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	<title>Arquivos Terror &#8211; Persona | Jornalismo Cultural</title>
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	<description>Desde 2015 provando que a distância entre Bergman, Lady Gaga e a novela das 9 nem existe.</description>
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		<title>A Hora do Mal constrói sua força ao instigar curiosidade como uma lenda urbana</title>
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		<pubDate>Sat, 14 Mar 2026 13:00:18 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Lara Fagundes Um desaparecimento em massa assombra uma vizinhança fictícia na Pensilvânia: 17 crianças da mesma sala de aula saem de suas próprias casas no meio da madrugada, todas no mesmo horário, e não voltam mais. Uma voz infantil, como uma menina contando uma história em volta da fogueira, é o que inicia a trama. &#8230; <a href="http://personaunesp.com.br/a-hora-do-mal-critica/" class="more-link">Continue lendo<span class="screen-reader-text"> "A Hora do Mal constrói sua força ao instigar curiosidade como uma lenda urbana"</span></a></p>
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										<content:encoded><![CDATA[<figure id="attachment_37038" aria-describedby="caption-attachment-37038" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img fetchpriority="high" decoding="async" class="size-medium wp-image-37038" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2026/03/IMG_6679-800x452.jpeg" alt="Em uma imagem escura, aparece a silhueta de um garoto de costas no centro do cenário, abrindo as cortinas de uma janela que podem ser vistas em ambas as extremidades da foto. Ao lado de fora da janela de vidro, é possível enxergar grama, moitas e árvores que cobrem o céu, e a própria criança, em um tom verde azulado." width="800" height="452" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2026/03/IMG_6679-800x452.jpeg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2026/03/IMG_6679-768x434.jpeg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2026/03/IMG_6679.jpeg 821w" sizes="(max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-37038" class="wp-caption-text">Cary Christopher, que interpreta Alex, único aluno que não desaparece, foi indicado ao Critics Choice Awards (2026) de Melhor Jovem Ator (Foto: Warner Bros)</figcaption></figure>
<p><b>Lara Fagundes</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Um desaparecimento em massa assombra uma vizinhança fictícia na Pensilvânia: 17 crianças da mesma sala de aula saem de suas próprias casas no meio da madrugada, todas no mesmo horário, e não voltam mais. </span><span style="font-weight: 400;">Uma voz infantil, como uma menina contando uma história em volta da fogueira, é o que inicia a trama. Com uma ambientação comparável a</span><a href="https://personaunesp.com.br/?s=it+a+coisa#google_vignette"> <i><span style="font-weight: 400;">It: A coisa</span></i></a> <span style="font-weight: 400;">(2017), inspirado na obra de Stephen King, ou</span><a href="https://personaunesp.com.br/critica-o-telefone-preto-2/"> <i><span style="font-weight: 400;">Telefone Preto</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> (2021), do diretor Scott Derrickson, em uma típica cidade pequena do interior, </span><i><span style="font-weight: 400;">A Hora do Mal</span></i><span style="font-weight: 400;">, dirigido por Zach Cregger, traz uma narrativa mais próxima dos contos de King, com visões fragmentadas de um único mistério que os entrelaça.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A estética de lenda urbana sustenta o ar de suspense na maior parte do tempo, sem assustar tanto, apenas criando uma atmosfera tensa baseada na violência entre moradores e pelo elemento sobrenatural que envolve o município. Nesse contexto, o nome original do longa, </span><i><span style="font-weight: 400;">Weapons</span></i><span style="font-weight: 400;">, traduzido de forma literal para ‘armas’, funciona como metáfora para abordar os personagens sendo usados como ferramenta para machucar uns aos outros. Porém, a tradução </span><i><span style="font-weight: 400;">A Hora do Mal</span></i><span style="font-weight: 400;"> também é certeira, trazendo um formato parecido com títulos de</span><a href="https://rollingstone.com.br/cinema/6-contos-do-stephen-king-que-voce-nao-sabia-que-eram-filmes/"> <span style="font-weight: 400;">conto</span></a><span style="font-weight: 400;">, onde os alunos, que somem exatamente às 2:17 da manhã, são o estopim do enredo e, por isso, são o foco desde o nome.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">As duas interpretações de título expressam a criatividade por trás de Zach Cregger, um diretor que iniciou sua carreira no cinema da comédia, sendo um dos criadores da série de comediantes <i>The Whitest Kids U’ Know </i>(2007), além de ter estrelado obras do gênero antes de se encontrar no horror. Esse seu histórico com o humor traz um toque especial para seus novos filmes desde<a href="https://personaunesp.com.br/os-melhores-filmes-de-2022/"> <i>Noites Brutais</i> (2022)</a>, conseguindo criar atmosferas únicas e histórias muito originais com uma suavidade que contrasta com as mortes mais grotescas.</span></p>
<figure id="attachment_37046" aria-describedby="caption-attachment-37046" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img decoding="async" class="size-medium wp-image-37046" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2026/03/IMG_6681-800x448.jpeg" alt="Imagem de uma mulher branca de cabelos curtos loiros enrolados e olhos azuis, usando brincos dourados e um casaco escuro. Ela olha para frente com uma expressão de assombro. Atrás dela, desfocado, está um carro e, mais atrás, árvores." width="800" height="448" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2026/03/IMG_6681-800x448.jpeg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2026/03/IMG_6681-768x430.jpeg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2026/03/IMG_6681.jpeg 824w" sizes="(max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-37046" class="wp-caption-text">O roteiro da produção foi disputado por vários estúdios, até ser comprado pela Warner Bros por U$38 milhões (Foto: Warner Bros)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">Inspirado em </span><a href="https://super.abril.com.br/cultura/com-roteiro-ambicioso-terror-a-hora-do-mal-traz-sete-protagonistas/"><i><span style="font-weight: 400;">Magnólia</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> (1999), drama de Paul Thomas Anderson, Cregger dividiu o suspense em atos, desvendando os acontecimentos por meio da repetição de um dia por perspectivas diferentes. Ou seja, seis pessoas, com funções distintas, ajudam a formular o terror em passos lentos. Indo devagar, apenas com </span><i><span style="font-weight: 400;">jumpscares </span></i><span style="font-weight: 400;">pontuais, o filme não gera tanto medo, mas instiga uma curiosidade inquietante, e a escolha pelos cortes brutos e alguns momentos cômicos nas entrelinhas, escondem o verdadeiro mal por trás do desaparecimento e flertam com um humor que beira o absurdo, não permitindo trazer o horror absoluto até o último minuto. Assim, temos uma obra que traz uma sensação de estranheza até te levar a um ponto mais violento.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Além disso, os pontos de vista, apesar de tornarem a investigação mais lenta, expandem os personagens em ritmo de episódios, o que alavancou o elenco. </span><span style="font-weight: 400;">A professora Gandy (Julia Garner) e o pai de um dos desaparecidos, Archer (Josh Brolin), são atores que se sobressaem, presentes como lados opostos da situação, na qual apresenta-se uma pessoa que se martiriza e outra que tenta encontrar um culpado o mais rápido possível. Porém, quem chamou mais atenção foi </span><a href="https://www.cnnbrasil.com.br/entretenimento/oscar-2026-amy-madigan-quebra-recorde-de-intervalo-entre-indicacoes/"><span style="font-weight: 400;">Amy Madigan</span></a><span style="font-weight: 400;">; mesmo com pouco tempo de tela, foi reconhecida pela Academia de Artes e Ciências Cinematográficas e indicada ao Oscar de Melhor Atriz Coadjuvante com sua interpretação de Gladys, tia de Alex, o único menino que não desapareceu.</span></p>
<figure id="attachment_37047" aria-describedby="caption-attachment-37047" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img decoding="async" class="size-medium wp-image-37047" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2026/03/IMG_6682-800x440.jpeg" alt="Frame de uma mulher branca de cabelos vermelhos curtos e franja curta sorrindo, como se estivesse no meio de uma risada. Ela usa óculos grandes, quadrados e armação na cor azul, um batom vermelho borrado nos cantos e um casaco listrado lilás, vermelho e azul escuro com uma blusa lilás de gola alta por baixo, sentada em uma sofá cinza. Ao fundo, vemos uma parede bege, lisa, com a parte de baixo revestida em madeira." width="800" height="440" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2026/03/IMG_6682-800x440.jpeg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2026/03/IMG_6682-768x422.jpeg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2026/03/IMG_6682.jpeg 828w" sizes="(max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-37047" class="wp-caption-text">Grande parte da equipe de Noite Brutais, primeiro terror do diretor, também esteve presente em A Hora do Mal (Foto: Warner Bros)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">A vilã, introduzida apenas próxima ao fim do segredo, chega com uma atuação que desempenha um misto de emoções a cada aparição, usando do desconforto para trazer a dose de estranheza que o filme pedia. Porém, o impacto que ela causa com sua performance, não apaga que o desenvolvimento de sua personagem deixa a desejar, o que é amplificado por um final aberto, que responde perguntas enquanto outras surgem, esperando por mais detalhes sobre </span><a href="https://rollingstone.com.br/cinema/diretor-de-a-hora-do-mal-anuncia-prequel-com-personagem-querida-dos-fas/"><span style="font-weight: 400;">Gladys</span></a><span style="font-weight: 400;">. Apenas o arquétipo de bruxa, mesmo que a torne enigmática, não é suficiente para explicar ao espectador o motivo dos desaparecimentos, gerando uma desfecho um pouco apressado.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Contudo, com o retorno da voz infantil; a menina que iniciou a lenda; a fecha dentro do mesmo aspecto e uma história que fica entre o real e a imaginação – uma assombração que permanece na cidade –, essa névoa gerada pelo tom simples da narração, justifica o encerramento, mas resume um incômodo, como se algo estivesse faltando. As mesmas </span><a href="https://cinepop.com.br/10-filmes-com-criancas-assustadoras-204602/"><span style="font-weight: 400;">crianças</span></a><span style="font-weight: 400;"> que iniciaram tudo, voltam ao foco para fecharem com a cena mais violenta, onde o mal se vira contra si mesmo e entrega uma finalização cheia de sequelas com a última frase: “</span><i><span style="font-weight: 400;">Algumas [crianças] até começaram a falar de novo este ano</span></i><span style="font-weight: 400;">”.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Apoiada em um mistério bem estabelecido e uma narrativa envolvente,</span><i><span style="font-weight: 400;"> A Hora do Mal </span></i><span style="font-weight: 400;">se baseia na curiosidade típica de crianças narrando contos de terror umas para as outras. Zach Cregger soube usar o conceito de </span><a href="https://macabra.tv/7-filmes-de-terror-inspirados-em-lendas-e-mitos/"><span style="font-weight: 400;">lenda</span></a><span style="font-weight: 400;"> para explorar sua criatividade e, apesar de não conseguir assustar tanto quanto poderia, compensou com uma tensão contínua e, como última pincelada, teve Amy Madigan roubando a cena. Assim, a união de um humor visceral com a violência de um horror sombrio, resulta em um filme de bruxaria que poderia ter contado mais, mas se manteve na segurança do imaginário de uma vizinhança perturbada.</span></p>
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		<title>Já faz 30 anos que Novo Pesadelo – O Retorno de Freddy Krueger deixa Hollywood sem dormir</title>
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		<pubDate>Wed, 11 Dec 2024 18:40:08 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Davi Marcelgo  Franquias em Hollywood não faltam, tem para todo tipo e gosto. Mas o que acontece quando elas, ou até mesmo um gênero, se tornam um pesadelo? Quando em 1984, o primeiríssimo A Hora do Pesadelo estreou, mal sabia Wes Craven que, dez anos mais tarde teria, que desconstruir sua maior criação: Freddy Krueger. &#8230; <a href="http://personaunesp.com.br/novo-pesadelo-o-retorno-de-freddy-krueger-30-anos/" class="more-link">Continue lendo<span class="screen-reader-text"> "Já faz 30 anos que Novo Pesadelo – O Retorno de Freddy Krueger deixa Hollywood sem dormir"</span></a></p>
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										<content:encoded><![CDATA[<figure id="attachment_34601" aria-describedby="caption-attachment-34601" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-34601" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/12/image4-3-800x427.png" alt="Cena do filme O Novo Pesadelo – O Retorno de Freddy KruegerNa imagem, o personagem Freddy Krueger está centralizado, fazendo uma pose de mau. Ele está mostrando a parte de cima da mão direita, que possui garras e está em carne viva e ossos aparentes. Seu rosto está também ferido, com carne e pele clara se misturando. Seus olhos são verdes. Ele veste um suéter de frio com listras vermelhas e verde escuro." width="800" height="427" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/12/image4-3-800x427.png 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/12/image4-3-1024x546.png 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/12/image4-3-768x410.png 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/12/image4-3.png 1200w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-34601" class="wp-caption-text">Na versão original, o nome do autor aparece antes do título do filme, Wes Craven&#8217;s New Nightmare (Foto: New Line Cinema)</figcaption></figure>
<p><b>Davi Marcelgo </b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Franquias em Hollywood não faltam, tem para todo tipo e gosto. Mas o que acontece quando elas, ou até mesmo um gênero, se tornam um pesadelo? Quando em 1984, o primeiríssimo </span><a href="https://personaunesp.com.br/a-hora-do-pesadelo-critica/"><i><span style="font-weight: 400;">A Hora do Pesadelo</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> estreou, mal sabia Wes Craven que, dez anos mais tarde teria, que desconstruir sua maior criação: Freddy Krueger. O </span><i><span style="font-weight: 400;">Novo Pesadelo &#8211; O Retorno de Freddy Krueger</span></i><span style="font-weight: 400;"> (1994) completa 30 anos em 2024 com muita coisa a ensinar ao Cinema, principalmente ao de super-heróis. </span></p>
<p><span id="more-34600"></span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Além do primeiro e último filme (até 1994), a saga teve outras cinco </span><a href="https://tecnoblog.net/responde/a-ordem-dos-filmes-da-franquia-a-hora-do-pesadelo/"><span style="font-weight: 400;">sequências</span></a><span style="font-weight: 400;">, todas com outros diretores, algumas com outros protagonistas e uma que até ignora o original. Chegou um momento em que o título original, </span><i><span style="font-weight: 400;">A Nightmare On Elm Street</span></i><span style="font-weight: 400;"> (algo como </span><i><span style="font-weight: 400;">O Pesadelo da Rua Elm</span></i><span style="font-weight: 400;">, em tradução livre) perdeu sentido: a rua nem era mais a protagonista. O local onde os jovens de 1984 viviam é de suma importância para narrativa; a residência que deveria ser lar de proteção é inseguro, namorados e amigos moram em frente, as relações entre os personagens e o público são dependentes da geografia. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Os personagens deixaram de ser filhos dos responsáveis pela morte de Krueger (Robert Englund) e, cada vez mais, os longas entravam em uma espiral de novos conceitos mirabolantes</span> <span style="font-weight: 400;">e cenas de ação (não mais Terror) cada vez mais absurdas, tudo para, de alguma forma, manter-se relevante e cativante ao público. Diferente de outros </span><a href="https://personaunesp.com.br/chucky-1a-temp-critica/"><span style="font-weight: 400;">assassinos</span></a> <i><span style="font-weight: 400;">slasher</span></i><span style="font-weight: 400;">, subgênero que sofreu com um tremendo desgaste nas décadas de  1980 e 1990, os filmes do ‘bicho-papão’ não são de todo mal. O quarto filme possui uma atmosfera </span><i><span style="font-weight: 400;">teen </span></i><span style="font-weight: 400;">maravilhosa, que combina bem com o fim dos sonhos – afinal, quem mais aspira do que adolescentes? –, e, com todo teor </span><i><span style="font-weight: 400;">gay</span></i><span style="font-weight: 400;">, o segundo, apesar das </span><a href="https://www.planocritico.com/critica-scream-queen-my-nightmare-on-elm-street/#google_vignette"><span style="font-weight: 400;">polêmicas</span></a><span style="font-weight: 400;">, é excelente. Ainda com acertos, os pesadelos ficaram piores e desconectados do que um dia foi a rua Elm.</span></p>
<figure id="attachment_34602" aria-describedby="caption-attachment-34602" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-34602" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/12/image2-4-800x450.png" alt="Cena do filme O Novo Pesadelo – O Retorno de Freddy KruegerNa imagem, a personagem Heather está com expressão de medo. Ela é uma mulher branca, na faixa dos 30 anos, de cabelos claros e cacheados. Seu olho é azul. Ela usa uma roupa escura e um colar. O cenário é um quarto comum, com uma cama e quadro atrás." width="800" height="450" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/12/image2-4-800x450.png 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/12/image2-4-1024x576.png 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/12/image2-4-768x432.png 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/12/image2-4.png 1200w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-34602" class="wp-caption-text">Embora seja a protagonista do clássico de 1984, Heather Langenkamp estrela apenas três longas (Foto: New Line Cinema)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">Depois de tanta profanação, como fazer do pesadelo um sonho? Wes Craven achou a saída na metalinguagem. Transformou </span><i><span style="font-weight: 400;">A Hora do Pesadelo</span></i><span style="font-weight: 400;"> em um mero filme dentro de outro filme, e a protagonista Nancy (</span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=81oLzV3Ln-w"><span style="font-weight: 400;">Heather Langenkamp</span></a><span style="font-weight: 400;">),</span><span style="font-weight: 400;"> na verdade, é Heather, uma atriz de Hollywood. Na trama, ela convive com intensos terremotos e ligações ameaçadoras, a situação se agrava quando seu filho começa a ter crises de sonambulismo. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Ao longo das sequências, Krueger virou um ícone da cultura </span><i><span style="font-weight: 400;">pop</span></i><span style="font-weight: 400;">, e passou de vilão para um personagem ácido e carismático. Quando Wes Craven deu à luz ao ícone, ele havia atribuído tais características, porém, ainda parecia apavorante. A partir do </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=edFS5W68b8s"><span style="font-weight: 400;">terceiro filme</span></a><span style="font-weight: 400;"> não mais tememos os pesadelos, mas ansiamos para vê-los. Então, o diretor e roteirista decide repaginá-lo.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Em </span><i><span style="font-weight: 400;">O Novo Pesadelo</span></i><span style="font-weight: 400;">, ele perde a ‘malemolência’, agora, é malvado em sua totalidade, como um fenômeno da natureza, definido por nascença. Além de mudar a aparência, </span><a href="https://personaunesp.com.br/panico-25-anos/"><span style="font-weight: 400;">Craven</span></a><span style="font-weight: 400;"> aposta em uma direção que esconde o personagem. As aparições, em primeiro momento, se garantem em garras saindo do lençol e sentimos a presença de Krueger através de sonhos e elementos familiares, como a cena em que a criança tem facas de cozinha encaixada nos dedos. Quando ele finalmente aparece, é filmado com muita imponência. Ali, o ícone ressuscitava.</span></p>
<figure id="attachment_34603" aria-describedby="caption-attachment-34603" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-34603" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/12/image5-2.png" alt="Cena do filme O Novo Pesadelo – O Retorno de Freddy KruegerNa imagem, Freddy Krueger está saindo de dentro de um lençol de cama. O lençol na cor azul está com um buraco, Freddy está com a cabeça saindo para fora, encarando, com uma expressão de raiva. Ele está com as mãos nos cantos, abrindo o buraco para enfim sair do lençol. Na esquerda, sua mão possui garras e está em carne viva e ossos aparentes. Seu rosto está também ferido, com carne e pele clara se misturando. Seus olhos são verdes. O ambiente é um quarto iluminado por uma luz azul, noturna." width="800" height="445" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/12/image5-2.png 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/12/image5-2-768x427.png 768w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-34603" class="wp-caption-text">Além de sete longas nas décadas de 1980 e 1990, a franquia teve série de TV, remake e até crossover com Jason de Sexta-Feira 13 (Foto: New Line Cinema)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">A estratégia de descrever uma obra por si mesmo foi utilizada, mais uma vez pelo diretor, dois anos mais tarde, no célebre </span><a href="https://personaunesp.com.br/ironico-autoconsciente-como-panico-mudou-para-sempre-genero-terror/"><i><span style="font-weight: 400;">Pânico</span></i> </a><span style="font-weight: 400;">(1996), que também crítica o desgaste do gênero. No entanto, não é ‘só’ isso que é motivo de êxtase no último filme da rua Elm dirigido por Wes Craven. </span><i><span style="font-weight: 400;">Branca de Neve</span></i><span style="font-weight: 400;">, </span><i><span style="font-weight: 400;">Chapeuzinho Vermelho</span></i><span style="font-weight: 400;">, todos contos de fada que você já leu, ouviu, assistiu e sabe se lá mais o que fizeram com eles, também se tornaram banais, fato é que perderam até o tom macabro pós-adaptação da </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=Q_b3xfWjQd4"><i><span style="font-weight: 400;">Disney</span></i></a><span style="font-weight: 400;">. O cineasta, então, permite fazer de Freddy Krueger como um conto, capturado por ele e usado tantas vezes que perdeu o sentido e o medo. Só quem poderia sentir medo seria uma criança, que nunca tivera antes contato com esse personagem. Nessa hora, Dylan (Miko Hughes), filho de Heather, entra na história. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O papel inverte, Heather agora é a mãe que precisa proteger, não mais ser protegida. Nessa tarefa, a nota dela é dez. No que pode ser considerado como um dos grandes momentos do filme, ela confronta médicos que a julgam de louca, mas é ela quem entra no mundo dos pesadelos para salvar seu filho. Em uma bela alusão ao conto </span><i><span style="font-weight: 400;">João e Maria</span></i><span style="font-weight: 400;">, dos irmãos </span><a href="https://olhardigital.com.br/2024/06/13/cinema-e-streaming/os-10-melhores-filmes-e-series-baseados-nos-contos-dos-irmaos-grimm/"><span style="font-weight: 400;">Grimm</span></a><span style="font-weight: 400;">, que é lido por ela antes de pôr o menino para dormir, eles conseguem, juntos, enfiar Krueger no forno. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Wes Craven entende que, para novamente provocar medo, é preciso voltar às origens, no que provocava medo no passado e o que faz o público fazer xixi nas calças: a relação de mãe e filho parece uma boa pedida. Uma mãe que luta e acredita em seu filho. Nada adianta sonhos </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=IG1nFowtY1c"><span style="font-weight: 400;">megalomaníacos</span></a><span style="font-weight: 400;"> se a conexão de espectador com personagens seja escassa, inclusive, todas as sequências oníricas do filme nem passam perto da loucura dos filmes anteriores. São  mais sutis e simples. </span></p>
