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	<title>Arquivos Natália Santos &#8211; Persona | Jornalismo Cultural</title>
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	<description>Desde 2015 provando que a distância entre Bergman, Lady Gaga e a novela das 9 nem existe.</description>
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	<title>Arquivos Natália Santos &#8211; Persona | Jornalismo Cultural</title>
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		<title>“Eu Nunca…” ensinou como séries teens devem ser feitas</title>
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		<pubDate>Tue, 26 May 2020 21:57:00 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Maitreyi Ramakrishnan (Devi) teve o primeiro papel da sua carreira como protagonista em uma série da Netflix (Foto: Reprodução) Natália Santos Depois das polêmicas com o final da primeira temporada de 13 Reasons Why (2017) e da queda instantânea &#8211; e previsível &#8211; de Insatiable (2018), a Netflix USA deu uma segurada nas produções teens &#8230; <a href="http://personaunesp.com.br/eu-nunca-critica/" class="more-link">Continue lendo<span class="screen-reader-text"> "“Eu Nunca…” ensinou como séries teens devem ser feitas"</span></a></p>
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<figure class="wp-block-image is-resized"><img fetchpriority="high" decoding="async" src="https://lh3.googleusercontent.com/LduxHv11WiuByRrCMbgbuQsWZihGdVSq966QgW4rY2sgDeCWPkdSJYcy8dIMJ_iwVhheD2Nf0HvhLiyux7juSiwDDRi__gImjqVIUHVpbVA0kK9sASqSoMJi2JwKd_7q0h_hykI" alt="" width="613" height="344"/></figure>



<p class="wp-block-paragraph" style="font-size:12px"><em>Maitreyi Ramakrishnan (Devi) teve o primeiro papel da sua carreira como protagonista em uma série da Netflix (Foto: Reprodução)</em></p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Natália Santos</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Depois das polêmicas com o final da <a href="https://personaunesp.com.br/13-reasons-why/">primeira temporada de<em> 13 Reasons Why (2017)</em></a> e da queda instantânea &#8211; e previsível &#8211; de <em>Insatiable (2018)</em>, a <em>Netflix USA </em>deu uma segurada nas produções teens norte americanas. Nesse cenário fracassado, a empresa de <em>streaming</em> decidiu investir em novas vozes e expandir o território ao apostar em seriados para jovens feitos em outros países. Foi assim que nasceu a espanhola <em>Elite (2018)</em> e a britânica <a href="https://personaunesp.com.br/sex-education-critica/"><em>Sex Education (2019)</em></a> &#8211; ambos seguindo a mesma fórmula de <a href="https://www1.folha.uol.com.br/ilustrada/2020/05/entenda-por-que-ha-tantas-series-adolescentes-cheias-de-sexo-e-drogas-na-netflix.shtml?utm_source=twitter&amp;utm_medium=social&amp;utm_campaign=twfolha">sexos e drogas</a>.</p>



<span id="more-14012"></span>



<p class="wp-block-paragraph">Depois de muito bater a cabeça, eis o dia de glória ou melhor, a mulher da glória: Mindy Kaling, também conhecida como <em>Kelly Kapoor </em>de<em> The Office (2005-2013)</em>. Já conhecida por ter escrito alguns roteiros de <em>The Office</em> e<em> The Mindy Project (2012-2017), </em>Mindy criou <strong><em>Eu Nunca… </em></strong><em>(Never Have I Ever)</em>, a nova série de comédia adolescente da <em>Netflix</em>. Lançada no final de abril, a nova produção tornou-se <a href="https://www.bostonglobe.com/2020/05/06/lifestyle/mindy-kalings-never-have-i-ever-was-most-popular-show-netflix-following-its-debut/">o programa mais popular do streaming em 10 países diferentes</a> logo no primeiro final de semana de estreia. Um mês desde o lançamento já se passou e <em>Eu Nunca… </em>ainda ocupa o top10 de programas mais vistos em alguns países.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Inspirado na juventude de Mindy Kaling, o seriado conta a história de Devi Vishwakumar (Maitreyi Ramakrishnan), uma jovem norte-americana e filha de indianos. Após um ano traumático, a adolescente de 15 anos volta para o colégio com alguns objetivos em mente como melhorar a sua popularidade e ter um “namorado gostoso” &#8211; palavras da Devi. A trama desenrola-se com a garota na busca por realizar seus desejos ao mesmo tempo em que tem que lidar com três problemáticas: o fato de não sentir-se indiana, os dramas adolescentes do colegial e o luto pela morte de seu pai.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph"><em>Eu Nunca…</em>, que também contou com a co-criação de Lang Fisher (<a href="https://personaunesp.com.br/?s=Brooklyn+Nine-Nine"><em>Brooklyn Nine-Nine</em></a><em> e The Mindy Project</em>), trata dos dramas adolescentes ao longo de seus 10 episódios com uma sensibilidade e humor jamais vistos nas telas. Com um discurso simples, o roteiro aprofunda-se em questionamentos pessoais não apenas da protagonista, mas também dos personagens periféricos, indo a fundo no iceberg pessoal de cada um. Ainda com os clichês das comédias românticas e muita referência à cultura pop, o novo sucesso da <em>Netflix</em> fala verdadeiramente sobre a adolescência de uma forma leve, consciente de seu impacto e memorável.</p>



<figure class="wp-block-image"><img decoding="async" src="https://lh5.googleusercontent.com/ncYQ_KBok0efRd_7zJzvBiz-WpIDY82AWiEPfjE5J3c9BlJBzFNQTD2tU71HuFl-pZ8dey0DEHZpMXtcaXO5rUjRF0IH93zQf5P56Ef9VP9Vvulp7CGvXe9qO8tr__K-0_-RORw" alt=""/></figure>



<p class="wp-block-paragraph" style="font-size:12px"><em>A cultura hindu, trabalhada fielmente em todos os episódios do seriado, recebe um episódio inteiramente para aprofundar o espectador em suas tradições (Foto: Reprodução</em>)</p>



<p class="wp-block-paragraph">Devi, que em poucos minutos do piloto já nos mostra ser uma personagem determinada e um pouco necessitada de atenção, vive a intersecção dos dois núcleos principais da história: o doméstico e o escolar. O núcleo doméstico é caracterizado majoritariamente pela cultura indiana, representada por Nalini (Poorna Jagannathan), mãe de Devi e uma mulher muito rígida, fortemente ligada com as tradições hindu; e Kamala (Richa Moorjani), a prima ‘exemplo da família’ que mudou-se para os Estados Unidos com o intuito de terminar o doutorado. Além disso, é em casa que a convivência com a ausência do pai se torna mais latente para Devi, fazendo com que ela tenha que bater de frente com o luto algumas vezes.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O núcleo escolar, por sua vez, é o foco dos dramas adolescentes. Totalmente oposto da casa, nele, Devi tem a companhia de suas melhores amigas Fabiola (Lee Rodriguez) e Eleanor (Ramona Young); Ben (Jaren Lewison), o rival que vive competindo por notas; e Paxton Hall-Yoshida (Darren Barnet), sua paixonite e garoto mais lindo &#8211; consequentemente, mais popular &#8211; do colégio.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A dualidade entre a cultura indiana e o <em>american way of life</em> é a aposta inicial do roteiro, entretanto, no decorrer dos episódios, a construção de Devi em busca da sua voz e da sua individualidade são afogadas pelo clichê das produções adolescentes no momento em que se passa a focar apenas no fato de que a garota não popular e nerd (ela mesma) está apaixonada pelo garoto mais popular do colégio (Paxton). Assim, a grande proposta de fazer a personagem principal se reconhecer e entender como norte-americana com descendência indiana vai por água abaixo. Em contrapartida, nesse mesmo contexto, também vale o questionamento: será que a própria Devi, ao se apaixonar, transformou sua vida em apenas conquistar Paxton, deixando seu desenvolvimento pessoal de lado? </p>



<figure class="wp-block-image"><img decoding="async" src="https://lh4.googleusercontent.com/w80GreYo6aFUPfWTvG56HiCotaTKyhEMLadq6ASqU1y6GJ7Q6FXpYrDHDFBuyeVfTGPg-WuMPyXT_EdhYU2VSdyKv9Bq3fXtguuK26Ilv0--9xcMl_Mepi5eYrH7YyY-JZiu_fA" alt=""/></figure>



<p class="wp-block-paragraph" style="font-size:12px"><em>As duas amigas de Devi são altamente diferentes: Eleanor (centro) é presidente do grupo de teatro enquanto Fabiola (direita) é capitã do grupo de robótica (Foto: Reprodução)</em></p>



<p class="wp-block-paragraph">O seriado começa a andar quando o roteiro, mesmo focando nos dramas de Devi, abre espaço para os personagens paralelos criarem camadas e se desenvolverem. Todos, sem nenhuma exceção, passam por um processo de autoconhecimento, apresentando novas vontades e receios. Essa liberdade do roteiro favoreceu muito a trama como um todo, pois, de forma paralela e simultânea, muitas histórias envolventes acabaram por surgir, roubando atenção até dos dramas da personagem principal. De todas as construções, duas merecem atenção por serem o maior destaque da série: a prima Kamala e o popular Paxton Hall-Yoshida.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">O primeiro destaque é de Kamala que, até então a prima perfeita (e bonita), assume uma postura autêntica ao mostrar-se uma mulher decidida que não pretende ter um casamento indiano arranjado e sim, uma liberdade de atuação como indivíduo feminino numa cultura tradicional. O segundo é o Paxton que deixa de ser apenas um garoto popular e mostra que, como qualquer jovem do colegial, tem inseguranças. Ambos os processos de construção foram trabalhados com muito detalhe e sensibilidade, deixando bem claro aos espectadores que todas os questionamentos internos fazem da existência humana.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Essa construção de personagens é bem ousada, visto que, tradicionalmente nos filmes jovens, os personagens mais bonitos e populares são apresentados de forma rasa, sendo <em>apenas</em> pessoas perfeitas que devem servir de modelos para os outros. Isso, com o tempo, favorece a ideia juvenil de que ter inseguranças não é algo “normal”. Mas, não é bem assim que acontece em <em>Eu Nunca…. </em>Por aqui, todos os personagem são além de rostinhos bonitos!  </p>



<figure class="wp-block-embed-youtube wp-block-embed is-type-video is-provider-youtube wp-embed-aspect-16-9 wp-has-aspect-ratio"><div class="wp-block-embed__wrapper">
<iframe title="Eu Nunca... | Trailer oficial | Netflix" width="840" height="473" src="https://www.youtube.com/embed/6HEIdbzG9Rs?start=3&#038;feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen></iframe>
</div></figure>



<p class="wp-block-paragraph">Além da caracterização profunda de todos os personagens, outro fato que merece destaque em <em>Eu Nunca…</em> é o quesito diversidade e representatividade &#8211; fato de grande importância para Mindy. A própria personagem principal é descendente de indianos e possui, como melhores amigas, uma jovem negra e outra de ascendência leste-asiática. O rival é judeu. O garoto mais popular do colégio tem descendência japonesa e uma irmã com Síndrome de Down &#8211; cujo papel vai muito além de ser apenas a irmã mais nova.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Por trás das câmeras, a diversidade continua! Mindy buscou contratar roteiristas diversos que pudessem contribuir na produção de uma história recente com referências pop atuais e, ao mesmo tempo, refletissem acontecimentos reais, principalmente, nos momentos de reconhecimento pessoal de Devi como sendo uma grande miscigenação de povos e culturas. Essa demanda fez com que <a href="https://f5.folha.uol.com.br/cinema-e-series/2020/05/eu-nunca-nova-serie-da-netflix-tem-historia-inspirada-na-vida-de-mindy-kaling.shtml">filhos de imigrantes compusessem a maior parte da equipe de roteiristas</a>.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Com um humor sem exageros e uma trilha sonora pra lá de espetacular, Mindy Kaling e Lang Fisher ensinaram como se deve produzir conteúdo <em>com e para</em> adolescentes. Muito além da fórmula atual que se tem usado, <em>Eu Nunca…</em> trata das descobertas da juventude de forma natural e consciente, enfatizando e favorecendo a mensagem de que insegurança e imperfeições são o novo normal e descolado. A nova produção teen da <em>Netflix</em> fez tudo que os seriados anteriores morreram tentando fazer e, ainda por cima, deixou inúmeros ganchos para uma segunda temporada. Agora, só falta o <em>streaming</em> dar o espaço para uma segunda temporada. </p>
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		<title>Minha História: Documentário sobre Michelle Obama é um ato político e de liberdade</title>
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		<pubDate>Tue, 12 May 2020 20:59:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Cinema]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>No site oficial da Casa Branca, Michelle é a única primeira-dama que, ao ser descrita, tem a sua profissão citada antes de ser nomeada como “esposa do 44º presidente dos Estados Unidos” (Foto: Netflix) Natália Santos Depois de levar a estatueta do Oscar de melhor documentário com “Indústria Americana” (2019), a Higher Ground Productions, produtora &#8230; <a href="http://personaunesp.com.br/minha-historia-documentario-sobre-michelle-obama-e-um-ato-politico-e-de-liberdade/" class="more-link">Continue lendo<span class="screen-reader-text"> "Minha História: Documentário sobre Michelle Obama é um ato político e de liberdade"</span></a></p>
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<figure class="wp-block-image is-resized"><img decoding="async" src="https://lh6.googleusercontent.com/1fCn8yUcP3YHis_ZhvDsYQqbEgAxq1eOJ2ncbUCehV7-hFmTXU8bFIJT2b40jnNKcAa0tVoH67tLbS6xJq5oZv1k4g6ViLap9BX3p5ugC41t7I_J_PoeFoTwY506XxH8JEIyc-4" alt="" width="730" height="310"/></figure>



