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	<title>Arquivos Funk &#8211; Persona | Jornalismo Cultural</title>
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	<description>Desde 2015 provando que a distância entre Bergman, Lady Gaga e a novela das 9 nem existe.</description>
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		<title>Em Numanice #3 (Ao Vivo), Ludmilla sabe que a preta venceu</title>
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		<pubDate>Fri, 07 Jun 2024 19:09:45 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Jamily Rigonatto  Descrever Ludmilla em termos simplistas e centralizados é uma tarefa cada vez mais difícil, afinal, a cantora está “Do funk ao pagode, dominando tudo”, com uma maestria que a MC Beyoncé – primeiro vulgo da artista – provavelmente não imaginava. Em faixas envolventes e dignas de serem chamadas de Arte, o trabalho mais &#8230; <a href="http://personaunesp.com.br/numanice-3-ao-vivo-critica/" class="more-link">Continue lendo<span class="screen-reader-text"> "Em Numanice #3 (Ao Vivo), Ludmilla sabe que a preta venceu"</span></a></p>
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										<content:encoded><![CDATA[<figure id="attachment_33502" aria-describedby="caption-attachment-33502" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img fetchpriority="high" decoding="async" class="size-medium wp-image-33502" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/06/unnamed-800x800.jpg" alt="Capa do álbum Numanice 3. Na imagem, a cantora Ludmilla está centralizada com foco em seu tronco e rosto. Ela é uma mulher negra retinta com olhos castanhos escuros e cabelos pretos lisos de comprimento médio. Está sorrindo e veste um top cropped de mangas, que é metade laranja e metade amarelo. Ao fundo, elementos gráficos nas cores amarelo e laranja se inserem formando uma espécie de aura ao redor da artista. " width="800" height="800" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/06/unnamed-800x800.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/06/unnamed-150x150.jpg 150w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/06/unnamed-768x768.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/06/unnamed.jpg 984w" sizes="(max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-33502" class="wp-caption-text">Cada vez mais perto do ouro, Ludmilla mete marcha no doce do eclético (Foto: Warner Music Brasil)</figcaption></figure>
<p><b>Jamily Rigonatto </b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Descrever Ludmilla em termos simplistas e centralizados é uma tarefa cada vez mais difícil, afinal, a cantora está </span><i><span style="font-weight: 400;">“</span></i><i><span style="font-weight: 400;">Do funk ao pagode, dominando tudo”</span></i><span style="font-weight: 400;">, com uma maestria que a </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=wbH-pGYwjOI"><span style="font-weight: 400;">MC Beyoncé</span></a><span style="font-weight: 400;"> – primeiro vulgo da artista – provavelmente não imaginava. Em faixas envolventes e dignas de serem chamadas de Arte, o trabalho mais recente da cantora, </span><i><span style="font-weight: 400;">Numanice #3 <em>(Ao Vivo)</em></span></i><span style="font-weight: 400;">, é um deleite para as mulheres que amam suas mulheres, as minas de periferia e, é claro, os apaixonados por </span><i><span style="font-weight: 400;">sunsets</span></i><span style="font-weight: 400;"> e bons pagodes. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Com 18 faixas e sete parcerias, o disco gravado ao vivo materializa a brisa quente de uma tarde de domingo em volta da churrasqueira. Na multiplicidade de influências rítmicas que se juntam ao pagode, a sensação de improviso acertado das milenares rodas de samba se intensificam. Apesar de calculado, o mérito de </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=nmRsGILGMT0"><i><span style="font-weight: 400;">Numanice #3</span></i></a><em><span style="font-weight: 400;"> (Ao Vivo)</span></em> <span style="font-weight: 400;">está na facilidade com a qual conversa com diferentes manifestações musicais e seus públicos. </span></p>
<p><span id="more-33501"></span></p>
<figure id="attachment_33503" aria-describedby="caption-attachment-33503" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img decoding="async" class="size-medium wp-image-33503" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/06/unnamed-1-800x450.jpg" alt="Foto da cantora Ludmilla nas gravações de Numanice 3. Ela está vestindo um conjunto de cropped e calça verdes. Seus cabelos são longos, castanhos escuros e ondulados, compostos com a pele negra retinta. Ao fundo, há um letreiro vermelho com os dizeres “Numanice”. " width="800" height="450" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/06/unnamed-1-800x450.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/06/unnamed-1-768x432.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/06/unnamed-1.jpg 900w" sizes="(max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-33503" class="wp-caption-text">“Se nem a Alcione te emocionar, é que você já morreu por dentro” (Foto: Steff Lima)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">Entre os pontos a se destacar quando o assunto é a </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=lyPhIxnFFnY"><span style="font-weight: 400;">rainha da favela</span></a><span style="font-weight: 400;">, fica o respeito a quem veio antes, seja na escolha de escrever um bom pagode sobre ser amante, chamado </span><i><span style="font-weight: 400;">26 de dezembro </span></i><span style="font-weight: 400;">com o Belo &#8211; o que depois de certas </span><a href="https://oglobo.globo.com/cultura/noticia/2024/04/22/belo-e-gracyanne-apos-traicao-com-personal-web-invade-redes-do-atual-treinador-da-musa-fitness-e-esse-o-dito-cujo.ghtml#:~:text=Na%20%C3%BAltima%20quinta%2Dfeira%20(18,um%20relacionamento%20de%2015%20anos.&amp;text=Jorge%20Faislon%20%C3%A9%20o%20atual,profissional%20com%20a%20musa%20fitness."><span style="font-weight: 400;">polêmicas</span></a><span style="font-weight: 400;"> pode ter ganho outro significado &#8211; ou na delicadeza de citar gigantes como Alcione, Péricles e Sorriso Maroto, que inclusive já dividiram o palco com a cantora. De um lado a outro, a carreira de Ludmilla e sua movimentação para outros ritmos é embasada pela referência. </span><span style="font-weight: 400;"><br />
</span><span style="font-weight: 400;"><br />
</span><span style="font-weight: 400;">Em contrapartida, o trabalho da artista não pode ser classificado como um &#8216;copia e cola&#8217; exatamente pelo tom de inovação escolhido para explorar o ato de criar sem se distanciar dos pilares que a sustentam. Assim, é possível ver uma transição tênue que faz do <em>Numanice</em>, agora em sua terceira edição, um sucesso estabelecido, original e extremamente bem embasado. Do </span><a href="https://open.spotify.com/intl-pt/album/5u9JxohIzAYCPE53Ev4uiN"><span style="font-weight: 400;">primeiro</span></a><span style="font-weight: 400;"> para cá, as mudanças são transgressoras, mas inseridas com sutileza. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Mantendo a receita de fazer um <em>show</em> com &#8216;quê&#8217; de descontraído e integrar isso à artistas que a acompanham em interpretações únicas, a principal transformação vem do modo como Ludmilla aproveita os ares mercadológicos em benefício próprio sem perder a fidelidade de seus fãs e conquistando novos territórios. Até porque, não aproveitar a chance de uma parceria com um dos &#8216;queridinhos&#8217; dos jovens, o </span><a href="https://www.uol.com.br/splash/noticias/2024/05/18/show-veigh-virada-cultural.htm#:~:text=Em%202023%2C%20o%20trapper%20conquistou,apenas%20no%20dia%20de%20lan%C3%A7amento."><span style="font-weight: 400;">Veigh,</span></a><span style="font-weight: 400;"> seria desperdício. </span></p>
<div class="jetpack-video-wrapper"><iframe title="LUDMILLA  - 26 de Dezembro (feat. Belo)  - Numanice #3" width="840" height="473" src="https://www.youtube.com/embed/-E0DALTPIFw?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen></iframe></div>
<p><span style="font-weight: 400;">Apostando tudo nessa habilidade, o disco vem com um gosto de roupagem nova e, certamente, o </span><i><span style="font-weight: 400;">trap</span></i><span style="font-weight: 400;"> caiu como uma luva nas batidas do pandeiro quando os artistas declamam </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=g64owrzeYH8"><i><span style="font-weight: 400;">“Para de brincar com o meu coração!”</span></i></a> <span style="font-weight: 400;">e a leveza ganha solidez até em quem deu</span><i><span style="font-weight: 400;"> play</span></i><span style="font-weight: 400;"> só para chorar com pagode. O movimento se repete junto de outros ritmos, como é o caso do </span><i><span style="font-weight: 400;">pop</span></i><span style="font-weight: 400;">, com Carol Biazin, e sertanejo, com Mari Fernandez. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Para além de integrar facetas da Música, a cantora ainda mixa canções improváveis ao universo, criando releituras tão distintas, quanto apaixonantes. Afinal, ver </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=yGvJbyxwECs"><i><span style="font-weight: 400;">Cedo ou Tarde</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, do NX Zero, no clima de uma ‘tardezinha’ não parecia uma boa ideia até termos isso em voz, percussão e céu aberto. Realmente, estávamos completamente errados ao pensar que não funcionaria.  </span></p>
<figure id="attachment_33504" aria-describedby="caption-attachment-33504" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-33504" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/06/unnamed-800x530.png" alt="Foto do ao vivo de Numanice 3. Na imagem, a cantora Ludmilla está centralizada com foco em seu tronco e rosto. Ela é uma mulher negra retinta com olhos castanhos escuros e cabelos pretos lisos de comprimento médio. Está sorrindo e veste um top cropped de mangas, que é metade laranja e metade amarelo. " width="800" height="530" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/06/unnamed-800x530.png 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/06/unnamed-768x509.png 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/06/unnamed.png 1024w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-33504" class="wp-caption-text">Após apresentação no Coachella, na Califórnia, Ludmilla e Bruna ganharam admiradores no mundo todo (Foto: Steff Lima)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">Ainda sobra espaço nessa mistura para um aspecto que merece reconhecimento: o amor sáfico. Seja nas linhas mais travessas de </span><i><span style="font-weight: 400;">Baile Charme</span></i><span style="font-weight: 400;"> ou na lista de motivos para ser apaixonada por Bruna Gonçalves exposta em </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=GB2Y57dWU8E"><i><span style="font-weight: 400;">Ela</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, Ludmilla faz declarações musicadas que as lésbicas, bis e pansexuais sabem que também fariam. Nesse aspecto, é interessante ver como o amor entre duas mulheres se insere no pagode de uma forma tão inédita. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Ineditismo esse que não é recente quando se trata de alguém que saiu de Duque de Caxias, no Rio de Janeiro, para o mundo &#8211; como a própria diz &#8211; e se tornou a </span><a href="https://billboard.com.br/ludmilla-quebra-recorde-e-se-torna-artista-afro-latina-mais-ouvida-do-spotify/#:~:text=Ludmilla%20quebra%20recorde%20e%20se%20torna%20artista%20afrolatina%20mais%20ouvida%20do%20Spotify,-Cantora%20registra%2017&amp;text=Ludmilla%20segue%20quebrando%20recordes.,de%20ouvintes%20mensais%20no%20app."><span style="font-weight: 400;">cantora afrolatina mais ouvida do <em>Spotify</em></span></a><span style="font-weight: 400;">, dona de mais de 72 estatuetas de premiações diversas e uma influenciadora cultural capaz de esgotar os ingressos de um <em>show</em> em apenas 33 minutos. Ludmilla é um recorde próprio! </span><span style="font-weight: 400;"><br />
</span></p>
<div class="jetpack-video-wrapper"><iframe loading="lazy" title="LUDMILLA - Baile Charme - Numanice #3" width="840" height="473" src="https://www.youtube.com/embed/sxQN5wS8DmM?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen></iframe></div>
<p><span style="font-weight: 400;">Não tendo motivos para que exista uma ressalva sequer,</span><i><span style="font-weight: 400;"> Numanice #3 (Ao Vivo) </span></i><span style="font-weight: 400;">nasceu como um dos melhores álbuns de </span><a href="https://personaunesp.com.br/tag/2024/"><span style="font-weight: 400;">2024</span></a><span style="font-weight: 400;">. Com letras viciantes,</span><i><span style="font-weight: 400;"> beats</span></i><span style="font-weight: 400;"> originais e o equilíbrio exato entre </span><i><span style="font-weight: 400;">pop</span></i><span style="font-weight: 400;"> e pagode, a produção é do tipo que transborda boa energia, dá vontade de dançar, faz a &#8216;sofrência&#8217; bater na porta e devolve até as saudades de uma boa &#8216;conchinha&#8217; em um dia de verão. Um combo capaz de agradar até o cliente mais exigente. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Seja em um navio sofisticado ou na cozinha de casa com a família falando alto em volta da mesa, o disco é uma bela pedida para compor o clima de alegria. Os pouco mais de 55 minutos de boa Música só trazem alguns pequenos alertas consigo: cuidado para não chorar, sair apaixonado, ligar para o(a) ex ou, por falta de organização, esquecer de garantir o copo de caipirinha ou o litrão geladinho.</span><span style="font-weight: 400;"><br />
</span></p>
<p><iframe title="Spotify Embed: Numanice #3 (Ao Vivo)" style="border-radius: 12px" width="100%" height="352" frameborder="0" allowfullscreen allow="autoplay; clipboard-write; encrypted-media; fullscreen; picture-in-picture" loading="lazy" src="https://open.spotify.com/embed/album/2uNEA9woVB0GKJuv4vA9Af?si=yQkm-kWDQKS0PibijA_ljA&#038;utm_source=oembed"></iframe></p>
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		<title>The Car segue a estrada do precursor, mas dessa vez, o Arctic Monkeys observa a lua de longe</title>
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		<pubDate>Mon, 11 Mar 2024 11:45:11 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Leandro Santhiago Desde seu álbum de estreia até o clássico indie AM, de 2013, o Arctic Monkeys havia se estabelecido como uma força gigantesca do rock mainstream, lotando estádios internacionalmente e lançando hits atrás de hits, como é o caso de Fluorescent Adolescent e R U Mine?. O quarteto de Sheffield, até então, cultivou a &#8230; <a href="http://personaunesp.com.br/the-car-critica/" class="more-link">Continue lendo<span class="screen-reader-text"> "The Car segue a estrada do precursor, mas dessa vez, o Arctic Monkeys observa a lua de longe"</span></a></p>
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										<content:encoded><![CDATA[<figure id="attachment_32720" aria-describedby="caption-attachment-32720" style="width: 1999px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-32720" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/image4-3.jpg" alt="" width="1999" height="1999" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/image4-3.jpg 1999w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/image4-3-800x800.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/image4-3-1024x1024.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/image4-3-150x150.jpg 150w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/image4-3-768x768.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/image4-3-1536x1536.jpg 1536w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/image4-3-1200x1200.jpg 1200w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-32720" class="wp-caption-text">The Car é um novo capítulo para a banda Arctic Monkeys, que mostra um lado introspectivo e reflexivo do grupo (Foto: Domino Records)</figcaption></figure>
<p><b>Leandro Santhiago</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Desde seu </span><a href="https://open.spotify.com/album/50Zz8CkIhATKUlQMbHO3k1?si=k05gN55IQVa76zJMPS8pig"><span style="font-weight: 400;">álbum de estreia</span></a><span style="font-weight: 400;"> até o clássico </span><i><span style="font-weight: 400;">indie</span></i> <a href="https://personaunesp.com.br/10-anos-depois-am-do-arctic-monkeys-ainda-e-iconicamente-sedutor/"><i><span style="font-weight: 400;">AM</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, de 2013, o Arctic Monkeys havia se estabelecido como uma força gigantesca do </span><i><span style="font-weight: 400;">rock mainstream</span></i><span style="font-weight: 400;">, lotando estádios internacionalmente e lançando </span><i><span style="font-weight: 400;">hits</span></i><span style="font-weight: 400;"> atrás de </span><i><span style="font-weight: 400;">hits</span></i><span style="font-weight: 400;">, como é o caso de </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=ma9I9VBKPiw"><i><span style="font-weight: 400;">Fluorescent Adolescent</span></i></a> <span style="font-weight: 400;">e </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=VQH8ZTgna3Q"><i><span style="font-weight: 400;">R U Mine?</span></i></a><span style="font-weight: 400;">. O quarteto de Sheffield, até então, cultivou a fama de trazer ao público um som mais enérgico e potente, liderado pela instrumentação </span><i><span style="font-weight: 400;">rock</span></i><span style="font-weight: 400;"> clássica com a tríade de guitarras, baixo e bateria. No entanto, um piano dado de presente ao vocalista Alex Turner fez com que o grupo expandisse seu vocabulário musical e entrasse em uma nova etapa sonora.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A energia acumulada até o momento foi o combustível para a viagem até o espaço na qual vemos </span><a href="https://open.spotify.com/album/1jeMiSeSnNS0Oys375qegp?si=cZ1MRCOcQdSjtswZd0Ch0w"><i><span style="font-weight: 400;">Tranquility Base Hotel &amp; Casino</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, um passeio lunar regado pela sonoridade dispersa &#8211; ainda que coesa &#8211; emprestada da psicodelia das décadas de 1960 e 1970. Em </span><i><span style="font-weight: 400;">The Car</span></i><span style="font-weight: 400;">, o sétimo disco da banda, a poeira levantada pela decolagem do som espacial de seu precursor assentou. Nesse último lançamento, o grupo traz canções mais reclinadas e relaxadas, quase como um descanso depois da viagem proporcionada pelo sexto disco, ainda que com um sabor melancólico e nostálgico de fundo.</span></p>
<p><span id="more-32716"></span></p>
<figure id="attachment_32717" aria-describedby="caption-attachment-32717" style="width: 1280px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-32717" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/image1-6.jpg" alt="" width="1280" height="720" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/image1-6.jpg 1280w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/image1-6-800x450.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/image1-6-1024x576.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/image1-6-768x432.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/image1-6-1200x675.jpg 1200w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-32717" class="wp-caption-text">There’d Better Be A Mirrorball marca nova era da banda e estabelece, como faixa inicial do disco, o clima leve e saudoso da obra (Foto: Domino Records)</figcaption></figure>
<p><i><span style="font-weight: 400;">The Car</span></i><span style="font-weight: 400;"> foi lançado em 21 de Outubro de 2022 e precedido de três </span><i><span style="font-weight: 400;">singles</span></i><span style="font-weight: 400;"> que ilustraram a sonoridade do projeto que estava por vir. </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=FY5CAz6S9kE"><i><span style="font-weight: 400;">There’d Better Be A Mirrorball</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, um dos destaques da obra, foi o primeiro lançamento da banda desde o álbum ao vivo </span><a href="https://open.spotify.com/album/7Heaa0B4KOxdWhSICTR2wE?si=aW-3Hs9GSkC6xtoYugyYmg"><i><span style="font-weight: 400;">Live at the Royal Albert Hall</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> em 2020, e conta com um videoclipe dirigido pelo próprio Alex Turner. Nessa faixa, fortes influências do </span><i><span style="font-weight: 400;">jazz</span></i><span style="font-weight: 400;"> e </span><i><span style="font-weight: 400;">pop</span></i><span style="font-weight: 400;"> sinfônico trazem um certo contraste ao </span><i><span style="font-weight: 400;">rock</span></i><span style="font-weight: 400;"> espacial explorado em </span><i><span style="font-weight: 400;">Tranquility Base</span></i><span style="font-weight: 400;"> e, dessa vez, a letra mostra um Turner mais pessoal e introspectivo, abordando temas de um relacionamento que está chegando ao fim e de uma dificuldade em lidar com as próprias emoções.</span><span style="font-weight: 400;"><br />
</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Para o projeto, o grupo conta com seu produtor de longa data </span><a href="https://faroutmagazine.co.uk/james-ford-explains-how-arctic-monkeys-album-the-car-was-intended-to-sound-bigger/"><span style="font-weight: 400;">James Ford</span></a><span style="font-weight: 400;">, que proporcionou arranjos sofisticados e luxuosos reminiscentes da década de 1960, mas não banais o suficiente para soarem datados. Aqui, é apresentada uma sonoridade mais palpável e definida — no entanto, ampla —, sem um uso intenso de efeitos e distorções, com a orquestra tendo um papel bem maior em relação aos trabalhos anteriores da banda. Violões dedilhados (presentes na </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=QmCvvlvK8d4"><span style="font-weight: 400;">faixa-título</span></a><span style="font-weight: 400;">, assim como em </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=UL0OEb561W4"><i><span style="font-weight: 400;">Mr Schwartz</span></i></a><span style="font-weight: 400;">), pianos elétricos e a bateria com um timbre mais seco também compõem a paleta geral do disco, junto com uma produção saborosa e firme.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A sonoridade se mantém ao decorrer do álbum, com exceção da espreitadora </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=KQsrIxyoJdE"><i><span style="font-weight: 400;">Sculptures Of Anything Goes</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, outra pérola, que foge completamente do arsenal sonoro presente no resto das canções, trazendo uma nova face não só para o disco, como também para o grupo em geral. A faixa conta com uma imersão total em um ambiente eletrônico e semi-industrial, repleto de sintetizadores e quase isento da habitual guitarra. Aqui é também presente uma letra que expressa os sentimentos de Turner em relação à reação divisiva do público às mudanças pelas quais a banda passou ao longo dos anos, tudo isso em palavras direcionadas ao próprio ouvinte. Essa estética inédita reforça a </span><a href="https://www.theguardian.com/music/2022/sep/30/arctic-monkeys-alex-turner-im-comfortable-with-the-idea-that-things-dont-have-to-be-a-pop-song"><span style="font-weight: 400;">audácia do grupo</span></a><span style="font-weight: 400;"> de se reinventar, ao mesmo tempo em que mantém uma identidade própria, além de se mostrar ciente das críticas e do quanto essa recepção mal importa (e mal deve importar) para a satisfação de um artista com a sua obra.</span></p>