<figure id="attachment_34604" aria-describedby="caption-attachment-34604" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-34604" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/12/image1-3.png" alt="Cena do filme O Novo Pesadelo – O Retorno de Freddy KruegerNa imagem, Dylan tem facas coladas com esparadrapo nos dedos da mão direita, que está levantada em pose de ataque. A expressão do garoto é de raiva. Ele está na cozinha, ao fundo, em desfoque, há mesa, cadeiras, bancada e utensílios de cozinha. A iluminação é azul escuro. Dylan é uma criança na faixa dos 10 anos, de cabelos castanhos curtos e lisos, pele clara. Ele veste um pijama xadrez verde e branco. Ele veste uma blusa de manga longa." width="800" height="445" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/12/image1-3.png 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/12/image1-3-768x427.png 768w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-34604" class="wp-caption-text">Miko Hughes ficou conhecido por seu papel como Aaron em Full House (Foto: New Line Cinema)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">Tal movimento sobre o gênero se repete agora com o de super-herói. O número de produções ao ano aumentou desde o pré-histórico </span><i><span style="font-weight: 400;">X-Men </span></i><span style="font-weight: 400;">(2000), assim, o público caminha para uma certa saturação – ainda que alguns filmes alcancem uma </span><a href="https://www.omelete.com.br/filmes/deadpool-e-wolverine-se-torna-21a-maior-bilheteria-da-historia"><span style="font-weight: 400;">bilheteria grande</span></a><span style="font-weight: 400;"> – e as histórias ficam cada vez mais maximalistas. Porém, com a repetição formulaica e visando somente lucro, a potência desses atos ficaram </span><a href="https://medium.com/@davimarcelgo10/aquilo-que-j%C3%A1-foi-especial-alien-1979-de-ridley-scott-e816e657d218"><span style="font-weight: 400;">vazios</span></a><span style="font-weight: 400;">. Um raio azul em Nova York é só um raio azul; um primeiro voo é só um voo; vestir o traje é vestir pijama. Assim como o </span><i><span style="font-weight: 400;">slasher</span></i><span style="font-weight: 400;"> perdeu o poder de apavorar, os heróis </span><a href="https://personaunesp.com.br/vidro-5-anos/"><span style="font-weight: 400;">não encantam</span></a><span style="font-weight: 400;">. </span></p>
<p><a href="https://personaunesp.com.br/deadpool/"><i><span style="font-weight: 400;">Deadpool</span></i></a> <span style="font-weight: 400;">(2016) fez uma espécie de crítica aos arquétipos e clichês dos filmes, mas nada tão a fundo quanto </span><a href="https://open.spotify.com/episode/5zlti0db2GdGXN2KsH56AB?si=_Yo_yg6pTraNbHfGliww9g"><i><span style="font-weight: 400;">Deadpool &amp; Wolverine</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> (2024) fez ao esbanjar da metalinguagem e auto referências de estúdios. O fato é que Shawn Levy, o diretor, não é Wes Craven. A função linguística é usada por mero </span><i><span style="font-weight: 400;">fanservice</span></i><span style="font-weight: 400;">, não para discutir como está o gênero e para onde ele vai. Os poucos filmes que deram certo na leva pós </span><a href="https://personaunesp.com.br/vingadores-ultimato-critica/"><span style="font-weight: 400;">Vingadores: Ultimato</span></a><span style="font-weight: 400;"> (2019) foram justamente os que tinham um certo coração, de personagens com vínculos entre si e com público, como </span><a href="https://personaunesp.com.br/guardioes-da-galaxia-vol-3-critica/"><i><span style="font-weight: 400;">Guardiões da Galáxia Vol.3</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> (2023). </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Coincidentemente, James Gunn, diretor da trilogia cósmica da </span><i><span style="font-weight: 400;">Marvel</span></i><span style="font-weight: 400;">, está no comando de </span><i><span style="font-weight: 400;">Superman</span></i><span style="font-weight: 400;"> (2025) e, talvez, este filme seja a resposta para o desgaste de gênero de super-herói. Retornando às origens, ao </span><i><span style="font-weight: 400;">Superman: The Movie </span></i><span style="font-weight: 400;">(1978) de Christopher Reeve, a inocente cueca por baixo da calça, aos </span><a href="https://www.omelete.com.br/superman/superman-james-gunn-explica-krypto-supercao"><i><span style="font-weight: 400;">pets</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, às histórias sinceras e não cínicas ou </span><a href="https://personaunesp.com.br/batman-vs-superman-uma-batalha-perdida/"><span style="font-weight: 400;">pessimistas</span></a><span style="font-weight: 400;">. Por ironia do destino, </span><i><span style="font-weight: 400;">Pânico </span></i><span style="font-weight: 400;">já está cambaleando e sofrendo dos mesmos efeitos que um dia </span><i><span style="font-weight: 400;">Hora do Pesadelo</span></i><span style="font-weight: 400;"> sofreu.</span></p>
<figure id="attachment_34605" aria-describedby="caption-attachment-34605" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-34605" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/12/image3-3-800x450.png" alt="Cena do filme O Novo Pesadelo – O Retorno de Freddy KruegerNa imagem, Freddy Krueger e Dylan estão de frente um para o outro. Dylan no lado direito, de costas. Krueger está do lado esquerdo, com a boca arreganhada, o queixo para baixo do pescoço, pronta para devorar Dylan. Dylan é um garoto na faixa dos 10 anos, de cabelos castanhos curtos e lisos, pele clara. Freddy Krueger tem o rosto com cicatrizes, com carne e pele clara se misturando. Seus olhos são verdes. Ambos estão dentro de uma fornalha. " width="800" height="450" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/12/image3-3-800x450.png 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/12/image3-3-1024x576.png 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/12/image3-3-768x432.png 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/12/image3-3-1536x864.png 1536w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/12/image3-3-1200x675.png 1200w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/12/image3-3.png 1600w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-34605" class="wp-caption-text">Freddy Krueger foi inspirado em um acontecimento da infância do próprio Wes Craven (Foto: New Line Cinema)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">A metalinguagem não é mais novidade e a graça de adivinhar quem é o </span><i><span style="font-weight: 400;">ghostface </span></i><span style="font-weight: 400;">já virou conto de natal. Guilherme Leal, redator do </span><b>Persona</b><span style="font-weight: 400;"> – olha aqui a metalinguagem –em sua crítica sobre </span><i><span style="font-weight: 400;">Pânico 6</span></i><span style="font-weight: 400;"> (2023), diz que “</span><i><span style="font-weight: 400;">seria bom dar um descanso a sua imagem e deixá-lo se aposentar como um personagem icônico em vez de torná-lo maçante e superficial</span></i><span style="font-weight: 400;">”. Era esse o sentimento na década de 1990, antes de </span><i><span style="font-weight: 400;">O Novo Pesadelo</span></i><span style="font-weight: 400;">. Infelizmente, Wes Craven não está mais entre nós para tirar sarro de sua própria criação e movimento, porque ele sim iria garantir ao seu público fiel, a </span><a href="https://personaunesp.com.br/panico-6-critica/"><span style="font-weight: 400;">pior noite de sono de suas vidas</span></a><span style="font-weight: 400;">. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">É como se o gênero tivesse nascido com ele. Afinal, desconstruir sua maior </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=NNpXeiLGOzA"><span style="font-weight: 400;">criação</span></a><span style="font-weight: 400;">, deixá-lo de cara limpa e, ainda assim, manter a curiosidade, o suspense e a tensão na trama, ao mesmo tempo que critica a indústria – sobre fenômenos que acontecem ainda hoje – enquanto equilibra todos esses elementos em um filme que não deixa a ‘peteca’ cair, não é para qualquer um. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O cineasta intensifica os tormentos porque entende o Terror, o buscando nas origens e nas primeiras histórias que apavoram crianças. Acima de tudo, tal como uma criança chama de madrugada pela mãe, Wes Craven sabe que apenas quem nos ama pode nos tirar do pior pesadelo. Hollywood precisa olhar para as origens e traçar novos caminhos, aprender com Wes Craven, que sempre amou o Terror e foi um dos responsáveis pela solidificação do gênero nos EUA. Chegou a hora de chamar o pai.</span></p>
<p>O post <a href="http://personaunesp.com.br/novo-pesadelo-o-retorno-de-freddy-krueger-30-anos/">Já faz 30 anos que Novo Pesadelo – O Retorno de Freddy Krueger deixa Hollywood sem dormir</a> apareceu primeiro em <a href="http://personaunesp.com.br">Persona | Jornalismo Cultural</a>.</p>
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		<title>Após 15 anos de Arraste-Me para o Inferno, ser levado para os confins da Terra talvez não seja má ideia</title>
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		<pubDate>Mon, 02 Dec 2024 19:08:53 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Davi Marcelgo Desde Sally (Marilyn Burns) de O Massacre da Serra Elétrica (1974) até Grace (Samara Weaving) de Casamento Sangrento (2019), a final girl é praxe no Terror, principalmente no slasher. É ela quem vence o assassino, sobrevive e, de quebra, aparece nas continuações. Mas para Christine Brown (Alison Lohman), do grotesco Arraste-Me para o &#8230; <a href="http://personaunesp.com.br/arraste-me-para-o-inferno-15-anos/" class="more-link">Continue lendo<span class="screen-reader-text"> "Após 15 anos de Arraste-Me para o Inferno, ser levado para os confins da Terra talvez não seja má ideia"</span></a></p>
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										<content:encoded><![CDATA[<figure id="attachment_34500" aria-describedby="caption-attachment-34500" style="width: 600px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-34500" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/12/image1.jpg" alt="Cena do filme Arraste-Me para o Inferno Na imagem, a personagem Christine Brown está sendo atacada pelos braços de uma pessoa. Ela está com lama cobrindo todo o cabelo e sujando o rosto, em sua volta tem mais lama. Christine está com expressão de dor. Ela é uma mulher na faixa dos 30 anos, de pele clara e cabelos loiros. 
" width="600" height="399" /><figcaption id="caption-attachment-34500" class="wp-caption-text">Em 2022, o filme entrou no top 10 dos mais assistidos na Netflix no Brasil (Foto: Ghost House Pictures)</figcaption></figure>
<p><b>Davi Marcelgo</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Desde Sally (Marilyn Burns) de </span><a href="https://personaunesp.com.br/o-massacre-da-serra-eletrica-critica/"><i><span style="font-weight: 400;">O Massacre da Serra Elétrica</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> (1974) até Grace (Samara Weaving) de </span><a href="https://personaunesp.com.br/casamento-sangrento-critica/"><i><span style="font-weight: 400;">Casamento Sangrento</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> (2019), a </span><i><span style="font-weight: 400;">final girl</span></i><span style="font-weight: 400;"> é praxe no Terror, principalmente no </span><i><span style="font-weight: 400;">slasher</span></i><span style="font-weight: 400;">. É ela quem vence o assassino, sobrevive e, de quebra, aparece nas continuações. Mas para Christine Brown (Alison Lohman), do grotesco </span><i><span style="font-weight: 400;">Arraste-Me para o Inferno</span></i><span style="font-weight: 400;"> (2009), já faz 15 anos que ela está perpetuada nos confins da Terra. O aniversariante que não é um filme de </span><a href="http://personaunesp.com.br/panico-6-critica/"><span style="font-weight: 400;">mascarados</span></a><span style="font-weight: 400;"> empunhando facas, sem dúvidas garante uma curiosa discussão sobre mulheres no gênero. </span></p>
<p><span id="more-34499"></span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O recorte de classe também é uma temática já perpassada pelo horror e, neste longa, também é comentado. </span><i><span style="font-weight: 400;">Morto Não Fala</span></i><span style="font-weight: 400;"> (2018) e </span><a href="https://medium.com/@davimarcelgo10/aquilo-que-j%C3%A1-foi-especial-alien-1979-de-ridley-scott-e816e657d218"><i><span style="font-weight: 400;">Alien, o Oitavo Passageiro</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> (1979) são ótimos exemplos de como o mal age em corpos marcados por alguma razão de exclusão – no caso do filme de Ridley Scott, gênero e cor também fazem parte das discussões que o diretor propõe. Nele, os dois últimos personagens a morrer são um homem negro e uma mulher branca, ambos operários. A </span><i><span style="font-weight: 400;">final girl</span></i><span style="font-weight: 400;">, logicamente, é uma mulher. Ripley, sobrevivente, segue protocolos, normas e diretrizes de segurança durante toda história; o irônico é que, para sobreviver na realidade, mulheres e outras minorias também precisam seguir ‘regras’. </span></p>
<figure id="attachment_34501" aria-describedby="caption-attachment-34501" style="width: 640px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-34501" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/12/image2.png" alt="Cena do filme Arraste-Me para o Inferno Na imagem, o rosto da personagem Sylvia Ganush está bem próximo. Em detalhe, estão o nariz e os olhos dela. O olho direito é cego, possuindo uma coloração esverdeada e branca.O olho esquerdo é castanho. Sylvia Ganush é uma mulher de pele clara, na faixa dos 60 anos. 
" width="640" height="360" /><figcaption id="caption-attachment-34501" class="wp-caption-text">O filme mantém a marca autoral de Raimi; a estética combina nojeira com o cartunesco (Foto: Ghost House Pictures)</figcaption></figure>
<p><a href="http://personaunesp.com.br/doutor-estranho-no-multiverso-da-loucura-critica/"><span style="font-weight: 400;">Sam Raimi</span></a><span style="font-weight: 400;">, escritor e diretor, já tinha subvertido expectativas com o inaugural </span><a href="https://sanguetipob.blogspot.com/2023/03/retro-review-uma-noite-alucinante-a-morte-do-demonio-the-evil-dead-1981.html"><i><span style="font-weight: 400;">Evil Dead</span></i></a> <span style="font-weight: 400;">(1981), finalizando-o sem as esperanças de um amanhecer que traz tranquilidade após uma noite alucinante. Considerando os finais de filmes anteriores  dirigidos por Raimi ao terror de 2009, era de se esperar conclusões impactantes, afinal, </span><i><span style="font-weight: 400;">Homem-Aranha 2</span></i><span style="font-weight: 400;"> e </span><i><span style="font-weight: 400;">3</span></i><span style="font-weight: 400;"> encerram com sentimento agridoce. Com a história de Chris Brown não foi diferente: após o roteiro enganar os cinéfilos com uma falsa libertação da personagem contra seus demônios, ela é arrastada para o inferno. Na trama, Brown precisa conseguir uma promoção em seu emprego de bancária, para isso, ela recusa o aumento dos prazos para o pagamento das prestações da casa de uma senhora. Revoltada, a cliente a amaldiçoa com poucos dias de vida.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Os personagens já escritos e dirigidos pelo cineasta possuem semelhanças, por exemplo, assim como o trio de </span><a href="https://www1.folha.uol.com.br/fsp/ilustrad/fq27089912.htm"><i><span style="font-weight: 400;">Um Plano Simples</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> (1998), Peter Parker e Brown estão ligados pela falta de dinheiro. A </span><i><span style="font-weight: 400;">only girl</span></i><span style="font-weight: 400;"> de </span><i><span style="font-weight: 400;">Arraste-Me para o Inferno </span></i><span style="font-weight: 400;">não só convive com a grana curta, mas também é oprimida pela família de seu namorado, Clay (</span><a href="https://personaunesp.com.br/os-melhores-filmes-de-2022/"><span style="font-weight: 400;">Justin Long</span></a><span style="font-weight: 400;">), que tem uma excelente condição financeira. Opressão condicionada inclusive no ambiente de trabalho, ao competir com um colega por um novo cargo, com a garantia de mais renda e </span><i><span style="font-weight: 400;">status </span></i><span style="font-weight: 400;">do ponto de vista da sogra. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O terror vivido por Chris Brown ultrapassa qualquer espírito ‘zombeteiro’ que arremessa panelas em sua cozinha. Começando antes mesmo da praga ser lançada sobre ela, estando presente no </span><a href="https://www.institutomana.com/single-post/2018/01/11/recorte-social-o-lugar-de-fala-dentro-do-lugar-de-fala"><span style="font-weight: 400;">recorte social</span></a><span style="font-weight: 400;">: mulher e pobre. Brown é incentivada a competir com alguém da mesma classe, uma lógica do capitalismo, além de ser incentivada a não ajudar uma senhora também pobre, quando podia fazer isso, sendo castigada pelas suas atitudes. Em uma sociedade patriarcal, ser mulher é estar nessa posição de ganhar menos que o namorado e ter que provar sua capacidade para homens em situações de poder, que vão a legitimar ou não. Vítima do sistema, a protagonista é penalizada sem qualquer análise das motivações durante a vida. </span></p>
<figure id="attachment_34503" aria-describedby="caption-attachment-34503" style="width: 1223px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-34503" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/12/image4.png" alt="Cena do filme Arraste-Me para o InfernoNa cena, a personagem Shaun San Dena, interpretada por Adriana Barraza, está com o braço esticado para frente e a mão aberta, pronto para agarrar a personagem Chris Brown, que está de frente para Shaun, desfocada pela câmera no canto direito. Shaun está possuída, por isso seus olhos estão dilatados e os dentes afiados. Ela está com a expressão no rosto de raiva. Shaun veste roupas largas de cor marrom, possui cabelos longos na cor castanha. 
" width="1223" height="702" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/12/image4.png 1223w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/12/image4-800x459.png 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/12/image4-1024x588.png 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/12/image4-768x441.png 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/12/image4-1200x689.png 1200w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-34503" class="wp-caption-text">A atriz Adriana Barraza interpreta a exorcista que tenta tirar o demônio de Brown (Foto: Ghost House Pictures)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">Em paralelo, no final da terceira temporada de </span><a href="https://personaunesp.com.br/the-good-place-5-anos/"><i><span style="font-weight: 400;">The Good Place</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> (2016-2020) é descoberto que, há mais de 500 anos, ninguém entra no bom lugar (céu), porque realizar uma ação intrinsecamente boa é uma tarefa difícil na contemporaneidade. De repente, comprar uma simples peça de roupa financia indiretamente tráfico humano ou adquirir uma fruta implica no apoio de indústrias alimentícias que expulsam famílias de suas terras. No caso de Chris Brown, ela não realizou uma ação boa, foi apenas para seu próprio benefício, mas assim como a humanidade da série citada, ela é vítima. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Neste caso, não é tão certo que Sam Raimi e seu irmão Ivan Raimi, que assinam o roteiro, estejam fazendo alguma crítica quanto ao capitalismo ou religiões punitivas, talvez, eles só estejam reproduzindo elementos do Terror sem nenhum tipo de recorte. Porém, na trilogia do aracnídeo, diferente do que muitos autointitulados ‘</span><i><span style="font-weight: 400;">nerds</span></i><span style="font-weight: 400;">’ pensam, a personagem Mary Jane (Kirsten Dunst) está longe de ser interesseira e infiel. O diretor sempre pensa em texto e </span><a href="https://pnc.gov.pt/glossary/m#:~:text=Trata%2Dse%20de%20uma%20defini%C3%A7%C3%A3o,%C3%A0%20encena%C3%A7%C3%A3o%20do%20espa%C3%A7o%20c%C3%A9nico."><span style="font-weight: 400;">encenação</span></a><span style="font-weight: 400;"> com muita delicadeza, exemplo é a cena de</span><i><span style="font-weight: 400;"> Homem-Aranha 3</span></i><span style="font-weight: 400;"> (2007) em que ela se sente mais uma em meio a multidão. Raimi também sempre deixou com transparência o relacionamento abusivo com o pai, que leva a ruiva a ter certos comportamentos. Por isso, é possível estender a análise para uma crítica consciente ao capitalismo e seus operários. </span></p>
<p><figure id="attachment_34502" aria-describedby="caption-attachment-34502" style="width: 600px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-34502" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/12/image3.png" alt="Cena do filme Arraste-Me para o Inferno Na imagem, os personagens Clay e Chris Brown estão em um quarto, sentados na cama, de frente para o outro. Ela está à direita, é uma mulher na faixa dos 30 anos, de pele clara e cabelos loiros. Veste uma roupa de mangas curtas em cores de tom terroso. Ele está à esquerda, é um homem na faixa dos 30 anos, de pele clara, cabelos escuros e lisos. Ele veste camisa social na cor azul e gravata. Ao lado de Chris Brown tem um abajur verde com estampa de folhagens.
