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	<title>Arquivos 2019 &#8211; Persona | Jornalismo Cultural</title>
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	<description>Desde 2015 provando que a distância entre Bergman, Lady Gaga e a novela das 9 nem existe.</description>
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	<title>Arquivos 2019 &#8211; Persona | Jornalismo Cultural</title>
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		<title>5 anos atrás, Todd Phillips escavou a filmografia de Scorsese na construção do Coringa</title>
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		<pubDate>Wed, 11 Dec 2024 18:15:16 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Guilherme Moraes Ainda que o Cinema de blockbusters não esteja tão aberto a olhar para o audiovisual e sua história como matéria prima, isso é algo essencial na construção de um filme. George Lucas idealizou Star Wars (1977) a partir das obras de samurai japonesas do meio do século XX; Tim Burton se inspirou no &#8230; <a href="http://personaunesp.com.br/coringa-5-anos/" class="more-link">Continue lendo<span class="screen-reader-text"> "5 anos atrás, Todd Phillips escavou a filmografia de Scorsese na construção do Coringa"</span></a></p>
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										<content:encoded><![CDATA[<figure id="attachment_34593" aria-describedby="caption-attachment-34593" style="width: 700px" class="wp-caption alignnone"><img fetchpriority="high" decoding="async" class="size-full wp-image-34593" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/12/Coringa-1.jpg" alt="No centro está o Coringa, com cabelos verdes, a cara pintada de branca, a boca pintada de vermelha, assim como a ponta no nariz. Os olhos estão pintados de azul e acima deles há um risco em vermelho. O personagem está com uma roupa vermelha e está de lado para a câmera, com um olhar de irritação." width="700" height="467" /><figcaption id="caption-attachment-34593" class="wp-caption-text">Joaquin Phoenix ganhou o Oscar de Melhor Ator por seu papel em Coringa (Foto: Warner Bros. Pictures)</figcaption></figure>
<p><b>Guilherme Moraes</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Ainda que o Cinema de </span><i><span style="font-weight: 400;">blockbusters</span></i><span style="font-weight: 400;"> não esteja tão aberto a olhar para o audiovisual e sua história como </span><a href="https://medium.com/calebelopes/o-cinema-sem-passado-9b5cc1968d00"><span style="font-weight: 400;">matéria prima</span></a><span style="font-weight: 400;">, isso é algo essencial na construção de um filme. </span><a href="https://canaltech.com.br/celebridade/george-lucas/"><span style="font-weight: 400;">George Lucas</span></a><span style="font-weight: 400;"> idealizou </span><a href="https://www.omelete.com.br/star-wars/star-wars-disney-remove-filme-2026"><i><span style="font-weight: 400;">Star Wars</span></i></a> <span style="font-weight: 400;">(1977)</span> <span style="font-weight: 400;">a partir das obras de samurai japonesas do meio do século XX; Tim Burton se inspirou no </span><a href="https://www.aicinema.com.br/expressionismo-alemao-movimentos-cinematograficos/"><span style="font-weight: 400;">expressionismo alemão</span></a><span style="font-weight: 400;"> para dar vida a </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=dgC9Q0uhX70"><i><span style="font-weight: 400;">Batman</span></i></a> <span style="font-weight: 400;">(1989). Enquanto isso, na atualidade, as grandes franquias e as superproduções se sentem satisfeitas em apenas utilizar suas referências como um artifício de satisfação pessoal para o público que irá entender o significado, além de que, normalmente, eles se auto-referenciam, não explorando o que há de melhor na arte. Por sorte, Todd Phillips entendeu o quão rico pode ser vasculhar a história da linguagem e dialogar com ideias originais. Dessa forma, há cinco anos, ele escavou a filmografia de Martin Scorsese e construiu sua própria versão do </span><i><span style="font-weight: 400;">Coringa.</span></i></p>
<p><span id="more-34592"></span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O idealizador vai atrás de alguns dos longas mais intimistas de Scorsese: </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=7hnlueXFh7k"><i><span style="font-weight: 400;">Taxi Driver</span></i></a> <span style="font-weight: 400;">(1976)</span> <span style="font-weight: 400;">e </span><a href="https://www.planocritico.com/critica-o-rei-da-comedia/"><i><span style="font-weight: 400;">O Rei da Comédia</span></i></a> <span style="font-weight: 400;">(1982). Obras que são protagonizadas por personagens problemáticos que surgem da violência, caos, opressão e isolamento das metrópoles. Nesse sentido, o diretor pensa em </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=LpYpn2Bx2Ug"><span style="font-weight: 400;">Gotham</span></a><span style="font-weight: 400;"> como uma Nova Iorque nas décadas de 1970 e 1980, e associa tais protagonistas com o Coringa, pois compreende o palhaço como um fruto desse meio urbano conturbado, assim como Travis Bickle (</span><i><span style="font-weight: 400;">Taxi Driver</span></i><span style="font-weight: 400;">) e Rupert Pupkin (</span><i><span style="font-weight: 400;">O Rei da Comédia</span></i><span style="font-weight: 400;">).</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Se olharmos para as outras representações do personagem – </span><a href="https://ovicio.com.br/10-fatos-sobre-o-coringa-de-jack-nicholson/"><span style="font-weight: 400;">Jack Nicholson</span></a><span style="font-weight: 400;"> com toques de mafioso e o terrorista de </span><a href="https://www.legiaodosherois.com.br/2023/heath-ledger-historia-morte-precoce-batman-cavaleiro-das-trevas.html"><span style="font-weight: 400;">Heath Ledger</span></a><span style="font-weight: 400;">  –, vemos que existe um aspecto político por trás, mesmo que não esteja tão bem definido. Apesar de não ser um personagem politizado, existe uma essência crítica e ideológica em sua própria existência, especialmente por ser fruto do lixo de Gotham. A nova versão do vilão explora isso mais a fundo, centrada no ser e como ele se transforma em um símbolo da revolução e anarquia. O grito de violência de Arthur Fleck reverbera por toda cidade, que entende como um ato de rebeldia contra a burguesia local. Ainda que não fosse intencional, a reação popular mostra como qualquer ato de retaliação e sobrevivência é uma ação  política e revolucionária na Capital do Crime.</span></p>
<figure id="attachment_34594" aria-describedby="caption-attachment-34594" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img decoding="async" class="size-medium wp-image-34594" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/12/coringa-2-800x450.jpg" alt="No centro está o Coringa. Ele veste uma camisa laranja por dentro do terno vermelho e uma roupa verde por dentro da amarela. Ele está dentro de um elevador e com os olhos fechados." width="800" height="450" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/12/coringa-2-800x450.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/12/coringa-2-1024x576.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/12/coringa-2-768x432.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/12/coringa-2-1536x864.jpg 1536w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/12/coringa-2-1200x675.jpg 1200w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/12/coringa-2.jpg 2000w" sizes="(max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-34594" class="wp-caption-text">Coringa foi um dos filmes mais indicados ao Oscar de 2020, somando um total de 11 indicações (Foto: Warner Bros. Pictures)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">Pode até parecer que o longa vai para um lado heroico do vilão, que se põe frente ao sistema corrupto e desumano, mas isso não poderia estar mais errado. Os assassinatos são frios e, ao mesmo tempo, ferozes, com muita graficidade e sanguinolência, o que lembra bastante alguns filmes de crime de Scorsese, como </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=EJXDMwGWhoA"><i><span style="font-weight: 400;">Cassino</span></i></a> <span style="font-weight: 400;">(1995)</span> <span style="font-weight: 400;">e </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=2ilzidi_J8Q"><i><span style="font-weight: 400;">Os Bons Companheiros</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> (1990). Dessa maneira, o diretor nos lembra que estamos falando sobre o Palhaço do Crime, evitando o discurso moralista de vítima da sociedade e sempre buscando uma área cinzenta. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A </span><i><span style="font-weight: 400;">DC Comics</span></i><span style="font-weight: 400;">,</span> <span style="font-weight: 400;">como um todo, vem seguindo essa linhagem mais complexa em seus filmes e séries do universo </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=rsQEor4y2hg"><span style="font-weight: 400;">Batman</span></a><span style="font-weight: 400;"> (ainda que </span><i><span style="font-weight: 400;">Coringa </span></i><span style="font-weight: 400;">não seja canônico). Os protagonistas têm uma natureza própria, como também são completamente influenciados pelo meio. Olhando para as últimas produções desse universo, é possível ver como o Coringa, o </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=sfJG6IiA_s8"><span style="font-weight: 400;">Pinguim</span></a><span style="font-weight: 400;"> e o Batman resolvem tudo na base da brutalidade, e isto está relacionado a barbaridade de Gotham. No entanto, eles se comportam de maneiras distintas, lidam com os seus problemas e com a violência de forma própria, pois existem diferenças gritantes em seus traços de personalidade.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O roteiro de </span><a href="https://www.terra.com.br/diversao/entre-telas/quentin-tarantino-exalta-coringa-delirio-a-dois-todd-phillips-e-o-verdadeiro-coringa,3c8d63834b0e4407a5545a5206fcd35bhb2kvrj2.html#google_vignette"><span style="font-weight: 400;">Todd Phillips</span></a><span style="font-weight: 400;"> e </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=lPDbLJFumS8"><span style="font-weight: 400;">Scott Silver</span></a><span style="font-weight: 400;"> opta por inserir </span><a href="https://dcextendeduniverse.fandom.com/pt-br/wiki/Thomas_Wayne"><span style="font-weight: 400;">Thomas Wayne</span></a><span style="font-weight: 400;"> na história e faz isso de maneira interessante, colocá-lo como uma figura problemática e mantenedora da desordem e do caos, totalmente oposto do que os filmes do morcego costumam fazer. Ademais, ele é parte da loucura de Arthur, sendo um dos maiores responsáveis pela criação do Palhaço Assassino. Todavia, o patriarca da família Wayne também é uma vítima do protagonista, pois é perseguido, assim como sua família. Contudo, se a inserção de Thomas é bem feita, a de Bruce parece apenas uma exigência do estúdio para satisfazer a cultura </span><i><span style="font-weight: 400;">nerd</span></i><span style="font-weight: 400;">.</span></p>
<figure id="attachment_34596" aria-describedby="caption-attachment-34596" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img decoding="async" class="size-medium wp-image-34596" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/12/CORINGA-BANHEIRO-800x438.png" alt="No centro da imagem está o Coringa. Sua maquiagem está desbotada e seu nariz está sangrando. Ele veste uma camisa branca por dentro do colete amarelo. Ele usa uma gravata vinho com bege. Ele está em um banheiro sujo, com pichações na parede. Ele está com os braços abertos e os olhos fechados. Ele está dançando." width="800" height="438" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/12/CORINGA-BANHEIRO-800x438.png 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/12/CORINGA-BANHEIRO-768x420.png 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/12/CORINGA-BANHEIRO.png 1024w" sizes="(max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-34596" class="wp-caption-text">Até o ano de 2024, Coringa era o filme de classificação +18 com maior bilheteria (Foto: Warner Bros. Pictures)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">A construção visual da cidade, feita pelo cenografista </span><a href="https://www.indiewire.com/influencers/joker-production-designer-mark-friedberg/"><span style="font-weight: 400;">Mark Friedberg</span></a><span style="font-weight: 400;"> e do fotógrafo </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=th9pG9Q6Kuo"><span style="font-weight: 400;">Lawrence Sher</span></a><span style="font-weight: 400;">, são muito inspirados em </span><i><span style="font-weight: 400;">Taxi Driver </span></i><span style="font-weight: 400;">e </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=EeU53zjYxIA"><i><span style="font-weight: 400;">After Hours</span></i></a> <span style="font-weight: 400;">(1985)</span><i><span style="font-weight: 400;">, </span></i><span style="font-weight: 400;">com tons acinzentados de dia, que ressaltam a sujeira e a poluição, e a escuridão da noite, com pontos de iluminação muito específicos e cores saturadas e desfocadas. Assim, a metrópole se transforma em um ambiente desolador, que aliena os cidadãos e torna um lugar permissivo para o surgimento de figuras exóticas, como o protagonista.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Essa marginalidade cênica que constitui o tema principal da obra: a violência urbana. É dentro dele que surgem </span><a href="https://arthurtuoto.com/2019/10/09/coringa/"><span style="font-weight: 400;">Coringas</span></a><span style="font-weight: 400;">. Esse em questão não é formado a partir de um evento único que vai mudá-lo para sempre, mas a partir de diversos traumas ao longo da vida, até encontrar, na violência, um modo de liberdade e, na barbárie e loucura, enxergar uma versão de si mesmo que ele não se envergonha, muito pelo contrário, se orgulha.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O longa em si é muito musicado e dançante, o que serve cada vez mais para reforçar a excentricidade do protagonista. A cena que mais chama atenção nesse sentido, é a </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=Tl5zk46i0Bs"><span style="font-weight: 400;">dança na escada</span></a><span style="font-weight: 400;">, já vestido como o Palhaço do Crime, pronto para assumir de vez esse lado no programa do Murray. Portanto, é um filme que se passa, em grande parte, na mente de Arthur Fleck. De maneira parecida com </span><i><span style="font-weight: 400;">O Rei da Comédia</span></i><span style="font-weight: 400;">,</span> <span style="font-weight: 400;">nós não somos meros </span><i><span style="font-weight: 400;">voyeurs</span></i><span style="font-weight: 400;"> de sua jornada, pois não estamos vendo de uma visão privilegiada, mas sim, dentro de sua cabeça, acompanhando seus delírios de perto.</span></p>
<figure id="attachment_34597" aria-describedby="caption-attachment-34597" style="width: 640px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-34597" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/12/coringa-4.webp" alt="O cenário é de uma escada. Toda a imagem é bem acinzentada, contrastando com o Coringa no centro dela. Ele está com os braços para cima, dançando e fumando. Ele usa cores vibrantes." width="640" height="360" /><figcaption id="caption-attachment-34597" class="wp-caption-text">Martin Scorsese disse à BBC que considerou dirigir o filme (Foto: Warner Bros. Pictures)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">A cena de </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=VdfgiEQeceM"><span style="font-weight: 400;">dança no banheiro</span></a><span style="font-weight: 400;">, combinada com a </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=8z5-Wum2enQ"><span style="font-weight: 400;">trilha sonora</span></a><span style="font-weight: 400;"> de </span><a href="https://www.instagram.com/hildur_gudnadottir/"><span style="font-weight: 400;">Hildur Guðnadóttir</span></a><span style="font-weight: 400;"> é fundamental na transição de Arthur Fleck para o Coringa. As notas são melódicas e tristes, evidenciando a transformação. No entanto, ao invés de idealizar o ato, elas transformam em algo triste. A interpretação de Joaquin Phoenix eleva a loucura de seu personagem, que dança de maneira leve e com um olhar vago, como se estivesse nas nuvens, porém, Lawrence Sher faz questão de mostrar onde ele realmente está: em um banheiro sujo de Gotham. No que seria o momento de glória de Arthur, a compositora faz questão de destacar a tragicidade, enquanto o fotógrafo se encarrega de ilustrar que o indivíduo é apenas mais uma criatura excêntrica, criada da podridão.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Em um filme de personagem, é esperado que ele seja dependente da atuação do ator principal e é isso o que acontece. Os trejeitos de </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=qiiWdTz_MNc"><span style="font-weight: 400;">Joaquin Phoenix</span></a><span style="font-weight: 400;"> são fundamentais para compreender a transição de Arthur Fleck para o Coringa. Apesar de ser muito inspirado em Rupert Pupkin de </span><i><span style="font-weight: 400;">O Rei da Comédia</span></i><span style="font-weight: 400;">, Phoenix opta por uma atuação menos performática e mais expressiva. A loucura e a psicopatia são manifestadas por baixo de uma fisionomia triste e cansada. No entanto, a cada assassinato, a melancolia vai dando espaço para traços que estavam inicialmente escondidos. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Apesar das qualidades, o longa sofreu com o seu legado. Parecido com o que aconteceu com </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=bWZbMjq8rOA"><i><span style="font-weight: 400;">Tropa de Elite</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> (2007), </span><a href="https://sampi.net.br/piracicaba/noticias/2862759/artigos/2024/10/coringa-nosso-capitao-nascimento-de-maquiagem"><i><span style="font-weight: 400;">Coringa</span></i></a> <span style="font-weight: 400;">foi compreendido por muitas pessoas como uma idealização do vilão. Sempre existiu um caráter anarquista e anti-sistêmico no personagem, mas depois da obra de Todd Phillips, os chamados </span><a href="https://www.bbc.com/portuguese/geral-58300599"><i><span style="font-weight: 400;">incels</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> o alçaram à condição de </span><a href="https://www.metropoles.com/distrito-federal/na-mira/psicologa-forense-traca-perfil-de-homem-bomba-queria-ser-o-coringa"><span style="font-weight: 400;">herói</span></a><span style="font-weight: 400;"> dos oprimidos. Nesse contexto, o diretor decidiu fazer um segundo filme para explicar o primeiro e </span><a href="https://veja.abril.com.br/coluna/em-cartaz/como-o-coringa-se-tornou-erroneamente-um-simbolo-reacionario"><span style="font-weight: 400;">desmistificar</span></a><span style="font-weight: 400;"> o personagem central, assim como fez José Padilha com o Capitão Nascimento.</span></p>
<figure id="attachment_34598" aria-describedby="caption-attachment-34598" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-34598" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/12/1682141-800x450.webp" alt="O Coringa está a direita da tela, se olhando no espelho. No espelho está escrito em vermelho a frase “Put on a happy face”." width="800" height="450" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/12/1682141-800x450.webp 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/12/1682141-1024x576.webp 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/12/1682141-768x432.webp 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/12/1682141-1200x675.webp 1200w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/12/1682141.webp 1280w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-34598" class="wp-caption-text">Em contraste com o primeiro filme, a sequência não fez muito sucesso de bilheteria (Foto: Warner Bros. Pictures)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">As polêmicas acerca da obra não são atoa, afinal, </span><i><span style="font-weight: 400;">Coringa</span></i><span style="font-weight: 400;"> é muito inspirado no Cinema de </span><a href="https://uruatapera.com/o-cinema-de-martin-scorsese/"><span style="font-weight: 400;">Martin Scorsese</span></a><span style="font-weight: 400;">, diretor que, até hoje, é reconhecido por sua filmografia controversa. Todavia, a película não é apenas o que os </span><i><span style="font-weight: 400;">incels </span></i><span style="font-weight: 400;">enxergam nela, existe muito valor, principalmente por não ter medo de suas discordâncias. A fita consegue se aprofundar na essência de um personagem que era tratado como um vilão caótico, mas que agora, começa a ganhar outras roupagens. As análises acerca do Coringa, vão além da interpretação de Joaquin Phoenix, chegando ao de Heath Ledger e Jack Nicholson. Todd Phillips, não apenas bebe de fontes diferentes do que os filmes de heróis da atualidade, como também escolhe um caminho mais interessante, nos presenteando com um </span><i><span style="font-weight: 400;">blockbuster </span></i><span style="font-weight: 400;">preocupado com a sua forma.</span></p>
<p>O post <a href="http://personaunesp.com.br/coringa-5-anos/">5 anos atrás, Todd Phillips escavou a filmografia de Scorsese na construção do Coringa</a> apareceu primeiro em <a href="http://personaunesp.com.br">Persona | Jornalismo Cultural</a>.</p>
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		<title>Há 5 anos, Norman Fucking Rockwell! consagrava Lana Del Rey como uma das melhores compositoras do século XXI</title>
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		<pubDate>Tue, 10 Dec 2024 15:18:15 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Arthur Caires “Caramba, moleque/Você me fodeu tão gostoso que eu quase disse ‘Eu te amo&#8217;” é a primeira frase que Lana Del Rey diz em seu sexto álbum de estúdio, Norman Fucking Rockwell!. A letra faz parte da faixa-homônima do disco, cujo nome é referência ao famoso pintor do século XX, conhecido pela sua representação &#8230; <a href="http://personaunesp.com.br/norman-fucking-rockwell-5-anos/" class="more-link">Continue lendo<span class="screen-reader-text"> "Há 5 anos, Norman Fucking Rockwell! consagrava Lana Del Rey como uma das melhores compositoras do século XXI"</span></a></p>
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										<content:encoded><![CDATA[<figure id="attachment_34575" aria-describedby="caption-attachment-34575" style="width: 736px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-34575" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/12/LDR-NFR-IMAGEM-1.jpg" alt="Na imagem da capa do álbum 'Norman Fucking Rockwell!', vemos a cantora Lana Del Rey ao lado de Duke Nicholson. Ambos estão em um barco com o mar e o céu azul ao fundo. Lana veste uma blusa verde neon e estende a mão para frente, com uma expressão esperançosa olhando para a frente. Duke, vestido com uma camisa preta e calças brancas, está ligeiramente à frente, estendendo o braço em direção ao horizonte, como se estivesse apontando algo à distância. Atrás deles, uma bandeira americana está parcialmente visível, flamulando no vento. Ao fundo, também é possível ver uma cidade em chamas, provavelmente Los Angeles. O título do álbum está posicionado no canto superior esquerdo em um estilo que lembra uma explosão de quadrinhos, e as iniciais 'LDR' (Lana Del Rey) estão no canto inferior direito, em um estilo semelhante." width="736" height="736" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/12/LDR-NFR-IMAGEM-1.jpg 736w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/12/LDR-NFR-IMAGEM-1-150x150.jpg 150w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-34575" class="wp-caption-text">Na capa de Norman Fucking Rockwell!, Lana Del Rey e Duke Nicholson, neto do ator Jack Nicholson, navegam em direção ao horizonte, fugindo da nostalgia norte-americana em chamas (Foto: Interscope Records)</figcaption></figure>