<figure id="attachment_32718" aria-describedby="caption-attachment-32718" style="width: 1999px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-32718" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/image2-6.jpg" alt="" width="1999" height="1289" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/image2-6.jpg 1999w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/image2-6-800x516.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/image2-6-1024x660.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/image2-6-768x495.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/image2-6-1536x990.jpg 1536w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/image2-6-1200x774.jpg 1200w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-32718" class="wp-caption-text">Em The Car, a banda traça seu próprio caminho, sem comprometer a própria integridade artística (Foto: Zackery Michael)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">É evidente que, nesse disco, o Arctic Monkeys propõe novamente um retorno às décadas de 1960 e 1970, assim como fizeram em </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=PMHHjOi6H3s"><i><span style="font-weight: 400;">Tranquility Base</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> quatro anos antes. Enquanto que no álbum anterior eles prezaram pela adoção de um som psicodélico e reverberante, em </span><i><span style="font-weight: 400;">The Car</span></i><span style="font-weight: 400;"> a banda inglesa direcionou seu foco para uma abordagem predominantemente mais contida em termos melódicos e dinâmicos nas canções, vestindo fortes influências do </span><i><span style="font-weight: 400;">soul</span></i><span style="font-weight: 400;"> e do </span><i><span style="font-weight: 400;">funk</span></i><span style="font-weight: 400;">, por exemplo. No entanto, por mais que o grupo incorpore essa estética de corpo e alma, não traz muitas novidades em relação ao que já foi feito dentro do gênero: os arranjos se limitam a instrumentos e efeitos setentistas, além das músicas seguirem uma estrutura tradicional do estilo que a banda emula nesse projeto.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Ainda assim, essa nova etapa sonora do quarteto funciona nos dias de hoje e mostra maturidade dentro da evolução ao longo dos anos. Em comparação a discos mais antigos do Arctic Monkeys, </span><i><span style="font-weight: 400;">The Car</span></i><span style="font-weight: 400;"> apresenta maior sofisticação e sensibilidade nas composições e no ritmo da obra em si, deixando claro o quanto cada membro aperfeiçoou a musicalidade em seus instrumentos no decorrer da discografia da banda, com destaque à performance vocal e lírica de Turner. </span><a href="https://www.radiox.co.uk/artists/arctic-monkeys/reveal-the-meaning-of-lyrics-on-the-car-album/"><span style="font-weight: 400;">Nesse último álbum</span></a><span style="font-weight: 400;">, o vocalista preza — assim como em trabalhos anteriores — pelo forte uso de metáforas e referências específicas à cultura </span><i><span style="font-weight: 400;">pop</span></i><span style="font-weight: 400;">. Porém, aqui há uma ênfase maior em observações a respeito de seu próprio grupo e à sua trajetória em um tom reflexivo, casando com a estética instrumental das canções.</span></p>
<figure id="attachment_32719" aria-describedby="caption-attachment-32719" style="width: 2000px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-32719" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/image3-5.jpg" alt="" width="2000" height="1270" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/image3-5.jpg 2000w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/image3-5-800x508.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/image3-5-1024x650.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/image3-5-768x488.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/image3-5-1536x975.jpg 1536w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/image3-5-1200x762.jpg 1200w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-32719" class="wp-caption-text">Além da voz de Turner, quem também brilha em The Car é a bateria de Matt Helders (Foto: Jo Hale/Redferns)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">É comum para o Arctic Monkeys que suas músicas tomem uma nova forma e vitalidade quando tocadas ao vivo, no contexto de uma performance geralmente de grande porte, em que há uma troca efervescente de energia entre os músicos e o público. Por mais que isso seja o usual para as mais frenéticas do catálogo da banda — como a trovejante </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=z0DcAAFsGHU"><i><span style="font-weight: 400;">Brianstorm</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, tocada normalmente no início das apresentações —, esse fenômeno também se aplica à nova era do grupo. É o caso de </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=hrEBkuZNkMQ"><i><span style="font-weight: 400;">Body Paint</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, mais um destaque de </span><i><span style="font-weight: 400;">The Car</span></i><span style="font-weight: 400;">, que quando performada em </span><i><span style="font-weight: 400;">shows</span></i><span style="font-weight: 400;"> recentes, decola até as alturas e ganha mais vida (e duração), mostrando que a banda ainda mantém o ímpeto e ânimo que os fãs sempre puderam presenciar quando fossem vê-los ao vivo.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Para quem acompanha o trabalho do grupo há muitos anos e está acostumado ao som mais enérgico e explosivo de álbuns como </span><a href="https://open.spotify.com/album/1XkGORuUX2QGOEIL4EbJKm?si=YMQ5-LpvTjGugCoDVqsvMg"><i><span style="font-weight: 400;">Favourite Worst Nightmare</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, o novo disco pode parecer entediante e sem inspiração de início. Na verdade, a beleza aqui não está necessariamente em refrões grudentos ou momentos dignos de pirotecnia exorbitante nos </span><i><span style="font-weight: 400;">shows</span></i><span style="font-weight: 400;"> (ainda que ambos existam em doses menores nesse projeto), mas sim em uma expressão sincera e verdadeira com a própria identidade artística dos músicos, mesmo que isso signifique se distanciar daquilo que os levou até onde estão hoje. Desse jeito, </span><i><span style="font-weight: 400;">The Car</span></i><span style="font-weight: 400;"> é um álbum que retribui tempo investido nele, além de representar amadurecimento e uma etapa importante na estrada que a banda percorre há mais de 20 anos.</span></p>
<p><iframe title="Spotify Embed: The Car" style="border-radius: 12px" width="100%" height="352" frameborder="0" allowfullscreen allow="autoplay; clipboard-write; encrypted-media; fullscreen; picture-in-picture" loading="lazy" src="https://open.spotify.com/embed/album/2GROf0WKoP5Er2M9RXVNNs?si=wdeLJcYKQYuJo_duThGIAA&#038;utm_source=oembed"></iframe></p>
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		<title>Os cinco anos de Black Panther: The Album e a narrativa sob o olhar norte-americano</title>
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		<pubDate>Mon, 18 Dec 2023 14:03:18 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Música]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Henrique Marinhos Black Panther: The Album, trilha sonora de Pantera Negra, é composto por 14 faixas e foi produzido pela Top Dawg Entertainment, mesma gravadora de Kendrick Lamar. A obra se consolidou como um dos aspectos mais elogiados do filme lançado cinco anos atrás, apresentando uma fusão de influências africanas e afro-americanas que resulta em &#8230; <a href="http://personaunesp.com.br/black-panther-the-album-aniversario/" class="more-link">Continue lendo<span class="screen-reader-text"> "Os cinco anos de Black Panther: The Album e a narrativa sob o olhar norte-americano"</span></a></p>
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										<content:encoded><![CDATA[<figure id="attachment_32310" aria-describedby="caption-attachment-32310" style="width: 640px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-32310" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/12/unnamed-3.png" alt="Capa do álbum Black Panther: The Album. Imagem quadrada de fundo preto. No canto inferior direito está escrito “Parental Advisory Explicit Content” ou “Aviso parental de conteúdo explícito”, em tradução literal. Acima está um colar prateado em que seus adereços são semelhantes a garras refletindo a luz" width="640" height="640" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/12/unnamed-3.png 640w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/12/unnamed-3-150x150.png 150w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-32310" class="wp-caption-text">Na semana de lançamento, Black Panther: The Album debutou em 1° lugar na Billboard 200 (Foto: Top Dawg Entertainment)</figcaption></figure>
<p><b>Henrique Marinhos</b></p>
<p><i><span style="font-weight: 400;">Black Panther: The Album</span></i><span style="font-weight: 400;">, trilha sonora de </span><a href="https://personaunesp.com.br/pantera-negra-critica/"><i><span style="font-weight: 400;">Pantera Negra</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, é composto por 14 faixas e foi produzido pela </span><i><span style="font-weight: 400;">Top Dawg Entertainment</span></i><span style="font-weight: 400;">, mesma gravadora de Kendrick Lamar. A obra se consolidou como um dos aspectos mais elogiados do filme lançado cinco anos atrás, apresentando uma fusão de influências africanas e afro-americanas que resulta em uma sonoridade autêntica e independente da produção audiovisual. </span></p>
<p><span id="more-32308"></span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O compositor Ludwig Göransson é quem assina a trilha e </span><a href="https://www.universalmusic.com.br/2018/01/05/musica-cinema-kendrick-lamar-e-anthony-tiffith-criam-trilha-sonora-original-de-pantera-negra/"><span style="font-weight: 400;">recebe seus prêmios</span></a><span style="font-weight: 400;">, destacando como a música tradicional africana, o </span><i><span style="font-weight: 400;">pop</span></i><span style="font-weight: 400;"> moderno e elementos orquestrais foram as fontes primárias de inspiração para as composições e para o projeto como um todo. Enriquecido também pela participação de artistas como Kendrick Lamar, </span><a href="https://personaunesp.com.br/ctrl-deluxe-critica/"><span style="font-weight: 400;">SZA</span></a><span style="font-weight: 400;">, Travis Scott e Anderson Paak.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O </span><i><span style="font-weight: 400;">hip-hop</span></i><span style="font-weight: 400;"> do trabalho assume um papel proeminente no conjunto de faixas, assim como Lamar, o produtor e protagonista do disco. Ainda assim, felizmente, mantém espaço para a diversidade de gêneros que conversam entre si. Além do </span><i><span style="font-weight: 400;">rap</span></i><span style="font-weight: 400;">, há influências de </span><a href="https://personaunesp.com.br/tag/rb/"><i><span style="font-weight: 400;">R&amp;B</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, </span><i><span style="font-weight: 400;">soul</span></i><span style="font-weight: 400;"> e </span><i><span style="font-weight: 400;">funk</span></i><span style="font-weight: 400;">, mesmo que em frações do que poderia ser. </span><i><span style="font-weight: 400;">All The Stars</span></i><span style="font-weight: 400;">, destaque e </span><i><span style="font-weight: 400;">single</span></i><span style="font-weight: 400;"> do álbum que marca a colaboração de Kendrick Lamar e SZA, recebeu uma indicação ao </span><a href="https://personaunesp.com.br/tag/oscar/"><i><span style="font-weight: 400;">Oscar</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> de Melhor Canção Original e um </span><a href="https://capricho.abril.com.br/entretenimento/kendrick-lamar-e-sza-sao-processados-pelo-clipe-de-all-the-stars/"><span style="font-weight: 400;">processo por plágio</span></a><span style="font-weight: 400;">.</span></p>
<div class="jetpack-video-wrapper"><span class="embed-youtube" style="text-align:center; display: block;"><iframe loading="lazy" class="youtube-player" width="840" height="473" src="https://www.youtube.com/embed/JQbjS0_ZfJ0?version=3&#038;rel=1&#038;showsearch=0&#038;showinfo=1&#038;iv_load_policy=1&#038;fs=1&#038;hl=pt-BR&#038;autohide=2&#038;wmode=transparent" allowfullscreen="true" style="border:0;" sandbox="allow-scripts allow-same-origin allow-popups allow-presentation allow-popups-to-escape-sandbox"></iframe></span></div>
<p><span style="font-weight: 400;">A trilha sonora é habilmente utilizada em diversas cenas do filme, amplificando as emoções e criando uma atmosfera única para passagens específicas – o que estranhamente não se traduz em toda obra audiovisual. </span><i><span style="font-weight: 400;">All The Stars</span></i><span style="font-weight: 400;"> acompanha uma luta no cassino em Busan, na Coreia do Sul, enquanto </span><i><span style="font-weight: 400;">Pray for Me</span></i><span style="font-weight: 400;"> preenche o fundo na invasão de Wakanda por Killmonger (Michael B. Jordan). </span><a href="https://youtu.be/QpOkxBeng2I"><i><span style="font-weight: 400;">Black Panther</span></i></a><span style="font-weight: 400;">:</span><i><span style="font-weight: 400;"> The Album</span></i><span style="font-weight: 400;"> intensifica as emoções no retorno de T&#8217;Challa (Chadwick Boseman) ao país após a morte de seu pai, mas, de certa forma, todas parecem desconexas de uma narrativa única.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Apesar disso, é notável que Lamar não apenas produziu a </span><i><span style="font-weight: 400;">soundtrack</span></i><span style="font-weight: 400;">, mas também se inspirou nos personagens e nas temáticas do longa. Em várias faixas, ele se </span><a href="https://www.theatlantic.com/entertainment/archive/2018/02/black-panther-soundtrack-kendrick-lamar-killmonger/553586/"><span style="font-weight: 400;">personifica</span></a><span style="font-weight: 400;"> como T’Challa e Killmonger, protagonistas e rivais da trama, explorando suas visões de mundo, conflitos e motivações. Ao menos, é o que ele tenta, o que nem todos os artistas convidados aparentam fazer, como no verso de</span><i><span style="font-weight: 400;"> PARAMEDIC!</span></i><span style="font-weight: 400;">: “</span><i><span style="font-weight: 400;">Eu sou um assassino / Ninguém é perfeito / Mas todos tem seu valor / Nós não merecemos tudo que o céu e a Terra são</span></i><span style="font-weight: 400;">”.</span></p>
<figure id="attachment_32309" aria-describedby="caption-attachment-32309" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-32309" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/12/unnamed-1-3-800x529.png" alt="Imagem do cantor Kendrick Lamar acima de um palco. Ao fundo estão holofotes desligados e uma parede sólida iluminada com um amarelo suave. Ao centro está o cantor Kendrick Lamar. Um homem negro de cabelo curto trançado e barba rala. Ele veste um corta vento preto e uma camiseta branca com botões por baixo. Em sua mão esquerda está seu microfone. A imagem capta de sua cintura até sua cabeça. Ele veste uma calça preta e seu outro braço está solto para baixo." width="800" height="529" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/12/unnamed-1-3-800x529.png 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/12/unnamed-1-3-768x508.png 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/12/unnamed-1-3.png 942w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-32309" class="wp-caption-text">Michael B. Jordan elogiou Kendrick Lamar pelo apoio e desenvolvimento da trilha sonora, explicitando que sua mensagem e quem ele é refletem a essência do longa (Foto: Kevin Mazur)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">Mesmo  que haja predominância de vários </span><a href="https://monkeybuzz.com.br/materias/black-panther-the-album-a-musica-inspirada-pelo-filme/"><span style="font-weight: 400;">artistas do continente africano</span></a><span style="font-weight: 400;">, como da África do Sul e da Nigéria, por exemplo, a mistura de elementos tradicionais africanos com batidas modernas soam sempre mais afro-americanas e ocidentais que as originárias. Em contrapartida a minoria de nomes consagrados do </span><i><span style="font-weight: 400;">rap</span></i><span style="font-weight: 400;"> e do </span><i><span style="font-weight: 400;">R&amp;B</span></i><span style="font-weight: 400;"> estadunidense, como 2 Chainz, Schoolboy Q, Vince Staples e The Weeknd.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Esse conjunto de fatores propõe a plena validade da discussão sobre autenticidade quando os Estados Unidos premiam a trilha sonora de um filme estadunidense sobre um herói africano criado por eles mesmos. O que reflete na predominância de seus elementos em detrimento dos africanos, que são fragmentados, seja por não serem tão cativantes ao público alvo ou até estereotipados, em tempo que boa parte das faixas poderia tranquilamente ser confundida com alguma de </span><a href="https://personaunesp.com.br/damn-kendrick-lamar/"><i><span style="font-weight: 400;">DAMN</span></i></a><span style="font-weight: 400;">. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Essa observação suscita questionamentos sobre a </span><a href="https://www.brasildefatope.com.br/2018/05/25/mostra-de-cinema-africano-debate-a-invisibilidade-das-producoes-audiovisuais"><span style="font-weight: 400;">representação autêntica da cultura africana no Cinema</span></a><span style="font-weight: 400;">, além de pontuar o quão intrigante é o destaque do personagem de Michael B. Jordan como o antagonista Wakandiano – criado nos EUA – em defesa de sua cultura originária. Isso acontece em oposição ao herói da realeza, que segue uma trama não tão complexa e habitual de valores e narrativas culturais americanizada, mesmo sequer tendo conhecido a fundo o país de primeiro mundo pelo qual luta.</span></p>
<div class="jetpack-video-wrapper"><span class="embed-youtube" style="text-align:center; display: block;"><iframe loading="lazy" class="youtube-player" width="840" height="473" src="https://www.youtube.com/embed/XR7Ev14vUh8?version=3&#038;rel=1&#038;showsearch=0&#038;showinfo=1&#038;iv_load_policy=1&#038;fs=1&#038;hl=pt-BR&#038;autohide=2&#038;wmode=transparent" allowfullscreen="true" style="border:0;" sandbox="allow-scripts allow-same-origin allow-popups allow-presentation allow-popups-to-escape-sandbox"></iframe></span></div>
<p><span style="font-weight: 400;">Em suma, </span><a href="https://www.correiobraziliense.com.br/app/noticia/diversao-e-arte/2018/02/13/interna_diversao_arte,659640/amp.shtml"><i><span style="font-weight: 400;">Black Panther: The Album</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> é uma obra musical impressionante que combina influências africanas e afro-americanas, de forma agradável e se mostrando um álbum completo. No entanto, sua conexão com o filme e a representação da cultura no audiovisual levantam questões interessantes sobre autenticidade e identidade.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Toda a complexidade dos personagens personificados no conjunto musical, especialmente o antagonista interpretado por </span><a href="https://rollingstone.uol.com.br/cinema/pantera-negra-killmonger-nao-era-vilao-no-filme-diz-michael-b-jordan/"><span style="font-weight: 400;">Jordan</span></a><span style="font-weight: 400;">, destaca a dualidade entre as duas narrativas ideológicas. Mais uma vez, o disco consolida a reflexão, ainda que não proposital, de que a representação da cultura para além do entretenimento ainda tem um longo caminho a percorrer.</span></p>
<p><a href="http://iframe%20style=border-radius:12px%20src=https://open.spotify.com/embed/album/5sOSzueqgCiVpXNcpd6QpL?utm_source=generator%20width=100%%20height=352%20frameBorder=0%20allowfullscreen=%20allow=autoplay;%20clipboard-write;%20encrypted-media;%20fullscreen;%20picture-in-picture%20loading=lazy/iframe"><iframe loading="lazy" style="border-radius: 12px;" src="https://open.spotify.com/embed/album/5sOSzueqgCiVpXNcpd6QpL?utm_source=generator" width="100%" height="352" frameborder="0" allowfullscreen="allowfullscreen"></iframe></a></p>
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		<title>10 anos do Retorno de Quem Nunca Esteve Aqui</title>
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		<pubDate>Mon, 11 Dec 2023 18:23:02 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Tharek Alves Em 2013, com duas mixtapes e dois EPs lançados, Emicida já tinha grande impacto dentro do cenário do rap e era reconhecido como um grande músico e compositor. Contudo, foi apenas com o lançamento de seu primeiro álbum de estúdio que ele atingiu o público geral e consagrou seu nome dentro da música &#8230; <a href="http://personaunesp.com.br/o-glorioso-retorno-de-quem-nunca-esteve-aqui-10-anos/" class="more-link">Continue lendo<span class="screen-reader-text"> "10 anos do Retorno de Quem Nunca Esteve Aqui"</span></a></p>
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										<content:encoded><![CDATA[<figure id="attachment_32168" aria-describedby="caption-attachment-32168" style="width: 500px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-32168" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/12/Imagem-1-3.jpg" alt="Capa do álbum O Glorioso Retorno de Quem Nunca Esteve Aqui. Na imagem, Emicida está em destaque, centralizado, com o enquadramento da foto cortando seu rosto do nariz para cima, e da cintura para baixo.Ele usa um terno na cor cinza claro e segura nas mãos um microfone de modelo clássico. O fundo da imagem é bege. No canto superior esquerdo, está escrito em letras pequenas “Emicida”, na mesma cor do fundo, e ao lado direito do Emicida, mais ao centro, está escrito em letras pretas “O Glorioso Retorno De Quem Nunca Esteve Aqui”." width="500" height="500" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/12/Imagem-1-3.jpg 500w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/12/Imagem-1-3-150x150.jpg 150w" sizes="auto, (max-width: 500px) 85vw, 500px" /><figcaption id="caption-attachment-32168" class="wp-caption-text">O Glorioso Retorno de Quem Nunca Esteve Aqui foi o primeiro disco de estúdio de Emicida (Foto: Laboratório Fantasma Produções)</figcaption></figure>
<p><b>Tharek Alves</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Em 2013, com duas </span><i><span style="font-weight: 400;">mixtapes</span></i><span style="font-weight: 400;"> e dois </span><i><span style="font-weight: 400;">EPs</span></i><span style="font-weight: 400;"> lançados, </span><a href="https://personaunesp.com.br/tag/emicida/"><span style="font-weight: 400;">Emicida</span></a><span style="font-weight: 400;"> já tinha grande impacto dentro do cenário do </span><i><span style="font-weight: 400;">rap</span></i><span style="font-weight: 400;"> e era reconhecido como um grande músico e compositor. Contudo, foi apenas com o lançamento de seu primeiro álbum de estúdio que ele atingiu o público geral e consagrou seu nome dentro da música nacional. Após dois anos sem lançar novas composições, </span><a href="https://open.spotify.com/intl-pt/album/57PWjWHzqzODblomXxnQca?si=FnfySIslQL-VN0erwt6PDw"><i><span style="font-weight: 400;">O Glorioso Retorno de Quem Nunca Esteve Aqui</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> foi uma volta do cantor para os fãs e, ao mesmo tempo, uma estreia para aqueles que ainda não conheciam suas obras.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Lançado em 21 de Agosto daquele ano, Emicida buscou no álbum a inovação, para evitar a mesmice e a repetição daquilo que já havia lançado. O </span><i><span style="font-weight: 400;">rapper</span></i><span style="font-weight: 400;"> conseguiu isso através da mistura do </span><i><span style="font-weight: 400;">rap</span></i><span style="font-weight: 400;"> com outros estilos musicais, como samba, </span><i><span style="font-weight: 400;">rock</span></i><span style="font-weight: 400;"> e </span><i><span style="font-weight: 400;">funk</span></i><span style="font-weight: 400;">. Com letras pesadas e impactantes como </span><a href="https://open.spotify.com/intl-pt/track/08ruTdy0c38Lr44UgJNwAi?si=f81bdf7587334fb1"><i><span style="font-weight: 400;">Bang!</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, que relata as dificuldades de não se desviar de seu caminho e o racismo escancarado de nossa sociedade, e faixas suaves e românticas como a declaração de amor que é </span><a href="https://open.spotify.com/intl-pt/track/4XlMzWC8jUKd6nTXcQmWF8?si=2848f5cba8a84c83"><i><span style="font-weight: 400;">Alma Gêmea</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, o debute do artista veio para alcançar variados públicos e mostrar sua versatilidade musical. </span></p>
<p><span id="more-32163"></span></p>