" width="600" height="400" /><figcaption id="caption-attachment-34502" class="wp-caption-text">Justin Jacob Long tem experiência no gênero, já atuou em Olhos Famintos (2001), Tusk (2014) e Noites Brutais (2022) [Foto: Ghost House Pictures]</figcaption></figure><a href="https://www.cracked.com/article_18967_6-famous-movies-with-mind-blowing-hidden-meanings.html"><i><span style="font-weight: 400;">Sites</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> e espectadores via </span><a href="https://www.reddit.com/r/horror/comments/2acy0w/in_drag_me_to_hell_why_does_everything_literally/?tl=pt-br"><i><span style="font-weight: 400;">Reddit</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> já comentaram que o filme faz uma alegoria a transtorno alimentar. Realmente, Chris Brown vomita e é alvo de vômitos sobre seu corpo ao longo do filme, passa por vitrine de doces e outras cenas que envolvem comida. Ademais, há uma citação sobre ela ter perdido peso e uma fotografia dela, alguns anos antes, posando ao lado de um porco. Dessa forma, outra camada de opressão é adicionada à história: adequação aos padrões estéticos. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Seja porque supostamente pecam contra a </span><a href="https://valkirias.com.br/it-follows-sexo-futuro/"><span style="font-weight: 400;">castidade</span></a><span style="font-weight: 400;">, bebem ou aproveitam a juventude, é válido questionar o que já foi e é indagado no gênero e no Cinema: por que mulheres são </span><a href="https://www.fvcomunica.com.br/blog/detalhes/o-arquetipo-da-mulher-na-geladeira"><span style="font-weight: 400;">mortas</span></a><span style="font-weight: 400;"> com tanta violência? Mas não pensando em como a Arte é um mal que deseja a morte de pessoas e, sim, como de fato é um espelho do contexto social em que estamos inseridos. Para sobreviver, Brown tem de se adaptar às regras das corporações, à etiqueta da família do namorado e também aos padrões de corpo. O verdadeiro terror, este não cartunizado como os outros do filme, é a injustiça de um sistema e de crenças justapostas contra um corpo feminino e pobre. </span></p>
<p>O post <a href="http://personaunesp.com.br/arraste-me-para-o-inferno-15-anos/">Após 15 anos de Arraste-Me para o Inferno, ser levado para os confins da Terra talvez não seja má ideia</a> apareceu primeiro em <a href="http://personaunesp.com.br">Persona | Jornalismo Cultural</a>.</p>
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		<title>10 anos depois, Alien: Isolation continua a nos levar ao espaço para gritar</title>
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		<pubDate>Mon, 18 Nov 2024 18:00:49 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Iris Italo Marquezini Quando Alien: O Oitavo Passageiro estreou nos cinemas em 1979, a audiência foi surpreendida com uma explosão vinda do peito de um homem. De dentro dele, uma nova criatura surgia repleta de sangue e ansiando, sedenta, por muito mais. Anos depois, sequências bem diferentes do filme original foram lançadas para expandir a &#8230; <a href="http://personaunesp.com.br/alien-isolation-10-anos/" class="more-link">Continue lendo<span class="screen-reader-text"> "10 anos depois, Alien: Isolation continua a nos levar ao espaço para gritar"</span></a></p>
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										<content:encoded><![CDATA[<figure id="attachment_34442" aria-describedby="caption-attachment-34442" style="width: 750px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-34442" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/11/imagem-1-1.png" alt="Imagem do jogo Alien: Isolation. A imagem se trata de um close-up do rosto do alienígena Xenomorfo. É uma criatura preta com dentes prateados e afiados. A cabeça longa não apresenta olhos e possui uma testa lisa. De dentro da boca completamente, há outra boca menor com dentes tão brilhantes e afiados quanto a maior que ocupa o lugar da língua da criatura." width="750" height="503" /><figcaption id="caption-attachment-34442" class="wp-caption-text">É tempo de aproveitar o hype de Alien: Romulus e revisitar essa experiência inesquecível (Foto: SEGA)</figcaption></figure>
<p><b>Iris Italo Marquezini</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Quando </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=sVwH0hIvV5k"><i><span style="font-weight: 400;">Alien: O Oitavo Passageiro</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> estreou nos cinemas em 1979, a audiência foi surpreendida com uma explosão vinda do peito de um homem. De dentro dele, uma nova criatura surgia repleta de sangue e ansiando, sedenta, por muito mais. Anos depois, sequências bem diferentes do filme original foram lançadas para expandir a história da protagonista Ellen Ripley, incluindo o também clássico dirigido por James Cameron, </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=oSeQQlaCZgU"><i><span style="font-weight: 400;">Aliens</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> (1986). Durante muitos anos, os fãs mais assíduos do primeiro longa, dirigido por Ridley Scott, ficaram órfãos de obras que tivessem uma ambientação claustrofóbica e aterrorizante à altura. </span><a href="https://www.gamespot.com/articles/sorry-alien-romulus-the-best-alien-sequel-is-still-alien-isolation/1100-6526057/"><i><span style="font-weight: 400;">Alien: Isolation</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, jogo diretamente inspirado pelo pioneiro, foge desse cenário ao passo que é exatamente a experiência que os fãs tanto queriam de volta. </span></p>
<p><span id="more-34431"></span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A </span><a href="https://www.thegamer.com/alien-isolation-devs-watched-movie-repeatedly-for-years/"><span style="font-weight: 400;">inspiração</span></a><span style="font-weight: 400;"> não é qualquer segredo para os desenvolvedores. O jogo deve tanto ao filme original que a história dele é ligada diretamente com a trama do clássico do Terror,  ainda fazendo o favor de resolver um </span><a href="https://www.looper.com/1596255/alien-franchise-plot-holes/"><span style="font-weight: 400;">furo de roteiro</span></a><span style="font-weight: 400;"> de </span><i><span style="font-weight: 400;">Aliens</span></i><span style="font-weight: 400;">. Na história, Amanda Ripley precisa encontrar a caixa preta da nave-cargueira Nostromo para chegar a alguma conclusão sobre o paradeiro da mãe, Ellen Ripley, a protagonista do primeiro capítulo da franquia. Após um acidente, a engenheira vai parar na estação espacial de Sevastopol – uma espécie de versão infernal e misteriosa da Deep Space Nine de </span><i><span style="font-weight: 400;">Star Trek – </span></i><span style="font-weight: 400;">após ser abandonada por investidores, repleta de vestígios sangrentos de revoltas e massacres. Foram os próprios moradores em uma guerra civil que fizeram isso? Foi o Xenomorfo</span><i><span style="font-weight: 400;">?</span></i><span style="font-weight: 400;"> É função do jogador preencher as lacunas.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Desenvolvido pela </span><a href="https://www.pcgamer.com/the-making-of-horror-masterpiece-alien-isolation-it-was-a-giddy-exhausting-intense-time/"><i><span style="font-weight: 400;">Creative Assembly</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> e distribuído pela </span><i><span style="font-weight: 400;">SEGA</span></i><span style="font-weight: 400;">, o jogo, lançado em 2014, </span><a href="https://www.resetera.com/threads/why-wasnt-there-another-aliens-game-after-alien-isolation.161853/"><span style="font-weight: 400;">decepcionou</span></a><span style="font-weight: 400;"> em vendas, mas não deixou de chamar a atenção. Era comum, na época, o compartilhamento de vídeos de pessoas aterrorizadas e </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=NkpuT_JE6ZM"><span style="font-weight: 400;">gritando</span></a><span style="font-weight: 400;"> conforme o grande predador da história finalmente percebia a presença da vítima indefesa. Até hoje, inclusive, muitos podem conhecer a obra justamente por causa da viralização desses conteúdos. Outros </span><i><span style="font-weight: 400;">games </span></i><span style="font-weight: 400;">da franquia </span><i><span style="font-weight: 400;">Alien</span></i><span style="font-weight: 400;"> foram </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=K3m7lKb6S10"><span style="font-weight: 400;">lançados</span></a><span style="font-weight: 400;">, deixando o terror de lado e focando mais na ação presente na sequência de Cameron. Em meio a </span><i><span style="font-weight: 400;">Outlast </span></i><span style="font-weight: 400;">(2013), </span><i><span style="font-weight: 400;">Dead Space 3 </span></i><span style="font-weight: 400;">(2013)</span> <span style="font-weight: 400;">e </span><i><span style="font-weight: 400;">The Evil Within </span></i><span style="font-weight: 400;">(2014), o jogo conseguiu </span><a href="https://www.theverge.com/2014/10/3/6897307/alien-isolation-review"><span style="font-weight: 400;">se destacar</span></a><span style="font-weight: 400;"> dentro do gênero e vencer prêmios, recebendo até indicações ao </span><a href="https://www.polygon.com/2014/12/28/7456433/alien-isolation-game-of-the-year-aliens"><i><span style="font-weight: 400;">Game of the Year</span></i></a><span style="font-weight: 400;">.</span></p>
<figure id="attachment_34433" aria-describedby="caption-attachment-34433" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-34433" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/11/imagem-2-800x439.jpg" alt="Imagem do jogo Alien: Isolation. Da esquerda para a direita, há um sensor de movimento com tela verde e preta fora de foco. No centro da imagem, mais ao fundo, há um Alien andando prestes a atacar cercado de um laboratório futurista em chamas. Há mesas, armários, cabos e líquidos desconhecidos espalhados para todos os lados." width="800" height="439" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/11/imagem-2-800x439.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/11/imagem-2-1024x562.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/11/imagem-2-768x421.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/11/imagem-2-1536x843.jpg 1536w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/11/imagem-2-1200x659.jpg 1200w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/11/imagem-2.jpg 1600w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-34433" class="wp-caption-text">A visão em primeira pessoa oferece uma imersão ainda maior na narrativa (Foto: SEGA)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">Não é à toa que </span><i><span style="font-weight: 400;">Alien: Isolation </span></i><span style="font-weight: 400;">encanta fãs do filme original e continua a conquistar um público assíduo mesmo 10 anos depois. A ambientação do jogo é diretamente inspirada na obra de </span><a href="https://www.jovemnerd.com.br/noticias/filmes/ridley-scott-ficou-deprimido-apos-assistir-star-wars"><span style="font-weight: 400;">Ridley Scott</span></a><span style="font-weight: 400;"> e </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=D3XPjoF2o3A"><span style="font-weight: 400;">H. R. Giger</span></a><span style="font-weight: 400;">, trazendo a estética retrofuturista única e o sentimento pesado de estar dentro de corredores de maquinários escuros sem ter para onde fugir. Chega a ser divertido pensar que a franquia </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=EG8kRH4lDn0"><i><span style="font-weight: 400;">Dead Space</span></i></a> <span style="font-weight: 400;">se inspirou diretamente no universo </span><i><span style="font-weight: 400;">Alien </span></i><span style="font-weight: 400;">para causar tensão nos jogadores e como a linguagem dessas histórias se converge nesta obra à sua própria maneira. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A trama é repleta de quebra de expectativas. Um dos exemplos mais claros desse aspecto é a </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=ATlWtenB0XU"><span style="font-weight: 400;">primeira aparição</span></a><span style="font-weight: 400;"> completa do Alien. Surgindo algumas horas depois do começo do jogo, o predador desce de uma ventilação em meio ao silêncio do que parecia somente uma sala monótona repleta de computadores. É neste momento em que a jogabilidade furtiva da narrativa começa a brilhar, já que qualquer mínimo barulho, até mesmo do </span><a href="https://whatculture.com/gaming/10-hidden-mechanics-that-totally-change-video-games?page=4"><span style="font-weight: 400;">microfone</span></a><span style="font-weight: 400;"> de quem está jogando, pode chamar a atenção e causar uma morte violenta. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Uma das maiores provas de como a linguagem de </span><i><span style="font-weight: 400;">Alien: Isolation </span></i><span style="font-weight: 400;">sabe causar tensão é a partir da perspectiva de duas das ferramentas adquiridas relativamente cedo na história: o sensor de movimento e o revólver. O sensor ajuda na criação de estratégias para evitar inimigos mas, proporcionalmente, causa medo, já que nem sempre o que aparece no visor está realmente visível nos corredores. Ou seja, mesmo possuindo uma ferramenta para a proteção, esse próprio recurso pode causar </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=wNIfQzAOKT4"><span style="font-weight: 400;">paranoia</span></a><span style="font-weight: 400;">.</span></p>
<figure id="attachment_34434" aria-describedby="caption-attachment-34434" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-34434" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/11/imagem-3-800x450.png" alt="Imagem do jogo Alien: Isolation. Há uma mulher branca, de cabelo preto e enrolado e de olhos castanhos no centro da imagem. A personagem é Ellen Ripley, do filme original do Alien de 1979, mas a versão em videogame da personagem, com o mesmo rosto da atriz Sigourney Weaver. É possível vê-la somente do busto para cima. Ela está apoiada com os braços em cima de uma cadeira preta de couro, localizada à esquerda da imagem. Ela utiliza uma jaqueta jeans em cima de uma camiseta branca. Há um relógio retrô no pulso esquerdo dela, com um display e botões coloridos. A personagem possui um semblante sério, impaciente e desafiador." width="800" height="450" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/11/imagem-3-800x450.png 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/11/imagem-3-1024x576.png 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/11/imagem-3-768x432.png 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/11/imagem-3.png 1200w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-34434" class="wp-caption-text">Sigourney Weaver retorna ao papel de Ellen Ripley na dublagem do jogo (Foto: SEGA)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">O revólver em si não é inútil e aparece como uma solução arriscada demais para os problemas. A arma faz muito barulho, depende de munições escassas e não é efetiva contra o Xenomorfo</span> <span style="font-weight: 400;">ou os androides, os outros principais inimigos na história, que não são fáceis de eliminar. A sensação de vulnerabilidade é uma constante na experiência; o ato de correr já causa barulho demais para chegar perto de um </span><a href="https://www.gamespot.com/gallery/alien-romulus-24-easter-eggs-and-references-to-the-alien-franchise/2900-5687/"><i><span style="font-weight: 400;">save point</span></i></a><span style="font-weight: 400;">. No menu principal, recomenda-se jogar na </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=c4Gv-De1drg"><span style="font-weight: 400;">dificuldade difícil</span></a><span style="font-weight: 400;"> e essa afirmação </span><a href="https://gamestudies.org/2002/articles/jaroslav_svelch"><span style="font-weight: 400;">faz todo o sentido</span></a><span style="font-weight: 400;">. Afinal, a narrativa faz o jogador se sentir uma presa que depende da própria criatividade e sorte para escapar de um inimigo quase onisciente. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Outro complemento para a sensação de ser somente um ser humano indefeso contra a criatura mais brutal da galáxia é o </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=U2NcO5DkJTc"><i><span style="font-weight: 400;">design </span></i><span style="font-weight: 400;">de som</span></a><span style="font-weight: 400;">, encabeçado por Mark Angus juntamente a mais de 16 desenvolvedores. A experiência de desfrutar da história com fones de ouvido chega a ser obrigatória, tamanho o empenho dos envolvidos na criação de </span><i><span style="font-weight: 400;">Alien: Isolation</span></i><span style="font-weight: 400;">. O jogo nunca oferece um silêncio verdadeiro – há ruídos de computadores e de máquinas operando para manter a estação de Sevastopol funcionando. Em meio a essa cacofonia futurística e artificial, há batidas nas ventilações, e não há nada mais </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=xq4pHlkJ22E"><span style="font-weight: 400;">desesperador</span></a><span style="font-weight: 400;"> do que perceber que os passos pesados do Alien no chão de metal começaram a te perseguir. Toda essa ambientação condiz perfeitamente com as descrições de Alan Dean Foster na ‘</span><a href="https://editoraaleph.com.br/products/alien?srsltid=AfmBOoohcS0lMb0xMqGmoRcVh6dYUJsC4981xs2WrGq2ec3sjE3-dl_0&amp;variant=44838462292251"><span style="font-weight: 400;">novelização</span></a><span style="font-weight: 400;">’ do filme de 1979. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Por outro lado, uma das reclamações mais comuns acerca do </span><i><span style="font-weight: 400;">game</span></i><span style="font-weight: 400;"> é a quantidade </span><a href="https://www.pcgamesn.com/alien-isolation/runtime"><span style="font-weight: 400;">exaustiva e repetitiva</span></a><span style="font-weight: 400;"> de horas necessárias para zerar a campanha principal. Essa impressão fica clara na segunda metade da narrativa, quando há diversas reviravoltas, muito parecidas com as que a própria </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=D2Wqol7vdMo"><span style="font-weight: 400;">Ellen Ripley</span></a><span style="font-weight: 400;"> precisa encarar. A história parece estar prestes a encerrar e a heroína finalmente ficará segura, mas traições acontecem e retornos inesperados do Alien surgem para trazer o inferno à vida da protagonista. Todavia, essa experiência pode ser muito relativa, já que o jogo oferece sim muita variedade pelo aspecto mais memorável de </span><i><span style="font-weight: 400;">Alien: Isolation </span></i><span style="font-weight: 400;">uma década depois: a </span><a href="https://jovemnerd.com.br/noticias/games/alien-isolation-inteligencia-artificial"><span style="font-weight: 400;">Inteligência Artificial</span></a><span style="font-weight: 400;">. </span></p>
<figure id="attachment_34435" aria-describedby="caption-attachment-34435" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-34435" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/11/imagem-4-1-800x450.jpg" alt="Imagem do jogo Alien: Isolation. Em primeiro plano, um Xenomorfo olha para o lado. É possível observar as costelas expostas e o longo rabo e mãos afiadas da criatura. Em segundo plano, há uma porta pouco iluminada, assim como todo o cenário que cerca o Alien." width="800" height="450" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/11/imagem-4-1-800x450.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/11/imagem-4-1-1024x576.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/11/imagem-4-1-768x432.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/11/imagem-4-1.jpg 1200w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-34435" class="wp-caption-text">O ‘organismo perfeito’ do Alien cria dificuldades imprevisíveis para cada jogador (Foto: SEGA)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">É a partir do </span><a href="https://www.nintendolife.com/features/book-review-perfect-organism-a-must-read-for-fans-of-alien-isolation"><span style="font-weight: 400;">desenvolvimento complexo</span></a><span style="font-weight: 400;"> dos sentidos apurados do Alien que um dos maiores desafios do gênero do Terror na mídia dos </span><i><span style="font-weight: 400;">videogames </span></i><span style="font-weight: 400;">nasce. O Xenomorfo</span> <span style="font-weight: 400;">pode circular por ventilações e corredores livremente em uma velocidade impressionante. Além disso, o inimigo é </span><a href="https://www.gamedeveloper.com/design/the-perfect-organism-the-ai-of-alien-isolation"><span style="font-weight: 400;">atraído pelo som</span></a><span style="font-weight: 400;"> e pela própria visão periférica. Mesmo que o jogador se mantenha distante, a I.A. do jogo é treinada para sempre guiar a criatura para próximo do </span><i><span style="font-weight: 400;">player</span></i><span style="font-weight: 400;">. Até mesmo buscar esconderijo dentro de armários da Sevastopol, durante a missão </span><a href="https://www.ign.com/wikis/alien-isolation/Mission_6"><i><span style="font-weight: 400;">Quarentena</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, por exemplo, não é garantia de paz, já que existe ainda uma mecânica para segurar a respiração de forma correta. Se você falhar… bom, o Alien vai arrancar a porta fora, abrir a boca enorme e o resto você já sabe.  </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Um dos exemplos de como todas essas mecânicas anteriores somadas podem criar </span><a href="https://www.pcgamer.com/the-making-of-horror-masterpiece-alien-isolation-it-was-a-giddy-exhausting-intense-time/"><span style="font-weight: 400;">experiências</span></a><span style="font-weight: 400;"> marcantes para cada jogador acontece pouco depois da metade da narrativa, em que uma facção de humanos hostis surge em Sevastopol. Neste trecho, já é possível entender mais detalhadamente como os instintos do Alien funcionam. Os residentes da estação estavam fortemente armados e ameaçando acertar qualquer um que se mexesse. Realizar essa ação causa um tiroteio frenético, com todos os inimigos apontando as armas na direção do jogador. Mas o centro de todo o barulho vinha das armas nas mãos deles. Resultado? O Alien foi atraído e aniquilou todos os inimigos. Amanda Ripley consegue fugir. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">São tantos fatores que criam um senso de surpresa que chega a ser triste pensar que o mesmo não pode ser dito dos </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=MNMAduVsqhQ"><span style="font-weight: 400;">androides</span></a><span style="font-weight: 400;">, também chamados de Working Joe. Pode soar irônico, mas esses personagens são extremamente mecânicos, engessados e previsíveis. Embora sejam lentos e fáceis de fugir, o jogo, às vezes, dependeu muito de </span><i><span style="font-weight: 400;">puzzles</span></i><span style="font-weight: 400;"> para alguns trechos com as presenças deles, já que as ferramentas disponíveis não davam conta da quantidade de inimigos. O jeito, muitas vezes, era deixar a personagem agachada e se mover conforme a rota programada dos robôs ou, até mesmo, correr e tentar evitar ser pega. </span></p>
