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	<title>Arquivos Guilherme Sette &#8211; Persona | Jornalismo Cultural</title>
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	<description>Desde 2015 provando que a distância entre Bergman, Lady Gaga e a novela das 9 nem existe.</description>
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	<title>Arquivos Guilherme Sette &#8211; Persona | Jornalismo Cultural</title>
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		<title>Cineclube Persona &#8211; Fevereiro/2018</title>
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		<pubDate>Tue, 06 Mar 2018 16:17:43 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Cinema]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>O evento cinematográfico mainstream mais impactante do último mês foi a estreia de Pantera Negra. Goste ou não de filmes de heroi, não há como negar que este ao menos conseguiu gerar comoção autêntica e fomentar o debate social sem pregações engessadas &#8211; tudo o que a nonagésima edição do Oscar não conseguiu ontem. De &#8230; <a href="http://personaunesp.com.br/cineclube-persona-fevereiro2018/" class="more-link">Continue lendo<span class="screen-reader-text"> "Cineclube Persona &#8211; Fevereiro/2018"</span></a></p>
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										<content:encoded><![CDATA[<figure id="attachment_9645" aria-describedby="caption-attachment-9645" style="width: 840px" class="wp-caption alignnone"><img fetchpriority="high" decoding="async" class="size-large wp-image-9645" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2018/03/oscar-una-mujer-fantastica-uma-mulher-fantástica-1024x512.jpg" alt="" width="840" height="420" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2018/03/oscar-una-mujer-fantastica-uma-mulher-fantástica-1024x512.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2018/03/oscar-una-mujer-fantastica-uma-mulher-fantástica-300x150.jpg 300w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2018/03/oscar-una-mujer-fantastica-uma-mulher-fantástica-768x384.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2018/03/oscar-una-mujer-fantastica-uma-mulher-fantástica.jpg 1200w" sizes="(max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-9645" class="wp-caption-text">Equipe do filme Uma Mulher Fantástica recebendo o Oscar por Melhor Filme Estrangeiro: dentre os poucos momentos dignos na cerimônia de ontem (Reprodução)</figcaption></figure>
<p>O evento cinematográfico <em>mainstream</em> mais impactante do último mês foi a estreia de <a href="http://personaunesp.com.br/pantera-negra-critica/" target="_blank" rel="noopener"><em>Pantera Negra</em></a>. Goste ou não de filmes de heroi, não há como negar que este ao menos conseguiu gerar comoção autêntica e fomentar o debate social sem pregações engessadas &#8211; tudo o que a nonagésima edição do Oscar não conseguiu ontem. De qualquer forma, a seleção de indicados da premiação foi sólida o suficiente, e nesta edição do Cineclube Persona damos alguns pitacos sobre títulos que não foram contemplados por <a href="http://personaunesp.com.br/tag/oscar-2018/" target="_blank" rel="noopener">nosso especial</a>. Confira:<span id="more-9638"></span></p>
<p><img decoding="async" class="alignnone size-full wp-image-9647" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2018/03/eu-tonya-margot-robbie-oscar-melhor-atriz-coadjuvante.jpg" alt="" width="770" height="308" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2018/03/eu-tonya-margot-robbie-oscar-melhor-atriz-coadjuvante.jpg 770w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2018/03/eu-tonya-margot-robbie-oscar-melhor-atriz-coadjuvante-300x120.jpg 300w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2018/03/eu-tonya-margot-robbie-oscar-melhor-atriz-coadjuvante-768x307.jpg 768w" sizes="(max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /></p>
<p><strong>Eu, Tonya</strong></p>
<p>A trajetória de Tonya Harding chega a ser surreal. Apesar de seu talento e dedicação na patinação no gelo, a esportista passou a vida toda cercada por relações abusivas: a pressão por parte da mãe era sufocante, e seu primeiro namorado era violento. Com boa atuação de Margot Robbie no papel principal, o filme tinha tudo para ser ao menos um bom passatempo.</p>
