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	<title>Arquivos Melhor Ator em Comédia ou Musical &#8211; Persona | Jornalismo Cultural</title>
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	<description>Desde 2015 provando que a distância entre Bergman, Lady Gaga e a novela das 9 nem existe.</description>
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		<title>10 anos de O Lobo de Wall Street: eis que a caça vira o caçador</title>
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		<pubDate>Tue, 19 Dec 2023 15:16:52 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Nathalia Tetzner Poucos diretores sabem explorar o lado mau dos homens como Martin Scorsese e, no campo dos atores, são raros aqueles que, à la Leonardo DiCaprio, sabem se despir para viver na pele uma figura ‘8 ou 80’. Na floresta do capitalismo selvagem, O Lobo de Wall Street surge, em 2013, sem escrúpulos ou &#8230; <a href="http://personaunesp.com.br/o-lobo-de-wall-street-10-anos/" class="more-link">Continue lendo<span class="screen-reader-text"> "10 anos de O Lobo de Wall Street: eis que a caça vira o caçador"</span></a></p>
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										<content:encoded><![CDATA[<figure id="attachment_32340" aria-describedby="caption-attachment-32340" style="width: 1300px" class="wp-caption alignnone"><img fetchpriority="high" decoding="async" class="size-full wp-image-32340" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/12/Imagem-1-1.png" alt="Cena do filme O Lobo de Wall Street. Na imagem, Leonardo DiCaprio interpreta Jordan Belfort em um iate. Ele, um homem branco de cabelos escuros e olhos claros, veste uma camisa polo branca e calça bege com cinto preto. Em uma de suas mãos, Belfort carrega uma taça e, na outra, ostenta um relógio. A câmera o captura a partir do joelho, com o enquadramento também mostrando a bandeira dos Estados Unidos e um grande edifício ao fundo.]" width="1300" height="882" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/12/Imagem-1-1.png 1300w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/12/Imagem-1-1-800x543.png 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/12/Imagem-1-1-1024x695.png 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/12/Imagem-1-1-768x521.png 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/12/Imagem-1-1-1200x814.png 1200w" sizes="(max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-32340" class="wp-caption-text">The Wolf of Wall Street arrecadou mais de 400 milhões de dólares em bilheteria (Foto: Paramount Pictures)</figcaption></figure>
<p><b>Nathalia Tetzner</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Poucos diretores sabem explorar o lado mau dos homens como Martin Scorsese e, no campo dos atores, são raros aqueles que, </span><i><span style="font-weight: 400;">à la</span></i><span style="font-weight: 400;"> Leonardo DiCaprio, sabem se despir para viver na pele uma figura ‘8 ou 80’. Na floresta do capitalismo selvagem, </span><a href="https://www.vanityfair.com/hollywood/2013/12/why-the-wolf-of-wall-street-is-amoral-revolting-and-great"><i><span style="font-weight: 400;">O Lobo de Wall Street</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> surge, em 2013, sem escrúpulos ou moralismo para retratar a trajetória de Jordan Belfort pelos edifícios carnívoros do distrito financeiro mais cobiçado do mundo.</span></p>
<p><span id="more-32339"></span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Mais uma vez no universo cinematográfico de </span><a href="https://personaunesp.com.br/tag/martin-scorsese/"><span style="font-weight: 400;">Scorsese</span></a><span style="font-weight: 400;">, o cenário é o mundo dos crimes de Nova Iorque. O roteiro de Terence Winter adapta a biografia homônima de Belfort com uma dose considerável e proposital de glamourização e exagero. Nas telas do Cinema, a luxúria e corrupção do ex-corretor da bolsa de valores estadunidense se transformam em uma Comédia, com momentos desconcertantes que também causam um verdadeiro terror na audiência.</span></p>
<figure id="attachment_32341" aria-describedby="caption-attachment-32341" style="width: 2560px" class="wp-caption alignnone"><img decoding="async" class="size-full wp-image-32341" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/12/Imagem-2-6-scaled.jpg" alt="Cena do filme O Lobo de Wall Street. Da esquerda para a direita na imagem, estão: Leonardo DiCaprio, que interpreta Jordan Belfort, e Matthew McDonough, que interpreta Mark Hanna. A câmera os captura a partir dos bustos, eles estão sentados em cadeiras em volta de uma mesa de restaurante repleta de taças e flores de cor laranja claro. Belfort, um homem branco de cabelos escuros e olhos claros, veste um terno cinza sobre uma camiseta branca e gravata amarronzada. Hanna, um homem branco de cabelos escuros e olhos claros, veste um terno azul com listras brancas sobre uma camiseta branca e gravata avermelhada. Ao fundo, os grandes edifícios de Nova Iorque aparecem diante de uma vidraçaria." width="2560" height="1171" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/12/Imagem-2-6-scaled.jpg 2560w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/12/Imagem-2-6-800x366.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/12/Imagem-2-6-1024x469.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/12/Imagem-2-6-768x351.