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	<title>Arquivos Dickinson &#8211; Persona | Jornalismo Cultural</title>
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	<description>Desde 2015 provando que a distância entre Bergman, Lady Gaga e a novela das 9 nem existe.</description>
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		<title>As verdades oblíquas de Dickinson</title>
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		<pubDate>Tue, 14 Jun 2022 18:41:35 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Gabriel Oliveira F. Arruda O que esperamos de histórias biográficas? Quando olhamos para o passado e para as pessoas que viveram nele, buscamos nos identificar com elas? Ou apenas recontextualizar suas vidas e seus modos para inferir sobre nossa própria contemporaneidade? Buscamos fundo em seus registros para demarcar a fidelidade com nossa atual realidade ou &#8230; <a href="http://personaunesp.com.br/dickinson-3a-temp-critica/" class="more-link">Continue lendo<span class="screen-reader-text"> "As verdades oblíquas de Dickinson"</span></a></p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p><figure id="attachment_27834" aria-describedby="caption-attachment-27834" style="width: 1486px" class="wp-caption alignnone"><img fetchpriority="high" decoding="async" class="wp-image-27834 size-full" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/06/dickinson-1.jpg" alt="Cena da série Dickinson. Emily (Hailee Steinfeld) está sentada em sua escrivaninha, de frente para uma janela no centro da imagem. É dia, e uma cortina transparente cobre a janela. Emily se vira para a esquerda para observar alguma coisa, preocupada. Ela é uma mulher jovem, caucasiana e magra, de cabelos castanhos-escuros longos amarrados num coque. Ela usa um longo vestido azul marinho de mangas longas. Do seu lado esquerdo, vemos a ponta de um guarda roupa de madeira com alguns livros empilhados no topo e vários outros espalhados ao chão, apoiados num caixote. Ao seu lado direito, mais livros espalhados no chão e outros guardados numa pequena estante que vai até a altura da cintura e outra, acima dela, fixada na parede. Em uma pequena mesa ao seu lado, vemos dois livros maiores apoiados. No canto inferior direito, folhas verdes de uma planta aparecem. O papel de parede do quarto é coberto de flores e folhas sob um fundo bege." width="1486" height="991" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/06/dickinson-1.jpg 1486w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/06/dickinson-1-800x534.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/06/dickinson-1-1024x683.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/06/dickinson-1-768x512.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/06/dickinson-1-1200x800.jpg 1200w" sizes="(max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-27834" class="wp-caption-text">“Conta toda a verdade, mas de viés —/O melhor caminho é o Círculo/Nosso frágil Prazer se ofusca/Se a Verdade vêm de súbito” (DICKINSON, 1872, p. 327)² [Foto: Apple TV+]</figcaption></figure><b>Gabriel Oliveira F. Arruda</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O que esperamos de </span><a href="https://personaunesp.com.br/king-richard-critica/"><span style="font-weight: 400;">histórias biográficas</span></a><span style="font-weight: 400;">? Quando olhamos para o passado e para as pessoas que viveram nele, buscamos nos identificar com elas? Ou apenas recontextualizar suas vidas e seus modos para inferir sobre nossa própria contemporaneidade? Buscamos fundo em seus registros para demarcar a fidelidade com nossa atual realidade ou apenas nos contentamos em preencher as lacunas de suas vidas para servir às histórias que desejamos contar, usando suas carcaças como figurinos e suas faces como máscaras?</span></p>
<p><span id="more-27833"></span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Toda história é, por sua natureza, uma fantasia. Até quando buscamos representar factualmente determinados eventos, inevitavelmente olhamos para o passado e o registramos conforme nossas interpretações. Mesmo na ficção histórica (e talvez especialmente nela), que se preza na verossimilhança e acuidade de seu contexto, a procura por criar uma representação factual da realidade, por mais meticulosa que seja, não passa de vaidade. Uma série como </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=zJtgs_5SQyQ"><i><span style="font-weight: 400;">Downton Abbey</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> provavelmente possui mais pontos em comum com </span><a href="https://personaunesp.com.br/the-witcher-lenda-do-lobo-critica/"><i><span style="font-weight: 400;">The Witcher</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> do que com a vida da aristocracia britânica no século XX, mesmo que sua apresentação tente te convencer que não.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Durante três exímias temporadas de Televisão, </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=n1AVra7oHrI"><i><span style="font-weight: 400;">Dickinson</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> nos ofereceu um vislumbre do que é possível se alcançar quando deixamos os fatos de lado e paramos de nos importar com a coesão do passado como uma fantasia. A série da </span><i><span style="font-weight: 400;">Apple TV+</span></i><span style="font-weight: 400;"> deixou sua marca ao encarar seus anacronismos não como erros, mas como ferramentas para contar a história dos anos formadores de uma das mais famosas poetisas da Literatura americana. Entre 2019 e 2021, acompanhamos o crescimento de Emily Dickinson (interpretada pela brilhante </span><a href="https://personaunesp.com.br/gaviao-arqueiro-critica/"><span style="font-weight: 400;">Hailee Steinfeld</span></a><span style="font-weight: 400;">) como artista, amante e uma pessoa que viveu não só em seu tempo, mas muito além dele.</span></p>
<p><figure id="attachment_27835" aria-describedby="caption-attachment-27835" style="width: 679px" class="wp-caption alignnone"><img decoding="async" class="wp-image-27835 size-medium" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/06/dickinson-2-679x800.jpg" alt="Daguerreótipo de Emily Dickinson, tirado aproximadamente em 1848. Foto em preto e branco de Emily Dickinson sentada em uma cadeira, com o cotovelo esquerdo apoiado numa mesa, segurando uma flor com a mão direita. Emily é uma mulher jovem, caucasiana e magra, de cabelos escuros amarrados para trás, usando um vestido escuro com um colarinho claro adornado por um laço escuro. Na mesa ao seu lado há um livro fechado de capa escura. O fundo atrás de Emily é cinza escuro." width="679" height="800" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/06/dickinson-2-679x800.jpg 679w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/06/dickinson-2-870x1024.jpg 870w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/06/dickinson-2-768x904.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/06/dickinson-2-1200x1413.jpg 1200w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/06/dickinson-2.jpg 1280w" sizes="(max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-27835" class="wp-caption-text">“Esse, era um Poeta —/Aquele/Que destila o senso incrível/Do Sentido Comum —/A Essência indescritível” (DICKINSON, 1862, p. 409)¹ [Foto: Amherst College]</figcaption></figure><span style="font-weight: 400;">Iniciando sua narrativa pouco antes da </span><a href="https://brasilescola.uol.com.br/o-que-e/historia/o-que-foi-guerra-secessao.htm"><span style="font-weight: 400;">Guerra Civil dos Estados Unidos</span></a><span style="font-weight: 400;">, período no qual Dickinson produziu e preservou a maior parte de seus poemas, a primeira temporada planta as sementes de seus conflitos pessoais utilizando a tragédia iminente como prenúncio das cisões que irão ocorrer dentro de seu núcleo familiar. Conhecida por sua reclusão, Emily passou a maior parte da vida na casa de seu pai, Edward (interpretado na série por Toby Huss), e nunca se casou, usando sua posição social para se concentrar em sua escrita, embora pouco de sua poesia tenha sido publicada enquanto ela estava com vida. Devemos muito à sua irmã, Lavinia (Anna Baryshnikov), a pessoa que mais arduamente batalhou para que eles fossem eventualmente publicados após sua morte em 1886.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O primeiro ano da produção estreou com o serviço de </span><i><span style="font-weight: 400;">streaming</span></i><span style="font-weight: 400;"> da </span><i><span style="font-weight: 400;">Apple</span></i><span style="font-weight: 400;"> e, junto com outros seriados como </span><a href="https://personaunesp.com.br/the-morning-show-critica/"><i><span style="font-weight: 400;">The Morning Show</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> e </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=eia3VGiVF-U"><i><span style="font-weight: 400;">See</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, procurava fisgar novos assinantes para a plataforma. Diferente deles, no entanto, todos os seus oito episódios ficaram disponíveis imediatamente, seguindo o </span><a href="https://arteref.com/opiniao/a-maratonas-fazem-mal-a-sua-saude-e-a-netflix-nao-quer-falar-a-respeito/"><span style="font-weight: 400;">formato estabelecido pela </span><i><span style="font-weight: 400;">Netflix</span></i></a><span style="font-weight: 400;">. Seja por não confiar que apenas o nome de Hailee Steinfeld fosse suficiente para trazer o público jovem ou pela falta de fé em uma comédia histórica, fato é que </span><i><span style="font-weight: 400;">Dickinson </span></i><span style="font-weight: 400;">se provou forte o bastante em sua narrativa para angariar uma recepção majoritariamente positiva, apesar de sua premissa rebelde e de seu elenco nem tão famoso. Na verdade, o maior obstáculo de sua primeira temporada está justamente em tal formato, que falha em reconhecer o ritmo dos capítulos episódicos, e seriam melhor aproveitados semanalmente, o que foi remediado em temporadas seguintes.</span></p>
<p><figure id="attachment_27836" aria-describedby="caption-attachment-27836" style="width: 2048px" class="wp-caption alignnone"><img decoding="async" class="wp-image-27836 size-full" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/06/dickinson-3.jpg" alt="Cena da série Dickinson. Austin (Adrian Enscoe) e Lavinia (Anna Baryshnikov) estão virados para frente da câmera, olhando para algo à direita. Austin (à direita) se inclina na direção de Lavinia (à direita), dizendo algo para ela com uma expressão de estranhamento. Austin é um homem caucasiano e magro de cabelos pretos lisos, pretos e longos, penteados para trás, usando um terno preto por cima de um colete bege e uma gravata de lenço azul clara. Lavinia é uma mulher caucasiana e magra, de cabelos loiros longos, amarrados para trás, com uma expressão de perplexidade no rosto. Ela usa um vestido preto com um colete leve por cima, adornado de pequenas flores azuis. Atrás deles, à direita, fora de foco, podemos ver uma parede de madeira pintada de vermelho. À esquerda, algumas árvores no fundo cobrem o fundo e, entre Austin e Lavinia, um canteiro de flores rosas." width="2048" height="1152" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/06/dickinson-3.jpg 2048w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/06/dickinson-3-800x450.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/06/dickinson-3-1024x576.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/06/dickinson-3-768x432.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/06/dickinson-3-1536x864.jpg 1536w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/06/dickinson-3-1200x675.jpg 1200w" sizes="(max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-27836" class="wp-caption-text">“Sozinha, não posso estar —/Recebo visita — de Hostes —/Companhia sem registro/Que desdenha Chaves —” (DICKINSON, 1862, p. 247)¹ [Foto: Apple TV+]</figcaption></figure><span style="font-weight: 400;">Além de usar a futura guerra como pano de fundo das mudanças sociais que ocorreriam na família Dickinson, a temporada se estrutura ao redor do casamento de seu irmão, Austin (Adrian Enscoe), com Sue Gilbert (Ella Hunt), melhor amiga e grande paixão da vida de Emily. Se por um lado as ambições de Austin vão de encontro à natureza inflexível e conservadora de seu pai, é a poetisa que fica presa no fogo cruzado entre as expectativas dele e de sua mãe (</span><a href="https://personaunesp.com.br/unbreakable-kimmy-schmidt-filme-interativo-critica/"><span style="font-weight: 400;">Jane Krakowski</span></a><span style="font-weight: 400;">) para com as mulheres da família e o desejo de se tornar uma escritora de renome. Apesar de se caracterizar principalmente pelas situações cômicas na família Dickinson, o tom da série se flexibiliza para acomodar as tensões dramáticas entre seus membros sem recorrer a piadas para resolver os argumentos.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Grande parte dos roteiros assinados pela criadora da série, Alena Smith, são focados na </span><a href="https://www.latimes.com/entertainment-arts/tv/story/2021-01-15/emily-dickinson-apple-tv-season-2-season-3-alena-smith"><span style="font-weight: 400;">ânsia de Emily</span></a><span style="font-weight: 400;"> em ter seu trabalho apreciado e, especificamente, como ela, uma mulher que recusou ser publicada diversas vezes, se relacionava com o conceito de fama. Em </span><i><span style="font-weight: 400;">Dickinson</span></i><span style="font-weight: 400;">, sua personagem central tem a liberdade de existir não como um registro, mas como uma interpretação passível de mudanças, crises, defeitos e genialidade. E ninguém seria capaz de entregar essa personagem com mais confiança do que Hailee Steinfeld.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Indicada ao </span><i><span style="font-weight: 400;">Oscar </span></i><span style="font-weight: 400;">com apenas 14 anos por seu trabalho em </span><a href="https://personaunesp.com.br/bravura-indomita-10-anos/"><i><span style="font-weight: 400;">Bravura Indômita</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> (2010), a jovem atriz foi capaz de escolher trabalhos com cautela e paciência, além de experimentar com Música e dublagem, onde foi aclamada por seus papéis em </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=SS6ABPkfmBE"><i><span style="font-weight: 400;">Homem-Aranha no Aranhaverso</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> e </span><a href="https://personaunesp.com.br/arcane-critica/"><i><span style="font-weight: 400;">Arcane</span></i></a><span style="font-weight: 400;">. Com uma carreira ainda jovem e um dos exemplos do papel da fama na era digital, Steinfeld encarna uma Emily Dickinson ainda crescendo para se tornar a poetisa que viria a ser, mudada tanto pela in</span><span style="font-weight: 400;">terferência de sua família quanto pelos eventos ao seu redor. Sua interpretação dá vida ao texto de Smith, que encontra nela a figura perfeita da heroína-poeta da série, refutando e recontextualizando as ideias que temos da figura histórica antes de conhecê-la.</span></p>
<div class="jetpack-video-wrapper"><iframe loading="lazy" title="Dickinson — From Dickinson, With Love | Apple TV+" width="840" height="473" src="https://www.youtube.com/embed/1pn3IQDBeRA?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen></iframe></div>
<p><span style="font-weight: 400;">Mesmo tendo sido avisada pela figura da Morte (interpretada por um </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=0_EUqlE-mw4"><span style="font-weight: 400;">Wiz Khalifa insanamente descolado</span></a><span style="font-weight: 400;">) de que há uma guerra a caminho, na qual “</span><i><span style="font-weight: 400;">irmão lutará contra irmão</span></i><span style="font-weight: 400;">”, a maior parte da primeira temporada retrata a sociedade (majoritariamente branca) de Amherst, Massachusetts em estado de negação. Todos se preocupam com os atritos entre Norte e Sul, bem como o sofrimento dos escravizados, mas para a alta classe, é apenas uma diferença de opinião, carecendo de um peso real em suas vidas. Essas angústias se fazem presentes principalmente em Henry (Chinaza Uche), um empregado negro dos Dickinsons que eventualmente começa um jornal clandestino em Amherst com a ajuda de Austin. Até mesmo Emily têm de encarar sua própria posição social quando implora para que ele aceite o papel de </span><a href="https://lombadaquadrada.com/2017/05/07/qual-a-cor-de-otelo/"><span style="font-weight: 400;">Otelo</span></a><span style="font-weight: 400;"> em sua peça no quinto episódio, </span><i><span style="font-weight: 400;">Eu tenho medo de possuir um corpo</span></i><span style="font-weight: 400;">.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Além de Emily e sua família e amigos, aparições especiais recorrentes de grandes nomes da Literatura americana (quase sempre interpretados por grandes nomes da comédia americana) compõem a sátira histórica da produção, que frequentemente reexamina seus próprios limites com base em sua trama anacrônica. Além de contemporâneos como Henry David Thoreau (John Mulaney) e Louisa May Alcott (</span><a href="https://personaunesp.com.br/the-flight-attendant-critica/"><span style="font-weight: 400;">Zosia Mamet</span></a><span style="font-weight: 400;">), a série também arruma jeitos inventivos de fazer a poetisa se encontrar com o já então falecido Edgar Allan Poe (</span><a href="https://personaunesp.com.br/big-mouth-5a-temp-critica/"><span style="font-weight: 400;">Nick Kroll</span></a><span style="font-weight: 400;">) e Sylvia Plath (Chloe Fineman), escritora que só nasceria no século seguinte. Essa gama de oportunidades ajuda a criar um retrato dos Estados Unidos que, apesar de parecer caricato, o torna mais vivo e engajante do que uma simples produção de época.</span></p>
<p><figure id="attachment_27839" aria-describedby="caption-attachment-27839" style="width: 2500px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="wp-image-27839 size-full" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/06/dickinson-4-2.jpg" alt="Cena da série Dickinson. Emily (Hailee Steinfeld) se senta ao lado da Morte (Wiz Khalifa), em sua carruagem, apoiando a cabeça em seu ombro, virados para a câmera. Emily (à direita) é uma mulher caucasiana e magra, de cabelos castanhos-escuros longos, usando um vestido vermelho suntuoso e batom vermelho, com as mãos apoiadas em seu colo. A Morte é um homem negro e magro, com cabelos pretos amarrados em dreadlocks, usando um terno preto por cima de um colete azul-escuro, deixando entreaver parte de seu peito tatuado, com um relógio de bronze preso ao colete, óculos azuis apoiados an ponta do nariz e uma cartola preta, com as mãos em seu colo. Os dois se sentam num sofá azul marinho apoiado numa parede enfeitada por flores azuis num fundo azul escuro. Duas prateleiras de madeira escura, à esquerda e à direita das personagens, guardam garrafas com líquidos de variados tons. Acima da cabeça de Emily, um frasco verde com um rótulo está apoiado numa prateleira entre as outras duas. Do lado direito, uma lâmpada antiga de óleo com acabamentos dourados está acesa e ilumina a cena." width="2500" height="1563" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/06/dickinson-4-2.jpg 2500w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/06/dickinson-4-2-800x500.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/06/dickinson-4-2-1024x640.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/06/dickinson-4-2-768x480.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/06/dickinson-4-2-1536x960.jpg 1536w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/06/dickinson-4-2-2048x1280.jpg 2048w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/06/dickinson-4-2-1200x750.jpg 1200w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-27839" class="wp-caption-text">“Já que não pude parar para a Morte —/Ela parou gentil, a Carruagem —/Que só levava Nós Duas —/E a imortalidade —” (DICKINSON, 1862, p. 439)¹ [Foto: Apple TV+]</figcaption></figure><span style="font-weight: 400;">Se a primeira temporada é definida pela negação de Emily em frente ao casamento de Sue e da sociedade liberal em relação ao prospecto de guerra civil, a segunda é guiada por pura antecipação. A jogada mais acertada de seu roteiro é a de separar emocionalmente Sue tanto de seu marido quanto de sua melhor amiga, </span><a href="https://www.digitalspy.com/tv/ustv/a38450891/dickinson-season-3-sue-ella-hunt-emisue/"><span style="font-weight: 400;">dando oportunidade</span></a><span style="font-weight: 400;"> à atriz Ella Hunt de encontrar na figura trágica de sua personagem uma mulher que teme não ser suficiente para ser amada, e que deixa sua condição de objeto de desejo para trás e se torna agente da própria felicidade.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Enquanto isso, todos os sonhos de Emily parecem de repente estar ao seu alcance, graças à introdução do misterioso Samuel Bowles (</span><a href="https://personaunesp.com.br/punho-de-ferro-serie/"><span style="font-weight: 400;">Finn Jones</span></a><span style="font-weight: 400;">), um editor interessado em publicar os seus poemas. No que é talvez o melhor episódio da temporada (e talvez até mesmo o melhor da série), </span><i><span style="font-weight: 400;">Eu sou Ninguém! Quem é você?</span></i><span style="font-weight: 400;">, a poetisa fica literalmente invisível após ter sua poesia impressa no jornal de Bowles, e é capaz de vagar pela cidade ouvindo tudo que dizem a seu respeito, mas sem nunca respondê-los. No que se transforma em uma reflexão inventiva e divertida sobre reconhecimento e felicidade, as tramas de Emily e do futuro da América se entrelaçam junto de suas personagens e terminam com uma revelação chocante.</span></p>
<p><figure id="attachment_27840" aria-describedby="caption-attachment-27840" style="width: 2048px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="wp-image-27840 size-full" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/06/dickinson-5.jpg" alt="Cena da série Dickinson. Sue (Ella Hunt) e Emily (Hailee Steinfeld) estão deitadas juntas numa cama, cobertas apenas por um lençol, dando as mãos e olhando apaixonadamente uma para a outra. Sue (à esquerda) é uma mulher caucasiana e magra de cabelos pretos e longos e Emily (à direita) é uma mulher caucasiana e magra de cabelos castanhos-escuros e longos. Sue apoia sua cabeça com o braço esquerdo, dando a mão direita à Emily, que apoia a própria cabeça com o braço esquerdo e deixa sua mão esquerda ser segurada por Sue. A câmera as observa de cima, capturando-as da cintura para cima. Embaixo do lençol branco, no canto inferior esquerdo da tela, podemos ver uma coberta dourada arrastada para baixo. A cena é iluminada por uma luz amarela e quente." width="2048" height="1152" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/06/dickinson-5.jpg 2048w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/06/dickinson-5-800x450.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/06/dickinson-5-1024x576.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/06/dickinson-5-768x432.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/06/dickinson-5-1536x864.jpg 1536w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/06/dickinson-5-1200x675.jpg 1200w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-27840" class="wp-caption-text">“Derramei o orvalho —/Mas salvei a manhã —/Escolhi a estrela cadente/No infinito da noite—/Susan — eternamente!” (DICKINSON, 1859, p. 53)¹ [Foto: Apple TV+]</figcaption></figure><span style="font-weight: 400;">Abandonando de vez o “modelo </span><i><span style="font-weight: 400;">Netflix</span></i><span style="font-weight: 400;">”, a segunda temporada teve seus episódios disponibilizados semanalmente, construindo o momento entre público e personagens até o </span><i><span style="font-weight: 400;">season finale</span></i><span style="font-weight: 400;"> (habilmente titulado </span><i><span style="font-weight: 400;">Não se pode extinguir uma Chama</span></i><span style="font-weight: 400;">). Nele, o relacionamento de Emily e Sue é finalmente desvendado perante elas mesmas e a poetisa toma decisões drásticas para seu futuro, entregando algumas das cenas </span><a href="https://www.thewrap.com/dickinson-season-3-episode-9-sex-scene-hailee-steinfeld-ella-hunt-interview/"><span style="font-weight: 400;">mais intensas</span></a><span style="font-weight: 400;"> da série e fazendo ótimo uso da química entre Hunt e Steinfeld. Marcado justamente por negar ao público aquilo que ele quer até o último momento possível, é o capítulo mais intenso e romântico da história até então, terminando com o estopim da Guerra de Secessão e a família Dickinson em pé de guerra consigo mesma.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Apresentando uma história de amor complexa entre duas mulheres no coração de sua narrativa, </span><i><span style="font-weight: 400;">Dickinson </span></i><span style="font-weight: 400;">estabelece desde cedo sua dedicação a uma visão não-higienizada do </span><i><span style="font-weight: 400;">queer </span></i><span style="font-weight: 400;">no século XIX. Seja passeando em bares clandestinos na companhia de Walt Whitman (Billy Eichner) ou auxiliando um grupo de pacientes a escapar de um manicômio, tanto Emily quanto a série recusam a heteronormatividade de histórias de época e encontram na figura do “outro” um espelho da atualidade e uma celebração de suas vidas e dores. Não há como escapar do </span><a href="https://flaviax.medium.com/afinal-o-que-%C3%A9-female-gaze-a9bbf3637a44"><i><span style="font-weight: 400;">female gaze</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> que Alena Smith e companhia jogam sobre os Estados Unidos dos anos 1800, nem da radicalidade das figuras históricas que viveram lá.</span></p>
<div class="jetpack-video-wrapper"><iframe loading="lazy" title="Dickinson — Season 3 Official Trailer | Apple TV+" width="840" height="473" src="https://www.youtube.com/embed/JLroeg_CTVw?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen></iframe></div>
<p><span style="font-weight: 400;">Como a estrofe final da poesia de </span><i><span style="font-weight: 400;">Dickinson</span></i><span style="font-weight: 400;">, a terceira temporada não demorou muito para chegar, estreando menos de um ano após a segunda. Seu último episódio foi poeticamente lançado na manhã da véspera de Natal, como um presente de despedida ao seu público cativo. Nele, Emily tem de mediar as tensões entre seu pai e Austin na tentativa de manter seu relacionamento com Sue, mas logo percebe que tanto a guerra que ocorre em volta deles quanto </span><a href="https://noticias.plu7.com/105280/internacional/dickinson-usa-a-guerra-civil-para-explorar-divisoes-modernas/"><span style="font-weight: 400;">os conflitos pessoais</span></a><span style="font-weight: 400;"> talvez sejam maiores do que qualquer verso que ela possa escrever.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A série se derrama com vigor sobre o racismo no cerne de seu período histórico, em uma temporada dedicada à reflexão sobre o que o futuro reserva para ela e seu país. Ela expande ainda mais o papel de Henry, que agora busca educar os soldados do primeiro batalhão de negros dos Estados Unidos, enquanto passa por seus próprios conflitos internos. Também temos a inclusão da ativista </span><a href="https://www.geledes.org.br/sojourner-truth/"><span style="font-weight: 400;">Sojourner Truth</span></a><span style="font-weight: 400;">, interpretada pela comediante e apresentadora </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=_m0H7DyqsJ0"><span style="font-weight: 400;">Ziwe</span></a><span style="font-weight: 400;">, que também trabalhou como editora dos roteiros da temporada, além de ter escrito </span><i><span style="font-weight: 400;">O futuro jamais falou</span></i><span style="font-weight: 400;">, episódio no qual Emily viaja no tempo junto de Lavinia através de um gazebo mágico e pode testemunhar em primeira mão seu impacto na história.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Apesar do crescente absurdo dessas premissas (no episódio seguinte Emily mergulha num submundo psicodélico em que confronta seus piores medos), o último episódio escolhe terminar dispensando euforia ou drama, numa paz serena que de maneira elegante traduz a vida de sua protagonista:</span></p>
<blockquote><p><span style="font-weight: 400;">“Mesmo que eu não possa mudar o mundo, vou continuar escrevendo. Mesmo que ninguém se importe. Mesmo que não faça diferença alguma que tenha existido uma pessoa chamada Emily Dickinson que se sentava neste quartinho, dia após dia, e escrevia coisas apenas porque as sentia.”</span></p></blockquote>
<p><figure id="attachment_27841" aria-describedby="caption-attachment-27841" style="width: 1920px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="wp-image-27841 size-full" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/06/dickinson-6.jpg" alt="Cena da série Dickinson. Emily (Hailee Steinfeld), vestida como um soldado da União, se abaixa sobre um corpo no meio de um campo aberto em um dia claro e frio, com árvores sem folhas ao fundo e grama amarela no chão. Emily é uma mulher caucasiana e magra, de cabelos castanhos-escuros amarrados para trás, com mechas soltas em ambos os lados da cabeça, usando um uniforme azul-escuro. Ela segura uma espingarda antiga com o braço direito, apontada para a esquerda, enquanto sua outra mão vai até o corpo de um soldado caído. Podemos ver apenas uma mão de pele clara na borda inferior. Nas costas, Emily carrega uma mochila pequena com um cobertor enrolado amarrado no topo. Ela usa um boné militar de pano azul escuro com topo reto e inclinado para frente. Emily olha para o corpo no chão com uma expressão preocupada." width="1920" height="1080" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/06/dickinson-6.jpg 1920w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/06/dickinson-6-800x450.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/06/dickinson-6-1024x576.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/06/dickinson-6-768x432.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/06/dickinson-6-1536x864.jpg 1536w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/06/dickinson-6-1200x675.jpg 1200w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-27841" class="wp-caption-text">“Minha vida era — uma Espingarda Armada —/Num Canto — até que um Dia/Veio o Dono — identificou/E Me levou em companhia —” (DICKINSON, 1863, p. 671)¹ [Foto: Apple TV+]</figcaption></figure><span style="font-weight: 400;">Você pode ter notado, se tiver um olhar atento, que em nenhum momento essa crítica mencionou em detalhes os poemas de Emily Dickinson, exceto ao citar os títulos de seus episódios (Emily notoriamente não gostava de dar nome aos seus poemas, por isso a maioria dos pesquisadores se refere a eles pelo primeiro verso da primeira estrofe). Cada capítulo acompanha ela na elaboração de um desses poemas, que surgem da sua relação com a sociedade, sua família e amigos, e sua própria vida interior, tomando forma nas </span><a href="https://www.em.com.br/app/noticia/cultura/2021/01/20/interna_cultura,1230560/finalmente-em-portugues-a-obra-completa-da-poeta-emily-dickinson.shtml"><span style="font-weight: 400;">palavras centenárias</span></a><span style="font-weight: 400;"> que lemos até hoje.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Mas a verdade é que a força de </span><i><span style="font-weight: 400;">Dickinson</span></i><span style="font-weight: 400;"> não está em nos contar como cada poema aconteceu, mas em tirar deles &#8211; o registro mais importante e longevo da vida de sua protagonista &#8211; a história de uma mulher que realmente viveu. Em pequenas coisas como o amor dela pelas flores, plantas e abelhas (alucinadas ou não) em seu jardim, na ironia mordaz de seus versos ou na obsessão com a morte e a rejeição da fama como a entendemos, a série incorpora o corpo de trabalho de Emily na própria fábrica de sua produção e </span><a href="https://www.emilydickinsonmuseum.org/emily-dickinson/poetry/tips-for-reading/major-characteristics-of-dickinsons-poetry/#:~:text=Like%20just%20about%20all%20of,than%20one%20manuscript%20version%20exists."><span style="font-weight: 400;">se torna indivisível da mesma</span></a><span style="font-weight: 400;">.</span></p>
<p><figure id="attachment_27844" aria-describedby="caption-attachment-27844" style="width: 1600px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="wp-image-27844 size-full" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/06/dickinson-7-1-1.png" alt="Cena da série Dickinson. Emily (Hailee Steinfeld) acorda deitada em um caixão inclinado, segurando um ramo de flores brancas, de vestido preto. Emily é uma mulher caucasiana e magra, de cabelos castanhos-escuros longos, amarrados para trás, olhando para a esquerda, confusa. À esquerda e à direita, vemos cortinas pretas bloqueando parcialmente a entrada de luz e, acima dela, alguns ramos de flores púrpuras, brancas e verdes decoram o funeral." width="1600" height="868" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/06/dickinson-7-1-1.png 1600w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/06/dickinson-7-1-1-800x434.png 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/06/dickinson-7-1-1-1024x556.png 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/06/dickinson-7-1-1-768x417.png 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/06/dickinson-7-1-1-1536x833.png 1536w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/06/dickinson-7-1-1-1200x651.png 1200w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-27844" class="wp-caption-text">“Senti um Funeral no Cérebro,/Aqui e ali Gente de Luto/Ia e voltava — até perder/O sentido do absoluto —” (DICKINSON, 1862, p. 319)¹ [Foto: Apple TV+]</figcaption></figure><span style="font-weight: 400;">Tão indivisível que, como a própria Emily Dickinson, permaneceu ostensivamente longe das grandes premiações da Televisão americana tais como o </span><i><span style="font-weight: 400;">Emmy</span></i><span style="font-weight: 400;"> ou o Globo de Ouro — apesar de ter ganhado o prestigioso</span> <a href="https://peabodyawards.com/award-profile/dickinson/"><i><span style="font-weight: 400;">Peabody Award</span></i></a> <span style="font-weight: 400;">por sua releitura histórica inusitada. De fato, é difícil não traçar paralelos entre a invisibilidade da personagem naquele episódio tão célebre e a ausência de sua atriz dos nomes indicados a esses prêmios. Enquanto isso, </span><a href="https://observatoriodocinema.uol.com.br/series-e-tv/2021/09/ninguem-acredita-que-serie-da-netflix-foi-indicada-ao-emmy"><span style="font-weight: 400;">a outra </span><i><span style="font-weight: 400;">Emily</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> concorria a estatueta de Melhor Comédia no </span><i><span style="font-weight: 400;">Emmy</span></i><span style="font-weight: 400;"> 2021.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Essa falta de reconhecimento causa frustração, principalmente entre aqueles que acompanharam a série desde o seu princípio e testemunharam a evolução de sua narrativa. Porém, é importante ressaltar que, mesmo que Emily não tenha sido uma poeta publicada, ela nem por isso foi anônima. Parte de seu legado vive graças à </span><a href="https://revistacontinente.com.br/edicoes/238/cartas-de-emily-dickinson"><span style="font-weight: 400;">extensa quantidade de poemas enviados</span></a><span style="font-weight: 400;"> a amigos, familiares e colegas que ela admirava e que a admiravam de volta. No episódio citado anteriormente, Emily descobre que há felicidade, e até mesmo euforia, nas alegrias secretas que compartilhamos com aqueles que amamos.</span></p>
<blockquote><p><span style="font-weight: 400;">“Como os magos faziam, ela era capaz de fixar as aparições fantasmagóricas que passavam por seu cérebro, remetendo-as de volta, em forma pitoresca, aos seus amigos. Estes, encantados com sua simplicidade e familiaridade, tanto quanto com a sua profundidade, reclamavam que ela houvesse tornado palpáveis demais aquelas fantasias tão fascinantes quanto fugazes. Tão íntima e apaixonada, era uma parte do céu de março, um dia de verão ou um aviso de pássaro.” </span><em><span style="font-weight: 400;">&#8211; Obituário de Emily Dickinson, por Susan Gilbert Dickinson, 18 de maio de 1886¹</span></em></p></blockquote>
<p><span style="font-weight: 400;">O impacto de </span><i><span style="font-weight: 400;">Dickinson</span></i><span style="font-weight: 400;"> não será medido na quantidade de estatuetas que ela leva atreladas ao seu nome, mas nos sentimentos que carrega consigo e nas pessoas que foram tocadas por sua narrativa e suas personagens. Sua imortalidade — outro dos temas extensivamente explorados pela poetisa — não se encontrará na fama, mas a série faz as pazes com isso para levar as palavras de sua figura central na ponta da língua e no seio de sua história:</span></p>
