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	<title>Arquivos Mia Goth &#8211; Persona | Jornalismo Cultural</title>
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	<description>Desde 2015 provando que a distância entre Bergman, Lady Gaga e a novela das 9 nem existe.</description>
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		<title>Frankenstein, de Guillermo del Toro, é uma invenção eclesiástica demais para ser eternizada</title>
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		<pubDate>Tue, 21 Oct 2025 15:20:09 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Davi Marcelgo O diretor mexicano tem afinidade com temas e estilos: a criatura que não é aceita pela humanidade, o trabalho artesanal (do stop motion à criação de equipamentos) e a influência de movimentos artísticos, como o gótico, o ultraromântico e o neoclássico. Frankenstein, que faz parte da seção Apresentação Especial na 49ª Mostra Internacional &#8230; <a href="http://personaunesp.com.br/frankenstein-critica/" class="more-link">Continue lendo<span class="screen-reader-text"> "Frankenstein, de Guillermo del Toro, é uma invenção eclesiástica demais para ser eternizada"</span></a></p>
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										<content:encoded><![CDATA[<figure id="attachment_35970" aria-describedby="caption-attachment-35970" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img fetchpriority="high" decoding="async" class="size-medium wp-image-35970" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/10/image2-3-800x450.jpg" alt="Cena do filme Frankenstein Na imagem, o personagem Frankenstein está no canto direito, olhando para a mesma direção, com o rosto virado. Ele veste um casaco de pele escura e capuz. No rosto, ele usa uma faixa que cobre boca e nariz. Pequenos flocos de neve caem. Sua pele tem tom esverdeado e possui costuras. Na esquerda, uma luz laranja ilumina o personagem, que está em um cenário noturno. " width="800" height="450" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/10/image2-3-800x450.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/10/image2-3-1024x576.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/10/image2-3-768x432.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/10/image2-3.jpg 1200w" sizes="(max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-35970" class="wp-caption-text">O filme foi exibido no Festival de Veneza e recebeu 14 minutos de aplausos (Foto: Netflix)</figcaption></figure>
<p><b>Davi Marcelgo</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O diretor mexicano tem afinidade com temas e estilos: a criatura que não é aceita pela humanidade, o trabalho artesanal (do </span><i><span style="font-weight: 400;">stop motion</span></i><span style="font-weight: 400;"> à criação de equipamentos) e a influência de movimentos artísticos, como o gótico, o ultraromântico e o neoclássico. </span><i><span style="font-weight: 400;">Frankenstein</span></i><span style="font-weight: 400;">, que faz parte da seção Apresentação Especial na <a href="https://personaunesp.com.br/tag/49a-mostra-internacional-de-cinema-em-sao-paulo/">49ª Mostra Internacional de Cinema em São Paulo</a>, prossegue a parceria de Guillermo del Toro com a </span><i><span style="font-weight: 400;">Netflix</span></i><span style="font-weight: 400;"> em </span><a href="https://personaunesp.com.br/pinoquio-guillermo-del-toro-critica/"><span style="font-weight: 400;">mais um filme</span></a><span style="font-weight: 400;"> que adapta um clássico da literatura sobre um ser trazido à vida com todos os símbolos que remetem ao Cinema do artista. </span><span id="more-35969"></span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">No entanto, à medida que o cineasta, que assina a produção e o roteiro, articula seu estilo e sua visão sobre a obra, também tenta manter-se fiel à trama e aos subtextos de </span><a href="https://personaunesp.com.br/estante-do-persona-outubro-de-2024/"><span style="font-weight: 400;">Mary Shelley</span></a><span style="font-weight: 400;"> e, diante disso, assim como um escultor de </span><a href="https://personaunesp.com.br/better-man-a-historia-de-robbie-williams-critica/"><span style="font-weight: 400;">cinebiografias</span></a><span style="font-weight: 400;"> de astros da música, o diretor se atrapalha entre tantas ideias disponíveis, pincelando passagens importantes com pouquíssima profundidade. Não se trata da relevância existir somente no livro, mas para a própria história do longa – ora, se del Toro escolheu para as telas tal capítulo, ele o considera importante.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O enredo se divide em três partes: Prelúdio, A história de Victor Frankenstein e a versão do monstro. Nesta última, há a tentativa de se aprofundar no personagem interpretado por </span><a href="https://personaunesp.com.br/euphoria-2a-temp-critica/"><span style="font-weight: 400;">Jacob Elordi</span></a><span style="font-weight: 400;">, contudo a escolha da </span><i><span style="font-weight: 400;">voz over</span></i><span style="font-weight: 400;"> para narrar a descoberta do mundo, da humanidade, do amor e da violência acaba por apressar a relação de Frankenstein com seu redor e, portanto, com o público também. A culpa do criador, a tragédia que cai sobre a família do cientista e a solidão da criatura são elementos postos na trama que soam apenas como um aceno aos fãs da literatura, sem atingir o âmago do espectador. </span></p>
<figure id="attachment_35971" aria-describedby="caption-attachment-35971" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img decoding="async" class="size-medium wp-image-35971" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/10/image3-2-800x450.jpg" alt="Cena do filme Frankenstein Na imagem, Elizabeth olha com surpresa para á frente. Ela veste um vestido branco de noiva e um terço vermelho no pescoço. O vestido é bem volumoso e possui detalhes em prata na região da clavícula. A cena é noturna, se passa num quarto, atrás dela há uma porta com janelas de vidro. Elizabeth é uma mulher branca, na faixa dos 35 anos, de cabelos longos na cor ruiva. " width="800" height="450" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/10/image3-2-800x450.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/10/image3-2-1024x576.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/10/image3-2-768x432.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/10/image3-2-1536x864.jpg 1536w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/10/image3-2-1200x675.jpg 1200w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/10/image3-2.jpg 1920w" sizes="(max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-35971" class="wp-caption-text">A joalheria Tiffany &amp; Co. fez uma parceria com a Netflix para promover o filme e a marca (Foto: Netflix)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">Datado de 1818, o texto da britânica é extremamente melancólico e autodepreciativo. O monstro, Victor e o capitão Robert Walton, os três narradores do romance, são embargados por uma escrita poética e falas sobre solidão, que afluem em dilemas sociais do século XIX – embora a narrativa tenha conseguido resistir ao tempo e se </span><a href="https://orathiago.com/blog/frankenstein-um-monstro-no-armario"><span style="font-weight: 400;">atualizar</span></a><span style="font-weight: 400;">. Esse exagero respira o </span><a href="https://www.planocritico.com/critica-a-colina-escarlate/"><span style="font-weight: 400;">Cinema do mexicano</span></a><span style="font-weight: 400;">, que rebusca o sentimentalismo em suas obras, seja pelas trilhas sonoras, as fotografias com baixa luz ou até pelos roteiros que sempre deixam bem claro, até pela exposição nos diálogos, as metáforas e subtextos, com pouca </span><a href="https://www.facebook.com/diversidadnerd/posts/o-que-voc%C3%AA-interpreta-dessa-cena-do-pin%C3%B3quio-de-guillermo-del-toro-acho-que-ela-/1078207834109279/"><span style="font-weight: 400;">sutileza</span></a><span style="font-weight: 400;">. O roteirista vai direcionar a principal questão do longa para os </span><a href="https://personaunesp.com.br/guardioes-da-galaxia-vol-2-5-anos/"><i><span style="font-weight: 400;">daddy issues</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, um movimento bem presente em Hollywood. Conflitos éticos da ciência são substituídos pela narrativa de um filho que não atende às expectativas do pai. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Entretanto, se a falta de discrição está presente, os visuais expressivos da filmografia do diretor estão em eclipse. Há um ou outro elemento no cenário que chama atenção, a maioria das cenas remete ao Tim Burton em sua pior fase, a partir de 2010. Nada é tão marcante quanto o Homem Pálido em </span><a href="https://personaunesp.com.br/o-labirinto-do-fauno-dez-anos/"><i><span style="font-weight: 400;">O Labirinto do Fauno</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> (2006) e o Homem-Anfíbio em </span><a href="https://personaunesp.com.br/a-forma-da-agua-poesia-resenha/"><i><span style="font-weight: 400;">A Forma da Água</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> (2017), ambos personagens interpretados por Doug Jones. A aparência do Frankenstein se associa mais às descrições de Mary Shelley, um homem alto, forte, de cabelos escuros e pele pálida, em relação ao </span><a href="https://www.megacurioso.com.br/artes-cultura/120132-frankenstein-por-que-o-monstro-ganhou-a-cor-verde-nos-filmes.htm"><span style="font-weight: 400;">clássico de 1931</span></a><span style="font-weight: 400;">, eternizado no imaginário coletivo por Boris Karloff. Talvez tenha uma funcionalidade maior no filme, tanto para valorizar as expressões de Jacob Elordi quanto para a reiterar a rejeição de Victor, que é muito mais sobre a inteligência do que aparência. Contudo, ainda que seja cedo para cravar, isto tem um preço: não entrará para a história. </span></p>
<figure id="attachment_35972" aria-describedby="caption-attachment-35972" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img decoding="async" class="size-medium wp-image-35972" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/10/image1-3-800x451.jpg" alt="Cena do filme FrankensteinNa imagem, o personagem Victor segura uma pequena bateria elétrica com a mão esquerda. Ele está em uma sala redonda com vários homens sentados olhando ele apresentar sua invenção. Ele está falando com bastante expressividade, os olhos arregalados e a mão esquerda apontando em direção a algo. Atrás dele, há uma luz que vem de cima e o ilumina. Victor veste um colete preto e uma camisa esvoaçada de mangas longas, uma roupa do século 19. Ele é um homem de pele clara, cabelos escuros na altura do pescoço e tem aproximadamente 45 anos. " width="800" height="451" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/10/image1-3-800x451.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/10/image1-3-1024x577.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/10/image1-3-768x433.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/10/image1-3-1536x865.jpg 1536w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/10/image1-3-1200x676.jpg 1200w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/10/image1-3.jpg 1999w" sizes="(max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-35972" class="wp-caption-text">O filme vai estrear em alguns cinemas selecionados e depois vai para o streaming (Foto: Netflix)</figcaption></figure>
<p><a href="https://personaunesp.com.br/cavaleiro-da-lua-critica/"><span style="font-weight: 400;">Oscar Isaac</span></a><span style="font-weight: 400;"> como Victor Frankenstein é trágico. del Toro tem uma visão específica sobre o protagonista, diferente de Shelley. Para a autora, ele soa como um </span><a href="https://veja.abril.com.br/cultura/lord-byron-o-poeta-endiabrado-que-foi-o-primeiro-popstar-da-historia/"><span style="font-weight: 400;">Lord Byron</span></a><span style="font-weight: 400;"> que carrega uma maldição, porém para o diretor, ele é um ser desprezível, mesquinho. Isaac é canastrão e parece um cientista louco, no sentido mais pobre do arquétipo. Pelo menos, Elordi e Mia Goth conseguem unir os dois aspectos que faltam no longa: sensações e estilo. A estrela de </span><i><span style="font-weight: 400;">Euphoria</span></i><span style="font-weight: 400;"> (2019-) passeia entre a inocência e a violência de forma adequada. Nos primeiros dias de vida da criatura, seu olhar e gestos se assemelham aos de uma criança, enquanto na fase adulta consegue trazer imponência com sua voz grave. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Já Elizabeth (<a href="https://personaunesp.com.br/pearl-critica/">Mia Goth</a>) garante a elegância que remete ao romantismo, como se ela</span><span style="font-weight: 400;"> estivesse filmando uma adaptação de </span><a href="https://personaunesp.com.br/orgulho-e-preconceito-20-anos/"><span style="font-weight: 400;">Jane Austen</span></a><span style="font-weight: 400;">. Suas linhas de fala são exageradas e poéticas, assim como sua química com Frankenstein tem resquícios de </span><i><span style="font-weight: 400;">A Bela e a Fera</span></i><span style="font-weight: 400;"> – um caminho óbvio a se seguir e repetitivo na filmografia de del Toro, mas que talvez fosse o melhor a fazer. Sua trama é melodramática, é uma personagem que faz sacrifícios românticos, age como heroína e tem sua tragicidade. A Direção de Arte de </span><a href="https://personaunesp.com.br/o-beco-do-pesadelo-critica/"><span style="font-weight: 400;">Tamara Deverell</span></a><span style="font-weight: 400;"> trata especialmente  as aparições de Elizabeth com mais ferocidade, injetando o exagero e o gótico; nelas há um retorno da ideia do que é ver um filme do cineasta mexicano.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O novo </span><i><span style="font-weight: 400;">Frankenstein </span></i><span style="font-weight: 400;">é uma invenção que não deu certo. Uma colcha de remendos de inspirações artísticas castradas, autoria no enredo misturado com fidelidade ao material original e atores que não parecem fazer o mesmo projeto, inclusive o estimado </span><a href="https://personaunesp.com.br/007-sem-tempo-para-morrer-critica/"><span style="font-weight: 400;">Christoph Waltz</span></a><span style="font-weight: 400;"> não está na sua melhor forma. É árduo não compará-lo com </span><i><span style="font-weight: 400;">Nosferatu</span></i><span style="font-weight: 400;"> (2024), de </span><a href="https://personaunesp.com.br/?s=robert+eggers#google_vignette"><span style="font-weight: 400;">Robert Eggers</span></a><span style="font-weight: 400;">, que foi humilde em assumir sua paixão pelo clássico de 1922 e não fez grandes mudanças, mantendo um trabalho mais coeso, inspirado e polêmico. </span></p>
