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	<title>Arquivos Cinema &#8211; Persona | Jornalismo Cultural</title>
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	<description>Desde 2015 provando que a distância entre Bergman, Lady Gaga e a novela das 9 nem existe.</description>
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	<title>Arquivos Cinema &#8211; Persona | Jornalismo Cultural</title>
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		<title>Em Homem-Aranha: Um Novo Dia todos se esqueceram de Peter Parker, incluindo o próprio</title>
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		<pubDate>Wed, 05 Aug 2026 20:23:19 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Aviso: Este texto contém spoilers Stephanie Cardoso O que torna uma interpretação do Homem-Aranha realmente marcante? Em menos de 20 anos, o amado amigão da vizinhança já teve três adaptações cinematográficas completamente diferentes entre si. A primeira – e a mais referenciada – teve Tobey Maguire no papel principal, trazendo uma versão que ficou eternizada &#8230; <a href="http://personaunesp.com.br/critica-homem-aranha-um-novo-dia/" class="more-link">Continue lendo<span class="screen-reader-text"> "Em Homem-Aranha: Um Novo Dia todos se esqueceram de Peter Parker, incluindo o próprio"</span></a></p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p><b><i>Aviso: </i></b><i><span style="font-weight: 400;">Este texto contém spoilers</span></i></p>
<figure id="attachment_37425" aria-describedby="caption-attachment-37425" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img fetchpriority="high" decoding="async" class="size-full wp-image-37425" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2026/08/image2-1.jpg" alt="Cena do filme Homem-Aranha: Um Novo Dia. Na imagem, um jovem branco de cabelos castanhos curtos e molhados, com o rosto suado, veste um moletom verde com capuz sob uma jaqueta escura. Ele está em um ambiente com paredes de concreto ao fundo." width="800" height="450" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2026/08/image2-1.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2026/08/image2-1-768x432.jpg 768w" sizes="(max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-37425" class="wp-caption-text">O Homem-Aranha de Tom Holland volta a sua essência dos quadrinhos com este novo filme (Foto: Sony Pictures)</figcaption></figure>
<p><b>Stephanie Cardoso</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O que torna uma interpretação do Homem-Aranha realmente marcante? Em menos de 20 anos, o amado amigão da vizinhança já teve três adaptações cinematográficas completamente diferentes entre si. A primeira – e a mais referenciada – teve </span><a href="https://personaunesp.com.br/homem-aranha-2-20-anos/"><span style="font-weight: 400;">Tobey Maguire</span></a><span style="font-weight: 400;"> no papel principal, trazendo uma versão que ficou eternizada na mente do público. Já a segunda trouxe </span><a href="https://personaunesp.com.br/tick-tick-boom-critica/"><span style="font-weight: 400;">Andrew Garfield</span></a><span style="font-weight: 400;"> no papel do herói aracnídeo e, apesar de interpretar o mesmo personagem, apresentou uma proposta bastante diferente. Anunciado em 2015, </span><a href="https://youtu.be/Y8l37bHNp1U?si=T3EP8XYoMvEGmYRT"><span style="font-weight: 400;">Tom Holland</span></a><span style="font-weight: 400;"> teve que encarar o desafio de ser o terceiro intérprete do famoso super-herói. O desafio não era pequeno, principalmente porque o público já tinha uma visão muito bem definida do que esperava de um bom filme do Cabeça de Teia.</span></p>
<p><span id="more-37423"></span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Entre as principais críticas à versão de Holland, destacava-se sua postura quase como um pupilo do </span><a href="https://youtu.be/2G-B5upjLjM?si=Cmhrw-l8VGwOxp27"><span style="font-weight: 400;">Homem de Ferro</span></a><span style="font-weight: 400;">, vivendo uma jornada considerada mais fácil quando comparada à de seus antecessores ou até mesmo à dos quadrinhos. Como resposta, o final de </span><a href="https://personaunesp.com.br/homem-aranha-sem-volta-para-casa-critica/"><i><span style="font-weight: 400;">Homem-Aranha: Sem Volta Para Casa</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> (2021) entregou um desfecho agridoce para o personagem. Depois de perder tudo, Peter Parker precisou recomeçar do zero, completamente sozinho. Anos depois, o novo longa apresenta um protagonista que sobrevive, mas não vive de verdade. Sem amigos, sem família e sem ninguém que se lembre de quem ele é, resta apenas uma rotina marcada pela solidão, pelo trabalho como vigilante e pela tentativa constante de preencher um vazio que parece não ter fim.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">É justamente nessa fase tão difícil da vida do personagem que a narrativa encontra o tom para entregar, sem dúvidas, o melhor filme da franquia atual. A </span><a href="https://www.boweryboyshistory.com/2026/07/tour-new-york-city-55-years-spider-man-comic-book-covers.html"><span style="font-weight: 400;">Nova York</span></a><span style="font-weight: 400;"> apresentada aqui parece mais viva do que nunca, muito por causa do trabalho do </span><a href="https://personaunesp.com.br/homem-aranhaverso-critica/"><span style="font-weight: 400;">Homem-Aranha</span></a><span style="font-weight: 400;">. Mas, por trás disso, existe alguém que usa a máscara não apenas para proteger as pessoas, e sim também para fugir da própria realidade. A obra constrói uma interessante linha de raciocínio sobre a perda da identidade: para não encarar uma vida em que ninguém lembra seu nome, Peter deixa de viver como uma pessoa comum e passa a existir apenas como sua versão heróica. Aos poucos, o uniforme deixa de ser apenas um símbolo de heroísmo e se transforma na única forma que encontra para continuar seguindo em frente.</span></p>
<div class="jetpack-video-wrapper"><iframe title="CH Entrevista: Zendaya, Tom Holland e Destin Daniel Cretton revelam detalhes de Homem-Aranha" width="840" height="473" src="https://www.youtube.com/embed/w1iiiQOWwjI?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen></iframe></div>
<p><span style="font-weight: 400;">Um dos maiores acertos da direção de </span><a href="https://youtu.be/5p1b4g38xL8?si=YCvdGzTkLBuqAu2a"><span style="font-weight: 400;">Destin Daniel Cretton</span></a><span style="font-weight: 400;"> – o mesmo diretor de </span><a href="https://personaunesp.com.br/shang-chi-e-a-lenda-dos-dez-aneis-critica/"><i><span style="font-weight: 400;">Shang Chi e a Lenda dos Dez Anéis</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> (2021) – está na forma como o longa coloca o público ao lado do protagonista. Assumindo a franquia após a saída de </span><a href="https://www.omelete.com.br/homem-aranha/homem-aranha-4-jon-watts-explica-porque-nao-volta"><span style="font-weight: 400;">Jon Watts</span></a><span style="font-weight: 400;">, Cretton consegue fazer com que a câmera, os enquadramentos e o ritmo das cenas ajudem a transmitir exatamente o que Parker está sentindo. Ao mesmo tempo, a cidade deixa de ser apenas um cenário e volta a funcionar como parte importante da narrativa, fazendo com que o herói pareça realmente pertencer à cidade. A cena de abertura em que o herói luta com vários vilões diferentes, faz claras </span><a href="https://www.instagram.com/reel/Dblt-Y0jesv/?utm_source=ig_web_button_share_sheet"><span style="font-weight: 400;">referências</span></a><span style="font-weight: 400;"> aos quadrinhos e reforça a sensação de que este é, finalmente, o super-herói que muitos esperavam ver nas telas. Em nada adianta apenas fazer alusão às HQ &#8216;s, quando não se traz a essência do personagem para a tela. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Outro aspecto que merece destaque é a trilha sonora de </span><a href="https://youtu.be/BD3yPEL2fWg?si=u0_YcrJwUaOUKizv"><span style="font-weight: 400;">Michael Giacchino</span></a><span style="font-weight: 400;">. A música sabe exatamente quando crescer e quando dar espaço para que o silêncio fale por si. A cena na qual Peter leva MJ para casa após uma conversa devastada é um bom exemplo de quando a quietude do momento é bem aproveitada. O roteiro de Erik Sommers e Chris McKenna também acerta ao transformar essa crise de identidade no principal motor da evolução do personagem. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Pela primeira vez na franquia estrelada por Tom Holland, o amadurecimento acontece de forma realmente convincente. Seu crescimento não vem apenas das perdas que sofreu, mas das escolhas que precisa fazer diante delas. O conflito deixa de ser apenas derrotar um vilão e passa a ser encontrar um equilíbrio entre a responsabilidade de salvar pessoas e o direito de viver a própria vida. Essa talvez seja a melhor evolução de Peter Parker nos quatro filmes. Esse amadurecimento também transparece na atuação. Sua interpretação funciona tanto nos momentos mais silenciosos quanto nas cenas de maior carga emocional, mostrando o cansaço físico e emocional de alguém que já não consegue separar sua vida da missão de ser o </span><a href="https://youtu.be/__vLZslytN0?si=woxrIY16ODQpSow7"><span style="font-weight: 400;">Homem-Aranha</span></a><span style="font-weight: 400;">.</span></p>
<figure id="attachment_37426" aria-describedby="caption-attachment-37426" style="width: 640px" class="wp-caption alignnone"><img decoding="async" class="size-full wp-image-37426" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2026/08/image3-1.png" alt="Cena do filme Homem-Aranha: Um Novo Dia. Na imagem, uma jovem branca de cabelos longos e ruivos está ao ar livre, em um parque durante o dia. Ela veste um blusão azul-escuro, mantém os braços cruzados e olha para a câmera. Ao fundo, há árvores e uma área gramada desfocadas." width="640" height="359" /><figcaption id="caption-attachment-37426" class="wp-caption-text">Após o final de Stranger Things, Sadie Sink faz a sua estreia no MCU com uma personagem chave dos quadrinhos (Foto: Sony Pictures)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">Pode-se dizer que o grande mistério desta vez era descobrir quem seria a personagem de </span><a href="https://youtu.be/hI7id8V3X2w?si=V6Jl-1XG5XWBK-Gl"><span style="font-weight: 400;">Sadie Sink</span></a><span style="font-weight: 400;">. Desde o anúncio de sua escalação, em 2025, a internet passou meses criando teorias sobre seu papel. Os rumores iam desde Jean Grey até personagens pouco prováveis, como a Garota Esquilo. Quando a revelação finalmente acontece, dificilmente surpreende quem acompanhou essas especulações. Ainda assim, isso não é nem um pouco um problema. O impacto não está em esconder sua identidade e sim no significado que ela </span><a href="https://time.com/article/2026/07/29/spider-man-brand-new-day-jean-grey-x-men/"><span style="font-weight: 400;">representa</span></a><span style="font-weight: 400;"> para o futuro do Universo Cinematográfico da Marvel.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Interpretando Jean Grey, Sink entrega uma das melhores atuações e rapidamente se torna um dos destaques. A atriz consegue transmitir a força e a vulnerabilidade que sempre marcaram a heroína nos quadrinhos, fazendo com que sua presença vá muito além de um simples gancho para o futuro da </span><i><span style="font-weight: 400;">Marvel</span></i><span style="font-weight: 400;">. Mesmo sem explorar todo o potencial da mutante, nos é apresentada uma versão bastante promissora e que estabelece as bases para a chegada dos </span><a href="https://personaunesp.com.br/x-men-60-anos-artigo/"><span style="font-weight: 400;">X-Men</span></a><span style="font-weight: 400;">. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Sua química com Tom Holland funciona de forma natural e contribui para alguns dos melhores momentos. Uma das cenas de maior destaque acontece quando </span><a href="https://nexuspointnews.com/who-is-jean-grey-heres-everything-you-need-to-know/"><span style="font-weight: 400;">Jean</span></a><span style="font-weight: 400;"> entra na mente de Peter e os dois têm uma conversa que sintetiza o principal conflito da história. Um entende a dor do outro, sendo marcados e assombrados pelas mortes de pessoas importantes para cada um. Ao enxergar tudo o que ele vem carregando nos ombros desde os acontecimentos do </span><a href="https://youtu.be/JfVOs4VSpmA?is=ksM36cyMEKHFdGff"><span style="font-weight: 400;">último filme</span></a><span style="font-weight: 400;">, ela faz com que o protagonista finalmente encare a dor que passou tanto tempo tentando esconder atrás da máscara. É uma sequência íntima, que funciona muito mais pela sensibilidade do que pelos poderes da telepata.</span></p>
<div class="jetpack-video-wrapper"><iframe loading="lazy" title="Tom Holland, Zendaya &amp; Jacob Batalon Play Would You Rather" width="840" height="473" src="https://www.youtube.com/embed/HHI9ovCKRpA?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen></iframe></div>
<p><span style="font-weight: 400;">Enquanto isso, MJ e Ned (Jacob Batalon) acabam ocupando um espaço menor do que muitos poderiam imaginar. </span><a href="https://youtu.be/xlJP1v2j34I?si=8RpGc-Z_AdwhlAP-"><span style="font-weight: 400;">Zendaya</span></a><span style="font-weight: 400;"> continua muito bem no papel e entrega cenas carregadas de emoção ao lado do protagonista. A </span><a href="https://youtu.be/z_k1UGy4-qU?si=hoZhRVqodyqQAGNA"><span style="font-weight: 400;">conexão</span></a><span style="font-weight: 400;"> entre os dois permanece convincente justamente porque o público acompanhou a construção desse relacionamento ao longo dos filmes anteriores. No entanto, ela acaba funcionando mais como uma lembrança da vida que foi perdida do que como alguém realmente importante para os acontecimentos da história. Ainda assim, cada interação entre os dois carrega um peso emocional que reforça tudo o que foi tirado do personagem desde os acontecimentos de </span><i><span style="font-weight: 400;">Sem Volta Para Casa</span></i><span style="font-weight: 400;">.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O grande mérito do roteiro está em mostrar que o verdadeiro conflito não é derrotar o vilão, mas impedir que </span><a href="https://youtu.be/qnPISGzfZyM?si=qmD9LJub_HfVUThI"><span style="font-weight: 400;">Peter Parker</span></a><span style="font-weight: 400;"> desapareça por completo. Aos poucos, o Homem-Aranha deixa de ser apenas seu alter ego e passa a ocupar praticamente todo o espaço da sua vida. A máscara deixa de representar apenas responsabilidade e se transforma em uma forma de escapar da dor, da solidão e do vazio deixado por quem já não se lembra de sua existência. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Essa proposta encontra seu melhor momento na cena final. A sequência do hospital ao final é simples, porém tem uma carga emocional. O momento funciona como um paralelo direto ao início da obra anterior, quando Peter era visto com desconfiança e responsabilizado por diversas tragédias. Agora, mesmo sem que ninguém saiba quem está por trás da máscara, a cidade finalmente reconhece o símbolo que ele representa. O momento traz tanto ao herói quanto ao público o sentimento de que tudo vai dar certo, e, de que, apesar de tantos obstáculos, </span><a href="https://deadline.com/gallery/spider-man-brand-new-day-cast-characters-mutants-avengers/"><span style="font-weight: 400;">amanhã</span></a><span style="font-weight: 400;"> é um novo dia.</span></p>
<figure id="attachment_37424" aria-describedby="caption-attachment-37424" style="width: 780px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-37424" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2026/08/image1-1.png" alt="Cena do filme Homem-Aranha: Um Novo Dia. Na imagem, uma jovem de cabelos escuros e um jovem de cabelos curtos usando óculos de armação preta estão sentados lado a lado em um sofá, em uma sala iluminada de forma suave. Ambos olham para a frente, enquanto ao fundo é possível ver uma cozinha." width="780" height="438" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2026/08/image1-1.png 780w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2026/08/image1-1-768x431.png 768w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-37424" class="wp-caption-text">A tristeza acompanha Peter todos estes anos, principalmente em relação a Ned e MJ (Foto: Sony Pictures)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">A pergunta feita no início desta crítica era o que torna uma interpretação do </span><a href="https://youtu.be/4z8xSetKd0M?si=sDne7VpAKR_YX221"><span style="font-weight: 400;">Homem-Aranha</span></a><span style="font-weight: 400;"> realmente marcante. Durante anos, cada ator trouxe uma resposta diferente para essa questão. </span><a href="https://youtu.be/DusJt_WJkno?si=uoOvm7GqHKQar7Jj"><span style="font-weight: 400;">Tobey Maguire</span></a><span style="font-weight: 400;"> ficou marcado pelo peso da responsabilidade, </span><a href="https://youtu.be/0zwNZJbM-Gw?si=PSiSc2DEDqB56odf"><span style="font-weight: 400;">Andrew Garfield</span></a><span style="font-weight: 400;"> pela humanidade e pelo lado mais emocional do Cabeça de Teia. Depois de quatro filmes, </span><a href="https://youtu.be/YG5fvuXl1yk?si=VoOK8VT5LCH5n6xt"><span style="font-weight: 400;">Tom Holland</span></a><span style="font-weight: 400;"> finalmente encontra sua própria versão. Ao mostrar um Peter Parker que perdeu tudo, mas todos os dias escolhe fazer a diferença, o ator entrega sua atuação mais completa e ajuda a transformar, este, sem dúvidas, o melhor capítulo de sua franquia.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Além de uma grande obra de super-herói, é uma história genuína sobre identidade e sacrifício. Ao entender que ele só funciona quando nunca deixa seu lado humano de lado, o </span><a href="https://youtu.be/71nZWksYfQg?si=-L5-bgtwHMdvAkKi"><span style="font-weight: 400;">longa</span></a><span style="font-weight: 400;"> entrega uma das interpretações mais interessantes do herói nos cinemas, equilibrando ação e emoção de forma marcante. Ao resgatar sua essência, nos reafirma que não é à toa que o personagem ainda é uma das figuras mais amadas da cultura </span><i><span style="font-weight: 400;">pop</span></i><span style="font-weight: 400;">.</span></p>
