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	<title>Arquivos Michael B. Jordan &#8211; Persona | Jornalismo Cultural</title>
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	<description>Desde 2015 provando que a distância entre Bergman, Lady Gaga e a novela das 9 nem existe.</description>
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		<title>A noite é negra e dos Pecadores</title>
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		<pubDate>Mon, 28 Apr 2025 17:51:19 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Davi Marcelgo Há mais de um século, no coração da Europa, F. W. Murnau dirigia o clímax de Nosferatu (1922), ocasião em que o vampiro, tomado pelo desejo, esquece o perigo de existir sob a luz do sol, falecendo ao amanhecer. O terror expressionista tem um quê de LGBT+, pois as vivências da comunidade, quanto &#8230; <a href="http://personaunesp.com.br/critica-pecadores/" class="more-link">Continue lendo<span class="screen-reader-text"> "A noite é negra e dos Pecadores"</span></a></p>
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										<content:encoded><![CDATA[<figure id="attachment_35190" aria-describedby="caption-attachment-35190" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img fetchpriority="high" decoding="async" class="size-medium wp-image-35190" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/04/image3-1-800x481.jpg" alt="Cena do filme Pecadores. Na imagem, os personagens Fumaça (à esquerda) e Fuligem (à direita) estão de costas enquanto observam o pôr do sol no horizonte. O céu está escuro, com muitas nuvens e o sol ao fundo, laranja, perdendo sua luz. Os dois personagens são irmãos gêmeos e interpretados pelo ator Michael B. Jordan. Fumaça veste um terno e usa uma boina. Fuligem também veste terno, mas usa um chapéu de abas retas. Não é possível identificar as cores das roupas, pois não há luz nos personagens." width="800" height="481" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/04/image3-1-800x481.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/04/image3-1-1024x615.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/04/image3-1-768x461.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/04/image3-1-1200x721.jpg 1200w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/04/image3-1.jpg 1232w" sizes="(max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-35190" class="wp-caption-text">Pecadores é o quinto filme de Ryan Coogler com Michael B. Jordan no elenco (Foto: Warner Bros.)</figcaption></figure>
<p><b>Davi Marcelgo</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Há mais de um século, no coração da Europa, F. W. Murnau dirigia o clímax de </span><i><span style="font-weight: 400;">Nosferatu</span></i><span style="font-weight: 400;"> (1922), ocasião em que o vampiro, tomado pelo desejo, esquece o perigo de existir sob a luz do sol, falecendo ao amanhecer. O terror expressionista tem um quê de LGBT+, pois as vivências da comunidade, quanto mais em 1922, eram consumadas à noite &#8211; essa interpretação existe sobretudo porque o diretor tinha </span><a href="https://oglobo.globo.com/cultura/a-intimidade-de-murnau-11404718"><span style="font-weight: 400;">relações homoafetivas</span></a><span style="font-weight: 400;">. E que pavor seria ao dia descobrirem o Drácula dentro de você. </span></p>
<p><span id="more-35187"></span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">De </span><a href="https://www.planocritico.com/critica-parceiros-da-noite/"><span style="font-weight: 400;">William Friedkin</span></a><span style="font-weight: 400;"> a </span><a href="https://www.miguelbarbieri.com.br/post/great-freedom-oscar-mubi"><span style="font-weight: 400;">Sebastian Meise</span></a><span style="font-weight: 400;">, há uma enxurrada de longas que retratam a vida noturna, assim como histórias de monstros têm como pano de fundo alegorias sobre pessoas marginalizadas. O romance </span><i><span style="font-weight: 400;">Frankenstein</span></i><span style="font-weight: 400;"> (1818) de Mary Shelley, é metáfora para mulheres e pessoas trans, e o polêmico </span><i><span style="font-weight: 400;">A Hora do Pesadelo 2 &#8211; A Vingança de Freddy </span></i><span style="font-weight: 400;">de 1985, uma experiência gay, são exemplos marcantes da categoria. </span><i><span style="font-weight: 400;">Pecadores</span></i><span style="font-weight: 400;">, de Ryan Coogler, é uma mistura desses dois mundos.</span></p>
<p>Na trama, Fumaça e Fuligem (ambos interpretados por <a href="https://personaunesp.com.br/creed-outra-luta-outro-boxe/">Michael B. Jordan</a>) são irmãos gêmeos realizando o sonho de inaugurar um bar de <i>Blues</i>. A ideia é que o espaço seja um ambiente de liberdade e alívio para as pessoas negras do <i>Mississípi </i>em 1930, que convivem com a segregação racial e são sujeitas a trabalhos braçais e pagamentos em ‘<i>tickets</i>’. Porém, a supremacista <a href="https://personaunesp.com.br/infiltrado-na-klan-critica/"><i>Ku Klux Klan</i></a> e um trio de vampiros têm outros planos para os donos e seus clientes: morte e transformação, respectivamente.</p>
<figure id="attachment_35189" aria-describedby="caption-attachment-35189" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img decoding="async" class="size-medium wp-image-35189" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/04/image2-4-800x420.jpg" alt="Cena do filme Pecadores. Na imagem, Sammie, interpretado por Miles Caton, está em uma igreja. Ele está com o lado esquerdo do rosto arranhado e sangrando. Do lado esquerdo da imagem, ao fundo, em desfoque, há uma cruz. Sammie é um homem negro, na faixa dos 20 anos, de cabelos curtos e crespos. Ele usa uma jaqueta caramelo. " width="800" height="420" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/04/image2-4-800x420.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/04/image2-4-1024x538.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/04/image2-4-768x403.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/04/image2-4-1536x806.jpg 1536w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/04/image2-4-1200x630.jpg 1200w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/04/image2-4.jpg 1600w" sizes="(max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-35189" class="wp-caption-text">Miles Caton também é artista musical, em 2023 lançou o single This Ain’t It (Foto: Warner Bros.)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">O diretor e roteirista </span><a href="https://personaunesp.com.br/pantera-negra-critica/"><span style="font-weight: 400;">Ryan Coogler</span></a><span style="font-weight: 400;"> propõe uma história sobre legado, temática já vista em outros filmes do cineasta, e formas de se imortalizar. Nesta narrativa, há duas: se transformando em um sugador de sangue ou através da música, que aqui se relaciona com espíritos e ancestralidade. Para transpor em </span><i><span style="font-weight: 400;">takes</span></i><span style="font-weight: 400;"> seus conceitos, Coogler se joga na fantasia &#8211; e até no horror </span><i><span style="font-weight: 400;">camp &#8211;</span></i><span style="font-weight: 400;">, em destaque a cena de Sammie (</span><a href="https://ovicio.com.br/miles-caton-revela-seus-filmes-favoritos-e-mostra-que-realmente-e-um-fa-da-marvel/"><span style="font-weight: 400;">Miles Caton</span></a><span style="font-weight: 400;">) cantando enquanto personas místicas do passado e futuro da música negra se apresentam e dançam com os frequentadores do clube. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Em momentos pontuais &#8211; infelizmente, porque o elemento é divino &#8211; Coogler ousa com transições e fios de guitarra tocando na edição, dando ao filme mais personalidade e caráter de </span><a href="https://www.omelete.com.br/filmes/criticas/morte-do-demonio-critica"><span style="font-weight: 400;">Terror fantasioso</span></a><span style="font-weight: 400;">. A aposta marca o Cinema do americano de uma forma diferente, acostumado a fazer filmes encomendados por grandes estúdios, como a duologia </span><i><span style="font-weight: 400;">Pantera Negra</span></i><span style="font-weight: 400;">, ele vagamente se permitia fugir do realismo, ora por sua opção ou imposições dos engravatados. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A direção de fotografia de </span><a href="https://www.omelete.com.br/filmes/criticas/pantera-negra-2-filme-critica"><span style="font-weight: 400;">Autumn Durald</span></a><span style="font-weight: 400;"> consegue captar a sensualidade dos vampiros e o calor de uma noitada em um clube que possibilita a liberdade para ser quem se é. Com cores quentes ao escurecer, ótimas atuações, cenas de sexo e música boa, a unidade fílmica é a experiência de se apaixonar e ser mordido por um vampiro. </span></p>
