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	<title>Arquivos Review &#8211; Persona | Jornalismo Cultural</title>
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	<description>Desde 2015 provando que a distância entre Bergman, Lady Gaga e a novela das 9 nem existe.</description>
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		<title>Dependência emocional e ansiedade são as correntes de locket, de Madison Beer</title>
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		<pubDate>Thu, 20 Aug 2026 13:00:07 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Música]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Marcela Jardim Madison Beer passou boa parte da última década ocupando um lugar ingrato no pop: visível o suficiente para gerar expectativas, mas sempre à sombra de um ‘potencial ainda não realizado’. Desde o início viral, ainda adolescente, sua trajetória foi marcada por tentativas de se desvincular da imagem de fenômeno da internet e se &#8230; <a href="http://personaunesp.com.br/critica-locket/" class="more-link">Continue lendo<span class="screen-reader-text"> "Dependência emocional e ansiedade são as correntes de locket, de Madison Beer"</span></a></p>
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										<content:encoded><![CDATA[<figure id="attachment_37457" aria-describedby="caption-attachment-37457" style="width: 300px" class="wp-caption alignnone"><img fetchpriority="high" decoding="async" class="wp-image-37457 size-full" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2026/08/image1-4.png" alt="Capa do álbum locket de Madison Beer. A imagem mostra a cantora Madison Beer, uma mulher de pele branca e jovem. Ela aparece de perfil, com os olhos baixos e uma expressão melancólica. Seu cabelo escuro está preso em um penteado meio-preso, com mechas soltas emoldurando o rosto. Ela segura delicadamente um medalhão dourado em formato de coração contra o peito. O fundo apresenta uma parede azul clara e o topo de um sofá vintage bege." width="300" height="300" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2026/08/image1-4.png 300w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2026/08/image1-4-150x150.png 150w" sizes="(max-width: 300px) 85vw, 300px" /><figcaption id="caption-attachment-37457" class="wp-caption-text">locket é o quarto disco da cantora (Foto: Epic Records)</figcaption></figure>
<p><b>Marcela Jardim</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Madison Beer passou boa parte da última década ocupando um lugar ingrato no </span><i><span style="font-weight: 400;">pop</span></i><span style="font-weight: 400;">: visível o suficiente para gerar expectativas, mas sempre à sombra de um ‘potencial ainda não realizado’. Desde o início viral, ainda adolescente, sua trajetória foi marcada por tentativas de se desvincular da imagem de fenômeno da internet e se afirmar como artista completa. </span><a href="https://open.spotify.com/intl-pt/album/0Q0rJ81u7O4EFCpqkcwJJ2?si=GFHAZ7AFQVqmnlsBs-h19A"><i><span style="font-weight: 400;">Silence Between Songs</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> (2023) já indicava uma virada mais autoral e confessional; entretanto, ainda soava como um álbum de transição. Com </span><i><span style="font-weight: 400;">locket</span></i><span style="font-weight: 400;">, Beer finalmente parece entender que maturidade artística não é apenas cantar sobre dor, é organizá-la em uma narrativa coesa. O disco surge como um ponto de consolidação, em que a vulnerabilidade é uma forma de linguagem.</span></p>
<p><span id="more-37456"></span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Essa busca por uma estética própria aproxima a cantora de carreiras como as de </span><a href="https://personaunesp.com.br/midnight-sun-critica/"><span style="font-weight: 400;">Zara Larsson</span></a><span style="font-weight: 400;"> e </span><a href="https://personaunesp.com.br/mans-best-friend-reune-o-melhor-de-sabrina-carpenter-humor-acido-tensao-sexual-e-melancolia/"><span style="font-weight: 400;">Sabrina Carpenter</span></a><span style="font-weight: 400;">. Ambas passaram anos orbitando </span><i><span style="font-weight: 400;">hits </span></i><span style="font-weight: 400;">esporádicos até compreenderem que sucesso duradouro nasce quando imagem, som e discurso se alinham. Zara encontrou força ao assumir um ritmo mais nostálgico e com </span><i><span style="font-weight: 400;">vibe </span></i><span style="font-weight: 400;">de verão. Já Carpenter deslanchou quando abraçou ironia, sensualidade e bagagem pessoal sem medo do julgamento. Madison, em </span><i><span style="font-weight: 400;">locket</span></i><span style="font-weight: 400;">, faz movimento semelhante ao entender que sua marca está no íntimo, no frágil e no desconfortável. A produção não tenta competir com tendências de </span><i><span style="font-weight: 400;">TikTok </span></i><span style="font-weight: 400;">ou refrões fáceis, ele constrói atmosfera. É o momento em que a artista para de perguntar quem deveria ser e começa a mostrar quem é.</span></p>
<div class="jetpack-video-wrapper"><iframe title="Madison Beer - yes baby (Official Music Video)" width="840" height="473" src="https://www.youtube.com/embed/iFmNWm60bjA?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen></iframe></div>
<p><span style="font-weight: 400;">O disco se apresenta como um álbum de término, mas escapa do óbvio ao transformar a separação em um relicário emocional – um espaço onde cada faixa guarda fragmentos de memória, padrões e feridas recorrentes. Logo na abertura, </span><a href="https://open.spotify.com/intl-pt/track/7jTivrWVYkjTXUS9DnUOfK?si=02e0ffd7143b4b89"><i><span style="font-weight: 400;">locket theme</span></i></a> <span style="font-weight: 400;">estabelece esse tom íntimo, quase etéreo, como se Madison convidasse o ouvinte a ‘abrir’ esse pingente simbólico e encarar o que foi guardado ali dentro. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Esse gesto inicial se desdobra em </span><a href="https://open.spotify.com/intl-pt/track/01aNqddaggrPJYUIdRApRD?si=e77f2133f0634809"><i><span style="font-weight: 400;">bad enough</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, onde a artista mergulha na dependência afetiva com uma honestidade desconfortável – quando ela admite aceitar migalhas afetivas, há uma sensação implícita em vários trechos, como em: </span><i><span style="font-weight: 400;">“Taken, but it&#8217;s holding me back and I feel kind of bad about that, but I don&#8217;t wanna be alone” </span></i><span style="font-weight: 400;">(“Estou comprometida, mas isso está me atrapalhando e me sinto meio mal por isso, mas não quero ficar sozinha”). A repetição emotiva presente na canção reforça justamente essa estagnação, já que em vez de dramatizar a toxicidade, a produção retrata a autossabotagem de forma íntima, mostrando como a carência sentimental faz relações insuficientes parecerem mais suportáveis do que a solidão. Isso sintetiza o conflito central da produção. Aqui, </span><a href="https://personaunesp.com.br/life-support-critica/"><span style="font-weight: 400;">Madison Beer</span></a><span style="font-weight: 400;"> não romantiza a dor; ela a disseca, expondo o apego ao que machuca como algo mais suportável do que o vazio de ir embora.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Esse olhar se aprofunda em </span><a href="https://open.spotify.com/intl-pt/track/3jYZFB7ohoWPuZ5wLhZkuk?si=f9054cca83d94ba3"><i><span style="font-weight: 400;">healthy habits</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, onde a fragilidade emocional se conecta diretamente com ansiedade e autossabotagem. A canção ecoa a vulnerabilidade introspectiva que </span><a href="https://personaunesp.com.br/ha-5-anos-taylor-swift-transformava-isolamento-em-enredo-e-silencio-em-poesia-com-folklore/"><span style="font-weight: 400;">Taylor Swift</span></a><span style="font-weight: 400;"> apresenta em faixas como </span><i><span style="font-weight: 400;">The Archer </span></i><span style="font-weight: 400;">e </span><i><span style="font-weight: 400;">mirrorball</span></i><span style="font-weight: 400;">, especialmente quando Beer canta sobre o esforço constante de parecer bem enquanto tudo desmorona. Já em </span><a href="https://open.spotify.com/intl-pt/track/13T1nG7nwaoF8EUUwAQnlp?si=1c81611f862e4274"><i><span style="font-weight: 400;">you’re still everything</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, o álbum atinge um de seus pontos mais sufocantes: a perda total de identidade dentro de um relacionamento. A sensação de insuficiência permeia a faixa, como se a própria existência dependesse do outro, reforçando a ideia de que o fim não é apenas amoroso, mas também psicológico.</span></p>
<div class="jetpack-video-wrapper"><iframe title="Madison Beer - bad enough (Official Music Video)" width="840" height="630" src="https://www.youtube.com/embed/07SeT_QSJ08?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen></iframe></div>
<p><span style="font-weight: 400;">Musicalmente, </span><i><span style="font-weight: 400;">locket</span></i><span style="font-weight: 400;"> funciona como um mosaico coeso de referências do </span><i><span style="font-weight: 400;">pop </span></i><span style="font-weight: 400;">contemporâneo sem perder identidade própria. Há ecos da delicadeza vocal de </span><a href="https://personaunesp.com.br/eternal-sunshine-critica/"><span style="font-weight: 400;">Ariana Grande</span></a><span style="font-weight: 400;"> nas harmonias suaves e nos vocais quase sussurrados, usados para transformar fragilidade em textura sonora. Já a influência de </span><a href="https://personaunesp.com.br/hit-me-hard-and-soft-critica/"><span style="font-weight: 400;">Billie Eilish</span></a><span style="font-weight: 400;"> aparece na atmosfera claustrofóbica: silêncios, graves abafados e distorções criam a sensação de ansiedade constante. A teatralidade sensível de </span><a href="https://personaunesp.com.br/the-rise-and-fall-of-a-midwest-princess-critica/"><span style="font-weight: 400;">Chappell Roan</span></a><span style="font-weight: 400;"> surge nos contrastes entre contenção e explosão, intensificando o drama das relações retratadas. Em </span><a href="https://open.spotify.com/intl-pt/track/4YMsS8OqXICdQXF5HNUxFq?si=ea3a332b15854926"><i><span style="font-weight: 400;">make you mine</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, tudo isso se encontra em uma produção sedutora que acompanha a obsessão inicial da narrativa, fazendo o álbum soar como um fluxo contínuo de pensamentos e emoções.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Esse curso encontra um ponto de virada em </span><a href="https://open.spotify.com/intl-pt/track/6vDVu9IM9s8L8XMQ1c1Yti?si=b3952da0cc584eab"><i><span style="font-weight: 400;">bittersweet</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, onde Beer começa a ensaiar um rompimento emocional. O sentimento agridoce da faixa – algo como </span><i><span style="font-weight: 400;">“Now that it&#8217;s over, you&#8217;ll blame it all on me. I know I should be bitter, but baby, right now I&#8217;m bittersweet”</span></i><span style="font-weight: 400;"> (“Agora que acabou, você vai colocar toda a culpa em mim. Eu sei que deveria estar amargurada, mas, meu bem, agora estou agridoce”) – traduz o conflito entre alívio e luto. Em </span><a href="https://open.spotify.com/intl-pt/track/7zyYU4vIzdgs4wNTOpwKfA?si=eae1c9aee1ed40bd"><i><span style="font-weight: 400;">complexity</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, essa virada se transforma em autoanálise: a artista reconhece padrões, questiona suas escolhas e aponta para a necessidade de amor próprio antes de qualquer nova relação. Ainda assim, não há soluções fáceis.</span></p>
<div class="jetpack-video-wrapper"><iframe loading="lazy" title="Madison Beer - bittersweet (Official Music Video)" width="840" height="630" src="https://www.youtube.com/embed/YcpMVsvK8pk?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen></iframe></div>
<p><span style="font-weight: 400;">O encerramento com </span><a href="https://open.spotify.com/intl-pt/track/1DzjKKWbPIOo2afjAufLNi?si=ea5f23db811c464f"><i><span style="font-weight: 400;">nothing at all</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> mantém essa coerência ao recusar um final redentor. A música abraça o vazio do pós-término, sugerindo um silêncio carregado de incerteza –</span><i><span style="font-weight: 400;"> “I&#8217;m comfortable, I&#8217;m okay, I&#8217;m not that miserable. I&#8217;m somewhere in the middle of it all. I honestly just don&#8217;t wanna spend my energy, fixing all these broken things” </span></i><span style="font-weight: 400;">(“Estou confortável, estou bem, não estou tão infeliz assim. Estou mais ou menos no meio disso tudo. Sinceramente, só não quero gastar minha energia consertando todas essas coisas quebradas”) sintetiza o medo, a letargia sentimental e a inevitabilidade do fim.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Além da construção sonora, </span><a href="https://rollingstone.com.br/musica/madison-beer-esta-pronta-para-voltar-ao-pop/"><span style="font-weight: 400;">a obra também se expande visualmente</span></a><span style="font-weight: 400;">. O videoclipe de </span><i><span style="font-weight: 400;">make you mine</span></i><span style="font-weight: 400;"> mistura a estética colegial com elementos de </span><i><span style="font-weight: 400;">slasher </span></i><span style="font-weight: 400;">para transformar a paixão obsessiva em algo quase ameaçador: os corredores, os enquadramentos escuros e a atmosfera de perseguição sugerem que o romance já nasce contaminado pela dependência emocional. A sedução deixa de parecer inocente e passa a carregar tensão constante, como se o perigo estivesse escondido dentro da própria idealização amorosa. Já </span><i><span style="font-weight: 400;">bittersweet</span></i><span style="font-weight: 400;"> aposta em alegorias e sátiras midiáticas para representar o desgaste do relacionamento. O excesso visual, a artificialidade das cenas e o tom performático reforçam a ideia de que o amor também pode virar espetáculo – algo consumido, encenado e romantizado até perder autenticidade. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">No fim, </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=8v_JMG_NMHM"><i><span style="font-weight: 400;">locket</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> não busca oferecer catarse ou superação imediata. Madison Beer transforma carência afetiva, ansiedade e autossabotagem em eixo narrativo, criando um álbum que entende a paixão tóxica não como exceção dramática, mas como um ciclo silencioso de apego, medo e desgaste psicológico. Ao unir produção atmosférica, letras confessionais e uma identidade visual cuidadosamente construída, a artista consolida sua fase mais madura até aqui. Mais do que reinventar o </span><i><span style="font-weight: 400;">pop</span></i><span style="font-weight: 400;">, Beer encontra força justamente na honestidade emocional – fazendo da obra um retrato íntimo de tudo aquilo que permanece preso mesmo depois do fim.</span></p>
<p><iframe title="Spotify Embed: locket" style="border-radius: 12px" width="100%" height="352" frameborder="0" allowfullscreen allow="autoplay; clipboard-write; encrypted-media; fullscreen; picture-in-picture" loading="lazy" src="https://open.spotify.com/embed/album/766kQKYQvONQk339t5payy?si=sfVqE2QuTkCejO2V177mUQ&amp;utm_source=oembed"></iframe></p>
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		<title>A Morte do Robin Hood e a culpa que assola o cinema hollywoodiano</title>
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		<pubDate>Wed, 19 Aug 2026 14:42:29 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Aviso: Este texto contém spoilers Guilherme Moraes Há poucas semanas, Christopher Nolan fazia sucesso com A Odisseia (2026), uma adaptação da obra de Homero focada na culpa de Odisseu. Anos atrás, o próprio diretor lançou Oppenheimer (2023), uma história também de remorso, dessa vez pela criação da bomba atômica. Apesar das diferentes abordagens, A Morte &#8230; <a href="http://personaunesp.com.br/critica-a-morte-do-robin-hood/" class="more-link">Continue lendo<span class="screen-reader-text"> "A Morte do Robin Hood e a culpa que assola o cinema hollywoodiano"</span></a></p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><b><i>Aviso: </i></b><i><span style="font-weight: 400;">Este texto contém spoilers</span></i></p>
