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	<title>Arquivos Adam Driver &#8211; Persona | Jornalismo Cultural</title>
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	<description>Desde 2015 provando que a distância entre Bergman, Lady Gaga e a novela das 9 nem existe.</description>
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		<title>Sem vírgula ou conectivo, Pai Mãe Irmã Irmão é sobre laços quebrados</title>
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		<pubDate>Mon, 24 Nov 2025 13:00:49 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Guilherme Moraes Um dos grandes nomes da 49ª Mostra Internacional de Cinema em São Paulo, sem dúvidas, é Jim Jarmusch. O diretor de Estranhos no Paraíso (1984) e Amantes Eternos (2013) chega ao evento com seu mais novo filme: Pai Mãe Irmã Irmão, que faz parte da seção Perspectiva Internacional e conta três histórias independentes. &#8230; <a href="http://personaunesp.com.br/critica-pai-mae-irma-irmao/" class="more-link">Continue lendo<span class="screen-reader-text"> "Sem vírgula ou conectivo, Pai Mãe Irmã Irmão é sobre laços quebrados"</span></a></p>
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										<content:encoded><![CDATA[<figure id="attachment_36426" aria-describedby="caption-attachment-36426" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img fetchpriority="high" decoding="async" class="size-medium wp-image-36426" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/11/image2-21-800x392.png" alt="Cena do filme Pai Mãe Irmã Irmão. Três mulheres sentadas ao redor de uma mesa redonda posta para um chá da tarde elegante. À esquerda, uma mulher de perfil com cabelo rosa e suéter vermelho segura uma xícara. Ao centro, uma mulher mais velha com cabelos curtos e grisalhos sorri levemente enquanto ergue sua xícara. À direita, uma terceira mulher de camisa azul clara está de costas para o observador. A mesa está coberta por uma toalha branca e repleta de louças de porcelana florida, macarons e doces finos. O ambiente tem paredes azuis escuras e quadros ao fundo." width="800" height="392" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/11/image2-21-800x392.png 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/11/image2-21-1024x502.png 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/11/image2-21-768x377.png 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/11/image2-21-1200x588.png 1200w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/11/image2-21.png 1340w" sizes="(max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-36426" class="wp-caption-text">O produtor Atilla Salih Yücer esteve presente na Mostra como membro do júri (Foto: Mubi)</figcaption></figure>
<p><b>Guilherme Moraes</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Um dos grandes nomes da </span><a href="https://personaunesp.com.br/tag/49a-mostra-internacional-de-cinema-em-sao-paulo/"><span style="font-weight: 400;">49ª Mostra Internacional de Cinema em São Paulo</span></a><span style="font-weight: 400;">, sem dúvidas, é Jim Jarmusch. O diretor de </span><i><span style="font-weight: 400;">Estranhos no Paraíso </span></i><span style="font-weight: 400;">(1984) e </span><i><span style="font-weight: 400;">Amantes Eternos </span></i><span style="font-weight: 400;">(2013) chega ao evento com seu mais novo filme: </span><i><span style="font-weight: 400;">Pai Mãe Irmã Irmão</span></i><span style="font-weight: 400;">, que faz parte da seção Perspectiva Internacional e conta três histórias independentes. O cineasta estabelece apenas um ponto de conexão nessa tríade de contos: os laços familiares rompidos.</span></p>
<p><span id="more-36424"></span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A primeira parte do longa foca nos irmãos Jeff (</span><a href="https://personaunesp.com.br/megalopolis-critica/"><span style="font-weight: 400;">Adam Driver</span></a><span style="font-weight: 400;">) e Emily (Mayim Bialik) visitando seu pai (Tom Waits). É um momento rotineiro, e quase obrigatório, como se fosse feito, não por apego, mas apenas por serem família. O personagem de Waits vive sozinho em uma casa afastada da cidade e aparenta passar alguns perrengues por ser um adulto disfuncional com problemas financeiros. No entanto, ao final, é revelado que ele escondia um lado seu de seus filhos: confiante e independente.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O segundo enredo é sobre o encontro das irmãs Timothea (</span><a href="https://personaunesp.com.br/nao-olhe-para-cima-critica/"><span style="font-weight: 400;">Cate Blanchett</span></a><span style="font-weight: 400;">) e Lilith (Vicky Krieps) com a mãe (Charlotte Rampling). Não muito diferente do primeiro conto, este coloca os personagens em uma situação desconfortável, com cada um escondendo sua verdadeira vida da família, e mantendo esses laços por obrigatoriedade. A grande diferença entre esses dois é a relação fraternal. Se no capítulo inicial, Adam Driver e Mayim Bialik eram próximos, essas duas irmãs são distantes e muito diferentes uma da outra.</span></p>
<figure id="attachment_36425" aria-describedby="caption-attachment-36425" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img decoding="async" class="size-medium wp-image-36425" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/11/image1-22-800x450.png" alt="Cena do filme Pai Mãe Irmã Irmão. Plano médio de dois jovens sentados no chão de madeira de um cômodo com arquitetura antiga. O homem, à esquerda, tem pele negra e longos dreadlocks, veste uma camiseta branca e segura atentamente um envelope aberto. A mulher, à direita, tem cabelo curto, usa uma regata vermelha e apoia a cabeça carinhosamente no ombro dele, olhando também para o papel. Ao fundo, vê-se uma lareira de mármore branco e paredes com papel de parede desgastado." width="800" height="450" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/11/image1-22-800x450.png 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/11/image1-22-1024x576.png 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/11/image1-22-768x432.png 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/11/image1-22-1200x675.png 1200w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/11/image1-22.png 1280w" sizes="(max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-36425" class="wp-caption-text">No início de sua carreira, Jim Jarmusch foi considerado um diretor maneirista (Foto: Mubi)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">Essas duas histórias são muito parecidas, não apenas pelo enredo, e sim, principalmente, pela execução das ideias de Jarmusch. Os silêncios constrangedores, as farpas, os segredos, a maneira como os personagens evitam o conflito e adotam uma postura passivo-agressiva e as cenas de desconforto reforçam esses laços quebrados por traumas que não são revelados, porém, são sentidas. A construção cênica (</span><a href="https://personaunesp.com.br/coringa-5-anos/"><span style="font-weight: 400;">Mark Friedberg</span></a><span style="font-weight: 400;"> e Marco Bittner Rosser) da segunda trama é pensada exatamente sobre essa vida de aparências, em que tudo é bonito e organizado, contudo, reserva aspectos artificiais.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O terceiro conto é o mais diferente dentre os três. Dois irmãos, Skye (</span><a href="https://personaunesp.com.br/escape-room-2-tensao-maxima-critica/"><span style="font-weight: 400;">Indya Moore</span></a><span style="font-weight: 400;">) e Billy (Luka Sabbat) voltam ao apartamento em que passaram sua infância, antes que ele seja alugado por outras pessoas. A dupla está passando por um período complicado após a morte de seus pais, mas a ligação deles é mais sincera que as outras. Existe toque, carinho e lamento, algo que era impensável para os outros. Os cenografistas acompanham a história, transformando a casa em um espaço vazio, contudo, cheio de marcas e histórias. Não há polidez nesse capítulo, pois não há nada o que esconder.</span></p>
<p><i><span style="font-weight: 400;">Pai Mãe Irmã Irmão </span></i><span style="font-weight: 400;">foi um dos filmes mais aguardados na 49ª Mostra Internacional de Cinema em São Paulo, não apenas pelo nome de Jim Jarmusch, como também pela presença do renomado produtor </span><a href="https://personaunesp.com.br/persona-entrevista-atilla-salih-yucer/"><span style="font-weight: 400;">Atilla Salih Yücer</span></a><span style="font-weight: 400;">. Apesar da pegada mais lenta e pausada, a obra conseguiu arrancar risos da plateia a todo instante. Mesmo que sua recepção não tenha causado grande comoção – nem para o bem, nem para o mal –, ainda vale a pena dar uma chance para esse filme tristonho e cômico.</span></p>
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		<title>Os Melhores Filmes de 2024</title>
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					<description><![CDATA[<p>Qual imagem te lembra o Cinema em 2024? A Zendaya com os seus twinks do tênis ou da ficção científica? O discurso poderoso da Demi Moore no body horror de Coralie Fargeat? Ou você se lembra da marcante cena de Eunice Paiva e seus cinco filhos na sorveteria? O fato é que as mulheres dominaram &#8230; <a href="http://personaunesp.com.br/os-melhores-filmes-de-2024/" class="more-link">Continue lendo<span class="screen-reader-text"> "Os Melhores Filmes de 2024"</span></a></p>
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										<content:encoded><![CDATA[<figure style="width: 2000px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="wp-image-35103 size-full" src="https://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/04/word-press_wordpress904147820930494602.jpg" width="2000" height="1051" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/04/word-press_wordpress904147820930494602.jpg 2000w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/04/word-press_wordpress904147820930494602-800x420.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/04/word-press_wordpress904147820930494602-1024x538.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/04/word-press_wordpress904147820930494602-768x404.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/04/word-press_wordpress904147820930494602-1536x807.jpg 1536w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/04/word-press_wordpress904147820930494602-1200x631.jpg 1200w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption class="wp-caption-text"><cite></cite><cite></cite>Sexualidade, Terror e protagonismo feminino foram os destaques do ano (Texto de Abertura: Davi Marcelgo e Guilherme Leal/Arte de capa: Nicole Tiemi Kussunoki)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">Qual imagem te lembra o Cinema em 2024? A Zendaya com os seus </span><span style="font-weight: 400;"><i>twinks</i></span><span style="font-weight: 400;"> do </span><span style="font-weight: 400;"><a href="https://personaunesp.com.br/rivais-critica/">tênis</a></span><span style="font-weight: 400;"> ou </span><span style="font-weight: 400;"><a href="https://personaunesp.com.br/duna-parte-2-critica/">da ficção científica</a></span><span style="font-weight: 400;">? O discurso poderoso da Demi Moore no </span><span style="font-weight: 400;"><a href="https://personaunesp.com.br/a-substancia-critica/"><i>body horror</i></a></span><span style="font-weight: 400;"> de Coralie Fargeat? Ou você se lembra da marcante cena de Eunice Paiva e seus cinco filhos na sorveteria? O fato é que as mulheres dominaram as telonas e foram reconhecidas pelo público e crítica com histórias memoráveis. Ao todo, 33 obras foram mencionadas na lista de Melhores Filmes do Ano do </span><b>Persona</b><span style="font-weight: 400;">. </span><span style="font-weight: 400;"><a href="https://personaunesp.com.br/anora-critica/">De profissionais do sexo</a></span><span style="font-weight: 400;"> a vampiros sugadores de casadas, os longas-metragens citados possuem uma caractéristica que os une: o êxito em provocar sentimentos que ultrapassam a pupila e acessam outras partes do corpo para te fazer sentir.</span></p>
<p><span id="more-35059"></span><span style="font-weight: 400;">Nessa lista, seis obras se destacam pela sua relação com sexo ou corpo. Nas narrativas, há uma linha tênue entre querer ser e ter aqueles personagens, se reconhecer ou não fazer parte daquela realidade, mas compreender as ações das pessoas, que nem sempre estarão de acordo com as nossas convicções. Diferente de uma<a href="https://www.bazardotempo.com.br/blogs/bazar-do-tempo/uma-reflexao-critica-sobre-a-putofobia-na-vitoria-de-mikey-madison-no-oscar"> parcela do público</a>, essas produções </span><span style="font-weight: 400;"><a href="https://personaunesp.com.br/baby-critica/">não julgam</a></span><span style="font-weight: 400;"> seus protagonistas, não possuem um desenvolvimento simplista e se afastam das condenações morais dos espectadores. Desse modo, cineastas escolheram analisar vivências consideradas lascivas e virar do avesso o pensamento preconceituoso sobre a diversidade de viver.</span></p>
<blockquote><p><span style="font-weight: 400;">“Só porque os meus sonhos são diferentes dos seus, não significa que eles não são importantes” &#8211; </span><span style="font-weight: 400;"><i>Adoráveis Mulheres </i></span><span style="font-weight: 400;">(2019)</span></p></blockquote>
<p><span style="font-weight: 400;">No </span><span style="font-weight: 400;"><i>ranking</i></span><span style="font-weight: 400;"> da nossa </span><b>Editoria</b><span style="font-weight: 400;"><i>, </i></span><span style="font-weight: 400;"><a href="https://personaunesp.com.br/ainda-estou-aqui-critica/"><i>Ainda Estou Aqui</i></a></span> <span style="font-weight: 400;">aparece dez vezes; sete das menções colocam a obra de Walter Salles na primeira colocação. Além da história sobre a família Paiva, outras três produções nacionais tiveram destaque: </span><span style="font-weight: 400;"><i>Baby</i></span><span style="font-weight: 400;">, </span><span style="font-weight: 400;"><a href="https://personaunesp.com.br/oeste-outra-vez-critica/"><i>Oeste Outra Vez</i></a></span><span style="font-weight: 400;"> e </span><span style="font-weight: 400;"><a href="https://personaunesp.com.br/motel-destino-critica/"><i>Motel Destino</i></a></span><span style="font-weight: 400;">. Fora do país, </span><span style="font-weight: 400;"><i>Duna: Parte 2</i></span><span style="font-weight: 400;"> e </span><span style="font-weight: 400;"><i>Rivais</i></span><span style="font-weight: 400;"> empataram no coração dos redatores: com sete menções, os enredos dirigidos por Denis Villeneuve e Luca Guadagnino se alinharam à </span><span style="font-weight: 400;"><i>Substância</i></span><span style="font-weight: 400;">, que foi relembrado seis vezes por sua crítica à indústria </span><span style="font-weight: 400;"><i>hollywoodiana</i></span><span style="font-weight: 400;"> e ao etarismo com as mulheres.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Simplificar a Arte e procurar respostas para tudo não é o caminho: o Cinema precisa da subjetividade e do senso crítico na medida em que as transformações socioculturais ocorrem. Mais do que uma representação, a Sétima Arte também se comporta como um acervo da memória de um gênero narrativo, grupo minoritário ou história de um país. Pode abarcar dores diversas, sem definir qual é mais ou menos importante; quais devem ser </span><span style="font-weight: 400;"><a href="https://personaunesp.com.br/lobby-oscar-artigo/">premiadas</a></span><span style="font-weight: 400;"> ou dignas de serem contadas. Nos filmes, tudo deve ter espaço, inclusive as tramas que causam desconforto, ira e nos tiram do lugar comum &#8211; afinal, existe maneira melhor de alcançar respeito e pensar em mudanças que não seja adentrar em facetas distantes de nós? No texto a seguir, o </span><b>Persona</b><span style="font-weight: 400;"> convida você a recordar os </span><span style="font-weight: 400;"><a href="https://personaunesp.com.br/?s=Melhores+Filmes">Melhores Filmes</a></span><span style="font-weight: 400;"> de 2024.</span></p>
<figure id="attachment_35065" aria-describedby="caption-attachment-35065" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-35065" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/04/e529c72c-bf30-41b2-a089-1336dbb1d707-800x336.jpg" alt="Cena de Conclave. Nela vemos um salão do Vaticano, de pé direito alto e pinturas nas paredes. Mesas vermelhas dividem simetricamente esse salão, duas de cada lado. Elas estão preenchidas por cardeais, todos de idade um pouco avançada que vestem túnicas vermelhas também, com exceção de um cardeal ortodoxo, que está no canto direito e veste túnica preta. No centro da imagem e de costas, o personagem principal Cardeal Lawrence, que veste túnicas na cor vinho." width="800" height="336" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/04/e529c72c-bf30-41b2-a089-1336dbb1d707-800x336.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/04/e529c72c-bf30-41b2-a089-1336dbb1d707-1024x430.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/04/e529c72c-bf30-41b2-a089-1336dbb1d707-768x323.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/04/e529c72c-bf30-41b2-a089-1336dbb1d707-1536x645.jpg 1536w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/04/e529c72c-bf30-41b2-a089-1336dbb1d707-1200x504.jpg 1200w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/04/e529c72c-bf30-41b2-a089-1336dbb1d707.jpg 1600w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-35065" class="wp-caption-text">Para os órfãos de Succession, Conclave é a versão católica e ainda mais fashion (Foto: Focus Features)</figcaption></figure>
<p><b>Conclave (Conclave)</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Quando Edward Berger aterrissou no </span><span style="font-weight: 400;"><i>Oscar</i></span><span style="font-weight: 400;"> de 2023, muitas dúvidas pairavam sobre seu nome. Nas tentativas de desqualificar seu filme </span><span style="font-weight: 400;"><a href="https://personaunesp.com.br/nada-de-novo-no-front-critica/"><i>Nada de Novo no Front</i></a></span> <span style="font-weight: 400;">(2022), que estava longe de ser um queridinho, um dos argumentos era que a Primeira Guerra é um tema relativamente fácil de se dramatizar e de enorme apelo para público e crítica. Sua próxima incursão, então, </span><span style="font-weight: 400;"><i>Conclave</i></span><span style="font-weight: 400;">, para sacramentar de vez seu talento, vai no caminho contrário para um dos temas mais difíceis de se extrair conteúdo cinematográfico com esse teor: a Igreja Católica.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">No longa, o Papa está morto e se acompanha justamente esse vácuo de poder que se instaura no alto clero até a escolha de um novo representante. Diferente de outras obras que abordam essa temática, como </span><span style="font-weight: 400;"><i>Game of Thrones </i></span><span style="font-weight: 400;">ou </span><span style="font-weight: 400;"><i>Succession</i></span><span style="font-weight: 400;">, aqui todo o perigo do jogo de poder é quase silencioso. A direção de Berger é bastante consciente ao isolar cada cardeal e mostrar seus embates individuais com a fé católica, enquanto o roteiro é sagaz ao constatar que, no momento em que todos estão no mesmo patamar de poder, sobra apenas o humano por baixo da túnica. Instigante, cheio de ritmo e primoroso, </span><span style="font-weight: 400;"><a href="https://personaunesp.com.br/conclave-critica/"><i>Conclave</i></a></span> <span style="font-weight: 400;">é, sem dúvidas, um dos filmes mais completos da temporada, seja em forma ou em conteúdo. </span><b>&#8211; Guilherme Veiga</b></p>
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<figure id="attachment_35066" aria-describedby="caption-attachment-35066" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-35066" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/04/Nosferatu-Esther-800x400.jpeg" alt="Cena de Nosferatu. Uma moça de pele branca (Ellen, personagem principal do longa) está em uma janela. Ela aparenta assustada, com lágrimas em seus olhos e boquiaberta. A jovem usa um vestido florido e brincos médios, seu cabelo escuro está dividido ao meio e preso em um coque. Sobre a face e o busto da personagem, aparece a sombra de uma mão com grandes dedos e unhas. É noite, atrás de Ellen está completamente escuro e, em ambos os lados de sua silhueta, aparecem cortinas brancas." width="800" height="400" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/04/Nosferatu-Esther-800x400.jpeg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/04/Nosferatu-Esther-1024x512.jpeg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/04/Nosferatu-Esther-768x384.jpeg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/04/Nosferatu-Esther-1536x768.jpeg 1536w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/04/Nosferatu-Esther-1200x600.jpeg 1200w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/04/Nosferatu-Esther.jpeg 2000w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-35066" class="wp-caption-text">Em Nosferatu, as imagens do exterior do Castelo de Orlok foram gravadas no Castelo de Corvin, onde Vlad III foi prisioneiro por dez anos (Foto: Focus Features)</figcaption></figure>
<p><b>Nosferatu (Nosferatu)</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A releitura do clássico de F. W. Murnau estreou nas telonas dos Estados Unidos às vésperas de 2025, mas a tempo de conquistar sua posição entre os expoentes da Sétima Arte lançados em 2024. Na nova versão de </span><span style="font-weight: 400;"><em><a href="https://www.bbc.com/portuguese/articles/cvgpy81ql1zo">Nosferatu</a></em></span><span style="font-weight: 400;">, Robert Eggers convida o público a uma viagem no tempo com destino à Europa efervescente do século XIX e a extrema atenção do diretor aos detalhes convence o espectador de que, realmente, está naquele mundo. Para além do </span><span style="font-weight: 400;"><a href="https://casavogue.globo.com/lazer-e-cultura/filmes/noticia/2025/01/cenarios-nosferatu.ghtml">detalhismo</a></span><span style="font-weight: 400;"> evidente, a atuação de Lily Rose-Depp contribui para o destaque da obra: a agonia e sofrimento constantes de Ellen estariam claros, ainda que na ausência de palavras.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Fazendo jus às suas quatro indicações ao </span><span style="font-weight: 400;"><a href="https://personaunesp.com.br/tag/oscar-2025/">Oscar 2025</a></span><span style="font-weight: 400;">, o longa não conquista seu espectador por meio de personagens carismáticos, trama comovente ou roteiro inovador. A riqueza do filme reside na fidelidade do cineasta ao seu compromisso em eternizar o Conde Orlok através das gerações. O espectador que desconhece as versões de </span><span style="font-weight: 400;"><a href="https://cinepop.com.br/nosferatu-entenda-por-que-o-filme-original-quase-foi-extinto-625180/">1922</a></span><span style="font-weight: 400;"> e 1979 compreende plenamente o universo que circunda os protagonistas da trama. Aqui, o </span><span style="font-weight: 400;"><a href="https://rollingstone.com.br/cinema/por-que-robert-eggers-nao-se-interessa-em-fazer-filmes-contemporaneos-diretor-responde/">diretor</a></span><span style="font-weight: 400;"> se vê exitoso com sua proposta e responsável por um dos melhores lançamentos do Cinema no ano. </span><b>&#8211; Esther Chahin</b></p>
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<figure id="attachment_35068" aria-describedby="caption-attachment-35068" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="wp-image-35068 size-medium" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/04/62b4a1ad4f014e34d5bde64a614c55c9-800x420.jpg" alt="O cenário é de um bar com a parte interna azul. Ao fundo está um portão verde e do lado externo estão dois carros, um azul e outro vermelho. Mais próximo estão dois personagens se olhando. À esquerda está o personagem do Babu, com um copo de bebida na mão. À direita está o personagem do Ângelo Antônio também com um copo de bebida. Ambos estão sentados em mesas distintas e se encarando." width="800" height="420" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/04/62b4a1ad4f014e34d5bde64a614c55c9-800x420.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/04/62b4a1ad4f014e34d5bde64a614c55c9-1024x538.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/04/62b4a1ad4f014e34d5bde64a614c55c9-768x403.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/04/62b4a1ad4f014e34d5bde64a614c55c9-1536x806.jpg 1536w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/04/62b4a1ad4f014e34d5bde64a614c55c9-1200x630.jpg 1200w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/04/62b4a1ad4f014e34d5bde64a614c55c9.jpg 1920w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-35068" class="wp-caption-text">O filme estreou nos cinemas brasileiros no dia 27 de Março (Foto: O2 Play)</figcaption></figure>
<p><b>Oeste Outra Vez</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A obra de Erico Rassi se notabilizou ao conquistar o prêmio de Melhor Filme do Festival de Gramado em 2024. Ainda no ano passado o longa passou por outros festivais, incluindo a </span><span style="font-weight: 400;"><a href="https://personaunesp.com.br/tag/48a-mostra-internacional-de-cinema-em-sao-paulo/">48º Mostra Internacional de Cinema em São Paulo</a></span><span style="font-weight: 400;">, no entanto é só em 2025 que ele vai chegar ao </span><span style="font-weight: 400;"><a href="https://www.omelete.com.br/filmes/oeste-outra-vez-faroeste-brasileiro-ganha-data-nos-cinemas">público geral</a></span><span style="font-weight: 400;">. No enredo, Totó (Ângelo Antônio) é abandonado por sua mulher, que decide ficar com Durval (Babu). Em retaliação, ele manda matar o personagem. Ao sobreviver, Durval contrata assassinos para irem atrás de Totó, perpetuando a violência cotidiana.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A trama consegue debater questões como o machismo e a objetificação sem ser apelativo e expositivo, se utilizando muito do subtexto. </span><span style="font-weight: 400;"><a href="https://personaunesp.com.br/oeste-outra-vez-critica/"><i>Oeste Outra Vez</i></a></span><span style="font-weight: 400;"> se trata, afinal, de homens que não conseguem lidar com suas fragilidades. A escolha por uma pegada faroeste não é à toa, pois, o gênero vem explorando a masculinidade a partir de sua própria história. </span><span style="font-weight: 400;"><a href="https://www.youtube.com/watch?v=ns0I6jSpQAE">Erico Rassi</a></span><span style="font-weight: 400;"> se destaca ao colocar a falta de comunicabilidade como uma maneira de gerar outras formas de expressão, nesse caso, a barbárie. &#8211; </span><b>Guilherme Moraes</b></p>
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<figure id="attachment_35069" aria-describedby="caption-attachment-35069" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-35069" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/04/wicked-800x533.jpg" alt="Em uma imagem retangular, se encontram Elpabha, uma bruxa de pele verde que veste um chapéu pontiagudo e um vestido na cor preta, próxima a Glinda, uma bruxa de cabelos loiros, pele rosada e que usa um vestido na cor rosa. Ambas olham para cima e tem cara de leve surpresa." width="800" height="533" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/04/wicked-800x533.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/04/wicked-1024x683.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/04/wicked-768x512.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/04/wicked.jpg 1170w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-35069" class="wp-caption-text">Encantador e mágico, Wicked trás o brilho que faltava nas produções Hollywoodianas com classe e carisma (Foto: Universal Pictures)</figcaption></figure>
<p><b>Wicked (Wicked)</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A adaptação do musical da </span><span style="font-weight: 400;"><i>Broadway </i></span><span style="font-weight: 400;">mais aguardada desde que foi anunciada, </span><span style="font-weight: 400;"><a href="https://personaunesp.com.br/wicked-critica/"><i>Wicked</i></a></span><span style="font-weight: 400;"><i>,</i></span><span style="font-weight: 400;"> chegou aos cinemas em Novembro de 2024, levando fãs de diva </span><span style="font-weight: 400;"><i>pop</i></span><span style="font-weight: 400;">, desavisados e admiradores de musical às salas, tendo o sucesso de surpreender positivamente todos eles. A prequela (história anterior) do famoso </span><span style="font-weight: 400;"><i>O Mágico de Oz</i></span><span style="font-weight: 400;"> já foi adaptada muitas vezes no palco de maior sucesso de musicais do mundo e movimenta milhões todos os anos. Com um duo grandioso, a primeira parte da adaptação tem o trunfo de trazer a </span><span style="font-weight: 400;"><a href="https://rollingstone.com.br/cinema/cynthia-erivo-diz-que-trouxe-sua-identidade-negra-e-queer-para-wicked-e-uma-carta-de-amor-a-quem-se-sente-diferente/">primeira Elphaba negra e </a></span><span style="font-weight: 400;"><a href="https://rollingstone.com.br/cinema/cynthia-erivo-diz-que-trouxe-sua-identidade-negra-e-queer-para-wicked-e-uma-carta-de-amor-a-quem-se-sente-diferente/"><i>queer</i></a></span><span style="font-weight: 400;">, interpretada por Cynthia Erivo, e Ariana Grande, cantora que retoma as suas origens na atuação e realiza o seu </span><span style="font-weight: 400;"><a href="https://capricho.abril.com.br/entretenimento/por-que-ariana-grande-decidiu-usar-o-nome-completo-em-creditos-de-wicked">sonho de interpretar Glinda</a></span><span style="font-weight: 400;">.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Com tamanha entrega, a atuação de ambas tira o fôlego e merece todas as indicações e aplausos que vem recebendo. Somando </span><span style="font-weight: 400;"><a href="https://www.terra.com.br/diversao/entre-telas/wicked-alem-de-levar-2-trofeus-este-foi-o-feito-inedito-do-filme-no-oscar-2025,a5d77a3bf857f775edab462b74fc6815it7l9kuj.html#:~:text=Apesar%20de%20n%C3%A3o%20ser%20a,e%20Melhor%20Figurino%20para%20Paul">duas estatuetas no Oscar 2025</a></span> <span style="font-weight: 400;"><i>e</i></span><span style="font-weight: 400;"> reiterando a caminhada de sucesso do musical que já coleciona </span><span style="font-weight: 400;"><a href="https://en.wikipedia.org/wiki/List_of_awards_and_nominations_received_by_Wicked_(musical)">64 indicações</a></span><span style="font-weight: 400;"> ao longo de sua existência, em quase 3h, o filme nos leva a viajar para outro universo, com canções agradáveis e contagiantes, nos levando a reflexões, emoções e uma paixão sem fim, que anseia pela parte dois. </span><b>&#8211; Aryadne Xavier.</b></p>
