmer com o intuito de representar o conceito de amor – e é possível dizer que o compositor conseguiu. A trilha complementa, por meio do som da </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=9B8quqDC_MM"><span style="font-weight: 400;">flauta duduk</span></a><span style="font-weight: 400;">, as belezas do cenário desértico do planeta </span><i><span style="font-weight: 400;">Arrakis</span></i><span style="font-weight: 400;">, além da relação ingênua e inocente entre os personagens naquele cenário hostil. </span></p>
<figure id="attachment_33667" aria-describedby="caption-attachment-33667" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-33667" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/08/Imagem-10-800x450.png" alt="Imagem de uma Apresentação ao vivo do compositor Hans Zimmer: À esquerda, Loire Cotler grita no microfone enquanto Hans Zimmer, à direita, fora de foco e atrás dela, toca guitarra. Cotler é uma mulher branca de cabelo loiro e um semblante raivoso. A cantora utiliza um vestido marrom e um lenço amarelado ao redor do pescoço. Hans Zimmer utiliza uma camisa branca e possui um semblante alegre no rosto. Atrás deles é possível ver outros músicos fora de foco." width="800" height="450" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/08/Imagem-10-800x450.png 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/08/Imagem-10-1024x576.png 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/08/Imagem-10-768x432.png 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/08/Imagem-10-1200x675.png 1200w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/08/Imagem-10.png 1440w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-33667" class="wp-caption-text">Loire Cotler é descrita por Hans Zimmer como dona de uma voz de banshee (Foto: Warner Bros Pictures)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">A recontextualização da mesma melodia no final do filme, com </span><i><span style="font-weight: 400;">Kiss the Ring</span></i><span style="font-weight: 400;">, só reitera as tristes mudanças sofridas por Chani e Paul até o desfecho da história. É possível ouvir sons ao fundo que lembram um martelador, mas se tratam de um </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=AkZBjK69VcE"><span style="font-weight: 400;">coração batendo</span></a><span style="font-weight: 400;">. A principal impressão que a produção</span> <span style="font-weight: 400;">deixa é justamente a de que a direção de Denis Villeneuve finalmente encontrou um caminho que faça a audiência se importar de vez e se maravilhar com o que é apresentado. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Mesmo assim, Hans Zimmer não rouba o espaço de Richard King, o editor de som de </span><i><span style="font-weight: 400;">Duna: Parte 2</span></i><span style="font-weight: 400;">. Os sons de </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=eWV3Om6oHCM"><i><span style="font-weight: 400;">Arrakis</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> são tão bem inseridos na trama que fica fácil esquecer, por alguns segundos, que estamos em 2024 e não a 10 mil anos no futuro. Essa impressão aparece seja pelo barulho das usinas colheitadeiras operando e explodindo, ou pelo rugido jurássico do </span><i><span style="font-weight: 400;">shai-hulud</span></i><span style="font-weight: 400;"> para os personagens.</span></p>
<p><iframe title="Spotify Embed: Dune: Part Two (Original Motion Picture Soundtrack)" style="border-radius: 12px" width="100%" height="352" frameborder="0" allowfullscreen allow="autoplay; clipboard-write; encrypted-media; fullscreen; picture-in-picture" loading="lazy" src="https://open.spotify.com/embed/album/1PeYjDmxcRNvxLd5mGHuCC?si=5dklBOMYQSm_RL_LHzfIkg&#038;utm_source=oembed"></iframe></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Um dos melhores usos de som na narrativa é a característica quase fantasmagórica da </span><a href="https://www.omelete.com.br/duna/duna-bene-gesserit-quem-sao"><span style="font-weight: 400;">Voz</span></a><span style="font-weight: 400;">. Enquanto no primeiro filme vemos apenas </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=l9fvEDpub8M"><span style="font-weight: 400;">breves momentos</span></a><span style="font-weight: 400;"> do uso da habilidade das </span><i><span style="font-weight: 400;">Bene Gesserit</span></i><span style="font-weight: 400;"> de controlar a mente das pessoas, a </span><i><span style="font-weight: 400;">Parte 2</span></i><span style="font-weight: 400;"> possibilita ver muitas aplicações criativas desse método. Vale menção tanto ao uso dela pela Lady Jessica quanto pelas breves aparições com toque </span><i><span style="font-weight: 400;">femme fatale </span></i><span style="font-weight: 400;">de </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=zxuz2o1uKf4"><span style="font-weight: 400;">Lady Fenring</span></a><span style="font-weight: 400;">, interpretada por Léa Seydoux. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Ainda assim, as combinações sonoras não param apenas nas características alienígenas e futurísticas interagindo de forma </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=Gkf_rdROyWw"><span style="font-weight: 400;">plausível</span></a><span style="font-weight: 400;"> com a areia. A mistura entre a cinematografia de uma epopeia e o som de outro planeta nos ajuda a entender o número chocante de seguidores que Paul Atreides conseguia conforme o avançar da história. Ouvir o puxar coletivo das centenas de milhares de </span><a href="https://open.spotify.com/episode/49778nkGPfMUfp9yrlDhOg?si=65d8579ee7434433"><i><span style="font-weight: 400;">dagacrises</span></i></a> <span style="font-weight: 400;">e sussurros que evoluem para gritos de guerra fiéis ao </span><i><span style="font-weight: 400;">Lisan al Gaib</span></i><span style="font-weight: 400;"> é uma experiência inesquecível para os ouvidos de qualquer um. </span></p>
<figure id="attachment_33666" aria-describedby="caption-attachment-33666" style="width: 688px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-33666" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/08/Imagem-11.png" alt="Cena do filme Duna: Parte 2: Lady Fenring caminha em um corredor cinzento em forma de tubo com linhas destacando-se com um relevo arredondado. Lady Fenring é uma mulher jovem e branca de cabelos loiros. A personagem está no centro da imagem e é vista de perfil. A mulher utiliza um um vestido azul com um tecido parecido com veludo. Lady Fenring retira uma capa completamente preta com uma textura quase plástica. A personagem possui um semblante calmo e com os olhos fechados." width="688" height="581" /><figcaption id="caption-attachment-33666" class="wp-caption-text">As sombrias e misteriosas Bene Gesserit retornam para o seriado Dune: Prophecy (Foto: Warner Bros Pictures)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">O saldo geral da segunda parte inspirada no clássico de Frank Herbert é de expansão, tanto do primeiro filme quanto do próprio </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=vgEG0GW5a0A"><span style="font-weight: 400;">livro original</span></a><span style="font-weight: 400;">, embora muito da obra fique de fora. Além do maior destaque dado para as Casas </span><i><span style="font-weight: 400;">Harkonnen</span></i><span style="font-weight: 400;"> e </span><a href="https://www.tecmundo.com.br/minha-serie/280534-duna-2-conheca-seis-casas-faccoes-principais-filmes.htm"><i><span style="font-weight: 400;">Corrino</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, e para o universo que cerca essas famílias, em comparação ao longa de 2021, </span><i><span style="font-weight: 400;">Duna: Parte 2</span></i><span style="font-weight: 400;"> aprofunda a cultura dos </span><i><span style="font-weight: 400;">fremen</span></i><span style="font-weight: 400;">, fazendo uma distinção entre os povos do norte e do sul. Essa decisão é acertada, pois demonstra as diferenças de ideias entre as pessoas daquele povo. </span></p>
<p><strong><span style="font-weight: 400;">A melhor decisão da adaptação de Denis Villeneuve é justamente mostrar, sem rodeios para a audiência, o quanto a história proposta é </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=68ZPO402dqo"><span style="font-weight: 400;">subversiva</span></a><span style="font-weight: 400;">. Embora </span><i><span style="font-weight: 400;">Duna </span></i><span style="font-weight: 400;">tenha muitos arquétipos de histórias de ficção científica – como um herói clássico super poderoso e um povo nativo para supostamente ser salvo –, é a partir da crítica sobre esses tropos narrativos, somada a um olhar questionador à religião e ao colonialismo, que a obra original se tornou clássica.</span></strong></p>
<figure id="attachment_33665" aria-describedby="caption-attachment-33665" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-33665" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/08/Imagem-12-800x450.jpg" alt="Cena do filme Duna: Parte 2. No centro da imagem, aparecendo apenas o rosto, está Stilgar. Ele é um homem branco, seus olhos são azuis e ele tem uma barba preta. Ele veste o trajestilador e possui um tubo que sai da nuca, segue pelo lado direito do rosto e se conecta ao nariz. Ele também usa um lenço na cabeça. Seu olhar é de espanto. Atrás dele está o deserto e alguns fremen em desfoque." width="800" height="450" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/08/Imagem-12-800x450.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/08/Imagem-12-1024x576.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/08/Imagem-12-768x432.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/08/Imagem-12-1200x675.jpg 1200w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/08/Imagem-12.jpg 1280w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-33665" class="wp-caption-text">“Lisan al Gaib!” (Foto: Warner Bros Pictures)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">Villeneuve claramente não quis correr o risco da audiência não entender essa mensagem sobre o perigo de figuras messiânicas, mesmo que não pudesse escapar de uma estética </span><a href="https://www.politize.com.br/orientalismo/"><i><span style="font-weight: 400;">techno</span></i><span style="font-weight: 400;">-oriental</span></a><span style="font-weight: 400;"> presente desde as raízes da </span><a href="https://newlinesmag.com/review/dune-frank-herbert-the-republican-salafist/"><span style="font-weight: 400;">proposta</span></a><span style="font-weight: 400;"> elaborada por Herbert. Nessa perspectiva, são poucos os personagens com </span><a href="https://www.cosmopolitan.com/uk/entertainment/a60007426/dune-2-middle-east-north-africa-muslim-influence-erasure/"><span style="font-weight: 400;">ascendência árabe</span></a><span style="font-weight: 400;"> presentes com destaque nos acontecimentos, mesmo que palavras como </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=124xCHfVUk4"><i><span style="font-weight: 400;">Lisan al Gaib</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> e </span><i><span style="font-weight: 400;">Mahdi </span></i><span style="font-weight: 400;">sejam repetidas à exaustão, tornando-se até fontes para incontáveis </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=I9Jhy0NeEDg&amp;t=113s"><i><span style="font-weight: 400;">memes</span></i></a><span style="font-weight: 400;">. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Por mais que os </span><i><span style="font-weight: 400;">fremen </span></i><span style="font-weight: 400;">não sejam um povo necessariamente árabe na obra original, uma maior </span><a href="https://www.vulture.com/2021/10/dune-has-a-desert-problem.html"><span style="font-weight: 400;">representatividade</span></a><span style="font-weight: 400;"> à frente e atrás das câmeras seria mais benéfica para </span><i><span style="font-weight: 400;">Duna</span></i><span style="font-weight: 400;">. A resistência em não deixar a humanidade se extinguir é um dos temas principais do livro </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=rIqnuBOtYFA"><i><span style="font-weight: 400;">Imperador-Deus de Duna</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> e da saga inteira em geral. Nesse sentido, focar em narrativas de um povo da vida real que </span><a href="https://www.cosmopolitan.com/uk/reports/a46597986/why-muslim-women-wear-the-hijab/"><span style="font-weight: 400;">sobrevive</span></a><span style="font-weight: 400;"> – apesar de todas as circunstâncias –, em não deixar a própria </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=G1j_Q_JraL0"><span style="font-weight: 400;">cultura</span></a><span style="font-weight: 400;"> morrer, faria todo o sentido dentro da lógica do universo proposto.</span></p>
<figure id="attachment_33664" aria-describedby="caption-attachment-33664" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-33664" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/08/Imagem-13-800x450.png" alt="Cena do filme Duna: Parte 2. No centro da imagem está Chani, ela veste o trajestilador e está com o cabelo preso. Ela encara Paul. Ao redor dela estão os fremen, todos estão desfocados, mas a maioria é barbado, são negros, usam o trajestilador e um leço ao redor da cabeça." width="800" height="450" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/08/Imagem-13-800x450.png 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/08/Imagem-13-1024x576.png 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/08/Imagem-13-768x432.png 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/08/Imagem-13-1536x864.png 1536w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/08/Imagem-13-2048x1152.png 2048w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/08/Imagem-13-1200x675.png 1200w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-33664" class="wp-caption-text">As ações de Chani são um dos fatores que mais empolgam para um possível ‘Messias de Duna’ (Foto: Warner Bros Pictures)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">A segunda parte da epopeia de Denis Villeneuve supera o antecessor e abre portas para uma </span><a href="https://rollingstone.uol.com.br/cinema/a-unica-condicao-de-denis-villeneuve-para-dirigir-duna-3/"><span style="font-weight: 400;">sequência</span></a><span style="font-weight: 400;"> que conclua a jornada de todos essesP personagens, bem como o fechamento do tema sobre as figuras messiânicas. O romance escrito por Frank Herbert </span><a href="https://www.omelete.com.br/duna/duna-influencia-ficcao-cientifica#:~:text=Mesmo%20ap%C3%B3s%20in%C3%BAmeras%20mudan%C3%A7as%20no,literal%20a%20trama%20de%20Duna."><span style="font-weight: 400;">inspirou</span></a><span style="font-weight: 400;"> centenas de histórias de ficção científica e de fantasia, e </span><i><span style="font-weight: 400;">Duna: Parte 2 </span></i><span style="font-weight: 400;">promete influenciar muitas obras que ainda virão. A franquia está alcançando o imaginário popular através de </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=-BsXtS09XZg"><span style="font-weight: 400;">temas relevantes</span></a><span style="font-weight: 400;">, um universo muito bem estruturado e um elenco marcante. A soma de todos esses fatores resulta em uma aventura de outra galáxia, que torna a experiência de ir ao cinema inesquecivelmente épica. </span></p>
