<?xml version="1.0" encoding="UTF-8"?><rss version="2.0"
	xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"
	xmlns:wfw="http://wellformedweb.org/CommentAPI/"
	xmlns:dc="http://purl.org/dc/elements/1.1/"
	xmlns:atom="http://www.w3.org/2005/Atom"
	xmlns:sy="http://purl.org/rss/1.0/modules/syndication/"
	xmlns:slash="http://purl.org/rss/1.0/modules/slash/"
	
	xmlns:georss="http://www.georss.org/georss"
	xmlns:geo="http://www.w3.org/2003/01/geo/wgs84_pos#"
	>

<channel>
	<title>Arquivos Estante do Persona &#8211; Persona | Jornalismo Cultural</title>
	<atom:link href="http://personaunesp.com.br/tag/estante-do-persona/feed/" rel="self" type="application/rss+xml" />
	<link>https://personaunesp.com.br/tag/estante-do-persona/</link>
	<description>Desde 2015 provando que a distância entre Bergman, Lady Gaga e a novela das 9 nem existe.</description>
	<lastBuildDate>Fri, 31 Oct 2025 14:08:39 +0000</lastBuildDate>
	<language>pt-BR</language>
	<sy:updatePeriod>
	hourly	</sy:updatePeriod>
	<sy:updateFrequency>
	1	</sy:updateFrequency>
	<generator>https://wordpress.org/?v=6.9.4</generator>

<image>
	<url>http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2019/08/cropped-icon-certo-cristo-32x32.png</url>
	<title>Arquivos Estante do Persona &#8211; Persona | Jornalismo Cultural</title>
	<link>https://personaunesp.com.br/tag/estante-do-persona/</link>
	<width>32</width>
	<height>32</height>
</image> 
<site xmlns="com-wordpress:feed-additions:1">119746480</site>	<item>
		<title>Estante do Persona – Outubro de 2025</title>
		<link>http://personaunesp.com.br/estante-do-persona-outubro-de-2025/</link>
					<comments>http://personaunesp.com.br/estante-do-persona-outubro-de-2025/#respond</comments>
		
		<dc:creator><![CDATA[]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 31 Oct 2025 14:08:39 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Literatura]]></category>
		<category><![CDATA[Alan Moore]]></category>
		<category><![CDATA[Ana Paula Maia]]></category>
		<category><![CDATA[Assim na Terra como embaixo da Terra]]></category>
		<category><![CDATA[Carrie a Estranha]]></category>
		<category><![CDATA[Daphne du Maurier]]></category>
		<category><![CDATA[Débora Munhoz]]></category>
		<category><![CDATA[Dennis Lehane]]></category>
		<category><![CDATA[Do Inferno]]></category>
		<category><![CDATA[Eddie Campbell]]></category>
		<category><![CDATA[Edgar Allan Poe]]></category>
		<category><![CDATA[Eduardo Dragoneti]]></category>
		<category><![CDATA[Estante]]></category>
		<category><![CDATA[Estante do Persona]]></category>
		<category><![CDATA[Estante do Persona - Outubro 2025]]></category>
		<category><![CDATA[Ilha do Medo]]></category>
		<category><![CDATA[Jack o Estripador]]></category>
		<category><![CDATA[Kerri Maniscalco]]></category>
		<category><![CDATA[Luana Corrêa]]></category>
		<category><![CDATA[Maria Fernanda Beneton]]></category>
		<category><![CDATA[Nathalia Helen]]></category>
		<category><![CDATA[O Gato Preto e Outros Contos Extraordinários]]></category>
		<category><![CDATA[Pedro Domênico]]></category>
		<category><![CDATA[Rastros de Sangue]]></category>
		<category><![CDATA[Rebecca]]></category>
		<category><![CDATA[Ryan Rodrigues]]></category>
		<category><![CDATA[Stephen King]]></category>
		<category><![CDATA[Vitória Mendes]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://personaunesp.com.br/?p=36085</guid>

					<description><![CDATA[<p>O que é o terror? É apenas o susto que faz o coração acelerar, ou algo mais profundo, que nos obriga a encarar aquilo que escondemos de nós mesmos? O horror literário fascina porque nos faz perguntar: até onde iríamos para sentir medo? Que monstros moram no mundo e quais habitam dentro de nós? É &#8230; <a href="http://personaunesp.com.br/estante-do-persona-outubro-de-2025/" class="more-link">Continue lendo<span class="screen-reader-text"> "Estante do Persona – Outubro de 2025"</span></a></p>
<p>O post <a href="http://personaunesp.com.br/estante-do-persona-outubro-de-2025/">Estante do Persona – Outubro de 2025</a> apareceu primeiro em <a href="http://personaunesp.com.br">Persona | Jornalismo Cultural</a>.</p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<figure id="attachment_36090" aria-describedby="caption-attachment-36090" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img fetchpriority="high" decoding="async" class="size-medium wp-image-36090" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/10/Arte-site-800x450.png" alt="Na ilustração, em um fundo roxo com teias de aranha, há uma prateleira branca com 5 livros em tons de laranja. Da esquerda para a direita, há um livro na vertical, em pé, com um olho vermelho, com um play dentro da íris, estampado. O livro está entreaberto. No topo da imagem, no centro, há o mesmo olho. Na direita, há 4 livros, três deitados e um em pé, apoiado nos que estão na horizontal. De baix para cima, está escrito na lombada do primeiro &quot;outubro de 2025&quot;, do segundo &quot;persona&quot; com um troféu do símbolo do olho em dourado no canto esquerdo e no último &quot;estante do&quot;. O livro na vertical possui capa laranja e nada escrito na capa." width="800" height="450" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/10/Arte-site-800x450.png 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/10/Arte-site-1024x576.png 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/10/Arte-site-768x432.png 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/10/Arte-site-1536x864.png 1536w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/10/Arte-site-1200x675.png 1200w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/10/Arte-site.png 1920w" sizes="(max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-36090" class="wp-caption-text">Entre passagens de tirar o fôlego e clássicos da literatura de Terror, o Estante de outubro garante aos leitores um Halloween inesquecível (Arte: Maria Fernanda Beneton/Texto de abertura: Bianca Costa)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">O que é o </span><a href="https://blog.jamboeditora.com.br/terror-genero-favorito/"><span style="font-weight: 400;">terror</span></a><span style="font-weight: 400;">? É apenas o susto que faz o coração acelerar, ou algo mais profundo, que nos obriga a encarar aquilo que escondemos de nós mesmos? O </span><a href="https://www.infoescola.com/generos-literarios/horror/"><span style="font-weight: 400;">horror literário</span></a><span style="font-weight: 400;"> fascina porque nos faz perguntar: até onde iríamos para sentir medo? Que monstros moram no mundo e quais habitam dentro de nós? É possível que a história de uma página seja mais assustadora que a realidade que nos cerca?</span></p>
<p><span id="more-36085"></span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O </span><a href="https://personaunesp.com.br/estante-do-persona-outubro-de-2024/"><span style="font-weight: 400;">Estante</span></a><span style="font-weight: 400;"> está de volta para te fazer roer as unhas. Com o mês do horror terminando, o Persona te convida a entrar no clima de </span><i><span style="font-weight: 400;">Halloween </span></i><span style="font-weight: 400;">e se perder em um suspense horripilante, daqueles que prende o fôlego. A literatura de </span><a href="https://www.editorawish.com.br/blogs/novidades/horror-x-terror-qual-a-diferenca?srsltid=AfmBOopwFqgZ-jUrC-fP3JVXD_12jnSGSW4Qyh_20WyuDetJOYOLV6de"><span style="font-weight: 400;">terror e horror</span></a><span style="font-weight: 400;"> sempre foi mais do que um simples susto: é devorar um livro com o coração acelerado, virar a página sem perceber a hora e o desespero para chegar ao final. Desde as primeiras histórias contadas, o medo habita a imaginação humana, mudando de forma a cada século. Já foi castigo, já foi delírio, já foi profecia. Hoje, é o espelho.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O </span><a href="https://baquaraneurotico.wordpress.com/2018/10/30/uma-breve-historia-da-literatura-de-horror/"><span style="font-weight: 400;">gênero</span></a><span style="font-weight: 400;"> nasceu junto do impulso de narrar. O horror literário sempre refletiu aquilo que o ser humano mais teme enxergar: a si mesmo. O que antes se escondia em florestas e castelos agora vive entre becos úmidos, escritórios silenciosos e janelas que jamais se abrem. O terror moderno dispensa trovões, mas basta o som repetido de um relógio, o arranhar de unhas na madeira, o eco de passos no corredor para acender o pavor. O medo se tornou íntimo, cotidiano, palpável. O monstro, agora, veste a nossa pele.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Nas páginas, o horror observa o banal e o devolve distorcido. Uma sombra alongada demais, um reflexo que se move depois de você. Ele revela o que apodrece por baixo da normalidade e lembra que o real é sempre mais estranho do que parece. Há quem diga que o inferno é uma invenção distante, porém Alan Moore e Eddie Campbell o desenharam com bisturis e delírios em </span><a href="https://www.veneta.com.br/shop/do-inferno-305"><i><span style="font-weight: 400;">Do Inferno</span></i></a><span style="font-weight: 400;">; Ana Paula Maia o construiu com carne, suor e trabalho em </span><a href="https://www.record.com.br/produto/assim-na-terra-como-embaixo-da-terra/"><i><span style="font-weight: 400;">Assim na Terra como Embaixo da Terra</span></i></a><span style="font-weight: 400;">; e Stephen King o fez explodir de dentro de uma garota que só queria ser aceita em </span><a href="https://n.companhiadasletras.com.br/livro/9788581050362/carrie-a-estranha"><i><span style="font-weight: 400;">Carrie, a estranha</span></i></a><span style="font-weight: 400;">. Poe, por sua vez, nos ensinou que às vezes basta um gato, ou uma culpa, para enlouquecer em</span> <a href="https://www.martinclaret.com.br/produtos/o-gato-preto-em-quadrinhos/"><i><span style="font-weight: 400;">O Gato Preto</span></i></a><i><span style="font-weight: 400;">.</span></i><span style="font-weight: 400;"> E, em algum beco de Londres, Jack ainda caminha, invisível, entre as vozes e a névoa em</span><a href="https://www.darksidebooks.com.br/rastro-de-sangue-jack-o-estripador/p"> <i><span style="font-weight: 400;">Rastro de Sangue: Jack, O Estripador.</span></i></a><i><span style="font-weight: 400;"> </span></i></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Do castigo divino ao crime urbano, o terror se reinventa, mas nunca desaparece. Ele muda de máscara, muda de época, muda de tom, e ainda assim continua a mesma coisa: o retrato fiel daquilo que tentamos esconder. É uma lente que amplia o desconforto e um espelho que devolve o rosto deformado.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Enfim, o Estante de outubro adentra esse espaço entre o real e o delírio: o medo ganha textura, cheiro e voz com as indicações dos nossos redatores. Os próximos parágrafos não prometem consolo, mas garantem companhia e uma leitura atenta, na qual até tirar os olhos das páginas é arriscado demais. Só um aviso antes de começar: se ouvir algum barulho vindo de trás, não olhe. Provavelmente é só o vento. Provavelmente.</span></p>
<hr />
<p><b style="color: #1a1a1a; font-size: 16px;">Alan Moore e Eddie Campbell – Do Inferno (592 páginas, Editora Veneta)</b></p>
<figure id="attachment_36093" aria-describedby="caption-attachment-36093" style="width: 600px" class="wp-caption alignnone"><img decoding="async" class="size-full wp-image-36093" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/10/capa_do_inferno_1410-1.jpg" alt="A capa da história em quadrinhos &quot;Do Inferno&quot; possui um desenho em tons de cinza de uma caixa torácica humana rasgada horizontalmente por quatro faixas de papel vermelho vivo. O título, DO INFERNO, está em letras pretas grandes na primeira faixa vermelha, e os nomes dos autores, ALAN MOORE &amp; EDDIE CAMPBELL, aparecem logo abaixo em letras pretas menores na segunda faixa." width="600" height="800" /><figcaption id="caption-attachment-36093" class="wp-caption-text">Do Inferno é vencedora de 5 prêmios Eisner e garantiu a seu autor, Alan Moore, 3 anos consecutivos o prêmio de melhor roteirista entre 1995-1997 (Foto: Editora Veneta)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">“<i>Do Inferno</i>” ocupa os primeiros lugares nas listas dos leitores de Alan Moore, junto a <i>Watchmen</i>, <i>V de Vingança</i>, <i>Monstro do Pântano</i> e tantos outros. Mesmo assim, ao ler a sinopse, é fácil pensar: “O que tem de tão especial em outra versão de Jack, o Estripador?” Talvez o mais interessante esteja no mundo em que a história se passa. E não, não é a ambientação neogótica da Inglaterra vitoriana, com noites soturnas e um preto marcante que persegue o leitor em cada página; ao recuar, a escuridão prepara-se para encarnar figuras igualmente macabras.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Então, o que há de tão interessante para uma leitura de quase 600 páginas? A resposta está na pergunta que reside na penumbra da obra: “O que é o mal?” Alan Moore apresenta um mal macabro, soturno e encarnado, que também reside nos corações dos que o enxergam e, em certa medida, anseiam encontrá-lo. No deslizar das páginas pretas e brancas, o leitor se pega a todo momento ansioso, desejoso e esperançoso para contemplar as diversas faces daquilo que deveria permanecer sigiloso a todos: nossos desejos mais perversos, escondidos em entranhas escuras, e as diferentes formas de ver um mal radicalmente humano – tão visceral que o ocultamos, dizendo ser próprio apenas do Inferno.</span><b> – Pedro Domênico</b></p>
<p>&nbsp;</p>
<hr />
<p><b>Ana Paula Maia – </b><b>Assim na Terra como embaixo da Terra (144 páginas, Editora Record)</b></p>
<figure id="attachment_36094" aria-describedby="caption-attachment-36094" style="width: 517px" class="wp-caption alignnone"><img decoding="async" class="size-medium wp-image-36094" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/10/91UrbtIoL._UF10001000_QL80_-517x800.jpg" alt="A capa do livro Assim na Terra como embaixo da Terra é branca possui a ilustração de um javali em preto, que parte do canto superior direito e ocupa grande parte do retângulo. O título da obra aparece em letras espremidas, ocupando o canto inferior esquerdo ao lado do nome da autora, Ana Paula Maia, no canto inferior direito. Ambos também escritos em preto." width="517" height="800" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/10/91UrbtIoL._UF10001000_QL80_-517x800.jpg 517w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/10/91UrbtIoL._UF10001000_QL80_.jpg 646w" sizes="(max-width: 517px) 85vw, 517px" /><figcaption id="caption-attachment-36094" class="wp-caption-text">Em 2018 a escritora venceu o prêmio São Paulo de Literatura com a obra Assim na Terra como embaixo dela (Foto: Editora Record)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">Ana Paula Maia é uma escritora brasileira que ganhou destaque na literatura nacional por suas histórias sempre aterrorizantes envolvendo violências e questionamentos, principalmente sobre pautas de negligência social. E nessa narrativa, por meio de uma escrita fluída e cativante, a autora convida o leitor a conhecer o ambiente claustrofóbico de uma colônia penal decadente prestes a ser desativada, e que abriga os criminosos que o Estado buscou esquecer. Lá dentro, os personagens estão sob o comando de um oficial que perdeu a sanidade por conta do isolamento, e o perigo e a aflição os rondam constantemente, além da fuga parecer impossível. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Através de sua escrita,  a autora cria uma experiência na qual a tensão e o desconforto só se agravam com o passar das páginas, e cada descoberta sobre o real intuito da instituição contribui  para prender a atenção do público do início ao fim. Além disso, o texto não dá sossego um segundo sequer, já que a ameaça não cessa e é perceptível que, naquele lugar onde os corpos são privados de sua humanidade, não há salvação ou esperança nem através da suposta liberdade.</span><b> – Luana Corrêa</b></p>
<hr />
<p><b>Stephen King – Carrie, a estranha (208 páginas, Editora Suma)</b></p>
<figure id="attachment_36102" aria-describedby="caption-attachment-36102" style="width: 549px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-36102" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/10/image1-9-549x800.jpg" alt="A capa do livro Carrie, de Stephen King, tem um fundo rosa-escuro com manchas e gotas de sangue escorrendo. No centro, aparece o rosto de uma garota com olhar sério e traços de sangue no rosto, criando um clima assustador. O nome do autor está escrito em letras grandes e brancas na parte de cima, e o título Carrie aparece em branco na parte de baixo. A imagem passa uma sensação de mistério e terror, combinando com a história do livro." width="549" height="800" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/10/image1-9-549x800.jpg 549w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/10/image1-9-703x1024.jpg 703w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/10/image1-9-768x1119.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/10/image1-9-1055x1536.jpg 1055w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/10/image1-9.jpg 1080w" sizes="auto, (max-width: 549px) 85vw, 549px" /><figcaption id="caption-attachment-36102" class="wp-caption-text">A obra de estreia do mestre do terror representa um marco inovador, sendo um dos romances mais impactantes de todos os tempos (Foto: Editora Suma)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">Narrado de forma fragmentada e com tom quase documental, </span><i><span style="font-weight: 400;">Carrie</span></i><span style="font-weight: 400;">, primeiro livro de Stephen King, publicado em 1974, combina trechos de jornais e entrevistas para reconstruir a trágica história de Carrie White. Tímida e introvertida, a adolescente é alvo constante de humilhações por parte dos colegas e vive sob a opressão da mãe, Margaret, uma fanática religiosa. Tudo muda, porém, após um episódio traumático na escola (quando a protagonista tem sua primeira menstruação e é cruelmente ridicularizada pelas outras meninas): ela descobre possuir poderes de telecinesia.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Conforme o bullying e a opressão aumentam, esses poderes crescem junto com a raiva e o desespero dela, culminando em um baile de formatura trágico e inesquecível, que se tornou um dos momentos mais icônicos da literatura e do cinema de terror. O impacto da obra foi tão grande que abriu caminho para uma série de outras adaptações baseadas nas obras de King, como </span><i><span style="font-weight: 400;">O Iluminado</span></i><span style="font-weight: 400;">, </span><i><span style="font-weight: 400;">It: A Coisa</span></i><span style="font-weight: 400;"> e </span><i><span style="font-weight: 400;">À Espera de um Milagre</span></i><span style="font-weight: 400;">, que continuaram a explorar, cada uma à sua maneira, os medos, traumas e conflitos que assombram a condição humana. </span><b>– Nathalia Helen</b></p>
<hr />
<figure id="attachment_36086" aria-describedby="caption-attachment-36086" style="width: 471px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-36086" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/10/Jack-o-estripador-Kerri-Maniscalco.png" alt="Imagem da capa do livro Jack, o Estripador de Kerri Maniscalco. Há um fundo escuro em tons de preto e cinza com nuvens. No centro, há uma mulher branca com vestido vitoriano verde escuro e luvas rendadas pretas, segurando uma adaga prateada. Ela usa um colar com pedra vermelha, tem cabelos castanhos e lábios pintados de vermelho. Na parte inferior, intrínseco ao vestido, aparecem prédios antigos de Londres envoltos em névoa. O título, o nome da série “Rastro de Sangue”, da editora e da autora ocupam a metade inferior da imagem." width="471" height="708" /><figcaption id="caption-attachment-36086" class="wp-caption-text">Em sua estreia, Kerri Maniscalco explora um dos mistérios mais sombrios do Século XIX e apresenta uma heroína que desafia o impossível (Foto: DarkSide Books)</figcaption></figure>
<p><b>Kerri Maniscalco &#8211; Jack, o Estripador (354 páginas, DarkSide Books)</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Ambientado em Londres na </span><a href="https://personaunesp.com.br/autoras-horror-era-vitoriana-artigo/"><span style="font-weight: 400;">Era Vitoriana</span></a><span style="font-weight: 400;">, a série </span><i><span style="font-weight: 400;">Rastro de Sangue</span></i><span style="font-weight: 400;"> acompanha Audrey Rose Wadsworth, uma jovem investigadora dedicada à medicina forense. Desafiando a vontade de seu pai e as expectativas da sociedade sobre como uma mulher deveria se portar, ela realiza autópsias no laboratório do tio e, de repente, se envolve em um dos crimes mais brutais que assombram a cidade. Na companhia de Thomas Cresswell, aprendiz de seu tio, Audrey Rose embarca na perigosa investigação na esperança de resolver o caso antes que novas vítimas sejam feitas. Entre ciência forense, suspense psicológico e a constante sensação de perigo, o mistério está cada vez mais perto de ser revelado.</span></p>
<p><i><span style="font-weight: 400;">Jack, o Estripador</span></i><span style="font-weight: 400;"> é o primeiro livro da série e estabelece a construção psicológica e narrativa que se mantém constante ao longo das obras. Com uma ambientação sombria e um </span><a href="https://aventurasnahistoria.com.br/noticias/historia-hoje/130-anos-depois-identidade-de-jack-o-estripador-pode-ter-sido-desevendada.phtml"><span style="font-weight: 400;">crime</span></a><span style="font-weight: 400;"> impossível de ser resolvido, o livro explora relações familiares e sociais complexas, motivações sinistras e tragédias arrebatadoras. Ao longo da história, Audrey Rose e Thomas se aventuram em diferentes lugares e cruzam caminho com outras figuras históricas do período, como Príncipe Drácula, Harry Houdini e H. H. Holmes. Além disso, abre espaço para pitadas de um romance fadado pelo destino. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A obra mantém um equilíbrio perfeito entre elegância e crueldade. Entre </span><i><span style="font-weight: 400;">corsets</span></i><span style="font-weight: 400;">, festas do chá e um jogo de gato e rato, a narrativa entrelaça o suspense com o cotidiano da época. Embora foque na parte forense, com análises detalhadas de cada procedimento técnico, o livro oferece uma visão única do infame caso </span><a href="https://revistaesquinas.casperlibero.edu.br/arte-e-cultura/true-crime-a-ascensao-do-genero-na-literatura-e-nos-streamings/"><span style="font-weight: 400;">não resolvido</span></a><span style="font-weight: 400;">. Ilustrações </span><i><span style="font-weight: 400;">vintages</span></i><span style="font-weight: 400;"> e macabras mergulham o leitor na narrativa, enquanto a atmosfera gótica e os personagens astutos tornam tudo envolvente. Analisar as pistas enquanto tenta adivinhar o assassino antes dos detetives torna a leitura surpreendentemente agradável e cativante. <b>– </b></span><b>Vitória Mendes</b></p>
<hr />
<figure id="attachment_36087" aria-describedby="caption-attachment-36087" style="width: 539px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-36087" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/10/817AX1fb0L._AC_UF10001000_QL80_-539x800.jpg" alt="Foto da capa do livro O Gato Preto e Outros Contos Extraordinários, de Edgar Allan Poe. O fundo é escuro, com tons de cinza e preto, além de possuir a face de um gato desenhado. No canto superior esquerdo, há a silhueta de um gato preto sentado, e na letra “A” de “Edgar”, do título, surgem traços que imitam bigodes. O nome do autor, “Edgar Allan Poe”, aparece em letras grandes e amarelas no centro da imagem. Abaixo, em letras brancas ornamentadas, lê-se “O Gato Preto e Outros Contos Extraordinários”. No rodapé, está o logotipo da editora Camelot." width="539" height="800" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/10/817AX1fb0L._AC_UF10001000_QL80_-539x800.jpg 539w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/10/817AX1fb0L._AC_UF10001000_QL80_.jpg 674w" sizes="auto, (max-width: 539px) 85vw, 539px" /><figcaption id="caption-attachment-36087" class="wp-caption-text">O Gato Preto foi publicado em 1843 (Foto: Camelot Editora)</figcaption></figure>
<p><b>Edgar Allan Poe &#8211; O Gato Preto e Outros Contos Extraordinários (160 páginas, Camelot Editora)</b></p>
<p><i><span style="font-weight: 400;">O Gato Preto</span></i><span style="font-weight: 400;"> é um dos contos mais conhecidos de </span><a href="https://www.purepeople.com.br/noticia/serie-a-queda-da-casa-de-usher-para-maratonar-na-netflix-com-poucos-episodios-de-edgar-allan-poe_a410614/1"><span style="font-weight: 400;">Edgar Allan Poe</span></a><span style="font-weight: 400;"> e talvez o que melhor define o horror psicológico do autor. A história acompanha um homem comum que, afundado no álcool, começa a maltratar os animais que antes amava, até que sua fúria o leva a um ato irreversível. O que se segue é o peso da culpa e a paranoia de que algo, ou alguém, ainda o observa. Poe não precisa de fantasmas nem de castigos divinos para causar medo, basta a mente humana em colapso.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O conto é uma leitura curta e de ritmo acelerado. Cada ação do narrador tem uma consequência imediata, e o terror surge da frieza com que ele descreve suas próprias atrocidades. </span><a href="https://personaunesp.com.br/um-dia-um-gato-60-anos/"><span style="font-weight: 400;">O gato</span></a><span style="font-weight: 400;">, símbolo de tudo o que ele tenta esquecer, retorna como a lembrança assombrosa de que a culpa sempre encontra um jeito de ser ouvida. É justamente o fato de haver algo inevitável no percurso do personagem que torna o desfecho tão perturbador.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Indicado para quem busca um clássico acessível e envolvente, </span><i><span style="font-weight: 400;">O Gato Preto</span></i><span style="font-weight: 400;"> é uma porta de entrada perfeita para as obras de Poe e para o </span><a href="https://www.nationalgeographicbrasil.com/cultura/2025/10/um-ano-sem-verao-como-uma-catastrofe-climatica-ajudou-a-dar-origem-a-frankenstein"><span style="font-weight: 400;">horror literário</span></a><span style="font-weight: 400;"> do século XIX. O cerne está na ideia de que o verdadeiro terror nasce dentro de casa, quando o instinto grita mais alto que a razão e a consciência já não consegue silenciar seus próprios erros. <b>– </b></span><b>Eduardo Dragoneti Ferreira</b></p>
<hr />
<figure id="attachment_36088" aria-describedby="caption-attachment-36088" style="width: 540px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="wp-image-36088 size-medium" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/10/rebecca-540x800.png" alt="Foto da capa do livro “Rebecca”, de Daphne du Maurier. O fundo é preto com moldura decorativa fina em linhas brancas. O nome da autora aparece na parte superior, em letras grandes, brancas, com estilo tipográfico ornamentado. Logo abaixo, o título “Rebeca” está escrito em letras grandes e sinuosas, na cor rosa forte. À esquerda, acima do título, há a silhueta de uma mulher de perfil, também em rosa, com cabelos presos em coque. Galhos de árvores secos, em cinza claro, se espalham pelo fundo. Na parte inferior direita, há a ilustração de uma mansão antiga com janelas pequenas e detalhes arquitetônicos góticos, desenhada em cinza. Na base da capa, centralizado, aparece o nome da editora “DarkSide” em letras pequenas brancas." width="540" height="800" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/10/rebecca-540x800.png 540w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/10/rebecca.png 589w" sizes="auto, (max-width: 540px) 85vw, 540px" /><figcaption id="caption-attachment-36088" class="wp-caption-text">Um clássico que prova que fantasmas podem ser apenas memórias que não aceitam morrer (Foto: Darkside)</figcaption></figure>
<p><b>Daphne du Maurier &#8211; Rebecca (448 páginas, Darkside)</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A autora britânica </span><a href="https://veja.abril.com.br/cultura/daphne-du-maurier-a-autora-de-rebecca-que-foi-de-hitchcock-a-netflix/"><span style="font-weight: 400;">Daphne du Maurier</span></a><span style="font-weight: 400;"> definitivamente sabe prender a atenção de seus leitores em suas obras. No romance </span><i><span style="font-weight: 400;">Rebecca</span></i><span style="font-weight: 400;">, a escritora cria uma atmosfera tão imersiva que torna difícil se afastar da história. O livro narra a jornada de uma jovem mulher que, após se casar com o misterioso viúvo Maxim de Winter, muda-se para a imponente mansão Manderley. A protagonista se vê rapidamente envolvida pelo fantasma da antiga esposa de Maxim, a lendária Rebecca, cuja presença continua a dominar todos os espaços e silêncios da casa. Nada é dito abertamente, mas tudo parece sussurrar o nome dela.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Du Maurier constrói uma narrativa onde insegurança, amor e memória se misturam como sombras que se alongam ao entardecer. Há algo de cruel e fascinante em observar a protagonista tentando descobrir quem ela é em meio a tantos vestígios de alguém perfeito demais para existir. O suspense cresce devagar, quase como um desconforto íntimo, e quando percebemos já estamos tão enredados quanto ela. </span><a href="https://quatrocincoum.com.br/resenhas/literatura/quem-foi-rebecca/"><span style="font-weight: 400;">Manderley</span></a><span style="font-weight: 400;"> nunca se revela por completo, e talvez seja exatamente essa névoa que torna a experiência tão inesquecível. <b>– </b></span><b> Débora Munhoz</b></p>
<hr />
<figure id="attachment_36089" aria-describedby="caption-attachment-36089" style="width: 533px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-36089" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/10/61nyhOxM-yL._AC_UF10001000_QL80_-533x800.jpg" alt="Foto da capa do livro “Ilha do Medo”, de Dennis Lehane. A imagem mostra o rosto de um homem branco em close, com expressão séria e olhar fixo, parcialmente iluminado pela chama de um fósforo que ele segura diante do rosto. Na parte inferior da capa, vê-se uma ilha isolada cercada pelo mar revolto, onde se destaca um grande prédio sombrio, o hospital psiquiátrico que ambienta a história. O título “ILHA DO MEDO” aparece em letras maiúsculas e alaranjadas, com textura metálica e um leve brilho, logo abaixo da imagem da ilha. Acima, em letras pequenas e vermelhas, está a frase “O medo é contagioso.” Na parte inferior, à direita, o logotipo da editora Companhia das Letras é acompanhado da informação “Originalmente publicado como Paciente 67”" width="533" height="800" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/10/61nyhOxM-yL._AC_UF10001000_QL80_-533x800.jpg 533w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/10/61nyhOxM-yL._AC_UF10001000_QL80_.jpg 666w" sizes="auto, (max-width: 533px) 85vw, 533px" /><figcaption id="caption-attachment-36089" class="wp-caption-text">Um suspense sombrio onde a chama da verdade é tão perigosa quanto a escuridão que a cerca (Foto: Companhia das Letras)</figcaption></figure>
<p><b>Dennis Lehane &#8211; </b><b><i>Ilha do Medo</i></b><b> (352 páginas, Editora Record)</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Ler </span><a href="https://oglobo.globo.com/cultura/ilha-do-medo-20342247"><i><span style="font-weight: 400;">Ilha do Medo</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> é como embarcar em uma viagem sem retorno à mente humana e ao que ela é capaz de esconder. Dennis Lehane constrói um suspense psicológico de tirar o fôlego, daqueles que fazem a gente duvidar até das próprias certezas. Tudo começa quando o agente federal Teddy Daniels e seu parceiro Chuck Aule são enviados a </span><i><span style="font-weight: 400;">Shutter Island</span></i><span style="font-weight: 400;">, uma ilha isolada onde funciona um hospital psiquiátrico para criminosos. A missão, de começo, parece simples: investigar o desaparecimento de uma paciente. Mas, à medida que a investigação avança, fica claro que nada ali é o que parece.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A atmosfera criada por </span><a href="https://www.adorocinema.com/noticias/filmes/noticia-1000136084/"><span style="font-weight: 400;">Lehane</span></a><span style="font-weight: 400;"> é sufocante. A cada página, a tensão cresce, e nós, leitores, somos arrastados para o mesmo estado de confusão e paranoia que consome o protagonista. Os detalhes, as falas e os silêncios carregam significados ocultos que só fazem sentido quando tudo se revela. É o tipo de leitura que te faz virar páginas compulsivamente, e ao final, te obriga a repensar tudo o que achava saber. <b>– </b> </span><b>Ryan Rodrigues</b></p>
<p>O post <a href="http://personaunesp.com.br/estante-do-persona-outubro-de-2025/">Estante do Persona – Outubro de 2025</a> apareceu primeiro em <a href="http://personaunesp.com.br">Persona | Jornalismo Cultural</a>.</p>
]]></content:encoded>
					