<figure id="attachment_32167" aria-describedby="caption-attachment-32167" style="width: 600px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-32167" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/12/Imagem-2-3.jpg" alt="Imagem de divulgação. Emicida segura as laterais do paletó desabotoado, enquanto posa para a foto. Ele usa um terno na cor cinza claro. Ao fundo da imagem, há um fundo liso na cor cinza escuro." width="600" height="334" /><figcaption id="caption-attachment-32167" class="wp-caption-text">Emicida apostou na mescla de ritmos musicais com rap para inovar em seu primeiro álbum (Foto: Marcos Serra Lima)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">Abrindo o álbum com </span><a href="https://open.spotify.com/intl-pt/track/4dAUOtAYGbzKSKIJpY78OO?si=f5574d14cac74ad3"><i><span style="font-weight: 400;">Milionário do Sonho</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, Emicida se junta à poetisa e atriz Elisa Lucinda (</span><a href="https://personaunesp.com.br/o-pai-da-rita-critica/"><i><span style="font-weight: 400;">O Pai da Rita</span></i></a><i><span style="font-weight: 400;">, </span></i><a href="https://personaunesp.com.br/manhas-de-setembro-critica/"><i><span style="font-weight: 400;">Manhãs de Setembro</span></i></a><span style="font-weight: 400;">) para apresentar um recurso que será recorrente durante toda a obra: as poesias. Utilizadas como interlúdio entre as faixas, elas são distribuídas por todo o disco, retratando a caminhada do jovem cantor paulistano, com as dificuldades que passou durante sua vida. Ambos fazem críticas ao preconceito e a sociedade capitalista, e incentivam a união do povo preto e periférico.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Emicida assume um lado Leandro (seu nome de nascença) em algumas faixas, com relatos de sua vida pessoal. Em </span><a href="https://open.spotify.com/intl-pt/track/6ttr8uK3KcGCnTghOm3hwN?si=2bd83e82e15143ad"><i><span style="font-weight: 400;">Crisântemo</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, o </span><i><span style="font-weight: 400;">rapper</span></i><span style="font-weight: 400;"> reconta, de maneira forte, a morte do pai, ocorrida durante uma discussão de bar no dia de seu próprio aniversário. Através de uma melancólica poesia, Dona Jacira, mãe do cantor, relata sua versão do acontecido e o sentimento que a perda da figura paterna acarretou na vida da família.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Em contrapartida, </span><a href="https://open.spotify.com/intl-pt/track/7LsxnS3jwRa0EB7Gq78lkf?si=6104fbdde07446b2"><i><span style="font-weight: 400;">Sol de Giz de Cera</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> traz doçura para o álbum, além de mostrar um lado mais emocional e íntimo do cantor. Com as participações da cantora Tulipa Ruiz (</span><a href="https://open.spotify.com/intl-pt/album/7CsBswgYYISQdoy5DqSywx?si=4KDCrPqbRLWR6Rq7qnbj7w"><i><span style="font-weight: 400;">Habilidades Extraordinárias</span></i></a><span style="font-weight: 400;">) e da filha do artista, Estela Vergílio, a letra fala sobre o dia a dia do pai com a menina. Ao colocar essa música logo após </span><i><span style="font-weight: 400;">Crisântemo</span></i><span style="font-weight: 400;">, Emicida expõe dois contrastantes momentos de paternidade ocorridos em sua vida, que são tão comuns na história de milhares de brasileiros.</span></p>
<figure id="attachment_32166" aria-describedby="caption-attachment-32166" style="width: 615px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-32166" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/12/Imagem-3.jpg" alt="Imagem de divulgação. Emicida caminha sobre um gramado em uma região periférica. Atrás dele, são vistas no horizonte as casas do morro. O rapper usa roupas sociais, sendo um colete na na cor cinza, uma camisa social branca, calça também na cor cinza e um óculos escuro." width="615" height="385" /><figcaption id="caption-attachment-32166" class="wp-caption-text">O álbum fez tamanho sucesso que teve a música Zóião compondo a trilha sonora da novela Sangue Bom (Foto: Ênio César)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">Após ficar distante dos projetos do Emicida, Felipe Vassão voltou para produzir o primeiro álbum do MC em seu glorioso retorno. Assim como em </span><a href="https://open.spotify.com/intl-pt/track/2LAhOdcfPJUgWqwm6zmLG6?si=594981b7796b4e58"><i><span style="font-weight: 400;">Avua Besouro</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> (2010) e </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=YMJOmIuUwiM"><i><span style="font-weight: 400;">Triunfo</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> (2009) &#8211; antigos trabalhos do produtor com Leandro &#8211; ficou sob sua responsabilidade orquestrar o lado musical do disco. Com uma harmoniosa mistura instrumental, o maracatu de </span><a href="https://open.spotify.com/intl-pt/track/24C4UACzRLocJHoicrvQH3?si=7dcb547cfe6c448a"><i><span style="font-weight: 400;">Samba do Fim do Mundo</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> e o </span><i><span style="font-weight: 400;">rap rock</span></i><span style="font-weight: 400;"> de </span><a href="https://open.spotify.com/intl-pt/track/22RsozOAtPlJVDtvQlh93u?si=e40631628a15485b"><i><span style="font-weight: 400;">Nóiz</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> se assemelham aos dois </span><i><span style="font-weight: 400;">singles</span></i><span style="font-weight: 400;"> anteriores da dupla, numa nostálgica lembrança para os fãs que seguiam o </span><i><span style="font-weight: 400;">rapper</span></i><span style="font-weight: 400;"> desde seus primeiros lançamentos.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Para aqueles que conheceram o Emicida pelas obras mais recentes, parece comum ver seus lançamentos atuais em flerte com a MPB e o samba. Porém, foi em </span><a href="https://open.spotify.com/intl-pt/track/5txZzPfrDAMLbxJr3OoG3c?si=c633dd7ce7ef42b6"><i><span style="font-weight: 400;">Trepadeira</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> e </span><a href="https://open.spotify.com/intl-pt/track/6Vad22SlhO3g0OevENcO4X?si=2ee529904b5144cd"><i><span style="font-weight: 400;">Hino Vira-Lata</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> que essa mescla aconteceu pela primeira vez. Futuras produções, como </span><a href="https://open.spotify.com/intl-pt/track/0gGjX0aUg7OaUSAhi1CmDk?si=3d22aa47cbfb4039"><i><span style="font-weight: 400;">Passarinhos</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> (2015), </span><a href="https://open.spotify.com/intl-pt/track/4yEBOuDHhrFeGXyXNJ3C4y?si=597c4d3058a74b3c"><i><span style="font-weight: 400;">Quem Tem Um Amigo (Tem Tudo)</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> (2019) e outras </span><i><span style="font-weight: 400;">feats</span></i><span style="font-weight: 400;"> posteriores, tiveram o pontapé inicial nessas duas faixas, que colocam rimas sobre os divertidos acordes de cavaquinhos e a percussão da roda de samba.</span></p>
<figure id="attachment_32165" aria-describedby="caption-attachment-32165" style="width: 620px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-32165" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/12/Imagem-4.jpg" alt="Imagem de divulgação. Na foto, Emicida está sentado, apoiando os braços sobre os joelhos e olhando para frente, em direção à câmera. Ele usa camiseta lisa e um boné com a frase “A rua é noiz”. A imagem está em preto e branco." width="620" height="465" /><figcaption id="caption-attachment-32165" class="wp-caption-text">Emicida consagrou seu nome na música brasileira e futuramente fez parcerias com artistas como Caetano Veloso, Vanessa da Mata e Zeca Pagodinho (Foto: Fernanda Negrini)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">Em um álbum repleto de músicas sensacionais, há aquelas que se destacam, ainda assim. É o caso dos estrondosos sucessos de </span><i><span style="font-weight: 400;">Levanta e Anda</span></i><span style="font-weight: 400;"> e </span><a href="https://open.spotify.com/intl-pt/track/2C9LPYpH9YUgROQDHfRXrU?si=7e890d0504414758"><i><span style="font-weight: 400;">Hoje Cedo</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, que continuam figurando entre as canções mais ouvidas do cantor, 10 anos depois de seu lançamento original. Ambas as faixas levaram Emicida para as rádios de todo o país e também para a maioria das pessoas que ainda não conheciam seu trabalho.</span></p>
<blockquote><p><i><span style="font-weight: 400;">Eu sei, sei cansa / Quem morre ao fim do mês / Nossa grana ou nossa esperança</span></i></p>
<p><i><span style="font-weight: 400;">Emicida em Levanta e Anda</span></i></p></blockquote>
<p><a href="https://open.spotify.com/intl-pt/track/0JSux25Te5HYMSr2D64d02?si=e7ccfc9972f8478b"><i><span style="font-weight: 400;">Levanta e Anda</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, parceria com o cantor Rael, abre o álbum e pode parecer suave e tranquila em um primeiro momento, devido a sua melodia. Porém, de maneira incisiva, a letra fala sobre manter a cabeça erguida, mesmo com todas as dificuldades da vida, vindo como fortes socos de motivação. Através da sensibilidade da produção, Emicida convida as pessoas a refletirem sobre si mesmas, acreditarem em seu potencial e perseguirem seus sonhos. Muito mais que um simples som, a música virou um hino de esperança para todos que enfrentam as árduas dificuldades do dia a dia.</span></p>
<figure id="attachment_32164" aria-describedby="caption-attachment-32164" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-32164" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/12/Imagem-5-1-800x569.jpg" alt="Imagem de divulgação. Emicida está sentado em uma poltrona de couro marrom, com um fundo vermelho atrás do cantor. Ele veste calça, camiseta de manga longa, um óculos escuro, boné virado para trás e um relógio, todos na cor preta." width="800" height="569" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/12/Imagem-5-1-800x569.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/12/Imagem-5-1-1024x729.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/12/Imagem-5-1-768x546.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/12/Imagem-5-1-1536x1093.jpg 1536w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/12/Imagem-5-1-1200x854.jpg 1200w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/12/Imagem-5-1.jpg 1633w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-32164" class="wp-caption-text">Em 2018, Emicida regravou alguns dos sucessos do Glorioso Retorno no álbum 10 Anos de Triunfo, em comemoração a uma década de carreira (Foto: Daryan Dornelles)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">“</span><i><span style="font-weight: 400;">Hoje cedo não era um hit/era um pedido de socorro</span></i><span style="font-weight: 400;">” é um verso de </span><a href="https://open.spotify.com/intl-pt/track/5p3LIyy38s0QQNoSTwbZXX?si=6a2f93e98cc84836"><i><span style="font-weight: 400;">AmarElo</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> (2019), cantado por Emicida. Com 6 anos de diferença entre os lançamentos das duas músicas, é possível ver a importância dessa faixa para o artista. Em uma letra que fala sobre deixar de lado os próprios princípios para alcançar o sucesso, </span><i><span style="font-weight: 400;">Hoje Cedo</span></i><span style="font-weight: 400;"> retrata um choque de realidade recorrente na vida daqueles que saem de classes sociais mais baixas e buscam a ascensão econômica. A colaboração com </span><a href="https://personaunesp.com.br/tag/pitty/"><span style="font-weight: 400;">Pitty</span></a><span style="font-weight: 400;"> trouxe uma mistura notável entre a suavidade e a potência vocal da cantora de </span><i><span style="font-weight: 400;">rock</span></i><span style="font-weight: 400;"> com as rimas densas do </span><i><span style="font-weight: 400;">rapper. </span></i><span style="font-weight: 400;">O resultado foi não apenas um sucesso estrondoso, mas também um emocionante desabafo por parte do cantor.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Com o lançamento de seu disco, Emicida firmou-se entre os grandes nomes do </span><i><span style="font-weight: 400;">rap</span></i><span style="font-weight: 400;"> no Brasil. Com o poder de seus versos, versatilidade de estilos e muita inteligência, o cantor marcou a geração e virou referência, seja para os membros da velha-guarda do </span><i><span style="font-weight: 400;">rap</span></i><span style="font-weight: 400;">, como </span><a href="https://personaunesp.com.br/?s=Racionais+MC%27s"><i><span style="font-weight: 400;">Racionais MC’s</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, ou para aqueles que firmaram-se posteriormente ao seu lançamento, como </span><a href="https://personaunesp.com.br/?s=BK"><i><span style="font-weight: 400;">BK’</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, </span><a href="https://personaunesp.com.br/?s=djonga"><i><span style="font-weight: 400;">Djonga</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> e tantos outros que foram influenciados por sua obra.</span></p>
<p><i><span style="font-weight: 400;">O Glorioso Retorno de Quem Nunca Esteve Aqui</span></i><span style="font-weight: 400;"> é uma das maiores obras não só do </span><i><span style="font-weight: 400;">rap</span></i><span style="font-weight: 400;"> nacional, mas da música brasileira. Os números de </span><i><span style="font-weight: 400;">views</span></i><span style="font-weight: 400;"> das canções, as bilheterias da turnê do projeto ou os prêmios recebidos &#8211; como melhor álbum do ano pela revista </span><a href="https://rollingstone.uol.com.br/galeria/os-melhores-discos-nacionais-de-2013/#imagem9"><i><span style="font-weight: 400;">Rolling Stones</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> e melhor turnê pelo </span><a href="https://guia.folha.uol.com.br/shows/2013/12/1389963-melhores-de-2013-cinco-shows-nacionais-empatam-na-primeira-posicao-veja-lista.shtml"><i><span style="font-weight: 400;">Guia Folha de S.Paulo</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> &#8211; não são capazes de mensurar o tamanho e a importância desse álbum. Em seu glorioso retorno, Emicida mostrou que suas músicas devem estar sempre aqui.</span></p>
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		<title>Aos trancos e barrancos, o VMA’s de 2023 nos faz ter saudade do que já vivemos</title>
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		<pubDate>Thu, 19 Oct 2023 19:20:34 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Clara Sganzerla e Guilherme Machado Leal Para uma geração, o MTV Video Music Awards foi um grande acontecimento. Mobilizou votações, foi palco de grandes anúncios e era uma das premiações mais aguardadas do ano, sendo prestigiada por diversos nomes de peso da indústria musical. Madonna, Michael Jackson, Whitney Houston, Spice Girls, Britney Spears, Eminem, Beyoncé, &#8230; <a href="http://personaunesp.com.br/vmas-2023/" class="more-link">Continue lendo<span class="screen-reader-text"> "Aos trancos e barrancos, o VMA’s de 2023 nos faz ter saudade do que já vivemos"</span></a></p>
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										<content:encoded><![CDATA[<figure id="attachment_31614" aria-describedby="caption-attachment-31614" style="width: 1296px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-31614" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/10/image3-1.png" alt="Fotografia da premiação MTV Video Music Awards. Na imagem, temos um tapete rosa e um fundo para fotografias com o grande símbolo VMA em textura holográfica. Logo abaixo do símbolo e deitado no chão, de lado, com uma perna levantada, temos um homem com traje de astronauta. Ele usa um macacão branco com uma gravata borboleta preta, sapatos e luvas cinzas, além de um capacete integrado ao traje com textura dourada refletora. " width="1296" height="730" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/10/image3-1.png 1296w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/10/image3-1-800x451.png 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/10/image3-1-1024x577.png 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/10/image3-1-768x433.png 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/10/image3-1-1200x676.png 1200w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-31614" class="wp-caption-text">Tristeza ao lembrar que, um dia, Beyoncé utilizou os palcos do VMA&#8217;s para <a href="https://www.youtube.com/watch?v=DYFR_jWnqp4">anunciar</a> a gravidez de Blue Ivy (Foto: FilmMagic)</figcaption></figure>
<p><b>Clara Sganzerla e Guilherme Machado Leal</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Para uma geração, o </span><i><span style="font-weight: 400;">MTV Video Music Awards</span></i><span style="font-weight: 400;"> foi um grande acontecimento. Mobilizou votações, foi palco de grandes anúncios e era uma das premiações mais aguardadas do ano, sendo prestigiada por diversos nomes de peso da indústria musical. </span><a href="https://www.rollingstone.com/music/music-features/2003-vmas-britney-madonna-christina-kiss-1234809755/"><span style="font-weight: 400;">Madonna</span></a><span style="font-weight: 400;">, Michael Jackson, Whitney Houston, </span><a href="https://www.nytimes.com/2022/04/28/arts/music/spice-girls-girl-power.html"><span style="font-weight: 400;">Spice Girls</span></a><span style="font-weight: 400;">, </span><a href="https://personaunesp.com.br/britney-spears-blackout-resenha/"><span style="font-weight: 400;">Britney Spears</span></a><span style="font-weight: 400;">, Eminem, </span><a href="https://www.harpersbazaar.com/celebrity/latest/a45086691/why-beyonce-skipped-vmas-2023/"><span style="font-weight: 400;">Beyoncé</span></a><span style="font-weight: 400;">, </span><a href="https://personaunesp.com.br/tag/lady-gaga/"><span style="font-weight: 400;">Lady Gaga</span></a><span style="font-weight: 400;"> e diversos ícones se apresentaram no palco ao longo das décadas, disputando as estatuetas do Homem na Lua e fazendo história em Nova York ou Los Angeles. No entanto, ao olharmos para o presente, não podemos afirmar que o evento tem o mesmo brilho, mas, aos trancos e barrancos, tenta recuperar os </span><a href="https://www.billboard.com/lists/best-vmas-performances-all-time-mtv/?pmc_list_item=lady-gaga-chromatica-medley-feat-ariana-grande-2020/?pmc_list_item=justin-timberlake-medley-2013/"><span style="font-weight: 400;">tempos de glória</span></a><span style="font-weight: 400;"> de um passado não tão distante.</span></p>
<p><span id="more-31610"></span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A edição de 2023 foi realizada em Nova Jersey, no Prudential Center, e foi comandada por Nicki Minaj, vencedora do </span><a href="https://hitsite.com.br/pop/curiosidades/especial-nerd-site-vma-vanguard-awards-uma-honraria-cobicada/"><i><span style="font-weight: 400;">Vanguard Award</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> de 2022. A </span><i><span style="font-weight: 400;">rapper </span></i><span style="font-weight: 400;">cantou </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=SIxDmeiexpk"><i><span style="font-weight: 400;">Last Time I Saw You</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> – música presente no seu quinto álbum, </span><i><span style="font-weight: 400;">Pink Friday 2</span></i><span style="font-weight: 400;"> –, envolta de brilhos e fumaça roxa. A apresentadora também ganhou uma estatueta na categoria Melhor Videoclipe de Hip-Hop com </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=j5uAR9w7LBg"><i><span style="font-weight: 400;">Super Freak Girl</span></i></a><span style="font-weight: 400;">.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A ideia era celebrar os </span><a href="https://pitchfork.com/news/watch-nicki-minaj-lil-wayne-ll-cool-j-and-more-in-2023-vmas-50th-anniversary-hip-hop-tribute/"><span style="font-weight: 400;">50 anos do </span><i><span style="font-weight: 400;">hip-hop</span></i></a> <span style="font-weight: 400;">ao lado de </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=RqZXOsFa3B0&amp;embeds_referring_euri=https%3A%2F%2Fpitchfork.com%2Fnews%2Fwatch-nicki-minaj-lil-wayne-ll-cool-j-and-more-in-2023-vmas-50th-anniversary-hip-hop-tribute%2F&amp;feature=emb_title"><span style="font-weight: 400;">figuras importantes</span></a><span style="font-weight: 400;"> do gênero, como Darryl “D.M.C.” McDaniels, Grandmaster Flash and the Furious Five, Doug E. Fresh, LL Cool J e Lil Wayne. Diddy Sean, no entanto, roubou a cena ao se </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=9EKhDTBfalI"><span style="font-weight: 400;">apresentar</span></a><span style="font-weight: 400;"> com as músicas </span><i><span style="font-weight: 400;">I’ll Be Missing You</span></i><span style="font-weight: 400;">, </span><i><span style="font-weight: 400;">Bad Boys For Life</span></i><span style="font-weight: 400;">, </span><i><span style="font-weight: 400;">I Need a Girl</span></i><span style="font-weight: 400;"> e ao receber o prêmio </span><i><span style="font-weight: 400;">Global Icon</span></i><span style="font-weight: 400;">, uma honraria para a lenda do </span><i><span style="font-weight: 400;">hip-hop</span></i><span style="font-weight: 400;">.</span></p>
<figure id="attachment_31613" aria-describedby="caption-attachment-31613" style="width: 480px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-31613" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/10/image2.gif" alt="Imagem em movimento do rapper Diddy, homem negro, performando no palco do VMAs. A imagem mostra o artista fazendo um sinal de coração com a mão. Ele usa óculos de sol preto, uma blusa regata vermelha e uma medalha dourada no pescoço." width="480" height="271" /><figcaption id="caption-attachment-31613" class="wp-caption-text">Diddy Sean apresentou uma performance balanceada e colocou a plateia toda para dançar (GIF: MTV)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">Apesar de muitos famosos de alto nível não frequentarem mais o evento, </span><a href="https://personaunesp.com.br/fearless-taylors-version-critica/"><span style="font-weight: 400;">Taylor Swift</span></a><span style="font-weight: 400;"> continua fiel. Desde 2008 marcando presença, a loirinha do momento elevou as expectativas: depois de ser indicada em 11 categorias pelo videoclipe e música </span><a href="https://personaunesp.com.br/midnights-critica/"><i><span style="font-weight: 400;">Anti-Hero</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, a artista voltou para casa com oito prêmios e o título de maior vencedora da noite, além de ter dominado os melhores memes pela internet – que movimentaram mais o</span><i><span style="font-weight: 400;"> Twitter </span></i><span style="font-weight: 400;">do que o próprio </span><i><span style="font-weight: 400;">VMA’s</span></i><span style="font-weight: 400;"> em si. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Como se não bastasse esse título vitorioso ao fim da noite, Swift abriu a cerimônia com a maior das honras dentro do mundo </span><i><span style="font-weight: 400;">pop</span></i><span style="font-weight: 400;">. Na apresentação da primeira categoria, o grupo NSYNC reuniu-se oficialmente após uma década separados para entregar a estatueta de Melhor Pop para a artista. Ao </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=N5uq_go0eBs"><span style="font-weight: 400;">anunciá-la</span></a><span style="font-weight: 400;">, Justin Timberlake a definiu muito bem: &#8220;</span><i><span style="font-weight: 400;">a imparável Taylor Swift</span></i><span style="font-weight: 400;">&#8220;. </span></p>
<figure id="attachment_31618" aria-describedby="caption-attachment-31618" style="width: 480px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-31618" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/10/image7.gif" alt="Imagem em movimento de Taylor Swift, mulher branca e os membros do grupo ‘N Sync, homens brancos, interagindo entre si no palco do VMAs. Eles estão entregando a estatueta de vitória para a cantora." width="480" height="273" /><figcaption id="caption-attachment-31618" class="wp-caption-text">Lance Bass até trocou um <a href="https://www.hollywoodreporter.com/news/music-news/taylor-swift-fans-trading-friendship-bracelets-eras-tour-explained-1235557991/">friendship bracelet</a> com a cantora (GIF: MTV)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">Outra figura</span> <span style="font-weight: 400;">que retornou depois de seis anos ao </span><i><span style="font-weight: 400;">VMA’s</span></i><span style="font-weight: 400;"> foi </span><a href="https://personaunesp.com.br/holy-fvck-critica/"><span style="font-weight: 400;">Demi Lovato</span></a><span style="font-weight: 400;">. Com um </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=Dx2WUdhHm9E"><i><span style="font-weight: 400;">medley</span></i><span style="font-weight: 400;"> de seus </span><i><span style="font-weight: 400;">hits</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> em uma nova versão </span><i><span style="font-weight: 400;">rock</span></i><span style="font-weight: 400;">, </span><i><span style="font-weight: 400;">Heart Attack</span></i><span style="font-weight: 400;">, </span><i><span style="font-weight: 400;">Sorry Not Sorry</span></i><span style="font-weight: 400;"> e </span><i><span style="font-weight: 400;">Cool For The Summer </span></i><span style="font-weight: 400;">foram performados com maestria pela cantora, que dividiu o palco com sua banda composta apenas por mulheres. Além de ter sido indicada nas categorias de Melhor Pop e Videoclipe com uma Mensagem Social, Lovato mostrou que sua nova era chegou para ficar.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O grande destaque da noite foi Shakira, vencedora do </span><i><span style="font-weight: 400;">Vanguard Award</span></i><span style="font-weight: 400;"> de 2023. A cantora realizou uma grande </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=zAxmn4ihqNg"><span style="font-weight: 400;">performance</span></a><span style="font-weight: 400;"> de 10 minutos com diversos </span><i><span style="font-weight: 400;">hits</span></i><span style="font-weight: 400;"> de sua carreira, entre eles </span><i><span style="font-weight: 400;">Whenever, Whenever</span></i><span style="font-weight: 400;">, </span><i><span style="font-weight: 400;">Hips Don&#8217;t Lie</span></i><span style="font-weight: 400;">, </span><i><span style="font-weight: 400;">She Wolf</span></i><span style="font-weight: 400;"> e até </span><i><span style="font-weight: 400;">Bzrp Music Sessions #53</span></i><span style="font-weight: 400;">. Com muito carisma e talento, ela apenas confirmou que seu lugar de referência nunca será ocupado e que a homenagem foi mais do que merecida.</span></p>