<p>Isso é, não fosse o formato semi-documental feat. quebra da quarta parede de <em>Eu, Tonya</em>. Inegável que a opção em retratar a história de Harding como uma comédia de humor negro foge do óbvio, mas atuações caricatas (especialmente Alison Janney, cuja vitória como Melhor Atriz Coadjuvante em cima de <a href="http://personaunesp.com.br/lady-bird-critica/" target="_blank" rel="noopener">Laurie Metcalf</a> foi inacreditável), personagens unilaterais e direção pesadamente didática tornam o longa em um novelão. A melhor homenagem recente à Tonya foi mesmo <a href="https://www.youtube.com/watch?v=PUvVjWR3zTQ" target="_blank" rel="noopener">a canção</a> de <a href="http://personaunesp.com.br/mount-eerie-morte-real/" target="_blank" rel="noopener">Sufjan Stevens. </a>&#8211; <em>Nilo Vieira</em></p>
<div class="jetpack-video-wrapper"><iframe class="youtube-player" width="840" height="473" src="https://www.youtube.com/embed/_YSP-ADogMA?version=3&#038;rel=1&#038;showsearch=0&#038;showinfo=1&#038;iv_load_policy=1&#038;fs=1&#038;hl=pt-BR&#038;autohide=2&#038;wmode=transparent" allowfullscreen="true" style="border:0;" sandbox="allow-scripts allow-same-origin allow-popups allow-presentation allow-popups-to-escape-sandbox"></iframe></div>
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="alignnone size-large wp-image-9649" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2018/03/mollys-game-jessica-chastain-oscar-a-grande-jogada-1024x419.jpg" alt="" width="840" height="344" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2018/03/mollys-game-jessica-chastain-oscar-a-grande-jogada-1024x419.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2018/03/mollys-game-jessica-chastain-oscar-a-grande-jogada-300x123.jpg 300w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2018/03/mollys-game-jessica-chastain-oscar-a-grande-jogada-768x314.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2018/03/mollys-game-jessica-chastain-oscar-a-grande-jogada-1200x491.jpg 1200w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2018/03/mollys-game-jessica-chastain-oscar-a-grande-jogada.jpg 1600w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /></p>
<p><strong>A Grande Jogada</strong></p>
<p>Biópicos podem até gerar empatia mais rápido no espectador por seu teor verídico, mas tal vantagem não é garantia de qualidade ou mesmo consistência. <em>A Grande Jogada </em>é um bom exemplo: baseado no livro <em>Molly&#8217;s Game</em>, retrata a ascensão e queda de Molly Bloom como organizadora de jogos de pôquer de alto risco em Los Angeles. Conhecemos sua relação complicada com o pai, suas falhas e provações enquanto mulher.</p>
<p>Infelizmente, isso não basta para sustentar o longa-metragem por mais de duas horas. O roteiro (única indicação ao Oscar aqui) logo se torna formulaico e, pra piorar, as atuações de Jessica Chastain e Idris Elba mais parecem ensaios. Mesmo com a ajuda de <a href="https://www.youtube.com/watch?v=ttDstuRg4T0" target="_blank" rel="noopener">David Fincher</a>, a estreia de Aaron Sorkin na direção deixa muito a desejar &#8211; ao final da sessão, o primeiro pensamento que surge é que valeria bem mais usar as 2h20 para ler o livro. <em>&#8211; Nilo Vieira</em></p>
<div class="jetpack-video-wrapper"><iframe loading="lazy" title="A GRANDE JOGADA | Trailer (2018) Legendado HD" width="840" height="473" src="https://www.youtube.com/embed/v_XQPISlBz4?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen></iframe></div>
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="alignnone size-large wp-image-9657" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2018/03/mudbound-netflix-oscar-mary-j-blige-1024x427.jpg" alt="" width="840" height="350" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2018/03/mudbound-netflix-oscar-mary-j-blige-1024x427.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2018/03/mudbound-netflix-oscar-mary-j-blige-300x125.jpg 300w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2018/03/mudbound-netflix-oscar-mary-j-blige-768x320.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2018/03/mudbound-netflix-oscar-mary-j-blige.jpg 1200w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /></p>
<p><strong>Mudbound &#8211; Lágrimas sobre o Mississipi</strong></p>