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		<title>Andor traz uma seriedade revolucionária para Star Wars</title>
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		<pubDate>Wed, 04 Oct 2023 01:32:56 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Guilherme Dias Siqueira  A julgar pelo desempenho de seus contemporâneos, a chegada de Andor (2023) era esperada com um certo receio, já que Star Wars não estava em seu melhor momento em termos de crítica. Desde os malabarismos de roteiro de A Ascensão Skywalker, não havia grande expectativa com a franquia. A série Obi-Wan Kenobi &#8230; <a href="http://personaunesp.com.br/andor-critica/" class="more-link">Continue lendo<span class="screen-reader-text"> "Andor traz uma seriedade revolucionária para Star Wars"</span></a></p>
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										<content:encoded><![CDATA[<figure id="attachment_31538" aria-describedby="caption-attachment-31538" style="width: 1200px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="wp-image-31538 size-full" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/10/image6.jpg" alt="Cena da série Andor. A cena se passa em um vão entre alas de uma prisão que forma um abismo, entre elas há três passarelas cobertas, uma mais próxima e outras duas mais distantes, nas laterais existem janelas de vidro e detalhes em neon, no interior das passarelas há iluminação. É possível ver pessoas caminhando dentro delas, são todos homens, eles andam em fila na mesma direção e usam uniformes da cadeia, um macacão branco com detalhes laranja, todos estão descalços" width="1200" height="500" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/10/image6.jpg 1200w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/10/image6-800x333.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/10/image6-1024x427.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/10/image6-768x320.jpg 768w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-31538" class="wp-caption-text">Andor é uma obra que explora a revolução e a anti-opressão, e foi indicada a oito categorias no Emmy (Foto: Disney+)</figcaption></figure>
<p><b>Guilherme Dias Siqueira </b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A julgar pelo desempenho de seus contemporâneos, a chegada de </span><i><span style="font-weight: 400;">Andor</span></i><span style="font-weight: 400;"> (2023) era esperada com um certo receio, já que </span><i><span style="font-weight: 400;">Star Wars</span></i><span style="font-weight: 400;"> não estava em seu melhor momento em termos de crítica. Desde os malabarismos de roteiro de </span><i><span style="font-weight: 400;">A Ascensão Skywalker</span></i><span style="font-weight: 400;">, não havia grande expectativa com a franquia. A série </span><i><span style="font-weight: 400;">Obi-Wan Kenobi</span></i><span style="font-weight: 400;"> (2022), sua precedente imediata, também não sustentou boas opiniões. Porém, não se pode negar a existência de verdadeiras joias no </span><i><span style="font-weight: 400;">Disney+</span></i><span style="font-weight: 400;">, como </span><a href="https://personaunesp.com.br/the-mandalorian-3a-temporada-critica/"><i><span style="font-weight: 400;">O Mandaloriano</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> e</span> <a href="https://personaunesp.com.br/star-wars-visions-critica/"><i><span style="font-weight: 400;">Star Wars: Visions</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, produtos que parecem ter experimentado mais carinho de seus diretores e roteiristas do que apenas um apetite comercial.</span></p>
<p><span id="more-31532"></span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Em </span><i><span style="font-weight: 400;">Andor</span></i><span style="font-weight: 400;">, a história aborda as origens de Cassian Andor (Diego Luna), deuteragonista do filme </span><a href="https://personaunesp.com.br/rogue-one-uma-historia-star-wars-5-anos/"><i><span style="font-weight: 400;">Rogue One: Uma História Star Wars</span></i></a> <span style="font-weight: 400;">(2016), quando o conhecemos como um agente secreto da aliança rebelde. No longa, ele tem o objetivo de desvendar os segredos da terrível arma de destruição em massa do Império Galático, a Estrela da Morte. Cassian é uma pessoa marginalizada pela galáxia muito antes de se envolver em qualquer batalha: como um refugiado do planeta Kenari, ele leva uma vida problemática em Ferrix, um planeta industrial completamente dominado por uma gigantesca corporação, ao lado de sua tutora e mentora Maarva (Fiona Shaw).</span></p>
<figure id="attachment_31534" aria-describedby="caption-attachment-31534" style="width: 1536px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-31534" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/10/image2-1.jpg" alt="Cena da série Andor. Cassian, ainda criança (Antônio Viña) está de costas no centro inferior da imagem, ele tem a pele clara e o cabelo preto, está vestindo um casaco amarelo e calças curtas brancas. Ele está observando uma enorme escavação de mineração que forma um vale de montanhas com degraus de rocha formados pela escavação e um céu cinzento" width="1536" height="641" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/10/image2-1.jpg 1536w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/10/image2-1-800x334.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/10/image2-1-1024x427.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/10/image2-1-768x321.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/10/image2-1-1200x501.jpg 1200w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-31534" class="wp-caption-text">Cassian foi uma criança órfã em um planeta de mineração antes de ser adotado por Maarva (Foto: Disney+)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">Desde sempre, </span><i><span style="font-weight: 400;">Star Wars</span></i><span style="font-weight: 400;"> pretendeu ser uma obra divertida e de certa forma não ambiciosa demais. George Lucas, criador da saga, já </span><a href="https://www.polygon.com/2017/4/13/15288998/george-lucas-star-wars-celebration"><span style="font-weight: 400;">declarou</span></a><span style="font-weight: 400;"> que esse universo nunca abandonaria o público infantojuvenil. No entanto, também é verdade que a política foi fundamental para o desenvolvimento</span> <span style="font-weight: 400;">da franquia: em meados dos anos 1970, a Guerra Fria pairava sob </span><i><span style="font-weight: 400;">Hollywood</span></i><span style="font-weight: 400;"> e, por mais que se tentasse escapar por meio de ficções científicas e filmes de fantasia e aventura, o campo gravitacional das tensões geopolíticas atraia para si qualquer produção. Cabia aos autores apenas a decisão de propagandear em prol da hegemonia americana ou expressar um ponto de vista crítico ao intervencionismo.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Logo em </span><i><span style="font-weight: 400;">Star Wars: Episódio IV – Uma Nova Esperança </span></i><span style="font-weight: 400;">(1977),</span> <span style="font-weight: 400;">o filme inicial da saga, Lucas já deixava claro que a ideia de um pequeno grupo de rebeldes </span><a href="https://www.amc.com/blogs/george-lucas-reveals-how-star-wars-was-influenced-by-the-vietnam-war--1005548"><span style="font-weight: 400;">derrotando</span></a><span style="font-weight: 400;"> um império de força militar descomunal ressoava os resultados da guerra do Vietnã. A franquia ainda foi mais longe durante as </span><i><span style="font-weight: 400;">prequels</span></i><span style="font-weight: 400;"> dos anos 1990 que, por muitas vezes, serviram de alegoria para a derrota da democracia em países como a Alemanha dos anos 1930.</span></p>
<figure id="attachment_31537" aria-describedby="caption-attachment-31537" style="width: 1280px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-31537" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/10/image5.jpg" alt=" Cena da série Andor. A imagem soldados imperiais, homens brancos em uniformes pretos, eles tem óculos de proteção sobre seus capacetes também pretos. Estão formando uma barreira de escudos transparentes, atrás deles há mais soldados e um oficial, um homem branco de casaco preto e quepe da mesma cor." width="1280" height="536" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/10/image5.jpg 1280w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/10/image5-800x335.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/10/image5-1024x429.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/10/image5-768x322.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/10/image5-1200x503.jpg 1200w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-31537" class="wp-caption-text">Opressão é tema principal da série, que representa de forma séria e precisa (Foto: Disney+)</figcaption></figure>
<p><i><span style="font-weight: 400;">Andor</span></i><span style="font-weight: 400;"> é extremamente madura. Sua relação com conceitos políticos extravasa a mera metáfora e a transforma em reflexão filosófica. Nisso, a frase de Karis Nemik (Alex Lawther) &#8211; “</span><i><span style="font-weight: 400;">O ritmo da repressão supera nossa capacidade de entendê-la</span></i><span style="font-weight: 400;">” &#8211; faz jus ao modo de representar a opressão do regime imperial, como um sistema vivo que busca destruir a oposição para sobreviver e, ao mesmo tempo, se reproduzir em corações e mentes &#8211; “</span><i><span style="font-weight: 400;">sistemas mudam ou morrem</span></i><span style="font-weight: 400;">”. Além disso, os antagonistas da série não são um simples exército genérico. O </span><a href="https://www.starwars.com/databank/imperial-security-bureau"><span style="font-weight: 400;">ISB</span></a><span style="font-weight: 400;"> é a organização de inteligência e espionagem do Império, representada pela astuta Dedra Meero (Denise Gough), que não utiliza só força bruta como também estratégias traiçoeiras em um jogo de ‘gato e rato’ com os rebeldes.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A rebelião, por sua vez, é profundamente analisada pelos motivos que levaram os personagens a abandonar suas vidas comuns, que variam da filosofia política, ou os que lutam por um familiar ou um amigo. A humanização de todos os personagens é um ponto-chave na minissérie, com suas </span><a href="https://www.disney.com.br/novidades/as-5-curiosidades-sobre-maarva-a-mae-de-cassian-andor-interpretada-por-fiona-shaw#:~:text=Maarva%20%C3%A9%20membro%20das%20Filhas,poder%20nas%20m%C3%A3os%20do%20Imp%C3%A9rio."><span style="font-weight: 400;">relações familiares</span></a><span style="font-weight: 400;"> e comunidades servindo de ponte para o desenvolvimento da trama.</span></p>
<figure id="attachment_31533" aria-describedby="caption-attachment-31533" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-31533" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/10/image1-1.jpg" alt="Cena da série Andor. Dedra Meero (Denise Gough), uma mulher branca, de cabelo loiro, olhos verdes e uma expressão séria, usa um casaco branco e um quepe preto, está no centro da imagem, à sua esquerda e a sua direita se encontram Stormtroopers de elite, em uniforme totalmente preto, ombreiras e capacetes que cobrem os rostos." width="800" height="400" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/10/image1-1.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/10/image1-1-768x384.jpg 768w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-31533" class="wp-caption-text">Dedra Meero não segue nenhum dogma enquanto caça os rebeldes (Foto: Disney+)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">As atuações de </span><i><span style="font-weight: 400;">Andor</span></i><span style="font-weight: 400;"> são extremamente precisas, com </span><a href="https://www.disney.com.br/novidades/andy-serkis-retorna-a-star-wars-em-andor"><span style="font-weight: 400;">Andy Serkis</span></a><span style="font-weight: 400;"> e </span><a href="https://jovemnerd.com.br/nerdbunker/andor-star-wars-entrevista-genevieve-oreilly-mon-mothma/"><span style="font-weight: 400;">Genevieve O’ Reilly</span></a><span style="font-weight: 400;"> se destacando em seus papéis. Ele é o prisioneiro relutante Kino Loy, um homem que a pressão e o trauma fizeram se tornar em um quase colaborador do Império. Já ela é Mon Mothma, a principal financiadora e líder da aliança rebelde, que precisa sacrificar muito de sua vida política e pessoal. A personagem é apresentada como uma senadora desde à República e que, agora, nos tempos sombrios, já cansada de ser ignorada ao protestar pelos meios oficiais, está disposta a muita coisa para se livrar da opressão.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Outras atuações fundamentais são as de Stellan Skarsgård, que interpreta Luthen Rael, um rebelde que leva uma vida dupla como um vendedor de antiguidades. O ator entrega para o público </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=-3RCme2zZRY"><span style="font-weight: 400;">discursos</span></a><span style="font-weight: 400;"> fortes e grande ambiguidade moral à medida que muitas de suas ações abrem mão de valores éticos pelo bem da causa maior.</span></p>
