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	<title>Arquivos Wagner Moura &#8211; Persona | Jornalismo Cultural</title>
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	<description>Desde 2015 provando que a distância entre Bergman, Lady Gaga e a novela das 9 nem existe.</description>
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	<title>Arquivos Wagner Moura &#8211; Persona | Jornalismo Cultural</title>
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		<title>O Agente Secreto: pensado para que o Brasil visse a si mesmo, abriu portas no mundo todo</title>
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		<pubDate>Fri, 07 Nov 2025 13:10:56 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Mariana Bezerra e Stephanie Cardoso Na noite de 28 de outubro, o Cultura Artística, em São Paulo, foi tomado por flashes, tapete vermelho e uma plateia ansiosa para a exibição de O Agente Secreto durante a 49ª Mostra Internacional de Cinema em São Paulo. A sessão contou com a presença do elenco e uma recepção &#8230; <a href="http://personaunesp.com.br/reportagem-o-agente-secreto/" class="more-link">Continue lendo<span class="screen-reader-text"> "O Agente Secreto: pensado para que o Brasil visse a si mesmo, abriu portas no mundo todo"</span></a></p>
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										<content:encoded><![CDATA[<figure id="attachment_36226" aria-describedby="caption-attachment-36226" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img fetchpriority="high" decoding="async" class="size-medium wp-image-36226" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/11/image1-5-800x456.jpg" alt="Tapete vermelho do filme Agente Secreto. Várias pessoas estão juntas enquanto olham para a câmera, para tirarem uma foto. Ao fundo está o painel da 49ª Mostra Internacional de Cinema em São Paulo." width="800" height="456" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/11/image1-5-800x456.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/11/image1-5-1024x583.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/11/image1-5-768x438.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/11/image1-5-1536x875.jpg 1536w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/11/image1-5-1200x684.jpg 1200w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/11/image1-5.jpg 1999w" sizes="(max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-36226" class="wp-caption-text">Elenco e equipe de O Agente Secreto durante o tapete vermelho em São Paulo (Foto: Mariana Bezerra)</figcaption></figure>
<p><b>Mariana Bezerra e Stephanie Cardoso</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Na noite de 28 de outubro, o Cultura Artística, em São Paulo, foi tomado por </span><i><span style="font-weight: 400;">flashes</span></i><span style="font-weight: 400;">, tapete vermelho e uma plateia ansiosa para a exibição de </span><a href="https://personaunesp.com.br/o-agente-secreto-critica/"><i><span style="font-weight: 400;">O Agente Secreto</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> durante a </span><a href="https://personaunesp.com.br/tag/49a-mostra-internacional-de-cinema-em-sao-paulo/"><span style="font-weight: 400;">49ª Mostra Internacional de Cinema em São Paulo</span></a><span style="font-weight: 400;">. A sessão contou com a presença do elenco e uma recepção calorosa – um marco simbólico para um filme que já nasceu com vocação internacional. Depois de brilhar no Festival de </span><i><span style="font-weight: 400;">Cannes</span></i><span style="font-weight: 400;"> e ser escolhido para representar o Brasil no </span><i><span style="font-weight: 400;">Oscar</span></i><span style="font-weight: 400;">, o novo longa de Kleber Mendonça Filho vem consolidando o diretor como uma das vozes mais originais e respeitadas do cinema contemporâneo.</span></p>
<p><span id="more-36225"></span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A produção tem chamado a atenção da crítica por sua narrativa envolvente, que mistura fato e ficção. Desde sua estreia, o longa tem provado que o </span><a href="https://personaunesp.com.br/o-auto-da-compadecida-2-critica/"><span style="font-weight: 400;">Cinema nacional</span></a><span style="font-weight: 400;"> consegue dialogar com grandes plateias internacionais sem perder sua identidade. Ao revisitar momentos significativos da história brasileira, a obra apresenta personagens complexos e situações que estimulam reflexão, mostrando que produções brasileiras podem ter relevância e impacto globais. A repercussão em festivais, as indicações a prêmios e o interesse crescente do público reforçam a força criativa e narrativa do Cinema do país.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">No dia da coletiva de imprensa em São Paulo, o roteirista e o ator protagonista Wagner Moura foram indicados para o </span><a href="https://thegotham.org/press/nominations-announced-for-35th-annual-gotham-film-awards/"><i><span style="font-weight: 400;">Gotham Awards</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> nas categorias de Melhor Roteiro Original e Melhor Performance de Protagonista, respectivamente. Apesar de não influenciar diretamente na nomeação ao </span><i><span style="font-weight: 400;">Oscar</span></i><span style="font-weight: 400;">, essa premiação, cuja votação é feita por críticos e representantes do Cinema Independente, abre a temporada de premiações. Esse bom começo aliado a decisão já estabelecida pela Academia de Cinema Brasileira de que O Agente Secreto será o representante nacional no Oscar pode ser o aval, ainda que incerto, para uma visão otimista em relação a futuras nomeações.</span></p>
<figure id="attachment_36227" aria-describedby="caption-attachment-36227" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img decoding="async" class="size-medium wp-image-36227" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/11/image2-7-800x347.jpg" alt="Coletiva de imprensa do filme Agente Secreto. O elenco, diretor e a produtora estão sentados em cadeiras enquanto um painel com o nome do filme está atrás. O diretor está falando no microfone" width="800" height="347" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/11/image2-7-800x347.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/11/image2-7-1024x444.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/11/image2-7-768x333.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/11/image2-7-1536x665.jpg 1536w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/11/image2-7-1200x520.jpg 1200w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/11/image2-7.jpg 1999w" sizes="(max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-36227" class="wp-caption-text">“Pra mim, regionais eram as novelas da Globo que eu cresci vendo, porque eram na Barra da Tijuca e eu não sabia o que era a Barra da Tijuca”, comentou o diretor sobre o seu ponto de vista cinematográfico (Foto: Stephanie Cardoso)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">Para o diretor </span><a href="https://personaunesp.com.br/aquarius-5-anos/"><span style="font-weight: 400;">Kleber Mendonça Filho</span></a><span style="font-weight: 400;">, a obra vai muito além do entretenimento imediato, como comentou em entrevista ao </span><b>Persona</b><span style="font-weight: 400;">: “</span><i><span style="font-weight: 400;">Para o público mais jovem, eu quero muito que vejam O Agente Secreto, mas não é só O Agente Secreto, eu quero que vejam o cinema brasileiro como um todo, porque é muito bom quando a gente se identifica com uma coisa que foi feita aqui. Quando você vê uma boa história e bem contada do Brasil, acho que isso se torna um elemento extremamente forte</span></i><span style="font-weight: 400;">”. O comentário ressalta não apenas a intenção de atrair novos espectadores, mas também de fortalecer a relação do público com a cultura audiovisual nacional, mostrando que histórias locais podem ser universais em suas emoções e dilemas.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A produtora Emilie Lesclaux, compartilha essa perspectiva e acrescenta outra dimensão ao sucesso do longa: “</span><i><span style="font-weight: 400;">Então, fiquei muito feliz. A gente nunca sabe, quando termina um filme, como vai ser esse encontro com o público, com a crítica e com os festivais. Já em Cannes, sentimos que havia algo acontecendo, algo bem interessante. A cada novo festival, é uma nova alegria, porque cada lugar e cada cultura se comunica de um jeito próprio</span></i><span style="font-weight: 400;">”. Além disso, ela observa que o sucesso do longa de Walter Salles, ganhador do </span><i><span style="font-weight: 400;">Oscar</span></i><span style="font-weight: 400;"> de Melhor Filme Internacional, ajudou a preparar o público para receber esta nova produção: “</span><i><span style="font-weight: 400;">Eles tratam do mesmo período, da mesma década de formas muito diferentes, mas é como se, pelo sucesso gigante de </span></i><a href="https://personaunesp.com.br/ainda-estou-aqui-critica/"><i><span style="font-weight: 400;">Ainda Estou Aqui</span></i></a><i><span style="font-weight: 400;"> (2024) muita gente já tivesse aprendido sobre essa época da história do Brasil, aqui e fora. Então, é muito interessante chegar um ano depois com essa preparação</span></i><span style="font-weight: 400;">”.</span></p>
<p><i><span style="font-weight: 400;">O Agente Secreto</span></i><span style="font-weight: 400;"> é composto por um elenco de renome, à começar por </span><a href="https://personaunesp.com.br/marighella-critica/"><span style="font-weight: 400;">Wagner Moura</span></a><span style="font-weight: 400;">, que vem participando ativamente da campanha nacional e internacional de divulgação da produção. Na coletiva de imprensa em São Paulo, o ator reforçou a posição do diretor sobre a importância do cinema nacional: “</span><i><span style="font-weight: 400;">Um país precisa se ver na sua cultura. Nenhum país se desenvolve sem se olhar [&#8230;] O cinema brasileiro é quase documentarista, que nasce tentando entender &#8216;que país é esse?</span></i><span style="font-weight: 400;">&#8220;. Em relação ao trabalho com KMF, o artista se mostrou realizado com o projeto: “</span><i><span style="font-weight: 400;">Eu nasci para trabalhar com Kleber [&#8230;] Existem diretores que são muito bons, mas que não são cinéfilos. São ótimos diretores, mas não têm a gramática do cinema. Ele [Kleber] tem</span></i><span style="font-weight: 400;">”. </span></p>
<figure id="attachment_36229" aria-describedby="caption-attachment-36229" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img decoding="async" class="size-medium wp-image-36229" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/11/image3-5-800x479.png" alt="Bastidores do filme Agente Secreto. Dois homens brancos estão dentro de uma sala. O primeiro é um homem de cabelos castanhos e bigode está sentado e olhando fixamente para a frente. Ele está com uma camisa azul e tem uma bolsa em sua frente. Ao seu lado está o segundo homem, com cabelos grisalhos, óculos, camisa preta e fone de ouvido. Ele está explicando algo para o primeiro homem. Na frente deles tem uma câmera." width="800" height="479" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/11/image3-5-800x479.png 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/11/image3-5-1024x613.png 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/11/image3-5-768x459.png 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/11/image3-5.png 1170w" sizes="(max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-36229" class="wp-caption-text">Kleber e Wagner se conheceram anos atrás no Festival de Cannes, quando o diretor ainda era crítico de cinema (Foto: Victor Jucá)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">Além disso, Moura ressaltou algo que vem abordando em entrevistas recentes: esse é seu primeiro filme, em 12 anos, falando em português. Ele definiu o processo de não apenas atuar em seu idioma, mas de fazê-lo em Recife como um dos mais felizes de sua vida profissional; “</span><i><span style="font-weight: 400;">Resumindo: foi massa</span></i><span style="font-weight: 400;">”, completou o ator. Durante o evento, a relação entre o elenco pareceu, de fato, ter surgido de uma experiência feliz, especialmente entre Tânia Maria, que interpreta Dona Sebastiana, e Wagner, a quem ela chamou de ‘professor’. Com pouco tempo de experiência nas telas, o nome da potiguar surgiu na lista da </span><a href="https://variety.com/lists/2026-oscars-best-supporting-actress-predictions/1236516692/"><span style="font-weight: 400;">Variety</span></a><span style="font-weight: 400;"> de possíveis indicações ao Oscar de Melhor Atriz Coadjuvante. Dona Tânia, como ficou conhecida após o sucesso nas redes sociais – e na crítica – comentou que Kleber, como diretor, é ‘incomparável’. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Segundo análise feita pela </span><a href="https://www1.folha.uol.com.br/ilustrada/2023/03/media-da-idade-de-atrizes-indicadas-ao-oscar-sobe-dez-anos-em-cinco-decadas.shtml"><span style="font-weight: 400;">Folha de S. Paulo</span></a><span style="font-weight: 400;">, em 2023</span><b>,</b><span style="font-weight: 400;"> a média de idade das atrizes indicadas ao Oscar vem aumentando gradativamente nas últimas cinco décadas. É nesse contexto otimista, porém, ainda desafiador, que Dona Tânia se insere; a artista de 78 anos teve a sua estreia na atuação em </span><a href="https://personaunesp.com.br/bacurau-critica/"><i><span style="font-weight: 400;">Bacurau</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> (2019), outro filme de Mendonça. Nesse sentido, a sua jornada se torna inspiradora para colegas de profissão, como Alice Carvalho, a Fátima de </span><i><span style="font-weight: 400;">O Agente Secreto</span></i><span style="font-weight: 400;">: “</span><i><span style="font-weight: 400;">Eu tô com 29 anos, tenho algumas amigas com 38, 40, 41, 42 [anos] que são, muitas vezes, tomadas pelo sentimento de que a carreira acabou [&#8230;] E pra mim, tem um valor imenso estar aqui nessa sala com vocês querendo saber quem é Dona Tânia. E tenho certeza que ela vai fazer um monte de filme daqui pra frente e isso vai ser muito importante para a minha geração e das meninas [outras atrizes] que estão aqui</span></i><span style="font-weight: 400;">”. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Carvalho, durante o Tapete Vermelho, também comentou, em entrevista ao </span><b>Persona</b><span style="font-weight: 400;"> sobre o sentimento em relação a esse projeto: “</span><i><span style="font-weight: 400;">Quando eu assisti em Cannes, fiquei tão orgulhosa e tão feliz do tamanho da pessoa que Kleber é, porque tem que ser uma pessoa muito grande para fazer um filme como esse. Para ser um grande artista tem que ser uma grande pessoa. E fiquei muito orgulhosa de estar dentro disso</span></i><span style="font-weight: 400;">”. A atriz acrescentou que não imaginava a tamanha proporção que a popularidade da produção iria ganhar e que acredita que a obra cumpriu o seu papel de se comunicar com as massas.</span></p>
<figure id="attachment_36228" aria-describedby="caption-attachment-36228" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-36228" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/11/image4-2-800x762.jpg" alt="Tapete vermelho do filme Agente Secreto. Uma mulher, com cabelos cacheados e com um vestido verde está falando ao microfone. O microfone está sendo segurado por uma mão de um homem branco. Ao fundo, está o painel da 49ª Mostra de Cinema em São Paulo com várias pessoas ao redor" width="800" height="762" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/11/image4-2-800x762.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/11/image4-2-1024x975.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/11/image4-2-768x731.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/11/image4-2-1536x1462.jpg 1536w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/11/image4-2-1200x1142.jpg 1200w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/11/image4-2.jpg 1999w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-36228" class="wp-caption-text">Alice Carvalho foi chamada de última hora para o filme, e mesmo assim, entregou uma das melhores e mais marcantes performances do longa (Foto: Stephanie Cardoso)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">Representando os antagonistas da trama, estavam no evento Gregório Graziosi, Robério Diógenes e </span><a href="https://www.omelete.com.br/filmes/criticas/ferrari-filme-critica"><span style="font-weight: 400;">Gabriel Leone</span></a><span style="font-weight: 400;">. O último falou sobre o desafio de interpretar Bobbi, um assassino de aluguel contratado para matar Marcelo, o personagem de Wagner Moura: “</span><i><span style="font-weight: 400;">Para mim, enquanto ator, é um barato, porque você constrói um outro lado, um lado que, obviamente, eu não me identifico. Mas é o tipo de desafio que eu gosto, que é de você entender que aquele cara ali, como tantos que existiam na época e tantos que existem, com comportamentos e com uma cabeça semelhante à do meu personagem”. </span></i><span style="font-weight: 400;">Leone se refere a atividade criminosa de seu personagem, mas também ao alinhamento dele com figuras que simbolizam a discriminação é xenofobia no filme</span><i><span style="font-weight: 400;">. “Para mim, enquanto ator, é isso que me interessa:  investigar, encontrar o ser humano por trás daquilo; as sutilezas e os detalhes. Isso para um ator é sempre muito interessante</span></i><span style="font-weight: 400;">”, acrescenta.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Também marcaram presença nesse evento os atores Geane Albuquerque, Suzy Lopes, Laura Lufési, Isadora Ruppert, o preparador de elenco Leonardo Lacca, entre outros membros da equipe. Outra figura importante que estava tanto no tapete vermelho, como na coletiva foi a ‘</span><a href="https://piaui.folha.uol.com.br/lenda-perna-cabeluda-agente-secreto/"><span style="font-weight: 400;">perna cabeluda’</span></a><span style="font-weight: 400;">, uma lenda urbana pernambucana que faz parte da história de </span><i><span style="font-weight: 400;">O Agente Secreto.</span></i><span style="font-weight: 400;"> O filme estreou no dia 6 de novembro nacionalmente e também em cinemas da Alemanha e de Portugal. </span></p>
<div class="jetpack-video-wrapper"><iframe loading="lazy" title="O AGENTE SECRETO - Trailer Oficial" width="840" height="473" src="https://www.youtube.com/embed/AOBPXs_euPA?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen></iframe></div>
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		<title>O Agente Secreto: o Brasil dos anos 70 e o atual em um só retrato</title>
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		<pubDate>Thu, 06 Nov 2025 14:24:30 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Mariana Bezerra O Agente Secreto, de Kleber Mendonça Filho, vem percorrendo o mundo com uma campanha de sucesso, que já conquistou premiações e indicações internacionais, as quais podem ser vistas como termômetros da temporada de premiações, como o Gotham Awards e o Festival de Cannes. A estreia do filme subverteu a lógica dominante do eixo &#8230; <a href="http://personaunesp.com.br/o-agente-secreto-critica/" class="more-link">Continue lendo<span class="screen-reader-text"> "O Agente Secreto: o Brasil dos anos 70 e o atual em um só retrato"</span></a></p>
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										<content:encoded><![CDATA[<figure id="attachment_36184" aria-describedby="caption-attachment-36184" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-36184" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/11/image1-3-800x450.jpg" alt="Cena do filme O Agente Secreto. Marcelo. Um homem de barba e cabelo escuro, aparece de pé ao ar livre, com expressão séria . Ele veste uma camisa azul-clara com bolso do lado esquerdo do peito, parcialmente aberta. Ao fundo há um campo verde e céu com nuvens claras. Ao seu lado, aparece um fusca amarelo." width="800" height="450" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/11/image1-3-800x450.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/11/image1-3-1024x576.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/11/image1-3-768x432.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/11/image1-3-1536x864.jpg 1536w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/11/image1-3-1200x675.jpg 1200w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/11/image1-3.jpg 1920w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-36184" class="wp-caption-text">Wagner Moura está entre os favoritos para ser indicado ao Oscar de Melhor Ator (Foto: Vitrine Filmes)</figcaption></figure>
<p><strong>Mariana Bezerra</strong></p>
<p><a href="https://mostra.org/filmes/o-agente-secreto"><i><span style="font-weight: 400;">O Agente Secreto</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, de Kleber Mendonça Filho, vem percorrendo o mundo com uma campanha de sucesso, que já conquistou premiações e indicações internacionais, as quais podem ser vistas como termômetros da temporada de premiações, como o </span><a href="https://www.cnnbrasil.com.br/entretenimento/wagner-moura-e-o-agente-secreto-sao-indicados-no-gotham-awards/"><i><span style="font-weight: 400;">Gotham Awards</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> e o Festival de </span><i><span style="font-weight: 400;">Cannes</span></i><span style="font-weight: 400;">. A estreia do filme subverteu a lógica dominante do eixo Rio-São Paulo. Foram os recifenses, conterrâneos do cineasta e cuja cidade serviu de base para muitos de seus trabalhos, que assistiram ao longa pela primeira vez. Já a sessão de estreia no estado de São Paulo aconteceu na </span><a href="https://personaunesp.com.br/tag/49a-mostra-internacional-de-cinema-em-sao-paulo/"><span style="font-weight: 400;">49ª Mostra Internacional de Cinema em São Paulo</span></a><span style="font-weight: 400;"> na seção Apresentação Especial.</span><span id="more-36183"></span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O roteiro de </span><a href="https://personaunesp.com.br/aquarius-5-anos/"><span style="font-weight: 400;">Kleber Mendonça</span></a><span style="font-weight: 400;">, mais uma vez, traz um retrato da cidade como algo crucial. Aqui, o Recife de 1977 é um conjunto vivo de memórias e histórias que compõem o que era a </span><a href="https://personaunesp.com.br/marighella-critica/"><span style="font-weight: 400;">ditadura militar </span></a><span style="font-weight: 400;">no Brasil. Isso é feito diante do reconhecimento de que é impossível contar a história do país sem assumir as particularidades e as diversidades de experiências presentes do Oiapoque ao Chuí. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A alusão a </span><a href="https://personaunesp.com.br/ainda-estou-aqui-critica/"><i><span style="font-weight: 400;">Ainda Estou Aqui</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> parece sempre presente nas discussões, mas apesar de parceiros no sentido de representarem o Cinema nacional em uma jornada no exterior, não cabe comparação. Afinal, KMF conta a história de pessoas comuns, sem muito contato com a violência militar em si. O que fica claro é que existe uma parte do Brasil que sentiu na pele a conjuntura política e social permeada por desigualdades e abusos de autoridade que sempre a deixou à margem.</span></p>
<figure id="attachment_36185" aria-describedby="caption-attachment-36185" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-36185" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/11/image3-4-800x450.jpg" alt="Cena do filme O Agente Secreto. Um grupo de seis pessoas está reunido em uma sala de estar. Elas estão sentadas em volta de uma mesa com garrafas e copos, enquanto um homem segura um violão ao fundo. O ambiente é de uma casa, com cortinas estampadas, móveis de madeira e garrafas de cerveja em cima da mesa de centro. " width="800" height="450" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/11/image3-4-800x450.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/11/image3-4-1024x576.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/11/image3-4-768x432.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/11/image3-4-1536x864.jpg 1536w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/11/image3-4-1200x675.jpg 1200w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/11/image3-4.jpg 1920w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-36185" class="wp-caption-text">Apesar de haver personagens protagonistas, todos conseguem transmitir uma história e marcar presença no filme (Foto: Vitrine Filmes)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">No filme, Marcelo – que na verdade é Armando – é interpretado brilhantemente por </span><a href="https://rollingstone.com.br/cinema/wagner-moura-favorito-oscar-melhor-ator-o-agente-secreto-aposta-variety/"><span style="font-weight: 400;">Wagner Moura</span></a><span style="font-weight: 400;">. O personagem retorna para Recife e se hospeda em um prédio onde vivem várias outras pessoas ‘refugiadas’ como ele. Nunca fica claro o que fizeram ou por que estão fugindo, mas isso não é necessário; elas desempenham um papel simbólico essencial na narrativa. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">É nesse cenário que surge Dona Sebastiana, uma senhora quase matriarca desses inquilinos. É uma figura divertidíssima, cujo texto é carregado de ironia e de uma potência que a interpretação da atriz </span><a href="https://f5.folha.uol.com.br/colunistas/thiagostivaletti/2025/11/estrela-de-o-agente-secreto-tania-maria-quer-conhecer-tony-ramos-e-viajar-para-o-oscar.shtml"><span style="font-weight: 400;">Tânia Maria</span></a><span style="font-weight: 400;"> evoca. Esse ambiente no qual as pessoas escondem seus nomes e suas vidas passadas revela o peso que ser chamado por outro nome carrega. A necessidade de rompimento com a própria história foi mais uma das agressões que aquele contexto político brasileiro impôs sobre seu povo. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Nesse sentido, o texto se faz genial ao contar essa história através do resgate de sua memória; duas jovens, Flávia (Laura Lufési) e Dani (Isadora Ruppert), décadas depois, pesquisam em jornais e escutam fitas gravadas na época. Aqui, a montagem revela sua sutileza e estratégia enquanto as mulheres mergulham nesse passado tentando compreendê-lo e seus personagens. Por vezes, quando a década de </span><a href="https://veja.abril.com.br/ideias/a-decada-de-1970-o-horror-e-a-retomada-da-democratizacao-em-primoroso-relato/"><span style="font-weight: 400;">1970</span></a><span style="font-weight: 400;"> retorna à tela, é possível que o espectador esqueça que tudo aquilo não se passa no presente – tamanha a força expressiva e a fidelidade na representação, que são resultados de um excelente trabalho da direção de arte de Thales Junqueira.</span></p>
<figure id="attachment_36186" aria-describedby="caption-attachment-36186" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-36186" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/11/image2-5-800x460.jpg" alt="Fotografia. Elenco e equipe do filme O Agente Secreto posam juntos para fotos em frente a um painel preto com o título do filme em letras brancas, que inclui logotipos de apoiadores e patrocinadores. As pessoas sorriem e se abraçam enquanto os jornalistas fotografam a cena com celulares e câmeras." width="800" height="460" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/11/image2-5-800x460.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/11/image2-5-1024x589.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/11/image2-5-768x442.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/11/image2-5-1536x884.jpg 1536w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/11/image2-5-1200x690.jpg 1200w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/11/image2-5.jpg 1999w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-36186" class="wp-caption-text">O <strong>Persona</strong> esteve presente na Coletiva de Imprensa do filme em São Paulo (Foto: Stephanie Nascimento)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">Durante a coletiva de imprensa do filme em São Paulo, o diretor, diversas vezes, expressou seu desejo de que o filme instigasse o público nacional a voltar seus olhares para o próprio país e pontuou que o Brasil tem grandes questões com a manutenção da </span><a href="https://memoriasdaditadura.org.br/lugares-de-memoria-da-ditadura-por-que-lembrar-e-tambem-resistir/"><span style="font-weight: 400;">memória</span></a><span style="font-weight: 400;"> de seu passado. &#8220;</span><i><span style="font-weight: 400;">Eu tenho um desejo muito especial de que esse filme seja descoberto por gente muito jovem, estudantes, meninos e meninas. Que eles vão ao cinema ver um filme brasileiro, que conta uma história brasileira e que talvez, como estudantes, como jovens, possam descobrir alguma coisa nova, algum ponto de vista interessante sobre o nosso país</span></i><span style="font-weight: 400;">”. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">As conversas gravadas nas fitas ocorrem em um cenário marcante no longa: um Cinema que não existe mais, localizado no que, hoje, se conhece como o Recife Antigo. Novamente, a ambientação é feita com primor em uma obra de Kleber Mendonça. No documentário </span><a href="https://blogfca.pucminas.br/ccm/retratos-fantasmas-transformacao-e-memoria/"><i><span style="font-weight: 400;">Retratos Fantasmas</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> (2023), o artista se aprofunda na história dos lugares que não existem mais e que outrora lhe foram familiares. Em </span><i><span style="font-weight: 400;">O Agente Secreto</span></i><span style="font-weight: 400;">, seu roteiro fantasia sobre o que mais pode ter acontecido nesses lugares, quais outras histórias fantásticas, além da sua, podem ter se materializado nesses edifícios históricos. Mendonça, inclusive, teve a sensibilidade de trazer para ficção a personagens como o de Seu Alexandre (<a href="https://personaunesp.com.br/persona-entrevista-noa-bonoba/">Carlos Francisco</a>), o sogro de Marcelo e avô de seu filho, que foi, de fato, um projetista que trabalhou no antigo Cine Art Palácio na capital pernambucana.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Assim, a narrativa propõe que os cenários participem como peças vivas da história e, a partir disso, valoriza as expressões culturais do ambiente sobre o qual se debruçam. Dessa forma, a música, o frevo, o sotaque e o folclore constroem com profundidade e intimidade a história do filme. É aí que entra a estória da </span><a href="https://aventurasnahistoria.com.br/noticias/reportagem/perna-cabeluda.phtml"><span style="font-weight: 400;">‘perna cabeluda’</span></a><span style="font-weight: 400;">, que se torna uma atração à parte. A partir de um curioso incidente, os jornais se voltam para contar a lenda local de uma figura assombrada: uma única perna que vaga pela noite chutando e ferindo fortemente as pessoas. Com isso, o cineasta se recusa a fazer um gênero puro e se aventura na fantasia pernambucana – com uma construção visual brilhante, diga-se de passagem. A tal da perna se apresenta como mais uma forma de abordar o fantasma – muito real – da violência impune que marcou esse período.</span></p>
<figure id="attachment_36187" aria-describedby="caption-attachment-36187" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-36187" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/11/image4-1-800x533.jpg" alt="Cena do filme O Agente Secreto. Dona Sebastiana, uma mulher idosa de pele branca e cabelos castanhos caminha sozinha em uma calçada arborizada. Ela usa um vestido estampado com flores em tons de vermelho, marrom e bege, chinelos e óculos escuros. Na mão esquerda, ela segura um cigarro." width="800" height="533" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/11/image4-1-800x533.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/11/image4-1-768x512.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/11/image4-1.jpg 888w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-36187" class="wp-caption-text">O primeiro contato de ‘Dona Tânia’ com a atuação foi durante as gravações de Bacurau (2019), outro filme de Kleber Mendonça Filho (Foto: Vitrine Filmes)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">Ainda sob essa perspectiva, o texto resgata a figura do </span><a href="https://www.nexojornal.com.br/index/2024/10/21/o-que-e-coronelismo"><span style="font-weight: 400;">Coronel</span></a><span style="font-weight: 400;">, que foi extremamente marcante no Brasil, principalmente na Primeira República. No entanto, esse símbolo, nos anos 1970, surge como o delegado e seus parceiros de trabalho, que se impõem sobre toda a estrutura social e política da região. O Doutor Euclides (Robério Diógenes) rouba a cena, tanto na tela quanto no Recife. Seu sobrenome, Cavalcanti, evoca a aristocracia pernambucana, que chegou ao Brasil no século 16 e sobre a qual criou-se o ditado popular: “</span><i><span style="font-weight: 400;">Quem nasceu em Pernambuco, há de estar desenganado: ou se é um Cavalcanti ou se é um cavalgado</span></i><span style="font-weight: 400;">”. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">É a partir da lógica de explorar o factual como ponto de partida para a criação da ficção, que o roteiro se debruça sobre a história de seus personagens. Agora, uma outra antiga família de descendência italiana entra em jogo, mas uma de São Paulo; um poderoso empresário entra em conflito com os interesses de Marcelo e decide encerrar as atividades do projeto de pesquisa em que atuava na universidade. Aqui, os discursos entoados pelos dois lados têm muito peso, a visão </span><a href="https://personaunesp.com.br/bacurau-critica/"><span style="font-weight: 400;">xenofóbica</span></a><span style="font-weight: 400;"> vem acompanhada de racismo e misoginia e escancaram os males da história brasileira com maestria.</span></p>
<div class="jetpack-video-wrapper"><iframe loading="lazy" title="“O Agente Secreto” é um filme “absolutamente brasileiro”, define Wagner Moura em Cannes" width="840" height="473" src="https://www.youtube.com/embed/sME4gwDuOaA?start=94&#038;feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen></iframe></div>
<p><span style="font-weight: 400;">Uma das cenas mais marcantes do filme é justamente a reação de Fátima (</span><a href="https://personaunesp.com.br/cangaco-novo-critica/"><span style="font-weight: 400;">Alice Carvalho</span></a><span style="font-weight: 400;">) ao comportamento do empresário. Nesse momento, a personagem coloca a sua herança regional e questionamentos sobre machismo e relações de poder na mesa. A atriz, que interpreta a falecida esposa de Marcelo, tem pouco tempo de tela, mas uma performance e um texto que ganham destaque de qualquer forma. “</span><i><span style="font-weight: 400;">Fiquei muito feliz de ele [Kléber] ter me enxergado como essa figura à altura dessa personagem que ele escreveu para comunicar essa mensagem dela, como uma mensagem na garrafa que chega na encosta de uma ilha</span></i><span style="font-weight: 400;">”, comentou Carvalho em entrevista ao </span><b>Persona</b><span style="font-weight: 400;">. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Portanto, esses atravessamentos culturais que a narrativa aborda chegam aos brasileiros e nordestinos de forma tão impactante justamente porque os atores, muitos deles nordestinos – que carregam essa mensagem na garrafa em seus corpos – certamente foram bem preparados para desempenharem seus papéis. Diante disso, Kleber Mendonça Filho e seu incrível elenco e equipe constroem algo pulsante e necessário, que fala com o país como um todo – e com seu passado e presente – colocando o Nordeste no centro.</span> <a href="https://www.cnnbrasil.com.br/entretenimento/diretor-de-o-agente-secreto-fala-sobre-campanha-para-o-oscar/"><i><span style="font-weight: 400;">O Agente Secreto</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> convida o Brasil a enxergar a si mesmo, contudo, nunca como uma fotografia única e homogênea, e sim como várias colagens, que, combinadas, podem formar um complicado retrato de resistência.</span></p>
<div class="jetpack-video-wrapper"><iframe loading="lazy" title="O AGENTE SECRETO - Trailer Oficial" width="840" height="473" src="https://www.youtube.com/embed/AOBPXs_euPA?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen></iframe></div>
<p>&nbsp;</p>
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		<title>Os Melhores Filmes de 2024</title>
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		<pubDate>Thu, 03 Apr 2025 22:49:36 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Qual imagem te lembra o Cinema em 2024? A Zendaya com os seus twinks do tênis ou da ficção científica? O discurso poderoso da Demi Moore no body horror de Coralie Fargeat? Ou você se lembra da marcante cena de Eunice Paiva e seus cinco filhos na sorveteria? O fato é que as mulheres dominaram &#8230; <a href="http://personaunesp.com.br/os-melhores-filmes-de-2024/" class="more-link">Continue lendo<span class="screen-reader-text"> "Os Melhores Filmes de 2024"</span></a></p>
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										<content:encoded><![CDATA[<figure style="width: 2000px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="wp-image-35103 size-full" src="https://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/04/word-press_wordpress904147820930494602.jpg" width="2000" height="1051" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/04/word-press_wordpress904147820930494602.jpg 2000w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/04/word-press_wordpress904147820930494602-800x420.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/04/word-press_wordpress904147820930494602-1024x538.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/04/word-press_wordpress904147820930494602-768x404.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/04/word-press_wordpress904147820930494602-1536x807.jpg 1536w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/04/word-press_wordpress904147820930494602-1200x631.jpg 1200w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption class="wp-caption-text"><cite></cite><cite></cite>Sexualidade, Terror e protagonismo feminino foram os destaques do ano (Texto de Abertura: Davi Marcelgo e Guilherme Leal/Arte de capa: Nicole Tiemi Kussunoki)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">Qual imagem te lembra o Cinema em 2024? A Zendaya com os seus </span><span style="font-weight: 400;"><i>twinks</i></span><span style="font-weight: 400;"> do </span><span style="font-weight: 400;"><a href="https://personaunesp.com.br/rivais-critica/">tênis</a></span><span style="font-weight: 400;"> ou </span><span style="font-weight: 400;"><a href="https://personaunesp.com.br/duna-parte-2-critica/">da ficção científica</a></span><span style="font-weight: 400;">? O discurso poderoso da Demi Moore no </span><span style="font-weight: 400;"><a href="https://personaunesp.com.br/a-substancia-critica/"><i>body horror</i></a></span><span style="font-weight: 400;"> de Coralie Fargeat? Ou você se lembra da marcante cena de Eunice Paiva e seus cinco filhos na sorveteria? O fato é que as mulheres dominaram as telonas e foram reconhecidas pelo público e crítica com histórias memoráveis. Ao todo, 33 obras foram mencionadas na lista de Melhores Filmes do Ano do </span><b>Persona</b><span style="font-weight: 400;">. </span><span style="font-weight: 400;"><a href="https://personaunesp.com.br/anora-critica/">De profissionais do sexo</a></span><span style="font-weight: 400;"> a vampiros sugadores de casadas, os longas-metragens citados possuem uma caractéristica que os une: o êxito em provocar sentimentos que ultrapassam a pupila e acessam outras partes do corpo para te fazer sentir.</span></p>
<p><span id="more-35059"></span><span style="font-weight: 400;">Nessa lista, seis obras se destacam pela sua relação com sexo ou corpo. Nas narrativas, há uma linha tênue entre querer ser e ter aqueles personagens, se reconhecer ou não fazer parte daquela realidade, mas compreender as ações das pessoas, que nem sempre estarão de acordo com as nossas convicções. Diferente de uma<a href="https://www.bazardotempo.com.br/blogs/bazar-do-tempo/uma-reflexao-critica-sobre-a-putofobia-na-vitoria-de-mikey-madison-no-oscar"> parcela do público</a>, essas produções </span><span style="font-weight: 400;"><a href="https://personaunesp.com.br/baby-critica/">não julgam</a></span><span style="font-weight: 400;"> seus protagonistas, não possuem um desenvolvimento simplista e se afastam das condenações morais dos espectadores. Desse modo, cineastas escolheram analisar vivências consideradas lascivas e virar do avesso o pensamento preconceituoso sobre a diversidade de viver.</span></p>
<blockquote><p><span style="font-weight: 400;">“Só porque os meus sonhos são diferentes dos seus, não significa que eles não são importantes” &#8211; </span><span style="font-weight: 400;"><i>Adoráveis Mulheres </i></span><span style="font-weight: 400;">(2019)</span></p></blockquote>
<p><span style="font-weight: 400;">No </span><span style="font-weight: 400;"><i>ranking</i></span><span style="font-weight: 400;"> da nossa </span><b>Editoria</b><span style="font-weight: 400;"><i>, </i></span><span style="font-weight: 400;"><a href="https://personaunesp.com.br/ainda-estou-aqui-critica/"><i>Ainda Estou Aqui</i></a></span> <span style="font-weight: 400;">aparece dez vezes; sete das menções colocam a obra de Walter Salles na primeira colocação. Além da história sobre a família Paiva, outras três produções nacionais tiveram destaque: </span><span style="font-weight: 400;"><i>Baby</i></span><span style="font-weight: 400;">, </span><span style="font-weight: 400;"><a href="https://personaunesp.com.br/oeste-outra-vez-critica/"><i>Oeste Outra Vez</i></a></span><span style="font-weight: 400;"> e </span><span style="font-weight: 400;"><a href="https://personaunesp.com.br/motel-destino-critica/"><i>Motel Destino</i></a></span><span style="font-weight: 400;">. Fora do país, </span><span style="font-weight: 400;"><i>Duna: Parte 2</i></span><span style="font-weight: 400;"> e </span><span style="font-weight: 400;"><i>Rivais</i></span><span style="font-weight: 400;"> empataram no coração dos redatores: com sete menções, os enredos dirigidos por Denis Villeneuve e Luca Guadagnino se alinharam à </span><span style="font-weight: 400;"><i>Substância</i></span><span style="font-weight: 400;">, que foi relembrado seis vezes por sua crítica à indústria </span><span style="font-weight: 400;"><i>hollywoodiana</i></span><span style="font-weight: 400;"> e ao etarismo com as mulheres.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Simplificar a Arte e procurar respostas para tudo não é o caminho: o Cinema precisa da subjetividade e do senso crítico na medida em que as transformações socioculturais ocorrem. Mais do que uma representação, a Sétima Arte também se comporta como um acervo da memória de um gênero narrativo, grupo minoritário ou história de um país. Pode abarcar dores diversas, sem definir qual é mais ou menos importante; quais devem ser </span><span style="font-weight: 400;"><a href="https://personaunesp.com.br/lobby-oscar-artigo/">premiadas</a></span><span style="font-weight: 400;"> ou dignas de serem contadas. Nos filmes, tudo deve ter espaço, inclusive as tramas que causam desconforto, ira e nos tiram do lugar comum &#8211; afinal, existe maneira melhor de alcançar respeito e pensar em mudanças que não seja adentrar em facetas distantes de nós? No texto a seguir, o </span><b>Persona</b><span style="font-weight: 400;"> convida você a recordar os </span><span style="font-weight: 400;"><a href="https://personaunesp.com.br/?s=Melhores+Filmes">Melhores Filmes</a></span><span style="font-weight: 400;"> de 2024.</span></p>
<figure id="attachment_35065" aria-describedby="caption-attachment-35065" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-35065" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/04/e529c72c-bf30-41b2-a089-1336dbb1d707-800x336.jpg" alt="Cena de Conclave. Nela vemos um salão do Vaticano, de pé direito alto e pinturas nas paredes. Mesas vermelhas dividem simetricamente esse salão, duas de cada lado. Elas estão preenchidas por cardeais, todos de idade um pouco avançada que vestem túnicas vermelhas também, com exceção de um cardeal ortodoxo, que está no canto direito e veste túnica preta. No centro da imagem e de costas, o personagem principal Cardeal Lawrence, que veste túnicas na cor vinho." width="800" height="336" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/04/e529c72c-bf30-41b2-a089-1336dbb1d707-800x336.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/04/e529c72c-bf30-41b2-a089-1336dbb1d707-1024x430.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/04/e529c72c-bf30-41b2-a089-1336dbb1d707-768x323.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/04/e529c72c-bf30-41b2-a089-1336dbb1d707-1536x645.jpg 1536w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/04/e529c72c-bf30-41b2-a089-1336dbb1d707-1200x504.jpg 1200w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/04/e529c72c-bf30-41b2-a089-1336dbb1d707.jpg 1600w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-35065" class="wp-caption-text">Para os órfãos de Succession, Conclave é a versão católica e ainda mais fashion (Foto: Focus Features)</figcaption></figure>
<p><b>Conclave (Conclave)</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Quando Edward Berger aterrissou no </span><span style="font-weight: 400;"><i>Oscar</i></span><span style="font-weight: 400;"> de 2023, muitas dúvidas pairavam sobre seu nome. Nas tentativas de desqualificar seu filme </span><span style="font-weight: 400;"><a href="https://personaunesp.com.br/nada-de-novo-no-front-critica/"><i>Nada de Novo no Front</i></a></span> <span style="font-weight: 400;">(2022), que estava longe de ser um queridinho, um dos argumentos era que a Primeira Guerra é um tema relativamente fácil de se dramatizar e de enorme apelo para público e crítica. Sua próxima incursão, então, </span><span style="font-weight: 400;"><i>Conclave</i></span><span style="font-weight: 400;">, para sacramentar de vez seu talento, vai no caminho contrário para um dos temas mais difíceis de se extrair conteúdo cinematográfico com esse teor: a Igreja Católica.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">No longa, o Papa está morto e se acompanha justamente esse vácuo de poder que se instaura no alto clero até a escolha de um novo representante. Diferente de outras obras que abordam essa temática, como </span><span style="font-weight: 400;"><i>Game of Thrones </i></span><span style="font-weight: 400;">ou </span><span style="font-weight: 400;"><i>Succession</i></span><span style="font-weight: 400;">, aqui todo o perigo do jogo de poder é quase silencioso. A direção de Berger é bastante consciente ao isolar cada cardeal e mostrar seus embates individuais com a fé católica, enquanto o roteiro é sagaz ao constatar que, no momento em que todos estão no mesmo patamar de poder, sobra apenas o humano por baixo da túnica. Instigante, cheio de ritmo e primoroso, </span><span style="font-weight: 400;"><a href="https://personaunesp.com.br/conclave-critica/"><i>Conclave</i></a></span> <span style="font-weight: 400;">é, sem dúvidas, um dos filmes mais completos da temporada, seja em forma ou em conteúdo. </span><b>&#8211; Guilherme Veiga</b></p>
<hr />
<figure id="attachment_35066" aria-describedby="caption-attachment-35066" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-35066" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/04/Nosferatu-Esther-800x400.jpeg" alt="Cena de Nosferatu. Uma moça de pele branca (Ellen, personagem principal do longa) está em uma janela. Ela aparenta assustada, com lágrimas em seus olhos e boquiaberta. A jovem usa um vestido florido e brincos médios, seu cabelo escuro está dividido ao meio e preso em um coque. Sobre a face e o busto da personagem, aparece a sombra de uma mão com grandes dedos e unhas. É noite, atrás de Ellen está completamente escuro e, em ambos os lados de sua silhueta, aparecem cortinas brancas." width="800" height="400" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/04/Nosferatu-Esther-800x400.jpeg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/04/Nosferatu-Esther-1024x512.jpeg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/04/Nosferatu-Esther-768x384.jpeg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/04/Nosferatu-Esther-1536x768.jpeg 1536w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/04/Nosferatu-Esther-1200x600.jpeg 1200w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/04/Nosferatu-Esther.jpeg 2000w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-35066" class="wp-caption-text">Em Nosferatu, as imagens do exterior do Castelo de Orlok foram gravadas no Castelo de Corvin, onde Vlad III foi prisioneiro por dez anos (Foto: Focus Features)</figcaption></figure>
<p><b>Nosferatu (Nosferatu)</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A releitura do clássico de F. W. Murnau estreou nas telonas dos Estados Unidos às vésperas de 2025, mas a tempo de conquistar sua posição entre os expoentes da Sétima Arte lançados em 2024. Na nova versão de </span><span style="font-weight: 400;"><em><a href="https://www.bbc.com/portuguese/articles/cvgpy81ql1zo">Nosferatu</a></em></span><span style="font-weight: 400;">, Robert Eggers convida o público a uma viagem no tempo com destino à Europa efervescente do século XIX e a extrema atenção do diretor aos detalhes convence o espectador de que, realmente, está naquele mundo. Para além do </span><span style="font-weight: 400;"><a href="https://casavogue.globo.com/lazer-e-cultura/filmes/noticia/2025/01/cenarios-nosferatu.ghtml">detalhismo</a></span><span style="font-weight: 400;"> evidente, a atuação de Lily Rose-Depp contribui para o destaque da obra: a agonia e sofrimento constantes de Ellen estariam claros, ainda que na ausência de palavras.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Fazendo jus às suas quatro indicações ao </span><span style="font-weight: 400;"><a href="https://personaunesp.com.br/tag/oscar-2025/">Oscar 2025</a></span><span style="font-weight: 400;">, o longa não conquista seu espectador por meio de personagens carismáticos, trama comovente ou roteiro inovador. A riqueza do filme reside na fidelidade do cineasta ao seu compromisso em eternizar o Conde Orlok através das gerações. O espectador que desconhece as versões de </span><span style="font-weight: 400;"><a href="https://cinepop.com.br/nosferatu-entenda-por-que-o-filme-original-quase-foi-extinto-625180/">1922</a></span><span style="font-weight: 400;"> e 1979 compreende plenamente o universo que circunda os protagonistas da trama. Aqui, o </span><span style="font-weight: 400;"><a href="https://rollingstone.com.br/cinema/por-que-robert-eggers-nao-se-interessa-em-fazer-filmes-contemporaneos-diretor-responde/">diretor</a></span><span style="font-weight: 400;"> se vê exitoso com sua proposta e responsável por um dos melhores lançamentos do Cinema no ano. </span><b>&#8211; Esther Chahin</b></p>
<hr />
<figure id="attachment_35068" aria-describedby="caption-attachment-35068" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="wp-image-35068 size-medium" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/04/62b4a1ad4f014e34d5bde64a614c55c9-800x420.jpg" alt="O cenário é de um bar com a parte interna azul. Ao fundo está um portão verde e do lado externo estão dois carros, um azul e outro vermelho. Mais próximo estão dois personagens se olhando. À esquerda está o personagem do Babu, com um copo de bebida na mão. À direita está o personagem do Ângelo Antônio também com um copo de bebida. Ambos estão sentados em mesas distintas e se encarando." width="800" height="420" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/04/62b4a1ad4f014e34d5bde64a614c55c9-800x420.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/04/62b4a1ad4f014e34d5bde64a614c55c9-1024x538.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/04/62b4a1ad4f014e34d5bde64a614c55c9-768x403.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/04/62b4a1ad4f014e34d5bde64a614c55c9-1536x806.jpg 1536w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/04/62b4a1ad4f014e34d5bde64a614c55c9-1200x630.jpg 1200w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/04/62b4a1ad4f014e34d5bde64a614c55c9.jpg 1920w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-35068" class="wp-caption-text">O filme estreou nos cinemas brasileiros no dia 27 de Março (Foto: O2 Play)</figcaption></figure>