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<figure id="attachment_35070" aria-describedby="caption-attachment-35070" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-35070" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/04/Mufasa-O-Rei-Leao-Maria-Fernanda-800x461.jpg" alt="Cena do filme Mufasa. A cena mostra dois leões, conhecidos como os personagens Taka e Mufasa, além de uma leoa, a personagem Nala. O leão Taka está mais ao fundo da imagem. Os leões possuem pelo na cor caramelo. Um macaco está com um cajado, o qual é o personagem Rafiki do Rei Leão, com um pelo mais escuro. Atrás, existem montanhas e uma névoa que deixa a paisagem ao fundo quase imperceptível. Os leões e o macaco parecem prestar atenção em algo mais a frente." width="800" height="461" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/04/Mufasa-O-Rei-Leao-Maria-Fernanda-800x461.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/04/Mufasa-O-Rei-Leao-Maria-Fernanda-1024x590.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/04/Mufasa-O-Rei-Leao-Maria-Fernanda-768x442.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/04/Mufasa-O-Rei-Leao-Maria-Fernanda-1536x884.jpg 1536w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/04/Mufasa-O-Rei-Leao-Maria-Fernanda-1200x691.jpg 1200w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/04/Mufasa-O-Rei-Leao-Maria-Fernanda.jpg 1777w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-35070" class="wp-caption-text">Mufasa retoma a franquia Rei Leão com cenas fotorrealistas geradas por computador (Foto: Disney)</figcaption></figure>
<p><b>Mufasa: O Rei Leão (Mufasa: The Lion King)</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Mufasa</span><span style="font-weight: 400;"> possui uma personalidade muito admirável no primeiro filme da franquia, iniciada em 1994 com <em>O Rei Leão</em>. Acompanhar a história do seu crescimento, em <em>Mufasa: O Rei Leão</em><b>,</b> traz à tona muitas nostalgias dos longas anteriores. A tecnologia das cenas produzidas em computador continua a surpreender, ainda que existam opiniões contrárias à realidade do filme 3D, a mesma da produção live-action </span><span style="font-weight: 400;"><a href="https://youtu.be/J57HnR6FPW0?si=ZHmAsrpm-ucC4iAS"><i>O Rei Leão</i></a></span><span style="font-weight: 400;">, de 2019.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A </span><span style="font-weight: 400;"><a href="https://open.spotify.com/intl-pt/album/4m0Tu3A4sITB4KKlB6EZlK?si=nDLfu93TTPu2ejdj6pIi3A">trilha sonora</a></span><span style="font-weight: 400;"> da obra não se compara à da trilogia original, entretanto, não deixa de ser cativante. O longa continua com o tradicional musical das produções da </span><span style="font-weight: 400;"><i>Disney</i></span><span style="font-weight: 400;">, o que retoma a magia de filmes voltados ao público infantil. A obra possui uma espetacular ênfase no desenvolvimento de </span><span style="font-weight: 400;">Mufasa (Aaron Pierre)</span><span style="font-weight: 400;">, o qual desperta curiosidade no público, principalmente, devido à passagem de um relacionamento de honestidade e humildade com</span><span style="font-weight: 400;"> Scar (Kelvin Harrison Jr.) </span><span style="font-weight: 400;">para um relacionamento de inimizade. </span><b>&#8211; Maria Fernanda Beneton</b></p>
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<figure id="attachment_35071" aria-describedby="caption-attachment-35071" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-35071" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/04/Meu-Malvado-Favorito-4-Luisa-Machado-Tabchoury-800x346.png" alt="Cena do filme Meu Malvado Favorito 4. Na esquerda, Gru, personagem branco careca de casaco preto e cachecol ciza listrado, olha de canto para suas filhas (da esquerda para a direita) - Edith, Margo e Agnes - sentadas na cozinha atrás de uma bancada em que há muitas garrafas de leite." width="800" height="346" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/04/Meu-Malvado-Favorito-4-Luisa-Machado-Tabchoury-800x346.png 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/04/Meu-Malvado-Favorito-4-Luisa-Machado-Tabchoury-768x332.png 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/04/Meu-Malvado-Favorito-4-Luisa-Machado-Tabchoury.png 987w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-35071" class="wp-caption-text">A quarta produção da franquia marca o maior período entre os filmes, com 7 anos desde a última sequência. (Foto: Illumination Entertainment)</figcaption></figure>
<p><b>Meu Malvado Favorito 4 (Despicable Me 4)</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Em mais uma aventura como agente da Liga Antivilões, </span><span style="font-weight: 400;"><i>Meu Malvado Favorito 4</i></span><span style="font-weight: 400;"> é um dos melhores filmes de 2024. A animação continua com Gru (Steve Carell) e sua família, Lucy (Kristen Wiig), Margo (Miranda Cosgrove), Edith (Dana Gaier) e Agnes (Madison Polan), que agora contam com um novo membro: Gru Jr. O enredo traz mais uma missão a ser concluída, derrotar o inimigo Maxime Le Mal (Will Farrell) e sua namorada Valentina (Sofía Vergara), mas, diferente dos outros filmes em que o personagem principal morava em sua casa onde vivia com suas filhas adotadas, o protagonista precisa lidar com a paternidade de ter um bebê e uma vizinha adolescente intrometida e irritante. Com muita maestria, o longa foi </span><span style="font-weight: 400;"><a href="https://www.cnnbrasil.com.br/entretenimento/meu-malvado-favorito-4-e-o-maior-filme-da-universal-pictures-no-brasil/">o maior da </a><a href="https://www.cnnbrasil.com.br/entretenimento/meu-malvado-favorito-4-e-o-maior-filme-da-universal-pictures-no-brasil/"><em>Universal Pictures</em></a><a href="https://www.cnnbrasil.com.br/entretenimento/meu-malvado-favorito-4-e-o-maior-filme-da-universal-pictures-no-brasil/"> no Brasil</a></span><span style="font-weight: 400;">, com uma bilheteria de mais de 140 milhões de reais.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O filme recebeu indicações no <em>Academy of Science Fiction</em>, <em>Fantasy &amp; Horror</em> <em>Films</em> (Melhor Filme Animado), <em>Hollywood Music In Media Awards</em> (Melhor Música Original) e <em>Chinese American Film Festival</em>, no qual venceu a categoria como o Filme Norte-Americano Mais Popular na China. Para quem está procurando uma produção mais leve, com muitas risadas e um herói divertido, </span><span style="font-weight: 400;"><a href="https://www.youtube.com/watch?v=seSIJf5mhPE">Gru e sua equipe fiel de incontáveis Minions</a></span><span style="font-weight: 400;">, devem ser a escolha para aproveitar uma sessão de cinema em casa com a família e um balde de pipoca. </span><b>&#8211; Luísa Tabchoury</b></p>
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<figure id="attachment_35072" aria-describedby="caption-attachment-35072" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-35072" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/04/e56024e7-e406-4d5a-a5fc-d8ace0b3e4a0-800x432.jpg" alt="Cena do filme Eu Vi o Brilho da TV. Na cena, os dois personagens principais aparecem de costas, lado a lado, no canto direito da imagem. À esquerda, Owen está usando um vestido em tons de rosa. À direita, Maddy está toda de preto, com mangas longas e calça comprida. Eles estão em um campo de futebol vazio, à noite, olhando para as árvores mais para frente. No céu estrelado tem uma lua cheia sobre eles, com a imagem de um rosto no centro." width="800" height="432" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/04/e56024e7-e406-4d5a-a5fc-d8ace0b3e4a0-800x432.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/04/e56024e7-e406-4d5a-a5fc-d8ace0b3e4a0-1024x553.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/04/e56024e7-e406-4d5a-a5fc-d8ace0b3e4a0-768x415.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/04/e56024e7-e406-4d5a-a5fc-d8ace0b3e4a0-1536x829.jpg 1536w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/04/e56024e7-e406-4d5a-a5fc-d8ace0b3e4a0-1200x648.jpg 1200w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/04/e56024e7-e406-4d5a-a5fc-d8ace0b3e4a0.jpg 1600w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-35072" class="wp-caption-text">Eu Vi o Brilho da TV usa de inspiração e faz referências a Buffy, a Caça-Vampiros (Foto: A24)</figcaption></figure>
<p><b>Eu Vi o Brilho da TV (I Saw the TV Glow)</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;"><a href="https://personaunesp.com.br/eu-vi-o-brilho-da-tv-critica/"><i>Eu Vi o Brilho da TV</i></a></span> <span style="font-weight: 400;">não furou a bolha o suficiente para ser lembrado pelas grandes premiações do ano como merecia, mas com certeza deixou uma marca duradoura em quem assistiu. Dirigido e escrito por Jane Schoenbrun, o filme mistura terror, drama e fantasia. A verdadeira ameaça da trama é uma tragédia muito real para muitos: passar pela vida sem viver a sua verdade. A alegoria mais óbvia proposta pelo roteiro, e reforçada por símbolos imagéticos, relaciona-se com a experiência trans e de não conformidade de gênero, mas a abordagem dessas lutas é tão sensível que ecoa para as experiências de toda a comunidade </span><span style="font-weight: 400;"><i>quee</i></span><span style="font-weight: 400;">r e até qualquer outra pessoa que se identifique com uma jornada de autoconhecimento isoladora.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O filme tem um </span><span style="font-weight: 400;"><a href="https://www.youtube.com/watch?v=AHKFHYBdqEc">visual</a></span><span style="font-weight: 400;"> único e particular. As imagens e os sons surreais evocam sentimentos no espectador que chegam antes da compreensão dos porquês. </span><span style="font-weight: 400;"><i>Eu Vi o Brilho da TV </i></span><span style="font-weight: 400;">cria uma atmosfera sufocante sobre uma sensação de nostalgia amarga. A obra utiliza as memórias dos personagens para borrar os limites entre o real e a imaginação. A posição da plateia é desconfortável e agonizante do começo ao fim dos 100 minutos de duração do longa, mas ao rolarem os créditos e a digestão do que se acabou de ver assentar, fica a mensagem de esperança em dias melhores: “</span><span style="font-weight: 400;"><i>Ainda há tempo</i></span><span style="font-weight: 400;">”. </span><b>&#8211; Giovanna Freisinger</b></p>
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<figure id="attachment_35074" aria-describedby="caption-attachment-35074" style="width: 739px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-35074" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/04/a.semente.do_.fruto_.sagrado.jpg" alt="Cena do filme A Semente do Fruto Sagrado. A imagem mostra três mulheres da mesma família. Da esquerda para a direita, há uma mulher mais velha de cabelos curtos com a boca aberta, uma mulher jovem de cabelos curtos com uma expressão séria e uma mulher mais nova de cabelos cacheados com uma expressão de medo." width="739" height="415" /><figcaption id="caption-attachment-35074" class="wp-caption-text">A Semente do Fruto Sagrado concorreu ao Oscar de Melhor Filme Internacional em 2025, mas perdeu para Ainda Estou Aqui (Foto: Mares Filmes)</figcaption></figure>
<p><b>A Semente do Fruto Sagrado (The Seed of the Sacred Fig)</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Dirigido por </span><span style="font-weight: 400;"><a href="https://oglobo.globo.com/cultura/noticia/2025/01/13/mohammad-rasoulof-iraniano-diretor-de-a-semente-do-fruto-sagrado-gostaria-de-nao-precisar-fugir-do-meu-pais.ghtml">Mohammad Rasoulof</a></span><span style="font-weight: 400;">, </span><span style="font-weight: 400;"><i>A Semente do Fruto Sagrado</i></span><span style="font-weight: 400;"> é, inicialmente, um drama sobre a política em Teerã, capital do Irã. Com a promoção de Iman (Missagh Zareh) dentro dos cargos da ditadura que comanda o país, Rezvan (Mahsa Rostami) e Sana (Setareh Maleki), filhas do homem, se veem em um conflito dentro de casa: seguir as próprias convicções ou aceitar viver sob o regime autoritário, dentro e fora de casa. Mais do que uma discussão sobre a vida em sociedade, o filme examina a lente do lado que opera os atos de perseguição e silenciamento de um povo marcado pelo medo e o desejo pela sua liberdade.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Os 167 minutos do longa-metragem são acompanhados por um tom agonizante e reflexivo em relação aos limites da perversidade que um ser humano pode cometer. Na virada do primeiro para o segundo ato, a produção segue por um caminho mais introspectivo: ao invés de analisar as consequências externas, a obra se concentra em abordar o imaginário de personas antagônicas: aqueles que lutam pela sua independência &#8211; cultural, religiosa e social &#8211; e os que tentam acabar com ela. Reconhecida pela crítica especializada, a trama da Alemanha apareceu na categoria de Melhor Filme Internacional em premiações, como o </span><span style="font-weight: 400;"><a href="https://personaunesp.com.br/tag/oscar/"><i>Oscar</i></a></span><span style="font-weight: 400;">, </span><span style="font-weight: 400;"><i>Critics Choice Awards</i></span><span style="font-weight: 400;"> e </span><span style="font-weight: 400;"><i>Globo de Ouro</i></span><span style="font-weight: 400;">. </span><b>&#8211; Guilherme Leal</b></p>
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<figure id="attachment_35075" aria-describedby="caption-attachment-35075" style="width: 735px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-35075" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/04/A-Noite-Que-Mudou-o-Pop-Ludmila-Henrique.jpg" alt="Cena do documentário A Noite que Mudou o Pop. Na imagem temos a presença do cantor Lionel Richie, um homem negro, de olhos castanhos, com o cabelo comprido cacheado e bigode nas cores pretas. Ele está vestindo uma camiseta verde escuro com detalhes ondulados e um terno prateado reluzente. Ao seu lado está o produtor Quincy Jones, um homem negro, de olhos castanhos, com o cabelo curto e de barba nas cores pretas. Ele está usando um óculos de armação preta e uma camiseta branca com uma faixa preta no meio. Eles estão dentro de um estúdio de gravação, rodeados de pessoas da equipe em volta." width="735" height="414" /><figcaption id="caption-attachment-35075" class="wp-caption-text">O documentário foi indicado na categoria de Melhor Filme Musical na 67ª edição do Grammy Awards (Foto: Netflix)</figcaption></figure>
<p><b>A Noite Que Mudou o Pop (The Greatest Night In Pop)</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;"><a href="https://open.spotify.com/intl-pt/track/3Z2tPWiNiIpg8UMMoowHIk?si=6dd85c466c104b6f"><i>“We are the world, We are the children”</i></a></span><span style="font-weight: 400;">. Dispensando apresentações, a música que marcou uma geração de pessoas e colocou como foco o combate à fome no continente africano, ganhou pela </span><span style="font-weight: 400;"><a href="https://www.youtube.com/watch?v=MD3oU1gowu4"><i>Netflix</i></a></span><span style="font-weight: 400;"><i>,</i></span><span style="font-weight: 400;"> um documentário detalhado sobre o processo de criação do </span><span style="font-weight: 400;"><i>single</i></span><span style="font-weight: 400;">, além de registros inéditos dos 45 artistas que participaram do projeto </span><span style="font-weight: 400;"><i>USA for Africa</i></span><span style="font-weight: 400;">. </span><span style="font-weight: 400;"><a href="https://personaunesp.com.br/a-noite-que-mudou-o-pop-critica/"><i>A Noite que Mudou o Pop</i></a></span><span style="font-weight: 400;">, dirigido pelo cineasta Bao Nguyen, tem uma narrativa que conquista aos poucos. A grande verdade é que o público tem conhecimento sobre a canção, sua motivação e os cantores que participaram deste marco musical, no entanto, não se sabe exatamente o que aconteceu naquela noite de janeiro de 1985.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Com essa premissa, ao explorar os bastidores da composição de</span><span style="font-weight: 400;"><a href="https://www.youtube.com/watch?v=nqAvFx3NxUM"> Lionel Richie</a></span><span style="font-weight: 400;"> e </span><span style="font-weight: 400;"><a href="https://www.youtube.com/watch?v=oRdxUFDoQe0">Michael Jackson</a></span><span style="font-weight: 400;">, produzida pelo compositor </span><span style="font-weight: 400;"><a href="https://open.spotify.com/intl-pt/artist/3rxIQc9kWT6Ueg4BhnOwRK?si=Okvuyw0wQsqkG4cqJMWT0g">Quincy Jones</a></span><span style="font-weight: 400;">, também responsável pelo direcionamento do grupo vocal, o filme documental se desenvolve pela curiosidade do telespectador. O relato atual dos músicos que participaram daquela noite, como </span><span style="font-weight: 400;"><a href="https://www.youtube.com/watch?v=LPn0KFlbqX8">Cyndi Lauper</a></span><span style="font-weight: 400;"> e </span><span style="font-weight: 400;"><a href="https://www.youtube.com/watch?v=129kuDCQtHs">Bruce Springsteen</a></span><span style="font-weight: 400;">, e claro, de Richie, que conduziu grande parte da história do documentário, também deixou tudo mais íntegro, pois transfere a visão e a experiência dos próprios artistas em tela. </span><span style="font-weight: 400;"><i>A Noite que Mudou o Pop</i></span><span style="font-weight: 400;"> é um registro sublime para os apaixonados por </span><span style="font-weight: 400;"><a href="https://www.youtube.com/watch?v=s3wNuru4U0I"><i>We Are The World</i></a></span><span style="font-weight: 400;">, além de ser uma prova viva de que a música é capaz de salvar vidas. </span><b>&#8211; Ludmila Henrique</b></p>
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<figure id="attachment_35076" aria-describedby="caption-attachment-35076" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-35076" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/04/93ee82a6-c7bb-44c7-adf2-87c813f1ebc4-800x334.jpg" alt="Cena do filme Robô Selvagem. A imagem, que se passa num campo verdejante, retrata um robô de aparência desgastada e um raposo de pelagem avermelhada compartilham um momento de curiosidade e conexão. O robô, de forma arredondada e metálica, tem um design futurista, com um corpo esférico, braços articulados e olhos brilhantes em tons de azul neon. Seu casco exibe marcas de arranhões e sujeira, sugerindo uma longa jornada ou anos de exposição aos elementos. Ele está sentado na relva alta e seca, com uma postura relaxada, como se estivesse interagindo de forma pacífica com seu companheiro animal. No topo de sua cabeça, uma pequena antena luminosa emite um brilho sutil.O raposo, por sua vez, observa atentamente o robô com os olhos curiosos e as orelhas erguidas. Seu focinho quase toca o rosto metálico da máquina, criando um contraste entre a suavidade de sua pelagem e a frieza do metal. A paisagem ao redor, com gramíneas ondulando ao vento e nuvens suaves tingidas de tons alaranjados e lilases, adiciona uma atmosfera serena e melancólica. A cena transmite um misto de inocência e mistério, sugerindo um encontro improvável entre natureza e tecnologia, onde a sensibilidade transcende as barreiras entre o orgânico e o artificial." width="800" height="334" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/04/93ee82a6-c7bb-44c7-adf2-87c813f1ebc4-800x334.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/04/93ee82a6-c7bb-44c7-adf2-87c813f1ebc4-1024x428.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/04/93ee82a6-c7bb-44c7-adf2-87c813f1ebc4-768x321.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/04/93ee82a6-c7bb-44c7-adf2-87c813f1ebc4.jpg 1170w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-35076" class="wp-caption-text">A dublagem original do longa conta com grandes nomes como Lupita Nyong’o, Pedro Pascal e Kit Connor (DreamWorks Animation)</figcaption></figure>
<p><b>Robô Selvagem (</b><b><i>The Wild Robot</i></b><b>)</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;"><i>Robô Selvagem</i></span> <span style="font-weight: 400;">surpreendeu ao se consolidar como uma das animações mais intrigantes de 2024, unindo uma trama emocionalmente profunda com temas filosóficos e sociais. Baseado no </span><span style="font-weight: 400;"><a href="https://www.peterbrownstudio.com/books/the-wild-robot/">livro de Peter Brown</a></span><span style="font-weight: 400;">, o longa aborda a jornada de uma robô que busca entender seu lugar em um mundo selvagem, explorando a coexistência entre tecnologia e natureza. A narrativa, carregada de momentos introspectivos e dilemas éticos, ressoou de maneira poderosa em um público amplo, incluindo adultos e crianças. Com animação detalhada e direção sensível, a produção foi reconhecida por críticos como uma obra que transcende seu gênero de “filme sobre robôs”, sendo indicado a prêmios como o </span><span style="font-weight: 400;"><i>Annie Awards</i></span><span style="font-weight: 400;"> e o Globo de Ouro, reafirmando o potencial de histórias que equilibram reflexão e entretenimento.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O <a href="https://www.primevideo.com/-/pt/detail/Rob%C3%B4-Selvagem/0H5X9VAJP3WU9CMN0CPCM63K2S">longa</a> de Chris Sanders tem a habilidade de dialogar com questões contemporâneas, como o impacto da automação na sociedade e a necessidade de harmonia entre progresso e preservação ambiental. Desde sua estreia, o filme acumulou elogios por sua abordagem original e ganhou prêmios em festivais de cinema animado pela profundidade de seu roteiro e pelo design visual inovador. Mais do que uma aventura animada, o longa tornou-se um estudo sobre humanidade, identidade e conexão, posicionando-se como uma produção que define o papel da animação como um veículo poderoso de transformação social. </span><b>&#8211; Marcela Jardim</b></p>
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<figure id="attachment_35077" aria-describedby="caption-attachment-35077" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-35077" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/04/Dune-Part-Two-800x400.jpg" alt="Imagem de Paul Atreides, personagem de Duna: Parte 2, interpretado por Timothée Chalamet. Paul está no deserto, com o rosto parcialmente coberto por um capuz bege que faz parte de um traje fremen, e usa um respirador no nariz, característico dos habitantes de Arrakis. Seus olhos azuis brilhantes, resultado da exposição à especiaria, destacam-se na expressão séria e determinada. Ao fundo, outros fremen, também usando trajes típicos do deserto, aparecem em desfoque." width="800" height="400" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/04/Dune-Part-Two-800x400.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/04/Dune-Part-Two-1024x512.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/04/Dune-Part-Two-768x384.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/04/Dune-Part-Two-1536x768.jpg 1536w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/04/Dune-Part-Two-2048x1024.jpg 2048w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/04/Dune-Part-Two-1200x600.jpg 1200w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-35077" class="wp-caption-text">Paul Atreides, interpretado meticulosamente por Timothée Chalamet, enfrenta a decisão de se tornar ou não o messias prometido (Foto: Warner Bros. Pictures)</figcaption></figure>
<p><b>Duna: Parte 2 (Dune: Part Two)</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Denis Villeneuve, fã de carteirinha do gênero </span><span style="font-weight: 400;"><i>Sci-Fi</i></span> <span style="font-weight: 400;"><a href="https://br.ign.com/star-wars/132828/news/tudo-descarrilou-em-1983-apesar-de-ser-grande-fa-de-star-wars-denis-villeneuve-nao-tem-interesse-em">desde criança</a></span><span style="font-weight: 400;">, prova novamente que é a pessoa ideal para adaptar a grandiosa obra de Frank Herbert. Em </span><span style="font-weight: 400;"><a href="https://personaunesp.com.br/duna-parte-2-critica/"><i>Duna: Parte 2</i></a></span><span style="font-weight: 400;">, indicado a seis categorias no </span><span style="font-weight: 400;"><a href="https://personaunesp.com.br/tag/oscar/">Oscar 2025</a></span><span style="font-weight: 400;">, incluindo Melhor Filme, o diretor leva o público a uma imersão total no deserto de </span><span style="font-weight: 400;"><i>Arrakis</i></span><span style="font-weight: 400;">, onde a narrativa épica ganha um novo fôlego. Se a primeira parte foi </span><span style="font-weight: 400;"><a href="https://www.omelete.com.br/filmes/criticas/duna-critica-dune">alvo de críticas</a></span><span style="font-weight: 400;"> pelo ritmo mais pausado, esta sequência se destaca por um senso de precipitação do início ao fim. O cineasta equilibra perfeitamente as nuances de poder, sacrifício e destino em um roteiro que ressoa tanto na grandiosidade das batalhas quanto na profundidade das relações humanas.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Os destaques técnicos são os personagens principais de </span><span style="font-weight: 400;"><a href="https://www.youtube.com/watch?v=QqmbrvluQRA&amp;pp=ygUUZHVuYSBwYXJ0ZSAyIHRyYWlsZXI%3D"><i>Duna: Parte 2</i></a></span><span style="font-weight: 400;">. A fotografia e o som, especialmente se apreciados nas telas <em>IMAX</em> para as quais o longa foi concebido, transportam o espectador diretamente para as imensidões de areia. Paisagens deslumbrantes, gravadas em </span><span style="font-weight: 400;"><a href="https://www.cnnbrasil.com.br/viagemegastronomia/viagem/cenarios-de-duna-parte-2-vao-de-cemiterio-na-italia-a-desertos-no-oriente-medio/">desertos reais</a></span><span style="font-weight: 400;">, e uma trilha sonora hipnotizante se unem para criar uma experiência cinematográfica pouco vista ultimamente. Nesta obra, Villeneuve reafirma sua maestria, entregando não apenas uma sequência à altura de seu antecessor, mas um capítulo definitivo no universo de </span><span style="font-weight: 400;"><i>Duna</i></span><span style="font-weight: 400;">. –</span><b> Arthur Caires</b></p>
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<figure id="attachment_35078" aria-describedby="caption-attachment-35078" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-35078" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/04/challengers-800x450.png" alt="Cena do filme Rivais, de Luca Guadagnino. À esquerda, vemos Mike Faist, um homem branco e loiro, que veste camiseta e boné vermelhos. À direita, vemos Josh O’Connor, um homem branco de cabelos pretos, que usa uma camiseta branca e um relógio em seu pulso esquerdo. Eles estão sentados, olhando um para o outro. Ao fundo, por detrás de um vidro, é possível ver algumas árvores desfocadas." width="800" height="450" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/04/challengers-800x450.png 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/04/challengers-1024x576.png 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/04/challengers-768x432.png 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/04/challengers-1536x864.png 1536w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/04/challengers-1200x675.png 1200w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/04/challengers.png 1600w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-35078" class="wp-caption-text">Ainda que seja um dos maiores lançamentos de 2024, o longa não recebeu nenhuma indicação ao Oscar 2025 (Foto: Amazon MGM Studios)</figcaption></figure>
<p><strong>Rivais (Challengers)</strong></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Se tem algo que Luca Guadagnino sabe fazer com maestria é explorar o desejo por meio da sutileza – e, sendo dirigido por ele, </span><span style="font-weight: 400;"><a href="https://personaunesp.com.br/rivais-critica/"><i>Challengers</i></a></span><span style="font-weight: 400;"> (no original) não poderia seguir um caminho diferente. Cada cena do filme é carregada de um erotismo que não precisa de cenas explícitas para se fazer presente, ao mesmo tempo em que oferece uma análise profunda sobre questões como o ego e a ambição.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O triângulo amoroso composto por </span><span style="font-weight: 400;">Zendaya</span><span style="font-weight: 400;">, Josh O’Connor e Mike Faist emite uma energia imparável constante, ao passo que eles se comportam como verdadeiras estrelas de Cinema do começo ao fim. A mistura do caos hipnótico causado por eles e a superfície plácida do luxuoso mundo do tênis resulta em uma experiência fascinante, cujo único objetivo é fazer com que o público se deleite com a diversão pura e decadente desses </span><span style="font-weight: 400;"><a href="https://www.youtube.com/watch?v=MDnVk5jIJr0"><i>Rivais</i></a></span><span style="font-weight: 400;">. Afinal, amor e ódio são os lados de uma mesma moeda, certo? </span><b>&#8211; Raquel Freire</b></p>