<div class="jetpack-video-wrapper"><iframe loading="lazy" title="Homem-Aranha: Um Novo Dia - Trailer Final (A Jornada de Peter) - Dublado" width="840" height="473" src="https://www.youtube.com/embed/bwt2-nyEP0A?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen></iframe></div>
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		<title>A Odisseia de Nolan é a representação heróica de um herói mundano</title>
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		<pubDate>Tue, 21 Jul 2026 15:27:47 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Aviso: Esse texto contém spoilers Lucas Barbosa Após 72 anos da sua última grande produção nos cinemas, A Odisseia volta a grande tela com a magnitude de um poema épico da Grécia Antiga, o texto de Homero conta através de memórias a saga de Odisseu, Rei de Ítaca, que após a Guerra de Tróia, fica &#8230; <a href="http://personaunesp.com.br/critica-a-odisseia/" class="more-link">Continue lendo<span class="screen-reader-text"> "A Odisseia de Nolan é a representação heróica de um herói mundano"</span></a></p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><b><i>Aviso: </i></b><i><span style="font-weight: 400;">Esse texto contém spoilers</span></i></p>
<figure id="attachment_37402" aria-describedby="caption-attachment-37402" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-37402" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2026/07/image2-1-800x533.jpg" alt="Sob um céu pálido, um homem de barba grisalha e uma jovem com um lenço na cabeça encaram o horizonte com feições tensas e atentas. Ambos vestem trajes rústicos e estão cercados por uma imensa planície desolada de areia úmida, poças rasas e dunas ao longe. " width="800" height="533" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2026/07/image2-1-800x533.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2026/07/image2-1-1024x683.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2026/07/image2-1-768x512.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2026/07/image2-1.jpg 1200w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-37402" class="wp-caption-text">Com orçamento de aproximadamente 250 milhões de dólares, é a produção mais cara feita por Christopher Nolan (Foto: Universal Pictures)</figcaption></figure>
<p><b>Lucas Barbosa</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Após 72 anos da sua última grande produção nos cinemas, </span><i><span style="font-weight: 400;">A Odisseia</span></i><span style="font-weight: 400;"> volta a grande tela com a magnitude de um poema épico da Grécia Antiga, o texto de Homero conta através de memórias a saga de Odisseu, Rei de Ítaca, que após a Guerra de Tróia, fica 10 anos na tentativa de voltar para sua terra natal. Coube a Christopher Nolan a responsabilidade de produzir, roteirizar e dirigir uma das maiores obras da humanidade. E para quem fez </span><i><span style="font-weight: 400;">Interestelar </span></i><span style="font-weight: 400;">(2014) e </span><a href="https://personaunesp.com.br/oppenheimer-critica/"><i><span style="font-weight: 400;">Oppenheimer</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> (2023) é a garantia de um filme com todo o esplendor que a história precisa: Grandes navios, armaduras gigantescas, monstros grotescos, e uma fotografia primordial. O problema disso? A obra se simplifica em um filme de ação e em certo modo foge do épico mitológico do poema homérico.</span></p>
<p><span id="more-37400"></span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Nolan tinha uma obra complexa para produzir, com uma estrutura narrativa que foge da ordem natural de três atos que já estamos acostumados a ler em livros e ver nos filmes. É um poema pautado em </span><i><span style="font-weight: 400;">flashbacks </span></i><span style="font-weight: 400;">e em relatos subjetivos, e assim o longa foi produzido. O filme propõe uma história que se baseia nas lembranças tanto de Odisseu (Matt Damon), quanto dos personagens que o acompanharam antes, durante e depois da guerra. Porém, o roteiro enfraquece certas relações entre o próprio protagonista com as divindades dentro da obra, foi mais adaptável a um conceito muito mais contemporâneo de </span><a href="https://www.bbc.com/portuguese/articles/cj3652k03r4o"><span style="font-weight: 400;">herói</span></a><span style="font-weight: 400;"> e vilão, enfraquecendo uma relação lógica de Odisseu, que não era o guerreiro mais forte, mas que tinha mais </span><a href="https://www.worldhistory.org/trans/pt/1-786/odisseu/"><span style="font-weight: 400;">astúcia</span></a><span style="font-weight: 400;"> dentro do campo de guerra, habilidade essa que foi pouco explorada, deixando exposta apenas uma força física que praticamente não existia.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Existe um problema que aconteceu também em outros filmes roteirizados pelo Nolan: a dificuldade em escrever personagens femininos. Penélope </span><a href="https://exame.com/pop/quem-anne-hathaway-interpreta-em-a-odisseia-conheca-a-historia-da-personagem/"><span style="font-weight: 400;">(Anne Hathaway)</span></a><span style="font-weight: 400;"> não é a personagem passiva que chorava pela saudade de Odisseu, toda a narrativa dos pretendentes pela mão da Rainha de Ítaca é uma das mais importantes para toda a obra, não teve nada além de uma personagem que sofria pela partida do marido sem explorar a complexidade e inteligência da Rainha. A presença de Atena (Zendaya) também é muito enfraquecida dentro do longa, se tornando uma personagem de suporte emocional para Odisseu, ao invés de uma divindade importante para a obra.</span></p>
<figure id="attachment_37403" aria-describedby="caption-attachment-37403" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-37403" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2026/07/image3-1-800x533.jpg" alt="Em um antigo salão de pedra iluminado por tochas, uma mulher em primeiro plano veste um longo vestido azul, colar dourado e segura um arco. Ao fundo, ao lado de um trono esculpido, uma jovem de vestido escuro a observa. " width="800" height="533" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2026/07/image3-1-800x533.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2026/07/image3-1-1024x683.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2026/07/image3-1-768x512.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2026/07/image3-1.jpg 1200w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-37403" class="wp-caption-text">Para manter uma fidelidade histórica ao filme, locações na Grécia, Itália, Marrocos foram utilizadas para a produção do longa (Foto: Universal Pictures)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">Por final, a trajetória de Odisseu se transformou quase em uma jornada do herói, com as suas lembranças sendo o principal motor para o entendimento do filme, mas essas memórias reaparecem de forma distintas, pela relação de 7 anos de prisão do Odisseu pela Calipso (Charlize Theron) na Ilha de Ogígia, em que ele frequentemente comia </span><a href="https://www.greekmythology.com/Myths/Creatures/Lotus_Eaters/lotus_eaters.html"><span style="font-weight: 400;">Flor de Lótus</span></a><span style="font-weight: 400;">. E quando acontece seu retorno a Ítaca, descobre que seu filho Telêmaco (Tom Holland) será atacado pelos </span><span style="font-weight: 400;">pretendentes da mão de sua esposa a mando de Antínoo (Robert Pattinson) que pode ser declarado como o grande vilão do filme. E no fim, após conseguir salvar o filho, voltar a Ítaca e vencer o desafio do arco, elimina os rebeldes do seu reino, conseguindo sua redenção e partindo para o mesmo oceano que foi o seu maior desafio.  </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A montagem feita pela Jennifer Lane é esplêndida, os momentos no palácio de Ítaca tem a tensão de um reino sem rei, a trilha sonora feita pelo </span><span style="font-weight: 400;">Ludwig Göransson</span><span style="font-weight: 400;">, é um ápice em toda a trajetória da Odisseia, consegue transmitir o vazio do oceano e também a tensão de uma guerra, tudo em uma mesma singularidade, os figurinos mesmo não sendo os mais fiéis a história e sua época, conseguem ser emblemáticos, a exemplo da Armadura de Agamenon (</span><a href="https://www.omelete.com.br/filmes/a-odisseia-benny-safdie-confirmado-christopher-nolan"><span style="font-weight: 400;">Benny Safdie</span></a><span style="font-weight: 400;">), que mesmo sem nenhuma fala, sua postura e sua armadura emblemática são autoexplicativas.</span></p>
<figure id="attachment_37401" aria-describedby="caption-attachment-37401" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-37401" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2026/07/image1-1-800x450.jpg" alt="Dois guerreiros com armaduras de estilo grego antigo estão frente a frente. O da esquerda veste uma armadura preta fosca com detalhes dourados e capacete fechado, enquanto o da direita, visto de perfil, usa um capacete com uma grande pluma rosa. Ao fundo, há mastros de navios sob um céu claro. " width="800" height="450" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2026/07/image1-1-800x450.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2026/07/image1-1-1024x576.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2026/07/image1-1-768x432.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2026/07/image1-1-1200x675.jpg 1200w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2026/07/image1-1.jpg 1392w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-37401" class="wp-caption-text">Agamenon, Rei de Micenas, foi o líder dos gregos para a Guerra de Tróia (Foto: Universal Pictures)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">Nolan sabe como produzir filmes que tem uma ação contínua e envolvente, o terror em todas as cenas com o cíclope polifemo é agoniante e sombria, e os momentos da </span><a href="https://www.omelete.com.br/filmes/criticas/itroiai"><span style="font-weight: 400;">Guerra de Tróia</span></a><span style="font-weight: 400;"> são violentos e sustentam uma velocidade dinâmica ao longa. Ao mesmo tempo, reduz partes drásticas da história para defender um simbolismo não apenas heróico, mas uma meia culpa sentida por Odisseu no momento em que ele percebe que a construção do Cavalo foi o estopim para o fim da Era do Bronze e um começo da Era de Escuridão.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A Odisseia de </span><a href="https://www.ebooksbrasil.org/eLibris/odisseiap.html"><span style="font-weight: 400;">Homero</span></a><span style="font-weight: 400;"> é uma história muito complexa, e seus personagens trazem uma profundidade imensa que o poema necessitava, A Odisseia de Nolan é uma guerra dos pensamentos de um herói arrependido, onde todos ao seu redor ficaram rasos, sem a expressão necessária para um poema épico, como um filme de ação é excelente, empolgante e tem uma tônica que uma guerra precisa, mas a história falha na tentativa de fazer de uma pessoa ardilosa, um cavaleiro heróico.</span></p>
<div class="jetpack-video-wrapper"><iframe loading="lazy" title="A Odisseia | Novo Trailer Oficial (Universal Pictures) - HD" width="840" height="473" src="https://www.youtube.com/embed/sFM4dRIXAX8?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen></iframe></div>
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		<title>A Morte do Demônio: Em Chamas é fogo que não arde e nem se vê</title>
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		<pubDate>Wed, 15 Jul 2026 14:55:50 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Cinema]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Aviso: Este texto contém spoilers Davi Marcelgo O primeiro filme da franquia, Evil Dead (1981), recebeu, no Brasil, o título de Uma Noite Alucinante: A Morte do Demônio propriamente, pois não só o protagonista Ash Williams (Bruce Campbell) foi levado ao limite – de covarde para bad ass na mesma madrugada – como as produções &#8230; <a href="http://personaunesp.com.br/a-morte-do-demonio-em-chamas-critica/" class="more-link">Continue lendo<span class="screen-reader-text"> "A Morte do Demônio: Em Chamas é fogo que não arde e nem se vê"</span></a></p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p><b><i>Aviso:</i></b><i><span style="font-weight: 400;"> Este texto contém spoilers</span></i></p>
<figure id="attachment_37394" aria-describedby="caption-attachment-37394" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-37394" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2026/07/HMbtfgrXwAAX5rF-800x492.jpg" alt="Cena do filme A Morte do Demônio: Em Chamas Na imagem, vista de cima, Alice encara o teto. Na bochecha esquerda, há gotas de sangue escorrendo. Ela está com expressão de medo e veste uma camiseta cinza escuro com marcas de suor. Seu cabelo está desarrumado e possui mechas rosa. Alice é uma mulher na faixa dos 30 anos, de origem tunisiana e europeia. " width="800" height="492" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2026/07/HMbtfgrXwAAX5rF-800x492.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2026/07/HMbtfgrXwAAX5rF-1024x629.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2026/07/HMbtfgrXwAAX5rF-768x472.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2026/07/HMbtfgrXwAAX5rF-1536x944.jpg 1536w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2026/07/HMbtfgrXwAAX5rF-1200x737.jpg 1200w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2026/07/HMbtfgrXwAAX5rF.jpg 1738w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-37394" class="wp-caption-text">Souheila Yacoub, de Clímax (2018), protagoniza o sexto filme da franquia (Foto: Ghost House Pictures)</figcaption></figure>
<p><b>Davi Marcelgo</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O primeiro filme da franquia, </span><i><span style="font-weight: 400;">Evil Dead</span></i><span style="font-weight: 400;"> (1981), recebeu, no Brasil, o título de </span><i><span style="font-weight: 400;">Uma Noite Alucinante: A Morte do Demônio </span></i><span style="font-weight: 400;">propriamente, pois não só o protagonista Ash Williams (</span><a href="https://www.cnnbrasil.com.br/pop/cinema/bruce-campbell-de-evil-dead-e-diagnosticado-com-cancer-incuravel/"><span style="font-weight: 400;">Bruce Campbell</span></a><span style="font-weight: 400;">) foi levado ao limite – de covarde para </span><i><span style="font-weight: 400;">bad ass</span></i><span style="font-weight: 400;"> na mesma madrugada – como as produções sucessoras dobraram a aposta, enriquecendo a mitologia dos </span><i><span style="font-weight: 400;">deadites</span></i><span style="font-weight: 400;">. Em </span><i><span style="font-weight: 400;">Army of Darkness </span></i><span style="font-weight: 400;">(1992), o terceiro capítulo da saga, a cabana deixa de ser o cenário e é substituída pela paisagem medieval; Williams é sugado por um portal e enviado para o período do aço e das espadas. Já a série </span><i><span style="font-weight: 400;">Ash vs. Evil Dead </span></i><span style="font-weight: 400;">(2015-2018) aproveitou o terreno construído por </span><a href="https://personaunesp.com.br/darkman-vinganca-sem-rosto-35-anos/"><span style="font-weight: 400;">Sam Raimi</span></a><span style="font-weight: 400;"> nos três longas para extrapolar tanto a </span><i><span style="font-weight: 400;">lore </span></i><span style="font-weight: 400;">quanto os temas abordados. </span><a href="https://www.denofgeek.com/tv/ash-vs-evil-dead-season-3-episode-7-review-twist-and-shout/"><i><span style="font-weight: 400;">Twist and Shout</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, sétimo episódio do terceiro ano, tateia os massacres em escolas americanas, por exemplo. Enquanto a trajetória da franquia é marcada por inovação, </span><i><span style="font-weight: 400;">A Morte do Demônio: Em Chamas</span></i><span style="font-weight: 400;"> se contenta em apenas ser uma faísca. </span><span id="more-37393"></span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Dirigido por Sébastien Vaniček, o novo filme narra o processo de luto de Alice (Souheila Yacoub) após seu marido falecer em um acidente. Além disso, ela precisa enfrentar as opressões da família do cônjuge, esta que encara questões como abandono paterno e a função de cuidadora que sobressai às mulheres. Esses três tópicos podem ser encontrados nas duas últimas obras da franquia que foram para o cinema, no </span><i><span style="font-weight: 400;">remake</span></i><span style="font-weight: 400;"> de 2013 e em </span><a href="https://personaunesp.com.br/a-morte-do-demonio-a-ascensao-critica/"><i><span style="font-weight: 400;">A Morte do Demônio: A Ascensão</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> (2023), já indicando que, tematicamente, </span><i><span style="font-weight: 400;">Em Chamas</span></i><span style="font-weight: 400;"> não tem frescor. Porém, não significa que o cineasta não consiga criar discursos de forma criativa, ainda que sejam breves os momentos em que essa capacidade aparece. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Dois planos chamam atenção nesse sentido, o mais marcante já havia sido revelado no </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=YXSzInyFFXQ"><span style="font-weight: 400;">primeiro </span><i><span style="font-weight: 400;">teaser</span></i></a><span style="font-weight: 400;">. Nele, Vaniček faz um plano sequência inspirado em filmes de guerra. Em destaque, Alice rasteja em fuga, como um soldado apoiado pelos cotovelos e antebraços, enquanto ao fundo, a família briga, trocando agressões um ao outro. Uma explosão acontece, fumaça e poeira sobem, um corpo caído no chão. Há vários elementos postos em cena que remetem ao gênero e o diretor não faz à toa. Alice é uma pessoa de fora daquela família, mas que precisa lidar com os problemas que a constituem, assim o diretor compara essa experiência à de um jovem convocado para lutar uma batalha que não é sua. </span></p>