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/12/Imagem-2-6-1536x703.jpg 1536w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/12/Imagem-2-6-2048x937.jpg 2048w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/12/Imagem-2-6-1200x549.jpg 1200w" sizes="(max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-32341" class="wp-caption-text">A melodia icônica de Mark Hanna se trata de um aquecimento vocal utilizado por Matthew McConaughey nos bastidores (Foto: Paramount Pictures)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">Sentado atrás de escrivaninhas capengas, telefonando incansavelmente na busca de alguém que acredite em suas palavras e visão de mercado, Jordan Belfort passa de caça a caçador. Ao longo dos anos, a única coisa que permaneceu em sua rotina foi a amizade com o colega de trabalho Donnie Azoff, interpretado brilhantemente por </span><a href="https://personaunesp.com.br/nao-olhe-para-cima-critica/"><span style="font-weight: 400;">Jonah Hill</span></a><span style="font-weight: 400;">, peça fundamental na organização de todos os tipos de práticas condenáveis na sala que, agora, é enorme o suficiente para o ego inflado de ambos.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O grande despertar de Belfort acontece em uma das cenas mais memoráveis do filme, o almoço com o mentor e ex-patrão Mark Hanna, extremamente ‘charlatão’ graças a atuação certeira de </span><a href="https://gq.globo.com/Cultura/Cinema/noticia/2020/04/o-lobo-de-wall-street-famoso-canto-de-matthew-mcconaughey-nao-estava-no-script.html"><span style="font-weight: 400;">Matthew McConaughey</span></a><span style="font-weight: 400;">. Ao ouvir de Hanna sobre o suposto poder do uso de cocaína e prostitutas durante o trabalho, o protagonista ganha de Leonardo DiCaprio uma dimensão tão dinâmica e explosiva quanto a Fotografia de </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=Zg8G6o-DspA"><span style="font-weight: 400;">Rodrigo Prieto</span></a><span style="font-weight: 400;">.</span></p>
<figure id="attachment_32342" aria-describedby="caption-attachment-32342" style="width: 1000px" class="wp-caption alignnone"><img decoding="async" class="size-full wp-image-32342" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/12/Imagem-3-1.png" alt="Fotografia dos bastidores de O Lobo de Wall Street. Da esquerda para a direita na imagem estão: Margot Robbie, que interpreta Naomi Lapaglia, Leonardo DiCaprio, que interpreta Jordan Belfort, e o diretor Martin Scorsese. A câmera os captura por inteiro, os três estão sentados no chão de um quarto de criança todo enfeitado na cor rosa. Lapaglia, uma mulher branca de cabelos e olhos claros, veste um vestido rosa de mangas longas que se estende até a altura dos joelhos. Belfort, um homem branco de cabelos escuros e olhos claros, veste uma camiseta de botões de mangas longas, uma gravata vermelha e uma calça preta. Scorsese, um um homem branco de cabelos grisalhos e olhos escuros, veste uma camiseta de botões de mangas longas e uma calça preta." width="1000" height="750" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/12/Imagem-3-1.png 1000w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/12/Imagem-3-1-800x600.png 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/12/Imagem-3-1-768x576.png 768w" sizes="(max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-32342" class="wp-caption-text">Margot Robbie improvisou um tapa na cara de Leonardo DiCaprio durante os testes para o filme (Foto: Paramount Pictures)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">Roubando a cena, </span><a href="https://personaunesp.com.br/eu-tonya-5-anos-critica/"><span style="font-weight: 400;">Margot Robbie</span></a><span style="font-weight: 400;"> traz profundidade para Naomi Lapaglia que, na entrega de qualquer outra atriz, poderia ser considerada apenas como a jovem que acabou com o primeiro casamento de Jordan Belfort. Da futilidade natural de sua personagem, Robbie nasce em Hollywood como uma </span><i><span style="font-weight: 400;">sex symbol</span></i><span style="font-weight: 400;">, porém, passados os dois primeiros arcos do longa, demonstra uma potência dramática que justifica o encanto de Martin Scorsese e DiCaprio no </span><i><span style="font-weight: 400;">casting</span></i><span style="font-weight: 400;">.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Passados 10 anos desde o lançamento, é de se acreditar que as polêmicas teriam desaparecido, mas não, até porque existem aqueles que continuam sem entender a crítica e realmente se iludem com o espetáculo de Scorsese. Entre os defeitos do longa, o uso condenável de animais em cenas explícitas e a possibilidade de uma interpretação ‘</span><a href="https://www.bbc.com/portuguese/geral-58300599"><i><span style="font-weight: 400;">incel</span></i></a><span style="font-weight: 400;">’, ou melhor, a ambiguidade que permite a falta de qualquer raciocínio lógico por parte dessas pessoas são, de longe, os piores erros.</span></p>
<figure id="attachment_32344" aria-describedby="caption-attachment-32344" style="width: 2560px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-32344" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/12/Imagem-4-4-scaled.jpg" alt="Cena do filme O Lobo de Wall Street. Da esquerda para a direita na imagem estão: Jonah Hill, que interpreta Donnie Azoff, e Leonardo DiCaprio, que interpreta Jordan Belfort. A câmera captura Azoff a partir do joelho e Belfort a partir do busto, isso porque o primeiro está de pé cumprimentando o segundo, que está sentado em uma cadeira frente a uma mesa de cafeteria com café, pães e jornal. Donnie Azoff, um homem branco de cabelos e olhos claros, veste um conjunto de moletom azulado. Jordan Belfort, um homem branco de cabelos escuros e olhos claros, veste um terno azul sobre uma camiseta branca e gravata amarronzada." width="2560" height="1707" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/12/Imagem-4-4-scaled.jpg 2560w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/12/Imagem-4-4-800x533.