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	<title>Arquivos Maggie Gyllenhaal &#8211; Persona | Jornalismo Cultural</title>
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	<description>Desde 2015 provando que a distância entre Bergman, Lady Gaga e a novela das 9 nem existe.</description>
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		<title>Monstros também amam: os mortos tem algo a dizer, e A Noiva! está nos contando</title>
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		<pubDate>Mon, 09 Mar 2026 22:49:54 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Ana Beatriz Zamai Depois de nos entregar uma performance espetacular e merecedora do Oscar de melhor atriz por seu papel em Hamnet (2025), Jessie Buckley aparece irreconhecível e fenomenal em A Noiva!, interpretando três personagens: a autora Mary Shelley, Ida e a Noiva. O filme conta a história de Ida, uma mulher de Chicago dos &#8230; <a href="http://personaunesp.com.br/critica-a-noiva/" class="more-link">Continue lendo<span class="screen-reader-text"> "Monstros também amam: os mortos tem algo a dizer, e A Noiva! está nos contando"</span></a></p>
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										<content:encoded><![CDATA[<figure id="attachment_37030" aria-describedby="caption-attachment-37030" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img fetchpriority="high" decoding="async" class="size-medium wp-image-37030" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2026/03/image1-4-800x420.png" alt="Mulher loira com véu preto e vestido vermelho aponta um revólver em um palco, diante de uma plateia em um ambiente com cortinas douradas" width="800" height="420" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2026/03/image1-4-800x420.png 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2026/03/image1-4-1024x538.png 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2026/03/image1-4-768x403.png 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2026/03/image1-4-1536x806.png 1536w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2026/03/image1-4-1200x630.png 1200w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2026/03/image1-4.png 1920w" sizes="(max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-37030" class="wp-caption-text">Jessie Buckley interpreta três personagens totalmente distintas entre si (Foto: Warner Bros)</figcaption></figure>
<p><b>Ana Beatriz Zamai</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Depois de nos entregar uma performance espetacular e merecedora do Oscar de melhor atriz por seu papel em </span><a href="https://www.cnnbrasil.com.br/entretenimento/jessie-buckley-aponta-papel-inesperado-como-influencia-para-hamnet/"><i><span style="font-weight: 400;">Hamnet</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> (2025), Jessie Buckley aparece irreconhecível e fenomenal em </span><i><span style="font-weight: 400;">A Noiva!</span></i><span style="font-weight: 400;">, interpretando três personagens: a autora Mary Shelley, Ida e a Noiva. O filme conta a história de Ida, uma mulher de Chicago dos anos 1930, que foi assassinada a mando de chefes da máfia, enquanto era possuída pelo espírito fantasmagórico e teatral de Shelley. Em uma mudança de cenários, Frank (Christian Bale), o monstro de dr. Frankenstein, implora pela ajuda da Dra. Euphronious (Annette Bening), cientista especializada em reanimação de organismos, para acabar com sua solidão que já dura um século. O monstro e a doutora desenterram Ida e a trazem de volta à vida, dando início à uma grande história de amor – ou de terror. </span></p>
<p><span id="more-37028"></span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Escrito e dirigido por Maggie Gyllenhaal, a adaptação do clássico conto de </span><i><span style="font-weight: 400;">A Noiva de Frankenstein</span></i><span style="font-weight: 400;"> (1935) é uma mistura ousada de gêneros: romance, drama, ficção científica, suspense, terror – e até um </span><i><span style="font-weight: 400;">quê</span></i><span style="font-weight: 400;"> de musical. </span><a href="https://agenciabrasil.ebc.com.br/radioagencia-nacional/cultura/audio/2024-07/influencia-de-james-whale-no-cinema-de-terror-de-hollywood"><span style="font-weight: 400;">James Whale</span></a><span style="font-weight: 400;">, diretor do clássico, fez o filme a contragosto e, por isso, a obra parece um delírio coletivo: Whale se divertiu e apostou em usar todas as ideias que passassem pela mente. Sendo assim, faz todo sentido que Gyllenhaal também escute as vozes de sua cabeça e crie a história como achar melhor. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Essa mistura não é um fator negativo, mas pode facilmente dividir o público por sua alternância em gêneros tão distantes entre si. A liberdade narrativa da diretora faz sentido, projetando um encontro entre casais criminosos, como </span><a href="https://www.fbi.gov/history/famous-cases/bonnie-and-clyde"><span style="font-weight: 400;">Bonnie e Clyde</span></a><span style="font-weight: 400;">, e uma análise da sociedade através da visão feminina. É um pouco do que </span><a href="https://personaunesp.com.br/coringa-delirio-a-dois-critica/"><i><span style="font-weight: 400;">Coringa: Delírio a Dois</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> (2024) sonhava ser, uma tentativa de criar mais uma dupla caótica na história do cinema que se torna símbolo de resistência para os oprimidos.</span></p>
<figure id="attachment_37031" aria-describedby="caption-attachment-37031" style="width: 730px" class="wp-caption alignnone"><img decoding="async" class="size-full wp-image-37031" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2026/03/image2-4.png" alt=" Mulher loira com maquiagem preta borrada grita pela janela de um carro em movimento, com os braços abertos e vento no cabelo" width="730" height="365" /><figcaption id="caption-attachment-37031" class="wp-caption-text">Ida/A Noiva busca liberdade feminina enquanto se redescobre (Foto: Warner Bros Pictures)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">Maggie Gyllenhaal traz a crítica social em várias partes do filme, de forma óbvia ou não. A maneira mais direta é através da luta de Ida/A Noiva de recuperar sua memória da vida anterior, seja apenas com ela mesma, como quando diz em um diálogo entre ela e Frank “</span><i><span style="font-weight: 400;">A noiva de Frankenstein. Não, só A Noiva.</span></i><span style="font-weight: 400;">”, ou com o grupo de mulheres que se inspiram nela e criam uma </span><a href="https://www.politize.com.br/quarta-onda-do-feminismo/"><span style="font-weight: 400;">nova onda</span></a><span style="font-weight: 400;"> de feminismo. A forma mais sútil vem através de outras duas personagens femininas: a investigadora Myrna Mallow (Penélope Cruz) e a dra. Euphronios. Myrna é uma investigadora que segue o casal e é o verdadeiro cérebro da maioria das operações importantes, mas não recebe distintivo de detetive – aliás, é confundida como secretária de seu parceiro Wiles (Peter Sarsgaard). Já a doutora explica para Frank logo no começo como usa apenas o sobrenome na publicação de trabalhos científicos para tentar ser levada mais a sério no meio. O próprio Frank chega perguntando pelo ‘doutor’ Euphronios e é corrigido pela senhora. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Tanto Gyllenhaal quanto A Noiva tem coisas para falar ao público, e ambas são bem sucedidas nesse quesito. A </span><a href="https://www.ingresso.com/noticias/maggie-gyllenhaal-revela-como-foi-trabalhar-com-irmao-jake-gyllenhaal-em-a-noiva-apos-25-anos"><span style="font-weight: 400;">diretora</span></a><span style="font-weight: 400;"> consegue passar sua mensagem de qual é sua visão do mundo atual sem parecer clichê ou forçado – muito pelo contrário, faz isso de forma gradual e leve. A Noiva fala sobre mulheres sendo silenciadas por homens, o gradual dela, porém, é quando vai recuperando a memória de quem foi na outra vida – Ida – e, dessa forma, se libertando de ser ‘a noiva de Frankenstein’ para se tornar apenas A Noiva. </span></p>
<p><a href="https://www.nationalgeographicbrasil.com/historia/2024/08/os-3-fatos-surpreendentes-sobre-mary-shelley-a-criadora-da-obra-frankenstein"><span style="font-weight: 400;">Mary Shelley</span></a><span style="font-weight: 400;"> fica em terceiro plano na história. A autora está em um limbo após a morte, frustrada por não ter conseguido escrever uma continuação sobre a Noiva, e, por isso, possui o corpo de Ida. As cenas em que Shelley aparece são formadas por um jogo de luz e sombra, criando uma aparência teatral muito distante dos filmes </span><i><span style="font-weight: 400;">blockbusters</span></i><span style="font-weight: 400;"> atuais – mas que caiu bem para deixar explícito quando cada personagem estava falando, mesmo que tenha ficado um pouco confuso.</span></p>
<figure id="attachment_37032" aria-describedby="caption-attachment-37032" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img decoding="async" class="size-medium wp-image-37032" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2026/03/image3-3-800x420.png" alt="Mulher loira deitada em uma mesa ligada a cabos e equipamentos mecânicos, usando vestido vermelho e peça metálica no peito, em um ambiente industrial com iluminação amarelada. " width="800" height="420" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2026/03/image3-3-800x420.png 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2026/03/image3-3-1024x538.png 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2026/03/image3-3-768x403.png 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2026/03/image3-3-1536x806.png 1536w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2026/03/image3-3-1200x630.png 1200w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2026/03/image3-3.png 1920w" sizes="(max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-37032" class="wp-caption-text">Ida é trazida de volta à vida para ser companheira de Frank (Foto: Warner Bros)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">Com uma curiosa (mas muito boa!) trilha sonora, que conta com a presença de </span><a href="https://open.spotify.com/intl-pt/track/6GmL39a9OazWtyMkAbJz7v"><span style="font-weight: 400;">Monster Mash</span></a><span style="font-weight: 400;"> no final – o que super combinou com a mistura de gêneros do filme – , assinada por Hildur Guðnadóttir, e fotografia de Lawrence Sher, ambos de </span><a href="https://personaunesp.com.br/coringa-5-anos/"><i><span style="font-weight: 400;">Coringa</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> (2019), </span><i><span style="font-weight: 400;">A Noiva!</span></i><span style="font-weight: 400;"> é um filme para quem quer sair do básico, comum e esperado. Quem estiver disposto a conhecer algo novo, abraçando a proposta de Gyllenhaal, pode ser presenteado com uma grande obra que, felizmente, não tem medo de correr riscos.  </span></p>
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		<title>Quem são as mães das filhas perdidas?</title>
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		<pubDate>Fri, 25 Mar 2022 15:40:59 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Vitória Silva Dos tipos de representações que temos em relação à maternidade no Cinema e na TV, podemos citar vários. A mãe superprotetora, a mandona, a descolada, e, é claro, a clássica mãe que abdica de todas as suas vivências pessoais pelas conquistas dos filhos, ou até mesmo para encontrá-los no mundo. Pense em quantas &#8230; <a href="http://personaunesp.com.br/a-filha-perdida-critica/" class="more-link">Continue lendo<span class="screen-reader-text"> "Quem são as mães das filhas perdidas?"</span></a></p>
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										<content:encoded><![CDATA[<figure id="attachment_26968" aria-describedby="caption-attachment-26968" style="width: 800px" class="wp-caption aligncenter"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-26968" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/03/0534956-800x450.jpg" alt="Cena do filme A Filha Perdida. Nela, a atriz Jessie Buckley, que interpreta Leda, está abraçando duas meninas, em que não é possível ver seus rostos. Jessie é uma mulher branca, de cabelos castanhos claros. " width="800" height="450" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/03/0534956-800x450.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/03/0534956-1024x576.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/03/0534956-768x432.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/03/0534956-1536x864.jpg 1536w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/03/0534956-1200x675.jpg 1200w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/03/0534956.jpg 1600w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-26968" class="wp-caption-text">Após levar o Leão de Ouro de Melhor Roteiro em Veneza, A Filha Perdida garantiu 3 indicações no Oscar 2022 (Foto: Netflix)</figcaption></figure>
<p><b>Vitória Silva</b></p>
<p style="text-align: left;"><span style="font-weight: 400;">Dos tipos de representações que temos em relação à maternidade no Cinema e na TV, podemos citar vários. A mãe superprotetora, a mandona, a </span><a href="https://personaunesp.com.br/gilmore-girls-20-anos/"><span style="font-weight: 400;">descolada</span></a><span style="font-weight: 400;">, e, é claro, a clássica mãe que abdica de todas as suas vivências pessoais pelas conquistas dos filhos, ou até mesmo para </span><a href="https://personaunesp.com.br/amor-de-mae-critica/"><span style="font-weight: 400;">encontrá-los no mundo</span></a><span style="font-weight: 400;">. Pense em quantas personagens mães você conhece, e quantas delas não estão associadas diretamente ao papel materno que as nutre. E, quando o renegam, na maior parte das vezes são movidas por uma </span><a href="https://personaunesp.com.br/carrie-a-estranha-45-anos/"><span style="font-weight: 400;">maldade sobrenatural</span></a><span style="font-weight: 400;"> ou pela construção de um </span><a href="https://personaunesp.com.br/enrolados-10-anos/"><span style="font-weight: 400;">aspecto vilanesco</span></a><span style="font-weight: 400;"> de sua personalidade. Afinal, que tipo de mãe não amaria seus filhos incondicionalmente?</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Transpondo para a realidade, a retórica continua a mesma. Em </span><a href="https://personaunesp.com.br/elena-ferrante-a-filha-perdida-critica/"><i><span style="font-weight: 400;">A Filha Perdida</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, a misteriosa Elena Ferrante mergulha por inteiro neste que é apenas um dos papéis da feminilidade presentes em sua Literatura. E Maggie Gyllenhaal decide abraçar a mesma narrativa para construir o que seria a sua primeira obra na direção. A trama do filme homônimo segue Leda, interpretada pela magnífica </span><a href="https://personaunesp.com.br/meu-pai-critica/"><span style="font-weight: 400;">Olivia Colman</span></a><span style="font-weight: 400;">, que decide passar um período em uma ilha paradisíaca da Grécia, após deixar suas duas filhas, Bianca e Martha, com o ex-marido no Canadá.</span></p>
<p><span id="more-26967"></span></p>
<figure id="attachment_26974" aria-describedby="caption-attachment-26974" style="width: 800px" class="wp-caption aligncenter"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-26974" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/03/imagem_2-800x453.jpg" alt="Cena do filme A Filha Perdida. Nela, a atriz Olivia Colman, que interpreta Leda, está olhando para trás, por cima do seu ombro direito. Leda é uma mulher branca de meia-idade, de cabelos castanhos curtos; ela veste um maiô azul-marinho. " width="800" height="453" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/03/imagem_2-800x453.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/03/imagem_2-1024x580.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/03/imagem_2-768x435.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/03/imagem_2.jpg 1200w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-26974" class="wp-caption-text">Olivia Colman é uma das atrizes da atualidade que carrega uma das melhores carreiras pós-vitória no Oscar, somando 3 indicações e 1 vitória nos últimos 4 anos de premiação (Foto: Netflix)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">Aproveitando o tempo consigo mesma, suas pacatas férias acabam sendo tomadas por lembranças antigas apenas pela súbita chegada de uma família no local. Nela, conhece Nina (Dakota Johnson) e sua filha Elena (Athena Martin Anderson), que de imediato desencadeiam memórias da protagonista em relação a sua própria experiência materna, o que a leva a uma estranha obsessão pela jovem mãe. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A sinopse ou o </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=s63AZRGzUtc"><i><span style="font-weight: 400;">trailer</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> do filme podem enganar, por também não ser simples traduzir em poucas palavras ou minutos a </span><a href="https://azmina.com.br/colunas/elena-ferrante-por-que-so-se-fala-nela/"><span style="font-weight: 400;">hipnotizante experiência que Elena Ferrante criou</span></a><span style="font-weight: 400;"> com </span><i><span style="font-weight: 400;">A Filha Perdida</span></i><span style="font-weight: 400;">. Assim como o livro, a produção não tem grandes ganchos narrativos, que prendem a atenção pelo desfecho ou em acompanhar as conquistas da personagem. Aliás, o que a obra mais faz é deixar finais de seus capítulos em aberto, o que foi fidelizado nas cenas do longa. Se podemos definir o que de fato fixa nossos olhos na tela, só poderia ser o trabalho de Olivia Colman. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A </span><a href="https://www.omelete.com.br/filmes/retrato-omelete-olivia-colman-de-diarista-a-rainha-elizabeth-nas-telas"><span style="font-weight: 400;">vencedora do </span><i><span style="font-weight: 400;">Oscar</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> compõe a peculiar Leda de forma que parecemos estar lendo letra por letra das descrições de Ferrante. Unida à atuação de </span><a href="https://personaunesp.com.br/estou-pensando-em-acabar-com-tudo-critica/"><span style="font-weight: 400;">Jessie Buckley</span></a><span style="font-weight: 400;">, que interpreta a versão mais jovem da protagonista, criam, juntas, um dualismo perfeito das mudanças sofridas nas fases da vida da professora. Tudo isso não seria possível sem a condução de Gyllenhaal, tanto pelas lentes quanto pela escrita do roteiro, que consegue traduzir até mesmo as entrelinhas da obra da escritora napolitana em frente aos nossos olhos. O que não é uma tarefa nem um pouco fácil, tendo em vista a composição de fluxos de consciência em que a história original foi construída. </span></p>
<figure id="attachment_26972" aria-describedby="caption-attachment-26972" style="width: 800px" class="wp-caption aligncenter"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-26972" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/03/The-Lost-Daughter-800x475.jpg" alt="Cena do filme A Filha Perdida. Nela, está a atriz Dakota Johnson, que interpreta Nina, deitada em uma espreguiçadeira na praia, olhando para o lado. Nina é uma mulher branca, de cabelos escuros e compridos; ela veste um maiô colorido." width="800" height="475" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/03/The-Lost-Daughter-800x475.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/03/The-Lost-Daughter-1024x608.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/03/The-Lost-Daughter-768x456.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/03/The-Lost-Daughter-1536x912.jpg 1536w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/03/The-Lost-Daughter-1200x712.jpg 1200w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/03/The-Lost-Daughter.jpg 1654w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-26972" class="wp-caption-text">Enquanto Colman foi deixada para escanteio, Buckley conseguiu uma indicação ao BAFTA como Melhor Atriz Coadjuvante (Foto: Netflix)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">Não demora muito para a aproximação entre Leda e Nina ter uma virada de chave, quando a protagonista decide roubar a boneca da pequena Elena. E, assim, engata no acontecimento que perdura como pano de fundo durante toda a produção. A recepção para quem assiste </span><i><span style="font-weight: 400;">A Filha Perdida</span></i><span style="font-weight: 400;"> pode vir como uma avalanche de quebras de expectativas, talvez por esperar que a família de Toni (</span><a href="https://personaunesp.com.br/residencia-hill-critica/"><span style="font-weight: 400;">Oliver Jackson-Cohen</span></a><span style="font-weight: 400;">), marido de Nina, apontada como perigosa por motivos nunca declarados, fosse realizar algum ato direto contra a personagem; alguma filha fosse ser, de fato, perdida, ou qualquer outra reviravolta que em concepções gerais seja considerada crucial para o desenrolar da narrativa. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Mas o resultado final não poderia ser outro. Tanto a obra de Ferrante quanto de Gyllenhaal é composta por dosagens significativas de simbolismos, que, no cerne da palavra, não precisam ser entregues de bandeja. Diante disso, a provocação pela busca de respostas é gritante. Afinal, por que Leda decidiu roubar a boneca? Foi por inveja da relação de Nina com Elena? Como forma de ensinamento por a jovem ter cometido os mesmos erros que ela durante seu casamento? Ou até mesmo para tirar de Elena a </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=G3yLgETnBBo"><span style="font-weight: 400;">imposição do anseio materno</span></a><span style="font-weight: 400;"> que ela tanto negou durante a vida? </span></p>
<figure id="attachment_26975" aria-describedby="caption-attachment-26975" style="width: 800px" class="wp-caption aligncenter"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-26975" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/03/imagem_5-800x450.jpeg" alt="Cena do filme A Filha Perdida. Nela, vemos uma boneca, que está sendo segurada pelas mãos de Leda. A boneca é branca, com cabelos castanhos claros e veste um vestido azul claro." width="800" height="450" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/03/imagem_5-800x450.jpeg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/03/imagem_5-1024x576.jpeg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/03/imagem_5-768x432.jpeg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/03/imagem_5-1200x675.jpeg 1200w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/03/imagem_5.jpeg 1280w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-26975" class="wp-caption-text">Maggie Gyllenhaal já havia sido indicada ao careca dourado anteriormente, mas por sua atuação em Coração Louco, em que interpreta uma mãe solo (Foto: Netflix)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">Sentir qualquer empatia ou apego pela história da protagonista não é algo natural quando analisamos a narrativa apenas pelo que ela nos entrega explicitamente. Mesmo que com a frieza amenizada pela interpretação de Colman, Leda não é agradável, quem dirá simpática. Não podemos esperar qualquer afeição positiva por uma mulher de meia-idade que decide viajar sozinha apenas para gozar de sua liberdade. Ao decorrer da história, também descobrimos que afeto nenhum poderia vir por uma mãe que abandonou suas filhas por três anos e sentiu que </span><i><span style="font-weight: 400;">“foi maravilhoso”</span></i><span style="font-weight: 400;">. Mesmo que seu ex-marido tivesse realizado feito semelhante somando os finais de semana que precisava viajar a trabalho. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A regra é clara, e a personagem Nora Fanshaw, que rendeu um </span><i><span style="font-weight: 400;">Oscar </span></i><span style="font-weight: 400;">para Laura Dern em </span><a href="https://personaunesp.com.br/historia-de-um-casamento-critica/"><i><span style="font-weight: 400;">História de um Casamento</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, resume bem: </span><i><span style="font-weight: 400;">“Nós os amamos (os pais) por suas falhas, mas as pessoas absolutamente não aceitam essas mesmas falhas nas mães. Não a aceitamos estruturalmente e não a aceitamos espiritualmente. Porque a base da nossa baboseira judaico-cristão é Maria, Mãe de Jesus, e ela é perfeita”</span></i><span style="font-weight: 400;">. Se formos avaliar a cinematografia como um todo, a figura da mulher adulta é </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=kkM_kbZbRVY"><span style="font-weight: 400;">inerente à questão materna</span></a><span style="font-weight: 400;">. Se ela não tem filhos, por que não quer ter? E, se tem, onde eles estão?</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Mais do que isso, é algo intocável. E, é claro, que o mesmo não é comparável aos pais. Na Televisão, basta contestar o fato do porquê costumam estranhar a falta dos comentários ou ações de Midge (Rachel Brosnahan) em relação aos seus filhos em </span><a href="https://personaunesp.com.br/the-marvelous-mrs-maisel-critica/"><i><span style="font-weight: 400;">The Marvelous Mrs. Maisel</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, enquanto personagens masculinos como Kendall Roy (</span><a href="https://personaunesp.com.br/os-7-de-chicago-critica/"><span style="font-weight: 400;">Jeremy Strong</span></a><span style="font-weight: 400;">), de </span><i><span style="font-weight: 400;">Succession</span></i><span style="font-weight: 400;">, sequer são lembrados como pai ou contestados por sua presença nada paterna. Mesmo com todas as suas questões, Bianca e Martha continuam sendo a principal referência de Leda para qualquer aspecto. Quando conversa com Will (</span><a href="https://personaunesp.com.br/normal-people-critica/"><span style="font-weight: 400;">Paul Mescal</span></a><span style="font-weight: 400;">) e ele conta a sua idade, a primeira coisa que ela faz é associar a de sua filha. O papel materno que lhe foi empurrado goela abaixo a vida inteira continua sendo intrínseco a ela. </span></p>
