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	<title>Arquivos Sadie Sink &#8211; Persona | Jornalismo Cultural</title>
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	<description>Desde 2015 provando que a distância entre Bergman, Lady Gaga e a novela das 9 nem existe.</description>
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		<title>Em Homem-Aranha: Um Novo Dia todos se esqueceram de Peter Parker, incluindo o próprio</title>
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		<pubDate>Wed, 05 Aug 2026 20:23:19 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Aviso: Este texto contém spoilers Stephanie Cardoso O que torna uma interpretação do Homem-Aranha realmente marcante? Em menos de 20 anos, o amado amigão da vizinhança já teve três adaptações cinematográficas completamente diferentes entre si. A primeira – e a mais referenciada – teve Tobey Maguire no papel principal, trazendo uma versão que ficou eternizada &#8230; <a href="http://personaunesp.com.br/critica-homem-aranha-um-novo-dia/" class="more-link">Continue lendo<span class="screen-reader-text"> "Em Homem-Aranha: Um Novo Dia todos se esqueceram de Peter Parker, incluindo o próprio"</span></a></p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p><b><i>Aviso: </i></b><i><span style="font-weight: 400;">Este texto contém spoilers</span></i></p>
<figure id="attachment_37425" aria-describedby="caption-attachment-37425" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img fetchpriority="high" decoding="async" class="size-full wp-image-37425" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2026/08/image2-1.jpg" alt="Cena do filme Homem-Aranha: Um Novo Dia. Na imagem, um jovem branco de cabelos castanhos curtos e molhados, com o rosto suado, veste um moletom verde com capuz sob uma jaqueta escura. Ele está em um ambiente com paredes de concreto ao fundo." width="800" height="450" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2026/08/image2-1.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2026/08/image2-1-768x432.jpg 768w" sizes="(max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-37425" class="wp-caption-text">O Homem-Aranha de Tom Holland volta a sua essência dos quadrinhos com este novo filme (Foto: Sony Pictures)</figcaption></figure>
<p><b>Stephanie Cardoso</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O que torna uma interpretação do Homem-Aranha realmente marcante? Em menos de 20 anos, o amado amigão da vizinhança já teve três adaptações cinematográficas completamente diferentes entre si. A primeira – e a mais referenciada – teve </span><a href="https://personaunesp.com.br/homem-aranha-2-20-anos/"><span style="font-weight: 400;">Tobey Maguire</span></a><span style="font-weight: 400;"> no papel principal, trazendo uma versão que ficou eternizada na mente do público. Já a segunda trouxe </span><a href="https://personaunesp.com.br/tick-tick-boom-critica/"><span style="font-weight: 400;">Andrew Garfield</span></a><span style="font-weight: 400;"> no papel do herói aracnídeo e, apesar de interpretar o mesmo personagem, apresentou uma proposta bastante diferente. Anunciado em 2015, </span><a href="https://youtu.be/Y8l37bHNp1U?si=T3EP8XYoMvEGmYRT"><span style="font-weight: 400;">Tom Holland</span></a><span style="font-weight: 400;"> teve que encarar o desafio de ser o terceiro intérprete do famoso super-herói. O desafio não era pequeno, principalmente porque o público já tinha uma visão muito bem definida do que esperava de um bom filme do Cabeça de Teia.</span></p>
<p><span id="more-37423"></span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Entre as principais críticas à versão de Holland, destacava-se sua postura quase como um pupilo do </span><a href="https://youtu.be/2G-B5upjLjM?si=Cmhrw-l8VGwOxp27"><span style="font-weight: 400;">Homem de Ferro</span></a><span style="font-weight: 400;">, vivendo uma jornada considerada mais fácil quando comparada à de seus antecessores ou até mesmo à dos quadrinhos. Como resposta, o final de </span><a href="https://personaunesp.com.br/homem-aranha-sem-volta-para-casa-critica/"><i><span style="font-weight: 400;">Homem-Aranha: Sem Volta Para Casa</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> (2021) entregou um desfecho agridoce para o personagem. Depois de perder tudo, Peter Parker precisou recomeçar do zero, completamente sozinho. Anos depois, o novo longa apresenta um protagonista que sobrevive, mas não vive de verdade. Sem amigos, sem família e sem ninguém que se lembre de quem ele é, resta apenas uma rotina marcada pela solidão, pelo trabalho como vigilante e pela tentativa constante de preencher um vazio que parece não ter fim.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">É justamente nessa fase tão difícil da vida do personagem que a narrativa encontra o tom para entregar, sem dúvidas, o melhor filme da franquia atual. A </span><a href="https://www.boweryboyshistory.com/2026/07/tour-new-york-city-55-years-spider-man-comic-book-covers.html"><span style="font-weight: 400;">Nova York</span></a><span style="font-weight: 400;"> apresentada aqui parece mais viva do que nunca, muito por causa do trabalho do </span><a href="https://personaunesp.com.br/homem-aranhaverso-critica/"><span style="font-weight: 400;">Homem-Aranha</span></a><span style="font-weight: 400;">. Mas, por trás disso, existe alguém que usa a máscara não apenas para proteger as pessoas, e sim também para fugir da própria realidade. A obra constrói uma interessante linha de raciocínio sobre a perda da identidade: para não encarar uma vida em que ninguém lembra seu nome, Peter deixa de viver como uma pessoa comum e passa a existir apenas como sua versão heróica. Aos poucos, o uniforme deixa de ser apenas um símbolo de heroísmo e se transforma na única forma que encontra para continuar seguindo em frente.</span></p>
<div class="jetpack-video-wrapper"><iframe title="CH Entrevista: Zendaya, Tom Holland e Destin Daniel Cretton revelam detalhes de Homem-Aranha" width="840" height="473" src="https://www.youtube.com/embed/w1iiiQOWwjI?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen></iframe></div>
<p><span style="font-weight: 400;">Um dos maiores acertos da direção de </span><a href="https://youtu.be/5p1b4g38xL8?si=YCvdGzTkLBuqAu2a"><span style="font-weight: 400;">Destin Daniel Cretton</span></a><span style="font-weight: 400;"> – o mesmo diretor de </span><a href="https://personaunesp.com.br/shang-chi-e-a-lenda-dos-dez-aneis-critica/"><i><span style="font-weight: 400;">Shang Chi e a Lenda dos Dez Anéis</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> (2021) – está na forma como o longa coloca o público ao lado do protagonista. Assumindo a franquia após a saída de </span><a href="https://www.omelete.com.br/homem-aranha/homem-aranha-4-jon-watts-explica-porque-nao-volta"><span style="font-weight: 400;">Jon Watts</span></a><span style="font-weight: 400;">, Cretton consegue fazer com que a câmera, os enquadramentos e o ritmo das cenas ajudem a transmitir exatamente o que Parker está sentindo. Ao mesmo tempo, a cidade deixa de ser apenas um cenário e volta a funcionar como parte importante da narrativa, fazendo com que o herói pareça realmente pertencer à cidade. A cena de abertura em que o herói luta com vários vilões diferentes, faz claras </span><a href="https://www.instagram.com/reel/Dblt-Y0jesv/?utm_source=ig_web_button_share_sheet"><span style="font-weight: 400;">referências</span></a><span style="font-weight: 400;"> aos quadrinhos e reforça a sensação de que este é, finalmente, o super-herói que muitos esperavam ver nas telas. Em nada adianta apenas fazer alusão às HQ &#8216;s, quando não se traz a essência do personagem para a tela. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Outro aspecto que merece destaque é a trilha sonora de </span><a href="https://youtu.be/BD3yPEL2fWg?si=u0_YcrJwUaOUKizv"><span style="font-weight: 400;">Michael Giacchino</span></a><span style="font-weight: 400;">. A música sabe exatamente quando crescer e quando dar espaço para que o silêncio fale por si. A cena na qual Peter leva MJ para casa após uma conversa devastada é um bom exemplo de quando a quietude do momento é bem aproveitada. O roteiro de Erik Sommers e Chris McKenna também acerta ao transformar essa crise de identidade no principal motor da evolução do personagem. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Pela primeira vez na franquia estrelada por Tom Holland, o amadurecimento acontece de forma realmente convincente. Seu crescimento não vem apenas das perdas que sofreu, mas das escolhas que precisa fazer diante delas. O conflito deixa de ser apenas derrotar um vilão e passa a ser encontrar um equilíbrio entre a responsabilidade de salvar pessoas e o direito de viver a própria vida. Essa talvez seja a melhor evolução de Peter Parker nos quatro filmes. Esse amadurecimento também transparece na atuação. Sua interpretação funciona tanto nos momentos mais silenciosos quanto nas cenas de maior carga emocional, mostrando o cansaço físico e emocional de alguém que já não consegue separar sua vida da missão de ser o </span><a href="https://youtu.be/__vLZslytN0?si=woxrIY16ODQpSow7"><span style="font-weight: 400;">Homem-Aranha</span></a><span style="font-weight: 400;">.</span></p>
<figure id="attachment_37426" aria-describedby="caption-attachment-37426" style="width: 640px" class="wp-caption alignnone"><img decoding="async" class="size-full wp-image-37426" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2026/08/image3-1.png" alt="Cena do filme Homem-Aranha: Um Novo Dia. Na imagem, uma jovem branca de cabelos longos e ruivos está ao ar livre, em um parque durante o dia. Ela veste um blusão azul-escuro, mantém os braços cruzados e olha para a câmera. Ao fundo, há árvores e uma área gramada desfocadas." width="640" height="359" /><figcaption id="caption-attachment-37426" class="wp-caption-text">Após o final de Stranger Things, Sadie Sink faz a sua estreia no MCU com uma personagem chave dos quadrinhos (Foto: Sony Pictures)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">Pode-se dizer que o grande mistério desta vez era descobrir quem seria a personagem de </span><a href="https://youtu.be/hI7id8V3X2w?si=V6Jl-1XG5XWBK-Gl"><span style="font-weight: 400;">Sadie Sink</span></a><span style="font-weight: 400;">. Desde o anúncio de sua escalação, em 2025, a internet passou meses criando teorias sobre seu papel. Os rumores iam desde Jean Grey até personagens pouco prováveis, como a Garota Esquilo. Quando a revelação finalmente acontece, dificilmente surpreende quem acompanhou essas especulações. Ainda assim, isso não é nem um pouco um problema. O impacto não está em esconder sua identidade e sim no significado que ela </span><a href="https://time.com/article/2026/07/29/spider-man-brand-new-day-jean-grey-x-men/"><span style="font-weight: 400;">representa</span></a><span style="font-weight: 400;"> para o futuro do Universo Cinematográfico da Marvel.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Interpretando Jean Grey, Sink entrega uma das melhores atuações e rapidamente se torna um dos destaques. A atriz consegue transmitir a força e a vulnerabilidade que sempre marcaram a heroína nos quadrinhos, fazendo com que sua presença vá muito além de um simples gancho para o futuro da </span><i><span style="font-weight: 400;">Marvel</span></i><span style="font-weight: 400;">. Mesmo sem explorar todo o potencial da mutante, nos é apresentada uma versão bastante promissora e que estabelece as bases para a chegada dos </span><a href="https://personaunesp.com.br/x-men-60-anos-artigo/"><span style="font-weight: 400;">X-Men</span></a><span style="font-weight: 400;">. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Sua química com Tom Holland funciona de forma natural e contribui para alguns dos melhores momentos. Uma das cenas de maior destaque acontece quando </span><a href="https://nexuspointnews.com/who-is-jean-grey-heres-everything-you-need-to-know/"><span style="font-weight: 400;">Jean</span></a><span style="font-weight: 400;"> entra na mente de Peter e os dois têm uma conversa que sintetiza o principal conflito da história. Um entende a dor do outro, sendo marcados e assombrados pelas mortes de pessoas importantes para cada um. Ao enxergar tudo o que ele vem carregando nos ombros desde os acontecimentos do </span><a href="https://youtu.be/JfVOs4VSpmA?is=ksM36cyMEKHFdGff"><span style="font-weight: 400;">último filme</span></a><span style="font-weight: 400;">, ela faz com que o protagonista finalmente encare a dor que passou tanto tempo tentando esconder atrás da máscara. É uma sequência íntima, que funciona muito mais pela sensibilidade do que pelos poderes da telepata.</span></p>
<div class="jetpack-video-wrapper"><iframe loading="lazy" title="Tom Holland, Zendaya &amp; Jacob Batalon Play Would You Rather" width="840" height="473" src="https://www.youtube.com/embed/HHI9ovCKRpA?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen></iframe></div>
<p><span style="font-weight: 400;">Enquanto isso, MJ e Ned (Jacob Batalon) acabam ocupando um espaço menor do que muitos poderiam imaginar. </span><a href="https://youtu.be/xlJP1v2j34I?si=8RpGc-Z_AdwhlAP-"><span style="font-weight: 400;">Zendaya</span></a><span style="font-weight: 400;"> continua muito bem no papel e entrega cenas carregadas de emoção ao lado do protagonista. A </span><a href="https://youtu.be/z_k1UGy4-qU?si=hoZhRVqodyqQAGNA"><span style="font-weight: 400;">conexão</span></a><span style="font-weight: 400;"> entre os dois permanece convincente justamente porque o público acompanhou a construção desse relacionamento ao longo dos filmes anteriores. No entanto, ela acaba funcionando mais como uma lembrança da vida que foi perdida do que como alguém realmente importante para os acontecimentos da história. Ainda assim, cada interação entre os dois carrega um peso emocional que reforça tudo o que foi tirado do personagem desde os acontecimentos de </span><i><span style="font-weight: 400;">Sem Volta Para Casa</span></i><span style="font-weight: 400;">.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O grande mérito do roteiro está em mostrar que o verdadeiro conflito não é derrotar o vilão, mas impedir que </span><a href="https://youtu.be/qnPISGzfZyM?si=qmD9LJub_HfVUThI"><span style="font-weight: 400;">Peter Parker</span></a><span style="font-weight: 400;"> desapareça por completo. Aos poucos, o Homem-Aranha deixa de ser apenas seu alter ego e passa a ocupar praticamente todo o espaço da sua vida. A máscara deixa de representar apenas responsabilidade e se transforma em uma forma de escapar da dor, da solidão e do vazio deixado por quem já não se lembra de sua existência. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Essa proposta encontra seu melhor momento na cena final. A sequência do hospital ao final é simples, porém tem uma carga emocional. O momento funciona como um paralelo direto ao início da obra anterior, quando Peter era visto com desconfiança e responsabilizado por diversas tragédias. Agora, mesmo sem que ninguém saiba quem está por trás da máscara, a cidade finalmente reconhece o símbolo que ele representa. O momento traz tanto ao herói quanto ao público o sentimento de que tudo vai dar certo, e, de que, apesar de tantos obstáculos, </span><a href="https://deadline.com/gallery/spider-man-brand-new-day-cast-characters-mutants-avengers/"><span style="font-weight: 400;">amanhã</span></a><span style="font-weight: 400;"> é um novo dia.</span></p>