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<figure id="attachment_35079" aria-describedby="caption-attachment-35079" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-35079" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/04/Alien-Romulus-Guilherme-Siqueira-800x527.jpg" alt="Cena do filme Alien: Romulus. A cena mostra a personagem Rain, interpretada por Cailee Spaeny, uma mulher de pele clara e cabelos lisos, em um ambiente muito escuro, ela usa um traje espacial, com um capacete de vidro iluminado internamente com luzes amareladas. Ela olha para sua esquerda com uma expressão de assombro." width="800" height="527" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/04/Alien-Romulus-Guilherme-Siqueira-800x527.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/04/Alien-Romulus-Guilherme-Siqueira-1024x675.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/04/Alien-Romulus-Guilherme-Siqueira-768x506.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/04/Alien-Romulus-Guilherme-Siqueira-1200x791.jpg 1200w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/04/Alien-Romulus-Guilherme-Siqueira.jpg 1440w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-35079" class="wp-caption-text">Alien: Romulus é o híbrido genético perfeito do terror com a ficção científica (Foto: 20th Century Studios)</figcaption></figure>
<p><b>Alien: Romulus (Alien: Romulus)</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;"><a href="https://personaunesp.com.br/alien-romulus-critica/"><i>Alien: Romulus</i></a></span><span style="font-weight: 400;"> foi anunciado em um momento delicado para a franquia </span><span style="font-weight: 400;"><a href="https://personaunesp.com.br/alien-isolation-10-anos/#google_vignette"><i>Alien</i></a></span><span style="font-weight: 400;">, já que </span><span style="font-weight: 400;"><i>Prometheus </i></span><span style="font-weight: 400;">(2012) e </span><span style="font-weight: 400;"><i>Alien: Covenant </i></span><span style="font-weight: 400;">(2017), últimos filmes relacionados à série, dirigidos pelo primeiro idealizador das criaturas, Ridley Scott, não tiveram os resultados esperados em crítica e bilheteria. Mas esse filme inverteu qualquer expectativa negativa, não por sorte, mas por talento e jogo de cintura do diretor Fede Álvarez que soube resgatar o terror visceral que fez do primeiro filme da série um dos mais impactantes na cultura </span><span style="font-weight: 400;"><i>pop</i></span><span style="font-weight: 400;">.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Ambientado novamente em lugares fechados e claustrofóbicos, acompanhando a história de jovens que tentam escapar da colônia espacial insalubre em que vivem e trabalham, o longa dialoga com seu precursor de 1979 de diversas formas. Como, por exemplo, a temática do poder cada vez mais ilimitado das grandes corporações, o avanço brutal e impossível de se conter da inteligência artificial e da tecnologia em geral, bem como a tentativa vã da humanidade de controlar os elementos naturais do universo, seja por ganância ou mesmo por sobrevivência. </span><span style="font-weight: 400;"><a href="https://www.youtube.com/watch?v=2EmyntY2myo"><i>Alien: Romulus</i></a></span><span style="font-weight: 400;"> teve o seu lugar de destaque e injetou uma dose generosa de ficção científica da melhor qualidade nos cinemas em 2024. </span><b>&#8211; Guilherme Dias Siqueira</b></p>
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<figure id="attachment_35080" aria-describedby="caption-attachment-35080" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-35080" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/04/976947f0-3b52-43c7-8a1a-baa8b0155596-800x448.jpg" alt="Cena do filme Ainda Estou Aqui. A imagem mostra uma família, composta por uma mãe, um filho e três filhas, sentados em um quarto de jovens garotas, decorado com papel de parede e posters. A mãe é Eunice Paiva, interpretada por Fernanda Torres, que está sentada na cama de pernas cruzadas. Ela é uma mulher branca, de cabelos castanhos de tamanho médio, escovados para trás. Ela usa uma camiseta estampada com formas geométricas em tons de verde e uma saia esverdeada. Uma das filhas está sentada na cama, ao lado Eunice; ela é Mabiu Paiva, interpretada por Cora Mora. Ela é uma menina branca, de cabelos castanhos, lisos e longos. Ela usa uma camiseta florida. Embaixo, sentado no chão, está Marcelo Rubens Paiva, interpretado por Guilherme Silveira. Ele é um menino branco, de cabelos castanhos e lisos, em corte tigelinha. Ele usa uma camiseta amarela pastel. De costas para a câmera, aparecem as filhas Nalu Paiva, interpretada por Bárbara Luz, e Eliana Paiva, interpretada por Luiza Kosovski. Nalu é uma menina branca, e tem cabelos castanhos, curtos e cacheados. Eliana é uma menina branca, e tem cabelos castanhos, lisos e longos. " width="800" height="448" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/04/976947f0-3b52-43c7-8a1a-baa8b0155596-800x448.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/04/976947f0-3b52-43c7-8a1a-baa8b0155596-1024x573.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/04/976947f0-3b52-43c7-8a1a-baa8b0155596-768x430.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/04/976947f0-3b52-43c7-8a1a-baa8b0155596-1536x860.jpg 1536w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/04/976947f0-3b52-43c7-8a1a-baa8b0155596-1200x672.jpg 1200w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/04/976947f0-3b52-43c7-8a1a-baa8b0155596.jpg 1600w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-35080" class="wp-caption-text">Ainda Estou Aqui relembra, de forma extremamente necessária, os horrores da Ditadura Militar Brasileira (Foto: Globoplay)</figcaption></figure>
<p><b>Ainda Estou Aqui</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Maria Lucrécia Eunice Facciolla Paiva. Como começar a explicar Eunice Paiva? Advogada. Defensora dos direitos humanos. Especialista em direito indígena. Mãe. Viúva. Vítima da Ditadura Militar Brasileira. Essas palavras são poucas para definir quem é Eunice. Marcelo Rubens Paiva recorda suas próprias </span><span style="font-weight: 400;"><a href="https://oglobo.globo.com/cultura/livros/em-ainda-estou-aqui-marcelo-rubens-paiva-expoe-delicado-acerto-de-contas-com-mae-17098466">memórias</a></span><span style="font-weight: 400;"> no livro </span><span style="font-weight: 400;"><a href="https://personaunesp.com.br/ainda-estou-aqui-critica/"><i>Ainda Estou Aqui</i></a></span><span style="font-weight: 400;"> – que foi adaptado para o Cinema pelas mãos de Walter Salles. </span><span style="font-weight: 400;"><a href="https://youtu.be/P3TZjP_vVso?si=wSvHipbmfuj3rfg1">Fernanda Torres</a></span><span style="font-weight: 400;"> encarna Eunice; Selton Mello interpreta o ex-deputado </span><span style="font-weight: 400;"><a href="https://memorialdaresistenciasp.org.br/pessoas/rubens-beyrodt-paiva/">Rubens Paiva</a></span><span style="font-weight: 400;">. As atuações são emocionantes e únicas não só pelo talento dos atores, mas também pela caracterização e ambientação da produção.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Fernanda Torres fez um trabalho excepcional ao viver Eunice Paiva. A dor, a indignação com a situação e o sofrimento pela perda de Rubens se demonstram em um olhar, um pequeno gesto, um abraço, um sorriso. </span><span style="font-weight: 400;"><a href="https://youtu.be/gDunV808Yf4?si=KD8mRkPPlgmLeYRN"><i>Ainda Estou Aqui</i></a></span><span style="font-weight: 400;"> é importantíssimo para lembrar dos horrores vividos no Brasil após o Golpe de 1964. A tortura, os sumiços, os assassinatos nunca podem ser esquecidos. A violência vivenciada no país teve vários formatos: indo da física à psicológica; até a crueldade dos desaparecimentos e de não se ter respostas – a cena em que Torres esbraveja “</span><span style="font-weight: 400;"><a href="https://youtu.be/na27WFDA08c?si=xPNFVFFrWCT4pGGg"><i>cadê meu marido?!</i></a></span><span style="font-weight: 400;">” é um dos momentos mais marcantes do longa. O sucesso de </span><span style="font-weight: 400;"><i>Ainda Estou Aqui </i></span><span style="font-weight: 400;">não é à toa – as </span><span style="font-weight: 400;"><a href="https://www.bbc.com/portuguese/articles/cd7dgzlevx4o.amp">três indicações</a></span><span style="font-weight: 400;"> e uma vitória no </span><span style="font-weight: 400;"><a href="http://personaunesp.com.br/tag/oscar"><i>Oscar</i></a></span><span style="font-weight: 400;"> 2025 não mentem –, e, com os acontecimentos recentes do mundo, não custa lembrar: ditadura nunca mais. </span><b>– Laura Hirata-Vale</b></p>
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<figure id="attachment_35081" aria-describedby="caption-attachment-35081" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-35081" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/04/Longlegs-Esther-800x400.jpeg" alt="Cena de Longlegs. Um homem branco, de olhos claros, rosto esbranquiçado e cabelos grisalhos, na altura do ombro, olha fixamente para a câmera. Ele veste uma camisa verde clara, com um lenço de listras verdes no pescoço. Ambas as peças estão cobertas por uma jaqueta cinza, com um broche de flor dourado, e uma mochila azul nas costas. Atrás do personagem, aparece um gramado, coberto por uma fina camada de neve, e uma placa indicando um ponto de ônibus. O céu está repleto de nuvens." width="800" height="400" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/04/Longlegs-Esther-800x400.jpeg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/04/Longlegs-Esther-1024x512.jpeg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/04/Longlegs-Esther-768x384.jpeg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/04/Longlegs-Esther-1536x768.jpeg 1536w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/04/Longlegs-Esther-1200x600.jpeg 1200w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/04/Longlegs-Esther.jpeg 1800w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-35081" class="wp-caption-text">Para interpretar Longlegs, Nicolas Cage se inspirou nos comportamentos de sua mãe, diagnosticada com depressão e esquizofrenia (Foto: NEON Rated, LLC)</figcaption></figure>
<p><b>Longlegs &#8211; Vínculo Mortal (Longlegs)</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O emblemático longa de Oz Perkins, </span><span style="font-weight: 400;"><i>Longlegs &#8211; Vínculo Mortal</i></span><span style="font-weight: 400;">, destaca-se em meio às recentes estreias do Horror. Diferentemente do que ocorre nos gritos desesperados de Cecília em </span><span style="font-weight: 400;"><i>Imaculada</i></span><span style="font-weight: 400;"> (</span><span style="font-weight: 400;"><i>Immaculate</i></span><span style="font-weight: 400;">, originalmente) ou nas cenas violentas de </span><span style="font-weight: 400;"><i>O Mal Que Nos Habita</i></span><span style="font-weight: 400;"> (</span><span style="font-weight: 400;"><i>When Evil Lurks</i></span><span style="font-weight: 400;">), mecanismos </span><span style="font-weight: 400;"><a href="https://g1.globo.com/pop-arte/cinema/noticia/2024/09/03/por-que-longlegs-e-tao-assustador-conheca-filme-que-esta-aterrorizando-publico-nos-cinemas.ghtml">pouco óbvios</a></span><span style="font-weight: 400;"> são o que constroem a atmosfera macabra nessa trama. A característica hipnotiza os fãs pouco sedentos por sangue, mas muito saudosos da adrenalina própria do gênero.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Em </span><span style="font-weight: 400;"><i>Longlegs</i></span><span style="font-weight: 400;">, o arrepio na espinha e o frio na barriga tomam o público nos momentos menos prováveis: o preto e vermelho gritantes ao som de </span><span style="font-weight: 400;"><a href="https://www.adorocinema.com/noticias/filmes/noticia-1000099104/">T. Rex</a></span><span style="font-weight: 400;">, as aproximações repentinas e silenciosas em pontos do enquadramento e – claro – a ousada primeira aparição de Dale Kobble (Nicolas Cage); o diretor escolhe exibir na tela apenas parte do rosto do personagem. Incrivelmente assustadora, a obra e a </span><span style="font-weight: 400;"><a href="https://ffw.uol.com.br/materias/longlegs-por-tras-do-visual-do-aguardado-filme/">figura</a></span><span style="font-weight: 400;"> que a nomeia conquistaram seu posto no imaginário do público – e, por consequência, nos melhores lançamentos do Cinema em 2024. </span><b>&#8211; Esther Chahin </b></p>
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<figure id="attachment_35082" aria-describedby="caption-attachment-35082" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-35082" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/04/9362f185-bbfa-47a3-997f-d06c12493833-800x450.jpg" alt="Cena de Um Homem Diferente. Nela, vemos três pessoas em um sofá verde escuro com algumas almofadas brancas e pretas. No centro, está Edward, um homem branco e de cabelos pretos. Ele veste uma camisa marrom de manga comprida e gola alta e uma calça preta. Edward está sério olhando para frente e segura uma máscara no colo. Do lado direito, temos Ingrid, uma mulher branca de cabelos castanhos. Ela veste um vestido preto com detalhes em branco na parte de cima. Ela está de pernas cruzadas e olhando para cima. Do lado esquerdo, temos Oswald, um homem branco de cabelos pretos. Oswald tem o rosto desfigurado devido a uma doença chamada neurofibromatose. Ele veste um terno marrom e gravata marrom claro. Oswald está em pé atrás do sofá e apoiado nele com as mãos, enquanto olha para Ingrid. Ao fundo, a cozinha de um apartamento." width="800" height="450" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/04/9362f185-bbfa-47a3-997f-d06c12493833-800x450.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/04/9362f185-bbfa-47a3-997f-d06c12493833-1024x576.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/04/9362f185-bbfa-47a3-997f-d06c12493833-768x432.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/04/9362f185-bbfa-47a3-997f-d06c12493833-1536x864.jpg 1536w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/04/9362f185-bbfa-47a3-997f-d06c12493833-1200x675.jpg 1200w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/04/9362f185-bbfa-47a3-997f-d06c12493833.jpg 1600w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-35082" class="wp-caption-text">No ano em que o terror corporal junto com a crítica social dominou as telas, Um Homem Diferente o replica da forma mais inventiva e não óbvia possível (Foto: A24)</figcaption></figure>
<p><b>Um Homem Diferente (A Different Man)</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Sim, não podemos negar que 2024 foi o ano de </span><span style="font-weight: 400;"><a href="https://personaunesp.com.br/a-substancia-critica/"><i>A Substância</i></a></span><span style="font-weight: 400;">, mas ao se olhar um pouco mais para fora dos holofotes, </span><span style="font-weight: 400;"><i>Um Homem Diferente </i></span><span style="font-weight: 400;">emula os mesmos méritos do longa de Coralie Fargeat, mas de forma mais sútil e sem escancarar tanto que se trata de uma obra crítica. Para isso, o diretor e roteirista Aaron Scheinberg conta com um humor desconfortavelmente ácido para traduzir outra história de obsessão e padrões da sociedade.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">No longa, acompanhamos Edward (Sebastian Stan), um homem que sofre com neurofibromatose, uma doença que acaba desfigurando seu rosto. Ele passa então por uma cirurgia inédita que o coloca nos padrões da sociedade, mas, mesmo com a confiança restaurada, vê a vida que sonhava ruir a partir do momento em que, secretamente, aceita participar de uma peça sobre ele mesmo. </span><span style="font-weight: 400;"><a href="https://personaunesp.com.br/um-homem-diferente-critica/"><i>Um Homem Diferente</i></a></span><span style="font-weight: 400;"> mostra sua força e originalidade através de um roteiro intencionado em conduzir a percepção do espectador para diferentes caminhos, que chega nesse resultado através da atuação de seu trio principal – destaque para Adam Pearson, que realmente sofre da doença – mas, principalmente para Sebastian Stan, se provando uma força da atuação que teve nesse ano seus melhores trabalhos. </span><b>&#8211; Guilherme Veiga</b></p>
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<figure id="attachment_35083" aria-describedby="caption-attachment-35083" style="width: 735px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-35083" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/04/Todo-Tempo-Que-Temos-Ludmila-Henrique.jpg" alt="Cena do filme Todo o Tempo que Temos. Na imagem temos a presença de Almut (Florence Pugh), uma mulher branca, de olhos verdes e cabelo loiro liso preso em um coque. Ela está vestindo uma camisa branca de mangas compridas. Ao seu lado está Tobias (Andrew Garfield), um homem branco, de olhos castanhos e cabelo curto ondulado. Ele está vestindo uma camisa cinza de mangas compridas. Eles estão se abraçando enquanto olham um para o outro. Eles estão em um local fechado, com uma luz baixa e meio amarelada." width="735" height="449" /><figcaption id="caption-attachment-35083" class="wp-caption-text">A trajetória de um casal correndo atrás do tempo (Foto: A24)</figcaption></figure>
<p><b>Todo Tempo Que Temos (We Live In Time)</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A história de amor entre Almut (</span><span style="font-weight: 400;"><a href="https://personaunesp.com.br/adoraveis-mulheres-5-anos/">Florence Pugh</a></span><span style="font-weight: 400;">) e Tobias (</span><span style="font-weight: 400;"><a href="https://personaunesp.com.br/tick-tick-boom-critica/">Andrew Garfield</a></span><span style="font-weight: 400;">, se constrói em ínfimos espaços de tempo. Um encontro sem data e nem hora, de supetão mesmo. Mas que alcança a maturidade após uma notícia abrupta atingir o casal. Em </span><span style="font-weight: 400;"><a href="https://www.youtube.com/watch?v=MH02yagHaNw"><i>Todo Tempo Que Temos</i></a></span><span style="font-weight: 400;">, acompanhamos, por meio de linhas temporais, o romance de uma década, embarcada através de movimentos de sua trajetória, desafiando toda a existência presente em uma ou mais vidas.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Pelo olhar poético de </span><span style="font-weight: 400;"><a href="https://www.youtube.com/watch?v=OwYLVi8AvP8">John Crowley</a></span><span style="font-weight: 400;">, o longa-metragem toma forma através do simples. É a simplicidade de uma vida, assim como ela deveria ser, obviamente com alguns altos e baixos, mas que deixa a história do casal tão real. O enredo do filme explora perfeitamente esse ‘acaso’ presente na rotina deles, endossando em certos momentos para criar um </span><span style="font-weight: 400;"><i>clímax</i></span><span style="font-weight: 400;"> em algumas cenas, mas que de nenhum modo relata algo impossível de acontecer. </span><span style="font-weight: 400;"><a href="https://personaunesp.com.br/todo-tempo-que-temos-critica/"><i>We Live In Time</i></a></span><span style="font-weight: 400;"> (no original) carrega alguns clichês presentes no gênero, no entanto, continua sendo uma linda história de superação de medos e um lembrete para aproveitar cada detalhe que a nossa jornada oferecer. </span><b>&#8211; Ludmila Henrique</b></p>
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<figure id="attachment_35084" aria-describedby="caption-attachment-35084" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-35084" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/04/Jurado-no2-800x450.jpg" alt="Ao fundo estão os personagens de Cedric Yarbrough e Rebecca Koon. O primeiro está à direita com uma camiseta preta e o olhar vago e a segunda está à esquerda com uma camiseta rosa e uma blusa branca, ela está olhando para algo fora do plano. Mais a frente, em foco e no centro da imagem está o personagem de Nicholas Hoult, ele está com uma expressão preocupada, olhando para algo fora da câmera." width="800" height="450" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/04/Jurado-no2-800x450.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/04/Jurado-no2-768x432.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/04/Jurado-no2.jpg 960w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-35084" class="wp-caption-text">O filme chegou direto no streaming na maioria dos países (Foto: Warner Bros. Pictures)</figcaption></figure>
<p><b>Jurado Nº2 (Juror #2)</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Em meio a temporada de premiações, como o Globo de Ouro, o <em>BAFTA</em> e o </span><span style="font-weight: 400;"><a href="https://personaunesp.com.br/tag/oscar-2024/"><i>Oscar</i></a></span><span style="font-weight: 400;">, </span><span style="font-weight: 400;"><a href="https://personaunesp.com.br/jurado-no2-critica/"><i>Jurado Nº2</i></a></span> <span style="font-weight: 400;">ficou deixado de lado pela <em>Warner Bros</em>, que preferiu focar a sua campanha para </span><span style="font-weight: 400;"><i>Duna 2</i></span><span style="font-weight: 400;">. A fita não chegou nem a ser lançada nos cinemas na maioria dos países, com exceção aos Estados Unidos, no resto do mundo o longa foi direto para o </span><span style="font-weight: 400;"><a href="https://www.adorocinema.com/noticias/filmes/noticia-1000116296/"><i>streaming</i></a></span> <span style="font-weight: 400;">da Max. No entanto, </span><span style="font-weight: 400;"><a href="https://personaunesp.com.br/cry-macho-o-caminho-para-redencao-critica/">Clint Eastwood</a></span><span style="font-weight: 400;"> mostra que quem perde é a empresa e as premiações, pois ele acaba de lançar a sua mais nova obra-prima.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Na trama, Justin (</span><span style="font-weight: 400;"><a href="https://www.adorocinema.com/noticias/filmes/noticia-1000121196/">Nicholas Hoult</a></span><span style="font-weight: 400;">) e Allison (Zoey Deutch) são casados e esperam seu primeiro filho, em uma gravidez de risco. Em meio a isso, o protagonista é convocado para ser um dos jurados em um julgamento. Contudo, o que não esperava é que ele estava envolvido com o caso, podendo levá-lo direto para a cadeia. O cineasta desconstrói os conceitos de justiça e a narrativa vendida sobre imparcialidade do sistema americano. A obra</span> <span style="font-weight: 400;">não é um drama de tribunal que busca descobrir o que aconteceu. O seu maior apelo está no questionamento: o que é verdade e o que é justiça? &#8211; </span><b>Guilherme Moraes</b></p>
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<figure id="attachment_35085" aria-describedby="caption-attachment-35085" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-35085" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/04/Look-Back-Leonardo-Quinalha-800x400.png" alt="A cena mostra as personagens Kyomoto com seu cabelo desgrenhado e franja cobrindo o rosto e Fujino com seu cabelo curto coberto por um gorro, elas olham apreensivas e nervosas para uma revista enquanto estão em uma loja de conveniência." width="800" height="400" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/04/Look-Back-Leonardo-Quinalha-800x400.png 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/04/Look-Back-Leonardo-Quinalha-1024x512.png 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/04/Look-Back-Leonardo-Quinalha-768x384.png 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/04/Look-Back-Leonardo-Quinalha-1200x600.png 1200w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/04/Look-Back-Leonardo-Quinalha.png 1437w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-35085" class="wp-caption-text">Look Back é uma história emocionante e trágica sobre crescimento (Foto: Cinecolor)</figcaption></figure>
<p><b>Look Back</b><strong> (Look Back)</strong></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Fujino (Yuumi Kawaii), uma estudante do ensino médio que adora desenhar e é amada por todos da classe, descobre, um dia, que outra colega, Kyomoto (Mizuki Yoshida), desenha melhor que ela, causando-lhe inveja. Após dividirem as publicações de tirinhas no jornal da escola, as duas se encontram ao final do ensino médio e iniciam uma jornada que envolve carinho, autoconhecimento, </span><span style="font-weight: 400;"><a href="https://www.jbox.com.br/2024/09/24/critica-look-back-e-uma-reflexao-sobre-a-humanidade-da-arte/">descobrimento do mundo</a></span><span style="font-weight: 400;"> e uma pitada de dor.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Baseado no mangá </span><span style="font-weight: 400;"><i>one-shot </i></span><span style="font-weight: 400;">(2021</span><span style="font-weight: 400;"><i>) </i></span><span style="font-weight: 400;">de mesmo nome, escrita pelo mangaká </span><span style="font-weight: 400;"><a href="https://ovicio.com.br/conheca-a-historia-de-tatsuki-fujimoto-o-criador-de-chainsaw-man/">Tatsuki Fujimoto</a></span><span style="font-weight: 400;">, criador de </span><span style="font-weight: 400;"><i>Chainsaw man</i></span><span style="font-weight: 400;">, o longa de apenas 58 minutos dirigido por Kiyotaka Oshiyama e que ganhou prêmio de melhor animação no</span><span style="font-weight: 400;"><i> Japan Academy Awards, é </i></span><span style="font-weight: 400;">encantador para qualquer um que ame animações. A beleza nos movimentos envoltos com a trilha sonora tornam a obra uma jornada emocionante, ao mesmo tempo, doce e amarga para todos que já lutaram por um sonho, trazendo assim uma linda mensagem sobre crescimento. &#8211; </span><b>Leonardo Quinalha</b></p>
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<figure id="attachment_35086" aria-describedby="caption-attachment-35086" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-35086" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/04/Feios-Maria-Fernanda-800x450.jpg" alt="Cena do filme Feios. A imagem mostra a personagem Tally, interpretada pela atriz Joey King, que está se olhando em um espelho eletrônico, no qual é capaz de mudar sua aparência. No espelho, a moça possui cabelos com luzes, entretanto seu cabelo real é castanho. No espelho, seus olhos são dourados, sua boca é maior e ela está vestindo uma blusa preta de gola alta. É possível ver o cabelo e uma pequena parte do rosto da personagem enquanto ela se olha no espelho." width="800" height="450" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/04/Feios-Maria-Fernanda-800x450.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/04/Feios-Maria-Fernanda-1024x576.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/04/Feios-Maria-Fernanda-768x432.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/04/Feios-Maria-Fernanda-1536x864.jpg 1536w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/04/Feios-Maria-Fernanda-1200x675.jpg 1200w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/04/Feios-Maria-Fernanda.jpg 1920w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-35086" class="wp-caption-text">Feios retrata uma nova ideia de distopia que dita a beleza social (Foto: Netflix)</figcaption></figure>
<p><b>Feios (Uglies)</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;"><a href="https://youtu.be/EUL6v8rFrzE?si=Efr0Ehw4uLaCZt02"><i>Feios</i></a></span><span style="font-weight: 400;"> possui extrema relevância social, uma vez que retrata uma sociedade futurística com muito apego aos padrões de beleza em detrimento das características humanas. A produção possui efeitos especiais muito bons e que expressam uma ambientação científica.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O longa traz uma trama parecida com a franquia </span><span style="font-weight: 400;"><a href="https://youtu.be/ALIaNcHNcUs?si=D6kgb7nlMAEWKgTj"><i>Divergente</i></a></span><span style="font-weight: 400;">. No início da obra, é possível prever as ideias da história e como ela vai terminar. No entanto, dá para se surpreender, pois o desenvolvimento e o desfecho da história não possuem o mesmo roteiro visto em filmes de distopia jovem. Pode-se afirmar que o final é um daqueles em que se perde a cabeça. A produção é um divisor de águas: você ama ou odeia. </span><b>&#8211; Maria Fernanda Beneton</b></p>
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<figure id="attachment_35087" aria-describedby="caption-attachment-35087" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-35087" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/04/civil-war-800x600.png" alt="Cena do filme Guerra Civil, de Alex Garland. Na imagem, vemos Kirsten Dunst, uma mulher branca com cabelos loiros presos. Ela usa uma camisa branca de manga comprida, um colete preto por cima, uma bolsa na transversal de seu corpo e duas câmeras penduradas em seu pescoço, na qual uma delas se encontra em suas mãos. Ela olha para a câmera com uma expressão apreensiva. Toda a imagem possui tons alaranjados e é possível ver pontos de luz atrás dela." width="800" height="600" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/04/civil-war-800x600.png 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/04/civil-war-1024x768.png 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/04/civil-war-768x576.png 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/04/civil-war-1536x1152.png 1536w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/04/civil-war-1200x900.png 1200w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/04/civil-war.png 1600w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-35087" class="wp-caption-text">Com um orçamento de 50 milhões de dólares, Guerra Civil está entre os filmes mais caros da produtora A24 (Foto: Diamond Films)</figcaption></figure>