<figure id="attachment_37395" aria-describedby="caption-attachment-37395" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-37395" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2026/07/HMbtfgrXEAAax0i-800x335.jpg" alt="Cena do filme A Morte do Demônio: Em Chamas Na imagem, a personagem Polly está possuída por um demônio. Seus olhos estão amarelados, o cabelo desarrumado e está sem os dentes da frente. Polly é uma mulher idosa, de cabelos curtos e grisalhos. Ela veste um pijama e a fotografia da cena é acinzentada. " width="800" height="335" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2026/07/HMbtfgrXEAAax0i-800x335.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2026/07/HMbtfgrXEAAax0i-1024x429.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2026/07/HMbtfgrXEAAax0i-768x322.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2026/07/HMbtfgrXEAAax0i-1200x502.jpg 1200w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2026/07/HMbtfgrXEAAax0i.jpg 1500w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-37395" class="wp-caption-text">Lee Cronin, Sam Raimi e Bruce Campbell assinam a produção (Foto: Ghost House Pictures)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">Para comentar papéis de gênero e ausência, um outro momento traz vigor à alegoria dos demônios que castigam uma família. Polly (Maude Davey), a matriarca que convive com demência, após ser possuída por um </span><i><span style="font-weight: 400;">deadite</span></i><span style="font-weight: 400;">, chama sua filha, Susan (</span><a href="https://personaunesp.com.br/pearl-critica/"><span style="font-weight: 400;">Tandi Wright</span></a><span style="font-weight: 400;">), pelo nome. Ambas fazem um pacto e a cena termina com Edgar (Erroll Shand), também com o corpo danificado pela invasão, beijando Susan, sua esposa. Ela diz: “</span><i><span style="font-weight: 400;">há anos você não me beija dessa maneira</span></i><span style="font-weight: 400;">”, transformando a cena em um comentário sobre os afetos entre homens e mulheres em um casamento heteronormativo. Enquanto todo o longa é acinzentado, o plano do beijo é bem iluminado, romântico e possui um mau gosto que é a cara de </span><i><span style="font-weight: 400;">Evil Dead</span></i><span style="font-weight: 400;">. Entretanto, as boas execuções são sufocadas por um pastiche de características da franquia, o que decepciona, pois sem essas cenas interessantes, </span><i><span style="font-weight: 400;">A Morte do Demônio: Em Chamas</span></i><span style="font-weight: 400;"> apenas repetiria o que os </span><a href="https://capricho.abril.com.br/entretenimento/a-morte-do-demonio-onde-ver-todos-os-filmes-antes-de-em-chamas/"><span style="font-weight: 400;">outros dois</span></a><span style="font-weight: 400;"> filmes já haviam feito. </span><span style="font-weight: 400;"><br />
</span><span style="font-weight: 400;"><br />
</span><span style="font-weight: 400;">É compreensível a guinada das produções contemporâneas, que se aproximam de pautas atuais e dialogam com o público que torce pelas </span><a href="https://personaunesp.com.br/qual-e-o-seu-filme-de-terror-favorito-definitivamente-nao-e-panico-7/"><i><span style="font-weight: 400;">final girls</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, porém é desestimulante perceber que a obra se tornou apenas um espaço para famílias lavarem a roupa suja em uma espiral temática. Há possibilidade de discutir questões do nosso tempo, mas que seja longe de uma casa isolada, algo que já foi realizado em outras ocasiões. Diante de uma reprise, que pelo menos a forma seja diferente. Não é o caso daqui. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Os </span><a href="https://www.planocritico.com/critica-evil-dead-criando-os-deadites/"><i><span style="font-weight: 400;">deadites</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> não são simples mortos-vivos e já assumiram formas para além do antropomorfo, como demonstraram domínio de fenômenos da natureza. O longa de 1981 possui uma cena de agressão sexual envolvendo árvores, por exemplo. Isto até poderia ser um detalhe que Vaniček está negando, no entanto, a abertura de </span><i><span style="font-weight: 400;">Em Chamas </span></i><span style="font-weight: 400;">traz uma entidade que controla varas de pesca e ferve rios. Depois dessa sequência, toda a fita afunda-se em criaturas que apenas batem ou mordem. Zumbis quaisquer. </span></p>
<figure id="attachment_37396" aria-describedby="caption-attachment-37396" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-37396" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2026/07/HMbtfgsWoAAqIq3-800x335.jpg" alt="Cena do filme A Morte do Demônio: Em ChamasNa imagem, uma deadite encara à frente através de um buraco feito em uma porta de madeira, sendo possível apenas ver metade de seu rosto. Ela possui a pele escura e olhos amarelados. Está sorrindo com uma expressão sádica. " width="800" height="335" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2026/07/HMbtfgsWoAAqIq3-800x335.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2026/07/HMbtfgsWoAAqIq3-1024x429.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2026/07/HMbtfgsWoAAqIq3-768x322.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2026/07/HMbtfgsWoAAqIq3-1200x502.jpg 1200w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2026/07/HMbtfgsWoAAqIq3.jpg 1500w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-37396" class="wp-caption-text">O filme faz referência a O Iluminado, longa de Stanley Kubrick (Foto: Ghost House Pictures)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">A falta de criatividade não se abstém apenas no roteiro ou na direção dos planos, mas também em uma precarização da aparência dos antagonistas. Se a conjuntura da obra já entregou visuais impressionantes, de grotescos a estilizados, como o de </span><a href="https://movieweb.com/evil-dead-best-deadites-ranked/"><span style="font-weight: 400;">Henrietta Knowby</span></a><span style="font-weight: 400;"> (Lou Hancock), em </span><i><span style="font-weight: 400;">Uma Noite Alucinante 2 </span></i><span style="font-weight: 400;">(1987), com seu largo pescoço e dentes afiados, a maquiagem comandada por </span><a href="https://personaunesp.com.br/ghost-in-the-shell-vigilante-do-amanha/"><span style="font-weight: 400;">Jane O’Kane</span></a><span style="font-weight: 400;"> se baseia em pele escurecida ou acinzentada e olhos amarelados. Um sangue ali, um machucado aqui. Seria passível de considerar que o visual básico para as personagens é proposital para evidenciar a aparência do </span><i><span style="font-weight: 400;">final boss</span></i><span style="font-weight: 400;"> Will (George Pullar), anunciado durante todo o enredo como alguém que está chegando – e que deve ser temido. Só que Will pouco aparece e nunca de corpo inteiro, sendo impossível ver em totalidade sua podridão. E ainda bem: ele é apenas um esqueleto defumado. </span></p>
<p><i><span style="font-weight: 400;">A Morte do Demônio: Em Chamas</span></i><span style="font-weight: 400;"> é o filme mais preso aos dogmas da franquia ao mesmo tempo que a descaracteriza no sentido negativo, de um esvaziamento da criatividade. Um filme cinza que contenta aqueles que acham que histórias tristes precisam ser escuras. Um longa que esbanja </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=vX7uxCW58IQ"><i><span style="font-weight: 400;">CGI</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> numa série que sempre se dedicou ao artesanal. Para quem traz fogo no título, Vaniček se esforça pouco para, de fato, fazer com que o público arda nas poltronas. Se o ato de queimar fosse um desmonte da saga, ainda que por birra, seria muito mais interessante que o genérico, algo que </span><i><span style="font-weight: 400;">Evil Dead</span></i><span style="font-weight: 400;"> nunca foi. </span></p>
<div class="jetpack-video-wrapper"><iframe loading="lazy" title="A Morte do Demônio - Em Chamas | Trailer Oficial Legendado" width="840" height="473" src="https://www.youtube.com/embed/RJRGtNfxx0c?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen></iframe></div>
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		<title>Os Minions e Monstros salvaram o cinema</title>
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		<pubDate>Mon, 06 Jul 2026 22:53:17 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Cinema]]></category>
		<category><![CDATA[2026]]></category>
		<category><![CDATA[Análise]]></category>
		<category><![CDATA[Eduardo Dragoneti]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Aviso: Este texto contém spoilers Eduardo Dragoneti Situado na Era de Ouro de Hollywood, Minions e Monstros fecha a trilogia derivada da franquia Meu Malvado Favorito (2010). Com um novo trio protagonista, James, Henry e Ed, o longa explora a importância da liberdade criativa, repudia a submissão e explora a amizade como os outros dois &#8230; <a href="http://personaunesp.com.br/critica-minions-e-monstros/" class="more-link">Continue lendo<span class="screen-reader-text"> "Os Minions e Monstros salvaram o cinema"</span></a></p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p><b><i>Aviso:</i></b><i><span style="font-weight: 400;"> Este texto contém spoilers</span></i></p>
<figure id="attachment_37388" aria-describedby="caption-attachment-37388" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-37388" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2026/07/image1-800x327.jpg" alt="Cena do filme Minions e Monstros. Três minions estão em pé, cercados por velas acesas, em um ambiente que remete a um ritual. O minion do centro usa óculos de lente única e tem um livro aberto sobre uma caixa de madeira, com expressão séria. Ao fundo, um cartaz escrito &quot;Minions y Monstras&quot; mostra um rosto assustador e ilustrações de outros minions em pânico." width="800" height="327" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2026/07/image1-800x327.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2026/07/image1-1024x419.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2026/07/image1-768x314.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2026/07/image1-1536x629.jpg 1536w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2026/07/image1-1200x491.jpg 1200w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2026/07/image1.jpg 1999w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-37388" class="wp-caption-text">O longa estreou nos cinemas do Brasil em 2 de julho (Imagem: Universal Pictures)</figcaption></figure>
<p><b>Eduardo Dragoneti</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Situado na Era de Ouro de Hollywood, </span><a href="https://www.ingresso.com/noticias/filme-minions-e-monstros-critica-o-melhor-da-franquia"><i><span style="font-weight: 400;">Minions e Monstros</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> fecha a trilogia derivada da franquia </span><i><span style="font-weight: 400;">Meu Malvado Favorito</span></i><span style="font-weight: 400;"> (2010). Com um novo trio protagonista, James, Henry e Ed, o longa explora a importância da liberdade criativa, repudia a submissão e explora a amizade como os outros dois filmes da saga não haviam feito. Após mais uma procura incessante por um ‘mini-chefe’, os Minions, em especial James, se encontram no Cinema, onde viram celebridades nos anos 1920.</span></p>
<p><span id="more-37387"></span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O humor corporal e a </span><a href="https://www.nsctotal.com.br/noticias/termos-em-minionese-o-idioma-falado-pelos-minions"><span style="font-weight: 400;">linguagem própria</span></a><span style="font-weight: 400;"> das pequenas criaturas amarelas continuam sendo os pontos fortes desses personagens, mas também é o que faz eles serem despachados com a </span><a href="https://abcine.org.br/artigos/o-som-no-cinema/"><span style="font-weight: 400;">chegada do Som nas produções hollywoodianas</span></a><span style="font-weight: 400;">. Sem um público que os entenda, os Minions se veem perdidos e voltam a procurar um líder maléfico para adorar. Já os protagonistas, invocam monstros para sua produção independente: ‘Minions y Monstra’.</span></p>
<figure id="attachment_37389" aria-describedby="caption-attachment-37389" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-37389" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2026/07/image2-800x450.jpg" alt="Cena do filme Minions e Monstros. Dois minions aparecem em close-up, em ambiente escuro. O da esquerda usa óculos de proteção com duas lentes redondas e tufos de cabelo escuro no topo da cabeça. O da direita usa um óculos com uma única lente grande presa por uma tira de couro. Os dois seguram, entre as mãos, um pedaço de filme fotográfico com quadros em preto e branco." width="800" height="450" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2026/07/image2-800x450.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2026/07/image2-1024x575.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2026/07/image2-768x432.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2026/07/image2-1536x863.jpg 1536w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2026/07/image2-1200x674.jpg 1200w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2026/07/image2.jpg 1600w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-37389" class="wp-caption-text">Ed é o primeiro Minion surdo mostrado nesse universo (Imagem: Universal Pictures)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">Entre muitas referências ao </span><a href="https://oglobo.globo.com/rioshow/cinema/guia/novo-filme-dos-minions-homenageia-tubarao-chaplin-cidadao-kane-e-mais-classicos-veja-lista-e-compare.ghtml"><span style="font-weight: 400;">cinema clássico e comtemporaneo</span></a><span style="font-weight: 400;">, o movimento feminista pelo voto das mulheres e o </span><i><span style="font-weight: 400;">sci-fi</span></i><span style="font-weight: 400;">, </span><i><span style="font-weight: 400;">Minions e Monstros</span></i><span style="font-weight: 400;"> mantém a tradição desde os </span><a href="https://revistadecinema.com.br/2024/07/o-cinema-da-adocao-metaforica/"><span style="font-weight: 400;">filmes do Gru</span></a><span style="font-weight: 400;">, de colocar críticas socias costuradas em seu enredo. O longa funciona sutilmente como uma propaganda às produções independentes, colocando James como um cineasta ignorado pelos grandes patrocinadores da Sétima Arte e contando uma história completamente autoral.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Entretanto, existe um subtexto que rouba todas as cenas entre James e Henry. Em uma relação inocente de amizade que lembra muito </span><a href="https://personaunesp.com.br/luca-critica/"><i><span style="font-weight: 400;">Luca</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> (2021), os Minions compartilham cenas de afeto, preocupação e alegria um pelo outro, criando uma alegoria LGBTQIAPN+ discreta, como no sucesso da Disney. Os dois são excluídos constantemente do restante da tribo por não aceitarem o tudo o que Dick, o líder arrogante e conservador dos Minions, ordena que eles façam. </span><a href="https://www.them.us/entertainment/tv-and-movies/minions-all-male-pierre-coffin"><span style="font-weight: 400;">Pierre Coffin</span></a><span style="font-weight: 400;">, que dirige e roteiriza o longa, além de dublar todos os Minions, insere o tema com delicadeza, tornando o amor entre os personagens palatável.</span></p>