<p><b>Oeste Outra Vez</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A obra de Erico Rassi se notabilizou ao conquistar o prêmio de Melhor Filme do Festival de Gramado em 2024. Ainda no ano passado o longa passou por outros festivais, incluindo a </span><span style="font-weight: 400;"><a href="https://personaunesp.com.br/tag/48a-mostra-internacional-de-cinema-em-sao-paulo/">48º Mostra Internacional de Cinema em São Paulo</a></span><span style="font-weight: 400;">, no entanto é só em 2025 que ele vai chegar ao </span><span style="font-weight: 400;"><a href="https://www.omelete.com.br/filmes/oeste-outra-vez-faroeste-brasileiro-ganha-data-nos-cinemas">público geral</a></span><span style="font-weight: 400;">. No enredo, Totó (Ângelo Antônio) é abandonado por sua mulher, que decide ficar com Durval (Babu). Em retaliação, ele manda matar o personagem. Ao sobreviver, Durval contrata assassinos para irem atrás de Totó, perpetuando a violência cotidiana.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A trama consegue debater questões como o machismo e a objetificação sem ser apelativo e expositivo, se utilizando muito do subtexto. </span><span style="font-weight: 400;"><a href="https://personaunesp.com.br/oeste-outra-vez-critica/"><i>Oeste Outra Vez</i></a></span><span style="font-weight: 400;"> se trata, afinal, de homens que não conseguem lidar com suas fragilidades. A escolha por uma pegada faroeste não é à toa, pois, o gênero vem explorando a masculinidade a partir de sua própria história. </span><span style="font-weight: 400;"><a href="https://www.youtube.com/watch?v=ns0I6jSpQAE">Erico Rassi</a></span><span style="font-weight: 400;"> se destaca ao colocar a falta de comunicabilidade como uma maneira de gerar outras formas de expressão, nesse caso, a barbárie. &#8211; </span><b>Guilherme Moraes</b></p>
<hr />
<figure id="attachment_35069" aria-describedby="caption-attachment-35069" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-35069" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/04/wicked-800x533.jpg" alt="Em uma imagem retangular, se encontram Elpabha, uma bruxa de pele verde que veste um chapéu pontiagudo e um vestido na cor preta, próxima a Glinda, uma bruxa de cabelos loiros, pele rosada e que usa um vestido na cor rosa. Ambas olham para cima e tem cara de leve surpresa." width="800" height="533" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/04/wicked-800x533.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/04/wicked-1024x683.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/04/wicked-768x512.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/04/wicked.jpg 1170w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-35069" class="wp-caption-text">Encantador e mágico, Wicked trás o brilho que faltava nas produções Hollywoodianas com classe e carisma (Foto: Universal Pictures)</figcaption></figure>
<p><b>Wicked (Wicked)</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A adaptação do musical da </span><span style="font-weight: 400;"><i>Broadway </i></span><span style="font-weight: 400;">mais aguardada desde que foi anunciada, </span><span style="font-weight: 400;"><a href="https://personaunesp.com.br/wicked-critica/"><i>Wicked</i></a></span><span style="font-weight: 400;"><i>,</i></span><span style="font-weight: 400;"> chegou aos cinemas em Novembro de 2024, levando fãs de diva </span><span style="font-weight: 400;"><i>pop</i></span><span style="font-weight: 400;">, desavisados e admiradores de musical às salas, tendo o sucesso de surpreender positivamente todos eles. A prequela (história anterior) do famoso </span><span style="font-weight: 400;"><i>O Mágico de Oz</i></span><span style="font-weight: 400;"> já foi adaptada muitas vezes no palco de maior sucesso de musicais do mundo e movimenta milhões todos os anos. Com um duo grandioso, a primeira parte da adaptação tem o trunfo de trazer a </span><span style="font-weight: 400;"><a href="https://rollingstone.com.br/cinema/cynthia-erivo-diz-que-trouxe-sua-identidade-negra-e-queer-para-wicked-e-uma-carta-de-amor-a-quem-se-sente-diferente/">primeira Elphaba negra e </a></span><span style="font-weight: 400;"><a href="https://rollingstone.com.br/cinema/cynthia-erivo-diz-que-trouxe-sua-identidade-negra-e-queer-para-wicked-e-uma-carta-de-amor-a-quem-se-sente-diferente/"><i>queer</i></a></span><span style="font-weight: 400;">, interpretada por Cynthia Erivo, e Ariana Grande, cantora que retoma as suas origens na atuação e realiza o seu </span><span style="font-weight: 400;"><a href="https://capricho.abril.com.br/entretenimento/por-que-ariana-grande-decidiu-usar-o-nome-completo-em-creditos-de-wicked">sonho de interpretar Glinda</a></span><span style="font-weight: 400;">.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Com tamanha entrega, a atuação de ambas tira o fôlego e merece todas as indicações e aplausos que vem recebendo. Somando </span><span style="font-weight: 400;"><a href="https://www.terra.com.br/diversao/entre-telas/wicked-alem-de-levar-2-trofeus-este-foi-o-feito-inedito-do-filme-no-oscar-2025,a5d77a3bf857f775edab462b74fc6815it7l9kuj.html#:~:text=Apesar%20de%20n%C3%A3o%20ser%20a,e%20Melhor%20Figurino%20para%20Paul">duas estatuetas no Oscar 2025</a></span> <span style="font-weight: 400;"><i>e</i></span><span style="font-weight: 400;"> reiterando a caminhada de sucesso do musical que já coleciona </span><span style="font-weight: 400;"><a href="https://en.wikipedia.org/wiki/List_of_awards_and_nominations_received_by_Wicked_(musical)">64 indicações</a></span><span style="font-weight: 400;"> ao longo de sua existência, em quase 3h, o filme nos leva a viajar para outro universo, com canções agradáveis e contagiantes, nos levando a reflexões, emoções e uma paixão sem fim, que anseia pela parte dois. </span><b>&#8211; Aryadne Xavier.</b></p>
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<figure id="attachment_35070" aria-describedby="caption-attachment-35070" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-35070" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/04/Mufasa-O-Rei-Leao-Maria-Fernanda-800x461.jpg" alt="Cena do filme Mufasa. A cena mostra dois leões, conhecidos como os personagens Taka e Mufasa, além de uma leoa, a personagem Nala. O leão Taka está mais ao fundo da imagem. Os leões possuem pelo na cor caramelo. Um macaco está com um cajado, o qual é o personagem Rafiki do Rei Leão, com um pelo mais escuro. Atrás, existem montanhas e uma névoa que deixa a paisagem ao fundo quase imperceptível. Os leões e o macaco parecem prestar atenção em algo mais a frente." width="800" height="461" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/04/Mufasa-O-Rei-Leao-Maria-Fernanda-800x461.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/04/Mufasa-O-Rei-Leao-Maria-Fernanda-1024x590.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/04/Mufasa-O-Rei-Leao-Maria-Fernanda-768x442.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/04/Mufasa-O-Rei-Leao-Maria-Fernanda-1536x884.jpg 1536w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/04/Mufasa-O-Rei-Leao-Maria-Fernanda-1200x691.jpg 1200w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/04/Mufasa-O-Rei-Leao-Maria-Fernanda.jpg 1777w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-35070" class="wp-caption-text">Mufasa retoma a franquia Rei Leão com cenas fotorrealistas geradas por computador (Foto: Disney)</figcaption></figure>
<p><b>Mufasa: O Rei Leão (Mufasa: The Lion King)</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Mufasa</span><span style="font-weight: 400;"> possui uma personalidade muito admirável no primeiro filme da franquia, iniciada em 1994 com <em>O Rei Leão</em>. Acompanhar a história do seu crescimento, em <em>Mufasa: O Rei Leão</em><b>,</b> traz à tona muitas nostalgias dos longas anteriores. A tecnologia das cenas produzidas em computador continua a surpreender, ainda que existam opiniões contrárias à realidade do filme 3D, a mesma da produção live-action </span><span style="font-weight: 400;"><a href="https://youtu.be/J57HnR6FPW0?si=ZHmAsrpm-ucC4iAS"><i>O Rei Leão</i></a></span><span style="font-weight: 400;">, de 2019.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A </span><span style="font-weight: 400;"><a href="https://open.spotify.com/intl-pt/album/4m0Tu3A4sITB4KKlB6EZlK?si=nDLfu93TTPu2ejdj6pIi3A">trilha sonora</a></span><span style="font-weight: 400;"> da obra não se compara à da trilogia original, entretanto, não deixa de ser cativante. O longa continua com o tradicional musical das produções da </span><span style="font-weight: 400;"><i>Disney</i></span><span style="font-weight: 400;">, o que retoma a magia de filmes voltados ao público infantil. A obra possui uma espetacular ênfase no desenvolvimento de </span><span style="font-weight: 400;">Mufasa (Aaron Pierre)</span><span style="font-weight: 400;">, o qual desperta curiosidade no público, principalmente, devido à passagem de um relacionamento de honestidade e humildade com</span><span style="font-weight: 400;"> Scar (Kelvin Harrison Jr.) </span><span style="font-weight: 400;">para um relacionamento de inimizade. </span><b>&#8211; Maria Fernanda Beneton</b></p>
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<figure id="attachment_35071" aria-describedby="caption-attachment-35071" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-35071" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/04/Meu-Malvado-Favorito-4-Luisa-Machado-Tabchoury-800x346.png" alt="Cena do filme Meu Malvado Favorito 4. Na esquerda, Gru, personagem branco careca de casaco preto e cachecol ciza listrado, olha de canto para suas filhas (da esquerda para a direita) - Edith, Margo e Agnes - sentadas na cozinha atrás de uma bancada em que há muitas garrafas de leite." width="800" height="346" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/04/Meu-Malvado-Favorito-4-Luisa-Machado-Tabchoury-800x346.png 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/04/Meu-Malvado-Favorito-4-Luisa-Machado-Tabchoury-768x332.png 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/04/Meu-Malvado-Favorito-4-Luisa-Machado-Tabchoury.png 987w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-35071" class="wp-caption-text">A quarta produção da franquia marca o maior período entre os filmes, com 7 anos desde a última sequência. (Foto: Illumination Entertainment)</figcaption></figure>
<p><b>Meu Malvado Favorito 4 (Despicable Me 4)</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Em mais uma aventura como agente da Liga Antivilões, </span><span style="font-weight: 400;"><i>Meu Malvado Favorito 4</i></span><span style="font-weight: 400;"> é um dos melhores filmes de 2024. A animação continua com Gru (Steve Carell) e sua família, Lucy (Kristen Wiig), Margo (Miranda Cosgrove), Edith (Dana Gaier) e Agnes (Madison Polan), que agora contam com um novo membro: Gru Jr. O enredo traz mais uma missão a ser concluída, derrotar o inimigo Maxime Le Mal (Will Farrell) e sua namorada Valentina (Sofía Vergara), mas, diferente dos outros filmes em que o personagem principal morava em sua casa onde vivia com suas filhas adotadas, o protagonista precisa lidar com a paternidade de ter um bebê e uma vizinha adolescente intrometida e irritante. Com muita maestria, o longa foi </span><span style="font-weight: 400;"><a href="https://www.cnnbrasil.com.br/entretenimento/meu-malvado-favorito-4-e-o-maior-filme-da-universal-pictures-no-brasil/">o maior da </a><a href="https://www.cnnbrasil.com.br/entretenimento/meu-malvado-favorito-4-e-o-maior-filme-da-universal-pictures-no-brasil/"><em>Universal Pictures</em></a><a href="https://www.cnnbrasil.com.br/entretenimento/meu-malvado-favorito-4-e-o-maior-filme-da-universal-pictures-no-brasil/"> no Brasil</a></span><span style="font-weight: 400;">, com uma bilheteria de mais de 140 milhões de reais.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O filme recebeu indicações no <em>Academy of Science Fiction</em>, <em>Fantasy &amp; Horror</em> <em>Films</em> (Melhor Filme Animado), <em>Hollywood Music In Media Awards</em> (Melhor Música Original) e <em>Chinese American Film Festival</em>, no qual venceu a categoria como o Filme Norte-Americano Mais Popular na China. Para quem está procurando uma produção mais leve, com muitas risadas e um herói divertido, </span><span style="font-weight: 400;"><a href="https://www.youtube.com/watch?v=seSIJf5mhPE">Gru e sua equipe fiel de incontáveis Minions</a></span><span style="font-weight: 400;">, devem ser a escolha para aproveitar uma sessão de cinema em casa com a família e um balde de pipoca. </span><b>&#8211; Luísa Tabchoury</b></p>
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<figure id="attachment_35072" aria-describedby="caption-attachment-35072" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-35072" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/04/e56024e7-e406-4d5a-a5fc-d8ace0b3e4a0-800x432.jpg" alt="Cena do filme Eu Vi o Brilho da TV. Na cena, os dois personagens principais aparecem de costas, lado a lado, no canto direito da imagem. À esquerda, Owen está usando um vestido em tons de rosa. À direita, Maddy está toda de preto, com mangas longas e calça comprida. Eles estão em um campo de futebol vazio, à noite, olhando para as árvores mais para frente. No céu estrelado tem uma lua cheia sobre eles, com a imagem de um rosto no centro." width="800" height="432" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/04/e56024e7-e406-4d5a-a5fc-d8ace0b3e4a0-800x432.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/04/e56024e7-e406-4d5a-a5fc-d8ace0b3e4a0-1024x553.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/04/e56024e7-e406-4d5a-a5fc-d8ace0b3e4a0-768x415.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/04/e56024e7-e406-4d5a-a5fc-d8ace0b3e4a0-1536x829.jpg 1536w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/04/e56024e7-e406-4d5a-a5fc-d8ace0b3e4a0-1200x648.jpg 1200w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/04/e56024e7-e406-4d5a-a5fc-d8ace0b3e4a0.jpg 1600w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-35072" class="wp-caption-text">Eu Vi o Brilho da TV usa de inspiração e faz referências a Buffy, a Caça-Vampiros (Foto: A24)</figcaption></figure>
<p><b>Eu Vi o Brilho da TV (I Saw the TV Glow)</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;"><a href="https://personaunesp.com.br/eu-vi-o-brilho-da-tv-critica/"><i>Eu Vi o Brilho da TV</i></a></span> <span style="font-weight: 400;">não furou a bolha o suficiente para ser lembrado pelas grandes premiações do ano como merecia, mas com certeza deixou uma marca duradoura em quem assistiu. Dirigido e escrito por Jane Schoenbrun, o filme mistura terror, drama e fantasia. A verdadeira ameaça da trama é uma tragédia muito real para muitos: passar pela vida sem viver a sua verdade. A alegoria mais óbvia proposta pelo roteiro, e reforçada por símbolos imagéticos, relaciona-se com a experiência trans e de não conformidade de gênero, mas a abordagem dessas lutas é tão sensível que ecoa para as experiências de toda a comunidade </span><span style="font-weight: 400;"><i>quee</i></span><span style="font-weight: 400;">r e até qualquer outra pessoa que se identifique com uma jornada de autoconhecimento isoladora.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O filme tem um </span><span style="font-weight: 400;"><a href="https://www.youtube.com/watch?v=AHKFHYBdqEc">visual</a></span><span style="font-weight: 400;"> único e particular. As imagens e os sons surreais evocam sentimentos no espectador que chegam antes da compreensão dos porquês. </span><span style="font-weight: 400;"><i>Eu Vi o Brilho da TV </i></span><span style="font-weight: 400;">cria uma atmosfera sufocante sobre uma sensação de nostalgia amarga. A obra utiliza as memórias dos personagens para borrar os limites entre o real e a imaginação. A posição da plateia é desconfortável e agonizante do começo ao fim dos 100 minutos de duração do longa, mas ao rolarem os créditos e a digestão do que se acabou de ver assentar, fica a mensagem de esperança em dias melhores: “</span><span style="font-weight: 400;"><i>Ainda há tempo</i></span><span style="font-weight: 400;">”. </span><b>&#8211; Giovanna Freisinger</b></p>
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<figure id="attachment_35074" aria-describedby="caption-attachment-35074" style="width: 739px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-35074" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/04/a.semente.do_.fruto_.sagrado.jpg" alt="Cena do filme A Semente do Fruto Sagrado. A imagem mostra três mulheres da mesma família. Da esquerda para a direita, há uma mulher mais velha de cabelos curtos com a boca aberta, uma mulher jovem de cabelos curtos com uma expressão séria e uma mulher mais nova de cabelos cacheados com uma expressão de medo." width="739" height="415" /><figcaption id="caption-attachment-35074" class="wp-caption-text">A Semente do Fruto Sagrado concorreu ao Oscar de Melhor Filme Internacional em 2025, mas perdeu para Ainda Estou Aqui (Foto: Mares Filmes)</figcaption></figure>
<p><b>A Semente do Fruto Sagrado (The Seed of the Sacred Fig)</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Dirigido por </span><span style="font-weight: 400;"><a href="https://oglobo.globo.com/cultura/noticia/2025/01/13/mohammad-rasoulof-iraniano-diretor-de-a-semente-do-fruto-sagrado-gostaria-de-nao-precisar-fugir-do-meu-pais.ghtml">Mohammad Rasoulof</a></span><span style="font-weight: 400;">, </span><span style="font-weight: 400;"><i>A Semente do Fruto Sagrado</i></span><span style="font-weight: 400;"> é, inicialmente, um drama sobre a política em Teerã, capital do Irã. Com a promoção de Iman (Missagh Zareh) dentro dos cargos da ditadura que comanda o país, Rezvan (Mahsa Rostami) e Sana (Setareh Maleki), filhas do homem, se veem em um conflito dentro de casa: seguir as próprias convicções ou aceitar viver sob o regime autoritário, dentro e fora de casa. Mais do que uma discussão sobre a vida em sociedade, o filme examina a lente do lado que opera os atos de perseguição e silenciamento de um povo marcado pelo medo e o desejo pela sua liberdade.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Os 167 minutos do longa-metragem são acompanhados por um tom agonizante e reflexivo em relação aos limites da perversidade que um ser humano pode cometer. Na virada do primeiro para o segundo ato, a produção segue por um caminho mais introspectivo: ao invés de analisar as consequências externas, a obra se concentra em abordar o imaginário de personas antagônicas: aqueles que lutam pela sua independência &#8211; cultural, religiosa e social &#8211; e os que tentam acabar com ela. Reconhecida pela crítica especializada, a trama da Alemanha apareceu na categoria de Melhor Filme Internacional em premiações, como o </span><span style="font-weight: 400;"><a href="https://personaunesp.com.br/tag/oscar/"><i>Oscar</i></a></span><span style="font-weight: 400;">, </span><span style="font-weight: 400;"><i>Critics Choice Awards</i></span><span style="font-weight: 400;"> e </span><span style="font-weight: 400;"><i>Globo de Ouro</i></span><span style="font-weight: 400;">. </span><b>&#8211; Guilherme Leal</b></p>
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<figure id="attachment_35075" aria-describedby="caption-attachment-35075" style="width: 735px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-35075" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/04/A-Noite-Que-Mudou-o-Pop-Ludmila-Henrique.jpg" alt="Cena do documentário A Noite que Mudou o Pop. Na imagem temos a presença do cantor Lionel Richie, um homem negro, de olhos castanhos, com o cabelo comprido cacheado e bigode nas cores pretas. Ele está vestindo uma camiseta verde escuro com detalhes ondulados e um terno prateado reluzente. Ao seu lado está o produtor Quincy Jones, um homem negro, de olhos castanhos, com o cabelo curto e de barba nas cores pretas. Ele está usando um óculos de armação preta e uma camiseta branca com uma faixa preta no meio. Eles estão dentro de um estúdio de gravação, rodeados de pessoas da equipe em volta." width="735" height="414" /><figcaption id="caption-attachment-35075" class="wp-caption-text">O documentário foi indicado na categoria de Melhor Filme Musical na 67ª edição do Grammy Awards (Foto: Netflix)</figcaption></figure>
<p><b>A Noite Que Mudou o Pop (The Greatest Night In Pop)</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;"><a href="https://open.spotify.com/intl-pt/track/3Z2tPWiNiIpg8UMMoowHIk?si=6dd85c466c104b6f"><i>“We are the world, We are the children”</i></a></span><span style="font-weight: 400;">. Dispensando apresentações, a música que marcou uma geração de pessoas e colocou como foco o combate à fome no continente africano, ganhou pela </span><span style="font-weight: 400;"><a href="https://www.youtube.com/watch?v=MD3oU1gowu4"><i>Netflix</i></a></span><span style="font-weight: 400;"><i>,</i></span><span style="font-weight: 400;"> um documentário detalhado sobre o processo de criação do </span><span style="font-weight: 400;"><i>single</i></span><span style="font-weight: 400;">, além de registros inéditos dos 45 artistas que participaram do projeto </span><span style="font-weight: 400;"><i>USA for Africa</i></span><span style="font-weight: 400;">. </span><span style="font-weight: 400;"><a href="https://personaunesp.com.br/a-noite-que-mudou-o-pop-critica/"><i>A Noite que Mudou o Pop</i></a></span><span style="font-weight: 400;">, dirigido pelo cineasta Bao Nguyen, tem uma narrativa que conquista aos poucos. A grande verdade é que o público tem conhecimento sobre a canção, sua motivação e os cantores que participaram deste marco musical, no entanto, não se sabe exatamente o que aconteceu naquela noite de janeiro de 1985.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Com essa premissa, ao explorar os bastidores da composição de</span><span style="font-weight: 400;"><a href="https://www.youtube.com/watch?v=nqAvFx3NxUM"> Lionel Richie</a></span><span style="font-weight: 400;"> e </span><span style="font-weight: 400;"><a href="https://www.youtube.com/watch?v=oRdxUFDoQe0">Michael Jackson</a></span><span style="font-weight: 400;">, produzida pelo compositor </span><span style="font-weight: 400;"><a href="https://open.spotify.com/intl-pt/artist/3rxIQc9kWT6Ueg4BhnOwRK?si=Okvuyw0wQsqkG4cqJMWT0g">Quincy Jones</a></span><span style="font-weight: 400;">, também responsável pelo direcionamento do grupo vocal, o filme documental se desenvolve pela curiosidade do telespectador. O relato atual dos músicos que participaram daquela noite, como </span><span style="font-weight: 400;"><a href="https://www.youtube.com/watch?v=LPn0KFlbqX8">Cyndi Lauper</a></span><span style="font-weight: 400;"> e </span><span style="font-weight: 400;"><a href="https://www.youtube.com/watch?v=129kuDCQtHs">Bruce Springsteen</a></span><span style="font-weight: 400;">, e claro, de Richie, que conduziu grande parte da história do documentário, também deixou tudo mais íntegro, pois transfere a visão e a experiência dos próprios artistas em tela. </span><span style="font-weight: 400;"><i>A Noite que Mudou o Pop</i></span><span style="font-weight: 400;"> é um registro sublime para os apaixonados por </span><span style="font-weight: 400;"><a href="https://www.youtube.com/watch?v=s3wNuru4U0I"><i>We Are The World</i></a></span><span style="font-weight: 400;">, além de ser uma prova viva de que a música é capaz de salvar vidas. </span><b>&#8211; Ludmila Henrique</b></p>
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<figure id="attachment_35076" aria-describedby="caption-attachment-35076" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-35076" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/04/93ee82a6-c7bb-44c7-adf2-87c813f1ebc4-800x334.jpg" alt="Cena do filme Robô Selvagem. A imagem, que se passa num campo verdejante, retrata um robô de aparência desgastada e um raposo de pelagem avermelhada compartilham um momento de curiosidade e conexão. O robô, de forma arredondada e metálica, tem um design futurista, com um corpo esférico, braços articulados e olhos brilhantes em tons de azul neon. Seu casco exibe marcas de arranhões e sujeira, sugerindo uma longa jornada ou anos de exposição aos elementos. Ele está sentado na relva alta e seca, com uma postura relaxada, como se estivesse interagindo de forma pacífica com seu companheiro animal. No topo de sua cabeça, uma pequena antena luminosa emite um brilho sutil.O raposo, por sua vez, observa atentamente o robô com os olhos curiosos e as orelhas erguidas. Seu focinho quase toca o rosto metálico da máquina, criando um contraste entre a suavidade de sua pelagem e a frieza do metal. A paisagem ao redor, com gramíneas ondulando ao vento e nuvens suaves tingidas de tons alaranjados e lilases, adiciona uma atmosfera serena e melancólica. A cena transmite um misto de inocência e mistério, sugerindo um encontro improvável entre natureza e tecnologia, onde a sensibilidade transcende as barreiras entre o orgânico e o artificial." width="800" height="334" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/04/93ee82a6-c7bb-44c7-adf2-87c813f1ebc4-800x334.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/04/93ee82a6-c7bb-44c7-adf2-87c813f1ebc4-1024x428.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/04/93ee82a6-c7bb-44c7-adf2-87c813f1ebc4-768x321.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/04/93ee82a6-c7bb-44c7-adf2-87c813f1ebc4.jpg 1170w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-35076" class="wp-caption-text">A dublagem original do longa conta com grandes nomes como Lupita Nyong’o, Pedro Pascal e Kit Connor (DreamWorks Animation)</figcaption></figure>
<p><b>Robô Selvagem (</b><b><i>The Wild Robot</i></b><b>)</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;"><i>Robô Selvagem</i></span> <span style="font-weight: 400;">surpreendeu ao se consolidar como uma das animações mais intrigantes de 2024, unindo uma trama emocionalmente profunda com temas filosóficos e sociais. Baseado no </span><span style="font-weight: 400;"><a href="https://www.peterbrownstudio.com/books/the-wild-robot/">livro de Peter Brown</a></span><span style="font-weight: 400;">, o longa aborda a jornada de uma robô que busca entender seu lugar em um mundo selvagem, explorando a coexistência entre tecnologia e natureza. A narrativa, carregada de momentos introspectivos e dilemas éticos, ressoou de maneira poderosa em um público amplo, incluindo adultos e crianças. Com animação detalhada e direção sensível, a produção foi reconhecida por críticos como uma obra que transcende seu gênero de “filme sobre robôs”, sendo indicado a prêmios como o </span><span style="font-weight: 400;"><i>Annie Awards</i></span><span style="font-weight: 400;"> e o Globo de Ouro, reafirmando o potencial de histórias que equilibram reflexão e entretenimento.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O <a href="https://www.primevideo.com/-/pt/detail/Rob%C3%B4-Selvagem/0H5X9VAJP3WU9CMN0CPCM63K2S">longa</a> de Chris Sanders tem a habilidade de dialogar com questões contemporâneas, como o impacto da automação na sociedade e a necessidade de harmonia entre progresso e preservação ambiental. Desde sua estreia, o filme acumulou elogios por sua abordagem original e ganhou prêmios em festivais de cinema animado pela profundidade de seu roteiro e pelo design visual inovador. Mais do que uma aventura animada, o longa tornou-se um estudo sobre humanidade, identidade e conexão, posicionando-se como uma produção que define o papel da animação como um veículo poderoso de transformação social. </span><b>&#8211; Marcela Jardim</b></p>
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<figure id="attachment_35077" aria-describedby="caption-attachment-35077" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-35077" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/04/Dune-Part-Two-800x400.jpg" alt="Imagem de Paul Atreides, personagem de Duna: Parte 2, interpretado por Timothée Chalamet. Paul está no deserto, com o rosto parcialmente coberto por um capuz bege que faz parte de um traje fremen, e usa um respirador no nariz, característico dos habitantes de Arrakis. Seus olhos azuis brilhantes, resultado da exposição à especiaria, destacam-se na expressão séria e determinada. Ao fundo, outros fremen, também usando trajes típicos do deserto, aparecem em desfoque." width="800" height="400" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/04/Dune-Part-Two-800x400.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/04/Dune-Part-Two-1024x512.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/04/Dune-Part-Two-768x384.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/04/Dune-Part-Two-1536x768.jpg 1536w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/04/Dune-Part-Two-2048x1024.jpg 2048w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/04/Dune-Part-Two-1200x600.jpg 1200w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-35077" class="wp-caption-text">Paul Atreides, interpretado meticulosamente por Timothée Chalamet, enfrenta a decisão de se tornar ou não o messias prometido (Foto: Warner Bros. Pictures)</figcaption></figure>
<p><b>Duna: Parte 2 (Dune: Part Two)</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Denis Villeneuve, fã de carteirinha do gênero </span><span style="font-weight: 400;"><i>Sci-Fi</i></span> <span style="font-weight: 400;"><a href="https://br.ign.com/star-wars/132828/news/tudo-descarrilou-em-1983-apesar-de-ser-grande-fa-de-star-wars-denis-villeneuve-nao-tem-interesse-em">desde criança</a></span><span style="font-weight: 400;">, prova novamente que é a pessoa ideal para adaptar a grandiosa obra de Frank Herbert. Em </span><span style="font-weight: 400;"><a href="https://personaunesp.com.br/duna-parte-2-critica/"><i>Duna: Parte 2</i></a></span><span style="font-weight: 400;">, indicado a seis categorias no </span><span style="font-weight: 400;"><a href="https://personaunesp.com.br/tag/oscar/">Oscar 2025</a></span><span style="font-weight: 400;">, incluindo Melhor Filme, o diretor leva o público a uma imersão total no deserto de </span><span style="font-weight: 400;"><i>Arrakis</i></span><span style="font-weight: 400;">, onde a narrativa épica ganha um novo fôlego. Se a primeira parte foi </span><span style="font-weight: 400;"><a href="https://www.omelete.com.br/filmes/criticas/duna-critica-dune">alvo de críticas</a></span><span style="font-weight: 400;"> pelo ritmo mais pausado, esta sequência se destaca por um senso de precipitação do início ao fim. O cineasta equilibra perfeitamente as nuances de poder, sacrifício e destino em um roteiro que ressoa tanto na grandiosidade das batalhas quanto na profundidade das relações humanas.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Os destaques técnicos são os personagens principais de </span><span style="font-weight: 400;"><a href="https://www.youtube.com/watch?v=QqmbrvluQRA&amp;pp=ygUUZHVuYSBwYXJ0ZSAyIHRyYWlsZXI%3D"><i>Duna: Parte 2</i></a></span><span style="font-weight: 400;">. A fotografia e o som, especialmente se apreciados nas telas <em>IMAX</em> para as quais o longa foi concebido, transportam o espectador diretamente para as imensidões de areia. Paisagens deslumbrantes, gravadas em </span><span style="font-weight: 400;"><a href="https://www.cnnbrasil.com.br/viagemegastronomia/viagem/cenarios-de-duna-parte-2-vao-de-cemiterio-na-italia-a-desertos-no-oriente-medio/">desertos reais</a></span><span style="font-weight: 400;">, e uma trilha sonora hipnotizante se unem para criar uma experiência cinematográfica pouco vista ultimamente. Nesta obra, Villeneuve reafirma sua maestria, entregando não apenas uma sequência à altura de seu antecessor, mas um capítulo definitivo no universo de </span><span style="font-weight: 400;"><i>Duna</i></span><span style="font-weight: 400;">. –</span><b> Arthur Caires</b></p>
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<figure id="attachment_35078" aria-describedby="caption-attachment-35078" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-35078" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/04/challengers-800x450.png" alt="Cena do filme Rivais, de Luca Guadagnino. À esquerda, vemos Mike Faist, um homem branco e loiro, que veste camiseta e boné vermelhos. À direita, vemos Josh O’Connor, um homem branco de cabelos pretos, que usa uma camiseta branca e um relógio em seu pulso esquerdo. Eles estão sentados, olhando um para o outro. Ao fundo, por detrás de um vidro, é possível ver algumas árvores desfocadas." width="800" height="450" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/04/challengers-800x450.png 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/04/challengers-1024x576.png 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/04/challengers-768x432.png 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/04/challengers-1536x864.png 1536w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/04/challengers-1200x675.png 1200w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/04/challengers.png 1600w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-35078" class="wp-caption-text">Ainda que seja um dos maiores lançamentos de 2024, o longa não recebeu nenhuma indicação ao Oscar 2025 (Foto: Amazon MGM Studios)</figcaption></figure>
<p><strong>Rivais (Challengers)</strong></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Se tem algo que Luca Guadagnino sabe fazer com maestria é explorar o desejo por meio da sutileza – e, sendo dirigido por ele, </span><span style="font-weight: 400;"><a href="https://personaunesp.com.br/rivais-critica/"><i>Challengers</i></a></span><span style="font-weight: 400;"> (no original) não poderia seguir um caminho diferente. Cada cena do filme é carregada de um erotismo que não precisa de cenas explícitas para se fazer presente, ao mesmo tempo em que oferece uma análise profunda sobre questões como o ego e a ambição.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O triângulo amoroso composto por </span><span style="font-weight: 400;">Zendaya</span><span style="font-weight: 400;">, Josh O’Connor e Mike Faist emite uma energia imparável constante, ao passo que eles se comportam como verdadeiras estrelas de Cinema do começo ao fim. A mistura do caos hipnótico causado por eles e a superfície plácida do luxuoso mundo do tênis resulta em uma experiência fascinante, cujo único objetivo é fazer com que o público se deleite com a diversão pura e decadente desses </span><span style="font-weight: 400;"><a href="https://www.youtube.com/watch?v=MDnVk5jIJr0"><i>Rivais</i></a></span><span style="font-weight: 400;">. Afinal, amor e ódio são os lados de uma mesma moeda, certo? </span><b>&#8211; Raquel Freire</b></p>
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<figure id="attachment_35079" aria-describedby="caption-attachment-35079" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-35079" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/04/Alien-Romulus-Guilherme-Siqueira-800x527.jpg" alt="Cena do filme Alien: Romulus. A cena mostra a personagem Rain, interpretada por Cailee Spaeny, uma mulher de pele clara e cabelos lisos, em um ambiente muito escuro, ela usa um traje espacial, com um capacete de vidro iluminado internamente com luzes amareladas. Ela olha para sua esquerda com uma expressão de assombro." width="800" height="527" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/04/Alien-Romulus-Guilherme-Siqueira-800x527.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/04/Alien-Romulus-Guilherme-Siqueira-1024x675.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/04/Alien-Romulus-Guilherme-Siqueira-768x506.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/04/Alien-Romulus-Guilherme-Siqueira-1200x791.jpg 1200w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/04/Alien-Romulus-Guilherme-Siqueira.jpg 1440w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-35079" class="wp-caption-text">Alien: Romulus é o híbrido genético perfeito do terror com a ficção científica (Foto: 20th Century Studios)</figcaption></figure>
<p><b>Alien: Romulus (Alien: Romulus)</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;"><a href="https://personaunesp.com.br/alien-romulus-critica/"><i>Alien: Romulus</i></a></span><span style="font-weight: 400;"> foi anunciado em um momento delicado para a franquia </span><span style="font-weight: 400;"><a href="https://personaunesp.com.br/alien-isolation-10-anos/#google_vignette"><i>Alien</i></a></span><span style="font-weight: 400;">, já que </span><span style="font-weight: 400;"><i>Prometheus </i></span><span style="font-weight: 400;">(2012) e </span><span style="font-weight: 400;"><i>Alien: Covenant </i></span><span style="font-weight: 400;">(2017), últimos filmes relacionados à série, dirigidos pelo primeiro idealizador das criaturas, Ridley Scott, não tiveram os resultados esperados em crítica e bilheteria. Mas esse filme inverteu qualquer expectativa negativa, não por sorte, mas por talento e jogo de cintura do diretor Fede Álvarez que soube resgatar o terror visceral que fez do primeiro filme da série um dos mais impactantes na cultura </span><span style="font-weight: 400;"><i>pop</i></span><span style="font-weight: 400;">.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Ambientado novamente em lugares fechados e claustrofóbicos, acompanhando a história de jovens que tentam escapar da colônia espacial insalubre em que vivem e trabalham, o longa dialoga com seu precursor de 1979 de diversas formas. Como, por exemplo, a temática do poder cada vez mais ilimitado das grandes corporações, o avanço brutal e impossível de se conter da inteligência artificial e da tecnologia em geral, bem como a tentativa vã da humanidade de controlar os elementos naturais do universo, seja por ganância ou mesmo por sobrevivência. </span><span style="font-weight: 400;"><a href="https://www.youtube.com/watch?v=2EmyntY2myo"><i>Alien: Romulus</i></a></span><span style="font-weight: 400;"> teve o seu lugar de destaque e injetou uma dose generosa de ficção científica da melhor qualidade nos cinemas em 2024. </span><b>&#8211; Guilherme Dias Siqueira</b></p>
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<figure id="attachment_35080" aria-describedby="caption-attachment-35080" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-35080" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/04/976947f0-3b52-43c7-8a1a-baa8b0155596-800x448.jpg" alt="Cena do filme Ainda Estou Aqui. A imagem mostra uma família, composta por uma mãe, um filho e três filhas, sentados em um quarto de jovens garotas, decorado com papel de parede e posters. A mãe é Eunice Paiva, interpretada por Fernanda Torres, que está sentada na cama de pernas cruzadas. Ela é uma mulher branca, de cabelos castanhos de tamanho médio, escovados para trás. Ela usa uma camiseta estampada com formas geométricas em tons de verde e uma saia esverdeada. Uma das filhas está sentada na cama, ao lado Eunice; ela é Mabiu Paiva, interpretada por Cora Mora. Ela é uma menina branca, de cabelos castanhos, lisos e longos. Ela usa uma camiseta florida. Embaixo, sentado no chão, está Marcelo Rubens Paiva, interpretado por Guilherme Silveira. Ele é um menino branco, de cabelos castanhos e lisos, em corte tigelinha. Ele usa uma camiseta amarela pastel. De costas para a câmera, aparecem as filhas Nalu Paiva, interpretada por Bárbara Luz, e Eliana Paiva, interpretada por Luiza Kosovski. Nalu é uma menina branca, e tem cabelos castanhos, curtos e cacheados. Eliana é uma menina branca, e tem cabelos castanhos, lisos e longos. " width="800" height="448" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/04/976947f0-3b52-43c7-8a1a-baa8b0155596-800x448.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/04/976947f0-3b52-43c7-8a1a-baa8b0155596-1024x573.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/04/976947f0-3b52-43c7-8a1a-baa8b0155596-768x430.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/04/976947f0-3b52-43c7-8a1a-baa8b0155596-1536x860.jpg 1536w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/04/976947f0-3b52-43c7-8a1a-baa8b0155596-1200x672.jpg 1200w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/04/976947f0-3b52-43c7-8a1a-baa8b0155596.jpg 1600w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-35080" class="wp-caption-text">Ainda Estou Aqui relembra, de forma extremamente necessária, os horrores da Ditadura Militar Brasileira (Foto: Globoplay)</figcaption></figure>
<p><b>Ainda Estou Aqui</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Maria Lucrécia Eunice Facciolla Paiva. Como começar a explicar Eunice Paiva? Advogada. Defensora dos direitos humanos. Especialista em direito indígena. Mãe. Viúva. Vítima da Ditadura Militar Brasileira. Essas palavras são poucas para definir quem é Eunice. Marcelo Rubens Paiva recorda suas próprias </span><span style="font-weight: 400;"><a href="https://oglobo.globo.com/cultura/livros/em-ainda-estou-aqui-marcelo-rubens-paiva-expoe-delicado-acerto-de-contas-com-mae-17098466">memórias</a></span><span style="font-weight: 400;"> no livro </span><span style="font-weight: 400;"><a href="https://personaunesp.com.br/ainda-estou-aqui-critica/"><i>Ainda Estou Aqui</i></a></span><span style="font-weight: 400;"> – que foi adaptado para o Cinema pelas mãos de Walter Salles. </span><span style="font-weight: 400;"><a href="https://youtu.be/P3TZjP_vVso?si=wSvHipbmfuj3rfg1">Fernanda Torres</a></span><span style="font-weight: 400;"> encarna Eunice; Selton Mello interpreta o ex-deputado </span><span style="font-weight: 400;"><a href="https://memorialdaresistenciasp.org.br/pessoas/rubens-beyrodt-paiva/">Rubens Paiva</a></span><span style="font-weight: 400;">. As atuações são emocionantes e únicas não só pelo talento dos atores, mas também pela caracterização e ambientação da produção.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Fernanda Torres fez um trabalho excepcional ao viver Eunice Paiva. A dor, a indignação com a situação e o sofrimento pela perda de Rubens se demonstram em um olhar, um pequeno gesto, um abraço, um sorriso. </span><span style="font-weight: 400;"><a href="https://youtu.be/gDunV808Yf4?si=KD8mRkPPlgmLeYRN"><i>Ainda Estou Aqui</i></a></span><span style="font-weight: 400;"> é importantíssimo para lembrar dos horrores vividos no Brasil após o Golpe de 1964. A tortura, os sumiços, os assassinatos nunca podem ser esquecidos. A violência vivenciada no país teve vários formatos: indo da física à psicológica; até a crueldade dos desaparecimentos e de não se ter respostas – a cena em que Torres esbraveja “</span><span style="font-weight: 400;"><a href="https://youtu.be/na27WFDA08c?si=xPNFVFFrWCT4pGGg"><i>cadê meu marido?!</i></a></span><span style="font-weight: 400;">” é um dos momentos mais marcantes do longa. O sucesso de </span><span style="font-weight: 400;"><i>Ainda Estou Aqui </i></span><span style="font-weight: 400;">não é à toa – as </span><span style="font-weight: 400;"><a href="https://www.bbc.com/portuguese/articles/cd7dgzlevx4o.amp">três indicações</a></span><span style="font-weight: 400;"> e uma vitória no </span><span style="font-weight: 400;"><a href="http://personaunesp.com.br/tag/oscar"><i>Oscar</i></a></span><span style="font-weight: 400;"> 2025 não mentem –, e, com os acontecimentos recentes do mundo, não custa lembrar: ditadura nunca mais. </span><b>– Laura Hirata-Vale</b></p>
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<figure id="attachment_35081" aria-describedby="caption-attachment-35081" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-35081" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/04/Longlegs-Esther-800x400.jpeg" alt="Cena de Longlegs. Um homem branco, de olhos claros, rosto esbranquiçado e cabelos grisalhos, na altura do ombro, olha fixamente para a câmera. Ele veste uma camisa verde clara, com um lenço de listras verdes no pescoço. Ambas as peças estão cobertas por uma jaqueta cinza, com um broche de flor dourado, e uma mochila azul nas costas. Atrás do personagem, aparece um gramado, coberto por uma fina camada de neve, e uma placa indicando um ponto de ônibus. O céu está repleto de nuvens." width="800" height="400" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/04/Longlegs-Esther-800x400.jpeg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/04/Longlegs-Esther-1024x512.jpeg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/04/Longlegs-Esther-768x384.jpeg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/04/Longlegs-Esther-1536x768.jpeg 1536w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/04/Longlegs-Esther-1200x600.jpeg 1200w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/04/Longlegs-Esther.jpeg 1800w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-35081" class="wp-caption-text">Para interpretar Longlegs, Nicolas Cage se inspirou nos comportamentos de sua mãe, diagnosticada com depressão e esquizofrenia (Foto: NEON Rated, LLC)</figcaption></figure>
<p><b>Longlegs &#8211; Vínculo Mortal (Longlegs)</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O emblemático longa de Oz Perkins, </span><span style="font-weight: 400;"><i>Longlegs &#8211; Vínculo Mortal</i></span><span style="font-weight: 400;">, destaca-se em meio às recentes estreias do Horror. Diferentemente do que ocorre nos gritos desesperados de Cecília em </span><span style="font-weight: 400;"><i>Imaculada</i></span><span style="font-weight: 400;"> (</span><span style="font-weight: 400;"><i>Immaculate</i></span><span style="font-weight: 400;">, originalmente) ou nas cenas violentas de </span><span style="font-weight: 400;"><i>O Mal Que Nos Habita</i></span><span style="font-weight: 400;"> (</span><span style="font-weight: 400;"><i>When Evil Lurks</i></span><span style="font-weight: 400;">), mecanismos </span><span style="font-weight: 400;"><a href="https://g1.globo.com/pop-arte/cinema/noticia/2024/09/03/por-que-longlegs-e-tao-assustador-conheca-filme-que-esta-aterrorizando-publico-nos-cinemas.ghtml">pouco óbvios</a></span><span style="font-weight: 400;"> são o que constroem a atmosfera macabra nessa trama. A característica hipnotiza os fãs pouco sedentos por sangue, mas muito saudosos da adrenalina própria do gênero.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Em </span><span style="font-weight: 400;"><i>Longlegs</i></span><span style="font-weight: 400;">, o arrepio na espinha e o frio na barriga tomam o público nos momentos menos prováveis: o preto e vermelho gritantes ao som de </span><span style="font-weight: 400;"><a href="https://www.adorocinema.com/noticias/filmes/noticia-1000099104/">T. Rex</a></span><span style="font-weight: 400;">, as aproximações repentinas e silenciosas em pontos do enquadramento e – claro – a ousada primeira aparição de Dale Kobble (Nicolas Cage); o diretor escolhe exibir na tela apenas parte do rosto do personagem. Incrivelmente assustadora, a obra e a </span><span style="font-weight: 400;"><a href="https://ffw.uol.com.br/materias/longlegs-por-tras-do-visual-do-aguardado-filme/">figura</a></span><span style="font-weight: 400;"> que a nomeia conquistaram seu posto no imaginário do público – e, por consequência, nos melhores lançamentos do Cinema em 2024. </span><b>&#8211; Esther Chahin </b></p>
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<figure id="attachment_35082" aria-describedby="caption-attachment-35082" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-35082" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/04/9362f185-bbfa-47a3-997f-d06c12493833-800x450.jpg" alt="Cena de Um Homem Diferente. Nela, vemos três pessoas em um sofá verde escuro com algumas almofadas brancas e pretas. No centro, está Edward, um homem branco e de cabelos pretos. Ele veste uma camisa marrom de manga comprida e gola alta e uma calça preta. Edward está sério olhando para frente e segura uma máscara no colo. Do lado direito, temos Ingrid, uma mulher branca de cabelos castanhos. Ela veste um vestido preto com detalhes em branco na parte de cima. Ela está de pernas cruzadas e olhando para cima. Do lado esquerdo, temos Oswald, um homem branco de cabelos pretos. Oswald tem o rosto desfigurado devido a uma doença chamada neurofibromatose. Ele veste um terno marrom e gravata marrom claro. Oswald está em pé atrás do sofá e apoiado nele com as mãos, enquanto olha para Ingrid. Ao fundo, a cozinha de um apartamento." width="800" height="450" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/04/9362f185-bbfa-47a3-997f-d06c12493833-800x450.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/04/9362f185-bbfa-47a3-997f-d06c12493833-1024x576.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/04/9362f185-bbfa-47a3-997f-d06c12493833-768x432.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/04/9362f185-bbfa-47a3-997f-d06c12493833-1536x864.jpg 1536w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/04/9362f185-bbfa-47a3-997f-d06c12493833-1200x675.jpg 1200w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/04/9362f185-bbfa-47a3-997f-d06c12493833.jpg 1600w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-35082" class="wp-caption-text">No ano em que o terror corporal junto com a crítica social dominou as telas, Um Homem Diferente o replica da forma mais inventiva e não óbvia possível (Foto: A24)</figcaption></figure>
<p><b>Um Homem Diferente (A Different Man)</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Sim, não podemos negar que 2024 foi o ano de </span><span style="font-weight: 400;"><a href="https://personaunesp.com.br/a-substancia-critica/"><i>A Substância</i></a></span><span style="font-weight: 400;">, mas ao se olhar um pouco mais para fora dos holofotes, </span><span style="font-weight: 400;"><i>Um Homem Diferente </i></span><span style="font-weight: 400;">emula os mesmos méritos do longa de Coralie Fargeat, mas de forma mais sútil e sem escancarar tanto que se trata de uma obra crítica. Para isso, o diretor e roteirista Aaron Scheinberg conta com um humor desconfortavelmente ácido para traduzir outra história de obsessão e padrões da sociedade.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">No longa, acompanhamos Edward (Sebastian Stan), um homem que sofre com neurofibromatose, uma doença que acaba desfigurando seu rosto. Ele passa então por uma cirurgia inédita que o coloca nos padrões da sociedade, mas, mesmo com a confiança restaurada, vê a vida que sonhava ruir a partir do momento em que, secretamente, aceita participar de uma peça sobre ele mesmo. </span><span style="font-weight: 400;"><a href="https://personaunesp.com.br/um-homem-diferente-critica/"><i>Um Homem Diferente</i></a></span><span style="font-weight: 400;"> mostra sua força e originalidade através de um roteiro intencionado em conduzir a percepção do espectador para diferentes caminhos, que chega nesse resultado através da atuação de seu trio principal – destaque para Adam Pearson, que realmente sofre da doença – mas, principalmente para Sebastian Stan, se provando uma força da atuação que teve nesse ano seus melhores trabalhos. </span><b>&#8211; Guilherme Veiga</b></p>
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<figure id="attachment_35083" aria-describedby="caption-attachment-35083" style="width: 735px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-35083" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/04/Todo-Tempo-Que-Temos-Ludmila-Henrique.jpg" alt="Cena do filme Todo o Tempo que Temos. Na imagem temos a presença de Almut (Florence Pugh), uma mulher branca, de olhos verdes e cabelo loiro liso preso em um coque. Ela está vestindo uma camisa branca de mangas compridas. Ao seu lado está Tobias (Andrew Garfield), um homem branco, de olhos castanhos e cabelo curto ondulado. Ele está vestindo uma camisa cinza de mangas compridas. Eles estão se abraçando enquanto olham um para o outro. Eles estão em um local fechado, com uma luz baixa e meio amarelada." width="735" height="449" /><figcaption id="caption-attachment-35083" class="wp-caption-text">A trajetória de um casal correndo atrás do tempo (Foto: A24)</figcaption></figure>
<p><b>Todo Tempo Que Temos (We Live In Time)</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A história de amor entre Almut (</span><span style="font-weight: 400;"><a href="https://personaunesp.com.br/adoraveis-mulheres-5-anos/">Florence Pugh</a></span><span style="font-weight: 400;">) e Tobias (</span><span style="font-weight: 400;"><a href="https://personaunesp.com.br/tick-tick-boom-critica/">Andrew Garfield</a></span><span style="font-weight: 400;">, se constrói em ínfimos espaços de tempo. Um encontro sem data e nem hora, de supetão mesmo. Mas que alcança a maturidade após uma notícia abrupta atingir o casal. Em </span><span style="font-weight: 400;"><a href="https://www.youtube.com/watch?v=MH02yagHaNw"><i>Todo Tempo Que Temos</i></a></span><span style="font-weight: 400;">, acompanhamos, por meio de linhas temporais, o romance de uma década, embarcada através de movimentos de sua trajetória, desafiando toda a existência presente em uma ou mais vidas.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Pelo olhar poético de </span><span style="font-weight: 400;"><a href="https://www.youtube.com/watch?v=OwYLVi8AvP8">John Crowley</a></span><span style="font-weight: 400;">, o longa-metragem toma forma através do simples. É a simplicidade de uma vida, assim como ela deveria ser, obviamente com alguns altos e baixos, mas que deixa a história do casal tão real. O enredo do filme explora perfeitamente esse ‘acaso’ presente na rotina deles, endossando em certos momentos para criar um </span><span style="font-weight: 400;"><i>clímax</i></span><span style="font-weight: 400;"> em algumas cenas, mas que de nenhum modo relata algo impossível de acontecer. </span><span style="font-weight: 400;"><a href="https://personaunesp.com.br/todo-tempo-que-temos-critica/"><i>We Live In Time</i></a></span><span style="font-weight: 400;"> (no original) carrega alguns clichês presentes no gênero, no entanto, continua sendo uma linda história de superação de medos e um lembrete para aproveitar cada detalhe que a nossa jornada oferecer. </span><b>&#8211; Ludmila Henrique</b></p>