<figure id="attachment_31535" aria-describedby="caption-attachment-31535" style="width: 950px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-31535" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/10/image3-1.jpg" alt="Cena da série Andor. Kino Loy, (Andy Serkis), ele é um homem branco de idade avançada, rugas no rosto e cabelos grisalhos. Ele discursa em um microfone, ele está emocionado e usa um uniforme da prisão, branco com faixas laranjas nos ombros" width="950" height="534" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/10/image3-1.jpg 950w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/10/image3-1-800x450.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/10/image3-1-768x432.jpg 768w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-31535" class="wp-caption-text">Kino Loy é um dos personagens mais complexos da série; suas decisões afetam os rumos dos protagonistas bem como de toda a galáxia (Foto: Disney+)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">A direção de </span><i><span style="font-weight: 400;">Andor</span></i><span style="font-weight: 400;"> busca um </span><a href="https://www.omelete.com.br/star-wars/andor-sem-jedi"><span style="font-weight: 400;">realismo</span></a><span style="font-weight: 400;"> extraordinário e, para isso, o foco da produção desvia dos grandes </span><a href="https://margofilmes.com.br/set-piece/"><i><span style="font-weight: 400;">set pieces</span></i></a> <span style="font-weight: 400;">e foca em detalhes que não são muito explorados no Cinema. O que as pessoas desta galáxia comem? Como se relacionam com seu emprego? Sua família? Essas são perguntas que se respondem não só com o roteiro de Tony Gilroy e </span><span style="font-weight: 400;">Stephen Schiff</span><span style="font-weight: 400;">, mas também com a direção de nomes como Benjamin Caron, </span><span style="font-weight: 400;">Toby Haynes e Susanna White,</span><span style="font-weight: 400;"> que preenche essas lacunas, usando o próprio cenário em que circulam os personagens. Frequentemente os vemos comendo, bebendo e trabalhando, pormenores que ajudam na imersão em um universo cheio de seres e conceitos alheios à nossa realidade.   </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Ainda neste aspecto, a equipe de direção de arte e a </span><a href="http://youtube.com/watch?v=6VNL2NdYvFQ"><span style="font-weight: 400;">cinematografia</span></a><span style="font-weight: 400;"> de </span><span style="font-weight: 400;">Damián García</span><span style="font-weight: 400;"> também se aproveitam muito da perspectiva, uma vez que até as menores naves espaciais são grandes </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=d1ZScaSW2Ww"><span style="font-weight: 400;">ameaças </span></a><span style="font-weight: 400;">quando se está ‘à pé’. Na série, os planetas e a própria galáxia se mostram incomensuráveis perto das pessoas que os habitam, algo demonstrado em um roteiro que &#8211; fora alguns mundos muito importantes para o contexto político como Coruscant &#8211; cria novos lugares, se distanciando dos </span><i><span style="font-weight: 400;">fanservices </span></i><span style="font-weight: 400;">de outras séries recentes.</span></p>
<figure id="attachment_31536" aria-describedby="caption-attachment-31536" style="width: 780px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-31536" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/10/image4-1.jpg" alt="Cena da série Andor. Aparecem os personagens Syril Karn (Kyle Soller), um homem branco de cabelos castanhos, vestido de uma camisa azul e um colete cinza e sua mãe Eedy Karn (Kathryn Hunter), uma mulher branca e idosa de colete laranja e uma camisa amarela. Eles estão de frente um para o outro, tendo uma refeição em um apartamento, na mesa entre eles há uma fruteira com frutas e pães e uma jarra de leite azul" width="780" height="438" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/10/image4-1.jpg 780w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/10/image4-1-768x431.jpg 768w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-31536" class="wp-caption-text">As cenas de Andor sabem ser intimistas e realistas (Foto: Disney+)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">Não por menos, a primeira temporada de </span><i><span style="font-weight: 400;">Andor</span></i><span style="font-weight: 400;"> foi indicada ao prêmio de Melhor Série de Drama no </span><i><span style="font-weight: 400;">Emmy</span></i><span style="font-weight: 400;"> 2023. A força dos </span><a href="https://oglobo.globo.com/tudo-sobre/streaming/noticia/2023/07/12/emmy-2023-veja-a-lista-completa-de-indicados.ghtml"><span style="font-weight: 400;">concorrentes</span></a><span style="font-weight: 400;"> é enorme: entre eles estão a multi-indicada </span><a href="https://personaunesp.com.br/succession-4a-temp-critica/"><i><span style="font-weight: 400;">Succession</span></i></a><span style="font-weight: 400;">,</span> <span style="font-weight: 400;">além das também gigantes da </span><i><span style="font-weight: 400;">HBO</span></i><span style="font-weight: 400;">, </span><a href="https://personaunesp.com.br/the-last-of-us-1a-temp-critica/"><i><span style="font-weight: 400;">The Last of Us</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, </span><a href="https://personaunesp.com.br/a-casa-do-dragao-1a-temp-critica/"><i><span style="font-weight: 400;">A Casa do Dragão</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> e </span><a href="https://personaunesp.com.br/the-white-lotus-2a-temp-critica/"><i><span style="font-weight: 400;">The White Lotus</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> assim como </span><a href="https://personaunesp.com.br/better-call-saul-6a-temporada-critica/"><i><span style="font-weight: 400;">Better Call Saul</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, </span><a href="https://personaunesp.com.br/the-crown-5-anos/"><i><span style="font-weight: 400;">The Crown</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> e </span><a href="https://personaunesp.com.br/yellowjackets-2a-temporada-critica/"><i><span style="font-weight: 400;">Yellowjackets</span></i></a><span style="font-weight: 400;">. Apesar do seriado não ser o favorito e talvez nem estar entre as mais plausíveis campeãs, ela conquistou esse lugar com um bom nível de qualidade e esmero que torna sua indicação muito mais que merecida.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A série garantiu ainda outras sete </span><a href="https://www.emmys.com/shows/andor"><span style="font-weight: 400;">indicações</span></a><span style="font-weight: 400;">, como as técnicas Música de Abertura, para o compositor Nicholas Britell, Melhor Edição de Som para o episódio </span><i><span style="font-weight: 400;">O olho</span></i><span style="font-weight: 400;">, e Efeitos Visuais em Temporada ou Filme. Benjamin Caron concorre na categoria Melhor Direção em Série de Drama pelo 12º e último episódio da temporada, </span><i><span style="font-weight: 400;">Rix Road</span></i><span style="font-weight: 400;">, que também levou Damián García a disputar Melhor Cinematografia e Nicholas Britell a ser indicado por Melhor Composição Musical. O roteiro do capítulo </span><i><span style="font-weight: 400;">Só uma saída</span></i><span style="font-weight: 400;">, de responsabilidade de Beau Willimon, concorre como Melhor Roteiro em Série de Drama.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">As indicações de </span><i><span style="font-weight: 400;">Andor</span></i><span style="font-weight: 400;">, quando combinadas à </span><i><span style="font-weight: 400;">Obi-Wan Kenobi</span></i><span style="font-weight: 400;"> e </span><i><span style="font-weight: 400;">O Mandaloriano</span></i><span style="font-weight: 400;">,</span> <span style="font-weight: 400;">somam mais de 20 menções para o universo </span><i><span style="font-weight: 400;">Star Wars </span></i><span style="font-weight: 400;">só este ano. Isto mostra que a franquia, mesmo veterana tanto no Cinema, quanto na TV e agora no </span><a href="https://www.instagram.com/p/CxOrBy1u864/?img_index=1"><i><span style="font-weight: 400;">streaming</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, ainda é capaz de produzir histórias interessantes que podem ir da clássica aventura ao drama. Não importa por quantos gêneros passe, dos mais diversos possíveis, a saga continua sem perder sua essência e seu espírito de desbravamento do novo.</span></p>
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		<title>10 anos atrás, Os Vingadores se uniam para mudar o Cinema</title>
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		<pubDate>Wed, 27 Apr 2022 18:29:10 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Nathan Sampaio Há 10 anos, os filmes de super-heróis eram muito nichados, em um período em que apenas fãs de quadrinhos, crianças e alguns poucos curiosos se interessavam por essas adaptações. Poucos eram os longas que furavam a bolha, como Superman &#8211; O Filme (1978), Batman (1989) e Homem-Aranha (2002). Porém, tudo mudou em abril &#8230; <a href="http://personaunesp.com.br/os-vingadores-10-anos/" class="more-link">Continue lendo<span class="screen-reader-text"> "10 anos atrás, Os Vingadores se uniam para mudar o Cinema"</span></a></p>
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										<content:encoded><![CDATA[<figure id="attachment_27449" aria-describedby="caption-attachment-27449" style="width: 2560px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-27449" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/04/Imagem-1-3-scaled.jpg" alt="Cena do filme Os Vingadores. Há cinco pessoas na imagem. Da esquerda para a direita aparece Viúva Negra, uma mulher branca de cabelo curto e ruivo e olhos verdes, ela usa um macacão preto e segura uma pistola com as duas mãos. Ao lado tem Thor, um homem branco, de cabelo loiro e longo e olhos verdes, ele usa uma armadura cinza com uma capa vermelha, em sua mão direita ele tem um martelo grande. Do lado e a frente da imagem aparece Capitão América, um homem branco de cabelo curto e loiro com olhos verdes, ele usa um collant azul e branco, na região da barriga há diversas listras vermelhas e brancas verticais, e no peitoral tem um estrela branca, ele carrega na mão direita um escudo redondo listrado de vermelho e branco, e no centro dele tem uma estrela branca com fundo azul. Atrás dele tem Gavião Arqueiro, um homem branco, de cabelo curto e castanho e olhos castanhos, ele usa um macacão preto e uma aljava de flechas nas costas. Hulk aparece do seu lado, um homem muito alto e gigante, ele é verde e cabelos pretos, ele usa apenas um shorts roxo. Por fim, aparece o Homem de Ferro, ele usa uma armadura metálica vermelha e dourada que cobre todo o corpo. Todos olham para cima. O fundo são prédios destruídos. " width="2560" height="1441" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/04/Imagem-1-3-scaled.jpg 2560w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/04/Imagem-1-3-800x450.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/04/Imagem-1-3-1024x576.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/04/Imagem-1-3-768x432.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/04/Imagem-1-3-1536x865.jpg 1536w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/04/Imagem-1-3-2048x1153.jpg 2048w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/04/Imagem-1-3-1200x675.jpg 1200w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-27449" class="wp-caption-text">Dirigida por Joss Whedon, a épica reunião dos heróis da Marvel Studios completa 10 anos em 2022 (Foto: Marvel Studios)</figcaption></figure>
<p><b>Nathan Sampaio</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Há 10 anos, os filmes de super-heróis eram muito </span><span style="font-weight: 400;">nichados</span><span style="font-weight: 400;">, em um período em que apenas fãs de quadrinhos, crianças e alguns poucos curiosos se interessavam por essas adaptações. Poucos eram os longas que furavam a bolha, como </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=o_01pkMQUXc"><i><span style="font-weight: 400;">Superman &#8211; O Filme</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> (1978), </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=dgC9Q0uhX70"><i><span style="font-weight: 400;">Batman</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> (1989) e </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=n8OhizjulHo"><i><span style="font-weight: 400;">Homem-Aranha</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> (2002).</span> <span style="font-weight: 400;">Porém, tudo mudou em abril de 2012, pois </span><i><span style="font-weight: 400;">Os Vingadores </span></i><span style="font-weight: 400;">(</span><i><span style="font-weight: 400;">The Avengers</span></i><span style="font-weight: 400;">)</span> <span style="font-weight: 400;">chegava aos cinemas mundiais, representando o que seria o princípio de uma era. </span></p>
<p><span id="more-27448"></span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O projeto surgiu com uma ideia desafiadora e ousada: a </span><a href="https://feededigno.com.br/curiosidades/marvel-comics-conheca-alguns-personagens-da-editora/"><i><span style="font-weight: 400;">Marvel</span></i></a><i><span style="font-weight: 400;"> Studios </span></i><span style="font-weight: 400;">propôs a realização de um longa-metragem para cada herói, para que, no final, pudesse uni-los em um grandioso filme </span><a href="https://www.tricurioso.com/2018/10/31/o-que-e-um-crossover-quais-series-ja-o-fizeram/"><i><span style="font-weight: 400;">crossover</span></i></a><i><span style="font-weight: 400;">. </span></i><span style="font-weight: 400;">Essa prática era raramente vista no Cinema e, por isso, era um risco apostar nesta vertente. Felizmente, os realizadores, Avi Arad, Kevin Feige e Jon Favreau, acreditaram no potencial do projeto e o fizeram, após os cinco filmes precursores, </span><a href="https://personaunesp.com.br/homem-de-ferro-10-anos/"><i><span style="font-weight: 400;">Homem de Ferro</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=xjBAYL-lvW0"><i><span style="font-weight: 400;">O Incrível Hulk</span></i></a><i><span style="font-weight: 400;">, </span></i><a href="https://www.youtube.com/watch?v=b5qs_RtpkhA"><i><span style="font-weight: 400;">Homem de Ferro 2</span></i></a><span style="font-weight: 400;">,</span> <a href="https://personaunesp.com.br/thor-marvel-critica/"><i><span style="font-weight: 400;">Thor</span></i></a> <span style="font-weight: 400;">e </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=pAhkM_0gQ-0"><i><span style="font-weight: 400;">Capitão América: O Primeiro Vingador</span></i></a><span style="font-weight: 400;">.</span></p>