<figure id="attachment_37424" aria-describedby="caption-attachment-37424" style="width: 780px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-37424" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2026/08/image1-1.png" alt="Cena do filme Homem-Aranha: Um Novo Dia. Na imagem, uma jovem de cabelos escuros e um jovem de cabelos curtos usando óculos de armação preta estão sentados lado a lado em um sofá, em uma sala iluminada de forma suave. Ambos olham para a frente, enquanto ao fundo é possível ver uma cozinha." width="780" height="438" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2026/08/image1-1.png 780w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2026/08/image1-1-768x431.png 768w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-37424" class="wp-caption-text">A tristeza acompanha Peter todos estes anos, principalmente em relação a Ned e MJ (Foto: Sony Pictures)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">A pergunta feita no início desta crítica era o que torna uma interpretação do </span><a href="https://youtu.be/4z8xSetKd0M?si=sDne7VpAKR_YX221"><span style="font-weight: 400;">Homem-Aranha</span></a><span style="font-weight: 400;"> realmente marcante. Durante anos, cada ator trouxe uma resposta diferente para essa questão. </span><a href="https://youtu.be/DusJt_WJkno?si=uoOvm7GqHKQar7Jj"><span style="font-weight: 400;">Tobey Maguire</span></a><span style="font-weight: 400;"> ficou marcado pelo peso da responsabilidade, </span><a href="https://youtu.be/0zwNZJbM-Gw?si=PSiSc2DEDqB56odf"><span style="font-weight: 400;">Andrew Garfield</span></a><span style="font-weight: 400;"> pela humanidade e pelo lado mais emocional do Cabeça de Teia. Depois de quatro filmes, </span><a href="https://youtu.be/YG5fvuXl1yk?si=VoOK8VT5LCH5n6xt"><span style="font-weight: 400;">Tom Holland</span></a><span style="font-weight: 400;"> finalmente encontra sua própria versão. Ao mostrar um Peter Parker que perdeu tudo, mas todos os dias escolhe fazer a diferença, o ator entrega sua atuação mais completa e ajuda a transformar, este, sem dúvidas, o melhor capítulo de sua franquia.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Além de uma grande obra de super-herói, é uma história genuína sobre identidade e sacrifício. Ao entender que ele só funciona quando nunca deixa seu lado humano de lado, o </span><a href="https://youtu.be/71nZWksYfQg?si=-L5-bgtwHMdvAkKi"><span style="font-weight: 400;">longa</span></a><span style="font-weight: 400;"> entrega uma das interpretações mais interessantes do herói nos cinemas, equilibrando ação e emoção de forma marcante. Ao resgatar sua essência, nos reafirma que não é à toa que o personagem ainda é uma das figuras mais amadas da cultura </span><i><span style="font-weight: 400;">pop</span></i><span style="font-weight: 400;">.</span></p>
<div class="jetpack-video-wrapper"><iframe loading="lazy" title="Homem-Aranha: Um Novo Dia - Trailer Final (A Jornada de Peter) - Dublado" width="840" height="473" src="https://www.youtube.com/embed/bwt2-nyEP0A?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen></iframe></div>
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		<title>A Baleia é um retrato sobre tudo o que nos faz humanos</title>
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		<pubDate>Wed, 08 Mar 2023 12:39:12 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Clara Sganzerla  Moby-Dick, ou The Whale, é um famoso romance publicado em 1851 pelo escritor estadunidense Herman Melville, que conta a famosa saga do capitão Ahab atrás da baleia que arrancou sua perna. A semelhança com A Baleia, um dos filmes mais comentados do Oscar 2023, não é apenas no nome. A nova obra do &#8230; <a href="http://personaunesp.com.br/a-baleia-critica/" class="more-link">Continue lendo<span class="screen-reader-text"> "A Baleia é um retrato sobre tudo o que nos faz humanos"</span></a></p>
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										<content:encoded><![CDATA[<figure id="attachment_30290" aria-describedby="caption-attachment-30290" style="width: 1280px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-30290" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/03/FOTO-1.jpg" alt="Cena do filme The Whale. Na imagem, o personagem do ator Brendan Fraser está dentro de uma casa. Ele está sentado em um sofá, usa uma camiseta cinza e sorri. Ao seu lado direito, há um abajur de luz amarela. A iluminação é baixa e os tons são frios." width="1280" height="720" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/03/FOTO-1.jpg 1280w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/03/FOTO-1-800x450.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/03/FOTO-1-1024x576.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/03/FOTO-1-768x432.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/03/FOTO-1-1200x675.jpg 1200w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-30290" class="wp-caption-text">Além de indicações no Oscar, The Whale recebeu indicações em premiações como Critics Choice Award, Cannes, Globo de Ouro e SAG Awards (Foto: A24)</figcaption></figure>
<p><b>Clara Sganzerla </b></p>
<p><i><span style="font-weight: 400;">Moby-Dick</span></i><span style="font-weight: 400;">, ou </span><i><span style="font-weight: 400;">The Whale</span></i><span style="font-weight: 400;">, é um famoso romance publicado em 1851 pelo escritor estadunidense Herman Melville, que conta a famosa saga do capitão Ahab atrás da baleia que arrancou sua perna. A semelhança com </span><i><span style="font-weight: 400;">A Baleia</span></i><span style="font-weight: 400;">, um dos filmes mais comentados do </span><a href="https://personaunesp.com.br/tag/oscar/"><i><span style="font-weight: 400;">Oscar</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> 2023, não é apenas no nome. A nova obra do diretor </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=nL6vuRrF61w"><span style="font-weight: 400;">Darren Aronofsky</span></a> <span style="font-weight: 400;">nos leva em uma triste trajetória de um outro protagonista atrás de algo que vai além da forma física: uma redenção para si mesmo.</span></p>
<p><span id="more-30287"></span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Na aclamada produção do estúdio </span><a href="https://personaunesp.com.br/tag/a24/"><i><span style="font-weight: 400;">A24</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, somos apresentados a Charlie (Brendan Fraser), um professor universitário que passa seus dias corrigindo redações e suprindo sua falta de perspectiva, afeto e esperança com compulsão alimentar. Em uma jornada acelerada para o seu inevitável fim, acompanhamos o personagem em seus suspiros finais: consumido pela culpa de ter abandonado sua filha para viver um romance, Charlie tira tudo o que resta em si para dar à Ellie (</span><a href="https://personaunesp.com.br/stranger-things-4-critica/"><span style="font-weight: 400;">Sadie Sink</span></a><span style="font-weight: 400;">), uma adolescente submersa na contradição de sentir-se injustiçada pelo abandono paterno e, ainda assim, querer o que lhe foi arrancado tão nova. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Ao dizer tudo de si, é de forma literal. Sobrevivendo com severas consequências de uma condição de obesidade mórbida, o personagem recusa-se a procurar ajuda médica para, no lugar, destinar todas as suas economias ao futuro de sua filha. O que parece ser uma crítica ao </span><a href="https://www.politize.com.br/sistema-de-saude-dos-estados-unidos/"><span style="font-weight: 400;">sistema de saúde</span></a><span style="font-weight: 400;"> público dos Estados Unidos acaba por ser, na verdade, a solução mais plausível que Charlie encontra &#8211; uma conta bancária com mais de 100 mil dólares a fim de colocar um curativo em cima das feridas que ele mesmo causou, mas tentou evitar. Ellie torna-se, então, uma jovem problemática que se esforça para ser apática com toda a sua situação familiar, mas acaba por cair na grosseria e raiva como maquiagem para sua enorme carência.</span></p>
<figure id="attachment_30289" aria-describedby="caption-attachment-30289" style="width: 1000px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-30289" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/03/FOTO-2.png" alt="Uma fotografia do ator Brendan Foster e da atriz Sadie Sink. À direita, Sadie usa brincos e um colar prata, seu cabelo ruivo está solto e ela sorri. À esquerda, temos Brendan vestindo um terno azul marinho com listras douradas, camiseta social branca, gravata azul marinho e um óculos preto de grau de armação quadrada. Brendan também sorri sem mostrar os dentes. Ao fundo, um pôster com as palavras The Whale e A24 em branco. " width="1000" height="563" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/03/FOTO-2.png 1000w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/03/FOTO-2-800x450.png 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/03/FOTO-2-768x432.png 768w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-30289" class="wp-caption-text">A relação conturbada de pai e filha entre os personagens de Fraser e Sink traz diversas reflexões sobre as marcas do abandono parental (Foto: Kristina Bumphrey)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">Enquanto isso, vemos nos olhos de Liz (interpretada brilhantemente por </span><a href="https://www.nytimes.com/2023/02/22/movies/hong-chau-the-whale-oscars.html"><span style="font-weight: 400;">Hong Chau</span></a><span style="font-weight: 400;">) o desespero palpável de não conseguir salvar seu amigo de sua jornada de autodestruição para vê-lo afundar em uma dor que também é sua: o luto pelo seu irmão Alex, namorado de Charlie. O motivo da morte acende uma importante e dolorosa discussão sobre a aversão de determinadas </span><a href="https://tab.uol.com.br/gays-e-religiao/"><span style="font-weight: 400;">igrejas</span></a><span style="font-weight: 400;"> ao grupo </span><a href="https://personaunesp.com.br/close-critica/"><span style="font-weight: 400;">LGBTQIAP+</span></a><span style="font-weight: 400;">. Isso porque a recusa do relacionamento homoafetivo entre os dois pela família foi um dos motivos para o suicídio de Alex, que fugiu de um casamento arranjado pelo pai para viver seu verdadeiro amor.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A direção de </span><a href="https://personaunesp.com.br/mae-filme-critica/"><span style="font-weight: 400;">Aronofsky</span></a><span style="font-weight: 400;">, como de costume, divide opiniões. Desde a maneira de retratar os episódios de compulsão alimentar até o próprio olhar ao protagonista, entramos em uma linha tênue. Para uns, faltou sensibilidade e respeito ao retratar Charlie. Para outros, não haveria outra forma de tê-lo tornado mais humano do que mostrando tudo aquilo que ele quer esconder. No entanto, talvez essa tenha sido a intenção do diretor: polemizar o suficiente para pensarmos sobre o assunto, para a discussão perdurar além dos cinco minutos após o fim de </span><i><span style="font-weight: 400;">A Baleia</span></i><span style="font-weight: 400;"> &#8211; o que, com certeza, funcionou. </span></p>
<figure id="attachment_30288" aria-describedby="caption-attachment-30288" style="width: 2560px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-30288" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/03/FOTO-3.png" alt=" Foto do ator Brendan Fraser e do diretor Darren Aronofsky. Ambos estão em uma premiação, e usam ternos na cor preta, camisa social branca e gravata. Eles sorriem um para o outro e Darren está com sua mão direita no ombro de Brendan. " width="2560" height="1440" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/03/FOTO-3.png 2560w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/03/FOTO-3-800x450.png 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/03/FOTO-3-1024x576.png 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/03/FOTO-3-768x432.png 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/03/FOTO-3-1536x864.png 1536w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/03/FOTO-3-2048x1152.png 2048w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/03/FOTO-3-1200x675.png 1200w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-30288" class="wp-caption-text">Aronofsky sempre chama atenção da crítica por sua direção peculiar e impactante, como em Réquiem para um Sonho, Cisne Negro e Mother! (Foto: Elisabetta A. Villa)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">O</span><span style="font-weight: 400;"> impacto do longa deu-se muito antes de chegar ao público nos cinemas. Em quase uma década recluso após ser </span><a href="https://www.terra.com.br/diversao/entre-telas/filmes/a-incrivel-historia-de-superacao-de-brendan-fraser-de-a-baleia,2fa311be0851846beda6a6926a586de2ktvvgnly.html"><span style="font-weight: 400;">vítima de assédio</span></a><span style="font-weight: 400;"> por Philip Berk, Brendan Fraser voltou às telas recebendo o reconhecimento que merece: teve sua primeira indicação ao </span><i><span style="font-weight: 400;">Oscar </span></i><span style="font-weight: 400;">na categoria de Melhor Ator. Além disso, </span><i><span style="font-weight: 400;">The Whale</span></i><span style="font-weight: 400;"> esteve presente em outras modalidades, como Melhor Maquiagem e Cabelo, pelo trabalho de </span><a href="https://www.motionpictures.org/2023/03/the-whale-oscar-nominated-prosthetics-artist-adrien-morot/"><span style="font-weight: 400;">Adrien Morot</span></a><span style="font-weight: 400;">, e pela sensível atuação de Hong Chau, na categoria Melhor Atriz Coadjuvante. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">E estamos ansiosos: em uma disputa acirrada com </span><a href="https://personaunesp.com.br/elvis-critica/"><span style="font-weight: 400;">Austin Butler</span></a><span style="font-weight: 400;">, fica a dúvida sobre quem receberá a estatueta de ouro. Após Fraser vencer a categoria de Melhor Ator no </span><i><span style="font-weight: 400;">Critics Choice Awards</span></i><span style="font-weight: 400;"> e, surpreendentemente, no </span><i><span style="font-weight: 400;">SAG Awards</span></i><span style="font-weight: 400;">, tivemos também o intérprete de Elvis Presley sendo destaque no </span><a href="https://personaunesp.com.br/tag/globo-de-ouro/"><span style="font-weight: 400;">Globo de Ouro</span></a><span style="font-weight: 400;">, no prêmio BAFTA e no </span><i><span style="font-weight: 400;">Satellite Award </span></i><span style="font-weight: 400;">na mesma posição de Brendan &#8211; a competição para o </span><i><span style="font-weight: 400;">Oscar</span></i><span style="font-weight: 400;">, que estava quase que decidida para Butler, agora, segue indefinida. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">De qualquer forma, entre polêmicas e </span><a href="https://www.omelete.com.br/festival-de-veneza/brendan-fraser-the-whale-impressoes-festival-veneza"><span style="font-weight: 400;">emoções</span></a><span style="font-weight: 400;">, a incrível performance de todo o elenco torna inesquecível a experiência de </span><i><span style="font-weight: 400;">A Baleia</span></i><span style="font-weight: 400;">. Apesar de ser doloroso, longo e sofrido, o que vale a pena na obra é enxergar a bondade nos olhos de Charlie e emocionar-se com o retrato sincero, dentro de todos os nossos defeitos e arrependimentos, sobre tudo aquilo que nos faz humanos.</span></p>