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<figure id="attachment_35084" aria-describedby="caption-attachment-35084" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-35084" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/04/Jurado-no2-800x450.jpg" alt="Ao fundo estão os personagens de Cedric Yarbrough e Rebecca Koon. O primeiro está à direita com uma camiseta preta e o olhar vago e a segunda está à esquerda com uma camiseta rosa e uma blusa branca, ela está olhando para algo fora do plano. Mais a frente, em foco e no centro da imagem está o personagem de Nicholas Hoult, ele está com uma expressão preocupada, olhando para algo fora da câmera." width="800" height="450" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/04/Jurado-no2-800x450.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/04/Jurado-no2-768x432.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/04/Jurado-no2.jpg 960w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-35084" class="wp-caption-text">O filme chegou direto no streaming na maioria dos países (Foto: Warner Bros. Pictures)</figcaption></figure>
<p><b>Jurado Nº2 (Juror #2)</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Em meio a temporada de premiações, como o Globo de Ouro, o <em>BAFTA</em> e o </span><span style="font-weight: 400;"><a href="https://personaunesp.com.br/tag/oscar-2024/"><i>Oscar</i></a></span><span style="font-weight: 400;">, </span><span style="font-weight: 400;"><a href="https://personaunesp.com.br/jurado-no2-critica/"><i>Jurado Nº2</i></a></span> <span style="font-weight: 400;">ficou deixado de lado pela <em>Warner Bros</em>, que preferiu focar a sua campanha para </span><span style="font-weight: 400;"><i>Duna 2</i></span><span style="font-weight: 400;">. A fita não chegou nem a ser lançada nos cinemas na maioria dos países, com exceção aos Estados Unidos, no resto do mundo o longa foi direto para o </span><span style="font-weight: 400;"><a href="https://www.adorocinema.com/noticias/filmes/noticia-1000116296/"><i>streaming</i></a></span> <span style="font-weight: 400;">da Max. No entanto, </span><span style="font-weight: 400;"><a href="https://personaunesp.com.br/cry-macho-o-caminho-para-redencao-critica/">Clint Eastwood</a></span><span style="font-weight: 400;"> mostra que quem perde é a empresa e as premiações, pois ele acaba de lançar a sua mais nova obra-prima.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Na trama, Justin (</span><span style="font-weight: 400;"><a href="https://www.adorocinema.com/noticias/filmes/noticia-1000121196/">Nicholas Hoult</a></span><span style="font-weight: 400;">) e Allison (Zoey Deutch) são casados e esperam seu primeiro filho, em uma gravidez de risco. Em meio a isso, o protagonista é convocado para ser um dos jurados em um julgamento. Contudo, o que não esperava é que ele estava envolvido com o caso, podendo levá-lo direto para a cadeia. O cineasta desconstrói os conceitos de justiça e a narrativa vendida sobre imparcialidade do sistema americano. A obra</span> <span style="font-weight: 400;">não é um drama de tribunal que busca descobrir o que aconteceu. O seu maior apelo está no questionamento: o que é verdade e o que é justiça? &#8211; </span><b>Guilherme Moraes</b></p>
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<figure id="attachment_35085" aria-describedby="caption-attachment-35085" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-35085" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/04/Look-Back-Leonardo-Quinalha-800x400.png" alt="A cena mostra as personagens Kyomoto com seu cabelo desgrenhado e franja cobrindo o rosto e Fujino com seu cabelo curto coberto por um gorro, elas olham apreensivas e nervosas para uma revista enquanto estão em uma loja de conveniência." width="800" height="400" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/04/Look-Back-Leonardo-Quinalha-800x400.png 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/04/Look-Back-Leonardo-Quinalha-1024x512.png 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/04/Look-Back-Leonardo-Quinalha-768x384.png 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/04/Look-Back-Leonardo-Quinalha-1200x600.png 1200w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/04/Look-Back-Leonardo-Quinalha.png 1437w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-35085" class="wp-caption-text">Look Back é uma história emocionante e trágica sobre crescimento (Foto: Cinecolor)</figcaption></figure>
<p><b>Look Back</b><strong> (Look Back)</strong></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Fujino (Yuumi Kawaii), uma estudante do ensino médio que adora desenhar e é amada por todos da classe, descobre, um dia, que outra colega, Kyomoto (Mizuki Yoshida), desenha melhor que ela, causando-lhe inveja. Após dividirem as publicações de tirinhas no jornal da escola, as duas se encontram ao final do ensino médio e iniciam uma jornada que envolve carinho, autoconhecimento, </span><span style="font-weight: 400;"><a href="https://www.jbox.com.br/2024/09/24/critica-look-back-e-uma-reflexao-sobre-a-humanidade-da-arte/">descobrimento do mundo</a></span><span style="font-weight: 400;"> e uma pitada de dor.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Baseado no mangá </span><span style="font-weight: 400;"><i>one-shot </i></span><span style="font-weight: 400;">(2021</span><span style="font-weight: 400;"><i>) </i></span><span style="font-weight: 400;">de mesmo nome, escrita pelo mangaká </span><span style="font-weight: 400;"><a href="https://ovicio.com.br/conheca-a-historia-de-tatsuki-fujimoto-o-criador-de-chainsaw-man/">Tatsuki Fujimoto</a></span><span style="font-weight: 400;">, criador de </span><span style="font-weight: 400;"><i>Chainsaw man</i></span><span style="font-weight: 400;">, o longa de apenas 58 minutos dirigido por Kiyotaka Oshiyama e que ganhou prêmio de melhor animação no</span><span style="font-weight: 400;"><i> Japan Academy Awards, é </i></span><span style="font-weight: 400;">encantador para qualquer um que ame animações. A beleza nos movimentos envoltos com a trilha sonora tornam a obra uma jornada emocionante, ao mesmo tempo, doce e amarga para todos que já lutaram por um sonho, trazendo assim uma linda mensagem sobre crescimento. &#8211; </span><b>Leonardo Quinalha</b></p>
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<figure id="attachment_35086" aria-describedby="caption-attachment-35086" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-35086" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/04/Feios-Maria-Fernanda-800x450.jpg" alt="Cena do filme Feios. A imagem mostra a personagem Tally, interpretada pela atriz Joey King, que está se olhando em um espelho eletrônico, no qual é capaz de mudar sua aparência. No espelho, a moça possui cabelos com luzes, entretanto seu cabelo real é castanho. No espelho, seus olhos são dourados, sua boca é maior e ela está vestindo uma blusa preta de gola alta. É possível ver o cabelo e uma pequena parte do rosto da personagem enquanto ela se olha no espelho." width="800" height="450" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/04/Feios-Maria-Fernanda-800x450.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/04/Feios-Maria-Fernanda-1024x576.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/04/Feios-Maria-Fernanda-768x432.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/04/Feios-Maria-Fernanda-1536x864.jpg 1536w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/04/Feios-Maria-Fernanda-1200x675.jpg 1200w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/04/Feios-Maria-Fernanda.jpg 1920w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-35086" class="wp-caption-text">Feios retrata uma nova ideia de distopia que dita a beleza social (Foto: Netflix)</figcaption></figure>
<p><b>Feios (Uglies)</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;"><a href="https://youtu.be/EUL6v8rFrzE?si=Efr0Ehw4uLaCZt02"><i>Feios</i></a></span><span style="font-weight: 400;"> possui extrema relevância social, uma vez que retrata uma sociedade futurística com muito apego aos padrões de beleza em detrimento das características humanas. A produção possui efeitos especiais muito bons e que expressam uma ambientação científica.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O longa traz uma trama parecida com a franquia </span><span style="font-weight: 400;"><a href="https://youtu.be/ALIaNcHNcUs?si=D6kgb7nlMAEWKgTj"><i>Divergente</i></a></span><span style="font-weight: 400;">. No início da obra, é possível prever as ideias da história e como ela vai terminar. No entanto, dá para se surpreender, pois o desenvolvimento e o desfecho da história não possuem o mesmo roteiro visto em filmes de distopia jovem. Pode-se afirmar que o final é um daqueles em que se perde a cabeça. A produção é um divisor de águas: você ama ou odeia. </span><b>&#8211; Maria Fernanda Beneton</b></p>
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<figure id="attachment_35087" aria-describedby="caption-attachment-35087" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-35087" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/04/civil-war-800x600.png" alt="Cena do filme Guerra Civil, de Alex Garland. Na imagem, vemos Kirsten Dunst, uma mulher branca com cabelos loiros presos. Ela usa uma camisa branca de manga comprida, um colete preto por cima, uma bolsa na transversal de seu corpo e duas câmeras penduradas em seu pescoço, na qual uma delas se encontra em suas mãos. Ela olha para a câmera com uma expressão apreensiva. Toda a imagem possui tons alaranjados e é possível ver pontos de luz atrás dela." width="800" height="600" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/04/civil-war-800x600.png 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/04/civil-war-1024x768.png 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/04/civil-war-768x576.png 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/04/civil-war-1536x1152.png 1536w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/04/civil-war-1200x900.png 1200w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/04/civil-war.png 1600w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-35087" class="wp-caption-text">Com um orçamento de 50 milhões de dólares, Guerra Civil está entre os filmes mais caros da produtora A24 (Foto: Diamond Films)</figcaption></figure>
<p><strong>Guerra Civil (Civil War)</strong></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Os bons filmes de guerra são feitos para deixarem os espectadores desconfortáveis diante do que estão assistindo. É o que faz sentido: o confronto é desumano e qualquer representação dele deve ser tingida com a dura realidade. No entanto, </span><span style="font-weight: 400;"><a href="https://www.youtube.com/watch?v=aDyQxtg0V2w"><i>Civil War</i></a></span> <span style="font-weight: 400;">(no original) possui um propósito diferente. A distopia de Alex Garland é um apelo à reflexão sobre como nos recusamos a deixar que esse tipo de imagem nos afete. O diretor não quer nos fazer sentir, mas quer que nos questionemos por que não sentimos nada, e essa foi uma escolha extraordinária.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A ideia do longa é retratar que só consegue passar por esses horrores quem se &#8216;desliga’ deles, e essa interpretação está longe de servir apenas para o universo fictício onde </span><span style="font-weight: 400;"><a href="https://personaunesp.com.br/homem-aranha-2-20-anos/">Kirsten Dunst</a></span><span style="font-weight: 400;">, </span><span style="font-weight: 400;"><a href="https://personaunesp.com.br/marighella-critica/">Wagner Moura</a></span><span style="font-weight: 400;">, </span><span style="font-weight: 400;"><a href="https://personaunesp.com.br/priscilla-critica/">Cailee Spaeny</a></span><span style="font-weight: 400;"> e Stephen Henderson são fotojornalistas. Apesar de ter sido lançado em um ano carregado por medo e tensão, </span><span style="font-weight: 400;"><i>Guerra Civil</i></span><span style="font-weight: 400;"> evita qualquer correlação direta com o cenário político atual, e tal fato só deixa suas entrelinhas ainda mais claras. </span><b>&#8211; Raquel Freire</b></p>
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<figure id="attachment_35088" aria-describedby="caption-attachment-35088" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-35088" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/04/megalopolis-1-800x450.webp" alt="Cena do filme Megalópolis Na imagem, o personagem Cesar Catilina está no topo de um prédio, se equilibrando para não cair da beirada. O prédio, no canto esquerdo, possui muitas janelas de vidro. À direita há o céu, o horizonte da cidade e o sol amarelo. Cesar é um homem branco na faixa dos 40 anos, de cabelos escuros e curto. Ele veste um terno preto." width="800" height="450" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/04/megalopolis-1-800x450.webp 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/04/megalopolis-1-1024x576.webp 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/04/megalopolis-1-768x432.webp 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/04/megalopolis-1-1536x864.webp 1536w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/04/megalopolis-1-1200x675.webp 1200w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/04/megalopolis-1.webp 1920w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-35088" class="wp-caption-text">O diretor Coppola levou 40 anos para lançar sua obra mais ambiciosa (Foto: American Zoetrope)</figcaption></figure>
<p><b>Megalópolis (Megalopolis)</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Indicado ao </span><span style="font-weight: 400;"><a href="https://www.metropoles.com/entretenimento/cinema/coringa-2-e-megalopolis-lideram-indicacoes-ao-framboesa-de-ouro-2025">Framboesa de Ouro 2025</a></span><span style="font-weight: 400;">, fracasso de bilheteria e esculhambado por crítica e público, afinal, por que </span><span style="font-weight: 400;"><i>Megalópolis</i></span><span style="font-weight: 400;"> faz parte desta lista? O filme, financiado por Francis Ford Coppola, é mais um caso do panteão de obras não compreendidas pelo seu tempo, tal como </span><span style="font-weight: 400;"><i>Homem-Aranha 3 </i></span><span style="font-weight: 400;">(2007) e </span><span style="font-weight: 400;"><a href="https://personaunesp.com.br/garota-infernal-critica/"><i>Garota Infernal</i></a></span> <span style="font-weight: 400;">(2009) &#8211; e deve ser alvo do revisionismo daqui a alguns anos. Assim como o protagonista Cesar Catilina (Adam Driver), um arquiteto visionário que deseja construir uma cidade utópica, o longa é uma quimera.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A castração dos olhos do público acostumado com o cinza da</span><span style="font-weight: 400;"><i> Marvel Studios</i></span><span style="font-weight: 400;"> ou pela ausência de contato com a filmografia do cineasta, que já havia concebido imagens artificiais e oníricas em </span><span style="font-weight: 400;"><i>O Fundo do Coração</i></span><span style="font-weight: 400;"> (1982) e </span><span style="font-weight: 400;"><i>Drácula de Bram Stoker</i></span><span style="font-weight: 400;"> (1992), pode justificar a má recepção de </span><span style="font-weight: 400;"><a href="https://personaunesp.com.br/megalopolis-critica/"><i>Megalópolis</i></a></span><span style="font-weight: 400;">. A obra caminha em oposição ao realismo e o cinismo de </span><span style="font-weight: 400;"><i>Hollywood</i></span><span style="font-weight: 400;">, compondo cenas abstratas e com o texto bastante inocente e um final meloso, crédulo em um futuro melhor. O sonho do diretor merece um lugar nesta lista, porque em 2024 ele ousou desafiar o </span><span style="font-weight: 400;"><i>status quo</i></span><span style="font-weight: 400;">. </span><b>&#8211; Davi Marcelgo</b></p>
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<figure id="attachment_35089" aria-describedby="caption-attachment-35089" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-35089" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/04/The-Substance-800x333.jpg" alt="Imagem do filme A Substância. Na cena, as personagens Sue e Elizabeth Sparkle estão sentadas se encarando em horror durante uma briga sangrenta. À esquerda, Sue é uma jovem branca de cabelos escuros e olhos claros. Já à direita, Sparkle é uma senhora deteriorada, a aparência é produzida por maquiagem. O fundo se trata do apartamento super rosa que as duas dividem." width="800" height="333" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/04/The-Substance-800x333.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/04/The-Substance-1024x427.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/04/The-Substance-768x320.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/04/The-Substance-1536x640.jpg 1536w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/04/The-Substance-1200x500.jpg 1200w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/04/The-Substance.jpg 1920w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-35089" class="wp-caption-text">A Substância recebeu cinco indicações ao Oscar 2025; algo não comum para uma premiação que tem horror ao gênero (Foto: Mubi)</figcaption></figure>
<p><b>A Substância (The Substance)</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Sintetizadores eletrizantes ajudam a ambientar </span><span style="font-weight: 400;"><a href="https://personaunesp.com.br/a-substancia-critica/"><i>A Substância</i></a></span><span style="font-weight: 400;">, um dos filmes mais comentados nas redes sociais em 2024. Dirigido pela francesa Coralie Fargeat, o longa se trata de um </span><span style="font-weight: 400;"><i>body horror</i></span><span style="font-weight: 400;">, surpreendentemente fácil de digerir. Mesmo com referências a grandes clássicos do gênero, como </span><span style="font-weight: 400;"><i>O Iluminado</i></span><span style="font-weight: 400;"> (1980) e </span><span style="font-weight: 400;"><i>Carrie, A Estranha</i></span><span style="font-weight: 400;"> (1976), o público abocanhou todo pedaço de </span><span style="font-weight: 400;"><i>gore</i></span><span style="font-weight: 400;"> que Fargeat atirou em nossas faces a cada cena.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Com as atuações esplêndidas de Demi Moore e </span><span style="font-weight: 400;"><a href="https://personaunesp.com.br/maid-critica/">Margaret Qualley,</a></span><span style="font-weight: 400;"> o universo de Elizabeth Sparkle e sua versão mais nova, Sue, é trágico, ao mesmo tempo que intoxicante. Além das entregas extraordinárias das atrizes, os detalhes da concepção visual de </span><span style="font-weight: 400;"><i>A Substância</i></span><span style="font-weight: 400;"> explicam as cinco nomeações e uma vitória no </span><span style="font-weight: 400;"><i>Oscar</i></span><span style="font-weight: 400;">, incluindo as categorias de Melhor Filme, Atriz, Roteiro Original, Direção e Maquiagem (vencedor). </span><b>&#8211; Nathalia Tetzner</b></p>
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<figure id="attachment_35090" aria-describedby="caption-attachment-35090" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-35090" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/04/divertidament-800x398.jpg" alt="Em uma imagem retangular colorida, aparecem três personagens do filme na sala de comando, que representa o cérebro da personagem Riley. À esquerda, está Alegria, personagem de pele amarelada, vestido verde e cabelo curto na cor azul, assim como seus olhos. Ela olha preocupada para algo à sua frente e tenta apertar um botão enquanto, ao seu lado, se encontra Ansiedade, uma personagem de pele laranja vibrante, com cabelo todo arrepiado para cima. Sua boca é larga, seus olhos esbugalhados e seus dentes são tortinhos, e ela veste um suéter branco e laranja. Ao lado, olhando tudo, está Timidez, uma emoção de estatura pequena, com olhos grandes e pupilas grandes, cabelo verde-água escuro um pouco ondulado preso por presilhas roxas, que usa um suéter cinza de bolinhas. " width="800" height="398" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/04/divertidament-800x398.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/04/divertidament-1024x509.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/04/divertidament-768x382.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/04/divertidament-1536x764.jpg 1536w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/04/divertidament-1200x597.jpg 1200w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/04/divertidament.jpg 1822w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-35090" class="wp-caption-text">Assistir Divertida Mente 2 é como voltar a infância e relembrar todas as emoções do filme anterior, entendendo o motivo de se emocionar tanto (Foto: Pixar)</figcaption></figure>
<p><b>Divertida Mente 2 (Inside Out 2)</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Lançado em 2015, </span><span style="font-weight: 400;"><a href="https://personaunesp.com.br/divertida-mente-5-anos-critica/"><i>Divertida Mente</i></a></span><span style="font-weight: 400;"> foi um sucesso estrondoso. Narrado por suas emoções Alegria (Amy Poehler), Tristeza (Phyllis Smith), Medo (Tony Hale), Nojinho (Liza Lapira) e Raiva (Lewis Black), a vida da pré-adolescente Riley (Kensington Tallman) cativou crianças e adultos e encantou o mundo com a magia da </span><span style="font-weight: 400;"><a href="https://personaunesp.com.br/historia-pixar-como-revolucionou-mundo-cinema/"><i>Pixar</i></a></span><span style="font-weight: 400;">. Quase dez anos depois, a sequência surpreende positivamente ao trazer novas emoções e acompanhar uma fase igualmente complicada no amadurecimento de Riley: a entrada na adolescência e a chegada da puberdade. Mais madura e com conflitos maiores, o espectador é levado a acompanhar a descoberta d</span><span style="font-weight: 400;">a Ansiedade (Maya Hawke), da Inveja (Ayo Edebiri), do Tédio (Adèle Exarchopoulos) e da Vergonha (Paul Walter Hauser).</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Não tão original como o primeiro filme por se ater à mesma fórmula e jornada, mas igualmente valioso, </span><span style="font-weight: 400;"><i>Divertida Mente 2</i></span><span style="font-weight: 400;"> emociona e diverte do mesmo jeito, ajudando a entender e </span><span style="font-weight: 400;"><a href="https://www.bbc.com/portuguese/articles/c2xx3lpmj6do">visualizar de forma lúdica as emoções</a></span><span style="font-weight: 400;">. Para se agradar, talvez seja necessário se desvencilhar um pouco do brilhantismo original da obra e entender a mudança do contexto atual, não se prendendo à nostalgia e se permitindo celebrar a visualização da psique de maneira fofa e bem humorada. </span><b>&#8211; Aryadne Xavier</b></p>
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<figure id="attachment_35091" aria-describedby="caption-attachment-35091" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-35091" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/04/16ce05ff-a998-4294-92a6-565da9f6bf72-800x400.jpg" alt="Cena do filme Uma Ideia de Você. No centro da imagem, os atores Nicholas Galitzine e Anne Hathaway aparecem de mãos dadas, andando em uma calçada na beira de um rio. Nicholas Galitzine, que faz o Hayes Campbell, é um homem branco, alto, de cabelos louros escuros. Ele veste uma calça de alfaiataria cinza-escuro, uma camiseta branca, uma jaqueta preta e coturnos pretos. Anne Hathaway, que faz a personagem Solène Marchand, é uma mulher branca, alta, de cabelos castanhos, longos e ondulados. Ela veste uma regata branca, uma saia acetinada cinza-escuro e saltos altos dourados. " width="800" height="400" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/04/16ce05ff-a998-4294-92a6-565da9f6bf72-800x400.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/04/16ce05ff-a998-4294-92a6-565da9f6bf72-1024x512.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/04/16ce05ff-a998-4294-92a6-565da9f6bf72-768x384.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/04/16ce05ff-a998-4294-92a6-565da9f6bf72.jpg 1140w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-35091" class="wp-caption-text">Com queridinhos dos anos 2000 e 2020, Uma Ideia de Você foi uma das maiores rom-coms de 2024 (Foto: Amazon Prime Video)</figcaption></figure>
<p><b>Uma Ideia de Você (The Idea of You)</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;"><i>Uma Ideia de Você</i></span><span style="font-weight: 400;"> é a mistura interessante de diversos itens da cultura </span><span style="font-weight: 400;"><i>pop</i></span><span style="font-weight: 400;"> – comédia romântica, </span><span style="font-weight: 400;"><i>boybands</i></span><span style="font-weight: 400;">, um elenco bonito –, com questões atuais – como o etarismo dentro de relacionamentos e a perseguição da mídia. Anne Hathaway (de </span><span style="font-weight: 400;"><a href="https://personaunesp.com.br/o-diabo-veste-prada-15-anos/"><i>O Diabo Veste Prada</i></a></span><span style="font-weight: 400;">) é Solène Marchand, uma mulher divorciada e mãe de uma adolescente não-tão-ex-fã da banda fictícia </span><span style="font-weight: 400;"><a href="https://youtu.be/e95tNU7C9dg?si=A-LOvUTRgKzCVvhl">August Moon</a></span><span style="font-weight: 400;">. Nicholas Galitzine (de </span><span style="font-weight: 400;"><a href="https://personaunesp.com.br/vermelho-branco-e-sangue-azul-critica/"><i>Vermelho, Branco e Sangue Azul</i></a></span><span style="font-weight: 400;">) é Hayes Campbell, um dos membros do grupo. O par, por consequência do destino (ou o dar para trás do ex-marido de Marchand), acaba se conhecendo no </span><span style="font-weight: 400;"><i>backstage</i></span><span style="font-weight: 400;"> da área </span><span style="font-weight: 400;"><i>VIP</i></span><span style="font-weight: 400;"> do Coachella – um dos maiores festivais de música do mundo.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O filme, baseado no livro homônimo escrito por Robinne Lee, mostra as dificuldades de um relacionamento entre um jovem famoso e uma mulher adulta anônima. A diferença de idade dos dois deixa Solène insegura, e – mesmo que mantido em segredo para conservar sua privacidade – o romance acaba flagrado por </span><span style="font-weight: 400;"><i>paparazzi</i></span><span style="font-weight: 400;">. A partir desse momento, a vida da curadora de arte tem uma reviravolta – ela e sua filha começam a ser importunadas pela imprensa e pelos fãs. Como se tivesse saído de uma </span><span style="font-weight: 400;"><i>fanfic</i></span><span style="font-weight: 400;">, </span><span style="font-weight: 400;"><a href="https://youtu.be/ZeIGZdfmBhg?si=FL1sOHn4M6ZkR8Ma"><i>Uma Ideia de Você</i></a></span><span style="font-weight: 400;"> mostra que mulheres mais velhas podem, sim, ter uma nova chance no amor. </span><b>– Laura Hirata-Vale</b></p>
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<figure id="attachment_35093" aria-describedby="caption-attachment-35093" style="width: 768px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="wp-image-35093 size-full" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/04/TheBeekeeper-LuisaMachadoTabchoury-1.jpg" alt="Fotografia de uma cena do filme Beekeeper: A Rede de Vingança. A cena mostra o personagem James Clay (Jason Statham), um homem bracno careca e com barba, no centro da imagem vestindo seu uniforme de apicultor, um casaco cinza, e atrás dele há duas prateleiras com potes de vidro de mel. " width="768" height="512" /><figcaption id="caption-attachment-35093" class="wp-caption-text">David Ayer, diretor do pôlemico Esquadrão Suicida (2016), dirige a ação (Foto: Amazon Prime Video)</figcaption></figure>
<p><b>Beekeeper: Rede de Vingança (The Beekeeper)</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Ao entregar uma história inusitada e um elenco de peso, </span><span style="font-weight: 400;"><i>Beekeeper: Rede de Vingança</i></span><span style="font-weight: 400;"> é um dos melhores filmes de 2024. O longa conta a história de James Clay, um apicultor e ex-agente de um programa secreto que, ao ver sua vizinha querida cair em um golpe financeiro na internet, se revolta com o roubo e </span><span style="font-weight: 400;"><a href="https://vm.tiktok.com/ZMkV62tc9/">passa a caçar (literalmente)</a></span><span style="font-weight: 400;"> todos os envolvidos nessa organização criminosa. A inovação e diferença desta obra para outras que possuem protagonistas justiceiros é a verossimilidade do enredo com os tempos atuais. Quem nunca caiu em uma farsa virtual ou conhece um amigo que já passou por isso? Essas trapaças trazem uma revolta em todos os enganados e, por isso, a produção traz uma sensação de que “a justiça foi feita”.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O longa é protagonizado por Jason Statham que, além de ator, foi uma perfeita escolha para o papel ao ser um </span><span style="font-weight: 400;"><a href="https://www.youtube.com/watch?v=ySFh1dRlU50">lutador de artes marciais</a></span><span style="font-weight: 400;">. Além dele, Josh Hutcherson, da distopia de </span><span style="font-weight: 400;"><a href="https://personaunesp.com.br/jogos-vorazes-em-chamas-10-anos/"><i>Jogos Vorazes</i></a></span><span style="font-weight: 400;">, Minnie Driver, do drama </span><span style="font-weight: 400;"><i>Gênio Indomável</i></span><span style="font-weight: 400;">, e Emmy Raver-Lampman, da série </span><span style="font-weight: 400;"><a href="https://personaunesp.com.br/the-umbrella-academy-3a-temp-critica/"><i>The Umbrella Academy</i></a></span><span style="font-weight: 400;">, fazem parte do filme. A obra recebeu indicações no <em>Golden Trailer Awards</em>, <em>Indiana Film Journalists Association</em>, <em>US</em> e <em>Philadelphia Film Critics Circle Awards</em>, mas não ganhou nenhum dos prêmios. Para os amantes de ação que torcem para que o lado mau da história perca todo seu império corrupto, </span><span style="font-weight: 400;"><i>The Beekeeper</i></span><span style="font-weight: 400;"> (no original) é a escolha perfeita para assistir com os amigos ou com sua família. </span><b>&#8211; Luísa Tabchoury</b></p>
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<figure id="attachment_35098" aria-describedby="caption-attachment-35098" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="wp-image-35098 size-medium" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/04/5dce1e83-4712-4e94-8b95-b8b5c3acb3c5-800x419.jpg" alt="Cena de Moana 2. A cena retrata Moana navegando com determinação em uma pequena embarcação de madeira sobre águas azul-turquesa. Ela segura firme um remo esculpido, que apresenta o símbolo do anzol de Maui gravado em sua lâmina, e tem uma expressão confiante no rosto. Seus cabelos cacheados e escuros estão levemente desalinhados pelo vento, e ela usa um colar com um pingente brilhante sobre seu traje de inspiração polinésia, composto por um top vermelho e uma saia adornada com detalhes tradicionais. Ao fundo, a paisagem revela um cenário exuberante e misterioso: imensas formações rochosas cobertas de vegetação emergem do mar, enquanto uma criatura colossal espreita atrás delas. Seu corpo escamoso e brilhante reflete tons azulados e arroxeados, e seus múltiplos olhos circulares observam atentamente a jovem navegadora. " width="800" height="419" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/04/5dce1e83-4712-4e94-8b95-b8b5c3acb3c5-800x419.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/04/5dce1e83-4712-4e94-8b95-b8b5c3acb3c5-1024x536.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/04/5dce1e83-4712-4e94-8b95-b8b5c3acb3c5-768x402.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/04/5dce1e83-4712-4e94-8b95-b8b5c3acb3c5-1200x628.jpg 1200w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/04/5dce1e83-4712-4e94-8b95-b8b5c3acb3c5.jpg 1440w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-35098" class="wp-caption-text">Moana 2 bate mais de 1 bilhão de dólares na bilheteria global e está no top 3 filmes mais vistos de 2024 (Walt Disney Animation Studios)</figcaption></figure>
<p><b>Moana 2 (Moana 2)</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A aguardada sequência de </span><span style="font-weight: 400;"><i>Moana: Um Mar de Aventuras</i></span><span style="font-weight: 400;"> trouxe à tona um enredo que equilibra nostalgia e inovação, consolidando o universo criado pela <em>Disney</em> como um dos mais ricos de sua era. </span><span style="font-weight: 400;"><a href="https://www.disney.com.br/filmes/moana-2"><i>Moana 2</i></a></span><span style="font-weight: 400;"> mergulha ainda mais fundo na relação entre humanos e natureza, além de resolver o dilema se existem ou não outros povos espalhados pelo oceano. A trilha sonora conta com canções vibrantes e letras que ressoam os temas de superação e da conexão com as raízes. Lançado em um momento de reflexão ambiental global, o filme foi aclamado por críticos e público, além de solidificar seu lugar no imaginário popular com visuais deslumbrantes.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Desde os materiais promocionais até o lançamento, <a href="https://www.ingresso.com/noticias/filme-moana-2-recordes-estreia-cinemas"><em>Moana 2</em></a> provou ser mais que uma sequência previsível, na verdade é um marco em representatividade e inovação de narrativa. A produção não se limita à beleza estética, mas também reflete seu papel em fomentar diálogos sobre responsabilidade ambiental e cultural. Comparado ao impacto de seu antecessor, a segunda parte trouxe um tom mais maduro e corajoso, reafirmando a importância de histórias que transcendem gerações. O </span><span style="font-weight: 400;">impacto social gerado por debates sobre a preservação dos oceanos elevam o longa como um marco necessário no Cinema de animação atual. </span><b>&#8211; Marcela Jardim</b></p>
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<figure id="attachment_35099" aria-describedby="caption-attachment-35099" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-35099" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/04/shrouds-800x532.jpg" alt="Cena do filme O Senhor dos MortosNa imagem, o personagem de Vincent Cassel está à esquerda, com uma camisa cinza e um sobretudo preto. Um pouco à direita está a personagem de Soo-Min, com um vestido preto. Ela está com o rosto virado para para o personagem de Cassel, mas seu olhar é vago, pois sua personagem é cega. Ela segura o rosto de Vincent Cassel, e ele a observa." width="800" height="532" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/04/shrouds-800x532.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/04/shrouds-1024x681.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/04/shrouds-768x511.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/04/shrouds-1200x799.jpg 1200w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/04/shrouds.jpg 1360w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-35099" class="wp-caption-text">“Você nunca substituirá Becca” (Foto: SBS)</figcaption></figure>
<p><b>O Senhor dos Mortos (The Shrouds)</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Após a </span><span style="font-weight: 400;"><a href="https://personaunesp.com.br/tag/48a-mostra-internacional-de-cinema-em-sao-paulo/">48º Mostra Internacional de Cinema em São Paulo</a></span><span style="font-weight: 400;">, pouco se falou sobre </span><span style="font-weight: 400;"><a href="https://personaunesp.com.br/o-senhor-dos-mortos-critica/"><i>O Senhor dos Mortos</i></a></span><span style="font-weight: 400;"><i>, </i></span><span style="font-weight: 400;">um dos filmes mais divisivos do evento. O mais novo longa de David Cronenberg foi lançado em diversos festivais em 2024, mas ainda não chegou ao público geral de vários países, incluindo o Brasil. Na trama, Karsh (Vincent Cassel) é um homem que perdeu sua esposa, Becca (Diane Kruger) e a enterrou em seu cemitério de alta tecnologia em que é possível ver o cadáver dentro do caixão. Certo dia, ele é avisado que os túmulos foram depredados e vai em busca do culpado e do motivo, ao mesmo tempo em que tenta superar a sua falecida mulher.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Apesar de polêmico, a obra se ganha pela auto análise que o canadense se propõe a fazer. Ele explora sua filmografia, por meio do personagem principal, olhando de um jeito até cômico para a naturalidade com que ele explora o mórbido. Ademais, é por meio da Arte que artistas como ele conseguem se expressar. Nesse sentido, o diretor escreveu o longa-metragem</span> <span style="font-weight: 400;">como forma de </span><span style="font-weight: 400;"><a href="https://cinepop.com.br/the-shrouds-david-cronenberg-revela-que-inspiracao-veio-apos-morte-da-esposa-489315/">revelar a dor</a></span><span style="font-weight: 400;"> que sentiu pela perda da sua esposa que faleceu em 2017, além de uma maneira de homenageá-la. &#8211;</span><b> Guilherme Moraes</b></p>
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<figure id="attachment_35100" aria-describedby="caption-attachment-35100" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-35100" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/04/Donzela-Maria-Fernanda-800x450.webp" alt="Cena do filme Donzela. A cena mostra a personagem Elodie, a qual é interpretada por Millie Bobby Brown, deitada em uma superfície de pedra com algumas rachaduras. A imagem mostra apenas seu rosto, coberto de medo e sangue, com a parte direita de sua face iluminada pela luz. Sobre seu peito, há uma pata de um dragão a segurando contra o chão. Sua pata é preta com detalhes em amarelo e suas unhas são afiadas." width="800" height="450" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/04/Donzela-Maria-Fernanda-800x450.webp 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/04/Donzela-Maria-Fernanda-1024x576.webp 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/04/Donzela-Maria-Fernanda-768x432.webp 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/04/Donzela-Maria-Fernanda.webp 1200w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-35100" class="wp-caption-text">Millie Bobby Brown cresce sua atuação em filme sobre força feminina (Foto: Netflix)</figcaption></figure>
<p><b> Donzela (Damsel)</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;"><a href="https://youtu.be/WvFHERDoBVg?si=99EiPnY3PUmkwcsq"><i>Donzela</i></a></span><span style="font-weight: 400;"> possui efeitos visuais muito bem trabalhados, que retratam o contexto de ação do filme. Os cenários são bem ambientados e apresentam uma sociedade campista e medieval, com figurinos muito bem escolhidos. É perceptível a tentativa de criação de um conto de fadas em uma terra mais distante que a visão do público, o que funciona muito bem para a produção.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Um aspecto bem interessante é a mensagem de um heroísmo para a figura feminina, de modo que Elodie (</span><span style="font-weight: 400;"><i><a href="https://www.instagram.com/milliebobbybrown?igsh=NWhva2VmYW11bmgx">Millie Bobby Brown</a></i><i>) </i></span><span style="font-weight: 400;">precisa tomar coragem e decisões para sobreviver de um dragão que a persegue na caverna. Entretanto, apesar da evolução da protagonista de <em>Stranger Things</em>, é perceptível que as ações de sua personagem ao final da obra tornam-se muito previsíveis, deixando o espectador já ciente do desfecho antes mesmo de seu fim. </span><b>&#8211; Maria Fernanda Beneton</b></p>
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<figure id="attachment_35101" aria-describedby="caption-attachment-35101" style="width: 770px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-35101" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/04/78997a2d-aa84-445c-91e9-4d15e0e08fd2.jpg" alt="Cena do filme A Verdadeira Dor. À esquerda, o personagem Benji usa uma blusa de frio com capuz vermelha escura. À direita, o personagem David usa uma camisa azul escura com uma blusa de frio em um tom um pouco mais claro de azul. Os dois estão olhando para frente, para a mesma direção. É de dia e atrás deles tem uma construção acinzentada. " width="770" height="416" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/04/78997a2d-aa84-445c-91e9-4d15e0e08fd2.jpg 770w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/04/78997a2d-aa84-445c-91e9-4d15e0e08fd2-768x415.jpg 768w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-35101" class="wp-caption-text">A Verdadeira Dor foi produzido pela empresa que Emma Stone fundou junto ao marido, chamada Fruit Tree (Foto: Searchlight Pictures)</figcaption></figure>
<p><b>A Verdadeira Dor (A Real Pain)</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Jesse Eisenberg se colocou à frente e atrás da câmera para contar a história de </span><span style="font-weight: 400;"><a href="https://www.youtube.com/watch?v=iH4DDsO17dY"><i>A Verdadeira Dor</i></a></span><span style="font-weight: 400;">. Além de assumir o papel do protagonista, Eisenberg escreveu, dirigiu e produziu a comédia dramática que acompanha dois primos que não poderiam ser mais diferentes um do outro em uma viagem de grande valor emocional, após a morte da sua avó. O enredo explora com muito tato e um humor sensível os temas de perda, luto e traumas, mas o que realmente o destaca como algo especial é o capricho voltado para o desenvolvimento dos personagens. A obra cede um olhar atento para as contradições e conflitos internos da individualidade de cada um, distanciando-se dos estereótipos rasos que estavam a fácil alcance.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Kieran Culkin conquistou seu lugar entre os queridinhos da indústria por sua </span><span style="font-weight: 400;"><i>performance</i></span><span style="font-weight: 400;"> na aclamada série </span><span style="font-weight: 400;"><i>Succession</i></span><span style="font-weight: 400;">. Com </span><span style="font-weight: 400;"><i>A Verdadeira Dor</i></span><span style="font-weight: 400;">, o ator provou que seu talento se adapta e, mesmo com o fim da série, ele continua no jogo. A interpretação de Culkin fez dele o </span><span style="font-weight: 400;"><a href="https://www.goldderby.com/article/2025/2025-oscars-best-supporting-actor-breakdown-kieran-culkin/">queridinho das premiações</a></span><span style="font-weight: 400;">, lhe rendendo os prêmios de Melhor Ator Coadjuvante no </span><span style="font-weight: 400;"><i>Oscar</i></span><span style="font-weight: 400;">, </span><span style="font-weight: 400;">Globo de Ouro</span><span style="font-weight: 400;">, </span><span style="font-weight: 400;"><i>Critics Choice </i></span><span style="font-weight: 400;">e </span><span style="font-weight: 400;"><i>BAFTA</i></span><span style="font-weight: 400;">. O trabalho de Eisenberg também foi bem reconhecido e ele venceu o </span><span style="font-weight: 400;"><i>BAFTA</i></span><span style="font-weight: 400;"> por Melhor Roteiro Original e foi indicado na mesma categoria ao </span><span style="font-weight: 400;"><i>Oscar</i></span><span style="font-weight: 400;">. O filme ganhou o </span><span style="font-weight: 400;"><i>Critics Choice</i></span><span style="font-weight: 400;"> como Melhor Filme de Comédia. </span><b>&#8211; Giovanna Freisinger </b></p>
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		<title>5 anos de Marighella e a contestação de uma narrativa única</title>
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		<pubDate>Fri, 22 Nov 2024 20:01:44 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Maria Clara Alves Tão emblemática quanto polêmica, Marighella, cinebiografia dirigida por Wagner Moura, completa cinco anos em Novembro de 2024. Inspirado no livro Marighella: O guerrilheiro que incendiou o mundo, de Mário Magalhães, o filme foi o primeiro trabalho do ator como diretor de Cinema e emplacou como uma de suas produções mais complexas, desafiadoras &#8230; <a href="http://personaunesp.com.br/5-anos-de-marighella-e-a-contestacao-de-uma-narrativa-unica-critica/" class="more-link">Continue lendo<span class="screen-reader-text"> "5 anos de Marighella e a contestação de uma narrativa única"</span></a></p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p><figure id="attachment_34479" aria-describedby="caption-attachment-34479" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-34479" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/11/Imagem-1-800x444.jpg" alt="[Texto alternativo: O ator Seu Jorge, interpretando Carlos Marighella, está localizado no centro da foto, olhando para seu filho Carlinhos, à esquerda. Ao fundo, há um céu nublado e acinzentado.]" width="800" height="444" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/11/Imagem-1-800x444.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/11/Imagem-1-768x426.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/11/Imagem-1.jpg 1024w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-34479" class="wp-caption-text">A produção passa por quatro dos 58 anos vividos por aquele que era o ‘inimigo número um do Brasil’ (Foto: O2 Filmes)</figcaption></figure><b>Maria Clara Alves</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Tão emblemática quanto polêmica, </span><i><span style="font-weight: 400;">Marighella</span></i><span style="font-weight: 400;">, cinebiografia dirigida por Wagner Moura, completa cinco anos em Novembro de 2024. Inspirado no livro </span><i><span style="font-weight: 400;">Marighella: O guerrilheiro que incendiou o mundo,</span></i><span style="font-weight: 400;"> de Mário Magalhães, o filme foi o primeiro trabalho do ator como diretor de Cinema e emplacou como uma de suas produções mais complexas, desafiadoras e, sobretudo, emocionantes. A partir do </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=MEKNun7N9ns"><span style="font-weight: 400;">fascínio</span></a><span style="font-weight: 400;"> do cineasta por movimentos populares de resistência, fica claro que o longa-metragem</span> <span style="font-weight: 400;">foi pensado a partir da necessidade de recontar a história da Ditadura Militar por um ponto de vista mais </span><a href="https://www.significados.com.br/foice-e-o-martelo/"><span style="font-weight: 400;">vermelho</span></a><span style="font-weight: 400;"> e visceral.</span></p>
<p><span id="more-34474"></span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O Carlos Marighella da história nasceu em Salvador e foi o mais velho de oito irmãos. Seu pai, Augusto Marighella, era um imigrante italiano que veio para o Brasil em uma das </span><a href="https://www.todamateria.com.br/imigracao-no-brasil/#:~:text=Com%20a%20proibi%C3%A7%C3%A3o%20do%20tr%C3%A1fico,de%20imigrantes%20europeus%20no%20pa%C3%ADs."><span style="font-weight: 400;">ondas de incentivo à imigração</span></a><span style="font-weight: 400;"> após a abolição. No século XIX, sua mãe, Maria Rita dos Santos, era filha de escravos e tinha origem sudanesa, da etnia </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=mvCzydN5kak"><span style="font-weight: 400;">haussá</span></a><span style="font-weight: 400;">. Desde cedo, o menino se destacava pela </span><a href="https://aventurasnahistoria.com.br/noticias/desventuras/e-ruim-em-exatas-faca-como-marighella-e-use-poesia-seu-favor.phtml"><span style="font-weight: 400;">habilidade com as palavras</span></a><span style="font-weight: 400;"> na escola. Anos mais tarde, ele teria se radicalizado e passado a militar como deputado federal pelo Partido Comunista Brasileiro (PCB), com o qual </span><a href="https://memorialdademocracia.com.br/card/pcb-fecha-questao-contra-luta-armada"><span style="font-weight: 400;">rompeu</span></a><span style="font-weight: 400;"> após a renúncia de João Goulart. Depois, juntou-se à Aliança Nacional Libertadora (ANL), pela qual lutou até o ano da sua morte (1969).</span></p>
<p><figure id="attachment_34478" aria-describedby="caption-attachment-34478" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-34478" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/11/Imagem-2-1-800x481.jpg" alt="[Texto alternativo: Na foto, há quatro pessoas enumeradas da esquerda para a direita, sendo elas Seu Jorge, Wagner Moura, Bruno Gagliasso e Bella Camero, segurando uma camiseta vermelha de tom vibrante com o rosto de Carlos Marighella. O fundo atrás é de cor azul e é do Festival Internacional de Cinema de Berlim.]" width="800" height="481" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/11/Imagem-2-1-800x481.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/11/Imagem-2-1-1024x615.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/11/Imagem-2-1-768x461.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/11/Imagem-2-1-1200x721.jpg 1200w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/11/Imagem-2-1.jpg 1265w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-34478" class="wp-caption-text">Marighella teve sua primeira aparição em terras estrangeiras frente a conflitos com a Ancine em 2019 (Foto: John Macdougall/AFP)</figcaption></figure><span style="font-weight: 400;">Desde a sua idealização, o filme enfrentou </span><a href="https://www.omelete.com.br/especiais/wagner-moura-o-que-aconteceu-com-lancamento-de-marighella-foi-censura/"><span style="font-weight: 400;">grandes dificuldades</span></a><span style="font-weight: 400;"> relacionadas à  propagação de conteúdos falsos, ameaças e falta de apoio financeiro. A carreira consolidada de Wagner Moura no ramo da atuação pouco serviu como fator de convencimento para muitas das grandes e tradicionais produtoras cinematográficas do país, que buscavam não se associar com a figura do guerrilheiro – tido como </span><a href="https://pcb.org.br/portal2/31046"><span style="font-weight: 400;">revolucionário</span></a><span style="font-weight: 400;"> para algumas pessoas e </span><a href="https://www.terra.com.br/noticias/brasil/politica/saiba-quem-foi-carlos-marighella-guerrilheiro-comunista-adepto-do-terror-na-luta-contra-a-ditadura,d2f152d4cf43cc8c3b17372f52f5d20cskntyhar.html"><span style="font-weight: 400;">terrorista</span></a><span style="font-weight: 400;"> para uma parcela muito maior dessas. </span><i><span style="font-weight: 400;">A </span></i><span style="font-weight: 400;">obra</span> <span style="font-weight: 400;">se desenrolou, de fato, sob o selo da produtora independente </span><i><span style="font-weight: 400;">O2 Filmes</span></i><span style="font-weight: 400;"> e foi exibida, pela primeira vez, em Fevereiro de 2019, no </span><a href="https://g1.globo.com/pop-arte/cinema/noticia/2019/02/15/wagner-moura-lanca-marighella-no-festival-de-berlim-e-posa-com-placa-de-marielle-franco.ghtml"><i><span style="font-weight: 400;">69° Festival Internacional de Cinema de Berlim</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, embora tenha estreado oficialmente nos cinemas brasileiros apenas em 2021.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Em 2019, o longa tinha sido cancelado pela </span><a href="https://www.politize.com.br/ancine/#"><i><span style="font-weight: 400;">Agência Nacional de Cinema</span></i></a><i><span style="font-weight: 400;"> (Ancine)</span></i><span style="font-weight: 400;"> devido à produtora não ter entregue a documentação sobre os investimentos que custearam o filme dentro do prazo. Ao mesmo tempo, a agência era </span><a href="https://g1.globo.com/politica/noticia/2019/07/19/se-nao-puder-ter-filtro-nos-extinguiremos-a-ancine-diz-bolsonaro.ghtml"><span style="font-weight: 400;">ameaçada de extinção</span></a><span style="font-weight: 400;"> caso o seu catálogo não fosse revisto. Isso foi mais uma adição à </span><a href="https://youtu.be/tnW3ErkJtO0?feature=shared"><span style="font-weight: 400;">lista de dificuldades</span></a><span style="font-weight: 400;"> que quase custaram a estreia de </span><i><span style="font-weight: 400;">Marighella</span></i><span style="font-weight: 400;">.</span></p>
