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	<title>Arquivos HBO &#8211; Persona | Jornalismo Cultural</title>
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	<description>Desde 2015 provando que a distância entre Bergman, Lady Gaga e a novela das 9 nem existe.</description>
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		<title>Sistema prisional no Oscar: o documentário brutal que mostra a realidade por trás dos muros das penitenciárias no Alabama</title>
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		<pubDate>Tue, 17 Mar 2026 13:00:07 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Mariana Bezerra  Qual a imagem que se tem de um presídio e da vivência dentro deles? Certamente não uma das melhores, nem das mais harmoniosas. Apesar do que parece óbvio, Alabama: Presos do sistema têm muito a dizer sobre esse contexto. A produção da HBO indicada ao Oscar 2026 na categoria de Melhor Documentário, mostra &#8230; <a href="http://personaunesp.com.br/critica-alabama-presos-do-sistema/" class="more-link">Continue lendo<span class="screen-reader-text"> "Sistema prisional no Oscar: o documentário brutal que mostra a realidade por trás dos muros das penitenciárias no Alabama"</span></a></p>
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										<content:encoded><![CDATA[<figure id="attachment_37081" aria-describedby="caption-attachment-37081" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img fetchpriority="high" decoding="async" class="size-medium wp-image-37081" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2026/03/image2-7-800x450.png" alt="Cena de Alabama: Presos do Sistema. Homens vestidos com uniformes brancos caminham em fila por um corredor ao ar livre cercado por grades e arame farpado, ao lado de um prédio carcerário." width="800" height="450" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2026/03/image2-7-800x450.png 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2026/03/image2-7-1024x576.png 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2026/03/image2-7-768x432.png 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2026/03/image2-7-1536x864.png 1536w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2026/03/image2-7-1200x675.png 1200w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2026/03/image2-7.png 1920w" sizes="(max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-37081" class="wp-caption-text">“Como um jornalista pode ir para uma zona de guerra, mas não pode entrar em uma prisão nos Estados Unidos da América?” disse Melvin Ray, detento no Alabama, à documentarista (Foto: HBO Max)</figcaption></figure>
<p><b>Mariana Bezerra </b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Qual a imagem que se tem de um presídio e da vivência dentro deles? Certamente não uma das melhores, nem das mais harmoniosas. Apesar do que parece óbvio, </span><i><span style="font-weight: 400;">Alabama: Presos do sistema </span></i><span style="font-weight: 400;">têm muito a dizer sobre esse contexto. A produção da </span><i><span style="font-weight: 400;">HBO</span></i><span style="font-weight: 400;"> indicada ao </span><a href="https://www.bbc.com/portuguese/articles/c3dmm1047ndo"><span style="font-weight: 400;">Oscar 2026</span></a><span style="font-weight: 400;"> na categoria de Melhor Documentário, mostra que a realidade é muito pior do que se possa imaginar. Nesse sentido, o longa se destaca por atravessar os muros – literalmente – ao manter contato direto com os presidiários através de aparelhos telefônicos comumente contrabandeados obtidas a partir de mais de seis anos de investigação a respeito do sistema carcerário do estado do Alabama, nos Estados Unidos.</span></p>
<p><span id="more-37078"></span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O título traduzido carrega o posicionamento do longa: as pessoas privadas de liberdade no Alabama não estão presas a uma sentença, mas sim a um sistema, algo muito maior do que as 28 instituições estaduais. Essa ideia pode fazer sentido em muitos outros cenários carcerários, no entanto, o sistema desse estado é um dos mais polêmicos e mortais, considerado, inclusive, </span><a href="https://www.npr.org/2020/07/23/894830930/doj-alabama-prisons-for-men-are-unconstitutional-because-staff-abuse-inmates"><span style="font-weight: 400;">inconstitucional</span></a><span style="font-weight: 400;"> pelo</span> <span style="font-weight: 400;">Departamento de Justiça dos Estados Unidos devido às condições precárias e aos abusos de poder e violência por parte dos servidores. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Aqui se encontra o ponto chave do trabalho dos diretores Andrew Jarecki</span><span style="font-weight: 400;"> (</span><a href="https://www.gazetadopovo.com.br/cultura/serie-crimes-the-jinx-volta-desfecho-surpreendente/"><i><span style="font-weight: 400;">The Jinx</span></i></a><i><span style="font-weight: 400;">)</span></i><span style="font-weight: 400;"> e Charlotte Kaufman: se um </span><span style="font-weight: 400;">dos aspectos mais importantes da apuração jornalística é a fonte, o que fazer quando as histórias que estão sendo investigadas se passam dentro de um presídio? O que fazer quando apenas um lado consegue constantemente expor a sua versão na mídia tradicional e através das fontes oficiais? No início do longa, Jarecki demonstra dificuldades em acessar o cerne do problema e ter contato direto com os presidiários através de visitas regulares em virtude da extrema dificuldade de acesso da imprensa a esses lugares.</span></p>
<figure id="attachment_37079" aria-describedby="caption-attachment-37079" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img decoding="async" class="size-medium wp-image-37079" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2026/03/image1-2-800x450.jpg" alt="Cena de Alabama: Presos do Sistema. Há um grupo de pessoas reunidas em uma manifestação. Elas seguram grandes retratos de diversos homens com expressões sérias em um fundo neutro. " width="800" height="450" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2026/03/image1-2-800x450.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2026/03/image1-2-1024x576.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2026/03/image1-2-768x432.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2026/03/image1-2-1536x864.jpg 1536w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2026/03/image1-2-1200x675.jpg 1200w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2026/03/image1-2.jpg 2000w" sizes="(max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-37079" class="wp-caption-text">Os relatos dos detentos aliados as investigações paralelas dos criadores leva a exposição de casos de violência extrema, que não são isolados (Foto: HBO Max)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">Após o primeiro e </span><a href="https://youtu.be/vadQsrAHLSw?si=r3R2401oh38gBv5z&amp;t=27"><span style="font-weight: 400;">conturbado</span></a><span style="font-weight: 400;"> contato, um grupo de detentos ativistas decide pedir para que um projeto de denúncia se tornasse realidade. Assim, foi preciso pensar em algo diferente; sem câmeras profissionais, iluminação e microfones de alto nível, o conteúdo chega através de uma imagem de má qualidade, frequentemente comprometida pelo sinal de internet ou interrompida por visitas dos agentes carcerários. O amadorismo toma conta em função da necessidade, mas, no que diz respeito à condução das entrevistas e a edição do longa, o profissionalismo é muito bem executado a fim de apurar o necessário para que fosse estabelecida a tese central do documentário.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">É interessante perceber a movimentação das testemunhas – que são os câmeras e narradores ao mesmo tempo – em contribuir com a produção. É como se aquela fosse uma chance única de fazer algo inédito. Assim, surgem narrativas permeadas de violência e segredos. Além disso, as imagens mostram ambientes insalubres, extremamente lotados, homens doentes – inclusive adictos – e sem qualquer tratamento. São lugares onde a ressocialização parece não ter vez. Em alguns aspectos, lembram de </span><i><span style="font-weight: 400;">Carandiru </span></i><span style="font-weight: 400;">(2009), o filme brasileiro que retrata histórias e a </span><a href="https://youtu.be/9E8BpLo1D7g?si=UCf1YvNlrb-Hmovm"><span style="font-weight: 400;">chacina</span></a><span style="font-weight: 400;"> em uma rede prisional em São Paulo, inspirado em um livro de memórias do Dr. Drauzio Varella. São dois fatores compartilhados que evocam essa lembrança: a pessoalidade dos relatos e as cenas chocantes.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O desenrolar do documentário acontece quase como um </span><i><span style="font-weight: 400;">thriller</span></i><span style="font-weight: 400;">. Enquanto as histórias vão chegando aos profissionais através das gravações, ligações e mensagens, o público vai tomando contato com alguns casos concretos de vítimas de violência dentro das prisões, além de conhecer de perto as </span><a href="https://youtu.be/RAo8xufzXVo?si=qHKpSjJMT1by3K-k&amp;t=126"><span style="font-weight: 400;">famílias</span></a><span style="font-weight: 400;"> que se unem por justiça. Além disso, a obra aborda o contexto político dos Estados Unidos e do Alabama no que diz respeito aos conflitos entre o governo estadual e o Departamento de Justiça. O primeiro condenou qualquer tipo de intervenção do órgão federal, pois afirmou que os problemas do Alabama deveriam ser solucionados internamente, daí o título original </span><i><span style="font-weight: 400;">The Alabama Solution</span></i><span style="font-weight: 400;">. </span></p>