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<p>&nbsp;</p>
<p>&nbsp;</p>
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		<title>MaXXXine encerra uma trilogia que poderia ser marcante</title>
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		<pubDate>Tue, 22 Oct 2024 18:40:44 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>João Pedro Piza Em Julho de 2024, MaXXXine estreou nos cinemas brasileiros com o hype e a expectativa lá em cima. Sequência do surpreendente slasher X e de seu prelúdio, o horror psicológico Pearl, ambos de 2022, este tinha a missão de dar continuidade à saga da protagonista interpretada por Mia Goth em um novo &#8230; <a href="http://personaunesp.com.br/maxxxine-critica/" class="more-link">Continue lendo<span class="screen-reader-text"> "MaXXXine encerra uma trilogia que poderia ser marcante"</span></a></p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p><figure id="attachment_34165" aria-describedby="caption-attachment-34165" style="width: 1080px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-34165" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/10/rYxcfseH9f5uVSZlMDPMPPyH7sDmboLDkvKtLMbdXE.webp" alt="A fotografia mostra a protagonista Maxine Minx, interpretada por Mia Goth, de costas, sorrindo e acenando para o lado direito. Ela possui cabelos loiros até a quase a metade das costas. " width="1080" height="607" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/10/rYxcfseH9f5uVSZlMDPMPPyH7sDmboLDkvKtLMbdXE.webp 1080w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/10/rYxcfseH9f5uVSZlMDPMPPyH7sDmboLDkvKtLMbdXE-800x450.webp 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/10/rYxcfseH9f5uVSZlMDPMPPyH7sDmboLDkvKtLMbdXE-1024x576.webp 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/10/rYxcfseH9f5uVSZlMDPMPPyH7sDmboLDkvKtLMbdXE-768x432.webp 768w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-34165" class="wp-caption-text">Na semana de lançamento, MaXXXine arrecadou cerca de 6,7 milhões de dólares em bilheteria, atingindo a maior estreia da franquia (X e Pearl arrecadaram, respectivamente, 4,2 e 3,1 milhões) [Foto: A24]</figcaption></figure><b>João Pedro Piza</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Em Julho de 2024, </span><em><a href="https://www.youtube.com/watch?v=jzeklYCI6-U"><span style="font-weight: 400;">MaXXXine</span></a></em><span style="font-weight: 400;"> estreou nos cinemas brasileiros com o </span><i><span style="font-weight: 400;">hype </span></i><span style="font-weight: 400;">e a expectativa lá em cima. Sequência do surpreendente </span><i><span style="font-weight: 400;">slasher </span></i><a href="https://personaunesp.com.br/x-ti-west-critica/"><i><span style="font-weight: 400;">X</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> e de seu prelúdio, o horror psicológico </span><a href="https://personaunesp.com.br/pearl-critica/"><i><span style="font-weight: 400;">Pearl</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, ambos de 2022, este tinha a missão de dar continuidade à saga da protagonista interpretada por Mia Goth em um novo cenário. Poucos anos depois dos acontecimentos do primeiro filme, Maxine Minx se tornou uma estrela da indústria pornográfica e agora busca um lugar na Hollywood da década de 1980.</span></p>
<p><span id="more-34160"></span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Assim como nos dois primeiros, a produção é da </span><a href="https://a24films.com/films"><i><span style="font-weight: 400;">A24</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> e a direção e o roteiro ficam nas mãos de </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=IFslUghoNcc"><span style="font-weight: 400;">Ti West</span></a><span style="font-weight: 400;">. Além de inventivo, as homenagens e referências a clássicos do horror em enquadramentos e montagens de cenas são características do jovem diretor. São notórias as alusões a </span><a href="https://personaunesp.com.br/o-massacre-da-serra-eletrica-critica/"><i><span style="font-weight: 400;">O Massacre da Serra Elétrica</span></i></a> <span style="font-weight: 400;">(1974), </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=5dQtrRGONqU&amp;pp=ygUacHNpY29zZSBtZXVzIGRvaXMgY2VudGF2b3M%3D"><i><span style="font-weight: 400;">Psicose</span></i></a> <span style="font-weight: 400;">(1960)</span> <span style="font-weight: 400;">e </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=k7Okp70_cQw"><i><span style="font-weight: 400;">O Iluminado</span></i></a> <span style="font-weight: 400;">(1980)</span> <span style="font-weight: 400;">em </span><i><span style="font-weight: 400;">X</span></i><span style="font-weight: 400;">, e à </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=RikScQxinr0&amp;pp=ygUSbWFnaWNvIGRlIG96IGZpbG1l"><i><span style="font-weight: 400;">Mágico de Oz</span></i></a> <span style="font-weight: 400;">(1939)</span> <span style="font-weight: 400;">em </span><i><span style="font-weight: 400;">Pearl</span></i><span style="font-weight: 400;">. Em </span><i><span style="font-weight: 400;">MaXXXine</span></i><span style="font-weight: 400;">,</span> <span style="font-weight: 400;">há técnicas – e até clichês – que rememoram </span><a href="https://aterraeredonda.com.br/breves-consideracoes-sobre-o-estilo-de-alfred-hitchcock/#:~:text=O%20estilo%20hitchcockiano%20inclui%20o,progress%C3%A3o%20de%20plano%20a%20plano."><span style="font-weight: 400;">Hitchcock</span></a><span style="font-weight: 400;"> e </span><a href="https://aterraeredonda.com.br/brian-de-palma-a-opacidade-mascarada/"><span style="font-weight: 400;">Brian De Palma</span></a><span style="font-weight: 400;">. </span></p>
<figure style="width: 480px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full" src="https://i.giphy.com/media/v1.Y2lkPTc5MGI3NjExYWY0aXRrYzl0MWVicjViejdhcGI2NDZ5Nmh2aG8zaWFnd3I4NnN6YyZlcD12MV9pbnRlcm5hbF9naWZfYnlfaWQmY3Q9Zw/LR0S1levp1Z0AhI8kr/giphy.gif" alt="Nesse GIF, a protagonista Maxine Minx caminha pelo estacionamento de um set de filmagens após ter sido aprovada para o papel no longa Puritana 2. Ela é branca e possui cabelos loiros encaracolados até pouco abaixo dos ombros. Utiliza óculos de sol, veste uma blusa regata azul e uma calça jeans, ambas da mesma cor. Além disso, carrega uma bolsa preta no ombro esquerdo. " width="480" height="240" /><figcaption class="wp-caption-text">Se Pearl queria ser uma estrela, Maxine se tornou uma (GIF: A24)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">De maneira inteligente e sagaz, West resgata a ambientação da época com precisão, tanto por meio de recursos estéticos, como figurino, Fotografia e trilha sonora, como também pelo fetichismo de se tornar uma estrela hollywoodiana ou membro dessa indústria cinematográfica. Logo de início, também é rememorada a dualidade entre uma suposta era promíscua em conflito com o apelo religioso, algo alimentado, inclusive, pelo então presidente </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=GUQm7UqF-YA"><span style="font-weight: 400;">Ronald Reagan</span></a><span style="font-weight: 400;">. Para completar, esse cenário dialoga com abordagens de uma Los Angeles caótica, marcada pela desigualdade social e elevada violência urbana. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">É justamente nesse último ponto que surge o principal nó do filme: o assassino em série </span><a href="https://rollingstone.com.br/noticia/4-motivos-para-assistir-night-stalker-se-voce-e-fa-de-true-crime/"><i><span style="font-weight: 400;">Night Stalker</span></i></a> <span style="font-weight: 400;">está à solta, matando suas vítimas de forma brutal e as autoridades não encontram uma forma de detê-lo. Curiosamente, esses assassinatos passam a ocorrer após Maxine conseguir um papel no filme </span><i><span style="font-weight: 400;">Puritana 2</span></i><span style="font-weight: 400;">, envolvendo pessoas próximas à ela. Tem-se aqui, ainda, uma espécie de relação entre gato e rato de Maxine com o assassino, que demonstra saber de acontecimentos passados acerca de sua história, dando a entender que ela está inserida em um “</span><i><span style="font-weight: 400;">jogo</span></i><span style="font-weight: 400;">” e logo será pega.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Entre os pontos positivos, está, assim como nos anteriores, a excelente atuação de </span><a href="https://www.terra.com.br/diversao/os-melhores-e-piores-filmes-de-mia-goth-segundo-a-critica,25647d3192baf3ad44770c803dd76df0i0bzlmi2.html"><span style="font-weight: 400;">Mia Goth</span></a><span style="font-weight: 400;">. Mais uma vez ela dá um </span><i><span style="font-weight: 400;">show</span></i><span style="font-weight: 400;"> ao reunir elegância, violência e sensualidade na figura de uma protagonista cativante. Especialmente nos monólogos – assim como fez na já clássica cena final de </span><i><span style="font-weight: 400;">Pearl </span></i><span style="font-weight: 400;">–, fica evidente a sensibilidade da atriz, transitando da arrogância tóxica ao medo agônico com facilidade.</span></p>
<div class="jetpack-video-wrapper"><iframe loading="lazy" title="PEARL | Monologue (2022) Movie CLIP HD" width="840" height="473" src="https://www.youtube.com/embed/kj8UiWw2lxg?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen></iframe></div>
<p><span style="font-weight: 400;">Neste longa também funcionam bem certas </span><a href="https://www.planocritico.com/entenda-melhor-cinema-e-metalinguagem/"><span style="font-weight: 400;">metalinguagens</span></a><span style="font-weight: 400;">. Ora, assim como Maxine compõe o elenco de um </span><i><span style="font-weight: 400;">blockbuster </span></i><span style="font-weight: 400;">do horror hollywoodiano, </span><i><span style="font-weight: 400;">MaXXXine</span></i><span style="font-weight: 400;"> chega aos cinemas, após o sucesso dos anteriores, como um </span><i><span style="font-weight: 400;">blockbuster </span></i><span style="font-weight: 400;">do horror contemporâneo, com alto orçamento em relação aos seus anteriores, que tinham muito mais elementos do Cinema independente. Busca-se, por meio disso, apontar paradigmas e aflições inerentes àqueles indivíduos inseridos na indústria cinematográfica: construção de reputação, medo, arrogância, incerteza, sucesso e, em certo sentido, o potencial da Sétima Arte como forma de expressão de seu tempo.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">É uma pena que as qualidades param por aí. Basicamente, metade do segundo e o terceiro ato inteiro são marcados por clichês, um roteiro preguiçoso e o mau desenvolvimento de um enredo, até então, promissor. O elenco de apoio tem </span><a href="https://medium.com/@palanquedomarvete/x-men-primeira-classe-resenha-30c6e8ec212d"><span style="font-weight: 400;">Kevin Bacon</span></a><span style="font-weight: 400;"> (</span><i><span style="font-weight: 400;">X-Men: Primeira Classe</span></i><span style="font-weight: 400;">; </span><i><span style="font-weight: 400;">Questão de Honra</span></i><span style="font-weight: 400;">), </span><a href="https://personaunesp.com.br/the-crown-5-anos/"><span style="font-weight: 400;">Elizabeth Debicki</span></a><span style="font-weight: 400;"> (</span><i><span style="font-weight: 400;">The Crown</span></i><span style="font-weight: 400;">; </span><i><span style="font-weight: 400;">Guardiões da Galáxia</span></i><span style="font-weight: 400;">), </span><a href="https://open.spotify.com/intl-pt/artist/26VFTg2z8YR0cCuwLzESi2"><span style="font-weight: 400;">Halsey</span></a><span style="font-weight: 400;"> (</span><i><span style="font-weight: 400;">Sing 2</span></i><span style="font-weight: 400;">; </span><i><span style="font-weight: 400;">Nasce uma Estrela</span></i><span style="font-weight: 400;">) e </span><a href="https://personaunesp.com.br/breaking-bad-15-anos/"><span style="font-weight: 400;">Giancarlo Esposito</span></a><span style="font-weight: 400;"> (</span><i><span style="font-weight: 400;">Breaking Bad</span></i><span style="font-weight: 400;">; </span><i><span style="font-weight: 400;">Better Call Saul</span></i><span style="font-weight: 400;">); ainda que os dois primeiros tenham uma importância maior para a trama, a aparição de ambos parece ser algo à parte do enredo principal, tangenciando-o de maneira superficial, mas nunca sendo algo realmente relevante – o personagem de Esposito, inclusive, beira o caricato.</span></p>
<p><figure id="attachment_34164" aria-describedby="caption-attachment-34164" style="width: 1209px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-34164" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/10/Captura-de-tela-2024-10-22-152350.png" alt="É uma fotografia Maxine e Teddy Knight, interpretado por Giancarlo Esposito, estão em um ferro-velho à noite, portanto há pilhas de carros sem utilidade atrás deles e a luz é baixa. Ele é negro, possui cabelo castanho de tamanho médio, veste terno cinza, camisa branca com listas azuis e gravata azul. Além disso, fuma um charuto. Maxine possui cabelos loiros na altura dos ombros, veste uma jaqueta verde no estilo de time de futebol-americano com seu nome, vestido preto e meia arrastão. Também possui uma faixa vermelha pintada horizontalmente em seu rosto, cobrindo seus dois olhos. Os dois personagens olham para a mesma direção." width="1209" height="787" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/10/Captura-de-tela-2024-10-22-152350.png 1209w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/10/Captura-de-tela-2024-10-22-152350-800x521.png 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/10/Captura-de-tela-2024-10-22-152350-1024x667.png 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/10/Captura-de-tela-2024-10-22-152350-768x500.png 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/10/Captura-de-tela-2024-10-22-152350-1200x781.png 1200w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-34164" class="wp-caption-text">Maxine e seu empresário Teddy Knight (Giancarlo Esposito) formam uma dupla interessante, apesar do pouquíssimo tempo em cena juntos [Fonte: A24]</figcaption></figure><span style="font-weight: 400;">Junto a isso, diferentes tramas são abertas e poucas são resolvidas. As duas principais, a dos </span><a href="https://www.revista.ueg.br/index.php/revistahistoria/article/download/1576/956/4987"><span style="font-weight: 400;">assassinatos em série</span></a><span style="font-weight: 400;"> e os desafios de Maxine em Hollywood, pouco se conectam e, à medida que o longa se encaminha para o desenvolvimento, é agoniante não ver que as duas irão se relacionar ou ter uma solução robusta. Logo, fica difícil encarar o pânico generalizado pela aparição do </span><i><span style="font-weight: 400;">Night Stalker </span></i><span style="font-weight: 400;">e os percalços que a protagonista está enfrentando em uma nova fase de sua carreira, como crises de alta magnitude.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Parece que ambas encaminham para o pretensioso final, que é brega até a última gota. A temática religiosa volta à cena de maneira espalhafatosa, recorrendo à seita, perseguição policial e cenas de tiroteio, distanciando-se bastante do </span><a href="https://filmow.com/listas/50-slasher-films-l18673/"><i><span style="font-weight: 400;">slasher</span></i></a> <span style="font-weight: 400;">e do </span><a href="https://revistagalileu.globo.com/Cultura/noticia/2017/06/horror-psicologico-psicanalise-explica-nosso-fascinio-pelo-medo.html"><span style="font-weight: 400;">horror psicológico</span></a><span style="font-weight: 400;"> – tão bem realizados pelos seus antecessores. Recorre-se a alegorias baratas, frases de efeito que pouco funcionam e resoluções, ainda assim, abertas.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Em <a href="https://www.omelete.com.br/filmes/maxxxine-pode-ter-sequencia">entrevista</a>, Ti West afirmou que este pode não ser o último da saga. De qualquer forma, </span><i><span style="font-weight: 400;">MaXXXine</span></i><span style="font-weight: 400;"> não dialoga tão bem com </span><i><span style="font-weight: 400;">X </span></i><span style="font-weight: 400;">e </span><i><span style="font-weight: 400;">Pearl </span></i><span style="font-weight: 400;">como esses dois dialogam entre si. Ambos, mesmo com menos orçamento, são mais ousados, originais e inteligentes no que propõem. Poderia ser uma trilogia para ficar na história do gênero. No entanto, somente </span><a href="https://www.legiaodosherois.com.br/lista/10-filmes-que-foram-vitimas-da-maldicao-do-terceiro-filme.html"><span style="font-weight: 400;">os dois primeiros ficarão</span></a><span style="font-weight: 400;">.</span></p>