<figure id="attachment_37390" aria-describedby="caption-attachment-37390" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-37390" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2026/07/image3-800x450.jpg" alt="Cena do filme Minions e Monstros. Dois minions vestem capas com capuz e aparecem atrás de um livro aberto sobre um púlpito de pedra, ao lado de uma vela acesa em castiçal dourado. O minion da esquerda usa óculos de duas lentes e tem mechas de cabelo espetadas. O da direita usa óculos de lente única e sorri, mostrando os dentes. Ao fundo, uma parede rochosa é iluminada por um brilho alaranjado." width="800" height="450" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2026/07/image3-800x450.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2026/07/image3-1024x576.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2026/07/image3-768x432.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2026/07/image3.jpg 1200w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-37390" class="wp-caption-text">Ao verem uma sufragista liderando uma manifestação, os Minions a interpretam como uma ‘vilã’ a ser seguida, já que ela desafia as normas da sociedade da época (Imagem: Universal Pictures)</figcaption></figure>
<p><i><span style="font-weight: 400;">Minions e Monstros</span></i><span style="font-weight: 400;"> é o melhor filme da série solo dos personagens. Porém tem um grande problema: suas piadas talvez não funcionarão com a geração Alfa, e o excesso de referências cinematográficas pode confundir o cérebro de quem não conhece a história do Cinema. Sim, é uma obra para cinéfilos e amantes das telonas. Uma verdadeira aula de história, com referências que remetem a </span><a href="https://ensinarhistoria.com.br/tempos-modernos-ainda-tao-atual/"><i><span style="font-weight: 400;">Tempos Modernos</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> (1936), </span><a href="https://f5.folha.uol.com.br/cinema-e-series/2025/07/por-que-passados-50-anos-o-filme-tubarao-continua-funcionando-tao-bem.shtml"><i><span style="font-weight: 400;">Tubarão</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> (1975), </span><a href="https://musicnonstop.uol.com.br/guerra-humanidade-e-racismo-a-resistencia-secreta-por-tras-de-casablanca-lancado-ha-80-anos-e-considerado-o-maior-romance-da-historia-do-cinema/"><i><span style="font-weight: 400;">Casablanca</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> (1942), </span><a href="https://www.omelete.com.br/filmes/minions-e-monstros-cena-inspirada-em-cidadao-kane"><i><span style="font-weight: 400;">Cidadão Kane</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> (1941), </span><i><span style="font-weight: 400;">westerns</span></i><span style="font-weight: 400;"> dos anos 1920 e filmes de monstros clássicos. Se alguém assistir Chaplin por ter visto os Minions presos em engrenagens já terá valido a pena.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A história em si não é super inovadora, e o terço final, com a </span><a href="https://geekpopnews.com.br/quem-e-cthulhu-conheca-a-entidade-que-inspirou-goomi-em-minions-e-monstros/"><span style="font-weight: 400;">reviravolta dos monstros</span></a><span style="font-weight: 400;"> invocados para a produção de James, acaba caindo um pouco na fórmula de ação de sempre. Mesmo assim, a produção se segura muito bem graças ao protagonismo inédito. Leve, engraçado e cheio de sacadas visuais espertas, o longa equilibra perfeitamente a comédia pastelão com um carinho de verdade pela história que está contando. É o filme perfeito para o final de semana e, com certeza, o projeto mais inspirado da franquia em muito tempo.</span></p>
<div class="jetpack-video-wrapper"><iframe loading="lazy" title="Minions &amp; Monstros | Trailer Final" width="840" height="473" src="https://www.youtube.com/embed/lt1HAxpAZn4?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen></iframe></div>
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		<title>Supergirl: entre o brilhantismo de Kara Zor- El e as fórmulas hiper palatáveis de Hollywood</title>
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		<pubDate>Tue, 30 Jun 2026 16:18:23 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Cinema]]></category>
		<category><![CDATA[A Mulher do Amanhã]]></category>
		<category><![CDATA[Ana Nogueira]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Aviso: Este texto contém spoilers Mariana Bezerra A nova versão de Supergirl (2026) chegou aos cinemas como parte dos blockbusters do verão estadunidense, assim como Superman (2025) no ano anterior. A nova versão se baseia na minissérie de quadrinhos Supergirl: A Mulher do Amanhã (2021-2022) escrito por Tom King e ilustrado pela brasileira Evelyn Bilquis, &#8230; <a href="http://personaunesp.com.br/supergirl-critica/" class="more-link">Continue lendo<span class="screen-reader-text"> "Supergirl: entre o brilhantismo de Kara Zor- El e as fórmulas hiper palatáveis de Hollywood"</span></a></p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p><b><i>Aviso: </i></b><span style="font-weight: 400;"><i>Este texto contém spoilers</i></span></p>
<figure id="attachment_37378" aria-describedby="caption-attachment-37378" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-37378" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2026/06/supergirl_WszppPF-800x450.webp" alt="Cena do Filme. Kara, uma jovem mulher vestida com o uniforme de Supergirl, que é azul de manga longa com o símbolo vermelho e amarelo com " width="800" height="450" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2026/06/supergirl_WszppPF-800x450.webp 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2026/06/supergirl_WszppPF-768x432.webp 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2026/06/supergirl_WszppPF.webp 987w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-37378" class="wp-caption-text">Milly Alcock entrega carisma e uma performance dedicada a nova versão de Supergirl (Foto: DC Studios)</figcaption></figure>
<p><b>Mariana Bezerra</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A nova versão de </span><span style="font-weight: 400;"><i>Supergirl</i></span><span style="font-weight: 400;"> (2026) chegou aos cinemas como parte dos </span><span style="font-weight: 400;"><i>blockbusters </i></span><span style="font-weight: 400;">do verão estadunidense, assim como </span><span style="font-weight: 400;"><a href="https://personaunesp.com.br/critica-superman/"><i>Superman</i></a></span><span style="font-weight: 400;"> (2025) no ano anterior. A nova versão se baseia na minissérie de quadrinhos </span><span style="font-weight: 400;"><i>Supergirl: A Mulher do Amanhã </i></span><span style="font-weight: 400;">(2021-2022) escrito por Tom King e ilustrado pela brasileira Evelyn Bilquis, a qual dá nome a um dos planetas apresentados no filme. O que vemos agora é uma Kara Zor-el muito diferente: mais impulsiva e </span><span style="font-weight: 400;"><i>nonchalante</i></span><span style="font-weight: 400;"> – mas não menos heroica &#8212; daquela conhecida pelos fãs das séries da </span><span style="font-weight: 400;"><i>DC</i></span><span style="font-weight: 400;">, produzidas pela </span><span style="font-weight: 400;"><i>CW</i></span><span style="font-weight: 400;">.</span></p>
<p><span id="more-37373"></span><br />
<span style="font-weight: 400;">No longa, Milly Alcok (</span><span style="font-weight: 400;"><a href="https://personaunesp.com.br/a-casa-do-dragao-1a-temp-critica/">A Casa do Dragão</a></span><span style="font-weight: 400;">) mergulha na personalidade forte da personagem e nas cenas intensas de ação, que, em parte, foram realizadas pela própria atriz. Parte da primazia da performance de Alcok está em sua habilidade de transparecer a dor e melancolia da personagem – convertidas em um comportamento apático e em uma vivência isolada. Nesse sentido, o roteiro de Ana Nogueira acerta em trazer a história do fim de Krypton, o planeta dos primos Kara e Kael, e da morte dos pais da Supergirl.</span></p>
<figure id="attachment_37375" aria-describedby="caption-attachment-37375" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-37375" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2026/06/supergifl-2-800x450.webp" alt=" Kara, uma jovem mulher vestida com o uniforme de Supergirl, que é azul de manga longa com o símbolo vermelho e amarelo com " width="800" height="450" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2026/06/supergifl-2-800x450.webp 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2026/06/supergifl-2-1024x576.webp 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2026/06/supergifl-2-768x432.webp 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2026/06/supergifl-2-1200x675.webp 1200w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2026/06/supergifl-2.webp 1300w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-37375" class="wp-caption-text">Milly Alcock entrega carisma e uma performance dedicada a nova versão de Supergirl (Foto: DC Studios)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">Como a própria personagem diz: “</span><span style="font-weight: 400;"><a href="https://www-dc-com.translate.goog/blog/2025/07/01/krypton-unclassified-everything-you-need-to-know-about-superman-s-homeworld?_x_tr_sl=en&amp;_x_tr_tl=pt&amp;_x_tr_hl=pt&amp;_x_tr_pto=tc&amp;_x_tr_hist=true"><i>Krypton</i></a></span><span style="font-weight: 400;"><i> não morreu em um dia</i></span><span style="font-weight: 400;">”, o que significa que a jovem Kara carrega consigo as memórias da morte lenta e gradual dos sobreviventes da explosão do planeta e da separação de seu pai, quando é enviada a terra para viver com Kael (David Corenswet). Esse enredo é apresentado por meio de </span><span style="font-weight: 400;"><i>flashbacks, </i></span><span style="font-weight: 400;">mas se dá de forma tão imersiva e envolvente, que a volta para o presente gera uma sensação estranha de deslocamento temporal – em um bom sentido, afinal, os sentimentos de Kara são a continuação simbólica desses acontecimentos.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O caráter desesperançoso da mulher esbarra na sede por justiça e vingança da jovem Ruthye (Eve Ridley), cuja família foi assassinada pelo vilão: Krem das Colinas Amarelas, líder de um grupo de mercenários espaciais. Quando o homem envenena Krypto, o querido cachorro de Kara, ela decide se juntar a menina órfã com um outro propósito: conseguir o antídoto para a enfermidade do animal. A partir desse momento, há um desenrolar de uma sequência marcada por diversas </span><span style="font-weight: 400;"><a href="https://youtube.com/shorts/WvK9xCceWK4?si=9oKaSXZJ7ycqDBCu">batalhas</a></span><span style="font-weight: 400;"> e encontros e desencontros entre as protagonistas e o vilão.</span></p>
<figure id="attachment_37376" aria-describedby="caption-attachment-37376" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-37376" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2026/06/ruthye-800x326.jpeg" alt="Cena do filme. Aparece Ruthye, uma jovem com expressão séria. Ela tem cabelos escuros presos para trás, pele ligeiramente suja de poeira e veste uma jaqueta escura sobre uma camiseta laranja. O plano de fundo é composto por uma atmosfera em tons de marrom e dourado, onde aparecem silhuetas desfocadas de duas figuras masculinas, uma de cada lado." width="800" height="326" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2026/06/ruthye-800x326.jpeg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2026/06/ruthye-1024x418.jpeg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2026/06/ruthye-768x313.jpeg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2026/06/ruthye-1536x626.jpeg 1536w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2026/06/ruthye-2048x835.jpeg 2048w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2026/06/ruthye-1200x489.jpeg 1200w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-37376" class="wp-caption-text">Ruthye, carregada de um espírito de vingança e justiça, acompanha Kara em uma jornada mutuamente transformadora (Foto: DC Studios)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">As cenas de lutas são interessantes, especialmente uma apresentada em câmera lenta, mas a pouca relevância do antagonista fica no caminho das possibilidades de momentos de fato marcantes e memoráveis. O grupo de vilões, inclusive, lembra, a todo momento, os personagens de </span><span style="font-weight: 400;"><a href="http://personaunesp.com.br/guardioes-da-galaxia-vol-3-critica/#google_vignette"><i>Guardiões da Galáxia</i></a></span><span style="font-weight: 400;"> (James Gunn) pelo estilo de piratas espaciais e a estética descolada. Nesse processo, outro aspecto um tanto cansativo é a tentativa de uma atmosfera </span><span style="font-weight: 400;"><i>Marley e Eu </i></span><span style="font-weight: 400;">(2008), marcada pela sensibilidade e arco emocional construído em relação ao animal, em meio a uma espécie de</span> <span style="font-weight: 400;"><a href="https://personaunesp.com.br/the-handmaids-tale-4a-temp-critica/"><i>O Conto da Aia</i></a></span> <span style="font-weight: 400;">(1985)</span> <span style="font-weight: 400;">interplanetário. Isso porque é dada pouca importância ao projeto maligno de Krem de raptar garotas para que servissem de escravas sexuais para procriar para o seu clã de homens apenas. Enquanto isso, apesar de ajudar na salvação das garotas, a grande preocupação não apenas da Supergirl, mas do próprio filme, é a saúde de Krypton. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O cachorro cumpre sim um papel muito importante na história da mulher e é amado por todos. No entanto, a decisão de deixar uma narrativa tão perturbadora como plano de fundo parece uma tentativa de transformar o segundo filme do novo universo da </span><span style="font-weight: 400;"><i>DC </i></span><span style="font-weight: 400;">e o primeiro da personagem em algo mais simples e palatável do que deveria. Afinal, filmes do </span><span style="font-weight: 400;"><a href="https://personaunesp.com.br/batman-critica/">gênero</a></span><span style="font-weight: 400;"> sempre carregaram mais profundidade do que o que muitos desejam enxergar, e o próprio </span><span style="font-weight: 400;"><i>Superman</i></span><span style="font-weight: 400;"> (2025), de James Gunn, traz reflexões nesse sentido.</span></p>
<figure id="attachment_37379" aria-describedby="caption-attachment-37379" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-37379" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2026/06/rev-1-SGRL-TRL-101_High_Res_JPEG-H-2026.jpg-800x451.webp" alt="Cena do filme. À direita, um pequeno cachorro branco de pelos bagunçados, com uma das orelhas levantada. À esquerda, está Kara, jovem de cabelos loiros, usando óculos de sol grandes e redondos e fones de ouvido laranja. Ela tem uma expressão séria e assume o controle de uma cabine. O ambiente ao fundo é o interior de uma nave espacial." width="800" height="451" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2026/06/rev-1-SGRL-TRL-101_High_Res_JPEG-H-2026.jpg-800x451.webp 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2026/06/rev-1-SGRL-TRL-101_High_Res_JPEG-H-2026.jpg-1024x577.webp 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2026/06/rev-1-SGRL-TRL-101_High_Res_JPEG-H-2026.jpg-768x433.webp 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2026/06/rev-1-SGRL-TRL-101_High_Res_JPEG-H-2026.jpg-1200x676.webp 1200w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2026/06/rev-1-SGRL-TRL-101_High_Res_JPEG-H-2026.jpg.webp 1296w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-37379" class="wp-caption-text">Tanto os flashbacks quanto as cenas no presente são fundamentais para construir a dinâmica e a evolução da relação entre Kara e Krypto (Foto: DC Studios)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">Apesar dos problemas de roteiro e a direção (</span><span style="font-weight: 400;">Craig Gillespie</span><span style="font-weight: 400;">) pouco inventiva, a nova Kara Zor-el é apresentada através de uma </span><span style="font-weight: 400;"><a href="https://youtu.be/KbYi8XDq3Lo?si=LKZUeA3y3rKIc0fv&amp;t=111">narrativa</a></span><span style="font-weight: 400;"> sem estereótipos pejorativos e ultrapassados; a figura feminina é respeitada e naturalizada. É importante ressaltar que o distanciamento e aspecto introspectivo da mulher não a tornam uma pessoa fria, muito pelo contrário, Kara é uma pessoa boa; não meiga, ou sorridente, ou inteiramente agradável, mas boa. A personagem se compromete, inclusive – à sua maneira – a preservar a inocência e pureza da jovem Ruthye. Há sim a construção de uma clássica jornada do herói que propicia o desenvolvimento de uma perspectiva mais esperançosa e otimista na mulher sem a necessidade de invalidar o estilo de ser da personagem no início do longa. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O longa também conta com o humor e sequência de eventos clichês de um filme de super herói – o que é uma pena se tratando de uma história com muito potencial. Nesse sentido, há a presença de </span><span style="font-weight: 400;"><a href="https://youtu.be/QNxM5fTqFD0?si=5EFQ_A4LqnxoV0Be">Jason Momoa</a></span><span style="font-weight: 400;"> como Lobo, um mercenário independente. Embora a atuação de Momoa traga um carisma inegável e momentos genuinamente divertidos, é notável, mais uma vez, a escolha de seguir por um caminho caricato e previsível. Ainda assim, para o espectador que busca apenas um entretenimento descompromissado e cheio de ação e um momento de conexão com a protagonista, o longa provavelmente será uma experiência agradável.</span></p>