<blockquote><p>“O Pra Sempre — é feito de Agoras —<br />
Não é um tempo distinto —<br />
Exceto a infinitude —<br />
E a Latitude do Recinto —</p>
<p>Deste — Aqui experimentado —<br />
Remova as Datas — e os Danos —<br />
Deixe os Meses fundirem-se os Meses —<br />
E Anos — exalarem Anos —</p>
<p>Sem Debates — Ou Pausas —<br />
Ou Dias de Festa — Ou Registro —<br />
Nossos Anos não serão diferentes<br />
Dos de Depois de Cristo —”</p>
<p><span style="font-weight: 400;">DICKINSON, 1863, p. 631¹</span></p></blockquote>
<hr />
<p>¹<span style="font-weight: 400;">DICKINSON, Emily. </span><b>Poesia completa</b><span style="font-weight: 400;">: v. 1. Os fascículos. Tradução por </span><span style="font-weight: 400;">Adalberto Müller. 2. reimpressão. Brasília: Editora Universidade de Brasília, 2020. 888 p.</span></p>
<p>²<span style="font-weight: 400;">DICKINSON, Emily. </span><b>Poesia completa</b><span style="font-weight: 400;">: v. 2. Folhas soltas e perdidas. Tradução por </span><span style="font-weight: 400;">Adalberto Müller. 1. reimpressão. Brasília: Editora Universidade de Brasília, 2021. 768 p.</span></p>
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		<title>Cineclube Persona – Dezembro de 2021</title>
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		<pubDate>Thu, 20 Jan 2022 17:38:25 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Que soem os sinos natalinos, pois dezembro bateu à porta e já se retirou. No saudoso mês que finaliza um conturbado 2021, o Cineclube se reúne pela última vez no formato atual para debater cada um dos lançamentos audiovisuais dos tempos de Papai Noel. Entre a seleção frutificada do Persona, você encontra candidatos ao careca &#8230; <a href="http://personaunesp.com.br/cineclube-persona-dezembro-de-2021/" class="more-link">Continue lendo<span class="screen-reader-text"> "Cineclube Persona – Dezembro de 2021"</span></a></p>
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										<content:encoded><![CDATA[<figure id="attachment_25672" aria-describedby="caption-attachment-25672" style="width: 1024px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="wp-image-25672 size-full" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/01/cineclubewordpress.jpg" alt="Arte retangular na cor verde pastel. No centro há o logo do Persona, um olho com a íris de cor dourada. No canto superior esquerdo está escrito “cineclube” em branco e embaixo “persona” em branco com texto vazado. No canto inferior direito está escrito “dezembro de 2021” com letras pretas. Ao longo da imagem vemos quatro quadros de moldura dourada com fotos do personagem Morpheus, do filme Matrix Ressurections, as personagens Kimberly, Bela, Leighton e Whitney, da série The Sex Lives of College Girls, os personagens Greg, Connor, Tom, Kendall e Logan, da série Succession e os personagens Jack Bremmer e Brie Evantee, do filme Don’t Look Up." width="1024" height="538" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/01/cineclubewordpress.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/01/cineclubewordpress-800x420.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/01/cineclubewordpress-768x404.jpg 768w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-25672" class="wp-caption-text">Destaques de Dezembro de 2021: The Sex Lives of College Girls, Não Olhe para Cima, Matrix Resurrections e a 3ª temporada de Succession (Foto: Reprodução/Arte: Vitor Tenca/Texto de Abertura: Vitor Evangelista)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">Que soem os sinos natalinos, pois dezembro bateu à porta e já se retirou. No saudoso mês que finaliza um conturbado 2021, o Cineclube se reúne pela última vez no formato atual para debater cada um dos lançamentos audiovisuais dos tempos de Papai Noel. Entre a seleção frutificada do Persona, você encontra </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=ZwXNDdiSAsE"><span style="font-weight: 400;">candidatos ao careca dourado</span></a><span style="font-weight: 400;">, </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=ziBOCIgCaOk"><span style="font-weight: 400;">séries de prestígio</span></a><span style="font-weight: 400;"> e uma porção de </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=JLroeg_CTVw"><span style="font-weight: 400;">dicas imperdíveis</span></a><span style="font-weight: 400;">.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Mas, antes de dar início aos trabalhos, é hora de lamentar a </span><a href="https://g1.globo.com/pop-arte/noticia/2021/12/31/betty-white-atriz-e-comediante-americana-morre-aos-99-anos.ghtml"><span style="font-weight: 400;">morte de Betty White</span></a><span style="font-weight: 400;">, uma das damas da TV, a Garota de Ouro que, aos 99 anos, se despediu do mundo, deixando-o menos feliz. A menos de vinte dias de </span><a href="https://www.publico.pt/2022/01/18/impar/noticia/betty-white-morreu-99-mundo-celebrou-100-anos-1989003"><span style="font-weight: 400;">seu centenário</span></a><span style="font-weight: 400;">, a vencedora de 5 </span><i><span style="font-weight: 400;">Emmys</span></i><span style="font-weight: 400;"> partiu em trinta e um de dezembro. Conhecida pelo humor sagaz e por papéis em </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=cHEcaz-L7LA"><i><span style="font-weight: 400;">Golden Girls</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, </span><i><span style="font-weight: 400;">The Mary Tyler Moore Show</span></i><span style="font-weight: 400;"> e </span><i><span style="font-weight: 400;">A Proposta</span></i><span style="font-weight: 400;">, Betty viverá para sempre no céu das estrelas.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Como virou costume, dezembro é sinônimo de enxurrada de lançamentos da </span><i><span style="font-weight: 400;">Netflix</span></i><span style="font-weight: 400;">. Lá, pudemos conferir a força de </span><a href="https://personaunesp.com.br/ataque-dos-caes-critica/"><i><span style="font-weight: 400;">Ataque dos Cães</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, o retorno de Jane Campion ao Cinema e um dos queridinhos do ano. Com chance de brilhar no </span><i><span style="font-weight: 400;">Oscar</span></i><span style="font-weight: 400;">, o filme coloca Benedict Cumberbatch, Kodi Smit-McPhee, Kirsten Dunst e Jesse Plemons em papéis desafiadores e muito distintos do comum da indústria. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Ainda no </span><i><span style="font-weight: 400;">Tudum</span></i><span style="font-weight: 400;">, quem estourou foi Adam McKay e seu recheado </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=c1nToClX_3w"><i><span style="font-weight: 400;">Não Olhe para Cima</span></i></a><span style="font-weight: 400;">. Com Leonardo DiCaprio e Jennifer Lawrence liderando um elenco grande demais para esse texto de abertura, a comédia satírica </span><a href="https://www.b9.com.br/156385/nao-olhe-para-cima-bate-recorde-de-audiencia-em-uma-semana-na-netflix/#:~:text=A%20Netflix%20confirmou%20nesta%20quinta,dezembro%20e%202%20de%20janeiro."><span style="font-weight: 400;">caiu na graça da audiência</span></a><span style="font-weight: 400;">, alavancando números de exibição e escalando o pódio de mais vistos do catálogo vermelhinho.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Na mesma moeda, </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=s63AZRGzUtc"><i><span style="font-weight: 400;">A Filha Perdida</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> transformou as </span><a href="https://personaunesp.com.br/estante-do-persona-dezembro-de-2021/"><span style="font-weight: 400;">palavras de Elena Ferrante</span></a><span style="font-weight: 400;"> em um visual pitoresco e nada convidativo, iluminado pela visão da diretora estreante Maggie Gyllenhaal e pela performance raivosa de Olivia Colman. O italiano Paolo Sorrentino também foi prestigiado com </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=pa7qvOqjiqc"><i><span style="font-weight: 400;">A Mão de Deus</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, um longa de amadurecimento com toques biográficos que já havia ganhado destaque no Festival de Veneza. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Larissa Manoela virou médica em </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=syo3f9t8cps"><i><span style="font-weight: 400;">Lulli</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, Sandra Bullock e Viola Davis encararam um drama carregado em </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=P0RO1pF4L1o"><i><span style="font-weight: 400;">Imperdoável</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> e o período de festas finalmente sorriu para a comunidade LGBTQIA+ em </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=6yiOSkZvvhk"><i><span style="font-weight: 400;">Um Crush para o Natal</span></i></a><span style="font-weight: 400;">. Na casa do vizinho, Nicole Kidman saiu vitoriosa no papel de Lucille Ball, estrelando </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=jBnFQQGQcIA"><i><span style="font-weight: 400;">Apresentando os Ricardos</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, o grande candidato do </span><i><span style="font-weight: 400;">Amazon Prime Video</span></i><span style="font-weight: 400;"> para o </span><i><span style="font-weight: 400;">Oscar</span></i><span style="font-weight: 400;">. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Quando o assunto é a temporada de premiações, dezembro esquentou as disputas. O contido (mas insuperável) </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=WgvsfKhGdgI"><i><span style="font-weight: 400;">Mass</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> chegou às plataformas de aluguel, debatendo temas sensíveis e com um quarteto principal digno de todas as honrarias da Arte. É sério, os protagonistas exprimem emoções dificílimas e merecem mais destaque do que vem recebendo: se Reed Birney, Jason Isaacs, Martha Plimpton ou Ann Dowd estiverem lendo este Cineclube, saibam que aqui no Persona o prêmio é de vocês.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Wes Anderson continua sua saga de simetria e paz com </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=ZMgvkuhVWfc"><i><span style="font-weight: 400;">A Crônica Francesa</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, enquanto o </span><i><span style="font-weight: 400;">Disney+</span></i><span style="font-weight: 400;"> oferece o absoluto </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=_-Kw5kAPSbk"><i><span style="font-weight: 400;">The Rescue</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, documentário realizado pelos responsáveis por </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=oy1KPxRWL1g"><i><span style="font-weight: 400;">Free Solo</span></i></a><span style="font-weight: 400;">. </span><i><span style="font-weight: 400;">Resident Evil: Bem-vindo a Raccoon City</span></i><span style="font-weight: 400;"> saciou a sede dos fãs da franquia, mas não foi além do básico, e</span> <a href="https://www.youtube.com/watch?v=pZ9Ssbl70cY"><i><span style="font-weight: 400;">Zoey&#8217;s Extraordinary Christmas</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> deu fim a jornada da ruiva.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Dezembro também mostrou ao mundo </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=H9gCG1lUb78"><i><span style="font-weight: 400;">Belfast</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, projeto do coração de Kenneth Branagh que é um dos favoritos da temporada. Entretanto, o visual arrojado e o elenco alinhado não são o bastante para justificar o amor prematuro pelo filme. No fim, o diretor emula emoções da infância, mas não as ordena para que o público sequer se interesse pelas reviravoltas. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Quem conquistou o carinho do espectador foi </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=ae6w0-kZ3-M"><i><span style="font-weight: 400;">Homem-Aranha: Sem Volta para Casa</span></i></a><span style="font-weight: 400;">. Com a expectativa de finalizar a primeira trilogia de Tom Holland na </span><i><span style="font-weight: 400;">Marvel</span></i><span style="font-weight: 400;">, o longa dirigido por Jon Watts brinca com as chances do destino mas acerta na loteria ao jogar todas suas fichas na nostalgia e no apreço pelo ontem. O saldo é positivo, por mais que a dominação do aracnídeo no mercado sinalize mais uma das </span><a href="https://www.terra.com.br/diversao/cinema/homem-aranha-ocupa-quase-todos-cinemas-do-brasil,e76509ccba9875e7abad8948cd0da2a4wylixhe3.html"><span style="font-weight: 400;">mazelas de um monopólio</span></a><span style="font-weight: 400;"> como a </span><i><span style="font-weight: 400;">Disney</span></i><span style="font-weight: 400;">.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A situação ficou tão pesada que o lançamento do Cabeça de Teia acabou com a distribuição de </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=fytEBjr7X58"><i><span style="font-weight: 400;">Amor, Sublime Amor</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, o </span><i><span style="font-weight: 400;">remake</span></i><span style="font-weight: 400;"> de </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=OCGoar_gXG4"><i><span style="font-weight: 400;">West Side Story</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> que Steven Spielberg aguardou muitos anos para finalmente rodar. A clássica história, vencedora de dez </span><i><span style="font-weight: 400;">Oscars</span></i><span style="font-weight: 400;"> nos anos sessenta, foi repaginada e se justifica. Podem anotar: </span><a href="https://rollingstone.uol.com.br/cinema/amor-sublime-amor-como-ariana-debose-impressionou-steven-spielberg-diretor-responde/"><span style="font-weight: 400;">Ariana DeBose</span></a><span style="font-weight: 400;">, a nova Anita, tem tudo para seguir os passos de Rita Moreno e colocar uma estatueta de Atriz Coadjuvante em sua estante no fim de março.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Quando o assunto é repeteco, </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=aHmDi6CUQ3M"><i><span style="font-weight: 400;">Matrix Resurrections</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> dribla qualquer sinal de desgaste. O retorno da franquia, 18 anos depois do terceiro capítulo, conta apenas com a direção de Lana Wachowski, mas não deve nada às sequências de 2003. Claro que o filme de 1999 continua insuperável, afinal, depois de revolucionar a linguagem do Cinema, as Irmãs mais talentosas da ficção científica não operam milagres. Dessa vez, Neo e Trinity retornam em um ambiente familiar, mas distorcido. </span><a href="https://www.esqueletosnoarmario.com/post/com-licen%C3%A7a-senhor-nerd-mas-a-matrix-tamb%C3%A9m-%C3%A9-nossa"><span style="font-weight: 400;">Resta a eles despertar e botar para quebrar</span></a><span style="font-weight: 400;">. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Na TV, o mês foi menos turbulento. A segunda temporada de </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=IWYTy60rNMU"><i><span style="font-weight: 400;">Canada’s Drag Race</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> remendou os buracos de 2020 e brilhou, coroando uma das </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=TXz7fVl2Z-M"><span style="font-weight: 400;">vencedoras mais completas</span></a><span style="font-weight: 400;"> da franquia. O novato </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=O7GdSpAOegE"><i><span style="font-weight: 400;">Queen of the Universe</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> inovou ao unir </span><i><span style="font-weight: 400;">drag</span></i><span style="font-weight: 400;"> e Música, dando o prêmio, o prestígio e um cheque de 250 mil dólares para a </span><a href="https://revistamarieclaire.globo.com/Cultura/noticia/2021/12/drag-queen-brasileira-vence-reality-mundial-de-canto-queen-universe.html"><span style="font-weight: 400;">brasileira Grag Queen</span></a><span style="font-weight: 400;">. Na </span><i><span style="font-weight: 400;">Netflix</span></i><span style="font-weight: 400;">, os </span><i><span style="font-weight: 400;">Fab 5</span></i><span style="font-weight: 400;"> se reuniram na sexta temporada de </span><i><span style="font-weight: 400;">Queer Eye</span></i><span style="font-weight: 400;">, curando o mundo de todos seus males.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Hailee Steinfeld trabalhou bastante, encerrando a terceira e última temporada da </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=1pn3IQDBeRA"><span style="font-weight: 400;">preciosa </span><i><span style="font-weight: 400;">Dickinson</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> na </span><i><span style="font-weight: 400;">Apple TV+</span></i><span style="font-weight: 400;">. Além de trampar como poetisa, a artista viveu Kate Bishop em </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=5VYb3B1ETlk"><i><span style="font-weight: 400;">Gavião Arqueiro</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, produção do </span><i><span style="font-weight: 400;">Disney+</span></i><span style="font-weight: 400;"> que dá continuidade a Fase 4 da </span><i><span style="font-weight: 400;">Marvel </span></i><span style="font-weight: 400;">e finalmente injeta personalidade no carrancudo Vingador vivido por Jeremy Renner. </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=4kHHN0cQS10"><i><span style="font-weight: 400;">Perdidos no Espaço</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> deu adeus, assim como a longeva e lucrativa </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=5dum1-esLJg"><i><span style="font-weight: 400;">La Casa de Papel</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> (agora nos resta um </span><a href="https://www.tecmundo.com.br/minha-serie/229688-casa-papel-netflix-confirma-spin-off-berlim.htm"><i><span style="font-weight: 400;">spin-off</span></i><span style="font-weight: 400;"> do Berlim</span></a><span style="font-weight: 400;"> e um </span><a href="https://www.tecmundo.com.br/minha-serie/229716-casa-papel-tera-remake-coreano-ator-round-6.htm"><i><span style="font-weight: 400;">remake</span></i><span style="font-weight: 400;"> sul-coreano</span></a><span style="font-weight: 400;">).</span></p>
<p><a href="https://www.youtube.com/watch?v=OtLG_mWdZZg"><i><span style="font-weight: 400;">The Witcher</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> trouxe de volta o charme de um Henry Cavill de cabelos prateados, </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=11ZozKfRqvA"><i><span style="font-weight: 400;">A Roda do Tempo</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> não transformou o carisma de Rosamund Pike em uma história cativante e </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=9IOByTthItA"><i><span style="font-weight: 400;">Gossip Girl</span></i></a> <span style="font-weight: 400;">deu fecho a um ano inicial promissor. No </span><i><span style="font-weight: 400;">HBO Max</span></i><span style="font-weight: 400;">, </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=WYSpdaYTW1Y"><i><span style="font-weight: 400;">Landscapers</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> colocou Olivia Colman em pele de assassina, Mindy Kaling criou a envolvente </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=kkyxFGqnrgA"><i><span style="font-weight: 400;">The Sex Lives of College Girls</span></i></a><i><span style="font-weight: 400;">,</span></i><span style="font-weight: 400;"> e </span><a href="https://veja.abril.com.br/cultura/rei-lear-dos-tempos-modernos-succession-e-renovada-para-4a-temporada/"><i><span style="font-weight: 400;">Succession</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> acabou com qualquer chance de dormirmos tranquilos depois dos capítulos de domingo à noite.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Dezembro de 2021 ainda nos levou para Paris com a Emily, anunciando que a jornada da estadunidense foi </span><a href="https://www.tecmundo.com.br/minha-serie/231696-emily-paris-netflix-renova-serie-3-4-temporadas.htm#:~:text=A%20Netflix%20confirmou%20nesta%20segunda,volta%20para%20a%203%C2%AA%20temporada%E2%80%A6"><span style="font-weight: 400;">renovada para mais dois ciclos</span></a><span style="font-weight: 400;">. Doa a quem doer, o mês vermelho, verde e cheio de ho ho ho trouxe conteúdo à beça. Agora, pelo olhar apurado da </span><b>Editoria</b><span style="font-weight: 400;">, o </span><b>Persona</b><span style="font-weight: 400;"> te convida a navegar pelos comentários individuais do </span><b>Cineclube</b><span style="font-weight: 400;"> pela última vez. </span></p>
<p><span id="more-25522"></span></p>
<h3>Cinema</h3>
<figure id="attachment_25649" aria-describedby="caption-attachment-25649" style="width: 1280px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-25649" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/01/ricardos.png" alt="Cena do filme Apresentando os Ricardos. A cena mostra o casal sentado à mesa, com placas com seus nomes e o nome dos personagens da série I Love Lucy escritos. Nicole Kidman é ruiva, branca e usa roupas bege, olha para o lado, nos olhos do marido, papel de Javier Bardem, um homem espanhol interpretando um ator cubano, que usa óculos de grau e terno bege. Ele estica a mão e a apoia no braço da esposa." width="1280" height="720" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/01/ricardos.png 1280w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/01/ricardos-800x450.png 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/01/ricardos-1024x576.png 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/01/ricardos-768x432.png 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/01/ricardos-1200x675.png 1200w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-25649" class="wp-caption-text">Na cinebiografia com fome de Oscar, Nicole Kidman e Javier Bardem vivem um dos casais mais icônicos da TV (Foto: Amazon Prime Video)</figcaption></figure>
<p><b>Apresentando os Ricardos (Being the Ricardos, Aaron Sorkin)</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Pouco tempo depois de estremecer a </span><i><span style="font-weight: 400;">Netflix </span></i><span style="font-weight: 400;">com </span><a href="https://personaunesp.com.br/os-7-de-chicago-critica/"><i><span style="font-weight: 400;">Os 7 de Chicago</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, Aaron Sorkin migra para o </span><i><span style="font-weight: 400;">streaming </span></i><span style="font-weight: 400;">vizinho com o intuito de dramatizar a rotina dos bastidores de uma grande </span><i><span style="font-weight: 400;">sitcom </span></i><span style="font-weight: 400;">do século vinte. Em </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=WvrjCdtB0zM"><i><span style="font-weight: 400;">Apresentando os Ricardos</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, acompanhamos uma semana da vida de Lucille Ball (Nicole Kidman) e Desi Arnaz (Javier Bardem), as mentes por trás de </span><i><span style="font-weight: 400;">I Love Lucy</span></i><span style="font-weight: 400;">.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Com pouca inspiração e uma predileção pelo alegórico em detrimento do mundano, o roteiro de Aaron Sorkin se camufla em uma obra insossa e com pouco a acrescentar. Sem conseguir se decidir entre ser uma trama política, uma </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=v4mWphGJiO8"><span style="font-weight: 400;">história de amor e perda</span></a><span style="font-weight: 400;"> ou um olhar minucioso da indústria do entretenimento, </span><i><span style="font-weight: 400;">Being the Ricardos</span></i><span style="font-weight: 400;"> chega na metade de cada um de seus objetivos.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Porém, quando o assunto é a recepção da indústria, o original da </span><i><span style="font-weight: 400;">Amazon </span></i><span style="font-weight: 400;">parece ter se dado bem. Kidman saiu vitoriosa no </span><a href="https://cinepop.com.br/being-the-ricardos-nicole-kidman-vence-o-premio-de-melhor-atriz-em-drama-no-globo-de-ouro-2022-328127/"><span style="font-weight: 400;">Globo de Ouro</span></a><span style="font-weight: 400;">, enquanto tanto ela quanto Bardem apareceram na lista dos Melhores Atores do </span><i><span style="font-weight: 400;">SAG Awards</span></i><span style="font-weight: 400;">. No contexto em que a aparente favorita Kristen Stewart (</span><i><span style="font-weight: 400;">Spencer</span></i><span style="font-weight: 400;">) foi passada por cima nas nomeações do Sindicato dos Atores, 2022 pode ser o ano de Kidman colocar mais um </span><i><span style="font-weight: 400;">Oscar </span></i><span style="font-weight: 400;">em sua estante.</span><b> &#8211; Vitor Evangelista</b></p>
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<figure id="attachment_25633" aria-describedby="caption-attachment-25633" style="width: 1920px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-25633" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/01/matrix.jpg" alt="Cena do filme Matrix Resurrections apresenta um homem branco de cabelos pretos, lisos, na altura do pescoço, vestindo um casaco preto e uma calça jeans, olhando para outro homem. Este é negro, careca, veste um terno azul e está mexendo nos objetos de um armário vermelho. O ambiente em que eles estão é inteiro branco com apenas duas poltronas no fundo." width="1920" height="816" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/01/matrix.jpg 1920w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/01/matrix-800x340.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/01/matrix-1024x435.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/01/matrix-768x326.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/01/matrix-1536x653.jpg 1536w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/01/matrix-1200x510.jpg 1200w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-25633" class="wp-caption-text">Durante o quarto filme da saga, Matrix Resurrections mantém de pé o convite ao telespectador sobre qual pílula tomar (Foto: Warner Bros.)</figcaption></figure>
<p><b>Matrix Resurrections (The Matrix Resurrections, </b><b>Lana Wachowski)</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Após quase 20 anos de espera, </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=2KnZac176Hs"><i><span style="font-weight: 400;">Matrix</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> lança o quarto filme dessa produção de alcance estratosférico. Durante o </span><span style="font-weight: 400;">regresso para o mundo apocalíptico da saga, Neo (Keanu Reeves) e Trinity (Carrie-Anne Moss) são postos de volta à aventura em um ponto mais fundo na toca do coelho. Essa continuação da saga apresenta aos telespectadores uma realidade já familiar e, a partir daí, a trama tenta se desenrolar explorando elementos subjetivos a respeito do que é realidade ou não. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A retomada da saga das irmãs Lana e</span><span style="font-weight: 400;"> Lilly Wachowski, dessa vez dirigida apenas pela primeira, marca o retorno de diversos atores que ficaram consagrados após o longa de 1999, como </span><a href="https://filmow.com/keanu-reeves-a10149/"><span style="font-weight: 400;">Reeves</span></a><span style="font-weight: 400;">e e Moss, porém deixa a desejar com a ausência de Laurence Fishburne, que passou o papel de Morpheus para </span><span style="font-weight: 400;">Yahya Abdul-Mateen II</span><span style="font-weight: 400;">. Além disso, a trama na continuação ainda mantém viva as referências adotadas pelas irmãs na construção do mundo de </span><i><span style="font-weight: 400;">Matrix</span></i><span style="font-weight: 400;">, como a influência do mangá e anime </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=8RF09G8Ymqg"><i><span style="font-weight: 400;">Ghost in the Shell</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> e dos livros </span><i><span style="font-weight: 400;">Neuromancer</span></i><span style="font-weight: 400;">, de William Gibson</span><span style="font-weight: 400;">, e </span><i><span style="font-weight: 400;">Simulacros e Simulações</span></i><span style="font-weight: 400;">, do filósofo Jean Baudrillard, que ainda apareceu como </span><i><span style="font-weight: 400;">easter egg</span></i><span style="font-weight: 400;"> ao longo do primeiro filme.</span> <b>&#8211; Gabriel Gatti</b></p>
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<figure id="attachment_25575" aria-describedby="caption-attachment-25575" style="width: 1600px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-25575" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/01/resident-evil.jpg" alt="Cena do filme Resident Evil: Bem-vindo a Raccoon City. Chris (Robbie Amell) e Claire (Kaya Scodelario) Redfield olham para o chão, dentro de um armazém sujo e pouco iluminado. Chris (a esquerda) é um homem caucasiano de cabelos pretos e curtos, usando um colete verde por cima de uma camiseta clara e calças pretas. Ele segura uma escopeta apontada para o chão. Claire (a direita) é uma mulher caucasiana usando uma jaqueta de couro vermelha e calças jeans. A direita deles, podemos ver prateleiras cheias de itens mecânicos e mundanos, peças de reparo, uma escada apoiada contra a parede. A direita, uma porta entreaberta que deixa um pouco de luz amarela entrar para dentro do recinto." width="1600" height="900" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/01/resident-evil.jpg 1600w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/01/resident-evil-800x450.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/01/resident-evil-1024x576.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/01/resident-evil-768x432.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/01/resident-evil-1536x864.jpg 1536w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/01/resident-evil-1200x675.jpg 1200w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-25575" class="wp-caption-text">O reboot de Resident Evil nos cinemas chega bem a tempo de celebrar os 25 anos da franquia (Foto: Sony Pictures)</figcaption></figure>
<p><b>Resident Evil: Bem-vindo a Raccoon City (Resident Evil: Welcome to Raccoon City, Johannes Roberts)</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Após o </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=79Sd4GtOXuI"><span style="font-weight: 400;">capítulo final</span></a><span style="font-weight: 400;"> dos filmes de Paul W. S. Anderson estrelados por Milla Jovovich, a famosa franquia de terror volta às suas raízes com </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=hkFSgkry9Kw"><i><span style="font-weight: 400;">Resident Evil: Bem-vindo a Raccoon City</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, escrito e dirigido por Johannes Roberts (</span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=GjdEv2d3zC0"><i><span style="font-weight: 400;">Medo Profundo</span></i></a><span style="font-weight: 400;">). Dessa vez buscando ser fiel aos clássicos que marcaram época, o novo longa mescla as tramas dos primeiros dois jogos da série, </span><i><span style="font-weight: 400;">Resident Evil </span></i><span style="font-weight: 400;">(1996) e </span><i><span style="font-weight: 400;">Resident Evil 2</span></i><span style="font-weight: 400;"> (1998), introduzindo vários dos personagens icônicos que fizeram parte de sua gênese e apostando no clima de terror ao invés da ação desenfreada e farofeira de adaptações anteriores.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Visualmente, a produção da </span><i><span style="font-weight: 400;">Sony Pictures</span></i><span style="font-weight: 400;"> se inspira diretamente no aclamado </span><i><span style="font-weight: 400;">remake </span></i><span style="font-weight: 400;">de </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=u3wS-Q2KBpk"><i><span style="font-weight: 400;">Resident Evil 2</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> lançado em 2019, desde seus cenários até sua iluminação sombria e trancando suas personagens dentro da misteriosa Mansão Spencer e a delegacia de polícia de Raccoon. A narrativa trabalha até que bem com a junção das tramas e as reinterpretações de suas personagens: o Leon Kennedy de Avan Jogia é bastante diferente do protagonista </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=yWjxMMnAhz4"><span style="font-weight: 400;">hiper competente de </span><i><span style="font-weight: 400;">Resident Evil 4</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> (2005), e abraça com força o papel de policial novato e inexperiente tendo que lidar com mortos-vivos mutantes.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Contudo, o apego ao passado faz com que </span><i><span style="font-weight: 400;">Bem-vindo a Raccoon City</span></i><span style="font-weight: 400;"> às vezes pareça um museu da franquia ao invés de uma adaptação. Vemos Leon no icônico uniforme de polícia e Claire (Kaya Scodelario) em sua jaqueta vermelha, mas a trama não explora ou expande a icônica parceria entre os dois, que dependem unicamente da química entre seus atores para que a audiência se importe com eles. O mesmo vale para o Chris de Robbie Amell e a Jill de Hannah John-Kamen. Ao final das contas, o longa de Roberts é um tímido passo para a frente e uma divertida aventura de terror, apesar de seus relacionamentos rasos.</span><b> &#8211; Gabriel Oliveira F. Arruda</b></p>
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<figure id="attachment_25595" aria-describedby="caption-attachment-25595" style="width: 1024px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-25595" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/01/Belfast.jpg" alt="Cena do filme Belfast exibe, em preto e branco, um menino branco, de 9 anos, maravilhado ao assistir a um filme no cinema. Ele tem cabelo loiro, curto e está boquiaberto. Ao fundo, vemos a luz do projetor e os outros espectadores, desfocados. " width="1024" height="590" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/01/Belfast.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/01/Belfast-800x461.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/01/Belfast-768x443.jpg 768w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-25595" class="wp-caption-text">O amor pela Sétima Arte é um dos grandes temas de Belfast (Foto: TKBC)</figcaption></figure>
<p><b>Belfast (Idem, Kenneth Branagh)</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Filmes feitos a partir das experiências de vida dos próprios cineastas podem dar origem a experiências cinematográficas maravilhosas, o que não é o caso de </span><i><span style="font-weight: 400;">Belfast</span></i><span style="font-weight: 400;">. Na trama, inspirada pelas </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=dJgzWyqAeyI"><span style="font-weight: 400;">memórias da infância de Kenneth Branagh</span></a><span style="font-weight: 400;">, acompanhamos um menino de 9 anos, Buddy (Jude Hill), e sua família enquanto presenciam os eventos tumultuosos que agitaram a capital da Irlanda do Norte no final da década de 1960. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Vencedor do Festival de Toronto, </span><i><span style="font-weight: 400;">Belfast </span></i><span style="font-weight: 400;">é um filme apressado, com coisas demais acontecendo ao mesmo tempo para uma obra tão curta. Não sobra tempo para desenvolver os dramas que estabelece, relegando-os à superficialidade. A câmera </span><a href="https://personaunesp.com.br/joias-brutas-critica/"><span style="font-weight: 400;">caótica</span></a><span style="font-weight: 400;"> de Branagh parece perdida em relação ao estilo que quer adotar e gera alguns planos que parecem aleatórios, sem uma razão para estarem ali. A melhor qualidade do filme está nas atuações: os pais de Buddy, interpretados por Caitriona Balfe e Jamie Dornan, tem uma presença tão magnética em cena que é impossível tirar os olhos deles e as conversas entre os avós de Buddy (vividos por Ciarán Hinds e Judi Dench) carregam uma ironia e leveza deliciosas de acompanhar. As tocantes cenas no cinema emocionam ao mostrarem o quanto os filmes podem ser mágicos para uma criança que tem a imaginação como melhor amiga. </span><b>&#8211; Caio Machado</b></p>