<figure id="attachment_31616" aria-describedby="caption-attachment-31616" style="width: 480px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-31616" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/10/image5.gif" alt="Imagem em movimento de Shakira, mulher branca, recebendo o prêmio Vanguard no palco do VMAs. A imagem mostra a artista agradecendo à plateia pelo troféu." width="480" height="272" /><figcaption id="caption-attachment-31616" class="wp-caption-text">Em entrevista à Vogue, Shakira revelou que pretende vir ao Brasil em sua próxima turnê de 2024 (GIF: MTV)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">Seguindo para outra loira de sucesso, precisamos falar sobre Sabrina Carpenter. Marcando presença na </span><a href="https://www.vogue.com/slideshow/sabrina-carpenter-taylor-swift-eras-tour-fashion"><i><span style="font-weight: 400;">The Eras Tour</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> e conquistando corações por onde passa, a artista </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=fRc-ZAkhRzs"><span style="font-weight: 400;">performou</span></a><span style="font-weight: 400;"> no pré-show os sucessos </span><i><span style="font-weight: 400;">Nonsense</span></i><span style="font-weight: 400;"> – que viralizou no </span><i><span style="font-weight: 400;">TikTok</span></i><span style="font-weight: 400;"> e levou a canção ao palco da premiação da </span><i><span style="font-weight: 400;">MTV</span></i><span style="font-weight: 400;"> –, e </span><i><span style="font-weight: 400;">Feather</span></i><span style="font-weight: 400;">, presente na edição </span><i><span style="font-weight: 400;">deluxe</span></i><span style="font-weight: 400;"> do álbum </span><a href="https://open.spotify.com/intl-pt/album/5kDmlA2g9Y1YCbNo2Ufxlz?si=FeLY14GtT7iMRR2mjuAjUA"><i><span style="font-weight: 400;">emails i can’t send</span></i></a><span style="font-weight: 400;">.  </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">No entanto, parece que não há um critério definitivo acerca de quem vai ocupar os holofotes da noite, algo que pode ter relação com o vasto número de apresentações que preenchem as três horas. É importante frisar que a voz de </span><a href="https://personaunesp.com.br/os-melhores-discos-de-2022/"><i><span style="font-weight: 400;">Nonsense</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, pelo seu talento e dedicação, merecia mostrar o que tem de melhor no palco principal: Carpenter cantou ao vivo e dançou, enquanto outros artistas usaram </span><i><span style="font-weight: 400;">autotune</span></i><span style="font-weight: 400;">.  </span></p>
<figure id="attachment_31621" aria-describedby="caption-attachment-31621" style="width: 480px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-31621" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/10/image10.gif" alt="Imagem em movimento de Sabrina Carpenter, mulher branca, falando no microfone no palco do VMAs. A imagem mostra a artista segurando o microfone e olhando em direção à platéia. " width="480" height="271" /><figcaption id="caption-attachment-31621" class="wp-caption-text">Sabrina Carpenter vem conquistando um espaço cada vez maior na mídia (GIF: MTV)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">Quem também arrasou com a sua apresentação foi a cantora Olivia Rodrigo. Performando dois dos três </span><i><span style="font-weight: 400;">singles</span></i><span style="font-weight: 400;"> da era </span><a href="https://open.spotify.com/intl-pt/album/1xJHno7SmdVtZAtXbdbDZp?si=PGcj6F7TQ_KHZXNjXR15jA"><i><span style="font-weight: 400;">Guts</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, a mais nova princesa do </span><i><span style="font-weight: 400;">pop rock </span></i><span style="font-weight: 400;">norte-americano </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=OFNt5OvGt98"><span style="font-weight: 400;">entregou</span></a><span style="font-weight: 400;"> ao público duas versões de sua persona. A primeira, com a balada </span><i><span style="font-weight: 400;">Vampire</span></i><span style="font-weight: 400;">, mostrando um lado mais sentimental da garota, enquanto a segunda, em </span><i><span style="font-weight: 400;">Get Him Back</span></i><span style="font-weight: 400;">, Rodrigo evoca toda a raiva que possui ao cantar sobre um homem babaca que partiu seu coração. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Comparando em relação à última vez da artista no </span><i><span style="font-weight: 400;">VMA&#8217;s</span></i><span style="font-weight: 400;">, o crescimento é notável. Na sua apresentação de estreia, ao cantar </span><a href="https://personaunesp.com.br/sour-olivia-rodrigo-critica/"><i><span style="font-weight: 400;">Good 4 u</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, ela foi criticada pela falta de fôlego. Agora, após </span><a href="https://www.google.com/search?q=how+long+did+it+take+olivia+rodrigo+to+write+guts&amp;sca_esv=573634593&amp;source=hp&amp;ei=QkMsZZKnCriH1sQP46KoGA&amp;iflsig=AO6bgOgAAAAAZSxRUv9AkKZuZqrUwm6nIrSIFulFCNQm&amp;ved=0ahUKEwiS0KGq6viBAxW4g5UCHWMRCgMQ4dUDCAs&amp;uact=5&amp;oq=how+long+did+it+take+olivia+rodrigo+to+write+guts&amp;gs_lp=Egdnd3Mtd2l6IjFob3cgbG9uZyBkaWQgaXQgdGFrZSBvbGl2aWEgcm9kcmlnbyB0byB3cml0ZSBndXRzMgUQIRigATIFECEYoAEyBRAhGKABMgUQIRigAUiWT1AAWMlOcAZ4AJABAJgB4gGgAfooqgEGNC4zMy4zuAEDyAEA-AEBwgILEAAYgAQYsQMYgwHCAgsQABiKBRixAxiDAcICDhAuGIAEGLEDGMcBGNEDwgILEC4YgAQYxwEYrwHCAggQABiABBixA8ICCBAuGIAEGLEDwgILEC4YgAQYsQMYgwHCAg4QLhiABBixAxjHARivAcICCxAuGIoFGLEDGIMBwgIFEC4YgATCAgUQABiABMICCBAuGIAEGNQCwgIEEAAYA8ICChAAGIAEGLEDGArCAgcQLhiABBgKwgIKEC4YgAQYsQMYCsICBxAAGIAEGArCAgoQABgNGIAEGLEDwgIHEC4YDRiABMICDRAuGA0YgAQYsQMYsQPCAgcQABgNGIAEwgIGEAAYAxgNwgIGEAAYFhgewgIHEAAYExiABMICCBAAGBYYHhgTwgIKEAAYFhgeGBMYCg&amp;sclient=gws-wiz#fpstate=ive&amp;vld=cid:1057d251,vid:1YLySvq6aJs,st:0"><span style="font-weight: 400;">10 meses</span></a><span style="font-weight: 400;"> no período de criação do novo álbum, a ‘MC Detran’ chega com os dois pés na porta e confirma, de uma vez por todas, que não é dona de um</span><i><span style="font-weight: 400;"> hit</span></i><span style="font-weight: 400;"> só e veio para ficar. </span></p>
<figure id="attachment_31617" aria-describedby="caption-attachment-31617" style="width: 480px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-31617" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/10/image6.gif" alt="Imagem em movimento de Olivia Rodrigo, mulher amarela, performando no palco do VMAs. A imagem mostra a artista dançando com o seu ballet. Ela veste um top e uma saia, ambos vermelhos, além de uma bota branca de cano longo. As dançarinas de Olivia usam um top e uma saia, ambos rosas e um tênis all-star preto de cano baixo." width="480" height="264" /><figcaption id="caption-attachment-31617" class="wp-caption-text">Olivia Rodrigo mostrou amadurecimento e, principalmente, que é uma verdadeira popstar (GIF: MTV)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">E quanto ao território nacional, o </span><i><span style="font-weight: 400;">funk</span></i><span style="font-weight: 400;"> brasileiro finalmente chegou às premiações estadunidenses &#8211; e não poderíamos estar mais felizes. Seria um erro ter a presença de um ritmo musical apenas em seu país de origem, então, ao exportar o gênero para o </span><a href="https://www.34st.com/article/2023/03/brazil-funk-music-anitta-worldcup-rihanna-latinamerica"><span style="font-weight: 400;">mundo</span></a><span style="font-weight: 400;">, os artistas têm a possibilidade de levá-lo a um novo tipo de público.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Por esse lado, as influências brasileiras do gênero apareceram no </span><i><span style="font-weight: 400;">VMA’s</span></i><span style="font-weight: 400;"> não só uma, como três vezes. Tudo começou quando </span><a href="https://personaunesp.com.br/versions-of-me-critica/"><span style="font-weight: 400;">Anitta</span></a><span style="font-weight: 400;"> se apresentou com o </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=vdOQqsEhBGo"><i><span style="font-weight: 400;">mashup</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> das músicas </span><i><span style="font-weight: 400;">Used To Be</span></i><span style="font-weight: 400;"> e </span><i><span style="font-weight: 400;">Funk Rave</span></i><span style="font-weight: 400;"> &#8211; que, aliás, ganhou o prêmio na categoria Melhor Videoclipe Latino &#8211; além de encerrar com um </span><i><span style="font-weight: 400;">break-dance</span></i><span style="font-weight: 400;"> da canção </span><i><span style="font-weight: 400;">Grip</span></i><span style="font-weight: 400;">, ainda não lançada. </span></p>
<figure id="attachment_31622" aria-describedby="caption-attachment-31622" style="width: 480px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-31622" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/10/image11.gif" alt="Imagem em movimento de Anitta, mulher branca e de cabelos ruivos, recebendo a estatueta do Homem na Lua no palco do VMAs. A imagem mostra a artista gesticulando e agradecendo a si mesma pelo prêmio. " width="480" height="272" /><figcaption id="caption-attachment-31622" class="wp-caption-text">Em seu discurso, Anitta não esqueceu-se de agradecer a pessoa mais importante dessa jornada: ela mesma (GIF: MTV)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">Não foi apenas a ‘Girl From Rio’ que levou o </span><i><span style="font-weight: 400;">funk</span></i><span style="font-weight: 400;"> brasileiro. A colombiana </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=y52O69VCOR4"><span style="font-weight: 400;">Karol G</span></a><span style="font-weight: 400;"> também nos presenteou com o gênero ao cantar as músicas </span><i><span style="font-weight: 400;">Oki/Doki</span></i><span style="font-weight: 400;"> &#8211; faixa do seu último projeto,</span><i><span style="font-weight: 400;"> MAÑANA SERÁ BONITO (BICHOTA SEASON) </span></i><span style="font-weight: 400;">&#8211; e o </span><i><span style="font-weight: 400;">remix</span></i><span style="font-weight: 400;"> de </span><i><span style="font-weight: 400;">Tá Ok</span></i><span style="font-weight: 400;">,  de Kevin o Chris. A artista parece ter tido uma boa experiência com a nossa cultura, já que virá ao Brasil em 2024 com a turnê homônima. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Com uma performance visualmente perfeita e toda trabalhada nas cores verde e rosa, o momento latino do </span><i><span style="font-weight: 400;">MTV Video Music Awards</span></i><span style="font-weight: 400;"> foi um dos pontos altos da premiação. Por fim, Megan The Stallion e Cardi B voltaram aos palcos da </span><i><span style="font-weight: 400;">MTV</span></i><span style="font-weight: 400;"> e apresentaram </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=XaK2vYOFXps"><i><span style="font-weight: 400;">Bongos</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, a nova colaboração entre as artistas e que, sem dúvidas, traz referências do </span><a href="https://extra.globo.com/famosos/noticia/2023/09/cardi-b-conheceu-funk-por-musica-de-ludmilla-e-anitta-era-isso-que-eu-queria-ouvir-por-meses.ghtml"><span style="font-weight: 400;">contato</span></a><span style="font-weight: 400;"> da voz de </span><i><span style="font-weight: 400;">Bodak Yellow</span></i><span style="font-weight: 400;"> com cantores brasileiros, a exemplo de Ludmilla.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O intercâmbio entre culturas não se restringiu ao gênero musical: Anitta e o grupo de </span><i><span style="font-weight: 400;">K-pop</span></i><span style="font-weight: 400;"> TXT estrearam a sua parceria, </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=VskZNUqQM_Y"><i><span style="font-weight: 400;">Back For More</span></i></a><span style="font-weight: 400;">. O fruto dessa colaboração resultou em uma faixa deliciosa e diferente do que os meninos costumam fazer. Na parte da cantora, por exemplo, o </span><i><span style="font-weight: 400;">funk</span></i><span style="font-weight: 400;"> tem destaque e consegue combinar as influências latinas com o som produzido pelo grupo coreano. Os fãs do gênero leste asiático, sempre muito fiéis, receberam a brasileira com gritos acalourados no momento em que ela dançou com um dos membros do Tomorrow X Together. </span></p>
<figure id="attachment_31612" aria-describedby="caption-attachment-31612" style="width: 480px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-31612" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/10/image1.gif" alt="Imagem em movimento de Anitta, mulher branca e Yeonjun, homem amarelo, no palco do VMAs. A imagem mostra os artistas dançando e interagindo entre si. O momento capta a hora da performance que Anitta coloca a mão no ombro de Yeonjun." width="480" height="271" /><figcaption id="caption-attachment-31612" class="wp-caption-text">Back For More é o primeiro contato de Anitta com a indústria musical sul-coreana (GIF: MTV)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">Um dos motivos que ainda fazem o público se importar com o </span><i><span style="font-weight: 400;">VMA’s</span></i><span style="font-weight: 400;"> é a performance de artistas comprometidos com o seu trabalho, como a icônica </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=IY3-owU2CRg"><span style="font-weight: 400;">apresentação</span></a><span style="font-weight: 400;"> de Britney Spears na cerimônia de 2001. Nesse sentido, toda vez que </span><a href="https://personaunesp.com.br/planet-her-critica/"><span style="font-weight: 400;">Doja Cat</span></a><span style="font-weight: 400;"> é anunciada na lista de shows da premiação, há a curiosidade em torno do que a </span><i><span style="font-weight: 400;">rapper</span></i><span style="font-weight: 400;"> irá entregar ao público.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A voz de </span><i><span style="font-weight: 400;">Say So</span></i><span style="font-weight: 400;">, na edição desse ano, cantou três músicas do novo projeto, o </span><a href="https://www.papelpop.com/2023/08/capa-da-harpers-bazaar-doja-cat-fala-sobre-album-scarlet-e-vontade-de-atuar-em-john-wick/"><i><span style="font-weight: 400;">Scarlet</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, quarto álbum da sua carreira. Tendo a cor vermelha como conceito do recente trabalho, a artista começou com </span><i><span style="font-weight: 400;">Attention</span></i><span style="font-weight: 400;"> ao lado da plateia, depois cantou </span><i><span style="font-weight: 400;">Paint The Town Red</span></i><span style="font-weight: 400;">, sucesso na </span><i><span style="font-weight: 400;">Billboard Hot 100</span></i><span style="font-weight: 400;">, e finalizou com </span><i><span style="font-weight: 400;">Demons</span></i><span style="font-weight: 400;"> já em cima do palco da </span><i><span style="font-weight: 400;">MTV</span></i><span style="font-weight: 400;">. </span></p>
<figure id="attachment_31615" aria-describedby="caption-attachment-31615" style="width: 480px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-31615" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/10/image4.gif" alt=" Imagem em movimento de Doja Cat, mulher negra, no palco do VMAs. A imagem mostra a cantora performando na plateia da premiação. Ela usa um óculos arredondado, um terno cinza com uma saia da mesma cor e calça um salto vermelho. " width="480" height="271" /><figcaption id="caption-attachment-31615" class="wp-caption-text">Doja Cat nos mostra, mais uma vez, a sua versatilidade ao transitar entre refrões chicletes característicos da música pop e versos de rap muito bem construídos (GIF: MTV)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">Metida em polêmicas, como a sua associação a </span><a href="https://portalrapmais.com/doja-cat-e-criticada-apos-usar-camiseta-com-rosto-de-neonazista/"><span style="font-weight: 400;">grupos neonazistas</span></a><span style="font-weight: 400;">, é triste ver que a sua Arte perde fôlego diante de suas atitudes. Não só isso, mas nos últimos tempos a cantora foi devidamente julgada pela forma como trata os seus </span><a href="https://portalpopline.com.br/doja-cat-ataca-fas-redes-sociais-arranjem-emprego/"><span style="font-weight: 400;">fãs</span></a><span style="font-weight: 400;">. Infelizmente, o histórico problemático de Doja Cat apenas a distancia daqueles que a acompanham e torcem pelo seu sucesso.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Os saudosistas da participação de Reneé Rapp em </span><a href="https://personaunesp.com.br/the-sex-lives-of-college-girls-2a-temp-critica/"><i><span style="font-weight: 400;">A Vida Sexual das Universitárias</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> podem ficar tranquilos: a cantora e atriz é o novo nome da indústria musical que precisa da sua atenção. Ela cantou </span><i><span style="font-weight: 400;">Pretty Girls</span></i><span style="font-weight: 400;">, faixa do seu primeiro álbum de estúdio </span><a href="https://open.spotify.com/intl-pt/album/3RqO05jxT9YYgNtMdQmo8Z?si=towQvheRSFawCddI25OCLw"><i><span style="font-weight: 400;">Snow Angel</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> e </span><i><span style="font-weight: 400;">Too Well</span></i><span style="font-weight: 400;">, presente no EP </span><i><span style="font-weight: 400;">Everything To Everyone</span></i><span style="font-weight: 400;">. Infelizmente, Rapp não levou a melhor na categoria em que concorria, a de Artista Revelação, mas com certeza, apenas pela indicação, sua campanha para obter uma nomeação no</span> <a href="https://personaunesp.com.br/tag/grammy/"><i><span style="font-weight: 400;">Grammys</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> 2024 será potente.</span></p>
<figure id="attachment_31623" aria-describedby="caption-attachment-31623" style="width: 480px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-31623" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/10/image12.gif" alt="Imagem em movimento de Reneé Rapp, mulher loira, cantando no palco do VMAs. A imagem mostra a cantora, que veste uma jaqueta preta, tirando o microfone do suporte e o levando até a mão. " width="480" height="271" /><figcaption id="caption-attachment-31623" class="wp-caption-text">Iniciando a turnê do álbum Snow Angel em Setembro de 2023, Reneé Rapp viajará pelos Estados Unidos e Europa para cantar sobre seus dilemas (GIF: MTV)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">Atualmente, os artistas estrangeiros  comandam a premiação. O grupo Stray Kids se </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=ES9sGfEgelg"><span style="font-weight: 400;">apresentou</span></a><span style="font-weight: 400;"> com a faixa </span><i><span style="font-weight: 400;">S-Class</span></i><span style="font-weight: 400;"> e levou o público à loucura. A performance, que contava com um jogo de câmeras característico das apresentações de </span><i><span style="font-weight: 400;">K-pop, </span></i><span style="font-weight: 400;">evidenciou ainda mais o talento dos ganhadores, pelo segundo ano consecutivo, na categoria Melhor K-pop. Além disso, os figurinos dos meninos, estilizados de preto e tons amarronzados, se destacaram aos olhos de quem acompanhou tanto no conforto de casa quanto na plateia do </span><i><span style="font-weight: 400;">VMA’s</span></i><span style="font-weight: 400;">. É sempre bom ver a excelência sul-coreana em ação. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Além da comemoração dos 50 anos do </span><i><span style="font-weight: 400;">hip-hop</span></i><span style="font-weight: 400;">, que levou diversos artistas ao palco do evento, o </span><i><span style="font-weight: 400;">rapper</span></i><span style="font-weight: 400;"> Metro Boomin fez uma </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=H4MQkJMxyy0"><span style="font-weight: 400;">performance</span></a><span style="font-weight: 400;"> de cinco minutos com a presença de Future, Swae Lee, A Boogie Wit da Hoodie e NAV. Dessa maneira, todos tiveram o seu momento de brilhar e puderam mostrar o seu trabalho. Juntos, eles cantaram </span><i><span style="font-weight: 400;">Superhero</span></i><span style="font-weight: 400;"> e a faixa </span><i><span style="font-weight: 400;">Calling</span></i><span style="font-weight: 400;">, da trilha-sonora do segundo filme do homem-aranha de </span><a href="https://personaunesp.com.br/homem-aranhaverso-critica/"><span style="font-weight: 400;">Miles Morales</span></a><span style="font-weight: 400;">. Vale destacar também que  Boomin foi quem fez a curadoria do álbum de </span><i><span style="font-weight: 400;">Homem Aranha: Através do Aranhaverso, </span></i><span style="font-weight: 400;">o retrato mais aclamado do teioso nos últimos anos. </span></p>
<figure id="attachment_31620" aria-describedby="caption-attachment-31620" style="width: 480px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-31620" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/10/image9.gif" alt="Imagem em movimento de dois homens cantando no palco do VMAs. A imagem mostra Metro Boomin, que veste um conjunto roxo com uma camisa branca e um colar de cruz e Future, que usa um conjunto e chapéu pretos. " width="480" height="271" /><figcaption id="caption-attachment-31620" class="wp-caption-text">Metro Boomin levou uma gama de artistas para dividir o palco, resultando em uma apresentação incrível (GIF: MTV)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">Sem contar com os grandes prêmios da noite, como Videoclipe do Ano, Artista do Ano e Canção do Ano (todos para Taylor Swift), tivemos Ice Spice como ganhadora da categoria Artista Revelação, SZA em Melhor Videoclipe </span><i><span style="font-weight: 400;">R&amp;B</span></i><span style="font-weight: 400;"> por </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=hdFDrjfW548"><i><span style="font-weight: 400;">Shirt</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> e Karol G e Shakira em Melhor Parceria pela música </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=jZGpkLElSu8"><i><span style="font-weight: 400;">TQG</span></i></a><span style="font-weight: 400;">. Nos outros gêneros, tivemos Maneskin como ganhador de Melhor Videoclipe de Rock por </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=odWKEfp2QMY"><i><span style="font-weight: 400;">The Loneliest</span></i></a><i><span style="font-weight: 400;">, </span></i><span style="font-weight: 400;">Lana Del Rey e Jon Batiste</span> <span style="font-weight: 400;">em Melhor Videoclipe de Música Alternativa por </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=C2e0H6MUWyU"><i><span style="font-weight: 400;">Candy Necklace</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> e nossa querida Selena Gomez com Rema em Melhor Videoclipe de Afrobeats por </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=WcIcVapfqXw"><i><span style="font-weight: 400;">Calm Down</span></i></a><span style="font-weight: 400;">.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Em resumo, o </span><i><span style="font-weight: 400;">VMA’s</span></i><span style="font-weight: 400;"> de 2023 não alcançou outras edições da premiação e não entrou para nenhuma lista das melhores apresentações de todos os tempos, mas trilha um caminho bonito até seu lugar de origem e relevância. Dessa vez, com novos nomes, estilos, gostos e </span><i><span style="font-weight: 400;">hits</span></i><span style="font-weight: 400;">, que bebem das referências de um </span><a href="https://www.rollingstone.com/music/music-lists/32-most-outrageous-mtv-vmas-moments-of-all-time-169564/"><span style="font-weight: 400;">passado</span></a><span style="font-weight: 400;"> brilhante e adorado. </span></p>