<figure id="attachment_34436" aria-describedby="caption-attachment-34436" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-34436" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/11/imagem-5-800x450.png" alt="Imagem do jogo Alien: Isolation. É uma imagem em close up da personagem Amanda Ripley. A engenheira está com um semblante preocupado e utilizando um equipamento na cabeça que inclui um microfone e uma lanterna, presos À cabeça por uma tiara prateada. Ela olha e conversa atentamente em direção a um computador que está fora do quadro." width="800" height="450" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/11/imagem-5-800x450.png 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/11/imagem-5-1024x576.png 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/11/imagem-5-768x432.png 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/11/imagem-5-1536x864.png 1536w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/11/imagem-5-1200x675.png 1200w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/11/imagem-5.png 1600w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-34436" class="wp-caption-text">Tal mãe, tal filha: Amanda Ripley também é uma final girl (Foto: SEGA)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">Outro ponto não tão positivo é o mapa. Embora o radar possua uma espécie de bússola que guia o jogador para o objetivo, há diversos momentos que fica fácil se perder nas idas e vindas entre elevadores e transportes para outras partes da estação. É absolutamente admirável o quão bem feita e plausível é a </span><a href="https://www.thegamer.com/alien-isolations-retro-futuristic-art-isnt-just-pretty-it-makes-it-a-better-horror-game-too/"><span style="font-weight: 400;">arquitetura</span></a><span style="font-weight: 400;"> do jogo, com os cenários não envelhecendo e sem problema algum na questão gráfica, mesmo anos depois. Ainda assim, a criação de um labirinto pode até ser um conceito bom para aumentar a tensão de se perder com um bicho bem pior que um minotauro te perseguindo. Todavia, em momentos mais monótonos da história pode gerar, sim, uma frustração quando o mapa não oferece indicações claras. </span></p>
<p><i><span style="font-weight: 400;">Alien: Isolation</span></i><span style="font-weight: 400;">, porém, possui boas performances nas </span><i><span style="font-weight: 400;">cutscenes</span></i><span style="font-weight: 400;">, isto é, as cenas que são inseridas para conectar as fases do jogo e avançar na trama principal. São esses os momentos em que outros personagens começam a aparecer, como o paranóico Axel (Matheus Carrieri), o injustiçado Samuels (Paulo Ávila) e o delegado extremamente suspeito Waits (Hélio Vaccari). Nenhum desses personagens particularmente encanta, mas conseguem alcançar o nível de dramaticidade necessário em momentos marcantes. Nesse sentido, a narrativa acaba em uma situação complicada: para poder causar a sensação de </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=eByJAmVXb5E"><span style="font-weight: 400;">isolamento</span></a><span style="font-weight: 400;"> pela jogabilidade, diálogos para quebrar o silêncio não são exatamente recorrentes. </span></p>
<figure id="attachment_34437" aria-describedby="caption-attachment-34437" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-34437" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/11/imagem-6-800x450.png" alt="Imagem do jogo Alien: Isolation. Trata-se de uma cena na visão de Amanda Ripley. As bordas da imagem são curvas e tampadas e toda a imagem é repleta de reflexos de luz, pois Ripley está utilizando um capacete espacial. Na frente dela, quatro xenomorfos avançam em direção a ela. Todos estão com as bocas abertas, revelando uma segunda boca com os mesmos dentes brilhantes de dentro dela no lugar da língua. Em planos mais distantes, explosões e outros planetas no espaço são visíveis." width="800" height="450" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/11/imagem-6-800x450.png 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/11/imagem-6-1024x576.png 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/11/imagem-6-768x432.png 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/11/imagem-6.png 1080w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-34437" class="wp-caption-text">Alien: Isolation não poupa esforços para aproveitar o melhor do terror que a franquia tem a oferecer (Foto: SEGA)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">A personagem de </span><a href="https://open.spotify.com/episode/58z3dADliQroPaxBbU5c9a?si=44f573f2e0c24e7f"><span style="font-weight: 400;">Amanda Ripley</span></a><span style="font-weight: 400;"> (Fernanda Bullara), inclusive, poderia se tornar menos interessante justamente por conta desse silêncio constante. Felizmente, isso não acontece. Em diversos momentos, é possível perceber como ela se demonstra uma personagem criativa, extremamente capacitada e bastante direta com os outros, pois sabe que não tem tempo a perder. Amanda parece muito com a própria mãe, obviamente, mas possui uma camada maior causada pelo </span><a href="https://www.denofgeek.com/movies/alien-romulus-confirms-isolation-game-canon-making-timeline-sinister/"><span style="font-weight: 400;">luto</span></a><span style="font-weight: 400;"> nunca processado. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Nesse sentido, dá a impressão de que ela já chega na aventura esperando algo de errado. A personagem segue o conceito apresentado em </span><a href="https://www.digitalspy.com/tv/ustv/a816268/robert-kirkman-walking-dead-zombie-explanation/"><i><span style="font-weight: 400;">The Walking Dead</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, de que os protagonistas nunca viram nada parecido com zumbis, nem mesmo em filmes, e, por isso, sentem medo genuíno. Amanda Riley é uma personagem que nunca viu o Xenomorfo até o começo da história; no entanto, tem certeza, assim que o vê, que é a criatura mais </span><a href="https://www.gamespot.com/articles/alien-isolation-is-still-an-unmatched-horror-experience/1100-6453861/"><span style="font-weight: 400;">mortífera</span></a><span style="font-weight: 400;"> da história do universo. É isso que a salva. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">É essa mesma sensação de completa vulnerabilidade, mas ao mesmo tempo de empoderamento e determinação diante do desconhecido, que torna </span><i><span style="font-weight: 400;">Alien: Isolation</span></i><span style="font-weight: 400;"> uma experiência eufórica para quem joga também. Toda a gama de sentimentos possíveis sentida pela protagonista são transmitidas para quem está segurando o controle. Se o Alien é o organismo perfeito, a sensação de </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=Qjju9VFeAgs"><span style="font-weight: 400;">conseguir escapar</span></a><span style="font-weight: 400;"> utilizando poucos recursos, escondendo-se estrategicamente e utilizando ferramentas de forma criativa, causa um alívio que </span><a href="https://www.dailysabah.com/life/game-over-man-why-alien-isolation-thrives-where-most-games-fail/news"><span style="font-weight: 400;">poucos jogos</span></a><span style="font-weight: 400;"> de terror conseguem oferecer. </span><i><span style="font-weight: 400;">Alien: Isolation</span></i><span style="font-weight: 400;"> é um deles, mesmo 10 anos depois.</span></p>
<figure id="attachment_34438" aria-describedby="caption-attachment-34438" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-34438" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/11/imagem-7-800x499.png" alt="Imagem do jogo Alien: Isolation. Da esquerda para a direita, há um sensor de movimento improvisado com um sensor de LED azul de duas barras e coberto de fitas adesivas. No centro da imagem, mais ao fundo, há um alienígena de quatro patas e membros bastante finos andando e prestes a atacar. O cenário é ao ar livre, à noite, em um chão gramado com uma árvore À direita e uma estrutura metálica à esquerda" width="800" height="499" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/11/imagem-7-800x499.png 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/11/imagem-7-768x479.png 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/11/imagem-7.png 912w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-34438" class="wp-caption-text">A Silent Place: The Road Ahead copia? Copia, sim, mas não faz igual (Foto: Saber Interactive)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">Desde então, continuações espirituais – e bastante promissoras – inspiradas no </span><i><span style="font-weight: 400;">game</span></i><span style="font-weight: 400;"> começaram a ser produzidas. Um jogo </span><i><span style="font-weight: 400;">VR </span></i><span style="font-weight: 400;">que está para ser lançado</span> <span style="font-weight: 400;">chamado </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=gvKEwEoreI0"><i><span style="font-weight: 400;">Alien: Rogue Incursion</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, por exemplo, parece utilizar muitos elementos parecidos. Inclusive, demora aproximadamente cinco segundos lendo os comentários dos </span><i><span style="font-weight: 400;">trailers</span></i><span style="font-weight: 400;"> de </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=4jFQJ8jXH_4"><i><span style="font-weight: 400;">A Quiet Place: The Road Ahead</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> (2024), inspirado na franquia </span><a href="https://personaunesp.com.br/um-lugar-silencioso-parte-ii-critica/"><i><span style="font-weight: 400;">Um Lugar Silencioso</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> (2018), para encontrar comparações com o </span><i><span style="font-weight: 400;">Alien: Isolation</span></i><span style="font-weight: 400;">. Outra experiência que está por vir é </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=UinsNBOTNyU"><i><span style="font-weight: 400;">Jurassic Park: Survivor</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, que aplica a fórmula em um cenário que também se passa bem próximo dos acontecimentos do clássico de 1993, dirigido por </span><a href="https://personaunesp.com.br/jurassic-park-30-anos/"><span style="font-weight: 400;">Steven Spielberg</span></a><span style="font-weight: 400;">. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Além dessas influências mais óbvias, pode-se dizer que </span><i><span style="font-weight: 400;">Alien: Isolation</span></i><span style="font-weight: 400;"> teve seus toques em outros jogos como </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=XGVxlblxW84&amp;t=164s"><i><span style="font-weight: 400;">Prey</span></i></a> <span style="font-weight: 400;">(2017) e</span> <a href="https://www.youtube.com/watch?v=ZDrHpmkL4rY"><i><span style="font-weight: 400;">Amnesia: The Bunker</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> (2023).</span> <span style="font-weight: 400;">Até mesmo Fede Alvarez, diretor do recentemente aclamado </span><a href="https://www.inverse.com/gaming/alien-isolation-game-romulus-easter-egg"><i><span style="font-weight: 400;">Alien: Romulus</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> (2024), revelou ter jogado o </span><i><span style="font-weight: 400;">game</span></i><span style="font-weight: 400;"> perto do lançamento de </span><i><span style="font-weight: 400;">Don’t Breath </span></i><span style="font-weight: 400;">(2013)</span> <span style="font-weight: 400;">e gostou do quanto o </span><a href="https://www.cinemablend.com/movies/how-alien-romulus-influenced-fan-favorite-game-isolation"><span style="font-weight: 400;">Xenomorfo</span></a><span style="font-weight: 400;"> e os </span><a href="https://variety.com/2024/artisans/news/alien-romulus-cinematographer-galo-olivares-chestbursting-scene-1236117157/"><span style="font-weight: 400;">cenários</span></a><span style="font-weight: 400;"> inspirados na Nostromo ainda podiam aterrorizar nos dias de hoje. Felizmente, mesmo após uma década, a aventura infernal de Amanda Ripley ganhou um </span><a href="https://www.pcgamesn.com/alien-isolation/steam-player-spike-romulus"><span style="font-weight: 400;">aumento de 328%</span></a><span style="font-weight: 400;"> na quantidade de jogadores simultâneos na </span><i><span style="font-weight: 400;">Steam</span></i><span style="font-weight: 400;">. De certa forma, se </span><a href="https://www.cbr.com/alien-isolation-inspired-alien-romulus/"><span style="font-weight: 400;">Alvarez</span></a><span style="font-weight: 400;"> foi influenciado, agora é a obra dele que inspira uma série de pessoas a revisitar ou, até mesmo, experienciar esse jogo pela primeira vez. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Para a surpresa e alegria de muitos fãs, justamente na data de comemoração dos 10 anos do jogo, o diretor criativo Al Hope anunciou nas redes sociais que uma </span><a href="https://br.ign.com/alien-isolation/130827/news/alien-isolation-2-existe-em-comemoracao-a-aniversario-de-10-anos-do-game-estudio-anuncia-continuacao"><span style="font-weight: 400;">sequência</span></a><span style="font-weight: 400;"> está em desenvolvimento. A </span><i><span style="font-weight: 400;">Creative Assembly</span></i><span style="font-weight: 400;"> será, novamente, a desenvolvedora encarregada. </span><i><span style="font-weight: 400;">Alien: Isolation </span></i><span style="font-weight: 400;">teve, para o choque de muitos, uma  continuação oficial anos atrás: </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=L5wcbLq1ny0"><i><span style="font-weight: 400;">Alien: Blackout</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> (2019). Todavia, trata-se de um jogo para o celular e nos moldes da </span><i><span style="font-weight: 400;">gameplay</span></i><span style="font-weight: 400;"> de </span><i><span style="font-weight: 400;">Five Nights at Freddy’s </span></i><span style="font-weight: 400;">(2014). O </span><i><span style="font-weight: 400;">game </span></i><span style="font-weight: 400;">foi desativado e não está mais disponível nas plataformas de aplicativos. Agora, basta esperar para ver se a próxima aventura de Amanda Ripley vai fazer jus ao primeiro capítulo e expandir as pontas soltas, mecânicas e potenciais narrativas e tecnologias que podem oferecer mais uma experiência inesquecível.</span></p>
<figure id="attachment_34439" aria-describedby="caption-attachment-34439" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-34439" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/11/imagem-8-800x449.jpg" alt="Imagem do jogo Alien: Isolation. No centro da imagem há a silhueta de uma mulher de cabelos longos e enrolados. Ela utiliza uma regata e uma calça estilo cargo. Ao redor dela, um corredor cilíndrico cheio de cabos metálicoscanos e vigas a cercam. Há uma fonte de luz amarela forte vindo da frente da personagem, permitindo observar somente a silhueta aterrorizada e andando furtivamente." width="800" height="449" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/11/imagem-8-800x449.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/11/imagem-8-1024x575.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/11/imagem-8-768x431.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/11/imagem-8-1200x674.jpg 1200w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/11/imagem-8.jpg 1300w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-34439" class="wp-caption-text">Tanto Alien: Romulus quanto Alien: Isolation se passam cronologicamente entre o primeiro e segundo filmes (Foto: Disney+)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">De forma geral, </span><i><span style="font-weight: 400;">Alien: Isolation </span></i><span style="font-weight: 400;">consegue trazer essa ‘ansiedade boa’ que somente as melhores obras do Terror oferecem. É o tipo de experiência que pode levar o </span><a href="https://howlongtobeat.com/game/16638"><span style="font-weight: 400;">dobro de tempo</span></a><span style="font-weight: 400;"> para quem sente medo até de correr em jogos do gênero para não chamar a atenção. Ainda assim, não há quem não sinta o tempo passar desfrutando dessa obra. Chega a ser impossível, depois de passar por tanta tensão, não esboçar um sorriso quando finalmente se desbloqueia o lança-chamas. Apesar de todo o </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=9SFyHg_pRU0"><span style="font-weight: 400;">estresse</span></a><span style="font-weight: 400;"> sentido por Amanda Ripley, o alívio quando o monstro vai embora também é sentido por quem segura o controle. Os sustos também, é claro. Muitos, muitos, muitos sustos mesmo.</span></p>
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		<title>Estante do Persona &#8211; Outubro de 2024</title>
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		<pubDate>Fri, 08 Nov 2024 19:46:37 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Muitos têm medo de filmes de terror. Produções gráficas de violência, sangue, sustos em formato jumpscare, gore e outras possibilidades da linguagem audiovisual acumulam fãs e haters por todo o mundo, mas, e na Literatura? O que o horror é capaz de fazer? O Estante do Persona de Outubro vem te responder essa pergunta e, &#8230; <a href="http://personaunesp.com.br/estante-do-persona-outubro-de-2024/" class="more-link">Continue lendo<span class="screen-reader-text"> "Estante do Persona &#8211; Outubro de 2024"</span></a></p>
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										<content:encoded><![CDATA[<figure style="width: 1024px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="wp-image-34368 size-full" src="https://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/11/wp-image7099994186769339465.jpg" width="1024" height="538" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/11/wp-image7099994186769339465.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/11/wp-image7099994186769339465-800x420.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/11/wp-image7099994186769339465-768x404.jpg 768w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption class="wp-caption-text">No Estante do Persona de Outubro o horror está nas páginas (Arte: Aryadne Xavier/Texto de abertura: Jamily Rigonatto)</figcaption></figure>
<p>Muitos têm medo de filmes de <a href="https://personaunesp.com.br/tag/terror/">terror</a>. Produções gráficas de violência, sangue, sustos em formato <span style="font-weight: 400;"><i>jumpscare</i></span><span style="font-weight: 400;">, </span><span style="font-weight: 400;"><i>gore</i></span><span style="font-weight: 400;"> e outras possibilidades da linguagem audiovisual acumulam fãs e<em> haters</em> por todo o mundo, mas, e na Literatura? O que o horror é capaz de fazer? O Estante do Persona de Outubro vem te responder essa pergunta e, como de costume, fazer indicações, dessa vez, horripilantes.</span><span style="font-weight: 400;"><br />
</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O relato escrito de horror existe há muito tempo, com os primeiros registros sendo as gravuras nas paredes de cavernas e espaços afins, que já faziam uma espécie de documentação dos mitos e folclores que assustavam os homens muito antes dessa espécie de narrativa ser categorizada. O fluxo seguiu com menção a monstros, acontecimentos fantásticos, eventos sanguinários e muito mais ocupando diários, crônicas e, inclusive, <a href="https://revistagalileu.globo.com/Cultura/noticia/2020/08/biblia-e-literatura-de-horror-como-um-dialoga-com-o-outro.html">textos religiosos</a>. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Durante o século XVIII, a materialização de textos voltados para o terror começa a aumentar. A incidência da teoria do pensamento lógico impulsiona a popularização de histórias que exploram o sobrenatural com menos enfoque na vontade divina. Nesse período, ocorre o lançamento de </span><span style="font-weight: 400;"><i>O Castelo de Otranto (1764)</i></span><span style="font-weight: 400;">, de Horace Walpole, considerado o <a href="https://www.youtube.com/watch?v=ASJR6SJBIdY]">primeiro romance gótico</a>.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">No século seguinte, clássicos do gênero caem no gosto da população e se tornam lendas imortais. Entre os mais famosos estão </span><span style="font-weight: 400;"><i>Frankenstein (1818)</i></span><span style="font-weight: 400;">, de Mary Shelley, </span><span style="font-weight: 400;"><a href="https://personaunesp.com.br/dracula-critica/"><i>Drácula (1897)</i></a></span><span style="font-weight: 400;">, de Bram Stoker, e a coletânea de livros de <a href="https://personaunesp.com.br/historias-extraordinarias-critica/">Edgar Allan Poe</a>. Estes, já sendo considerados inspirações inesgotáveis para diversas estórias de monstros, além de base para suas versões cinematográficas, lançadas com mais de 50 anos de diferença. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Desse momento para frente, a ruptura promove uma revolução, com autores do mundo todo explorando os mais diversos aspectos do terror e horror. Nomes como <a href="https://personaunesp.com.br/territorio-lovecraft-livro-critica/">H.P. Lovecraft</a>, <a href="https://personaunesp.com.br/carrie-critica/">Stephen King</a>, <a href="https://personaunesp.com.br/tag/shirley-jackson/">Shirley Jackson</a>, Charles Beaumont, Neil Gaiman e incontáveis outros se tornaram referências para produções macabras com subcategorias e muita profundidade </span><span style="font-weight: 400;">– algumas até questionáveis</span><span style="font-weight: 400;">. De caça às bruxas a pequenas meninas que entram em portais macabros, a </span><span style="font-weight: 400;"><i>Horror Literature</i></span><span style="font-weight: 400;"> cria mundos ou narra o real com garras afiadas, suspense e imprevisibilidade. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Esse texto não contempla nem metade das possibilidades que o gênero criou no universo literário e deixa, inclusive, de passear pelos frutos suculentos do <a href="https://exame.com/pop/genio-do-horror-por-que-raphael-montes-faz-tanto-sucesso-na-literatura-e-agora-no-streaming/">cenário nacional</a>. Por isso, a palavra fica agora com nossos redatores e suas indicações para lá de frescas, com veias fartas e cheias de sangue novinho… Quer dizer, criatividade, isso mesmo, criatividade e só! Agora, é sua vez de aproveitar e tirar um tempinho para adentrar esse imaginário, mas, por favor, deixe de fora o alho, as tochas e a caça aos monstros.</span></p>
<p><span id="more-34361"></span></p>
<hr />
<p><strong>Dicas do mês</strong></p>
<figure id="attachment_34365" aria-describedby="caption-attachment-34365" style="width: 534px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-34365" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/11/a-cor-que-caiu-do-ceu-1-534x800.jpg" alt="Capa do livro A Cor Que Caiu do Céu de H.P. Lovecraft. A capa é azul escura, na parte superior dela está o nome do autor, H.P. Lovecraft, estilizado e decorado com três caveiras no canto esquerdo e um polvo sobre a letra “c”. No centro da capa há um pequeno círculo, representando a boca de um poço vista de seu fundo. Na parte inferior da capa está escrito “A Cor Que Caiu do Céu” " width="534" height="800" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/11/a-cor-que-caiu-do-ceu-1-534x800.jpg 534w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/11/a-cor-que-caiu-do-ceu-1-684x1024.jpg 684w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/11/a-cor-que-caiu-do-ceu-1-768x1150.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/11/a-cor-que-caiu-do-ceu-1-1026x1536.jpg 1026w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/11/a-cor-que-caiu-do-ceu-1.jpg 1200w" sizes="auto, (max-width: 534px) 85vw, 534px" /><figcaption id="caption-attachment-34365" class="wp-caption-text">Um livro sobre o indescritível, A Cor Que Caiu Do Céu perturba a imaginação de qualquer um (Foto: Editora Pandorga)</figcaption></figure>