<div class="jetpack-video-wrapper"><iframe loading="lazy" title="The Whale | Official Trailer HD | A24" width="840" height="473" src="https://www.youtube.com/embed/nWiQodhMvz4?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen></iframe></div>
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		<title>Stranger Things entra em sua era das trevas e ninguém sai ileso</title>
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		<pubDate>Tue, 23 Aug 2022 19:59:45 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Gabrielli Natividade da Silva  Stranger Things já está consolidada como um dos maiores sucessos da Netflix há muito tempo. Sua primeira temporada foi ao ar em 2016 e, agora, a quarta parte da história segue mantendo a boa recepção do público e consegue angariar ainda mais fãs, mesmo que seu lançamento tenha sido postergado pela &#8230; <a href="http://personaunesp.com.br/stranger-things-4-critica/" class="more-link">Continue lendo<span class="screen-reader-text"> "Stranger Things entra em sua era das trevas e ninguém sai ileso"</span></a></p>
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										<content:encoded><![CDATA[<figure id="attachment_28406" aria-describedby="caption-attachment-28406" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-28406" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/08/nova-imagem-1.jpg" alt="" width="800" height="451" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/08/nova-imagem-1.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/08/nova-imagem-1-768x433.jpg 768w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-28406" class="wp-caption-text">Com invasão de casas assombradas, busca por monstros e solução de mistérios, a nova temporada de Stranger Things deixaria a turma do Scooby-Doo orgulhosa (Foto: Netflix)</figcaption></figure>
<p><b>Gabrielli Natividade da Silva </b></p>
<p><a href="https://personaunesp.com.br/stranger-things-3-critica/"><i><span style="font-weight: 400;">Stranger Things</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> já está consolidada como um dos maiores </span><a href="https://portalpopline.com.br/stranger-things-1-bilhao/"><span style="font-weight: 400;">sucessos</span></a><span style="font-weight: 400;"> da </span><i><span style="font-weight: 400;">Netflix </span></i><span style="font-weight: 400;">há muito tempo. Sua primeira temporada foi ao ar em 2016 e, agora, a quarta parte da história segue mantendo a boa recepção do público e consegue angariar ainda mais fãs, mesmo que seu lançamento tenha sido </span><a href="https://noticiasdatv.uol.com.br/noticia/series/alem-da-pandemia-produtor-de-stranger-things-explica-atraso-de-nova-temporada-63323"><span style="font-weight: 400;">postergado pela pandemia</span></a><span style="font-weight: 400;">. Esse ano, a série recebeu </span><a href="https://jovemnerd.com.br/nerdbunker/stranger-things-4-recebe-13-indicacoes-no-emmy-2022/"><span style="font-weight: 400;">13 indicações ao </span><i><span style="font-weight: 400;">Emmy</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, sendo as principais Melhor Série de Drama e Melhor Elenco de Série de Drama &#8211; as outras nomeações figuram categorias técnicas. Um ponto ficou claro nesta última leva de episódios, o de que a aura infantil e sonhadora se foi e as sombras rondam os moradores de Hawkins. Os irmãos Duffer começaram um jogo brutal, mas, em alguns momentos, nota-se que desistiram de suas melhores jogadas.</span></p>
<p><span id="more-28405"></span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">É aparente que a temática geral da série se tornou mais sombria, a começar pelo próprio </span><i><span style="font-weight: 400;">plot</span></i><span style="font-weight: 400;"> apresentado neste ano. O tão amado grupo de amigos retorna à escola após os eventos catastróficos do último quatro de julho, desta vez, com uma perspectiva nova: o Ensino Médio. Lidando com problemas considerados normais para a adolescência, como novas amizades, busca de uma identidade e até mesmo </span><i><span style="font-weight: 400;">bullying</span></i><span style="font-weight: 400;">, foi realmente uma surpresa para eles que corpos desconfigurados passassem a ser encontrados pela cidade, ainda mais quando uma das integrantes do bando poderia ser a próxima vítima. Essa narrativa se relaciona com o terror dos anos 1980, o que faz sentido e é muito interessante para quem consegue identificar </span><a href="https://natelinha.uol.com.br/series/2022/06/06/stranger-things-4-temporada-traz-referencias-a-classicos-de-terror-dos-anos-80-182657.php"><span style="font-weight: 400;">referências</span></a><span style="font-weight: 400;"> nítidas no roteiro, com o principal exemplo sendo a inegável semelhança entre </span><a href="https://manualdosgames.com/vilao-de-stranger-things-4-e-uma-grande-homenagem-a-freddy-krueger-de-a-hora-do-pesadelo/"><span style="font-weight: 400;">Vecna (Jaime Campbell Bower) e Freddie Krueger</span></a><span style="font-weight: 400;"> (Robert Englund até mesmo fazendo uma participação rápida na temporada). </span></p>
<div class="jetpack-video-wrapper"><iframe loading="lazy" class="youtube-player" width="840" height="473" src="https://www.youtube.com/embed/yTX0HxTq9wo?version=3&#038;rel=1&#038;showsearch=0&#038;showinfo=1&#038;iv_load_policy=1&#038;fs=1&#038;hl=pt-BR&#038;autohide=2&#038;wmode=transparent" allowfullscreen="true" style="border:0;" sandbox="allow-scripts allow-same-origin allow-popups allow-presentation allow-popups-to-escape-sandbox"></iframe></div>
<p><span style="font-weight: 400;">Toda a mudança de tom da produção leva a uma dúvida importante: </span><i><span style="font-weight: 400;">Stranger Things</span></i><span style="font-weight: 400;"> perdeu sua coerência? A resposta não é certa. Ross e Matt Duffer se esforçaram para que todo o conteúdo se mantivesse interligado, mas não é difícil perceber que a série está quase irreconhecível. A linguagem macabra é, na verdade, muito bem-vinda. Porém, seria mais atrativo que os criadores dessem o próximo passo, já que eles não tem pena alguma de </span><a href="https://www.tecmundo.com.br/minha-serie/241841-stranger-things-10-mortes-impactantes-serie.htm"><span style="font-weight: 400;">matar sem mais nem menos</span></a><span style="font-weight: 400;"> personagens secundários (e têm a fama de adicionarem-nos apenas para isso), contudo nunca tiveram coragem de tirar de cena um dos protagonistas. Will (Noah Schnapp), Hopper (David Harbour) e, agora, Max (Sadie Sink) chegaram perto, mas tiveram suas vidas salvas no último minuto, quebrando a expectativa do espectador e o deixando tranquilo quanto a uma possível grande morte &#8211; o que não é bom. Ver a morte da ruiva, por exemplo, teria sido mais intrigante do que assistí-la quebrada e cega em uma cama de hospital. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Quanto a adição dos personagens novos, pode-se dizer que houve alguns acertos e muitos erros. Chrissy (Grace Van Dien) foi um raio de luz e conquistou o público rapidamente com seu jeito simpático, mas, infelizmente, sua presença não durou nem dois episódios. Pelo menos sua participação foi imortalizada com os vários remixes de </span><a href="https://youtu.be/ZmO217uLiZ8"><i><span style="font-weight: 400;">Chrissy, Wake Up</span></i></a><span style="font-weight: 400;">. Seu namorado Jason (Mason Dye), por outro lado, foi mantido até o último momento, mesmo que fosse inconveniente e minimamente carismático. A adição mais injusta foi a de Vickie: todo o talento incontestável de Amybeth McNulty acabou desperdiçado, uma vez que a personagem foi resumida a um interesse romântico e apareceu em </span><a href="https://temalguemassistindo.com.br/amybeth-mcnulty-de-anne-with-an-e-quase-nao-aparece-em-stranger-things-4-e-fas-ficam-revoltados/"><span style="font-weight: 400;">pouquíssimos segundos</span></a><span style="font-weight: 400;"> de tela. Argyle (Eduardo Franco) teve uma trajetória parecida com a da paixão de Robin, tratado como um simples alívio cômico e tendo utilidade em alguns raros momentos. </span></p>
<p><a href="https://streamingsbrasil.com/stranger-things-a-verdade-por-tras-da-historia-de-eddie-na-serie-da-netflix/"><span style="font-weight: 400;">Eddie Munson</span></a><span style="font-weight: 400;">, por outro lado, foi um sopro de ar fresco em meio ao caos da quarta temporada de </span><i><span style="font-weight: 400;">Stranger Things</span></i><span style="font-weight: 400;">. Joseph Quinn foi capaz de impor sua forte presença no minuto em que apareceu, mantendo-na até seu último suspiro. Com uma personalidade impossível de desgostar e uma coleção de momentos icônicos, o jovem adulto repetente trouxe uma química surreal com uma grande quantidade de personagens, especialmente com Dustin (Gaten Matarazzo), característica até então atribuída apenas para o ex </span><i><span style="font-weight: 400;">bad boy</span></i><span style="font-weight: 400;"> Steve Harrington (Joe Keery). Eddie foi o típico jovem deslocado, a quem nunca foi dada uma oportunidade real de mostrar sua verdadeira face, e, mesmo que as </span><a href="https://trecobox.com.br/essa-teoria-aponta-o-retorno-daquele-personagem-em-stranger-things/"><span style="font-weight: 400;">teorias</span></a><span style="font-weight: 400;"> apontem que o metaleiro mais amado da </span><i><span style="font-weight: 400;">Netflix</span></i><span style="font-weight: 400;"> ainda está vivo e no mundo invertido, as injustiças lhe ocorreram até mesmo depois de sua morte. </span></p>
<figure id="attachment_28407" aria-describedby="caption-attachment-28407" style="width: 748px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-28407" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/08/imagem-2-possivel-substituta.jpeg" alt="" width="748" height="1024" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/08/imagem-2-possivel-substituta.jpeg 748w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/08/imagem-2-possivel-substituta-584x800.jpeg 584w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-28407" class="wp-caption-text">Honrando o terror dos anos 1980, toda a caracterização de Vecna foi feita totalmente com efeitos práticos (Foto: Stranger Things TV)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">O protagonismo neste quarto ano ficou por conta de </span><a href="https://rollingstone.uol.com.br/entretenimento/stranger-things-sadie-sink-sente-falta-de-amizade-entre-eleven-e-max/"><span style="font-weight: 400;">Max e Eleven</span></a><span style="font-weight: 400;"> (Millie Bobby Brown). Mesmo que a súbita falta de poderes da última a tenha colocado em segundo plano, o resto da trupe foi obrigado a lidar com os problemas sem se apoiar em sua super-heroína. As duas personagens são próximas desde a temporada anterior e o fato de Max ser a última vítima de Vecna fez com que a ligação entre elas se estreitasse ainda mais. Eleven estava desesperada para retomar suas habilidades e salvar sua melhor amiga, assim como, mesmo se afogando em desespero, Max foi capaz de se acalmar com a proteção de sua aliada, até mesmo tentando ajudá-la no meio de um embate de gigantes. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Mesmo que a volta de Max não seja tão interessante de se assistir, é emocionante notar que a personagem de Millie preza tanto pela garota que foi capaz de ressuscitá-la. Para a surpresa de muitos, nenhuma das atrizes foi indicada ao </span><i><span style="font-weight: 400;">Emmy</span></i><span style="font-weight: 400;"> esse ano. A </span><a href="https://www.tenhomaisdiscosqueamigos.com/2022/07/15/sadie-sink-esnobada-emmy-stranger-things/"><span style="font-weight: 400;">exclusão de Sadie</span></a><span style="font-weight: 400;"> foi a mais chocante, já que, após a sua performance no episódio </span><i><span style="font-weight: 400;">Dear Billy</span></i><span style="font-weight: 400;">, parecia óbvio que a jovem seria indicada ao prêmio de Melhor Atriz Coadjuvante em Drama. </span></p>
<figure id="attachment_28408" aria-describedby="caption-attachment-28408" style="width: 640px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-28408" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/08/imagem-3-7.png" alt="" width="640" height="360" /><figcaption id="caption-attachment-28408" class="wp-caption-text">Infelizmente, enganaram-se aqueles que acreditaram que Kali faria um retorno triunfal para ajudar sua irmã mais nova (Foto: Netflix)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">Um fato curioso e, nesta altura do campeonato, um pouco incômodo, é o fato de que </span><a href="https://www.legiaodosherois.com.br/2022/stranger-things-fas-erro-continuidade-eleven.html#:~:text=Quem%20j%C3%A1%20assistiu%20%C3%A0%20nova,tenta%20recuperar%20seus%20poderes%20telecin%C3%A9ticos."><span style="font-weight: 400;">Eleven</span></a><span style="font-weight: 400;"> ainda não descobriu sua própria identidade, sempre se adaptando ao meio em que está inserida. Na primeira temporada, ela era influenciada por Brenner (Matthew Modine) e Mike (Finn Wolfhard), e na segunda, por Hopper e Kali (Linnea Berthelsen). Já na terceira, era Max quem desempenhava esse papel e, na quarta, Joyce (Winona Ryder) e Brenner novamente. De certa forma, faz sentido que a garota não saiba quem é por ter tido sua infância roubada de si, mas após quatro anos era de se esperar que houvesse um progresso em seu processo de descoberta, e não é o que aparenta. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">No início da trama dessa temporada, <a href="https://observatoriodocinema.uol.com.br/series-e-tv/2022/04/eleven-de-stranger-things-admite-que-foi-dificil-filmar-a-4a-temporada">Eleven</a> trava uma grande discussão com Mike, por sentir que não se encaixa em lugar algum e, pouco depois, demonstrou que seu antigo ‘papa’ ainda demonstrava muito poder sobre ela. Com o cientista morto e a jovem tendo descoberto a origem de seus problemas e seus novos poderes, aguarda-se que ela finalmente deixe desabrochar sua personalidade. Porém, tendo perdido uma batalha para Vecna, o futuro ainda é imprevisível.  </span></p>