<p class="wp-block-paragraph" style="font-size:12px"><em>No site oficial da Casa Branca, Michelle é a única primeira-dama que, ao ser descrita, tem a sua profissão citada antes de ser nomeada como “esposa do 44º presidente dos Estados Unidos” (Foto: Netflix</em>)</p>



<p class="wp-block-paragraph"></p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Natália Santos</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Depois de levar a estatueta do Oscar de melhor documentário com <a href="https://www1.folha.uol.com.br/ilustrada/2020/02/filme-do-casal-obama-faz-cronica-emocional-da-guerra-comercial-eua-china.shtml">“Indústria Americana” (2019)</a>, a <a href="https://tbivision.com/tag/higher-ground-productions/">Higher Ground Productions</a>, produtora do casal 20 Michelle e Barack Obama, retomou a parceria com a Netflix para dar continuidade ao que prometeu ao abrir a empresa: “<a href="https://tbivision.com/2018/05/22/obamas-enter-the-tv-business-via-partnership-with-netflix/">cultivar vozes criativas e auxiliá-las no processo de contar suas histórias</a>”. Dessa vez, a escolhida para compartilhar algo, na nova produção do casal, foi 46ª primeira-dama dos Estados Unidos, conhecida também como Michelle Obama.&nbsp;</p>



<span id="more-13947"></span>



<p class="wp-block-paragraph">O <a href="https://media.netflix.com/pt_br/press-releases/netflix-higher-ground-productions-announce-original-documentary-becoming">anúncio</a> foi feito no final de abril, exatamente nove dias antes da estreia e distribuição na plataforma da Netflix, gerando grande alvoroço nas redes da ex-primeira-dama. Intitulado “Minha História”, o novo produto da Higher Ground, recebeu a direção de Nadia Hallgren, outra conhecida do streaming pelo curta-metragem <a href="https://www.youtube.com/watch?v=gL3KgfHnJwI">“Após o Furacão Maria” (2019)</a>. Mas, diferente de outros lançamentos da plataforma, a grande propaganda e divulgação ficou em segundo plano. Nem destaque na tela inicial o filme do casal recebeu no dia do lançamento (06/05).</p>



<p class="wp-block-paragraph">A proposta era simples: um documentário com imagens do backstage da turnê norte-americana de divulgação do livro “Minha História” (Becoming, 2018) de Michelle Obama. Além disso, a produção ainda prometeu um <a href="https://media.netflix.com/pt_br/press-releases/netflix-higher-ground-productions-announce-original-documentary-becoming">olhar íntimo</a> sobre a vida da ex-primeira-dama que, agora, vive um processo de transição pós-Casa Branca. Entretanto, o resultado seguiu um caminho diferente: “Minha História” tornou-se um filme promocional, mas ainda assim político.&nbsp;</p>



<figure class="wp-block-embed-youtube wp-block-embed is-type-video is-provider-youtube wp-embed-aspect-16-9 wp-has-aspect-ratio"><div class="wp-block-embed__wrapper">
<iframe loading="lazy" title="Minha História | Trailer oficial| Netflix" width="840" height="473" src="https://www.youtube.com/embed/pXs40bc40fc?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen></iframe>
</div></figure>



<p class="wp-block-paragraph">Não é novidade que Michelle Obama foi uma primeira-dama diferente para os Estados Unidos e não digo isso restringindo-a somente ao fato de que foi a primeira afro-descendente a ocupar o cargo. Michelle foi uma peça <a href="https://www1.folha.uol.com.br/mundo/2009/10/546674-parece-que-sou-a-primeira-pessoa-desse-tipo-neste-pais-diz-michelle-obama.shtml">importante e extremamente fundamental nas campanhas</a> de Barack Obama, discursando em comícios e estando cara a cara com os votantes. Posteriormente, durante os oito anos do governo de seu marido, foi <a href="https://brasil.elpais.com/brasil/2016/10/27/internacional/1477592368_425395.html">ativista</a> em inúmeras causas sociais como em trabalhos com os veteranos de guerra e suas família e na defesa da educação das meninas em todo o mundo.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Entretanto, nem tudo são flores e isso faz questão de ser mostrado no filme. Por meio de uma narrativa em primeira pessoa com <em>inserts</em> da Michelle em entrevistas ou conversando com jovens, também foco de trabalho da advogada, o documentário, até certo ponto intimista, coloca em questão toda a pressão e a ausência de liberdade existente na escolha de ser uma figura pública.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Essa oposição entre pressão e liberdade é simbolizada no filme por cenas de público e o privado da vida da autora. Assim, em situações públicas como em entrevistas, é possível encontrar uma mulher que assume um roteiro rígido a ser seguido, segurando uma performance que não pode ter falhas, afinal está sendo vigiada em todos os movimentos. Enquanto, ao se tratar de liberdade, o espectador encontra uma versão leve de Michelle no ambiente privado como, por exemplo, com a família vendo fotos da infância. E é nesse jogo de público e privado, liberdade e pressão, que as críticas suprimidas nos oito anos de Era Obama saem pela boca de Michelle.<br></p>



<figure class="wp-block-image"><img decoding="async" src="https://lh5.googleusercontent.com/iomKpPTAfl7rVCIbeWUdqylftLMIuyk9AwZG61cy5WcIEBgXCLOwqf432ecQRBmNqoA4Lkpqq4gguq23KQetVQRpWTFZNjrkn7mtQda9ITFMYozk_0UAuNj2NPJsQ4Y7rRmHTCE" alt=""/></figure>



<p class="wp-block-paragraph" style="font-size:12px"><em>O livro de memórias de Michelle bateu o recorde de vendas em 15 dias com dois milhões de exemplares, tornando-se o título mais vendido nos Estados Unidos em 2018 (Foto: Ashlee Rezin/Chicago Sun-Times via AP</em>)<br></p>



<p class="wp-block-paragraph">Ao todo, a tour de divulgação do livro passou por 34 cidades no território norte americano. Michelle foi recebida e entrevistada por grandes nomes da televisão como Oprah Winfrey, Gayle King e Stephen Colbert em grandes arenas lotadas. Nesses momentos, os momentos de pressão no espaço público, a ex-primeira-dama mostra que não foi apenas um rostinho bonito na Casa Branca ao posicionar-se em relação a momentos históricos do país.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Michelle retoma a perseguição que sofreu da imprensa norte-americana durante a primeira campanha de Barack Obama, mostra-se contrária e cética à ideia de que os Estados Unidos estaria vivendo uma era “Pós-Racial” por ter tido um presidente negro, como se todas as problemáticas raciais tivessem sido supridas com esse fato; e, por fim, ainda explana sem constrangimentos que está feliz e liberta em deixar a vida da Casa Branca.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Assim, nessa combinação entre cenas de entrevistas e fotos de família, algo fica claro: Nadia Hallgren, ao assumir o comando do documentário, presumiu que os espectadores já tinham lido as memórias de Michelle, o que transformou o filme em um produto bônus da obra literária. Mas como bônus, algo novo teria que ser oferecido, e esse especial foi uma imagem totalmente nova da, agora, escritora Michelle: uma mulher sem os trajes assinados por grandes estilistas e com os cabelos cacheados, naturais.</p>



<figure class="wp-block-image"><img decoding="async" src="https://lh3.googleusercontent.com/1FcozPUi0etdpziAMQqb8ILKU0wp_jaCk19VV14QyZAnRHSlJB-3hPkJAnCVo7RcbphnUUGRpXizQH6DFQrjRSCM39o6ymIDTKVDwlAZHcTJoCTH6FWCxdXqob_uwW6ixF9hctw" alt=""/></figure>



<p class="wp-block-paragraph" style="font-size:12px"><em>Para lidar com as pressões da vida política e com falsas informações sobre sua família, Michelle desenvolveu um mantra: “Quando eles caem, nós subimos” (Foto: Reprodução</em>)</p>