<p><b>Howard Phillips Lovecraft &#8211; A Cor Que Caiu do Céu (135 páginas, Editora Pandorga)</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Das suas adoradas paisagens bucólicas da Nova Inglaterra, H.P. Lovecraft garimpa loucuras que não vem de assombrações e espíritos existentes nas obras de seus contemporâneos, mas de lugares mais antigos que o tempo e mais distantes que as estrelas. Em </span><span style="font-weight: 400;"><a href="https://www.amazon.com.br/cor-que-caiu-c%C3%A9u/dp/8584422854"><i>A Cor Que Caiu do Céu</i></a></span><span style="font-weight: 400;">, o autor acaba por definir um dos conceitos mais fundamentais de suas obras: seres e objetos cuja mera existência traria loucura imediata a qualquer um que a presenciasse. Ao estudar a construção de um reservatório de água no nordeste dos Estados Unidos, o protagonista do livro se aprofunda em uma série de lendas macabras e relatos grotescos sobre um meteorito que transformou animais e homens em deformidades profanas e indescritíveis.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O escritor polêmico pelos próprios preconceitos, os quais não se envergonhava ao transcrever pelas páginas, traz neste conto uma perturbação às mentes mais sadias. A forma a qual ele descreve os cheiros nauseantes, aparências dos animais mutantes, os sons que se podia ouvir do fundo do poço e do sótão, a própria paisagem que desrespeitava as leis naturais e até o sabor “</span><span style="font-weight: 400;"><i>entre o fétido e o salgado</i></span><span style="font-weight: 400;">” da água contaminada, faz com que o leitor busque, nas experiências mais desagradáveis da vida, algum parâmetro para imaginar tal terror, o resultado é de dar calafrios. </span><b>&#8211; Guilherme Dias Siqueira</b></p>
<hr />
<figure id="attachment_34363" aria-describedby="caption-attachment-34363" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-34363" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/11/frankestein-1-800x617.jpg" alt=" Fotografia da capa e quarta capa do livro Frankenstein de Mary Shelley. A capa está do lado direito, ela é verde neon e preto com o monstro Frankenstein como arte, o personagem escolhido é sua versão do filme de 1931. A fotografia é de seu rosto em perfil e o pescoço. Ele possui pontos e cicatrizes na testa e um prego enfiado abaixo da orelha. Entre capa e quarta capa está a lombada, no meio em letras estilizadas e grandes está o título “Frankenstein”. Na parte inferior o nome da autora em tamanho menor “Mary Shelley” e o desenho de uma peça chamada porca. Na parte de cima está a data de publicação 1818 e o símbolo da editora Aleph que é uma barra branca. Na quarta capa, à esquerda, a cor é roxa e há bastante texto, sinopse do livro, código de barras e citações de outros atores sobre a obra" width="800" height="617" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/11/frankestein-1-800x617.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/11/frankestein-1-768x592.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/11/frankestein-1.jpg 1000w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-34363" class="wp-caption-text">A adaptação mais famosa de Frankenstein para o Cinema é de 1931 (Foto: Editora Aleph)</figcaption></figure>
<p><b>Mary Shelley &#8211; Frankenstein (</b><b>336 páginas</b><b>, Editora Aleph)</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">“</span><span style="font-weight: 400;"><i>Ele está vivo! Com certeza</i></span><span style="font-weight: 400;">”, você já ouviu essa frase e sabe que se trata de </span><span style="font-weight: 400;"><a href="https://editoraaleph.com.br/products/frankenstein?variant=49223521009947"><i>Frankenstein</i></a></span><span style="font-weight: 400;">, a ficção científica gótica de Mary Shelley. Victor Frankenstein é obcecado por filosofia natural desde a infância e tem uma vida pacata, até que decide brincar de Deus e cria uma criatura que profana a existência; essa história você já conhece. Mas o assunto sobre o que Shelley estava falando no século XIX ressoa ainda em 2024. Com uma escrita maravilhosa, poética e fluída, o enredo não perde fôlego e até o começo da história, com o monstro de fora, é estimulante.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A recente edição de </span><span style="font-weight: 400;"><i>Frankenstein </i></span><span style="font-weight: 400;">no Brasil é da editora Aleph, a publicação é a história original de 1818 – Mary Shelley fez algumas alterações na linguagem para a terceira edição de 1831 e, desde então, grande parte dos </span><span style="font-weight: 400;"><i>Frankenstein </i></span><span style="font-weight: 400;">no país são traduções desta. Além disso, o livro possui cartas da autora, uma introdução escrita por ela e ilustrações. Alegoria para pessoas </span><span style="font-weight: 400;"><i>queer</i></span><span style="font-weight: 400;">, uma atualização do mito de </span><span style="font-weight: 400;"><a href="https://www.worldhistory.org/trans/pt/1-11877/prometeu/">Prometeu</a></span><span style="font-weight: 400;">, uma história de libertação de corpos ou um monstro terrível que aterroriza as ruas, </span><span style="font-weight: 400;"><i>Frankenstein </i></span><span style="font-weight: 400;">pode ser o que você quiser e muito mais. </span><b>&#8211; Davi Marcelgo </b></p>
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<figure id="attachment_34364" aria-describedby="caption-attachment-34364" style="width: 527px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-34364" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/11/OQUEESTALAFORA-1.webp" alt="A imagem mostra o livro O Que Está Lá Fora, de Kate Alice Marshall, publicado pela DarkSide. A capa é predominantemente escura, com tons de preto e cinza, retratando folhas e galhos em meio a uma teia de aranha, criando uma atmosfera sombria e misteriosa. O título está em letras grandes e vermelhas, destacando-se contra o fundo escuro. No canto superior da capa, há uma citação da autora Alice Feeney, elogiando o livro." width="527" height="800" /><figcaption id="caption-attachment-34364" class="wp-caption-text">Naomi retorna à cidade natal para desvendar segredos sombrios (Foto: Editora Darkside)</figcaption></figure>
<p><b>Kate Alice Marshall &#8211; O que está lá fora (352 páginas, Darkside)</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Em </span><span style="font-weight: 400;"><i>O Que Está Lá Fora</i></span><span style="font-weight: 400;">, Naomi Shaw retorna à cidade natal onde, anos antes, quase perdeu a vida em um ataque brutal numa floresta misteriosa. Na adolescência, ela e suas amigas, Cassidy e Olivia, criaram o enigmático Jogo da Deusa, embaladas pela atmosfera sombria e mágica da floresta. O incidente transformou as três em heroínas locais, mas segredos sombrios e uma verdade enterrada acompanham Naomi desde aquele verão fatídico.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Agora, uma nova morte próxima ao local do antigo ataque desperta questões sobre o que realmente aconteceu. Naomi precisa enfrentar as sombras do passado e desvendar mentiras cuidadosamente guardadas, mesmo que isso signifique arriscar tudo. Escrito por Kate Alice Marshall, o </span><span style="font-weight: 400;"><i>thriller</i></span><span style="font-weight: 400;"> explora amizade, traição e o poder de enfrentar os próprios demônios, em uma narrativa repleta de tensão e reviravoltas</span><b>. &#8211; Eloah Kaway</b></p>
<hr />
<figure id="attachment_34362" aria-describedby="caption-attachment-34362" style="width: 260px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-34362" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/11/9786555982237-px8otjkwuq.png" alt="" width="260" height="369" /><figcaption id="caption-attachment-34362" class="wp-caption-text">Contos de Horror da Mimi é rotineiro e absurdo (Foto: Darkside)</figcaption></figure>
<p><b>Junji Ito &#8211; Contos de Horror da Mimi (248 páginas, Darkside)</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Se nos Estados Unidos os fãs do gênero se dividem entre eleger Stephen King e Edgar Allan Poe como o ‘rei do terror’, no Japão não há dúvidas do nome que leva esse título: </span><span style="font-weight: 400;"><a href="https://www.youtube.com/watch?v=ws6v-SoUwDI">Junji Ito</a></span><span style="font-weight: 400;">. Com seus mangás perturbadores, o autor coleciona coletâneas de pequenas crônicas com absurdos aterrorizantes, de espíritos à robôs com braços mecânicos macabros, o que não falta é possibilidade. Uma de suas antologias ilustradas, </span><span style="font-weight: 400;"><i>Contos de Horror da Mimi</i></span><span style="font-weight: 400;">, não decepciona nesse sentido. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Passeando pelas historietas da jovem Mimi, o </span><span style="font-weight: 400;"><a href="https://br.ign.com/manga/105701/feature/nao-acho-possivel-desenhar-horror-sem-negatividade-diz-junji-ito-em-entrevista-ao-ign-brasil-leia">livro</a></span><span style="font-weight: 400;"> mostra suas experiências com o absurdo em narrativas com corte brusco que abrem espaço para a inquietude da mente – o texto surpreende ainda mais quando descobre-se que é inspirado nos contos reais de Hirokatsu Kihara e Ichiro Nakayama. Sob a tradução de Jéssica Ilha da Silva, a obra é agoniante, instigante e absolutamente fácil de devorar, mas necessita de atenção: o abocanhado pode ser você. </span><b>– Jamily Rigonatto </b></p>
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		<title>Persona Entrevista: Davi Pretto, Olívia Torres e Paola Wink</title>
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		<pubDate>Tue, 05 Nov 2024 17:55:14 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Cinema]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Com o lançamento de Continente, equipe e elenco falam sobre Cinema de gênero, linguagem e Terror  Davi Marcelgo As terras gaúchas se transformaram em palco para sangue e suor no Halloween de 2024 com Continente, terceiro longa-metragem de Davi Pretto, vencedor do prêmio de Melhor Direção na Competição Novos Rumos do Festival do Rio 2024. &#8230; <a href="http://personaunesp.com.br/persona-entrevista-davi-pretto-olivia-torres-e-paola-wink/" class="more-link">Continue lendo<span class="screen-reader-text"> "Persona Entrevista: Davi Pretto, Olívia Torres e Paola Wink"</span></a></p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: right;"><span style="font-weight: 400;">Com o lançamento de </span><i><span style="font-weight: 400;">Continente</span></i><span style="font-weight: 400;">, equipe e elenco falam sobre Cinema de gênero, linguagem e Terror </span></p>
<figure id="attachment_34312" aria-describedby="caption-attachment-34312" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-34312" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/11/capa_site-1-800x420.jpg" alt="" width="800" height="420" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/11/capa_site-1-800x420.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/11/capa_site-1-768x404.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/11/capa_site-1.jpg 1024w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-34312" class="wp-caption-text">O filme cutuca cicatrizes do Brasil colonial (Arte: Aryadne Xavier)</figcaption></figure>
<p><b>Davi Marcelgo</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">As terras gaúchas se transformaram em palco para sangue e suor no </span><i><span style="font-weight: 400;">Halloween </span></i><span style="font-weight: 400;">de 2024 com </span><a href="https://personaunesp.com.br/continente-critica/"><i><span style="font-weight: 400;">Continente</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, terceiro longa-metragem de Davi Pretto, vencedor do prêmio de Melhor Direção na Competição Novos Rumos do </span><a href="https://oglobo.globo.com/cultura/noticia/2024/10/13/festival-do-rio-2024-conheca-os-vencedores-da-mostra-de-cinema.ghtml"><span style="font-weight: 400;">Festival do Rio 2024</span></a><span style="font-weight: 400;">. O filme confronta as raízes do Brasil colonial com toques de vampirismo e com as influências de </span><a href="https://personaunesp.com.br/deus-e-o-diabo-na-terra-do-sol-critica/"><span style="font-weight: 400;">Glauber Rocha</span></a><span style="font-weight: 400;"> e Jacques Tourneur no DNA, este por quem Pretto diz ter uma “</span><i><span style="font-weight: 400;">grande fixação, principalmente [por] </span></i><a href="https://www.planocritico.com/critica-sangue-de-pantera-1942/"><i><span style="font-weight: 400;">Cat People</span></i></a><i><span style="font-weight: 400;"> e I Walked with a Zombie, que são dois filmes que eu acho absolutamente geniais</span></i><span style="font-weight: 400;">”. </span></p>
<p><span id="more-34295"></span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Entre garotas possuídas e assassinos mascarados, muitos elementos já foram usados para provocar arrepios na espinha de quem ousa sentar na poltrona dos cinemas. O roteiro assinado por Davi Pretto, </span><a href="https://www.omelete.com.br/filmes/o-pai-o-2-lazaro-ramos-entrevista"><span style="font-weight: 400;">Igor Verde</span></a><span style="font-weight: 400;"> e Paola Wink faz da linguagem e da violência seus alicerces do terror que geram relações de poder semelhantes a realidade brasileira, ele comenta que “<i>De alguma forma, esse sistema que opera dentro desse vilarejo, espera que essas pessoas ocupem certos espaços já designados e isso não tá muito diferente da nossa vida, do país que a gente vive, são abismos muito violentos</i></span><span style="font-weight: 400;">”. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Na trama, após morar 15 anos fora do Brasil, Amanda (Olívia Torres) retorna ao sul do país ao lado de seu namorado Martin (Corentin Fila). Ao chegar no local onde passou a infância, ela vai descobrir segredos obscuros sobre sua família e os moradores. O filme é uma coprodução entre Brasil, França e Argentina, apoiado pela </span><i><span style="font-weight: 400;">Berlinale World Cinema Fund</span></i><span style="font-weight: 400;">, iniciativa da </span><i><span style="font-weight: 400;">German Federal Cultural Foundation</span></i><span style="font-weight: 400;">, em parceria com o Festival de Berlim. Atravessando fronteiras, Davi Pretto, Paola Wink e Olívia Torres se reúnem para o </span><a href="https://personaunesp.com.br/tag/persona-entrevista/"><span style="font-weight: 400;">Persona Entrevista</span></a><span style="font-weight: 400;">, em que comentam sobre o mercado audiovisual e o processo criativo de </span><i><span style="font-weight: 400;">Continente</span></i><span style="font-weight: 400;">.</span></p>
<figure id="attachment_34296" aria-describedby="caption-attachment-34296" style="width: 770px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-34296" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/11/continente-1.png" alt="Cena do filme ContinenteNa imagem, está o rosto de Amanda bem próximo, ela está olhando para cima com a boca aberta, expressando desejo. A região da boca e do nariz estão cobertos de sangue. Amanda é uma mulher na faixa dos 30 anos, de pele clara e cabelos escuros. " width="770" height="434" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/11/continente-1.png 770w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/11/continente-1-768x433.png 768w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-34296" class="wp-caption-text">O filme teve duas exibições na 48ª Mostra Internacional de Cinema em São Paulo (Foto: Vulcana Cinema)</figcaption></figure>
<p><b>Quais foram as suas influências para fazer </b><b><i>Continente</i></b><b>? Enquanto assistia, percebi inspirações em </b><b><i>Midsommar</i></b><b> e em </b><b><i>Bacurau</i></b><b> do Kleber Mendonça. Como você transformou essas histórias influentes em uma identidade que é muito próxima da brasileira? </b></p>
<p><b>Davi Pretto: </b><span style="font-weight: 400;">“</span><i><span style="font-weight: 400;">Eu sou um cara muito cinéfilo, vejo muito filme e vejo muito filme diferente, então, quando eu faço filmes, esses filmes [que assisto] não são meras ferramentas que estão ali para pegar um ‘pouquinho’ disso, um ‘pouquinho’ daquilo, eles fazem parte do nosso DNA, eles começam a fazer parte de quem a gente é e eles nos habitam inconscientemente. O filme [Continente] deve muito a muita gente. Desde o </span></i><a href="https://outraspalavras.net/poeticas/carl-dreyer-e-a-metafisica-da-luz/"><i><span style="font-weight: 400;">Dreyer</span></i></a><i><span style="font-weight: 400;"> aos filmes do Val</span></i><i><span style="font-weight: 400;"> Lewton</span></i><i><span style="font-weight: 400;"> nos anos 1940 que ele produziu, muitos deles do Jacques</span></i><i><span style="font-weight: 400;"> Tourneur</span></i><span style="font-weight: 400;">”. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">“</span><i><span style="font-weight: 400;">Passa por muitos outros [diretores], Cronenberg, Carpenter e Leos Carax, e obviamente, muito do </span></i><a href="https://www1.folha.uol.com.br/ilustrissima/2024/05/ismail-xavier-explica-revolucao-do-cinema-novo-60-anos-depois.shtml"><i><span style="font-weight: 400;">Cinema Novo</span></i></a><i><span style="font-weight: 400;">, né? </span></i><i><span style="font-weight: 400;">Eu acho que não poderia deixar de fazer um filme no interior sem pensar em filmes do Glauber Rocha, né? </span></i><i><span style="font-weight: 400;">Sem pensar em </span></i><a href="https://bases.cinemateca.org.br/cgi-bin/wxis.exe/iah/?IsisScript=iah/iah.xis&amp;base=FILMOGRAFIA&amp;lang=p&amp;nextAction=lnk&amp;exprSearch=ID=005955&amp;format=detailed.pft"><i><span style="font-weight: 400;">Fuzis</span></i></a><i><span style="font-weight: 400;"> também. Eu acho que está tudo ali. Quando a gente se expressa, esses filmes simplesmente estão juntos com a gente em nossos corações</span></i><span style="font-weight: 400;">”.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Pretto conta que </span><i><span style="font-weight: 400;">Continente</span></i><span style="font-weight: 400;">, a princípio, não era para ser um filme de </span><a href="https://www.instagram.com/p/Cded6SXrVKo/"><span style="font-weight: 400;">gênero</span></a><span style="font-weight: 400;">, ou seja, um Terror. Ele surgiu para falar sobre a relação de violência, de dominação e subjugação que é histórica no Brasil. “</span><i><span style="font-weight: 400;">O gênero nasceu desenvolvendo nosso roteiro, porque era só através do gênero que a gente conseguiria dar conta do que a gente estava tentando se debruçar</span></i><span style="font-weight: 400;">”, finaliza o diretor. </span></p>
<div class="jetpack-video-wrapper"><iframe loading="lazy" title="CONTINENTE | Trailer Oficial" width="840" height="473" src="https://www.youtube.com/embed/7FqR9GOCFyM?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen></iframe></div>
<p><b><i>A Vulcana Cinema</i></b><b> tem apostado em projetos de Terror, um gênero que acabou desaparecendo do país quando consideramos o circuito popular. Não há um ícone contemporâneo como foi o Zé do Caixão no século XX, então, como é apostar em </b><b><i>Continente</i></b><b> que acaba indo contra a corrente do circuito comercial em um país que é relutante com produções nacionais?  </b></p>
<p><b>Paola Wink: </b><span style="font-weight: 400;">“</span><i><span style="font-weight: 400;">O Cinema brasileiro tem muito potencial de fazer histórias de gênero, vários realizadores no Brasil estão trabalhando Cinema de gênero e seguem fazendo desde sempre, tem o Marco Dutra, </span></i><a href="https://gauchazh.clicrbs.com.br/cultura-e-lazer/cinema/noticia/2024/08/a-ficcao-tem-o-poder-de-elaborar-nossos-sentimentos-diz-juliana-rojas-sobre-cidade-campo-filme-que-estreia-nesta-quinta-feira-cm0e2f38v0091014udgtnpj7a.html"><i><span style="font-weight: 400;">Juliana Rojas</span></i></a><i><span style="font-weight: 400;"> e vários outros que admiro o trabalho. A gente tem muito potencial, mas é difícil, o Cinema brasileiro tem que enfrentar esse desafio que é de financiar esses filmes e conseguir distribuir de uma forma que a gente consiga competir com o Cinema norte-americano, que domina todos [os outros]</span></i><span style="font-weight: 400;">”. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">“</span><i><span style="font-weight: 400;">A gente vai lançar [Continente] junto com o Terrifier 3 e </span></i><a href="https://www.omelete.com.br/filmes/criticas/sorria-2-critica-filme"><i><span style="font-weight: 400;">Sorria 2</span></i></a><i><span style="font-weight: 400;"> e [eles] vão estar em todas as salas. A gente precisa poder ter ferramentas para competir com esses filmes e chegar no público. Então, eu acho que o cinema de gênero e brasileiro tem muito potencial, as pessoas querem assistir, vão gostar de assistir se elas tiverem oportunidade, se a gente conseguir chegar e se comunicar. Eu vejo que a gente tem que batalhar para que existam mais filmes de gênero produzidos no Brasil e em condições que sejam propícias para isso, que a gente possa financiar e ter orçamento para fazer filmes de qualidade e de gênero</span></i><span style="font-weight: 400;">”.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Entre</span> <span style="font-weight: 400;">a semana de 31 de Outubro a 06 de Novembro, </span><i><span style="font-weight: 400;">Continente </span></i><span style="font-weight: 400;">estará sendo exibido em 29 Cinemas em todo país, em sua maioria nas capitais. Na cidade de São Paulo, apenas três estabelecimentos realizam a exibição. No aplicativo </span><i><span style="font-weight: 400;">Ingresso.Com</span></i><span style="font-weight: 400;">, </span><i><span style="font-weight: 400;">Sorria 2</span></i><span style="font-weight: 400;"> possui ao menos 30 exibidores, com variações para 32 ou 35 dependendo do dia. </span><i><span style="font-weight: 400;">Terrifier 3 </span></i><span style="font-weight: 400;">mantém a mesma média de 35. </span></p>
<figure id="attachment_34297" aria-describedby="caption-attachment-34297" style="width: 540px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-34297" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/11/continente-2-540x800.jpg" alt="Cena do filme ContinenteNa imagem, a personagem Amanda está no topo, de ponta cabeça, com o rosto manchado de sangue. Ela é uma mulher na faixa dos 30 anos, de pele clara e cabelos escuros. No busto de Amanda está transposta a personagem Helô, ela está de perfil, do lado esquerdo, olhando para fora, e com expressão de dúvida. Ela tem um brinco em argola dourado na orelha. Ela é uma mulher na faixa dos 40 anos, de pele escura e cabelos cacheados. Na nuca, o personagem Martin está transposto na nuca de Amanda. Ele está de perfil, olhando para trás com expressão de ira. Metade do rosto dele está coberto pelo rosto de Amanda. Ele é um homem na faixa dos 30 anos, de pele escura e cabelos crespos. O pôster é inteiro vermelho, ao fundo, no topo, também de ponta cabeça há um campo e casas antigas. Na parte de baixo, está escrito em letra menor “dirigido por Davi Pretto”, abaixo em letras maiores vem o título Continente. As letras estão em cor preta. Em seguida está o nome do elenco, equipe e a logo das produtoras e patrocinadores. " width="540" height="800" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/11/continente-2-540x800.jpg 540w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/11/continente-2-691x1024.jpg 691w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/11/continente-2-768x1139.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/11/continente-2-1036x1536.jpg 1036w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/11/continente-2.jpg 1079w" sizes="auto, (max-width: 540px) 85vw, 540px" /><figcaption id="caption-attachment-34297" class="wp-caption-text">A atriz Ana Flavia Cavalcanti é uma das estrelas do filme (Foto: Vulcana Cinema)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">Nesta história sobre o passado e presente escravocrata e dominador europeu no Brasil, a linguagem se tornou parte dos símbolos de poder e terror em </span><i><span style="font-weight: 400;">Continente</span></i><span style="font-weight: 400;">, exatamente como no país que subjugou línguas nativas a favor do português. A atriz </span><a href="https://heloisatolipan.com.br/tv/com-personagem-safica-e-produtora-de-conteudos-eroticos-olivia-torres-fala-sobre-sexualizacao-lesbica-no-audiovisual/"><span style="font-weight: 400;">Olívia Torres</span></a><span style="font-weight: 400;"> (Totalmente Demais) usou dessa narrativa para compor sua personagem e apostar em momentos de improviso com o ator francês Corentin Fila. Ela diz com muita empolgação sobre o processo, comparando-o com uma carpintaria – muito saboroso de se fazer. </span></p>
