Babystar convida a rir do absurdo e implora para que ele não seja o novo normal

Cena do filme Babystar: À esquerda, um homem de cabelo longo preso em um coque olha para uma tela. No centro, Luca, uma mulher branca e loira, de vestido vermelho amarrado ao pescoço, tira uma selfie com o celular, enquanto sua mãe, à direita, também branca e loira em um conjunto rosa, fotografa a cena com o celular. Todos estão sentados em uma mesa de jantar elegante, iluminada por luz amarela suave, com taças, guardanapos dobrados e cortinas de tons claros.
”Eu penso que o problema [nas redes sociais] é que todos pensam ser a pessoa mais importante do mundo”- Joscha Bongard para o Persona (Foto: Lise Lotte Films)
Mariana Bezerra 

Babystar é um filme alemão independente, que estreou no Festival Internacional de Cinema de Toronto, em 2025. No Brasil, ele foi exibido, pela primeira vez, na 49ª Mostra Internacional de Cinema em São Paulo como integrante competitiva na categoria Novos Diretores. O longa de Joscha Bongard mergulha no universo das redes sociais e dos influencers para construir a narrativa sobre uma família cuja vida íntima é completamente exposta, sem qualquer indício de privacidade. Com um orçamento extremamente limitado, Bongard mantém a câmera centralizada na casa desse núcleo familiar, que parece mais um estúdio do que um lar. Nela, os laços genuínos estão em guerra constante com o desejo e a necessidade de performar.

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