<p class="wp-block-paragraph">Mesmo acabando por passar grande tempo divulgando o livro, o longa busca refletir aquilo existente em Michelle que é capaz de lotar grandes arenas e livrarias com fãs aos prantos. Esse algo é a potencialidade da ex-primeira-dama em inspirar e envolver os seus ouvintes, afinal não é atoa que ela foi considerada a <a href="https://www.independent.co.uk/news/world/americas/michelle-obama-most-admired-woman-gallup-poll-melania-trump-a9265191.html">mulher mais admirada do mundo</a>, passando o casal Trump em popularidade. Assim, claramente, se não tivessem discursos inspiradores, esse não seria um filme sobre as memórias de Michelle LaVaughn Robinson Obama.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A principal mensagem que Michelle deixa é a de que, assim como ela &#8211; uma garota do sul de Chicago, originária da classe trabalhadora e negra &#8211; outros jovens podem seguir seu sonho, independente de tão alto que seja. Ao dizer no microfone “<em>minha história também pode ser a de vocês</em>”, Michelle não recebe apenas uma salva de palmas, mas consegue reacender uma ponta de esperança em cada ouvinte. “<em>Esperança”</em>, a sensação e o termo mais utilizado nos 8 anos de governo Obama.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Por fim, mesmo que sutil e com teor crítico, a ex-primeira-dama levanta uma reflexão: como o processo de votação nos Estados Unidos pode ser uma forma de fazer com que pequenas vozes tomem proporções maiores, contribuindo com a mudança de uma nação que, até pouco tempo, tinha bebedouros diferenciados para pessoas brancas e pessoas pretas. E, assim, o documentário de proposta intimista, transforma-se em um ato político e de libertação, ao oferecer visibilidade midiática aos pensamentos e opiniões que passaram oito anos apenas na cabeça de Michelle Obama.<br></p>
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		<title>Os melhores discos de 2019</title>
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		<pubDate>Mon, 30 Dec 2019 19:30:05 +0000</pubDate>
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		<category><![CDATA[Melhores de 2019]]></category>
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		<category><![CDATA[Natan Felipe]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Nem toda tradição tem de ser mantida, mas o Persona não mexe em time que tá ganhando. Por isso, a nossa lista anual de discos do ano mantém o formato da edição passada: reunimos colaboradores, ou quem quisesse participar, para elencarem seus momentos musicais preferidos de 2019. A intenção é garantir a diversidade de sons &#8230; <a href="http://personaunesp.com.br/os-melhores-discos-de-2019/" class="more-link">Continue lendo<span class="screen-reader-text"> "Os melhores discos de 2019"</span></a></p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter size-full wp-image-13322" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2019/12/melhores-do-ano-2-1.jpg" alt="" width="2000" height="1500" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2019/12/melhores-do-ano-2-1.jpg 2000w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2019/12/melhores-do-ano-2-1-300x225.jpg 300w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2019/12/melhores-do-ano-2-1-768x576.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2019/12/melhores-do-ano-2-1-1024x768.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2019/12/melhores-do-ano-2-1-1200x900.jpg 1200w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /></p>
<p>Nem toda tradição tem de ser mantida, mas o Persona não mexe em time que tá ganhando. Por isso, a nossa lista anual de discos do ano mantém o formato da <a href="https://personaunesp.com.br/os-melhores-discos-de-2018/">edição passada</a>: reunimos colaboradores, ou quem quisesse participar, para elencarem seus momentos musicais preferidos de 2019.</p>
<p>A intenção é garantir a diversidade de sons e pessoas, não ficando restritos às preferências pessoais da editoria ou ao que <a href="https://www.metacritic.com/browse/albums/score/metascore/year/all?year_selected=2018">já foi abraçado pela crítica</a> mundo afora. E esperamos ter alcançado esse propósito. A lista passeia por gêneros extremamente brasileiros, mas o rolê se expande para o mundo todo, do <em>house</em> ao sertanejo universitário. Confira:</p>
<p><span id="more-13205"></span></p>
<p><figure id="attachment_13263" aria-describedby="caption-attachment-13263" style="width: 500px" class="wp-caption aligncenter"><img loading="lazy" decoding="async" class="wp-image-13263" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2019/12/caixa-de-pandora-album-luisa-sonza-1024x1024.jpg" alt="pandora melhores do ano" width="500" height="500" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2019/12/caixa-de-pandora-album-luisa-sonza-1024x1024.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2019/12/caixa-de-pandora-album-luisa-sonza-1024x1024-150x150.jpg 150w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2019/12/caixa-de-pandora-album-luisa-sonza-1024x1024-300x300.jpg 300w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2019/12/caixa-de-pandora-album-luisa-sonza-1024x1024-768x768.jpg 768w" sizes="auto, (max-width: 500px) 85vw, 500px" /><figcaption id="caption-attachment-13263" class="wp-caption-text">Inspirada em Michael Jackson, a capa do disco de estreia da Luisa Sonza, é uma das mais bonitas do ano (Divulgação)</figcaption></figure></p>
<p><strong>Cezar Augusto</strong></p>
<p>Meu ano musical foi uma grande descoberta de estilos e musicalidades. Sempre fui muito preso ao pop e seus desdobramentos, buscando desde músicas mais antigas até mesmo novos artistas. Em termos de estilo, pude descobrir o <em>country</em>  — que para mim, antes, se resumia em músicas antigas—, mas bebi da fonte de artistas como a atual ganhadora do Grammy  de Álbum do Ano Kacey Musgraves, que mostrou-me um outro lado da música tradicional americana.</p>
<p>Além disso, o R&amp;B se tornou mais presente esse ano, com cantoras como HER, SZA e Tinashe. Elas invadiram minhas playlist de forma desproporcional, tanto que o ritmo foi o segundo que mais ouvi esse ano. Finalizando, continuei fiel ao pop, descobrindo diariamente novos <em>singles</em> e álbuns que estremecem meus ouvidos até agora. Artistas como <a href="http://personaunesp.com.br/thank-you-next-ariana-critica/">Ariana Grande</a>, Kim Petras e Lizzo são algumas das artistas mais frequentes no meu Spotify em 2019.</p>
<p><strong>Discos favoritos: </strong>1. Pandora &#8211; Luísa Sonza / 2. thank you, next &#8211; Ariana Grande / 3. Songs For You &#8211; Tinashe / 4. TURN OFF THE LIGHT &#8211; Kim Petras / 5. Cuz I Love You &#8211; Lizzo</p>
<div class="jetpack-video-wrapper"><iframe loading="lazy" title="Lizzo - Tempo (feat. Missy Elliott) [Official Video]" width="840" height="473" src="https://www.youtube.com/embed/Srq1FqFPwj0?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen></iframe></div>
<hr />
<p><figure id="attachment_13310" aria-describedby="caption-attachment-13310" style="width: 493px" class="wp-caption aligncenter"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-13310" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2019/12/GEO.jpg" alt="" width="493" height="493" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2019/12/GEO.jpg 493w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2019/12/GEO-150x150.jpg 150w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2019/12/GEO-300x300.jpg 300w" sizes="auto, (max-width: 493px) 85vw, 493px" /><figcaption id="caption-attachment-13310" class="wp-caption-text">As dualidades do corpo humano com a tecnologia, o Manifesto Cibernético &#8211; a capa já entrega o conceito de GEO_01. (Foto: Reprodução)</figcaption></figure></p>
<p><strong>Egberto Santana Nunes</strong></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A minha promessa da <a href="http://personaunesp.com.br/os-melhores-discos-de-2018/">lista passada</a> era ouvir mais álbuns nacionais. Não posso dizer que a concretizei, porém, mantive o equilíbrio. E, sem dúvidas, foi de terras brasileiras que ouvi as vozes mais originais e únicas deste ano. A paulistana<strong> Geovana Mantovani</strong> entregou seu primeiro álbum, que parece ter saído diretamente do mundo cibernético. São vastos os gêneros encontrados nas 9 faixas de <em>GEO_01</em>, e a mão do produtor Guilherme Mobilesuit dá harmonia e consistência para os </span><i><span style="font-weight: 400;">glitchs</span></i><span style="font-weight: 400;"> e </span><i><span style="font-weight: 400;">grooves</span></i><span style="font-weight: 400;">. O vocal, as letras e a produção da dupla criam um universo tecnológico único no electropop brasileiro e que me impressionou a cada escutada. Merecem muito mais atenção dos holofotes nacionais.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Da gringa, o rap brasileiro transformou o </span><i><span style="font-weight: 400;">grime</span></i><span style="font-weight: 400;">, estilo de música urbana surgido no Reino Unido, mistura do ritmo de gêneros eletrônicos como o dubstep, para criar a batida das músicas. O destaque vai para o álbum <em>Running</em>, do Febem, que embala a correria de São Paulo, entre a discriminação, o ganha-pão e a reafirmação da sua presença no rap. Febem é versátil e não difere de outros simplesmente pela produção de qualidade, mas por mirar e atirar em todos, até mesmo na cena nacional, sem isenção de crítica. O <a href="https://monkeybuzz.com.br/materias/o-grime-do-brasil/">grime no Brasil</a> vem forte e esse ano também contou com a presença de LEALL e Fleezus, com excelentes singles e EPs embalando os bailes.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Viajando para o Nordeste, Nego Gallo debutou com <em>Veterano</em>, em fevereiro, e mesmo sendo lá no início, marcou muito aqui. Entre o reggae, dancehall, funk e rap, a estética da periferia de Fortaleza está nesse disco, e vale muito o repeat. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A dinamarquesa Erika de Casier debutou com <em>Essentials</em>, doce e tocante R&amp;B com batidas pop retrô, mas com a mais perfeita vibe do <em>chill out</em> contemporâneo. Para ficar de olho na dona da voz, tem futuro. Pode não ter dominado as listas, mas aqui no meu Spotify esteve muito presente. Assim como Tyler, the Creator. Por mais que <em>IGOR</em> não seja seu melhor álbum, ele se reinventou novamente, mudou a persona, a voz e gênero, e reafirmou sua posição na lista dos melhores artistas do rap americano.</span></p>
<p><strong>Discos Favoritos:</strong> 1. GEO_01 &#8211; GEO/ 2. RUNNING &#8211; FEBEM/ 3. Essentials &#8211; Erika de Casier/ 4. Veterano &#8211; Nego Gallo/ 5. IGOR &#8211; Tyler, the Creator</p>
<div class="jetpack-video-wrapper"><iframe loading="lazy" title="Erika de Casier - Do My Thing" width="840" height="473" src="https://www.youtube.com/embed/rEmRS_mr9yk?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen></iframe></div>
<hr />
<p><figure id="attachment_13276" aria-describedby="caption-attachment-13276" style="width: 500px" class="wp-caption aligncenter"><img loading="lazy" decoding="async" class="wp-image-13276" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2019/12/djonga-ladrao-capa.jpg" alt="" width="500" height="500" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2019/12/djonga-ladrao-capa.jpg 598w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2019/12/djonga-ladrao-capa-150x150.jpg 150w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2019/12/djonga-ladrao-capa-300x300.jpg 300w" sizes="auto, (max-width: 500px) 85vw, 500px" /><figcaption id="caption-attachment-13276" class="wp-caption-text">Como de costume, a capa do terceiro disco de Djonga tem vida própria (Foto: Reprodução)</figcaption></figure></p>
<p><b>Elder John Pereira</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Em 2019 ouvi basicamente rap, funk e pagode, os meus estilos preferidos. O funk não tem a cultura de lançar álbuns, logo, fica fora da lista… A explosão de Kevin O Chris juntamente com outros Mc&#8217;s de destaque do Rio de Janeiro. Em São Paulo, PP da VS se manteve no auge e Lele JP surgiu com ótimos lançamentos. Se algum desses artistas tivesse um álbum, teria lugar cativo no meu top 5.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">E falando no top 5, <strong>Djonga</strong> mais uma vez lançou <a href="https://personaunesp.com.br/djonga-ladrao-critica/">o disco do ano</a>, acertou em tudo, é até redundante falar, artista completo, um dos melhores do país. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Hot e Oreia me surpreenderam com a ousadia de um trabalho totalmente original, trabalhando temas atuais e de extrema importância. Completando sobre o rap, Coruja BC1 se estabeleceu de vez entre os melhores com um disco diversificado e contundente. A curiosidade dessa lista é a participação de Djonga nos outros dois álbuns, nas faixas </span><i><span style="font-weight: 400;">Eu vou </span></i><span style="font-weight: 400;">e </span><i><span style="font-weight: 400;">Gustavos</span></i><span style="font-weight: 400;">, respectivamente.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">E finalizando, Thiaguinho e <a href="https://www.youtube.com/watch?v=FNF6sUjpVfs">Péricles (saudades Exaltasamba)</a> vieram com produções solo de muita qualidade, cada um no seu estilo, tocando no coração como só eles sabem. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Vale ressaltar também o disco</span><i><span style="font-weight: 400;"> Padrim </span></i><span style="font-weight: 400;">do FBC, lançado em novembro, com participações de artistas importantes na cena nacional e que não entrou na seleção por ser muito recente. Além do álbum </span><i><span style="font-weight: 400;">Mais Feliz</span></i><span style="font-weight: 400;"> do Zeca Pagodinho, consagrando ainda mais o já esplêndido sambista.</span></p>