<div class="jetpack-video-wrapper"><iframe loading="lazy" title="MaXXXine | Official Trailer HD | A24" width="840" height="473" src="https://www.youtube.com/embed/y0uS3t6nFgY?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen></iframe></div>
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		<title>Pearl sangra até o próprio estrelato</title>
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		<pubDate>Fri, 24 Mar 2023 20:26:25 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Henrique Marinhos e Vitória Vulcano Favorecido pela liberdade do anonimato, o território dos pensamentos não vive para impor limites no dilema “ser ou não ser”; ele simplesmente é. A introspecção, nessa toada, pode ser a principal contextualização da oficina do diabo, especialmente no fantasioso universo do Terror. Direcionando seu tato experiente no gênero cinematográfico à &#8230; <a href="http://personaunesp.com.br/pearl-critica/" class="more-link">Continue lendo<span class="screen-reader-text"> "Pearl sangra até o próprio estrelato"</span></a></p>
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										<content:encoded><![CDATA[<figure id="attachment_30580" aria-describedby="caption-attachment-30580" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-30580" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/03/image3-800x341.png" alt="Cena do filme Pearl. Na imagem, uma mulher branca de cabelos castanhos presos para trás. Ela possui rímel escorrendo em direção à parte de baixo do rosto e uma expressão de raiva, além de usar um vestido vermelho em renda, com mangas bufantes. Suas mãos seguram um machado de tons terrosos ao topo de sua cabeça. Ao fundo, um céu azul e uma árvore de galhos verdes desfocada." width="800" height="341" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/03/image3-800x341.png 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/03/image3-1024x436.png 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/03/image3-768x327.png 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/03/image3.png 1200w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-30580" class="wp-caption-text">Gravada em sigilo midiático, a segunda parceria entre Ti West e Mia Goth estreou em Setembro de 2022, no 79º Festival Internacional de Cinema de Veneza (Foto: A24)</figcaption></figure>
<p><b>Henrique Marinhos e Vitória Vulcano</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Favorecido pela liberdade do anonimato, o território dos pensamentos não vive para impor limites no dilema “</span><i><span style="font-weight: 400;">ser ou não ser</span></i><span style="font-weight: 400;">”; ele simplesmente é. A introspecção, nessa toada, pode ser a principal contextualização da oficina do diabo, especialmente no fantasioso universo do Terror. Direcionando seu tato experiente no gênero cinematográfico à agente dos assassinatos de </span><a href="https://personaunesp.com.br/x-ti-west-critica/"><i><span style="font-weight: 400;">X: A Marca da Morte</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, o diretor e produtor </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=ujEIsQdHPXc"><span style="font-weight: 400;">Ti West</span></a><span style="font-weight: 400;"> se une novamente à atriz Mia Goth em </span><i><span style="font-weight: 400;">Pearl</span></i><span style="font-weight: 400;">, </span><a href="https://canaltech.com.br/entretenimento/o-que-e-o-prequel-de-um-filme-ou-uma-serie-220426/"><span style="font-weight: 400;">filme-sequência</span></a><span style="font-weight: 400;"> concentrado em estudar a mente de uma mulher que cansou de existir plenamente apenas no mundo das ideias. </span></p>
<p><span id="more-30578"></span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A </span><a href="https://www.uol.com.br/splash/noticias/2022/09/21/x-pearl-e-maxxxine-conheca-a-trilogia-de-terror-que-viralizou-no-tiktok.htm"><span style="font-weight: 400;">prequela</span></a><span style="font-weight: 400;"> dimensiona a juventude da idosa tida inicialmente como a pervertida responsável pela morte de uma equipe de cineastas pornográficos. De volta a 1918, na mesma fazenda do Texas, Pearl ainda não carrega rugas, mas já conserva suas primeiras frustrações. Filha de imigrantes alemães &#8211;  uma mãe tão autoritária quanto cética (</span><a href="https://personaunesp.com.br/amor-e-monstros-critica/"><span style="font-weight: 400;">Tandi Wright</span></a><span style="font-weight: 400;">) e um pai inválido que vegeta com o auxílio de seus cuidados paliativos (Matthew Sunderland) -, a garota só encontra consolo na rotina campestre ao performar danças para os animais do local. No misto de rejeição, silêncio e devaneio, ela também questiona a sobrevivência do marido Howard (</span><a href="https://personaunesp.com.br/ataque-dos-caes-critica/#more-24959"><span style="font-weight: 400;">Alistair Sewell</span></a><span style="font-weight: 400;">), soldado incomunicável no recente término da Primeira Guerra Mundial.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Resistindo em um período igualmente marcado por uma </span><a href="https://www.terra.com.br/diversao/entre-telas/pearl-prologo-elogiado-de-x-a-marca-da-morte-so-existe-devido-a-pandemia,9472162dcedcac82d7c35eae899fc1e3bjmu0tme.html"><span style="font-weight: 400;">epidemia de gripe espanhola</span></a><span style="font-weight: 400;">, a jovem se move pela propulsão do sonho de se tornar uma estrela de Cinema. Sob a pele de um Horror </span><a href="https://br.ign.com/terror-1/95881/feature/terror-slasher-o-que-e-por-que-voltou"><i><span style="font-weight: 400;">slasher</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, o longa, então, constrói a imaginação da protagonista no ritmo em que sinaliza seus vestígios de maldade, anteriores a qualquer banho de sangue e muito mais primitivos do que rancorosos. Pearl ensaia mentiras, tenta manipular situações e até mata gansos se for preciso: qualquer traço de insanidade a desliga da monotonia e a faz ser diferente do comum. Caminhando nessa </span><a href="https://www.nytimes.com/2022/09/15/movies/pearl-review.html"><span style="font-weight: 400;">espiral comportamental constante</span></a><span style="font-weight: 400;">, a história vai do incômodo ao fascínio, valorizando a brutalidade dos sentimentos.</span></p>
<figure id="attachment_30581" aria-describedby="caption-attachment-30581" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-30581" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/03/image5-800x559.jpg" alt="Cena do filme Pearl, que retrata uma família composta por mãe, pai e filha jantando. Ao lado esquerdo, uma garota branca de cabelos castanhos presos, com laços brancos, em penteado maria-chiquinha. Sentada em uma cadeira de madeira, ela veste uma camiseta verde e um macacão jeans. Ao centro, um homem branco de cabelos castanhos repousa, com os olhos fechados e a boca aberta, no canto esquerdo da cadeira em que está sentado. Ele veste camisa vermelha e um babador bege. Ao lado direito, uma mulher branca de cabelos castanhos tem os olhos fechados e está em oração. Ela veste um vestido parte cinza, parte branco, com mangas bufantes. Entre os três personagens, há uma mesa de jantar. Ao fundo, duas janelas da casa em destaque." width="800" height="559" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/03/image5-800x559.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/03/image5-1024x716.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/03/image5-768x537.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/03/image5-1536x1073.jpg 1536w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/03/image5-1200x839.jpg 1200w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/03/image5.jpg 1999w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-30581" class="wp-caption-text">Com o subtítulo An X-traordinary Origin Story, a sequência rodou suas filmagens na Nova Zelândia durante a pós-produção de X (Foto: A24)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">Às avessas de seu precursor, </span><i><span style="font-weight: 400;">Pearl</span></i><span style="font-weight: 400;"> tem um núcleo reduzido de personagens, que despontam em cena atrelados a cada camada emocional extrapolada pela personagem principal. Entre os encontros com o projetista (</span><a href="https://personaunesp.com.br/hollywood-netflix-critica/"><span style="font-weight: 400;">David Corenswet</span></a><span style="font-weight: 400;">) – que desperta sua esperança e sexualidade –, e os desabafos pingados na relação inevitável com a cunhada (Emma Jenkins-Purro), a jovem escancara, no </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=dOfXsre93Ow"><span style="font-weight: 400;">olhar</span></a><span style="font-weight: 400;"> e nos </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=NDS2cN4gyjk"><span style="font-weight: 400;">gritos</span></a><span style="font-weight: 400;">, aprisionamentos que sufocam a base da </span><a href="https://personaunesp.com.br/sorria-critica/"><span style="font-weight: 400;">psique humana</span></a><span style="font-weight: 400;"> desde o início dos tempos. Por questionamentos silenciosos, sabemos que mais do que ser vista ou desejada, ela implora por sentir qualquer migalha de amor.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Se a investigação de uma </span><a href="https://www.urgesite.com.br/2022/10/24/resenha-pearl-2022/"><span style="font-weight: 400;">alma insatisfeita</span></a><span style="font-weight: 400;"> é o que move as engrenagens sanguinárias do longa, engolir o processo sem o primor de Mia Goth seria princípio de indigestão. A </span><a href="https://glamour.globo.com/entretenimento/filmes-e-series/noticia/2023/01/oscar-2023-brasileiros-reclamam-por-mia-goth-nao-estar-na-lista.ghtml"><span style="font-weight: 400;">britânico-brasileira</span></a><span style="font-weight: 400;"> mastiga toda tragédia e qualquer desequilíbrio com força genuína, sendo capaz de aproximar a racionalidade da ironia em um rito digno do expansivo cinema de Terror. Com grande liberdade criativa, além de barbarizar em um </span><a href="https://twitter.com/twkhalessi/status/1618060322342076416?s=20&amp;t=sKnAMDGGI3ZqjbJgUjC8hw"><span style="font-weight: 400;">monólogo de oito minutos</span></a><span style="font-weight: 400;"> em plano-sequência, a intérprete também foi figurinha carimbada na </span><a href="https://bloody-disgusting.com/exclusives/3739962/pearl-ti-west-exclusive-clip/"><span style="font-weight: 400;">roteirização e produção</span></a><span style="font-weight: 400;"> da prequela.</span></p>
<figure id="attachment_30582" aria-describedby="caption-attachment-30582" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-30582" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/03/image4-800x392.png" alt="A imagem mostra, do lado esquerdo, Ti West, um homem branco de cabelos e barba castanhos, e, do lado direito, Mia Goth, uma mulher branca de cabelos castanhos presos, com um laço branco, em um coque. Ele veste boné e moletom pretos, falando e com as duas mãos direcionadas para Mia. Ela está sentada, usando um vestido vermelho longo, com mangas bufantes, e prestando atenção em Ti West. Ao fundo, uma parede vermelha e uma cortina de renda branca." width="800" height="392" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/03/image4-800x392.png 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/03/image4-1024x502.png 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/03/image4-768x376.png 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/03/image4-1536x753.png 1536w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/03/image4-1200x588.png 1200w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/03/image4.png 1671w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-30582" class="wp-caption-text">Kevin Turen, produtor de <a href="https://personaunesp.com.br/pieces-of-a-woman-critica/">Pieces of a Woman</a>, Sam Levinson, idealizador de <a href="https://personaunesp.com.br/euphoria-2a-temp-critica/">Euphoria</a>, e Ben Milsom, diretor de arte de <a href="https://personaunesp.com.br/avatar-o-caminho-da-agua-critica/">Avatar: Caminho das Águas</a>, são outros nomes de peso que participam da manufatura do filme (Foto: Bloody Disgusting)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">Quase desprovido de </span><a href="https://www.tenhomaisdiscosqueamigos.com/2021/08/28/segredos-do-cinema-jump-scare/"><i><span style="font-weight: 400;">jumpscares</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, </span><i><span style="font-weight: 400;">Pearl</span></i><span style="font-weight: 400;"> ganha destaque ao se modelar usando compassos mega dramáticos, em uma ousadia familiar a outras criações com </span><a href="https://www.terra.com.br/diversao/entre-telas/filmes/conheca-a-historia-do-a24-estudio-com-mais-indicacoes-ao-oscar-2023,435ebad9c2c77fb1abe6cef925bc56ecjrwug9mn.html"><span style="font-weight: 400;">selo dos estúdios </span><i><span style="font-weight: 400;">A24</span></i></a><span style="font-weight: 400;">. A trilha sonora de </span><a href="https://personaunesp.com.br/guardioes-da-galaxia-vol-2-5-anos/"><span style="font-weight: 400;">Tyler Bates</span></a><span style="font-weight: 400;"> e Tim Williams coreografa as escapadas da protagonista à cidade mais próxima, como se rebobinasse a fita de </span><i><span style="font-weight: 400;">O Mágico de Oz</span></i><span style="font-weight: 400;"> (1939), clássico musical que permeia a produção dos figurinos ao resgate da saudosa técnica </span><a href="https://www.nexojornal.com.br/expresso/2018/05/20/Os-filmes-em-Technicolor-redescobertos.-E-o-impacto-do-processo-no-cinema"><i><span style="font-weight: 400;">technicolor</span></i></a><span style="font-weight: 400;">.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A fotografia solar, a distância do convívio social e principalmente o sarcasmo em tantas críticas atuais integram essa </span><a href="https://ew.com/movies/pearl-ti-west-mia-goth-x-prequel-horror-melodrama-golden-age-hollywood/"><span style="font-weight: 400;">realidade tão distorcida e espetacular</span></a><span style="font-weight: 400;">. Através da visão otimista de Pearl, as imagens saturadas de cor contrastam com a desesperança apresentada em um clímax que nos impede de desviar as atenções. A cinematografia criada por Eliot Rockett, aos poucos, só alimenta o ciclo vicioso de uma vida que se esbalda nos assassinatos, para contornar a perda da inocência e brindar o encontro nada simplista com a </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=eDPC8yprVpk"><span style="font-weight: 400;">epifania histérica</span></a><span style="font-weight: 400;">.</span></p>