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/12/Imagem-4-4-1024x683.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/12/Imagem-4-4-768x512.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/12/Imagem-4-4-1536x1024.jpg 1536w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-32344" class="wp-caption-text">O longa quebrou o recorde de uso de palavrões no Cinema estadunidense (Foto: Paramount Pictures)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">Na temporada de premiações, </span><i><span style="font-weight: 400;">O Lobo de Wall Street</span></i><span style="font-weight: 400;"> garantiu cinco indicações ao </span><a href="https://www.diariodolitoral.com.br/cinema/oscar/leonardo-dicaprio-um-lobo-a-caca-de-seu-primeiro-oscar/26725/"><i><span style="font-weight: 400;">Oscar</span></i><span style="font-weight: 400;"> 2014</span></a><span style="font-weight: 400;"> – incluindo Melhor Direção e Melhor Filme –, porém, a equipe saiu de </span><a href="https://www.hollywoodreporter.com/movies/movie-news/oscars-wolf-wall-street-shut-685321/"><span style="font-weight: 400;">mãos vazias</span></a><span style="font-weight: 400;">. Já no Globo de Ouro do mesmo ano, Leonardo DiCaprio levou para casa a estatueta de Melhor Ator em Comédia ou Musical. Em 2019, mais um escândalo atingiu a produção, uma acusação de lavagem de dinheiro contra </span><a href="https://f5.folha.uol.com.br/cinema-e-series/2019/07/produtor-de-o-lobo-de-wall-street-e-acusado-de-lavar-dinheiro-de-fundo-da-malasia.shtml"><span style="font-weight: 400;">Riza Aziz</span></a><span style="font-weight: 400;">, recentemente retirada.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Explícito, violento e viciante, a maior bilheteria da carreira de Martin Scorsese evita saídas fáceis e recusa a ‘moral da história’. Diante de uma década desde sua chegada catapultada por controvérsias, </span><i><span style="font-weight: 400;">O Lobo de Wall Street</span></i><span style="font-weight: 400;"> se materializa como uma das melhores performances de DiCaprio e a revelação da </span><a href="https://personaunesp.com.br/barbie-critica/"><span style="font-weight: 400;">atriz mais requisitada</span></a><span style="font-weight: 400;"> dos últimos anos, Margot Robbie. Ao final, se para alguns não ficou nítido, é bom lembrar: um dia é da caça e, o outro, do caçador.</span></p>
<div class="jetpack-video-wrapper"><iframe loading="lazy" title="O Lobo de Wall Street - Trailer oficial legendado" width="840" height="473" src="https://www.youtube.com/embed/PoSCUsNQVtw?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen></iframe></div>
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		<title>Em Ruído Branco, o mundo real é uma simulação</title>
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		<pubDate>Tue, 17 Jan 2023 14:27:08 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Bruno Andrade “Consumista” já foi a palavra de ordem de uma geração que, em um passo ousado, julgava os relativos perigos de uma sociedade descontrolada – talvez como consequência direta da mudança social dos anos 1960, cuja virada cultural permanente se estabeleceu e desembocou no mal-estar das décadas seguintes. Mas o fato é que o &#8230; <a href="http://personaunesp.com.br/ruido-branco-critica/" class="more-link">Continue lendo<span class="screen-reader-text"> "Em Ruído Branco, o mundo real é uma simulação"</span></a></p>
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										<content:encoded><![CDATA[<figure id="attachment_29572" aria-describedby="caption-attachment-29572" style="width: 2560px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-29572" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/01/1-scaled.jpg" alt="" width="2560" height="1072" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/01/1-scaled.jpg 2560w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/01/1-800x335.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/01/1-1024x429.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/01/1-768x322.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/01/1-1536x643.jpg 1536w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/01/1-2048x858.jpg 2048w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/01/1-1200x503.jpg 1200w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-29572" class="wp-caption-text">Em parceria com a A24, Ruído Branco estreou no Festival de Veneza e chegou à Netflix no penúltimo dia de 2022 (Foto: Netflix)</figcaption></figure>
<p><b>Bruno Andrade</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">“Consumista” já foi a palavra de ordem de uma geração que, em um passo ousado, julgava os relativos perigos de uma sociedade descontrolada – talvez como consequência direta da mudança social dos anos 1960, cuja virada cultural permanente se estabeleceu e desembocou no mal-estar das décadas seguintes. Mas o fato é que o julgamento parecia resfriar-se em um sólido cenário teórico, e ironicamente se perpetuava, muitas vezes, por aqueles que o apontavam. O consumo estava em toda parte. Em </span><span style="font-weight: 400;"><i><a href="https://www.indiewire.com/2022/08/white-noise-movie-review-netflix-noah-baumbach-1234755914/">Ruído Branco</a></i></span><span style="font-weight: 400;">, adaptação dirigida por </span><span style="font-weight: 400;"><a href="https://about.netflix.com/pt_br/news/academy-award-nominated-filmmaker-noah-baumbach-signs-exclusive-partnership">Noah Baumbach</a></span><span style="font-weight: 400;"> do clássico homônimo de </span><span style="font-weight: 400;"><a href="https://www.companhiadasletras.com.br/livro/9788585095109/ruido-branco">Don DeLillo</a></span><span style="font-weight: 400;"> publicado em 1985, outras facetas do consumo – para além da alienação – ganham espaço: o entretenimento vulgar, o delírio e a paranoia.</span></p>