<figure id="attachment_37080" aria-describedby="caption-attachment-37080" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img decoding="async" class="size-medium wp-image-37080" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2026/03/image3-1-800x533.jpg" alt="Cena de Alabama: Presos do Sistema. Vários homens usando uniformes brancos estão posicionados em um campo gramado e dão as mãos, formando um grande círculo. No fundo, aparece árvores e o céu azul." width="800" height="533" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2026/03/image3-1-800x533.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2026/03/image3-1-768x512.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2026/03/image3-1.jpg 900w" sizes="(max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-37080" class="wp-caption-text">Os principais narradores, Melvin Ray, Robert Earl e Raoul Paul foram transferidos e colocados em solitária durante a divulgação do filme (Foto: HBO Max)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">É claro que existem vítimas do outro lado da moeda, que sofreram algo que causou a prisão dos homens aos quais assistimos, no entanto, o </span><a href="https://personaunesp.com.br/pcc-poder-secreto-critica/"><span style="font-weight: 400;">documentário</span></a><span style="font-weight: 400;"> não chega nem perto e não tem a mínima intenção de inocentar nenhum dos detentos – e pressupor tal posicionamento seria de tamanha ignorância. O que importa para os envolvidos no projeto é a lei e o bem público. De um lado, os detentos cumprem a pena; a lei é seguida; de outro, a produção aponta que os criminosos estão perdendo não a liberdade, mas a dignidade. Diante dos casos letais de violência e negligência apresentados, é como se a pena de morte, legalizada nos Estados Unidos, ocupasse um papel não oficial no sistema.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Em entrevista, Kauffman afirmou que o estado gasta </span><a href="https://youtu.be/IuzYbR7Tn8c?si=WP2F_DqSmxIrTZVf&amp;t=335"><span style="font-weight: 400;">80 bilhões</span></a><span style="font-weight: 400;"> de dólares com a rede prisional. A co-diretora pontua que a população não sabe como esse dinheiro é investido e parte do princípio de que a transparência é essencial para determinar em que medida o sistema funciona ou prejudica ainda mais a sociedade. Nesse sentido, é construído um material sóbrio, informativo e que também provoca as mais variadas emoções em razão da progressão rítmica e temática realizada com maestria. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Quanto à corrida pelo Oscar, um dos principais concorrentes foi a </span><a href="https://www.cnnbrasil.com.br/entretenimento/a-vizinha-perfeita-conheca-historia-do-documentario-no-top-10-da-netflix/"><i><span style="font-weight: 400;">A vizinha Perfeita</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> (2025), que também adota um estilo diferenciado: quase todo o documentário é composto por gravações de câmeras das roupas de policiais e de segurança. Entretanto, no fim a estatueta foi para </span><a href="https://youtu.be/pd2NuCDqlRI?si=Zt2MuWBcrPNj6eck&amp;t=49"><i><span style="font-weight: 400;">Mr. Nobody Against Putin</span></i></a> <span style="font-weight: 400;">(2025), que</span> <span style="font-weight: 400;">expõe a máquina de propaganda russa e a militarização das escolas do país. De qualquer forma, </span><i><span style="font-weight: 400;">The Alabama Solution </span></i><span style="font-weight: 400;">cumpre seu papel para além das telas, e ao alçar voos tão altos na temporada de premiações, segue instigando debates múltiplos.</span></p>
<div class="jetpack-video-wrapper"><iframe loading="lazy" title="The Perfect Neighbor | Official Trailer | Netflix" width="840" height="473" src="https://www.youtube.com/embed/fNp85HGJtoo?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen></iframe></div>
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		<title>A primeira temporada de I Love LA poderia ser melhor, mas é um bom começo para Rachel Sennott</title>
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		<pubDate>Mon, 23 Feb 2026 13:00:27 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Guilherme Machado Leal 2025 foi um ano recheado para os jovens adultos. Desde a estreia de Overcompensating – trama que aborda a descoberta da sexualidade de um rapaz gay na faculdade – até Adults, obra com o protagonismo de um quinteto no Queens, em Nova York, o subgênero ganhou uma irmã em outubro: I Love &#8230; <a href="http://personaunesp.com.br/i-love-la-primeira-temporada/" class="more-link">Continue lendo<span class="screen-reader-text"> "A primeira temporada de I Love LA poderia ser melhor, mas é um bom começo para Rachel Sennott"</span></a></p>