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<figure id="attachment_25605" aria-describedby="caption-attachment-25605" style="width: 1280px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-25605" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/01/ataque-dos-caes.jpg" alt="Cena do filme Ataque dos Cães que mostra um homem parado de lado e com o rosto virado para a câmera. Ele é um homem branco de barba castanha bem feita, camisa de manga comprida cinza escura e chapéu marrom. Ao fundo dele há uma paisagem de campo e altas montanhas ao fundo." width="1280" height="720" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/01/ataque-dos-caes.jpg 1280w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/01/ataque-dos-caes-800x450.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/01/ataque-dos-caes-1024x576.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/01/ataque-dos-caes-768x432.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/01/ataque-dos-caes-1200x675.jpg 1200w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-25605" class="wp-caption-text">Em quase 80 anos da premiação, Jane Campion é a terceira mulher ganhadora do Globo de Ouro de Melhor Direção, por Ataque dos Cães , e qualquer semelhança com o longa é sua imaginação (Foto: Netflix)</figcaption></figure>
<p><b>Ataque dos Cães (The Power of the Dog, Jane Campion)</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Nem toda a água doce e cristalina do mundo seria capaz de inundar o faroeste dramático e minucioso de Jane Campion. A diretora criou uma atmosfera tão áspera em </span><a href="https://www.uol.com.br/universa/colunas/nina-lemos/2022/01/11/o-ataque-dos-caes-vencedor-do-globo-de-ouro-e-aula-de-masculinidade-toxica.htm"><span style="font-weight: 400;">seu premiado</span></a> <i><span style="font-weight: 400;">Ataque dos Cães</span></i><span style="font-weight: 400;"> que dá para sentir a secura na boca. O aspecto de algo seco e ríspido não está só na areia varrida pelo vento, ou no sol que arde no céu desvanecido, mas num corte de câmera de uma mosca pousada no dorso de um cavalo de pelos duros. Tudo é pressuposto para ter </span><a href="https://www.nytimes.com/2021/11/30/movies/the-power-of-the-dog-review.html"><span style="font-weight: 400;">um encaixe perfeito</span></a><span style="font-weight: 400;">, por isso as falas de seu roteiro, adaptado do livro de Thomas Savage, são tão curtas, inclusive aquelas que deixam transparecer as questões profundas que esbarram na sexualidade de seus personagens.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A genialidade de Campion foi enxergar que quando o mundo é convergente, o diferente grita em desespero. Dessa forma, </span><a href="https://rollingstone.uol.com.br/cinema/ataque-dos-caes-5-motivos-para-assistir-ao-filme-com-benedict-cumberbatch-e-kirsten-dunst-lista/"><span style="font-weight: 400;">os detalhes</span></a><span style="font-weight: 400;"> de seu filme estão alinhados em perfeição com a sociedade machista que odeia mulheres, e sugere atenção ao simples movimento que descarrilhe </span><a href="https://personaunesp.com.br/ataque-dos-caes-critica/"><span style="font-weight: 400;">o trem da masculinidade</span></a><span style="font-weight: 400;">. O filme se passa em 1925 e conta a história de Phil (Benedict Cumberbatch) lidando com a “perda” do irmão George (Jesse Plemons) para uma mulher &#8211; a nova cunhada Rose (Kirsten Dunst) &#8211; e seu enteado Peter (Kodi Smit-McPhee) com seu comportamento que destoa do que é “ser homem”. E é com o mesmo olhar sagaz da diretora que o caubói sabe esconder sua sexualidade: revestido de uma raiva violenta por qualquer coisa que se aproxime do feminino. Um século depois ainda é preciso olhos e ouvidos atentos para enxergar que Phil não é um escroto: Phil odeia mulheres.</span><b> &#8211; Nathália Mendes</b></p>
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<figure id="attachment_25676" aria-describedby="caption-attachment-25676" style="width: 1244px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-25676" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/01/the-rescue.jpg" alt="Imagem de divulgação do documentário The Rescue. A imagem mostra um caminho de uma caverna, como se estivesse cortada na lateral. As rochas da caverna preenchem a linha inferior e superior da imagem de forma irregular. Ao centro, existe um caminho colorido em tom de azul, por onde nada um mergulhador, que está no canto esquerdo, aparecendo apenas com o seu contorno escuro chapado. Do outro lado do caminho, no extremo direito, está um grupo de 13 pessoas, também mostrando apenas os seus contornos chapados em preto." width="1244" height="700" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/01/the-rescue.jpg 1244w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/01/the-rescue-800x450.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/01/the-rescue-1024x576.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/01/the-rescue-768x432.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/01/the-rescue-1200x675.jpg 1200w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-25676" class="wp-caption-text">Dos diretores de Free Solo, o vencedor do Oscar de Melhor Documentário de 2019, a novidade para a temporada de 2022 é The Rescue (Foto: Disney+)</figcaption></figure>
<p><b>The Rescue (Idem, Jimmy Chin e Elizabeth Chai Vasarhelyi)</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Em julho de 2018, o mundo todo acompanhava as tentativas de resgate de um grupo de 12 meninos que ficaram presos numa caverna submersa da Tailândia. Entre as coberturas jornalísticas, diários das pessoas envolvidas na delicada operação de resgate e depoimentos de familiares das crianças, era difícil entender exatamente </span><a href="https://g1.globo.com/mundo/noticia/meninos-presos-na-caverna-da-tailandia-veja-a-cronologia-dos-fatos.ghtml"><span style="font-weight: 400;">o que aconteceu</span></a><span style="font-weight: 400;"> naquela zona da província de Chiang Rai para que o grupo fosse resgatado com vida de uma situação tão hostil. Hoje já não é mais assim, graças aos serviços prestados pelo documentário </span><i><span style="font-weight: 400;">The Rescue</span></i><span style="font-weight: 400;">, produção do </span><i><span style="font-weight: 400;">National Geographic</span></i><span style="font-weight: 400;"> que foi a escolha do público para o prêmio do gênero no </span><a href="https://www.instagram.com/p/CUbBdvQMRqQ/?utm_medium=share_sheet"><span style="font-weight: 400;">Festival de Toronto 2021</span></a><span style="font-weight: 400;">.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Mas qualquer pessoa que se interessar pelos detalhes da operação de resgate trazidos pelo filme precisa saber que ele não entrega o que promete logo de início. Assim como o objeto com o qual trabalha, os caminhos de </span><i><span style="font-weight: 400;">The Rescue</span></i><span style="font-weight: 400;"> são inconstantes, mesmo valendo-se de uma formulação tradicional do gênero documental. Usando como fio narrativo a contagem dos dias da operação, a direção de </span><a href="https://blogdescalada.com/elizabeth-chai-vasarhelyi-jimmy-chin/"><span style="font-weight: 400;">Jimmy Chin e Elizabeth Chai Vasarhelyi</span></a><span style="font-weight: 400;"> demora a encontrar uma forma de combinar os fatos da história de forma acessível para quem o assiste numa perspectiva distante da local. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O grande acerto do filme é se concentrar nos</span><a href="https://www.bbc.com/portuguese/internacional-44799339"><span style="font-weight: 400;"> operadores de resgate</span></a><span style="font-weight: 400;">, que se revestiram de coragem e solidariedade para se envolver no arriscado salvamento dos meninos, e agora podem detalhar cada aspecto da operação. No entanto, é deste ponto também que surge o maior incômodo do filme: o discurso dos salvadores estadunidenses e ingleses numa terra asiática, que acaba também por ignorar a presença dos tailandeses ali. Obviamente que, no tema de </span><i><span style="font-weight: 400;">The Rescue</span></i><span style="font-weight: 400;">, a vida é o elemento mais inegociável e prioridade antes de qualquer outro discurso. Mas o casal </span><a href="https://oglobo.globo.com/cultura/oscar-2019-free-solo-documentario-sobre-facanha-de-alpinista-americano-ganha-premio-da-categoria-23478446"><span style="font-weight: 400;">vencedor do </span><i><span style="font-weight: 400;">Oscar</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> de Melhor Documentário em 2019 sabe como agradar sua Academia natal &#8211; e tem tudo para fazê-lo novamente em 2022. </span><b>&#8211; Raquel Dutra</b></p>
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<figure id="attachment_25668" aria-describedby="caption-attachment-25668" style="width: 1200px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-25668" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/01/afilhaperdida.jpg" alt="Cena de A Filha Perdida. Nela está Olivia Colman. Uma mulher branca de cabelos curtos e pretos. Ela veste um maiô preto e uma camisa azul por cima. O fundo é areia da praia" width="1200" height="760" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/01/afilhaperdida.jpg 1200w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/01/afilhaperdida-800x507.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/01/afilhaperdida-1024x649.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/01/afilhaperdida-768x486.jpg 768w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-25668" class="wp-caption-text">Antes de assistir o filme, leia o livro (Foto: Netflix)</figcaption></figure>
<p><b>A Filha Perdida (The Lost Daughter, Maggie Gyllenhaal)</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Disponibilizado na </span><a href="https://personaunesp.com.br/tag/netflix/"><i><span style="font-weight: 400;">Netflix</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> no último dia do pavoroso 2021, </span><i><span style="font-weight: 400;">A Filha Perdida</span></i><span style="font-weight: 400;"> é a adaptação do homônimo livro de </span><a href="https://personaunesp.com.br/a-vida-mentirosa-dos-adultos-critica/"><span style="font-weight: 400;">Elena Ferrante</span></a><span style="font-weight: 400;">. A escritora italiana vive sob pseudônimo, mas é dona das obras mais populares da atualidade. A mais nova produção é dirigida por Maggie Gyllenhaal e coloca a inebriante </span><a href="https://personaunesp.com.br/meu-pai-critica/"><span style="font-weight: 400;">Olivia Colman</span></a><span style="font-weight: 400;"> no radar da Academia de Cinema. À primeira vista a história parece simples: acompanhar a viagem de férias de uma professora universitária de 48 anos, Leda.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Já adianto que a experiência de assistir o filme fica mais esclarecedora após a </span><a href="https://personaunesp.com.br/estante-do-persona-dezembro-de-2021/"><span style="font-weight: 400;">leitura da obra original</span></a><span style="font-weight: 400;">. Não que as camadas das personagens não sejam bem trabalhadas durante a produção, mas a imersão provocada pela leitura treina o olhar do espectador para os sentimentos nem sempre verbalizados pelas atrizes. É na praia que a protagonista conhece Nina (Dakota Johnson) e sua filha Elena. Aqui, o ponto mais forte da construção narrativa é a observação. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Todo o assunto maternidade que vai de </span><i><span style="font-weight: 400;">flashbacks</span></i><span style="font-weight: 400;"> bravamente atuados por Jessie Buckley até as situações na qual os personagens são inseridos. Diferente do livro, nada fica subentendido pelo fluxo de pensamento de Leda. Quem está assistindo precisa de uma certa sagacidade para entender as entrelinhas. Nada disso tira o mérito de Colman, que entrega sua adaptação completa num dos filmes mais assistidos na </span><i><span style="font-weight: 400;">Netflix</span></i><span style="font-weight: 400;"> e vem pelo título na corrida do </span><a href="https://personaunesp.com.br/tag/oscar-2022/"><i><span style="font-weight: 400;">Oscar</span></i></a><span style="font-weight: 400;">. </span><b>&#8211; Ana Júlia Trevisan</b></p>
<figure id="attachment_25634" aria-describedby="caption-attachment-25634" style="width: 1920px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-25634" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/01/amor.jpg" alt="Cena do filme Amor, Sublime Amor mostra um homem branco, de cabelos castanhos claros curtos, vestindo uma camisa azul e uma jaqueta marrom, ao lado de uma mulher latina de cabelos castanhos na altura dos ombros, vestindo uma camisa vermelha. Ambos estão se olhando com uma aparência de apaixonados. Ao fundo do ambiente está uma rua com outros homens brancos." width="1920" height="1080" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/01/amor.jpg 1920w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/01/amor-800x450.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/01/amor-1024x576.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/01/amor-768x432.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/01/amor-1536x864.jpg 1536w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/01/amor-1200x675.jpg 1200w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-25634" class="wp-caption-text">Nas escadarias do lado oeste de Nova Iorque, Amor, Sublime Amor apresenta uma nova versão do clássico (Foto: 20th Century Studios)</figcaption></figure>
<p><b>Amor, Sublime Amor (West Side Story, Steven Spielberg)</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Em 1957, o lado oeste de Nova York era marcado pela rivalidade feroz entre os Jets, de origem anglo-saxonica, e os Sharks, de origem porto-riquenha. No meio dos duelos dos clãs, apresentados artisticamente por meio de coreografias musicais, surge uma paixão entre Maria (Rachel Zegler) e Tony (Ansel Elgort), sendo que cada um fazia parte de um grupo distinto, o que acirra ainda mais a disputa entre os guetos. Essa trama se desenvolve ao longo do </span><i><span style="font-weight: 400;">remake</span></i><span style="font-weight: 400;"> de</span> <a href="https://www.planocritico.com/critica-amor-sublime-amor/"><i><span style="font-weight: 400;">Amor, Sublime Amor</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, inspirado no clássico homônimo de 1961.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A narrativa se destaca por apresentar uma trama similar ao clássico </span><a href="https://www.todamateria.com.br/romeu-e-julieta/"><i><span style="font-weight: 400;">Romeu e Julieta</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, de William Shakespeare, porém modernizado e contextualizado para uma realidade bem diferente da criada pelo dramaturgo inglês. Além disso, o </span><i><span style="font-weight: 400;">remake</span></i><span style="font-weight: 400;">, dirigido por Steven Spielberg, foi bem recebido, chegando a levar os  prêmios de Melhor Filme, Melhor Atriz e Melhor Atriz Coadjuvante (para Ariana DeBose) nas categorias de Comédia ou Musical na 79ª edição do Globo de Ouro. </span><b>&#8211; Gabriel Gatti</b></p>
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<figure id="attachment_25650" aria-describedby="caption-attachment-25650" style="width: 1200px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-25650" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/01/lulli.jpg" alt="Cena do filme Lulli. A cena mostra a personagem de Larissa Manoela, uma mulher branca e ruiva que se veste com jaleco médico, dentro de um consultório, com a sobrancelha esquerda arqueada e expressão pensativa. " width="1200" height="675" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/01/lulli.jpg 1200w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/01/lulli-800x450.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/01/lulli-1024x576.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/01/lulli-768x432.jpg 768w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-25650" class="wp-caption-text">Larissa Manoela fica ruiva para sua nova aventura cômica no Tudum (Foto: Netflix)</figcaption></figure>
<p><b>Lulli (César Rodrigues)</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Depois de terminar o namoro, a estudante de Medicina </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=syo3f9t8cps"><span style="font-weight: 400;">Lulli</span></a><span style="font-weight: 400;"> (Larissa Manoela) leva um choque e, de uma hora para a outra, consegue ouvir o pensamento das pessoas, basta tocá-las. Navegando entre os amores da juventude, a responsabilidade da faculdade e os recém-adquiridos poderes sobrenaturais, resta à garota balancear cada um dos cantos de sua vida.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Cheio de bom humor e leveza, o novo produto nacional da </span><i><span style="font-weight: 400;">Netflix </span></i><span style="font-weight: 400;">surpreende pela simplicidade. Além de Manoela, que está </span><a href="https://www.purepeople.com.br/noticia/-alem-da-ilusao-conheca-a-historia-e-data-de-estreia-da-novela-com-larissa-manoela_a336162/1#:~:text=Esse%20%C3%A9%20um%20dos%20pontos,de%20Larissa%20Manoela%20na%20Globo."><span style="font-weight: 400;">prestes a debutar na </span><i><span style="font-weight: 400;">Rede Globo</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, o elenco de apoio brilha sob os olhos atentos do diretor César Rodrigues. Vale o destaque para a representação </span><i><span style="font-weight: 400;">queer </span></i><span style="font-weight: 400;">de Sergio Malheiros, um atleta refém das expectativas da sociedade, mas que encontra leveza na aceitação de seus amigos. </span><b>&#8211; Vitor Evangelista</b></p>
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<figure id="attachment_25679" aria-describedby="caption-attachment-25679" style="width: 1200px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-25679" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/01/a-mao-de-deus.jpg" alt="Cena do filme A Mão de Deus. A imagem mostra a família que protagoniza o filme à frente de uma mesa de madeira clara, sentados lado a lado, olhando para frente. Atrás, existe uma parede também de madeira clara amarelada enfeitada por pratos decorativos ao redor de uma cabeça de alce. A família está abaixo dessa decoração e tem quatro membros. Primeiro, à esquerda, está um jovem, que tem cabelos cacheados castanhos, usa camisa verde e fones de ouvido ao redor do pescoço. Ao lado dele, está a mãe, que tem cabelos cacheados em tom de castanho claro dourado e usa uma regata florida azul e branca. Depois, está mais um filho, um pouco mais velho que o primeiro, mas ainda jovem, de cabelos lisos e camisa amarela desabotoada. Por fim, No lado direito, está o pai, que tem cabelos grisalhos ao redor da cabeça e usa uma camisa branca." width="1200" height="800" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/01/a-mao-de-deus.jpg 1200w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/01/a-mao-de-deus-800x533.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/01/a-mao-de-deus-1024x683.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/01/a-mao-de-deus-768x512.jpg 768w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-25679" class="wp-caption-text">A principal constante do novo filme de Paolo Sorrentino é a memória do futebolista Diego Maradona, e a família do falecido jogador <a href="https://jogada10.com.br/futebol-internacional/netflix-divulga-trailer-de-filme-que-maradona-tentou-impedir-veja/">não gostou</a> muito da ideia (Foto: Netflix/Gianni Fiorito)</figcaption></figure>
<p><b>A Mão de Deus (È stata la mano di Dio, Paolo Sorrentino)</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Dentre os lançamentos de dezembro da </span><i><span style="font-weight: 400;">Netflix</span></i><span style="font-weight: 400;">, estava a escolha da Itália ao </span><a href="https://personaunesp.com.br/tag/oscar-2022/"><i><span style="font-weight: 400;">Oscar</span></i><span style="font-weight: 400;"> 2022</span></a><span style="font-weight: 400;">. </span><i><span style="font-weight: 400;">A Mão de Deus</span></i><span style="font-weight: 400;">, novo filme de Paolo Sorrentino, saiu premiadíssimo e ovacionado do </span><a href="https://www.instagram.com/p/CT5ssphNzJv/"><span style="font-weight: 400;">Festival de Veneza 2021</span></a><span style="font-weight: 400;"> e já foi definido como o candidato italiano para a estatueta de Melhor Filme Internacional na premiação da Academia. Por enquanto, o filme se mantém na corrida, figurando nas listas prévias dos indicados divulgadas no final do ano. Entretanto, pode ser que o mesmo apreço pelo filme não seja encontrado no público que for conferir as novidades do </span><i><span style="font-weight: 400;">streaming</span></i><span style="font-weight: 400;"> e/ou nos apreciadores da filmografia do diretor. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">É que a manifestação da história de mais de 2h de </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=EZhaFn8h5Dc"><i><span style="font-weight: 400;">A Mão de Deus</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> é complexa, embora parta de uma atraente simplicidade. Estamos na cidade de Nápoles, na década de 80, dentro do núcleo familiar de Fabietto Schisa (um maravilhoso Filippo Scotti). Vivendo o final de sua adolescência e procurando seu lugar no mundo, o centro do filme tem como única certeza sua paixão por futebol e o desejo de ser cineasta, quando uma tragédia o faz repensar seus caminhos &#8211; e aprofunda sua adoração pelo “</span><a href="https://super.abril.com.br/historia/o-legado-de-maradona-o-mais-humano-entre-os-genios-do-futebol/"><span style="font-weight: 400;">melhor futebolista da história</span></a><span style="font-weight: 400;">”.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Na trama repleta de traços autobiográficos, </span><a href="https://brasil.elpais.com/cultura/2021-12-05/paolo-sorrentino-agora-estou-em-uma-posicao-maravilhosa-as-pessoas-vem-me-oferecer-dinheiro-e-eu-recuso.html"><span style="font-weight: 400;">Sorrentino</span></a><span style="font-weight: 400;"> cria cada cena com uma profunda paixão, que infelizmente, não floresce plenamente no espectador. O problema não está na ambientação, já que o trabalho de caracterização do lugar e do tempo da narrativa são perfeitamente acolhedores. Também não é no elenco, que conta com a experiência de </span><a href="https://tudo-sobre.estadao.com.br/toni-servillo"><span style="font-weight: 400;">Toni Servillo</span></a><span style="font-weight: 400;">, a graciosidade de </span><a href="https://mubi.com/pt/cast/teresa-saponangelo"><span style="font-weight: 400;">Teresa Saponangelo</span></a><span style="font-weight: 400;"> e a inteligência de </span><a href="https://mubi.com/pt/cast/luisa-ranieri"><span style="font-weight: 400;">Luisa Ranieri</span></a><span style="font-weight: 400;"> para transformar os momentos familiares nas melhores cenas do filme. </span><i><span style="font-weight: 400;">A Mão de Deus</span></i><span style="font-weight: 400;"> parece ter dificuldade em coordenar tantos elementos, personagens e eventos em um roteiro que procura acima de tudo a espontaneidade. </span><b>&#8211; Raquel Dutra</b></p>
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<figure id="attachment_25654" aria-describedby="caption-attachment-25654" style="width: 1200px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-25654" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/01/Um-Crush-Para-o-Natal-1.jpg" alt="Cena do filme Um Crush para o Natal. Dois homens olhando para cima em um ambiente externo com fundo desfocado de luzes de natal. A direita, um homem negro, de cabelos curtos, barba e olhos marrom escuro, ele está usando uma camisa listrada cinza e vermelha e um casaco marrom por cima. Ao seu lado, um homem branco de cabelos curtos e olhos castanhos, está usando uma proteção de frio para os ouvidos com chifres de rena e um suéter preto." width="1200" height="630" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/01/Um-Crush-Para-o-Natal-1.jpg 1200w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/01/Um-Crush-Para-o-Natal-1-800x420.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/01/Um-Crush-Para-o-Natal-1-1024x538.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/01/Um-Crush-Para-o-Natal-1-768x403.jpg 768w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-25654" class="wp-caption-text">Clichê com orgulho (Foto: Netflix)</figcaption></figure>
<p><b>Um Crush para o Natal (Single All the Way, Michael Mayer)</b></p>
<p><a href="https://www.omelete.com.br/filmes/criticas/um-crush-para-o-natal"><i><span style="font-weight: 400;">Um Chush para o Natal</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> conta a história de dois melhores amigos, Peter (Philemon Chambers) e Nick (Michael Urie) que passam o natal juntos na família do primeiro, com a tentativa de fingir que são um casal. O plano não dá certo, mas os familiares de Peter se encantam com Nick e percebem que o que existe entre eles pode se tornar muito mais do que amizade. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Com perseguições em aeroportos, neve, festas temáticas decoradas, o filme é lotado de </span><a href="https://pipocasclub.com.br/2020/12/11/8-romances-natalinos-imperdiveis-ver-em-streaming/"><span style="font-weight: 400;">clichês românticos e natalinos,</span></a><span style="font-weight: 400;"> mas usados de uma forma que não cansa, mas encanta. Além disso, é pioneiro no gênero filme de romance LGBTQIA+ natalino, junto de </span><i><span style="font-weight: 400;">Happiest Season</span></i><span style="font-weight: 400;"> (2020), trazendo a perspectiva alegre e otimista das festas de fim de ano para uma temática que muitas vezes é abordada com muita tristeza e tragédias. </span><b>&#8211; Marcela Zogheib</b></p>
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<figure id="attachment_25576" aria-describedby="caption-attachment-25576" style="width: 1200px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-25576" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/01/a-ultima-noite.jpg" alt="Cena do filme A Última Noite. Diversos personagens estão sentados ao longo de uma mesa retangular para comer uma ceia de Natal. Na ponta direita da mesa, Simon (Matthew Goode) se levanta para fazer um brinde. Simon é um homem caucasiano de cabelos pretos e curtos, usando um smoking preto aberto e levantando uma taça com a mão direita. A esquerda dele, sua esposa, Nell (Keira Knightley) e dois de seus três filhos pequenos o acompanham no brinde, erguendo taças e copos. Todos são caucasianos, Nell possui cabelos castanhos e os filhos, loiros. O filho do meio, Art (Roman Griffin Davis), olha cabisbaixo para frente sem erguer nada. Do outro lado da mesa, outras pessoas erguem suas taças, fora de foco. A sala em que eles ceiam é vermelha e decorada com luzes natalinas. A mesa também é decorada com velas e luzes." width="1200" height="720" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/01/a-ultima-noite.jpg 1200w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/01/a-ultima-noite-800x480.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/01/a-ultima-noite-1024x614.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/01/a-ultima-noite-768x461.jpg 768w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-25576" class="wp-caption-text">Keira Knightley e Matthew Goode estrelam uma noite de Natal peculiar (Foto: Paris Filmes)</figcaption></figure>
<p><b>A Última Noite (Silent Night, Camille Griffin)</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Nesta comédia natalina recheada de grandes nomes e um senso de humor sombrio, Nell (Keira Knightley) e seu marido Simon (Matthew Goode) reúnem seus amigos mais próximos para as festividades, mas com um único porém: todos estão prestes a morrer. Dirigida e escrita por Camille Griffin, a sátira social de </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=tUGIFyVNflw"><i><span style="font-weight: 400;">A Última Noite</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> é apresentada com mais nuance do que o contemporâneo </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=c1nToClX_3w"><i><span style="font-weight: 400;">Não Olhe para Cima</span></i></a><i><span style="font-weight: 400;">,</span></i><span style="font-weight: 400;"> de Adam McKay, além de oferecer bem mais risadas em sua humilde uma hora e meia de duração.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Grande parte dessa sátira é sustentada por seu grande elenco, que complementa a dinâmica problemática entre o grupo de amigos, marcada por revelações chocantes, danças descontraídas e um profundo sentimento de que essas pessoas simplesmente não gostam tanto assim umas das outras: uma festa de Natal comum. Apesar de seu roteiro às vezes falhar no balanço sutil entre tragédia e farsa, suas intenções e as boas atuações marcadamente impedem que a experiência se torne enfadonha, entregando um filme compacto e mordaz.</span><b> &#8211; Gabriel Oliveira F. Arruda</b></p>
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<figure id="attachment_25596" aria-describedby="caption-attachment-25596" style="width: 2028px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-25596" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/01/Zoeys.jpg" alt="Cena do filme Zoey’s Extraordinary Christmas mostra uma família comprando árvores de natal. À frente, vemos Zoey, uma mulher branca, com cabelo ruivo na altura dos ombros, vestindo uma blusa vermelha com botões pretos. À esquerda, vemos a mãe dela, uma mulher branca com cabelo castanho na altura dos ombros que veste uma jaqueta vinho em cima de uma camiseta laranja. À direita, vemos o namorado de Zoey, um homem branco com a barba feita e que veste uma jaqueta cinza em cima de uma camiseta preta. Ao fundo, vemos o irmão e a sogra de Zoey levando o filho num carrinho. " width="2028" height="1014" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/01/Zoeys.jpg 2028w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/01/Zoeys-800x400.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/01/Zoeys-1024x512.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/01/Zoeys-768x384.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/01/Zoeys-1536x768.jpg 1536w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/01/Zoeys-1200x600.jpg 1200w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-25596" class="wp-caption-text">A empatia de Zoey ganha ainda mais força no Natal (Foto: Lionsgate)</figcaption></figure>
<p><b>Zoey’s Extraordinary Christmas (Idem, Richard Shepard) </b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Depois do cancelamento prematuro de </span><a href="https://personaunesp.com.br/zoey-e-sua-fantastica-playlist-2a-temp-critica/"><i><span style="font-weight: 400;">Zoey e sua Fantástica Playlist</span></i></a> <span style="font-weight: 400;">devido à baixa audiência, a série retornou com um filme natalino lançado pelo </span><i><span style="font-weight: 400;">The Roku Channel</span></i><span style="font-weight: 400;">. Na trama de </span><i><span style="font-weight: 400;">Zoey’s Extraordinary Christmas</span></i><span style="font-weight: 400;">, em suas primeiras férias depois do falecimento do pai, a protagonista quer celebrar o Natal do mesmo jeito mágico que o homem comemorava, mas diversos imprevistos acontecem enquanto Zoey tenta recriar as memórias afetuosas do passado da família.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O </span><a href="https://personaunesp.com.br/tudo-bem-no-natal-que-vem-critica/"><span style="font-weight: 400;">clima natalino</span></a><span style="font-weight: 400;">, com a neve, Papai Noel e presentes, combinou perfeitamente com o mundo de Zoey. O filme celebra essa data de uma forma calorosa, repleta de emoção e números musicais fantásticos. Rever cada um dos personagens traz uma sensação de acolhimento muito bem-vinda e o final que o filme oferece às tramas de todos é bem satisfatório, ao mesmo tempo em que deixa aberta a possibilidade de uma terceira temporada. É um daqueles filmes que te deixa com um sorriso no rosto quando sobem os créditos finais. </span><b>&#8211; Caio Machado </b></p>
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<figure id="attachment_25606" aria-describedby="caption-attachment-25606" style="width: 690px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-25606" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/01/IMG_6759.jpg" alt="Cena do filme Homem-Aranha: Sem Volta Para Casa que mostra o super-herói agachado com uma mão no chão e amparado por 4 pernas metálicas que saem de suas costas. O fundo tem uma ponte e árvores mais atrás." width="690" height="362" /><figcaption id="caption-attachment-25606" class="wp-caption-text">Alerta de spoiler, mas se você não assistiu esse filme ainda, você está lelé (Foto: Sony Pictures)</figcaption></figure>
<p><b>Homem-Aranha: Sem Volta para Casa (Spider-Man: No Way Home, Jon Watts)</b></p>
<p><i><span style="font-weight: 400;">Fanservice</span></i><span style="font-weight: 400;">. Dói assumir que </span><i><span style="font-weight: 400;">Homem-Aranha: Sem Volta para Casa</span></i><span style="font-weight: 400;"> é do começo ao fim um presentinho para os fãs do super-herói? Nem um pouco. Não é atoa que a </span><a href="https://deadline.com/2022/01/spider-man-no-way-home-fourth-weekend-japan-encanto-china-global-international-box-office-1234906918/"><span style="font-weight: 400;">bilheteria do longa</span></a><span style="font-weight: 400;"> segue batendo recordes: já é a 8ª maior do mundo com 1 bilhão e meio de dólares no total &#8211; e o longa ainda está no cinemas. O filme é uma sequência de cenas enérgicas, nostálgicas e emocionantes, entretenimento puro do começo ao fim </span><a href="https://www.omelete.com.br/marvel-cinema/homem-aranha-3-memes-com-spoiler#15"><span style="font-weight: 400;">com direito a memes</span></a><span style="font-weight: 400;">. Mas a verdade é que parece um sonho de criança assistir Tobey Maguire, Andrew Garfield e Tom Holland com seus uniformes, cara a cara contracenando nos grandes momentos de ação contra todos os vilões que compõem os </span><a href="https://www.cnnbrasil.com.br/entretenimento/e-uma-celebracao-de-20-anos-do-homem-aranha-no-cinema-diz-tom-holland/"><span style="font-weight: 400;">20 anos de história</span></a><span style="font-weight: 400;"> do Homem-Aranha no cinema.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Sem o saudosismo, o filme de Jon Watts se baseia em um falho arco emocional com o Peter Parker de Tom Holland tentando tirar leite de pedra &#8211; e conseguindo! Para se conectar com as versões de si próprio em outras dimensões ele precisou se perder, por isso o enredo apelou para a </span><a href="https://observatoriodocinema.uol.com.br/filmes/2021/12/teoria-sobre-tia-may-muda-tudo-sobre-homem-aranha-sem-volta-para-casa"><span style="font-weight: 400;">morte da Tia May</span></a><span style="font-weight: 400;"> (Marisa Tomei) sem que o público houvesse se conectado o suficiente com ela para se comover. Ainda assim, a proposta estava bem amarrada, já que ela influencia o sobrinho a ajudar o próximo &#8211; mesmo que seja o </span><a href="https://legadodamarvel.com.br/homem-aranha-3-luta-contra-duende-verde-e-destaque-em-novas-imagens/"><span style="font-weight: 400;">fabuloso e alucinado</span></a><span style="font-weight: 400;"> Duende Verde de Willem Dafoe &#8211; o que mostrou quem havia plantado a sementinha do espírito Amigo da Vizinhança no Peter dessa dimensão.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Em meio a tantos momentos referenciais e de tirar o fôlego, há no filme uma </span><a href="https://www.theguardian.com/film/2021/dec/18/spider-man-no-way-home-review-more-is-more"><span style="font-weight: 400;">forma espantosa</span></a><span style="font-weight: 400;"> em saber reviver para continuar. A verdadeira perda e lição veio pela escolha do Peter de Tom em terminar sozinho num mundo que ninguém o conheça ou o ame, e isso é indispensável para a formação e continuidade da história. Mesmo que a dramatização do contexto tenha deixado a desejar, os problemas foram sufocados por cenas inesquecíveis com doses </span><i><span style="font-weight: 400;">marvelísticas </span></i><span style="font-weight: 400;">de comédia. Num </span><a href="https://g1.globo.com/pop-arte/cinema/noticia/2021/12/14/homem-aranha-sem-volta-para-casa-supera-expectativas-com-equilibrio-de-nostalgia-e-emocao-g1-ja-viu.ghtml"><span style="font-weight: 400;">belo equilíbrio</span></a><span style="font-weight: 400;"> em segurar tantas expectativas e pontas vindas de filmes diversos, </span><i><span style="font-weight: 400;">Sem Volta para Casa</span></i><span style="font-weight: 400;"> é o melhor filme de 2021 e um marco na trajetória das histórias em quadrinhos dentro do Cinema.</span><b> &#8211; Nathália Mendes</b></p>