<p>Após alguns desastres, o Netflix conseguiu emplacar um bom filme. Apesar do filme não ser um dos “originais” do serviço de streaming, é sua primeira distribuição a receber críticas majoritariamente positivas. <em>Mudbound</em> é inspirado no livro de mesmo nome, da escritora Hilary Jordan lançado em 2008, e desenvolve o cotidiano de duas famílias de uma mesma fazenda no Mississipi durante o inverno de 1946: os McAllan, brancos donos das terras e os Jackson, negros que são empregados no terreno. Além da fazenda, ambas famílias compartilham o envio de um dos membros para a Segunda Guerra Mundial: o piloto de aviões Jamie McAllan (Garrett Hedlund) e o piloto de tanques Ronsel Jackson (Jason Mitchell).</p>
<p>As relações entre as famílias flertam com a escravidão, apesar dos negros já estarem livres há mais de 80 anos na época. Ronsel e Jamie, compartilham a angústia do retorno à “civilização pacífica”, após anos de guerra em que lutaram lado a lado, mas não podem ser vistos no mesmo carro no Mississipi. Na desolada e lamacenta fazenda, as mães das famílias, Laura McAllan (Carey Mulligan) e Florence Jackson (Mary J. Blige), buscam conforto uma na outra, esbarrando no patriarcado retrógrado do dono da fazenda Harry McAllan (Jason Clarke) e seu pai, Pappy (Jonathan Banks).</p>
<p>Com temas bastante atuais e excelentes atuações, o filme possui dois marcos em termos de Oscar: Mary J. Blige recebeu duas indicações, como atriz coadjuvante e por melhor canção original, com &#8220;Mystic River&#8221;. Rachel Morrison se tornou a primeira mulher em 90 anos do prêmio a ser indicada por melhor fotografia &#8211; ela também assina o trabalho em <a href="http://personaunesp.com.br/pantera-negra-critica/" target="_blank" rel="noopener"><em>Pantera Negra</em></a>. Os brasileiros só poderão ver <em>Mudbound</em> pelo Netflix daqui alguns meses, sua distribuição por aqui foi comprada pela Diamond Films, e só será disponibilizado quando sair de cartaz nos cinemas. &#8211; <em>Guilherme Sette</em></p>
<div class="jetpack-video-wrapper"><iframe loading="lazy" class="youtube-player" width="840" height="473" src="https://www.youtube.com/embed/BGzKpEgMaiQ?version=3&#038;rel=1&#038;showsearch=0&#038;showinfo=1&#038;iv_load_policy=1&#038;fs=1&#038;hl=pt-BR&#038;autohide=2&#038;wmode=transparent" allowfullscreen="true" style="border:0;" sandbox="allow-scripts allow-same-origin allow-popups allow-presentation allow-popups-to-escape-sandbox"></iframe></div>
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="alignnone size-large wp-image-9646" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2018/03/loveless-sem-amor-oscar-melhor-filme-estrangeiro-1024x576.jpg" alt="" width="840" height="473" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2018/03/loveless-sem-amor-oscar-melhor-filme-estrangeiro-1024x576.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2018/03/loveless-sem-amor-oscar-melhor-filme-estrangeiro-300x169.jpg 300w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2018/03/loveless-sem-amor-oscar-melhor-filme-estrangeiro-768x432.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2018/03/loveless-sem-amor-oscar-melhor-filme-estrangeiro.jpg 1200w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /></p>
<p><strong>Sem Amor</strong></p>
<p>Dentre os candidatos à <a href="http://personaunesp.com.br/corpo-e-alma-resenha/" target="_blank" rel="noopener">Melhor Filme Estrangeiro</a>, o representante da Rússia era o com menos chance de vencer. Diferente do <a href="http://personaunesp.com.br/loveless-mulholland-drive/" target="_blank" rel="noopener">disco homônimo do My Bloody Valentine</a>, este <em>Loveless </em>é de fato uma obra marcada pela ausência de sensações agradáveis &#8211; tal niilismo não se encaixa no perfil do Oscar, cuja preferência são histórias de redenção, inspiradas em fatos reais ou apenas sentimentalóides.</p>
<p>A história do casal em vias de divórcio que sai em busca do filho desaparecido não é entregue sob perspectiva esperançosa (a aridez é realçada pela fotografia, com belos quadros de cores frias) e, de modo semelhante ao &#8220;polêmico&#8221; <a href="http://personaunesp.com.br/tres-anuncios-para-um-crime-resenha-critica/" target="_blank" rel="noopener"><em>Três Anúncios para um Crime</em></a>, não aponta culpados ou vilões &#8211; tudo parece ser consequência, seja de ambientes hostis ou formações familiares complicadas. É um lembrete de que nem sempre o realismo é algo tranquilo de se encarar. Não era mesmo pra ganhar Oscar, mas trata-se de um filme precisamente contemporâneo, que perpetua a qualidade altíssima da <a href="http://personaunesp.com.br/andrei-tarkovsky-30-anos-sem-o-escultor-do-tempo/" target="_blank" rel="noopener">escola cinematográfica</a> do país. &#8211; <em>Jefferson Garcia</em></p>