					<wfw:commentRss>http://personaunesp.com.br/estante-do-persona-outubro-de-2025/feed/</wfw:commentRss>
			<slash:comments>0</slash:comments>
		
		
		<post-id xmlns="com-wordpress:feed-additions:1">36085</post-id>	</item>
		<item>
		<title>Estante do Persona &#8211; Outubro de 2024</title>
		<link>http://personaunesp.com.br/estante-do-persona-outubro-de-2024/</link>
					<comments>http://personaunesp.com.br/estante-do-persona-outubro-de-2024/#respond</comments>
		
		<dc:creator><![CDATA[]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 08 Nov 2024 19:46:37 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Literatura]]></category>
		<category><![CDATA[A Cor que Caiu do Céu]]></category>
		<category><![CDATA[Contos de Horror da Mimi]]></category>
		<category><![CDATA[Davi Marcelgo]]></category>
		<category><![CDATA[Drácula]]></category>
		<category><![CDATA[Eloah Kaway]]></category>
		<category><![CDATA[Estante do Persona]]></category>
		<category><![CDATA[Estante do Persona - Outubro 2024]]></category>
		<category><![CDATA[Frankeistein]]></category>
		<category><![CDATA[Guilherme Siqueira]]></category>
		<category><![CDATA[H.P. Lovecraft]]></category>
		<category><![CDATA[Horror]]></category>
		<category><![CDATA[Horror Literature]]></category>
		<category><![CDATA[Jamily Rigonatto]]></category>
		<category><![CDATA[Junji Ito]]></category>
		<category><![CDATA[Kate Alice Marshall]]></category>
		<category><![CDATA[Mary Shelley]]></category>
		<category><![CDATA[O que está lá fora]]></category>
		<category><![CDATA[Terror]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://personaunesp.com.br/?p=34361</guid>

					<description><![CDATA[<p>Muitos têm medo de filmes de terror. Produções gráficas de violência, sangue, sustos em formato jumpscare, gore e outras possibilidades da linguagem audiovisual acumulam fãs e haters por todo o mundo, mas, e na Literatura? O que o horror é capaz de fazer? O Estante do Persona de Outubro vem te responder essa pergunta e, &#8230; <a href="http://personaunesp.com.br/estante-do-persona-outubro-de-2024/" class="more-link">Continue lendo<span class="screen-reader-text"> "Estante do Persona &#8211; Outubro de 2024"</span></a></p>
<p>O post <a href="http://personaunesp.com.br/estante-do-persona-outubro-de-2024/">Estante do Persona &#8211; Outubro de 2024</a> apareceu primeiro em <a href="http://personaunesp.com.br">Persona | Jornalismo Cultural</a>.</p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<figure style="width: 1024px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="wp-image-34368 size-full" src="https://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/11/wp-image7099994186769339465.jpg" width="1024" height="538" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/11/wp-image7099994186769339465.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/11/wp-image7099994186769339465-800x420.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/11/wp-image7099994186769339465-768x404.jpg 768w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption class="wp-caption-text">No Estante do Persona de Outubro o horror está nas páginas (Arte: Aryadne Xavier/Texto de abertura: Jamily Rigonatto)</figcaption></figure>
<p>Muitos têm medo de filmes de <a href="https://personaunesp.com.br/tag/terror/">terror</a>. Produções gráficas de violência, sangue, sustos em formato <span style="font-weight: 400;"><i>jumpscare</i></span><span style="font-weight: 400;">, </span><span style="font-weight: 400;"><i>gore</i></span><span style="font-weight: 400;"> e outras possibilidades da linguagem audiovisual acumulam fãs e<em> haters</em> por todo o mundo, mas, e na Literatura? O que o horror é capaz de fazer? O Estante do Persona de Outubro vem te responder essa pergunta e, como de costume, fazer indicações, dessa vez, horripilantes.</span><span style="font-weight: 400;"><br />
</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O relato escrito de horror existe há muito tempo, com os primeiros registros sendo as gravuras nas paredes de cavernas e espaços afins, que já faziam uma espécie de documentação dos mitos e folclores que assustavam os homens muito antes dessa espécie de narrativa ser categorizada. O fluxo seguiu com menção a monstros, acontecimentos fantásticos, eventos sanguinários e muito mais ocupando diários, crônicas e, inclusive, <a href="https://revistagalileu.globo.com/Cultura/noticia/2020/08/biblia-e-literatura-de-horror-como-um-dialoga-com-o-outro.html">textos religiosos</a>. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Durante o século XVIII, a materialização de textos voltados para o terror começa a aumentar. A incidência da teoria do pensamento lógico impulsiona a popularização de histórias que exploram o sobrenatural com menos enfoque na vontade divina. Nesse período, ocorre o lançamento de </span><span style="font-weight: 400;"><i>O Castelo de Otranto (1764)</i></span><span style="font-weight: 400;">, de Horace Walpole, considerado o <a href="https://www.youtube.com/watch?v=ASJR6SJBIdY]">primeiro romance gótico</a>.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">No século seguinte, clássicos do gênero caem no gosto da população e se tornam lendas imortais. Entre os mais famosos estão </span><span style="font-weight: 400;"><i>Frankenstein (1818)</i></span><span style="font-weight: 400;">, de Mary Shelley, </span><span style="font-weight: 400;"><a href="https://personaunesp.com.br/dracula-critica/"><i>Drácula (1897)</i></a></span><span style="font-weight: 400;">, de Bram Stoker, e a coletânea de livros de <a href="https://personaunesp.com.br/historias-extraordinarias-critica/">Edgar Allan Poe</a>. Estes, já sendo considerados inspirações inesgotáveis para diversas estórias de monstros, além de base para suas versões cinematográficas, lançadas com mais de 50 anos de diferença. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Desse momento para frente, a ruptura promove uma revolução, com autores do mundo todo explorando os mais diversos aspectos do terror e horror. Nomes como <a href="https://personaunesp.com.br/territorio-lovecraft-livro-critica/">H.P. Lovecraft</a>, <a href="https://personaunesp.com.br/carrie-critica/">Stephen King</a>, <a href="https://personaunesp.com.br/tag/shirley-jackson/">Shirley Jackson</a>, Charles Beaumont, Neil Gaiman e incontáveis outros se tornaram referências para produções macabras com subcategorias e muita profundidade </span><span style="font-weight: 400;">– algumas até questionáveis</span><span style="font-weight: 400;">. De caça às bruxas a pequenas meninas que entram em portais macabros, a </span><span style="font-weight: 400;"><i>Horror Literature</i></span><span style="font-weight: 400;"> cria mundos ou narra o real com garras afiadas, suspense e imprevisibilidade. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Esse texto não contempla nem metade das possibilidades que o gênero criou no universo literário e deixa, inclusive, de passear pelos frutos suculentos do <a href="https://exame.com/pop/genio-do-horror-por-que-raphael-montes-faz-tanto-sucesso-na-literatura-e-agora-no-streaming/">cenário nacional</a>. Por isso, a palavra fica agora com nossos redatores e suas indicações para lá de frescas, com veias fartas e cheias de sangue novinho… Quer dizer, criatividade, isso mesmo, criatividade e só! Agora, é sua vez de aproveitar e tirar um tempinho para adentrar esse imaginário, mas, por favor, deixe de fora o alho, as tochas e a caça aos monstros.</span></p>
<p><span id="more-34361"></span></p>
<hr />
<p><strong>Dicas do mês</strong></p>
<figure id="attachment_34365" aria-describedby="caption-attachment-34365" style="width: 534px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-34365" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/11/a-cor-que-caiu-do-ceu-1-534x800.jpg" alt="Capa do livro A Cor Que Caiu do Céu de H.P. Lovecraft. A capa é azul escura, na parte superior dela está o nome do autor, H.P. Lovecraft, estilizado e decorado com três caveiras no canto esquerdo e um polvo sobre a letra “c”. No centro da capa há um pequeno círculo, representando a boca de um poço vista de seu fundo. Na parte inferior da capa está escrito “A Cor Que Caiu do Céu” " width="534" height="800" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/11/a-cor-que-caiu-do-ceu-1-534x800.jpg 534w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/11/a-cor-que-caiu-do-ceu-1-684x1024.jpg 684w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/11/a-cor-que-caiu-do-ceu-1-768x1150.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/11/a-cor-que-caiu-do-ceu-1-1026x1536.jpg 1026w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/11/a-cor-que-caiu-do-ceu-1.jpg 1200w" sizes="auto, (max-width: 534px) 85vw, 534px" /><figcaption id="caption-attachment-34365" class="wp-caption-text">Um livro sobre o indescritível, A Cor Que Caiu Do Céu perturba a imaginação de qualquer um (Foto: Editora Pandorga)</figcaption></figure>
<p><b>Howard Phillips Lovecraft &#8211; A Cor Que Caiu do Céu (135 páginas, Editora Pandorga)</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Das suas adoradas paisagens bucólicas da Nova Inglaterra, H.P. Lovecraft garimpa loucuras que não vem de assombrações e espíritos existentes nas obras de seus contemporâneos, mas de lugares mais antigos que o tempo e mais distantes que as estrelas. Em </span><span style="font-weight: 400;"><a href="https://www.amazon.com.br/cor-que-caiu-c%C3%A9u/dp/8584422854"><i>A Cor Que Caiu do Céu</i></a></span><span style="font-weight: 400;">, o autor acaba por definir um dos conceitos mais fundamentais de suas obras: seres e objetos cuja mera existência traria loucura imediata a qualquer um que a presenciasse. Ao estudar a construção de um reservatório de água no nordeste dos Estados Unidos, o protagonista do livro se aprofunda em uma série de lendas macabras e relatos grotescos sobre um meteorito que transformou animais e homens em deformidades profanas e indescritíveis.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O escritor polêmico pelos próprios preconceitos, os quais não se envergonhava ao transcrever pelas páginas, traz neste conto uma perturbação às mentes mais sadias. A forma a qual ele descreve os cheiros nauseantes, aparências dos animais mutantes, os sons que se podia ouvir do fundo do poço e do sótão, a própria paisagem que desrespeitava as leis naturais e até o sabor “</span><span style="font-weight: 400;"><i>entre o fétido e o salgado</i></span><span style="font-weight: 400;">” da água contaminada, faz com que o leitor busque, nas experiências mais desagradáveis da vida, algum parâmetro para imaginar tal terror, o resultado é de dar calafrios. </span><b>&#8211; Guilherme Dias Siqueira</b></p>
<hr />
<figure id="attachment_34363" aria-describedby="caption-attachment-34363" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-34363" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/11/frankestein-1-800x617.jpg" alt=" Fotografia da capa e quarta capa do livro Frankenstein de Mary Shelley. A capa está do lado direito, ela é verde neon e preto com o monstro Frankenstein como arte, o personagem escolhido é sua versão do filme de 1931. A fotografia é de seu rosto em perfil e o pescoço. Ele possui pontos e cicatrizes na testa e um prego enfiado abaixo da orelha. Entre capa e quarta capa está a lombada, no meio em letras estilizadas e grandes está o título “Frankenstein”. Na parte inferior o nome da autora em tamanho menor “Mary Shelley” e o desenho de uma peça chamada porca. Na parte de cima está a data de publicação 1818 e o símbolo da editora Aleph que é uma barra branca. Na quarta capa, à esquerda, a cor é roxa e há bastante texto, sinopse do livro, código de barras e citações de outros atores sobre a obra" width="800" height="617" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/11/frankestein-1-800x617.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/11/frankestein-1-768x592.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/11/frankestein-1.jpg 1000w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-34363" class="wp-caption-text">A adaptação mais famosa de Frankenstein para o Cinema é de 1931 (Foto: Editora Aleph)</figcaption></figure>
<p><b>Mary Shelley &#8211; Frankenstein (</b><b>336 páginas</b><b>, Editora Aleph)</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">“</span><span style="font-weight: 400;"><i>Ele está vivo! Com certeza</i></span><span style="font-weight: 400;">”, você já ouviu essa frase e sabe que se trata de </span><span style="font-weight: 400;"><a href="https://editoraaleph.com.br/products/frankenstein?variant=49223521009947"><i>Frankenstein</i></a></span><span style="font-weight: 400;">, a ficção científica gótica de Mary Shelley. Victor Frankenstein é obcecado por filosofia natural desde a infância e tem uma vida pacata, até que decide brincar de Deus e cria uma criatura que profana a existência; essa história você já conhece. Mas o assunto sobre o que Shelley estava falando no século XIX ressoa ainda em 2024. Com uma escrita maravilhosa, poética e fluída, o enredo não perde fôlego e até o começo da história, com o monstro de fora, é estimulante.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A recente edição de </span><span style="font-weight: 400;"><i>Frankenstein </i></span><span style="font-weight: 400;">no Brasil é da editora Aleph, a publicação é a história original de 1818 – Mary Shelley fez algumas alterações na linguagem para a terceira edição de 1831 e, desde então, grande parte dos </span><span style="font-weight: 400;"><i>Frankenstein </i></span><span style="font-weight: 400;">no país são traduções desta. Além disso, o livro possui cartas da autora, uma introdução escrita por ela e ilustrações. Alegoria para pessoas </span><span style="font-weight: 400;"><i>queer</i></span><span style="font-weight: 400;">, uma atualização do mito de </span><span style="font-weight: 400;"><a href="https://www.worldhistory.org/trans/pt/1-11877/prometeu/">Prometeu</a></span><span style="font-weight: 400;">, uma história de libertação de corpos ou um monstro terrível que aterroriza as ruas, </span><span style="font-weight: 400;"><i>Frankenstein </i></span><span style="font-weight: 400;">pode ser o que você quiser e muito mais. </span><b>&#8211; Davi Marcelgo </b></p>
<hr />
<figure id="attachment_34364" aria-describedby="caption-attachment-34364" style="width: 527px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-34364" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/11/OQUEESTALAFORA-1.webp" alt="A imagem mostra o livro O Que Está Lá Fora, de Kate Alice Marshall, publicado pela DarkSide. A capa é predominantemente escura, com tons de preto e cinza, retratando folhas e galhos em meio a uma teia de aranha, criando uma atmosfera sombria e misteriosa. O título está em letras grandes e vermelhas, destacando-se contra o fundo escuro. No canto superior da capa, há uma citação da autora Alice Feeney, elogiando o livro." width="527" height="800" /><figcaption id="caption-attachment-34364" class="wp-caption-text">Naomi retorna à cidade natal para desvendar segredos sombrios (Foto: Editora Darkside)</figcaption></figure>
<p><b>Kate Alice Marshall &#8211; O que está lá fora (352 páginas, Darkside)</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Em </span><span style="font-weight: 400;"><i>O Que Está Lá Fora</i></span><span style="font-weight: 400;">, Naomi Shaw retorna à cidade natal onde, anos antes, quase perdeu a vida em um ataque brutal numa floresta misteriosa. Na adolescência, ela e suas amigas, Cassidy e Olivia, criaram o enigmático Jogo da Deusa, embaladas pela atmosfera sombria e mágica da floresta. O incidente transformou as três em heroínas locais, mas segredos sombrios e uma verdade enterrada acompanham Naomi desde aquele verão fatídico.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Agora, uma nova morte próxima ao local do antigo ataque desperta questões sobre o que realmente aconteceu. Naomi precisa enfrentar as sombras do passado e desvendar mentiras cuidadosamente guardadas, mesmo que isso signifique arriscar tudo. Escrito por Kate Alice Marshall, o </span><span style="font-weight: 400;"><i>thriller</i></span><span style="font-weight: 400;"> explora amizade, traição e o poder de enfrentar os próprios demônios, em uma narrativa repleta de tensão e reviravoltas</span><b>. &#8211; Eloah Kaway</b></p>
<hr />
<figure id="attachment_34362" aria-describedby="caption-attachment-34362" style="width: 260px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-34362" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/11/9786555982237-px8otjkwuq.png" alt="" width="260" height="369" /><figcaption id="caption-attachment-34362" class="wp-caption-text">Contos de Horror da Mimi é rotineiro e absurdo (Foto: Darkside)</figcaption></figure>
<p><b>Junji Ito &#8211; Contos de Horror da Mimi (248 páginas, Darkside)</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Se nos Estados Unidos os fãs do gênero se dividem entre eleger Stephen King e Edgar Allan Poe como o ‘rei do terror’, no Japão não há dúvidas do nome que leva esse título: </span><span style="font-weight: 400;"><a href="https://www.youtube.com/watch?v=ws6v-SoUwDI">Junji Ito</a></span><span style="font-weight: 400;">. Com seus mangás perturbadores, o autor coleciona coletâneas de pequenas crônicas com absurdos aterrorizantes, de espíritos à robôs com braços mecânicos macabros, o que não falta é possibilidade. Uma de suas antologias ilustradas, </span><span style="font-weight: 400;"><i>Contos de Horror da Mimi</i></span><span style="font-weight: 400;">, não decepciona nesse sentido. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Passeando pelas historietas da jovem Mimi, o </span><span style="font-weight: 400;"><a href="https://br.ign.com/manga/105701/feature/nao-acho-possivel-desenhar-horror-sem-negatividade-diz-junji-ito-em-entrevista-ao-ign-brasil-leia">livro</a></span><span style="font-weight: 400;"> mostra suas experiências com o absurdo em narrativas com corte brusco que abrem espaço para a inquietude da mente – o texto surpreende ainda mais quando descobre-se que é inspirado nos contos reais de Hirokatsu Kihara e Ichiro Nakayama. Sob a tradução de Jéssica Ilha da Silva, a obra é agoniante, instigante e absolutamente fácil de devorar, mas necessita de atenção: o abocanhado pode ser você. </span><b>– Jamily Rigonatto </b></p>
<p>O post <a href="http://personaunesp.com.br/estante-do-persona-outubro-de-2024/">Estante do Persona &#8211; Outubro de 2024</a> apareceu primeiro em <a href="http://personaunesp.com.br">Persona | Jornalismo Cultural</a>.</p>
]]></content:encoded>
					
					<wfw:commentRss>http://personaunesp.com.br/estante-do-persona-outubro-de-2024/feed/</wfw:commentRss>
			<slash:comments>0</slash:comments>
		
		
		<post-id xmlns="com-wordpress:feed-additions:1">34361</post-id>	</item>
		<item>
		<title>Estante do Persona &#8211; Agosto de 2024</title>
		<link>http://personaunesp.com.br/estante-do-persona-agosto-de-2024/</link>
					<comments>http://personaunesp.com.br/estante-do-persona-agosto-de-2024/#respond</comments>
		
		<dc:creator><![CDATA[]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 05 Sep 2024 16:34:10 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Literatura]]></category>
		<category><![CDATA[A casa dos Budas Ditosos]]></category>
		<category><![CDATA[Chama de Ferro]]></category>
		<category><![CDATA[Eloah Kaway]]></category>
		<category><![CDATA[Em Todas as Gotas de Chuva]]></category>
		<category><![CDATA[Estante do Persona]]></category>
		<category><![CDATA[Felipe Nunes]]></category>
		<category><![CDATA[Guilherme Dias Siqueira]]></category>
		<category><![CDATA[Guilherme Leal]]></category>
		<category><![CDATA[Jamily Rigonatto]]></category>
		<category><![CDATA[Léa Secchi]]></category>
		<category><![CDATA[Mulherzinhas]]></category>
		<category><![CDATA[O Estrangeiro]]></category>
		<category><![CDATA[Palavras de Concreto Armado]]></category>
		<category><![CDATA[Prêmio Jabuti Acadêmico]]></category>
		<category><![CDATA[Tudo é Rio]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://personaunesp.com.br/?p=33911</guid>

					<description><![CDATA[<p>Conhecido como o mês infinito, Agosto não está entre os favoritos da população geral. Entretanto, quando se trata do meio literário, o período entrega boas pérolas brilhantes que se escondem nas conchas da confusa maré que domina os extremos da estação. No meio dessas, o Estante do Persona de Agosto de 2024 vai atrás do &#8230; <a href="http://personaunesp.com.br/estante-do-persona-agosto-de-2024/" class="more-link">Continue lendo<span class="screen-reader-text"> "Estante do Persona &#8211; Agosto de 2024"</span></a></p>
<p>O post <a href="http://personaunesp.com.br/estante-do-persona-agosto-de-2024/">Estante do Persona &#8211; Agosto de 2024</a> apareceu primeiro em <a href="http://personaunesp.com.br">Persona | Jornalismo Cultural</a>.</p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<figure id="attachment_33920" aria-describedby="caption-attachment-33920" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-33920" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/09/Estante_CAPA_WORDPRESS-800x420.jpg" alt="" width="800" height="420" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/09/Estante_CAPA_WORDPRESS-800x420.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/09/Estante_CAPA_WORDPRESS-768x404.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/09/Estante_CAPA_WORDPRESS.jpg 1024w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-33920" class="wp-caption-text">Seja entre Mel e Girassóis ou espécies de Jabuti, o Estante do Persona de Agosto brada a natureza encantadora da Literatura (Arte: Aryadne Xavier/ Texto de Abertura: Jamily Rigonatto)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">Conhecido como o mês infinito, Agosto não está entre os favoritos da população geral. Entretanto, quando se trata do meio literário, o período entrega boas pérolas brilhantes que se escondem nas conchas da confusa maré que domina os extremos da estação. No meio dessas, o </span><a href="https://personaunesp.com.br/tag/estante-do-persona/"><b>Estante</b> <b>do Persona </b></a><span style="font-weight: 400;">de Agosto de 2024 vai atrás do tesouro e o traz aos holofotes na edição de hoje. </span><span style="font-weight: 400;"><br />
</span><span style="font-weight: 400;"><br />
</span><span style="font-weight: 400;">No dia 06, uma novidade chegou ao universo de uma das premiações literárias mais famosas e respeitadas do Brasil: <a href="https://www.premiojabuti.com.br/academico/">o Prêmio Jabuti</a>. De forma inédita, aconteceu a primeira edição Prêmio Jabuti Acadêmico, voltada a contemplar obras científicas, técnicas e profissionais. </span><span style="font-weight: 400;"><br />
</span><span style="font-weight: 400;"><br />
</span><span style="font-weight: 400;">A noite do evento foi sediada no Teatro Sérgio Cardoso, em São Paulo, e trouxe diversos pesquisadores de múltiplas áreas do conhecimento para fazer parte. Como destaque, foi escolhido pela CBL (Câmara Brasileira do Livro) o nome de <a href="https://www.youtube.com/watch?v=ccSjcgGhEOk">Silvia Pimentel</a>, professora e especialista em direito das mulheres, como Personalidade Acadêmica. </span><span style="font-weight: 400;"><br />
</span><span style="font-weight: 400;"><br />
</span><span style="font-weight: 400;">No total, foram contemplados vencedores em 29 categorias, incluindo o eixo Ciência e Cultura e os Prêmios Especiais. Além disso, 24 editoras tiveram seus títulos reconhecidos – com a <a href="https://personaunesp.com.br/tag/companhia-das-letras/">Cia das Letras</a> recebendo quatro estatuetas. Entre a lista de vencedores nomes conhecidos como o de Marilena Chauí marcaram presença.</span><span style="font-weight: 400;"><br />
</span><span style="font-weight: 400;"><br />
</span><span style="font-weight: 400;">Foi uma estreia para lá de especial e o futuro do Jabuti Acadêmico parece tão promissor quanto à caminhada que o prêmio tradicional percorre ao longo dos últimos <a href="https://www.premiojabuti.com.br/jabuti/historia/">66 anos</a>. Para embalar essa novidade ao bom e velho hábito da leitura, fique agora com a tradicional lista de indicações da editoria.<br />
</span><span id="more-33911"></span></p>
<hr />
<h3>Dicas do Mês</h3>
<figure id="attachment_33912" aria-describedby="caption-attachment-33912" style="width: 513px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-33912" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/09/A-Casa-dos-Budas-513x800.jpg" alt=" Capa do livro A Casa dos Budas Ditosos. A imagem da capa é uma ilustração de várias bocas, abertas e semiabertas, desenhadas encostadas uma na outra, em diversos ângulos. Os lábios e dentes são azul bem claro e a parte interna das bocas vermelha. Sobre a ilustração, um retângulo com o mesmo tom de vermelho serve de fundo para o título, o nome do autor e da editora, escritos com o mesmo azul do desenho." width="513" height="800" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/09/A-Casa-dos-Budas-513x800.jpg 513w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/09/A-Casa-dos-Budas-656x1024.jpg 656w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/09/A-Casa-dos-Budas-768x1199.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/09/A-Casa-dos-Budas-984x1536.jpg 984w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/09/A-Casa-dos-Budas.jpg 1004w" sizes="auto, (max-width: 513px) 85vw, 513px" /><figcaption id="caption-attachment-33912" class="wp-caption-text">Em tempos de conservadorismo, uma obra como A Casa dos Budas Ditosos não se esconde do que há de mais humano em nós (Foto: Editora Alfaguara)</figcaption></figure>
<p><b>João Ubaldo Ribeiro &#8211; A Casa dos Budas Ditosos (128 páginas, Editora Alfaguara)</b></p>
<p><i><span style="font-weight: 400;">A Casa dos Budas Ditosos</span></i><span style="font-weight: 400;"> foi publicado inicialmente em 1999, como parte da coleção </span><i><span style="font-weight: 400;">Plenos Pecados</span></i><span style="font-weight: 400;">. É o quarto volume de sete livros, por sete autores, que retratam cada um dos pecados capitais. João Ubaldo Ribeiro escreve sobre a luxúria através dos relatos de uma narradora de 68 anos, que reconta em detalhes as experiências sexuais de sua juventude e vida adulta &#8211; da Bahia, onde nasceu, ao Rio de Janeiro, onde reside. A personagem é descarada e desbocada, descreve como sempre viveu a favor de suas vontades e desejos sem nenhum traço de culpa. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O livro foi adaptado para o teatro por Domingos de Oliveira em 2004, em um monólogo encenado por Fernanda Torres. Vinte anos depois, a atriz rodou o país novamente com apresentações da peça no primeiro semestre deste ano e também levou a montagem à Portugal. A recepção das audiências provou que a história é atemporal e, por isso, merece o status que recebe: clássico. O texto pode ser reimaginado e redistribuído por anos e gerações futuras e continuar fresco, provocante e hilário. </span><b>&#8211; </b><b>Giovanna Freisinger</b></p>
<hr />
<figure id="attachment_33913" aria-describedby="caption-attachment-33913" style="width: 517px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-33913" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/09/OEstrangeiro.JPG-517x800.jpg" alt="Capa do Livro O Estrangeiro de Albert Camus. A capa é verde água, como três linhas pretas verticais compostas por pequenos círculos pretos. O nome do autor aparece centralizado na vertical, enquanto o nome do livro aparece em um retângulo negro na margem direita da capa." width="517" height="800" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/09/OEstrangeiro.JPG-517x800.jpg 517w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/09/OEstrangeiro.JPG.jpg 646w" sizes="auto, (max-width: 517px) 85vw, 517px" /><figcaption id="caption-attachment-33913" class="wp-caption-text">Publicado há 82 anos, O Estrangeiro é um marco importante na história dos romances do século XX (Foto: Record)</figcaption></figure>
<p><b>Albert Camus &#8211; O Estrangeiro (126 páginas, Editora Record)</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Um clássico da L</span><span style="font-weight: 400;">iteratura,</span> <a href="https://www.record.com.br/produto/o-estrangeiro/"><i><span style="font-weight: 400;">O Estrangeiro</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, de Albert Camus, marcou o debate filosófico de uma geração, ao questionar a vida cotidiana e a liberdade como conceitos que flertam e se intercalam com o absurdo. A genialidade do autor proporciona ao mesmo tempo uma trama envolvente que seduz o leitor ao observar banalidades da rotina que são atemporais e independentes de qualquer contexto geográfico.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A Obra acompanha os dias estranhamente comuns de Mersault, um europeu radicado na Argélia, então </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=Ak9aBZue9pw"><span style="font-weight: 400;">colônia francesa</span></a><span style="font-weight: 400;"> no norte da África. O advérbio &#8216;estranhamente&#8217; se encaixa neste contexto porque logo na primeira página o protagonista recebe a notícia da morte de sua mãe com uma enorme indiferença. O personagem não se prende ao luto, ao amor, religião ou qualquer elemento abstrato que sirva de guia ou razão para a vida. Mersault é livre e se asfixia na própria liberdade.  </span><b>&#8211; Guilherme Dias Siqueira</b></p>
<hr />
<figure id="attachment_33914" aria-describedby="caption-attachment-33914" style="width: 536px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-33914" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/09/mulherzinhas-536x800.jpg" alt="Capa do livro “Mulherzinhas”. O design apresenta uma ilustração com quatro mulheres brancas onde o fundo é rosa. As personagens, da esquerda para a direita, utilizam os vestidos da cor roxo, azul, verde e amarelo. O tom de cabelo das protagonistas, da esquerda para a direita, é preto, castanho claro, ruivo e castanho escuro. No centro da capa, há o título “Mulherzinhas” no tom preto. Na parte superior central, há a frase “Posfácio de María Dueñas” e logo abaixo o nome da autora Louisa May Alcott. No centro inferior da página, há uma frase “Edição completa do livro que inspirou o filme Adoráveis Mulheres”. Logo abaixo, há o logo da Editora Planeta." width="536" height="800" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/09/mulherzinhas-536x800.jpg 536w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/09/mulherzinhas-686x1024.jpg 686w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/09/mulherzinhas-768x1147.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/09/mulherzinhas.jpg 911w" sizes="auto, (max-width: 536px) 85vw, 536px" /><figcaption id="caption-attachment-33914" class="wp-caption-text">Em Mulherzinhas, a autora disseca todos os medos que surgem com a chegada da vida adulta (Foto: Editora Planeta)</figcaption></figure>
<p><b>Louisa May Alcott &#8211; Mulherzinhas (480 página, Editora Planeta)</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Escrito por Louisa May Alcott, </span><i><span style="font-weight: 400;">Mulherzinhas</span></i><span style="font-weight: 400;"> conta a história de quatro irmãs que lidam com a juventude e a ausência do pai por conta da Guerra Civil Americana. Jo, Meg, Amy e Beth precisam, juntas, lidar com a maturidade que a vida carrega. </span><a href="https://personaunesp.com.br/adoraveis-mulheres-critica/"><span style="font-weight: 400;">Adaptado inúmeras vezes no cinema</span></a><span style="font-weight: 400;"> e também em séries de televisão, a narrativa de Little Women (título original) é atemporal e dialoga com qualquer um que está deixando de ser criança e tem de se tornar maduro. Aqui, o início dos 20 anos é o pontapé para uma discussão acerca da vida adulta.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A trama se concentra entre passado e presente e, ao longo das mais de 400 páginas, vemos quatro mulheres que possuem, individualmente, narrativas de superação de seus próprios demônios. Embora seja centrada em personagens femininas, </span><a href="https://amenteemaravilhosa.com.br/biografia-de-louisa-may-alcott/"><span style="font-weight: 400;">os escritos de May Alcott</span></a><span style="font-weight: 400;"> se tornam universais ao discutirem sobre questões de gênero, trabalho e o principal: o contraponto entre os sonhos idealizados e a realidade. </span><b>&#8211; Guilherme Leal</b></p>
<hr />
<figure id="attachment_33915" aria-describedby="caption-attachment-33915" style="width: 449px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-33915" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/09/ChamadeFerro.jpg" alt="Capa do livro “Chama de Ferro”. O design apresenta uma ilustração onde o fundo é predominantemente amarelo, com tons de vermelho e preto, criando uma atmosfera misteriosa e intensa. O fogo parece se misturar com o ambiente ao redor, dando um efeito dramático e dinâmico. O título &quot;Chama de Ferro&quot; está destacado em letras grandes e estilizadas, em uma cor que contrasta com o fundo, em volta existem nuvens e dragões voando. " width="449" height="683" /><figcaption id="caption-attachment-33915" class="wp-caption-text">Sequência mais que esperada, Chama de Ferro foi lançado em agosto de 2024 (Foto: Editora Planeta)</figcaption></figure>
<p><b>Rebecca Yarros &#8211; Chama de Ferro (720 páginas, Editora Planeta)</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O segundo livro da saga mais famosa de </span><a href="https://www.rebeccayarros.com"><span style="font-weight: 400;">Rebecca Yarros</span></a><span style="font-weight: 400;"> instiga os fãs de fantasia literária a adentrarem um mundo já conhecido nas telinhas com </span><a href="https://m.imdb.com/title/tt0944947/"><span style="font-weight: 400;">Game of Thrones</span></a><span style="font-weight: 400;">: os dos dragões. Ele acompanha Violet Sorrengayl no seu segundo ano no Colégio Basgiath, e apesar de ser extenso tem uma linguagem fácil e jovial. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Em </span><a href="https://www.planetadelivros.com.br/livro-chama-de-ferro/405912"><span style="font-weight: 400;">Chama de Ferro</span></a><span style="font-weight: 400;"> nos aventuramos por novos lugares, conhecemos novos personagens, e também choramos com o fim de batalhas épicas. Os <em>plots twists</em>, romance e mistérios deixam tudo mais interessante, mas os dragões continuam sendo a melhor parte! </span><b>-Léa Secchi</b></p>
<hr />
<figure id="attachment_33916" aria-describedby="caption-attachment-33916" style="width: 539px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-33916" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/09/tudo-e-rio-539x800.jpg" alt=" capa do livro “Tudo é Rio”. O design imita as águas de um rio, mesclando tons de azul, vermelho e laranja. No canto direito, na parte superior, há o logo da Editora Record. Já na parte inferior, há o título da obra em letras vermelhas, prosseguido pelo nome da autora, Carla Madeira, em letras brancas." width="539" height="800" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/09/tudo-e-rio-539x800.jpg 539w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/09/tudo-e-rio.jpg 674w" sizes="auto, (max-width: 539px) 85vw, 539px" /><figcaption id="caption-attachment-33916" class="wp-caption-text">Complexo com as águas, Tudo É Rio é turbulento (Foto: Editora Record)</figcaption></figure>
<p><b>Carla Madeira &#8211; Tudo É Rio (210 páginas, Editora Record)</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Se banhar nas águas dos rios de sentimentos que inundam nosso coração enquanto mergulhamos em uma história visceral e crua. É este o convite que Carla Madeira nos faz em </span><i><span style="font-weight: 400;">Tudo é Rio</span></i><span style="font-weight: 400;">, best-seller </span><a href="https://personaunesp.com.br/trinta-segundos-sem-pensar-no-medo-critica/"><span style="font-weight: 400;">nacional</span></a><span style="font-weight: 400;"> que marca a estreia da autora na literatura ficcional. A trama aposta em laços familiares e mostra até onde o perdão consegue chegar em nome do amor.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Ao longo de 210 páginas, acompanhamos o casal apaixonado Dalva e Venâncio se destruir e reconstruir após uma perda trágica, brutal e inimaginável. Além da dupla, a </span><a href="http://personaunesp.com.br/como-se-estivessemos-em-palimpsesto-de-putas-critica/"><span style="font-weight: 400;">prostituta</span></a><span style="font-weight: 400;"> Lucy rouba a cena quando se divide entre personagem e leitora. Assim como nós, ela quer entender o que aconteceu para que as então alma gêmeas se tornassem desafetos declarados um do outro</span><span style="font-weight: 400;">. </span><b>&#8211; Felipe Nunes</b></p>
<hr />
<figure id="attachment_33917" aria-describedby="caption-attachment-33917" style="width: 296px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-33917" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/09/51jPie-5KaL._SY445_SX342_.jpg" alt="" width="296" height="445" /><figcaption id="caption-attachment-33917" class="wp-caption-text">Romance sáfico, Em Todas as Gotas de Chuva é clichê e apaixonante (Foto: Qualis)</figcaption></figure>
<p><b>L.S Englantine &#8211; Em Todas as Gotas de Chuva (246 páginas, Editora Qualis)</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Em<em> Em Todas as Gotas de Chuva</em>, você é transportado para a Vila das Íris, uma cidadezinha do interior marcada por uma rivalidade antiga entre duas famílias. Embora os conflitos passados entre os Lisboa e os Salgueiros tenham criado uma barreira entre os moradores, Atena Lisboa e Cordélia Salgueiro sempre acharam essa animosidade uma invenção para dar emoção à vida de seus parentes. Elas consideravam a rivalidade uma bobagem, mas ainda assim mantinham uma distância respeitosa.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Tudo muda quando um acaso do destino força Atena e Cordélia a compartilharem um assento em uma longa e cansativa viagem de trem. Esse trajeto, que remete à infância de ambas, promete uma viagem nostálgica e cheia de surpresas. Lado a lado, em um espaço tão pequeno, será que a rivalidade poderá persistir, ou o passado está destinado a se repetir? A leitura de &#8220;Em Todas as Gotas de Chuva&#8221; promete um mergulho envolvente nas complexidades das relações familiares e na mágica capacidade de transformar rivalidades em novas conexões.<strong> &#8211; Eloah Kawai</strong></span></p>
<hr />
<figure id="attachment_33919" aria-describedby="caption-attachment-33919" style="width: 540px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-33919" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/09/d3985b_f0a16300a1ba482ba40aaa516df94394_mv2-_1_.png" alt="" width="540" height="528" /><figcaption id="caption-attachment-33919" class="wp-caption-text">Coletânea literária, Palavras de Concreto Armado tem o maior peso já medido: o social (Foto: Editora Mireveja)</figcaption></figure>
<p><strong>Vários autores &#8211; Palavras de Concreto Armado (148 páginas, Editora Mireveja)</strong></p>
<p>Viabilizado por meio da PEC (Programa de Estímulo a Cultura) o livro <em>Palavras de Concreto Armado </em>foi lançado em 2023 pela <a href="https://www.editoramireveja.com/product-page/palavras">editora Mireveja.</a> Constituído por vozes diversas da cidade de Bauru, o som descrito em sua narrativa vem de um só espaço, mesmo que não alocado na mesma porção territorial: a periferia. Trazendo 26 autores e artistas para explorarem os encantos de sua subjetividade, a obra emociona e impacta.</p>
<p>Entre sonhos, vivências, desejos, traumas e saudades, os personagens passeiam pelos labirintos de existir e resistir nas comunidades à margem dos grandes centros urbanos. Com uma proposta de leitura rápida e fluída, o texto não deixa de causar baque em suas 148 páginas. Além disso, sua composição gráfica é extremamente bem construída e chegou a receber o terceiro lugar no 13º Prêmio Brasileiro de Design. Sem condições de abaixar a guarda, armado é adjetivo para a periferia. <strong>&#8211; Jamily Rigonatto </strong></p>
<p>&nbsp;</p>
<p>O post <a href="http://personaunesp.com.br/estante-do-persona-agosto-de-2024/">Estante do Persona &#8211; Agosto de 2024</a> apareceu primeiro em <a href="http://personaunesp.com.br">Persona | Jornalismo Cultural</a>.</p>
]]></content:encoded>
					