<figure id="attachment_37485" aria-describedby="caption-attachment-37485" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-37485" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2026/08/image2-5-800x403.png" alt="Cena do filme A Morte do Robin Hood. Plano médio de um cômodo rústico com paredes de pedra e arcos. Uma mulher de cabelo curto e vestido longo bege está de pé, segurando e observando atentamente a mão de um homem mais velho que está sentado na beira de uma cama de madeira. O homem tem longos cabelos grisalhos e barba, veste uma túnica branca e calças escuras, e olha para baixo. Uma luz azulada suave entra por uma abertura no alto da parede, criando uma atmosfera melancólica e de cuidado. Há um banco de madeira pequeno perto da cama." width="800" height="403" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2026/08/image2-5-800x403.png 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2026/08/image2-5-768x387.png 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2026/08/image2-5.png 837w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-37485" class="wp-caption-text">Em 2021, o diretor Michael Sarnoski fez sucesso com o filme Pig (Foto: A24)</figcaption></figure>
<p><b>Guilherme Moraes</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Há poucas semanas, Christopher Nolan fazia sucesso com </span><a href="https://personaunesp.com.br/critica-a-odisseia/"><i><span style="font-weight: 400;">A Odisseia</span></i></a> <span style="font-weight: 400;">(2026), uma adaptação da obra de Homero focada na culpa de Odisseu. Anos atrás, o próprio diretor lançou </span><a href="https://personaunesp.com.br/oppenheimer-critica/"><i><span style="font-weight: 400;">Oppenheimer</span></i></a> <span style="font-weight: 400;">(2023), uma história também de remorso, dessa vez pela criação da bomba atômica. Apesar das diferentes abordagens, </span><i><span style="font-weight: 400;">A Morte do Robin Hood </span></i><span style="font-weight: 400;">de Michael Sarnoski também percorre o caminho da culpa, porém, neste caso, focando em uma escala individual.</span></p>
<p><span id="more-37483"></span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Se nas obras de Nolan o sentimento de culpa recai muito na ótica política de uma social-democracia, que foi permissiva com o ressurgimento da extrema direita – faz 10 anos desde que Donald Trump foi eleito pela primeira vez –, Sarnoski parece ir por um lado mais individual em um mundo de violência. Robin Hood (</span><a href="https://personaunesp.com.br/o-rei-do-show-critica/"><span style="font-weight: 400;">Hugh Jackman)</span></a><span style="font-weight: 400;">, diferente do herói grego e do físico estadunidense, não mudou o mundo e nem é culpado pela crueldade dele, mas, ainda assim, é responsável pelas inúmeras vidas que modificou. O longa, então, mal se apega à violência. As cenas de luta e morte acontecem apenas no começo da obra. O que se segue são quase duas horas de Hugh Jackman observando discretamente uma realidade assolada por seus crimes.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Não se trata de um conto épico. Pelo contrário, é bem anticlimático, sem grandes lutas, jornada do herói ou redenção. Como o próprio título antecipa, Robin Hood irá morrer, e sua morte será em um monastério em busca de remissão. Sarnoski e Pat Scola filmam a cena como um quadro </span><a href="https://www.todamateria.com.br/barroco/"><span style="font-weight: 400;">barroco</span></a><span style="font-weight: 400;">, a partir de planos abertos, contrastes entre o fundo escuro e uma iluminação no ponto de interesse. A contradição do personagem também alimenta a própria ideia barroquista, com a diferença da ausência de qualquer teor sexual. Seu protagonista não consegue desejar nada pois encontra seu legado sangrento em tudo o que vê.</span></p>
<figure id="attachment_37484" aria-describedby="caption-attachment-37484" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-37484" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2026/08/image1-7-800x534.png" alt="Cena do filme A Morte do Robin Hood. Plano geral de um vasto e antigo quarto com arquitetura de pedra, arcos e teto abobadado. A imagem é dominada por sombras profundas nas laterais, com o centro do cômodo iluminado dramaticamente por uma forte luz alaranjada que vem de uma janela em arco ao fundo. No centro, duas figuras estão em silhueta perfeita: uma pessoa deitada na cama e uma mulher em pé ao lado, parecendo oferecer algo ao deitado. A luz projeta uma sombra longa no chão de lajes de pedra. Há lareiras e bancos rústicos nas sombras." width="800" height="534" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2026/08/image1-7-800x534.png 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2026/08/image1-7-1024x683.png 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2026/08/image1-7-768x513.png 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2026/08/image1-7-1536x1025.png 1536w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2026/08/image1-7-1200x801.png 1200w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2026/08/image1-7.png 1999w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-37484" class="wp-caption-text">Uma das histórias que cercam a figura de Robin Hood é que ele morreu em um monastério (Foto: A24)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">A imagem de Robin Hood parece uma mistura de Amador (Nelson Xavier) de </span><a href="https://letterboxd.com/film/comeback-2016/"><i><span style="font-weight: 400;">Comeback</span></i></a> <span style="font-weight: 400;">(2016) e Ethan Edwards (John Wayne) de </span><a href="https://excecaorevistadecinema.com/anjos-farreiam-onde-quiserem-os-indios-de-john-ford/"><i><span style="font-weight: 400;">Rastros de Ódio</span></i></a> <span style="font-weight: 400;">(1956). Amador é um ex-assassino que deixou de ser útil quando seu entorno foi se tornando menos violento. No entanto, ele ainda permanece livre, sem ser punido por seus crimes. Ethan é um personagem abertamente racista, mas é necessário em uma realidade marcada pela barbaridade. Sua jornada é épica, porém, seu final mostra que a sociedade ideal não pode aceitar pessoas assim. Para figuras como eles, o caminho para se livrar da culpa ou até mesmo receber o perdão é a remissão. Contudo, de qualquer forma, eles não se adequam ao mundo que buscamos criar, a sociedade ideal que queremos. Portanto, seu final não poderia ser outro senão a morte. Robin Hood, não pode perambular pelo mundo como Amador esperando sua volta, deve aceitar a dura verdade, ele é danoso para o futuro.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Os últimos atos do lendário fora da lei vagueiam entre a tentativa de redenção e a de mudança. Sua relação com Margaret (Faith Delaney) mostra um pouco de como ele tenta protegê-la e criar certa relação paternal. Entretanto, no fim, percebe que sua própria presença é mais perigosa. Os momentos com Brigid (</span><a href="https://personaunesp.com.br/critica-exterminio-a-aevolucao/"><span style="font-weight: 400;">Jodie Comer</span></a><span style="font-weight: 400;">) também denotam esta mudança, ao revelar quem ele é de fato e o que fez a ela. </span><i><span style="font-weight: 400;">A Morte do Robin Hood</span></i><span style="font-weight: 400;">,</span> <span style="font-weight: 400;">no fim das contas, é sim uma jornada, mas até a morte. Para que ela faça sentido, o ladrão precisa confrontar a si mesmo.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Esses últimos lançamentos de Hollywood apontam para um certo pessimismo em relação ao mundo. Até mesmo as obras de super heróis que estão buscando serem mais coloridas e cartunescas, não parecem sinceras ao fazerem de fato. Filmes como </span><a href="https://personaunesp.com.br/critica-homem-aranha-um-novo-dia/"><i><span style="font-weight: 400;">Homem-Aranha: Um Novo Dia</span></i></a> <span style="font-weight: 400;">(2026) e </span><a href="https://personaunesp.com.br/critica-superman/"><i><span style="font-weight: 400;">Superman</span></i></a> <span style="font-weight: 400;">(2025), ainda parecem carregar um dose de cinismo ou de estranheza em seu otimismo. Pelo bem ou pelo mal, esses longas e os que estão por vir dizem algo sobre a nossa realidade. Que estejamos dispostos a ouvir.</span></p>
<div class="jetpack-video-wrapper"><iframe loading="lazy" title="A MORTE DE ROBIN HOOD | Trailer (2026) Legendado" width="840" height="473" src="https://www.youtube.com/embed/PIVLi_4upw0?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen></iframe></div>
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		<title>A Sessão da Tarde mal pode esperar para passar O fim da rua em alguns anos</title>
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		<pubDate>Tue, 18 Aug 2026 15:03:23 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Cinema]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Aviso: Este texto contém spoilers Ana Beatriz Zamai O fim da rua segue uma família dos anos 80 que é transportada para a era pré-histórica junto com todo seu bairro. Enquanto se defendem dos animais do período jurássico, eles tentam entender o que está acontecendo e como voltar para suas vidas comuns. Parece apenas mais &#8230; <a href="http://personaunesp.com.br/critica-o-fim-da-rua/" class="more-link">Continue lendo<span class="screen-reader-text"> "A Sessão da Tarde mal pode esperar para passar O fim da rua em alguns anos"</span></a></p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p><b><i>Aviso: </i></b><i><span style="font-weight: 400;">Este texto contém spoilers</span></i></p>
<figure id="attachment_37474" aria-describedby="caption-attachment-37474" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-37474" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2026/08/WhatsApp-Image-2026-08-17-at-10.03.10-800x401.jpeg" alt="A imagem mostra quatro pessoas dentro de um carro antigo de cor verde-clara. No banco dianteiro, um homem dirige enquanto uma mulher está ao volante; entre eles, no banco traseiro, estão dois jovens. Os quatro observam atentamente o que acontece ao redor, com expressões de preocupação e tensão. A cena é registrada de frente, através do para-brisa do veículo, com uma paisagem residencial ao fundo." width="800" height="401" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2026/08/WhatsApp-Image-2026-08-17-at-10.03.10-800x401.jpeg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2026/08/WhatsApp-Image-2026-08-17-at-10.03.10-1024x513.jpeg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2026/08/WhatsApp-Image-2026-08-17-at-10.03.10-768x384.jpeg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2026/08/WhatsApp-Image-2026-08-17-at-10.03.10-1536x769.jpeg 1536w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2026/08/WhatsApp-Image-2026-08-17-at-10.03.10-1200x601.jpeg 1200w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2026/08/WhatsApp-Image-2026-08-17-at-10.03.10.jpeg 1600w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-37474" class="wp-caption-text">Anne Hathaway e Ewan McGregor vivem casal em mundo apocalíptico em O fim da rua (Foto: Bad Robot e Jackson Pictures)</figcaption></figure>
<p><b>Ana Beatriz Zamai</b></p>
<p><i><span style="font-weight: 400;">O fim da rua</span></i><span style="font-weight: 400;"> segue uma família dos anos 80 que é transportada para a era pré-histórica junto com todo seu bairro. Enquanto se defendem dos animais do período jurássico, eles tentam entender o que está acontecendo e como voltar para suas vidas comuns. Parece apenas mais um filme de ficção científica com dinossauros, seguindo o padrão de algum dos </span><a href="https://personaunesp.com.br/jurassic-park-30-anos/"><i><span style="font-weight: 400;">Jurassic Park</span></i><span style="font-weight: 400;">,</span></a><span style="font-weight: 400;"> por exemplo, mas não é. Diferente da famosa franquia, o longa vai além de ser apenas uma perseguição entre monstros e humanos e coloca os personagens para explorar as relações familiares enquanto lutam pela própria vida.</span></p>
<p><span id="more-37472"></span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A história foca no casal Denise e Greg Platt, interpretados por Anne Hathaway e Ewan McGregor, casados já há alguns anos e que estão enfrentando uma crise no casamento. Os filhos também tem seus dilemas pessoais, sejam menores, como o do garoto Brian (Christian Convery), que quebrou o braço de um colega e agora precisa fugir do irmão mais velho dele, ou de Audrey (Maisy Stella), que está, talvez, descobrindo sua </span><a href="https://www.quora.com/What-was-LGBT-life-like-in-the-1980s"><span style="font-weight: 400;">orientação sexual</span></a><span style="font-weight: 400;">, o que é mostrado de forma muito sutil, principalmente em sua amizade com Jeannette (Jodan Alexa). De maneira quase imperceptível, no começo do longa, ela fica chateada quando o namorado da ‘amiga’ chega e demonstra afeto. É cômico o fato de Brian, o irmão, ter um </span><i><span style="font-weight: 400;">crush</span></i><span style="font-weight: 400;"> na garota e ver, durante todo o apocalipse, ela se aproximando cada vez mais da irmã.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">David Robert Mitchell, diretor e roteirista conhecido por </span><a href="https://letterboxd.com/director/david-robert-mitchell/"><span style="font-weight: 400;">trabalhar</span></a><span style="font-weight: 400;"> com suspense e terror, faz um bom trabalho em deixar outros fatores sutis espalhados pelo filme, sejam as pitadas de comédia – ou até de drama, quando, por exemplo, Greg é comido por um dos dinossauros e vivenciamos, junto com Denise, o luto que tem de ser vivido em apenas alguns segundos, pois ela precisa correr para sobreviver.</span></p>
<figure id="attachment_37473" aria-describedby="caption-attachment-37473" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-37473" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2026/08/WhatsApp-Image-2026-08-17-at-10.03.10-1-800x400.jpeg" alt="A imagem mostra um homem e uma mulher dentro de uma casa, posicionados na entrada de um cômodo. Os dois seguram objetos que parecem ser usados como armas improvisadas e observam o ambiente com expressão de alerta e apreensão. O homem veste uma jaqueta azul, enquanto a mulher usa uma jaqueta escura sobre uma camisa azul. Ao fundo, aparecem paredes revestidas com papel de parede xadrez, um quadro e parte de um móvel de madeira, criando uma atmosfera doméstica e sombria." width="800" height="400" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2026/08/WhatsApp-Image-2026-08-17-at-10.03.10-1-800x400.jpeg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2026/08/WhatsApp-Image-2026-08-17-at-10.03.10-1-1024x512.jpeg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2026/08/WhatsApp-Image-2026-08-17-at-10.03.10-1-768x384.jpeg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2026/08/WhatsApp-Image-2026-08-17-at-10.03.10-1-1536x768.jpeg 1536w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2026/08/WhatsApp-Image-2026-08-17-at-10.03.10-1-1200x600.jpeg 1200w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2026/08/WhatsApp-Image-2026-08-17-at-10.03.10-1.jpeg 1600w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-37473" class="wp-caption-text">O casal luta pelo casamento ao mesmo tempo que precisam sobreviver ao caos (Foto: Bad Robot e Jackson Pictures)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">Outro detalhe que pode variar tanto entre apenas uma escolha visual do diretor quanto feita propositalmente é o jogo de câmeras (Michael Gioulakis, diretor de fotografia) quando a família termina de deixar a casa ‘a prova de dinossauros’, com tábuas de madeira e portas em todas as possíveis entradas. Nesta cena, o </span><a href="https://www.fruitcakeenterprises.com/blog-cinemaholic/2026/8/13/the-end-of-oak-street"><span style="font-weight: 400;">enquadramento</span></a><span style="font-weight: 400;"> deixa a câmera bem perto do rosto da mãe em um dos lados da tela, enquanto do outro, de corpo inteiro, aparece a filha; mesma coisa com o pai e o filho, além de ter também momentos em que os filhos estão aproximados e os pais afastados. Passa uma ideia de passado e presente, e como Denise é mais próxima de Audrey e Greg de Brian. Essa sensação da proximidade ser maior entre um e outro também pode ser vista quando as crianças saem da casa e na hora de procurá-los, Denise sempre chama por Audrey, enquanto Greg chama por ‘crianças’. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O ponto diferencial do filme para os demais clássicos de apocalipse é que os </span><a href="https://www.ingresso.com/noticias/filme-o-fim-da-rua-anne-hathaway-alem-dos-dinossauros-entenda-mensagem"><span style="font-weight: 400;">problemas familiares</span></a><span style="font-weight: 400;"> não são só um pequeno detalhe mostrado apenas no começo como forma de introdução, eles são contínuos. Já depois da metade, o casal encontra uma possível solução para voltarem à normalidade, e Greg pede para Denise ir primeiro, mas ela deixa claro que não vai se separar dele, mesmo que momentaneamente. É uma referência a uma cena anterior, quando, já durante o possível fim do mundo, o casal tem uma briga feia, e o marido admite que leu o livro que a esposa estava escrevendo e que sabe que ela quer ir embora de casa. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A obra em si não é ruim, é uma boa história, original, diferente do que Hollywood está fazendo recentemente, com tantas </span><a href="https://www.omelete.com.br/webstories/10-franquias-mais-rentaveis-do-cinema/"><span style="font-weight: 400;">franquias</span></a><span style="font-weight: 400;"> e live-actions, porém ainda é básico e deixa a sensação de que falta algo. Mas talvez não exista muito o que possa ser feito, a história é assim e não há o que mudar. Adicionar mais fatores para tentar deixar de ser comum, pode deixar o filme demais, com muita informação e estragar o que já é bom. Das muitas obras de Anne Hathaway no cinema este ano, esta pode não ser a melhor, porém quando passar na Sessão da Tarde daqui alguns anos, certamente vai prender a atenção do telespectador. </span></p>