<div class="jetpack-video-wrapper"><iframe loading="lazy" title="Sem Amor | Trailer Oficial do filme de Andrey Zvyagintsev" width="840" height="473" src="https://www.youtube.com/embed/M_5F6Y1Xsz0?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen></iframe></div>
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="size-large wp-image-9648 aligncenter" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2018/03/todo-o-dinheiro-do-mundo-christopher-plummer-kevin-spacey-oscar-1024x529.png" alt="" width="840" height="434" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2018/03/todo-o-dinheiro-do-mundo-christopher-plummer-kevin-spacey-oscar-1024x529.png 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2018/03/todo-o-dinheiro-do-mundo-christopher-plummer-kevin-spacey-oscar-300x155.png 300w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2018/03/todo-o-dinheiro-do-mundo-christopher-plummer-kevin-spacey-oscar-768x396.png 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2018/03/todo-o-dinheiro-do-mundo-christopher-plummer-kevin-spacey-oscar-1200x619.png 1200w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2018/03/todo-o-dinheiro-do-mundo-christopher-plummer-kevin-spacey-oscar.png 1240w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /></p>
<p><strong>Todo o Dinheiro do Mundo</strong></p>
<p>O trabalho mais recente do veterano Ridley Scott foi cercado de polêmicas. Após as denúncias de abuso sobre Kevin Spacey, o diretor tomou a decisão ousada de substituí-lo no filme, já concluído. As cenas com seu personagem foram refilmadas, com o experiente Christopher Plummer no papel &#8211; houve até quem cravasse que só por este peso simbólico a estatueta de Melhor Ator Coadjuvante já estava garantida.</p>
<p>Claro que isso era presunção exagerada, mas o destaque para Plummer é justo. No papel do bilionário J. Paul Getty, que recusa a pagar uma &#8220;alta&#8221; quantia em dinheiro exigida pelos sequestradores de seu neto, ele entrega uma atuação sóbria e macabra e, junto de Michelle Williams (cujo pagamento pelas cenas refilmadas foi muito inferior ao do ator Mark Wahlberg, com quem compartilhava agência), é das poucas coisas que se salvam no filme. Desfile de caracterizações afetadas, direção que falha em criar tensão e trilha sonora pomposa são alguns dos vários defeitos de <em>Todo o Dinheiro do Mundo</em>, que no fim está fadado a ser lembrado unicamente por seus bastidores controversos. &#8211; <em>Nilo Vieira</em></p>
<div class="jetpack-video-wrapper"><iframe loading="lazy" title="Todo Dinheiro do Mundo | Trailer Legendado" width="840" height="473" src="https://www.youtube.com/embed/zFA4Yrt8F0Q?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen></iframe></div>
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		<title>Como Narcos superou Pablo Escobar</title>
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		<pubDate>Mon, 11 Sep 2017 22:26:44 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Séries]]></category>
		<category><![CDATA[Crítica]]></category>
		<category><![CDATA[Guilherme Sette]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Guilherme Sette Um dos grandes sucessos do Netflix, Narcos foi renovado para sua terceira e quarta temporada para algum estranhamento do público &#8211; a grande estrela deste show, Pablo Escobar, morreu no final da segunda temporada. Como contam os produtores, o nome é Narcos e não Pablo Escobar, e o grande espaço no mercado da &#8230; <a href="http://personaunesp.com.br/critica-narcos-terceira-temporada/" class="more-link">Continue lendo<span class="screen-reader-text"> "Como Narcos superou Pablo Escobar"</span></a></p>
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										<content:encoded><![CDATA[<figure id="attachment_8515" aria-describedby="caption-attachment-8515" style="width: 768px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-8515" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2017/09/Foto-1.jpg" alt="" width="768" height="380" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2017/09/Foto-1.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2017/09/Foto-1-300x148.jpg 300w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-8515" class="wp-caption-text">Os chefões, da esquerda para direita: Chepe, Pacho, Miguel e Gilberto Martínez Orejuela (Divulgação/Netflix)</figcaption></figure>