<figure id="attachment_30579" aria-describedby="caption-attachment-30579" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-30579" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/03/image1-800x450.jpg" alt="Cena do filme Pearl. Na imagem, uma mulher branca de cabelos castanhos presos para trás. Ela possui rímel escorrendo em direção à parte de baixo do rosto e uma expressão de serenidade, além de usar um vestido vermelho em renda, com mangas bufantes. Suas mãos estão juntas e ensanguentadas, seus olhos estão fechados como quem realiza uma oração. Ao fundo, uma parede escura com poucos adereços." width="800" height="450" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/03/image1-800x450.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/03/image1-1024x576.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/03/image1-768x432.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/03/image1-1200x675.jpg 1200w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/03/image1.jpg 1248w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-30579" class="wp-caption-text">“Uma das partes mais legais desse filme é a noção de que há algo maior por trás de tudo isso”, explicou West, em comunicado (Foto: A24)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">Os ferozes 102 minutos do </span><i><span style="font-weight: 400;">slasher</span></i><span style="font-weight: 400;"> também colocam a </span><a href="https://gamerant.com/evolution-slasher-movies-explained/#:~:text=In%201984%2C%20Wes%20Craven%20would%20bring%20horror%20into%20a%20new%20era%20and%20resuscitate%20the%20slasher%20subgenre.%20A%20director%20who%20began%20his%20career%20bulldozing%20through%20the%20seedy%20topics%20of%20horror%2C%20Craven%20understood%20horror%20was%20about%20dealing%20with%20the%20unsightly%20and%20the%20things%20that%20were%20difficult%20to%20address."><span style="font-weight: 400;">violência gráfica</span></a><span style="font-weight: 400;"> pura e crua em segundo plano. Assim, pela desenvoltura e complexidade, o imaginário popular do que o Terror representa se confunde na loucura aberta ao público. Ganhando fama como a versão feminina do </span><a href="https://personaunesp.com.br/coringa-critica/"><i><span style="font-weight: 400;">Coringa</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, </span><i><span style="font-weight: 400;">Pearl</span></i><span style="font-weight: 400;"> sobrepõe as consequências de suas maquinações em uma dinâmica similar ao vilão de Gotham City: abraçando a enxurrada de desgostos que transformam o caráter de sua protagonista.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Aqui, o retrato das </span><a href="https://www.monash.edu/arts/philosophical-historical-international-studies/eras/past-editions/edition-three-2002-june/female-film-stars-and-the-dominant-ideologies-of-1950s-america#:~:text=There%20was%20an,of%201950s%20America."><span style="font-weight: 400;">mulheres na Era de Ouro do Cinema</span></a><span style="font-weight: 400;"> foi uma das muitas inspirações de estilo, algo que West sempre busca incluir em suas produções. Em entrevistas, o diretor revelou que, na prequela, seu comprometimento com a estética e suas pesquisas filmográficas relacionadas não eram para cenas específicas, mas para deixarem seus empreendimentos “</span><a href="https://www.polygon.com/23353620/pearl-ti-west-disney-inspirations"><i><span style="font-weight: 400;">exaustivamente esotéricos</span></i></a><span style="font-weight: 400;">” &#8211; como na aplicação de tons avermelhados emprestados de </span><a href="https://cinemaemcena.com.br/coluna/ler/498/os-sapatinhos-vermelhos"><i><span style="font-weight: 400;">Os Sapatinhos Vermelhos</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> (1948).</span></p>
<figure id="attachment_30583" aria-describedby="caption-attachment-30583" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-30583" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/03/image2-800x450.jpg" alt="Cena do filme Pearl. Na imagem, uma mulher branca de cabelos castanhos presos para trás. Ela está sendo iluminada por uma luz circular em um palco enquanto sorri e levanta seus braços, além de usar um vestido azul sem mangas, e um laço da mesma cor em seu cabelo. Ao fundo, uma cortina e à frente, silhuetas da plateia que a assiste." width="800" height="450" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/03/image2-800x450.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/03/image2-1024x576.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/03/image2-768x432.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/03/image2-1536x864.jpg 1536w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/03/image2-1200x675.jpg 1200w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/03/image2.jpg 1600w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-30583" class="wp-caption-text">Vítima de uma série de descasos destinados às produções de Horror, a filha do meio da saga X chegou aos cinemas brasileiros no dia 9 de Fevereiro de 2023 (Foto: A24)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">Descrito pelo cineasta Martin Scorsese como “</span><i><span style="font-weight: 400;">profundamente perturbador, hipnotizante e selvagem</span></i><span style="font-weight: 400;">”, </span><i><span style="font-weight: 400;">Pearl</span></i><span style="font-weight: 400;"> foi lançado em um </span><a href="https://cinemacomrapadura.com.br/noticias/614391/festival-de-veneza-2022-tera-estreias-de-blonde-nao-se-preocupe-querida-e-novos-filmes-de-inarritu-e-aronofsky/"><span style="font-weight: 400;">circuito credibilizado</span></a><span style="font-weight: 400;"> da sétima arte e acumulou uma </span><a href="https://www.digitaltrends.com/movies/pearl-2022-movie-review/"><span style="font-weight: 400;">onda avantajada de aclamações</span></a><span style="font-weight: 400;">. Entretanto, a resistência da Academia de Artes e Ciências Cinematográficas em reconhecer </span><a href="https://www.instagram.com/p/Cox-_5rLhF4/"><span style="font-weight: 400;">filmes de Terror</span></a><span style="font-weight: 400;">, vide </span><a href="https://personaunesp.com.br/nao-nao-olhe-critica/"><i><span style="font-weight: 400;">Não! Não Olhe!</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, de Jordan Peele, e o próprio filme de West, continua reforçando que </span><a href="https://personaunesp.com.br/corra-filme-critica/"><i><span style="font-weight: 400;">Corra!</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> e </span><i><span style="font-weight: 400;">O Sexto Sentido</span></i><span style="font-weight: 400;"> são, na verdade, exceções à regra. Goth, inclusive, chegou a reagir às </span><a href="https://variety.com/2023/film/news/mia-goth-oscars-ignore-horror-pearl-snub-1235503214/"><span style="font-weight: 400;">não-indicações</span></a><span style="font-weight: 400;"> da 95ª edição do </span><a href="https://personaunesp.com.br/tag/oscar-2023/"><i><span style="font-weight: 400;">Oscar</span></i></a><span style="font-weight: 400;">: “[A premiação] </span><i><span style="font-weight: 400;">não é totalmente baseada na qualidade do projeto em si,</span></i><span style="font-weight: 400;"> [&#8230;] </span><i><span style="font-weight: 400;">acho que muitas pessoas pensam assim</span></i><span style="font-weight: 400;"> [&#8230;] </span><i><span style="font-weight: 400;">e teria um bom efeito</span></i><span style="font-weight: 400;"> [indicar obras de Terror]”.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Colecionando contragostos dentro e fora de cena, o longa, sobretudo, persiste na memória de todo fã do gênero sanguinolento e sucateado por sua meticulosidade. Mesmo não sendo fundamental para compreensão da primeira sessão de matanças, </span><i><span style="font-weight: 400;">Pearl</span></i><span style="font-weight: 400;"> dá à </span><a href="https://collider.com/maxxxine-ti-west-x-pearl-connection-comments/"><span style="font-weight: 400;">atmosfera de </span><i><span style="font-weight: 400;">X</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> uma espécie de </span><a href="https://www.latimes.com/entertainment-arts/movies/story/2022-03-14/x-prequel-pearl-mia-goth-ti-west"><span style="font-weight: 400;">anti-heroína</span></a><span style="font-weight: 400;">, que, antes de estar fadada ao fracasso, foi precursora de revoltas e anseios naturais aos vilões, sonhadores e seres humanos. Implacável, ela rompe as barreiras do imaginário e se materializa para além das tormentas que a consumiram.</span></p>
<p><a href="https://www.adorocinema.com/noticias/filmes/noticia-165715/"><i><span style="font-weight: 400;">MaXXXine</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, que seguirá os passos da destemida </span><i><span style="font-weight: 400;">final girl</span></i><span style="font-weight: 400;"> em Hollywood, recebe a função de completar a trilogia elevando ainda mais o nível escalado nas tramas passadas. Entretanto, com o retorno do protagonismo de Mia Goth, as expectativas criadas não poderiam diferir do estratosférico. Certamente, Pearl estaria orgulhosa de tanto talento reunido em uma única juventude. Isso porque, vivendo as piores facetas do medo, a </span><a href="https://www.ibahia.com/nem-te-conto/mia-goth-e-brasileira-web-resgata-video-da-atriz-de-pearl-falando-portugues-com-avo"><span style="font-weight: 400;">neta de Maria Gladys</span></a><span style="font-weight: 400;"> sangrou até às ruínas de seu próprio estrelato.</span></p>
<div class="jetpack-video-wrapper"><span class="embed-youtube" style="text-align:center; display: block;"><iframe loading="lazy" class="youtube-player" width="840" height="473" src="https://www.youtube.com/embed/fYpF_P00zNo?version=3&#038;rel=1&#038;showsearch=0&#038;showinfo=1&#038;iv_load_policy=1&#038;fs=1&#038;hl=pt-BR&#038;autohide=2&#038;wmode=transparent" allowfullscreen="true" style="border:0;" sandbox="allow-scripts allow-same-origin allow-popups allow-presentation allow-popups-to-escape-sandbox"></iframe></span></div>
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		<title>X: a primeira vez é inesquecível</title>
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		<pubDate>Thu, 21 Jul 2022 16:36:08 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Vitória Lopes Gomez De um lado, um subgênero cinematográfico que floresce da repressão sexual. De outro, uma obra cujo título se inspira na indicação etária de filmes adultos. Com o nome adaptado da classificação XXX, a destinada aos conteúdos para maiores de idade, X &#8211; A Marca da Morte quebra as regras do slasher e, &#8230; <a href="http://personaunesp.com.br/x-ti-west-critica/" class="more-link">Continue lendo<span class="screen-reader-text"> "X: a primeira vez é inesquecível"</span></a></p>
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										<content:encoded><![CDATA[<figure id="attachment_28258" aria-describedby="caption-attachment-28258" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-28258" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/07/x-1.jpg" alt="Cena do filme X. Na cena, os personagens estão no interior do que aparenta ser uma van, e vemos eles da frente do carro para trás. No banco do motorista, dirigindo, vemos um homem branco, aparentando cerca de 40 anos, vestindo uma camisa branca, calça marrom, chapéu de cowboy branco e óculos de sol. No banco do passageiro, vemos uma mulher branca, aparentando cerca de 25 anos, vestindo shorts e camiseta. Na parte de trás da van, vemos quatro pessoas sentadas junto a malas." width="800" height="404" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/07/x-1.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/07/x-1-768x388.jpg 768w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-28258" class="wp-caption-text">Lançado em março nos Estados Unidos, X só chega ao Brasil em 11 de agosto (Foto: A24)</figcaption></figure>
<p><b>Vitória Lopes Gomez</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">De um lado, um subgênero cinematográfico que floresce da repressão sexual. De outro, uma obra cujo título se inspira na indicação etária de filmes adultos. Com o nome adaptado da classificação XXX, a destinada aos conteúdos para maiores de idade, </span><i><span style="font-weight: 400;">X &#8211; A Marca da Morte </span></i><span style="font-weight: 400;">quebra as regras do </span><i><span style="font-weight: 400;">slasher</span></i><span style="font-weight: 400;"> e, ao invés de tratar o tesão como o perigo a ser temido, coloca o sexo como ponto de partida. Sem vangloriar a pornografia, a produção dirigida e roteirizada por </span><a href="https://www.forbes.com/sites/simonthompson/2022/03/17/ti-west-talks-x-and-his-return-to-horror-being-a-crash-course-in-filmmaking/?sh=6df56e0b19bd"><span style="font-weight: 400;">Ti West</span></a><span style="font-weight: 400;"> inverte a ordem do subgênero do Horror e se revela digna de ser chamada de subversiva.</span></p>