<p><strong>Guerra Civil (Civil War)</strong></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Os bons filmes de guerra são feitos para deixarem os espectadores desconfortáveis diante do que estão assistindo. É o que faz sentido: o confronto é desumano e qualquer representação dele deve ser tingida com a dura realidade. No entanto, </span><span style="font-weight: 400;"><a href="https://www.youtube.com/watch?v=aDyQxtg0V2w"><i>Civil War</i></a></span> <span style="font-weight: 400;">(no original) possui um propósito diferente. A distopia de Alex Garland é um apelo à reflexão sobre como nos recusamos a deixar que esse tipo de imagem nos afete. O diretor não quer nos fazer sentir, mas quer que nos questionemos por que não sentimos nada, e essa foi uma escolha extraordinária.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A ideia do longa é retratar que só consegue passar por esses horrores quem se &#8216;desliga’ deles, e essa interpretação está longe de servir apenas para o universo fictício onde </span><span style="font-weight: 400;"><a href="https://personaunesp.com.br/homem-aranha-2-20-anos/">Kirsten Dunst</a></span><span style="font-weight: 400;">, </span><span style="font-weight: 400;"><a href="https://personaunesp.com.br/marighella-critica/">Wagner Moura</a></span><span style="font-weight: 400;">, </span><span style="font-weight: 400;"><a href="https://personaunesp.com.br/priscilla-critica/">Cailee Spaeny</a></span><span style="font-weight: 400;"> e Stephen Henderson são fotojornalistas. Apesar de ter sido lançado em um ano carregado por medo e tensão, </span><span style="font-weight: 400;"><i>Guerra Civil</i></span><span style="font-weight: 400;"> evita qualquer correlação direta com o cenário político atual, e tal fato só deixa suas entrelinhas ainda mais claras. </span><b>&#8211; Raquel Freire</b></p>
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<figure id="attachment_35088" aria-describedby="caption-attachment-35088" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-35088" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/04/megalopolis-1-800x450.webp" alt="Cena do filme Megalópolis Na imagem, o personagem Cesar Catilina está no topo de um prédio, se equilibrando para não cair da beirada. O prédio, no canto esquerdo, possui muitas janelas de vidro. À direita há o céu, o horizonte da cidade e o sol amarelo. Cesar é um homem branco na faixa dos 40 anos, de cabelos escuros e curto. Ele veste um terno preto." width="800" height="450" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/04/megalopolis-1-800x450.webp 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/04/megalopolis-1-1024x576.webp 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/04/megalopolis-1-768x432.webp 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/04/megalopolis-1-1536x864.webp 1536w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/04/megalopolis-1-1200x675.webp 1200w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/04/megalopolis-1.webp 1920w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-35088" class="wp-caption-text">O diretor Coppola levou 40 anos para lançar sua obra mais ambiciosa (Foto: American Zoetrope)</figcaption></figure>
<p><b>Megalópolis (Megalopolis)</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Indicado ao </span><span style="font-weight: 400;"><a href="https://www.metropoles.com/entretenimento/cinema/coringa-2-e-megalopolis-lideram-indicacoes-ao-framboesa-de-ouro-2025">Framboesa de Ouro 2025</a></span><span style="font-weight: 400;">, fracasso de bilheteria e esculhambado por crítica e público, afinal, por que </span><span style="font-weight: 400;"><i>Megalópolis</i></span><span style="font-weight: 400;"> faz parte desta lista? O filme, financiado por Francis Ford Coppola, é mais um caso do panteão de obras não compreendidas pelo seu tempo, tal como </span><span style="font-weight: 400;"><i>Homem-Aranha 3 </i></span><span style="font-weight: 400;">(2007) e </span><span style="font-weight: 400;"><a href="https://personaunesp.com.br/garota-infernal-critica/"><i>Garota Infernal</i></a></span> <span style="font-weight: 400;">(2009) &#8211; e deve ser alvo do revisionismo daqui a alguns anos. Assim como o protagonista Cesar Catilina (Adam Driver), um arquiteto visionário que deseja construir uma cidade utópica, o longa é uma quimera.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A castração dos olhos do público acostumado com o cinza da</span><span style="font-weight: 400;"><i> Marvel Studios</i></span><span style="font-weight: 400;"> ou pela ausência de contato com a filmografia do cineasta, que já havia concebido imagens artificiais e oníricas em </span><span style="font-weight: 400;"><i>O Fundo do Coração</i></span><span style="font-weight: 400;"> (1982) e </span><span style="font-weight: 400;"><i>Drácula de Bram Stoker</i></span><span style="font-weight: 400;"> (1992), pode justificar a má recepção de </span><span style="font-weight: 400;"><a href="https://personaunesp.com.br/megalopolis-critica/"><i>Megalópolis</i></a></span><span style="font-weight: 400;">. A obra caminha em oposição ao realismo e o cinismo de </span><span style="font-weight: 400;"><i>Hollywood</i></span><span style="font-weight: 400;">, compondo cenas abstratas e com o texto bastante inocente e um final meloso, crédulo em um futuro melhor. O sonho do diretor merece um lugar nesta lista, porque em 2024 ele ousou desafiar o </span><span style="font-weight: 400;"><i>status quo</i></span><span style="font-weight: 400;">. </span><b>&#8211; Davi Marcelgo</b></p>
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<figure id="attachment_35089" aria-describedby="caption-attachment-35089" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-35089" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/04/The-Substance-800x333.jpg" alt="Imagem do filme A Substância. Na cena, as personagens Sue e Elizabeth Sparkle estão sentadas se encarando em horror durante uma briga sangrenta. À esquerda, Sue é uma jovem branca de cabelos escuros e olhos claros. Já à direita, Sparkle é uma senhora deteriorada, a aparência é produzida por maquiagem. O fundo se trata do apartamento super rosa que as duas dividem." width="800" height="333" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/04/The-Substance-800x333.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/04/The-Substance-1024x427.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/04/The-Substance-768x320.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/04/The-Substance-1536x640.jpg 1536w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/04/The-Substance-1200x500.jpg 1200w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/04/The-Substance.jpg 1920w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-35089" class="wp-caption-text">A Substância recebeu cinco indicações ao Oscar 2025; algo não comum para uma premiação que tem horror ao gênero (Foto: Mubi)</figcaption></figure>
<p><b>A Substância (The Substance)</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Sintetizadores eletrizantes ajudam a ambientar </span><span style="font-weight: 400;"><a href="https://personaunesp.com.br/a-substancia-critica/"><i>A Substância</i></a></span><span style="font-weight: 400;">, um dos filmes mais comentados nas redes sociais em 2024. Dirigido pela francesa Coralie Fargeat, o longa se trata de um </span><span style="font-weight: 400;"><i>body horror</i></span><span style="font-weight: 400;">, surpreendentemente fácil de digerir. Mesmo com referências a grandes clássicos do gênero, como </span><span style="font-weight: 400;"><i>O Iluminado</i></span><span style="font-weight: 400;"> (1980) e </span><span style="font-weight: 400;"><i>Carrie, A Estranha</i></span><span style="font-weight: 400;"> (1976), o público abocanhou todo pedaço de </span><span style="font-weight: 400;"><i>gore</i></span><span style="font-weight: 400;"> que Fargeat atirou em nossas faces a cada cena.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Com as atuações esplêndidas de Demi Moore e </span><span style="font-weight: 400;"><a href="https://personaunesp.com.br/maid-critica/">Margaret Qualley,</a></span><span style="font-weight: 400;"> o universo de Elizabeth Sparkle e sua versão mais nova, Sue, é trágico, ao mesmo tempo que intoxicante. Além das entregas extraordinárias das atrizes, os detalhes da concepção visual de </span><span style="font-weight: 400;"><i>A Substância</i></span><span style="font-weight: 400;"> explicam as cinco nomeações e uma vitória no </span><span style="font-weight: 400;"><i>Oscar</i></span><span style="font-weight: 400;">, incluindo as categorias de Melhor Filme, Atriz, Roteiro Original, Direção e Maquiagem (vencedor). </span><b>&#8211; Nathalia Tetzner</b></p>
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<figure id="attachment_35090" aria-describedby="caption-attachment-35090" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-35090" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/04/divertidament-800x398.jpg" alt="Em uma imagem retangular colorida, aparecem três personagens do filme na sala de comando, que representa o cérebro da personagem Riley. À esquerda, está Alegria, personagem de pele amarelada, vestido verde e cabelo curto na cor azul, assim como seus olhos. Ela olha preocupada para algo à sua frente e tenta apertar um botão enquanto, ao seu lado, se encontra Ansiedade, uma personagem de pele laranja vibrante, com cabelo todo arrepiado para cima. Sua boca é larga, seus olhos esbugalhados e seus dentes são tortinhos, e ela veste um suéter branco e laranja. Ao lado, olhando tudo, está Timidez, uma emoção de estatura pequena, com olhos grandes e pupilas grandes, cabelo verde-água escuro um pouco ondulado preso por presilhas roxas, que usa um suéter cinza de bolinhas. " width="800" height="398" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/04/divertidament-800x398.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/04/divertidament-1024x509.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/04/divertidament-768x382.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/04/divertidament-1536x764.jpg 1536w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/04/divertidament-1200x597.jpg 1200w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/04/divertidament.jpg 1822w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-35090" class="wp-caption-text">Assistir Divertida Mente 2 é como voltar a infância e relembrar todas as emoções do filme anterior, entendendo o motivo de se emocionar tanto (Foto: Pixar)</figcaption></figure>
<p><b>Divertida Mente 2 (Inside Out 2)</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Lançado em 2015, </span><span style="font-weight: 400;"><a href="https://personaunesp.com.br/divertida-mente-5-anos-critica/"><i>Divertida Mente</i></a></span><span style="font-weight: 400;"> foi um sucesso estrondoso. Narrado por suas emoções Alegria (Amy Poehler), Tristeza (Phyllis Smith), Medo (Tony Hale), Nojinho (Liza Lapira) e Raiva (Lewis Black), a vida da pré-adolescente Riley (Kensington Tallman) cativou crianças e adultos e encantou o mundo com a magia da </span><span style="font-weight: 400;"><a href="https://personaunesp.com.br/historia-pixar-como-revolucionou-mundo-cinema/"><i>Pixar</i></a></span><span style="font-weight: 400;">. Quase dez anos depois, a sequência surpreende positivamente ao trazer novas emoções e acompanhar uma fase igualmente complicada no amadurecimento de Riley: a entrada na adolescência e a chegada da puberdade. Mais madura e com conflitos maiores, o espectador é levado a acompanhar a descoberta d</span><span style="font-weight: 400;">a Ansiedade (Maya Hawke), da Inveja (Ayo Edebiri), do Tédio (Adèle Exarchopoulos) e da Vergonha (Paul Walter Hauser).</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Não tão original como o primeiro filme por se ater à mesma fórmula e jornada, mas igualmente valioso, </span><span style="font-weight: 400;"><i>Divertida Mente 2</i></span><span style="font-weight: 400;"> emociona e diverte do mesmo jeito, ajudando a entender e </span><span style="font-weight: 400;"><a href="https://www.bbc.com/portuguese/articles/c2xx3lpmj6do">visualizar de forma lúdica as emoções</a></span><span style="font-weight: 400;">. Para se agradar, talvez seja necessário se desvencilhar um pouco do brilhantismo original da obra e entender a mudança do contexto atual, não se prendendo à nostalgia e se permitindo celebrar a visualização da psique de maneira fofa e bem humorada. </span><b>&#8211; Aryadne Xavier</b></p>
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<figure id="attachment_35091" aria-describedby="caption-attachment-35091" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-35091" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/04/16ce05ff-a998-4294-92a6-565da9f6bf72-800x400.jpg" alt="Cena do filme Uma Ideia de Você. No centro da imagem, os atores Nicholas Galitzine e Anne Hathaway aparecem de mãos dadas, andando em uma calçada na beira de um rio. Nicholas Galitzine, que faz o Hayes Campbell, é um homem branco, alto, de cabelos louros escuros. Ele veste uma calça de alfaiataria cinza-escuro, uma camiseta branca, uma jaqueta preta e coturnos pretos. Anne Hathaway, que faz a personagem Solène Marchand, é uma mulher branca, alta, de cabelos castanhos, longos e ondulados. Ela veste uma regata branca, uma saia acetinada cinza-escuro e saltos altos dourados. " width="800" height="400" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/04/16ce05ff-a998-4294-92a6-565da9f6bf72-800x400.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/04/16ce05ff-a998-4294-92a6-565da9f6bf72-1024x512.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/04/16ce05ff-a998-4294-92a6-565da9f6bf72-768x384.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/04/16ce05ff-a998-4294-92a6-565da9f6bf72.jpg 1140w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-35091" class="wp-caption-text">Com queridinhos dos anos 2000 e 2020, Uma Ideia de Você foi uma das maiores rom-coms de 2024 (Foto: Amazon Prime Video)</figcaption></figure>
<p><b>Uma Ideia de Você (The Idea of You)</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;"><i>Uma Ideia de Você</i></span><span style="font-weight: 400;"> é a mistura interessante de diversos itens da cultura </span><span style="font-weight: 400;"><i>pop</i></span><span style="font-weight: 400;"> – comédia romântica, </span><span style="font-weight: 400;"><i>boybands</i></span><span style="font-weight: 400;">, um elenco bonito –, com questões atuais – como o etarismo dentro de relacionamentos e a perseguição da mídia. Anne Hathaway (de </span><span style="font-weight: 400;"><a href="https://personaunesp.com.br/o-diabo-veste-prada-15-anos/"><i>O Diabo Veste Prada</i></a></span><span style="font-weight: 400;">) é Solène Marchand, uma mulher divorciada e mãe de uma adolescente não-tão-ex-fã da banda fictícia </span><span style="font-weight: 400;"><a href="https://youtu.be/e95tNU7C9dg?si=A-LOvUTRgKzCVvhl">August Moon</a></span><span style="font-weight: 400;">. Nicholas Galitzine (de </span><span style="font-weight: 400;"><a href="https://personaunesp.com.br/vermelho-branco-e-sangue-azul-critica/"><i>Vermelho, Branco e Sangue Azul</i></a></span><span style="font-weight: 400;">) é Hayes Campbell, um dos membros do grupo. O par, por consequência do destino (ou o dar para trás do ex-marido de Marchand), acaba se conhecendo no </span><span style="font-weight: 400;"><i>backstage</i></span><span style="font-weight: 400;"> da área </span><span style="font-weight: 400;"><i>VIP</i></span><span style="font-weight: 400;"> do Coachella – um dos maiores festivais de música do mundo.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O filme, baseado no livro homônimo escrito por Robinne Lee, mostra as dificuldades de um relacionamento entre um jovem famoso e uma mulher adulta anônima. A diferença de idade dos dois deixa Solène insegura, e – mesmo que mantido em segredo para conservar sua privacidade – o romance acaba flagrado por </span><span style="font-weight: 400;"><i>paparazzi</i></span><span style="font-weight: 400;">. A partir desse momento, a vida da curadora de arte tem uma reviravolta – ela e sua filha começam a ser importunadas pela imprensa e pelos fãs. Como se tivesse saído de uma </span><span style="font-weight: 400;"><i>fanfic</i></span><span style="font-weight: 400;">, </span><span style="font-weight: 400;"><a href="https://youtu.be/ZeIGZdfmBhg?si=FL1sOHn4M6ZkR8Ma"><i>Uma Ideia de Você</i></a></span><span style="font-weight: 400;"> mostra que mulheres mais velhas podem, sim, ter uma nova chance no amor. </span><b>– Laura Hirata-Vale</b></p>
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<figure id="attachment_35093" aria-describedby="caption-attachment-35093" style="width: 768px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="wp-image-35093 size-full" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/04/TheBeekeeper-LuisaMachadoTabchoury-1.jpg" alt="Fotografia de uma cena do filme Beekeeper: A Rede de Vingança. A cena mostra o personagem James Clay (Jason Statham), um homem bracno careca e com barba, no centro da imagem vestindo seu uniforme de apicultor, um casaco cinza, e atrás dele há duas prateleiras com potes de vidro de mel. " width="768" height="512" /><figcaption id="caption-attachment-35093" class="wp-caption-text">David Ayer, diretor do pôlemico Esquadrão Suicida (2016), dirige a ação (Foto: Amazon Prime Video)</figcaption></figure>
<p><b>Beekeeper: Rede de Vingança (The Beekeeper)</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Ao entregar uma história inusitada e um elenco de peso, </span><span style="font-weight: 400;"><i>Beekeeper: Rede de Vingança</i></span><span style="font-weight: 400;"> é um dos melhores filmes de 2024. O longa conta a história de James Clay, um apicultor e ex-agente de um programa secreto que, ao ver sua vizinha querida cair em um golpe financeiro na internet, se revolta com o roubo e </span><span style="font-weight: 400;"><a href="https://vm.tiktok.com/ZMkV62tc9/">passa a caçar (literalmente)</a></span><span style="font-weight: 400;"> todos os envolvidos nessa organização criminosa. A inovação e diferença desta obra para outras que possuem protagonistas justiceiros é a verossimilidade do enredo com os tempos atuais. Quem nunca caiu em uma farsa virtual ou conhece um amigo que já passou por isso? Essas trapaças trazem uma revolta em todos os enganados e, por isso, a produção traz uma sensação de que “a justiça foi feita”.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O longa é protagonizado por Jason Statham que, além de ator, foi uma perfeita escolha para o papel ao ser um </span><span style="font-weight: 400;"><a href="https://www.youtube.com/watch?v=ySFh1dRlU50">lutador de artes marciais</a></span><span style="font-weight: 400;">. Além dele, Josh Hutcherson, da distopia de </span><span style="font-weight: 400;"><a href="https://personaunesp.com.br/jogos-vorazes-em-chamas-10-anos/"><i>Jogos Vorazes</i></a></span><span style="font-weight: 400;">, Minnie Driver, do drama </span><span style="font-weight: 400;"><i>Gênio Indomável</i></span><span style="font-weight: 400;">, e Emmy Raver-Lampman, da série </span><span style="font-weight: 400;"><a href="https://personaunesp.com.br/the-umbrella-academy-3a-temp-critica/"><i>The Umbrella Academy</i></a></span><span style="font-weight: 400;">, fazem parte do filme. A obra recebeu indicações no <em>Golden Trailer Awards</em>, <em>Indiana Film Journalists Association</em>, <em>US</em> e <em>Philadelphia Film Critics Circle Awards</em>, mas não ganhou nenhum dos prêmios. Para os amantes de ação que torcem para que o lado mau da história perca todo seu império corrupto, </span><span style="font-weight: 400;"><i>The Beekeeper</i></span><span style="font-weight: 400;"> (no original) é a escolha perfeita para assistir com os amigos ou com sua família. </span><b>&#8211; Luísa Tabchoury</b></p>
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<figure id="attachment_35098" aria-describedby="caption-attachment-35098" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="wp-image-35098 size-medium" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/04/5dce1e83-4712-4e94-8b95-b8b5c3acb3c5-800x419.jpg" alt="Cena de Moana 2. A cena retrata Moana navegando com determinação em uma pequena embarcação de madeira sobre águas azul-turquesa. Ela segura firme um remo esculpido, que apresenta o símbolo do anzol de Maui gravado em sua lâmina, e tem uma expressão confiante no rosto. Seus cabelos cacheados e escuros estão levemente desalinhados pelo vento, e ela usa um colar com um pingente brilhante sobre seu traje de inspiração polinésia, composto por um top vermelho e uma saia adornada com detalhes tradicionais. Ao fundo, a paisagem revela um cenário exuberante e misterioso: imensas formações rochosas cobertas de vegetação emergem do mar, enquanto uma criatura colossal espreita atrás delas. Seu corpo escamoso e brilhante reflete tons azulados e arroxeados, e seus múltiplos olhos circulares observam atentamente a jovem navegadora. " width="800" height="419" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/04/5dce1e83-4712-4e94-8b95-b8b5c3acb3c5-800x419.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/04/5dce1e83-4712-4e94-8b95-b8b5c3acb3c5-1024x536.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/04/5dce1e83-4712-4e94-8b95-b8b5c3acb3c5-768x402.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/04/5dce1e83-4712-4e94-8b95-b8b5c3acb3c5-1200x628.jpg 1200w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/04/5dce1e83-4712-4e94-8b95-b8b5c3acb3c5.jpg 1440w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-35098" class="wp-caption-text">Moana 2 bate mais de 1 bilhão de dólares na bilheteria global e está no top 3 filmes mais vistos de 2024 (Walt Disney Animation Studios)</figcaption></figure>
<p><b>Moana 2 (Moana 2)</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A aguardada sequência de </span><span style="font-weight: 400;"><i>Moana: Um Mar de Aventuras</i></span><span style="font-weight: 400;"> trouxe à tona um enredo que equilibra nostalgia e inovação, consolidando o universo criado pela <em>Disney</em> como um dos mais ricos de sua era. </span><span style="font-weight: 400;"><a href="https://www.disney.com.br/filmes/moana-2"><i>Moana 2</i></a></span><span style="font-weight: 400;"> mergulha ainda mais fundo na relação entre humanos e natureza, além de resolver o dilema se existem ou não outros povos espalhados pelo oceano. A trilha sonora conta com canções vibrantes e letras que ressoam os temas de superação e da conexão com as raízes. Lançado em um momento de reflexão ambiental global, o filme foi aclamado por críticos e público, além de solidificar seu lugar no imaginário popular com visuais deslumbrantes.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Desde os materiais promocionais até o lançamento, <a href="https://www.ingresso.com/noticias/filme-moana-2-recordes-estreia-cinemas"><em>Moana 2</em></a> provou ser mais que uma sequência previsível, na verdade é um marco em representatividade e inovação de narrativa. A produção não se limita à beleza estética, mas também reflete seu papel em fomentar diálogos sobre responsabilidade ambiental e cultural. Comparado ao impacto de seu antecessor, a segunda parte trouxe um tom mais maduro e corajoso, reafirmando a importância de histórias que transcendem gerações. O </span><span style="font-weight: 400;">impacto social gerado por debates sobre a preservação dos oceanos elevam o longa como um marco necessário no Cinema de animação atual. </span><b>&#8211; Marcela Jardim</b></p>
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<figure id="attachment_35099" aria-describedby="caption-attachment-35099" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-35099" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/04/shrouds-800x532.jpg" alt="Cena do filme O Senhor dos MortosNa imagem, o personagem de Vincent Cassel está à esquerda, com uma camisa cinza e um sobretudo preto. Um pouco à direita está a personagem de Soo-Min, com um vestido preto. Ela está com o rosto virado para para o personagem de Cassel, mas seu olhar é vago, pois sua personagem é cega. Ela segura o rosto de Vincent Cassel, e ele a observa." width="800" height="532" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/04/shrouds-800x532.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/04/shrouds-1024x681.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/04/shrouds-768x511.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/04/shrouds-1200x799.jpg 1200w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/04/shrouds.jpg 1360w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-35099" class="wp-caption-text">“Você nunca substituirá Becca” (Foto: SBS)</figcaption></figure>
<p><b>O Senhor dos Mortos (The Shrouds)</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Após a </span><span style="font-weight: 400;"><a href="https://personaunesp.com.br/tag/48a-mostra-internacional-de-cinema-em-sao-paulo/">48º Mostra Internacional de Cinema em São Paulo</a></span><span style="font-weight: 400;">, pouco se falou sobre </span><span style="font-weight: 400;"><a href="https://personaunesp.com.br/o-senhor-dos-mortos-critica/"><i>O Senhor dos Mortos</i></a></span><span style="font-weight: 400;"><i>, </i></span><span style="font-weight: 400;">um dos filmes mais divisivos do evento. O mais novo longa de David Cronenberg foi lançado em diversos festivais em 2024, mas ainda não chegou ao público geral de vários países, incluindo o Brasil. Na trama, Karsh (Vincent Cassel) é um homem que perdeu sua esposa, Becca (Diane Kruger) e a enterrou em seu cemitério de alta tecnologia em que é possível ver o cadáver dentro do caixão. Certo dia, ele é avisado que os túmulos foram depredados e vai em busca do culpado e do motivo, ao mesmo tempo em que tenta superar a sua falecida mulher.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Apesar de polêmico, a obra se ganha pela auto análise que o canadense se propõe a fazer. Ele explora sua filmografia, por meio do personagem principal, olhando de um jeito até cômico para a naturalidade com que ele explora o mórbido. Ademais, é por meio da Arte que artistas como ele conseguem se expressar. Nesse sentido, o diretor escreveu o longa-metragem</span> <span style="font-weight: 400;">como forma de </span><span style="font-weight: 400;"><a href="https://cinepop.com.br/the-shrouds-david-cronenberg-revela-que-inspiracao-veio-apos-morte-da-esposa-489315/">revelar a dor</a></span><span style="font-weight: 400;"> que sentiu pela perda da sua esposa que faleceu em 2017, além de uma maneira de homenageá-la. &#8211;</span><b> Guilherme Moraes</b></p>
<hr />
<figure id="attachment_35100" aria-describedby="caption-attachment-35100" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-35100" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/04/Donzela-Maria-Fernanda-800x450.webp" alt="Cena do filme Donzela. A cena mostra a personagem Elodie, a qual é interpretada por Millie Bobby Brown, deitada em uma superfície de pedra com algumas rachaduras. A imagem mostra apenas seu rosto, coberto de medo e sangue, com a parte direita de sua face iluminada pela luz. Sobre seu peito, há uma pata de um dragão a segurando contra o chão. Sua pata é preta com detalhes em amarelo e suas unhas são afiadas." width="800" height="450" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/04/Donzela-Maria-Fernanda-800x450.webp 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/04/Donzela-Maria-Fernanda-1024x576.webp 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/04/Donzela-Maria-Fernanda-768x432.webp 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/04/Donzela-Maria-Fernanda.webp 1200w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-35100" class="wp-caption-text">Millie Bobby Brown cresce sua atuação em filme sobre força feminina (Foto: Netflix)</figcaption></figure>
<p><b> Donzela (Damsel)</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;"><a href="https://youtu.be/WvFHERDoBVg?si=99EiPnY3PUmkwcsq"><i>Donzela</i></a></span><span style="font-weight: 400;"> possui efeitos visuais muito bem trabalhados, que retratam o contexto de ação do filme. Os cenários são bem ambientados e apresentam uma sociedade campista e medieval, com figurinos muito bem escolhidos. É perceptível a tentativa de criação de um conto de fadas em uma terra mais distante que a visão do público, o que funciona muito bem para a produção.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Um aspecto bem interessante é a mensagem de um heroísmo para a figura feminina, de modo que Elodie (</span><span style="font-weight: 400;"><i><a href="https://www.instagram.com/milliebobbybrown?igsh=NWhva2VmYW11bmgx">Millie Bobby Brown</a></i><i>) </i></span><span style="font-weight: 400;">precisa tomar coragem e decisões para sobreviver de um dragão que a persegue na caverna. Entretanto, apesar da evolução da protagonista de <em>Stranger Things</em>, é perceptível que as ações de sua personagem ao final da obra tornam-se muito previsíveis, deixando o espectador já ciente do desfecho antes mesmo de seu fim. </span><b>&#8211; Maria Fernanda Beneton</b></p>
<hr />