<p><strong>Discos favoritos: </strong> 1.<strong> </strong>Ladrão – Djonga / 2. Rap de Massagem – Hot e Oreia / 3. Vibe – Thiaguinho /  4. Psicodelic – Coruja BC1 / 5. Pagode do Pericão &#8211; Péricles</p>
<div class="jetpack-video-wrapper"><iframe loading="lazy" title="2. Hot e Oreia part. Djonga - Eu Vou" width="840" height="473" src="https://www.youtube.com/embed/r_hKNolK7U0?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen></iframe></div>
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<p><figure id="attachment_13281" aria-describedby="caption-attachment-13281" style="width: 500px" class="wp-caption aligncenter"><img loading="lazy" decoding="async" class="wp-image-13281" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2019/12/images.jpg" alt="" width="500" height="500" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2019/12/images.jpg 554w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2019/12/images-150x150.jpg 150w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2019/12/images-300x300.jpg 300w" sizes="auto, (max-width: 500px) 85vw, 500px" /><figcaption id="caption-attachment-13281" class="wp-caption-text">All wrapped in cellophane, the feelings that we had (Foto: Reprodução)</figcaption></figure></p>
<p><strong>Gabriel Leite Ferreira</strong></p>
<p>Meu 2019 foi majoritariamente brasileiro. Dentre os vários lançamentos que passaram pelos meus ouvidos, a relação foi mais profunda com <em>Rente</em>, de Jair Naves, e <em>O Jogo Humano</em>, do Test. O terceiro disco do ex-vocalista da seminal Ludovic é um grito aos quatro ventos contra o fascismo que assola o país, uma meditação sobre a epidemia de assédios sexuais, uma carta de amor, um pedido de socorro. É o melhor disco de Jair, aquele em que suas letras complexas são pela primeira vez correspondidas pelos arranjos, num equilíbrio entre o pop rock, o rock alternativo e o folk.</p>
<p>Com <a href="https://personaunesp.com.br/melhores-discos-de-junho2019/"><em>O Jogo Humano</em></a>, também terceiro álbum do duo Test, fui relembrado do poder catártico da música extrema. A formação é minimalista e a proposta, ambiciosa: 54 trechos de músicas que podem ser juntas de qualquer maneira. Sendo assim, cada versão física do álbum (digital, CD, vinil e K7) é diferente. Uma obra tão sufocante quanto curativa. Destaque para as letras, assinadas por uma variedade de artistas tão díspares quanto Kiko Dinucci (<a href="https://personaunesp.com.br/meta-meta-sesc-bauru/">Metá Metá</a>), o próprio Jair Naves e Quique Brown (Leptospirose).</p>
<p>Na esfera internacional, as mulheres dominaram. Billie Eilish uniu tribos com seu pop orgânico e autêntico. A veterana Kim Gordon, por outro lado, separou tribos com <a href="https://personaunesp.com.br/melhores-discos-de-outubro2019/"><em>No Home Record</em></a>, um disco que tem tudo e nada a ver com sua carreira no finado <a href="https://personaunesp.com.br/sonic-youth-daydream-30-anos/">Sonic Youth</a>. Caroline Polachek entregou o debut mais redondo dos últimos tempos com <em>Pang</em>, mesclando Charli XCX e Kate Bush em um caldeirão multicor. Mas o pódio ficou com <strong>FKA twigs</strong>, LINGUA IGNOTA e Lana Del Rey.</p>
<p>Lana e seu <em>Norman Fucking Rockwell! </em>foram a maior surpresa de 2019, sem dúvidas. Como desconhecedor da obra de Elizabeth Grant, eu não poderia ter me surpreendido mais com a consistência de seu sexto disco de estúdio. Foram incontáveis replays desde agosto e ainda não consigo apontar destaques &#8211; e acho que esse é o maior destaque de todos. &#8220;Mariners Apartment Complex&#8221;, contudo, merece nota: desde a letra irretocável ao arranjo que relê o melhor do folk rock setentista, minha música favorita do ano.</p>
<p><em>Caligula</em>, da LINGUA IGNOTA, não suscitou muitos replays. Não por falta de qualidade, longe disso; o caso é que o segundo disco de Kirstin Hayter é de uma visceralidade tão intensa que chega às raias do cruel. Cantora lírica, Hayter se voltou à música extrema para dar conta de traumas pessoais (dentre eles, a anorexia e relacionamentos abusivos). Em <em>Caligula </em>ela atinge um novo patamar na recente carreira, subvertendo noções cristãs como o Deus do Velho Testamento para anunciar sua vingança contra todos aqueles que a oprimiram. Some isso à um direcionamento musical que mistura música clássica ao mais puro <em>noise </em>e temos o disco mais difícil de 2019. Ouça no escuro.</p>
<p><em>MAGDALENE</em>, o segundo disco da inglesa FKA twigs, embalou meus momentos mais vulneráveis; foi o disco certo no momento certo. Ao incrementar seu R&amp;B experimental com influências de hip hop e música eletrônica, Tahliah Barnett encerra seu hiato de três anos e ressurge mais forte do que nunca após uma cirurgia delicada e um término amargo. Para dançar, para chorar, para pensar: twigs nos entregou o pacote completo.</p>
<p>Que venha 2020!</p>
<p><strong>Discos favoritos:</strong> 1. MAGDALENE &#8211; FKA twigs / 2. Caligula &#8211; LINGUA IGNOTA / 3.  Norman Fucking Rockwell! &#8211; Lana Del Rey / 4. Rente &#8211; Jair Naves / 5. O Jogo Humano &#8211; Test</p>
<div class="jetpack-video-wrapper"><iframe loading="lazy" title="Jair Naves - “Deus Não Compactua” (Official Video)" width="840" height="473" src="https://www.youtube.com/embed/cFvC_VQlzx8?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen></iframe></div>
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<p><figure id="attachment_13206" aria-describedby="caption-attachment-13206" style="width: 500px" class="wp-caption aligncenter"><img loading="lazy" decoding="async" class="wp-image-13206" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2019/12/shura-forevher-persona.jpg" alt="" width="500" height="500" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2019/12/shura-forevher-persona.jpg 1200w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2019/12/shura-forevher-persona-150x150.jpg 150w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2019/12/shura-forevher-persona-300x300.jpg 300w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2019/12/shura-forevher-persona-768x768.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2019/12/shura-forevher-persona-1024x1024.jpg 1024w" sizes="auto, (max-width: 500px) 85vw, 500px" /><figcaption id="caption-attachment-13206" class="wp-caption-text">(Foto: Reprodução)</figcaption></figure></p>
<p><strong>Gabriel Oliveira F. Arruda </strong></p>
<p>Musicalmente, 2019 foi um ano de estreias e reinvenções para mim. Alguns artistas que eu acompanhava há algum tempo lançaram seus primeiros álbuns, enquanto outros retornaram com força para a minha lista de mais tocados, depois de algum tempo fora.</p>
<p>Foi <strong>Shura</strong> quem capturou meu coração e minha alma, com seu segundo álbum, <em>forevher</em> &#8211; <a href="https://personaunesp.com.br/shura-forevher-critica/">cuja crítica você pode ler aqui mesmo</a>. Nele, a cantora inglesa trançou todas as suas paixões e expectativas, resultando no melhor disco que eu ouvi esse ano, equilibrando perfeitamente o seu <em>pop indie</em> melancólico com um <em>jazz</em> eletrônico que fez com que o disco se tornasse uma obra completamente autoral.</p>
<p>Foi bom também descobrir coisas novas, como o <em>synthpop</em> de Aly &amp; AJ, que voltaram com o EP <em>Sanctuary</em>, que confirmou a habilidade do duo de criar batidas que silenciosamente revitalizaram o pop internacional. Foi bom também ver o retorno do The Last Internationale com o fantástico <em>Soul on Fire</em>, um exemplo de <em>hard rock</em> comunista com algumas das faixas mais elétricas que eu tive o prazer de ouvir.</p>
<p>O <em>debut</em> da norueguesa Sigrid, <em>Sucker Punch</em>, atingiu novos tons e ao mesmo tempo aperfeiçoou sua apresentação musical ao ponto do absurdo. A estreia de Tessa VIolet foi um dos momentos marcantes do ano, sendo transmitida através de caçadas ao tesouro virtuais que anunciaram o lançamento do aguardado <em>Bad Ideas</em>, que contou com uma série de singles bem recebidos e algumas canções novas que reforçam o som sólido da americana.</p>
<p><strong>Discos favoritos: </strong>1. forevher &#8211; Shura / 2. Soul on Fire &#8211; The Last Internationale / 3. Sanctuary &#8211; Aly &amp; AJ / 4. Sucker Punch &#8211; Sigrid / 5. Bad Ideas &#8211; Tessa Violet</p>
<div class="jetpack-video-wrapper"><iframe loading="lazy" title="Shura - religion (u can lay your hands on me)" width="840" height="473" src="https://www.youtube.com/embed/HHI_WpVLT1g?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen></iframe></div>
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<p><figure id="attachment_13300" aria-describedby="caption-attachment-13300" style="width: 500px" class="wp-caption aligncenter"><img loading="lazy" decoding="async" class="wp-image-13300" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2019/12/goelabaixo-persona.jpg" alt="" width="500" height="501" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2019/12/goelabaixo-persona.jpg 506w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2019/12/goelabaixo-persona-150x150.jpg 150w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2019/12/goelabaixo-persona-300x300.jpg 300w" sizes="auto, (max-width: 500px) 85vw, 500px" /><figcaption id="caption-attachment-13300" class="wp-caption-text">Ouvi dizer que colocaram meu amor numa estante de brechó(Reprodução)</figcaption></figure></p>
<p><strong>Isabella Siqueira</strong></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Em um ano de conflitos, entre afetos e desafetos as minhas preferências musicais refletem esses tantos sentimentos. No segundo álbum da banda <strong>Liniker e os Caramelows</strong>, </span>Goela Abaixo, <span style="font-weight: 400;">impera  a saudade e o consolo. É aquele MPB que acalma o coração, a mais delicada </span><i><span style="font-weight: 400;">Amarela Paixão </span></i><span style="font-weight: 400;">ou </span><i><span style="font-weight: 400;">De Ontem </span></i><span style="font-weight: 400;">dão a sensação de intimidade e complementam os momentos felizes e tristes do meu 2019. </span></p>
<p><em>Nada Ficou no Lugar</em><span style="font-weight: 400;"> não é só a frase inicial da música </span><i><span style="font-weight: 400;">Mentiras</span></i><span style="font-weight: 400;"> da cantora brasileira Adriana Calcanhotto. O álbum lançado este ano reúne interpretações de canções dela nas mais diversas vozes, entre os artistas convidados estão Duda Beat, Letrux, Jaloo, Preta Gil, Rubel, Baco Exu do Blues e outros. São reinventadas as músicas de Adriana Calcanhotto seja mudando o tom ou inovando a batida, existe o brega, a melancolia, e o extrovertido. A banda Vanguart optou também por uma homenagem, </span><em>Vanguart sings Bob Dylan </em><span style="font-weight: 400;">contempla as músicas mais famosas desse cantor do folk norte americano. A celebração da obra de Bob Dylan inclui a sensível </span><i><span style="font-weight: 400;">Don&#8217;t Think Twice</span></i><span style="font-weight: 400;">, </span><i><span style="font-weight: 400;">It&#8217;s All Right </span></i><span style="font-weight: 400;">e a ambígua </span><i><span style="font-weight: 400;">Blowin&#8217; In The Wind.  </span></i></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A estreante </span><b>Rosa Neon</b><span style="font-weight: 400;"> fez sua estreia esse ano com o álbum de nome titular da banda</span> <span style="font-weight: 400;">que conta com a participação do rapper Djonga e traz uma estética moderna e contagiante para o pop brasileiro. Passando para os sentimentos mais opostos e existenciais vem o trio O terno com seu quarto álbum </span><b>&lt;Atrás/Além&gt;</b><span style="font-weight: 400;">. Um trecho particular da música </span><i><span style="font-weight: 400;">Eu vou</span></i><span style="font-weight: 400;"> na verdade reflete uma promessa minha pro ano que vem, “</span><i><span style="font-weight: 400;">Vou correr na direção daquelas tantas, coisas lindas que eu anseio”</span></i><span style="font-weight: 400;">.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Discos favoritos: 1. Goela Abaixo &#8211; Liniker e os Caramelows / 2. Nada Ficou no Lugar &#8211; com músicas de Adriana Calcanhotto / 3. Vanguart sings Bob Dylan &#8211; Vanguart / 4. Rosa Neon &#8211; Banda Rosa Neon / 5. &lt;Atrás/Além&gt; &#8211; O terno</span></p>
<div class="jetpack-video-wrapper"><iframe loading="lazy" title="Liniker e os Caramelows - Intimidade (Official Music Video)" width="840" height="473" src="https://www.youtube.com/embed/V6IV5NTvVv0?start=1&#038;feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen></iframe></div>
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<p><img loading="lazy" decoding="async" class="wp-image-13324 aligncenter" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2019/12/all-mirros-angel-olsen-persona.jpg" alt="" width="500" height="500" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2019/12/all-mirros-angel-olsen-persona.jpg 554w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2019/12/all-mirros-angel-olsen-persona-150x150.jpg 150w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2019/12/all-mirros-angel-olsen-persona-300x300.jpg 300w" sizes="auto, (max-width: 500px) 85vw, 500px" /></p>