<p><span id="more-28257"></span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A subversão em questão, porém, diz mais respeito às próprias </span><a href="https://7marte.com/2020/03/o-que-e-slasher.html"><span style="font-weight: 400;">normas do </span><i><span style="font-weight: 400;">slasher</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> do que à execução de </span><i><span style="font-weight: 400;">X</span></i><span style="font-weight: 400;"> (título original do longa). No enredo, que se passa em 1979, um grupo de três atores, um empresário e dois cineastas se isola em uma propriedade rural no Texas para a gravação de um filme pornográfico. Os anfitriões da hospedagem, um recluso casal de idosos, moram no casarão ao lado da cabana alugada e não demoram a descobrir para que os hóspedes vieram a sua propriedade. Tendo desrespeitado o único pedido de não incomodarem a esposa que ali mora, a debilitada Pearl, o banho de sangue começa.</span></p>
<figure id="attachment_28259" aria-describedby="caption-attachment-28259" style="width: 1920px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-28259" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/07/MV5BNGVlMTNhNDUtNjcyNC00OTM2LWE1MzQtMGQ2MDcxYWYwMThhXkEyXkFqcGdeQXVyNzI1NzMxNzM@._V1_.jpg" alt="Cena do filme X. Na cena, em uma cabana pouco iluminada, vemos uma mulher loira, aparentando cerca de 35 anos, sentada em um sofá. Ao lado direito dela, vemos um homem negro, aparentando cerca de 35 anos." width="1920" height="1080" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/07/MV5BNGVlMTNhNDUtNjcyNC00OTM2LWE1MzQtMGQ2MDcxYWYwMThhXkEyXkFqcGdeQXVyNzI1NzMxNzM@._V1_.jpg 1920w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/07/MV5BNGVlMTNhNDUtNjcyNC00OTM2LWE1MzQtMGQ2MDcxYWYwMThhXkEyXkFqcGdeQXVyNzI1NzMxNzM@._V1_-800x450.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/07/MV5BNGVlMTNhNDUtNjcyNC00OTM2LWE1MzQtMGQ2MDcxYWYwMThhXkEyXkFqcGdeQXVyNzI1NzMxNzM@._V1_-1024x576.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/07/MV5BNGVlMTNhNDUtNjcyNC00OTM2LWE1MzQtMGQ2MDcxYWYwMThhXkEyXkFqcGdeQXVyNzI1NzMxNzM@._V1_-768x432.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/07/MV5BNGVlMTNhNDUtNjcyNC00OTM2LWE1MzQtMGQ2MDcxYWYwMThhXkEyXkFqcGdeQXVyNzI1NzMxNzM@._V1_-1536x864.jpg 1536w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/07/MV5BNGVlMTNhNDUtNjcyNC00OTM2LWE1MzQtMGQ2MDcxYWYwMThhXkEyXkFqcGdeQXVyNzI1NzMxNzM@._V1_-1200x675.jpg 1200w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-28259" class="wp-caption-text">Depois de 6 anos, X é o retorno de Ti West ao Cinema e o primeiro filme de terror do cineasta em quase uma década (Foto: A24)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">Dentre as convenções do subgênero, a exploração da sexualidade é uma das mais previsíveis (e nunca tediosas), mas que sempre carrega consigo um pressentimento de ameaça iminente. </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=mvLpbHKV1_8"><span style="font-weight: 400;">É lei</span></a><span style="font-weight: 400;">, quando os jovens transam, coisas ruins acontecem. O filme recusa a típica repressão sexual e coloca o aspecto em foco, com o quarteto protagonista viajando à propriedade isolada justamente para gravar seu projeto pornográfico. Só que mais do que estabelecer uma premissa em que o sexo é o pontapé inicial somente para se diferenciar de outras obras, ou para levar o </span><a href="https://www.rogerebert.com/roger-ebert/eberts-guide-to-practical-filmgoing-a-glossary-of-terms-for-the-cinema-of-the-80s"><i><span style="font-weight: 400;">sexploitation</span></i></a> <span style="font-weight: 400;">ao extremo, </span><i><span style="font-weight: 400;">X </span></i><span style="font-weight: 400;">usa-o como um importante subtexto, capaz de mover cada um de seus personagens.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Wayne (Martin Henderson) é o empresário do grupo e Jackson (</span><a href="https://personaunesp.com.br/we-are-who-we-are-hbo-critica/"><span style="font-weight: 400;">Kid Cudi</span></a><span style="font-weight: 400;">), um dos atores. Com o trabalho, os dois escaparam da vida que levavam. Bobby-Lynne (Brittany Snow) e Maxine (Mia Goth) são as duas atrizes, e esperam ganhar fama a ponto de se tornarem símbolos sexuais. A personagem de Snow, inclusive, tem a estrela Lynda Carter como ídola, dando a entender que seus trabalhos como atriz pornô são, possivelmente, um caminho para Hollywood. Já RJ (</span><a href="http://personaunesp.com.br/meu-coracao-so-ira-bater-se-voce-pedir-critica/"><span style="font-weight: 400;">Owen Campbell</span></a><span style="font-weight: 400;">) é um aspirante a cineasta, sonhando em fazer do filme pornográfico uma produção artística, e é acompanhado de sua namorada, Lorraine (</span><a href="https://ew.com/movies/x-jenna-ortega-talks-sxsw-horror-porn-film-ti-west/"><span style="font-weight: 400;">Jenna Ortega</span></a><span style="font-weight: 400;">).</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">West não tem pressa em construir seus protagonistas. Diferentemente do </span><i><span style="font-weight: 400;">modus operandi</span></i><span style="font-weight: 400;"> dos </span><a href="https://oitomm.wordpress.com/2018/10/14/halloween-e-as-regras-do-slasher/"><i><span style="font-weight: 400;">slashers</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, que normalmente desenvolvem pouco seus personagens e se apoiam em arquétipos e estereótipos, </span><i><span style="font-weight: 400;">X </span></i><span style="font-weight: 400;">toma seu tempo para mostrar os objetivos de cada um em estar ali, reunidos naquela cabana, e adiciona uma camada de profundidade à trama antes do banho de sangue começar. Mas não se engane: apesar da ordem dos fatores ter sido alterada, o resultado é o mesmo e os sangrentos golpes fatais virão. Afinal, ainda estamos assistindo a um </span><i><span style="font-weight: 400;">slasher</span></i><span style="font-weight: 400;">.</span></p>
<figure id="attachment_28261" aria-describedby="caption-attachment-28261" style="width: 1280px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="wp-image-28261 size-full" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/07/WhatsApp-Image-2022-07-20-at-22.51.39.jpeg" alt="Cena do filme X. Na imagem, vemos uma mulher branca, aparentando cerca de 25 anos, com cabelos castanhos lisos, deitada debaixo do estrado de uma cama. Uma fresta de luz, à direita, ilumina a imagem." width="1280" height="674" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/07/WhatsApp-Image-2022-07-20-at-22.51.39.jpeg 1280w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/07/WhatsApp-Image-2022-07-20-at-22.51.39-800x421.jpeg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/07/WhatsApp-Image-2022-07-20-at-22.51.39-1024x539.jpeg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/07/WhatsApp-Image-2022-07-20-at-22.51.39-768x404.jpeg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/07/WhatsApp-Image-2022-07-20-at-22.51.39-1200x632.jpeg 1200w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-28261" class="wp-caption-text">Fã de Horror, Ti West já dirigiu A Casa do Demônio, Hotel da Morte, O Último Sacramento, V/H/S e outras investidas do gênero (Foto: A24)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">Ao passo que os visitantes se instalam na cabana, a enclausurada Pearl começa a vigiá-los, com foco especialmente em Maxine. As motivações para o massacre, que segue a descoberta do que o grupo realmente está fazendo na casa ao lado, vêm à tona aos poucos durante </span><i><span style="font-weight: 400;">X</span></i><span style="font-weight: 400;">, mas, desde o início, a </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=ujEIsQdHPXc&amp;t=1s"><span style="font-weight: 400;">aproximação das duas</span></a><span style="font-weight: 400;"> se anuncia. Maxine exala jovialidade. Pearl, debilitada pelo tempo e pela idade, é confrontada com a presença da mais jovem, ao mesmo tempo que é atraída a ela. Cara a cara, as duas são o contraste uma da outra antes e depois do envelhecimento. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Na pele da atriz, Mia Goth é </span><a href="https://ew.com/movies/mia-goth-x-ti-west/"><span style="font-weight: 400;">ambiciosa</span></a><span style="font-weight: 400;"> e confiante, com a sensualidade necessária para o primeiro papel de protagonista de sua carreira. Brittany Snow e </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=Kglg6MG0jrA"><span style="font-weight: 400;">Jenna Ortega</span></a><span style="font-weight: 400;">, igualmente louváveis com seus sotaques texanos, aprofundam o enredo com as suas diferenças: enquanto a personagem de Snow assume sua sexualidade sem pudores, a Lorraine de Ortega é o oposto. Ao decorrer da convivência com o grupo é que a última dá espaço às novas descobertas, também aprofundando o subtexto da liberdade sexual. Ambas atrizes têm experiência nos filmes de terror e, junto de Goth, são o grande atrativo no elenco de </span><i><span style="font-weight: 400;">X</span></i><span style="font-weight: 400;">.</span></p>
<figure id="attachment_28262" aria-describedby="caption-attachment-28262" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-28262" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/07/x-4.jpg" alt="Cena do filme X. Na cena, por uma fresta de uma porta quebrada, vemos uma mulher, aparentando cerca de 18 anos, chorando." width="800" height="450" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/07/x-4.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/07/x-4-768x432.jpg 768w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-28262" class="wp-caption-text">A montagem de X, realizada por Ti West e David Kashevaroff, também merece um destaque (Foto: A24)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">Além de remeter à era de ouro dos </span><i><span style="font-weight: 400;">slashers </span></i><span style="font-weight: 400;">no Cinema norte-americano, com referências à </span><a href="https://personaunesp.com.br/o-massacre-da-serra-eletrica-critica/"><i><span style="font-weight: 400;">O Massacre da Serra Elétrica</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, </span><i><span style="font-weight: 400;">Sexta-Feira 13 </span></i><span style="font-weight: 400;">e </span><i><span style="font-weight: 400;">O Iluminado</span></i><span style="font-weight: 400;">, a estética setentista de </span><i><span style="font-weight: 400;">X</span></i><span style="font-weight: 400;"> é influenciada, também, pelas produções independentes da época. Inclusive, para o diretor, o terror e os filmes pornográficos estavam no mesmo pé de desigualdade: na década em que o longa se passa, ambos viviam marginalizados e na periferia de Hollywood. De acordo com Ti West, </span><i><span style="font-weight: 400;">X </span></i><span style="font-weight: 400;">existe na </span><a href="https://www.denofgeek.com/movies/x-ti-west-link-between-horror-porn/"><span style="font-weight: 400;">intersecção</span></a><span style="font-weight: 400;"> entre Horror independente e a pornografia dos anos 70, como dois produtos atípicos da indústria audiovisual.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Para realizar uma obra com a premissa de </span><i><span style="font-weight: 400;">X &#8211; A Marca da Morte</span></i><span style="font-weight: 400;">, o cineasta contou com a ousadia da </span><i><span style="font-weight: 400;">A24</span></i><span style="font-weight: 400;">. A produtora estadunidense, que </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=A0iUDc7dAL0"><span style="font-weight: 400;">ficou conhecida</span></a><span style="font-weight: 400;"> por seus filmes com forte pegada autoral, apostou tanto na produção de West que, antes mesmo de sua estreia, encomendou uma prequela. Apesar da liberdade criativa concedida pela </span><a href="https://labdicasjornalismo.com/noticia/11141/a24-e-o-sucesso-dos-filmes-independentes"><span style="font-weight: 400;">empresa</span></a><span style="font-weight: 400;"> aos cineastas, o diretor ousou somente dentro do contexto da produção, e parece ter se esquecido de desenvolver um pensamento crítico. É verdade, </span><i><span style="font-weight: 400;">X </span></i><span style="font-weight: 400;">se passa em 79 e a indústria pornográfica da época até podia não ser tão agressiva e violenta quanto a de hoje. Além disso, o filme não se coloca como uma propaganda ou a endeusa. Porém, para uma obra lançada em 2022, a mensagem </span><i><span style="font-weight: 400;">sex-positive </span></i><span style="font-weight: 400;">atrelada à pornografia já não cola mais, e a obra deixou a diferença só a cargo de seus espectadores.</span></p>
<figure id="attachment_28263" aria-describedby="caption-attachment-28263" style="width: 1280px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="wp-image-28263 size-full" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/07/WhatsApp-Image-2022-07-20-at-22.55.19.jpeg" alt="Cena do filme X. Em um primeiro plano na cena, vemos uma mulher branca e jovem deitada em uma cama, usando calcinhas, e dormindo. Ela está desfocada. Em um segundo plano, por detrás da mulher deitada, vemos uma mulher idosa, de cabelos brancos e roupas sujas e rasgadas, de pé, a observando." width="1280" height="675" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/07/WhatsApp-Image-2022-07-20-at-22.55.19.jpeg 1280w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/07/WhatsApp-Image-2022-07-20-at-22.55.19-800x422.jpeg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/07/WhatsApp-Image-2022-07-20-at-22.55.19-1024x540.jpeg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/07/WhatsApp-Image-2022-07-20-at-22.55.19-768x405.jpeg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/07/WhatsApp-Image-2022-07-20-at-22.55.19-1200x633.jpeg 1200w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-28263" class="wp-caption-text">Sob o título de Pearl, a prequela de X será influenciada por uma estética e um estilo cinematográfico diferentes (Foto: A24)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">Apesar de ter chegado aos cinemas americanos em Março, </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=Awg3cWuHfoc"><i><span style="font-weight: 400;">X</span></i></a> <span style="font-weight: 400;">estreia por aqui somente em Agosto. Com a sua </span><i><span style="font-weight: 400;">prequel</span></i><span style="font-weight: 400;"> prevista para chegar às telonas ainda em 2022, o filme pode ser impactado pela distribuição tardia no Brasil, e não é a primeira vez que a logística nacional fica para trás no grande circuito de lançamentos. Recentemente, </span><a href="https://www.omelete.com.br/filmes/tudo-em-todo-o-lugar-ao-mesmo-tempo-entrevista-sucesso"><i><span style="font-weight: 400;">Tudo em Todo o Lugar ao Mesmo Tempo</span></i></a> <span style="font-weight: 400;">e, mais no início do ano, </span><a href="https://personaunesp.com.br/spencer-critica/"><i><span style="font-weight: 400;">Spencer</span></i></a> <span style="font-weight: 400;">foram alguns títulos que chegaram às salas meses depois de suas estreias comerciais. </span><i><span style="font-weight: 400;">Marighella </span></i><span style="font-weight: 400;">foi outro, dando as caras no país mais de dois anos após sua primeira aparição em Berlim &#8211; este, porém, escancarou ainda mais o nosso frágil cenário cultural, com censuras e boicotes à obra por causa de seu conteúdo. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Distribuído pela </span><i><span style="font-weight: 400;">Playarte Pictures</span></i><span style="font-weight: 400;"> cinco meses depois de ter </span><a href="https://cinepop.com.br/x-terror-com-jenna-ortega-ultrapassa-us-10-milhoes-nas-bilheterias-dos-eua-339857/"><span style="font-weight: 400;">arrecadado</span></a><span style="font-weight: 400;"> mais de R$10 milhões em bilheteria nos Estados Unidos, </span><i><span style="font-weight: 400;">X </span></i><span style="font-weight: 400;">não vai encher as salas brasileiras como poderia. Para os espectadores daqui que esperaram o </span><a href="https://twitter.com/grupoplayarte/status/1540715251569754112?s=20&amp;t=paJJjF9_vgXvi1zQa5bBNA"><span style="font-weight: 400;">longa chegar aos cinemas</span></a><span style="font-weight: 400;">, o filme</span> <span style="font-weight: 400;">pode acabar soando morno, o oposto do que realmente é. Algumas descobertas merecem ser desvendadas pela primeira vez ao vivo, na experiência de se assistir à obra. Com um enredo audacioso e divertido, personagens interessantes, mortes criativas e subtextos que fogem dos clichês, </span><i><span style="font-weight: 400;">X &#8211; A Marca da Morte </span></i><span style="font-weight: 400;">merece ser visto como a primeira vez, em todas as vezes.</span></p>