<figure id="attachment_26973" aria-describedby="caption-attachment-26973" style="width: 1400px" class="wp-caption aligncenter"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-26973" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/03/the-lost-daughter-dancing-1.webp" alt="Cena do filme A Filha Perdida. Nela, Leda, interpretada por Olivia Colman, está dançando em uma festa com Lyle, interpretado por Ed Harris. Leda é uma mulher branca de meia-idade, com cabelos castanhos curtos e escuros, ela usa um vestido rosa de mangas compridas. Lyle é um senhor branco, ele usa uma boina marrom, um casaco marrom escuro, e calças bege claro. É possível ver outros casais dançando ao redor deles. " width="1400" height="700" /><figcaption id="caption-attachment-26973" class="wp-caption-text">Essa edição marca a primeira vez que duas atrizes concorrem ao Oscar pela mesma personagem em um mesmo filme (Foto: Netflix)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">Em sua estreia, o que Maggie Gyllenhaal faz é digno de </span><a href="https://personaunesp.com.br/tag/oscar+2022/"><i><span style="font-weight: 400;">Oscar</span></i></a><span style="font-weight: 400;">. A primazia com que transpôs a narrativa de Ferrante, e até deu novos significados a ela, ganhou sua merecida indicação em Roteiro Adaptado. A profundidade de Leda em tela também, em dose dupla, com Olivia Colman, que já virou figurinha carimbada na premiação, e Jessie Buckley estreando na categoria. No circuito independente, </span><i><span style="font-weight: 400;">The Lost Daughter</span></i><span style="font-weight: 400;"> levou a melhor nas principais premiações do meio, o </span><a href="https://www.adorocinema.com/noticias/filmes/noticia-162650/"><i><span style="font-weight: 400;">Spirit</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> e o </span><a href="https://ew.com/awards/2022-gotham-awards-winners-list/"><i><span style="font-weight: 400;">Gotham Awards</span></i></a><span style="font-weight: 400;">. No </span><a href="https://www.omelete.com.br/festival-de-veneza/festival-veneza-vencedores"><span style="font-weight: 400;">Festival de Veneza</span></a><span style="font-weight: 400;">, a diretora ainda ganhou Melhor Roteiro, sinalizando um vindouro reconhecimento da indústria para seu trabalho atrás das câmeras.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A genialidade da narrativa nós deixamos para Ferrante, mas o trabalho sagrado de popularizar ela tem o mérito total de Gyllenhaal. Das representações maternas que temos culturalmente, </span><i><span style="font-weight: 400;">A Filha Perdida</span></i><span style="font-weight: 400;"> é uma das únicas que encara a questão com sinceridade e respeito a quem ocupa aquele lugar. Apesar da falta de representatividade no audiovisual, Leda está em todos os lugares, com as imperfeições, traumas e dificuldades que carrega. Daí a coragem de Olivia, Jessie, Dakota, Maggie e Elena em conseguirem retratar uma figura com tanta honestidade. De mães, e também filhas perdidas. </span></p>
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		<title>A filha perdida de Elena Ferrante pode ser você</title>
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		<pubDate>Thu, 10 Feb 2022 20:43:02 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Literatura]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Raquel Dutra &#8220;As coisas mais difíceis de falar são as que nós mesmos não conseguimos entender&#8220;, define muito bem Elena Ferrante no que vem a ser o prólogo de seu terceiro romance. Lançado no Brasil em 2016 pela editora Intrínseca, A filha perdida traz o pseudônimo italiano, aclamado por suas  personagens femininas e reverenciado por &#8230; <a href="http://personaunesp.com.br/elena-ferrante-a-filha-perdida-critica/" class="more-link">Continue lendo<span class="screen-reader-text"> "A filha perdida de Elena Ferrante pode ser você"</span></a></p>
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										<content:encoded><![CDATA[<figure id="attachment_26020" aria-describedby="caption-attachment-26020" style="width: 1024px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="wp-image-26020 size-full" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/02/AFILHAPERDIDA_WORDPRESS_0222.jpg" alt="Imagem retangular de fundo laranja. Ao centro, foi adicionada a capa do livro A Filha Perdida, um selo escrito Clube do Livro Persona no canto direito inferior e o logo do Persona no canto esquerdo superior. A capa é repleta de casas de telhado marrom avermelhado, no estilo mediterrâneo. É possível ver o céu e o mar azuis e uma torre verde. Está escrito, em letras brancas, &quot;A FILHA PERDIDA&quot; e &quot;ELENA FERRANTE&quot;. Na parte inferior central, há o selo da Intrínseca." width="1024" height="538" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/02/AFILHAPERDIDA_WORDPRESS_0222.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/02/AFILHAPERDIDA_WORDPRESS_0222-800x420.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/02/AFILHAPERDIDA_WORDPRESS_0222-768x404.jpg 768w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-26020" class="wp-caption-text">Recentemente adaptado para o cinema, A filha perdida foi a escolha para o mês de dezembro de 2021 no Clube do Livro do Persona (Foto: Intrínseca/Arte: Jho Brunhara)</figcaption></figure>
<p><b>Raquel Dutra</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">&#8220;</span><i><span style="font-weight: 400;">As coisas mais difíceis de falar são as que nós mesmos não conseguimos entender</span></i><span style="font-weight: 400;">&#8220;, define muito bem </span><a href="https://personaunesp.com.br/tag/elena-ferrante/"><span style="font-weight: 400;">Elena Ferrante</span></a><span style="font-weight: 400;"> no que vem a ser o prólogo de seu terceiro romance. Lançado no Brasil em 2016 pela editora </span><i><span style="font-weight: 400;">Intrínseca</span></i><span style="font-weight: 400;">, </span><i><span style="font-weight: 400;">A filha perdida</span></i><span style="font-weight: 400;"> traz o pseudônimo italiano, aclamado por suas  personagens femininas e reverenciado por sua honestidade cortante, numa proposta de encarar com honestidade o que talvez seja um dos principais aspectos da experiência da mulher na sociedade &#8211; e também </span><a href="https://blogueirasfeministas.com/2011/05/08/feminismo-maternidade-e-a-briga-nossa-de-cada-dia/"><span style="font-weight: 400;">um dos assuntos mais intocáveis</span></a><span style="font-weight: 400;"> desde o início dos tempos -: a maternidade.</span><span style="font-weight: 400;"> </span></p>
<p><span id="more-25952"></span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O pretexto para uma análise do lugar mais comum da formação da sociedade também deveria ser simples e acessível, numa direção completamente inversa à que sua complexidade pode sugerir. Então, assim </span><i><span style="font-weight: 400;">A filha perdida</span></i><span style="font-weight: 400;"> (</span><i><span style="font-weight: 400;">La figlia oscura</span></i><span style="font-weight: 400;">, no original) o faz: o livro nos coloca para acompanhar a história de </span><a href="https://claudia.abril.com.br/coluna/cronicas-de-mae/escolhas-maternidade/"><span style="font-weight: 400;">uma mãe e suas filhas</span></a><span style="font-weight: 400;">, que recai também sobre a sua história com sua própria mãe e sua experiência enquanto filha. O recorte e o objeto escolhidos surgem de um período de férias de Leda, uma professora universitária de meia idade, divorciada e mãe de Bianca e Marta, de 22 e 24 anos, que procura descanso no litoral sul da Itália, próxima da cidade onde nasceu e cresceu, depois que as filhas vão morar com o pai em outro país.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Mas Elena Ferrante não permite que o mergulho da personagem fique apenas nas águas pacificamente salgadas e agradavelmente ondulosas. O que deveria ser um momento de repouso para Leda se transforma num processo intenso de autorreflexão, desencadeado a partir do momento em que a personagem repara uma família também de férias pela região. Ela estabelece uma </span><a href="https://artrianon.com/2022/01/14/a-filha-perdida-livro-e-filme-um-honesto-relato-entre-os-tabus-da-maternidade/"><span style="font-weight: 400;">identificação singular</span></a><span style="font-weight: 400;"> com Nina, a jovem mãe de Elena, que sempre se mostra um tanto deslocada do resto daquele grupo de pessoas &#8211; exceto quando exercendo passionalmente a sua maternidade. </span></p>
<figure id="attachment_25955" aria-describedby="caption-attachment-25955" style="width: 1280px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-25955" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/02/maggie-perdida-1.jpg" alt="" width="1280" height="853" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/02/maggie-perdida-1.jpg 1280w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/02/maggie-perdida-1-800x533.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/02/maggie-perdida-1-1024x682.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/02/maggie-perdida-1-768x512.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/02/maggie-perdida-1-1200x800.jpg 1200w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-25955" class="wp-caption-text">Nos cinemas, a história foi contada por Maggie Gyllenhaal, numa estreia impressionante da diretora e roteirista, que saiu premiada do <a href="https://www.instagram.com/p/CT5ssphNzJv/">Festival de Veneza 2021</a> (Foto: Yannis Drakoulidis/Netflix)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">Ao observar as cenas protagonizadas pela família napolitana e deixar-se afetar pela maresia enquanto sozinha e longe de casa, a protagonista de </span><i><span style="font-weight: 400;">A filha</span></i> <i><span style="font-weight: 400;">perdida</span></i><span style="font-weight: 400;"> acaba em memórias que remexem sentimentos profundos sobre sua família, infância, casamento e, principalmente, o início de sua vida como mãe. Impulsionada pela imersiva escrita em primeira pessoa, Elena Ferrante é dolorosamente sincera sob o pretexto de verbalizar as emoções de Leda, dedicando-se quase compulsivamente a um livro repleto de ‘canetadas’ sobre seu complexo tema central, que é marcado por </span><a href="https://leiturinha.com.br/blog/maternidade-real/"><span style="font-weight: 400;">vivências profundas</span></a><span style="font-weight: 400;"> de quem o experiencia, mas também alvo de uma </span><a href="https://cultura.estadao.com.br/noticias/televisao,a-filha-perdida-perturba-ao-tocar-na-sacralizacao-da-maternidade,70003941704"><span style="font-weight: 400;">sacralização</span></a><span style="font-weight: 400;"> histórica vinda de quem o observa de fora. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Por consequência &#8211; muito bem calculada, vale ressaltar -, a única coisa que não pode ser encontrada na protagonista é o estereótipo do </span><a href="https://personaunesp.com.br/amor-de-mae-critica/"><i><span style="font-weight: 400;">amor de mãe</span></i></a><span style="font-weight: 400;">. Leda está completamente à vontade conversando consigo mesma, e nada esconde de quem toma parte de suas emoções, mostrando-se uma personagem que, muito longe de ser agridoce, é acidamente amarga. Mas ao contrário do que todas as suas camadas podem sugerir, a protagonista de </span><i><span style="font-weight: 400;">A filha perdida</span></i><span style="font-weight: 400;"> é profundamente relacionável, como o resultado de um estudo preciso da mulher que é marcada pela inevitabilidade de pelo menos uma das duas vias trabalhadas pelo romance: a experiência de uma mulher </span><a href="https://www.imagempalavramovimento.com/single-post/2016/05/06/ser-m%C3%A3e-e-ser-filha"><span style="font-weight: 400;">como filha e como mãe</span></a><span style="font-weight: 400;">.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Seguindo o caminho de forte oposição aos polidos padrões patriarcais, a linguagem de Elena Ferrante não procura atender nada que não seja a verdade de quem vive além de todas as </span><a href="https://agorasoumae.com.br/estereotipo-de-mae-como-a-sociedade-limita-a-mulher-ao-de-mae/"><span style="font-weight: 400;">expectativas impossíveis</span></a><span style="font-weight: 400;"> de benevolência, controle e sabedoria. </span><i><span style="font-weight: 400;">A filha perdida</span></i><span style="font-weight: 400;"> não nos deixa enganar: a sinceridade de sua protagonista pode parecer autodepreciativa, mas Leda é austera demais até para o nível mais complexo de autopiedade e distanciamento da realidade. Vide os momentos mais críticos de sua história, onde é comum encontrar uma reação viciada da personagem, que como forma de se defender dos julgamentos, tentar compreender seu próprio comportamento e/ou até mesmo como forma de expressar a confusão mental que surge após relembrar memórias tão emocionalmente atribuladas, desabafa fria e sinceramente um &#8220;</span><i><span style="font-weight: 400;">Não sei o que aconteceu&#8221;</span></i><span style="font-weight: 400;">.</span></p>
<blockquote><p><span style="font-weight: 400;">“</span><span style="font-weight: 400;">Bianca uma vez gritou para mim, aos prantos: você sempre se acha superior. E Marta: por que você quis nos ter se não faz outra coisa além de se queixar de nós? Pedaços de palavras, sílabas apenas. <strong>Sempre chega o momento em que os filhos dizem com raiva e tristeza: por que você me deu a vida?</strong></span><span style="font-weight: 400;">”</span></p></blockquote>
<p><span style="font-weight: 400;">Mas se a narrativa recusa completamente o principal aspecto dos padrões maternais, outro elemento fundamental da experiência é o que mais transborda das vivências de Leda &#8211; e incomoda o leitor de </span><i><span style="font-weight: 400;">A filha perdida</span></i><span style="font-weight: 400;">. Ela nutre uma consciência concreta de tudo, desde o que recebeu da mãe, seus traumas, até o que deixou para as filhas e os padecimentos das garotas. Para encerrar o panorama emocional do livro, Ferrante orienta tudo isso para desencadear o sentimento mais silencioso de suas páginas reflexivamente barulhentas. E quanto à </span><a href="https://vogue.globo.com/moda/moda-news/noticia/2019/08/importancia-de-outras-maes-para-uma-maternidade-com-menos-culpa.html"><span style="font-weight: 400;">emoção mais ingrata</span></a><span style="font-weight: 400;"> para uma mulher que exerce o papel de mãe, não há o que ser discutido além da própria expressão da personagem: “</span><i><span style="font-weight: 400;">Era o sentimento de culpa: eu achava que todo sofrimento que atingisse as minhas filhas era fruto do já comprovado fracasso do meu amor</span></i><span style="font-weight: 400;">”.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">É assim que </span><i><span style="font-weight: 400;">A filha perdida</span></i><span style="font-weight: 400;"> compõe o retrato complexo do relacionamento mãe-e-filha, aprofundando uma análise sobre relações </span><a href="https://www.32rba.abant.org.br/arquivo/downloadpublic?q=YToyOntzOjY6InBhcmFtcyI7czozNToiYToxOntzOjEwOiJJRF9BUlFVSVZPIjtzOjQ6IjMyNDciO30iO3M6MToiaCI7czozMjoiZWQyMDQ3NDQ2MDQxZWIxZWE3OTJhODg0MmEwY2ZlYTciO30%3D"><span style="font-weight: 400;">intergeracionais</span></a><span style="font-weight: 400;">. Uma menina rigidamente criada em padrões de gênero se transforma em uma mulher que cria duas garotas em uma nova época, ciente dos comportamentos maternos que lhe foram traumáticos, mas que, ao mesmo tempo, ainda carrega marcas teimosas de estereótipos sexistas e misóginos. Não por acaso, a personagem carrega como certeza a ideia de que o que mais ama em suas filhas é o que é estranho à sua própria personalidade. Assim, Leda é indiscutivelmente uma filha machucada e uma mãe que machuca. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Entre comparações, intromissões e julgamentos que orientam sua interação com Marta e Bianca, Leda constrói sua autopercepção através da visão que as filhas têm dela &#8211; ou mais precisamente, a que acredita que elas têm. Entre ser aterrorizada pela possibilidade de infelicidade das garotas e manifestar comportamentos destrutivos para aspectos importantes da vida das duas, </span><a href="https://www.uol.com.br/universa/noticias/redacao/2019/04/11/por-que-tantas-mulheres-repetem-na-relacao-atitudes-que-criticavam-nas-maes.htm"><span style="font-weight: 400;">a relação paradoxal entre as mães e as filhas</span></a><span style="font-weight: 400;"> se mostra cada vez mais longe de ser um ideal. E enquanto isso, a trama de </span><i><span style="font-weight: 400;">A filha perdida</span></i><span style="font-weight: 400;"> se mostra cada vez mais próxima da realidade.</span></p>
<blockquote><p>“Nas conversas com as minhas filhas, ouço palavras ou expressões omitidas. Às vezes, elas ficam com raiva e dizem “mamãe, eu nunca falei isso, é você que está dizendo, você inventou isso”. Mas eu não invento nada, só escuto, <strong>o não dito fala mais que o não dito</strong>.”</p></blockquote>
<p><span style="font-weight: 400;">Em momento algum, porém, a escrita de Elena Ferrante coloca a sua protagonista em vestes vilanescas. É para aprofundar ainda mais </span><a href="https://glamour.globo.com/lifestyle/noticia/2022/01/a-filha-perdida-lembra-que-maes-sao-antes-de-tudo-mulheres.ghtml"><span style="font-weight: 400;">a humanidade da personagem</span></a><span style="font-weight: 400;">, aliás, que existe o gatilho da história, quando a imagem de Nina atrai o olhar de Leda. Ela já tem um histórico de encantamento por mulheres jovens manifestando felicidade e liberdade, como os devaneios do livro e algumas figurantes introduzem muito bem, mas encontrar alguém em seus </span><a href="https://www.revide.com.br/noticias/cidades/dia-das-maes-sobre-ser-mae-e-ser-jovem/"><span style="font-weight: 400;">vinte e poucos anos</span></a><span style="font-weight: 400;"> (aparentemente) contente com a própria maternidade é demais para aquele psicológico, que foi pego de surpresa por um ser crescendo dentro de si quando tinha 23 anos. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">É que a autora de </span><i><span style="font-weight: 400;">A filha perdida</span></i> <a href="https://valkirias.com.br/personagens-limitrofes-elena-ferrante/"><span style="font-weight: 400;">respeita demais suas personagens</span></a><span style="font-weight: 400;"> e nem mesmo a jovem-segunda-protagonista está ali apenas como um alvo de projeção. Não há como fugir da perspectiva das mães da história, afinal. Então, Nina também tem espaço para revelar suas questões à medida em que se aproxima de Leda. Oscilando radicalmente entre ilustrar uma mãe ideal e exemplificar a </span><a href="https://www.analuizadefigueiredosouza.com.br/post/maternidade-compuls%C3%B3ria-defini%C3%A7%C3%A3o-e-problematiza%C3%A7%C3%B5es#:~:text=De%20modo%20mais%20simples%2C%20conforme,represente%20de%20fato%20uma%20escolha.&amp;text=A%20socializa%C3%A7%C3%A3o%20feminina%20%C3%A9%20fortemente%20marcada%20pelo%20maternalismo."><span style="font-weight: 400;">maternidade compulsória</span></a><span style="font-weight: 400;"> &#8211; que apreende as meninas desde o momento em que elas passam a existir neste mundo -, a relação das duas segue complexa. Assim, Ferrante traz fôlego narrativo ao livro, mais como história e menos como análise social, ao mesmo tempo em que funde as duas perspectivas. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">“</span><a href="https://diariodonordeste.verdesmares.com.br/opiniao/colunistas/lorena-portela/a-filha-perdida-nao-funcionaria-com-um-pai-no-papel-principal-e-isso-e-um-problema-1.3180803"><i><span style="font-weight: 400;">E cadê o pai dessas crianças?</span></i></a><span style="font-weight: 400;">”, alguém que lê um texto sobre </span><i><span style="font-weight: 400;">A filha perdida</span></i><span style="font-weight: 400;"> pode se perguntar. Aqui está mais um estalo genial de Elena Ferrante: a completa desnecessidade de mencionarmos o homem que concebeu as garotas junto de Leda diz muito sobre o tipo de história encontrada em </span><i><span style="font-weight: 400;">A filha perdida</span></i><span style="font-weight: 400;">. Sem precisar da representação de uma figura de paternidade totalmente ausente, o livro mostra que pouco importa sua ação dentro da narrativa. E num retrato fiel de quem absorve a ideia social de que é a principal responsável pelos filhos numa série de cuidados tidos como impossíveis de serem divididos, a amargura de Leda não o tem entre seus principais alvos.</span></p>
<blockquote><p>“Assim, aos vinte e poucos anos, qualquer outra brincadeira havia acabado para mim. O pai corria mundo afora, uma oportunidade atrás da outra. Não tinha nem tempo de reparar o que fora copiado do seu corpo, como havia resultado a reprodução. Mal olhava as duas meninas, mas dizia com ternura verdadeira: são iguaizinhas a você. Gianni é um homem gentil, nossas filhas gostam dele. <strong>Ele cuidou pouco ou nada delas, mas, quando foi necessário, fez tudo o que podia, agora também faz tudo o que pode.</strong>”</p></blockquote>
<p><span style="font-weight: 400;">Para uma história totalmente fundamentada na densidade emocional de idas e vindas de sua protagonista, </span><i><span style="font-weight: 400;">A filha perdida</span></i><span style="font-weight: 400;"> se organiza num ritmo regular. Trazendo ordem ao caos, os capítulos de Elena Ferrante parecem seguir um padrão muito bem disfarçado, sempre desenrolando um momento presente que logo desencadeará uma reflexão íntima na personagem que narra a história. Entretanto, </span><a href="https://cultura.estadao.com.br/noticias/literatura,escrever-e-como-girar-a-faca-na-ferida-revela-elena-ferrante,70003417132"><span style="font-weight: 400;">a maestria da autora</span></a><span style="font-weight: 400;"> não permite conclusões precipitadas: em momento algum, essa construção se transforma num defeito do romance, já que a progressão de sua trama é tão imprevisível quanto o caminho da mente desenfreada de Leda.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Quanto às polêmicas sobre a identidade por trás de um dos nomes de maior sucesso da Literatura contemporânea, </span><i><span style="font-weight: 400;">A filha perdida</span></i><span style="font-weight: 400;"> estreita as possibilidades. A facilidade com que a autora arquiteta as digressões de Leda só pode surgir de um </span><a href="https://valkirias.com.br/as-mulheres-de-elena-ferrante/"><span style="font-weight: 400;">lugar radical de identificação e análise</span></a><span style="font-weight: 400;">. E é fato que a universalidade do tema faz com que a tradução do livro não seja um ponto de complicação para </span><a href="https://revistacult.uol.com.br/home/elena-ferrante-marcello-lino/"><span style="font-weight: 400;">Marcello Lino</span></a><span style="font-weight: 400;">, mas é de se questionar porque a edição brasileira não apostou numa transcrição que tivesse mais proximidade com as experiências que Elena Ferrante decidiu retratar. A impressão é de que a pessoa por trás do pseudônimo tem completa ciência de que isso poderia acontecer com as suas traduções pelo mundo, porque a objetividade de </span><i><span style="font-weight: 400;">A filha perdida</span></i><span style="font-weight: 400;"> ancora suas leituras mais profundas em representações concretas &#8211; a boneca, a pinha, o ventre, a agulha e quem sabe até a personagem que compartilha o mesmo nome da autora.</span></p>
<blockquote><p>“As línguas, para mim, têm um veneno secreto que de vez em quando aflora e para o qual não há antídoto.”</p></blockquote>
<p><span style="font-weight: 400;">É preciso ressaltar, no entanto, que a obra não se sufoca numa narrativa monotemática, mas ainda provoca reflexões sobre o próprio processo de formação de uma família, a cultura italiana e até observações linguísticas. </span><i><span style="font-weight: 400;">A filha perdida</span></i><span style="font-weight: 400;"> em nada é o que parece. Muito mais do que ancorar um suspense ou melodrama, o romance, de forma quase metalinguística ao trabalho de sua autora, está em algo além: </span><a href="https://brasil.elpais.com/brasil/2019/02/28/estilo/1551353871_772692.html"><span style="font-weight: 400;">o maior trabalho que se pode ter na vida</span></a><span style="font-weight: 400;"> enquanto em uma das posições mais difíceis que se pode estar dentro da sociedade. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Para suceder o aclamado </span><a href="https://www.instagram.com/p/COv4EEtHyKu/?utm_medium=copy_link"><i><span style="font-weight: 400;">Dias de Abandono</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> (2002), visto por boa parte da crítica literária como o seu melhor romance, Elena Ferrante voltou o seu olhar para a complexidade deste processo, envolto em estereótipos de gênero, padrões históricos de comportamento, expectativas enormes de coisas que são muito maiores do que nós. Em seus caminhos para tal, </span><i><span style="font-weight: 400;">A filha perdida</span></i><span style="font-weight: 400;"> conclui uma observação: </span><a href="https://lunetas.com.br/a-filha-perdida/"><span style="font-weight: 400;">todas nós</span></a><span style="font-weight: 400;"> somos a filha perdida em algum aspecto. Menos a criação de Elena Ferrante, que é plenamente consciente de tudo isso, sabe onde está, e certamente saberá onde te encontrar.</span></p>