					<wfw:commentRss>http://personaunesp.com.br/estante-do-persona-agosto-de-2024/feed/</wfw:commentRss>
			<slash:comments>0</slash:comments>
		
		
		<post-id xmlns="com-wordpress:feed-additions:1">33911</post-id>	</item>
		<item>
		<title>Estante do Persona &#8211; Novembro 2023</title>
		<link>http://personaunesp.com.br/estante-do-persona-novembro-2023/</link>
					<comments>http://personaunesp.com.br/estante-do-persona-novembro-2023/#respond</comments>
		
		<dc:creator><![CDATA[]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 30 Nov 2023 21:26:43 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Literatura]]></category>
		<category><![CDATA[2023]]></category>
		<category><![CDATA[bell hooks]]></category>
		<category><![CDATA[Djamila Ribeiro]]></category>
		<category><![CDATA[E eu não sou uma mulher?]]></category>
		<category><![CDATA[Estante do Persona]]></category>
		<category><![CDATA[Guilherme Leal]]></category>
		<category><![CDATA[Guilherme Siqueira]]></category>
		<category><![CDATA[Jamily Rigonatto]]></category>
		<category><![CDATA[Marcela Lavorato]]></category>
		<category><![CDATA[máscaras brancas]]></category>
		<category><![CDATA[Nathalia Tetzner]]></category>
		<category><![CDATA[Novembro de 2023]]></category>
		<category><![CDATA[Pele negra]]></category>
		<category><![CDATA[Quem tem medo do feminismo negro]]></category>
		<category><![CDATA[Rebecca Ramos]]></category>
		<category><![CDATA[Tudo o que nós temos]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://personaunesp.com.br/?p=31994</guid>

					<description><![CDATA[<p>&#8220;Eu não terei a minha vida reduzida. Eu não vou me curvar ao capricho ou à ignorância de outra pessoa&#8221; -bell hooks O Estante do Persona de Novembro chega com um tom de reflexão. No mês da consciência negra, nada mais justo que fazer de um povo secundarizado desde os primeiros passos da colonização, o &#8230; <a href="http://personaunesp.com.br/estante-do-persona-novembro-2023/" class="more-link">Continue lendo<span class="screen-reader-text"> "Estante do Persona &#8211; Novembro 2023"</span></a></p>
<p>O post <a href="http://personaunesp.com.br/estante-do-persona-novembro-2023/">Estante do Persona &#8211; Novembro 2023</a> apareceu primeiro em <a href="http://personaunesp.com.br">Persona | Jornalismo Cultural</a>.</p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<figure id="attachment_32013" aria-describedby="caption-attachment-32013" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-32013" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/11/estante_wp-800x420.jpg" alt="" width="800" height="420" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/11/estante_wp-800x420.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/11/estante_wp-768x404.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/11/estante_wp.jpg 1024w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-32013" class="wp-caption-text">Em Novembro de 2023, a seleção do Estante do Persona se debruça em rememorar (Texto de abertura: Jamily Rigonatto/ Artes: Aryadne Xavier)</figcaption></figure>
<blockquote><p>&#8220;Eu não terei a minha vida reduzida. Eu não vou me curvar ao capricho ou à ignorância de outra pessoa&#8221; -bell hooks</p></blockquote>
<p>O <a href="https://personaunesp.com.br/tag/estante-do-persona/">Estante do Persona</a> de Novembro chega com um tom de reflexão. No mês da consciência negra, nada mais justo que fazer de um povo secundarizado desde os primeiros passos da colonização, o protagonista. Nesta edição, relembramos a importância de resistir e não esquecer que as cicatrizes são profundas e reverberam suas dores na atualidade.</p>
<p>Assim, alçamos voo sobre a <a href="https://www.correiodopovo.com.br/cadernodesabado/excel%C3%AAncia-da-literatura-afro-brasileira-1.1424200">Literatura Negra</a>, na qual os autores e objetos integram o universo da racialidade e percorrem laços com vivências que, infelizmente, se colidem com os nós da branquitude. Em escritos de diversas épocas, o enfoque é para a crítica à estrutura racial em diversos contextos e seus prejuízos aos recortes que envolvem desde as mulheres até a população LGBTQIA+.</p>
<p>Seja no discurso empoderador e questionador de <a href="https://www.ihu.unisinos.br/categorias/160-cepat/634569-teorizar-em-primeira-pessoa-a-pratica-de-liberdade-na-escrita-de-bell-hooks">bell hooks</a>, ou nas linhas ficcionais – mas ainda reconhecíveis no mundo real – de Daiane Borges, a negritude grita em palavras sinceras e expõe discursos na mais subjetiva linguagem da arte: a literária. Aqui, o espaço fica para dizer que em uma mistura globalizada, os buracos do percurso são assinados por um mesmo autor, aquele que escreve as linhas da supremacia branca.</p>
<p>No ato educativo e, mais ainda, revolucionário de ler, as mensagens gritam para aquilo que nunca deve ser deixado de lado: a importância de não apagar. Em meio aos registros da memória, da experiência e da <a href="https://www.brasildefatorj.com.br/2023/09/28/das-leis-abolicionistas-ate-os-dias-de-hoje-a-divida-historica-com-o-povo-preto">divida histórica</a>, ficam nas dicas do mês a busca por uma sociedade cada vez mais decolonial.<span id="more-31994"></span></p>
<p>&nbsp;</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Dicas do mês:</p>
<figure id="attachment_31996" aria-describedby="caption-attachment-31996" style="width: 302px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-31996" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/11/e-eu-nao-sou-uma-mulher-1.jpg" alt="Capa do livro E eu não sou uma mulher?. Na imagem há um fundo roxo sobre o qual se insere o texto &quot;bell hooks&quot; em letras violeta. Logo abaixo, está o texto &quot;e eu não sou uma mulher:? mulheres negras e feminismo&quot; em letras roxas sombreadas em verde." width="302" height="466" /><figcaption id="caption-attachment-31996" class="wp-caption-text">E eu não sou uma mulher? é o primeiro livro de bell hooks e foi publicado pela primeira vez de 1981 (Foto: Rosa dos Tempos)</figcaption></figure>
<p><b>bell hooks &#8211; E eu não sou uma mulher?: Mulheres negras e feminismo (320 páginas, Editora Rosa dos Tempos)</b></p>
<p><a href="https://revistagalileu.globo.com/colunistas/quer-que-eu-desenhe/coluna/2023/09/quem-foi-bell-hooks-feminista-negra-e-teorica-norte-americana.ghtml"><span style="font-weight: 400;">bell hooks</span></a><span style="font-weight: 400;"> é figurinha marcada quando o assunto é ativismo social. A autora norte-americana, que faleceu em dezembro de 2021, se consolidou como uma das maiores vozes das discussões sobre vivências de mulheres negras. Em sua primeira publicação, </span><i><span style="font-weight: 400;">E eu não sou uma mulher?: Mulheres negras e feminismo</span></i><span style="font-weight: 400;">, a escritora aborda os pilares sociais que oprimem especificamente o universo feminino integrado à racialidade. Traduzidas no Brasil por Libanio Bhuvi, as 320 páginas dão vida à discussão sobre a diferença com a qual o sexismo atinge o gênero a depender de sua classificação racial. além de explorarem os aspectos que distanciam o movimento feminista e as mulheres negras.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Em todo o escrito, práticas da movimentação social e suas correlações aparecem desnudas para exemplificar os conflitos da busca por igualdade. </span><a href="https://comunidadeculturaearte.com/a-classe-a-raca-e-o-genero-em-angela-davis/"><span style="font-weight: 400;">Gênero, raça e classe</span></a><span style="font-weight: 400;"> se tornam personagens ativos com laços firmados e dinâmicas desiguais. O retrato é revolucionário e derruba, de forma pioneira, os mitos de uma luta na qual todas estão no mesmo degrau. Como o sol depois da tempestade, hooks ensolara a representação identitária. </span><b>&#8211; Jamily Rigonatto </b></p>
<hr />
<figure id="attachment_31998" aria-describedby="caption-attachment-31998" style="width: 283px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-31998" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/11/Pele-Negra-Mascaras-Brancas-1.jpg" alt="Capa do Livro “Pele Negra Máscaras Brancas” de Frantz Fanon. O fundo da capa é completamente preta, em letras brancas e maiúsculas, centralizadas está escrito o título do livro e o nome do autor" width="283" height="425" /><figcaption id="caption-attachment-31998" class="wp-caption-text">Frantz Fanon define como &#8220;epidermização da inferioridade&#8221; o processo que inferioriza as pessoas negras na sociedade. (Foto: Ubu Editora)</figcaption></figure>
<p><b>Frantz Fanon &#8211; Pele Negra, Máscaras Brancas (320 páginas, Ubu Editora)</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Frantz Omar Fanon, nascido em Martinica, colônia francesa no caribe, e formado em  medicina e psiquiatria, foi um dos mais importantes pensadores decoloniais de todos os tempos. Engajado na luta antirracista, Fanon apoiou ativamente a rebelião dos argelinos contra os franceses no século XX e inspirou movimentos de emancipação em todos os continentes. Em seu </span><a href="https://www.ubueditora.com.br/pele-negra-mascaras-brancas.html"><span style="font-weight: 400;">primeiro livro</span></a><span style="font-weight: 400;">, </span><i><span style="font-weight: 400;">Pele Negra, Máscaras Brancas</span></i><span style="font-weight: 400;">, o autor debate a psicologia da colonização e seus efeitos na mente dos povos explorados.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A obra debate o complexo de inferioridade imposto nas pessoas negras, bem como a influência da ideologia colonial e seus mecanismos na relação entre negros e brancos. O livro dialoga com diversos autores, contemporâneos e anteriores ao escritor, não só do movimento negro como também de todas as áreas de pensamento, como Sigmund Freud, Jean-Paul Sartre e </span><a href="https://www.cobogo.com.br/aime-cesaire"><span style="font-weight: 400;">Aimé Cesaire</span></a><span style="font-weight: 400;">. O trabalho de Frantz Fanon é fundamental para entender as relações raciais na sociedade moderna. &#8211;</span><b> Guilherme Dias Siqueira</b></p>
<hr />
<figure id="attachment_32000" aria-describedby="caption-attachment-32000" style="width: 557px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-32000" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/11/por-um-feminismo-afro.latino.americano1-557x800.jpg" alt="Capa do Livro “Por um feminismo afro-latino-americano” de Lélia Gonzalez. A capa consiste em um desenho de Lélia Gonzalez em tons terrosos e esverdeados, á esquerda está escrito o título do livro e o nome da autora" width="557" height="800" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/11/por-um-feminismo-afro.latino.americano1-557x800.jpg 557w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/11/por-um-feminismo-afro.latino.americano1-713x1024.jpg 713w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/11/por-um-feminismo-afro.latino.americano1-768x1103.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/11/por-um-feminismo-afro.latino.americano1.jpg 1044w" sizes="auto, (max-width: 557px) 85vw, 557px" /><figcaption id="caption-attachment-32000" class="wp-caption-text">Em meio ao rotineiro racismo por omissão, Lélia Gonzalez esbraveja a relevância da interseccionalidade nos movimentos sociais. (Foto: Zahar)</figcaption></figure>
<p><b>Lélia Gonzalez &#8211; Por um feminismo afro-latino-americano (361 páginas, Zahar)</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Pioneira ao questionar o elitismo branco presente no feminismo liberal na década de 60 e mãe do </span><a href="https://www.youtube.com/watch?time_continue=32&amp;v=dYbXevFB0xI&amp;embeds_referring_euri=https%3A%2F%2Fwww.google.com%2Fsearch%3Fq%3Dentrevista%2Blelia%2Bgonzalez%26oq%3Dentrevista%2Blelia%2Bgonzalez%26gs_lcrp%3DEgZjaHJvbWUyBggAEEUYOdIBCDgxMDZqM&amp;source_ve_path=Mjg2NjY&amp;feature=emb_logo"><span style="font-weight: 400;">feminismo negro</span></a><span style="font-weight: 400;">, Lélia Gonzalez fez história dentro das discussões acerca de classe e raça nos movimentos sociais atuais. Filha de um operário e uma empregada doméstica, a sua vivência agrega e resiste a uma Academia que, apesar de tentar, de maneira falha, não abrange a totalidade do que é ser uma mulher negra de origem periférica em locais nos quais se é historicamente negado.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Abordando questões como a emancipação indígena e negra nas organizações políticas, a autora demonstra de que forma se faz necessário ter um recorte específico para temas aos quais muitas vezes estão pouco relacionados com a realidade latino-americana. A dependência cultural estadunidense e europeia é presente até os dias contemporâneos. Sua historiografia possui influências como as do psiquiatra martinicano Frantz Fanon, contemplando, assim, escritores agraciados pela “Amefricanidade”. As palavras de </span><a href="https://brasil.elpais.com/cultura/2020-10-25/lelia-gonzalez-onipresente.html"><span style="font-weight: 400;">Lélia </span></a><span style="font-weight: 400;">são uma constante lembrança de nossa existência, especialmente em um contexto no qual odeiam indivíduos apenas por seus traços, seus corpos, sua vivências, e , sobretudo, por nossa negritude.  </span><b>&#8211; Rebecca Ramos</b></p>
<hr />
<figure id="attachment_31997" aria-describedby="caption-attachment-31997" style="width: 533px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-31997" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/11/quem.tem_.medo_.do_.feminismo.negro1_-533x800.jpg" alt="Capa do livro “Quem tem medo do feminismo negro?”. A capa do livro é roxa e possui em seu centro o título “Quem tem medo do feminismo negro?”, estilizado na cor rosa. Logo abaixo, há o nome da autora “Djamila Ribeiro”, estilizado com a cor amarela. Por último, há o logo da editora “Companhia Das Letras”, estilizado na cor rosa e representado por um barco." width="533" height="800" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/11/quem.tem_.medo_.do_.feminismo.negro1_-533x800.jpg 533w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/11/quem.tem_.medo_.do_.feminismo.negro1_-683x1024.jpg 683w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/11/quem.tem_.medo_.do_.feminismo.negro1_-768x1152.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/11/quem.tem_.medo_.do_.feminismo.negro1_.jpg 1000w" sizes="auto, (max-width: 533px) 85vw, 533px" /><figcaption id="caption-attachment-31997" class="wp-caption-text">Quem Tem Medo do Feminismo Negro é essencial para entender como as lutas feministas, LGBTQIAPN+ e raciais andam lado a lado (Foto: Companhia das Letras)</figcaption></figure>
<p><a href="https://www.youtube.com/watch?v=EP-ArVmGhIY"><span style="font-weight: 400;">Djamila Ribeiro</span></a><span style="font-weight: 400;"> tem sido uma das maiores vozes no que diz respeito à luta da comunidade preta nos últimos anos no Brasil. Em </span><i><span style="font-weight: 400;">Quem Tem Medo do Feminismo Negro</span></i><span style="font-weight: 400;">, a autora faz um recorte da luta feminista e explora as diferenças entre a forma como a sociedade trata as mulheres brancas e mulheres racializadas. Tendo como referências as ilustres Chimamanda Ngozi Adichie e bell hooks, a filósofa brasileira escancara em seus escritos o histórico racista e sexista do país. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Ao abordar temas como </span><a href="https://www.uol.com.br/ecoa/ultimas-noticias/2021/04/08/o-que-significa-lugar-de-fala-conceito-nao-e-uma-forma-de-calar-as-pessoas.htm"><span style="font-weight: 400;">lugar</span></a><span style="font-weight: 400;"> de fala, o sentimento de pertencimento da população negra e a diferença salarial ao realizar o mesmo trabalho, a feminista passa pelas três grandes formas de caracterizar os indíviduos: raça, gênero e sexualidade. Com isso, ela mostra em cada uma dessas categorias, que o caminho a ser traçado pelo povo preto é muito mais árduo e dificultoso do que aquele percorrido pelos brancos. </span><b>&#8211; Guilherme Machado Leal </b></p>
<hr />
<figure id="attachment_31999" aria-describedby="caption-attachment-31999" style="width: 533px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-31999" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/11/Tudo-o-que-nos-temos-1-533x800.jpg" alt="Capa do livro Tudo o que nós temos. O fundo contrasta entre formas abstratas que vão do laranja, amarelo e azul. No centro da capa, há uma ilustração de uma adolescente preta, representando Dominique, do peito para cima, com o cabelo cacheado amarrado em rabo de cavalo e com uma blusa amarela. Virado de costas para ela, há um adolescente preto, representando Ruan, com o cabelo curto e blusa preta. O título do livro está acima e abaixo dos dois na cor preta. Na parte de cima, há os dizeres “Tudo o que” e embaixo há os dizeres “nós temos”. No canto inferior esquerdo, há o nome da escritora: Dayane Borges" width="533" height="800" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/11/Tudo-o-que-nos-temos-1-533x800.jpg 533w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/11/Tudo-o-que-nos-temos-1-683x1024.jpg 683w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/11/Tudo-o-que-nos-temos-1-768x1152.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/11/Tudo-o-que-nos-temos-1-1024x1536.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/11/Tudo-o-que-nos-temos-1-1200x1800.jpg 1200w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/11/Tudo-o-que-nos-temos-1.jpg 1365w" sizes="auto, (max-width: 533px) 85vw, 533px" /><figcaption id="caption-attachment-31999" class="wp-caption-text">“Mas sei que, de qualquer forma, eu vou achar um jeito de me encontrar e ter orgulho de quem sou.” (Foto: Andresa Rios)</figcaption></figure>
<p><b>Dayane Borges &#8211; Tudo o que nós temos (72 páginas, escritora independente)</b></p>
<p><i><span style="font-weight: 400;">Tudo o que nós temos,</span></i><span style="font-weight: 400;"> de </span><a href="https://www.instagram.com/dayescreve/"><span style="font-weight: 400;">Dayane Borges</span></a><span style="font-weight: 400;">, é um conto que retrata a história de Dominique, uma adolescente preta que mora em uma região periférica e é estudante de uma escola de elite. Levantando diversos questionamentos como o que seria “elite”, Domi, durante a narrativa, expressa os seus sentimentos de uma maneira muito sensível e, enviando e-mails para o seu amigo Ruan &#8211; o único com quem Domi se identifica na escola -, vemos que sofre por causa da sociedade racista em que vivemos. Enquanto não se sente representada e validada na escola, a personagem relata que existem duas de si: uma quando está em sua escola e outra quando está em sua rua. E, dessa forma, essa percepção vai sendo desenvolvida durante a narrativa à medida em que Dominique vai conhecendo a sua </span><a href="https://jornal.usp.br/ciencias/literatura-de-conceicao-evaristo-resgata-a-ancestralidade-negro-brasileira/"><span style="font-weight: 400;">ancestralidade</span></a><span style="font-weight: 400;"> &#8211; quando precisa fazer um trabalho escolar.</span><span style="font-weight: 400;"><br />
</span><span style="font-weight: 400;"><br />
</span><span style="font-weight: 400;">Tendo como música tema a canção </span><a href="https://youtu.be/kjggvv0xM8Q?si=Zkf-m4BO6FuHZEzh"><i><span style="font-weight: 400;">Principia</span></i></a><i><span style="font-weight: 400;">,</span></i><span style="font-weight: 400;"> de Emicida, podemos perceber a sua inspiração já no título, citando e trazendo diversos artistas negros ao longo do conto, como Racionais e Kendrick Lamar. Dayane escreve de forma maestral e, como destaque, ressalto as passagens em que Domi conversa com os seus familiares, principalmente com o seu avô, que traz muita sensibilidade, ensinamento e ternura para ela. Com isso, acompanhamos Dominique em suas reflexões e adentramos na história, que vai se aprofundando a cada e-mail enviado. A construção da narrativa é um ponto a se destacar, trazendo protagonismo preto, narrador de sua própria história. &#8211; </span><b>Marcela Lavorato</b></p>
<hr />
<figure id="attachment_32001" aria-describedby="caption-attachment-32001" style="width: 345px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-32001" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/11/51PfMe6pHwL.jpg" alt="Capa do livro Em Busca de Mim da autora Viola Davis. A arte de capa é composta por uma fotografia em preto e branco de Davis, junto de tipografias nos cantos. Viola Davis é uma mulher negra de olhos e cabelos escuros. A foto captura apenas o rosto dela que, por sua vez, olha diretamente para a câmera. No topo da arte de capa, está escrito seu nome, Viola Davis, em letras garrafais brancas. Já na parte inferior, está localizado o título do livro, Em Busca de Mim, também em letras garrafais brancas. No canto inferior direito, está o logo da Editora BestSeller, formado por figuras geométricas e colorido em preto." width="345" height="500" /><figcaption id="caption-attachment-32001" class="wp-caption-text">Em Busca de Mim levou o Grammy de Melhor Audiobook em 2023, consagrando Viola Davis como EGOT – vencedora das quatro principais premiações estadunidenses da Arte (Foto: Editora BestSeller)</figcaption></figure>
<p><b>Viola Davis &#8211; Em Busca de Mim (266 páginas, Editora BestSeller)</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Atriz, </span><a href="https://www.cnnbrasil.com.br/entretenimento/em-visita-ao-brasil-atriz-viola-davis-lanca-produtora-em-salvador/"><span style="font-weight: 400;">empreendedora</span></a><span style="font-weight: 400;">, ativista e mais uma infinidade de substantivos. </span><a href="https://personaunesp.com.br/a-mulher-rei-critica/"><span style="font-weight: 400;">Viola Davis</span></a><span style="font-weight: 400;"> é uma das personalidades mais importantes de nosso tempo e, em 2023, o mundo teve a oportunidade de adentrar o seu íntimo com a autobiografia </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=pZ77LVfXUPU"><i><span style="font-weight: 400;">Em Busca de Mim</span></i></a><span style="font-weight: 400;">. O livro mergulha na infância difícil, passando pelo estrelato até alcançar palavras de inspiração e auto-ajuda, algo clichê por ser quase fundamental na construção de obras desse gênero literário e que compromete a qualidade em alguns  momentos.</span></p>
<p><i><span style="font-weight: 400;">Em Busca de Mim</span></i><span style="font-weight: 400;">, cuja narração em áudio concedeu a Davis o título de </span><a href="https://gshow.globo.com/tudo-mais/tv-e-famosos/noticia/viola-davis-conquista-grammy-e-entra-para-listas-de-artistas-egot-entenda.ghtml"><i><span style="font-weight: 400;">EGOT</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> – dado àqueles que vencem prêmios </span><i><span style="font-weight: 400;">Emmy</span></i><span style="font-weight: 400;">, </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=E1FfCHeDsY8"><i><span style="font-weight: 400;">Grammy</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, </span><i><span style="font-weight: 400;">Oscar</span></i><span style="font-weight: 400;"> e </span><i><span style="font-weight: 400;">Tony</span></i><span style="font-weight: 400;"> –, desmistifica a figura imponente da artista. Se ela carregou por anos a presença intimidadora da advogada mais famosa da Televisão estadunidense, </span><a href="https://www.tecmundo.com.br/minha-serie/215416-annalise-keating-conheca-advogada-viralizou-tiktok.htm"><span style="font-weight: 400;">Annalise Keating</span></a><span style="font-weight: 400;">, nas grandes telas do Cinema e no palco do Teatro o cenário não foi diferente. Porém, a autobiografia coloca tudo por água abaixo, revelando uma vulnerabilidade ironicamente poderosa. </span><b>&#8211; Nathalia Tetzner</b></p>
<p>&nbsp;</p>
<p>O post <a href="http://personaunesp.com.br/estante-do-persona-novembro-2023/">Estante do Persona &#8211; Novembro 2023</a> apareceu primeiro em <a href="http://personaunesp.com.br">Persona | Jornalismo Cultural</a>.</p>
]]></content:encoded>
					
					<wfw:commentRss>http://personaunesp.com.br/estante-do-persona-novembro-2023/feed/</wfw:commentRss>
			<slash:comments>0</slash:comments>
		
		
		<post-id xmlns="com-wordpress:feed-additions:1">31994</post-id>	</item>
		<item>
		<title>Estante do Persona &#8211; Outubro de 2023</title>
		<link>http://personaunesp.com.br/estante-do-persona-outubro-de-2023/</link>
					<comments>http://personaunesp.com.br/estante-do-persona-outubro-de-2023/#respond</comments>
		