<p><strong>Isabelle Tozzo Fernandes</strong></p>
<p>2019 foi um ano difícil em tantos termos que mal ouvi novos artistas. Aliás, segundo meu Spotify, passei menos tempo ouvindo músicas do que em anos anteriores. Para períodos em que fico sem paciência para dar chance às novidades recorro aos que já caminham há um tempo na minha playlist. No caso, O Terno e Lana Del Rey —  que lançaram belíssimos álbuns em 2019.</p>
<p>Sem dúvidas, <a href="https://personaunesp.com.br/critica-norman-fucking-rockwell/"><em>Norman Fucking Rockwell!</em></a> é o melhor disco do ano. Elegante, Lana se reafirma como uma excelente cantora e compositora. Minha artista da década em sua melhor versão. Já O Terno apresentou em abril<em> &lt;atrás/além&gt;, </em>quarto álbum da banda paulistana. Dando continuidade as cordas e metais da produção anterior e trazendo os conflitos existencialistas da geração <em>millenial</em> como pano de fundo.</p>
<p>No segundo semestre do ano enjoei de tudo que ouvia e entrei numa maré de tentativas frustradas ao tentar descobrir coisas novas. Mas <strong>Angel Olsen</strong> me salvou. Com seu incrível <em>All Mirrors, </em>a cantora orquestra suas dores e se utiliza de uma força descomunal para rasgar seus sentimentos.</p>
<p>Seguindo essa linha também me apaixonei por <em>MAGDALENE </em>da FKA twigs. Um pop alternativo eletrônico que traz a religiosidade na figura de Maria Madalena dissociada de jesus. A força feminina aqui em sua melhor forma. A mistura dos sintetizadores eletrônicos com o clássico piano me faz cantar as dores de FKA e me sentir em meu próprio templo sagrado.</p>
<p><strong>Discos favoritos:</strong> 1. Norman Fucking Rockell! &#8211; Lana Del Rey / 2. &lt;atrás/além&gt; &#8211; O Terno / 3. WHEN WE ALL FALL ASLEEP, WHERE DO WE GO? &#8211; Billie Eilish / 4. All Mirrors &#8211; Angel Olsen / 5. MAGDALENE &#8211; FKA twigs</p>
<div class="jetpack-video-wrapper"><iframe loading="lazy" title="FKA twigs - cellophane" width="840" height="473" src="https://www.youtube.com/embed/YkLjqFpBh84?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen></iframe></div>
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<p><figure id="attachment_13289" aria-describedby="caption-attachment-13289" style="width: 500px" class="wp-caption aligncenter"><img loading="lazy" decoding="async" class="wp-image-13289" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2019/12/C9BF63FE-1DC7-4F2F-94E1-7D1879D5FFFA.jpg" alt="" width="500" height="500" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2019/12/C9BF63FE-1DC7-4F2F-94E1-7D1879D5FFFA.jpg 3675w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2019/12/C9BF63FE-1DC7-4F2F-94E1-7D1879D5FFFA-150x150.jpg 150w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2019/12/C9BF63FE-1DC7-4F2F-94E1-7D1879D5FFFA-300x300.jpg 300w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2019/12/C9BF63FE-1DC7-4F2F-94E1-7D1879D5FFFA-768x768.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2019/12/C9BF63FE-1DC7-4F2F-94E1-7D1879D5FFFA-1024x1024.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2019/12/C9BF63FE-1DC7-4F2F-94E1-7D1879D5FFFA-1200x1200.jpg 1200w" sizes="auto, (max-width: 500px) 85vw, 500px" /><figcaption id="caption-attachment-13289" class="wp-caption-text">(Foto: Junior Franch)</figcaption></figure></p>
<p><strong>Jho Brunhara</strong></p>
<p><span style="font-weight: 400;">&#8216;<em>Na fé de Zambi e de Oxalá, pedimos licença pros trabalhos começá.&#8217;</em> <a href="https://www.youtube.com/watch?v=LE43Bb3xXGw&amp;list=PLYnGU9fvHdbSzh-tCulPzNYZaz_91a-zb"><em>Rito de Passá</em></a> rasgou os céus de 2019 como uma flecha, sacudiu o chão como um trovão e iluminou a música brasileira como um relâmpago. Sem medo e com muito orgulho de mostrar suas raízes e o que faz Thais da Silva ser <strong>Mc Tha</strong>, a artista trouxe um disco destruidor cheio de conceito, letras elaboradas, uma sonoridade única, e claro, uma capa maravilhosa.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Meio Luiza Lian com uma <a href="https://youtu.be/CqXM3uwklF8?t=455"><em>macumba-funk-eletrônica</em></a>, Mc Tha encontra em sua relação com a umbanda, funk e suas experiências de vida a inspiração para construir seu debut &#8211; e torná-lo o melhor álbum desse ano. </span><span style="font-weight: 400;">2019 foi maravilhoso para a música pop brasileira, que continua a revelar novos artistas e os rumos que estamos tomando. YMA, com seu disco <a href="https://www.youtube.com/watch?v=WVXhm4_3SOs&amp;list=PLJgL5qUxnx2n5WWdr0bpzvu7RQdW7nPKo"><em>Par de Olhos</em></a> e GEO com<a href="https://www.youtube.com/watch?v=PRO6G1QCkyo&amp;list=OLAK5uy_lBkzQfwAdS07o48tkghY7hRQTlu1NJnII"><em> GEO_01</em></a> fazem parte dessas novas vozes muito comprometidas com a arte.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">No hemisfério norte, Lana Del Rey presenteou o mundo com o maravilhoso <a href="https://personaunesp.com.br/critica-norman-fucking-rockwell/"><em>Norman Fucking Rockwell!</em></a>. O melancolismo de suas letras &#8211; mais poéticas e fascinantes que nunca &#8211;  atingiu um novo ápice, resultando em um disco impactante e poderoso, mas ainda assim sutil e sincero. &#8216;<em>They mistook my kindness for weakness, I fucked up, I know that, but Jesus, can&#8217;t a girl just do the best she can?</em>&#8216; Ainda que aqui ocupe o segundo lugar, NFR! divide o #1 no meu coração. O olhar melancólico também trouxe outros LPs escritos direto da alma que merecem uma menção, como o <a href="https://www.youtube.com/watch?v=BiWasRqxGcI&amp;list=PLZqsyBiYZFQ27eE3GEsZ9nXZ2JGByM6qr"><em>Remind Me Tomorrow</em></a> da Sharon Van Etten, e <a href="https://www.youtube.com/watch?v=yezDEWako8U&amp;list=PLfSdF_HSSu548MHnItRg7sYbj1OkmFc2g"><em>Fine Line</em></a> de Harry Styles. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Além de 2019 ter sido um ano incrível por parte das artistas mulheres, foi um ano ótimo para o pop. A volta de Banks acompanhada de composições geniais e suas produções fortes e marcantes no álbum <em><a href="https://personaunesp.com.br/banks-iii-critica/">III</a>,</em> também regado de sua visão obscura e única sobre o amor.<em> </em>Também tivemos o </span><span style="font-weight: 400;"> debut de Billie Eilish, <em><a href="https://www.youtube.com/watch?v=XJBUWZsT38c&amp;list=PLMSmPqvJ6siJwH_c2H_N8j9JqDt8ogyny">WHEN WE ALL FALL ASLEEP, WHERE DO WE GO?</a>,</em> talvez sendo o<em> </em>grande diferencial da cantora de 18 anos a abordagem de suas letras e a produção mais experimental de suas músicas. E Sigrid, outra voz jovem que com <a href="http://personaunesp.com.br/sigrid-debut/"><em>Sucker Punch</em></a> lançou um dos discos mais gostosos de se ouvir de 2019. Regado de faixas <em>pop perfection</em>, a norueguesa soube exatamente o ponto de soar chiclete sem parecer genérica. </span></p>
<p><strong>Discos Favoritos:</strong> 1. Rito de Passá  &#8211; Mc Tha/ 2. Norman Fucking Rockwell! &#8211; Lana Del Rey/ 3. III &#8211; Banks/ 4. Sucker Punch &#8211; Sigrid/ 5. WHEN WE ALL FALL SLEEP, WHERE DO WE GO? &#8211; Billie Eilish</p>
<div class="jetpack-video-wrapper"><iframe loading="lazy" title="Lana Del Rey - Mariners Apartment Complex" width="840" height="473" src="https://www.youtube.com/embed/1uFv9Ts7Sdw?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen></iframe></div>
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<p><figure id="attachment_13308" aria-describedby="caption-attachment-13308" style="width: 500px" class="wp-caption aligncenter"><img loading="lazy" decoding="async" class="wp-image-13308" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2019/12/Jamila-Woods-persona.jpg" alt="" width="500" height="500" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2019/12/Jamila-Woods-persona.jpg 1280w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2019/12/Jamila-Woods-persona-150x150.jpg 150w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2019/12/Jamila-Woods-persona-300x300.jpg 300w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2019/12/Jamila-Woods-persona-768x768.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2019/12/Jamila-Woods-persona-1024x1024.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2019/12/Jamila-Woods-persona-1200x1200.jpg 1200w" sizes="auto, (max-width: 500px) 85vw, 500px" /><figcaption id="caption-attachment-13308" class="wp-caption-text">“LEGACY! LEGACY!” traz, no título de cada faixa, o nome de algum pensador ou artista que tenha contribuído na jornada pessoal de Jamila (Reprodução)</figcaption></figure></p>
<p><strong>Leonardo Teixeira</strong></p>
<p>A música me confortou em 2019. Foi isso que busquei nas minhas escolhas: aconchego, consolo. A paisagem política do país, aliada a uma série de mudanças pessoais, exigiram do meu Spotify a resposta para uma série de reflexões, neuras e medos. É o caso de Jamilla Woods e a <a href="https://pitchfork.com/features/song-by-song/jamila-woods-legacy-legacy-interview/">poesia complexa</a> de seu <em>LEGACY! LEGACY! </em>A cantora e professora americana me ensinou um bocado sobre auto cuidado e orgulho, no que considero o melhor disco de R&amp;B do ano.</p>
<p>Vozes modernas da brasilidade foram meu canal de contato com a resistência contra o conservadorismo atualmente injetado nas esferas da vida cotidiana. Nomes como Luísa e os Alquimistas, MC Tha e Urias ofereceram esse escape, que todos nós tanto precisávamos no decorrer do ano. No espectro pessoal, o destaque fica para Liniker e o Caramelows e o belíssimo <em>Goela Abaixo</em>. “O nosso carinho não dói em ninguém”, ela canta. Juro que tem um pedacinho de mim em cada verso do registro.</p>
<p>O ano foi pouco aventureiro no quesito de gêneros musicais. Poucas vezes fugi do pop, soul ou R&amp;B (e suas vertentes) que sempre habitaram meus fones de ouvido. Mas é interessante como Caroline Polachek e <a href="https://personaunesp.com.br/carly-rae-jepsen-dedicated-critica/">Carly Rae Jepsen</a> — que lançaram trabalhos impecáveis em 2019 —, artistas que coabitam no mundo pop, têm sons tão discrepantes.</p>
<p style="text-align: left;">Ainda, meu queixo caiu várias vezes por culpa de duas figuras seminais da música pop: Madonna e Beyoncé. <em>MADAME X</em> não foi só flores, mas momentos épicos como “God Control” ou “I Don&#8217;t Search I Find”, que demonstram dois extremos da mistura do house de Detroit com a discoteca, lembram que Madge inventou a roda e ainda a dirige com maestria.</p>
<p style="text-align: left;">Por sua vez, Yoncé reescreveu a própria história com o seu <em>HOMECOMING: THE LIVE ALBUM</em>. O disco revisita as duas lendárias apresentações da cantora no Coachella 2018, ao mesmo tempo em que redige uma carta de amor à juventude negra. Tudo isso acompanhado da excelência técnica e artística que já se tornou freguês na discografia de Bey. Obrigado por tudo, madrinha.</p>
<p><strong>Discos favoritos: </strong>1. LEGACY! LEGACY! &#8211; Jamilla Woods / 2. Goela Abaixo &#8211; Liniker e os Caramelows / 3. Dedicated &#8211; Carly Rae Jepsen / 4. Rito de Passá &#8211; MC Tha / 5. Pang &#8211; Caroline Polacheck</p>
<div class="jetpack-video-wrapper"><iframe loading="lazy" title="Urias - Diaba (Offical Video)" width="840" height="473" src="https://www.youtube.com/embed/_r83_ualtpM?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen></iframe></div>
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<p><figure id="attachment_13315" aria-describedby="caption-attachment-13315" style="width: 500px" class="wp-caption aligncenter"><img loading="lazy" decoding="async" class="wp-image-13315 size-full" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2019/12/CD-Marília-Mendonça-Todos-Os-Cantos-Vol.-01-Ao-Vivo-2019.jpg" alt="" width="500" height="500" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2019/12/CD-Marília-Mendonça-Todos-Os-Cantos-Vol.-01-Ao-Vivo-2019.jpg 500w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2019/12/CD-Marília-Mendonça-Todos-Os-Cantos-Vol.-01-Ao-Vivo-2019-150x150.jpg 150w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2019/12/CD-Marília-Mendonça-Todos-Os-Cantos-Vol.-01-Ao-Vivo-2019-300x300.jpg 300w" sizes="auto, (max-width: 500px) 85vw, 500px" /><figcaption id="caption-attachment-13315" class="wp-caption-text">Na retrospectiva do Spotify, Marília Mendonça alcançou o top 1 dos 10 artistas mais ouvidos do Brasil, assim como Todos Os Cantos, que levou como o álbum mais ouvido no país (Foto:</figcaption></figure></p>
<p><strong>Natália Santos</strong></p>
<p>O ano de 2019 começou, pelo menos no âmbito musical brasileiro, com o pé direito. Logo em fevereiro, <strong>Marília Mendonça</strong> lançou aquele que viria a ser o Melhor Álbum de Música Sertaneja do ano pelo Grammy Latino, o Todos Os Cantos, Vol. 1. Seguindo a tradição sertaneja das músicas ao vivo, Marília transformou o seu último lançamento em um projeto itinerante com gravações em diversas capitais do país. Traição e superação ainda são os temas das músicas, entretanto é perceptível o amadurecimento musical e vocal de Marília desde o boom de “Infiel” em 2015. A cantora ainda lançou os volumes 2 e 3 do projeto no decorrer do ano.</p>