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										<content:encoded><![CDATA[<figure id="attachment_36744" aria-describedby="caption-attachment-36744" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="wp-image-36744 size-medium" style="font-weight: bold; background-color: transparent; text-align: inherit;" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2026/01/image2-2-800x450.png" alt="Cena da série I Love LA. Na imagem, há uma mulher branca de cabelos ondulados que veste uma blusa rosa com uma jaqueta cinza, além de utilizar um boné branco e vermelho com estampa de um palhaço. Ela está em pé e segura um celular na mão direita e um café na mão esquerda." width="800" height="450" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2026/01/image2-2-800x450.png 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2026/01/image2-2-1024x576.png 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2026/01/image2-2-768x432.png 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2026/01/image2-2-1536x864.png 1536w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2026/01/image2-2-1200x675.png 1200w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2026/01/image2-2.png 1920w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-36744" class="wp-caption-text">Maya é o tipo de protagonista que prontamente ganha o carinho de seus telespectadores (Foto: HBO)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;"><b>Guilherme Machado Leal</b></span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">2025 foi um ano recheado para os jovens adultos. Desde a estreia de </span><a href="https://personaunesp.com.br/overcompensating-critica-persona-unesp/"><i><span style="font-weight: 400;">Overcompensating</span></i></a> <span style="font-weight: 400;">– trama que aborda a descoberta da sexualidade de um rapaz gay na faculdade – até </span><i><span style="font-weight: 400;">Adults</span></i><span style="font-weight: 400;">, obra com o protagonismo de um quinteto no Queens, em Nova York, o subgênero ganhou uma irmã em outubro: </span><i><span style="font-weight: 400;">I Love LA</span></i><span style="font-weight: 400;">, série criada e protagonizada por Rachel Sennott. No final dos anos 90 e na década de 2010, a HBO produziu histórias na cidade que nunca dorme. Dessa vez, as palmeiras californianas recebem seu próprio </span><i><span style="font-weight: 400;">coming of age</span></i><span style="font-weight: 400;"> centralizado na chegada dos 30 anos.</span></p>
<p><span id="more-36741"></span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Maya é a típica </span><i><span style="font-weight: 400;">zillenial</span></i><span style="font-weight: 400;"> (aqueles que nasceram entre 1993 e 1998 e possuem misturas da geração Z e dos </span><i><span style="font-weight: 400;">millennials</span></i><span style="font-weight: 400;">): ela trabalha para pagar as próprias contas, tem o sonho de ser efetivada na empresa e viver a vida que sempre almejou. Embora esteja na Cidade dos Anjos, a personagem principal tinha uma história com Tallulah (</span><a href="https://www.harpersbazaar.com/culture/film-tv/a69813664/odessa-azion-marty-supreme-i-love-la-interview-2025/"><span style="font-weight: 400;">Odessa A&#8217;zion</span></a><span style="font-weight: 400;">) em NY. Agora, sua melhor amiga, que se tornou influenciadora, irá para Los Angeles. De início, a distância entre a dupla causa um estranhamento, mas também em uma oportunidade: se manejar a carreira da criadora de conteúdo, ela finalmente mudará a própria trajetória profissional.</span></p>
<figure id="attachment_36743" aria-describedby="caption-attachment-36743" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-36743" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2026/01/image1-2.png" alt="Cena da série I Love LA. A imagem apresenta um grupo de amigos na sala de estar: da esquerda para direita, há um homem branco com barba e cabelos castanhos cacheados que veste uma blusa vermelha, uma mulher negra com tranças que usa uma camiseta azul entreaberta, uma mulher branca de cabelos encaracolados que utiliza um moletom verde com azul e branco, e uma mulher branca de cabelos ondulados que veste uma blusa rosa e roxa. Eles estão se encarando e estão na frente de uma mesa com utensílios e comidas. " width="800" height="450" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2026/01/image1-2.png 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2026/01/image1-2-768x432.png 768w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-36743" class="wp-caption-text">A dinâmica entre os quatro amigos é interessante e merece ser mais explorada na segunda temporada de I Love