<p><a href="https://open.spotify.com/playlist/7qvhxwKpQrhRCZcqYqrl8f?si=b7bfd9811f1441f6">https://open.spotify.com/playlist/7qvhxwKpQrhRCZcqYqrl8f?si=b7bfd9811f1441f6</a></p>
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		<title>Cineclube Persona – Dezembro de 2021</title>
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		<pubDate>Thu, 20 Jan 2022 17:38:25 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Que soem os sinos natalinos, pois dezembro bateu à porta e já se retirou. No saudoso mês que finaliza um conturbado 2021, o Cineclube se reúne pela última vez no formato atual para debater cada um dos lançamentos audiovisuais dos tempos de Papai Noel. Entre a seleção frutificada do Persona, você encontra candidatos ao careca &#8230; <a href="http://personaunesp.com.br/cineclube-persona-dezembro-de-2021/" class="more-link">Continue lendo<span class="screen-reader-text"> "Cineclube Persona – Dezembro de 2021"</span></a></p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<figure id="attachment_25672" aria-describedby="caption-attachment-25672" style="width: 1024px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="wp-image-25672 size-full" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/01/cineclubewordpress.jpg" alt="Arte retangular na cor verde pastel. No centro há o logo do Persona, um olho com a íris de cor dourada. No canto superior esquerdo está escrito “cineclube” em branco e embaixo “persona” em branco com texto vazado. No canto inferior direito está escrito “dezembro de 2021” com letras pretas. Ao longo da imagem vemos quatro quadros de moldura dourada com fotos do personagem Morpheus, do filme Matrix Ressurections, as personagens Kimberly, Bela, Leighton e Whitney, da série The Sex Lives of College Girls, os personagens Greg, Connor, Tom, Kendall e Logan, da série Succession e os personagens Jack Bremmer e Brie Evantee, do filme Don’t Look Up." width="1024" height="538" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/01/cineclubewordpress.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/01/cineclubewordpress-800x420.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/01/cineclubewordpress-768x404.jpg 768w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-25672" class="wp-caption-text">Destaques de Dezembro de 2021: The Sex Lives of College Girls, Não Olhe para Cima, Matrix Resurrections e a 3ª temporada de Succession (Foto: Reprodução/Arte: Vitor Tenca/Texto de Abertura: Vitor Evangelista)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">Que soem os sinos natalinos, pois dezembro bateu à porta e já se retirou. No saudoso mês que finaliza um conturbado 2021, o Cineclube se reúne pela última vez no formato atual para debater cada um dos lançamentos audiovisuais dos tempos de Papai Noel. Entre a seleção frutificada do Persona, você encontra </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=ZwXNDdiSAsE"><span style="font-weight: 400;">candidatos ao careca dourado</span></a><span style="font-weight: 400;">, </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=ziBOCIgCaOk"><span style="font-weight: 400;">séries de prestígio</span></a><span style="font-weight: 400;"> e uma porção de </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=JLroeg_CTVw"><span style="font-weight: 400;">dicas imperdíveis</span></a><span style="font-weight: 400;">.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Mas, antes de dar início aos trabalhos, é hora de lamentar a </span><a href="https://g1.globo.com/pop-arte/noticia/2021/12/31/betty-white-atriz-e-comediante-americana-morre-aos-99-anos.ghtml"><span style="font-weight: 400;">morte de Betty White</span></a><span style="font-weight: 400;">, uma das damas da TV, a Garota de Ouro que, aos 99 anos, se despediu do mundo, deixando-o menos feliz. A menos de vinte dias de </span><a href="https://www.publico.pt/2022/01/18/impar/noticia/betty-white-morreu-99-mundo-celebrou-100-anos-1989003"><span style="font-weight: 400;">seu centenário</span></a><span style="font-weight: 400;">, a vencedora de 5 </span><i><span style="font-weight: 400;">Emmys</span></i><span style="font-weight: 400;"> partiu em trinta e um de dezembro. Conhecida pelo humor sagaz e por papéis em </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=cHEcaz-L7LA"><i><span style="font-weight: 400;">Golden Girls</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, </span><i><span style="font-weight: 400;">The Mary Tyler Moore Show</span></i><span style="font-weight: 400;"> e </span><i><span style="font-weight: 400;">A Proposta</span></i><span style="font-weight: 400;">, Betty viverá para sempre no céu das estrelas.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Como virou costume, dezembro é sinônimo de enxurrada de lançamentos da </span><i><span style="font-weight: 400;">Netflix</span></i><span style="font-weight: 400;">. Lá, pudemos conferir a força de </span><a href="https://personaunesp.com.br/ataque-dos-caes-critica/"><i><span style="font-weight: 400;">Ataque dos Cães</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, o retorno de Jane Campion ao Cinema e um dos queridinhos do ano. Com chance de brilhar no </span><i><span style="font-weight: 400;">Oscar</span></i><span style="font-weight: 400;">, o filme coloca Benedict Cumberbatch, Kodi Smit-McPhee, Kirsten Dunst e Jesse Plemons em papéis desafiadores e muito distintos do comum da indústria. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Ainda no </span><i><span style="font-weight: 400;">Tudum</span></i><span style="font-weight: 400;">, quem estourou foi Adam McKay e seu recheado </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=c1nToClX_3w"><i><span style="font-weight: 400;">Não Olhe para Cima</span></i></a><span style="font-weight: 400;">. Com Leonardo DiCaprio e Jennifer Lawrence liderando um elenco grande demais para esse texto de abertura, a comédia satírica </span><a href="https://www.b9.com.br/156385/nao-olhe-para-cima-bate-recorde-de-audiencia-em-uma-semana-na-netflix/#:~:text=A%20Netflix%20confirmou%20nesta%20quinta,dezembro%20e%202%20de%20janeiro."><span style="font-weight: 400;">caiu na graça da audiência</span></a><span style="font-weight: 400;">, alavancando números de exibição e escalando o pódio de mais vistos do catálogo vermelhinho.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Na mesma moeda, </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=s63AZRGzUtc"><i><span style="font-weight: 400;">A Filha Perdida</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> transformou as </span><a href="https://personaunesp.com.br/estante-do-persona-dezembro-de-2021/"><span style="font-weight: 400;">palavras de Elena Ferrante</span></a><span style="font-weight: 400;"> em um visual pitoresco e nada convidativo, iluminado pela visão da diretora estreante Maggie Gyllenhaal e pela performance raivosa de Olivia Colman. O italiano Paolo Sorrentino também foi prestigiado com </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=pa7qvOqjiqc"><i><span style="font-weight: 400;">A Mão de Deus</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, um longa de amadurecimento com toques biográficos que já havia ganhado destaque no Festival de Veneza. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Larissa Manoela virou médica em </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=syo3f9t8cps"><i><span style="font-weight: 400;">Lulli</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, Sandra Bullock e Viola Davis encararam um drama carregado em </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=P0RO1pF4L1o"><i><span style="font-weight: 400;">Imperdoável</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> e o período de festas finalmente sorriu para a comunidade LGBTQIA+ em </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=6yiOSkZvvhk"><i><span style="font-weight: 400;">Um Crush para o Natal</span></i></a><span style="font-weight: 400;">. Na casa do vizinho, Nicole Kidman saiu vitoriosa no papel de Lucille Ball, estrelando </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=jBnFQQGQcIA"><i><span style="font-weight: 400;">Apresentando os Ricardos</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, o grande candidato do </span><i><span style="font-weight: 400;">Amazon Prime Video</span></i><span style="font-weight: 400;"> para o </span><i><span style="font-weight: 400;">Oscar</span></i><span style="font-weight: 400;">. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Quando o assunto é a temporada de premiações, dezembro esquentou as disputas. O contido (mas insuperável) </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=WgvsfKhGdgI"><i><span style="font-weight: 400;">Mass</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> chegou às plataformas de aluguel, debatendo temas sensíveis e com um quarteto principal digno de todas as honrarias da Arte. É sério, os protagonistas exprimem emoções dificílimas e merecem mais destaque do que vem recebendo: se Reed Birney, Jason Isaacs, Martha Plimpton ou Ann Dowd estiverem lendo este Cineclube, saibam que aqui no Persona o prêmio é de vocês.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Wes Anderson continua sua saga de simetria e paz com </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=ZMgvkuhVWfc"><i><span style="font-weight: 400;">A Crônica Francesa</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, enquanto o </span><i><span style="font-weight: 400;">Disney+</span></i><span style="font-weight: 400;"> oferece o absoluto </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=_-Kw5kAPSbk"><i><span style="font-weight: 400;">The Rescue</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, documentário realizado pelos responsáveis por </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=oy1KPxRWL1g"><i><span style="font-weight: 400;">Free Solo</span></i></a><span style="font-weight: 400;">. </span><i><span style="font-weight: 400;">Resident Evil: Bem-vindo a Raccoon City</span></i><span style="font-weight: 400;"> saciou a sede dos fãs da franquia, mas não foi além do básico, e</span> <a href="https://www.youtube.com/watch?v=pZ9Ssbl70cY"><i><span style="font-weight: 400;">Zoey&#8217;s Extraordinary Christmas</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> deu fim a jornada da ruiva.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Dezembro também mostrou ao mundo </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=H9gCG1lUb78"><i><span style="font-weight: 400;">Belfast</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, projeto do coração de Kenneth Branagh que é um dos favoritos da temporada. Entretanto, o visual arrojado e o elenco alinhado não são o bastante para justificar o amor prematuro pelo filme. No fim, o diretor emula emoções da infância, mas não as ordena para que o público sequer se interesse pelas reviravoltas. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Quem conquistou o carinho do espectador foi </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=ae6w0-kZ3-M"><i><span style="font-weight: 400;">Homem-Aranha: Sem Volta para Casa</span></i></a><span style="font-weight: 400;">. Com a expectativa de finalizar a primeira trilogia de Tom Holland na </span><i><span style="font-weight: 400;">Marvel</span></i><span style="font-weight: 400;">, o longa dirigido por Jon Watts brinca com as chances do destino mas acerta na loteria ao jogar todas suas fichas na nostalgia e no apreço pelo ontem. O saldo é positivo, por mais que a dominação do aracnídeo no mercado sinalize mais uma das </span><a href="https://www.terra.com.br/diversao/cinema/homem-aranha-ocupa-quase-todos-cinemas-do-brasil,e76509ccba9875e7abad8948cd0da2a4wylixhe3.html"><span style="font-weight: 400;">mazelas de um monopólio</span></a><span style="font-weight: 400;"> como a </span><i><span style="font-weight: 400;">Disney</span></i><span style="font-weight: 400;">.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A situação ficou tão pesada que o lançamento do Cabeça de Teia acabou com a distribuição de </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=fytEBjr7X58"><i><span style="font-weight: 400;">Amor, Sublime Amor</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, o </span><i><span style="font-weight: 400;">remake</span></i><span style="font-weight: 400;"> de </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=OCGoar_gXG4"><i><span style="font-weight: 400;">West Side Story</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> que Steven Spielberg aguardou muitos anos para finalmente rodar. A clássica história, vencedora de dez </span><i><span style="font-weight: 400;">Oscars</span></i><span style="font-weight: 400;"> nos anos sessenta, foi repaginada e se justifica. Podem anotar: </span><a href="https://rollingstone.uol.com.br/cinema/amor-sublime-amor-como-ariana-debose-impressionou-steven-spielberg-diretor-responde/"><span style="font-weight: 400;">Ariana DeBose</span></a><span style="font-weight: 400;">, a nova Anita, tem tudo para seguir os passos de Rita Moreno e colocar uma estatueta de Atriz Coadjuvante em sua estante no fim de março.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Quando o assunto é repeteco, </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=aHmDi6CUQ3M"><i><span style="font-weight: 400;">Matrix Resurrections</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> dribla qualquer sinal de desgaste. O retorno da franquia, 18 anos depois do terceiro capítulo, conta apenas com a direção de Lana Wachowski, mas não deve nada às sequências de 2003. Claro que o filme de 1999 continua insuperável, afinal, depois de revolucionar a linguagem do Cinema, as Irmãs mais talentosas da ficção científica não operam milagres. Dessa vez, Neo e Trinity retornam em um ambiente familiar, mas distorcido. </span><a href="https://www.esqueletosnoarmario.com/post/com-licen%C3%A7a-senhor-nerd-mas-a-matrix-tamb%C3%A9m-%C3%A9-nossa"><span style="font-weight: 400;">Resta a eles despertar e botar para quebrar</span></a><span style="font-weight: 400;">. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Na TV, o mês foi menos turbulento. A segunda temporada de </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=IWYTy60rNMU"><i><span style="font-weight: 400;">Canada’s Drag Race</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> remendou os buracos de 2020 e brilhou, coroando uma das </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=TXz7fVl2Z-M"><span style="font-weight: 400;">vencedoras mais completas</span></a><span style="font-weight: 400;"> da franquia. O novato </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=O7GdSpAOegE"><i><span style="font-weight: 400;">Queen of the Universe</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> inovou ao unir </span><i><span style="font-weight: 400;">drag</span></i><span style="font-weight: 400;"> e Música, dando o prêmio, o prestígio e um cheque de 250 mil dólares para a </span><a href="https://revistamarieclaire.globo.com/Cultura/noticia/2021/12/drag-queen-brasileira-vence-reality-mundial-de-canto-queen-universe.html"><span style="font-weight: 400;">brasileira Grag Queen</span></a><span style="font-weight: 400;">. Na </span><i><span style="font-weight: 400;">Netflix</span></i><span style="font-weight: 400;">, os </span><i><span style="font-weight: 400;">Fab 5</span></i><span style="font-weight: 400;"> se reuniram na sexta temporada de </span><i><span style="font-weight: 400;">Queer Eye</span></i><span style="font-weight: 400;">, curando o mundo de todos seus males.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Hailee Steinfeld trabalhou bastante, encerrando a terceira e última temporada da </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=1pn3IQDBeRA"><span style="font-weight: 400;">preciosa </span><i><span style="font-weight: 400;">Dickinson</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> na </span><i><span style="font-weight: 400;">Apple TV+</span></i><span style="font-weight: 400;">. Além de trampar como poetisa, a artista viveu Kate Bishop em </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=5VYb3B1ETlk"><i><span style="font-weight: 400;">Gavião Arqueiro</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, produção do </span><i><span style="font-weight: 400;">Disney+</span></i><span style="font-weight: 400;"> que dá continuidade a Fase 4 da </span><i><span style="font-weight: 400;">Marvel </span></i><span style="font-weight: 400;">e finalmente injeta personalidade no carrancudo Vingador vivido por Jeremy Renner. </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=4kHHN0cQS10"><i><span style="font-weight: 400;">Perdidos no Espaço</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> deu adeus, assim como a longeva e lucrativa </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=5dum1-esLJg"><i><span style="font-weight: 400;">La Casa de Papel</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> (agora nos resta um </span><a href="https://www.tecmundo.com.br/minha-serie/229688-casa-papel-netflix-confirma-spin-off-berlim.htm"><i><span style="font-weight: 400;">spin-off</span></i><span style="font-weight: 400;"> do Berlim</span></a><span style="font-weight: 400;"> e um </span><a href="https://www.tecmundo.com.br/minha-serie/229716-casa-papel-tera-remake-coreano-ator-round-6.htm"><i><span style="font-weight: 400;">remake</span></i><span style="font-weight: 400;"> sul-coreano</span></a><span style="font-weight: 400;">).</span></p>
<p><a href="https://www.youtube.com/watch?v=OtLG_mWdZZg"><i><span style="font-weight: 400;">The Witcher</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> trouxe de volta o charme de um Henry Cavill de cabelos prateados, </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=11ZozKfRqvA"><i><span style="font-weight: 400;">A Roda do Tempo</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> não transformou o carisma de Rosamund Pike em uma história cativante e </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=9IOByTthItA"><i><span style="font-weight: 400;">Gossip Girl</span></i></a> <span style="font-weight: 400;">deu fecho a um ano inicial promissor. No </span><i><span style="font-weight: 400;">HBO Max</span></i><span style="font-weight: 400;">, </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=WYSpdaYTW1Y"><i><span style="font-weight: 400;">Landscapers</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> colocou Olivia Colman em pele de assassina, Mindy Kaling criou a envolvente </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=kkyxFGqnrgA"><i><span style="font-weight: 400;">The Sex Lives of College Girls</span></i></a><i><span style="font-weight: 400;">,</span></i><span style="font-weight: 400;"> e </span><a href="https://veja.abril.com.br/cultura/rei-lear-dos-tempos-modernos-succession-e-renovada-para-4a-temporada/"><i><span style="font-weight: 400;">Succession</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> acabou com qualquer chance de dormirmos tranquilos depois dos capítulos de domingo à noite.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Dezembro de 2021 ainda nos levou para Paris com a Emily, anunciando que a jornada da estadunidense foi </span><a href="https://www.tecmundo.com.br/minha-serie/231696-emily-paris-netflix-renova-serie-3-4-temporadas.htm#:~:text=A%20Netflix%20confirmou%20nesta%20segunda,volta%20para%20a%203%C2%AA%20temporada%E2%80%A6"><span style="font-weight: 400;">renovada para mais dois ciclos</span></a><span style="font-weight: 400;">. Doa a quem doer, o mês vermelho, verde e cheio de ho ho ho trouxe conteúdo à beça. Agora, pelo olhar apurado da </span><b>Editoria</b><span style="font-weight: 400;">, o </span><b>Persona</b><span style="font-weight: 400;"> te convida a navegar pelos comentários individuais do </span><b>Cineclube</b><span style="font-weight: 400;"> pela última vez. </span></p>
<p><span id="more-25522"></span></p>
<h3>Cinema</h3>
<figure id="attachment_25649" aria-describedby="caption-attachment-25649" style="width: 1280px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-25649" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/01/ricardos.png" alt="Cena do filme Apresentando os Ricardos. A cena mostra o casal sentado à mesa, com placas com seus nomes e o nome dos personagens da série I Love Lucy escritos. Nicole Kidman é ruiva, branca e usa roupas bege, olha para o lado, nos olhos do marido, papel de Javier Bardem, um homem espanhol interpretando um ator cubano, que usa óculos de grau e terno bege. Ele estica a mão e a apoia no braço da esposa." width="1280" height="720" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/01/ricardos.png 1280w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/01/ricardos-800x450.png 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/01/ricardos-1024x576.png 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/01/ricardos-768x432.png 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/01/ricardos-1200x675.png 1200w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-25649" class="wp-caption-text">Na cinebiografia com fome de Oscar, Nicole Kidman e Javier Bardem vivem um dos casais mais icônicos da TV (Foto: Amazon Prime Video)</figcaption></figure>
<p><b>Apresentando os Ricardos (Being the Ricardos, Aaron Sorkin)</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Pouco tempo depois de estremecer a </span><i><span style="font-weight: 400;">Netflix </span></i><span style="font-weight: 400;">com </span><a href="https://personaunesp.com.br/os-7-de-chicago-critica/"><i><span style="font-weight: 400;">Os 7 de Chicago</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, Aaron Sorkin migra para o </span><i><span style="font-weight: 400;">streaming </span></i><span style="font-weight: 400;">vizinho com o intuito de dramatizar a rotina dos bastidores de uma grande </span><i><span style="font-weight: 400;">sitcom </span></i><span style="font-weight: 400;">do século vinte. Em </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=WvrjCdtB0zM"><i><span style="font-weight: 400;">Apresentando os Ricardos</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, acompanhamos uma semana da vida de Lucille Ball (Nicole Kidman) e Desi Arnaz (Javier Bardem), as mentes por trás de </span><i><span style="font-weight: 400;">I Love Lucy</span></i><span style="font-weight: 400;">.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Com pouca inspiração e uma predileção pelo alegórico em detrimento do mundano, o roteiro de Aaron Sorkin se camufla em uma obra insossa e com pouco a acrescentar. Sem conseguir se decidir entre ser uma trama política, uma </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=v4mWphGJiO8"><span style="font-weight: 400;">história de amor e perda</span></a><span style="font-weight: 400;"> ou um olhar minucioso da indústria do entretenimento, </span><i><span style="font-weight: 400;">Being the Ricardos</span></i><span style="font-weight: 400;"> chega na metade de cada um de seus objetivos.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Porém, quando o assunto é a recepção da indústria, o original da </span><i><span style="font-weight: 400;">Amazon </span></i><span style="font-weight: 400;">parece ter se dado bem. Kidman saiu vitoriosa no </span><a href="https://cinepop.com.br/being-the-ricardos-nicole-kidman-vence-o-premio-de-melhor-atriz-em-drama-no-globo-de-ouro-2022-328127/"><span style="font-weight: 400;">Globo de Ouro</span></a><span style="font-weight: 400;">, enquanto tanto ela quanto Bardem apareceram na lista dos Melhores Atores do </span><i><span style="font-weight: 400;">SAG Awards</span></i><span style="font-weight: 400;">. No contexto em que a aparente favorita Kristen Stewart (</span><i><span style="font-weight: 400;">Spencer</span></i><span style="font-weight: 400;">) foi passada por cima nas nomeações do Sindicato dos Atores, 2022 pode ser o ano de Kidman colocar mais um </span><i><span style="font-weight: 400;">Oscar </span></i><span style="font-weight: 400;">em sua estante.</span><b> &#8211; Vitor Evangelista</b></p>
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<figure id="attachment_25633" aria-describedby="caption-attachment-25633" style="width: 1920px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-25633" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/01/matrix.jpg" alt="Cena do filme Matrix Resurrections apresenta um homem branco de cabelos pretos, lisos, na altura do pescoço, vestindo um casaco preto e uma calça jeans, olhando para outro homem. Este é negro, careca, veste um terno azul e está mexendo nos objetos de um armário vermelho. O ambiente em que eles estão é inteiro branco com apenas duas poltronas no fundo." width="1920" height="816" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/01/matrix.jpg 1920w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/01/matrix-800x340.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/01/matrix-1024x435.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/01/matrix-768x326.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/01/matrix-1536x653.jpg 1536w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/01/matrix-1200x510.jpg 1200w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-25633" class="wp-caption-text">Durante o quarto filme da saga, Matrix Resurrections mantém de pé o convite ao telespectador sobre qual pílula tomar (Foto: Warner Bros.)</figcaption></figure>