<p>Do outro lado do globo, lá na Inglaterra, o (melhor) ex-One Direction lançou o seu segundo álbum em carreira solo. <em>Fine Line</em> do Harry Styles chegou nas plataformas no dia 13 de novembro. Três dias após o lançamento, 7 das 12 faixas estavam no Billboard Hot 100. E os números não acabam por aqui! O álbum atingiu 631 mil unidades vendidas segundo a United World Chart. Além disso, o segundo álbum solo significou para o cantor um rompimento com a imagem de ‘ídolo de boyband’; além de possibilitar o flerte com novos estilos musicais, como no caso da música de 6 minutos que dá o título ao CD e dos instrumentos de sopro e corais que aparecem na abertura da primeira faixa, <em>“</em>Golden<em>”</em>. Fine Line é, com certeza, a maior obra-prima internacional do ano de 2019.</p>
<p>Mas o pop não acaba por aí! Apresentando a sua nova era, Taylor Swift deixou de lado o seu rancor e ódio (explícitos) ao lançar <em>Lover</em>, <a href="https://personaunesp.com.br/lover-taylor-swift-critica/">sétimo álbum da sua carreira</a>. Com 18 faixas, sendo o seu maior álbum em extensão, Taylor volta ao viés intimista e um tanto quanto inovador, afinal é a primeira vez que a cantora se coloca como protagonista da sua história e não foca apenas como os indivíduos ao seu redor impactaram negativamente sua vida. O registro é um grande álbum pop que flerta com o <a href="https://www.youtube.com/watch?v=ic8j13piAhQ">electropop</a>, resquícios do <em>Reputation</em>, e ainda  celebra os altos e baixos do amor em tons iluminados! Por fim, vale uma informação extra: <em>Lover</em> foi o único álbum do ano a vender 1 milhão de cópias puras (sem contar com as vendas em streamings) nos Estados Unidos. Parabéns, Taylor! É aquele ditado: artista da década faz assim!</p>
<p><strong>Discos favoritos:</strong> 1. Todos Os Cantos, Vol. 1 – Marília Mendonça / 2. Fine Line – Harry Styles / 3. Lover – Taylor Swift / 4. Happiness Begins – Jonas Brothers / 5. Romance – Camila Cabello</p>
<div class="jetpack-video-wrapper"><iframe loading="lazy" title="Taylor Swift - You Need To Calm Down" width="840" height="473" src="https://www.youtube.com/embed/Dkk9gvTmCXY?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen></iframe></div>
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<p><figure id="attachment_13302" aria-describedby="caption-attachment-13302" style="width: 500px" class="wp-caption aligncenter"><img loading="lazy" decoding="async" class="wp-image-13302" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2019/12/ceu-apka-persona.jpg" alt="melhores do ano céu" width="500" height="500" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2019/12/ceu-apka-persona.jpg 696w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2019/12/ceu-apka-persona-150x150.jpg 150w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2019/12/ceu-apka-persona-300x300.jpg 300w" sizes="auto, (max-width: 500px) 85vw, 500px" /><figcaption id="caption-attachment-13302" class="wp-caption-text">A maioria das faixas em APKÁ! foram compostas por Céu, algumas em parceria com artistas renomados, como Caetano Veloso (Divulgação)</figcaption></figure></p>
<p><strong>Natan Felipe</strong></p>
<p>2019 foi um ano turbulento em muitos aspectos. Marcado pela nostalgia do fim de uma década, muito foi resgatado no mundo da música, mas muitos outros sons foram recebidos pelo público como uma degustação do que está por vir. O que mais me surpreendeu foi que, desde muito cedo, artistas internacionais imperavam nas minhas listas de favoritos. Contudo, esse ano, os brasileiros se posicionaram &#8211; e muito bem &#8211; no jogo da indústria musical, e conquistaram muito mais espaço no mercado nacional e nas minhas playlists.</p>
<p>Assim, sou feliz em dizer que o álbum que mais se destacou durante meu ano foi o APKÁ! da cantora <strong>Céu</strong>. Conhecida e premiada pela excelência de suas composições e produções nada óbvias, a voz mais poderosa da <a href="http://personaunesp.com.br/meta-meta-sesc-bauru/">nova mpb</a> traz, nesse álbum, um experimentalismo que nos rende uma boa combinação de melancolia e prazer. A paulistana trata de assuntos como o amor nos tempos modernos (e em todas as suas configurações), bem como sobre temáticas mais pessoais, como a maternidade, grande inspiração para a produção do disco.</p>
<p>Rito de Passá, da novata Mc Tha, é mais um suprassumo da cultura brasileira lançado nesse ano tão produtivo no campo das artes no país. Com batidas fortes que fazem uma mistura inusitada do funk das periferias com mpb, o álbum traz mensagens poderosas em suas letras, que tratam de temas como o empoderamento, autocuidado, coragem, amor e religião &#8211; aqui, pincelada em músicas como a faixa título, que é um canto leve e prazeroso aos orixás da umbanda, para que eles, como ela mesma diz “abram os caminhos” para a execução dessa obra que merece muito mais visibilidade do que já alcançou.</p>
<p>Por fim, não poderia deixar de esboçar minha admiração pelo mais novo trabalho de Lana Del Rey, <a href="http://personaunesp.com.br/critica-norman-fucking-rockwell/"><em>Norman Fucking Rockwell!</em></a> No disco, a voz doce da cantora encontra seu ápice nas letras bem escritas, que nos aproxima muito da assinatura artística apresentada por ela há alguns anos atrás, com <em>Born To Die</em>. As composições casam perfeitamente com o trabalho valioso do reconhecido produtor Jack Antonoff, já nomeado diversas vezes ao prêmio Grammys por <a href="http://personaunesp.com.br/lover-taylor-swift-critica/">álbuns de Taylor Swift</a>, Lorde, e marcando mais uma vez presença na categoria com a merecidíssima indicação de Del Rey ao prêmio de Álbum do Ano.</p>
<p><strong>Discos favoritos: </strong>1. APKÁ &#8211; Céu / 2. Norman Fucking Rockwell! &#8211; Lana Del Rey / 3. Rito de Passá &#8211; MC Tha / 4. ANTI-HERÓI &#8211; Jão / 5. Lover &#8211; Taylor Swift</p>
<div class="jetpack-video-wrapper"><iframe loading="lazy" title="MC Tha - Rito de Passá (Clipe Oficial)" width="840" height="473" src="https://www.youtube.com/embed/PRAx8dgvPAo?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen></iframe></div>
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<p><figure id="attachment_13272" aria-describedby="caption-attachment-13272" style="width: 500px" class="wp-caption aligncenter"><img loading="lazy" decoding="async" class=" wp-image-13272" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2019/12/Lana-Del-Rey-Norman-Fucking-Rockwell-696x696.jpg" alt="" width="500" height="500" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2019/12/Lana-Del-Rey-Norman-Fucking-Rockwell-696x696.jpg 696w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2019/12/Lana-Del-Rey-Norman-Fucking-Rockwell-696x696-150x150.jpg 150w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2019/12/Lana-Del-Rey-Norman-Fucking-Rockwell-696x696-300x300.jpg 300w" sizes="auto, (max-width: 500px) 85vw, 500px" /><figcaption id="caption-attachment-13272" class="wp-caption-text">Wish that you would hold me or just say that you were mine (Foto: Reprodução)</figcaption></figure></p>
<p><strong>Vitor Evangelista</strong></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Quando a melancólica melodia da faixa-título de <strong>Lana Del Rey</strong> começa a entoar, ela já nos assegura: esse ano, não tem pra ninguém. A americana consagra </span><i><span style="font-weight: 400;">Norman Fucking Rockwell!</span></i><span style="font-weight: 400;"> como a melhor investida musical de 2019, unindo letras afiadas à minúcias de suas vivências. Os versos iniciais são de alto escalão,</span><i><span style="font-weight: 400;"> ‘goddamn, man child, you fucked me so good that I almost said, &#8220;I love you&#8221;</span></i><span style="font-weight: 400;">’.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Importante ressaltar que o ano desbravou </span><i><span style="font-weight: 400;">singles</span></i><span style="font-weight: 400;"> interessantíssimos que (ainda) não compõe álbuns completos. A triste e reflexiva </span><i><span style="font-weight: 400;">Slide Away</span></i><span style="font-weight: 400;">, de Miley Cyrus, detalha o término com o ex, poética como usual. </span><i><span style="font-weight: 400;">‘move on, we&#8217;re not 17, i&#8217;m not who I used to be’. </span></i><span style="font-weight: 400;">A ex-</span><i><span style="font-weight: 400;">Disney </span></i><span style="font-weight: 400;">ainda se aventurou por </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=BTsW30Ur0sg"><i><span style="font-weight: 400;">Black Mirror</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> e vestiu a carapuça da </span><i><span style="font-weight: 400;">popstar</span></i><span style="font-weight: 400;"> Ashley O. E seus dois </span><i><span style="font-weight: 400;">hits</span></i><span style="font-weight: 400;"> são canções chiclete que ficam com a gente,</span><i><span style="font-weight: 400;"> ‘i&#8217;m gonna get what i deserve’. </span></i><span style="font-weight: 400;">Outra expoente da casa do </span><span style="font-weight: 400;">Mickey</span><span style="font-weight: 400;"> que brilhou em 2019 foi Zendaya. Protagonista de </span><i><span style="font-weight: 400;">Euphoria</span></i><span style="font-weight: 400;">, da </span><i><span style="font-weight: 400;">HBO</span></i><span style="font-weight: 400;">, a atriz ainda soltou a voz, ao lado do talentoso Labrinth na onírica </span><i><span style="font-weight: 400;">All For Us</span></i><span style="font-weight: 400;">, que deu fecho ao </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=k-9DOwrLdkg"><span style="font-weight: 400;">primeiro ano</span></a><span style="font-weight: 400;"> do seriado,</span><i><span style="font-weight: 400;"> ‘i&#8217;m taking it all for us, doing it all for love’</span></i><span style="font-weight: 400;">. Isso sem falar em Dua Lipa e suas exuberantes <em>Don&#8217;t Star Now</em> e <em>Future Nostalgia</em>. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Já em trabalhos coesos e finalizados, os lançamentos de Ariana Grande e Billie Eilish foram força motriz do primeiro semestre. Enquanto</span><i><span style="font-weight: 400;"> thank u, next</span></i><span style="font-weight: 400;"> revisita traumas e inseguranças da canceriana de 1,53m, </span><i><span style="font-weight: 400;">WHEN WE FALL SLEEP, WHERE DO WE GO?</span></i><span style="font-weight: 400;"> é um respiro no cenário <em>pop</em>, onde a jovem de (então) 17 anos desabafa sobre pesadelos, sobre o aquecimento global e sobre seus dilemas amorosos. Do álbum de Ariana, fica destacada a faixa <em>needy</em> e, no de Billie, a divertida homenagem a <em>The Office</em> com a música <em>my strange addiction. </em></span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Pra fechar o </span><i><span style="font-weight: 400;">top 5</span></i><span style="font-weight: 400;"> do ano, Harry Styles coroa a tristeza do homem com o coração partido; os destaques de </span><i><span style="font-weight: 400;">Fine Line </span></i><span style="font-weight: 400;">ficam a cargo de </span><i><span style="font-weight: 400;">Cherry</span></i><span style="font-weight: 400;">, com a bagagem da ex-namorada do cantor, e </span><i><span style="font-weight: 400;">Falling</span></i><span style="font-weight: 400;">,</span><i><span style="font-weight: 400;"> ‘and i get the feeling that you&#8217;ll never need me again’. </span></i><span style="font-weight: 400;">Charli XCX lançou o </span><i><span style="font-weight: 400;">meio-self-titled</span></i><span style="font-weight: 400;">, com uma porção de colaborações, uma série de fillers, mas ainda tocando fundo nos sentimentos adormecidos. </span><i><span style="font-weight: 400;">Official</span></i><span style="font-weight: 400;"> é quem dá a direção que a britânica se entristece a versar em <em>Charli</em>. </span><i><span style="font-weight: 400;">‘you know the words to my mistakes, you understand because you made &#8216;em too’.</span></i></p>
<p><span style="font-weight: 400;"><strong>Discos Favoritos:</strong> 1. Norman Fucking Rockwell! &#8211; Lana Del Rey/ 2. thank u, next &#8211; Ariana Grande/ 3. WHEN WE ALL FALL SLEEP, WHERE DO WE GO? &#8211; Billie Eilish/ 4. Fine Line &#8211; Harry Styles/ 5. Charli &#8211; Charli XCX</span></p>
<div class="jetpack-video-wrapper"><iframe loading="lazy" title="Charli XCX - White Mercedes [Official Video]" width="840" height="473" src="https://www.youtube.com/embed/kKBCLHAq1do?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen></iframe></div>
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		<title>Cineclube Persona &#8211; Abril/2019</title>
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		<pubDate>Mon, 13 May 2019 19:43:38 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Cinema]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Egberto Santana Nunes, Jho Brunhara, Leonardo Santana Teixeira, Natália Santos e Rafaela Martuscelli Abril foi um mês marcante para a cultura pop. A chegada do quarto capítulo dos heróis da Marvel, a estreia modesta de Shazam e o fim de Game of Thrones foram destaques aqui. O Persona cavou mais fundo e fez uma seleção &#8230; <a href="http://personaunesp.com.br/cineclube-persona-abril2019/" class="more-link">Continue lendo<span class="screen-reader-text"> "Cineclube Persona &#8211; Abril/2019"</span></a></p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p><figure id="attachment_12063" aria-describedby="caption-attachment-12063" style="width: 980px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="wp-image-12063 size-full" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2019/05/Sem-sffssdsfsdf.png" alt="" width="980" height="339" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2019/05/Sem-sffssdsfsdf.png 980w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2019/05/Sem-sffssdsfsdf-300x104.png 300w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2019/05/Sem-sffssdsfsdf-768x266.png 768w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-12063" class="wp-caption-text">Nem só de Vingadores vive o homem (Foto: Reprodução)</figcaption></figure></p>