<p><strong>Guilherme Sette</strong></p>
<p>Um dos grandes sucessos do Netflix, <em>Narcos</em> foi renovado para sua terceira e quarta temporada para algum estranhamento do público &#8211; a grande estrela deste show, Pablo Escobar, morreu no final da segunda temporada. Como contam os produtores, o nome é <i>Narcos </i>e não <i>Pablo Escobar</i>, e o grande espaço no mercado da cocaína deixado pelo Patron foi preenchido pelo Cartel de Cali, “vilões” já introduzidos nas temporadas anteriores.<span id="more-8514"></span></p>
<p>Os novos antagonistas são os irmãos Gilberto (Damian Alcázar) e Miguel Martínez Orejuela (Francisco Denis), nomes muito “menores” do que Pablito, e os produtores sabem disso. Em nenhum momento os irmãos recebem tanta profundidade em suas vidas pessoais e tempo na tela como Wagner Moura recebia. Obviamente não são deixados de lado em nenhum momento, nem são personagens fracas, mas a atenção é bastante dividida entre os membros do Cartel. Importante mencionar os outros dois integrantes do alto comando de Cali, Pacho Herrera (Alberto Ammann) e Chepe Santacruz (Pêpe Rapazote), personagens interessantes com seus devidos “núcleos” desenvolvidos ao longo da temporada.</p>
<figure id="attachment_8516" aria-describedby="caption-attachment-8516" style="width: 840px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-large wp-image-8516" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2017/09/Foto-2-1024x683.jpg" alt="" width="840" height="560" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2017/09/Foto-2-1024x683.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2017/09/Foto-2-300x200.jpg 300w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2017/09/Foto-2-768x512.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2017/09/Foto-2-1200x800.jpg 1200w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-8516" class="wp-caption-text">Gilberto recebe de braços abertos o acordo de aposentadoria (Divulgação/Netflix)</figcaption></figure>
<p>Do lado dos “bonzinhos”, o narrador e protagonista Steve Murphy (Boyd Holbrook) não retornou à Colômbia pelo DEA. Quem assume o protagonismo e a narração é seu parceiro Javier Peña (Pedro Pascal), também sem a mesma profundidade pessoal de Murphy, cujos dramas familiares faziam parte do roteiro.</p>
<p>O enredo da temporada traz o Cartel de Calí em um obscuro acordo com o governo colombiano: o cartel terá mais seis meses de atividade e depois seus líderes se entregarão, as penas serão brandas para todos os aliados e a maior parte de seu patrimônio será mantido legalmente. O agente Peña, apesar de sua atuação irresponsável junto a criminosos na caçada a Escobar, foi promovido no DEA e pretende usar sua experiência para prender os chefões do tráfico antes de sua rendição.</p>
<p>Apesar dos empecilhos gerados pela embaixada americana em Bogotá, o agente usa toda sua experiência para progredir na caçada aos criminosos, e isso faz muito bem para o roteiro. Os planos não são mais frustrados por caguetas e suspeitos que despistam os policiais no meio da multidão, artifícios irritantes constantemente empregados pelo roteiristas nas duas primeiras temporadas para dar continuidade à história. O que atrapalha a lei e o DEA são interesses políticos e o tráfico de influência, explicações muito mais interessantes.</p>
<h5><b>A fronteira entre o bem e o mal</b></h5>
<p>Uma personagem que chama a atenção é Jorge Salcedo (Matias Varela), um dos chefes de segurança dos irmãos Martínez que pretende abrir sua própria firma de segurança quando o Cartel se render. Salcedo é um personagem frio, não anda armado, e a posição em que é colocado durante a série é questionadora. Quando as coisas começam a dar errado para o Cartel, e a rendição parece cada vez mais distante, Jorge vê que o único caminho para longe do crime é delatar o Cartel, e trabalhar junto com o DEA, afinal, ele não se considera um assassino.</p>
<p><iframe loading="lazy" src="https://www.youtube.com/embed/Ca2XbNC82J4" width="560" height="315" frameborder="0" allowfullscreen="allowfullscreen"></iframe></p>