LA (Foto: HBO)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">Ao seu lado, estão Charlie (</span><a href="https://www.vulture.com/article/jordan-firstman-i-love-la-sex-scenes-heated-rivalry-controversy-interview.html"><span style="font-weight: 400;">Jordan Firstman</span></a><span style="font-weight: 400;">) e Alani (</span><a href="https://www.interviewmagazine.com/television/true-whitaker-loves-new-york"><span style="font-weight: 400;">True Whitaker</span></a><span style="font-weight: 400;">), respectivamente um estilista de celebridades e uma </span><i><span style="font-weight: 400;">nepobaby</span></i><span style="font-weight: 400;"> que tenta encontrar seu lugar no mundo. Para completar o time que dá a cara à produção da </span><i><span style="font-weight: 400;">HBO</span></i><span style="font-weight: 400;">, há Dylan, interpretado pelo incrivelmente carismático </span><a href="https://personaunesp.com.br/critica-five-nights-at-freddys-2/"><span style="font-weight: 400;">Josh Hutcherson</span></a><span style="font-weight: 400;">. A partir do quinteto e o cenário estabelecido, imprevistos do dia a dia e a juventude idealizada por meio de Sennott, que possui 30 anos, há a representação do que é ser um jovem adulto na década de 2020.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Entretanto, há certos tropeços na maneira como</span><i><span style="font-weight: 400;"> I Love LA</span></i><span style="font-weight: 400;"> veio ao mundo. Embora Rachel seja a produtora executiva e até diretora do último episódio da temporada – que terá um segundo ano –, é como se a artista não soubesse exatamente o que abordar em seu </span><a href="https://variety.com/2025/tv/features/rachel-sennott-i-love-la-interview-1236557872/"><i><span style="font-weight: 400;">debut</span></i><span style="font-weight: 400;"> televisivo</span></a><span style="font-weight: 400;"> como protagonista. A ideia de colocar Maya como uma </span><i><span style="font-weight: 400;">underdog</span></i><span style="font-weight: 400;"> que possui uma certa inveja da melhor amiga não se sustenta a longo prazo. Na verdade, apostar todas as fichas de uma personagem na outra não segura uma narrativa. Além disso, a falta de conexão na primeira parte da série é algo que impede dar à idealizadora as devidas flores.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Em </span><i><span style="font-weight: 400;">Girls</span></i><span style="font-weight: 400;">, criada, roteirizada, dirigida e protagonizada por Lena Dunham, o quarteto principal também é composto por pessoas horríveis e difíceis de lidar. Porém, até nas diferenças entre quem assiste e aquele representado na tela, há um ponto que converge. Na trama de 2025, algumas das histórias não sustentam os 25 a 30 minutos que representam o seriado. Episódios </span><i><span style="font-weight: 400;">fillers </span></i><span style="font-weight: 400;">são muito bem-vindos e, em alguns casos, tornam-se jóias, a exemplo de </span><a href="https://personaunesp.com.br/friends-25-anos-aniversario/"><i><span style="font-weight: 400;">Friends</span></i></a> <span style="font-weight: 400;">(1994): na terceira temporada, os seis amigos se preparam para uma noite de gala, mas nunca chegam, de fato, ao local. É um cenário e muito texto por 22 minutos. Nos anos 90 (e em décadas posteriores) funcionou, mas por que aqui não?</span></p>
<figure id="attachment_36746" aria-describedby="caption-attachment-36746" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-36746" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2026/01/image4-2-800x534.png" alt="Cena da série I Love LA. Na imagem, há uma mulher branca de cabelos ondulados que veste uma blusa vermelha com um colar dourado de borboleta. Ela está em pé e com uma expressão de espanto. " width="800" height="534" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2026/01/image4-2-800x534.png 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2026/01/image4-2-768x512.png 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2026/01/image4-2.png 1000w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-36746" class="wp-caption-text">Rachel Sennott se tornou amplamente conhecida depois de estrelar Shiva Baby (Foto: HBO)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">É de praxe que nem toda comédia acerta logo na sua estreia. </span><a href="https://personaunesp.com.br/the-office-10-anos/"><i><span style="font-weight: 400;">The Office</span></i></a> <span style="font-weight: 400;">(2005), obra amada pelos amantes de um bom texto de humor, sabem do empecilho que é a primeira temporada. No entanto, dá para ver quem Michael Scott será ao longo das 7 temporadas. O mesmo acontece com personagens como Dwight (Rainn Wilson), Jim (John Krasinski) e Pam (Jenna Fischer). O que distancia a empreitada de Rachel Sennott das produções mencionadas é o tempo. Não há sentimento criado (pelo menos não por todos do quinteto) àquelas pessoas. Para construir, precisa preparar o terreno. E engana-se quem acha que comédia é só soltar piadas sem narrativas que as sustentam.