<figure id="attachment_27450" aria-describedby="caption-attachment-27450" style="width: 1200px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-27450" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/04/Imagem-2-4.jpg" alt="Cena do filme Os Vingadores. Há apenas uma pessoa na imagem. Capitão América aparece do lado esquerdo da imagem. Ele usa uma calça social marrom, um cinto marrom e uma camisa quadriculada verde e bege. na sua frente está seu uniforme dentro de um expositor que é azul e com detalhes em vermelho e branco, atrás do uniforme aparece seu escudo redondo, que é listrado de vermelho e branco com uma estrela branca com fundo azul no centro. O fundo da imagem é um depósito. " width="1200" height="800" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/04/Imagem-2-4.jpg 1200w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/04/Imagem-2-4-800x533.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/04/Imagem-2-4-1024x683.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/04/Imagem-2-4-768x512.jpg 768w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-27450" class="wp-caption-text">A maioria dos personagens principais eram desconhecidos do grande público, ganhando popularidade com Os Vingadores (Foto: Marvel Studios)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">No enredo de </span><i><span style="font-weight: 400;">Os Vingadores</span></i><span style="font-weight: 400;">, Homem de Ferro (Robert Downey Jr.), Hulk (Mark Ruffalo), Capitão América (Chris Evans), Thor (Chris Hemsworth), Viúva Negra (Scarlett Johansson) e Gavião Arqueiro (Jeremy Renner) precisam unir forças para impedir que </span><a href="https://personaunesp.com.br/loki-critica/"><span style="font-weight: 400;">Loki</span></a><span style="font-weight: 400;"> (Tom Hiddleston), irmão de Thor, invada o planeta Terra e domine a humanidade. Porém, essa não será uma tarefa fácil, já que nenhum deles trabalhou em uma super equipe antes. Além disso, o vilão possui artefatos cósmicos chamados “joias do infinito”, as quais irão dificultar &#8211; e muito &#8211; a vida dos protagonistas. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A trama é básica, e, talvez por isso, seja tão efetiva. Afinal, o filme não perde tempo com um enredo complexo e que teria chances de prejudicar o projeto, mas os realizadores apostaram em uma história segura, uma </span><a href="https://www.legiaodosherois.com.br/lista/10-cliches-que-os-filmes-de-super-heroi-nao-cansam-de-usar.html"><span style="font-weight: 400;">aventura clássica de heróis</span></a><span style="font-weight: 400;">, o que foi muito bem executado. Mesmo possuindo um roteiro simples, </span><i><span style="font-weight: 400;">Os Vingadores </span></i><span style="font-weight: 400;"> é divertido, cativante e empolgante, e isso torna-o encantador.</span></p>
<figure id="attachment_27451" aria-describedby="caption-attachment-27451" style="width: 960px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-27451" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/04/Imagem-1-1-1.jpg" alt="Cena do filme Os Vingadores. Na foto tem apenas uma pessoa. No centro, aparecendo da cintura para cima aparece a Viúva Negra. Uma mulher branca, de cabelo curto e ruivo e olhos verdes. Ela usa um macacão preto, e a fivela de seu cinto é vermelha no formato de uma ampulheta. Ela está com os braços cruzados. O fundo é cinza." width="960" height="640" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/04/Imagem-1-1-1.jpg 960w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/04/Imagem-1-1-1-800x533.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/04/Imagem-1-1-1-768x512.jpg 768w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-27451" class="wp-caption-text">Natasha Romanoff ganhou destaque em Os Vingadores e sua relevância apenas cresceu com o tempo (Foto: Marvel Studios)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">Os </span><a href="https://oglobo.globo.com/cultura/filmes/conheca-os-principais-personagens-de-vingadores-era-de-ultron-15948081"><span style="font-weight: 400;">personagens</span></a><span style="font-weight: 400;"> são outro elemento muito forte do longa, ajudando-o a alcançar outro patamar de qualidade. Todos são muito diversos, com características únicas e modos de agir diferentes: a união deles é perfeita, pois todos têm uma função importante na trama e ninguém está nela sem razão. Steve Rogers é o líder nato do grupo, </span><a href="https://personaunesp.com.br/viuva-negra-critica/"><span style="font-weight: 400;">Natasha Romanoff</span></a><span style="font-weight: 400;">, a espiã que consegue extrair informações do vilão, Bruce Banner e Tony Stark são a inteligência, </span><a href="https://personaunesp.com.br/thor-marvel-critica/"><span style="font-weight: 400;">Thor</span></a><span style="font-weight: 400;"> e </span><a href="https://personaunesp.com.br/gaviao-arqueiro-critica/"><span style="font-weight: 400;">Gavião Arqueiro</span></a><span style="font-weight: 400;"> possuem conhecimento do vilão e do seu plano. Logo, percebe-se a importância e a excelente utilização de todos os heróis.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">É impossível elogiar os personagens sem comentar de seus intérpretes, já que todos os atores se encaixaram perfeitamente nos papéis, e por isso seus rostos se tornaram tão conhecidos. </span><a href="https://personaunesp.com.br/tag/chris-evans/"><span style="font-weight: 400;">Chris Evans</span></a><span style="font-weight: 400;"> mostra um personagem bem idealista, mesmo fora de seu tempo. </span><a href="https://personaunesp.com.br/tag/scarlett-johansson/"><span style="font-weight: 400;">Scarlett Johansson</span></a><span style="font-weight: 400;"> e </span><a href="https://personaunesp.com.br/tag/jeremy-renner/"><span style="font-weight: 400;">Jeremy Renner</span></a><span style="font-weight: 400;"> constroem um mistério em volta de seus passados e uma ótima dinâmica entre si, enquanto </span><a href="https://personaunesp.com.br/tag/chris-hemsworth/"><span style="font-weight: 400;">Chris Hemsworth</span></a><span style="font-weight: 400;"> e Mark Ruffalo representam personas mais sérias, mas que se desconstroem em eventuais piadas. Por fim, </span><a href="https://personaunesp.com.br/tag/robert-downey-jr/"><span style="font-weight: 400;">Robert Downey Jr.</span></a><span style="font-weight: 400;"> é sarcástico, debochado e desconfiado de toda a situação. </span></p>
<figure id="attachment_27452" aria-describedby="caption-attachment-27452" style="width: 1200px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-27452" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/04/Imagem-2-1-1.jpg" alt="Cena do filme Os Vingadores. Há uma pessoa na imagem, ela aparece de corpo inteiro. No centro da imagem aparece Capitão América. Um homem branco, de cabelo curto e loiro e olhos azuis. Ele usa um macacão azul,com detalhes em vermelho e branco, em sua mão esquerda está o escudo redondo. Ele olha para baixo. No fundo tem muita fumaça e alguns carros destruídos. " width="1200" height="800" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/04/Imagem-2-1-1.jpg 1200w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/04/Imagem-2-1-1-800x533.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/04/Imagem-2-1-1-1024x683.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/04/Imagem-2-1-1-768x512.jpg 768w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-27452" class="wp-caption-text">Os Vingadores é recheado de cenas de tirar o fôlego e momentos marcantes (Foto: Marvel Studios)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">Quando os </span><a href="https://www.marvel616.com/2012/04/elenco-de-os-vingadores-falam-sobre-o.html"><span style="font-weight: 400;">atores</span></a><span style="font-weight: 400;"> contracenam, o filme brilha pelos conflitos de ideias, comentários sarcásticos, críticas ao próprio universo e pela dinâmica invejável entre eles. É interessante assistir </span><i><span style="font-weight: 400;">Os Vingadores</span></i><span style="font-weight: 400;"> e observar o quanto os heróis cresceram ao longo dos anos e as suas relações mudaram, demonstrando, assim, o avanço da gigante história criada pela </span><i><span style="font-weight: 400;">Marvel</span></i><span style="font-weight: 400;">.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O vilão também é excelente: </span><a href="https://www.nsctotal.com.br/noticias/filmes-para-entender-loki-serie-da-marvel-disney"><span style="font-weight: 400;">Loki</span></a><span style="font-weight: 400;"> é ameaçador, perigoso e tem uma presença muito forte em tela. Porém, ainda assim, ele consegue ser cativante, sendo sarcástico, irônico e muito carismático. Muitos desses méritos vem de seu intérprete, Tom Hiddleston, que se entregou ao papel e o adora fazer, tornando seu personagem um dos mais queridos da franquia. </span></p>
<figure id="attachment_27453" aria-describedby="caption-attachment-27453" style="width: 1200px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-27453" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/04/Imagem-3-3.jpg" alt="Cena do filme Os Vingadores. Há apenas uma pessoa na imagem. No centro da imagem aparece Loki, um homem branco, de cabelo comprido e preto e olhos castanhos. Ele usa um macacão preto e verde, com detalhes em dourado, além disso ele usa um sobretudo preto e verde. Ele está ajoelhado e em sua mão direita tem um cetro dourado com uma gema azul na ponta. O fundo da imagem é uma parede marrom. " width="1200" height="800" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/04/Imagem-3-3.jpg 1200w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/04/Imagem-3-3-800x533.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/04/Imagem-3-3-1024x683.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/04/Imagem-3-3-768x512.jpg 768w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-27453" class="wp-caption-text">Loki é um dos vilões mais queridos do Cinema, sendo um daqueles personagens que amamos odiar (Foto: Marvel Studios)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">É interessante evidenciar que a maioria desses heróis não estavam inseridos no imaginário popular, diferente de </span><a href="https://personaunesp.com.br/superman-lois-1a-temporada/"><span style="font-weight: 400;">Superman</span></a> <span style="font-weight: 400;">e </span><a href="https://personaunesp.com.br/batman-critica/"><span style="font-weight: 400;">Batman</span></a><span style="font-weight: 400;">, personagens que já eram parte da cultura </span><i><span style="font-weight: 400;">pop</span></i><span style="font-weight: 400;"> há décadas. Dos Vingadores fundadores, apenas Hulk</span> <span style="font-weight: 400;">era conhecido, devido ao seu </span><a href="https://www.omelete.com.br/hulk/o-incrivel-hulk-7-curiosidades-sobre-a-serie-iconica-que-completa-35-anos"><span style="font-weight: 400;">seriado para TV</span></a><span style="font-weight: 400;"> nos anos 70 e 80. Isso tornava a tarefa de realizar o longa ainda mais desafiadora &#8211; afinal era necessário vender um grupo de heróis totalmente anônimos, algo que eles conseguiram com muito êxito. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Os méritos de </span><i><span style="font-weight: 400;">Os Vingadores </span></i><span style="font-weight: 400;">não residem em sua história, até porque esta é recheada de clichês. Os pontos altos do filme estão na união dos personagens e no visível carisma, que provém tanto dos </span><a href="https://www.omelete.com.br/vingadores/os-vingadores-avengers-omelete-entrevista-chris-evans"><span style="font-weight: 400;">atores</span></a><span style="font-weight: 400;"> quanto do universo construído. Logo, o que era mais desafiador e arriscado na proposta inicial se tornou o ponto mais forte da produção: a preparação dos personagens e a </span><a href="https://canaltech.com.br/entretenimento/esta-e-a-linha-do-tempo-de-todo-o-universo-marvel-nos-cinemas-e-na-tv-ate-entao-123226/"><span style="font-weight: 400;">construção do mundo</span></a><span style="font-weight: 400;">. Isso porque todos os protagonistas foram muito bem trabalhados em suas respectivas histórias </span><i><span style="font-weight: 400;">solo</span></i><span style="font-weight: 400;">, e todos os itens importantes para a trama já estavam estabelecidos, fazendo com que o enredo fosse mais ágil e focado no que importava: a interação e conflito entre eles. </span></p>
<p><i><span style="font-weight: 400;">Os Vingadores </span></i><span style="font-weight: 400;">também ajudou a moldar uma história que viria a durar mais de 10 anos, sem expectativa de acabar. Muitos dos elementos presentes aqui retornaram na franquia, como a relação conflituosa entre Homem de Ferro e Capitão América, que culminaria em </span><i><span style="font-weight: 400;">Capitão América: </span></i><a href="https://www.youtube.com/watch?v=FRLYZn5PGuA"><i><span style="font-weight: 400;">Guerra Civil</span></i></a><span style="font-weight: 400;">; a dinâmica entre Thor e Loki, que voltaria a ser explorada em </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=y673zebNn0U"><i><span style="font-weight: 400;">Thor: O Mundo Sombrio</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> e </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=Bg8L1AEIYmo"><i><span style="font-weight: 400;">Thor: Ragnarok</span></i></a><span style="font-weight: 400;">; e o mais importante de todos: as joias do infinito. Delas, resultaram dois épicos filmes, </span><a href="https://personaunesp.com.br/vingadores-guerra-infinita-critica/"><i><span style="font-weight: 400;">Vingadores: Guerra Infinita</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> e </span><a href="https://personaunesp.com.br/vingadores-ultimato-critica/"><i><span style="font-weight: 400;">Vingadores: Ultimato</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, fechando todo um arco iniciado em 2012.</span></p>