<p>Dentre todos os “filiados” ao Cartel, Salcedo é o único cuja família é retratada. Sua esposa Paola (Taliana Vargas), também é conivente com o fato do marido trabalhar para os chefões do tráfico de drogas, embora sua paciência com o envolvimento do marido no crime vá se esgotando ao longo dos episódios. No primeiro episódio da temporada, Gilberto Martinez organiza uma grande festa para anunciar aos seus parceiros o acordo com a Colômbia, e Jorge identifica um infiltrado filiado ao DEA entre os garçons. Ele calmamente conversa com o “espião” reservadamente, e o aconselha que fuja, sem ameaças e sem retaliações, situação que jamais seria tratada deste jeito pelos patrões.</p>
<p>Vemos sua família, vemos suas ações “corretas” e vemos seu desejo de cooperar com a justiça. Deveríamos torcer por Jorge? Conivente por anos com o tráfico de entorpecentes, corrupção e homicídios, a vontade de enfim pagar seus pecados não necessariamente o coloca no papel de herói &#8211; a expressão “delação premiada” vem a cabeça nesta situação. Para os fãs da série, essa dicotomia não é novidade. Pablo Escobar era praticamente retratado como um Deus, apesar dos seus terríveis atos.</p>
<figure id="attachment_8517" aria-describedby="caption-attachment-8517" style="width: 840px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-large wp-image-8517" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2017/09/Foto-3-1024x794.jpg" alt="" width="840" height="651" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2017/09/Foto-3-1024x794.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2017/09/Foto-3-300x233.jpg 300w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2017/09/Foto-3-768x595.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2017/09/Foto-3.jpg 1080w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-8517" class="wp-caption-text">Dá pra aprender bastante com a série</figcaption></figure>
<p>Em relação à veracidade dos fatos, a terceira temporada se sai melhor do que as outras. Uma checagem de fatos minuciosa desmentiria algumas das situações, mas nenhum dos grandes acontecimentos, alguns de importância mundial, são inventados pela produção. Os momentos mais decisivos e importantes para a geopolítica costumam vir acompanhados de imagens de arquivo das transmissões verdadeiras da época, o que também serve para exaltar o trabalho de composição de elenco, sempre semelhantes às personagens verdadeiras. O trabalho é minucioso.</p>
<p>Como descreveu o verdadeiro Jorge Salcedo <a href="http://ew.com/tv/2017/09/03/narcos-jorge-salcedo-interview/">à Entertainment Weekly</a>, algumas histórias que ele apenas ouviu, são exibidas como se ele tivesse presenciado. A produção exibe um aviso antes de cada episódio de que houveram nomes trocados, situações dramatizadas e ordem dos fatos alterada, tudo em prol de um roteiro fictício, porém bastante amparado na realidade.</p>
<p><iframe loading="lazy" src="https://www.youtube.com/embed/Ory6b2EJ3Bk" width="560" height="315" frameborder="0" allowfullscreen="allowfullscreen"></iframe></p>
<p><em>Narcos</em> superou o desafio de viver sem Pablo Escobar, tomando muitas decisões corretas quanto aos protagonismos e caracterização dos personagens, e entrega uma temporada muito bem amarrada e interessante. A série foi renovada para mais um ano e, como sinalizada ao final dos 10 episódios, será no México, país que pouco apareceu até agora na série.</p>
<p>Os produtores novamente terão que apresentar novos vilões e até heróis, afinal o verdadeiro agente Peña <a href="https://www.biography.com/people/javier-pena-111615">nunca atuou no méxico</a>. Mas o sucesso da temporada do Cartel de Cali coloca bastante crédito neles, para entregar mais um bom trabalho quase que documental sobre os reis das drogas.</p>
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		<title>A primeira viagem do Pink Floyd completa 50 anos</title>
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		<pubDate>Mon, 07 Aug 2017 20:47:02 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Música]]></category>
		<category><![CDATA[Clássicos]]></category>
		<category><![CDATA[Crítica]]></category>
		<category><![CDATA[Guilherme Sette]]></category>