<p><b>Arthur Caires</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">“</span><i><span style="font-weight: 400;">Caramba, moleque/Você me fodeu tão gostoso que eu quase disse ‘Eu te amo&#8217;</span></i><span style="font-weight: 400;">” é a primeira frase que Lana Del Rey diz em seu sexto álbum de estúdio, </span><i><span style="font-weight: 400;">Norman Fucking Rockwell!</span></i><span style="font-weight: 400;">. A letra faz parte da faixa-homônima do disco, cujo nome é referência ao famoso </span><a href="https://arteref.com/arte-moderna/quem-foi-norman-fucking-rockwell/"><span style="font-weight: 400;">pintor</span></a><span style="font-weight: 400;"> do século XX, conhecido pela sua representação do </span><i><span style="font-weight: 400;">American Dream</span></i><span style="font-weight: 400;">. Em meio a uma bela produção orquestral, Del Rey canta sobre esse homem prepotente, autodepreciativo, tóxico emocionalmente e, bem, um homem. É a forma brilhante que a artista encontra de introduzir a temática que irá se estender: uma reflexão sobre o mundo contemporâneo sob suas lentes melancólicas, ambientalizada na Califórnia da década de 1960.</span></p>
<p><span id="more-34574"></span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Lançado em agosto de 2019, </span><i><span style="font-weight: 400;">Norman Fucking Rockwell!</span></i><span style="font-weight: 400;"> foi e é, até hoje, o álbum mais aclamado criticamente de Lana Del Rey, totalizando uma média de 87 no agregador </span><a href="https://www.metacritic.com/music/norman-fucking-rockwell!/lana-del-rey"><i><span style="font-weight: 400;">Metacritic</span></i></a><span style="font-weight: 400;">. Seu </span><i><span style="font-weight: 400;">single </span></i><span style="font-weight: 400;">de maior sucesso foi a deliciosa reinterpretação de </span><i><span style="font-weight: 400;">Doin’ Time</span></i><span style="font-weight: 400;">, da banda </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=2yT8RsCarJA"><span style="font-weight: 400;">Sublime</span></a><span style="font-weight: 400;">, em que no clipe, uma versão gigante da cantora  anda pelas ruas de Los Angeles. O disco, produzido, em sua maioria, por Jack Antonoff, é uma cápsula daquele ano, representando o momento cultural e social da época e que consagrou a intérprete como uma das melhores compositoras do século XXI.</span></p>
<div class="jetpack-video-wrapper"><iframe loading="lazy" title="Lana Del Rey - Doin&#039; Time" width="840" height="473" src="https://www.youtube.com/embed/qolmz4FlnZ0?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen></iframe></div>
<p><span style="font-weight: 400;">Desde o começo de sua carreira, Lana Del Rey canta sobre mitologia e glória norte-americana. Referências a lendas como </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=JRWox-i6aAk"><span style="font-weight: 400;">James Dean</span></a><span style="font-weight: 400;"> e Elvis Presley, carros velozes nas rodovias de Los Angeles e a vontade de dançar o </span><i><span style="font-weight: 400;">pop rock</span></i><span style="font-weight: 400;"> orquestral da década de  1960 como uma forma de escape são exemplos disso. Por cima desses cenários, ela escreve sobre amores intensos, mas perigosos e autodestrutivos, interpretando – e vivendo – uma personagem vulnerável e melancólica, porém, autoconsciente. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Essa representação foi o motivo de muitas críticas ao longo dos anos, que alegam que a artista ‘glamouriza’ o abuso, o que Del Rey contrapôs em sua </span><a href="https://revistaquem.globo.com/QUEM-News/noticia/2020/05/lana-del-rey-responde-criticas-sobre-glamurizar-abusos-e-anuncia-data-de-novo-album.html"><span style="font-weight: 400;">carta aberta</span></a><span style="font-weight: 400;">, em Maio de 2020: &#8220;</span><i><span style="font-weight: 400;">Eu fui honesta e otimista sobre os relacionamentos desafiadores que tive. Novidades! É o jeito que as coisas são para muitas mulheres. E essa, infelizmente, foi minha experiência até o ponto que aqueles álbuns foram feitos</span></i><span style="font-weight: 400;">”.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Em seus trabalhos anteriores, a cantora realmente usava o </span><a href="https://maisretorno.com/portal/termos/a/american-dream"><i><span style="font-weight: 400;">American Dream</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> e suas relações interpessoais complicadas para criar uma estética e um universo, porém nunca apenas por uma lente positiva. A compositora também critica a superficialidade e os perigos da idealização. Suas letras podem sugerir uma luta interna entre a atração pelo </span><i><span style="font-weight: 400;">glamour</span></i><span style="font-weight: 400;"> e a consciência das falhas estruturais e morais da sociedade norte-americana. </span></p>
<figure id="attachment_34576" aria-describedby="caption-attachment-34576" style="width: 564px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-34576" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/12/LDR-NFR-IMAGEM-2.jpg" alt="Lana Del Rey está ajoelhada no convés de um barco, usando uma blusa verde neon. Ela olha para cima com uma expressão contemplativa enquanto segura um pequeno modelo de barco de papel com várias velas, levantando-o em direção ao céu. O fundo da imagem mostra o mar tranquilo e um céu parcialmente nublado. A luz suave e os tons de azul e verde criam uma atmosfera de sonho e serenidade." width="564" height="798" /><figcaption id="caption-attachment-34576" class="wp-caption-text">Com um toque de delicadeza e vulnerabilidade, Lana Del Rey segura um barco de papel contra o céu, simbolizando sonhos e jornadas emocionais longínquas (Foto: Chuck Grant)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">Em </span><i><span style="font-weight: 400;">Norman Fucking Rockwell!</span></i><span style="font-weight: 400;">, Lana Del Rey ainda utiliza suas referências temáticas usuais, mas tem como principal foco seu autodescobrimento, a atmosfera californiana e o contemporâneo norte-americano. </span><i><span style="font-weight: 400;">Cinnamon Girl</span></i><span style="font-weight: 400;"> e </span><i><span style="font-weight: 400;">Happiness is a butterfly</span></i><span style="font-weight: 400;"> são a típica representação de sua personagem, presa em um relacionamento incerto: “</span><i><span style="font-weight: 400;">Se ele é um assassino em série, então o que de pior/Que pode acontecer a uma garota que já está machucada?</span></i><span style="font-weight: 400;">”. Porém, </span><i><span style="font-weight: 400;">The Greatest</span></i><span style="font-weight: 400;"> é um desejo de nostalgia pelos tempos mais simples em contraste com o presente caótico. A artista sente falta da Música e do bar que os Beach Boys tocavam, enquanto canta “</span><i><span style="font-weight: 400;">O </span></i><a href="https://g1.globo.com/mundo/noticia/moradores-do-havai-recebem-mensagem-com-alarme-falso-de-missil-balistico.ghtml"><i><span style="font-weight: 400;">Havaí acaba de escapar de uma bomba</span></i></a><i><span style="font-weight: 400;">/</span></i><a href="https://g1.globo.com/mundo/noticia/2018/11/13/vai-a-42-o-no-de-mortos-no-gigantesco-incendio-da-california.ghtml"><i><span style="font-weight: 400;">Los Angeles está em chamas</span></i></a><i><span style="font-weight: 400;">, está ficando quente/</span></i><a href="https://www.tenhomaisdiscosqueamigos.com/2018/10/01/lana-del-rey-kanye-west/"><i><span style="font-weight: 400;">Kanye West</span></i></a><i><span style="font-weight: 400;"> está loiro e desaparecido/</span></i><a href="https://www.youtube.com/watch?v=AZKcl4-tcuo"><i><span style="font-weight: 400;">Life On Mars</span></i></a><i><span style="font-weight: 400;"> não é apenas uma música/Oh, a transmissão está quase começando</span></i><span style="font-weight: 400;">”.</span></p>
<p><i><span style="font-weight: 400;">Mariners Apartment Complex</span></i><span style="font-weight: 400;">, outro grande destaque do álbum, é a faixa que mais explicitamente mostra o desenvolvimento pessoal de Del Rey. A compositora deixa de lado a postura delicada e submissa e assume a direção do barco com “</span><i><span style="font-weight: 400;">Eu sou o raio,o relâmpago, o trovão/O tipo de garota que vai te fazer pensar</span></i><span style="font-weight: 400;">”. Ao mesmo tempo, reflete e reconhece seus erros: “</span><i><span style="font-weight: 400;">Eles confundiram minha gentileza com fraqueza/Eu estraguei tudo, eu sei, mas Jesus/Uma garota não pode apenas fazer o melhor que consegue?</span></i><span style="font-weight: 400;">”. Além de ser uma ótima canção de autodescoberta, também é uma representação da experiência da mulher na sociedade. Ver a evolução da narrativa feminina na obra de Lana Del Rey é impressionante, considerando o impacto que causa em seu público. Como Billie Eilish disse no </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=_I0zYHil4D8"><i><span style="font-weight: 400;">Coachella</span></i><span style="font-weight: 400;"> de 2024</span></a><span style="font-weight: 400;">: “</span><i><span style="font-weight: 400;">Ela é a razão da existência de metade de vocês, vadias.</span></i><span style="font-weight: 400;">”</span></p>
<figure id="attachment_34577" aria-describedby="caption-attachment-34577" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-34577" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/12/LDR-NFR-IMAGEM-3-800x421.jpg" alt="Uma fotografia de uma paisagem marítima, mostrando águas calmas que se estendem em direção a um pequeno quebra-mar à direita, onde um barco está ancorado. O céu está claro com poucas nuvens, criando uma atmosfera serena e tranquila. No canto superior esquerdo da imagem, há um gráfico no estilo de uma explosão de quadrinhos com as letras 'LDR', que fazem referência a Lana Del Rey. Ao longe, pequenas aves podem ser vistas voando perto do barco, adicionando um toque de vida à cena pacífica." width="800" height="421" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/12/LDR-NFR-IMAGEM-3-800x421.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/12/LDR-NFR-IMAGEM-3-1024x539.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/12/LDR-NFR-IMAGEM-3-768x404.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/12/LDR-NFR-IMAGEM-3-1536x808.jpg 1536w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/12/LDR-NFR-IMAGEM-3-1200x631.jpg 1200w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/12/LDR-NFR-IMAGEM-3.jpg 1920w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-34577" class="wp-caption-text">O tranquilo cenário costeiro captura a essência serena do mar, a energia que Lana Del Rey nos convida a explorar nas profundezas da melancolia de Norman Fucking Rockwell! (Foto: Chuck Grant)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">Em conjunto das letras impecáveis, o que torna ‘</span><i><span style="font-weight: 400;">NFR!</span></i><span style="font-weight: 400;">’</span> <span style="font-weight: 400;">um excelente disco é sua produção. É envolvente a forma como Antonoff e Del Rey, entre outros colaboradores, conseguiram fazer com que todas as faixas soassem como um verão norte-americano de comercial da década de  1960, em que estamos assistindo ao pôr-do-sol na praia e ouvindo o rádio vindo de um </span><i><span style="font-weight: 400;">Mustang </span></i><span style="font-weight: 400;">ao fundo. O exemplo mais notório é a extensa </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=Qg3DxELVPj4"><i><span style="font-weight: 400;">Venice Bitch</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, com seus nove minutos e trinta e sete segundos, que, representando uma viagem psicodélica, coloca o ouvinte no mesmo ambiente inebriante que os artistas. </span><i><span style="font-weight: 400;">Fuck it I love you</span></i><span style="font-weight: 400;"> e </span><i><span style="font-weight: 400;">Love Song</span></i><span style="font-weight: 400;"> também se destacam, em que a voz angelical da cantora se sobressai e nos faz acreditar que ela pode fazer qualquer canção à capela e já seria uma obra de Arte.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A coesão, tanto temática quanto atmosférica, sempre esteve presente nos discos de Del Rey, sendo </span><i><span style="font-weight: 400;">Norman Fucking Rockwell! </span></i><span style="font-weight: 400;">a epítome dessa característica, ao lado do recente </span><a href="https://personaunesp.com.br/candy-necklace-critica/"><i><span style="font-weight: 400;">Did You Know That There’s a Tunnel Under Ocean Blvd</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, de 2023, e </span><i><span style="font-weight: 400;">Honeymoon</span></i><span style="font-weight: 400;">, de 2015. É estonteante como a compositora consegue transformar os nossos pensamentos mais contraditórios e complexos em poesia. “</span><i><span style="font-weight: 400;">Não pergunte se eu estou feliz, você sabe que eu não estou/Mas o melhor que eu posso dizer é que não estou triste</span></i><span style="font-weight: 400;">”, ela reflete na faixa de encerramento, </span><i><span style="font-weight: 400;">hope is a dangerous thing for a woman like me to have &#8211; but i have it</span></i><span style="font-weight: 400;">. Nem tudo é feito de extremos, a ausência de felicidade não implica tristeza e a esperança realmente pode ser um sentimento perigoso de se ter, mas precisamos dela para seguir em frente.</span></p>
<p><iframe title="Spotify Embed: Norman Fucking Rockwell!" style="border-radius: 12px" width="100%" height="352" frameborder="0" allowfullscreen allow="autoplay; clipboard-write; encrypted-media; fullscreen; picture-in-picture" loading="lazy" src="https://open.spotify.com/embed/album/5XpEKORZ4y6OrCZSKsi46A?si=fznSnFVSSBWO8scjussQMA&#038;utm_source=oembed"></iframe></p>
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		<title>5 anos de Marighella e a contestação de uma narrativa única</title>
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		<pubDate>Fri, 22 Nov 2024 20:01:44 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Maria Clara Alves Tão emblemática quanto polêmica, Marighella, cinebiografia dirigida por Wagner Moura, completa cinco anos em Novembro de 2024. Inspirado no livro Marighella: O guerrilheiro que incendiou o mundo, de Mário Magalhães, o filme foi o primeiro trabalho do ator como diretor de Cinema e emplacou como uma de suas produções mais complexas, desafiadoras &#8230; <a href="http://personaunesp.com.br/5-anos-de-marighella-e-a-contestacao-de-uma-narrativa-unica-critica/" class="more-link">Continue lendo<span class="screen-reader-text"> "5 anos de Marighella e a contestação de uma narrativa única"</span></a></p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p><figure id="attachment_34479" aria-describedby="caption-attachment-34479" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-34479" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/11/Imagem-1-800x444.jpg" alt="[Texto alternativo: O ator Seu Jorge, interpretando Carlos Marighella, está localizado no centro da foto, olhando para seu filho Carlinhos, à esquerda. Ao fundo, há um céu nublado e acinzentado.]" width="800" height="444" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/11/Imagem-1-800x444.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/11/Imagem-1-768x426.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/11/Imagem-1.jpg 1024w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-34479" class="wp-caption-text">A produção passa por quatro dos 58 anos vividos por aquele que era o ‘inimigo número um do Brasil’ (Foto: O2 Filmes)</figcaption></figure><b>Maria Clara Alves</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Tão emblemática quanto polêmica, </span><i><span style="font-weight: 400;">Marighella</span></i><span style="font-weight: 400;">, cinebiografia dirigida por Wagner Moura, completa cinco anos em Novembro de 2024. Inspirado no livro </span><i><span style="font-weight: 400;">Marighella: O guerrilheiro que incendiou o mundo,</span></i><span style="font-weight: 400;"> de Mário Magalhães, o filme foi o primeiro trabalho do ator como diretor de Cinema e emplacou como uma de suas produções mais complexas, desafiadoras e, sobretudo, emocionantes. A partir do </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=MEKNun7N9ns"><span style="font-weight: 400;">fascínio</span></a><span style="font-weight: 400;"> do cineasta por movimentos populares de resistência, fica claro que o longa-metragem</span> <span style="font-weight: 400;">foi pensado a partir da necessidade de recontar a história da Ditadura Militar por um ponto de vista mais </span><a href="https://www.significados.com.br/foice-e-o-martelo/"><span style="font-weight: 400;">vermelho</span></a><span style="font-weight: 400;"> e visceral.</span></p>
<p><span id="more-34474"></span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O Carlos Marighella da história nasceu em Salvador e foi o mais velho de oito irmãos. Seu pai, Augusto Marighella, era um imigrante italiano que veio para o Brasil em uma das </span><a href="https://www.todamateria.com.br/imigracao-no-brasil/#:~:text=Com%20a%20proibi%C3%A7%C3%A3o%20do%20tr%C3%A1fico,de%20imigrantes%20europeus%20no%20pa%C3%ADs."><span style="font-weight: 400;">ondas de incentivo à imigração</span></a><span style="font-weight: 400;"> após a abolição. No século XIX, sua mãe, Maria Rita dos Santos, era filha de escravos e tinha origem sudanesa, da etnia </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=mvCzydN5kak"><span style="font-weight: 400;">haussá</span></a><span style="font-weight: 400;">. Desde cedo, o menino se destacava pela </span><a href="https://aventurasnahistoria.com.br/noticias/desventuras/e-ruim-em-exatas-faca-como-marighella-e-use-poesia-seu-favor.phtml"><span style="font-weight: 400;">habilidade com as palavras</span></a><span style="font-weight: 400;"> na escola. Anos mais tarde, ele teria se radicalizado e passado a militar como deputado federal pelo Partido Comunista Brasileiro (PCB), com o qual </span><a href="https://memorialdademocracia.com.br/card/pcb-fecha-questao-contra-luta-armada"><span style="font-weight: 400;">rompeu</span></a><span style="font-weight: 400;"> após a renúncia de João Goulart. Depois, juntou-se à Aliança Nacional Libertadora (ANL), pela qual lutou até o ano da sua morte (1969).</span></p>
<p><figure id="attachment_34478" aria-describedby="caption-attachment-34478" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-34478" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/11/Imagem-2-1-800x481.jpg" alt="[Texto alternativo: Na foto, há quatro pessoas enumeradas da esquerda para a direita, sendo elas Seu Jorge, Wagner Moura, Bruno Gagliasso e Bella Camero, segurando uma camiseta vermelha de tom vibrante com o rosto de Carlos Marighella. O fundo atrás é de cor azul e é do Festival Internacional de Cinema de Berlim.]" width="800" height="481" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/11/Imagem-2-1-800x481.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/11/Imagem-2-1-1024x615.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/11/Imagem-2-1-768x461.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/11/Imagem-2-1-1200x721.jpg 1200w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/11/Imagem-2-1.jpg 1265w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-34478" class="wp-caption-text">Marighella teve sua primeira aparição em terras estrangeiras frente a conflitos com a Ancine em 2019 (Foto: John Macdougall/AFP)</figcaption></figure><span style="font-weight: 400;">Desde a sua idealização, o filme enfrentou </span><a href="https://www.omelete.com.br/especiais/wagner-moura-o-que-aconteceu-com-lancamento-de-marighella-foi-censura/"><span style="font-weight: 400;">grandes dificuldades</span></a><span style="font-weight: 400;"> relacionadas à  propagação de conteúdos falsos, ameaças e falta de apoio financeiro. A carreira consolidada de Wagner Moura no ramo da atuação pouco serviu como fator de convencimento para muitas das grandes e tradicionais produtoras cinematográficas do país, que buscavam não se associar com a figura do guerrilheiro – tido como </span><a href="https://pcb.org.br/portal2/31046"><span style="font-weight: 400;">revolucionário</span></a><span style="font-weight: 400;"> para algumas pessoas e </span><a href="https://www.terra.com.br/noticias/brasil/politica/saiba-quem-foi-carlos-marighella-guerrilheiro-comunista-adepto-do-terror-na-luta-contra-a-ditadura,d2f152d4cf43cc8c3b17372f52f5d20cskntyhar.html"><span style="font-weight: 400;">terrorista</span></a><span style="font-weight: 400;"> para uma parcela muito maior dessas. </span><i><span style="font-weight: 400;">A </span></i><span style="font-weight: 400;">obra</span> <span style="font-weight: 400;">se desenrolou, de fato, sob o selo da produtora independente </span><i><span style="font-weight: 400;">O2 Filmes</span></i><span style="font-weight: 400;"> e foi exibida, pela primeira vez, em Fevereiro de 2019, no </span><a href="https://g1.globo.com/pop-arte/cinema/noticia/2019/02/15/wagner-moura-lanca-marighella-no-festival-de-berlim-e-posa-com-placa-de-marielle-franco.ghtml"><i><span style="font-weight: 400;">69° Festival Internacional de Cinema de Berlim</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, embora tenha estreado oficialmente nos cinemas brasileiros apenas em 2021.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Em 2019, o longa tinha sido cancelado pela </span><a href="https://www.politize.com.br/ancine/#"><i><span style="font-weight: 400;">Agência Nacional de Cinema</span></i></a><i><span style="font-weight: 400;"> (Ancine)</span></i><span style="font-weight: 400;"> devido à produtora não ter entregue a documentação sobre os investimentos que custearam o filme dentro do prazo. Ao mesmo tempo, a agência era </span><a href="https://g1.globo.com/politica/noticia/2019/07/19/se-nao-puder-ter-filtro-nos-extinguiremos-a-ancine-diz-bolsonaro.ghtml"><span style="font-weight: 400;">ameaçada de extinção</span></a><span style="font-weight: 400;"> caso o seu catálogo não fosse revisto. Isso foi mais uma adição à </span><a href="https://youtu.be/tnW3ErkJtO0?feature=shared"><span style="font-weight: 400;">lista de dificuldades</span></a><span style="font-weight: 400;"> que quase custaram a estreia de </span><i><span style="font-weight: 400;">Marighella</span></i><span style="font-weight: 400;">.</span></p>