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		<title>Em Suspiria, é temporada da bruxa</title>
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		<pubDate>Fri, 24 Jun 2022 16:56:17 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Mariana Nicastro Uma renomada companhia de dança alemã guarda um segredo: suas dançarinas são parte de um coven. Suas coreografias, rituais. E sua mais nova aluna, seria ela uma presa fácil? Ou uma bruxa em ascensão? Suspiria: A Dança do Medo é uma contemplação às bruxas contemporâneas através de um Terror psicológico, folk e gore.  &#8230; <a href="http://personaunesp.com.br/suspiria-a-danca-do-medo-critica/" class="more-link">Continue lendo<span class="screen-reader-text"> "Em Suspiria, é temporada da bruxa"</span></a></p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<figure id="attachment_27953" aria-describedby="caption-attachment-27953" style="width: 1280px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-27953" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/06/Imagem-1-1.png" alt="Fotografia do filme Suspiria, A Dança do Medo. Na imagem, sete mulheres estão realizando movimentos com seus braços e pernas, em uma dança contemporânea. Cada uma aponta seus braços para uma direção. A câmera as visualiza de baixo para cima. Elas estão seminuas e utilizam apenas trajes feitos de fios vermelhos. Os fios caem por seus corpos de forma que lembram sangue. No centro do grupo está Susie Bannion, personagem de Dakota Johnson. Dakota é uma mulher branca, de traços finos e cabelos ruivos, um pouco abaixo dos ombros. Ela é a única que olha para frente. A luz na imagem é fraca, tornando o cenário atrás das mulheres escuro." width="1280" height="853" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/06/Imagem-1-1.png 1280w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/06/Imagem-1-1-800x533.png 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/06/Imagem-1-1-1024x682.png 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/06/Imagem-1-1-768x512.png 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/06/Imagem-1-1-1200x800.png 1200w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-27953" class="wp-caption-text">Em Suspiria: A Dança do Medo, Guadagnino recria e amplia os acontecimentos e significados da obra de Dario Argento (Foto: Amazon Prime Studios)</figcaption></figure>
<p><b>Mariana Nicastro</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Uma renomada companhia de dança alemã guarda um segredo: suas dançarinas são parte de um </span><i><span style="font-weight: 400;">coven</span></i><span style="font-weight: 400;">. Suas coreografias, rituais. E sua mais nova aluna, seria ela uma presa fácil? Ou uma bruxa em ascensão? </span><i><span style="font-weight: 400;">Suspiria: A Dança do Medo</span></i><span style="font-weight: 400;"> é uma contemplação às bruxas contemporâneas através de um Terror psicológico, </span><a href="https://darkflix.blog.br/folk-horror-10-filmes-do-subgenero-mais-angustiante-do-cinema/"><i><span style="font-weight: 400;">folk</span></i></a> <span style="font-weight: 400;">e </span><a href="https://www.pipoca3d.com.br/2015/06/o-que-e-gore-splatter.html"><i><span style="font-weight: 400;">gore</span></i></a><i><span style="font-weight: 400;">. </span></i></p>
<p><span id="more-27952"></span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Lançado no Brasil em 11 de abril de 2019, pela </span><i><span style="font-weight: 400;">Amazon Prime Studios</span></i><span style="font-weight: 400;">, o filme é dirigido por </span><a href="https://www.omelete.com.br/filmes/timothee-chalamet-set-luca-guadagnino"><span style="font-weight: 400;">Luca Guadagnino</span></a><span style="font-weight: 400;">. O diretor, aqui, está distante do subgênero do &#8211; indicado quatro vezes ao </span><i><span style="font-weight: 400;">Oscar </span></i><span style="font-weight: 400;">&#8211; </span><a href="https://personaunesp.com.br/critica-me-chame-pelo-seu-nome/"><i><span style="font-weight: 400;">Me Chame pelo Seu Nome</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> (2018). Contudo, a sua habilidade de criar atmosferas instigantes permanece intacta. Comum, tanto ao seu romance dramático, quanto ao seu horror sombrio. </span></p>
<figure id="attachment_27954" aria-describedby="caption-attachment-27954" style="width: 1280px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-27954" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/06/Imagem-2-2.png" alt="Fotografia do filme Suspiria, A Dança do Medo. A imagem mostra um jantar e a câmera foca em um pedaço da mesa, mais especificamente, na pessoa sentada em uma das pontas. Trata-se de Susie Bannion, personagem de Dakota Johnson. Dakota é uma mulher branca, de traços finos e cabelos ruivos, um pouco abaixo dos ombros. Ela olha para o outro lado da mesa com uma expressão segura e indecifrável. Ela tem uma sugestão de sorriso no rosto. As mulheres sentadas de ambos os lados de Susie são mais velhas e estão conversando entre si, rindo." width="1280" height="685" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/06/Imagem-2-2.png 1280w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/06/Imagem-2-2-800x428.png 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/06/Imagem-2-2-1024x548.png 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/06/Imagem-2-2-768x411.png 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/06/Imagem-2-2-1200x642.png 1200w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-27954" class="wp-caption-text">Dakota Johnson <a href="https://f5.folha.uol.com.br/cinema-e-series/2018/09/dakota-johnson-treinou-para-dancas-de-suspiria-durante-gravacao-de-cinquenta-tons-de-cinza.shtml">se entrega ao papel</a> e representa uma Susie intrigada, porém controlada, que dança conforme a música (Foto: Amazon Prime Studios)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">Inicialmente pensado como uma releitura da obra original, </span><a href="https://www.geekuniversal.com.br/2019/05/28/review-classico-suspiria-1977/"><i><span style="font-weight: 400;">Suspiria</span></i></a> <span style="font-weight: 400;">(1977), este filme em muito se assemelha e, ao mesmo tempo, em muito diverge, de seu antecessor. Um clássico setentista, o primeiro trata-se de um </span><a href="http://sentaai.com/o-que-e-esse-tal-de-giallo/"><i><span style="font-weight: 400;">giallo</span></i></a> <span style="font-weight: 400;">italiano. Repleto de estilo, personalidade e identidade, assim como seu diretor, </span><a href="https://darkflix.blog.br/sete-obras-imprescindiveis-de-dario-argento-para-voce-entender-o-que-passa-pela-mente-do-mestre-do-giallo/"><span style="font-weight: 400;">Dario Argento</span></a><span style="font-weight: 400;">. É uma obra única, cheia de luzes e cores, uso dos sonhos e atuações novelescas, que envelhece como vinho. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A premissa inicial de ambos os filmes permanece a mesma: Susie Bannion (</span><a href="https://www.magazine-hd.com/apps/wp/dakota-johnson-persuasao-jane-austen/"><span style="font-weight: 400;">Dakota Johnson</span></a><span style="font-weight: 400;">, na obra mais recente) é uma garota estadunidense que viaja até </span><a href="https://www.dw.com/pt-br/nos-tempos-da-berlim-ocidental/a-16612451"><span style="font-weight: 400;">Berlim</span></a><span style="font-weight: 400;"> para ingressar em uma grandiosa companhia de dança. Convivendo diariamente no local, a protagonista se vê presa e perturbada por um ambiente cheio de mistérios, acontecimentos, pessoas estranhas e maus pressentimentos.</span></p>
<p><figure id="attachment_27955" aria-describedby="caption-attachment-27955" style="width: 1600px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-27955" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/06/Imagem-3-2.png" alt="Fotografia do filme Suspiria, A Dança do Medo. A foto mostra duas mulheres observando algo à direita, escoradas em uma parede. A da frente é Sara Simms, personagem de Mia Goth. Mia é uma mulher branca, de cabelos dourados que vão até abaixo dos ombros. Ela olha para a direita, preocupada. Ao lado dela, e um pouco mais atrás, está Susie Bannion, personagem de Dakota Johnson. Dakota é uma mulher branca, de traços finos e cabelos ruivos e longos. Susie olha na mesma direção de Sara enquanto segura em seus braços." width="1600" height="1066" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/06/Imagem-3-2.png 1600w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/06/Imagem-3-2-800x533.png 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/06/Imagem-3-2-1024x682.png 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/06/Imagem-3-2-768x512.png 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/06/Imagem-3-2-1536x1023.png 1536w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/06/Imagem-3-2-1200x800.png 1200w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-27955" class="wp-caption-text">Suspiria (2019) abrange sugestões, referências e temáticas em segundo plano, que permitem <a href="https://espalhafactos.com/2018/11/21/suspiria-uma-danca-macabra-de-abuso-e-culpa/">várias interpretações</a> da obra [Foto: Amazon Prime Studios]</figcaption></figure><span style="font-weight: 400;">Apesar de dividirem a trama principal, logo, as obras correm por caminhos bastante distintos. </span><i><span style="font-weight: 400;">Suspiria </span></i><span style="font-weight: 400;">de 77 pende para um surrealismo e um estilo </span><a href="https://medium.com/@duart/um-pesadelo-em-cores-suspiria-1977-de-dario-argento-75c58a0133f2"><span style="font-weight: 400;">vibrante, com muitas cores</span></a><span style="font-weight: 400;"> e suspense envolvidos. Enquanto isso, o </span><i><span style="font-weight: 400;">Suspiria </span></i><span style="font-weight: 400;">de 2019 é mais sóbrio, sério, e se utiliza muito do Terror físico para intercalar com a trama mais lenta e sugestiva.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">As danças, </span><a href="https://lescorpsdansants.com/2018/12/05/suspiria-2018-de-luca-guadagnino/"><span style="font-weight: 400;">elemento fundamental para a história</span></a><span style="font-weight: 400;">, também são parte da linguagem do filme. Elas trazem um misto de beleza, drama, violência e incômodo. Inseridas no contexto, qualquer </span><a href="https://youtu.be/eQIII8V3SLU"><span style="font-weight: 400;">coreografia</span></a><span style="font-weight: 400;"> passa a sensação de que algo assustador está por vir.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A sugestividade e a curiosidade são constantes na obra e alimentam o ritmo da trama principal. Já as secundárias, por vezes sofrem um pouco com a lentidão e </span><a href="https://sanguetipob.blogspot.com/2019/02/critica-suspiria-2018.html"><span style="font-weight: 400;">falta de uma dinâmica instigante</span></a><span style="font-weight: 400;"> e reveladora em seu processo, importantes em um </span><i><span style="font-weight: 400;">plot </span></i><span style="font-weight: 400;">de investigação.</span></p>
<figure id="attachment_27956" aria-describedby="caption-attachment-27956" style="width: 1600px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-27956" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/06/Imagem-4.png" alt="Fotografia do filme Suspiria, A Dança do Medo. A foto mostra a personagem Patricia deitada em uma superfície acolchoada, de lado. A câmera está bem próxima de seu rosto. Patricia é interpretada por Chloë Moretz. Chloë é uma mulher branca, de cabelos curtos e castanhos, que caem bagunçados sobre seus olhos. Ela parece assustada." width="1600" height="960" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/06/Imagem-4.png 1600w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/06/Imagem-4-800x480.png 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/06/Imagem-4-1024x614.png 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/06/Imagem-4-768x461.png 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/06/Imagem-4-1536x922.png 1536w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/06/Imagem-4-1200x720.png 1200w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-27956" class="wp-caption-text">“&#8230; Patricia define a história e te joga na tensão, medo e tormento do que você está prestes a ser submetido” <a href="https://claudia.abril.com.br/famosos/exclusiva-chloe-grace-moretz-fala-sobre-seu-papel-no-thriller-suspiria/">diz Chloë Grace Moretz</a> sobre sua personagem (Foto: Amazon Prime Studios)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">Contudo, o longa é capaz de ressignificar a história e somar interpretações subjetivas à temática proposta por seu </span><a href="https://claquette.medium.com/suspiria-dario-argento-1977-c7042aeb62c4"><span style="font-weight: 400;">antecessor</span></a><span style="font-weight: 400;">. Liberdade, identidade e aceitação são interpretações do todo, que se utilizam do subgênero das bruxas para transmitir uma mensagem. Trata-se, afinal, de um aspecto muito comum no </span><i><span style="font-weight: 400;">folk </span></i><span style="font-weight: 400;">da atualidade, presente em </span><a href="https://personaunesp.com.br/a-bruxa-5-anos/"><i><span style="font-weight: 400;">A Bruxa</span></i></a> <span style="font-weight: 400;">(2016) e em </span><a href="https://personaunesp.com.br/midsommar-critica/"><i><span style="font-weight: 400;">Midsommar</span></i></a> <span style="font-weight: 400;">(2019).</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Nesse sentido, </span><a href="https://qgfeminista.org/ainda-somos-todas-bruxas/"><span style="font-weight: 400;">a bruxa, a mulher</span></a><span style="font-weight: 400;">, é apresentada como um ser marginalizado, injustiçado na realidade a qual pertence. Essas obras solucionam essa questão com </span><a href="https://deliriumnerd.com/2017/11/01/a-bruxa/"><span style="font-weight: 400;">identificação</span></a><span style="font-weight: 400;"> e pertencimento, seja por meio da força, uso de poderes ou acolhimento por semelhantes. Em </span><i><span style="font-weight: 400;">Suspiria</span></i><span style="font-weight: 400;">, a trajetória de Susie não é diferente.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Além de apresentar elementos feministas, o filme também tem um forte caráter </span><a href="https://queer.ig.com.br/2020-12-17/o-que-e-queer-entenda-o-termo-que-da-nome-ao-novo-site-do-ig.html"><i><span style="font-weight: 400;">queer</span></i></a><span style="font-weight: 400;">. A direção de Guadagnino transborda de olhares sensíveis para essas temáticas, ainda que encabeçada por um homem. Seus filmes têm características que </span><a href="https://jacksonaraujo.medium.com/o-tempo-segundo-guadagnino-8513198b205e"><span style="font-weight: 400;">destoam de perspectivas e representações heteronormativas</span></a><span style="font-weight: 400;">. Seja na exploração de personagens, ou ideias, como no caso da liberdade e aceitação estimuladas na trama.</span></p>