<p><figure id="attachment_34477" aria-describedby="caption-attachment-34477" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-34477" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/11/Imagem-3-1-800x487.jpg" alt="[Texto alternativo: Ao centro da foto, nota-se Carlos Marighella (Seu Jorge) vestindo uma regata branca com uma blusa azul claro de manga por cima. Ele aparenta estar conversando, dada a abertura da boca e a direção dos seus olhos. No fundo, há uma parede de tom esverdeado, devido à iluminação, com alguns objetos encostados nela, como um lampião, dois bastões e um vaso de planta.]" width="800" height="487" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/11/Imagem-3-1-800x487.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/11/Imagem-3-1-1024x623.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/11/Imagem-3-1-768x468.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/11/Imagem-3-1-1200x730.jpg 1200w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/11/Imagem-3-1.jpg 1237w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-34477" class="wp-caption-text">Os ideais de Marighella não morrem com ele, mas perseveram na rejeição (Foto: O2 Filmes)</figcaption></figure><span style="font-weight: 400;">Apesar da sua minutagem não comercial, o longa-metragem – distribuído em conjunto pela </span><i><span style="font-weight: 400;">Paris Filmes e Downtown Filmes</span></i><span style="font-weight: 400;"> – ganhou as salas de cinema por todo o Brasil e se consagrou como a </span><a href="https://blogdacidadania.com.br/2021/12/marighella-teve-1-16-do-publico-do-homem-aranha/"><span style="font-weight: 400;">maior bilheteria nacional</span></a><span style="font-weight: 400;"> de 2021. O roteiro, escrito por Wagner Moura em conjunto com o produtor Felipe Braga, trabalha com dois extremos do baiano: a afetuosidade com o filho e o desgosto, visível no olhar, com a figura dos militares. A expressividade do protagonista é, inclusive, um dos pontos de destaque da trama. Os olhos profundos e penetrantes de Seu Jorge se destacam nas cenas em que o ator está presente e conferem camadas de sensibilidade à personagem, cativando o público e instigando a afinidade dele com Marighella.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A sucessão rápida e violenta das cenas fomenta sensações de ansiedade e tensão no espectador, com o objetivo de transmitir a adrenalina, o amor pelo próprio país e o medo das personagens. As câmeras são rápidas para acompanhar os momentos de embate e fuga dos combatentes, mas também conseguem </span><a href="https://youtu.be/OIxAan_abLw?feature=shared"><span style="font-weight: 400;">captar fielmente a essência</span></a><span style="font-weight: 400;"> de cenas mais paradas de diálogo, com sombreados sempre presentes e que se tornam responsáveis pela carga de seriedade. A narrativa progride com a execução de membros da ALN: primeiro Maria (Ana Paula Bouzas), depois Guilherme (Guilherme Ferraz), Rafael (Rafael Lozano), Humberto (Humberto Carrão), Jorge (Jorge Paz) e Jorge Salles (Herson Capri).</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Era questão de tempo para que as autoridades chegassem até o protagonista e a ambientação, marcada pelo maior contraste das cores e iluminação escurecida, também incita essa agonia. O </span><a href="https://youtu.be/PK8bJq4Qcx0?feature=shared"><span style="font-weight: 400;">trabalho com as câmeras</span></a><span style="font-weight: 400;"> – com direção de Adrian Teijido – e o uso dos diferentes tipos de luz foram essenciais para acompanhar toda a dinamicidade da luta armada no ambiente urbano. Além disso, o trabalho de produção, coordenado por Andrea Barata Ribeiro e Bel Berlinck, contou com muitas cenas gravadas no período da noite, quando a penumbra intensifica as expressões das personagens e as sensações incitadas no público.</span></p>
<p><figure id="attachment_34476" aria-describedby="caption-attachment-34476" style="width: 480px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-34476" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/11/Imagem-4.gif" alt="[Texto alternativo: O GIF mostra um recorte do trailer oficial do filme Marighella, em que o guerrilheiro (Seu Jorge) está olhando fixamente para a câmera e se aproxima enquanto ela o grava. Há um fundo amarronzado, borrado e escuro por trás da personagem. Em seguida, os nomes do diretor e do longa são exibidos.]" width="480" height="254" /><figcaption id="caption-attachment-34476" class="wp-caption-text">Os olhos de Seu Jorge interpelam o espectador a não desviar o seu olhar nem por um segundo (GIF: O2 Filmes)</figcaption></figure><span style="font-weight: 400;">A cinebiografia trabalha com a ideia de contrastes que vai sendo retomada sucessivamente ao decorrer do filme, a exemplo da representação do baiano, que levava a frase ‘</span><i><span style="font-weight: 400;">olho por olho</span></i><span style="font-weight: 400;">’ como um mantra para tomar decisões, até a memória dos momentos que a personagem compartilha com Carlinhos, seu único filho. A </span><a href="https://youtu.be/f-Ahp2_1Gcs?feature=shared"><span style="font-weight: 400;">conexão</span></a><span style="font-weight: 400;"> entre pai e filho – mesmo com a distância e a perseguição política – é frequentemente retomada na trama, sendo fundamental para mostrar o </span><a href="https://revistacontinente.com.br/secoes/entrevista/wagner-moura-e-seu-jorge-falam-sobre--marighella-"><span style="font-weight: 400;">lado humano</span></a><span style="font-weight: 400;">, muitas vezes, negado de Carlos Marighella, que se contrapõe à sua representação depreciativa no imaginário coletivo brasileiro.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O fardo da morte, em</span><i><span style="font-weight: 400;"> Marighella</span></i><span style="font-weight: 400;">, é tratado da forma mais fria possível. O lado amargo da luta armada é retratado a todo momento ao mostrar a </span><a href="https://memoriasdaditadura.org.br/repressao-e-violacao-de-direitos-humanos/"><span style="font-weight: 400;">discrepância</span></a><span style="font-weight: 400;"> entre guerrilheiros e militares, esses que tinham todo o aparato bélico e midiático a seu favor. A ambientação sombria das cenas evidencia a solidão e desumanização dos combatentes que, enquanto questionadores, não eram vistos e nem tratados como brasileiros. A angústia e melancolia tomam conta do enredo e de quem o assiste como uma neblina, dificultando a digestão de cenas mais leves, que se tornam cada vez mais escassas frente às diversas cenas gráficas de violência.</span></p>
<p><figure id="attachment_34475" aria-describedby="caption-attachment-34475" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-34475" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/11/Imagem-5-1.jpg" alt="[Texto alternativo: À direita da fotografia, o ator Seu Jorge, interpretando Carlos Marighella, carrega seu filho nos braços, que os envolvem no pescoço. O adulto está de cabeça baixa, enquanto a criança observa a passagem de militares pelas ruas do Rio de Janeiro.]" width="800" height="450" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/11/Imagem-5-1.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/11/Imagem-5-1-768x432.jpg 768w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-34475" class="wp-caption-text">A produção tem grande carga emocional por explorar os lados de um Carlos Marighella guerrilheiro, marido e pai (Foto: O2 Filmes)</figcaption></figure><span style="font-weight: 400;">O lado humano de Marighella é explicitado, principalmente, nas trocas que ele tem com </span><a href="https://www.metro1.com.br/noticias/bahia/147837,tive-a-sorte-de-ser-filho-de-marighella-e-nao-pude-desfrutar-dele-diz-filho-do-guerrilheiro-morto-durante-a-ditadura-militar"><span style="font-weight: 400;">Carlinhos</span></a><span style="font-weight: 400;">, levando-o no peito e no pensamento. Ainda que vivesse como fugitivo, o guerrilheiro fez do amor de seu filho o seu norte, direção que seguiu até o final de sua vida. A narrativa não linear faz um trabalho excepcional ao retratar os acontecimentos com alguns pensamentos e comentários do protagonista, possibilitando a compreensão aprofundada das múltiplas faces de uma das figuras mais polêmicas do Brasil até hoje.</span></p>
<p><i><span style="font-weight: 400;">Marighella</span></i><span style="font-weight: 400;"> passa obrigatoriamente pelo campo de debate político e dialoga com aqueles que têm interesse em conhecer os valores de uma das pessoas mais </span><a href="https://diplomatique.org.br/marighella-entre-o-fato-a-fake-news-e-a-ficcao/"><span style="font-weight: 400;">controversas</span></a><span style="font-weight: 400;"> do país, seja para questioná-la ou admirá-la. Apesar do salto temporal do enredo para os dias atuais, muitas questões permanecem as mesmas, especialmente a distorção dos fatos sobre o revolucionário. A obra conseguiu entregar uma cinebiografia condizente com a história conturbada e mal interpretada de Carlos, permanecendo como uma crítica ácida à sociedade brasileira.</span></p>
<div class="jetpack-video-wrapper"><iframe loading="lazy" title="Marighella | Trailer Oficial" width="840" height="473" src="https://www.youtube.com/embed/fd8oX1u8gRA?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen></iframe></div>
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		<title>8 mortes e 1 narrativa: Gato de Botas 2 traça as nuances de entender sobre a vida e a morte</title>
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		<pubDate>Wed, 08 Mar 2023 16:39:00 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Dante Zapparoli Uma narrativa a qual ouvimos desde os filmes de velho oeste é a de que lutar contra a Morte é algo impossível. Em Gato de Botas 2: O Último Pedido vemos mais uma faceta de um herói, que era considerado imortal e invencível, cair ao inevitável fim: o medo de sua história acabar. &#8230; <a href="http://personaunesp.com.br/gato-de-botas-2-critica/" class="more-link">Continue lendo<span class="screen-reader-text"> "8 mortes e 1 narrativa: Gato de Botas 2 traça as nuances de entender sobre a vida e a morte"</span></a></p>
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										<content:encoded><![CDATA[<figure id="attachment_30295" aria-describedby="caption-attachment-30295" style="width: 512px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-30295" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/03/01.png" alt="Cena do filme Gato de Botas 2. Na imagem vemos dois personagens, um sendo um lobo branco cartunizado com olhos vermelhos e um capuz preto, a qual é a Morte. Enquanto, ao seu lado, encontramos um gato com chapéu preto de pena amarela, uma capa preta, pelos ruivos e olhos verdes. O Gato segura um copo de leite nas mãos e ambos estão conversando de forma próxima." width="512" height="256" /><figcaption id="caption-attachment-30295" class="wp-caption-text">Como qualquer boa história, tudo começa em um taverna (Foto: DreamWorks)</figcaption></figure>
<p><b>Dante Zapparoli</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Uma narrativa a qual ouvimos desde os filmes de velho oeste é a de que lutar contra a Morte é algo impossível. Em </span><i><span style="font-weight: 400;">Gato de Botas 2: O Último Pedido </span></i><span style="font-weight: 400;">vemos mais uma faceta de um </span><a href="https://mundoeducacao.uol.com.br/literatura/genero-epico.htm"><span style="font-weight: 400;">herói</span></a><span style="font-weight: 400;">, que era considerado imortal e invencível, cair ao inevitável fim: o medo de sua história acabar.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Após 12 anos desde sua </span><a href="https://youtu.be/1esRrwrmWzA"><span style="font-weight: 400;">primeira produção</span></a><span style="font-weight: 400;">, o Gato de Botas volta a ativa com mais uma aventura </span><i><span style="font-weight: 400;">solo</span></i><span style="font-weight: 400;"> para as telas de cinema. A nova obra abre com uma estrela cadente que caiu na Terra e, segundo lendas, realizaria o desejo de quem a encontrasse. A narrativa se torna importante ao decorrer da história, pois é a motivação de sete personagens diferentes: o próprio Gato de Botas, Kitty Pata Mansa, Cachinhos Dourados e os Três Ursos, e João Trombeta.</span></p>
<p><span id="more-30292"></span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">De forma parecida com os outros filmes que englobam o universo em que </span><i><span style="font-weight: 400;">Gato de Botas </span></i><span style="font-weight: 400;">se passa &#8211; iniciado com a franquia de </span><a href="https://personaunesp.com.br/shrek-20-anos/"><i><span style="font-weight: 400;">Shrek</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> há 22 anos &#8211; o humor envolvendo situações mágicas e personagens que saíram direto de contos de fada permanece forte. Isso é perceptível com os enredos que envolvem a Cachinhos Dourado ou a maioria dos itens mágicos colecionados por João Trombeta &#8211; os quais incluem o sapatinho da </span><i><span style="font-weight: 400;">Cinderela</span></i><span style="font-weight: 400;">, biscoitinhos mágicos providos de </span><i><span style="font-weight: 400;">Alice no País das Maravilhas </span></i><span style="font-weight: 400;">e o Grilo, que é a consciência presente nas histórias de </span><a href="https://personaunesp.com.br/pinoquio-guillermo-del-toro-critica/"><i><span style="font-weight: 400;">Pinóquio</span></i></a><span style="font-weight: 400;">. No entanto, </span><i><span style="font-weight: 400;">Gato de Botas 2: O Último Pedido</span></i><span style="font-weight: 400;"> dá um passo a mais e se aprofunda em questões psicológicas e emocionais que esses personagens tão encantados trazem consigo.</span></p>
<figure id="attachment_30294" aria-describedby="caption-attachment-30294" style="width: 512px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="wp-image-30294 size-full" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/03/02.png" alt="Cena do filme Gato de Botas 2. O fundo possui, majoritariamente, a cor vermelha e nele estão dois personagens: o lobo branco segurando duas foices, enquanto ataca o segundo personagem, que é o gato laranja. A expressão do lobo é de felicidade, enquanto o gato parece assustado e caindo. " width="512" height="256" /><figcaption id="caption-attachment-30294" class="wp-caption-text">A figura de uma real ameaça para um mundo colorido de contos de fadas faz com que haja um choque aos espectadores (Foto: DreamWorks)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">O Gato, personagem que dá nome a obra, começa o filme no que ele considerava sua melhor forma: forte e invicto, segundo a </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=9fCBrOlpLkE"><span style="font-weight: 400;">música de abertura</span></a><span style="font-weight: 400;"> da peça. No entanto, após sua morte súbita ao tocar do sino da igreja que foi destruído em sua aventura, ele descobre que, de suas nove vidas de gato, só lhe resta uma. Todas as outras foram gastas de formas irresponsáveis pelo protagonista &#8211; fosse caindo, bêbado, de uma prédio alto ou morrendo ao ganhar em um jogo de cartas contra cachorros. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Essa realização não o incomoda muito, até encontrar com a Morte em pessoa no bar de Del Mar. O personagem se apresenta como um </span><a href="https://ovicio.com.br/gato-de-botas-2-diretor-explica-tom-assustador-do-lobo/"><span style="font-weight: 400;">lobo branco</span></a><span style="font-weight: 400;">, de olhos vermelhos, que anda encapuzado e com duas foices como arma. De início, Gato tenta desafiá-lo a um duelo. Não é surpresa que ele perde e, pela primeira vez em sua vida, sente medo ao perceber que não é inabalável.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A Morte, dublada originalmente por </span><a href="https://youtube.com/shorts/aB7h9HnIpy0?feature=share"><span style="font-weight: 400;">Wagner Moura</span></a><span style="font-weight: 400;">, tem um papel forte nessa história, já que é a percepção da nossa efemeridade que faz Gato sair de sua jornada de aventuras &#8211; e, com o decorrer do filme, retornar para o último ato de conseguir restaurar suas nove vidas e voltar a ser como antes. Durante a trama, podemos acompanhar as dificuldades e os empecilhos que o felino possui ao tentar se esquivar dos avanços do lobo, mostrando a humanidade que Gato parece tentar esconder.</span></p>
<figure id="attachment_30296" aria-describedby="caption-attachment-30296" style="width: 512px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-30296" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/03/03.png" alt="Cena do filme Gato de Botas 2. A imagem apresenta uma cena que segue a respectiva descrição: uma menina branca, de olhos e cabelos claros, segurando um pôster de procurado que se refere ao Gato de Botas. Em seguida, está o gato com luvas e meias azuis bebê, além de uma grande barba, sendo segurado por um urso de pelagem castanha, que possui uma boina rosa." width="512" height="216" /><figcaption id="caption-attachment-30296" class="wp-caption-text">Assuntos como relações familiares, luto e superação após momentos traumáticos são temas abordados de diferentes formas durante os 100 minutos da obra (Foto: DreamWorks)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">Não é apenas do medo da morte que as motivações dos personagens giram em torno. </span><i><span style="font-weight: 400;">Gato de Botas 2 </span></i><span style="font-weight: 400;">apresenta mais três grupos interessados pelo poder que esse item mágico pode oferecê-los: Kitty Pata Mansa,que também fez parte do primeiro filme, </span><a href="https://recreio.uol.com.br/noticias/entretenimento/gato-de-botas-2-qual-a-historia-do-conto-de-cachinhos-dourados.phtml"><span style="font-weight: 400;">Cachinhos Dourados e os Três Ursos</span></a><span style="font-weight: 400;">, e </span><a href="https://avancegames.com.br/joaozao-trombeta-quem-e-e-tudo-sobre-a-historia-do-vilao-de-gato-de-botas-2/"><span style="font-weight: 400;">João Trombeta</span></a><span style="font-weight: 400;">, sendo este parte de uma canção de ninar estadunidense. Cada qual possui interesses divergentes, mas têm o mesmo objetivo e visão: com a estrela mágica, eles poderão resolver o que os aflige e serem felizes.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Gato de Botas, que passou por um período de aposentadoria entre a quebra de tempo do seu primeiro encontro com a Morte e o anúncio da procura pela estrela cadente, volta para ação de forma conjunta com Perrito,</span> <span style="font-weight: 400;">um cachorro que sonha em ser um cão de serviço, e Kitty Pata Mansa, o qual compartilha </span><a href="https://www.planocritico.com/critica-gato-de-botas/"><span style="font-weight: 400;">uma história e um passado complicados</span></a><span style="font-weight: 400;">. Nessa jornada, ele e a audiência percebem como é difícil superar traumas e confiar em pessoas à sua volta.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Um recurso interessante usado para contribuir com a narrativa é a mudança do mapa até a estrela: toda vez que troca a pessoa que segura o objeto, o </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=lecxy2bFsNY"><span style="font-weight: 400;">mundo ao redor muda junto</span></a><span style="font-weight: 400;">. Pelo que se pode perceber quanto a essa dinâmica, o guia reflete as dificuldades de chegar até o desejo de quem o segura: o do Gato mostra várias situações voltadas para a morte, como a Caverna das Almas Penadas, o de Kitty, apresenta cenários de abandono e solidão, e o da Cachinhos retrata terras de nostalgia. Todos esses problemas são voltados para o que os personagens sentem e têm dificuldades de externalizar.</span></p>
<figure id="attachment_30297" aria-describedby="caption-attachment-30297" style="width: 512px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-30297" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/03/04.png" alt="Cena do filme Gato de Botas 2. Fundo com tons rosa pastel, aparentando ser no meio de uma árvore. Na cena está o Gato de Botas, que possui pelagem ruiva e olhos verdes, além de mais uma gata, de pelagem frajola, usando um chapéu grande e com uma pena amarela na sua ponta. O gato laranja olha desconfiado para a gata frajola, mas não parece desconfortável." width="512" height="211" /><figcaption id="caption-attachment-30297" class="wp-caption-text">O Gato aprende que são coisas simples que fazem uma vida valer mais do que nove (Foto: DreamWorks)</figcaption></figure>
<p><i><span style="font-weight: 400;">Gato de Botas 2: O Último Pedido </span></i><span style="font-weight: 400;">é uma apresentação interessante do conceito de “</span><a href="http://www.cafeinaliteraria.com.br/2013/11/03/show-dont-tell-dialogos/"><i><span style="font-weight: 400;">show, don’t tell</span></i></a><span style="font-weight: 400;">”, já que isso faz com que o espectador possa ter consciência de alguns pontos que a narrativa irá percorrer, antes mesmo deles serem apresentados. Essas complicações e objetivos são o que fazem com que a jornada deixe de ser apenas uma aventura como as outras e se transforme em algo mais catártico. Apenas um dos personagens não possui impedimento de chegar até a estrela, sendo ele </span><a href="https://thenexus.one/por-que-o-mapa-de-1-personagem-era-tao-facil-em-gato-de-botas-2/"><span style="font-weight: 400;">Perrito</span></a><span style="font-weight: 400;">, pois suas metas e ambições não estão focadas em algo que poderia ser resolvido magicamente: ele já sabia o que queria e como tentaria conseguir, diferentemente dos outros personagens em busca de respostas.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O que fez a obra conquistar seu público, no entanto, foram as representações quanto à saúde mental. Gato chega a passar por alguns episódios de crises de pânico durante o filme &#8211; este sendo causado pelos seus encontros com a Morte e o pensamento de que sua vida efêmera logo acabará pelas mãos do lobo &#8211; e, em todas as apresentações dessa situação, nenhuma piada é feita. Isso se difere de representações como </span><i><span style="font-weight: 400;">Velma </span></i><span style="font-weight: 400;">(2023) ou </span><a href="https://personaunesp.com.br/vingadores-ultimato-critica/"><i><span style="font-weight: 400;">Vingadores: Ultimato</span></i></a> <span style="font-weight: 400;">(2019), ao não os limitarem a movimentos violentos ou sexuais. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A produção sabe retratar bem questões como lidar com trauma, luto e o sentimento de ser deixado só, enquanto aquece o espectador com seus desfechos que representam lutas difíceis demais de serem enfrentadas sozinhas. </span><i><span style="font-weight: 400;">Gato de Botas 2: O Último Pedido</span></i><span style="font-weight: 400;"> abre bem o cenário de 2023 e se torna um bom concorrente frente a os outros filmes da categoria de </span><a href="https://personaunesp.com.br/tag/melhor-animacao/"><span style="font-weight: 400;">Melhor Animação</span></a><span style="font-weight: 400;"> do </span><i><span style="font-weight: 400;">Oscar</span></i><span style="font-weight: 400;">, como </span><i><span style="font-weight: 400;">Pinóquio</span></i><span style="font-weight: 400;">, </span><a href="https://personaunesp.com.br/marcel-the-shell-with-shoes-on-critica/"><i><span style="font-weight: 400;">Marcel the Shell with Shoes On</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, </span><a href="https://personaunesp.com.br/a-fera-do-mar-critica/"><i><span style="font-weight: 400;">A Fera do Mar</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> e </span><a href="https://personaunesp.com.br/red-crescer-e-uma-fera-critica/"><i><span style="font-weight: 400;">Red: Crescer é uma Fera</span></i></a><span style="font-weight: 400;">.</span></p>
<figure id="attachment_30293" aria-describedby="caption-attachment-30293" style="width: 512px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-30293" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/03/05.png" alt="Tons escuros demonstram que é noite na cena apresentada. Nela está localizado o gato laranja, de costas para um tronco grande de árvore, um chapéu preto com uma pena amarela está do lado esquerdo do personagem, enquanto ao seu lado direito está um cachorro de porte pequeno, que olha preocupado para o gato. O Gato de Botas não aparenta estar bem, já que nessa cena o mesmo passa por um episódio de pânico." width="512" height="256" /><figcaption id="caption-attachment-30293" class="wp-caption-text">A forma como episódios de estresse, ansiedade, pânico e luto são apresentados no filme trazem uma maior aproximação e empatia do público ao anti-herói (Foto: DreamWorks)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">Na categoria em que compete na premiação da Academia, </span><i><span style="font-weight: 400;">Gato de Botas 2: O Último Pedido</span></i><span style="font-weight: 400;"> tem </span><i><span style="font-weight: 400;">Shrek</span></i><span style="font-weight: 400;">, em 2002, como o primeiro vencedor, que no mesmo ano também havia sido indicado para Melhor Roteiro Adaptado. A empresa </span><i><span style="font-weight: 400;">DreamWorks</span></i><span style="font-weight: 400;"> não ganha um </span><i><span style="font-weight: 400;">Oscar</span></i><span style="font-weight: 400;"> desde 2005, com o filme </span><a href="https://www.adorocinema.com/filmes/filme-55129/"><i><span style="font-weight: 400;">Wallace &amp; Gromit &#8211; A Batalha dos Vegetais</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, e não possui indicação desde 2015, com </span><a href="https://www.adorocinema.com/filmes/filme-181290/"><i><span style="font-weight: 400;">Como Treinar o Seu Dragão 2</span></i></a><span style="font-weight: 400;">.</span> <span style="font-weight: 400;">Então, a volta para a premiação</span> <span style="font-weight: 400;">com a continuação de </span><i><span style="font-weight: 400;">O Gato de Botas 2</span></i><span style="font-weight: 400;">, traz uma nova esperança para o estúdio de animação, como um forte candidato.</span></p>
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		<title>A terceira temporada de Narcos: México escorrega em obstáculos já percorridos</title>
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		<pubDate>Mon, 11 Apr 2022 14:17:21 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Vitor Tenca Em abril de 1989, Miguel Ângel Félix Gallardo era preso por agentes de uma força tarefa montada há anos (a Drug Enforcement Administration) em sua própria casa, em Guadalajara, surpreendentemente sem que uma única bala fosse disparada. Enfim chegava o momento do jefe de jefes passar o bastão para seu rebanho do tráfico &#8230; <a href="http://personaunesp.com.br/narcos-mexico-3a-temp-critica/" class="more-link">Continue lendo<span class="screen-reader-text"> "A terceira temporada de Narcos: México escorrega em obstáculos já percorridos"</span></a></p>
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										<content:encoded><![CDATA[<figure id="attachment_27272" aria-describedby="caption-attachment-27272" style="width: 800px" class="wp-caption aligncenter"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-27272" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/04/imagem_1-800x474.png" alt="A imagem retangular é uma cena de Narcos: México. Da esquerda para a direita vemos quatro homens de pé e apoiados em um carro vinho, dos joelhos para cima. À esquerda está Everardo Arturo, um homem branco, com cabelos enrolados e penteados, pretos e uma barba rala. Ele usa um óculos escuro com armação dourada, uma camisa vermelha por baixo de uma calça listrada com preto e vinho. À sua direita está Benjamín Arellano, um homem branco, baixo, mais gordo, de cabelos pretos, lisos e penteados à direita. Ele usa um blazer cinza por cima de uma camiseta cinza, por baixo de uma calça verde. Na sua cintura há uma coronha dourada de pistola. Centralizado à direita está David Barron, um homem com traços mexicanos, topete preto e curto, barba e cavanhaque. Ele usa uma camisa aberta listrada em preto e cinza, e uma calça verde escuro. À sua direita está Ramón Arellano, um homem branco, mais alto, magro, de cabelos longos, pretos e repartidos para os dois lados, com uma barba cheia. Ele usa uma camiseta branca com bordados dourados de touros brigando, com uma calça social cinza." width="800" height="474" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/04/imagem_1-800x474.png 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/04/imagem_1-1024x607.png 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/04/imagem_1-768x455.png 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/04/imagem_1.png 1200w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-27272" class="wp-caption-text">O cantor Bad Bunny incorpora um verdadeiro narcojunior na terceira temporada de Narcos: México (Foto: Netflix)</figcaption></figure>
<p><b>Vitor Tenca</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Em abril de 1989, Miguel Ângel Félix Gallardo era preso por agentes de uma força tarefa montada há anos (a </span><i><span style="font-weight: 400;">Drug Enforcement Administration)</span></i><span style="font-weight: 400;"> em sua própria casa, em Guadalajara, surpreendentemente sem que uma única bala fosse disparada. Enfim chegava o momento do </span><a href="https://elpais.com/mexico/2021-08-18/el-jefe-de-jefes-del-narco-mexicano-lo-niega-todo.html"><i><span style="font-weight: 400;">jefe de jefes</span></i></a> <span style="font-weight: 400;">passar o bastão para seu rebanho do tráfico internacional – mas, como estamos falando do homem mais poderoso do México, claramente essa troca de postos não poderia ser exatamente amistosa. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A terceira e última temporada de </span><i><span style="font-weight: 400;">Narcos: México </span></i><span style="font-weight: 400;">recebe não somente a gigantesca tarefa de finalizar o arco da própria série, como também carrega o peso de fechar o universo das drogas com chave de ouro. Seguindo o caminho pavimentado pelos narcotraficantes mais famosos e procurados do mundo, o ano final do </span><i><span style="font-weight: 400;">spin-off </span></i><span style="font-weight: 400;">de </span><i><span style="font-weight: 400;">Narcos</span></i><span style="font-weight: 400;"> escora suas narrativa em rostos conhecidos como a família Arellano, os carismáticos sinaloenses e o “senhor dos céus” Amado Fuentes Carillo, enquanto faz questão de apresentar novas figuras e trajetórias que complementam o universo </span><a href="https://g1.globo.com/pop-arte/noticia/2018/11/24/narcos-mexico-5-fatos-historicos-para-entender-a-nova-serie-do-netflix.ghtml"><span style="font-weight: 400;">não-tão-fictício</span></a><span style="font-weight: 400;"> da produção da </span><i><span style="font-weight: 400;">Netflix</span></i><span style="font-weight: 400;">.</span></p>
<p><span id="more-27271"></span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A cada dois episódios, as mentes, ângulos e cabeças que comandam as histórias por trás do emaranhado de cartéis mexicanos são rotacionadas, dando espaço ao brilhantismo das direções de Andrés Baiz, </span><a href="https://observatoriodocinema.uol.com.br/series-e-tv/2021/11/wagner-moura-celebra-volta-em-narcos-mexico-e-chama-bolsonaro-de-fascista"><span style="font-weight: 400;">Wagner Moura</span></a><span style="font-weight: 400;">, Alejandra Márquez, Luis Ortega e Amat Escalante. Ainda assim, a pluralidade de visões artísticas não livra o terceiro ano de seu principal desafio a ser enfrentado: manter o interesse em uma história que acaba de perder seu principal personagem – um obstáculo muito bem conhecido pelos fãs do universo de </span><a href="https://personaunesp.com.br/critica-narcos-terceira-temporada/"><i><span style="font-weight: 400;">Narcos</span></i></a><span style="font-weight: 400;">. </span></p>
<figure id="attachment_27273" aria-describedby="caption-attachment-27273" style="width: 800px" class="wp-caption aligncenter"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-27273" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/04/imagem_2-800x533.png" alt="A imagem retangular é uma cena da série Narcos. Em cima de um telhado e ao redor de casas de tijolos, vemos uma série de soldados olhando para um homem jogado no chão, Pablo Escobar. Eles todos possuem armas na mão e usam uniformes militares ou coletes à prova de bala esverdeados. Ao fundo vemos uma árvore desfocada e um pôr do sol." width="800" height="533" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/04/imagem_2-800x533.png 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/04/imagem_2-768x511.png 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/04/imagem_2.png 919w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-27273" class="wp-caption-text">A icônica cena da morte de Pablo Escobar dá as caras em uma das intros da série (Foto: Netflix)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">Sem que apareça muitas vezes para matar as saudades de quem assistiu a série até aqui, Miguel Ángel (Diego Luna) faz questão de concretizar as </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=Sor8KE1Z-Kg"><span style="font-weight: 400;">profecias</span></a><span style="font-weight: 400;"> que já havia lançado sobre nós. </span><i><span style="font-weight: 400;">“Agora vão ver o que acontece quando a jaula abre e todos os animais ficam livres. Vocês vão sentir saudades de mim”</span></i><span style="font-weight: 400;">. E, assim, como um roteiro escrito a base de drogas e sangue, vemos </span><i><span style="font-weight: 400;">La Federación </span></i><span style="font-weight: 400;">se desmantelar – cada praça trabalhando independentemente para assegurar as melhores rotas, o melhor produto e o acesso aos maiores figurões do governo. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Seguindo essa lógica, quem sai dois passos à frente na corrida pelo cartel mais influente na era pós-</span><i><span style="font-weight: 400;">patron</span></i><span style="font-weight: 400;"> são os Arellano Félix. Benjamín (Alfonso Dosal) possui todas as características e virtudes para se tornar o mais próximo que temos de Escobar: um vilão temível por sua crueldade, mas que amamos por seu protagonismo e sentimos dó por suas questões familiares. No entanto, acompanhamos o início da trajetória sinuosa que a </span><a href="https://brasil.elpais.com/brasil/2015/03/02/internacional/1425260691_476366.html"><i><span style="font-weight: 400;">narcomami</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> Dina Arellano (Mayra Hermosillo) percorre para mostrar que, quando se lida com um cartel, não há espaço para brincar de empresário.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Um dos principais charmes de séries baseadas em fatos é a mescla de filmagem entre o real e a ficção, e a terceira temporada de </span><i><span style="font-weight: 400;">Narcos: México </span></i><span style="font-weight: 400;">explora precisamente o recurso “documental” para causar ainda mais imersão em quem assiste. A intervenção mais chocante ocorre quando somos bombardeados com o </span><a href="https://www.acidigital.com/reportajes/posadas.htm"><span style="font-weight: 400;">atentado</span></a><span style="font-weight: 400;"> ao cardeal Juan Jesús Posadas em meio às loucuras de Ramón e Chapito (interpretados brilhantemente por Manuel Masalva e Alejandro Edda). É esse o momento em que percebemos o virar de chaves nas relações político-econômicas entre líderes do governo e a família Arellano.</span></p>
<figure id="attachment_27274" aria-describedby="caption-attachment-27274" style="width: 800px" class="wp-caption aligncenter"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-27274" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/04/imagem_3-800x363.png" alt="A imagem retangular é uma cena da série Narcos: México. A foto tem como plano de fundo uma grande igreja, com Jesus na cruz centralizado acima de todos, enquanto há uma noiva, com um longo vestido branco, e um noivo, vestido com um terno preto, sentados lado a lado e de costas para a câmera. Eles estão longe da foto e acima de uma escadaria, que é seguida por um tapete vermelho centralizado, com os 6 padrinhos vestidos com ternos pretos na direita e 6 madrinhas com vestidos vermelhos na esquerda." width="800" height="363" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/04/imagem_3-800x363.png 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/04/imagem_3-1024x464.png 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/04/imagem_3-768x348.png 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/04/imagem_3-1536x696.png 1536w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/04/imagem_3-1200x544.png 1200w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/04/imagem_3.png 1920w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-27274" class="wp-caption-text">A guerra fria travada entre Arellanos e sinaloenses tem como estopim o assassinato do esposo de Dina, o influente advogado Claudio Vazquez (Foto: Netflix)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">E isso só significa uma coisa para Sinaloa: o momento de mudar os rumos de sua história chegou. O cartel passa por mudanças significativas no novo ano: Azul (Fermín Martínez) foi uma vítima das constantes brigas com os Arellano; Güero até tenta, mas perde seu espaço de poder; e ainda contamos com a agradável volta de Don Neto. Sendo assim, uma liderança inesperada toma conta do poder com a dupla </span><a href="https://www.vice.com/en/article/k7wqje/what-happened-when-el-chapo-met-the-narcos-actor-playing-him"><span style="font-weight: 400;">El Chapo</span></a> <span style="font-weight: 400;">e o recém-apresentado Mayo (Alberto Guerra), que nos mostram como os sinaloenses são, para além de soldados, empresários sanguinários plenamente capazes de desestabilizar o império de Benjamín. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Enquanto isso, as engrenagens que fazem o mundo das drogas rodar passavam por uma mudança de comando no início dos anos 90, e seu novo dono se chamava Amado Fuentes Carillo, ou, como preferia ser chamado, </span><i><span style="font-weight: 400;">El señor de los cielos</span></i><span style="font-weight: 400;">. Contando com sua característica figura persuasiva, inteligente e cada vez mais respeitada, Amado transita entre se tornar o narcotraficante mais </span><a href="https://brasil.elpais.com/internacional/2020-09-30/a-historia-do-palacete-arabe-que-um-narcotraficante-abandonou-no-deserto-de-sonora.html"><span style="font-weight: 400;">bem sucedido</span></a><span style="font-weight: 400;"> em toda história e lidar com crises existenciais e problemas familiares, à procura do que nenhum outro chefão do crime conseguiu perceber: a hora de sair do “jogo”. José Maria Yazpik dá vida ao antagonista principal da nova temporada de forma magistral, construindo uma trajetória ainda mais profunda para um personagem que possuía carisma e bagagem o suficiente para estampar uma referência para a série.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Para quem acompanhou a temporada anterior de perto, a junção de três míseras letras não soa nada bem para os ouvidos da população mexicana: PRI. O Partido Revolucionário Institucional foi o responsável por aproximar ainda mais as relações entre o tão sonhado liberalismo econômico e os EUA, que, sob um pano de fundo de globalização do narcotráfico (o seriado, que antes se passava nos anos 80, viaja para a década seguinte e aterrissa na década de 90), inicia as tratativas para o </span><a href="https://www.estadao.com.br/noticias/geral,analise-nafta-e-abertura-politica-fortaleceram-trafico-no-mexico,246635"><span style="font-weight: 400;">NAFTA</span></a><span style="font-weight: 400;">. No entanto, é claro que os países ao Norte do globo não faziam uma política de boa vizinhança, mas, sim, colocavam o nariz onde não eram chamados. </span></p>
<figure id="attachment_27275" aria-describedby="caption-attachment-27275" style="width: 800px" class="wp-caption aligncenter"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-27275" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/04/imagem_4-800x359.png" alt="A imagem retangular é uma cena de Narcos: México. Centralizado à direita vemos Amado da cintura para cima, um homem branco, de cabelos lisos, médios e repartidos para os dois lados e pretos, com uma barba cheia por fazer. Ele usa uma corrente de ouro no pescoço, um casaco de couro preto por cima de uma camiseta social preta. Ele possui um olhar confuso e há atrás um avião destruído no chão, com uma paisagem desértica ao fundo." width="800" height="359" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/04/imagem_4-800x359.png 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/04/imagem_4-1024x459.png 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/04/imagem_4-768x344.png 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/04/imagem_4-1536x689.png 1536w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/04/imagem_4-1200x538.png 1200w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/04/imagem_4.png 1920w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-27275" class="wp-caption-text">Com seu clássico traje “all black”, descobrimos a fundo toda a engenhosidade de Amado e aprendemos a gostar ainda mais do Cuervo (Foto: Netflix)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">No entanto, ao passo que assistimos a série, ficamos desnorteados quanto à dúvida lançada acima: a terceira fase de </span><i><span style="font-weight: 400;">Narcos: México </span></i><span style="font-weight: 400;">se dá bem com o desafio de substituir Félix Gallardo? Muito longe de entregar uma temporada </span><a href="https://isabelaboscov.com/2021/12/07/narcos-mexico-3/"><span style="font-weight: 400;">ruim</span></a><span style="font-weight: 400;">, as mãos que comandam o seriado parecem simplesmente tentar demais. Ao abordar diversas narrativas diferentes, um constante sentimento de anticlímax paira no ar – assim que uma história em desenvolvimento é cortada para a de outro núcleo totalmente oposto –, deixando o telespectador sem tempo algum de se sentir investido em um único personagem. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">E, no meio desse turbilhão de protagonistas, a mais desapontante para os fãs de </span><i><span style="font-weight: 400;">Narcos </span></i><span style="font-weight: 400;">é a trajetória do agente da DEA, Walt Breslin (Scoot McNairy). Diferentemente de Kiki Camarena, Walt é um personagem ficcional baseado em vários agentes da </span><a href="https://www.bbc.com/news/world-us-canada-16920870"><i><span style="font-weight: 400;">Operación Leyenda</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, que poderia ser apontado em qualquer direção neste terceiro ano. No entanto, vemos um homem tanto viciado como preso no ciclo sem fim de chances desperdiçadas e fracassos. Ao longo dos 10 episódios, seus feitos traduzem a realidade do que o termo “guerra às drogas” </span><a href="https://brasil.elpais.com/internacional/2021-11-10/guerra-as-drogas-uma-ameaca-aos-direitos-humanos-que-tem-o-brasil-como-seu-principal-patrocinador.html"><span style="font-weight: 400;">representa</span></a><span style="font-weight: 400;"> na vida real.  </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Na contramão do agente Breslin, a novata Andrea Nuñez (Luisa Rubino) é a jornalista responsável por dar voz à primeira narradora em </span><i><span style="font-weight: 400;">off</span></i><span style="font-weight: 400;">, sobrepondo a visão policialesca da DEA e inserindo um elemento fundamental: o quarto poder. Em um país onde a corrupção conecta desde policiais de Chihuahua até o presidente do país, a única forma de fazer justiça ao povo mexicano é por meio das audaciosas e valentes reportagens de </span><a href="https://www.newsweek.com/narcos-mexico-luisa-rubino-interview-la-voz-newspaper-1647304"><i><span style="font-weight: 400;">La Voz</span></i></a><span style="font-weight: 400;">. Ao fim, com a descoberta sobre o escândalo Rebollo, a personagem nos mostra que nem sempre os bonzinhos se dão mal. </span></p>
<figure id="attachment_27276" aria-describedby="caption-attachment-27276" style="width: 800px" class="wp-caption aligncenter"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-27276" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/04/imagem_5-800x401.jpg" alt="A imagem retangular é uma cena de Narcos: México. Centralizado na imagem vemos Victor Tapia, um homem branco, com cabelos pretos, curtos e bagunçados, e com um grande bigode. Ele usa uma jaqueta de couro preto por cima de uma camisa aberta marrom. Ele também segura em sua mão a foto de uma jovem e parece indignado. Ele está dentro de um ônibus que possui uma luz roxa sobrepondo a foto." width="800" height="401" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/04/imagem_5-800x401.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/04/imagem_5-1024x513.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/04/imagem_5-768x385.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/04/imagem_5.jpg 1038w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-27276" class="wp-caption-text">Não apenas a guerra às drogas se mostra como um desafio perdido (Foto: Netflix)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">Adicionando ainda mais história para a trama geral, Victor Tapia (Luis Gerardo Méndez) traz um grande ponto de interrogação com seu </span><i><span style="font-weight: 400;">plot </span></i><span style="font-weight: 400;">confuso, por mais que seja </span><a href="https://www.diariodoaco.com.br/noticia/0002944-feminicidio-como-uma-cidade-mexicana-ajudou-a-batizar-a-violencia-contra-mulheres"><span style="font-weight: 400;">verdadeiro</span></a><span style="font-weight: 400;">. Mostrando outro aspecto do impacto da guerra às drogas, vemos um homem obcecado por combater sozinho os altos níveis de feminicídio e estupro em Juarez. Porém, ao fim da temporada, é extremamente difícil conectar sua passagem e esforço (independente de sua desconfiada relação com Jayme Kuykendall) com o que </span><i><span style="font-weight: 400;">Narcos</span></i><span style="font-weight: 400;"> tenta fazer – falar de narcotraficantes sanguinários.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Infelizmente, não haverá uma quarta temporada da série, visto que a própria </span><a href="https://guianetflix.net/5021/noticias-da-netflix/havera-um-narcos-mexico-4a-temporada/"><i><span style="font-weight: 400;">Netflix</span></i></a> <span style="font-weight: 400;">já vê o trabalho como finalizado. Mas, não há (tantos) motivos para tristeza para os amantes do universo das drogas: a produtora já confirmou que haverá uma nova série limitada intitulada </span><i><span style="font-weight: 400;">Griselda</span></i><span style="font-weight: 400;">, da mesma equipe criativa de </span><i><span style="font-weight: 400;">Narcos</span></i><span style="font-weight: 400;">. Como um todo, </span><i><span style="font-weight: 400;">Narcos: México </span></i><span style="font-weight: 400;">entrega um bom desfecho para os fãs – sejam os mais nostálgicos por Pablo Escobar, ou mesmo os impressionados com Miguel Ângel –, porém, a terceira temporada ainda passou longe daquilo que o telespectador esperava como uma despedida.</span></p>
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		<title>Cineclube Persona – Novembro de 2021</title>
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		<pubDate>Fri, 10 Dec 2021 21:14:41 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Se outubro foi um mês marcado por produções macabras e o clima sombrio e festivo de Halloween, novembro é uma volta à normalidade relativa, com várias obras para apetecer qualquer tipo de gosto. Conforme os grandes lançamentos chegam para começar a campanha para a próxima temporada de premiações, o Persona está aqui para recapitular os &#8230; <a href="http://personaunesp.com.br/cineclube-persona-novembro-de-2021/" class="more-link">Continue lendo<span class="screen-reader-text"> "Cineclube Persona – Novembro de 2021"</span></a></p>
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										<content:encoded><![CDATA[<figure id="attachment_25273" aria-describedby="caption-attachment-25273" style="width: 1024px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="wp-image-25273 size-full" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/12/cineclube-wordpress.jpg" alt="" width="1024" height="538" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/12/cineclube-wordpress.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/12/cineclube-wordpress-800x420.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/12/cineclube-wordpress-768x404.jpg 768w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-25273" class="wp-caption-text">Destaques de Novembro de 2021: 7 Prisioneiros, Arcane, tick, tick&#8230; BOOM! e Eternos (Foto: Reprodução/Arte: Herinque Marinhos/Texto de Abertura: Gabriel Oliveira F. Arruda)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">Se outubro foi um mês marcado por produções macabras e o clima sombrio e festivo de </span><a href="https://www.instagram.com/p/CVtG33srVV3/"><span style="font-weight: 400;">Halloween</span></a><span style="font-weight: 400;">, novembro é uma volta à normalidade relativa, com várias obras para apetecer qualquer tipo de gosto. Conforme os grandes lançamentos chegam para começar a campanha para a próxima temporada de premiações, o Persona está aqui para recapitular os destaques mais importantes do mês no Cinema e na TV através do Cineclube de Novembro.</span></p>