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		<title>Nosso Sonho é coisa de Cinema</title>
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		<pubDate>Tue, 26 Sep 2023 16:55:22 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Vitória Gomez Se o Cinema é um modo divino de contar a vida, as cinebiografias são a vida passando na frente dos nossos olhos. No entanto, assim como acontece com os documentários, realidade e ficção se misturam e o ponto de vista sempre se sobressai. Por que não usar isso a seu favor? É o &#8230; <a href="http://personaunesp.com.br/nosso-sonho-critica/" class="more-link">Continue lendo<span class="screen-reader-text"> "Nosso Sonho é coisa de Cinema"</span></a></p>
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										<content:encoded><![CDATA[<figure id="attachment_31483" aria-describedby="caption-attachment-31483" style="width: 768px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-31483" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/09/nosso-sonho-1.jpg" alt="" width="768" height="284" /><figcaption id="caption-attachment-31483" class="wp-caption-text">Nosso Sonho esteve entre os cotados para representar o Brasil como Melhor Filme Internacional no Oscar 2024 (Foto: Manequim Filmes)</figcaption></figure>
<p><b>Vitória Gomez</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Se o Cinema é um modo divino de contar a vida, as cinebiografias são a vida passando na frente dos nossos olhos. No entanto, assim como acontece com os documentários, realidade e ficção se misturam e o </span><a href="https://personaunesp.com.br/navalny-critica/"><span style="font-weight: 400;">ponto de vista</span></a><span style="font-weight: 400;"> sempre se sobressai. Por que não usar isso a seu favor? É o que </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=u-HjfQ4am88&amp;pp=ygUlanVhbiBwYWl2YSBsdWNhcyBwZW50ZWFkbyBwZXJmb3JtYW5jZQ%3D%3D"><i><span style="font-weight: 400;">Nosso Sonho: A História de Claudinho e Buchecha</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> faz: o longa-metragem que reconta a trajetória da maior dupla de funk nacional abraça de vez o sentimento e mostra que, por trás das coreografias inusitadas e das letras contagiantes, o que prevalecia era a amizade entre os dois.</span></p>
<p><span id="more-31479"></span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Na trama, Buchecha (Juan Paiva) &#8211; na época Claucirlei &#8211; conhece Claudinho (Lucas ‘Koka’ Penteado) enquanto ainda eram crianças, em São Gonçalo, no Rio de Janeiro. Depois de uma separação, os dois se reencontram no </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=iN9ZxfjjfR0"><span style="font-weight: 400;">Salgueiro</span></a><span style="font-weight: 400;"> (local que foi tema da primeira música dos artistas) e retomam a amizade de infância mais forte do que antes. Entre bailes funks e partidas de futebol torcendo para o Flamengo, os jovens decidem formar uma dupla de MCs. E o resto é história.</span></p>
<figure id="attachment_31482" aria-describedby="caption-attachment-31482" style="width: 1024px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-31482" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/09/nosso-sonho-2.jpg" alt="" width="1024" height="576" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/09/nosso-sonho-2.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/09/nosso-sonho-2-800x450.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/09/nosso-sonho-2-768x432.jpg 768w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-31482" class="wp-caption-text">Na versão mais jovem, Claudinho e Buchecha são interpretados por Boca de 09 e Gustavo Coelho, respectivamente (Foto: Manequim Filmes)</figcaption></figure>
<p><i><span style="font-weight: 400;">Nosso Sonho </span></i><span style="font-weight: 400;">logo de cara já indica o que está por vir: para reviver uma dupla tão emocionante, a imparcialidade não será o forte. Nessa empreitada, quem assume a tarefa de exprimir tal emoção é o </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=yK7_GthAlMc"><span style="font-weight: 400;">próprio Buchecha</span></a><span style="font-weight: 400;">, tomando para si o lugar de narrador da história e personagem principal. Nisso, a entrega de Juan Paiva não falha na tarefa, perdendo lugar talvez apenas para o protagonista absoluto de Lucas ‘Koka’ Penteado, na pele de Claudinho. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Enquanto o intérprete do segundo nome da dupla é quem leva a história para frente, tanto em narração como em ponto de vista, e fica com a responsabilidade das cenas dramáticas, Penteado ilumina o ambiente a cada segundo que aparece em tela. Os maneirismos e a língua presa do cantor são </span><a href="https://metropolitanafm.com.br/televisao/series-e-filmes/nosso-sonho-lucas-penteado-e-juan-paiva-revelam-desafios-em-interpretar-claudinho-e-buchecha"><span style="font-weight: 400;">reproduzidos fielmente</span></a><span style="font-weight: 400;"> pelo ator, que brilha em todos os momentos e faz jus à figura de Claudinho pintada pelo longa. Se na obra o cantor é representado como a força motriz da dupla, ‘Koka’ incorpora a essência de tal papel e rende desde passagens emocionais até boas risadas nas duas horas de duração do filme.</span></p>
<figure id="attachment_31480" aria-describedby="caption-attachment-31480" style="width: 1600px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-31480" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/09/nosso-sonho-4.jpg" alt="" width="1600" height="591" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/09/nosso-sonho-4.jpg 1600w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/09/nosso-sonho-4-800x296.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/09/nosso-sonho-4-1024x378.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/09/nosso-sonho-4-768x284.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/09/nosso-sonho-4-1536x567.jpg 1536w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/09/nosso-sonho-4-1200x443.jpg 1200w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-31480" class="wp-caption-text">Momentos cômicos e dramáticos tornam Nosso Sonho uma montanha-russa de emoções (Foto: Manequim Filmes)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">O filme não escapa de alguns clichês, mas justifica sua escolha. O roteiro &#8211; assinado pelo grupo formado por </span><a href="https://telaviva.com.br/25/09/2023/para-diretor-cinebiografia-de-claudinho-e-buchecha-resgata-natureza-afetuosa-do-brasileiro/"><span style="font-weight: 400;">Eduardo Albergaria</span></a><span style="font-weight: 400;">, Daniel Dias, Mauricio Lissovsky e Fernando Velasco &#8211; opta por uma narração batida, que por vezes denota algumas previsibilidades de como a história se sairá. Ao final, por exemplo, a reflexão de Buchecha sobre o impacto do amigo em sua vida não requer explicações. No entanto, o que poderia ser uma armadilha para uma dissertação sobre os eventos da vida dos dois, ao invés de mostrá-los, se revela o trunfo de </span><i><span style="font-weight: 400;">Nosso Sonho</span></i><span style="font-weight: 400;">.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">É regra do gênero que as cinebiografias vão </span><a href="https://personaunesp.com.br/bohemian-rhapsody-critica/"><span style="font-weight: 400;">além da carreira</span></a><span style="font-weight: 400;"> do artista retratado e exploram a vida pessoal de seus objetos. O longa muda a estratégia: aqui, a trajetória de vida de Cláudio e Claucirlei constrói não apenas um panorama da carreira de ambos, mas uma declaração de amor a Claudinho. Sob a direção de Albergaria (que também assina o roteiro), cenas que poderiam ganhar tons didáticos viram emotivas e </span><a href="https://extra.globo.com/entretenimento/noticia/2023/09/nando-cunha-o-pai-de-buchecha-no-filme-nosso-sonho-diz-que-este-e-o-melhor-papel-de-sua-vida-fizemos-muitas-cenas-crueis.ghtml"><span style="font-weight: 400;">íntimas</span></a><span style="font-weight: 400;"> &#8211; desde a infância juntos até a ideia de formar a dupla, das composições ao nervosismo de subir ao palco pela primeira vez, da ideia da divertida coreografia até as conquistas no auge da fama. </span></p>
<figure id="attachment_31484" aria-describedby="caption-attachment-31484" style="width: 984px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-31484" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/09/nossonho-sonho-4.webp" alt="" width="984" height="738" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/09/nossonho-sonho-4.webp 984w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/09/nossonho-sonho-4-800x600.webp 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/09/nossonho-sonho-4-768x576.webp 768w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-31484" class="wp-caption-text">A atuação de Nando Cunha como Buchechão, o pai de Buchecha, é um dos destaques de Nosso Sonho e foi descrita pelo ator como o melhor papel de sua carreira (Foto: Manequim Filmes)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">Não por menos, a direção e roteiro igualmente atenciosos ganharam a </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=ojILlmz2XXo&amp;pp=ygUianVhbiBwYWl2YSBsdWNhcyBwZW50ZWFkbyBzw7MgbG92ZQ%3D%3D"><span style="font-weight: 400;">benção do próprio Buchecha</span></a><span style="font-weight: 400;">, que assina parte da direção musical e, trazendo de volta </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=mK_Hz3P2rJw&amp;pp=ygUgY2x1YWRpbmhvIGUgYnVjaGVjaGEgbm9zc28gc29uaG8%3D"><i><span style="font-weight: 400;">hits</span></i><span style="font-weight: 400;"> da dupla</span></a><span style="font-weight: 400;">, torna tudo ainda mais envolvente. Unida a eles, a direção de fotografia de João Atala também se sobressai. Com passagens naturalistas dos dois no dia a dia, desde em casa até o ônibus a caminho do trabalho, </span><i><span style="font-weight: 400;">Nosso Sonho </span></i><span style="font-weight: 400;">salta aos olhos quando ambos frequentam os bailes </span><i><span style="font-weight: 400;">funks</span></i><span style="font-weight: 400;"> ou sobem aos palcos como Claudinho &amp; Buchecha. As cores e a animação da dupla em frente à câmera criam uma atmosfera imersiva que torna impossível não mergulhar no sonho dos maiores expoentes do </span><i><span style="font-weight: 400;">funk melody</span></i><span style="font-weight: 400;">.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Ainda, reproduzindo imagens de arquivo, como as </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=mBAMRc_3y0Y&amp;pp=ygUdY2x1YWRpbmhvIGUgYnVjaGVjaGEgc8OzIGxvdmU%3D"><span style="font-weight: 400;">performances</span></a><span style="font-weight: 400;"> dos dois, o filme cria um tom nostálgico até para quem não acompanhou de perto a ascensão da dupla. Os figurinos característicos e chamativos e as expressões cheias de personalidade se somam ao belo trabalho do longa-metragem, que seria um concorrente à altura caso tivesse sido o escolhido para representar o Brasil no </span><i><span style="font-weight: 400;">Oscar</span></i><span style="font-weight: 400;"> 2024 &#8211; a </span><a href="https://olhardigital.com.br/2023/09/12/cinema-e-streaming/retratos-fantasmas-de-kleber-mendonca-filho-representara-o-brasil-no-oscar-2024/"><span style="font-weight: 400;">vaga</span></a><span style="font-weight: 400;"> ficou com </span><i><span style="font-weight: 400;">Retratos Fantasmas</span></i><span style="font-weight: 400;">, de Kleber Mendonça Filho.</span></p>
<div class="jetpack-video-wrapper"><iframe loading="lazy" title="NOSSO SONHO | Cena 1 | 21 de setembro nos cinemas" width="840" height="473" src="https://www.youtube.com/embed/NbmnT0IILL4?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen></iframe></div>
<p><span style="font-weight: 400;">Ao final, o filme não faz milagre. A história não se encerra na morte de Claudinho &#8211; o cantor faleceu em um acidente de carro em 2002 em uma rodovia em Seropédica, no Rio de Janeiro, voltando de um show da dupla &#8211; e respeita o que foi construído até ali: a ligação intensa dos dois não terminaria com o fim da parceria musical, mas a </span><a href="https://www.omelete.com.br/filmes/nosso-sonho-claudinho-buchecha"><span style="font-weight: 400;">amizade</span></a><span style="font-weight: 400;">, os ensinamentos e a conexão é eterna. Mesmo jogando seguro, </span><i><span style="font-weight: 400;">Nosso Sonho: A História de Claudinho e Buchecha </span></i><span style="font-weight: 400;">faz jus a maior dupla brasileira do gênero. Acima de tudo, presta homenagem a um artista, ídolo de uma geração e amigo.</span></p>
<p><iframe title="Spotify Embed: BAILE DO NOSSO SONHO" style="border-radius: 12px" width="100%" height="352" frameborder="0" allowfullscreen allow="autoplay; clipboard-write; encrypted-media; fullscreen; picture-in-picture" loading="lazy" src="https://open.spotify.com/embed/playlist/5dkH51vDLYo6wkUPbSLHSK?si=80f96861b8834e22&#038;utm_source=oembed"></iframe></p>
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		<title>A partir do afrofuturismo, Dirty Computer mantém seu impacto político intacto mesmo após 5 anos</title>
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		<pubDate>Thu, 06 Jul 2023 19:44:51 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Henrique Marinhos Baseado em uma história distópica que transforma aqueles que não se conformam em computadores sujos, Dirty Computer é o terceiro álbum de estúdio da cantora, compositora e atriz Janelle Monáe. Lançado em 2018, a obra-prima não se destaca apenas por sua sonoridade, mas também por sua narrativa visual e conceitual, unidas em um &#8230; <a href="http://personaunesp.com.br/dirty-computer-5-anos/" class="more-link">Continue lendo<span class="screen-reader-text"> "A partir do afrofuturismo, Dirty Computer mantém seu impacto político intacto mesmo após 5 anos"</span></a></p>
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										<content:encoded><![CDATA[<figure id="attachment_31246" aria-describedby="caption-attachment-31246" style="width: 1000px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-31246" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/07/image2-1.png" alt="Capa do álbum Dirty Computer. Nela está a cantora Janelle Monáe, uma mulher negra de cabelos curtos que veste uma burca feita de joias brilhantes interligadas por correntes. Apenas seus olhos não estão cobertos. A burca é de metal e vazada. Sua pele é iluminada por uma forte luz vermelha enquanto ao fundo está um círculo que se assemelha a um planeta com árvores ao redor de sua cabeça. Este é preenchido por um degradê que vai do vermelho ao amarelo. Ao fundo, tons de azul que se assemelham a nuvens e à esquerda o texto Janelle Monáe - Dirty Computer." width="1000" height="1000" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/07/image2-1.png 1000w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/07/image2-1-800x800.png 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/07/image2-1-150x150.png 150w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/07/image2-1-768x768.png 768w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-31246" class="wp-caption-text">Dirty Computer foi anunciado com um trailer, exibido nas sessões do filme Pantera Negra (Foto: Bad Boy Records)</figcaption></figure>
<p><b>Henrique Marinhos</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Baseado em uma história distópica que transforma aqueles que não se conformam em computadores sujos</span><i><span style="font-weight: 400;">, Dirty Computer</span></i><span style="font-weight: 400;"> é o terceiro álbum de estúdio da cantora, compositora e atriz Janelle Monáe. Lançado em 2018, a obra-prima não se destaca apenas por sua sonoridade, mas também por sua narrativa visual e conceitual, unidas em um </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=jdH2Sy-BlNE&amp;ab_channel=JanelleMon%C3%A1e"><span style="font-weight: 400;">audiovisual de 48 minutos</span></a><span style="font-weight: 400;"> emocionante.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Desde o lançamento de seu primeiro álbum, </span><a href="https://oneweekoneband.tumblr.com/post/160782539819/janelle-mon%C3%A1e-cindi-mayweather-and-the-other"><i><span style="font-weight: 400;">The ArchAndroid</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, em 2010, Monáe tem sido aclamada pela crítica e pelos fãs por sua originalidade e inovação na Música. Ela mistura elementos de </span><i><span style="font-weight: 400;">R&amp;B</span></i><span style="font-weight: 400;">, </span><i><span style="font-weight: 400;">soul</span></i><span style="font-weight: 400;">, </span><i><span style="font-weight: 400;">funk</span></i><span style="font-weight: 400;"> e </span><i><span style="font-weight: 400;">rock</span></i><span style="font-weight: 400;">, além de ser conhecida por suas performances energéticas e hipnotizantes, que cativam a audiência em seus </span><i><span style="font-weight: 400;">shows</span></i><span style="font-weight: 400;"> ao vivo. Hoje, ela pode comemorar a realização de um manifesto impactante que comemora cinco anos de existência.</span></p>
<p><span id="more-31245"></span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Lançado em 27 de Abril de 2018 pela </span><i><span style="font-weight: 400;">Wondaland Arts Society</span></i><span style="font-weight: 400;">, </span><i><span style="font-weight: 400;">Bad Boy Records</span></i><span style="font-weight: 400;"> e </span><i><span style="font-weight: 400;">Atlantic Records</span></i><span style="font-weight: 400;">, a obra é, além de tudo, uma continuação de seus primeiros álbuns de estúdio, </span><i><span style="font-weight: 400;">The ArchAndroid</span></i><span style="font-weight: 400;"> (2010) e </span><i><span style="font-weight: 400;">The Electric Lady</span></i><span style="font-weight: 400;"> (2013), e seu primeiro a não continuar a narrativa de </span><a href="https://digitalcollections.union.edu/s/home/item/5571#?cv="><span style="font-weight: 400;">Cindi Mayweather</span></a><span style="font-weight: 400;">, seu alter ego. O disco recebeu aclamação universal da crítica logo após o lançamento, foi incluído nos primeiros lugares das listas de </span><a href="https://www.rollingstone.com/music/music-lists/50-best-albums-2018-764071/mitski-be-the-cowboy-764127/#:~:text=AD-,13,-Janelle%20Monae%2C%20%E2%80%98Dirty"><span style="font-weight: 400;">Melhores Álbuns de 2018</span></a><span style="font-weight: 400;">.</span></p>
<div class="jetpack-video-wrapper"><iframe loading="lazy" title="Janelle Monáe - Dirty Computer [Trailer]" width="840" height="473" src="https://www.youtube.com/embed/A9k89DYdHKQ?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen></iframe></div>
<p><span style="font-weight: 400;">Nos cinco anos desde o lançamento, </span><i><span style="font-weight: 400;">Dirty Computer</span></i><span style="font-weight: 400;"> continua a inspirar e capacitar, promovendo a individualidade e a não conformidade em uma sociedade que molda padrões rígidos, opressores e vazios. Em </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=PaYvlVR_BEc&amp;pp=ygUScHluayBqYW5lbGxlIG1vbmFl"><i><span style="font-weight: 400;">Pynk</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, um de seus clipes mais notáveis e </span><i><span style="font-weight: 400;">single</span></i><span style="font-weight: 400;"> do álbum, Monáe celebra a feminilidade e a sexualidade em um cenário rosa do início ao fim, com as roupas, cenários e adereços todos em diferentes tons &#8211; isso, além de uma coreografia divertida, intimista, corajosa e alegre. Por outro lado, em </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=mTjQq5rMlEY&amp;pp=ygULZGphbmdvIGphbmU%3D"><i><span style="font-weight: 400;">Django Jane</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, ela reflete a força e a resiliência de maneira mais séria. Em um cenário futurista e tecnológico, as atrizes usam roupas militares e capacetes de combate, enquanto a cantora lidera o grupo com uma performance de </span><i><span style="font-weight: 400;">rap</span></i><span style="font-weight: 400;"> segura e intensa, que fez até Lady Gaga se levantar de seu acento em sua </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=ssAuoqK7LYQ&amp;ab_channel=ETCanada"><span style="font-weight: 400;">performance</span></a><span style="font-weight: 400;"> no </span><i><span style="font-weight: 400;">Grammy</span></i><span style="font-weight: 400;">.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A integração dos clipes do disco é conduzida com maestria através de curtas narrativas que nos apresentam a personagem central da história, o computador </span><a href="https://dailyutahchronicle.com/2022/06/25/janelle-monae-dirty-computer-memory-librarian/"><span style="font-weight: 400;">Jane 57821</span></a><span style="font-weight: 400;">. O enredo é composto por diversas faixas que, de alguma forma, estão relacionadas às memórias que precisam ser apagadas. Através de </span><i><span style="font-weight: 400;">bugs</span></i><span style="font-weight: 400;"> e dúvidas humanas, somos apresentados aos questionamentos daqueles que deveriam executar a função de apagar essas memórias, mas que se veem confrontados com o conteúdo irreverente das músicas.</span></p>
<figure id="attachment_31247" aria-describedby="caption-attachment-31247" style="width: 1280px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-31247" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/07/image3.png" alt="Imagem do filme produzido a partir do álbum Dirty Computer. Na imagem, estão as atrizes Tessa Thompson e Janelle Monáe. Janelle está usando um vestido rosa enquanto Tessa está com sua cabeça saindo através dos babados em degradê do vestido. Ambas são mulheres negras, jovens com cabelos cacheados longos. Se assemelhando aos lábios de uma vagina. Ao redor está um deserto" width="1280" height="681" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/07/image3.png 1280w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/07/image3-800x426.png 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/07/image3-1024x545.png 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/07/image3-768x409.png 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/07/image3-1200x638.png 1200w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-31247" class="wp-caption-text">Após anos de especulação e participações em clipes, nunca se soube se Janelle Monáe e Tessa Thompson realmente tiveram um relacionamento amoroso (Foto: Bad Boy Records)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">Com o toque de Midas, além de sua carreira musical, a ativista multitalentosa também é conhecida por sua participação no filme </span><a href="https://personaunesp.com.br/moonlight-kendrick-lamar/"><i><span style="font-weight: 400;">Moonlight: Sob a Luz do Luar</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, que ganhou o </span><i><span style="font-weight: 400;">Oscar</span></i><span style="font-weight: 400;"> de Melhor Filme em 2017. Interpretando Teresa, uma mulher que acolhe e apoia o protagonista em uma realidade de violência, solidão e discriminação, assim como Cindi Mayweather e Jane 57821. Em adição a sua carreira na moda, como modelo para a </span><a href="https://youtu.be/pXgubkjXHVo"><i><span style="font-weight: 400;">CoverGirl</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> e</span> <a href="https://youtu.be/WZkQioV2MQk"><i><span style="font-weight: 400;">Ralph Lauren</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, a cantora atravessa as convenções sociais misturando elementos que definem moda masculina e feminina, em um visual que é ao mesmo tempo elegante e desafiador.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Desde o início, as criações de Janelle Monáe transparecem referências claras e bem exploradas. Visualmente, </span><i><span style="font-weight: 400;">Dirty Computer [Emotional Picture] </span></i><span style="font-weight: 400;">&#8211; como a artista nomeia seu álbum visual &#8211; segue uma sólida base </span><i><span style="font-weight: 400;">sci-fi</span></i><span style="font-weight: 400;">, com referências de </span><i><span style="font-weight: 400;">The Twilight Zone</span></i><span style="font-weight: 400;">, </span><a href="https://personaunesp.com.br/tag/star-wars/"><i><span style="font-weight: 400;">Star Wars</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> e </span><i><span style="font-weight: 400;">Matrix</span></i><span style="font-weight: 400;">. Sonoramente, </span><i><span style="font-weight: 400;">Make Me Feel</span></i><span style="font-weight: 400;"> é uma de suas composições mais emocionantes, que conta com a participação de um de seus maiores ídolos, </span><a href="https://www.independent.co.uk/arts-entertainment/music/news/janelle-monae-prince-new-music-make-me-feel-listen-a8230331.html"><span style="font-weight: 400;">Prince</span></a><span style="font-weight: 400;">, antes de seu falecimento em 2016. A faixa apresenta um som inspirado no </span><i><span style="font-weight: 400;">funk</span></i><span style="font-weight: 400;"> dos anos 1980, com guitarras elétricas e sintetizadores. Monáe constrói uma narrativa rica entre muitas outras inspirações, como </span><a href="https://personaunesp.com.br/tag/david-bowie/"><span style="font-weight: 400;">David Bowie</span></a><span style="font-weight: 400;">, </span><a href="https://personaunesp.com.br/tag/madonna/"><span style="font-weight: 400;">Madonna</span></a><span style="font-weight: 400;"> e James Brown.</span></p>
