Um Mundo Triste e Belo nos ensina que quando a ‘Ilha’ é encontrada, ela nunca mais é perdida

Cena do filme Um Mundo Triste e Belo (2025). À noite, o casal corre de mãos dadas por uma rua iluminada, rindo juntos. A mulher, de cabelos escuros e soltos, usa uma blusa azul escura. O homem, de barba e cabelo cacheado, veste uma camisa vermelha. As luzes da cidade e o desfoque do fundo sugerem liberdade e alegria espontânea
Durante o filme percebemos o quanto a guerra moldou a visão de mundo dos dois, mesmo que de formas distintas (Foto: Mubi)

Stephanie Cardoso

Exibido na 49ª Mostra Internacional de Cinema em São Paulo, na seção Perspectiva Internacional, Um Mundo Triste e Belo, dirigido por Cyril Aris, é um retrato delicado sobre permanência, luto e afeto em tempos de instabilidade. Ambientado no Líbano, o longa acompanha duas vidas que se cruzam e se perdem ao longo de décadas, explorando como o amor pode nascer do trauma e se tornar, ao mesmo tempo, abrigo e espelho das feridas de um país. Aris filma com uma ternura contida, além de emoldurar o cotidiano ancorado em um olhar atento às pausas, aos gestos e aos silêncios que dizem mais do que qualquer diálogo.  Continue lendo “Um Mundo Triste e Belo nos ensina que quando a ‘Ilha’ é encontrada, ela nunca mais é perdida”