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	<title>Arquivos John Krasinski &#8211; Persona | Jornalismo Cultural</title>
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	<description>Desde 2015 provando que a distância entre Bergman, Lady Gaga e a novela das 9 nem existe.</description>
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		<title>10 anos de The Office: o adeus à filial de Scranton</title>
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					<description><![CDATA[<p>Agata Bueno Nove gerentes regionais, três casamentos, seis festas de Halloween, sete festas de Natal, duas edições do Dundies, um atropelamento, um filme e um documentário.  A adaptação estadunidense da série de Ricky Gervais e Stephen Merchant reproduziu a rotina de uma empresa de papel no interior da Pensilvânia entre Março de 2005 e Maio &#8230; <a href="http://personaunesp.com.br/the-office-10-anos/" class="more-link">Continue lendo<span class="screen-reader-text"> "10 anos de The Office: o adeus à filial de Scranton"</span></a></p>
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										<content:encoded><![CDATA[<figure id="attachment_32090" aria-describedby="caption-attachment-32090" style="width: 1260px" class="wp-caption alignnone"><img fetchpriority="high" decoding="async" class="size-full wp-image-32090" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/12/image1-1.jpg" alt="Cena da série The Office. Na imagem, a personagem Pam, uma mulher branca e loira, está pendurando um quadro, com moldura preta, de um desenho do prédio da empresa em que trabalha. A sua esquerda, outros funcionários estão se direcionando à saída. Vemos as costas de um homem branco calvo e, atrás dele, um homem branco com cabelos castanhos e uma mulher branca e loira, menor que ele, abraçados de lado enquanto se olham." width="1260" height="840" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/12/image1-1.jpg 1260w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/12/image1-1-800x533.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/12/image1-1-1024x683.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/12/image1-1-768x512.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/12/image1-1-1200x800.jpg 1200w" sizes="(max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-32090" class="wp-caption-text">“No fundo, todos nós gostaríamos que houvesse uma maneira de saber que estamos vivendo os bons e velhos tempos antes da gente ter que deixá-los”. (Foto: NBC)</figcaption></figure>
<p><b>Agata Bueno</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Nove gerentes regionais, três casamentos, seis festas de </span><i><span style="font-weight: 400;">Halloween</span></i><span style="font-weight: 400;">, sete festas de Natal, duas edições do </span><i><span style="font-weight: 400;">Dundies</span></i><span style="font-weight: 400;">, um atropelamento, um filme e um documentário.  A adaptação estadunidense da </span><a href="https://mashable.com/article/the-office-uk-us-version-stephen-merchant-ricky-gervais"><span style="font-weight: 400;">série de Ricky Gervais e Stephen Merchant</span></a><span style="font-weight: 400;"> reproduziu a rotina de uma empresa de papel no interior da Pensilvânia entre Março de 2005 e Maio de 2013.  Em meio às inúmeras ameaças de fechamento, as nove temporadas de </span><i><span style="font-weight: 400;">The Office</span></i><span style="font-weight: 400;"> mostraram o dia a dia das pessoas que se encontram das 9h às 17h na </span><i><span style="font-weight: 400;">Dunder Mifflin</span></i><span style="font-weight: 400;">. Ou melhor, de uma família que se formou diante das câmeras no decorrer dos 201 episódios e acumulou uma audiência que se tornou mais do que clientes interessados em papel.</span></p>
<p><span id="more-32089"></span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=ZrIJpfrxYcs"><span style="font-weight: 400;">música de abertura</span></a><span style="font-weight: 400;"> inconfundível acompanhou curiosos e espectadores fiéis durante os anos. O seriado mais assistido em 2020 pelos norte-americanos, dado divulgado pelo site </span><a href="https://www.nme.com/news/tv/the-us-office-was-most-streamed-show-in-2020-2855942?utm_source=rss&amp;utm_medium=rss&amp;utm_campaign=the-us-office-was-most-streamed-show-in-2020"><i><span style="font-weight: 400;">NME</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, diz muito sobre a reputação da </span><i><span style="font-weight: 400;">sitcom </span></i><span style="font-weight: 400;">atualmente. Com um formato de pseudodocumentário, os funcionários de uma empresa do ramo de papelaria são comandados pelo imprevisível Michael Scott (Steve Carell), enquanto Jim Halpert (John Krasinski) se apaixona por Pam Beesly (Jenna Fischer) entre uma ligação e outra, e Dwight K. Schrute (Rainn Wilson) lidera o </span><i><span style="font-weight: 400;">ranking</span></i><span style="font-weight: 400;"> de vendas &#8211; e possivelmente um plano de dominação global. Ao longo dos expedientes, interações entre o time de vendas, a contabilidade e os responsáveis pelo controle de qualidade renderam risadas, lágrimas e momentos profundos de constrangimento.</span></p>
<figure id="attachment_32093" aria-describedby="caption-attachment-32093" style="width: 1260px" class="wp-caption alignnone"><img decoding="async" class="size-full wp-image-32093" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/12/image4.jpg" alt="Cena da série The Office. Em um depósito cinza, vemos diversas mesas redondas espalhadas cobertas por panos brancos; um sofá vinho na parte inferior direita, com uma bateria na frente; e, ao lado esquerdo, um suporte de microfone e uma caixa de som. Os funcionários da empresa estão sentados nas mesas, enquanto o chefe está sentado no sofá, de costas para a câmera e de frente para os presentes." width="1260" height="840" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/12/image4.jpg 1260w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/12/image4-800x533.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/12/image4-1024x683.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/12/image4-768x512.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/12/image4-1200x800.jpg 1200w" sizes="(max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-32093" class="wp-caption-text">“Há certos momentos decisivos na vida de uma pessoa. O dia em que nasce, o dia que o cabelo cresce… O dia que cria uma empresa e a vende de volta para a Dunder Mifflin.” (Foto: NBC)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">Muito próxima ao </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=x5pWw4jsxks"><span style="font-weight: 400;">humor britânico</span></a><span style="font-weight: 400;">, a primeira temporada parece ser um empecilho para parte dos espectadores. A comicidade baseada no incômodo alheio vista no início de </span><i><span style="font-weight: 400;">The Office</span></i><span style="font-weight: 400;"> quase custou à série seu cancelamento. Felizmente, a </span><a href="https://www.nbc.com/the-office/about"><i><span style="font-weight: 400;">NBC</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> viu o potencial em Carell e, junto ao </span><a href="https://www.sportskeeda.com/pop-culture/who-are-the-writers-of-the-office"><span style="font-weight: 400;">formidável time de roteiristas</span></a><span style="font-weight: 400;">, produziu as oito temporadas seguintes. A sátira do politicamente incorreto, com situações embaraçosas e reuniões demais na sala de conferência, rendeu à filial de Scranton 42 nomeações ao </span><a href="https://personaunesp.com.br/?s=emmy"><i><span style="font-weight: 400;">Emmy</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> e milhares de espectadores ao redor do mundo.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O prédio comercial localizado em Scranton parece, de longe, ser um edifício como outro qualquer. Dentro de uma das salas comerciais, entretanto, o coração da </span><i><span style="font-weight: 400;">Dunder Mifflin Paper Company</span></i><span style="font-weight: 400;"> lateja com o enfado de Stanley, os caprichos de Angela e os dramas de Kelly. Graças a aproximação gradual às figuras do escritório, as câmeras não se limitaram ao terreno da empresa: entre viagens à sede em Nova Iorque e </span><i><span style="font-weight: 400;">happy hours </span></i><span style="font-weight: 400;">no </span><i><span style="font-weight: 400;">Poor Richard&#8217;s</span></i><span style="font-weight: 400;">, o espectador pôde sentir-se próximo aos trabalhadores da companhia mais movimentada da televisão. E, também, aos vários </span><a href="https://screenrant.com/office-michael-scott-alter-egos-explained/"><span style="font-weight: 400;">personagens de Michael Scott</span></a><span style="font-weight: 400;">.</span></p>
<figure id="attachment_32091" aria-describedby="caption-attachment-32091" style="width: 810px" class="wp-caption alignnone"><img decoding="async" class="size-full wp-image-32091" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/12/image5-1.jpg" alt="Cena da série The Office. Na imagem, vemos o personagem Michael Scott, um homem branco com cabelos castanhos escuros. Ele está em uma sala cuja parede é verde, e vemos uma persiana branca atrás dele. Em seu ombro, há um boneco de papel machê de seu rosto com uma réplica de seu terno cinza e gravata azul e cinza, e ele olha para a direita, fora do frame, com um leve sorriso." width="810" height="468" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/12/image5-1.jpg 810w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/12/image5-1-800x462.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/12/image5-1-768x444.jpg 768w" sizes="(max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-32091" class="wp-caption-text">“Um Michael incomoda muita gente, dois Michaels incomodam incomodam muito mais”. (Foto: NBC)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">Muitos são os adjetivos usados para descrever Michael Gary Scott, o líder à frente do escritório. Inconveniente, autoiludido e carente são apenas alguns deles. Mas o que leva o público a ficar com os olhos marejados enquanto assiste </span><a href="https://olhardigital.com.br/2023/03/12/cinema-e-streaming/the-office-apos-10-anos-steve-carell-explica-por-que-deixou-a-serie/"><span style="font-weight: 400;">o gerente ir embora</span></a><span style="font-weight: 400;"> na sétima temporada? Talvez seja o trabalho impecável do ator, ou então a construção do personagem ao redor de seus funcionários. Uma certeza é plena: é possível sentir a simpatia pelo chefe infame crescer conforme os episódios se desenrolam. Os romances, as aulas de improviso, as </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=x0N2ZxQJYTw"><span style="font-weight: 400;">promessas às crianças do jardim de infância</span></a><span style="font-weight: 400;"> e até um incidente com uma grelha mostram o lado humano de Michael; os medos e os anseios de um anti-herói com o qual é possível se identificar e, mais do que isso, criar laços. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A familiaridade é um ponto crucial no desenvolvimento de todos os personagens no decorrer das temporadas. A maneira como a essência de cada um deles se manteve fiel até a última cena torna-se uma peça-chave na relação com a audiência. Das intrigas no comitê de planejamento de festas até o local exato da onde vem o adubo da </span><a href="https://theoffice.fandom.com/wiki/Schrute_Farms"><span style="font-weight: 400;">fazenda Schrute</span></a><span style="font-weight: 400;">. O vínculo estabelecido entre o escritório e o depósito (e mesmo com a Refrigeração Vance) excede a quebra da quarta parede; é como se a família do escritório se estendesse. Assistir alguém se apaixonar, cair em um lago ou fraudar uma empresa pode ser tão natural quanto colocar uma série na TV enquanto almoça.</span></p>
<figure id="attachment_32094" aria-describedby="caption-attachment-32094" style="width: 1260px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-32094" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/12/image2-1.jpg" alt="Cena da série The Office. Na imagem, vemos onze personagens olhando para um mesmo monitor. Dois deles estão sentados enquanto outros sete se juntam atrás deles. Os outros dois personagens estão um pouco mais distantes, mas possuem o mesmo foco, e um se encontra sentado enquanto o outro está em pé. Na mesa, vemos vários papéis acumulados, fotografias, copos descartáveis de água, entre outros." width="1260" height="840" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/12/image2-1.jpg 1260w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/12/image2-1-800x533.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/12/image2-1-1024x683.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/12/image2-1-768x512.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/12/image2-1-1200x800.jpg 1200w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-32094" class="wp-caption-text">“Pelo menos uma vez o Toby tinha que ser convidado pro after” (Foto: NBC)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">Essa naturalidade foi um solo fértil para o florescimento da admiração do seriado. As temporadas que sucederam a </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=8pWITEaMgcU"><span style="font-weight: 400;">partida de Michael</span></a><span style="font-weight: 400;"> provaram o quanto a audiência conectou-se com aqueles que passaram a representar o escritório. Num cenário de incertezas, surgiram novos rostos e encaminhamentos diferentes para certos personagens. A semente plantada inicialmente, que partia de uma ligação pessoal com os funcionários dentro e fora da empresa, rendeu frutos perenes. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Mesmo após 10 anos, o número de fãs continua a crescer. Os cortes das cenas que são reproduzidos em plataformas como o </span><i><span style="font-weight: 400;">Twitter </span></i><span style="font-weight: 400;">ou </span><a href="https://www.tiktok.com/@theoffice/video/7175280912039447854?is_from_webapp=1&amp;sender_device=pc&amp;web_id=7227640142864123398"><i><span style="font-weight: 400;">TikTok</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> contribuíram para abrir caminhos para novos públicos. Procurar uma câmera em situações embaraçosas fica cada vez mais comum à medida em que percebemos como a arte imita a vida (e que o mundo não é só feito de Ryan Howards).</span></p>
<figure id="attachment_32092" aria-describedby="caption-attachment-32092" style="width: 960px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-32092" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/12/image3-1.jpg" alt="Cena da série The Office. A imagem mostra parte do escritório em que se passa a série, abrangendo desde a recepção até as mesas. Tanto as mesas triplas quanto a bancada da recepção são feitas de madeira, e todas possuem algum tipo de decoração em cima. Além disso, é possível notar plantas, uma larga estante, quadros e um relógio na parede." width="960" height="720" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/12/image3-1.jpg 960w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/12/image3-1-800x600.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/12/image3-1-768x576.jpg 768w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-32092" class="wp-caption-text">“Um escritório não é para morrer. O escritório é um lugar para viver a vida ao máximo, ao máximo, para &#8230; um escritório é um lugar onde os sonhos se tornam realidade.” &#8211; Michael Scott (Foto: NBC)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">Comover uma audiência pode ser ou um trabalho árduo projetado ou uma consequência natural a partir de uma sucessão de eventos. A versão norte-americana de </span><i><span style="font-weight: 400;">The Office</span></i><span style="font-weight: 400;"> parece ter utilizado das duas possibilidades para dar vida a uma das maiores séries da atualidade. Não é todo dia que se pode cultivar uma relação tão forte entre o auditório e os diferentes papéis que surgem em um escritório. Um laço familiar que se atou num casamento nas </span><a href="https://www.insauga.com/remembering-jim-and-pams-niagara-falls-wedding-on-the-office/"><span style="font-weight: 400;">Cataratas do Niágara</span></a><span style="font-weight: 400;"> e apenas se fortificou em outra cerimônia numa fazenda no interior da Pensilvânia, bem diante das câmeras. Dez anos depois, é como se a família </span><i><span style="font-weight: 400;">Dunder Mifflin</span></i><span style="font-weight: 400;"> nunca tivesse deixado o escritório. Uma garantia de que o adeus não é definitivo e a filial de Scranton sempre manterá suas portas abertas! </span></p>
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		<title>O rei pálido é o The Office existencialista de David Foster Wallace</title>
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					<description><![CDATA[<p>Bruno Andrade “Autor aqui. Ou seja, o autor de verdade, o ser humano vivo que segura o lápis, não alguma persona narrativa abstrata. [&#8230;] Este aqui sou eu enquanto pessoa real, David Wallace, quarenta anos, RG 975-04-2012, que me dirijo a você da minha casa dedutível em Formulário 8829 no número 725 do Indian Hill &#8230; <a href="http://personaunesp.com.br/o-rei-palido-critica/" class="more-link">Continue lendo<span class="screen-reader-text"> "O rei pálido é o The Office existencialista de David Foster Wallace"</span></a></p>
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										<content:encoded><![CDATA[<figure id="attachment_29461" aria-describedby="caption-attachment-29461" style="width: 1024px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-29461" src="https://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/12/img_8243.jpg" width="1024" height="538" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/12/img_8243.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/12/img_8243-800x420.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/12/img_8243-768x404.jpg 768w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-29461" class="wp-caption-text">Finalista do prêmio Pulitzer, O rei pálido chegou ao Brasil em março de 2022 e foi um dos recebidos do Persona na parceria com a editora (Foto: Companhia das Letras/Arte: Ana Clara Abbate)</figcaption></figure>
<p><b>Bruno Andrade</b></p>
<blockquote>
<p style="text-align: left;"><span style="font-weight: 400;">“Autor aqui. Ou seja, o autor de verdade, o ser humano vivo que segura o lápis, não alguma persona narrativa abstrata. </span><span style="font-weight: 400;"><em>[&#8230;]</em></span><span style="font-weight: 400;"> Este aqui sou eu enquanto pessoa real, David Wallace, quarenta anos, RG 975-04-2012, que me dirijo a você da minha casa dedutível em Formulário 8829 no número 725 do Indian Hill Blvd., Claremont 91 711 CA, neste quinto dia da primavera de 2005, para lhe informar o seguinte: Tudo aqui é verdade. Este livro é real de verdade” </span><span style="font-weight: 400;"><em>(pág. 79-80)</em></span><span style="font-weight: 400;">.</span></p>
</blockquote>
<p><span style="font-weight: 400;">“</span><span style="font-weight: 400;"><i>O tédio é o pássaro que choca os ovos da experiência</i></span><span style="font-weight: 400;">”, escreve </span><span style="font-weight: 400;"><a href="https://jacobin.com.br/2021/07/o-jovem-benjamin/">Walter Benjamin</a></span><span style="font-weight: 400;"> no ensaio </span><span style="font-weight: 400;"><i>O narrador</i></span><span style="font-weight: 400;">. Mesmo que o tédio ressoe no cotidiano, talvez seja no imprevisível </span><span style="font-weight: 400;"><i>best-seller</i></span><span style="font-weight: 400;"> de </span><span style="font-weight: 400;"><a href="https://brasil.elpais.com/cultura/2021-10-09/byung-chul-han-o-celular-e-um-instrumento-de-dominacao-age-como-um-rosario.html">Byung-Chul Han</a></span><span style="font-weight: 400;"> que diversas sensações contemporâneas tenham sido melhor delimitadas. Em </span><span style="font-weight: 400;"><i>Sociedade do Cansaço</i></span><span style="font-weight: 400;"> (2010), o filósofo sul-coreano traça um poderoso diagnóstico dos nossos tempos: cada época tem suas “</span><span style="font-weight: 400;"><i>enfermidades fundamentais</i></span><span style="font-weight: 400;">”; enquanto a passada sofreu com crises biológicas, a atual sofre com adoecimentos neuronais (depressão, síndrome de </span><span style="font-weight: 400;"><i>Burnout</i></span><span style="font-weight: 400;">, TDAH, etc.). Estamos mentalmente debilitados, quebrados por um excesso de positividade.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A resposta original a essa condição é uma reação existencial, mas não exatamente algo espetacularizado, e sim o silêncio, o ócio, a “</span><span style="font-weight: 400;"><i>capacidade de refletir</i></span><span style="font-weight: 400;">” em contraste a um mundo que exige discursos infinitos, respostas imediatas e desejos efêmeros. Mas como não confundir reflexão com o tédio? Numa sociedade dominada pela indústria cultural, sentir-se entediado não seria, por si só, uma reivindicação da consciência? Esse é o objeto da tese que </span><span style="font-weight: 400;"><a href="https://www1.folha.uol.com.br/ilustrada/2022/03/david-foster-wallace-louva-o-tedio-na-era-dos-excessos-no-postumo-o-rei-palido.shtml">David Foster Wallace</a></span><span style="font-weight: 400;"> expõe no inacabado </span><span style="font-weight: 400;"><i><a href="https://www.companhiadasletras.com.br/livro/9786559213221/o-rei-palido">O rei pálido</a></i></span><span style="font-weight: 400;"> (2011), romance publicado após sua morte.</span></p>
<p><span id="more-29433"></span></p>
<figure id="attachment_29441" aria-describedby="caption-attachment-29441" style="width: 1200px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-29441" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/12/VKDQJIALFNARRIUGKLS2PSVGBI.jpg" alt="" width="1200" height="1331" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/12/VKDQJIALFNARRIUGKLS2PSVGBI.jpg 1200w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/12/VKDQJIALFNARRIUGKLS2PSVGBI-721x800.jpg 721w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/12/VKDQJIALFNARRIUGKLS2PSVGBI-923x1024.jpg 923w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/12/VKDQJIALFNARRIUGKLS2PSVGBI-768x852.jpg 768w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-29441" class="wp-caption-text">Na nota introdutória, Michael Pietsch escreve que Wallace se referia a The pale king como “a coisa longa” (Foto: Marion Ettlinger)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">Finalista do </span><span style="font-weight: 400;"><i><a href="https://www.pulitzer.org/finalists/david-foster-wallace">Pulitzer</a></i></span><span style="font-weight: 400;"> em 2012 (em uma cerimônia atípica na qual o prêmio não foi concedido a nenhum dos três finalistas; </span><span style="font-weight: 400;"><a href="https://www.amazon.com.br/dp/6556923745">Denis Johnson</a></span><span style="font-weight: 400;"> e seu </span><span style="font-weight: 400;"><i><a href="https://www.amazon.com.br/Sonhos-Trem-Denis-Johnson/dp/8535920854">Sonhos de Trem</a></i></span><span style="font-weight: 400;"> [2011] estavam na disputa), quatro anos depois do falecimento do autor, o robusto romance de 608 páginas narra a história de um grupo de pessoas que trabalham em um centro de processamento de declarações do imposto de renda em Illinois. Alguns dos personagens (</span><span style="font-weight: 400;">Claude Sylvanshine, David Cusk, Lane Dean Jr. e Leonard Stecyk) se envolvem uns com os outros de várias maneiras</span><span style="font-weight: 400;">, não obviamente consequentes. Dois deles se chamam David Wallace, e essa é toda a trama.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Embora seja previsível pensar que, tendo como ponto de partida uma investigação sobre o tédio, o romance possa oferecer um enredo tão tedioso, </span><span style="font-weight: 400;"><i>O rei pálido</i></span><span style="font-weight: 400;"> não é, propriamente, “sobre” nada. Isso porque Wallace não escreve sobre seus personagens, mas “através” deles. É a mesma habilidade discursiva que foi posta à exaustão em </span><span style="font-weight: 400;"><i><a href="http://personaunesp.com.br/graca-infinita-critica/">Graça Infinita</a></i></span> <span style="font-weight: 400;">(1996), cuja polifonia é uma das características principais, além da verborragia única que, por vezes, parece ela própria infinita (algo que se manteve na habilidosa tradução de </span><span style="font-weight: 400;"><a href="https://www.companhiadasletras.com.br/autor.php?codigo=02692">Caetano W. Galindo</a></span><span style="font-weight: 400;">).</span></p>
<figure id="attachment_29439" aria-describedby="caption-attachment-29439" style="width: 1181px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-29439" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/12/transferir-e1670897009981.png" alt="" width="1181" height="768" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/12/transferir-e1670897009981.png 1181w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/12/transferir-e1670897009981-800x520.png 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/12/transferir-e1670897009981-1024x666.png 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/12/transferir-e1670897009981-768x499.png 768w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-29439" class="wp-caption-text">Um dos rascunhos de O rei pálido, escrito a mão por David Foster Wallace (Foto: Harry Ransom Center/University of Texas at Austin)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">Em 2008, antes de dar fim à própria vida, Wallace organizou sobre sua escrivaninha todas as 250 folhas de </span><span style="font-weight: 400;"><i>The pale king</i></span><span style="font-weight: 400;"> para que fossem encontradas facilmente por sua companheira, a artista </span><span style="font-weight: 400;"><a href="https://www.theguardian.com/books/2011/apr/10/karen-green-david-foster-wallace-interview">Karen L. Green</a></span><span style="font-weight: 400;">. A pedido dela e da agente literária Bonnie Nadell, Michael Pietsch, editor do autor por décadas, ficou encarregado da tarefa de transformar em livro todos os escritos e rascunhos, localizados também no computador de DFW. É Pietsch que assina a apresentação e a nota introdutória dos apêndices, na qual esclarece todo o seu processo de “colagem” e o motivo pelo qual essas notas extras ficaram à parte do romance (Wallace havia enchido as folhas com observações e notas explicativas, para ele próprio e para quem tivesse contato com os rascunhos).</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Mesmo que seja um romance inacabado, não se trata de uma colcha de retalhos com tudo o que foi assinado pelo autor. </span><span style="font-weight: 400;"><i>O rei pálido</i></span><span style="font-weight: 400;"> é um livro com personagens muito bem desenvolvidos, mas que, por força maior, não possuem uma trama completamente definida que os conecte como um todo. Nesse aspecto, parece que o escritor estava refazendo o </span><span style="font-weight: 400;"><i>modus operandi</i></span><span style="font-weight: 400;"> de </span><span style="font-weight: 400;"><i>Graça Infinita</i></span><span style="font-weight: 400;">, mas sem o tempo – e a mentalidade – necessário para que todos os personagens se interliguem de alguma forma. Ainda assim, a maneira como Wallace utiliza a Receita Federal no romance é similar a maneira como </span><span style="font-weight: 400;"><a href="https://personaunesp.com.br/jorge-luis-borges-morte-35-anos/">Jorge Luis Borges</a></span><span style="font-weight: 400;"> utilizou a biblioteca, ou como Kafka construiu seus sistemas burocráticos: trata-se de uma analogia para o mundo, em especial o seu mundo dos Estados Unidos, mas estranhamente o nosso também, visto que, como </span><span style="font-weight: 400;"><a href="https://www.youtube.com/watch?v=VPnxdwLdd8g&amp;ab_channel=DisruptiveSignal">disse Bong Joon-ho</a></span><span style="font-weight: 400;">, “</span><span style="font-weight: 400;"><i>essencialmente vivemos todos no mesmo país, chamado ‘Capitalismo’</i></span><span style="font-weight: 400;">”.</span></p>
<figure id="attachment_29438" aria-describedby="caption-attachment-29438" style="width: 1280px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-29438" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/12/scandfw2.jpeg" alt="" width="1280" height="839" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/12/scandfw2.jpeg 1280w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/12/scandfw2-800x524.jpeg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/12/scandfw2-1024x671.jpeg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/12/scandfw2-768x503.jpeg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/12/scandfw2-1200x787.jpeg 1200w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-29438" class="wp-caption-text"><a href="https://theworld.org/stories/2015-08-23/my-big-brother-david-foster-wallace">Amy Wallace</a>, irmã de DFW, disse que, curiosamente, ele nunca conseguiu usar um caixa eletrônico, pois não se sentia seguro (Foto: The Paris Review)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">Quando se ouve que David Foster Wallace foi a voz de uma geração, há um fundo de verdade quase cientificamente provável. A obra de um escritor é, geralmente, resultado da mistura entre o talento individual e a sociedade que o produz. Essa é a forma como a Literatura é feita. Se pegarmos as ideias de </span><span style="font-weight: 400;"><a href="https://veja.abril.com.br/cultura/filosofo-arthur-danto-discorre-sobre-os-conceitos-que-definem-o-que-e-arte/">Arthur C. Danto</a></span><span style="font-weight: 400;"> sobre uma Filosofia da Arte intrinsecamente relacionada à historicidade do objeto artístico, talvez seja a maneira como toda a Arte é feita. Wallace, porém, soube como poucos dar “forma” a um tipo de linguagem interna – algo muito peculiar da vida submersa em publicidade –, essa voz irônica que compartilhamos silenciosamente ao ver uma propaganda visivelmente enganadora, ao mesmo tempo em que sabemos que é assim que nos vendem qualquer coisa.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Como poucos, ele se arriscou ao tentar apontar para as contradições contemporâneas, colocando-se não no altar de um indivíduo messiânico – mesmo que alguns de seus apreciadores o enxerguem dessa maneira –, e sim como parte estrutural de um problema que também buscava entender. Em essência, </span><span style="font-weight: 400;"><a href="https://www.rollingstone.com/culture/culture-features/the-lost-years-and-last-days-of-david-foster-wallace-883224/">ele era um indivíduo atormentado</a></span><span style="font-weight: 400;">. É dessa forma que seu romance póstumo ganha força, pois é resultado de um processo de reinvenção do próprio autor, que, embora mantenha uma concepção similar a </span><span style="font-weight: 400;"><i>Graça Infinita</i></span><span style="font-weight: 400;">, abandona quase tudo que o consagrou para entregar um trabalho mais “realista”. Apesar disso, a empatia, uma das marcas de </span><span style="font-weight: 400;"><i>Infinite Jest </i></span><span style="font-weight: 400;">– e que perpassa praticamente toda a sua obra –, é uma das grandes chaves de </span><span style="font-weight: 400;"><i>O rei pálido</i></span><span style="font-weight: 400;">.</span></p>
<blockquote><p><span style="font-weight: 400;">“</span><span style="font-weight: 400;">Ela não percebe que sempre tem alguma coisa errada com todo mundo. Muitas vezes mais de uma coisa. Ela não sabe que todo mundo está sempre andando por aí com alguma coisa errada na vida e acreditando que está exercendo uma grande força de vontade e um controle incrível para evitar que os outros, com quem elas acham que nada, nunca, está errado, acabem vendo. As pessoas são assim</span><span style="font-weight: 400;">” </span><span style="font-weight: 400;"><em>(pág. 28)</em></span><span style="font-weight: 400;">.</span></p></blockquote>