		<dc:creator><![CDATA[]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 31 Oct 2023 19:49:32 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Literatura]]></category>
		<category><![CDATA[A causa secreta]]></category>
		<category><![CDATA[Bram Stoker]]></category>
		<category><![CDATA[Clara Sganzerla]]></category>
		<category><![CDATA[Contos]]></category>
		<category><![CDATA[Contos de amor]]></category>
		<category><![CDATA[Dia das Bruxas]]></category>
		<category><![CDATA[Drácula]]></category>
		<category><![CDATA[Enzo Caramori]]></category>
		<category><![CDATA[Estante do Persona]]></category>
		<category><![CDATA[Estante do Persona - Outubro 2023]]></category>
		<category><![CDATA[Giovanna Freisinger]]></category>
		<category><![CDATA[Hallowen]]></category>
		<category><![CDATA[Horacio Quiroga]]></category>
		<category><![CDATA[Horror]]></category>
		<category><![CDATA[Indicações]]></category>
		<category><![CDATA[Jamily Rigonatto]]></category>
		<category><![CDATA[Lady Killers]]></category>
		<category><![CDATA[Laura Hirata Vale]]></category>
		<category><![CDATA[loucura e morte]]></category>
		<category><![CDATA[Machado de Assis]]></category>
		<category><![CDATA[Marcela Lavorato]]></category>
		<category><![CDATA[Misery: Louca obsessão]]></category>
		<category><![CDATA[Salem]]></category>
		<category><![CDATA[Stephen King]]></category>
		<category><![CDATA[Terror]]></category>
		<category><![CDATA[Tori Telfer]]></category>
		<category><![CDATA[True crime]]></category>
		<category><![CDATA[Vitória Lopez Gomes]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://personaunesp.com.br/?p=31734</guid>

					<description><![CDATA[<p>“(&#8230;) Às vezes, me assusta pensar que os problemas cotidianos podem ser para mim um pouco mais terríveis do que para o resto das pessoas.”  — Samanta Schweblin O que mais assombra é o desconhecido. A aproximação do indivíduo a algo nebuloso, que remete ao comum, mas, de certa forma, possui uma aura em desalinho. &#8230; <a href="http://personaunesp.com.br/estante-do-persona-outubro-de-2023/" class="more-link">Continue lendo<span class="screen-reader-text"> "Estante do Persona &#8211; Outubro de 2023"</span></a></p>
<p>O post <a href="http://personaunesp.com.br/estante-do-persona-outubro-de-2023/">Estante do Persona &#8211; Outubro de 2023</a> apareceu primeiro em <a href="http://personaunesp.com.br">Persona | Jornalismo Cultural</a>.</p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<figure id="attachment_31735" aria-describedby="caption-attachment-31735" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-31735" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/10/estanteoctwp-800x420.jpg" alt="O fundo é roxo. No canto superior direito e no canto inferior esquerdo, há duas teias de aranha pretas em menor opacidade. No centro, acima, está o logo do persona, um olho com íris vermelha e um pupila no formato de um play. Abaixo está um livro laranja, apoiado sobre três livros; o primeiro diz “estante do”, o segundo “persona” e o terceiro está o mês, Outubro de 2023. Apoiados ao lado do livro laranja, há um pequeno gatinho de olhos amarelos arregalados e um abóbora decorada na temática de Halloween." width="800" height="420" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/10/estanteoctwp-800x420.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/10/estanteoctwp-768x404.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/10/estanteoctwp.jpg 1024w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-31735" class="wp-caption-text">Em clima de mês do horror, o Estante do Persona de Outubro brinca de assombração (Arte: Raíra Tiengo/ Texto de abertura: Enzo Caramori e Marcela Lavorato)</figcaption></figure>
<blockquote>
<p style="text-align: left;"><span style="font-weight: 400;">“(&#8230;) Às vezes, me assusta pensar que os problemas cotidianos podem ser para mim um pouco mais terríveis do que para o resto das pessoas.”</span></p>
<p style="text-align: right;"><span style="font-weight: 400;"> — <em>Samanta Schweblin</em></span></p>
</blockquote>
<p><span style="font-weight: 400;">O que mais assombra é o desconhecido. A aproximação do indivíduo a algo nebuloso, que remete ao comum, mas, de certa forma, possui uma aura em desalinho. Algo no fundo do horizonte, coberto de escuridão e fumaça se faz presente, mesmo que não se possa ver com olhos ainda humanos. O terror e o horror, que nasce não somente de grandes escritores e realizadores do gênero, mas do desenterrar das sensibilidades do inconsciente, e da explicitação do desconhecido não somente enquanto o outro, mas o que não sabemos de nós mesmos. No mês de Outubro de 2023, o </span><a href="https://personaunesp.com.br/tag/estante-do-persona/"><span style="font-weight: 400;">Estante do Persona</span></a><span style="font-weight: 400;"> permite se adentrar ao colapso do corpo e do cotidiano pelo grotesco e pela violência, explicitada nas discussões do Mês do Horror, que tomou a Literatura da autora Mariana Enriquez como ponto central de reflexão.</span></p>
<p><span id="more-31734"></span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A obra da escritora, jornalista e professora argentina foi escolhida para o entendimento do que é, em uma perspectiva que constrói, do horror social das desigualdades e violências das </span><a href="https://www.quatrocincoum.com.br/br/resenhas/l/espectros-no-rio-da-prata"><span style="font-weight: 400;">ditaduras</span></a><span style="font-weight: 400;"> latino-americanas, da misoginia e do preconceito racial, o Terror enquanto um gênero literário contemporâneo. O gótico moderno e político de Enriquez, também explorado por autoras como Samanta Schweblin, Selva Almada e Monica Ojeda, é a sua maneira de transformar o que abisma em um percurso narrativo de deslumbramentos e mistérios, além de, socialmente, explorar a opressão e subverter protagonismos.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Seu diálogo do terror com o realismo cria riscos à </span><a href="https://www.fg2021.eventos.dype.com.br/trabalho/view?ID_TRABALHO=5306"><span style="font-weight: 400;">unidade</span></a><span style="font-weight: 400;"> da matéria ontológica dos corpos de suas personagens, tornando os sujeitos, com suas próprias individualidades, em uma massa de seres supérfluos, amorfos e apenas aterrorizados pelo temor e pelo trauma social. Nisso, Enriquez denuncia as violências dos corpos sobre outros corpos como alegorias políticas, construindo uma literatura que, além de subverter o padrão canônico e </span><a href="https://www.revistas.usp.br/novosolhares/article/view/204052/196852"><span style="font-weight: 400;">racista</span></a><span style="font-weight: 400;"> de H.P Lovecraft, não se faz por figuras irreais e sobrenaturais, mas pela indicação de algo anti-natural e em incongruência com o real.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Assim, </span><a href="https://intrinseca.com.br/livro/os-perigos-de-fumar-na-cama/#:~:text=Um%20homem%20marginalizado%20semeia%20desgra%C3%A7as,um%20sacrif%C3%ADcio%20em%20um%20balne%C3%A1rio."><i><span style="font-weight: 400;">Os perigos de fumar na cama</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> se traduz em todo esse horror social que é explorado pela autora argentina. O livro, lançado em 2023 pela Intrínseca, nos guia pelos 12 contos de uma maneira bem descritivista e esse ponto é essencial para entender o que Enriquez quer nos fazer sentir: raiva, angústia, melancolia, ódio e tristeza. Ao relatar acontecimentos tão palpáveis, mas ao mesmo tempo construídos de formas fantasiosas, percebemos que as sequelas e as próprias violências sociais e os preconceitos se materializam em um texto brutal. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">É digno dizer que Mariana Enriquez traz para a obra algo muito visceral em todos os sentidos, seja nos conteúdos das histórias, nos seus desenvolvimentos ou nas histórias sem um final definido – o que leva o leitor a utilizar a imaginação para dar continuidade ao horror. Com isso, </span><i><span style="font-weight: 400;">Os perigos de fumar na cama, </span></i><span style="font-weight: 400;">cujo título</span> <span style="font-weight: 400;">inspirado em um </span><a href="https://www.em.com.br/app/noticia/pensar/2023/10/07/interna_pensar,1572859/mariana-enriquez-e-as-primeiras-licoes-de-pavor.shtml"><span style="font-weight: 400;">cancioneiro estadunidense</span></a><span style="font-weight: 400;">, anuncia suas maldições de quem se atrever aos seus apuros dá abertura ao Estante do Persona de Outubro 2023 e as suas aterrorizantes indicações para o mês mais macabro do ano.  </span></p>
<h3>Dicas do Mês</h3>
<figure id="attachment_31740" aria-describedby="caption-attachment-31740" style="width: 348px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-31740" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/10/Misery-1.png" alt="A capa é do livro Misery: Louca Obsessão. O seu plano de fundo é uma floresta ao entardecer. O chão é coberto de neve e o primeiro plano é uma máquina de escrever antiga e enferrujada com neve em cima. Na parte superior central da imagem, temos o nome do autor Stephen King em letras brancas e finas. Abaixo, o título “Misery” em uma letra blocada vermelha e na folha saindo da máquina de escrever, a outra parte do título: “Louca Obsessão.”" width="348" height="500" /><figcaption id="caption-attachment-31740" class="wp-caption-text">A adaptação rendeu à Kathy Bates uma indicação ao Oscar na categoria Melhor Atriz (Foto: Editora Suma)</figcaption></figure>
<p><b>Stephen King &#8211; Misery: Louca Obsessão (328 páginas, Editora Suma) </b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Pode estourar o </span><i><span style="font-weight: 400;">Chandon</span></i><span style="font-weight: 400;">, você acabou de escrever o último livro de uma longa série que, no fundo, sempre odiou um pouquinho. Com o manuscrito em mãos, segue com seus planos de comemorar e respira, finalmente, os ares da liberdade. No entanto, não contava com a previsão do tempo e um acidente acontece. A boa notícia: você é salvo. A má notícia é por Annie Wilkes. Ao acordar depois de dez dias, as primeiras informações que Paul Sheldon recebe são péssimas: ele não sente seus pés e está preso com sua fã número 1. </span></p>
<p><i><span style="font-weight: 400;">Misery: Louca Obsessão</span></i><span style="font-weight: 400;">, um dos </span><i><span style="font-weight: 400;">best-sellers</span></i><span style="font-weight: 400;"> de Stephen King, prende pela completa agonia, que chega a ser paralisante. Nos sentimos na pele do protagonista, vivendo as angústias que apenas um prisioneiro consegue sentir. A ansiedade de ser pego, a desesperança de uma salvação e os planos de fuga que embalam a narrativa, além da assombrosa Annie, nos acompanham pelas páginas muito bem construídas de King &#8211; tão bem construídas que foram adaptadas para as telas pelo diretor Rob Neider. No cinema ou na literatura. Cuidado: há risco de você enlouquecer junto com Paul Sheldon.</span><b> &#8211;</b> <b>Clara Sganzerla</b></p>
<hr />
<figure id="attachment_31736" aria-describedby="caption-attachment-31736" style="width: 533px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-31736" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/10/A-causa-secreta-1-533x800.jpg" alt="Capa do livro A causa secreta. A capa possui um preto com bolinhas brancas. Ao centro superior, há o título do livro A Causa Secreta na cor laranja. Logo abaixo, como se fosse um rasgo no meio da capa, uma pessoa, em preto e branco, aparece ao fundo do rasgo em um plano branco. A continuação da pessoa, por cima do rasgo, é um esqueleto. Sua mão tenta sair pelo rasgo. No centro do crânio da caveira aparece o nome do autor, Machado de Assis, em laranja. No canto inferior direito, há a logo da Editora Itapura." width="533" height="800" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/10/A-causa-secreta-1-533x800.jpg 533w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/10/A-causa-secreta-1-683x1024.jpg 683w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/10/A-causa-secreta-1-768x1152.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/10/A-causa-secreta-1.jpg 1000w" sizes="auto, (max-width: 533px) 85vw, 533px" /><figcaption id="caption-attachment-31736" class="wp-caption-text">Todas as obras de Machado de Assis estão em domínio público (Foto: Editora Itapuca)</figcaption></figure>
<p><b>Machado de Assis &#8211; A Causa Secreta (8 páginas, Domínio Público)</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Assim como um ótimo romancista, Machado de Assis também era um brilhante contista. Ao ler </span><i><span style="font-weight: 400;">A Causa Secreta</span></i><span style="font-weight: 400;"> não espere um terror fantasmagórico, porque está longe disso. Muitos dos contos do autor trabalham o terror a partir do real e, nesse conto, não seria diferente. Na obra, são expostos os terrores presentes no mundo material, sendo eles, muitas das vezes, ocasionados pelo próprio ser humano. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Construindo o texto através de uma escrita com bastante detalhes dos acontecimentos,  a história nos apresenta três personagens principais: Garcia, Fortunato e Maria Luísa, que já começam mortos. A partir disso, Machado de Assis nos leva pela narrativa para sabermos o porquê isso aconteceu, como aconteceu e qual seria a ligação entre os três e o terror que assombra cada um deles.</span><b> &#8211; Marcela Lavorato</b></p>
<hr />
<figure id="attachment_31739" aria-describedby="caption-attachment-31739" style="width: 527px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-31739" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/10/Dracula1-527x800.jpg" alt="Reprodução da capa original da primeira versão do livro Drácula. Capa amarela, com uma linha vermelha fina que acompanha a borda do livro. O nome da obra no topo, em uma fonte grande o suficiente para ocupar toda a horizontal, logo acima do nome do autor, ambos em letras vermelhas, no mesmo tom da linha" width="527" height="800" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/10/Dracula1-527x800.jpg 527w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/10/Dracula1-675x1024.jpg 675w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/10/Dracula1-768x1165.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/10/Dracula1.jpg 989w" sizes="auto, (max-width: 527px) 85vw, 527px" /><figcaption id="caption-attachment-31739" class="wp-caption-text">O romance já foi adaptado para o cinema mais de 30 vezes (Foto: Editora DarkSide)</figcaption></figure>
<p><b>Bram Stoker &#8211; Drácula (580 páginas, Editora DarkSide)</b></p>
<p><i><span style="font-weight: 400;">Drácula </span></i><span style="font-weight: 400;">é o clássico dos clássicos quando se fala em terror. Em 1897, o autor irlandês Bram Stoker se inspirou nas histórias do folclore da Transilvânia e imortalizou o personagem do Conde Drácula, que vive isolado em seu castelo na terra romena. Após mais de um século desde a sua publicação, o romance ainda se sustenta como uma das histórias mais assustadoras e eficazes do gênero, e está entre as que consolidaram a estética do horror gótico. Além disso, se mantém fresca enquanto retrato da era vitoriana e suas ansiedades, servindo como objeto de análise para os dias de hoje. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">É por esses e outros motivos que, ao entrar em qualquer loja de fantasias ou festa de Halloween, as chances de você esbarrar com um Drácula são muito altas. Isso além de suas aparições em filmes e nas mais diversas obras culturais, tendo suas incontáveis versões, sejam eróticas ou grotescas, aproveitando das muitas facetas que coexistem na versão original. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Dos clássicos do cinema mudo, com Nosferatu, ao universo infantil, com Hotel Transilvânia, o vampiro se tornou um dos personagens mais replicados de todos os tempos. Mas, não é só o protagonista que ganhou o </span><i><span style="font-weight: 400;">status </span></i><span style="font-weight: 400;">de ícone do terror, outros personagens também se tornaram inesquecíveis, como Van Helsing, o mais famoso caçador de vampiros, com suas flores de alho e estaca de madeira. </span><b>&#8211; Giovanna Freisinger</b></p>
<hr />
<figure id="attachment_31737" aria-describedby="caption-attachment-31737" style="width: 553px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-31737" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/10/contos-de-amor-553x800.jpg" alt="Capa do livro “Contos de amor, de loucura e de morte”, do escritor uruguaio Horacio Quiroga e publicado pela Editora Iluminuras. Sobre um fundo bege claro, há os escritos em caixa alta e com serifa “Contos de amor, de loucura e de morte” em letras pretas, e “Horacio Quiroga” em vermelho. Abaixo, há o desenho de uma mão, em preto e branco, e do topo de um vidro, tampado por uma rolha." width="553" height="800" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/10/contos-de-amor-553x800.jpg 553w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/10/contos-de-amor.jpg 691w" sizes="auto, (max-width: 553px) 85vw, 553px" /><figcaption id="caption-attachment-31737" class="wp-caption-text">O que um travesseiro de plumas, uma galinha degolada e um solitário têm em comum? As palavras sangrentas de Horacio Quiroga! (Foto: Editora Iluminuras)</figcaption></figure>
<p><b>Horacio Quiroga &#8211; Contos de amor, de loucura e de morte (192 páginas, Editora Iluminuras)</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Andando em uma linha tênue entre a realidade e a imaginação, o uruguaio Horácio Quiroga mostra como o amor, a loucura e a morte se conectam. Passional e sangrenta, a coletânea possui histórias que beiram o delírio, o trauma e a dor. Regados pela angústia e pela inquietude, os contos são aterrorizantes, e trazem detalhes perturbadores, que assustam qualquer leitor. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">No livro, Quiroga escancara a violência, a instabilidade e o sofrimento presentes na vida humana, e apresenta – de forma nua, crua e descritiva – os mais insanos atos de paixão e de perecimento. Publicado originalmente em 1917, </span><i><span style="font-weight: 400;">Contos de amor, de loucura e de morte</span></i><span style="font-weight: 400;"> de Horacio Quiroga é um retrato do Horror e do Terror latino-americano, que – por meio de seus finais inesperados, e detalhes ditos e não ditos – consegue desestabilizar e amedrontar quem quer que esteja lendo. </span><b>&#8211; Laura Hirata-Vale</b></p>
<hr />
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="alignnone size-medium wp-image-31738" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/10/salem-1-558x800.jpg" alt="" width="558" height="800" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/10/salem-1-558x800.jpg 558w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/10/salem-1.jpg 697w" sizes="auto, (max-width: 558px) 85vw, 558px" /></p>
<p><b>Stephen King &#8211; Salem (464 páginas, Editora Suma)</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Nada como vampiros para animar um Dia das Bruxas &#8211; e disso Stephen King sabe bem. Para esconder o mistério, a versão brasileira do segundo romance da carreira do Rei do Horror mudou de </span><i><span style="font-weight: 400;">A Hora do Vampiro </span></i><span style="font-weight: 400;">para </span><i><span style="font-weight: 400;">Salem</span></i><span style="font-weight: 400;">, mas a fama que persegue o autor e o imaginário popular não o deixam esconder do que se trata. Isso porque uma casa misteriosa, pessoas doentes do dia para a noite com marcas no pescoço e corpos sumindo na calada da madrugada só podem indicar uma coisa.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">No entanto, King homenageia o </span><i><span style="font-weight: 400;">Drácula </span></i><span style="font-weight: 400;">de Bram Stoker como o mestre que é, unindo elementos comuns de história desse subgênero para criar um livro denso, mas que em nenhum momento deixa o leitor relaxar diante do mistério não confirmado. A aura cinzenta e sobrenatural da cidade de Jerusalem’s Lot &#8211; a Salem do título &#8211; se une à mitologia assombrosa da Casa Marsden e do quarteto diverso de personagens principais: um vampiro centenário, um padre atormentado, um escritor traumatizado pela infância na cidade e uma criança com uma mente fértil e mais coragem que os outros três juntos.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Em 464 páginas, Stephen King &#8211; na época, ainda no começo da carreira &#8211; mostra o porquê se tornou a lenda do terror que é hoje, prendendo a atenção do início ao fim no suspense do desconhecido e no apego por personagens cativantes. </span><i><span style="font-weight: 400;">Salem </span></i><span style="font-weight: 400;">virou um clássico por um motivo, mas leia de dia, com as janelas fechadas e um crucifixo a tiracolo. </span><b>&#8211; Vitória Gomez</b></p>
<hr />
<figure id="attachment_31742" aria-describedby="caption-attachment-31742" style="width: 416px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-31742" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/10/killers-1.jpg" alt=" Capa do livro Lady Killers. A obra possui uma capa de fundo cor-de-rosa pink com o título “Lady Killers” em grandes letras brancas no centro. Abaixo, há o texto “Assassinas em série” no mesmo tom de branco em letras menores e inscrito em um fundo oval preto. Nos quatro cantos da capa há ilustrações de cobras na cor preta e ,na parte central inferior, uma tesoura aberta sobre o logo da editora. Na porção superior, há o desenho de um olho dentro de um círculo branco, ele derrama uma lágrima preta. Acima da ilustração está o texto “Entre na mente das psicopatas”. O nome da autora está acima do título. " width="416" height="598" /><figcaption id="caption-attachment-31742" class="wp-caption-text">Entrando no mundo do true crime, o terror de Lady Killers é absolutamente real (Foto: Editora Darkiside)</figcaption></figure>
<p><b>Lady Killers &#8211; Assassinas em série (384 páginas, Editora Darkside) </b></p>
<p>Violência e sede de sangue sempre foram tônicas ligadas ao masculino e, se desde os primórdios da sociedade a mulher é traduzida pela delicadeza, esperar que elas também sejam autoras de assassinatos cruéis parece fora dos trilhos. É aí que <em>Lady Killers &#8211; Assassinas em série</em> entra para provar, em relatos reais, que a lembrança popular não contempla como os maiores crimes da história vem assinados pelas <em>ladys</em>.</p>
<p>Fugindo do lado comum do terror e suas criaturas fantásticas, a obra de Tori Telfer – traduzida no Brasil por Marcus Santana e Daniel Alvez da Cruz – é cruelmente verdadeira. Com uma escrita perspicaz e páginas recheadas de ilustrações feitas cirurgicamente por Jennifer Dahbura, a obra nos dá uma nova perspectiva da mente de grandes assassinas. Assustador em sua própria interpretação,<em> Lady Killers</em> vai pegar você também. <strong>&#8211; Jamily Rigonatto</strong></p>
<p>O post <a href="http://personaunesp.com.br/estante-do-persona-outubro-de-2023/">Estante do Persona &#8211; Outubro de 2023</a> apareceu primeiro em <a href="http://personaunesp.com.br">Persona | Jornalismo Cultural</a>.</p>
]]></content:encoded>
					
					<wfw:commentRss>http://personaunesp.com.br/estante-do-persona-outubro-de-2023/feed/</wfw:commentRss>
			<slash:comments>0</slash:comments>
		
		
		<post-id xmlns="com-wordpress:feed-additions:1">31734</post-id>	</item>
		<item>
		<title>Estante do Persona &#8211; Setembro de 2023</title>
		<link>http://personaunesp.com.br/estante-do-persona-setembro-de-2023/</link>
					<comments>http://personaunesp.com.br/estante-do-persona-setembro-de-2023/#respond</comments>
		
		<dc:creator><![CDATA[]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 29 Sep 2023 20:05:13 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Literatura]]></category>
		<category><![CDATA[2023]]></category>
		<category><![CDATA[A idiota]]></category>
		<category><![CDATA[A visita cruel do tempo]]></category>
		<category><![CDATA[Amábile Zioli]]></category>
		<category><![CDATA[Ana Cegatti]]></category>
		<category><![CDATA[Antes que o café esfrie]]></category>
		<category><![CDATA[Cartas de amor]]></category>
		<category><![CDATA[Estante do Persona]]></category>
		<category><![CDATA[Guilherme Dias Siqueira]]></category>
		<category><![CDATA[Guilherme Machado Leal]]></category>
		<category><![CDATA[História é tudo que me deixou]]></category>
		<category><![CDATA[O processo]]></category>
		<category><![CDATA[Raquel Freire]]></category>
		<category><![CDATA[Rebecca Ramos]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://personaunesp.com.br/?p=31510</guid>