		<category><![CDATA[Rock]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Guilherme Sette A estreia do Pink Floyd, lançada há 50 anos, tem o mesmo título de um dos capítulos de um livro infantil, The Wind in The Willows (1908) de Keneth Grahame. O episódio em questão conta a história de uma topeira e de um rato, que saem a noite pela floresta em busca de &#8230; <a href="http://personaunesp.com.br/pink-floyd-piper-at-the-gates-of-dawn/" class="more-link">Continue lendo<span class="screen-reader-text"> "A primeira viagem do Pink Floyd completa 50 anos"</span></a></p>
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										<content:encoded><![CDATA[<figure id="attachment_8378" aria-describedby="caption-attachment-8378" style="width: 500px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-8378" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2017/08/Foto-2.jpg" alt="O primeiro dos prismas do Pink Floyd" width="500" height="493" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2017/08/Foto-2.jpg 500w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2017/08/Foto-2-300x296.jpg 300w" sizes="auto, (max-width: 500px) 85vw, 500px" /><figcaption id="caption-attachment-8378" class="wp-caption-text">O primeiro dos prismas do Pink Floyd</figcaption></figure>
<p><strong>Guilherme Sette</strong></p>
<p>A estreia do Pink Floyd, lançada há 50 anos, tem o mesmo título de um dos capítulos de um livro infantil, <i>The Wind in The Willows </i>(1908) de Keneth Grahame. O episódio em questão conta a história de uma topeira e de um rato, que saem a noite pela floresta em busca de um bebê lontra, que estava desaparecido.</p>
<p><span id="more-8377"></span></p>
<p>Na procura da lontra, os animais escutam o som de uma flauta, que os conduz por um caminho colorido e brilhante até a figura de um Fauno, que tocava sua flauta. Os animais contemplam o semideus por um tempo, até que ele desaparece. Logo depois, o amanhecer vem, e junto com ele, encontram o bebê lontra. No caminho de volta para o papai lontra, agora um pouco mais cinzento e menos cintilante, os animais não se lembram do Fauno, mas sentem saudade da boa sensação que os acompanhou ao ouvir sua flauta.</p>
<figure id="attachment_8379" aria-describedby="caption-attachment-8379" style="width: 600px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-8379" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2017/08/Foto-1.jpg" alt="Da esquerda para direita, Richard Wright, Roger Waters, Syd Barrett e Nick Mason" width="600" height="338" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2017/08/Foto-1.jpg 600w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2017/08/Foto-1-300x169.jpg 300w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-8379" class="wp-caption-text">Da esquerda para direita, Richard Wright, Roger Waters, Syd Barrett e Nick Mason</figcaption></figure>
<p>O <i>flautista nos portões do amanhecer </i>vem daí. Foi Syd Barrett quem nomeou o disco, talvez sugerindo que o mesmo viria para elucidar questionamentos e apontar o caminho para os perdidos. A relação que é possível observar, é a influência que o LSD, o <i>semideus</i> que iluminaria o caminho e traria um prazer efêmero, exerce nesta obra em particular e na vida de Syd.</p>
<p>Diversas características relacionadas ao <i>folclore </i>da droga estão, de alguma forma, incorporadas no álbum. Há menções à gnomos (&#8220;The Gnome&#8221;), comparações existenciais com seres inusitados (&#8220;The Scarecrow&#8221;) e “passeios” de bicicleta (&#8220;Bike&#8221;). A arte do disco, os membros da banda vestidos com roupas coloridas fotografados através de um prisma, foi construída para aludir a uma <em>trip</em> de LSD, estilo comum na época para capas, como visto em <a href="http://personaunesp.com.br/revolver-50-anos-inicio-fase-psicodelica-beatles/" target="_blank"><i>Revolver</i></a> dos Beatles e <a href="http://personaunesp.com.br/jimi-hendrix-are-you-experienced-50-anos/" target="_blank"><i>Are You Experienced </i></a>de Hendrix.</p>
<p>O disco abre com &#8220;Astronomy Domine&#8221;, exibindo características que a banda não abandonaria durante a carreira. O riff forte de Syd Barrett, que progride junto com as introduções um a um dos outros instrumentos: a bateria de Nick Mason, as linhas de órgão de Richard Wright e o baixo de Roger Waters. Barrett leva o ouvinte a uma viagem pelos distantes planetas do sistema solar e suas luas que culminam numa mistura de gritos e <em>beeps</em>, talvez um prelúdio da jornada do icônico <em>frontman</em> pela fronteira tênue entre a divagação e a loucura.</p>