<p><b>Olívia, a sua personagem Amanda, em determinado momento do filme, acaba perdendo destaque no sentido de falas. Há uma atuação sobre gestos e olhares, sobre o seu corpo e não o que você está dizendo. Como foi esse processo de conseguir sustentar uma personagem, uma protagonista, sem ter, a partir de um momento, muitas falas? </b></p>
<p><b>Olívia Torres:</b><span style="font-weight: 400;"> “</span><i><span style="font-weight: 400;">É curioso</span></i><b><i>, </i></b><i><span style="font-weight: 400;">nunca medi personagem por falas, sempre fiz muito Teatro em que eu fazia parte do coro e tava lá no fundo, super participando, tentando trazer toda a minha energia. Na verdade, a partir do momento que ela perde a linguagem, se torna mais interessante, porque outras coisas começam a emergir assim. Esse corpo mais animalesco e uma certa voracidade que a gente tentou encontrar no olhar, algo que torne ela é perigosa, mas também atraente. Não é perigosa o suficiente para você se afastar dela, mas não atraente também para você não perceber que ela pode te morder</span></i><span style="font-weight: 400;">”. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">“</span><i><span style="font-weight: 400;">Uma cena específica foi uma improvisação com o Corentin, que faz  o Martin. Eu falo muito básico de francês, não sou fluente, fiquei com muito receio de, nas cenas de improvisação falar algo que gramaticalmente tivesse completamente errado, daí decidi ficar em silêncio. Ele só berrando comigo, é uma cena que ele fica pedindo para que eu fale e eu, de fato, não podia falar. Foi muito interessante ver o silêncio, a reação dele ao silêncio dela. Enfim, foi muito massa, uma grande experimentação do início ao fim, muito saborosa</span></i><span style="font-weight: 400;">”. </span></p>
<blockquote><p><span style="font-weight: 400;">O longa foi produzido pela Vulcana Cinema, com coprodução da Dublin Films, Murillo Cine e Pasto, e com distribuição pela Vitrine Filmes. Paola Wink além de produzir e escrever Continente, também é criadora da Vulcana Cinema ao lado de Jessica Luz.</span></p></blockquote>
<p><b>Quando Amanda e Martin chegam na cidade, ele tem um choque de cultura, os moradores saem das casas e ficam observando vocês entrarem. Em outro momento, vocês dois estão conversando, ele fala em francês e você tá respondendo em português. Nesse momento, vocês não estão mais falando mais a mesma língua. Vocês acham que essa barreira de linguagem e de cultura é um aspecto de terror em </b><b><i>Continente</i></b><b>? </b></p>
<p><b>Olívia Torres:</b><span style="font-weight: 400;"> “</span><i><span style="font-weight: 400;">De fato, parece que as únicas pessoas que estão em comunicação absoluta são as pessoas de dentro do vilarejo. A Amanda sabe as duas línguas [português e francês], talvez, possa ser um lugar de posição, de poder. As pessoas ficam falando mal do Martin na frente dele, coisas horríveis e ele não vai saber o que está sendo dito. Então é difícil, né? Tem a relação da Helô com o argentino que traz as drogas, é fronteiriço. Parece que a linguagem delimita os espaços de cada um. E os signos dessas linguagens também. Eu acho que ouvir uma pessoa falando em francês, já te dá uma impressão sobre aquela pessoa. Ela é europeia, ela tem mais, sabe?  Somos um país colonizado, acho que tem vários signos que a linguagem carrega que podem criar tensões, e no Terror, no Cinema de gênero, são super importantes. E aí a Amanda que sabe falar as duas línguas nega a linguagem</span></i><span style="font-weight: 400;">”.</span></p>
<p><b>Davi Pretto:</b><span style="font-weight: 400;"> “</span><i><span style="font-weight: 400;">Tem um abismo que separa essas pessoas [moradores e forasteiros], que tem a ver com diferentes identidades dentro desse lugar, diferentes posições dentro desse sistema. De alguma forma, esse sistema que opera dentro desse vilarejo, espera que essas pessoas ocupem certos espaços já designados e isso não tá muito diferente da nossa vida, do país que a gente vive, são abismos muito violentos. Por um outro lado, eu acho que apesar que tenha esse abismo que separa eles dentro dessas identidades ou dessas posições já delimitadas, tem algo neles que pulsa, é assustadoramente o que coloca eles no mesmo lugar que é o desejo. Mesmo quando a </span></i><a href="https://vejasp.abril.com.br/coluna/terraco-paulistano/ana-flavia-cavalcanti-estrela-dois-filmes-e-novela-das-seis-na-globo"><i><span style="font-weight: 400;">Helô</span></i></a><i><span style="font-weight: 400;">, por exemplo, que é uma personagem mais frontalmente oposta a Amanda, o que ela quer também é desejo, porque toda a mudança também é desejo. Então eu acho que essa relação do desejo e da violência dentro do filme é bem assustadora e é o que torna o filme perturbador</span></i><span style="font-weight: 400;">”.</span></p>
<figure id="attachment_34298" aria-describedby="caption-attachment-34298" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-34298" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/11/continente-3-800x534.jpg" alt=" Fotografia de Davi PrettoNa imagem, Davi Pretto está sentado em um sofá com uma das pernas em cima do joelho da outra. As mãos estão apoiadas na perna e entrelaçadas. Ele veste uma jaqueta vermelha com capuz cinza na parte de dentro, a jaqueta possui ziper e botão. Ela está aberta, por dentro há uma camiseta azul marinho com estampa de uma ave com as asas abertas e escritos em vermelho. Davi usa uma calça preta. Ele é um homem branco, na faixa dos 30 anos, de cabelos castanhos e lisos, penteados para o lado e barba e bigode na cor castanho claro. " width="800" height="534" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/11/continente-3-800x534.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/11/continente-3-768x512.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/11/continente-3.jpg 1024w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-34298" class="wp-caption-text">Castanha (2014) foi o primeiro longa-metragem de Davi Pretto (Foto: Mario Miranda Filho)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">O horror, agora sim deste gênero, de Davi Pretto, se lança em uma história brasileira com muito derramamento de sangue e o longa não poupa o público de ser molhado por mais litros de líquido vermelho. </span><a href="https://cinemacomrapadura.com.br/colunas/458365/o-alem-do-susto-terror-pos-horror-e-o-poder-do-jump-scare/"><i><span style="font-weight: 400;">Jumpscare</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, violência explícita e Terror psicológico fazem presença em </span><i><span style="font-weight: 400;">Continente</span></i><span style="font-weight: 400;">, qualquer entusiasta e cinéfilo pode se apavorar com as questões que o cineasta coloca no filme “</span><i><span style="font-weight: 400;">somos todos iguais ou somos todos diferentes? Eu acho que essa pergunta é assustadora. Talvez somos todos iguais porque somos todos diferentes, é uma pergunta que o filme de alguma forma acaba colocando em dado momento por essa relação do desejo e da violência que tá ali rolando</span></i><span style="font-weight: 400;">”, encerra o cineasta.</span></p>
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		<title>Gêmeas &#8211; Mórbida Semelhança: uma Rachel Weisz é boa, duas é melhor</title>
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		<pubDate>Wed, 24 Apr 2024 15:17:31 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Vitória Gomez Rachel Weisz nunca pode ser demais e Gêmeas &#8211; Mórbida Semelhança sabe disso. Com a atriz britânica na pele das gêmeas Beverly e Elliot Mantle, a releitura do filme (quase) homônimo de David Cronenberg vira do avesso para explorar o outro lado da moeda: o longa original se torna uma minissérie e os &#8230; <a href="http://personaunesp.com.br/gemeas-morbida-semelhanca-critica/" class="more-link">Continue lendo<span class="screen-reader-text"> "Gêmeas &#8211; Mórbida Semelhança: uma Rachel Weisz é boa, duas é melhor"</span></a></p>
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										<content:encoded><![CDATA[<figure id="attachment_33305" aria-describedby="caption-attachment-33305" style="width: 967px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-33305" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/04/gemeas-morbidas-1.jpg" alt="Cena da série Gêmeas - Mórbida Semelhança." width="967" height="403" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/04/gemeas-morbidas-1.jpg 967w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/04/gemeas-morbidas-1-800x333.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/04/gemeas-morbidas-1-768x320.jpg 768w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-33305" class="wp-caption-text">Além de dar vida às duas protagonistas da minissérie, Rachel Weisz também é produtora (Foto: Prime Video)</figcaption></figure>
<p><b>Vitória Gomez</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Rachel Weisz nunca pode ser demais e </span><i><span style="font-weight: 400;">Gêmeas &#8211; Mórbida Semelhança </span></i><span style="font-weight: 400;">sabe disso. Com a atriz britânica na pele das gêmeas Beverly e Elliot Mantle, a releitura do filme (quase) homônimo de David Cronenberg vira do avesso para explorar o outro lado da moeda: o longa original se torna uma minissérie e os irmãos, irmãs. No entanto, a obsessão e a </span><a href="https://www.emmys.com/news/press-releases/emmy-magazine-2023-03"><span style="font-weight: 400;">relação doentia</span></a><span style="font-weight: 400;"> um pelo outro se mantém e a produção leva os limites médicos ao extremo, ao mesmo tempo que lida com duas figuras opostas presas em uma só.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Na </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=QknATQ-niHM"><span style="font-weight: 400;">série</span></a><span style="font-weight: 400;">, Beverly e Elliot são médicas obstetras insatisfeitas com a maneira como o sistema de saúde lida com mulheres grávidas. Juntas, elas buscam investimento para abrir seu próprio centro de maternidade. A perfeita harmonia das duas beira a insanidade, mas a simbiose funciona no âmbito profissional e pessoal &#8211; até a chegada de Genevieve (Britne Oldford). Quando a atriz se envolve com uma das irmãs e elas se veem obrigadas a não mais viver uma para outra, o desequilíbrio leva desde a convivência doméstica até os bastidores da medicina ao extremo.</span></p>
<p><span id="more-33298"></span></p>
<figure id="attachment_33303" aria-describedby="caption-attachment-33303" style="width: 967px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-33303" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/04/gemeas-morbidas-3.jpg" alt="" width="967" height="403" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/04/gemeas-morbidas-3.jpg 967w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/04/gemeas-morbidas-3-800x333.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/04/gemeas-morbidas-3-768x320.jpg 768w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-33303" class="wp-caption-text">No filme de David Cronenberg, os gêmeos Beverly e Elliot são vividos por Jeremy Irons (Foto: Prime Video)</figcaption></figure>
<p><i><span style="font-weight: 400;">Gêmeas &#8211; Mórbida Semelhança </span></i><span style="font-weight: 400;">vem da mesma premissa de </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=JTcVnvXXUuo"><i><span style="font-weight: 400;">Gêmeos &#8211; Mórbida Semelhança</span></i></a><span style="font-weight: 400;">. Igualmente, no filme original os irmãos Beverly e Elliot vivem uma sintonia maníaca, que só é abalada com o envolvimento de um dos gêmeos com uma atriz. Enquanto o longa de Cronenberg é essencialmente movido pelo </span><i><span style="font-weight: 400;">body horror</span></i><span style="font-weight: 400;">, com a medicina e a ginecologia servindo como pano de fundo para abrir caminhos aos </span><a href="https://personaunesp.com.br/titane-critica/"><span style="font-weight: 400;">horrores da carne</span></a><span style="font-weight: 400;">, a minissérie se volta ao psicológico das irmãs Mantle.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Apesar de ambas serem vividas por Weisz, a diferenciação é clara. Beverly é calma, contida e estratégica. Já Elliot fala o que vem na telha, não controla seus impulsos e nem sua boca, mas também não esconde sua devoção pela irmã mais nova. Com as duas estando lado a lado, sozinhas ou interagindo com outras pessoas, a atriz deixa claro como domina ambos lados da moeda e transita entre elas com tamanha facilidade que chega a confundir quem ainda não se familiarizou com os maneirismos de cada uma. Nos momentos em que Elliot finge ser Beverly ou vice e versa, Rachel Weisz prova sua maestria e faz qualquer indicação de Melhor Atriz em Minissérie parecer pouco para seu desempenho &#8211; ainda assim, ela concorreu à categoria no Globo de Ouro, perdendo para Ali Wong, de </span><a href="https://personaunesp.com.br/treta-critica/"><i><span style="font-weight: 400;">Treta</span></i></a><span style="font-weight: 400;">.</span></p>
<figure id="attachment_33304" aria-describedby="caption-attachment-33304" style="width: 967px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-33304" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/04/gemeas-morbidas-2.jpg" alt="" width="967" height="403" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/04/gemeas-morbidas-2.jpg 967w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/04/gemeas-morbidas-2-800x333.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/04/gemeas-morbidas-2-768x320.jpg 768w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-33304" class="wp-caption-text">Rachel Weisz foi indicada como Melhor Atriz em Série Limitada, Antologia ou Telefilme no Globo de Ouro (Foto: Prime Video)</figcaption></figure>
<p><i><span style="font-weight: 400;">Gêmeas &#8211; Mórbida Semelhança </span></i><span style="font-weight: 400;">brilha em diferentes frontes. Se a </span><a href="https://www.metropoles.com/entretenimento/televisao/rachel-weizs-sobre-dead-ringers-trabalho-mais-dificil-da-vida"><span style="font-weight: 400;">atuação de Weisz</span></a><span style="font-weight: 400;"> é o grande chamariz da produção, o roteiro a dez mãos dá à atriz as condições para isso.  Ousada e mórbida, a condução da minissérie transita entre a tensão e o horror, com momentos de comicidade que arrancam uma risada nervosa de quem não sabe o que esperar do que vem a seguir. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O estudo das personagens &#8211; além de reforçar que Rachel Weisz é tão </span><a href="https://personaunesp.com.br/viuva-negra-critica/"><span style="font-weight: 400;">habilidosa</span></a><span style="font-weight: 400;"> que tem química com ela mesma &#8211; confere ainda mais profundidade à série. Conforme Beverly e Elliot se entrelaçam uma na vida da outra, de maneiras até bizarras, as duas criam um embate entre seus objetivos. Enquanto a primeira é idealista e (a princípio) ética na busca por criar um ambiente que dê atendimento humanizado às gestantes, Elliot usa o espaço para abusar de experimentos ilegais em nome da medicina. Ambas defendem seus projetos com a vida e criam uma relação fascinante de co-dependência e estímulo intelectual.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Nas mãos de Alice Birch, indicada ao </span><i><span style="font-weight: 400;">Emmy </span></i><span style="font-weight: 400;">por </span><a href="https://personaunesp.com.br/normal-people-critica/"><i><span style="font-weight: 400;">Pessoas Normais</span></i></a> <span style="font-weight: 400;">e </span><a href="https://personaunesp.com.br/succession-4a-temp-critica/"><i><span style="font-weight: 400;">Succession</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, a minissérie ainda ganha tons de horror e drama. Articulando um design de produção que torna tudo mais sombrio, como o centro obstétrico cheio de segredos e aventais vermelho sangue (mérito de Erin Magill e Adam Scher), e uma fotografia acinzentada e com truques visuais para mostrar as gêmeas lado a lado (responsabilidade de Laura Merians Goncalves e Jody Lee Lipes), </span><i><span style="font-weight: 400;">Gêmeas &#8211; Mórbida Semelhança </span></i><span style="font-weight: 400;">aproveita a ingrata tarefa de adaptar a obra do mestre do </span><i><span style="font-weight: 400;">body horror </span></i><span style="font-weight: 400;">para criar um universo revitalizado.</span></p>
<figure id="attachment_33302" aria-describedby="caption-attachment-33302" style="width: 967px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-33302" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/04/gemeas-morbidas-4.jpg" alt="" width="967" height="403" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/04/gemeas-morbidas-4.jpg 967w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/04/gemeas-morbidas-4-800x333.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/04/gemeas-morbidas-4-768x320.jpg 768w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-33302" class="wp-caption-text">Ninguém está preparado para a conclusão de Gêmeas &#8211; Mórbida Semelhança (Foto: Prime Video)</figcaption></figure>
<p><i><span style="font-weight: 400;">Gêmeas &#8211; Mórbida Semelhança </span></i><span style="font-weight: 400;">pode ter feito pouco barulho no catálogo do </span><i><span style="font-weight: 400;">Prime Video </span></i><span style="font-weight: 400;">ou na temporada de premiações, abocanhando apenas uma menção para Weisz no Globo de Ouro e uma para Lee Lipes como Melhor Cinematografia no </span><a href="http://personaunesp.com.br/tag/emmy/"><i><span style="font-weight: 400;">Emmy</span></i></a><span style="font-weight: 400;">. Ainda assim, a releitura de Cronenberg traz o horror para o universo feminino e mostra que as gêmeas podem ser tão tresloucadas e interessantes quanto os gêmeos.</span></p>
<p>O post <a href="http://personaunesp.com.br/gemeas-morbida-semelhanca-critica/">Gêmeas &#8211; Mórbida Semelhança: uma Rachel Weisz é boa, duas é melhor</a> apareceu primeiro em <a href="http://personaunesp.com.br">Persona | Jornalismo Cultural</a>.</p>
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		<title>Do parque para as telas, a Mansão Mal-Assombrada está de volta</title>
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		<pubDate>Wed, 17 Apr 2024 20:00:41 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Laura Sipoli Em 2003, Mansão Mal-Assombrada foi dos parques para os cinemas estrelando o icônico Eddie Murphy, no que viria a se tornar um dos clássicos do Halloween infanto-juvenil. No filme, que foi baseado em uma das atrações mais famosas dos parques da Disney, o protagonista fica preso em uma casa mal-assombrada com a família &#8230; <a href="http://personaunesp.com.br/mansao-mal-assombrada-critica/" class="more-link">Continue lendo<span class="screen-reader-text"> "Do parque para as telas, a Mansão Mal-Assombrada está de volta"</span></a></p>
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										<content:encoded><![CDATA[<figure id="attachment_33255" aria-describedby="caption-attachment-33255" style="width: 1999px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-33255" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/04/image3-2.png" alt="Cena do filme. Cinco personagens do filme, na esquerda vemos uma criança, ao lado uma mulher de roupão rosa segurando uma lanterna, o personagem principal um pouco atrás, um homem de pijama e gorro vermelho e uma mulher que também segura uma lanterna e veste pijamas. Todos com feição de preocupação em uma casa escura. " width="1999" height="840" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/04/image3-2.png 1999w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/04/image3-2-800x336.png 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/04/image3-2-1024x430.png 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/04/image3-2-768x323.png 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/04/image3-2-1536x645.png 1536w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/04/image3-2-1200x504.png 1200w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-33255" class="wp-caption-text">Em um clima menos cômico que o do filme anterior, os personagens voltam a explorar uma casa cheia de fantasmas (Foto: Disney+)</figcaption></figure>
<p><b>Laura Sipoli</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Em 2003, </span><i><span style="font-weight: 400;">Mansão Mal-Assombrada</span></i><span style="font-weight: 400;"> foi dos parques para os cinemas estrelando o icônico Eddie Murphy, no que viria a se tornar um dos clássicos do Halloween infanto-juvenil. No filme, que foi baseado em uma das atrações mais famosas dos </span><a href="https://www.disney.com.br/novidades/que-atracao-da-disney-inspirou-o-filme-mansao-mal-assombrada"><span style="font-weight: 400;">parques da </span><i><span style="font-weight: 400;">Disney</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, o protagonista fica preso em uma casa mal-assombrada com a família e tenta quebrar a maldição que prende fantasmas no local, enquanto lutam para sobreviver. Para os personagens que a adentram, uma mensagem assustadora; para quem assiste ou vai aos parques, um ingresso para diversão.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Duas décadas depois da estreia, temos o prazer de vivenciar o </span><i><span style="font-weight: 400;">comeback</span></i><span style="font-weight: 400;"> nostálgico da mansão cheia de espíritos nas telas do cinema, com o </span><i><span style="font-weight: 400;">remake </span></i><span style="font-weight: 400;">de </span><i><span style="font-weight: 400;">Mansão Mal-Assombrada</span></i><span style="font-weight: 400;">. Nesta versão, a comédia de horror carrega o mesmo nome de seu antecessor e conta com uma história completamente diferente. Apesar de </span><a href="https://recreio.uol.com.br/noticias/entretenimento/quais-sao-diferencas-entres-os-dois-filmes-mansao-mal-assombrada-da-disney.phtml"><span style="font-weight: 400;">cheia de referências</span></a><span style="font-weight: 400;"> na tentativa de despertar a memória afetiva dos fãs do original, </span><span style="font-weight: 400;">a narrativa não tem conexão com o anterior, mas a proposta permanece a mesma: uma casa com 999 fantasmas procura mais almas para aprisionar.</span></p>
<p><span id="more-33249"></span></p>