<div class="jetpack-video-wrapper"><iframe loading="lazy" title="SUPERGIRL | Trailer Oficial" width="840" height="473" src="https://www.youtube.com/embed/adg5hgsYx2E?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen></iframe></div>
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		<title>The Doom Generation é uma ode queer ao colapso juvenil</title>
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		<pubDate>Thu, 25 Jun 2026 13:00:19 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Cinema]]></category>
		<category><![CDATA[1995]]></category>
		<category><![CDATA[Estados Unidos]]></category>
		<category><![CDATA[Gregg Araki]]></category>
		<category><![CDATA[James Duval]]></category>
		<category><![CDATA[Johnathon Schaech]]></category>
		<category><![CDATA[New Queer Cinema]]></category>
		<category><![CDATA[Rose McGowan]]></category>
		<category><![CDATA[The Doom Generation]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Desenhado por Cathy Cooper, o figurino é um recorte primordial da história narrada (Foto: Strand Releasing/Trimark Pictures) Victor Hugo Aguila Poucas obras dos anos 1990 captam tão bem o sentimento de perturbação juvenil quanto The Doom Generation, de Gregg Araki. Lançado em 1995 e sendo o segundo filme da chamada Trilogia do Apocalipse Adolescente, o &#8230; <a href="http://personaunesp.com.br/critica-the-doom-generation/" class="more-link">Continue lendo<span class="screen-reader-text"> "The Doom Generation é uma ode queer ao colapso juvenil"</span></a></p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-37369" style="font-weight: bold; background-color: transparent; text-align: inherit;" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2026/06/image3-2-800x450.png" alt="Três jovens estão lado a lado ao ar livre. No centro, uma mulher usa óculos de sol brancos, vestido rosa e uma capa transparente. À esquerda, um rapaz usa chapéu de cowboy e camisa aberta. À direita, outro rapaz veste uma camiseta listrada. Os três usam acessórios e roupas que remetem à moda alternativa dos anos 1990. " width="800" height="450" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2026/06/image3-2-800x450.png 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2026/06/image3-2-1024x576.png 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2026/06/image3-2-768x432.png 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2026/06/image3-2-1200x675.png 1200w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2026/06/image3-2.png 1280w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><span style="color: #686868; font-size: 13px; font-style: italic; background-color: transparent; text-align: inherit;">Desenhado por Cathy Cooper, o figurino é um recorte primordial da história narrada (Foto: Strand Releasing/Trimark Pictures)</span></p>
<p><strong>Victor Hugo Aguila</strong></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Poucas obras dos anos 1990 captam tão bem o sentimento de perturbação juvenil quanto </span><i><span style="font-weight: 400;">The Doom Generation</span></i><span style="font-weight: 400;">, de </span><a href="https://youtu.be/Nl_6j3NDZjw?is=7rd5lT7R2FOJbzNv"><span style="font-weight: 400;">Gregg Araki</span></a><span style="font-weight: 400;">. Lançado em 1995 e sendo o segundo filme da chamada Trilogia do Apocalipse Adolescente, o longa acompanha Amy (Rose McGowan), Jordan (James Duval) e Xavier (Johnathon Schaech) em uma viagem sem rumo por um Estados Unidos coberto por violência, consumo e moralmente falido.</span></p>
<p><span id="more-37366"></span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Para além de uma narrativa de estrada, o filme funciona como um envoltório da quase parafilia cultural da década de 1990. Araki transforma ambientações comuns e ordinárias em cenários pop-distópicos, onde tudo é excessivamente colorido, sexual e artificial. A estética subversiva, os enquadramentos marcantes e a trilha sonora alternativa fazem com que o filme pareça a progênie perfeita entre um </span><a href="https://translate.google.com/translate?u=https://www.npr.org/2026/01/20/nx-s1-5682279/what-are-the-greatest-videos-of-mtvs-golden-era&amp;hl=pt&amp;sl=en&amp;tl=pt&amp;client=srp"><span style="font-weight: 400;">videoclipe da </span><i><span style="font-weight: 400;">MTV</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> e uma alucinação pós-apocalíptica. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Uma das maiores forças da obra está na forma como ele dialoga com a cultura jovem da época. Se </span><a href="https://personaunesp.com.br/kill-bill-volume-2-20-anos/"><span style="font-weight: 400;">Tarantino</span></a><span style="font-weight: 400;"> brincou com a banalização do crime através da ironia com </span><i><span style="font-weight: 400;">Pulp Fiction </span></i><span style="font-weight: 400;">(1994), </span><i><span style="font-weight: 400;">The Doom Generation</span></i><span style="font-weight: 400;"> eleva essa lógica ao absurdo da maneira mais divertida e deliciosa possível. A violência surge de maneira repentina e quase de forma caricata, evidenciando a típica geração do fim do século 20: anestesiada pelo excesso de imagens, notícias e consumo.</span></p>
<figure id="attachment_37368" aria-describedby="caption-attachment-37368" style="width: 728px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-37368" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2026/06/image2-3.png" alt="Três jovens estão em um carro durante o dia. Uma mulher dirige usando óculos de sol brancos, enquanto dois rapazes estão sentados ao seu lado. O painel do carro está cheio de objetos, embalagens e enfeites espalhados. A luz do sol entra pelo para-brisa e ilumina os personagens dentro do veículo." width="728" height="410" /><figcaption id="caption-attachment-37368" class="wp-caption-text">A personalidade de Jordan se destoa do último personagem interpretado por Duval, o adolescente Andy de Totally Fuc**d Up (1993) (Foto: Strand Releasing/Trimark Pictures)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">Um dos pontos essenciais no que tange a análise do filme parte da provocação nada eufemista do subtítulo: “</span><i><span style="font-weight: 400;">A Heterosexual Movie by Gregg Araki</span></i><span style="font-weight: 400;">”. Embora a trama apresente um triângulo amoroso aparentemente heterossexual, a tensão </span><a href="https://personaunesp.com.br/top-gun-elite-homoerotismo-artigo/"><span style="font-weight: 400;">homoerótica</span></a><span style="font-weight: 400;"> entre Jordan e Xavier atravessa todo o roteiro. Destrinchando esse arco narrativo, é possível observar tal aspecto – apenas pelo viés da curiosidade – através das lentes da teoria de Eve Kosofsky Sedgwick, crítica norte-americana. Em seu livro Between Men (1985), Sedgwick nos mostra que muitas relações entre homens são estruturadas por uma continuidade entre amizade, rivalidade, admiração e desejo. Segundo ela, a sociedade ocidental tende a separar a heterossexualidade da homossexualidade de maneira rígida, mas, na prática, essas fronteiras são muito mais instáveis.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Em </span><i><span style="font-weight: 400;">The Doom Generation</span></i><span style="font-weight: 400;">, essa ideia se materializa na relação entre os personagens de Duval e Schaech. Inicialmente, o vínculo entre os dois pode ser interpretado como uma cumplicidade construída a partir das experiências na estrada. Entretanto, à medida que a narrativa avança, a intimidade emocional e física entre eles torna-se cada vez mais evidente, o que dificulta distinguir onde termina a amizade e começa o desejo. Gregg Araki, um dos principais nomes do movimento conhecido como </span><a href="https://revistas.pucsp.br/index.php/leituraflutuante/article/view/66313/45308"><i><span style="font-weight: 400;">New Queer Cinema</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, utiliza dessa mesma ideia de ambiguidade para questionar categorias rígidas de sexualidade e identidade. </span></p>
<figure id="attachment_37367" aria-describedby="caption-attachment-37367" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-37367" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2026/06/image1-3-800x450.png" alt="Dois jovens estão sentados em um sofá em um ambiente iluminado por luzes vermelhas e roxas. Um deles está deitado de cabeça para baixo sobre o colo do outro, enquanto o rapaz sentado segura uma garrafa e olha para ele. A cena tem uma atmosfera tranquila e íntima, com iluminação suave e cores fortes." width="800" height="450" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2026/06/image1-3-800x450.png 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2026/06/image1-3-1024x576.png 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2026/06/image1-3-768x432.png 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2026/06/image1-3-1200x675.png 1200w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2026/06/image1-3.png 1280w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-37367" class="wp-caption-text">A escolha das cores e texturas nas cenas corroboram a tensão sexual crescente da narrativa (Foto: Strand Releasing/Trimark Pictures)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">Além disso, a cultura e os aspectos sociohistóricos não fogem dos detalhes. Os nomes dos protagonistas – Amy Blue, Jordan White e Xavier Red – remetem a cores da bandeira estadunidense, transformando os personagens em símbolos antagonistas ao ‘sonho de vida americano’. Ainda, a obsessão do filme por </span><i><span style="font-weight: 400;">fast food</span></i><span style="font-weight: 400;">, </span><i><span style="font-weight: 400;">slogans</span></i><span style="font-weight: 400;"> e publicidades, por exemplo, funciona como uma crítica ao capitalismo tardio típico do pós-Guerra Fria. Essa </span><a href="https://personaunesp.com.br/critica-todo-mundo-em-panico-6/"><span style="font-weight: 400;">sátira</span></a><span style="font-weight: 400;"> é algo presente também na obra </span><i><span style="font-weight: 400;">Psicopata Americano</span></i><span style="font-weight: 400;"> (2000).</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Apesar das referências e do ótimo roteiro, </span><i><span style="font-weight: 400;">The Doom Generation</span></i><span style="font-weight: 400;"> não é para todos. Seu humor ácido e violência estilizada podem soar gratuitos ou até banais para determinados públicos. Há momentos em que o interesse de Araki recai na provocação do espectador, e não tanto em desenvolver seus personagens. Ainda assim, é justamente esse excesso que garante identidade à obra. Através do exagero e do caos, é como mergulhar na inquietação sob a estética e as cores vivas de um </span><a href="https://educacaopublica.cecierj.edu.br/artigos/10/25/os-games-e-o-cinema-quem-influencia-quem"><span style="font-weight: 400;">video game</span></a><span style="font-weight: 400;">. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Mais de trinta anos depois, o filme</span><span style="font-weight: 400;"> ‘heterossexual’ de </span><a href="https://mubi.com/pt/cast/gregg-araki"><span style="font-weight: 400;">Gregg Araki</span></a><span style="font-weight: 400;"> continua com uma visão surpreendentemente atual. Em uma era marcada por crises econômicas e políticas constantes, excesso de informação e sentimentos de alienação, os protagonistas transmitem a ideia niilista e atemporal presente na sociedade capitalista: estar conectados a tudo e não pertencer a lugar algum.</span></p>
<div class="jetpack-video-wrapper"><iframe loading="lazy" title="The Doom Generation | Official Trailer UHD | Strand Releasing" width="840" height="473" src="https://www.youtube.com/embed/PZM-vG8DcRc?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen></iframe></div>
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		<title>Deixa o menino brincar: Kane Parsons e o seu Backrooms: Um Não-Lugar</title>
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		<pubDate>Wed, 24 Jun 2026 13:00:59 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Cinema]]></category>
		<category><![CDATA[2026]]></category>
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		<category><![CDATA[Backrooms: Um Não-lugar]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Aviso: O texto contém alguns spoilers Davi Marcelgo É o sonho de muitos cinéfilos estrear o primeiro longa-metragem aos 20 anos e fazer bem feito. É ainda mais tentador entrar para a história com 21 anos ao lançar Evil Dead (1981), como Sam Raimi fez. Kane Parsons conseguiu a proeza de ser contratado pela A24 &#8230; <a href="http://personaunesp.com.br/backrooms-um-nao-lugar-critica/" class="more-link">Continue lendo<span class="screen-reader-text"> "Deixa o menino brincar: Kane Parsons e o seu Backrooms: Um Não-Lugar"</span></a></p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p><b><i>Aviso: </i></b><i><span style="font-weight: 400;">O texto contém alguns spoilers</span></i></p>
<figure id="attachment_37360" aria-describedby="caption-attachment-37360" style="width: 664px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-37360" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2026/06/Backrooms-664x332-1.jpg" alt="Cena do filme Backrooms: Um Não-LugarNa imagem, a personagem Mary está centralizada, de frente para uma parede branca com o desenho de uma porta em azul. O ambiente é iluminado por uma luz amarelada, provocando a sombra de Mary no canto direito. Mary é uma mulher branca, na faixa dos 40 anos, de cabelos escuros na altura dos ombros. Ela veste uma camisa florida de manga curta e uma calça marrom. Ela está olhando para trás com expressão de preocupação. " width="664" height="332" /><figcaption id="caption-attachment-37360" class="wp-caption-text">O Youtuber de apenas 20 anos traz sua websérie para as telonas (Foto: A24)</figcaption></figure>
<p><b>Davi Marcelgo</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">É o sonho de muitos cinéfilos estrear o primeiro longa-metragem aos 20 anos e fazer bem feito. É ainda mais tentador entrar para a história com 21 anos ao lançar </span><i><span style="font-weight: 400;">Evil Dead</span></i><span style="font-weight: 400;"> (1981), como Sam Raimi fez. Kane Parsons conseguiu a proeza de ser contratado pela </span><i><span style="font-weight: 400;">A24</span></i><span style="font-weight: 400;"> aos 19 anos para levar aos cinemas a sua websérie </span><a href="https://www.youtube.com/@kanepixels/videos"><i><span style="font-weight: 400;">Backrooms</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, disponível no </span><i><span style="font-weight: 400;">YouTube</span></i><span style="font-weight: 400;">. Ainda é cedo para cravar que seu </span><i><span style="font-weight: 400;">found footage</span></i><span style="font-weight: 400;">,</span><i><span style="font-weight: 400;"> Backrooms: Um Não-Lugar</span></i><span style="font-weight: 400;">, entrou para a história ao lado de </span><a href="https://personaunesp.com.br/a-bruxa-de-blair-critica/"><i><span style="font-weight: 400;">A Bruxa de Blair</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> (1999) e </span><i><span style="font-weight: 400;">REC</span></i><span style="font-weight: 400;"> (2007), mas enquanto o rolo gira, nota-se a competência do novato em causar medo e dominar a linguagem do Cinema. </span><span id="more-37359"></span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Os ‘quartos dos fundos’ são labirintos surrealistas onde cadeiras estão empilhadas, escadas dão para escotilhas e habitações sociais inteiras podem ser encontradas ali. Entrar nessa estrutura poderia ser uma atividade curiosa, se ela não fosse frequentada por uma criatura voraz: uma atualização do </span><a href="https://www.nationalgeographic.pt/historia/minotauro-o-monstro-do-labirinto_3339"><span style="font-weight: 400;">mito</span></a><span style="font-weight: 400;"> de Teseu e o Minotauro. Quem descobre um </span><i><span style="font-weight: 400;">Backroom</span></i><span style="font-weight: 400;"> em seu estabelecimento comercial é Clark (</span><a href="https://personaunesp.com.br/a-volta-de-bridget-jones-em-louca-pelo-garoto-mostra-que-da-para-fazer-um-cliche-gostoso-em-2025/"><span style="font-weight: 400;">Chiwetel Ejiofor</span></a><span style="font-weight: 400;">), isto enquanto lida com boletos atrasados e um divórcio que o retirou da própria casa. O roteiro de Will Soodik utiliza as questões do protagonista para construir uma metáfora que é a cara do estúdio, sendo aquelas salas um símbolo dos traumas e dos não-lugares que colecionamos, como humanidade, em vida. As salas encontradas pelo personagem principal são espelhos distorcidos de seu comércio, onde placas, peças de roupa dos funcionários e objetos semelhantes da realidade estão ali. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Portanto, Clark agora habita sua loja de móveis, dormindo em um quarto improvisado no meio do salão de vendas. Ele, um arquiteto frustrado que não exerce seus estudos, é um paralelo de Dédalo, símbolo da arquitetura da mitologia grega, responsável pela construção do labirinto que aprisiona a criatura metade homem, metade touro. Já Mary (</span><a href="https://personaunesp.com.br/valor-sentimental-critica/"><span style="font-weight: 400;">Renate Reinsve</span></a><span style="font-weight: 400;">), a terapeuta do comerciante, revive a experiência traumática de ter crescido sob a supervisão de sua mãe, que sofria com neurose. De um lado, um lar que não dá segurança, de outro, um ambiente cheio de móveis que não cumprem suas funções. </span></p>