<p><b>Matrix Resurrections (The Matrix Resurrections, </b><b>Lana Wachowski)</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Após quase 20 anos de espera, </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=2KnZac176Hs"><i><span style="font-weight: 400;">Matrix</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> lança o quarto filme dessa produção de alcance estratosférico. Durante o </span><span style="font-weight: 400;">regresso para o mundo apocalíptico da saga, Neo (Keanu Reeves) e Trinity (Carrie-Anne Moss) são postos de volta à aventura em um ponto mais fundo na toca do coelho. Essa continuação da saga apresenta aos telespectadores uma realidade já familiar e, a partir daí, a trama tenta se desenrolar explorando elementos subjetivos a respeito do que é realidade ou não. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A retomada da saga das irmãs Lana e</span><span style="font-weight: 400;"> Lilly Wachowski, dessa vez dirigida apenas pela primeira, marca o retorno de diversos atores que ficaram consagrados após o longa de 1999, como </span><a href="https://filmow.com/keanu-reeves-a10149/"><span style="font-weight: 400;">Reeves</span></a><span style="font-weight: 400;">e e Moss, porém deixa a desejar com a ausência de Laurence Fishburne, que passou o papel de Morpheus para </span><span style="font-weight: 400;">Yahya Abdul-Mateen II</span><span style="font-weight: 400;">. Além disso, a trama na continuação ainda mantém viva as referências adotadas pelas irmãs na construção do mundo de </span><i><span style="font-weight: 400;">Matrix</span></i><span style="font-weight: 400;">, como a influência do mangá e anime </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=8RF09G8Ymqg"><i><span style="font-weight: 400;">Ghost in the Shell</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> e dos livros </span><i><span style="font-weight: 400;">Neuromancer</span></i><span style="font-weight: 400;">, de William Gibson</span><span style="font-weight: 400;">, e </span><i><span style="font-weight: 400;">Simulacros e Simulações</span></i><span style="font-weight: 400;">, do filósofo Jean Baudrillard, que ainda apareceu como </span><i><span style="font-weight: 400;">easter egg</span></i><span style="font-weight: 400;"> ao longo do primeiro filme.</span> <b>&#8211; Gabriel Gatti</b></p>
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<figure id="attachment_25575" aria-describedby="caption-attachment-25575" style="width: 1600px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-25575" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/01/resident-evil.jpg" alt="Cena do filme Resident Evil: Bem-vindo a Raccoon City. Chris (Robbie Amell) e Claire (Kaya Scodelario) Redfield olham para o chão, dentro de um armazém sujo e pouco iluminado. Chris (a esquerda) é um homem caucasiano de cabelos pretos e curtos, usando um colete verde por cima de uma camiseta clara e calças pretas. Ele segura uma escopeta apontada para o chão. Claire (a direita) é uma mulher caucasiana usando uma jaqueta de couro vermelha e calças jeans. A direita deles, podemos ver prateleiras cheias de itens mecânicos e mundanos, peças de reparo, uma escada apoiada contra a parede. A direita, uma porta entreaberta que deixa um pouco de luz amarela entrar para dentro do recinto." width="1600" height="900" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/01/resident-evil.jpg 1600w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/01/resident-evil-800x450.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/01/resident-evil-1024x576.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/01/resident-evil-768x432.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/01/resident-evil-1536x864.jpg 1536w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/01/resident-evil-1200x675.jpg 1200w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-25575" class="wp-caption-text">O reboot de Resident Evil nos cinemas chega bem a tempo de celebrar os 25 anos da franquia (Foto: Sony Pictures)</figcaption></figure>
<p><b>Resident Evil: Bem-vindo a Raccoon City (Resident Evil: Welcome to Raccoon City, Johannes Roberts)</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Após o </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=79Sd4GtOXuI"><span style="font-weight: 400;">capítulo final</span></a><span style="font-weight: 400;"> dos filmes de Paul W. S. Anderson estrelados por Milla Jovovich, a famosa franquia de terror volta às suas raízes com </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=hkFSgkry9Kw"><i><span style="font-weight: 400;">Resident Evil: Bem-vindo a Raccoon City</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, escrito e dirigido por Johannes Roberts (</span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=GjdEv2d3zC0"><i><span style="font-weight: 400;">Medo Profundo</span></i></a><span style="font-weight: 400;">). Dessa vez buscando ser fiel aos clássicos que marcaram época, o novo longa mescla as tramas dos primeiros dois jogos da série, </span><i><span style="font-weight: 400;">Resident Evil </span></i><span style="font-weight: 400;">(1996) e </span><i><span style="font-weight: 400;">Resident Evil 2</span></i><span style="font-weight: 400;"> (1998), introduzindo vários dos personagens icônicos que fizeram parte de sua gênese e apostando no clima de terror ao invés da ação desenfreada e farofeira de adaptações anteriores.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Visualmente, a produção da </span><i><span style="font-weight: 400;">Sony Pictures</span></i><span style="font-weight: 400;"> se inspira diretamente no aclamado </span><i><span style="font-weight: 400;">remake </span></i><span style="font-weight: 400;">de </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=u3wS-Q2KBpk"><i><span style="font-weight: 400;">Resident Evil 2</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> lançado em 2019, desde seus cenários até sua iluminação sombria e trancando suas personagens dentro da misteriosa Mansão Spencer e a delegacia de polícia de Raccoon. A narrativa trabalha até que bem com a junção das tramas e as reinterpretações de suas personagens: o Leon Kennedy de Avan Jogia é bastante diferente do protagonista </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=yWjxMMnAhz4"><span style="font-weight: 400;">hiper competente de </span><i><span style="font-weight: 400;">Resident Evil 4</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> (2005), e abraça com força o papel de policial novato e inexperiente tendo que lidar com mortos-vivos mutantes.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Contudo, o apego ao passado faz com que </span><i><span style="font-weight: 400;">Bem-vindo a Raccoon City</span></i><span style="font-weight: 400;"> às vezes pareça um museu da franquia ao invés de uma adaptação. Vemos Leon no icônico uniforme de polícia e Claire (Kaya Scodelario) em sua jaqueta vermelha, mas a trama não explora ou expande a icônica parceria entre os dois, que dependem unicamente da química entre seus atores para que a audiência se importe com eles. O mesmo vale para o Chris de Robbie Amell e a Jill de Hannah John-Kamen. Ao final das contas, o longa de Roberts é um tímido passo para a frente e uma divertida aventura de terror, apesar de seus relacionamentos rasos.</span><b> &#8211; Gabriel Oliveira F. Arruda</b></p>
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<figure id="attachment_25595" aria-describedby="caption-attachment-25595" style="width: 1024px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-25595" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/01/Belfast.jpg" alt="Cena do filme Belfast exibe, em preto e branco, um menino branco, de 9 anos, maravilhado ao assistir a um filme no cinema. Ele tem cabelo loiro, curto e está boquiaberto. Ao fundo, vemos a luz do projetor e os outros espectadores, desfocados. " width="1024" height="590" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/01/Belfast.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/01/Belfast-800x461.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/01/Belfast-768x443.jpg 768w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-25595" class="wp-caption-text">O amor pela Sétima Arte é um dos grandes temas de Belfast (Foto: TKBC)</figcaption></figure>
<p><b>Belfast (Idem, Kenneth Branagh)</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Filmes feitos a partir das experiências de vida dos próprios cineastas podem dar origem a experiências cinematográficas maravilhosas, o que não é o caso de </span><i><span style="font-weight: 400;">Belfast</span></i><span style="font-weight: 400;">. Na trama, inspirada pelas </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=dJgzWyqAeyI"><span style="font-weight: 400;">memórias da infância de Kenneth Branagh</span></a><span style="font-weight: 400;">, acompanhamos um menino de 9 anos, Buddy (Jude Hill), e sua família enquanto presenciam os eventos tumultuosos que agitaram a capital da Irlanda do Norte no final da década de 1960. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Vencedor do Festival de Toronto, </span><i><span style="font-weight: 400;">Belfast </span></i><span style="font-weight: 400;">é um filme apressado, com coisas demais acontecendo ao mesmo tempo para uma obra tão curta. Não sobra tempo para desenvolver os dramas que estabelece, relegando-os à superficialidade. A câmera </span><a href="https://personaunesp.com.br/joias-brutas-critica/"><span style="font-weight: 400;">caótica</span></a><span style="font-weight: 400;"> de Branagh parece perdida em relação ao estilo que quer adotar e gera alguns planos que parecem aleatórios, sem uma razão para estarem ali. A melhor qualidade do filme está nas atuações: os pais de Buddy, interpretados por Caitriona Balfe e Jamie Dornan, tem uma presença tão magnética em cena que é impossível tirar os olhos deles e as conversas entre os avós de Buddy (vividos por Ciarán Hinds e Judi Dench) carregam uma ironia e leveza deliciosas de acompanhar. As tocantes cenas no cinema emocionam ao mostrarem o quanto os filmes podem ser mágicos para uma criança que tem a imaginação como melhor amiga. </span><b>&#8211; Caio Machado</b></p>
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<figure id="attachment_25605" aria-describedby="caption-attachment-25605" style="width: 1280px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-25605" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/01/ataque-dos-caes.jpg" alt="Cena do filme Ataque dos Cães que mostra um homem parado de lado e com o rosto virado para a câmera. Ele é um homem branco de barba castanha bem feita, camisa de manga comprida cinza escura e chapéu marrom. Ao fundo dele há uma paisagem de campo e altas montanhas ao fundo." width="1280" height="720" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/01/ataque-dos-caes.jpg 1280w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/01/ataque-dos-caes-800x450.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/01/ataque-dos-caes-1024x576.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/01/ataque-dos-caes-768x432.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/01/ataque-dos-caes-1200x675.jpg 1200w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-25605" class="wp-caption-text">Em quase 80 anos da premiação, Jane Campion é a terceira mulher ganhadora do Globo de Ouro de Melhor Direção, por Ataque dos Cães , e qualquer semelhança com o longa é sua imaginação (Foto: Netflix)</figcaption></figure>
<p><b>Ataque dos Cães (The Power of the Dog, Jane Campion)</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Nem toda a água doce e cristalina do mundo seria capaz de inundar o faroeste dramático e minucioso de Jane Campion. A diretora criou uma atmosfera tão áspera em </span><a href="https://www.uol.com.br/universa/colunas/nina-lemos/2022/01/11/o-ataque-dos-caes-vencedor-do-globo-de-ouro-e-aula-de-masculinidade-toxica.htm"><span style="font-weight: 400;">seu premiado</span></a> <i><span style="font-weight: 400;">Ataque dos Cães</span></i><span style="font-weight: 400;"> que dá para sentir a secura na boca. O aspecto de algo seco e ríspido não está só na areia varrida pelo vento, ou no sol que arde no céu desvanecido, mas num corte de câmera de uma mosca pousada no dorso de um cavalo de pelos duros. Tudo é pressuposto para ter </span><a href="https://www.nytimes.com/2021/11/30/movies/the-power-of-the-dog-review.html"><span style="font-weight: 400;">um encaixe perfeito</span></a><span style="font-weight: 400;">, por isso as falas de seu roteiro, adaptado do livro de Thomas Savage, são tão curtas, inclusive aquelas que deixam transparecer as questões profundas que esbarram na sexualidade de seus personagens.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A genialidade de Campion foi enxergar que quando o mundo é convergente, o diferente grita em desespero. Dessa forma, </span><a href="https://rollingstone.uol.com.br/cinema/ataque-dos-caes-5-motivos-para-assistir-ao-filme-com-benedict-cumberbatch-e-kirsten-dunst-lista/"><span style="font-weight: 400;">os detalhes</span></a><span style="font-weight: 400;"> de seu filme estão alinhados em perfeição com a sociedade machista que odeia mulheres, e sugere atenção ao simples movimento que descarrilhe </span><a href="https://personaunesp.com.br/ataque-dos-caes-critica/"><span style="font-weight: 400;">o trem da masculinidade</span></a><span style="font-weight: 400;">. O filme se passa em 1925 e conta a história de Phil (Benedict Cumberbatch) lidando com a “perda” do irmão George (Jesse Plemons) para uma mulher &#8211; a nova cunhada Rose (Kirsten Dunst) &#8211; e seu enteado Peter (Kodi Smit-McPhee) com seu comportamento que destoa do que é “ser homem”. E é com o mesmo olhar sagaz da diretora que o caubói sabe esconder sua sexualidade: revestido de uma raiva violenta por qualquer coisa que se aproxime do feminino. Um século depois ainda é preciso olhos e ouvidos atentos para enxergar que Phil não é um escroto: Phil odeia mulheres.</span><b> &#8211; Nathália Mendes</b></p>
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<figure id="attachment_25676" aria-describedby="caption-attachment-25676" style="width: 1244px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-25676" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/01/the-rescue.jpg" alt="Imagem de divulgação do documentário The Rescue. A imagem mostra um caminho de uma caverna, como se estivesse cortada na lateral. As rochas da caverna preenchem a linha inferior e superior da imagem de forma irregular. Ao centro, existe um caminho colorido em tom de azul, por onde nada um mergulhador, que está no canto esquerdo, aparecendo apenas com o seu contorno escuro chapado. Do outro lado do caminho, no extremo direito, está um grupo de 13 pessoas, também mostrando apenas os seus contornos chapados em preto." width="1244" height="700" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/01/the-rescue.jpg 1244w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/01/the-rescue-800x450.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/01/the-rescue-1024x576.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/01/the-rescue-768x432.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/01/the-rescue-1200x675.jpg 1200w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-25676" class="wp-caption-text">Dos diretores de Free Solo, o vencedor do Oscar de Melhor Documentário de 2019, a novidade para a temporada de 2022 é The Rescue (Foto: Disney+)</figcaption></figure>
<p><b>The Rescue (Idem, Jimmy Chin e Elizabeth Chai Vasarhelyi)</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Em julho de 2018, o mundo todo acompanhava as tentativas de resgate de um grupo de 12 meninos que ficaram presos numa caverna submersa da Tailândia. Entre as coberturas jornalísticas, diários das pessoas envolvidas na delicada operação de resgate e depoimentos de familiares das crianças, era difícil entender exatamente </span><a href="https://g1.globo.com/mundo/noticia/meninos-presos-na-caverna-da-tailandia-veja-a-cronologia-dos-fatos.ghtml"><span style="font-weight: 400;">o que aconteceu</span></a><span style="font-weight: 400;"> naquela zona da província de Chiang Rai para que o grupo fosse resgatado com vida de uma situação tão hostil. Hoje já não é mais assim, graças aos serviços prestados pelo documentário </span><i><span style="font-weight: 400;">The Rescue</span></i><span style="font-weight: 400;">, produção do </span><i><span style="font-weight: 400;">National Geographic</span></i><span style="font-weight: 400;"> que foi a escolha do público para o prêmio do gênero no </span><a href="https://www.instagram.com/p/CUbBdvQMRqQ/?utm_medium=share_sheet"><span style="font-weight: 400;">Festival de Toronto 2021</span></a><span style="font-weight: 400;">.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Mas qualquer pessoa que se interessar pelos detalhes da operação de resgate trazidos pelo filme precisa saber que ele não entrega o que promete logo de início. Assim como o objeto com o qual trabalha, os caminhos de </span><i><span style="font-weight: 400;">The Rescue</span></i><span style="font-weight: 400;"> são inconstantes, mesmo valendo-se de uma formulação tradicional do gênero documental. Usando como fio narrativo a contagem dos dias da operação, a direção de </span><a href="https://blogdescalada.com/elizabeth-chai-vasarhelyi-jimmy-chin/"><span style="font-weight: 400;">Jimmy Chin e Elizabeth Chai Vasarhelyi</span></a><span style="font-weight: 400;"> demora a encontrar uma forma de combinar os fatos da história de forma acessível para quem o assiste numa perspectiva distante da local. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O grande acerto do filme é se concentrar nos</span><a href="https://www.bbc.com/portuguese/internacional-44799339"><span style="font-weight: 400;"> operadores de resgate</span></a><span style="font-weight: 400;">, que se revestiram de coragem e solidariedade para se envolver no arriscado salvamento dos meninos, e agora podem detalhar cada aspecto da operação. No entanto, é deste ponto também que surge o maior incômodo do filme: o discurso dos salvadores estadunidenses e ingleses numa terra asiática, que acaba também por ignorar a presença dos tailandeses ali. Obviamente que, no tema de </span><i><span style="font-weight: 400;">The Rescue</span></i><span style="font-weight: 400;">, a vida é o elemento mais inegociável e prioridade antes de qualquer outro discurso. Mas o casal </span><a href="https://oglobo.globo.com/cultura/oscar-2019-free-solo-documentario-sobre-facanha-de-alpinista-americano-ganha-premio-da-categoria-23478446"><span style="font-weight: 400;">vencedor do </span><i><span style="font-weight: 400;">Oscar</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> de Melhor Documentário em 2019 sabe como agradar sua Academia natal &#8211; e tem tudo para fazê-lo novamente em 2022. </span><b>&#8211; Raquel Dutra</b></p>
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<figure id="attachment_25668" aria-describedby="caption-attachment-25668" style="width: 1200px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-25668" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/01/afilhaperdida.jpg" alt="Cena de A Filha Perdida. Nela está Olivia Colman. Uma mulher branca de cabelos curtos e pretos. Ela veste um maiô preto e uma camisa azul por cima. O fundo é areia da praia" width="1200" height="760" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/01/afilhaperdida.jpg 1200w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/01/afilhaperdida-800x507.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/01/afilhaperdida-1024x649.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/01/afilhaperdida-768x486.jpg 768w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-25668" class="wp-caption-text">Antes de assistir o filme, leia o livro (Foto: Netflix)</figcaption></figure>
<p><b>A Filha Perdida (The Lost Daughter, Maggie Gyllenhaal)</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Disponibilizado na </span><a href="https://personaunesp.com.br/tag/netflix/"><i><span style="font-weight: 400;">Netflix</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> no último dia do pavoroso 2021, </span><i><span style="font-weight: 400;">A Filha Perdida</span></i><span style="font-weight: 400;"> é a adaptação do homônimo livro de </span><a href="https://personaunesp.com.br/a-vida-mentirosa-dos-adultos-critica/"><span style="font-weight: 400;">Elena Ferrante</span></a><span style="font-weight: 400;">. A escritora italiana vive sob pseudônimo, mas é dona das obras mais populares da atualidade. A mais nova produção é dirigida por Maggie Gyllenhaal e coloca a inebriante </span><a href="https://personaunesp.com.br/meu-pai-critica/"><span style="font-weight: 400;">Olivia Colman</span></a><span style="font-weight: 400;"> no radar da Academia de Cinema. À primeira vista a história parece simples: acompanhar a viagem de férias de uma professora universitária de 48 anos, Leda.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Já adianto que a experiência de assistir o filme fica mais esclarecedora após a </span><a href="https://personaunesp.com.br/estante-do-persona-dezembro-de-2021/"><span style="font-weight: 400;">leitura da obra original</span></a><span style="font-weight: 400;">. Não que as camadas das personagens não sejam bem trabalhadas durante a produção, mas a imersão provocada pela leitura treina o olhar do espectador para os sentimentos nem sempre verbalizados pelas atrizes. É na praia que a protagonista conhece Nina (Dakota Johnson) e sua filha Elena. Aqui, o ponto mais forte da construção narrativa é a observação. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Todo o assunto maternidade que vai de </span><i><span style="font-weight: 400;">flashbacks</span></i><span style="font-weight: 400;"> bravamente atuados por Jessie Buckley até as situações na qual os personagens são inseridos. Diferente do livro, nada fica subentendido pelo fluxo de pensamento de Leda. Quem está assistindo precisa de uma certa sagacidade para entender as entrelinhas. Nada disso tira o mérito de Colman, que entrega sua adaptação completa num dos filmes mais assistidos na </span><i><span style="font-weight: 400;">Netflix</span></i><span style="font-weight: 400;"> e vem pelo título na corrida do </span><a href="https://personaunesp.com.br/tag/oscar-2022/"><i><span style="font-weight: 400;">Oscar</span></i></a><span style="font-weight: 400;">. </span><b>&#8211; Ana Júlia Trevisan</b></p>
<figure id="attachment_25634" aria-describedby="caption-attachment-25634" style="width: 1920px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-25634" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/01/amor.jpg" alt="Cena do filme Amor, Sublime Amor mostra um homem branco, de cabelos castanhos claros curtos, vestindo uma camisa azul e uma jaqueta marrom, ao lado de uma mulher latina de cabelos castanhos na altura dos ombros, vestindo uma camisa vermelha. Ambos estão se olhando com uma aparência de apaixonados. Ao fundo do ambiente está uma rua com outros homens brancos." width="1920" height="1080" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/01/amor.jpg 1920w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/01/amor-800x450.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/01/amor-1024x576.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/01/amor-768x432.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/01/amor-1536x864.jpg 1536w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/01/amor-1200x675.jpg 1200w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-25634" class="wp-caption-text">Nas escadarias do lado oeste de Nova Iorque, Amor, Sublime Amor apresenta uma nova versão do clássico (Foto: 20th Century Studios)</figcaption></figure>
<p><b>Amor, Sublime Amor (West Side Story, Steven Spielberg)</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Em 1957, o lado oeste de Nova York era marcado pela rivalidade feroz entre os Jets, de origem anglo-saxonica, e os Sharks, de origem porto-riquenha. No meio dos duelos dos clãs, apresentados artisticamente por meio de coreografias musicais, surge uma paixão entre Maria (Rachel Zegler) e Tony (Ansel Elgort), sendo que cada um fazia parte de um grupo distinto, o que acirra ainda mais a disputa entre os guetos. Essa trama se desenvolve ao longo do </span><i><span style="font-weight: 400;">remake</span></i><span style="font-weight: 400;"> de</span> <a href="https://www.planocritico.com/critica-amor-sublime-amor/"><i><span style="font-weight: 400;">Amor, Sublime Amor</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, inspirado no clássico homônimo de 1961.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A narrativa se destaca por apresentar uma trama similar ao clássico </span><a href="https://www.todamateria.com.br/romeu-e-julieta/"><i><span style="font-weight: 400;">Romeu e Julieta</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, de William Shakespeare, porém modernizado e contextualizado para uma realidade bem diferente da criada pelo dramaturgo inglês. Além disso, o </span><i><span style="font-weight: 400;">remake</span></i><span style="font-weight: 400;">, dirigido por Steven Spielberg, foi bem recebido, chegando a levar os  prêmios de Melhor Filme, Melhor Atriz e Melhor Atriz Coadjuvante (para Ariana DeBose) nas categorias de Comédia ou Musical na 79ª edição do Globo de Ouro. </span><b>&#8211; Gabriel Gatti</b></p>