<figure id="attachment_27454" aria-describedby="caption-attachment-27454" style="width: 1200px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-27454" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/04/Imagem-4-4.jpg" alt="Cena do filme Os Vingadores. Há duas pessoas na imagem. Na parte esquerda aparece Thor, que usa seu uniforme cinza com a capa vermelha e segura seu martelo na mão direita. No centro da imagem aparece Capitão América com seu uniforme azul com detalhes em vermelho e branco, e em sua mão direita ele carrega seu escudo redondo. Os dois personagens estão em posição de combate e de costas um para o outro. Ao fundo da imagem aparecem carros destruídos e a fachada de um prédio. " width="1200" height="800" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/04/Imagem-4-4.jpg 1200w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/04/Imagem-4-4-800x533.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/04/Imagem-4-4-1024x683.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/04/Imagem-4-4-768x512.jpg 768w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-27454" class="wp-caption-text">No filme de 2012, surgiu a tão famosa música tema dos Vingadores, composta por Alan Silvestri, e que logo se tornou icônica (Foto: Marvel Studios)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">A estrutura de </span><i><span style="font-weight: 400;">Os Vingadores </span></i><span style="font-weight: 400;">funcionou tão bem que passou a ser repetida em todos os longas da </span><i><span style="font-weight: 400;">Marvel Studios</span></i><span style="font-weight: 400;">, formando, assim, o que se conhece hoje como </span><a href="https://personaunesp.com.br/tag/universo-cinematografico-da-marvel/"><i><span style="font-weight: 400;">Marvel Cinematic Universe</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, o </span><i><span style="font-weight: 400;">MCU</span></i><span style="font-weight: 400;"> O uso desse universo compartilhado é o que torna o estúdio um dos mais renomados atualmente &#8211; afinal, a empresa montou uma história gigantesca, envolvendo centenas de personagens, tudo em um único mundo, complexo e muito vivo. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Outros estúdios também tentaram aplicar esse mesmo conceito, objetivando o mesmo prestígio e sucesso da </span><i><span style="font-weight: 400;">Marvel</span></i><span style="font-weight: 400;">, como o </span><a href="https://estudionerd.com.br/cinema/qual-a-ordem-cronologica-do-invocaverso/"><i><span style="font-weight: 400;">InvocaVerso</span></i></a> <span style="font-weight: 400;">e o </span><a href="https://personaunesp.com.br/godzilla-vs-kong-critica/"><i><span style="font-weight: 400;">Monsterverse</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, ambos pertencentes a </span><i><span style="font-weight: 400;">Warner Brothers</span></i><span style="font-weight: 400;">. Há ainda o </span><a href="https://cinepop.com.br/universal-anunciava-ha-quatro-anos-o-fracassado-dark-universe-confira-296903/"><i><span style="font-weight: 400;">Dark Universe</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, tentativa da </span><i><span style="font-weight: 400;">Universal </span></i><span style="font-weight: 400;">de criar um mundo com diversos monstros da Literatura clássica, o qual fracassou no primeiro longa. Nota-se que </span><a href="https://personaunesp.com.br/tag/vingadores/"><i><span style="font-weight: 400;">Os Vingadores</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> foram os responsáveis por criar essa tendência de universos compartilhados no Cinema, algo que se reflete até hoje em diversos projetos. Porém, o longa-metragem também foi responsável por popularizar os super heróis nas telonas e na cultura </span><i><span style="font-weight: 400;">pop</span></i><span style="font-weight: 400;">.</span></p>
<figure id="attachment_27455" aria-describedby="caption-attachment-27455" style="width: 1200px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-27455" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/04/Imagem-5-1.jpg" alt="Cena do filme Os Vingadores. Há duas pessoas na imagem. Na esquerda aparece Bruce Banner, o Hulk, ele é um homem branco com cabelo curto e preto e olhos castanhos, ele usa uma camisa roxa e uma calça social marrom, e segura seus óculos com as duas mãos. Na direita aparece Tony Stark, o Homem de Ferro, ele é um homem branco, de cabelo curto e preto e olhos castanhos, ele tem um cavanhaque preto, ele veste uma camisa azul, uma gravata azul com bolinhas verdes e rosas, um paletó preto e uma calça social preta. Ele está com os braços cruzados. Ao fundo aparece uma parede cinza e uma porta de vidro. " width="1200" height="800" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/04/Imagem-5-1.jpg 1200w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/04/Imagem-5-1-800x533.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/04/Imagem-5-1-1024x683.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/04/Imagem-5-1-768x512.jpg 768w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-27455" class="wp-caption-text">A dinâmica entre os protagonistas é tão cativante que faz o público se apaixonar por todos, mesmo não os conhecendo previamente (Foto: Marvel Studios)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">Antes de </span><i><span style="font-weight: 400;">Os Vingadores</span></i><span style="font-weight: 400;">, apenas alguns filmes de heróis alcançaram a fama, e, muitas vezes, isso ocorria porque esta já vinha junto com o personagem, por sua popularidade em quadrinhos ou animações. O longa, porém, alçou heróis desconhecidos do grande público ao estrelato, e hoje, 10 anos depois do seu lançamento, todos fazem parte do imaginário popular, podendo ser até mais populares do que os heróis clássicos, como Superman ou </span><a href="https://personaunesp.com.br/mulher-maravilha-1984-critica/"><span style="font-weight: 400;">Mulher-Maravilha</span></a><span style="font-weight: 400;">. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Após o imenso sucesso da obra, diversos estúdios buscaram ter seus próprios heróis. A </span><i><span style="font-weight: 400;">Warner Brothers </span></i><span style="font-weight: 400;">criou seu mal estruturado universo compartilhado com os personagens da </span><a href="https://personaunesp.com.br/tag/dc/"><i><span style="font-weight: 400;">DC Comics</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, o </span><i><span style="font-weight: 400;">Amazon Prime Video </span></i><span style="font-weight: 400;">investiu na desconhecida HQ </span><a href="https://personaunesp.com.br/the-boys-2a-temporada-critica/"><i><span style="font-weight: 400;">The Boys</span></i></a><i><span style="font-weight: 400;"> e </span></i><span style="font-weight: 400;">a </span><i><span style="font-weight: 400;">Netflix </span></i><span style="font-weight: 400;">lançou séries como </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=nZpHYEMnTNw"><i><span style="font-weight: 400;">O Legado de Júpiter</span></i></a> <span style="font-weight: 400;">e </span><a href="https://personaunesp.com.br/the-umbrella-academy-2a-temporada-critica/"><i><span style="font-weight: 400;">The Umbrella Academy</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, entre outras produções. </span></p>
<figure id="attachment_27456" aria-describedby="caption-attachment-27456" style="width: 1200px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-27456" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/04/Imagem-6-2.jpg" alt="Cena do filme Os Vingadores. Há uma pessoa na imagem. Homem de Ferro aparece na parte esquerda da imagem, ele usa sua armadura vermelha e dourada, e está voando para cima em direção a um portal azul que abriu no céu. Homem de Ferro está atirando seu laser nos inimigos que saem do portal e causando uma explosão. Há um raio de energia azul que sai do portal e vai até o chão. O fundo é o céu. " width="1200" height="675" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/04/Imagem-6-2.jpg 1200w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/04/Imagem-6-2-800x450.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/04/Imagem-6-2-1024x576.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/04/Imagem-6-2-768x432.jpg 768w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-27456" class="wp-caption-text">Os Vingadores serviu de alicerce para a criação de todo um enorme arco de história no MCU, que viria a culminar em dois épicos longas em 2018 e 2019 (Foto: Marvel Studios)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">Pode-se dizer que, atualmente, a indústria cinematográfica vive a era dos heróis, na qual a maioria dos filmes lançados nas salas de cinema são voltados a essa temática. O frenesi não se aplica apenas aos estúdios, já que a busca do público também está voltada para essa vertente, tornando assim, as histórias de super-heróis as mais </span><a href="https://www.tecmundo.com.br/cultura-geek/152485-vingadores-ultimato-gerou-lucro-us-890-milhoes-marvel.htm#:~:text=Vingadores%3A%20Ultimato%20gerou%20lucro%20de%20US%24%20890%20milh%C3%B5es%20para%20a%20Marvel,-27%2F04%2F2020&amp;text=Vingadores%3A%20Ultimato%20foi%20a%20maior,recorde%20que%20o%20filme%20bateu."><span style="font-weight: 400;">lucrativas</span></a><span style="font-weight: 400;"> nos dias de hoje. </span><i><span style="font-weight: 400;">Os Vingadores </span></i><span style="font-weight: 400;">é um filme icônico, seja pela catarse ao ver o </span><i><span style="font-weight: 400;">crossover </span></i><span style="font-weight: 400;">entre vários heróis da </span><i><span style="font-weight: 400;">Marvel Comics</span></i><span style="font-weight: 400;"> ou por sua qualidade invejável e cativante. Todas as qualidades e acertos do longa ainda repercutem, criando tendências na indústria cinematográfica e projetando o </span><i><span style="font-weight: 400;">MCU </span></i><span style="font-weight: 400;">para lugares cada vez maiores na indústria do entretenimento. </span></p>
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		<title>O Duna de Villeneuve reanima a ficção científica com suas próprias raízes</title>
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		<pubDate>Wed, 08 Dec 2021 20:26:06 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Ernesto Rangel A mais nova adaptação da obra-prima Duna, escrita por Frank Herbert, chegou aos cinemas com uma grande responsabilidade em suas mãos: agradar aos fãs do livro, de 1965; corrigir os erros da primeira adaptação cinematográfica, de 1984; e ainda conquistar um novo público que nunca ouviu falar da saga em 2021, apesar de &#8230; <a href="http://personaunesp.com.br/duna-2021-critica/" class="more-link">Continue lendo<span class="screen-reader-text"> "O Duna de Villeneuve reanima a ficção científica com suas próprias raízes"</span></a></p>
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										<content:encoded><![CDATA[<figure id="attachment_25220" aria-describedby="caption-attachment-25220" style="width: 1024px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-25220" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/12/Imagem-1-3.png" alt="Cena do filme Duna de 2021. Nela vemos Paul em destaque no centro, cabisbaixo, enquanto está cercado por soldados Atreides. Ao seu lado e um pouco mais a frente, uma figura dá contraste à imagem devido as cores de suas vestes esvoaçantes." width="1024" height="410" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/12/Imagem-1-3.png 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/12/Imagem-1-3-800x320.png 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/12/Imagem-1-3-768x308.png 768w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-25220" class="wp-caption-text">Duna chega finalmente às telonas com nomes de peso envolvidos na produção (Foto: Warner Bros.)</figcaption></figure>
<p><b>Ernesto Rangel</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A mais nova adaptação da obra-prima </span><i><span style="font-weight: 400;">Duna</span></i><span style="font-weight: 400;">, escrita por Frank Herbert, chegou aos cinemas com uma grande responsabilidade em suas mãos: agradar aos fãs do livro, de 1965; corrigir os erros da </span><a href="https://cinemacomrapadura.com.br/criticas/602376/critica-duna-1984-criatividade-esmagada/"><span style="font-weight: 400;">primeira adaptação cinematográfica</span></a><span style="font-weight: 400;">, de 1984; e ainda conquistar um novo público que nunca ouviu falar da saga em 2021, apesar de sua contribuição massiva para a ficção científica. Uma avaliação do filme deve se estender por esses três aspectos, nos quais o longa se apresenta: como adaptação de uma obra literária renomada; como </span><i><span style="font-weight: 400;">remake </span></i><span style="font-weight: 400;">de um filme falho; e como uma nova produção, lutando por espaço na cultura atual. É necessário ainda dedicar algumas passagens às qualidades necessárias para todo bom longa-metragem.</span></p>