<figure id="attachment_35188" aria-describedby="caption-attachment-35188" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img decoding="async" class="size-medium wp-image-35188" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/04/image1-4-800x421.jpg" alt="Cena do filme Pecadores. Na imagem, Fumaça abraça Sammie enquanto eles observam uma faixa de fogo alastrar sobre a água. O cenário é de amanhecer, ambos estão dentro de um rio, no canto esquerdo da foto. No canto direito, à margem do rio, há um galpão de madeira. O horizonte apresenta arborização e o céu azulado com o laranja do sol iluminando. Fumaça usa uma regata branca, ele e Sammie são homens negros e estão de costas." width="800" height="421" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/04/image1-4-800x421.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/04/image1-4-1024x538.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/04/image1-4-768x404.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/04/image1-4-1536x807.jpg 1536w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/04/image1-4-1200x631.jpg 1200w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/04/image1-4.jpg 1600w" sizes="(max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-35188" class="wp-caption-text">Em sua estreia, Pecadores lucrou mais que o remake Branca de Neve (Foto: Warner Bros.)</figcaption></figure>
<p><i><span style="font-weight: 400;">Pecadores </span></i><span style="font-weight: 400;">entendeu bem a natureza do ser folclórico que está lidando, junto às incontáveis pesquisas sobre narrativas de monstros e seus subtextos. Sugadores de sangue podem não ser apenas criaturas, mas também espaço para tematizar política com a forma articulada ao roteiro. O fato do trio principal de vampiros ser músicos e brancos reflete o apagamento e a absorção da cultura negra que a branquitude fez e ainda faz. À medida que Coogler compara a existência do ser ficcional às vivências reais da comunidade negra e </span><a href="https://www.politize.com.br/leis-jim-crow/"><span style="font-weight: 400;">segregada</span></a><span style="font-weight: 400;"> nos Estados Unidos, ele deixa uma ideia: pertencer só é possível em alguns espaços e sob o céu escuro. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Seja no século XIX, XX ou no mais futurista ano de 2025, os monstros ainda têm espaço entre as peças inteligentes de muitos autores, como a versão de </span><i><span style="font-weight: 400;">Nosferat</span></i><span style="font-weight: 400;">u, dirigida por </span><a href="https://personaunesp.com.br/o-homem-do-norte-critica/"><span style="font-weight: 400;">Eggers</span></a><span style="font-weight: 400;"> em 2024. Por muitas injustiças, algumas pessoas ainda se sentem como criaturas desprezadas, marginalizadas e pecadoras, salvas por breves momentos de curtição e de Arte, como Sammie, que aproveitou sua música na noite mais sangrenta de sua vida.</span></p>
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		<title>E se… a Marvel resolvesse mesmo arriscar?</title>
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		<pubDate>Thu, 09 Dec 2021 16:29:28 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Vitória Lopes Gomez “Tempo, espaço e realidade são mais do que caminhos lineares. São um prisma de possibilidades sem fim, onde uma única escolha pode ramificar-se em realidades infinitas, criando mundos alternativos daquele que você conhece”, narra o Vigia (Jeffrey Wright) ao começo de cada episódio de What If…?. Assim, em sua primeira animação para &#8230; <a href="http://personaunesp.com.br/what-if-critica/" class="more-link">Continue lendo<span class="screen-reader-text"> "E se… a Marvel resolvesse mesmo arriscar?"</span></a></p>
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										<content:encoded><![CDATA[<figure id="attachment_25244" aria-describedby="caption-attachment-25244" style="width: 963px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-25244" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/12/what-if-1.jpg" alt="Cena da série What If…?. Na imagem, da esquerda para a direita, vemos os personagens animados de Drax e T’Challa em um enquadramento em primeiro plano, dos ombros para cima. Drax é um personagem de pele branca com desenhos vermelhos pelo corpo e rosto, careca e de olhos azuis. Na imagem, ele está sorrindo, tem seu braço esquerdo por cima do ombro de T’Challa e sua mão direita apontando para ele. T’Challa é um personagem negro, de cabelos e barba pretos e olhos castanhos. Ele sorri desconcertado ao ser abraçado por Drax. " width="963" height="481" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/12/what-if-1.jpg 963w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/12/what-if-1-800x400.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/12/what-if-1-768x384.jpg 768w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-25244" class="wp-caption-text">“Eu sou o Vigia, o seu guia através dessas novas e vastas realidades. Siga-me e pondere a questão: O que aconteceria se…?” (Foto: Disney+)</figcaption></figure>
<p><b>Vitória Lopes Gomez</b></p>
<p><i><span style="font-weight: 400;">“Tempo, espaço e realidade são mais do que caminhos lineares. São um prisma de possibilidades sem fim, onde uma única escolha pode ramificar-se em realidades infinitas, criando mundos alternativos daquele que você conhece</span></i><span style="font-weight: 400;">”, narra o Vigia (Jeffrey Wright) ao começo de cada episódio de </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=zq-dKITdTsE"><i><span style="font-weight: 400;">What If…?</span></i></a><span style="font-weight: 400;">. Assim, em sua primeira animação para o </span><i><span style="font-weight: 400;">streaming</span></i><span style="font-weight: 400;">, a </span><i><span style="font-weight: 400;">Marvel</span></i><span style="font-weight: 400;"> revisita mais de 10 anos de produções do estúdio e se arrisca a questionar:</span><i><span style="font-weight: 400;"> “e se momentos cruciais do universo cinematográfico tivessem acontecido só um pouquinho diferente?”</span></i><span style="font-weight: 400;">. É ponderando a questão e suas implicações que a série antológica explora </span><a href="https://variety.com/2021/tv/news/marvel-what-if-animation-dave-bautista-1235039699/"><span style="font-weight: 400;">possibilidades</span></a><span style="font-weight: 400;"> e realidades alternativas, mas só para deixar a pergunta maior sem resposta. E se a </span><i><span style="font-weight: 400;">Marvel</span></i><span style="font-weight: 400;"> resolvesse mesmo arriscar?</span></p>
<p><span id="more-25243"></span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Devidamente introduzidos às inúmeras chances do multiverso desde </span><a href="https://personaunesp.com.br/loki-critica/"><i><span style="font-weight: 400;">Loki</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, que abriu as portas do tal prisma de possibilidades, </span><i><span style="font-weight: 400;">What If…? </span></i><span style="font-weight: 400;">usa cada um de seus nove capítulos para distorcer o que já é conhecido. Começando pelo </span><a href="https://www.adorocinema.com/noticias/filmes/noticia-158421/"><span style="font-weight: 400;">começo</span></a><span style="font-weight: 400;">, o primeiro episódio imagina o que teria acontecido se Steve Rogers não tivesse se tornado o Capitão América. </span><i><span style="font-weight: 400;">E se… a Capitã Carter fosse a Primeira Vingadora? </span></i><span style="font-weight: 400;">coloca a agente Peggy Carter (Hayley Atwell) para tomar o soro do supersoldado, e o grande mocinho dos Vingadores vira coadjuvante para a nova heroína. A temporada já se inicia audaciosa, afinal, os eventos originais que inspiraram a narrativa acontecem em </span><i><span style="font-weight: 400;">Capitão América: O Primeiro Vingador</span></i><span style="font-weight: 400;"> e a mudança proposta ecoaria em todo o universo da </span><i><span style="font-weight: 400;">Marvel</span></i><span style="font-weight: 400;">, já que o surgimento do herói é o pontapé da</span><a href="https://forasdeserie.com/a-historia-do-universo-marvel-e-como-impacta-a-cultura-pop/"><span style="font-weight: 400;"> ordem cronológica</span></a><span style="font-weight: 400;"> dos filmes.</span></p>
<figure id="attachment_25245" aria-describedby="caption-attachment-25245" style="width: 1200px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-25245" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/12/what-if-2.jpg" alt="Cena da série What If…?. Em um primeiro plano da imagem, vemos, dos joelhos para cima, a personagem animada de Peggy Carter vestindo um uniforme azul, com a bandeira do Reino Unido no peitoral, segurando um escudo com a mão esquerda e com o braço direito levantado, na pose clássica do Capitão América. Peggy Carter é uma mulher branca, de cabelos castanhos lisos na altura do ombro, aparentando cerca de 30 anos. O escudo que ela segura é redondo, com uma faixa circular azul, na borda, uma faixa branca, outra vermelha e, ao centro, a bandeira do Reino Unido. Ao fundo, desfocado, vemos um monumento iluminado." width="1200" height="675" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/12/what-if-2.jpg 1200w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/12/what-if-2-800x450.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/12/what-if-2-1024x576.