<p><span style="font-weight: 400;">Inspirado nas leituras de </span><span style="font-weight: 400;"><a href="https://www.fosforoeditora.com.br/catalogo/investigacoes-filosoficas/">Ludwig Wittgenstein</a></span><span style="font-weight: 400;">, David Foster Wallace sempre manteve como urgente a concepção de uma comunicação mais clara, cujo reflexo direto está na construção da identidade. Embora ao longo dos anos ele tenha mudado sua forma de criação, esses mesmos temas comumente se repetem. No romance, os 50 capítulos estão divididos por “§”, como um documento burocrático, e buscam desenvolver em pequenas cenas – com personagens que retornam ao longo do livro – a necessidade de se fazer as pazes com o silêncio e o desinteresse. Como se lê na página 99, “</span><span style="font-weight: 400;"><i>a questão realmente interessante é por que a chatice se mostra um obstáculo tão grande à atenção</i></span><span style="font-weight: 400;">”.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">No § 25, Wallace apenas descreve o </span><span style="font-weight: 400;"><a href="https://www.theguardian.com/books/2011/apr/16/pale-king-david-foster-wallace-review">ambiente tedioso</a></span><span style="font-weight: 400;"> do trabalho no escritório, sem dar qualquer característica física do lugar. O capítulo tem o texto dividido em duas colunas – como um manual –, nas quais lemos os nomes dos funcionários, que trocam páginas lentamente e à exaustão, balançando a cabeça e respirando fundo. É quase possível ouvir o som desse ambiente projetado em nossas mentes, como se, no estilo de </span><span style="font-weight: 400;"><i>The Office</i></span><span style="font-weight: 400;">, sempre existisse telefones tocando, carimbos sendo cravados no papel e canetas apertadas, sem qualquer palavra dita por alguém. As semelhanças com o seriado, na verdade, são ainda maiores: </span><span style="font-weight: 400;"><a href="https://www.dn.pt/edicao-do-dia/17-dez-2018/kakutani-espero-que-nao-haja-um-segundo-mandato-de-trump-10281384.html#error=login_required&amp;state=aa50e3c9-8292-4796-89c0-82af9d0c6f1d">Michiko Kakutani</a></span><span style="font-weight: 400;">, crítica literária do </span><span style="font-weight: 400;"><i><a href="https://www.nytimes.com/2011/04/01/books/the-pale-king-by-david-foster-wallace-book-review.html">New York Times</a></i></span><span style="font-weight: 400;">, escreveu que o romance parece “</span><span style="font-weight: 400;"><i>a série </i></span><span style="font-weight: 400;">The Office</span><span style="font-weight: 400;"><i> reescrita com uma lupa por </i></span><span style="font-weight: 400;"><i><a href="https://www.theparisreview.org/interviews/6097/the-art-of-fiction-no-212-nicholson-baker">Nicholson Baker</a></i></span><span style="font-weight: 400;">”.</span></p>
<div class="jetpack-video-wrapper"><iframe loading="lazy" title="See You Tomorrow for Lunch, Michael!  - The Office US" width="840" height="473" src="https://www.youtube.com/embed/i-WakrvpekU?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen></iframe></div>
<p><span style="font-weight: 400;">A versão estadunidense do seriado britânico estreou em 2005, quando Foster Wallace já desenvolvia a trama dos personagens de </span><span style="font-weight: 400;"><i>O rei pálido </i></span><span style="font-weight: 400;">(na página 80 ele data o “</span><span style="font-weight: 400;"><i>quinto dia da primavera de 2005</i></span><span style="font-weight: 400;">”). É possível que conhecesse a versão britânica, de 2001, e que ela tenha servido como uma inspiração, mesmo que indireta. Além das especulações, DFW foi um autodeclarado </span><span style="font-weight: 400;"><a href="https://www.bpp.pr.gov.br/Candido/Pagina/Pensata-Caetano-Galindo">obcecado em televisão</a></span><span style="font-weight: 400;">, sendo esse o seu maior vício. A versão estadunidense de </span><span style="font-weight: 400;"><i>The Office</i></span><span style="font-weight: 400;">, por sua vez, parece deixar mais às claras uma certa influência “de mão dupla”: há um personagem que se chama David Wallace (Andy Buckley), e </span><span style="font-weight: 400;"><a href="https://personaunesp.com.br/um-lugar-silencioso-parte-ii-critica/">John Krasinski</a></span><span style="font-weight: 400;">, o ator que interpreta Jim Halpert, tem Wallace como um de seus autores favoritos. Ele dirigiu </span><span style="font-weight: 400;"><i><a href="https://mubi.com/films/brief-interviews-with-hideous-men">Brief interviews with hideous men</a></i></span><span style="font-weight: 400;">, a adaptação </span><span style="font-weight: 400;"><i>indie</i></span><span style="font-weight: 400;"> da coletânea de contos de 1999, lançada em 2009 e exibida no Festival de Sundance, tendo se encontrado com o autor para tratar de detalhes do roteiro pouco antes de seu suicídio.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O principal, porém, é que </span><span style="font-weight: 400;"><i>The Office</i></span><span style="font-weight: 400;">, assim como Wallace, se interessa pelo “tempo morto”, pela subjetividade encontrada no tédio, não permitindo que suas piadas sejam apenas um retrato irônico do discurso dominante, um recorte esvaziado dos problemas da humanidade. Há um fundo quase moralista nos roteiros, em que os personagens, sob as ordens de Michael Scott (Steve Carell) – uma espécie de “anti-chefe” –, se conectam sentimentalmente, como se a trama seguisse passo a passo o que Foster Wallace escreveu no ensaio </span><span style="font-weight: 400;"><i><a href="https://acervodigital.ufpr.br/handle/1884/69700">E Unibus Pluram: television and U.S. fiction</a></i></span> <span style="font-weight: 400;">(1993).</span></p>
<figure id="attachment_29435" aria-describedby="caption-attachment-29435" style="width: 640px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-large wp-image-29435" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/12/81yQeYVpGoL-640x1024.jpg" width="640" height="1024" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/12/81yQeYVpGoL-640x1024.jpg 640w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/12/81yQeYVpGoL-500x800.jpg 500w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/12/81yQeYVpGoL-768x1229.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/12/81yQeYVpGoL-960x1536.jpg 960w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/12/81yQeYVpGoL-1280x2048.jpg 1280w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/12/81yQeYVpGoL.jpg 1600w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-29435" class="wp-caption-text">O título do livro parece ser uma referência ao poema <a href="https://www.netmundi.org/home/2017/ozymandias-poema-sobre-tempo-e-poder/amp/">Ozymandias</a>, de P. B. Shelley, que reflete sobre a permanência da Arte e a relação entre artista e sua obra através da figura de Ramsés II, citado inclusive no § 22 (Foto: Little, Brown and Company)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">O romance guarda, naturalmente, semelhanças com </span><span style="font-weight: 400;"><i><a href="https://culturevulture.net/books-cds/oblivion-david-foster-wallace/">Oblivion</a></i></span><span style="font-weight: 400;"> (2004), última coletânea de contos lançada pelo autor em vida, em que explora a natureza da realidade, sonhos, traumas e a dinâmica da consciência. Dessa forma, o livro de 2011 também examina a atividade da mente, e, às vezes, assume a forma de transcrições, sentença por sentença, de procedimentos fiscais – em outras palavras, certas passagens propositalmente “entediam” o leitor. A argumentação de Wallace parece girar em torno de uma falta de concentração generalizada, que domina a vida cotidiana e impede que se veja o núcleo das coisas. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Assim, o recado que ele pretende gravar joga luz a indivíduos mais conscientes de suas próprias ações, ligados às diversas situações em que humanos precisam interagir uns com os outros. Essencialmente, o tédio é a falta de concentração, mas tudo pode ser interessante se você prestar atenção por tempo suficiente. A concentração aumentada pode ser responsável pela revelação e epifania, no sentido </span><span style="font-weight: 400;"><a href="https://grupoautentica.com.br/autentica/livros/epifanias/1677">joyceano</a></span><span style="font-weight: 400;"> do termo.</span></p>
<blockquote><p><span style="font-weight: 400;">“</span><span style="font-weight: 400;">A vida da maioria das pessoas é pequena, restrita, pálida e triste, mais trágica que a morte de cada uma delas. Nós morremos de fome no banquete: não conseguimos ver que há um banquete porque enxergar o banquete exige que também nos vejamos ali sentados morrendo de fome – a ideia de nos vermos claramente, ainda que apenas por um momento, é aterradora” </span><span style="font-weight: 400;"><em>(pág. 576)</em></span><span style="font-weight: 400;">.</span></p></blockquote>
<p><span style="font-weight: 400;">É bem provável que a autoconsciência afiada do escritor coloque todos que o observam em alerta; de forma não muito irônica, nos transformando em indivíduos mais autoconscientes também. Contudo, é sempre estranho esboçar um breve panorama de vida e obra do autor quando o próprio Foster Wallace parodiou tão bem o estilo de texto biográfico “corrompido” nos contos de </span><span style="font-weight: 400;"><i><a href="https://www.companhiadasletras.com.br/livro/9788535906226/breves-entrevistas-com-homens-hediondos">Breves entrevistas com homens hediondos</a></i></span> <span style="font-weight: 400;">(1999). Nesse livro pré-virada do milênio, em </span><span style="font-weight: 400;"><i>A morte não é o fim</i></span><span style="font-weight: 400;"> – uma narrativa particularmente esquisita, mas não tanto quanto outras da mesma antologia –, ele subverte o estilo vazio das listas de honrarias e méritos de um escritor, nas quais pouco se analisa, efetivamente, a obra do supracitado autor. Enquanto ele continua cavando o pomposo mundo literário, percebe-se a oratória quase sempre autorreferencial que Wallace concebeu em seus escritos (ele próprio recebeu várias das honrarias que lista no conto).</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Mas ao contrário do que Walter Benjamin escreve na primeira linha de seu famoso ensaio sobre </span><span style="font-weight: 400;"><a href="https://quatrocincoum.folha.uol.com.br/br/resenhas/literatura/literatura-se-faz-ao-andar">Robert Walser</a></span><span style="font-weight: 400;">, no Brasil podemos ler mais coisas sobre David Foster Wallace do que suas próprias coisas, embora as “coisas sobre” ele ainda sejam também escassas ou restritas no país. Mesmo que suas poucas obras publicadas aqui ofereçam ainda muito material, visto que sua visão maximalista da Literatura resultava em obras gigantescas (contos que são maiores do que alguns romances curtos, por exemplo), parece curioso a maneira como seus escritos costumam ser abordados.</span></p>
<figure id="attachment_29434" aria-describedby="caption-attachment-29434" style="width: 2400px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-29434" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/12/david-foster-wallace-livros.jpg" alt="" width="2400" height="1963" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/12/david-foster-wallace-livros.jpg 2400w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/12/david-foster-wallace-livros-800x654.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/12/david-foster-wallace-livros-1024x838.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/12/david-foster-wallace-livros-768x628.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/12/david-foster-wallace-livros-1536x1256.jpg 1536w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-29434" class="wp-caption-text">Para conceber o romance, Wallace frequentou aulas de contabilidade e direito tributário em Harvard, e chegou a trabalhar como voluntário em um escritório do Imposto de Renda (Foto: Janette Beckman)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">Não é necessário esmiuçar cada linha da biografia de David Foster Wallace para perceber que há, ainda, uma certa </span><span style="font-weight: 400;"><a href="https://www.theguardian.com/books/2015/oct/09/david-foster-wallace-worshipped-secular-saint">valorização pelo seu mito</a></span><span style="font-weight: 400;"> – a concepção vasta de uma figura literária imponente e predestinada a ser a voz de uma geração. No entanto, essas vozes constantemente se alteram, tornam-se outras, e as antigas se transformam em ecos obsoletos e esquecíveis, datados pela passagem do tempo. Surge a pergunta: é possível conceber qualquer obra verdadeiramente “permanente” se a indústria cultural só valoriza a novidade? Essa questão, de certa forma, parecia assombrar o escritor.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Em ensaios, Wallace argumentou contra o imediatismo conceituado pela televisão, que havia corrompido parcialmente a maneira de conceber a Literatura; ele tinha, também, plena consciência do vazio imprescindível à situação de brigar contra um sistema estabelecido. O cenário, porém, parecia esse: as pessoas estavam mais interessadas na sua própria figura do que nas palavras que ele havia escrito. Como ele notoriamente expôs na </span><span style="font-weight: 400;"><a href="https://youtu.be/b7M7p4R4TOU?t=270">entrevista a Charlie Rose</a></span><span style="font-weight: 400;"> em 1997, seu segundo romance possui mais de 1000 páginas e a fama que seguiu a publicação foi praticamente imediata, tornando a leitura da obra “</span><span style="font-weight: 400;"><i>matematicamente impossível</i></span><span style="font-weight: 400;">”</span> <span style="font-weight: 400;">de ser concluída no período.</span></p>
<figure id="attachment_29436" aria-describedby="caption-attachment-29436" style="width: 668px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-large wp-image-29436" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/12/blair_1-120612-668x1024.webp" alt="" width="668" height="1024" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/12/blair_1-120612-668x1024.webp 668w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/12/blair_1-120612-522x800.webp 522w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/12/blair_1-120612-768x1177.webp 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/12/blair_1-120612.webp 950w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-29436" class="wp-caption-text">“Nós não estamos mortos mas adormecidos, sonhando conosco”, escreve Wallace na página 576 (Foto: Nancy Crampton/Opale/Retna)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">Durante um tempo, trechos de </span><span style="font-weight: 400;"><i>O rei pálido</i></span><span style="font-weight: 400;"> foram publicados periodicamente na revista </span><span style="font-weight: 400;"><i><a href="https://www.newyorker.com/magazine/2009/12/14/all-that">The New Yorker</a></i></span><span style="font-weight: 400;">, recebidos com muita euforia pelos admiradores mais ávidos. Até então, essas narrativas não pareciam integrar uma trama maior, mas se assemelhavam a contos que por alguma razão não entraram em </span><span style="font-weight: 400;"><i>Oblivion</i></span><span style="font-weight: 400;">. Parte do sucesso artístico do romance reside nessas pequenas histórias muito bem desenhadas, que parecem realmente funcionar de forma individual. Outro exemplo recente desse fenômeno ocorreu em abril deste ano, quando a </span><span style="font-weight: 400;"><i>McNally Editions </i></span><span style="font-weight: 400;">anunciou um novo livro de Wallace, </span><span style="font-weight: 400;"><i><a href="https://www.mcnallyeditions.com/books/p/something-to-do-with-paying-attention-03">Something to Do with Paying Attention</a></i></span><span style="font-weight: 400;">. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Não se sabia direito de onde vinha esse novo livro de ficção de 152 páginas, visto que seus escritos, a princípio, estavam todos publicados. A editora, então, revelou que o </span><span style="font-weight: 400;"><a href="https://www.newyorker.com/books/under-review/david-foster-wallaces-final-attempt-to-make-art-moral">§ 22 de </a></span><span style="font-weight: 400;"><a href="https://www.newyorker.com/books/under-review/david-foster-wallaces-final-attempt-to-make-art-moral"><i>The pale king</i></a></span><span style="font-weight: 400;"> – a história de Chris “Irrelevante” Fogle – era visto por Foster Wallace como uma novela finalizada, e ele planejava publicá-la isoladamente. Como Sarah McNally escreve no prefácio, essa narrativa “</span><span style="font-weight: 400;"><i>não é apenas uma história finalizada, mas o melhor exemplo completo que temos do estilo tardio de Wallace, onde a calma e o equilíbrio substituem a pirotecnia de </i></span><span style="font-weight: 400;">Infinite Jest</span><span style="font-weight: 400;"><i> e outros trabalhos iniciais</i></span><span style="font-weight: 400;">”.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Contudo, não há mistério algum sobre o motivo de </span><span style="font-weight: 400;"><a href="https://www.quatrocincoum.com.br/br/resenhas/literatura/exibicionismo-a-contragosto">DFW</a></span><span style="font-weight: 400;"> não ter conseguido terminar </span><span style="font-weight: 400;"><i>The pale king</i></span><span style="font-weight: 400;">: trata-se de um vasto modelo de algo bem mais complexo, no qual residem diversas almas individuais que brilham e buscam sua força dentro de uma trama em curso, cujas conexões as mantém juntas em um mundo sem cor – um mundo, por si só, pálido, sem os enfeites e inventividades que a ficção pode conceber para ajudar a aliviar a realidade. É um romance realista “real”. Por isso ele conseguiu, </span><span style="font-weight: 400;"><a href="https://www.companhiadasletras.com.br/livro/9786559211333/watt">beckettianamente</a></span><span style="font-weight: 400;">, falhar melhor. Mesmo inacabado, </span><span style="font-weight: 400;"><i>O rei pálido </i></span><span style="font-weight: 400;">pode ser o melhor romance de David Foster Wallace, mas certamente é o seu projeto mais doloroso.</span></p>
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		<title>Doutor Estranho no Multiverso da Loucura se revela um filme de terror que deu errado</title>
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		<pubDate>Wed, 13 Jul 2022 16:19:27 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Gabrielli Natividade da Silva  Depois de Stephen Strange (Benedict Cumberbatch) ter apagado a memória da existência de Peter Parker (Tom Holland), em Homem-Aranha: Sem Volta para Casa, e Wanda Maximoff (Elizabeth Olsen) ter libertado a cidade de Westview de sua manipulação, em WandaVision, ambos se encontraram para uma batalha intensa que atravessou universos. Em maio &#8230; <a href="http://personaunesp.com.br/doutor-estranho-no-multiverso-da-loucura-critica/" class="more-link">Continue lendo<span class="screen-reader-text"> "Doutor Estranho no Multiverso da Loucura se revela um filme de terror que deu errado"</span></a></p>
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										<content:encoded><![CDATA[<figure id="attachment_28145" aria-describedby="caption-attachment-28145" style="width: 1400px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="wp-image-28145 size-full" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/07/imagem-1.png" alt="Cena de Doutor Estranho no Multiverso da Loucura. No centro da imagem está Doutor Estranho, um homem branco na faixa dos 40 anos, com cabelos castanhos penteados em um topete e um cavanhaque também castanho. Ele está em pé, com a perna esquerda à frente da direita e os braços levantados na altura do peito, com as palmas das mão viradas para cima. Veste seu traje de super herói - botas marrons, calça e blusa com mangas longas azuis e capa vermelha. Ao redor de si estão luzes redondas vermelhas e fumaça preta. Ao fundo são vistas duas janelas, uma redonda atrás do doutor e outra retangular no canto esquerdo da imagem. Também são vistas muitas velas ao redor do personagem. " width="1400" height="788" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/07/imagem-1.png 1400w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/07/imagem-1-800x450.png 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/07/imagem-1-1024x576.png 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/07/imagem-1-768x432.png 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/07/imagem-1-1200x675.png 1200w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-28145" class="wp-caption-text">A nova produção faz com que a Marvel mergulhasse de cabeça em sua era das trevas (Foto: Disney)</figcaption></figure>
<p><b>Gabrielli Natividade da Silva </b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Depois de Stephen Strange (Benedict Cumberbatch) ter apagado a memória da existência de Peter Parker (Tom Holland), em </span><a href="https://personaunesp.com.br/homem-aranha-sem-volta-para-casa-critica/"><i><span style="font-weight: 400;">Homem-Aranha: Sem Volta para Casa</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, e Wanda Maximoff (Elizabeth Olsen) ter libertado a cidade de Westview de sua manipulação, em </span><a href="https://personaunesp.com.br/wandavision-critica/"><i><span style="font-weight: 400;">WandaVision</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, ambos se encontraram para uma batalha intensa que atravessou universos. Em maio de 2022, foi lançado </span><a href="https://observatoriodocinema.uol.com.br/filmes/diretor-revela-morte-horrivel-que-foi-cortada-de-doutor-estranho-2"><i><span style="font-weight: 400;">Doutor Estranho no Multiverso da Loucura</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, um filme com muita ação e adrenalina, como é de se esperar de uma produção </span><i><span style="font-weight: 400;">Marvel</span></i><span style="font-weight: 400;">. A obra, porém,  deixa a desejar, quebrando as expectativas de fãs que estavam ansiosos por esse momento. </span></p>
<p><span id="more-28144"></span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Por dar continuidade ao filme e à série que dominaram o público no ano passado, o longa carrega muita responsabilidade e, por todo o </span><i><span style="font-weight: 400;">hype</span></i><span style="font-weight: 400;"> criado, não foi difícil arrecadar uma </span><a href="https://ovicio.com.br/doutor-estranho-2-se-aproxima-de-us-950-milhoes-em-bilheteria/"><span style="font-weight: 400;">boa bilheteria</span></a><span style="font-weight: 400;"> até agora. No entanto, a nova produção não acompanha o ritmo de suas antecessoras. Enquanto os diretores Jon Watts e Matt Shakman foram capazes de mesclar muito bem a ação necessária a uma história de super-heróis e o desenvolvimento interno de seus protagonistas, o mesmo não pode ser dito sobre </span><a href="https://www.legiaodosherois.com.br/lista/sam-raimi-filmes.html#list-item-7"><span style="font-weight: 400;">Sam Raimi</span></a><span style="font-weight: 400;">. O cineasta escolheu investir tanto em um visual interessante, </span><a href="https://observatoriodocinema.uol.com.br/filmes/terror-ou-aventura-astro-de-doutor-estranho-2-esclarece-o-tom-mais-sombrio-do-filme"><span style="font-weight: 400;">sombrio</span></a><span style="font-weight: 400;"> e impressionante ao espectador, que quase não sobrou espaço para os personagens serem apreciados, e suas mudanças de tom acabaram se apresentando de forma rasa e apressada. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Raimi dirigiu a primeira trilogia do </span><a href="https://personaunesp.com.br/homem-aranha-20-anos/"><i><span style="font-weight: 400;">Homem-Aranha</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> e também ficou conhecido por trabalhar em filmes de terror, como </span><i><span style="font-weight: 400;">O Dom da Premonição</span></i><span style="font-weight: 400;">, </span><a href="https://youtu.be/Cd8NNcd4Oeo"><i><span style="font-weight: 400;">Arraste-me para o Inferno</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> e </span><i><span style="font-weight: 400;">Uma Noite Alucinante</span></i><span style="font-weight: 400;">. Toda a bagagem no horror pode ser percebida nas sequências de </span><i><span style="font-weight: 400;">Doutor Estranho</span></i><span style="font-weight: 400;">, desde a Feiticeira Escarlate se mostrando uma bruxa quase satânica, até Strange ressuscitando uma variante sua dos mortos e lutando com demônios. Esse apoio no gênero ajuda na aplicação de um tom mais macabro, mas não é realmente necessário e se desloca do perfil da </span><i><span style="font-weight: 400;">Marvel</span></i><span style="font-weight: 400;">, sempre eletrizante e contagiante, sem deixar os momentos sérios de lado. O </span><a href="https://observatoriodocinema.uol.com.br/listas/2019/10/te-enganaram-10-coisas-do-mcu-que-sao-de-cgi-e-voce-nao-sabia"><i><span style="font-weight: 400;">CGI</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> (imagens geradas por computador) também deixou a desejar, o que é um tanto incomum para o </span><i><span style="font-weight: 400;">MCU</span></i><span style="font-weight: 400;"> &#8211; </span><i><span style="font-weight: 400;">Homem-Aranha: Sem Volta para Casa</span></i><span style="font-weight: 400;">, por exemplo, chegou a ser indicado ao </span><a href="https://www.opovo.com.br/vidaearte/2022/02/08/marvel-no-oscar-veja-filmes-e-artistas-do-mcu-indicados-ao-premio.html"><i><span style="font-weight: 400;">Oscar</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> de Melhores Efeitos Visuais. O longa de 2022 apresentou erros grotescos e amadores, que dificilmente serão esquecidos, com o principal deles sendo o </span><a href="https://legadodamarvel.com.br/doutor-estranho-2-saiba-quais-sao-os-poderes-do-terceiro-olho/"><span style="font-weight: 400;">terceiro olho</span></a><span style="font-weight: 400;"> de Strange, sem esforço nenhum para parecer real. </span></p>
<figure id="attachment_28146" aria-describedby="caption-attachment-28146" style="width: 1210px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="wp-image-28146 size-full" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/07/imagem-2-1.png" alt="Cena de Doutor Estranho no Multiverso da Loucura. No centro da imagem está Wong, um homem com traços asiáticos, bigode e cabelos castanhos; ele está com uma expressão séria e veste uma túnica em tons de roxo e preto.O fundo da imagem é escuro e desfocado, é possível ver fumaça e algumas luzes amareladas. " width="1210" height="544" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/07/imagem-2-1.png 1210w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/07/imagem-2-1-800x360.png 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/07/imagem-2-1-1024x460.png 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/07/imagem-2-1-768x345.png 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/07/imagem-2-1-1200x540.png 1200w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-28146" class="wp-caption-text">Apesar de ser o Mago Supremo, Wong volta às telas novamente sem o destaque que merece (Foto: Disney)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">Talvez o ponto mais empolgante de todo o roteiro escrito por Michael Waldron seja a inserção da personagem </span><a href="https://www.omelete.com.br/marvel-comics/america-chavez-quem-e"><span style="font-weight: 400;">America Chavez</span></a><span style="font-weight: 400;"> (Xochitl Gomez) no universo </span><i><span style="font-weight: 400;">Marvel</span></i><span style="font-weight: 400;">. Contudo, seu potencial não foi explorado como era esperado. A garota, vinda do Paralelo Utópico, tem o poder de se teletransportar por universos paralelos. Porém, ter sido separada de suas mães causou um trauma tão grande que ela se sente incapaz de controlar seu dom. </span><i><span style="font-weight: 400;">Doutor Estranho no Multiverso da Loucura </span></i><span style="font-weight: 400;">é uma pequena jornada de descoberta para ela, mas, novamente, o ritmo é tão frenético que America só demonstrou algum controle aos quarenta e cinco do segundo tempo, e sua presença foi ofuscada pelo embate entre a Feiticeira Escarlate e o Doutor Estranho. Só nos resta esperar Chavez retornar em uma </span><a href="https://legadodamarvel.com.br/marvel-confirma-projeto-solo-da-america-chavez-apos-doutor-estranho-2/"><span style="font-weight: 400;">próxima produção</span></a><span style="font-weight: 400;"> e brilhar como merece.  </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Vale lembrar, ainda, que a introdução de America carrega o peso de apresentar uma das primeiras heroínas </span><a href="https://valkirias.com.br/a-invisibilidade-lesbica-no-cinema/"><span style="font-weight: 400;">canonicamente lésbicas</span></a><span style="font-weight: 400;"> do Universo Cinematográfico Marvel. Ela fala abertamente sobre suas duas mães e carrega orgulhosamente um broche com a bandeira </span><a href="https://jamesons.com.br/12-personagens-lgbt-da-marvel/"><span style="font-weight: 400;">LGBTQIA+</span></a><span style="font-weight: 400;"> durante todo o filme, gerando ataques homofóbicos por parte do público conservador. O filme chegou a ser banido em </span><a href="https://br.ign.com/doutor-estranho-2/97916/news/doutor-estranho-no-multiverso-da-loucura-banido-arabia-saudita-personagem-gay"><span style="font-weight: 400;">alguns países</span></a><span style="font-weight: 400;">, após a </span><i><span style="font-weight: 400;">Disney</span></i><span style="font-weight: 400;"> ter se recusado a retirar as cenas em que America se abre sobre a sexualidade da família. Apesar da negatividade, Xochitl Gomez não se abalou e segue muito feliz por ser o rosto de uma personagem tão importante. </span><i><span style="font-weight: 400;">&#8220;É muito importante que a America esteja neste filme. É simplesmente enorme. E estou tão feliz que a Marvel se apegou a isso e manteve a cena lá, e é muito louco que eu seja aquela que interpreta a America&#8221;</span></i><span style="font-weight: 400;">, disse a atriz em entrevista para o </span><a href="https://www.asiaone.com/entertainment/doctor-strange-2-multiverse-of-madness-benedict-wong-xochitl-gomez-not-okay-hate-lgbtq-gay-america-chavez"><i><span style="font-weight: 400;">AsiaOne</span></i></a><span style="font-weight: 400;">.</span></p>