					<description><![CDATA[<p>Em Setembro de 2023, o Estante do Persona se despede de um velho amigo, o amado por muitos, Clube do Livro. Mas a separação não termina um ciclo e, sim, inicia dois novos. A partir desta edição, as nossas publicações seguem caminhos diferentes em busca de um mesmo propósito: expandir os horizontes da Literatura no &#8230; <a href="http://personaunesp.com.br/estante-do-persona-setembro-de-2023/" class="more-link">Continue lendo<span class="screen-reader-text"> "Estante do Persona &#8211; Setembro de 2023"</span></a></p>
<p>O post <a href="http://personaunesp.com.br/estante-do-persona-setembro-de-2023/">Estante do Persona &#8211; Setembro de 2023</a> apareceu primeiro em <a href="http://personaunesp.com.br">Persona | Jornalismo Cultural</a>.</p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<figure id="attachment_31520" aria-describedby="caption-attachment-31520" style="width: 1024px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-31520" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/09/Estantewpsetembro.jpg" alt="Capa: O fundo é laranja. No centro, acima, está o logo do persona, um olho com íris vermelha e um pupila no formato de um play. Abaixo estão três livros empilhados; o primeiro diz “estante do”, o segundo “persona” e o terceiro está o mês, Setembro de 2023." width="1024" height="538" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/09/Estantewpsetembro.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/09/Estantewpsetembro-800x420.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/09/Estantewpsetembro-768x404.jpg 768w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-31520" class="wp-caption-text">Em Setembro, o Estante chega com novidades e velhos hábitos&#8221; (Texto de abertura: Jamily Rigonatto/ Arte: Raira Tiengo)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">Em Setembro de 2023, o</span><a href="https://personaunesp.com.br/tag/estante-do-persona/"><span style="font-weight: 400;"> Estante do Persona</span></a><span style="font-weight: 400;"> se despede de um velho amigo, o amado por muitos, Clube do Livro. Mas a separação não termina um ciclo e, sim, inicia dois novos. A partir desta edição, as nossas publicações seguem caminhos diferentes em busca de um mesmo propósito: expandir os horizontes da Literatura no Persona. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A nossa seleção mensal de dicas literárias continua aqui para atender todos os apaixonados pelos mistérios da escrita e suas óticas, sejam elas encantadoras ou </span><a href="https://personaunesp.com.br/as-primas-critica/"><span style="font-weight: 400;">grotescas</span></a><span style="font-weight: 400;">. Com muito cuidado e caminhando pela pluralidade do espaço-tempo, os membros da Editoria seguem indicando mensalmente obras capazes de despertar mistos de emoção e marcar trajetórias. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Enquanto isso, o </span><a href="https://personaunesp.com.br/tag/clube-do-livro/"><span style="font-weight: 400;">Clube do Livro</span></a><span style="font-weight: 400;"> vai reunir nossos leitores e colaboradores em datas mais que especiais para debates impactantes, trocas de experiências e o melhor da aventura que é ler e compartilhar. Nos nossos encontros, agora abertos ao público que nos acompanha, mora o convite para uma oportunidade de vivenciar a livre expressão fora das linhas de um texto corrido. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Agora, como costume bom vira tradição, deixamos títulos selecionados a dedo para quem quer apreciar os doces de uma boa escrita. Nos próximos meses, nossa estante ganha autores novos e muita informação sobre um </span><a href="https://personaunesp.com.br/category/literatura/"><span style="font-weight: 400;">universo</span></a><span style="font-weight: 400;"> que nunca vai se prender ao limite das páginas.</span></p>
<p><span id="more-31510"></span></p>
<h3>Dicas do Mês</h3>
<figure id="attachment_31517" aria-describedby="caption-attachment-31517" style="width: 534px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-31517" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/09/91ivFhbTKGL._AC_UF10001000_QL80_-534x800.jpg" alt="Capa do livro Virginia Woolf &amp; Vita Sackville-West: cartas de amor. O fundo tem uma textura pontilhada nas cores branco e preto, que compõem um degradê. Na parte superior central, está escrito “Virginia Woolf” em amarelo. Logo abaixo, centralizado, está escrito “&amp; Vita Sackville-West” também em amarelo. Embaixo do nome das autoras, há um desenho de um buquê de flor. Metade do buquê é composto por flores cujo traço lembra rabiscos e cujas cores são vermelho e bege. Já a outra metade do buquê é composta por flores cujo traço é mais realista e cujas cores são roxo, verde, amarelo, branco e rosa. No lado inferior direito, está escrito “Cartas de Amor” em amarelo. Na parte inferior da capa, centralizado, está o selo da editora “Morro Branco”." width="534" height="800" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/09/91ivFhbTKGL._AC_UF10001000_QL80_-534x800.jpg 534w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/09/91ivFhbTKGL._AC_UF10001000_QL80_.jpg 667w" sizes="auto, (max-width: 534px) 85vw, 534px" /><figcaption id="caption-attachment-31517" class="wp-caption-text">As cartas de Virginia Woolf e Vita Sackville-West eternizaram um romance grande demais para ser guardado em envelopes (Foto: Morro Branco)</figcaption></figure>
<p><b>Virginia Woolf e Vita Sackville-West &#8211; Virginia Woolf &amp; Vita Sackville-West: cartas de amor.</b> <b> (320 páginas, Morro Branco)</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Os historiadores provavelmente definiriam a relação de </span><a href="https://www.queridoclassico.com/2023/02/um-teto-todo-seu-virginia-woolf.html"><span style="font-weight: 400;">Virginia Woolf</span></a><span style="font-weight: 400;"> e Vita Sackville-West como uma amizade extremamente próxima. No entanto, seria ingênuo e covarde duvidar da intensidade de um amor tão íntimo quanto lírico entre duas mulheres que souberam fugir do esquecimento e, assim, viverem como lembranças da valentia sáfica. Esta, por sua vez, foi registrada em cartas trocadas por Woolf e Sackville-West ao longo de 20 anos, comprovando, inclusive, o fato de que o relacionamento à distância é uma moda antiga da vivência lésbica. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Com tradução de Camila von Holdefer e prefácio de </span><a href="https://www.matinaljornalismo.com.br/parentese/quadrinhos-em-revista/alison-bechdel-uma-jornada-em-torno-do-eu/"><span style="font-weight: 400;">Alison Bechdel</span></a><span style="font-weight: 400;">, </span><i><span style="font-weight: 400;">Virginia Woolf &amp; Vita Sackville-West: cartas de amor </span></i><span style="font-weight: 400;">é uma coletânea das principais correspondências escritas pelas duas autoras que exploraram um território até então temido: o da intimidade. Além disso, o livro é uma ressignificação do ato de se apaixonar, ou seja, é uma investigação a respeito de um sentimento cujo despertar é tudo, menos racional. Woolf e Sackville-West não estavam preocupadas em selecionar minuciosamente cada palavra que colocariam nos pedaços de papel. Na verdade, elas optavam por colocar qualquer frase e qualquer assunto que viesse à cabeça para evitar o confronto com a mais forte das palavras: amor. Eventualmente, as entrelinhas e a gradual explicitação as entregaram, assim como as transformaram em revolucionárias. </span><b>&#8211; Ana Cegatti</b></p>
<hr />
<figure id="attachment_31514" aria-describedby="caption-attachment-31514" style="width: 433px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-31514" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/09/a-idiota-1.jpg" alt="Capa do livro A idiota, de Elif Batuman. A cor do fundo é um tom claro de salmão. Ao centro, há uma fotografia antiga de uma pessoa: o fundo é marrom e ela veste uma camisa abotoada de manga comprida branca, com um cinto marrom na altura da cintura. Não podemos ver seu rosto pois ele foi riscado com o que aparenta ser uma caneta permanente preta. Na moldura da foto, há um risco com a mesma caneta em cima de um suposto nome e, ao lado e em letra de forma, o nome da autora. A imagem está “colada” ao fundo com um pedaço de fita na parte superior. O nome da obra se encontra no topo da capa, na cor preta e em caixa alta, e, na parte inferior, encontra-se o símbolo da editora Companhia das Letras." width="433" height="650" /><figcaption id="caption-attachment-31514" class="wp-caption-text">Por que não podia ser simplesmente o que era, por que sempre era necessário sentir falta de alguma coisa?” (Foto: Companhia das Letras)</figcaption></figure>
<p><b>Elif Batuman &#8211; A idiota (488 páginas, Companhia das Letras)</b></p>
<p><a href="https://www.companhiadasletras.com.br/livro/9788535932645/a-idiota"><i><span style="font-weight: 400;">A idiota</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, de Elif Batuman, se desenvolve a partir da entrada de Selin, filha de imigrantes turcos, em Harvard, no ano de 1995. Como todo jovem que ainda se sente perdido em meio a transição da adolescência para a vida adulta, Selin tenta encontrar o seu lugar em todos os caminhos que a vida a leva – ela se matricula em matérias das quais nunca ouviu falar, redescobre a amizade em uma colega sérvia e encontra o amor na troca de</span><i><span style="font-weight: 400;"> “</span></i><a href="https://literalmente.substack.com/p/especial-a-idiota-de-elif-batuman"><i><span style="font-weight: 400;">e-mails juvenis e pseudo-intelectuais-que-servem-de-flerte</span></i></a><i><span style="font-weight: 400;">”</span></i><span style="font-weight: 400;"> com um estudante húngaro.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O finalista do prêmio Pulitzer, traduzido no Brasil por Odorico Leal, entra para a lista de livros cujas sinopses são ‘sobre nada’: não possui acontecimentos marcantes, reviravoltas ou grandes dramas. Por outro lado, ele é capaz de captar a essência de uma fase que não é extraordinária, e é nisso que sua beleza se encontra. Com uma escrita leve, engraçada e, ao mesmo tempo, impactante e pungente, a obra de </span><a href="https://www.instagram.com/ebatuman/"><span style="font-weight: 400;">Batuman</span></a><span style="font-weight: 400;"> representa, de forma despretensiosa, honesta e real, toda a banalidade do que é ser jovem, deslocada, interessada e apaixonada. </span><b>&#8211; Raquel Freire</b></p>
<hr />
<figure id="attachment_31515" aria-describedby="caption-attachment-31515" style="width: 455px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-31515" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/09/Historia-E-Tudo-Que-Me-Deixou-Adam-Silvera-1.jpg" alt="Capa do livro “História É Tudo Que Me Deixou”. O desenho mostra dois garotos sentados no chão de um cômodo. Da esquerda para a direita, os meninos possuem, respectivamente, cabelos ruivos e loiros. A pintura possui tons esverdeados na composição do espaço que os meninos se encontram. Há também, acima dos meninos, desenhos de círculos esverdeados. Na parte superior central da pintura, está escrito “Adam Silvera, do mesmo autor de Os Dois Morrem No Final” estilizado com as letras azul e branca. No centro do desenho, há o título “História É Tudo Que Me Deixou”, com a letra branca. Ao lado inferior esquerdo da pintura, há uma citação da autora Nicole Yoon, de O Sol Também é uma Estrela, que escreveu “Este livro vai te fazer chorar, refletir e, depois, chorar um pouco mais”, estilizado com a letra branca. Na parte inferior central da pintura, há o logo da cor branca da Hoo Editora" width="455" height="672" /><figcaption id="caption-attachment-31515" class="wp-caption-text">História é tudo que me deixou envolve o leitor em uma trama sobre a efemeridade da vida e os estágios do luto (Foto: Hoo Editora)</figcaption></figure>
<p><b>Adam Silvera &#8211; História é tudo que me deixou (336 páginas, Hoo Editora)</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O autor Adam Silvera se consagrou, nos últimos anos, como um dos escritores mais notáveis pertencentes ao sub-gênero </span><a href="https://www.livrobingo.com.br/young-adult"><i><span style="font-weight: 400;">Young Adult</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> – histórias para jovens adultos. Em seus livros, o foco é a dinâmica da população LGBTQIAPN+ com os sentimentos de aceitação, luto e amor. Em </span><i><span style="font-weight: 400;">História É Tudo Que Me Deixou</span></i><span style="font-weight: 400;">, Griffin recebe a notícia de que seu ex-namorado, Theo, morreu em um acidente. Esse é o ponto de partida que leva o protagonista a embarcar em uma trama de superação da tragédia vivida pelo seu primeiro amor. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Com uma premissa apoiada na perda de um ente querido, o</span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=kDjzdp6gzTc"><span style="font-weight: 400;"> segundo livro</span></a><span style="font-weight: 400;"> do nova-iorquino fala, nas mais de 300 páginas, sobre como ocupamos diversos papéis na vida de uma pessoa. Nesse sentido, Theo, antes de morrer, não estava mais com Griffin, mas com Jackson, seu namorado da época em que o acidente aconteceu. Ao longo da narrativa, o ex precisa entender que o seu finado amor, queira ele ou não, encontrou outra pessoa que mudou o seu mundo. Por esse lado, a narrativa foca em unir os dois amores no processo de cura do amor que ambos possuíam pelo garoto.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Dessa forma, </span><i><span style="font-weight: 400;">História é tudo que me deixou</span></i><span style="font-weight: 400;">, traduzido por </span><a href="https://loja.universodoslivros.com.br/marca/hoo-editora.html"><span style="font-weight: 400;">Cristina Lasaitis</span></a><span style="font-weight: 400;"> aqui no Brasil, se destaca pelo cuidado do autor ao tocar em temas delicados. Emocionante do começo ao fim, a história de dois meninos que precisam passar, juntos, pelo doloroso processo de um luto, se afirma como um dos retratos mais crus de um sentimento universal. Embora haja um pano de fundo devastador, a obra não cai no estereótipo de histórias trágicas da comunidade LGBTQIAPN+. Muito pelo contrário, Adam Silvera consegue cativar o público com a profundidade de seus personagens, ganhando a empatia do leitor a partir do primeiro contato com o mundo criado pelo escritor.  </span><b>&#8211; Guilherme Machado Leal</b></p>
<hr />
<figure id="attachment_31511" aria-describedby="caption-attachment-31511" style="width: 284px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-31511" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/09/O-Processo-1.jpg" alt="Capa do livro O Processo de Franz Kafka, A capa ilustra, em um esboço e em traços pretos em um fundo branco, vários corredores e escadas que se direcionam de maneira confusa por todo o desenho. Próximas dessas escadas existem placas em formato de setas que apontam para portas com os dizeres “Relatórios”, “RH”, &quot;Requerimentos&quot; e &quot;Expedição&quot;. Há um homem, também desenhado em forma de esboço, que se repete através da imagem, subindo e descendo as mesmas escadas, ele usa terno, gravata e um óculos. Na parte superior do livro está escrito em letras brancas e grandes, “Kafka, O Processo” e na parte inferior há o nome da editora “ Via Leitura” " width="284" height="425" /><figcaption id="caption-attachment-31511" class="wp-caption-text">A realidade absurda de Franz Kafka se impõe aos personagens de O Processo (Foto: Via Leitura)</figcaption></figure>
<p><b>Franz Kafka &#8211; O Processo  (192 páginas, Via Leitura)</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Em </span><a href="https://edipro.com.br/livro/o-processo/"><i><span style="font-weight: 400;">O Processo</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, no começo de um dia aparentemente comum, o bancário Josef K. é detido em seu quarto por um grupo de guardas que o informam de um processo, no qual ele é acusado, não por um tribunal comum, mas por um misterioso tribunal que funciona em um sótão abafado. A partir deste ponto, a vida relativamente pacata de K. é tomada pela paranóia e pelas inúmeras tentativas de desenrolar o novelo de burocracia e relações pouco transparentes que envolvem seu processo.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O livro é um dos mais famosos de </span><a href="https://edipro.com.br/?s=Franz+Kafka&amp;post_type=product"><span style="font-weight: 400;">Franz Kafka</span></a><span style="font-weight: 400;">, tendo sido publicado em 1925, ano seguinte à morte do autor. A obra – traduzida no Brasil por Modesto Carone – harmoniza com o que se tornaram temas-chave dos séculos XX e XXI, como a distopia, a violência física e psicológica, o abuso de autoridade e a opressão, que proporcionou ao romance uma sobrevida para além de seu tempo, explorando a relação entre o ser humano e o poder. </span><b>&#8211; Guilherme Dias Siqueira</b></p>
<hr />
<figure id="attachment_31513" aria-describedby="caption-attachment-31513" style="width: 294px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-31513" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/09/Antes-que-o-cafe-esfrie1.jpg" alt="Capa do livro: “Antes que o café esfrie”. Num fundo branco e azul, duas cadeiras de madeira estão centralizadas próximas a uma mesa, sendo esta também de madeira. Em cima da mesa, existem duas xícaras de café e um abajur branco. Logo abaixo, um gato marrom e cinza. O título do livro está à direita em cores azuis, enquanto o nome do autor está na parte inferior" width="294" height="445" /><figcaption id="caption-attachment-31513" class="wp-caption-text">A atenção plena é um encontro com a realidade (Foto: Editora Valentina)</figcaption></figure>
<p><b>Toshikazu Kawaguchi &#8211; Antes que o café esfrie (</b><b>208 páginas</b><b>, </b><b>Editora Valentina</b><b>)</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Quem você encontraria pela última vez se fosse possível viajar no tempo? O que teria feito de diferente? O presente não muda, mas as pessoas, sim. Em um pequeno e misterioso café nas ruas de Tóquio existe uma lenda urbana de que é possível retornar ao passado, porém, com apenas uma condição: é preciso voltar antes que o café esfrie.Em </span><a href="https://www.amazon.com.br/Antes-caf%C3%A9-esfrie-Toshikazu-Kawaguchi/dp/6588490364/ref=sr_1_1?adgrpid=129036442240&amp;hvadid=595901664943&amp;hvdev=c&amp;hvlocphy=9100576&amp;hvnetw=g&amp;hvqmt=e&amp;hvrand=10600662738815053998&amp;hvtargid=kwd-1629409669186&amp;hydadcr=11808_13330840&amp;keywords=antes+que+o+caf%C3%A9+esfrie&amp;qid=1696014389&amp;sr=8-1"><i><span style="font-weight: 400;">Antes que o café esfrie</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, quatro histórias são contadas e, embora sejam bem distintas, o laço que as une é a vontade de mudança e inquietação com o presente.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">As profundas reflexões trazidas pelo livro são incontáveis, mas certamente baseadas na noção de que não se há controle absoluto sobre os eventos passados e, sim, de que forma pode-se moldar quem queremos ser no presente. A universalidade desta ideia no imaginário popular apenas conecta diversas pessoas de múltiplas histórias e vivências, reforçando, desta forma, a relevância do livro num contexto geral. A partir disso, basta nos contentarmos com a viagem e aproveitarmos a nossa experiência atual antes que o café realmente esfrie.</span><b>&#8211; Rebecca Ramos</b></p>
<hr />
<figure id="attachment_31512" aria-describedby="caption-attachment-31512" style="width: 557px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-31512" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/09/a-visita-1-557x800.jpg" alt="Capa do livro A visita cruel do tempo. A capa do livro ilustra, sem clareza, a silhueta do rosto de várias pessoas através de rabiscos pretos. As pessoas são diferenciadas por cores, a mais acima é vermelha, seguida da cor rosa, verde e, por último, azul. No canto superior direito está escrito “O melhor livro que você terá nas mãos. Los Angeles Times” em amarelo. Embaixo, o título do livro em branco, “A visita cruel do tempo” e, ao lado, o nome da autora em azul, “Jennifer Egan”. Abaixo dos dois há, em amarelo, o escrito “Vencedor do Pulitzer”." width="557" height="800" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/09/a-visita-1-557x800.jpg 557w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/09/a-visita-1.jpg 696w" sizes="auto, (max-width: 557px) 85vw, 557px" /><figcaption id="caption-attachment-31512" class="wp-caption-text">“Ele sentia entre os dois uma compreensão demasiado profunda para ser articulada: a consciência indizível de que tudo está perdido.” (Foto: Intrínseca)</figcaption></figure>
<p><b>Jennifer Egan &#8211; A visita cruel do tempo (336 páginas, Intrínseca)</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Durante um bloqueio criativo, Jennifer Egan quis fugir da regularidade de suas histórias e assim nasceu </span><a href="https://www.cartacapital.com.br/blogs/a-redoma-de-livros/jennifer-egan-e-a-visita-cruel-do-tempo/"><i><span style="font-weight: 400;">A visita cruel do tempo</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, ganhador do Pulitzer de 2011. O romance é dividido em 13 capítulos e segue a vida de diversas pessoas diferentes em anos completamente isolados. O que no começo pode parecer uma bagunça, mais tarde nos acostuma e passamos a gostar do caos cronológico e do amontoado de personagens.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Como em seu nome, o livro mostra que o tempo carrega uma crueldade inerente a si, e não há como escapar. Ao longo da trama, vemos amigos se separando, vidas sendo destruídas e ciclos se encerrando, tudo por interferência do personagem principal de </span><a href="https://intrinseca.com.br/autor/jennifer-egan/"><span style="font-weight: 400;">Egan</span></a><span style="font-weight: 400;">: a cronologia abstrata, impiedosa e insensível. </span><b>&#8211; Amábile Zioli</b></p>
<p>&nbsp;</p>
<p>O post <a href="http://personaunesp.com.br/estante-do-persona-setembro-de-2023/">Estante do Persona &#8211; Setembro de 2023</a> apareceu primeiro em <a href="http://personaunesp.com.br">Persona | Jornalismo Cultural</a>.</p>
]]></content:encoded>
					
					<wfw:commentRss>http://personaunesp.com.br/estante-do-persona-setembro-de-2023/feed/</wfw:commentRss>
			<slash:comments>0</slash:comments>
		
		
		<post-id xmlns="com-wordpress:feed-additions:1">31510</post-id>	</item>
		<item>
		<title>Sobre a Terra Somos Belos por Um Instante: Ocean Vuong e a escrita como coragem de quem não tem escolha</title>
		<link>http://personaunesp.com.br/sobre-a-terra-somos-belos-por-um-instante/</link>
					<comments>http://personaunesp.com.br/sobre-a-terra-somos-belos-por-um-instante/#respond</comments>
		
		<dc:creator><![CDATA[]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 25 Aug 2023 21:14:37 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Literatura]]></category>
		<category><![CDATA[2021]]></category>
		<category><![CDATA[Análise]]></category>
		<category><![CDATA[Autobiografia]]></category>
		<category><![CDATA[Cartas]]></category>
		<category><![CDATA[Céu noturno crivado de balas]]></category>
		<category><![CDATA[Clube do Livro]]></category>
		<category><![CDATA[Colonialismo]]></category>
		<category><![CDATA[Crítica]]></category>
		<category><![CDATA[Crítica literária]]></category>
		<category><![CDATA[Estados Unidos]]></category>
		<category><![CDATA[Estante do Persona]]></category>
		<category><![CDATA[Estante do Persona Maio 2023]]></category>
		<category><![CDATA[Guerra do Vietnã]]></category>
		<category><![CDATA[Identidade]]></category>
		<category><![CDATA[Luto]]></category>
		<category><![CDATA[Maternidade]]></category>
		<category><![CDATA[Memória]]></category>
		<category><![CDATA[Ocean Vuong]]></category>
		<category><![CDATA[Poema]]></category>
		<category><![CDATA[Poesia]]></category>
		<category><![CDATA[Política]]></category>
		<category><![CDATA[Queer]]></category>
		<category><![CDATA[Refugiados]]></category>
		<category><![CDATA[Romance]]></category>
		<category><![CDATA[Sexualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Sobre a terra somos belos por um instante]]></category>
		<category><![CDATA[Vietnã]]></category>
		<category><![CDATA[Violência]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://personaunesp.com.br/?p=31353</guid>

					<description><![CDATA[<p>Mariana Freire de Moraes “Estou escrevendo para você de dentro de um corpo que era teu. O que é o mesmo que dizer: estou escrevendo como um filho.” Nas primeiras páginas de Sobre a terra somos belos por um instante, o autor Ocean Vuong constrói sua posição durante toda a narrativa na tentativa de se &#8230; <a href="http://personaunesp.com.br/sobre-a-terra-somos-belos-por-um-instante/" class="more-link">Continue lendo<span class="screen-reader-text"> "Sobre a Terra Somos Belos por Um Instante: Ocean Vuong e a escrita como coragem de quem não tem escolha"</span></a></p>
<p>O post <a href="http://personaunesp.com.br/sobre-a-terra-somos-belos-por-um-instante/">Sobre a Terra Somos Belos por Um Instante: Ocean Vuong e a escrita como coragem de quem não tem escolha</a> apareceu primeiro em <a href="http://personaunesp.com.br">Persona | Jornalismo Cultural</a>.</p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<figure id="attachment_31358" aria-describedby="caption-attachment-31358" style="width: 800px" class="wp-caption aligncenter"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-31358" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/08/capa_word_press-800x420.png" alt="" width="800" height="420" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/08/capa_word_press-800x420.png 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/08/capa_word_press-768x404.png 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/08/capa_word_press.png 1024w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-31358" class="wp-caption-text">A estreia de Ocean Vuong na prosa, após a aclamada reunião de poemas Céu noturno crivado de balas, é um complexo testemunho autobiográfico escolhido pelo Clube do Livro do Persona (Foto: Rocco/Arte: Francisco Tigre)</figcaption></figure>
<p><strong>Mariana Freire de Moraes</strong></p>
<blockquote><p>“<i>Estou escrevendo para você de dentro de um corpo que era teu. O que é o mesmo que dizer: estou escrevendo como um filho.</i>”</p></blockquote>
<p><span style="font-weight: 400;">Nas primeiras páginas de </span><a href="https://www.rocco.com.br/livro/sobre-a-terra-somos-belos-por-um-instante/"><i><span style="font-weight: 400;">Sobre a terra somos belos por um instante</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, o autor Ocean Vuong constrói sua posição durante toda a narrativa na tentativa de se refazer, se ver e perdoar por meio da alteridade de uma comunicação ao mesmo tempo concreta e hipotética. Através do resgate analítico da memória e da apresentação do ambiente, Vuong, chamado de Cachorrinho pela avó, escreve cartas para sua mãe, analfabeta funcional, revisitando episódios da infância no Vietnã e de sua adolescência nos Estados Unidos.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Colonialismo, maternidade, identidade, sexualidade, violência e luto são os pilares do livro, cujos episódios de trauma rememorados traçam um caminho linear para o entendimento da história de três gerações da </span><a href="https://amp.theguardian.com/books/2017/oct/03/ocean-vuong-forward-prize-vietnam-war-saigon-night-sky-with-exit-wounds"><span style="font-weight: 400;">família do escritor</span></a><span style="font-weight: 400;">,</span> <span style="font-weight: 400;">e as complexidades recalcadas de pessoas estruturadas em meio à guerra, ao preconceito, ao refúgio e à vulnerabilidade. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Começando pelas memórias quando criança em um Vietnã desestabilizado pela guerra, Cachorrinho – a maneira que Vuong também se retrata em sua escrita – inicia o romance relembrando das primeiras vezes em que sua </span><a href="https://www.anothermag.com/fashion-beauty/14347/bjork-ocean-vuong-in-conversation-another-magazine-aw22"><span style="font-weight: 400;">mãe</span></a><span style="font-weight: 400;"> foi violenta com ele. No acesso à infância, o escritor lembra alguns momentos em que ensina a matriarca a escrever, reproduzindo o que aprendeu naquele dia no jardim de infância. Esse é o momento em que a vulnerabilidade de quem o cria é escancarada para ele e que percebe que possui o que ela precisa para resolver esse problema. De uma forma sutil e perturbadora, esse episódio demonstra a maneira que o autor consegue colocar os dois se olhando do mesmo lugar. </span></p>
<blockquote><p><span style="font-weight: 400;">“</span><i><span style="font-weight: 400;">Você é uma mãe, Mãe. Você também é um monstro. Mas eu também sou – e é por isso que eu não posso me afastar de você. E é por isso que eu peguei a mais solitária criação de deus e te coloquei dentro dela.</span></i><span style="font-weight: 400;">”</span></p></blockquote>
<figure id="attachment_31354" aria-describedby="caption-attachment-31354" style="width: 401px" class="wp-caption aligncenter"><img loading="lazy" decoding="async" class=" wp-image-31354" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/08/602-559x800.webp" alt="Na foto, duas mulheres e uma criança estão sentadas em um banco de madeira. As mulheres ficam nos cantos, enquanto o bebê no meio. Estão dentro de uma casa, ao fundo, aparece o vulto de outra mulher, do lado de fora do cômodo. Atrás, percebe-se uma janela, uma porta e roupas penduradas. No primeiro plano, uma mulher, ao canto esquerdo, está sentada ao lado de uma criança pequena. Sua pele é amarela, seus cabelos pretos estão presos. Ela veste um macacão branco, com estampa de flores azuis. Está descalça e sorri fixadamente à câmera. Assim como a criança ao seu lado, que também tem cabelos e olhos pretos. Veste uma camiseta branca com uma gola laranja e estampada com desenhos, que está enfiada dentro de um shorts roxo claro. Ao lado da criança, à direita, uma outra mulher, de cabelo curto e preto, na altura do pescoço e com uma franja cortada, também sorri à foto. Ela usa uma blusa rosa clara e uma calça branca. Está de pernas cruzadas." width="401" height="574" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/08/602-559x800.webp 559w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/08/602.webp 600w" sizes="auto, (max-width: 401px) 85vw, 401px" /><figcaption id="caption-attachment-31354" class="wp-caption-text">A foto que ilustra a edição estadunidense de Céu noturno crivado de balas retrata o autor com dois anos, ao lado de sua mãe e sua tia no campo de refugiados nas Filipinas (Foto: Ocean Vuong)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">Passando pela situação de </span><a href="https://www.acnur.org/portugues/quem-ajudamos/refugiados/"><span style="font-weight: 400;">refugiado</span></a><span style="font-weight: 400;"> quando criança, em um paralelo sensível com o nascimento e morte de sua avó – entre o Vietnã e Estado Unidos –, a narrativa se torna mais política e identitária. A partir do momento que Cachorrinho conta a história das mulheres que o criaram, frutos de um estupro de guerra, nada segue sem que pautas sociais sejam colocadas de forma explícita, no entanto, nunca deixando com que a </span><a href="https://www.quatrocincoum.com.br/br/resenhas/literatura/como-alguem-pode-ser-uma-sensacao"><span style="font-weight: 400;">poética</span></a><span style="font-weight: 400;"> fique em segundo plano. Assim, Vuong cria uma atmosfera sólida de questionamento, ao mesmo tempo que deixa claro as complexidades subjetivas geradas a partir desses contextos, e quão decisivas são essas condições para que ele seja ele mesmo, a mãe seja a mãe e o país seja o país. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Chegando aos Estados Unidos, na casa de seu pai com quem nunca conviveu, o escritor tem um espaço para descobrir e explorar sua sexualidade (atualmente se identifica como uma pessoa </span><a href="https://g1.globo.com/google/amp/pop-arte/diversidade/noticia/2022/06/29/o-que-e-ser-queer.ghtml"><span style="font-weight: 400;">queer</span></a><span style="font-weight: 400;">). No livro, Vuong relata suas primeiras experiências com um homem pobre como ele, porém branco: Trevor, a única pessoa com quem ele realmente desenvolve uma relação além de sua mãe e avó. De uma forma totalmente analítica, o escritor apresenta todas as fases dessa relação, passando pelo estranhamento, o escatológico, as drogas, o entendimento, a identidade, o amor e a morte. Cachorrinho pôde conhecer a vulnerabilidade e a violência do amor e de uma relação que requer um entendimento político, social, subjetivo e identitário que não foi apresentado a nenhum dos dois, tornando tudo mais difícil e mais intenso na mesma medida.</span></p>
<figure id="attachment_31355" aria-describedby="caption-attachment-31355" style="width: 800px" class="wp-caption aligncenter"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-31355" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/08/ocean-vuong-and-mother-800x583.webp" alt=" Sob o fundo de um arbusto flores vermelhas, o autor, criança, é segurado no colo por sua mãe, que tem seu cabelo cacheado cortado curto e usa uma camisa manga longa vermelha, com uma estampa preta na frente. A criança usa uma camiseta polo branca com listras azuis claras e escuras, e uma parte de baixo azulada. Segura um coelho de pelúcia branco, com detalhes lilases." width="800" height="583" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/08/ocean-vuong-and-mother-800x583.webp 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/08/ocean-vuong-and-mother-1024x746.webp 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/08/ocean-vuong-and-mother-768x560.webp 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/08/ocean-vuong-and-mother-1536x1119.webp 1536w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/08/ocean-vuong-and-mother-2048x1492.webp 2048w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/08/ocean-vuong-and-mother-1200x875.webp 1200w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-31355" class="wp-caption-text">Quando sua mãe faleceu de complicações de um câncer de mama, Vuong demonstrou seu luto nas redes sociais: ‘‘(&#8230;) você me ensinou que nossa dor não é nosso destino – mas nossa razão.’’ (Foto: Ocean Vuong)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">O resgate da memória nas passagens da infância no meio da narrativa linear da história do Cachorrinho é o traço mais analítico de </span><i><span style="font-weight: 400;">Sobre a Terra Somos Belos por um Instante</span></i><span style="font-weight: 400;">. Ocean Vuong usa a </span><a href="https://www.theguardian.com/books/2023/jun/03/ocean-vuong-i-dont-believe-writer-should-just-keep-writing-as-long-as-theyre-alive-time-is-a-mother-paperback"><span style="font-weight: 400;">escrita</span></a><span style="font-weight: 400;"> como ferramenta de articulação e busca, narrando sempre em primeira pessoa e, diretamente com a sua mãe, faz com que o objetivo de suas cartas nunca seja esquecido: dizer que se é. As coisas mais duras são lembradas de um jeito poético e grotesco, e quase sempre seguidas de uma imagem que bate de frente com a beleza apresentada de forma visual pela escrita. </span></p>
<blockquote><p><i><span style="font-weight: 400;">“Uma vez você me perguntou o que é ser um escritor. Então vamos lá. Sete dos meus amigos estão mortos. Quatro de overdose.”</span></i></p></blockquote>
<p><span style="font-weight: 400;">Cachorrinho tem acesso ao </span><a href="https://talkeasypod.com/ocean-vuong/"><span style="font-weight: 400;">significado social</span></a><span style="font-weight: 400;"> de sua existência a partir do momento em que começa a reunir os episódios traumáticos de sua vida e colocá-los em uma posição de questionamento: ser um homem vietnamita refugiado, queer, adicto e pobre nos Estados Unidos </span><a href="https://gayletter.com/ocean-vuong/"><span style="font-weight: 400;">significa algo</span></a><span style="font-weight: 400;">. Além disso,as pessoas em volta dele fazem parte desse significado e a escrita tem o papel de síntese de sua própria vida. É como se, caso não fosse um escritor, Vuong jamais poderia contar quem é a ninguém, nem mesmo a sua mãe.</span></p>
<div class="jetpack-video-wrapper"><iframe loading="lazy" title="Ocean Vuong Shares His Advice for Aspiring Writers | Louisiana Channel" width="840" height="473" src="https://www.youtube.com/embed/mG7JpAg1mrw?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen></iframe></div>
<p><span style="font-weight: 400;">A busca pela </span><a href="https://www.gq.com/story/ocean-vuong-interview"><span style="font-weight: 400;">identidade</span></a><span style="font-weight: 400;"> nunca acaba, mas toma um outro caráter. Depois que Cachorrinho entende sua existência, quem sua mãe e sua avó foram, e quem seu novo país abriga, o fluxo se torna outro e assume uma calma assustada de quem sabe que seu lugar está predefinido. Então, a subjetividade assume, mais que nunca, o papel de resgate do que nunca foi dado e uma possibilidade de se reconhecer no mundo. A escrita é o que salva: é o que salvou Cachorrinho de sua relação com sua mãe, que termina o livro rindo enquanto se lembra. </span></p>
<blockquote><p><i><span style="font-weight: 400;">“Porque o pôr do sol, assim como a sobrevivência, existe apenas à beira de seu desaparecimento. Para ser belo, você primeiro precisa ser visto, mas ser visto sempre permite que você seja caçado.”</span></i></p></blockquote>
<p>O post <a href="http://personaunesp.com.br/sobre-a-terra-somos-belos-por-um-instante/">Sobre a Terra Somos Belos por Um Instante: Ocean Vuong e a escrita como coragem de quem não tem escolha</a> apareceu primeiro em <a href="http://personaunesp.com.br">Persona | Jornalismo Cultural</a>.</p>
]]></content:encoded>
					
					<wfw:commentRss>http://personaunesp.com.br/sobre-a-terra-somos-belos-por-um-instante/feed/</wfw:commentRss>
			<slash:comments>0</slash:comments>
		
		
		<post-id xmlns="com-wordpress:feed-additions:1">31353</post-id>	</item>
		<item>
		<title>Estante do Persona &#8211; Maio de 2023</title>
		<link>http://personaunesp.com.br/estante-do-persona-maio-de-2023/</link>
					<comments>http://personaunesp.com.br/estante-do-persona-maio-de-2023/#respond</comments>
		
		<dc:creator><![CDATA[]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 28 Jun 2023 20:38:55 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Literatura]]></category>
		<category><![CDATA[A cabeça do santo]]></category>
		<category><![CDATA[A Vagabunda]]></category>
		<category><![CDATA[Amábile Zioli]]></category>
		<category><![CDATA[Bella Mackie]]></category>
		<category><![CDATA[Clara Sganzerla]]></category>
		<category><![CDATA[Clube do Livro]]></category>
		<category><![CDATA[Clube do Livro Maio 2023]]></category>
		<category><![CDATA[Como Matei Minha Querida Família]]></category>
		<category><![CDATA[Estante do Persona]]></category>
		<category><![CDATA[Estante do Persona Maio 2023]]></category>
		<category><![CDATA[Guilherme Dias Siqueira]]></category>
		<category><![CDATA[Malibu Renasce]]></category>
		<category><![CDATA[Michael Crichton]]></category>
		<category><![CDATA[Nathan Nunes]]></category>
		<category><![CDATA[O Mundo Perdido]]></category>
		<category><![CDATA[Ocean Vuong]]></category>
		<category><![CDATA[Olga Tokarczuk]]></category>
		<category><![CDATA[Raquel Freire]]></category>
		<category><![CDATA[Sidonie Gabrielle Colette]]></category>
		<category><![CDATA[Sobre a terra somos belos por um instante]]></category>
		<category><![CDATA[Sobre os ossos dos mortos]]></category>
		<category><![CDATA[Socorro Acioli]]></category>
		<category><![CDATA[Taylor Jenkins Reid]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://personaunesp.com.br/?p=31196</guid>