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<figure id="attachment_25597" aria-describedby="caption-attachment-25597" style="width: 1500px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-25597" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/01/Dont-look-up.jpg" alt="Cena do filme Não Olhe Para Cima exibe um homem e uma mulher sentados em cadeiras no salão da presidente, na Casa Branca. Ambos são brancos. Ele tem cabelo liso, curto, com uma mecha na testa. Usa óculos redondos, tem barba curta nas bochechas e grande no queixo. Veste um paletó preto por cima de uma camisa xadrez azul e usa calça jeans. No paletó, há um crachá com seu nome. A mulher, à esquerda, é ruiva, com cabelo liso na altura dos ombros e usa uma franja na testa. Veste uma jaqueta verde-escura por cima de uma blusa amarela. Também usa calça jeans. No canto inferior direito, vemos um buquê de rosas. " width="1500" height="843" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/01/Dont-look-up.jpg 1500w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/01/Dont-look-up-800x450.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/01/Dont-look-up-1024x575.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/01/Dont-look-up-768x432.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/01/Dont-look-up-1200x674.jpg 1200w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-25597" class="wp-caption-text">Como avisar do fim do mundo para autoridades que não estão dispostas a ouvir? (Foto: Netflix)</figcaption></figure>
<p><b>Não Olhe para Cima (Don’t Look Up, Adam McKay)</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Depois de dirigir </span><i><span style="font-weight: 400;">Vice</span></i><span style="font-weight: 400;">, um dos filmes com o maior número de indicações ao </span><i><span style="font-weight: 400;">Oscar </span></i><span style="font-weight: 400;">em 2019, Adam McKay retorna com a sátira </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=77pyaEoT3dQ"><i><span style="font-weight: 400;">Não Olhe para Cima</span></i></a><span style="font-weight: 400;">. Na trama que parece próxima da realidade até demais, os astrônomos Randall (Leonardo DiCaprio) e Kate (Jennifer Lawrence) descobrem um meteorito que destruirá o planeta Terra em poucos meses. A partir dessa descoberta assustadora, os dois tentam utilizar a mídia para alertar a humanidade sobre o perigo que se aproxima. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Engana-se quem diz que </span><i><span style="font-weight: 400;">Não Olhe Para Cima </span></i><span style="font-weight: 400;">é um filme sutil. Muito pelo contrário: todas as críticas que faz, indo desde o nepotismo na Casa Branca ao estado atual da mídia norte-americana, são feitas da forma mais óbvia possível, para não deixar nenhuma dúvida ao espectador. </span><a href="https://personaunesp.com.br/grande-aposta-alia-narrativa-dinamica-mensagem-pessimista/"><span style="font-weight: 400;">A direção ansiosa de McKay</span></a><span style="font-weight: 400;"> se aproveita dessa obviedade para gerar situações absurdas e cômicas, sem ignorar todo o drama que há no fim do mundo. É um filme que se estende demais em alguns momentos, mas funciona como um bom comentário sobre a mídia contemporânea, incapaz de tratar com a devida seriedade os assuntos que são mais do que puro entretenimento. </span><b>&#8211; Caio Machado </b></p>
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<figure id="attachment_25635" aria-describedby="caption-attachment-25635" style="width: 1920px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-25635" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/01/shaun.jpg" alt="Cena do filme Shaun, o Carneiro: Aventura de Natal em que há uma ovelha preta de lã branca, feita de massinha, em pé ao lado da árvore de natal. O ambiente é bem colorido e repleto de presentes no canto direito e, ao fundo, há uma porta aberta com uma sobra de um humano se aproximando." width="1920" height="1080" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/01/shaun.jpg 1920w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/01/shaun-800x450.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/01/shaun-1024x576.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/01/shaun-768x432.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/01/shaun-1536x864.jpg 1536w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/01/shaun-1200x675.jpg 1200w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-25635" class="wp-caption-text">O Papai Noel atendeu o nosso pedido e trouxe de presente o especial Shaun, o Carneiro: Aventura de Natal (Foto: Aardman Animations)</figcaption></figure>
<p><b>Shaun, o Carneiro: Aventura de Natal (Shaun the Sheep: The Flight Before Christmas, Steve Cox)</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O Natal é uma época especial no ano, que fica ainda melhor com o especial</span><i><span style="font-weight: 400;"> Shaun, o Carneiro: Aventura de Natal</span></i><span style="font-weight: 400;">. O curta-metragem narra a história das preparações para o evento de fim de ano, até que, por engano, o Fazendeiro</span><span style="font-weight: 400;"> (John Sparkes) entrega</span><span style="font-weight: 400;"> para uma criança uma caixa de presente em que Timmy (Justin Fletcher), a ovelha bebê, está dentro. O engano toma proporções gigantescas, uma vez que Shaun (Justin Fletcher) e seus amigos entram nessa aventura para resgatar o jovem carneiro.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O curta </span><i><span style="font-weight: 400;">spin-off</span></i><span style="font-weight: 400;"> da série </span><i><span style="font-weight: 400;">Shaun, o Carneiro</span></i><span style="font-weight: 400;">, apresenta aos telespectadores uma narrativa eletrizante movida unicamente por sons de ovelha. Essa ausência de falas faz com que a estética da narrativa, desenvolvida em </span><i><span style="font-weight: 400;">stop motion,</span></i><span style="font-weight: 400;"> se torne muito mais chamativa. Produzido pela premiad</span><span style="font-weight: 400;">a </span><a href="https://www.aardman.com/"><i><span style="font-weight: 400;">Aardman Animations</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, o filme se desenvolve bem dentro do curto limite de tempo e ainda mata a saudades dos personagens já conhecidos. </span><span style="font-weight: 400;">Com toda a nostalgia presente na série original, a narrativa eletrizante e a estética impecável, </span><i><span style="font-weight: 400;">Shaun, o Carneiro: Aventura de Natal </span></i><span style="font-weight: 400;">é um presente de Natal. </span><b>&#8211; Gabriel Gatti</b></p>
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<figure id="attachment_25662" aria-describedby="caption-attachment-25662" style="width: 960px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-25662" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/01/Imperdoavel-1.jpg" alt="Cena do filme Imperdoável. Ambiente externo. Uma mulher é levada por dois policiais com roupas de proteção, capacete e óculos. Ela é uma mulher branca, de cabelos e olhos castanhos, está usando uma blusa de frio verde, calça jeans e um casaco bege." width="960" height="639" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/01/Imperdoavel-1.jpg 960w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/01/Imperdoavel-1-800x533.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/01/Imperdoavel-1-768x511.jpg 768w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-25662" class="wp-caption-text">A venda de Birdbox seria bastante útil ao assistir esse filme (Foto: Netflix)</figcaption></figure>
<p><b>Imperdoável (The Unforgivable, Nora Fingscheidt)</b></p>
<p><a href="https://www.omelete.com.br/filmes/criticas/imperdoavel-sandra-bullock"><i><span style="font-weight: 400;">Imperdoável</span></i></a> <span style="font-weight: 400;">conta a história de Ruth Slater (Sandra Bullock), uma ex-presidiária que, após 20 anos de cadeia, é solta e precisa lidar com um mundo que ela não conhece e as consequências de seus crimes. Após sua soltura, ela busca encontrar a irmã (Aisling Franciosi), que não vê desde que foi presa e embarca em uma viagem pelo seu passado e traumas causados pelo ocorrido.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O longa tenta mostrar muitas faces da vida da personagem, mas falha ao não aprofundar em nenhum dos temas que traz. Vemos Ruth buscando emprego, encontrando oportunidades, indo atrás de respostas, procurando sua irmã, tudo ao mesmo tempo sem que nada realmente se desenvolva. Além disso, em alguns momentos, o filme busca trazer uma espécie de alívio cômico totalmente descabido com o tom do restante das cenas. Enfim, com um enredo que promete, mas não entrega e uma </span><a href="https://rollingstone.uol.com.br/cinema/imperdoavel-por-que-sandra-bullock-aceitou-fazer-o-filme/"><span style="font-weight: 400;">atuação mediana de Bullock</span></a><span style="font-weight: 400;">, a execução da história é sim imperdoável. </span><b>&#8211; Marcela Zogheib</b></p>
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<figure id="attachment_25669" aria-describedby="caption-attachment-25669" style="width: 1200px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-25669" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/01/acronicafrancesa.jpg" alt="Cena de A Crônica Francesa. A imagem é um frame em preto e branco do rosto do ator Timothée Chalamet. Ele é um homem jovem e seu cabelo é liso. Há um cigarro em seus lábios." width="1200" height="675" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/01/acronicafrancesa.jpg 1200w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/01/acronicafrancesa-800x450.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/01/acronicafrancesa-1024x576.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/01/acronicafrancesa-768x432.jpg 768w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-25669" class="wp-caption-text">O filme acompanha a última edição de um jornal e as três crônicas que serão publicadas (Foto: Searchlight Pictures)</figcaption></figure>
<p><b>A Crônica Francesa (The French Dispatch, Wes Anderson)</b></p>
<p><a href="https://www.youtube.com/watch?v=7N8wkVA4_8s"><i><span style="font-weight: 400;">Moonrise Kingdom</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=sF7hAbQR7kk&amp;ab_channel=20thCenturyStudiosBrasil"><i><span style="font-weight: 400;">O Grande Hotel Budapeste</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> e agora </span><i><span style="font-weight: 400;">A Crônica Francesa</span></i><span style="font-weight: 400;">, esses são três filmes básicos para conhecer toda a excentricidade do cineasta Wes Anderson. O último é o mais recente trabalho do diretor e conta com um elenco de milhões. Bill Murray, </span><a href="https://personaunesp.com.br/duna-2021-critica/"><span style="font-weight: 400;">Timothée Chalamet</span></a><span style="font-weight: 400;">, </span><a href="https://personaunesp.com.br/nomadland-critica/"><span style="font-weight: 400;">Frances McDormand</span></a><span style="font-weight: 400;">, Tilda Swinton, Benicio del Toro, Jeffrey Wright, essa não é nem metade da lista dos rostos que vemos no elenco. Basta conhecer pelo menos parte dele para calcular o tamanho do trabalho que seria lidar com tantos figurões, logo, fica claro que não há como ter expectativas altas em relação a atuação ou tempo de tela.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A magnitude de </span><i><span style="font-weight: 400;">A Crônica Francesa </span></i><span style="font-weight: 400;">está em sua produção artística que oferece um banquete. As quase duas horas de filme são de pura obra prima visual. Outro ponto que alinha a assinatura de </span><a href="https://www1.folha.uol.com.br/webstories/cultura/2021/07/o-estranho-mundo-de-wes-anderson/"><span style="font-weight: 400;">Wes Anderson</span></a><span style="font-weight: 400;"> é seu mergulho pela nostalgia. O filme soa quase como uma ode ao antigo formato do Jornalismo. </span><i><span style="font-weight: 400;">The French Dispatch</span></i><span style="font-weight: 400;"> é simplesmente cativante por conta de seu deslumbre visual. </span><b>&#8211; Ana Júlia Trevisan</b></p>
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<figure id="attachment_25678" aria-describedby="caption-attachment-25678" style="width: 1280px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="wp-image-25678 size-full" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/01/mass.jpg" alt="Cena do filme Mass. A imagem mostra, de lado, um grupo de quatro pessoas, dois homens e duas mulheres, que conversam ao redor de uma mesa redonda. Eles estão organizados por casais, um à frente do outro. A sala é clara, com paredes em cor creme e uma janela em cada lateral, a mesa é branca. Todos são brancos e usam roupas formais. Em cima da mesa, há uma caixinha de lenços." width="1280" height="720" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/01/mass.jpg 1280w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/01/mass-800x450.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/01/mass-1024x576.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/01/mass-768x432.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/01/mass-1200x675.jpg 1200w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-25678" class="wp-caption-text">O diretor de Mass conta que foi difícil promover o filme, por conta de sua produção independente e seu tema delicado (Foto: Bleecker Street)</figcaption></figure>
<p><b>Mass (Idem, Fran Kranz)</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Segundo levantamento do </span><i><span style="font-weight: 400;">The Washington Post</span></i><span style="font-weight: 400;">, o número de tiroteios registrados em escolas nos Estados Unidos em 2021 é </span><a href="https://www1.folha.uol.com.br/mundo/2021/07/numero-de-tiroteios-em-escolas-nos-eua-e-o-maior-em-22-anos.shtml"><span style="font-weight: 400;">o maior em 22 anos</span></a><span style="font-weight: 400;">. Desde o Massacre de Columbine, que resultou na morte de 12 alunos e 1 professor em abril de 1999, a incidência de tragédias e os problemas sociais oriundos do </span><a href="https://cinemacao.com/2015/11/18/documentaristas-1-michael-moore-o-outro-lado-do-american-way-of-life/"><i><span style="font-weight: 400;">american way of life</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> é objeto de estudo das mais diversas áreas. Inclusive, no Cinema, em obras reconhecidas pela sua capacidade de estudar o comportamento de quem realiza os disparos da destruição (como o premiado por </span><i><span style="font-weight: 400;">Cannes</span></i> <a href="https://www.papodecinema.com.br/filmes/elefante/"><i><span style="font-weight: 400;">Elefante</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, de 2003), e em filmes documentais que procuram entender as raízes de tamanha violência (como o vencedor do </span><i><span style="font-weight: 400;">Oscar</span></i> <a href="https://cultura.estadao.com.br/noticias/cinema,tiros-em-columbine-chega-para-polemizar,20030516p74425"><i><span style="font-weight: 400;">Tiros em Columbine</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, de 2002). A esse grupo, </span><i><span style="font-weight: 400;">Mass</span></i><span style="font-weight: 400;"> se junta para inaugurar um novo formato narrativo, capaz de compreender a fundo o que significa ser atingido por tamanha e violência e tentar continuar a vida assim. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O pretexto do drama é simples, e quanto menos você souber sobre ele, melhor será. Dois casais de pais (visceralmente interpretados por </span><a href="https://theglobalherald.com/entertainment/mass-jason-isaacs-martha-plimpton-on-their-toughest-roles-to-date/"><span style="font-weight: 400;">Jason Isaacs e Martha Plimpton</span></a><span style="font-weight: 400;"> de um lado, e </span><a href="https://www.risenmagazine.com/mass-ann-dowd-reed-birney/"><span style="font-weight: 400;">Reed Birney e Ann Dowd</span></a><span style="font-weight: 400;"> de outro) se encontram regularmente, como parte de uma iniciativa para familiares que tiveram seus filhos envolvidos em tiroteios escolares. O roteiro de Fran Kranz testemunha uma das reuniões, que acontece no meio do processo realizado com aquelas duas famílias. Em longos planos carregados de densidade emocional, entendemos a tragédia pelo que restou dela. Isto é, algumas memórias, muita revolta, uma parte de culpa e muita dor.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A força do filme está na combinação do roteiro forte com o elenco afiado e a direção, completamente sintonizada com a força da representação que acontece na frente das câmeras. De tamanha naturalidade, </span><i><span style="font-weight: 400;">Mass</span></i><span style="font-weight: 400;"> não parece exprimir o esforço que foi necessário para que fosse concretizado, e o resultado do filme é um dos melhores trabalhos conjuntos do ano. Conforme apontado pelos números, é cada vez mais urgente refletir sobre os problemas sociais causados pela vida nos Estados Unidos do século 21. E </span><a href="https://www.vanityfair.com/hollywood/2021/10/awards-insider-mass-writer-director-fran-kranz-interview-little-gold-men"><span style="font-weight: 400;">o filme de Fran Kranz</span></a><span style="font-weight: 400;"> certamente nos ajudará nisso. </span><b>&#8211; Raquel Dutra</b></p>
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<h3>TV</h3>
<figure id="attachment_25523" aria-describedby="caption-attachment-25523" style="width: 900px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-25523" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/01/icesis.jpg" alt="Cena da segunda temporada de Canada’s Drag Race, mostra a drag queen Icesis Couture desfilando pela passarela. Ela é branca, careca e usa roupas brancas, com uma espécie de aparelho bucal que abre sua boca mostrando a gengiva. O visual ainda tem uma auréola acima da cabeça." width="900" height="600" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/01/icesis.jpg 900w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/01/icesis-800x533.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/01/icesis-768x512.jpg 768w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-25523" class="wp-caption-text">Viva o gelo! (Foto: Crave)</figcaption></figure>
<p><b>Canada’s Drag Race (2ª temporada, Crave)</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Corrigindo os erros crassos de seu ano inaugural, a segunda temporada de </span><a href="https://personaunesp.com.br/canadas-drag-race-critica/"><i><span style="font-weight: 400;">Canada’s Drag Race</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> estourou a boca do balão, garantindo sucesso entre as inúmeras investidas mundiais da franquia em 2021. Com um </span><a href="https://draglicious.com.br/2021/06/29/novos-jurados-de-canadas-drag-race-sao-anunciados/"><span style="font-weight: 400;">painel quase inédito de jurados</span></a><span style="font-weight: 400;"> (apenas Brooke Lynn Hytes manteve o emprego), os novos capítulos escalaram </span><i><span style="font-weight: 400;">drags </span></i><span style="font-weight: 400;">competentes e distintas entre si, dando oportunidade de explorar cantos empolgantes da arte canadense. Vale destacar um elenco enorme de estrelas, mas o derradeiro </span><i><span style="font-weight: 400;">top </span></i><span style="font-weight: 400;">3 da temporada, com </span><a href="https://rupaulsdragrace.fandom.com/wiki/Kendall_Gender"><span style="font-weight: 400;">Kendall Gender</span></a><span style="font-weight: 400;">, Pythia e Icesis Couture, merece um bocado mais de atenção. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Gender se apossou de um gás tardio na Corrida, esbanjando carisma e uma beleza monumental. </span><a href="https://rupaulsdragrace.fandom.com/wiki/Pythia"><span style="font-weight: 400;">Pythia</span></a><span style="font-weight: 400;"> surpreendeu por apresentar um senso de moda tão aguçado quanto seu humor e por pouco não ficou com a Coroa. O título de segunda Super Estrela </span><i><span style="font-weight: 400;">Drag </span></i><span style="font-weight: 400;">Canadense repousou no colo de </span><a href="https://rupaulsdragrace.fandom.com/wiki/Icesis_Couture"><span style="font-weight: 400;">Icesis Couture</span></a><span style="font-weight: 400;">, uma das competidoras mais vorazes da franquia e dona de momentos imbatíveis do ano 2, de seu visual na passarela de estreia, passando pelo </span><i><span style="font-weight: 400;">Makeover </span></i><span style="font-weight: 400;">e pela Dublagem na semifinal. Vida longa à Rainha do Gelo! </span><b>&#8211; Vitor Evangelista</b></p>
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<figure id="attachment_25653" aria-describedby="caption-attachment-25653" style="width: 2000px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-25653" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/01/Gossip-Girl-1.jpeg" alt="Cena da série Gossip Girl. Três pessoas abraçadas no centro da imagem em uma rua com um fundo de prédios. A esquerda do abraço, um homem de cabelo rosa, ao centro uma mulher de cabelos loiros e a direita um homem de cabelos castanhos com sorriso no rosto." width="2000" height="1334" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/01/Gossip-Girl-1.jpeg 2000w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/01/Gossip-Girl-1-800x534.jpeg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/01/Gossip-Girl-1-1024x683.jpeg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/01/Gossip-Girl-1-768x512.jpeg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/01/Gossip-Girl-1-1536x1025.jpeg 1536w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/01/Gossip-Girl-1-1200x800.jpeg 1200w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-25653" class="wp-caption-text">As coisas esquentam no paraíso dos upper east siders (Foto: HBO Max)</figcaption></figure>
<p><b>Gossip Girl (Parte 2 da 1ª temporada, HBO Max)</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A </span><a href="https://rollingstone.uol.com.br/entretenimento/gossip-girl-o-que-esperar-da-2-parte-do-reboot-showrunner-responde/"><span style="font-weight: 400;">segunda parte da primeira temporada do novo </span><i><span style="font-weight: 400;">Gossip Girl</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> finalmente chegou ao fim em dezembro para o alívio dos fãs. A série continua acompanhando as tramas deixadas em aberto em sua primeira parte, com os dramas familiares de Julien (Jordan Alexander) e Zoya (Whitney Peak), abordando as consequências das ações do pai da primeira. A relação entre Audrey (Emily Alyn Lind), Max (Thomas Doherty) e Akeno (Evan Mock). E os conflitos internos da professora Kate (Tavi Gevinson), que mais uma vez perde o controle do que fazer com a Gossip Girl e acaba revelando mais do que deveria para os seguidores.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Os conflitos se intensificam e novos personagens são apresentados, mas a série começa a se tornar um pouco repetitiva em suas questões abordadas, especialmente quando se trata do triângulo Julien, Zoya e Obie (Eli Brown). Mas o </span><i><span style="font-weight: 400;">show </span></i><span style="font-weight: 400;">se mantém interessante e continua trazendo novas faces de seus protagonistas. Dando destaque para algo que já era marcante na versão original, o uso de músicas se encaixam muito bem com o enredo, trazendo canções de artistas em alto para compor a ambientação dos adolescentes descolados do Upper East Side. Outra surpresa deliciosa foi ver </span><a href="https://www.instagram.com/p/CXHzYpVgn4M/"><span style="font-weight: 400;">rostinhos familiares</span></a><span style="font-weight: 400;"> de personagens icônicos da família Waldorf. E, no fim, a série mantém os fãs ansiosos pelos próximos passos dos estudantes nas temporadas que estão por vir. </span><b>&#8211; Marcela Zogheib</b></p>
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<figure id="attachment_25607" aria-describedby="caption-attachment-25607" style="width: 1920px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-25607" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/01/perdidos-no-espaco.jpg" alt="Cena da série Perdidos no espaço que mostra um robô alienígena olhando para o relógio no pulso de um garoto humano que está ao seu lado. O robô tem uma armadura de metal e luzes brilhantes azuis no lugar do rosto e do coração. O menino ao lado é um adolescente branco de cabelos loiros curtos, usa um uniforme cinza escuro e está levantando o braço para mostrar o que está em seu pulso para o robô. O fundo é o interior de uma nave espacial." width="1920" height="1280" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/01/perdidos-no-espaco.jpg 1920w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/01/perdidos-no-espaco-800x533.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/01/perdidos-no-espaco-1024x683.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/01/perdidos-no-espaco-768x512.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/01/perdidos-no-espaco-1536x1024.jpg 1536w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/01/perdidos-no-espaco-1200x800.jpg 1200w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-25607" class="wp-caption-text">Perdidos no Espaço chega ao fim com pressa demais, e dando pouca glória para os personagens mais valiosos além dos protagonistas &#8211; como a Dra. Smith e a raça alienígena (Foto: Netflix)</figcaption></figure>
<p><b>Perdidos no Espaço (Lost in Space, 3ª temporada, Netflix)</b></p>
<p><i><span style="font-weight: 400;">Confiar, Will Robinson.</span></i><span style="font-weight: 400;"> Essa foi a última frase que nosso amado Robô disse para seu amigo humano enquanto transferia a si próprio para dentro de Will. A beleza do seu desfecho está, justamente, no pequeno aprofundamento da espécie alienígena &#8211; com um enredo </span><a href="https://www.cbr.com/lost-in-space-will-robinson-worst-archaeologist-ever/"><span style="font-weight: 400;">muito mais peculiar</span></a><span style="font-weight: 400;"> sobre confiança do que a visão simplista de vilões. E, por muito pouco, </span><i><span style="font-weight: 400;">Perdidos no Espaço</span></i><span style="font-weight: 400;"> conseguiu concluir sua história na </span><i><span style="font-weight: 400;">Netflix</span></i><span style="font-weight: 400;"> de </span><a href="https://observatoriodocinema.uol.com.br/series-e-tv/2021/12/perdidos-no-espaco-termina-na-netflix-com-5-misterios-sem-respostas"><span style="font-weight: 400;">forma meia boca</span></a><span style="font-weight: 400;">: parando antes de que se desgastasse, e cedo demais para que os robôs da galáxia ganhassem o palco que mereciam.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Will é agora um adolescente na 3ª temporada da série, que pulou um ano temporal decorrido desde os últimos episódios para justificar um Maxwell Jenkins </span><a href="https://www.terra.com.br/diversao/tv/series/will-robinson-aparece-crescido-no-trailer-do-final-de-perdidos-no-espaco,bcd60f71f8fa10029fc836b62e5f0edeoxh2q524.html"><span style="font-weight: 400;">mais alto e diferente</span></a><span style="font-weight: 400;">. Ele e Robô são as grandes estrelas no quesito desenvolvimento do personagem &#8211; e morreram na praia, sozinhos, com o potencial desperdiçado no enredo preocupado em mostrar ação demais, ou humanos demais, já que a jornada da perdida família Robinson em encontrar a colônia </span><i><span style="font-weight: 400;">Alfa Centauri</span></i><span style="font-weight: 400;">, e a si próprios, sempre derrapou em superficialidade.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Porém, a sensibilidade de seus alienígenas foi jogada na lama ao desperdiçar o </span><a href="https://www.inverse.com/entertainment/lost-in-space-season-4"><span style="font-weight: 400;">arco fantástico</span></a><span style="font-weight: 400;"> do robô </span><i><span style="font-weight: 400;">SRA</span></i><span style="font-weight: 400;">: o vilão que os comandava revela uma busca insaciável pela controvérsia liberdade, ou pelo medo de que qualquer um deles voltasse a ser programado por um mestre. Por isso, foi difícil engolir a chocha e simulada confiança dos humanos tanto em </span><a href="https://mixdeseries.com.br/perdidos-no-espaco-morte-na-3a-temporada-mudou-tudo/"><span style="font-weight: 400;">Espantalho</span></a><span style="font-weight: 400;"> &#8211; o robô que havia sido preso e destroçado para levar os humanos até a colônia &#8211; e com o resto da espécie em seu último episódio. Mas, </span><i><span style="font-weight: 400;">Perdidos no Espaço</span></i><span style="font-weight: 400;"> conseguiu encerrar de forma satisfatória, ainda que pautado no umbigo da humanidade e pelo </span><a href="https://observatoriodocinema.uol.com.br/criticas/2021/12/critica-perdidos-no-espaco-3a-temporada"><span style="font-weight: 400;">ápice da exploração</span></a><span style="font-weight: 400;"> espacial &#8211; mesmo não chegando aos pés da cinematografia de </span><i><span style="font-weight: 400;">Fundação</span></i><span style="font-weight: 400;">. </span><b>&#8211;</b> <b>Nathália Mendes</b></p>
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<figure id="attachment_25577" aria-describedby="caption-attachment-25577" style="width: 2000px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-25577" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/01/the-witcher.jpg" alt="Cena da segunda temporada de The Witcher. Ciri (Freya Allan), virada para frente, olha para a direita, com uma expressão pensativa. Ciri é uma criança caucasiana de cabelos brancos amarrados em uma trança, com diversos fios soltos voando através de sua face. Atrás dela, um boneco de palha preso por cordas e vestindo trapos e o resto do pátio onde ela treina, coberto por neve e destroços. Ciri veste um colete marrom por cima de uma camiseta cinza de mangas longas." width="2000" height="1333" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/01/the-witcher.jpg 2000w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/01/the-witcher-800x533.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/01/the-witcher-1024x682.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/01/the-witcher-768x512.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/01/the-witcher-1536x1024.jpg 1536w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/01/the-witcher-1200x800.jpg 1200w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-25577" class="wp-caption-text">O Tempo do Desprezo se aproxima (Foto: Netflix)</figcaption></figure>
<p><b>The Witcher (2ª temporada, Netflix)</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A segunda temporada da adaptação dos livros de Andrzej Sapkowski na </span><i><span style="font-weight: 400;">Netflix </span></i><span style="font-weight: 400;">voltou em dezembro com fôlego renovado, após o </span><i><span style="font-weight: 400;">anime </span></i><a href="https://personaunesp.com.br/the-witcher-lenda-do-lobo-critica/"><i><span style="font-weight: 400;">Lenda do Lobo</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> ter satisfeito parte da sede que os fãs sentiam de se afundar nas tramas políticas do Continente. Ainda estrelada por Henry Cavill no papel do bruxo Geralt de Rívia, o novo capítulo da narrativa (que adapta o terceiro livro da série, </span><a href="https://www.amazon.com.br/Sangue-dos-Elfos-WITCHER-Geralt-ebook/dp/B013RCGE2A/ref=sr_1_1?__mk_pt_BR=%C3%85M%C3%85%C5%BD%C3%95%C3%91&amp;crid=1CGSFAXYZNIAO&amp;keywords=sangue+dos+elfos&amp;qid=1642042436&amp;sprefix=sangue+dos+elfos%2Caps%2C198&amp;sr=8-1"><i><span style="font-weight: 400;">O Sangue dos Elfos</span></i></a><span style="font-weight: 400;">) começa com ele tendo que aprender a cuidar da órfã Ciri (Freya Allan), uma princesa exilada de grandes habilidades e destinada a trilhar um caminho perigoso.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Diferente da primeira temporada, essa segue linearmente os passos de Geralt junto com Ciri, ao invés da estrutura atemporal de sua antecessora, que procurava traduzir os livros de contos que deram início ao fenômeno literário polonês. Isso se reflete na melhora do </span><i><span style="font-weight: 400;">pacing</span></i><span style="font-weight: 400;"> entre os episódios e um ritmo em geral mais compreensível e acessível, movimentando entre suas tramas de maneira sagaz e impedindo que o foco saia do desenvolvimento da relação paternal entre seus protagonistas. Durante seus novos capítulos, somos também apresentados a algumas das mais importantes figuras desse universo em expansão, tais como o espião Dijkstra (Graham McTavish) e a sinistra </span><a href="https://observatoriodocinema.uol.com.br/series-e-tv/2021/12/o-thanos-de-the-witcher-esta-chegando-na-netflix-avisa-chefe"><span style="font-weight: 400;">Perseguição Selvagem</span></a><span style="font-weight: 400;">, além de um novo </span><i><span style="font-weight: 400;">teaser</span></i><span style="font-weight: 400;"> para a série </span><i><span style="font-weight: 400;">prequel </span></i><span style="font-weight: 400;">estrelada por Michelle Yeoh, </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=yKJRgdHNPWY"><i><span style="font-weight: 400;">The Witcher: A Origem</span></i></a><span style="font-weight: 400;">.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">No entanto, nem tudo muda para melhor. O foco em sua trama infelizmente acaba por sacrificar caracterizações importantes de suas personagens e reduzindo o impacto emocional que elas têm umas sobre as outras. Diferente da </span><a href="https://www.polygon.com/22847167/witcher-season-2-ciri-yennefer-books-changes"><span style="font-weight: 400;">relação maternal</span></a><span style="font-weight: 400;"> que o romance de Sapkowski descreve, Yennefer (Anya Chalotra) e Ciri não tem quase nenhum espaço para se conhecerem fora da trama imediata que às move para frente, dividindo momentos que não vendem a conexão expressada ao final da temporada. </span><i><span style="font-weight: 400;">The Witcher</span></i><span style="font-weight: 400;"> triunfa em sua fantasia medieval sangrenta, mas peca ao focar mais em seu futuro do que no presente.</span><b> &#8211; Gabriel Oliveira F. Arruda</b></p>
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<figure id="attachment_25651" aria-describedby="caption-attachment-25651" style="width: 1200px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-25651" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/01/suc.jpg" alt="Cena da 3ª temporada de Succession, mostra o interior de uma sala corporativa. Vemos várias pessoas de terno sentadas à mesa, mas o foco é em Roman, um homem adulto, branco e de cabelos pretos, usando camisa social de manga, azul clara, e com uma expressão de vergonha no rosto. Ele olha para baixo, com postura retraída. " width="1200" height="630" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/01/suc.jpg 1200w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/01/suc-800x420.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/01/suc-1024x538.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/01/suc-768x403.jpg 768w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-25651" class="wp-caption-text">Foto de pinto? Foto de pinto! (Foto: HBO)</figcaption></figure>