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/12/what-if-2-768x432.jpg 768w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-25245" class="wp-caption-text">A primeira temporada de What If, que teve seus episódios lançados semanalmente no Disney+, faz parte da Fase 4 do MCU (Foto: Disney+)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">Só que </span><i><span style="font-weight: 400;">What If…? </span></i><span style="font-weight: 400;">não vai tão longe: ao longo dos 30 minutos de cada episódio, um arco se inicia e, à princípio, se encerra, sem explorar muito o que vem depois. Nisso, a liberdade que o formato antológico concede favorece as histórias soltas e a série não precisa se preocupar em </span><a href="https://variety.com/2021/tv/news/marvel-what-if-season-1-finale-tchalla-spin-off-chadwick-boseman-1235082366/"><span style="font-weight: 400;">destrinchar os eventos</span></a><span style="font-weight: 400;"> que seguem. Ainda que estejam inseridos na mesma linha do tempo, os capítulos, aparentemente desconexos um do outro, se desenvolvem em diferentes estilos e agradam gostos diferentes, assim como o estúdio tem </span><a href="https://legadodamarvel.com.br/marvel-continuara-explorando-outros-generos-do-cinema-diz-kevin-feige/"><span style="font-weight: 400;">feito nos cinemas</span></a><span style="font-weight: 400;">, e o descontentamento com um não precisa se repetir em outro. No de Peggy, porém, a série já indica o terreno seguro que continuará a seguir. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Com a nova Primeira Vingadora assumindo o escudo, as consequências poderiam ser incontáveis, mas os resultados finais não são tão ousados quanto prometem. Steve (Josh Keaton) é quem assume a armadura rústica do Homem de Ferro, Bucky (Sebastian Stan) não morre e, consequentemente, não vira o Soldado Invernal, tampouco </span><a href="https://poltronanerd.com.br/filmes/saiba-tudo-o-que-o-soldado-invernal-fez-entre-capitao-america-1-e-2-99788"><span style="font-weight: 400;">assassina Howard Stark</span></a><span style="font-weight: 400;"> (Dominic Cooper). A longo prazo, a Guerra Civil que </span><a href="https://jovemnerd.com.br/nerdbunker/capitao-america-guerra-civil-tudo-que-voce-precisa-saber-sobre-o-filme/"><span style="font-weight: 400;">dividiu os Vingadores</span></a><span style="font-weight: 400;"> não aconteceria. Antes disso, talvez nem o Homem de Ferro de Tony Stark existisse, Visão não seria criado e Wanda não chegaria ao ponto de ajudar a </span><a href="https://marvelucm.com/cinema/wanda-loki-ou-doutor-estranho-quem-abriu-o-multiverso/"><span style="font-weight: 400;">abrir o multiverso</span></a><span style="font-weight: 400;">, o que possibilitou </span><i><span style="font-weight: 400;">What If…? </span></i><span style="font-weight: 400;">em primeiro lugar. A série provoca e suscita a imaginação quanto ao futuro só para, já na primeira temporada, minar muitas das possibilidades que cria, usando do discurso repetido de “todos os caminhos levam ao mesmo final”, que o Doutor Estranho comprovou.</span></p>
<figure id="attachment_25246" aria-describedby="caption-attachment-25246" style="width: 1102px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-25246" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/12/what-if-3.jpg" alt="Cena da série What If…?. Em um primeiro plano da imagem, vemos, à esquerda, o personagem animado de Nick Fury falando ao telefone e levantando a mão esquerda para um exército, que está desfocado ao fundo, como se indicasse para eles esperarem. Nick Fury é um homem negro, careca, com barba preta e tem um tapa olho preto cobrindo seu olho esquerdo." width="1102" height="450" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/12/what-if-3.jpg 1102w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/12/what-if-3-800x327.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/12/what-if-3-1024x418.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/12/what-if-3-768x314.jpg 768w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-25246" class="wp-caption-text">O roteiro de What If…? é de responsabilidade de A.C. Bradley, showrunner da série, e Matthew Chauncey; já a direção dos episódios fica nas mãos de Bryan Andrews (Foto: Disney+)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">Apesar de </span><a href="https://canaltech.com.br/entretenimento/what-if-historias-da-serie-podem-influenciar-linha-principal-do-mcu-191481/"><span style="font-weight: 400;">influenciar o gigantesco universo</span></a><span style="font-weight: 400;"> em comum da </span><i><span style="font-weight: 400;">Marvel</span></i><span style="font-weight: 400;">, a série criada por Ashley C. Bradley</span> <span style="font-weight: 400;">não corre o risco de arriscar o que a empresa já construiu até aqui e, mesmo assim, segue pelo caminho cauteloso. A temporada aproveita da (aparente) liberdade de não ter uma grande responsabilidade em mãos para, amparada pelas infinitas possibilidades do </span><a href="https://www.omelete.com.br/marvel-cinema/multiverso-marvel-loki-diretora-explica"><span style="font-weight: 400;">multiverso</span></a><span style="font-weight: 400;">, divagar em divertidas aleatoriedades. No segundo episódio, por exemplo, a produção se pergunta o que teria acontecido se Yondu (Michael Rooker) tivesse capturado T’Challa (Chadwick Boseman), e o Príncipe de Wakanda se tornasse o Senhor das Estrelas, ao invés de Peter Quill (Brian T. Delaney). </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Se, por um lado, a linha do tempo</span> <span style="font-weight: 400;">é alternativa o suficiente para não arruinar </span><a href="https://www.omelete.com.br/marvel-cinema/quem-e-kevin-feige-marvel-studios"><span style="font-weight: 400;">10 anos de trabalhos</span></a><span style="font-weight: 400;"> cinematográficos, por outro, a série traça paralelos claros com o </span><i><span style="font-weight: 400;">MCU</span></i><span style="font-weight: 400;">. </span><i><span style="font-weight: 400;">What If…?</span></i><span style="font-weight: 400;"> referencia os filmes, recria situações, refaz cenas e diálogos para se encaixarem no novo contexto, e até provoca para uma possível continuação de cada capítulo, como a </span><i><span style="font-weight: 400;">Marvel </span></i><span style="font-weight: 400;">sabe bem fazer. No segundo, a sequência do Senhor das Estrelas passeando pelo espaço com o toca fitas em mãos é idêntica a de </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=8VN_l57QWyQ"><i><span style="font-weight: 400;">Guardiões da Galáxia</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, mas é T’Challa quem a protagoniza. Para não deixar pontas soltas, Quill também faz sua aparição, alheio ao que poderia ter se tornado enquanto trabalha em uma lanchonete.</span></p>
<figure id="attachment_25247" aria-describedby="caption-attachment-25247" style="width: 960px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-25247" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/12/what-if-4.png" alt="Cena da série What If…?. Ao centro da imagem, vemos o personagem animado do Doutor Estranho, um homem branco, de cabelos e barba preta, vestindo seu traje de feiticeiro e sua capa, que está esvoaçante no que ele aparenta estar flutuando. Os olhos dele estão cinzas, como se ele estivesse possuído, e luzes vermelhas saem de suas mãos." width="960" height="500" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/12/what-if-4.png 960w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/12/what-if-4-800x417.png 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/12/what-if-4-768x400.png 768w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-25247" class="wp-caption-text">A primeira temporada de What If…? teria 10 episódios, mas, por conta dos atrasos causados pela pandemia, um deles foi adiado e fará parte da segunda, que já está confirmada (Foto: Disney+)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">Como viajar pelo multiverso não é tão simples assim, o desenho animado foi essencial para garantir que os cenários improváveis saiam do papel. Assim como o roteiro da série, porém, o </span><a href="https://personaunesp.com.br/love-death-robots-2a-temp-critica/"><span style="font-weight: 400;">estilo das animações</span></a><span style="font-weight: 400;"> não é chamativo e nada marcante, quando tudo ao nível do estúdio promete ser. Segundo o chefe de desenvolvimento visual da </span><i><span style="font-weight: 400;">Marvel Studios</span></i><span style="font-weight: 400;">, </span><a href="https://cinemacomrapadura.com.br/entrevistas/603575/entrevista-ryan-meinerding-chefe-do-departamento-visual-da-marvel-define-what-if-como-uma-versao-mais-ousada-do-mcu/"><span style="font-weight: 400;">Ryan Meinerding</span></a><span style="font-weight: 400;">, a escolha pela técnica </span><i><span style="font-weight: 400;">3D </span></i><span style="font-weight: 400;">do </span><i><span style="font-weight: 400;">cel shading</span></i><span style="font-weight: 400;"> foi empregada para refletir os filmes e se inspirar em ilustradores americanos clássicos, em uma </span><a href="https://olhardigital.com.br/2021/08/12/cinema-e-streaming/what-if-conheca-os-quadrinhos-que-inspiraram-a-serie-animada-da-disney/"><span style="font-weight: 400;">homenagem aos quadrinhos</span></a><span style="font-weight: 400;">. Mais uma vez, a tentativa de se associar aos </span><i><span style="font-weight: 400;">live-actions </span></i><span style="font-weight: 400;">do </span><i><span style="font-weight: 400;">MCU</span></i><span style="font-weight: 400;"> e de não fazer de </span><i><span style="font-weight: 400;">What If…?</span></i><span style="font-weight: 400;"> algo completamente original e fora da caixa, como a proposta permitiria, desperdiça o potencial da série.