<p><span id="more-29568"></span></p>
<p><span style="font-weight: 400;"><i>White Noise </i></span><span style="font-weight: 400;">(no original) traz a dependência televisiva logo no título. Originalmente, DeLillo pretendia chamar o livro de </span><span style="font-weight: 400;"><i>Panasonic</i></span><span style="font-weight: 400;">, mas a empresa vetou a utilização do nome. Mantendo a ideia de fazer alusão à TV, o autor cunhou “</span><span style="font-weight: 400;"><i>Ruído Branco</i></span><span style="font-weight: 400;">”, expressão técnica para o que se convencionou a chamar de “</span><span style="font-weight: 400;"><a href="https://www.bbc.com/portuguese/geral-40679798">chiado na televisão</a></span><span style="font-weight: 400;">”, a imagem obstruída pelo som agonizante da falta de sinal. Todavia, na trama, o ruído branco pode muito bem ser, de forma alegórica, o medo da morte, que paira pela vida das personagens silenciosamente, obstruindo suas consciências. Seguindo a história do protagonista Jack Gladney (Adam Driver), tanto o livro como o filme traçam um paralelo quase perfeito entre o consumismo e o medo da morte.</span></p>
<p><figure id="attachment_29570" aria-describedby="caption-attachment-29570" style="width: 2560px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-29570" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/01/7-scaled.jpg" alt="" width="2560" height="1707" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/01/7-scaled.jpg 2560w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/01/7-800x533.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/01/7-1024x683.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/01/7-768x512.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/01/7-1536x1024.jpg 1536w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/01/7-2048x1365.jpg 2048w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/01/7-1200x800.jpg 1200w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-29570" class="wp-caption-text">“Por que pensamos que essas coisas já aconteceram? É simples. Elas já aconteceram mesmo, em nossas mentes” (DeLILLO, 2017, p. 189)¹ [Foto: Netflix]</figcaption></figure><span style="font-weight: 400;">O personagem principal, pai dos jovens </span><span style="font-weight: 400;"><a href="https://todavialivros.com.br/livros/erguei-bem-alto-a-viga-carpinteiros-seymour-uma-introducao">salingeranamente</a></span><span style="font-weight: 400;"> inteligentes Heinrich (Sam Nivola), Steffie (May Nivola), Wilder (Dean/Henry Moore) e padrasto de Denise (Raffey Cassidy), é também professor de “hitlerologia”</span> <span style="font-weight: 400;">– disciplina criada por ele na fictícia universidade College-on-the-Hill para se debruçar sobre a aura de Hitler –, vivendo sob o cerco de campanhas publicitárias e aprendendo às escondidas a língua alemã para um colóquio. Ele vê sua vida alterar-se significativamente com a chegada de uma nuvem tóxica, em decorrência de um acidente industrial próximo a sua residência. Diferente do livro, porém – e por razões razoáveis –, o longa tem sua primeira parte mais acelerada que as demais (embora o poder de síntese do diretor seja surpreendente, o filme ainda totaliza mais de duas horas de duração).</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Talvez pelas implicações que um novo formato pede, e mesmo mantendo-se fiel à trama, </span><span style="font-weight: 400;"><i>Ruído Branco </i></span><span style="font-weight: 400;">não tem o mesmo peso que o romance – mas não se trata, aqui, da velha dicotomia livro-é-melhor-que-o-filme. Baumbach, que além da direção, assina o roteiro adaptado, opta por não retratar alguns momentos da história original. Na obra literária de 1985, a filha mais jovem de Gladney participa de uma simulação do governo, na qual situações de vazamentos tóxicos são treinados por civis e policiais, aumentando o ar conspiratório de que tudo, na verdade, pode ser um truque estatal para manter a sociedade funcionando pelo medo. Mesmo que a cena não ocorra no longa, a </span><span style="font-weight: 400;"><a href="https://www.shmoop.com/study-guides/literature/white-noise/analysis/simuvac-short-for-simulated-evacuation">SIMUVAC</a></span><span style="font-weight: 400;">, órgão ficcional do Estado cuja abreviação significa “evacuação simulada”, aparece na segunda parte do filme.</span></p>
<blockquote>
<p style="text-align: center;"><span style="font-weight: 400;"><em>“</em></span><span style="font-weight: 400;">Murray diz que somos criaturas frágeis cercadas por um mundo de fatos hostis. Os fatos ameaçam a nossa felicidade e segurança. Quanto mais nos aprofundamos na natureza das coisas, mais frouxa a nossa estrutura nos parece. O processo da família visa ao isolamento em relação ao mundo exterior</span><span style="font-weight: 400;"><em>”</em></span><em> <span style="font-weight: 400;">(DeLILLO, 2017, p. 102).¹</span></em></p>
</blockquote>