<p><b>Succession (3ª temporada, HBO)</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Dois anos depois de Kendall (Jeremy Strong) </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=jQh0_CzjKko"><span style="font-weight: 400;">se virar contra Logan</span></a><span style="font-weight: 400;"> (Brian Cox) e consumar seu papel de Judas Iscariotes, </span><i><span style="font-weight: 400;">Succession </span></i><span style="font-weight: 400;">retorna carregada. A trama, obviamente, tem seu pontapé no banho de sangue da coletiva de imprensa e, a partir daí, somos espectadores de uma batalha de tortura psicológica, muitas ameaças vazias e uma porrada de tensão familiar. Como de costume, a série de Jesse Armstrong é mestre na </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=kevqiiYNFrc"><span style="font-weight: 400;">criação de causa e consequência</span></a><span style="font-weight: 400;">, não poupando ninguém do espetáculo de terror social. Afinal, se os ricos não tem escrúpulos, imagina os bilionários.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Enquanto Kendall se isola, ruindo seu mundo e suas verdades, Shiv (</span><a href="https://cinepop.com.br/succession-sarah-snook-e-a-vencedora-do-globo-de-ouro-2022-de-melhor-atriz-coadjuvante-em-serie-328107/"><span style="font-weight: 400;">Sarah Snook</span></a><span style="font-weight: 400;">) permanece batalhando pelo posto de sucessora (ou apenas de filha amada pelo pai), e Roman (</span><a href="https://www.today.com/popculture/kieran-culkin-re-creates-cute-moment-1991-snl-appearance-t237973"><span style="font-weight: 400;">Kieran Culkin</span></a><span style="font-weight: 400;">) vai variando entre pirocudo e pobre coitado. A consumação de seu arco de oscilações acontece no momento mais emblemático da terceira temporada: depois de fechar um acordo de prestígio, </span><a href="https://www.vulture.com/article/how-tv-shows-source-dick-pics.html"><span style="font-weight: 400;">o caçula se confunde</span></a><span style="font-weight: 400;"> e, ao invés de mandar uma foto da berinjela para sua amante às avessas Gerri, o arquivo chega no celular do Poderoso Chefão Logan. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Ademais, a tempestade de merda atinge Connor (Alan Ruck), personagem escanteado pela família e que busca migalhas para se contentar com o prestígio de ser um Roy. Tom (</span><a href="https://epipoca.com.br/succession-astro-comenta-terceira-temporada-e-os-relacionamentos-de-tom/"><span style="font-weight: 400;">Matthew Macfadyen</span></a><span style="font-weight: 400;">) parece ser o candidato à salvação, e o primo Greg (Nicholas Braun) vai comendo pelas beiradas. Se não tomarmos cuidado, logo ele estará sentado à ponta, devorando o peru de Natal. O texto de Armstrong dá todas as batidas para que o time de diretores sacie sua fome de grandeza (esse ano, além de Mark Mylod, somam os trabalhos de </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=Ssh0M60rats"><span style="font-weight: 400;">Lorene Scafaria</span></a><span style="font-weight: 400;"> e </span><a href="https://personaunesp.com.br/aves-de-rapina-critica/"><span style="font-weight: 400;">Cathy Yan</span></a><span style="font-weight: 400;">). Passada a carnificina, é hora de esperar o </span><i><span style="font-weight: 400;">Emmy</span></i><span style="font-weight: 400;"> 2022.</span><b> &#8211; Vitor Evangelista</b></p>
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<figure id="attachment_25594" aria-describedby="caption-attachment-25594" style="width: 1200px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-25594" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/01/cineclube-dickinson.jpg" alt="Cena da terceira temporada de Dickinson. Na imagem, ao centro, vemos a atriz Hailee Steinfeld, que interpreta a protagonista, do busto para cima. Ela é uma mulher branca, de cabelos castanhos, lisos e longos, aparentando ter cerca de 25 anos e vestindo uma roupa bege, abotoada no pescoço. Ela tem sua mão direita sob o peito e sorri. Ao fundo, vemos uma paisagem desértica e o céu azul, de dia." width="1200" height="674" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/01/cineclube-dickinson.jpg 1200w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/01/cineclube-dickinson-800x449.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/01/cineclube-dickinson-1024x575.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/01/cineclube-dickinson-768x431.jpg 768w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-25594" class="wp-caption-text">Após o encerramento de Dickinson, o documentário From Dickinson, With Love mostra os bastidores da série (Foto: Apple TV+)</figcaption></figure>
<p><b>Dickinson (3</b><b>ª temporada, Apple TV+)</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">“</span><i><span style="font-weight: 400;">Não matem os poetas. Eles precisam estar vivos para contar a história</span></i><span style="font-weight: 400;">”. A realidade já deu </span><i><span style="font-weight: 400;">spoiler </span></i><span style="font-weight: 400;">do final de Emily Dickinson. Mesmo assim, a </span><a href="https://noticiasdatv.uol.com.br/noticia/series/apple-tv-anuncia-fim-de-dickinson-apos-3-temporada-saiba-quando-estreia-64637"><span style="font-weight: 400;">terceira e última temporada</span></a><span style="font-weight: 400;"> da série inspirada na vida da poetisa teve a difícil e delicada tarefa de concluir sua história à altura de </span><a href="https://www.seculodiario.com.br/cultura/emily-dickinson-a-maior-poetisa-dos-estados-unidos"><span style="font-weight: 400;">sua musa</span></a><span style="font-weight: 400;"> &#8211; e de seus dois anos anteriores. Nessa leva de 10 episódios, </span><i><span style="font-weight: 400;">Dickinson</span></i><span style="font-weight: 400;"> continua (e se destaca mais ainda) com sua inovadora proposta: ao mesmo tempo que se mantém fiel aos eventos reais, toma a </span><a href="https://veja.abril.com.br/coluna/e-tudo-historia/a-vida-poetica-de-emily-dickinson-em-alem-das-palavras/"><span style="font-weight: 400;">liberdade</span></a><span style="font-weight: 400;"> de retratar os dilemas e desafios da época de uma forma contemporânea e atual. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Em um dos capítulos mais divertidos da </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=JLroeg_CTVw"><span style="font-weight: 400;">temporada</span></a><span style="font-weight: 400;">, inclusive, a série da </span><i><span style="font-weight: 400;">Apple TV+ </span></i><span style="font-weight: 400;">se supera em conciliar passado e presente. O sétimo episódio, mostra Emily e sua irmã Lavínia (</span><span style="font-weight: 400;">Anna Baryshnikov</span><span style="font-weight: 400;">) avançando no tempo e descobrindo a </span><a href="https://www.newsweek.com/hailee-steinfeld-interview-emily-dickinson-bittersweet-finale-1646465"><span style="font-weight: 400;">influência</span></a><span style="font-weight: 400;"> que a escritora teve na Literatura norte-americana. Isso tudo durante a Guerra Civil Americana, o importante pano de fundo do novo ano. Enquanto a segunda temporada dividiu a protagonista entre publicar ou não seus poemas, a terceira a retrata em seu momento mais criativo e produtivo, em que o </span><a href="https://www.clarabartonmuseum.org/dickinson/"><span style="font-weight: 400;">luto e as divisões internas</span></a><span style="font-weight: 400;"> provocadas pelo combate a fazem refletir sobre a importância de suas obras. Legado esse que inclui sua família: a cisão das tropas estadunidenses é acompanhada de conflitos entre os Dickinson e é Emily quem se vê na posição de conciliá-los. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Seja discutindo com seu pai e irmão ou se preocupando com </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=AqMTrtB1yV0"><span style="font-weight: 400;">seu legado</span></a><span style="font-weight: 400;">, a intérprete da protagonista continua brilhando. Hailee Steinfeld </span><a href="https://personaunesp.com.br/casa-gucci-critica/"><span style="font-weight: 400;">incorpora</span></a><span style="font-weight: 400;"> a poeta e, mesmo mais introspectiva, transparece sua evolução pessoal, amadurecimento e resiliência. Outros personagens também têm a chance de se sobressairem, como Henry (Chinaza Uche), que se destaca em sua trama de lutar ao lado de outros soldados negros, e Sue (Ella Hunt), lidando com a maternidade e com sua nova </span><a href="https://collider.com/hailee-steinfeld-dickinson-finale-interview-emisue/"><span style="font-weight: 400;">formação familiar</span></a><span style="font-weight: 400;">. Como a produção</span> <span style="font-weight: 400;">sabe bem fazer, os acontecimentos históricos se entrelaçam aos personagens e agregam em seu desenvolvimento &#8211; isso principalmente com a grande estrela da série. A complexa e intensa Emily Dickinson ganha um </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=1pn3IQDBeRA"><span style="font-weight: 400;">retrato respeitoso</span></a><span style="font-weight: 400;"> e devidamente profundo ao longo dos três breves anos de exibição e a conclusão de história cresce à altura: </span><i><span style="font-weight: 400;">Dickinson </span></i><a href="https://www.digitalspy.com/tv/ustv/a38528113/dickinson-season-3-series-finale/"><span style="font-weight: 400;">se encerra</span></a><span style="font-weight: 400;"> poética, delicada, profunda e sensível como começou. </span><b>&#8211; Vitória Lopes Gomez</b></p>
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<figure id="attachment_25608" aria-describedby="caption-attachment-25608" style="width: 1422px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-25608" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/01/queer-eye.jpg" alt="Cena da série Queer Eye que mostra 4 homens e uma pessoa não binária parados em pé, um ao lado do outro, mostrando seus figurinos country. À esquerda há um homem afro-americano de camisa cinza, calça e botas pretas, cinto de fivela prata e chapéu preto na cabeça que está de braços cruzados com expressão séria. À sua direita há um homem branco de camisa branca floral, calça jeans e botas marrons altas, e chapéu marrom, que está com parte das mãos no bolso da calça e expressão séria. À sua direita está um homem branco com chapéu bege, camisa estampada preta sob um colete marrom de franjas, calça jeans e botas marrons. À sua direita há uma pessoa não-binária branca sorridente, com cabelos castanhos compridos presos em coque e barba cheia, vestido preto e floral com franjas e botas marrons. No canto direito está um homem asiático-americano de cabelos cinzas vestindo camisa e calças jeans com botas brancas. O fundo é um parque à céu aberto." width="1422" height="750" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/01/queer-eye.jpg 1422w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/01/queer-eye-800x422.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/01/queer-eye-1024x540.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/01/queer-eye-768x405.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/01/queer-eye-1200x633.jpg 1200w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-25608" class="wp-caption-text">Nem o silêncio de uma pandemia conseguiu minar a alegria dos 5 Fabulosos vestidos de cowboy (Foto: Netflix)</figcaption></figure>
<p><b>Queer Eye (6ª temporada, Netflix)</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">É impossível se cansar de </span><i><span style="font-weight: 400;">Queer Eye</span></i><span style="font-weight: 400;">. Por mais que uma nova temporada signifique uma dose de conforto conhecida, a série </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=sxhiqsKUTWA"><span style="font-weight: 400;">não deixa de emocionar</span></a><span style="font-weight: 400;">, nem de trazer situações e pessoas mais diversas a cada episódio. No seu 6º volume, os 5 Fabulosos vão para Austin, no </span><a href="https://economia.uol.com.br/noticias/bbc/2019/05/15/refugio-de-bolsonaro-apos-protestos-em-ny-conservador-texas-ve-crescimento-da-esquerda.htm"><span style="font-weight: 400;">conservador estado do Texas</span></a><span style="font-weight: 400;"> &#8211; e que alívio poder assisti-los distribuírem amor próprio ao mesmo tempo que Karamo faz </span><i><span style="font-weight: 400;">twerk</span></i><span style="font-weight: 400;"> e Jonathan usa um vestido inteiro de paetês brilhantes, tudo dentro de uma região mais amigável com o preconceito do que com a liberdade, e assolado pela pandemia.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Essa foi, de fato, a temporada mais comovente até agora, pois as gravações </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=RSizdsUom_c"><span style="font-weight: 400;">foram interrompidas</span></a><span style="font-weight: 400;"> em março de 2020 durante o primeiro episódio. Foi necessário esperar um ano para ver Terri novamente, o furacão sulista que perdeu um pai amável, extremamente texano, e quem havia abraçado os </span><a href="https://personaunesp.com.br/queer-eye-5a-temp-critica/"><span style="font-weight: 400;">5 gays que entraram em sua porta</span></a><span style="font-weight: 400;">. Além das lições de cuidado e empatia de sempre, o </span><i><span style="font-weight: 400;">Fab5</span></i><span style="font-weight: 400;"> precisou lidar com o desgaste emocional de uma pandemia, e justamente por isso, as histórias estão mais conectadas conosco do que nunca. Prepare os lencinhos, pois você precisa assistir mais uma coleção de decoração do Bobby para aceitar o cenário difícil do mundo lá fora. </span><b>&#8211; Nathália Mendes</b></p>
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<figure id="attachment_25598" aria-describedby="caption-attachment-25598" style="width: 1100px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-25598" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/01/hawkeye.jpg" alt="Cena da série Gavião Arqueiro. Vemos uma jovem mulher e um homem mais velho com arco e flecha nas mãos, atirando contra inimigos em uma pista de patinação no gelo. A jovem é branca, com cabelo preto longo e veste uma roupa roxa, justa. Carrega flechas nas costas. O homem é branco, tem cabelo curto com um topete em cima e veste uma roupa justa, também roxa. Carrega mais flechas nas costas, assim como a jovem. Ao fundo, na pista, vemos alguns corpos dos inimigos caídos. " width="1100" height="600" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/01/hawkeye.jpg 1100w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/01/hawkeye-800x436.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/01/hawkeye-1024x559.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/01/hawkeye-768x419.jpg 768w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-25598" class="wp-caption-text">Na série do Disney+, o Gavião Arqueiro de Jeremy Renner finalmente teve sua chance de brilhar (Foto: Disney+)</figcaption></figure>
<p><b>Gavião Arqueiro (Hawkeye, 1ª temporada, Disney+) </b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Depois de uma enxurrada de </span><a href="https://personaunesp.com.br/wandavision-critica/"><span style="font-weight: 400;">séries da </span><i><span style="font-weight: 400;">Marvel </span></i><span style="font-weight: 400;">no </span><i><span style="font-weight: 400;">Disney+</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> ao longo de 2021, </span><i><span style="font-weight: 400;">Gavião Arqueiro </span></i><span style="font-weight: 400;">chegou sem grandes pretensões, no final de novembro. Afinal, o que teria de interessante numa série de um personagem que atira flechas e quase sempre foi deixado de lado ao longo do universo cinematográfico da </span><i><span style="font-weight: 400;">Marvel</span></i><span style="font-weight: 400;">? A resposta está nela: Hailee Steinfeld. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Na trama, o ex-Vingador Clint Barton (Jeremy Renner) tem uma missão: voltar para casa para celebrar o Natal com a família. Barton precisa adiar sua ida depois que conhece Kate Bishop, uma arqueira de 22 anos que sonha em se tornar uma super-heroína, e ambos são forçados a trabalhar juntos quando alguém do passado de Clint ameaça bagunçar mais do que o </span><a href="https://personaunesp.com.br/happiest-season-critica/"><span style="font-weight: 400;">espírito natalino</span></a><span style="font-weight: 400;">. </span></p>
<p><i><span style="font-weight: 400;">Gavião Arqueiro </span></i><span style="font-weight: 400;">brilha ao não precisar lidar com várias consequências de filmes anteriores, como foi o caso de </span><i><span style="font-weight: 400;">Wandavision </span></i><span style="font-weight: 400;">e </span><i><span style="font-weight: 400;">Falcão e o Soldado Invernal</span></i><span style="font-weight: 400;">. É uma aventura urbana sucinta e divertida, onde o </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=H4X-8guE56k"><span style="font-weight: 400;">carisma apaixonante de Hailee Steinfeld</span></a><span style="font-weight: 400;"> é capaz até mesmo de transformar a atuação apática de Jeremy Renner em algo simpático quando interage com ele. A dinâmica de mestre e aprendiz que se estabelece entre eles é maravilhosa de acompanhar, com um humor que é realmente engraçado e cenas de ação boas para o padrão da </span><i><span style="font-weight: 400;">Marvel</span></i><span style="font-weight: 400;">. A série mostra que uma trama não precisa ser grandiosa para ser bom entretenimento. Às vezes, a qualidade vive na simplicidade. Tomara que as próximas produções do </span><i><span style="font-weight: 400;">MCU </span></i><span style="font-weight: 400;">se lembrem disso. </span><b>&#8211; Caio Machado </b></p>
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<p><figure id="attachment_25604" aria-describedby="caption-attachment-25604" style="width: 1200px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-25604" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/01/a-vida-sexual-das-universitarias.jpg" alt="Cena da primeira temporada de A Vida Sexual das Universitárias. Da esquerda para a direita, Bela (Amrit Kaur), Whitney (Alyah Chanelle Scott) e Kimberly (Pauline Chalamet) estão no meio de uma festa universitária, lado a lado, na frente de uma mesa improvisada com alguns copos plásticos contendo bebida. Bela é indiana, tem cabelos longos e pretos, usando um blazer cinza por cima de uma camiseta vermelha e uma gravata rosa. Whitney é negra, de cabelos longos e trançados puxados para trás, usando um moletom branco com padrões retangulares rosas, azuis e marrons e calças jeans. Kimberly é caucasiana, de cabelos curtos e castanhos penteados para trás, usando uma blusa de lã rosa com listras azuis por cima de uma camiseta rosa de gola V e calças jeans. Atrás delas, outras pessoas conversam e bebem. Do lado direito, fora de foco, uma prateleira com garrafas de bebida ordenadas." width="1200" height="630" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/01/a-vida-sexual-das-universitarias.jpg 1200w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/01/a-vida-sexual-das-universitarias-800x420.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/01/a-vida-sexual-das-universitarias-1024x538.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/01/a-vida-sexual-das-universitarias-768x403.jpg 768w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-25604" class="wp-caption-text">A Vida Sexual das Universitárias é uma das últimas (e melhores) surpresas do ano [Foto: HBO Max]</figcaption></figure><b>A Vida Sexual das Universitárias (The Sex Lives of College Girls, 1ª temporada, HBO Max)</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Com talvez o pior/melhor título de qualquer série de 2021, a primeira temporada de </span><i><span style="font-weight: 400;">A Vida Sexual das Universitárias</span></i><span style="font-weight: 400;"> estreou em novembro no </span><i><span style="font-weight: 400;">HBO Max</span></i><span style="font-weight: 400;">, lançando vários episódios semana após semana: uma boa estratégia, já que a nova série de </span><a href="https://personaunesp.com.br/eu-nunca-2a-temp-critica/"><span style="font-weight: 400;">Mindy Kaling</span></a><span style="font-weight: 400;"> é instantaneamente encantadora e viciante. Acompanhando um jovem grupo de universitárias de origens diferentes tendo que partilhar um dormitório, os 10 primeiros episódios se sobressaem tanto em nos fazer rir quanto nos imergir na vida privada e pública de suas caóticas protagonistas.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A todo momento, a produção parece saber exatamente as expectativas de sua audiência sobre os clichês do gênero, e se delicia a todo momento ao subvertê-los da maneira mais engajante possível, sob um viés </span><a href="https://blackgirlnerds.com/the-women-of-color-really-shine-in-the-sex-lives-of-college-girls/"><span style="font-weight: 400;">feminista e empoderador</span></a><span style="font-weight: 400;">. Com subtramas que passeiam por importantes tópicos, o roteiro mordaz nunca deixa de surpreender, validando a complexidade de cada um deles através de um </span><a href="https://www.huffpost.com/entry/the-sex-lives-of-college-girls-and-the-complexity-of-empowerment-for-young-women_n_619c139fe4b025be1adfe6ed"><span style="font-weight: 400;">olhar unicamente feminino</span></a><span style="font-weight: 400;">. Seja na busca de Bela (Amrit Kaur) para se tornar uma roteirista de comédia ou na jornada de Kimberly (Pauline Chalamet) em se libertar de suas pré-concepções sexuais, </span><i><span style="font-weight: 400;">A Vida Sexual das Universitárias</span></i><span style="font-weight: 400;"> nunca esquece de colocar as mulheres de seu elenco em primeiro lugar.</span><b> &#8211; Gabriel Oliveira F. Arruda</b></p>
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<figure id="attachment_25609" aria-describedby="caption-attachment-25609" style="width: 1058px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-25609" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/01/la-casa-de-papel.png" alt="Cena da série La Casa de Papel que mostra um homem ajoelhado e rendido com as mãos para cima, tendo a mira de um laser sobre o coração. Ele é um homem branco de cabelos e barba castanhos, óculos preto, está usando camisa bege e gravata preta, e sua expressão é de um silencioso choque. Ao fundo, outras pessoas também estão rendidas." width="1058" height="580" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/01/la-casa-de-papel.png 1058w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/01/la-casa-de-papel-800x439.png 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/01/la-casa-de-papel-1024x561.png 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/01/la-casa-de-papel-768x421.png 768w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-25609" class="wp-caption-text">Uma das maiores falhas do final de La Casa de Papel é a presença de Rafael (Patrick Criado), o filho de Berlim, que rouba todo o ouro da Espanha e devolve ao tio por pura compaixão (Foto: Netflix)</figcaption></figure>
<p><b>La Casa de Papel (Volume 2 de Parte 5, Netflix)</b></p>
<p><b> </b><span style="font-weight: 400;">A era de </span><i><span style="font-weight: 400;">La Casa de Papel</span></i><span style="font-weight: 400;"> chegou ao fim e o sentimento predominante era de que deveríamos ter dado </span><i><span style="font-weight: 400;">bella ciao</span></i><span style="font-weight: 400;"> na </span><a href="https://personaunesp.com.br/la-casa-de-papel-critica/"><span style="font-weight: 400;">segunda temporada</span></a><span style="font-weight: 400;">. Um assalto genial com altas doses anarquistas havia sido o suficiente para saciar o verme revolucionário que mora em nossas barrigas, mas é claro que a </span><i><span style="font-weight: 400;">Netflix</span></i><span style="font-weight: 400;"> vinha para mais. Mesmo assim, arrastando nossa gangue favorita para um roubo absurdo, o Professor (Álvaro Morte) nos guiou para </span><a href="https://observatoriodocinema.uol.com.br/criticas/2021/12/critica-la-casa-de-papel-5a-temporada-parte-2"><span style="font-weight: 400;">botar as claras</span></a><span style="font-weight: 400;"> os pedestais ilusórios que seguram a estrutura imbecil da sociedade &#8211; e, também, que a economia é baseada em uma riqueza fantasma. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Ali, dentro do Banco da Espanha, o caos desenhou a realidade por vezes demais, e por outras quis </span><a href="https://www.thereviewgeek.com/lacasadepapel-s5review/"><span style="font-weight: 400;">explodir o limite</span></a><span style="font-weight: 400;">. Parece improvável que militares transtornados assumam um assalto e percam a briga. Mas, por outro lado, </span><a href="https://www.agazeta.com.br/colunas/rafael-braz/la-casa-de-papel-do-cult-a-bagaceira-pop-e-ao-fenomeno-global-1221"><span style="font-weight: 400;">esses recursos</span></a><span style="font-weight: 400;"> foram efetivos para mostrar que o Coronel Tamayo (Fernando Cayo) subia a escada infinita da crueldade para saciar o seu ego ferido. Até que consegue, e cabe ao Professor o xeque-mate: entrar no Banco, sabendo que homens como o Coronel funcionavam segundo o poder, para contar a ele que todo o ouro do país </span><a href="https://www.omelete.com.br/series-tv/criticas/la-casa-de-papel-final-critica"><span style="font-weight: 400;">não precisava ser verdadeiro</span></a><span style="font-weight: 400;">, o resto do mundo só precisava acreditar que existia. Genial? Sim.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Também era impossível que a série arruinasse seu fim. Por isso, sustentados em excelentes atores, amados personagens e ao </span><a href="https://brasil.elpais.com/cultura/2020-04-25/bella-ciao-a-historia-por-tras-do-hino-da-liberdade-e-da-resistencia.html"><span style="font-weight: 400;">som de revolução</span></a><span style="font-weight: 400;">, o enredo é emocionante &#8211; sem deixar de notar suas falhas. Não ao acaso, o intimismo de cada um da gangue os norteou desde o começo do 2º assalto, e tomou a função principal de terminar desmembrando o que havia de mais profundo no Professor. Ao assumir suas motivações internas, quem ele era brilhou em cena: </span><i><span style="font-weight: 400;">um ladrão, filho de um ladrão</span></i><span style="font-weight: 400;">. Então, todo o heroísmo criado por terceiros caiu por terra &#8211; inclusive </span><a href="https://www.adorocinema.com/noticias/series/noticia-161600/"><span style="font-weight: 400;">no mundo real</span></a><span style="font-weight: 400;">, lembrando que a dualidade é a essência que mora em nós para que desejemos arduamente transformar o sistema em pó. </span><b>&#8211; Nathália Mendes</b></p>
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<figure id="attachment_25622" aria-describedby="caption-attachment-25622" style="width: 1210px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-25622" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/01/cineclube-a-roda-do-tempo.jpg" alt="Cena da série A Roda do Tempo. Ao fundo da imagem, vemos, desfocado, um ambiente iluminado por tochas e quatro pilares branco, com quatro mulheres, cada uma ao lado um. Também em desfoque, a mulher da direita veste um manto vermelho, as duas do meio vestem mantos azuis, e a da ponta direita, um branco. Em um primeiro plano ao centro, vemos, dos ombros para cima, a protagonista interpretada por Rosamund Pike. Ela é uma mulher branca, aparentando cerca de 40 anos, com cabelos castanhos presos, usando um adereço em sua cabeça, que tem um pingente com uma jóia azul pendendo sobre sua testa, e veste um traje azul escuro. Ela tem uma expressão preocupada." width="1210" height="544" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/01/cineclube-a-roda-do-tempo.jpg 1210w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/01/cineclube-a-roda-do-tempo-800x360.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/01/cineclube-a-roda-do-tempo-1024x460.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/01/cineclube-a-roda-do-tempo-768x345.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/01/cineclube-a-roda-do-tempo-1200x540.jpg 1200w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-25622" class="wp-caption-text">Estrelada e com produção de Rosamund Pike, A Roda do Tempo foi adaptada da série de 14 livros de Robert Jordan (Foto: Amazon Prime Video)</figcaption></figure>
<p><b>A Roda do Tempo (The Wheel of Time, 1</b><b>ª</b><b> temporada, Amazon Prime Video)</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A apresentação da mitologia e do cenário é parte fundamental em qualquer obra de Fantasia. A geopolítica de </span><a href="https://personaunesp.com.br/game-of-thrones-10-anos/"><span style="font-weight: 400;">Westeros</span></a><span style="font-weight: 400;">, as diferentes raças e línguas da Terra Medieval, as guerras de um passado menos solitário para </span><a href="https://personaunesp.com.br/the-witcher-lenda-do-lobo-critica/"><span style="font-weight: 400;">Geralt de Rivia</span></a><span style="font-weight: 400;"> (entre intermináveis outros exemplos) nos inserem em mundos desconhecidos, fascinantes e complexos. Para além do contexto, porém, a quem acompanhamos em cada uma dessas histórias também importa &#8211; e muito. Em </span><i><span style="font-weight: 400;">A Roda do Tempo</span></i><span style="font-weight: 400;">, produção de </span><a href="https://personaunesp.com.br/a-lenda-do-cavaleiro-verde-critica/"><span style="font-weight: 400;">fantasia medieval</span></a><span style="font-weight: 400;"> do </span><i><span style="font-weight: 400;">streaming </span></i><span style="font-weight: 400;">da </span><i><span style="font-weight: 400;">Amazon</span></i><span style="font-weight: 400;">, a interessante premissa e a atenciosa contextualização despertam a curiosidade, mas caem por terra quando toda a ação é vivida por personagens, no mínimo, ‘tanto faz’.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Na </span><a href="https://www.tecmundo.com.br/minha-serie/229062-roda-tempo-conheca-livros-serie-amazon-baseada.htm"><span style="font-weight: 400;">trama</span></a><span style="font-weight: 400;">, Moiraine (Rosamund Pike) é parte das Aes Sedai, uma organização de mulheres que dominam a magia e comandam o poder local. Há anos, ela viaja em busca do Novo Dragão, o homem ou a mulher em que uma entidade antiga reencarnaria para alterar o equilíbrio entre a Luz e as Trevas e </span><a href="https://rollingstone.uol.com.br/entretenimento/a-roda-do-tempo-quem-e-o-misterioso-vilao-dark-one-da-serie-do-prime-video/"><span style="font-weight: 400;">provocar a destruição</span></a><span style="font-weight: 400;"> do mundo. Ou, do contrário, salvá-lo de uma vez por todas. Quando ela chega a um vilarejo e encontra os cinco jovens com as idades indicadas pela </span><a href="https://www.adorocinema.com/noticias/series/noticia-161376/"><span style="font-weight: 400;">profecia</span></a><span style="font-weight: 400;">, ela tem de recrutá-los para descobrir quem é o verdadeiro Dragão profetizado.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Só que tudo isso acontece logo no primeiro episódio e, durante o restante da </span><a href="https://www.msn.com/pt-br/esportes/futebol/prime-video-renova-oficialmente-a-roda-do-tempo-para-sua-2%C2%AA-temporada-a-s%C3%A9rie-foi-a-mais-vista-do-streaming-em-2021/ar-AASL1ps?li=AAvYMzb"><span style="font-weight: 400;">temporada</span></a><span style="font-weight: 400;"> de 8 capítulos, nem o quinteto, nem Moiraine &#8211; os protagonistas de </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=Hbx4ljf4Bjs"><i><span style="font-weight: 400;">A Roda do Tempo</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> &#8211; ganham o aprofundamento necessário para prenderem o interesse. Apesar de abordar os relacionamentos pessoais, sejam românticos, de amizade ou entre as Aes Sedais, e pincelar as contradições de cada um, a série não faz o suficiente para estabelecer uma conexão, o que culmina em personagens tão heroicos e corajosos que chegam a serem insossos. </span><a href="https://jovemnerd.com.br/nerdbunker/a-roda-do-tempo-segunda-temporada-tudo-sobre/"><span style="font-weight: 400;">Confirmado</span></a><span style="font-weight: 400;"> antes mesmo da estreia, a torcida é para que o segundo ano de </span><i><span style="font-weight: 400;">The Wheel of Time </span></i><span style="font-weight: 400;">assimile que, antes de chegar à grande batalha com o </span><a href="https://personaunesp.com.br/game-of-thrones-setima-temporada-critica/"><span style="font-weight: 400;">Rei da Noite</span></a><span style="font-weight: 400;">, primeiro temos que nos interessar por quem mora e luta para sobreviver em Westeros. </span><b>&#8211; Vitória Lopes Gomez</b></p>
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<figure id="attachment_25636" aria-describedby="caption-attachment-25636" style="width: 1920px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-25636" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/01/landscapers.jpg" alt="Cena da série Landscapers mostra uma mulher branca de meia idade, com um gorro na cabeça e um casaco cinza de mãos dadas com um homem branco de meia idade, calvo, que usa óculos e veste um casaco marrom e uma calça e está segurando itens de papelaria e uma bolsa. Ambos estão olhando para frente com uma expressão de espantados." width="1920" height="1080" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/01/landscapers.jpg 1920w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/01/landscapers-800x450.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/01/landscapers-1024x576.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/01/landscapers-768x432.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/01/landscapers-1536x864.jpg 1536w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/01/landscapers-1200x675.jpg 1200w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-25636" class="wp-caption-text">Landscapers provoca risos e arrepios ao mesmo tempo (Foto: HBO)</figcaption></figure>
<p><b>Landscapers (Minissérie, HBO)</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Tendo como fonte de inspiração eventos reais, </span><i><span style="font-weight: 400;">Landscapers</span></i><span style="font-weight: 400;"> conta a história de Susan Edward (</span><a href="https://observatoriodocinema.uol.com.br/filmes/2022/01/olivia-colman-nao-gostava-de-conversar-com-diretora-em-a-filha-perdida"><span style="font-weight: 400;">Olivia Colman</span></a><span style="font-weight: 400;">), uma mulher que aparenta ser amigável, e seu marido, Christopher Edwards (David Thewlis). A trama se desenvolve ao narrar um assassinato cometido pelo casal, em que a família de Susan foi massacrada e enterrada no quintal de sua casa. Passado um tempo, a polícia descobre os corpos sob a terra e, durante as investigações, o casal Edwards passa a se desdobrar para explicar como duas pessoas mortas foram enterradas em sua casa sem que ambos desconfiassem.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A premissa da minissérie de quatro episódios da </span><i><span style="font-weight: 400;">HBO </span></i><span style="font-weight: 400;">apresenta uma narrativa aparentemente macabra, no entanto, o roteiro expõe diversos momentos cômicos com as ótimas atuações de Olivia Colman e David Thewlis. Além disso, </span><i><span style="font-weight: 400;">Landscapers </span></i><span style="font-weight: 400;">teve Ed Sinclair como roteirista e Will Sharpe, como diretor da série, que se inspiraram nos crimes cometidos pelo casal </span><a href="https://thecinemaholic.com/william-and-patricia-wycherley/"><span style="font-weight: 400;">William e Patricia Wycherley</span></a><span style="font-weight: 400;">, em 1998. </span><b>&#8211; Gabriel Gatti</b></p>
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<figure id="attachment_25652" aria-describedby="caption-attachment-25652" style="width: 1366px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-25652" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/01/queen.png" alt="Cena do reality Queen of the Universe. A cena mostra a drag queen brasileira Grag Queen, de pele clara, peruca marrom e roupas roxas, com plumas de carnaval acima da cabeça e ao redor do corpo, cantando. Ela sorri, segura o microfone e sua roupa tem uma porção de detalhes, como joias e adereços, todos em tons de roxo e lilás. O fundo é da mesma cor." width="1366" height="768" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/01/queen.png 1366w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/01/queen-800x450.png 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/01/queen-1024x576.png 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/01/queen-768x432.png 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/01/queen-1200x675.png 1200w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-25652" class="wp-caption-text">De Amy Winehouse à Cindy Lauper, a campeã Grag Queen dominou todas as músicas que cantou, não deixando brecha para qualquer outro resultado na Final contra Ada Vox e Aria B. Cassadine (Foto: Paramount+)</figcaption></figure>