<figure id="attachment_28147" aria-describedby="caption-attachment-28147" style="width: 1245px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="wp-image-28147 size-full" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/07/imagem-3-1-1.jpg" alt="Cena de WandaVision. Dividindo o centro da imagem estão Tommy e Billy, da esquerda para a direita da imagem, ambos brancos e com 10 anos. Tommy tem os cabelos um pouco compridos, tingidos com tinta cinza, veste uma camiseta azul clara com uma ilustração de um raio prateado, e uma blusa de mangas longas azul escura por baixo, está segurando duas barras de chocolate - uma embalagem amarela, e outra marrom. Billy tem os cabelos loiros em um topete, veste uma camisa cinza, uma capa vermelha e uma faixa também cinza na cabeça. Atrás deles, em desfoque, é possível ver uma cidade decorada para o Halloween, com prédios, luzes e abóboras. " width="1245" height="700" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/07/imagem-3-1-1.jpg 1245w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/07/imagem-3-1-1-800x450.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/07/imagem-3-1-1-1024x576.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/07/imagem-3-1-1-768x432.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/07/imagem-3-1-1-1200x675.jpg 1200w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-28147" class="wp-caption-text">Billy e Tommy encantaram o público em WandaVision, mas as suas personalidades divertidas e cativantes desapareceram no novo filme do Doutor Estranho (Foto: Disney)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">Apesar do longa levar o nome de Strange, quem foi responsável por roubar a cena foi Wanda. Depois de perder seu irmão gêmeo, matar o amor de sua vida e sacrificar sua família, a mulher se perdeu em uma depressão profunda que a transformou. Wanda se tornou a </span><a href="https://legadodamarvel.com.br/por-que-a-corrupcao-do-doutor-estranho-e-diferente-da-feiticeira-escarlate/"><span style="font-weight: 400;">Feiticeira Escarlate</span></a><span style="font-weight: 400;">, mas entrou em conflito interno entre ser uma super-heroína e uma </span><a href="https://www.legiaodosherois.com.br/2022/wanda-vila-doutor-estranho-no-multiverso-da-loucura.html"><span style="font-weight: 400;">vilã</span></a><span style="font-weight: 400;"> digna de filme de terror. Ela estava disposta a matar uma variante sua e America, com o auxílio do </span><i><span style="font-weight: 400;">Darkhold</span></i><span style="font-weight: 400;"> (livro de magia obscura), para se reunir com seus filhos em outro universo, uma consequência de tudo que sofreu. </span><i><span style="font-weight: 400;">Multiverso da Loucura</span></i><span style="font-weight: 400;"> seguiu a linha de </span><i><span style="font-weight: 400;">WandaVision</span></i><span style="font-weight: 400;"> e explorou os limites de ética e do maquiavelismo da personagem. Novamente, a Feiticeira abriu mão de suas vontades para fazer o que é certo no último segundo, o que decepcionou quem esperava um desfecho diferente do apresentado na série, mas não deixou de ser interessante de se assistir. O </span><a href="https://legadodamarvel.com.br/feiticeira-escarlate-morreu-em-doutor-estranho-2-roteirista-responde/#:~:text=Mas%2C%20como%20todos%20sabem%2C%20Wanda,roteirista%2C%20Michael%20Waldron%2C%20responde."><span style="font-weight: 400;">destino de Wanda</span></a><span style="font-weight: 400;"> ainda é um mistério e vale a pena aguardar e ver o que essa figura tão polêmica e complexa vai fazer a seguir. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Elizabeth Olsen realmente tomou os holofotes para si, mas suas polêmicas envolvendo </span><a href="https://twitter.com/milywitching/status/1349822698952781827"><span style="font-weight: 400;">racismo</span></a><span style="font-weight: 400;"> poderiam ter afundado de vez o projeto. Em entrevistas, a atriz se referiu mais de uma vez à sua personagem como uma “</span><i><span style="font-weight: 400;">gypsy</span></i><span style="font-weight: 400;">” (cigana), e o problema está no fato de que o termo racista é utilizado de forma pejorativa para ofender o povo nômade Romani. Vale apontar que Wanda só tem origem Romani nos quadrinhos: o </span><i><span style="font-weight: 400;">MCU </span></i><span style="font-weight: 400;">a apresenta como vinda de Sokovia, país fictício no leste europeu. Portanto, não havia motivos concretos para Olsen ter utilizado o termo. Muitos alegam que a artista simplesmente não sabia o peso da palavra quando a usou, porém </span><a href="https://youtu.be/R3AQUvHjxbk"><span style="font-weight: 400;">não foi a única vez</span></a><span style="font-weight: 400;"> que Elizabeth fez discursos preconceituosos na mídia. Após as acusações polêmicas, a atriz </span><a href="https://www.nerdsite.com.br/elizabeth-olsen-revela-que-nunca-mais-voltara-as-redes-sociais-entenda/"><span style="font-weight: 400;">excluiu suas redes sociais</span></a><span style="font-weight: 400;"> e declarou que jamais retornaria a usá-las. Com os números de bilheteria do filme, não dá para considerar que o caso foi relevante para boicotar a produção, mas fica o alerta para o tipo de pessoa que a </span><i><span style="font-weight: 400;">Marvel</span></i><span style="font-weight: 400;"> mantém em seus projetos.  </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Infelizmente, a atriz não é o único exemplo desse universo de heróis que apresentou ações problemáticas. Em 2021, </span><a href="https://personaunesp.com.br/gaviao-arqueiro-critica/"><i><span style="font-weight: 400;">Hawkeye</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> se tornou um grande sucesso, mas, além dos fãs indignados, poucos realmente se importaram com o protagonista, </span><a href="https://legadodamarvel.com.br/nao-e-novidade-polemicas-que-provam-que-jeremy-renner-e-um-babaca/3/"><span style="font-weight: 400;">Jeremy Renner</span></a><span style="font-weight: 400;">, retornando ao papel após as acusações de </span><a href="https://observatoriodocinema.uol.com.br/artigos/2019/11/vergonha-o-caso-de-agressao-que-pode-acabar-com-a-carreira-de-um-astro-da-marvel"><span style="font-weight: 400;">agressão física</span></a><span style="font-weight: 400;"> contra sua ex-esposa. </span><a href="https://www.uol.com.br/splash/noticias/2021/11/05/com-historico-de-cancelamentos-chris-pratt-e-considerado-o-pior-chris.htm"><span style="font-weight: 400;">Chris Pratt</span></a><span style="font-weight: 400;">, estrela de </span><a href="https://personaunesp.com.br/guardioes-da-galaxia-vol-2-5-anos/"><i><span style="font-weight: 400;">Guardiões da Galáxia</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, foi outro que se envolveu em polêmicas, a principal delas sendo seu envolvimento com a igreja anti-LGBTQIA+, </span><i><span style="font-weight: 400;">Hillsong Church</span></i><span style="font-weight: 400;">, chegando a ser criticado pelo ator Elliot Page. Também estão na lista Letitia Wright, com seu discurso anti-vacina, Paul Bettany, que ameaçou a vida de Amber Heard, Sebastian Stan e </span><a href="https://observatoriodeseries.uol.com.br/marvel/astro-da-marvel-e-cancelado-por-publicacao-racista"><span style="font-weight: 400;">seu posicionamento racista</span></a><span style="font-weight: 400;"> e </span><a href="https://www.purebreak.com.br/noticias/marvel-10-atores-que-ja-foram-cancelados-por-polemicas/101220"><span style="font-weight: 400;">outros</span></a><span style="font-weight: 400;">. O </span><i><span style="font-weight: 400;">MCU</span></i><span style="font-weight: 400;"> tem um peso absurdo na indústria dos </span><i><span style="font-weight: 400;">blockbusters</span></i><span style="font-weight: 400;"> e a maioria (se não todos) os atores introduzidos nas produções se tornam, automaticamente, queridos pelo público. É realmente uma pena que a </span><i><span style="font-weight: 400;">Marvel</span></i><span style="font-weight: 400;"> continue compactuando com atitudes como essas. </span></p>
<figure id="attachment_28148" aria-describedby="caption-attachment-28148" style="width: 1600px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="wp-image-28148 size-full" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/07/imagem-4-1.png" alt="Cena de Quarteto Fantástico. No centro está Johnny Storm, um homem branco, loiro, com olhos azuis. Veste um uniforme azul escuro com uma gola preta, com o número 4 dentro de um círculo branco no lado esquerdo de seu peito. Não dá para ver muito do fundo pelo desfoque, mas há tons de amarelo e preto. " width="1600" height="900" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/07/imagem-4-1.png 1600w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/07/imagem-4-1-800x450.png 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/07/imagem-4-1-1024x576.png 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/07/imagem-4-1-768x432.png 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/07/imagem-4-1-1536x864.png 1536w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/07/imagem-4-1-1200x675.png 1200w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-28148" class="wp-caption-text">A Marvel realizou o sonho de muitos trazendo John Krasinski como o Senhor Fantástico, mas perdeu a chance de trazer Chris Evans de volta ao seu esquecido papel de Tocha Humana (Foto: Disney)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">O último </span><i><span style="font-weight: 400;">Homem-Aranha</span></i><span style="font-weight: 400;"> lançado foi épico por trazer o encontro entre Tobey Maguire, Andrew Garfield, Tom Holland e seus vilões. O longa foi um acerto no </span><a href="https://screenrant.com/mcu-fan-service-moments/"><i><span style="font-weight: 400;">fan service</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> e, sendo assim, não foi inesperado que o segundo </span><i><span style="font-weight: 400;">Doutor Estranho</span></i><span style="font-weight: 400;"> seguisse a mesma estratégia &#8211; mas os resultados não foram tão positivos. As participações especiais ficaram por conta do </span><a href="https://cineclick.uol.com.br/noticias/quem-sao-os-personagens-iconicos-que-aparecem-em-doutor-estranho-2"><span style="font-weight: 400;">conselho dos </span><i><span style="font-weight: 400;">Illuminati</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, composto por Professor Xavier (Patrick Stewart), Senhor Fantástico (John Krasinski), Capitã Carter (Hayley Atwell), Capitã Marvel (</span><span style="font-weight: 400;">Lashana Lynch)</span><span style="font-weight: 400;">, Raio Negro (Anson Mount) e Mordo (Chiwetel Ejiofor), heróis com reputações de ouro e muito queridos. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Infelizmente, a sua presença foi desperdiçada, já que os personagens tiveram pouco tempo de tela antes de serem massacrados a sangue frio pela Feiticeira Escarlate. Foram muitas mortes brutais em sequência e nenhuma delas convence o espectador. É difícil crer que figuras tão emblemáticas cometeriam tantos erros amadores, demonstrando um roteiro preguiçoso e pouco condizente com o que a </span><i><span style="font-weight: 400;">Marvel</span></i><span style="font-weight: 400;"> trouxe no passado. </span></p>
<p><i><span style="font-weight: 400;">Doutor Estranho no Multiverso da Loucura</span></i><span style="font-weight: 400;"> entra para a coleção de grandes produções </span><i><span style="font-weight: 400;">Marvel</span></i><span style="font-weight: 400;">, com um </span><a href="https://thenexus.one/quanto-custa-doutor-estranho-2-e-quanto-custa-o-sucesso-de-bilheteria"><span style="font-weight: 400;">orçamento extravagante</span></a><span style="font-weight: 400;"> e cenas mais ainda. Apesar de não ser tão aclamado como os anteriores, o longa ainda é interessante para ser assistido numa noite de fim de semana &#8211; em junho de 2022, a produção foi adicionada ao catálogo da </span><a href="https://observatoriodocinema.uol.com.br/filmes/que-horas-sai-doutor-estranho-2-no-disney-plus"><i><span style="font-weight: 400;">Disney+</span></i></a><span style="font-weight: 400;">. Com alguns acertos e muitos erros, o filme não entra para a história como deveria, então o que resta para os fãs é aguardar que o </span><i><span style="font-weight: 400;">MCU</span></i><span style="font-weight: 400;"> trabalhe em uma continuação digna e espetacular para realmente levá-los à loucura. </span></p>
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		<title>Um Lugar Silencioso &#8211; Parte II surpreende e prova que continuações no terror podem ser excelentes</title>
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		<pubDate>Tue, 24 Aug 2021 14:47:46 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Nathan Sampaio  Um Lugar Silencioso, de 2018, foi um sucesso inesperado. Com sua proposta intrigante de extrair o terror do silêncio absoluto, a produção faturou mais de 340,7 milhões de dólares na bilheteria, além de dar a Emily Blunt o prêmio de Melhor Atriz Coadjuvante no SAG Awards de 2019. Então, havia uma grande expectativa &#8230; <a href="http://personaunesp.com.br/um-lugar-silencioso-parte-ii-critica/" class="more-link">Continue lendo<span class="screen-reader-text"> "Um Lugar Silencioso &#8211; Parte II surpreende e prova que continuações no terror podem ser excelentes"</span></a></p>
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										<content:encoded><![CDATA[<figure id="attachment_22344" aria-describedby="caption-attachment-22344" style="width: 1600px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-22344" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/08/Imagem-1-4-1.jpg" alt="É uma imagem retangular. Há três pessoas na imagem, aparecendo do joelho para cima. Da direita para a esquerda temos: Evelyn, uma mulher branca, olhos verdes e cabelo loiro e liso na altura do ombro, ela usa um vestido verde com detalhes em amarelo, ela carrega um bebê enrolado em um lençol azul em seu colo, um pouco ao fundo  tem Marcus, um adolescente branco, ele tem olhos castanhos, cabelo cacheado e castanho escuro, ele usa um casaco cinza com detalhes em preto, por último tem Regan, uma adolecente branca, de olhos verdes e cabelos castanho claro ondulado na altura do ombro, ela usa uma camiseta roxa com listras horizontais, um casaco azul e uma saia com listras verticais rosa, azul e branco, ela carrega uma arma em sua mão esquerda." width="1600" height="1067" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/08/Imagem-1-4-1.jpg 1600w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/08/Imagem-1-4-1-800x534.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/08/Imagem-1-4-1-1024x683.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/08/Imagem-1-4-1-768x512.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/08/Imagem-1-4-1-1536x1024.jpg 1536w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/08/Imagem-1-4-1-1200x800.jpg 1200w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-22344" class="wp-caption-text">Tanto o primeiro quanto o segundo filme se destacam por usarem de maneira criativa o silêncio (Foto: Paramount Pictures)</figcaption></figure>
<p><b>Nathan Sampaio</b><span style="font-weight: 400;"> </span></p>
<p><i><span style="font-weight: 400;">Um Lugar Silencioso</span></i><span style="font-weight: 400;">, de 2018, foi um sucesso inesperado. Com sua proposta intrigante de extrair o terror do silêncio absoluto, a produção faturou mais de 340,7 milhões de dólares na bilheteria, além de dar a Emily Blunt o prêmio de Melhor Atriz Coadjuvante no </span><em><a href="https://personaunesp.com.br/tag/sag/"><span style="font-weight: 400;">SAG Awards</span></a></em><span style="font-weight: 400;"> de 2019. Então, havia uma grande expectativa para a sua sequência, que, infelizmente, teve seu lançamento adiado por causa da </span><a href="https://www.omelete.com.br/quarentena-coronavirus/coronavirus-tudo-o-que-foi-cancelado#27"><span style="font-weight: 400;">pandemia de covid-19</span></a><span style="font-weight: 400;">, e estreou mais de um ano depois do planejado. Mas fica a dúvida, será que a sequência foi tão boa quanto o filme original?</span></p>
<p><span id="more-22294"></span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Este segundo capítulo começa imediatamente após o final dos eventos do primeiro longa. A família Abbott, composta pela mãe Evelyn (</span><a href="https://rollingstone.uol.com.br/noticia/emily-blunt-sobre-um-lugar-silencioso-2-e-um-filme-muito-maior-o-mundo-se-expande/"><span style="font-weight: 400;">Emily Blunt</span></a><span style="font-weight: 400;">) e seus filhos Regan (</span><a href="https://capricho.abril.com.br/entretenimento/um-lugar-silencioso-millicent-simmonds-e-a-inclusao-de-atores-deficientes/"><span style="font-weight: 400;">Millicent Simmonds</span></a><span style="font-weight: 400;">), Marcus (Noah Jupe) e seu bebê recém nascido, partem em uma jornada em busca de outro local seguro para morar, e tal trajetória será marcada por perigos, desafios e antigos amigos. </span></p>
<figure id="attachment_22345" aria-describedby="caption-attachment-22345" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-22345" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/08/Imagem-2-4-1.jpg" alt="Cena do filme Um Lugar Silencioso - Parte II. É uma imagem retangular. Há três pessoas na imagem, elas aparecem da cintura para cima da direita para esquerda, a pessoa da extrema direita está mais à frente e a pessoa da extrema esquerda está mais atrás. Todos olham para a frente. Da direita para a esquerda temos: Evelyn, que usa um vestido verde com flores amarelas e tem uma mochila nas costas, Regan, que usa uma camiseta azul com listras horizontais brancas, e Marcus, que usa uma blusa cinza com detalhes horizontais em vermelho e preto. No fundo há uma floresta." width="800" height="450" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/08/Imagem-2-4-1.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/08/Imagem-2-4-1-768x432.jpg 768w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-22345" class="wp-caption-text">A Parte II se apoia bastante no primeiro filme, usando-o como base para a motivação inicial dos protagonistas (Foto: Paramount Pictures)</figcaption></figure>
<p><a href="https://obarquinhocultural.com/2021/06/22/um-lugar-silencioso-ii-o-que-podemos-te-adiantar-sobre-o-filme/comment-page-1/"><i><span style="font-weight: 400;">Um Lugar Silencioso &#8211; Parte II</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> faz jus ao seu título, por contar uma história que segue diretamente os eventos do primeiro filme, em dois longas-metragens que se complementam, formando uma unidade. Ao fazer isso, esse projeto consegue mostrar todos os desdobramentos da história anterior, tendo assim progressão e evolução coerentes, tanto da trama quanto dos personagens. </span></p>
<p><a href="https://g1.globo.com/fantastico/noticia/2021/05/30/fantastico-entrevista-estrelas-de-um-lugar-silencioso-2.ghtml"><span style="font-weight: 400;">John Krasinski</span></a><span style="font-weight: 400;">, diretor e roteirista, adota um  estilo de narrativa que permite a trama iniciar sem muitas apresentações ou enrolações, uma vez que essa já possui toda a situação inicial já apresentada, basta colocar os personagens dentro das novas problemáticas e desafios, conferindo assim um grande dinamismo ao enredo. Essa movimentação constante na história permite que o espectador raramente descanse, uma vez que ele está sempre imerso em novas problemáticas ou descobertas. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">É bem comum que </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=RuXEEy30HwY"><span style="font-weight: 400;">continuações</span></a><span style="font-weight: 400;">, principalmente no gênero de terror, busquem repetir as situações do filme anterior em maior escala, para que assim atinjam a mesma sensação no público. Esse recurso raramente funciona e tende a enfraquecer o projeto, uma vez que não há novidades sendo mostradas. Felizmente, esse não é o caso de </span><i><span style="font-weight: 400;">A Quiet Place Part II</span></i><span style="font-weight: 400;">.</span> <span style="font-weight: 400;">Krasinski aborda novos perigos em uma grande variedade de cenários ainda não explorados, e cria a sensação de novidade necessária em uma sequência. Tememos pela vida dos personagens, que precisam ser mais criativos para escapar das situações com vida.</span></p>
<figure id="attachment_22346" aria-describedby="caption-attachment-22346" style="width: 1600px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-22346" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/08/Imagem-3-4-1.jpg" alt="Cena do filme Um Lugar Silencioso - Parte II. É uma imagem retangular. Há duas pessoas na imagem, uma na direita e outra na esquerda, a pessoa da direita está mais à frente e a pessoa da esquerda está mais atrás. As duas pessoas olham baixo. Da direita para a esquerda temos: Emmett, um homem branco com olhos azuis, cabelo preto e barba grisalha, ele usa uma camiseta verde e uma calça jeans, em suas mãos tem uma arma com uma lanterna acesa, Regan, que usa uma blusa verde e uma calça cinza. Ao lado de Emmett tem uma boia redonda laranja e branca pendurada em um poste de madeira. No fundo é escuro e tem alguns postes de madeira. " width="1600" height="1068" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/08/Imagem-3-4-1.jpg 1600w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/08/Imagem-3-4-1-800x534.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/08/Imagem-3-4-1-1024x684.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/08/Imagem-3-4-1-768x513.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/08/Imagem-3-4-1-1536x1025.jpg 1536w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/08/Imagem-3-4-1-1200x801.jpg 1200w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-22346" class="wp-caption-text">O longa usa vários cenários diferentes, a fim de explorar o mundo e criar novas problemáticas (Foto: Paramount Pictures)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">Outro elemento importante que o filme traz é a exploração do mundo: logo nas primeiras cenas é mostrado o início do apocalipse, cena realizada em um </span><a href="https://www.omelete.com.br/oscar/oscar-2020-1917-plano-sequencia-entenda"><span style="font-weight: 400;">plano sequência</span></a><span style="font-weight: 400;"> muito bem executado e tenso, que mostra todo o caos no começo de tudo. Além disso, o longa-metragem aproveita essa cena para introduzir personagens novos que serão relevantes, portanto, essas cenas de expansão do universo são muito boas por saciar nossa curiosidade e por servirem à história. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Um dos pontos fortes de </span><a href="https://oglobo.globo.com/cultura/filmes/como-um-lugar-silencioso-se-tornou-um-sucesso-de-bilheteria-22575424"><i><span style="font-weight: 400;">Um Lugar Silencioso</span></i></a> <span style="font-weight: 400;">(2018) foi a construção dos personagens e das suas relações entre si, e, neste segundo capítulo, isso continua sendo um grande acerto. A família Abbott se mostra impactada pelos recentes eventos, perceptível nos vários diálogos e também nas atitudes tomadas por eles. </span></p>
<figure id="attachment_22348" aria-describedby="caption-attachment-22348" style="width: 1600px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-22348" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/08/imagem-4-1-1.jpg" alt="Cena do filme Um Lugar Silencioso - Parte II. É uma imagem retangular. No centro da imagem há uma cruz de madeira fincada no chão, na parte central direita há uma pessoa ao fundo, sua figura está nas sombras. A pessoa está andando em uma ponte de metal. O chão é de terra. Ao redor da ponte tem algumas árvores e acima há o brilho do sol. " width="1600" height="1067" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/08/imagem-4-1-1.jpg 1600w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/08/imagem-4-1-1-800x534.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/08/imagem-4-1-1-1024x683.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/08/imagem-4-1-1-768x512.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/08/imagem-4-1-1-1536x1024.jpg 1536w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/08/imagem-4-1-1-1200x800.jpg 1200w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-22348" class="wp-caption-text">Os personagens ainda sofrem com os efeitos dos eventos anteriores, com tal questão sendo abordada tanto no roteiro quanto na atuação (Foto: Paramount Pictures)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">Evelyn é, com certeza, a pessoa que mais está sofrendo com o ocorrido, e </span><a href="https://entretenimento.uol.com.br/noticias/redacao/2020/03/10/diretor-conta-como-convenceu-emily-blunt-a-fazer-um-lugar-silencioso-2.htm"><span style="font-weight: 400;">Emily Blunt</span></a><span style="font-weight: 400;"> se esforça para mostrar isso em cada cena e em cada conversa: com apenas um olhar conseguimos entender todos os seus pensamentos. A personagem se mostra quebrada com as recentes perdas e tensa com a </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=1aeDs5tDDqw"><span style="font-weight: 400;">jornada</span></a><span style="font-weight: 400;"> que a família precisa enfrentar, porém, pelos seus filhos, Evelyn tenta ir sempre em frente, sobrevivendo um dia após o outro, e isso é muito bem proposto no roteiro e na atuação. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Os filhos possuem um grande destaque nesse novo longa, tomando para si o protagonismo tanto do filme quanto da sua própria vida. Regan demonstra um amadurecimento vindo do último capítulo, já Marcus é um retrato da perda e preocupação com outros membros da família. Definitivamente, </span><a href="https://www.omelete.com.br/terror/um-lugar-silencioso-2-millicent-simmonds-cena-trem"><span style="font-weight: 400;">Regan</span></a><span style="font-weight: 400;"> é melhor trabalhada. Krasinski e Simmonds criam juntos uma personagem forte, madura, mas com toda a esperança de uma jovem, e ela é um dos pontos altos do longa.</span></p>
<figure id="attachment_22349" aria-describedby="caption-attachment-22349" style="width: 1600px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-22349" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/08/Imagem-5-1-1.jpg" alt="Cena do filme Um Lugar Silencioso - Parte II. A imagem é retangular. Na imagem há um trem cinza com uma linha horizontal em vermelho, na parte esquerda, o trem está com um buraco que leva a parte de dentro. Nesse buraco está Regan, que usa uma blusa verde e uma calça cinza, ela olha para frente. O chão onde está o trem tem mato alto." width="1600" height="1067" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/08/Imagem-5-1-1.jpg 1600w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/08/Imagem-5-1-1-800x534.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/08/Imagem-5-1-1-1024x683.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/08/Imagem-5-1-1-768x512.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/08/Imagem-5-1-1-1536x1024.jpg 1536w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/08/Imagem-5-1-1-1200x800.jpg 1200w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-22349" class="wp-caption-text">Regan se mostra mais madura e confiante, mostrando assim sua evolução como personagem (Foto: Paramount Pictures)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">Seu irmão, Marcus, já não é tão bem trabalhado, pois embora ele protagonize cenas importantes e impactantes, ainda há alguns resquícios de clichês de filmes de terror nele, principalmente com relação às atitudes </span><a href="https://pt.mod-fashions.com/why-are-horror-movie-characters-dumb"><span style="font-weight: 400;">questionáveis</span></a><span style="font-weight: 400;"> que  toma. Isso destoa um pouco do resto dos personagens, que são muito mais reais e tomam atitudes lógicas. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Um ator estreante na franquia é </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=3OQyIZYtS7k"><span style="font-weight: 400;">Cillian Murphy</span></a><span style="font-weight: 400;">, que dá vida à Emmett, um personagem completamente destruído emocionalmente pelo apocalipse. Há um grande destaque nele e na sua interação com Regan, e juntos eles são responsáveis por cenas muito emocionantes. Vemos uma evolução de seus pensamentos e convicções durante a projeção, mas nada abrupto, é tudo realizado de maneira natural e coerente. A performance de Murphy também é digna de elogios, visto que ele consegue transmitir toda a tristeza, dor, rigidez e, até mesmo, breves momentos de doçura com excelência. Um dos maiores destaques do filme.</span></p>
<figure id="attachment_22350" aria-describedby="caption-attachment-22350" style="width: 1280px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-22350" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/08/Imagem-6.jpg" alt="Cena do filme Um Lugar Silencioso - Parte II. A imagem é retangular. Na imagem aparece Emmett, ele está na direita e é mostrado do peito para cima. Ele olha para frente. Ele usa um boné cinza, uma blusa azul e um cachecol no pescoço. Suas roupas estão desgastadas e ele está sujo. O fundo é marrom. " width="1280" height="720" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/08/Imagem-6.jpg 1280w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/08/Imagem-6-800x450.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/08/Imagem-6-1024x576.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/08/Imagem-6-768x432.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/08/Imagem-6-1200x675.jpg 1200w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-22350" class="wp-caption-text">Emmett é uma ótima adição à franquia, ele sofreu muito com o apocalipse e por isso carrega grandes dores consigo, devido à essa construção e ao ator, o personagem é muito interessante (Foto: Paramount Pictures)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">A trama acerta em dividir os personagens em dois núcleos. Krasinski permite que a história adquira um dinamismo, indo de um grupo para outro, e mostrando as dificuldades que cada um enfrenta. Essa intercalação também é feita de forma exemplar durante momentos de tensão, deixando-nos apreensivos pelo que pode vir em seguida.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">É interessante destacar o esforço do filme na </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=3f_A9lMSepM"><span style="font-weight: 400;">construção de suas cenas</span></a><span style="font-weight: 400;"> de tensão e suspense. Nesse longa, embora os personagens tenham uma vantagem contra os inimigos, ela nem sempre pode ser usada, ou então a tensão gira em torno da possibilidade de perder essa tal vantagem, sendo assim, não há espaço para que o espectador ou os protagonistas relaxem durante a história. </span></p>
<figure id="attachment_22351" aria-describedby="caption-attachment-22351" style="width: 1600px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-22351" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/08/Imagem-7.jpg" alt="Cena do filme Um Lugar Silencioso - Parte II. A imagem é retangular. Há duas pessoas na imagem, uma na direita e outra na esquerda, elas estão se olhando e são mostradas da cintura para cima. Na direita temos Lee Abbott, um homem branco de olhos castanhos, ele tem barba e cabelo curto castanho, ele usa uma camisa azul com manga dobrada, ele está com o dedo indicador da mão esquerda levantado na altura da boca, fazendo um gesto de silêncio. Na esquerda aparece Regan, que está com os cabelos presos em duas tranças, ela usa uma camiseta branca com listras horizontais vermelhas. " width="1600" height="1067" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/08/Imagem-7.jpg 1600w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/08/Imagem-7-800x534.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/08/Imagem-7-1024x683.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/08/Imagem-7-768x512.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/08/Imagem-7-1536x1024.jpg 1536w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/08/Imagem-7-1200x800.jpg 1200w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-22351" class="wp-caption-text">A cena inicial é muito bem realizada e serve para nos colocar de volta naquele mundo onde qualquer barulho pode ser fatal (Foto: Paramount Pictures)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">O </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=1Im-NcSayjU"><span style="font-weight: 400;">silêncio</span></a><span style="font-weight: 400;"> volta a ser muito bem utilizado nesta continuação. O diretor usa-o com excelência e precisão para construir o suspense nas cenas, além dele sempre permear todo aquele mundo, deixando-nos apreensivos com qualquer barulho feito.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Há uma diferenciação excelente e curiosa entre a cena inicial, em que cada </span><a href="https://jovemnerd.com.br/nerdbunker/um-lugar-silencioso-foi-editado-sem-som-por-um-mes/"><span style="font-weight: 400;">som</span></a><span style="font-weight: 400;">, por menor que seja, é muito alto, e o resto do filme, no qual o silêncio domina completamente. Nos apresentando assim o antes e depois do apocalipse através da nossa audição, e essa transição gradativa que o filme faz do barulho à quietude é perfeita.</span></p>