<figure id="attachment_37361" aria-describedby="caption-attachment-37361" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-37361" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2026/06/Backrooms-Um-Nao-Lugar-tera-evento-de-exibicao-antes-da-estreia-oficial-800x450.jpg" alt="Cena do filme Backrooms: Um Não-LugarNa imagem, Clark está de costas para a câmera enquanto caminha em um corredor de paredes amarelas e luzes fracas. À sua frente há um trecho escuro com uma silhueta parada. Clark é um homem negro, na faixa dos 50 anos, de cabelos crespos, curtos e escuros. Ele veste uma camisa social rosa, calça preta e sapatos de couro. " width="800" height="450" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2026/06/Backrooms-Um-Nao-Lugar-tera-evento-de-exibicao-antes-da-estreia-oficial-800x450.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2026/06/Backrooms-Um-Nao-Lugar-tera-evento-de-exibicao-antes-da-estreia-oficial-1024x576.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2026/06/Backrooms-Um-Nao-Lugar-tera-evento-de-exibicao-antes-da-estreia-oficial-768x432.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2026/06/Backrooms-Um-Nao-Lugar-tera-evento-de-exibicao-antes-da-estreia-oficial-1536x864.jpg 1536w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2026/06/Backrooms-Um-Nao-Lugar-tera-evento-de-exibicao-antes-da-estreia-oficial-1200x675.jpg 1200w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2026/06/Backrooms-Um-Nao-Lugar-tera-evento-de-exibicao-antes-da-estreia-oficial.jpg 1920w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-37361" class="wp-caption-text">Backrooms: Um Não-Lugar é o filme mais lucrativo da produtora (Foto: A24)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">Enquanto o texto faz o pedido pelos executivos – um Terror frontal não basta para a </span><i><span style="font-weight: 400;">A24</span></i><span style="font-weight: 400;"> – Parsons dobra a linguagem do Cinema ao seu favor. Não é apenas a presença de um ser dentro daquele labirinto que apavora, mas a ideia isolada de um lugar que não respeita as leis da física é assustadora. O jovem cineasta compreende essa natureza ao conduzir por meio do extracampo (o que está fora da câmera) o medo produzido pela imaginação do público. Ele vai utilizar os chavões do gênero para isso, seja a limitação de enxergar o que está nas bifurcações e nos cantos sem iluminação ou pela câmera subjetiva, que não se contém apenas aos trechos em </span><a href="https://revistacontinente.com.br/edicoes/157/found-footage--o-ataque-dos-falsos-documentarios-de-horror"><i><span style="font-weight: 400;">found footage</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, posicionando quem assiste na mesma situação que as personagens: dentro do </span><i><span style="font-weight: 400;">Backrooms</span></i><span style="font-weight: 400;">.  </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A narrativa de Kane Parsons vai ser apropriada pelo visual para compor história e personagens. A passagem do tempo será demarcada por impostos acumulados na porta da frente, a falta de uma infância sadia pelo foco em mãe e filha brincando; a descoberta de que Clark agora dorme onde trabalha pela oscilação das luzes que já havia sido apresentada anteriormente. Diante de uma realidade em que as produções americanas são incentivadas a vomitar explicações ou </span><a href="https://cabanadoleitor.com.br/netflix-repete-dialogos-ate-4-vezes/"><span style="font-weight: 400;">expor ações</span></a><span style="font-weight: 400;"> em diálogos, observar tanto talento em apenas deixar o audiovisual ser a Arte que é vindo de alguém tão jovem é nobre. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Quando Clark, Kat (</span><a href="https://personaunesp.com.br/generation-critica/"><span style="font-weight: 400;">Lukita Maxwell</span></a><span style="font-weight: 400;">) e Bob (Finn Bennett) adentram o novo mundo, a câmera os acompanha, sempre com eles, nunca à frente. Espectador descobre o que tem além daquelas paredes junto ao trio que comanda o caminho. Parsons vai alterar o plano no momento em que Mary descobre o espaço; agora as lentes já estão no cômodo e a terapeuta vem até nós. Todo o medo construído pelo desconhecido é descartado. Afinal, ela já conhece aquele espaço (o inconsciente de seu paciente) e não tem nada a temer. </span></p>
<figure id="attachment_37362" aria-describedby="caption-attachment-37362" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-37362" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2026/06/IMG_4109-1080x675-1-800x500.jpeg" alt="Cena do filme Backrooms: Um Não-LugarNa imagem de qualidade baixa, móveis estão empilhados no canto esquerdo da imagem. O local tem várias salas vazias de iluminação amarelada. Clark está em uma entrada segurando uma mochila, ele anda em direção a uma parte com menos iluminação. Ele veste calça e camisa longa, porém pela baixa qualidade da câmera é difícil determinar quais as cores. " width="800" height="500" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2026/06/IMG_4109-1080x675-1-800x500.jpeg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2026/06/IMG_4109-1080x675-1-1024x640.jpeg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2026/06/IMG_4109-1080x675-1-768x480.jpeg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2026/06/IMG_4109-1080x675-1.jpeg 1080w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-37362" class="wp-caption-text">James Wan e Osgood Perkins assinam a produção (Foto: A24)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">Por fim, a criatura que habita aquele labirinto é uma versão monstruosa do Capitão Clark, interpretada por Robert Bobroczkyi, de </span><a href="https://personaunesp.com.br/alien-romulus-critica/"><i><span style="font-weight: 400;">Alien: Romulus</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> (2024), um duplo do mascote publicitário que Clark se sujeita a dar vida em uma peça comercial gravada de forma amadora. A encenação do vídeo termina de maneira desastrosa e ridícula. A materialização dessa figura em um ser devorador de carne humana é a personificação da vergonha do protagonista a respeito de seu trabalho e de sua constatação: “</span><i><span style="font-weight: 400;">eu destruo tudo que toco</span></i><span style="font-weight: 400;">”. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A partir daí, o medo do desconhecido deixa de ser algo presente, no entanto, não significa que </span><a href="https://veja.abril.com.br/cultura/o-prodigio-kane-parsons-de-20-anos-explica-como-criou-o-terror-de-backrooms-a-veja/#google_vignette"><i><span style="font-weight: 400;">Backrooms: Um Não-Lugar</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> perca força, visto que Mary não só superou seu trauma (ao usar a única lembrança física da sua antiga casa como arma) como não tem medo de Clark ou dos salões. É comum que alguns filmes caiam no desgosto do público quando revelam o visual de seus algozes, mas nesse caso tudo se amarra e faz sentido. Continuar filmando os planos da mesma forma que a metade do filme seria uma decisão contraditória. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Kane Parsons estreia um Terror interessante que fraqueja numa sequência de muito diálogo expositivo – o que cheira a </span><a href="https://personaunesp.com.br/maligno-critica/"><span style="font-weight: 400;">James Wan</span></a><span style="font-weight: 400;">, mas não dá para confirmar – que se opõe a tudo apresentado anteriormente. O pior é que nada dito ali é uma informação ou algo que o público não entendeu: “</span><i><span style="font-weight: 400;">este lugar é a cópia de tudo que já existiu</span></i><span style="font-weight: 400;">”, diz Clark. Ora, isso foi mostrado na última uma hora e meia com as semelhanças à loja dele. Pode parecer que este texto soa contraditório por dizer antes que </span><i><span style="font-weight: 400;">Backrooms: Um Não-Lugar</span></i><span style="font-weight: 400;"> usa, sobretudo, do visual para discursar, porém um conjunto de cenas fora de eixo não representa o filme todo. E diante de tanta destreza que os </span><i><span style="font-weight: 400;">found footage</span></i><span style="font-weight: 400;"> pontuais deste filme têm, imagine o que Parsons não faria com 120 minutos de Terror frontal. Esse </span><i><span style="font-weight: 400;">backrooms</span></i><span style="font-weight: 400;"> eu pago para entrar. </span></p>
<div class="jetpack-video-wrapper"><iframe loading="lazy" title="Backrooms | Official Teaser HD | A24" width="840" height="473" src="https://www.youtube.com/embed/BjRndcTYqJo?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen></iframe></div>
<p>&nbsp;</p>
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		<title>Toy Story 5, 6, 7, 8… até a gente cansar de brincar</title>
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		<pubDate>Mon, 22 Jun 2026 18:40:01 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Davi Marcelgo “Precisava?”, é dito por algum internauta quando é anunciada a quarta ou quinta sequência de uma franquia. Parece ser difícil compreender que esse é o modus operandi de Hollywood, mesmo que os trailers antes de Toy Story 5 começar revelem a situação da cidade dos grandes estúdios: live action de Moana, o próximo &#8230; <a href="http://personaunesp.com.br/toy-story-5-critica/" class="more-link">Continue lendo<span class="screen-reader-text"> "Toy Story 5, 6, 7, 8… até a gente cansar de brincar"</span></a></p>
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										<content:encoded><![CDATA[<figure id="attachment_37355" aria-describedby="caption-attachment-37355" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-37355" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2026/06/HBiX0ZSXgaG8eg-800x450.jpg" alt="Cena do filme Toy Story 5 Na imagem da animação, o personagem Woody está de costas, revelando a ausência de tinta no topo da cabeça, como se fosse uma calvície. Ele está vestindo um poncho vermelho, amarrado no pescoço, com algumas figuras em branco. Woody está apoiando seu chapéu de caubói em alguma superfície. Ele possui a aparência de um caubói, de pele clara e cabelos curtos e lisos na cor castanha.
" width="800" height="450" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2026/06/HBiX0ZSXgaG8eg-800x450.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2026/06/HBiX0ZSXgaG8eg-1024x576.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2026/06/HBiX0ZSXgaG8eg-768x432.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2026/06/HBiX0ZSXgaG8eg.jpg 1111w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-37355" class="wp-caption-text">Tom Hanks e Tim Allen retornam como as vozes originais de Woody e Buzz (Foto: Pixar)</figcaption></figure>
<p><b>Davi Marcelgo</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">“</span><i><span style="font-weight: 400;">Precisava</span></i><span style="font-weight: 400;">?”, é dito por algum internauta quando é anunciada a quarta ou quinta sequência de uma franquia. Parece ser difícil compreender que esse é o </span><i><span style="font-weight: 400;">modus operandi</span></i><span style="font-weight: 400;"> de </span><i><span style="font-weight: 400;">Hollywood</span></i><span style="font-weight: 400;">, mesmo que os </span><i><span style="font-weight: 400;">trailers</span></i><span style="font-weight: 400;"> antes de </span><i><span style="font-weight: 400;">Toy Story 5</span></i><span style="font-weight: 400;"> começar revelem a situação da cidade dos grandes estúdios: </span><a href="https://www.otempo.com.br/opiniao/diego-almeida/2026/6/18/moana-live-action-deve-superar-bilheteria-de-estreia-do-filme-animado"><i><span style="font-weight: 400;">live action</span></i><span style="font-weight: 400;"> de </span><i><span style="font-weight: 400;">Moana</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, o próximo Homem-Aranha do Tom Holland e o terceiro capítulo da saga dos </span><i><span style="font-weight: 400;">Minions</span></i><span style="font-weight: 400;">. Diante disso, aceitamos amargamente a realidade em que filmes são às vezes mais mercadoria do que Arte e assim, talvez a gente consiga se divertir. Pode ser com </span><i><span style="font-weight: 400;">A Era do Gelo: Mundo de Lava </span></i><span style="font-weight: 400;">ou </span><i><span style="font-weight: 400;">Street Fighter</span></i><span style="font-weight: 400;">, dificilmente com a nova história dos brinquedos animados. </span><span id="more-37356"></span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Apesar de muitos fãs torcerem o nariz para </span><i><span style="font-weight: 400;">Toy Story 4</span></i><span style="font-weight: 400;"> por continuar uma trama que já havia recebido seu lindo fim no </span><a href="https://personaunesp.com.br/toy-story-3-10-anos-critica/"><span style="font-weight: 400;">terceiro longa</span></a><span style="font-weight: 400;">, ele ainda possui o propósito de encerrar a trajetória de Woody (</span><a href="https://personaunesp.com.br/elvis-critica/"><span style="font-weight: 400;">Tom Hanks</span></a><span style="font-weight: 400;">), fazer um estudo de personagem com uma bela alegoria sobre paternidade ao mesmo tempo que trazia a Betty (Annie Potts) de volta. Porém, não dá para dizer o mesmo do enredo comandado por Andrew Stanton, que deixa claro: é hora de parar. Lembra a cena em que os bonecos dão as mãos e aceitam o fim iminente? Então, dá para tirar boas lições disso. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O longa seminal do </span><i><span style="font-weight: 400;">3D</span></i><span style="font-weight: 400;">, perdão a </span><a href="https://arkade.com.br/retroarkade-cassiopeia-primeiro-longa-animacao-historia/"><i><span style="font-weight: 400;">Cassiopéia</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> (1996), já discutia as implicações da tecnologia sob os artigos convencionais. O xerife era o velho e Buzz Lightyear (Tim Allen) o moderno, aquele que toda criança ia amar ter na coleção. O segundo filme trata do sufocamento das séries </span><i><span style="font-weight: 400;">western </span></i><span style="font-weight: 400;">da televisão após a ida do homem ao espaço e o ‘boom’ da ficção científica. No seguinte, Lotso (Ned Beatty) faz a turma perceber que são plásticos descartáveis só esperando a hora de ir para a lixeira, o que culmina na ciência que Woody adquire ao compreender que a vida pode ser muito maior do que pertencer a uma criança e reviver o mesmo destino para sempre. </span><i><span style="font-weight: 400;">Toy Story 5</span></i><span style="font-weight: 400;"> retoma essa amálgama para repetir o que público e personagens já entenderam; um </span><i><span style="font-weight: 400;">tablet </span></i><span style="font-weight: 400;">é a ameaça da vez, ora o boneco que voa um dia já foi também. </span></p>
<figure id="attachment_37357" aria-describedby="caption-attachment-37357" style="width: 686px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-37357" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2026/06/hq720-1.jpg" alt="Cena do filme Toy Story 5Na imagem de animação, a personagem Jessie está cavalgando em seu cavalo de pano na cor marrom, o Bala no Alvo. Em um cenário de crepúsculo, Jessie olha para trás com ternura. Ela é um brinquedo de pano com o rosto de plástico. De cabelos vermelhos e olhos verdes, ele veste uma roupa de vaqueira. Camisa branca e jeans claro com desenho de vaca malhada na parte da frente. 