<figure id="attachment_33251" aria-describedby="caption-attachment-33251" style="width: 299px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-33251" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/04/image5.png" alt="Cena do filme. Quatro fantasmas, um soldado real mais ao fundo, uma mulher vestida de noiva com um sorriso macabro e olhos brancos em destaque no meio, um fantasma com um chapéu longo um pouco apagado ao fundo e uma múmia um pouco à frente." width="299" height="168" /><figcaption id="caption-attachment-33251" class="wp-caption-text">Os efeitos especiais de Mansão Mal-Assombrada são uma experiência (Foto: Disney+)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">Na obra mais recente, Ben, o personagem principal interpretado por </span><a href="https://www.disney.com.br/novidades/quem-e-lakeith-stanfield-o-ben-de-mansao-mal-assombrada"><span style="font-weight: 400;">Lakeith Stanfield</span></a><span style="font-weight: 400;">, é um cientista e um homem cético que enfrenta o luto </span><span style="font-weight: 400;">após perder sua companheira. Acompanhamos a vida triste do protagonista até que, do dia para noite, tudo muda ao ter seus serviços requisitados pelo Padre Kent, vivido pelo espetacular </span><a href="https://www.disney.com.br/novidades/as-5-curiosidades-sobre-owen-wilson-o-kent-de-mansao-mal-assombrada"><span style="font-weight: 400;">Owen Wilson</span></a><span style="font-weight: 400;">, que, curiosamente, já esteve em uma casa amaldiçoada antes (</span><a href="https://www.planocritico.com/critica-a-casa-amaldicoada-1999/"><i><span style="font-weight: 400;">The Haunting</span></i></a><span style="font-weight: 400;">).</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A moradia recém comprada por Gabbie (</span><a href="https://www.disney.com.br/novidades/quem-e-rosario-dawson-uma-das-protagonistas-de-mansao-mal-assombrada"><span style="font-weight: 400;">Rosario Dawson</span></a><span style="font-weight: 400;">) e seu filho de nove anos, Travis (Chase Dillon), esconde assombrações por todos os corredores. Para se livrar da maldição da mansão que ganha vida após a meia-noite, o padre pede auxílio da engraçada vidente com pinta de charlatã, Harriet (</span><a href="https://www.disney.com.br/novidades/mansao-mal-assombrada-quem-e-tiffany-haddish-que-interpreta-harriet-no-novo-filme-da-disney"><span style="font-weight: 400;">Tiffany Haddish</span></a><span style="font-weight: 400;">), e do professor aficionado pela história da antiga casa, Bruce, personalizado por Danny DeVito, diretor e ator em filmes de sucesso, como </span><a href="https://cinemacomrapadura.com.br/criticas/558783/critica-matilda-1996-tratando-criancas-com-respeito-classico/"><i><span style="font-weight: 400;">Matilda</span></i></a><span style="font-weight: 400;">.</span></p>
<figure id="attachment_33250" aria-describedby="caption-attachment-33250" style="width: 498px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-33250" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/04/image4.gif" alt="Gif com cena do filme. Ben está em frente a um espelho, em uma cena escura. Vemos dois olhos brilhantes se abrindo antes dele desembaçar o vidro sujo com uma mão e, logo em seguida, a imagem do fantasma da noiva de olhos brancos aparece rapidamente no reflexo para assustar." width="498" height="281" /><figcaption id="caption-attachment-33250" class="wp-caption-text">Se tem uma coisa que a casa entrega, é susto (GIF: Disney+)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">O diretor Justin Simien, também responsável pela direção de </span><a href="https://super.abril.com.br/cultura/13-motivos-para-assistir-cara-gente-branca-e-entender-mais-sobre-racismo"><i><span style="font-weight: 400;">Cara Gente Branca</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> e </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=DmrTRblGeKw"><i><span style="font-weight: 400;">Bad Hair</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, se mostra </span><a href="https://www.disney.com.br/novidades/diretor-de-mansao-mal-assombrada-fala-sobre-sua-admiracao-pela-haunted-mansion"><span style="font-weight: 400;">orgulhoso</span></a><span style="font-weight: 400;"> não apenas da obra, mas de participar de algo que considera incomum no mundo da </span><i><span style="font-weight: 400;">Disney</span></i><span style="font-weight: 400;">. Por ter um elenco predominantemente negro, ele afirmou em </span><a href="https://youtu.be/REDSGJofgxE?feature=shared"><span style="font-weight: 400;">entrevista</span></a><span style="font-weight: 400;"> que isso não é uma escolha recorrente no estúdio e acrescentou que “</span><i><span style="font-weight: 400;">a história foi escrita por uma mulher, eu sou um homem gay e negro, não é algo comum</span></i><span style="font-weight: 400;">”.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Ainda assim, </span><i><span style="font-weight: 400;">Mansão Mal-Assombrada</span></i><span style="font-weight: 400;"> tem um roteiro simples, de </span><span style="font-weight: 400;">Katie Dippold</span><span style="font-weight: 400;">,</span> <span style="font-weight: 400;">mas que apresenta começo, meio e fim muito bem definidos. Além disso, o elenco de peso conta com nomes renomados como </span><a href="https://vogue.globo.com/cultura/noticia/2023/03/jamie-lee-curtis-oscar-2023.ghtml"><span style="font-weight: 400;">Jamie Lee Curtis</span></a><span style="font-weight: 400;"> &#8211; recém-ganhadora do </span><i><span style="font-weight: 400;">Oscar </span></i><span style="font-weight: 400;">de Melhor Atriz Coadjuvante em </span><a href="https://personaunesp.com.br/tudo-em-todo-o-lugar-ao-mesmo-tempo-critica/"><i><span style="font-weight: 400;">Tudo em Todo o Lugar ao Mesmo Tempo</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> &#8211; no icônico papel da médium aprisionada na bola de cristal, </span><a href="https://www.disney.com.br/novidades/qual-a-personagem-de-jamie-lee-curtis-em-mansao-mal-assombrada"><span style="font-weight: 400;">Madame Leota</span></a><span style="font-weight: 400;">, e Jared Leto, como o assustador fantasma </span><a href="https://www.disney.com.br/novidades/conheca-hatbox-ghost-personagem-de-jared-leto-em-mansao-mal-assombrada"><span style="font-weight: 400;">Hat Box Ghost</span></a><span style="font-weight: 400;">.</span></p>
<figure id="attachment_33253" aria-describedby="caption-attachment-33253" style="width: 1072px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-33253" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/04/image1-1.png" alt="Cena do filme. A Jamie Lee Curtis como Madame Leota está dentro de uma bola de cristal azul no centro da cena. Seus cabelos parecem flutuar dentro da bola, ocupando todo o espaço e tem seus olhos arregalados, sobrancelhas levantadas e sua boca entreaberta. Ela usa batom vermelho, maquiagem escura nas pálpebras e brincos redondos grandes. Ao fundo vemos as luzes embaçadas da mansão. " width="1072" height="654" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/04/image1-1.png 1072w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/04/image1-1-800x488.png 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/04/image1-1-1024x625.png 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/04/image1-1-768x469.png 768w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-33253" class="wp-caption-text">Com um orçamento razoavelmente alto, de US$ 150 milhões, o filme investe em ótimos efeitos especiais, necessários para contar a história e simular o que seria estar nos parques (Foto: Disney+)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">No entanto, o elenco recheado de </span><a href="https://observatoriodocinema.uol.com.br/indicacoes/quem-e-quem-no-elenco-de-mansao-mal-assombrada/"><span style="font-weight: 400;">grandes nomes</span></a><span style="font-weight: 400;"> não indica que o filme é revolucionário ou que pretende se apresentar como campeão de vendas nas salas de cinema. Assim como seu antecessor, </span><i><span style="font-weight: 400;">Mansão Mal-Assombrada </span></i><span style="font-weight: 400;">não foi recorde de bilheteria e, mesmo assim, não busca alterar muitas coisas em seu formato. A ideia não é nada inovadora em relação ao original, ou seja, apesar de desviar um pouco da comédia e mirar no drama, as cenas não se baseiam no aprofundamento do roteiro, mas sim na simulação do que estar no parque da </span><i><span style="font-weight: 400;">Disney</span></i><span style="font-weight: 400;"> seria. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;"> Lançado junto de dois monstros de bilheteria de 2023, </span><a href="https://www.cnnbrasil.com.br/entretenimento/barbie-faz-historia-e-ultrapassa-us-1-bilhao-de-bilheteria/"><i><span style="font-weight: 400;">Barbie</span></i></a> <span style="font-weight: 400;">e </span><a href="https://jovemnerd.com.br/nerdbunker/oppenheimer-se-aproxima-do-us-1-bilhao-na-bilheteria-mundial/"><i><span style="font-weight: 400;">Oppenheimer</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, </span><i><span style="font-weight: 400;">Mansão Mal-Assombrada</span></i><span style="font-weight: 400;"> foi ofuscada e perdeu parte de seu público para os competidores. Apesar disso, a história prometia agradar o os mais novos e, nesse quesito, tem sucesso. </span><span style="font-weight: 400;">Para quem não acompanhou o filme de 2003, o </span><i><span style="font-weight: 400;">remake</span></i><span style="font-weight: 400;"> não agradou e carece de ambição: é perceptível que não foi feito para as telonas, mas para ser mais um título nas plataformas de </span><i><span style="font-weight: 400;">streaming</span></i><span style="font-weight: 400;">.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Apesar de produzido para divulgar o </span><a href="https://youtu.be/7GbYiaL7ZTo?feature=shared"><span style="font-weight: 400;">parque</span></a><span style="font-weight: 400;">, a película poderia ter mais ambição e ir além de simular uma atração, aprofundando discussões e roteiro. Por exemplo, as sequências de </span><i><span style="font-weight: 400;">Piratas do Caribe</span></i><span style="font-weight: 400;">, criado com o mesmo objetivo de </span><i><span style="font-weight: 400;">Mansão Mal-Assombrada</span></i><span style="font-weight: 400;">, se tornaram um grande sucesso para o público devido ao seu enredo e criatividade fortes. Pensando nisso, o longa poderia ter se reinventado, utilizado melhor os grandes nomes à sua disposição &#8211; que, de certo modo, foram desperdiçados &#8211; para superar a fama passada e se tornar mais do que apenas um dos títulos disponíveis no </span><i><span style="font-weight: 400;">Disney+</span></i><span style="font-weight: 400;">. </span></p>
<figure id="attachment_33252" aria-describedby="caption-attachment-33252" style="width: 480px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-33252" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/04/image6.gif" alt="Gif de cena do filme. Em uma um corredor escuro com a sombra de um homem a esquerda, vemos a silhueta afastada de um personagem com chapéu alto, capa e uma lanterna na mão, centralizado em frente a uma janela que emana luz verde. O gif corta para outra cena, onde vemos a lanterna com uma cabeça fantasmagórica dentro e de luz amarela e forte, atravessando a tela e deixando um rastro de fumaça de sua cor. " width="480" height="270" /><figcaption id="caption-attachment-33252" class="wp-caption-text">Irreconhecível, Jared Leto é o anfitrião da casa e não pretende deixar ninguém ir embora (GIF: Disney+)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">Apesar de simples, a história luta para abordar temas dramáticos. Dentro da casa, Ben enfrenta não apenas as assombrações presas por lá, mas também os fantasmas de sua esposa &#8211; que conhecemos apenas por rápidos </span><i><span style="font-weight: 400;">flashbacks </span></i><span style="font-weight: 400;">-, a qual ele faria de tudo para ter de volta. Nesse sentido, a atuação de Stanfield, que não é tão convincente como comediante, ainda mais se comparado ao humor perspicaz de Eddie Murphy, </span><a href="https://rollingstone.uol.com.br/cinema/mansao-mal-assombrada-nao-convence-mesmo-com-grande-elenco-review/#:~:text=certa%20dist%C3%A2ncia.%20Por%C3%A9m%2C-,Lakeith%20Stanfield,-consegue%20entregar%20em"><span style="font-weight: 400;">é capaz de emocionar</span></a> <span style="font-weight: 400;">nas cenas de drama. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Em mais tentativas da obra de se aprofundar na </span><a href="https://cinepop.com.br/jeffrey-waldron-conta-como-retratou-a-perda-e-o-luto-em-mansao-mal-assombrada-exclusivo-432822/"><span style="font-weight: 400;">temática da perda</span></a><span style="font-weight: 400;">, Harriet, a médium, explica para os personagens que quem já fez parte de suas vidas está em um lugar de paz e que ainda os guiam em sua trajetória. Esse sentimento de esperança plantado pela vidente é um dos fatores que conecta os protagonistas em um clima familiar, a fim de superar suas dificuldades com o luto e se unirem na luta contra a maldição.</span></p>
<figure id="attachment_33254" aria-describedby="caption-attachment-33254" style="width: 1500px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-33254" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/04/image2-4.png" alt="Cena do filme. A bola de cristal azul de Madame Leota ao centro, vemos apenas os cabelos flutuando pois ela está de costas. Na esquerda, vemos Owen Wilson de pijamas e gorro vermelho, Rosario Dawson de roupão rosa, LaKeith Stanfield um pouco atrás de camisa vermelha, Tiffany Haddish mais próxima da bola e Danny DeVito com uma camisa abotoada e canetas no bolso. Todos têm expressões de atenção no objeto central." width="1500" height="1000" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/04/image2-4.png 1500w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/04/image2-4-800x533.png 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/04/image2-4-1024x683.png 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/04/image2-4-768x512.png 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/04/image2-4-1200x800.png 1200w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-33254" class="wp-caption-text">Sessão de Ouija? Não. Madame Leota (Foto: Disney+)</figcaption></figure>
<p><i><span style="font-weight: 400;">Mansão Mal-Assombrada</span></i><span style="font-weight: 400;"> deixa o gostinho de que poderia ter sido mais, mas, na verdade, nasceu para ser um filme ‘</span><a href="https://www.nexojornal.com.br/expresso/2024/03/03/filme-sessao-da-tarde#:~:text=Com%20cinco%20d%C3%A9cadas%20de%20hist%C3%B3ria%2C%20o%20programa%20se%20tornou%20parte%20importante%20da%20cultura%20cinematogr%C3%A1fica%20no%20Brasil%2C%20exibindo%20de%20cl%C3%A1ssicos%20a%20blockbusters%20nas%20tardes%20da%20televis%C3%A3o%20aberta."><span style="font-weight: 400;">sessão da tarde</span></a><span style="font-weight: 400;">’. O fato de aproximar-se apenas de modo rasteiro de tópicos sensíveis é o que confirma que a proposta era uma comédia de terror que diverte, assusta e não dá medo. Ao final, a produção é um clichê feito para assistir com toda a família e, nesse sentido, cumpre muito bem a sua função.</span></p>
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		<title>O Homem dos Sonhos: quando o onírico encontra as redes sociais</title>
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		<pubDate>Thu, 04 Apr 2024 17:07:50 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Vitória Gomez Você já sonhou com este homem? Em 2006, um boato correu na internet: mais de oito mil pessoas de diversas cidades do mundo estavam sonhando com o mesmo homem, sem nunca o terem visto antes. Posteriormente, o que era um mistério virou uma piada nas redes sociais, com a verdade sendo revelada. Mas &#8230; <a href="http://personaunesp.com.br/o-homem-dos-sonhos-critica/" class="more-link">Continue lendo<span class="screen-reader-text"> "O Homem dos Sonhos: quando o onírico encontra as redes sociais"</span></a></p>
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										<content:encoded><![CDATA[<figure id="attachment_33170" aria-describedby="caption-attachment-33170" style="width: 1200px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-33170" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/04/image1.png" alt="Cena do filme O Homem dos Sonhos. Na cena, vemos, ao centro, da cintura para cima, Nicolas Cage, um homem branco, aparentando cerca de 60 anos, com cabelos castanhos nas laterais da cabeça, barba grisalha e óculos quadrados. Ele veste uma camisa e gravata azul claros e paletó azul escuro. Ele está sentado atrás de uma mesa e tem suas duas mãos unidas em frente a ele, apoiadas na mesa. Atrás, vemos uma parede lilás com os dizeres “Thoughts?” duas vezes." width="1200" height="675" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/04/image1.png 1200w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/04/image1-800x450.png 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/04/image1-1024x576.png 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/04/image1-768x432.png 768w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-33170" class="wp-caption-text">Você já sonhou com Nicolas Cage? (Foto: California Filmes)</figcaption></figure>
<p><b>Vitória Gomez</b></p>
<p><a href="https://www.thisman.org/"><span style="font-weight: 400;">Você já sonhou com este homem</span></a><span style="font-weight: 400;">? Em 2006, um boato correu na internet: mais de oito mil pessoas de diversas cidades do mundo estavam sonhando com o mesmo homem, sem nunca o terem visto antes. Posteriormente, o que era um mistério virou uma piada nas redes sociais, com a verdade sendo revelada. Mas e se, subitamente, isso realmente acontecesse e moradores ao redor do planeta vissem uma mesma pessoa desconhecida durante o sono, todas as noites? É assim que </span><i><span style="font-weight: 400;">O Homem dos Sonhos </span></i><span style="font-weight: 400;">começa.</span></p>
<p><span id="more-33169"></span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A proposta chega a ser irônica quando quem personifica o Homem é </span><a href="https://www.omelete.com.br/filmes/nicolas-cage-filme-herois"><span style="font-weight: 400;">Nicolas Cage</span></a><span style="font-weight: 400;">. Participante de uma centena de filmes – seis deles só em 2023 –, o ator virou rosto conhecido no imaginário popular. Cá entre nós, se víssemos Cage em algum sonho, ele seria reconhecido de imediato. Não é o que acontece em </span><a href="https://medium.com/@vitorevangelista_13411/o-homem-dos-sonhos-um-dois-cage-vem-te-pegar-ddef7efca8db"><i><span style="font-weight: 400;">Dream Scenario</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> (título original): no longa, o veterano é Paul Matthews, um professor universitário sem muito destaque ou ânimo que, do dia para a noite, começa a aparecer no subconsciente da filha, dos alunos, colegas de trabalho e pessoas desconhecidas ao redor do mundo enquanto dormem.</span></p>
<figure id="attachment_33173" aria-describedby="caption-attachment-33173" style="width: 720px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-33173" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/04/image4.png" alt="Cena do filme O Homem dos Sonhos. A cena se passa ao ar livre, durante o dia, em um estacionamento. À esquerda, em primeiro plano, vemos o ator Nicolas Cage da cintura para cima, um homem branco, aparentando cerca de 60 anos, com cabelos castanhos na lateral da cabeça, barba grisalha e óculos quadrados. Ele veste um suéter marrom e jaqueta preta, e carrega uma mochila nas costas. Ao centro e à direita, em segundo plano atrás do homem, vemos um carro verde escuro com a palavra “LOSER” (perdedor, em português) pichadas em tinta spray rosa claro." width="720" height="440" /><figcaption id="caption-attachment-33173" class="wp-caption-text">Cage, que se tornou rigoroso nos papéis que escolhe nessa fase da carreira, revelou que Paul Matthews é sua melhor atuação até agora – no melhor filme que já fez (Foto: California Filmes)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">O ponto de partida onírico de </span><i><span style="font-weight: 400;">O Homem dos Sonhos </span></i><span style="font-weight: 400;">abre espaço para abusar da criatividade. Se os </span><a href="https://personaunesp.com.br/twin-peaks-30-anos/"><span style="font-weight: 400;">sonhos</span></a><span style="font-weight: 400;"> são o local onde tudo pode acontecer, a produção coloca Cage no centro de toda essa irracionalidade. O motivo do homem pipocar no subconsciente das filhas e conhecidos, primeiro, e depois no de pessoas desconhecidas sequer precisa de uma explicação – o deslumbramento vem justamente do que ele pode fazer dentro desse espaço sem regras. Parece o sonho de qualquer cineasta e espectador deixar a imaginação correr livre, sem as amarras do real.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Nisso,</span> <span style="font-weight: 400;">Nicolas Cage (merecedor da indicação como Melhor Ator de Comédia ou Musical no </span><a href="https://personaunesp.com.br/tag/globo-de-ouro/"><span style="font-weight: 400;">Globo de Ouro</span></a><span style="font-weight: 400;"> de 2023) transita entre o drama e a comédia, com uma direção e roteiro de Kristoffer Borgli que o dá liberdade para fazê-lo. Paul é apresentado como um homem desinteressante, um professor universitário que não consegue prender a atenção da turma, um acadêmico que não atinge seu potencial completo (ele tem um livro pronto, falta só sentar para escrevê-lo), um pai chato e um marido sem muita paixão. O sonho poderia ser o espaço onde o protagonista – mesmo que uma versão dele no subconsciente das pessoas – escaparia da mediocridade, mas até assim ele é passivo, mais observando do que tomando parte nas ações. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Até que isso muda. O </span><a href="https://personaunesp.com.br/the-nowhere-inn-critica/"><span style="font-weight: 400;">onírico</span></a><span style="font-weight: 400;"> atinge seu auge quando Paul, já familiar aos sonhos do mundo inteiro, toma atitude – claro, apenas no subconsciente, já que na vida real ele continua patético. A escalada à fama é indesejada inicialmente, mas começa a tomar forma conforme o protagonista enxerga as vantagens disso. Nicolas Cage brilha ao dar vida a um homem mediano alçado ao status de celebridade repentinamente, deslumbrado com a atenção, sem deixar de agir desconcertado e inapto à situação. Em uma das cenas mais cômicas do longa, o personagem aceita se reunir com uma agência de publicidade. Enquanto os marqueteiros querem usar sua imagem para fazer comerciais da </span><i><span style="font-weight: 400;">Sprite</span></i><span style="font-weight: 400;">, ele quer aproveitar para promover seu livro sobre… plantas?</span></p>
<figure id="attachment_33172" aria-describedby="caption-attachment-33172" style="width: 912px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-33172" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/04/image3.png" alt="Cena do filme O Homem dos Sonhos. A cena se passa em um local fechado, em que é possível ver paredes de madeira e estantes com livros ao fundo. À direita, vemos Nicolas Cage do tronco para cima. Ele é um homem branco, aparentando cerca de 60 anos, com cabelos castanhos na lateral da cabeça, barba grisalha, vestindo óculos quadrados, camisa listrada azul e cinza, gravata azul lisa e um paletó azul escuro. Ele está com a mão direita à frente do peito, mostrando uma luva característica do personagem Freddy Krueger, uma estrutura de metal com unhas afiadas." width="912" height="569" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/04/image3.png 912w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/04/image3-800x499.png 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/04/image3-768x479.png 768w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-33172" class="wp-caption-text">O Homem dos Sonhos é a estreia do norueguês Kristoffer Borgli em inglês; o diretor acredita que a ficção seja o espaço para investigar “aspectos sombrios ou disfuncionais” da vida moderna (Foto: California Filmes)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">Nas mãos de Borgli, a primeira metade do filme cria expectativa para o quão longe </span><i><span style="font-weight: 400;">O Homem dos Sonhos </span></i><span style="font-weight: 400;">pode chegar. Tratando-se do campo imaginário, nem o céu é o limite. A trajetória desanda quando a sequência coloca os pés no chão. Ao invés de extrapolar o absurdo dos sonhos, algo que faria sentido dentro do selo da</span> <a href="https://personaunesp.com.br/tag/a24/"><i><span style="font-weight: 400;">A24</span></i></a> <span style="font-weight: 400;">e da produção de </span><a href="https://personaunesp.com.br/critica-hereditario/"><span style="font-weight: 400;">Ari Aster</span></a><span style="font-weight: 400;">, o longa toma um caminho comum de abordar as consequências da fama no dia a dia de uma pessoa comum.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Ao passo que a versão imaginária de Paul passa a agir como o completo oposto da versão real, alunos, colegas de trabalho e pessoas na internet passam a acusá-lo por suas ações – que, na verdade, ele nunca chegou a fazer, elas apenas sonharam. Até que ponto o protagonista é responsável por aquilo que fizeram dele? A cultura do cancelamento e os </span><a href="https://personaunesp.com.br/bodies-bodies-bodies-critica/"><span style="font-weight: 400;">hábitos de consumo</span></a><span style="font-weight: 400;"> da nova geração viram o centro de </span><i><span style="font-weight: 400;">Dream Scenario</span></i><span style="font-weight: 400;">, desperdiçando o potencial de continuar fora da caixinha.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Não que isso </span><span style="font-weight: 400;">arruíne</span><span style="font-weight: 400;"> tudo que foi construído até ali. Com a liderança de Cage, Paul vira um personagem tosco, perdido dentro do que ele próprio almejou, algo simultaneamente cômico e dramático de se assistir. O debate até chega a promover a reflexão das consequências da celebrização e de levar a </span><a href="https://personaunesp.com.br/regra-34-critica/"><span style="font-weight: 400;">internet ao extremo</span></a><span style="font-weight: 400;">, mas perde a força em se contentar com uma discussão repetitiva. </span></p>