<figure id="attachment_28409" aria-describedby="caption-attachment-28409" style="width: 1000px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-28409" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/08/imagem-4-5.png" alt="" width="1000" height="498" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/08/imagem-4-5.png 1000w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/08/imagem-4-5-800x398.png 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/08/imagem-4-5-768x382.png 768w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-28409" class="wp-caption-text">Depois de quatro anos, já passou da hora dos irmãos Duffer perceberem que não há química entre Steve e Nancy (Foto: Netflix)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">Já ficou claro que houve muita quebra de expectativa na mais recente temporada de </span><i><span style="font-weight: 400;">Stranger Things</span></i><span style="font-weight: 400;">, mas a maior delas envolve Mike e Will. Wheeler estava acostumado a ser o líder do grupo desde o primeiro ano da série, porém seu brilho foi ofuscado e ele foi rebaixado ao posto de namorado bobinho de Eleven e interesse romântico de Will. Byers, por sua vez, tem sido cada vez menos aproveitado: sua ligação intensa com o mundo invertido praticamente não foi abordada no novo </span><i><span style="font-weight: 400;">plot</span></i><span style="font-weight: 400;"> e, com certeza, quase todo o público se sentiu enganado pela </span><i><span style="font-weight: 400;">Netflix</span></i><span style="font-weight: 400;"> ter optado por prolongar o </span><a href="https://ofilmaco.com.br/queerbaiting-e-a-falsa-promessa-cinematografica/"><i><span style="font-weight: 400;">queerbating</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> mais um pouco. Os sinais de que Will se assumiria gay e apaixonado por um de seus melhores amigos eram óbvios para muitos, mas, por algum motivo incompreensível, o último passo não foi dado. Só resta esperar que esses personagens tão importantes sejam melhor explorados na próxima trama. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Um fator que passou longe de decepcionar no novo ano de </span><i><span style="font-weight: 400;">Stranger Things</span></i><span style="font-weight: 400;"> foi, definitivamente, a trilha sonora. A inserção de Eddie na série realmente foi benéfica nesse sentido, já que o garoto agraciou a todos com referências ao </span><i><span style="font-weight: 400;">rock</span></i><span style="font-weight: 400;"> e o metal dos anos 1980, além de trazer um dos melhores momentos da temporada: o solo de </span><a href="https://youtu.be/E4ScPro8YcI"><i><span style="font-weight: 400;">Master of Puppets</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, que faz todo o sentido com a narrativa. Mas a cereja do bolo é, sem surpresas, a música </span><a href="https://youtu.be/blFdAAWfR40"><i><span style="font-weight: 400;">Running up That Hill</span></i></a><span style="font-weight: 400;">. A faixa ficou na cabeça de todos por ter sido tocada tantas vezes, fazendo com que o espectador realmente se sentisse como a Max, agarrando-se à voz segura de Kate Bush nos momentos de alerta. A cantora obteve resultados muito positivos com a série, uma vez que a sua canção se popularizou novamente décadas depois de seu lançamento, alcançando até mesmo posições altas na </span><a href="https://portalpopline.com.br/running-up-that-hill-kate-bush-billboard-hot-100/"><i><span style="font-weight: 400;">Billboard Hot 100</span></i></a><span style="font-weight: 400;">. É o que dizem, não dá para se competir com os clássicos. </span></p>
<div class="jetpack-video-wrapper"><iframe loading="lazy" title="STRANGER THINGS 4 (2022) Behind-the-Scenes Footage" width="840" height="473" src="https://www.youtube.com/embed/H5S1M8pG6dU?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen></iframe></div>
<p><span style="font-weight: 400;">A última temporada da produção não é o que os <a href="https://br.bolavip.com/entretenimento/Stranger-Things-fas-percebem-grave-erro-de-continuidade-na-quarta-temporada-e-reclamam-nas-redes-sociais-confusas-20220603-0004.html">fãs</a> estavam esperando, mas todo o caos trouxe uma adrenalina necessária para quem lida com rotinas monótonas. Porém, o final deixa a desejar e quebra o ritmo frenético criado nos oito episódios. O erro começa com a divisão dos capítulos: desde o anúncio do quarto ano, foi divulgado que o lançamento seria feito em duas partes, no entanto, a segunda ‘metade’ era apenas dois episódios muito longos, diferente do formato comum das produções que recorrem a esse recurso. O fim quebra o clima de vez, já que, após altas emoções, só o que se vê é uma tela preta informando que dois dias haviam se passado e, em seguida, todos praticamente agem como se nada tivesse acontecido. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Entre altos e baixos, a produção tem um longo histórico de </span><a href="https://www.emmys.com/shows/stranger-things"><span style="font-weight: 400;">participação</span></a><span style="font-weight: 400;"> no</span><i><span style="font-weight: 400;"> Oscar</span></i><span style="font-weight: 400;"> da TV, acumulando 51 indicações e 7 vitórias. Assim como neste ano, a maior parte do reconhecimento da série vai para as categorias técnicas, em especial as relacionadas à edição de som &#8211; </span><i><span style="font-weight: 400;">Stranger Things</span></i><span style="font-weight: 400;"> já recebeu três estatuetas pelo seu desempenho nessa área e concorre a mais duas em 2022, Melhor Edição de Som em Série de Comédia ou Drama (Uma Hora) e Melhor Mixagem de Som em Série de Comédia ou Drama (Uma Hora), ambas pelo sétimo episódio, <em>Dear Billy</em>. Quanto às principais categorias da noite, o título compete pela estatueta de Melhor Série de Drama pela quarta vez, porém nunca conseguiu levá-la para casa; para Melhor Elenco de Série de Drama, </span><i><span style="font-weight: 400;">Stranger Things</span></i><span style="font-weight: 400;"> já está em sua terceira indicação, vencendo somente em seu segundo ano no evento, em 2017. Com o sucesso estrondoso da última temporada, pode ser que mais alguns prêmios entrem para a coleção.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Dentre os episódios dessa leva, o <em>Querido Billy </em></span><span style="font-weight: 400;">e <em>O massacre no laboratório de Hawkins</em></span><span style="font-weight: 400;"> se destacaram no </span><a href="https://personaunesp.com.br/tag/emmy-2022/"><i><span style="font-weight: 400;">Emmy </span></i><span style="font-weight: 400;">2022</span></a><span style="font-weight: 400;">, concorrendo a quatro categorias cada, e o final da série simplesmente não faz jus a isso. Carregando momentos inesquecíveis e outros que é melhor apagar da memória, </span><i><span style="font-weight: 400;">Stranger Things</span></i><span style="font-weight: 400;"> já está confirmada para uma </span><a href="https://www.jornalcontabil.com.br/quinta-temporada-de-stranger-things-ja-tem-data-de-estreia/"><span style="font-weight: 400;">quinta e última temporada</span></a><span style="font-weight: 400;">, e espera-se que os Duffer tenham a coragem de tirar seu público do escuro e entregar as melhores cartas no fim do jogo.</span></p>
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		<title>Os 5 anos de Stranger Things confirmam um novo marco da cultura pop</title>
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		<pubDate>Thu, 26 Aug 2021 15:01:15 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>“É melhor correrem, ela é nossa amiga e é doida!” — Dustin Henderson Júlia Caroline Fonte Poucas obras audiovisuais conseguem se consagrar como um marco do entretenimento, mas Stranger Things é uma delas. A série poderia facilmente ter saído direto dos anos 80 e se destacado como um clássico da época, e por mais que &#8230; <a href="http://personaunesp.com.br/stranger-things-5-anos/" class="more-link">Continue lendo<span class="screen-reader-text"> "Os 5 anos de Stranger Things confirmam um novo marco da cultura pop"</span></a></p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: right;"><i><span style="font-weight: 400;">“É melhor correrem, ela é nossa amiga e é doida!”<br />
</span></i><i><span style="font-weight: 400;">— Dustin Henderson</span></i></p>
<figure id="attachment_22362" aria-describedby="caption-attachment-22362" style="width: 1920px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-22362" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/08/Imagem-1-5.jpg" alt="A imagem é um plano geral fechado em 4 garotos no centro, ela tem cores fortes e vibrantes. Os 4 estão parados em cima de bicicletas dos anos 80 em uma estrada asfaltada que corta um grande terreno verde com cercas de madeira e arame para delimitá-lo, do lado direito da pista tem uma placa quadrada e pequena, com cores meio roxo escuro e escrito em branco “Welcome to Hawkings” e a esquerda há um poste de madeira com fios que levam a outro poste mais adiante. Ao fundo da imagem há uma pequena floresta com árvores mais escuras. O céu na parte de baixo está em degradê, da esquerda para a direita: amarelo, laranja, vermelho e azul. Acima, há um mar de grandes nuvens de tempestade que parecem estar vindo do fundo e se aproximando dos garotos, mais para o fundo e pra esquerda as nuvens estão vermelho vivo e mais para a direita e próxima ao meio, há um raio branco. Em um pedaço ao fundo à direita as nuvens estão em preto e com um pouco de azul, com um raio azul saindo por entre as nuvens, as nuvens mais próximas da tela estão em preto e um pouco vermelho. Acima das nuvens, há um pouco de nuvens em tons mais claros de vermelho e é possível ver fragmentos de algumas pernas em tons escuros meio escondidas. Os garotos, que devem ter por volta de 11 anos, estão na frente da imagem, parados com as bicicletas apontando para o fundo da imagem; são da esquerda para a direita: Lucas, um garoto negro, magro, de cabeo crespo curto, está com os dois pés no chão, em pé e fora do banco da bicicleta, ele usa uma calça bege clara, um tênis cinza, uma blusa vermelho escuro com duas listras brancas nas mangas e uma mochila cinza nas costas. Em seguida vem Dustin, que está sentado no banco da bicicleta, mas com o pé esquerdo no chão e o direito no pedal, ele é um garoto branco, de cabelo castanho cacheado um pouco curto, ele é levemente mais gordo que os amigos; ele usa um boné azul e branco com aba vermelha, uma jaqueta de moletom azul médio, calça jeans mais azulada, tênis branco e mochila bege. Depois temos Mike, que está em pé e não encosta no banco da bicicleta, ele é o mais alto de todos, tem cabelo preto e não muito curtos, ele é branco e magro, ele usa uma calça vermelha escuro, um tênis branco com um risco preto, uma blusa de manga branca com listras vermelhas um pouco finas espaçadas, e ele usa uma mochila com a parte mais pra trás e as alças verdes, com a frente branca e um bolso preto mais a frente. E Por último temos Will, o menor de todos, ele está sentado no banco da bicicleta com o pé direito apoiado no chão e o esquerdo no pedal; ele é branco, magro, com cabelo loiro escuro em formato tigelinha, ele usa uma calça jeans levemente mais larga, ele usa uma camisa xadrez em tons de azul, e uma mochila escura." width="1920" height="1296" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/08/Imagem-1-5.jpg 1920w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/08/Imagem-1-5-800x540.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/08/Imagem-1-5-1024x691.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/08/Imagem-1-5-768x518.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/08/Imagem-1-5-1536x1037.jpg 1536w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/08/Imagem-1-5-1200x810.jpg 1200w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-22362" class="wp-caption-text">Amigos não mentem (Foto: Netflix)</figcaption></figure>
<p><b>Júlia Caroline Fonte</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Poucas obras audiovisuais conseguem se consagrar como um </span><a href="https://www.garotasgeeks.com/stranger-things-e-o-star-wars-da-nova-geracao/"><span style="font-weight: 400;">marco</span></a><span style="font-weight: 400;"> do entretenimento, mas </span><a href="https://personaunesp.com.br/stranger-things-anos-80-geracao-netflix/"><i><span style="font-weight: 400;">Stranger Things</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> é uma delas. A série poderia facilmente ter saído direto dos </span><a href="https://www.dw.com/pt-br/grandes-sucessos-do-cinema-dos-anos-80/g-19394075"><span style="font-weight: 400;">anos 80</span></a><span style="font-weight: 400;"> e se destacado como um clássico da época, e por mais que não pareça, ela completa em 2021 apenas 5 anos desde que torcemos muito para Joyce ter Will de volta em seus braços. E é também curioso que seu aniversário de meia década seja no auge dos </span><a href="https://capricho.abril.com.br/comportamento/guia-sobre-geracoes-significados-anos-baby-boomers-millennials-genz-alpha/"><span style="font-weight: 400;">conflitos das gerações</span></a><span style="font-weight: 400;">, causando, antes mesmo de seu encerramento, nostalgia em qualquer pessoa que tenha uma alma </span><a href="https://capricho.abril.com.br/comportamento/cringe-o-que-e-por-que-virou-meme-e-o-que-tem-a-ver-com-a-geracao-z/"><i><span style="font-weight: 400;">cringe</span></i></a><span style="font-weight: 400;">.</span></p>
<p><span id="more-22361"></span></p>