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<figure id="attachment_25650" aria-describedby="caption-attachment-25650" style="width: 1200px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-25650" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/01/lulli.jpg" alt="Cena do filme Lulli. A cena mostra a personagem de Larissa Manoela, uma mulher branca e ruiva que se veste com jaleco médico, dentro de um consultório, com a sobrancelha esquerda arqueada e expressão pensativa. " width="1200" height="675" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/01/lulli.jpg 1200w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/01/lulli-800x450.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/01/lulli-1024x576.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/01/lulli-768x432.jpg 768w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-25650" class="wp-caption-text">Larissa Manoela fica ruiva para sua nova aventura cômica no Tudum (Foto: Netflix)</figcaption></figure>
<p><b>Lulli (César Rodrigues)</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Depois de terminar o namoro, a estudante de Medicina </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=syo3f9t8cps"><span style="font-weight: 400;">Lulli</span></a><span style="font-weight: 400;"> (Larissa Manoela) leva um choque e, de uma hora para a outra, consegue ouvir o pensamento das pessoas, basta tocá-las. Navegando entre os amores da juventude, a responsabilidade da faculdade e os recém-adquiridos poderes sobrenaturais, resta à garota balancear cada um dos cantos de sua vida.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Cheio de bom humor e leveza, o novo produto nacional da </span><i><span style="font-weight: 400;">Netflix </span></i><span style="font-weight: 400;">surpreende pela simplicidade. Além de Manoela, que está </span><a href="https://www.purepeople.com.br/noticia/-alem-da-ilusao-conheca-a-historia-e-data-de-estreia-da-novela-com-larissa-manoela_a336162/1#:~:text=Esse%20%C3%A9%20um%20dos%20pontos,de%20Larissa%20Manoela%20na%20Globo."><span style="font-weight: 400;">prestes a debutar na </span><i><span style="font-weight: 400;">Rede Globo</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, o elenco de apoio brilha sob os olhos atentos do diretor César Rodrigues. Vale o destaque para a representação </span><i><span style="font-weight: 400;">queer </span></i><span style="font-weight: 400;">de Sergio Malheiros, um atleta refém das expectativas da sociedade, mas que encontra leveza na aceitação de seus amigos. </span><b>&#8211; Vitor Evangelista</b></p>
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<figure id="attachment_25679" aria-describedby="caption-attachment-25679" style="width: 1200px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-25679" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/01/a-mao-de-deus.jpg" alt="Cena do filme A Mão de Deus. A imagem mostra a família que protagoniza o filme à frente de uma mesa de madeira clara, sentados lado a lado, olhando para frente. Atrás, existe uma parede também de madeira clara amarelada enfeitada por pratos decorativos ao redor de uma cabeça de alce. A família está abaixo dessa decoração e tem quatro membros. Primeiro, à esquerda, está um jovem, que tem cabelos cacheados castanhos, usa camisa verde e fones de ouvido ao redor do pescoço. Ao lado dele, está a mãe, que tem cabelos cacheados em tom de castanho claro dourado e usa uma regata florida azul e branca. Depois, está mais um filho, um pouco mais velho que o primeiro, mas ainda jovem, de cabelos lisos e camisa amarela desabotoada. Por fim, No lado direito, está o pai, que tem cabelos grisalhos ao redor da cabeça e usa uma camisa branca." width="1200" height="800" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/01/a-mao-de-deus.jpg 1200w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/01/a-mao-de-deus-800x533.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/01/a-mao-de-deus-1024x683.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/01/a-mao-de-deus-768x512.jpg 768w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-25679" class="wp-caption-text">A principal constante do novo filme de Paolo Sorrentino é a memória do futebolista Diego Maradona, e a família do falecido jogador <a href="https://jogada10.com.br/futebol-internacional/netflix-divulga-trailer-de-filme-que-maradona-tentou-impedir-veja/">não gostou</a> muito da ideia (Foto: Netflix/Gianni Fiorito)</figcaption></figure>
<p><b>A Mão de Deus (È stata la mano di Dio, Paolo Sorrentino)</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Dentre os lançamentos de dezembro da </span><i><span style="font-weight: 400;">Netflix</span></i><span style="font-weight: 400;">, estava a escolha da Itália ao </span><a href="https://personaunesp.com.br/tag/oscar-2022/"><i><span style="font-weight: 400;">Oscar</span></i><span style="font-weight: 400;"> 2022</span></a><span style="font-weight: 400;">. </span><i><span style="font-weight: 400;">A Mão de Deus</span></i><span style="font-weight: 400;">, novo filme de Paolo Sorrentino, saiu premiadíssimo e ovacionado do </span><a href="https://www.instagram.com/p/CT5ssphNzJv/"><span style="font-weight: 400;">Festival de Veneza 2021</span></a><span style="font-weight: 400;"> e já foi definido como o candidato italiano para a estatueta de Melhor Filme Internacional na premiação da Academia. Por enquanto, o filme se mantém na corrida, figurando nas listas prévias dos indicados divulgadas no final do ano. Entretanto, pode ser que o mesmo apreço pelo filme não seja encontrado no público que for conferir as novidades do </span><i><span style="font-weight: 400;">streaming</span></i><span style="font-weight: 400;"> e/ou nos apreciadores da filmografia do diretor. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">É que a manifestação da história de mais de 2h de </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=EZhaFn8h5Dc"><i><span style="font-weight: 400;">A Mão de Deus</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> é complexa, embora parta de uma atraente simplicidade. Estamos na cidade de Nápoles, na década de 80, dentro do núcleo familiar de Fabietto Schisa (um maravilhoso Filippo Scotti). Vivendo o final de sua adolescência e procurando seu lugar no mundo, o centro do filme tem como única certeza sua paixão por futebol e o desejo de ser cineasta, quando uma tragédia o faz repensar seus caminhos &#8211; e aprofunda sua adoração pelo “</span><a href="https://super.abril.com.br/historia/o-legado-de-maradona-o-mais-humano-entre-os-genios-do-futebol/"><span style="font-weight: 400;">melhor futebolista da história</span></a><span style="font-weight: 400;">”.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Na trama repleta de traços autobiográficos, </span><a href="https://brasil.elpais.com/cultura/2021-12-05/paolo-sorrentino-agora-estou-em-uma-posicao-maravilhosa-as-pessoas-vem-me-oferecer-dinheiro-e-eu-recuso.html"><span style="font-weight: 400;">Sorrentino</span></a><span style="font-weight: 400;"> cria cada cena com uma profunda paixão, que infelizmente, não floresce plenamente no espectador. O problema não está na ambientação, já que o trabalho de caracterização do lugar e do tempo da narrativa são perfeitamente acolhedores. Também não é no elenco, que conta com a experiência de </span><a href="https://tudo-sobre.estadao.com.br/toni-servillo"><span style="font-weight: 400;">Toni Servillo</span></a><span style="font-weight: 400;">, a graciosidade de </span><a href="https://mubi.com/pt/cast/teresa-saponangelo"><span style="font-weight: 400;">Teresa Saponangelo</span></a><span style="font-weight: 400;"> e a inteligência de </span><a href="https://mubi.com/pt/cast/luisa-ranieri"><span style="font-weight: 400;">Luisa Ranieri</span></a><span style="font-weight: 400;"> para transformar os momentos familiares nas melhores cenas do filme. </span><i><span style="font-weight: 400;">A Mão de Deus</span></i><span style="font-weight: 400;"> parece ter dificuldade em coordenar tantos elementos, personagens e eventos em um roteiro que procura acima de tudo a espontaneidade. </span><b>&#8211; Raquel Dutra</b></p>
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<figure id="attachment_25654" aria-describedby="caption-attachment-25654" style="width: 1200px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-25654" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/01/Um-Crush-Para-o-Natal-1.jpg" alt="Cena do filme Um Crush para o Natal. Dois homens olhando para cima em um ambiente externo com fundo desfocado de luzes de natal. A direita, um homem negro, de cabelos curtos, barba e olhos marrom escuro, ele está usando uma camisa listrada cinza e vermelha e um casaco marrom por cima. Ao seu lado, um homem branco de cabelos curtos e olhos castanhos, está usando uma proteção de frio para os ouvidos com chifres de rena e um suéter preto." width="1200" height="630" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/01/Um-Crush-Para-o-Natal-1.jpg 1200w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/01/Um-Crush-Para-o-Natal-1-800x420.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/01/Um-Crush-Para-o-Natal-1-1024x538.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/01/Um-Crush-Para-o-Natal-1-768x403.jpg 768w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-25654" class="wp-caption-text">Clichê com orgulho (Foto: Netflix)</figcaption></figure>
<p><b>Um Crush para o Natal (Single All the Way, Michael Mayer)</b></p>
<p><a href="https://www.omelete.com.br/filmes/criticas/um-crush-para-o-natal"><i><span style="font-weight: 400;">Um Chush para o Natal</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> conta a história de dois melhores amigos, Peter (Philemon Chambers) e Nick (Michael Urie) que passam o natal juntos na família do primeiro, com a tentativa de fingir que são um casal. O plano não dá certo, mas os familiares de Peter se encantam com Nick e percebem que o que existe entre eles pode se tornar muito mais do que amizade. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Com perseguições em aeroportos, neve, festas temáticas decoradas, o filme é lotado de </span><a href="https://pipocasclub.com.br/2020/12/11/8-romances-natalinos-imperdiveis-ver-em-streaming/"><span style="font-weight: 400;">clichês românticos e natalinos,</span></a><span style="font-weight: 400;"> mas usados de uma forma que não cansa, mas encanta. Além disso, é pioneiro no gênero filme de romance LGBTQIA+ natalino, junto de </span><i><span style="font-weight: 400;">Happiest Season</span></i><span style="font-weight: 400;"> (2020), trazendo a perspectiva alegre e otimista das festas de fim de ano para uma temática que muitas vezes é abordada com muita tristeza e tragédias. </span><b>&#8211; Marcela Zogheib</b></p>
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<figure id="attachment_25576" aria-describedby="caption-attachment-25576" style="width: 1200px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-25576" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/01/a-ultima-noite.jpg" alt="Cena do filme A Última Noite. Diversos personagens estão sentados ao longo de uma mesa retangular para comer uma ceia de Natal. Na ponta direita da mesa, Simon (Matthew Goode) se levanta para fazer um brinde. Simon é um homem caucasiano de cabelos pretos e curtos, usando um smoking preto aberto e levantando uma taça com a mão direita. A esquerda dele, sua esposa, Nell (Keira Knightley) e dois de seus três filhos pequenos o acompanham no brinde, erguendo taças e copos. Todos são caucasianos, Nell possui cabelos castanhos e os filhos, loiros. O filho do meio, Art (Roman Griffin Davis), olha cabisbaixo para frente sem erguer nada. Do outro lado da mesa, outras pessoas erguem suas taças, fora de foco. A sala em que eles ceiam é vermelha e decorada com luzes natalinas. A mesa também é decorada com velas e luzes." width="1200" height="720" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/01/a-ultima-noite.jpg 1200w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/01/a-ultima-noite-800x480.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/01/a-ultima-noite-1024x614.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/01/a-ultima-noite-768x461.jpg 768w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-25576" class="wp-caption-text">Keira Knightley e Matthew Goode estrelam uma noite de Natal peculiar (Foto: Paris Filmes)</figcaption></figure>
<p><b>A Última Noite (Silent Night, Camille Griffin)</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Nesta comédia natalina recheada de grandes nomes e um senso de humor sombrio, Nell (Keira Knightley) e seu marido Simon (Matthew Goode) reúnem seus amigos mais próximos para as festividades, mas com um único porém: todos estão prestes a morrer. Dirigida e escrita por Camille Griffin, a sátira social de </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=tUGIFyVNflw"><i><span style="font-weight: 400;">A Última Noite</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> é apresentada com mais nuance do que o contemporâneo </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=c1nToClX_3w"><i><span style="font-weight: 400;">Não Olhe para Cima</span></i></a><i><span style="font-weight: 400;">,</span></i><span style="font-weight: 400;"> de Adam McKay, além de oferecer bem mais risadas em sua humilde uma hora e meia de duração.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Grande parte dessa sátira é sustentada por seu grande elenco, que complementa a dinâmica problemática entre o grupo de amigos, marcada por revelações chocantes, danças descontraídas e um profundo sentimento de que essas pessoas simplesmente não gostam tanto assim umas das outras: uma festa de Natal comum. Apesar de seu roteiro às vezes falhar no balanço sutil entre tragédia e farsa, suas intenções e as boas atuações marcadamente impedem que a experiência se torne enfadonha, entregando um filme compacto e mordaz.</span><b> &#8211; Gabriel Oliveira F. Arruda</b></p>
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<figure id="attachment_25596" aria-describedby="caption-attachment-25596" style="width: 2028px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-25596" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/01/Zoeys.jpg" alt="Cena do filme Zoey’s Extraordinary Christmas mostra uma família comprando árvores de natal. À frente, vemos Zoey, uma mulher branca, com cabelo ruivo na altura dos ombros, vestindo uma blusa vermelha com botões pretos. À esquerda, vemos a mãe dela, uma mulher branca com cabelo castanho na altura dos ombros que veste uma jaqueta vinho em cima de uma camiseta laranja. À direita, vemos o namorado de Zoey, um homem branco com a barba feita e que veste uma jaqueta cinza em cima de uma camiseta preta. Ao fundo, vemos o irmão e a sogra de Zoey levando o filho num carrinho. " width="2028" height="1014" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/01/Zoeys.jpg 2028w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/01/Zoeys-800x400.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/01/Zoeys-1024x512.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/01/Zoeys-768x384.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/01/Zoeys-1536x768.jpg 1536w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/01/Zoeys-1200x600.jpg 1200w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-25596" class="wp-caption-text">A empatia de Zoey ganha ainda mais força no Natal (Foto: Lionsgate)</figcaption></figure>
<p><b>Zoey’s Extraordinary Christmas (Idem, Richard Shepard) </b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Depois do cancelamento prematuro de </span><a href="https://personaunesp.com.br/zoey-e-sua-fantastica-playlist-2a-temp-critica/"><i><span style="font-weight: 400;">Zoey e sua Fantástica Playlist</span></i></a> <span style="font-weight: 400;">devido à baixa audiência, a série retornou com um filme natalino lançado pelo </span><i><span style="font-weight: 400;">The Roku Channel</span></i><span style="font-weight: 400;">. Na trama de </span><i><span style="font-weight: 400;">Zoey’s Extraordinary Christmas</span></i><span style="font-weight: 400;">, em suas primeiras férias depois do falecimento do pai, a protagonista quer celebrar o Natal do mesmo jeito mágico que o homem comemorava, mas diversos imprevistos acontecem enquanto Zoey tenta recriar as memórias afetuosas do passado da família.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O </span><a href="https://personaunesp.com.br/tudo-bem-no-natal-que-vem-critica/"><span style="font-weight: 400;">clima natalino</span></a><span style="font-weight: 400;">, com a neve, Papai Noel e presentes, combinou perfeitamente com o mundo de Zoey. O filme celebra essa data de uma forma calorosa, repleta de emoção e números musicais fantásticos. Rever cada um dos personagens traz uma sensação de acolhimento muito bem-vinda e o final que o filme oferece às tramas de todos é bem satisfatório, ao mesmo tempo em que deixa aberta a possibilidade de uma terceira temporada. É um daqueles filmes que te deixa com um sorriso no rosto quando sobem os créditos finais. </span><b>&#8211; Caio Machado </b></p>
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<figure id="attachment_25606" aria-describedby="caption-attachment-25606" style="width: 690px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-25606" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/01/IMG_6759.jpg" alt="Cena do filme Homem-Aranha: Sem Volta Para Casa que mostra o super-herói agachado com uma mão no chão e amparado por 4 pernas metálicas que saem de suas costas. O fundo tem uma ponte e árvores mais atrás." width="690" height="362" /><figcaption id="caption-attachment-25606" class="wp-caption-text">Alerta de spoiler, mas se você não assistiu esse filme ainda, você está lelé (Foto: Sony Pictures)</figcaption></figure>
<p><b>Homem-Aranha: Sem Volta para Casa (Spider-Man: No Way Home, Jon Watts)</b></p>
<p><i><span style="font-weight: 400;">Fanservice</span></i><span style="font-weight: 400;">. Dói assumir que </span><i><span style="font-weight: 400;">Homem-Aranha: Sem Volta para Casa</span></i><span style="font-weight: 400;"> é do começo ao fim um presentinho para os fãs do super-herói? Nem um pouco. Não é atoa que a </span><a href="https://deadline.com/2022/01/spider-man-no-way-home-fourth-weekend-japan-encanto-china-global-international-box-office-1234906918/"><span style="font-weight: 400;">bilheteria do longa</span></a><span style="font-weight: 400;"> segue batendo recordes: já é a 8ª maior do mundo com 1 bilhão e meio de dólares no total &#8211; e o longa ainda está no cinemas. O filme é uma sequência de cenas enérgicas, nostálgicas e emocionantes, entretenimento puro do começo ao fim </span><a href="https://www.omelete.com.br/marvel-cinema/homem-aranha-3-memes-com-spoiler#15"><span style="font-weight: 400;">com direito a memes</span></a><span style="font-weight: 400;">. Mas a verdade é que parece um sonho de criança assistir Tobey Maguire, Andrew Garfield e Tom Holland com seus uniformes, cara a cara contracenando nos grandes momentos de ação contra todos os vilões que compõem os </span><a href="https://www.cnnbrasil.com.br/entretenimento/e-uma-celebracao-de-20-anos-do-homem-aranha-no-cinema-diz-tom-holland/"><span style="font-weight: 400;">20 anos de história</span></a><span style="font-weight: 400;"> do Homem-Aranha no cinema.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Sem o saudosismo, o filme de Jon Watts se baseia em um falho arco emocional com o Peter Parker de Tom Holland tentando tirar leite de pedra &#8211; e conseguindo! Para se conectar com as versões de si próprio em outras dimensões ele precisou se perder, por isso o enredo apelou para a </span><a href="https://observatoriodocinema.uol.com.br/filmes/2021/12/teoria-sobre-tia-may-muda-tudo-sobre-homem-aranha-sem-volta-para-casa"><span style="font-weight: 400;">morte da Tia May</span></a><span style="font-weight: 400;"> (Marisa Tomei) sem que o público houvesse se conectado o suficiente com ela para se comover. Ainda assim, a proposta estava bem amarrada, já que ela influencia o sobrinho a ajudar o próximo &#8211; mesmo que seja o </span><a href="https://legadodamarvel.com.br/homem-aranha-3-luta-contra-duende-verde-e-destaque-em-novas-imagens/"><span style="font-weight: 400;">fabuloso e alucinado</span></a><span style="font-weight: 400;"> Duende Verde de Willem Dafoe &#8211; o que mostrou quem havia plantado a sementinha do espírito Amigo da Vizinhança no Peter dessa dimensão.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Em meio a tantos momentos referenciais e de tirar o fôlego, há no filme uma </span><a href="https://www.theguardian.com/film/2021/dec/18/spider-man-no-way-home-review-more-is-more"><span style="font-weight: 400;">forma espantosa</span></a><span style="font-weight: 400;"> em saber reviver para continuar. A verdadeira perda e lição veio pela escolha do Peter de Tom em terminar sozinho num mundo que ninguém o conheça ou o ame, e isso é indispensável para a formação e continuidade da história. Mesmo que a dramatização do contexto tenha deixado a desejar, os problemas foram sufocados por cenas inesquecíveis com doses </span><i><span style="font-weight: 400;">marvelísticas </span></i><span style="font-weight: 400;">de comédia. Num </span><a href="https://g1.globo.com/pop-arte/cinema/noticia/2021/12/14/homem-aranha-sem-volta-para-casa-supera-expectativas-com-equilibrio-de-nostalgia-e-emocao-g1-ja-viu.ghtml"><span style="font-weight: 400;">belo equilíbrio</span></a><span style="font-weight: 400;"> em segurar tantas expectativas e pontas vindas de filmes diversos, </span><i><span style="font-weight: 400;">Sem Volta para Casa</span></i><span style="font-weight: 400;"> é o melhor filme de 2021 e um marco na trajetória das histórias em quadrinhos dentro do Cinema.</span><b> &#8211; Nathália Mendes</b></p>
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<figure id="attachment_25597" aria-describedby="caption-attachment-25597" style="width: 1500px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-25597" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/01/Dont-look-up.jpg" alt="Cena do filme Não Olhe Para Cima exibe um homem e uma mulher sentados em cadeiras no salão da presidente, na Casa Branca. Ambos são brancos. Ele tem cabelo liso, curto, com uma mecha na testa. Usa óculos redondos, tem barba curta nas bochechas e grande no queixo. Veste um paletó preto por cima de uma camisa xadrez azul e usa calça jeans. No paletó, há um crachá com seu nome. A mulher, à esquerda, é ruiva, com cabelo liso na altura dos ombros e usa uma franja na testa. Veste uma jaqueta verde-escura por cima de uma blusa amarela. Também usa calça jeans. No canto inferior direito, vemos um buquê de rosas. " width="1500" height="843" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/01/Dont-look-up.jpg 1500w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/01/Dont-look-up-800x450.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/01/Dont-look-up-1024x575.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/01/Dont-look-up-768x432.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/01/Dont-look-up-1200x674.jpg 1200w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-25597" class="wp-caption-text">Como avisar do fim do mundo para autoridades que não estão dispostas a ouvir? (Foto: Netflix)</figcaption></figure>
<p><b>Não Olhe para Cima (Don’t Look Up, Adam McKay)</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Depois de dirigir </span><i><span style="font-weight: 400;">Vice</span></i><span style="font-weight: 400;">, um dos filmes com o maior número de indicações ao </span><i><span style="font-weight: 400;">Oscar </span></i><span style="font-weight: 400;">em 2019, Adam McKay retorna com a sátira </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=77pyaEoT3dQ"><i><span style="font-weight: 400;">Não Olhe para Cima</span></i></a><span style="font-weight: 400;">. Na trama que parece próxima da realidade até demais, os astrônomos Randall (Leonardo DiCaprio) e Kate (Jennifer Lawrence) descobrem um meteorito que destruirá o planeta Terra em poucos meses. A partir dessa descoberta assustadora, os dois tentam utilizar a mídia para alertar a humanidade sobre o perigo que se aproxima. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Engana-se quem diz que </span><i><span style="font-weight: 400;">Não Olhe Para Cima </span></i><span style="font-weight: 400;">é um filme sutil. Muito pelo contrário: todas as críticas que faz, indo desde o nepotismo na Casa Branca ao estado atual da mídia norte-americana, são feitas da forma mais óbvia possível, para não deixar nenhuma dúvida ao espectador. </span><a href="https://personaunesp.com.br/grande-aposta-alia-narrativa-dinamica-mensagem-pessimista/"><span style="font-weight: 400;">A direção ansiosa de McKay</span></a><span style="font-weight: 400;"> se aproveita dessa obviedade para gerar situações absurdas e cômicas, sem ignorar todo o drama que há no fim do mundo. É um filme que se estende demais em alguns momentos, mas funciona como um bom comentário sobre a mídia contemporânea, incapaz de tratar com a devida seriedade os assuntos que são mais do que puro entretenimento. </span><b>&#8211; Caio Machado </b></p>