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A dublagem também não é novidade e faz o máximo para manter a produção na zona de conforto: com </span><a href="https://quartelgeneral.com/2021/07/11/what-if-por-que-robert-downey-jr-chris-evans-e-outros-nomes-ficaram-de-fora-da-serie/"><span style="font-weight: 400;">exceção</span></a><span style="font-weight: 400;"> de alguns personagens, como o Homem de Ferro (Mick Wingert), a </span><a href="https://personaunesp.com.br/capita-marvel-critica/"><span style="font-weight: 400;">Capitã Marvel</span></a><span style="font-weight: 400;"> (Alexandra Daniels), a </span><a href="https://personaunesp.com.br/viuva-negra-critica/"><span style="font-weight: 400;">Viúva Negra</span></a><span style="font-weight: 400;"> (Lake Bell), o Homem-Aranha (Hudson Thames) e o Capitão América, os atores dos longas reprisam seus papéis e dão voz às suas versões animadas. Só que poucos deles têm a chance de trabalharem com algo diferente do que fazem à frente das câmeras, já que os heróis mantêm suas personalidades, jeitos e maneirismos até na realidade alternativa. T’Challa e o Vigia são alguns dos únicos que ganham novas facetas.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Participando de dois episódios da temporada, Chadwick Boseman, o intérprete do Pantera Negra falecido em 2020, conseguiu dar uma </span><a href="https://jovemnerd.com.br/nerdbunker/como-chadwick-boseman-mudou-os-rumos-de-what-if/"><span style="font-weight: 400;">cara diferente</span></a><span style="font-weight: 400;"> para seu personagem em um deles, quando assume o posto de Senhor das Estrelas. Apesar de manter a essência nobre do vigilante de Wakanda, o ator pode brincar e sair do molde dos filmes, no que foi sua </span><a href="https://www.omelete.com.br/marvel-cinema/chadwick-boseman-what-if"><span style="font-weight: 400;">última participação</span></a><span style="font-weight: 400;"> na </span><i><span style="font-weight: 400;">Marvel</span></i><span style="font-weight: 400;">. Já o Vigia, dublado por Jeffrey Wright, estreia no universo do estúdio como o narrador onipresente de </span><i><span style="font-weight: 400;">What If…? </span></i><span style="font-weight: 400;">e é a única novidade real da série. Assim como </span><a href="https://canaltech.com.br/entretenimento/quem-e-o-vigia-marvel-191895/"><span style="font-weight: 400;">nos quadrinhos</span></a><span style="font-weight: 400;">, ele assiste os acontecimentos sem poder interferir e nos guia através dos desdobramentos do multiverso. Na dublagem brasileira, a maioria dos intérpretes originais também </span><a href="https://ew.com/tv/marvels-what-if-voice-cast/"><span style="font-weight: 400;">retornam</span></a><span style="font-weight: 400;"> com a versão animada de seus personagens.</span></p>
<figure id="attachment_25248" aria-describedby="caption-attachment-25248" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-25248" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/12/what-if-5.jpg" alt="Cena da série What If…?. Ao centro da imagem, vemos o personagem animado de Tony Stark vestindo sua armadura vermelha de Homem de Ferro e com a mão esquerda levantando, com um foco de luz azul saindo dela. Na cena, ele é um zumbi. O rosto de Tony está cadavérico, com marcas de sangue ao redor da boca, e seus olhos estão verdes." width="800" height="450" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/12/what-if-5.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/12/what-if-5-768x432.jpg 768w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-25248" class="wp-caption-text">Em E Se… Zumbis?, quinto episódio da temporada, ao invés de Hank Pym (Michael Douglas) resgatar Jane Van Dyne sã e salva do Reino Quântico, como acontece em Homem Formiga e a Vespa, ele a traz de volta infectada por um vírus que arrasa a Terra (Foto: Disney+)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">Outra vantagem do desenho, que tenta corrigir a falta de personalidade da técnica empregada, são os diferentes gêneros e estilos escolhidos para cada episódio. Enquanto </span><i><span style="font-weight: 400;">E se… o Doutor Estranho Perdesse o Coração e não as Mãos?</span></i><span style="font-weight: 400;">, em que Stephen Strange (Benedict Cumberbatch) perde sua amada ao invés do controle das mãos, entrega uma </span><a href="https://heroichollywood.com/doctor-strange-what-if-darker-episode/"><span style="font-weight: 400;">aura sombria</span></a><span style="font-weight: 400;"> e tensa, em </span><i><span style="font-weight: 400;">E se… Zumbis?</span></i><span style="font-weight: 400;">, assistimos aos acontecimentos de </span><a href="https://personaunesp.com.br/vingadores-guerra-infinita-critica/"><i><span style="font-weight: 400;">Vingadores: Guerra Infinita</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> e </span><i><span style="font-weight: 400;">Homem Formiga e a Vespa</span></i><span style="font-weight: 400;"> se desdobrarem em um apocalipse zumbi. O capítulo reúne novamente os heróis do </span><i><span style="font-weight: 400;">MCU</span></i><span style="font-weight: 400;">, desde o Homem-Aranha até Gamora (Cynthia McWilliams) e Okoye (Danai Gurira), para enfrentarem a ameaça juntos, no que é um dos </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=ZAlRq4gLGhw"><span style="font-weight: 400;">episódios mais divertidos</span></a><span style="font-weight: 400;"> da temporada. Já em </span><i><span style="font-weight: 400;">E se…  O Mundo Perdesse Seus Heróis Mais Corajosos?</span></i><span style="font-weight: 400;">, presenciamos Nick Fury (Samuel L. Jackson) falhar em formar os </span><a href="https://obarquinhocultural.com/2019/04/22/a-origem-dos-vingadores-nos-quadrinhos/"><span style="font-weight: 400;">Vingadores</span></a><span style="font-weight: 400;">, ao longo de 30 minutos cheios de ação e espionagem.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Durante 8 episódios, </span><i><span style="font-weight: 400;">What If…?</span></i><span style="font-weight: 400;"> levanta as perguntas certas e seu maior erro é justamente respondê-las. Ao final do oitavo e penúltimo capítulo, Ultron (Ross Marquand) vence a disputa pelo corpo do Visão, conquista as seis </span><a href="https://www.aficionados.com.br/joias-do-infinito/#:~:text=As%20Joias%20do%20Infinito%20s%C3%A3o,%2C%20Espa%C3%A7o%2C%20Realidade%20e%20Alma."><span style="font-weight: 400;">Joias do Infinito</span></a><span style="font-weight: 400;"> e ameaça a paz através do multiverso, como </span><a href="https://br.ign.com/loki-tv-series/91121/feature/loki-aquele-que-permanece-kang-conquistador-jonathan-majors"><span style="font-weight: 400;">Aquele Que Permanece</span></a><span style="font-weight: 400;"> (Jonathan Majors, em </span><i><span style="font-weight: 400;">Loki</span></i><span style="font-weight: 400;">) havia avisado. A partir daí, tudo o que aconteceu até ali na temporada é retomado exatamente da onde parou: nem o Vigia conseguiu derrotar a </span><a href="https://www.proibidoler.com/cinema/tony-stark-criador-ultron/#:~:text=foi%20destru%C3%ADda%20em%20Capit%C3%A3o%20Am%C3%A9rica,capit%C3%A3o%20poderoso%20e%20inteligente%3A%20Ultron."><span style="font-weight: 400;">Inteligência Artificial</span></a><span style="font-weight: 400;"> e, quebrando sua regra número 1 de não interferir, recruta os protagonistas de cada episódio no momento seguinte ao que cada um se encerrou. Juntos, eles formam os Guardiões do Multiverso e partem para a batalha. </span></p>
<p><figure id="attachment_25249" aria-describedby="caption-attachment-25249" style="width: 750px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-25249" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/12/what-if-6.jpeg" alt="Cena da série What If…?. Na imagem, vemos o personagem animado Ultron do tronco para cima. Ele é um androide vermelho e aparece vestindo uma armadura cinza, com cinco das Jóias do Infinito dispostas pelo seu peitoral e a sexta, na sua testa. Ele está com os olhos vermelhos e têm a mão direita, que está iluminada, levantada e com o punho cerrado." width="750" height="393" /><figcaption id="caption-attachment-25249" class="wp-caption-text">Nem Thanos (Josh Brolin) é páreo para Ultron de What If…?: pouco depois de surgir, o Titã Louco é morto pelo androide, que rouba as Joias do Infinito [Foto: Disney+]</figcaption></figure><span style="font-weight: 400;">Mesmo sem (</span><a href="https://personaunesp.com.br/eternos-critica/"><span style="font-weight: 400;">quase</span></a><span style="font-weight: 400;">) nunca fugir completamente dos moldes de sucesso, a </span><i><span style="font-weight: 400;">Marvel Studios </span></i><span style="font-weight: 400;">encontrou no </span><i><span style="font-weight: 400;">streaming </span></i><span style="font-weight: 400;">o lugar para ampliar </span><a href="https://www.tecmundo.com.br/minha-serie/217854-marvel-calendario-completo-filmes-series-mcu-disney.htm"><span style="font-weight: 400;">seus conteúdos</span></a><span style="font-weight: 400;"> e explorar personagens, narrativas e formatos que não teriam lugar nos cinemas. Enquanto </span><a href="https://personaunesp.com.br/wandavision-critica/"><i><span style="font-weight: 400;">WandaVision</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, a primeira grande aventura destinada à TV, diversificou gêneros e homenageou </span><i><span style="font-weight: 400;">sitcoms</span></i><span style="font-weight: 400;">, </span><a href="https://personaunesp.com.br/falcao-e-o-soldado-invernal-critica/"><i><span style="font-weight: 400;">Falcão e Soldado Invernal</span></i></a> <span style="font-weight: 400;">deu espaço para personagens e assuntos improváveis de parar nas telas em produções </span><i><span style="font-weight: 400;">solo</span></i><span style="font-weight: 400;">. </span><i><span style="font-weight: 400;">Loki</span></i><span style="font-weight: 400;">, por sua vez, finalmente reconheceu o queridinho vilão, trabalhou suas nuances poucas pinceladas nos filmes e usou o Deus da Trapaça para </span><a href="https://legadodamarvel.com.br/marvel-confirma-o-multiverso-em-homem-aranha-3/"><span style="font-weight: 400;">adentrar de vez</span></a><span style="font-weight: 400;"> no multiverso. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Já </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=9IwfE1GqJig"><i><span style="font-weight: 400;">What If…?</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, a partir do momento que revela que os episódios antológicos estão, na verdade, conectados entre si e construíram juntos o caminho para o </span><i><span style="font-weight: 400;">grand finale </span></i><span style="font-weight: 400;">da temporada, esvazia sua própria proposta. A série certamente não foi feita para as salas de cinema, mas não passa do medíocre e joga fora as oportunidades de sua premissa. Ao final, a sinopse sonha mais alto do que a empresa permite e a produção se contenta em apenas reforçar e reaplicar a </span><a href="https://gente.ig.com.br/cultura/2017-11-01/formula-marvel.html"><span style="font-weight: 400;">fórmula </span><i><span style="font-weight: 400;">Marvel</span></i></a> <span style="font-weight: 400;">ao longo da temporada. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Se isso acontecesse só nos episódios, porém, até seria perdoável, já que cada um deles têm começo, meio e fim e funciona de forma independente, com espaço para </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=U7Jy5R-ADmY"><span style="font-weight: 400;">imaginar</span></a><span style="font-weight: 400;"> dentro de sua própria meia hora de duração. Só que não o fazem o suficiente e, até em uma realidade alternativa, a conclusão é a mesma: após o recrutamento dos Maiores Heróis do Universo, o grupo ruma a batalha, perde, se </span><a href="https://personaunesp.com.br/vingadores-ultimato-critica/"><span style="font-weight: 400;">reúne novamente</span></a><span style="font-weight: 400;"> e, depois de um confronto final, triunfa. Nada de novo através do multiverso da </span><i><span style="font-weight: 400;">Marvel</span></i><span style="font-weight: 400;">. </span></p>
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		<title>Nada é confiável em Sem Remorso</title>
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		<pubDate>Sat, 28 Aug 2021 17:09:37 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Caio Machado Xadrez é um dos jogos de tabuleiro mais antigos de todos os tempos. Caracterizado pela estratégia e controle, é um elemento temático importantíssimo em Sem Remorso, filme lançado diretamente no Amazon Prime Video e baseado no romance homônimo de Tom Clancy lançado em 1993. Na trama, o fuzileiro naval John Kelly (Michael B. &#8230; <a href="http://personaunesp.com.br/sem-remorso-critica/" class="more-link">Continue lendo<span class="screen-reader-text"> "Nada é confiável em Sem Remorso"</span></a></p>
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										<content:encoded><![CDATA[<figure id="attachment_22385" aria-describedby="caption-attachment-22385" style="width: 1200px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-22385" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/08/sem-remorso-1.jpg" alt="Cena do filme Sem Remorso exibe um homem negro que está olhando para o lado. Ele tem cabeça raspada e usa uma blusa preta, camuflada e de gola alta. Ao fundo, vemos uma parede preta. " width="1200" height="675" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/08/sem-remorso-1.jpg 1200w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/08/sem-remorso-1-800x450.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/08/sem-remorso-1-1024x576.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/08/sem-remorso-1-768x432.jpg 768w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-22385" class="wp-caption-text">Sem Remorso é mais uma das adaptações dos livros de Tom Clancy (Foto: Universal Pictures)</figcaption></figure>
<p><strong>Caio Machado</strong></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Xadrez é um dos jogos de tabuleiro mais antigos de todos os tempos. Caracterizado pela estratégia e controle, é um elemento temático importantíssimo em </span><i><span style="font-weight: 400;">Sem Remorso</span></i><span style="font-weight: 400;">, filme lançado diretamente no </span><i><span style="font-weight: 400;">Amazon Prime Video</span></i><span style="font-weight: 400;"> e baseado no </span><a href="https://personaunesp.com.br/depois-stephen-king-critica/"><span style="font-weight: 400;">romance</span></a><span style="font-weight: 400;"> homônimo de Tom Clancy lançado em 1993. Na trama, o fuzileiro naval John Kelly (</span><a href="https://personaunesp.com.br/pantera-negra-critica/"><span style="font-weight: 400;">Michael B. Jordan</span></a><span style="font-weight: 400;">) se vê em meio a uma grande conspiração internacional enquanto busca vingança pelo assassinato de sua esposa, Pam (Lauren London).</span></p>
<p><span id="more-22384"></span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Em </span><i><span style="font-weight: 400;">Sem Remorso, </span></i><span style="font-weight: 400;">o diretor Stefano Sollima nos convida a participar de um jogo inquietante, sobre o qual temos tão poucas informações quanto o protagonista. Observamos tudo com o olhar desconfiado de John Kelly e só descobrimos algo quando ele também descobre. Por isso, cenas como as conversas com os agentes do governo, Clay (Guy Pearce) e Ritter (Toby Kebbell), sempre carregam um ar de </span><a href="https://personaunesp.com.br/o-caso-evandro-critica/"><span style="font-weight: 400;">suspeita</span></a><span style="font-weight: 400;"> que se reflete tanto na postura rígida dos atores quanto na impessoalidade dos escritórios e salas de reuniões. O clima desconfortável realça o quanto aqueles personagens carregam segredos que não virão à superfície com facilidade.</span></p>
<p><figure id="attachment_22386" aria-describedby="caption-attachment-22386" style="width: 1080px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-22386" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/08/sem-remorso-5.jpg" alt="Cena do filme Sem Remorso exibe um homem branco que usa traje social. Ele tem o cabelo curto, em estilo militar, e está sentado em uma cadeira atrás de uma mesa. Ele olha para um homem no canto direito, que aparece borrado. " width="1080" height="720" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/08/sem-remorso-5.jpg 1080w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/08/sem-remorso-5-800x533.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/08/sem-remorso-5-1024x683.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/08/sem-remorso-5-768x512.jpg 768w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-22386" class="wp-caption-text">Logo em sua primeira cena, é possível perceber que o Secretário Clay (Guy Pearce) não é o bom moço que aparenta ser [Foto: Universal Pictures]</figcaption></figure><span style="font-weight: 400;">Ao vermos tudo pelo ponto de vista de Kelly, também acompanhamos sua desumanização em ritmo acelerado. A maior prova disso é que há somente uma cena breve em que o personagem demonstra </span><a href="https://personaunesp.com.br/milan-kundera-critica/"><span style="font-weight: 400;">fragilidade</span></a><span style="font-weight: 400;"> ao chorar pela perda da esposa, numa atuação devastadora de Michael B. Jordan. Funciona como um vislumbre da sensibilidade de um ser humano atormentado. Depois disso, o choro sai de cena para dar lugar à raiva e descrença, sentimentos enraizados no filme todo. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Toda essa </span><a href="https://personaunesp.com.br/sharp-objects-critica/"><span style="font-weight: 400;">raiva</span></a><span style="font-weight: 400;"> sentida pelo protagonista explode como uma bomba nas cenas de ação. O diretor trata os cenários dos confrontos como um amplo tabuleiro, posicionando Michael B. Jordan na linha de frente para que ele possa dar tudo de si. Vê-lo agir, tão solitário e conflituoso enquanto passa por cima de vários inimigos em seu caminho, confirma o que outros filmes, como </span><a href="https://personaunesp.com.br/creed-outra-luta-outro-boxe/"><i><span style="font-weight: 400;">Creed</span></i></a><i><span style="font-weight: 400;">, </span></i><span style="font-weight: 400;">já diziam: ele é perfeito para papéis do gênero. </span></p>