<p><a href="https://personaunesp.com.br/eternos-critica/"><i><span style="font-weight: 400;">Eternos</span></i></a> <span style="font-weight: 400;">chegou no início do mês para bagunçar a fórmula da </span><i><span style="font-weight: 400;">Marvel</span></i><span style="font-weight: 400;">. Sob a direção íntima e minimalista da vencedora do </span><i><span style="font-weight: 400;">Oscar</span></i><span style="font-weight: 400;"> Chloé Zhao, o longa introduz no </span><i><span style="font-weight: 400;">MCU</span></i><span style="font-weight: 400;"> uma família disfuncional de seres imortais, deuses celestiais zangados e até mesmo um certo </span><a href="https://screenrant.com/eternals-postcredits-blade-movie-mahershala-ali-mcu-future/"><span style="font-weight: 400;">caçador de vampiros</span></a><span style="font-weight: 400;">. Outra família superpoderosa que deu as caras foram os Madrigal, de </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=zRMicKd9IH8"><i><span style="font-weight: 400;">Encanto</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, a nova animação musical da </span><i><span style="font-weight: 400;">Disney</span></i><span style="font-weight: 400;"> com canções de Lin-Manuel Miranda, que realmente nos encantou com sua narrativa sensível e emocionante. A mente por trás de </span><a href="https://personaunesp.com.br/hamilton-critica/"><i><span style="font-weight: 400;">Hamilton</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> também explodiu com o musical </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=gOSGZGdp0lI"><i><span style="font-weight: 400;">tick, tick… BOOM!</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, no qual ele fez sua estreia na direção cinematográfica, contando a história do compositor </span><a href="https://observatoriodocinema.uol.com.br/filmes/2021/11/tick-tick-boom-a-historia-real-de-jonathan-larson"><span style="font-weight: 400;">Jonathan Larson</span></a><span style="font-weight: 400;">, vivido por um Andrew Garfield estonteante.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Continuando no mundo dos musicais, </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=lhuGbzQn2mk"><i><span style="font-weight: 400;">Querido Evan Hansen</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> entregou uma adaptação decente de seu enredo premiado e controverso, mas não fez nada para revisar sua mensagem problemática e seus números estáticos. Por outro lado, </span><a href="https://personaunesp.com.br/annette-critica/"><i><span style="font-weight: 400;">Annette</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, o musical experimental de Leos Carax (que lhe rendeu o prêmio de Melhor Direção no </span><a href="https://www.instagram.com/p/CRkYiBwBqpj/"><span style="font-weight: 400;">Festival de Cannes</span></a><span style="font-weight: 400;">), deu as caras no Brasil por meio da </span><i><span style="font-weight: 400;">MUBI,</span></i><span style="font-weight: 400;"> entregando um Adam Driver </span><a href="https://cultmtl.com/2021/08/annette-brings-toxic-masculinity-to-the-musical-rom-com-leos-carax-adam-driver-marion-cotillard-sparks/"><span style="font-weight: 400;">lindo e homicida</span></a><span style="font-weight: 400;">. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">De Cannes, também veio </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=DW5wOtLSfPs"><i><span style="font-weight: 400;">Benedetta</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, o longa </span><a href="https://www.correiobraziliense.com.br/diversao-e-arte/2021/11/4961797-nao-queria-causar-diz-diretor-de-filme-em-que-freiras-se-masturbam.html"><span style="font-weight: 400;">polêmico</span></a><span style="font-weight: 400;"> de Paul Verhoeven que conta sobre o caso de amor lésbico entre duas freiras italianas. E se teve algo que não faltou em novembro, foi </span><a href="https://www.news9live.com/entertainment/hollywood/adam-drivers-virtual-fame-has-transcended-his-films-138617"><span style="font-weight: 400;">Adam Driver</span></a><span style="font-weight: 400;">: o ator estrelou duas produções de Ridley Scott: </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=sm7vofMwXwg"><i><span style="font-weight: 400;">O Último Duelo</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, um épico medieval sob a perspectiva de uma mulher tentando recuperar sua própria voz, e </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=g1Ud5HJXb50"><i><span style="font-weight: 400;">Casa Gucci</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, que conta com Lady Gaga claramente à procura de um </span><a href="https://www.adorocinema.com/noticias/filmes/noticia-161401/"><i><span style="font-weight: 400;">Oscar</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> por seu sotaque no papel da matriarca da família por trás da luxuosa marca italiana.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Outras atuações notáveis em cinebiografias que tivemos esse mês foram Jessica Chastain, carregada de </span><a href="https://epipoca.com.br/atriz-esclarece-polemica-sobre-maquiagem-ter-destruido-sua-pele/"><span style="font-weight: 400;">maquiagem</span></a><span style="font-weight: 400;"> no papel da televangelista titular em </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=eMMLRnXPPJk"><i><span style="font-weight: 400;">Os Olhos de Tammy Faye</span></i></a><i><span style="font-weight: 400;">,</span></i><span style="font-weight: 400;"> e Kristen Stewart, no aclamado </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=yS1oP3VaXQA"><i><span style="font-weight: 400;">Spencer</span></i></a> <span style="font-weight: 400;">dando sua voz singular à Princesa Diana na fábula do diretor Pablo Larraín. No bem humorado </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=xzDr_tbL-es"><i><span style="font-weight: 400;">The Electrical Life of Louis Wain</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, Benedict Cumberbatch interpreta um artista atormentado com seu já característico charme inusitado, enquanto Will Smith dá as caras em </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=-FrpNB6Lz24"><i><span style="font-weight: 400;">King Richard: Criando Campeãs</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, lançado no </span><i><span style="font-weight: 400;">HBO Max</span></i><span style="font-weight: 400;"> americano, onde faz o pai e treinador das irmãs Williams.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Entre os maiores lançamentos da </span><i><span style="font-weight: 400;">Netflix</span></i><span style="font-weight: 400;">, brilhou </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=5JQuYpBZarc"><i><span style="font-weight: 400;">Alerta Vermelho</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, o filme mais caro já produzido pelo </span><i><span style="font-weight: 400;">streaming</span></i><span style="font-weight: 400;">, responsável por juntar Dwayne “The Rock” Johnson, Ryan Reynolds e Gal Gadot em uma trama de roubo formulaica. A comédia romântica </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=bxfzkbUFlwU"><i><span style="font-weight: 400;">Um Match Surpresa</span></i></a> <span style="font-weight: 400;">veio para romantizar o </span><i><span style="font-weight: 400;">catfishing</span></i><span style="font-weight: 400;"> e faz pouco além disso, mas o aguardado e sangrento </span><i><span style="font-weight: 400;">western</span></i> <a href="https://www.youtube.com/watch?v=7jIHmsANzgs"><i><span style="font-weight: 400;">Vingança &amp; Castigo</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> revitaliza o gênero e reúne um elenco de peso marcado por nomes como Regina King, Idris Elba e Lakeith Stanfield.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">No Cinema nacional, não podemos deixar de falar de </span><a href="https://personaunesp.com.br/marighella-critica/"><i><span style="font-weight: 400;">Marighella</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, primeiro filme dirigido por Wagner Moura que na verdade estreou em 2019 no Festival de Berlim, onde foi </span><a href="https://www1.folha.uol.com.br/ilustrada/2019/02/filme-marighella-de-wagner-moura-estreia-sob-aplausos-em-berlim.shtml"><span style="font-weight: 400;">ovacionado</span></a><span style="font-weight: 400;"> de pé. Por conta da pandemia e até mesmo </span><a href="https://www.brasildefato.com.br/2021/11/08/artigo-exibicao-de-marighella-nos-cinemas-e-uma-vitoria-contra-a-censura-e-deve-ser-celebrada"><span style="font-weight: 400;">censura</span></a><span style="font-weight: 400;">, ele só foi lançado nas salas de cinema brasileiras e no </span><i><span style="font-weight: 400;">Globoplay</span></i><span style="font-weight: 400;"> em novembro deste ano, contando a história dos últimos anos do deputado e ex-guerrilheiro Carlos Marighella (interpretado por Seu Jorge). </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Também no âmbito das produções brasileiras, o longa </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=Mr2vNNe-qk8"><i><span style="font-weight: 400;">7 Prisioneiros</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, antes cotado para representar o Brasil na disputa pelo </span><i><span style="font-weight: 400;">Oscar</span></i><span style="font-weight: 400;">, logo se tornou um dos filmes em língua não-inglesa mais vistos da </span><i><span style="font-weight: 400;">Netflix</span></i><span style="font-weight: 400;">. Num suspense brutal que escancara as realidades sociais do trabalho escravo no Brasil, a produção de Alexandre Moratto conta com Rodrigo Santoro e Christian Malheiros em seu elenco.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A estreia de Halle Berry na </span><a href="https://variety.com/2020/film/news/halle-berry-bruised-directing-toronto-film-festival-1234762255/"><span style="font-weight: 400;">direção</span></a><span style="font-weight: 400;"> com o brutal </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=bugSLvZgfh8"><i><span style="font-weight: 400;">Bruised</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> só foi efetivamente lançada pelo </span><i><span style="font-weight: 400;">streaming</span></i><span style="font-weight: 400;"> esse mês, após ter estreado no Festival de Toronto no ano passado. Além dela, Rebecca Hall também faz sua </span><a href="https://www.npr.org/2021/11/30/1059824073/passing-rebecca-hall-film"><span style="font-weight: 400;">estreia</span></a><span style="font-weight: 400;"> por trás das câmeras com o drama </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=trwq3CNCMkU"><i><span style="font-weight: 400;">Identidade</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, estrelado por Tessa Thompson e Ruth Negga, que traz uma das surpresas mais positivas da plataforma este ano. Enquanto isso, </span><i><span style="font-weight: 400;">Finch</span></i><span style="font-weight: 400;"> cimenta a </span><a href="https://istoe.com.br/finch-com-tom-hanks-se-torna-filme-mais-assistido-na-apple-tv/"><span style="font-weight: 400;">parceria</span></a><span style="font-weight: 400;"> entre Tom Hanks e </span><i><span style="font-weight: 400;">Apple TV+</span></i><span style="font-weight: 400;"> com um longa pós-apocalíptico dirigido por Miguel Sapochnik, conhecido por comandar alguns dos episódios mais badalados de </span><a href="https://personaunesp.com.br/game-of-thrones-10-anos/"><i><span style="font-weight: 400;">Game of Thrones</span></i></a><span style="font-weight: 400;">.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A peça </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=dp3Whb77eXc"><i><span style="font-weight: 400;">The Humans</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> se faz de base para o novo drama da </span><i><span style="font-weight: 400;">A24</span></i><span style="font-weight: 400;">, que comove ao revelar a empatia entre as personagens e a audiência, com um elenco encabeçado por Steven Yeun e Beanie Feldstein. Para aqueles que procuravam diversão para a família toda, a adaptação de </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=mT5niq0-D6M"><i><span style="font-weight: 400;">Clifford, o Gigante Cão Vermelho</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> veio para comemorar o espírito natalino em </span><i><span style="font-weight: 400;">grande </span></i><span style="font-weight: 400;">estilo. Da mesma forma, </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=P0Ze_tGV-RU"><i><span style="font-weight: 400;">Ghostbusters: Mais Além</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> ressuscita a franquia clássica do Cinema através da introdução de uma nova geração de caça-fantasmas, dessa vez sob a tutela de Paul Rudd.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Junto com o lançamento de </span><a href="https://open.spotify.com/album/6kZ42qRrzov54LcAk4onW9?si=48zb4p-QSYG8gwYdi6NOow"><i><span style="font-weight: 400;">Red (Taylor’s Version)</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, Taylor Swift também fez sua estreia na direção com </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=tollGa3S0o8"><i><span style="font-weight: 400;">All Too Well: The Short Film</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, curta inspirado no seu </span><a href="https://tracklist.com.br/jake-gyllenhaal-taylor-swift-all-too-well/121791"><span style="font-weight: 400;">relacionamento</span></a><span style="font-weight: 400;"> com o ator Jake Gyllenhaal e marcado por mágoas que inspiraram o disco &#8211; e sua regravação. Também tratando de relacionamentos nem tão saudáveis regados por música boa, o britânico Edgar Wright retorna para a direção com </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=P0SPVsmWT_0"><i><span style="font-weight: 400;">Noite Passada em Soho</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, uma viagem psicodélica e intoxicante por uma das partes mais famosas e sinistras de Londres, explorando o fino véu entre o passado e o presente através da dinâmica entre Thomasin McKenzie e </span><a href="https://open.spotify.com/album/0S1VY4ya2lJSCxIU1YXS2w?si=wYK0qBgKQCaHiZicjbUWxg"><span style="font-weight: 400;">Anya Taylor-Joy</span></a><span style="font-weight: 400;">.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Manu Gavassi fez sua estreia no </span><i><span style="font-weight: 400;">Disney+</span></i><span style="font-weight: 400;"> com o álbum visual </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=yh2jBGr-ZK8"><i><span style="font-weight: 400;">GRACINHA</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, uma história fantástica e metalinguística sobre a própria arte. A cantora Adele também deu as caras ao final do mês com </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=z46lrTdRi6g"><i><span style="font-weight: 400;">Adele One Night Only</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, um espetáculo exclusivo que precedeu o lançamento de seu novo disco, </span><i><span style="font-weight: 400;">30</span></i><span style="font-weight: 400;">.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Agora passando para a Televisão, se por um lado a </span><i><span style="font-weight: 400;">Netflix</span></i><span style="font-weight: 400;"> acertou em cheio com </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=RAKWlGS-0UY"><i><span style="font-weight: 400;">Arcane</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, a </span><i><span style="font-weight: 400;">prequel</span></i><span style="font-weight: 400;"> animada do jogo </span><i><span style="font-weight: 400;">League of Legends</span></i><span style="font-weight: 400;"> distribuída em três atos,</span> <a href="https://www.youtube.com/watch?v=NmWFFh-Cfjo"><i><span style="font-weight: 400;">Cowboy Bebop</span></i></a> <span style="font-weight: 400;">marca mais uma das tentativas fracassadas de traduzir </span><i><span style="font-weight: 400;">animes</span></i><span style="font-weight: 400;"> para </span><i><span style="font-weight: 400;">live-action</span></i><span style="font-weight: 400;">. Enquanto </span><i><span style="font-weight: 400;">Arcane</span></i><span style="font-weight: 400;"> exibia todo o potencial de animações com cores e sons vibrantes elevando sua narrativa explosiva, a adaptação da </span><a href="https://www.theatlantic.com/entertainment/archive/2014/12/asteroid-blues-the-lasting-legacy-of-cowboy-bebop/383817/"><span style="font-weight: 400;">obra seminal</span></a><span style="font-weight: 400;"> de Shinichiro Watanabe peca por seu apego cego à estética do original, entregando uma temporada truncada e não mais regida pelo espírito livre e despreocupado do </span><i><span style="font-weight: 400;">jazz</span></i><span style="font-weight: 400;">. A tesuda e bem humorada </span><a href="https://personaunesp.com.br/big-mouth-4a-temp-critica/"><i><span style="font-weight: 400;">Big Mouth</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> seguiu impecável por sua quinta temporada, mas já parece aquecer para o possível final da série.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Duas adaptações de quadrinhos da </span><i><span style="font-weight: 400;">DC Comics</span></i><span style="font-weight: 400;"> terminaram em novembro: ao passo que a estética surrealista de </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=JO2Uva4aNzY"><i><span style="font-weight: 400;">Patrulha do Destino</span></i></a> <span style="font-weight: 400;">floresceu no </span><i><span style="font-weight: 400;">HBO Max</span></i><span style="font-weight: 400;"> após o encerramento do </span><a href="https://nerdist.com/article/dc-universe-is-ending-highs-and-lows/"><i><span style="font-weight: 400;">streaming</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> exclusivo da </span><i><span style="font-weight: 400;">DC</span></i><span style="font-weight: 400;">, </span><i><span style="font-weight: 400;">Stargirl </span></i><span style="font-weight: 400;">teve que dar jeito nas mãos da </span><a href="https://www.tecmundo.com.br/minha-serie/227239-batwoman-ruby-rose-detona-producao-serie-revelacoes-chocantes.htm"><i><span style="font-weight: 400;">CW</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, canal responsável pelo </span><i><span style="font-weight: 400;">Arrowverso</span></i><span style="font-weight: 400;">. Apesar de plataformas diferentes, ambas as séries conseguiram reforçar suas melhores qualidades em seus novos anos, garantindo renovações para 2022.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Já na </span><i><span style="font-weight: 400;">Apple TV+</span></i><span style="font-weight: 400;">, a aguardada </span><a href="https://www.tecmundo.com.br/minha-serie/225911-fundacao-5-diferencas-fundamentais-entre-serie-livros-asimov.htm"><span style="font-weight: 400;">adaptação</span></a><span style="font-weight: 400;"> dos célebres livros de ficção científica de Isaac Asimov encerrou sua primeira temporada com resultados mistos: embora </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=pzIccmKU3BE"><i><span style="font-weight: 400;">Fundação</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> certamente tenha os visuais para construir as bases de seu mundo organicamente, sua narrativa peca ao falhar com a visão de seu autor. A nova versão do Boneco Assassino surpreendeu e deliciou os fãs de longa data da franquia, em uma sequência comandada por seu criador, Don Mancini, e que respeita o legado </span><i><span style="font-weight: 400;">queer</span></i><span style="font-weight: 400;"> e disruptivo de </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=1N71bhBfDUE"><i><span style="font-weight: 400;">Chucky</span></i></a><span style="font-weight: 400;">. O </span><i><span style="font-weight: 400;">spin-off </span></i><span style="font-weight: 400;">britânico de </span><a href="https://personaunesp.com.br/drag-race-uk-2a-temporada-critica/"><i><span style="font-weight: 400;">Drag Race</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> terminou sua nova temporada premiando sua participante mais nova até hoje. A premiada antologia </span><i><span style="font-weight: 400;">American Crime Story</span></i><span style="font-weight: 400;"> também retornou com </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=rtipQ3EsGWo"><i><span style="font-weight: 400;">Impeachment</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, temporada que focou no escândalo sexual entre o presidente americano Bill Clinton e Monica Lewinsky.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">E assim, a </span><b>Editoria do Persona</b><span style="font-weight: 400;"> chega na 11ª edição do </span><b>Cineclube</b><span style="font-weight: 400;">. Entre os prenúncios de Natal, vislumbres do </span><i><span style="font-weight: 400;">Oscar</span></i><span style="font-weight: 400;"> 2022 e inspirações musicais no meio audiovisual, te convidamos a pegar o balde de pipoca para voltar ao cinema (seguindo sempre as normas de segurança, claro) e percorrer conosco cada um dos destaques do Cinema e da TV no mês de </span><b>Novembro de 2021</b><span style="font-weight: 400;">.</span></p>
<p><span id="more-24799"></span></p>
<h3>Cinema</h3>
<figure id="attachment_25146" aria-describedby="caption-attachment-25146" style="width: 1920px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-25146" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/12/gucci.jpg" alt="Cena do filme Casa Gucci. Mostra Paolo, personagem de Jared Leto, sorrindo. Ele é um homem branco, calvo no topo da cabeça, gordo, tem bigode escuro e usa um terno azul listrado com branco e uma camisa roxa, com as mãos no peito." width="1920" height="1080" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/12/gucci.jpg 1920w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/12/gucci-800x450.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/12/gucci-1024x576.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/12/gucci-768x432.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/12/gucci-1536x864.jpg 1536w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/12/gucci-1200x675.jpg 1200w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-25146" class="wp-caption-text">A casa? Era alugada (Foto: MGM)</figcaption></figure>
<p><b>Casa Gucci (House of Gucci, Ridley Scott)</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">No fim de novembro, Lady Gaga retornou aos cinemas na pele de Patrizia Reggiani, ex-esposa de Maurizio Gucci e quem ordenou seu assassinato. Entre um bafafá massivo da mídia, </span><a href="https://portalpopline.com.br/lady-gaga-diz-que-chegou-a-confundir-a-si-propria-com-personagem-assassina/"><span style="font-weight: 400;">entrevistas para lá de desbocadas</span></a><span style="font-weight: 400;"> e um elenco que enche prateleiras de objetos dourados, Ridley Scott </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=pGi3Bgn7U5U"><span style="font-weight: 400;">inaugura sua </span><i><span style="font-weight: 400;">Casa Gucci</span></i></a><span style="font-weight: 400;">. O resultado é desmotivado, incerto, apressado e extremamente tedioso. Por duas horas e quarenta, uma trupe imita o mais caricato dos sotaques italianos, faz caras e bocas, chora e não consegue decidir entre ser uma obra sobre a marca, sobre a família ou sobre o crime.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Ao passo que Al Pacino tira de letra a cafonice de Aldo, Adam Driver se mantém incongruente como o quadradão Maurizio. Jeremy Irons não se esforça, </span><a href="https://rollingstone.uol.com.br/cinema/house-gucci-por-que-jared-leto-se-identifica-com-personagem-paolo-gucci/"><span style="font-weight: 400;">Jared Leto</span></a><span style="font-weight: 400;"> se esforça demais, dando vida a um palhaço de circo sem nuances. Porém, seu humor mal dosado combina com a pegada espalhafatosa que </span><i><span style="font-weight: 400;">Casa Gucci </span></i><span style="font-weight: 400;">deveria esbanjar. Lady Gaga, sem segurança, encontra brechas para humilhar sua Patrizia, e o filme de Ridley Scott, no fim, não tem nada a dizer. Nadinha mesmo.</span><b> &#8211; Vitor Evangelista</b></p>
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<figure id="attachment_24866" aria-describedby="caption-attachment-24866" style="width: 1600px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-24866" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/11/cineclube-7-prisioneiros.jpg" alt="Cena do filme 7 Prisioneiros. Na imagem, por detrás de barras de aço desfocadas, vemos, ao centro, o protagonista de 7 Prisioneiros. Ele é um homem negro, de cabelos pretos curtos, aparentando cerca de 20 anos, encarando a câmera e o vemos em um primeiro plano, dos ombros para cima. Desfocados à esquerda e à direita dele, vemos outros dois homens, também aparentando cerca de 20 anos." width="1600" height="1066" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/11/cineclube-7-prisioneiros.jpg 1600w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/11/cineclube-7-prisioneiros-800x533.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/11/cineclube-7-prisioneiros-1024x682.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/11/cineclube-7-prisioneiros-768x512.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/11/cineclube-7-prisioneiros-1536x1023.jpg 1536w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/11/cineclube-7-prisioneiros-1200x800.jpg 1200w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-24866" class="wp-caption-text">7 Prisioneiros era um dos quinzes filmes inscritos para representar o Brasil no Oscar 2022; o escolhido para a submissão foi Deserto Particular, de Aly Muritiba (Foto: Netflix)</figcaption></figure>
<p><b>7 Prisioneiros (Alexandre Moratto)</b></p>
<p><i><span style="font-weight: 400;">7 Prisioneiros</span></i><span style="font-weight: 400;"> acumulou conquistas antes mesmo de chegar à </span><i><span style="font-weight: 400;">Netflix</span></i><span style="font-weight: 400;">, onde, pouco tempo depois de ser incluído no catálogo, logo se tornou o segundo filme de língua não-inglesa </span><a href="https://top10.netflix.com/films-non-english.html"><span style="font-weight: 400;">mais assistido</span></a><span style="font-weight: 400;"> da plataforma. O longa, dirigido por Alexandre Moratto e roteirizado por ele e Thayná Mantesso, estreou no </span><a href="https://www.instagram.com/p/CT5ssphNzJv/?utm_source=ig_web_copy_link"><span style="font-weight: 400;">Festival de Veneza</span></a><span style="font-weight: 400;">, teve exibições na 45</span><span style="font-weight: 400;">ª</span> <a href="https://personaunesp.com.br/tag/mostra-internacional-de-cinema-em-sao-paulo/"><span style="font-weight: 400;">Mostra Internacional</span></a><span style="font-weight: 400;"> de Cinema em São Paulo e foi um dos finalistas à submissão para </span><a href="https://personaunesp.com.br/deserto-particular-critica/"><span style="font-weight: 400;">representar o Brasil</span></a><span style="font-weight: 400;"> como Melhor Filme Internacional no </span><i><span style="font-weight: 400;">Oscar </span></i><span style="font-weight: 400;">2022. Estrelado por Christian Malheiros e Rodrigo Santoro, o ‘Original </span><i><span style="font-weight: 400;">Netflix</span></i><span style="font-weight: 400;">’ mistura o suspense ao drama para denunciar o </span><a href="https://www.conectas.org/noticias/como-a-lei-brasileira-define-o-trabalho-analogo-ao-escravo/"><span style="font-weight: 400;">trabalho análogo à escravidão</span></a><span style="font-weight: 400;"> no Brasil.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Mais especificamente em </span><a href="https://jornal.unesp.br/2021/05/06/a-grande-sao-paulo-tem-imigrantes-em-trabalho-analogo-a-escravidao/"><span style="font-weight: 400;">São Paulo</span></a><span style="font-weight: 400;">, o protagonista Mateus (Malheiros) chega à capital com mais outros três amigos, todos recrutados e saídos do interior com a esperança de ganharem a vida na cidade grande. Eles são encaminhados a um ferro velho, onde, sem carteira de trabalho ou contrato assinado, se veem trancafiados pelo empregador, Luca (</span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=HcQhjtEurNg"><span style="font-weight: 400;">Santoro</span></a><span style="font-weight: 400;">). Forçados a trabalharem em troca de alimento e um alojamento precário, os quatro vivem sem condições de higiene básicas, comunicação e sob constantes ameaças, inclusive às suas famílias.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Com os meninos presos e tentando escapar, a produção</span> <span style="font-weight: 400;">adere ao </span><a href="https://www.indiewire.com/2021/09/7-prisoners-review-netflix-1234662475/"><span style="font-weight: 400;">suspense</span></a><span style="font-weight: 400;"> para apresentar o início da condição desumana e inescapável da escravidão moderna no país. O filme, porém, cresce para além dos abusos dentro do ferro velho e escancara as dinâmicas sociais de um Brasil que perpetua e opera nesse mesmo regime criminoso. Sem perspectiva de fuga, Mateus passa a se aproximar de Luca e, despido de seus valores morais por puro instinto de sobrevivência, reforça a condição que o explorou até então. Com atuações profundas e inquietantes de Christian Malheiros e Rodrigo Santoro, </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=ZEy_6NIKq04"><i><span style="font-weight: 400;">7 Prisioneiros</span></i></a> <span style="font-weight: 400;">expõe os absurdos do &#8211; infelizmente </span><a href="https://brasil.elpais.com/brasil/2021-05-17/ambev-e-heineken-sao-autuadas-por-trabalho-escravo-de-imigrantes-venezuelanos-em-sao-paulo.html"><span style="font-weight: 400;">ainda atual</span></a><span style="font-weight: 400;"> &#8211; trabalho análogo à escravidão por aqui. </span><b>&#8211; Vitória Lopes Gomez</b></p>
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<figure id="attachment_24985" aria-describedby="caption-attachment-24985" style="width: 1000px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-24985" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/12/the-human.jpg" alt="Cena do filme The Humans apresenta dois homens sentados em um sofá. O mais a esquerda é mais velho, branco, calvo, de óculos, está vestindo uma camisa azul escuro e uma calça e segura uma garrafa de cerveja e um copo. O outro é sul coreano, tem cabelos pretos curtos, usa óculos, está vestindo uma camisa clara e uma calça e segura uma garrafa de cerveja." width="1000" height="667" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/12/the-human.jpg 1000w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/12/the-human-800x534.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/12/the-human-768x512.jpg 768w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-24985" class="wp-caption-text">The Humans vai te fazer sorrir, chorar e depois sorrir novamente (Foto: A24)</figcaption></figure>
<p><b>The Humans (Idem, </b><b>Stephen Karam)</b></p>
<p><i><span style="font-weight: 400;">The Humans</span></i><span style="font-weight: 400;"> é um daqueles filmes em que se é possível sentir o calor humano por meio de sua produção. O novo longa da </span><a href="https://a24films.com/"><i><span style="font-weight: 400;">A24</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> se desenvolve a partir de Brigid (Beanie Feldstein) e Richard (</span><a href="https://personaunesp.com.br/minari-critica/"><span style="font-weight: 400;">Steven Yeun</span></a><span style="font-weight: 400;">), um casal que acabou de se mudar para um <em>duplex</em> em Chinatown. Antes mesmo de se estabelecerem na casa nova, os pais de Brigid, Erik Blake (</span><a href="https://www.google.com/search?q=Richard+Jenkins&amp;stick=H4sIAAAAAAAAAONgFuLVT9c3NMyITzPPSjY1UOLUz9U3MMvJKDHU4vHNL8tMDcl3TC7JL1rEyh-UmZyRWJSi4JWal52ZV7yDlREA_dDVzT8AAAA&amp;sa=X&amp;ved=2ahUKEwi13ff5gsH0AhVXqpUCHdaBAgIQxA16BAg1EAs"><span style="font-weight: 400;">Richard Jenkins</span></a><span style="font-weight: 400;">) e Deirdre Blake (Jayne Houdyshell), já chegam demonstrando insatisfação com a mudança da filha. Essa situação serve como ponto de partida para um desenrolar repleto de situações familiares envolvendo mudanças econômicas, doenças e envelhecimento.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O longa, carregado de emoções de uma família em fase de mudanças, foi baseado em uma peça homônima, escrita por </span><span style="font-weight: 400;">Stephen Karam</span><span style="font-weight: 400;">, que teve por meio de </span><i><span style="font-weight: 400;">The Humans</span></i><span style="font-weight: 400;"> sua estreia como diretor. Apesar de ainda ser iniciante, a película foi bem recebida pela imprensa e teve sua estreia no</span> <a href="https://www.instagram.com/p/CUbBdvQMRqQ/"><span style="font-weight: 400;">Festival de Cinema Internacional de Toronto</span></a><span style="font-weight: 400;"> (TIFF)</span><span style="font-weight: 400;">. Com todo seu entrelaçamento de situações reais apresentadas ao telespectador, </span><i><span style="font-weight: 400;">The Humans </span></i><span style="font-weight: 400;">se constrói com o sentimento de empatia aos problemas dos personagens. </span><b>&#8211; Gabriel Gatti</b></p>
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<figure id="attachment_24867" aria-describedby="caption-attachment-24867" style="width: 1920px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-24867" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/11/querido-evan-hansen.jpg" alt="Cena do filme Querido Evan Hansen. Evan (Ben Platt) está debruçado sobre uma mesa comendo cereal. Ele ocupa a maior parte direita da tela, olhando para sua mãe, Heidi (Juliane Moore), que aparece desfocada de costas na lateral esquerda da tela. Evan é um adolescente caucasiano de cabelos marrons e encaracolados, usando uma camiseta polo listrada azul-clara, uma mochila preta nas costas, segurando uma colher com cereal na mão direita, com seu braço esquerdo engessado se apoiando na mesa. Podemos ver que Heidi é caucasiana e tem cabelos ruivos, usando um uniforme de enfermeira azul-claro. Atrás da mão direita da Evan, vemos um frasco de remédios circular com tampa branca. Atrás dele, fora de foco, o interior da casa deles é iluminado por duas luzes de dois abajures fora de foco, um em cada lado de Evan." width="1920" height="1080" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/11/querido-evan-hansen.jpg 1920w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/11/querido-evan-hansen-800x450.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/11/querido-evan-hansen-1024x576.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/11/querido-evan-hansen-768x432.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/11/querido-evan-hansen-1536x864.jpg 1536w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/11/querido-evan-hansen-1200x675.jpg 1200w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-24867" class="wp-caption-text">A tentativa de fazer Ben Platt parecer ter 17 anos só o deixa parecendo ridículo (Foto: Universal Pictures)</figcaption></figure>
<p><b>Querido Evan Hansen (Dear Evan Hansen, Stephen Chbosky)</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Anos depois de se tornar um </span><a href="https://www1.folha.uol.com.br/ilustrada/2017/06/1892195-dear-evan-hansen-lidera-tony-awards-com-cinco-estatuetas-veja-lista.shtml"><span style="font-weight: 400;">fenômeno na Broadway</span></a><span style="font-weight: 400;">, o musical </span><i><span style="font-weight: 400;">Querido Evan Hansen</span></i><span style="font-weight: 400;"> dá as caras no Cinema, cercado de controvérsias por conta de sua </span><a href="https://www.esquinadacultura.com.br/post/critica-querido-evan-hansen-e-musical-que-erra-em-tudo-o-que-propoe"><span style="font-weight: 400;">premissa questionável</span></a><span style="font-weight: 400;"> e a </span><a href="https://www.buzzfeed.com/ryanschocket2/ben-platt-defends-dear-evan-hansen-casting"><span style="font-weight: 400;">escalação de Ben Platt</span></a><span style="font-weight: 400;"> no papel que já lhe rendeu um </span><i><span style="font-weight: 400;">Tony</span></i><span style="font-weight: 400;">, um </span><i><span style="font-weight: 400;">Grammy</span></i><span style="font-weight: 400;"> e um </span><i><span style="font-weight: 400;">Emmy</span></i><span style="font-weight: 400;">, mas que talvez não combine com um adulto de 28 anos. Na trama, Evan Hansen é um colegial atormentado por uma ansiedade social que o impede de se relacionar com outros estudantes, escrevendo cartas afirmativas para si mesmo como um exercício de confiança. Porém, quando uma dessas cartas é encontrada com Connor (Colton Ryan), um jovem que se suicidou recentemente, a família dele se vira para Evan em busca de respostas, dando início a uma perversa e cruel mentira.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A ideia de elencar adultos em papéis mais novos não é </span><a href="https://buzzfeed.com.br/post/26-atores-adultos-que-se-passaram-por-adolescentes-e-nos-enganaram-perfeitamente"><span style="font-weight: 400;">nem nova</span></a><span style="font-weight: 400;"> nem especialmente problemática, mas geralmente acontece algum esforço para fazer com que esses atores se pareçam com a idade do personagem. No longa de Stephen Chbosky, no entanto, a disparidade etária entre Platt e Hansen só é exacerbada pela direção pesada e brega do cineasta. Como musical, o filme faz bom uso da voz de um elenco talentoso, mas a grande maioria de seus números é realizado de maneiras paradas e pouco inventivas, convencidos de que a atuação exagerada de Platt vai ser suficiente para carregá-los para frente.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O grande problema de </span><i><span style="font-weight: 400;">Querido Evan Hansen </span></i><span style="font-weight: 400;">é que, por mais que se apresente como uma narrativa sincera e positiva sobre saúde mental, ela fundamentalmente não respeita nem Connor, a vítima da história, nem o luto que sua família sente por ele, por mais complicado que seja. São meros acessórios na trama que Evan conta para si mesmo, embelezamentos de seus próprios defeitos e o caminho que ele encontra para se redimir. Por mais que o filme se anuncie como um canto de solidariedade àqueles que se sentem isolados e perdidos, ele só evidencia o quão sozinhos nós realmente estamos.</span><b> &#8211; Gabriel Oliveira F. Arruda</b></p>
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<figure id="attachment_25143" aria-describedby="caption-attachment-25143" style="width: 1280px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-25143" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/12/tammy.jpg" alt="Cena do filme Os Olhos de Tammy Faye. Mostra um casal adulto, branco, sorrindo na varanda de uma casa. Eles usam roupas de frio, com casacos e cachecóis." width="1280" height="720" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/12/tammy.jpg 1280w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/12/tammy-800x450.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/12/tammy-1024x576.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/12/tammy-768x432.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/12/tammy-1200x675.jpg 1200w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-25143" class="wp-caption-text">Ao contrário de atrizes que abusam do humor para humilhar as figuras reais que interpretam, Jessica Chastain opta por uma bem-vinda e madura dramaticidade (Foto: Fox Searchlight Pictures)</figcaption></figure>
<p><b>Os Olhos de Tammy Faye (The Eyes of Tammy Faye, Michael Showalter)</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Dando vida à icônica </span><a href="http://g1.globo.com/Noticias/Mundo/0,,AA1592531-5602,00-TAMMY+BAKKER+EVANGELICA+QUE+MONTOU+IMPERIO+NA+TV+MORRE+AOS.html"><span style="font-weight: 400;">televangelista</span></a><span style="font-weight: 400;"> que se tornou piada nacional, Jessica Chastain faz de </span><i><span style="font-weight: 400;">Os Olhos de Tammy Faye</span></i><span style="font-weight: 400;"> um desfile de seus variados talentos artísticos. Interpretando a mulher por uma porção considerável de vida, indo da ingenuidade dos vinte e poucos até a ruína da terceira idade e envolta numa batida narrativa de ascensão, queda e redenção, a atriz se joga de cabeça e, também no cargo de produtora do filme, faz tudo que a direção omissa de Michael Showalter pede.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">No fundo do palco, brilha Andrew Garfield, expandindo seu estrelado currículo de 2021 (que vai de </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=Rlpm36Vi-3U"><span style="font-weight: 400;">loiro de farmácia</span></a><span style="font-weight: 400;"> gostoso a </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=gOSGZGdp0lI"><span style="font-weight: 400;">homem de teatro</span></a><span style="font-weight: 400;"> desiludido e talvez </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=JfVOs4VSpmA"><span style="font-weight: 400;">Cabeça de Teia</span></a><span style="font-weight: 400;">). Como o companheiro de Tammy, Jim Bakker, Garfield emula a canastrice do religioso, ao mesmo tempo em que não hesita em subverter as expectativas da Igreja, seja no campo de sua sexualidade, seja em sua índole maculada.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Almejando uma merecida indicação ao careca dourado, Jessica Chastain humaniza cada uma das falhas e facetas da mulher que foi motivo de piada para toda a América. Contando com anos de experiência e uma maturidade absurda na hora de lufar vida à personagens “desconfortáveis”, a ruiva </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=eMMLRnXPPJk"><span style="font-weight: 400;">vai além do caricato</span></a><span style="font-weight: 400;"> (por mais que os quilos de maquiagem e próteses possam afastar o espectador da veracidade da atuação. </span><b>&#8211; Vitor Evangelista</b></p>
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<figure id="attachment_25127" aria-describedby="caption-attachment-25127" style="width: 1799px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-25127" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/12/spencer.jpg" alt="Cena do filme Spencer. Dentro do quarto luxuoso de uma princesa da família real britânica, vemos a princesa Diana, uma mulher branca, com cabelo loiro num lindo penteado, usando um vestido dourado com um laço na cintura. Atrás dela, uma mulher mais velha, branca, coloca um colar de pérolas em seu pescoço." width="1799" height="1080" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/12/spencer.jpg 1799w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/12/spencer-800x480.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/12/spencer-1024x615.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/12/spencer-768x461.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/12/spencer-1536x922.jpg 1536w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/12/spencer-1200x720.jpg 1200w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-25127" class="wp-caption-text">Um dos grandes nomes desta temporada de premiações, Kristen Stewart entrega uma das melhores atuações de sua carreira em Spencer (Foto: NEON)</figcaption></figure>
<p><b>Spencer (Idem, Pablo Larraín) </b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Ter que fingir normalidade quando a </span><a href="https://personaunesp.com.br/lady-gaga-911-critica/"><span style="font-weight: 400;">saúde mental</span></a><span style="font-weight: 400;"> está em frangalhos é uma tarefa angustiante, dolorosa e capaz de transformar os compromissos do dia a dia em uma verdadeira prisão. </span><i><span style="font-weight: 400;">Spencer</span></i><span style="font-weight: 400;">, novo filme de Pablo Larraín, causa grande impacto no espectador ao retratar esse tormento psicológico com tamanha elegância e sensibilidade. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Na trama, acompanhamos os últimos dias do casamento da </span><a href="https://personaunesp.com.br/the-crown-5-anos/"><span style="font-weight: 400;">princesa Diana</span></a><span style="font-weight: 400;"> (Kristen Stewart) com o príncipe Charles (Jack Farthing). Em meio a rumores de casos e de divórcio, a paz foi imposta para o Natal na casa de campo da Família Real. No evento repleto de comida e bebida, tiro e caça, Diana confronta as regras do rígido jogo de aparências. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Não é à toa que a atuação de Kristen Stewart em </span><i><span style="font-weight: 400;">Spencer </span></i><span style="font-weight: 400;">é apontada como forte candidata ao </span><i><span style="font-weight: 400;">Oscar</span></i><span style="font-weight: 400;">. Sua performance retraída e sufocante é a alma do filme e tudo dele está ali para destacá-la ainda mais, desde a direção ao figurino da época. A direção luxuosa de Larraín, com seus </span><a href="https://pt.wikipedia.org/wiki/Travelling#:~:text=Travelling%2C%20na%20terminologia%20de%20cinema,pr%C3%B3prio%20eixo%2C%20sem%20se%20deslocar.&amp;text=Este%20tipo%20de%20equipamento%20(carrinho,tamb%C3%A9m%20%C3%A9%20chamado%20de%20travelling."><i><span style="font-weight: 400;">travellings</span></i></a> <span style="font-weight: 400;">que andam pela casa da monarquia britânica como uma assombração, estabelece um clima inquietante, onde os monstros assustadores fazem parte da realeza. É um filme tão elegante e trágico quanto a personalidade histórica que escolheu retratar. </span><b>&#8211; Caio Machado</b></p>
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<figure id="attachment_25276" aria-describedby="caption-attachment-25276" style="width: 1517px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="wp-image-25276" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/12/tick-tick-6-scaled-e1639157581126.jpeg" alt="Cena do filme tick, tick...BOOM!. A imagem mostra a personagem de Andrew Garfield, um homem branco de cabelos castanhos ondulados bagunçados. Ele é fotografado da cintura para cima e está sorrindo, sem mostrar os dentes, e com os braços abertos, recebendo alguém, para quem ele está olhando, fora da imagem. Ele usa uma camisa xadrez azul escura e um relógio preto no pulso esquerdo. Ele está na frente de uma parede clara com quadros de avisos pendurados e atrás, à direita, existe uma janela que revela a luz do dia." width="1517" height="800" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/12/tick-tick-6-scaled-e1639157581126.jpeg 1964w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/12/tick-tick-6-scaled-e1639157581126-800x422.jpeg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/12/tick-tick-6-scaled-e1639157581126-1024x540.jpeg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/12/tick-tick-6-scaled-e1639157581126-768x405.jpeg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/12/tick-tick-6-scaled-e1639157581126-1536x810.jpeg 1536w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/12/tick-tick-6-scaled-e1639157581126-1200x633.jpeg 1200w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-25276" class="wp-caption-text">Olha ele aqui de novo &lt;3 (Foto: Netflix)</figcaption></figure>
<p><b>tick, tick&#8230; BOOM! (Idem, Lin-Manuel Miranda)</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Em sua posição de destaque dentro do ambiente artístico-cultural atual, </span><a href="https://www1.folha.uol.com.br/ilustrada/2021/11/entenda-quem-e-lin-manuel-miranda-astro-de-hamilton-agora-queridinho-da-america.shtml"><span style="font-weight: 400;">Lin-Manuel Miranda</span></a><span style="font-weight: 400;"> nunca deixa de destacar </span><a href="https://cinebuzz.uol.com.br/noticias/cinebuzzjaviu/lin-manuel-miranda-mostra-o-amor-por-seu-idolo-jonathan-larson-em-tick-tick-boom-cinebuzzindica.phtml"><span style="font-weight: 400;">a influência de Jonathan Larson</span></a><span style="font-weight: 400;"> em cada um dos musicais que o colocaram como </span><a href="https://gauchazh.clicrbs.com.br/cultura-e-lazer/musica/noticia/2021/06/cinco-cancoes-para-conhecer-a-premiada-trajetoria-de-lin-manuel-miranda-ckpxugzmc00000180xdgi6niu.html"><span style="font-weight: 400;">destaque</span></a><span style="font-weight: 400;"> no gênero do século XXI. O apreço pelo trabalho do compositor nova-iorquino é tamanho que depois de referenciar toda a sua criação no teatro, o levou até sua estreia na direção de Cinema. E dentre todos os filmes nascidos no </span><a href="https://cineclick.uol.com.br/noticias/2021-e-o-ano-dos-musicais-em-hollywood"><span style="font-weight: 400;">ano dos musicais</span></a><span style="font-weight: 400;">, nada será tão especial como o esperado primeiro longa de Lin, que concretiza uma grande homenagem à vida e obra de Jonathan com um testemunho de sua relevância nos teatros na década de 90.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Para isso, destaca-se a própria </span><a href="https://observatoriodocinema.uol.com.br/filmes/2021/11/tick-tick-boom-a-historia-real-de-jonathan-larson"><span style="font-weight: 400;">história de vida de Larson</span></a><span style="font-weight: 400;">, digna de ser dramatizada como o próprio já havia notado, ao escrever o musical semi-autobiográfico que leva o mesmo nome do filme de Manuel Miranda. Apresentado pela primeira vez em 2001, </span><i><span style="font-weight: 400;">tick, tick… BOOM!</span></i><span style="font-weight: 400;"> nunca foi apreciado pelo seu criador, que depois de muito perseguir seu sonho artístico, faleceu em decorrência de uma síndrome de Marfan não diagnosticada em janeiro de 1996, no dia de estreia de seu musical considerado a obra-prima de sua carreira, </span><a href="https://teatroemescala.com/2019/08/22/um-olhar-sobre-jonathan-larson/"><i><span style="font-weight: 400;">Rent</span></i></a><span style="font-weight: 400;">. A história do Van Gogh do teatro tinha tudo para ser trágica, mas nas mãos mágicas que dirigiram a adaptação conservando uma identificação ímpar com </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=Z6ueegKXqL8"><span style="font-weight: 400;">a essência</span></a><span style="font-weight: 400;"> que Jonathan criou para sua própria narrativa, é transformada num conto profundamente envolvente sobre a pressa e persistência que alguns de nós temos em viver os nossos sonhos.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O sentimento e a genialidade pulsante de Jonathan Larson são encarnados com primor na </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=BGIc8kb7dAA"><span style="font-weight: 400;">entrega de Andrew Garfield</span></a><span style="font-weight: 400;">, que tomado de uma profunda reverência e simpatia pelo personagem que interpreta, transforma o filme numa experiência e vislumbra uma indicação ao </span><a href="https://www.adorocinema.com/noticias/filmes/noticia-161353/"><i><span style="font-weight: 400;">Oscar</span></i><span style="font-weight: 400;"> 2022</span></a><span style="font-weight: 400;">. Perfeitamente coordenado por Lin-Manuel Miranda e harmonizado com o elenco brilhante (com destaque para a participação de Vanessa Hudgens, Joshua Henry, Mj Rodriguez, Alexandra Shipp e Robin de Jesús), </span><i><span style="font-weight: 400;">tick, tick… BOOM!</span></i><span style="font-weight: 400;"> vai tirar o seu fôlego e as suas lágrimas. Em troca, a obra te deixa uma certeza de que, ao entrar em contato com ela, você está </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=v3hgz18aGUs"><span style="font-weight: 400;">no lugar certo e na hora certa</span></a><span style="font-weight: 400;">. </span><b>&#8211; Raquel Dutra</b></p>
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<figure id="attachment_25277" aria-describedby="caption-attachment-25277" style="width: 1184px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-25277" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/12/imagembenedetta.jpg" alt="Cena do filme Benedetta. À direita está uma mulher jovem, branca e loira. Ela veste uma camisola branca. Ela está sentada em uma cadeira preta. Ajoelhada à sua frente há outra mulher. Ela é branca, de cabelos pretos e veste uma camisola branca. Ela está de costas para a câmera. Ao fundo visualizamos, de maneira desfocada, velas e uma parede de concreto." width="1184" height="785" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/12/imagembenedetta.jpg 1184w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/12/imagembenedetta-800x530.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/12/imagembenedetta-1024x679.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/12/imagembenedetta-768x509.jpg 768w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-25277" class="wp-caption-text">Nem em nome do Pai, nem do Filho, muito menos do Espírito Santo (Foto: Guy Ferrandis)</figcaption></figure>
<p><b>Benedetta (Idem, Paul Verhoeven)</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Um dos filmes mais polêmicos de 2021, </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=DW5wOtLSfPs&amp;ab_channel=IFCFilms"><i><span style="font-weight: 400;">Benedetta</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> é adaptado do livro </span><i><span style="font-weight: 400;">Immodest Acts: The Life of a Lesbian Nun in Renaissance Italy</span></i><span style="font-weight: 400;">, que conta a história real, passada no século XVII, de uma menina que se muda para o convento ainda criança. O filme acompanha um período da juventude de Benedetta, quando uma outra garota, Bartolomea, é acolhida pelas freiras. A produção não mede esforços para colocar o dedo na ferida da Igreja Católica. Por vezes beirando o satírico, o longa confronta os fiéis e denuncia a máquina de fazer dinheiro por trás da instituição.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Cercado de prós, </span><i><span style="font-weight: 400;">Benedetta</span></i><span style="font-weight: 400;"> tem um dos piores contras possíveis. A produção tem as típicas peças de seu diretor Paul Verhoeven: blasfêmia e </span><a href="https://www.instagram.com/personaunesp/p/CTf99zgB72l/?utm_medium=copy_link"><span style="font-weight: 400;">conteúdo sexual</span></a><span style="font-weight: 400;">. E é no forte apelo sexual que Verhoeven se faz intragável. Vendendo seu filme às custas da nudez do corpo feminino, ele faz de </span><i><span style="font-weight: 400;">Benedetta</span></i><span style="font-weight: 400;"> um prato cheio para a fetichização. A crítica à Igreja é certeira e enclausura o espectador em sua narrativa, mas a que custo? </span><b>&#8211; Ana Júlia Trevisan</b></p>
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<figure id="attachment_25128" aria-describedby="caption-attachment-25128" style="width: 1500px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="wp-image-25128 size-full" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/12/ciao-alberto-1-e1639157694939.jpg" alt="Cena da animação Oi, Alberto. Duas pessoas em um barco no meio do mar segurando uma rede de pesca. A esquerda, Alberto, uma criatura marinha que tem a pele azul, escamas roxas saindo de sua cabeça, ouvidos e braços, seu olhos são verdes e seus dentes arredondados. Ao seu lado está Massimus, um homem grande, com a pele branca, de bigode e cabelos castanhos, usando uma boina e camiseta bege, ele tem uma tatuagem no braço e no seu ombro está um gato branco e preto." width="1500" height="858" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/12/ciao-alberto-1-e1639157694939.jpg 1500w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/12/ciao-alberto-1-e1639157694939-800x458.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/12/ciao-alberto-1-e1639157694939-1024x586.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/12/ciao-alberto-1-e1639157694939-768x439.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/12/ciao-alberto-1-e1639157694939-1200x686.jpg 1200w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-25128" class="wp-caption-text">Os queridinhos de Luca voltam nesse curta de aquecer o coração (Foto: Disney+)</figcaption></figure>
<p><b>Oi, Alberto (Ciao Alberto, McKenna Harris)</b></p>
<p><i><span style="font-weight: 400;">Oi, Alberto</span></i><span style="font-weight: 400;"> mostra como anda a vida de Alberto e Massimo em Portorosso depois dos acontecimentos do filme </span><a href="https://personaunesp.com.br/luca-critica/"><i><span style="font-weight: 400;">Luca</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, enquanto Giulia e Luca estão na escola. A dupla passa seus dias pescando e vendendo peixes para a cidade, e com a convivência começam a desenvolver mais a relação que foi iniciada no longa. Alberto é uma criança entusiasmada, falante e energética, diferente de Massimo, que é mais reservado e monossilábico, mas a convivência dos dois os ensina a lidarem com novas experiências e serem exatamente o que o outro precisa.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O novo curta do </span><i><span style="font-weight: 400;">Disney+</span></i><span style="font-weight: 400;">, escrito e dirigido por McKenna Harris, é sensível, simples e bonito da mesma forma que seu material base. Tratando de questões importantes de serem abordadas, principalmente sobre relações familiares, de forma leve e sincera, </span><i><span style="font-weight: 400;">Oi, Alberto</span></i><span style="font-weight: 400;"> segue o padrão de qualidade de tudo que a <em>Pixar</em> produz. </span><b>&#8211; Marcela Zogheib</b></p>
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<figure id="attachment_25144" aria-describedby="caption-attachment-25144" style="width: 1200px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-25144" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/12/passing.jpg" alt="Cena em preto e branco do filme Identidade. Vemos uma mulher sendo abraçada por um homem, ambos são negros. Ela olha para a frente com expressão de choque e tristeza." width="1200" height="897" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/12/passing.jpg 1200w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/12/passing-800x598.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/12/passing-1024x765.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/12/passing-768x574.jpg 768w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-25144" class="wp-caption-text">Roda de oração para que Passing seja lembrado na temporada de premiações (Foto: Netflix)</figcaption></figure>
