A volta de Bridget Jones em Louca Pelo Garoto mostra que dá para fazer um clichê gostoso em 2025

: A esquerda Bridget Jones, uma mulher branca, está vestida com uma blusa branca e uma jaqueta jeans olhando para frente e rindo. Ao seu lado, Roxster, um homem branco, está molhado com uma camiseta branca com a mesma expressão de Jones. Eles estão na frente de uma piscina em um dia ensolarado.
Renée Zellweger foi indicada a Melhor Atriz no Oscar de 2001 com o papel de Bridget Jones (Foto: Alex Bailey/Universal Pictures)

Isabela Nascimento

Após nove anos de O Bebê de Bridget Jones (2016), a personagem de Renée Zellweger está de volta. Agora com duas crianças, uma amizade curiosa com a sua antiga paixão, Daniel Cleaver (Hugh Grant), dois jovens apaixonados e uma indicação de Melhor Filme para Televisão na 77ª edição do Emmy Awards. Baseado no quarto livro da autora Helen Fielding de 2013, Bridget Jones: Louca pelo Garoto, retrata a jornada da volta da protagonista à sociedade após a morte traumática de seu marido, Mark Darcy (Colin Firth). 

No início do filme, vemos a loira 100% dedicada a criação de seus filhos, sem tempo para trabalho e romances, mas depois de uma conversa com seus antigos amigos, uma chave vira em sua cabeça e ela resolve voltar ao seu trabalho de produtora e conhecer esse novo mundo dos encontros. Nesse meio tempo, em um cliché bem recorrente na saga, a britânica se vê em uma situação embaraçosa no parque e conhece um jovem charmoso. Roxster (Leo Woodall), um estudante de bioquímica, após conhecer a Sra. Jones fica encantado e eles começam a conversar por mensagem. Esse mundo deixa a personagem insegura com a sua idade e com a nova forma de flerte, porém esse sentimento desaparece quando eles têm o primeiro encontro. 

O romance acende uma nova chama em Bridget, que está mais determinada no trabalho e em sua vida amorosa, porém acaba passando por uma decepção com o seu ‘namorado’, mesmo frustrada, Jones continua empolgada em sua nova jornada e parte para sua próxima aventura. Por conta das crianças e de uma excursão escolar, ela se aproxima do mal-humorado, professor de ciências, Sr. Wallaker (Chiwetel Ejiofor), que é extremamente cuidadoso e atencioso com os filhos dela. Ao final do filme, a conexão entre eles aumentam e temos uma cena bem semelhante ao No Limite da Razão de 2001.

Na cena vemos Bridget Jones, uma mulher branca e o professor Wallaker, um homem negro, se olhando com carinho e sorrindo, sentados no banco de tronco de árvore a frente de uma fogueira. Eles estão em uma floresta à noite.
Em entrevista, a escritora Helen Fielding contou que escreveu o roteiro de Bridget Jones: Mad About The Boy, durante as gravações do terceiro filme da saga (Foto: Universal Pictures)

Bridget Jones: Mad About the Boy traz de volta os elementos e personagens clássicos dos longas anteriores, mas de forma mais contida e leve. A personagem principal continua sendo aquela mulher real, doce e divertida que conhecemos há 24 anos, o cativante Daniel Cleaver ainda é charmoso e rouba a cena e o romance segue sendo encantador e emocionante. Além da presença desses aspectos tradicionais, a trilha sonora traz uma sequência de músicas perfeitas com hits de Nina Simone, Robbie Williams e David Bowie. 

Porém, durante as duas horas do longa, há o questionamento: “será que a quarta sequência era tão necessária assim?”. Desde o começo da história a protagonista passa por situações modernas que muitas mulheres se veem e, mesmo sendo uma adaptação fiel do quarto livro de Helen Fielding, parece se encaminhar para mais um drama clichê, ainda assim, a parceria entre a roteirista e direção funciona tão bem que depois de assistir, o telespectador perdoa a morte de Sr. Darcy e essa nova trama, pelo resultado final.

A produção foi indicada a categoria de Melhor filme de televisão, no EMMY de 2025, e o nome faz jus ao sentimento que o filme traz. Aquela produção feita para assistir na TV no sábado a noite, simples, sem muita maluquice, cheia de clichês e momentos previsíveis, mas feito com muito amor. Bridget Jones: Louca pelo Garoto, nos faz sentir saudade daquelas comédias românticas dos anos 2000, que não vemos mais nos cinemas. 

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