<figure id="attachment_22387" aria-describedby="caption-attachment-22387" style="width: 1080px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-22387" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/08/sem-remorso-6.jpg" alt="Cena do filme Sem Remorso exibe um homem negro, sentado em um sofá com um tabuleiro de xadrez em frente à ele, em cima de uma mesinha. Ele está usando uma camiseta branca, calça bege e um relógio no pulso esquerdo. Olha para a frente em vez de olhar para o tabuleiro." width="1080" height="720" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/08/sem-remorso-6.jpg 1080w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/08/sem-remorso-6-800x533.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/08/sem-remorso-6-1024x683.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/08/sem-remorso-6-768x512.jpg 768w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-22387" class="wp-caption-text">John Kelly é mais uma engrenagem de um sistema que privilegia poucos (Foto: Universal Pictures)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">A </span><a href="https://personaunesp.com.br/never-rarely-sometimes-always-critica/"><span style="font-weight: 400;">violência</span></a><span style="font-weight: 400;"> causada pelo protagonista é trabalhada num ritmo mecânico, de ataque e defesa bem demarcados, que assusta por causa de seu tom rotineiro. A movimentação calculada dos atores expõe o quanto a brutalidade torna-se comum quando se é treinado para matar a serviço de um governo que não vê os soldados como pessoas. Eles são como máquinas que defendem um ideal norte-americano de “liberdade”, inserido em suas cabeças à força e que não deve ser questionado de jeito nenhum. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O roteiro de Will Staples e Taylor Sheridan aproveita um diálogo no qual o personagem principal está </span><a href="https://personaunesp.com.br/sour-olivia-rodrigo-critica/"><span style="font-weight: 400;">desiludido</span></a><span style="font-weight: 400;"> para contestar essa lavagem cerebral e a própria reputação do governo, culminando num final em que um personagem confirma que as instituições norte-americanas trabalham para favorecer os mais ricos, em detrimento do cidadão comum. Além disso, tenta comentar sobre a polarização política nos Estados Unidos e o poder que as ideologias exercem nas pessoas, mas não é nada aprofundado e dura somente um diálogo. </span></p>
<figure id="attachment_22388" aria-describedby="caption-attachment-22388" style="width: 1080px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-22388" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/08/sem-remorso-7.jpg" alt="Cena do filme Sem Remorso exibe um corredor de um avião. Um homem negro está sentado no assento à esquerda e olha para uma mulher, também negra, à direita. Ambos têm cabeça raspada e usam roupas pretas. " width="1080" height="720" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/08/sem-remorso-7.jpg 1080w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/08/sem-remorso-7-800x533.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/08/sem-remorso-7-1024x683.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/08/sem-remorso-7-768x512.jpg 768w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-22388" class="wp-caption-text">Em Sem Remorso, a desconfiança reina (Foto: Universal Pictures)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">A sensação é a de que, por serem assuntos extensos (e até polêmicos), </span><i><span style="font-weight: 400;">Sem Remorso</span></i><span style="font-weight: 400;"> opta pela saída mais fácil ao despejá-los num clássico desabafo de vilão, para serem esquecidos e não discutidos como deveriam. Dessa forma, faz chacota de assuntos sérios para evitar controvérsias. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O mais triste é passar por tudo isso para, na última cena, o filme abandonar as críticas ao sistema e fazer as pazes com ele. Por que um homem, que agora se assemelha mais a um </span><a href="https://personaunesp.com.br/klara-e-o-sol-critica/"><span style="font-weight: 400;">robô</span></a><span style="font-weight: 400;">, voltaria a ter relações com uma estrutura de poder que tirou tudo dele, até mesmo sua própria identidade? Não se sabe. Talvez isso seja respondido numa eventual continuação, junto com outras questões deixadas pela reviravolta em seu clímax tão catártico e explosivo.  </span></p>
<figure id="attachment_22389" aria-describedby="caption-attachment-22389" style="width: 1080px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-22389" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/08/sem-remorso-4.jpg" alt="Cena do filme Sem Remorso exibe um homem negro, armado e parado num degrau de uma escada desgastada. Ele tem cabeça raspada, tem um olhar desconfiado e veste somente roupas pretas." width="1080" height="720" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/08/sem-remorso-4.jpg 1080w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/08/sem-remorso-4-800x533.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/08/sem-remorso-4-1024x683.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/08/sem-remorso-4-768x512.jpg 768w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-22389" class="wp-caption-text">Michael B. Jordan demonstra que merece uma franquia de ação para chamar de sua (Foto: Universal Pictures)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">Assim, </span><i><span style="font-weight: 400;">Sem Remorso </span></i><span style="font-weight: 400;">funciona como um tenso jogo de xadrez </span><a href="https://personaunesp.com.br/democracia-em-vertigem-critica/"><span style="font-weight: 400;">político</span></a><span style="font-weight: 400;"> no qual o protagonista atua como um peão que desvenda os podres da política internacional norte-americana. Tropeça ao tentar fazer comentários sociopolíticos, mas entrega confrontos crus e brutais, nos quais a ação de seus atores expressa o processo de desumanização pelo qual os soldados estadunidenses são obrigados a passar para que consigam voltar vivos para casa. Fazer o espectador acompanhar isso é muito mais doloroso do que qualquer cena de violência explícita. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Sua contradição na última cena é decepcionante, claro, mas isso já era esperado de uma produção de um país conhecido pelo imperialismo como os </span><a href="https://personaunesp.com.br/em-um-bairro-de-nova-york-critica/"><span style="font-weight: 400;">Estados Unidos</span></a><span style="font-weight: 400;">. No entanto, só de ser um filme de ação disposto a ser um pouco mais crítico e consciente das próprias atitudes já o destaca perante </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=ZHaokMTWgdY"><span style="font-weight: 400;">outras obras do gênero</span></a><span style="font-weight: 400;"> lançadas recentemente. </span></p>
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		<title>Love, Death &#038; Robots: nada coeso, obrigatoriamente inovador, quase sempre divertido</title>
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		<pubDate>Tue, 24 Aug 2021 18:57:42 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Vitória Lopes Gomez A sonhada adaptação da revista em quadrinhos Heavy Metal proposta pelos diretores David Fincher (Seven, Mank) e Tim Miller (Deadpool) ficou na gaveta por anos até a Netflix topar o desafio. No streaming, os dois se juntaram a Jennifer Miller e Joshua Donen (Mindhunter, House of Cards) na produção e a ideia &#8230; <a href="http://personaunesp.com.br/love-death-robots-2a-temp-critica/" class="more-link">Continue lendo<span class="screen-reader-text"> "Love, Death &#038; Robots: nada coeso, obrigatoriamente inovador, quase sempre divertido"</span></a></p>
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										<content:encoded><![CDATA[<figure id="attachment_22543" aria-describedby="caption-attachment-22543" style="width: 1920px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-22543" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/08/ldr-1.jpg" alt="Cena do episódio Atendimento automático ao cliente de Love, Death &amp; Robots. Na imagem, uma animação, a frente de uma porta de vidro que revela um quintal com árvores, flores coloridas e palmeiras, uma mulher branca de meia idade, de cabelos curtos e brancos, blusa branca listrada e calça branca abre espacate no chão e aponta uma espingarda. Ao lado direito dela, vemos um cachorro pequeno e de pelos brancos." width="1920" height="960" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/08/ldr-1.jpg 1920w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/08/ldr-1-800x400.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/08/ldr-1-1024x512.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/08/ldr-1-768x384.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/08/ldr-1-1536x768.jpg 1536w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/08/ldr-1-1200x600.jpg 1200w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-22543" class="wp-caption-text">Dois anos depois da <a href="https://personaunesp.com.br/love-death-robots-critica/">aclamada estreia</a> de Love, Death &amp; Robots e das vitórias no Emmy 2019, a segunda temporada chegou em 2021 e foi novamente indicada em Melhor Programa Curto de Animação (Foto: Netflix)</figcaption></figure>