<figure id="attachment_22352" aria-describedby="caption-attachment-22352" style="width: 1200px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-22352" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/08/Imagem-8.jpg" alt="Cena do filme Um Lugar Silencioso - Parte II. A imagem é retangular: Há duas pessoas na imagem, uma na direita e outra na esquerda, elas se olham e são mostradas da cintura para cima. Na parte direita tem Marcus, ele usa uma blusa cinza com detalhes horizontais em vermelho e azul, ele parece estar gritando. Na parte esquerda temos Evelyn, ela usa um vestido verde com flores amarelas e tem uma mochila cinza nas costas, ela coloca a mão na boca de Marcus para impedir seu grito. " width="1200" height="800" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/08/Imagem-8.jpg 1200w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/08/Imagem-8-800x533.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/08/Imagem-8-1024x683.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/08/Imagem-8-768x512.jpg 768w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-22352" class="wp-caption-text">Assim como no primeiro filme, há cenas agoniantes em que fazer silêncio é praticamente impossível, porém, os personagens devem tentar, pois é a maneira mais eficiente de se manter vivo (Foto: Paramount Pictures)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">Há breves momentos em que a </span><a href="https://www.aicinema.com.br/por-que-a-trilha-sonora-no-cinema-faz-toda-a-diferenca-entenda/"><span style="font-weight: 400;">trilha sonora</span></a><span style="font-weight: 400;"> se coloca à frente do silêncio, prejudicando um pouco nossa imersão naquele mundo quieto e sem ruídos. Felizmente, esses momentos são tão breves que não incomodam quando se olha o todo. </span><i><span style="font-weight: 400;">Um Lugar Silencioso &#8211; Parte II </span></i><span style="font-weight: 400;">é uma continuação excelente, que se coloca à altura do original e o complementa de maneira tão coesa que é difícil dissociar as duas obras. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Esse filme jamais se rende a clichês ou tenta repetir fórmulas para atingir sucesso, ele apresenta ótimas novidades e adições à franquia. Embora haja momentos que quebram a imersão no filme, eles jamais chegam a prejudicar a experiência como um todo, uma vez que a história é bem conduzida, traz personagens cativantes, expande o universo apresentado e nos proporciona uma jornada tensa, assustadora e muito gratificante. </span></p>
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		<title>Cineclube Persona – Julho de 2021</title>
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		<pubDate>Tue, 10 Aug 2021 19:25:48 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>O mês de Julho aterrissou nas Olimpíadas de Tóquio. E entre a emoção ver Rebeca Andrade subindo ao pódio em 1º lugar após performar ao som de Baile de Favela e o orgulho de contemplar nossa Fadinha, Rayssa Leal, se tornar prata no skate, sobrou espaço para assistirmos os lançamentos audiovisuais do mês. Pega a &#8230; <a href="http://personaunesp.com.br/cineclube-persona-julho-de-2021/" class="more-link">Continue lendo<span class="screen-reader-text"> "Cineclube Persona – Julho de 2021"</span></a></p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p><figure id="attachment_22232" aria-describedby="caption-attachment-22232" style="width: 1024px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="wp-image-22232 size-full" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/08/capa.jpg" alt="Arte quadrada de fundo na cor roxa. No canto supeior esquerdo, foi adicionado o texto &quot;Julho de 2021”. No centro da imagem, foi adicionado o logo do Persona, e a íris do olho foi pintada na cor lilás. No canto inferior direito, foi adicionado o texto &quot;cineclube persona&quot;. Espalhados pela arte, foram adicionadas quatro fotos com molduras na cor azul claro. As fotos são de produções audiovisuais, sendo: a série Loki da Marvel, com uma foto do rosto do ator Tom Hiddleston que o interpreta. Ele é um homem branco de cabelos pretos, olhos azuis e encara com expressão séria e debochada; O fundo é dourado e brilha como uma auréola atrás da cabeça dele. O filme AmarElo - Ao vivo, com uma foto do rapper Emicida, responsável pelo show do filme. Ele é um homem negro, de cabelo black power e barba rente ao roso, e óculos de grau. Ele usa uma camiseta bege com um círculo amarelo no peito, sua expressão é séria e ele tem um braço estendido para cima, serrando o punho como símbolo de luta. Viúva Negra, filme da Marvel, com uma foto de rosto da atriz Scarlett Johanssen que a interpreta. Ela é uma mulher branca de cabelos ruivos ligeiramente presos atrás da cabeça. Sua expressão é meio sorridente e ela esta de lado, curvando o rosto. E Os Ausentes, primeira série brasileira da HBO Max, com a foto do rosto do casal protagonista Raul e Maria Júlia, interpretados por Erom Cordeiro e Maria Flor. Na imagem, ambos estão um do lado do outro, encostados em uma parede de tijolo cinza. Raul é um homem branco de cabelos pretos e barba comprida, ele veste uma jaqueta preta e sua expressão é séria. Maria Júlia é uma mulher branca de cabelos pretos cacheados na altura dos ombros, sua expressão é séria." width="1024" height="538" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/08/capa.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/08/capa-800x420.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/08/capa-768x404.jpg 768w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-22232" class="wp-caption-text">Destaques de Julho de 2021: Emicida: AmarElo (Ao Vivo), Viúva Negra, Os Ausentes e Loki [Foto: Reprodução/Arte: Nathália Mendes/Texto de Abertura: Ana Júlia Trevisan e Vitor Evangelista]</figcaption></figure><span style="font-weight: 400;">O mês de Julho aterrissou nas Olimpíadas de Tóquio. E entre a emoção ver </span><a href="https://dibradoras.com.br/2021/08/03/rebeca-andrade-uma-campea-inspirada-por-mulheres-mostra-nossa-forca/#:~:text=Medalhista%20em%20uma%20Olimp%C3%ADada%20que,Mostra%20o%20poder%20da%20mulher."><span style="font-weight: 400;">Rebeca Andrade</span></a><span style="font-weight: 400;"> subindo ao pódio em 1º lugar após performar ao som de </span><i><span style="font-weight: 400;">Baile de Favela</span></i><span style="font-weight: 400;"> e o orgulho de contemplar nossa </span><a href="https://dibradoras.com.br/2021/07/26/skate-e-sim-pra-todo-mundo-nao-e-so-pra-meninos-diz-medalhista-fadinha/"><span style="font-weight: 400;">Fadinha</span></a><span style="font-weight: 400;">, Rayssa Leal, se tornar prata no </span><i><span style="font-weight: 400;">skate</span></i><span style="font-weight: 400;">, sobrou espaço para assistirmos os lançamentos audiovisuais do mês. Pega a pipoca, que o hoje o </span><b>Persona </b><span style="font-weight: 400;">comenta tudo que teve de melhor e de pior na Televisão e na Sétima Arte. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A </span><i><span style="font-weight: 400;">Netflix </span></i><span style="font-weight: 400;">acertou em cheio ao testar um novo formato de disponibilização de filmes. Apostando no bom </span><i><span style="font-weight: 400;">slasher</span></i><span style="font-weight: 400;">, o </span><i><span style="font-weight: 400;">streaming </span></i><span style="font-weight: 400;">produziu uma trilogia que foi lançada durante três sextas-feiras. </span><a href="https://personaunesp.com.br/tag/rua-do-medo/"><i><span style="font-weight: 400;">Rua do Medo</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> teve tudo que os clássicos filmes de terror podem oferecer: reviravoltas, clichês, sexo, casal </span><i><span style="font-weight: 400;">queer</span></i><span style="font-weight: 400;">, acampamentos e muito sangue.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A queridinha ainda nos presenteou com o </span><i><span style="font-weight: 400;">show </span></i><a href="https://personaunesp.com.br/amarelo-emicida-critica/"><i><span style="font-weight: 400;">AmarElo</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> do Emicida, eternizando toda energia positiva daquela noite de 2019. Quem também registrou todo seu amor pela Música brasileira foi a cantora Gloria Estefan, que trouxe, para os assinantes do </span><i><span style="font-weight: 400;">HBO Max</span></i><span style="font-weight: 400;">,</span> <a href="https://www.youtube.com/watch?v=OPj-0vXtQiw"><i><span style="font-weight: 400;">Sangue Iorubá</span></i></a><i><span style="font-weight: 400;">,</span></i><span style="font-weight: 400;"> um documentário explicando todo seu encanto e inspiração pelos nossos ritmos. Além deles, música e documentário também se mesclaram no mais novo &#8211; e delirante &#8211; trabalho de St. Vicent, que tenta captar a essência de Annie Clark.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Imagina postar uma </span><i><span style="font-weight: 400;">thread </span></i><span style="font-weight: 400;">em seu </span><i><span style="font-weight: 400;">Twitter </span></i><span style="font-weight: 400;">e ela se transformar num filme? Pois, o que parece absurdo funcionou muito bem com as atuações Riley Keough e Taylour Paige. Incrivelmente, as viagens de </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=24KbaKlCDDI"><i><span style="font-weight: 400;">Zola</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> agradaram mais que as de </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=vXw69MG3ZiQ"><i><span style="font-weight: 400;">Jolt</span></i></a><span style="font-weight: 400;">. O filme de baixo orçamento do </span><i><span style="font-weight: 400;">Prime Video </span></i><span style="font-weight: 400;">até traz uma premissa interessante, mas faz com que seu roteiro seja uma sucessão de erros. O aviso que fica é: Nunca Confie em Homens!</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A </span><i><span style="font-weight: 400;">Disney </span></i><span style="font-weight: 400;">foi liberal na economia e conservadora nos costumes. Com o preço da assinatura do </span><i><span style="font-weight: 400;">streaming </span></i><span style="font-weight: 400;">mais 70 reais (Não, Mickey, jamais te perdoarei por isso) pudemos abraçar a tradição e assistir </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=giiVNWmtUDI"><i><span style="font-weight: 400;">Jungle Cruise</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, uma típica aventura nos parques do mundo encantado. Ainda na exploração capitalista, nos despedimos de Natasha Romanoff da maneira mais frustrante possível. Não que </span><a href="https://personaunesp.com.br/viuva-negra-critica/"><i><span style="font-weight: 400;">Viúva Negra</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> seja ruim, mas ele deveria ter aparecido no Cineclube de 2013. E não, </span><i><span style="font-weight: 400;">Marvel</span></i><span style="font-weight: 400;">, jamais te perdoaremos por isso.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Esse mês,</span><i><span style="font-weight: 400;"> remakes</span></i><span style="font-weight: 400;"> e continuações ganham espaço especial entre os lançamentos. O aguardado </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=4ake9I0-6vA"><i><span style="font-weight: 400;">Space Jam: Um Novo Legado</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> chegou sem muitas inovações mas carregado de nostalgia para os amantes dos Looney Tunes. </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=X-V1jcj2Zt8"><i><span style="font-weight: 400;">Velozes &amp; Furiosos </span></i><span style="font-weight: 400;">9</span></a><span style="font-weight: 400;"> manteve a qualidade da franquia no patamar elevado e </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=ZX60xMo3QB0"><i><span style="font-weight: 400;">Um Lugar Silencioso &#8211; Parte II</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, ajuda a amarrar as pontas que ficaram soltas no filme anterior. Já </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=67Z51ceAZ_A"><i><span style="font-weight: 400;">Caçadores de Trolls: A ascensão dos Titãs</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, mais cansa o cinéfilo do que cumpre com sua promessa.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Na TV, o resultado foi mais positivo. A salada de frutas da </span><i><span style="font-weight: 400;">Netflix </span></i><span style="font-weight: 400;">atirou para todos os lados: </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=eXyeTKqNg2s"><i><span style="font-weight: 400;">Outer Banks</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> voltou tão apetitosa quanto antes, enquanto </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=JQMeOOallZA"><i><span style="font-weight: 400;">Resident Evil: No Escuro Absoluto</span></i></a> <span style="font-weight: 400;">não esquentou o suficiente. </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=b9DOcfyezD0"><i><span style="font-weight: 400;">Atypical</span></i></a> <span style="font-weight: 400;">deu tchau deixando saudade, </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=_-UR-ZjKIjg"><i><span style="font-weight: 400;">Mestres do Universo: Salvando Eternia</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> chegou com pé na porta e </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=IXsURQxoGe8"><i><span style="font-weight: 400;">Beastars</span></i></a> <span style="font-weight: 400;">retornou com potencial.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A querida e estimada </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=5YaVfwIG9MI"><i><span style="font-weight: 400;">Eu Nunca…</span></i></a> <span style="font-weight: 400;">continua sua jornada como uma das comédias mais importantes da atualidade, esbanjando o frisson juvenil que muito nos conforta em tempos de pandemia. </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=wZQnE8PfQSc"><i><span style="font-weight: 400;">Young Royals</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> nos serviu o suco da aclamação: Suécia, uma família real cheia de problemas e um romance LGBTQIA+ proibido. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">No </span><i><span style="font-weight: 400;">HBO Max</span></i><span style="font-weight: 400;">, chegou a primeira produção nacional, </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=3YhLFVYFnDU"><i><span style="font-weight: 400;">Os Ausentes</span></i></a><span style="font-weight: 400;">. Além disso, a joia rara </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=HX0qXjHqNp0"><i><span style="font-weight: 400;">genera+ion</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> finalmente foi disponibilizada aqui, dando vasta visibilidade para essa turminha do barulho, que navega em problemas adolescentes do jeito mais identificável possível: quebrando a cara.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Na casa do rato, </span><a href="https://personaunesp.com.br/loki-critica/"><i><span style="font-weight: 400;">Loki</span></i></a> <span style="font-weight: 400;">adiou suas conclusões a fim de nos apresentar o Multiverso, em adição ao maior personagem da </span><i><span style="font-weight: 400;">Marvel </span></i><span style="font-weight: 400;">de 2021, o Loki Jacaré. A segunda temporada de </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=RnEWqPc5EhI"><i><span style="font-weight: 400;">High School Musical: A Série: O Musical</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> (ufa) acabou meio sem pé nem cabeça, totalmente incerta da história que queria contar. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Na</span><i><span style="font-weight: 400;"> Rede Globo</span></i><span style="font-weight: 400;">, acabou </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=h4KyrnC4OTM"><i><span style="font-weight: 400;">No Limite</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> e nem a merecida vitória de Paula ganhou as manchetes. Na </span><i><span style="font-weight: 400;">internet</span></i><span style="font-weight: 400;">, o xodó </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=WhJZDmsGsvM"><i><span style="font-weight: 400;">The Bold Type</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> encerrou sua jornada na TV de maneira tímida, e a versão espanhola da competição de </span><i><span style="font-weight: 400;">drags </span></i><span style="font-weight: 400;">de RuPaul, </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=DMpUhA8W6ME"><i><span style="font-weight: 400;">Drag Race España</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, divertiu mais que qualquer outra coisa.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Pulando de </span><i><span style="font-weight: 400;">streaming </span></i><span style="font-weight: 400;">em </span><i><span style="font-weight: 400;">streaming</span></i><span style="font-weight: 400;">, a </span><b>Editoria do Persona</b><span style="font-weight: 400;"> passeia pelos grandes lançamentos de </span><b>Julho de 2021</b><span style="font-weight: 400;"> e dá as dicas imperdíveis do que de melhor está borbulhando no meio audiovisual. Se prepara para mergulhar em animações instigantes, filmes de terror imperdíveis e até mesmo em uma das melhores produções do ano passado (</span><i><span style="font-weight: 400;">spoiler:</span></i><span style="font-weight: 400;"> envolve uma </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=8i6yzElUQxQ"><span style="font-weight: 400;">vaquinha</span></a><span style="font-weight: 400;"> chegando nos Estados Unidos).</span></p>
<p><span id="more-21795"></span></p>
<h3>Cinema</h3>
<figure id="attachment_22183" aria-describedby="caption-attachment-22183" style="width: 1400px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-22183" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/08/rua-do-medo-1994.jpg" alt="Cena do filme Rua do Medo: 1994 - Parte 1. É noite e uma figura encapuzada usando uma máscara de caveira olha para a câmera. Ela está dentro de uma casa, segurando um tecido ensanguentado com as mãos. Atrás dela, à esquerda, uma janela aberta com algumas árvores de fora. Do lado direito, uma cortina bege aberta, um abajur branco, uma parede amarela e um quadro pendurado nela." width="1400" height="700" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/08/rua-do-medo-1994.jpg 1400w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/08/rua-do-medo-1994-800x400.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/08/rua-do-medo-1994-1024x512.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/08/rua-do-medo-1994-768x384.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/08/rua-do-medo-1994-1200x600.jpg 1200w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-22183" class="wp-caption-text">Não é difícil captar as inspirações de Rua do Medo, mas ainda é divertido identificá-las (Foto: Netflix)</figcaption></figure>
<p><b>Rua do Medo: 1994 &#8211; Parte 1 (Fear Street: 1994, Leigh Janiak)</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A primeira parte da trilogia de filmes de terror da </span><i><span style="font-weight: 400;">Netflix</span></i><span style="font-weight: 400;"> inspirados na série de </span><a href="https://observatoriodocinema.uol.com.br/filmes/2021/07/criador-de-rua-do-medo-se-diz-chocado-com-adaptacao-da-netflix"><span style="font-weight: 400;">livros de R.L. Stine</span></a><span style="font-weight: 400;"> chegou no início do mês e nos apresentou à realidade sombria de Shadyside, uma pequena cidade do interior americano assombrada por assassinos seriais aparentemente inexplicáveis e que deram à ela a sombria alcunha de </span><i><span style="font-weight: 400;">Killer Capital, USA</span></i><span style="font-weight: 400;">. Seus adultos vivem em estado de alerta enquanto juventude ou quer fugir ou já aceitou seu destino sombrio.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">É em 1994 que a história começa &#8211; e quase termina &#8211; no início da trilogia da diretora Leigh Janiak: quando a rixa entre Shadyside e Sunnyvale, a cidade vizinha incrivelmente bem sucedida, leva a um acidente que perturba o espírito de uma infame bruxa e coloca um grupo de adolescentes na luta contra forças sobrenaturais (e seus próprios traumas).</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Por mais que a ambientação seja clichê e os sustos não fujam do esperado, </span><i><span style="font-weight: 400;">1994</span></i><span style="font-weight: 400;"> é uma ótima homenagem a clássicos do gênero como </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=T5ke9IPTIJQ"><i><span style="font-weight: 400;">Halloween: A Hora do Terror</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> e </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=dCVh4lBfW-c"><i><span style="font-weight: 400;">A Hora do Pesadelo</span></i></a><span style="font-weight: 400;">. Com uma </span><a href="https://olhardigital.com.br/2021/07/02/cinema-e-streaming/diretora-comenta-abordagem-da-trilogia-de-terror-rua-do-medo/"><span style="font-weight: 400;">reviravolta maravilhosamente </span><i><span style="font-weight: 400;">queer</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> no seu elenco desafortunado de jovens, propelindo a trama (e consequentemente a trilogia) com uma história de romance frágil e doce. </span><b>&#8211;</b> <b>Gabriel Oliveira F. Arruda</b></p>
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<figure id="attachment_22180" aria-describedby="caption-attachment-22180" style="width: 640px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-22180" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/08/1166793.jpg-c_640_360_x-f_jpg-q_x-xxyxx.jpg" alt=" Cena do filme Rua do Medo: 1978 - Parte 2. Na imagem, observamos a personagem Ziggy Berman caída ao chão, com uma expressão de medo no rosto. Ela é uma menina branca de cabelos ruivos e veste uma regata branca listrada. Há traços de sangue por sua face e seu corpo." width="640" height="360" /><figcaption id="caption-attachment-22180" class="wp-caption-text">Sadie Sink atua brilhantemente na tensa carnificina dos anos 70 (Foto: Netflix)</figcaption></figure>
<p><b>Rua do Medo: 1978 &#8211; Parte 2 (Fear Street: 1978, Leigh Janiak)</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Apostando ainda mais alto em reavivar o subgênero </span><i><span style="font-weight: 400;">slasher</span></i><span style="font-weight: 400;">, a </span><i><span style="font-weight: 400;">Netflix</span></i><span style="font-weight: 400;"> nos oferece </span><a href="https://personaunesp.com.br/rua-do-medo-1978-parte-2-critica/"><span style="font-weight: 400;">a</span> <span style="font-weight: 400;">segunda parte de </span><i><span style="font-weight: 400;">Rua do Medo</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, sua nova franquia de terror. A sequência pode até permanecer com direção e roteirização guiadas por Leigh Janiak, mas a construção e execução dos crimes do </span><i><span style="font-weight: 400;">serial killer</span></i> <i><span style="font-weight: 400;">à la</span></i><span style="font-weight: 400;"> Jason Voorhees, a reconfiguração no </span><i><span style="font-weight: 400;">timing</span></i><span style="font-weight: 400;"> dos sustos, bem como a renovação do apelo dado a mitos sobrenaturais, superam as frustrações atribuídas ao</span><a href="https://personaunesp.com.br/rua-do-medo-1994-parte-1-critica/"> <span style="font-weight: 400;">primeiro filme da trilogia</span></a><span style="font-weight: 400;"> pela falta de sangue e profundidade enigmática. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O retorno à Shadyside? Mais brutal que</span><a href="https://personaunesp.com.br/sour-olivia-rodrigo-critica/"> <span style="font-weight: 400;">Olivia Rodrigo</span></a><span style="font-weight: 400;">. Apimentada, em sua maior parte, pelo choque de personalidades e pela inegável conexão entre as irmãs Ziggy (Sadie Sink) e Cindy (Emily Rudd), a narrativa cria vida (ou morte) em um típico acampamento juvenil. No entanto, surpreende ao jogar a comicidade para escanteio e se entregar a uma versão mais aterrorizante, visceral e violenta do cenário desesperador instalado no decorrer da trama. A ambientação, comum em dezenas de </span><i><span style="font-weight: 400;">slashers</span></i><span style="font-weight: 400;"> de sucesso, obtém êxito em </span><a href="https://www.legiaodosherois.com.br/lista/rua-do-medo-netflix-easter-eggs-terror.html#list-item-1"><span style="font-weight: 400;">honrar clássicos do terror</span></a><span style="font-weight: 400;"> bem mais que o início da tríade &#8211; tudo sem perder de vista a originalidade </span><i><span style="font-weight: 400;">gore</span></i><span style="font-weight: 400;"> que o horror espera, atualmente, de seus filmes.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Por fim, o aprofundamento dos massacres e o magnetismo de uma </span><i><span style="font-weight: 400;">final girl</span></i><span style="font-weight: 400;"> de respeito se unem às metas mal definidas dos impactos sombrios que a bruxa Sarah Fier (Elizabeth Scopel) insiste em causar. Esse é o tripé responsável por manter o fôlego que a trilogia precisava encontrar antes de seu término. Assim, a história instiga horripilantemente seus espectadores a concluírem o cerne de tantas maldições em </span><a href="https://personaunesp.com.br/rua-do-medo-1666-parte-3-critica/"><i>Rua do Medo: 1666 &#8211; Parte 3</i></a><em><span style="font-weight: 400;">.</span></em> <b>&#8211; Vitória Vulcano</b></p>
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<figure id="attachment_21798" aria-describedby="caption-attachment-21798" style="width: 1210px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-21798" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/07/cineclube-rua-do-medo-3.jpg" alt="Cena do filme Rua do Medo: 1666. Ao centro em uma caverna escura, vemos Sarah Fier, uma mulher branca, de cabelos castanhos enrolados, aparentando ter cerca de 20 anos, vestindo roupas e um xale de campo amarronzados e segurando uma tocha acesa." width="1210" height="544" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/07/cineclube-rua-do-medo-3.jpg 1210w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/07/cineclube-rua-do-medo-3-800x360.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/07/cineclube-rua-do-medo-3-1024x460.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/07/cineclube-rua-do-medo-3-768x345.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/07/cineclube-rua-do-medo-3-1200x540.jpg 1200w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-21798" class="wp-caption-text">Fã de terror, a diretora <a href="https://www.youtube.com/watch?v=nzorMysyFjk">Leigh Janiak</a> fez questão de <a href="https://www.youtube.com/watch?v=4jwW0sk5_x8">encher</a> a trilogia Rua do Medo com <a href="https://rollingstone.uol.com.br/cinema/7-easter-eggs-apavorantes-de-rua-do-medo-parte-2-1978-da-netflix-stephen-king-david-bowie-e-mais-lista/">referências</a>, de Stephen King aos filmes clássicos do gênero (Foto: Netflix)</figcaption></figure>
<p><b>Rua do Medo: 1666 &#8211; Parte 3 (Fear Street: 1666, Leigh Janiak)</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A Maldição de Shadyside chega ao fim (por enquanto) junto da </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=u6jfv-D-QjA"><span style="font-weight: 400;">trilogia </span><i><span style="font-weight: 400;">Rua do Medo</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, que garantiu a </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=pj9lGrRIR-w"><span style="font-weight: 400;">diversão</span></a><span style="font-weight: 400;"> em três sextas-feiras seguidas na </span><i><span style="font-weight: 400;">Netflix</span></i><span style="font-weight: 400;">. Depois de sermos apresentados às assombrações esporádicas que assolam a cidade no promissor </span><a href="https://personaunesp.com.br/rua-do-medo-1994-parte-1-critica/"><i><span style="font-weight: 400;">Rua do Medo: 1994</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, e revisitarmos o Massacre de Nightwing no nostálgico e excitante </span><a href="https://personaunesp.com.br/rua-do-medo-1978-parte-2-critica/#more-21689"><i><span style="font-weight: 400;">Rua do Medo: 1978</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, na parte final da sequência, </span><a href="https://personaunesp.com.br/rua-do-medo-1666-parte-3-critica/"><i><span style="font-weight: 400;">Rua do Medo: 1666</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, </span><a href="https://screenrant.com/fear-street-movies-timeline-killers-events-explained/"><span style="font-weight: 400;">voltamos</span></a><span style="font-weight: 400;"> à origem da lenda da bruxa Sarah Fier.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Através dos olhos de Deena (Kiana Madeira), os eventos que levaram à </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=B8BjVmKJnPY"><span style="font-weight: 400;">maldição</span></a><span style="font-weight: 400;"> da marginalizada cidadezinha se revelam diferentes do que as más línguas contam. Em uma primeira parte menos </span><a href="https://www.indiewire.com/2021/07/fear-street-trilogy-gore-1234647235/"><span style="font-weight: 400;">sangrenta</span></a><span style="font-weight: 400;"> mas igualmente surpreendente, o </span><a href="https://cinepop.com.br/as-10-sequencias-de-terror-slasher-mais-famosas-do-cinema-203241/"><i><span style="font-weight: 400;">slasher</span></i></a> <span style="font-weight: 400;">dos anos 70 e o </span><a href="https://www.thewrap.com/fear-street-part-one-1994-stranger-things-connections-duffer/"><span style="font-weight: 400;">colorido</span></a><span style="font-weight: 400;"> dos anos 90 dão lugar à uma </span><a href="https://bloody-disgusting.com/editorials/3674787/fear-street-shines-light-horrors-history-patriarchal-society/"><span style="font-weight: 400;">amedrontadora</span></a><span style="font-weight: 400;"> e tensa paisagem bucólica, impossível de não ser comparada ao da icônica </span><a href="https://personaunesp.com.br/a-bruxa-5-anos/"><i><span style="font-weight: 400;">A Bruxa</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, e o sangue </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=OLRGhw63D0E"><i><span style="font-weight: 400;">ketchup</span></i></a> <span style="font-weight: 400;">é substituído pelo suspense. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Com o passado desvendado e um </span><i><span style="font-weight: 400;">plot twist </span></i><span style="font-weight: 400;">que reengata onde a narrativa parou, </span><i><span style="font-weight: 400;">1666 </span></i><span style="font-weight: 400;">corrige a </span><a href="https://www.atrevida.com.br/noticias/tv-e-series/diretora-de-rua-do-medo-fala-sobre-regras-mitologicas-envolvendo-a-bruxa-sarah-fier.phtml"><span style="font-weight: 400;">história de Sarah Fier</span></a><span style="font-weight: 400;"> e, em um desfecho rápido e cheio de cenas eufóricas e divertidas, encerra a trilogia idealizada pela diretora </span><a href="https://bloody-disgusting.com/movie/3674482/future-fear-street-leigh-janiak-hopes-make-teen-horror-netflix/"><span style="font-weight: 400;">Leigh Janiak</span></a><span style="font-weight: 400;">. Agora, </span><a href="https://observatoriodocinema.uol.com.br/filmes/2021/07/diretora-de-rua-do-medo-quer-tornar-franquia-o-mcu-do-terror"><span style="font-weight: 400;">cabe à </span><i><span style="font-weight: 400;">Netflix</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> decidir se o </span><a href="https://observatoriodocinema.uol.com.br/filmes/2021/07/explicamos-o-final-de-rua-do-medo-parte-3"><span style="font-weight: 400;">final feliz</span></a><span style="font-weight: 400;"> de Shadyside vai durar ou não… e esperamos que não. </span><b>&#8211; Vitória Lopes Gomez</b></p>
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<figure id="attachment_22192" aria-describedby="caption-attachment-22192" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-22192" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/08/Ar-condicionado-800x344.jpg" alt="Cena do filme Ar Condicionado. Mostra de perto um homem negro de olhos fechados, cabelo curto e barba grisalha com os dois braços apoiados através da janela aberta de um carro. Ele é banhado por uma luz azul. O teto do carro é iluminado por uma luz amarela." width="800" height="344" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/08/Ar-condicionado-800x344.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/08/Ar-condicionado-1024x440.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/08/Ar-condicionado-768x330.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/08/Ar-condicionado.jpg 1200w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-22192" class="wp-caption-text">Ar Condicionado tem sua estreia no Brasil exclusivamente pela MUBI (Foto: MUBI)</figcaption></figure>