<figure id="attachment_33171" aria-describedby="caption-attachment-33171" style="width: 1400px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-33171" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/04/image2.png" alt="Cena do filme O Homem dos Sonhos. A cena é em plano aberto e se passa em uma rua vazia, durante a noite, com árvores e folhas no chão ao fundo. Do lado esquerdo, em segundo plano, vemos uma casa branca com o teto pegando fogo. Ao centro, em primeiro plano, vemos uma mulher branca, aparentando cerca de 60 anos, com cabelos castanhos curtos, vestindo um vestido de cor vinho. Ele está de mãos dadas com Nicolas Cage, um homem branco, aparentando cerca de 60 anos, com cabelos castanhos na lateral da cabeça, barba grisalha e óculos quadrados. Ele veste um terno preto maior do que seu corpo. Do lado direito, ao fundo, vemos algo pegando fogo na rua." width="1400" height="757" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/04/image2.png 1400w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/04/image2-800x433.png 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/04/image2-1024x554.png 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/04/image2-768x415.png 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/04/image2-1200x649.png 1200w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-33171" class="wp-caption-text">No Brasil, O Homem dos Sonhos passou por uma sequência de adiamentos, chegando aos cinemas apenas em Abril (Foto: California Filmes)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">Sem saber muito bem como se concluir, </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=xVebJdrDO_Y"><i><span style="font-weight: 400;">O Homem dos Sonhos</span></i></a> <span style="font-weight: 400;">abraça o personagem que Paul se tornou, deixando o campo onírico de lado em prol de uma sátira aos hábitos de consumo modernos. </span><i><span style="font-weight: 400;">À lá</span></i> <a href="https://personaunesp.com.br/a-hora-do-pesadelo-critica/"><span style="font-weight: 400;">Freddy Krueger</span></a><span style="font-weight: 400;">, Paul Matthews eventualmente some dos sonhos, tão sem explicação quanto entrou. Agora, ele se contenta em ser alguém que passou pelo ciclo da fama completo, da exaltação à decadência do cancelamento, vendo o seu fenômeno ser repercutido como um estudo de caso publicitário. Ao final, é a sequência de Nicolas Cage vestido de David Byrne, salvando a ex-esposa ao som de </span><a href="https://mashable.com/article/dream-scenario-talking-heads-david-byrne-suit"><span style="font-weight: 400;">Talking Heads</span></a><span style="font-weight: 400;">, que lembra que todo o caminho até ali valeu a pena, pelo menos em sonho.</span></p>
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		<title>Fique tranquilo, se gostar de O Exorcista &#8211; O Devoto, você não será possuído</title>
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		<pubDate>Tue, 20 Feb 2024 13:43:47 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Davi Marcelgo O Exorcismo de Emily Rose (2005), Exorcistas do Vaticano (2015), O Exorcismo da Minha Melhor Amiga (2022), O Exorcista do Papa (2023): existem mais filmes de esconjuração do que demônios na vida real. Muitos tentaram replicar o sucesso do clássico de 1973, O Exorcista, outros preferiram distanciar-se e fizeram terror do seu próprio &#8230; <a href="http://personaunesp.com.br/o-exorcista-o-devoto-critica/" class="more-link">Continue lendo<span class="screen-reader-text"> "Fique tranquilo, se gostar de O Exorcista &#8211; O Devoto, você não será possuído"</span></a></p>
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										<content:encoded><![CDATA[<figure id="attachment_32458" aria-describedby="caption-attachment-32458" style="width: 1920px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-32458" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/02/image2-2.png" alt="Foto de cena do filme O Exorcista - O Devoto. Na imagem temos centralizadas, as duas protagonistas do filme, Angela e Katherine. Angela é uma garota na faixa dos 13 anos, ela tem a pele negra, cabelos escuros e veste uma camiseta de listras verticais nas cores roxo e rosa. Katherine está do seu lado direito, ela é uma menina branca e tem o cabelo castanho escuro. O cenário é de um estábulo. As garotas estão sentadas no chão com expressão de assustadas. " width="1920" height="1034" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/02/image2-2.png 1920w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/02/image2-2-800x431.png 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/02/image2-2-1024x551.png 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/02/image2-2-768x414.png 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/02/image2-2-1536x827.png 1536w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/02/image2-2-1200x646.png 1200w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-32458" class="wp-caption-text">A Universal Studios pagou US$ 400 milhões pelos direitos de O Exorcista (Foto: Universal Pictures)</figcaption></figure>
<p><b>Davi Marcelgo</b></p>
<p><i><span style="font-weight: 400;">O Exorcismo de Emily Rose </span></i><span style="font-weight: 400;">(2005), </span><i><span style="font-weight: 400;">Exorcistas do Vaticano </span></i><span style="font-weight: 400;">(2015), </span><a href="https://www.planocritico.com/critica-o-exorcismo-da-minha-melhor-amiga-de-grady-hendrix/"><i><span style="font-weight: 400;">O Exorcismo da Minha Melhor Amiga</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> (2022),</span> <a href="https://www.omelete.com.br/filmes/criticas/o-exorcista-do-papa"><i><span style="font-weight: 400;">O Exorcista do Papa</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> (2023): existem mais filmes de esconjuração do que demônios na vida real. Muitos tentaram replicar o sucesso do clássico de 1973, </span><i><span style="font-weight: 400;">O Exorcista</span></i><span style="font-weight: 400;">, outros preferiram distanciar-se e fizeram terror do seu próprio jeito; mas ano vai, ano vem e o ato profano de William Friedkin continua irretocável. Em 2023, com a mais nova sequência, o dogma não muda. </span></p>
<p><span id="more-32457"></span></p>
<p><i><span style="font-weight: 400;">O Exorcista: O Devoto </span></i><span style="font-weight: 400;">(2023), no original com o subtítulo </span><i><span style="font-weight: 400;">Believe</span></i><span style="font-weight: 400;">r, é uma história de dois nomes: </span><i><span style="font-weight: 400;">O Exorcista</span></i><span style="font-weight: 400;"> e David Gordon Green. Ele é diretor da nova sequência e também da </span><a href="https://www.omelete.com.br/terror/halloween-ends-fas-vao-ficar-bravos"><span style="font-weight: 400;">controversa</span></a><span style="font-weight: 400;"> última </span><a href="https://personaunesp.com.br/halloween-2018-critica/"><span style="font-weight: 400;">trilogia de </span><i><span style="font-weight: 400;">Halloween</span></i></a> <span style="font-weight: 400;">(2018-2022), enquanto o primeiro é o clássico unânime de terror, considerado obra-prima. Diante disso, surge a polêmica: um diretor com histórico de destruir uma franquia amada, que também é oriunda de um cineasta com clássicos prestigiados, &#8211; </span><i><span style="font-weight: 400;">Halloween</span></i><span style="font-weight: 400;"> de </span><a href="https://personaunesp.com.br/o-enigma-de-outro-mundo-40-anos/"><span style="font-weight: 400;">John Carpenter</span></a><span style="font-weight: 400;"> &#8211; assume a missão de costurar uma túnica moderna para a obra. Então, qualquer alarde ressoa até o inferno. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O novo </span><i><span style="font-weight: 400;">Exorcista</span></i><span style="font-weight: 400;"> é uma continuação direta do filme de 1973, desconsiderando prelúdios e sequências que vieram depois dele, assim como aconteceu com a trilogia de Michael Myers. Na trama, as amigas Angela Fielding (Lydia Jewett) e Katherine (Olivia Marcum) são possuídas pelo demônio após tentar contato com a mãe de Fielding, que já faleceu. Quando as coisas chegam ao extremo, o cético Victor Fielding (</span><a href="https://personaunesp.com.br/glass-onion-critica/"><span style="font-weight: 400;">Leslie Odom Jr.</span></a><span style="font-weight: 400;">) precisa ter fé para salvar sua filha.</span></p>
<figure id="attachment_32460" aria-describedby="caption-attachment-32460" style="width: 1304px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-32460" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/02/image5-1.png" alt="Foto de cena do filme O Exorcista - O Devoto. Na imagem temos centralizadas, as duas protagonistas do filme, Angela e Katherine. Angela é uma garota na faixa dos 13 anos, ela tem a pele negra e cabelos escuros. Katherine está do seu lado direito, ela é uma menina branca e tem o cabelo castanho escuro. As garotas estão sentadas com o pescoço virado para baixo no sentido oposto do corpo, no rosto elas possuem marcas de cruz, cortes e hematomas." width="1304" height="702" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/02/image5-1.png 1304w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/02/image5-1-800x431.png 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/02/image5-1-1024x551.png 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/02/image5-1-768x413.png 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/02/image5-1-1200x646.png 1200w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-32460" class="wp-caption-text">Christopher Nelson foi o responsável pelas maquiagens do filme (Foto: Universal Pictures)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">O ponto crucial é que O</span><i><span style="font-weight: 400;"> Devoto</span></i><span style="font-weight: 400;"> está longe de ser uma heresia, tampouco destrói o material original. Pelo contrário, ele faz homenagem. Ao abrir o longa com dois cães brigando, referencia o trabalho de Friedkin e, de certa forma, mantém as temáticas também. Ao mesmo tempo, Gordon Green tenta ser um pouco diferente, o que é deleitoso porque deixa marcas autorais. Porém, nesse segundo traço, a mente por trás do filme perde a mão e repete os frequentes problemas das </span><a href="https://www.legiaodosherois.com.br/2022/sequencia-reboot-remake-requel-diferencas.html"><i><span style="font-weight: 400;">requels</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> e dos recentes filmes de terror hollywoodianos.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Ellen Burstyn retorna à franquia depois de 50 anos, reprisando seu papel como Chris MacNeil, mãe de Regan (Linda Blair) &#8211; a garota possuída em 1973. MacNeil tem o mesmo tratamento que outras protagonistas clássicas em </span><a href="https://personaunesp.com.br/star-wars-sem-inspiracao-na-forca/"><span style="font-weight: 400;">sequências-legado</span></a><span style="font-weight: 400;">. Por homenagem, coesão de universo ou para apelar à nostalgia ao público, essas continuações trazem de volta personagens do primeiro filme ou da primeira trilogia &#8211; </span><a href="https://observatoriodocinema.uol.com.br/streaming/netflix/novo-massacre-da-serra-eletrica-e-sequencia-ou-reboot/"><span style="font-weight: 400;">mesmo que as atrizes já estejam mortas</span></a><span style="font-weight: 400;"> &#8211; e quase sempre ceifam suas vidas ou dão pouquíssimo tempo de tela. </span></p>
<figure id="attachment_32462" aria-describedby="caption-attachment-32462" style="width: 950px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-32462" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/02/image3-1.png" alt="Foto de cena do filme O Exorcista - O Devoto. Na imagem há dois personagens: Victor e Chris. Eles estão conversando. Ela está do lado direito, veste um casaco bege e uma blusa branca de gola alta. Ela é uma mulher na faixa dos 90 anos, branca e com cabelos brancos. Victor está do lado esquerdo, de frente para Chris. Ele é um homem preto na faixa dos 40 anos, ele veste uma jaqueta jeans com botões, por dentro ele está com uma camisa social cinza. Sua pele é preta, seu cabelo é curto e com a curvatura mais fechada. " width="950" height="396" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/02/image3-1.png 950w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/02/image3-1-800x333.png 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/02/image3-1-768x320.png 768w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-32462" class="wp-caption-text">Ellen Burstyn recusou retornar ao universo de O Exorcista em todas as sequências e esta é a primeira vez em 50 anos em que ela aceita o convite (Foto: Universal Pictures)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">Chris MacNeil fica de escanteio, com duas ou três participações e depois some da câmera. Em entrevista ao </span><a href="https://www.hollywoodreporter.com/movies/movie-news/ellen-burstyn-exorcist-sequel-actors-studio-1235206864/"><i><span style="font-weight: 400;">The Hollywood Reporter</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, Burstyn revelou que gravou outras cenas para a sequência </span><i><span style="font-weight: 400;">The Exorcist: Deceiver</span></i><span style="font-weight: 400;">,</span> <span style="font-weight: 400;">que tinha a data de lançamento prevista para 2025, mas que foi substituída pela estreia do filme biográfico sobre o rei do </span><i><span style="font-weight: 400;">pop</span></i><span style="font-weight: 400;"> Michael Jackson. Junto a isso, David Gordon Green não está mais no comando dos próximos filmes de </span><i><span style="font-weight: 400;">O Exorcista</span></i><span style="font-weight: 400;">,</span><span style="font-weight: 400;"> de acordo com uma </span><a href="https://deadline.com/2024/01/the-exorcist-the-deciever-david-gordon-green-departs-new-director-search-1235718424/"><span style="font-weight: 400;">matéria de Janeiro de 2024</span></a><span style="font-weight: 400;">. Então, a participação da atriz pode ou não acontecer. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O motivo desse pouco tempo de tela ainda é nebuloso. Argumentar que ela já alcançou certa idade &#8211; tem 91 anos &#8211; e tem problemas para atuar até seria válido se a atriz não tivesse concedido uma entrevista ao </span><a href="https://www.interviewmagazine.com/film/ellen-burstyn-tells-christopher-meloni-all-of-her-secrets"><i><span style="font-weight: 400;">Interview</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> dizendo que este é o momento mais ocupado da carreira dela. A veterana está em outros projetos, como </span><a href="https://www.omelete.com.br/series-tv/law-and-order-organized-crime-ellen-burstyn"><i><span style="font-weight: 400;">Law &amp; Order: Organized Crime</span></i></a><span style="font-weight: 400;">.</span> <span style="font-weight: 400;">Na mesma entrevista, ela também arranca elogios ao diretor David Gordon Green. </span></p>
<figure id="attachment_32461" aria-describedby="caption-attachment-32461" style="width: 1160px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-32461" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/02/image1-1.png" alt="O Exorcista - O Devoto. Na imagem, a personagem Angela está centralizada sendo exorcizada por um grupo de pessoas. Ela está chorando, com a cabeça erguida para cima. Angela é uma garota na faixa dos 13 anos, ela tem a pele negra e cabelos escuros.  O personagem Victor está na frente de Angela, de costas, segurando seu pescoço. Ele é um homem na faixa dos 40 anos. Sua pele é preta, seu cabelo é curto e com a curvatura mais fechada. " width="1160" height="580" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/02/image1-1.png 1160w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/02/image1-1-800x400.png 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/02/image1-1-1024x512.png 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/02/image1-1-768x384.png 768w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-32461" class="wp-caption-text">O Exorcista: O Devoto arrecadou US$ 137 milhões ao redor do mundo (Foto: Universal Pictures)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">Outra armadilha que a </span><a href="https://personaunesp.com.br/invocacao-do-mal-3-critica/"><span style="font-weight: 400;">nova geração de horror cai</span></a><span style="font-weight: 400;"> é a de se assemelhar aos filmes da </span><i><span style="font-weight: 400;">Marvel</span></i><span style="font-weight: 400;">. Em certos momentos, a edição de Timothy Alverson e direção parecem estar criando uma </span><a href="https://youtu.be/7yy46S39tZU?si=rkUQrIAukMrSwlj7"><span style="font-weight: 400;">iniciativa Vingadores</span></a><span style="font-weight: 400;"> versão representantes religiosos, se afastando do terror e se possuindo pela nova onda de Hollywood. O conteúdo se transforma numa dicotomia ao invés de se aprofundar no medo e seus temas que diferem gêneros. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Por outro lado, a aposta nesse tipo de construção eleva personagens e soou positivamente. A </span><i><span style="font-weight: 400;">requel</span></i><span style="font-weight: 400;"> subverte expectativas antes de se tornar uma </span><a href="https://www.uol.com.br/splash/noticias/2023/10/10/novo-exorcista-nao-quer-te-assustar-ele-quer-te-converter.htm"><span style="font-weight: 400;">cartilha de moralismos</span></a><span style="font-weight: 400;">, pregando sustos que te fazem pular da poltrona. Ele também provoca desconfortos físicos: a cena do interrogatório no hospital após as meninas serem encontradas é sufocante. Uma das sequências no hospital executa uma montagem excelente com cortes rápidos, muito movimento e com enfermeiros e policiais fazendo perguntas para as crianças, colocando o espectador para dentro daquela experiência desconfortável que as meninas estão sentindo. A cena lembra a angústia de Regan passando por exames médicos invasivos. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Quando se trata de medos, David Gordon Green reage aos estímulos estadunidenses. Em </span><a href="https://youtu.be/ek1ePFp-nBI?si=p-dyGaVMHJFCcZBv"><i><span style="font-weight: 400;">Halloween</span></i><span style="font-weight: 400;"> (2018)</span></a><span style="font-weight: 400;">, ele tece críticas à cultura do espetáculo, trauma e superação. Em </span><i><span style="font-weight: 400;">O Exorcista &#8211; O Devoto </span></i><span style="font-weight: 400;">não é diferente, e o diretor e roteirista pincela temas de falsa moral religiosa e prática do bem. Praticando a continuidade da ideia de que o mal está para além do demônio, está em todas as partes, conecta o primeiro </span><i><span style="font-weight: 400;">take </span></i><span style="font-weight: 400;">do filme à cena dos cães no original. O escritor faz menção a cena de 1973 e traz sua visão já estabelecida para a nova sequência.</span></p>
<figure id="attachment_32459" aria-describedby="caption-attachment-32459" style="width: 1200px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-32459" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/02/image4-1.png" alt="Cena do filme O Exorcista (1973). Na imagem, há tons de azul escuro, névoa e muita sombra. A personagem Regan está ajoelhada em sua cama, de costas, no lado direito da foto. A sua esquerda tem uma estátua de demônio feita de pedra. Ele é magro, tem o rosto com um formato semelhante ao de dragões, dentes grandes para fora da boca. Ele também possui asas que lembram o formato de borboletas. " width="1200" height="675" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/02/image4-1.png 1200w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/02/image4-1-800x450.png 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/02/image4-1-1024x576.png 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/02/image4-1-768x432.png 768w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-32459" class="wp-caption-text">O filme de 1973 levou duas estatuetas do Oscar para a casa, nas categorias de Melhor Roteiro Adaptado e Melhor Mixagem de Som (Foto: Warner Bros.)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">Esperamos sempre que filmes sejam obras-primas absolutas, divisores de águas, filmaços (ou pelo menos deveríamos), mas o resultado nem sempre é esse. </span><i><span style="font-weight: 400;">O Devoto</span></i><span style="font-weight: 400;"> está no meio dessas tantas produções que vamos </span><a href="https://www.omelete.com.br/filmes/criticas-o-exorcista-o-devoto-sequencia"><span style="font-weight: 400;">esquecer</span></a><span style="font-weight: 400;"> em pouco tempo ou que será fortemente lembrado porque paira a sombra de uma apoteose audiovisual. O destino real, só o tempo dirá. O futuro da nova trilogia segue incerto e procura por um diretor para redigir esta missa. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Ao final do dia, </span><i><span style="font-weight: 400;">O Exorcista &#8211; O Devoto </span></i><span style="font-weight: 400;">é só mais um filme de possessão. A obra não vai estabelecer paradigmas igual o antecessor, tampouco apavorar gerações. Daqui a 20 anos, veremos mais uma versão de</span><i><span style="font-weight: 400;"> O Exorcista</span></i><span style="font-weight: 400;">, </span><i><span style="font-weight: 400;">Halloween</span></i><span style="font-weight: 400;">, </span><a href="https://personaunesp.com.br/panico-25-anos/"><i><span style="font-weight: 400;">Pânic</span></i><span style="font-weight: 400;">o</span></a><span style="font-weight: 400;"> e</span><a href="https://personaunesp.com.br/a-hora-do-pesadelo-critica/"> <i><span style="font-weight: 400;">Hora do Pesadelo</span></i></a> <span style="font-weight: 400;">(que incrivelmente está na geladeira </span><a href="https://cinemacomrapadura.com.br/criticas/159850/a-hora-do-pesadelo/"><span style="font-weight: 400;">desde 2010</span></a><span style="font-weight: 400;">) e de outros clássicos. Mesmo assim, os originais continuam ali, como uma Bíblia para os fãs de horror, e aos novos entusiastas, prontos para pregar sustos geracionais. </span></p>
<div class="jetpack-video-wrapper"><iframe loading="lazy" title="O EXORCISTA - O DEVOTO | Trailer 2 Oficial (Universal Studios) - HD" width="840" height="473" src="https://www.youtube.com/embed/rf3KTNQ8T9c?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen></iframe></div>
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