" width="686" height="386" /><figcaption id="caption-attachment-37357" class="wp-caption-text">Jessie assume o protagonismo da franquia (Foto: Pixar)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">É irônico como a animação é autoconsciente de sua natureza em alguns momentos, seja o Woody calvo e velho ou quando Amigo Rolinho (Conan O&#8217;Brien) diz que Jessie (Joan Cusack) é inútil. São adjetivos que representam muito bem esse capítulo. Não que esteja acontecendo aqui uma defesa por uma ideia de utilidade e propósito da Arte, mas será que devemos nos apoiar tanto nesse argumento quando falamos de uma empresa bilionária (se não mais do que isso) como a </span><a href="https://personaunesp.com.br/disney-pixar-dont-say-gay-artigo/"><i><span style="font-weight: 400;">Disney</span></i></a><span style="font-weight: 400;">? É reduzir o debate sobre liberdade criativa, esgotamento de ideias e a presença do público das salas de cinema em defesa de uma história nem tão boa assim e que não traz frescor algum. Não é um total desperdício e realmente tem cenas bem tocantes – como a Jessie encontrando as recordações de Emily –, afinal, ainda é </span><i><span style="font-weight: 400;">Pixar </span></i><span style="font-weight: 400;">e ainda é </span><i><span style="font-weight: 400;">Toy Story</span></i><span style="font-weight: 400;">. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Entretanto, se </span><i><span style="font-weight: 400;">Toy Story 4</span></i><span style="font-weight: 400;"> pelo menos disfarça a sua existência promovida pelo capital, o roteiro de </span><a href="https://personaunesp.com.br/procurando-dory-5-anos/"><span style="font-weight: 400;">Andrew Stanton</span></a><span style="font-weight: 400;"> e Kenna Harris apenas confirma como não tem mais o que fazer com essa franquia enquanto ela estiver presa nas temáticas que começaram em 1995 e o quão covarde é trazer Woody de volta como se não houvesse dificuldades para o reencontro. A dupla de escritores faz um segundo núcleo, protagonizado por vários Buzzs perdidos em busca do Comando Estelar para serem usados meramente como </span><a href="https://www.ia.unesp.br/#!/teatro-sem-cortinas/pratas-da-casa/glossario-teatral/d---e---f/deus-ex-machina/"><i><span style="font-weight: 400;">ex-machina</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> na história. Portanto, se o próprio filme propaga a ideia de propósito com seus personagens, por que a gente, como público, também não deveria? </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O </span><i><span style="font-weight: 400;">tablet </span></i><span style="font-weight: 400;">e toda a discussão sobre o isolamento das crianças nesse cenário de redução das brincadeiras no mundo real… dá um tempo, às vezes soa igual um filme publicitário e a </span><i><span style="font-weight: 400;">Disney</span></i><span style="font-weight: 400;"> chegou tarde demais na conversa. Como tudo nessa vida, essa crítica tem prazo de validade e a opinião do sujeito que escreve pode mudar conforme o tempo e as vivências intercedem na formação de uma pessoa, mas o futuro de Jessie, Woody e todos os outros bonecos depende, claro, de seu sucesso nas bilheterias – afinal, falamos de um produto –, porém preso ao presente (ou passado) não dá para ter um veredito quanto a isso. No </span><i><span style="font-weight: 400;">X </span></i><span style="font-weight: 400;">(antigo </span><i><span style="font-weight: 400;">Twitter</span></i><span style="font-weight: 400;">), um usuário disse que o caminho para a franquia é se entregar às histórias paralelas que esse universo oferece. A solução apenas reproduz o comportamento atual: </span><a href="https://www.planocritico.com/critica-lightyear/"><span style="font-weight: 400;">derivados</span></a><span style="font-weight: 400;"> de apostas seguras para o mercado. </span></p>
<div class="jetpack-video-wrapper"><iframe loading="lazy" title="Toy Story 5 | Trailer Oficial Dublado" width="840" height="473" src="https://www.youtube.com/embed/-YbiBclEEgo?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen></iframe></div>
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		<title>Seja em 1980 ou em 2026, He-Man mostra que ainda tem a força em Mestres do Universo</title>
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		<pubDate>Wed, 17 Jun 2026 13:00:02 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Ana Beatriz Zamai   Pouco mais de quarenta anos depois do lançamento do desenho, He-Man (1983) retorna em seu novo filme Mestres do Universo (2026), estrelado por Nicholas Galitzine no papel do ‘cara mais poderoso do universo’. Apesar da história ser original da década de 80, o longa, produzido pela Amazon MGM, é ambientado nos dias &#8230; <a href="http://personaunesp.com.br/critica-mestres-do-universo/" class="more-link">Continue lendo<span class="screen-reader-text"> "Seja em 1980 ou em 2026, He-Man mostra que ainda tem a força em Mestres do Universo"</span></a></p>
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										<content:encoded><![CDATA[<figure id="attachment_37348" aria-describedby="caption-attachment-37348" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-37348" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2026/06/image1-2-800x450.png" alt="No centro, He Man, herói loiro e musculoso, segurando uma grande espada apontada para cima sob um relâmpago azul. Ao redor dele aparecem guerreiros, criaturas fantásticas, Skeletor, um vilão encapuzado com aparência sombria e personagens com armaduras futuristas e armas. O fundo mistura tons quentes de fogo e destruição à esquerda com tons frios e mágicos à direita, além de um castelo ao fundo e exércitos posicionados dos dois lados, criando uma atmosfera épica de batalha entre forças do bem e do mal. " width="800" height="450" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2026/06/image1-2-800x450.png 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2026/06/image1-2-768x432.png 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2026/06/image1-2.png 837w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-37348" class="wp-caption-text">He-Man surge em novo filme irônico e nostálgico (Foto: Amazon MGM)</figcaption></figure>
<p><b>Ana Beatriz Zamai  </b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Pouco mais de quarenta anos depois do lançamento do desenho, </span><i><span style="font-weight: 400;">He-Man</span></i><span style="font-weight: 400;"> (1983) retorna em seu novo filme </span><i><span style="font-weight: 400;">Mestres do Universo</span></i><span style="font-weight: 400;"> (2026), estrelado por Nicholas </span><a href="https://www.imdb.com/pt/name/nm5954280/?ref_=tt_ov_3_1"><span style="font-weight: 400;">Galitzine</span></a><span style="font-weight: 400;"> no papel do ‘cara mais poderoso do universo’. Apesar da história ser original da década de 80, o longa, produzido pela </span><i><span style="font-weight: 400;">Amazon MGM</span></i><span style="font-weight: 400;">, é ambientado nos dias atuais e é mais uma das apostas da </span><i><span style="font-weight: 400;">Mattel </span></i><span style="font-weight: 400;">em fazer uma releitura de clássicos, como foi com </span><a href="https://personaunesp.com.br/barbie-critica/"><i><span style="font-weight: 400;">Barbie</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> em 2023. Dirigido por Travis Knight, diretor de </span><a href="https://personaunesp.com.br/kubo-e-as-cordas-magicas-inovador-mas-fiel-ao-stop-motion/"><i><span style="font-weight: 400;">Kubo e as Cordas Mágicas</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> (2016), </span><i><span style="font-weight: 400;">Mestres do Universo </span></i><span style="font-weight: 400;">mostra o retorno de Adam Glenn (Galitzine) para Eternia, sua terra natal, depois de 20 anos na Terra, onde se refugiou depois de seu mundo ter sido invadido pelo antagonista Esqueleto (Jared Leto). </span></p>
<p><span id="more-37347"></span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Travis e os roteiristas</span> <a href="https://www.imdb.com/pt/name/nm2752098/?ref_=tt_ov_2_1"><span style="font-weight: 400;">Chris Butler</span></a><span style="font-weight: 400;">, </span><a href="https://www.imdb.com/pt/name/nm1887480/?ref_=tt_ov_2_2"><span style="font-weight: 400;">Aaron Nee</span></a><span style="font-weight: 400;"> e </span><a href="https://www.imdb.com/pt/name/nm1519639/?ref_=tt_ov_2_3"><span style="font-weight: 400;">Adam Nee</span></a><span style="font-weight: 400;"> fizeram um ótimo trabalho trazendo a história para a atualidade. É apenas uma das maneiras usadas para aproximar o príncipe herói do telespectador – o próprio Nicholas afirmou em </span><a href="https://www1.folha.uol.com.br/ilustrada/2026/05/personagens-invulneraveis-sao-muito-chatos-diz-ator-que-vive-o-novo-he-man.shtml"><span style="font-weight: 400;">entrevista</span></a><span style="font-weight: 400;"> que ser um herói invencível afasta o público, e, por isso, queria transformar Adam em alguém mais real. Outra aproximação curiosa foi o emprego escolhido para o personagem no seu tempo na Terra: profissional de Recursos Humanos, um total oposto do seu ‘cargo’ em Eternia: príncipe herdeiro filho do rei. Em uma das batalhas com o vilão principal, He-Man tenta usar termos do RH como “</span><i><span style="font-weight: 400;">violência não é a resposta</span></i><span style="font-weight: 400;">”, gerando uma comicidade que não se é esperado em momentos como este. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Apesar de ser uma releitura de um </span><a href="http://einerd.com/he-man-o-desenho-que-nasceu-para-vender-bonecos-e-virou-lenda-dos-anos-80e-o-que-star-wars-tem-a-ver-com-isso/"><span style="font-weight: 400;">clássico</span></a><span style="font-weight: 400;">, </span><i><span style="font-weight: 400;">Mestres do Universo</span></i><span style="font-weight: 400;"> não apela – ao menos não inteiramente – para a nostalgia. Quando usada, é de uma forma positiva e que vincula o personagem com o público, não apenas ao amor do público pelo personagem. Um exemplo disso é a maneira com que Adam, quando está na Terra, vê sua infância: um olhar gentil, infantil, de fato, como quem nunca cresceu e sente saudades de ser criança, desenhando os ‘personagens’ da sua história mesmo depois de adulto.</span></p>
<figure id="attachment_37349" aria-describedby="caption-attachment-37349" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-37349" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2026/06/image2-2-800x480.png" alt="Cena do filme Mestres do Universo mostrando o He-Man, guerreiro loiro de porte atlético usando armadura metálica e segurando uma grande arma futurista. Ele observa algo fora de quadro com expressão séria e alerta, enquanto fumaça branca sai do cano da arma e se espalha pelo lado direito da imagem. O fundo escuro, iluminado por tons avermelhados e esverdeados, reforça a atmosfera de ação e conflito em um ambiente de fantasia e ficção científica." width="800" height="480" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2026/06/image2-2-800x480.png 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2026/06/image2-2-768x461.png 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2026/06/image2-2.png 1000w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-37349" class="wp-caption-text">Nicholas Galitzine dá vida ao novo He-Man em ‘Mestres do Universo’ (Foto: Amazon MGM)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">Assim como Nicholas Galitzine apresentou uma grande atuação, se diferenciando completamente de seus outros papéis recentes, como </span><i><span style="font-weight: 400;">Uma Ideia de Você</span></i><span style="font-weight: 400;"> (2024) e </span><a href="https://personaunesp.com.br/vermelho-branco-e-sangue-azul-critica/"><i><span style="font-weight: 400;">Vermelho, Branco e Sangue Azul</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> (2023); os demais atores também se destacaram. Camila Mendes brilhantemente interpreta Teela – fiel escudeira de He-Man, além de grande amiga de infância do herói, que, inclusive, o filme acerta em deixar bem claro, tanto para os fãs quanto para os próprios personagens, que a dupla nunca vai passar disso: grandes amigos. Já </span><a href="https://www.omelete.com.br/filmes/he-man-idris-elba-fala-sobre-mestre-das-armas-no-filme"><span style="font-weight: 400;">Idris Elba</span></a><span style="font-weight: 400;"> aparece como o Mentor, ou Duncan, braço direito do rei e que, assim como Nicholas, agrega ao longa adicionando muito carisma e humor aos personagens.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Jared Leto merece um comentário de destaque por lembrar ao telespectador que, apesar de não parecer, ele ainda é um ator que pode entregar boas interpretações, mesmo que irreconhecível pela computação gráfica. O vilão </span><a href="https://www.omelete.com.br/filmes/he-man-mestres-universo-jared-leto-cinemas"><span style="font-weight: 400;">Skeletor</span></a><span style="font-weight: 400;">, no original, é definido pelo diretor </span><a href="https://www.empireonline.com/movies/news/skeletor-embodiment-of-toxic-masculinity-masters-of-the-universe-exclusive/"><span style="font-weight: 400;">Travis Knight</span></a><span style="font-weight: 400;"> como “</span><i><span style="font-weight: 400;">uma representação da masculinidade tóxica levada ao extremo”</span></i><span style="font-weight: 400;">. É um personagem que não tenta ser um vilão sério ou malvado demais, e tenta ganhar a nova geração com falas irônicas e de duplo sentido. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Além do bom roteiro, direção e das boas atuações, </span><i><span style="font-weight: 400;">Mestres do Universo</span></i><span style="font-weight: 400;"> também acerta em outros fatores, e um deles é não ter medo de parecer ridículo. O filme não se leva a sério demais, tendo alguns momentos de alívio cômico quando menos se espera, seja pelos toques de comédia; por manter fatores que eram alvo de riso na década de 80, como a roupa e cabelo do príncipe e os nomes dos personagens (como o </span><a href="https://www.tecmundo.com.br/minha-serie/603960-quem-e-quem-em-mestres-do-universo-2026-guia-de-personagens-e-elenco-do-filme.htm"><span style="font-weight: 400;">Fisto</span></a><span style="font-weight: 400;">); por ser uma obra com muitas cores – algo que está em </span><a href="https://geekpopnews.com.br/filmes-estao-perdendo-as-cores-entenda-a-tendencia-visual/"><span style="font-weight: 400;">falta</span></a><span style="font-weight: 400;"> na indústria cinematográfica atualmente –; pela ótima trilha sonora (Daniel Pemberton) ou até pelo (muito) bom uso de efeitos especiais. O longa traz conforto aos fãs que foram ao cinema em busca de uma boa memória da infância.</span></p>
<figure id="attachment_37350" aria-describedby="caption-attachment-37350" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-37350" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2026/06/image3-800x450.jpg" alt="" width="800" height="450" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2026/06/image3-800x450.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2026/06/image3-1024x576.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2026/06/image3-768x432.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2026/06/image3-1536x864.jpg 1536w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2026/06/image3-1200x675.jpg 1200w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2026/06/image3.jpg 1600w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-37350" class="wp-caption-text">Jared Leto é o musculoso e irônico vilão Skeletor (Foto: Amazon MGM Studios)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">Entretanto, apesar dos vários fatores positivos já citados, o filme não está indo bem na </span><a href="https://tangerina.uol.com.br/filmes-series/hollywood-enfrenta-dura-realidade-com-fracasso-de-he-man/"><span style="font-weight: 400;">bilheteria</span></a><span style="font-weight: 400;">. No primeiro fim de semana mundial, o longa arrecadou US$54,3 milhões, o que é decepcionante, visto que a produção custou cerca de US$200 milhões. Uma possibilidade é a falta de conhecimento do público sobre a existência dele. O elenco esteve no Brasil recentemente para divulgação, mas é fora do país que a obra não tem se dado tão bem. Além disso, a escolha de não colocar o nome do herói no título – apenas </span><i><span style="font-weight: 400;">Mestres do Universo</span></i><span style="font-weight: 400;">, sem He-Man – também pode ter sido prejudicial. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Por fim, talvez o maior desafio do príncipe de Eternia seja convencer as pessoas a darem uma <a href="https://viventeandante.com/he-man-sem-forca-mestres-do-universo-decepciona/">chance</a> a ele – seja a geração dos anos 80, que não querem estragar a boa memória que tem com os desenhos, seja a geração atual, que já está saturada de filmes de heróis. Caso vença, He-Man certamente poderá agradar ambos os públicos.</span></p>