<p><b>Ar Condicionado (Idem, Fradique)</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Ar: o fluido que respiramos. Condicionar: tornar dependente de condição, acondicionar. É a partir da contradição entre o natural e o artificial, da condicionalização daquilo que é essencial que </span><a href="https://mubi.com/pt/films/air-conditioner"><i><span style="font-weight: 400;">Ar Condicionado</span></i></a> <span style="font-weight: 400;">tem seu ponto de partida. O filme do diretor angolano </span><a href="https://www.google.com/amp/s/www.papodecinema.com.br/entrevistas/ar-condicionado-prefiro-ver-o-filme-numa-sala-de-cinema-mas-nao-podemos-impor-dogmas-diz-o-cineasta-angolano-fradique/"><span style="font-weight: 400;">Fradique</span></a><span style="font-weight: 400;"> tem uma premissa inusitada: os ar-condicionados (apelidados de ACs) dos prédios de Luanda começam a cair sem razão aparente. Em meio ao mistério, Matacedo tem a missão de trazer o AC de seu chefe consertado, o que o leva a uma estranha jornada pela capital angolana. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A trama ganha camadas de </span><a href="https://medium.com/pipoca-projetor/cinco-bons-filmes-de-realismo-fant%C3%A1stico-que-estimulam-a-imagina%C3%A7%C3%A3o-do-espectador-3292a80b6802"><span style="font-weight: 400;">realismo fantástico</span></a><span style="font-weight: 400;"> quando percebermos que saber a razão dos incidentes frequentes talvez não seja a pergunta mais importante a ser feita. Os ar-condicionados passam de meros resfriadores a causadores de fatalidades, armazenadores da memória humana, tornando-se até razão para o luto. Mesmo com o frescor de descobrir o Cinema de outras partes do mundo, </span><i><span style="font-weight: 400;">Ar Condicionado </span></i><span style="font-weight: 400;">por vezes pode cansar com seu protagonista vagando no labirinto urbano, sem levar a história para uma direção evidente. Ainda assim, a multiplicidade de interpretações gerada pela imagem dos ar-condicionados torna o filme emblemático, levando-nos a aceitar que na selva de pedra, ninguém consegue respirar.</span><b> &#8211; João Batista Signorelli</b></p>
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<figure id="attachment_22184" aria-describedby="caption-attachment-22184" style="width: 1000px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-22184" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/08/trollhunters.jpg" alt="Cena do filme Trollhunters: A ascensão dos titãs. É noite e os heróis, finalmente reunidos, se preparam para enfrentar sua maior ameaça. Da direita para a esquerda, os alienígenas: Krel (Diego Luna), Vex (Nick Offerman), e Aja (Tatiana Maslany). Todos eles tem pele azul e usam armaduras azul-escuras. Krel e Aja possuem dois pares de braços e Vex é maior que eles. Krel segura uma espada futurista azul brilhante e Aja segura um dispositivo semicircular. No centro da imagem, Jim (Emile Hirsch), um humano, caucasiano, de jeans e blusa azul, segura Excalibur, uma espada dourada. À direita de Jim, os trolls: Blinky (Kelsey Grammer) e Aaarrrgghh!!! (Fred Tatasciore). Ambos tem a pele de pedra, mas Blinky é azul e Aaarrrgghh!!! é cinza. Blinky é um pouco maior que Jim e tem três pares de olhos, mas Aaarrrgghh!!! é um pouco maior que Vex e possui pelo verde nas costas. Em cima de Aaarrrgghh!!!, Toby (Charlie Saxton), um humano caucasiano pequeno usando uma armadura de bronze com uma lanterna no capacete e segurando um martelo flamejante. Na frente deles, Claire (Lexi Medrano), uma humana latina com uma armadura púrpura com luz mágica nas duas mãos. Do lado direito dela, Douxie (Colin O’Donoghue), um mago caucasiano de cabelo preto usando um moletom preto e com mágica azul saindo das mãos. Atrás deles há uma van estacionada, e atrás dela, uma floresta em chamas. Eles são iluminados pela luz de um holofote atrás deles." width="1000" height="600" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/08/trollhunters.jpg 1000w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/08/trollhunters-800x480.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/08/trollhunters-768x461.jpg 768w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-22184" class="wp-caption-text">A união entre as narrativas de trolls, alienígenas e magos foi a grande promessa de A ascensão dos Titãs (Foto: Netflix)</figcaption></figure>
<p><b>Caçadores de Trolls: A ascensão dos Titãs (Trollhunters: Rise of the Titans, Johanne Matte, Francisco Ruiz-Velasco e Andrew L. Schmidt)</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A conclusão da série de </span><a href="https://feededigno.com.br/serie/cacadores-de-trolls-conheca-os-herois-da-franquia/"><span style="font-weight: 400;">histórias criada por Guillermo del Toro</span></a><span style="font-weight: 400;"> chega na forma de um longa com a cruel tarefa de unir todas as tramas apresentadas nos </span><i><span style="font-weight: 400;">Contos de Arcadia</span></i><span style="font-weight: 400;"> e levá-las a um fim com o esperado embate contra a Ordem Arcana. Infelizmente, </span><i><span style="font-weight: 400;">A ascensão dos Titãs</span></i><span style="font-weight: 400;"> não suporta o peso de seu enredo estufado e se arruína na hora de entregar um final satisfatório para aqueles que vinham acompanhando </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=VK81RXn2Bm8"><span style="font-weight: 400;">seus personagens</span></a><span style="font-weight: 400;"> desde 2016.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A qualidade da animação é um dos poucos pontos fortes do filme que, junto com a fotografia, elevam a batalha dos defensores de Arcadia contra os gigantescos Titãs em lutas espetaculares que ecoam </span><a href="https://screenrant.com/trollhunters-rise-titans-trailer-netflix-guillermo-del-toro/"><i><span style="font-weight: 400;">Pacific Rim</span></i></a><span style="font-weight: 400;">. No entanto, há tantos personagens e subtramas inconsequentes que fica até difícil prestar atenção quando algo genuinamente divertido acontece.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">São os personagens de </span><i><span style="font-weight: 400;">Caçadores de Trolls</span></i><span style="font-weight: 400;"> que mais sofrem na transição de formato, sendo relegados ou à piadas recorrentes ou apenas aparecendo para cumprir tabela, sem relação direta com os eventos que se desenrolam. A única parte épica do longa está na escala da decepção que seu final causa: não só desperdiça todo restante do filme como também todas as séries que o precederam em uma decisão final verdadeiramente deplorável. </span><b>&#8211; Gabriel Oliveira F. Arruda</b></p>
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<p><figure id="attachment_22171" aria-describedby="caption-attachment-22171" style="width: 1920px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-22171" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/07/img1.jpg" alt="Cena do filme The Nowhere Inn. Fotografia em modo paisagem, com bordas laterais pretas. Em plano médio está Annie Clark com uma pistola apontada para frente. Annie é uma mulher branca, de aproximadamente 35 anos, olhos verdes e cabelo liso, curto e preto. Ela veste um chapéu de cowboy marrom, uma camisa preta, jaqueta de couro branca com franjas e usa batom vermelho. Ao lado está uma mulher idosa de aproximadamente 60 anos. No fundo está uma varanda branca com árvores." width="1920" height="1080" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/07/img1.jpg 1920w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/07/img1-800x450.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/07/img1-1024x576.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/07/img1-768x432.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/07/img1-1536x864.jpg 1536w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/07/img1-1200x675.jpg 1200w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-22171" class="wp-caption-text">Escrito e protagonizado por Annie Clark (a.k.a. St. Vincent) como ela mesma, o mocumentário teve estreia no Festival de Sundance 2020 [Foto: Topic Studios]</figcaption></figure><b>The Nowhere Inn (Idem, Bill Benz)</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Quando </span><a href="https://musicnonstop.uol.com.br/do-experimentalismo-ao-fenomeno-pop-por-que-st-vincent-e-uma-das-maiores-artistas-da-nossa-epoca/"><span style="font-weight: 400;">St. Vincent</span></a><span style="font-weight: 400;"> decide fazer um documentário, é certo que sua abordagem não será convencional. Em </span><a href="https://youtu.be/WWaWaedQoow"><i><span style="font-weight: 400;">The Nowhere Inn</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, a artista nos carrega junto nos bastidores da turnê de </span><a href="https://open.spotify.com/album/4RoOGpdrgfiIUyv0kLaC4e?si=fLuUicshTMOp_J9NUMmaBQ&amp;dl_branch=1"><i><span style="font-weight: 400;">MASSEDUCTION</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, onde conhecemos a verdadeira cara por trás do pseudônimo enigmático dos palcos, Annie Clark – ou pelo menos achamos que sim. Ficção e autobiografia se entrelaçam num pseudo-documentário à la David Lynch, nos levando conscientemente a não entender nada.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A premissa inicial do longa é de documentar a essência da real Annie Clark ao lado da amiga e cineasta </span><a href="https://twitter.com/st_vincent/status/1394702077872406530?s=20"><span style="font-weight: 400;">Carrie Brownstein</span></a><span style="font-weight: 400;">. Juntas, as amigas iriam criar um relato metaficcional sobre a essência artística de Clark, mas que rapidamente revela divergências criativas. O que começa de maneira clara, logo se transforma num delírio delicioso. A realidade é fragmentada e não é mais possível distinguir o que é autêntico e o que é espetáculo em meio à cores vibrantes, figurinos deslumbrantes, uma trilha sonora com versões inéditas das canções de St. Vincent e </span><i><span style="font-weight: 400;">cowboys</span></i><span style="font-weight: 400;">.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Para quem é fã, a diversão é garantida. Contudo, aos não familiarizados, a experiência pode se tornar desapegada quando o foco narrativo do longa não é a história em si. Entre bizarrices divertidíssimas, nos deleitamos ao ver uma St. Vincent totalmente diferente de suas personas performáticas, como </span><i><span style="font-weight: 400;">nerd </span></i><span style="font-weight: 400;">jogando </span><a href="https://www.nintendoenthusiast.com/st-vincent-admits-to-playing-300-hours-of-breath-of-the-wild/"><i><span style="font-weight: 400;">Nintendo Switch</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> ou até mesmo contracenando como namorada da atriz </span><a href="https://uproxx.com/indie/st-vicent-carrie-brownstein-nowhere-inn-trailer/"><span style="font-weight: 400;">Dakota Johnson</span></a><span style="font-weight: 400;">. Com proposta óbvia de não ser levada a sério, Annie Clark nos convida a adentrar numa fantasia surrealista e embarca quem quer. </span><b>&#8211; Ayra Mori</b></p>
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<figure id="attachment_22203" aria-describedby="caption-attachment-22203" style="width: 1120px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-22203" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/08/Jungle-Cruise.jpg" alt="Cena do filme Jungle Cruise exibe uma mulher branca e um homem samoano em cima de um barco num rio. A mulher tem cabelo loiro longo e veste uma camisa verde. O homem usa uma boina e veste uma camisa cinza com suspensórios. " width="1120" height="420" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/08/Jungle-Cruise.jpg 1120w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/08/Jungle-Cruise-800x300.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/08/Jungle-Cruise-1024x384.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/08/Jungle-Cruise-768x288.jpg 768w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-22203" class="wp-caption-text">Jungle Cruise sabe aproveitar o caminho que leva até o objetivo (Foto: Walt Disney Pictures)</figcaption></figure>
<p><b>Jungle Cruise (Idem, Jaume Collet-Serra)</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A </span><a href="https://personaunesp.com.br/me-sinto-bem-com-voce-critica/"><span style="font-weight: 400;">pandemia</span></a><span style="font-weight: 400;"> fez com que todos os estúdios precisassem se adaptar. No caso da </span><i><span style="font-weight: 400;">Disney</span></i><span style="font-weight: 400;">, a empresa optou por vender seus lançamentos no formato de </span><i><span style="font-weight: 400;">Premier Access </span></i><span style="font-weight: 400;">no </span><i><span style="font-weight: 400;">Disney+</span></i><span style="font-weight: 400;">,</span> <span style="font-weight: 400;">além da tradicional exibição nos cinemas. </span><i><span style="font-weight: 400;">Jungle Cruise</span></i><span style="font-weight: 400;">,</span> <span style="font-weight: 400;">nova aventura lançada nesse formato híbrido, diverte e cativa de tal forma que nos faz relembrar da força das histórias que viajam pelo desconhecido. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Baseado no parque temático da </span><i><span style="font-weight: 400;">Disney</span></i><span style="font-weight: 400;">, o filme conta a história da Dra. Lily Houghton (</span><a href="https://personaunesp.com.br/um-lugar-silencioso-critica/"><span style="font-weight: 400;">Emily Blunt</span></a><span style="font-weight: 400;">), que pede ajuda ao capitão Frank Wolff (Dwayne Johnson) para levá-la à Amazônia em seu barco caindo aos pedaços. Juntos, procuram por uma árvore ancestral que pode curar qualquer doença.</span></p>
<p><i><span style="font-weight: 400;">Jungle Cruise </span></i><span style="font-weight: 400;">não tem medo de abraçar a fantasia. O diretor Jaume Collet-Serra aproveita as possibilidades dos efeitos especiais para construir uma jornada colorida e vibrante como a natureza. Em tempos que parecem valorizar demais o </span><a href="https://personaunesp.com.br/bravura-indomita-10-anos/"><span style="font-weight: 400;">realismo</span></a><span style="font-weight: 400;">, é bom ver o retorno de aventuras mais tradicionais e escapistas como essa. </span><b>&#8211; Caio Machado</b></p>
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<figure id="attachment_22210" aria-describedby="caption-attachment-22210" style="width: 1200px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-22210" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/08/umaclassicahistoriadeterror-filmenetflixterror.jpg" alt="A imagem retangular é uma cena do filme. Centralizada e ligeiramente à esquerda há uma mulher jovem adulta e branca de cabelo liso e castanho escuro até a altura do peito. Ela possui um rosto magro e sobrancelhas finas. Ela usa uma camiseta verde de manga longa e empunha uma escopeta. Vemos ela da cintura para cima e ela está com o rosto cheio de sangue e as mãos ensanguentadas com faixas ao redor. Ao fundo vemos uma floresta verde cheia de árvores." width="1200" height="675" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/08/umaclassicahistoriadeterror-filmenetflixterror.jpg 1200w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/08/umaclassicahistoriadeterror-filmenetflixterror-800x450.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/08/umaclassicahistoriadeterror-filmenetflixterror-1024x576.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/08/umaclassicahistoriadeterror-filmenetflixterror-768x432.jpg 768w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-22210" class="wp-caption-text">A atriz italiana Matilda Lutz interpreta a personagem principal em Um Clássico Filme de Terror (Foto: Netflix)</figcaption></figure>
<p><b>Um Clássico Filme de Terror (A Classic Horror Story, Roberto De Feo e Paolo Strippoli)</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Quando uma obra-prima cinematográfica vem à vida, logo nos vem à mente a seguinte pergunta:</span><i><span style="font-weight: 400;"> o que o diretor não faria para alcançar tamanha perfeição? </span></i><span style="font-weight: 400;">Talvez </span><a href="https://canaltech.com.br/entretenimento/um-classico-filme-de-terror-10-easter-eggs/"><i><span style="font-weight: 400;">Um Clássico Filme de Terror</span></i></a> <span style="font-weight: 400;">não seja uma obra-prima, mas dizer que seu “diretor” deu o sangue para alcançar esse mesmo objetivo é inegável. O longa italiano lançado pela </span><i><span style="font-weight: 400;">Netflix</span></i><span style="font-weight: 400;"> mescla um pouco do terror clichê (como já propõe o próprio nome) com um toque moderno e, infelizmente, batido.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Começando pela fórmula reciclada, o </span><i><span style="font-weight: 400;">plot twist </span></i><span style="font-weight: 400;">e sua intenção inovadora já não é mais um plano de ação fresco no mundo do Cinema, mesclar elementos demoníacos com o controle humano já não causa mais a mesma surpresa. Porém, é o cenário da não tão Santíssima Trindade mafiosa que cria o melhor elemento do filme: a </span><a href="https://www.legiaodosherois.com.br/2021/critica-classico-filme-de-terror-netflix.html"><span style="font-weight: 400;">metalinguagem</span></a><span style="font-weight: 400;">. Dentro do ambiente cinematográfico onde há outro ambiente cinematográfico, perdemos a noção de quem está no comando e o que é real ou não. Ao final, no melhor estilo </span><i><span style="font-weight: 400;">Casamento Sangrento</span></i><span style="font-weight: 400;">, nossa bambina se despede da maneira mais satisfatória possível. </span><b>&#8211; Vitor Tenca</b></p>
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<figure id="attachment_22208" aria-describedby="caption-attachment-22208" style="width: 696px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-22208" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/08/imagem1-space-jam-a-new-legacy.jpg" alt="Cena do filme Space Jam 2, que mostra Lebron James e Pernalonga. Lebron é alto, negro e usa uniforme azul e laranja. Pernalonga é um coelho, animado, cinza e usa o mesmo uniforme. Ao fundo, vemos a torcida." width="696" height="394" /><figcaption id="caption-attachment-22208" class="wp-caption-text">LeBron James e Pernalonga com o uniforme atualizado do time Tune Squad (Foto: Warner Bros. Pictures)</figcaption></figure>
<p><b>Space Jam: Um Novo Legado (Space Jam: A New Legacy, Malcolm D. Lee)</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A onda de </span><i><span style="font-weight: 400;">remakes </span></i><span style="font-weight: 400;">de filmes dos anos 1990 continua com a atualização do clássico </span><i><span style="font-weight: 400;">Space Jam</span></i><span style="font-weight: 400;">, e mais do que nunca é de se questionar se isso é uma boa ideia. </span><i><span style="font-weight: 400;">Space Jam: Um Novo Legado</span></i><span style="font-weight: 400;"> conta a história da maior estrela do basquete atual: </span><a href="http://www.espn.com.br/blogs/nbanaespn/691548_lebron-james-esta-no-caminho-para-superar-jordan-a-pergunta-e-vamos-permitir-que-ele-o-faca"><span style="font-weight: 400;">LeBron James</span></a><span style="font-weight: 400;">, em uma aventura no mundo cibernético em que precisa derrotar uma Inteligência Artificial em um jogo de basquete, ao lado dos Looney Tunes, para salvar seu filho. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Apesar de uma trama não muito inovadora, o filme traz algumas diferenças em comparação a sua versão anterior, especialmente em relação às motivações por trás dos acontecimentos. O vilão, o jogo, os problemas, todos são consequências apresentadas pelo mundo de James, diferente da versão de 1996, em que Michael Jordan é apenas mais um personagem no mundo dos Looney Tunes. E isso em partes tira um pouco da alma do filme, tornando-o um tanto corrido em alguns momentos e arrastado em outros, parecendo não saber muito no que focar. Se é na história de um pai e filho com interesses diferentes que tentam se conectar, ou só em um jogo de </span><a href="https://rollingstone.uol.com.br/cinema/zendaya-ficou-surpresa-com-reacao-mudanca-de-lola-bunny-em-space-jam-nao-sabia-que-isso-aconteceria/"><span style="font-weight: 400;">criaturas lunáticas</span></a><span style="font-weight: 400;"> com motivações lunáticas.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">É difícil assistir </span><i><span style="font-weight: 400;">Space Jam: Um Novo Legado</span></i><span style="font-weight: 400;"> sem comparar pelas lentes da nostalgia, mas quando removidas temos um filme bem feito, um pouco repetitivo, mas que agrada em sua proposta de divertir o público e que vale a pena assistir. Nem que só pelas </span><a href="https://www.legiaodosherois.com.br/lista/space-jam-novo-legado-referencias-easter-eggs.html"><span style="font-weight: 400;">referências</span></a><span style="font-weight: 400;"> ao universo da televisão que é trazido ao longo do filme. </span><b>&#8211;</b> <b>Marcela Zogheib</b></p>
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<figure id="attachment_22206" aria-describedby="caption-attachment-22206" style="width: 1280px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-22206" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/08/quiet-place-2.jpg" alt="Cena do filme Um Lugar Silencioso - Parte II. A imagem é um túnel cavernoso com a personagem Regan Abbott, Millicent Simmonds, caminhando pelo centro. Regan é uma adolescente branca e está olhando para cima de onde uma luz a ilumina; ela está de jaqueta e calça jeans escuras, segura uma espingarda em uma mão e na outra um amplificador. Ao fundo há uma luz azul no final do túnel, e parte do chão à frente de Regan está coberto de folhas. A imagem tem pouquíssima iluminação" width="1280" height="544" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/08/quiet-place-2.jpg 1280w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/08/quiet-place-2-800x340.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/08/quiet-place-2-1024x435.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/08/quiet-place-2-768x326.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/08/quiet-place-2-1200x510.jpg 1200w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-22206" class="wp-caption-text">Um Lugar Silencioso &#8211; Parte II dá sequência à saga pós apocalíptica onde os humanos dependem do silêncio para sobreviver (Foto: Paramount)</figcaption></figure>
<p><b>Um Lugar Silencioso &#8211; Parte II (A Quiet Place Part II, John Krasinski)</b></p>
<p><a href="https://www.youtube.com/watch?v=tJt2MS53cdM"><i><span style="font-weight: 400;">Um Lugar Silencioso &#8211; Parte II</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> se encarregou de explicar como o apocalipse alienígena &#8211; e que os </span><a href="https://observatoriodocinema.uol.com.br/filmes/2021/07/um-lugar-silencioso-2-explicamos-os-monstros-e-suas-origens"><i><span style="font-weight: 400;">Demogorgons</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> com super audição vieram de meteoro &#8211; do primeiro filme aconteceu, e dar continuidade na história ao mesmo tempo. Agora com um bebê e a descoberta de como matar os alienígenas, o que sobrou da família Abbott explora o mundo fora de sua fazenda. Com uma fotografia mais clara e a mesma boa dose de sustos, </span><i><span style="font-weight: 400;">o thriller </span></i><span style="font-weight: 400;">mantém a ótima performance. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">É na </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=1Im-NcSayjU"><span style="font-weight: 400;">sonoplastia</span></a><span style="font-weight: 400;"> que mora o segredo, ainda que não seja </span><a href="https://rollingstone.uol.com.br/noticia/oscar-2021-5-curiosidades-sobre-som-do-silencio-indicado-melhor-roteiro-original-lista/"><i><span style="font-weight: 400;">O Som do Silêncio</span></i></a><span style="font-weight: 400;">. Nas mãos de Krasinski, o som norteia o filme, na mesma proporção em que a não-audição de Regan (Millicent Simmonds) o faz. Há um jogo de cenas espetacular entre sons nítidos de todas as movimentações, literalmente até troca de sinal no semáforo, e a quietude do mundo da menina. Após a morte de seu pai, interpretado pelo ator e diretor Krasinski, só ela é necessária para o andamento da história. Mas Cillian Murphy co-protagoniza o filme, mantendo o clichê de uma figura masculina heróica. </span><strong>&#8211; Nathália Mendes</strong></p>
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<figure id="attachment_22186" aria-describedby="caption-attachment-22186" style="width: 1024px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-22186" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/08/jolt.jpg" alt="Cena do filme Jolt: Fúria Fatal. Lindy (Kate Beckinsale) está prestes em cima de um homem, prestes a dar um soco nele, cercada por pessoas apontando lanternas para ela. Lindy, caucasiana, cabelos loiros com raiz preta usando um paletó preto por cima de uma camisa branca com estampa, calças jean azuis e botas pretas, com a mão direita levantada prestes a dar um soco no capanga abaixo dela. Atrás deles, uma multidão grita e aponta lanternas para eles. Do lado direito, um homem caucasiano velho usando um terno branco e camisa azul com uma bengala na mão direita. " width="1024" height="556" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/08/jolt.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/08/jolt-800x434.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/08/jolt-768x417.jpg 768w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-22186" class="wp-caption-text">Kate Beckinsale está com pouca paciência em Jolt: Fúria Fatal (Foto: Amazon Prime Video)</figcaption></figure>
<p><b>Jolt: Fúria Fatal (Jolt, Tanya Wexler)</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Parte filme de ação de baixo orçamento, parte comédia romântica de roteiro duvidoso, há poucas cenas em </span><i><span style="font-weight: 400;">Jolt: Fúria Fatal</span></i><span style="font-weight: 400;"> que fazem jus ao potencial farofeiro do longa de Tanya Wexler.</span><a href="https://cinepop.com.br/jolt-acao-do-amazon-prime-com-kate-beckinsale-amarga-31-de-aprovacao-dos-criticos-304892/"><span style="font-weight: 400;"> Lançado pelo </span><i><span style="font-weight: 400;">Amazon</span></i> <i><span style="font-weight: 400;">Prime Video</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> em julho e estrelado por Kate Beckinsale, a trama segue Lindy, uma mulher que usa um sistema de eletrochoque para evitar impulsos de violência súbitos. Quando seu namorado de dois dias é misteriosamente assassinado, ela vai contra os desejos de seu terapeuta (Stanley Tucci) e decide punir os culpados com as próprias mãos.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Embora o carisma de Kate Beckinsale seja capaz de suportar bastante coisa, ele não basta para que a uma hora e meia de filme se passe num ritmo minimamente agradável. Com cenas de ação e cenários genéricos, fica difícil se conectar com os traumas de sua protagonista irritável, mesmo que em alguns momentos a </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=WI5DF-T5jGE"><span style="font-weight: 400;">sua falta de paciência</span></a><span style="font-weight: 400;"> seja genuinamente engajante e divertida de se ver (talvez porque seja o mesmo sentimento do espectador).</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">No aspecto de comédia romântica, o filme obtém melhores resultados, graças à boas interpretações de um elenco que claramente merecia mais com o que trabalhar. No entanto, o final destrói qualquer chance de uma boa lembrança, entregando conflitos clichês e um </span><a href="http://salacritica.com.br/2020/04/18/especial-12-plot-twists-do-cinema-que-sao-irritantemente-ruins/"><i><span style="font-weight: 400;">plot twist</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> que sacrifica a construção de personagem pelo </span><i><span style="font-weight: 400;">shock value</span></i><span style="font-weight: 400;"> e, incrivelmente, acha de bom tom dar pistas para uma sequência. </span><b>&#8211;</b> <b>Gabriel Oliveira F. Arruda</b></p>
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<figure id="attachment_22181" aria-describedby="caption-attachment-22181" style="width: 1920px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-22181" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/08/Zola.jpg" alt="Cena do filme Zola mostra uma mulher negra e uma mulher branca se encarando em um ambiente com paredes espelhadas e várias lâmpadas azuis e amarelas no teto. A mulher branca tem cabelo loiro, longo e preso num rabo de cavalo. A mulher negra tem cabelo castanho volumoso." width="1920" height="1080" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/08/Zola.jpg 1920w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/08/Zola-800x450.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/08/Zola-1024x576.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/08/Zola-768x432.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/08/Zola-1536x864.jpg 1536w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/08/Zola-1200x675.jpg 1200w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-22181" class="wp-caption-text">Zola distorce a fronteira entre realidade e ficção (Foto: Killer Films, Gigi Films &amp; Ramona Films)</figcaption></figure>
<p><b>Zola (Idem, Janicza Bravo)</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">É comum ver filmes baseados em livros, peças, jogos, acontecimentos marcantes… mas nunca em algo feito nas redes sociais. </span><i><span style="font-weight: 400;">Zola </span></i><span style="font-weight: 400;">chama a atenção nesse aspecto: é o primeiro filme baseado numa </span><i><span style="font-weight: 400;">thread </span></i><span style="font-weight: 400;">que viralizou no </span><i><span style="font-weight: 400;">Twitter</span></i><span style="font-weight: 400;">, escrita pela norte-americana </span><a href="https://twitter.com/_zolarmoon"><span style="font-weight: 400;">Aziah Wells</span></a><span style="font-weight: 400;"> em 2015.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Na trama, a garçonete Zola (Taylour Page) concorda em acompanhar a amiga, Stefani (</span><a href="https://personaunesp.com.br/daisy-jones-and-the-six-critica/"><span style="font-weight: 400;">Riley Keough</span></a><span style="font-weight: 400;">), numa viagem à Flórida. O que deveria ser um final de semana com festas e curtição rapidamente se transforma numa jornada absurda de 48 horas.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Com um visual limpo e agradável digno de filtro dos </span><i><span style="font-weight: 400;">stories </span></i><span style="font-weight: 400;">do </span><i><span style="font-weight: 400;">Instagram</span></i><span style="font-weight: 400;">, </span><i><span style="font-weight: 400;">Zola </span></i><span style="font-weight: 400;">prende a atenção por causa de sua sequência de acontecimentos tão malucos que suscitam o questionamento de “será que isso aconteceu mesmo?” em várias cenas. É uma aventura igualmente tensa e cômica que consegue incorporar, de maneira criativa, elementos característicos das redes sociais, como o som de notificações do </span><i><span style="font-weight: 400;">Twitter </span></i><span style="font-weight: 400;">e o recurso da </span><a href="https://www.tecmundo.com.br/redes-sociais/144743-projeto-lei-eua-quer-proibir-autoplay-rolagem-infinita-sites.htm"><span style="font-weight: 400;">rolagem infinita</span></a><span style="font-weight: 400;"> presente na </span><i><span style="font-weight: 400;">timeline </span></i><span style="font-weight: 400;">do </span><i><span style="font-weight: 400;">Instagram</span></i><span style="font-weight: 400;">.</span> <b>&#8211; Caio Machado</b></p>