<figure id="attachment_35101" aria-describedby="caption-attachment-35101" style="width: 770px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-35101" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/04/78997a2d-aa84-445c-91e9-4d15e0e08fd2.jpg" alt="Cena do filme A Verdadeira Dor. À esquerda, o personagem Benji usa uma blusa de frio com capuz vermelha escura. À direita, o personagem David usa uma camisa azul escura com uma blusa de frio em um tom um pouco mais claro de azul. Os dois estão olhando para frente, para a mesma direção. É de dia e atrás deles tem uma construção acinzentada. " width="770" height="416" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/04/78997a2d-aa84-445c-91e9-4d15e0e08fd2.jpg 770w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/04/78997a2d-aa84-445c-91e9-4d15e0e08fd2-768x415.jpg 768w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-35101" class="wp-caption-text">A Verdadeira Dor foi produzido pela empresa que Emma Stone fundou junto ao marido, chamada Fruit Tree (Foto: Searchlight Pictures)</figcaption></figure>
<p><b>A Verdadeira Dor (A Real Pain)</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Jesse Eisenberg se colocou à frente e atrás da câmera para contar a história de </span><span style="font-weight: 400;"><a href="https://www.youtube.com/watch?v=iH4DDsO17dY"><i>A Verdadeira Dor</i></a></span><span style="font-weight: 400;">. Além de assumir o papel do protagonista, Eisenberg escreveu, dirigiu e produziu a comédia dramática que acompanha dois primos que não poderiam ser mais diferentes um do outro em uma viagem de grande valor emocional, após a morte da sua avó. O enredo explora com muito tato e um humor sensível os temas de perda, luto e traumas, mas o que realmente o destaca como algo especial é o capricho voltado para o desenvolvimento dos personagens. A obra cede um olhar atento para as contradições e conflitos internos da individualidade de cada um, distanciando-se dos estereótipos rasos que estavam a fácil alcance.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Kieran Culkin conquistou seu lugar entre os queridinhos da indústria por sua </span><span style="font-weight: 400;"><i>performance</i></span><span style="font-weight: 400;"> na aclamada série </span><span style="font-weight: 400;"><i>Succession</i></span><span style="font-weight: 400;">. Com </span><span style="font-weight: 400;"><i>A Verdadeira Dor</i></span><span style="font-weight: 400;">, o ator provou que seu talento se adapta e, mesmo com o fim da série, ele continua no jogo. A interpretação de Culkin fez dele o </span><span style="font-weight: 400;"><a href="https://www.goldderby.com/article/2025/2025-oscars-best-supporting-actor-breakdown-kieran-culkin/">queridinho das premiações</a></span><span style="font-weight: 400;">, lhe rendendo os prêmios de Melhor Ator Coadjuvante no </span><span style="font-weight: 400;"><i>Oscar</i></span><span style="font-weight: 400;">, </span><span style="font-weight: 400;">Globo de Ouro</span><span style="font-weight: 400;">, </span><span style="font-weight: 400;"><i>Critics Choice </i></span><span style="font-weight: 400;">e </span><span style="font-weight: 400;"><i>BAFTA</i></span><span style="font-weight: 400;">. O trabalho de Eisenberg também foi bem reconhecido e ele venceu o </span><span style="font-weight: 400;"><i>BAFTA</i></span><span style="font-weight: 400;"> por Melhor Roteiro Original e foi indicado na mesma categoria ao </span><span style="font-weight: 400;"><i>Oscar</i></span><span style="font-weight: 400;">. O filme ganhou o </span><span style="font-weight: 400;"><i>Critics Choice</i></span><span style="font-weight: 400;"> como Melhor Filme de Comédia. </span><b>&#8211; Giovanna Freisinger </b></p>
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		<title>Em Megalópolis, Coppola nos permite sonhar com outro Cinema</title>
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		<pubDate>Thu, 05 Dec 2024 17:18:15 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Cinema]]></category>
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		<category><![CDATA[Adam Driver]]></category>
		<category><![CDATA[Análise]]></category>
		<category><![CDATA[Crítica]]></category>
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		<category><![CDATA[Francis Ford Coppola]]></category>
		<category><![CDATA[Giancarlo Esposito]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Em um Cinema que simula um realismo, repleto de imagens sem cor e pasteurizadas, com escassez de histórias originais, recheado de remakes e continuações, pouco há espaço para grandes projetos autorais e arriscados. Sobre esse contexto, grandes diretores da história da indústria começaram a se manifestar, em especial, aqueles que ajudaram a consolidar Hollywood na &#8230; <a href="http://personaunesp.com.br/megalopolis-critica/" class="more-link">Continue lendo<span class="screen-reader-text"> "Em Megalópolis, Coppola nos permite sonhar com outro Cinema"</span></a></p>
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										<content:encoded><![CDATA[<figure id="attachment_34541" aria-describedby="caption-attachment-34541" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-34541" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/12/Megalopolis-1.jpg" alt="A imagem está toda em um tom amarelado. Ao fundo é possível ver uma megalópole, com alguns arranha-céu. Mais próximo a câmera, estão várias vigas de metal. À direita estão Cesar e Julia se beijando. Cesar usa uma roupa preta e Julia um vestido verde. Cesar está sentado em uma das vigas e segura a cintura de Julia enquanto a beija. Julia está com apenas um pé na viga." width="800" height="450" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/12/Megalopolis-1.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/12/Megalopolis-1-768x432.jpg 768w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-34541" class="wp-caption-text">O filme custou cerca de 140 milhões de dólares (Foto: American Zoetrope)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">Em um Cinema que simula um realismo, repleto de imagens sem cor e pasteurizadas, com escassez de histórias originais, recheado de </span><i><span style="font-weight: 400;">remakes </span></i><span style="font-weight: 400;">e continuações, pouco há espaço para grandes projetos autorais e arriscados. Sobre esse contexto, grandes diretores da história da indústria começaram a se manifestar, em especial, aqueles que ajudaram a consolidar Hollywood na década de 1970, como </span><a href="https://filmow.com/noticias/32851/martin-scorsese-explica-por-que-filmes-da-marvel-nao-sao-cinema/#:~:text=Me%20fizeram%20uma%20pergunta%20sobre,n%C3%A3o%20acho%20que%20sejam%20cinema"><span style="font-weight: 400;">Martin Scorsese</span></a><span style="font-weight: 400;"> e Steven Spielberg. Nesse sentido, Francis Ford Coppola se juntou a eles e manifestou seus sonhos com relação à sociedade e a Arte em </span><i><span style="font-weight: 400;">Megalópolis</span></i><span style="font-weight: 400;">.</span><span id="more-34538"></span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Figuras exóticas, brincadeiras com a realidade, muitas cores, vida e paixão. Parece até a descrição de uma obra das irmãs Wachowski, mas esse é o novo longa do Coppola. Todas as similaridades com a filmografia de Lily e Lana não são por acaso, ainda que não seja uma referência assumida, </span><i><span style="font-weight: 400;">Megalópolis </span></i><span style="font-weight: 400;">veio para desafiar a indústria e o tempo. O trato da imagem e a condução sonhadora da trama, buscam um novo olhar para o Cinema a partir do digital, que vai na contramão dos </span><i><span style="font-weight: 400;">blockbusters </span></i><span style="font-weight: 400;">realistas, ou seja, vai na antítese da indústria. Assim como </span><a href="https://www.omelete.com.br/matrix-reloaded/a-religiao-e-a-mitologia-de-imatrixi#:~:text=Na%20nave%20Nabucodonosor%20"><i><span style="font-weight: 400;">Matrix</span></i></a> <span style="font-weight: 400;">(1999) e </span><a href="https://www.planocritico.com/critica-speed-racer/"><i><span style="font-weight: 400;">Speed Racer</span></i></a> <span style="font-weight: 400;">(2008) já fizeram anteriormente.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Cesar Catalina (</span><a href="https://www.correiobraziliense.com.br/webstories/flipar/2024/11/6993449-de-soldado-a-estrela-do-cinema-adam-driver-e-fora-da-curva.html"><span style="font-weight: 400;">Adam Driver</span></a><span style="font-weight: 400;">) é um sonhador, um idealista. Ele faz de tudo para conseguir construir sua cidade dos sonhos, com tecnologia de ponta, o diálogo entre diferentes culturas e a ociosidade para se dedicar à Arte, à filosofia e à ciência. Em contrapartida, seu rival, Franklyn Cicero (</span><a href="https://www.instagram.com/thegiancarloesposito/"><span style="font-weight: 400;">Giancarlo Esposito</span></a><span style="font-weight: 400;">), é o homem da concretude. “</span><i><span style="font-weight: 400;">As pessoas não precisam sonhar. Precisam de professores, saneamento, empregos</span></i><span style="font-weight: 400;">”. Cicero não enxerga materialidade nas ideias de Catalina, mas este, por outro lado, busca mostrar que não é um mero sonhador. Que é possível o ser humano ser mais do que apenas sobreviver. Cesar é como Francis Ford Coppola, que enxerga o Cinema como Arte. Enquanto a maioria dos estúdios vê apenas uma forma de fazer dinheiro, o diretor busca novas formas de se enxergar o fazer cinematográfico.</span></p>
<figure id="attachment_34540" aria-describedby="caption-attachment-34540" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-34540" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/12/Megalopolis-2.jpg" alt="A imagem está toda em um tom amarelado. Ao fundo é possível ver uma megalópole. À esquerda está Cesar em cima da Estátua da liberdade. Ele está todo vestido de preto e olha para o horizonte." width="800" height="450" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/12/Megalopolis-2.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/12/Megalopolis-2-768x432.jpg 768w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-34540" class="wp-caption-text">O filme foi financiado pelo próprio Francis Ford Coppola (Foto: American Zoetrope)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">O aspecto romano não é por acaso. O filme assume que os Estados Unidos se enxergam como a Roma do século XXI, ou seja, o grande Império mundial. No entanto, o longa traz consigo outro aspecto interessante na figura de Cesar, a de uma pessoa que valoriza o tempo para atividades culturais. A exaltação do </span><a href="https://medium.com/sesctv/%C3%B3cio-lazer-e-tempo-livre-os-interesses-culturais-como-resist%C3%AAncia-emancipat%C3%B3ria-e511baafd1ba"><span style="font-weight: 400;">ócio</span></a><span style="font-weight: 400;"> para a prática da filosofia e ciência era muito comum na sociedade que inspirou o Império Romano: os gregos do período clássico. Ademais, a obra coloca a necessidade de se discutir o futuro do mundo, para que as pessoas busquem melhorar a realidade. Ao somar o tempo para práticas culturais e os debates, é possível encontrar mais um paralelo com a Grécia Antiga.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A obra tem uma questão muito interessante sobre o controle do tempo, que se reverbera nas entrevistas do diretor. Cesar é um homem que quebra as leis da física e consegue congelar o presente, um poder que lhe serve para analisar a realidade atual. Desta forma, ele se torna o homem que pauta o debate sobre o amanhã. Essa ideia não foge muito do que Coppola tem feito com seu filme. Ele analisa o cenário da </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=DU0xmD5181o"><span style="font-weight: 400;">Hollywood contemporânea</span></a><span style="font-weight: 400;"> e propõe discussões críticas sobre o futuro do Cinema, enxergando </span><i><span style="font-weight: 400;">Megalópolis </span></i><span style="font-weight: 400;">como um filme que desafiará o tempo e que será reavaliado criticamente em alguns anos, assim como aconteceu com </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=9l-ViOOFH-s"><i><span style="font-weight: 400;">Apocalypse Now</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> (1979).</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O sonho do diretor não se basta apenas no discurso, ele se transforma em imagem. Em contraste com um Cinema que prega uma simulação do realismo, recheado de efeitos práticos e Fotografia acinzentada; a obra é colorida com tons quentes, na intenção de tornar bonito e assumir o estilo farsesco daquele universo. Diferente da grande parte dos </span><i><span style="font-weight: 400;">blockbusters </span></i><span style="font-weight: 400;">contemporâneos, </span><i><span style="font-weight: 400;">Megalópolis</span></i><span style="font-weight: 400;"> tem um artesão do Cinema na direção. A colorização e os efeitos não são feitos apenas em pós-produção. As cenas são previamente pensadas para ter profundidade de campo e iluminação, o que faz com que o resultado seja muito distinto e visualmente mais rico em relação às </span><a href="https://www.instagram.com/cinemafilia/reel/DCt-0HnpzgJ/"><span style="font-weight: 400;">imagens chapadas</span></a><span style="font-weight: 400;"> de grandes produções como </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=xBhufXV3T0A"><i><span style="font-weight: 400;">Deadpool e Wolverine</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> (2024).</span></p>
<figure id="attachment_34539" aria-describedby="caption-attachment-34539" style="width: 4096px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-34539" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/12/Megalopolis-3.avif" alt=" A imagem contrasta cores frias com cores quentes. À direita, mais próximo a câmera, está um carro preto. Ao fundo da imagem está uma floricultura, em luzes amarelas com uma tonalidade quente. Ao redor da floricultura predominam cores azuladas e frias." width="4096" height="2043" /><figcaption id="caption-attachment-34539" class="wp-caption-text">“O universo é mudança, nossa vida é resultado de nossos pensamentos” (Foto: American Zoetrope)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">Entretanto, a estética não é algo bonito e vazio, ele é a externalização da mente de Cesar Catalina. A maneira </span><a href="https://mundoeducacao.uol.com.br/historiageral/teatro-grego.htm"><span style="font-weight: 400;">teatral</span></a><span style="font-weight: 400;"> como alguns personagens se comportam, principalmente os seus rivais, Cicero e Clodio, evidenciam a compostura rígida do primeiro e a vileza do segundo. Francis Ford Coppola encontra, na teatralidade, outra maneira de se comunicar com os tempos de ouro de Roma e Grécia.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">É possível enxergar no idealizador, uma busca pelo passado no debate sobre o futuro. Enquanto fala sobre o sonho da sociedade ser mais do que apenas a sobrevivência, ele alude às grandes civilizações antigas. Já ao falar sobre Cinema, ele volta ao período pré-2008, quando era muito explorado as possibilidades do digital. Nesse aspecto, há um diálogo com as obras de </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=7uNVo-dV8ko"><span style="font-weight: 400;">George Lucas</span></a><span style="font-weight: 400;">, pois ele também fazia parte da </span><a href="https://www.avmakers.com.br/blog/o-que-foi-a-nova-hollywood"><i><span style="font-weight: 400;">Nova Hollywood</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> e, quando chegou a década de  2000, também desbravou as novas tecnologias.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Esse filme é uma raridade, pois é um dos poucos </span><i><span style="font-weight: 400;">Blockbusters </span></i><span style="font-weight: 400;">independente da história e faz juz ao Cinema independente, ao usar do dinheiro a favor de uma ideia artística e menos mercadológica; sem esquecer o contexto atual. Coppola não vê problema em gastar, desde que ele consiga financiar todas as suas concepções cinematográficas. </span><i><span style="font-weight: 400;">Megalópolis</span></i><span style="font-weight: 400;">, seja o filme ou a cidade, não é a resposta, mas a </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=bPABvFVrVes"><span style="font-weight: 400;">pergunta</span></a><span style="font-weight: 400;">. É o início dos questionamentos sobre para onde a humanidade ou o Cinema podem ir. Não é sobre dar soluções, trata-se de pautar o debate sobre o amanhã.</span></p>
<div class="jetpack-video-wrapper"><iframe loading="lazy" title="MEGALÓPOLIS | Trailer Legendado Exclusivo" width="840" height="473" src="https://www.youtube.com/embed/_RA2OAOcC30?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen></iframe></div>
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		<title>Circuito Cineclube Sesc &#8211; Infiltrado na Klan e as veias abertas da América racista</title>
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		<pubDate>Mon, 03 Apr 2023 15:47:37 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Guilherme Veiga Em 2017, quando aconteceu a passeata de Charlottesville, Infiltrado na Klan provavelmente estava finalizando seu processo de pesquisa e escrita ou começando suas filmagens. Talvez Spike Lee não esperasse que sua história, apesar de latente na sociedade contemporânea, se manteria tão atual. Muito além de apenas tocar na ferida do racismo, a obra &#8230; <a href="http://personaunesp.com.br/infiltrado-na-klan-critica/" class="more-link">Continue lendo<span class="screen-reader-text"> "Circuito Cineclube Sesc &#8211; Infiltrado na Klan e as veias abertas da América racista"</span></a></p>
<p>O post <a href="http://personaunesp.com.br/infiltrado-na-klan-critica/">Circuito Cineclube Sesc &#8211; Infiltrado na Klan e as veias abertas da América racista</a> apareceu primeiro em <a href="http://personaunesp.com.br">Persona | Jornalismo Cultural</a>.</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<figure id="attachment_30631" aria-describedby="caption-attachment-30631" style="width: 1200px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="wp-image-30631 size-full" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/04/Infiltrado-na-Klan-Imagem-1.jpg" alt="Cena de Infiltrado na Klan. Nela vemos os personagens Ron, um homem negro de cabelo black power e barba cheia e Patrice, uma mulher negra de cabelo black power. Ron veste uma camisa vermelha e um relógio na mão direita. Patrice veste uma espécie de poncho, com algumas pedrarias em seus dois punhos. Os dois apontam uma arma para a câmera. Eles estão em um corredor de apartamentos e a fotografia está granulada." width="1200" height="503" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/04/Infiltrado-na-Klan-Imagem-1.jpg 1200w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/04/Infiltrado-na-Klan-Imagem-1-800x335.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/04/Infiltrado-na-Klan-Imagem-1-1024x429.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/04/Infiltrado-na-Klan-Imagem-1-768x322.jpg 768w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-30631" class="wp-caption-text">A exibição do longa no Sesc Bauru encerrou a Mostra “Cinema é Direito”, e contou com a participação do Prof. Dr. Juarez Xavier, referência no ativismo antirracista, no debate após a apresentação do filme (Foto: Focus Features)</figcaption></figure>
<p><b>Guilherme Veiga</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Em 2017, quando aconteceu a </span><a href="https://www.bbc.com/portuguese/brasil-40913908"><span style="font-weight: 400;">passeata de Charlottesville</span></a><span style="font-weight: 400;">, </span><i><span style="font-weight: 400;">Infiltrado na Klan</span></i><span style="font-weight: 400;"> provavelmente estava finalizando seu processo de pesquisa e escrita ou começando suas filmagens. Talvez Spike Lee não esperasse que sua história, apesar de latente na sociedade contemporânea, se manteria tão atual. Muito além de apenas tocar na ferida do racismo, a obra também assumiu o papel de estancar um sangramento que, em sua esmagadora maioria, continua derramando sangue negro. De acordo com a mensagem que antecede o logo do filme, “</span><i><span style="font-weight: 400;">essa parada é baseada em merdas reais pra caralho</span></i><span style="font-weight: 400;">”. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O longa, que no seu aniversário de cinco anos encerrou a Mostra </span><a href="https://personaunesp.com.br/tag/mostra-cinema-e-direito/"><i><span style="font-weight: 400;">Cinema é Direito</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> do </span><a href="https://www.instagram.com/p/CpN2Cb7uTur/"><b>Persona</b><span style="font-weight: 400;"> no Sesc Bauru</span></a><span style="font-weight: 400;">, conta a história de </span><a href="https://aventurasnahistoria.uol.com.br/noticias/reportagem/historia-ron-stallworth-o-policial-negro-se-que-infiltrou-na-ku-klux-klan.phtml"><span style="font-weight: 400;">Ron Stallworth</span></a><span style="font-weight: 400;"> (John David Washington), um policial negro da extremamente branca cidade de Colorado Springs. No local, em um momento de ebulição social americana, ele descobre uma célula da Ku Klux Klan ativa na cidade e decide se infiltrar na organização, dividindo sua identidade com o detetive branco ‘Flip’ Zimmerman (Adam Driver). Mas é no teor dessa mesma mensagem que está escondida a intenção de </span><a href="https://mubi.com/pt/cast/spike-lee"><span style="font-weight: 400;">Spike Lee</span></a><span style="font-weight: 400;"> de, na verdade, trazer um meio termo entre fato e ficção para transmitir a ótica do diretor para o público. Tal aspecto transforma </span><i><span style="font-weight: 400;">Infiltrado na Klan</span></i><span style="font-weight: 400;"> em uma das obras mais conscientes e contundentes da extensa carreira do cineasta.</span></p>
<p><span id="more-30628"></span></p>
<figure id="attachment_30632" aria-describedby="caption-attachment-30632" style="width: 1200px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="wp-image-30632 size-full" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/04/Infiltrado-na-Klan-Imagem-2.jpg" alt="Cena de Infiltrado na Klan. Nela vemos um discurso feito em uma associação de estudantes negros. Nela temos o personagem Stokely Carmichael, um homem negro de cabelo curto. Ele veste um terno preto uma camisa branca e um óculos preto. Ao seu lado direito, está Patrice, uma mulher negra de cabelo black power. Ela veste uma jaqueta de couro preta, um vestido preto e um óculos. Ao lado dos dois, há mais duas pessoas negras, mas somente uma é visível: um homem que veste uma jaqueta verde e uma camiseta preta. No palco, há um púlpito com os dizeres “POWER” e ao fundo, um cartaz escrito “COLORADO COLLEGE BLACK STUDENT UNION”. Todos estão com o punho erguido." width="1200" height="675" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/04/Infiltrado-na-Klan-Imagem-2.jpg 1200w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/04/Infiltrado-na-Klan-Imagem-2-800x450.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/04/Infiltrado-na-Klan-Imagem-2-1024x576.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/04/Infiltrado-na-Klan-Imagem-2-768x432.jpg 768w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-30632" class="wp-caption-text">“Todo o poder para todas as pessoas” (Foto: Focus Features)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">A obra, ao mesmo tempo que retoma as raízes do idealizador, que levou referências do Cinema </span><a href="https://darkside.blog.br/o-que-e-blaxploitation-veja-5-exemplos-de-filmes-do-genero/"><i><span style="font-weight: 400;">blaxploitation</span></i></a> <span style="font-weight: 400;">para Hollywood com </span><a href="https://ultraverso.com.br/garimpo-faca-a-coisa-certa/"><i><span style="font-weight: 400;">Faça a Coisa Certa</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> (1989), revitaliza o diretor. A ideia é de Jordan Peele, que um ano antes despontava como o novo e excelente nome do Cinema negro, mas que, diante de uma absurda história real, repleta de meandros factíveis com a atualidade, só via um nome capaz de traduzir essa crítica para as telas: Spike Lee.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Stallworth, de fato, existiu, assim como o execrável </span><a href="https://www.bbc.com/portuguese/brasil-45874344"><span style="font-weight: 400;">simpatizante de certos políticos</span></a><span style="font-weight: 400;"> brasileiros, David Duke. ‘Flip’ Zimmerman, detetive parceiro de Ron nas telas, na verdade é Chuck. Não se tem noção se ele realmente era judeu, mas nessa história fazia total sentido atribuir ao personagem cético de Adam Driver à parcela étnico-religiosa que também era odiada pelo grupo. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A história também tem um choque de datas: Ron só se infiltrou na organização seis anos após se tornar policial, em 1978, diferente de </span><i><span style="font-weight: 400;">Infiltrado na Klan </span></i><span style="font-weight: 400;">(<em>BlacKkKlansman</em>, no original)</span><span style="font-weight: 400;">, em que toda a narrativa se passa em 1972. Porém, era essencial atribuir um período que tanto a Ku Klux Klan como o Movimento Negro Americano estavam marginalizados, para, assim, traçar um paralelo de origem e suas ressonâncias atualmente. Por tais aspectos, a obra é uma pérola de adaptação, que não a toa rendeu o </span><a href="https://personaunesp.com.br/?s=oscar"><i><span style="font-weight: 400;">Oscar</span></i></a> <span style="font-weight: 400;">de Melhor Roteiro Adaptado, sendo também um respiro de esperança na lamentável edição da premiação em 2019, que premiou o &#8211; antirracista até a página dois &#8211; </span><a href="https://revistagalileu.globo.com/Cultura/noticia/2019/02/por-que-green-book-e-criticado-por-ativistas-e-familiares-de-don-shirley.html"><i><span style="font-weight: 400;">Green Book</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> como Melhor Filme.</span></p>
<figure id="attachment_30629" aria-describedby="caption-attachment-30629" style="width: 1400px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="wp-image-30629 size-full" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/04/Infiltrado-na-Klan-Imagem-3.jpg" alt="Cena de Infiltrado na Klan. Nela vemos Ron Stallworth, interpretado por John David Washington, um homem negro,d e cabelo black power e barba cheia. Ele veste uma jaqueta marrom em couro e uma camisa listrada branca. Ao seu fundo,há uma parede de madeira e um mapas cidade de Colorado Springs" width="1400" height="787" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/04/Infiltrado-na-Klan-Imagem-3.jpg 1400w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/04/Infiltrado-na-Klan-Imagem-3-800x450.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/04/Infiltrado-na-Klan-Imagem-3-1024x576.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/04/Infiltrado-na-Klan-Imagem-3-768x432.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/04/Infiltrado-na-Klan-Imagem-3-1200x675.jpg 1200w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-30629" class="wp-caption-text">O longa venceu o Prêmio do Júri no Festival de Cannes de 2018 (Foto: Focus Features)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">Parece que a sensação que </span><i><span style="font-weight: 400;">Infiltrado na Klan</span></i><span style="font-weight: 400;"> quer provocar é aquela de quando rimos de algo questionável e o riso, a princípio de alegria, se transforma em nervosismo. Ele começa flertando com a comédia sarcástica e termina na crítica, justamente para evidenciar que esses formatos de ódio, assim como as fantasias brancas e pontudas, são tão repugnantes que passam por períodos em disfarces. Quando os indivíduos ali sentirem-se seguros, se exibem sem pudor. E com o cineasta tendo mesclado esses dois gêneros durante toda sua filmografia, nesse longa, mais uma vez ele se sente em casa.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A genialidade tanto do diretor como do roteiro, encabeçado por Lee e acompanhado de Kevin Willmott, David Rabinowitz e Charlie Wachtel, são traduzidos em tela através de uma montagem espetacular, guiadas por </span><a href="https://www.instagram.com/barryalexanderbrown/"><span style="font-weight: 400;">Barry Alexander Brown</span></a><span style="font-weight: 400;">. Ela abusa do </span><i><span style="font-weight: 400;">blaxploitation</span></i><span style="font-weight: 400;"> para dar vida à ideia das mentes criadoras e desenvolver um ritmo delicioso de se acompanhar, intercalando passagens mais calmas com o desenvolvimento dos personagens, de cortes rápidos e cheios de invencionismos como telas divididas ou inserção de pôsteres. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Esses aspectos nos presenteiam com cenas lindas, como a da Associação de Estudantes Negro do Colorado, na qual o discurso sobre a beleza negra é sobreposto com </span><i><span style="font-weight: 400;">closes</span></i><span style="font-weight: 400;"> da plateia atenta acompanhando. Mas a passagem que resume o primor da montagem é o momento em que Jerome, interpretado por Harry Belafonte (</span><a href="https://personaunesp.com.br/destacamento-blood-critica/"><i><span style="font-weight: 400;">Destacamento Blood</span></i></a><span style="font-weight: 400;">) conta a história do </span><a href="https://www.bbc.com/portuguese/internacional-51657141"><span style="font-weight: 400;">Linchamento de Waco</span></a><span style="font-weight: 400;">, em 1916. Nesse momento, a cena é divida com a Ku Klux Klan se preparando para assistir uma sessão de </span><a href="https://incinerrante.com/textos/o-nascimento-de-uma-nacao-estetica-ideologia-mascaras/"><i><span style="font-weight: 400;">O Nascimento de uma Nação</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, filme de 1915 (um ano antes da tragédia) que é uma das bases simbólicas da KKK e do movimento supremacista americano.</span></p>