<figure id="attachment_31248" aria-describedby="caption-attachment-31248" style="width: 2000px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-31248" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/07/image1-1.jpg" alt="Foto promocional da festa pós lançamento do álbum Dirty Computer. Nela está Janelle Monáe, uma mulher negra de baixa estatura que veste calça e camisa social com suspensórios quadriculados. Ao seu redor estão mais cinco mulheres negras com jaquetas de couro. O ambiente é iluminado e colorido. Com luzes refletidas de vários globos de luz. Os tons que prevalecem são o verde, rosa e amarelo. " width="2000" height="1333" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/07/image1-1.jpg 2000w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/07/image1-1-800x533.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/07/image1-1-1024x682.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/07/image1-1-768x512.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/07/image1-1-1536x1024.jpg 1536w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/07/image1-1-1200x800.jpg 1200w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-31248" class="wp-caption-text">Além do álbum, em 2022 Monáe lançou o livro The Memory Librarian: And Other Stories of Dirty Computer, uma coleção de contos de ficção na mesma temática de Dirty Computer (Foto: Bad Boy Records)</figcaption></figure>
<p><i><span style="font-weight: 400;">Dirty Computer, </span></i><span style="font-weight: 400;">além de tudo, é uma declaração de amor próprio &#8211; em tempo que a artista se assumiu como pansexual em uma </span><a href="https://www.rollingstone.com/music/music-features/janelle-monae-frees-herself-629204/"><span style="font-weight: 400;">entrevista</span></a><span style="font-weight: 400;"> à revista </span><i><span style="font-weight: 400;">Rolling Stone</span></i><span style="font-weight: 400;"> em 2018 -, e também uma das expressões mais marcantes e revolucionárias do </span><a href="https://blognroll.com.br/primeiro-acorde-bia-viana/janelle-monae-primeiro-acorde/"><span style="font-weight: 400;">afrofuturismo</span></a><span style="font-weight: 400;">, um movimento cultural que usa o conceito da tecnologia para projetar um futuro do ponto de vista da comunidade negra. A artista também é uma das fundadoras do movimento </span><a href="https://www.femthefuture.org/"><i><span style="font-weight: 400;">Fem the Future</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, que visa capacitar mulheres e minorias na indústria da Música e do entretenimento, e seu legado no mundo hoje pode ser visto para muito além de seu manifesto político de cinco anos atrás.</span></p>
<blockquote><p><span style="font-weight: 400;">Eu não sou o pesadelo da América / Eu sou a americana legal</span></p></blockquote>
<p><span style="font-weight: 400;">Com letras poderosas, narrativa visual marcante e sonoridade inovadora, o álbum celebra a individualidade, a diversidade e a resistência. Desde seu lançamento em 2018, </span><i><span style="font-weight: 400;">Dirty Computer </span></i><span style="font-weight: 400;">conquistou tanto sucesso e reconhecimento que se tornou um símbolo. Em celebração a diversidade, a criatividade e a rebeldia, a representação de ‘computadores sujos’, o disco é um </span><a href="https://valkirias.com.br/janelle-monae-e-resistencia-e-orgulho-em-dirty-computer/"><span style="font-weight: 400;">manifesto político</span></a><span style="font-weight: 400;"> e artístico que questiona o </span><i><span style="font-weight: 400;">status quo</span></i><span style="font-weight: 400;"> e propõe um futuro mais inclusivo e democrático. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Além disso, o trabalho dialoga com o presente, passado e indiscutivelmente com o futuro, apontando para um horizonte de esperança e emancipação. Em defesa ao nosso direito de existir e de expressar quem somos, a amar a nós mesmos e aos outros, mesmo que incomode. </span><i><span style="font-weight: 400;">Dirty Computer </span></i><span style="font-weight: 400;">comprova, mais uma vez, o poder da Arte como ferramenta de promoção de mudanças sociais e políticas, por uma artista que está à altura de uma responsabilidade tão grande.</span></p>
<p><iframe title="Spotify Embed: Dirty Computer" style="border-radius: 12px" width="100%" height="352" frameborder="0" allowfullscreen allow="autoplay; clipboard-write; encrypted-media; fullscreen; picture-in-picture" loading="lazy" src="https://open.spotify.com/embed/album/2PjlaxlMunGOUvcRzlTbtE?si=5b0e8ab1e6824b43&#038;utm_source=oembed"></iframe></p>
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		<title>Do interior à metrópole, Marina Sena se arrisca com Vício Inerente</title>
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		<pubDate>Mon, 12 Jun 2023 16:07:11 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Henrique Marinhos Em seu segundo álbum, Vício Inerente, Marina Sena apresenta uma evolução em relação ao seu álbum de estreia, De Primeira, que fez tanto barulho no cenário brasileiro em 2021. Com influências de gêneros como reggaeton, drill, trap e funk, a artista experimenta novas sonoridades e se arrisca em texturas eletrônicas, resultado de uma &#8230; <a href="http://personaunesp.com.br/vicio-inerente-critica/" class="more-link">Continue lendo<span class="screen-reader-text"> "Do interior à metrópole, Marina Sena se arrisca com Vício Inerente"</span></a></p>
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										<content:encoded><![CDATA[<figure id="attachment_31088" aria-describedby="caption-attachment-31088" style="width: 1024px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-31088" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/06/image3.jpg" alt="Capa do álbum Vício Inerente. Nela está a cantora Marina Sena sentada ao meio em uma estrutura reflexiva metálica que aparenta ser uma caixa com fundo de uma cidade. Ela está com meias longas pretas sentada acima de suas panturrilhas. Enquanto segura uma concha brilhante em seus ouvidos, seus cabelos longos e pretos aparentam movimento esvoaçante e sua pele clara é iluminada por sua maquiagem. Em seu rosto está marcado uma sombra prateada em seus olhos fechados. Acima à esquerda o símbolo MS que nomeia a artista." width="1024" height="1024" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/06/image3.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/06/image3-800x800.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/06/image3-150x150.jpg 150w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/06/image3-768x768.jpg 768w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-31088" class="wp-caption-text">Marina Sena participou do projeto Foundry do YouTube Music em 2021, focado em impulsionar e divulgar artistas no começo da carreira (Foto: Sony Music)</figcaption></figure>
<p><b>Henrique Marinhos</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Em seu segundo álbum, </span><i><span style="font-weight: 400;">Vício Inerente</span></i><span style="font-weight: 400;">, Marina Sena apresenta uma evolução em relação ao seu álbum de estreia, </span><a href="https://personaunesp.com.br/os-melhores-discos-de-2021/#:~:text=Marina%20Sena%20%E2%80%93-,De%20Primeira,-N%C3%A3o%20h%C3%A1%20nada"><i><span style="font-weight: 400;">De Primeira</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, que fez tanto barulho no cenário brasileiro em 2021. Com influências de gêneros como </span><i><span style="font-weight: 400;">reggaeton</span></i><span style="font-weight: 400;">, </span><i><span style="font-weight: 400;">drill</span></i><span style="font-weight: 400;">, </span><i><span style="font-weight: 400;">trap</span></i><span style="font-weight: 400;"> e </span><i><span style="font-weight: 400;">funk</span></i><span style="font-weight: 400;">, a artista experimenta novas sonoridades e se arrisca em texturas eletrônicas, resultado de uma colaboração estreita com seu produtor Iuri Rio Branco, que a acompanha desde o início. Aqui, a cantora apresenta um som mais maduro e coeso, consolidando sua posição no cenário </span><i><span style="font-weight: 400;">pop</span></i><span style="font-weight: 400;"> nacional.</span></p>
<p><span id="more-31086"></span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A mineira multitalentosa se mostra ainda mais experiente e segura de si, capaz de criar sonoridades hipnotizantes e profundas que são marcadas pela inovação e pela busca por novas possibilidades estéticas a fim de incrementar seu repertório, que transita entre gêneros pouco explorados no</span><i><span style="font-weight: 400;"> mainstream</span></i><span style="font-weight: 400;"> nacional, como o </span><a href="https://personaunesp.com.br/tag/reggaeton/"><i><span style="font-weight: 400;">reggaeton</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> e o </span><i><span style="font-weight: 400;">trip hop</span></i><span style="font-weight: 400;">. Composta por doze faixas, </span><i><span style="font-weight: 400;">Vício Inerente </span></i><span style="font-weight: 400;">conta com parcerias importantes, como Fleezus, nome importante do </span><a href="https://personaunesp.com.br/tag/brime/"><i><span style="font-weight: 400;">brime</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> paulistano e ídolo da cantora. No entanto, nem todas as canções apresentam o mesmo refinamento: algumas se mostram mais cruas que outras, como em seu </span><i><span style="font-weight: 400;">debut</span></i><span style="font-weight: 400;">, mas transparecem escolhas conscientes e ousadas dessa mistura.</span></p>
<figure id="attachment_31089" aria-describedby="caption-attachment-31089" style="width: 1024px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-31089" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/06/image4.jpg" alt="Foto da cantora Marina Sena. A artista está em pé com um vestido entrelaçado em seu corpo cheio de lantejoulas que brilham refletindo as luzes de um cenário de prédios e instalações urbanas que dão o tom noturno ao fundo da imagem. Seus braços estão apoiados em um fio, enquanto prédios cenográficos estão caídos aos seus pés. A artista de cabelos longos e pretos está olhando para a direita e mantendo a cabeça à frente." width="1024" height="1024" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/06/image4.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/06/image4-800x800.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/06/image4-150x150.jpg 150w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/06/image4-768x768.jpg 768w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-31089" class="wp-caption-text">Marina Sena fez o primeiro show de Vício Inerente na Audio, casa de shows na Zona Oeste de São Paulo (Foto: Sony Music)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">A cantora não tem medo de se aventurar no cenário nacional e de explorar novas sonoridades em seu segundo álbum, afirmando que ser artista significa experimentar e ousar, sem medo de errar. Ela não se preocupa em seguir as convenções do mercado musical e está sempre em busca de novas possibilidades estéticas e sonoras, como disse à </span><a href="https://www1.folha.uol.com.br/ilustrada/2023/04/marina-sena-troca-carroca-por-carrao-em-disco-repleto-de-flerte-e-jogo-de-seducao.shtml"><span style="font-weight: 400;">Folha de São Paulo</span></a><span style="font-weight: 400;">. Tudo isso se concretiza em uma obra irreverente a todas as críticas infundadas e maliciosas. “</span><i><span style="font-weight: 400;">Quero que as pessoas entendam de uma vez por todas que eu sou foda</span></i><span style="font-weight: 400;">&#8220;, Sena diz.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Em </span><i><span style="font-weight: 400;">De Primeira</span></i><span style="font-weight: 400;">, a cantora apresenta uma série de letras sobre amor e relacionamentos, com um tom que oscila entre a sensualidade e a vulnerabilidade. As histórias retratadas nas músicas são, em sua maioria, vivências pessoais, traduzidas em canções </span><i><span style="font-weight: 400;">pop</span></i><span style="font-weight: 400;"> chicletes e refrões cativantes, interessantemente construídos com muita naturalidade. As letras são marcadas pela utilização de gírias e </span><a href="https://harpersbazaar.uol.com.br/cultura/de-primeira-marina-sena-canta-sobre-fases-do-amor-em-batidas-dancantes/"><span style="font-weight: 400;">regionalismos</span></a><span style="font-weight: 400;">, o que confere ao disco uma certa proximidade tocante. Além disso, a produção do álbum é minimalista, com destaque para sua voz anasalada e para a presença de elementos percussivos.</span></p>
<figure id="attachment_31090" aria-describedby="caption-attachment-31090" style="width: 1024px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-31090" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/06/image1.jpg" alt="Foto da cantora Marina Sena. Ela está debruçada na traseira de um carro com luzes roxas iluminando todo seu ambiente. Ao fundo estão as luzes de uma cidade. Ela está vestida com uma saia com lantejoulas e topless apoiada no carro. Seus cabelos lisos e pretos estão para trás. Em seu braço direito estão joias que refletem as luzes." width="1024" height="1024" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/06/image1.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/06/image1-800x800.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/06/image1-150x150.jpg 150w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/06/image1-768x768.jpg 768w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-31090" class="wp-caption-text">A canção Por Supuesto, do primeiro álbum de Marina Sena, viralizou no TikTok e alcançou o 5º lugar da lista 50 mundial do Spotify (Foto: Sony Music)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">O novo álbum de Marina Sena mostra que sua ambição não se limita às fronteiras de Minas Gerais, seu estado natal. Seu reconhecimento surgiu logo antes de se mudar para São Paulo. Como um grande sucesso, suas músicas se tornaram virais no </span><i><span style="font-weight: 400;">TikTok</span></i><span style="font-weight: 400;">, gerando muitos </span><i><span style="font-weight: 400;">shows</span></i><span style="font-weight: 400;"> para a artista. Além disso, o álbum causou mudanças significativas na vida da cantora, a levando a se mudar de Taiobeiras, </span><a href="https://www.cnnbrasil.com.br/entretenimento/rica-morando-em-sp-e-com-gravadora-marina-sena-aposta-em-novo-estilo-para-2o-album-esse-e-pra-dancar/"><span style="font-weight: 400;">enricando</span></a><span style="font-weight: 400;"> e permitindo que ela conhecesse outras personalidades musicais, além de assinar um contrato com a </span><i><span style="font-weight: 400;">Sony</span></i><span style="font-weight: 400;">.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Porém, sua carreira, apesar do que muitos pensam, não começou </span><i><span style="font-weight: 400;">De Primeira</span></i><span style="font-weight: 400;">.</span> <span style="font-weight: 400;">Ainda</span> <span style="font-weight: 400;">em Montes Claros (MG), ela montou a banda </span><i><span style="font-weight: 400;">A Outra Banda da Lua</span></i><span style="font-weight: 400;"> e mais tarde integrou o grupo </span><a href="https://www.google.com/search?q=rosa+neon+musica&amp;newwindow=1&amp;sxsrf=APwXEdeKvO3VnB2GZ-yUv1pMRpQwWSIFcA%3A1684041926311&amp;ei=xnBgZNzSEoew5OUP9capoAQ&amp;ved=0ahUKEwjczbeGifT-AhUHGLkGHXVjCkQQ4dUDCBA&amp;uact=5&amp;oq=rosa+neon+musica&amp;gs_lcp=Cgxnd3Mtd2l6LXNlcnAQAzIFCAAQgAQyBggAEBYQHjIGCAAQFhAeOgoIABBHENYEELADOgoIABCKBRCwAxBDOg0IABDkAhDWBBCwAxgBOg8ILhCKBRDIAxCwAxBDGAI6BQguEIAEOgcIABCKBRBDOgcILhCKBRBDOhMILhCABBCXBRDcBBDeBBDgBBgDOggIABAWEB4QD0oECEEYAFBAWP0GYMgHaAFwAXgAgAGTAYgBugaSAQMwLjaYAQCgAQHIARLAAQHaAQYIARABGAnaAQYIAhABGAjaAQYIAxABGBQ&amp;sclient=gws-wiz-serp#fpstate=ive&amp;vld=cid:e1978db4,vid:i14xgbxCMwM"><i><span style="font-weight: 400;">Rosa Neon</span></i></a><span style="font-weight: 400;">. Já com seu disco de estreia, a artista recebeu quatro indicações ao Prêmio Multishow 2021, ficando atrás só de Anitta, agraciada com cinco menções. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A amizade de Marina Sena com os </span><i><span style="font-weight: 400;">rappers</span></i> <a href="https://personaunesp.com.br/jovem-og-critica/"><span style="font-weight: 400;">Febem</span></a><span style="font-weight: 400;">, Fleezus e  DJ Cesrv, após sua chegada a São Paulo e seu trabalho no álbum </span><i><span style="font-weight: 400;">Brime!</span></i><span style="font-weight: 400;">, inspirou os elementos de </span><i><span style="font-weight: 400;">afrobeat</span></i><span style="font-weight: 400;">, </span><i><span style="font-weight: 400;">funk</span></i><span style="font-weight: 400;"> e </span><i><span style="font-weight: 400;">trap</span></i><span style="font-weight: 400;"> presentes em seu novo trabalho. Sena o ouvia o tempo todo enquanto produzia seu novo trabalho, afirmando que é o que mais consome e está apaixonada. A participação de Fleezus na faixa </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=PJPcrXaJz_c"><i><span style="font-weight: 400;">Que Tal</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> é o único dueto em todas as composições, demonstrando a importância do trabalho do trio em sua carreira. Ela também afirmou que, sempre que sai para algum rolê na cidade, vai assistir algum </span><i><span style="font-weight: 400;">show</span></i><span style="font-weight: 400;"> do que considera a coisa mais fresca no cenário musical brasileiro. Esse frescor é bem traduzido na mistura de tantos gêneros em </span><i><span style="font-weight: 400;">Vício Inerente</span></i><span style="font-weight: 400;">.</span></p>
<figure id="attachment_31087" aria-describedby="caption-attachment-31087" style="width: 1793px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-31087" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/06/image2.jpg" alt="Foto da cantora Marina Sena. A artista está de pé a frente de um telão vermelho em um palco, ela veste uma saia jeans com uma grande fivela pendurada que compõe a saia, e uma jaqueta cropped no mesmo material e cor da saia. A artista de cabelos longos e pretos esvoaçantes está olhando para a direita com o microfone em sua mão enquanto canta." width="1793" height="1196" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/06/image2.jpg 1793w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/06/image2-800x534.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/06/image2-1024x683.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/06/image2-768x512.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/06/image2-1536x1025.jpg 1536w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/06/image2-1200x800.jpg 1200w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-31087" class="wp-caption-text">“Nacional… Anitta! Internacional seria a Rosalía, amo as duas!”, disse a artista sobre suas colaborações dos sonhos à revista Cláudia (Foto: Henrique Marinhos/Acervo Pessoal)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">As três primeiras músicas de </span><i><span style="font-weight: 400;">Vício Inerente</span></i><span style="font-weight: 400;"> já demonstram as diferenças em relação ao seus trabalhos anteriores, que eram muito característicos e mantinham uma solidez muito maior em seus versos e melodias. Enquanto isso, o mais recente marca principalmente um trabalho experimental, com inspirações de artistas como Rosalía, Doja Cat, Nathy Peluso, Djavan, </span><a href="https://personaunesp.com.br/nenhuma-dor-gal-costa-critica/"><span style="font-weight: 400;">Gal Costa</span></a><span style="font-weight: 400;"> e Jards Macalé. Ambos tiveram seus propósitos alcançados, em sucesso e conceito.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Como uma fatídica história de crescimento profissional em metrópoles, a intensa experiência que </span><i><span style="font-weight: 400;">Vício Inerente</span></i><span style="font-weight: 400;"> traz é uma proposta mais do que pessoal, e há quem se identifique. Assim como seu antecessor, o disco marca uma trajetória e uma personalidade que a artista trabalha com muito esmero, transbordando sua marca. Confiante e sem medo de errar, seu sonho é ser uma das representantes da música </span><i><span style="font-weight: 400;">pop</span></i><span style="font-weight: 400;"> brasileira </span><a href="https://revistaogrito.com/entrevista-com-marina-sena-que-lanca-disco-de-estreia-meu-som-e-o-brasil-moderno-brasil-pra-exportacao/#:~:text=%22Quero%20muito%20que%20meu%20som%20ultrapasse%20a%20barreira%20da%20l%C3%ADngua%20e%20atinja%20no%20mundo%20inteiro%20pessoas%20que%20v%C3%A3o%20se%20levar%20pelo%20ritmo%2C%20pela%20melodia%2C%20e%20que%20v%C3%A3o%20entender%20a%20m%C3%BAsica%20s%C3%B3%20no%20sentir%E2%80%9D"><span style="font-weight: 400;">para o mundo</span></a><span style="font-weight: 400;">, levando a música nacional para todo o planeta. E que, entre erros e acertos, continue nesse caminho que tem se aberto à ela.</span></p>
<p><iframe title="Spotify Embed: Vício Inerente" style="border-radius: 12px" width="100%" height="352" frameborder="0" allowfullscreen allow="autoplay; clipboard-write; encrypted-media; fullscreen; picture-in-picture" loading="lazy" src="https://open.spotify.com/embed/album/13TC44Gy2ClqvvwxGOQ6pr?utm_source=oembed"></iframe></p>
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		<title>Há 5 anos, Linn da Quebrada cristalizou o Pajubá</title>
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		<pubDate>Tue, 29 Nov 2022 14:26:57 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Enrico Souto “Não adianta pedir, que eu não vou te chupar escondida no banheiro”. É com este primeiro verso, na faixa (+ Muito) Talento, que Linn da Quebrada abre as cortinas de Pajubá, instituindo desde o princípio o tema central que perdura por todo o projeto: ela não será mais escusa. Rejeitando um posicionamento conciliador &#8230; <a href="http://personaunesp.com.br/pajuba-5-anos-critica/" class="more-link">Continue lendo<span class="screen-reader-text"> "Há 5 anos, Linn da Quebrada cristalizou o Pajubá"</span></a></p>
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										<content:encoded><![CDATA[<figure id="attachment_29343" aria-describedby="caption-attachment-29343" style="width: 1000px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-29343" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/11/IMAGEM-1.jpg" alt="Capa do CD Pajubá, de Linn da Quebrada. Imagem quadrada e colorida. Em foco, está uma travesti negra, usando um vestido branco florido e chinelos brancos nos pés. A câmera a capta somente do pescoço para baixo, de forma que seu rosto não esteja à mostra. Ela se apoia em uma mesa branca, enquanto passa uma peruca de cabelos escuros e lisos com um ferro de passar. O cenário é uma casa humilde, com chão e portas de madeira." width="1000" height="1000" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/11/IMAGEM-1.jpg 1000w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/11/IMAGEM-1-800x800.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/11/IMAGEM-1-150x150.jpg 150w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/11/IMAGEM-1-768x768.jpg 768w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-29343" class="wp-caption-text">Aniversariante do mês de outubro, Pajubá é o primeiro álbum de estúdio da cantora, rapper, atriz e agitadora cultural Linn da Quebrada (Foto: Linn da Quebrada)</figcaption></figure>