<p><strong>Egberto Santana Nunes, Jho Brunhara, Leonardo Santana Teixeira, Natália Santos e Rafaela Martuscelli</strong></p>
<p>Abril foi um mês marcante para a cultura pop. A chegada do quarto capítulo dos <a href="https://personaunesp.com.br/vingadores-ultimato-critica/">heróis</a> da Marvel, a estreia modesta de <a href="https://personaunesp.com.br/shazam-critica/">Shazam</a> e o fim de Game of Thrones foram destaques aqui. O Persona cavou mais fundo e fez uma seleção do melhor que chegou no mês da Páscoa, passando pela Netflix, Amazon Prime Video e o cinema nacional. Confira.</p>
<p><span id="more-12048"></span></p>
<p>&nbsp;</p>
<p><strong>Guava Island (2019, Hiro Murai)</strong></p>
<p><i><span style="font-weight: 400;">Ou a arte como instrumento de revolução</span></i></p>
<p><figure id="attachment_12049" aria-describedby="caption-attachment-12049" style="width: 720px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-12049" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2019/05/Rihanna-e-Donald-Glover.jpg" alt="" width="720" height="405" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2019/05/Rihanna-e-Donald-Glover.jpg 720w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2019/05/Rihanna-e-Donald-Glover-300x169.jpg 300w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-12049" class="wp-caption-text">Rihanna e Donald Glover. Um quadro perfeito. (Foto: Reprodução)</figcaption></figure></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Em junho de 2018, </span><a href="https://oglobo.globo.com/cultura/musica/foto-de-rihanna-com-donald-glover-gera-teorias-nas-redes-sociais-22985561"><span style="font-weight: 400;">uma foto de Rihanna com Donald Glover</span></a><span style="font-weight: 400;">, na ilha de Havana, em Cuba, ambos sob trajes “desajeitados”, surgiu na internet e os fãs foram à loucura com a nova parceria. Logo se descobriu que era um set de um filme, porém os detalhes da obra foram mantidos em segredo </span><a href="https://variety.com/2019/film/news/donald-glover-rihanna-guava-island-coachella-1203186571/"><span style="font-weight: 400;">apenas dias antes da estreia</span></a><span style="font-weight: 400;">. A produção de pouco menos de uma hora foi ao ar no show de Childish Gambino (alter ego musical de Glover) no </span><i><span style="font-weight: 400;">Coachella</span></i><span style="font-weight: 400;">, e logo depois disponibilizado na </span><i><span style="font-weight: 400;">Amazon Prime</span></i><span style="font-weight: 400;">.  </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Para além da união entre os dois artistas, Guava Island é um pequeno musical político sobre disputa de classes e opressão. Na trama, Deni (Glover) prepara um festival para libertar o povo da Ilha de Guava, que trabalha diariamente para Red, líder local. </span></p>
<p><i><span style="font-weight: 400;">This is America</span></i><span style="font-weight: 400;"> é refeito aqui, ao som de máquinas de uma fábrica, e </span><i><span style="font-weight: 400;">Summertime Magic</span></i><span style="font-weight: 400;">, dentre outras composições de Gambino, aparecem para dar tom na relação com a personagem de Rihanna, Kofi. Celebração, amor e crítica, cada momento tem sua música, quer você entenda como parte da trama, ou como pequenos clipes do rapper. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Inspirado por Cidade de Deus e produzido pela mesma banca de </span><a href="http://personaunesp.com.br/atlanta-critica/"><span style="font-weight: 400;">Atlanta</span></a><span style="font-weight: 400;">, a equipe conseguiu entreter um tema político-social através de uma câmera persecutória e cambaleante junto duma cinematografia colorida e viva. Tudo isso narrado como uma história de ninar, na voz de Riri, e com sons tocados pelos próprios nativos do local de gravação, afro-cubanos de Havana.  </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Seja no discurso ou na técnica, Guava Island já nasceu destaque do ano. Obrigatório. &#8211; Egberto Santana Nunes</span></p>
<p>&nbsp;</p>
<p><strong>De Pernas pro Ar 3 (2019, Júlia Rezende)</strong></p>
<p><figure id="attachment_12050" aria-describedby="caption-attachment-12050" style="width: 940px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-12050" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2019/05/940x0_1549998131.jpg" alt="" width="940" height="364" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2019/05/940x0_1549998131.jpg 940w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2019/05/940x0_1549998131-300x116.jpg 300w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2019/05/940x0_1549998131-768x297.jpg 768w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-12050" class="wp-caption-text">Com mais de um milhão de espectadores em duas semanas de exibição, Ingrid Guimarães apresenta um filme crítico e reflexivo sobre a vida adulta que vai muito além das risadas aguardadas ao se ver uma produção da Globo Filmes (Foto: Reprodução)</figcaption></figure></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Pela terceira vez, a empresária da franquia de sucesso Sex Delícia volta às telas dos cinema brasileiros. </span>Depois de rodar o mundo e expandir a sua marca, Alice (Ingrid Guimarães) enfrenta um momento delicado: o embate entre sua vida empresarial <em>versus</em> o distanciamento de sua família.</p>
<p>Em meio a uma crise existencial, Alice opta por deixar a liderança dos negócios com sua mãe Marion (Denise Weinberg) e volta para a vida pacata de esposa do João (Bruno Garcia) e mãe dos filhos Paulinho (Eduardo Mello) e Clarinha (Duda Batista). Entretanto, o que Alice não esperava era o aparecimento de Lorena (Samya Pascotto), uma jovem empreendedora capaz de causar um grande alvoroço no mercado de sexy shop com o seu novo produto.</p>
<p><span style="font-weight: 400;">Desde o primeiro filme da franquia, é perceptível uma certa preocupação em enfatizar questões sobre o mundo feminino, principalmente o prazer e a liberdade sexual feminina, temas chave do enredo. O terceiro capítulo, dessa vez, vai além das situações visíveis. Ainda temos a mulher empresária, que tem sido tradicional dos últimos lançamos da Globo Filmes, entretanto agora o leque de debate estende-se às consequências das escolhas de Alice. O longa navega por temáticas já vivenciadas nas telas como a presença feminina no mercado de trabalho e crise conjugal ao mesmo tempo em que se aventura ao refletir sobre envelhecimento e competitividade feminina.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Com a estreia de “Vingadores: Ultimato”, duas semanas após o lançamento de “De Pernas para o Ar 3”, o nacional perdeu cerca de 300 salas de exibição, uma vez que a nova estreia da Marvel ocupou 80% das salas de cinema no Brasil.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Mesmo com mais de um milhão de espectadores antes do corte de salas, o filme de Ingrid Guimarães sofreu com o domínio da produção norte-americana que aproveitou a ausência da política de “cota de tela”, ainda não assinada por Jair Bolsonaro na época de lançamento de ambos os filmes. Essa política consiste em uma forma de afirmar que discriminando o número de dias que toda sala de cinema comercial é obrigada a exibir filmes brasileiros de longa-metragem. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O governo brasileiro resolveu voltar a interferir numa verdadeira luta entre Davi e Golias, e restabeleceu a política de &#8220;cota de tela&#8221; para as salas de exibição de cinema nacionais. Por conta de um &#8220;vácuo&#8221; na lei que obriga os cinemas a exibirem um percentual de filmes locais, blockbusters estrangeiros tomaram conta dos espaços disponíveis &#8211; caso de </span><a href="https://www.folhape.com.br/diversao/diversao/cinema/2019/04/28/NWS,103347,71,583,DIVERSAO,2330-VINGADORES-ULTIMATO-SPOILERS-CAUSAM-CONFUSAO-ATE-AGRESSAO-SESSOES-CINEMA.aspx"><b>&#8220;Vingadores: Ultimato&#8221;</b></a><b>,</b><span style="font-weight: 400;"> que ocupou mais de 80% das salas em sua estreia no País, no fim de abril. &#8211; Natália Santos</span></p>
<p>&nbsp;</p>
<p><strong>Alguém Especial (2019, Jennifer Kaytin Robinson)</strong></p>
<p><figure id="attachment_12051" aria-describedby="caption-attachment-12051" style="width: 1400px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-12051" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2019/05/Imagem-1-1.jpg" alt="" width="1400" height="800" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2019/05/Imagem-1-1.jpg 1400w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2019/05/Imagem-1-1-300x171.jpg 300w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2019/05/Imagem-1-1-768x439.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2019/05/Imagem-1-1-1024x585.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2019/05/Imagem-1-1-1200x686.jpg 1200w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-12051" class="wp-caption-text">A amizade e a persistência ao seguir sonhos marcam “Alguém Especial”. (Foto: Reprodução)</figcaption></figure></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Outra aposta da Netflix em tramas jovens, Alguém Especial é mais um de seus filmes que retrata sobre questões amorosas. Aqui, Jenny, interpretada por Gina Rodriguez, é uma jornalista musical que acaba de terminar um longo relacionamento e conta com suas duas melhores amigas para procurar maneiras de deixar a tristeza de lado e superar essa grande perda.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Apesar do clichê romântico, o filme não decepciona. Ele tem tudo que precisa para te manter entretido por algumas horas, fazer você desejar por um amor e quem sabe até derramar algumas lágrimas. O desenvolvimento de Jenny é incrível, assim como sua personagem, forte e enérgica. Ouso dizer que podemos usá-la como inspiração, já que em nenhum momento trocou sua carreira e seus sonhos por nenhuma paixão, por mais que parecesse que ela seria para a vida inteira.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Não diria que é um imperdível, mas se estiver procurando por algo na Netflix para passar um tempo e se distrair, segue a dica que vale a pena! &#8211; Rafaela Martuscelli</span></p>
<p>&nbsp;</p>
<p><strong>O Mau Exemplo de Cameron Post (2018</strong><strong>, Desiree Akhavan)</strong></p>
<p><figure id="attachment_12061" aria-describedby="caption-attachment-12061" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-12061" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2019/05/Cameron-Post-Caixa-de-Pandora-Manaus.jpg" alt="" width="800" height="400" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2019/05/Cameron-Post-Caixa-de-Pandora-Manaus.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2019/05/Cameron-Post-Caixa-de-Pandora-Manaus-300x150.jpg 300w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2019/05/Cameron-Post-Caixa-de-Pandora-Manaus-768x384.jpg 768w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-12061" class="wp-caption-text">O filme foi destaque no Festival Sundance 2018 (Foto: Reprodução)</figcaption></figure></p>
<p>Lançado em território brasileiro apenas no mês passado, O Mau Exemplo de Cameron Post é a adaptação do livro homônimo. A história que se passa em 1993, conta sobre Cameron Post (Chloë Grace Moretz), que é flagrada pelo namorado transando com uma menina. Cam é mandada pela família para um acampamento de cura-gay, chamado <em>God&#8217;s Promise.</em></p>
<p>Lá, como no longa <em>Boy Erased: Uma Verdade Anulada — </em>que também chegou no Brasil apenas esse ano — , Post precisa enfrentar a terapia de conversão, pensamentos arcaicos e preconceituosos dos religiosos que conduzem o acampamento, e encontrar em si sua própria verdade.</p>
<p>Diferentemente de <em>Boy Erased, </em>que é extremamente melancólico e sério chegando até mesmo a ser chato, O Mau Exemplo de Cameron Post aposta em uma linha mais descontraída, que funciona por partes. A certa leveza em tratar de um tema tão problemático permite deixar o espectador mais confortável. Porém, falta coragem de ousar e impôr o que difere o longa de todos os outros de temática LGBT+ e conversão sexual.</p>
<p>O roteiro é reflexivo, a amizade construída é muito bonita, e existem pequenos momentos em que o filme parece crescer, mas de resto é morno e previsível. A falta de uma conexão criada entre o espectador e as personagens gera pouca chance de comoção, e as existentes são chochas.</p>
<p><em>Cameron Post</em> é o longa perfeito para assistir em uma tarde chuvosa em que se reserva o dia para maratonar filmes, e começar por ele. Gostaria que não fosse tão esquecível quanto é. Está na hora do cinema LGBT+ contar as histórias como o cinema negro vem abordando: de forma crua e verdadeira, sem medo de não ser tão facilmente digerível pelo público geral.  —  Jho Brunhara</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><strong>Homecoming: A Film by Beyoncé (2019, Beyoncé, Ed Burke)</strong></p>
<p><figure style="width: 920px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium" src="https://ksassets.timeincuk.net/wp/uploads/sites/55/2019/04/beyonce-GettyImages-946418208-920x584.jpg" width="920" height="584" /><figcaption class="wp-caption-text">(Netflix)</figcaption></figure></p>