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<figure id="attachment_25635" aria-describedby="caption-attachment-25635" style="width: 1920px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-25635" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/01/shaun.jpg" alt="Cena do filme Shaun, o Carneiro: Aventura de Natal em que há uma ovelha preta de lã branca, feita de massinha, em pé ao lado da árvore de natal. O ambiente é bem colorido e repleto de presentes no canto direito e, ao fundo, há uma porta aberta com uma sobra de um humano se aproximando." width="1920" height="1080" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/01/shaun.jpg 1920w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/01/shaun-800x450.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/01/shaun-1024x576.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/01/shaun-768x432.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/01/shaun-1536x864.jpg 1536w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/01/shaun-1200x675.jpg 1200w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-25635" class="wp-caption-text">O Papai Noel atendeu o nosso pedido e trouxe de presente o especial Shaun, o Carneiro: Aventura de Natal (Foto: Aardman Animations)</figcaption></figure>
<p><b>Shaun, o Carneiro: Aventura de Natal (Shaun the Sheep: The Flight Before Christmas, Steve Cox)</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O Natal é uma época especial no ano, que fica ainda melhor com o especial</span><i><span style="font-weight: 400;"> Shaun, o Carneiro: Aventura de Natal</span></i><span style="font-weight: 400;">. O curta-metragem narra a história das preparações para o evento de fim de ano, até que, por engano, o Fazendeiro</span><span style="font-weight: 400;"> (John Sparkes) entrega</span><span style="font-weight: 400;"> para uma criança uma caixa de presente em que Timmy (Justin Fletcher), a ovelha bebê, está dentro. O engano toma proporções gigantescas, uma vez que Shaun (Justin Fletcher) e seus amigos entram nessa aventura para resgatar o jovem carneiro.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O curta </span><i><span style="font-weight: 400;">spin-off</span></i><span style="font-weight: 400;"> da série </span><i><span style="font-weight: 400;">Shaun, o Carneiro</span></i><span style="font-weight: 400;">, apresenta aos telespectadores uma narrativa eletrizante movida unicamente por sons de ovelha. Essa ausência de falas faz com que a estética da narrativa, desenvolvida em </span><i><span style="font-weight: 400;">stop motion,</span></i><span style="font-weight: 400;"> se torne muito mais chamativa. Produzido pela premiad</span><span style="font-weight: 400;">a </span><a href="https://www.aardman.com/"><i><span style="font-weight: 400;">Aardman Animations</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, o filme se desenvolve bem dentro do curto limite de tempo e ainda mata a saudades dos personagens já conhecidos. </span><span style="font-weight: 400;">Com toda a nostalgia presente na série original, a narrativa eletrizante e a estética impecável, </span><i><span style="font-weight: 400;">Shaun, o Carneiro: Aventura de Natal </span></i><span style="font-weight: 400;">é um presente de Natal. </span><b>&#8211; Gabriel Gatti</b></p>
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<figure id="attachment_25662" aria-describedby="caption-attachment-25662" style="width: 960px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-25662" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/01/Imperdoavel-1.jpg" alt="Cena do filme Imperdoável. Ambiente externo. Uma mulher é levada por dois policiais com roupas de proteção, capacete e óculos. Ela é uma mulher branca, de cabelos e olhos castanhos, está usando uma blusa de frio verde, calça jeans e um casaco bege." width="960" height="639" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/01/Imperdoavel-1.jpg 960w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/01/Imperdoavel-1-800x533.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/01/Imperdoavel-1-768x511.jpg 768w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-25662" class="wp-caption-text">A venda de Birdbox seria bastante útil ao assistir esse filme (Foto: Netflix)</figcaption></figure>
<p><b>Imperdoável (The Unforgivable, Nora Fingscheidt)</b></p>
<p><a href="https://www.omelete.com.br/filmes/criticas/imperdoavel-sandra-bullock"><i><span style="font-weight: 400;">Imperdoável</span></i></a> <span style="font-weight: 400;">conta a história de Ruth Slater (Sandra Bullock), uma ex-presidiária que, após 20 anos de cadeia, é solta e precisa lidar com um mundo que ela não conhece e as consequências de seus crimes. Após sua soltura, ela busca encontrar a irmã (Aisling Franciosi), que não vê desde que foi presa e embarca em uma viagem pelo seu passado e traumas causados pelo ocorrido.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O longa tenta mostrar muitas faces da vida da personagem, mas falha ao não aprofundar em nenhum dos temas que traz. Vemos Ruth buscando emprego, encontrando oportunidades, indo atrás de respostas, procurando sua irmã, tudo ao mesmo tempo sem que nada realmente se desenvolva. Além disso, em alguns momentos, o filme busca trazer uma espécie de alívio cômico totalmente descabido com o tom do restante das cenas. Enfim, com um enredo que promete, mas não entrega e uma </span><a href="https://rollingstone.uol.com.br/cinema/imperdoavel-por-que-sandra-bullock-aceitou-fazer-o-filme/"><span style="font-weight: 400;">atuação mediana de Bullock</span></a><span style="font-weight: 400;">, a execução da história é sim imperdoável. </span><b>&#8211; Marcela Zogheib</b></p>
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<figure id="attachment_25669" aria-describedby="caption-attachment-25669" style="width: 1200px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-25669" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/01/acronicafrancesa.jpg" alt="Cena de A Crônica Francesa. A imagem é um frame em preto e branco do rosto do ator Timothée Chalamet. Ele é um homem jovem e seu cabelo é liso. Há um cigarro em seus lábios." width="1200" height="675" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/01/acronicafrancesa.jpg 1200w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/01/acronicafrancesa-800x450.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/01/acronicafrancesa-1024x576.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/01/acronicafrancesa-768x432.jpg 768w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-25669" class="wp-caption-text">O filme acompanha a última edição de um jornal e as três crônicas que serão publicadas (Foto: Searchlight Pictures)</figcaption></figure>
<p><b>A Crônica Francesa (The French Dispatch, Wes Anderson)</b></p>
<p><a href="https://www.youtube.com/watch?v=7N8wkVA4_8s"><i><span style="font-weight: 400;">Moonrise Kingdom</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=sF7hAbQR7kk&amp;ab_channel=20thCenturyStudiosBrasil"><i><span style="font-weight: 400;">O Grande Hotel Budapeste</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> e agora </span><i><span style="font-weight: 400;">A Crônica Francesa</span></i><span style="font-weight: 400;">, esses são três filmes básicos para conhecer toda a excentricidade do cineasta Wes Anderson. O último é o mais recente trabalho do diretor e conta com um elenco de milhões. Bill Murray, </span><a href="https://personaunesp.com.br/duna-2021-critica/"><span style="font-weight: 400;">Timothée Chalamet</span></a><span style="font-weight: 400;">, </span><a href="https://personaunesp.com.br/nomadland-critica/"><span style="font-weight: 400;">Frances McDormand</span></a><span style="font-weight: 400;">, Tilda Swinton, Benicio del Toro, Jeffrey Wright, essa não é nem metade da lista dos rostos que vemos no elenco. Basta conhecer pelo menos parte dele para calcular o tamanho do trabalho que seria lidar com tantos figurões, logo, fica claro que não há como ter expectativas altas em relação a atuação ou tempo de tela.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A magnitude de </span><i><span style="font-weight: 400;">A Crônica Francesa </span></i><span style="font-weight: 400;">está em sua produção artística que oferece um banquete. As quase duas horas de filme são de pura obra prima visual. Outro ponto que alinha a assinatura de </span><a href="https://www1.folha.uol.com.br/webstories/cultura/2021/07/o-estranho-mundo-de-wes-anderson/"><span style="font-weight: 400;">Wes Anderson</span></a><span style="font-weight: 400;"> é seu mergulho pela nostalgia. O filme soa quase como uma ode ao antigo formato do Jornalismo. </span><i><span style="font-weight: 400;">The French Dispatch</span></i><span style="font-weight: 400;"> é simplesmente cativante por conta de seu deslumbre visual. </span><b>&#8211; Ana Júlia Trevisan</b></p>
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<figure id="attachment_25678" aria-describedby="caption-attachment-25678" style="width: 1280px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="wp-image-25678 size-full" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/01/mass.jpg" alt="Cena do filme Mass. A imagem mostra, de lado, um grupo de quatro pessoas, dois homens e duas mulheres, que conversam ao redor de uma mesa redonda. Eles estão organizados por casais, um à frente do outro. A sala é clara, com paredes em cor creme e uma janela em cada lateral, a mesa é branca. Todos são brancos e usam roupas formais. Em cima da mesa, há uma caixinha de lenços." width="1280" height="720" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/01/mass.jpg 1280w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/01/mass-800x450.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/01/mass-1024x576.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/01/mass-768x432.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/01/mass-1200x675.jpg 1200w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-25678" class="wp-caption-text">O diretor de Mass conta que foi difícil promover o filme, por conta de sua produção independente e seu tema delicado (Foto: Bleecker Street)</figcaption></figure>
<p><b>Mass (Idem, Fran Kranz)</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Segundo levantamento do </span><i><span style="font-weight: 400;">The Washington Post</span></i><span style="font-weight: 400;">, o número de tiroteios registrados em escolas nos Estados Unidos em 2021 é </span><a href="https://www1.folha.uol.com.br/mundo/2021/07/numero-de-tiroteios-em-escolas-nos-eua-e-o-maior-em-22-anos.shtml"><span style="font-weight: 400;">o maior em 22 anos</span></a><span style="font-weight: 400;">. Desde o Massacre de Columbine, que resultou na morte de 12 alunos e 1 professor em abril de 1999, a incidência de tragédias e os problemas sociais oriundos do </span><a href="https://cinemacao.com/2015/11/18/documentaristas-1-michael-moore-o-outro-lado-do-american-way-of-life/"><i><span style="font-weight: 400;">american way of life</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> é objeto de estudo das mais diversas áreas. Inclusive, no Cinema, em obras reconhecidas pela sua capacidade de estudar o comportamento de quem realiza os disparos da destruição (como o premiado por </span><i><span style="font-weight: 400;">Cannes</span></i> <a href="https://www.papodecinema.com.br/filmes/elefante/"><i><span style="font-weight: 400;">Elefante</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, de 2003), e em filmes documentais que procuram entender as raízes de tamanha violência (como o vencedor do </span><i><span style="font-weight: 400;">Oscar</span></i> <a href="https://cultura.estadao.com.br/noticias/cinema,tiros-em-columbine-chega-para-polemizar,20030516p74425"><i><span style="font-weight: 400;">Tiros em Columbine</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, de 2002). A esse grupo, </span><i><span style="font-weight: 400;">Mass</span></i><span style="font-weight: 400;"> se junta para inaugurar um novo formato narrativo, capaz de compreender a fundo o que significa ser atingido por tamanha e violência e tentar continuar a vida assim. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O pretexto do drama é simples, e quanto menos você souber sobre ele, melhor será. Dois casais de pais (visceralmente interpretados por </span><a href="https://theglobalherald.com/entertainment/mass-jason-isaacs-martha-plimpton-on-their-toughest-roles-to-date/"><span style="font-weight: 400;">Jason Isaacs e Martha Plimpton</span></a><span style="font-weight: 400;"> de um lado, e </span><a href="https://www.risenmagazine.com/mass-ann-dowd-reed-birney/"><span style="font-weight: 400;">Reed Birney e Ann Dowd</span></a><span style="font-weight: 400;"> de outro) se encontram regularmente, como parte de uma iniciativa para familiares que tiveram seus filhos envolvidos em tiroteios escolares. O roteiro de Fran Kranz testemunha uma das reuniões, que acontece no meio do processo realizado com aquelas duas famílias. Em longos planos carregados de densidade emocional, entendemos a tragédia pelo que restou dela. Isto é, algumas memórias, muita revolta, uma parte de culpa e muita dor.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A força do filme está na combinação do roteiro forte com o elenco afiado e a direção, completamente sintonizada com a força da representação que acontece na frente das câmeras. De tamanha naturalidade, </span><i><span style="font-weight: 400;">Mass</span></i><span style="font-weight: 400;"> não parece exprimir o esforço que foi necessário para que fosse concretizado, e o resultado do filme é um dos melhores trabalhos conjuntos do ano. Conforme apontado pelos números, é cada vez mais urgente refletir sobre os problemas sociais causados pela vida nos Estados Unidos do século 21. E </span><a href="https://www.vanityfair.com/hollywood/2021/10/awards-insider-mass-writer-director-fran-kranz-interview-little-gold-men"><span style="font-weight: 400;">o filme de Fran Kranz</span></a><span style="font-weight: 400;"> certamente nos ajudará nisso. </span><b>&#8211; Raquel Dutra</b></p>
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<h3>TV</h3>
<figure id="attachment_25523" aria-describedby="caption-attachment-25523" style="width: 900px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-25523" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/01/icesis.jpg" alt="Cena da segunda temporada de Canada’s Drag Race, mostra a drag queen Icesis Couture desfilando pela passarela. Ela é branca, careca e usa roupas brancas, com uma espécie de aparelho bucal que abre sua boca mostrando a gengiva. O visual ainda tem uma auréola acima da cabeça." width="900" height="600" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/01/icesis.jpg 900w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/01/icesis-800x533.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/01/icesis-768x512.jpg 768w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-25523" class="wp-caption-text">Viva o gelo! (Foto: Crave)</figcaption></figure>
<p><b>Canada’s Drag Race (2ª temporada, Crave)</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Corrigindo os erros crassos de seu ano inaugural, a segunda temporada de </span><a href="https://personaunesp.com.br/canadas-drag-race-critica/"><i><span style="font-weight: 400;">Canada’s Drag Race</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> estourou a boca do balão, garantindo sucesso entre as inúmeras investidas mundiais da franquia em 2021. Com um </span><a href="https://draglicious.com.br/2021/06/29/novos-jurados-de-canadas-drag-race-sao-anunciados/"><span style="font-weight: 400;">painel quase inédito de jurados</span></a><span style="font-weight: 400;"> (apenas Brooke Lynn Hytes manteve o emprego), os novos capítulos escalaram </span><i><span style="font-weight: 400;">drags </span></i><span style="font-weight: 400;">competentes e distintas entre si, dando oportunidade de explorar cantos empolgantes da arte canadense. Vale destacar um elenco enorme de estrelas, mas o derradeiro </span><i><span style="font-weight: 400;">top </span></i><span style="font-weight: 400;">3 da temporada, com </span><a href="https://rupaulsdragrace.fandom.com/wiki/Kendall_Gender"><span style="font-weight: 400;">Kendall Gender</span></a><span style="font-weight: 400;">, Pythia e Icesis Couture, merece um bocado mais de atenção. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Gender se apossou de um gás tardio na Corrida, esbanjando carisma e uma beleza monumental. </span><a href="https://rupaulsdragrace.fandom.com/wiki/Pythia"><span style="font-weight: 400;">Pythia</span></a><span style="font-weight: 400;"> surpreendeu por apresentar um senso de moda tão aguçado quanto seu humor e por pouco não ficou com a Coroa. O título de segunda Super Estrela </span><i><span style="font-weight: 400;">Drag </span></i><span style="font-weight: 400;">Canadense repousou no colo de </span><a href="https://rupaulsdragrace.fandom.com/wiki/Icesis_Couture"><span style="font-weight: 400;">Icesis Couture</span></a><span style="font-weight: 400;">, uma das competidoras mais vorazes da franquia e dona de momentos imbatíveis do ano 2, de seu visual na passarela de estreia, passando pelo </span><i><span style="font-weight: 400;">Makeover </span></i><span style="font-weight: 400;">e pela Dublagem na semifinal. Vida longa à Rainha do Gelo! </span><b>&#8211; Vitor Evangelista</b></p>
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<figure id="attachment_25653" aria-describedby="caption-attachment-25653" style="width: 2000px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-25653" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/01/Gossip-Girl-1.jpeg" alt="Cena da série Gossip Girl. Três pessoas abraçadas no centro da imagem em uma rua com um fundo de prédios. A esquerda do abraço, um homem de cabelo rosa, ao centro uma mulher de cabelos loiros e a direita um homem de cabelos castanhos com sorriso no rosto." width="2000" height="1334" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/01/Gossip-Girl-1.jpeg 2000w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/01/Gossip-Girl-1-800x534.jpeg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/01/Gossip-Girl-1-1024x683.jpeg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/01/Gossip-Girl-1-768x512.jpeg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/01/Gossip-Girl-1-1536x1025.jpeg 1536w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/01/Gossip-Girl-1-1200x800.jpeg 1200w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-25653" class="wp-caption-text">As coisas esquentam no paraíso dos upper east siders (Foto: HBO Max)</figcaption></figure>
<p><b>Gossip Girl (Parte 2 da 1ª temporada, HBO Max)</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A </span><a href="https://rollingstone.uol.com.br/entretenimento/gossip-girl-o-que-esperar-da-2-parte-do-reboot-showrunner-responde/"><span style="font-weight: 400;">segunda parte da primeira temporada do novo </span><i><span style="font-weight: 400;">Gossip Girl</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> finalmente chegou ao fim em dezembro para o alívio dos fãs. A série continua acompanhando as tramas deixadas em aberto em sua primeira parte, com os dramas familiares de Julien (Jordan Alexander) e Zoya (Whitney Peak), abordando as consequências das ações do pai da primeira. A relação entre Audrey (Emily Alyn Lind), Max (Thomas Doherty) e Akeno (Evan Mock). E os conflitos internos da professora Kate (Tavi Gevinson), que mais uma vez perde o controle do que fazer com a Gossip Girl e acaba revelando mais do que deveria para os seguidores.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Os conflitos se intensificam e novos personagens são apresentados, mas a série começa a se tornar um pouco repetitiva em suas questões abordadas, especialmente quando se trata do triângulo Julien, Zoya e Obie (Eli Brown). Mas o </span><i><span style="font-weight: 400;">show </span></i><span style="font-weight: 400;">se mantém interessante e continua trazendo novas faces de seus protagonistas. Dando destaque para algo que já era marcante na versão original, o uso de músicas se encaixam muito bem com o enredo, trazendo canções de artistas em alto para compor a ambientação dos adolescentes descolados do Upper East Side. Outra surpresa deliciosa foi ver </span><a href="https://www.instagram.com/p/CXHzYpVgn4M/"><span style="font-weight: 400;">rostinhos familiares</span></a><span style="font-weight: 400;"> de personagens icônicos da família Waldorf. E, no fim, a série mantém os fãs ansiosos pelos próximos passos dos estudantes nas temporadas que estão por vir. </span><b>&#8211; Marcela Zogheib</b></p>
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<figure id="attachment_25607" aria-describedby="caption-attachment-25607" style="width: 1920px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-25607" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/01/perdidos-no-espaco.jpg" alt="Cena da série Perdidos no espaço que mostra um robô alienígena olhando para o relógio no pulso de um garoto humano que está ao seu lado. O robô tem uma armadura de metal e luzes brilhantes azuis no lugar do rosto e do coração. O menino ao lado é um adolescente branco de cabelos loiros curtos, usa um uniforme cinza escuro e está levantando o braço para mostrar o que está em seu pulso para o robô. O fundo é o interior de uma nave espacial." width="1920" height="1280" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/01/perdidos-no-espaco.jpg 1920w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/01/perdidos-no-espaco-800x533.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/01/perdidos-no-espaco-1024x683.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/01/perdidos-no-espaco-768x512.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/01/perdidos-no-espaco-1536x1024.jpg 1536w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/01/perdidos-no-espaco-1200x800.jpg 1200w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-25607" class="wp-caption-text">Perdidos no Espaço chega ao fim com pressa demais, e dando pouca glória para os personagens mais valiosos além dos protagonistas &#8211; como a Dra. Smith e a raça alienígena (Foto: Netflix)</figcaption></figure>
<p><b>Perdidos no Espaço (Lost in Space, 3ª temporada, Netflix)</b></p>
<p><i><span style="font-weight: 400;">Confiar, Will Robinson.</span></i><span style="font-weight: 400;"> Essa foi a última frase que nosso amado Robô disse para seu amigo humano enquanto transferia a si próprio para dentro de Will. A beleza do seu desfecho está, justamente, no pequeno aprofundamento da espécie alienígena &#8211; com um enredo </span><a href="https://www.cbr.com/lost-in-space-will-robinson-worst-archaeologist-ever/"><span style="font-weight: 400;">muito mais peculiar</span></a><span style="font-weight: 400;"> sobre confiança do que a visão simplista de vilões. E, por muito pouco, </span><i><span style="font-weight: 400;">Perdidos no Espaço</span></i><span style="font-weight: 400;"> conseguiu concluir sua história na </span><i><span style="font-weight: 400;">Netflix</span></i><span style="font-weight: 400;"> de </span><a href="https://observatoriodocinema.uol.com.br/series-e-tv/2021/12/perdidos-no-espaco-termina-na-netflix-com-5-misterios-sem-respostas"><span style="font-weight: 400;">forma meia boca</span></a><span style="font-weight: 400;">: parando antes de que se desgastasse, e cedo demais para que os robôs da galáxia ganhassem o palco que mereciam.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Will é agora um adolescente na 3ª temporada da série, que pulou um ano temporal decorrido desde os últimos episódios para justificar um Maxwell Jenkins </span><a href="https://www.terra.com.br/diversao/tv/series/will-robinson-aparece-crescido-no-trailer-do-final-de-perdidos-no-espaco,bcd60f71f8fa10029fc836b62e5f0edeoxh2q524.html"><span style="font-weight: 400;">mais alto e diferente</span></a><span style="font-weight: 400;">. Ele e Robô são as grandes estrelas no quesito desenvolvimento do personagem &#8211; e morreram na praia, sozinhos, com o potencial desperdiçado no enredo preocupado em mostrar ação demais, ou humanos demais, já que a jornada da perdida família Robinson em encontrar a colônia </span><i><span style="font-weight: 400;">Alfa Centauri</span></i><span style="font-weight: 400;">, e a si próprios, sempre derrapou em superficialidade.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Porém, a sensibilidade de seus alienígenas foi jogada na lama ao desperdiçar o </span><a href="https://www.inverse.com/entertainment/lost-in-space-season-4"><span style="font-weight: 400;">arco fantástico</span></a><span style="font-weight: 400;"> do robô </span><i><span style="font-weight: 400;">SRA</span></i><span style="font-weight: 400;">: o vilão que os comandava revela uma busca insaciável pela controvérsia liberdade, ou pelo medo de que qualquer um deles voltasse a ser programado por um mestre. Por isso, foi difícil engolir a chocha e simulada confiança dos humanos tanto em </span><a href="https://mixdeseries.com.br/perdidos-no-espaco-morte-na-3a-temporada-mudou-tudo/"><span style="font-weight: 400;">Espantalho</span></a><span style="font-weight: 400;"> &#8211; o robô que havia sido preso e destroçado para levar os humanos até a colônia &#8211; e com o resto da espécie em seu último episódio. Mas, </span><i><span style="font-weight: 400;">Perdidos no Espaço</span></i><span style="font-weight: 400;"> conseguiu encerrar de forma satisfatória, ainda que pautado no umbigo da humanidade e pelo </span><a href="https://observatoriodocinema.uol.com.br/criticas/2021/12/critica-perdidos-no-espaco-3a-temporada"><span style="font-weight: 400;">ápice da exploração</span></a><span style="font-weight: 400;"> espacial &#8211; mesmo não chegando aos pés da cinematografia de </span><i><span style="font-weight: 400;">Fundação</span></i><span style="font-weight: 400;">. </span><b>&#8211;</b> <b>Nathália Mendes</b></p>