<div class="jetpack-video-wrapper"><iframe loading="lazy" title="O Fim Da Rua | Trailer Teaser Oficial" width="840" height="473" src="https://www.youtube.com/embed/zcubexyx7hU?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen></iframe></div>
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		<title>Em Homem-Aranha: Um Novo Dia todos se esqueceram de Peter Parker, incluindo o próprio</title>
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		<pubDate>Wed, 05 Aug 2026 20:23:19 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Aviso: Este texto contém spoilers Stephanie Cardoso O que torna uma interpretação do Homem-Aranha realmente marcante? Em menos de 20 anos, o amado amigão da vizinhança já teve três adaptações cinematográficas completamente diferentes entre si. A primeira – e a mais referenciada – teve Tobey Maguire no papel principal, trazendo uma versão que ficou eternizada &#8230; <a href="http://personaunesp.com.br/critica-homem-aranha-um-novo-dia/" class="more-link">Continue lendo<span class="screen-reader-text"> "Em Homem-Aranha: Um Novo Dia todos se esqueceram de Peter Parker, incluindo o próprio"</span></a></p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p><b><i>Aviso: </i></b><i><span style="font-weight: 400;">Este texto contém spoilers</span></i></p>
<figure id="attachment_37425" aria-describedby="caption-attachment-37425" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-37425" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2026/08/image2-1.jpg" alt="Cena do filme Homem-Aranha: Um Novo Dia. Na imagem, um jovem branco de cabelos castanhos curtos e molhados, com o rosto suado, veste um moletom verde com capuz sob uma jaqueta escura. Ele está em um ambiente com paredes de concreto ao fundo." width="800" height="450" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2026/08/image2-1.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2026/08/image2-1-768x432.jpg 768w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-37425" class="wp-caption-text">O Homem-Aranha de Tom Holland volta a sua essência dos quadrinhos com este novo filme (Foto: Sony Pictures)</figcaption></figure>
<p><b>Stephanie Cardoso</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O que torna uma interpretação do Homem-Aranha realmente marcante? Em menos de 20 anos, o amado amigão da vizinhança já teve três adaptações cinematográficas completamente diferentes entre si. A primeira – e a mais referenciada – teve </span><a href="https://personaunesp.com.br/homem-aranha-2-20-anos/"><span style="font-weight: 400;">Tobey Maguire</span></a><span style="font-weight: 400;"> no papel principal, trazendo uma versão que ficou eternizada na mente do público. Já a segunda trouxe </span><a href="https://personaunesp.com.br/tick-tick-boom-critica/"><span style="font-weight: 400;">Andrew Garfield</span></a><span style="font-weight: 400;"> no papel do herói aracnídeo e, apesar de interpretar o mesmo personagem, apresentou uma proposta bastante diferente. Anunciado em 2015, </span><a href="https://youtu.be/Y8l37bHNp1U?si=T3EP8XYoMvEGmYRT"><span style="font-weight: 400;">Tom Holland</span></a><span style="font-weight: 400;"> teve que encarar o desafio de ser o terceiro intérprete do famoso super-herói. O desafio não era pequeno, principalmente porque o público já tinha uma visão muito bem definida do que esperava de um bom filme do Cabeça de Teia.</span></p>
<p><span id="more-37423"></span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Entre as principais críticas à versão de Holland, destacava-se sua postura quase como um pupilo do </span><a href="https://youtu.be/2G-B5upjLjM?si=Cmhrw-l8VGwOxp27"><span style="font-weight: 400;">Homem de Ferro</span></a><span style="font-weight: 400;">, vivendo uma jornada considerada mais fácil quando comparada à de seus antecessores ou até mesmo à dos quadrinhos. Como resposta, o final de </span><a href="https://personaunesp.com.br/homem-aranha-sem-volta-para-casa-critica/"><i><span style="font-weight: 400;">Homem-Aranha: Sem Volta Para Casa</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> (2021) entregou um desfecho agridoce para o personagem. Depois de perder tudo, Peter Parker precisou recomeçar do zero, completamente sozinho. Anos depois, o novo longa apresenta um protagonista que sobrevive, mas não vive de verdade. Sem amigos, sem família e sem ninguém que se lembre de quem ele é, resta apenas uma rotina marcada pela solidão, pelo trabalho como vigilante e pela tentativa constante de preencher um vazio que parece não ter fim.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">É justamente nessa fase tão difícil da vida do personagem que a narrativa encontra o tom para entregar, sem dúvidas, o melhor filme da franquia atual. A </span><a href="https://www.boweryboyshistory.com/2026/07/tour-new-york-city-55-years-spider-man-comic-book-covers.html"><span style="font-weight: 400;">Nova York</span></a><span style="font-weight: 400;"> apresentada aqui parece mais viva do que nunca, muito por causa do trabalho do </span><a href="https://personaunesp.com.br/homem-aranhaverso-critica/"><span style="font-weight: 400;">Homem-Aranha</span></a><span style="font-weight: 400;">. Mas, por trás disso, existe alguém que usa a máscara não apenas para proteger as pessoas, e sim também para fugir da própria realidade. A obra constrói uma interessante linha de raciocínio sobre a perda da identidade: para não encarar uma vida em que ninguém lembra seu nome, Peter deixa de viver como uma pessoa comum e passa a existir apenas como sua versão heróica. Aos poucos, o uniforme deixa de ser apenas um símbolo de heroísmo e se transforma na única forma que encontra para continuar seguindo em frente.</span></p>
<div class="jetpack-video-wrapper"><iframe loading="lazy" title="CH Entrevista: Zendaya, Tom Holland e Destin Daniel Cretton revelam detalhes de Homem-Aranha" width="840" height="473" src="https://www.youtube.com/embed/w1iiiQOWwjI?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen></iframe></div>
<p><span style="font-weight: 400;">Um dos maiores acertos da direção de </span><a href="https://youtu.be/5p1b4g38xL8?si=YCvdGzTkLBuqAu2a"><span style="font-weight: 400;">Destin Daniel Cretton</span></a><span style="font-weight: 400;"> – o mesmo diretor de </span><a href="https://personaunesp.com.br/shang-chi-e-a-lenda-dos-dez-aneis-critica/"><i><span style="font-weight: 400;">Shang Chi e a Lenda dos Dez Anéis</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> (2021) – está na forma como o longa coloca o público ao lado do protagonista. Assumindo a franquia após a saída de </span><a href="https://www.omelete.com.br/homem-aranha/homem-aranha-4-jon-watts-explica-porque-nao-volta"><span style="font-weight: 400;">Jon Watts</span></a><span style="font-weight: 400;">, Cretton consegue fazer com que a câmera, os enquadramentos e o ritmo das cenas ajudem a transmitir exatamente o que Parker está sentindo. Ao mesmo tempo, a cidade deixa de ser apenas um cenário e volta a funcionar como parte importante da narrativa, fazendo com que o herói pareça realmente pertencer à cidade. A cena de abertura em que o herói luta com vários vilões diferentes, faz claras </span><a href="https://www.instagram.com/reel/Dblt-Y0jesv/?utm_source=ig_web_button_share_sheet"><span style="font-weight: 400;">referências</span></a><span style="font-weight: 400;"> aos quadrinhos e reforça a sensação de que este é, finalmente, o super-herói que muitos esperavam ver nas telas. Em nada adianta apenas fazer alusão às HQ &#8216;s, quando não se traz a essência do personagem para a tela. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Outro aspecto que merece destaque é a trilha sonora de </span><a href="https://youtu.be/BD3yPEL2fWg?si=u0_YcrJwUaOUKizv"><span style="font-weight: 400;">Michael Giacchino</span></a><span style="font-weight: 400;">. A música sabe exatamente quando crescer e quando dar espaço para que o silêncio fale por si. A cena na qual Peter leva MJ para casa após uma conversa devastada é um bom exemplo de quando a quietude do momento é bem aproveitada. O roteiro de Erik Sommers e Chris McKenna também acerta ao transformar essa crise de identidade no principal motor da evolução do personagem. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Pela primeira vez na franquia estrelada por Tom Holland, o amadurecimento acontece de forma realmente convincente. Seu crescimento não vem apenas das perdas que sofreu, mas das escolhas que precisa fazer diante delas. O conflito deixa de ser apenas derrotar um vilão e passa a ser encontrar um equilíbrio entre a responsabilidade de salvar pessoas e o direito de viver a própria vida. Essa talvez seja a melhor evolução de Peter Parker nos quatro filmes. Esse amadurecimento também transparece na atuação. Sua interpretação funciona tanto nos momentos mais silenciosos quanto nas cenas de maior carga emocional, mostrando o cansaço físico e emocional de alguém que já não consegue separar sua vida da missão de ser o </span><a href="https://youtu.be/__vLZslytN0?si=woxrIY16ODQpSow7"><span style="font-weight: 400;">Homem-Aranha</span></a><span style="font-weight: 400;">.</span></p>
<figure id="attachment_37426" aria-describedby="caption-attachment-37426" style="width: 640px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-37426" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2026/08/image3-1.png" alt="Cena do filme Homem-Aranha: Um Novo Dia. Na imagem, uma jovem branca de cabelos longos e ruivos está ao ar livre, em um parque durante o dia. Ela veste um blusão azul-escuro, mantém os braços cruzados e olha para a câmera. Ao fundo, há árvores e uma área gramada desfocadas." width="640" height="359" /><figcaption id="caption-attachment-37426" class="wp-caption-text">Após o final de Stranger Things, Sadie Sink faz a sua estreia no MCU com uma personagem chave dos quadrinhos (Foto: Sony Pictures)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">Pode-se dizer que o grande mistério desta vez era descobrir quem seria a personagem de </span><a href="https://youtu.be/hI7id8V3X2w?si=V6Jl-1XG5XWBK-Gl"><span style="font-weight: 400;">Sadie Sink</span></a><span style="font-weight: 400;">. Desde o anúncio de sua escalação, em 2025, a internet passou meses criando teorias sobre seu papel. Os rumores iam desde Jean Grey até personagens pouco prováveis, como a Garota Esquilo. Quando a revelação finalmente acontece, dificilmente surpreende quem acompanhou essas especulações. Ainda assim, isso não é nem um pouco um problema. O impacto não está em esconder sua identidade e sim no significado que ela </span><a href="https://time.com/article/2026/07/29/spider-man-brand-new-day-jean-grey-x-men/"><span style="font-weight: 400;">representa</span></a><span style="font-weight: 400;"> para o futuro do Universo Cinematográfico da Marvel.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Interpretando Jean Grey, Sink entrega uma das melhores atuações e rapidamente se torna um dos destaques. A atriz consegue transmitir a força e a vulnerabilidade que sempre marcaram a heroína nos quadrinhos, fazendo com que sua presença vá muito além de um simples gancho para o futuro da </span><i><span style="font-weight: 400;">Marvel</span></i><span style="font-weight: 400;">. Mesmo sem explorar todo o potencial da mutante, nos é apresentada uma versão bastante promissora e que estabelece as bases para a chegada dos </span><a href="https://personaunesp.com.br/x-men-60-anos-artigo/"><span style="font-weight: 400;">X-Men</span></a><span style="font-weight: 400;">. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Sua química com Tom Holland funciona de forma natural e contribui para alguns dos melhores momentos. Uma das cenas de maior destaque acontece quando </span><a href="https://nexuspointnews.com/who-is-jean-grey-heres-everything-you-need-to-know/"><span style="font-weight: 400;">Jean</span></a><span style="font-weight: 400;"> entra na mente de Peter e os dois têm uma conversa que sintetiza o principal conflito da história. Um entende a dor do outro, sendo marcados e assombrados pelas mortes de pessoas importantes para cada um. Ao enxergar tudo o que ele vem carregando nos ombros desde os acontecimentos do </span><a href="https://youtu.be/JfVOs4VSpmA?is=ksM36cyMEKHFdGff"><span style="font-weight: 400;">último filme</span></a><span style="font-weight: 400;">, ela faz com que o protagonista finalmente encare a dor que passou tanto tempo tentando esconder atrás da máscara. É uma sequência íntima, que funciona muito mais pela sensibilidade do que pelos poderes da telepata.</span></p>
<div class="jetpack-video-wrapper"><iframe loading="lazy" title="Tom Holland, Zendaya &amp; Jacob Batalon Play Would You Rather" width="840" height="473" src="https://www.youtube.com/embed/HHI9ovCKRpA?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen></iframe></div>
<p><span style="font-weight: 400;">Enquanto isso, MJ e Ned (Jacob Batalon) acabam ocupando um espaço menor do que muitos poderiam imaginar. </span><a href="https://youtu.be/xlJP1v2j34I?si=8RpGc-Z_AdwhlAP-"><span style="font-weight: 400;">Zendaya</span></a><span style="font-weight: 400;"> continua muito bem no papel e entrega cenas carregadas de emoção ao lado do protagonista. A </span><a href="https://youtu.be/z_k1UGy4-qU?si=hoZhRVqodyqQAGNA"><span style="font-weight: 400;">conexão</span></a><span style="font-weight: 400;"> entre os dois permanece convincente justamente porque o público acompanhou a construção desse relacionamento ao longo dos filmes anteriores. No entanto, ela acaba funcionando mais como uma lembrança da vida que foi perdida do que como alguém realmente importante para os acontecimentos da história. Ainda assim, cada interação entre os dois carrega um peso emocional que reforça tudo o que foi tirado do personagem desde os acontecimentos de </span><i><span style="font-weight: 400;">Sem Volta Para Casa</span></i><span style="font-weight: 400;">.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O grande mérito do roteiro está em mostrar que o verdadeiro conflito não é derrotar o vilão, mas impedir que </span><a href="https://youtu.be/qnPISGzfZyM?si=qmD9LJub_HfVUThI"><span style="font-weight: 400;">Peter Parker</span></a><span style="font-weight: 400;"> desapareça por completo. Aos poucos, o Homem-Aranha deixa de ser apenas seu alter ego e passa a ocupar praticamente todo o espaço da sua vida. A máscara deixa de representar apenas responsabilidade e se transforma em uma forma de escapar da dor, da solidão e do vazio deixado por quem já não se lembra de sua existência. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Essa proposta encontra seu melhor momento na cena final. A sequência do hospital ao final é simples, porém tem uma carga emocional. O momento funciona como um paralelo direto ao início da obra anterior, quando Peter era visto com desconfiança e responsabilizado por diversas tragédias. Agora, mesmo sem que ninguém saiba quem está por trás da máscara, a cidade finalmente reconhece o símbolo que ele representa. O momento traz tanto ao herói quanto ao público o sentimento de que tudo vai dar certo, e, de que, apesar de tantos obstáculos, </span><a href="https://deadline.com/gallery/spider-man-brand-new-day-cast-characters-mutants-avengers/"><span style="font-weight: 400;">amanhã</span></a><span style="font-weight: 400;"> é um novo dia.</span></p>