<p><figure id="attachment_34477" aria-describedby="caption-attachment-34477" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-34477" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/11/Imagem-3-1-800x487.jpg" alt="[Texto alternativo: Ao centro da foto, nota-se Carlos Marighella (Seu Jorge) vestindo uma regata branca com uma blusa azul claro de manga por cima. Ele aparenta estar conversando, dada a abertura da boca e a direção dos seus olhos. No fundo, há uma parede de tom esverdeado, devido à iluminação, com alguns objetos encostados nela, como um lampião, dois bastões e um vaso de planta.]" width="800" height="487" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/11/Imagem-3-1-800x487.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/11/Imagem-3-1-1024x623.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/11/Imagem-3-1-768x468.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/11/Imagem-3-1-1200x730.jpg 1200w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/11/Imagem-3-1.jpg 1237w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-34477" class="wp-caption-text">Os ideais de Marighella não morrem com ele, mas perseveram na rejeição (Foto: O2 Filmes)</figcaption></figure><span style="font-weight: 400;">Apesar da sua minutagem não comercial, o longa-metragem – distribuído em conjunto pela </span><i><span style="font-weight: 400;">Paris Filmes e Downtown Filmes</span></i><span style="font-weight: 400;"> – ganhou as salas de cinema por todo o Brasil e se consagrou como a </span><a href="https://blogdacidadania.com.br/2021/12/marighella-teve-1-16-do-publico-do-homem-aranha/"><span style="font-weight: 400;">maior bilheteria nacional</span></a><span style="font-weight: 400;"> de 2021. O roteiro, escrito por Wagner Moura em conjunto com o produtor Felipe Braga, trabalha com dois extremos do baiano: a afetuosidade com o filho e o desgosto, visível no olhar, com a figura dos militares. A expressividade do protagonista é, inclusive, um dos pontos de destaque da trama. Os olhos profundos e penetrantes de Seu Jorge se destacam nas cenas em que o ator está presente e conferem camadas de sensibilidade à personagem, cativando o público e instigando a afinidade dele com Marighella.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A sucessão rápida e violenta das cenas fomenta sensações de ansiedade e tensão no espectador, com o objetivo de transmitir a adrenalina, o amor pelo próprio país e o medo das personagens. As câmeras são rápidas para acompanhar os momentos de embate e fuga dos combatentes, mas também conseguem </span><a href="https://youtu.be/OIxAan_abLw?feature=shared"><span style="font-weight: 400;">captar fielmente a essência</span></a><span style="font-weight: 400;"> de cenas mais paradas de diálogo, com sombreados sempre presentes e que se tornam responsáveis pela carga de seriedade. A narrativa progride com a execução de membros da ALN: primeiro Maria (Ana Paula Bouzas), depois Guilherme (Guilherme Ferraz), Rafael (Rafael Lozano), Humberto (Humberto Carrão), Jorge (Jorge Paz) e Jorge Salles (Herson Capri).</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Era questão de tempo para que as autoridades chegassem até o protagonista e a ambientação, marcada pelo maior contraste das cores e iluminação escurecida, também incita essa agonia. O </span><a href="https://youtu.be/PK8bJq4Qcx0?feature=shared"><span style="font-weight: 400;">trabalho com as câmeras</span></a><span style="font-weight: 400;"> – com direção de Adrian Teijido – e o uso dos diferentes tipos de luz foram essenciais para acompanhar toda a dinamicidade da luta armada no ambiente urbano. Além disso, o trabalho de produção, coordenado por Andrea Barata Ribeiro e Bel Berlinck, contou com muitas cenas gravadas no período da noite, quando a penumbra intensifica as expressões das personagens e as sensações incitadas no público.</span></p>
<p><figure id="attachment_34476" aria-describedby="caption-attachment-34476" style="width: 480px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-34476" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/11/Imagem-4.gif" alt="[Texto alternativo: O GIF mostra um recorte do trailer oficial do filme Marighella, em que o guerrilheiro (Seu Jorge) está olhando fixamente para a câmera e se aproxima enquanto ela o grava. Há um fundo amarronzado, borrado e escuro por trás da personagem. Em seguida, os nomes do diretor e do longa são exibidos.]" width="480" height="254" /><figcaption id="caption-attachment-34476" class="wp-caption-text">Os olhos de Seu Jorge interpelam o espectador a não desviar o seu olhar nem por um segundo (GIF: O2 Filmes)</figcaption></figure><span style="font-weight: 400;">A cinebiografia trabalha com a ideia de contrastes que vai sendo retomada sucessivamente ao decorrer do filme, a exemplo da representação do baiano, que levava a frase ‘</span><i><span style="font-weight: 400;">olho por olho</span></i><span style="font-weight: 400;">’ como um mantra para tomar decisões, até a memória dos momentos que a personagem compartilha com Carlinhos, seu único filho. A </span><a href="https://youtu.be/f-Ahp2_1Gcs?feature=shared"><span style="font-weight: 400;">conexão</span></a><span style="font-weight: 400;"> entre pai e filho – mesmo com a distância e a perseguição política – é frequentemente retomada na trama, sendo fundamental para mostrar o </span><a href="https://revistacontinente.com.br/secoes/entrevista/wagner-moura-e-seu-jorge-falam-sobre--marighella-"><span style="font-weight: 400;">lado humano</span></a><span style="font-weight: 400;">, muitas vezes, negado de Carlos Marighella, que se contrapõe à sua representação depreciativa no imaginário coletivo brasileiro.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O fardo da morte, em</span><i><span style="font-weight: 400;"> Marighella</span></i><span style="font-weight: 400;">, é tratado da forma mais fria possível. O lado amargo da luta armada é retratado a todo momento ao mostrar a </span><a href="https://memoriasdaditadura.org.br/repressao-e-violacao-de-direitos-humanos/"><span style="font-weight: 400;">discrepância</span></a><span style="font-weight: 400;"> entre guerrilheiros e militares, esses que tinham todo o aparato bélico e midiático a seu favor. A ambientação sombria das cenas evidencia a solidão e desumanização dos combatentes que, enquanto questionadores, não eram vistos e nem tratados como brasileiros. A angústia e melancolia tomam conta do enredo e de quem o assiste como uma neblina, dificultando a digestão de cenas mais leves, que se tornam cada vez mais escassas frente às diversas cenas gráficas de violência.</span></p>
<p><figure id="attachment_34475" aria-describedby="caption-attachment-34475" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-34475" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/11/Imagem-5-1.jpg" alt="[Texto alternativo: À direita da fotografia, o ator Seu Jorge, interpretando Carlos Marighella, carrega seu filho nos braços, que os envolvem no pescoço. O adulto está de cabeça baixa, enquanto a criança observa a passagem de militares pelas ruas do Rio de Janeiro.]" width="800" height="450" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/11/Imagem-5-1.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/11/Imagem-5-1-768x432.jpg 768w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-34475" class="wp-caption-text">A produção tem grande carga emocional por explorar os lados de um Carlos Marighella guerrilheiro, marido e pai (Foto: O2 Filmes)</figcaption></figure><span style="font-weight: 400;">O lado humano de Marighella é explicitado, principalmente, nas trocas que ele tem com </span><a href="https://www.metro1.com.br/noticias/bahia/147837,tive-a-sorte-de-ser-filho-de-marighella-e-nao-pude-desfrutar-dele-diz-filho-do-guerrilheiro-morto-durante-a-ditadura-militar"><span style="font-weight: 400;">Carlinhos</span></a><span style="font-weight: 400;">, levando-o no peito e no pensamento. Ainda que vivesse como fugitivo, o guerrilheiro fez do amor de seu filho o seu norte, direção que seguiu até o final de sua vida. A narrativa não linear faz um trabalho excepcional ao retratar os acontecimentos com alguns pensamentos e comentários do protagonista, possibilitando a compreensão aprofundada das múltiplas faces de uma das figuras mais polêmicas do Brasil até hoje.</span></p>
<p><i><span style="font-weight: 400;">Marighella</span></i><span style="font-weight: 400;"> passa obrigatoriamente pelo campo de debate político e dialoga com aqueles que têm interesse em conhecer os valores de uma das pessoas mais </span><a href="https://diplomatique.org.br/marighella-entre-o-fato-a-fake-news-e-a-ficcao/"><span style="font-weight: 400;">controversas</span></a><span style="font-weight: 400;"> do país, seja para questioná-la ou admirá-la. Apesar do salto temporal do enredo para os dias atuais, muitas questões permanecem as mesmas, especialmente a distorção dos fatos sobre o revolucionário. A obra conseguiu entregar uma cinebiografia condizente com a história conturbada e mal interpretada de Carlos, permanecendo como uma crítica ácida à sociedade brasileira.</span></p>
<div class="jetpack-video-wrapper"><iframe loading="lazy" title="Marighella | Trailer Oficial" width="840" height="473" src="https://www.youtube.com/embed/fd8oX1u8gRA?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen></iframe></div>
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		<title>Há cinco anos, Taylor Swift achava que tinha encontrado seu amor dourado em Lover</title>
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		<pubDate>Thu, 24 Oct 2024 21:45:09 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Arthur Caires Ao contrário do que a era reputation (2017) proclamava, a “antiga Taylor” não estava morta, e ela ressurgiria mais forte do que nunca em Lover, de 2019. Deixando para trás a escuridão, as cobras e os dramas públicos, o sétimo álbum de estúdio de Taylor Swift abraça a luz do dia, borboletas coloridas &#8230; <a href="http://personaunesp.com.br/aniversario-lover-5anos/" class="more-link">Continue lendo<span class="screen-reader-text"> "Há cinco anos, Taylor Swift achava que tinha encontrado seu amor dourado em Lover"</span></a></p>
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<figure id="attachment_34182" aria-describedby="caption-attachment-34182" style="width: 798px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-34182" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/10/Captura-de-tela-2024-10-24-183901-798x800.png" alt="Imagem da capa do álbum Lover de Taylor Swift. Taylor está vestindo uma camiseta branca, com mechas azuis em seu cabelo loiro. Ela tem um desenho de coração em glitter rosa ao redor de um dos olhos. O fundo é um céu com nuvens em tons de rosa, roxo e azul. A palavra Lover está escrita em glitter rosa no topo da imagem." width="798" height="800" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/10/Captura-de-tela-2024-10-24-183901-798x800.png 798w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/10/Captura-de-tela-2024-10-24-183901-150x150.png 150w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/10/Captura-de-tela-2024-10-24-183901-768x770.png 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/10/Captura-de-tela-2024-10-24-183901.png 926w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-34182" class="wp-caption-text">Taylor Swift dá adeus à escuridão de reputation e ressurge nas cores pasteis de um dia ensolarado (Foto: Valheria Rocha)</figcaption></figure>
<p><b>Arthur Caires</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Ao contrário do que a era </span><i><span style="font-weight: 400;">reputation</span></i><span style="font-weight: 400;"> (2017) proclamava, a “</span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=3tmd-ClpJxA"><i><span style="font-weight: 400;">antiga Taylor</span></i></a><span style="font-weight: 400;">” não estava morta, e ela ressurgiria mais forte do que nunca em </span><i><span style="font-weight: 400;">Lover</span></i><span style="font-weight: 400;">, de 2019. Deixando para trás a escuridão, as cobras e os dramas públicos, o sétimo álbum de estúdio de Taylor Swift abraça a luz do dia, borboletas coloridas e o amor em suas várias formas. É um retorno à forma da artista, que focou em lembrar ao público geral que a cantora de </span><i><span style="font-weight: 400;">All Too Well</span></i><span style="font-weight: 400;"> ainda tinha as características que todos amavam: compositora, sonhadora e verdadeira consigo mesma.</span></p>
<p><span id="more-34156"></span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Além de ser uma volta à sonoridade que já estávamos acostumados, o disco surge quando a voz de </span><i><span style="font-weight: 400;">Shake It Off</span></i><span style="font-weight: 400;"> se sente à vontade para estar presente na mídia novamente, dando </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=TC1UnBDfrQA&amp;t=157s&amp;pp=ygUbdGF5bG9yIHN3aWZ0IG9uIGxvdmVyIGFwcGxl"><span style="font-weight: 400;">entrevistas</span></a><span style="font-weight: 400;">, fazendo </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=FvVnP8G6ITs"><span style="font-weight: 400;">apresentações</span></a><span style="font-weight: 400;"> em </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=IZ_SFbaysHk"><span style="font-weight: 400;">programas de TV</span></a><span style="font-weight: 400;"> e divulgando seu trabalho ao mesmo tempo em que compartilhava sua vida pessoal. Após o período conturbado de </span><i><span style="font-weight: 400;">reputation </span></i><span style="font-weight: 400;">e as polêmicas envolvendo </span><a href="https://www.cnnbrasil.com.br/entretenimento/taylor-swift-relembra-briga-com-kanye-west-e-kim-kardashian-morte-na-carreira/"><span style="font-weight: 400;">Kanye West e Kim Kardashian</span></a><span style="font-weight: 400;">, foi revigorante vê-la poder esquecer que tudo aquilo aconteceu, como a mesma diz na primeira faixa do álbum: </span><i><span style="font-weight: 400;">I Forgot That You Existed</span></i><span style="font-weight: 400;">.</span></p>
<figure id="attachment_34181" aria-describedby="caption-attachment-34181" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-34181" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/10/Captura-de-tela-2024-10-24-183911-800x639.png" alt="" width="800" height="639" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/10/Captura-de-tela-2024-10-24-183911-800x639.png 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/10/Captura-de-tela-2024-10-24-183911-1024x818.png 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/10/Captura-de-tela-2024-10-24-183911-768x614.png 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/10/Captura-de-tela-2024-10-24-183911.png 1154w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-34181" class="wp-caption-text">Em Lover, não havia mais tempo para rixas e dramas, Taylor Swift estava focada em ter a estabilidade que sempre procurou (Foto: Valheria Rocha)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">Quando Taylor Swift resolve lançar seu primeiro </span><i><span style="font-weight: 400;">single</span></i><span style="font-weight: 400;">, os deuses jogam uma moeda no ar e o mundo segura a respiração para ver de que lado cairá, indicando um </span><i><span style="font-weight: 400;">hit </span></i><span style="font-weight: 400;">que representa a extensão do disco ou uma faixa que nos faz questionar seu discernimento. No caso de </span><i><span style="font-weight: 400;">Lover</span></i><span style="font-weight: 400;">, o resultado foi a segunda opção. </span><i><span style="font-weight: 400;">ME!</span></i><span style="font-weight: 400;">, a escolhida para dar início à nova era, conta com a participação de Brendon Urie da banda Panic! At The Disco e é uma celebração brega da individualidade de cada pessoa e de como isso nos torna especiais. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A mensagem da música conversa de certa forma com o álbum, mas a produção inspirada em bandas marciais e a letra digna de um seriado da </span><i><span style="font-weight: 400;">Disney </span></i><span style="font-weight: 400;">definitivamente não foram uma boa introdução para um dos projetos mais maduros da cantora até então. </span><i><span style="font-weight: 400;">ME!</span></i><span style="font-weight: 400;"> transmitiu ao público a ideia de que </span><i><span style="font-weight: 400;">Lover </span></i><span style="font-weight: 400;">seria superficial e genérico, ofuscando algumas das melhores composições do disco, como a nostálgica </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=FuXNumBwDOM"><i><span style="font-weight: 400;">Cornelia Street</span></i></a><span style="font-weight: 400;">. Apesar de tudo, cinco anos depois, é divertido entrar na onda do </span><i><span style="font-weight: 400;">meme</span></i><span style="font-weight: 400;"> e poder cantar “</span><i><span style="font-weight: 400;">You can’t spell awesome without me</span></i><span style="font-weight: 400;">” (trocadilho que funciona apenas em inglês) consciente de sua futilidade, rendendo-se a melodia chiclete do refrão e admitindo que, sim, é divertido soletrar.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O que torna a escolha mais duvidosa ainda é o fato de que </span><i><span style="font-weight: 400;">Cruel Summer</span></i><span style="font-weight: 400;"> estava ali o tempo todo e só a ‘loirinha’ não viu. A composição, que conta com créditos de </span><a href="https://personaunesp.com.br/daddys-home-critica/"><span style="font-weight: 400;">St. Vincent</span></a><span style="font-weight: 400;">, é o grande destaque do álbum e possui tudo que mais amamos em uma música de Taylor Swift: letras dramáticas, produção estrondosa e uma ponte para gritar a plenos pulmões. A faixa se tornou rapidamente uma das favoritas entre os fãs, que aguardam até hoje um videoclipe para a canção. Em 2023, como prêmio de consolação e justiça para os </span><i><span style="font-weight: 400;">swifties </span></i><span style="font-weight: 400;">– os fãs da cantora –, a gravadora </span><i><span style="font-weight: 400;">Republic Records</span></i><span style="font-weight: 400;"> lançou o </span><i><span style="font-weight: 400;">hit </span></i><span style="font-weight: 400;">como o quinto single de </span><i><span style="font-weight: 400;">Lover</span></i><span style="font-weight: 400;">,</span> <span style="font-weight: 400;">após viralizar nas paradas musicais devido ao enorme sucesso impulsionado pela </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=KudedLV0tP0"><i><span style="font-weight: 400;">The Eras Tour</span></i></a><span style="font-weight: 400;">.</span></p>
<figure id="attachment_34180" aria-describedby="caption-attachment-34180" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-34180" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/10/Captura-de-tela-2024-10-24-183923-800x506.png" alt="Taylor Swift durante a The Eras Tour, performando &quot;Cruel Summer&quot;. Ela está usando um collant brilhante decorado com pedras e paetês, em tons de azul, rosa e prata. Swift segura um microfone enquanto sorri, com um fundo vibrante em tons de laranja e rosa, evocando uma atmosfera energética e colorida" width="800" height="506" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/10/Captura-de-tela-2024-10-24-183923-800x506.png 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/10/Captura-de-tela-2024-10-24-183923-1024x648.png 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/10/Captura-de-tela-2024-10-24-183923-768x486.png 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/10/Captura-de-tela-2024-10-24-183923-1200x760.png 1200w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/10/Captura-de-tela-2024-10-24-183923.png 1482w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-34180" class="wp-caption-text">Taylor Swift ouviu seus fãs e não perdeu tempo, a artista colocou Cruel Summer na setlist da The Eras Tour e promoveu a canção nas rádios em 2023 (Foto: Christopher Polk)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">Como a romântica faixa-título sugere, </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=-BjZmE2gtdo"><i><span style="font-weight: 400;">Lover</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> é uma reflexão sobre a carreira e vida de Swift até aquele momento, vista através das lentes da paixão. Após tanto tempo procurando, a artista finalmente havia encontrado seu Romeu; ao menos, era o que </span><a href="https://www.cnnbrasil.com.br/entretenimento/joe-alwyn-fala-de-termino-com-taylor-swift-pela-1a-vez-dificil-de-lidar/"><span style="font-weight: 400;">ela achava)</span></a><span style="font-weight: 400;">. A ponte da canção, estruturada em forma de votos nupciais e produzida como uma deliciosa valsa, reconhece todos os passos que a compositora teve que dar para chegar ali. “</span><i><span style="font-weight: 400;">Senhoras e senhores, vocês poderiam se levantar?/Com todas as cicatrizes de cordas de violão na minha mão/Eu aceito a força magnética desse homem para ser meu amor</span></i><span style="font-weight: 400;">”, diz a letra. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">No disco, a artista confronta a escuridão do seu passado e despeja suas maiores ansiedades em uma produção morna, mas que representa muito bem um ataque de pânico. Amizades instáveis, relacionamentos passados e a sensação de solidão definem o sentimento da quinta </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=8KpKc3C9V3w"><span style="font-weight: 400;">faixa</span></a><span style="font-weight: 400;">, </span><i><span style="font-weight: 400;">The Archer</span></i><span style="font-weight: 400;">, que costuma ser a mais emocional dos discos da ‘loirinha’. No entanto, no </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=u9raS7-NisU"><span style="font-weight: 400;">encerramento do álbum</span></a><span style="font-weight: 400;">, a compositora decide não se deixar definir pelas coisas negativas, e sim pelas coisas que ama. Ela percebe que quanto menos energia gastamos com as coisas que não gostamos, mais a nossa vida se torna leve e radiante.</span></p>