<p><b>Queen of the Universe (1ª temporada, Paramount+)</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Depois de produzir 9 temporadas de </span><a href="https://personaunesp.com.br/tag/drag-race/"><i><span style="font-weight: 400;">Drag Race</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> em 2021, RuPaul decidiu tirar sua figura de foco e apenas atuar como produtor do novo </span><i><span style="font-weight: 400;">reality </span></i><a href="https://www.youtube.com/watch?v=O7GdSpAOegE"><i><span style="font-weight: 400;">Queen of the Universe</span></i></a><span style="font-weight: 400;">. Unindo o mundo </span><i><span style="font-weight: 400;">drag </span></i><span style="font-weight: 400;">com a Música, a competição reuniu artistas de diversos cantos do mundo, colocando-as para batalharem cantando. Dessa vez, como anuncia o apresentador Graham Norton, nada de </span><i><span style="font-weight: 400;">Lip Syncs</span></i><span style="font-weight: 400;">!</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=LWWfbpljwdY&amp;t=1343s"><span style="font-weight: 400;">bancada de juradas</span></a><span style="font-weight: 400;">, que julgava desde o visual das rainhas até suas técnicas vocais e presença de palco, trouxe Vanessa Williams, Leona Lewis, Michelle Visage e Trixie Mattel, vencedora da terceira edição do </span><i><span style="font-weight: 400;">All Stars</span></i><span style="font-weight: 400;">. Entre as </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=L3jg4IoEq3Q"><span style="font-weight: 400;">talentosas competidoras</span></a><span style="font-weight: 400;">, haviam representantes da Índia, Reino Unido, Estados Unidos e Austrália, mas a vencedora, claro, veio do Brasil. Surpreendendo o mundo todo, a </span><a href="https://www.correiobraziliense.com.br/diversao-e-arte/2021/12/4974424-drag-queen-brasileira-vence-competicao-de-canto-queen-of-the-universe.html"><span style="font-weight: 400;">sensacional Grag Queen</span></a><span style="font-weight: 400;"> levou para casa o título e o cheque de 250 mil dólares. </span><b>&#8211; Vitor Evangelista</b></p>
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<figure id="attachment_25670" aria-describedby="caption-attachment-25670" style="width: 1920px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-25670" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/01/emilyinparis.jpg" alt="Cena de Emily em Paris. Nela, ao centro, está Emily. Uma jovem branca. Ela veste vestido preto e um casaco xadrez amarelo. Ela usa também uma boina e uma bolsa amarela. Seu cabelo é castanho e um pouco abaixo dos ombros. Ao seu lado há um homem negro. Ele está com o braço direito envolvido no pescoço de Emily e está beijando a bochecha dela. Ele veste uma camiseta azul. O fundo é uma construção branca desfocada." width="1920" height="1280" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/01/emilyinparis.jpg 1920w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/01/emilyinparis-800x533.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/01/emilyinparis-1024x683.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/01/emilyinparis-768x512.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/01/emilyinparis-1536x1024.jpg 1536w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/01/emilyinparis-1200x800.jpg 1200w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-25670" class="wp-caption-text">Emily em Paris &#8211; ou em qualquer outra cidade &#8211; é lavagem de dinheiro (Foto: Netflix)</figcaption></figure>
<p><strong>Emily em Paris (Emily in Paris, 2ª temporada, Netflix)</strong></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Passou uma temporada, veio a segunda e Emily continua em Paris. O novo ano da queridinha da casa começou exatamente de onde sua estreia encontrou um fechamento. Com Emily fingindo dar aulas de </span><i><span style="font-weight: 400;">marketing</span></i><span style="font-weight: 400;"> e sendo pilar de um triângulo amoroso, a nova </span><i><span style="font-weight: 400;">season</span></i><span style="font-weight: 400;"> deixa muito a desejar. Sem tempero, </span><a href="https://personaunesp.com.br/emily-em-paris-critica/"><i><span style="font-weight: 400;">Emily em Paris</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> ainda sofre o agravante de ter decaído em relação a sua carismática &#8211; sim, apenas carismática &#8211; primeira temporada.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Os personagens já conhecidos pouco mudaram e evoluíram, enquanto os que foram introduzidos nesse novo ano tiveram um espaço escasso para conquistar a trama por inteiro. A decisão de continuar do mesmo ponto do ano anterior prejudica o compasso da série ao ponto que os acontecimentos se dão de maneira apressada ou vagarosamente, perdendo o ritmo de episódio para episódio. Mas isso parece não atrapalhar a sequência de produção, afinal, a indicada ao </span><a href="https://personaunesp.com.br/tag/emmy-2021/"><i><span style="font-weight: 400;">Emmy</span></i><span style="font-weight: 400;"> 2021</span></a><span style="font-weight: 400;">, foi </span><a href="https://www.omelete.com.br/netflix/emily-in-paris-renovada-3a-4a"><span style="font-weight: 400;">renovada</span></a><span style="font-weight: 400;"> para mais duas temporadas. Minha dica é: assista </span><i><span style="font-weight: 400;">Emily em Paris</span></i><span style="font-weight: 400;">. </span><b>&#8211; Ana Júlia Trevisan</b></p>
<hr />
<figure id="attachment_25674" aria-describedby="caption-attachment-25674" style="width: 1280px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-25674" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/01/Gente-Ansiosa-1.jpg" alt="Cena da série Gente Ansiosa. Em um ambiente inteiro, duas pessoas de costas olhando para uma pessoa vestida com uma fantasia de coelho branco com um chapéu, luvas e faixas de couro preto pelo corpo." width="1280" height="720" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/01/Gente-Ansiosa-1.jpg 1280w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/01/Gente-Ansiosa-1-800x450.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/01/Gente-Ansiosa-1-1024x576.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/01/Gente-Ansiosa-1-768x432.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/01/Gente-Ansiosa-1-1200x675.jpg 1200w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-25674" class="wp-caption-text">O caos se instaura na cidade mais pacata da Europa (Foto: Netflix)</figcaption></figure>
<p><b>Gente Ansiosa (Folk med ångest, Minissérie, Netflix)</b></p>
<p><a href="https://www.youtube.com/watch?v=MwX1ESITgUU"><i><span style="font-weight: 400;">Gente Ansiosa</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> é uma adaptação do livro de mesmo nome do autor Fredrik Backman e conta a história dos habitantes de uma pequena e calma cidade da Suécia que, após um assalto, precisam lidar com seus traumas e se apoiar no processo. O acontecimento surpreende a todos, em especial os policiais Jack (Alfred Svensson) e Jim (Dan Ekborg), que além de tudo são pai e filho e buscam lidar com a situação inusitada da forma que podem. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A série é deliciosa de acompanhar, os personagens, com todas as suas questões, são muito carismáticos e conquistam o coração dos espectadores. Além de que, apesar de ser uma </span><a href="https://www.coxinhanerd.com.br/gente-ansiosa-serie-analise/"><span style="font-weight: 400;">série de comédia alto astral</span></a><span style="font-weight: 400;">, ela trabalha muito bem os seus momentos de drama e mistério policial, com reviravoltas e surpresas que deixam o </span><i><span style="font-weight: 400;">show </span></i><span style="font-weight: 400;">ainda mais interessante. </span><b>&#8211; Marcela Zogheib</b></p>
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		<title>Cineclube Persona &#8211; Fevereiro de 2021</title>
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		<pubDate>Wed, 10 Mar 2021 20:37:19 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Em um contexto ainda atingido pela pandemia de covid-19, a largada da temporada de premiações foi dada mais tardiamente em 2021. O mês de Fevereiro se encerrou com o polêmico, e nem tão aclamado, Globo de Ouro. Nesse ano atípico, os filmes elegíveis poderiam ter sido lançados no próprio mês do evento, e muitos dos &#8230; <a href="http://personaunesp.com.br/cineclube-persona-fevereiro-de-2021/" class="more-link">Continue lendo<span class="screen-reader-text"> "Cineclube Persona &#8211; Fevereiro de 2021"</span></a></p>
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										<content:encoded><![CDATA[<figure id="attachment_18960" aria-describedby="caption-attachment-18960" style="width: 1024px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-18960" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/03/WORDPRESS_CAPA_CINECLUBE_FEVEREIRO_03.2021.jpg" alt="Arte retangular em cor azul bebê. No canto superior esquerdo foi adicionado o texto &quot;cineclube persona&quot; em fonte branca. Ao centro, está o logo do Persona. No canto inferior direito, foi adicionado o texto &quot;fevereiro 2021&quot; em fonte preta. Espalhadas pela arte, foram adicionadas quatro fotografias, dentro de molduras em tom roxo: uma foto do filme Malcolm &amp; Marie, uma foto da cantora Karol Conká, uma foto do filme Nomadland, e uma foto da série Cidade Invisível." width="1024" height="538" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/03/WORDPRESS_CAPA_CINECLUBE_FEVEREIRO_03.2021.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/03/WORDPRESS_CAPA_CINECLUBE_FEVEREIRO_03.2021-300x158.jpg 300w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/03/WORDPRESS_CAPA_CINECLUBE_FEVEREIRO_03.2021-768x404.jpg 768w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-18960" class="wp-caption-text">Destaques de Fevereiro de 2021: Cidade Invisível, Nomadland, Malcolm &amp; Marie e a passagem de Karol Conká pelo BBB 21 (Foto: Reprodução/Arte: Ana Júlia Trevisan/Texto de Abertura: Vitória Silva)</figcaption></figure>
<p>Em um contexto ainda atingido pela <a href="https://www.poder360.com.br/coronavirus/covid-19-fevereiro-termina-como-2o-pior-mes-da-pandemia-no-brasil/">pandemia de covid-19</a>, a largada da <a href="https://www.omelete.com.br/filmes/calendario-premiacoes-2021#51">temporada de premiações</a> foi dada mais tardiamente em 2021. O mês de Fevereiro se encerrou com o <a href="https://www.uol.com.br/splash/noticias/2021/03/01/globo-de-ouro-ignora-polemica-mas-assume-falta-de-negros-em-edicao-morna.htm">polêmico</a>, e nem tão aclamado, <a href="https://personaunesp.com.br/os-vencedores-do-globo-de-ouro-2021/">Globo de Ouro</a>. Nesse ano atípico, os filmes elegíveis poderiam ter sido lançados no próprio mês do evento, e muitos dos que chegaram nos minutos finais acabaram concorrendo e, até mesmo, levaram a estatueta para casa. Foi o caso de <a href="https://brasil.elpais.com/cultura/2020-09-12/a-nova-classe-operaria-vai-ao-paraiso-e-vence-o-festival-de-veneza.html"><em>Nomadland</em></a>, que conquistou duas das categorias principais e é uma das principais apostas para o <a href="https://www.omelete.com.br/oscar/oscar-2021-apostas-filmes"><em>Oscar</em> 2021</a>.</p>
<p>Mais uma vez, a <em>Netflix</em> está com tudo entre os concorrentes da temporada, mas com candidatos nem tão promissores. <a href="https://www.planocritico.com/critica-relatos-do-mundo/"><em>Relatos do Mundo</em></a>, produzido pela <em>Universal Pictures</em>, chegou esse mês ao catálogo e ganhou duas indicações ao Globo, porém sem sucesso, enquanto o complicado<a href="https://vogue.globo.com/moda/moda-news/noticia/2021/02/o-que-malcolm-e-marie-nos-dizem-sobre-relacionamentos-emocionalmente-abusivos.html"> <em>Malcolm &amp; Marie</em></a> não conquistou nem uma nomeação. Por outro lado, <a href="https://www.omelete.com.br/netflix/criticas/eu-me-importo-critica"><em>I Care A Lot</em> (<em>Eu Me Importo</em>)</a> foi um dos grandes lançamentos do mês e surpresas da noite, e deu a primeira estatueta de Rosamund Pike.</p>
<p>Fora do universo dos tapetes vermelhos, o serviço de<em> streaming</em> entregou o controverso capítulo final da <a href="https://personaunesp.com.br/para-todos-os-garotos-2-critica/">saga de Lara Jean</a>, com <a href="https://www.uol.com.br/splash/filmes/critica/para-todos-os-garotos-3-fecha-a-saga-em-clima-de-final-de-novela-das-nove.htm"><em>Para Todos Os Garotos 3: Agora e Para Sempre</em></a>, e seu maior produto nacional até agora, com a estreia da série <a href="https://noticiasdatv.uol.com.br/noticia/series/sucesso-em-40-paises-cidade-invisivel-e-renovada-para-2-temporada-pela-netflix-52376"><em>Cidade Invisível</em></a>. Fevereiro também foi um mês para a<em> Apple TV+</em> trazer grandes lançamentos, a nova temporada de <a href="https://cinepop.com.br/dickinson-2a-temporada-e-mais-sofisticada-e-mais-sexy-revela-hailee-steinfeld-278489/"><em>Dickinson</em></a> foi mais uma vez bem recepcionada pela crítica, assim como o documentário <a href="https://canaltech.com.br/entretenimento/critica-billie-eilish-the-worlds-a-little-blurry-apple-tv-179653/"><em>Billie Eilish: The World&#8217;s a Little Blurry</em></a>, que se aprofunda na vida da estrela em ascensão Billie Eilish.</p>
<p>Nesse extenso período de isolamento, observar o cotidiano alheio nunca foi tão interessante. Pudemos ver novamente Selena Gomez se estabanar na cozinha com seu <em>reality show <a href="https://portalpopline.com.br/selena-chef-programa-de-culinaria-da-selena-gomez-tera-terceira-temporada/">Selena + Chef</a></em>, da <em>HBO Max</em>. E, em terras brasileiras, a luta pela <a href="https://emais.estadao.com.br/noticias/tv,karol-conka-e-eliminada-do-bbb-21,70003625413">saída da Karol Conká</a> do <em>BBB 21</em> conseguiu unir a nação de uma forma nunca antes vista nos últimos tempos.</p>
<p>O <strong>Cineclube </strong>de Fevereiro traz os grandes lançamentos do mês do mundo audiovisual. Aqui você confere os filmes aclamados e massacrados pelo público, séries que terminaram de ter seus episódios exibidos (<em><a href="https://www.omelete.com.br/marvel-cinema/wandavision-mcu-futuro-perguntas#14">WandaVision</a> </em>há de aguardar o seu momento), e grandes produções televisionadas. Tudo isso com a <a href="https://personaunesp.com.br/tag/cineclube/">curadoria</a> da <strong>Editoria </strong>e <strong>colaboradores do Persona</strong>.</p>
<p><span id="more-18446"></span></p>
<h3>Cinema</h3>
<figure id="attachment_18548" aria-describedby="caption-attachment-18548" style="width: 839px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="wp-image-18548 size-full" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/02/news-of-the-world.png" alt="Cena do filme Relatos do Mundo. No primeiro plano da imagem, à esquerda, temos Johanna, uma menina de mais ou menos doze anos, baixa e de cabelos loiros, vestindo um vestido puído e um chale marrom com uma faixa vermelha. À direita, temos o Capitão Kidd, um homem branco, de mais ou menos sessenta anos, de barba grisalha, vestindo um colete preto, calça, casaco e um chapéu velhor marrons e montando um cavalo marrom. Com a mão direita, ele puxa um cavalo preto, que vem atrás, carregando sacos na sua lombar. Ao fundo, temos vários homens usando vestimentas semelhantes a do Capitão Kidd, espalhados pelo campo de grama batida e terra, cavalos e carroças carregadas de sacos. Em último plano, temos a silhueta de montanhas." width="839" height="557" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/02/news-of-the-world.png 839w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/02/news-of-the-world-300x199.png 300w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/02/news-of-the-world-768x510.png 768w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-18548" class="wp-caption-text">Relatos do Mundo foi indicado ao Globo de Ouro 2021 nas categorias de Melhor Trilha Sonora e Melhor Atriz Coadjuvante, para Helena Zengel (Foto: Reprodução)</figcaption></figure>
<p><b>Relatos do Mundo (News of the World</b><b><i>, </i></b><b>Paul Greengrass)</b></p>
<p><i><span style="font-weight: 400;">“Um faroeste com Tom Hanks” </span></i><span style="font-weight: 400;">é sinopse suficiente para atrair qualquer um. Ainda mais em um catálogo cheio de opções &#8220;tanto faz&#8221; da </span><i><span style="font-weight: 400;">Netflix</span></i><span style="font-weight: 400;">. </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=L406MMEwmCo"><i><span style="font-weight: 400;">Relatos do Mundo</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, que se não fosse uma pandemia estaria em todas as </span><a href="https://www.radiotimes.com/movies/news-of-the-world-cinema-release/"><span style="font-weight: 400;">salas de cinema</span></a><span style="font-weight: 400;"> ao invés do </span><i><span style="font-weight: 400;">streaming</span></i><span style="font-weight: 400;">, chamou atenção do espectador &#8211; e até do Globo de Ouro -, mas não atende a expectativa que cria. Para além da descrição superficial, na trama, que se passa após a Guerra de Secessão, o Capitão Jefferson Kyle Kidd (Tom Hanks) viaja o sul dos Estados Unidos lendo notícias aos moradores locais. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Quando topa com Johanna (Helena Zengel), uma menina alemã capturada e criada pelo povo indígena Kiowa, ele decide que é seu dever percorrer mais de 600 quilômetros para levá-la em segurança à sua família biológica. Apesar do leque de possibilidades que o contexto histórico abre para a narrativa, como a proibição do porte de armas no sul e a recente abolição da escravatura, consequências da guerra para os </span><a href="https://super.abril.com.br/historia/os-confederados-tivessem-vencido-a-guerra-da-secessao/"><span style="font-weight: 400;">derrotados</span></a><span style="font-weight: 400;">, o diretor Paul Greengrass opta pelo óbvio: explorar a inevitável relação emocional que se formará entre os dois ao longo da jornada. Nem a profissão de Kidd, que logo de cara desperta a curiosidade, evolui para além de um pano de fundo. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Mesmo com os </span><a href="https://www.maioresemelhores.com/melhores-filmes-de-faroeste-de-todos-os-tempos/"><i><span style="font-weight: 400;">bang-bangs</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> em escassez e com a previsibilidade da narrativa, que não surpreende nem no final, o espectador só não se decepciona pelas performances de Tom Hanks e Helena Zengel, que trabalham bem seus personagens e, com os nuances de cada um, despertam certo interesse. O trabalho do cinematógrafo Dariusz Wolski também se destaca, com uma fotografia que torna as paisagens fim de mundo típicas do gênero deslumbrantes. Embora não chegue nem perto de atingir todo o seu potencial, </span><i><span style="font-weight: 400;">Relatos do Mundo</span></i><span style="font-weight: 400;"> é uma boa para aqueles que se contentam em apreciar o veterano de Hollywood em ação e descobrir mais do talento da </span><a href="https://deadline.com/2021/01/news-of-the-world-helena-zengel-universal-pictures-fresh-face-news-1234671374/"><span style="font-weight: 400;">revelação</span></a><span style="font-weight: 400;"> mirim alemã.</span><b> &#8211; Vitória Lopes Gomez</b></p>
<hr />
<figure id="attachment_18919" aria-describedby="caption-attachment-18919" style="width: 840px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="wp-image-18919 size-large" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/03/02anomadland_rec709_100nits_239ff_still_02_20200723_r2-3663220-1024x682.jpg" alt="Cena do filme Nomadland. A imagem é ampla e se situa em um deserto. No chão, existe uma grama seca e o céu está colorido em tons de azul, rosa e lilás, enquanto o sol se põe. No canto direito, vemos uma mulher carregando uma lamparina, vestindo um casaco preto e caminhando em direção ao lado esquerdo da imagem. Ao fundo da imagem, existe uma tenda e alguns carros estacionados." width="840" height="559" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/03/02anomadland_rec709_100nits_239ff_still_02_20200723_r2-3663220-1024x682.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/03/02anomadland_rec709_100nits_239ff_still_02_20200723_r2-3663220-300x200.jpg 300w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/03/02anomadland_rec709_100nits_239ff_still_02_20200723_r2-3663220-768x512.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/03/02anomadland_rec709_100nits_239ff_still_02_20200723_r2-3663220.jpg 1100w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-18919" class="wp-caption-text">A produção mais aclamada do ano está sofrendo <a href="http://www.adorocinema.com/noticias/filmes/noticia-157860/">censura</a> na China, país de origem de sua realizadora (Foto: Reprodução)</figcaption></figure>
<p><b>Nomadland (Idem, Chloé Zhao)</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Qualquer pessoa que assuma a difícil tarefa de falar sobre </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=6sxCFZ8_d84"><i><span style="font-weight: 400;">Nomadland</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> certamente ficará sem palavras. O drama mais aclamado da temporada é de um cinema que é algo além, que, valendo-se de sutileza e precisão magistrais, conta a história de uma vítima de um colapso econômico de uma cidade do interior de Nevada em sua jornada por sobrevivência &#8211; tanto física quanto emocional. O grande vencedor do </span><a href="https://personaunesp.com.br/os-vencedores-do-globo-de-ouro-2021/"><span style="font-weight: 400;">Globo de Ouro</span></a><span style="font-weight: 400;"> e do </span><a href="https://twitter.com/personaunesp/status/1369070191146115072"><i><span style="font-weight: 400;">Critics Choice Awards</span></i></a> <span style="font-weight: 400;">(e, com fé, de todas as outras premiações que os seguirem até o </span><i><span style="font-weight: 400;">Oscar</span></i><span style="font-weight: 400;">) é baseado em um livro homônimo de Jessica Bruder, que foi adaptado e dirigido pela genial e já lendária </span><a href="https://www.nytimes.com/2021/02/28/movies/chloe-zhao-asian-director.html"><span style="font-weight: 400;">Chloé Zhao</span></a><span style="font-weight: 400;">. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Não satisfeita em conduzir brilhantemente cada detalhe da base do filme, Zhao também dirige a grandiosa </span><a href="https://www.nytimes.com/2021/02/22/movies/frances-mcdormand-nomadland.html"><span style="font-weight: 400;">Frances McDormand</span></a><span style="font-weight: 400;">, que compõe, com destreza e delicadeza, cada nota da peça principal da orquestra de </span><i><span style="font-weight: 400;">Nomadland</span></i><span style="font-weight: 400;"> e uma das melhores atuações que você vai assistir na vida, sentida direta, física e silenciosamente no nosso coração. Muito, muito, muito longe de cair numa obra torturante, as alegrias do filme também são genuínas e, depois de um ano vivendo no isolamento social, elas são especialmente belas, nos lembrando de como é boa e importante a vida em comunidade.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Desde sua concepção mais original até sua transposição para o cinema que envolve aspectos como a escrita, a direção, a atuação e produção, o longa é uma orquestra regida por mulheres que estão em perfeita sintonia. Elas, em domínio pleno de seus ofícios, estão em outro nível, outra vibração, outra dimensão, e bondosamente as compartilham conosco através do Cinema. </span><b>&#8211; Raquel Dutra</b></p>
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<figure id="attachment_18577" aria-describedby="caption-attachment-18577" style="width: 650px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="wp-image-18577" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/02/unnamed.jpg" alt="Cena do Filme Host. Na imagem está representada uma tela de uma videoconferência feita pelo zoom, com cinco telas de computador. Da direita para esquerda, e de cima para baixo, a primeira tela, uma mulher de expressão assustada que possui cabelos loiros numa maria chiquinha e pele clara. Na segunda, uma mulher assustada com a mão no rosto, ela possui cabelo castanho longo e pele clara. Na terceira, uma mulher com o rosto parcialmente na tela, ela possui traços asiáticos, usa óculos, cabelo preto liso e pele clara. Na quarta, uma mulher com a mão na testa e expressão aflita, ela tem cabelos castanhos ondulados e pele morena. Na última tela, apenas uma mão está representada, apontando para um corredor escuro. " width="650" height="308" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/02/unnamed.jpg 512w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/02/unnamed-300x142.jpg 300w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-18577" class="wp-caption-text">Host insere horror ao horror que são as reuniões online (Foto: Reprodução)</figcaption></figure>
<p><strong>Host: Cuidado Com Quem Chama (Host, Rob Savage)</strong></p>
<p>Investindo em um formato atual e inteligente, já visto antes em filmes como <a href="https://www.omelete.com.br/filmes/criticas/amizade-desfeita-critica"><i>Amizade Desfeita</i></a>, <a href="https://www.omelete.com.br/filmes/criticas/buscando"><i>Buscando…</i></a> e na série de comédia <a href="http://personaunesp.com.br/modern-family-final-critica/"><i>Modern Family</i></a>,  <a href="https://www.rottentomatoes.com/m/host_2020"><i>Host</i></a>, além de ter sido gravada durante a pandemia, possui uma narrativa contada a partir da tela de um <i>notebook</i>, mas, não se engane, os pontos positivos do filme acabam aí. Com uma história, personagens e sustos apenas ficando no plano básico, o filme de terror desperdiça todas as oportunidades para se destacar nesse formato.</p>
<p>Apesar de se passar inteiro numa tela e num contexto curioso, com os personagens no meio do isolamento social, o erro da obra é não sair da guia da reunião feita no <i>Zoom</i>. Mesmo com o estilo clichê de terror mais simples, onde os personagens morrem um por um em cenas cheias de tensão, a história não investe em detalhes ou nos recursos que o ambiente <em>online</em> oferece, com a única indicação desse formato sendo o aumento no volume da tela.</p>
<p>A trama acontece a partir de uma sessão (<i>online</i>) espírita que dá errado, e o terror se faz com momentos de susto rápido, <a href="https://www.jogalo.com/jogos-de-terror/jogo-labirinto-do-exorcista.html">estilo joguinho do labirinto do exorcista</a> com direito a demônios de cara feia, e uma justificativa preguiçosa para a razão dos acontecimentos sobrenaturais.<i> Host</i> fica na sombra de obras que foram gravadas dessa mesma forma, e, infelizmente, a desculpa do isolamento não justifica a chatice de mais esse <a href="https://www.cnnbrasil.com.br/saude/2020/10/10/excesso-de-reunioes-online-na-pandemia-gera-fadiga-e-procura-maior-por-remedios"><i>meeting</i></a> na vida da gente. <strong>&#8211; Isabella Siqueira</strong></p>
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<figure id="attachment_18646" aria-describedby="caption-attachment-18646" style="width: 1280px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-18646" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/02/nova-ordem-espacial.jpg" alt="Foto promocional do filme Nova Ordem Espacial. Os quatro personagens principais, da esquerda para a direita: Bubs (Yoo Hae-Jin), um robô humanóide usando uma camiseta amarela e apoiando um arpão no ombro; a capitã Jang (Kim Tae-ri), usando uma jaqueta batida por cima de uma camiseta vermelha e segurando um rifle futurista apontado para baixo; Tae-ho (Song Joong-Ki), o piloto, com uma jaqueta e camisa azuis e uma arma apontada para frente e, por fim Park Tiger (Jin Seon-kyu), o engenheiro, usando uma camiseta amarela velha por baixo de suspensórios e com uma machadinha apoiada em seu ombro." width="1280" height="720" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/02/nova-ordem-espacial.jpg 1280w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/02/nova-ordem-espacial-300x169.jpg 300w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/02/nova-ordem-espacial-1024x576.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/02/nova-ordem-espacial-768x432.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/02/nova-ordem-espacial-1200x675.jpg 1200w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-18646" class="wp-caption-text">Os sucateiros astronautas da Nova Ordem Espacial dão charme e identidade à produção sul-coreana da Netflix (Foto: Reprodução)</figcaption></figure>
<p><b>Nova Ordem Espacial (Seungriho, Jo Sung-hee)</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Lançado no início do mês pela </span><i><span style="font-weight: 400;">Netflix</span></i><span style="font-weight: 400;">, </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=v6jmKLAW928"><i><span style="font-weight: 400;">Nova Ordem Espacial</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> é considerada a primeira </span><i><span style="font-weight: 400;">space opera</span></i><span style="font-weight: 400;"> sul-coreana, narrando as desventuras de um grupo de sucateiros espaciais desajustados à bordo da nave </span><i><span style="font-weight: 400;">Victory</span></i><span style="font-weight: 400;">, que encontram, por acaso, uma andróide capaz de mudar o mundo.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A direção de arte é uma amálgama de diferentes referências visuais que vão desde </span><i><span style="font-weight: 400;">Star Trek</span></i><span style="font-weight: 400;"> até </span><a href="https://www.polygon.com/22269152/space-sweepers-review-netflix"><i><span style="font-weight: 400;">Cowboy Bebop</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, mas que são </span><i><span style="font-weight: 400;">remixadas </span></i><span style="font-weight: 400;">de maneiras inovadoras. O filme é ancorado por uma narrativa emocional que, apesar de não ser nada original, nos faz ter apego ao seu elenco de personagens problemáticos e desiludidos, com destaque para Kim Tae-ri (</span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=itj7Huv4Q-s"><i><span style="font-weight: 400;">A Criada</span></i></a><span style="font-weight: 400;">), no papel da capitã Jang, e Song Joong-Ki como Tae-ho, o piloto com um passado sombrio.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Como todo bom bando de aventureiros, a tripulação da </span><i><span style="font-weight: 400;">Victory</span></i><span style="font-weight: 400;"> passa por inúmeros perrengues na sua busca por fazer dinheiro no futuro brutal e apocalíptico de 2092, passando por caçadas em espaçonaves e tiroteios em bares inundados por </span><i><span style="font-weight: 400;">neon</span></i><span style="font-weight: 400;">. Apesar de indulgir em vários clichês do gênero, </span><i><span style="font-weight: 400;">Nova Ordem Espacial </span></i><span style="font-weight: 400;">nunca perde de vista sua mensagem de rebeldia e esperança </span><a href="https://revistamarieclaire.globo.com/Blogs/Claudia-Fusco/noticia/2019/08/hopepunk-ficcao-corajosa-para-tempos-dificeis.html"><i><span style="font-weight: 400;">hopepunk</span></i></a><span style="font-weight: 400;">: bilionários e corporações estão matando a Terra e a união da classe operária é a única maneira de impedi-los. Possivelmente usando espaçonaves. E </span><i><span style="font-weight: 400;">lasers</span></i><span style="font-weight: 400;">.</span> <span style="font-weight: 400;">&#8211;</span><b> Gabriel Oliveira F. Arruda</b></p>
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<figure id="attachment_18732" aria-describedby="caption-attachment-18732" style="width: 830px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="wp-image-18732 size-full" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/02/gabi-10.png" alt="Cena do filme Para Todos os Garotos 3: Agora e Para Sempre. Na imagem a protagonista Lara Jean, interpretada por Lana Condor, está em uma tenda de casamento com a decoração de luzes e flores. A atriz está no centro da imagem, ela veste um vestido rodado azul e segura um anuário na cor azul. Lana Condor é uma atriz do Vietnã e possui cabelo escuro, e na foto o seu cabelo está preso. " width="830" height="520" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/02/gabi-10.png 830w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/02/gabi-10-300x188.png 300w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/02/gabi-10-768x481.png 768w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-18732" class="wp-caption-text">Em Para Todos os Garotos 3: Agora e Para Sempre, Lara Jean vai para Coreia do Sul e para Nova York (Foto: Reprodução)</figcaption></figure>
<p><b>Para Todos os Garotos 3: Agora e Para Sempre (To All The Boys: Always and Forever, Michael Fimognari)</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Se despedir de algo é realmente dolorido, mas algumas despedidas são necessárias. Nesse mês, tivemos que dar tchau para Lara Jean e Peter Kavinsky, e a finalização da história dos dois adolescentes trouxe mais fofura para a </span><i><span style="font-weight: 400;">Netflix</span></i><span style="font-weight: 400;">. Trazendo inveja aos solteiros no </span><i><span style="font-weight: 400;">Valentine&#8217;s Day</span></i><span style="font-weight: 400;">, </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=wwaPEbdu6o4"><i><span style="font-weight: 400;">Para Todos os Garotos 3: Agora e Para Sempre</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> estreou no dia 12 de fevereiro, e acredito que cumpriu as expectativas. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A história do último filme pode ser um pouco enjoativa, os protagonistas escondem problema,  ficam enrolando para uma conversa franca, e a espera pela aprovação nas universidades faz com que o futuro do casal fique indeciso. O filme, que era para ser leve, acaba sendo puxado e cansativo para uma comédia adolescente romântica.  Mas é aquela história que todo mundo já conhece e no final dá tudo certo. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Nessa última adaptação, a produção supera os outros filmes, tendo até animações em alguns momentos deixando o filme com uma estética graciosa.  Porém, a conclusão da história não ganha como a melhor, esse prêmio já pertence ao primeiro. Não dá para negar o desejo por esse amor irreal de Lara e Peter, só queremos que eles sejam felizes agora e para sempre bem longe de novas adaptações. <b>&#8211; Ana Beatriz Rodrigues</b></span></p>
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<figure id="attachment_18921" aria-describedby="caption-attachment-18921" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-18921" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/03/tim-maia.jpg" alt="Imagem do filme Tim Maia. Num palco, o ator Babu Santana, um homem gordo e negro, de cabelos crespos num penteado black power, interpreta Tim Maia. Ele veste uma camisa preta com o peito desabotoado e um blazer também preto. Ele está ao centro da imagem, cantando com um microfone à sua frente. Ao fundo, pode-se ver um baterista desfocado e a iluminação se dirige ao artista. A imagem é colorida em tons de marrom e amarelo." width="800" height="450" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/03/tim-maia.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/03/tim-maia-300x169.jpg 300w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/03/tim-maia-768x432.jpg 768w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-18921" class="wp-caption-text">O filme que retrata a vida de Tim Maia, de 2014, foi resgatado pela Netflix em fevereiro (Foto: Reprodução)</figcaption></figure>
<p><b>Tim Maia (Mauro Lima)</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A cinebiografia do </span><a href="http://www.comumonline.com/2020/06/arquivo-tim-maia-a-explosao-do-soul-brasileiro/"><i><span style="font-weight: 400;">Rei do Soul Brasileiro</span></i></a>,<span style="font-weight: 400;"> protagonizada pelo </span><a href="https://f5.folha.uol.com.br/televisao/bbb20/2020/04/bbb-20-babu-foi-participante-mais-comentado-no-twitter-durante-reality-thelma-foi-a-sexta.shtml"><span style="font-weight: 400;">campeão moral do </span><i><span style="font-weight: 400;">BBB 20</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, foi um dos resgates do mês da </span><a href="https://www.netflix.com/br/title/81380262"><i><span style="font-weight: 400;">Netflix</span></i></a><span style="font-weight: 400;">. O filme de 2014 foi adaptado do livro </span><i><span style="font-weight: 400;">Vale Tudo &#8211; O Som e a Fúria de Tim Maia</span></i><span style="font-weight: 400;">, de Nelson Motta, através do roteiro e direção de Mauro Lima (</span><i><span style="font-weight: 400;">Meu Nome Não É Johnny</span></i><span style="font-weight: 400;">) e da atuação do querido </span><a href="https://canaltech.com.br/cinema/filmes-babu-santana-bbb-20-assistir-163892/"><span style="font-weight: 400;">Babu Santana</span></a><span style="font-weight: 400;">, acompanhado de um elenco de peso vindo da televisão brasileira.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Sem rodeios, Tim Maia é desenhado na tela com toda a potência que era, tanto criativa, quanto autodestrutiva. O texto não poupa os problemas do artista com álcool e drogas, não apaga seu brilho, ousadia, nem sua personalidade explosiva. Também não disfarça as situações externas que agravaram os problemas de Tim, que é interpretado enquanto jovem de forma morna por Robson Nunes. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Babu, por sua vez, nasceu para vivê-lo, e faz tudo com tanta beleza que o filme mais parece uma homenagem à existência grandiosa de Tim Maia em toda sua complexidade. Os mais de 120 minutos podem assustar, mas quem quiser mergulhar pode ir sem medo. O filme tem ritmo, tem enredo, tem beleza visual e tem personagens que seguram a </span><i><span style="font-weight: 400;">responsa</span></i><span style="font-weight: 400;"> de reviver um dos maiores artistas do Brasil. </span><b>&#8211; Raquel Dutra</b></p>