<p>Na versão americana, a abertura fica a cargo de &#8220;See Emily Play&#8221;, lançada apenas em single no Reino Unido. Talvez a canção mais importante do ínicio da carreira da banda, os boatos sobre sua inspiração vão desde uma garota que Syd observou enquanto descansava na floresta, até uma famosa escultora inglesa chamada Emily Young, que frequentava <em>pubs</em> do <i>underground </i>londrino na década de 60. A <i>Emily</i> de Syd pode ser todas essas quanto nenhuma delas. A mística do músico, e da banda só cresceu ao longo dos anos.</p>
<p>Em &#8220;Interstellar Overdrive&#8221;, instrumental creditada aos quatro membros, as características marcantes do Floyd se apresentam. Uma longa faixa sem vocais que surgiu de uma sessão de improviso nos estúdios, é considerada uma das primeiras peças psicodélicas deste estilo colocadas em uma gravação por uma banda de rock.</p>
<div class="jetpack-video-wrapper"><iframe loading="lazy" title="Pink Floyd - See Emily Play" width="840" height="473" src="https://www.youtube.com/embed/nPf56QaRXhg?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen></iframe></div>
<p>Barrett durou pouco na banda, e no mundo da música. Em 1968 já havia deixado o Pink Floyd, substituído por David Gilmour. Muitos problemas com drogas, incapacidade de cumprir compromissos e a deterioração de seu estado mental o tornaram insustentável no grupo. Barrett gravou mais dois discos, fez seu último show em 1972 e dedicou os seus próximos 30 anos de vida a viver recluso com a mãe, em Cambridge. Passou os anos pintando e devotado a jardinagem, sendo sustentado pelos royalties que o Pink Floyd foi capaz de lhe proporcionar após o estouro comercial da banda.</p>
<p>Apesar da rápida passagem, sua influência na música é marcante. O estilo irreverente e descolado de trazer novidades para a música psicodélica, ajudou a moldá-la. Distorções, ecos, loops e até o uso de um isqueiro para tocar guitarra foram algumas de suas <i>brisas</i>. Para o Pink Floyd, o impacto é ainda mais reconhecível. A visita de Barrett aos estúdios da Abbey Road durante a gravação de <i>Wish You Were Here </i>em 1975, um disco bastante inspirado nele, é um dos episódios definitivos da trajetória do <i>Floyd</i>:</p>
<div class="jetpack-video-wrapper"><iframe loading="lazy" title="Pink Floyd on Syd Barrett (The Story of Wish You Were Here)" width="840" height="473" src="https://www.youtube.com/embed/uKCMSWbC9VY?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen></iframe></div>
<p>Curioso como é possível traçar um paralelo com o encontro da lontra e do rato com o Fauno. Todos da banda pareciam ter se esquecido de Syd, embora tivesse sido crucial para a banda. Entretanto, ao reconhecerem-no, imediatamente se ligaram da importância para o seu sucesso. A imagem do Sol como caminho para elucidação também continuou fazendo parte do “enredo” dos futuros discos conceituais do Pink Floyd, aparecendo como imagem do prazer e da satisfação.</p>
<p>Menções a Barrett também estão em outros trabalhos clássicos da banda, como a faixa &#8220;Brain Damage<i>&#8220;</i> de <em>The</em> <i>Dark Side of The Moon </i>(1973) e a cena do filme <i>The Wall </i>(1982), inspirado no disco homônimo, em que o protagonista sofre um surto emocional e raspa seu cabelo.</p>
<p>Comercialmente, <i>The Piper at Gates of Dawn</i> não foi um hit. A certificação dourada só viria cinco anos depois, quando foi comercializado junto com o segundo LP do Pink Floyd, <i>A Saucerful of Secrets</i>, aproveitando o estrelato alcançado pelo grupo. Em 1967, a banda operava sob um contrato que lhes pagaria cinco mil libras por cinco anos. Poucos anos depois, a banda comercializou um dos discos mais vendidos da história, estampado pelo icônico prisma. Tudo isso, graças ao portão aberto por Syd Barrett neste disco curioso e empolgante.</p>
<p><iframe loading="lazy" src="https://open.spotify.com/embed/album/2Se4ZylF9NkFGD92yv1aZC" width="300" height="380" frameborder="0" allowtransparency="true"></iframe></p>
<p>O post <a href="http://personaunesp.com.br/pink-floyd-piper-at-the-gates-of-dawn/">A primeira viagem do Pink Floyd completa 50 anos</a> apareceu primeiro em <a href="http://personaunesp.com.br">Persona | Jornalismo Cultural</a>.</p>
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