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<figure id="attachment_22199" aria-describedby="caption-attachment-22199" style="width: 1280px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-22199" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/08/20210713-viuva-negra-critica-2.jpg" alt="" width="1280" height="720" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/08/20210713-viuva-negra-critica-2.jpg 1280w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/08/20210713-viuva-negra-critica-2-800x450.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/08/20210713-viuva-negra-critica-2-1024x576.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/08/20210713-viuva-negra-critica-2-768x432.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/08/20210713-viuva-negra-critica-2-1200x675.jpg 1200w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-22199" class="wp-caption-text">Viúva Negra rendeu tanto que Scarlett Johansson está processando a Disney (Foto: Marvel Studios)</figcaption></figure>
<p><b>Viúva Negra (Black Widow, Cate Shortland)</b></p>
<p><a href="https://www.omelete.com.br/marvel-cinema/viuva-negra-problema-mcu"><i><span style="font-weight: 400;">Viúva Negra </span></i><span style="font-weight: 400;">é frustrante</span></a><span style="font-weight: 400;">. Não ruim, nem fraco, muito menos entediante. Mas, depois de 11 anos desde sua aparição inicial no </span><i><span style="font-weight: 400;">MCU</span></i><span style="font-weight: 400;">, </span><a href="https://www.terra.com.br/diversao/tv/viuva-negra-saiba-quando-filme-estara-de-graca-na-disney,62f9423cc6baea655abae21ac203f5b7ruchj10n.html"><span style="font-weight: 400;">assistir o primeiro filme</span></a><span style="font-weight: 400;"> protagonizado por Natasha Romanoff sabendo o futuro injusto que a aguarda </span><i><span style="font-weight: 400;">é frustrante</span></i><span style="font-weight: 400;">. A primeira Vingadora a aparecer nas telas da </span><i><span style="font-weight: 400;">Marvel</span></i><span style="font-weight: 400;"> precisou sofrer com a sexualização extrema, a falta de um arco relevante, um relacionamento meia-bomba com Bruce Banner e uma morte horrenda em </span><i><span style="font-weight: 400;">Ultimato</span></i><span style="font-weight: 400;"> para finalmente ganhar um longa solo que se preze, minimamente, a dar os contornos vivos e lúcidos que a personagem de Scarlett Johansson merecia – verbo conjugado no passado, infelizmente.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Enriquecendo a folha de pagamento do estúdio com Florence Pugh, David Harbour e Rachel Weisz, </span><i><span style="font-weight: 400;">Viúva Negra </span></i><span style="font-weight: 400;">volta no tempo e se norteia logo após os acontecimentos de </span><i><span style="font-weight: 400;">Guerra Civil</span></i><span style="font-weight: 400;">, pondo em foco o período em que Natasha estava foragida e precisou se reencontrar com a família falsa que a botou entre os dentes asquerosos de </span><a href="https://www.adorocinema.com/noticias/filmes/noticia-159666/"><span style="font-weight: 400;">Dreykov e sua iniciativa de Viúvas</span></a><span style="font-weight: 400;">. Se você esperava um desenvolvimento sólido sobre o período de treinamento da agente ou do que ela precisou fazer como Viúva, o filme de Cate Shortland apenas pincela esse passado, deixando a impressão de que, na verdade, estamos assistindo </span><i><span style="font-weight: 400;">Viúva Negra 2: A Volta da Sala Vermelha</span></i><span style="font-weight: 400;">, sucessor de um hipotético filme de origem da heroína.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A trama se sustenta, claro. A relação de Natasha com </span><a href="https://www.adorocinema.com/noticias/filmes/noticia-159888/"><span style="font-weight: 400;">Yelena</span></a><span style="font-weight: 400;"> é caótica e divertida, e seu acerto de contas com a jovem Antonia suga o que há de mais dramático na bagagem de Johansson. Apesar de pouco explorados, os traumas causados pelo terror da Sala Vermelha deixam a atmosfera densa, complementando a </span><a href="https://www.omelete.com.br/marvel-cinema/viuva-negra-abertura-kevin-feige"><span style="font-weight: 400;">atuação de Ray Winstone</span></a><span style="font-weight: 400;"> como um dos vilões mais repulsivos – e relâmpagos – da </span><i><span style="font-weight: 400;">Marvel</span></i><span style="font-weight: 400;">. No fim das contas, </span><i><span style="font-weight: 400;">Viúva Negra </span></i><span style="font-weight: 400;">é um tapa-buracos para os anos de descaso cinematográfico que a personagem teve que aturar. E isso, com certeza, afeta a despedida da Vingadora. </span><b>&#8211; Caroline Campos</b></p>
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<figure id="attachment_22193" aria-describedby="caption-attachment-22193" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-22193" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/08/First-Cow-800x406.jpg" alt="Cena do filme First Cow - A Primeira Vaca da América. Mostra um cais à beira de um rio, sobre o qual estão uma vaca marrom-clara, quatro homens vestidos com roupas do século XIX, e alguns objetos como barris e caixas. Ao lado direito do cais, em terra, estão outros dois homens em pé, ao lado de caixas. É um dia bem iluminado, com árvores verdes e amarelas, e acima em destaque, o céu azul preenchido por nuvens brancas." width="800" height="406" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/08/First-Cow-800x406.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/08/First-Cow-1024x520.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/08/First-Cow-768x390.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/08/First-Cow-1536x780.jpg 1536w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/08/First-Cow-1200x609.jpg 1200w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/08/First-Cow.jpg 1580w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-22193" class="wp-caption-text">Quase dois anos depois de sua estreia no Telluride Film Festival, First Cow finalmente está disponível para aluguel e compra no Brasil, além de se destacar no catálogo da MUBI junto a outros filmes da diretora (Foto: MUBI)</figcaption></figure>
<p><b>First Cow &#8211; A Primeira Vaca da América (First Cow, Kelly Reichardt)</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Em </span><a href="https://mubi.com/pt/films/first-cow"><i><span style="font-weight: 400;">First Cow</span></i></a><span style="font-weight: 400;">,</span> <span style="font-weight: 400;">somos transportados para um oeste norte-americano bem diferente daquele que Hollywood está acostumada a mostrar. Não é o lugar de heróis corajosos, de grandes jornadas, ou de conquistas históricas. Muito menos o cenário para a corrupção e a violência do </span><a href="https://m.youtube.com/watch?v=ftTX4FoBWlE"><span style="font-weight: 400;">faroeste revisionista</span></a><span style="font-weight: 400;">. O estado de Oregon é um lugar de simplicidade, onde a chegada de uma vaca ao território é um evento, onde botões são usados como moedas de troca, e o prato para o jantar é colhido diretamente dos arbustos ou pescado no rio. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O mais aclamado e premiado longa da diretora e roteirista </span><a href="https://mulhernocinema.com/tag/kelly-reichardt/"><span style="font-weight: 400;">Kelly Reichardt</span></a><span style="font-weight: 400;"> acompanha o encontro entre o cozinheiro Cookie (John Magaro) e o imigrante chinês King-Lu (Orion Lee), e a sincera amizade que se desenvolve entre os dois. Motivados pela possibilidade de fazer dinheiro com as habilidades culinárias de Cookie, a dupla passa a ordenhar clandestinamente a vaca do homem mais rico da região. O retrato de dois homens buscando se realizar e estabilizar através de seu pequeno negócio torna-se também um retrato naturalista e sem idealizações da construção do sonho americano.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O ritmo lento e contemplativo pode parecer um obstáculo, mas aos moldes de </span><a href="https://www.soliteratura.com.br/modernismo/modernismo20.php"><span style="font-weight: 400;">Guimarães Rosa</span></a><span style="font-weight: 400;">, superados os desafiadores minutos (ou páginas) iniciais, a experiência se torna enormemente recompensadora. A simplicidade de seus personagens é traduzida para a luz natural, os cenários rústicos e o jogo de câmera sutil. Aos moldes dos bolinhos feitos por Cookie, é um filme construído de forma artesanal, quase do mesmo modo que 200 anos atrás, aqueles homens haviam construído com suas próprias mãos, suas vidas e as das gerações futuras, em um lugar onde sequer a História havia chegado. </span><b>&#8211; João Batista Signorelli</b></p>
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<figure id="attachment_22194" aria-describedby="caption-attachment-22194" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-22194" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/08/sangueioruba-800x427.jpg" alt="Cena de Sangue Iorubá. Ao centro temos Gloria Estefan. Uma mulher latina, de cabelos lisos, longos e avermelhados. Ela usa vestido branco e chapéu panamá com lenço azul e branco. Atrás dela vemos cincos mulheres negras com vestes brancas. Ao fundo vemos um lago de água cristalina, areia e árvores atrás." width="800" height="427" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/08/sangueioruba-800x427.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/08/sangueioruba-1024x546.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/08/sangueioruba-768x410.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/08/sangueioruba-1536x819.jpg 1536w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/08/sangueioruba-1200x640.jpg 1200w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/08/sangueioruba.jpg 1800w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-22194" class="wp-caption-text">Os iorubás representam um dos maiores grupos étnico-linguísticos da África Ocidental (Foto: HBO Max)</figcaption></figure>
<p><b>Sangue Iorubá: Uma Jornada Musical Através de África, Brasil e Cuba (Idem, Lourival Rodriguez)</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Gloria Estefan é uma cantora cubana naturalizada estadunidense. </span><i><span style="font-weight: 400;">Multigrammyada</span></i><span style="font-weight: 400;">, ela é uma das maiores representantes da Música latina, e o Brasil é um dos itens da inúmera lista de inúmeras influências que compõem a artista. Para homenagear a Música brasileira, mais precisamente o </span><i><span style="font-weight: 400;">samba</span></i><span style="font-weight: 400;">, Gloria gravou um álbum de inéditas intitulado </span><a href="https://open.spotify.com/album/7ry64F6nK5zz7nED4mKWbh?si=TfmzBGTlQfGjSpnZ2LmhtA&amp;dl_branch=1"><i><span style="font-weight: 400;">Brazil305</span></i></a><span style="font-weight: 400;">. A imersão audiovisual da cantora foi complementada com o documentário </span><i><span style="font-weight: 400;">Sangue Iorubá</span></i><span style="font-weight: 400;">, onde ela fala das semelhanças da sonoridade trazida pelos africanos.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O documentário acompanha a viagem de Gloria por São Paulo, Rio de Janeiro e Salvador, e também traz cenas da cantora no Estados Unidos. Para contar a história do </span><i><span style="font-weight: 400;">samba,</span></i><span style="font-weight: 400;"> há participações especiais de produtores e grandes nomes da música como </span><a href="https://personaunesp.com.br/segundo-maria-rita-15-anos/"><span style="font-weight: 400;">Maria Rita</span></a><span style="font-weight: 400;">, e os maiores sambistas da velha guarda como Alcione, Jorge Aragão, </span><a href="https://personaunesp.com.br/mais-feliz-critica/"><span style="font-weight: 400;">Zeca Pagodinho</span></a><span style="font-weight: 400;"> e Ubirany do Grupo Fundo de Quintal. Todos esses encontros mostram a admiração de Gloria por nossa música e seu encantamento por nossos instrumentos.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">De todos os encontros, os mais marcantes aconteceram na quadra da Portela e em Salvador ao lado de Carlinhos Brown. Na Portela, a conversa acontece com o baluarte Monarco acompanhado da velha guarda da escola. Gloria usou do santuário carnavalesco para gravar o brilhante </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=LLKrvF6A4FU"><span style="font-weight: 400;">clipe de </span><i><span style="font-weight: 400;">Samba</span></i></a><span style="font-weight: 400;">. Já em Salvador, a cantora visitou o Candeal, local onde Carlinhos foi criado. O ex-Tribalista, que exala ancestralidade, foi ponto chave no documentário </span><i><span style="font-weight: 400;">Iorubá</span></i><span style="font-weight: 400;">, ele apresenta toda história e magia da musicalidade brasileira. </span><b>&#8211; Ana Júlia Trevisan</b></p>
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<figure id="attachment_22204" aria-describedby="caption-attachment-22204" style="width: 1200px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-22204" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/08/velozes.jpg" alt=" Imagem promocional do filme Velozes e Furiosos 9 exibe um homem musculoso e careca apoiado no capô de um carro cinza. Ele está com os braços cruzados e usa uma regata preta e uma calça jeans. Fumaça ocupa todo o fundo da imagem. " width="1200" height="667" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/08/velozes.jpg 1200w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/08/velozes-800x445.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/08/velozes-1024x569.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/08/velozes-768x427.jpg 768w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-22204" class="wp-caption-text">Velozes &amp; Furiosos 9 é o mais absurdo da saga e um dos melhores lançamentos do ano até agora (Foto: Universal Pictures)</figcaption></figure>
<p><b>Velozes &amp; Furiosos 9 (F9: The Fast Saga, Justin Lin) </b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O oitavo filme da </span><a href="https://personaunesp.com.br/rua-do-medo-1666-parte-3-critica/"><span style="font-weight: 400;">franquia</span></a> <i><span style="font-weight: 400;">Velozes e Furiosos </span></i><span style="font-weight: 400;">impressionava por seu nível de loucura, com cenas envolvendo um submarino no gelo e até uma chuva de carros. Depois dele, ficou difícil imaginar como poderiam se superar na continuação. Felizmente, </span><i><span style="font-weight: 400;">Velozes &amp; Furiosos 9 </span></i><span style="font-weight: 400;">consegue esse feito com facilidade. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Na trama, o passado de Dominic Toretto (Vin Diesel) volta a assombrá-lo quando seu irmão, Jakob (John Cena), retorna e passa a trabalhar com a </span><i><span style="font-weight: 400;">hacker </span></i><span style="font-weight: 400;">Cipher (</span><a href="https://personaunesp.com.br/the-old-guard-critica/"><span style="font-weight: 400;">Charlize Theron</span></a><span style="font-weight: 400;">). Então, cabe a Dom reunir sua equipe novamente para derrotá-los. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Tentar descrever a experiência de ver </span><i><span style="font-weight: 400;">Velozes &amp; Furiosos 9 </span></i><span style="font-weight: 400;">é um esforço complexo diante de tantas cenas malucas, que vão desde carros com foguetes até uma ida ao </span><a href="https://personaunesp.com.br/tempo-espaco-david-bowie/"><span style="font-weight: 400;">espaço</span></a><span style="font-weight: 400;"> para destruir um satélite. O que importa é que isso tudo é unido por um senso de amizade e respeito que aproveita tão bem o espetáculo que o Cinema é capaz de oferecer que você nem se importa com as leis da física quebradas por eles durante as mais de duas horas de duração. </span><b>&#8211; Caio Machado</b></p>
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<figure id="attachment_22198" aria-describedby="caption-attachment-22198" style="width: 2048px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-22198" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/08/emicida-amarelo-ao-vivo-vigilia-nerd.jpg" alt="" width="2048" height="1365" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/08/emicida-amarelo-ao-vivo-vigilia-nerd.jpg 2048w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/08/emicida-amarelo-ao-vivo-vigilia-nerd-800x533.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/08/emicida-amarelo-ao-vivo-vigilia-nerd-1024x683.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/08/emicida-amarelo-ao-vivo-vigilia-nerd-768x512.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/08/emicida-amarelo-ao-vivo-vigilia-nerd-1536x1024.jpg 1536w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/08/emicida-amarelo-ao-vivo-vigilia-nerd-1200x800.jpg 1200w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-22198" class="wp-caption-text">Impossível segurar o choro com AmarElo (Foto: Netflix)</figcaption></figure>
<p><b>Emicida: AmarElo &#8211; Ao Vivo (Fred Ouro Preto)</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Depois de um </span><a href="https://personaunesp.com.br/amarelo-emicida-critica/"><span style="font-weight: 400;">documentário</span></a><span style="font-weight: 400;"> sensível e autoral sobre a construção do Brasil, </span><a href="https://www.hypeness.com.br/2021/07/emicida-sera-professor-em-uma-das-principais-universidades-de-portugal/"><span style="font-weight: 400;">Emicida</span></a><span style="font-weight: 400;"> pintou novamente o vermelho da </span><i><span style="font-weight: 400;">Netflix</span></i><span style="font-weight: 400;"> com seu </span><i><span style="font-weight: 400;">AmarElo &#8211; Ao Vivo</span></i><span style="font-weight: 400;">. O </span><i><span style="font-weight: 400;">show</span></i><span style="font-weight: 400;"> histórico no Theatro Municipal, retratado pela criatividade de Fred Ouro Preto, entrou na íntegra no catálogo do serviço e espalhou pelos quatro cantos a genialidade de um dos maiores </span><i><span style="font-weight: 400;">rappers</span></i><span style="font-weight: 400;"> do país. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Mesclando </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=fiq9Bv_xB8g"><span style="font-weight: 400;">canções</span></a><span style="font-weight: 400;"> de sua discografia, a apresentação harmoniza uma sinfonia perfeita entre artistas e plateia, todos pulsando no </span><a href="https://jc.ne10.uol.com.br/cultura/musica/2021/07/13018410-amarelo-ao-vivo-na-netflix-e-espetaculo-sob-batuta-do-maestro-emicida.html"><span style="font-weight: 400;">ritmo inigualável</span></a><span style="font-weight: 400;"> daquela noite de 2019 em São Paulo. Ao lado de Majur, Pabllo Vittar, MC Tha, Drik Barbosa e Jé Santiago, </span><a href="https://www.uol.com.br/splash/noticias/2021/07/27/emicida-fala-de-amarelo-e-conta-que-ainda-tem-material-que-nao-foi-ao-ar.htm"><span style="font-weight: 400;">Leandro Roque de Oliveira</span></a><span style="font-weight: 400;"> balança a fundação do Municipal e entrega um concerto que dialoga com a ancestralidade e com o poder da cultura negra. Emicida, você fez o Sol levantar. </span><b>&#8211; Caroline Campos</b></p>
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<p><figure id="attachment_22243" aria-describedby="caption-attachment-22243" style="width: 1280px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-22243" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/08/Lorelei.png" alt="Cena do filme Lorelei. A imagem mostra os personagens de Jena Malone e Pablo Schreiber na frente de uma casa de madeira, ao entardecer. O casal está ao centro e se olha, um de frente para o outro, ficando de perfil para a imagem, fotografados da cintura para cima. No lado esquerdo, está Lola, personagem de Jena Malone, uma mulher branca de cabelos curto loiros molhados. Ela veste uma blusa de oncinha com bolsos, onde ela coloca as mãos, e uma bolsa azul no ombro com um lenço de bolinhas coloridas enrolado nela. Ela encara Wayland, personagem de Pablo Schreiber, um homem branco de cabelos curtos e barba loiros escuros. Ele veste uma blusa xadrez azul e suas mãos estão dentro dos bolsos da blusa. Wayland encara Lola de volta, ambos com expressão séria. Atrás deles, existe uma casa antiga com uma parede de madeira azul e uma janela grande de vidro. Atrás da Wayland, pode-se observar um pedaço de uma varanda, iluminado por uma lu alaranjada. A imagem tem tons azulados." width="1280" height="720" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/08/Lorelei.png 1280w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/08/Lorelei-800x450.png 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/08/Lorelei-1024x576.png 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/08/Lorelei-768x432.png 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/08/Lorelei-1200x675.png 1200w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-22243" class="wp-caption-text">Com produção de Jennifer Radzikowski e Arnold Zimmerman (também responsáveis por Projeto Flórida), Lorelei te coloca pra pensar sobre segundas chances [Foto: Vertical Entertainment]</figcaption></figure><b>Lorelei (Idem, Sabrina Doyle)</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A primeira cobertura do Persona ainda influencia o que fazemos hoje. Quando </span><i><span style="font-weight: 400;">Lorelei</span></i><span style="font-weight: 400;"> surgiu dentre os lançamentos audiovisuais do mês, não poderíamos deixar passar uma das obras que ficou de fora da nossa cobertura da </span><a href="https://personaunesp.com.br/tag/mostra-internacional-de-cinema-em-sao-paulo/"><span style="font-weight: 400;">44ª Mostra Internacional de Cinema em São Paulo</span></a><span style="font-weight: 400;">. Em outubro do ano passado, o filme de Sabrina Doyle chamou a atenção dentre a vasta curadoria do festival pela sua promessa de um drama sincero sobre sonhos, amor e família à margem da sociedade. E em julho de 2021, ele tem sua chance de cumprir o que prometeu.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O longa parte de Wayland (</span><a href="https://www.instagram.com/officialpabloschreiber/?hl=pt"><span style="font-weight: 400;">Pablo Schreiber</span></a><span style="font-weight: 400;">), que acaba de cumprir 15 anos na prisão por um assalto à mão armada. Quando preso, ele interrompeu o relacionamento juvenil movido pela paixão e sonhos que cultivava junto de Lola (</span><a href="https://ktla.com/morning-news/jena-malone-talks-about-her-new-role-in-lorelei/"><span style="font-weight: 400;">Jena Malone</span></a><span style="font-weight: 400;">), que depois de todos aqueles anos, também seguiu a vida como podia sendo mãe solo de 3 filhos. O pretexto de </span><i><span style="font-weight: 400;">Lorelei</span></i><span style="font-weight: 400;"> é simples e até clichê, mas a delicadeza de sua diretora estreante, que também assina o roteiro, transforma a narrativa em algo </span><a href="https://www.bostonherald.com/2021/07/30/lorelei-is-a-bit-of-a-miracle/"><span style="font-weight: 400;">quase mágico</span></a><span style="font-weight: 400;"> de tão singelo.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Além de trabalhar bem com a raiz do filme, </span><a href="http://www.sabrinadoylefilm.com/about"><span style="font-weight: 400;">Doyle</span></a><span style="font-weight: 400;"> também desenvolve perfeitamente seus personagens principais, seguindo o trabalho fantástico de seus atores. Malone trabalha na pele de uma mulher que viu sua vida mudar completamente de uma forma muito rápida, e que embora cheia de amor, é marcada pela dor de engavetar seus sonhos. Já em Wayland, Schreiber é melancolicamente hesitante nas tentativas de se colocar de volta no mundo depois de uma década e meia longe de tudo. O encontro dos dois é </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=aXR1gDNPhT4"><span style="font-weight: 400;">uma colisão de dois corações em pedaços</span></a><span style="font-weight: 400;">, um pelo outro e também pela vida, e assim, </span><i><span style="font-weight: 400;">Lorelei</span></i><span style="font-weight: 400;"> cria sua própria maneira de tratar o que já sabemos sobre segundas, terceiras, quartas e muitas outras novas chances. </span><b>&#8211; Raquel Dutra</b></p>
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<h3>TV</h3>
<figure id="attachment_22226" aria-describedby="caption-attachment-22226" style="width: 1584px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-22226" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/08/gen.jpg" alt="Cena da série Generation. A cena mostra Ana, uma mulher latina, usando macacão dourado, em cima de um palco, falando no microfone e com um fundo de papéis rosas atrás dela. " width="1584" height="1056" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/08/gen.jpg 1584w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/08/gen-800x533.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/08/gen-1024x683.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/08/gen-768x512.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/08/gen-1536x1024.jpg 1536w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/08/gen-1200x800.jpg 1200w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-22226" class="wp-caption-text">A parte final de genera+ion é um suco de frutas de tudo que há de melhor na TV: amores, barracos, trisais e uma porrada de comédia dramática (Foto: HBO Max)</figcaption></figure>
<p><b>genera+tion (Parte 2 da 1ª temporada, HBO Max)</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O charme de </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=3cu_SI1p_7k"><i><span style="font-weight: 400;">genera+ion</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, a comédia dramática mais subestimada de 2021, é a habilidade dúbia de construir tramas igualmente patéticas e sérias. Seja nas peripécias amorosas de Chester (</span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=DXuvVyBZqcA"><span style="font-weight: 400;">Justice Smith</span></a><span style="font-weight: 400;">, em um papel definidor de sua carreira), ou nas bruxarias feministas de Arianna (uma hipnotizante </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=xmO8z4IcH8s"><span style="font-weight: 400;">Nathanya Alexander</span></a><span style="font-weight: 400;">) e até mesmo nas caras e bocas que Megan (</span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=JzJNkTBwHKE"><span style="font-weight: 400;">Martha Plimpton</span></a><span style="font-weight: 400;">) projeta frente à modernidade da vida dessa garotada: a série sabe que não precisa se levar a sério.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A leva final de capítulos da primeira e, por enquanto, única temporada, transporta o roteiro de maneira menos incisiva que o começo, mas a criação da jovem Zelda Barnz e seu pai Daniel engrena a partir do momento que entende o coração de </span><i><span style="font-weight: 400;">genera+ion</span></i><span style="font-weight: 400;">: o complicado enlace de Greta (</span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=UKG22mNUB8g"><span style="font-weight: 400;">Haley Sanchez</span></a><span style="font-weight: 400;">) e Riley (</span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=SAfYRcw0iA4"><span style="font-weight: 400;">Chase Sui Wonders</span></a><span style="font-weight: 400;">). O casal passa por todo perrengue imaginável e, dentre todo o elenco, é quem melhor encerra esse ciclo.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">É uma pena que o </span><i><span style="font-weight: 400;">HBO Max </span></i><span style="font-weight: 400;">não tenha confirmado o retorno dos </span><i><span style="font-weight: 400;">queers</span></i><span style="font-weight: 400;">, e o andar da carruagem sugere que a festa escorregadia da </span><i><span style="font-weight: 400;">finale</span></i><span style="font-weight: 400;"> seja realmente o adeus dos amigos mais diversos da TV atual. A jornada foi muito proveitosa, nada </span><i><span style="font-weight: 400;">cringe</span></i><span style="font-weight: 400;">, esbanjou o carisma de Naomi (</span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=eXS_2wlX3n8"><span style="font-weight: 400;">Chloe Eas</span></a><span style="font-weight: 400;">t, um destaque da série) e a apaixonante Delilah (</span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=j3qJn5i0Ytw"><span style="font-weight: 400;">Lukita Maxwell</span></a><span style="font-weight: 400;">) e ainda dedicou um momento especial para que a super estrela </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=-O04i6RPyLY&amp;t=927s"><span style="font-weight: 400;">Gigi Goode</span></a><span style="font-weight: 400;"> fizesse uma pontinha. Quer mais o que? </span><b>&#8211; Vitor Evangelista</b></p>
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<figure id="attachment_22182" aria-describedby="caption-attachment-22182" style="width: 1200px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-22182" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/08/os-ausentes-1.jpeg" alt="Cena da série Os Ausentes. Na foto estão Maria Flor, que interpreta Maria Julia, e Erom Cordeiro, que interpreta Raul. Maria é uma mulher branca, possui cabelos cacheados de cor preta, veste uma blusa vinho, uma calça jeans e uma bolsa de cor marrom. Erom é um homem branco, um pouco maior que Maria, possui barba grisalha, veste uma camiseta verde com manchas de sujeira e veste uma blusa preta. Eles estão parados no meio de uma rua, de dia; ao fundo está um carro preto, algumas árvores e plantas" width="1200" height="675" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/08/os-ausentes-1.jpeg 1200w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/08/os-ausentes-1-800x450.jpeg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/08/os-ausentes-1-1024x576.jpeg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/08/os-ausentes-1-768x432.jpeg 768w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-22182" class="wp-caption-text">Os Ausentes é a primeira série brasileira produzida para o HBO Max (Foto: HBO Max)</figcaption></figure>
<p><b>Os Ausentes (1ª temporada, HBO Max)</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Cerca de 80 mil pessoas </span><a href="https://cultura.uol.com.br/noticias/29118_cerca-de-80-mil-pessoas-desaparecem-a-cada-ano-no-brasil-aponta-levantamento.html"><span style="font-weight: 400;">desaparecem no Brasil</span></a><span style="font-weight: 400;"> a cada ano, em uma média de oito pessoas por hora. Essa é uma das premissas que leva </span><i><span style="font-weight: 400;">Os Ausentes </span></i><span style="font-weight: 400;">adiante, cuja trama gira em torno de Raul (Erom Cordeiro) e Maria Julia (Maria Flor). Na história — distribuída em 10 episódios de 45 minutos —, Raul é um investigador particular e ex-delegado, que é motivado a procurar pessoas desaparecidas após o sumiço, sem solução, de sua filha. Sua agência em São Paulo, chamada Ausentes, lida com casos em que as pessoas não podem ou não querem recorrer à polícia.</span></p>
<p><a href="https://f5.folha.uol.com.br/cinema-e-series/2021/07/serie-brasileira-os-ausentes-da-hbo-max-mostra-busca-por-desaparecidos.shtml"><i><span style="font-weight: 400;">Os Ausentes</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> é a primeira série brasileira original no catálogo do </span><i><span style="font-weight: 400;">HBO Max</span></i><span style="font-weight: 400;">, e a produção teve como consultor Barry Schkolnick, roteirista da série</span> <a href="https://entreterse.com.br/resenha-the-good-wife-1a-temporada-11859/"><i><span style="font-weight: 400;">The Good Wife</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> e </span><a href="https://www.planocritico.com/critica-law-order-criminal-intent-1x01-one/"><i><span style="font-weight: 400;">Law &amp; Order</span></i></a><span style="font-weight: 400;">. Essa informação fica em evidência no desenvolvimento dos capítulos, que parecem remeter diretamente aos seriados norte-americanos do </span><a href="https://personaunesp.com.br/o-caso-evandro-critica/"><span style="font-weight: 400;">gênero policial</span></a><span style="font-weight: 400;">. Os episódios ocorrem de forma independente — com uma história de investigação em cada um deles —, e a ligação entre eles está na trama pessoal de Raul e Maria Julia, personagem misteriosa que também procura por um desaparecido. Esse tipo de produção não restringe o número de episódios, pois, de forma livre, eles são desenvolvidos isoladamente e trazem </span><i><span style="font-weight: 400;">flashbacks </span></i><span style="font-weight: 400;">para contextualizar possíveis questões. A série traz um importante recorte socioeconômico e coloca em evidência regiões que ainda são deixadas de lado em questões de segurança pública. </span><b>&#8211; Bruno Andrade</b></p>