<p><b>Vitória Lopes Gomez</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A sonhada adaptação da revista em quadrinhos </span><a href="https://tecnoblog.net/meiobit/399140/love-death-e-robots-tim-miller-david-fincher-netflix/"><i><span style="font-weight: 400;">Heavy Metal</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> proposta pelos diretores David Fincher (</span><a href="https://personaunesp.com.br/seven-25-anos/"><i><span style="font-weight: 400;">Seven</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, </span><a href="https://personaunesp.com.br/mank-critica/"><i><span style="font-weight: 400;">Mank</span></i></a><span style="font-weight: 400;">) e Tim Miller (</span><a href="https://personaunesp.com.br/deadpool/"><i><span style="font-weight: 400;">Deadpool</span></i></a><span style="font-weight: 400;">) ficou na gaveta </span><a href="https://www.abc.net.au/news/2008-03-17/heavy-metal-comic-to-become-a-film/1074758"><span style="font-weight: 400;">por anos</span></a><span style="font-weight: 400;"> até a </span><i><span style="font-weight: 400;">Netflix</span></i><span style="font-weight: 400;"> topar o desafio. No </span><i><span style="font-weight: 400;">streaming</span></i><span style="font-weight: 400;">, os dois se juntaram a Jennifer Miller e Joshua Donen (</span><a href="https://personaunesp.com.br/mindhunter-critica/"><i><span style="font-weight: 400;">Mindhunter</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, </span><a href="https://personaunesp.com.br/critica-house-of-cards-quinta-temporada/"><i><span style="font-weight: 400;">House of Cards</span></i></a><span style="font-weight: 400;">) na produção e a ideia virou </span><i><span style="font-weight: 400;">Love, Death &amp; Robots</span></i><span style="font-weight: 400;">, inédita e inovadora na farofa de </span><a href="https://www.aicinema.com.br/producao-de-conteudos-originais-pelo-netflix/"><span style="font-weight: 400;">conteúdos originais</span></a><span style="font-weight: 400;"> da plataforma. O sucesso e a aprovação dos curtas metragens animados garantiram a continuação: mais curta, a segunda temporada da série volta para mais amores, mortes e robôs.</span></p>
<p><span id="more-22542"></span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Seguindo o formato antológico, os oito episódios continuam </span><a href="https://cgsociety.org/news/article/4413/love-death-plus-robots-with-blur-studio-behind-the-scenes"><span style="font-weight: 400;">completamente independentes</span></a><span style="font-weight: 400;"> e não limitam as possibilidades. A cada capítulo, universos, elencos e equipes, estilos visuais e até gêneros distintos obedecem à única regra de abordarem ou morte, ou amor ou robôs (ou mais de um no mesmo episódio). Os temas, que aparentemente são o único ponto em comum entre eles, usam da liberdade para explorarem suas </span><a href="https://www.theverge.com/2019/3/22/18267894/netflix-love-death-robots-read-stories-free-online-john-scalzi-ken-liu-marko-kloos-alastair-reynolds"><span style="font-weight: 400;">próprias narrativas</span></a><span style="font-weight: 400;"> e técnicas e </span><a href="https://otakukart.com/love-death-and-robots-season-2-all-endings-explained/"><span style="font-weight: 400;">despertam a curiosidade</span></a><span style="font-weight: 400;"> não pelas semelhanças, mas justamente pelas diferenças.</span></p>
<figure id="attachment_22544" aria-describedby="caption-attachment-22544" style="width: 1000px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-22544" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/08/ldr-2.jpg" alt="Cena do episódio Gaiola de sobrevivência de Love, Death &amp; Robots. Ao centro da imagem, do tronco para cima, vemos o personagem estrelado por Michael B. Jordan, um homem negro de cabelos pretos curtos e bigode ralo, com uma expressão séria e vestindo um traje espacial." width="1000" height="423" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/08/ldr-2.jpg 1000w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/08/ldr-2-800x338.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/08/ldr-2-768x325.jpg 768w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-22544" class="wp-caption-text">A revista em quadrinhos Heavy Metal, que serviu de inspiração para série, usa da ficção científica e da fantasia como pano de fundo em histórias destinadas ao público adulto (Foto: Netflix)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">Transitando entre ficção científica, fantasia, terror, suspense e até comédia, têm capítulo, história e visual para tudo quanto é gosto. O instinto de sobrevivência marca a segunda temporada de </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=Gj2iCJkp6Ko"><i><span style="font-weight: 400;">LD&amp;R</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, mas, entre distopias futuristas realistas e contos natalinos em </span><i><span style="font-weight: 400;">stop-motion</span></i><span style="font-weight: 400;">, nem o tema em comum torna a coletânea previsível. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Episódios tensos e cheios de ação como </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=BWB507yaBXI"><i><span style="font-weight: 400;">Gaiola de sobrevivência</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, estrelado por Michael B. Jordan em um visual característico dos </span><i><span style="font-weight: 400;">videogames</span></i><span style="font-weight: 400;">, vêm </span><a href="https://www.tecmundo.com.br/cultura-geek/139711-netflix-muda-ordem-episodios-teste-serie-love-death-robots.htm"><span style="font-weight: 400;">na sequência</span></a><span style="font-weight: 400;"> de outros calmos e introspectivos, como </span><i><span style="font-weight: 400;">O gigante afogado</span></i><span style="font-weight: 400;">, que reflete sobre a natureza da vida e da morte. Ainda, enquanto alguns robôs fogem do controle e voltam-se contra os seres humanos, como em </span><i><span style="font-weight: 400;">Atendimento automático ao cliente </span></i><span style="font-weight: 400;">e seu estilo caricatural, em outros, as máquinas ajudam a humanidade e até se envolvem com ela, como no realista </span><i><span style="font-weight: 400;">Snow no deserto</span></i><span style="font-weight: 400;">.</span></p>
<figure id="attachment_22545" aria-describedby="caption-attachment-22545" style="width: 1920px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-22545" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/08/ldr-3.jpg" alt="Cena do episódio Pela casa de Love, Death &amp; Robots. Ocupando toda a imagem, vemos um monstro em tons de rosa, com dentes afiados e mãos saindo dos cantos da boca." width="1920" height="960" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/08/ldr-3.jpg 1920w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/08/ldr-3-800x400.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/08/ldr-3-1024x512.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/08/ldr-3-768x384.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/08/ldr-3-1536x768.jpg 1536w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/08/ldr-3-1200x600.jpg 1200w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-22545" class="wp-caption-text">O idealizador e produtor executivo de LD&amp;R, Tim Miller, é fundador da empresa de efeitos visuais, animação e design <a href="http://www.blur.com/projects/love-death-robots-volume-2">Blur Studios</a> (Foto: Netflix)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">Mesmo que alguns conceitos e premissas não sejam inéditas &#8211; </span><i><span style="font-weight: 400;">“inteligência artificial se volta contra seus criadores” </span></i><span style="font-weight: 400;">é tema de incontáveis produções -, a relação entre humanos e tecnologia acaba sendo retratada de diversas formas em cada capítulo, como o </span><a href="https://www.ign.com/articles/2019/03/16/how-david-fincher-and-tim-millers-heavy-metal-reboot-became-netflixs-love-death-and-robots"><span style="font-weight: 400;">idealizador pretendia que fosse</span></a><span style="font-weight: 400;">. As diferentes equipes envolvidas na criação, inclusive de lugares distintos do mundo, tornam </span><i><span style="font-weight: 400;">Love, Death &amp; Robots</span></i><span style="font-weight: 400;"> um compilado de ideias e </span><a href="https://www.gizmodo.com.au/2021/06/love-death-and-robots-explains-how-to-make-the-perfect-digital-michael-b-jordan/"><span style="font-weight: 400;">experimentações</span></a><span style="font-weight: 400;">, nada coeso, obrigatoriamente inovador e quase sempre divertido &#8211; afinal, cada episódio é um. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Para além das distopias em universos intergalácticos, cenários pós-apocalípticos ou com tecnologias avançadas roubando a cena, alguns dos curtas se destacam pela falta desses elementos. Em </span><i><span style="font-weight: 400;">A grama alta</span></i><span style="font-weight: 400;">, </span><a href="https://screenrant.com/love-death-robots-what-creature-tall-grass-explained/"><span style="font-weight: 400;">adaptada de um conto</span></a><span style="font-weight: 400;"> de mistério e terror, e </span><i><span style="font-weight: 400;">Pela Casa</span></i><span style="font-weight: 400;">, uma tenebrosa e divertida fábula natalina, as criaturas fantasiosas substituem as máquinas e fogem do óbvio dos robôs que dão nome à série. Ainda que a maratona não compense e a </span><a href="https://www.indiewire.com/2019/03/love-death-and-robots-netflix-episode-order-changing-1202052377/"><span style="font-weight: 400;">sequência dos capítulos</span></a><span style="font-weight: 400;"> não obedeça uma ordem, os diversos estilos de animação, gêneros e histórias dão fôlego à temporada, que também se beneficiou pela </span><a href="https://screenrant.com/love-death-robots-season-2-netflix-short-why/"><span style="font-weight: 400;">duração mais curta</span></a><span style="font-weight: 400;">.</span></p>