<p><i><span style="font-weight: 400;">Stranger Things</span></i><span style="font-weight: 400;"> foi um fenômeno imediato, contribuindo até mesmo para elevar o </span><a href="https://administradores.com.br/artigos/a-ascensao-netflix-de-stranger-things-a-la-casa-de-papel-o-mundo-do-entretenimento-nunca-mais-sera-o-mesmo"><span style="font-weight: 400;">sucesso da própria plataforma</span></a><span style="font-weight: 400;"> que a produziu, a </span><i><span style="font-weight: 400;">Netflix</span></i><span style="font-weight: 400;">. Tudo isso porque a criação dos </span><a href="https://observatoriodeseries.uol.com.br/noticias/irmaos-duffer-provocam-idolos-dos-anos-80-em-stranger-things-4"><span style="font-weight: 400;">irmãos Duffer</span></a><span style="font-weight: 400;"> conseguiu nos proporcionar uma viagem de volta à nossa infância, enquanto celebrava os coloridos e </span><i><span style="font-weight: 400;">nerds </span></i><a href="https://brasil.elpais.com/brasil/2016/07/18/cultura/1468834854_699412.html"><span style="font-weight: 400;">anos 80 norte-americanos</span></a><span style="font-weight: 400;">, relembrando tudo o que teve origem nesse período. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A época é muito bem construída visualmente em todas as três temporadas, sempre trazendo uma quantidade enorme de </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=y68TbDMjNlc"><span style="font-weight: 400;">referências e </span><i><span style="font-weight: 400;">easter eggs</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> &#8211; muitas vezes não tão escondidos &#8211; dos grandes sucessos da cultura </span><i><span style="font-weight: 400;">pop </span></i><span style="font-weight: 400;">daquele momento, como </span><a href="https://www.omelete.com.br/star-wars/star-wars-video-bastidores-impacto-cultural"><i><span style="font-weight: 400;">Star Wars</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, </span><a href="https://personaunesp.com.br/critica-et/"><i><span style="font-weight: 400;">E.T. O Extraterrestre</span></i></a><span style="font-weight: 400;">,</span><a href="https://rollingstone.uol.com.br/noticia/9-fatos-sobre-os-goonies-que-voce-provavelmente-nao-sabia-final-original-polvo-gigante-e-mais-lista/"> <i><span style="font-weight: 400;">Os Goonies</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, </span><a href="https://www.legiaodosherois.com.br/lista/alien-filmes.html#list-item-1"><i><span style="font-weight: 400;">Alien</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, </span><a href="https://blog.videoperola.com.br/classicos-do-cinema-caca-fantasmas/"><i><span style="font-weight: 400;">Os Caça-Fantasmas</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, </span><a href="http://www.conversacult.com.br/2018/08/o-que-e-dungeons-dragons-d.html"><i><span style="font-weight: 400;">Dungeons &amp; Dragons</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> e </span><a href="https://blogtectoy.com.br/namco-arcades-atari-2600-dig-dug-review/"><i><span style="font-weight: 400;">Dig Dug</span></i></a><span style="font-weight: 400;">. Além disso, não podemos deixar de mencionar os figurinos divertidos e estilosos e uma ambientação perfeita com fliperamas, </span><a href="https://www.bbc.com/portuguese/brasil-51494540"><span style="font-weight: 400;">locadoras de vídeo</span></a><span style="font-weight: 400;"> e </span><i><span style="font-weight: 400;">shopping center</span></i><span style="font-weight: 400;"> na pequena Hawkings, que cria um cenário perfeito para a série.</span></p>
<figure id="attachment_22363" aria-describedby="caption-attachment-22363" style="width: 1600px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-22363" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/08/Imagem-2-5.jpg" alt="A imagem mostra os 4 amigos em um plano mais fechado, e eles estão quase em plano americano. Ela é um pouco mais escura porque a cena acontece à noite, com uma iluminação em cores quentes. Os 4 amigos estão em pé, com as mãos ao lado do corpo, olhando para a direita, estão posicionados da esquerda para a direita: Dustin, Mike, Lucas e Will, eles estão fantasiados dos personagens do filme O Caça-Fantasmas todos vestem macacões na cor caqui com etiquetas do lado esquerdo da roupa. Eles seguram um saco de tecido, Dustin segura um cinza e branco, Mike um amarelo e Lucas um branco com listras finas cinzas, os três seguram na mão direita, enquanto Will segura na mão esquerda um azul e na direita ele segura um equipamento que é uma caixa preta pequena na mão direita, nas costas eles carregam um equipamento que parece uma mochila com canos em volta dela, tudo em preto." width="1600" height="800" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/08/Imagem-2-5.jpg 1600w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/08/Imagem-2-5-800x400.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/08/Imagem-2-5-1024x512.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/08/Imagem-2-5-768x384.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/08/Imagem-2-5-1536x768.jpg 1536w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/08/Imagem-2-5-1200x600.jpg 1200w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-22363" class="wp-caption-text">Desde a primeira aparição, o grupo de amigos encantou o público com todo o seu amor pelo universo nerd e sua relação real de amizade desenvolvida ao longo da série (Foto: Netflix)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">Contudo, </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=zCB_7HsUWtw"><i><span style="font-weight: 400;">Stranger Things</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> não se garante apenas por isso: seu ponto alto e ingrediente principal para o sucesso são, sem dúvida, seus personagens e tudo o que os envolve. Acompanhamos Mike (Finn Wolfhard), Will (Noah Schnapp), Lucas (Caleb McLaughlin) e Dustin (Gaten Matarazzo) desde a primeira temporada, ainda crianças, e presenciamos todo o peso e trajetória dessa amizade. Trazendo um forte gostinho de infância, somos invadidos pela </span><a href="https://www.omelete.com.br/netflix/stranger-things-nostalgia-anos-80"><span style="font-weight: 400;">nostalgia</span></a><span style="font-weight: 400;"> que eles nos proporcionam ao criarem seu próprio mundo de fantasia no porão de casa.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A partir de uma amizade forte e fiel, e com muita inocência, os garotos moveram tudo o que podiam para resgatar Will, como faziam em seu tabuleiro de </span><i><span style="font-weight: 400;">D&amp;D</span></i><span style="font-weight: 400;">, uma vez que isso é o que mais importa para eles, pois </span><i><span style="font-weight: 400;">“um amigo é alguém por quem você faria de tudo. Você empresta coisas legais, como gibis e figurinhas. E ele nunca quebra uma promessa”</span></i><span style="font-weight: 400;">. Assim, suas personagens bem construídas e cativantes garantiram identificação com o público logo de cara, trazendo acolhimento quando se viam espelhados na tela, já que todo </span><i><span style="font-weight: 400;">nerd </span></i><span style="font-weight: 400;">quando criança passou por algumas coisas que esses garotos viveram, seja na vida real ou em seu imaginário.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">É importante também destacar que essas relações se expandem muito mais ao longo das temporadas. Há a satisfação em ver Eleven (</span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=e7MjlHxwq_8"><span style="font-weight: 400;">Millie Bobby Brown</span></a><span style="font-weight: 400;">) e Max (Sadie Sink) deixando de lado uma </span><a href="https://valkirias.com.br/stranger-things-genero/"><span style="font-weight: 400;">rivalidade feminina</span></a><span style="font-weight: 400;"> totalmente infundada e sem sentido, para dar lugar a um laço muito forte, tornando-se melhores amigas. Elas se apoiam a todo momento e tentam abrir os olhos uma da outra para situações injustas para as quais não devem baixar a cabeça, além de mostrar que são </span><a href="https://valkirias.com.br/eleven-max-e-porque-precisamos-de-mais-amizades-femininas-nas-telas/"><span style="font-weight: 400;">capazes de resolver qualquer coisa</span></a><span style="font-weight: 400;">.</span></p>
<figure id="attachment_22364" aria-describedby="caption-attachment-22364" style="width: 1777px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="wp-image-22364 size-full" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/08/Imagem-3-5.jpg" alt="Na Imagem há três personagens adolescentes em plano médio, eles estão em pé, olhando para frente e assustados, a imagem é escura com um pouco de luz amarelada iluminando o lado direito da foto (lado esquerdo dos personagens) que mostra uma parte dos personagens e uma janela desfocada ao fundo com cortina branca e que mostra algumas árvores também desfocadas, na parte de cima há um pequeno pedaço com luzes coloridas. Da esquerda para a direita temos: Jonathan é um garoto magro, alto, branco, de olhos castanho e tem o cabelo loiro escuro e “tigelinha” e um pouco bagunçado, ele usa uma jaqueta escura e segura com as duas mãos um taco de baseball com pregos. Depois vem Nancy, uma garota mais magra e mais baixa que Jonathan, ela é branca, tem o cabelo loiro escuro escuro preso para trás, com alguns fios soltos, tem olhos claros, usa um suéter em tons de marrom e escuro, uma jaqueta marrom xadrez, um colar prateado delicado, a mão esquerda está esticada ao lado do corpo, e a direita segura uma pequena arma preta. E por último, temos Steven, que está atrás de Nancy, é o mais alto da foto, é branco e magro, tem cabelo castanho levemente longo jogado para trás formando um topete bagunçado, ele está com o olho esquerdo e o nariz machucados, ele usa uma blusa cinza de manga longa e uma calça jeans clara, apenas a cabeça e uma parte do tronco está visível." width="1777" height="998" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/08/Imagem-3-5.jpg 1777w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/08/Imagem-3-5-800x449.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/08/Imagem-3-5-1024x575.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/08/Imagem-3-5-768x431.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/08/Imagem-3-5-1536x863.jpg 1536w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/08/Imagem-3-5-1200x674.jpg 1200w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-22364" class="wp-caption-text">“Sim, o mundo real é uma porcaria, lide com isso como o resto de nós” — Jonathan Byers (Foto: Netflix)</figcaption></figure>
<p><a href="https://www.youtube.com/watch?v=Q1v6pUDiD0Q"><i><span style="font-weight: 400;">Stranger Things</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> acompanhou a vida dessas personagens, e, por isso, as mudanças são muito evidentes no decorrer de sua história. Após deixarem um pouco a infância de lado &#8211; nem todos, é claro -, a série desenvolve o debate sobre </span><a href="https://nanossavida.com/2014/02/18/o-que-aprendi-de-crescer/"><span style="font-weight: 400;">crescer e amadurecer</span></a><span style="font-weight: 400;">. Assim como mostra Will, esse processo pode ser difícil, e às vezes não estamos preparados para deixar de lado tudo o que vivemos e amamos, ou aceitar que nem tudo se manterá da forma como queríamos para sempre. Tudo são fases, e enfrentar monstros com suas habilidades mágicas no porão de Mike um dia teria que chegar ao fim.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Crescer é fundamental e importante para entender que o </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=PGqenP6MJkw"><span style="font-weight: 400;">mundo pode ser mais difícil</span></a><span style="font-weight: 400;"> do que parece e precisamos aprender a </span><a href="https://desancorando.com.br/2015/03/25/carta-aberta-para-o-medo/"><span style="font-weight: 400;">lidar com ele</span></a><span style="font-weight: 400;">. Nancy (Natalia Dyer), Jonathan (Charlie Heaton) e Steve (Joe Keery) nos provam isso. Entender seu passado e consertar o que é necessário no presente pode nos levar a </span><a href="https://capricho.abril.com.br/entretenimento/stranger-things-amizade-entre-steve-e-dustin-foi-um-acidente-no-roteiro/"><span style="font-weight: 400;">caminhos surpreendentes</span></a><span style="font-weight: 400;">, e trazer novas experiências e pessoas importantes em nossas vidas. Além disso, é importante não apenas </span><a href="https://nanossavida.com/2019/08/16/todos-estamos-sempre-em-desenvolvimento/"><span style="font-weight: 400;">crescer</span></a><span style="font-weight: 400;">, mas se conhecer e tentar superar antigos traumas, e aprendemos isso com Joyce (</span><a href="https://cineclick.uol.com.br/noticias/a-volta-por-cima-de-wynona-ryder-atriz-que-completa-49-anos"><span style="font-weight: 400;">Winona Ryder</span></a><span style="font-weight: 400;">) e Jim Hopper (David Harbour), que constroem uma ótima relação e mudam totalmente de vida diante de tudo o que passaram.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Essas transformações vão além dos personagens, e marcam presença na série em sua totalidade. As </span><a href="https://myfamilycinema.com/pt/stranger-things-e-a-nostalgia-mfc-editorial/"><span style="font-weight: 400;">temporadas</span></a><span style="font-weight: 400;"> muito bem construídas, embora não isentas de deslizes de roteiro, conseguem captar as mudanças da época e de Hawkings de uma maneira certeira. Principalmente quando analisamos a </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=uj6weWAtHoY"><span style="font-weight: 400;">terceira parte</span></a><span style="font-weight: 400;"> de </span><i><span style="font-weight: 400;">Stranger Things</span></i><span style="font-weight: 400;">: a chegada do verão transparece o auge das </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=Hw9_A-l2vaY"><span style="font-weight: 400;">cores e da vida dos anos 80</span></a><span style="font-weight: 400;">, junto com a adolescência do nosso elenco principal, trazendo um tom um pouco diferente das temporadas anteriores, mas que casa com seu desenvolvimento.</span></p>