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<figure id="attachment_22185" aria-describedby="caption-attachment-22185" style="width: 1970px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-22185" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/08/atypical.jpg" alt="Cena da quarta temporada de Atypical. Sam (Keir Gilchrist) e Casey (Brigette Lundy-Paine) estão sentados no chão de um depósito, sentados de costas para uma estante com caixas de papelão. À esquerda, Sam, caucasiano, cabelos pretos e curtos, usando uma calça esverdeada e uma blusa clara, abraçando os joelhos e olhando nervoso para sua irmã. Casey, caucasiana e cabelos castanhos quase até os ombros, está sentada de pernas cruzadas, usando uma calça jeans e uma camiseta de mangas longas vermelha e branca com a palavra “Hudson” escrita verticalmente e o número 14 no ombro direito, olhando preocupada para Sam. O local está iluminado por uma luz azul fria." width="1970" height="1334" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/08/atypical.jpg 1970w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/08/atypical-800x542.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/08/atypical-1024x693.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/08/atypical-768x520.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/08/atypical-1536x1040.jpg 1536w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/08/atypical-1200x813.jpg 1200w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-22185" class="wp-caption-text">Apesar de expandir seu escopo, Atypical nunca deixa de seguir os erros e acertos da família Gardner (Foto: Netflix)</figcaption></figure>
<p><b>Atypical (</b><b>4ª temporada, Netflix)</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Embora nunca tenha sido um imã de premiações, </span><i><span style="font-weight: 400;">Atypical</span></i><span style="font-weight: 400;"> sempre foi uma das queridinhas dos assinantes da </span><i><span style="font-weight: 400;">Netflix </span></i><span style="font-weight: 400;">desde sua estreia em 2017. Mesmo com sua perda pesando nos corações daqueles que se apaixonaram pelas pequenas aventuras da família Gardner ao longo dos anos, sua temporada final chega não como um adeus, mas um trabalho caloroso.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A série </span><a href="https://olhardigital.com.br/2021/07/09/cinema-e-streaming/criadora-de-atypical-analisa-desfecho-da-serie/"><span style="font-weight: 400;">criada por Robia Rashid</span></a><span style="font-weight: 400;"> sempre se beneficiou de um tato sensível para lidar com seus personagens e suas falhas e aqui não é diferente: seja acompanhando os planos para o futuro de Sam (Keir Gilchrist) ou tropeçando junto com Casey (Brigette Lundy-Paine) na sua vida esportiva, cada episódio se supera ao humanizar os conflitos externos e internos das personagens e nunca dá-los por certos. Jennifer Jason Leigh continua dando uma das melhores performances de sua carreira no papel de Elsa, e é genuinamente prazeroso ver até onde a personagem chegou desde a primeira temporada.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O ritmo meio da temporada é prejudicado por algumas tramas que parecem estagnar, e é triste ver antigos personagens recorrentes sendo jogados de lado para abrir espaço para novas narrativas. O final, no entanto, engata de volta e fecha a série com a conclusão de uma trama aberta desde o seu início e que com certeza irá emocionar aqueles que a acompanharam até aqui. </span><b>&#8211;</b> <b>Gabriel Oliveira F. Arruda</b></p>
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<figure id="attachment_21797" aria-describedby="caption-attachment-21797" style="width: 620px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-21797" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/07/cineclube-the-bold-type-1.jpg" alt="Cena da série The Bold Type. Na imagem, da esquerda para direita, vemos Kat, uma mulher negra, de cabelos pretos, longos e encaracolados, aparentando ter cerca de 25 anos, vestindo um vestido branco e preto com estampas coloridas; Sutton, uma mulher branca, de cabelos loiros, aparentando ter cerca de 25 anos, vestindo um vestido bege; e Jane, uma mulher branca, de cabelos castanhos, longos e lisos, aparentando ter cerca de 25 anos, vestindo um vestido vinho, se abraçando e sorrindo." width="620" height="420" /><figcaption id="caption-attachment-21797" class="wp-caption-text">O último episódio de The Bold Type foi ao ar na noite de 30 de junho e as <a href="https://www.instagram.com/p/CQ3nqgfBYPL/?utm_source=ig_web_copy_link">atrizes se despediram</a> da série em suas redes sociais (Foto: Freeform)</figcaption></figure>
<p><b>The Bold Type (5° temporada, Freeform)</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Enquanto as quatro primeiras temporadas de </span><i><span style="font-weight: 400;">The Bold Type</span></i> <a href="https://www.legiaodosherois.com.br/lista/the-bold-type-netflix.html"><span style="font-weight: 400;">fazem sucesso</span></a><span style="font-weight: 400;"> na </span><i><span style="font-weight: 400;">Netflix</span></i><span style="font-weight: 400;">, a série encerra sua exibição e se despede no quinto ano. O anúncio do </span><a href="https://observatoriodocinema.uol.com.br/series-e-tv/2021/05/sucesso-na-netflix-the-bold-type-esta-cancelada-veja-o-real-motivo"><span style="font-weight: 400;">cancelamento</span></a><span style="font-weight: 400;"> foi uma surpresa, já que o seriado tinha um bom desempenho de público e crítica, mas foi prejudicado pela pandemia, que inclusive forçou a conclusão precoce da quarta temporada, e pela redução recente na audiência. Com um último ano bem menor do que os anteriores, Jane (Katie Stevens), Kat (</span><a href="https://www.hellomagazine.com/film/20210324109557/the-bold-type-aisha-dee-criticises-kat-story-arc/"><span style="font-weight: 400;">Aisha Dee</span></a><span style="font-weight: 400;">) e Sutton (Meghann Fahy) dão adeus aos </span><a href="https://www.omelete.com.br/netflix/the-bold-type-o-que-fez-a-serie-virar-queridinha"><span style="font-weight: 400;">fãs que conquistaram</span></a><span style="font-weight: 400;">.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Os 6 episódios finais têm um clima de despedida: depois de acompanharmos as meninas em seus perrengues, sucessos, </span><a href="https://www.tecmundo.com.br/minha-serie/218183-the-bold-type-showrunner-comenta-relacao-complicada-kat-eva.htm"><span style="font-weight: 400;">falhas</span></a><span style="font-weight: 400;"> e </span><a href="https://www.tvguide.com/news/the-bold-type-aisha-dee-interview-kat-bisexuality-strap-on/"><span style="font-weight: 400;">descobertas</span></a><span style="font-weight: 400;">, de conhecermos seus sonhos, medos, ambições e questionamentos, dizer tchau para </span><a href="https://ew.com/tv/the-bold-type-three-rounds/"><span style="font-weight: 400;">as três</span></a><span style="font-weight: 400;"> e para a revista que as acolheu é emotivo. Agora, ainda e sempre unidas mesmo em diferentes momentos de vida, as meninas refletem sobre o </span><a href="https://www.instagram.com/tv/CQUBGEJH2gv/?utm_source=ig_web_copy_link"><span style="font-weight: 400;">quão longe chegaram</span></a><span style="font-weight: 400;"> desde suas entradas na Scarlett e o que querem para o </span><a href="https://observatoriodocinema.uol.com.br/series-e-tv/2021/07/the-bold-type-quase-teve-final-diferente"><span style="font-weight: 400;">futuro</span></a><span style="font-weight: 400;">. </span><i><span style="font-weight: 400;">The Bold Type </span></i><a href="https://www.tecmundo.com.br/minha-serie/220315-the-bold-type-tudo-final-5-temporada-serie-recap.htm#:~:text=Entretanto%2C%20os%20f%C3%A3s%20podem%20ficar,suas%20aventuras%20no%20primeiro%20epis%C3%B3dio."><span style="font-weight: 400;">encerra sua trajetória</span></a><span style="font-weight: 400;"> por aqui, mas Jane, Kat e Sutton ainda têm muito pela frente. </span><b>&#8211; Vitória Lopes Gomez</b></p>
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<figure id="attachment_22221" aria-describedby="caption-attachment-22221" style="width: 1280px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-22221" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/08/paula.jpg" alt="Cena do reality No Limite. Paula Amorim, vencedora da 5ª edição, está sentada no estúdio do programa no último episódio. Ela é uma mulher branca bronzeada e usa tranças no cabelo. Ela usa um vestido que mostra os ombros e possui um decote. Ela está sorrindo." width="1280" height="720" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/08/paula.jpg 1280w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/08/paula-800x450.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/08/paula-1024x576.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/08/paula-768x432.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/08/paula-1200x675.jpg 1200w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-22221" class="wp-caption-text">Paula Amorim foi a grande vencedora da 5ª edição (Foto: TV Globo)</figcaption></figure>
<p><b>No Limite (5ª temporada, TV Globo) </b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O </span><a href="https://personaunesp.com.br/big-brother-brasil-21-critica/"><i><span style="font-weight: 400;">BBB20</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> reviveu o amor do brasileiro por </span><i><span style="font-weight: 400;">reality show</span></i><span style="font-weight: 400;">, e na carona desse sucesso, o diretor de televisão Boninho decidiu ressuscitar, também, o primeiro </span><i><span style="font-weight: 400;">reality</span></i><span style="font-weight: 400;"> da <em>Globo</em>: </span><i><span style="font-weight: 400;">No Limite</span></i><span style="font-weight: 400;">. </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=DiFU2k0r5VU&amp;ab_channel=NoLimite"><span style="font-weight: 400;">Desde 2009</span></a><span style="font-weight: 400;"> sem novas temporadas, a edição de 2021 contou com um diferencial, um elenco formado inteiramente por ex-<em>BBBs</em>. A decisão foi acertada para chamar o público, mas não suficiente para segurá-lo, e semana após semana o programa agonizou em audiência. Nem Rafael Infante fazendo </span><i><span style="font-weight: 400;">cosplay</span></i><span style="font-weight: 400;"> de Rafael Portugal num </span><i><span style="font-weight: 400;">CAT</span></i> <i><span style="font-weight: 400;">BBB </span></i><span style="font-weight: 400;">improvisado foi capaz de salvar, e, aliás, essa ‘adição’ só terminou de destruir o </span><i><span style="font-weight: 400;">reality</span></i><span style="font-weight: 400;">. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Tudo que podia dar errado, deu: a começar por André Marques, que é um apresentador horroroso, e não foi capaz de </span><a href="https://twitter.com/mauriciostycer/status/1394847825335406594?lang=en"><span style="font-weight: 400;">dar tom</span></a><span style="font-weight: 400;"> ao jeito que queria conduzir seu programeco. As provas eram entediantes e davam canseira nos participantes e no telespectador, que esperava desafios de sobrevivência ao ar livre de assistir na ponta da cadeira e recebeu um </span><i><span style="font-weight: 400;">playground</span></i><span style="font-weight: 400;"> de </span><i><span style="font-weight: 400;">crossfit</span></i><span style="font-weight: 400;"> extremo. O programa ir ao ar apenas na terça-feira também foi um erro gigantesco, já que no resto da semana se falava sobre qualquer outra coisa, menos </span><i><span style="font-weight: 400;">No Limite</span></i><span style="font-weight: 400;">, e era fácil esquecer que o </span><i><span style="font-weight: 400;">reality</span></i><span style="font-weight: 400;"> existia.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Os ex-<em>BBBs</em>, que foram vendidos como um atrativo, no fim se mostraram um problema: tirando </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=o5y16uxS61U&amp;ab_channel=BrenoAlmeida"><span style="font-weight: 400;">um ou outro</span></a><span style="font-weight: 400;"> ali, o resto não servia carisma nenhum e o fato de já terem uma vida confortável de subcelebridade atrapalhava a conexão do público com os participantes. Na reta final, ficou mais interessante acompanhar o </span><i><span style="font-weight: 400;">MasterChef</span></i> <i><span style="font-weight: 400;">Brasil </span></i><span style="font-weight: 400;">no ao vivo e assistir o terrível </span><i><span style="font-weight: 400;">No Limite</span></i><span style="font-weight: 400;"> depois, já que nem </span><i><span style="font-weight: 400;">spoiler</span></i><span style="font-weight: 400;"> na <em>internet</em> dava para pegar, afinal, ninguém estava comentando o acampamento </span><i><span style="font-weight: 400;">fitness</span></i><span style="font-weight: 400;"> de Boninho. A 6ª temporada ainda é incerta, mas, seguindo a tradição, é bem provável que ela só venha em 2029. </span><b>&#8211; Jho Brunhara</b></p>
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<figure id="attachment_22241" aria-describedby="caption-attachment-22241" style="width: 990px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-22241" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/08/outerbanks.jpg" alt="Cena de Outer Banks. Nela estão os personagens principais que são JJ e Jhon B, dois garotos brancos de cabelo loiro, Pope, garoto negro de cabelo crespo curto, Kiara, negra de cabelos cacheados longos e Sarah, menina branca de cabelos loiros. Todos estão escondidos atrás de um arbusto com expressões assustadas. A foto tem uma coloração quente com sol batendo nas arvores do fundo." width="990" height="619" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/08/outerbanks.jpg 990w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/08/outerbanks-800x500.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/08/outerbanks-768x480.jpg 768w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-22241" class="wp-caption-text">Sejam todos bem-vindos de volta a Outer Banks (Foto: Netflix)</figcaption></figure>
<p><b>Outer Banks (2° temporada, Netflix)</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Lançada no meio de 2020, </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=mDL0J_Csv8g"><i><span style="font-weight: 400;">Outer Banks</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> foi um escape do caótico mundo real para uma ilha paradisíaca cheia de adolescentes desocupados e engraçados. A série começou simples, foi crescendo e terminou sua primeira temporada de forma estrondosa, conquistando um </span><a href="https://temalguemassistindo.com.br/2a-temporada-de-outer-banks-e-a-serie-mais-vista-da-netflix-atualmente/"><span style="font-weight: 400;">público</span></a><span style="font-weight: 400;"> que aguardou bastante pela sua volta.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">E em apenas um ano, no meio das dificuldades causadas pela pandemia, a </span><a href="https://www.instagram.com/p/CSH-TztJyiz/"><span style="font-weight: 400;">segunda temporada foi produzida</span></a><span style="font-weight: 400;">. Parecia impossível que, em tais situações, algo realmente bom pudesse vir. Mas, para surpresa de muitos, a retomada de </span><i><span style="font-weight: 400;">OBX</span></i><span style="font-weight: 400;"> não foi apenas boa, e sim sensacional. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Os novos episódios não deixaram faltar nada, trazendo drama, comédia e suspense nas doses certas. O único defeito dessa temporada é que acaba. Por favor, </span><i><span style="font-weight: 400;">Netflix</span></i><span style="font-weight: 400;">, agilize logo, pois já estamos morrendo de saudade do nosso </span><a href="https://www.instagram.com/p/CSPVarVr70B/"><span style="font-weight: 400;">quinteto favorito</span></a><span style="font-weight: 400;">. </span><b>&#8211; Mariana Chagas</b></p>
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<figure id="attachment_22187" aria-describedby="caption-attachment-22187" style="width: 1280px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-22187" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/08/no-escuro-absoluto.jpg" alt="Imagem promocional da primeira temporada da animação Resident Evil: No Escuro Absoluto. Da esquerda para a direita: Shen May (Jona Xiao), Leon Kennedy (Nick Apostolides) e Claire Redfield (Stephanie Panisello) no centro e Jason (Ray Chase). Shen May é chinesa, tem cabelos pretos presos num rabo de cavalo, usa uma jaqueta escura fechada e segura uma pistola na mão direita. Leon é caucasiano, tem cabelos loiros e curtos, usa uma jaqueta preta aberta com uma camisa roxa por baixo e luvas pretas, segurando uma arma na mão direita. Claire é caucasiana, cabelos ruivos presos num rabo de cavalo, usa uma jaqueta vermelha com uma camisa branca por baixo. Jason é caucasiano, careca, usando um paletó preto por cima de uma camisa escura. Atrás deles uma paisagem destruída e em chamas, com uma mão de pedra erguida com a palma para cima." width="1280" height="720" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/08/no-escuro-absoluto.jpg 1280w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/08/no-escuro-absoluto-800x450.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/08/no-escuro-absoluto-1024x576.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/08/no-escuro-absoluto-768x432.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/08/no-escuro-absoluto-1200x675.jpg 1200w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-22187" class="wp-caption-text">A animação fotorrealista de Resident Evil: No Escuro absoluto é um dos pontos altos da série (Foto: Netflix)</figcaption></figure>
<p><b>Resident Evil: No Escuro Absoluto (Resident Evil: Infinite Darkness, 1ª temporada, Netflix)</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Continuando o </span><a href="https://www.techtudo.com.br/listas/2021/03/resident-evil-faz-25-anos-veja-10-curiosidades-sobre-a-serie-de-terror.ghtml"><span style="font-weight: 400;">aniversário de 25 anos</span></a><span style="font-weight: 400;"> da franquia após o bem recebido </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=JYKex3QJ_C8"><i><span style="font-weight: 400;">Resident Evil Village</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, a nova tentativa da </span><i><span style="font-weight: 400;">Netflix </span></i><span style="font-weight: 400;">de adaptar videogames para um formato seriado chega na forma de </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=JQMeOOallZA"><i><span style="font-weight: 400;">Resident Evil: No Escuro Absoluto</span></i></a><span style="font-weight: 400;">. Nos moldes de </span><a href="https://personaunesp.com.br/critica-castlevania-netflix/"><i><span style="font-weight: 400;">Castlevania</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, a primeira temporada tem apenas quatro episódios, focando principalmente em apresentar seus personagens e formar a base para possíveis histórias futuras.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Com um dos grandes chamativos da série sendo a reunião do icônico </span><i><span style="font-weight: 400;">duo</span></i><span style="font-weight: 400;"> de </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=XTgyHIJj8fo"><i><span style="font-weight: 400;">Resident Evil 2</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, é decepcionante ver quão poucas cenas Leon Kennedy (Nick Apostolides) e Claire Redfield (Stephanie Panisello) dividem. Situado após o final de </span><a href="https://www.theenemy.com.br/resident-evil/remake-resident-evil-4-reboot-m-two-capcom"><i><span style="font-weight: 400;">Resident Evil 4</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, a série começa com Leon entrando para o serviço secreto e tendo que lidar com uma invasão de zumbis à Casa Branca, enquanto Claire persegue os detalhes de uma conspiração para ocultar um novo surto de mortos-vivos. Apesar dos cenários centrados e animações realistas, a nova série não esquece de fazer piada consigo mesma e trazer aquela farofa que os fãs dos games já esperam da franquia.</span></p>
<p><i><span style="font-weight: 400;">No Escuro Absoluto</span></i><span style="font-weight: 400;"> age como uma perfeita tradução visual do jogo para série, capturando o sentimento de fases, ambientação e o terror grotesco da franquia (com direito até a </span><i><span style="font-weight: 400;">boss </span></i><span style="font-weight: 400;">final), mas falha em contar uma história engajante para sustentar essa adaptação. A trama política ao redor das armas biológicas já foi contada e recontada vezes suficientes para saber como termina, e o final em aberto para mais temporadas frustra mais do que empolga. </span><b>&#8211;</b> <b>Gabriel Oliveira F. Arruda</b></p>
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<figure id="attachment_22172" aria-describedby="caption-attachment-22172" style="width: 1360px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-22172" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/08/Imagem-1-1-1.jpg" alt="Cena da série documental Elize Matsunaga: Era uma vez um crime. Na imagem encontra-se Elize Matsunaga, mulher branca de cabelos lisos e loiros, ela usa um vestido preto decotado com mangas curtas. Ela olha de lado e está com uma expressão séria. Atrás dela nota-se um ambiente florestado que está desfocado na imagem." width="1360" height="850" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/08/Imagem-1-1-1.jpg 1360w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/08/Imagem-1-1-1-800x500.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/08/Imagem-1-1-1-1024x640.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/08/Imagem-1-1-1-768x480.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/08/Imagem-1-1-1-1200x750.jpg 1200w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-22172" class="wp-caption-text">O midiático Caso Yoki é discutido na nova série documental de true crime brasileira da Netflix (Foto: Netflix)</figcaption></figure>
<p><b>Elize Matsunaga: Era Uma Vez Um Crime (Minissérie Documental, Netflix)</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=g-E-ZSEFk_s"><span style="font-weight: 400;">minissérie documental</span></a><span style="font-weight: 400;"> que revisita os fatos envolvendo o assassinato do empresário Marcos Matsunaga, produzida por </span><a href="https://plantaoenfoco.com.br/entretenimento/o-lado-nunca-ouvido-documentario-de-elize-matsunaga-ja-esta-no-ar/"><span style="font-weight: 400;">Gustavo Mello</span></a><span style="font-weight: 400;">, é a primeira aposta da </span><i><span style="font-weight: 400;">Netflix </span></i><span style="font-weight: 400;">para produções envolvendo </span><a href="https://personaunesp.com.br/o-caso-evandro-critica/"><span style="font-weight: 400;">crimes reais nacionais</span></a><span style="font-weight: 400;">. Apresentada em quatro episódios, narra e discute desde o relacionamento de Marcos e Elize, passando pelo  julgamento e pelas visões da condenada pelo caso neste período em que a mesma se encontra cumprindo a pena. Entrevistas com amigos, jornalistas que acompanharam o desenrolar da investigação, advogados, o promotor e o delegado envolvidos no fato também foram utilizadas.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">“</span><i><span style="font-weight: 400;">Ela vivia uma </span></i><a href="https://www.bbc.com/portuguese/vert-cul-47956959"><i><span style="font-weight: 400;">vida de princesa</span></i></a><i><span style="font-weight: 400;">”</span></i><span style="font-weight: 400;">. A escolha da produção foi brincar e problematizar com essa fala que era corriqueira da acusação, do delegado, de amigos e familiares de Marcos. O que faria uma mulher que </span><a href="https://www.scielo.br/j/prc/a/wj5TxCtBZcmGFMZjFfZgnPB/?lang=pt"><span style="font-weight: 400;">aparentemente tem uma vida perfeita</span></a><span style="font-weight: 400;"> matar e esquartejar o marido? Por meio deste questionamento, a minissérie vai trazendo as falas dos personagens envolvidos com o caso para discutir temas como: </span><a href="https://medium.com/qg-feminista/an%C3%A1lise-document%C3%A1rio-quem-matou-elo%C3%A1-a-imprensa-protagoniza-o-seu-black-mirror-mis%C3%B3gino-a10cbc1e6bc8"><span style="font-weight: 400;">midiatização de casos criminais</span></a><span style="font-weight: 400;">, julgamento moral e criminal por parte da imprensa, machismo, misoginia judicial e </span><a href="https://www.gov.br/mdh/pt-br/assuntos/denuncie-violencia-contra-a-mulher/violencia-contra-a-mulher"><span style="font-weight: 400;">violência contra a mulher</span></a><span style="font-weight: 400;">.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A minissérie documental não pretende refazer o julgamento de Elize, mas trazer certas </span><a href="https://www.institutomariadapenha.org.br/lei-11340/tipos-de-violencia.html"><span style="font-weight: 400;">nuances sobre o crime</span></a><span style="font-weight: 400;"> de modo que o telespectador possa se questionar acerca de algumas questões sociais e morais. Entretanto, </span><a href="https://aventurasnahistoria.uol.com.br/noticias/reportagem/diretora-da-serie-documental-elize-matsunaga-era-uma-vez-um-crime-fala-sobre-bastidores-da-producao.phtml"><span style="font-weight: 400;">a produção</span></a><span style="font-weight: 400;"> peca na escolha de alguns caminhos narrativos, como a caricatura de alguns envolvidos, a tentativa de justificação dos atos de Elize e mesmo o tom cômico com que algumas questões são abordadas, não havendo a seriedade necessária ao tratamento deste caso como exigem tais produções.</span><b> &#8211; Ma Ferreira</b></p>
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<figure id="attachment_22200" aria-describedby="caption-attachment-22200" style="width: 1200px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-22200" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/08/loki_season_1_review_1626411388177.webp" alt="" width="1200" height="800" /><figcaption id="caption-attachment-22200" class="wp-caption-text">Não há nada, absolutamente nada, melhor do que o Jacaré Loki (Foto: Disney+)</figcaption></figure>
<p><b>Loki (1ª temporada, Disney+)</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">É claro que a </span><i><span style="font-weight: 400;">Marvel</span></i><span style="font-weight: 400;"> não ia perder a oportunidade de dar uma série para o vilão mais amado e charmoso do Universo Cinematográfico. Mesmo assim, </span><a href="https://www.adorocinema.com/noticias/series/noticia-159683/"><span style="font-weight: 400;">trazer de volta</span></a><span style="font-weight: 400;"> o Loki assassino e conquistador de </span><i><span style="font-weight: 400;">Vingadores</span></i><span style="font-weight: 400;"> depois de uma evolução visível ao longo de 13 anos de estúdio foi uma jogada que poderia ter dado muito certo ou muito errado. Felizmente, os que apostaram na última opção ainda não perceberam que, quando se trata de </span><a href="https://www.omelete.com.br/marvel-cinema/loki-sylvie-responsavel-morte-kang"><span style="font-weight: 400;">Tom Hiddleston</span></a><span style="font-weight: 400;">, consegue-se abrir uma indústria de leite de pedra.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Logo no primeiro episódio, </span><a href="https://personaunesp.com.br/loki-critica/"><i><span style="font-weight: 400;">Loki</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> pega toda a Saga do Infinito, corta em mil pedacinhos e manda diretamente para os lixões de Sakaar. Depois de assistirmos a morte de personagens queridos por conta daquelas malditas Joias do Infinito, é impossível conter o choque de ver montes delas sendo utilizados como peso de papel pela </span><a href="https://www.omelete.com.br/marvel-cinema/loki-entenda-o-que-e-a-tva-disney"><span style="font-weight: 400;">Autoridade de Variação Temporal</span></a><span style="font-weight: 400;">. </span><i><span style="font-weight: 400;">Finalmente</span></i><span style="font-weight: 400;">, o Deus da Trapaça fica cara a cara com o maior poder do universo.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Acima de tudo isso, o glorioso propósito de </span><i><span style="font-weight: 400;">Loki</span></i><span style="font-weight: 400;"> foi nos apresentar a </span><i><span style="font-weight: 400;">ela</span></i><span style="font-weight: 400;">: </span><a href="https://rollingstone.uol.com.br/entretenimento/o-que-sophia-di-martino-acha-do-romance-entre-loki-e-sylvie-no-mcu/"><span style="font-weight: 400;">Sophia Di Martino</span></a><span style="font-weight: 400;">. A química que atravessa o espaço-tempo entre Sylvie e Loki manteve unidos os alicerces da série da </span><i><span style="font-weight: 400;">Disney+ </span></i><span style="font-weight: 400;">e abriu um mundo (</span><a href="https://www.adorocinema.com/noticias/filmes/noticia-159658/"><span style="font-weight: 400;">ou muitos</span></a><span style="font-weight: 400;">) de possibilidades para o futuro pós-pandemia dos cinemas. </span><a href="https://revistaquem.globo.com/Series-e-filmes/noticia/2021/07/serie-loki-e-renovada-para-segunda-temporada-no-disney.html"><span style="font-weight: 400;">Seja bem-vindo, multiverso</span></a><span style="font-weight: 400;">. </span><b>&#8211; Caroline Campos</b></p>
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<figure id="attachment_22188" aria-describedby="caption-attachment-22188" style="width: 1200px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-22188" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/08/mestres-do-universo.jpg" alt="Cena da primeira parte da animação Mestres do Universo: Salvando Eternia. Os heróis e os vilões se juntam para derrotar um inimigo em comum. Da esquerda para a direita: Homem Fera (Kevin Michael Richardson), Andra (Tiffany Smith), Adam (Chris Wood), Teela (Sarah Michelle Gellar) e Maligna (Lena Headey). Homem Fera é careca, grande e laranja, usa uma tanga azul, tem cicatrizes no peito e riscos brancos na face. Andra é negra e usa uma armadura preta por cima de vestes verdes. Adam é caucasiano, loiro, cabelos até os ombros, usa uma blusa roxa por cima de uma camiseta de mangas longas branca, calças lavanda e botas roxas. Teela é caucasiana, tem cabelos ruivos, penteados para o lado direito, com uma armadura marrom por cima de vestes brancas e calças claras, segurando uma espada com as mãos. Maligna, caucasiana, de cabelos brancos longos, segurando um cetro partido com um orbe roxo na ponta. Atrás deles, um castelo de cristal com detalhes dourados, à noite, com estrelas no céu." width="1200" height="800" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/08/mestres-do-universo.jpg 1200w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/08/mestres-do-universo-800x533.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/08/mestres-do-universo-1024x683.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/08/mestres-do-universo-768x512.jpg 768w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-22188" class="wp-caption-text">Colocando tanto seus heróis como seus vilões para lutar lado a lado, Mestres do Universo: Salvando Eternia consegue inovar uma história clássica (Foto: Netflix)</figcaption></figure>