<p><span id="more-25211"></span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Quando se trata de transportar para a telona a trama de livros renomados, os desafios são muitos. Primeiramente existem os fãs que, em suas leituras, idealizam os cenários e as personagens dentro de suas perspectivas pessoais, fazendo com que seja quase impossível agradar a mais do que uma pequena quantidade deles simultaneamente. Existe ainda a questão da arte: o diretor, como artista, deve priorizar a fidelidade com a obra original ou a sua originalidade própria? Além disso, não podemos esquecer da </span><a href="https://variety.com/2019/artisans/news/oscars-tech-nuanced-vfx-1203388900/"><span style="font-weight: 400;">tecnologia da época</span></a><span style="font-weight: 400;">, que pode ser insuficiente (e era, na primeira adaptação oficial para as telonas) para apresentar a realidade retratada em um livro (veículo que se limita apenas pela imaginação).</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Até mesmo títulos que conseguiram se tornar referência no quesito, como </span><i><span style="font-weight: 400;">O Senhor dos Anéis</span></i><span style="font-weight: 400;">, de Tolkien, ainda apresentam derivados (</span><i><span style="font-weight: 400;">O Hobbit</span></i><span style="font-weight: 400;">) que deixam a desejar. Além disso, existem uma gama de </span><a href="https://www.guiadasemana.com.br/literatura/galeria/15-livros-que-ganharam-adaptacoes-terriveis-nos-cinemas"><span style="font-weight: 400;">exemplos desastrosos</span></a><span style="font-weight: 400;"> disponíveis para a apreciação de todos aqueles dispostos, como as aventuras na telona de </span><i><span style="font-weight: 400;">Percy Jackson,</span></i><span style="font-weight: 400;"> de Rick Riordan, ou ainda a tragédia em vinte e quatro quadros que foi a saga de </span><i><span style="font-weight: 400;">A Torre Negra</span></i><span style="font-weight: 400;">, de Stephen King, nas telas de cinema.</span></p>
<figure id="attachment_25221" aria-describedby="caption-attachment-25221" style="width: 1000px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="wp-image-25221" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/12/Imagem-2-1.gif" alt="Gif de uma cena do filme A Torre Negra, de 2017. Em uma perspectiva vista de cima temos o Homem de Preto esticando os braços e direcionando as palmas das mãos em direção a câmera. Ao mesmo tempo uma chuva de cacos de vidros que parecem surgir de trás da câmera são parados pelo movimento." width="1000" height="412" /><figcaption id="caption-attachment-25221" class="wp-caption-text">Nem o Homem de Preto de Matthew McConaughey foi capaz de segurar a chuva de críticas da adaptação de A Torre Negra (GIF: Columbia Pictures)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">Os fãs podem respirar aliviados, pois por ser ele mesmo um deles, Denis Villeneuve foi extremamente fiel à obra original. É discutível se a materialização feita por ele foi aquela que agrada ao maior número de espectadores. As </span><a href="https://www.tecmundo.com.br/cultura-geek/229539-duna-100-milhoes-bilheteria-quebra-recorde.htm"><span style="font-weight: 400;">bilheterias</span></a><span style="font-weight: 400;"> foram soberbas (mesmo com o lançamento simultâneo nos cinemas e nos serviços de </span><i><span style="font-weight: 400;">streaming </span></i><span style="font-weight: 400;">do </span><i><span style="font-weight: 400;">HBO Max</span></i><span style="font-weight: 400;">, que canibaliza os números angariados) e, juntamente com o </span><i><span style="font-weight: 400;">feedback</span></i><span style="font-weight: 400;"> que podemos encontrar nas redes sociais, é possível inferir que </span><i><span style="font-weight: 400;">Duna</span></i><span style="font-weight: 400;"> atingiu uma grande aceitação entre o grande público, inclusive os fãs.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Para essa adaptação em específico o diretor, com certeza, precisou evitar produzir um filme que parecesse uma cópia dos títulos de </span><i><span style="font-weight: 400;">Guerra nas Estrelas</span></i><span style="font-weight: 400;">, que hoje são referência no gênero da ficção científica. </span><i><span style="font-weight: 400;">Duna</span></i><span style="font-weight: 400;">, de fato, compartilha a temática com essas produções, porém, é ancestral delas. George Lucas é um fiel discípulo de Frank Herbert e se inspirou profundamente no livro de </span><i><span style="font-weight: 400;">Duna</span></i><span style="font-weight: 400;"> para a criação de seus longas, e podemos citar muitos paralelos entre as obras, como: Arrakis, o planeta que dá o nome a </span><i><span style="font-weight: 400;">Duna</span></i><span style="font-weight: 400;"> e Tatooine, o planeta natal de Anakin, são ambos desérticos; Paul Atreides e Luke Skywalker, são superficialmente ambos os </span><a href="https://www.gamespot.com/articles/dunes-paul-atreides-isnt-luke-skywalker-despite-what-the-new-movie-may-have-you-believe/1100-6497869/"><span style="font-weight: 400;">escolhidos</span></a><span style="font-weight: 400;">; O Imperium, de </span><i><span style="font-weight: 400;">Duna</span></i><span style="font-weight: 400;">, e o Império Galáctico, de </span><i><span style="font-weight: 400;">Star Wars</span></i><span style="font-weight: 400;">; entre muitos outros. Por sorte, ou mérito do diretor, Duna escapa de parecer uma cópia, mas as comparações serão inevitáveis.</span></p>
<p><figure id="attachment_25222" aria-describedby="caption-attachment-25222" style="width: 1200px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="wp-image-25222 size-full" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/12/Imagem-3-11.jpg" alt="Imagem retangular horizontal. Montagem simples. Nela vemos, na esquerda, Paul Atreides, um homem jovem branco, e na direita, Luke Skywalker, também um homem jovem branco. Podemos ver o busto de ambos olhando para frente." width="1200" height="630" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/12/Imagem-3-11.jpg 1200w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/12/Imagem-3-11-800x420.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/12/Imagem-3-11-1024x538.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/12/Imagem-3-11-768x403.jpg 768w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-25222" class="wp-caption-text">Paul Atreides (à esquerda) e Luke Skywalker (à direita) são ambos os escolhidos que ameaçam o império em seus respectivos universos [Foto: Warner Bros./Disney]</figcaption></figure><span style="font-weight: 400;">Na trama tecida por </span><a href="https://revistagalileu.globo.com/Cultura/noticia/2020/10/conheca-trajetoria-do-escritor-frank-herbert-autor-de-duna.html"><span style="font-weight: 400;">Frank Herbert</span></a><span style="font-weight: 400;">, temos uma ficção científica repleta de complexidade, com relações religiosas, sociais e políticas únicas. Assim como são vastas as realidades de Nárnia e Westeros, também é a de Arrakis. O livro que inspirou o filme é massivo, fazendo com que comportar a apresentação adequada de todos os componentes do universo fantasioso de </span><i><span style="font-weight: 400;">Duna</span></i><span style="font-weight: 400;"> em um filme de duas horas e meia de duração seja uma tarefa, no mínimo, trabalhosa.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A trama gira em torno do, já mencionado, Paul Atreides. Herdeiro de sua casa, ele acompanha a mudança da sede de seu reino (original do planeta Caladan, um paraíso tropical) para Arrakis, um planeta onde a água é tão escassa que seus habitantes desenvolveram costumes associados à mais otimizada preservação de água. A falta da substância essencial à vida humana é compensada pela abundância em mélange, também conhecido como “especiaria” (</span><i><span style="font-weight: 400;">spice</span></i><span style="font-weight: 400;">), uma substância psicoativa, coletada exclusivamente na superfície do planeta deserto, e que serve como combustível das </span><a href="https://dune.fandom.com/wiki/Category:Organizations_and_Groups"><span style="font-weight: 400;">diferentes organizações</span></a><span style="font-weight: 400;"> que controlam e exercem sua atividade através do universo. </span></p>
<figure id="attachment_25223" aria-describedby="caption-attachment-25223" style="width: 1366px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-25223" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/12/Imagem-4-1.jpeg" alt="Ilustração feita por Marc Simonetti. Mostra uma cena nas típicas dunas de Arrakis, na parte inferior direita vemos um conjunto de figuras vestindo mantos especiais para o clima. Mais a frente deles, vindo do horizonte, ocupando a parte superior direita da imagem vemos um verme de areia gigante mostrando seus dentes." width="1366" height="665" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/12/Imagem-4-1.jpeg 1366w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/12/Imagem-4-1-800x389.jpeg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/12/Imagem-4-1-1024x499.jpeg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/12/Imagem-4-1-768x374.jpeg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/12/Imagem-4-1-1200x584.jpeg 1200w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-25223" class="wp-caption-text">A belíssima ilustração de Marc Simonetti estampa a capa do livro e nos situa no ecossistema de Duna (Foto: Marc Simonetti)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">A breve descrição do enredo acima deixa de fora uma série de elementos cruciais ao universo de </span><i><span style="font-weight: 400;">Duna</span></i><span style="font-weight: 400;">, como os gigantes Vermes de Areia, as Bene Gesserit, a Guilda Espacial, os Harkonnen, os Sardaukar, entre muitos outros. A primeira adaptação, dirigida por </span><a href="https://canaltech.com.br/entretenimento/melhores-filmes-david-lynch-181247/"><span style="font-weight: 400;">David Lynch</span></a><span style="font-weight: 400;"> nos anos 80, assumiu a responsabilidade de adaptar todo o primeiro livro em um só filme, o que foi desastroso: um roteiro confuso e mal estruturado (sendo justo, cortes na duração e no orçamento foram os culpados por esse resultado), o que reforçou o senso de que a obra de Herbert estava além da possibilidade para adaptação. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">No novo filme, pela felicidade dos fãs, os roteiristas Jon Spaihts, Denis Villeneuve e Eric Roth não cometeram o mesmo erro e adaptaram para as telonas apenas por volta da metade inicial do primeiro livro. Frank Herbert escreveu e publicou duas trilogias e um conto sobre o universo de </span><i><span style="font-weight: 400;">Duna</span></i><span style="font-weight: 400;">, o que já é muito, mesmo não considerando os outros nove livros e quatro contos escritos por seu </span><a href="https://www.wired.com/story/dune-brian-herbert-q-and-a/"><span style="font-weight: 400;">filho</span></a><span style="font-weight: 400;"> após a morte do pai em 1986. Essa decisão foi acertada e permite um desenvolvimento mais cuidadoso da trama. Mesmo assim, uma crítica muito comum a essa nova produção é como ela deixa o espectador sem entender muito bem o que está acontecendo. Isso é natural e esperado, pois (e aqueles que leram o livro sabem) até mesmo a obra escrita apresenta essa barreira de entrada.</span></p>
<p><figure id="attachment_25224" aria-describedby="caption-attachment-25224" style="width: 1140px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-25224" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/12/Imagem-5.png" alt="Fotografia em preto e branco do autor de Duna, Frank Herbert. Homem branco, barbudo e calvo, apesar do cabelo alongado. Nariz aquilino e olhos pequenos e juntos. Na foto o autor posa sentado em um sofá, com a mão esquerda, que veste um relógio, apoiada no joelho erguido." width="1140" height="712" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/12/Imagem-5.png 1140w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/12/Imagem-5-800x500.png 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/12/Imagem-5-1024x640.png 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/12/Imagem-5-768x480.png 768w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-25224" class="wp-caption-text">O grande autor Frank Herbert (na foto) não poupou maestria em suas obras [Foto: Reprodução]</figcaption></figure><span style="font-weight: 400;">A escolha do elenco é outro ponto a favor da obra. Principalmente por selecionar atores que possuem características físicas fundamentais aos </span><a href="https://www.omelete.com.br/duna/duna-lista-quem-e-quem"><span style="font-weight: 400;">personagens</span></a><span style="font-weight: 400;"> &#8211; como os traços aquilinos (finos, retangulares e que guardam muita perspicácia) de Paul Atreides (vivido por Timothée Chalamet). Mesmo assim, ainda contamos com muitas figurinhas carimbadas de Hollywood, como Zendaya, no papel de Chani, e Jason Momoa, no papel de Duncan Idaho. Esse pode ser um ponto negativo ou positivo, dependendo de quem se pergunta. Mas o fato é que a bilheteria que acompanha esses atores deveria ser muito bem vinda pelos fãs que torcem para que a obra prospere no cinema.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Oscar Isaac como Duque Leto Atreides é uma das melhores atuações de todo o longa. A postura que o ator evoca ao vestir a pele do duque mais respeitado do Landsraad (o corpo formado pelas grandes casas) deixa os que assistem arrepiados em diversos momentos do filme. Rebecca Ferguson e Timothée Chalamet também merecem seu destaque. Através da tremenda atuação de Ferguson temos a sensação de ver Lady Jéssica se personificar das páginas do livro para a tela. Coroando essa demonstração das belas artes, temos Chalamet no papel de Paul, uma das escolhas mais acertadas do elenco. O próprio diretor não poupa elogios em </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=lCPzTNTvlAs"><span style="font-weight: 400;">entrevistas</span></a><span style="font-weight: 400;"> para a atuação do ator protagonista.</span></p>