<figure id="attachment_34179" aria-describedby="caption-attachment-34179" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-34179" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/10/Captura-de-tela-2024-10-24-183934-800x533.png" alt="Taylor Swift durante a The Eras Tour, performando &quot;Cruel Summer&quot;. Ela está usando um collant brilhante decorado com pedras e paetês, em tons de azul, rosa e prata. Swift segura um microfone enquanto sorri, com um fundo vibrante em tons de laranja e rosa, evocando uma atmosfera energética e colorida." width="800" height="533" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/10/Captura-de-tela-2024-10-24-183934-800x533.png 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/10/Captura-de-tela-2024-10-24-183934-1024x682.png 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/10/Captura-de-tela-2024-10-24-183934-768x511.png 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/10/Captura-de-tela-2024-10-24-183934-1200x799.png 1200w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/10/Captura-de-tela-2024-10-24-183934.png 1386w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-34179" class="wp-caption-text">“Uma vez eu acreditei que o amor seria vermelho ardente/Mas é dourado/Como a luz do dia” (Foto: Valheria Rocha)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">Curiosamente, mesmo sendo um álbum romântico, em sua maioria, a ‘loirinha’ decidiu incluir no projeto algumas de suas composições mais políticas até então. Como é o caso do segundo </span><i><span style="font-weight: 400;">single</span></i><span style="font-weight: 400;">, </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=Dkk9gvTmCXY"><i><span style="font-weight: 400;">You Need To Calm Down</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, a música sobre </span><i><span style="font-weight: 400;">gays</span></i><span style="font-weight: 400;"> mais hétero já criada. Lançada em Julho de 2019, a faixa debocha de homofóbicos, celebra a diversidade e faz um node com a rivalidade feminina criada pela mídia. No videoclipe, a artista convida várias estrelas LGBTQIAPN+, como Hayley Kiyoko, o elenco de </span><a href="https://personaunesp.com.br/queer-eye-6a-temp-critica/"><i><span style="font-weight: 400;">Queer Eye</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> e </span><i><span style="font-weight: 400;">drag queens</span></i><span style="font-weight: 400;"> vestidas das maiores divas </span><i><span style="font-weight: 400;">pop</span></i><span style="font-weight: 400;">. Ainda, temos Katy Perry em uma fantasia de hambúrguer e a petição </span><a href="https://revistamonet.globo.com/Noticias/noticia/2019/08/casa-branca-responde-discurso-de-taylor-swift-sobre-igualdade-lgbtq-em-premiacao-nao-iremos-apoiar.html"><i><span style="font-weight: 400;">Equality Act</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, que conta com mais de 800 mil assinaturas e tem o objetivo de proteger as minorias </span><i><span style="font-weight: 400;">queer</span></i><span style="font-weight: 400;"> dos EUA.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Como figura pública, Taylor Swift nunca havia se envolvido ativamente em discussões políticas ou sociais. Em seu documentário </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=sBeqHHcvA5Q&amp;pp=ygUbdGF5bG9yIHN3aWZ0IG1pc3MgYW1lcmljYW5h"><i><span style="font-weight: 400;">Miss Americana</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, de 2020, a artista ilustra o medo que tinha de se expor dessa forma após ver o boicote sofrido por </span><a href="https://g1.globo.com/pop-arte/musica/noticia/2020/06/25/dixie-chicks-trio-de-country-dos-eua-muda-nome-para-chicks-para-apoiar-protestos-antirracistas.ghtml"><span style="font-weight: 400;">Dixie Chicks</span></a><span style="font-weight: 400;">, quando elas expressaram seu descontentamento com a invasão americana no Iraque, em 2003. Infelizmente, o posicionamento da cantora se deu tarde, principalmente por ter se mantido em silêncio durante a eleição estadunidense de 2016. Por isso, mesmo que não tenha envelhecido tão bem liricamente, foi simbólico ouvir pela primeira vez </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=AqAJLh9wuZ0"><i><span style="font-weight: 400;">The Man</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, especialmente levando em consideração o contexto da época.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Em 30 de Junho de 2019, </span><a href="https://www.cnnbrasil.com.br/entretenimento/briga-entre-taylor-swift-e-scooter-braun-ganha-documentario-saiba-onde-assistir/"><span style="font-weight: 400;">Scooter Braun</span></a><span style="font-weight: 400;"> adquiriu a antiga gravadora de Taylor Swift, </span><i><span style="font-weight: 400;">Big Machine Records</span></i><span style="font-weight: 400;">, por 300 milhões de dólares, incluindo as </span><i><span style="font-weight: 400;">masters </span></i><span style="font-weight: 400;">dos seis primeiros discos da cantora. A tentativa de uma negociação para a compra de seus álbuns foi feita com Scott Borchetta, fundador do grupo, mas a oportunidade lhe foi negada. O acontecimento fez com que </span><i><span style="font-weight: 400;">Lover </span></i><span style="font-weight: 400;">se tornasse o primeiro projeto inteiramente pertencente à artista, após sua mudança para </span><i><span style="font-weight: 400;">Republic Records</span></i><span style="font-weight: 400;">. Como alternativa, ela embarcou em uma jornada de </span><a href="https://personaunesp.com.br/speak-now-taylors-version-critica/"><span style="font-weight: 400;">regravações</span></a><span style="font-weight: 400;">, já tendo </span><a href="https://personaunesp.com.br/1989-taylors-version-critica/"><span style="font-weight: 400;">lançado</span></a><span style="font-weight: 400;"> quatro atualmente, faltando apenas o auto-intitulado e </span><i><span style="font-weight: 400;">reputation </span></i><span style="font-weight: 400;">para ter total controle sobre sua Arte.</span></p>
<figure id="attachment_34178" aria-describedby="caption-attachment-34178" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-34178" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/10/Captura-de-tela-2024-10-24-183943-800x540.png" alt="Taylor Swift posando contra uma parede clara, usando uma jaqueta azul com franjas longas e estrelas brancas estampadas. Seu cabelo está solto, com mechas rosadas nas pontas, e ela olha para o lado com uma expressão contemplativa." width="800" height="540" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/10/Captura-de-tela-2024-10-24-183943-800x540.png 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/10/Captura-de-tela-2024-10-24-183943-1024x691.png 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/10/Captura-de-tela-2024-10-24-183943-768x518.png 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/10/Captura-de-tela-2024-10-24-183943-1200x810.png 1200w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/10/Captura-de-tela-2024-10-24-183943.png 1388w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-34178" class="wp-caption-text">A Miss Americana finalmente havia encontrado uma forma de se expressar politicamente (Foto: Valheria Rocha)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">Além do aspecto político, a razão de </span><i><span style="font-weight: 400;">Lover </span></i><span style="font-weight: 400;">ser o álbum mais maduro de Swift em comparação ao seus anteriores é a maior presença de nuances. Mesmo com a paixão como sentimento central, faixas como a chiquérrima </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=kjD3LoXp-Pw"><i><span style="font-weight: 400;">False God</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> mostram que nem tudo é perfeito e que para nutrir o amor é necessário lutar por ele. A compositora também explora visões diferentes ao escrever sob a perspectiva de uma personagem do filme </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=PJ56g0R-nn4"><i><span style="font-weight: 400;">Alguém Especial</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> (2019), da </span><i><span style="font-weight: 400;">Netflix</span></i><span style="font-weight: 400;">, em </span><i><span style="font-weight: 400;">Death By A Thousand Cuts</span></i><span style="font-weight: 400;">. Ela também revisita o tópico da solidão na devastadora </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=2P-uLAQ9FCI"><i><span style="font-weight: 400;">Soon You&#8217;ll Get Better</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, que aborda a luta de sua mãe, Andrea Swift, contra o câncer de mama.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O objetivo da produção foi claro: reconquistar o público após o </span><i><span style="font-weight: 400;">EDM </span></i><span style="font-weight: 400;">e </span><i><span style="font-weight: 400;">R&amp;B</span></i><span style="font-weight: 400;"> experimental de </span><i><span style="font-weight: 400;">reputation</span></i><span style="font-weight: 400;">,</span> <span style="font-weight: 400;">trazendo elementos de seus trabalhos anteriores. Ao lado de Jack Antonoff e Joel Little, que trabalhou com Lorde em </span><a href="https://personaunesp.com.br/lorde-pure-heroine-10-anos/"><i><span style="font-weight: 400;">Pure Heroine</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> (2013), Taylor Swift se deu liberdade para ser brega – mais que o normal – e fazer um </span><i><span style="font-weight: 400;">pop </span></i><span style="font-weight: 400;">de qualidade. Alguns álbuns da cantora demandam uma energia do ouvinte, como o caso recente de </span><i><span style="font-weight: 400;">The Tortured Poets Department</span></i><span style="font-weight: 400;"> (2024) ou os lançamentos da pandemia, </span><a href="https://personaunesp.com.br/folklore-critica/"><i><span style="font-weight: 400;">folklore</span></i></a> <span style="font-weight: 400;">(2020) </span><i><span style="font-weight: 400;">e </span></i><a href="https://personaunesp.com.br/evermore-critica/"><i><span style="font-weight: 400;">evermore</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> (2020), mas, assim como em </span><i><span style="font-weight: 400;">1989 </span></i><span style="font-weight: 400;">(2014), apenas aperte o </span><i><span style="font-weight: 400;">play </span></i><span style="font-weight: 400;">e se divirta com </span><i><span style="font-weight: 400;">Lover</span></i><span style="font-weight: 400;">.</span></p>
<p><iframe title="Spotify Embed: Lover" style="border-radius: 12px" width="100%" height="352" frameborder="0" allowfullscreen allow="autoplay; clipboard-write; encrypted-media; fullscreen; picture-in-picture" loading="lazy" src="https://open.spotify.com/embed/album/1NAmidJlEaVgA3MpcPFYGq?si=Wcb2THZ6QBmAa71fWC4Bvg&#038;nd=1&#038;dlsi=7ca1721eb2df4887&#038;utm_source=oembed"></iframe></p>
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		<title>Há 5 anos, Era Uma Vez em&#8230; Hollywood nos envolvia em um sonho californiano</title>
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		<pubDate>Fri, 20 Sep 2024 17:00:13 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Bianca Costa Era Uma Vez em… Hollywood, a nona e mais recente obra de Quentin Tarantino, está completando cinco anos de estreia. Com dez indicações ao Oscar 2020, o longa ganhou as estatuetas douradas de Melhor Direção de Arte, assinada por Barbara Ling, e de Melhor Ator Coadjuvante para Brad Pitt. O filme é uma &#8230; <a href="http://personaunesp.com.br/era-uma-vez-em-hollywood-5-anos/" class="more-link">Continue lendo<span class="screen-reader-text"> "Há 5 anos, Era Uma Vez em&#8230; Hollywood nos envolvia em um sonho californiano"</span></a></p>
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										<content:encoded><![CDATA[<figure id="attachment_34034" aria-describedby="caption-attachment-34034" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-34034" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/09/imagem-1-800x524.jpg" alt="Cena de Era Uma Vez em… Hollywood. Brad Pitt segue Leonardo DiCaprio por sua garagem com dois carros ao fundo enquanto o personagem de DiCaprio gesticula com os braços abertos." width="800" height="524" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/09/imagem-1-800x524.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/09/imagem-1-1024x671.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/09/imagem-1-768x503.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/09/imagem-1.jpg 1070w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-34034" class="wp-caption-text">Segundo <a href="https://oglobo.globo.com/cultura/filmes/brad-pitt-leonardo-dicaprio-falam-de-seus-papeis-em-era-uma-vez-em-hollywood-23687480?versao=amp">Brad Pitt</a>, Tarantino é &#8220;tão purista que não há imagens computadorizadas em suas obras” (Foto: Sony Pictures)</figcaption></figure>
<p><strong>Bianca Costa</strong></p>
<p><i><span style="font-weight: 400;">Era Uma Vez em… Hollywood</span></i><span style="font-weight: 400;">, a nona e mais recente obra de Quentin Tarantino, está completando cinco anos de estreia. Com dez indicações ao </span><a href="https://personaunesp.com.br/tag/oscar/"><i><span style="font-weight: 400;">Oscar</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> 2020, o longa ganhou as estatuetas douradas de Melhor Direção de Arte, assinada por Barbara Ling, e de Melhor Ator Coadjuvante para Brad Pitt. O filme é uma envolvente viagem no tempo para uma idealizada e ensolarada Califórnia na década de 1960, onde o diretor utiliza calmamente o cotidiano para expressar seu amor pela Sétima Arte, retratando um cenário que respira Cinema.</span></p>
<p><span id="more-34033"></span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A narrativa passeia pelos pacatos dias do ator em declínio, Rick Dalton, e de seu dublê, Cliff Booth, vividos, respectivamente, pelos grandes nomes da atuação: Leonardo DiCaprio e Brad Pitt. A dupla quebra essa imagem de uma Hollywood que existia mais no imaginário do que na realidade ao viver diretamente os dramas da indústria, acompanhando os personagens por cenas soltas e desritmadas. O diretor brinca com a expectativa do público ao retratar os trágicos eventos do verão de 1969. Os </span><a href="https://aventurasnahistoria.com.br/amp/noticias/almanaque/o-crime-que-abalou-hollywood-5-fatos-sobre-o-brutal-assassinato-de-sharon-tate.phtml"><span style="font-weight: 400;">assassinatos</span></a><span style="font-weight: 400;"> brutais executados pela família Manson não só abalaram a cultura norte-americana como extinguiu, também, a atmosfera ensolarada e esperançosa de Los Angeles, marcada pelos ideais </span><i><span style="font-weight: 400;">hippies</span></i><span style="font-weight: 400;"> da época.</span></p>
<figure id="attachment_34035" aria-describedby="caption-attachment-34035" style="width: 768px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-34035" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/09/imagem-2.jpg" alt="Cena de Era Uma Vez em… Hollywood. O personagem de Brad Pitt, homem branco e loiro que veste uma calça jeans, camiseta branca com detalhes vermelhos e uma camisa aberta amarela com detalhes florais e uma bota marrom, anda ao lado de um Cadillac creme, carro de 1966, com árvores ao fundo." width="768" height="512" /><figcaption id="caption-attachment-34035" class="wp-caption-text">Cliff Booth dirige um Karmann Ghia azul, mesmo veículo que Beatrix Kiddo em Kill Bill (Foto: Sony Pictures)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">A dualidade retratada cria uma dança das cadeiras que Tarantino adora trazer em suas obras, alternando entre ficção e realidade, e utilizando a Arte para reescrever a história daqueles que foram injustiçados. Essa característica do diretor aparece também em </span><a href="https://www.omelete.com.br/filmes/criticas/bastardos-inglorios"><i><span style="font-weight: 400;">Bastardos Inglórios</span></i></a> <span style="font-weight: 400;">(2009), que reconta a história dos judeus no contexto da Segunda Guerra Mundial, e</span> <span style="font-weight: 400;">em</span> <a href="https://www.omelete.com.br/filmes/criticas/django-livre-critica"><i><span style="font-weight: 400;">Django Livre</span></i></a> <span style="font-weight: 400;">(2012), onde a escravidão também tem direito a uma ‘revanche histórica’. Ambos contam com cenas regadas a muito sangue e apresentam uma violência exacerbada que beira o cômico – uma vingança </span><i><span style="font-weight: 400;">à la </span></i><span style="font-weight: 400;">Quentin Tarantino. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O longa pede por um contexto prévio sobre a noite do dia 9 de agosto de 1969 e o culto liderado por </span><a href="https://g1.globo.com/google/amp/mundo/noticia/2023/07/12/quem-foram-charles-manson-e-sua-familia-e-como-foi-a-serie-de-crimes-brutais-cometidos-por-eles.ghtml"><span style="font-weight: 400;">Charles Manson</span></a><span style="font-weight: 400;">, responsável por assassinar a sangue frio Sharon Tate, grávida do diretor Roman Polanski, além de outros quatro amigos da atriz dentro de sua casa em Los Angeles. A seita da família Manson é retratada aos poucos em </span><i><span style="font-weight: 400;">Era Uma Vez em… Hollywood, </span></i><span style="font-weight: 400;">perseguindo lentamente a trama até cruzar as narrativas de Cliff com Pussycat</span> <span style="font-weight: 400;">(Margaret Qualley), que leva o coadjuvante até o </span><a href="https://aventurasnahistoria.com.br/amp/noticias/almanaque/o-que-aconteceu-com-o-polemico-rancho-spahn.phtml"><span style="font-weight: 400;">Rancho Spahn</span></a><span style="font-weight: 400;">, onde a família vivia no período. A longa e descompassada cena do rancho chega às telas de forma despretensiosa até alcançar uma tensão inesperada, angustiante e quase palpável pelo público.</span></p>
<figure id="attachment_34036" aria-describedby="caption-attachment-34036" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-34036" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/09/imagem-3-1-800x538.jpg" alt="Cena de Era Uma Vez em… Hollywood. A atriz Margot Robbie, mulher branca e loira dança sorridente com os braços para cima, centralizada ao centro de uma pista de dança iluminada e rodeada de outras pessoas, vestindo um conjunto amarelo e botas pretas." width="800" height="538" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/09/imagem-3-1-800x538.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/09/imagem-3-1-1024x689.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/09/imagem-3-1-768x517.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/09/imagem-3-1.jpg 1070w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-34036" class="wp-caption-text">&#8220;Queria que vocês vissem muito de Sharon vivendo sua vida e não apenas seguindo uma história, queria ver ela vivendo, sendo quem é&#8221;, diz <a href="https://observatoriodocinema.uol.com.br/streaming/explicamos-o-controverso-papel-de-margot-robbie-em-era-uma-vez-em-hollywood/amp/">Tarantino</a> em entrevista (Foto: Sony Pictures)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">Margot Robbie reviveu lindamente </span><a href="https://aventurasnahistoria.com.br/amp/noticias/reportagem/historia-quem-foi-sharon-tate-vida-morte.phtml"><span style="font-weight: 400;">Sharon Tate</span></a><span style="font-weight: 400;">, com uma pureza e inocência que transcende a tela e envolve o espectador pelas possibilidades que contornavam o futuro da artista em ascensão. A atriz soube como homenagear a estrela e seu bebê de forma melancólica e otimista ao mesmo tempo, comovendo o público com cenas sensíveis que contrastam com o cinismo e pessimismo de Dalton e Cliff. Tarantino, por sua vez, ensina novamente o verdadeiro poder da ficção ao reescrever a narrativa daqueles que jamais escaparam de um desfecho cruel, utilizando o Cinema para fugir de uma realidade injusta e brutal.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Quem acompanha as produções do diretor sabe muito bem que as </span><a href="https://www.uol.com.br/splash/noticias/2021/08/09/de-briga-com-a-mae-a-ameaca-de-morte-tarantino-acumula-polemicas-e-tretas.amp.htm"><span style="font-weight: 400;">polêmicas</span></a><span style="font-weight: 400;"> sempre cercam suas obras, e em </span><i><span style="font-weight: 400;">Era Uma Vez em… Hollywood </span></i><span style="font-weight: 400;">não seria diferente. O diretor e roteirista foi criticado por uma cena em que o ator Mike Moh interpreta </span><a href="https://www.omelete.com.br/filmes/era-uma-vez-em-hollywood-polemica-tarantino-bruce-lee-entenda#:~:text=Quentin%20Tarantino%20respondeu%20%C3%A0%20pol%C3%AAmica,ele%20falar%20coisas%20como%20essas."><span style="font-weight: 400;">Bruce Lee</span></a><span style="font-weight: 400;"> de uma forma estereotipada e escrachada, que ridiculariza a imagem do lutador e todos os seus feitos. Apesar da repercussão, o diretor não admite seu erro. Além disso, outra ‘bola fora’ foi não citar e problematizar em nenhum momento as inúmeras acusações contra Roman Polanski, marido de Sharon Tate, por abuso sexual.</span></p>
<figure id="attachment_34037" aria-describedby="caption-attachment-34037" style="width: 715px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-34037" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/09/imagem-4.jpg" alt="Cena de Era Uma Vez em… Hollywood. Bruce Lee (interpretado por Jason Scott Lee), homem de traços orientais vestindo uma regata branca e uma calça preta, faz movimentos de artes marciais enfrentando o personagem de Brad Pitt, homem branco que veste uma camisa branca de botões com uma calça preta e um colete preto." width="715" height="429" /><figcaption id="caption-attachment-34037" class="wp-caption-text">A China proibiu o lançamento do filme na data planejada em boicote à cena em que Bruce Lee luta com o personagem de Brad Pitt (Foto: Sony Pictures)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">O conjunto de referências, a fotografia de Robert Richardson e a escolha da </span><a href="https://www.itapemafm.com.br/trilha-sonora-de-era-uma-vez-em-hollywood-e-uma-viagem-aos-anos-1960"><span style="font-weight: 400;">trilha sonora</span></a><span style="font-weight: 400;">, feita pelo diretor do filme, contribuem para a experiência de um sonho hollywoodiano embriagado, vivenciado nos anos dourados. Uma época onde o corriqueiro ganha estrelato até que aconteça o hiperbólico desfecho do longa, fugindo da triste realidade do crime e fazendo com que os assassinos da família Manson tivessem um </span><a href="https://cinebuzz.com.br/amp/noticias/cinema/relembre-as-10-cenas-mais-sangrentas-de-quentin-tarantino.phtml"><span style="font-weight: 400;">sangrento fim</span></a><span style="font-weight: 400;">. O acontecimento guia o público até a doce ilusão de que o dia 15 de agosto de 1969 se manteve como um dia ordinário em Los Angeles, cidade onde os sonhos ainda se tornam realidade.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Quentin Tarantino, que promete se </span><a href="https://rollingstone.com.br/amp/noticia/quentin-tarantino-confirma-aposentadoria-apos-seu-decimo-filme/"><span style="font-weight: 400;">aposentar</span></a><span style="font-weight: 400;"> após produzir a décima obra de sua carreira, entrega uma verdadeira declaração de amor ao Cinema em seu nono filme. Seguindo uma linha mais madura e, ao mesmo tempo, divertida, são 160 minutos de muita paixão pela Sétima Arte, mostrando seu poder de transportar o espectador para um século e uma realidade idealizada aos mínimos detalhes. </span><i><span style="font-weight: 400;">Once Upon a Time… in Hollywood</span></i><span style="font-weight: 400;"> (no original) se mantém relevante por ser uma experiência completa guiada pelo excepcional diretor. Com um elenco de grande peso, composto por nomes que souberam trabalhar os personagens perfeitamente, Tarantino mostra, mais uma vez, que o Cinema é uma ferramenta para segundas chances.</span></p>
<div class="jetpack-video-wrapper"><iframe loading="lazy" title="Era Uma Vez Em Hollywood | Trailer Final Dublado | 15 de agosto nos cinemas" width="840" height="473" src="https://www.youtube.com/embed/Bbk_ZSh5BWQ?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen></iframe></div>
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		<title>Íntimo e poderoso: cinco anos de thank u, next</title>
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		<pubDate>Wed, 21 Aug 2024 12:15:44 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Música]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Guilherme Barbosa Dois anos após o lançamento de um de seus álbuns mais majestosos, o Dangerous Woman, Ariana Grande lançou o doce Sweetener. Mas foi apenas seis meses depois, em Fevereiro de 2019, que ela apresentou ao público um de seus trabalhos mais poderosos, íntimos e bem sucedidos de toda sua carreira. thank u, next, &#8230; <a href="http://personaunesp.com.br/thank-u-next-5-anos/" class="more-link">Continue lendo<span class="screen-reader-text"> "Íntimo e poderoso: cinco anos de thank u, next"</span></a></p>
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<figure class="wp-block-image size-large"><img loading="lazy" decoding="async" width="1024" height="1024" class="wp-image-33766" src="https://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/08/19umgim036911224868055681996792-1024x1024.jpg" alt="Capa do álbum &quot;thank u, next&quot; da cantora Ariana Grande. Ela está deitada de costas, parcialmente de cabeça para baixo na imagem. Ariana está com os olhos fechados e um sorriso suave nos lábios. Ela usa um batom escuro, um delineado preto e seu cabelo comprido está solto, caindo para baixo. No pescoço e no peito de Ariana, há escritas em preto, formando o nome do álbum. O fundo da imagem é de uma cor pastel suave, um tom de rosa claro.
" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/08/19umgim036911224868055681996792-1024x1024.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/08/19umgim036911224868055681996792-800x800.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/08/19umgim036911224868055681996792-150x150.jpg 150w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/08/19umgim036911224868055681996792-768x768.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/08/19umgim036911224868055681996792-1536x1536.jpg 1536w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/08/19umgim036911224868055681996792-1200x1200.jpg 1200w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/08/19umgim036911224868055681996792.jpg 2000w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" />
<figcaption class="wp-element-caption">Após um ano conturbado, Ariana Grande apresentou ao mundo o grandioso thank u, next (Foto: Alfredo Flores)<br /><br /></figcaption>
</figure>





<p><strong>Guilherme Barbosa</strong></p>
<p>Dois anos após o lançamento de um de seus álbuns mais majestosos, o <em><a href="https://personaunesp.com.br/dangerous-woman-5-anos/">Dangerous Woman</a></em>, Ariana Grande lançou o doce <em><a href="https://personaunesp.com.br/ariana-grande-sweetener-critica/">Sweetener</a></em>. Mas foi apenas seis meses depois, em Fevereiro de 2019, que ela apresentou ao público um de seus trabalhos mais poderosos, íntimos e bem sucedidos de toda sua carreira. <em>thank u, next</em>, seu quinto disco de estúdio, nasceu após um ano <a href="https://www.purebreak.com.br/noticias/ariana-grande-em-2018-noivado-album-novo-e-tudo-que-aconteceu-no-album-da-cantora/81673">conturbado e movimentado</a> na vida da cantora.</p>







<p><span id="more-33769"></span></p>
<p>Depois de enfrentar uma série de acontecimentos marcantes em sua trajetória pessoal, Ariana Grande encontrou na Arte uma forma de <a href="https://www.thedailybeast.com/ariana-grandes-thank-u-next-is-an-emotional-triumph-over-grief-and-trauma">expressar suas emoções</a>. Durante as 12 faixas que compõem o álbum, ela aborda temas delicados e, de certa forma, comuns – como saúde mental e perda –, com sinceridade e vulnerabilidade, gerando no seu público, identificação e empatia com a artista.</p>
<p>Embora as temáticas da obra sejam delicadas e os vocais da cantora impressionem, a produção, que contava com nomes como <a href="https://variety.com/2019/music/news/hitmaker-of-the-month-victoria-monet-ariana-grande-thank-u-next-1203169916/">Victoria Monét</a> e Tommy Brown, deixou a desejar. Trazendo fórmulas genéricas do <em>pop</em>, com batidas familiares e arranjos que não se destacam, o projeto resultou em algumas faixas se fundindo umas nas outras, como em <em><a href="https://www.youtube.com/watch?v=m7XHduHsBvk">bad idea</a></em> e <em><a href="https://www.youtube.com/watch?v=LH4Y1ZUUx2g">break up with your girlfriend, i’m bored</a></em>, que possuem sonoridades parecidas, prejudicando a distinção e a memorabilidade do disco como um todo.</p>







<figure class="wp-block-image size-large"><img loading="lazy" decoding="async" width="800" height="717" class="wp-image-33767" src="https://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/08/imagem-27371094592935408678-800x717.jpg" alt="Imagem preto e branco quadrada do photoshoot do álbum thank u, next. Cobrindo quase toda a imagem, em evidência a cantora Ariana Grande, ela está com um rabo de cavalo com o cabelo espalhado atrás de sua cabeça. Ela está com um delineado nos olhos e um batom nos lábios. Ela olha para a câmera e suas mãos estão no rosto.
" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/08/imagem-27371094592935408678-800x717.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/08/imagem-27371094592935408678-768x688.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/08/imagem-27371094592935408678.jpg 1000w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" />
<figcaption class="wp-element-caption">&#8220;Queria que você crescesse, mas, garoto, você não cooperava/Tudo que você é te tornou tudo que você não é/Eu vi seu potencial sem ver as credenciais/Talvez seja esse o problema” (Foto: Alfredo Flores)<br /><br /></figcaption>
</figure>



<p>Além de questões de superação de relacionamentos com os singles <em><a href="https://www.youtube.com/watch?v=gl1aHhXnN1k">thank u, next</a></em> e <em><a href="https://www.youtube.com/watch?v=QYh6mYIJG2Y">7 rings</a></em>, a artista também trouxe mensagens de autossuficiência e empoderamento feminino que perduraram no seu sucessor, o <em><a href="https://personaunesp.com.br/positions-ariana-grande-critica/">Positions</a></em> (2020). Contudo, é importante observar que, nos versos, há uma certa superficialidade na abordagem dos temas, sem aprofundamento e desenvolvimento, os deixando menos impactantes.</p>
<p>O disco foi bem recebido pela crítica especializada, que o classificou como o mais maduro da carreira da artista, chegando a receber uma nota 7.9 do <em>website <a href="https://pitchfork.com/reviews/albums/ariana-grande-thank-u-next/">Pitchfork</a></em>. Será, então, que usar fórmulas genéricas faz com que uma obra se torne necessariamente ruim? Ariana provou que não e trouxe alguns desses elementos para os álbuns sucessores, <em><a href="https://pitchfork.com/reviews/albums/ariana-grande-positions/">Positions</a></em> e <em><a href="https://personaunesp.com.br/eternal-sunshine-critica/">Eternal Sunshine</a></em> (2024), que também agradaram os críticos.</p>





<figure class="wp-block-image size-large"><img loading="lazy" decoding="async" width="700" height="466" class="wp-image-33768" src="https://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/08/imgaem-13199617689896469444.jpg" alt="Cena dos bastidores do clipe de ‘thank u, next’. Na imagem, o ambiente é um quarto, no fundo, levemente desfocado, pode-se observar elementos como um travesseiro rosa, um abajur dourado, um urso de pelúcia, flores vermelhas e uma cortina branca. Em evidência temos a cantora Ariana Grande, uma mulher branca, de cabelos longos e louros, usando uma regata rosa com detalhes em preto e ao seu lado na cama há um livro aberto.
" />
<figcaption class="wp-element-caption">O álbum mostra sua evolução como artista e evidencia suas vulnerabilidades (Foto: Republic Records)<br /><br /></figcaption>
</figure>



<p>A <a href="https://www.sportskeeda.com/pop-culture/ariana-grande-s-yes-and-review-grande-s-vocal-evolution-returns-roots-twist">evolução</a> e o sucesso de Ariana Grande como artista é inegável, seja explorando novos estilos musicais ou promovendo causas importantes, ela evidenciou seu crescimento e consolidou sua trajetória na indústria com <em>thank u, next</em>. Hoje, transitando entre a atuação e a Música, Grande mostra como pode ser uma artista versátil e comprometida com sua Arte. Mais do que uma artista; ela é uma voz poderosa para uma geração, inspirando milhões com suas músicas.</p>





<p><iframe title="Spotify Embed: thank u, next" style="border-radius: 12px" width="100%" height="352" frameborder="0" allowfullscreen allow="autoplay; clipboard-write; encrypted-media; fullscreen; picture-in-picture" loading="lazy" src="https://open.spotify.com/embed/album/2fYhqwDWXjbpjaIJPEfKFw?utm_source=oembed"></iframe></p>
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		<title>Há cinco anos, Vidro juntou os retalhos das páginas dos quadrinhos e nós rasgamos</title>
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		<pubDate>Wed, 07 Aug 2024 18:51:31 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Davi Marcelgo Em 2019, enquanto o mundo se encantava com Vingadores: Ultimato durante o verão americano, em Janeiro daquele mesmo ano, Vidro de M. Night Shyamalan chegava aos cinemas, porém com a recepção bem menos calorosa em comparação ao apogeu do MCU. Sem pirotecnia ou confrontos de seres megalomaníacos, a terceira parte da trilogia encabeçada &#8230; <a href="http://personaunesp.com.br/vidro-5-anos/" class="more-link">Continue lendo<span class="screen-reader-text"> "Há cinco anos, Vidro juntou os retalhos das páginas dos quadrinhos e nós rasgamos"</span></a></p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p><figure id="attachment_33495" aria-describedby="caption-attachment-33495" style="width: 1999px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-33495" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/06/image4.png" alt="Na imagem, em primeiro plano no canto direito, está o personagem Sr.Vidro andando de cadeira de rodas. Ele veste um terno roxo, por dentro usa uma camisa e uma faixa branca no pescoço, ambos na cor branca. Um broche com a letra E está encaixado no peito. Sr.Vidro é um homem negro, na faixa dos 70 anos, com barba rala e cabelos crespos grisalhos. Ele está num corredor amarelo de uma clínica. Atrás dele em desfoque tem uma luta entre a personagem a Fera e funcionários da clínica. " width="1999" height="1333" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/06/image4.png 1999w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/06/image4-800x533.png 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/06/image4-1024x683.png 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/06/image4-768x512.png 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/06/image4-1536x1024.png 1536w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/06/image4-1200x800.png 1200w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-33495" class="wp-caption-text">Vidro arrecadou 247 milhões de dólares em bilheteria ao redor do mundo (Foto: Universal Studios)</figcaption></figure></p>
<p><b>Davi Marcelgo</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Em 2019, enquanto o mundo se encantava com </span><a href="https://personaunesp.com.br/vingadores-ultimato-critica/"><i><span style="font-weight: 400;">Vingadores: Ultimato</span></i></a> <span style="font-weight: 400;">durante o </span><a href="https://www.blog.365filmes.com.br/2017/05/summer-movies-confira-7-estreias-entenda-termo.html"><span style="font-weight: 400;">verão americano</span></a><span style="font-weight: 400;">, em Janeiro daquele mesmo ano, </span><i><span style="font-weight: 400;">Vidro </span></i><span style="font-weight: 400;">de M. Night Shyamalan chegava aos cinemas, porém com a recepção bem menos calorosa em comparação ao </span><a href="https://www.omelete.com.br/marvel-cinema/vingadores-ultimato-endgame/vingadores-ultimato-todos-os-recordes-do-filme"><span style="font-weight: 400;">apogeu do </span><i><span style="font-weight: 400;">MCU</span></i></a><span style="font-weight: 400;">. Sem pirotecnia ou confrontos de seres megalomaníacos, a terceira parte da trilogia encabeçada pelo ‘</span><a href="https://mag.sapo.pt/cinema/atualidade-cinema/artigos/m-night-shyamalan-foi-comparado-a-spielberg-mas-o-seu-realizador-preferido-e-outro"><span style="font-weight: 400;">novo Spielberg</span></a><span style="font-weight: 400;">’ se manteve no cerne da filosofia de super-heróis e regressou às origens das histórias infantis. Distraídos pela viagem no tempo de Capitão América e equipe, o público não soube ‘dar muita corda’ ao filme, mas por quê?  </span></p>
<p><span id="more-33491"></span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Ora, </span><i><span style="font-weight: 400;">Ultimato </span></i><span style="font-weight: 400;">era o assunto mais comentado e o Universo Cinematográfico </span><i><span style="font-weight: 400;">Marvel</span></i><span style="font-weight: 400;"> já tinha seu alicerce. A resposta que parece fácil, não é. Os filmes da ‘Casa das Ideias’ foram, sim, o principal fator para o ofuscamento de outras produções de heróis na época, principalmente o da conclusão de uma história que não era uma adaptação </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=pPFDYA5zBDU"><span style="font-weight: 400;">iniciada em 2000</span></a><span style="font-weight: 400;"> e esquecida nas prateleiras pelos amantes da </span><a href="https://medium.com/@kevinfoca/porque-os-quadrinhos-sao-chamados-de-nona-arte-f6ae3f9a4277"><span style="font-weight: 400;">nona Arte</span></a><i><span style="font-weight: 400;">. Shazam!</span></i><span style="font-weight: 400;"> também foi afetado, estreou junto de </span><i><span style="font-weight: 400;">Vingadores</span></i><span style="font-weight: 400;"> e não alcançou nem 400 milhões de dólares em bilheteria contra mais de dois bilhões de </span><i><span style="font-weight: 400;">Ultimato</span></i><span style="font-weight: 400;">. Entretanto, há outra ‘pedra no sapato’: os motivos para </span><i><span style="font-weight: 400;">Vidro</span></i><span style="font-weight: 400;"> não ter agradado aos paladares de, até mesmo, os aficionados pelo subgênero de super-heróis. Essa resposta é um pouco mais complexa e envolve muitos nomes. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Junto de </span><i><span style="font-weight: 400;">Corpo Fechado</span></i><span style="font-weight: 400;">, os</span><a href="https://personaunesp.com.br/x-men-60-anos-artigo/"> <i><span style="font-weight: 400;">X-Men</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> ganharam seu primeiro filme também no início do século, diferente do longa protagonizado por </span><a href="https://www.uol.com.br/splash/noticias/2024/04/20/bruce-willis-faz-rara-aparicao-ao-lado-da-neta.htm"><span style="font-weight: 400;">Bruce Willis</span></a><span style="font-weight: 400;">, o diretor </span><a href="https://veja.abril.com.br/cultura/diretor-bryan-singer-e-acusado-por-mais-quatro-pessoas-de-abuso-sexual"><span style="font-weight: 400;">Bryan Singer</span></a><span style="font-weight: 400;"> renunciou as cores salteadas e o espírito infantil dos quadrinhos dos mutantes. Ao invés do colã colorido, optou pelo couro preto</span><i><span style="font-weight: 400;"> a lá</span></i> <i><span style="font-weight: 400;">Matrix </span></i><span style="font-weight: 400;">(1999). Não só ele como </span><i><span style="font-weight: 400;">Demolidor &#8211; O Homem sem Medo </span></i><span style="font-weight: 400;">(2003) beberam muito das ideias das irmãs Wachowski. O maior nome que nadou contra a tendência ‘emo vestindo preto’ foi a trilogia do ‘Teioso’ de Sam Raimi que, curiosamente, ironizou a moda em </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=xov4xhlZaQo"><i><span style="font-weight: 400;">Homem-Aranha 3</span></i></a><span style="font-weight: 400;">. Tudo bem, eram outros tempos, o público desse tipo de filme ainda não tinha se consolidado e, para retorno financeiro, apostar em abordagens semelhantes do contexto Hollywoodiano era o caminho seguro.</span></p>
<p><figure id="attachment_33492" aria-describedby="caption-attachment-33492" style="width: 740px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-33492" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/06/image1-1.png" alt="Na imagem, o personagem David Dunn abre a porta traseira de um furgão. Ele é um homem branco, com barba branca, na faixa dos 60 anos. Ele veste uma capa de chuva verde escura que cobre seu corpo todo. Ele veste um capuz também. Na sua frente, estão pessoas ajoelhadas. Ao fundo, o céu está nublado, há um prédio de tijolos e janelas do lado esquerdo. " width="740" height="476" /><figcaption id="caption-attachment-33492" class="wp-caption-text">Bruce Willis empresta seu corpo a David Dunn pela terceira vez (Foto: Universal Studios)</figcaption></figure></p>
<p><a href="https://personaunesp.com.br/oppenheimer-critica/"><span style="font-weight: 400;">Christopher </span><span style="font-weight: 400;">Nolan</span></a><span style="font-weight: 400;"> e Zack Snyder também têm certa culpa na escalada do Cinema de heróis se afastar cada vez mais da sua origem colorida e infantil. O vencedor do </span><i><span style="font-weight: 400;">Oscar</span></i><span style="font-weight: 400;"> com sua trilogia do </span><i><span style="font-weight: 400;">Cavaleiro das Trevas</span></i><span style="font-weight: 400;"> (2005-2012) preferiu ser um </span><i><span style="font-weight: 400;">thriller </span></i><span style="font-weight: 400;">policial, deu um uniforme tático ao ‘Morcegão’ e jogou fora qualquer aspecto circense do Coringa. </span><a href="https://personaunesp.com.br/liga-da-justica-de-zack-snyder-critica/"><span style="font-weight: 400;">Snyder</span></a><span style="font-weight: 400;">, que já tinha dirigido o ‘sombrio’ </span><i><span style="font-weight: 400;">Watchmen</span></i><span style="font-weight: 400;"> (2009), fez de tudo para ser um diferencial no mercado e, em oposição à </span><i><span style="font-weight: 400;">Marvel</span></i><span style="font-weight: 400;">, dirigiu</span><i><span style="font-weight: 400;"> O Homem de Aço </span></i><span style="font-weight: 400;">(2013) e </span><a href="https://personaunesp.com.br/batman-vs-superman-uma-batalha-perdida/"><i><span style="font-weight: 400;">Batman vs Superman: A Origem da Justiça</span></i></a> <span style="font-weight: 400;">(2016). O ex-publicitário, para não soar juvenil, emendou filosofia, religião e frases densas para soar sério, o tiro saiu pela culatra e acabou sendo púbere ao não conseguir lidar com tantas questões. O subgênero, tanto no cinema quanto fora dele, ficou mais sisudo: de gibi, passou-se a chamar rebuscadamente de </span><i><span style="font-weight: 400;">graphic novel</span></i><span style="font-weight: 400;">.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Não há problema algum em querer ser sério, ter uma abordagem mais ‘adulta’ e se afastar da estética quadrinho (até a própria indústria das </span><i><span style="font-weight: 400;">comics</span></i><span style="font-weight: 400;"> fez isso com Frank Miller e Alan Moore quando escreveram </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=C5Mk0eHBtd8"><i><span style="font-weight: 400;">Demolidor</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> e </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=0tdb0pppWlE"><i><span style="font-weight: 400;">Watchmen</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, respectivamente, na década de 1980). A </span><i><span style="font-weight: 400;">Marvel</span></i><span style="font-weight: 400;"> nos cinemas, por mais que se aproximasse de uma abordagem mais espalhafatosa, cheia de ‘piadinhas’, segurava (e muito) o freio. Tudo era programado, uniformes comedidos e pouco criativos visualmente, diga-se de passagem, o clímax de </span><i><span style="font-weight: 400;">Vingadores: Ultimato,</span></i><span style="font-weight: 400;"> que seguiu na paleta acinzentada dos </span><a href="https://personaunesp.com.br/vingadores-guerra-infinita-5-anos/"><span style="font-weight: 400;">irmãos Russo</span></a><span style="font-weight: 400;">, poderia ter ‘despirocado’ e ser uma explosão de cores.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">No começo da ‘empreitada’, até houve uma certa vontade de algo antiquado por parte de </span><a href="https://www.legiaodosherois.com.br/2023/roteirista-original-os-vingadores-critica-joss-whedon-idiota.html"><span style="font-weight: 400;">Joss Whedon</span></a><span style="font-weight: 400;"> em </span><a href="https://personaunesp.com.br/os-vingadores-10-anos/"><i><span style="font-weight: 400;">Vingadores</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> (2012), porém nada que fosse a caricatura de uma história infantil. Em suas 20 e tantas histórias, a </span><i><span style="font-weight: 400;">Marvel</span></i><span style="font-weight: 400;"> se preocupou com a saga e não com uma linguagem ‘quadrinesca’. Seria exagero dizer que o filme de Shyamalan foi uma borboleta colorida da ficção pré-</span><i><span style="font-weight: 400;">MCU</span></i><span style="font-weight: 400;">, até porque o uniforme de David Dunn é uma capa de chuva verde-escura. Contudo, seria petulância dizer que não transborda a alma de gibi em seus 106 minutos de duração. O ponto é que </span><i><span style="font-weight: 400;">Unbreakable </span></i><span style="font-weight: 400;">(no original), </span><i><span style="font-weight: 400;">Fragmentado </span></i><span style="font-weight: 400;">(2016) e </span><i><span style="font-weight: 400;">Vidro </span></i><span style="font-weight: 400;">(2019) não são filmes de heróis de histórias em quadrinhos, mas sobre elas. </span></p>