<p><span style="font-weight: 400;">Além de cortar “</span><span style="font-weight: 400;"><i>o celeiro mais fotografado da América</i></span><span style="font-weight: 400;">”, o cineasta também decidiu ocultar Vernon Dickey, pai de Babette (</span><span style="font-weight: 400;"><a href="https://cinepop.com.br/greta-gerwig-diretora-de-barbie-e-lady-bird-vai-comandar-um-novo-filme-pela-netflix-383431/?amp">Greta Gerwig</a></span><span style="font-weight: 400;">), que na obra original é o responsável por entregar a pequena pistola ao protagonista, utilizada no clímax da história. No estilo conservador armamentista, esse personagem o presenteia com os dizeres “</span><span style="font-weight: 400;"><i>existem dois tipos de pessoas no mundo: as que morrem e as que matam</i></span><span style="font-weight: 400;">”. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Ausente no longa, a cena e a fala são inseridas na boca de Murray Siskind (Don Cheadle), o eloquente amigo de Jack que pesquisa sobre a televisão e cobiça repetir seu feito e iniciar os “</span><span style="font-weight: 400;"><i>estudos sobre Elvis</i></span><span style="font-weight: 400;">” na universidade. Mas, à medida que o roteiro avança, percebe-se que o foco são os </span><span style="font-weight: 400;"><a href="https://personaunesp.com.br/plano-75-critica/">costumes contemporâneos</a></span><span style="font-weight: 400;"> – mesmo retratando a sociedade norte-americana dos anos 1980 –, tomando isso como um norte, enquanto alguns vícios esquisitos, como o delírio coletivo pela violência ou a inexplicável dificuldade em lidar com a realidade, são representados pela visão do protagonista.</span></p>
<figure id="attachment_29574" aria-describedby="caption-attachment-29574" style="width: 1280px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-29574" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/01/3.jpg" alt="" width="1280" height="720" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/01/3.jpg 1280w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/01/3-800x450.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/01/3-1024x576.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/01/3-768x432.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/01/3-1200x675.jpg 1200w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-29574" class="wp-caption-text">Duas vezes indicado ao Oscar de Melhor Roteiro Original, Noah Baumbach disse que White Noise é seu projeto “mais diferente”, sendo esse o primeiro longa que dirige com roteiro adaptado (Foto: Netflix)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">A essência da trama remonta à clara afeição que o cineasta mantém em relação ao livro. Em obras anteriores, Baumbach retratou grupos disfuncionais em suas falsidades, que, comumente, rompem no limiar entre o falso moralismo e o mal-estar – como em </span><span style="font-weight: 400;"><i><a href="https://personaunesp.com.br/historia-de-um-casamento-critica/">História de um Casamento</a></i></span> <span style="font-weight: 400;">(2019)</span><span style="font-weight: 400;"><i>,</i></span> <span style="font-weight: 400;"><i><a href="https://www.omelete.com.br/filmes/criticas/os-meyerowitz-familia-nao-se-escolhe-critica">Os Meyerowitz: Família Não Se Escolhe</a></i></span><span style="font-weight: 400;"> (2017) e </span><span style="font-weight: 400;"><i><a href="https://www.youtube.com/watch?v=zaZhnD69vl0&amp;ab_channel=TrailersTeasersClips">A Lula e a Baleia</a></i></span> <span style="font-weight: 400;">(2005). Nesse aspecto, </span><span style="font-weight: 400;"><i>Ruído Branco</i></span><span style="font-weight: 400;"> não está tão longe do campo que o autor estadunidense domina, visto que segue uma família particularmente diferente, na qual todos são demasiadamente autoconscientes, principalmente os filhos. A adaptação ainda é “</span><span style="font-weight: 400;"><i>mais diferente</i></span><span style="font-weight: 400;">” que os longas anteriores, como o próprio </span><span style="font-weight: 400;"><a href="https://www.indiewire.com/2022/09/noah-baumbach-interview-white-noise-1234768260/">diretor declarou</a></span><span style="font-weight: 400;">, porque preocupa-se principalmente com uma atmosfera paranoica e espetacularizada da realidade.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Ainda assim, em diversos momentos o filme deixa pontas soltas que são explicadas apenas no livro. Há uma enorme complexidade na tentativa de reduzir as dezenas de frases impactantes de Don DeLillo em cenas rápidas, e Baumbach tenta sintetizá-las nos diálogos. Apesar disso, principalmente </span><span style="font-weight: 400;"><a href="https://www.esquire.com/uk/culture/a42396264/white-noise-ending-explained/">no final</a></span><span style="font-weight: 400;">, é praticamente impossível entendê-lo em sua totalidade sem ter lido a obra original. Mesmo que permaneça na Comédia Dramática – inclusive com </span><span style="font-weight: 400;"><a href="https://pitchfork.com/news/andre-3000-joins-noah-baumbach-new-white-noise-film-adaptation-for-netflix/">André 3000</a></span><span style="font-weight: 400;"> integrando o elenco –, seu mote sustenta-se em assuntos existencialistas e filosóficos, que idealmente devem ser transmitidos ao espectador sem exigir conhecimento prévio. Por reivindicar implicitamente a pesquisa, é um filme que dificilmente consegue o consenso.</span></p>