<figure id="attachment_37424" aria-describedby="caption-attachment-37424" style="width: 780px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-37424" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2026/08/image1-1.png" alt="Cena do filme Homem-Aranha: Um Novo Dia. Na imagem, uma jovem de cabelos escuros e um jovem de cabelos curtos usando óculos de armação preta estão sentados lado a lado em um sofá, em uma sala iluminada de forma suave. Ambos olham para a frente, enquanto ao fundo é possível ver uma cozinha." width="780" height="438" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2026/08/image1-1.png 780w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2026/08/image1-1-768x431.png 768w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-37424" class="wp-caption-text">A tristeza acompanha Peter todos estes anos, principalmente em relação a Ned e MJ (Foto: Sony Pictures)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">A pergunta feita no início desta crítica era o que torna uma interpretação do </span><a href="https://youtu.be/4z8xSetKd0M?si=sDne7VpAKR_YX221"><span style="font-weight: 400;">Homem-Aranha</span></a><span style="font-weight: 400;"> realmente marcante. Durante anos, cada ator trouxe uma resposta diferente para essa questão. </span><a href="https://youtu.be/DusJt_WJkno?si=uoOvm7GqHKQar7Jj"><span style="font-weight: 400;">Tobey Maguire</span></a><span style="font-weight: 400;"> ficou marcado pelo peso da responsabilidade, </span><a href="https://youtu.be/0zwNZJbM-Gw?si=PSiSc2DEDqB56odf"><span style="font-weight: 400;">Andrew Garfield</span></a><span style="font-weight: 400;"> pela humanidade e pelo lado mais emocional do Cabeça de Teia. Depois de quatro filmes, </span><a href="https://youtu.be/YG5fvuXl1yk?si=VoOK8VT5LCH5n6xt"><span style="font-weight: 400;">Tom Holland</span></a><span style="font-weight: 400;"> finalmente encontra sua própria versão. Ao mostrar um Peter Parker que perdeu tudo, mas todos os dias escolhe fazer a diferença, o ator entrega sua atuação mais completa e ajuda a transformar, este, sem dúvidas, o melhor capítulo de sua franquia.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Além de uma grande obra de super-herói, é uma história genuína sobre identidade e sacrifício. Ao entender que ele só funciona quando nunca deixa seu lado humano de lado, o </span><a href="https://youtu.be/71nZWksYfQg?si=-L5-bgtwHMdvAkKi"><span style="font-weight: 400;">longa</span></a><span style="font-weight: 400;"> entrega uma das interpretações mais interessantes do herói nos cinemas, equilibrando ação e emoção de forma marcante. Ao resgatar sua essência, nos reafirma que não é à toa que o personagem ainda é uma das figuras mais amadas da cultura </span><i><span style="font-weight: 400;">pop</span></i><span style="font-weight: 400;">.</span></p>
<div class="jetpack-video-wrapper"><iframe loading="lazy" title="Homem-Aranha: Um Novo Dia - Trailer Final (A Jornada de Peter) - Dublado" width="840" height="473" src="https://www.youtube.com/embed/bwt2-nyEP0A?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen></iframe></div>
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		<title>A Odisseia de Nolan é a representação heróica de um herói mundano</title>
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		<pubDate>Tue, 21 Jul 2026 15:27:47 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Aviso: Esse texto contém spoilers Lucas Barbosa Após 72 anos da sua última grande produção nos cinemas, A Odisseia volta a grande tela com a magnitude de um poema épico da Grécia Antiga, o texto de Homero conta através de memórias a saga de Odisseu, Rei de Ítaca, que após a Guerra de Tróia, fica &#8230; <a href="http://personaunesp.com.br/critica-a-odisseia/" class="more-link">Continue lendo<span class="screen-reader-text"> "A Odisseia de Nolan é a representação heróica de um herói mundano"</span></a></p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p><b><i>Aviso: </i></b><i><span style="font-weight: 400;">Esse texto contém spoilers</span></i></p>
<figure id="attachment_37402" aria-describedby="caption-attachment-37402" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-37402" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2026/07/image2-1-800x533.jpg" alt="Sob um céu pálido, um homem de barba grisalha e uma jovem com um lenço na cabeça encaram o horizonte com feições tensas e atentas. Ambos vestem trajes rústicos e estão cercados por uma imensa planície desolada de areia úmida, poças rasas e dunas ao longe. " width="800" height="533" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2026/07/image2-1-800x533.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2026/07/image2-1-1024x683.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2026/07/image2-1-768x512.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2026/07/image2-1.jpg 1200w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-37402" class="wp-caption-text">Com orçamento de aproximadamente 250 milhões de dólares, é a produção mais cara feita por Christopher Nolan (Foto: Universal Pictures)</figcaption></figure>
<p><b>Lucas Barbosa</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Após 72 anos da sua última grande produção nos cinemas, </span><i><span style="font-weight: 400;">A Odisseia</span></i><span style="font-weight: 400;"> volta a grande tela com a magnitude de um poema épico da Grécia Antiga, o texto de Homero conta através de memórias a saga de Odisseu, Rei de Ítaca, que após a Guerra de Tróia, fica 10 anos na tentativa de voltar para sua terra natal. Coube a Christopher Nolan a responsabilidade de produzir, roteirizar e dirigir uma das maiores obras da humanidade. E para quem fez </span><i><span style="font-weight: 400;">Interestelar </span></i><span style="font-weight: 400;">(2014) e </span><a href="https://personaunesp.com.br/oppenheimer-critica/"><i><span style="font-weight: 400;">Oppenheimer</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> (2023) é a garantia de um filme com todo o esplendor que a história precisa: Grandes navios, armaduras gigantescas, monstros grotescos, e uma fotografia primordial. O problema disso? A obra se simplifica em um filme de ação e em certo modo foge do épico mitológico do poema homérico.</span></p>
<p><span id="more-37400"></span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Nolan tinha uma obra complexa para produzir, com uma estrutura narrativa que foge da ordem natural de três atos que já estamos acostumados a ler em livros e ver nos filmes. É um poema pautado em </span><i><span style="font-weight: 400;">flashbacks </span></i><span style="font-weight: 400;">e em relatos subjetivos, e assim o longa foi produzido. O filme propõe uma história que se baseia nas lembranças tanto de Odisseu (Matt Damon), quanto dos personagens que o acompanharam antes, durante e depois da guerra. Porém, o roteiro enfraquece certas relações entre o próprio protagonista com as divindades dentro da obra, foi mais adaptável a um conceito muito mais contemporâneo de </span><a href="https://www.bbc.com/portuguese/articles/cj3652k03r4o"><span style="font-weight: 400;">herói</span></a><span style="font-weight: 400;"> e vilão, enfraquecendo uma relação lógica de Odisseu, que não era o guerreiro mais forte, mas que tinha mais </span><a href="https://www.worldhistory.org/trans/pt/1-786/odisseu/"><span style="font-weight: 400;">astúcia</span></a><span style="font-weight: 400;"> dentro do campo de guerra, habilidade essa que foi pouco explorada, deixando exposta apenas uma força física que praticamente não existia.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Existe um problema que aconteceu também em outros filmes roteirizados pelo Nolan: a dificuldade em escrever personagens femininos. Penélope </span><a href="https://exame.com/pop/quem-anne-hathaway-interpreta-em-a-odisseia-conheca-a-historia-da-personagem/"><span style="font-weight: 400;">(Anne Hathaway)</span></a><span style="font-weight: 400;"> não é a personagem passiva que chorava pela saudade de Odisseu, toda a narrativa dos pretendentes pela mão da Rainha de Ítaca é uma das mais importantes para toda a obra, não teve nada além de uma personagem que sofria pela partida do marido sem explorar a complexidade e inteligência da Rainha. A presença de Atena (Zendaya) também é muito enfraquecida dentro do longa, se tornando uma personagem de suporte emocional para Odisseu, ao invés de uma divindade importante para a obra.</span></p>
<figure id="attachment_37403" aria-describedby="caption-attachment-37403" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-37403" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2026/07/image3-1-800x533.jpg" alt="Em um antigo salão de pedra iluminado por tochas, uma mulher em primeiro plano veste um longo vestido azul, colar dourado e segura um arco. Ao fundo, ao lado de um trono esculpido, uma jovem de vestido escuro a observa. " width="800" height="533" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2026/07/image3-1-800x533.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2026/07/image3-1-1024x683.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2026/07/image3-1-768x512.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2026/07/image3-1.jpg 1200w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-37403" class="wp-caption-text">Para manter uma fidelidade histórica ao filme, locações na Grécia, Itália, Marrocos foram utilizadas para a produção do longa (Foto: Universal Pictures)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">Por final, a trajetória de Odisseu se transformou quase em uma jornada do herói, com as suas lembranças sendo o principal motor para o entendimento do filme, mas essas memórias reaparecem de forma distintas, pela relação de 7 anos de prisão do Odisseu pela Calipso (Charlize Theron) na Ilha de Ogígia, em que ele frequentemente comia </span><a href="https://www.greekmythology.com/Myths/Creatures/Lotus_Eaters/lotus_eaters.html"><span style="font-weight: 400;">Flor de Lótus</span></a><span style="font-weight: 400;">. E quando acontece seu retorno a Ítaca, descobre que seu filho Telêmaco (Tom Holland) será atacado pelos </span><span style="font-weight: 400;">pretendentes da mão de sua esposa a mando de Antínoo (Robert Pattinson) que pode ser declarado como o grande vilão do filme. E no fim, após conseguir salvar o filho, voltar a Ítaca e vencer o desafio do arco, elimina os rebeldes do seu reino, conseguindo sua redenção e partindo para o mesmo oceano que foi o seu maior desafio.  </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A montagem feita pela Jennifer Lane é esplêndida, os momentos no palácio de Ítaca tem a tensão de um reino sem rei, a trilha sonora feita pelo </span><span style="font-weight: 400;">Ludwig Göransson</span><span style="font-weight: 400;">, é um ápice em toda a trajetória da Odisseia, consegue transmitir o vazio do oceano e também a tensão de uma guerra, tudo em uma mesma singularidade, os figurinos mesmo não sendo os mais fiéis a história e sua época, conseguem ser emblemáticos, a exemplo da Armadura de Agamenon (</span><a href="https://www.omelete.com.br/filmes/a-odisseia-benny-safdie-confirmado-christopher-nolan"><span style="font-weight: 400;">Benny Safdie</span></a><span style="font-weight: 400;">), que mesmo sem nenhuma fala, sua postura e sua armadura emblemática são autoexplicativas.</span></p>
<figure id="attachment_37401" aria-describedby="caption-attachment-37401" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-37401" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2026/07/image1-1-800x450.jpg" alt="Dois guerreiros com armaduras de estilo grego antigo estão frente a frente. O da esquerda veste uma armadura preta fosca com detalhes dourados e capacete fechado, enquanto o da direita, visto de perfil, usa um capacete com uma grande pluma rosa. Ao fundo, há mastros de navios sob um céu claro. " width="800" height="450" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2026/07/image1-1-800x450.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2026/07/image1-1-1024x576.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2026/07/image1-1-768x432.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2026/07/image1-1-1200x675.jpg 1200w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2026/07/image1-1.jpg 1392w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-37401" class="wp-caption-text">Agamenon, Rei de Micenas, foi o líder dos gregos para a Guerra de Tróia (Foto: Universal Pictures)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">Nolan sabe como produzir filmes que tem uma ação contínua e envolvente, o terror em todas as cenas com o cíclope polifemo é agoniante e sombria, e os momentos da </span><a href="https://www.omelete.com.br/filmes/criticas/itroiai"><span style="font-weight: 400;">Guerra de Tróia</span></a><span style="font-weight: 400;"> são violentos e sustentam uma velocidade dinâmica ao longa. Ao mesmo tempo, reduz partes drásticas da história para defender um simbolismo não apenas heróico, mas uma meia culpa sentida por Odisseu no momento em que ele percebe que a construção do Cavalo foi o estopim para o fim da Era do Bronze e um começo da Era de Escuridão.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A Odisseia de </span><a href="https://www.ebooksbrasil.org/eLibris/odisseiap.html"><span style="font-weight: 400;">Homero</span></a><span style="font-weight: 400;"> é uma história muito complexa, e seus personagens trazem uma profundidade imensa que o poema necessitava, A Odisseia de Nolan é uma guerra dos pensamentos de um herói arrependido, onde todos ao seu redor ficaram rasos, sem a expressão necessária para um poema épico, como um filme de ação é excelente, empolgante e tem uma tônica que uma guerra precisa, mas a história falha na tentativa de fazer de uma pessoa ardilosa, um cavaleiro heróico.</span></p>
<div class="jetpack-video-wrapper"><iframe loading="lazy" title="A Odisseia | Novo Trailer Oficial (Universal Pictures) - HD" width="840" height="473" src="https://www.youtube.com/embed/sFM4dRIXAX8?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen></iframe></div>
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		<title>A Morte do Demônio: Em Chamas é fogo que não arde e nem se vê</title>
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		<pubDate>Wed, 15 Jul 2026 14:55:50 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Cinema]]></category>
		<category><![CDATA[2026]]></category>
		<category><![CDATA[A Morte do Demônio: Em Chamas]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Aviso: Este texto contém spoilers Davi Marcelgo O primeiro filme da franquia, Evil Dead (1981), recebeu, no Brasil, o título de Uma Noite Alucinante: A Morte do Demônio propriamente, pois não só o protagonista Ash Williams (Bruce Campbell) foi levado ao limite – de covarde para bad ass na mesma madrugada – como as produções &#8230; <a href="http://personaunesp.com.br/a-morte-do-demonio-em-chamas-critica/" class="more-link">Continue lendo<span class="screen-reader-text"> "A Morte do Demônio: Em Chamas é fogo que não arde e nem se vê"</span></a></p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p><b><i>Aviso:</i></b><i><span style="font-weight: 400;"> Este texto contém spoilers</span></i></p>