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<figure id="attachment_18893" aria-describedby="caption-attachment-18893" style="width: 1100px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-18893" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/03/maud.jpg" alt="Cena do filme Saint Maud. Nela vemos Maud, uma mulher jovem, branca e de cabelos castanhos, se olhando no espelho. Ela veste uma túnica marfim, maior que seu tamanho e toca seu crucifixo, pendurado no pescoço. Uma de suas mãos está enfaixada. Na cena, ainda vemos uma torneira, o contorno do espelho e prateleiras brancas atrás dela. " width="1100" height="825" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/03/maud.jpg 1100w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/03/maud-300x225.jpg 300w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/03/maud-1024x768.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/03/maud-768x576.jpg 768w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-18893" class="wp-caption-text">Saint Maud conseguiu várias indicações ao BAFTA 2021 (Foto: Reprodução)</figcaption></figure>
<p><b>Saint Maud (Idem, Rose Glass)</b></p>
<p><a href="https://variety.com/2021/film/awards/saint-maud-ammonite-nomadland-bafta-longlist-1234900383/"><i><span style="font-weight: 400;">Saint Maud</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> é um filme de sensações. Maud, a protagonista, interpretada com a cautela sacra de Morfydd Clark, é uma enfermeira particular obcecada em salvar a alma de sua paciente atual, uma mulher fadada à morte por sua doença degenerativa. A atmosfera de terror sobrenatural é abafada o tempo todo pela direção calculada de </span><a href="https://medium.com/@Film4/writer-director-rose-glass-women-love-messed-up-stuff-f9e860ca3088"><span style="font-weight: 400;">Rose Glass</span></a><span style="font-weight: 400;">, estreante no ramo e que ainda assina o roteiro do filme.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Nada interessado em se enveredar ao terror gráfico,</span> <a href="https://www.youtube.com/watch?v=EXs2-TY9qok"><i><span style="font-weight: 400;">Saint Maud</span></i><span style="font-weight: 400;"> investiga os temores da personagem principal</span></a><span style="font-weight: 400;">, sua busca por Deus e os martírios auto impostos para ficar mais próxima Dele. Até que ponto a </span><a href="http://www.ihu.unisinos.br/entrevistas/28880-cinema-e-religiao-as-sutis-alteracoes-causadas-na-teologia-tradicional-entrevista-especial-com-luiz-vadico"><span style="font-weight: 400;">religião</span></a><span style="font-weight: 400;"> significa prazer, e onde a linha da dor se sobrescreve? Pode ser que os noventa minutos não respondam diretamente às questões de Maud nem do público, mas a experiência de limpeza espiritual do filme faz valer a investida. E a cena final marca a fogo nossa mente.</span><b> &#8211; Vitor Evangelista</b></p>
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<figure id="attachment_18935" aria-describedby="caption-attachment-18935" style="width: 1114px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="wp-image-18935 size-full" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/03/2d75ce5537e36f926ec9aae823dd470267-music-sia.2x.rsocial.w600.jpg" alt="Cena do filme Music. Maddie Ziegler está no centro da imagem. Ela é uma garota branca, de cabelo castanho claro e comprido, preso em duas tranças. Ela usa um fone de ouvido azul e amarelo. Do busto para cima, usa uma camiseta branca. O sol bate levemente em seu rosto, e ela olha pra cima." width="1114" height="585" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/03/2d75ce5537e36f926ec9aae823dd470267-music-sia.2x.rsocial.w600.jpg 1114w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/03/2d75ce5537e36f926ec9aae823dd470267-music-sia.2x.rsocial.w600-300x158.jpg 300w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/03/2d75ce5537e36f926ec9aae823dd470267-music-sia.2x.rsocial.w600-1024x538.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/03/2d75ce5537e36f926ec9aae823dd470267-music-sia.2x.rsocial.w600-768x403.jpg 768w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-18935" class="wp-caption-text">Sia foi extremamente criticada por sua postura diante às críticas a Music (Foto: Reprodução)</figcaption></figure>
<p><b>Music (Idem, Sia)</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O filme de estreia da cantora australiana não merece mais do que um parágrafo no </span><i><span style="font-weight: 400;">hall</span></i><span style="font-weight: 400;"> de fevereiro. </span><a href="https://g1.globo.com/pop-arte/cinema/noticia/2021/02/26/conheca-music-1o-filme-da-sia-que-recebeu-criticas-da-comunidade-autista-e-concorre-ao-globo-de-ouro.ghtml"><i><span style="font-weight: 400;">Music</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, em teoria, acompanha a personagem de Maddie Ziegler, uma garota autista não-verbal, depois que perde a avó e precisa viver com a irmã, uma ex-dependente química vivida por Kate Hudson. Entretanto, o musical escrito, dirigido e produzido por Sia é um desastre ofensivo e horrendo. Ziegler é neurotípica, e sua escalação é um desrespeito com a comunidade neurodiversa. </span><span style="font-weight: 400;">O filme é terrível, com números musicais sem noção e desconexos com a trama. As atuações são medíocres, mesmo que </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=295zT92knI4"><span style="font-weight: 400;">Leslie Odom, Jr.</span></a><span style="font-weight: 400;"> esteja presente (sim, o ator incrível de </span><i><span style="font-weight: 400;">Hamilton </span></i><span style="font-weight: 400;">e </span><i><span style="font-weight: 400;">Uma Noite em Miami&#8230;</span></i><span style="font-weight: 400;">). Não há absolutamente </span><a href="https://rollingstone.uol.com.br/noticia/music-filme-de-sia-tem-nota-mais-baixa-no-rotten-tomatoes-que-cats/"><span style="font-weight: 400;">nada de positivo</span></a><span style="font-weight: 400;"> nessa tragédia. Gaste seu tempo com algo mais útil, como contar quantos grãos de arroz existem em um pacote de 1kg. </span><b>&#8211; Caroline Campos</b></p>
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<figure id="attachment_18908" aria-describedby="caption-attachment-18908" style="width: 1200px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="wp-image-18908 size-full" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/03/Billie_Eilish_0104.0.jpg" alt="Cena do documentário Billie Eilish: The World's A Little Blurry. Na imagem, Billie Eilish e sua mãe estão sentadas em um sofá. À esquerda, está a mãe de Billie, uma mulher branca de cabelos longos e castanhos claros, ela veste uma blusa cinza e está com o rosto virado em direção à filha. À direita, está Billie Eilish, uma mulher branca de cabelos castanhos escuros e compridos, ela veste um moletom vermelho e está falando com o rosto virado em direção à mãe." width="1200" height="800" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/03/Billie_Eilish_0104.0.jpg 1200w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/03/Billie_Eilish_0104.0-300x200.jpg 300w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/03/Billie_Eilish_0104.0-1024x683.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/03/Billie_Eilish_0104.0-768x512.jpg 768w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-18908" class="wp-caption-text">A relação de Billie com sua família é um dos pontos mais aconchegantes do documentário (Foto: Reprodução)</figcaption></figure>
<p><strong>Billie Eilish: The World&#8217;s a Little Blurry (Idem, R. J. Cutler)</strong></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Billie Eilish é uma das maiores revelações recentes do meio musical. Em paralelo com o lançamento de seus <a href="https://www.youtube.com/watch?v=RUQl6YcMalg">novos <em>singles</em> e videoclipes</a>, a vencedora de <a href="https://brasil.elpais.com/cultura/2020-01-27/aos-18-billie-eilish-faz-historia-no-grammy-com-disco-gravado-em-casa.html">cinco <em>Grammys</em></a> lançou, em parceria com a <em>Apple TV+</em>, sua primeira obra cinematográfica, sob direção de R.J. Cutler. O documentário <em>Billie Eilish: The World’s a Little Blurry</em> retrata o processo criativo do seu grandioso álbum </span><a href="https://www.omelete.com.br/musica/criticas/when-we-all-fall-asleep-where-do-we-go"><em><span style="font-weight: 400;">WHEN WE ALL FALL SLEEP, WHERE DO WE GO? </span></em></a><span style="font-weight: 400;">e os desenrolares da turnê do mesmo.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Diferente de outras produções de mesma temática, o filme tem um aspecto caseiro e nada ensaiado, apresentando o ponto de vista de familiares de Billie diante de sua carreira e escolhas profissionais. A cantora também não hesita em mostrar seus problemas pessoais, que vão desde algumas questões e desilusões amorosas, que toda adolescente passa, até seu enfrentamento diante da <a href="https://drauziovarella.uol.com.br/doencas-e-sintomas/sindrome-de-tourette/">síndrome de <em>Tourette</em></a>. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;"><em>Billie Eilish: The World’s A Little Blurry</em> é um <a href="https://rollingstone.uol.com.br/noticia/7-momentos-marcantes-do-documentario-de-billie-eilish-worlds-little-blurry-lista/">convite de entrada</a> para a mente conturbada e inovadora de Eilish. Poder passear por sua trajetória e ideias criativas nos ajuda muito a entender como uma jovem californiana alcançou o estrelato apenas gravando músicas direto do quarto do seu irmão mais velho. <strong>&#8211; Vitória Silva</strong></span></p>
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<figure id="attachment_18922" aria-describedby="caption-attachment-18922" style="width: 840px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-large wp-image-18922" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/03/judas-e-o-messias-negro-1024x447.png" alt="Cena do Filme Judas e o Messias Negro. A imagem mostra o personagem Fred Hampton, interpretado por Daniel Kaluuya, um homem negro, ao centro e de costas. Ele tem os cabelos crespos curtos, veste uma jaqueta de couro, e está levantando a mão direita com o punho fechado em um púlpito. À sua frente, existe uma multidão de pessoas o assistindo e de pé repetindo o gesto." width="840" height="367" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/03/judas-e-o-messias-negro-1024x447.png 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/03/judas-e-o-messias-negro-300x131.png 300w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/03/judas-e-o-messias-negro-768x335.png 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/03/judas-e-o-messias-negro-1536x670.png 1536w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/03/judas-e-o-messias-negro-1200x524.png 1200w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/03/judas-e-o-messias-negro.png 1831w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-18922" class="wp-caption-text">Judas e o Messias Negro pode ser o filme responsável pelo Oscar de Daniel Kaluuya (Foto: Reprodução)</figcaption></figure>
<p><b>Judas e o Messias Negro (Judas and the Black Messiah, Shaka King)</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Assim como o bordão de </span><a href="https://www.bbc.com/portuguese/geral-56095921"><span style="font-weight: 400;">Fred Hampton</span></a><span style="font-weight: 400;">, seu personagem central e líder político do partido dos Panteras Negras no auge da luta por direitos civis dos EUA da década de 60, </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=hX3o0kKJeZk"><i><span style="font-weight: 400;">Judas e o Messias Negro</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> é revolucionário. Na narrativa, ao mostrar a história pelo olhar “do vilão” (com muitas aspas) traidor </span><a href="https://www.washingtonpost.com/history/2021/02/20/william-oneal-fred-hampton-black-panther-fbi-informant/"><span style="font-weight: 400;">Bill O’Neal</span></a>,<span style="font-weight: 400;"> que entregou a vida do líder ao </span><i><span style="font-weight: 400;">FBI</span></i><span style="font-weight: 400;">; no paralelo das histórias bíblicas, cooptadas pelo ocidente branco; nas escolhas de abordagem, que não suavizam estruturas de poder.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Conduzido pelas atuações inacreditáveis do messiânico Daniel Kaluuya &#8211; vencedor do </span><a href="https://personaunesp.com.br/os-vencedores-do-globo-de-ouro-2021/"><span style="font-weight: 400;">Globo de Ouro</span></a><span style="font-weight: 400;"> e do </span><a href="https://twitter.com/personaunesp/status/1369070191146115072"><i><span style="font-weight: 400;">Critics Choice Awards</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> &#8211; e do perdido levado à loucura Lakeith Stanfield, o drama biográfico combina carga emocional &#8211; quase sempre segurada pela interpretação impecável de Dominique Fishback &#8211; com pontas de documentalismo, sem balela de neutralidade ou medo de ser radical. Tudo aqui é muito sincero em sua intenção de defender a memória de uma das facetas mais importantes da história recente da América, que é alvo de muito preconceito e desonestidade.  </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Todos os elogios se estendem ao restante do elenco afiado, à direção de arte que fala por si só, à fotografia explícita e cúmplice, ao roteiro atento e à instância de produção, que carimba a importância de se ter os próprios grupos contando sua história. E se a narrativa é condizente à uma parábola para algo que aconteceu dois mil anos atrás, quem dirá permanecer fiel ao que se vê 60 anos à frente. </span><i><span style="font-weight: 400;">Judas e o Messias Negro</span></i><span style="font-weight: 400;"> não se fecha em si, é verdadeiro no micro e no macro, retratando como as estruturas de poder reagem às movimentações que ameaçam rui-las. </span><b>&#8211; Raquel Dutra</b></p>
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<figure id="attachment_18934" aria-describedby="caption-attachment-18934" style="width: 1200px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="wp-image-18934 size-full" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/03/d715bdd439e221140e5e8753aed27bfc9a-minari.2x.rsocial.w600.jpg" alt="Cena do filme Minari. Uma família de sul-coreanos está na foto. Da esquerda para a direita: Jacob usa um boné vermelho, camisa de mangas compridas branca e calça marrom; David, um menino de 8 anos, está do busto para cima. Seu cabelo é preto e cobre sua testa; Soonja, uma senhora, usa uma camisa branca com figuras amarelas. Seu cabelo é castanho e curto; Monica, uma mulher adulta, usa blusa vermelha, e seu cabelo é preto e comprido; Anne, uma jovem, usa blusa branca com listras amarelas, azuis e vermelhas. Seu cabelo é preto e comprido. Ao fundo, vemos folhagens verdes." width="1200" height="632" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/03/d715bdd439e221140e5e8753aed27bfc9a-minari.2x.rsocial.w600.jpg 1200w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/03/d715bdd439e221140e5e8753aed27bfc9a-minari.2x.rsocial.w600-300x158.jpg 300w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/03/d715bdd439e221140e5e8753aed27bfc9a-minari.2x.rsocial.w600-1024x539.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/03/d715bdd439e221140e5e8753aed27bfc9a-minari.2x.rsocial.w600-768x404.jpg 768w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-18934" class="wp-caption-text">Minari é quase uma autobiografia de seu diretor (Foto: Reprodução)</figcaption></figure>
<p><b>Minari &#8211; Em Busca da Felicidade (Minari, Lee Isaac Chung)</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">As memórias de </span><a href="https://www.indiewire.com/2021/03/minari-lee-isaac-chung-composer-emile-mosseri-filmmaker-toolkit-toolkit-podcast-episode-133-1234621419/"><span style="font-weight: 400;">Lee Isaac Chung</span></a><span style="font-weight: 400;"> germinaram em uma belíssima obra sobre sonhos e raízes. </span><a href="https://www.terra.com.br/diversao/cinema/minari-vira-blockbuster-e-bate-raya-e-o-ultimo-dragao-na-coreia-do-sul,ab3573a4e5607a2ff0569afaad8ec707nr2lu3vw.html"><i><span style="font-weight: 400;">Minari</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> possui uma trama simples &#8211; acompanhamos uma família sul-coreana na tentativa de se estabelecer em uma fazenda no Arkansas durante os anos 80. Ponto. Seria só isso se não fosse a ternura e a delicadeza com que a história do jovem David, sua irmã, seus pais e sua avó é contada. Jacob, chefe da família Yin, se dedica a sua plantação intensamente enquanto tenta conciliar seu papel de pai, suas aspirações e as brigas recorrentes com Monica. O casal é interpretado por </span><a href="https://personaunesp.com.br/twd-10a-temporada-critica/"><span style="font-weight: 400;">Steven Yeun</span></a><span style="font-weight: 400;">, dono de muitos corações com seu Glenn em </span><i><span style="font-weight: 400;">The Walking Dead</span></i><span style="font-weight: 400;">, e Yeri Han, que possui um ar contido e severo, sempre em contradição com o marido.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A luz brilhante de </span><i><span style="font-weight: 400;">Minari</span></i><span style="font-weight: 400;">, no entanto, é o nome mais novo que sobe os créditos. </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=IWMT4jZxnio"><span style="font-weight: 400;">Alan Kim</span></a><span style="font-weight: 400;">, com seus 8 aninhos, caiu no choro ao ganhar o prêmio de Melhor Jovem Ator no </span><i><span style="font-weight: 400;">Critics Choice Awards</span></i><span style="font-weight: 400;">. Não é para menos &#8211; o garotinho entrega um personagem multifacetado, que enfrenta a sombra da morte ao mesmo tempo que caminha pelos prazeres da infância. E não há nada melhor do que seu relacionamento com a avó recém-chegada da Coréia, vivida por Youn Yuh-jung. Quando os dois estão em tela, as lágrimas correm, sejam elas de gargalhadas ou de emoções extremas. Soonja se redescobre em David, que tem dificuldade de entender o porquê de só a avó dele falar palavrão e não assar </span><i><span style="font-weight: 400;">cookies</span></i><span style="font-weight: 400;">.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O roteiro, também assinado por Chung, é sutil em entregar o sonho americano almejado por Jacob. No ano seguinte à vitória de </span><a href="https://www.uol.com.br/splash/noticias/reuters/2021/02/17/um-ano-apos-parasita-filme-em-coreano-minari-e-sensacao-em-hollywood.htm"><i><span style="font-weight: 400;">Parasita</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> no </span><i><span style="font-weight: 400;">Oscar</span></i><span style="font-weight: 400;">, primeiro filme estrangeiro a alcançar a categoria máxima do homem dourado, </span><i><span style="font-weight: 400;">Minari </span></i><span style="font-weight: 400;">surge com a força de seus personagens e a universalidade de sua história. E, com todos os méritos, está sendo reconhecido nessa temporada de premiações. Ao lado do forte </span><i><span style="font-weight: 400;">Nomadland</span></i><span style="font-weight: 400;">,  o longa de Lee Isaac Chung tem tudo para conquistar estatuetas. </span><i><span style="font-weight: 400;">Wonderful, wonderful minari</span></i><span style="font-weight: 400;">. </span><b>&#8211; Caroline Campos</b></p>
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<figure id="attachment_18940" aria-describedby="caption-attachment-18940" style="width: 2048px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="wp-image-18940 size-full" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/03/Eu-me-Importo-Netflix.jpg" alt="Cena do filme Eu Me Importo. No centro da imagem, a atriz Rousamand Pike, mulher branca com cabelo curto e loiro, veste uma blusa vermelha e segura uma xícara na cor vinho. O fundo da imagem é um quadro branco com diversos retratos de idosos." width="2048" height="1365" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/03/Eu-me-Importo-Netflix.jpg 2048w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/03/Eu-me-Importo-Netflix-300x200.jpg 300w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/03/Eu-me-Importo-Netflix-1024x683.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/03/Eu-me-Importo-Netflix-768x512.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/03/Eu-me-Importo-Netflix-1536x1024.jpg 1536w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/03/Eu-me-Importo-Netflix-1200x800.jpg 1200w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-18940" class="wp-caption-text">O elenco do filme conta também com Peter Dinklage, de Game Of Thrones (Foto: Reprodução)</figcaption></figure>
<p><b>Eu Me Importo (I Care a Lot, J Blakeson)</b></p>
<p><a href="https://youtu.be/DjovwjAVD_o"><i><span style="font-weight: 400;">Eu Me Importo</span></i></a> <span style="font-weight: 400;">oscila entre ser instigante e, em outros momentos, até um pouco tedioso. Pelo sucesso nas redes sociais, a espera de um filme mais envolvente pode decepcionar um pouco. O enredo é algo que te faz ansiar muito mais pelo final, que foi justo com a obra mas pode não ter sido o que o público esperava. O longa retrata um esquema de golpes em idosos a partir de curadoria organizados por Marla Grayson (Rosamund Pike) e sua companheira Fran (Eiza González). Essa história começa a dar errado quando elas tentam cometer esse crime com uma idosa que não é tão boazinha quanto parece. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Além de roubar idosos, Rosamund Pike acabou tomando para si o </span><a href="https://personaunesp.com.br/os-vencedores-do-globo-de-ouro-2021/"><span style="font-weight: 400;">Globo de Ouro</span></a>, <span style="font-weight: 400;">que poderia facilmente pertencer a </span><a href="https://veja.abril.com.br/cultura/maria-bakalova-a-atriz-bulgara-de-borat-2-que-conquistou-hollywood/"><span style="font-weight: 400;">Maria Bakalova</span></a><span style="font-weight: 400;"> em seu papel na sequência de </span><em><a href="https://personaunesp.com.br/borat-2-critica/"><span style="font-weight: 400;">Borat</span></a></em><span style="font-weight: 400;">. O filme teria tudo para ser um dos melhores, porém o envolvimento da protagonista com a máfia é estranhamente vergonhoso e a trama se perde ao decorrer dos minutos. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O ápice da narrativa chega quase no encerramento e a reviravolta é atropelada. Mesmo assim, essa história é uma daquelas que faz o público se apaixonar pelo vilão. Expondo verdades grotescas de um sistema que não cuida de idosos, </span><i><span style="font-weight: 400;">I Care a Lot </span></i><span style="font-weight: 400;">finaliza com um desfecho vingativo para a protagonista  por se importar demais com si mesma. &#8211; </span><b>Ana Beatriz Rodrigues</b></p>
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<figure id="attachment_18943" aria-describedby="caption-attachment-18943" style="width: 2560px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="wp-image-18943 size-full" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/03/Malcolmemarie.jpg" alt="Imagem do filme Malcolm &amp; Marie, ambientada no quarto do casal protagonista. A fotografia está em preto e branco. Na imagem, Zendaya, que interpreta Marie, está sentada na lateral de uma cama de casal, com as pernas abertas. Zendaya é uma mulher negra, com cabelos compridos, ela veste uma regata branca e um quimono. Sentado ao chão, entre as pernas de Zendaya, está John David Washington, que interpreta Malcolm. John é um homem negro, de cabelos curtos e barba rala, ele veste uma camisa branca, gravata, calça e sapato social." width="2560" height="1384" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/03/Malcolmemarie.jpg 2560w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/03/Malcolmemarie-300x162.jpg 300w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/03/Malcolmemarie-1024x554.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/03/Malcolmemarie-768x415.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/03/Malcolmemarie-1536x830.jpg 1536w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/03/Malcolmemarie-2048x1107.jpg 2048w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/03/Malcolmemarie-1200x649.jpg 1200w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-18943" class="wp-caption-text">Malcolm &amp; Marie foi um dos primeiros filmes gravados durante a pandemia (Foto: Reprodução)</figcaption></figure>
<p><strong>Malcolm &amp; Marie (Idem, Sam Levinson)</strong></p>
<p>Dirigido por <a href="https://www.omelete.com.br/filmes/series-filmes-na-pandemia-do-covid19">Sam Levinson</a>, mente criadora por trás de <a href="https://personaunesp.com.br/euphoria-part-2-jules-critica/"><em>Euphoria</em></a>, <em>Malcolm &amp; Marie</em> retrata o relacionamento entre um cineasta e uma atriz, que têm seus nomes intitulados na produção e são interpretados por John David Washington e Zendaya, respectivamente. Com apenas os dois personagens compondo o elenco, a trama se ambienta na casa deles, após a noite de estreia do filme de Malcolm nos cinemas.</p>
<p>Remetendo muito a linha narrativa de<a href="https://personaunesp.com.br/historia-de-um-casamento-critica/"><em> História de um Casamento</em></a>, por mostrar uma relação fragilizada pelas divergências e conflitos do casal, a produção se arrasta até o último segundo. O que poderia se resumir em uma cena de 20 minutos, acaba resultando em mais de uma hora de diálogos agressivos e exaustivos, com raras exceções, de um namoro totalmente destrutivo para ambos.</p>
<p>Filmado no contexto da pandemia de covid-19 e do isolamento social, os conflitos por detalhes mínimos podem ser bem compreensíveis para o atual momento que estamos vivendo, mas não convencem. Em compensação, a química entre os protagonistas é algo inegável, e um dos poucos fatores que captam a atenção, juntamente com a brilhante interpretação de Zendaya, que é uma <a href="https://variety.com/2021/film/awards/malcolm-and-marie-zendaya-john-david-washington-oscar-chances-1234881810/">desejável surpresa</a> na corrida para o <em>Oscar</em> 2021. <strong>&#8211; Vitória Silva</strong></p>
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<figure id="attachment_18961" aria-describedby="caption-attachment-18961" style="width: 1900px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-18961" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/03/imagem-billie-holiday.jpg" alt="Cena do filme Estados Unidos Vs. Billie Holiday. Nela vemos Andra Day, uma mulher negra. Seus cabelos estão presos e há uma flor branca em sua cabeça. Ela veste um vestido preto e seus braços estão abertos. À sua frente há um microfone. O fundo da imagem é preto." width="1900" height="1068" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/03/imagem-billie-holiday.jpg 1900w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/03/imagem-billie-holiday-300x169.jpg 300w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/03/imagem-billie-holiday-1024x576.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/03/imagem-billie-holiday-768x432.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/03/imagem-billie-holiday-1536x863.jpg 1536w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/03/imagem-billie-holiday-1200x675.jpg 1200w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-18961" class="wp-caption-text">A atriz e cantora Andra Day venceu o Globo de Ouro de Melhor Atriz &#8211; Drama pelo papel de Billie Holiday (Foto: Reprodução)</figcaption></figure>
<p><b>Estados Unidos Vs Billie Holiday (The United States vs. Billie Holiday, Lee Daniels)</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Drama biográfico, essa é a definição original do filme </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=USi-ppCfxEA"><i><span style="font-weight: 400;">Estados Unidos Vs Billie Holiday</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, que traz parte da história de uma das maiores cantoras de </span><i><span style="font-weight: 400;">jazz </span></i><span style="font-weight: 400;">do mundo. A trama relata a perseguição feita pela agência americana de narcotráfico à cantora após dar voz à canção </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=Epm0v1px2oM"><i><span style="font-weight: 400;">Strange Fruit</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, que tem em suas entrelinhas um protesto sobre o linchamento de pessoas negras. Uma história necessária de ser contada teve o desprazer de receber a direção clichê de Lee Daniels, que apagou parte da personalidade de Billie em sua própria biografia. O trunfo da produção, sem dúvidas, é a atriz e cantora Andra Day.</span></p>
<p><a href="https://www.youtube.com/watch?v=Whkp6YivSYs"><span style="font-weight: 400;">Andra</span></a><span style="font-weight: 400;"> encarna Holiday de forma visceral. A preparação da atriz é pensada nos detalhes, como a voz rouca por causa do cigarro. As cenas nas quais a personagem usa drogas, Day ultrapassa atuação nos fazendo identificar </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=QVj_Q14HLJU"><span style="font-weight: 400;">a diferença entre prazer e dor</span></a><span style="font-weight: 400;">. Os momentos referentes à prisão também se tornam memoráveis graças a atriz que se doa por inteira e de forma poderosa à narrativa. Seu olhar fixo ao cantar músicas que exigiam uma maior atenção acerta em cheio quem está assistindo ao filme. Andra Day é impecável do começo ao fim, e sem ela</span><i><span style="font-weight: 400;"> Estados Unidos Vs Billie Holiday</span></i><span style="font-weight: 400;"> não chegaria às premiações. </span><b>&#8211; Ana Júlia Trevisan</b></p>
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<h3>TV</h3>
<figure id="attachment_18829" aria-describedby="caption-attachment-18829" style="width: 1280px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-18829" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/03/karol.jpg" alt="Foto de Karol Conká no estúdio depois de ser eliminada do BBB 21. Karol é uma mulher de 35 anos, negra, de cabelos trançados e com os lados da cabeça raspados. Ela usa blusa branca e brincos em forma de trapézio, de cor creme. Ela sorri olhando para o lado e segura um microfone com a mão direita. O fundo do cenário é azul, e no canto inferior direito está o logotipo da Globo, cinza no formato da bola e colorido dentro, com o Ao Vivo em cinza destacado acima." width="1280" height="720" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/03/karol.jpg 1280w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/03/karol-300x169.jpg 300w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/03/karol-1024x576.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/03/karol-768x432.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/03/karol-1200x675.jpg 1200w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-18829" class="wp-caption-text">Abuso psicológico não é entretenimento (Foto: Reprodução)</figcaption></figure>
<p><b>Eliminação de Karol Conká (BBB 21, Rede Globo)</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Aconteceu. O país se mobilizou nas semanas iniciais do </span><i><span style="font-weight: 400;">Big Brother Brasil 21</span></i><span style="font-weight: 400;"> com um objetivo único em mente: precisamos tirar a cantora </span><span style="font-weight: 400;">da casa mais vigiada do Projac. </span><a href="https://www.uol.com.br/splash/noticias/2021/02/11/acusacao-de-racismo-nojo-e-remorso-metralhadora-de-karol-conka-nao-para.htm"><span style="font-weight: 400;">Fatores não faltaram</span></a><span style="font-weight: 400;"> para Karol cair na desgraça dos espectadores, teve xenofobia contra Juliette, teve bifobia contra Lucas Penteado e teve abuso psicológico com todo e qualquer um que se opusesse à curitibana.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A água bateu quando, junto de Lumena, Nego Di e Pocah, ela causou a desistência de Lucas do programa, antes mesmo do segundo paredão. A partir daí, </span><a href="https://br.financas.yahoo.com/noticias/tem-jaque-no-bbb-entenda-o-novo-apelido-de-karol-conka-172046838.html#:~:text=N%C3%A3o!,%C3%A9%20pra%20tombar%2C%20tombei%E2%80%9D."><span style="font-weight: 400;">Jaque Patombá</span></a><span style="font-weight: 400;"> (sarcástico apelido dado no </span><i><span style="font-weight: 400;">Twitter</span></i><span style="font-weight: 400;"> e </span><span style="font-weight: 400;">que virou consenso na </span><i><span style="font-weight: 400;">internet</span></i><span style="font-weight: 400;">) cavou a própria cova, mas não sem antes enforcar seu estimado Gabinete do Ódio. Para começar, o otimismo transformou-a em Líder, indicando Sarah, que puxou e </span><a href="https://noticiasdatv.uol.com.br/noticia/bbb/nego-di-e-eliminado-do-bbb21-com-recorde-de-rejeicao-e-faz-publico-rir-pela-primeira-vez-51443"><span style="font-weight: 400;">eliminou o Inimigo do Riso</span></a><span style="font-weight: 400;">. Karol então caiu de bunda no Paredão seguinte, que fez história no </span><i><span style="font-weight: 400;">reality</span></i><span style="font-weight: 400;">. </span><a href="https://gshow.globo.com/realities/bbb/bbb21/casa-bbb/noticia/karol-conka-e-a-quarta-eliminada-do-bbb21-com-9917percent-dos-votos.ghtml"><span style="font-weight: 400;">Eliminada com 99,17% dos votos</span></a><span style="font-weight: 400;">, Karol Conká foi embora. Tchau, Mamacita.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A </span><i><span style="font-weight: 400;">Globo </span></i><a href="https://hugogloss.uol.com.br/tv/bbb/bbb21-globo-da-novo-passo-em-limpeza-de-imagem-de-karol-conka-e-rapper-surge-com-look-diferente-para-entrevista-no-fantastico-vou-escrever-um-livro-assista/"><span style="font-weight: 400;">mexeu seus palitos</span></a><span style="font-weight: 400;">, teve comercial longo demais, teve roteiro no </span><i><span style="font-weight: 400;">Mais Você</span></i><span style="font-weight: 400;"> e teve bateção de ponto no </span><i><span style="font-weight: 400;">Faustão</span></i><span style="font-weight: 400;"> e no </span><i><span style="font-weight: 400;">Fantástico</span></i><span style="font-weight: 400;">. Karol saiu e acabou. Não existe espaço para linchamento, ameaça ou o </span><a href="https://extra.globo.com/tv-e-lazer/bbb/eliminacao-de-karol-conka-do-bbb21-gera-gritaria-em-janelas-ofensa-racista-24896265.html"><span style="font-weight: 400;">racismo escancarado</span></a><span style="font-weight: 400;"> que tirou Lumena da casa e tem tudo para fazer o mesmo com Projota daqui alguns dias. O </span><i><span style="font-weight: 400;">BBB21</span></i><span style="font-weight: 400;"> mobilizou o Brasil como o até então imbatível </span><i><span style="font-weight: 400;">BBB20</span></i><span style="font-weight: 400;"> não havia conseguido. Será mesmo que foi por conta do senso de justiça social, ou apenas </span><a href="https://www.bbc.com/portuguese/geral-56164314"><span style="font-weight: 400;">uma maneira ‘legitimada’ de propagar preconceito</span></a><span style="font-weight: 400;">? A resposta é clara. </span><b>&#8211; Vitor Evangelista</b></p>
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<figure id="attachment_18938" aria-describedby="caption-attachment-18938" style="width: 1778px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-18938" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/03/603573d9260000fa196bcfaf.jpg" alt="Fotografia da cantora Britney Spears. Ela aparenta ter por volta de 20 anos quando a foto foi tirada. É uma mulher branca, de cabelos loiros, e traços suaves. A mão de uma pessoa está arrumando seu figurino e ela olha diretamente para a câmera. Ao fundo, há o espelho do camarim desfocado com as luzes acesas." width="1778" height="998" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/03/603573d9260000fa196bcfaf.jpg 1778w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/03/603573d9260000fa196bcfaf-300x168.jpg 300w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/03/603573d9260000fa196bcfaf-1024x575.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/03/603573d9260000fa196bcfaf-768x431.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/03/603573d9260000fa196bcfaf-1536x862.jpg 1536w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/03/603573d9260000fa196bcfaf-1200x674.jpg 1200w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-18938" class="wp-caption-text">O documentário Framing Britney Spears é um episódio da série The New York Times Presents, transmitida originalmente pela FX on Hulu (Foto: Reprodução)</figcaption></figure>