<p><b>Identidade (Passing, Rebecca Hall) </b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Duas amigas do colegial se reencontram em uma cidade segregada. A protagonista Irene (Tessa Thompson) se surpreende quando percebe que Clare (Ruth Negga), uma mulher negra de pele clara, consegue se “passar” por branca, mantendo até o marido John (Alexander Skarsgard) inconsciente de suas origens e de sua família. Baseando-se na obra </span><i><span style="font-weight: 400;">Identidade</span></i><span style="font-weight: 400;"> de Nella Larsen e estreando na direção, a atriz Rebecca Hall escolhe a fotografia em preto e branco para engrandecer sua </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=trwq3CNCMkU"><span style="font-weight: 400;">narrativa de sutilezas e desejos</span></a><span style="font-weight: 400;">.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Recheado até de um </span><a href="https://divamag.co.uk/2021/11/12/review-passing-netflix/"><span style="font-weight: 400;">subtexto </span><i><span style="font-weight: 400;">queer</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, </span><i><span style="font-weight: 400;">Passing </span></i><span style="font-weight: 400;">se desenrola no encanto de Irene e seu esposo Brian (Andre Holland) por Clare. Em meio a uma América mais racista que a atual, os personagens que orbitam esse microuniverso optam por omitir suas reais intenções, ao passo que as brilhantes interpretações se saúdam sem pressa. Em um dos melhores originais </span><i><span style="font-weight: 400;">Netflix </span></i><span style="font-weight: 400;">de 2021, Thompson é sinônimo de confusão e perdição, Holland exprime êxtase, Skarsgard transborda arrogância e Negga, a estrela do conjunto, está nas nuvens. </span><b>&#8211; Vitor Evangelista</b></p>
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<figure id="attachment_24986" aria-describedby="caption-attachment-24986" style="width: 1000px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-24986" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/12/louis-wain.jpg" alt="Cena do filme The Electrical Life of Louis Wain apresenta um homem branco de cabelos curtos pintando. Suas ilustrações de formas abstratas em tons predominantes em azul e amarelo ocupam todo o canto direito da imagem, dando a ideia de que o personagem está desenhando na lente da câmera." width="1000" height="667" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/12/louis-wain.jpg 1000w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/12/louis-wain-800x534.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/12/louis-wain-768x512.jpg 768w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-24986" class="wp-caption-text">A felicidade é um monte de gatinhos (Foto: Amazon Studios)</figcaption></figure>
<p><b>The Electrical Life of Louis Wain (Idem, </b><b>Will Sharpe)</b></p>
<p><i><span style="font-weight: 400;">The Electrical Life of Louis Wain </span></i><span style="font-weight: 400;">conta a história fantástica de </span><a href="https://clickmuseus.com.br/as-pinturas-de-gatos-de-louis-wain-a-evolucao-de-uma-possivel-doenca-mental/"><span style="font-weight: 400;">Louis Wain </span></a><span style="font-weight: 400;">(Benedict Cumberbatch)</span><span style="font-weight: 400;">, um homem extremamente criativo, mas com uma vida repleta de infelicidades. Como forma de ajudar a mãe e viúva e suas cinco irmãs, ele começa a vender ilustrações de animais, em especial, de gatos. Suas habilidades com os desenhos são fantásticas, porém a falta de traquejo social o distancia do convívio humano, no entanto, essa situação fria está prestes a mudar com a chegada de </span><span style="font-weight: 400;">Emily Richardson (</span><a href="https://personaunesp.com.br/tag/claire-foy/"><span style="font-weight: 400;">Claire Foy</span></a><span style="font-weight: 400;">)</span><span style="font-weight: 400;">, a nova governanta de uma de suas irmãs.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A comédia dramática </span><i><span style="font-weight: 400;">The Electrical Life of Louis Wain</span></i><span style="font-weight: 400;">, dirigida por </span><a href="https://www.theguardian.com/film/2021/nov/27/will-sharpe-interview-landscapers-electrical-louis-wain-flowers-giri-haji"><span style="font-weight: 400;">Will Sharpe</span></a><span style="font-weight: 400;">, traz de forma leve e descontraída os infortúnios da vida de um artista que nasceu durante o século XIX. Louis Wain ganhou notoriedade pelas suas características peculiares ao desenhar gatos. As ilustrações dos felinos antropomorfizados levaram alguns psiquiatras a acreditarem que o desenhista sofria de esquizofrenia. Mas apesar dessas adversidades, a trama narrada no longa de Sharpe, apresentada com uma direção de fotografia impecável, permite aos telespectadores rir e se emocionar ao mesmo tempo. </span><b>&#8211; Gabriel Gatti</b></p>
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<figure id="attachment_24991" aria-describedby="caption-attachment-24991" style="width: 2560px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-24991" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/12/eternals-scaled.jpg" alt="Cena do filme Eternos. A imagem mostra um grupo de pessoas andando em um deserto com duas árvores ao fundo e um céu azul acima. Na esquerda há uma menina branca de cabelos loiros curtos, óculos de sol e camisa azul. Atrás dela há um menino branco de cabelos castanhos e jaqueta de couro com as mãos nos bolsos. Mais atrás há um homem de óculos escuros. Ao centro e bem à frente há um homem negro de cabelos pretos baixos, óculos de grau e jaqueta preta abotoada na frente; ele está com a mão direita levantada para controlar um triângulo dourado que paira sobre sua palma. À sua direita há uma mulher asiática de cabelos castanhos, óculos de sol, camiseta branca com camisa xadrez verde por cima e calça jeans. No canto direito há um homem branco de cabelos castanhos, óculos escuros, calça preta e agasalho azul." width="2560" height="1073" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/12/eternals-scaled.jpg 2560w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/12/eternals-800x335.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/12/eternals-1024x429.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/12/eternals-768x322.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/12/eternals-1536x644.jpg 1536w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/12/eternals-2048x858.jpg 2048w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/12/eternals-1200x503.jpg 1200w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-24991" class="wp-caption-text">Entre a aprovação e reprovação da crítica, Eternos faz o que a Marvel nunca fez antes: deixa a ação e a comédia de lado para dar atenção à essência da narrativa (Foto: Marvel Studios)</figcaption></figure>
<p><b>Eternos (Eternals, Chloé Zhao)</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Uma visão minimalista era exatamente o que </span><a href="https://personaunesp.com.br/eternos-critica/"><i><span style="font-weight: 400;">Eternos</span></i></a> <span style="font-weight: 400;">precisava, mas nós só nos demos conta disso depois que assistimos o trabalho notório de Chloé Zhao. A chegada da </span><a href="https://g1.globo.com/pop-arte/cinema/oscar/2021/noticia/2021/04/26/chloe-zhao-vence-oscar-e-marvel-ganha-sua-primeira-diretora-ganhadora-de-oscar.ghtml"><span style="font-weight: 400;">premiadíssima</span></a><span style="font-weight: 400;"> diretora no meio da </span><i><span style="font-weight: 400;">Marvel Studios</span></i><span style="font-weight: 400;"> foi surpreendente, mas certeiro e à altura de um enredo mais complexo. Além disso, as expectativas foram altíssimas pelo elenco recheado com Angelina Jolie, Salma Hayek, Don Lee, o </span><a href="https://ovicio.com.br/eternos-richard-madden-comenta-sobre-reuniao-de-game-of-thrones-com-kit-harington/amp/"><span style="font-weight: 400;">encontro Stark</span></a><span style="font-weight: 400;"> de Kit Harington e Richard Madden, e é claro, a </span><a href="https://thedirect.com/article/marvel-eternals-harry-styles-eros-starfox-who-questions-faq"><span style="font-weight: 400;">super aparição</span></a><span style="font-weight: 400;"> de Harry Styles.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O longa fala sobre seres que precedem a nós, aos Vingadores e aos nossos amigos Deuses-loiros-barrigudos. E conversando com a missão emblemática que a humanidade trava desde que o mundo é mundo, </span><i><span style="font-weight: 400;">Eternos</span></i><span style="font-weight: 400;"> quer te contar quem diabos nos criou, e </span><a href="https://www.cnnbrasil.com.br/entretenimento/eternos-expande-o-universo-marvel-com-saga-de-origem-confusa/"><span style="font-weight: 400;">por qual motivo</span></a><span style="font-weight: 400;">. Há seres celestiais superiores a nós, comandando a engenhoca que é o universo- literalmente, pois o Ser Supremo que manda em todas as galáxias parece que saiu diretamente do filme </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=R4USssKofw8"><i><span style="font-weight: 400;">Robôs</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> &#8211; e baseados em uma única premissa: a vida termina para gerar mais vida. E está tudo bem. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">No meio disso tudo, a comicidade e o jogo de ação realística que é característica da </span><i><span style="font-weight: 400;">Marvel</span></i> <a href="https://www.vulture.com/article/eternals-movie-review-chloe-zhao-marvel-film.html"><span style="font-weight: 400;">respirou por aparelhos</span></a><span style="font-weight: 400;">, mas sobreviveu. Quem também apareceu </span><a href="https://www.upressonline.com/2021/11/review-eternals-brings-representation-to-the-marvel-universe/"><span style="font-weight: 400;">foi a inclusão</span></a><span style="font-weight: 400;">, com língua de sinais, beijo gay e tudo mais &#8211; ainda bem. O mais importante é que, entre tantos filmes heroicos, é a primeira vez que ser humano está no centro de tudo, e a nossa história ao longo dos séculos foi olhada com os olhos minuciosos de Zhao para perguntar: entre a beleza e a matança que causamos, temos nós algo de diferente para sermos salvos? </span><b>&#8211; Nathália Mendes</b></p>
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<figure id="attachment_24983" aria-describedby="caption-attachment-24983" style="width: 1600px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="wp-image-24983 size-full" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/11/noite-passada-em-soho.jpg" alt="Cena do filme Noite Passada em Soho. Eloise (Thomasin McKenzie), de olhos arregalados e manchados de maquiagem preta, coloca o braço direito por cima da boca, se inclinando para trás, virada para a esquerda. Eloise é uma mulher caucasiana jovem, de cabelos loiros ressecados e olhos azuis, usando um vestido preto sem mangas. Uma luz vinda da esquerda ilumina seu rosto e seu corpo. Atrás dela, uma cadeira com algumas roupas jogadas em cima é iluminada pela luz que vem da esquerda, assim como parte do piso de madeira, enquanto a parede atrás dela está na penumbra. " width="1600" height="900" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/11/noite-passada-em-soho.jpg 1600w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/11/noite-passada-em-soho-800x450.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/11/noite-passada-em-soho-1024x576.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/11/noite-passada-em-soho-768x432.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/11/noite-passada-em-soho-1536x864.jpg 1536w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/11/noite-passada-em-soho-1200x675.jpg 1200w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-24983" class="wp-caption-text">O passado é um prólogo (Foto: Universal Pictures)</figcaption></figure>
<p><b>Noite Passada em Soho (Last Night in Soho, Edgar Wright)</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Depois das corridas eletrizantes de </span><a href="https://personaunesp.com.br/em-ritmo-de-fuga-critica/"><i><span style="font-weight: 400;">Em Ritmo de Fuga</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> (2017) e o célebre documentário </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=EOUsIYESOpM"><i><span style="font-weight: 400;">The Sparks Brothers</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, o diretor britânico Edgar Wright volta a nos deslumbrar com seus visuais meticulosos e sua </span><a href="https://open.spotify.com/album/4DzZicbRx0J0zBg3yg7B1p?si=laUMMZ36RWShLOllKg_8lw"><i><span style="font-weight: 400;">playlist</span></i><span style="font-weight: 400;"> pessoal</span></a><span style="font-weight: 400;"> em </span><i><span style="font-weight: 400;">Noite Passada em Soho</span></i><span style="font-weight: 400;">. Estrelado por Thomasin McKenzie (</span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=ClV3mHr5Go0"><i><span style="font-weight: 400;">Jojo Rabbit</span></i></a><span style="font-weight: 400;">) e Anya Taylor-Joy (</span><a href="https://personaunesp.com.br/o-gambito-da-rainha-critica/"><i><span style="font-weight: 400;">O Gambito da Rainha</span></i></a><span style="font-weight: 400;">), o novo longa explora as ruas e vielas do famoso bairro londrino sob a perspectiva de uma estudante de Moda capaz de misteriosamente transitar entre o presente e o passado, se rendendo aos prazeres e as monstruosidades da década de 60 enquanto tenta resolver um assassinato obscuro.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Embora a princípio a trilha sonora evoque uma exaltação à nostalgia, seduzindo tanto Eloise (McKenzie) quanto a audiência com suas cores e canções, não demora para que a verdade comece a sussurrar por entre os vocais de Sandie (Taylor-Joy) e os pesadelos tomem o lugar dos sonhos. Grande parte da obra se sustenta na dualidade estabelecida entre as duas mulheres, justapondo suas experiências e suas assombrações em uma procissão cíclica e ritmada de proporções alucinantes. Mesmo sem que contracenem diretamente, ambas as atrizes dão performances assombrosas e irresistíveis, elevando o roteiro de Wright e Krysty Wilson-Cairns.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Apesar disso, a estrela de qualquer filme de Edgar Wright é sempre a direção. Embora nem todas das técnicas cômicas do cineasta e suas sensibilidades sejam traduzidas perfeitamente para o gênero de Terror, ainda é revigorante ver ele expandindo seu corpo de trabalho, trazendo seus cortes inventivos e misturando-os com as inspirações do </span><a href="https://www.curzon.com/journal/last-night-in-soho-and-its-gory-giallo-influences/"><span style="font-weight: 400;">Cinema </span><i><span style="font-weight: 400;">giallo</span></i></a><span style="font-weight: 400;">. Em uma sinfonia psicodélica e infernal entre passado e  futuro, os verdadeiros fantasmas são os que ficam presos entre os dois.</span><b> &#8211; Gabriel Oliveira F. Arruda</b></p>
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<figure id="attachment_25145" aria-describedby="caption-attachment-25145" style="width: 1920px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-25145" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/12/richard.jpg" alt="Cena do filme King Richard mostra o corredor interno de um estádio e uma adolescente andando. Ela é negra, tem tranças brancas no cabelo e usa um moletom esportivo claro, levando uma bolsa azul nos ombros." width="1920" height="1080" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/12/richard.jpg 1920w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/12/richard-800x450.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/12/richard-1024x576.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/12/richard-768x432.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/12/richard-1536x864.jpg 1536w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/12/richard-1200x675.jpg 1200w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-25145" class="wp-caption-text">O filme encontra nas jovens atrizes que interpretam Venus e Serena, Saniyya Sidney e Demi Singleton, duas joias de talento (Foto: HBO Max)</figcaption></figure>
<p><b>King Richard: Criando Campeãs (King Richard, Reinaldo Marcus Green)</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Se tudo correr como o planejado, Will Smith receberá uma estatueta do </span><i><span style="font-weight: 400;">Oscar </span></i><span style="font-weight: 400;">como Melhor Ator por </span><i><span style="font-weight: 400;">King Richard</span></i><span style="font-weight: 400;">. É claro que ainda tem muito chão até o final de março, mas a julgar pelo trabalho do intérprete, fica claro que a cinebiografia do </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=9MRLMEMhNb0"><span style="font-weight: 400;">pai e treinador das irmãs Williams</span></a><span style="font-weight: 400;"> foi moldada como veículo de adoração e aclamação para Smith. Na produção, que tem envolvimento criativo de Venus e Serena, além do próprio Will, acompanhamos a juventude das tenistas e todos os obstáculos enfrentados até o início da subida em suas carreiras.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Para tal, o diretor Reinaldo Marcus Green entende que a força motriz de </span><i><span style="font-weight: 400;">King Richard</span></i><span style="font-weight: 400;"> está no elenco, e coloca tudo nas costas do protagonista e de Aunjanue Ellis, que vive a mãe Oracene Williams e é, fácil, a melhor atriz coadjuvante do ano. Jon Bernthal aparece com um técnico peculiar e adiciona humor a receita de fracasso, trabalho duro e sucesso. Mas, se tratando da biografia de alguém vivo, o filme toma liberdades, faz omissões e </span><a href="https://www.uai.com.br/app/noticia/cinema/2021/11/25/noticias-cinema,281538/king-richard-will-smith-e-detonado-pela-irma-de-venus-e-serena-williams.shtml"><span style="font-weight: 400;">já se provou desagradável</span></a><span style="font-weight: 400;"> para indivíduos ligados ao Richard de verdade. Se isso machucará a caminhada de Will Smith até o palco do </span><i><span style="font-weight: 400;">Oscar</span></i><span style="font-weight: 400;">, só o tempo dirá. Por enquanto, a eloquência e a emoção de </span><i><span style="font-weight: 400;">King Richard</span></i><span style="font-weight: 400;"> falam por si só. </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=4wYdZi3tFJ4"><span style="font-weight: 400;">E ainda tem a Beyoncé</span></a><span style="font-weight: 400;">. </span><b>&#8211; Vitor Evangelista</b></p>
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<figure id="attachment_25278" aria-describedby="caption-attachment-25278" style="width: 1280px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-25278" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/12/imagemannette.jpg" alt="Cena do filme Annette. Vemos um casal parado em frente a paparazzis que tiram fotos. Ambos são brancos e estão próximos um do outro, prestes a se beijarem. A mulher tem cabelo ruivo comprido, nariz fino e está com um buquê de flores nas mãos. O homem tem cabelo preto na altura do ombro e está usando um capacete de moto com o visor levantado para olhar para a mulher." width="1280" height="720" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/12/imagemannette.jpg 1280w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/12/imagemannette-800x450.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/12/imagemannette-1024x576.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/12/imagemannette-768x432.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/12/imagemannette-1200x675.jpg 1200w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-25278" class="wp-caption-text">No Brasil, Annette é distribuído pela MUBI (Foto: MUBI)</figcaption></figure>
<p><b>Annette (Idem, Leos Carax)</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Apaixonante e musical, </span><a href="https://personaunesp.com.br/annette-critica/"><i><span style="font-weight: 400;">Annette</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> é primo próximo de </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=zXvgkkNMi-4&amp;ab_channel=Telecine"><i><span style="font-weight: 400;">La La Land</span></i></a><span style="font-weight: 400;">. Dirigido pelo francês Leos Carax, o filme se deleita em cada uma de suas camadas. A obra é protagoniza </span><a href="https://personaunesp.com.br/tag/adam-driver/"><span style="font-weight: 400;">Adam Driver</span></a><span style="font-weight: 400;"> no papel do comediante Henry McHenry e Marion Cotillard como a renomada cantora de ópera Ann. Juntos, eles vivem o amor enquanto decolam com suas carreiras profissionais. Mas a vida do casal é completamente mudada com a chegada da filha que batiza o filme.</span></p>
<p><i><span style="font-weight: 400;">Annette</span></i><span style="font-weight: 400;"> não é um simples musical. Seus elementos visuais em conjunto com as canções criam metáforas que contrastam com toda a história. Quem realmente fica em evidência é o personagem de Adam Driver, que dá fôlego para as mais de duas horas de duração da produção recheada de vicissitudes. Por fim, </span><i><span style="font-weight: 400;">Annette</span></i><span style="font-weight: 400;">, responsável por abrir o </span><a href="https://www.instagram.com/p/CRkYiBwBqpj/?utm_medium=copy_link"><span style="font-weight: 400;">Festival de Cannes 2021</span></a><span style="font-weight: 400;">, soa como um grande desabafo de seu diretor. “</span><i><span style="font-weight: 400;">Podemos começar o espetáculo?”</span></i> <b>&#8211; Ana Júlia Trevisan</b></p>
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<figure id="attachment_25279" aria-describedby="caption-attachment-25279" style="width: 1506px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-25279" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/12/all-too-well.jpg" alt="" width="1506" height="941" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/12/all-too-well.jpg 1506w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/12/all-too-well-800x500.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/12/all-too-well-1024x640.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/12/all-too-well-768x480.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/12/all-too-well-1200x750.jpg 1200w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-25279" class="wp-caption-text">Além de basear o curta-metragem, a nova versão de All Too Well também marcou um dos mais importantes feitos de Taylor Swift: contrariando a lógica da indústria musical, a artista alcançou o 1º lugar nas paradas musicais com uma canção de mais de 10 minutos (Foto: YouTube/Taylor Swift)</figcaption></figure>
<p><b>All Too Well: The Short Film (Idem, Taylor Swift)</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Não, você não está no </span><i><span style="font-weight: 400;">post</span></i><span style="font-weight: 400;"> errado. Sim, temos Taylor Swift no Cineclube. É que além de abalar mais uma vez as estruturas do mundo da </span><a href="https://personaunesp.com.br/lancamentos-musicais-novembro-de-2021/"><span style="font-weight: 400;">Música</span></a><span style="font-weight: 400;"> com a continuação de seu projeto de regravações, que já é responsável por fuçar os baús da artista e trazer canções que ficaram de fora dos discos na época de seus primeiros lançamentos, </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=5UMCrq-bBCg&amp;list=PLINj2JJM1jxMjrb29kIR5WixKfVeaOaIT"><i><span style="font-weight: 400;">Red (Taylor’s Version)</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> também levou a artista para o Cinema. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O momento para Taylor Swift estrear como diretora e a história para construir o primeiro roteiro que ostenta a sua assinatura não poderiam ser melhores: 12 de novembro de 2021 foi quando o mundo conheceu a </span><a href="https://rollingstone.uol.com.br/musica/taylor-swift-revela-como-conceito-da-versao-de-10-minutos-de-all-too-well-surgiu-entenda/"><span style="font-weight: 400;">versão completa</span></a><span style="font-weight: 400;"> da canção entendida como </span><a href="https://prensa.li/entretenimento/all-too-well-melhor-composicao-de-taylor-swift/"><span style="font-weight: 400;">uma das melhores</span></a><span style="font-weight: 400;"> de toda a sua respeitada carreira como letrista, </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=sRxrwjOtIag&amp;list=PLINj2JJM1jxMjrb29kIR5WixKfVeaOaIT&amp;index=33"><i><span style="font-weight: 400;">All Too Well (10 Minute Version) (Taylor’s Version) (From The Vault)</span></i></a><span style="font-weight: 400;">. Para acompanhar, a artista elaborou um curta-metragem, que compreende no visual a narrativa intensa que originou sua música tão celebrada, personificada no protagonismo magnético de Sadie Sink (</span><i><span style="font-weight: 400;">Stranger Things</span></i><span style="font-weight: 400;"> e </span><i><span style="font-weight: 400;">Rua do Medo</span></i><span style="font-weight: 400;">) e Dylan O’Brien (</span><i><span style="font-weight: 400;">Teen Wolf </span></i><span style="font-weight: 400;">e </span><i><span style="font-weight: 400;">Maze Runner</span></i><span style="font-weight: 400;">).</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">As referências que existiram no imaginário da canção são todas concretizadas. Entre folhas de outono, viagens de carro, sinais vermelhos, vento no cabelo e demais cenas românticas sob a luz da geladeira da cozinha ou no alto da madrugada, o filme parece encapsular a era </span><i><span style="font-weight: 400;">Red</span></i><span style="font-weight: 400;"> em 15 minutos. Com direito a </span><a href="https://www.hollywoodreporter.com/news/music-news/taylor-swift-all-too-well-short-film-premiere-1235047255/"><span style="font-weight: 400;">estreias nos cinemas</span></a><span style="font-weight: 400;"> de Nova Iorque e </span><i><span style="font-weight: 400;">premiere</span></i><span style="font-weight: 400;"> no </span><i><span style="font-weight: 400;">YouTube</span></i><span style="font-weight: 400;"> com centenas de milhares de pessoas, </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=tollGa3S0o8"><i><span style="font-weight: 400;">All Too Well: The Short Film</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> só confirma a maior habilidade de Taylor Swift: </span><a href="https://personaunesp.com.br/folklore-critica/"><span style="font-weight: 400;">contar histórias</span></a><span style="font-weight: 400;">, </span><a href="https://valkirias.com.br/a-narrativa-introspectiva-das-letras-de-taylor-swift/"><span style="font-weight: 400;">narrativizar sentimentos</span></a><span style="font-weight: 400;"> e, claro, lembrar de </span><i><span style="font-weight: 400;">tudo muito bem</span></i><span style="font-weight: 400;">. </span><b>&#8211; Raquel Dutra</b></p>
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<figure id="attachment_24987" aria-describedby="caption-attachment-24987" style="width: 678px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-24987" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/12/ultimo-duelo.jpg" alt="Cena do filme O Último Duelo exibe uma mulher branca, com um olhar aflito, de cabelos loiros presos, vestindo uma roupa preta, montada em um cavalo marrom. Aos arredores da imagem há outras pessoas e uma vegetação ao fundo que foram embasadas para focar na mulher ao centro." width="678" height="452" /><figcaption id="caption-attachment-24987" class="wp-caption-text">O Último Duelo escancara o sexismo medieval (Foto: 20th Century Studios)</figcaption></figure>
<p><b>O Último Duelo (</b><b>The Last Duel</b><b>, </b><b>Ridley Scott</b><b>)</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A </span><a href="https://mundoeducacao.uol.com.br/historiageral/idade-media.htm#:~:text=A%20Idade%20M%C3%A9dia%20%C3%A9%20o,Constantinopla%20pelo%20Imp%C3%A9rio%20Turco%2DOtomano."><span style="font-weight: 400;">Idade Média</span></a><span style="font-weight: 400;"> foi um período complexo da história da humanidade. Em um tempo em que as mulheres eram acusadas de bruxaria caso rompessem com os padrões estipulados pela nobreza, Marguerite de Carrouges (Jodie Comer) acusa Jacques LeGris (Adam Driver), o melhor amigo de seu marido, Jean de Carrouges (Matt Damon), de estupro. O caso vira a França de cabeça para baixo, já que as figuras envolvidas com a história são membros da aristocracia. Após um grande embate, o Parlamento determina que a história se resolva com um embate armado entre os homens, em que apenas um deles sairá vivo.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A trama complexa e revoltante de </span><i><span style="font-weight: 400;">O Último Duelo</span></i><span style="font-weight: 400;">, dirigida por Ridley Scott, foi inspirada em uma história real tenebrosa. A super produção acompanha por diversos ângulos a narrativa apresentada por </span><a href="https://veja.abril.com.br/blog/e-tudo-historia/o-ultimo-duelo-o-caso-real-do-estupro-que-marcou-a-historia-da-franca/"><span style="font-weight: 400;">Marguerite de Carrouges</span></a><span style="font-weight: 400;">, que segue em sua luta incansável pela justiça. A direção fotográfica e a trilha sonora contribuem para a angústia que o diretor de </span><a href="https://personaunesp.com.br/thelma-e-louise-30-anos/"><i><span style="font-weight: 400;">Thelma &amp; Louise</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> pretende passar. Ao longo de seu desenrolar, </span><i><span style="font-weight: 400;">O Último Duelo </span></i><span style="font-weight: 400;">apresenta diversos altos e baixos, com alguns diálogos longos e exaustivos. No entanto, até mesmo com seus pontos fracos, o longa medieval entrega uma atuação impecável. </span><b>&#8211; Gabriel Gatti</b></p>
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<figure id="attachment_24992" aria-describedby="caption-attachment-24992" style="width: 1280px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-24992" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/12/love-hard.jpg" alt="Cena do filme Um Match Surpresa. A imagem mostra uma mulher segurando um celular que mostra a imagem de um homem segurando um cartaz escrito “tchau Natalie”. A mulher é branca de cabelos castanhos presos em um rabo de cavalo, usa um óculos de sol no topo da cabeça, moletom cinza com logo da Nike e sua expressão é de astúcia. Ela segura seu celular com a mão, enquanto outra mão vinda do lado direito da imagem se aproxima para pegá-lo. O fundo é um parque." width="1280" height="720" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/12/love-hard.jpg 1280w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/12/love-hard-800x450.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/12/love-hard-1024x576.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/12/love-hard-768x432.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/12/love-hard-1200x675.jpg 1200w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-24992" class="wp-caption-text">O filme do diretor Hernán García foi salvo pelo elenco popular, que trazem traços da relação paternal chinesa-americana, e o infalível clima natalino (Foto: Netflix)</figcaption></figure>
<p><b>Um Match Surpresa (Love Hard, </b><b>Hernán Jiménez García</b><b>)</b></p>
<p><a href="https://www.youtube.com/watch?v=bxfzkbUFlwU"><i><span style="font-weight: 400;">Um Match Surpresa</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> é um dos primeiros filmes água com açúcar e de qualidade medíocre que já chegaram na </span><i><span style="font-weight: 400;">Netflix</span></i><span style="font-weight: 400;"> no esquenta para o Natal. A premissa é a mesma de </span><a href="https://sundial.csun.edu/11135/archive/dressesthoughpredictableisdressedforsuccess/"><i><span style="font-weight: 400;">Vestida Para Casar</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, em que a mulher se sente assombrada pelo fantasma de ficar para titia, mas sem cultivar o romance que nasce naturalmente. Protagonizado por Nina Dobrev, sua personagem Natalie Bauer é uma jornalista que conta sobre seus encontros amorosos fracassados em um </span><i><span style="font-weight: 400;">site</span></i><span style="font-weight: 400;">, e fica nesse </span><a href="https://www.nytimes.com/2021/11/05/movies/love-hard-review.html"><span style="font-weight: 400;">ciclo vicioso</span></a><span style="font-weight: 400;"> impulsionada por um chefe nada gente fina, que a quer continuamente vendendo histórias de tragédia. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Natalie acha uma boa ideia viajar até o cara que ela acabou de conhecer por aplicativo de namoro para uma surpresa natalina. Só que ela cai em um </span><i><span style="font-weight: 400;">catfish</span></i><span style="font-weight: 400;"> &#8211; chocando ninguém &#8211; e </span><a href="https://www.indiewire.com/2021/11/love-hard-review-netflix-1234677080/"><span style="font-weight: 400;">acaba presa</span></a><span style="font-weight: 400;"> com Josh (Jimmy O. Yang) e </span><a href="https://www.salon.com/2021/11/05/love-hard-review-netflix/"><span style="font-weight: 400;">sua família</span></a><span style="font-weight: 400;"> chinesa-americana. Os alívios cômicos e a crítica para a deturpação de identidade na <em>internet</em> são superficiais. Para piorar, Hernán García passa pano para mentirosos que pescam pessoas <em>on-line</em>, procurando justificativas para romantizar o homem. Mirando em atacar a geração que procura amor na aparência física, ele </span><a href="https://variety.com/2021/film/reviews/love-hard-review-1235105525/"><span style="font-weight: 400;">morre na praia</span></a><span style="font-weight: 400;">, acerta na reafirmação da perfeição das mulheres e, irritantemente, nos faz acreditar nisso. </span><b>&#8211; Nathália Mendes</b></p>
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<figure id="attachment_25025" aria-describedby="caption-attachment-25025" style="width: 1466px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-25025" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/12/marighella-e1547140197884.jpg" alt="" width="1466" height="978" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/12/marighella-e1547140197884.jpg 1466w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/12/marighella-e1547140197884-800x534.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/12/marighella-e1547140197884-1024x683.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/12/marighella-e1547140197884-768x512.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/12/marighella-e1547140197884-1200x801.jpg 1200w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-25025" class="wp-caption-text">Brilhante, Seu Jorge dá vida ao guerrilheiro comunista Carlos Marighella, assassinado pela ditadura civil-militar em 1969 (Foto: O2 Filmes)</figcaption></figure>
<p><strong>Marighella (Wagner Moura)</strong></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Abílio Clemente Filho, Ana Maria Nacinovic Corrêa, Aurora Maria Nascimento Furtado, Péricles Gusmão Régis, Edmur Péricles Camargo, Dinalva Oliveira Teixeira, Hamilton Pereira Damasceno, Helenira Resende de Souza Nazareth, Ichiro Nagami, Issami Nakamura Okano, Lyda Monteiro da Silva, Manoel Aleixo da Silva, Maria Augusta Thomaz, Túlio Roberto Cardoso Quintiliano, Uirassú de Assis Batista, Jane Vanini, Felix Escobar, Catarina Helena Abi-Eçab, Edson Luiz Lima Souto, Zuleika Angel Jones, Vladimir Herzog, Carlos Lamarca, Oswaldo Orlando da Costa, </span><a href="https://memoriasdaditadura.org.br/biografias-da-resistencia/carlos-marighella/"><span style="font-weight: 400;">Carlos Marighella</span></a><span style="font-weight: 400;">.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">De acordo com o relatório final da Comissão Nacional da Verdade, a ditadura civil-militar brasileira deixou, oficialmente, 434 mortos e desaparecidos. Acima, estão alguns poucos nomes que integram essa </span><a href="https://memoriasdaditadura.org.br/memorial-mortos-e-desaparecidos/"><span style="font-weight: 400;">lista</span></a><span style="font-weight: 400;">. Para além de assistir e se emocionar com </span><a href="https://personaunesp.com.br/marighella-critica/"><i><span style="font-weight: 400;">Marighella</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, repeti-los é reafirmar e </span><a href="https://www.dw.com/pt-br/mais-de-mil-ossadas-de-vala-aberta-na-ditadura-ainda-aguardam-identifica%C3%A7%C3%A3o/a-54812193"><span style="font-weight: 400;">honrar a memória</span></a><span style="font-weight: 400;"> dos combatentes. Para que não aconteça de novo. </span><b>&#8211; Caroline Campos</b><span style="font-weight: 400;">  </span></p>
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<figure id="attachment_25129" aria-describedby="caption-attachment-25129" style="width: 1200px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-25129" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/12/encanto-1.jpg" alt="Cena da animação Encanto. Ambiente externo com iluminação natural e um fundo com árvores bastante verdes e casa com telhados terracota. Ao centro, Mirabel, uma mulher colombiana, com cabelos escuros, curtos e encaracolados, óculos redondos, olhos castanhos e um sorriso. Ela está segurando uma cesta com cataventos, chapéus de festa, instrumentos e outros objetos de comemoração. À sua volta estão três crianças moradoras de Encanto." width="1200" height="900" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/12/encanto-1.jpg 1200w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/12/encanto-1-800x600.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/12/encanto-1-1024x768.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/12/encanto-1-768x576.jpg 768w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-25129" class="wp-caption-text">Com uma arrecadação de US$ 57,9 milhões, Encanto tem se mantido na liderança das bilheterias americanas (Foto: Walt Disney Studios Motion Pictures)</figcaption></figure>
<p><b>Encanto (Idem, Byron Howard e Jared Bush)</b></p>
<p><i><span style="font-weight: 400;">Encanto</span></i><span style="font-weight: 400;"> conta a história dos </span><a href="https://entretenimento.r7.com/cinema-e-series/jeniffer-nascimento-e-felipe-araujo-falam-sobre-filme-encanto-sonho-04122021"><span style="font-weight: 400;">Madrigal</span></a><span style="font-weight: 400;">, uma família da Colômbia que vive em uma casa mágica. Lá, cada um dos moradores tem um dom que é concedido a eles após um milagre muitos anos atrás, exceto Mirabel (</span><a href="https://personaunesp.com.br/em-um-bairro-de-nova-york-critica/"><span style="font-weight: 400;">Stephanie Beatriz</span></a><span style="font-weight: 400;">), a única que ainda não descobriu o seu poder. Mas ao perceber mudanças e rachaduras pela casa, a personagem busca a resolução dos problemas para salvar sua família.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O longa, dirigido por Byron Howard e Jared Bush, tem a trilha sonora assinada por </span><a href="https://personaunesp.com.br/hamilton-critica/"><span style="font-weight: 400;">Lin-Manuel Miranda</span></a><span style="font-weight: 400;">, que faz um trabalho impecável em criar e expor os sentimentos de cada um dos personagens e cenas através de músicas maravilhosas que contam uma história a cada número. Mas a trilha é só uma parte do </span><i><span style="font-weight: 400;">encanto</span></i><span style="font-weight: 400;"> do filme, que traz com um enredo inovador, personagens diversos e relacionáveis, e uma animação linda e aconchegante. </span><b>&#8211; Marcela Zogheib</b></p>
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<figure id="attachment_25282" aria-describedby="caption-attachment-25282" style="width: 1500px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-25282" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/12/clifford.jpg" alt="Cena do filme Clifford: O Gigante Cão Vermelho. A imagem mostra a personagem de Darby Camp, uma garota branca de cabelos ruivos, em close no seu rosto, de perfil. Ela está encostada numa cama, usando pijamas brancos, e seu rosto está tocando o focinho de um cachorrinho vermelho pequeno, que ela segura à sua frente com as mãos. Ambos estão de olhos fechados." width="1500" height="844" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/12/clifford.jpg 1500w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/12/clifford-800x450.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/12/clifford-1024x576.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/12/clifford-768x432.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/12/clifford-1200x675.jpg 1200w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-25282" class="wp-caption-text">Alerta de filme que agrada a família toda (Foto: Paramount Pictures)</figcaption></figure>
<p><b>Clifford: O Gigante Cão Vermelho (Clifford, the Big Red Dog, Walt Becker)</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Nos últimos suspiros de 2021, </span><i><span style="font-weight: 400;">Clifford: O Gigante Cão Vermelho</span></i><span style="font-weight: 400;"> finalmente foi lançado. A nova versão da </span><a href="https://observatoriodocinema.uol.com.br/criticas/2021/11/critica-clifford-o-gigante-cao-vermelho"><span style="font-weight: 400;">história infantil clássica</span></a><span style="font-weight: 400;"> de Norman Bridwell, que já foi para a TV e para os cinemas entre 2000 e 2006, teve sua estreia atrasada por conta da pandemia, mas agora renovou a simpatia do cãozinho num longa </span><i><span style="font-weight: 400;">live-action</span></i><span style="font-weight: 400;"> para ganhar os corações das </span><a href="https://cinepoca.com.br/clifford-o-gigante-cao-vermelho-traz-historia-envolvente-para-adultos-e-criancas/"><span style="font-weight: 400;">crianças da geração alpha</span></a><span style="font-weight: 400;">.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O filme de Walt Becker traz </span><a href="https://www.instagram.com/darbyecamp/"><span style="font-weight: 400;">Darby Camp</span></a><span style="font-weight: 400;"> como Emily Elizabeth, personagem que logo tem o prazer de conhecer Clifford (David Alan Grier) através de um criador de animais, que promete uma relação direta entre o crescimento do animal e o amor dedicado a ele. O complemento da aventura de </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=mT5niq0-D6M"><i><span style="font-weight: 400;">Clifford: O Gigante Cão Vermelho</span></i></a> <span style="font-weight: 400;">é o divertido tio Casey (Jack Whitehall), responsável por Emily enquanto sua mãe está fora da cidade, o cenário de uma Nova Iorque, tipicamente caótica para um cachorro nada normal, e o toque delicado em questões importantes de serem introduzidas desde a infância, como </span><i><span style="font-weight: 400;">bullying</span></i><span style="font-weight: 400;"> e respeito às diferenças. </span><b>&#8211; Raquel Dutra</b></p>
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<figure id="attachment_25281" aria-describedby="caption-attachment-25281" style="width: 1400px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-25281" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/12/imagemalertavermelho.jpg" alt="Cena do filme Alerta Vermelho. Ao centro vemos Gal Gadot. Uma mulher jovem, branca, de cabelos pretos e levemente ondulados. Ela veste um vestido vermelho e colar, pulseira e anel pratas. Suas mãos estão tocando um ovo grande de ouro. Ela está olhando para a peça. O fundo é desfocado em luzes pretas e amarelas." width="1400" height="700" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/12/imagemalertavermelho.jpg 1400w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/12/imagemalertavermelho-800x400.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/12/imagemalertavermelho-1024x512.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/12/imagemalertavermelho-768x384.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/12/imagemalertavermelho-1200x600.jpg 1200w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-25281" class="wp-caption-text">É melhor assistir Alerta Vermelho do que Domingão com Huck (Foto: Netflix)</figcaption></figure>
<p><b>Alerta Vermelho (Red Notice, Rawson Marshall Thurber)</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">No final do tenebroso 2020, já era possível escutar os burburinhos sobre </span><a href="http://youtube.com/watch?v=3pTXnZw_Xhc"><i><span style="font-weight: 400;">Alerta Vermelho</span></i></a><span style="font-weight: 400;">. Isso porque o filme da </span><a href="https://personaunesp.com.br/tag/netflix/"><i><span style="font-weight: 400;">Netflix</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> conta com nada mais nada menos do que Gal Gadot, The Rock e Ryan Reynolds no elenco principal. Produções que dispõem de protagonistas do alto escalão sempre correm o risco de oferecer roteiros rasos e apenas rostos bonitos, e é exatamente isso que</span><i><span style="font-weight: 400;"> Red Notice</span></i><span style="font-weight: 400;"> exibe em suas quase duas horas de duração.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Divertidinho, </span><i><span style="font-weight: 400;">Alerta Vermelho</span></i><span style="font-weight: 400;"> é cheio de atuações canastronas e um roteiro sem pé nem cabeça que tenta emplacar um novo </span><i><span style="font-weight: 400;">plot</span></i><span style="font-weight: 400;"> a cada cinco minutos de filme. A história sobre os maiores ladrões de Arte procurados pela </span><a href="https://www.novo.justica.gov.br/sua-protecao-2/cooperacao-internacional/atuacao-internacional-2/foros-internacionais/international-criminal-police-organization-interpol"><i><span style="font-weight: 400;">Interpol</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> sabe que será sucesso de audiência pelos nomes envolvidos. É por conta disso que o filme não se preocupa em não oferecer detalhes técnicos, muito menos se importa com o fato de entregar apenas clichês. </span><i><span style="font-weight: 400;">Alerta Vermelho</span></i><span style="font-weight: 400;"> é, sem dúvidas, </span><i><span style="font-weight: 400;">Sessão da Tarde</span></i><span style="font-weight: 400;"> para toda família. </span><b>&#8211; Ana Júlia Trevisan</b></p>
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<figure id="attachment_25287" aria-describedby="caption-attachment-25287" style="width: 2560px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-25287" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/12/vinganca-e-castigo-scaled.jpg" alt="Cena do filme Vingança e Castigo. Na imagem dois homens estão sentados lado a lado em uma mesa de bar antiga. Sentado à esquerda há um homem negro de cabelos castanhos e barba rala, ele veste jaqueta marrom sobre camisa jeans e está olhando para a bebida que está servindo em cima da mesa. À sua direita há um homem negro de mais idade, com chapéu preto, grossos bigodes pretos, vestindo terno preto sobre camisa branca e gravata borboleta roxa, enquanto olha para a mesa e dá um largo sorriso. Em cima da mesa há um vidro laranja tampando uma vela e um chapéu preto repousado mais para o lado. O fundo mostra lustres e uma cortina laranja para outra sala." width="2560" height="1707" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/12/vinganca-e-castigo-scaled.jpg 2560w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/12/vinganca-e-castigo-800x533.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/12/vinganca-e-castigo-1024x683.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/12/vinganca-e-castigo-768x512.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/12/vinganca-e-castigo-1536x1024.jpg 1536w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/12/vinganca-e-castigo-2048x1365.jpg 2048w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/12/vinganca-e-castigo-1200x800.jpg 1200w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-25287" class="wp-caption-text">Delroy Lindo é mais um ator fantástico que vive o xerife Bass Reeves (Foto: Netflix)</figcaption></figure>
<p><b>Vingança &amp; Castigo (The Harder They Fall, Jeymes Samuel)</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O faroeste da</span><i><span style="font-weight: 400;"> Netflix</span></i><span style="font-weight: 400;"> não sai fora da curva no </span><i><span style="font-weight: 400;">Vingança &amp; Castigo</span></i><span style="font-weight: 400;"> de Jeymes Samuel, muito mais do que isso, o diretor transforma o padrão do gênero em brincadeira de criança. E este não é um simples filme de Velho Oeste, mas sim </span><a href="https://www.nytimes.com/2021/11/03/movies/the-harder-they-fall-review.html"><span style="font-weight: 400;">um marco</span></a><span style="font-weight: 400;"> cinematográfico de que pessoas negras estavam presentes nesse cenário histórico &#8211; como a chamada durante os primeiros minutos do longa mesmo diz: </span><i><span style="font-weight: 400;">ainda que seja ficcional, essas pessoas existiram</span></i><span style="font-weight: 400;">. O estereótipo branco dos xerifes de </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=_2PyxzSH1HM"><i><span style="font-weight: 400;">The Ballad of Buster Scruggs</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> cai por terra e vira pó, pisoteado por um elenco negro extraordinário.  </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A história de vingança entre duas gangues é contada com muito dinamismo e ação, junto de uma comédia ácida que aparece nos momentos essenciais. Nat Love (Jonatan Majors) </span><i><span style="font-weight: 400;">versus</span></i><span style="font-weight: 400;"> Rufus Buck (</span><a href="https://personaunesp.com.br/o-esquadrao-suicida-critica/"><span style="font-weight: 400;">Idris Elba</span></a><span style="font-weight: 400;">) junto de seus companheiros &#8211; que também carregam outros nomes de peso na interpretação, como </span><a href="https://personaunesp.com.br/the-underground-railroad-critica/"><span style="font-weight: 400;">Regina King</span></a><span style="font-weight: 400;">, Lakeith Stanfield, Edi Gathegi, Zazie Beetz e até Damon Wayans &#8211; se enfrentam. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Além disso, a trama é 100% protagonizada por pessoas negras, e </span><a href="https://www1.folha.uol.com.br/ilustrada/2021/11/vinganca-e-castigo-mostra-que-ha-faroeste-depois-de-clint-eastwood.shtml"><span style="font-weight: 400;">radicaliza o irrealismo</span></a><span style="font-weight: 400;"> até entendermos que a realidade é uma imagem construída. </span><i><span style="font-weight: 400;">The Harder They Fall</span></i><span style="font-weight: 400;">, em seu nome original, mostra a </span><a href="https://br.nacaodamusica.com/posts/trilha-sonora-14-musicas-presentes-no-filme-vinganca-e-castigo/"><span style="font-weight: 400;">trilha sonora</span></a><span style="font-weight: 400;"> como a cereja do bolo, um lugar incomum para o gênero. Envolvendo o </span><i><span style="font-weight: 400;">country</span></i><span style="font-weight: 400;"> com uma pegada mais </span><i><span style="font-weight: 400;">pop</span></i><span style="font-weight: 400;"> ou batidas mais intensas de </span><i><span style="font-weight: 400;">hip-hop</span></i><span style="font-weight: 400;">, as músicas do filme lembram que tudo pode ser revolucionário. </span><b>&#8211; Nathália Mendes</b></p>
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<figure id="attachment_25288" aria-describedby="caption-attachment-25288" style="width: 1280px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-25288" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/12/bruised.jpg" alt="Cena do filme Ferida. Vemos Jackie, uma mulher negra lutando MMA dentro de um ringue. Ela está com o olho esquerdo inchado, usa luvas pretas e veste uma camiseta cinza. Seu cabelo é repleto de tranças na altura dos ombros, de cor preta na raiz e amarela nas pontas. No canto esquerdo, vemos a nuca desfocada da mulher negra que Jackie enfrenta." width="1280" height="720" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/12/bruised.jpg 1280w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/12/bruised-800x450.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/12/bruised-1024x576.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/12/bruised-768x432.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/12/bruised-1200x675.jpg 1200w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-25288" class="wp-caption-text">Halle Berry precisa superar os próprios limites em seu novo filme (Foto: Netflix)</figcaption></figure>