<p><b>Mestres do Universo: Salvando Eternia (Masters of the Universe: Revelation, 1ª Parte, Netflix)</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Ele tem a força! A primeira parte da </span><a href="https://ovicio.com.br/10-curiosidades-sobre-he-man-e-os-mestres-do-universo/"><span style="font-weight: 400;">nova iteração de </span><i><span style="font-weight: 400;">Mestres do Universo</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> chegou na Netflix em julho e, apesar de modernizar a narrativa e dar o </span><a href="https://www.omelete.com.br/netflix/mestres-do-universo-quem-e-teela"><span style="font-weight: 400;">foco para as personagens femininas</span></a><span style="font-weight: 400;"> da franquia, ainda mantém toda a estranheza clássica dos anos 80 e os </span><i><span style="font-weight: 400;">designs </span></i><span style="font-weight: 400;">gloriosamente cafonas de seus personagens. Comandada por </span><a href="https://www.omelete.com.br/netflix/mestres-do-universo-kevin-smith-rebate-criticas-contra-a-serie-cresca"><span style="font-weight: 400;">Kevin Smith</span></a><span style="font-weight: 400;">, essa nova narrativa busca reinventar o que esperamos da franquia ao mesmo tempo que a homenageia e, graças às animações excepcionais do estúdio </span><a href="https://personaunesp.com.br/critica-castlevania-netflix/"><i><span style="font-weight: 400;">Powerhouse</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, ela consegue.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Embora tenha apenas cinco capítulos, a primeira parte da nova série estabelece maravilhosamente bem o seu universo e é extremamente convidativa para novos espectadores, apesar de não poupar referências aos seus antecessores. Escolhendo focar não na luta imortal de He-Man (Chris Wood) contra o maléfico Esqueleto (Mark Hamill), mas em sua parceira, Teela (Sarah Michelle Gellar) e sua relação com os outros personagens, </span><i><span style="font-weight: 400;">Salvando Eternia </span></i><span style="font-weight: 400;">evita as tentações comuns à </span><i><span style="font-weight: 400;">reboots </span></i><span style="font-weight: 400;">e </span><i><span style="font-weight: 400;">remakes </span></i><span style="font-weight: 400;">de repetir histórias que já foram contadas e, ao invés disso, traz novas e ousadas interpretações para seus personagens.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Com um capítulo final que se move talvez um pouco rápido demais para o seu próprio bem e atropela algumas das relações mais interessantes entre seus personagens, </span><i><span style="font-weight: 400;">Mestres do Universo: Salvando Eternia</span></i><span style="font-weight: 400;"> termina com um gancho poderoso para sua segunda parte, ainda sem data marcada. Com um elenco estelar e uma direção moderna, os poderes de Grayskull nunca foram tão fortes.</span> <span style="font-weight: 400;">&#8211; </span><b>Gabriel Oliveira F. Arruda</b></p>
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<figure id="attachment_22242" aria-describedby="caption-attachment-22242" style="width: 1600px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-22242" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/08/Young-Royals-2.jpg" alt="Cena da série Young Royals. A imagem mostra um grupo de adolescentes assistindo filme numa sala grande. A imagem é capturada meio de lado, num panorama do lado direito, e o foco está num casal do jovens ao centro do grupo. Eles estão sentados no chão, ao redor de outros adolescentes, e são interpretados por Edvin Ryding e Omar Rudberg. Primeiro, do lado esquerdo, está Wilhelm, a personagem de Edvin, um adolescente branco de cabelos médios lisos e loiros. Ele veste um moletom azul escuro e está entrelaçando os dedos com as mãos de Simon, personagem de Omar. Simon é um adolescente negro de pele clara, de cabelos ondulados castanhos. Ele veste uma camisa jeans em cima de uma blusa amarela mostarda e suas mãos estão em cima do joelho de Wilhelm. Os dois olham para a frente, e atrás deles existe um aparelho que projeta uma luz na frente deles. Ao redor, existem outros adolescentes sentados nos sofás e no chão, ao centro, assim como os dois, e também vasilhas com pipocas e doces." width="1600" height="1067" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/08/Young-Royals-2.jpg 1600w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/08/Young-Royals-2-800x534.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/08/Young-Royals-2-1024x683.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/08/Young-Royals-2-768x512.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/08/Young-Royals-2-1536x1024.jpg 1536w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/08/Young-Royals-2-1200x800.jpg 1200w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-22242" class="wp-caption-text">O novo drama adolescente da Netflix é sucesso certeiro e não deixa a juventude real reduzida ao seu título (Foto: Netflix)</figcaption></figure>
<p><b>Young Royals (1ª temporada, Netflix)</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A </span><i><span style="font-weight: 400;">Netflix</span></i><span style="font-weight: 400;"> não tem limites. Agora, ela inventou de juntar elementos de sua maior produção e seu maior sucesso de crítica com a sensação </span><i><span style="font-weight: 400;">teen</span></i><span style="font-weight: 400;"> mais quente do momento. Imagina uma mistura de </span><a href="https://personaunesp.com.br/tag/the-crown/"><i><span style="font-weight: 400;">The Crown</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> com </span><a href="https://personaunesp.com.br/elite-4a-temporada-critica/"><i><span style="font-weight: 400;">Elite</span></i></a><span style="font-weight: 400;">? Ela existe e atende por </span><i><span style="font-weight: 400;">Young Royals</span></i><span style="font-weight: 400;">. A produção sueca chegou na plataforma de </span><i><span style="font-weight: 400;">streaming</span></i><span style="font-weight: 400;"> junto do jovem príncipe Wilhelm (</span><a href="https://www.instagram.com/edvinrydings/"><span style="font-weight: 400;">Edvin Ryding</span></a><span style="font-weight: 400;">), que é enviado para um colégio interno depois de deixar sua família real de cabelo em pé com episódios típicos de um adolescente em crise. Lá, ele conhece o apaixonante Simon (</span><a href="https://www.instagram.com/officialomar/"><span style="font-weight: 400;">Omar Rudberg</span></a><span style="font-weight: 400;">), e o resto é história.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A série de Rojda Sekersöz e Erika Calmeyer aborda os mais variados aspectos das vidas de seus personagens com muito ritmo e muito estilo. O acerto maior das diretoras, no entanto, é colocar </span><a href="https://twitter.com/philtctos/status/1411013647179124739"><span style="font-weight: 400;">adolescentes para viver seus adolescentes</span></a><span style="font-weight: 400;">, pressuposto básico que parece ser demais para as produções juvenis tradicionais, que se preocupam mais em criar um ideal em torno de suas histórias do que de fato contemplar os que se propõem a retratar.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Assim, os </span><i><span style="font-weight: 400;">jovens reais</span></i><span style="font-weight: 400;"> de </span><a href="https://www.netflix.com/title/81210762"><i><span style="font-weight: 400;">Young Royals</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> fazem com que seus arcos básicos sejam extremamente atraentes. As personagens vivem suas descobertas sexuais, encaram seus dilemas pessoais, lidam com suas questões emocionais e psicológicas e sentem os conflitos de classe em cada um dos seis episódios, com destaque para a atuação dos coadjuvantes Sara (Frida Argento) e August (Malte Gårdinger). A energia da juventude que falta no palácio da Rainha Elizabeth com o refino que falta nos causos de </span><span style="font-weight: 400;">Las Encinas</span><span style="font-weight: 400;">. Tem como dar errado? </span><b>&#8211; Raquel Dutra</b></p>
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<figure id="attachment_22240" aria-describedby="caption-attachment-22240" style="width: 1400px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-22240" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/08/goodgirls.jpg" alt="Imagem de uma cena de Good Girls. Nela está Beth, mulher branca e ruiva, vestindo um sobretudo preto. Ela está inclinada sobre uma mesa de boliche, segurando o bastão em direção a uma bola. Atrás da protagonista está Rio. O personagem tem pele clara e cabelo raspado. Suas roupas são escuras. Ele está encostado na mulher, a ajudando no jogo. A mesa na frente deles é roxa, e o fundo é uma parede de marrom dividida por uma porta preta." width="1400" height="933" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/08/goodgirls.jpg 1400w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/08/goodgirls-800x533.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/08/goodgirls-1024x682.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/08/goodgirls-768x512.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/08/goodgirls-1200x800.jpg 1200w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-22240" class="wp-caption-text">As boas garotas mostram seu pior na última temporada da série (Foto: NBC)</figcaption></figure>
<p><b>Good Girls (4° temporada, NBC)</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Em sua quarta temporada, </span><a href="https://www.adorocinema.com/series/serie-21703/"><i><span style="font-weight: 400;">Good Girls</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> entra na longa lista de séries descartadas pela </span><i><span style="font-weight: 400;">NBC</span></i><span style="font-weight: 400;">. A história de três mulheres que entram no mundo do crime começou divertida e viciante, mas decepcionou em seus </span><a href="https://youtu.be/LsNWydZ2wdQ"><span style="font-weight: 400;">episódios finais</span></a><span style="font-weight: 400;">. Apesar de deixarem saudades, já estava na hora de dizermos adeus para as mamães mais delinquentes da televisão. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">É uma pena, então, que a despedida tenha sido tão fraca. Com 16 episódios que não pareciam sair do lugar, a temporada final do seriado mal parecia ter uma narrativa definida. O que seria aceitável se, pelo menos, os atores dessem conta de anular esse problema. Mas com uma Beth (</span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=fu5eJ9s-tgY"><span style="font-weight: 400;">Christina Hendricks</span></a><span style="font-weight: 400;">)</span><span style="font-weight: 400;"> mais egoísta do que nunca, ficou difícil de engolir. A protagonista conseguiu irritar não um ou dois, mas praticamente todos os outros personagens.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">E Rio (</span><a href="https://www.instagram.com/lbmannymontana/?hl=pt"><span style="font-weight: 400;">Manny Montana</span></a><span style="font-weight: 400;">), o </span><i><span style="font-weight: 400;">badboy</span></i><span style="font-weight: 400;"> tão amado, perdeu um pouco de seu charme e poder. Em uma tentativa de humanizar mais o traficante, ele acabou se tornando um pouco sem graça. No meio dessa bagunça, o trio principal acaba por caminhar em diferentes sentidos, com uma finalização um tanto aberta para novas possibilidades, mas que vão existir apenas na imaginação dos telespectadores.</span><b> &#8211; Mariana Chagas</b></p>
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<figure id="attachment_22189" aria-describedby="caption-attachment-22189" style="width: 960px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-22189" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/08/beastars.jpg" alt="Cena da segunda temporada de Beastars. À noite, Louis (Yuuki Ono), um veado antropomorfizado, usa um terno vinho com camisa verde e gravata preta, dançando com Juno (Atsumi Tanekazi), uma loba antropomorfizada, usa um suéter lavanda claro. Louis, à direita, tem pelagem laranja e grandes olhos marrons. Juno, à esquerda, possui pelagem marrom clara no rosto e branca ao redor do focinho. Louis segura a mão direita de Juno na sua esquerda, enquanto sua mão esquerda segura sua cintura. Atrás deles, à direita, alguns prédios suburbanos com as luzes apagadas, com alguns postes acesos iluminando a rua. À direita e próximo deles, uma árvore ao lado de um poste iluminando a cena." width="960" height="540" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/08/beastars.jpg 960w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/08/beastars-800x450.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/08/beastars-768x432.jpg 768w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-22189" class="wp-caption-text">Louis é um dos personagens mais surpreendentes e interessantes da nova temporada de Beastars (Foto: Netflix)</figcaption></figure>
<p><b>Beastars (2ª temporada, Netflix)</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Os animais antropomorfizados de </span><i><span style="font-weight: 400;">Beastars</span></i><span style="font-weight: 400;"> estão de volta para fazer você se perguntar se não é realmente um </span><a href="https://estudio.r7.com/furries-quem-sao-os-adultos-que-se-vestem-de-bicho-19062020"><i><span style="font-weight: 400;">furry</span></i></a><span style="font-weight: 400;">. A segunda temporada da adaptação do </span><a href="https://ovicio.com.br/criadora-de-beastars-vai-lancar-novo-manga/"><span style="font-weight: 400;">mangá de Paru Itagaki</span></a><span style="font-weight: 400;"> volta com ainda mais dramas adolescentes e mistérios </span><i><span style="font-weight: 400;">noir</span></i><span style="font-weight: 400;">, junto com a animação em CGI </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=g9ef-44vOqc&amp;pp=ugMICgJwdBABGAE%3D"><span style="font-weight: 400;">característica do estúdio </span><i><span style="font-weight: 400;">Orange</span></i></a><span style="font-weight: 400;">. O aspecto </span><i><span style="font-weight: 400;">3D</span></i><span style="font-weight: 400;"> ajuda a capturar o escopo e os movimentos de seus personagens em lutas eletrizantes, assim como em cenas mais íntimas.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Enquanto o lobo Legoshi (Chikahiro Kobayashi) continua sua jornada para superar seus próprios instintos e tornar-se protetor dos herbívoros (e também poder passar tempo com sua namorada coelha), o veado Louis (Yuuki Ono) toma uma direção inesperada, tomando o controle de sua vida através de uma integração surpreendente com o mundo dos carnívoros. O </span><i><span style="font-weight: 400;">anime </span></i><span style="font-weight: 400;">continua adicionando diversos temas à sua narrativa, interpretando problemas humanos em uma sociedade animalesca em oposição inerente.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Alguns personagens secundários sofrem com o novo foco da série, especialmente os estudantes da escola Cherryton. Haru (Sayaka Senbongi) recebe poucos momentos para brilhar, e deixa saudades de sua narrativa na primeira temporada. É triste não ver tanto desses personagens, já que trabalho realizado com outros continua excepcional e, com </span><a href="https://www.legiaodosherois.com.br/lista/beastars-temporada-3-tudo-sobre.html#list-item-1"><span style="font-weight: 400;">a confirmação recente</span></a><span style="font-weight: 400;"> da produção de sua terceira temporada, </span><i><span style="font-weight: 400;">Beastars</span></i><span style="font-weight: 400;"> termina seu segundo ano nos dando esperanças de que, apesar de difícil, um futuro melhor é possível.</span><b> &#8211; Gabriel Oliveira F. Arruda</b></p>
<hr />
<figure id="attachment_22201" aria-describedby="caption-attachment-22201" style="width: 2560px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-22201" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/08/NeverHaveIEver_Season2_Episode9_00_27_47_15R_Crop-1-e1626269741922-scaled.jpg" alt="" width="2560" height="1382" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/08/NeverHaveIEver_Season2_Episode9_00_27_47_15R_Crop-1-e1626269741922-scaled.jpg 2560w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/08/NeverHaveIEver_Season2_Episode9_00_27_47_15R_Crop-1-e1626269741922-800x432.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/08/NeverHaveIEver_Season2_Episode9_00_27_47_15R_Crop-1-e1626269741922-1024x553.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/08/NeverHaveIEver_Season2_Episode9_00_27_47_15R_Crop-1-e1626269741922-768x415.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/08/NeverHaveIEver_Season2_Episode9_00_27_47_15R_Crop-1-e1626269741922-1536x829.jpg 1536w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/08/NeverHaveIEver_Season2_Episode9_00_27_47_15R_Crop-1-e1626269741922-2048x1106.jpg 2048w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/08/NeverHaveIEver_Season2_Episode9_00_27_47_15R_Crop-1-e1626269741922-1200x648.jpg 1200w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-22201" class="wp-caption-text">O homem da vida de Devi será, sempre, seu pai (Foto: Netflix)</figcaption></figure>
<p><b>Eu Nunca… (Never Have I Ever, 2ª temporada, Netflix)</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Foi quase criminoso o tempo que tivemos que esperar para descobrir se Devi Vishwakumar iria escolher o fofo-porém-egocêntrico Ben Gross ou o lindo-porém-esnobe Paxton Hall-Yoshida. De cara, o primeiro episódio da segunda temporada de </span><a href="https://www.metropoles.com/webstories/5-motivos-para-ver-eu-nunca-a-serie-mais-assistida-na-netflix-hoje"><i><span style="font-weight: 400;">Eu Nunca…</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> já acabou com as dúvidas e carimbou a decisão </span><i><span style="font-weight: 400;">mais Devi </span></i><span style="font-weight: 400;">possível: por que não namorar&#8230; os dois? E foi aí que os problemas começaram.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Para quem </span><a href="https://www.omelete.com.br/netflix/eu-nunca-o-que-esperar-terceira-temporada"><span style="font-weight: 400;">amou e odiou</span></a><span style="font-weight: 400;"> a protagonista interpretada por Maitreyi Ramakrishnan no ano anterior, a boa notícia é que ela continua nos oferecendo as mesmas doses cavalares de vergonha alheia enquanto despeja um carisma tão grande que é impossível não simpatizar com as loucuras de sua vida. Devi ainda não sabe lidar com seu temperamento e seu luto segue ditando cada decisão que toma, mas a personagem vai se tornando mais consciente e aberta à mudanças conforme os episódios seguem seu ritmo.</span></p>
<p><a href="https://observatoriodocinema.uol.com.br/listas/2021/07/o-que-a-netflix-nao-te-contou-sobre-a-serie-eu-nunca"><span style="font-weight: 400;">Pérola adolescente da </span><i><span style="font-weight: 400;">Netflix</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, </span><i><span style="font-weight: 400;">Eu Nunca…</span></i><span style="font-weight: 400;"> explora perfeitamente seu </span><a href="https://www.adorocinema.com/noticias/series/noticia-159680/"><span style="font-weight: 400;">elenco</span></a><span style="font-weight: 400;"> repleto de diversidade e talento. Paxton finalmente deixa de ser apenas um </span><i><span style="font-weight: 400;">sex-appeal </span></i><span style="font-weight: 400;">e ganha um </span><a href="https://www.adorocinema.com/noticias/series/noticia-159688/"><span style="font-weight: 400;">episódio sensível</span></a><span style="font-weight: 400;"> para chamar de seu, enquanto Eleanor e Fabíola embarcam em suas jornadas amorosas opostas, cada uma articulada para levantar uma nova discussão dentro do panorama da série criada por Mindy Kaling. Depois de mais dez episódios, a conclusão é clara – sem espaço para </span><i><span style="font-weight: 400;">#TeamBen</span></i><span style="font-weight: 400;"> ou </span><i><span style="font-weight: 400;">#TeamPaxton</span></i><span style="font-weight: 400;">; por aqui, somos </span><i><span style="font-weight: 400;">#TeamDevi</span></i><span style="font-weight: 400;">. </span><b>&#8211; Caroline Campos</b></p>
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<figure id="attachment_22215" aria-describedby="caption-attachment-22215" style="width: 1170px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-22215" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/08/North-High-Costumes-Room.jpeg" alt="A imagem é uma foto da segunda temporada de High School Musical: O Musical: A Série. Nela, estão, da esquerda para a direita, os personagens Nini, Big Red, Seb e Ashlyn em um camarim do teatro, com várias araras com figurinos pendurados. Nini é interpretada pela atriz Olivia Rodrigo, uma jovem de traços filipinos, cabelo castanho longo, ela veste uma blusa de manga comprida com listras e uma saia bege. Big Red é interpretado pelo ator Larry Saperstein, ele é um menino branco de cabelos ruivos, e veste uma camiseta xadrez azul, um casaco xadrez vermelho e calças verde-musgo. Seb é interpretado pelo ator Joe Serafini, ele é um menino branco de cabelos loiros, e vesteuma camiseta vermelha e uma camisa xadrez azul. Ashlyn é interpretada pela atriz Julia Lester, ela é uma menina branca de cabelos ruivos e compridos, ela veste um moletom amarelo com o desenho de uma vespa e calça moletom cinza. " width="1170" height="779" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/08/North-High-Costumes-Room.jpeg 1170w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/08/North-High-Costumes-Room-800x533.jpeg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/08/North-High-Costumes-Room-1024x682.jpeg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/08/North-High-Costumes-Room-768x511.jpeg 768w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-22215" class="wp-caption-text">A produção do Disney+ ainda aguarda a renovação para uma terceira temporada (Foto: Disney+)</figcaption></figure>
<p><b>High School Musical: A Série: O Musical (High School Musical: The Musical: The Series, 2ª temporada, Disney+)</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Após o sucesso estrondoso de Olivia Rodrigo ao redor do globo, e o </span><a href="https://emais.estadao.com.br/noticias/tv,serie-de-high-school-musical-estreia-2-temporada-apos-protagonistas-ganharem-status-de-estrelas,70003711388"><span style="font-weight: 400;">burburinho de indiretas musicais</span></a><span style="font-weight: 400;"> com seu ex-namorado Joshua Bassett, a segunda temporada de</span> <a href="https://personaunesp.com.br/high-school-musical-the-musical-the-series-critica/"><i><span style="font-weight: 400;">High School Musical: A Série: O Musical</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> era mais do que aguardada. Além da ansiedade em continuar acompanhando a produção que trouxe o gostinho da nostalgia para toda uma geração de </span><i><span style="font-weight: 400;">Wildcats,</span></i><span style="font-weight: 400;"> a trama também teve como gancho final o destino incerto do relacionamento entre Nini e Ricky, interpretados respectivamente pelo casal já mencionado. Mas <a href="https://personaunesp.com.br/sour-olivia-rodrigo-critica/">o clima tenso</a> foi capaz de casar perfeitamente com a narrativa prevista, resultando em uma relação desgastante e num exagero de drama adolescente que supera até mesmo o dueto de Troy (Zac Efron) e Gabriela (Vanessa Hudgens) em </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=cG-dCOM33nQ"><i><span style="font-weight: 400;">Gotta Go My Own Way</span></i></a><span style="font-weight: 400;">. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Em paralelo ao romance em ruínas, o segundo ano da série segue o mesmo objetivo da realização de um musical, que se desvencilha completamente da proposta até então dependente da trilogia de filmes ambientada no colégio </span><i><span style="font-weight: 400;">East High</span></i><span style="font-weight: 400;">. Agora, o clube de teatro prepara uma adaptação de</span> <a href="https://personaunesp.com.br/a-bela-e-a-fera-2017/"><i><span style="font-weight: 400;">A Bela e a Fera</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, enquanto fornece um terreno propício para o desenvolvimento de narrativas de personagens secundários &#8211; e um milhão de vezes mais interessantes que o casal protagonista. Nisso, outros relacionamentos tomam os holofotes, como Carlos (Frankie A. Rodriguez) e Seb (Joe Serafini), que, mesmo na razoabilidade, manifestam uma importante discussão sobre suas identidades e a questão de serem o único casal gay da escola. Ashlyn (Julia Lester) forma uma dupla e tanto com Big Red (Larry Saperstein), recebendo a atenção que o seu talento merece e protagonizando uma importante narrativa sobre aceitação. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Mas quem rouba o devido destaque na temporada é Gina (Sofia Wylie). A trama faz mais do que obrigação ao não deixar a dançarina presa ao papel de vilã levantado no ano anterior, erro imperdoável cometido com a brilhante Sharpay Evans (Ashley Tisdale) na obra original. Assim, em meio à superação de um romance frustrado, ela desenvolve uma grande amizade com E. J. (Matt Cornett) e até com Nini, abandonando narrativas fáceis de disputa feminina. Mesmo com o ambiente bem preparado para essas outras histórias,  </span><i><span style="font-weight: 400;">High School Musical: A Série: O Musical </span></i><span style="font-weight: 400;">deixa de explorar a trama principal da rivalidade com o colégio </span><i><span style="font-weight: 400;">North High</span></i><span style="font-weight: 400;">, ganhando um desfecho preguiçoso e que desmoraliza todo o trabalho realizado ao longo dos seus 12 episódios. Com poucas pontas soltas em seu encerramento, </span><a href="https://www.omelete.com.br/series-tv/olivia-rodrigo-high-school-musical-prepara-adeus"><span style="font-weight: 400;">a despedida de Olivia Rodrigo é quase certa</span></a><span style="font-weight: 400;">, em que sua personagem parece seguir seus passos da vida real e estar cada vez mais preparada para ganhar o mundo a fora com seu talento único. </span><b>&#8211; Vitória Silva</b></p>
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<figure id="attachment_22219" aria-describedby="caption-attachment-22219" style="width: 1365px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-22219" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/08/inti.png" alt="Cena do reality Drag Race España. A participante Inti desfila na passarela com uma roupa inspirada em suas origens como pessoa de descendência quechua. Ela veste um vestido branco com um sol vermelho no centro, botas brancas, uma capa colorida com as cores azul, vermelho e amarelo que quando se abre forma os raios de um sol. Na cabeça, ela utiliza um adereço da cultura quechua. Sua maquiagem é colorida como as cores da sua capa." width="1365" height="768" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/08/inti.png 1365w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/08/inti-800x450.png 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/08/inti-1024x576.png 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/08/inti-768x432.png 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/08/inti-1200x675.png 1200w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-22219" class="wp-caption-text">Ela é fodona e sabe disso (Foto: ATRESplayer)</figcaption></figure>
<p><b>Drag Race España (1ª temporada, ATRESplayer)  </b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Ninguém aguenta mais </span><i><span style="font-weight: 400;">Drag Race</span></i><span style="font-weight: 400;">, mas a gente continua assistindo mesmo assim. O </span><i><span style="font-weight: 400;">reality </span></i><span style="font-weight: 400;">atual com a maior capacidade de se reinventar andou explorando </span><a href="http://personaunesp.com.br/drag-race-uk-2a-temporada-critica/"><span style="font-weight: 400;">novos países</span></a><span style="font-weight: 400;"> e </span><a href="http://personaunesp.com.br/drag-race-holland-critica/"><span style="font-weight: 400;">novas línguas</span></a><span style="font-weight: 400;"> nos últimos anos, e chegou a vez da Espanha mostrar o que há de melhor (e pior) por lá. No lugar de RuPaul, conhecemos Supremme de Luxe, uma mistura de Silvetty Montilla e Adriane Galisteu, que se mostrou a melhor apresentadora substituta da franquia até agora. A exausta Michelle Visage virou Ana Locking, que ainda tem muito a aprender; e a dupla robótica purpurinada Ross e Carson deu lugar para o casal de Javiers, Calvo e Ambrossi, criadores da imperdível minissérie </span><i><span style="font-weight: 400;">Veneno</span></i><span style="font-weight: 400;">. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Não tem outra definição, </span><i><span style="font-weight: 400;">Drag Race España </span></i><span style="font-weight: 400;">é uma bagunça. Com uma energia direto dos </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=kNHD4rGpJg4&amp;ab_channel=CanalTempestadeNoturna"><span style="font-weight: 400;">programas brasileiros dos anos 90</span></a><span style="font-weight: 400;">, a corrida das </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=rMhL5OuFKUM&amp;ab_channel=chrysalxsm"><i><span style="font-weight: 400;">locas</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> parecia produzida e editada no susto. A montagem era levemente caótica, e a edição final dos episódios não tentava esconder a equipe de primeira viagem no assunto </span><i><span style="font-weight: 400;">Drag Race</span></i><span style="font-weight: 400;">, seja na escolha da trilha sonora incomum ou nos cortes secos. Porém, para o espectador que conseguiu enxergar além dessas questões, vimos uma temporada estreante extremamente divertida e uma leva de </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=DZG00JtM48w&amp;ab_channel=WOWPresents"><i><span style="font-weight: 400;">queens</span></i><span style="font-weight: 400;"> memoráveis e talentosas</span></a><span style="font-weight: 400;">. Aliás, diversão, essa, que parece cada vez mais podada na versão americana em prol da qualidade técnica, o que também se torna um problema.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Foi nessa bagunça que assistimos </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=GShuxhWqffs&amp;t=96s&amp;ab_channel=AlecFlores"><span style="font-weight: 400;">Pupi Poisson</span></a><span style="font-weight: 400;">, uma palhaça de peruca, brilhar. Em primeiro momento, seus vestidos questionáveis fazem franzir a testa, mas sua personalidade compensa e nos lembra do lema original da arte</span><i><span style="font-weight: 400;"> drag</span></i><span style="font-weight: 400;">: divertir quem assiste. E isso, Pupi faz com êxito. Inti serviu </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=3qyRktQq-GQ&amp;ab_channel=AlecFlores"><span style="font-weight: 400;">visuais impecáveis</span></a><span style="font-weight: 400;"> e <a href="https://www.paudal.com/2021/06/18/trans-indigenista-and-referent-intis-indelible-mark-on-spanish-television/">discussões importantíssimas</a>, que o programa deixou escapar de suas mãos quando não foi capaz de respeitar as referências culturais da </span><i><span style="font-weight: 400;">queen quechua</span></i><span style="font-weight: 400;">; </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=E7lqDY7aJ80&amp;ab_channel=AlecFlores"><span style="font-weight: 400;">Hugáceo Crujiente</span></a><span style="font-weight: 400;"> também foi incompreendida. </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=V9hpzhOjbEM&amp;ab_channel=AlecFlores"><span style="font-weight: 400;">Killer Queen</span></a><span style="font-weight: 400;"> lutou até o último segundo e conquistou sua posição no </span><i><span style="font-weight: 400;">top 3</span></i><span style="font-weight: 400;">, enquanto </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=irB-8dMB2y8&amp;ab_channel=LucasChachki"><span style="font-weight: 400;">Sagittaria</span></a><span style="font-weight: 400;"> deslizou até o pódio repetindo sua estética <a href="https://www.youtube.com/watch?v=7-fsvt_-uMo&amp;ab_channel=LegoCruz">copiada</a> toda semana. Quem levou a melhor foi </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=JqDAeX5ZAWw&amp;ab_channel=LucasChachki"><span style="font-weight: 400;">Carmen Farala</span></a><span style="font-weight: 400;">, que agora senta no Olimpo de </span><i><span style="font-weight: 400;">Drag Race </span></i><span style="font-weight: 400;">como uma das melhores participantes (e vencedoras) da história do programa. </span><b>&#8211; Jho Brunhara</b></p>
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