<figure id="attachment_27957" aria-describedby="caption-attachment-27957" style="width: 1600px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-27957" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/06/Imagem-5.png" alt="Fotografia do filme Suspiria, A Dança do Medo. A foto mostra Susie Bannion enquanto dança. A câmera está bem em cima da cabeça de Susie, observando-a de cima para baixo. Susie é interpretada por Dakota Johnson. Dakota é uma mulher branca, de traços finos e cabelos ruivos e longos, presos por uma trança. Ela olha para cima, em direção à câmera. Susie está com os braços levantados e as mãos enquadrando o próprio rosto, em formato de “V”." width="1600" height="865" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/06/Imagem-5.png 1600w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/06/Imagem-5-800x433.png 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/06/Imagem-5-1024x554.png 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/06/Imagem-5-768x415.png 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/06/Imagem-5-1536x830.png 1536w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/06/Imagem-5-1200x649.png 1200w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-27957" class="wp-caption-text">Susie passa por uma transformação perturbadora e inesperada, ou sempre esteve destinada àquele local? (Foto: Amazon Prime Studios)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">Quanto ao horror físico do longa, o uso de cenas chocantes é crescente, com sangue, fraturas e </span><a href="https://arthurtuoto.com/2019/01/21/o-classico-e-o-grotesco-em-suspiria-2018/"><span style="font-weight: 400;">situações tão visualmente bizarras</span></a><span style="font-weight: 400;">, que impactam e fazem com que algumas cenas instalem-se na memória por muito tempo. A montagem de Walter Fasano é rápida, com toques teatrais e criativos. Como em um solo de dança de Susie que desencadeia, simultaneamente, um ritual brutal. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A fotografia de Sayombhu Mukdeeprom ganha tons frios e sombrios. A Berlim representada é </span><a href="https://www.atlasofwonders.com/2018/10/suspiria-2018-filming-location.html"><span style="font-weight: 400;">apática e cinzenta</span></a><span style="font-weight: 400;">. O longa carece de cores, com exceção do vermelho. Essa cor está cada vez mais presente, de forma progressiva, até brilhar durante o terceiro ato, </span><a href="https://www.qu4rtostudio.com.br/post/a-teoria-das-cores-no-cinema"><span style="font-weight: 400;">representando sangue, violência</span></a><span style="font-weight: 400;"> e a libertação do </span><i><span style="font-weight: 400;">coven</span></i><span style="font-weight: 400;">. </span></p>
<figure id="attachment_27958" aria-describedby="caption-attachment-27958" style="width: 1280px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-27958" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/06/Imagem-6.png" alt="Fotografia do filme Suspiria, A Dança do Medo. A foto mostra, de lado, Susie e Madame Blanc realizando uma coreografia. Nela, elas estão de frente uma para a outra e apoiam seus braços uma na outra, enquanto cobrem suas bocas com uma das mãos. Susie é interpretada por Dakota Johnson. Dakota é uma mulher branca, de traços finos e cabelos ruivos e longos. Ela usa um kimono rosa claro. Já Madame Blanc, é interpretada por Tilda Swinton. Tilda é uma mulher branca, de cabelos castanhos-claros e longos. Ela está levemente de costas para a câmera. Elas estão em uma sala escura, com uma janela fechada por cortina aos fundos e um tapete com desenhos geométricos aos seus pés." width="1280" height="679" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/06/Imagem-6.png 1280w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/06/Imagem-6-800x424.png 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/06/Imagem-6-1024x543.png 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/06/Imagem-6-768x407.png 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/06/Imagem-6-1200x637.png 1200w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-27958" class="wp-caption-text">A fotografia do longa carece não apenas de cores, como de luz, contribuindo para uma atmosfera sombria e contida (Foto: Amazon Prime Studios)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">O grotesco também ganha vida na caracterização e maquiagens, seja de vítimas, ou de antagonistas. Quanto às últimas, </span><a href="https://www.otempo.com.br/diversao/com-tilda-swinton-a-voz-humana-de-almodovar-ja-esta-no-streaming-1.2568551"><span style="font-weight: 400;">Tilda Swinton</span></a><span style="font-weight: 400;"> é um fenômeno. Sempre atuando excepcionalmente em papéis exóticos e &#8211; mais de uma vez &#8211; como </span><a href="http://www.cadeoleo.com.br/as-cronicas-de-narnia-atriz-tilda-swinton-gostaria-de-voltar-a-interpretar-a-feiticeira-branca/"><span style="font-weight: 400;">feiticeira</span></a><span style="font-weight: 400;"> ou </span><a href="https://personaunesp.com.br/dr-estranho-mas-nem-tanto/"><span style="font-weight: 400;">maga</span></a><span style="font-weight: 400;">, em </span><i><span style="font-weight: 400;">Suspiria </span></i><span style="font-weight: 400;">ela brilha e rouba toda a cena para si. Sua Madame Blanc é imponente e assustadora. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Mesmo quando ela esboça simpatia para com Susie, a diretora da companhia aparenta guardar os mais terríveis segredos e planos. O destaque para a atriz ainda é intensificado pelo fato de ela ter, não um, mas </span><a href="https://www.vanityfair.com/hollywood/2018/10/tilda-swinton-old-man-suspiria-who-plays-helena-markos"><span style="font-weight: 400;">três papéis</span></a><span style="font-weight: 400;"> dentro do longa. Os três exigem de si personalidades e características completamente diferentes: Blanc, o Dr. Jozef Klemperer e Helena Markos, a líder da companhia &#8211; e do </span><i><span style="font-weight: 400;">coven</span></i><span style="font-weight: 400;">.</span></p>
<figure id="attachment_27959" aria-describedby="caption-attachment-27959" style="width: 1200px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-27959" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/06/Imagem-7.png" alt="Fotografia do filme Suspiria, A Dança do Medo. A foto mostra uma mesa de jantar com taças de vinho e foca, principalmente, na figura que está na ponta da mesa. Trata-se de Madame Blanc, interpretada por Tilda Swinton. Tilda é uma mulher branca, de cabelos castanhos-claros e longos. Ela tem traços finos e marcantes e olhos pequenos. Ela olha para frente. Está séria, apoia um dos cotovelos na mesa e com a sua mão direita, segura um cigarro." width="1200" height="720" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/06/Imagem-7.png 1200w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/06/Imagem-7-800x480.png 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/06/Imagem-7-1024x614.png 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/06/Imagem-7-768x461.png 768w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-27959" class="wp-caption-text">Swinton é uma <a href="https://www.hercampus.com/school/casper-libero/de-david-bowie-a-tilda-swinton-como-o-visual-androgino-ganhou-forca-na-moda/">atriz andrógina</a> cuja aura artística, quase mística, está presente em todos os papéis por ela interpretados (Foto: Amazon Prime Studios)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">O Dr. Jozef Klemperer é um psiquiatra judeu que atendia uma das alunas de Blanc (</span><a href="https://rollingstone.uol.com.br/cinema/kick-ass-3-chloe-moretz-nao-descarta-retorno-franquia-seria-muito-divertido/"><span style="font-weight: 400;">Chlöe Grace Moretz</span></a><span style="font-weight: 400;">) e que, de forma paralela a trama principal, passa a investigar relatos de sua paciente, envolvendo a companhia de dança. A </span><a href="https://c7nema.net/fun-geek-gossip/item/49360-suspiria-a-impressionante-transformacao-de-tilda-swinton-no-papel-de-um-homem-de-82-anos.html"><span style="font-weight: 400;">maquiagem</span></a><span style="font-weight: 400;"> é convincente, ainda que não passe despercebido o fato de que há algo de estranho em Jozef. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Já Helena Markos é, em tese, a </span><i><span style="font-weight: 400;">Mater Suspiriorum</span></i><span style="font-weight: 400;">, </span><a href="https://www.planocritico.com/critica-american-horror-story-coven/"><span style="font-weight: 400;">bruxa suprema</span></a><span style="font-weight: 400;">, ou como a chamam: </span><i><span style="font-weight: 400;">The Mother of Sorrow</span></i><span style="font-weight: 400;"> (A Mãe das Dores). A construção misteriosa em torno de sua existência corrobora para seu papel, ainda que breve, porém muito significativo. Markos também aparece no longa de 77, em outro contexto e com outra personalidade.</span></p>
<figure id="attachment_27960" aria-describedby="caption-attachment-27960" style="width: 1600px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-27960" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/06/Imagem-8.png" alt="Fotografia do filme Suspiria, A Dança do Medo. A foto mostra o doutor Jozef sentado em uma poltrona enquanto conversa com alguém que está no canto direito e não aparece na imagem. Ele está em uma casa, com luz fraca e coloração cinza e apática. Jozef é um homem idoso, branco, de cabelos platinados e lisos, penteados para o lado. Ele usa um suéter por cima de uma camisa social e um casaco acinzentado por cima de tudo. Ele está sério e segura uma xícara de chá com sua mão direita. Ele é interpretado pela atriz Tilda Swinton, uma mulher branca, alta, com traços finos e marcantes, aqui cobertos por maquiagem." width="1600" height="865" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/06/Imagem-8.png 1600w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/06/Imagem-8-800x433.png 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/06/Imagem-8-1024x554.png 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/06/Imagem-8-768x415.png 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/06/Imagem-8-1536x830.png 1536w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/06/Imagem-8-1200x649.png 1200w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-27960" class="wp-caption-text">A atuação de Swinton em três papéis distintos <a href="https://cinemacomrapadura.com.br/noticias/513943/suspiria-tilda-swinton-confirma-que-interpreta-o-homem-velho-no-filme/">não foi divulgada logo de início</a>, sendo revelada posteriormente em entrevistas (Foto: Amazon Prime Studios)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">Sobre Markos, o longa dialoga em diversos níveis a respeito da </span><a href="https://ceucavalcanti.medium.com/suspiria-e-a-reinven%C3%A7%C3%A3o-do-mito-da-dor-b5e9dfbaa12d"><span style="font-weight: 400;">dor</span></a><span style="font-weight: 400;">, a partir da </span><a href="https://www.queridoclassico.com/2020/09/suspiria-tres-maes-thomas-de-quincey.html"><span style="font-weight: 400;">mitologia das Três Mães</span></a><span style="font-weight: 400;">. Dario Argento desenvolveu sua </span><a href="https://www.frightlikeagirl.com.br/2019/03/suspiria-remake-as-tres-maes-e-dario.html"><span style="font-weight: 400;">famosa trilogia inspirado em um ensaio</span></a><span style="font-weight: 400;"> de 1845, de Thomas de Quincey. Esse ensaio tratava da história de Três Mães que acompanhariam a deusa romana Levana. Uma delas, </span><i><span style="font-weight: 400;">Mater Suspiriorum</span></i><span style="font-weight: 400;">, é a senhora dos suspiros, aflições e dores humanas. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Considerando a trama da Mãe das Dores, o desfecho do longa é dominado pelo simbolismo, grandiosidade e pelo extremo horror visual, brutal e explícito. Susie enfim </span><a href="https://www.cinemablend.com/news/2553043/suspiria-ending-what-does-this-mean-for-susie"><span style="font-weight: 400;">abraça seu destino</span></a><span style="font-weight: 400;">, com aceitação e imponência. A </span><a href="https://observatoriodocinema.uol.com.br/filmes/2018/12/suspiria-dakota-johnson-quase-abandonou-o-projeto-dias-antes-do-inicio-das-filmagens"><span style="font-weight: 400;">atuação de Johnson</span></a><span style="font-weight: 400;"> é precisa e capaz de transmitir a calma e poder que emanam de sua personagem.</span></p>