					<description><![CDATA[<p>&#160; Depois de apreciar a vida da gente fina Rita Lee, em Rita Lee: uma autobiografia, o Clube do Livro do Persona alçou voo para trajetos marcados por cicatrizes profundas. Em Maio de 2023, nossos leitores tiveram a oportunidade de conhecer os relatos melancólicos do primeiro Romance do poeta Ocean Vuong, Sobre a terra somos &#8230; <a href="http://personaunesp.com.br/estante-do-persona-maio-de-2023/" class="more-link">Continue lendo<span class="screen-reader-text"> "Estante do Persona &#8211; Maio de 2023"</span></a></p>
<p>O post <a href="http://personaunesp.com.br/estante-do-persona-maio-de-2023/">Estante do Persona &#8211; Maio de 2023</a> apareceu primeiro em <a href="http://personaunesp.com.br">Persona | Jornalismo Cultural</a>.</p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>&nbsp;</p>
<figure id="attachment_31209" aria-describedby="caption-attachment-31209" style="width: 800px" class="wp-caption aligncenter"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-31209" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/06/estantemaiowp-1-800x420.jpg" alt="" width="800" height="420" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/06/estantemaiowp-1-800x420.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/06/estantemaiowp-1-768x404.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/06/estantemaiowp-1.jpg 1024w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-31209" class="wp-caption-text">Nas profundezas de um intimismo visceral, Sobre a terra somos belos por um instante foi a leitura do Clube do Livro de Maio (Foto: Rocco/ Arte: / Texto de abertura: Jamily Rigonatto)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">Depois de apreciar a vida da gente fina Rita Lee, em </span><a href="https://personaunesp.com.br/rita-lee-uma-autobiografia-critica/"><i><span style="font-weight: 400;">Rita Lee: uma autobiografia</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, o Clube do Livro do Persona alçou voo para trajetos marcados por cicatrizes profundas. Em Maio de 2023, nossos leitores tiveram a oportunidade de conhecer os relatos melancólicos do primeiro Romance do poeta Ocean Vuong, </span><i><span style="font-weight: 400;">Sobre a terra somos belos por um instante</span></i><span style="font-weight: 400;">. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Carregando uma carga emocional de proporções ímpares, o texto chegou ao Brasil em 2021 pela editora Rocco, e conta com tradução de </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=0jydA7eIN5Y"><span style="font-weight: 400;">Rogério Galindo.</span></a><span style="font-weight: 400;"> Na trama, narrada melodicamente pelo protagonista Cachorrinho, somos apresentados a uma história sobre lembranças familiares, amores silenciados e revelações angustiadas que por muito tempo estiveram em cativeiro. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O </span><a href="https://www.theguardian.com/books/2019/jun/09/ocean-vuong-on-earth-we-are-briefly-gorgeous-interview"><span style="font-weight: 400;">livro</span></a><span style="font-weight: 400;"> apresenta uma linguagem bastante singular e caminha por um espaço fluido entre a convencionalidade dos romances e a indefinição literária. Através de termos rítmicos e bastante poetizados, a sensação é de fazer parte de um espaço tão consciente quanto imprevisto. As 224 páginas não podem se classificar diretamente como poesia, mas absolutamente repousam sobre os limites de uma vulnerabilidade encantadora. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A obra ainda reflete espectros sociais, econômicos e raciais, já que trata sobre os laços familiares de imigrantes vietnamitas vivendo nos Estados Unidos. Os tons das discussões relacionadas a papéis de </span><a href="https://www.today.com/tmrw/earth-we-re-briefly-gorgeous-author-ocean-vuong-how-queerness-t219397"><span style="font-weight: 400;">gênero e sexualidade</span></a><span style="font-weight: 400;"> também ganham grandes doses de protagonismo, lembrando que a sinceridade de ser e sentir é bela por muito mais que um instante. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">E enquanto o tempo continua seu trabalho marcando as vidas no eterno mistério dos momentos, as palavras continuam compondo a emoção daqueles que as apreciam. Por isso, o</span><b> Estante do Persona de Maio de 2023</b><span style="font-weight: 400;"> segue com suas dicas e opiniões sobre os mais variados temas abordados pela </span><a href="https://personaunesp.com.br/tag/estante-do-persona/"><span style="font-weight: 400;">Literatura</span></a><span style="font-weight: 400;">. </span></p>
<p><span id="more-31196"></span></p>
<h3>Livro do Mês</h3>
<figure id="attachment_31206" aria-describedby="caption-attachment-31206" style="width: 539px" class="wp-caption aligncenter"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-31206" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/06/61ipj1oNg5L._AC_UF10001000_QL80_-539x800.jpg" alt="" width="539" height="800" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/06/61ipj1oNg5L._AC_UF10001000_QL80_-539x800.jpg 539w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/06/61ipj1oNg5L._AC_UF10001000_QL80_.jpg 674w" sizes="auto, (max-width: 539px) 85vw, 539px" /><figcaption id="caption-attachment-31206" class="wp-caption-text">A leitura do Clube do Livro do Persona é a estreia do premiado autor, por seus livros de poesia, no romance (Foto: Rocco)</figcaption></figure>
<p><b>Ocean Vuong — Sobre a terra somos belos por um instante (</b><b>224 páginas, Rocco)</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">As <a href="https://personaunesp.com.br/category/literatura/">leituras do Persona</a> já transitaram em vários dos temas que abatem a prosa poética de Ocean Vuong em </span><a href="https://www.rocco.com.br/livro/sobre-a-terra-somos-belos-por-um-instante/"><i><span style="font-weight: 400;">Sobre a terra somos belos por um instante</span></i></a><i><span style="font-weight: 400;">. </span></i><span style="font-weight: 400;">Em sua instância epistolar, Vuong preenche os vazios emocionais e sociais que o separa e, complexamente, o une a sua mãe — uma mulher vietnamita analfabeta, a quem escreve  —; não muito diferente do que </span><a href="https://personaunesp.com.br/tag/annie-ernaux/"><span style="font-weight: 400;">Annie Ernaux</span></a><span style="font-weight: 400;"> faz do retrato paterno em </span><a href="https://personaunesp.com.br/estante-do-persona-setembro-de-2022/#:~:text=Annie%20Ernaux%20%E2%80%93%20O%20lugar%20(72%20p%C3%A1ginas%2C%20F%C3%B3sforo)"><i><span style="font-weight: 400;">O lugar</span></i></a><i><span style="font-weight: 400;">, </span></i><span style="font-weight: 400;">ou à brutal ficcionalização de si em Marguerite Duras. No entanto, mesmo que os feitos do jovem poeta ressoem a uma memória quase corporal de textos sobre a maternidade e que almejam alcançar o sentido entre o sentimento, ancestralidade e de remorso de relações problemáticas, como os poemas de </span><a href="https://claudiowiller.wordpress.com/2014/06/03/kaddish-de-allen-ginsberg-1926-1997/"><span style="font-weight: 400;">Allen Ginsberg</span></a><span style="font-weight: 400;"> e </span><a href="https://revistacult.uol.com.br/home/louise-gluck-por-camila-assad/"><span style="font-weight: 400;">Louise Gluck</span></a><span style="font-weight: 400;">, Vuong aprimora o gênero a partir de uma literatura em que a ternura é dimensionada a partir da violência.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A partir de uma maestria na construção de <a href="https://personaunesp.com.br/estante-do-persona-novembro-de-2022/#:~:text=Do%20autor%20lusitano,%E2%80%93%20Raquel%20Freire">imagens poéticas</a> intrincadas, o narrador se utiliza de metáforas como pedras, que afogam o leitor em seu fluxo de rememoração e conciliação com sua história pessoal e sua história política: um estudo do ato de ser estrangeiro nos terrenos da masculinidade e da branquitude estadunidense. Em seu tom evocativo, </span><i><span style="font-weight: 400;">Sobre a terra </span></i><span style="font-weight: 400;">faz suas páginas como um arcabouço de memórias, um espaço onde os traumas de uma guerra, os </span><a href="https://open.spotify.com/episode/2fsqF9NvdDmomoOZBo2vte?si=8FK-Q8E2SFe_M4Rv_htMVw"><span style="font-weight: 400;">mitos de uma nação</span></a><span style="font-weight: 400;"> e as fragilidades individuais se convergem na habilidade única desse sistema: de sentir tudo ao redor de si. E, nisso, de maneira extremamente sensorial, Ocean Vuong faz de sua escrita um próprio corp</span><span style="font-weight: 400;">o.</span></p>
<p><iframe title="Spotify Embed: Sobre a terra somos belos por um instante - Clube do Livro Maio 2023" style="border-radius: 12px" width="100%" height="352" frameborder="0" allowfullscreen allow="autoplay; clipboard-write; encrypted-media; fullscreen; picture-in-picture" loading="lazy" src="https://open.spotify.com/embed/playlist/00H1sglaTjWSyV0gJqRfhx?si=a8108e7cacbd4e25&#038;utm_source=oembed"></iframe></p>
<hr />
<h3>Dicas do Mês</h3>
<figure id="attachment_31203" aria-describedby="caption-attachment-31203" style="width: 460px" class="wp-caption aligncenter"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-31203" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/06/o-mundo-perdido-1.jpeg" alt="Capa de O Mundo Perdido. Na imagem há centralizado o título em letras maiúsculas vermelhas contornadas de branco que vão até a metade da capa onde encontram uma ilustração de um fóssil de dinossauro da espécie Velociraptor mongoliensis em uma versão de esboço, abaixo do desenho há nome do autor e o logo da editora, os elementos estão dispostos sobre um fundo vermelho vivo" width="460" height="667" /><figcaption id="caption-attachment-31203" class="wp-caption-text">O Mundo perdido é a única continuação de um romance escrito por Michael Crichton (Foto: Aleph)</figcaption></figure>
<p><b>Michael Crichton &#8211;  O Mundo Perdido (488 páginas, Editora Aleph)</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Na continuação de seu romance mais famoso, </span><a href="https://editoraaleph.com.br/produto/jurassic-park/"><i><span style="font-weight: 400;">Jurassic Park</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, Michael Crichton, a pedido do próprio Steven Spielberg, que almejava a sequência do </span><a href="https://personaunesp.com.br/jurassic-park-30-anos/"><span style="font-weight: 400;">filme homônimo</span></a><span style="font-weight: 400;">, escreveu </span><i><span style="font-weight: 400;">O Mundo Perdido</span></i><span style="font-weight: 400;"> – nome inspirado na obra de Arthur Conan Doyle. Trazendo de volta o então coadjuvante do livro anterior, Ian Malcom, como protagonista, que após descobrir que não havia apenas uma ilha com dinossauros “ressuscitados” via engenharia genética, tem que organizar uma expedição de resgate a um colega que descobriu a localização dessas terríveis criaturas pré-históricas do pior modo possível.</span></p>
<p><a href="https://editoraaleph.com.br/produto/o-mundo-perdido-2/"><i><span style="font-weight: 400;">O Mundo Perdido</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> tem tons muito mais assustadores que seu predecessor, com passagens brutais, uma ambientação mais sombria e misteriosa, além de um ritmo de ação ainda mais instigante. O romance apresenta novos personagens muito bem desenvolvidos, como Sarah Harding, especialista em comportamento animal que encontra hábitos curiosos e até macabros nos seres da ilha. Crichton mais uma vez mergulha no universo da bioética e explora conceitos inovadores para a época. </span><b>&#8211; Guilherme Dias Siqueira</b></p>
<hr />
<figure id="attachment_31202" aria-describedby="caption-attachment-31202" style="width: 395px" class="wp-caption aligncenter"><img loading="lazy" decoding="async" class=" wp-image-31202" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/06/sobre-os-ossos-dos-mortos-1.jpg" alt="Capa do livro Sobre os ossos dos mortos. Há uma ilustração ambientada em uma floresta no inverno, coberta de neve e com várias árvores de tons variados com galhos secos, o céu é preto. No fundo da foto há uma pequena cabana de madeira. Na frente, cobrindo grande parte da capa, há vários animais entre as árvores, o primeiro, da esquerda para a direita, é um lobo marrom, que está sobre as duas patas e segura uma corda amarela. Ao seu lado direito, há um pássaro azul sentado, segurando seus joelhos, abaixo dos dois há alguns ossos no sobre a neve. No centro da capa há um crânio de um cervo, e mais acima e a direita, uma cabeça de coelho rosa escorrendo sangue. Em branco, no canto superior esquerdo, há o nome do livro, Sobre os ossos dos mortos, e, acima, em azul claro, há o nome da autora, Olga Tokarczuk." width="395" height="598" /><figcaption id="caption-attachment-31202" class="wp-caption-text">“Não há dúvida de que toda a sabedoria deriva da ira, pois a ira é capaz de ultrapassar quaisquer limites” (Foto: Editora Todavia)</figcaption></figure>
<p><b>Olga Tokarczuk &#8211; Sobre os ossos dos mortos (256, Todavia)</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Em </span><a href="https://todavialivros.com.br/livros/sobre-os-ossos-dos-mortos"><span style="font-weight: 400;">Sobre os ossos dos mortos</span></a><span style="font-weight: 400;">, Janina Dusheiko enfrenta o dia-a-dia no interior polonês como uma excêntrica professora de inglês. Um de seus traços mais marcantes se deve a sua singular preferência pela companhia de animais a seres humanos, combinada com sua crença intocável no estudo de astros e negação a se referir aos seus vizinhos pelos próprios nomes. Assim, seu caráter imutável é formado.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A rotina na pacata vila polonesa passa por algumas mudanças a partir do momento em que mortes tomam conta do cenário frio e a temática principal do livro passa a girar em torno do existencialismo humano e da convivência com o natural. Na obra, a ganhadora do Nobel de 2018, </span><a href="https://bellamais.correiodopovo.com.br/negociosefinancas/carreira/conhe%C3%A7a-olga-tokarczuk-a-15%C2%AA-mulher-a-receber-o-nobel-de-literatura-1.371747"><span style="font-weight: 400;">Olga Tokarczuk</span></a><span style="font-weight: 400;"> parece compreender e exemplificar com excelência o ditado popular: “a caça se virou contra o caçador”.  </span><b>&#8211; Amabile Zioli</b></p>
<hr />
<figure id="attachment_31204" aria-describedby="caption-attachment-31204" style="width: 407px" class="wp-caption aligncenter"><img loading="lazy" decoding="async" class=" wp-image-31204" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/06/malibu-renasce-1-713x1024-1-557x800.jpg" alt="A capa do livro de Malibu Renasce é uma fotografia da costa da cidade de Malibu, na Califórnia. A foto tem tons rosados e possui uma angulação bem aberta, dando destaque à paisagem e, principalmente, ao céu. O título “Malibu” tem destaque, está na cor branca e em letra cursiva, enquanto “Renasce” é em um tom marrom com detalhes em verde água, fonte sem serifa e em caixa alta. Quase centralizado, temos o nome da autora “Taylor Jenkins Reid” em caixa alta, e “Autora do best-seller Os Sete Maridos de Evelyn Hugo” seguindo logo abaixo em menor tamanho. A parte inferior da capa é a praia e a costa de Malibu, que possui carros, palmeiras, casas e montanhas." width="407" height="585" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/06/malibu-renasce-1-713x1024-1-557x800.jpg 557w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/06/malibu-renasce-1-713x1024-1.jpg 713w" sizes="auto, (max-width: 407px) 85vw, 407px" /><figcaption id="caption-attachment-31204" class="wp-caption-text">“Nossas histórias familiares são simplesmente histórias. São mitos que criamos sobre as pessoas que vieram antes de nós, a fim de dar sentido a nós mesmos.” (Foto: Editora Paralela)</figcaption></figure>
<p><b>Taylor Jenkins Reid &#8211; Malibu Renasce (360 páginas, Editora Paralela)</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Malibu, além de ser famosa por suas mansões, incêndios e pela canção da Miley Cyrus, é casa de mais um dos livros de </span><a href="https://personaunesp.com.br/os-sete-maridos-de-evelyn-hugo-critica/"><span style="font-weight: 400;">Taylor Jenkins Reid</span></a><span style="font-weight: 400;">. Em uma narrativa cheia de mar, </span><i><span style="font-weight: 400;">surf</span></i><span style="font-weight: 400;"> e ondas, os irmãos Riva mostram como tudo pode mudar em apenas uma noite. Apesar de se diferenciar dos outros livros da autora pela narrativa mais vagarosa, a profundidade e carisma de Nina, Jud, Jay e Kit nos cativa até a última página. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Abordando temas como abandono parental, alcoolismo e traição, a história do quarteto passa longe de ser sobre a busca pelo romance de verão e foca nos laços de família &#8211; que, apesar dos nós, possuem a força para resistirem ao fogo e a beleza de renascer a cada incêndio. </span><b>&#8211; Clara Sganzerla</b></p>
<hr />
<figure id="attachment_31200" aria-describedby="caption-attachment-31200" style="width: 433px" class="wp-caption aligncenter"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-31200" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/06/a-cabeca-do-santo-1.jpg" alt="Capa do livro A cabeça do santo, de Socorro Acioli, publicado pela editora Companhia das Letras. A capa é inteiramente composta por um amarelo vibrante. No centro, há o perfil de uma cabeça preta, parecida com a de um manequim, e ela aparenta estar “apoiada” no chão. Acima dela está o título, centralizado, escrito em letras maiúsculas; cada palavra está em uma linha. Abaixo dela está o nome da autora, que segue a mesma diagramação que o título. Também centralizado, na parte inferior da capa, está o logo da editora." width="433" height="650" /><figcaption id="caption-attachment-31200" class="wp-caption-text">“Era tudo tão lindo que nem coube nos seus pequenos sonhos. Ela precisou aprender a sonhar mais” (Foto: Companhia das Letras)</figcaption></figure>
<p><b>Socorro Acioli &#8211; A cabeça do santo (176 páginas, Companhia das Letras)</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Após vinte dias de caminhada, Samuel chega em Candeia, cidade nordestina quase fantasma para realizar o último pedido de sua mãe: encontrar a avó e o pai que nunca conheceu. Ao chegar, se depara com uma gigantesca cabeça oca, que pertence a estátua inacabada de Santo Antônio e passa a ser seu abrigo por algumas semanas. O protagonista de </span><a href="https://www.companhiadasletras.com.br/livro/9788535923698/a-cabeca-do-santo"><i><span style="font-weight: 400;">A cabeça do santo</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> descobre o dom de escutar as preces feitas ao santo e se une a Francisco, um jovem da cidade, para explorar comercialmente esse dom e trazer vida para aquele lugar.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Entre gargalhadas e revelações icônicas, Socorro Acioli é capaz de enunciar crenças nordestinas, superstições e exploração da fé alheia. Sempre com um toque de absurdo, ela recorre ao amado realismo mágico que se mescla com sentimentos e conflitos inerentes ao ser humano, representados nas várias situações que Samuel e os outros personagens vivem. Além de carregar um tom regional e cultural brasileiríssimo, a obra dialoga, também, com o resto da América Latina, por sua forte referência a outros autores, escritas e obras dessa rica literatura – um exemplo é </span><a href="https://www.amoralivros.com.br/post/Entrevista-com-Socorro-Acioli"><span style="font-weight: 400;">Gabriel García Márquez</span></a><span style="font-weight: 400;">, que admirou e aprovou a criação da autora.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O livro se destaca por garantir uma experiência emocionante, de um drama simples e sutil que, ainda assim, tem o poder de reverberar no leitor por muito tempo. As revelações dos mistérios, causas e segredos são bem trabalhadas e objetivas; aqui, a autora prova que menos é mais. Poucas palavras foram o suficiente para </span><a href="https://www.agenciariff.com.br/autores/socorro-acioli/"><span style="font-weight: 400;">Socorro</span></a><span style="font-weight: 400;"> construir uma história emblemática marcada pela relação entre fé e maldição no sertão cearense. </span><b>&#8211; Raquel Freire</b></p>
<hr />
<figure id="attachment_31199" aria-describedby="caption-attachment-31199" style="width: 431px" class="wp-caption aligncenter"><img loading="lazy" decoding="async" class=" wp-image-31199" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/06/Como-Matei-Minha-Querida-Familia-1-550x800.jpg" alt="No centro da capa, temos o título Como Matei Minha Querida Família, com o eixo centralizado à esquerda, em letras garrafais na cor preta. A frente da palavra “querida”, temos a frase “bizarra, adorável, tóxica”, escrita em letra de mão na cor branca. À direita da palavra “minha”, temos o nome da autora, Bella Mackie, em letras garrafais menores que o título na cor branca. Na parte superior direita, temos um escrito amarelo com letras de mão na cor azul, dizendo “Este livro me trouxe o prazer da leitura depois da pandemia- Jojo Moyes”. Na parte inferior direita, temos o desenho de uma mulher em preto e branco. Ela segura uma pá frente ao que parece ser uma estrutura quebradiça. Ela veste um top e uma calça jeans brancos e sapatos pretos. No centro inferior, encontramos o nome da editora, Darkside, em letras pequenas e brancas. O fundo da capa é rosa." width="431" height="627" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/06/Como-Matei-Minha-Querida-Familia-1-550x800.jpg 550w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/06/Como-Matei-Minha-Querida-Familia-1.jpg 687w" sizes="auto, (max-width: 431px) 85vw, 431px" /><figcaption id="caption-attachment-31199" class="wp-caption-text">A sinopse do livro descreve a narrativa como uma mistura de Kill Bill com Killing Eve (Foto: Darkside)</figcaption></figure>
<p><b>Bella Mackie &#8211; Como Matei Minha Querida Família (256 páginas, Darkside)</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Em </span><a href="https://darkside.blog.br/lancamento-como-matei-minha-querida-familia-por-bella-mackie/"><i><span style="font-weight: 400;">Como Matei Minha Querida Família</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, a autora </span><a href="https://darkside.blog.br/bella-mackie-para-uma-mulher-ser-agradavel-significa-ser-passada-para-tras/"><span style="font-weight: 400;">Bella Mackie</span></a><span style="font-weight: 400;"> descreve a protagonista Grace Bernard como uma anti-heroína. Nas palavras de Bella, Grace é até mesmo capaz de “</span><i><span style="font-weight: 400;">superar anti-heróis como Patrick Bateman, o Psicopata Americano</span></i><span style="font-weight: 400;">”. A história do livro não deixa dúvidas disso, pois, o que acompanhamos ao longo das mais de 200 páginas, é uma tórrida jornada de vingança da jovem contra a família que nunca a acolheu, especialmente o pai.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Nesse sentido, o livro impressiona pelas interessantes reviravoltas e um humor ácido. Além disso, a obra concretiza seu espaço no </span><i><span style="font-weight: 400;">hall </span></i><span style="font-weight: 400;">de sátiras atuais da burguesia, uma tendência narrativa que vem sendo chamada de </span><a href="https://www.contagious.com/news-and-views/eat-the-rich-is-the-dominant-creative-narrative-for-advertising"><i><span style="font-weight: 400;">eat the rich</span></i></a> <span style="font-weight: 400;">(</span><i><span style="font-weight: 400;">devore os ricos</span></i><span style="font-weight: 400;">, na tradução para o português). Inclusive, conforme o decorrer dos acontecimentos, percebemos que Grace toma o nome da tendência como uma ordem e a cumpre sem pestanejar. </span><b>&#8211; Nathan Nunes</b></p>
<hr />
<figure id="attachment_31198" aria-describedby="caption-attachment-31198" style="width: 406px" class="wp-caption aligncenter"><img loading="lazy" decoding="async" class=" wp-image-31198" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/06/A-vagabunda-1-.jpg" alt="Capa do livro A Vagabunda. Na imagem há a ilustração de uma mulher se olhando no espelho. Ela aparece sombreada, mas no reflexo é possível ver seu rosto completo com feições sérias e marcadas. Em sua penteadeira há um perfume e uma escova de cabelo antigos. O fundo tem tom de rosa salmão. O título está na parte superior grafado em letras pretas. O nome da autora aparece na porção inferior em letras amarelas." width="406" height="599" /><figcaption id="caption-attachment-31198" class="wp-caption-text">Por baixo dos frangalhos da leitura social de uma mulher, A Vagabunda estraçalha os papéis de gênero (Foto:Imã Editorial)</figcaption></figure>
<p><b>Sidonie Gabrielle Colette &#8211;  A Vagabunda (286 páginas, Imã Editorial)</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Protagonizado e narrado pela personagem Renée Néré, </span><i><span style="font-weight: 400;">A Vagabunda</span></i><span style="font-weight: 400;"> explora a história de uma autora que teve seus livros roubados pelo próprio marido. Sem perspectivas ou recursos financeiros, ela parte para o mundo artístico e passa a se apresentar em palcos do </span><a href="https://www.bemparana.com.br/noticias/uma-visita-aos-truques-do-bas-fond-parisiense/"><span style="font-weight: 400;">bas-fond parisiense</span></a><span style="font-weight: 400;">. Chamar atenção como personalidade dos holofotes culmina em reprovação masculina e, a partir disso, Vagabunda se torna quase um codinome. O texto foi publicado pela primeira vez em 1910 sob o nome de </span><i><span style="font-weight: 400;">The Vagabond</span></i><span style="font-weight: 400;">, mas só chegou ao Brasil em 2019, com tradução de Julio Silveira.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Entre testemunhos extremamente vívidos e a complexidade das escolhas lexicais, a obra se apoia em pensamentos e reflexões muito a frente do tempo que marca sua estreia, e prova que, para as mulheres, o contexto social nunca optou por demonstrar o mínimo de contentamento. Ao expor a violência do patriarcado com tamanho detalhismo, </span><a href="https://vermelho.org.br/coluna/colette-uma-mulher-extraordinaria/"><span style="font-weight: 400;">Colette</span></a><span style="font-weight: 400;"> marcou as discussões do movimento feminista com uma destreza inigualável. Em um mundo comandado por gravatas pomposas e discursos vazios, ser vagabunda é um ato de resistência. &#8211; <strong>Jamily Rigonatto</strong></span></p>
<p>O post <a href="http://personaunesp.com.br/estante-do-persona-maio-de-2023/">Estante do Persona &#8211; Maio de 2023</a> apareceu primeiro em <a href="http://personaunesp.com.br">Persona | Jornalismo Cultural</a>.</p>
]]></content:encoded>
					
					<wfw:commentRss>http://personaunesp.com.br/estante-do-persona-maio-de-2023/feed/</wfw:commentRss>
			<slash:comments>0</slash:comments>
		
		
		<post-id xmlns="com-wordpress:feed-additions:1">31196</post-id>	</item>
		<item>
		<title>Estante do Persona &#8211; Abril de 2023</title>
		<link>http://personaunesp.com.br/estante-do-persona-abril-de-2023/</link>
					<comments>http://personaunesp.com.br/estante-do-persona-abril-de-2023/#respond</comments>
		
		<dc:creator><![CDATA[]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 31 May 2023 20:42:45 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Literatura]]></category>
		<category><![CDATA[Alfaguara]]></category>
		<category><![CDATA[Assassinos da Lua das Flores]]></category>
		<category><![CDATA[Autobiografia]]></category>
		<category><![CDATA[Biografia]]></category>
		<category><![CDATA[Bruno Andrade]]></category>
		<category><![CDATA[C.J. Tudor]]></category>
		<category><![CDATA[Cinderela está morta]]></category>
		<category><![CDATA[Clube do Livro]]></category>
		<category><![CDATA[Clube do Livro Abril 2023]]></category>
		<category><![CDATA[Companhia das Letras]]></category>
		<category><![CDATA[David Grann]]></category>
		<category><![CDATA[Emmanuel Carrère]]></category>
		<category><![CDATA[Enzo Caramori]]></category>
		<category><![CDATA[Estante do Persona]]></category>
		<category><![CDATA[Estrela solitária]]></category>
		<category><![CDATA[Gabrielli Natividade]]></category>
		<category><![CDATA[Galera]]></category>
		<category><![CDATA[Globo Livros]]></category>
		<category><![CDATA[Guilherme Veiga]]></category>
		<category><![CDATA[Intrínseca]]></category>
		<category><![CDATA[Ioga]]></category>
		<category><![CDATA[Jamily Rigonatto]]></category>
		<category><![CDATA[Kalynn Bayron]]></category>
		<category><![CDATA[Livros]]></category>
		<category><![CDATA[Marguerite Duras]]></category>
		<category><![CDATA[Moderato Cantabile]]></category>
		<category><![CDATA[Nathalia Tetzner]]></category>
		<category><![CDATA[O Homem de Giz]]></category>
		<category><![CDATA[Prêmio Jabuti]]></category>
		<category><![CDATA[Relicário]]></category>
		<category><![CDATA[Rita Lee]]></category>
		<category><![CDATA[Rita Lee: uma autobiografia]]></category>
		<category><![CDATA[Ruy Castro]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://personaunesp.com.br/?p=31012</guid>