<div class="jetpack-video-wrapper"><iframe loading="lazy" title="Mestres Do Universo | Trailer Oficial Legendado" width="840" height="473" src="https://www.youtube.com/embed/S3SMDqnN6fY?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen></iframe></div>
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		<title>Steven Spielberg olha para o passado em Dia D e decide abandoná-lo</title>
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		<pubDate>Tue, 16 Jun 2026 14:16:17 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Cinema]]></category>
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		<category><![CDATA[Colin Firth]]></category>
		<category><![CDATA[Crítica]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Davi Marcelgo  Natal Amargo (2026) e Socorro! (2026), de Pedro Almodóvar e Sam Raimi, respectivamente, representam fases diferentes desses autores. Enquanto o espanhol demonstra uma nova direção há pelo menos uma década, começando por Julieta (2016), se distanciando do humor histérico e das cores vibrantes, o entusiasta do Terror fez um filme sóbrio sem as &#8230; <a href="http://personaunesp.com.br/dia-d-critica/" class="more-link">Continue lendo<span class="screen-reader-text"> "Steven Spielberg olha para o passado em Dia D e decide abandoná-lo"</span></a></p>
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										<content:encoded><![CDATA[<figure id="attachment_37342" aria-describedby="caption-attachment-37342" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-37342" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2026/06/HKkZBEQWUAA7DXX-800x450.jpg" alt="Cena do filme Dia DNa imagem, um campo de trigo é visto de cima. Nele, há agroglifos, marcações que OVNIS fazem em plantações. No centro da imagem, está o personagem Daniel vestindo uma jaqueta cinza e mochila nas costas. " width="800" height="450" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2026/06/HKkZBEQWUAA7DXX-800x450.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2026/06/HKkZBEQWUAA7DXX-1024x576.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2026/06/HKkZBEQWUAA7DXX-768x432.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2026/06/HKkZBEQWUAA7DXX-1536x864.jpg 1536w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2026/06/HKkZBEQWUAA7DXX-1200x675.jpg 1200w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2026/06/HKkZBEQWUAA7DXX.jpg 2000w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-37342" class="wp-caption-text">Disclosure Day, no original, marca o retorno de Spielberg aos cinemas desde Os Fabelmans em 2022 (Foto: Universal)</figcaption></figure>
<p><b>Davi Marcelgo </b></p>
<p><i><span style="font-weight: 400;">Natal Amargo</span></i><span style="font-weight: 400;"> (2026) e </span><i><span style="font-weight: 400;">Socorro! </span></i><span style="font-weight: 400;">(2026), de Pedro Almodóvar e </span><a href="https://personaunesp.com.br/darkman-vinganca-sem-rosto-35-anos/"><span style="font-weight: 400;">Sam Raimi, </span></a><span style="font-weight: 400;">respectivamente, representam fases diferentes desses autores. Enquanto o espanhol demonstra uma nova direção há pelo menos uma década, começando por </span><i><span style="font-weight: 400;">Julieta</span></i><span style="font-weight: 400;"> (2016), se distanciando do humor histérico e das cores vibrantes, o entusiasta do Terror fez um filme sóbrio sem as características que o definem. Ambos os cineastas já possuem uma carreira extensa e essas produções dialogam com a atual etapa da vida em que estão. </span><a href="https://personaunesp.com.br/ma-educacao-critica/"><span style="font-weight: 400;">Almodóvar</span></a><span style="font-weight: 400;"> pensa os limites da autoria e os </span><a href="https://medium.com/@davimarcelgo10/o-cinema-de-memento-mori-o-quarto-ao-lado-2024-de-pedro-almod%C3%B3var-159ec5d84aa0"><span style="font-weight: 400;">dilemas do século XXI</span></a><span style="font-weight: 400;">, da morte à crise climática, e Raimi elimina a autoria em prol de uma história. Steven Spielberg, descontente com os Estados Unidos, abandona, até certo ponto, as marcas de seus longas para construir </span><i><span style="font-weight: 400;">Dia D</span></i><span style="font-weight: 400;">. </span><span id="more-37341"></span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O pai dos </span><i><span style="font-weight: 400;">blockbusters</span></i><span style="font-weight: 400;"> já se aventurou por vários gêneros, e suas duas últimas obras, </span><i><span style="font-weight: 400;">Amor, Sublime Amor</span></i><span style="font-weight: 400;"> (2021), uma releitura do clássico musical, e </span><a href="https://personaunesp.com.br/os-fabelmans-critica/"><i><span style="font-weight: 400;">Os Fabelmans</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> (2022), drama semiautobiográfico, apontavam para uma diferente e intimista fase do cineasta, o que não muda com seu novo filme, que regressa à familiar temática de alienígenas em nosso planeta, já vista anteriormente, mas de uma forma diferente quando comparada com </span><i><span style="font-weight: 400;">Contatos Imediatos do Terceiro Grau</span></i><span style="font-weight: 400;"> (1977) e </span><i><span style="font-weight: 400;">E.T. O Extraterrestre</span></i><span style="font-weight: 400;"> (1982). Na trama, Daniel Kellner (</span><a href="https://personaunesp.com.br/a-historia-do-som-paul-mescal-e-josh-oconnor-brilham-em-uma-ode-ao-amor-e-a-musica/"><span style="font-weight: 400;">Josh O’Connor</span></a><span style="font-weight: 400;">) foge de uma organização secreta enquanto tenta revelar a verdade sobre </span><i><span style="font-weight: 400;">aliens</span></i><span style="font-weight: 400;"> para a população mundial. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Para contar a narrativa, Spielberg se apoia na linguagem do Cinema de ação e, por vezes, </span><i><span style="font-weight: 400;">Dia D </span></i><span style="font-weight: 400;">parece uma sequência de </span><i><span style="font-weight: 400;">Missão: Impossível</span></i><span style="font-weight: 400;"> ou de um filme da </span><i><span style="font-weight: 400;">Marvel</span></i><span style="font-weight: 400;">, onde John Williams está possuído por </span><a href="https://www.omelete.com.br/filmes/alan-silvestri-vingadores-doutor-destino-tema"><span style="font-weight: 400;">Alan Silvestri</span></a><span style="font-weight: 400;"> em </span><i><span style="font-weight: 400;">Vingadores: Guerra Infinita</span></i><span style="font-weight: 400;"> ao utilizar trompas e percussão nas composições. Alinhada a isso, a abertura de paletas azuladas compostas por reflexos de lente da câmera, filmada à noite, com uma história iniciada pela metade, se assemelha ao confronto de Thanos e Hulk </span><a href="https://personaunesp.com.br/vingadores-guerra-infinita-critica/"><span style="font-weight: 400;">em 2018</span></a><span style="font-weight: 400;">. Assim, há um distanciamento entre o encenado aqui e o feito no século passado, quando a relação entre humanidade e ‘homens de marte’ era mais simples, uma fábula urbana protagonizada por crianças e ambientada em pequenos lares norte-americanos.</span></p>
<figure id="attachment_37343" aria-describedby="caption-attachment-37343" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-37343" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2026/06/HKuqjrWWQAA-6-J-800x450.jpg" alt="Cena do filme Dia DNa imagem, a personagem Margaret está enquadrada dos joelhos para cima. Ela está em um set de jornal, pronta para apresentar a previsão do tempo. Ela usa um vestido agarrado ao corpo, na cor vermelha. Atrás dela, há uma grande tela com um mapa de meteorologia. Margaret é uma mulher branca, na faixa dos 40 anos, de cabelos castanhos claros na altura do ombro. " width="800" height="450" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2026/06/HKuqjrWWQAA-6-J-800x450.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2026/06/HKuqjrWWQAA-6-J-1024x576.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2026/06/HKuqjrWWQAA-6-J-768x432.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2026/06/HKuqjrWWQAA-6-J-1536x864.jpg 1536w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2026/06/HKuqjrWWQAA-6-J-2048x1152.jpg 2048w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2026/06/HKuqjrWWQAA-6-J-1200x675.jpg 1200w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-37343" class="wp-caption-text">Emily Blunt, como Margaret, compõe um dos melhores trabalhos da carreira (Foto: Universal)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">Spielberg opta por uma abordagem diferente, pois sua história – e seus personagens – ainda não haviam alcançado a fé necessária para crer no que está para ser revelado. Isto é percebido quando aqueles que não acreditam, ou são esquecidos pelo filme, como Jackson (</span><a href="https://personaunesp.com.br/critica-thunderbolts/"><span style="font-weight: 400;">Wyatt Russell</span></a><span style="font-weight: 400;">), ou se resignam, como Jane (Eve Hewson) e Noah (Colin Firth) e, a partir disso, o diretor desabrocha a fantasia. Nesse momento, há uma emulação ao fazer Cinema de Shyamalan, da fabulação que envolve animais, de </span><i><span style="font-weight: 400;">A Dama na Água</span></i><span style="font-weight: 400;"> (2006), aos agroglifos de </span><i><span style="font-weight: 400;">Sinais</span></i><span style="font-weight: 400;"> (2002) – algo encantador, visto que Shy foi </span><a href="http://www.naoentendemascomenta.com.br/shyamalan-o-proximo-spielberg-que-ate-agora-nao-rolou/"><span style="font-weight: 400;">comparado</span></a><span style="font-weight: 400;"> ao veterano no início da carreira. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Regressar aos contos de fadas é a forma como o cineasta retoma a crença infantil e tece seus comentários sobre o cenário da política estadunidense. </span><i><span style="font-weight: 400;">Dia D</span></i><span style="font-weight: 400;"> não é o único a ser influenciado por essas narrativas, </span><i><span style="font-weight: 400;">Contatos Imediatos do Terceiro Grau</span></i><span style="font-weight: 400;"> e </span><i><span style="font-weight: 400;">A.I. – Inteligência Artificial</span></i><span style="font-weight: 400;"> (2001), por exemplo, executam intertextualidade com </span><i><span style="font-weight: 400;">Pinóquio</span></i><span style="font-weight: 400;">. O clássico escolhido aqui é </span><i><span style="font-weight: 400;">O Mágico de Oz</span></i><span style="font-weight: 400;">, porém mais alinhado com o longa de 1939 do que propriamente ao romance de L. Frank Baum, pela localidade escolhida: </span><i><span style="font-weight: 400;">Kansas City</span></i><span style="font-weight: 400;">. Se Kansas representava uma âncora para Dorothy (Judy Garland) em meio à Grande Depressão, no texto de </span><a href="https://personaunesp.com.br/jurassic-park-30-anos/"><span style="font-weight: 400;">David Koepp</span></a><span style="font-weight: 400;">, o lugar surge como Têmis, onde a verdade deve prevalecer e ser divulgada. Dorothy atravessa a estrada de tijolinhos amarelos para regressar a Kansas, enquanto Margaret (</span><a href="https://personaunesp.com.br/critica-o-diabo-veste-prada-2/"><span style="font-weight: 400;">Emily Blunt</span></a><span style="font-weight: 400;">) e Kellner enfrentam seus próprios percalços na tentativa de voltar para lá.</span></p>
<figure id="attachment_37344" aria-describedby="caption-attachment-37344" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-37344" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2026/06/HK3Qp8jWAAAuS0K-800x421.jpg" alt="Cena do filme Dia DNa imagem, quatro policiais, de costas para a câmera, olham um OVNI no céu. Dois deles estão no canto esquerdo da foto enquanto os outros dois no lado direito, distantes da câmera, ao lado de uma viatura policial.. O cenário é noturno e a espaçonave é grande com fortes luzes acesas. " width="800" height="421" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2026/06/HK3Qp8jWAAAuS0K-800x421.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2026/06/HK3Qp8jWAAAuS0K-1024x539.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2026/06/HK3Qp8jWAAAuS0K-768x404.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2026/06/HK3Qp8jWAAAuS0K.jpg 1200w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-37344" class="wp-caption-text">Dia D abriu seu primeiro fim de semana com uma bilheteria de US$ 92,9 milhões (Foto: Universal)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">Os dois personagens funcionam como panteões da verdade e da esperança. Kellner, desde o início, tem como plano divulgar para o mundo os dados obtidos. Em meio aos arquivos do Caso Epstein e a </span><a href="https://g1.globo.com/mundo/noticia/2026/05/09/ovnis-x-epstein-posts-do-governo-trump-sobre-ets-sao-inundados-por-acusacoes-de-cortina-de-fumaca.ghtml"><span style="font-weight: 400;">tentativa de abafar</span></a><span style="font-weight: 400;"> o escândalo pelo governo de Donald Trump, ao divulgar material sobre OVNI, o abandono das marcas de autoria de Spielberg e seu retorno a partir do surgimento de uma verdade que expõe crimes cometidos pelos Estados Unidos, é um manifesto da visão do diretor sobre seu país. Inclusive, um jornal televisivo ser o epicentro da difusão dessas informações se opõe ao tratamento que a imprensa recebe pela gestão Trump e aos ataques que adjetivam os profissionais do jornalismo como “</span><i><span style="font-weight: 400;">mentirosos</span></i><span style="font-weight: 400;">”. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Assim, o diretor de fotografia </span><a href="https://personaunesp.com.br/amor-sublime-amor-critica/"><span style="font-weight: 400;">Janusz Kamiński</span></a><span style="font-weight: 400;"> enquadra os protagonistas em volta de luzes ou com elas acima de suas cabeças, como as pinturas de </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=9x3gG8QrVjU"><span style="font-weight: 400;">iconografias cristãs</span></a><span style="font-weight: 400;">, afinal a luz deles removerá a humanidade de uma escuridão de mentiras. Alguns elementos da narrativa são eficientes para tatear a temática de crença que envolve o filme. Sejam as freiras e a presença de cruzes ou a profissão de Margaret, meteorologista, que apesar de trabalhar com previsões por meio da coleta de dados para adivinhar o clima, ainda se baseia no acreditar. É acreditar que a previsão está correta, que hoje vai chover. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O que Steven Spielberg tem em comum com Almodóvar?</span> <span style="font-weight: 400;">Além de um filme </span><a href="https://personaunesp.com.br/dor-e-gloria-critica/"><span style="font-weight: 400;">semiautobiográfico</span></a><span style="font-weight: 400;"> no currículo, a necessidade de discutir questões de nosso tempo. Com Sam Raimi? A noção de que uma história às vezes pede o assassinato de suas marcas. Com </span><a href="https://personaunesp.com.br/vidro-5-anos/"><span style="font-weight: 400;">Shyamalan</span></a><span style="font-weight: 400;">? A inocência das crianças. </span><i><span style="font-weight: 400;">Dia D </span></i><span style="font-weight: 400;">é uma exploração das temáticas familiares para o diretor e para os americanos, mas vista de uma maneira diferente, imprimindo as dores do século XXI em um filme que não pode ser igual aos de outrora. Os tempos mudaram. </span></p>
<div class="jetpack-video-wrapper"><iframe loading="lazy" title="DIA D | Trailer Oficial (Universal Pictures) - HD" width="840" height="473" src="https://www.youtube.com/embed/NX_RNtnV7q0?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen></iframe></div>
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