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Antes de ser famosa, a criadora fazia </span><i><span style="font-weight: 400;">stand-ups</span></i><span style="font-weight: 400;"> e também estudava atuação na Universidade de Nova York (NYU). </span><a href="https://personaunesp.com.br/shiva-baby-critica/"><i><span style="font-weight: 400;">Shiva Baby</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> (2020), provavelmente o projeto mais interessante que já participou, obteve êxito em apresentar a jovem ao estrelato. Os anseios da personagem que interpretou no longa de 2020, além de sua postura cronicamente online e muito precisa de como funciona a mente daqueles que estão na casa dos 20 e poucos, ajudaram a chegar no atual momento: a visão da artista a respeito de como funciona viver na cidade da Califórnia. Assim como Dunham era a voz de uma geração em 2012, quando </span><i><span style="font-weight: 400;">Girls</span></i><span style="font-weight: 400;"> estreou na </span><i><span style="font-weight: 400;">HBO</span></i><span style="font-weight: 400;">, a idealizadora também terá o seu lugar ao sol.</span></p>
<figure id="attachment_36745" aria-describedby="caption-attachment-36745" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-36745" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2026/01/image3-1.png" alt="Cena da série I Love LA. Na imagem, há um homem branco de cabelos castanhos com uma blusa branca e uma jaqueta azul escuro. Ele está olhando para uma mulher branca de cabelos ondulados que usa um vestido preto com estampas de flores e um colar dourado de coração. Os dois se encaram e estão sentados em um sofá. Na frente dos dois, há duas taças com vinho dentro." width="800" height="450" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2026/01/image3-1.png 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2026/01/image3-1-768x432.png 768w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-36745" class="wp-caption-text">Dylan e Maya passam por maus bocados na primeira temporada de I Love LA (Foto: HBO)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">Os acertos de </span><i><span style="font-weight: 400;">I Love LA</span></i><span style="font-weight: 400;"> aparece nos momentos em que o texto conversa com o público que o consome. Em </span><i><span style="font-weight: 400;">Roger &amp; Munchy</span></i><span style="font-weight: 400;">, segundo episódio da temporada, há um trecho que é visto com frequência na timeline do </span><i><span style="font-weight: 400;">X</span></i><span style="font-weight: 400;">, antigo </span><i><span style="font-weight: 400;">Twitter</span></i><span style="font-weight: 400;">. Maya, que finge ser uma namorada obsessiva para assustar Paulena (Annalisa Cochrane), inimiga de Tallulah, pergunta a Dylan: “</span><i><span style="font-weight: 400;">devo me matar em uma live do Instagram ou em uma do TikTok?</span></i><span style="font-weight: 400;">”. São nesses mínimos instantes nos quais Sennott encontra o tom correto, assim como em </span><i><span style="font-weight: 400;">Nem Todos São Como Jeremy</span></i><span style="font-weight: 400;">, quinto capítulo da aventura californiana, marcado por um convite à personagem principal para um jantar feito por sua chefe Alyssa (</span><a href="https://personaunesp.com.br/gossip-girl-15-anos-critica/"><span style="font-weight: 400;">Leighton Meester</span></a><span style="font-weight: 400;">). </span><i><span style="font-weight: 400;">Ou em Noite de Jogos</span></i><span style="font-weight: 400;">, trama seguinte, na qual a agente de talentos conhece os colegas de trabalho do Dylan.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O ponto é: a idealizadora não tem o que se preocupar quanto à própria protagonista. Quando eleva quem a jovem é, a criatura se torna maior do que a criadora.  Ela não se assemelha à Carrie (</span><a href="https://personaunesp.com.br/sex-and-the-city-critica/"><span style="font-weight: 400;">Sex and The City</span></a><span style="font-weight: 400;">) ou Piper (</span><a href="https://personaunesp.com.br/oitnb-temp-final/"><span style="font-weight: 400;">Orange Is The New Black</span></a><span style="font-weight: 400;">). Não é uma tarefa complicada se afeiçoar ao elo do quinteto, pois é por meio dele que ocorrem todas as dinâmicas da produção. Pontualmente com o texto na mosca e muitas vezes pegando o caminho oposto ao da risada, o trabalho de Sennott ainda é contido e não mostra em sua totalidade a magnitude de seu talento. No futuro, esperamos amar Los Angeles. </span></p>