					<description><![CDATA[<p>A edição do Clube do Livro de Abril marca o vigésimo encontro do grupo de leitores do Persona. Depois de caminharem por autores e, principalmente, autoras, que expandiram todos os limites das perspectivas, foi a vez de dar de cara com a marcante figura do rock brasileiro, Rita Lee, em Rita Lee: uma autobiografia. Falecida &#8230; <a href="http://personaunesp.com.br/estante-do-persona-abril-de-2023/" class="more-link">Continue lendo<span class="screen-reader-text"> "Estante do Persona &#8211; Abril de 2023"</span></a></p>
<p>O post <a href="http://personaunesp.com.br/estante-do-persona-abril-de-2023/">Estante do Persona &#8211; Abril de 2023</a> apareceu primeiro em <a href="http://personaunesp.com.br">Persona | Jornalismo Cultural</a>.</p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<figure id="attachment_31019" aria-describedby="caption-attachment-31019" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-31019" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/05/capawp_estantepersona-800x420.jpg" alt="Imagem retangular de fundo verde. Do lado direito está o livro Rita Lee: uma autobiografia, ele tem capa laranja, com um RG da artista no centro e o nome Rita Lee em cima. Do lado esquerdo há três livros empilhados nas cores preto, vermelho e violeta, o texto Estante do Persona Abril de 2023 aparece nas lombadas. " width="800" height="420" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/05/capawp_estantepersona-800x420.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/05/capawp_estantepersona-768x404.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/05/capawp_estantepersona.jpg 1024w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-31019" class="wp-caption-text">Caminhando pela singularidade subversiva de uma das maiores artistas do Brasil, o Clube do Livro de Abril contemplou Rita Lee: uma autobiografia (Foto: Globo Livros/ Arte: Raíra Tiengo/ Texto de abertura: Jamily Rigonatto)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">A edição do </span><a href="https://personaunesp.com.br/tag/clube-do-livro/"><span style="font-weight: 400;">Clube do Livro</span></a><span style="font-weight: 400;"> de Abril marca o vigésimo encontro do grupo de leitores do </span><b>Persona</b><span style="font-weight: 400;">. Depois de caminharem por autores e, principalmente, autoras, que expandiram todos os limites das perspectivas, foi a vez de dar de cara com a marcante figura do </span><i><span style="font-weight: 400;">rock brasileiro,</span></i><span style="font-weight: 400;"> Rita Lee, em </span><i><span style="font-weight: 400;">Rita Lee: uma autobiografia</span></i><span style="font-weight: 400;">. Falecida no dia 8 de Maio de 2023, a contemplação da obra da artista se formata em tons de saudosismo e admiração. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Em pequenos relatos que caminham desde a infância até a vida adulta agitada, o texto encara a distinção das fases em períodos curtos, palavras estrangeiras e gírias paulistanas. Através da óptica completamente única, a autoria de cada termo quase grita </span><a href="https://personaunesp.com.br/rita-lee-40-anos/"><span style="font-weight: 400;">Rita Lee</span></a><span style="font-weight: 400;">. Direta e reta como sempre, seus afetos, vivências, tristezas e o que mais houver cantam em notas vibrantes e extremamente características. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Além da voz da </span><a href="https://f5.folha.uol.com.br/celebridades/2022/11/rita-lee-gosto-mais-de-ser-chamada-de-padroeira-da-liberdade-do-que-rainha-do-rock.shtml"><span style="font-weight: 400;">“padroeira da liberdade”</span></a><span style="font-weight: 400;"> – apelido pelo qual gostava de ser chamada –, o escrito conta com os pitacos do jornalista Guilherme Samora, representado pela aparição de um fantasma chamado Phantom. A figura aparece em determinados trechos para indicar algum detalhe ou data esquecidos pela artista, e contribui para aumentar a sensação de autenticidade dos capítulos. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Publicada em 2016, a obra foi consagrada no mesmo ano com o título de Melhor Biografia do Prêmio APCA (Associação Paulista de Críticos de Artes), a artista também foi lembrada por suas contribuições no universo musical durante a cerimônia. Em 2017, o livro apareceu entre os indicados da categoria de Melhor Biografia da estatueta oferecida pela Academia Brasileira de Letras (ABL), o </span><a href="https://www.instagram.com/p/Clmi7GXu-Og/?igshid=MmJiY2I4NDBkZg=="><span style="font-weight: 400;">Prêmio Jabuti</span></a><span style="font-weight: 400;">. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O relato é o primogênito da segunda autobiografia de Rita, intitulada </span><a href="https://www.publishnews.com.br/materias/2023/05/26/rita-lee-outra-autobiografia-estreia-na-lista-de-mais-vendidos-do-publishnews-antes-do-lancamento-oficial"><i><span style="font-weight: 400;">Rita Lee: outra autobiografia</span></i></a><span style="font-weight: 400;">. A caçula chegou ao mundo em Maio, pouco tempo depois da morte da autora, e carrega em 192 páginas memórias que contemplam os momentos da cantora com a descoberta do câncer de pulmão durante o período pandêmico. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Mesmo se seu RG não estampasse a capa do livro, o escolhido do mês não poderia ter sua assinatura confundida com a de nenhuma outra literata. Marcado por originalidade e cheio de personalidade, o ato de ler e viver Rita Lee foi e sempre será um presente. Para homenagear as múltiplas sensações provocadas pela eterna Rainha, ficam nossas dicas literárias especialmente para os que têm cor de </span><a href="https://www.youtube.com/channel/UCyFDNBI2AJaqILTR_3dn9aA"><span style="font-weight: 400;">Tutti Frutti </span></a><span style="font-weight: 400;">no <strong>Estante do Persona de Abril de 2023</strong>.</span></p>
<p><span id="more-31012"></span></p>
<h3><strong>Livro do Mês</strong></h3>
<figure id="attachment_31021" aria-describedby="caption-attachment-31021" style="width: 542px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-31021" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/05/Rita-1-542x800.jpg" alt="Capa do livro Rita Lee: uma autobiografia. O RG de Rita Lee esta centralizado em um fundo laranja. Na porção su´perior há o nome da artista em letras bastão verdes. Na porção inferior há o texto &quot; uma autobiografias&quot; em letras cursivas verdes. " width="542" height="800" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/05/Rita-1-542x800.jpg 542w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/05/Rita-1.jpg 677w" sizes="auto, (max-width: 542px) 85vw, 542px" /><figcaption id="caption-attachment-31021" class="wp-caption-text">A primeira autobiografia da artista foi um sucesso editorial quando lançada, com mais de 98 mil exemplares vendidos (Foto: Globo Livros)</figcaption></figure>
<p><b>Rita Lee &#8211; Rita Lee: uma autobiografia (296 páginas, Globo Livros)</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">No dia 8 de maio de </span><span style="font-weight: 400;">2023, </span><span style="font-weight: 400;">noites alienígenas ganharam, para a eternidade, um disco voador meio biruta – com um quê de estrela do rock – para sua imensidão de UFOs e objetos luminosos estranhos. A escolha do </span><a href="https://personaunesp.com.br/tag/clube-do-livro/"><span style="font-weight: 400;">Clube do Livro</span></a><span style="font-weight: 400;"> do Persona convergiu, numa coincidência que só poderia acontecer a essa figura, com a </span><a href="https://g1.globo.com/pop-arte/noticia/2023/05/09/em-autobiografia-rita-lee-deixou-profecia-sobre-repercussao-de-sua-morte.ghtml#trecho"><span style="font-weight: 400;">partida intergalática</span></a><span style="font-weight: 400;"> de Rita Lee, depois de uma luta vencida contra o câncer, relatada em </span><a href="https://g1.globo.com/pop-arte/musica/blog/mauro-ferreira/post/2023/05/23/rita-lee-escapa-com-vida-ao-narrar-com-sagacidade-os-dias-de-luta-contra-o-cancer-em-outra-autobiografia.ghtml"><span style="font-weight: 400;">outra autobiografia</span></a><span style="font-weight: 400;">. O </span><a href="https://forbes.com.br/colunas/2018/02/rita-lee-e-a-autora-brasileira-que-mais-vendeu-livros-de-nao-ficcao-em-2017/"><span style="font-weight: 400;">primeiro relato</span></a><span style="font-weight: 400;"> que a artista compõe de si mesma, afastando de si um tanto da personagem ‘</span><i><span style="font-weight: 400;">‘ritalee</span></i><span style="font-weight: 400;">’’ dos grandes palcos e telas para expor a intimidade de sua infância e dos bastidores de sua carreira musical, é um enquadramento mais explícito e retrospectivo de si mesma. Da infância na Vila Mariana – tecendo ao leitor uma experiência imersiva de uma São Paulo nos anos 1960 – à caminhada ao estrelato, Lee Jones é modesta com sua própria história, um espaço garantido no cânone de revolucionários e agitadores dos costumes. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Pisando no terreno das escritas de si, Rita Lee, como sempre, deixa os panos caírem e inverte o jogo. Em </span><a href="https://rollingstone.uol.com.br/vitrine/rita-lee-conheca-as-duas-biografias-escritas-pela-cantora/"><i><span style="font-weight: 400;">Rita Lee: uma autobiografia</span></i></a><i><span style="font-weight: 400;">, </span></i><span style="font-weight: 400;">a centralidade de tudo é a sua própria história, onde o si tem mais importância e mais corpo que o valor literário de tudo, que também é imenso. O ímpeto cômico e ultrajado que atravessa sua música é, também, um registro de sua escrita. Em seu característico humor ácido, cheio de sacadas inteligentíssimas, a artista se estabelece como canhota por escolha, alienígena de nascença e ovelha negra tingida. </span><a href="https://veja.abril.com.br/coluna/augusto-nunes/8216-poema-de-sete-faces-8217-de-carlos-drummond-de-andrade#:~:text=Quando%20nasci%2C%20um%20anjo%20torto%0Adesses%20que%20vivem%20na%20sombra%0Adisse%3A%20Vai%2C%20Carlos!%20ser%20gauche%20na%20vida."><i><span style="font-weight: 400;">Gauche </span></i><span style="font-weight: 400;">na vida</span></a><span style="font-weight: 400;">, a artista relata sua experiência andando contra os sentidos pré-estabelecidos; seja do mundo da música – hibridizando o </span><i><span style="font-weight: 400;">rock</span></i><span style="font-weight: 400;"> estadunidense à </span><i><span style="font-weight: 400;">bossa nova</span></i><span style="font-weight: 400;"> e ao psicodélico da </span><i><span style="font-weight: 400;">tropicália</span></i><span style="font-weight: 400;"> – ou no papel instituído às mulheres nesse cenário, que, por sinal, toma o centro da narrativa em seu relato dos bastidores do </span><a href="https://diariodonordeste.verdesmares.com.br/verso/rita-lee-foi-expulsa-dos-mutantes-por-ex-marido-historia-e-contada-em-autobiografia-1.3366830"><span style="font-weight: 400;">término</span></a><span style="font-weight: 400;"> de sua trajetória com </span><i><span style="font-weight: 400;">Os Mutantes</span></i><span style="font-weight: 400;">. Uma </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=wU4gpw3gYiw"><span style="font-weight: 400;">Maria Mole</span></a><span style="font-weight: 400;"> de uma revolução feita aos berros e aos acordes de guitarra, Lee Jones foi transeunte entre estilos, ideias e gerações: entre </span><a href="https://novabrasilfm.com.br/notas-musicais/curiosidades/historia-da-musica-pagu-de-rita-lee-e-zelia-duncan/"><span style="font-weight: 400;">Pagu</span></a><span style="font-weight: 400;"> e </span><a href="https://artsandculture.google.com/story/KQWBBi19jjt_yg?hl=pt-BR"><span style="font-weight: 400;">Gil</span></a><span style="font-weight: 400;">, nunca houve uma revolução como a de Rita.</span></p>
<p><iframe title="Spotify Embed: Rita Lee: uma autobiografia - Clube do Livro Abril de 2023" style="border-radius: 12px" width="100%" height="352" frameborder="0" allowfullscreen allow="autoplay; clipboard-write; encrypted-media; fullscreen; picture-in-picture" loading="lazy" src="https://open.spotify.com/embed/playlist/7dG2PQeCnozOP7wlOS3RNZ?si=f53c25eb2ea14406&#038;utm_source=oembed"></iframe></p>
<hr />
<h3><strong>Dicas do Mês </strong></h3>
<figure id="attachment_31037" aria-describedby="caption-attachment-31037" style="width: 554px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-31037" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/05/0fa060f691528fbf2e81379d8ad73906-e1685560813811-554x800.jpeg" alt="Capa do livro O Homem de Giz. O fundo da imagem é preto, e o título é escrito em branco, em letras de forma semelhante a giz. Abaixo do título há um desenho de giz de um homem palito enforcado. Na parte central inferior está o nome da autora em vermelho, também semelhante a giz. No canto inferior direito está o nome da editora." width="554" height="800" data-wp-editing="1" /><figcaption id="caption-attachment-31037" class="wp-caption-text">Em O Homem de Giz, não dá para confiar em ninguém (Foto: Intrínseca)</figcaption></figure>
<p><b>C. J. Tudor &#8211; O Homem de Giz (334 páginas, Intrínseca)</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Guiadas por desenhos de giz, quatro crianças encontram um corpo mutilado no bosque e suas vidas mudam para sempre. </span><a href="https://www.amorporlivros.com.br/livros-cj-tudor/"><span style="font-weight: 400;">C. J. Tudor</span></a><span style="font-weight: 400;"> é um grande nome da literatura do gênero de mistério e </span><i><span style="font-weight: 400;">O Homem de Giz</span></i><span style="font-weight: 400;"> é, com razão, um de seus títulos mais famosos. O primeiro livro da autora narra as dúvidas e as consequências que envolvem um assassinato que chocou a cidade de Anderbury. Ao longo da história, fica claro que qualquer pessoa guarda os seus segredos, alguns maiores e mais nocivos do que outros.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A trama é contada por Eddie Adams, um dos responsáveis por encontrar o corpo. Na sua narrativa, os fatos são contados em duas linhas temporais: uma em 1986 e outra em 2016. Esse é um recurso interessante capaz de prender a atenção do leitor até o final, além de explicitar como escolhas e acontecimentos do passado podem afetar o presente. Para quem é fã dos mistérios de Stephen King ou de </span><a href="https://personaunesp.com.br/stranger-things-4-critica/"><i><span style="font-weight: 400;">Stranger Things</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, </span><i><span style="font-weight: 400;">O Homem de Giz</span></i><span style="font-weight: 400;"> é uma ótima pedida. </span><b>&#8211; Gabrielli Natividade<br />
</b></p>
<hr />
<figure id="attachment_31026" aria-describedby="caption-attachment-31026" style="width: 534px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-31026" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/05/Assassinos-da-Lua-das-Flores-1-534x800.jpg" alt="Capa do livro Assassinos da Lua das Flores. A capa, que é em um branco envelhecido, onde tem uma torre antiga de extração de petróleo, toda na cor vermelha ao fundo, um carro antigo de luxo, onde há um nativo americano homem dirigindo e uma nativa americana no banco de trás, na cor preta. Ao centro, em letra maiúscula preta, o título “ASSASSINOS DA LUA DAS FLORES” e logo abaixo,em letras minúsculas pretas “Petróleo, morte e a criação do FBI”. Um pouco mais abaixo, em maiúsculas pretas,há o nome do autor “DAVID GRANN”. No canto superior esquerdo, também em letras pretas, está com aspas &quot;PERTURBADOR E ENVOLVENTE” e logo abaixo “Dave Eggers, New York Times Book Review”. No canto superior direito, há a logo da editora, composta de uma moto e um sidecar, onde um homem, com roupas antigas de motoqueiro dirige, e um menino que está no sidecar, que é seguido abaixo por uma linha e o nome “COMPANHIA DAS LETRAS”, todos na cor preta" width="534" height="800" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/05/Assassinos-da-Lua-das-Flores-1-534x800.jpg 534w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/05/Assassinos-da-Lua-das-Flores-1-683x1024.jpg 683w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/05/Assassinos-da-Lua-das-Flores-1-768x1152.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/05/Assassinos-da-Lua-das-Flores-1-1024x1536.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/05/Assassinos-da-Lua-das-Flores-1-1366x2048.jpg 1366w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/05/Assassinos-da-Lua-das-Flores-1-1200x1799.jpg 1200w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/05/Assassinos-da-Lua-das-Flores-1.jpg 1654w" sizes="auto, (max-width: 534px) 85vw, 534px" /><figcaption id="caption-attachment-31026" class="wp-caption-text">A aclamada obra literária se prepara também para se tornar uma aclamada obra cinematográfica (Foto: Companhia das Letras)</figcaption></figure>
<p><b>David Grann &#8211; Assassinos da Lua das Flores: Petróleo, morte e a criação do FBI (392 páginas, Companhia das Letras)</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O jornalista e redator da </span><i><span style="font-weight: 400;">The New Yorker</span></i><span style="font-weight: 400;">, </span><a href="https://www.newyorker.com/contributors/david-grann"><span style="font-weight: 400;">David Grann</span></a><span style="font-weight: 400;">, já tem uma certa lista de obras que são aclamadas e migraram para a Sétima Arte. Porém, uma de suas maiores joias estava intocada até 2023: </span><i><span style="font-weight: 400;">Assassino da Lua das Flores</span></i><span style="font-weight: 400;">. A obra é uma incursão sobre a primeira grande investigação do que seria o FBI: uma série de assassinatos em 1920 no condado de Osage, Oklahoma. Dois pontos deixam o mistério ainda mais interessante: Osage, na época, abrigava as pessoas com maior renda per capita do mundo, devido à descoberta de petróleo na região; e essas pessoas eram nativos americanos, pois o nome da região remete ao nome da etnia.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Grann consegue atribuir uma linguagem </span><i><span style="font-weight: 400;">western</span></i><span style="font-weight: 400;"> para o livro, ao mesmo tempo que o desmistifica e 0 mescla com um <a href="https://personaunesp.com.br/todo-dia-a-mesma-noite-critica/">livro-reportagem</a> – fruto de muita pesquisa. Aqui, o </span><i><span style="font-weight: 400;">big-bang</span></i><span style="font-weight: 400;"> não é frenético e aventuresco, mas sim friamente calculado e vil. Abusando do grafismo, o autor retira o filtro que a América colocou em seu processo de formação e escancara como o dinheiro e o capitalismo estadunidense corromperam seu próprio território. </span><b>&#8211; Guilherme Veiga</b></p>
<hr />
<figure id="attachment_31024" aria-describedby="caption-attachment-31024" style="width: 558px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-31024" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/05/Estrela-Solitaria-1-558x800.jpg" alt="Capa do livro Estrela Solitária: Um Brasileiro Chamado Garrincha do autor Ruy Castro. Na imagem, o jogador de futebol aparece sentado no braço de uma cadeira de repouso. A câmera o captura por inteiro e com uma das mãos apoiada na cabeça. Há um filtro sobre a fotografia que a deixa em tons amarronzados em meio ao preto e branco. Na parte superior direita, o nome do autor “Ruy Castro” está escrito em tom marrom. Abaixo, segue o nome da obra “Estrela Solitária: Um Brasileiro Chamado Garrincha” em tom branco e marrom. Na parte inferior direita, o logo da Companhia das Letras aparece em branco." width="558" height="800" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/05/Estrela-Solitaria-1-558x800.jpg 558w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/05/Estrela-Solitaria-1.jpg 698w" sizes="auto, (max-width: 558px) 85vw, 558px" /><figcaption id="caption-attachment-31024" class="wp-caption-text">O livro ganhou o Prêmio Jabuti de Melhor Ensaio e Biografia em 1996 (Foto: Companhia das Letras)</figcaption></figure>
<p><b>Ruy Castro &#8211; Estrela Solitária: Um Brasileiro Chamado Garrincha (536 páginas, Companhia das Letras)</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Responsável por grandes contribuições ao jornalismo biográfico e literário, </span><a href="https://www1.folha.uol.com.br/ilustrada/2023/03/conheca-obra-de-ruy-castro-que-toma-posse-na-academia-brasileira-de-letras.shtml"><span style="font-weight: 400;">Ruy Castro</span></a><span style="font-weight: 400;"> reúne a mitologia e o drama particular que cercam o jogador de futebol Garrincha, uma das figuras mais </span><a href="https://www.lance.com.br/botafogo/saudades-garrincha-faz-anos-seu-futebol-segue-driblando-tempo.html"><span style="font-weight: 400;">idolatradas</span></a><span style="font-weight: 400;"> pelo Brasil durante a década de 60. Para realizar esse feito, o imortal da Academia Brasileira de Letras (ABL) cruzou informações de centenas de entrevistas que proporcionam uma imersão extremamente realista, capaz de unificar todos os cinco sentidos do leitor em uma única experiência.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Das vielas estreitas do município de Magé até os grandes palcos do esporte mundial, Castro segue os rastros deixados por um talento nato que, por ser fruto de um país historicamente quebrado, teve a sua própria </span><a href="https://globoesporte.globo.com/bau-do-esporte/noticia/2013/01/alcool-e-bola-30-anos-apos-morte-de-mane-bebida-ainda-estraga-carreiras.html"><span style="font-weight: 400;">tragédia pessoal</span></a><span style="font-weight: 400;">. Através de sentenças que ecoam, </span><i><span style="font-weight: 400;">Estrela Solitária: Um Brasileiro Chamado Garrincha</span></i><span style="font-weight: 400;"> expõe o fato de que “anjo das pernas tortas” é um apelido digno apenas dentro das quatro linhas, uma vez que, fora delas, nada impediu o seu </span><a href="https://oglobo.globo.com/cultura/revista-da-tv/elza-soares-conta-sua-versao-sobre-relacionamento-com-mane-garrincha-em-documentario-do-globoplay-25418157"><span style="font-weight: 400;">tormento</span></a><span style="font-weight: 400;"> e de quem esteve a sua volta. </span><b>&#8211; Nathalia Tetzner</b></p>
<hr />
<figure id="attachment_31033" aria-describedby="caption-attachment-31033" style="width: 544px" class="wp-caption aligncenter"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-31033" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/05/moderato2_v1_Ba-544x800.jpg" alt="" width="544" height="800" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/05/moderato2_v1_Ba-544x800.jpg 544w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/05/moderato2_v1_Ba-696x1024.jpg 696w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/05/moderato2_v1_Ba-768x1130.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/05/moderato2_v1_Ba.jpg 783w" sizes="auto, (max-width: 544px) 85vw, 544px" /><figcaption id="caption-attachment-31033" class="wp-caption-text">Um dos maiores sucessos editoriais de Marguerite Duras, Moderato Cantabile ganhou vida, em uma adaptação ao Cinema, pelas atuações de Jean-Paul Belmondo e Jeanne Moreau (Foto: Relicário)</figcaption></figure>
<p><b>Marguerite Duras &#8211; Moderato Cantabile (136 páginas, Relicário)</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O arrebatamento. Talvez este seja um dos maiores temas que atravessam </span><i><span style="font-weight: 400;">Moderato Cantabile, </span></i><span style="font-weight: 400;">um dos primeiros romances da escritora e cineasta Marguerite Duras antes do roteiro de </span><i><span style="font-weight: 400;">Hiroshima, Meu Amor </span></i><span style="font-weight: 400;">e — seu ponto de virada ao cânone da literatura mundial — </span><a href="https://veja.abril.com.br/coluna/veja-recomenda/o-amante-livro-de-marguerite-duras-e-sobretudo-um-desabafo-familiar"><i><span style="font-weight: 400;">O Amante</span></i></a><i><span style="font-weight: 400;">, </span></i><span style="font-weight: 400;">publicado em 1980. Uma história de paixão, incomunicabilidade e pulsão, onde o ato máximo do amor é levado ao máximo das sensibilidades, liderando um texto que beira um </span><i><span style="font-weight: 400;">thriller </span></i><span style="font-weight: 400;">verborrágico. As tensões comumentes descritas por Duras, reflexiva sobre as relações de exterioridade e interioridade que compõe a complexidade do sentimento humano — numa seara mais radical que inspira, por exemplo, o método autobiográfico de </span><a href="https://personaunesp.com.br/?s=annie+ernaux"><span style="font-weight: 400;">Annie Ernaux</span></a><span style="font-weight: 400;"> —, anunciam, no romance até então esgotado no Brasil, a maior densidade psicológica que estruturam obras como </span><a href="https://revistacult.uol.com.br/home/memorias-da-dor-marguerite-duras/"><i><span style="font-weight: 400;">A Dor</span></i></a><span style="font-weight: 400;">. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Por seus diálogos incessantes, construídos por personagens que parecem, em suas falas, mais falarem sozinhos que com si mesmos, desenvolve-se uma narrativa estranha. Em </span><a href="https://www.relicarioedicoes.com/livros/moderato-cantabile/"><i><span style="font-weight: 400;">Moderato Cantabile</span></i></a><i><span style="font-weight: 400;">, </span></i><span style="font-weight: 400;">paira uma aura do erótico que precipita a sucumbir para a auto-destruição, personalizada pela paixão da personagem </span><span style="font-weight: 400;">Anne Desbaresdes</span><span style="font-weight: 400;"> a um homem da classe trabalhadora, incitada por uma</span><a href="https://www.jstor.org/stable/1208015"><span style="font-weight: 400;"> imagem específica</span></a><span style="font-weight: 400;">: um assassinato em um café, do lado da sala de um prédio onde seu filho faz aulas de piano, ao som de navios em um porto. O que, inicialmente, é extremamente individual e psicológico efervesce enquanto um drama social, que alcança seu desenlace em um estridente final, como o de uma sinfonia nunca tocada certo; mas ainda sim, potencial em sua expressão. &#8211; <strong>Enzo Caramori</strong></span></p>
<hr />
<figure id="attachment_31027" aria-describedby="caption-attachment-31027" style="width: 539px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-31027" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/05/cinderela-esta-morta-1-1-539x800.jpg" alt="Capa do livro Cinderela está morta. No centro da imagem há uma mulher negra de cabelos crespos na altura dos ombros, ela veste um vestido de princesa azul. Ao fundo há uma floresta com árvores cheias de espinhos roxos. O título aparece em branco em cima da personagem. O nome da autora ocupa a porção inferior. " width="539" height="800" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/05/cinderela-esta-morta-1-1-539x800.jpg 539w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/05/cinderela-esta-morta-1-1-690x1024.jpg 690w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/05/cinderela-esta-morta-1-1-768x1140.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/05/cinderela-esta-morta-1-1-1035x1536.jpg 1035w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/05/cinderela-esta-morta-1-1-1380x2048.jpg 1380w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/05/cinderela-esta-morta-1-1-1200x1781.jpg 1200w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/05/cinderela-esta-morta-1-1.jpg 1725w" sizes="auto, (max-width: 539px) 85vw, 539px" /><figcaption id="caption-attachment-31027" class="wp-caption-text">Em Cinderela está morta, o conto de fadas põe os pés na realidade (Foto: Galera)<b> <span style="color: #1a1a1a;"><span style="font-size: 16px;"> </span></span></b></figcaption></figure>
<p><b>Kalynn Bayron &#8211; Cinderela está morta (294 páginas, Galera) </b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Todos nós já ouvimos os clássicos dos contos de fadas e conhecemos as histórias de ponta-cabeça, são eles que ditam os famosos clichês e nada de novo pode surgir disso. Determinada a fazer essa afirmação se quebrar, </span><a href="https://roommagazine.com/kalynn-bayron-author-of-cinderella-is-dead/"><span style="font-weight: 400;">Kalynn Bayron</span></a><span style="font-weight: 400;"> trouxe ao mundo </span><i><span style="font-weight: 400;">Cinderela está morta</span></i><span style="font-weight: 400;">. Criando um universo em que a Cinderela não só foi real, como é um parâmetro de comportamento para todas as mulheres, a autora nos apresenta à Sophia, uma protagonista cheia de representatividade e vontade de virar o jogo. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Preparada para brigar pelas coisas nas quais acredita, a personagem levanta bandeiras e mostra que muitas vezes o tradicional é ultrapassado. De um jeito leve e encantador, o texto – traduzido por Karine Ribeiro e Érica Imenes – encara as faces do </span><a href="https://personaunesp.com.br/maid-critica/"><span style="font-weight: 400;">machismo</span></a><span style="font-weight: 400;"> em uma narrativa mais brilhante que um sapatinho de cristal. Estabelecendo a juventude como uma arma engatilhada contra a opressão, Cinderela está morta borda a subversão nos detalhes de um vestido azul. <strong>&#8211; Jamily Rigonatto </strong></span></p>
<hr />
<figure id="attachment_31035" aria-describedby="caption-attachment-31035" style="width: 656px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="wp-image-31035 size-large" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/05/ioga-1-1-656x1024.jpeg" alt="" width="656" height="1024" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/05/ioga-1-1-656x1024.jpeg 656w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/05/ioga-1-1-513x800.jpeg 513w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/05/ioga-1-1-768x1198.jpeg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/05/ioga-1-1-985x1536.jpeg 985w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/05/ioga-1-1.jpeg 1200w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-31035" class="wp-caption-text">Lançado na França em 2020, Ioga chegou ao Brasil em Fevereiro de 2023 sob tradução de Mariana Delfini (Foto: Alfagura)</figcaption></figure>
<p><b>Emmanuel Carrère &#8211; Ioga (272 páginas, Alfaguara)</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Em vários trechos de </span><a href="https://www.companhiadasletras.com.br/livro/9788556521613/ioga"><i><span style="font-weight: 400;">Ioga</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, a mais recente obra publicada por </span><a href="https://www1.folha.uol.com.br/colunas/mariosergioconti/2023/02/emmanuel-carrere-atinge-o-nirvana-em-ioga-e-ai-se-enterra-na-baixaria.shtml"><span style="font-weight: 400;">Emmanuel Carrère</span></a><span style="font-weight: 400;">, há a explanação, principalmente no primeiro capítulo, de seu desejo antigo de fazer &#8220;</span><i><span style="font-weight: 400;">um livrinho simpático e perspicaz</span></i><span style="font-weight: 400;">&#8221; sobre o ioga. Embora a primeira parte pareça realmente seguir essa receita, mesmo que alguns trechos viagem pelo interior do escritor-narrador, não demora para percebermos que o projeto precisou ser abortado. Isso porque, entre o final de 2014 e início de 2015, quando o escritor </span><a href="https://personaunesp.com.br/o-acontecimento-livro-critica/"><span style="font-weight: 400;">francês</span></a><span style="font-weight: 400;"> partiu para um retiro de meditação vipassana, um de seus amigos foi assassinado no trabalho – no escritório da revista </span><i><span style="font-weight: 400;">Charlie Hebdo,</span></i><span style="font-weight: 400;"> em Paris –, interrompendo seu percurso espiritual. Soma-se a isso seu processo de divórcio e a morte de seu, até então, único editor literário, que ajudam Carrère a transformar o ioga em uma grande metáfora de suas próprias mudanças.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Ainda assim, a obra híbrida de ficção e não ficção – como outros trabalhos do autor – não deixa de ser uma descida ao inferno. Principalmente na parte dois, denominada </span><i><span style="font-weight: 400;">1825 dias</span></i><span style="font-weight: 400;">, Carrère fala abertamente sobre sua depressão melancólica, quando precisou ser internado por quatro meses em um hospital psiquiátrico. De forma pessoal e reflexiva, </span><i><span style="font-weight: 400;">Ioga </span></i><span style="font-weight: 400;">não deixa de ser um trabalho de contemplação sobre o corpo e a mente, confrontados pelos medos e inseguranças de Emmanuel Carrère. </span><span style="font-weight: 400;">Nas entrelinhas, trata-se de um livro que investiga o possível equilíbrio em um mundo agitado, frenético e francamente caótico. Longe de ser </span><a href="https://www.companhiadasletras.com.br/livro/9788579622496/limonov"><span style="font-weight: 400;">seu melhor trabalho</span></a><span style="font-weight: 400;">, </span><i><span style="font-weight: 400;">Ioga </span></i><span style="font-weight: 400;">compartilha o </span><i><span style="font-weight: 400;">modus operandi</span></i><span style="font-weight: 400;"> típico do escritor: mistura de reportagem, texto autobiográfico, pesquisa histórica e prospecções filosóficas, ligados pela linha condutora de uma escrita brilhante. </span><b>&#8211; Bruno Andrade</b></p>
<p>O post <a href="http://personaunesp.com.br/estante-do-persona-abril-de-2023/">Estante do Persona &#8211; Abril de 2023</a> apareceu primeiro em <a href="http://personaunesp.com.br">Persona | Jornalismo Cultural</a>.</p>
]]></content:encoded>
					
					<wfw:commentRss>http://personaunesp.com.br/estante-do-persona-abril-de-2023/feed/</wfw:commentRss>
			<slash:comments>0</slash:comments>
		
		
		<post-id xmlns="com-wordpress:feed-additions:1">31012</post-id>	</item>
		<item>
		<title>Estante do Persona &#8211; Março de 2023</title>
		<link>http://personaunesp.com.br/estante-do-persona-marco-de-2023/</link>
					<comments>http://personaunesp.com.br/estante-do-persona-marco-de-2023/#respond</comments>
		
		<dc:creator><![CDATA[]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 28 Apr 2023 19:08:52 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Literatura]]></category>
		<category><![CDATA[2023]]></category>
		<category><![CDATA[A Biblioteca da Meia-Noite]]></category>
		<category><![CDATA[Amábile Zioli]]></category>
		<category><![CDATA[Ana Cegatti]]></category>
		<category><![CDATA[As Primas]]></category>
		<category><![CDATA[Aurora Venturini]]></category>
		<category><![CDATA[Bruno Andrade]]></category>
		<category><![CDATA[Clara Sganzerla]]></category>
		<category><![CDATA[Era dos Extremos]]></category>
		<category><![CDATA[Estante do Persona]]></category>
		<category><![CDATA[Estante do Persona Março de 2023]]></category>
		<category><![CDATA[Fosfóro Editora]]></category>
		<category><![CDATA[Guilherme Dias Siqueira]]></category>
		<category><![CDATA[Jamily Rigonatto]]></category>
		<category><![CDATA[Livros]]></category>
		<category><![CDATA[Março de 2023]]></category>
		<category><![CDATA[Nathan Nunes]]></category>
		<category><![CDATA[O veredicto / Na colônia penal]]></category>
		<category><![CDATA[Oi sumido]]></category>
		<category><![CDATA[Pílulas azuis]]></category>
		<category><![CDATA[Pra quando você acordar]]></category>
		<category><![CDATA[Raquel Freire]]></category>
		<category><![CDATA[Serpentário]]></category>
		<category><![CDATA[Tubarão]]></category>
		<category><![CDATA[Vitória Gomez]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://personaunesp.com.br/?p=30734</guid>