<figure id="attachment_27961" aria-describedby="caption-attachment-27961" style="width: 1280px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-27961" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/06/Imagem-9.png" alt="Fotografia do filme Suspiria, A Dança do Medo. A foto é inteiramente coberta por uma forte luz vermelha. Ela mostra, centralizada, uma figura monstruosa que rasteja no chão. Ela tem uma pele queimada, dedos longos e unhas afiadas. Os braços da criatura ocupam a maior parte da foto e sua cabeça está bem no topo, abaixada, como se ela fizesse uma reverência. Ela tem um rosto deformado e queimado, pouco visível pelo ângulo. E tem cabelos escuros e longos, com falhas no couro cabeludo." width="1280" height="640" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/06/Imagem-9.png 1280w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/06/Imagem-9-800x400.png 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/06/Imagem-9-1024x512.png 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/06/Imagem-9-768x384.png 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/06/Imagem-9-1200x600.png 1200w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-27961" class="wp-caption-text">O final da obra é um choque visual unido a um plot twist corajoso e subversivo (Foto: Amazon Prime Studios)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">Todas essas questões tornam o filme excepcional no que busca </span><a href="https://www.cineset.com.br/suspiria-o-terror-da-manipulacao-sentimental-a-partir-do-amor-materno/"><span style="font-weight: 400;">transmitir e representar</span></a><span style="font-weight: 400;">. A força, dores, papel e liberdade femininas são testadas, questionadas e abordadas em diversos aspectos do longa. Bem desenvolvidas, ou nem tanto, como no caso da história da mãe de Susie.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Somados, esses aspectos tornam </span><i><span style="font-weight: 400;">Suspiria </span></i><span style="font-weight: 400;">uma experiência inesquecível. O filme é capaz de penetrar na mente do telespectador, seja pelo choque, medo, irreverência ou reflexão. Ainda que siga os </span><a href="https://rollingstone.uol.com.br/cinema/4-filmes-de-terror-que-ganharam-remake-e-qual-versao-e-melhor-suspiria-carrie-e-mais-lista/"><span style="font-weight: 400;">passos iniciais da obra original</span></a><span style="font-weight: 400;">, esta caminha sozinha, tornando-se única e </span><a href="https://www.queridoclassico.com/2020/09/suspiria-tres-maes-thomas-de-quincey.html"><span style="font-weight: 400;">clássica</span></a><span style="font-weight: 400;">. Assim, representando com beleza e brutalidade, dança e morte, o que é a figura feminina e a imagem da bruxa.</span></p>
<p>O post <a href="http://personaunesp.com.br/suspiria-a-danca-do-medo-critica/">Em Suspiria, é temporada da bruxa</a> apareceu primeiro em <a href="http://personaunesp.com.br">Persona | Jornalismo Cultural</a>.</p>
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		<title>A cortesia de Emma. à Jane Austen e à nossa sensibilidade</title>
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		<pubDate>Fri, 27 Nov 2020 13:18:55 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Layla de Oliveira “Bonita, inteligente e rica.” Estes são os adjetivos usados por Jane Austen para definir Emma Woodhouse, a protagonista do romance Emma, publicado em 1815. E eles se encaixam perfeitamente para descrever o filme dirigido por Autumn de Wilde, que adapta a obra de Austen de maneira a trazer uma narrativa do início &#8230; <a href="http://personaunesp.com.br/emma-2020-critica/" class="more-link">Continue lendo<span class="screen-reader-text"> "A cortesia de Emma. à Jane Austen e à nossa sensibilidade"</span></a></p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p><figure id="attachment_16501" aria-describedby="caption-attachment-16501" style="width: 1200px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="wp-image-16501 size-full" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2020/11/Imagem-1-1.jpg" alt="Três personagens, Emma no centro, Knightley a esquerda e Churchill a direita. E o nome do filme a frente." width="1200" height="704" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2020/11/Imagem-1-1.jpg 1200w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2020/11/Imagem-1-1-300x176.jpg 300w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2020/11/Imagem-1-1-1024x601.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2020/11/Imagem-1-1-768x451.jpg 768w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-16501" class="wp-caption-text">“Prometo não planejar nenhum [casamento] para mim mesma, papai. Mas vou fazê-lo para outras pessoas. É a coisa mais divertida do mundo.” (Foto: Reprodução)</figcaption></figure><b>Layla de Oliveira</b></p>
<p><em>“Bonita, inteligente e rica.”</em> Estes são os adjetivos usados por Jane Austen para definir Emma Woodhouse, a protagonista do romance <a href="https://www.theguardian.com/books/2015/dec/05/jane-austen-emma-changed-face-fiction"><i>Emma</i></a>, publicado em 1815. E eles se encaixam perfeitamente para descrever o filme dirigido por Autumn de Wilde, que adapta a obra de Austen de maneira a trazer uma narrativa do início do século XIX para os tempos atuais com diversão e inúmeros elementos estilísticos para representar toda a pomposidade da aristocracia inglesa da época.</p>
<p><span id="more-16498"></span></p>
<p>A adaptação utiliza fortemente elementos estéticos, o que se percebe no próprio nome do filme, <i>Emma., </i>diferente do título original do romance<i>. </i>A estreia de de Wilde na direção deixa clara a sua profissão original: a de <a href="https://www.instagram.com/autumndewilde/?hl=pt-br">fotógrafa</a>. Os enquadramentos e a paleta de cores presentes no filme remetem a uma pintura francesa rococó, delicados, refinados e graciosos, com cenas filmadas em campos verdes e bailes galantes, com interiores pastéis e elegantes.</p>
<p>Essas imagens esnobes e brilhantes são correspondentes a personalidade da protagonista, interpretada por <a href="https://www.oprahmag.com/entertainment/a31248984/anya-taylor-joy-emma-movie-interview/">Anya Taylor-Joy</a>. Emma é uma garota de 21 anos que não pretende se casar, para que ela possa cuidar de seu pai hipocondríaco e por já possuir uma riqueza, sendo inclusive a primeira heroína de Austen a não se preocupar financeiramente. Por possuir uma vida tão despreocupada, Emma se entretém ao fazer presunções sobre a vida de outros moradores da vila de Highbury, e agindo como casamenteira.</p>
<figure id="attachment_16502" aria-describedby="caption-attachment-16502" style="width: 2560px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="wp-image-16502 size-full" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2020/11/Imagem-2-1-scaled.jpg" alt="Emma e Harriet sentadas a esquerda na janela." width="2560" height="1710" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2020/11/Imagem-2-1-scaled.jpg 2560w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2020/11/Imagem-2-1-300x200.jpg 300w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2020/11/Imagem-2-1-1024x684.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2020/11/Imagem-2-1-768x513.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2020/11/Imagem-2-1-1536x1026.jpg 1536w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2020/11/Imagem-2-1-2048x1368.jpg 2048w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2020/11/Imagem-2-1-1200x802.jpg 1200w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-16502" class="wp-caption-text">As cenas criadas por Autumn de Wilde assemelham-se a pinturas (Foto: Reprodução)</figcaption></figure>
<p>O hábito de Emma em juntar casais resulta no casamento de sua governanta e melhor amiga, <em>Miss</em> Taylor (Gemma Whelan) com <em>Mr.</em> Weston (Rupert West). Esse casamento, apesar de satisfazer Emma e até incentivar a manipular mais a vida de outras pessoas, também a torna triste. <em>Miss</em> Taylor era a única outra pessoa da vida de Emma com quem ela poderia conversar livremente, então, para diminuir a solidão, ela se aproxima de Harriet Smith (Mia Goth), uma garota ingênua que tem pais desconhecidos. Nessa nova amizade, Emma se aproveita para interferir e manipular a vida de recém adquirida amiga, atribuindo a si mesma a tarefa de encontrar um marido para Harriet.</p>
<p>A amizade entre as duas jovens, apesar das intenções de Emma, é extremamente encantadora. A química entre as duas personagens é atribuída principalmente ao fato de Anya Taylor-Joy e Mia Goth serem duas grandes <a href="https://www.forbes.com/sites/kristenlopez/2020/02/25/lost-in-austen-with-anya-taylor-joy--autumn-dewilde/?sh=edf12201dd5c">amigas</a> que cresceram juntas. No filme, a relação de Harriet e Emma é inicialmente um pouco incômoda, por conta do controle exercido por esta, mas o amor entre as personagens e as atrizes torna-se lindamente transparente, favorecendo muito o desenrolar da relação no filme.</p>
<p>Por conta da personalidade deslumbrante de Emma, todos ao seu redor permitem as pequenas intromissões na vida particular alheia, a descrevendo como uma jovem tremendamente inteligente e sensível. Todos, menos o amigo e vizinho dos Woodhouse, <em>Mr.</em> Knightley (Johnny Flynn). Ele é o único a discordar abertamente da maioria das decisões e atitudes de <em>Miss</em> Woodhouse, especialmente dos pretendentes que Emma arranja para Harriet. Emma argumenta que apenas quer homens considerados a altura da amiga, e Knightley rebate que por conta da origem desconhecida de Harriet, o casamento mais vantajoso para ela seria com Robert Martin (Connor Swindells), um fazendeiro conhecidamente apaixonado por <em>Miss</em> Smith.</p>
<figure id="attachment_16503" aria-describedby="caption-attachment-16503" style="width: 1200px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="wp-image-16503 size-full" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2020/11/Imagem-3-1.jpg" alt="Emma e Knightley frente a frente." width="1200" height="720" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2020/11/Imagem-3-1.jpg 1200w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2020/11/Imagem-3-1-300x180.jpg 300w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2020/11/Imagem-3-1-1024x614.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2020/11/Imagem-3-1-768x461.jpg 768w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-16503" class="wp-caption-text">Emma e Mr. Knightley, frequentemente divergentes em opiniões (Foto: Reprodução)</figcaption></figure>
<p>Há também Frank Churchill (Callum Turner), filho de <em>Mr.</em> Weston, que chega a cidade para visitar o pai e a madrasta. Emma rapidamente se interessa por ele, construindo uma amizade a base de cochichos e bisbilhotices sobre todos os outros moradores da vila, em especial Jane Fairfax (Amber Anderson), que Emma desgosta por sempre serem comparadas.</p>
<p>Com o passar da trama, Emma continua fazendo suas interferências, acreditando que tudo está em ordem, mas considerando apenas o que ela acha melhor, sem se preocupar com as pessoas que a rodeiam. Ela causa desapontamento e situações pouco confortáveis, as ações da protagonista até aquele momento se provam insensatas, e Emma aprende que o mundo não é um simples peça teatral onde ela é diretora, roteirista e a grande heroína da história.</p>
<figure id="attachment_16505" aria-describedby="caption-attachment-16505" style="width: 1280px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="wp-image-16505 size-full" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2020/11/Imagem-4-1.jpg" alt="Emma sentada com uma expressão deprimida." width="1280" height="720" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2020/11/Imagem-4-1.jpg 1280w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2020/11/Imagem-4-1-300x169.jpg 300w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2020/11/Imagem-4-1-1024x576.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2020/11/Imagem-4-1-768x432.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2020/11/Imagem-4-1-1200x675.jpg 1200w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-16505" class="wp-caption-text">A protagonista frustrada consigo mesma ao refletir sobre suas atitudes (Foto: Reprodução)</figcaption></figure>
<p>O choque da personagem com a revelação de um segredo já mostra que ela não sabe tanto sobre os outros quando achava. Este abalo se torna imensamente maior quando Emma, ao contar para Harriet sobre o ocorrido, tem novamente suas expectativas quebradas, desta vez com a declaração da amiga que achava conhecer tanto. A protagonista fica tão afetada que não consegue esconder o quão desorientada ficou, levando a mais um momento de agitação na trama com a pequena discussão entre as duas jovens.</p>
<p>Emma finalmente entende o que sente, e percebe que existe algo mais importante do que ser cortês ou intrigante: respeitar os outros e suas escolhas. É esta a lição dada por Austen e reforçada por de Wilde com a adaptação, de que devemos estar atentos aos nossos sentimentos e a eles somente, pois cada um aprende o que é melhor para si, inevitavelmente. Com esse aprendizado, Emma permite-se realizar uma final intromissão. Mas desta vez, para corrigir suas ações passadas, deixando de manipular e interferir para dar conselhos baseados nas emoções dos envolvidos, e não apenas em seus julgamentos.</p>
<figure id="attachment_16507" aria-describedby="caption-attachment-16507" style="width: 768px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="wp-image-16507 size-full" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2020/11/6f3e728972276c4e61c10d8c7115f0f6.png" alt="Emma observando uma estátua em desfoque" width="768" height="765" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2020/11/6f3e728972276c4e61c10d8c7115f0f6.png 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2020/11/6f3e728972276c4e61c10d8c7115f0f6-300x300.png 300w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2020/11/6f3e728972276c4e61c10d8c7115f0f6-150x150.png 150w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-16507" class="wp-caption-text">Ao final da história, Emma aprende muito sobre si e a sobre todos a seu redor (Foto: Reprodução)</figcaption></figure>
<p>Com esta comédia de costumes, Jane Austen fala sobre romance e desentendimentos. Autumn de Wilde eleva as características em <i>Emma.</i>, ao dar uma visão de século XXI à história, com um humor simples e eficaz, momentos extremamente românticos e de aquecer o coração, mas deixando uma reflexão ao meio de toda a pomposidade; além de uma perfeita escolha de <a href="https://www.thecrimson.com/article/2020/3/3/emma-feature/">atores</a>, pois todo o elenco soube conciliar momentos cômicos e dramáticos, se encaixando perfeitamente nos papéis atribuídos com maestria. Por isso, <i>Emma. </i>é o tipo de filme que agrada não só esteticamente, mas sentimentalmente.</p>
<p>O post <a href="http://personaunesp.com.br/emma-2020-critica/">A cortesia de Emma. à Jane Austen e à nossa sensibilidade</a> apareceu primeiro em <a href="http://personaunesp.com.br">Persona | Jornalismo Cultural</a>.</p>
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