<figure id="attachment_37394" aria-describedby="caption-attachment-37394" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-37394" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2026/07/HMbtfgrXwAAX5rF-800x492.jpg" alt="Cena do filme A Morte do Demônio: Em Chamas Na imagem, vista de cima, Alice encara o teto. Na bochecha esquerda, há gotas de sangue escorrendo. Ela está com expressão de medo e veste uma camiseta cinza escuro com marcas de suor. Seu cabelo está desarrumado e possui mechas rosa. Alice é uma mulher na faixa dos 30 anos, de origem tunisiana e europeia. " width="800" height="492" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2026/07/HMbtfgrXwAAX5rF-800x492.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2026/07/HMbtfgrXwAAX5rF-1024x629.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2026/07/HMbtfgrXwAAX5rF-768x472.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2026/07/HMbtfgrXwAAX5rF-1536x944.jpg 1536w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2026/07/HMbtfgrXwAAX5rF-1200x737.jpg 1200w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2026/07/HMbtfgrXwAAX5rF.jpg 1738w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-37394" class="wp-caption-text">Souheila Yacoub, de Clímax (2018), protagoniza o sexto filme da franquia (Foto: Ghost House Pictures)</figcaption></figure>
<p><b>Davi Marcelgo</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O primeiro filme da franquia, </span><i><span style="font-weight: 400;">Evil Dead</span></i><span style="font-weight: 400;"> (1981), recebeu, no Brasil, o título de </span><i><span style="font-weight: 400;">Uma Noite Alucinante: A Morte do Demônio </span></i><span style="font-weight: 400;">propriamente, pois não só o protagonista Ash Williams (</span><a href="https://www.cnnbrasil.com.br/pop/cinema/bruce-campbell-de-evil-dead-e-diagnosticado-com-cancer-incuravel/"><span style="font-weight: 400;">Bruce Campbell</span></a><span style="font-weight: 400;">) foi levado ao limite – de covarde para </span><i><span style="font-weight: 400;">bad ass</span></i><span style="font-weight: 400;"> na mesma madrugada – como as produções sucessoras dobraram a aposta, enriquecendo a mitologia dos </span><i><span style="font-weight: 400;">deadites</span></i><span style="font-weight: 400;">. Em </span><i><span style="font-weight: 400;">Army of Darkness </span></i><span style="font-weight: 400;">(1992), o terceiro capítulo da saga, a cabana deixa de ser o cenário e é substituída pela paisagem medieval; Williams é sugado por um portal e enviado para o período do aço e das espadas. Já a série </span><i><span style="font-weight: 400;">Ash vs. Evil Dead </span></i><span style="font-weight: 400;">(2015-2018) aproveitou o terreno construído por </span><a href="https://personaunesp.com.br/darkman-vinganca-sem-rosto-35-anos/"><span style="font-weight: 400;">Sam Raimi</span></a><span style="font-weight: 400;"> nos três longas para extrapolar tanto a </span><i><span style="font-weight: 400;">lore </span></i><span style="font-weight: 400;">quanto os temas abordados. </span><a href="https://www.denofgeek.com/tv/ash-vs-evil-dead-season-3-episode-7-review-twist-and-shout/"><i><span style="font-weight: 400;">Twist and Shout</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, sétimo episódio do terceiro ano, tateia os massacres em escolas americanas, por exemplo. Enquanto a trajetória da franquia é marcada por inovação, </span><i><span style="font-weight: 400;">A Morte do Demônio: Em Chamas</span></i><span style="font-weight: 400;"> se contenta em apenas ser uma faísca. </span><span id="more-37393"></span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Dirigido por Sébastien Vaniček, o novo filme narra o processo de luto de Alice (Souheila Yacoub) após seu marido falecer em um acidente. Além disso, ela precisa enfrentar as opressões da família do cônjuge, esta que encara questões como abandono paterno e a função de cuidadora que sobressai às mulheres. Esses três tópicos podem ser encontrados nas duas últimas obras da franquia que foram para o cinema, no </span><i><span style="font-weight: 400;">remake</span></i><span style="font-weight: 400;"> de 2013 e em </span><a href="https://personaunesp.com.br/a-morte-do-demonio-a-ascensao-critica/"><i><span style="font-weight: 400;">A Morte do Demônio: A Ascensão</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> (2023), já indicando que, tematicamente, </span><i><span style="font-weight: 400;">Em Chamas</span></i><span style="font-weight: 400;"> não tem frescor. Porém, não significa que o cineasta não consiga criar discursos de forma criativa, ainda que sejam breves os momentos em que essa capacidade aparece. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Dois planos chamam atenção nesse sentido, o mais marcante já havia sido revelado no </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=YXSzInyFFXQ"><span style="font-weight: 400;">primeiro </span><i><span style="font-weight: 400;">teaser</span></i></a><span style="font-weight: 400;">. Nele, Vaniček faz um plano sequência inspirado em filmes de guerra. Em destaque, Alice rasteja em fuga, como um soldado apoiado pelos cotovelos e antebraços, enquanto ao fundo, a família briga, trocando agressões um ao outro. Uma explosão acontece, fumaça e poeira sobem, um corpo caído no chão. Há vários elementos postos em cena que remetem ao gênero e o diretor não faz à toa. Alice é uma pessoa de fora daquela família, mas que precisa lidar com os problemas que a constituem, assim o diretor compara essa experiência à de um jovem convocado para lutar uma batalha que não é sua. </span></p>
<figure id="attachment_37395" aria-describedby="caption-attachment-37395" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-37395" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2026/07/HMbtfgrXEAAax0i-800x335.jpg" alt="Cena do filme A Morte do Demônio: Em Chamas Na imagem, a personagem Polly está possuída por um demônio. Seus olhos estão amarelados, o cabelo desarrumado e está sem os dentes da frente. Polly é uma mulher idosa, de cabelos curtos e grisalhos. Ela veste um pijama e a fotografia da cena é acinzentada. " width="800" height="335" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2026/07/HMbtfgrXEAAax0i-800x335.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2026/07/HMbtfgrXEAAax0i-1024x429.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2026/07/HMbtfgrXEAAax0i-768x322.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2026/07/HMbtfgrXEAAax0i-1200x502.jpg 1200w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2026/07/HMbtfgrXEAAax0i.jpg 1500w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-37395" class="wp-caption-text">Lee Cronin, Sam Raimi e Bruce Campbell assinam a produção (Foto: Ghost House Pictures)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">Para comentar papéis de gênero e ausência, um outro momento traz vigor à alegoria dos demônios que castigam uma família. Polly (Maude Davey), a matriarca que convive com demência, após ser possuída por um </span><i><span style="font-weight: 400;">deadite</span></i><span style="font-weight: 400;">, chama sua filha, Susan (</span><a href="https://personaunesp.com.br/pearl-critica/"><span style="font-weight: 400;">Tandi Wright</span></a><span style="font-weight: 400;">), pelo nome. Ambas fazem um pacto e a cena termina com Edgar (Erroll Shand), também com o corpo danificado pela invasão, beijando Susan, sua esposa. Ela diz: “</span><i><span style="font-weight: 400;">há anos você não me beija dessa maneira</span></i><span style="font-weight: 400;">”, transformando a cena em um comentário sobre os afetos entre homens e mulheres em um casamento heteronormativo. Enquanto todo o longa é acinzentado, o plano do beijo é bem iluminado, romântico e possui um mau gosto que é a cara de </span><i><span style="font-weight: 400;">Evil Dead</span></i><span style="font-weight: 400;">. Entretanto, as boas execuções são sufocadas por um pastiche de características da franquia, o que decepciona, pois sem essas cenas interessantes, </span><i><span style="font-weight: 400;">A Morte do Demônio: Em Chamas</span></i><span style="font-weight: 400;"> apenas repetiria o que os </span><a href="https://capricho.abril.com.br/entretenimento/a-morte-do-demonio-onde-ver-todos-os-filmes-antes-de-em-chamas/"><span style="font-weight: 400;">outros dois</span></a><span style="font-weight: 400;"> filmes já haviam feito. </span><span style="font-weight: 400;"><br />
</span><span style="font-weight: 400;"><br />
</span><span style="font-weight: 400;">É compreensível a guinada das produções contemporâneas, que se aproximam de pautas atuais e dialogam com o público que torce pelas </span><a href="https://personaunesp.com.br/qual-e-o-seu-filme-de-terror-favorito-definitivamente-nao-e-panico-7/"><i><span style="font-weight: 400;">final girls</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, porém é desestimulante perceber que a obra se tornou apenas um espaço para famílias lavarem a roupa suja em uma espiral temática. Há possibilidade de discutir questões do nosso tempo, mas que seja longe de uma casa isolada, algo que já foi realizado em outras ocasiões. Diante de uma reprise, que pelo menos a forma seja diferente. Não é o caso daqui. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Os </span><a href="https://www.planocritico.com/critica-evil-dead-criando-os-deadites/"><i><span style="font-weight: 400;">deadites</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> não são simples mortos-vivos e já assumiram formas para além do antropomorfo, como demonstraram domínio de fenômenos da natureza. O longa de 1981 possui uma cena de agressão sexual envolvendo árvores, por exemplo. Isto até poderia ser um detalhe que Vaniček está negando, no entanto, a abertura de </span><i><span style="font-weight: 400;">Em Chamas </span></i><span style="font-weight: 400;">traz uma entidade que controla varas de pesca e ferve rios. Depois dessa sequência, toda a fita afunda-se em criaturas que apenas batem ou mordem. Zumbis quaisquer. </span></p>
<figure id="attachment_37396" aria-describedby="caption-attachment-37396" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-37396" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2026/07/HMbtfgsWoAAqIq3-800x335.jpg" alt="Cena do filme A Morte do Demônio: Em ChamasNa imagem, uma deadite encara à frente através de um buraco feito em uma porta de madeira, sendo possível apenas ver metade de seu rosto. Ela possui a pele escura e olhos amarelados. Está sorrindo com uma expressão sádica. " width="800" height="335" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2026/07/HMbtfgsWoAAqIq3-800x335.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2026/07/HMbtfgsWoAAqIq3-1024x429.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2026/07/HMbtfgsWoAAqIq3-768x322.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2026/07/HMbtfgsWoAAqIq3-1200x502.jpg 1200w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2026/07/HMbtfgsWoAAqIq3.jpg 1500w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-37396" class="wp-caption-text">O filme faz referência a O Iluminado, longa de Stanley Kubrick (Foto: Ghost House Pictures)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">A falta de criatividade não se abstém apenas no roteiro ou na direção dos planos, mas também em uma precarização da aparência dos antagonistas. Se a conjuntura da obra já entregou visuais impressionantes, de grotescos a estilizados, como o de </span><a href="https://movieweb.com/evil-dead-best-deadites-ranked/"><span style="font-weight: 400;">Henrietta Knowby</span></a><span style="font-weight: 400;"> (Lou Hancock), em </span><i><span style="font-weight: 400;">Uma Noite Alucinante 2 </span></i><span style="font-weight: 400;">(1987), com seu largo pescoço e dentes afiados, a maquiagem comandada por </span><a href="https://personaunesp.com.br/ghost-in-the-shell-vigilante-do-amanha/"><span style="font-weight: 400;">Jane O’Kane</span></a><span style="font-weight: 400;"> se baseia em pele escurecida ou acinzentada e olhos amarelados. Um sangue ali, um machucado aqui. Seria passível de considerar que o visual básico para as personagens é proposital para evidenciar a aparência do </span><i><span style="font-weight: 400;">final boss</span></i><span style="font-weight: 400;"> Will (George Pullar), anunciado durante todo o enredo como alguém que está chegando – e que deve ser temido. Só que Will pouco aparece e nunca de corpo inteiro, sendo impossível ver em totalidade sua podridão. E ainda bem: ele é apenas um esqueleto defumado. </span></p>
<p><i><span style="font-weight: 400;">A Morte do Demônio: Em Chamas</span></i><span style="font-weight: 400;"> é o filme mais preso aos dogmas da franquia ao mesmo tempo que a descaracteriza no sentido negativo, de um esvaziamento da criatividade. Um filme cinza que contenta aqueles que acham que histórias tristes precisam ser escuras. Um longa que esbanja </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=vX7uxCW58IQ"><i><span style="font-weight: 400;">CGI</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> numa série que sempre se dedicou ao artesanal. Para quem traz fogo no título, Vaniček se esforça pouco para, de fato, fazer com que o público arda nas poltronas. Se o ato de queimar fosse um desmonte da saga, ainda que por birra, seria muito mais interessante que o genérico, algo que </span><i><span style="font-weight: 400;">Evil Dead</span></i><span style="font-weight: 400;"> nunca foi. </span></p>
<div class="jetpack-video-wrapper"><iframe loading="lazy" title="A Morte do Demônio - Em Chamas | Trailer Oficial Legendado" width="840" height="473" src="https://www.youtube.com/embed/RJRGtNfxx0c?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen></iframe></div>
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		<title>Os Minions e Monstros salvaram o cinema</title>
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		<pubDate>Mon, 06 Jul 2026 22:53:17 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Aviso: Este texto contém spoilers Eduardo Dragoneti Situado na Era de Ouro de Hollywood, Minions e Monstros fecha a trilogia derivada da franquia Meu Malvado Favorito (2010). Com um novo trio protagonista, James, Henry e Ed, o longa explora a importância da liberdade criativa, repudia a submissão e explora a amizade como os outros dois &#8230; <a href="http://personaunesp.com.br/critica-minions-e-monstros/" class="more-link">Continue lendo<span class="screen-reader-text"> "Os Minions e Monstros salvaram o cinema"</span></a></p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p><b><i>Aviso:</i></b><i><span style="font-weight: 400;"> Este texto contém spoilers</span></i></p>
<figure id="attachment_37388" aria-describedby="caption-attachment-37388" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-37388" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2026/07/image1-800x327.jpg" alt="Cena do filme Minions e Monstros. Três minions estão em pé, cercados por velas acesas, em um ambiente que remete a um ritual. O minion do centro usa óculos de lente única e tem um livro aberto sobre uma caixa de madeira, com expressão séria. Ao fundo, um cartaz escrito &quot;Minions y Monstras&quot; mostra um rosto assustador e ilustrações de outros minions em pânico." width="800" height="327" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2026/07/image1-800x327.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2026/07/image1-1024x419.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2026/07/image1-768x314.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2026/07/image1-1536x629.jpg 1536w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2026/07/image1-1200x491.jpg 1200w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2026/07/image1.jpg 1999w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-37388" class="wp-caption-text">O longa estreou nos cinemas do Brasil em 2 de julho (Imagem: Universal Pictures)</figcaption></figure>
<p><b>Eduardo Dragoneti</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Situado na Era de Ouro de Hollywood, </span><a href="https://www.ingresso.com/noticias/filme-minions-e-monstros-critica-o-melhor-da-franquia"><i><span style="font-weight: 400;">Minions e Monstros</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> fecha a trilogia derivada da franquia </span><i><span style="font-weight: 400;">Meu Malvado Favorito</span></i><span style="font-weight: 400;"> (2010). Com um novo trio protagonista, James, Henry e Ed, o longa explora a importância da liberdade criativa, repudia a submissão e explora a amizade como os outros dois filmes da saga não haviam feito. Após mais uma procura incessante por um ‘mini-chefe’, os Minions, em especial James, se encontram no Cinema, onde viram celebridades nos anos 1920.</span></p>