<figure id="attachment_30633" aria-describedby="caption-attachment-30633" style="width: 1280px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="wp-image-30633 size-full" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/04/Infiltrado-na-Klan-Imagem-4.jpg" alt="Cena de Infiltrado na Klan. Nela vemos, da esquerda para a direita, David Duke, um homem branco de cabelos e bigode castanho claro e olhos azuis. Ele veste um terno marrom, um colete preto, uma camisa branca e uma gravata listrada em preto. Ele segura uma taça de espumante. Ron Stallworth, um homem branco de cabelo black power e barba cheia está abraçado em Duke. Ele veste uma camisa jeans e uma camiseta preta. Ao seu lado há um homem branco de cabelos castanhos. Ele veste um suéter preto e uma camisa marrom. Os três posam para uma foto, de forma que os dois brancos estão visivelmente incomodados pelo abraço do homem negro." width="1280" height="536" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/04/Infiltrado-na-Klan-Imagem-4.jpg 1280w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/04/Infiltrado-na-Klan-Imagem-4-800x335.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/04/Infiltrado-na-Klan-Imagem-4-1024x429.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/04/Infiltrado-na-Klan-Imagem-4-768x322.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/04/Infiltrado-na-Klan-Imagem-4-1200x503.jpg 1200w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-30633" class="wp-caption-text">A cena em que o verdadeiro Ron Stallworth é designado para fazer a segurança de David Duke realmente aconteceu (Foto: Focus Features)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">Todo o primor do longa por trás das câmeras consegue ser replicado à frente delas. O grande nome que carregava o longa era do próprio Spike Lee, porém o elenco entrou afiadíssimo no projeto. John David Washington (</span><a href="https://personaunesp.com.br/tenet-critica/"><i><span style="font-weight: 400;">Tenet</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, </span><i><span style="font-weight: 400;">Malcolm &amp; Marie</span></i><span style="font-weight: 400;">), filho de Denzel Washington, emula perfeitamente o deslocamento de uma figura que não é bem-vinda em seus espaços, seja a polícia da época (uma espécie de Klan) ou a Ku Klux Klan. Já Adam Driver, que ganhava relevância com a nova trilogia de </span><a href="https://personaunesp.com.br/o-despertar-da-forca-5-anos/"><i><span style="font-weight: 400;">Star Wars</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, faz de </span><i><span style="font-weight: 400;">Infiltrado na Klan</span></i><span style="font-weight: 400;"> mais um na sua sequência de escolhas acertadas. Ele é um retrato preciso da branquitude que, por muito tempo, escanteou o problema da propagação de ódio por acreditar não ser afetada, e sutilmente demonstra um ódio genuíno por fazer parte daquele grupo e perceber sua negligência.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Do lado da organização nefasta, Topher Grace (</span><i><span style="font-weight: 400;">That ‘70s Show</span></i><span style="font-weight: 400;">) impressiona pela semelhança com David Duke, desde sua postura assustadoramente serena e até mesmo pela </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=6Yx3c0i5Fyk&amp;ab_channel=APArchive"><span style="font-weight: 400;">voz</span></a><span style="font-weight: 400;"> do supremacista ter timbres de </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=65p80XAMxhw&amp;ab_channel=That%2770sShow"><span style="font-weight: 400;">Eric Forman</span></a><span style="font-weight: 400;">. Jasper Pääkkönen (</span><a href="https://personaunesp.com.br/vikings-critica/"><i><span style="font-weight: 400;">Vikings</span></i></a><span style="font-weight: 400;">) e Ryan Eggold (</span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=hjw_QTKr2rc&amp;ab_channel=FocusFeatures"><i><span style="font-weight: 400;">Nunca, Raramente, Às Vezes, Sempre</span></i></a><span style="font-weight: 400;">) também são extremamente convincentes e cada um atribui uma persona típica desse tipo de grupo: o primeiro, um lunático imprevisível, enquanto o segundo, uma figura “boa pinta” que pontualmente destila ódio.</span></p>
<figure id="attachment_30630" aria-describedby="caption-attachment-30630" style="width: 1440px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="wp-image-30630 size-full" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/04/Infiltrado-na-Klan-Imagem-5.jpg" alt="Cena de Infiltrado na Klan. Nela vemos uma reunião da Ku Kux Klan. Há um certo número de homens sentados com a fantasia do grupo: uma túnica branca e um chapéu branco pontudo. Todos estão sentados e seguram uma vela. No meio deles. de costas para a câmera, há seu líder, com a roupa branca, sem o chapéu e com uma túnica azul nas costas. Há também uma espécie de altar, com velas e cálices dourados." width="1440" height="596" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/04/Infiltrado-na-Klan-Imagem-5.jpg 1440w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/04/Infiltrado-na-Klan-Imagem-5-800x331.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/04/Infiltrado-na-Klan-Imagem-5-1024x424.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/04/Infiltrado-na-Klan-Imagem-5-768x318.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/04/Infiltrado-na-Klan-Imagem-5-1200x497.jpg 1200w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-30630" class="wp-caption-text">No Brasil, grupos neonazistas e simpatizantes da Ku Klux Klan tiveram um crescimento de <a href="https://g1.globo.com/fantastico/noticia/2022/01/16/grupos-neonazistas-crescem-270percent-no-brasil-em-3-anos-estudiosos-temem-que-presenca-online-transborde-para-ataques-violentos.ghtml">270%</a> nos últimos anos (Foto: Focus Features)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">Nesse museu de grandes novidades, </span><i><span style="font-weight: 400;">Infiltrado na Klan</span></i><span style="font-weight: 400;"> constata que, mais uma vez, o futuro está repetindo o passado, sem deixar de explicitar que </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=VYOjWnS4cMY&amp;ab_channel=ChildishGambinoVEVO"><span style="font-weight: 400;">essa é a América</span></a><span style="font-weight: 400;">, uma nação arrebatadora que expropria de qualquer minoria para estabelecer seu conceito de supremacia, nos sentidos mais asquerosos da palavra. Por isso Spike Lee, conhecido pelo Cinema crítico, inverte os papéis, e mesmo assim consegue abordar as dores do povo negro. Mas aqui, a queima de cruzes troca lugar com uma reflexão que cauteriza à força uma ferida que insistimos em deixar aberta.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A obra renova os estudos de </span><a href="https://www.palmares.gov.br/?p=49121"><span style="font-weight: 400;">W. E. B. Du Bois</span></a><span style="font-weight: 400;">, primeiro negro a se tornar PhD em Harvard. Du Bois, através de seu livro </span><i><span style="font-weight: 400;">As Almas da Gente Negra </span></i><span style="font-weight: 400;">(1903), discutiu a dificuldade existencial das minorias, desenvolvendo o conceito de “dupla consciência”, ou a necessidade de entender como tais grupos se enxergam e como o mundo os enxerga; o longa tem êxito ao tratar essa dualidade. Além disso, </span><i><span style="font-weight: 400;">Infiltrado na Klan </span></i><span style="font-weight: 400;">é um grito de ‘não’ e ‘basta’: NÃO podemos aceitar essa formas de ódio, e BASTA de racismo. Mais do que isso, o filme é um lembrete de que somente não ser racista, não basta.</span></p>
<div class="jetpack-video-wrapper"><iframe loading="lazy" title="Infiltrado Na Klan - Trailer 1 (Universal Pictures) HD" width="840" height="473" src="https://www.youtube.com/embed/bbOJwWSEUmo?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen></iframe></div>
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		<title>Em Ruído Branco, o mundo real é uma simulação</title>
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		<pubDate>Tue, 17 Jan 2023 14:27:08 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Bruno Andrade “Consumista” já foi a palavra de ordem de uma geração que, em um passo ousado, julgava os relativos perigos de uma sociedade descontrolada – talvez como consequência direta da mudança social dos anos 1960, cuja virada cultural permanente se estabeleceu e desembocou no mal-estar das décadas seguintes. Mas o fato é que o &#8230; <a href="http://personaunesp.com.br/ruido-branco-critica/" class="more-link">Continue lendo<span class="screen-reader-text"> "Em Ruído Branco, o mundo real é uma simulação"</span></a></p>
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										<content:encoded><![CDATA[<figure id="attachment_29572" aria-describedby="caption-attachment-29572" style="width: 2560px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-29572" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/01/1-scaled.jpg" alt="" width="2560" height="1072" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/01/1-scaled.jpg 2560w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/01/1-800x335.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/01/1-1024x429.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/01/1-768x322.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/01/1-1536x643.jpg 1536w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/01/1-2048x858.jpg 2048w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/01/1-1200x503.jpg 1200w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-29572" class="wp-caption-text">Em parceria com a A24, Ruído Branco estreou no Festival de Veneza e chegou à Netflix no penúltimo dia de 2022 (Foto: Netflix)</figcaption></figure>
<p><b>Bruno Andrade</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">“Consumista” já foi a palavra de ordem de uma geração que, em um passo ousado, julgava os relativos perigos de uma sociedade descontrolada – talvez como consequência direta da mudança social dos anos 1960, cuja virada cultural permanente se estabeleceu e desembocou no mal-estar das décadas seguintes. Mas o fato é que o julgamento parecia resfriar-se em um sólido cenário teórico, e ironicamente se perpetuava, muitas vezes, por aqueles que o apontavam. O consumo estava em toda parte. Em </span><span style="font-weight: 400;"><i><a href="https://www.indiewire.com/2022/08/white-noise-movie-review-netflix-noah-baumbach-1234755914/">Ruído Branco</a></i></span><span style="font-weight: 400;">, adaptação dirigida por </span><span style="font-weight: 400;"><a href="https://about.netflix.com/pt_br/news/academy-award-nominated-filmmaker-noah-baumbach-signs-exclusive-partnership">Noah Baumbach</a></span><span style="font-weight: 400;"> do clássico homônimo de </span><span style="font-weight: 400;"><a href="https://www.companhiadasletras.com.br/livro/9788585095109/ruido-branco">Don DeLillo</a></span><span style="font-weight: 400;"> publicado em 1985, outras facetas do consumo – para além da alienação – ganham espaço: o entretenimento vulgar, o delírio e a paranoia.</span></p>
<p><span id="more-29568"></span></p>
<p><span style="font-weight: 400;"><i>White Noise </i></span><span style="font-weight: 400;">(no original) traz a dependência televisiva logo no título. Originalmente, DeLillo pretendia chamar o livro de </span><span style="font-weight: 400;"><i>Panasonic</i></span><span style="font-weight: 400;">, mas a empresa vetou a utilização do nome. Mantendo a ideia de fazer alusão à TV, o autor cunhou “</span><span style="font-weight: 400;"><i>Ruído Branco</i></span><span style="font-weight: 400;">”, expressão técnica para o que se convencionou a chamar de “</span><span style="font-weight: 400;"><a href="https://www.bbc.com/portuguese/geral-40679798">chiado na televisão</a></span><span style="font-weight: 400;">”, a imagem obstruída pelo som agonizante da falta de sinal. Todavia, na trama, o ruído branco pode muito bem ser, de forma alegórica, o medo da morte, que paira pela vida das personagens silenciosamente, obstruindo suas consciências. Seguindo a história do protagonista Jack Gladney (Adam Driver), tanto o livro como o filme traçam um paralelo quase perfeito entre o consumismo e o medo da morte.</span></p>
<p><figure id="attachment_29570" aria-describedby="caption-attachment-29570" style="width: 2560px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-29570" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/01/7-scaled.jpg" alt="" width="2560" height="1707" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/01/7-scaled.jpg 2560w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/01/7-800x533.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/01/7-1024x683.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/01/7-768x512.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/01/7-1536x1024.jpg 1536w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/01/7-2048x1365.jpg 2048w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/01/7-1200x800.jpg 1200w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-29570" class="wp-caption-text">“Por que pensamos que essas coisas já aconteceram? É simples. Elas já aconteceram mesmo, em nossas mentes” (DeLILLO, 2017, p. 189)¹ [Foto: Netflix]</figcaption></figure><span style="font-weight: 400;">O personagem principal, pai dos jovens </span><span style="font-weight: 400;"><a href="https://todavialivros.com.br/livros/erguei-bem-alto-a-viga-carpinteiros-seymour-uma-introducao">salingeranamente</a></span><span style="font-weight: 400;"> inteligentes Heinrich (Sam Nivola), Steffie (May Nivola), Wilder (Dean/Henry Moore) e padrasto de Denise (Raffey Cassidy), é também professor de “hitlerologia”</span> <span style="font-weight: 400;">– disciplina criada por ele na fictícia universidade College-on-the-Hill para se debruçar sobre a aura de Hitler –, vivendo sob o cerco de campanhas publicitárias e aprendendo às escondidas a língua alemã para um colóquio. Ele vê sua vida alterar-se significativamente com a chegada de uma nuvem tóxica, em decorrência de um acidente industrial próximo a sua residência. Diferente do livro, porém – e por razões razoáveis –, o longa tem sua primeira parte mais acelerada que as demais (embora o poder de síntese do diretor seja surpreendente, o filme ainda totaliza mais de duas horas de duração).</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Talvez pelas implicações que um novo formato pede, e mesmo mantendo-se fiel à trama, </span><span style="font-weight: 400;"><i>Ruído Branco </i></span><span style="font-weight: 400;">não tem o mesmo peso que o romance – mas não se trata, aqui, da velha dicotomia livro-é-melhor-que-o-filme. Baumbach, que além da direção, assina o roteiro adaptado, opta por não retratar alguns momentos da história original. Na obra literária de 1985, a filha mais jovem de Gladney participa de uma simulação do governo, na qual situações de vazamentos tóxicos são treinados por civis e policiais, aumentando o ar conspiratório de que tudo, na verdade, pode ser um truque estatal para manter a sociedade funcionando pelo medo. Mesmo que a cena não ocorra no longa, a </span><span style="font-weight: 400;"><a href="https://www.shmoop.com/study-guides/literature/white-noise/analysis/simuvac-short-for-simulated-evacuation">SIMUVAC</a></span><span style="font-weight: 400;">, órgão ficcional do Estado cuja abreviação significa “evacuação simulada”, aparece na segunda parte do filme.</span></p>
<blockquote>
<p style="text-align: center;"><span style="font-weight: 400;"><em>“</em></span><span style="font-weight: 400;">Murray diz que somos criaturas frágeis cercadas por um mundo de fatos hostis. Os fatos ameaçam a nossa felicidade e segurança. Quanto mais nos aprofundamos na natureza das coisas, mais frouxa a nossa estrutura nos parece. O processo da família visa ao isolamento em relação ao mundo exterior</span><span style="font-weight: 400;"><em>”</em></span><em> <span style="font-weight: 400;">(DeLILLO, 2017, p. 102).¹</span></em></p>
</blockquote>
<p><span style="font-weight: 400;">Além de cortar “</span><span style="font-weight: 400;"><i>o celeiro mais fotografado da América</i></span><span style="font-weight: 400;">”, o cineasta também decidiu ocultar Vernon Dickey, pai de Babette (</span><span style="font-weight: 400;"><a href="https://cinepop.com.br/greta-gerwig-diretora-de-barbie-e-lady-bird-vai-comandar-um-novo-filme-pela-netflix-383431/?amp">Greta Gerwig</a></span><span style="font-weight: 400;">), que na obra original é o responsável por entregar a pequena pistola ao protagonista, utilizada no clímax da história. No estilo conservador armamentista, esse personagem o presenteia com os dizeres “</span><span style="font-weight: 400;"><i>existem dois tipos de pessoas no mundo: as que morrem e as que matam</i></span><span style="font-weight: 400;">”. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Ausente no longa, a cena e a fala são inseridas na boca de Murray Siskind (Don Cheadle), o eloquente amigo de Jack que pesquisa sobre a televisão e cobiça repetir seu feito e iniciar os “</span><span style="font-weight: 400;"><i>estudos sobre Elvis</i></span><span style="font-weight: 400;">” na universidade. Mas, à medida que o roteiro avança, percebe-se que o foco são os </span><span style="font-weight: 400;"><a href="https://personaunesp.com.br/plano-75-critica/">costumes contemporâneos</a></span><span style="font-weight: 400;"> – mesmo retratando a sociedade norte-americana dos anos 1980 –, tomando isso como um norte, enquanto alguns vícios esquisitos, como o delírio coletivo pela violência ou a inexplicável dificuldade em lidar com a realidade, são representados pela visão do protagonista.</span></p>
<figure id="attachment_29574" aria-describedby="caption-attachment-29574" style="width: 1280px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-29574" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/01/3.jpg" alt="" width="1280" height="720" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/01/3.jpg 1280w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/01/3-800x450.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/01/3-1024x576.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/01/3-768x432.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/01/3-1200x675.jpg 1200w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-29574" class="wp-caption-text">Duas vezes indicado ao Oscar de Melhor Roteiro Original, Noah Baumbach disse que White Noise é seu projeto “mais diferente”, sendo esse o primeiro longa que dirige com roteiro adaptado (Foto: Netflix)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">A essência da trama remonta à clara afeição que o cineasta mantém em relação ao livro. Em obras anteriores, Baumbach retratou grupos disfuncionais em suas falsidades, que, comumente, rompem no limiar entre o falso moralismo e o mal-estar – como em </span><span style="font-weight: 400;"><i><a href="https://personaunesp.com.br/historia-de-um-casamento-critica/">História de um Casamento</a></i></span> <span style="font-weight: 400;">(2019)</span><span style="font-weight: 400;"><i>,</i></span> <span style="font-weight: 400;"><i><a href="https://www.omelete.com.br/filmes/criticas/os-meyerowitz-familia-nao-se-escolhe-critica">Os Meyerowitz: Família Não Se Escolhe</a></i></span><span style="font-weight: 400;"> (2017) e </span><span style="font-weight: 400;"><i><a href="https://www.youtube.com/watch?v=zaZhnD69vl0&amp;ab_channel=TrailersTeasersClips">A Lula e a Baleia</a></i></span> <span style="font-weight: 400;">(2005). Nesse aspecto, </span><span style="font-weight: 400;"><i>Ruído Branco</i></span><span style="font-weight: 400;"> não está tão longe do campo que o autor estadunidense domina, visto que segue uma família particularmente diferente, na qual todos são demasiadamente autoconscientes, principalmente os filhos. A adaptação ainda é “</span><span style="font-weight: 400;"><i>mais diferente</i></span><span style="font-weight: 400;">” que os longas anteriores, como o próprio </span><span style="font-weight: 400;"><a href="https://www.indiewire.com/2022/09/noah-baumbach-interview-white-noise-1234768260/">diretor declarou</a></span><span style="font-weight: 400;">, porque preocupa-se principalmente com uma atmosfera paranoica e espetacularizada da realidade.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Ainda assim, em diversos momentos o filme deixa pontas soltas que são explicadas apenas no livro. Há uma enorme complexidade na tentativa de reduzir as dezenas de frases impactantes de Don DeLillo em cenas rápidas, e Baumbach tenta sintetizá-las nos diálogos. Apesar disso, principalmente </span><span style="font-weight: 400;"><a href="https://www.esquire.com/uk/culture/a42396264/white-noise-ending-explained/">no final</a></span><span style="font-weight: 400;">, é praticamente impossível entendê-lo em sua totalidade sem ter lido a obra original. Mesmo que permaneça na Comédia Dramática – inclusive com </span><span style="font-weight: 400;"><a href="https://pitchfork.com/news/andre-3000-joins-noah-baumbach-new-white-noise-film-adaptation-for-netflix/">André 3000</a></span><span style="font-weight: 400;"> integrando o elenco –, seu mote sustenta-se em assuntos existencialistas e filosóficos, que idealmente devem ser transmitidos ao espectador sem exigir conhecimento prévio. Por reivindicar implicitamente a pesquisa, é um filme que dificilmente consegue o consenso.</span></p>
<p><figure id="attachment_29575" aria-describedby="caption-attachment-29575" style="width: 2560px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-29575" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/01/4-scaled.jpg" alt="" width="2560" height="1707" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/01/4-scaled.jpg 2560w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/01/4-800x533.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/01/4-1024x683.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/01/4-768x512.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/01/4-1536x1024.jpg 1536w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-29575" class="wp-caption-text">“O supermercado está cheio de velhos que parecem perdidos no meio de tantas mercadorias de cores vivas” (DeLILLO, 2017, p. 207)¹ [Foto: Netflix]</figcaption></figure><span style="font-weight: 400;">O enredo ecoa a discussão </span><span style="font-weight: 400;"><a href="https://personaunesp.com.br/o-rei-palido-critica/">pós-moderna</a></span><span style="font-weight: 400;"> do espetáculo, que massivamente afasta os indivíduos da compreensão de “fim”. Na verdade, o consumo desenfreado – por vezes imperceptível a nós – é apenas uma reação ritualística ao medo ancestral da morte; é o preenchimento material da ausência completa de sentido. Não por acaso o supermercado ascende na trama como um espaço transcendental: é um cenário repleto de marcas, cujo zumbido ínfimo das luzes claras dos refrigeradores ressoa em nossos ouvidos junto às músicas do ambiente, que servem, basicamente, para afastar a frieza dos nossos pensamentos. Ao mesmo tempo que a morte “de verdade” é distanciada pelo entretenimento, a própria realidade é ela mesma assassinada, ampliando a estranha sensação de não pertencimento.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Paradoxalmente, enxergar o mundo em sua extensão é remetê-lo à noção de compreensão humana. Por isso, ao trazer sua complexidade ao espectro de nossos sentidos, nos esforçamos para alcançar a distância correta entre o que somos e o que pensamos ser – tudo ganha um ar de familiaridade. Como </span><span style="font-weight: 400;"><a href="https://www.scielo.br/j/raeel/a/XLCG9KDtPBPK8YSqmk6bDrq/?lang=pt">Jean Baudrillard</a></span><span style="font-weight: 400;"> escreve, a interconexão entre o consumo e a vida cotidiana deixa de ser questionada pelos indivíduos, “</span><span style="font-weight: 400;"><i>praticamente inconscientes, na vida de todo dia, da realidade tecnológica dos objetos</i></span><span style="font-weight: 400;">”.² No mundo onde a simulação é gerada por um real sem origem nem realidade – chamado pelo filósofo de “</span><span style="font-weight: 400;"><i>hiper-real</i></span><span style="font-weight: 400;">”³ –, os objetos multiplicam-se ao infinito, pois precisam preencher uma “</span><span style="font-weight: 400;"><i>realidade ausente</i></span><span style="font-weight: 400;">”. O consumo e a solidão são inseparáveis.</span></p>
<figure id="attachment_29576" aria-describedby="caption-attachment-29576" style="width: 735px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-large wp-image-29576" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/01/5.1-735x1024.jpg" alt="" width="735" height="1024" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/01/5.1-735x1024.jpg 735w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/01/5.1-574x800.jpg 574w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/01/5.1-768x1070.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/01/5.1.jpg 1000w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-29576" class="wp-caption-text">Don DeLillo é um dos poucos autores contemporâneos a revestir a aura do romancista como visionário (Foto: Joyce Ravid)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">Historicamente, </span><span style="font-weight: 400;"><i>Ruído Branco</i></span><span style="font-weight: 400;"> teve três tentativas fracassadas de adaptação, antes da finalizada por Noah Baumbach. Desde os anos 1990, James L. Brooks (</span><span style="font-weight: 400;"><i>Laços de Ternura</i></span><span style="font-weight: 400;">, 1983), Barry Sonnenfeld (</span><span style="font-weight: 400;"><i>MIB &#8211; Homens de Preto</i></span><span style="font-weight: 400;">, 1997) e Michael Almereyda (</span><span style="font-weight: 400;"><i>Hamlet</i></span><span style="font-weight: 400;">, 2000) tentaram a empreitada, mas abandonaram o projeto. Seguindo a linhagem dos “</span><span style="font-weight: 400;"><a href="https://www.gq-magazine.co.uk/culture/article/systems-novel-future-of-fiction">romances de sistema</a></span><span style="font-weight: 400;">” – que se preocupam principalmente com o desenvolvimento dos mecanismos de poder sobre os personagens –, o livro e o estilo de Don DeLillo (extremamente sugestivo e, por vezes, até mesmo minimalista) dificultam qualquer roteiro cinematográfico, que precisa “mostrar” ao espectador situações que não são explicadas – e nem precisam ser – na Literatura. Esse tom sugestivo abre janela às interpretações “distópicas”, algo que, acertadamente, o diretor não explora.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Contudo, mesmo que </span><span style="font-weight: 400;"><i><a href="https://www.companhiadasletras.com.br/livro/9788535903768/cosmopolis">Cosmópolis</a></i></span><span style="font-weight: 400;"> (2003) tenha sido adaptado de forma interessante por </span><span style="font-weight: 400;"><a href="https://personaunesp.com.br/estante-do-persona-maio-de-2022/">David Cronenberg</a></span><span style="font-weight: 400;"> em 2012 (com </span><span style="font-weight: 400;"><a href="https://personaunesp.com.br/batman-critica/">Robert Pattinson</a></span><span style="font-weight: 400;"> no papel principal), </span><span style="font-weight: 400;"><i>White Noise</i></span><span style="font-weight: 400;"> tem um peso ainda maior: trata-se – ao lado de </span><span style="font-weight: 400;"><i><a href="https://www.companhiadasletras.com.br/livro/9788571648838/submundo?idtag=9574a89e-f004-4536-99a9-de5691cab400&amp;gclid=Cj0KCQiAzeSdBhC4ARIsACj36uHe8wZ1zYJCf8r5meKiZxYF6taTvnMPbYYVlYfJ3x2oZeQ1ylp3H1waAt3jEALw_wcB">Submundo</a></i></span> <span style="font-weight: 400;">(1997) – da obra fundamental do autor, um clássico da Literatura norte-americana analisado em universidades e vencedor do </span><span style="font-weight: 400;"><i><a href="https://www.nationalbook.org/books/white-noise/">National Book Awards</a></i></span><span style="font-weight: 400;">, cujo impacto foi tão grande que projetou DeLillo como um dos melhores observadores da vida no capitalismo tardio. A simples trama do livro já parte de uma premissa complexa: a existência é indistinguível da “imitação” da realidade e do espetáculo das relações sociais.</span></p>