<p><figure id="attachment_33494" aria-describedby="caption-attachment-33494" style="width: 1200px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-33494" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/06/image3-1.png" alt="Na imagem, os personagens, da esquerda para a direita, Elijah Price, Kevin e David Dunn estão sentados com uma distância de espaço entre eles Elijah está sentado numa cadeira de rodas. Veste uma camisa de hospital e está com uma manta cobrindo as pernas, ambas peças são roxas. Elijah é um homem negro, na faixa dos 70 anos, com barba rala e cabelos crespos grisalhos. Kevin, que está no meio, veste uma camisa de botão, com gola V e uma calça, ambas peças são na cor amarela. Ele está sentado em uma cadeira e gesticulando com as mãos enquanto fala. Kevin é um homem branco na faixa dos 40 anos, careca. David Dunn está sentado, mas com as mãos acorrentadas numa placa no chão. Ele veste um conjunto verde de roupa de hospital. Ele é um homem branco, com barba branca, na faixa dos 60 anos. No canto direito, em desfoque, na frente dos personagens, vemos o braço de uma mulher segurando um livro. " width="1200" height="500" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/06/image3-1.png 1200w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/06/image3-1-800x333.png 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/06/image3-1-1024x427.png 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/06/image3-1-768x320.png 768w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-33494" class="wp-caption-text">O primeiro corte de Vidro tinha 3h20 minutos de duração e roteiro com mais de 150 páginas (Foto: Universal Studios)</figcaption></figure></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Durante muito tempo, os quadrinhos da </span><i><span style="font-weight: 400;">Marvel</span></i><span style="font-weight: 400;"> e </span><i><span style="font-weight: 400;">DC Comics</span></i><span style="font-weight: 400;"> foram destinados ao público infantil com tramas sem muita elaboração, dotados de ‘verborragia’ incessante, mesmo assim esbanjava criatividade para fazer crianças desejarem vestir capa e máscara. O roteiro escrito por M. Night Shyamalan está longe de ser desprovido de requinte, ele aproveita os detalhes inerentes às décadas de 1960 e 1980 nas HQs e faz um </span><a href="https://arteref.com/arte/o-que-e-pastiche/"><span style="font-weight: 400;">pastiche</span></a><span style="font-weight: 400;"> coerente com a proposta. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Há três elementos bem definitivos dos quadrinhos que estão presentes na trindade: nome, cores e a infância. O nome do protagonista David Dunn é inspirado em muitos personagens que também possuem nome e sobrenome com a mesma inicial, recurso chamado de </span><a href="https://www.todamateria.com.br/aliteracao/"><span style="font-weight: 400;">aliteração</span></a><span style="font-weight: 400;">. São eles: Reed Richard, Bruce Banner, Peter Parker, Susan Storm, Stephen Strange, Lois Lane e Matt Murdock, a lista é longa. Stan Lee, co-criador de muitos desses personagens, já revelou em </span><a href="https://rollingstone.uol.com.br/noticia/por-que-stan-lee-so-da-nomes-aliterativos-aos-herois/"><span style="font-weight: 400;">entrevista</span></a><span style="font-weight: 400;"> que o real motivo para isso era só sua fraca memória. Porém, a figura de linguagem também pode ser utilizada para criar ritmo e é utilizada na educação infantil. Para as crianças, memorizar palavras com sons parecidos também é mais fácil. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">As cores de Dunn e Elijah Price (Samuel L. Jackson) são secundárias e se complementam, não no sentido de cores complementares, mas sim na dinâmica das HQs. Muitos vilões têm como cor o verde e o roxo, associadas ao nojo, ganância e veneno, características más. O Homem-Aranha tem uma vasta lista de antagonistas com fantasias dessas tonalidades: Duende Verde, Mysterio, Lagarto, Abutre, Escorpião e Homem-Areia. Claro que, na época, havia uma questão envolvendo as</span><a href="https://oportaln10.com.br/web-stories/por-que-tantos-viloes-dos-quadrinhos-usam-verde-e-roxo/"><span style="font-weight: 400;"> limitações de impressão</span></a><span style="font-weight: 400;">, bem como se trata de  um detalhe narrativo. Tanto que são cores em oposição às primárias que os heróis usam, como o azul e vermelho.  </span></p>
<p><figure id="attachment_33498" aria-describedby="caption-attachment-33498" style="width: 768px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-33498" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/06/image7.png" alt="Página de quadrinho do Homem-Aranha Na ilustração, o personagem Homem-Aranha está no canto esquerdo, apenas com a cabeça e a mão aparecendo. Ele atira a teia para frente. Sua fantasia é vermelha, com linhas pretas por todo corpo imitando uma teia. Tem lentes brancas grandes nos olhos e em volta um contorno preto. No canto direito e no centro está o vilão Duende Verde. Ele está com uma expressão zangada. Sua fantasia imita uma pele verde, ele possui queixo e orelhas pontudas. Usa uma touca, regata e luvas roxas. Seus olhos são amarelos. O fundo do desenho é preto. " width="768" height="432" /><figcaption id="caption-attachment-33498" class="wp-caption-text">A galeria de vilões do Homem-Aranha já foi adaptada diversas vezes para o Cinema, a TV e os Videogames (Foto: Marvel Comics)</figcaption></figure></p>
<p><span style="font-weight: 400;">São poucos heróis que usam tons de roxos, o maior exemplo é a Ravena dos </span><a href="https://personaunesp.com.br/os-jovens-titas-animacao-critica/"><i><span style="font-weight: 400;">Jovens Titãs</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, ela tem relações com um lado sombrio, portanto foge do comum em protagonistas de quadrinhos. Já o verde é mais presente em célebres: Lanterna Verde, Hulk e Arqueiro Verde. Tudo isso está presente em filmes das lendas, porém, mais como uma repetição do material original do que realmente uma escolha pensada para contar o que quer ser contado. Shyamalan busca, em páginas de nanquim, a forma da sua trilogia. David Dunn usa verde e o vilão Sr.Vidro (Samuel L. Jackson) veste roxo, eles estão conectados por lados opostos de uma balança, o indestrutível e o frágil. Então, é cabível que eles utilizem as cores vistas em uniformes.  </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Já os personagens interpretados por </span><a href="https://personaunesp.com.br/fenix-negra-critica/"><span style="font-weight: 400;">James McAvoy</span></a><span style="font-weight: 400;"> (Kevin Wendell, suas outras personalidades e a Fera), são contornados pelo amarelo, tanto na calça utilizada por ele quanto nos pôsteres de divulgação de </span><i><span style="font-weight: 400;">Vidro. </span></i><span style="font-weight: 400;">Dá para atribuir muitos significados a ela: perigo por representar uma ameaça física a Dunn ou por ser a cor da conscientização à saúde mental e, até mesmo, o amarelo ser complementar ao roxo. Os inimigos aliados vestem cores que rimam. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Os três personagens usam suas cores até em roupas que não são os seus uniformes. Em grande parte da obra, eles vestem peças do hospital psiquiátrico em que foram presos e os tons correspondem aos protagonistas. Parece uma ideia retirada direto da série de TV dos </span><i><span style="font-weight: 400;">Power Rangers</span></i><span style="font-weight: 400;">, lembrando quando </span><a href="https://www.legiaodosherois.com.br/2024/o-que-aconteceu-jason-power-ranger-vermelho-original-depois-deixou-equipe.html"><span style="font-weight: 400;">Jason</span></a><span style="font-weight: 400;"> usava ‘regatinha’ vermelha em todo canto. </span></p>
<p><figure id="attachment_33496" aria-describedby="caption-attachment-33496" style="width: 1200px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-33496" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/06/image5.png" alt="Cena do filme VidroNa imagem, os personagens Casey e Kevin estão de perfil se encarando. Casey está do lado direito da imagem e está com a mão direita no rosto dele e a esquerda nos braços. Ela está agachada e ele sentado. Casey é uma mulher na faixa dos 20 anos, de pele clara e cabelos lisos, longos na cor preta. Ela veste uma camisa vermelha com desenhos amarelos. Kevin é um homem branco na faixa dos 40 anos, careca. Ele veste uma roupa de hospital na cor amarela com gola azul marinho. " width="1200" height="630" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/06/image5.png 1200w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/06/image5-800x420.png 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/06/image5-1024x538.png 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/06/image5-768x403.png 768w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-33496" class="wp-caption-text">Casey (Anya Taylor-Joy) tem uma ligação forte com Kevin (James McAvoy) [Foto: Universal Studios]</figcaption></figure><span style="font-weight: 400;">Em </span><i><span style="font-weight: 400;">Corpo Fechado, </span></i><span style="font-weight: 400;">descobrimos que Elijah Price nasceu com uma condição que torna seus ossos extremamente frágeis e, impossibilitado de brincar na realidade, sua mãe apresentou gibis para se divertir. A origem do trio é ‘puro suco’ desse gênero. Para compor a receita de como se cria seres poderosos, os ingredientes principais estão dispostos à mesa: trauma, </span><a href="https://observatoriodocinema.uol.com.br/studio/marvel/as-maneiras-mais-horriveis-em-que-herois-da-marvel-ganharam-seus-poderes/"><span style="font-weight: 400;">acidente</span></a><span style="font-weight: 400;"> e poderes de nascença. Mas, para cozinhá-los, o fogo usado é diferente.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Se nas ‘revistinhas’ as crianças eram influenciadas pelos personagens, nestes filmes, quem são influenciados por elas e pela infância, ou ausência dela, são os protagonistas. </span><i><span style="font-weight: 400;">Vidro </span></i><span style="font-weight: 400;">retoma a ideia perdida de que heróis são para crianças. A motivação do Sr. Vidro é criar um grande confronto no ponto mais alto da cidade para provar que sobrehumanos existem e que as histórias que ele cresceu lendo existem de verdade. David Dunn é motivado e se torna herói pela aproximação com o filho, que, mais velho, passa a ser o ‘</span><a href="https://www.tecmundo.com.br/minha-serie/264835-8-referencias-mcu-presentes-homem-aranha-aranhaverso.htm#:~:text=Mas%20parece%20que%20Ganke%20n%C3%A3o,do%20Homem%2DAranha%20do%20MCU."><i><span style="font-weight: 400;">nerd</span></i><span style="font-weight: 400;"> da cadeira</span></a><span style="font-weight: 400;">’ dele. As personalidades de Kevin Wendell aparecem depois da morte do pai e os frequentes abusos da mãe, são elas que o protegem. No caso de Elijah, os personagens de gibi são sua proteção num mundo perigoso para ele, em que uma simples brincadeira é motivo dos seus ossos serem moídos. </span></p>
<p><figure id="attachment_33493" aria-describedby="caption-attachment-33493" style="width: 1200px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-33493" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/06/image2-1.png" alt="Cena do filme VidroNa imagem, a personagem da atriz Sarah Paulson está sentada com expressão de preocupação. Ela está vestindo uma blusa de gola alta e mangas compridas da cor rosa claro. Ela está com as mãos na frente do corpo, com os dedos entrelaçados apoiados na coxa. Ela é uma mulher branca, de cabelos ruivos e olhos castanhos. Na boca ela usa um batom vermelho escuro. O fundo da cor roxa está desfocado. " width="1200" height="675" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/06/image2-1.png 1200w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/06/image2-1-800x450.png 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/06/image2-1-1024x576.png 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/06/image2-1-768x432.png 768w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-33493" class="wp-caption-text">Sarah Paulson gravou cenas para Fragmentado (2016), mas só apareceu na sequência [Foto: Universal Studios]</figcaption></figure><span style="font-weight: 400;">Mas se </span><i><span style="font-weight: 400;">Vidro </span></i><span style="font-weight: 400;">é uma história inteligente, cheia de elementos narrativos oriundos de quadrinhos e que se aproxima mais de Zack Snyder e Christopher Nolan (no sentido temático e não prático), por que o longa foi rejeitado? Como já dito antes, o cineasta não está fazendo um épico de herói. Grandes sequências de ação, monstros de </span><i><span style="font-weight: 400;">CGI </span></i><span style="font-weight: 400;">e escala </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=0D3zlQHF_sY"><span style="font-weight: 400;">maximalista</span></a><span style="font-weight: 400;"> não importam – o filme tranca os personagens em um único local por mais de uma hora e obriga-os a conversar, mas, mesmo com tantos diálogos, é silencioso. Assim como os dois antecessores, o quinquênio se diferencia dos demais filmes de ‘bonecos’. </span></p>
<p><i><span style="font-weight: 400;">Fragmentado </span></i><span style="font-weight: 400;">(2016) é um suspense que se disfarça de filme de ‘super-vilão’ em seus últimos minutos, quando a Fera desperta e M. Night Shyamalan o grava de costas, na altura do ombro, como se estivesse filmando o Hulk. Como também nas cenas de demonstração de força que abrem um abismo em comparação à capacidade física das reféns de Kevin Wendell. Porém, o ‘pulo do gato’ está na conexão entre um filme e outro. Só dá para saber que o </span><i><span style="font-weight: 400;">thriller </span></i><span style="font-weight: 400;">é uma sequência do longa de 2000 quando David Dunn aparece na </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=My8kfz_Ddqg"><span style="font-weight: 400;">última cena</span></a><span style="font-weight: 400;">. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Revisitando, nota-se que o diretor faz alguns elos, seja na própria apresentação da força da Fera, que está à altura de Dunn, ou na cena final de Kevin, que aparece conversando em frente a um espelho – a primeira cena de </span><i><span style="font-weight: 400;">Corpo Fechado</span></i><span style="font-weight: 400;">, introduzindo Elijah, é filmada através de um reflexo. Enquanto a </span><i><span style="font-weight: 400;">Marvel</span></i><span style="font-weight: 400;"> enchia de menções e </span><a href="https://exame.com/pop/qual-a-ordem-cronologica-dos-filmes-da-marvel/"><span style="font-weight: 400;">aparições</span></a><span style="font-weight: 400;">, Shyamalan foi mais sutil. </span></p>
<p><figure id="attachment_33497" aria-describedby="caption-attachment-33497" style="width: 690px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-33497" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/06/image6.png" alt="Cena do filme VidroNa imagem, o personagem Kevin está gritando com muita força, aparecendo suas veias no pescoço. Ele está sem camiseta e tem um machucado no peito esquerdo. Kevin é um homem branco na faixa dos 40 anos, careca. O fundo está desfocado, mas está de dia e há árvores. " width="690" height="345" /><figcaption id="caption-attachment-33497" class="wp-caption-text">James McAvoy já fez parte de outro universo de heróis, ele foi o Professor X na saga dos X-men (Foto: Universal Studios)</figcaption></figure></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A vilã de </span><i><span style="font-weight: 400;">Vidro</span></i><span style="font-weight: 400;">, Dra. Ellie Staple (</span><a href="https://personaunesp.com.br/oito-mulheres-e-um-segredo-5-anos/"><span style="font-weight: 400;">Sarah Paulson</span></a><span style="font-weight: 400;">) faz parte de uma organização que apaga da existência pessoas com habilidades especiais. Foi isso que muitos idealizadores acabaram por fazer ao longo dos 20 anos de ‘</span><i><span style="font-weight: 400;">boom</span></i><span style="font-weight: 400;">’ do subgênero: apagaram as origens do mundo da invenção das crianças, histórias feitas para elas terem alter-egos. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A trilogia de M. Night Shyamalan é uma reflexão sobre o gênero, a mídia e os arquétipos. Ela se distancia do que estava sendo feito no Cinema de heróis antes, depois e agora. O público ficou acostumado com a estética Nolan-Snyder e com os enlatados do </span><i><span style="font-weight: 400;">MCU</span></i><span style="font-weight: 400;"> que, no piloto automático, esqueceu de pensar um pouco mais em toda unidade de </span><i><span style="font-weight: 400;">Vidro</span></i><span style="font-weight: 400;">. O filme é a conclusão perfeita para uma trilogia e um manifesto apaixonado por gibis. Para aqueles que ainda não viram ou não revisitaram desde 2019, vale abrir de novo a janela, agora com menos alvoroço por joias do infinito, referências e histórias “</span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=aIqKwwTx5zE"><i><span style="font-weight: 400;">grandes demais para mentes pequenas</span></i></a><span style="font-weight: 400;">”. </span></p>
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		<title>Entre encontros e reencontros, The L Word: Geração Q retoma o significado do amor entre mulheres</title>
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		<pubDate>Tue, 18 Jun 2024 19:42:09 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Vitória Borges Desde sua estreia em 2004, The L Word estabeleceu-se como um marco na representação LBGTQIA+ na Televisão. A série, que durou até o ano de 2009, conta a história de um grupo de amigas lésbicas e bissexuais que vivem na cidade de Los Angeles. O seriado tem dramas quentes, provocativos e repleto de &#8230; <a href="http://personaunesp.com.br/the-l-word-geracao-q-critica/" class="more-link">Continue lendo<span class="screen-reader-text"> "Entre encontros e reencontros, The L Word: Geração Q retoma o significado do amor entre mulheres"</span></a></p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p><figure id="attachment_33573" aria-describedby="caption-attachment-33573" style="width: 2000px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-33573" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/06/Imagem-1.webp" alt="Cena de The L Word: Generation Q. Na imagem vemos parte do elenco da série reunido e se abraçando pelas laterais. Da esquerda para a direita encontra-se Finley, Shane, Alice, Bette, Dani, Sophia e Micah, respectivamente. Finley, mulher branca de cabelos curtos, usa calça marrom clara e camiseta listrada preta, vermelha e verde. Shane, mulher branca de cabelos castanhos curtos, veste uma regata branca e jaqueta de couro preta, em seu pescoço carrega um colar. Alice, mulher branca com cabelos loiros, usa um macacão jeans claro. Bette, mulher biracial de cabelos castanhos cacheados, veste uma calça marrom e uma camiseta social na cor branca que encontra-se com alguns botões desabotoados. Dani, mulher branca de cabelos castanhos escuros compridos, usa um cropped branco com uma amarração na frente com listras pretas e calça preta. Sophia, mulher negra de cabelos pretos cacheados, usa uma camiseta branca florida azul e uma jaqueta preta. Micah, homem de pele branca e cabelos pretos curtos, veste uma camiseta de botão na cor roxa estampada com desenhos em formato de V. Todos estão com sorriso no rosto. Ao fundo é possível ver uma placa azul “Welcome to SilverLake Sunset Junction” escrita em letras brancas e árvores verdes com flores rosas. O céu está na cor amarela e azul claro." width="2000" height="1333" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/06/Imagem-1.webp 2000w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/06/Imagem-1-800x533.webp 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/06/Imagem-1-1024x682.webp 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/06/Imagem-1-768x512.webp 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/06/Imagem-1-1536x1024.webp 1536w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/06/Imagem-1-1200x800.webp 1200w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-33573" class="wp-caption-text">The L Word: Generation Q aborda temas presentes na comunidade LGBTQIA+ (Foto: Showtime)</figcaption></figure></p>
<p><b>Vitória Borges</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Desde sua estreia em 2004, </span><i><span style="font-weight: 400;">The L Word</span></i><span style="font-weight: 400;"> estabeleceu-se como um marco na representação </span><a href="https://www.cnnbrasil.com.br/nacional/saiba-o-que-significa-a-sigla-lgbtqia-e-a-importancia-do-termo-na-inclusao-social/"><span style="font-weight: 400;">LBGTQIA+</span></a><span style="font-weight: 400;"> na Televisão. A série, que durou até o ano de 2009, conta a história de um grupo de amigas lésbicas e bissexuais que vivem na cidade de Los Angeles. O seriado tem dramas quentes, provocativos e repleto de diálogos inteligentes e personagens ricamente desenhados.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Aclamada por alguns e odiada por outros, </span><i><span style="font-weight: 400;">The L Word: Generation Q</span></i><span style="font-weight: 400;"> (no original)</span> <span style="font-weight: 400;">nasce como uma continuação do seriado icônico. A obra, lançada quase 15 anos após a primeira, retoma sua narrativa e retorna com personagens excepcionais como Bette Porter (</span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=5OH8TCSUBjM&amp;pp=ygUwamVubmlmZXIgYmVhbHMgdGhlIGwgd29yZCBnZW5lcmF0aW9uIHEgaW50ZXJ2aWV3"><span style="font-weight: 400;">Jennifer Beals</span></a><span style="font-weight: 400;">), Alice Pieszecki </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=ikiVpMUKhZ8&amp;pp=ygUKdGhlIGwgd29yZA%3D%3D"><span style="font-weight: 400;">(Leisha Hailey</span></a><span style="font-weight: 400;">) e Shane McCutcheon (Katherine Moennig).</span></p>