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<figure id="attachment_25577" aria-describedby="caption-attachment-25577" style="width: 2000px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-25577" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/01/the-witcher.jpg" alt="Cena da segunda temporada de The Witcher. Ciri (Freya Allan), virada para frente, olha para a direita, com uma expressão pensativa. Ciri é uma criança caucasiana de cabelos brancos amarrados em uma trança, com diversos fios soltos voando através de sua face. Atrás dela, um boneco de palha preso por cordas e vestindo trapos e o resto do pátio onde ela treina, coberto por neve e destroços. Ciri veste um colete marrom por cima de uma camiseta cinza de mangas longas." width="2000" height="1333" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/01/the-witcher.jpg 2000w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/01/the-witcher-800x533.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/01/the-witcher-1024x682.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/01/the-witcher-768x512.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/01/the-witcher-1536x1024.jpg 1536w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/01/the-witcher-1200x800.jpg 1200w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-25577" class="wp-caption-text">O Tempo do Desprezo se aproxima (Foto: Netflix)</figcaption></figure>
<p><b>The Witcher (2ª temporada, Netflix)</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A segunda temporada da adaptação dos livros de Andrzej Sapkowski na </span><i><span style="font-weight: 400;">Netflix </span></i><span style="font-weight: 400;">voltou em dezembro com fôlego renovado, após o </span><i><span style="font-weight: 400;">anime </span></i><a href="https://personaunesp.com.br/the-witcher-lenda-do-lobo-critica/"><i><span style="font-weight: 400;">Lenda do Lobo</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> ter satisfeito parte da sede que os fãs sentiam de se afundar nas tramas políticas do Continente. Ainda estrelada por Henry Cavill no papel do bruxo Geralt de Rívia, o novo capítulo da narrativa (que adapta o terceiro livro da série, </span><a href="https://www.amazon.com.br/Sangue-dos-Elfos-WITCHER-Geralt-ebook/dp/B013RCGE2A/ref=sr_1_1?__mk_pt_BR=%C3%85M%C3%85%C5%BD%C3%95%C3%91&amp;crid=1CGSFAXYZNIAO&amp;keywords=sangue+dos+elfos&amp;qid=1642042436&amp;sprefix=sangue+dos+elfos%2Caps%2C198&amp;sr=8-1"><i><span style="font-weight: 400;">O Sangue dos Elfos</span></i></a><span style="font-weight: 400;">) começa com ele tendo que aprender a cuidar da órfã Ciri (Freya Allan), uma princesa exilada de grandes habilidades e destinada a trilhar um caminho perigoso.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Diferente da primeira temporada, essa segue linearmente os passos de Geralt junto com Ciri, ao invés da estrutura atemporal de sua antecessora, que procurava traduzir os livros de contos que deram início ao fenômeno literário polonês. Isso se reflete na melhora do </span><i><span style="font-weight: 400;">pacing</span></i><span style="font-weight: 400;"> entre os episódios e um ritmo em geral mais compreensível e acessível, movimentando entre suas tramas de maneira sagaz e impedindo que o foco saia do desenvolvimento da relação paternal entre seus protagonistas. Durante seus novos capítulos, somos também apresentados a algumas das mais importantes figuras desse universo em expansão, tais como o espião Dijkstra (Graham McTavish) e a sinistra </span><a href="https://observatoriodocinema.uol.com.br/series-e-tv/2021/12/o-thanos-de-the-witcher-esta-chegando-na-netflix-avisa-chefe"><span style="font-weight: 400;">Perseguição Selvagem</span></a><span style="font-weight: 400;">, além de um novo </span><i><span style="font-weight: 400;">teaser</span></i><span style="font-weight: 400;"> para a série </span><i><span style="font-weight: 400;">prequel </span></i><span style="font-weight: 400;">estrelada por Michelle Yeoh, </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=yKJRgdHNPWY"><i><span style="font-weight: 400;">The Witcher: A Origem</span></i></a><span style="font-weight: 400;">.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">No entanto, nem tudo muda para melhor. O foco em sua trama infelizmente acaba por sacrificar caracterizações importantes de suas personagens e reduzindo o impacto emocional que elas têm umas sobre as outras. Diferente da </span><a href="https://www.polygon.com/22847167/witcher-season-2-ciri-yennefer-books-changes"><span style="font-weight: 400;">relação maternal</span></a><span style="font-weight: 400;"> que o romance de Sapkowski descreve, Yennefer (Anya Chalotra) e Ciri não tem quase nenhum espaço para se conhecerem fora da trama imediata que às move para frente, dividindo momentos que não vendem a conexão expressada ao final da temporada. </span><i><span style="font-weight: 400;">The Witcher</span></i><span style="font-weight: 400;"> triunfa em sua fantasia medieval sangrenta, mas peca ao focar mais em seu futuro do que no presente.</span><b> &#8211; Gabriel Oliveira F. Arruda</b></p>
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<figure id="attachment_25651" aria-describedby="caption-attachment-25651" style="width: 1200px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-25651" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/01/suc.jpg" alt="Cena da 3ª temporada de Succession, mostra o interior de uma sala corporativa. Vemos várias pessoas de terno sentadas à mesa, mas o foco é em Roman, um homem adulto, branco e de cabelos pretos, usando camisa social de manga, azul clara, e com uma expressão de vergonha no rosto. Ele olha para baixo, com postura retraída. " width="1200" height="630" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/01/suc.jpg 1200w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/01/suc-800x420.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/01/suc-1024x538.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/01/suc-768x403.jpg 768w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-25651" class="wp-caption-text">Foto de pinto? Foto de pinto! (Foto: HBO)</figcaption></figure>
<p><b>Succession (3ª temporada, HBO)</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Dois anos depois de Kendall (Jeremy Strong) </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=jQh0_CzjKko"><span style="font-weight: 400;">se virar contra Logan</span></a><span style="font-weight: 400;"> (Brian Cox) e consumar seu papel de Judas Iscariotes, </span><i><span style="font-weight: 400;">Succession </span></i><span style="font-weight: 400;">retorna carregada. A trama, obviamente, tem seu pontapé no banho de sangue da coletiva de imprensa e, a partir daí, somos espectadores de uma batalha de tortura psicológica, muitas ameaças vazias e uma porrada de tensão familiar. Como de costume, a série de Jesse Armstrong é mestre na </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=kevqiiYNFrc"><span style="font-weight: 400;">criação de causa e consequência</span></a><span style="font-weight: 400;">, não poupando ninguém do espetáculo de terror social. Afinal, se os ricos não tem escrúpulos, imagina os bilionários.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Enquanto Kendall se isola, ruindo seu mundo e suas verdades, Shiv (</span><a href="https://cinepop.com.br/succession-sarah-snook-e-a-vencedora-do-globo-de-ouro-2022-de-melhor-atriz-coadjuvante-em-serie-328107/"><span style="font-weight: 400;">Sarah Snook</span></a><span style="font-weight: 400;">) permanece batalhando pelo posto de sucessora (ou apenas de filha amada pelo pai), e Roman (</span><a href="https://www.today.com/popculture/kieran-culkin-re-creates-cute-moment-1991-snl-appearance-t237973"><span style="font-weight: 400;">Kieran Culkin</span></a><span style="font-weight: 400;">) vai variando entre pirocudo e pobre coitado. A consumação de seu arco de oscilações acontece no momento mais emblemático da terceira temporada: depois de fechar um acordo de prestígio, </span><a href="https://www.vulture.com/article/how-tv-shows-source-dick-pics.html"><span style="font-weight: 400;">o caçula se confunde</span></a><span style="font-weight: 400;"> e, ao invés de mandar uma foto da berinjela para sua amante às avessas Gerri, o arquivo chega no celular do Poderoso Chefão Logan. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Ademais, a tempestade de merda atinge Connor (Alan Ruck), personagem escanteado pela família e que busca migalhas para se contentar com o prestígio de ser um Roy. Tom (</span><a href="https://epipoca.com.br/succession-astro-comenta-terceira-temporada-e-os-relacionamentos-de-tom/"><span style="font-weight: 400;">Matthew Macfadyen</span></a><span style="font-weight: 400;">) parece ser o candidato à salvação, e o primo Greg (Nicholas Braun) vai comendo pelas beiradas. Se não tomarmos cuidado, logo ele estará sentado à ponta, devorando o peru de Natal. O texto de Armstrong dá todas as batidas para que o time de diretores sacie sua fome de grandeza (esse ano, além de Mark Mylod, somam os trabalhos de </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=Ssh0M60rats"><span style="font-weight: 400;">Lorene Scafaria</span></a><span style="font-weight: 400;"> e </span><a href="https://personaunesp.com.br/aves-de-rapina-critica/"><span style="font-weight: 400;">Cathy Yan</span></a><span style="font-weight: 400;">). Passada a carnificina, é hora de esperar o </span><i><span style="font-weight: 400;">Emmy</span></i><span style="font-weight: 400;"> 2022.</span><b> &#8211; Vitor Evangelista</b></p>
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<figure id="attachment_25594" aria-describedby="caption-attachment-25594" style="width: 1200px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-25594" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/01/cineclube-dickinson.jpg" alt="Cena da terceira temporada de Dickinson. Na imagem, ao centro, vemos a atriz Hailee Steinfeld, que interpreta a protagonista, do busto para cima. Ela é uma mulher branca, de cabelos castanhos, lisos e longos, aparentando ter cerca de 25 anos e vestindo uma roupa bege, abotoada no pescoço. Ela tem sua mão direita sob o peito e sorri. Ao fundo, vemos uma paisagem desértica e o céu azul, de dia." width="1200" height="674" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/01/cineclube-dickinson.jpg 1200w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/01/cineclube-dickinson-800x449.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/01/cineclube-dickinson-1024x575.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/01/cineclube-dickinson-768x431.jpg 768w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-25594" class="wp-caption-text">Após o encerramento de Dickinson, o documentário From Dickinson, With Love mostra os bastidores da série (Foto: Apple TV+)</figcaption></figure>
<p><b>Dickinson (3</b><b>ª temporada, Apple TV+)</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">“</span><i><span style="font-weight: 400;">Não matem os poetas. Eles precisam estar vivos para contar a história</span></i><span style="font-weight: 400;">”. A realidade já deu </span><i><span style="font-weight: 400;">spoiler </span></i><span style="font-weight: 400;">do final de Emily Dickinson. Mesmo assim, a </span><a href="https://noticiasdatv.uol.com.br/noticia/series/apple-tv-anuncia-fim-de-dickinson-apos-3-temporada-saiba-quando-estreia-64637"><span style="font-weight: 400;">terceira e última temporada</span></a><span style="font-weight: 400;"> da série inspirada na vida da poetisa teve a difícil e delicada tarefa de concluir sua história à altura de </span><a href="https://www.seculodiario.com.br/cultura/emily-dickinson-a-maior-poetisa-dos-estados-unidos"><span style="font-weight: 400;">sua musa</span></a><span style="font-weight: 400;"> &#8211; e de seus dois anos anteriores. Nessa leva de 10 episódios, </span><i><span style="font-weight: 400;">Dickinson</span></i><span style="font-weight: 400;"> continua (e se destaca mais ainda) com sua inovadora proposta: ao mesmo tempo que se mantém fiel aos eventos reais, toma a </span><a href="https://veja.abril.com.br/coluna/e-tudo-historia/a-vida-poetica-de-emily-dickinson-em-alem-das-palavras/"><span style="font-weight: 400;">liberdade</span></a><span style="font-weight: 400;"> de retratar os dilemas e desafios da época de uma forma contemporânea e atual. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Em um dos capítulos mais divertidos da </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=JLroeg_CTVw"><span style="font-weight: 400;">temporada</span></a><span style="font-weight: 400;">, inclusive, a série da </span><i><span style="font-weight: 400;">Apple TV+ </span></i><span style="font-weight: 400;">se supera em conciliar passado e presente. O sétimo episódio, mostra Emily e sua irmã Lavínia (</span><span style="font-weight: 400;">Anna Baryshnikov</span><span style="font-weight: 400;">) avançando no tempo e descobrindo a </span><a href="https://www.newsweek.com/hailee-steinfeld-interview-emily-dickinson-bittersweet-finale-1646465"><span style="font-weight: 400;">influência</span></a><span style="font-weight: 400;"> que a escritora teve na Literatura norte-americana. Isso tudo durante a Guerra Civil Americana, o importante pano de fundo do novo ano. Enquanto a segunda temporada dividiu a protagonista entre publicar ou não seus poemas, a terceira a retrata em seu momento mais criativo e produtivo, em que o </span><a href="https://www.clarabartonmuseum.org/dickinson/"><span style="font-weight: 400;">luto e as divisões internas</span></a><span style="font-weight: 400;"> provocadas pelo combate a fazem refletir sobre a importância de suas obras. Legado esse que inclui sua família: a cisão das tropas estadunidenses é acompanhada de conflitos entre os Dickinson e é Emily quem se vê na posição de conciliá-los. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Seja discutindo com seu pai e irmão ou se preocupando com </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=AqMTrtB1yV0"><span style="font-weight: 400;">seu legado</span></a><span style="font-weight: 400;">, a intérprete da protagonista continua brilhando. Hailee Steinfeld </span><a href="https://personaunesp.com.br/casa-gucci-critica/"><span style="font-weight: 400;">incorpora</span></a><span style="font-weight: 400;"> a poeta e, mesmo mais introspectiva, transparece sua evolução pessoal, amadurecimento e resiliência. Outros personagens também têm a chance de se sobressairem, como Henry (Chinaza Uche), que se destaca em sua trama de lutar ao lado de outros soldados negros, e Sue (Ella Hunt), lidando com a maternidade e com sua nova </span><a href="https://collider.com/hailee-steinfeld-dickinson-finale-interview-emisue/"><span style="font-weight: 400;">formação familiar</span></a><span style="font-weight: 400;">. Como a produção</span> <span style="font-weight: 400;">sabe bem fazer, os acontecimentos históricos se entrelaçam aos personagens e agregam em seu desenvolvimento &#8211; isso principalmente com a grande estrela da série. A complexa e intensa Emily Dickinson ganha um </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=1pn3IQDBeRA"><span style="font-weight: 400;">retrato respeitoso</span></a><span style="font-weight: 400;"> e devidamente profundo ao longo dos três breves anos de exibição e a conclusão de história cresce à altura: </span><i><span style="font-weight: 400;">Dickinson </span></i><a href="https://www.digitalspy.com/tv/ustv/a38528113/dickinson-season-3-series-finale/"><span style="font-weight: 400;">se encerra</span></a><span style="font-weight: 400;"> poética, delicada, profunda e sensível como começou. </span><b>&#8211; Vitória Lopes Gomez</b></p>
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<figure id="attachment_25608" aria-describedby="caption-attachment-25608" style="width: 1422px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-25608" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/01/queer-eye.jpg" alt="Cena da série Queer Eye que mostra 4 homens e uma pessoa não binária parados em pé, um ao lado do outro, mostrando seus figurinos country. À esquerda há um homem afro-americano de camisa cinza, calça e botas pretas, cinto de fivela prata e chapéu preto na cabeça que está de braços cruzados com expressão séria. À sua direita há um homem branco de camisa branca floral, calça jeans e botas marrons altas, e chapéu marrom, que está com parte das mãos no bolso da calça e expressão séria. À sua direita está um homem branco com chapéu bege, camisa estampada preta sob um colete marrom de franjas, calça jeans e botas marrons. À sua direita há uma pessoa não-binária branca sorridente, com cabelos castanhos compridos presos em coque e barba cheia, vestido preto e floral com franjas e botas marrons. No canto direito está um homem asiático-americano de cabelos cinzas vestindo camisa e calças jeans com botas brancas. O fundo é um parque à céu aberto." width="1422" height="750" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/01/queer-eye.jpg 1422w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/01/queer-eye-800x422.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/01/queer-eye-1024x540.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/01/queer-eye-768x405.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/01/queer-eye-1200x633.jpg 1200w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-25608" class="wp-caption-text">Nem o silêncio de uma pandemia conseguiu minar a alegria dos 5 Fabulosos vestidos de cowboy (Foto: Netflix)</figcaption></figure>
<p><b>Queer Eye (6ª temporada, Netflix)</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">É impossível se cansar de </span><i><span style="font-weight: 400;">Queer Eye</span></i><span style="font-weight: 400;">. Por mais que uma nova temporada signifique uma dose de conforto conhecida, a série </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=sxhiqsKUTWA"><span style="font-weight: 400;">não deixa de emocionar</span></a><span style="font-weight: 400;">, nem de trazer situações e pessoas mais diversas a cada episódio. No seu 6º volume, os 5 Fabulosos vão para Austin, no </span><a href="https://economia.uol.com.br/noticias/bbc/2019/05/15/refugio-de-bolsonaro-apos-protestos-em-ny-conservador-texas-ve-crescimento-da-esquerda.htm"><span style="font-weight: 400;">conservador estado do Texas</span></a><span style="font-weight: 400;"> &#8211; e que alívio poder assisti-los distribuírem amor próprio ao mesmo tempo que Karamo faz </span><i><span style="font-weight: 400;">twerk</span></i><span style="font-weight: 400;"> e Jonathan usa um vestido inteiro de paetês brilhantes, tudo dentro de uma região mais amigável com o preconceito do que com a liberdade, e assolado pela pandemia.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Essa foi, de fato, a temporada mais comovente até agora, pois as gravações </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=RSizdsUom_c"><span style="font-weight: 400;">foram interrompidas</span></a><span style="font-weight: 400;"> em março de 2020 durante o primeiro episódio. Foi necessário esperar um ano para ver Terri novamente, o furacão sulista que perdeu um pai amável, extremamente texano, e quem havia abraçado os </span><a href="https://personaunesp.com.br/queer-eye-5a-temp-critica/"><span style="font-weight: 400;">5 gays que entraram em sua porta</span></a><span style="font-weight: 400;">. Além das lições de cuidado e empatia de sempre, o </span><i><span style="font-weight: 400;">Fab5</span></i><span style="font-weight: 400;"> precisou lidar com o desgaste emocional de uma pandemia, e justamente por isso, as histórias estão mais conectadas conosco do que nunca. Prepare os lencinhos, pois você precisa assistir mais uma coleção de decoração do Bobby para aceitar o cenário difícil do mundo lá fora. </span><b>&#8211; Nathália Mendes</b></p>
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<figure id="attachment_25598" aria-describedby="caption-attachment-25598" style="width: 1100px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-25598" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/01/hawkeye.jpg" alt="Cena da série Gavião Arqueiro. Vemos uma jovem mulher e um homem mais velho com arco e flecha nas mãos, atirando contra inimigos em uma pista de patinação no gelo. A jovem é branca, com cabelo preto longo e veste uma roupa roxa, justa. Carrega flechas nas costas. O homem é branco, tem cabelo curto com um topete em cima e veste uma roupa justa, também roxa. Carrega mais flechas nas costas, assim como a jovem. Ao fundo, na pista, vemos alguns corpos dos inimigos caídos. " width="1100" height="600" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/01/hawkeye.jpg 1100w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/01/hawkeye-800x436.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/01/hawkeye-1024x559.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/01/hawkeye-768x419.jpg 768w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-25598" class="wp-caption-text">Na série do Disney+, o Gavião Arqueiro de Jeremy Renner finalmente teve sua chance de brilhar (Foto: Disney+)</figcaption></figure>
<p><b>Gavião Arqueiro (Hawkeye, 1ª temporada, Disney+) </b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Depois de uma enxurrada de </span><a href="https://personaunesp.com.br/wandavision-critica/"><span style="font-weight: 400;">séries da </span><i><span style="font-weight: 400;">Marvel </span></i><span style="font-weight: 400;">no </span><i><span style="font-weight: 400;">Disney+</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> ao longo de 2021, </span><i><span style="font-weight: 400;">Gavião Arqueiro </span></i><span style="font-weight: 400;">chegou sem grandes pretensões, no final de novembro. Afinal, o que teria de interessante numa série de um personagem que atira flechas e quase sempre foi deixado de lado ao longo do universo cinematográfico da </span><i><span style="font-weight: 400;">Marvel</span></i><span style="font-weight: 400;">? A resposta está nela: Hailee Steinfeld. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Na trama, o ex-Vingador Clint Barton (Jeremy Renner) tem uma missão: voltar para casa para celebrar o Natal com a família. Barton precisa adiar sua ida depois que conhece Kate Bishop, uma arqueira de 22 anos que sonha em se tornar uma super-heroína, e ambos são forçados a trabalhar juntos quando alguém do passado de Clint ameaça bagunçar mais do que o </span><a href="https://personaunesp.com.br/happiest-season-critica/"><span style="font-weight: 400;">espírito natalino</span></a><span style="font-weight: 400;">. </span></p>
<p><i><span style="font-weight: 400;">Gavião Arqueiro </span></i><span style="font-weight: 400;">brilha ao não precisar lidar com várias consequências de filmes anteriores, como foi o caso de </span><i><span style="font-weight: 400;">Wandavision </span></i><span style="font-weight: 400;">e </span><i><span style="font-weight: 400;">Falcão e o Soldado Invernal</span></i><span style="font-weight: 400;">. É uma aventura urbana sucinta e divertida, onde o </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=H4X-8guE56k"><span style="font-weight: 400;">carisma apaixonante de Hailee Steinfeld</span></a><span style="font-weight: 400;"> é capaz até mesmo de transformar a atuação apática de Jeremy Renner em algo simpático quando interage com ele. A dinâmica de mestre e aprendiz que se estabelece entre eles é maravilhosa de acompanhar, com um humor que é realmente engraçado e cenas de ação boas para o padrão da </span><i><span style="font-weight: 400;">Marvel</span></i><span style="font-weight: 400;">. A série mostra que uma trama não precisa ser grandiosa para ser bom entretenimento. Às vezes, a qualidade vive na simplicidade. Tomara que as próximas produções do </span><i><span style="font-weight: 400;">MCU </span></i><span style="font-weight: 400;">se lembrem disso. </span><b>&#8211; Caio Machado </b></p>