<figure id="attachment_29569" aria-describedby="caption-attachment-29569" style="width: 1920px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-29569" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/01/6-e1673640103159.jpg" alt="" width="1920" height="787" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/01/6-e1673640103159.jpg 1920w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/01/6-e1673640103159-800x328.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/01/6-e1673640103159-1024x420.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/01/6-e1673640103159-768x315.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/01/6-e1673640103159-1536x630.jpg 1536w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/01/6-e1673640103159-1200x492.jpg 1200w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-29569" class="wp-caption-text">Repetindo os movimentos de História de um Casamento, o diretor deixa em primeiro plano, durante o clímax, a cabeça do interlocutor, no que pode acenar para a perspectiva de integrar outra consciência (Foto: Netflix)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">Embora existam comparações, também é interessante observar que </span><span style="font-weight: 400;"><i>Ruído Branco </i></span><span style="font-weight: 400;">não é o novo </span><span style="font-weight: 400;"><i><a href="https://personaunesp.com.br/nao-olhe-para-cima-critica/">Não Olhe para Cima</a></i></span><span style="font-weight: 400;"> (2021) – e isso é bom, para Baumbach. É sempre importante entender as dificuldades na adaptação de uma obra cinematográfica cujo roteiro surge de um livro clássico, mas, diferente do filme de Adam McKay, mesmo que algumas pontas permaneçam soltas, o texto original fornece um material impecável de discussão, que se sustenta nas atuações e permanece distante do debate conformista. É nesse ambiente que Adam Driver ascende como o grande destaque de atuação, segurando as nuances entre Comédia e Drama com habilidade. Pelo papel de Jack Gladney, Driver concorreu ao </span><span style="font-weight: 400;"><a href="https://www.goldenglobes.com/person/adam-driver">Globo de Ouro</a></span><span style="font-weight: 400;"> pela terceira vez, na categoria de Melhor Ator em Comédia ou Musical, mas perdeu para </span><span style="font-weight: 400;"><a href="https://www.uol.com.br/splash/noticias/afp/2023/01/10/colin-farrell-ganha-globo-de-ouro-de-melhor-ator-de-musical-ou-comedia.htm">Colin Farrell</a></span><span style="font-weight: 400;">.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A trilha sonora de </span><span style="font-weight: 400;"><a href="https://www.tenhomaisdiscosqueamigos.com/2022/12/12/phoebe-bridgers-estranho-mundo-jack/">Danny Elfman</a></span><span style="font-weight: 400;">, porém, é apenas curiosa. Misturando elementos da Música Eletrônica com a </span><span style="font-weight: 400;"><a href="https://personaunesp.com.br/heitor-villa-lobos-e-a-musica-modernista-artigo/">Clássica</a></span><span style="font-weight: 400;">, ele auxilia na ambientação cultural de um Estados Unidos pós-industrial, a um nível quase distópico. O grande mérito musical fica a cargo da canção original de </span><span style="font-weight: 400;"><a href="https://pitchfork.com/reviews/tracks/lcd-soundsystem-new-body-rhumba/">LCD Soundsystem</a></span><span style="font-weight: 400;"> – uma faixa </span><span style="font-weight: 400;"><i>dance punk</i></span><span style="font-weight: 400;"> que serve como melodia para a </span><span style="font-weight: 400;"><a href="https://www.nme.com/news/music/watch-the-surreal-lcd-soundsystem-dance-scene-from-netflixs-white-noise-3373481">dança ensaiada</a></span><span style="font-weight: 400;"> dos créditos no fim –, vocalizada pelo líder do grupo, James Murphy, que colaborou com o diretor nas trilhas originais de </span><span style="font-weight: 400;"><i><a href="https://www.youtube.com/watch?v=cwdliqOGTLw&amp;ab_channel=FocusFeatures">Greenberg</a></i></span> <span style="font-weight: 400;">(2010) e </span><span style="font-weight: 400;"><i><a href="https://www.youtube.com/watch?v=NRUcm9Qw9io&amp;ab_channel=A24">Enquanto Somos Jovens</a></i></span><span style="font-weight: 400;"> (2014).</span></p>
<div class="jetpack-video-wrapper"><iframe loading="lazy" title="LCD Soundsystem - new body rhumba (from the film White Noise) (Official Audio)" width="840" height="473" src="https://www.youtube.com/embed/JG17jiPdbb0?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen></iframe></div>
<p><span style="font-weight: 400;">De forma vertiginosa, o longa explora a </span><span style="font-weight: 400;"><a href="https://personaunesp.com.br/estado-eletrico-critica/">expectativa social pela catástrofe</a></span><span style="font-weight: 400;">. Em alguns trechos, quando o acidente tóxico já ocorreu e dominou o imaginário conspiratório da população, o diretor dá piscadelas no roteiro à recente situação da pandemia de covid-19, jogando luz aos comentários negacionistas que são aplaudidos por Jack Gladney. Na verdade, o coronavírus revitaliza, de maneira incômoda, a obra original, apresentando o desastre como um fenômeno cíclico nas sociedades contemporâneas. O cineasta também se recusa a atualizar a história em seus figurinos e panorama social, mantendo a ambientação original de DeLillo – com todas as conspirações da Guerra Fria às quais o país estava submetido – e apontando para o caráter premonitório da obra.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A ânsia de Baumbach em presentear os espectadores com as melhores partes do romance faz com que diversos trechos de desenvolvimento de personagens sejam deixados de lado. Repentinamente, a partir da segunda parte, a trama muda para um cenário que beira o </span><span style="font-weight: 400;"><i>sci-fi</i></span><span style="font-weight: 400;">, e volta a se pacificar próximo ao fim, quando as melhores sequências de </span><span style="font-weight: 400;"><i>Ruído Branco</i></span><span style="font-weight: 400;"> são protagonizadas por Greta Gerwig e Adam Driver na revelação sobre o “</span><span style="font-weight: 400;"><i>Dylar</i></span><span style="font-weight: 400;">” e, logo em seguida, no diálogo entre o protagonista e o Sr. Gray (</span><span style="font-weight: 400;"><a href="https://personaunesp.com.br/minha-irma-critica/">Lars Eidinger</a></span><span style="font-weight: 400;">). A crueza com que Baumbach grava o embate, os tiros e a </span><span style="font-weight: 400;"><a href="https://www.smh.com.au/entertainment/books/don-delillo-the-great-american-novelist-on-paranoia-prescience-and-immortality-20160419-go9mfo.html">paranoia</a></span><span style="font-weight: 400;"> humanizada no papel de Eidinger registra uma perda da capacidade da linguagem para discernir ou até mesmo entender o mundo, que está </span><span style="font-weight: 400;"><i>“repleto de fatos hostis</i></span><span style="font-weight: 400;">” a nós.</span></p>
<p><figure id="attachment_29571" aria-describedby="caption-attachment-29571" style="width: 738px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-large wp-image-29571" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/01/71YrNpT5aJL-738x1024.jpg" alt="" width="738" height="1024" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/01/71YrNpT5aJL-738x1024.jpg 738w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/01/71YrNpT5aJL-577x800.jpg 577w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/01/71YrNpT5aJL-768x1066.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/01/71YrNpT5aJL-1107x1536.jpg 1107w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/01/71YrNpT5aJL-1476x2048.jpg 1476w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/01/71YrNpT5aJL-1200x1665.jpg 1200w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/01/71YrNpT5aJL.jpg 1651w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-29571" class="wp-caption-text">“A morte é que torna a vida incompleta” (DeLILLO, 2017, p. 345)¹ [Foto: Companhia das Letras]</figcaption></figure><span style="font-weight: 400;">Talvez preocupado demais em “parecer” a obra original, o longa inevitavelmente cai na armadilha prevista na própria trama. A representação de </span><span style="font-weight: 400;"><i>Ruído Branco</i></span><span style="font-weight: 400;"> torna-se o próprio “</span><span style="font-weight: 400;"><i>celeiro mais fotografado da América</i></span><span style="font-weight: 400;">”, e por isso sua presença é desnecessária, mesmo que frequentemente ganhe importância no livro. O </span><span style="font-weight: 400;"><a href="https://www.theguardian.com/film/2022/aug/31/white-noise-review-venice-opener-is-a-blackly-comic-blast">filme</a></span><span style="font-weight: 400;"> erra quando acerta demais, tentando emular os sentimentos e a velocidade do próprio romance de 1985 (o que explica a sensação de lentidão ou a estranheza que algumas partes podem causar).</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Ao deixar de lado as potencialidades criativas de um novo formato, a obra convence e se sustenta pela história: há um pavor ecológico, há universitários espetacularizando o ensino (</span><span style="font-weight: 400;"><a href="https://cenasdecinema.com/o-guia-pervertido-da-ideologia/">Slavoj Žižek</a></span><span style="font-weight: 400;"> poderia ser um personagem), há negacionismo e há ironia – tudo tão longe e tão perto de nós. No fim, ainda podemos sublimar nossos desejos e ir às compras, enganando a nós mesmos.</span></p>
<div class="jetpack-video-wrapper"><iframe loading="lazy" title="Ruído Branco | Teaser oficial | Netflix" width="840" height="473" src="https://www.youtube.com/embed/Ltjepb-zCmc?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen></iframe></div>
<hr />
<p><span style="font-weight: 400;">¹ DeLILLO, Don. </span><b>Ruído Branco</b><span style="font-weight: 400;">. 2ª ed. Tradução de Paulo Henriques Britto. São Paulo: Companhia das Letras, 2017.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">² BAUDRILLARD, Jean. </span><b>O sistema dos objetos. </b><span style="font-weight: 400;">5ª ed. Tradução de Zulmira Ribeiro Tavares. São Paulo: Perspectiva, 2015, p. 11.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">³ BAUDRILLARD, Jean. </span><b>Simulacros e simulação.</b><span style="font-weight: 400;"> Tradução de Maria João da Costa Pereira. Lisboa: Relógio d’Água, 1991, p. 8.</span></p>
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		<title>Lady Gaga exorciza Casa Gucci</title>
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		<pubDate>Sat, 18 Dec 2021 22:32:35 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Ana Júlia Trevisan Uma história de glamour, cobiça, loucura e morte. Esse foi o subtítulo dado ao livro que inspirou Ridley Scott a dirigir uma das adaptações mais aguardadas do ano: Casa Gucci. A grife italiana, fundada em 1921, é um majestoso império da Moda e uma das marcas mais valiosas do mundo, cujo nome &#8230; <a href="http://personaunesp.com.br/casa-gucci-critica/" class="more-link">Continue lendo<span class="screen-reader-text"> "Lady Gaga exorciza Casa Gucci"</span></a></p>
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										<content:encoded><![CDATA[<figure id="attachment_25509" aria-describedby="caption-attachment-25509" style="width: 1280px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-25509" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/12/1gucci.png" alt="" width="1280" height="720" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/12/1gucci.png 1280w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/12/1gucci-800x450.png 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/12/1gucci-1024x576.png 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/12/1gucci-768x432.png 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/12/1gucci-1200x675.png 1200w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-25509" class="wp-caption-text">Em nome do Pai, do Filho e da Casa Gucci (Foto: Metro-Goldwyn-Mayer Pictures)</figcaption></figure>
<p><b>Ana Júlia Trevisan</b></p>
<p><a href="https://acessocultural.com.br/2021/11/livro-que-inspirou-novo-filme-de-lady-gaga-casa-gucci-e-relancado-no-brasil/"><i><span style="font-weight: 400;">Uma história de glamour, cobiça, loucura e morte</span></i></a><span style="font-weight: 400;">. Esse foi o subtítulo dado ao livro que inspirou Ridley Scott a dirigir uma das adaptações mais aguardadas do ano: </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=juSv4y5_0Xo&amp;ab_channel=Ingresso.com"><i><span style="font-weight: 400;">Casa Gucci</span></i></a><span style="font-weight: 400;">. A grife italiana, fundada em 1921, é um majestoso império da Moda e uma das marcas mais valiosas do mundo, cujo nome carrega um grande escândalo. Em 27 de março de 1995, Maurizio Gucci, herdeiro da empresa, foi assassinado a mando de sua ex-esposa Patrizia Reggiani. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Legado e família são os fragmentos mais necessários para entender a estrutura maquiavélica do império Gucci, mas o que chegou aos cinemas em 25 de novembro não se ajusta aos dois poderes. Os direitos para a produção do filme foram comprados em 2006, e de lá pra cá, nomes como Angelina Jolie e Leo DiCaprio foram cotados para os papéis principais. O ano de 2021 finalmente trouxe <a href="https://www.youtube.com/watch?v=g1Ud5HJXb50">o filme</a> para as telonas, protagonizado por Lady Gaga e Adam Driver. Mas, para lidar com o longa, é necessário fazer o mesmo processo de periciamento de um delito.</span></p>
<p><span id="more-25507"></span></p>
<figure id="attachment_25510" aria-describedby="caption-attachment-25510" style="width: 1600px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-25510" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/12/2gucci.jpg" alt="" width="1600" height="1067" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/12/2gucci.jpg 1600w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/12/2gucci-800x534.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/12/2gucci-1024x683.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/12/2gucci-768x512.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/12/2gucci-1536x1024.jpg 1536w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/12/2gucci-1200x800.jpg 1200w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-25510" class="wp-caption-text">No Oscar, espere nomeações para o figurino e os penteados de Casa Gucci (Foto: Metro-Goldwyn-Mayer Pictures)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">No </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=Xi8wK7wwT-Y&amp;ab_channel=Opera%C3%A7%C3%A3oPolicial"><span style="font-weight: 400;">início da perícia</span></a><span style="font-weight: 400;">, uma equipe de profissionais entra em cena para desvendar o crime enquanto a polícia assiste do lado de fora. Falar de </span><i><span style="font-weight: 400;">House of Gucci</span></i><span style="font-weight: 400;"> exige o desmembramento cômodo por cômodo da planta prestes a ser periciada. Para iniciar o trabalho neste ambiente interno, o bom senso é que primeiro seja examinado o local que outros integrantes da equipe precisam usar para atividades pessoais, ou seja, o banheiro.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Banheiro, local em que jogamos o que não presta ralo a baixo. Aqui, infelizmente, se encontra a direção e montagem de </span><i><span style="font-weight: 400;">Casa Gucci</span></i><span style="font-weight: 400;">, apenas esperando a descarga ser puxada. O filme apresenta um apelo cômico que não se encaixa com a premissa de </span><i><span style="font-weight: 400;">glamour</span></i><span style="font-weight: 400;">, cobiça, loucura e morte. O humor impresso na adaptação do roteiro, escrito por </span><a href="https://www.planocritico.com/tag/becky-johnston/"><span style="font-weight: 400;">Becky Johnston</span></a><span style="font-weight: 400;"> e </span><a href="https://www.planocritico.com/tag/roberto-bentivegna/"><span style="font-weight: 400;">Roberto Bentivegna</span></a><span style="font-weight: 400;">, tira toda carga dramática que </span><i><span style="font-weight: 400;">Casa Gucci</span></i><span style="font-weight: 400;"> demandava por se tratar de um crime real envolvendo um império multimilionário e que até hoje gera controvérsias. Essa atitude da direção prejudica pelo inesperado e quase desrespeitoso com a temática. As cenas em família italiana são como dar </span><i><span style="font-weight: 400;">play</span></i><span style="font-weight: 400;"> em </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=OzYxJV_rmE8"><i><span style="font-weight: 400;">Succession</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> e assistir a um </span><i><span style="font-weight: 400;">stand up</span></i><span style="font-weight: 400;"> dos Roy.</span></p>
<figure id="attachment_25511" aria-describedby="caption-attachment-25511" style="width: 2560px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-25511" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/12/3-gucci-scaled.jpg" alt="" width="2560" height="1440" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/12/3-gucci-scaled.jpg 2560w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/12/3-gucci-800x450.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/12/3-gucci-1024x576.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/12/3-gucci-768x432.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/12/3-gucci-1536x864.jpg 1536w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/12/3-gucci-2048x1152.jpg 2048w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/12/3-gucci-1200x675.jpg 1200w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-25511" class="wp-caption-text">Lady Gaga conta que escreveu oitenta páginas biográficas sobre Patrizia Reggiani, a fim de se preparar para a imersão no papel (Foto: Metro-Goldwyn-Mayer Pictures)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">A montagem, responsabilidade de Claire Simpson, é declarada culpada pela perda de ritmo da produção. Desde os primeiros minutos de </span><i><span style="font-weight: 400;">Casa Gucci</span></i><span style="font-weight: 400;"> é notável a falta de um </span><a href="https://www.aicinema.com.br/o-que-faz-um-continuista/#:~:text=A%20continu%C3%ADsta%2C%20ou%20o%20continu%C3%ADsta,de%20cena%2C%20figurinos%20e%20caracteriza%C3%A7%C3%A3o."><span style="font-weight: 400;">continuísta</span></a><span style="font-weight: 400;"> que auxilie nos processos de filmagem e edição. Por se tratar de um escândalo não ficcional, os espectadores que fizeram uma pesquisa prévia do caso estão cientes que o longa cobre duas décadas de história. Aos que foram ao cinema às cegas, o filme não deixa pistas da passagem temporal dos anos 70 aos anos 90, muito menos pela armação de óculos de Adam Driver, que se mantém intacta durante toda ascensão e queda da marca.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O texto base para </span><i><span style="font-weight: 400;">Casa Gucci</span></i><span style="font-weight: 400;">, que parte do livro de Sara Gay Forden publicado em 2001, é um trabalho jornalístico bem elaborado que introduz todos os pontos da marca. Isso corrobora para o entendimento de </span><a href="https://aventurasnahistoria.uol.com.br/noticias/moda-com-historia/gucci-familia-envolvida-em-assassinato-que-criou-um-imperio.phtml"><span style="font-weight: 400;">ascensão do império Gucci</span></a><span style="font-weight: 400;"> e sua queda ou a tentativa de transformação no Vaticano da Moda. O longa não dispensa essa contextualização, e nem poderia, mas seu desassossego em roteirizar o crime faz com que o legado e família que são essenciais à história não tenham equilíbrio.</span></p>
<figure id="attachment_25512" aria-describedby="caption-attachment-25512" style="width: 1600px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-25512" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/12/4-gucci.jpg" alt="" width="1600" height="1067" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/12/4-gucci.jpg 1600w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/12/4-gucci-800x534.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/12/4-gucci-1024x683.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/12/4-gucci-768x512.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/12/4-gucci-1536x1024.jpg 1536w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/12/4-gucci-1200x800.jpg 1200w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-25512" class="wp-caption-text">No evento de lançamento de Casa Gucci, Lady Gaga <a href="https://www.youtube.com/watch?v=upIPQ9k2gKc&amp;ab_channel=LadyGagaReactions">declarou</a> não acreditar na glorificação de um assassinato, mas sim no empoderamento feminino (Foto: Metro-Goldwyn-Mayer Pictures)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">Indo para a cozinha da casa, ambiente convidativo e familiar, é possível encontrar duas figuras chaves para o filme: Paolo Gucci e seu pai, Aldo. O primeiro, interpretado por Jared Leto, é o cúmulo do absurdo, e o personagem está em uma órbita que não pertence a </span><i><span style="font-weight: 400;">House of Gucci</span></i><span style="font-weight: 400;">. Sua atuação é uma tentativa caricata de extravasar uma energia que não existe no filme. O ator se mostra preso a seu papel de Coringa, ao mesmo tempo que, se Leto tivesse interpretado o excêntrico italiano antes de </span><a href="https://personaunesp.com.br/esquadrao-suicida-machismo-super-vilao/"><i><span style="font-weight: 400;">Esquadrão Suicida</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, talvez o desastre não tivesse sido tão tenebroso.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Já Al Pacino na pele de Aldo Gucci consegue ser uma das poucas coisas que fazem o ingresso valer a pena. Apesar de suas roupas serem totalmente fora do alto padrão italiano, o personagem cumpre sua sina gananciosa. É em sua figura que o legado e a família, questões primordiais ao roteiro do filme, tomam forma. Do mercenarismo de Patrizia Reggiani à sonegação de impostos da Casa Gucci, tudo que vai além do romântico reflete na atuação natural do eterno </span><a href="https://culturadoria.com.br/por-que-o-poderoso-chefao-e-um-filme-tao-aclamado/"><span style="font-weight: 400;">Michael Corleone</span></a><span style="font-weight: 400;">.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O próximo membro da família e chave mestra para o roteiro está em outro cômodo da casa. Ao abrirmos a porta do quarto, encontramos o pacato Maurizio Gucci, filho único de Rodolfo Gucci (esse muito bem dominado por </span><a href="https://personaunesp.com.br/tag/jeremy-irons/"><span style="font-weight: 400;">Jeremy Irons</span></a><span style="font-weight: 400;">) e herdeiro direto do império. Para encontrar </span><a href="https://personaunesp.com.br/historia-de-um-casamento-critica/"><span style="font-weight: 400;">Adam Driver</span></a><span style="font-weight: 400;"> nessa narrativa é necessário fazer o uso de luminol no ambiente. Um dos maiores atores de sua geração, Driver parece não caber dentro de </span><i><span style="font-weight: 400;">Casa Gucci</span></i><span style="font-weight: 400;">. Seu personagem simpático e bonzinho não tem uma trajetória evolutiva convincente para seus atos dramáticos mais ao fim da produção. A narrativa da vítima tem espaço, pois Driver tem uma atenção magnética oriunda, do contrário, o protagonista se transformaria em coadjuvante.</span></p>
<figure id="attachment_25513" aria-describedby="caption-attachment-25513" style="width: 1600px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-25513" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/12/5-gucci.jpg" alt="" width="1600" height="1067" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/12/5-gucci.jpg 1600w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/12/5-gucci-800x534.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/12/5-gucci-1024x683.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/12/5-gucci-768x512.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/12/5-gucci-1536x1024.jpg 1536w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/12/5-gucci-1200x800.jpg 1200w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-25513" class="wp-caption-text">Apesar de vitais para a consolidação da Gucci, figuras como Tom Ford e Anna Wintour aparecem apenas como easter eggs (Foto: Metro-Goldwyn-Mayer Pictures)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">No segundo quarto é o momento de fazer uma vistoria no </span><a href="https://ansabrasil.com.br/brasil/noticias/italianos/noticias/2021/03/08/conheca-a-sombria-historia-da-familia-gucci-que-vai-virar-filme_f5362e47-7cb6-418b-b348-975511557553.html"><span style="font-weight: 400;">assassinato de Maurizio</span></a><span style="font-weight: 400;"> Gucci. Segunda-feira, 27 de março de 1995. É com duas horas e meia de filme que o espaço temporal é delimitado. A partir daqui tudo é tosco, principalmente a câmera lenta de Dariusz Wolski usada no ápice da cena, tirando qualquer adrenalina que o momento poderia causar. A análise nesse cômodo nos leva a fazer mais alguns reparos no laudo de outro crime: de produção. O horário desse delito acontece na passagem do segundo para o terceiro ato, que ao entrar em sua progressão final, decai sem sua peça principal e mais chamativa. O filme não tem a menor salvação depois de uma hora e meia, tendo direito até a sequência de fuga com trilha sonora imitando os </span><i><span style="font-weight: 400;">Trapalhões</span></i><span style="font-weight: 400;">.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">E, finalmente, chegamos no momento de periciar a sala da casa, lugar social de recepção. É aqui que se encontra a figura central do filme e que dá a ele todos os holofotes. A Patrizia Reggiani de </span><a href="https://personaunesp.com.br/born-this-way-10-anos/"><span style="font-weight: 400;">Lady Gaga</span></a><span style="font-weight: 400;"> começa como uma jovem encantada e vai se revelando uma verdadeira manipuladora explosiva. Em 2019, quando Gaga foi indicada ao </span><i><span style="font-weight: 400;">Oscar</span></i><span style="font-weight: 400;"> de Melhor Atriz por </span><a href="https://personaunesp.com.br/nasce-uma-estrela-critica/"><i><span style="font-weight: 400;">Nasce Uma Estrela</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, ela estava interpretando um arquétipo conveniente perante sua carreira consolidada como um dos maiores ícones </span><i><span style="font-weight: 400;">pop</span></i><span style="font-weight: 400;">. Agora, ela enfrenta um papel fora de sua zona de conforto e faz isso com muita propriedade. Mesmo gastando todo o fôlego para tentar fingir o choro, Patrizia é o pilar que sustenta as quase três horas de </span><i><span style="font-weight: 400;">Casa Gucci</span></i><span style="font-weight: 400;">.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A duração do filme não o torna cansativo, entretanto também não faz de </span><i><span style="font-weight: 400;">House of Gucci</span></i><span style="font-weight: 400;"> uma produção memorável por sua qualidade. A pressa da direção de Ridley Scott em aproveitar o máximo de elementos da </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=Y2ki8BN8hQ0&amp;t=780s&amp;ab_channel=DalenogareCr%C3%ADticas"><span style="font-weight: 400;">obra-mãe</span></a><span style="font-weight: 400;"> deixou pontas soltas por todos os atos e o apego criado na figura de Lady Gaga prejudica o momento em que a escolha é focar em Adam Driver. O ritmo cai sem Patrizia e seu autocentrismo. Sua participação ativa em todos os negócios da Gucci, e seu pensamento à frente para dominar a marca, tiram o forçado protagonismo nos outros membros da família. A partir disso, cada atitude tomada por eles se torna incompleta sem sua figura.</span></p>
<figure id="attachment_25514" aria-describedby="caption-attachment-25514" style="width: 1600px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-25514" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/12/6-gucci.jpg" alt="" width="1600" height="1067" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/12/6-gucci.jpg 1600w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/12/6-gucci-800x534.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/12/6-gucci-1024x683.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/12/6-gucci-768x512.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/12/6-gucci-1536x1024.jpg 1536w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/12/6-gucci-1200x800.jpg 1200w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-25514" class="wp-caption-text">A cena de sexo entre Gaga e Driver foi improvisada (Foto: Metro-Goldwyn-Mayer Pictures)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">O laudo da perícia aponta os seguintes resultados. Primeiro: a </span><i><span style="font-weight: 400;">Casa Gucci</span></i><span style="font-weight: 400;"> é mal-assombrada. Segundo: o filme sofreu uma overdose de elementos. O diretor tinha em suas mãos uma história gigante e um elenco maior ainda. Na ânsia de conciliar as duas grandezas, </span><a href="https://cinema10.com.br/personalidades/ridley-scott"><span style="font-weight: 400;">Ridley Scott</span></a><span style="font-weight: 400;"> tira mal proveito de ambos. Os </span><a href="https://vogue.globo.com/moda/noticia/2021/11/tudo-que-voce-precisa-saber-sobre-house-gucci-antes-de-assistir-house-gucci.html"><span style="font-weight: 400;">fantasmas da </span><i><span style="font-weight: 400;">Casa Gucci</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> que vão desde a primeira geração do império, sejam eles pelo sobrenome amaldiçoado que a família carrega ou os mortos que o nome deixou, assombram a produção que soa como uma grande história inacabada.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O plano malévolo de Patrizia, que foi premeditado por anos ao lado de Pina (</span><a href="https://personaunesp.com.br/eternos-critica/"><span style="font-weight: 400;">Salma Hayek</span></a><span style="font-weight: 400;">), se faz do dia pra noite, e o círculo de legado e família mais uma vez não se fecha. Pouco, ou praticamente nada, é explorado da protagonista depois do crime, mesmo ela sendo conhecida pela alcunha de viúva negra por conta do episódio. Antes mesmo disso, o filme não mostra a ruptura do casal, e segue por difíceis minutos apenas com indícios do divórcio.</span></p>