<figure id="attachment_22365" aria-describedby="caption-attachment-22365" style="width: 2560px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-22365" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/08/Imagem-4-2-2.jpg" alt="Na imagem temos duas personagens de aproximadamente 13 anos em plano próximo em um ônibus com o teto claro, e está lotado de pessoas diferente e que usam roupas bem coloridas. A imagem é clara e bem iluminada pela janela do ônibus, as garotas estão no lado direito do ônibus (se considerar a perspectiva de entrada do ônibus). As duas personagens estão sentadas no banco, se olhando e rindo. A esquerda está Eleven, uma menina branca,de olhos castanhos, magra, de cabelo castanho claro, soltos, que vão até os ombros com o topo jogado para a direita dela, ela olha para a direita e segura com as duas mãos um sorvete de tom rosa e de casquinha. Ela veste uma blusa no estilo camisa feminina, preta estampada com diferentes figuras nas cores rosa, amarelo, laranja, branco, verde claro e escuro, azul claro e escuro. Ela usa também uma pulseira azul no braço esquerdo e algum tipo de fio branco no mesmo braço. A direita temos Max, uma menina branca, com sardas, olhos claros, magra, de cabelos ruivos, soltos e médios com o topo jogado para a direita dela, o braço esquerdo está esticado ao lado do corpo e a mão direita segura uma casquinha de sorvete um pouco maior que a outra, e na parte de baixo ela está envolta em um papel. Ela olha para a esquerda. Max está vestindo uma camiseta um pouco colada ao corpo branca que alterna com listras na cor vermelho, laranja, amarelo, rosa e azul, no braço direito ela usa um relógio amarelo de ponteiro, na cabeça há um óculos de sol meio quadrado vermelho." width="2560" height="1440" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/08/Imagem-4-2-2.jpg 2560w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/08/Imagem-4-2-2-800x450.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/08/Imagem-4-2-2-1024x576.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/08/Imagem-4-2-2-768x432.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/08/Imagem-4-2-2-1536x864.jpg 1536w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/08/Imagem-4-2-2-2048x1152.jpg 2048w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/08/Imagem-4-2-2-1200x675.jpg 1200w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-22365" class="wp-caption-text">Ao som de Material Girl da Madonna, Eleven e Max protagonizam um dos momentos mais aguardados dos fãs, quando viram melhores amigas e “dão um pé na bunda” dos garotos (Foto: Netflix)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">No entanto, essas mudanças e complexo desenvolvimento dos arcos das personagens não comprometem a linha geral da série, que sempre mantém seu foco nos problemas e caos que o </span><a href="https://super.abril.com.br/blog/alexandre-versignassi/stranger-things-tem-mais-ciencia-real-por-tras-do-mundo-invertido-do-que-parece/"><i><span style="font-weight: 400;">Mundo Invertido</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> pode trazer para o nosso. Porém, parece que essas complicações supostamente resolvidas em uma temporada continuam insistindo, ao mesmo tempo em que seu apelo se esgota. Em algum momento precisaremos ter uma solução de fato, e isso nos faz questionar até que ponto </span><a href="https://www.omelete.com.br/series-tv/stranger-things-conheca-a-teoria-da-conspiracao-que-inspirou-a-serie"><i><span style="font-weight: 400;">Stranger Things</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> continuará. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Se a intenção dos irmãos Duffer é </span><a href="https://www.omelete.com.br/series-tv/stranger-things-pode-ter-ate-cinco-temporadas-mas-tudo-pode-mudar"><span style="font-weight: 400;">finalizar a série em seu auge</span></a><span style="font-weight: 400;">, o tempo parece acelerar, trazendo a preocupação de seu </span><a href="https://medium.com/@TRIOGROUP/porque-fandoms-s%C3%A3o-mais-importantes-do-que-voc%C3%AA-imagina-cf8ed0637b38"><i><span style="font-weight: 400;">fandom</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> sobre até onde será possível assegurar sua qualidade sem chegar ao ponto de saturação de temporadas, como ocorreu com </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=bsA6T8tJmkQ"><span style="font-weight: 400;">diversas séries</span></a><span style="font-weight: 400;">. Com a </span><a href="https://www.garotasgeeks.com/o-segundo-teaser-da-quarta-temporada-de-stranger-things-nos-lembra-quem-e-o-verdadeiro-monstro/"><span style="font-weight: 400;">quarta temporada</span></a><span style="font-weight: 400;"> cada vez mais próxima, temos uma legião de fãs em que permanece uma </span><a href="https://portalfamosos.com.br/irmaos-duffer-se-pronunciam-sobre-fim-da-serie-stranger-things/"><span style="font-weight: 400;">forte dúvida</span></a><span style="font-weight: 400;">: esperamos algum tipo de decepção ou realmente podemos nos surpreender com mais uma parte grandiosa dessa história, como já é de costume quando se trata de </span><i><span style="font-weight: 400;">Stranger Things</span></i><span style="font-weight: 400;">? </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A série já conseguiu deixar seu impacto no audiovisual e no entretenimento em apenas 5 anos, sem nem mesmo chegar em seu encerramento. E da mesma forma que grandes sagas &#8211; como </span><a href="https://personaunesp.com.br/harry-potter-7-parte-2-10-anos/"><i><span style="font-weight: 400;">Harry Potter</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, </span><i><span style="font-weight: 400;">Star Wars</span></i><span style="font-weight: 400;">, </span><a href="https://personaunesp.com.br/game-of-thrones-primeira-temporada-beleza-poder/"><i><span style="font-weight: 400;">Game of Thrones</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> e </span><a href="https://personaunesp.com.br/jogos-vorazes-10-anos/"><i><span style="font-weight: 400;">Jogos Vorazes</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> -, </span><i><span style="font-weight: 400;">ST</span></i><span style="font-weight: 400;"> tornou-se para a cultura </span><i><span style="font-weight: 400;">pop </span></i><span style="font-weight: 400;">um marco que dificilmente será alcançado por outra série do gênero. E o principal: consegue deixar uma forte marca para seus fãs, pois as aventuras e inocência dos personagens nos transportam em uma viagem no tempo até a época em que acreditávamos que poderíamos enfrentar qualquer </span><a href="https://www.legiaodosherois.com.br/lista/demogorgon-curiosidades-stranger-things.html#list-item-4"><i><span style="font-weight: 400;">Demogorgon</span></i></a><span style="font-weight: 400;">.</span></p>
<div class="jetpack-video-wrapper"><iframe loading="lazy" title="The Clash - Should I Stay or Should I Go (Official Audio)" width="840" height="473" src="https://www.youtube.com/embed/BN1WwnEDWAM?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen></iframe></div>
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		<title>Rua do Medo: 1666 se lambuza nas entranhas do horror</title>
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		<pubDate>Thu, 22 Jul 2021 13:53:11 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Vitor Evangelista A tarefa de finalizar uma franquia é um tanto quanto ingrata. A trilogia-relâmpago Rua do Medo, lançada em doses homeopáticas na Netflix, chega ao ápice revisitando o passado da maldita Sarah Fier, bruxa, áspera, pecadora. Para isso, a diretora Leigh Janiak retorna ao século dezessete, lar do paganismo, da culpa católica e do &#8230; <a href="http://personaunesp.com.br/rua-do-medo-1666-parte-3-critica/" class="more-link">Continue lendo<span class="screen-reader-text"> "Rua do Medo: 1666 se lambuza nas entranhas do horror"</span></a></p>
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										<content:encoded><![CDATA[<figure id="attachment_21748" aria-describedby="caption-attachment-21748" style="width: 1920px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-21748" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/07/1.png" alt="Cena do filme Rua do Medo: 1666 - Parte 3. Na cena, vemos Deena e Sam se beijando. À direita, Deena é negra de pele clara, tem cabelos cacheados e usa uma regata amarela com detalhes listrado em azul, vermelho e amarelo. À esquerda, está Sam, branca e loira, usando jaqueta jeans. Elas estão em uma floresta com flores vermelhas ao redor." width="1920" height="797" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/07/1.png 1920w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/07/1-800x332.png 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/07/1-1024x425.png 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/07/1-768x319.png 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/07/1-1536x638.png 1536w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/07/1-1200x498.png 1200w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-21748" class="wp-caption-text">Surfando na onda do horror queer, a retumbante trilogia Rua do Medo chega ao fim (Foto: Netflix)</figcaption></figure>
<p><strong>Vitor Evangelista</strong></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A tarefa de finalizar uma franquia é um tanto quanto </span><a href="https://personaunesp.com.br/a-ascensao-skywalker-critica/"><span style="font-weight: 400;">ingrata</span></a><span style="font-weight: 400;">. A trilogia-relâmpago </span><i><span style="font-weight: 400;">Rua do Medo</span></i><span style="font-weight: 400;">, lançada em doses homeopáticas na </span><i><span style="font-weight: 400;">Netflix</span></i><span style="font-weight: 400;">, chega ao ápice revisitando o passado da maldita Sarah Fier, bruxa, áspera, pecadora. Para isso, a diretora Leigh Janiak retorna ao século dezessete, lar do paganismo, da culpa católica e do núcleo base do terror psicológico: </span><a href="https://www.cinemaemcena.com.br/critica/filme/7061/a-bruxa-de-blair"><span style="font-weight: 400;">o medo do diabo</span></a><span style="font-weight: 400;">. Entre a prosa arcaica e o ato de revisitar grandes filmes do gênero, a máquina do tempo de </span><i><span style="font-weight: 400;">Rua do Medo: 1666</span></i><span style="font-weight: 400;"> funciona à perfeição. O ontem é vital, mas é no hoje que a porrada come. </span></p>
<p><span id="more-21747"></span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O elenco de </span><i><span style="font-weight: 400;">1666 </span></i><span style="font-weight: 400;">escala figurinhas repetidas de </span><i><span style="font-weight: 400;">94</span></i><span style="font-weight: 400;"> e </span><i><span style="font-weight: 400;">78</span></i><span style="font-weight: 400;">, dando espaço para que Kiana Madeira troque peles de Deena para Sarah. A atriz expressa medo e pavor pelos olhos e pelo corpo retraído, inserindo raiva nesse combo premiado. Sob os olhos da pagã da Shadyside, o público é apresentado à história real da maldição e de sua origem. A inspiração mais superficial é a de </span><a href="https://personaunesp.com.br/a-bruxa-5-anos/"><i><span style="font-weight: 400;">A Bruxa</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, filme de Robert Eggers que colocou a cultura colonial e o ato de cagar nas valas de volta ao eixo da cultura popular.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Longe do poético fecho narrativo que a inspira, Leigh Janiak usa e abusa de seu </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=qqzgSjZQlLo"><span style="font-weight: 400;">currículo televisivo</span></a><span style="font-weight: 400;">, filmando sequências episódicas, como mini-capítulos de um grande todo. Essa pegada fragmentada faz a produção da </span><i><span style="font-weight: 400;">Netflix </span></i><span style="font-weight: 400;">vibrar em uma energia moderna, por mais que metade desse último filme se passe séculos atrás. Chega a ser recompensador que a diretora use do contexto antigo para contar uma história de amor entre duas mulheres, e as consequências do ato de amar. </span><i><span style="font-weight: 400;">Rua do Medo: 1666 &#8211; Parte 3</span></i><span style="font-weight: 400;"> caminha em direção ao núcleo conceptivo do horror e sua </span><a href="http://www.aescotilha.com.br/cinema-tv/espanto/representatividade-lgbt-no-cinema-queer-horror/"><span style="font-weight: 400;">proximidade com a cultura </span><i><span style="font-weight: 400;">queer</span></i></a><span style="font-weight: 400;">.</span></p>
<figure id="attachment_21749" aria-describedby="caption-attachment-21749" style="width: 2560px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-21749" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/07/2-2-scaled.jpg" alt="Cena do filme Rua do Medo: 1666 - Parte 3. Na cena, vemos os assassinos do filme, reunidos frente a um ônibus. São 5 homens e 1 mulher, todos sujos de sangue, segurando suas armas e olhando para a frente. A foto foi tirada de dia." width="2560" height="1707" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/07/2-2-scaled.jpg 2560w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/07/2-2-800x533.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/07/2-2-1024x683.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/07/2-2-768x512.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/07/2-2-1536x1024.jpg 1536w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/07/2-2-2048x1365.jpg 2048w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/07/2-2-1200x800.jpg 1200w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-21749" class="wp-caption-text">O quebra-pau entre os assassinos é um dos destaques do filme (Foto: Netflix)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">Desde as origens literárias de </span><a href="https://www.facebook.com/memeslivros/photos/pcb.4180546665358177/4180546168691560/"><i><span style="font-weight: 400;">Carmilla</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, o horror se mostrou fundamentado e correlacionado às pessoas da comunidade LGBTQIA+. Os exemplos são muitos, passando pela criação dos imortais </span><a href="https://www.facebook.com/memeslivros/photos/pcb.4150677468345097/4150676238345220/"><i><span style="font-weight: 400;">Drácula</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> e </span><a href="https://www.theguardian.com/books/booksblog/2019/nov/07/does-it-matter-if-mary-shelley-was-bisexual"><i><span style="font-weight: 400;">Frankenstein</span></i></a> <span style="font-weight: 400;">e ao Cinema que abraça o enclausurado Doutor Jekyll, chegando aos modernos </span><a href="http://www.lacon.uerj.br/novo/index.php/2019/01/04/a-pele-que-habito-a-transgenitalizacao-como-tecnica-corporal-da-vinganca-em-pedro-almodovar/"><i><span style="font-weight: 400;">A Pele que Habito</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> e </span><a href="http://www.festivaldorio.com.br/br/noticias/o-protagonismo-da-comunidade-lgbtq#:~:text=As%20Boas%20Maneiras%2C%20de%20Juliana,obras%20com%20a%20tem%C3%A1tica%20LGBTQ."><i><span style="font-weight: 400;">As Boas Maneiras</span></i></a><span style="font-weight: 400;">. Parte do medo do futuro, do receio do mal e da culpa de se tornar um pecador vem da constante perseguição e angústia fomentada nas vivências desses indivíduos. Colocar em tela monstros e maldições como alegorias para o preconceito foi apenas uma das maneiras encontradas para transformar o trauma em arte.</span></p>