<p><span id="more-37387"></span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O humor corporal e a </span><a href="https://www.nsctotal.com.br/noticias/termos-em-minionese-o-idioma-falado-pelos-minions"><span style="font-weight: 400;">linguagem própria</span></a><span style="font-weight: 400;"> das pequenas criaturas amarelas continuam sendo os pontos fortes desses personagens, mas também é o que faz eles serem despachados com a </span><a href="https://abcine.org.br/artigos/o-som-no-cinema/"><span style="font-weight: 400;">chegada do Som nas produções hollywoodianas</span></a><span style="font-weight: 400;">. Sem um público que os entenda, os Minions se veem perdidos e voltam a procurar um líder maléfico para adorar. Já os protagonistas, invocam monstros para sua produção independente: ‘Minions y Monstra’.</span></p>
<figure id="attachment_37389" aria-describedby="caption-attachment-37389" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-37389" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2026/07/image2-800x450.jpg" alt="Cena do filme Minions e Monstros. Dois minions aparecem em close-up, em ambiente escuro. O da esquerda usa óculos de proteção com duas lentes redondas e tufos de cabelo escuro no topo da cabeça. O da direita usa um óculos com uma única lente grande presa por uma tira de couro. Os dois seguram, entre as mãos, um pedaço de filme fotográfico com quadros em preto e branco." width="800" height="450" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2026/07/image2-800x450.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2026/07/image2-1024x575.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2026/07/image2-768x432.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2026/07/image2-1536x863.jpg 1536w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2026/07/image2-1200x674.jpg 1200w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2026/07/image2.jpg 1600w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-37389" class="wp-caption-text">Ed é o primeiro Minion surdo mostrado nesse universo (Imagem: Universal Pictures)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">Entre muitas referências ao </span><a href="https://oglobo.globo.com/rioshow/cinema/guia/novo-filme-dos-minions-homenageia-tubarao-chaplin-cidadao-kane-e-mais-classicos-veja-lista-e-compare.ghtml"><span style="font-weight: 400;">cinema clássico e comtemporaneo</span></a><span style="font-weight: 400;">, o movimento feminista pelo voto das mulheres e o </span><i><span style="font-weight: 400;">sci-fi</span></i><span style="font-weight: 400;">, </span><i><span style="font-weight: 400;">Minions e Monstros</span></i><span style="font-weight: 400;"> mantém a tradição desde os </span><a href="https://revistadecinema.com.br/2024/07/o-cinema-da-adocao-metaforica/"><span style="font-weight: 400;">filmes do Gru</span></a><span style="font-weight: 400;">, de colocar críticas socias costuradas em seu enredo. O longa funciona sutilmente como uma propaganda às produções independentes, colocando James como um cineasta ignorado pelos grandes patrocinadores da Sétima Arte e contando uma história completamente autoral.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Entretanto, existe um subtexto que rouba todas as cenas entre James e Henry. Em uma relação inocente de amizade que lembra muito </span><a href="https://personaunesp.com.br/luca-critica/"><i><span style="font-weight: 400;">Luca</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> (2021), os Minions compartilham cenas de afeto, preocupação e alegria um pelo outro, criando uma alegoria LGBTQIAPN+ discreta, como no sucesso da Disney. Os dois são excluídos constantemente do restante da tribo por não aceitarem o tudo o que Dick, o líder arrogante e conservador dos Minions, ordena que eles façam. </span><a href="https://www.them.us/entertainment/tv-and-movies/minions-all-male-pierre-coffin"><span style="font-weight: 400;">Pierre Coffin</span></a><span style="font-weight: 400;">, que dirige e roteiriza o longa, além de dublar todos os Minions, insere o tema com delicadeza, tornando o amor entre os personagens palatável.</span></p>
<figure id="attachment_37390" aria-describedby="caption-attachment-37390" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-37390" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2026/07/image3-800x450.jpg" alt="Cena do filme Minions e Monstros. Dois minions vestem capas com capuz e aparecem atrás de um livro aberto sobre um púlpito de pedra, ao lado de uma vela acesa em castiçal dourado. O minion da esquerda usa óculos de duas lentes e tem mechas de cabelo espetadas. O da direita usa óculos de lente única e sorri, mostrando os dentes. Ao fundo, uma parede rochosa é iluminada por um brilho alaranjado." width="800" height="450" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2026/07/image3-800x450.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2026/07/image3-1024x576.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2026/07/image3-768x432.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2026/07/image3.jpg 1200w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-37390" class="wp-caption-text">Ao verem uma sufragista liderando uma manifestação, os Minions a interpretam como uma ‘vilã’ a ser seguida, já que ela desafia as normas da sociedade da época (Imagem: Universal Pictures)</figcaption></figure>
<p><i><span style="font-weight: 400;">Minions e Monstros</span></i><span style="font-weight: 400;"> é o melhor filme da série solo dos personagens. Porém tem um grande problema: suas piadas talvez não funcionarão com a geração Alfa, e o excesso de referências cinematográficas pode confundir o cérebro de quem não conhece a história do Cinema. Sim, é uma obra para cinéfilos e amantes das telonas. Uma verdadeira aula de história, com referências que remetem a </span><a href="https://ensinarhistoria.com.br/tempos-modernos-ainda-tao-atual/"><i><span style="font-weight: 400;">Tempos Modernos</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> (1936), </span><a href="https://f5.folha.uol.com.br/cinema-e-series/2025/07/por-que-passados-50-anos-o-filme-tubarao-continua-funcionando-tao-bem.shtml"><i><span style="font-weight: 400;">Tubarão</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> (1975), </span><a href="https://musicnonstop.uol.com.br/guerra-humanidade-e-racismo-a-resistencia-secreta-por-tras-de-casablanca-lancado-ha-80-anos-e-considerado-o-maior-romance-da-historia-do-cinema/"><i><span style="font-weight: 400;">Casablanca</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> (1942), </span><a href="https://www.omelete.com.br/filmes/minions-e-monstros-cena-inspirada-em-cidadao-kane"><i><span style="font-weight: 400;">Cidadão Kane</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> (1941), </span><i><span style="font-weight: 400;">westerns</span></i><span style="font-weight: 400;"> dos anos 1920 e filmes de monstros clássicos. Se alguém assistir Chaplin por ter visto os Minions presos em engrenagens já terá valido a pena.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A história em si não é super inovadora, e o terço final, com a </span><a href="https://geekpopnews.com.br/quem-e-cthulhu-conheca-a-entidade-que-inspirou-goomi-em-minions-e-monstros/"><span style="font-weight: 400;">reviravolta dos monstros</span></a><span style="font-weight: 400;"> invocados para a produção de James, acaba caindo um pouco na fórmula de ação de sempre. Mesmo assim, a produção se segura muito bem graças ao protagonismo inédito. Leve, engraçado e cheio de sacadas visuais espertas, o longa equilibra perfeitamente a comédia pastelão com um carinho de verdade pela história que está contando. É o filme perfeito para o final de semana e, com certeza, o projeto mais inspirado da franquia em muito tempo.</span></p>
<div class="jetpack-video-wrapper"><iframe loading="lazy" title="Minions &amp; Monstros | Trailer Final" width="840" height="473" src="https://www.youtube.com/embed/lt1HAxpAZn4?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen></iframe></div>
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		<title>Supergirl: entre o brilhantismo de Kara Zor- El e as fórmulas hiper palatáveis de Hollywood</title>
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		<pubDate>Tue, 30 Jun 2026 16:18:23 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Cinema]]></category>
		<category><![CDATA[Uncategorized]]></category>
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		<category><![CDATA[Ana Nogueira]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Aviso: Este texto contém spoilers Mariana Bezerra A nova versão de Supergirl (2026) chegou aos cinemas como parte dos blockbusters do verão estadunidense, assim como Superman (2025) no ano anterior. A nova versão se baseia na minissérie de quadrinhos Supergirl: A Mulher do Amanhã (2021-2022) escrito por Tom King e ilustrado pela brasileira Evelyn Bilquis, &#8230; <a href="http://personaunesp.com.br/supergirl-critica/" class="more-link">Continue lendo<span class="screen-reader-text"> "Supergirl: entre o brilhantismo de Kara Zor- El e as fórmulas hiper palatáveis de Hollywood"</span></a></p>
<p>O post <a href="http://personaunesp.com.br/supergirl-critica/">Supergirl: entre o brilhantismo de Kara Zor- El e as fórmulas hiper palatáveis de Hollywood</a> apareceu primeiro em <a href="http://personaunesp.com.br">Persona | Jornalismo Cultural</a>.</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p><b><i>Aviso: </i></b><span style="font-weight:400;"><i>Este texto contém spoilers</i></span></p>
<figure id="attachment_37378" aria-describedby="caption-attachment-37378" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-37378" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2026/06/supergirl_WszppPF-800x450.webp" alt="Cena do Filme. Kara, uma jovem mulher vestida com o uniforme de Supergirl, que é azul de manga longa com o símbolo vermelho e amarelo com " s_="s_" no="no" peito="peito" um="um" cinto="cinto" dourado="dourado" largo="largo" e="e" uma="uma" capa="capa" vermelha.="vermelha." ela="ela" tem="tem" cabelos="cabelos" loiros="loiros" longos="longos" ondulados.="ondulados." a="a" imagem="imagem" é="é" vista="vista" de="de" ângulo="ângulo" ligeiramente="ligeiramente" baixo="baixo" para="para" cima.="cima." olha="olha" o="o" horizonte="horizonte" sua="sua" expressão="expressão" séria.="séria." ao="ao" fundo="fundo" aparece="aparece" céu="céu" claro="claro" iluminado._="iluminado._" width="800" height="450" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2026/06/supergirl_WszppPF-800x450.webp 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2026/06/supergirl_WszppPF-768x432.webp 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2026/06/supergirl_WszppPF.webp 987w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-37378" class="wp-caption-text">Milly Alcock entrega carisma e uma performance dedicada a nova versão de Supergirl (Foto: DC Studios)</figcaption></figure>
<p><b>Mariana Bezerra</b></p>
<p><span style="font-weight:400;">A nova versão de </span><span style="font-weight:400;"><i>Supergirl</i></span><span style="font-weight:400;"> (2026) chegou aos cinemas como parte dos </span><span style="font-weight:400;"><i>blockbusters </i></span><span style="font-weight:400;">do verão estadunidense, assim como </span><span style="font-weight:400;"><a href="https://personaunesp.com.br/critica-superman/"><i>Superman</i></a></span><span style="font-weight:400;"> (2025) no ano anterior. A nova versão se baseia na minissérie de quadrinhos </span><span style="font-weight:400;"><i>Supergirl: A Mulher do Amanhã </i></span><span style="font-weight:400;">(2021-2022) escrito por Tom King e ilustrado pela brasileira Evelyn Bilquis, a qual dá nome a um dos planetas apresentados no filme. O que vemos agora é uma Kara Zor-el muito diferente: mais impulsiva e </span><span style="font-weight:400;"><i>nonchalante</i></span><span style="font-weight:400;"> – mas não menos heroica &#8212; daquela conhecida pelos fãs das séries da </span><span style="font-weight:400;"><i>DC</i></span><span style="font-weight:400;">, produzidas pela </span><span style="font-weight:400;"><i>CW</i></span><span style="font-weight:400;">.</span></p>
<p><span id="more-37373"></span><br />
<span style="font-weight:400;">No longa, Milly Alcok (</span><span style="font-weight:400;"><a href="https://personaunesp.com.br/a-casa-do-dragao-1a-temp-critica/">A Casa do Dragão</a></span><span style="font-weight:400;">) mergulha na personalidade forte da personagem e nas cenas intensas de ação, que, em parte, foram realizadas pela própria atriz. Parte da primazia da performance de Alcok está em sua habilidade de transparecer a dor e melancolia da personagem – convertidas em um comportamento apático e em uma vivência isolada. Nesse sentido, o roteiro de Ana Nogueira acerta em trazer a história do fim de Krypton, o planeta dos primos Kara e Kael, e da morte dos pais da Supergirl.</span></p>
<figure id="attachment_37375" aria-describedby="caption-attachment-37375" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-37375" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2026/06/supergifl-2-800x450.webp" alt=" Kara, uma jovem mulher vestida com o uniforme de Supergirl, que é azul de manga longa com o símbolo vermelho e amarelo com " s_="s_" no="no" peito="peito" um="um" cinto="cinto" dourado="dourado" largo="largo" e="e" uma="uma" capa="capa" vermelha.="vermelha." ela="ela" tem="tem" cabelos="cabelos" loiros="loiros" longos="longos" ondulados.="ondulados." a="a" imagem="imagem" é="é" vista="vista" de="de" ângulo="ângulo" ligeiramente="ligeiramente" baixo="baixo" para="para" cima.="cima." olha="olha" o="o" horizonte="horizonte" sua="sua" expressão="expressão" séria.="séria." ao="ao" fundo="fundo" aparece="aparece" céu="céu" claro="claro" iluminado._="iluminado._" width="800" height="450" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2026/06/supergifl-2-800x450.webp 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2026/06/supergifl-2-1024x576.webp 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2026/06/supergifl-2-768x432.webp 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2026/06/supergifl-2-1200x675.webp 1200w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2026/06/supergifl-2.webp 1300w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-37375" class="wp-caption-text">Milly Alcock entrega carisma e uma performance dedicada a nova versão de Supergirl (Foto: DC Studios)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight:400;">Como a própria personagem diz: “</span><span style="font-weight:400;"><a href="https://www-dc-com.translate.goog/blog/2025/07/01/krypton-unclassified-everything-you-need-to-know-about-superman-s-homeworld?_x_tr_sl=en&amp;_x_tr_tl=pt&amp;_x_tr_hl=pt&amp;_x_tr_pto=tc&amp;_x_tr_hist=true"><i>Krypton</i></a></span><span style="font-weight:400;"><i> não morreu em um dia</i></span><span style="font-weight:400;">”, o que significa que a jovem Kara carrega consigo as memórias da morte lenta e gradual dos sobreviventes da explosão do planeta e da separação de seu pai, quando é enviada a terra para viver com Kael (David Corenswet). Esse enredo é apresentado por meio de </span><span style="font-weight:400;"><i>flashbacks, </i></span><span style="font-weight:400;">mas se dá de forma tão imersiva e envolvente, que a volta para o presente gera uma sensação estranha de deslocamento temporal – em um bom sentido, afinal, os sentimentos de Kara são a continuação simbólica desses acontecimentos.</span><br />
<span style="font-weight:400;">O caráter desesperançoso da mulher esbarra na sede por justiça e vingança da jovem Ruthye (Eve Ridley), cuja família foi assassinada pelo vilão: Krem das Colinas Amarelas, líder de um grupo de mercenários espaciais. Quando o homem envenena Krypto, o querido cachorro de Kara, ela decide se juntar a menina órfã com um outro propósito: conseguir o antídoto para a enfermidade do animal. A partir desse momento, há um desenrolar de uma sequência marcada por diversas </span><span style="font-weight:400;"><a href="https://youtube.com/shorts/WvK9xCceWK4?si=9oKaSXZJ7ycqDBCu">batalhas</a></span><span style="font-weight:400;"> e encontros e desencontros entre as protagonistas e o vilão.</span></p>