<figure id="attachment_25515" aria-describedby="caption-attachment-25515" style="width: 2298px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-25515" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/12/7-gucci.png" alt="" width="2298" height="1402" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/12/7-gucci.png 2298w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/12/7-gucci-800x488.png 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/12/7-gucci-1024x625.png 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/12/7-gucci-768x469.png 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/12/7-gucci-1536x937.png 1536w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/12/7-gucci-2048x1249.png 2048w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/12/7-gucci-1200x732.png 1200w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-25515" class="wp-caption-text">A entrega à personagem de Patrizia foi tamanha que ao passar pelo local do assassinato, Lady Gaga chegou a pensar: “O que foi que eu fiz?” (Foto: Metro-Goldwyn-Mayer Pictures)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">Por fim, o maior inimigo de </span><i><span style="font-weight: 400;">Casa Gucci</span></i><span style="font-weight: 400;"> é seu próprio ego. O filme sofre de uma produção que tem muito a oferecer e acaba se perdendo. Potencial, elenco e direção não são problemas à primeira vista. Mas todos saem culpados desse crime. Não é à toa que até o encosto de Patrizia Reggiani &#8211; que está viva, por sinal &#8211; decidiu aparecer no </span><i><span style="font-weight: 400;">set </span></i><span style="font-weight: 400;">para </span><a href="https://rollingstone.uol.com.br/cinema/house-gucci-lady-gaga-teve-acompanhamento-psiquiatrico-durante-filmagens-entenda/"><span style="font-weight: 400;">assombrar Lady Gaga</span></a><span style="font-weight: 400;">.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Ridley Scott, que também lançou </span><a href="https://personaunesp.com.br/tag/o-ultimo-duelo/"><i><span style="font-weight: 400;">O Último Duelo</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> este ano, faz de </span><i><span style="font-weight: 400;">Casa Gucci</span></i><span style="font-weight: 400;"> seu cavalo branco para a temporada de premiações. Se o legado de Gucci chegará ao tapete vermelho, apenas os indicados aos prêmios que antecedem o </span><a href="https://personaunesp.com.br/tag/oscar/"><i><span style="font-weight: 400;">Oscar</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> poderão trazer uma noção. Por livre especulação, acredita-se que Lady Gaga e suas oitenta páginas biográficas levam ao menos a nomeação. A extrapolação do queridinho Jared Leto também deve encontrar espaço nas listas. O maior mérito fica nas </span><a href="https://www.aficionados.com.br/glossario-do-oscar-entenda-categoria-premiacao/"><span style="font-weight: 400;">categorias técnicas</span></a><span style="font-weight: 400;">. Já Adam Driver tem sérios riscos de morrer na escadaria tal qual Maurizio Gucci. Será que é isso que a artista chama de </span><a href="https://acabouempizza.com/pai-filho-e-casa-gucci-lady-gaga-brilha-e-honra-suas-raizes-italianas/"><span style="font-weight: 400;">empoderamento feminino</span></a><span style="font-weight: 400;">? Penso que seja apenas a reação ao criminoso </span><i><span style="font-weight: 400;">Casa Gucci</span></i><span style="font-weight: 400;">.</span></p>
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		<title>Annette é um conto de fadas turbulento</title>
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		<pubDate>Fri, 05 Nov 2021 20:34:08 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Caio Machado  O cinema de Leos Carax sempre teve uma relação íntima com a Música, indo da belíssima caminhada noturna ao som de David Bowie em Boy Meets Girl ao “intervalo” com uma impressionante versão instrumental de Let My Baby Ride em Holy Motors. Nesse sentido, Annette, novo trabalho do cineasta francês exibido na 45ª &#8230; <a href="http://personaunesp.com.br/annette-critica/" class="more-link">Continue lendo<span class="screen-reader-text"> "Annette é um conto de fadas turbulento"</span></a></p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<figure id="attachment_24518" aria-describedby="caption-attachment-24518" style="width: 1200px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-24518" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/11/annette-1.jpg" alt="Cena do filme Annette. Vemos homens, mulheres e crianças parados na calçada de uma rua de Los Angeles. As que estão na frente estão ajoelhadas, olhando para cima. As pessoas no fundo estão em pé. Duas delas, uma mulher branca com cabelo loiro e uma mulher negra, conversam no canto superior esquerdo. " width="1200" height="630" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/11/annette-1.jpg 1200w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/11/annette-1-800x420.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/11/annette-1-1024x538.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/11/annette-1-768x403.jpg 768w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-24518" class="wp-caption-text">O musical liderado por Adam Driver e Marion Cotillard faz parte da Perspectiva Internacional da 45ª Mostra de Cinema de SP (Foto: MUBI)</figcaption></figure>
<p><b>Caio Machado </b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O cinema de Leos Carax sempre teve uma relação íntima com a Música, indo da belíssima caminhada noturna ao som de David Bowie em </span><i><span style="font-weight: 400;">Boy Meets Girl </span></i><span style="font-weight: 400;">ao “intervalo” com uma impressionante versão instrumental de </span><i><span style="font-weight: 400;">Let My Baby Ride </span></i><span style="font-weight: 400;">em </span><i><span style="font-weight: 400;">Holy Motors.</span></i><span style="font-weight: 400;"> Nesse sentido, </span><i><span style="font-weight: 400;">Annette</span></i><span style="font-weight: 400;">, novo trabalho do cineasta francês exibido na 45ª </span><a href="http://personaunesp.com.br/tag/mostra-internacional-de-cinema-em-sao-paulo/"><span style="font-weight: 400;">Mostra Internacional</span></a><span style="font-weight: 400;"> de Cinema em São Paulo, extrapola esse laço com a Música de uma forma nada convencional. </span></p>
<p><span id="more-24524"></span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Na trama ambientada na Los Angeles contemporânea, acompanhamos um casal formado por Henry (Adam Driver), um comediante de </span><i><span style="font-weight: 400;">stand-up</span></i><span style="font-weight: 400;"> provocador, e Ann (Marion Cotillard), uma cantora de ópera famosa mundialmente. Porém, o nascimento da filha do casal, a pequena Annette, e o aparecimento dos misteriosos dons da menina irão alterar para sempre a vida dos dois. </span></p>
<figure id="attachment_24525" aria-describedby="caption-attachment-24525" style="width: 1200px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-24525" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/11/annette-4.jpg" alt="Cena do filme Annette. Vemos um casal parado em frente a paparazzis que tiram fotos. Ambos são brancos e estão próximos um do outro, prestes a se beijarem. A mulher tem cabelo ruivo comprido, nariz fino e está com um buquê de flores nas mãos. O homem tem cabelo preto na altura do ombro e está usando um capacete de moto com o visor levantado para olhar para a mulher. " width="1200" height="672" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/11/annette-4.jpg 1200w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/11/annette-4-800x448.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/11/annette-4-1024x573.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/11/annette-4-768x430.jpg 768w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-24525" class="wp-caption-text">Rodeados pela fama, o casal parece viver uma vida perfeita (Foto: MUBI)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">Vencedor do prêmio de Melhor Direção no Festival de Cannes, </span><i><span style="font-weight: 400;">Annette</span></i><span style="font-weight: 400;"> brinca com o Cinema logo em sua primeira cena. Por meio da música, a obra pede permissão, perguntando: </span><i><span style="font-weight: 400;">podemos começar o espetáculo?</span></i><span style="font-weight: 400;"> Então, a barreira que poderia existir entre o filme e o espectador é quebrada e somos sugados para dentro de um conto fantástico, sobre o amor de um homem que odeia a si mesmo. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">É um drama? Comédia? Difícil inserir a trajetória turbulenta de seu protagonista em alguma “caixinha”. Assim como nas músicas dos </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=EOUsIYESOpM&amp;t=99s"><span style="font-weight: 400;">Sparks</span></a><span style="font-weight: 400;">, responsáveis pelo roteiro e trilha sonora, é algo único. Chama a atenção pela sua liberdade em transitar por diferentes tons, sem se apegar a nenhum. É uma montanha-russa que vai da bobagem absoluta, como nas apresentações de um Adam Driver irreconhecível de tão enorme, a uma sensibilidade profunda, como num momento em que Ann, sozinha em sua pequena mansão, desabafa sobre o passado e sua relação com o marido. </span></p>
<figure id="attachment_24519" aria-describedby="caption-attachment-24519" style="width: 1000px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-24519" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/11/annette-3.jpg" alt="Cena do filme Annette exibe uma mulher branca olhando para um espelho enquanto está na piscina. Ela utiliza uma touca branca para cobrir o cabelo e um maiô vermelho. No degrau de madeira onde está apoiado o espelho, vemos uma maçã mordida, uma taça de vidro com água e uma garrafa d’água. " width="1000" height="568" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/11/annette-3.jpg 1000w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/11/annette-3-800x454.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/11/annette-3-768x436.jpg 768w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-24519" class="wp-caption-text">Longe dos holofotes, Ann se preocupa (Foto: MUBI)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">Leos Carax se aproveita desse clima caótico onde o filme se estabelece para fazer algumas experimentações com as imagens, funcionando como uma representação do declínio do protagonista. Conforme Henry desce por uma espiral de autodestruição, as imagens exibidas passam a se sobrepor com mais frequência, lotando a tela com seus pensamentos. Sua ansiedade diante do nascimento da filha é traduzida em um </span><i><span style="font-weight: 400;">time-lapse</span></i><span style="font-weight: 400;"> febril dele, inquieto na cama, numa cena com iluminação digna de filme de terror. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Na atuação visceral de </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=A95579xgxoQ"><span style="font-weight: 400;">Adam Driver</span></a><span style="font-weight: 400;">, seu comportamento se torna impulsivo ao ponto dele mesmo cantar sobre seu descontentamento. Nesse ponto, percebemos que, atrás dos excessos, </span><i><span style="font-weight: 400;">Annette </span></i><span style="font-weight: 400;">é um exame peculiar dos sentimentos do homem branco, artista, tão inseguro e cheio de ódio que é incapaz de amar outra pessoa. Através das músicas, Henry é exposto em um julgamento excêntrico, repleto de acusações e olhares raivosos que termina em um dueto doloroso, de cortar o coração. Notamos, pesarosos, que o espetáculo, cheio de </span><i><span style="font-weight: 400;">“</span></i><a href="https://www.youtube.com/watch?v=di3mNRymKZg"><i><span style="font-weight: 400;">músicas, fúria e nenhum tabu</span></i></a><i><span style="font-weight: 400;">”</span></i><span style="font-weight: 400;">, é uma grande tragédia sobre como não lidar com nossas próprias inseguranças pode levar a um caminho solitário e desolador. </span></p>
<figure id="attachment_24520" aria-describedby="caption-attachment-24520" style="width: 1280px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-24520" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/11/annette-2.jpg" alt="Cena do filme Annette. Vemos um homem branco, de cabelo preto na altura do ombro. Ele é iluminado por uma luz azul no lado direito do rosto e veste uma jaqueta de couro. Ao fundo, vemos várias silhuetas pretas paradas em meio a uma fumaça branca. " width="1280" height="692" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/11/annette-2.jpg 1280w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/11/annette-2-800x433.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/11/annette-2-1024x554.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/11/annette-2-768x415.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/11/annette-2-1200x649.jpg 1200w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-24520" class="wp-caption-text">Em Annette, Adam Driver entrega uma das melhores atuações de sua carreira até aqui (Foto: MUBI)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">No final, o personagem principal ordena que paremos de observá-lo e o filme obedece, assim como o fez na primeira cena. O ciclo se fecha e somos obrigados a ver os créditos, atônitos pelo que acabamos de assistir. Só existe uma única certeza: gostando ou não, </span><i><span style="font-weight: 400;">Annette </span></i><span style="font-weight: 400;">consegue impactar tanto justamente por fugir do comum no gênero dos </span><a href="https://personaunesp.com.br/em-um-bairro-de-nova-york-critica/"><span style="font-weight: 400;">musicais</span></a><span style="font-weight: 400;">. É diferente, empolga, arrepia e emociona. São filmes assim que conseguem resistir à passagem do tempo e se tornam clássicos. Nesse caso, a obra de Leos Carax</span> <span style="font-weight: 400;">é forte candidata a se tornar um, no futuro. Tomara. Faria justiça a uma produção tão grandiosa. </span></p>
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		<title>5 anos depois, O Despertar da Força ainda marca o encontro de Disney e Star Wars</title>
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		<pubDate>Thu, 17 Dec 2020 18:59:40 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Gustavo Alexandreli O ano de 2015 foi marcado por grandes sucessos de bilheteria, como Velozes e Furiosos 7, Jurassic World: O Mundo dos Dinossauros e Vingadores: Era de Ultron. E para encerrar o ano com uma saga clássica e postulante ao sucesso, em 17 de dezembro foi lançado no Brasil Star Wars VII: O Despertar &#8230; <a href="http://personaunesp.com.br/o-despertar-da-forca-5-anos/" class="more-link">Continue lendo<span class="screen-reader-text"> "5 anos depois, O Despertar da Força ainda marca o encontro de Disney e Star Wars"</span></a></p>
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										<content:encoded><![CDATA[<figure id="attachment_17167" aria-describedby="caption-attachment-17167" style="width: 870px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="wp-image-17167 size-full" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2020/12/STAR-WARS-Imagem-0-Primeira-Ordem.png" alt="Imagem do filme Star Wars VII: O Despertar da Força. " width="870" height="436" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2020/12/STAR-WARS-Imagem-0-Primeira-Ordem.png 870w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2020/12/STAR-WARS-Imagem-0-Primeira-Ordem-300x150.png 300w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2020/12/STAR-WARS-Imagem-0-Primeira-Ordem-768x385.png 768w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-17167" class="wp-caption-text"><b>“</b>Os outros sistemas vão se curvar perante a Primeira Ordem” (Foto: Reprodução)</figcaption></figure>
<p><strong>Gustavo Alexandreli</strong></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O ano de 2015 foi marcado por grandes sucessos de bilheteria, como </span><i><span style="font-weight: 400;">Velozes e Furiosos 7</span></i><span style="font-weight: 400;">, </span><i><span style="font-weight: 400;">Jurassic World: O Mundo dos Dinossauros</span></i><span style="font-weight: 400;"> e </span><i><span style="font-weight: 400;">Vingadores: Era de Ultron</span></i><span style="font-weight: 400;">. E para encerrar o ano com uma saga clássica e postulante ao sucesso, em 17 de dezembro foi lançado no Brasil </span><i><span style="font-weight: 400;">Star Wars VII: O Despertar da Força</span></i><span style="font-weight: 400;">. O êxito &#8211; já esperado &#8211; se concretizou, assim que o filme tornou-se a maior bilheteria dentre os já lançados pela franquia, e a quarta maior bilheteria mundial, arrecadando um total de 2,066 bilhões de dólares. O </span><i><span style="font-weight: 400;">Despertar da Força</span></i><span style="font-weight: 400;"> é, cronologicamente &#8211; na saga -, o primeiro filme após a trilogia original, iniciada  pelos episódios <em>IV</em> (</span><i><span style="font-weight: 400;">Uma Nova Esperança</span></i><span style="font-weight: 400;">, de 1977) e<em> V</em> (</span><i><span style="font-weight: 400;">O Império Contra-Ataca</span></i><span style="font-weight: 400;">, de 1980). E 32 anos após o encerramento da história com o episódio <em>VI</em> (</span><i><span style="font-weight: 400;">O Retorno de Jedi</span></i><span style="font-weight: 400;">, de 1983), sua continuação chegou aos cinemas.</span></p>
<p><span id="more-17166"></span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O sétimo episódio, obviamente, tinha a necessidade de dar continuidade a história e iniciar uma futura nova trilogia. Porém, manter-se no clássico é essencial, já que os filmes lançados entre 1977 e 1983 conquistaram uma legião de fãs. Contudo, a presença de novidades ainda foi muito forte, tornando este um marco na franquia. A principal marca de </span><i><span style="font-weight: 400;">Star Wars VII</span></i><span style="font-weight: 400;"> fica por conta de sua produção que, pela primeira vez foi comandada pela <em>Disney</em> &#8211; em transação bilionária, a empresa comprou a <em>Lucasfilm</em> e a franquia<em> Star Wars</em> -, além da presença do diretor J. J. Abrams que estreia à frente da saga.</span></p>
<figure id="attachment_17168" aria-describedby="caption-attachment-17168" style="width: 770px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="wp-image-17168 size-full" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2020/12/STAR-WARS-Imagem-1.jpg" alt="Pôster do filme Star Wars VII: O Despertar da Força. Sob um fundo escuro, a personagem principal Rey está ao centro, segurando uma arma comprida e inclinada para a esquerda. À sua direita, Finn segura um sabre de luz azul e olha para fora da imagem, também em direção ao lado direito. À esquerda de Rey está Kylo Ren, usando sua máscara que cobre todo o seu rosto e uma capa preta com capuz. Kylo Ren também segura seu sabre de luz vermelho. Embaixo de Rey estão alguns personagens clássicos  de Star Wars, como Chewbacca, C3PO, Princesa Leia e Han Solo. Nesse mesmo espaço também está o droid de Rey, BB7, e mais no lado inferior da imagem existem alguns stormtroppers segurando armas e em formação de exército e algumas naves espaciais, incluindo a clássica Millenium Falcom. Na parte de baixo da imagem está o clássico letreiro do Star Wars, com contorno amarelo e preenchimento preto. Embaixo dele, estão os créditos do filme." width="770" height="1100" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2020/12/STAR-WARS-Imagem-1.jpg 770w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2020/12/STAR-WARS-Imagem-1-210x300.jpg 210w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2020/12/STAR-WARS-Imagem-1-717x1024.jpg 717w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2020/12/STAR-WARS-Imagem-1-768x1097.jpg 768w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-17168" class="wp-caption-text">Pôster de lançamento do filme (Foto: Reprodução)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">Apesar das novidades em sua produção, o filme inicia de seu modo já conhecido do público, com o texto inicial em letras amarelas &#8211; que já descreve o caminho que o filme seguirá &#8211; e acompanhado da famosa </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=y8ac1Qg-r-8"><span style="font-weight: 400;">composição musical de John Willians</span></a><span style="font-weight: 400;">. A trajetória da narrativa é de fato explicitada em seu texto de início, mas isso não faz com que o espectador não se surpreenda ao longo das mais de duas horas de filme.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O início é muito dinâmico, e dentro de um clima muito intenso de guerra, perseguição e morte, o espectador é colocado de frente com os novos personagens, como Poe Dameron (Oscar Isaac), Kylo Ren (Adam Driver)  FN-2187/Finn (John Boyega) e Rey (Daisy Ridley). A aparição desses personagens, além de indicar o início de uma nova era, é carregada de representatividade, já que a protagonista Rey é mais uma mulher forte e independente presente na saga e Finn, um personagem negro, que começa como um </span><i><span style="font-weight: 400;">Stormtrooper</span></i><span style="font-weight: 400;"> mas logo demonstra muita coragem, se rebelando para fazer o que considera certo.</span></p>
<figure id="attachment_17169" aria-describedby="caption-attachment-17169" style="width: 1080px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="wp-image-17169 size-full" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2020/12/STAR-WARS-Imagem-2-Finn-Rey-e-BB8.jpg" alt="Imagem de Rey, Finn e BB8. Rey e Finn estão lado a lado e a imagem captura eles de corpo inteiro. Rey usa seu figurino original, com os braços enrolados numa faixa, um pano que cobre seus ombros e vai até o joelho. Por baixo, ela usa uma camiseta e uma calça, todos em tons de cinza. Ela usa uma bota e cinto marrom e segura sua arma. Finn, ao lado direito de Rey, usa uma blusa, calça e sapatos pretos e uma jaqueta marrom. Ele está desarmado mas sua postura é alerta, e assim como Rey, Finn olha para a frente assustado. Na frente dos dois, ao meio, está BB8, o droid redondo que é colorido em branco, com detalhes laranjas e cinzas." width="1080" height="1350" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2020/12/STAR-WARS-Imagem-2-Finn-Rey-e-BB8.jpg 1080w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2020/12/STAR-WARS-Imagem-2-Finn-Rey-e-BB8-240x300.jpg 240w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2020/12/STAR-WARS-Imagem-2-Finn-Rey-e-BB8-819x1024.jpg 819w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2020/12/STAR-WARS-Imagem-2-Finn-Rey-e-BB8-768x960.jpg 768w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-17169" class="wp-caption-text">Rey, Finn e o dróide BB-8 no planeta Jakku (Foto: Reprodução)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">Após um início intenso e o bombardeio imediato de novidades nos primeiros minutos, a trama mostra, sem profundidade e em tom de conversa, o passado dos protagonistas e os objetivos que os motivam. Dividido em duas frentes e com muito acerto ao não misturar linhas do tempo, BB-8 (dróide que contém o mapa mais desejado da galáxia) e Rey seguem em meio ao cenário de destruição de </span><span style="font-weight: 400;">Jakku</span><span style="font-weight: 400;">, e Finn e Poe se conhecem durante um voo arriscado pelo espaço.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A partir desse ponto, o conflito entre Resistência e Primeira Ordem foi estabelecido e o filme torna-se muito equilibrado. Apresentando de maneira sutil e progressiva elementos que trazem o sentimento de nostalgia aos olhos dos fãs, </span><i><span style="font-weight: 400;">O Despertar da Força </span></i><span style="font-weight: 400;">flui entre paisagens de destruições das eras passadas e entre a presença de rostos e máquinas conhecidas como o trio: Han Solo (Harrison Ford), Chewbacca e a famosa nave <em>Millennium Falcon</em>. Estas aparições se alinham a uma construção de efeitos especiais altamente detalhista e ao contraste de luzes e cores, que conversam com as faces que as representam (tornando-se mais escuras quando em relação ao lado sombrio e oposta quando em ligação a resistência), e fazem com que a trama fique próxima do público e ainda mais nostálgica.</span></p>
<figure id="attachment_17170" aria-describedby="caption-attachment-17170" style="width: 752px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="wp-image-17170 size-full" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2020/12/STAR-WARS-Imagem-3-Finn-Rey-Han-e-Chewbacca.jpg" alt="Imagem de Finn, Han Solo, Rey e Chewbacca. Han Solo está no meio e aponta uma arma para a câmera. À sua esquerda, está Finn, com as mãos na cintura. Entre os dois mas atrás, está Chewbacca, segurando sua arma. À direita de Han Solo, está Rey. Todos posam para a foto e encaram a câmera diretamente." width="752" height="960" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2020/12/STAR-WARS-Imagem-3-Finn-Rey-Han-e-Chewbacca.jpg 752w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2020/12/STAR-WARS-Imagem-3-Finn-Rey-Han-e-Chewbacca-235x300.jpg 235w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-17170" class="wp-caption-text">A junção de uma nova era com o passado histórico de Han e Chewbacca em uma nave mitológica (Foto: Reprodução)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">A aparição de elementos conhecidos não se limita apenas aos personagens emblemáticos, e também se conecta à parte mais permanente e importante de toda a história: a &#8216;força&#8217;, que é tratada de uma forma mais simplificada e que acompanha o crescimento do filme. A força, embora metafísica e particular, gera bastante conflito entre as gerações fãs da saga, visto que Rey sequer tem treinamento, mas sozinha aprende a usar os truques mentais. E os mais apegados ao clássico de George Lucas podem se incomodar também com algumas utilizações que Finn faz dos sabres de luz, que originalmente seriam armas únicas de Jedi.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Apesar da simplificação de processos na força e da fuga de padrões, o apelo à nostalgia, visto da metade inicial até o fim de</span><i><span style="font-weight: 400;"> Star Wars VII: O Despertar da Força</span></i><span style="font-weight: 400;">, faz com que o filme caia em fórmulas comuns, que apesar de repetidas e extremamente utilizadas na franquia, ainda formam sucessos. São estes as lutas de sabre de luz &#8211; ponto alto de muitos filmes -, a perseguição entre caças, e o embate entre familiares &#8211; elemento mais conhecido do E<em>pisódio </em></span><em><span style="font-weight: 400;">V</span></em><span style="font-weight: 400;"> -. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A fórmula de </span><i><span style="font-weight: 400;">Star Wars VII</span></i><span style="font-weight: 400;">, apesar de seu grande sucesso, deixa a sensação de um roteiro simplista e sem ousadia, em muitos aspectos. Porém, o desfecho do filme não decepciona, e em uma única aparição, o Jedi Luke Skywalker (Mark Hammil) finaliza o filme sem dizer uma única palavra. Assim, fica totalmente em aberto sua presença no futuro da trilogia, que vem através dos filmes </span><i><span style="font-weight: 400;">Star Wars VIII, </span></i><span style="font-weight: 400;">lançado em 2017 e </span><i><span style="font-weight: 400;">Star Wars IX</span></i><span style="font-weight: 400;"> do ano de 2019.</span></p>
<figure id="attachment_17171" aria-describedby="caption-attachment-17171" style="width: 1024px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="wp-image-17171 size-full" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2020/12/STAR-WARS-Imagem-4-Disney-Investors-Day.png" alt="Imagem ilustrativa das novas séries do universo Star Wars, que traz os logos e os títulos das produções. " width="1024" height="576" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2020/12/STAR-WARS-Imagem-4-Disney-Investors-Day.png 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2020/12/STAR-WARS-Imagem-4-Disney-Investors-Day-300x169.png 300w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2020/12/STAR-WARS-Imagem-4-Disney-Investors-Day-768x432.png 768w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-17171" class="wp-caption-text">Durante conferência “The Investor Day” em 2020, 10 novas séries do universo Star Wars foram anunciadas (Foto: Reprodução)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">O sucesso na estreia da <em>Disney</em>, sem dúvidas, foi a marca de </span><i><span style="font-weight: 400;">Star Wars VII</span></i><span style="font-weight: 400;">, mesmo com a falta de criatividade e forte apelo ao passado. E o período pós-<em>O</em></span><i><span style="font-weight: 400;"> Despertar da Força</span></i><span style="font-weight: 400;"> se mostrou  muito promissor, já que de antemão, trouxe consigo os dois filmes da nova trilogia que conseguem ir do céu ao inferno em menos de dois anos, entre 2017 (</span><i><span style="font-weight: 400;">Star Wars VIII: Os Últimos Jedi)</span></i><span style="font-weight: 400;"> e 2019 (<em>Star Wars IX: </em></span><a href="https://personaunesp.com.br/a-ascensao-skywalker-critica/"><i><span style="font-weight: 400;">A Ascensão Skywalker</span></i></a><i><span style="font-weight: 400;">)</span></i><span style="font-weight: 400;">. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Em uma tentativa ousada, após a decepção de </span><i><span style="font-weight: 400;">A Ascensão Skywalker</span></i><span style="font-weight: 400;">, a franquia apostou na estreia de </span><a href="https://personaunesp.com.br/the-mandalorian-critica/"><i><span style="font-weight: 400;">The Mandalorian</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, primeira série </span><i><span style="font-weight: 400;">live-action </span></i><span style="font-weight: 400;">da franquia. E seu sucesso, assim como em 2015, quando fez a franquia se reencontrar com o espectador, trouxe também um futuro para a saga. A conquista da série apresenta aos fãs uma luz no fim do túnel, e para a <em>Disney</em>, uma direção que encaminha <em>Star Wars</em> para um futuro brilhante.</span></p>
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