<p><i><span style="font-weight: 400;">Rua do Medo: 1666</span></i><span style="font-weight: 400;"> não se enquadra propriamente como o mercado rotula seus ‘filmes LGBT’, mas usa questões clichês a fim de movimentar sua narrativa. O preconceito do século XVII é a força motriz da perseguição da Sarah e sua demonização, assim como a homofobia da mãe de Sam em 1994, o que faz sentido considerando as épocas de ambientação. Quer existisse um </span><i><span style="font-weight: 400;">Rua do Medo: 2021</span></i><span style="font-weight: 400;">, é provável que o roteiro de Phil Graziadei, Leigh Janiak e Kate Trefry não cairia na questão já exaustiva de aceitação e identidade, à exemplo de produções recentes como </span><a href="https://personaunesp.com.br/we-are-who-we-are-hbo-critica/"><i><span style="font-weight: 400;">We Are Who We Are</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> e </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=WQb3dgehYXA"><i><span style="font-weight: 400;">genera+ion</span></i></a><span style="font-weight: 400;">.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O simples e direto protagonismo da franquia, com duas mulheres envolvidas romanticamente no auge do preconceito e do </span><a href="https://agenciaaids.com.br/noticia/longe-dos-estereotipos-dos-anos-80-como-as-pessoas-com-hiv-vivem-hoje/"><span style="font-weight: 400;">descaso midiático e governamental</span></a><span style="font-weight: 400;">, denota um ponto de destaque de </span><i><span style="font-weight: 400;">Rua do Medo</span></i><span style="font-weight: 400;">. Afinal, para a trilogia que se esbalda na homenagem e na memória, revisitando da </span><a href="https://darkside.blog.br/10-curiosidades-matadoras-sobre-jason-voorhees-e-sexta-feira-13/"><span style="font-weight: 400;">máscara de Jason</span></a><span style="font-weight: 400;"> à </span><a href="https://www.adorocinema.com/noticias/filmes/noticia-159592/"><span style="font-weight: 400;">faca ensanguentada de </span><i><span style="font-weight: 400;">Pânico</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, e brincando com as convenções do horror, a cereja do bolo só poderia ser abraçar o núcleo da história em pessoas LGBTQIA+. Deena já era uma baita heroína, mas Kiana Madeira brilha mesmo na pele de Sarah Fier. Sem a preocupação em criar uma aura arcaica para a bruxa, a atriz emula a visão de uma para a outra.</span></p>
<figure id="attachment_21750" aria-describedby="caption-attachment-21750" style="width: 1054px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-21750" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/07/3-2.jpg" alt="Cena do filme Rua do Medo: 1666 - Parte 3. Na cena, vemos a Sarah Fier original em close, uma mulher branca, de olhos azuis e cabelo preto. Ela tem uma expressão de medo no rosto, e a foto foi tirada de noite." width="1054" height="592" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/07/3-2.jpg 1054w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/07/3-2-800x449.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/07/3-2-1024x575.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/07/3-2-768x431.jpg 768w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-21750" class="wp-caption-text">A presença de Elizabeth Scopel, atriz que interpreta a Sarah Fier ‘de verdade’, infelizmente passa batida (Foto: Netflix)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">O xerife Nick Goode (</span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=droRkoEh8iE"><span style="font-weight: 400;">Ashley Zukerman</span></a><span style="font-weight: 400;">) se transforma em Solomon na porção final da saga, mas o fedor de impostor permanece imutável. Enquanto o filme desmistifica o muquirano, o público se afeiçoa por Sarah Fier, solidificando sua figura de mártir e injustiçada. O esperado seria uma simples narrativa de limpeza espiritual e da imagem da bruxa, mas </span><i><span style="font-weight: 400;">Fear Street: 1666</span></i><span style="font-weight: 400;"> não tem interesse algum em soar esquecível. Fier é sim inocente, mas sua sede de sangue não é silenciada ou repensada como benévola. Puta da vida, a bruxa quer o sangue de quem a amaldiçoou.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Bruxa no sentido não-literal da palavra, já que de feiticeira a jovem não tinha nada. Seu caráter sobrenatural vem da figura de lenda e de maldita, perseguida por amar a filha do pastor, Hannah Miller (papel da apagada </span><a href="https://febreteen.com.br/2021/07/rua-do-medo-elenco-conta-como-foi-fazer-outros-personagens-em-1666/"><span style="font-weight: 400;">Olivia Scott Welch</span></a><span style="font-weight: 400;">). A química entre Welch e Madeira é mínima quando comparada à das </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=4jwW0sk5_x8"><span style="font-weight: 400;">irmãs dos anos setenta</span></a><span style="font-weight: 400;">, mas a forte presença de cena da protagonista dá conta do ritmo nunca se perder (e olha que a abrupta divisão entre 1666 e 1994 deixa o último filme com um rombo narrativo que jorra sangue demais). Quando retorna para os anos noventa é que</span><i><span style="font-weight: 400;"> Rua do Medo</span></i><span style="font-weight: 400;"> arquiteta a arapuca final.</span></p>
<figure id="attachment_21751" aria-describedby="caption-attachment-21751" style="width: 840px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-21751" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/07/4-1.jpg" alt="Cena do filme Rua do Medo: 1666 - Parte 3. Na cena, vemos três personagens de noite no shopping, com as luzes apagadas e um contraste neon muito forte. " width="840" height="352" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/07/4-1.jpg 840w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/07/4-1-800x335.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/07/4-1-768x322.jpg 768w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-21751" class="wp-caption-text">Rua do Medo: 1666 se divide entre o campestre do passado e a saturação colorida do presente, dando total liberdade de esbaldo para a fotografia de Caleb Heymann (Foto: Netflix)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">A solução conclusiva é simples, mas bem realizada. O </span><i><span style="font-weight: 400;">shopping </span></i><a href="https://www.omelete.com.br/terror/maya-hawke-assassino-abertura-rua-do-medo"><span style="font-weight: 400;">manchado de sangue Thurman</span></a><span style="font-weight: 400;"> que abre a trilogia é revisitado em seu desfecho, colocando Gillian Jacobs (o destaque absoluto de toda essa empreitada da </span><i><span style="font-weight: 400;">Netflix</span></i><span style="font-weight: 400;">) frente a frente com o seu bendito passado. A atriz, conhecida por </span><i><span style="font-weight: 400;">Community</span></i><span style="font-weight: 400;">, </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=shxvag77pGI"><i><span style="font-weight: 400;">Love </span></i></a><span style="font-weight: 400;">e por dublar a Atom Eve em </span><a href="https://personaunesp.com.br/invincible-critica/"><i><span style="font-weight: 400;">Invencível</span></i></a><span style="font-weight: 400;">,</span> <span style="font-weight: 400;">é uma das vigas de sustentação de </span><i><span style="font-weight: 400;">Rua do Medo</span></i><span style="font-weight: 400;">, muito ao fato da escalação sublima de </span><a href="https://personaunesp.com.br/stranger-things-3-critica/"><span style="font-weight: 400;">Sadie Sink</span></a><span style="font-weight: 400;"> para lufar vida à versão jovenzinha da ex-ruiva.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Entre maldições, mãos decepadas, homenagens às vísceras do horror e muita cultura </span><i><span style="font-weight: 400;">queer </span></i><span style="font-weight: 400;">em tela, a trilogia </span><i><span style="font-weight: 400;">Rua do Medo</span></i><span style="font-weight: 400;"> entrega à </span><i><span style="font-weight: 400;">1666 </span></i><span style="font-weight: 400;">uma conclusão sóbria, morna e nada alegórica: nunca duvide de mulheres fortes nem confie em alguém que tem ‘bem’ no nome! A cena pós-créditos instiga uma continuação, e, considerando que a série de livros de R.L. Stine </span><a href="https://www.omelete.com.br/terror/rua-do-medo-futuro"><span style="font-weight: 400;">se alonga além dessa viela amedrontada</span></a><span style="font-weight: 400;">, não será uma surpresa se a Rua se transformar em Avenida, Cidade, Estado ou País do Medo. </span></p>
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		<title>Rua do Medo: 1978 prova que a barra era bem mais pesada nos anos setenta</title>
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		<pubDate>Mon, 19 Jul 2021 18:27:14 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Caroline Campos Há quem diga que qualquer outra época é fichinha perto da década de 70. Com mais sexo, mais drogas e muito mais sangue, alguns dos clássicos indiscutíveis do terror saíram rastejando do inferno setentista – O Exorcista, Halloween, Suspiria, O Massacre da Serra Elétrica, Carrie &#8211; A Estranha podem encabeçar a lista. Para &#8230; <a href="http://personaunesp.com.br/rua-do-medo-1978-parte-2-critica/" class="more-link">Continue lendo<span class="screen-reader-text"> "Rua do Medo: 1978 prova que a barra era bem mais pesada nos anos setenta"</span></a></p>
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										<content:encoded><![CDATA[<figure id="attachment_21692" aria-describedby="caption-attachment-21692" style="width: 2560px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="wp-image-21692 size-full" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/07/welcome-to-camp-nightwing-scaled.jpg" alt="Cena do filme Rua do Medo: 1978. Podemos ver a fachada em madeira do acampamento, escrita CAMP NIGHTWING. Ela está no topo da imagem. Abaixo, vemos a entrada do acampamento, uma rua bifurcada e muitas árvores ao redor, e várias crianças andando pelo local." width="2560" height="1556" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/07/welcome-to-camp-nightwing-scaled.jpg 2560w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/07/welcome-to-camp-nightwing-800x486.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/07/welcome-to-camp-nightwing-1024x622.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/07/welcome-to-camp-nightwing-768x467.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/07/welcome-to-camp-nightwing-1536x934.jpg 1536w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/07/welcome-to-camp-nightwing-2048x1245.jpg 2048w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/07/welcome-to-camp-nightwing-1200x729.jpg 1200w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-21692" class="wp-caption-text">A diretora Leigh Janiak é novamente bem sucedida ao adaptar as obras infanto-juvenis de R.L. Stine (Foto: Netflix)</figcaption></figure>
<p><b>Caroline Campos</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Há quem diga que qualquer outra época é fichinha perto da década de 70. Com mais sexo, mais drogas e </span><i><span style="font-weight: 400;">muito</span></i><span style="font-weight: 400;"> mais sangue, alguns dos clássicos indiscutíveis do terror saíram rastejando do </span><a href="https://www.tudosobreseufilme.com.br/2016/09/70-filmes-de-horror-da-decada-de-70.html"><span style="font-weight: 400;">inferno setentista</span></a><span style="font-weight: 400;"> – </span><i><span style="font-weight: 400;">O Exorcista</span></i><span style="font-weight: 400;">, </span><i><span style="font-weight: 400;">Halloween</span></i><span style="font-weight: 400;">, </span><i><span style="font-weight: 400;">Suspiria</span></i><span style="font-weight: 400;">, </span><i><span style="font-weight: 400;">O Massacre da Serra Elétrica</span></i><span style="font-weight: 400;">, </span><i><span style="font-weight: 400;">Carrie &#8211; A Estranha</span></i><span style="font-weight: 400;"> podem encabeçar a lista. Para quem não superou </span><a href="https://trilhadomedo.com/2018/10/14-curiosidades-sobre-o-filme-halloween/#:~:text=1%2D%20O%20personagem%20%E2%80%9CMichael%20Myers,decidiu%20levar%20para%20o%20filme."><span style="font-weight: 400;">Michael Myers</span></a><span style="font-weight: 400;"> e </span><a href="https://tecnoblog.net/meiobit/417094/leatherface-is-coming-45-anos-de-o-massacre-da-serra-eletrica/"><span style="font-weight: 400;">Leatherface</span></a><span style="font-weight: 400;">, nada melhor para, em pleno 2021, reviver todo aquele bando de gente morrendo esfaqueada, desmembrada ou possuída do que com </span><a href="https://rollingstone.uol.com.br/cinema/7-easter-eggs-apavorantes-de-rua-do-medo-parte-2-1978-da-netflix-stephen-king-david-bowie-e-mais-lista/"><i><span style="font-weight: 400;">Rua do Medo: 1978</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, a segunda parte da trilogia lançada em três sextas-feiras pela </span><i><span style="font-weight: 400;">Netflix</span></i><span style="font-weight: 400;">.</span></p>
<p><span id="more-21689"></span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Se </span><a href="https://personaunesp.com.br/rua-do-medo-1994-parte-1-critica/"><i><span style="font-weight: 400;">Rua do Medo: 1994</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> já foi uma obra ambiciosa e divertida ao ambientar a cidadezinha amaldiçoada de Shadyside e seus moradores assassinos, a diretora </span><a href="https://observatoriodocinema.uol.com.br/filmes/2021/07/diretora-de-rua-do-medo-quer-tornar-franquia-o-mcu-do-terror"><span style="font-weight: 400;">Leigh Janiak</span></a><span style="font-weight: 400;"> garante que não está para brincadeira ao voltar no tempo e desenvolver uma história ainda </span><a href="https://noticiasdatv.uol.com.br/noticia/filmes-na-tv/sexo-sangue-e-maldicao-rua-do-medo-parte-2-supera-terror-do-primeiro-filme-61118"><span style="font-weight: 400;">mais frenética e sangrenta</span></a><span style="font-weight: 400;">. Agora, Deena e Sam são deixadas de lado para conhecermos as irmãs Berman e entender aquele verão caótico de 78 no Acampamento Nightwing, quando o jovem monitor Tommy Slater </span><i><span style="font-weight: 400;">“teve um surto psicótico” </span></i><span style="font-weight: 400;">e assassinou a machadadas doze crianças durante a clássica Guerra das Cores de Sunnyvale contra Shadyside.</span></p>