<figure id="attachment_37376" aria-describedby="caption-attachment-37376" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-37376" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2026/06/ruthye-800x326.jpeg" alt="Cena do filme. Aparece Ruthye, uma jovem com expressão séria. Ela tem cabelos escuros presos para trás, pele ligeiramente suja de poeira e veste uma jaqueta escura sobre uma camiseta laranja. O plano de fundo é composto por uma atmosfera em tons de marrom e dourado, onde aparecem silhuetas desfocadas de duas figuras masculinas, uma de cada lado." width="800" height="326" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2026/06/ruthye-800x326.jpeg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2026/06/ruthye-1024x418.jpeg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2026/06/ruthye-768x313.jpeg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2026/06/ruthye-1536x626.jpeg 1536w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2026/06/ruthye-2048x835.jpeg 2048w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2026/06/ruthye-1200x489.jpeg 1200w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-37376" class="wp-caption-text">Ruthye, carregada de um espírito de vingança e justiça, acompanha Kara em uma jornada mutuamente transformadora (Foto: DC Studios)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight:400;">As cenas de lutas são interessantes, especialmente uma apresentada em câmera lenta, mas a pouca relevância do antagonista fica no caminho das possibilidades de momentos de fato marcantes e memoráveis. O grupo de vilões, inclusive, lembra, a todo momento, os personagens de </span><span style="font-weight:400;"><a href="http://personaunesp.com.br/guardioes-da-galaxia-vol-3-critica/#google_vignette"><i>Guardiões da Galáxia</i></a></span><span style="font-weight:400;"> (James Gunn) pelo estilo de piratas espaciais e a estética descolada. Nesse processo, outro aspecto um tanto cansativo é a tentativa de uma atmosfera </span><span style="font-weight:400;"><i>Marley e Eu </i></span><span style="font-weight:400;">(2008), marcada pela sensibilidade e arco emocional construído em relação ao animal, em meio a uma espécie de</span> <span style="font-weight:400;"><a href="https://personaunesp.com.br/the-handmaids-tale-4a-temp-critica/"><i>O Conto da Aia</i></a></span> <span style="font-weight:400;">(1985)</span> <span style="font-weight:400;">interplanetário. Isso porque é dada pouca importância ao projeto maligno de Krem de raptar garotas para que servissem de escravas sexuais para procriar para o seu clã de homens apenas. Enquanto isso, apesar de ajudar na salvação das garotas, a grande preocupação não apenas da Supergirl, mas do próprio filme, é a saúde de Krypton. </span><br />
<span style="font-weight:400;">O cachorro cumpre sim um papel muito importante na história da mulher e é amado por todos. No entanto, a decisão de deixar uma narrativa tão perturbadora como plano de fundo parece uma tentativa de transformar o segundo filme do novo universo da </span><span style="font-weight:400;"><i>DC </i></span><span style="font-weight:400;">e o primeiro da personagem em algo mais simples e palatável do que deveria. Afinal, filmes </span><span style="font-weight:400;"><a href="https://personaunesp.com.br/batman-critica/">gênero</a></span><span style="font-weight:400;"> sempre carregaram mais profundidade do que o que muitos desejam enxergar, e o próprio </span><span style="font-weight:400;"><i>Superman</i></span><span style="font-weight:400;"> (2025), de James Gunn, traz reflexões nesse sentido.</span></p>
<figure id="attachment_37379" aria-describedby="caption-attachment-37379" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-37379" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2026/06/rev-1-SGRL-TRL-101_High_Res_JPEG-H-2026.jpg-800x451.webp" alt="Cena do filme. À direita, um pequeno cachorro branco de pelos bagunçados, com uma das orelhas levantada. À esquerda, está Kara, jovem de cabelos loiros, usando óculos de sol grandes e redondos e fones de ouvido laranja. Ela tem uma expressão séria e assume o controle de uma cabine. O ambiente ao fundo é o interior de uma nave espacial." width="800" height="451" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2026/06/rev-1-SGRL-TRL-101_High_Res_JPEG-H-2026.jpg-800x451.webp 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2026/06/rev-1-SGRL-TRL-101_High_Res_JPEG-H-2026.jpg-1024x577.webp 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2026/06/rev-1-SGRL-TRL-101_High_Res_JPEG-H-2026.jpg-768x433.webp 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2026/06/rev-1-SGRL-TRL-101_High_Res_JPEG-H-2026.jpg-1200x676.webp 1200w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2026/06/rev-1-SGRL-TRL-101_High_Res_JPEG-H-2026.jpg.webp 1296w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-37379" class="wp-caption-text">Tanto os flashbacks quanto as cenas no presente são fundamentais para construir a dinâmica e a evolução da relação entre Kara e Krypto (Foto: DC Studios)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight:400;">Apesar dos problemas de roteiro e a direção (</span><span style="font-weight:400;">Craig Gillespie</span><span style="font-weight:400;">) pouco inventiva, a nova Kara Zor-el é apresentada através de uma </span><span style="font-weight:400;"><a href="https://youtu.be/KbYi8XDq3Lo?si=LKZUeA3y3rKIc0fv&amp;t=111">narrativa</a></span><span style="font-weight:400;"> sem estereótipos pejorativos e ultrapassados; a figura feminina é respeitada e naturalizada. É importante ressaltar que o distanciamento e aspecto introspectivo da mulher não a tornam uma pessoa fria, muito pelo contrário, Kara é uma pessoa boa; não meiga, ou sorridente, ou inteiramente agradável, mas boa. A personagem se compromete, inclusive – à sua maneira – a preservar a inocência e pureza da jovem Ruthye. Há sim a construção de uma clássica jornada do herói que propicia o desenvolvimento de uma perspectiva mais esperançosa e otimista na mulher sem a necessidade de invalidar o estilo de ser da personagem no início do longa. </span><br />
<span style="font-weight:400;">O longa também conta com o humor e sequência de eventos clichês de um filme de super herói – o que é uma pena se tratando de uma história com muito potencial. Nesse sentido, há a presença de </span><span style="font-weight:400;"><a href="https://youtu.be/QNxM5fTqFD0?si=5EFQ_A4LqnxoV0Be">Jason Momoa</a></span><span style="font-weight:400;"> como Lobo, um mercenário independente. Embora a atuação de Momoa traga um carisma inegável e momentos genuinamente divertidos, é notável, mais uma vez, a escolha de seguir por um caminho caricato e previsível. Ainda assim, para o espectador que busca apenas um entretenimento descompromissado e cheio de ação e um momento de conexão com a protagonista, o longa provavelmente será uma experiência agradável.</span></p>
<p><span style="font-weight:400;" data-rich-links="{" _supergirl="fple-t_:_supergirl" _="_" trailer="trailer" oficial="oficial" _https="dublado__fple-u_:_https" youtu.be="youtu.be" xvaumy2lcoqsi="wKj0Zvecj2gpZgb4" null_type__first-party-link__="_fple-mt_:null_type__first-party-link__"><a href="https://youtu.be/XvaUMy2LcOQ?si=wKj0Zvecj2gpZgb4">SUPERGIRL | Trailer Oficial Dublado</a></span></p>
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		<title>Deixa o menino brincar: Kane Parsons e o seu Backrooms: Um Não-Lugar</title>
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		<pubDate>Wed, 24 Jun 2026 13:00:59 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Aviso: O texto contém alguns spoilers Davi Marcelgo É o sonho de muitos cinéfilos estrear o primeiro longa-metragem aos 20 anos e fazer bem feito. É ainda mais tentador entrar para a história com 21 anos ao lançar Evil Dead (1981), como Sam Raimi fez. Kane Parsons conseguiu a proeza de ser contratado pela A24 &#8230; <a href="http://personaunesp.com.br/backrooms-um-nao-lugar-critica/" class="more-link">Continue lendo<span class="screen-reader-text"> "Deixa o menino brincar: Kane Parsons e o seu Backrooms: Um Não-Lugar"</span></a></p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p><b><i>Aviso: </i></b><i><span style="font-weight: 400;">O texto contém alguns spoilers</span></i></p>
<figure id="attachment_37360" aria-describedby="caption-attachment-37360" style="width: 664px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-37360" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2026/06/Backrooms-664x332-1.jpg" alt="Cena do filme Backrooms: Um Não-LugarNa imagem, a personagem Mary está centralizada, de frente para uma parede branca com o desenho de uma porta em azul. O ambiente é iluminado por uma luz amarelada, provocando a sombra de Mary no canto direito. Mary é uma mulher branca, na faixa dos 40 anos, de cabelos escuros na altura dos ombros. Ela veste uma camisa florida de manga curta e uma calça marrom. Ela está olhando para trás com expressão de preocupação. " width="664" height="332" /><figcaption id="caption-attachment-37360" class="wp-caption-text">O Youtuber de apenas 20 anos traz sua websérie para as telonas (Foto: A24)</figcaption></figure>
<p><b>Davi Marcelgo</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">É o sonho de muitos cinéfilos estrear o primeiro longa-metragem aos 20 anos e fazer bem feito. É ainda mais tentador entrar para a história com 21 anos ao lançar </span><i><span style="font-weight: 400;">Evil Dead</span></i><span style="font-weight: 400;"> (1981), como Sam Raimi fez. Kane Parsons conseguiu a proeza de ser contratado pela </span><i><span style="font-weight: 400;">A24</span></i><span style="font-weight: 400;"> aos 19 anos para levar aos cinemas a sua websérie </span><a href="https://www.youtube.com/@kanepixels/videos"><i><span style="font-weight: 400;">Backrooms</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, disponível no </span><i><span style="font-weight: 400;">YouTube</span></i><span style="font-weight: 400;">. Ainda é cedo para cravar que seu </span><i><span style="font-weight: 400;">found footage</span></i><span style="font-weight: 400;">,</span><i><span style="font-weight: 400;"> Backrooms: Um Não-Lugar</span></i><span style="font-weight: 400;">, entrou para a história ao lado de </span><a href="https://personaunesp.com.br/a-bruxa-de-blair-critica/"><i><span style="font-weight: 400;">A Bruxa de Blair</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> (1999) e </span><i><span style="font-weight: 400;">REC</span></i><span style="font-weight: 400;"> (2007), mas enquanto o rolo gira, nota-se a competência do novato em causar medo e dominar a linguagem do Cinema. </span><span id="more-37359"></span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Os ‘quartos dos fundos’ são labirintos surrealistas onde cadeiras estão empilhadas, escadas dão para escotilhas e habitações sociais inteiras podem ser encontradas ali. Entrar nessa estrutura poderia ser uma atividade curiosa, se ela não fosse frequentada por uma criatura voraz: uma atualização do </span><a href="https://www.nationalgeographic.pt/historia/minotauro-o-monstro-do-labirinto_3339"><span style="font-weight: 400;">mito</span></a><span style="font-weight: 400;"> de Teseu e o Minotauro. Quem descobre um </span><i><span style="font-weight: 400;">Backroom</span></i><span style="font-weight: 400;"> em seu estabelecimento comercial é Clark (</span><a href="https://personaunesp.com.br/a-volta-de-bridget-jones-em-louca-pelo-garoto-mostra-que-da-para-fazer-um-cliche-gostoso-em-2025/"><span style="font-weight: 400;">Chiwetel Ejiofor</span></a><span style="font-weight: 400;">), isto enquanto lida com boletos atrasados e um divórcio que o retirou da própria casa. O roteiro de Will Soodik utiliza as questões do protagonista para construir uma metáfora que é a cara do estúdio, sendo aquelas salas um símbolo dos traumas e dos não-lugares que colecionamos, como humanidade, em vida. As salas encontradas pelo personagem principal são espelhos distorcidos de seu comércio, onde placas, peças de roupa dos funcionários e objetos semelhantes da realidade estão ali. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Portanto, Clark agora habita sua loja de móveis, dormindo em um quarto improvisado no meio do salão de vendas. Ele, um arquiteto frustrado que não exerce seus estudos, é um paralelo de Dédalo, símbolo da arquitetura da mitologia grega, responsável pela construção do labirinto que aprisiona a criatura metade homem, metade touro. Já Mary (</span><a href="https://personaunesp.com.br/valor-sentimental-critica/"><span style="font-weight: 400;">Renate Reinsve</span></a><span style="font-weight: 400;">), a terapeuta do comerciante, revive a experiência traumática de ter crescido sob a supervisão de sua mãe, que sofria com neurose. De um lado, um lar que não dá segurança, de outro, um ambiente cheio de móveis que não cumprem suas funções. </span></p>
<figure id="attachment_37361" aria-describedby="caption-attachment-37361" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-37361" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2026/06/Backrooms-Um-Nao-Lugar-tera-evento-de-exibicao-antes-da-estreia-oficial-800x450.jpg" alt="Cena do filme Backrooms: Um Não-LugarNa imagem, Clark está de costas para a câmera enquanto caminha em um corredor de paredes amarelas e luzes fracas. À sua frente há um trecho escuro com uma silhueta parada. Clark é um homem negro, na faixa dos 50 anos, de cabelos crespos, curtos e escuros. Ele veste uma camisa social rosa, calça preta e sapatos de couro. " width="800" height="450" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2026/06/Backrooms-Um-Nao-Lugar-tera-evento-de-exibicao-antes-da-estreia-oficial-800x450.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2026/06/Backrooms-Um-Nao-Lugar-tera-evento-de-exibicao-antes-da-estreia-oficial-1024x576.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2026/06/Backrooms-Um-Nao-Lugar-tera-evento-de-exibicao-antes-da-estreia-oficial-768x432.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2026/06/Backrooms-Um-Nao-Lugar-tera-evento-de-exibicao-antes-da-estreia-oficial-1536x864.jpg 1536w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2026/06/Backrooms-Um-Nao-Lugar-tera-evento-de-exibicao-antes-da-estreia-oficial-1200x675.jpg 1200w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2026/06/Backrooms-Um-Nao-Lugar-tera-evento-de-exibicao-antes-da-estreia-oficial.jpg 1920w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-37361" class="wp-caption-text">Backrooms: Um Não-Lugar é o filme mais lucrativo da produtora (Foto: A24)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">Enquanto o texto faz o pedido pelos executivos – um Terror frontal não basta para a </span><i><span style="font-weight: 400;">A24</span></i><span style="font-weight: 400;"> – Parsons dobra a linguagem do Cinema ao seu favor. Não é apenas a presença de um ser dentro daquele labirinto que apavora, mas a ideia isolada de um lugar que não respeita as leis da física é assustadora. O jovem cineasta compreende essa natureza ao conduzir por meio do extracampo (o que está fora da câmera) o medo produzido pela imaginação do público. Ele vai utilizar os chavões do gênero para isso, seja a limitação de enxergar o que está nas bifurcações e nos cantos sem iluminação ou pela câmera subjetiva, que não se contém apenas aos trechos em </span><a href="https://revistacontinente.com.br/edicoes/157/found-footage--o-ataque-dos-falsos-documentarios-de-horror"><i><span style="font-weight: 400;">found footage</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, posicionando quem assiste na mesma situação que as personagens: dentro do </span><i><span style="font-weight: 400;">Backrooms</span></i><span style="font-weight: 400;">.  </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A narrativa de Kane Parsons vai ser apropriada pelo visual para compor história e personagens. A passagem do tempo será demarcada por impostos acumulados na porta da frente, a falta de uma infância sadia pelo foco em mãe e filha brincando; a descoberta de que Clark agora dorme onde trabalha pela oscilação das luzes que já havia sido apresentada anteriormente. Diante de uma realidade em que as produções americanas são incentivadas a vomitar explicações ou </span><a href="https://cabanadoleitor.com.br/netflix-repete-dialogos-ate-4-vezes/"><span style="font-weight: 400;">expor ações</span></a><span style="font-weight: 400;"> em diálogos, observar tanto talento em apenas deixar o audiovisual ser a Arte que é vindo de alguém tão jovem é nobre. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Quando Clark, Kat (</span><a href="https://personaunesp.com.br/generation-critica/"><span style="font-weight: 400;">Lukita Maxwell</span></a><span style="font-weight: 400;">) e Bob (Finn Bennett) adentram o novo mundo, a câmera os acompanha, sempre com eles, nunca à frente. Espectador descobre o que tem além daquelas paredes junto ao trio que comanda o caminho. Parsons vai alterar o plano no momento em que Mary descobre o espaço; agora as lentes já estão no cômodo e a terapeuta vem até nós. Todo o medo construído pelo desconhecido é descartado. Afinal, ela já conhece aquele espaço (o inconsciente de seu paciente) e não tem nada a temer. </span></p>