<p><b>Ferida (Bruised, Halle Berry)</b></p>
<p><a href="https://www.youtube.com/watch?v=uuA-dCqF5BQ"><span style="font-weight: 400;">Halle Berry</span></a><span style="font-weight: 400;"> fez sua estreia na direção em </span><i><span style="font-weight: 400;">Ferida</span></i><span style="font-weight: 400;">, filme onde interpreta Jackie Justice, uma antiga lutadora de </span><i><span style="font-weight: 400;">MMA</span></i><span style="font-weight: 400;"> que agora faz faxinas para conseguir pagar as contas. Quando Manny, seu filho de 6 anos de idade que abandonou, reaparece à sua porta, Jackie decide aproveitar uma última chance de voltar aos ringues e retomar a carreira pelo bem da criança. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A direção agressiva de </span><i><span style="font-weight: 400;">Ferida </span></i><span style="font-weight: 400;">parece destacar o sofrimento e a violência no cotidiano da protagonista, mas tem dificuldade em lidar com os temas que surgem ao longo da obra, como a sexualidade de Jackie. O que poderia torná-la mais complexa é introduzido com rapidez e é logo deixado de lado para seguir uma fórmula conhecida dos </span><a href="https://personaunesp.com.br/creed-outra-luta-outro-boxe/"><span style="font-weight: 400;">filmes de luta</span></a><span style="font-weight: 400;">. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O filme tenta construir uma história de superação, mas falha ao impedir que conheçamos sua protagonista a fundo. Os únicos momentos em que oferece algo além de dessensibilização são as cenas de Jackie com o filho, onde estabelece uma relação de amor e carinho genuína entre eles. No resto, </span><i><span style="font-weight: 400;">Bruised</span></i><span style="font-weight: 400;"> prefere seguir um modelo já visto em outros filmes do gênero do que explorar suas particularidades. </span><b>&#8211; Caio Machado</b></p>
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<figure id="attachment_25280" aria-describedby="caption-attachment-25280" style="width: 1920px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-25280" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/12/manu-gavassi-gracinha.png" alt="Cena do álbum visual GRACINHA, de Manu Gavassi. A imagem mostra Manu, uma mulher branca de cabelos ruivos ondulados presos numa trança, sentada à frente de uma penteadeira antiga, com o corpo de lado, virado para a direita, mas olhando para a câmera. Ela veste um corset branco e está com as mãos apoiadas na bancada, de madeira marrom clara. Na frente dela, existe um espelho cercado por luzes redondas amarelas. Atrás dela, existem quatro pessoas, que também olham para a câmera e usam roupas de espetáculo. Ao fundo, existe uma parede verde água descascada e uma janela de madeira antiga." width="1920" height="1080" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/12/manu-gavassi-gracinha.png 1920w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/12/manu-gavassi-gracinha-800x450.png 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/12/manu-gavassi-gracinha-1024x576.png 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/12/manu-gavassi-gracinha-768x432.png 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/12/manu-gavassi-gracinha-1536x864.png 1536w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/12/manu-gavassi-gracinha-1200x675.png 1200w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-25280" class="wp-caption-text">E não é que ela <a href="https://catracalivre.com.br/entretenimento/bbb20-os-memes-da-manu-na-disney-apos-discurso-do-prior-estao-demais/">tá na Disney</a> mesmo? (Foto: Disney+)</figcaption></figure>
<p><b>GRACINHA (Manu Gavassi e Gabriel Dietrich)</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O nome de Manu Gavassi é sempre acompanhado por uma imagem debochada como pessoa pública e rasa enquanto artista. Bom, isso até novembro de 2021. Isso porque o novo projeto da artista não é só uma significativa ruptura com os caminhos que a mesma traçou para a sua carreira até então, como também é uma demonstração do que ela pode fazer quando está mais preocupada com a sinceridade de sua expressão diante do mundo do que em </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=pQgMMd-OjOs"><span style="font-weight: 400;">fazer </span><i><span style="font-weight: 400;">gracinha</span></i></a><span style="font-weight: 400;">.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">E isso não é eu que estou dizendo, mas </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=e9TukGGWDCQ"><span style="font-weight: 400;">a própria Manu Gavassi</span></a><span style="font-weight: 400;"> em cada canto de seu novo disco, que além de encontrar seu lugar de respeito dentro da Música nacional, destaca-se também no cenário artístico brasileiro como um todo com o seu complemento visual. Seguindo a narrativa do álbum, o filme apresenta, através da história musicada de Gracinha (interpretada talentosamente pela própria Manu), reflexões sobre o ofício da Arte e o exercício da liberdade. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Ela também assina o roteiro (que traz um quê de Literatura maravilhoso) e a produção de arte (cuja identidade tem um caráter de inédito vindo de uma artista brasileira, e </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=gb1MWkZbXb0"><span style="font-weight: 400;">esbanja personalidade</span></a><span style="font-weight: 400;"> dentro da essência de Manu Gavassi e de suas referências), dividindo a direção com </span><a href="https://www.instagram.com/gabdietrich/"><span style="font-weight: 400;">Gabriel Dietrich</span></a><span style="font-weight: 400;">. O álbum visual ainda conta com um elenco brilhante (Paulo Miklos, Ícaro Silva, Fábio Porchat, João Cortês e Titi Gagliasso) que destaca a produção musical de Lucas Silveira. Eu tentei explicar, mas é isso: prometo para você que, dessa vez, a </span><a href="https://www.disneyplus.com/pt-br/movies/gracinha/RfIfOngDOnKz"><i><span style="font-weight: 400;">GRACINHA</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> de Manu Gavassi é imperdível. </span><b>&#8211; Raquel Dutra</b></p>
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<h3>TV</h3>
<figure id="attachment_24984" aria-describedby="caption-attachment-24984" style="width: 1920px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-24984" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/12/cowboy-bebop.jpg" alt="Cena da primeira temporada de Cowboy Bebop. Os tripulantes da Bebop caminham para frente em um beco iluminado por luzes neon. Da esquerda para a direita: Spike (John Cho), Jet (Mustafa Shakir) e Faye (Daniella Pineda) segurando a coleira de Ein, um cachorro da raça corgi. Spike é um homem asiático de cabelos pretos e bagunçados. Ele usa um terno azul futurista por cima de uma camisa amarelo-clara com a gola levantada e uma gravata preta. Suas mangas estão levantadas e ele está com as mãos nos bolsos. Jet é um homem negro careca de barba preta, usando um macacão cinza sem mangas por cima de uma camiseta vermelho-escura. Seu braço esquerdo é uma prótese futurista e há uma cicatriz cortando verticalmente seu olho direito. Faye é uma mulher latina de cabelos roxo-escuros, usando uma jaqueta de couro marrom por cima de um colete amarelo fechado por um zíper, saia preta e meia calça e botas de cano alto. Ein é um corgi de pelagem caramelo e branca. Jet segura uma bolsa com a mão mecânica e Faye segura a coleira de Ein com sua mão esquerda. As paredes do beco são de tijolos, cortados por cimento e, atrás das personagens, vemos uma porta de vidro vazando uma luz branca. Acima da porta, a ponta de um letreiro de neon rosa ilumina o beco. Do lado direito da cena, uma caçamba de lixo está posta contra a parede do beco." width="1920" height="1080" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/12/cowboy-bebop.jpg 1920w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/12/cowboy-bebop-800x450.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/12/cowboy-bebop-1024x576.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/12/cowboy-bebop-768x432.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/12/cowboy-bebop-1536x864.jpg 1536w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/12/cowboy-bebop-1200x675.jpg 1200w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-24984" class="wp-caption-text">“O que acontecer, aconteceu” (Foto: Netflix)</figcaption></figure>
<p><b>Cowboy Bebop (</b><b>1ª temporada</b><b>, Netflix)</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Ainda tentando emplacar uma </span><a href="https://www.omelete.com.br/one-piece/one-piece-live-action"><span style="font-weight: 400;">adaptação de </span><i><span style="font-weight: 400;">animes</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> para o formato </span><i><span style="font-weight: 400;">live-action</span></i><span style="font-weight: 400;"> ocidental, a mais nova aposta (</span><a href="https://personaunesp.com.br/ghost-in-the-shell-vigilante-do-amanha/"><span style="font-weight: 400;">e vítima</span></a><span style="font-weight: 400;">) de Hollywood não é ninguém menos do que </span><i><span style="font-weight: 400;">Cowboy Bebop</span></i><span style="font-weight: 400;">, a obra seminal e influente de Shinichiro Watanabe lançada em 1998. Distribuída pela </span><i><span style="font-weight: 400;">Netflix</span></i><span style="font-weight: 400;">, a primeira temporada da nova série segue mais ou menos a linha dos primeiros episódios da animação, narrando as desventuras de um grupo de caçadores de recompensas espaciais que viajam pelo sistema solar à bordo da nave </span><i><span style="font-weight: 400;">Bebop</span></i><span style="font-weight: 400;">, procurando por foragidos e tentando, cada um à sua maneira, escapar de um passado nebuloso.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Diferente de </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=R0BaQa0VNKk"><i><span style="font-weight: 400;">Death Note</span></i></a> <span style="font-weight: 400;">(2017), a nova tentativa do </span><i><span style="font-weight: 400;">streaming</span></i><span style="font-weight: 400;"> de traduzir animações orientais para </span><i><span style="font-weight: 400;">live-action</span></i><span style="font-weight: 400;"> se esforça para preservar a iconografia da série original, mesmo quando tal esforço faz pouco ou nenhum sentido. Sim, é legal ver John Cho caracterizado como o relaxado Spike Spiegel, mas acompanhar uma pessoa de carne e osso usando a mesma roupa por 10 episódios só chama mais atenção para o estranhamento entre um formato e outro. As novas interpretações de suas personagens são intrigantes e oferecem potencial, mas a insistência de sua apresentação em manter a estética do original se prova um detrimento ao invés de uma virtude.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Embora a </span><a href="https://open.spotify.com/album/1XoE7ZirQ3gjxq8HIzTJU9?si=j7YSQuxSSm6e06zDTvwh8A"><span style="font-weight: 400;">incrível trilha sonora</span></a><span style="font-weight: 400;"> da animação tenha sido preservada graças ao retorno da </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=ZINRNNNRNVE"><span style="font-weight: 400;">compositora Yoko Kanno</span></a><span style="font-weight: 400;">, o </span><i><span style="font-weight: 400;">jazz</span></i><span style="font-weight: 400;"> não mais rege a estrutura de sua execução. Abandonando o formato episódico da animação original, o novo </span><i><span style="font-weight: 400;">Cowboy Bebop</span></i><span style="font-weight: 400;"> tenta ao máximo serializar sua narrativa para se adequar ao formato de exibição do </span><i><span style="font-weight: 400;">streaming</span></i><span style="font-weight: 400;">, ligando seus episódios por meio da trama fraquíssima do vilão Vicious (Alex Hassell), que só engata de verdade nos últimos episódios, sem força o suficiente para entregar uma conclusão adequada para a temporada. Não foi dessa vez, </span><i><span style="font-weight: 400;">Space Cowboy.</span></i><b> &#8211; Gabriel Oliveira F. Arruda</b></p>
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<figure id="attachment_24988" aria-describedby="caption-attachment-24988" style="width: 1620px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-24988" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/12/we´re-here.jpg" alt="Cena da série We´re Here apresenta três drag queens andando na rua em um dia ensolarado. A esquerda está uma drag branca, gorda, usando uma peruca loira. O centro da imagem é ocupado por uma drag negra, magra, usando uma peruca castanha. No canto direito está uma drag negra, magra, com uma peruca enrolada castanha. As três vestem um look dourado extremamente elaborado." width="1620" height="1080" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/12/we´re-here.jpg 1620w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/12/we´re-here-800x533.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/12/we´re-here-1024x683.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/12/we´re-here-768x512.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/12/we´re-here-1536x1024.jpg 1536w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/12/we´re-here-1200x800.jpg 1200w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-24988" class="wp-caption-text">Elas estão de volta! (Foto: HBO)</figcaption></figure>
<p><b>We&#8217;re Here (2ª temporada, HBO)</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Após uma temporada incrível empoderando pessoas em cidades pequenas no interior dos Estados Unidos, Bob The Drag Queen, Shangela e Eureka retornam para mais um longo percurso em </span><i><span style="font-weight: 400;">We&#8217;re Here</span></i><span style="font-weight: 400;">. Com o propósito de recrutar pessoas para participar pela primeira vez de um </span><i><span style="font-weight: 400;">show drag</span></i><span style="font-weight: 400;">, as ex-participantes de </span><a href="https://personaunesp.com.br/rupauls-drag-race-13a-temp-critica/"><i><span style="font-weight: 400;">RuPaul&#8217;s Drag Race</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> ajudam no empoderamento de indívudios LGBTQIA+ que cruzam o caminho das </span><i><span style="font-weight: 400;">queens</span></i><span style="font-weight: 400;">. No meio do percurso, surgem diversos talentos e histórias de superação.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A premissa da série se assemelha muito com o filme </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=75rguGiB1QQ"><i><span style="font-weight: 400;">Priscilla, a Rainha do Deserto</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, com três </span><i><span style="font-weight: 400;">drag queens</span></i><span style="font-weight: 400;"> talentosíssimas que viajam por lugares inóspitos em um ônibus estilizado do tamanho da personalidade das artistas. Após uma temporada, Bob The Drag Queen, Shangela e Eureka retornam com muito mais familiaridade em sua série, o que permite com que as histórias se desdobrem com mais fluidez e emoção. Ao longo de oito episódios, a série transborda  o carisma, a singularidade, a coragem e o talento que a Mama Ru tanto cobra das participantes de </span><i><span style="font-weight: 400;">Drag Race</span></i><span style="font-weight: 400;">. </span><b>&#8211; Gabriel Gatti</b></p>
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<figure id="attachment_25283" aria-describedby="caption-attachment-25283" style="width: 1200px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-25283" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/12/imagemimpeachment.jpg" alt="Cena da série Impeachment: American Crime Story. À esquerda há uma mulher branca e loira. Ela veste blusa branca, calça preta e um sobretudo bege com traços pretos. Ela usa óculos. Sua mão esquerda está apontando para uma mulher. Essa mulher está à direita da imagem. Ela é branca de cabelos pretos. Usa uma camisa preta e um colar de pérolas brancas. O fundo é uma parede branca desfocada." width="1200" height="680" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/12/imagemimpeachment.jpg 1200w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/12/imagemimpeachment-800x453.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/12/imagemimpeachment-1024x580.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/12/imagemimpeachment-768x435.jpg 768w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-25283" class="wp-caption-text">Impeachment: American Crime Story é boa escolha para maratonar enquanto você aguarda um impeachment no Brasil (Foto: FX)</figcaption></figure>
<p><b>Impeachment: American Crime Story (3ª temporada, FX)</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Em 1994, Paula Jones abriu um </span><a href="https://mundoeducacao.uol.com.br/historia-america/impeachment-bill-clinton.htm"><span style="font-weight: 400;">processo contra Bill Clinton</span></a><span style="font-weight: 400;"> alegando ter tido sua carreira prejudicada após a recusa de uma proposta sexual. Em novembro de 1996, Bill Clinton foi reeleito presidente dos Estados Unidos. Em 1997, o caso foi arquivado. E, em 1998, após Linda Tripp entregar ao Procurador de Justiça cópias das conversas da estagiária Monica Lewinsky, que comprovava o envolvimento pessoal dela com Clinton, o processo de </span><i><span style="font-weight: 400;">impeachment</span></i><span style="font-weight: 400;"> do presidente foi aberto.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Esse escândalo foi o tema escolhido para o terceiro ano da primorosa </span><i><span style="font-weight: 400;">American Crime Story</span></i><span style="font-weight: 400;">. Após uma produção de altíssimo nível exibindo o julgamento de </span><a href="https://manualdohomemmoderno.com.br/filmes-e-series/motivos-para-assistir-american-crime-story-o-povo-contra-o-j-simpson"><span style="font-weight: 400;">O. J. Simpson</span></a><span style="font-weight: 400;"> e uma segunda temporada mostrando os dramas do assassinato de </span><a href="https://www.vix.com/pt/series/570093/o-assassinato-de-gianni-versace-o-que-e-verdade-e-o-que-e-ficcao-na-serie-de-sucesso"><span style="font-weight: 400;">Gianni Versace</span></a><span style="font-weight: 400;">, a antologia com produção executiva de </span><a href="https://personaunesp.com.br/tag/ryan-murphy/"><span style="font-weight: 400;">Ryan Murphy</span></a><span style="font-weight: 400;"> constrói o caso Clinton e Lewinsky, retratando a podridão dos poderosos. Apesar dos episódios durarem em torno de 1 hora cada, as histórias das personagens desenrolaram de maneira rápida, eficaz e não cansativa.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O destaque para </span><a href="https://brasil.elpais.com/internacional/2021-11-01/monica-lewinsky-do-escarnio-planetario-a-lider-ativista.html"><span style="font-weight: 400;">Monica Lewinsky</span></a><span style="font-weight: 400;"> é dentro e fora das câmeras. Além de ter sua história protagonizada, ela atua como produtora de </span><i><span style="font-weight: 400;">Impeachment:</span></i> <i><span style="font-weight: 400;">American Crime Story</span></i><span style="font-weight: 400;">. Lewinsky retratada como completa ingênua através da entrega à atuação de Beanie Feldstein, certamente é a maior vítima dos acontecimentos. </span><a href="https://personaunesp.com.br/tag/sarah-paulson/"><span style="font-weight: 400;">Sarah Paulson</span></a><span style="font-weight: 400;"> na pele de Linda Tripp reverbera a série, assim como qualquer produção que ela toca. Edie Falco também é um grande nome a ser citado. Sem muitas cenas nos primeiros episódios, sua Hillary Clinton vem à tona e irretocável para o final, momento de seu maior estrelismo. </span><b>&#8211; Ana Júlia Trevisan</b></p>
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<figure id="attachment_24989" aria-describedby="caption-attachment-24989" style="width: 1920px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-24989" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/12/stargirl.jpg" alt="Cena da segunda temporada de Stargirl. Stargirl se reúne com seus aliados para enfrentar uma nova ameaça. Da esquerda para a direita: Shiv (Meg DeLacy), Stargirl (Brec Bassinger) e Pantera (Yvette Monreal). Shiv é uma adolescente asiática com cabelos pretos com mechas brancas. Ela usa um uniforme verde com partes de armadura marrom nos braços e nos ombros, um peitoral verde com um painel brilhante na barriga. Stargirl é uma adolescente caucasiana de cabelos loiros e encaracolados, usando uma máscara azul que cobre a parte superior de seu rosto. Ela usa um uniforme azul com luvas vermelhas, com uma estrela branca grande no peito e estrelas menores indo dos braços às luvas. Ela segura o Bastão Cósmico com ambas as mãos, ameaçando para frente. O Bastão é revestido por energia dourada perto de onde ela o toca. Pantera é uma adolescente latina de cabelos pretos. Ela usa uma máscara de pantera que cobre a parte superior de seu rosto. Ela usa um uniforme escuro sem adereços. Atrás dela, podemos ver uma porta de vidro com um símbolo gravado, mas fora de foco e ilegível. As três encaram a câmera, olhando ameaçadoramente para frente. " width="1920" height="1080" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/12/stargirl.jpg 1920w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/12/stargirl-800x450.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/12/stargirl-1024x576.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/12/stargirl-768x432.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/12/stargirl-1536x864.jpg 1536w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/12/stargirl-1200x675.jpg 1200w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-24989" class="wp-caption-text">O inimigo do meu inimigo (Foto: The CW)</figcaption></figure>
<p><b>Stargirl (</b><b>2ª temporada</b><b>, The CW/HBO Max)</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Mais uma das heranças do finado serviço de </span><i><span style="font-weight: 400;">streaming</span></i><span style="font-weight: 400;"> da </span><i><span style="font-weight: 400;">DC</span></i><span style="font-weight: 400;">, </span><i><span style="font-weight: 400;">Stargirl</span></i><span style="font-weight: 400;"> não teve a boa sorte de ter passado para as mãos do </span><i><span style="font-weight: 400;">HBO Max</span></i><span style="font-weight: 400;"> assim como </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=kuUFOmvyKo4"><i><span style="font-weight: 400;">Doom Patrol</span></i></a> <span style="font-weight: 400;">ou </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=6ttU1iKSpdA"><i><span style="font-weight: 400;">Titans</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, ficando à cargo da </span><i><span style="font-weight: 400;">CW,</span></i><span style="font-weight: 400;"> emissora responsável pelas séries que compõem o chamado <em>Arrowverso</em>, como </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=toJCsaISMAw"><i><span style="font-weight: 400;">The Flash</span></i></a> <span style="font-weight: 400;">e </span><a href="https://canaltech.com.br/entretenimento/batwoman-ruby-rose-expoe-ambiente-toxico-abusos-e-acidentes-no-set-199340/"><i><span style="font-weight: 400;">Batwoman</span></i></a><span style="font-weight: 400;">. Apesar da mudança, a série de Greg Berlanti lida bem com o novo ambiente e, mesmo tropeçando um pouco nos primeiros episódios, recupera o fôlego na segunda metade da temporada e constrói um drama emocional maduro e inteligente para seu grupo de jovens heróis (e vilões).</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Após a derrota de Geada (Neil Jackson), Courtney (Brec Bassinger) e o resto da nova </span><span style="font-weight: 400;">Sociedade da Justiça da América</span><span style="font-weight: 400;"> tem de descobrir como manter o equilíbrio entre suas novas identidades secretas e suas vidas civis, deixando os primeiros capítulos do novo arco (</span><i><span style="font-weight: 400;">Summer School</span></i><span style="font-weight: 400;">) um pouco maçantes. O que salva é a </span><a href="https://www.omelete.com.br/dc-comics/stargirl-ysa-penarejo-comenta-escalacao"><span style="font-weight: 400;">introdução de Ysa Penarejo</span></a><span style="font-weight: 400;"> como Jade, filha do Lanterna Verde original e nova portadora do Anel de Poder, e a </span><a href="https://decider.com/2021/08/17/dcs-stargirl-meg-delacy-spoiler-interview/"><span style="font-weight: 400;">volta de Meg DeLacy</span></a><span style="font-weight: 400;"> como Shiv, uma das atrizes que mais parece se divertir com seu papel de vilã de </span><a href="https://personaunesp.com.br/critica-meninas-malvadas/"><i><span style="font-weight: 400;">Meninas Malvadas</span></i></a><span style="font-weight: 400;">.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Com a chegada de Eclipso (Nick E. Tarabay), no entanto, mágoas passadas são postas de lado e um inimigo força todos a confrontarem seus piores medos, em episódios carregados de tensão e até mesmo Terror, cimentando a nova fase da produção e sua capacidade de se diversificar. Apesar de não ter o mesmo orçamento de outras adaptações de quadrinhos populares, </span><i><span style="font-weight: 400;">Stargirl</span></i><span style="font-weight: 400;"> acerta naquilo que importa, atingindo em cheio na energia positiva que marcou o primeiro ano da série, mas sem ignorar os negativos de suas personagens.</span><b> &#8211; Gabriel Oliveira F. Arruda</b></p>
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<figure id="attachment_25126" aria-describedby="caption-attachment-25126" style="width: 1915px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-25126" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/12/doom-patrol.jpg" alt="Cena da série Patrulha do Destino. Vemos quatro pessoas e um robô parados na cozinha de uma mansão. Ao fundo, sentado à mesa, vemos um homem negro com cabeça raspada, um olho cibernético do lado direito e o braço direito metálico. À esquerda, vemos um homem coberto em ataduras, como uma múmia. Ele veste um casaco grosso e usa um óculos preto similar aos usados para natação. À direita, vemos uma mulher branca que veste uma blusa branca e saia, como se tivesse saído de um filme da década de 1950. Em seguida, vemos um robô com olhos vermelhos, vestindo uma jaqueta de couro preta e uma camiseta cinza, e uma mulher branca, mais baixinha e com cabelo preto quase na altura dos ombros, vestindo uma blusa larga e preta. Todos olham, surpresos, para algo fora da imagem." width="1915" height="857" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/12/doom-patrol.jpg 1915w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/12/doom-patrol-800x358.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/12/doom-patrol-1024x458.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/12/doom-patrol-768x344.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/12/doom-patrol-1536x687.jpg 1536w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/12/doom-patrol-1200x537.jpg 1200w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-25126" class="wp-caption-text">Reconhecer as próprias falhas para conseguir melhorar como pessoa é um tema forte na terceira temporada da série dos heróis da DC (Foto: HBO Max)</figcaption></figure>
<p><b>Patrulha do Destino (Doom Patrol, 3ª temporada, HBO Max)</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Depois de uma segunda temporada que foi encurtada por causa da </span><a href="https://www.syfy.com/syfy-wire/doom-patrol-showrunner-pandemic-cliffhanger-s2-finale"><span style="font-weight: 400;">pandemia</span></a><span style="font-weight: 400;">, a </span><i><span style="font-weight: 400;">Patrulha do Destino </span></i><span style="font-weight: 400;">retornou exatamente de onde parou. No novo ano, a equipe dos heróis excêntricos e desajustados da </span><i><span style="font-weight: 400;">DC Comics </span></i><span style="font-weight: 400;">precisa lidar com seus próprios traumas enquanto enfrentam bizarrices tão inexplicáveis que nem a Liga da Justiça teria coragem de confrontar. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A terceira temporada de </span><i><span style="font-weight: 400;">Doom Patrol </span></i><span style="font-weight: 400;">provou que esta é a melhor série baseada em histórias em quadrinhos em exibição atualmente. As aventuras estão ainda mais doidas, de um jeito que deixaria </span><a href="https://ovicio.com.br/como-grant-morrison-redefiniu-a-patrulha-do-destino/"><span style="font-weight: 400;">Grant Morrison</span></a><span style="font-weight: 400;"> orgulhoso, e o drama de cada um dos membros da equipe emociona bastante. O destaque dado à Rita Farr (April Bowlby) surpreende ao exibir uma ambiguidade moral fascinante, que nunca tinha sido mostrada até então, e a adição de Michelle Gomez ao elenco, no papel de uma viajante no tempo misteriosa, introduz um excelente clima de desconfiança à dinâmica do grupo. O episódio 8, </span><i><span style="font-weight: 400;">Patrulha do Subconsciente</span></i><span style="font-weight: 400;">, é digno de </span><a href="http://personaunesp.com.br/tag/emmy/"><i><span style="font-weight: 400;">Emmy</span></i></a><span style="font-weight: 400;">. Que venham mais temporadas! </span><b>&#8211; Caio Machado</b></p>
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<figure id="attachment_25147" aria-describedby="caption-attachment-25147" style="width: 1500px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-25147" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/12/big.jpg" alt="Cena da série Big Mouth, mostra um fantoche marrom do personagem Monstro do Hormônio em um sofá vermelho." width="1500" height="750" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/12/big.jpg 1500w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/12/big-800x400.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/12/big-1024x512.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/12/big-768x384.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/12/big-1200x600.jpg 1200w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-25147" class="wp-caption-text">A maior (Foto: Netflix)</figcaption></figure>
<p><b>Big Mouth (5ª temporada, Netflix)</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O ódio é protagonista da 5ª temporada da </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=ynONJOneEoM"><span style="font-weight: 400;">série mais safada da </span><i><span style="font-weight: 400;">Netflix</span></i></a><span style="font-weight: 400;">. No novo ano, os eternos pré-adolescentes precisam lidar com a chegada do Amor, na forma de Walter (Brandon Kyle Goodman), o inseto da paixão que infecta Nick (Nick Kroll) e faz seus sentimentos por Jessi (Jessi Klein) aflorarem. O problema é que a garota tem seu próprio monstro amoroso, Sonya (</span><a href="https://personaunesp.com.br/better-things-5-anos/"><span style="font-weight: 400;">Pamela Adlon</span></a><span style="font-weight: 400;">), que cutuca seu coração para a direção de Ali (Ali Wong).</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Com o circo armado, o amor não correspondido vira raiva, desaguando em uma trama repleta de rancor, com direito ao retorno do Mago da Vergonha (David Thewlis). Enquanto isso, Andrew (</span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=sf_1GfMOUws"><span style="font-weight: 400;">John Mulaney</span></a><span style="font-weight: 400;">) lida com seus problemas de aceitação, Jay (Jason Mantzoukas) abandona o relacionamento tóxico que mantinha com Lola (Nick Kroll) e acaba na cama de Matthew (Andrew Rannells). Missy (Ayo Edebiri), por outro lado, alimenta o rancor da cobra Rochelle (Keke Palmer) e preocupa Mona (Thandiwe Newton).</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">No plano geral, Maury (Nick Kroll) e Connie (Maya Rudolph) não se encontram tão ao centro da narrativa, mas ganham protagonismo no divertido e peculiar </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=dR1sJc8goMI"><span style="font-weight: 400;">episódio de Natal</span></a><span style="font-weight: 400;">. Com direito a muita metalinguagem, </span><i><span style="font-weight: 400;">Big Mouth</span></i><span style="font-weight: 400;"> já está exalando um ar de encerramento, ainda mais quando o jovem Nick visita o Mundo dos Monstros e sobe o elevador até a sala do chefão, ninguém menos que o próprio Nick Kroll, que aparece em </span><i><span style="font-weight: 400;">live-action</span></i><span style="font-weight: 400;"> e contracena com seu “eu” animado. Madura, sacana, cheia de tesão e com muito a dizer, a Bocona da </span><i><span style="font-weight: 400;">Netflix </span></i><span style="font-weight: 400;">segue irretocável. </span><b>&#8211; Vitor Evangelista</b></p>
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<figure id="attachment_25285" aria-describedby="caption-attachment-25285" style="width: 750px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-25285" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/12/adele-one-night-only.png" alt="Cena do especial Adele: One Night Only. Duas mulheres sentadas em cadeiras no meio de um jardim rindo. A esquerda, Adele, uma mulher branca de cabelos loiros usa um conjunto de calça e blazer branco. A direita, Oprah, uma mulher negra e cabelos castanhos, usa óculos redondos e um conjunto bege." width="750" height="421" /><figcaption id="caption-attachment-25285" class="wp-caption-text">Antes do lançamento de seu novo disco, Adele concedeu uma sincera entrevista à Oprah (Foto: Globoplay)</figcaption></figure>
<p><b>Adele One Night Only (Especial Musical, CBS/Globoplay)</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Em </span><i><span style="font-weight: 400;">One Night Only</span></i><span style="font-weight: 400;">, Adele caminha por toda a sua trajetória musical e explora clássicos e novidades que compõem a sua carreira, enquanto bate um papo com Oprah Winfrey. Abrindo com </span><i><span style="font-weight: 400;">Hello</span></i><span style="font-weight: 400;">, a cantora mescla músicas de seus primeiros álbuns, trilha sonoras de filmes e do seu mais novo projeto: </span><a href="https://personaunesp.com.br/30-adele-critica/"><i><span style="font-weight: 400;">30</span></i></a><span style="font-weight: 400;">. A entrevistadora toca em pontos da </span><a href="https://www.eonline.com/br/photos/33553/os-melhores-momentos-do-especial-de-adele-one-night-only"><span style="font-weight: 400;">jornada de Adele</span></a><span style="font-weight: 400;">, abordando sua perda de peso, as inspirações por trás de cada canção, o divórcio e seu filho Angelo, e os sentimentos da artista transparecem a cada resposta, sendo visível a sinceridade da conversa.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A plateia da apresentação é composta por diversos convidados de renome, como Leonardo DiCaprio, Selena Gomez, Tracee Ellis Ross e Lizzo, que vibram e celebram as músicas e comentários da cantora. Ela age com bastante naturalidade, mesmo sendo sua primeira performance de algumas músicas desde o </span><a href="https://personaunesp.com.br/30-adele-critica/"><span style="font-weight: 400;">lançamento do novo CD</span></a><span style="font-weight: 400;">. </span><b>&#8211; Marcela Zogheib</b></p>
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<figure id="attachment_25286" aria-describedby="caption-attachment-25286" style="width: 1600px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="wp-image-25286" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/12/foundation-scaled.jpg" alt="Cena da série The Foundation. No canto esquerdo da imagem há uma espaçonave indo em direção a um astro que brilha intensamente em cores vermelhas na parte superior da imagem." width="1600" height="800" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/12/foundation-scaled.jpg 2560w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/12/foundation-800x400.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/12/foundation-1024x512.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/12/foundation-768x384.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/12/foundation-1536x768.jpg 1536w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/12/foundation-2048x1024.jpg 2048w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/12/foundation-1200x600.jpg 1200w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-25286" class="wp-caption-text">A série de Goyer está amparada exclusivamente na super potência de seu audiovisual, figurino e maquiagem, pois sua narrativa é um emaranhado de peças soltas (Foto: Apple TV+)</figcaption></figure>
<p><b>Foundation (1ª temporada, Apple TV+)</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">É preciso assistir ao menos os 3 primeiros episódios de </span><i><span style="font-weight: 400;">Foundation</span></i><span style="font-weight: 400;"> para entender do que se trata. Somos lançados em uma </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=H5CBWy17y70"><span style="font-weight: 400;">cinematografia magnífica</span></a><span style="font-weight: 400;">, de arrancar suspiros, para conhecer um universo completamente diferente com incontáveis planetas e habitantes, mas não é fácil perceber qual história está sendo contada. A nova série da </span><i><span style="font-weight: 400;">Apple TV+</span></i><span style="font-weight: 400;"> é baseada nos livros de </span><a href="http://centralpandora.com.br/fundacao-isaac-asimov/"><span style="font-weight: 400;">Isaac Asimov</span></a><span style="font-weight: 400;">, uma coleção que é um marco da ficção científica e narra o futuro a partir da perspectiva político-social.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A série de David S. Goyer usou </span><a href="https://paginajournal.com/essas-8-coisas-que-todos-devem-saber-sobre-a-serie-foundation-antes-de-comecar/"><span style="font-weight: 400;">apenas a premissa</span></a><span style="font-weight: 400;"> de Asimov para criar sua narrativa &#8211; e isso é o que mais revoltou os fãs. Ambas contam a história de um Império galáctico de 12 mil anos de idade, governado por uma tríplice de clones &#8211; é isso aí, você leu direitinho. Cleon teve a brilhante ideia de ter uma dinastia de clones próprios, então, séculos depois, estamos diante de 3 versões suas: uma jovem, outra adulta e a mais velha. Assim, a galáxia de trilhões de habitantes está na mão (ou nas mãos?) de um autocrata, cujo maior inimigo é justamente a ciência, e </span><a href="https://www.theguardian.com/tv-and-radio/2021/sep/24/foundation-review-apple-tv"><span style="font-weight: 400;">a produção patina</span></a><span style="font-weight: 400;"> nesse enredo complexo.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Enquanto lidamos com o desenvolvimento de Cleon (Lee Pace), a série se distancia dos livros na maior parte do tempo, mudando personagens importantes, </span><a href="https://variety.com/2021/tv/reviews/foundation-review-apple-plus-asimov-1235073033/"><span style="font-weight: 400;">inclusive o protagonista</span></a><span style="font-weight: 400;"> Hari Seldon. Sob a pele do brilhante Jared Harris, Seldon é um matemático que inventou a </span><a href="https://amenteemaravilhosa.com.br/biografia-de-isaac-asimov/"><span style="font-weight: 400;">psico-história</span></a><span style="font-weight: 400;">: uma ciência que prevê movimentos da sociedade a partir da psicologia das massas e algumas continhas. Segundo ele, o Império irá cair, e por isso, Cleon precisa que uma parcela da população crie uma Fundação para que a espécie sobreviva. Um audiovisual espetacular e a má construção de </span><a href="https://revistamarieclaire.globo.com/Cultura/noticia/2021/09/adaptacao-de-fundacao-ganha-mais-personagens-femininos-e-diversidade.html"><span style="font-weight: 400;">suas personagens femininas</span></a><span style="font-weight: 400;"> os acompanham nessa brincadeira que vale a pena assistir &#8211; mas talvez te decepcione. </span><b>&#8211; Nathália Mendes</b></p>
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<figure id="attachment_24990" aria-describedby="caption-attachment-24990" style="width: 1920px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-24990" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/12/arcane.jpg" alt="Cena da primeira temporada de Arcane. Vi (Hailee Steinfeld) e Cait (Katie Leung) caminham de costas para a câmera, no meio de uma passarela semi-destruída, com pontas de ferro expostas e escombros dos lados. Na frente delas, uma lua vermelha enche a maior parte do fundo, por cima de um céu cor de ferrugem. Um míssil com uma cauda azul surge de cima, cortando a lua simetricamente. Algumas nuvens escuras cruzam o céu e a lua. Vi, a esquerda, é uma mulher caucasiana de cabelo rosa curto, usando uma jaqueta vermelha e uma calça, com uma manopla futurista com um brilho azulado na mão esquerda. Cait, apoiada em Vi, é uma mulher asiática de cabelos longos e azuis, usando um vestido azul. Ela passa seu braço esquerdo ao redor do pescoço de Vi, enquanto Vi segura sua cintura com seu braço direito. Atrás delas, uma manopla igual a de vi está no chão, destruída." width="1920" height="1080" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/12/arcane.jpg 1920w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/12/arcane-800x450.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/12/arcane-1024x576.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/12/arcane-768x432.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/12/arcane-1536x864.jpg 1536w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/12/arcane-1200x675.jpg 1200w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-24990" class="wp-caption-text">Quando o mundo te transforma numa arma, o que fazer senão disparar? (Foto: Netflix)</figcaption></figure>
<p><b>Arcane (Arcane: League of Legends, </b><b>1ª temporada, Netflix)</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">No reino das animações, foi difícil ouvir falar sobre outra coisa esse mês a não ser </span><i><span style="font-weight: 400;">Arcane</span></i><span style="font-weight: 400;">. A nova produção da </span><i><span style="font-weight: 400;">Netflix,</span></i><span style="font-weight: 400;"> baseada no universo do jogo </span><i><span style="font-weight: 400;">League of Legends, </span></i><a href="https://dotesports.com/league-of-legends/news/riots-arcane-quickly-earns-imdbs-highest-rating-for-a-netflix-original-series"><span style="font-weight: 400;">conquistou elogios</span></a><span style="font-weight: 400;"> tanto de fãs da franquia quanto do público em geral, graças aos seus visuais deslumbrantes, sua atmosfera </span><i><span style="font-weight: 400;">steampunk</span></i><span style="font-weight: 400;"> e suas personagens carismáticas, finalmente </span><a href="https://www.theenemy.com.br/pc/arcane-desbanca-round-6-e-assume-topo-de-audiencia-na-netflix"><span style="font-weight: 400;">desbancando </span><i><span style="font-weight: 400;">Round 6</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> do primeiro lugar no </span><i><span style="font-weight: 400;">ranking </span></i><span style="font-weight: 400;">de séries mais vistas na plataforma. Contando com vários dos personagens do jogo, a primeira temporada da série narra a tensão entre Piltover e Zaun, cidades gêmeas marcadas pela desigualdade entre suas classes sociais, encarnada no relacionamento entre as irmãs Vi (Hailee Steinfeld) e Jinx (Ella Purnell).</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Logo em sua abertura, </span><i><span style="font-weight: 400;">Arcane</span></i><span style="font-weight: 400;"> já encanta com seu uso de cores e sons para contar sua história, num dos exemplos mais impactantes do potencial de animações desde que Miles Morales saltou para </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=y_CrM0lbB6U"><span style="font-weight: 400;">dentro do </span><i><span style="font-weight: 400;">Aranhaverso</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> em 2018 (e ambas tiveram um longo </span><a href="https://pursuenews.com/arcane-season-1-took-6-years-to-complete-but-assures-season-2-will-arrive-sooner-riot-games-ceo/"><span style="font-weight: 400;">tempo de desenvolvimento</span></a><span style="font-weight: 400;">). A mistura entre técnicas <em>2D</em> e<em> 3D</em> forma a base para uma das estéticas mais distintas do ano, marcada por modelos de personagens cartunescos e expressivos e uma iluminação estilizada. A qualidade da atuação de Steinfeld e Purnell como as trágicas irmãs carrega os capítulos, que por vezes sofrem com a quantidade de subtramas políticas apresentadas que não são nem de longe tão engajantes quanto a principal, apesar de apresentarem potencial para a já confirmada segunda temporada.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Dividida em três atos de três episódios, a produção conseguiu manter o interesse da audiência ao longo de quase todo o mês, marcando um sucesso não só para a </span><i><span style="font-weight: 400;">Netflix</span></i><span style="font-weight: 400;">, mas também para a </span><i><span style="font-weight: 400;">Riot Games</span></i><span style="font-weight: 400;">, desenvolvedora de </span><i><span style="font-weight: 400;">League of Legends</span></i><span style="font-weight: 400;">, ao fim de um ano marcado por acusações de </span><a href="https://www.theenemy.com.br/esports/ceo-da-riot-games-esta-sendo-investigado-por-assedio"><span style="font-weight: 400;">assédio</span></a><span style="font-weight: 400;"> e </span><a href="https://www.tecmundo.com.br/voxel/223234-riot-games-acusada-tentar-calar-funcionarios-sofreram-assedio.htm"><span style="font-weight: 400;">má conduta</span></a><span style="font-weight: 400;">, que mancharam com razão o nome da companhia e de suas propriedades e que não devem ser esquecidas em meio a ação magistral da série. Embora o segundo ato se enfraqueça por conta de um salto temporal que demora para aterrissar, em sua última semana </span><i><span style="font-weight: 400;">Arcane </span></i><span style="font-weight: 400;">conseguiu reforçar seus melhores elementos em uma final explosão narrativa e estética, que nos deixa ansiando muito mais de seu universo. </span><b>&#8211; Gabriel Oliveira F. Arruda</b></p>
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<figure id="attachment_25125" aria-describedby="caption-attachment-25125" style="width: 1200px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-25125" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/12/chucky.jpg" alt="Cena da série Chucky exibe um menino branco, com cabelo cacheado, carregando um boneco pelos corredores de uma escola. O menino está com uma mochila nas costas e veste um moletom cinza com o zíper aberto. O boneco é branco, sorridente, tem olhos azuis completamente abertos, veste um macacão azul e tem cabelo ruivo longo." width="1200" height="800" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/12/chucky.jpg 1200w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/12/chucky-800x533.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/12/chucky-1024x683.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/12/chucky-768x512.jpg 768w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-25125" class="wp-caption-text">A série do boneco demoníaco te convida para uma brincadeira sangrenta (Foto: Syfy/USA Network)</figcaption></figure>
<p><b>Chucky (1ª temporada, Syfy/USA Network) </b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Depois do fracassado </span><i><span style="font-weight: 400;">reboot</span></i><span style="font-weight: 400;"> de </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=6HqSAtciV3U"><i><span style="font-weight: 400;">Brinquedo Assassino</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, lançado em 2019, o boneco homicida (e muito debochado) voltou, dessa vez numa série com o controle criativo de Don Mancini, criador da franquia. Na trama, depois que o jovem Jake Wheeler (Zachary Arthur) compra um boneco Bonzinho em uma venda de garagem, uma série de terríveis assassinatos começa a acontecer em uma pequena cidade dos Estados Unidos. Enquanto isso, a chegada de inimigos e aliados do passado de Chucky promete expor as origens do boneco e a verdade por trás de todas as mortes. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Continuando depois dos eventos de </span><i><span style="font-weight: 400;">O Culto de Chucky</span></i><span style="font-weight: 400;">, a série acertou ao dar o controle criativo de volta a Mancini, que entrega uma história de amadurecimento violenta, cômica e muito divertida. A trama ainda abraça a </span><a href="https://www.omelete.com.br/terror/chucky-lgbtqia-representatividade"><span style="font-weight: 400;">essência </span><i><span style="font-weight: 400;">queer</span></i></a> <span style="font-weight: 400;">da franquia com orgulho, retratando o relacionamento do protagonista com Devon (Björgvin Arnarson) de um jeito tão bonito que é impossível não sorrir ao vê-los juntos. O retorno de personagens conhecidos, como Tiffany (Jennifer Tilly) é mais do que puro </span><i><span style="font-weight: 400;">fanservice </span></i><span style="font-weight: 400;">e evidencia que a mitologia da saga, construída ao longo de mais de 30 anos, ainda tem muito a oferecer. É o evento televisivo do ano. </span><b>&#8211; Caio Machado</b></p>
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<figure id="attachment_25284" aria-describedby="caption-attachment-25284" style="width: 1200px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-25284" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/12/beatles-1.jpg" alt="Cena do documentário The Beatles: Get Back. Foto retangular colorida, na qual vemos, da esquerda para a direita, Paul McCartney, Ringo Starr, John Lennon e George Harrison. Os quatro estão sentados, e são homens brancos de cabelos lisos, à altura dos ombros. Paul veste um suéter de cor laranja, e possui barba e cabelos de cor preta. Ringo está sentado em sua bateria de cor amarela, vestindo uma camisa florida de cor rosa, com um cigarro na boca. Ele possui cabelos e bigode loiros. John Lennon está de costas para a câmera, com a cabeça virada para trás. Ele possui cabelos loiros e utiliza um óculos transparente com lentes redondas. George veste uma camisa de cor vermelha. Ele possui bigode e cabelos de cor castanha." width="1200" height="667" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/12/beatles-1.jpg 1200w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/12/beatles-1-800x445.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/12/beatles-1-1024x569.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/12/beatles-1-768x427.jpg 768w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-25284" class="wp-caption-text">Com mais de 8 horas de duração, The Beatles: Get Back revela o lado humano do quarteto de Liverpool (Foto: Disney+)</figcaption></figure>
<p><b>The Beatles: Get Back (1ª temporada, Disney+)</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">No ano de 1969, os </span><a href="https://personaunesp.com.br/abbey-road-critica/"><span style="font-weight: 400;">Beatles</span></a><span style="font-weight: 400;"> decidiram retornar para um </span><i><span style="font-weight: 400;">show </span></i><span style="font-weight: 400;">ao vivo, após terem encerrado suas aparições públicas em 1966. O retorno aclamado deu origem a mais de 50 horas de filmagens e mais de 150 horas de gravação em áudio, cuja organização — revelada ao público mais de cinquenta anos depois — ficou a cargo do diretor neozelandês Peter Jackson, responsável pela adaptação cinematográfica de </span><i><span style="font-weight: 400;">O Senhor dos Anéis</span></i><span style="font-weight: 400;">, dando origem a </span><a href="https://brasil.elpais.com/cultura/2021-11-25/get-back-o-documentario-de-peter-jackson-sobre-os-beatles-e-um-acontecimento.html?outputType=amp"><i><span style="font-weight: 400;">The Beatles: Get Back</span></i></a><span style="font-weight: 400;">.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Embora os arquivos tenham chegado prontos ao diretor, a maneira de contar essa história ficou totalmente sob sua responsabilidade. A série soma mais de oito horas, sendo dividida em três partes com mais de duas horas cada (a segunda, por exemplo, tem quase três horas). O documentário funciona como um enorme </span><i><span style="font-weight: 400;">making of</span></i><span style="font-weight: 400;">, no qual enxergamos a mente dos </span><a href="https://personaunesp.com.br/beatles-please-please-me-album-branco-critica/"><span style="font-weight: 400;">garotos de Liverpool</span></a><span style="font-weight: 400;"> trabalhando e criando novas canções, mas também deixa em evidência que o verdadeiro líder dos Beatles foi </span><a href="https://personaunesp.com.br/paul-mccartney-allianz-sao-paulo-resenha-critica/"><span style="font-weight: 400;">Paul McCartney</span></a><span style="font-weight: 400;"> — ele chega atrasado, naturalmente dá ordens a respeito das formas de abordar as canções, estipula o que cada integrante deverá fazer com seu instrumento e decide com os produtores e engenheiros de som a maneira de capturar o áudio durante o </span><i><span style="font-weight: 400;">show</span></i><span style="font-weight: 400;">. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A maior virtude de </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=Auta2lagtw4&amp;ab_channel=WaltDisneyStudios"><i><span style="font-weight: 400;">The Beatles: Get Back</span></i></a> <span style="font-weight: 400;">é a apresentação do quarteto sem a aura mística e o pensamento mágico que os cerca na cultura popular — seja pelas falas ácidas e posicionamentos fortes de </span><a href="https://rollingstone.uol.com.br/musica/41-anos-sem-john-lennon-relembre-morte-do-ex-beatle-e-quem-foi-o-assassino-mark-chapman-flashback/"><span style="font-weight: 400;">John Lennon</span></a><span style="font-weight: 400;">, frequentemente citados em qualquer menção ao cantor cujo objetivo é pontuar seu ar de guru geracional, seja pelas estranhas </span><a href="https://www.cnnbrasil.com.br/entretenimento/oito-mitos-sobre-os-beatles-derrubados-ou-confirmados-pela-serie-get-back/"><span style="font-weight: 400;">teorias de conspiração</span></a><span style="font-weight: 400;"> que cercam McCartney. Particularmente, essa abordagem parece ser batida, possivelmente um ponto de saturação na cultura. Talvez esse seja o motivo pelo qual o documentário foi recebido com enorme carinho e satisfação por uma parcela do público, ao mesmo tempo em que desanimou aqueles que colocam os integrantes como quatro anjos na Terra. Em </span><a href="https://www.cnnbrasil.com.br/entretenimento/serie-sobre-os-beatles-e-uma-obra-prima/"><i><span style="font-weight: 400;">Get Back</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, vemos os Beatles como pessoas, como quatro indivíduos que são, invariavelmente, geniais — mas ainda, e profundamente, humanos. </span><b>&#8211; Bruno Andrade</b></p>