<p><span id="more-33568"></span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Apesar de focar na vida das três melhores amigas, a produção conta também com a participação de rostos novos, que contribuem como uma </span><a href="https://gauchazh.clicrbs.com.br/cultura-e-lazer/tv/noticia/2019/12/the-l-word-com-protagonistas-lesbicas-serie-retorna-promovendo-encontro-de-geracoes-ck3t0qgmk02yd01rzixssqlkk.html"><span style="font-weight: 400;">cápsula do tempo</span></a><span style="font-weight: 400;"> no desenvolvimento da trama. Além disso, as figuras familiares já conhecidas pelo público atuam como uma ponte entre a série original e a nova geração de personagens – assim como o famoso</span> <a href="https://studentwork.prattsi.org/infovis/visualization/the-chart-from-the-l-word-as-a-visualized-network/"><span style="font-weight: 400;">Quadro</span></a><span style="font-weight: 400;"> de Pieszecki –, proporcionando certa continuidade que agrada tanto os fãs antigos quanto os novos telespectadores do seriado.</span></p>
<p><figure id="attachment_33572" aria-describedby="caption-attachment-33572" style="width: 1584px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-33572" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/06/image4-4.png" alt="Cena da série The L Word: Generation Q. Na imagem vemos Shane, Alice e Bette tirando uma selfie na frente de um estabelecimento. Shane, mulher branca de cabelos castanhos escuros, veste uma camiseta branca e jaqueta de couro preta, seu braço esquerdo está esticado para cima de sua cabeça e seu dedo apontado para cima. Alice, mulher branca de cabelos loiros, veste uma camiseta amarela e segura um celular com suas duas mãos. Bette, mulher biracial com cabelos castanhos claros, veste uma calça social preta e uma camiseta social listrada branca e preta, em sua mão segura uma bolsa e em seu braço encontra-se um blazer, ambos na cor preta. Todas estão usando óculos de sol escuros. Centralizado ao fundo da imagem existe uma grande janela de vidro, do lado esquerdo é possível ver uma palmeira e no canto superior direito encontra-se um letreiro escrito “Dana’s” na cor branca." width="1584" height="1054" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/06/image4-4.png 1584w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/06/image4-4-800x532.png 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/06/image4-4-1024x681.png 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/06/image4-4-768x511.png 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/06/image4-4-1536x1022.png 1536w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/06/image4-4-1200x798.png 1200w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-33572" class="wp-caption-text">Leisha Hailey e Kate Moennig são as únicas atrizes que estiveram em todas as temporadas da série original e de The L Word: Gen Q (Foto: Showtime)</figcaption></figure></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Combinando com o enredo da série de 2004, em </span><i><span style="font-weight: 400;">The L Word: Geração Q</span></i><span style="font-weight: 400;">, a temática não é diferente. Amores e vivências do mundo </span><a href="https://lesbocine.com/guia-completo-lesbica-x-safica-qual-e-a-diferenca-entre-os-dois-termos/"><span style="font-weight: 400;">sáfico</span></a><span style="font-weight: 400;"> são muito bem estruturadas e expostas durante as únicas três temporadas. Dessa vez, a produção da obra, comandada pela nova </span><i><span style="font-weight: 400;">showrunner </span></i><span style="font-weight: 400;">Marja-Lewis Ryan, também foca em questões que abordam conteúdos atuais e muito debatidos na comunidade LGBTQIA+.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A letra ‘Q’ do título da nova série se refere à palavra </span><a href="https://www.terra.com.br/nos/paradasp/o-que-significa-queer-entenda-a-letra-q-da-sigla-lgbtqiapn,ec73186ecb5a1e4dc7a13fdbce42e8264tnde2t9.html"><i><span style="font-weight: 400;">queer</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, presente na sigla ‘LGBTQIA+’ e que reflete a fluidez sexual da atual geração. A </span><a href="https://valkirias.com.br/the-l-word-generation-q/"><span style="font-weight: 400;">ampliação de personagens</span></a><span style="font-weight: 400;">, com diferentes identidades de gênero e orientações sexuais, espelha um certo compromisso com a inclusão e legitimidade de todos os membros da comunidade. Além de promover novas perspectivas de mundo mais de uma década depois.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Durante a primeira temporada da produção, as </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=o2rIbIRjpLA&amp;pp=ygUhdGhlIGwgd29yZCBnZW5lcmF0aW9uIHEgaW50ZXJ2aWV3"><span style="font-weight: 400;">figuras novas</span></a><span style="font-weight: 400;"> são apresentadas de maneira fluida e coesa: Dani (Arianne Mandi) e Sophia (Rosanny Zayas) são um casal de lésbicas que moram com Micah (Leo Sheng); Finley (Jacqueline Toboni) é melhor amiga de Sophia e trabalha na equipe do programa de TV de Alice; além disso, temos a mais nova namorada de Pieszecki, Nat (Stephanie Allyne) que, ‘de brinde’, vem com sua ex-esposa Gigi (Sepedih Moafi). Crises, sexo e muito álcool são a resposta para o desfeixo dessa temporada, que fisga a atenção do espectador do ínicio ao fim, deixando-o com um ‘gostinho’ de quero mais.</span></p>
<p><figure id="attachment_33571" aria-describedby="caption-attachment-33571" style="width: 1200px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-33571" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/06/image3-5.png" alt="Cena de The L Word: Generation Q. Na cena vemos Gigi e Nat descabeladas encarando algo com cara surpresa. Gigi, mulher biracial de cabelos castanhos, veste um blazer listrado na cor preta e branca. Nat, uma mulher branca com cabelos castanhos médios, veste uma camiseta de alça também na cor preta. Ambas seguram taças com bebida em suas mãos. Ao fundo da imagem podemos ver pessoas em pé segurando copos de bebida." width="1200" height="630" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/06/image3-5.png 1200w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/06/image3-5-800x420.png 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/06/image3-5-1024x538.png 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/06/image3-5-768x403.png 768w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-33571" class="wp-caption-text">O reboot aborda as adversidades da separação de Gigi e Nat (Foto: Showtime)</figcaption></figure></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Entre brigas e intrigas, a segunda parte de </span><i><span style="font-weight: 400;">The L Word: Geração Q </span></i><span style="font-weight: 400;">gira em torno de dois ‘</span><a href="https://www.jusbrasil.com.br/artigos/trisal-o-que-e/1906308750#:~:text=Trisal%2C%20ou%20relacionamento%20a%20tr%C3%AAs,aberta%2C%20confian%C3%A7a%20e%20respeito%20m%C3%BAtuos."><span style="font-weight: 400;">trisais</span></a><span style="font-weight: 400;">’ diferentes. De um lado, encontramos Finley, Dani e Sophia e, do outro, Alice, Nat e Gigi. Abordando as reviravoltas e as consequências que suas ações podem acarretar, a temporada é movimentada por tomadas de decisões difíceis e complicações emocionais das personagens. Após fracassar em sua campanha eleitoral, Bette, por outro lado, lida com questões </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=W2DoNDnQfSY&amp;list=PLHfHlpIdTRtCFzNKh9bxRWRUWtiGnN5Mx"><span style="font-weight: 400;">familiares e românticas</span></a><span style="font-weight: 400;">, tentando encontrar um novo propósito para sua vida. Já Shane, lida com os desafios de administrar um bar e conciliar seu relacionamento com Quiara (Lex Scott Davis).</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Outro assunto que também é muito bem discutido na segunda temporada do seriado está na relação de Angie (</span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=a_Cl1v77fdM&amp;pp=ygUtam9yZGFuIGh1bGwgdGhlIGwgd29yZCBnZW5lcmF0aW9uIHEgaW50ZXJ2aWV3"><span style="font-weight: 400;">Jordan Hull</span></a><span style="font-weight: 400;">), filha de Bette e Tina (Laurel Holloman), ao descobrir e perceber que tem sentimentos amorosos por sua melhor amiga Jordi – interpretada pela excelente Sophie Giannamore. Essa descoberta deixa o coração ‘quentinho’ pois se trata de um romance tão puro e natural que pode fazer o público se sentir amado ao perceber que está tudo bem ser LGBTQIA+, principalmente quando você se descobre durante a adolescência.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Cancelada em sua terceira temporada, a despedida repentina da série surpreendeu parte de seus admiradores. A trama, que nos deixou com </span><a href="https://www.thecrimson.com/article/2023/2/7/the-l-word-gen-q-season-3-review/"><span style="font-weight: 400;">diversos assuntos</span></a><span style="font-weight: 400;"> ainda em aberto, teve seu último episódio lançado em 2022. Durante a fase final da produção, antigos relacionamentos chegaram ao fim e novos amores também foram surgindo. O desfecho, que se passa um ano após a chegada da segunda temporada, mantém o famoso espírito inovador e inclusivo de </span><i><span style="font-weight: 400;">The L Word: Geração Q</span></i><span style="font-weight: 400;">, trazendo consigo a bagagem sobre os encontros, nuances e os desafios que permeiam a comunidade </span><i><span style="font-weight: 400;">queer</span></i><span style="font-weight: 400;">.</span></p>
<p><figure id="attachment_33570" aria-describedby="caption-attachment-33570" style="width: 1500px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-33570" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/06/image2-5.png" alt="Cena de The L Word: Generation Q. Na cena vemos Bette, Tina e Shane sentadas em uma mesa conversando. Bette, mulher biracial de cabelos castanhos, usa blazer na cor bege, um de seus braços está apoiado em cima da mesa de madeira. Tina, mulher branca com cabelos loiros, veste um blazer na cor verde, sua mão direita está unida à mão esquerda de Bette. Shane, mulher branca de cabelos castanhos, usa calça vermelha e uma camiseta preta com bolinhas brancas, seu braço direito está levantado. Elas encontram-se sentadas em cadeiras de madeira com acolchoado preto. Ao fundo da imagem existem pessoas sentadas em sofás. O ambiente está bem decorado." width="1500" height="1000" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/06/image2-5.png 1500w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/06/image2-5-800x533.png 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/06/image2-5-1024x683.png 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/06/image2-5-768x512.png 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/06/image2-5-1200x800.png 1200w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-33570" class="wp-caption-text">A música tema de Generation Q é Love is Love da banda Shooter Jennings (Foto: Showtime)</figcaption></figure></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Apesar dos pesares, felizmente, temos um ponto positivo acerca da temporada final da trama: o relacionamento entre Bette e Tina, que cambaleou por anos com altos e baixos, e finalmente teve seu final feliz. Nas últimas cenas da produção, vemos as duas personagens se </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=kat7EE9JMsI&amp;pp=ygUndGhlIGwgd29yZCBnZW4gcSBiZXR0ZSBhbmQgdGluYSB3ZWRkaW5n"><span style="font-weight: 400;">casando</span></a><span style="font-weight: 400;"> e vivendo seu romance da maneira mais bonita e harmoniosa possível, assim como deveria ter sido desde o início da primeira obra da franquia. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Compreender que a clássica</span><i><span style="font-weight: 400;"> The L Word</span></i> <a href="https://www.nytimes.com/2019/12/05/arts/television/l-word-generation-q-review.html"><span style="font-weight: 400;">pavimentou</span></a><span style="font-weight: 400;"> o caminho para que futuras produções sáficas fossem ser realizadas é, de longe, impossível de negar. O </span><i><span style="font-weight: 400;">revival </span></i><span style="font-weight: 400;">que, agora, é produzido para a geração ‘Q’, proporciona uma plataforma muito poderosa para a comunidade </span><i><span style="font-weight: 400;">queer</span></i><span style="font-weight: 400;">. Celebrando a diversidade e a inclusão, a trama comprova a visibilidade autêntica da população LGBTQIA+ na mídia, destacando vozes, personalidades e histórias vivenciadas por pessoas do ‘vale’. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">De maneira geral, </span><i><span style="font-weight: 400;">The L Word: Geração Q</span></i><span style="font-weight: 400;"> mantém o DNA da série original ao conseguir mesclar drama, romance e humor equilibrado. O </span><i><span style="font-weight: 400;">reboot</span></i><span style="font-weight: 400;"> não é apenas a continuação de um seriado que marcou gerações, mas sim um projeto que aborda diversos assuntos presentes hoje em dia no ‘mundinho’ LGBTQIA+. Ao explorar essas temáticas, a obra mantém sua </span><a href="https://deliriumnerd.com/2020/04/14/the-l-word-generation-q-serie-critica/"><span style="font-weight: 400;">relevância cultural</span></a><span style="font-weight: 400;"> e social deixada pela antiga franquia e dá continuidade ao seu legado.</span></p>
<div class="jetpack-video-wrapper"><iframe loading="lazy" title="The L Word: Generation Q Trailer Oficial" width="840" height="473" src="https://www.youtube.com/embed/sK-wthQD8Zc?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen></iframe></div>
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		<title>Há cinco anos, Billie Eilish mostrava seus pesadelos com WHEN WE ALL FALL ASLEEP, WHERE DO WE GO?</title>
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		<pubDate>Tue, 04 Jun 2024 17:00:56 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Música]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Guilherme Barbosa Billie Eilish entrou para a história em 2020, na 62ª edição do Grammy Awards, quando seu álbum de estreia aclamado, WHEN WE ALL FALL ASLEEP, WHERE DO WE GO?, ganhou o prêmio de Álbum do Ano, o que a tornou a garota mais jovem a conquistar essa categoria. Ao longo das 14 faixas &#8230; <a href="http://personaunesp.com.br/when-we-all-fall-asleep-where-do-we-go-5-anos/" class="more-link">Continue lendo<span class="screen-reader-text"> "Há cinco anos, Billie Eilish mostrava seus pesadelos com WHEN WE ALL FALL ASLEEP, WHERE DO WE GO?"</span></a></p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p><figure id="attachment_33445" aria-describedby="caption-attachment-33445" style="width: 1080px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-33445" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/05/Imagem-1.jpg" alt="Capa do álbum When We All Fall Asleep, Where Do We Go?, no centro há uma cama branca com edredom, lençol e travesseiro branco. Na beira da cama está a cantora Billie Eilish, uma mulher branca de cabelos escuros. Ela está usando meias, calça e camiseta branca. Seus olhos estão completamente brancos e ela sorri." width="1080" height="1080" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/05/Imagem-1.jpg 1080w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/05/Imagem-1-800x800.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/05/Imagem-1-1024x1024.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/05/Imagem-1-150x150.jpg 150w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/05/Imagem-1-768x768.jpg 768w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-33445" class="wp-caption-text">Há cinco anos, a cantora lançou seu primeiro álbum que a tornou a pessoa mais jovem a ganhar o prêmio de Álbum do Ano no Grammy (Foto: Kenneth Cappello)</figcaption></figure></p>
<p><b>Guilherme Barbosa</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Billie Eilish entrou para a história em 2020, na 62ª edição do </span><i><span style="font-weight: 400;">Grammy Awards</span></i><span style="font-weight: 400;">, quando seu álbum de estreia aclamado, </span><a href="https://personaunesp.com.br/when-we-all-fall-asleep-where-do-we-go-critica/"><i><span style="font-weight: 400;">WHEN WE ALL FALL ASLEEP, WHERE DO WE GO?</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, ganhou o prêmio de </span><a href="https://www.billboard.com/music/awards/2020-grammys-billie-eilish-album-year-8549285/"><span style="font-weight: 400;">Álbum do Ano</span></a><span style="font-weight: 400;">, o que a tornou a garota mais jovem a conquistar essa categoria. Ao longo das 14 faixas que compõem o disco, a artista navegou por diferentes sentimentos, desde os melancólicos até os mais obscuros.</span></p>
<p><span id="more-33443"></span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O trabalho da cantora começou a gerar </span><a href="https://www.letras.mus.br/blog/tudo-sobre-billie-eilish/"><span style="font-weight: 400;">notoriedade</span></a><span style="font-weight: 400;"> em 2016, quando ela lançou a doce </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=viimfQi_pUw"><i><span style="font-weight: 400;">ocean eyes</span></i></a><span style="font-weight: 400;">. Desde o início de sua carreira até seus trabalhos mais recentes, ela sempre abordou emoções profundas em suas músicas. Em </span><i><span style="font-weight: 400;">idontwannabeyouanymore</span></i><span style="font-weight: 400;">, a insegurança e autocrítica são exploradas por um viés de vulnerabilidade e honestidade. Já em seu álbum de estreia, ela se questionou para onde vai quando dorme e devaneia (ou será que não?) por pesadelos e sonhos.</span></p>
<div class="jetpack-video-wrapper"><iframe loading="lazy" title="Billie Eilish - bad guy" width="840" height="473" src="https://www.youtube.com/embed/DyDfgMOUjCI?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen></iframe></div>
<p><span style="font-weight: 400;">O conjunto da obra, produzido juntamente de seu irmão, </span><a href="https://glamurama.uol.com.br/instagram/ao-lado-do-sucesso-de-billie-eilish-saiba-quem-e-finneas-oconnell-vencedor-de-cinco-premios-no-grammy/"><span style="font-weight: 400;">Finneas O&#8217;Connell</span></a><span style="font-weight: 400;">, é uma jornada que se aprofunda pelo inconsciente do eu lírico. Utilizando elementos do </span><i><span style="font-weight: 400;">pop</span></i><span style="font-weight: 400;">, eletrônico e Música alternativa, os terrores noturnos surgem em faixas como a eletrizante </span><a href="https://www.universalmusic.com.br/2019/03/01/billie-eilish-fala-sobre-suas-inspiracoes-para-criacao-do-novo-single-bury-a-friend/"><i><span style="font-weight: 400;">bury a friend</span></i></a><span style="font-weight: 400;">. Esse mergulho nas profundezas da psique humana é uma característica de seu trabalho, que entrega aos fãs uma narrativa emocionante e sonoridade única.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">É perceptível que as </span><a href="https://portalpopline.com.br/billie-eilish-revela-artificio-para-escrever-musicas-mais-profundas/"><span style="font-weight: 400;">composições</span></a><span style="font-weight: 400;"> de Eilish permitem inúmeras interpretações, afinal, o inconsciente muitas vezes é  subjetivo. A canção em destaque – no verso onde menciona o título do disco,</span> <span style="font-weight: 400;">“</span><i><span style="font-weight: 400;">Quando todos dormimos, para onde vamos?</span></i><span style="font-weight: 400;">” –, as reflexões podem ser acerca do desconhecido, a morte ou o subconsciente. Essa perspectiva mostra como suas letras trazem profundidade e complexidade em suas narrativas.</span></p>
<div class="jetpack-video-wrapper"><iframe loading="lazy" title="Billie Eilish - bury a friend (Official Music Video)" width="840" height="473" src="https://www.youtube.com/embed/HUHC9tYz8ik?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen></iframe></div>