<div class="jetpack-video-wrapper"><iframe loading="lazy" title="I Love LA | Official Trailer | HBO Max" width="840" height="473" src="https://www.youtube.com/embed/DnBAmvw_Yow?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen></iframe></div>
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		<title>Seja 15 anos atrás ou agora, Sex and the City 2 é uma péssima ideia</title>
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		<pubDate>Mon, 09 Feb 2026 13:00:08 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Ana Beatriz Zamai Em 1998, Carrie Bradshaw (Sarah Jessica Parker) apresentou aos telespectadores tudo sobre a vida sexual – dela e dos outros, em Nova Iorque. Sex and the City, a série, foi um sucesso que durou seis temporadas, vencendo oito Globos de Ouro e seis Emmys. Quatro anos após a finalização da produção original, &#8230; <a href="http://personaunesp.com.br/15-anos-sex-and-the-city-2/" class="more-link">Continue lendo<span class="screen-reader-text"> "Seja 15 anos atrás ou agora, Sex and the City 2 é uma péssima ideia"</span></a></p>
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										<content:encoded><![CDATA[<figure id="attachment_36776" aria-describedby="caption-attachment-36776" style="width: 550px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="wp-image-36776 size-full" style="font-weight: bold; background-color: transparent; text-align: inherit;" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2026/01/image6.jpg" alt=" Imagem de uma cena do filme Sex and the City 2. As personagens Samantha, Carrie, Miranda e Charlotte estão em uma varanda, sorrindo e segurando taças com drinques alaranjados. Todas estão vestidas com um estilo diferente: a primeira usa um conjunto dourado com cinto prateado, a segunda veste um vestido rosa claro e um turbante colorido, a terceira usa um vestido estampado em tons terrosos e a quarta um vestido branco e vermelho com listras." width="550" height="361" /><figcaption id="caption-attachment-36776" class="wp-caption-text">O segundo filme de Sex and the City não foi bem recebido pelo público (Foto: Warner Bros)</figcaption></figure>
<p><b>Ana Beatriz Zamai</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Em 1998, Carrie Bradshaw (Sarah Jessica Parker) apresentou aos telespectadores tudo sobre a vida sexual – dela e dos outros, em Nova Iorque. </span><a href="https://www.bbc.com/portuguese/articles/c1038g0498ro"><i><span style="font-weight: 400;">Sex and the City</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, a série, foi um sucesso que durou seis temporadas, vencendo oito Globos de Ouro e seis </span><i><span style="font-weight: 400;">Emmys</span></i><span style="font-weight: 400;">. Quatro anos após a finalização da produção original, a protagonista e suas três amigas retornam para um longa, </span><a href="https://personaunesp.com.br/sex-and-the-city-o-filme-15-anos/"><i><span style="font-weight: 400;">Sex and the City &#8211; O Filme</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> (2008)</span><span style="font-weight: 400;">, que se entende bem como um episódio extenso e de qualidade questionável do seriado. As personagens lidam com praticamente os mesmos problemas que enfrentaram ao longo dos seis anos, e isso inclui a relação conturbada entre a loira e </span><a href="https://claudia.abril.com.br/coluna/ana-claudia-paixao-hollywood-cinema-series/sex-and-the-city-homem-toxico/"><span style="font-weight: 400;">Mr. Big</span></a><span style="font-weight: 400;"> (Chris Nott), que, enfim, se casam, mesmo depois de algumas ‘complicações’ do dia especial. E é a partir daí que </span><i><span style="font-weight: 400;">Sex and the City 2</span></i><span style="font-weight: 400;"> segue.</span></p>
<p><span id="more-36739"></span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Apenas dois anos vivendo a </span><a href="https://rollingstone.com.br/entretenimento/a-opiniao-de-sarah-jessica-parker-sobre-o-relacionamento-de-carrie-e-mr-big-em-sex-and-the-city/"><span style="font-weight: 400;">vida de casada</span></a><span style="font-weight: 400;"> foi o suficiente para Bradshaw sentir o desgaste do convívio diário. Enquanto Big entende que o matrimônio é um ponto final na vida de solteiro que tinha – com festas, encontros, jantares fora, bebidas, e se torna um homem que gosta de ficar em casa assistindo televisão e pedindo </span><i><span style="font-weight: 400;">delivery</span></i><span style="font-weight: 400;">, Carrie, apesar de amá-lo, sente falta da agitação de ser solteira, quando encontrava seu grupo em um </span><i><span style="font-weight: 400;">brunch</span></i><span style="font-weight: 400;"> ou </span><i><span style="font-weight: 400;">drinks</span></i><span style="font-weight: 400;"> no meio de semana.</span></p>