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<figure id="attachment_25290" aria-describedby="caption-attachment-25290" style="width: 1365px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="wp-image-25290 size-full" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/12/uk3.jpg" alt="Imagem retangular horizontal. Cena do reality show RuPaul’s Drag Race UK. A imagem mostra três competidoras da temporada, em ordem: Kitty Scott-Claus, Krystal Versace e Ella Vaday. Elas estão desfilando de mãos dadas levantadas no palco da competição, que é iluminado por luzes azuis e rosas. Elas são três drag queens brancas. Kitty está usando uma peruca loira e um vestido dourado com mangas de tule rosa; Krystal está usando uma peruca loira e um macacão dourado e prateado; Ella está usando uma peruca azul e um macacão com ilusão nude, pedras brilhantes e linhas azuis." width="1365" height="768" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/12/uk3.jpg 1365w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/12/uk3-800x450.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/12/uk3-1024x576.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/12/uk3-768x432.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/12/uk3-1200x675.jpg 1200w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-25290" class="wp-caption-text">Três coroas, por favor (Foto: BBC Three)</figcaption></figure>
<p><b>RuPaul’s Drag Race UK (3ª temporada, BBC Three) </b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A </span><a href="https://personaunesp.com.br/drag-race-uk-2a-temporada-critica/"><span style="font-weight: 400;">segunda temporada</span></a><span style="font-weight: 400;"> de </span><i><span style="font-weight: 400;">Drag Race UK</span></i><span style="font-weight: 400;"> foi impecável. Competidoras talentosíssimas, desafios divertidos, e narrativas deliciosas de se acompanhar. As expectativas altas deixadas por Bimini e Lawrence prepararam o terreno para que o terceiro ano da corrida britânica continuasse a ser mais interessante de acompanhar do que a versão estadunidense, e, bom, não foi bem assim. Finalmente assistimos uma mulher cis competir… Por três episódios. Victoria Scone, assombrada pela </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=CbQkUX7shPU"><span style="font-weight: 400;">maldição de Eureka</span></a><span style="font-weight: 400;">, precisou deixar o programa por problemas médicos depois de machucar seu joelho. Pelo menos ela recebeu um convite para a quarta temporada, né? Só se foi atrás das câmeras. No que assistimos, RuPaul deu tchau tchau e nem uma palavra a mais. Vamos rezar para que seja apenas uma estratégia de manter o suspense para o próximo ano.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Veronica Green, retornante do </span><i><span style="font-weight: 400;">UK2</span></i><span style="font-weight: 400;"> (que pausou as gravações pela pandemia) depois de ser desclassificada por ter contraído covid-19 quando voltaram ao estúdio, se viu em um cenário bem diferente de sua primeira participação, em que era claramente uma das favoritas. No terceiro episódio, RuPaul não teve piedade e eliminou Green na mesma noite que Scone precisou deixar a competição. Retirar da corrida duas </span><i><span style="font-weight: 400;">queens</span></i><span style="font-weight: 400;"> boas de uma vez só era um presságio da decepção que viria a ser a terceira temporada do </span><i><span style="font-weight: 400;">Drag Race UK</span></i><span style="font-weight: 400;">. Nos episódios seguintes, assistimos performances mornas ou horríveis, com direito a um desafio que </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=vMR3Be6yg1s"><span style="font-weight: 400;">ninguém ganhou</span></a><span style="font-weight: 400;">, de tão desastroso que foi. Na semana seguinte, um </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=7T9BPOyaqBQ"><i><span style="font-weight: 400;">sashay away</span></i><span style="font-weight: 400;"> duplo</span></a><span style="font-weight: 400;">. Pelos motivos errados, os mil problemas pelo menos serviram entretenimento aos espectadores, além do carisma reluzente das participantes.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Elektra Fence </span><i><span style="font-weight: 400;">lakrou o prikito</span></i><span style="font-weight: 400;"> dos jurados no </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=DbNfRyQLDlI"><i><span style="font-weight: 400;">Lip Sync </span></i><span style="font-weight: 400;">de </span><i><span style="font-weight: 400;">Sweet Melody</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, servindo uma das dublagens mais legais de se assistir em muito tempo. </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=4xodD75oRIw"><span style="font-weight: 400;">Charity Kase</span></a><span style="font-weight: 400;"> não soube decidir entre ser quem era e quem RuPaul gostaria que ela não fosse, e desperdiçou seu potencial por não entender que as regras em </span><i><span style="font-weight: 400;">Drag Race</span></i><span style="font-weight: 400;"> são diferentes do </span><i><span style="font-weight: 400;">drag</span></i><span style="font-weight: 400;"> no mundo real. </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=2cuMX4j-kbU"><span style="font-weight: 400;">Scarlett Harlett</span></a><span style="font-weight: 400;"> se perdeu dentro de sua própria cabeça, e </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=q1EWX_Fg6JY"><span style="font-weight: 400;">Vanity Milan</span></a><span style="font-weight: 400;"> não conseguiu colocar a mesma energia de seus <em>L</em></span><i><span style="font-weight: 400;">ip Syncs</span></i><span style="font-weight: 400;"> na competição. O </span><i><span style="font-weight: 400;">top 3</span></i><span style="font-weight: 400;"> salvou a temporada: </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=y6X54qYNonM"><span style="font-weight: 400;">Kitty Scott-Claus</span></a><span style="font-weight: 400;"> é uma fonte apaixonante de carisma, segurança e </span><i><span style="font-weight: 400;">timing</span></i><span style="font-weight: 400;"> cômico. </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=LczrSIhCeNI"><span style="font-weight: 400;">Ella Vaday</span></a><span style="font-weight: 400;"> fez jus a promessa de fazer Veronica Green tremer as pernas, e ficou a milímetros de distância da coroa. </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=WO2YOlJK9RU"><span style="font-weight: 400;">Krystal Versace é Krystal Versace</span></a><span style="font-weight: 400;">. O final da corrida pode ter deixado ela um pouco cansada, mas RuPaul viu na jovem de 19 anos o que todos nós também vimos: o futuro. </span><b>&#8211; Jho Brunhara</b></p>
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		<title>Wagner Moura faz de Marighella uma experiência coletiva</title>
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		<pubDate>Tue, 30 Nov 2021 16:36:53 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Vitor Evangelista 52 anos se passaram desde que Carlos Marighella foi alvejado por tiros em uma emboscada, dentro de um carro na Alameda Casa Branca, em São Paulo. O momento, marcado para sempre nos livros de História como mais um dos massacres políticos e sociais da Ditadura Militar, agora é transposto às telas da ficção, &#8230; <a href="http://personaunesp.com.br/marighella-critica/" class="more-link">Continue lendo<span class="screen-reader-text"> "Wagner Moura faz de Marighella uma experiência coletiva"</span></a></p>
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										<content:encoded><![CDATA[<figure id="attachment_24928" aria-describedby="caption-attachment-24928" style="width: 1086px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-24928" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/11/um.jpg" alt="Cena do filme Marighella, mostra Seu Jorge, um homem negro e adulto, com o filho no colo, uma criança que usa camisa branca e se abraça ao pescoço do pai. A cena é de dia e ao fundo vemos árvores e carros." width="1086" height="652" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/11/um.jpg 1086w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/11/um-800x480.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/11/um-1024x615.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/11/um-768x461.jpg 768w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-24928" class="wp-caption-text">A coletiva de imprensa de Marighella ocorreu no Cine Marquise, na Avenida Paulista, à duas quadras de distância do local onde o Guerrilheiro foi assassinado em 1969 (Foto: O2 Filmes)</figcaption></figure>
<p><strong>Vitor Evangelista</strong></p>
<p><span style="font-weight: 400;">52 anos se passaram desde que </span><a href="https://www.uol.com.br/splash/noticias/2021/11/04/marighella-historia-quem-foi.htm"><span style="font-weight: 400;">Carlos Marighella</span></a><span style="font-weight: 400;"> foi alvejado por tiros em uma emboscada, dentro de um carro na Alameda Casa Branca, em São Paulo. O momento, marcado para sempre nos livros de História como mais um dos massacres políticos e sociais da Ditadura Militar, agora é transposto às telas da ficção, na dolorosa constatação de que o Brasil de 1969 dialoga com eloquência e pesar com o país de 2021. </span><i><span style="font-weight: 400;">Marighella</span></i><span style="font-weight: 400;">, cinebiografia do </span><a href="https://traduagindo.com/2021/05/08/entrevista-com-carlos-marighella/"><span style="font-weight: 400;">Guerrilheiro que Incendiou o Mundo</span></a><span style="font-weight: 400;">, aposta no Cinema de ação e revolta para, em meio ao banho de sangue e lágrimas, exprimir esperança.</span></p>
<p><span id="more-24927"></span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A árdua tarefa de transformar a vida e a morte de Carlos Marighella em Arte não é recente. Na verdade, a ideia surgiu em 2013, como revelou o diretor Wagner Moura no evento de pré-estreia que aconteceu em São Paulo, no Cine Marquise da Avenida Paulista, no fim de outubro. Quando entrou em contato com o </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=BsmGBsfrVEU"><span style="font-weight: 400;">livro de Mário Magalhães</span></a><span style="font-weight: 400;">, a decisão de ter alguém de esquerda e baiano no comando da produção pareceu uma combinação mágica para o ator, que sempre teve vontade de assumir o posto da direção, mas achou que o faria com uma obra menor, focada em poucos personagens e em uma história mais simples.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">E simples não é nem de longe sinônimo de </span><i><span style="font-weight: 400;">Marighella</span></i><span style="font-weight: 400;">. A publicação de Magalhães se estende por centenas e centenas de páginas, mas o recorte de Moura foi astuto o bastante para entender o recado. Ele queria, a princípio, devolver ao imaginário popular essa figura que foi amaldiçoada, e, fascinado por histórias de revolta, encontrou nesse filme o veículo ideal para unir o útil ao agradável. É certo que sua escolha inicial para viver o protagonista acabou não indo para frente e, após a saída de Mano Brown, o </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=5Os1zJQALz8"><span style="font-weight: 400;">poeta lutador</span></a><span style="font-weight: 400;"> que não fazia concessões, chegou Seu Jorge.</span></p>
<figure id="attachment_24929" aria-describedby="caption-attachment-24929" style="width: 1280px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-24929" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/11/dois.jpg" alt="Cena do filme Marighella, mostra o protagonista Seu Jorge usando terno e sentado, olhando para a frente com a cara fechada. Ele é um homem adulto, de pele negra e cabelos pretos." width="1280" height="720" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/11/dois.jpg 1280w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/11/dois-800x450.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/11/dois-1024x576.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/11/dois-768x432.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/11/dois-1200x675.jpg 1200w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-24929" class="wp-caption-text">O filme dilui os posicionamentos comunistas de Carlos Marighella, pintando uma imagem mais forte de patriota e nacionalista do militante (Foto: O2 Filmes)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">Também presente na coletiva, o artista não poupou elogios ao trabalho do diretor e foi muito sincero na hora de colocar em palavras o que atuar em </span><i><span style="font-weight: 400;">Marighella </span></i><span style="font-weight: 400;">significava para sua própria jornada de reconexão com o Brasil, país pelo qual é apaixonado e se encontrava distante. Esse fogo de ardência é sentido em cada uma de suas preciosas e carregadas cenas. Quando banha seu filho Carlinhos no mar, numa construção que brinca com o </span><a href="https://personaunesp.com.br/moonlight-kendrick-lamar/"><span style="font-weight: 400;">batismo de </span><i><span style="font-weight: 400;">Moonlight</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, Seu Jorge já anuncia que as próximas duas horas e quarenta serão constituídas de </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=f8tXFV_bkPU"><span style="font-weight: 400;">fortes emoções</span></a><span style="font-weight: 400;">.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A história se divide em duas. Mesclando momentos em 1964, após a instauração do golpe apoiado pelos EUA, e em 1968, logo depois de Marighella cofundar a Ação Libertadora Nacional (ALN). Dessa forma, a direção de Moura, em conjunto ao roteiro escrito por ele e </span><a href="https://vimeo.com/225578736"><span style="font-weight: 400;">Felipe Braga</span></a><span style="font-weight: 400;">, se priva de perpassar cada momento da criação e amadurecimento do protagonista, dando fôlego e tempo de tela para os dilemas de um Marighella envelhecendo, além de manejar com destreza o desenvolvimento de alguns coadjuvantes. Em 64, Seu Jorge é eufórico e a preocupação de revolta floresce por seus expressivos olhos. A maior qualidade dessa atuação, entretanto, se reserva aos momentos de calmaria, quando o ator abaixa a guarda.</span></p>
<figure id="attachment_24930" aria-describedby="caption-attachment-24930" style="width: 1046px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-24930" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/11/tres.jpg" alt="Cena do filme Marighella, mostra Seu Jorge em foco, de lado, e Humberto Carrão, branco e de barba preta. ao fundo desfocado." width="1046" height="638" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/11/tres.jpg 1046w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/11/tres-800x488.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/11/tres-1024x625.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/11/tres-768x468.jpg 768w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-24930" class="wp-caption-text">Wagner Moura ilumina a figura da Religião e a importância dos freis dominicanos na luta contra a Ditadura Militar, ressaltando a coragem dos homens e a crueldade a que foram submetidos (Foto: O2 Filmes)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">Para viver um </span><a href="https://www1.folha.uol.com.br/ilustrada/2021/10/seu-jorge-diz-que-ataques-a-marighella-sao-racistas-e-pais-nao-sabe-lidar-com-isso.shtml"><span style="font-weight: 400;">homem negro</span></a><span style="font-weight: 400;"> de pele clara, a escalação de Seu Jorge causou um rebuliço na mídia, visto que o ator tem a pele retinta. Na exibição para a imprensa, Wagner Moura detalhou o processo de </span><i><span style="font-weight: 400;">casting</span></i><span style="font-weight: 400;"> e que o objetivo era</span><i><span style="font-weight: 400;"> “empretecer”</span></i><span style="font-weight: 400;"> Marighella, neto de escravos sudaneses e filho de uma mãe nascida no ano da abolição. A </span><a href="https://oglobo.globo.com/cultura/como-homem-negro-de-50-anos-tenho-questoes-diz-seu-jorge-interprete-de-marighella-pixinguinha-no-cinema-25255500"><span style="font-weight: 400;">questão racial</span></a><span style="font-weight: 400;"> era intrínseca à vivência e a luta do baiano, e enquanto a produção enfatiza esse ponto de tensão, ela acaba também diluindo outra de suas características de formação: o </span><a href="https://memoriasdaditadura.org.br/biografias-da-resistencia/carlos-marighella/"><span style="font-weight: 400;">comunismo</span></a><span style="font-weight: 400;">. Por mais que o roteiro deixe de escanteio os ideais do protagonista, quem conhece a História tem noção de sua posição marxista-leninista, e dos objetivos do combate à Ditadura Militar. Além da busca por igualdade e justiça, a ALN enxergava a necessidade da luta armada como caminho para a instalação de um governo popular revolucionário no Brasil. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">No contraste, </span><a href="https://www.omelete.com.br/especiais/entrevista-bruno-gagliasso-marighella/"><span style="font-weight: 400;">Bruno Gagliasso</span></a><span style="font-weight: 400;"> encarna a escória do mundo na figura de Lúcio, policial que vai à caça dos militantes e guerrilheiros. O personagem, embora tenha outro nome, é a representação de </span><a href="https://memoriasdaditadura.org.br/biografias-da-ditadura/delegado-fleury/"><span style="font-weight: 400;">Sérgio Fleury</span></a><span style="font-weight: 400;">, delegado responsável por arquitetar a morte de Marighella. Quando perguntado na coletiva de que maneira deu nuances ao mal absoluto, o global revelou a dificuldade de se preparar para o papel. Pai de crianças negras, ele interpreta um racista e fascista desmedido, raivoso e violento. Gagliasso não opta pelo óbvio quando vocifera cada uma das ofensas cuspidas em tela, ele abraça o lado político da empreitada, contornando sua atuação ao redor da denúncia e do imediatismo do </span><a href="https://economia.uol.com.br/noticias/estadao-conteudo/2021/10/19/bolsonaro-nega-ter-culpa-pela-crise-ache-um-cara-melhor.htm"><span style="font-weight: 400;">Brasil de 2021</span></a><span style="font-weight: 400;">.</span></p>
<figure id="attachment_24931" aria-describedby="caption-attachment-24931" style="width: 2560px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-24931" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/11/quatro.jpeg" alt="Cena noturna do filme Marighella, mostra vários homens com armas apontadas para um mesmo lugar, atirando." width="2560" height="1404" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/11/quatro.jpeg 2560w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/11/quatro-800x439.jpeg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/11/quatro-1024x562.jpeg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/11/quatro-768x421.jpeg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/11/quatro-1536x842.jpeg 1536w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/11/quatro-2048x1123.jpeg 2048w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/11/quatro-1200x658.jpeg 1200w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-24931" class="wp-caption-text">Embora demore a mostrar em tela as torturas da Ditadura, quando o filme dedica uma longa sequência ao momento, ele não poupa o teor da brutalidade e da violência (Foto: O2 Filmes)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">A </span><a href="https://noticias.uol.com.br/colunas/leonardo-sakamoto/2020/01/14/marighella-nao-e-caso-isolado-cultura-esta-sob-censura-diz-wagner-moura.htm"><span style="font-weight: 400;">censura</span></a><span style="font-weight: 400;"> que atingiu o filme não foi acaso do destino. Como efeito cascata, Wagner Moura insistiu em catalogar esse bolsão de caos político entre os anos 13 e 21, desde as </span><a href="https://revistagalileu.globo.com/Revista/noticia/2018/06/manifestacoes-de-junho-de-2013-completam-cinco-anos-o-que-mudou.html"><span style="font-weight: 400;">Manifestações de Junho</span></a><span style="font-weight: 400;">, o </span><a href="https://personaunesp.com.br/democracia-em-vertigem-critica/"><span style="font-weight: 400;">Golpe de 2016</span></a><span style="font-weight: 400;"> e a eleição de Bolsonaro dois anos mais tarde, até chegar ao hoje, </span><a href="https://brasil.elpais.com/brasil/2021-04-16/inacao-e-desinformacao-do-governo-bolsonaro-agravam-a-pandemia-no-brasil.html"><span style="font-weight: 400;">pandêmico</span></a><span style="font-weight: 400;">, enclausurado, natimorto. Quando subiu ao poder, o presidente não demorou a </span><a href="https://www1.folha.uol.com.br/ilustrada/2019/09/em-ofensiva-contra-ancine-bolsonaro-corta-43-de-fundo-do-audiovisual.shtml"><span style="font-weight: 400;">cortar verbas da Cultura</span></a><span style="font-weight: 400;">, e a Ancine, agência responsável pela retomada e pela frutífera colheita do </span><a href="https://personaunesp.com.br/entrevista-lirio-ferreira/"><span style="font-weight: 400;">Cinema nacional pós-anos 90</span></a><span style="font-weight: 400;">, acabou inerte, dormente, sangrando. </span><i><span style="font-weight: 400;">Marighella </span></i><span style="font-weight: 400;">estreou em 2019, no </span><a href="https://g1.globo.com/pop-arte/cinema/noticia/2019/02/15/wagner-moura-lanca-marighella-no-festival-de-berlim-e-posa-com-placa-de-marielle-franco.ghtml"><span style="font-weight: 400;">Festival de Berlim</span></a><span style="font-weight: 400;">, mas só pôde prestigiar uma exibição na terra que o concebeu dois anos depois.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A projeção no Cine Marquise foi a segunda coletiva do longa, depois daquela inaugural na </span><a href="https://entretenimento.uol.com.br/noticias/redacao/2019/02/14/marighella-e-aplaudido-pelo-publico-em-1-exibicao-no-festival-de-berlim.htm"><span style="font-weight: 400;">Alemanha</span></a><span style="font-weight: 400;">. A produtora Andrea Barata Ribeiro foi enfática quando detalhou os percalços enfrentados pelo filme, desde pedidos negados pela Ancine (em um momento onde Bolsonaro enfatizava que </span><a href="https://g1.globo.com/politica/noticia/2019/07/19/se-nao-puder-ter-filtro-nos-extinguiremos-a-ancine-diz-bolsonaro.ghtml"><span style="font-weight: 400;">filtraria o que achasse necessário</span></a><span style="font-weight: 400;">) até a dificuldade de entrar em cartaz. Ano passado, a ideia era um lançamento no Dia da Consciência Negra, que acabou não ocorrendo. Esse ano, eles conseguiram chegar em Novembro, mês simbólico para tudo que </span><i><span style="font-weight: 400;">Marighella </span></i><span style="font-weight: 400;">significa. </span></p>
<figure id="attachment_24932" aria-describedby="caption-attachment-24932" style="width: 768px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-24932" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/11/cinco.jpg" alt="Cena do filme Marighella, mostra Adriana Esteves sentada e olhando para a janela. Ela é branca, tem cabelos escuros e é iluminada pela luz do sol que entra pela janela." width="768" height="512" /><figcaption id="caption-attachment-24932" class="wp-caption-text">Adriana Esteves teve o prazer de visitar a dona Clara da vida real e relatou que a presença de Marighella na residência da mulher é gigantesca: “a impressão é que ele vai tocar a campainha” (Foto: O2 Filmes)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">Além de ser uma ficção que coloca lentes dramáticas na jornada dos guerrilheiros, </span><i><span style="font-weight: 400;">Marighella </span></i><span style="font-weight: 400;">precisava funcionar como filme. Por mais que nem todos os acontecimentos tenham de fato acontecido, Wagner Moura enfatiza que eles são plausíveis para aqueles personagens. </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=DCFttf8ZgfY"><span style="font-weight: 400;">Maria Marighella</span></a><span style="font-weight: 400;">, atriz e neta de Carlos, é quem simboliza na carne esse elo forte com a realidade. Ela interpreta sua própria avó Elza, a mãe de seu pai, e faz da pequena presença na rodagem um dos corações pulsantes da obra.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Sua contraparte, e espécie de irmã de alma, é Clara, personagem de </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=i33O69m4Ci0"><span style="font-weight: 400;">Adriana Esteves</span></a><span style="font-weight: 400;">, esposa de Marighella. A atriz, que assistiu ao longa pela primeira vez apenas dois dias antes da exibição na Avenida Paulista, tinha emoção no olhar quando ressaltou o poder do amor de um filme como esse, o poder de empatia e de esperança manufaturado pela visão do diretor. O exemplo mais claro fica perto da conclusão, quando depois de morto, Marighella tem sua foto exibida em uma redação de jornal.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Lá, Carlinhos e sua mãe se chocam com o terror da realidade. Na hora em que Moura parece que cortará para o preto e dará por encerrada a experiência de quase 3 horas, o diretor, então aliado à montagem de Lucas Gonzaga, nos transporta para a residência de Clara. Esteves, aflita e absorta, quase que sentindo o momento sem ao menos ter a confirmação do assassinato, abraça o espectador. Ela sofre, chora, se conecta à personagem de Maria Marighella sem a necessidade de compartilhar o espaço físico. A </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=LQeqMMI1m9M"><span style="font-weight: 400;">força</span></a><span style="font-weight: 400;"> dessa decisão de Moura é sentida em segundo plano, correndo pelas beiradas. </span></p>
<figure id="attachment_24933" aria-describedby="caption-attachment-24933" style="width: 1280px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-24933" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/11/seis.jpg" alt="Cena do filme Marighella, mostra de perfil o ator Bruno Gagliasso urinando na parede. Está de dia e a câmera mostra apenas seu rosto e ombros, mas seus olhos miram o chão. " width="1280" height="720" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/11/seis.jpg 1280w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/11/seis-800x450.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/11/seis-1024x576.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/11/seis-768x432.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/11/seis-1200x675.jpg 1200w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-24933" class="wp-caption-text">No exercício de entregar o filme para as comunidades da qual Marighella fez parte, o longa teve exibições especiais na companhia da Coalizão Negra Por Direitos, além de uma pré-estreia na Bahia, terra natal do protagonista (Foto: O2 Filmes)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">O contraste de gerações entre Marighella e os companheiros de luta pode parecer desencaixado à princípio, mas é uma deliberação proposital. Com a Arte acostumada a representar seus militantes jovens demais, o filme coloca esse homem de cinquenta anos para liderar uma galera que mal chegou aos trinta. O </span><a href="https://www.marxists.org/portugues/marighella/1969/manual/index.htm"><i><span style="font-weight: 400;">Mini-Manual do Guerrilheiro Urbano</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> (1969), como bem relembra Maria Marighella em sua fala sobre a importância da juventude, dá “funções” a cada um dos grupos, dos artistas, aos estudantes e aos cidadãos “comuns”. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Colocar em cena Seu Jorge ao lado de nomes como Humberto Carrão, Bella Camero e Jorge Paz serve para mostrar que essas pessoas tinham vidas, sonhos felizes, trabalhos ordinários e muito a perder. </span><a href="https://oglobo.globo.com/cultura/revista-da-tv/humberto-carrao-nao-sei-jogar-jogo-das-celebridades-nem-quero-1-24209398"><span style="font-weight: 400;">Carrão</span></a><span style="font-weight: 400;">, escondido por uma barba espessa e uma camada de suor que o camufla em cena, vive pela euforia do grito e da rebelião. </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=HRGyhfZCXGU"><span style="font-weight: 400;">Camero</span></a><span style="font-weight: 400;"> tem a sensatez aliada ao fogo da inquietação, e </span><a href="https://www.metropoles.com/entretenimento/cinema/ator-da-periferia-do-df-supera-dificuldades-e-e-destaque-em-marighella"><span style="font-weight: 400;">Paz</span></a><span style="font-weight: 400;">, o coadjuvante mais importante do longa, cultiva o medo do amanhã pela família e a destreza do hoje pela verdade e pela justiça. Quando o filme poda cada uma de suas raízes, o sentimento de amargor é sinônimo de melancolia, mas nunca de derrota.</span></p>
<figure id="attachment_24934" aria-describedby="caption-attachment-24934" style="width: 1200px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-24934" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/11/sete.jpg" alt="Cena do filme Marighella, mostra o ator Humberto Carrão com um jornal na mão e fumando na calçada. Ele é branco, tem barbas e cabelos volumosos e escuros e usa uma camisa estampada marrom com o botão de cima aberto." width="1200" height="667" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/11/sete.jpg 1200w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/11/sete-800x445.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/11/sete-1024x569.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/11/sete-768x427.jpg 768w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-24934" class="wp-caption-text">Embora tenha sido exibido ao mesmo tempo em que rolava a 45ª Mostra de SP, Wagner Moura disse que o filme “foi evitado” pela organização do Festival, que prezava por longas inéditos em sua programação (Foto: O2 Filmes)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">A experiência coletiva que </span><i><span style="font-weight: 400;">Marighella </span></i><span style="font-weight: 400;">aflora mora no debate, na troca de ideias e na propagação do senso de luta. Não cabe apontar o que o filme “adaptou corretamente” a história ou julgar as liberdades tomadas pela Sétima Arte. Tendo como objetivo primário funcionar dentro do gênero da ficção, </span><i><span style="font-weight: 400;">Marighella </span></i><span style="font-weight: 400;">não pinta seu protagonista como herói demais, ou vilão de menos. Seu Jorge dá vida a um </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=fd8oX1u8gRA"><span style="font-weight: 400;">homem repleto de falhas e sonhos</span></a><span style="font-weight: 400;">, que encontrava na agitação e na manifestação a única maneira de pregar seus ideais. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O </span><a href="https://www.instagram.com/p/CSSlAR6rKGT/"><span style="font-weight: 400;">Cinema no Brasil</span></a><span style="font-weight: 400;">, como em qualquer outro lugar do mundo, vem munido de ideologias e comentários sociais. Mas, se quem assiste acredita que a luta pelos direitos sociais, a igualdade, o antifascismo e o </span><a href="https://www.ecycle.com.br/antirracista/"><span style="font-weight: 400;">antirracismo</span></a><span style="font-weight: 400;"> são “manobras de esquerda” ou “posições radicais de doutrinação”, o problema não está dentro das quase três horas de realização cinematográfica. </span></p>
<figure id="attachment_24935" aria-describedby="caption-attachment-24935" style="width: 768px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-24935" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/11/oito.jpg" alt="Cena do filme Marighella. A foto em preto e branco mostra Seu Jorge em pé e olhando para o lado, usando camisa branca." width="768" height="512" /><figcaption id="caption-attachment-24935" class="wp-caption-text">Recentemente, o <a href="https://istoe.com.br/193279_A+FARSA+NA+MORTE+DE+MARIGHELLA+/">fotógrafo Sérgio Jorge</a> realizou uma encenação da pose real de Marighella assassinado no veículo, mostrando uma versão diferente da veiculada pelos militares (Foto: O2 Filmes)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">Anos depois de dar vida a um </span><a href="https://personaunesp.com.br/cidade-de-deus-tropa-de-elite/"><span style="font-weight: 400;">Capitão Nascimento</span></a><span style="font-weight: 400;"> que se tornou bandeira de uma direita autoritária e violenta e a um </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=LxuIhjvhePA"><span style="font-weight: 400;">Pablo Escobar</span></a><span style="font-weight: 400;"> que caia facilmente na visão norte-americana de gato e rato, hoje Wagner Moura realiza um Cinema de ação com significado e mensagem mais delimitados. Ele não faria um filme deste calibre e com essa pegada se não fosse orgânico ao material base, como ressaltou na coletiva, definindo a obra como um híbrido de gêneros.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Extrapolando o meio-termo entre o surreal e o mundano, o filme ensurdece pelo desenho de som altíssimo e que valoriza cada caixinha da sala de cinema. Mas o absurdo tempo do corte final enfraquece uma obra que poderia chegar ao mesmo lugar (ou até a um patamar elevado) com muitos minutos a menos. Como diretor de primeira viagem, Wagner Moura faz o primordial aqui: </span><a href="https://oglobo.globo.com/cultura/marighella-ja-filme-brasileiro-mais-assistido-em-2021-apos-quatro-dias-nos-cinemas-25265660"><span style="font-weight: 400;">coloca o filme na boca do povo</span></a><span style="font-weight: 400;">, se estica para além do telão branco e se senta ao lado do espectador, plantando dúvidas, opiniões e fomentando o que o Cinema sempre se prestou a fazer, mudar perspectivas e criar sensações. </span></p>
<figure id="attachment_24936" aria-describedby="caption-attachment-24936" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-24936" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/11/nove.png" alt="Foto da coletiva de imprensa, mostra os atores, produtores e roteiristas posando para a foto, reunidos e todos de máscara" width="800" height="450" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/11/nove.png 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/11/nove-768x432.png 768w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-24936" class="wp-caption-text">A coletiva de Marighella aconteceu dia 29 de outubro, no Cine Marquise da Avenida Paulista, com a presença do elenco, produtora, roteiristas e do diretor do filme (Foto: <a href="https://almapreta.com/sessao/cultura/marighella-estreia-nos-cinemas-um-filme-sobre-esperanca-diz-wagner-moura">Alma Preta</a>)</figcaption></figure>
<p><i><span style="font-weight: 400;">Marighella </span></i><span style="font-weight: 400;">é barulhento, essencialmente violento e tem em sua formação uma mensagem de motim que, sem problemas ou empecilhos, conversa com o Brasil governado por Bolsonaro mas gerido pelo caos. Vai incomodar, </span><a href="https://portalpopline.com.br/imdb-identifica-mutirao-notas-baixas-marighella/"><span style="font-weight: 400;">vai ser incomodado</span></a><span style="font-weight: 400;"> e sinaliza uma marca para o Cinema “popular”, já carregada por produções sem o mesmo alcance ou interesse da audiência. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Para efeito de comparação, no mesmo mês em que </span><i><span style="font-weight: 400;">Marighella </span></i><span style="font-weight: 400;">preencheu suas cerca de trezentas salas, </span><a href="https://www.otempo.com.br/diversao/potente-e-necessario-cabeca-de-nego-estreia-nos-cinemas-nesta-quinta-1.2558528"><i><span style="font-weight: 400;">Cabeça de Nêgo</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, filme que também lida com questões raciais em um Brasil ebulindo, mal chegou a compor notas de rodapé. A </span><a href="https://www.omelete.com.br/filmes/marighella-cena-pos-creditos"><span style="font-weight: 400;">cena pós-créditos</span></a><span style="font-weight: 400;">, nascida de um improviso do elenco, é o clímax da paixão dos realizadores. Tomando de solavanco o hino nacional, há muito nos surrupiado, os atores colocam para fora o sentimento de nacionalismo apagado quando o assunto é comunismo, o bicho-papão do século XXI. Os guerrilheiros amavam o Brasil, Carlos Marighella amava o Brasil, </span><a href="https://aventurasnahistoria.uol.com.br/noticias/historia-hoje/wagner-moura-esclarece-cena-pos-credito-de-marighella.phtml"><span style="font-weight: 400;">Wagner Moura ama o Brasil</span></a><span style="font-weight: 400;">. </span></p>
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		<title>Meu Tio José lembra que nunca é tarde para dizer &#8220;Ditadura Nunca Mais&#8221;</title>
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		<pubDate>Sun, 31 Oct 2021 04:43:14 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Bruno Andrade “Tem dias que a gente se sente como quem partiu ou morreu”, escreve Chico Buarque na canção Roda Viva. Das diversas interpretações possíveis, a mais cruel e — infelizmente — presente diz respeito à vivência na Ditadura Militar brasileira, em especial durante o endurecimento do regime com o AI-5, período também conhecido como &#8230; <a href="http://personaunesp.com.br/meu-tio-jose-critica/" class="more-link">Continue lendo<span class="screen-reader-text"> "Meu Tio José lembra que nunca é tarde para dizer &#8220;Ditadura Nunca Mais&#8221;"</span></a></p>
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										<content:encoded><![CDATA[<figure id="attachment_24283" aria-describedby="caption-attachment-24283" style="width: 1920px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-24283" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/10/jose-1.jpeg" alt="Cena da animação Meu tio José. Na ilustração em preto e branco, vemos o personagem José entrando em uma farmácia, com prateleiras e caixas brancas em seu entorno. Ele é um homem branco, possui cabelos e bigode de cor preta, veste uma camiseta de cor cinza e uma calça e sapatos de cor preta." width="1920" height="1080" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/10/jose-1.jpeg 1920w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/10/jose-1-800x450.jpeg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/10/jose-1-1024x576.jpeg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/10/jose-1-768x432.jpeg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/10/jose-1-1536x864.jpeg 1536w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/10/jose-1-1200x675.jpeg 1200w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-24283" class="wp-caption-text">Exibido na seção Mostra Brasil da 45ª Mostra Internacional de Cinema em São Paulo, Meu Tio José retrata a Ditadura Militar brasileira sob o olhar de uma criança (Foto: Fênix Filmes)</figcaption></figure>
<p><b>Bruno Andrade</b></p>
<p><i><span style="font-weight: 400;">“Tem dias que a gente se sente como quem partiu ou morreu”</span></i><span style="font-weight: 400;">, escreve</span> <a href="https://personaunesp.com.br/chico-buarque-construcao-50-anos/"><span style="font-weight: 400;">Chico Buarque</span></a><span style="font-weight: 400;"> na canção </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=IzwBVOPu7iM&amp;ab_channel=MPB%3A%3AAsMelhores%21"><i><span style="font-weight: 400;">Roda Viva</span></i></a><span style="font-weight: 400;">. Das diversas interpretações possíveis, a mais cruel e — infelizmente — presente diz respeito à vivência na Ditadura Militar brasileira, em especial durante o endurecimento do regime com o </span><a href="https://www.infoescola.com/historia/anos-de-chumbo/"><span style="font-weight: 400;">AI-5</span></a><span style="font-weight: 400;">, período também conhecido como os </span><i><span style="font-weight: 400;">“</span></i><a href="https://www.companhiadasletras.com.br/detalhe.php?codigo=15123"><i><span style="font-weight: 400;">Anos de Chumbo</span></i></a><i><span style="font-weight: 400;">”</span></i><span style="font-weight: 400;">. Dentre as histórias manchadas pela repressão política, encontramos José Sebastião Rios de Moura, personagem fundamental em </span><a href="http://artecult.com/longa-meu-tio-jose-mostra-internacional-sp/"><i><span style="font-weight: 400;">Meu Tio José</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, animação dirigida, roteirizada e ilustrada por Ducca Rios, e que integra a 45ª </span><a href="https://personaunesp.com.br/tag/mostra-internacional-de-cinema-em-sao-paulo/"><span style="font-weight: 400;">Mostra Internacional</span></a><span style="font-weight: 400;"> de Cinema em São Paulo.</span></p>
<p><span id="more-24282"></span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O longa de 89 minutos é baseado em uma história real, cujo desfecho trágico acabou impactando a vida de </span><a href="http://artecult.com/ac-entrevista-ducca-rios/"><span style="font-weight: 400;">Ducca Rios</span></a><span style="font-weight: 400;">. Na infância, durante a Ditadura Militar, seu tio </span><a href="https://cidadeverde.com/noticias/133213/revista-resgata-historia-de-piauiense-que-sequestrou-embaixador-dos-eua"><span style="font-weight: 400;">José Moura</span></a><span style="font-weight: 400;"> — membro do movimento Dissidência da Guanabara, inicialmente chamado de </span><a href="https://www.infoescola.com/historia-do-brasil/movimento-revolucionario-oito-de-outubro-mr-8/"><span style="font-weight: 400;">MR-8</span></a><span style="font-weight: 400;"> — foi morto pelo regime, vítima de uma emboscada. Esse contexto é retratado nas cenas iniciais de </span><i><span style="font-weight: 400;">Meu Tio José</span></i><span style="font-weight: 400;">, nas quais vemos de forma intercalada o jovem Adonias, espécie de alter ego do diretor, sonhando com um jogo da seleção de 1983, enquanto José (que recebe a voz de </span><a href="https://rollingstone.uol.com.br/cinema/marighella-apos-estreia-nos-cinemas-producao-de-wagner-moura-ganhara-minisserie/"><span style="font-weight: 400;">Wagner Moura</span></a><span style="font-weight: 400;">) sofre o atentado dentro de uma farmácia.</span></p>
<figure id="attachment_24284" aria-describedby="caption-attachment-24284" style="width: 1920px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-24284" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/10/jose-2.jpeg" alt="Cena da animação Meu tio José. Na ilustração em preto e branco, vemos uma família sentada à mesa de cor cinza, enquanto comem a refeição. Nela, estão sentados uma senhora de cabelos brancos e vestido branco, que está de costas; um menino de cabelos pretos e camiseta branca; outro menino com camiseta branca e gola de cor preta, também de cabelos pretos; um homem de cabelos pretos a altura do ombro, bigode de cor preta e utilizando óculos de lentes transparentes, camisa social branca e calça branca; e uma mulher de costas, que possui cabelos longos pretos, veste camiseta branca e calça preta. Todos os personagens são brancos e estão sentados em cadeiras de cor cinza." width="1920" height="1080" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/10/jose-2.jpeg 1920w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/10/jose-2-800x450.jpeg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/10/jose-2-1024x576.jpeg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/10/jose-2-768x432.jpeg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/10/jose-2-1536x864.jpeg 1536w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/10/jose-2-1200x675.jpeg 1200w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-24284" class="wp-caption-text">Meu Tio José participou do Festival Internacional de Cinema de Animação de Annecy, tido como o maior e mais importante evento de animações do mundo (Foto: Fênix Filmes)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">O filme aposta na visão inocente de Adonias diante de todo o </span><a href="https://personaunesp.com.br/tempo-critica/"><span style="font-weight: 400;">horror</span></a><span style="font-weight: 400;"> que o cerca, caminhando por ruas repletas de pichações e notícias políticas, e marca a estreia de Ducca Rios em longa-metragens, embora este não seja o primeiro trabalho do diretor, que já acumula colaborações em séries da </span><i><span style="font-weight: 400;">Disney Jr. </span></i><span style="font-weight: 400;">e do canal </span><i><span style="font-weight: 400;">ZooMoo</span></i><span style="font-weight: 400;">. Na trama, enquanto o tio é internado e passa por cirurgias delicadas na tentativa de remoção das balas, o jovem garoto preocupa-se com uma redação da escola que precisa ser entregue. Ao mesmo tempo que a família luta para digerir a situação, tentando esconder a tristeza inerente à situação, também se vê presa ao resguardo da inocência infantil do menino. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Porém, não demora para o jovem começar a tomar consciência daquilo que está em torno, tentando justificar suas inquietações e ebulições de sentimentos com o argumento de que seus pais são professores — em alguns momentos, ele imagina os valentões da escola com coturnos e farda, sendo chamado de </span><i><span style="font-weight: 400;">“subversivo” </span></i><span style="font-weight: 400;">e </span><i><span style="font-weight: 400;">“filho de comunista”</span></i><span style="font-weight: 400;">, além de sonhar com momentos de tortura. Todavia, </span><a href="https://www.omelete.com.br/filmes/criticas/meu-tio-jose"><i><span style="font-weight: 400;">Meu Tio José</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> não se deixa enganar: é uma obra política voltada para o público jovem, e isso não tenta ser suprimido.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A técnica </span><a href="http://nafergo.github.io/manual-livre-animacao2d/blender_cutout.html"><i><span style="font-weight: 400;">cut-out</span></i></a> <span style="font-weight: 400;">— ou simplesmente </span><i><span style="font-weight: 400;">“animação de recortes”</span></i><span style="font-weight: 400;"> — empregada no filme oferece algumas limitações, mas essas são superadas através do roteiro e da direção de Rios, que desde o início aponta para um romance de formação, priorizando a poesia em comparação a forma, mesmo que esta também esteja bem realizada no longa. Essa maneira de fazer animação é antiga, sendo a mesma utilizada em </span><a href="https://personaunesp.com.br/south-park-the-pandemic-special-critica/"><i><span style="font-weight: 400;">South Park</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> e na animação </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=3PXHeKuBzPY&amp;ab_channel=SonyPicturesClassics"><i><span style="font-weight: 400;">Persépolis</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, filme de 2007 baseado no </span><a href="https://personaunesp.com.br/critica-fun-home/"><span style="font-weight: 400;">romance gráfico</span></a><span style="font-weight: 400;"> de </span><a href="https://www.companhiadasletras.com.br/detalhe.php?codigo=12593"><span style="font-weight: 400;">Marjane Satrapi</span></a><span style="font-weight: 400;">. A composição em preto e branco pode ser interpretada como uma forma de ilustrar o ar pesado da época, considerando que </span><i><span style="font-weight: 400;">Meu Tio José </span></i><span style="font-weight: 400;">ganha cores somente na cena final, momento que ilustra a reabertura política do país.</span></p>
<figure id="attachment_24285" aria-describedby="caption-attachment-24285" style="width: 1200px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-24285" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/10/jose-3.jpg" alt="Cena da animação Meu tio José. Na ilustração em preto e branco, vemos um mochila de cor preta e detalhes em cor branca, jogada no chão. Ao fundo vemos a sombra em cor preta de três rapazes agredindo um outro rapaz." width="1200" height="675" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/10/jose-3.jpg 1200w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/10/jose-3-800x450.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/10/jose-3-1024x576.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/10/jose-3-768x432.jpg 768w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-24285" class="wp-caption-text">“Meu tio era como um herói para mim”, disse Ducca Rios em entrevista para o Estadão (Foto: Fênix Filmes)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">Talvez a parte mais cruel abordada na animação seja a esperança depositada por seus pais, dois militantes das </span><a href="https://www.todamateria.com.br/diretas-ja/"><span style="font-weight: 400;">Diretas Já</span></a><span style="font-weight: 400;">, na possibilidade de uma reabertura política, tendo em vista que todos sabem os motivos que levaram ao atentado contra José, mas ficam de mãos atadas. A chegada do filme ganha diferentes proporções no momento atual, visto que uma parcela da população </span><i><span style="font-weight: 400;">“aparenta não saber muito sobre a enorme crueldade que fez parte do regime que afligiu o Brasil durante tantos anos</span></i><span style="font-weight: 400;">”, como disse </span><a href="https://cultura.estadao.com.br/noticias/cinema,animacao-meu-tio-jose-conta-a-historia-de-um-ex-guerrilheiro-assassinado-na-ditadura,70003739080"><span style="font-weight: 400;">Rios em uma entrevista</span></a><span style="font-weight: 400;">, na qual continuou: </span><i><span style="font-weight: 400;">“Se realmente soubessem, não estariam se manifestando a favor de AI-5 e de outras ideias esdrúxulas”.</span></i></p>
<p><span style="font-weight: 400;">No final da animação, Adonias só confirma aquilo que suspeitava ao longo de toda a trama. Através de sua interpretação do assassinato do tio, o menino decide escrever a redação que o preocupava inicialmente narrando a história do próprio parente — esse que foi um grande amigo de </span><a href="https://www.ebiografia.com/torquato_neto/"><span style="font-weight: 400;">Torquato Neto</span></a><span style="font-weight: 400;">, poeta responsável pelo documento que divulgou o </span><a href="https://mundoeducacao.uol.com.br/historiadobrasil/tropicalismo.htm"><i><span style="font-weight: 400;">Tropicalismo</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, a quem o cantor </span><a href="https://www.letras.mus.br/blog/historia-da-musica-cajuina/"><span style="font-weight: 400;">Caetano Veloso</span></a><span style="font-weight: 400;"> dedicou a canção </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=7-nIMtLql7Y&amp;ab_channel=CaetanoVeloso-Topic"><i><span style="font-weight: 400;">Cajuína</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> —, depois de acumular memórias confidenciadas por seus familiares sobre a trajetória política de José. Como nos versos de Chico, a história recente do país faz perceber que estamos próximos daqueles que partiram e morreram durante a Ditadura, propiciando atualidade e força ao filme de Ducca Rios. Através de uma construção singela e visceral, </span><i><span style="font-weight: 400;">Meu Tio José</span></i><span style="font-weight: 400;"> ganha por seu próprio mérito.</span></p>
<div class="jetpack-video-wrapper"><iframe loading="lazy" title="TRAILER OFICIAL &quot;MEU TIO JOSÉ&quot; ANNECY" width="840" height="473" src="https://www.youtube.com/embed/ZoLOq7j_3r4?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen></iframe></div>
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