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<p><figure id="attachment_25604" aria-describedby="caption-attachment-25604" style="width: 1200px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-25604" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/01/a-vida-sexual-das-universitarias.jpg" alt="Cena da primeira temporada de A Vida Sexual das Universitárias. Da esquerda para a direita, Bela (Amrit Kaur), Whitney (Alyah Chanelle Scott) e Kimberly (Pauline Chalamet) estão no meio de uma festa universitária, lado a lado, na frente de uma mesa improvisada com alguns copos plásticos contendo bebida. Bela é indiana, tem cabelos longos e pretos, usando um blazer cinza por cima de uma camiseta vermelha e uma gravata rosa. Whitney é negra, de cabelos longos e trançados puxados para trás, usando um moletom branco com padrões retangulares rosas, azuis e marrons e calças jeans. Kimberly é caucasiana, de cabelos curtos e castanhos penteados para trás, usando uma blusa de lã rosa com listras azuis por cima de uma camiseta rosa de gola V e calças jeans. Atrás delas, outras pessoas conversam e bebem. Do lado direito, fora de foco, uma prateleira com garrafas de bebida ordenadas." width="1200" height="630" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/01/a-vida-sexual-das-universitarias.jpg 1200w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/01/a-vida-sexual-das-universitarias-800x420.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/01/a-vida-sexual-das-universitarias-1024x538.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/01/a-vida-sexual-das-universitarias-768x403.jpg 768w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-25604" class="wp-caption-text">A Vida Sexual das Universitárias é uma das últimas (e melhores) surpresas do ano [Foto: HBO Max]</figcaption></figure><b>A Vida Sexual das Universitárias (The Sex Lives of College Girls, 1ª temporada, HBO Max)</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Com talvez o pior/melhor título de qualquer série de 2021, a primeira temporada de </span><i><span style="font-weight: 400;">A Vida Sexual das Universitárias</span></i><span style="font-weight: 400;"> estreou em novembro no </span><i><span style="font-weight: 400;">HBO Max</span></i><span style="font-weight: 400;">, lançando vários episódios semana após semana: uma boa estratégia, já que a nova série de </span><a href="https://personaunesp.com.br/eu-nunca-2a-temp-critica/"><span style="font-weight: 400;">Mindy Kaling</span></a><span style="font-weight: 400;"> é instantaneamente encantadora e viciante. Acompanhando um jovem grupo de universitárias de origens diferentes tendo que partilhar um dormitório, os 10 primeiros episódios se sobressaem tanto em nos fazer rir quanto nos imergir na vida privada e pública de suas caóticas protagonistas.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A todo momento, a produção parece saber exatamente as expectativas de sua audiência sobre os clichês do gênero, e se delicia a todo momento ao subvertê-los da maneira mais engajante possível, sob um viés </span><a href="https://blackgirlnerds.com/the-women-of-color-really-shine-in-the-sex-lives-of-college-girls/"><span style="font-weight: 400;">feminista e empoderador</span></a><span style="font-weight: 400;">. Com subtramas que passeiam por importantes tópicos, o roteiro mordaz nunca deixa de surpreender, validando a complexidade de cada um deles através de um </span><a href="https://www.huffpost.com/entry/the-sex-lives-of-college-girls-and-the-complexity-of-empowerment-for-young-women_n_619c139fe4b025be1adfe6ed"><span style="font-weight: 400;">olhar unicamente feminino</span></a><span style="font-weight: 400;">. Seja na busca de Bela (Amrit Kaur) para se tornar uma roteirista de comédia ou na jornada de Kimberly (Pauline Chalamet) em se libertar de suas pré-concepções sexuais, </span><i><span style="font-weight: 400;">A Vida Sexual das Universitárias</span></i><span style="font-weight: 400;"> nunca esquece de colocar as mulheres de seu elenco em primeiro lugar.</span><b> &#8211; Gabriel Oliveira F. Arruda</b></p>
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<figure id="attachment_25609" aria-describedby="caption-attachment-25609" style="width: 1058px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-25609" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/01/la-casa-de-papel.png" alt="Cena da série La Casa de Papel que mostra um homem ajoelhado e rendido com as mãos para cima, tendo a mira de um laser sobre o coração. Ele é um homem branco de cabelos e barba castanhos, óculos preto, está usando camisa bege e gravata preta, e sua expressão é de um silencioso choque. Ao fundo, outras pessoas também estão rendidas." width="1058" height="580" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/01/la-casa-de-papel.png 1058w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/01/la-casa-de-papel-800x439.png 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/01/la-casa-de-papel-1024x561.png 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/01/la-casa-de-papel-768x421.png 768w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-25609" class="wp-caption-text">Uma das maiores falhas do final de La Casa de Papel é a presença de Rafael (Patrick Criado), o filho de Berlim, que rouba todo o ouro da Espanha e devolve ao tio por pura compaixão (Foto: Netflix)</figcaption></figure>
<p><b>La Casa de Papel (Volume 2 de Parte 5, Netflix)</b></p>
<p><b> </b><span style="font-weight: 400;">A era de </span><i><span style="font-weight: 400;">La Casa de Papel</span></i><span style="font-weight: 400;"> chegou ao fim e o sentimento predominante era de que deveríamos ter dado </span><i><span style="font-weight: 400;">bella ciao</span></i><span style="font-weight: 400;"> na </span><a href="https://personaunesp.com.br/la-casa-de-papel-critica/"><span style="font-weight: 400;">segunda temporada</span></a><span style="font-weight: 400;">. Um assalto genial com altas doses anarquistas havia sido o suficiente para saciar o verme revolucionário que mora em nossas barrigas, mas é claro que a </span><i><span style="font-weight: 400;">Netflix</span></i><span style="font-weight: 400;"> vinha para mais. Mesmo assim, arrastando nossa gangue favorita para um roubo absurdo, o Professor (Álvaro Morte) nos guiou para </span><a href="https://observatoriodocinema.uol.com.br/criticas/2021/12/critica-la-casa-de-papel-5a-temporada-parte-2"><span style="font-weight: 400;">botar as claras</span></a><span style="font-weight: 400;"> os pedestais ilusórios que seguram a estrutura imbecil da sociedade &#8211; e, também, que a economia é baseada em uma riqueza fantasma. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Ali, dentro do Banco da Espanha, o caos desenhou a realidade por vezes demais, e por outras quis </span><a href="https://www.thereviewgeek.com/lacasadepapel-s5review/"><span style="font-weight: 400;">explodir o limite</span></a><span style="font-weight: 400;">. Parece improvável que militares transtornados assumam um assalto e percam a briga. Mas, por outro lado, </span><a href="https://www.agazeta.com.br/colunas/rafael-braz/la-casa-de-papel-do-cult-a-bagaceira-pop-e-ao-fenomeno-global-1221"><span style="font-weight: 400;">esses recursos</span></a><span style="font-weight: 400;"> foram efetivos para mostrar que o Coronel Tamayo (Fernando Cayo) subia a escada infinita da crueldade para saciar o seu ego ferido. Até que consegue, e cabe ao Professor o xeque-mate: entrar no Banco, sabendo que homens como o Coronel funcionavam segundo o poder, para contar a ele que todo o ouro do país </span><a href="https://www.omelete.com.br/series-tv/criticas/la-casa-de-papel-final-critica"><span style="font-weight: 400;">não precisava ser verdadeiro</span></a><span style="font-weight: 400;">, o resto do mundo só precisava acreditar que existia. Genial? Sim.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Também era impossível que a série arruinasse seu fim. Por isso, sustentados em excelentes atores, amados personagens e ao </span><a href="https://brasil.elpais.com/cultura/2020-04-25/bella-ciao-a-historia-por-tras-do-hino-da-liberdade-e-da-resistencia.html"><span style="font-weight: 400;">som de revolução</span></a><span style="font-weight: 400;">, o enredo é emocionante &#8211; sem deixar de notar suas falhas. Não ao acaso, o intimismo de cada um da gangue os norteou desde o começo do 2º assalto, e tomou a função principal de terminar desmembrando o que havia de mais profundo no Professor. Ao assumir suas motivações internas, quem ele era brilhou em cena: </span><i><span style="font-weight: 400;">um ladrão, filho de um ladrão</span></i><span style="font-weight: 400;">. Então, todo o heroísmo criado por terceiros caiu por terra &#8211; inclusive </span><a href="https://www.adorocinema.com/noticias/series/noticia-161600/"><span style="font-weight: 400;">no mundo real</span></a><span style="font-weight: 400;">, lembrando que a dualidade é a essência que mora em nós para que desejemos arduamente transformar o sistema em pó. </span><b>&#8211; Nathália Mendes</b></p>
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<figure id="attachment_25622" aria-describedby="caption-attachment-25622" style="width: 1210px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-25622" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/01/cineclube-a-roda-do-tempo.jpg" alt="Cena da série A Roda do Tempo. Ao fundo da imagem, vemos, desfocado, um ambiente iluminado por tochas e quatro pilares branco, com quatro mulheres, cada uma ao lado um. Também em desfoque, a mulher da direita veste um manto vermelho, as duas do meio vestem mantos azuis, e a da ponta direita, um branco. Em um primeiro plano ao centro, vemos, dos ombros para cima, a protagonista interpretada por Rosamund Pike. Ela é uma mulher branca, aparentando cerca de 40 anos, com cabelos castanhos presos, usando um adereço em sua cabeça, que tem um pingente com uma jóia azul pendendo sobre sua testa, e veste um traje azul escuro. Ela tem uma expressão preocupada." width="1210" height="544" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/01/cineclube-a-roda-do-tempo.jpg 1210w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/01/cineclube-a-roda-do-tempo-800x360.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/01/cineclube-a-roda-do-tempo-1024x460.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/01/cineclube-a-roda-do-tempo-768x345.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/01/cineclube-a-roda-do-tempo-1200x540.jpg 1200w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-25622" class="wp-caption-text">Estrelada e com produção de Rosamund Pike, A Roda do Tempo foi adaptada da série de 14 livros de Robert Jordan (Foto: Amazon Prime Video)</figcaption></figure>
<p><b>A Roda do Tempo (The Wheel of Time, 1</b><b>ª</b><b> temporada, Amazon Prime Video)</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A apresentação da mitologia e do cenário é parte fundamental em qualquer obra de Fantasia. A geopolítica de </span><a href="https://personaunesp.com.br/game-of-thrones-10-anos/"><span style="font-weight: 400;">Westeros</span></a><span style="font-weight: 400;">, as diferentes raças e línguas da Terra Medieval, as guerras de um passado menos solitário para </span><a href="https://personaunesp.com.br/the-witcher-lenda-do-lobo-critica/"><span style="font-weight: 400;">Geralt de Rivia</span></a><span style="font-weight: 400;"> (entre intermináveis outros exemplos) nos inserem em mundos desconhecidos, fascinantes e complexos. Para além do contexto, porém, a quem acompanhamos em cada uma dessas histórias também importa &#8211; e muito. Em </span><i><span style="font-weight: 400;">A Roda do Tempo</span></i><span style="font-weight: 400;">, produção de </span><a href="https://personaunesp.com.br/a-lenda-do-cavaleiro-verde-critica/"><span style="font-weight: 400;">fantasia medieval</span></a><span style="font-weight: 400;"> do </span><i><span style="font-weight: 400;">streaming </span></i><span style="font-weight: 400;">da </span><i><span style="font-weight: 400;">Amazon</span></i><span style="font-weight: 400;">, a interessante premissa e a atenciosa contextualização despertam a curiosidade, mas caem por terra quando toda a ação é vivida por personagens, no mínimo, ‘tanto faz’.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Na </span><a href="https://www.tecmundo.com.br/minha-serie/229062-roda-tempo-conheca-livros-serie-amazon-baseada.htm"><span style="font-weight: 400;">trama</span></a><span style="font-weight: 400;">, Moiraine (Rosamund Pike) é parte das Aes Sedai, uma organização de mulheres que dominam a magia e comandam o poder local. Há anos, ela viaja em busca do Novo Dragão, o homem ou a mulher em que uma entidade antiga reencarnaria para alterar o equilíbrio entre a Luz e as Trevas e </span><a href="https://rollingstone.uol.com.br/entretenimento/a-roda-do-tempo-quem-e-o-misterioso-vilao-dark-one-da-serie-do-prime-video/"><span style="font-weight: 400;">provocar a destruição</span></a><span style="font-weight: 400;"> do mundo. Ou, do contrário, salvá-lo de uma vez por todas. Quando ela chega a um vilarejo e encontra os cinco jovens com as idades indicadas pela </span><a href="https://www.adorocinema.com/noticias/series/noticia-161376/"><span style="font-weight: 400;">profecia</span></a><span style="font-weight: 400;">, ela tem de recrutá-los para descobrir quem é o verdadeiro Dragão profetizado.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Só que tudo isso acontece logo no primeiro episódio e, durante o restante da </span><a href="https://www.msn.com/pt-br/esportes/futebol/prime-video-renova-oficialmente-a-roda-do-tempo-para-sua-2%C2%AA-temporada-a-s%C3%A9rie-foi-a-mais-vista-do-streaming-em-2021/ar-AASL1ps?li=AAvYMzb"><span style="font-weight: 400;">temporada</span></a><span style="font-weight: 400;"> de 8 capítulos, nem o quinteto, nem Moiraine &#8211; os protagonistas de </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=Hbx4ljf4Bjs"><i><span style="font-weight: 400;">A Roda do Tempo</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> &#8211; ganham o aprofundamento necessário para prenderem o interesse. Apesar de abordar os relacionamentos pessoais, sejam românticos, de amizade ou entre as Aes Sedais, e pincelar as contradições de cada um, a série não faz o suficiente para estabelecer uma conexão, o que culmina em personagens tão heroicos e corajosos que chegam a serem insossos. </span><a href="https://jovemnerd.com.br/nerdbunker/a-roda-do-tempo-segunda-temporada-tudo-sobre/"><span style="font-weight: 400;">Confirmado</span></a><span style="font-weight: 400;"> antes mesmo da estreia, a torcida é para que o segundo ano de </span><i><span style="font-weight: 400;">The Wheel of Time </span></i><span style="font-weight: 400;">assimile que, antes de chegar à grande batalha com o </span><a href="https://personaunesp.com.br/game-of-thrones-setima-temporada-critica/"><span style="font-weight: 400;">Rei da Noite</span></a><span style="font-weight: 400;">, primeiro temos que nos interessar por quem mora e luta para sobreviver em Westeros. </span><b>&#8211; Vitória Lopes Gomez</b></p>
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<figure id="attachment_25636" aria-describedby="caption-attachment-25636" style="width: 1920px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-25636" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/01/landscapers.jpg" alt="Cena da série Landscapers mostra uma mulher branca de meia idade, com um gorro na cabeça e um casaco cinza de mãos dadas com um homem branco de meia idade, calvo, que usa óculos e veste um casaco marrom e uma calça e está segurando itens de papelaria e uma bolsa. Ambos estão olhando para frente com uma expressão de espantados." width="1920" height="1080" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/01/landscapers.jpg 1920w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/01/landscapers-800x450.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/01/landscapers-1024x576.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/01/landscapers-768x432.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/01/landscapers-1536x864.jpg 1536w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/01/landscapers-1200x675.jpg 1200w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-25636" class="wp-caption-text">Landscapers provoca risos e arrepios ao mesmo tempo (Foto: HBO)</figcaption></figure>
<p><b>Landscapers (Minissérie, HBO)</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Tendo como fonte de inspiração eventos reais, </span><i><span style="font-weight: 400;">Landscapers</span></i><span style="font-weight: 400;"> conta a história de Susan Edward (</span><a href="https://observatoriodocinema.uol.com.br/filmes/2022/01/olivia-colman-nao-gostava-de-conversar-com-diretora-em-a-filha-perdida"><span style="font-weight: 400;">Olivia Colman</span></a><span style="font-weight: 400;">), uma mulher que aparenta ser amigável, e seu marido, Christopher Edwards (David Thewlis). A trama se desenvolve ao narrar um assassinato cometido pelo casal, em que a família de Susan foi massacrada e enterrada no quintal de sua casa. Passado um tempo, a polícia descobre os corpos sob a terra e, durante as investigações, o casal Edwards passa a se desdobrar para explicar como duas pessoas mortas foram enterradas em sua casa sem que ambos desconfiassem.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A premissa da minissérie de quatro episódios da </span><i><span style="font-weight: 400;">HBO </span></i><span style="font-weight: 400;">apresenta uma narrativa aparentemente macabra, no entanto, o roteiro expõe diversos momentos cômicos com as ótimas atuações de Olivia Colman e David Thewlis. Além disso, </span><i><span style="font-weight: 400;">Landscapers </span></i><span style="font-weight: 400;">teve Ed Sinclair como roteirista e Will Sharpe, como diretor da série, que se inspiraram nos crimes cometidos pelo casal </span><a href="https://thecinemaholic.com/william-and-patricia-wycherley/"><span style="font-weight: 400;">William e Patricia Wycherley</span></a><span style="font-weight: 400;">, em 1998. </span><b>&#8211; Gabriel Gatti</b></p>
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<figure id="attachment_25652" aria-describedby="caption-attachment-25652" style="width: 1366px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-25652" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/01/queen.png" alt="Cena do reality Queen of the Universe. A cena mostra a drag queen brasileira Grag Queen, de pele clara, peruca marrom e roupas roxas, com plumas de carnaval acima da cabeça e ao redor do corpo, cantando. Ela sorri, segura o microfone e sua roupa tem uma porção de detalhes, como joias e adereços, todos em tons de roxo e lilás. O fundo é da mesma cor." width="1366" height="768" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/01/queen.png 1366w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/01/queen-800x450.png 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/01/queen-1024x576.png 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/01/queen-768x432.png 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/01/queen-1200x675.png 1200w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-25652" class="wp-caption-text">De Amy Winehouse à Cindy Lauper, a campeã Grag Queen dominou todas as músicas que cantou, não deixando brecha para qualquer outro resultado na Final contra Ada Vox e Aria B. Cassadine (Foto: Paramount+)</figcaption></figure>
<p><b>Queen of the Universe (1ª temporada, Paramount+)</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Depois de produzir 9 temporadas de </span><a href="https://personaunesp.com.br/tag/drag-race/"><i><span style="font-weight: 400;">Drag Race</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> em 2021, RuPaul decidiu tirar sua figura de foco e apenas atuar como produtor do novo </span><i><span style="font-weight: 400;">reality </span></i><a href="https://www.youtube.com/watch?v=O7GdSpAOegE"><i><span style="font-weight: 400;">Queen of the Universe</span></i></a><span style="font-weight: 400;">. Unindo o mundo </span><i><span style="font-weight: 400;">drag </span></i><span style="font-weight: 400;">com a Música, a competição reuniu artistas de diversos cantos do mundo, colocando-as para batalharem cantando. Dessa vez, como anuncia o apresentador Graham Norton, nada de </span><i><span style="font-weight: 400;">Lip Syncs</span></i><span style="font-weight: 400;">!</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=LWWfbpljwdY&amp;t=1343s"><span style="font-weight: 400;">bancada de juradas</span></a><span style="font-weight: 400;">, que julgava desde o visual das rainhas até suas técnicas vocais e presença de palco, trouxe Vanessa Williams, Leona Lewis, Michelle Visage e Trixie Mattel, vencedora da terceira edição do </span><i><span style="font-weight: 400;">All Stars</span></i><span style="font-weight: 400;">. Entre as </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=L3jg4IoEq3Q"><span style="font-weight: 400;">talentosas competidoras</span></a><span style="font-weight: 400;">, haviam representantes da Índia, Reino Unido, Estados Unidos e Austrália, mas a vencedora, claro, veio do Brasil. Surpreendendo o mundo todo, a </span><a href="https://www.correiobraziliense.com.br/diversao-e-arte/2021/12/4974424-drag-queen-brasileira-vence-competicao-de-canto-queen-of-the-universe.html"><span style="font-weight: 400;">sensacional Grag Queen</span></a><span style="font-weight: 400;"> levou para casa o título e o cheque de 250 mil dólares. </span><b>&#8211; Vitor Evangelista</b></p>
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<figure id="attachment_25670" aria-describedby="caption-attachment-25670" style="width: 1920px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-25670" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/01/emilyinparis.jpg" alt="Cena de Emily em Paris. Nela, ao centro, está Emily. Uma jovem branca. Ela veste vestido preto e um casaco xadrez amarelo. Ela usa também uma boina e uma bolsa amarela. Seu cabelo é castanho e um pouco abaixo dos ombros. Ao seu lado há um homem negro. Ele está com o braço direito envolvido no pescoço de Emily e está beijando a bochecha dela. Ele veste uma camiseta azul. O fundo é uma construção branca desfocada." width="1920" height="1280" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/01/emilyinparis.jpg 1920w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/01/emilyinparis-800x533.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/01/emilyinparis-1024x683.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/01/emilyinparis-768x512.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/01/emilyinparis-1536x1024.jpg 1536w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/01/emilyinparis-1200x800.jpg 1200w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-25670" class="wp-caption-text">Emily em Paris &#8211; ou em qualquer outra cidade &#8211; é lavagem de dinheiro (Foto: Netflix)</figcaption></figure>
<p><strong>Emily em Paris (Emily in Paris, 2ª temporada, Netflix)</strong></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Passou uma temporada, veio a segunda e Emily continua em Paris. O novo ano da queridinha da casa começou exatamente de onde sua estreia encontrou um fechamento. Com Emily fingindo dar aulas de </span><i><span style="font-weight: 400;">marketing</span></i><span style="font-weight: 400;"> e sendo pilar de um triângulo amoroso, a nova </span><i><span style="font-weight: 400;">season</span></i><span style="font-weight: 400;"> deixa muito a desejar. Sem tempero, </span><a href="https://personaunesp.com.br/emily-em-paris-critica/"><i><span style="font-weight: 400;">Emily em Paris</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> ainda sofre o agravante de ter decaído em relação a sua carismática &#8211; sim, apenas carismática &#8211; primeira temporada.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Os personagens já conhecidos pouco mudaram e evoluíram, enquanto os que foram introduzidos nesse novo ano tiveram um espaço escasso para conquistar a trama por inteiro. A decisão de continuar do mesmo ponto do ano anterior prejudica o compasso da série ao ponto que os acontecimentos se dão de maneira apressada ou vagarosamente, perdendo o ritmo de episódio para episódio. Mas isso parece não atrapalhar a sequência de produção, afinal, a indicada ao </span><a href="https://personaunesp.com.br/tag/emmy-2021/"><i><span style="font-weight: 400;">Emmy</span></i><span style="font-weight: 400;"> 2021</span></a><span style="font-weight: 400;">, foi </span><a href="https://www.omelete.com.br/netflix/emily-in-paris-renovada-3a-4a"><span style="font-weight: 400;">renovada</span></a><span style="font-weight: 400;"> para mais duas temporadas. Minha dica é: assista </span><i><span style="font-weight: 400;">Emily em Paris</span></i><span style="font-weight: 400;">. </span><b>&#8211; Ana Júlia Trevisan</b></p>
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<figure id="attachment_25674" aria-describedby="caption-attachment-25674" style="width: 1280px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-25674" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/01/Gente-Ansiosa-1.jpg" alt="Cena da série Gente Ansiosa. Em um ambiente inteiro, duas pessoas de costas olhando para uma pessoa vestida com uma fantasia de coelho branco com um chapéu, luvas e faixas de couro preto pelo corpo." width="1280" height="720" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/01/Gente-Ansiosa-1.jpg 1280w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/01/Gente-Ansiosa-1-800x450.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/01/Gente-Ansiosa-1-1024x576.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/01/Gente-Ansiosa-1-768x432.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/01/Gente-Ansiosa-1-1200x675.jpg 1200w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-25674" class="wp-caption-text">O caos se instaura na cidade mais pacata da Europa (Foto: Netflix)</figcaption></figure>
<p><b>Gente Ansiosa (Folk med ångest, Minissérie, Netflix)</b></p>
<p><a href="https://www.youtube.com/watch?v=MwX1ESITgUU"><i><span style="font-weight: 400;">Gente Ansiosa</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> é uma adaptação do livro de mesmo nome do autor Fredrik Backman e conta a história dos habitantes de uma pequena e calma cidade da Suécia que, após um assalto, precisam lidar com seus traumas e se apoiar no processo. O acontecimento surpreende a todos, em especial os policiais Jack (Alfred Svensson) e Jim (Dan Ekborg), que além de tudo são pai e filho e buscam lidar com a situação inusitada da forma que podem. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A série é deliciosa de acompanhar, os personagens, com todas as suas questões, são muito carismáticos e conquistam o coração dos espectadores. Além de que, apesar de ser uma </span><a href="https://www.coxinhanerd.com.br/gente-ansiosa-serie-analise/"><span style="font-weight: 400;">série de comédia alto astral</span></a><span style="font-weight: 400;">, ela trabalha muito bem os seus momentos de drama e mistério policial, com reviravoltas e surpresas que deixam o </span><i><span style="font-weight: 400;">show </span></i><span style="font-weight: 400;">ainda mais interessante. </span><b>&#8211; Marcela Zogheib</b></p>
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