<p><figure id="attachment_29575" aria-describedby="caption-attachment-29575" style="width: 2560px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-29575" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/01/4-scaled.jpg" alt="" width="2560" height="1707" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/01/4-scaled.jpg 2560w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/01/4-800x533.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/01/4-1024x683.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/01/4-768x512.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/01/4-1536x1024.jpg 1536w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-29575" class="wp-caption-text">“O supermercado está cheio de velhos que parecem perdidos no meio de tantas mercadorias de cores vivas” (DeLILLO, 2017, p. 207)¹ [Foto: Netflix]</figcaption></figure><span style="font-weight: 400;">O enredo ecoa a discussão </span><span style="font-weight: 400;"><a href="https://personaunesp.com.br/o-rei-palido-critica/">pós-moderna</a></span><span style="font-weight: 400;"> do espetáculo, que massivamente afasta os indivíduos da compreensão de “fim”. Na verdade, o consumo desenfreado – por vezes imperceptível a nós – é apenas uma reação ritualística ao medo ancestral da morte; é o preenchimento material da ausência completa de sentido. Não por acaso o supermercado ascende na trama como um espaço transcendental: é um cenário repleto de marcas, cujo zumbido ínfimo das luzes claras dos refrigeradores ressoa em nossos ouvidos junto às músicas do ambiente, que servem, basicamente, para afastar a frieza dos nossos pensamentos. Ao mesmo tempo que a morte “de verdade” é distanciada pelo entretenimento, a própria realidade é ela mesma assassinada, ampliando a estranha sensação de não pertencimento.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Paradoxalmente, enxergar o mundo em sua extensão é remetê-lo à noção de compreensão humana. Por isso, ao trazer sua complexidade ao espectro de nossos sentidos, nos esforçamos para alcançar a distância correta entre o que somos e o que pensamos ser – tudo ganha um ar de familiaridade. Como </span><span style="font-weight: 400;"><a href="https://www.scielo.br/j/raeel/a/XLCG9KDtPBPK8YSqmk6bDrq/?lang=pt">Jean Baudrillard</a></span><span style="font-weight: 400;"> escreve, a interconexão entre o consumo e a vida cotidiana deixa de ser questionada pelos indivíduos, “</span><span style="font-weight: 400;"><i>praticamente inconscientes, na vida de todo dia, da realidade tecnológica dos objetos</i></span><span style="font-weight: 400;">”.² No mundo onde a simulação é gerada por um real sem origem nem realidade – chamado pelo filósofo de “</span><span style="font-weight: 400;"><i>hiper-real</i></span><span style="font-weight: 400;">”³ –, os objetos multiplicam-se ao infinito, pois precisam preencher uma “</span><span style="font-weight: 400;"><i>realidade ausente</i></span><span style="font-weight: 400;">”. O consumo e a solidão são inseparáveis.</span></p>
<figure id="attachment_29576" aria-describedby="caption-attachment-29576" style="width: 735px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-large wp-image-29576" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/01/5.1-735x1024.jpg" alt="" width="735" height="1024" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/01/5.1-735x1024.jpg 735w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/01/5.1-574x800.jpg 574w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/01/5.1-768x1070.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/01/5.1.jpg 1000w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-29576" class="wp-caption-text">Don DeLillo é um dos poucos autores contemporâneos a revestir a aura do romancista como visionário (Foto: Joyce Ravid)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">Historicamente, </span><span style="font-weight: 400;"><i>Ruído Branco</i></span><span style="font-weight: 400;"> teve três tentativas fracassadas de adaptação, antes da finalizada por Noah Baumbach. Desde os anos 1990, James L. Brooks (</span><span style="font-weight: 400;"><i>Laços de Ternura</i></span><span style="font-weight: 400;">, 1983), Barry Sonnenfeld (</span><span style="font-weight: 400;"><i>MIB &#8211; Homens de Preto</i></span><span style="font-weight: 400;">, 1997) e Michael Almereyda (</span><span style="font-weight: 400;"><i>Hamlet</i></span><span style="font-weight: 400;">, 2000) tentaram a empreitada, mas abandonaram o projeto. Seguindo a linhagem dos “</span><span style="font-weight: 400;"><a href="https://www.gq-magazine.co.uk/culture/article/systems-novel-future-of-fiction">romances de sistema</a></span><span style="font-weight: 400;">” – que se preocupam principalmente com o desenvolvimento dos mecanismos de poder sobre os personagens –, o livro e o estilo de Don DeLillo (extremamente sugestivo e, por vezes, até mesmo minimalista) dificultam qualquer roteiro cinematográfico, que precisa “mostrar” ao espectador situações que não são explicadas – e nem precisam ser – na Literatura. Esse tom sugestivo abre janela às interpretações “distópicas”, algo que, acertadamente, o diretor não explora.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Contudo, mesmo que </span><span style="font-weight: 400;"><i><a href="https://www.companhiadasletras.com.br/livro/9788535903768/cosmopolis">Cosmópolis</a></i></span><span style="font-weight: 400;"> (2003) tenha sido adaptado de forma interessante por </span><span style="font-weight: 400;"><a href="https://personaunesp.com.br/estante-do-persona-maio-de-2022/">David Cronenberg</a></span><span style="font-weight: 400;"> em 2012 (com </span><span style="font-weight: 400;"><a href="https://personaunesp.com.br/batman-critica/">Robert Pattinson</a></span><span style="font-weight: 400;"> no papel principal), </span><span style="font-weight: 400;"><i>White Noise</i></span><span style="font-weight: 400;"> tem um peso ainda maior: trata-se – ao lado de </span><span style="font-weight: 400;"><i><a href="https://www.companhiadasletras.com.br/livro/9788571648838/submundo?idtag=9574a89e-f004-4536-99a9-de5691cab400&amp;gclid=Cj0KCQiAzeSdBhC4ARIsACj36uHe8wZ1zYJCf8r5meKiZxYF6taTvnMPbYYVlYfJ3x2oZeQ1ylp3H1waAt3jEALw_wcB">Submundo</a></i></span> <span style="font-weight: 400;">(1997) – da obra fundamental do autor, um clássico da Literatura norte-americana analisado em universidades e vencedor do </span><span style="font-weight: 400;"><i><a href="https://www.nationalbook.org/books/white-noise/">National Book Awards</a></i></span><span style="font-weight: 400;">, cujo impacto foi tão grande que projetou DeLillo como um dos melhores observadores da vida no capitalismo tardio. A simples trama do livro já parte de uma premissa complexa: a existência é indistinguível da “imitação” da realidade e do espetáculo das relações sociais.</span></p>