<p>Mais que cantora, Beyoncé é um gigante cultural. Mais de 20 anos de carreira, incontáveis hits e <a href="https://www.marieclaire.com/culture/news/a12729/how-beyonces-surprise-album-changed-music-industry-forever/">influência enorme</a> no mercado fonográfico são elementos associados à artista, considerada por muitos (incluindo esse que vos fala) o meio ícone de sua geração. Ela condensou, na edição de 2018 do festival Coachella, todo esse poder em duas apresentações impecáveis e cheias de significado. Por sua vez, <em>Homecoming</em> revela os processos emocionais e políticos por trás das performances.</p>
<p>Ainda que circundando o universo pessoal da cantora — o <a href="https://www.minhavida.com.br/familia/tudo-sobre/34143-puerperio">puerpério</a> depois de dar luz a gêmeos, principalmente, assim como o perfeccionismo —, o longa é mais sobre nós do que sobre ela. Com &#8216;nós&#8217; me refiro à juventude negra, público maior de Beyoncé e objeto da homenagem prestada aqui.</p>
<p>Dividida em alguns blocos musicais e outros contemplativos, que revelam bastidores do show, o roteiro encontra guia em frases de pensadores negros. O catálogo de Bey se entrelaça com esses momentos de reflexão, levando a um entendimento mais amplo da importância da discografia da artista sob a perspectiva da música da <a href="http://www.afreaka.com.br/notas/america-dos-ritmos-africanos/">diáspora africana</a>.</p>
<p>A direção é controlada e ciente de onde quer chegar, assim como tudo que Beyoncé realiza. Mas a experiência não perde espontaneidade, já que a importância das narrativas contadas aqui pertencem a um plano social muito maior que a figura da artista. Registro essencial para qualquer interessado por fenômenos culturais, o documentário é um estudo apaixonado da cultura negra no século XXI. &#8211; Leonardo Santana Teixeira</p>
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		<title>Cineclube Persona &#8211; Março/2019</title>
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		<pubDate>Tue, 09 Apr 2019 23:01:21 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Cinema]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Natália Santos, Vitor Evangelista A sétima arte entrou de luto no fim de março. A cineasta Agnès Varda morreu na noite do dia 28, em consequência de um câncer, aos 90 anos.  Fotógrafa, cineasta, documentarista, e formada em psicologia e literatura, ela é hoje o principal nome a lembrar quando se fala em cinema autoral &#8230; <a href="http://personaunesp.com.br/cineclube-persona-marco2019/" class="more-link">Continue lendo<span class="screen-reader-text"> "Cineclube Persona &#8211; Março/2019"</span></a></p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p><figure id="attachment_11859" aria-describedby="caption-attachment-11859" style="width: 840px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-large wp-image-11859" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2019/04/agnes-varda-1024x682.jpg" alt="" width="840" height="559" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2019/04/agnes-varda-1024x682.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2019/04/agnes-varda-300x200.jpg 300w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2019/04/agnes-varda-768x511.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2019/04/agnes-varda-1200x799.jpg 1200w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2019/04/agnes-varda.jpg 1500w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-11859" class="wp-caption-text">A madrinha da nouvelle vague lançou seu último longa no Festival de Berlim, Varda par Agnès, onde ela dá uma aula sobre seu processo cinematográfico de contar histórias. (Foto: Reprodução)</figcaption></figure></p>
<p><strong>Natália Santos, Vitor Evangelista</strong></p>
<p>A sétima arte entrou de luto no fim de março. A cineasta Agnès Varda morreu na noite do dia 28, em consequência de um câncer, aos 90 anos.  Fotógrafa, cineasta, documentarista, e formada em psicologia e literatura, ela é hoje o principal nome a lembrar quando se fala em cinema autoral francês de qualidade, a novelle vague &#8211; precursora do movimento e uma das raras figuras femininas a compô-lo.</p>
<p>A diretora de clássicos como Cléo das 5 às 7 (1962) e Os Catadores e eu (1999, um dos seus muitos filmes-ensaios documentários) foi assunto da última edição da nossa newsletter (se não assinou, assine já) e não poderíamos deixar de fora na retomada do cineclube, com os destaques do cinemas brasileiros no último mês.</p>
<p>Sem mais delongas, confira abaixo nossa seleção!</p>
<p><span id="more-11857"></span></p>
<p><strong>A Cinco Passos de Você (2019, Justin Baldoni)</strong></p>
<p><figure id="attachment_11858" aria-describedby="caption-attachment-11858" style="width: 840px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-large wp-image-11858" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2019/04/fivefoot2-1024x576.jpg" alt="" width="840" height="473" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2019/04/fivefoot2-1024x576.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2019/04/fivefoot2-300x169.jpg 300w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2019/04/fivefoot2-768x432.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2019/04/fivefoot2-1200x675.jpg 1200w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2019/04/fivefoot2.jpg 1366w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-11858" class="wp-caption-text">Para de ser otário, A Cinco Passos de Você não é mais um A Culpa é das Estrelas! (Foto: reprodução)</figcaption></figure></p>
<p><em>Longa dirigido por Justin Baldoni é só mais um romance teen que tem o tratamento de doença como o ponto central da trama, mas com um clímax e personagens pouco explorados</em></p>
<p>A história se concentra no relacionamento de Stella (Haley Lu Richardson) e Will (Cole Sprouse), um casal loucamente apaixonado que possui fibrose cística. Uma das restrições dessa doença é que aos portadores devem manter seis passos de distância de outros pacientes com a doença, evitando o toque, a fim de não agravar o estado clínico com infecções, podendo levar a morte. Sim, eu disse seis passos! Sim, o filme chama ‘a cinco passos’!</p>
<p>O longa não foge da receita de filme <em>teen</em>, mensurando de gota em gota momentos de alegria e de tristeza até atingir os créditos. Até esse ponto, o <em>best-seller</em> de John Green, <em>A Culpa é Das Estrelas</em>, também segue o mesmo formato. Além disso, os dois longas aproveitam a montanha-russa de incertezas que uma doença oferece aos seus pacientes para criarem histórias que são imprevisíveis com momentos pontuais de clímax.</p>
<p>O sucesso adolescente de 2014, protagonizado por Ansel Elgort (<a href="http://personaunesp.com.br/em-ritmo-de-fuga-critica/">Baby Driver)</a>  opta por oferecer algumas certezas aos espectadores, já neste aqui, vemos um conjunto de personagens que ousam mais viver intensamente mesmo com as restrições da doença. Dessa forma, apresenta apenas incertezas durante todo o longa, fato que o transforma no preferidinho e ao mesmo tempo no odiado dos fãs do gênero. &#8211; Natália Santos</p>
<p><strong>Dumbo (2019, Tim Burton)</strong></p>
<p><figure id="attachment_11860" aria-describedby="caption-attachment-11860" style="width: 960px" class="wp-caption aligncenter"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-11860" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2019/04/dumbo.jpg" alt="" width="960" height="640" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2019/04/dumbo.jpg 960w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2019/04/dumbo-300x200.jpg 300w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2019/04/dumbo-768x512.jpg 768w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-11860" class="wp-caption-text">Obrigado por nada, Tim Burton. (Foto: Reprodução)</figcaption></figure></p>
<p><em><span style="font-weight: 400;">Fora de tom, Dumbo só decepciona</span></em></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Dumbo nunca foi lá essas coisas. E não seria agora a hora de mudar. Mais um dos </span><i><span style="font-weight: 400;">live-actions</span></i><span style="font-weight: 400;"> da Disney, a trama circense de abandono e libertação foi adaptada pelo bola-murcha </span><a href="http://personaunesp.com.br/o-lar-das-criancas-peculiares-quando-mudancas-resvalam-superficialidade/"><span style="font-weight: 400;">Tim Burton</span></a><span style="font-weight: 400;">. O cineasta também nunca foi lá essas coisas, mas isso já são outros quinhentos.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Servindo-se da versão original de 1941 como um argumento inicial, o diretor usa das figuras infantis do filme para erguer uma lona enorme, que no fim não se sustenta por nada, caindo por terra antes mesmo de tentar se firmar no solo arenoso dos Estados Unidos pós-Primeira Guerra Mundial.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Danny DeVito e Eva Green fazem o possível para não se soarem caretas demais. Colin Farrell sofre com os clichês de superação. Michael Keaton está péssimo. As crianças, tenebrosas. O único membro do elenco que (quase) fez valer os nove reais do ingresso nem ao menos era real. O </span><a href="https://www.huffpostbrasil.com/entry/disneys-dumbo-animals-talk_n_5c867cc8e4b0d936162a64a1"><span style="font-weight: 400;">elefante</span></a><span style="font-weight: 400;"> de computação gráfica é identificável e consegue maravilhar os olhos em sequências separadas.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Quanto ao plano geral, é melhor ver a </span><a href="http://personaunesp.com.br/capita-marvel-critica/"><span style="font-weight: 400;">Capitã Marvel</span></a><span style="font-weight: 400;"> mais uma vez. &#8211; Vitor Evangelista</span></p>
<p><strong>Outros destaques que passaram pelo site</strong></p>
<p><a href="http://personaunesp.com.br/us-jordan-peele-critica-2019/"><strong>Nós (2019, Jordan Peele)</strong></a></p>
<p><figure id="attachment_11862" aria-describedby="caption-attachment-11862" style="width: 840px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-large wp-image-11862" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2019/04/Us-1-1024x682.jpg" alt="" width="840" height="559" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2019/04/Us-1.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2019/04/Us-1-300x200.jpg 300w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2019/04/Us-1-768x512.jpg 768w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-11862" class="wp-caption-text">A aparição de uma família idêntica a dos protagonistas provocando caos e desespero nas telas é o foco inicial do novo terror do diretor de Corra! (Foto: Reprodução)</figcaption></figure></p>
<p>Após o sucesso de <a href="http://personaunesp.com.br/corra-filme-critica/">Get Out</a>, Jordan Peele e a audiência permaneceram em silêncio durante 2 anos na espera de um lampejo em sua mente criativa. Meses atrás, chegaram os pôsteres, trailers e a trilha sonora e junto deles, a expectativa aumentando. E então, a estréia mundial de <em>Us</em> finalmente  aconteceu, <a href="https://variety.com/2019/film/box-office/us-box-office-analysis-jordan-peele-1203170989/">quebrando recordes de audiência</a> e novamente reacendeu os debates sobre o gênero do horror no cinema. &#8211; Egberto Santana Nunes</p>
<p><a href="http://personaunesp.com.br/capita-marvel-critica/"><strong>Capitã Marvel (2019, Anna Boden, Ryan Fleck)</strong></a></p>
<p><figure id="attachment_11863" aria-describedby="caption-attachment-11863" style="width: 840px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-large wp-image-11863" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2019/04/MV5BMTA2MDcyNzE0MTReQTJeQWpwZ15BbWU4MDM1NDMxMzcz._V1_SX1777_CR001777744_AL_-1024x429.jpg" alt="" width="840" height="352" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2019/04/MV5BMTA2MDcyNzE0MTReQTJeQWpwZ15BbWU4MDM1NDMxMzcz._V1_SX1777_CR001777744_AL_-1024x429.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2019/04/MV5BMTA2MDcyNzE0MTReQTJeQWpwZ15BbWU4MDM1NDMxMzcz._V1_SX1777_CR001777744_AL_-300x126.jpg 300w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2019/04/MV5BMTA2MDcyNzE0MTReQTJeQWpwZ15BbWU4MDM1NDMxMzcz._V1_SX1777_CR001777744_AL_-768x322.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2019/04/MV5BMTA2MDcyNzE0MTReQTJeQWpwZ15BbWU4MDM1NDMxMzcz._V1_SX1777_CR001777744_AL_-1200x502.jpg 1200w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2019/04/MV5BMTA2MDcyNzE0MTReQTJeQWpwZ15BbWU4MDM1NDMxMzcz._V1_SX1777_CR001777744_AL_.jpg 1777w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-11863" class="wp-caption-text">Alvo de boicote antes da estréia, o antecessor de Vingadores: Ulimato hoje já ultrapassou 1 bilhão na bilheteria mundial (Foto: Reprodução)</figcaption></figure></p>
<p>A Capitã é uma ótima primeira protagonista para as super-heroínas. O filme manteve o ar debochado das histórias em quadrinhos, refinando seu humor sarcástico; nada de piadinhas bobas. A construção da personagem foi esmagando estereótipo a torto e à direito. &#8211; Lara Ignezli</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>O post <a href="http://personaunesp.com.br/cineclube-persona-marco2019/">Cineclube Persona &#8211; Março/2019</a> apareceu primeiro em <a href="http://personaunesp.com.br">Persona | Jornalismo Cultural</a>.</p>
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