<figure id="attachment_22546" aria-describedby="caption-attachment-22546" style="width: 1920px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-22546" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/08/ldr-4.jpg" alt="Cena do episódio Esquadrão de Extermínio de Love, Death &amp; Robots. Em um laboratório médico aparentemente acima das nuvens, vemos armários com suprimentos, máquinas e, ao centro, um casal. À esquerda, um homem de cabelos curtos e vestido de preto está sentado em uma cadeira e olha para uma mulher, que, à direita da imagem, está deitada em uma poltrona médica. " width="1920" height="960" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/08/ldr-4.jpg 1920w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/08/ldr-4-800x400.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/08/ldr-4-1024x512.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/08/ldr-4-768x384.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/08/ldr-4-1536x768.jpg 1536w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/08/ldr-4-1200x600.jpg 1200w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-22546" class="wp-caption-text">Entre amores, mortes e robôs, em LD&amp;R sobra espaço para reflexões filosóficas, questionamentos e <a href="https://screenrant.com/love-death-robots-pop-squad-ending-explained-meaning/">dilemas morais</a> (Foto: Netflix)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">A continuação segue aproveitando a vantagem do formato antológico não só na hora de explorar as diferentes narrativas, que ficam sujeitas ao tratamento dos roteiristas e ao </span><a href="https://rollingstone.uol.com.br/noticia/todos-os-episodios-da-2-temporada-de-love-death-robots-classificados-do-pior-ao-melhor-lista/"><span style="font-weight: 400;">gosto do espectador</span></a><span style="font-weight: 400;">, mas também nas técnicas de animação. De um episódio para outro, vamos do espaço hiper-realista e cheio de detalhes a uma sala de estar em </span><i><span style="font-weight: 400;">stop-motion</span></i><span style="font-weight: 400;">: os visuais são um </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=YzKa8LFiktk"><i><span style="font-weight: 400;">show </span></i><span style="font-weight: 400;">à parte</span></a><span style="font-weight: 400;"> e, por si só, já tornam </span><i><span style="font-weight: 400;">Love, Death &amp; Robots </span></i><span style="font-weight: 400;">tão atraente e chamativa.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Não por menos, a série garante presença no </span><a href="http://personaunesp.com.br/resumao-indicados-emmy-2020/"><i><span style="font-weight: 400;">Emmy</span></i></a> <span style="font-weight: 400;">nos dois anos em que foi exibida. Na edição de 2019 da </span><a href="https://www.eonline.com/br/news/1290822/categorias-do-emmy-2021-batem-recordes-em-diversidade-racial"><span style="font-weight: 400;">maior premiação da TV</span></a><span style="font-weight: 400;">, o capítulo </span><i><span style="font-weight: 400;">A Testemunha </span></i><span style="font-weight: 400;">(</span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=IqhXDb69wl4"><i><span style="font-weight: 400;">The Witness</span></i></a><span style="font-weight: 400;">) rendeu à primeira temporada o troféu de Melhor Programa Curto de Animação, no </span><i><span style="font-weight: 400;">Creative Arts Emmy</span></i><span style="font-weight: 400;">, conhecido como o </span><a href="https://deadline.com/2021/07/creative-arts-emmys-2021-dates-categories-1234806645/"><i><span style="font-weight: 400;">Emmy </span></i><span style="font-weight: 400;">Criativo</span></a><span style="font-weight: 400;"> e que premia as categorias técnicas, como direção de arte, figurino, </span><i><span style="font-weight: 400;">mixagem </span></i><span style="font-weight: 400;">de som e outros. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Além da </span><a href="https://twitter.com/personaunesp/status/1425964193929433089?s=20"><span style="font-weight: 400;">conquista</span></a><span style="font-weight: 400;"> no nicho das animações que consagrou a estreia de </span><i><span style="font-weight: 400;">Amor, Morte &amp; Robôs</span></i><span style="font-weight: 400;">, o nome traduzido da série, a produção teve mais quatro vitórias em categorias de desempenho individual. Artistas visuais, </span><i><span style="font-weight: 400;">designers </span></i><span style="font-weight: 400;">de produção, animadores e outros </span><a href="https://www.emmys.com/shows/love-death-robots"><span style="font-weight: 400;">profissionais levaram para casa</span></a><span style="font-weight: 400;"> prêmios por seus trabalhos nos episódios </span><i><span style="font-weight: 400;">A Testemunha</span></i><span style="font-weight: 400;">, </span><i><span style="font-weight: 400;">Sugador de Almas </span></i><span style="font-weight: 400;">(</span><i><span style="font-weight: 400;">Sucker of Souls</span></i><span style="font-weight: 400;">) e </span><i><span style="font-weight: 400;">Boa Caçada </span></i><span style="font-weight: 400;">(</span><i><span style="font-weight: 400;">Good Hunting</span></i><span style="font-weight: 400;">)</span> <span style="font-weight: 400;">da primeira temporada. </span></p>
<figure id="attachment_22547" aria-describedby="caption-attachment-22547" style="width: 1280px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-22547" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/08/ldr-5.jpg" alt="Cena do episódio A grama alta de Love, Death &amp; Robots. Na imagem, do lado esquerdo e direito, vemos duas criaturas fictícias frente a frente. Elas são cinzas, sem cabelos, olhos ou nariz, e têm a boca aberta, mostrando dentes afiados. No meio das duas, ao fundo, um homem branco, de cabelos curtos, óculos redondo e terno, olha para os monstros com uma expressão assustada." width="1280" height="720" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/08/ldr-5.jpg 1280w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/08/ldr-5-800x450.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/08/ldr-5-1024x576.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/08/ldr-5-768x432.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/08/ldr-5-1200x675.jpg 1200w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-22547" class="wp-caption-text">No Emmy 2021, Love, Death &amp; Robots <a href="https://www.emmys.com/site-search?search_api_views_fulltext=love%2C%20death%20%26%20robots&amp;f%5B0%5D=type%3Anominations">também foi indicada</a> como Melhor Edição de Som em Série de Comédia ou Drama (Meia-Hora) e Animação (Foto: Netflix)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">Na </span><a href="https://variety.com/2021/tv/awards/emmys-categories-telecast-cbs-creative-arts-1235031457/"><span style="font-weight: 400;">73° edição do </span><i><span style="font-weight: 400;">Emmy Awards</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, a antologia foi novamente indicada como Melhor Programa Curto de Animação com o episódio </span><i><span style="font-weight: 400;">Gelo </span></i><span style="font-weight: 400;">(</span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=rCIJXXW2qhU"><i><span style="font-weight: 400;">Ice</span></i></a><span style="font-weight: 400;">),</span> <span style="font-weight: 400;">da segunda temporada, e compete com novatas como </span><i><span style="font-weight: 400;">Robot Chicken</span></i><span style="font-weight: 400;">, da </span><a href="https://observatoriodeseries.uol.com.br/tv/adult-swim-divulga-trailer-do-episodio-05x07-de-rick-and-morty"><i><span style="font-weight: 400;">Adult Swim</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, </span><i><span style="font-weight: 400;">Maggie Simpson: O Despertar com Força da Soneca </span></i><span style="font-weight: 400;">e </span><i><span style="font-weight: 400;">Era Uma Vez um Boneco de Neve</span></i><span style="font-weight: 400;">, ambas do </span><i><span style="font-weight: 400;">Disney+</span></i><span style="font-weight: 400;">. A </span><a href="https://www.inverse.com/entertainment/love-death-robots-season-3-release-date-trailer-spoilers-episodes"><span style="font-weight: 400;">continuação</span></a><span style="font-weight: 400;"> de </span><i><span style="font-weight: 400;">Love, Death &amp; Robots </span></i><span style="font-weight: 400;">repete os méritos que a concederam a vitória há dois anos e </span><a href="https://www.omelete.com.br/emmy/emmy-2021-ao-ar-livre"><span style="font-weight: 400;">agora</span></a><span style="font-weight: 400;">, conhecida da premiação, já chega como favorita ao </span><a href="https://personaunesp.com.br/tag/emmy-2021/"><i><span style="font-weight: 400;">Emmy</span></i><span style="font-weight: 400;"> 2021</span></a><span style="font-weight: 400;">. Pelo menos nessa categoria, as apostas ficam fáceis.</span></p>
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