<figure id="attachment_21693" aria-describedby="caption-attachment-21693" style="width: 1360px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="wp-image-21693 size-full" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/07/rua-do-medo-2-emily-rudd-sadie-sink-netflix.jpg" alt="Cena do filme Rua do Medo: 1978. Emily Rudd e Sadie Sink se encaram, uma de frente para a outra e de perfil para nós. Emily, à esquerda, tem cabelos ruivos, é uma mulher branca e usa camisa polo branca com listras laranjas. Sadie, à direita, é mais jovem, também ruiva e branca, e usa uma blusa branca com listras vermelhas e azuis." width="1360" height="850" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/07/rua-do-medo-2-emily-rudd-sadie-sink-netflix.jpg 1360w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/07/rua-do-medo-2-emily-rudd-sadie-sink-netflix-800x500.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/07/rua-do-medo-2-emily-rudd-sadie-sink-netflix-1024x640.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/07/rua-do-medo-2-emily-rudd-sadie-sink-netflix-768x480.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/07/rua-do-medo-2-emily-rudd-sadie-sink-netflix-1200x750.jpg 1200w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-21693" class="wp-caption-text">O roteiro aproveita a deixa para desenvolver os traumas psicológicos pelos quais Shadyside é responsável sobre seus habitantes (Foto: Netflix)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">Apesar de se passar em 1978, é a obra de 1980, </span><a href="https://www.tudoterror.com.br/post/do-pior-ao-melhor-na-franquia-sexta-feira-13"><i><span style="font-weight: 400;">Sexta-Feira 13</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, e seu Acampamento Crystal Lake que dialogam explicitamente com a segunda parte de </span><i><span style="font-weight: 400;">Rua do Medo</span></i><span style="font-weight: 400;">. A máscara de </span><i><span style="font-weight: 400;">hockey</span></i><span style="font-weight: 400;"> de </span><a href="https://darkside.blog.br/10-curiosidades-matadoras-sobre-jason-voorhees-e-sexta-feira-13/"><span style="font-weight: 400;">Jason Vorhees</span></a><span style="font-weight: 400;"> dá lugar para um saco medonho que envolve a face do Assassino de Nightwing, um dos </span><a href="https://screenrant.com/fear-street-movies-timeline-killers-events-explained/"><i><span style="font-weight: 400;">serial killers</span></i><span style="font-weight: 400;"> de Shadyside</span></a><span style="font-weight: 400;"> que aterrorizam a vida dos protagonistas do primeiro filme – Simon que o diga. O resultado são 110 minutos de homenagens e referências a </span><a href="https://www.legiaodosherois.com.br/lista/os-10-melhores-filmes-de-terror-slasher.html"><i><span style="font-weight: 400;">slashers </span></i><span style="font-weight: 400;">clássicos</span></a><span style="font-weight: 400;"> e Stephen King, mas sem perder a própria personalidade no meio de tanta reinvenção.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Por se tratar do filme do meio da trilogia, </span><i><span style="font-weight: 400;">1978</span></i><span style="font-weight: 400;"> provocou menos expectativas do que </span><i><span style="font-weight: 400;">1994 </span></i><span style="font-weight: 400;">e </span><i><span style="font-weight: 400;">1666</span></i><span style="font-weight: 400;">, que se propuseram a iniciar e finalizar uma história de mais de três séculos. No entanto, o protagonismo das irmãs Berman, o clima mórbido e claustrofóbico tanto em cima quanto embaixo da terra e o desenrolar poético e violento da trama roubaram a cena na empreitada de Janiak. A imersão no </span><i><span style="font-weight: 400;">flashback</span></i><span style="font-weight: 400;"> de </span><a href="https://www.adorocinema.com/noticias/filmes/noticia-159561/"><span style="font-weight: 400;">C. Berman</span></a><span style="font-weight: 400;"> (Gillian Jacobs) é tão grande que fica fácil se esquecer de uma Sam possuída e amarrada no banheiro e consolida </span><a href="https://www.tecmundo.com.br/cultura-geek/220845-rua-medo-1978-tudo-filme-terror-netflix-spoilers.htm"><i><span style="font-weight: 400;">Rua do Medo: 1978 &#8211; Parte 2</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> quase como um filme solo e independente de suas amarras </span><i><span style="font-weight: 400;">familiares</span></i><span style="font-weight: 400;">. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Dessa vez, o roteiro de Leigh Janiak mira e acerta em um melhor desenvolvimento das relações entre personagens, focando, especialmente, em Cindy e Ziggy (</span><a href="https://www.adorocinema.com/noticias/filmes/noticia-159513/"><span style="font-weight: 400;">não o Stardust</span></a><span style="font-weight: 400;">), interpretadas por </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=doD3G6VyeKM"><span style="font-weight: 400;">Emily Rudd</span></a><span style="font-weight: 400;"> e </span><a href="https://www.omelete.com.br/terror/rua-do-medo-sadie-sink-easter-eggs"><span style="font-weight: 400;">Sadie Sink</span></a><span style="font-weight: 400;">. O amor das irmãs, escondido atrás de xingamentos e frases cruéis, é o motor mais eficiente que um filme de terror como </span><i><span style="font-weight: 400;">Rua do Medo</span></i><span style="font-weight: 400;"> poderia ter escolhido. Sem muitos paparicos românticos, o eixo da narrativa se volta para o papel das garotas nos últimos passos da única sobrevivente da maldição de Sarah Fier – C. Berman é, de longe, uma das </span><a href="https://www.omelete.com.br/terror/melhores-final-girls-sobreviventes-terror"><i><span style="font-weight: 400;">final girls</span></i></a> <span style="font-weight: 400;">mais interessantes dos últimos tempos.</span></p>
<figure id="attachment_21691" aria-describedby="caption-attachment-21691" style="width: 2000px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="wp-image-21691 size-full" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/07/image.jpeg" alt="Leigh Janiak, uma mulher branca, loira, de blusa preta e calça jeans, dirige Ted Sutherland e Sadie Sink no set de filmagem. Ela está agachada à direita, com o roteiro em mãos. Ao seu lado, Sadie Sink encara o papel em suas mãos. Sentado no chão à esquerda, Ted Sutherland também olha em direção ao papel nas mãos de Leigh." width="2000" height="1333" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/07/image.jpeg 2000w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/07/image-800x533.jpeg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/07/image-1024x682.jpeg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/07/image-768x512.jpeg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/07/image-1536x1024.jpeg 1536w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/07/image-1200x800.jpeg 1200w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-21691" class="wp-caption-text">O xerife Nick Goode também retorna ao passado em 1978, interpretado pelo jovem Ted Sutherland (Foto: Entertainment Weekly)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">Enquanto isso, viver em uma cidade assombrada por uma bruxa ainda é algo que os moradores de Shadyside têm dificuldades para engolir. A inconformada da vez é Ziggy, a garota rebelde </span><a href="https://www.cbr.com/fear-street-part-2-stephen-king-carrie-revenge/"><span style="font-weight: 400;">perseguida</span></a><span style="font-weight: 400;"> pelos companheiros de acampamento de Sunnyvale. Sadie Sink, completamente à vontade no meio do massacre, consegue manter o carisma mesmo enquanto é esfaqueada por um leiteiro-zumbi. Sua personagem é a heroína incompreendida pela qual vale a pena torcer, e nossa </span><a href="https://personaunesp.com.br/stranger-things-3-critica/"><span style="font-weight: 400;">Mad Max</span></a><span style="font-weight: 400;"> carrega a coroa do protagonismo com elegância e descontração.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">É em Ziggy, por sinal, que podemos perceber as </span><a href="https://screenrant.com/fear-street-2-1978-easter-eggs-references/"><span style="font-weight: 400;">referências</span></a><span style="font-weight: 400;"> mais divertidas do filme: para se vingar de Sheila, surge </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=zOcZgcs6l3A"><i><span style="font-weight: 400;">Carrie</span></i></a><span style="font-weight: 400;">; perseguida por Tommy, as machadadas na porta retomam à </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=WDpipB4yehk"><i><span style="font-weight: 400;">O Iluminado</span></i></a><span style="font-weight: 400;">; quando é xingada nas paredes, a frase </span><i><span style="font-weight: 400;">“Ziggy chupa paus no inferno”</span></i><span style="font-weight: 400;"> é quase a mesma que sai da boca de uma jovem Regan possuída em </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=sZazSFEHfg8"><i><span style="font-weight: 400;">O Exorcista</span></i></a><span style="font-weight: 400;">. Janiak claramente se entretém ao esconder os detalhes para instigar os fãs de horror mais atentos. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Bem mais assustador do que o </span><i><span style="font-weight: 400;">assassino-estilo-</span></i><a href="https://observatoriodocinema.uol.com.br/filmes/2016/12/panico-artes-revelam-que-mascara-de-ghostface-originalmente-seria-mais-assustadora"><span style="font-weight: 400;">Ghostface</span></a><span style="font-weight: 400;"> de </span><i><span style="font-weight: 400;">1994</span></i><span style="font-weight: 400;">, o Nightwing de McCabe Slye eleva o padrão de brutalidade da trilogia ao </span><a href="https://www.cbr.com/fear-street-part-2-who-dies/"><span style="font-weight: 400;">esquartejar criancinhas</span></a><span style="font-weight: 400;"> vestidas com o azul de Shadyside. As cenas podem não ser 100% explícitas, mas os membros espalhados em poças de sangue e o barulho seco e repetitivo do machado adentrando a pele são suficientes para causar arrepios de agonia ou excitação, dependendo do tipo de espectador. Isso talvez se explique pelo fato de que </span><i><span style="font-weight: 400;">Rua do Medo: 1978</span></i><span style="font-weight: 400;"> foi o último dos três filmes a ser filmado, então, como disse em </span><a href="https://www.indiewire.com/2021/07/fear-street-trilogy-gore-1234647235/"><span style="font-weight: 400;">entrevista ao </span><i><span style="font-weight: 400;">IndieWire</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, Janiak já estava tão cansada que apenas pediu para </span><i><span style="font-weight: 400;">“jogar mais e mais sangue em tudo”</span></i><span style="font-weight: 400;">. </span></p>
<figure id="attachment_21690" aria-describedby="caption-attachment-21690" style="width: 1882px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="wp-image-21690 size-full" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/07/fs1978.png" alt="Cena do filme Rua do Medo: 1978. O assassino de Nightwing, um homem com blusa amarela, jaqueta vermelha e um saco marrom na cabeça, está no centro da imagem. Podemos vê-lo de baixo para cima, e ele está com um machado ensanguentado nas mãos. Acima dele, há uma única lampâda deixando a foto amarelada." width="1882" height="1059" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/07/fs1978.png 1882w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/07/fs1978-800x450.png 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/07/fs1978-1024x576.png 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/07/fs1978-768x432.png 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/07/fs1978-1536x864.png 1536w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/07/fs1978-1200x675.png 1200w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-21690" class="wp-caption-text">Além do aprofundamento na história de Ruby Lane ao longo do filme, ainda pudemos, de brinde, vislumbrar mais duas figurinhas do álbum de assassinos da trilogia: Billy Barker e o Milkman (Foto: Netflix)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">Enquanto a trama da superfície fica responsável por desmembrar </span><i><span style="font-weight: 400;">Shadysiders</span></i><span style="font-weight: 400;">, o </span><i><span style="font-weight: 400;">plot</span></i><span style="font-weight: 400;"> subterrâneo de Cindy e Alice (Ryan Simpkins) mergulha mais profundamente nas artimanhas de </span><a href="https://www.adorocinema.com/noticias/filmes/noticia-159611/"><span style="font-weight: 400;">Sarah Fier</span></a><span style="font-weight: 400;">. No segundo longa, a bruxa é retratada como uma verdadeira vilã, que quer, a todo custo, impedir que aqueles adolescentes quebrem sua maldição. Através de um labirinto de cavernas, Sarah ganha personalidade e contornos mais vívidos na história, dando palhinhas de suas falecidas vítimas e provocando o subconsciente das jovens. </span><a href="https://www.atrevida.com.br/noticias/tv-e-series/diretora-de-rua-do-medo-fala-sobre-regras-mitologicas-envolvendo-a-bruxa-sarah-fier.phtml"><span style="font-weight: 400;">A mitologia ao redor da bruxa</span></a><span style="font-weight: 400;"> também ganhou uma grande e horrenda gosma para chamar de sua, que, aparentemente, só serve para gerar assassinos, fornecer o exército de moscas que assombram a trilogia e, bem, ser nojenta.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Como se não soubéssemos que tudo daria errado e voltaria a acontecer </span><a href="https://rollingstone.uol.com.br/noticia/5-easter-eggs-de-rua-do-medo-1994-da-netflix-lista/"><span style="font-weight: 400;">16 anos depois</span></a><span style="font-weight: 400;">, assistir a sequência final de </span><i><span style="font-weight: 400;">Fear Street: 1978</span></i><span style="font-weight: 400;"> espanta tanto pela beleza quanto pela violência da <a href="https://www.youtube.com/watch?v=mjcvWFe5FBU">cena</a>, como se </span><i><span style="font-weight: 400;">A Criação de Adão</span></i><span style="font-weight: 400;"> tivesse sido pintada pelas garras sangrentas de Wes Craven. Sarah Fier definitivamente não estava para brincadeira com esse lance de vingança, e Leigh Janiak faz questão de deixar isso claro ao fechar seu filme.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Irreverente, astuto e espirituoso, </span><a href="https://observatoriodocinema.uol.com.br/listas/2021/07/o-que-a-netflix-nao-te-contou-sobre-a-trilogia-rua-do-medo"><i><span style="font-weight: 400;">Rua do Medo: 1978 &#8211; Parte 2</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> é aquilo que os apaixonados por </span><a href="https://www.indiewire.com/2021/07/fear-street-slashers-inspired-film-1234647241/"><i><span style="font-weight: 400;">slashers</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> esperam ao dar </span><i><span style="font-weight: 400;">play</span></i><span style="font-weight: 400;"> em uma obra que se propõe a </span><a href="https://www.comboinfinito.com.br/principal/rua-do-medo-confira-todas-essas-referencias-aos-classicos-do-terror/"><span style="font-weight: 400;">revigorar</span></a><span style="font-weight: 400;"> o gênero. Apesar da necessidade gritante do roteiro </span><span style="font-weight: 400;">de explicar tudo ao espectador como se fôssemos amebas, o magnetismo da segunda parte da trilogia contagia o suficiente para que o gancho final seja dado com eficiência. Agora, cabe ao passado desenterrar a ossada de Sarah Fier e questionar até que ponto Shadyside é responsável por suas próprias maldições.</span></p>
<div class="jetpack-video-wrapper"><iframe loading="lazy" title="Rua do Medo: 1978 – Parte 2 | Trailer oficial | Netflix" width="840" height="473" src="https://www.youtube.com/embed/uohgm0__5Es?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen></iframe></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>O post <a href="http://personaunesp.com.br/rua-do-medo-1978-parte-2-critica/">Rua do Medo: 1978 prova que a barra era bem mais pesada nos anos setenta</a> apareceu primeiro em <a href="http://personaunesp.com.br">Persona | Jornalismo Cultural</a>.</p>
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