<p><figure id="attachment_25225" aria-describedby="caption-attachment-25225" style="width: 960px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-25225" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/12/Imagem-6-3.jpg" alt="Foto de parte do elenco durante as gravações. Podemos ver da esquerda para direita: Rebecca Ferguson (Lady Jessica), Zendaya (Chani), Javier Bardem (Stilgar) e Timothée Chalamet (Paul Atreides), todos vestindo os trajes fremen de reciclagem de água, um ao lado do outro, olhando para a mesma direção, em frente a uma parede de pedras extremamente irregular." width="960" height="540" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/12/Imagem-6-3.jpg 960w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/12/Imagem-6-3-800x450.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/12/Imagem-6-3-768x432.jpg 768w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-25225" class="wp-caption-text">Da esquerda para direita: Rebecca Ferguson (Lady Jessica), Zendaya (Chani), Javier Bardem (Stilgar) e Timothée Chalamet (Paul Atreides) são parte do grande elenco do filme [Fonte: Warner Bros.]</figcaption></figure><span style="font-weight: 400;">O diretor do longa, Denis Villeneuve, manteve nessa adaptação o seu estilo característico, carimbado por filmes como </span><i><span style="font-weight: 400;">A Chegada</span></i><span style="font-weight: 400;"> (2016) e </span><a href="https://canaltech.com.br/entretenimento/critica-blade-runner-2049-netflix-172366/"><i><span style="font-weight: 400;">Blade Runner 2049</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> (2019). Inclusive, é muito oportuno comparar </span><i><span style="font-weight: 400;">Duna </span></i><span style="font-weight: 400;">com a continuação da história do caçador de androides, visto que ambos são novas instâncias de obras cultuadas e possuem temáticas abstratamente semelhantes: um futuro distópico interplanetário, que esconde em seu cerne o aviso de uma sociedade disfuncional e levanta questões ideológicas.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Na direção a semelhança é ainda maior, ambos os filmes são contemplativos, o que pode ser um ponto negativo para aqueles que vão ao cinema esperando por mais uma dose de ação, como foi normalizado pela popularização dos filmes de super-herói. O foco de </span><i><span style="font-weight: 400;">Duna </span></i><span style="font-weight: 400;">não são as cenas de ação (apesar de conter algumas de altíssima qualidade), mas sim a apresentação do extenso universo e dos acontecimentos que se passam com Paul Atreides, que levantam questões extremamente relevantes, como religião e </span><a href="https://www.cnnbrasil.com.br/tecnologia/entenda-as-mensagens-ecologicas-de-duna-classico-do-sci-fi-que-chega-aos-cinemas/"><span style="font-weight: 400;">ecologia</span></a><span style="font-weight: 400;">.</span></p>
<figure id="attachment_25226" aria-describedby="caption-attachment-25226" style="width: 1000px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="wp-image-25226" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/12/Imagem-7.gif" alt="Gif de uma cena do filme. Primeiramente vemos, de cima, os dentes gigantes de um verme da areia engolindo uma Lagarta (um veículo do tamanho de uma fábrica que se move e extrai especiaria das superfícies de Arrakis). Os dentes parecem ser os de um buraco no chão, visto que o verme está enterrado, pois se locomove abaixo da superfície. No momento seguinte, temos um close no rosto de Paul que segura a mão de Gurney após escaparem por pouco de serem comidos pelo verme, levantando voo momentos antes do chão sucumbir." width="1000" height="422" /><figcaption id="caption-attachment-25226" class="wp-caption-text">O primeiro encontro de Paul com um verme da areia, ou apenas os dentes de um deles, é um momento memorável do filme (GIF: Warner Bros.)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">Com o auxílio do </span><a href="https://institutodecinema.com.br/mais/conteudo/o-que-e-a-fotografia-de-um-filme"><span style="font-weight: 400;">cinematógrafo</span></a><span style="font-weight: 400;"> Greig Fraser (responsável pela fotografia de títulos semelhantes, como </span><i><span style="font-weight: 400;">Star Wars: Rogue One</span></i><span style="font-weight: 400;">, e alguns episódios da série </span><a href="https://collider.com/the-mandalorian-technology-explained-greig-fraser-interview/"><i><span style="font-weight: 400;">The Mandalorian</span></i></a><span style="font-weight: 400;">), o diretor optou pelas cenas que não economizam na hora de impressionar. Com lindos visuais e a medida certa de cenas com enquadramentos afastados que dão ao espectador a noção da grandeza dos elementos de </span><i><span style="font-weight: 400;">Duna</span></i><span style="font-weight: 400;">, o diretor nos fascina: as massivas naves utilizadas em viagens interestelares e os gigantes vermes de areia que aterrorizam o deserto são visões para nos deixar de boca aberta.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A obra ainda é coroada pela </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=8A3epBE1yjo"><span style="font-weight: 400;">trilha sonora de Hans Zimmer</span></a><span style="font-weight: 400;">, que já emplacou uma série de grandes obras musicais em ótimos filmes, como </span><i><span style="font-weight: 400;">Interstellar</span></i><span style="font-weight: 400;">, </span><i><span style="font-weight: 400;">Gladiador</span></i><span style="font-weight: 400;">, e muitos outros. O músico, desta vez, nos presenteia novamente com suas trilhas que destacam e ampliam muito bem o sentimento evocado pelas cenas, com músicas sutis e intensas, sempre quando necessário. Além disso, as sinfonias servem muito bem à temática, visto que tiram, assim como a obra original (e o filme por consequência), inspiração das culturas do Oriente Médio.</span></p>
<p><figure id="attachment_25227" aria-describedby="caption-attachment-25227" style="width: 1024px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-25227" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/12/Imagem-8-1.jpg" alt="Fotografia colorida de Hans Zimmer durante apresentação.Vemos, sentado em frente a um piano, um homem branco, calvo, de idade avançada e vestindo um terno Em sua frente, sobre o piano vemos uma taça e um misturador de bebidas. Ele olha levemente para cima e sorri." width="1024" height="576" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/12/Imagem-8-1.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/12/Imagem-8-1-800x450.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/12/Imagem-8-1-768x432.jpg 768w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-25227" class="wp-caption-text">O músico Hans Zimmer (na imagem) nos presenteia mais uma vez com uma trilha sonora memorável [Foto: Reprodução]</figcaption></figure><span style="font-weight: 400;">Por último, mas não menos importante, os </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=uIKupTibxKQ"><span style="font-weight: 400;">efeitos especiais</span></a><span style="font-weight: 400;"> são de cair o queixo. Um dos grandes defeitos de muitos </span><i><span style="font-weight: 400;">CGIs</span></i><span style="font-weight: 400;"> (inclusive os milionários dos </span><i><span style="font-weight: 400;">blockbusters</span></i><span style="font-weight: 400;">) é a falta de cuidado com a iluminação. Quando os personagens em cena são iluminados de uma maneira estranha aos olhos em relação ao fundo cheio de explosões, a cena pode parecer artificial. E não é uma questão de capacidade dos estúdios, mas a crença de que o público não liga e não percebe, o que faz que esse seja um investimento superficial, para os investidores. Esse é um dos grandes desafios da computação gráfica nas telonas. Nesse quesito, e em outros relacionados a efeitos especiais, </span><i><span style="font-weight: 400;">Duna </span></i><span style="font-weight: 400;">mais uma vez nos surpreende com sua qualidade.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Por esses e outros motivos </span><i><span style="font-weight: 400;">Duna </span></i><span style="font-weight: 400;">de 2021 merece ser assistido múltiplas vezes. Um filme sensacional para quem é fã do livro ou até mesmo do diretor. Uma produção refrescante para quem se decepcionou com o primeiro filme, e ainda uma ótima maneira para se gastar algumas horas, se o espectador quiser apenas o entretenimento de um filme casual. Resta agora ficar na espera da </span><a href="https://www.esquire.com/entertainment/movies/a38040674/dune-2-sequel-details/"><span style="font-weight: 400;">segunda parte</span></a><span style="font-weight: 400;">, programada para iniciar sua produção em 2022 e chegar às telonas em outubro de 2023, e nos certificarmos se toda a nova franquia vai ter o mérito da boa adaptação ou vai acompanhar, ao </span><i><span style="font-weight: 400;">hall</span></i><span style="font-weight: 400;"> dos infames, os desastres de franquias como </span><a href="https://www.omelete.com.br/filmes/criticas/divergente-critica"><i><span style="font-weight: 400;">Divergente</span></i></a> <span style="font-weight: 400;">e</span> <a href="https://www.omelete.com.br/filmes/criticas/instrumentos-mortais-cidade-dos-ossos-critica"><i><span style="font-weight: 400;">Os Instrumentos Mortais</span></i></a><span style="font-weight: 400;">.</span></p>
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		<title>Thor: entre tropeços e vitórias</title>
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		<pubDate>Tue, 24 Apr 2018 22:45:20 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Vitor Evangelista Ciência e magia derivam do mesmo significado. O mago e o sábio andam lado a lado. Em 2011, a Marvel lançou a trilogia de Thor, o Deus do Trovão, e se baseou muito nessa dualidade. Com um tom não-linear e má recepção da crítica e da audiência, o Vingador bambeou e quase caiu, &#8230; <a href="http://personaunesp.com.br/thor-marvel-critica/" class="more-link">Continue lendo<span class="screen-reader-text"> "Thor: entre tropeços e vitórias"</span></a></p>
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										<content:encoded><![CDATA[<figure id="attachment_9979" aria-describedby="caption-attachment-9979" style="width: 840px" class="wp-caption aligncenter"><img loading="lazy" decoding="async" class="wp-image-9979 size-large" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2018/04/Imagem-1-2-1024x512.jpg" alt="" width="840" height="420" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2018/04/Imagem-1-2-1024x512.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2018/04/Imagem-1-2-300x150.jpg 300w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2018/04/Imagem-1-2-768x384.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2018/04/Imagem-1-2-1200x600.jpg 1200w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2018/04/Imagem-1-2.jpg 1280w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-9979" class="wp-caption-text">Chris Hemsworth vive o Deus do Trovão nos cinemas (Foto: Marvel)</figcaption></figure>
<p><strong>Vitor Evangelista</strong></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Ciência e magia derivam do mesmo significado. O mago e o sábio andam lado a lado. Em 2011, a <em><a href="http://personaunesp.com.br/tag/marvel/">Marvel</a> </em>lançou a trilogia de Thor, o Deus do Trovão, e se baseou muito nessa dualidade. Com um tom não-linear e má recepção da crítica e da audiência, o Vingador bambeou e quase caiu, mas agora está pronto para enfrentar Thanos, com ou sem martelo.</span></p>
<p><span id="more-9976"></span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O primeiro filme foi lançado em 2011. Autointitulado e sem </span><span style="font-weight: 400;">subtítulos, o longa foi dirigido por Kenneth Branagh, que, além de diretor, também atua: ele viveu o professor Lockhart de <em>Harry Potter e a Câmara Secreta</em> e protagonizou e comandou <a href="http://personaunesp.com.br/assassinato-no-expresso-do-oriente-critica/"><em>Assassinato no Expresso do Oriente</em></a>. Branagh é também conhecido por seu trabalho envolvendo as obras de William Shakespeare. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Kevin Feige, produtor dessa leva de filmes do <em>UCM</em> (Universo Cinematográfico da <em>Marvel</em>), definiu <em>Thor</em> como sendo uma obra familiar com influências das peças do inglês. Isso chamou atenção de Branagh, que aceitou o cargo de comandar essa releitura do clássico personagem.</span></p>
<figure id="attachment_9981" aria-describedby="caption-attachment-9981" style="width: 600px" class="wp-caption aligncenter"><img loading="lazy" decoding="async" class="wp-image-9981 size-full" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2018/04/imagem-3-1.jpg" alt="" width="600" height="877" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2018/04/imagem-3-1.jpg 600w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2018/04/imagem-3-1-205x300.jpg 205w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-9981" class="wp-caption-text"><em>Nos primórdios do personagem, o martelo continha a inscrição clássica “apenas poderá ser empunhado por alguém digno” (Foto: Marvel)</em></figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">A trama do primeiro longa gira em torno da saída do personagem de seu cotidiano para ser posto a prova e provar ser digno de empunhar o martelo. </span><span style="font-weight: 400;">Chris Hemsworth é Thor, Tom Hiddleston rouba toda as atenções com seu Loki <a href="http://personaunesp.com.br/tag/lgbtq/"><em>queer</em></a> e Anthony Hopkins fecha o trio celestial dando vida a Odin, o Pai de Todos. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Hemsworth é ator de comédia e sempre tentava encaixar improvisações nas filmagens, algo que só alcançou com tranquilidade em <em>Thor:</em> <em>Ragnarok</em>, de 2017. Tudo isso graças à liberdade provida pelo diretor Taika Waititi.</span></p>
<figure id="attachment_9982" aria-describedby="caption-attachment-9982" style="width: 840px" class="wp-caption aligncenter"><img loading="lazy" decoding="async" class="wp-image-9982 size-large" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2018/04/Imagem-4-1024x427.jpg" alt="" width="840" height="350" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2018/04/Imagem-4-1024x427.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2018/04/Imagem-4-300x125.jpg 300w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2018/04/Imagem-4-768x320.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2018/04/Imagem-4-1200x501.jpg 1200w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2018/04/Imagem-4.jpg 1920w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-9982" class="wp-caption-text"><em>Tom Hiddleston foi chamado para o longa após ter trabalhado com o diretor na peça Ivanov (Foto: Marvel)</em></figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">O filme constrói Asgard com uma pintura mais metalizada e colorida, com um senso de pitoresco, os figurinos são espalhafatosos e elegantes. As composições visuais transmitem a negação do sóbrio, visão turva e luzes incandescentes permeiam as festividades <em>asgardianas</em>. </span><span style="font-weight: 400;">Em contraponto, quando o longa se agarra à Terra, ou Midgard, a cinematografia perde o <em>glamour</em> e filma o bom e velho meio-oeste americano. A palheta empoeirada toma os holofotes e a identidade visual do filme morre. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O diretor utiliza um estilo de filmagem chamado <a href="http://www.dope.ws/como-filmes-inclinam-o-angulo-da-camera-inteligentemente-para-influenciar-o-que-vemos-e-sentimos/">ângulo holandês</a>, onde a câmera se inclina para a direita a fim de causar desconforto. Normalmente é utilizado para despertar o senso de estranheza, simbolizado aqui por Thor morando na Terra. Entretanto, Branagh banaliza a técnica, que vira um simples adereço sem funcionalidade.</span></p>