<p><span style="font-weight: 400;">Grande fã do Terror, Eilish encontrou inspiração em um de seus filmes favoritos, </span><a href="https://personaunesp.com.br/o-babadook-critica/"><i><span style="font-weight: 400;">O Babadook</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> (2014)</span><span style="font-weight: 400;">, para criação de seu álbum, incluindo a </span><a href="https://mtv.com/news/j3vmlg/billie-eilish-album-cover-kenneth-cappello-interview"><span style="font-weight: 400;">arte da capa</span></a><span style="font-weight: 400;"> que, de forma emblemática, consegue retratar excelentemente todos os elementos trabalhados em </span><i><span style="font-weight: 400;">WWAFA,WDWG?</span></i><span style="font-weight: 400;">. Os adjetivos demoníaca e sombria talvez sejam os mais adequados para descrever o que é a belíssima Fotografia. Sob a direção de Kenneth Cappello, todos os desejos da cantora foram habilidosamente reunidos, produzindo o material impecável.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Não havia dúvidas de que uma obra tão bem produzida seria um </span><a href="https://tracklist.com.br/billie-eilish-album/99631"><span style="font-weight: 400;">sucesso estrondoso</span></a><span style="font-weight: 400;">. Aos 18 anos, Billie Eilish lançou seu primeiro álbum em Março de 2019 e, imediatamente, mostrou o que viria a ser na indústria musical. Tornou-se a cantora mais jovem a ser indicada às principais categorias do </span><i><span style="font-weight: 400;">Grammy</span></i><span style="font-weight: 400;">, teve o álbum mais reproduzido no </span><i><span style="font-weight: 400;">Spotify</span></i><span style="font-weight: 400;"> e também o mais vendido daquele ano. </span></p>
<p><figure id="attachment_33444" aria-describedby="caption-attachment-33444" style="width: 1080px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-33444" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/05/Imagem-2.jpg" alt="Imagem quadrada. O piso é de madeira e uma cama com lençois brancos. Saindo debaixo da cama está a cantora Billie Eillish, uma mulher branca com cabelos pretos. Ela está usando uma camiseta branca, e pulseiras douradas. Ela puxa o lençol da cama com os braços com a boca aberta e seus olhos estão totalmente brancos." width="1080" height="1080" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/05/Imagem-2.jpg 1080w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/05/Imagem-2-800x800.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/05/Imagem-2-1024x1024.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/05/Imagem-2-150x150.jpg 150w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/05/Imagem-2-768x768.jpg 768w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-33444" class="wp-caption-text">“Não há mais nada a salvar agora/meu Deus vai ficar me devendo essa” (Foto: Kenneth Cappello)</figcaption></figure></p>
<p><span style="font-weight: 400;">E quanto vale entrar para a história? Com seu sucessor, o melódico </span><a href="https://personaunesp.com.br/happier-than-ever-critica/"><i><span style="font-weight: 400;">Happier Than Ever</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> (2021)</span><span style="font-weight: 400;">, a artista tinha o desafio de atender a expectativas devido aos feitos do antecessor e inovar com seu novo álbum. O sucesso não foi diferente, e a obra estreou no topo da parada musical </span><i><span style="font-weight: 400;">Billboard 200</span></i><span style="font-weight: 400;">. Cinco anos depois, seu primogênito ainda é memorável e ficará marcado com seus feitos. A artista mostra para o que veio com sua criatividade e autenticidade, e se estabelece no cenário musical como um ícone global.</span></p>
<p><iframe title="Spotify Embed: WHEN WE ALL FALL ASLEEP, WHERE DO WE GO?" style="border-radius: 12px" width="100%" height="352" frameborder="0" allowfullscreen allow="autoplay; clipboard-write; encrypted-media; fullscreen; picture-in-picture" loading="lazy" src="https://open.spotify.com/embed/album/0S0KGZnfBGSIssfF54WSJh?si=v2qfv9iQSiWaEAEgKjUkxg&#038;utm_source=oembed"></iframe></p>
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		<title>Há 5 anos, YMA provou que o essencial é invisível a um Par de Olhos</title>
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		<pubDate>Fri, 22 Mar 2024 18:07:07 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Ana Cegatti As noitadas paulistanas sempre soaram como um chiado irritante para os que estão acostumados a levantar a cabeça e enxergar, sem dificuldades, o azul do céu. É como se as buzinas responsáveis por matutar uma pressa assídua nunca estivessem na mesma frequência das galinhas que cismam, ou melhor, ciscam incansavelmente diante de um &#8230; <a href="http://personaunesp.com.br/par-de-olhos-5-anos/" class="more-link">Continue lendo<span class="screen-reader-text"> "Há 5 anos, YMA provou que o essencial é invisível a um Par de Olhos"</span></a></p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p><figure id="attachment_32943" aria-describedby="caption-attachment-32943" style="width: 640px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-32943" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/Imagem-1.jpeg" alt="Capa do álbum Par de Olhos. O fundo é totalmente vermelho. No centro da imagem, está YMA, uma mulher adulta branca de cabelos castanhos. Ela está vendada por um pano vermelho e veste uma blusa de manga comprida vermelha. Na frente de YMA, há dois recipientes de vidro contendo um líquido vermelho." width="640" height="640" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/Imagem-1.jpeg 640w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/Imagem-1-150x150.jpeg 150w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-32943" class="wp-caption-text">Par de Olhos é uma demonstração do fato de que existe, sim, amor em São Paulo (Foto: Gabriela Schmidt)</figcaption></figure></p>
<p><b>Ana Cegatti</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">As noitadas paulistanas sempre soaram como um chiado irritante para os que estão acostumados a levantar a cabeça e enxergar, sem dificuldades, o azul do céu. É como se as buzinas responsáveis por matutar uma pressa assídua nunca estivessem na mesma frequência das galinhas que cismam, ou melhor, ciscam incansavelmente diante de um tédio infinito. Afinal, aquilo que se escuta na metrópole é mero barulho ou pode ser tão íntimo quanto uma conversa entre crianças interioranas na sarjeta? Em 2019, a cantora e compositora YMA juntou o melhor dos dois mundos em seu álbum de estreia, </span><i><span style="font-weight: 400;">Par de Olhos</span></i><span style="font-weight: 400;">, ao criar um cenário no qual os sons artificiais da cidade grande são, literalmente, música para os ouvidos dos que temem </span><a href="https://www.dicionarioinformal.com.br/significado/cagar%20ou%20sair%20da%20moita/851/#:~:text=Significado%20de%20cagar%20ou%20sair,decis%C3%A3o%20necess%C3%A1ria%20e%2Fou%20urgente."><span style="font-weight: 400;">sair da moita</span></a><span style="font-weight: 400;"> e se revelar demais diante das luzes vermelhas metropolitanas. </span></p>
<p><span id="more-32942"></span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">“</span><i><span style="font-weight: 400;">À noite de um jeito, de dia de outro</span></i><span style="font-weight: 400;">” é a frase do clássico filme </span><a href="https://personaunesp.com.br/shrek-20-anos/"><i><span style="font-weight: 400;">Shrek</span></i></a> <span style="font-weight: 400;">(2001) que possibilita caracterizar o disco lançado pelas gravadoras </span><i><span style="font-weight: 400;">Matraca </span></i><span style="font-weight: 400;">e </span><i><span style="font-weight: 400;">YB Music</span></i><span style="font-weight: 400;"> por um único adjetivo: multifacetado. Quando o Sol faz ferver o asfalto das ruas de São Paulo, a musicista paulistana se apresenta como Yasmin Mamedio, porém, assim que a Lua obriga o bairro da </span><a href="https://medium.com/@labdejo2018/liberdade-al%C3%A9m-das-lanternas-74ab76e77b8b"><span style="font-weight: 400;">Liberdade</span></a><span style="font-weight: 400;"> a ligar as lanternas, YMA brilha com elas. Seria medíocre discutir qual é a verdadeira identidade da musicista, até porque um ser humano com uma única cara é chato; com duas é falso e com três ou mais é artista. Diferentemente da animação da </span><i><span style="font-weight: 400;">DreamWorks</span></i><span style="font-weight: 400;">, o álbum não define o ato de assumir diferentes formas como um feitiço maligno, mas como um processo cuja magia está em abraçar a mutabilidade e, sobretudo, a incompletude.</span></p>
<blockquote class="instagram-media" data-instgrm-captioned data-instgrm-permalink="https://www.instagram.com/p/CEpIjFInWqc/?utm_source=ig_embed&amp;utm_campaign=loading" data-instgrm-version="14" style=" background:#FFF; border:0; border-radius:3px; box-shadow:0 0 1px 0 rgba(0,0,0,0.5),0 1px 10px 0 rgba(0,0,0,0.15); margin: 1px; max-width:658px; min-width:326px; padding:0; width:99.375%; width:-webkit-calc(100% - 2px); width:calc(100% - 2px);">
<div style="padding:16px;"> <a href="https://www.instagram.com/p/CEpIjFInWqc/?utm_source=ig_embed&amp;utm_campaign=loading" style=" background:#FFFFFF; line-height:0; padding:0 0; text-align:center; text-decoration:none; width:100%;" target="_blank"> </p>
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<p style=" color:#c9c8cd; font-family:Arial,sans-serif; font-size:14px; line-height:17px; margin-bottom:0; margin-top:8px; overflow:hidden; padding:8px 0 7px; text-align:center; text-overflow:ellipsis; white-space:nowrap;"><a href="https://www.instagram.com/p/CEpIjFInWqc/?utm_source=ig_embed&amp;utm_campaign=loading" style=" color:#c9c8cd; font-family:Arial,sans-serif; font-size:14px; font-style:normal; font-weight:normal; line-height:17px; text-decoration:none;" target="_blank">A post shared by 𝐘𝐌𝐀 (@ymamusic)</a></p>
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<p><script async src="//platform.instagram.com/en_US/embeds.js"></script></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Estar dividido em pedaços não é estar quebrado. Na verdade, é movimentar-se na direção oposta à monotonia difundida por aqueles que não ficam bem de franja. Coproduzido por </span><span style="font-weight: 400;">Fernando Rischbieter, </span><i><span style="font-weight: 400;">Par de Olhos </span></i><span style="font-weight: 400;">foi incluído na lista de discos do ano da Associação Paulista de Críticos de Arte de 2019 e, além disso, conquistou seu espaço na luta contra o pensamento caduca de que não se faz música nacional de qualidade como antigamente. Tal raciocínio, aliás, não passa de uma tentativa de vangloriar os costumes de uma época na qual a homossexualidade era doença e </span><a href="https://epoca.oglobo.globo.com/tempo/noticia/2014/04/roberto-carlos-em-britmo-de-ditadurab.html"><span style="font-weight: 400;">Roberto Carlos</span></a><span style="font-weight: 400;">, grande nome da cena musical brasileira, era ficante sério da ditadura. No fim, YMA foi capaz de sustentar uma franja e trazer de volta somente as partes boas e arejadas dos anos 1980.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O sentimento de nostalgia parte, assim como quase tudo na vida, da noção de falta, e provocá-lo não é uma tarefa fácil, uma vez que demanda equilíbrio entre o desejo pela volta e a aceitação da partida. O primeiro álbum de Mamedio precisou de apenas 26 minutos para fazer o que muitos nunca conseguiram: despir-se, em vez de fechar-se, diante da perda. Pode-se dizer que a obra é uma passagem só de ida para um mundo onírico oitentista o qual não oprime minorias e, ainda por cima, não demoniza a intimidade, nem a vulnerabilidade. Pelo contrário, o disco crava uma estaca no coração, abrindo-o por completo. Essa ação, apesar da história tradicional discordar, não mataria um </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=Sg4Lj14VTsQ"><span style="font-weight: 400;">vampiro</span></a><span style="font-weight: 400;">, mas o tornaria humano. </span></p>
<p><figure id="attachment_32947" aria-describedby="caption-attachment-32947" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-32947" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/Imagem-2-1-1-800x533.jpg" alt="Foto retangular de YMA e Gab Ferreira em um show. À esquerda, está YMA, uma mulher adulta branca de cabelo castanho escuro, liso e cortado na altura do ombro. Ela está usando uma blusa vermelha cujas mangas são compridas e prateadas, e está segurando um microfone na mão direita. À direita, está Gab Ferreira, uma mulher adulta branca de cabelo loiro, liso e cortado um pouco abaixo da linha do queixo. Ela está usando uma blusa rosa. Ao fundo, centralizado, está um homem adulto de cabelo preto e bigode que está usando uma camisa vermelha e está tocando guitarra. YMA e Gab Ferreira estão se entreolhando e sorrindo." width="800" height="533" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/Imagem-2-1-1-800x533.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/Imagem-2-1-1-1024x683.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/Imagem-2-1-1-768x512.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/Imagem-2-1-1-1536x1024.jpg 1536w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/Imagem-2-1-1-1200x800.jpg 1200w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/Imagem-2-1-1.jpg 1728w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-32947" class="wp-caption-text">YMA e Gab Ferreira fizeram uma das melhores parcerias do indie brasileiro e, assim, provaram que toda loira tem sua morena (Foto: Flávia Batista)</figcaption></figure></p>
<p><span style="font-weight: 400;">YMA já se aventurava pelas tortuosidades dos ritmos minimalistas</span> <span style="font-weight: 400;">e das letras sensíveis antes mesmo de lançar seu primeiro álbum. </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=z1kKzrnEejw"><i><span style="font-weight: 400;">Sabiá</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, </span><i><span style="font-weight: 400;">single </span></i><span style="font-weight: 400;">de 2017, e </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=O6TXj9rguZ8"><i><span style="font-weight: 400;">Summer Lover</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, fruto de uma colaboração com Gab Ferreira, forraram o estômago antes do banquete que, mesmo depois de anos, parece não ter sido totalmente digerido. É difícil engolir uma obra repleta de medos, angústias e confissões. Por outro lado, é impossível sequer experimentar um disco frio e sem sal, ou melhor, sem elementos que o aproxime até do mais chato dos paladares.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Composto por oito pratos temperados com arranjos de guitarra e sintetizadores, </span><i><span style="font-weight: 400;">Par de Olhos </span></i><span style="font-weight: 400;">é um choque, daqueles que arrepiam os cabelos e alteram a trajetória de um corpo cuja estaticidade era, até então, inabalável. A primeira faixa, </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=WVXhm4_3SOs"><i><span style="font-weight: 400;">Evaporar</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, é propositalmente traiçoeira: vai da timidez à explosão usando uma melodia com notas pautadas, a princípio, no marasmo. Este, no entanto, não passa de um truque praticado na medida certa para desmamar os acostumados a beber o puro suco da previsibilidade. Em outros termos, a entrada do álbum nos convida a sentir o sabor agridoce do incontrolável, responsável por transformar experiências aparentemente inofensivas em histórias dignas de nostalgia.</span></p>
<div class="jetpack-video-wrapper"><iframe loading="lazy" title="YMA - Par de Olhos (Clipe Oficial)" width="840" height="473" src="https://www.youtube.com/embed/g6jApAuN8uM?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen></iframe></div>
<p><span style="font-weight: 400;">Análises reféns da materialidade e de verdades rigorosas não têm espaço em uma obra que é, acima de tudo, uma ode ao indescritível. A quinta música, </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=bgQsp2NB8p4"><i><span style="font-weight: 400;">Sun and Soul</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, evoca o almejo pelo transcendental, além de criar uma atmosfera na qual ter consciência da efemeridade das coisas não estraga o dia de ninguém, e sim o transforma em um palco pronto para receber um show de improvisos. YMA e Lauckson José, do projeto </span><a href="https://musicainstantanea.com.br/lau-e-eu-superestimadas/"><span style="font-weight: 400;">Lau e Eu</span></a><span style="font-weight: 400;">, fazem da composição uma carta destinada ao amor ardente de verão que, assim como tudo, passa. Apesar disso, vale a pena se expor, tanto ao Sol, quanto às luzes artificiais encarregadas de iluminar quartos e testemunhar demonstrações de intimidade as quais acontecem, inclusive, na sempre nublada </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=0PfevkndCPU"><span style="font-weight: 400;">São Paulo</span></a><span style="font-weight: 400;">. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Além de </span><i><span style="font-weight: 400;">Sun and Soul</span></i><span style="font-weight: 400;">, outras duas faixas do álbum</span> <span style="font-weight: 400;">também têm letras inteiramente feitas em inglês. O uso de uma língua estrangeira pode acontecer por diversos motivos, a exemplo da superação do limite nacional, mas existe uma possível razão mais poética: a exposição em português é nua e crua, ou seja, possui uma força própria que arrebata o ouvinte sem sequer oferecer-lhe uma almofada para amenizar o baque. Portanto, a escolha pelo inglês serviria como um biquíni fio dental e deixaria as partes íntimas das músicas expostas somente até certo ponto. Tal fato acarreta em uma essência provocativa que torna o disco um ensaio sobre o olhar afetivo cujo panorama capta o oculto e o </span><a href="https://revistacult.uol.com.br/home/quatro-tipos-de-nao-dito/"><span style="font-weight: 400;">não dito</span></a><span style="font-weight: 400;">.</span></p>
<p><figure id="attachment_32949" aria-describedby="caption-attachment-32949" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-32949" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/Imagem-3-1-1-800x533.jpg" alt="Foto retangular de YMA em um show. YMA é uma mulher adulta branca de cabelos castanhos. Ela está usando uma blusa de manga comprida texturizada vermelha, sombra vermelha nos olhos e batom vermelho. Ela segura um microfone em sua mão direita e o posiciona perto da boca, sinalizando um canto, enquanto seu braço esquerdo está esticado em um ângulo de 90 graus. Ao fundo da imagem, estão diversos equipamentos típicos de show, como pedestal para microfone, fios e o instrumento bateria." width="800" height="533" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/Imagem-3-1-1-800x533.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/Imagem-3-1-1-1024x682.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/Imagem-3-1-1-768x512.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/Imagem-3-1-1-1536x1024.jpg 1536w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/Imagem-3-1-1-1200x800.jpg 1200w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/Imagem-3-1-1.jpg 2000w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-32949" class="wp-caption-text">YMA transita entre o mistério e a exposição em um percurso cheio de radares e, ao mesmo tempo, de infrações (Foto: André Pinto)</figcaption></figure></p>
<p><span style="font-weight: 400;">No começo da festa organizada por YMA, a imprevisibilidade nos recepciona e apresenta suas companheiras de prefixo: incerteza e inconstância. As duas tagarelam sem parar em nossos ouvidos. Porém, quando a noite parecia perdida, a intimidade chega e nos puxa para longe. Logo depois, ela revela que pode ir embora da festa a qualquer momento, tornando em vão nosso contato. Diante da sequência de frustrações, um nó se cria na garganta. A língua inglesa até tentou desamarrá-lo, mas as lágrimas só sabiam português, e, portanto, protagonizaram </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=yeZmb3MbSBw"><i><span style="font-weight: 400;">Pequenos Rios</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, a despedida do álbum que é ironicamente inimigo do fim. </span></p>
<p><a href="https://gq.globo.com/GQ-Vozes/noticia/2019/02/yma-voz-misteriosa-que-voce-precisa-conhecer.html"><span style="font-weight: 400;">Yasmin Mamedio</span></a><span style="font-weight: 400;"> teve o tato de transformar até o mais cético dos interioranos em alguém disposto a ouvir o que os sons da metrópole têm a dizer. “</span><i><span style="font-weight: 400;">Não se acha a paz evitando a vida</span></i><span style="font-weight: 400;">”</span> <span style="font-weight: 400;">é um tabefe dado por Virginia Woolf nos que se escondem atrás do silêncio. Este, por sua vez, não vê a hora de ser assassinado por sussurros eróticos, falas ambíguas e gritos melancólicos. Embora amores possam se esvair no piscar de um </span><i><span style="font-weight: 400;">Par de Olhos</span></i><span style="font-weight: 400;">, nenhuma invenção fantasiosa, como vampiros ou estabilidade emocional, supera o caráter onírico de encontros despretensiosos. O disco é uma homenagem ao acaso, protagonista da nossa jornada de altos e baixos à procura de coisas que, no fim, estão bem debaixo do nosso nariz. </span></p>
<p><iframe title="Spotify Embed: Par de Olhos" style="border-radius: 12px" width="100%" height="352" frameborder="0" allowfullscreen allow="autoplay; clipboard-write; encrypted-media; fullscreen; picture-in-picture" loading="lazy" src="https://open.spotify.com/embed/album/6fHlPkOoBlxSLbIOGs5Ibt?si=ZX08B7T_ROiJumWpnNi9eA&#038;utm_source=oembed"></iframe></p>
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