<figure id="attachment_37362" aria-describedby="caption-attachment-37362" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-37362" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2026/06/IMG_4109-1080x675-1-800x500.jpeg" alt="Cena do filme Backrooms: Um Não-LugarNa imagem de qualidade baixa, móveis estão empilhados no canto esquerdo da imagem. O local tem várias salas vazias de iluminação amarelada. Clark está em uma entrada segurando uma mochila, ele anda em direção a uma parte com menos iluminação. Ele veste calça e camisa longa, porém pela baixa qualidade da câmera é difícil determinar quais as cores. " width="800" height="500" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2026/06/IMG_4109-1080x675-1-800x500.jpeg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2026/06/IMG_4109-1080x675-1-1024x640.jpeg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2026/06/IMG_4109-1080x675-1-768x480.jpeg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2026/06/IMG_4109-1080x675-1.jpeg 1080w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-37362" class="wp-caption-text">James Wan e Osgood Perkins assinam a produção (Foto: A24)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">Por fim, a criatura que habita aquele labirinto é uma versão monstruosa do Capitão Clark, interpretada por Robert Bobroczkyi, de </span><a href="https://personaunesp.com.br/alien-romulus-critica/"><i><span style="font-weight: 400;">Alien: Romulus</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> (2024), um duplo do mascote publicitário que Clark se sujeita a dar vida em uma peça comercial gravada de forma amadora. A encenação do vídeo termina de maneira desastrosa e ridícula. A materialização dessa figura em um ser devorador de carne humana é a personificação da vergonha do protagonista a respeito de seu trabalho e de sua constatação: “</span><i><span style="font-weight: 400;">eu destruo tudo que toco</span></i><span style="font-weight: 400;">”. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A partir daí, o medo do desconhecido deixa de ser algo presente, no entanto, não significa que </span><a href="https://veja.abril.com.br/cultura/o-prodigio-kane-parsons-de-20-anos-explica-como-criou-o-terror-de-backrooms-a-veja/#google_vignette"><i><span style="font-weight: 400;">Backrooms: Um Não-Lugar</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> perca força, visto que Mary não só superou seu trauma (ao usar a única lembrança física da sua antiga casa como arma) como não tem medo de Clark ou dos salões. É comum que alguns filmes caiam no desgosto do público quando revelam o visual de seus algozes, mas nesse caso tudo se amarra e faz sentido. Continuar filmando os planos da mesma forma que a metade do filme seria uma decisão contraditória. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Kane Parsons estreia um Terror interessante que fraqueja numa sequência de muito diálogo expositivo – o que cheira a </span><a href="https://personaunesp.com.br/maligno-critica/"><span style="font-weight: 400;">James Wan</span></a><span style="font-weight: 400;">, mas não dá para confirmar – que se opõe a tudo apresentado anteriormente. O pior é que nada dito ali é uma informação ou algo que o público não entendeu: “</span><i><span style="font-weight: 400;">este lugar é a cópia de tudo que já existiu</span></i><span style="font-weight: 400;">”, diz Clark. Ora, isso foi mostrado na última uma hora e meia com as semelhanças à loja dele. Pode parecer que este texto soa contraditório por dizer antes que </span><i><span style="font-weight: 400;">Backrooms: Um Não-Lugar</span></i><span style="font-weight: 400;"> usa, sobretudo, do visual para discursar, porém um conjunto de cenas fora de eixo não representa o filme todo. E diante de tanta destreza que os </span><i><span style="font-weight: 400;">found footage</span></i><span style="font-weight: 400;"> pontuais deste filme têm, imagine o que Parsons não faria com 120 minutos de Terror frontal. Esse </span><i><span style="font-weight: 400;">backrooms</span></i><span style="font-weight: 400;"> eu pago para entrar. </span></p>
<div class="jetpack-video-wrapper"><iframe loading="lazy" title="Backrooms | Official Teaser HD | A24" width="840" height="473" src="https://www.youtube.com/embed/BjRndcTYqJo?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen></iframe></div>
<p>&nbsp;</p>
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		<title>Toy Story 5, 6, 7, 8… até a gente cansar de brincar</title>
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		<pubDate>Mon, 22 Jun 2026 18:40:01 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Cinema]]></category>
		<category><![CDATA[2026]]></category>
		<category><![CDATA[Andrew Stanton]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Davi Marcelgo “Precisava?”, é dito por algum internauta quando é anunciada a quarta ou quinta sequência de uma franquia. Parece ser difícil compreender que esse é o modus operandi de Hollywood, mesmo que os trailers antes de Toy Story 5 começar revelem a situação da cidade dos grandes estúdios: live action de Moana, o próximo &#8230; <a href="http://personaunesp.com.br/toy-story-5-critica/" class="more-link">Continue lendo<span class="screen-reader-text"> "Toy Story 5, 6, 7, 8… até a gente cansar de brincar"</span></a></p>
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										<content:encoded><![CDATA[<figure id="attachment_37355" aria-describedby="caption-attachment-37355" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-37355" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2026/06/HBiX0ZSXgaG8eg-800x450.jpg" alt="Cena do filme Toy Story 5 Na imagem da animação, o personagem Woody está de costas, revelando a ausência de tinta no topo da cabeça, como se fosse uma calvície. Ele está vestindo um poncho vermelho, amarrado no pescoço, com algumas figuras em branco. Woody está apoiando seu chapéu de caubói em alguma superfície. Ele possui a aparência de um caubói, de pele clara e cabelos curtos e lisos na cor castanha.
" width="800" height="450" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2026/06/HBiX0ZSXgaG8eg-800x450.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2026/06/HBiX0ZSXgaG8eg-1024x576.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2026/06/HBiX0ZSXgaG8eg-768x432.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2026/06/HBiX0ZSXgaG8eg.jpg 1111w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-37355" class="wp-caption-text">Tom Hanks e Tim Allen retornam como as vozes originais de Woody e Buzz (Foto: Pixar)</figcaption></figure>
<p><b>Davi Marcelgo</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">“</span><i><span style="font-weight: 400;">Precisava</span></i><span style="font-weight: 400;">?”, é dito por algum internauta quando é anunciada a quarta ou quinta sequência de uma franquia. Parece ser difícil compreender que esse é o </span><i><span style="font-weight: 400;">modus operandi</span></i><span style="font-weight: 400;"> de </span><i><span style="font-weight: 400;">Hollywood</span></i><span style="font-weight: 400;">, mesmo que os </span><i><span style="font-weight: 400;">trailers</span></i><span style="font-weight: 400;"> antes de </span><i><span style="font-weight: 400;">Toy Story 5</span></i><span style="font-weight: 400;"> começar revelem a situação da cidade dos grandes estúdios: </span><a href="https://www.otempo.com.br/opiniao/diego-almeida/2026/6/18/moana-live-action-deve-superar-bilheteria-de-estreia-do-filme-animado"><i><span style="font-weight: 400;">live action</span></i><span style="font-weight: 400;"> de </span><i><span style="font-weight: 400;">Moana</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, o próximo Homem-Aranha do Tom Holland e o terceiro capítulo da saga dos </span><i><span style="font-weight: 400;">Minions</span></i><span style="font-weight: 400;">. Diante disso, aceitamos amargamente a realidade em que filmes são às vezes mais mercadoria do que Arte e assim, talvez a gente consiga se divertir. Pode ser com </span><i><span style="font-weight: 400;">A Era do Gelo: Mundo de Lava </span></i><span style="font-weight: 400;">ou </span><i><span style="font-weight: 400;">Street Fighter</span></i><span style="font-weight: 400;">, dificilmente com a nova história dos brinquedos animados. </span><span id="more-37356"></span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Apesar de muitos fãs torcerem o nariz para </span><i><span style="font-weight: 400;">Toy Story 4</span></i><span style="font-weight: 400;"> por continuar uma trama que já havia recebido seu lindo fim no </span><a href="https://personaunesp.com.br/toy-story-3-10-anos-critica/"><span style="font-weight: 400;">terceiro longa</span></a><span style="font-weight: 400;">, ele ainda possui o propósito de encerrar a trajetória de Woody (</span><a href="https://personaunesp.com.br/elvis-critica/"><span style="font-weight: 400;">Tom Hanks</span></a><span style="font-weight: 400;">), fazer um estudo de personagem com uma bela alegoria sobre paternidade ao mesmo tempo que trazia a Betty (Annie Potts) de volta. Porém, não dá para dizer o mesmo do enredo comandado por Andrew Stanton, que deixa claro: é hora de parar. Lembra a cena em que os bonecos dão as mãos e aceitam o fim iminente? Então, dá para tirar boas lições disso. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O longa seminal do </span><i><span style="font-weight: 400;">3D</span></i><span style="font-weight: 400;">, perdão a </span><a href="https://arkade.com.br/retroarkade-cassiopeia-primeiro-longa-animacao-historia/"><i><span style="font-weight: 400;">Cassiopéia</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> (1996), já discutia as implicações da tecnologia sob os artigos convencionais. O xerife era o velho e Buzz Lightyear (Tim Allen) o moderno, aquele que toda criança ia amar ter na coleção. O segundo filme trata do sufocamento das séries </span><i><span style="font-weight: 400;">western </span></i><span style="font-weight: 400;">da televisão após a ida do homem ao espaço e o ‘boom’ da ficção científica. No seguinte, Lotso (Ned Beatty) faz a turma perceber que são plásticos descartáveis só esperando a hora de ir para a lixeira, o que culmina na ciência que Woody adquire ao compreender que a vida pode ser muito maior do que pertencer a uma criança e reviver o mesmo destino para sempre. </span><i><span style="font-weight: 400;">Toy Story 5</span></i><span style="font-weight: 400;"> retoma essa amálgama para repetir o que público e personagens já entenderam; um </span><i><span style="font-weight: 400;">tablet </span></i><span style="font-weight: 400;">é a ameaça da vez, ora o boneco que voa um dia já foi também. </span></p>
<figure id="attachment_37357" aria-describedby="caption-attachment-37357" style="width: 686px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-37357" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2026/06/hq720-1.jpg" alt="Cena do filme Toy Story 5Na imagem de animação, a personagem Jessie está cavalgando em seu cavalo de pano na cor marrom, o Bala no Alvo. Em um cenário de crepúsculo, Jessie olha para trás com ternura. Ela é um brinquedo de pano com o rosto de plástico. De cabelos vermelhos e olhos verdes, ele veste uma roupa de vaqueira. Camisa branca e jeans claro com desenho de vaca malhada na parte da frente. 
" width="686" height="386" /><figcaption id="caption-attachment-37357" class="wp-caption-text">Jessie assume o protagonismo da franquia (Foto: Pixar)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">É irônico como a animação é autoconsciente de sua natureza em alguns momentos, seja o Woody calvo e velho ou quando Amigo Rolinho (Conan O&#8217;Brien) diz que Jessie (Joan Cusack) é inútil. São adjetivos que representam muito bem esse capítulo. Não que esteja acontecendo aqui uma defesa por uma ideia de utilidade e propósito da Arte, mas será que devemos nos apoiar tanto nesse argumento quando falamos de uma empresa bilionária (se não mais do que isso) como a </span><a href="https://personaunesp.com.br/disney-pixar-dont-say-gay-artigo/"><i><span style="font-weight: 400;">Disney</span></i></a><span style="font-weight: 400;">? É reduzir o debate sobre liberdade criativa, esgotamento de ideias e a presença do público das salas de cinema em defesa de uma história nem tão boa assim e que não traz frescor algum. Não é um total desperdício e realmente tem cenas bem tocantes – como a Jessie encontrando as recordações de Emily –, afinal, ainda é </span><i><span style="font-weight: 400;">Pixar </span></i><span style="font-weight: 400;">e ainda é </span><i><span style="font-weight: 400;">Toy Story</span></i><span style="font-weight: 400;">. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Entretanto, se </span><i><span style="font-weight: 400;">Toy Story 4</span></i><span style="font-weight: 400;"> pelo menos disfarça a sua existência promovida pelo capital, o roteiro de </span><a href="https://personaunesp.com.br/procurando-dory-5-anos/"><span style="font-weight: 400;">Andrew Stanton</span></a><span style="font-weight: 400;"> e Kenna Harris apenas confirma como não tem mais o que fazer com essa franquia enquanto ela estiver presa nas temáticas que começaram em 1995 e o quão covarde é trazer Woody de volta como se não houvesse dificuldades para o reencontro. A dupla de escritores faz um segundo núcleo, protagonizado por vários Buzzs perdidos em busca do Comando Estelar para serem usados meramente como </span><a href="https://www.ia.unesp.br/#!/teatro-sem-cortinas/pratas-da-casa/glossario-teatral/d---e---f/deus-ex-machina/"><i><span style="font-weight: 400;">ex-machina</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> na história. Portanto, se o próprio filme propaga a ideia de propósito com seus personagens, por que a gente, como público, também não deveria? </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O </span><i><span style="font-weight: 400;">tablet </span></i><span style="font-weight: 400;">e toda a discussão sobre o isolamento das crianças nesse cenário de redução das brincadeiras no mundo real… dá um tempo, às vezes soa igual um filme publicitário e a </span><i><span style="font-weight: 400;">Disney</span></i><span style="font-weight: 400;"> chegou tarde demais na conversa. Como tudo nessa vida, essa crítica tem prazo de validade e a opinião do sujeito que escreve pode mudar conforme o tempo e as vivências intercedem na formação de uma pessoa, mas o futuro de Jessie, Woody e todos os outros bonecos depende, claro, de seu sucesso nas bilheterias – afinal, falamos de um produto –, porém preso ao presente (ou passado) não dá para ter um veredito quanto a isso. No </span><i><span style="font-weight: 400;">X </span></i><span style="font-weight: 400;">(antigo </span><i><span style="font-weight: 400;">Twitter</span></i><span style="font-weight: 400;">), um usuário disse que o caminho para a franquia é se entregar às histórias paralelas que esse universo oferece. A solução apenas reproduz o comportamento atual: </span><a href="https://www.planocritico.com/critica-lightyear/"><span style="font-weight: 400;">derivados</span></a><span style="font-weight: 400;"> de apostas seguras para o mercado. </span></p>
<div class="jetpack-video-wrapper"><iframe loading="lazy" title="Toy Story 5 | Trailer Oficial Dublado" width="840" height="473" src="https://www.youtube.com/embed/-YbiBclEEgo?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen></iframe></div>
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