<p><b>Enrico Souto</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">“</span><i><span style="font-weight: 400;">Não adianta pedir, que eu não vou te chupar escondida no banheiro</span></i><span style="font-weight: 400;">”. É com este primeiro verso, na faixa </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=jZ19E9OJ6n8&amp;ab_channel=LinndaQuebrada"><i><span style="font-weight: 400;">(+ Muito) Talento</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, que </span><a href="https://personaunesp.com.br/tag/linn-da-quebrada/"><span style="font-weight: 400;">Linn da Quebrada</span></a><span style="font-weight: 400;"> abre as cortinas de </span><a href="http://musicainstantanea.com.br/resenha-pajuba-linn-da-quebrada/"><i><span style="font-weight: 400;">Pajubá</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, instituindo desde o princípio o tema central que perdura por todo o projeto: ela não será mais escusa. Rejeitando um posicionamento conciliador e desafiando o conservadorismo, é declarado que, não interessa o incômodo e constrangimento que lhe cause, a sociedade será obrigada a enxergá-la. Lançado em 6 de outubro de 2017, o primeiro álbum de estúdio da artista completa cinco anos em 2022 e, depois de fazer seu nome na Música, </span><a href="https://f5.folha.uol.com.br/celebridades/2022/04/linn-da-quebrada-e-ariadna-do-bbb-11-se-encontram-pela-1a-vez-te-amo.shtml"><span style="font-weight: 400;">reivindicando espaços</span></a><span style="font-weight: 400;"> que corpos trans nunca ocuparam, se ressignifica no próprio tempo.</span></p>
<p><span id="more-29342"></span></p>
<p><i><span style="font-weight: 400;">(+ Muito) Talento</span></i><span style="font-weight: 400;">, por sua vez, é uma releitura de </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=hkAHuRPGgNk&amp;ab_channel=LinndaQuebrada"><i><span style="font-weight: 400;">Talento</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, </span><i><span style="font-weight: 400;">single</span></i><span style="font-weight: 400;"> que a lançou na indústria em 2016 sob a alcunha de MC Linn da Quebrada, quando colocava-se mais próxima do </span><i><span style="font-weight: 400;">funk</span></i><span style="font-weight: 400;"> tradicional. Entretanto, a partir de 2017, a cantora se apresentou em uma estética totalmente nova. Através da direção musical de </span><a href="https://volumemorto.com.br/badsista-entrevista-gueto-elegance/"><span style="font-weight: 400;">BADSISTA</span></a><span style="font-weight: 400;">, que repetiu a função em </span><a href="https://open.spotify.com/album/7MpgDfdAVvQjQ2pZ9NYvh6?si=P3rCcGeQTqycfNAEmOyQwA"><i><span style="font-weight: 400;">Trava Línguas</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, </span><i><span style="font-weight: 400;">Pajubá</span></i><span style="font-weight: 400;"> se apropriou da cultura de </span><a href="https://personaunesp.com.br/pose-3a-temporada-critica/"><i><span style="font-weight: 400;">ballroom</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> e imputou a ela uma identidade típica da vivência brasileira, unindo o </span><i><span style="font-weight: 400;">funk</span></i><span style="font-weight: 400;"> e o </span><i><span style="font-weight: 400;">vogue</span></i><span style="font-weight: 400;"> em uma musicalidade crua e poluída, muito inspirada nas experimentações do trabalho de </span><a href="https://personaunesp.com.br/kick-ii-critica/"><span style="font-weight: 400;">Arca</span></a><span style="font-weight: 400;">.</span></p>
<figure id="attachment_29344" aria-describedby="caption-attachment-29344" style="width: 2000px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-29344" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/11/IMAGEM-2-1.jpg" alt="Imagem de divulgação do CD Pajubá, de Linn da Quebrada. Fotografia retangular e colorida. Em foco, vemos duas pessoas. Linn da Quebrada, uma travesti negra, com cabelos crespos escuros e longos, vestindo um top verde-musgo e unhas pintadas de vermelho. Ela segura um copo vermelho e joga seus cabelos para o lado, enquanto olha para Jup do Bairro, uma travesti negra, vestindo uma peruca verde de cabelos curtos e lisos, com uma coroa de plástico e óculos escuros apoiados sobre a cabeça. No corpo, ela usa uma camisa preta e uma jaqueta escura com alguns adereços. Ela olha para frente e tem a boca aberta, como se dissesse algo. O cenário, em desfoque, é uma floresta durante o dia." width="2000" height="1335" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/11/IMAGEM-2-1.jpg 2000w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/11/IMAGEM-2-1-800x534.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/11/IMAGEM-2-1-1024x684.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/11/IMAGEM-2-1-768x513.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/11/IMAGEM-2-1-1536x1025.jpg 1536w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/11/IMAGEM-2-1-1200x801.jpg 1200w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-29344" class="wp-caption-text"><a href="https://personaunesp.com.br/lancamentos-musicais-maio-2021/">Jup do Bairro</a>, que fazia shows com Lina antes de lançar carreira solo, é uma personagem ativa em Pajubá e participa em grande parte das faixas (Foto: Nu Abe)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">A qualidade de composição e produção do disco já apontava para um orçamento maior em relação a suas empreitadas anteriores. Isso só foi possível, porém, através da promoção de um </span><a href="https://rollingstone.uol.com.br/galeria/linn-da-quebrada-lanca-financiamento-coletivo-para-producao-de-seu-primeiro-disco"><span style="font-weight: 400;">financiamento coletivo</span></a><span style="font-weight: 400;">, responsável por garantir a verba necessária para a concretização do projeto. Construindo sua obra a partir de um ato de </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=971P0E2FaI8"><span style="font-weight: 400;">pura subversão</span></a><span style="font-weight: 400;">, Linn aproxima-se intimamente de sua audiência e ressalta o caráter coletivo de sua obra. Não é por acaso, afinal, que tenha sido nomeada como “</span><a href="https://gauchazh.clicrbs.com.br/educacao-e-emprego/noticia/2018/11/enem-2018-conheca-a-origem-do-pajuba-dialeto-de-gays-e-travestis-citado-no-exame-cjo4maix90ben01pih135nzhn.html"><i><span style="font-weight: 400;">Pajubá</span></i></a><span style="font-weight: 400;">”, nome do dialeto popular construído coletivamente por comunidades </span><a href="https://personaunesp.com.br/tag/queer/"><span style="font-weight: 400;">LGBTQIA+</span></a><span style="font-weight: 400;"> que combina palavras do léxico português informal e de línguas africanas, frisando também suas raízes negras – da artista e da cultura </span><i><span style="font-weight: 400;">queer</span></i><span style="font-weight: 400;">.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O título também acentua outro dos elementos do </span><i><span style="font-weight: 400;">LP</span></i><span style="font-weight: 400;">: </span><a href="https://midianinja.org/bernardogonzales/linn-da-quebrada-pronomes-e-artigos/"><span style="font-weight: 400;">a linguagem</span></a><span style="font-weight: 400;">. Da mesma forma que o </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=skGyFowTzew&amp;t=919s"><span style="font-weight: 400;">pixo</span></a><span style="font-weight: 400;">, ainda que se comunique por códigos que apenas os pichadores conseguem decifrar, faz questão de ser visto e ocupar o patrimônio público, Linn da Quebrada se converge ao pajubá e o utiliza como ferramenta de choque. Mesmo compondo canções de enfrentamento endereçadas diretamente aos seus opressores, a artista não abandona seu dialeto e, ao invés disso, o sublinha a fim de intensificar o senso de agressividade das faixas – ao passo que endossa que, no fim do dia, este é um trabalho produzido por e para a comunidade. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Um exemplo claro disso é a própria abertura do álbum, </span><i><span style="font-weight: 400;">(+ Muito) Talento</span></i><span style="font-weight: 400;">. Antes um </span><i><span style="font-weight: 400;">funk</span></i> <i><span style="font-weight: 400;">pop</span></i><span style="font-weight: 400;"> ardente feito especialmente para as pistas, a faixa em </span><i><span style="font-weight: 400;">Pajubá</span></i><span style="font-weight: 400;"> é transformada em um </span><a href="https://www1.folha.uol.com.br/fsp/ilustrad/fq2812200611.htm"><i><span style="font-weight: 400;">spoken word</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> – quando a letra é falada em vez de cantada. Os versos tornam-se ainda mais incisivos quando recitados por Lina, em uma performance teatral e resoluta, que anuncia a qualquer ouvinte que ouse enfrentá-la:</span> <span style="font-weight: 400;">“</span><i><span style="font-weight: 400;">ser bicha não é só dar o cu, é também poder resistir</span></i><span style="font-weight: 400;">”. A intro ainda finaliza com um trecho instrumental que sintetiza toda a direção musical do disco, moldando o </span><i><span style="font-weight: 400;">funk </span></i><span style="font-weight: 400;">e o </span><i><span style="font-weight: 400;">voguebeat</span></i><span style="font-weight: 400;"> a uma produção industrialmente apocalíptica, cheia de </span><i><span style="font-weight: 400;">noize</span></i><span style="font-weight: 400;"> e bumbos estourados. Aqui, declara-se sentenciada a hegemonia branca e cisheteronormativa.</span></p>
<figure id="attachment_29345" aria-describedby="caption-attachment-29345" style="width: 2000px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-29345" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/11/IMAGEM-3-1.jpg" alt="Imagem de divulgação do CD Pajubá, de Linn da Quebrada. Foto retangular e colorida. Linn, uma travesti negra, com cabelos crespos escuros e longos, vestindo um sobretudo bege e um top verde-musgo, olha para frente, contemplativa. O cenário são as paredes de uma casa abandonada, decomposta pelo tempo." width="2000" height="1000" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/11/IMAGEM-3-1.jpg 2000w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/11/IMAGEM-3-1-800x400.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/11/IMAGEM-3-1-1024x512.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/11/IMAGEM-3-1-768x384.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/11/IMAGEM-3-1-1536x768.jpg 1536w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/11/IMAGEM-3-1-1200x600.jpg 1200w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-29345" class="wp-caption-text">Linn da Quebrada brinca e muito com a língua: Pajubá não só é cheio de neologismos – de Necomancia à Enviadescer – como também foi pioneiro no uso do <a href="https://genius.com/Linn-da-quebrada-enviadescer-lyrics">pronome neutro</a> como conhecemos hoje (Foto: Nu Abe)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">Desde que se consolidou na música, Linn da Quebrada se tornou conhecida por sua abordagem poética e figurativa. Famosa por </span><a href="https://open.spotify.com/track/2OuCkfX39Geg49wLwjsQ9z?si=c603f299ee0940d0"><span style="font-weight: 400;">versos como</span></a><span style="font-weight: 400;"> “</span><i><span style="font-weight: 400;">Entre a oração e a ereção, ora são, ora não são</span></i><span style="font-weight: 400;">”, não é incomum observar a artista passear com suas rimas pelos instrumentais como se preenchesse os papéis de uma poesia concreta. Essa conduta aparece em </span><i><span style="font-weight: 400;">Pajubá</span></i><span style="font-weight: 400;"> através de faixas como </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=6KUD5CJrgVE"><i><span style="font-weight: 400;">Serei A</span></i></a><span style="font-weight: 400;">: uma quebra mansa em meio ao caos que, acompanhada à voz de Liniker e leves batuques, relaciona a lenda da sereia com seu anseio em desejar-se e ser desejada como um corpo travesti. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Entretanto, essa é uma exceção em um projeto que se fortifica na incisão. Ao contrário, não há espaço algum para digestão e assimilação, muito menos </span><a href="https://g1.globo.com/pop-arte/musica/rock-in-rio/2019/noticia/2019/09/06/nao-dou-espaco-para-que-tenham-outras-leituras-da-minha-musica-diz-linn-da-quebrada.ghtml"><span style="font-weight: 400;">abertura para interpretação</span></a><span style="font-weight: 400;">. Lina dá corpo e terreno ao explícito, fazendo do álbum literal em seu fundamento. O disco se faz arma, investindo em versos cortantes e em uma linguagem indecorosamente obscena, de maneira a dar voz à ira e revolta que irremediavelmente permeiam a existência da artista. Antes invisibilizada, ela aguça os aspectos mais desconfortáveis de sua arte – lírica e musicalmente –, de tal forma que seja impossível ignorá-la.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Esse detalhe, em específico, deu abertura para outros dilemas na posteridade. Linn da Quebrada ultrapassou a marginalidade: seu </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=ixwKJjB_jUo"><span style="font-weight: 400;">documentário</span></a> <a href="https://www.youtube.com/watch?v=re0ZRpQbhdI&amp;ab_channel=LinndaQuebrada"><i><span style="font-weight: 400;">Bixa Travesty</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> estreou no </span><a href="https://twitter.com/personaunesp/status/1551677576564850688?t=5ozSJyNzs_QZZII0ntfuzA&amp;s=19"><span style="font-weight: 400;">Festival Internacional de Cinema de Berlim</span></a><span style="font-weight: 400;"> e recebeu mais de 30 prêmios internacionalmente; sua música furou a bolha, atingiu rádios e </span><i><span style="font-weight: 400;">charts</span></i><span style="font-weight: 400;"> e, então, ocupou o horário nobre das televisões de todo o Brasil com sua </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=i0_Q24oJBjk"><span style="font-weight: 400;">trajetória</span></a><span style="font-weight: 400;"> no </span><a href="https://personaunesp.com.br/big-brother-brasil-21-critica/"><i><span style="font-weight: 400;">Big Brother Brasil</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> 2022. Entre os últimos cinco anos, Lina cristalizou por definitivo seu lugar na cultura </span><i><span style="font-weight: 400;">pop</span></i><span style="font-weight: 400;">.</span></p>
<figure id="attachment_29346" aria-describedby="caption-attachment-29346" style="width: 1200px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-29346" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/11/IMAGEM-4.jpg" alt="Cena do documentário Bixa Travesty, dirigido por Kiko Goifman e Claudia Priscilla. Imagem retangular e colorida. Nela, Linn da Quebrada, uma travesti negra, se apresenta de perfil, do ombro para cima. No lado à mostra, seu couro cabeludo está completamente à mostra, enquanto o outro ainda é preenchido por seus cabelos crespos e escuros. Ela olha para sua mão esquerda, levantada na altura de seus olhos, que segura um tufo de seus cabelos escuros. Linn está nua e o cenário é um banheiro." width="1200" height="630" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/11/IMAGEM-4.jpg 1200w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/11/IMAGEM-4-800x420.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/11/IMAGEM-4-1024x538.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/11/IMAGEM-4-768x403.jpg 768w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-29346" class="wp-caption-text">Dirigido por Kiko Goifman e Claudia Priscilla, o documentário Bixa Travesty detalha a luta de Lina contra o câncer em 2014, antes de se lançar na indústria (Foto: Válvula Produções)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">Nesse meio tempo, surgiu </span><a href="https://monkeybuzz.com.br/resenhas/albuns/linn-da-quebrada-trava-linguas/"><i><span style="font-weight: 400;">Trava Línguas</span></i></a><span style="font-weight: 400;">. O sucessor de </span><i><span style="font-weight: 400;">Pajubá</span></i><span style="font-weight: 400;">, lançado em 2021, nasceu em um momento em que Linn da Quebrada não precisava mais se preocupar em atrair os holofotes para si. Já estavam todos lá. Nesse contexto, portanto, ela opta por uma aproximação considerada mais limpa e menos desafiadora. Como a paronímia do título sugere, o foco da cantora se apresenta na brincadeira com as palavras, sacrificando, assim, composições mais diretas e afiadas. Isso trouxe, inclusive de fãs, questionamentos sobre a razão dessa posição, como se o projeto fosse um esforço em adequar-se à lógica e estética dominante. Linn da Quebrada responde essa questão </span><a href="https://volumemorto.com.br/entrevista-linn-da-quebrada-trava-linguas/"><span style="font-weight: 400;">em entrevista</span></a><span style="font-weight: 400;"> ao blog </span><i><span style="font-weight: 400;">Volume Morto</span></i><span style="font-weight: 400;">:</span></p>
<blockquote><p><i><span style="font-weight: 400;">“Eu procurei jogar muito com a contradição nesse álbum. A contradição me interessa. A contradição das coisas que eu estava trazendo no álbum, envolta numa sonoridade que estrategicamente procura aproximar quem ouve, para que com essa aproximação eu fizesse com que as pessoas me escutassem e, então, se perguntassem e percebessem o que é isso que elas estão ouvindo. Porque eu percebo uma certa aversão da maioria das pessoas, que quando ouve o palavrão já se recusa a ouvir o resto das músicas e entrar em contato com a obra”.</span></i></p></blockquote>
<p><span style="font-weight: 400;">Enquanto uma artista que trava batalhas através da língua, Linn nega rótulos e demonstra a volatilidade de sua arte. Se </span><i><span style="font-weight: 400;">Trava Línguas</span></i><span style="font-weight: 400;"> parte da necessidade de disputar espaços discursivos, ampliando seu alcance a partir de uma sonoridade mais convidativa, a visceralidade de </span><i><span style="font-weight: 400;">Pajubá</span></i><span style="font-weight: 400;"> justifica-se por seu ápice de urgência: trata-se de uma expressão da pura e simples reação. Um </span><a href="https://noticiasdatv.uol.com.br/noticia/celebridades/linn-da-quebrada-e-acusada-de-contradicao-apos-detalhar-tatuagem-com-pronome-87412"><span style="font-weight: 400;">resultado contraditório</span></a><span style="font-weight: 400;">? Talvez. Mas a artista incorpora sua persona complexa e assume que esses paradoxos são peças fundamentais que formaram sua identidade e sua subjetividade emocional, dos amores aos ódios.</span></p>
<div class="jetpack-video-wrapper"><iframe loading="lazy" title="Linn da Quebrada - Enviadescer (Áudio-Vídeo Oficial)" width="840" height="473" src="https://www.youtube.com/embed/MFmZj4SyrrY?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen></iframe></div>
<p><span style="font-weight: 400;">Reduzir </span><i><span style="font-weight: 400;">Trava Línguas</span></i><span style="font-weight: 400;"> a uma tentativa ‘higienizada’ de assimilação é um pecado tão ominoso quanto diminuir </span><i><span style="font-weight: 400;">Pajubá</span></i><span style="font-weight: 400;"> aos sofrimentos e discriminações que Lina relata. </span><a href="https://personaunesp.com.br/leon-bridges-gold-diggers-sound-critica/"><span style="font-weight: 400;">Não somos nossas dores</span></a><span style="font-weight: 400;"> e a potência do disco floresce não no preconceito, mas em uma ode à liberdade sexual e ao gozo. A cantora reúne </span><a href="https://midianinja.org/news/sou-ela-e-sei-que-ela-sou-escreve-liniker-para-linn-da-quebrada-apos-show-no-bbb/"><span style="font-weight: 400;">amigas</span></a><span style="font-weight: 400;"> e grandes nomes da cultura LGBTQIA+ nacional para, portando as mesmas ferramentas que em certo momento usou no fronte, declarar coletivamente seu desejo e tesão aos quatro cantos.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Esse exercício se manifesta em diferentes frentes. Junto a </span><a href="https://www.agazeta.com.br/entretenimento/cultura/entrevista-pepita-fala-de-militancia-preconceito-e-dignidade-lgbtq-1119"><span style="font-weight: 400;">Pepita</span></a><span style="font-weight: 400;">, Linn da Quebrada transforma o ‘</span><i><span style="font-weight: 400;">funk </span></i><span style="font-weight: 400;">putaria’ em uma experiência lúdica em </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=NtUtgkkNtFg&amp;ab_channel=LinndaQuebrada"><i><span style="font-weight: 400;">Dedo Nucué</span></i></a><span style="font-weight: 400;">. Já em </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=4W8jlyLK5LA&amp;ab_channel=LinndaQuebrada"><i><span style="font-weight: 400;">Coytada</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> e </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=VD9jLPLlpR4&amp;ab_channel=LinndaQuebrada"><i><span style="font-weight: 400;">Necomancia</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, com </span><a href="https://personaunesp.com.br/lancamentos-musicais-fevereiro-de-2022/"><span style="font-weight: 400;">Gloria Groove</span></a><span style="font-weight: 400;">, a artista opera sob o mesmo fundamento para fazer escárnio da branquitude, expondo sua faceta mais prepotente e patética. Quando Lina ratifica em </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=7kZ4Xh0mhik&amp;ab_channel=LinndaQuebrada"><i><span style="font-weight: 400;">Pirigoza</span></i></a><span style="font-weight: 400;">: “</span><i><span style="font-weight: 400;">Sabe a minha identidade? Nada a ver com xota e pau</span></i><span style="font-weight: 400;">”, ela arranca as más-línguas da elite, castra seus falos e se apossa de sua identidade, exorcizando-a da norma binária e atribuindo a si seus próprios símbolos.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Há 5 anos, pessoas trans não podiam se dar ao luxo de pedir permissão. </span><i><span style="font-weight: 400;">Pajubá</span></i><span style="font-weight: 400;"> reclamou o controle das narrativas de gênero antes mesmo dessa ser uma alternativa e, assim, arrombou os portões. Se hoje a cantora tem capacidade de pautar debates sobre transgeneridade em plena rede nacional, foi porque um dia ela disputou esses territórios, materiais e linguísticos. E, sobretudo, se essa brecha mantém-se exposta e artistas </span><a href="https://tracklist.com.br/artistas-trans-travestis/127247"><span style="font-weight: 400;">continuam passando</span></a><span style="font-weight: 400;"> por ela, foi porque, um dia, em uma reinterpretação do que é possivelmente a composição </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=saZywh0FuEY"><span style="font-weight: 400;">mais importante</span></a><span style="font-weight: 400;"> de sua carreira, Linn da Quebrada levantou-se e gritou a </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=MFmZj4SyrrY&amp;ab_channel=LinndaQuebrada"><span style="font-weight: 400;">plenos pulmões</span></a><span style="font-weight: 400;">: “</span><i><span style="font-weight: 400;">Porque antes era viado, agora eu sou travesti</span></i><span style="font-weight: 400;">”. </span></p>
<p><iframe title="Spotify Embed: Pajubá" style="border-radius: 12px" width="100%" height="380" frameborder="0" allowfullscreen allow="autoplay; clipboard-write; encrypted-media; fullscreen; picture-in-picture" loading="lazy" src="https://open.spotify.com/embed/album/5xyoM3kQr3FJSGk2CVP6du?si=90EBKuEgSWGib77MB_T1fg&#038;utm_source=oembed"></iframe></p>
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		<title>Em Versions of Me, Anitta se envolve, mas não se apega</title>
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		<pubDate>Thu, 02 Jun 2022 18:53:41 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Leonardo Oliveira Que o Rio de Janeiro ficou pequeno demais para a Anitta, já se sabe faz tempo. A morena de Honório Gurgel agora quer a terra do Tio Sam para si e tem se dedicado de forma ferrenha para alcançar seus novos objetivos. Talvez o maior deles seja se tornar uma estrela mundial e &#8230; <a href="http://personaunesp.com.br/versions-of-me-critica/" class="more-link">Continue lendo<span class="screen-reader-text"> "Em Versions of Me, Anitta se envolve, mas não se apega"</span></a></p>
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										<content:encoded><![CDATA[<figure id="attachment_27744" aria-describedby="caption-attachment-27744" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-27744" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/06/IMAGEM-1-1-800x800.jpg" alt="Capa do álbum Versions of Me. Na imagem quadrada de fundo magenta. De forma centralizada e numa disposição piramidal estão seis bustos da cantora Anitta com diversas expressões faciais, cores de cabelo, penteados, com e sem maquiagem. No canto inferior direito está escrito o nome da artista em cima do nome do projeto em diferentes tons de magenta." width="800" height="800" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/06/IMAGEM-1-1-800x800.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/06/IMAGEM-1-1-1024x1024.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/06/IMAGEM-1-1-150x150.jpg 150w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/06/IMAGEM-1-1-768x768.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/06/IMAGEM-1-1.jpg 1116w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-27744" class="wp-caption-text">Como uma equipe de milhões deixa passar uma capa de centavos? Mistérios do pop (Foto: Warner Record)</figcaption></figure>