<figure id="attachment_9984" aria-describedby="caption-attachment-9984" style="width: 840px" class="wp-caption aligncenter"><img loading="lazy" decoding="async" class="wp-image-9984 size-large" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2018/04/Imagem-6-1024x640.jpg" alt="" width="840" height="525" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2018/04/Imagem-6-1024x640.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2018/04/Imagem-6-300x188.jpg 300w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2018/04/Imagem-6-768x480.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2018/04/Imagem-6-1200x750.jpg 1200w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2018/04/Imagem-6.jpg 1680w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-9984" class="wp-caption-text"><em>A divulgação do segundo longa abusou das cores frias (Foto: Marvel)</em></figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">Dois anos depois de uma recepção morna e desinteressada, a <em>Marvel</em> voltou a colocar o herói no Cinema. Com o subtítulo de <em>O Mundo Sombrio</em>, a produtora exploraria aqui ainda mais a junção do cientifico com o mágico, apresentando uma das Joias do Infinito.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Agora comandado por Alan Taylor, o segundo filme do Thor abusa de tons fúnebres, uma gama de sequências de batalha e uma visão mais sóbria da terra dos deuses. </span>Alan Taylor, que é um diretor de TV, já deu voz de direção para diversos episódios de <a href="http://personaunesp.com.br/?s=game+of+thrones"><em>Game of Thrones</em></a>, exemplo de como o cineasta consegue tratar tanto de questões internas das personagens quanto de explosões e sentimentos à flor da pele.</p>
<figure id="attachment_9985" aria-describedby="caption-attachment-9985" style="width: 840px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-large wp-image-9985" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2018/04/Imagem-8-1024x768.jpg" alt="" width="840" height="630" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2018/04/Imagem-8-1024x768.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2018/04/Imagem-8-300x225.jpg 300w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2018/04/Imagem-8-768x576.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2018/04/Imagem-8-1200x900.jpg 1200w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-9985" class="wp-caption-text"><em>Portman, além de atriz também é cientista e trouxe voz a sua personagem no primeiro longa, onde reescreveu diversas falas e cenas de Foster (Foto: Marvel)</em></figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">A produção de <em>O</em> <em>Mundo Sombrio</em> começou conturbada quando Patty Jenkins (<a href="http://personaunesp.com.br/critica-mulher-maravilha/"><em>Mulher-Maravilha</em></a>) saiu do projeto após divergências criativas. A diretora focaria mais na relação amorosa de Thor e Jane Foster (Natalie Portman), mas os executivos barraram a ideia, querendo uma trama mística que engrandecesse a mitologia do personagem naquele universo.</span><span style="font-weight: 400;"> Portman também quis dar voz de criação a si mesma, e reescreveu diversos pontos chaves que envolviam sua personagem. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Porém, os executivos não curtiram a ideia e deram a sentença: Portman reduzida a par romântico e adereço de cena. Essa foi sua última participação no <em>UCM</em>. </span><span style="font-weight: 400;">A atriz tinha deixado tão de lado a obra que não pode estar presente na gravação da segunda cena pós-créditos. Nela, Thor volta à Terra e tasca um super beijo em Jane Foster. Com a ausência da vencedora do <em>Oscar</em>, a saída foi colocar uma peruca morena em  Elsa Pataky, esposa de Chris Hemsworth, e pedir para que beijasse o próprio marido.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Esse segundo filme foi marcado por diversas más experiências dos atores envolvidos. Além de Portman, quem veio a público foi Christopher Eccleston, que interpretou o vilão Malekith, um Elfo Negro. Além de ter suas cenas diminuídas e ofuscadas para dar espaço a outro antagonista, Eccleston odiou o processo demorado de maquiagem e figurino.</span></p>
<p><figure id="attachment_9986" aria-describedby="caption-attachment-9986" style="width: 840px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-large wp-image-9986" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2018/04/Imagem-9-1024x422.jpg" alt="" width="840" height="346" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2018/04/Imagem-9-1024x422.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2018/04/Imagem-9-300x124.jpg 300w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2018/04/Imagem-9-768x317.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2018/04/Imagem-9-1200x495.jpg 1200w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-9986" class="wp-caption-text"><em>O visual do vilão Malekith (Christopher Eccleston), embora elogiado, foi esquecido [Foto: Marvel]</em></figcaption></figure><span style="font-weight: 400;">As cenas de Malekith foram encurtadas e engavetadas pela presença de Tom Hiddleston, cada vez mais se divertindo no papel de Loki, o Deus da Trapaça. O roteiro inicial da produção contava com breves aparições do vilão, mas o carisma e o apelo popular trouxeram Loki de volta. </span><span style="font-weight: 400;">Alguns até julgam que <em>O Mundo Sombrio</em> é, na verdade, <a href="https://personaunesp.com.br/loki-critica/">um filme dele</a>, fazendo de Thor apenas um coadjuvante da história do irmão.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Além da trama que encabeçava uma destruição em Greenwich, Londres (fugindo, assim, do clichê de destroçar Nova Iorque), o filme apresentou outra das Joias do Infinito, a da Realidade. </span><span style="font-weight: 400;">De coloração vermelha e na forma líquida do Éter (<em>Aether</em>, no original), a Joia da Realidade é a mais poderosa de todas, a mais difícil de controlar e pode sobrecarregar seu portador. Jane Foster é possuída pela força da gema, e Thor luta pra livrar a astrofísica da morte certa. </span><span style="font-weight: 400;">Atualmente, a Joia da Realidade está em posse do Colecionador (Benicio del Toro), o charlatão acumulador de <em>Guardiões da Galáxia</em>, a outra saga cósmica da <em>Marvel</em>.</span></p>
<figure id="attachment_9987" aria-describedby="caption-attachment-9987" style="width: 840px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-large wp-image-9987" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2018/04/imagem-11-1024x431.png" alt="" width="840" height="354" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2018/04/imagem-11-1024x431.png 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2018/04/imagem-11-300x126.png 300w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2018/04/imagem-11-768x323.png 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2018/04/imagem-11-1200x505.png 1200w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2018/04/imagem-11.png 1920w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-9987" class="wp-caption-text"><em>O Éter é uma das seis Joias do Infinito que perdidas pelo universo (Foto: Marvel)</em></figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;"><em>O Mundo Sombrio</em> é amargo, e finda a era <em>dark</em> dos filmes do Deus do Trovão. As decisões tomadas pela Casa de Ideias levaram os personagens a um estado de exaustão, que só seria exaurido no fechamento da trilogia. E </span><span style="font-weight: 400;">Thor ficou de molho. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O estúdio, descontente com a recepção do filme de 2013, deixou o personagem fora dos holofotes, apenas o colocando como coadjuvante em <em>Vingadores 2</em>, de 2015. </span><span style="font-weight: 400;">Isso mudou quando, em 2014 e 2017, os Guardiões da Galáxia se tornaram um sucesso, com uma trama cômica cheia de um humor escapista e metalinguagem. Essa nova visão do universo de super-heróis deu um respiro à indústria, cada vez mais desgastada.</span></p>
<figure id="attachment_9988" aria-describedby="caption-attachment-9988" style="width: 840px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-large wp-image-9988" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2018/04/imagem-12-1024x512.jpg" alt="" width="840" height="420" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2018/04/imagem-12-1024x512.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2018/04/imagem-12-300x150.jpg 300w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2018/04/imagem-12-768x384.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2018/04/imagem-12-1200x600.jpg 1200w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2018/04/imagem-12.jpg 1280w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-9988" class="wp-caption-text"><em>A divulgação de Thor: Ragnarok chamou atenção pela mudança drástica de ar do herói; ninguém nunca imaginou o Thor tão colorido! (Foto: Marvel)</em></figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">A <em>Marvel</em> procurou um diretor especializado em Comédia para dar partida no último filme de Thor. O escolhido foi Taika Waititi, um neozelandês maluco que adora improvisação. Waititi dirigiu uma porção de comédias independentes e adorou a ideia do novo projeto: uma visão totalmente inexplorada do Deus do Trovão, e também de Chris Hemsworth.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O ator auxiliou na criação de boa parte do roteiro e mesmo assim improvisou muito na hora que a câmera começou a gravar. </span>Foi ele também que pediu uma mudança de locação das filmagens. Hemsworth, que é australiano, mudou o <em>set</em> para seu país natal. Além dele, a vilã do filme, Cate Blanchett, também australiana, adorou a ideia.</p>
<p><span style="font-weight: 400;">Blanchett vive Hela, a Deusa da Morte, que muda o <em>status quo</em> de toda a realidade <em>asgardiana</em>. Desde a devastação da região até a quebra do Mjölnir, é Hela quem tira Thor da caixinha e dá a ele o gostinho do sofrimento e da perda &#8211; algo que será explorado agora por Thanos em <em>Guerra Infinita</em>.</span></p>
<p><figure id="attachment_9989" aria-describedby="caption-attachment-9989" style="width: 840px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-large wp-image-9989" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2018/04/imagem-14-1024x512.jpg" alt="" width="840" height="420" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2018/04/imagem-14-1024x512.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2018/04/imagem-14-300x150.jpg 300w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2018/04/imagem-14-768x384.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2018/04/imagem-14-1200x600.jpg 1200w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2018/04/imagem-14.jpg 1400w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-9989" class="wp-caption-text"><em>A personagem Hela (Cate Blanchett) foi traduzida para a telas como uma mistura de sua versão original dos quadrinhos com o vilão Gorr, o Carniceiro dos Deuses [Foto: Marvel]</em></figcaption></figure><span style="font-weight: 400;">A primeira vilã da <em>Marvel</em> apareceu aqui na figura de Hela, mas além dela outra mulher poderosa tomou as rédeas. Tessa Thompson é Valkíria, uma guerreira amazona que perdeu as esperanças em seus ideais e agora trabalha como catadora para o Grão-Mestre (Jeff Goldblum). </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A excentricidade do Grão-Mestre é o que mais chama atenção na interpretação lúdica de Goldblum, um ator ímpar. </span><span style="font-weight: 400;">Para completar o time <em>Thor</em>, a <em>Marvel</em> traz de volta outro Vingador, o Hulk (Mark Ruffalo). Parcialmente adaptando a saga <a href="https://www.aficionados.com.br/planeta-hulk/"><em>Planeta Hulk</em></a>, o personagem é um gladiador que luta nas Arenas do Grão-Mestre e não retoma a consciência de Bruce Banner há dois anos. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Outro fator determinante para o sucesso de <em>Thor: Ragnarok</em> é a identidade sensorial do filme. A curadoria sonora da obra e a escolha de cores consegue transmitir com propriedade a contribuição de Jack Kirby, famoso e célebre quadrinista, para a saga do personagem. </span></p>
<div class="jetpack-video-wrapper"><iframe loading="lazy" title="THOR: Ragnarok - As Férias de Thor e a Guerra Civil - Legendado" width="840" height="473" src="https://www.youtube.com/embed/mrXgVMmsBCA?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen></iframe></div>
<p><span style="font-weight: 400;">Thor e Hulk ficaram de fora de <em>Capitão América: Guerra Civil</em>, de 2016, e a saída cômica para explicar o ocorrido foi um falso documentário lançado na <em>San Diego Comic Con</em>, antecedendo o lançamento de <em>Ragnarok</em>.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Ao final do terceiro longa, Thor se encontra numa posição vulnerável. A chegada de Thanos desestabilizará ainda mais o personagem. E, ao que tudo indica, Chris Hemsworth fará suas últimas participações na <em>Marvel</em> em <em>Guerra Infinita</em> e em <em>Vingadores 4</em>, que será lançado em abril de 2019.</span></p>
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