<figure id="attachment_29569" aria-describedby="caption-attachment-29569" style="width: 1920px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-29569" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/01/6-e1673640103159.jpg" alt="" width="1920" height="787" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/01/6-e1673640103159.jpg 1920w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/01/6-e1673640103159-800x328.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/01/6-e1673640103159-1024x420.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/01/6-e1673640103159-768x315.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/01/6-e1673640103159-1536x630.jpg 1536w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/01/6-e1673640103159-1200x492.jpg 1200w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-29569" class="wp-caption-text">Repetindo os movimentos de História de um Casamento, o diretor deixa em primeiro plano, durante o clímax, a cabeça do interlocutor, no que pode acenar para a perspectiva de integrar outra consciência (Foto: Netflix)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">Embora existam comparações, também é interessante observar que </span><span style="font-weight: 400;"><i>Ruído Branco </i></span><span style="font-weight: 400;">não é o novo </span><span style="font-weight: 400;"><i><a href="https://personaunesp.com.br/nao-olhe-para-cima-critica/">Não Olhe para Cima</a></i></span><span style="font-weight: 400;"> (2021) – e isso é bom, para Baumbach. É sempre importante entender as dificuldades na adaptação de uma obra cinematográfica cujo roteiro surge de um livro clássico, mas, diferente do filme de Adam McKay, mesmo que algumas pontas permaneçam soltas, o texto original fornece um material impecável de discussão, que se sustenta nas atuações e permanece distante do debate conformista. É nesse ambiente que Adam Driver ascende como o grande destaque de atuação, segurando as nuances entre Comédia e Drama com habilidade. Pelo papel de Jack Gladney, Driver concorreu ao </span><span style="font-weight: 400;"><a href="https://www.goldenglobes.com/person/adam-driver">Globo de Ouro</a></span><span style="font-weight: 400;"> pela terceira vez, na categoria de Melhor Ator em Comédia ou Musical, mas perdeu para </span><span style="font-weight: 400;"><a href="https://www.uol.com.br/splash/noticias/afp/2023/01/10/colin-farrell-ganha-globo-de-ouro-de-melhor-ator-de-musical-ou-comedia.htm">Colin Farrell</a></span><span style="font-weight: 400;">.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A trilha sonora de </span><span style="font-weight: 400;"><a href="https://www.tenhomaisdiscosqueamigos.com/2022/12/12/phoebe-bridgers-estranho-mundo-jack/">Danny Elfman</a></span><span style="font-weight: 400;">, porém, é apenas curiosa. Misturando elementos da Música Eletrônica com a </span><span style="font-weight: 400;"><a href="https://personaunesp.com.br/heitor-villa-lobos-e-a-musica-modernista-artigo/">Clássica</a></span><span style="font-weight: 400;">, ele auxilia na ambientação cultural de um Estados Unidos pós-industrial, a um nível quase distópico. O grande mérito musical fica a cargo da canção original de </span><span style="font-weight: 400;"><a href="https://pitchfork.com/reviews/tracks/lcd-soundsystem-new-body-rhumba/">LCD Soundsystem</a></span><span style="font-weight: 400;"> – uma faixa </span><span style="font-weight: 400;"><i>dance punk</i></span><span style="font-weight: 400;"> que serve como melodia para a </span><span style="font-weight: 400;"><a href="https://www.nme.com/news/music/watch-the-surreal-lcd-soundsystem-dance-scene-from-netflixs-white-noise-3373481">dança ensaiada</a></span><span style="font-weight: 400;"> dos créditos no fim –, vocalizada pelo líder do grupo, James Murphy, que colaborou com o diretor nas trilhas originais de </span><span style="font-weight: 400;"><i><a href="https://www.youtube.com/watch?v=cwdliqOGTLw&amp;ab_channel=FocusFeatures">Greenberg</a></i></span> <span style="font-weight: 400;">(2010) e </span><span style="font-weight: 400;"><i><a href="https://www.youtube.com/watch?v=NRUcm9Qw9io&amp;ab_channel=A24">Enquanto Somos Jovens</a></i></span><span style="font-weight: 400;"> (2014).</span></p>
<div class="jetpack-video-wrapper"><iframe loading="lazy" title="LCD Soundsystem - new body rhumba (from the film White Noise) (Official Audio)" width="840" height="473" src="https://www.youtube.com/embed/JG17jiPdbb0?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen></iframe></div>