<p><strong>Framing Britney Spears (The New York Times Presents, FX on Hulu) </strong></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O mundo está de olhos em Britney Spears há muito tempo. O </span><i><span style="font-weight: 400;">Clube do Mickey</span></i><span style="font-weight: 400;"> foi só uma pontinha do que o futuro guardava para a estrela em ascensão. O sucesso estrondoso de seu </span><i><span style="font-weight: 400;">debut</span></i><span style="font-weight: 400;">,</span><span style="font-weight: 400;"> que deslanchou sua vida como </span><i><span style="font-weight: 400;">pop star</span></i><span style="font-weight: 400;">,</span><span style="font-weight: 400;"> cravou na história seu título de Princesa do <em>Pop</em>, e, nos anos seguintes, Spears governou como tal e cresceu como pessoa. Porém, assim como um pai controlador e ciumento, o mundo – e principalmente os Estados Unidos – não aceitaram que sua </span><a href="https://pmwdigital.com.br/machismo-na-industria-musical-de-britney-spears-a-taylor-swift/"><span style="font-weight: 400;">garotinha não era mais uma </span><i><span style="font-weight: 400;">garotinha</span></i></a><span style="font-weight: 400;">. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">De repente, as mesmas vozes que gritavam </span><i><span style="font-weight: 400;">eu te amo</span></i><span style="font-weight: 400;"> passaram a gritar palavras de ódio, a duvidar da índole de Britney, de seu caráter, e até da capacidade de criar seus filhos. Seu corpo foi questionado, sua sexualidade, seu rosto, seu envelhecimento, seus relacionamentos, sua carreira e sua maternidade. A imprensa e os tabloides de fofoca não a deixavam em paz; o machismo transbordava nos comentários sobre sua vida; as </span><a href="http://ego.globo.com/Gente/Noticias/0,,MUL356268-9798,00-BRITNEY+SPEARS+VIRA+VITIMA+EM+EPISODIO+DE+SOUTH+PARK.html#:~:text=Britney%20Spears%20%C3%A9%20o%20alvo%20da%20vez%20em%20%22South%20Park%22&amp;text=A%20cantora%20estar%C3%A1%20no%20epis%C3%B3dio,envolva%20de%20fato%20no%20programa.&amp;text=O%20epis%C3%B3dio%20ser%C3%A1%20exibido%20na%20segunda%2C%2024%2C%20nos%20EUA."><span style="font-weight: 400;">produções midiáticas</span></a><span style="font-weight: 400;"> zombavam de todas as suas características físicas e psicológicas; e sua família ainda enxergava na filha uma máquina de fazer dinheiro. Assim como qualquer pessoa tem seus limites, Spears também tem. O resto da história você já sabe: </span><a href="https://f5.folha.uol.com.br/celebridades/2017/02/dez-anos-do-colapso-de-britney-spears-relembre-os-momentos-mais-polemicos.shtml"><span style="font-weight: 400;">uma cabeça raspada e um guarda-chuva</span></a><span style="font-weight: 400;">, e um </span><a href="https://oglobo.globo.com/cultura/entenda-batalha-de-britney-spears-para-se-livrar-da-tutela-do-pai-24741836"><span style="font-weight: 400;">processo judicial</span></a><span style="font-weight: 400;"> para retirar as liberdades individuais da cantora e entregar para seu pai. </span></p>
<p><i><span style="font-weight: 400;">Framing Britney Spears</span></i><span style="font-weight: 400;">, do </span><i><span style="font-weight: 400;">The New York Times</span></i><span style="font-weight: 400;">, é apenas uma minúscula fração de desculpas que a imprensa estadunidense e mundial deve à Britney. Já vimos alguns </span><a href="https://portalpopline.com.br/apos-exibicao-de-documentario-revista-glamour-pede-desculpas-a-britney-spears/"><span style="font-weight: 400;">tabloides se desculparem</span></a><span style="font-weight: 400;">, e muitos dos telespectadores que atiraram pedras no passado hoje as recolhem com vergonha. Mas as consequências prevalecem: a tutela de seu pai Jamie Spears, que controla a vida da artista, a colocou em uma condição quase literal de </span><i><span style="font-weight: 400;">marionete</span></i><span style="font-weight: 400;">. A justiça é lenta e às vezes parece estar do lado de Jamie, enquanto Britney apenas pede pela sua liberdade, então cabe a nós assumirmos essa luta, também por </span><a href="https://twitter.com/BritneyHiatus/status/1369376907272347655"><span style="font-weight: 400;">outras pessoas que se encontrem na mesma situação</span></a><span style="font-weight: 400;"> mas não sejam famosas. É o mínimo a fazer por tudo que o mundo deve à Spears. </span><i><span style="font-weight: 400;">#FreeBritney</span></i> <b>– Jho Brunhara</b></p>
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<figure id="attachment_18941" aria-describedby="caption-attachment-18941" style="width: 984px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="wp-image-18941 size-full" style="font-weight: bold; background-color: transparent; text-align: inherit;" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/03/Cuca.jpg" alt="Cena da série Cidade Invisível. Nela vemos a atriz Alessandra Negrini, uma mulher adulta, branca e com cabelo castanho comprido. Ela usa um vestido azul e uma capa com diversos detalhes. Ao redor da atriz há várias borboletas na cor azul voando. Essa cena ocorre dentro de uma sala de necrotério na cor cinza, com detalhes em azul-escuro e com as janelas e porta de vidro." width="984" height="501" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/03/Cuca.jpg 984w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/03/Cuca-300x153.jpg 300w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/03/Cuca-768x391.jpg 768w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-18941" class="wp-caption-text">A trama da série é inspirada em uma história de Carolina Munhóz e Raphael Draccon, com adaptação de roteiro de Carlos Saldanha (Foto: Reprodução)</figcaption></figure>
<p><strong>Cidade Invisível (1ª temporada, Netflix)</strong></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Após </span><em><a href="https://personaunesp.com.br/bom-dia-veronica-critica/"><span style="font-weight: 400;">Bom dia, Verônica</span></a></em><span style="font-weight: 400;">, a <em>Netflix</em> acertou em outra produção brasileira. <em>Cidade Invisível</em> chegou prometendo levar o folclore brasileiro ao mundo com Marco Pigossi e Alessandra Negrini. Os sete episódios conseguem viciar, e a abstinência da série chega rápido com o final, que deixa diversas dúvidas. Mas, antes do encerramento, a produção acumulou diversos pontos positivos. A trama foi bem desenvolvida, e a mistura de suspense, investigação e o folclore mostrou um ótimo resultado. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O sucesso no Brasil e no mundo foi garantido, entretanto, as</span><a href="https://observatoriodocinema.uol.com.br/series-e-tv/2021/02/cidade-invisivel-serie-brasileira-conquista-grande-marca-na-netflix"><span style="font-weight: 400;"> ocupações </span></a><span style="font-weight: 400;">em diversos </span><a href="https://canaltech.com.br/series/netflix-agora-tem-ranking-diario-com-as-10-producoes-mais-populares-do-brasil-160929/"><i><span style="font-weight: 400;">Top 10</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> vieram também com várias críticas. O folclore brasileiro é fruto das culturas nativas do nosso país, porém há falta de representatividade indígena na produção e no elenco da série. Além disso, os gringos vão continuar só conhecendo o Rio de Janeiro e São Paulo se todos os grandes produtos não saírem desse eixo. E <em>Cidade Invisível</em> era uma ótima oportunidade para explorar as outras regiões do país. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Mesmo com esses grandes erros, assistir à série pode ser uma boa experiência. Conhecer uma Cuca sem ser um jacaré gigante, e o Boto ser mais bonito do que imaginaríamos, pode trazer uma maior curiosidade sobre histórias que escutávamos quando éramos crianças. Os efeitos especiais também são incríveis, e a representação do Curupira com seu cabelo de fogo é surpreendente. Em <em>Cidade Invisível</em>, </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=OEYLZtOzsEI"><span style="font-weight: 400;">ficamos encantados com a Iara</span></a><span style="font-weight: 400;">, demos risada com o Saci e nos apavoramos com o Corpo Seco. Porém, a melhor sensação é saber que mais pessoas possam conhecer as histórias do nosso país. <b> &#8211; Ana Beatriz Rodrigues</b></span></p>
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<figure id="attachment_18647" aria-describedby="caption-attachment-18647" style="width: 2000px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-18647" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/02/dickinson-s2.jpeg" alt="Cena da segunda temporada da série Dickinson. À direita, Emily, interpretada por Hailee Steinfeld, vestida com um vestido simples e branco, olha preocupada para Sue, interpretada por Ella Hunt, à esquerda. Diferente de Emily, Sue usa um vestido dourado suntuoso, com o cabelo armado para cima. Ela olha sem entender para Emily enquanto segura suas mãos. A cena se passa dentro de uma sala de estar, com as janelas fechadas por cortinas semitransparentes e a iluminação suave de uma lareira iluminando as duas figuras." width="2000" height="1110" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/02/dickinson-s2.jpeg 2000w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/02/dickinson-s2-300x167.jpeg 300w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/02/dickinson-s2-1024x568.jpeg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/02/dickinson-s2-768x426.jpeg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/02/dickinson-s2-1536x852.jpeg 1536w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/02/dickinson-s2-1200x666.jpeg 1200w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-18647" class="wp-caption-text">Emily e Sue se distanciam cada vez mais durante a segunda temporada de Dickinson, em mais de uma maneira (Foto: Reprodução)</figcaption></figure>
<p><b>Dickinson (</b><b>2ª temporada</b><b>, Apple TV+)</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A segunda temporada de </span><i><span style="font-weight: 400;">Dickinson</span></i><span style="font-weight: 400;">, a romantização anacrônica da vida de Emily Dickinson, terminou no final de fevereiro, após uma série de críticas positivas que conquistaram os almejados </span><a href="https://www.rottentomatoes.com/tv/dickinson/s02"><span style="font-weight: 400;">100% no </span><i><span style="font-weight: 400;">Rotten Tomatoes</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> e uma </span><a href="https://variety.com/2020/tv/news/dickinson-hailee-steinfeld-renewed-season-3-apple-season-2-premiere-date-1234797428/"><span style="font-weight: 400;">renovação antecipada</span></a><span style="font-weight: 400;"> para a terceira temporada ainda em 2020. A queridinha dos assinantes da </span><i><span style="font-weight: 400;">Apple TV+</span></i><span style="font-weight: 400;"> voltou com tudo e mais um pouco.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Com ainda mais enfoque na estética irreverente e rebelde, a </span><i><span style="font-weight: 400;">showrunner</span></i><span style="font-weight: 400;"> Alena Smith consegue usar as lacunas na vida da reclusa poeta (interpretada por Hailee Steinfeld) para tecer uma narrativa poderosa e até mesmo surreal sobre a natureza da fama, da arte e do motivo pelo qual perseguimos ambas. Assombrada pelo fantasma de </span><i><span style="font-weight: 400;">Ninguém</span></i><span style="font-weight: 400;"> e pela figura carismática e traiçoeira de Sam Bowles (Finn Jones), Emily terá de decidir que tipo de poeta ela quer ser, e o que ela está disposta a dar em troca dessa fama. A figura reinventada de Sue Dickinson (Ella Hunt) também é um dos pontos chaves da temporada, se desenvolvendo sutilmente ao longo dos 10 episódios e culminando em alguns de seus momentos mais explosivos e emocionantes.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Um elenco de personagens secundários extremamente bem desenvolvidos e aparições especiais de figuras como o Ceifador (mais uma vez interpretado por Wiz Khalifa) e o fantasma bêbado e com tesão de Edgar Allan Poe (</span><a href="https://personaunesp.com.br/big-mouth-4a-temp-critica/"><span style="font-weight: 400;">Nick Kroll</span></a><span style="font-weight: 400;">) ajudam a cimentar essa comédia familiar esquisita e extremamente bem escrita como um dos carros chefes do </span><i><span style="font-weight: 400;">streaming</span></i><span style="font-weight: 400;"> da </span><i><span style="font-weight: 400;">Apple</span></i><span style="font-weight: 400;">. </span><b>&#8211; Gabriel Oliveira F. Arruda</b></p>
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<figure id="attachment_18895" aria-describedby="caption-attachment-18895" style="width: 1300px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-18895" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/03/mr.jpg" alt="Cena da série Mr. Mayor. Nela, vemos o prefeito Neil, interpretado por Ted Danson, numa sala de aula, sentado com os jovens na mesa e fazendo um sinal de positivo com a mão direita. Neil é um homem branco, idoso e de cabelos grisalhos. Ele usa óculos de grau com armação redonda e preta e veste um terno cinza claro com gravata azul. " width="1300" height="650" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/03/mr.jpg 1300w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/03/mr-300x150.jpg 300w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/03/mr-1024x512.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/03/mr-768x384.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/03/mr-1200x600.jpg 1200w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-18895" class="wp-caption-text">Mr. Mayor acaba sem qualquer desfecho ou ponta solta, então é possível que a série retorne ainda esse ano com uma parte 2 da temporada (Foto: Reprodução)</figcaption></figure>
<p><b>Mr. Mayor (1ª temporada, NBC)</b></p>
<p><i><span style="font-weight: 400;">Mr. Mayor</span></i><span style="font-weight: 400;"> foi idealizada como um </span><a href="https://spinoff.com.br/saiba-o-que-aconteceu-com-suposto-spin-off-da-serie-30-rock/"><i><span style="font-weight: 400;">spin-off </span></i><span style="font-weight: 400;">de </span><i><span style="font-weight: 400;">30 Rock</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, mas o projeto não foi para frente. Muitos anos depois de sua concepção original, a dupla imbatível </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=E1CP35fgWGE"><span style="font-weight: 400;">Tina Fey e Robert Carlock</span></a><span style="font-weight: 400;"> reformulou o núcleo da comédia e escalou Ted Danson, recém-saído do Bom Lugar, como o prefeito de Los Angeles e protagonista dessa </span><i><span style="font-weight: 400;">sitcom </span></i><span style="font-weight: 400;">da </span><i><span style="font-weight: 400;">NBC</span></i><span style="font-weight: 400;">.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O resultado é frustrante. Para ser justo, </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=8z6WQF6tW54"><i><span style="font-weight: 400;">Mr. Mayor</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> tem todos os atributos para ser uma comédia de sucesso, só que dez anos atrás. O texto é óbvio demais e moderno demais, tem </span><i><span style="font-weight: 400;">TikTok</span></i><span style="font-weight: 400;">, tem cancelamento, tem a bobeira que a TV aberta dos EUA adora adotar e chamar de refinado. Ted Danson fala e se move em cena exatamente igual a como fazia em </span><a href="https://personaunesp.com.br/the-good-place-critica/"><i><span style="font-weight: 400;">The Good Place</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, nem o figurino muda. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A comédia é uma </span><i><span style="font-weight: 400;">grower </span></i><span style="font-weight: 400;">em potencial (quando o amor cresce ao passar dos episódios), mas o rápido contrato de 9 capítulos na temporada inicial não parece um bom sinal para a produção. Dedos cruzados para Tina Fey acordar com boas ideias para um eventual ano dois e colocar </span><i><span style="font-weight: 400;">Mr. Mayor </span></i><span style="font-weight: 400;">nos eixos. Por agora, é melhor reassistir </span><i><span style="font-weight: 400;">30 Rock</span></i><span style="font-weight: 400;"> e </span><a href="https://personaunesp.com.br/unbreakable-kimmy-schmidt-filme-interativo-critica/"><i><span style="font-weight: 400;">Unbreakable Kimmy Schmidt</span></i></a><span style="font-weight: 400;">. </span><b>&#8211; Vitor Evangelista</b></p>
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<figure id="attachment_18897" aria-describedby="caption-attachment-18897" style="width: 1548px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-18897" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/03/SELENA-CHEF.jpg" alt="A cantora Selena Gomez, uma mulher branca, de cabelo moreno, está sorrindo na cozinha de sua casa, usando um vestido vermelho com detalhes de flores. Atrás dela, há uma parede de tijolos brancos e um fogão com uma panela rosa, uma forma azul e alguns potes. A cantora apoia a mão em uma tábua e há uma caneca rosa ao seu lado. Suas unhas estão pintadas de branco." width="1548" height="1024" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/03/SELENA-CHEF.jpg 1548w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/03/SELENA-CHEF-300x198.jpg 300w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/03/SELENA-CHEF-1024x677.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/03/SELENA-CHEF-768x508.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/03/SELENA-CHEF-1536x1016.jpg 1536w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/03/SELENA-CHEF-1200x794.jpg 1200w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-18897" class="wp-caption-text">Nossa Palmirinha texana está linda (Foto: Reprodução)</figcaption></figure>
<p><b>Selena + Chef (2ª temporada, HBO Max)</b></p>
<p><i><span style="font-weight: 400;">Selena + Chef</span></i><span style="font-weight: 400;"> foi um sucesso e a </span><i><span style="font-weight: 400;">HBO Max </span></i><span style="font-weight: 400;">resolveu nos presentear com mais uma </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=b3RIOURywos"><span style="font-weight: 400;">temporada</span></a><span style="font-weight: 400;">. Nesta segunda parte, os chefes ainda tentam aprimorar os dotes culinários de Selena Gomez, mas os desastres na cozinha para fazer bons pratos não mudam. E a atração mais esperada continua: o “papa”, como a cantora chama seu avô, participa dos dez novos episódios da série. Após quase perder um dedo e ganhar uma conta no </span><i><span style="font-weight: 400;">Instagram</span></i><span style="font-weight: 400;"> especialmente para suas exóticas </span><a href="https://www.papelpop.com/2020/12/selena-chef-facas-extravagantes-de-selena-gomez-sao-foco-em-video-divertido-do-hbo-max/"><span style="font-weight: 400;">facas</span></a><span style="font-weight: 400;"> de cozinha, Selena está de volta para entreter mais um pouco. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Necessariamente remoto, leve, diferenciado e perfeito para relaxar a mente sozinho ou com a família, o programa persiste em seu formato certeiro. De praxe, a cantora não deixa de reverter seus trabalhos à uma boa causa. A cada final de episódio, a texana ainda pede para um </span><i><span style="font-weight: 400;">chef</span></i><span style="font-weight: 400;"> apoiar uma organização de caridade de sua escolha e a mesma doa uma quantidade de dinheiro para diferentes necessidades. Se existe um fato sobre Gomez é que ela jamais deixará de </span><a href="https://www.selenagomez.com.br/2020/09/23/selena-e-uma-das-100-pessoas-mais-influentes-de-2020/"><span style="font-weight: 400;">apoiar causas</span></a><span style="font-weight: 400;"> em que acredita, seja nos palcos, cinemas e até mesmo na cozinha.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O mais notável da série é o público ter o privilégio de conhecer melhor Selena. A cantora é </span><a href="https://www.purebreak.com.br/noticias/selena-gomez-resolve-se-afastar-das-redes-sociais-e-revela-desejo-viver-minha-vida-no-presente/78562"><span style="font-weight: 400;">restrita</span></a><span style="font-weight: 400;"> e não aparece muito em suas redes sociais, não dá as caras a não ser que seja a trabalho. O programa dá espaço para entrar na </span><a href="https://g1.globo.com/pop-arte/noticia/2020/08/05/selena-gomez-vai-para-a-cozinha-em-selena-chef-novo-programa-de-tv-na-quarentena.ghtml"><span style="font-weight: 400;">casa dela</span></a><span style="font-weight: 400;"> e ter contato com a artista, amigas e familiares em um bom bate-papo dos renomados </span><i><span style="font-weight: 400;">chefs</span></i><span style="font-weight: 400;"> de cozinha que, além de questões culinárias, sempre a questionam sobre sua vida pessoal. Até mesmo ligar para </span><a href="https://personaunesp.com.br/evermore-critica/"><span style="font-weight: 400;">Taylor Swift</span></a><span style="font-weight: 400;">, uma de suas melhores amigas, através do </span><i><span style="font-weight: 400;">FaceTime</span></i><span style="font-weight: 400;">, o programa já proporcionou. Para quem a quer conhecer melhor, </span><i><span style="font-weight: 400;">Selena + Chef</span></i><span style="font-weight: 400;"> é um prato cheio.</span><b> &#8211; Giovana Guarizo</b></p>
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<figure id="attachment_18923" aria-describedby="caption-attachment-18923" style="width: 840px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-large wp-image-18923" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/03/por-tras-de-seus-olhos-1024x553.png" alt="Cena da série Por Trás de Seus Olhos. Na imagem, a personagem Adele, interpretada por Eve Hewson, está ao centro. Ela é uma mulher branca, de olhos azuis, cabelos lisos escuros e curtos e veste uma camisa branca por baixo de um avental. Ela segura uma faca com a mão direita e a apoia no ombro esquerdo. Ela olha para fora da imagem, à esquerda, e está em cima cozinha. Atrás dela, é possível observar um conjunto de armários e uma pia, desfocados. A imagem é toda colorida em tons de cinza e azulados" width="840" height="454" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/03/por-tras-de-seus-olhos-1024x553.png 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/03/por-tras-de-seus-olhos-300x162.png 300w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/03/por-tras-de-seus-olhos-768x415.png 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/03/por-tras-de-seus-olhos.png 1200w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-18923" class="wp-caption-text">Por Trás de Seus Olhos, suspense protagonizado por Eve Hawson, filha do vocalista do U2, é a sensação do momento da Netflix (Foto: Reprodução)</figcaption></figure>
<p><b>Por Trás de Seus Olhos (Behind Her Eyes, Minissérie, Netflix)</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Surpresa nem sempre é boa e não só de reviravoltas se faz um suspense, e </span><a href="https://www.netflix.com/br/title/80244630"><i><span style="font-weight: 400;">Por Trás de Seus Olhos</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> está aí pra comprovar isso. A produção da </span><i><span style="font-weight: 400;">Netflix</span></i><span style="font-weight: 400;"> baseia-se no </span><i><span style="font-weight: 400;">best-seller</span></i><span style="font-weight: 400;"> homônimo de Sarah Pinborough e se vende como um suspense psicológico, entregando, na verdade, uma base em fantasia que não cola e um humor que não vira, falhando, assim, com boa parte dos pressupostos do gênero.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Ritmo, roteiro bem dosado e direção segura são elementos que a minissérie desconhece. As estonteantes </span><a href="http://www.adorocinema.com/noticias/series/noticia-157647/"><span style="font-weight: 400;">Eve Hawson e Simona Brown</span></a><span style="font-weight: 400;"> seguram até onde dá o roteiro esquisito e criam uma dinâmica para suas personagens que segue até a última cena, sendo a verdadeira joia do suspense. Tom Bateman, entretanto, não consegue superar a limitação do texto e imprimir verossimilhança da terceira parte do triângulo amoroso que fundamenta a história. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Se você valoriza o inesperado acima de tudo e gosta de narrativas que jogam pela janela todas as crenças que você constrói sobre elas, o </span><i><span style="font-weight: 400;">play</span></i><span style="font-weight: 400;"> pode até valer a pena, desde que você esteja com paciência para relevar a falta de liga da minissérie. Se você não dispensa algo bem amarrado que gradativamente chega ao ápice, talvez não de forma tão surpreendente mas mais fiel à história que o suspense construiu entre o primeiro episódio e a reviravolta final, é melhor não perder seu tempo e (re)assistir </span><a href="https://personaunesp.com.br/pequenos-incendios-por-toda-parte-critica/"><i><span style="font-weight: 400;">Little Fires Everywhere</span></i></a><span style="font-weight: 400;">. </span><b>&#8211; Raquel Dutra</b></p>
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<figure id="attachment_18929" aria-describedby="caption-attachment-18929" style="width: 1600px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="wp-image-18929 size-full" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/03/how-to-get-away-with-murder-2.jpg" alt="Cena da série How To Get Away With Murder. Na imagem estão, da esquerda para a direita, os personagens Asher, Connor, Laurel e Michaela, ao fundo de uma sala de aula. Asher é um homem branco, de cabelos castanhos curtos, ele veste um terno, uma camisa xadrez e calça social. Connor é um homem branco, de cabelos castanhos escuros lisos e barba rala, ele veste uma camisa azul, jaqueta e uma calça social. Laurel é uma mulher branca de cabelos castanhos lisos escuros e compridos, olhos azuis, ela veste um terno cinza escuro, blusa preta e calça marrom. Michaela é uma mulher negra, de cabelos pretos, lisos e compridos, ela veste blusa branca com flores, terno bege e uma calça jeans." width="1600" height="1069" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/03/how-to-get-away-with-murder-2.jpg 1600w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/03/how-to-get-away-with-murder-2-300x200.jpg 300w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/03/how-to-get-away-with-murder-2-1024x684.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/03/how-to-get-away-with-murder-2-768x513.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/03/how-to-get-away-with-murder-2-1536x1026.jpg 1536w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/03/how-to-get-away-with-murder-2-1200x802.jpg 1200w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-18929" class="wp-caption-text">O detestável esquadrão de Annalise Keating (Foto: Reprodução)</figcaption></figure>
<p><strong>How to Get Away With Murder (6ª temporada, Netflix)</strong></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A terrível última temporada de <a href="https://noticiasdatv.uol.com.br/noticia/series/antes-arrebatadora-how-get-away-murder-chega-ao-fim-aos-tropecos-36758"><em>How to Get Away With Murder</em></a> finalmente chegou ao catálogo da <em>Netflix</em>. Uma narrativa que já não tinha nada a oferecer há um bom tempo foi extraída até o último segundo para entregar capítulos medíocres do início ao fim. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Pegando o gancho do <a href="https://www.omelete.com.br/series-tv/criticas/how-to-get-away-with-murder-quinta-temporada-critica">ano anterior</a>, os roteiristas não se esforçaram nem um pouco para entregar uma conclusão decente, e apenas reciclaram casos do passado. O cansativo conflito com os Castillo, o retorno do fantasma do Sam (Tom Verica), e familiares que surgem apenas para atrapalhar tudo. E, mais uma vez, o mundo todo está contra Annalise Keating (Viola Davis) e os malas dos seus alunos não se dispõem nem a ajudar. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A brilhante atuação de <a href="https://www.omelete.com.br/series-tv/how-to-get-away-with-murder-viola-davis-despedida">Viola Davis</a> não necessita de mais elogios, e entrega pela sexta vez um dos únicos pontos altos da temporada. Ao seu lado, uma das principais motivações para se enfrentar cada um dos episódios é a performance majestosa de Cicely Tyson, e <a href="https://g1.globo.com/pop-arte/cinema/noticia/2021/01/28/cicely-tyson-atriz-indicada-a-oscar-por-lagrimas-de-esperanca-morre-aos-96-anos.ghtml">sua última atuação em vida</a>, que rendeu a única indicação da série ao <em>Emmy</em> 2020. Para quem já chegou até o quinto ano da série, o melhor a se fazer é assistir o mais rápido possível para se livrar dessa bomba.  <strong>&#8211; Vitória Silva</strong></span></p>
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<figure id="attachment_18936" aria-describedby="caption-attachment-18936" style="width: 1200px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="wp-image-18936 size-full" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/03/angie-stewart-aokgb5xzlio-unsplash.jpg" alt="Foto do Hotel Cecil. O hotel é bege, com uma grande placa vermelha no que anuncia HOTEL CECIL - LOW DAILY WEEKLY RATES - 700 ROOMS. A fachada está desgastada e o céu no fundo é azul." width="1200" height="675" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/03/angie-stewart-aokgb5xzlio-unsplash.jpg 1200w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/03/angie-stewart-aokgb5xzlio-unsplash-300x169.jpg 300w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/03/angie-stewart-aokgb5xzlio-unsplash-1024x576.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/03/angie-stewart-aokgb5xzlio-unsplash-768x432.jpg 768w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-18936" class="wp-caption-text">Vez ou outra, o documentário tentar culpar a pobreza de Skid Row pelos problemas do hotel (Foto: Reprodução)</figcaption></figure>
<p><b>Cena do Crime &#8211; Mistério e Morte no Hotel Cecil (Crime Scene: The Vanishing at the Cecil Hotel, Minissérie, Netflix)</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A história é conhecida: em 2013, a jovem </span><a href="https://g1.globo.com/mundo/noticia/2021/02/12/elisa-lam-o-misterioso-caso-do-desaparecimento-e-morte-da-jovem-no-hotel-cecil-contados-em-documentario.ghtml"><span style="font-weight: 400;">Elisa Lam</span></a><span style="font-weight: 400;"> desapareceu em Los Angeles sem deixar nenhuma pista. Ela estava hospedada no infame </span><a href="https://canaltech.com.br/entretenimento/netflix-hotel-cecil-tragedias-hotel-serie-178498/"><span style="font-weight: 400;">Hotel Cecil</span></a><span style="font-weight: 400;">, localizado no centro da cidade e famoso pelas mais variadas formas de violência que já ocorreram em seus quartos. Alguns dias depois, os hóspedes notaram a falta de pressão e o estranho gosto da água. Elisa estava morta na caixa d’água do hotel. O desenrolar chocou a todos &#8211; polícia, mídia, </span><i><span style="font-weight: 400;">stalkers</span></i><span style="font-weight: 400;">, teóricos da conspiração. Não cabe aqui os detalhes da história, extremamente triste, de Elisa.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O que poderia ter sido um </span><a href="https://brasil.elpais.com/cultura/2021-01-19/misterioso-desaparecimento-da-elisa-lam-no-elevador-assassino-o-true-crime-de-puro-terror-e-pura-internet.html"><span style="font-weight: 400;">documentário interessante</span></a><span style="font-weight: 400;"> sobre a canadense se tornou um desrespeito. Ao invés de elucidar os fatos e prestar uma homenagem, o diretor Joe Berlinger criou suspenses desnecessários, enrolou até o limite por quatro episódios, e o pior: deu voz aos </span><a href="https://www.em.com.br/app/noticia/cultura/2021/02/16/interna_cultura,1238202/misterio-e-morte-no-hotel-cecil-da-netflix-e-pegadinha-para-o-publico.shtml"><span style="font-weight: 400;">detetives fanáticos e desesperados da </span><i><span style="font-weight: 400;">internet</span></i></a><span style="font-weight: 400;">. Por trás do estranho desaparecimento de Elisa, os “</span><i><span style="font-weight: 400;">detetives</span></i><span style="font-weight: 400;">” criaram milhares de teorias, argumentos e passaram a ignorar provas, atrapalhar a investigação e acabar com a vida de pessoas aleatórias que eles supuseram estar envolvidas. Para terminar de massacrar a sua minissérie, Berlinger ainda chamou os </span><i><span style="font-weight: 400;">youtubers </span></i><span style="font-weight: 400;">e teóricos para darem seus depoimentos. O diretor resolveu dar mais palco às pessoas que, em nome da justiça por Elisa, atormentaram a vida de seus familiares e dos investigadores.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O resultado foi desastroso. A linha narrativa é brega, confusa e de mau caráter. Principalmente após introduzir o </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=3TjVBpyTeZM"><span style="font-weight: 400;">vídeo bizarro da jovem no elevador do hotel</span></a><span style="font-weight: 400;">, Joe Berlinger dá espaço para a chamarem, novamente, de “arma biológica”, “possuída” e outras suposições enterradas da época. O último episódio, com os relatos mais sensatos, não consegue corrigir a tentativa estúpida de retratar o acidente através de terceiros, de pessoas que achavam ter alguma ligação com a garota, ignorando todo o impacto do acontecimento na vida de quem realmente a conhecia e a amava. Que Elisa esteja em paz. </span><b>&#8211; Caroline Campos</b></p>
<hr />
<figure id="attachment_18944" aria-describedby="caption-attachment-18944" style="width: 1280px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-18944" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/03/Imagem-3-APS.jpeg" alt="Cena da série Amigas Para Sempre, print de tela, Max e Tully estão na cama e discutem sobre o que realmente é a relação deles. Max está de costas para a câmera sem camisa e Tully aparenta estar confusa." width="1280" height="640" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/03/Imagem-3-APS.jpeg 1280w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/03/Imagem-3-APS-300x150.jpeg 300w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/03/Imagem-3-APS-1024x512.jpeg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/03/Imagem-3-APS-768x384.jpeg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/03/Imagem-3-APS-1200x600.jpeg 1200w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-18944" class="wp-caption-text">De volta para os seriados, Katherine Heigl é uma das protagonistas da série (Foto: Reprodução)</figcaption></figure>
<p><strong>Amigas Para Sempre (Firefly Lane, 1ª temporada, Netflix)</strong></p>
<p><span style="font-weight: 400;"><em><a href="https://personaunesp.com.br/amigas-para-sempre-critica/">Amigas Para Sempre</a> </em>mostra a amizade duradoura e complicada de Tully Hart (Katherine Heigl) e Kate Mularkey (Sarah Chalke), sendo baseada no romance <em>Firefly Lane</em> de Kristin Hannah. A série se passa nos anos 2000, momento decisivo na vida das duas. Tully está tendo problemas em seu programa de TV e sofre também uma reviravolta amorosa. Já Kate está se divorciando de Johnny (Ben Lawson), com quem dividiu os últimos 15 anos e têm uma filha adolescente, além de tentar voltar ao mercado de trabalho. A narrativa é complementada com <em>flashbacks </em>das décadas de 70 e 80, revelando mais sobre os altos e baixos das amigas. Entretanto, algumas lembranças são confusas ou mesmo vagas, tornando o roteiro desconexo, sem falar que a série enrola bastante nos seus 50 minutos de cada episódio. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Apesar desses problemas com o roteiro, é uma produção gostosa de assistir, com direito a riso, reflexão, choro e conforto. Cabe também o aviso de que há gatilhos, como cenas de estupro e aborto espontâneo, deixando a <em>vibe</em> mais pesada em alguns momentos. Nota-se também o desejo da<em> Netflix</em> de atrair um público na casa dos 30-40 anos, pois mostra temas bem </span><span style="font-weight: 400;">pertinentes a essa geração, entretanto, todo o contexto com o passado das personagens traz identificação a qualquer idade. É fácil recordar vivências parecidas ou se imaginar nas situações.  <strong>&#8211; Mauê Salina Duarte</strong></span></p>
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