					<description><![CDATA[<p>&#8220;Mas tudo passa neste mundo imundo. Por isso não faz sentido se afligir demais por nada nem ninguém. Às vezes penso que somos um sonho ou um pesadelo realizado dia após dia que a qualquer momento não será mais, que não aparecerá mais no telão da alma para nos atormentar.&#8221; &#8211; Aurora Venturini Aprofundando os &#8230; <a href="http://personaunesp.com.br/estante-do-persona-marco-de-2023/" class="more-link">Continue lendo<span class="screen-reader-text"> "Estante do Persona &#8211; Março de 2023"</span></a></p>
<p>O post <a href="http://personaunesp.com.br/estante-do-persona-marco-de-2023/">Estante do Persona &#8211; Março de 2023</a> apareceu primeiro em <a href="http://personaunesp.com.br">Persona | Jornalismo Cultural</a>.</p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<figure id="attachment_30768" aria-describedby="caption-attachment-30768" style="width: 1024px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="wp-image-30768 size-full" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/04/capa-wp_estantepersona.jpg" alt="" width="1024" height="538" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/04/capa-wp_estantepersona.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/04/capa-wp_estantepersona-800x420.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/04/capa-wp_estantepersona-768x404.jpg 768w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-30768" class="wp-caption-text">Imergindo na subjetividade, o Clube do Livro de Março conheceu a franqueza de Aurora Venturini em As Primas (Foto: Fósforo/Arte: Aryadne Xavier/Texto de Abertura: Jamily Rigonatto)</figcaption></figure>
<blockquote>
<p style="text-align: right;"><span style="font-weight: 400;">&#8220;Mas tudo passa neste mundo imundo. Por isso não faz sentido se afligir demais por nada nem ninguém. Às vezes penso que somos um sonho ou um pesadelo realizado dia após dia que a qualquer momento não será mais, que não aparecerá mais no telão da alma para nos atormentar.&#8221;</span></p>
<p style="text-align: right;"><em>&#8211; Aurora Venturini</em></p>
</blockquote>
<p><span style="font-weight: 400;">Aprofundando os laços familiares, o </span><a href="https://personaunesp.com.br/tag/clube-do-livro/"><span style="font-weight: 400;">Clube do Livro</span></a><span style="font-weight: 400;"> do <strong>Persona</strong> escolheu os ares argentinos para guiar os ventos no terceiro mês do ano. Sob as linhas de uma protagonista de personalidade forte, as páginas de </span><i><span style="font-weight: 400;">As Primas</span></i><span style="font-weight: 400;">, de Aurora Venturini, encaminharam uma leitura curiosa e repulsivamente divertida. Definida como uma espécie de autobiografia, a obra é narrada por Yuna, uma mulher com deficiência vivendo rodeada de um contexto trágico em que a violência e a vulnerabilidade social abraçam mulheres e seus laços sanguíneos. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Com características únicas, o </span><a href="https://www.fosforoeditora.com.br/catalogo/as-primas/"><span style="font-weight: 400;">livro</span></a> <span style="font-weight: 400;">não performa o mais politicamente correto dos textos. Sob os pensamentos, julgamentos e o nojo voraz carregados pela personagem principal, somos afundados em uma narrativa sem filtros na qual o incomum ganha forma em linhas curvas e manchas de tinta. O movimento atípico se reflete na construção de uma escrita que considera a pontuação secundária e dá holofotes à sinceridade liberta. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Em 160 páginas, Yuna detalha as figuras de sua família e os eventos assombrados que a perseguem enquanto registra tudo em cor e sombra através de suas pinturas. Sob as pinceladas, </span><a href="https://personaunesp.com.br/o-acontecimento-livro-critica/"><span style="font-weight: 400;">aborto,</span></a><span style="font-weight: 400;"> prostituição, morte e abuso ganham retratações ácidas. Entre a mãe, a irmã Betina, a tia Nenê e as primas Carina e Petra, o grotesco e o desatino remontam um viés peculiar da vivência de vítimas da opressão oferecida pelo destino. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O romance é o primeiro e único das mais de 40 publicações de Aurora e marca sua estreia no universo literário da América Latina. Em um deslumbramento brutal, o escrito consagrou a literata aos 85 anos com o prêmio Nueva Novela em 2007. No Brasil, a obra ganhou a primeira versão em setembro de 2022 pela </span><a href="https://personaunesp.com.br/em-aos-prantos-no-mercado-critica/"><span style="font-weight: 400;">Editora Fósforo</span></a><span style="font-weight: 400;"> e foi traduzida por Mariana Sanchez. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Em tons insólitos, </span><i><span style="font-weight: 400;">As Primas </span></i><span style="font-weight: 400;">causou um rebuliço comicamente miserável. Para não perder o costume, os membros da nossa editoria não falham em dar opções aos que querem adentrar relações similarmente complicadas, mas também contemplam os interessados em conhecer outras das infinitas possibilidades oferecidas pela Literatura. Por isso, o </span><a href="https://personaunesp.com.br/tag/estante-do-persona/"><span style="font-weight: 400;"><strong>Estante do Persona</strong></span></a><span style="font-weight: 400;"> de Março deixa suas primorosas indicações para estampar o cinza outonal.</span></p>
<p><span id="more-30734"></span></p>
<h2>Livro do Mês</h2>
<figure id="attachment_30765" aria-describedby="caption-attachment-30765" style="width: 701px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="wp-image-30765 size-large" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/04/as-primas-701x1024.jpg" alt="" width="701" height="1024" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/04/as-primas-701x1024.jpg 701w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/04/as-primas-548x800.jpg 548w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/04/as-primas-768x1121.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/04/as-primas-1052x1536.jpg 1052w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/04/as-primas-1403x2048.jpg 1403w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/04/as-primas-1200x1752.jpg 1200w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/04/as-primas.jpg 1618w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-30765" class="wp-caption-text">No especial prefácio de Mariana Enriquez, a escritora, júri do prêmio Nueva Novela, relata a surpresa da leitura do romance (Foto: Fósforo)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">A autoria de </span><i><span style="font-weight: 400;">As Primas </span></i><span style="font-weight: 400;">não é de um rebelde poeta da </span><a href="https://revistacult.uol.com.br/home/o-uivo-vivo-de-allen-ginsberg/"><span style="font-weight: 400;">geração </span><i><span style="font-weight: 400;">beat</span></i></a> <span style="font-weight: 400;">nem de um discípulo do </span><a href="https://www.bbc.com/culture/article/20200623-pink-flamingos-the-most-outrageous-film-ever-made"><span style="font-weight: 400;">cinema </span><i><span style="font-weight: 400;">camp</span></i></a> <span style="font-weight: 400;">de John Waters, mesmo que o grotesco – elemento constitutivo de ambas textualidades — seja um de seus maiores potenciais poéticos. Pertence sim, à argentina Aurora Venturini que, aos 85 anos, o submete como seu primeiro romance ao Prêmio Nueva Novela e, apesar de sua prosa degenerada e tomada de desassossego, o vence. No entanto, o choque não vem exatamente de uma descongruência da autora com a sua narrativa, dita autobiográfica; pois não é como se Venturini fosse, exatamente, tomada da docilidade e ordinariedade que muitas vezes é esperada de uma figura senil. As </span><a href="https://24.sapo.pt/vida/artigos/romance-as-primas-que-consagrou-aurora-venturini-aos-85-anos-chega-a-portugal"><span style="font-weight: 400;">estranhezas</span></a><span style="font-weight: 400;"> de cultivar aranhas como animais de estimação ou de alegar,  após ter sido hospitalizada depois de um acidente, ter visitado o Inferno e, claro, por isso ser próxima de um padre exorcista, não são distantes do </span><a href="https://rascunho.com.br/noticias/primeiro-romance-da-argentina-aurora-venturini-traz-autobiografia-delirante/"><span style="font-weight: 400;">mundo insubmisso</span></a><span style="font-weight: 400;"> de suas personagens.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A construção dessa autobiografia ficcional, que engaja todos os jogos literários do gênero —</span> <span style="font-weight: 400;">como a dúvida do quanto do que é narrado é a verdade da personagem e da autora –, trabalha a partir da motivação do mau gosto pelo mau gosto. A protagonista Yuna Riglos, que se descreve como ‘‘limitada’’ e ‘‘degenerada’’ por sua dificuldade de fala, que se transcreve em um fluxo de </span><a href="https://www1.folha.uol.com.br/ilustrada/2023/01/quem-e-autora-aurora-venturini-premiada-aos-85-anos-por-as-primas.shtml"><span style="font-weight: 400;">escrita experimental</span></a><span style="font-weight: 400;"> e metalinguístico, ilustra um retrato completamente parcial de sua própria vida e de sua família, composta essencialmente por mulheres precarizadas e animalizadas por sua ótica cretina. Riglos, que relata sua vida desde o início de sua proeminente carreira de pintora, está sempre à beira do vômito e leva o leitor a mesma sensação. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Entre o tom exagerado do início da filmografia de </span><a href="http://43.mostra.org/br/filme/8124-QUE-FIZ-EU-PARA-MERECER-ISTO"><span style="font-weight: 400;">Pedro Almodóvar</span></a><span style="font-weight: 400;"> e a apatia assustadora de </span><a href="https://personaunesp.com.br/o-sacrificio-do-cervo-sagrado-critica/"><span style="font-weight: 400;">Yorgos Lanthimos</span></a><span style="font-weight: 400;">, assassinatos, deficiências e abusos são desmoralizados em grunhidos, risadas e xingamentos por suas personagens. Essas </span><a href="https://latinta.com.ar/2020/11/primas-discapacidad-divino-tesoro/"><span style="font-weight: 400;">imagens</span></a><span style="font-weight: 400;"> brutais e cruéis tecidas por Aurora Venturini, amiga </span><i><span style="font-weight: 400;">punk </span></i><span style="font-weight: 400;">de Evita Perón e Simone de Beauvoir, são um convite para conhecer uma escrita de si dissociada de qualquer moralidade e que distorce, geralmente, o papel atribuído de verdade universal e politicamente correta dado à primeira pessoa narrativa. </span><a href="https://www.fosforoeditora.com.br/catalogo/as-primas/"><i><span style="font-weight: 400;">As Primas</span></i></a> <span style="font-weight: 400;">cria um mundo onde é possível entender, a partir de um humor bizarro e culposo, a precarização da condição humana como um recurso para o desenvolvimento de uma tônica crítica e do arrebatamento necessário à Literatura.</span></p>
<p><iframe title="Spotify Embed: As primas - Clube do Livro Março de 2023" style="border-radius: 12px" width="100%" height="352" frameborder="0" allowfullscreen allow="autoplay; clipboard-write; encrypted-media; fullscreen; picture-in-picture" loading="lazy" src="https://open.spotify.com/embed/playlist/2NOXv6Pi5Mqt9EfgMhQsHW?si=5bee28e2d37e4d5e&#038;utm_source=oembed"></iframe></p>
<hr />
<h2>Dicas do Mês</h2>
<figure id="attachment_30736" aria-describedby="caption-attachment-30736" style="width: 664px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="wp-image-30736 size-large" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/04/pra-quando-voce-acordar-1-664x1024.jpg" alt="Capa do livro Pra quando você acordar, de Bettina Bopp, publicado pela editora Planeta. Seu fundo é branco e ela é composta por várias pequenas pinceladas na vertical, variando entre os tons de azul e verde e, em um pequeno espaço, amarelo. Com exceção do nome da editora, que se encontra no canto inferior esquerdo da capa, todas as palavras presentes estão inseridas em uma caixa de texto branca. No canto superior direito está o nome da autora na cor azul, seguido da palavra “Pra” escrita em verde. Abaixo, “quando” está escrito em azul escuro, seguido de “você” em verde e “acordar” em roxo. No canto inferior direito, está escrito “Crônicas de” na cor azul escuro, seguido de “saudade e espera”, na mesma formatação." width="664" height="1024" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/04/pra-quando-voce-acordar-1-664x1024.jpg 664w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/04/pra-quando-voce-acordar-1-518x800.jpg 518w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/04/pra-quando-voce-acordar-1-768x1185.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/04/pra-quando-voce-acordar-1-995x1536.jpg 995w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/04/pra-quando-voce-acordar-1-1327x2048.jpg 1327w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/04/pra-quando-voce-acordar-1-1200x1852.jpg 1200w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/04/pra-quando-voce-acordar-1-scaled.jpg 1659w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-30736" class="wp-caption-text">“O tempo se encarrega de botar as nossas dores em prateleiras cada vez mais altas, mas elas sempre estarão conosco” (Foto: Planeta)</figcaption></figure>
<p><b>Bettina Bopp &#8211; Pra quando você acordar (320 páginas, Planeta)</b></p>
<p><a href="https://www.planetadelivros.com.br/livro-pra-quando-voce-acordar/347585"><i><span style="font-weight: 400;">Pra quando você acordar</span></i></a> <span style="font-weight: 400;">é sobre dois irmãos e uma história que, depois de um acidente, precisou se reinventar. Itamar, irmão da escritora e professora </span><a href="https://www.instagram.com/bettina.bopp/"><span style="font-weight: 400;">Bettina Bopp</span></a><span style="font-weight: 400;">, ficou em coma por quinze anos. Durante esse tempo, entre a dor de uma perda que se tornava mais palpável a cada dia e a expectativa de que aquele ente querido pudesse acordar a qualquer momento, Bettina escreveu crônicas contando tudo aquilo que gostaria de dizer a ele, e todas elas foram reunidas nesta obra.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">“</span><i><span style="font-weight: 400;">Você não vai acreditar</span></i><span style="font-weight: 400;">”, mas esse </span><a href="https://gamarevista.uol.com.br/cultura/trecho-de-livro/pra-quando-voce-acordar/"><span style="font-weight: 400;">livro</span></a><span style="font-weight: 400;"> é um lembrete de que estamos vivos, ainda que foi feito para uma pessoa que estava dormindo e que dormiu por muitos anos. Delicado e sensível, diz respeito ao circuito de afetos de uma família que descobriu que o amor pode continuar pulsando sem que seja sustentado pela reciprocidade a partir do momento em que é amparado pela reinvenção e pela despossessão. &#8211; </span><b>Raquel Freire</b></p>
<hr />
<figure id="attachment_30743" aria-describedby="caption-attachment-30743" style="width: 684px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="wp-image-30743 size-large" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/04/o-veredicto-1-684x1024.jpg" alt="Capa do livro O Veredicto/Na Colônia Penal, de Franz Kafka. A capa é branca, o nome do autor está escrito no topo, em preto e letras grandes. Embaixo, há o nome do livro, em letras menores. No centro da capa, há um quadrado branco com riscos pretos quase o completando totalmente. Abaixo do quadrado há escrito em preto “Tradução de Modesto Carone” e, por fim, a logo e nome da Editora Companhia das Letras." width="684" height="1024" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/04/o-veredicto-1-684x1024.jpg 684w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/04/o-veredicto-1-535x800.jpg 535w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/04/o-veredicto-1-768x1149.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/04/o-veredicto-1-1026x1536.jpg 1026w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/04/o-veredicto-1-1200x1796.jpg 1200w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/04/o-veredicto-1.jpg 1233w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-30743" class="wp-caption-text">“Vamos deixar de lado os amigos. Para mim, mil amigos não substituiriam meu pai” (Foto: Companhia das Letras)</figcaption></figure>
<p><b>Franz Kafka &#8211; O veredicto / Na colônia penal (66 páginas, Companhia das Letras)</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Em <em>O veredicto / Na colônia penal,</em></span><a href="https://www.companhiadasletras.com.br/livro/9788571648067/o-veredicto-na-colonia-penal"><span style="font-weight: 400;"> livro de contos</span></a><span style="font-weight: 400;"> kafkiano publicado pela <em>Companhia das Letras</em>, os temas centrais são a relação paterna e o falho sistema penal. Na primeira novela, </span><a href="https://www.fantasticacultural.com.br/artigo/869/o_veredicto_-_franz_kafka__conto_completo"><i><span style="font-weight: 400;">O veredicto</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, os personagens principais, Georg e seu pai, protagonizam uma série de acontecimentos quase absurdos.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Kafka evidencia que a </span><a href="https://www.capital.sp.gov.br/noticia/monologo-201ccarta-ao-pai201d-aborda-a-dificil-relacao-paterna-de-franz-kafka"><span style="font-weight: 400;">relação entre pai e filho</span></a><span style="font-weight: 400;"> pode ser baseada em diversos aspectos, um assunto muito recorrente em suas obras. Nesse caso, a inveja e o desprezo paterno presentes na obra soam um pouco pessoal demais para o autor, com exceção do momento em que o pai de Georg ordena que ele se jogue no rio. E o filho o obedece.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Já em </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=RZS0y1NdRuc"><i><span style="font-weight: 400;">Na colônia penal</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, o senso de justiça é o principal aspecto explorado. Sob o ponto de vista de um observador, narra-se a condenação de um indivíduo que se quer sabe o porquê de estar ali. O espetáculo formado a partir de sua tortura dura meio dia e serve como crítica a um sistema judiciário falho, injusto e criminoso.</span> <b>&#8211; Amábile Zioli</b></p>
<hr />
<figure id="attachment_30769" aria-describedby="caption-attachment-30769" style="width: 705px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="wp-image-30769 size-large" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/04/81iqH8dpjuL-705x1024.jpg" alt="Capa do livro A Biblioteca da Meia-Noite. O fundo dela é preto, e há diversos livros organizados como em uma estante, todos em tons verdes, por toda a capa. De cima para baixo, temos o nome do autor, Matt Haig, em tamanho menor. Abaixo, há o título “A Biblioteca da Meia-Noite”. Nos vãos das estantes, temos, de baixo para cima, escrito “MAIS DE 2 MILHÕES DE EXEMPLARES VENDIDOS NO MUNDO”, “BEST SELLER DO NEW YORK TIMES” e “VENCEDOR DO GOODREADS CHOICE AWARD”" width="705" height="1024" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/04/81iqH8dpjuL-705x1024.jpg 705w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/04/81iqH8dpjuL-551x800.jpg 551w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/04/81iqH8dpjuL-768x1115.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/04/81iqH8dpjuL-1058x1536.jpg 1058w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/04/81iqH8dpjuL.jpg 1763w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-30769" class="wp-caption-text">“É uma revelação e tanto descobrir que o lugar para onde você quis fugir é exatamente o mesmo lugar de onde fugiu. Que a prisão não era o lugar, mas a perspectiva” (Foto: Bertrand Brasil)</figcaption></figure>
<p><b>Matt Haig &#8211; A Biblioteca da Meia-Noite (308 páginas, Bertrand Brasil)</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Nas noites solitárias em que estamos mergulhados nas indecisões e incertezas de nosso próprio destino, mora em nós uma curiosidade perturbadora: e se eu vivesse outra vida? Como seria minha realidade se eu tivesse feito outras escolhas? Em </span><em><a href="https://personaunesp.com.br/os-melhores-livros-de-2021/"><span style="font-weight: 400;">A Biblioteca da Meia-Noite</span></a></em><span style="font-weight: 400;">, acompanhamos Nora Seed afundar-se nestas interrogações e, rodeada de decepções colecionadas em sua vida, colocar um ponto final em tudo. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Diferentemente do roteiro que Seed criou em sua mente, a narrativa surpreende ao colocá-la no </span><a href="https://valkirias.com.br/a-biblioteca-da-meia-noite/"><span style="font-weight: 400;">centro</span></a><span style="font-weight: 400;"> de todas as possibilidades: entre a vida e a morte, a protagonista se depara com prateleiras de livros intermináveis, que são, na verdade, todas as respostas e rumos que ela poderia ter tomado em sua vida. Seu maior desafio é encontrar um motivo para continuar, vivendo cada uma dessas vidas como se, de fato, fosse a sua.  </span><b>&#8211; Clara Sganzerla</b></p>
<hr />
<figure id="attachment_30738" aria-describedby="caption-attachment-30738" style="width: 334px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-30738" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/04/Tubarao1.jpg" alt="Capa do livro Tubarão, de Peter Benchley. Centralizado na capa há o título em vermelho e o nome do autor em branco, na imagem de fundo vemos um corte vertical na coluna d'água do mar, uma mulher nada na superfície, acima dela a capa tem a cor branca e apresenta o nome da editora, abaixo o azul do mar, onde se encontra um grande tubarão com as mandíbulas abertas como se fosse emergir e atacar a mulher" width="334" height="500" /><figcaption id="caption-attachment-30738" class="wp-caption-text">Tubarão nós faz sentir o medo ancestral dos grandes animais predadores (Foto: Darkside)</figcaption></figure>
<p><b>Peter Benchley &#8211; Tubarão (320 páginas, Darkside)</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Na pacífica cidade de Amity, na costa leste dos Estados Unidos, todos aguardam ansiosamente o verão, mas algo vindo das profundezas trás terror e conflito para todos os personagens de </span><a href="https://www.darksidebooks.com.br/tubarao"><i><span style="font-weight: 400;">Tubarão</span></i></a><span style="font-weight: 400;">. </span><span style="font-weight: 400;">Fonte de um dos grandes </span><i><span style="font-weight: 400;">blockbusters</span></i><span style="font-weight: 400;"> do Cinema, o romance de Peter Benchley continua atual ao tratar de temas como a insensibilidade e negacionismo de políticos quando a ciência atrapalha seus objetivos.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Após um brutal ataque de tubarão-branco a uma turista em uma das praias da cidade, o chefe de polícia, Martin Brody, quer o fechamento do balneário até que as investigações sejam concluídas. Pressionado pelos interesses econômicos de alguns empresários da cidade, o prefeito Larry Vaughan se recusa a seguir o bom senso e acatar as recomendações de seu policial, ordenando o início de uma longa caçada ao animal. </span><i><span style="font-weight: 400;">Tubarão </span></i><span style="font-weight: 400;">é um </span><a href="https://www.denofgeek.com/movies/how-jaws-went-from-best-selling-book-to-blockbuster-movie/"><i><span style="font-weight: 400;">best seller</span></i></a> <span style="font-weight: 400;">com altas doses de suspense e terror, e um forte senso de aventura. </span><b>&#8211; Guilherme Dias Siqueira</b></p>
<hr />
<figure id="attachment_30755" aria-describedby="caption-attachment-30755" style="width: 567px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-30755" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/04/piluas-azuis-1-567x800.jpg" alt="Capa do livro Pílulas azuis. Na imagem estão as ilustrações de Peeters e Cati. O casal está sentado em um sofá marrom que flutua em um mar azul. Ela tem cabelos pretos curtos e veste camiseta laranja com calças azuis. Ele tem cabelos pretos e curtos, usa óculos e veste uma blusa azul com calça laranja. O restante da capa é um laranja sólido. Acima dos personagens o nome do livro e do autor estão grafados em branco" width="567" height="800" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/04/piluas-azuis-1-567x800.jpg 567w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/04/piluas-azuis-1-725x1024.jpg 725w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/04/piluas-azuis-1-768x1084.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/04/piluas-azuis-1-1088x1536.jpg 1088w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/04/piluas-azuis-1.jpg 1813w" sizes="auto, (max-width: 567px) 85vw, 567px" /><figcaption id="caption-attachment-30755" class="wp-caption-text">Sob a delicadeza das ilustrações, Pílulas azuis embarca na beleza e no cuidado de amar (Foto: Editora Nemo)</figcaption></figure>
<p><b>Frederik Peeters &#8211; Pílulas azuis (208 páginas, Editora Nemo)</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Protagonizada pelo próprio autor, </span><i><span style="font-weight: 400;">Pílulas azuis</span></i> <span style="font-weight: 400;">é uma história em quadrinhos desenvolvida por Frederik Peeters. Chegando no Brasil 14 anos após sua primeira publicação, a obra explora os desafios de Peeters e Cati, que é seu par romântico e uma mulher soropositiva. Entre tabus e medo, o casal escolhe seguir suas jornadas juntos e procurar um jeito de fazer com que o vírus do </span><a href="https://www.bioredbrasil.com.br/hiv-preconceito-e-tabu-ainda-sao-desafios-para-diagnostico-precoce/"><span style="font-weight: 400;">HIV</span></a><span style="font-weight: 400;"> não seja capaz de desmontar um relacionamento com tanto amor. Assim, as respostas se desenrolam em consultórios médicos e, enquanto desmistificam estereótipos, os dois se dissolvem em  sensibilidade e bom humor. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Além de tratar a temática com leveza, o destaque do livro fica para a dualidade de sentimentos dos personagens e como isso é transmitido de forma metafórica, trazendo até mesmo animais que se humanizam para guiar o âmago dos personagens. Com tradução de Fernando Scheibe, a </span><a href="https://www.humanoids.com/blog/The-Humanoids-Blog/id/263"><span style="font-weight: 400;">HQ</span></a><span style="font-weight: 400;"> mistura elementos engraçados e dramáticos para mostrar os outros ângulos pelos quais a vida pode ser vista. Atravessando as cores dos impasses, </span><i><span style="font-weight: 400;">Pílulas azuis</span></i><span style="font-weight: 400;"> prova que positivo é lutar pelos grandes amores. </span><b>&#8211; Jamily Rigonatto</b></p>
<hr />
<figure id="attachment_30746" aria-describedby="caption-attachment-30746" style="width: 713px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="wp-image-30746 size-large" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/04/era-dos-extremos-1-713x1024.jpg" alt="Capa do livro Era dos Extremos. Toda a capa é preenchida por diversos quadrinhos coloridos que ilustram alguma figura histórica. Ao centro, com um fundo vermelho, está escrito o nome do autor “Eric Hobsbawm” com letras da cor branca. Logo abaixo, aparece o título do livro “Era dos Extremos”, também na cor branca, e, mais abaixo, está escrito “O breve século XX” e “1914-1991” com letras da cor branca. Na parte inferior central da capa, está o selo da editora Companhia das Letras." width="713" height="1024" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/04/era-dos-extremos-1-713x1024.jpg 713w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/04/era-dos-extremos-1-557x800.jpg 557w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/04/era-dos-extremos-1-768x1103.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/04/era-dos-extremos-1-1070x1536.jpg 1070w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/04/era-dos-extremos-1.jpg 1783w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-30746" class="wp-caption-text">Eric Hobsbawm é um ótimo anfitrião para uma festa cujo principal convidado é o olhar crítico (Foto: Companhia das Letras)</figcaption></figure>
<p><b>Eric Hobsbawm &#8211; Era dos Extremos (632 páginas, Companhia das Letras)</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Em </span><i><span style="font-weight: 400;">Era dos Extremos</span></i><span style="font-weight: 400;">, lançado no Brasil pela <em>Companhia das Letras</em>, Eric Hobsbawm recorda os principais eventos que marcaram o século XX e traça raciocínios pertinentes os quais não cedem à esfera meramente informativa. Por conseguinte, a obra pode ser tanto um material didático quanto um livro de cabeceira indispensável aos que desejam refrescar a </span><a href="https://www.scielo.br/j/ea/a/rFdrVJGJRyyz5n3L86jDyrC/?lang=pt"><span style="font-weight: 400;">memória</span></a><span style="font-weight: 400;"> e revitalizar o futuro.</span></p>
<p><i><span style="font-weight: 400;">Era dos Extremos </span></i><span style="font-weight: 400;">é, sobretudo, um apanhado dos principais episódios compreendidos entre a 1º Guerra Mundial e o fim da União Soviética. Eric Hobsbawm imprime sua </span><a href="https://www.quatrocincoum.com.br/br/resenhas/historia/uma-vida-para-a-historia"><span style="font-weight: 400;">subjetividade</span></a><span style="font-weight: 400;"> ao utilizar uma linguagem envolvente a qual revela a essência política de suas análises. No fim, o livro se consagra como um clássico ao oferecer novas perspectivas sobre o âmbito histórico cuja principal característica é a maleabilidade, ou seja, o desejo insaciável por mudanças que não visam o rigor, mas a honra crítica. </span><b>&#8211; Ana Cegatti</b></p>
<hr />
<figure id="attachment_30749" aria-describedby="caption-attachment-30749" style="width: 682px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="wp-image-30749 size-full" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/04/serpentario-1.jpg" alt="" width="682" height="1000" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/04/serpentario-1.jpg 682w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/04/serpentario-1-546x800.jpg 546w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-30749" class="wp-caption-text">Serpentário te convida para um passeio místico e horrendo em um cenário real brasileiro (Foto: Intrínseca)</figcaption></figure>
<p><b>Felipe Castilho &#8211; Serpentário (368 páginas, Intrínseca)</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">“</span><i><span style="font-weight: 400;">Com traços de </span></i><i><span style="font-weight: 400;">H.P. Lovecraft e Robert W. Chambers</span></i><span style="font-weight: 400;">”, </span><i><span style="font-weight: 400;">Serpentário </span></i><span style="font-weight: 400;">é o nosso clássico de ficção e </span><a href="https://www.intrinseca.com.br/blog/2019/07/conheca-o-terror-da-ilha-das-cobras-no-novo-livro-de-felipe-castilho/"><span style="font-weight: 400;">fantasia</span></a><span style="font-weight: 400;"> em solo brasileiro. Na narrativa, todo ano os jovens Hélio, Mariana e Caroline religiosamente deixavam seus lares na capital paulista e desciam a serra para encontrar o caiçara Paulo. No réveillon de 1999, algo mais estranho do que o bug do milênio aconteceu: o grupo foi parar na mística Ilha das Cobras e, anos depois, o que aconteceu lá ainda é um borrão para os que retornaram. Resta revisitar a ilha para desvendar seus mistérios.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Indicado ao Prêmio Jabuti como Romance de Entretenimento em 2019, Felipe Castilho é mestre em mitologias e, depois de </span><a href="https://twitter.com/intrinseca/status/1319288130776621057?s=20"><i><span style="font-weight: 400;">A Ordem Vermelha</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, traz a fantasia para terras caiçaras. Portando-se como um verdadeiro personagem &#8211; talvez, o mais importante de </span><i><span style="font-weight: 400;">Serpentário </span></i><span style="font-weight: 400;">&#8211; a <a href="https://observatorio3setor.org.br/noticias/a-ilha-brasileira-cercada-por-lendas-e-considerada-o-lugar-mais-perigoso-do-mundo/">Ilha das Cobras</a> real não é de longe tão obscura quanto o autor a retrata, mas, na obra, é um recanto de misticismo, curiosidade e <a href="https://personaunesp.com.br/gotico-mexicano-critica/">terror</a> que deixa qualquer um com a cara enfiada nas páginas.</span></p>
<p>Páginas essas bem pensadas. Como uma metalinguagem, os mistérios ultrapassam a trama para se imporem no papel (literalmente) e dão ao leitor ainda mais o que desvendar. Mesclando referências da cultura <em>pop </em>à bagagem de <a href="https://personaunesp.com.br/autoras-horror-era-vitoriana-artigo/">horror</a> e aventura, até o folclore brasileiro tem espaço, em uma leitura envolvente e tão hipnotizante quando o segredo que ronda a ilha. De cabo a rabo, a <a href="https://personaunesp.com.br/historias-extraordinarias-critica/">fantasia</a> nacional em seu auge. <strong>&#8211; Vitória Gomez</strong></p>
<hr />
<figure id="attachment_30741" aria-describedby="caption-attachment-30741" style="width: 595px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-30741" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/04/Oi-sumido-01.jpg" alt="Capa do livro Oi, sumido. No centro da capa, temos o nome da autora Dolly Alderton em fonte rosa. Abaixo, temos o desenho de uma mulher deitada de barriga para baixo, segurando o celular com uma das mãos e de pernas levantadas para cima. Abaixo, temos o nome do livro, Oi, sumido, em fonte esbranquiçada. A imagem e o texto estão desenhados sob um fundo azul esverdeado. No canto superior direito, temos um selo de fundo amarelado e letras vermelhas com o escrito “autora de tudo que eu sei sobre o amor”. No canto superior esquerdo, temos o logotipo da editora Intrínseca em preto e rosa." width="595" height="1000" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/04/Oi-sumido-01.jpg 595w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/04/Oi-sumido-01-476x800.jpg 476w" sizes="auto, (max-width: 595px) 85vw, 595px" /><figcaption id="caption-attachment-30741" class="wp-caption-text">Tudo que eu sei sobre o amor, livro de estreia de Alderton, fez tanto sucesso que foi adaptado para uma série de mesmo nome da BBC, escrita pela própria autora (Foto: Intrínseca)</figcaption></figure>
<p><b>Dolly Alderton &#8211; Oi, sumido (416 páginas, Intrínseca)</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Para Nina Dean, os trinta anos não poderiam ter chegado em melhor forma: carreira bem sucedida, amigos e familiares que a amam, entre outras vantagens. Nesse sentido, era de se esperar que a relação com Max também fosse dar bons resultados. Ambos se conhecem em um aplicativo de relacionamento, têm química e gostos em comum. Tudo parece bem, até o dia em que ele para de responder suas mensagens. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Depois de ver seu trabalho ganhar o mundo na forma do </span><i><span style="font-weight: 400;">best-seller </span></i><span style="font-weight: 400;">internacional </span><i><span style="font-weight: 400;">Tudo que eu sei sobre o amor</span></i><span style="font-weight: 400;">, Alderton volta ao mercado literário com seu novo livro </span><i><span style="font-weight: 400;">Oi, sumido.</span></i><span style="font-weight: 400;"> Além de oferecer ao público uma divertida leitura de comédia romântica, a autora também nos traz novas e interessantes perspectivas sobre o amor no século da tecnologia e dos aplicativos de relacionamento, que parecem estar cada vez mais tornando-o insular. </span><b>&#8211; Nathan Nunes</b></p>
<p>O post <a href="http://personaunesp.com.br/estante-do-persona-marco-de-2023/">Estante do Persona &#8211; Março de 2023</a> apareceu primeiro em <a href="http://personaunesp.com.br">Persona | Jornalismo Cultural</a>.</p>
]]></content:encoded>
					
					<wfw:commentRss>http://personaunesp.com.br/estante-do-persona-marco-de-2023/feed/</wfw:commentRss>
			<slash:comments>0</slash:comments>
		
		
		<post-id xmlns="com-wordpress:feed-additions:1">30734</post-id>	</item>
	</channel>
</rss>