<p><span style="font-weight: 400;">De forma vertiginosa, o longa explora a </span><span style="font-weight: 400;"><a href="https://personaunesp.com.br/estado-eletrico-critica/">expectativa social pela catástrofe</a></span><span style="font-weight: 400;">. Em alguns trechos, quando o acidente tóxico já ocorreu e dominou o imaginário conspiratório da população, o diretor dá piscadelas no roteiro à recente situação da pandemia de covid-19, jogando luz aos comentários negacionistas que são aplaudidos por Jack Gladney. Na verdade, o coronavírus revitaliza, de maneira incômoda, a obra original, apresentando o desastre como um fenômeno cíclico nas sociedades contemporâneas. O cineasta também se recusa a atualizar a história em seus figurinos e panorama social, mantendo a ambientação original de DeLillo – com todas as conspirações da Guerra Fria às quais o país estava submetido – e apontando para o caráter premonitório da obra.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A ânsia de Baumbach em presentear os espectadores com as melhores partes do romance faz com que diversos trechos de desenvolvimento de personagens sejam deixados de lado. Repentinamente, a partir da segunda parte, a trama muda para um cenário que beira o </span><span style="font-weight: 400;"><i>sci-fi</i></span><span style="font-weight: 400;">, e volta a se pacificar próximo ao fim, quando as melhores sequências de </span><span style="font-weight: 400;"><i>Ruído Branco</i></span><span style="font-weight: 400;"> são protagonizadas por Greta Gerwig e Adam Driver na revelação sobre o “</span><span style="font-weight: 400;"><i>Dylar</i></span><span style="font-weight: 400;">” e, logo em seguida, no diálogo entre o protagonista e o Sr. Gray (</span><span style="font-weight: 400;"><a href="https://personaunesp.com.br/minha-irma-critica/">Lars Eidinger</a></span><span style="font-weight: 400;">). A crueza com que Baumbach grava o embate, os tiros e a </span><span style="font-weight: 400;"><a href="https://www.smh.com.au/entertainment/books/don-delillo-the-great-american-novelist-on-paranoia-prescience-and-immortality-20160419-go9mfo.html">paranoia</a></span><span style="font-weight: 400;"> humanizada no papel de Eidinger registra uma perda da capacidade da linguagem para discernir ou até mesmo entender o mundo, que está </span><span style="font-weight: 400;"><i>“repleto de fatos hostis</i></span><span style="font-weight: 400;">” a nós.</span></p>
<p><figure id="attachment_29571" aria-describedby="caption-attachment-29571" style="width: 738px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-large wp-image-29571" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/01/71YrNpT5aJL-738x1024.jpg" alt="" width="738" height="1024" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/01/71YrNpT5aJL-738x1024.jpg 738w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/01/71YrNpT5aJL-577x800.jpg 577w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/01/71YrNpT5aJL-768x1066.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/01/71YrNpT5aJL-1107x1536.jpg 1107w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/01/71YrNpT5aJL-1476x2048.jpg 1476w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/01/71YrNpT5aJL-1200x1665.jpg 1200w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/01/71YrNpT5aJL.jpg 1651w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-29571" class="wp-caption-text">“A morte é que torna a vida incompleta” (DeLILLO, 2017, p. 345)¹ [Foto: Companhia das Letras]</figcaption></figure><span style="font-weight: 400;">Talvez preocupado demais em “parecer” a obra original, o longa inevitavelmente cai na armadilha prevista na própria trama. A representação de </span><span style="font-weight: 400;"><i>Ruído Branco</i></span><span style="font-weight: 400;"> torna-se o próprio “</span><span style="font-weight: 400;"><i>celeiro mais fotografado da América</i></span><span style="font-weight: 400;">”, e por isso sua presença é desnecessária, mesmo que frequentemente ganhe importância no livro. O </span><span style="font-weight: 400;"><a href="https://www.theguardian.com/film/2022/aug/31/white-noise-review-venice-opener-is-a-blackly-comic-blast">filme</a></span><span style="font-weight: 400;"> erra quando acerta demais, tentando emular os sentimentos e a velocidade do próprio romance de 1985 (o que explica a sensação de lentidão ou a estranheza que algumas partes podem causar).</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Ao deixar de lado as potencialidades criativas de um novo formato, a obra convence e se sustenta pela história: há um pavor ecológico, há universitários espetacularizando o ensino (</span><span style="font-weight: 400;"><a href="https://cenasdecinema.com/o-guia-pervertido-da-ideologia/">Slavoj Žižek</a></span><span style="font-weight: 400;"> poderia ser um personagem), há negacionismo e há ironia – tudo tão longe e tão perto de nós. No fim, ainda podemos sublimar nossos desejos e ir às compras, enganando a nós mesmos.</span></p>
<div class="jetpack-video-wrapper"><iframe loading="lazy" title="Ruído Branco | Teaser oficial | Netflix" width="840" height="473" src="https://www.youtube.com/embed/Ltjepb-zCmc?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen></iframe></div>
<hr />
<p><span style="font-weight: 400;">¹ DeLILLO, Don. </span><b>Ruído Branco</b><span style="font-weight: 400;">. 2ª ed. Tradução de Paulo Henriques Britto. São Paulo: Companhia das Letras, 2017.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">² BAUDRILLARD, Jean. </span><b>O sistema dos objetos. </b><span style="font-weight: 400;">5ª ed. Tradução de Zulmira Ribeiro Tavares. São Paulo: Perspectiva, 2015, p. 11.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">³ BAUDRILLARD, Jean. </span><b>Simulacros e simulação.</b><span style="font-weight: 400;"> Tradução de Maria João da Costa Pereira. Lisboa: Relógio d’Água, 1991, p. 8.</span></p>
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