<p><b>Leonardo Oliveira</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Que o Rio de Janeiro ficou pequeno demais para a Anitta, já se sabe faz tempo. A morena de Honório Gurgel agora quer a terra do Tio Sam para si e tem se dedicado de forma ferrenha para alcançar seus novos objetivos. Talvez o maior deles seja se tornar uma estrela mundial e nisso </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=hFCjGiawJi4&amp;list=OLAK5uy_kV4ws5mESumy2Ipql6Kvv906RAoqI_ocE"><i><span style="font-weight: 400;">Versions of Me</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> é apenas mais um passo em uma longa jornada. O quinto álbum de estúdio traz uma boa mistura sonora e algumas ideias requentadas para introduzir o fenômeno brasileiro em um dos maiores mercados fonográficos do mundo. A artista sabe o que quer e não tem medo de encarar os desafios, o que se materializa nesse seu novo projeto.</span></p>
<p><span id="more-27743"></span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Já há uns bons seis anos que a cantora decidiu ir além das fronteiras de Terra brasilis para buscar algo a mais para sua carreira. Depois de se tornar um fenômeno por aqui, a garota viu que podia muito mais e lá em 2016 foi dando os primeiros passos para sua internacionalização. Parcerias com J Balvin no </span><i><span style="font-weight: 400;">remix</span></i><span style="font-weight: 400;"> de</span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=JpdTMmWdh0g"> <i><span style="font-weight: 400;">Ginza</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> e com Maluma em</span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=7Yrghfw1eNo"> <i><span style="font-weight: 400;">Sim ou Não</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> foram o começo dessa nova etapa que, mesmo tendo seus percalços, vem sendo exitosa.</span></p>
<div class="jetpack-video-wrapper"><iframe loading="lazy" title="Anitta feat. Cardi B &amp; Myke Towers - Me Gusta [Official Music Video]" width="840" height="473" src="https://www.youtube.com/embed/kIbjHtE4fd8?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen></iframe></div>
<p><span style="font-weight: 400;">Nesse meio tempo, a Garota do Rio baseou sua estratégia de lançamentos musicais em </span><i><span style="font-weight: 400;">singles</span></i><span style="font-weight: 400;"> e muitas parcerias com artistas nacionais e estrangeiros com relevância internacional. Dois projetos se destacam, sendo eles o</span><a href="https://www.youtube.com/playlist?list=PLKCzvkHKpYzF3iXlsfF5NpMliGFRtG4n0"> <i><span style="font-weight: 400;">CheckMate</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, que consistiu no lançamento de </span><i><span style="font-weight: 400;">singles</span></i><span style="font-weight: 400;"> mensais por quatro meses em 2017, o que rendeu duas das melhores músicas de sua carreira</span><span style="font-weight: 400;">:</span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=wlS6Ix7mA0w"> <i><span style="font-weight: 400;">Downtown</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> com J Balvin e</span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=kDhptBT_-VI"> <i><span style="font-weight: 400;">Vai Malandra</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> com MC Zaac e o </span><i><span style="font-weight: 400;">rapper</span></i><span style="font-weight: 400;"> estadunidense Maejor. O segundo projeto foi seu álbum visual</span><a href="https://personaunesp.com.br/kisses-anitta/"> <i><span style="font-weight: 400;">Kisses</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, de 2019, que tinha como intenção ser uma espécie de “carta de apresentação” da artista para o público internacional. Todas</span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=xcMnvLzCeWM&amp;list=OLAK5uy_nnOjNHJcXKpIwJhsrwCOTGoAkCLAPuIFk"> <span style="font-weight: 400;">as dez faixas do trabalho ganharam videoclipes</span></a><span style="font-weight: 400;"> com temáticas e estéticas variadas e o projeto trilíngue passeava pelo português, inglês e o espanhol, sendo a língua dos nossos </span><i><span style="font-weight: 400;">hermanos</span></i><span style="font-weight: 400;"> a predominante, dado o foco no mercado latino naquele momento.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Três anos depois, chega o lançamento do quinto álbum de estúdio de Anitta,</span><a href="https://open.spotify.com/album/2TPl41Riu1SDbHoxhCIo2D?si=bDzoQjWHQyuf8R_AaWNYGg"> <i><span style="font-weight: 400;">Versions of Me</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, a obra musical que tem como objetivo maior introduzir a cantora no mercado musical dos Estados Unidos da América. O que veio a público no dia 12 de abril tem sido desenvolvido desde 2019 e já teve </span><a href="https://mixme.com.br/anitta-da-novos-detalhes-sobre-o-lancamento-do-album-girl-from-rio/"><span style="font-weight: 400;">outra cara e outro nome</span></a><span style="font-weight: 400;">. O CD, que a princípio seria chamado </span><i><span style="font-weight: 400;">Girl From Rio</span></i><span style="font-weight: 400;">, estava sendo divulgado por meio dos </span><i><span style="font-weight: 400;">singles</span></i><a href="https://www.youtube.com/watch?v=kIbjHtE4fd8"> <i><span style="font-weight: 400;">Me Gusta</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> e</span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=CuyTC8FLICY"> <i><span style="font-weight: 400;">Girl From Rio</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> como algo que, mesmo em espanhol e inglês, tinha elementos da cultura brasileira bem acentuados e que pareciam dar a tônica do projeto. O que já estava pronto em 2020 precisou passar por uma reformulação de seu conteúdo, mais gente se juntou a equipe, mais sessões de estúdio ocorreram até que, na primeira quinzena de março de 2022, o produto foi finalizado contendo mudanças significativas. </span></p>
<figure id="attachment_27745" aria-describedby="caption-attachment-27745" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="wp-image-27745" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/06/IMAGEM-2-1-819x1024.png" alt="Capa do single Girl From Rio. Na imagem quadrada estão de forma centralizada a cantora Anitta em pé, de cabelo longo e solto vestindo uma espécie maiô e salto alto em cima de uma cadeira de plástico azul em primeiro plano e a frente de um ônibus amarelo e vermelho  em segundo plano onde pode-se ler no letreiro superior o nome da música e no letreiro inferior o nome da cantora além de piscinão na carroceria do veículo. Ao fundo, é possível visualizar parte da praia e o céu azul." width="800" height="1000" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/06/IMAGEM-2-1-819x1024.png 819w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/06/IMAGEM-2-1-640x800.png 640w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/06/IMAGEM-2-1-768x960.png 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/06/IMAGEM-2-1.png 1024w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-27745" class="wp-caption-text">A estética de Girl From Rio é primorosa do início ao fim (Foto: Warner Records)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">O quinto álbum acaba por reciclar o conceito de mostrar as versões e personas da artista que também foi trabalhado lá em 2019. A utilização aqui, assim como em</span><a href="https://open.spotify.com/album/2BjmOAkaoLqsDQXNvOuzLE?si=phC9KB1FT9q5YgyalypW1Q&amp;nd=1"> <i><span style="font-weight: 400;">Kisses</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, intenciona mostrar versatilidade e o potencial artístico da cantora para o novo público. Essa estratégia faz sentido uma vez que ela está iniciando no mercado estadunidense, mas tendo em perspectivas sua carreira de mais de dez anos, é decepcionante não ver uma nova ideia sendo trabalhada por alguém com tanto potencial e que está junto de profissionais bem-sucedidos como Rami, Ryan Tedder, StarGate, entre outros que já trabalharam com Katy Perry, Rihanna e Britney Spears em sua equipe.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O álbum é uma mistura sonora de </span><i><span style="font-weight: 400;">pop</span></i><span style="font-weight: 400;">, </span><i><span style="font-weight: 400;">reggaeton</span></i><span style="font-weight: 400;">, </span><i><span style="font-weight: 400;">trap</span></i><span style="font-weight: 400;">, </span><i><span style="font-weight: 400;">funk</span></i><span style="font-weight: 400;"> e </span><i><span style="font-weight: 400;">R&amp;B</span></i><span style="font-weight: 400;">, que, mesmo parecendo megalomaníaco, é organizado de uma forma que flui bem e talvez seja na confluência de ritmos que esse trabalho realmente se destaque. A produção, que é feita por uma penca de profissionais, entre eles latinos, estadunidenses, europeus e brasileiros, dá vida a sons que de fato torna o conjunto único no meio de trabalhos extremamente pasteurizados que se encontram aos montes por aí.</span><a href="https://open.spotify.com/album/2TPl41Riu1SDbHoxhCIo2D?si=bDzoQjWHQyuf8R_AaWNYGg"> <i><span style="font-weight: 400;">Versions of Me</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> está livre dessa pasteurização? Jamais! Ela acontece de forma bem pronunciada na parte lírica do produto. A temática do álbum são as relações sexuais, românticas e afetivas da artista e cada faixa trabalha quase que isoladamente cada uma dessas situações e de maneira muito simplista na maior parte do trabalho e algumas vezes beirando o apelativo.</span></p>
<div class="jetpack-video-wrapper"><iframe loading="lazy" title="Anitta - Envolver [Official Music Video]" width="840" height="473" src="https://www.youtube.com/embed/hFCjGiawJi4?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen></iframe></div>
<p><span style="font-weight: 400;">O álbum conta com cinco </span><i><span style="font-weight: 400;">singles</span></i><span style="font-weight: 400;"> que foram lançados previamente.</span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=vqvLV7lnSo8"> <i><span style="font-weight: 400;">Me Gusta</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> com participação de Cardi B e Myke Towers foi o primeiro desta empreitada e trouxe uma abundância de elementos no conjunto audiovisual, sendo um destaque no vídeo a inserção da </span><i><span style="font-weight: 400;">rapper</span></i><span style="font-weight: 400;"> por meio de computação gráfica. O resultado é fenomenal e mostra que a produção realmente abriu o bolso para ter essa presença de peso. A música traz elementos do </span><i><span style="font-weight: 400;">pagodão baiano</span></i><span style="font-weight: 400;"> que enche de personalidade a canção. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Em seguida veio</span><a href="https://genius.com/Anitta-girl-from-rio-lyrics"> <i><span style="font-weight: 400;">Girl From Rio</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, definitivamente a melhor composição do álbum. Aqui se tem uma síntese do que é a artista, sua história, sua personalidade e o lugar de onde ela vem. É uma letra que, em comparação com as demais</span><span style="font-weight: 400;">,</span><span style="font-weight: 400;"> é rica em ideias e a sacada de usar o </span><i><span style="font-weight: 400;">sample</span></i><span style="font-weight: 400;"> de </span><i><span style="font-weight: 400;">Garota de Ipanema</span></i><span style="font-weight: 400;"> é sensacional, em uma subversão maravilhosa e surpreendente dentro do corpo do CD. Mesmo trabalhando com uma sonoridade que pode soar genérica, Anitta e sua equipe foram muito criativos e conseguiram entregar muita autenticidade. O clipe dirigido por Giovanni Bianco é um </span><i><span style="font-weight: 400;">show</span></i><span style="font-weight: 400;"> à parte e traduz visualmente de forma magistral a canção. Essa faixa é uma maravilha e se junta inevitavelmente a</span><a href="https://open.spotify.com/album/64qlhmKkqbgdezGE9vP5YK?si=jKoxtoWcR4OjUJxRyjw3ow"> <i><span style="font-weight: 400;">Vai Malandra</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> e</span><a href="https://open.spotify.com/album/1qifX05Cb36CfsIgnhv2Lt?si=dQrrxySXSMGdLPUdnYf4TQ"> <i><span style="font-weight: 400;">Downtown</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> como as melhores obras da artista.</span></p>
<div class="jetpack-video-wrapper"><iframe loading="lazy" title="Anitta - Girl From Rio (Official Music Video)" width="840" height="473" src="https://www.youtube.com/embed/CuyTC8FLICY?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen></iframe></div>
<p><span style="font-weight: 400;">Na sequência,</span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=9r2_tj0K3yA"> <i><span style="font-weight: 400;">Faking Love</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> trouxe uma pegada mais </span><i><span style="font-weight: 400;">funk</span></i><span style="font-weight: 400;"> e abusou de uma visualidade obscura e urbana, mas não brilhou muito. Por mais que tenha se tornado um sucesso global em 2022,</span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=hFCjGiawJi4"> <i><span style="font-weight: 400;">Envolver</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> foi lançada quase que despretensiosamente no fim de 2021 e seu vídeo é dirigido pela própria cantora, sendo bem minimalista e dando uma atenção especial para a coreografia. Inclusive, parte dela foi viralizada como o desafio </span><i><span style="font-weight: 400;">“</span></i><a href="https://www.tiktok.com/@anittaaccess/video/7070295287612427525?is_copy_url=1&amp;is_from_webapp=v1&amp;q=el%20passo%20de%20anitta&amp;t=1651258998064"><i><span style="font-weight: 400;">El Paso de Anitta</span></i></a><i><span style="font-weight: 400;">”</span></i><span style="font-weight: 400;"> nas redes sociais.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Com a canção viral do momento no </span><i><span style="font-weight: 400;">Instagram </span></i><span style="font-weight: 400;">e principalmente no </span><i><span style="font-weight: 400;">TikTok</span></i><span style="font-weight: 400;">, Anitta foi escalando os </span><i><span style="font-weight: 400;">charts </span></i><span style="font-weight: 400;">mundiais e de forma histórica </span><a href="https://rollingstone.uol.com.br/musica/anitta-envolver-chega-ao-1-lugar-global-do-spotify/"><span style="font-weight: 400;">se tornou a primeira brasileira</span></a><span style="font-weight: 400;"> a chegar ao posto mais alto das paradas globais de plataformas como </span><i><span style="font-weight: 400;">Spotify </span></i><span style="font-weight: 400;">e </span><i><span style="font-weight: 400;">Deezer </span></i><span style="font-weight: 400;">com </span><i><span style="font-weight: 400;">Envolver</span></i><span style="font-weight: 400;">, além de também ter chegado ao primeiríssimo lugar na </span><i><span style="font-weight: 400;">Billboard Global Excluding U.S.</span></i><span style="font-weight: 400;">, </span><i><span style="font-weight: 400;">ranking </span></i><span style="font-weight: 400;">que não conta os dados dos Estados Unidos, e em segundo no </span><i><span style="font-weight: 400;">Global 200</span></i><span style="font-weight: 400;"> que os contabiliza.</span></p>
<p><a href="https://www.youtube.com/watch?v=PkzJgGZBFDg"><i><span style="font-weight: 400;">Boys Don’t Cry</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> é a cartada mais </span><i><span style="font-weight: 400;">“americanizada”</span></i><span style="font-weight: 400;"> da artista e abusa de referências cinematográficas em seu vídeo, além de apresentar uma sonoridade com uma dose de anos 80. É uma música que poderia ser interpretada por outras cantoras, mas aqui ela dialoga bem com o que é conhecido da vida amorosa da artista e com a ideia de estar no controle da própria vida, que é uma característica associada a Anitta. O clipe, dirigido pela cantora em parceria com Christian Breslauer, é digno de Cinema e o resultado é divertido e está a nível de artistas já consagrados, como </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=uPD0QOGTmMI"><span style="font-weight: 400;">The Weeknd</span></a><span style="font-weight: 400;"> e </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=jJdlgKzVsnI"><span style="font-weight: 400;">Doja Cat</span></a><span style="font-weight: 400;">.</span></p>
<figure id="attachment_27748" aria-describedby="caption-attachment-27748" style="width: 640px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="wp-image-27748 size-medium" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/06/IMAGEM-3-3-1-640x800.jpg" alt="Fotografia feita durante as gravações do vídeo da música Envolver. A imagem em tons de roxo e lilás mostra a cantora Anitta da cintura para cima de braços cruzados com cabelos longos e escuros. " width="640" height="800" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/06/IMAGEM-3-3-1-640x800.jpg 640w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/06/IMAGEM-3-3-1-819x1024.jpg 819w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/06/IMAGEM-3-3-1-768x960.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/06/IMAGEM-3-3-1-1229x1536.jpg 1229w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/06/IMAGEM-3-3-1-scaled.jpg 2048w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-27748" class="wp-caption-text">Anitta durante as gravações de Envolver, clipe que contou com o orçamento de uma coxinha e um suco, mas teve um belo resultado (Foto: Marco Ovando)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">Para além dos </span><i><span style="font-weight: 400;">singles</span></i><span style="font-weight: 400;">, mais dez faixas compõem o corpo desse projeto. Algumas se sobressaem, como</span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=_f-NiYTsWSo"><i><span style="font-weight: 400;"> Gata</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> em parceria com Chencho Corleone, que é super energética e mistura </span><i><span style="font-weight: 400;">reggaeton</span></i><span style="font-weight: 400;"> com elementos de </span><i><span style="font-weight: 400;">funk</span></i><span style="font-weight: 400;"> tendo cara de viral das redes sociais.</span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=VnKCUhNoJKU"> <i><span style="font-weight: 400;">Maria Elegante</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, em parceria com Afro B, traz elementos do </span><i><span style="font-weight: 400;">afrobeat</span></i><span style="font-weight: 400;"> e é despretensiosa, mas carismática dentro do todo.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A faixa-título,</span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=p4kH_q3B3ZU"> <i><span style="font-weight: 400;">Versions of Me</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, é o ápice </span><i><span style="font-weight: 400;">pop</span></i><span style="font-weight: 400;"> do álbum, tem uma letra divertida, mas não muito original. Ela é fundamental para a consolidação do conceito da obra como um todo além de ter grande potencial para ser trabalhada como </span><i><span style="font-weight: 400;">single</span></i><span style="font-weight: 400;">. O </span><i><span style="font-weight: 400;">funk</span></i><span style="font-weight: 400;"> puro-sangue é a faixa</span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=5Ofpo0Jj62c"> <i><span style="font-weight: 400;">Que Rabão</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> em parceria com Mr. Catra, YG, Papatinho e MC Kevin O Chris. A canção é uma homenagem de Anitta para o eterno Catra, que deixou alguns versos gravados antes de seu falecimento</span><span style="font-weight: 400;">; </span><span style="font-weight: 400;">mesmo sendo curtíssimos, a construção da faixa dá destaque a voz inigualável do cantor.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Canções como</span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=FyrL33J9zYc"> <i><span style="font-weight: 400;">Love You</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> e</span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=YvwCQ_pdQXc"> <i><span style="font-weight: 400;">Love Me, Love Me</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> fazem o papel de mostrar mais os vocais e trazer à tona essa faceta romântica da cantora, entretanto passam facilmente despercebidas dentro do todo. Ambas não são ruins, porém não tem algo que as destaquem em sonoridade ou liricamente. Já</span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=iBl8BS4EHsw"> <i><span style="font-weight: 400;">Turn It Up</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> não parece ter uma razão clara para estar ali. É liricamente fraca e a sonoridade temperada com </span><i><span style="font-weight: 400;">funk</span></i><span style="font-weight: 400;"> não tem personalidade alguma, sendo possivelmente a pior música do álbum.</span></p>
<div class="jetpack-video-wrapper"><iframe loading="lazy" title="Anitta – Boys Don’t Cry [Official Music Video]" width="840" height="473" src="https://www.youtube.com/embed/PkzJgGZBFDg?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen></iframe></div>
<p><span style="font-weight: 400;">A estética visual do projeto não tem unidade, cada </span><i><span style="font-weight: 400;">single</span></i><span style="font-weight: 400;"> tem sua própria cara e isso fortalece o lançamento individual, mas ao mesmo tempo acaba por não permitir que o álbum como um todo tenha uma identidade imagética própria. O público possivelmente se lembrará de</span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=ia7OGeBBMcA"> <i><span style="font-weight: 400;">Girl From Rio</span></i></a><i><span style="font-weight: 400;">,</span></i><a href="https://www.youtube.com/watch?v=0WP-IiULPcE"> <i><span style="font-weight: 400;">Envolver</span></i></a> <span style="font-weight: 400;">e</span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=u7fbUihr5TY"> <i><span style="font-weight: 400;">Boys Don’t Cry</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> mas talvez não se recorde que fazem parte do mesmo produto. A capa do álbum veio na intenção de transpor em uma imagem as versões da cantora e o resultado foi horroroso. Trazendo vários bustos com diferentes expressões, cabelos e maquiagens, peca em ser literal demais e surpreende por ser algo tão ruim em um projeto que possui visuais muito bons e justamente o que dá a cara para a obra ser tão genérica e de execução pavorosa.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Muito possivelmente o público nunca saberá o que já foi a ou as outras versões do álbum, essa aqui talvez não brilhe tanto como o esperado pelos fãs brasileiros, que a priori, não é para quem se endereça esse projeto. É para o mercado estadunidense que esse trabalho existe e é sob os ditames de uma gravadora de lá que ele vê a luz do dia.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O conjunto final de</span><a href="https://open.spotify.com/album/2TPl41Riu1SDbHoxhCIo2D?si=bDzoQjWHQyuf8R_AaWNYGg"> <i><span style="font-weight: 400;">Versions of Me</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> mostra que a pretensa versatilidade que tenta ser mostrada desde</span><a href="https://open.spotify.com/album/2BjmOAkaoLqsDQXNvOuzLE?si=phC9KB1FT9q5YgyalypW1Q"> <i><span style="font-weight: 400;">Kisses</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> se tornou uma virtude da artista, mas aqui isso significa juntar algo incrível como </span><i><span style="font-weight: 400;">Girl From Rio</span></i><span style="font-weight: 400;"> com algo descartável como a faixa </span><i><span style="font-weight: 400;">Turn It Up</span></i><span style="font-weight: 400;">. O álbum é dinâmico, energético e sua sonoridade é de longe seu ponto forte. As misturas com o </span><i><span style="font-weight: 400;">funk</span></i><span style="font-weight: 400;"> é o que tem de mais marcante e o que irá destacá-lo dentre os trabalhos de outros artistas naquele mercado.</span></p>
<p><iframe loading="lazy" title="Spotify Embed: Versions of Me" style="border-radius: 12px" width="100%" height="380" frameborder="0" allowfullscreen allow="autoplay; clipboard-write; encrypted-media; fullscreen; picture-in-picture" src="https://open.spotify.com/embed/album/2TPl41Riu1SDbHoxhCIo2D?si=hbMkRtQeQaW7sYOGo3yyjA%5D&#038;utm_source=oembed"></iframe></p>
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