<figure id="attachment_36774" aria-describedby="caption-attachment-36774" style="width: 640px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-36774" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2026/01/image4-4.png" alt="Imagem de uma cena do filme Sex and the City 1. Uma cena caótica de casamento ao ar livre. No centro da imagem, Carrie está vestida de noiva, com vestido branco volumoso e véu está visivelmente furiosa e joga agressivamente um buquê de flores brancas contra um homem de terno preto, que tenta se proteger curvando-se e levantando o braço. As flores e pétalas se espalham pelo ar, sugerindo o impacto do arremesso. Ao fundo, algumas pessoas assistem surpresas, com expressões de espanto. À direita, parte de um carro prateado está visível, reforçando o clima de confusão na cena." width="640" height="413" /><figcaption id="caption-attachment-36774" class="wp-caption-text">No primeiro filme, Big não aparece ao grandioso casamento que fez Carrie se tornar a ‘noiva do ano’ da Vogue (Foto: Warner Bros)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">Possivelmente, esse comportamento já era algo esperado pelo telespectador, que acompanhou durante as seis temporadas as </span><a href="https://screenrant.com/sex-and-the-city-show-carrie-bradshaw-worst-moments/"><span style="font-weight: 400;">atitudes</span></a><span style="font-weight: 400;"> confusas e questionáveis da colunista. A decepção, porém, vem da percepção de que a personagem não evoluiu, muito menos aprendeu com seus erros. O esposo, por exemplo, demonstra mais maturidade, no sentido de perceber que envelheceram e não tem como a vida continuar igual.  </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">As outras três amigas também lidam com dificuldades em suas jornadas. Entretanto, a sensação que Michael Patrick King, diretor e roteirista do filme, passa, é de que o desenvolvimento pessoal de cada uma foi feito por alguém que conhece apenas o básico da série, como se estivessem seguindo </span><a href="https://medium.com/@denekab/sex-and-the-city-archetypes-a-deep-dive-into-the-personalities-of-the-leading-ladies-412cc9c11f25"><span style="font-weight: 400;">estereótipos</span></a><span style="font-weight: 400;">, e não por uma pessoa já familiarizada com o universo criado. A transição da TV para o cinema deixou as personagens mais ‘vazias’, fúteis, ficando mais fácil de gostar dos personagens, visto que não tem muito a ser analisado. </span></p>
<figure id="attachment_36778" aria-describedby="caption-attachment-36778" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-36778" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2026/01/image8-800x480.jpg" alt="Fotografia de Michael Patrick King com as quatro atrizes principais de Sex and the City. À esquerda, Kristin Davis, uma mulher de peles claras, cabelo marrom na altura do ombro, usando um vestido de alças finas prateado com detalhes pretos. Ao seu lado, Kim Cattrall, uma mulher de pele clara, cabelo loiro ondulado, usando um vestido branco de alças grossas, com as mãos na cintura das pessoas ao seu lado. No meio da fotografia, Michael Patrick King, um homem branco de cabelo curto e escuro, olhos azuis, usando terno e calça social pretos, com uma camisa social branca por baixo e uma gravata preta. Ao seu lado, Sarah Jessica Parker, uma mulher branca, loira com cabelos presos, de olhos azuis, usando um vestido tomara que caia roxo com babados e um brinco verde água. Por fim, Cynthia Nixon, uma mulher branca, ruiva de cabelos curtos, de olhos claros, usando um vestido bege com flores rosas. " width="800" height="480" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2026/01/image8-800x480.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2026/01/image8-768x461.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2026/01/image8.jpg 1000w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-36778" class="wp-caption-text">Michael Patrick King produziu, dirigiu e roteirizou os dois filmes, além de ter escrito alguns episódios da série (Foto: Evan Agostini)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">Samantha (Kim Cattrall) é um grande exemplo disso. Ao longo da obra original, a profissional de relações públicas mostra-se uma mulher que pode ser enxergada como um exemplo a ser seguido, sendo completamente </span><a href="https://forbes.com.br/forbeslife/2023/06/5-licoes-de-vida-de-samantha-jones-que-volta-ao-mundo-de-sex-and-the-city/#foto5"><span style="font-weight: 400;">independente</span></a><span style="font-weight: 400;">, poderosa, dona de si mesma, sexualmente ativa e, talvez por tudo isso, a que menos se relaciona emocionalmente com homens. Porém, quando se relacionou, encontrou o melhor entre todos que já apareceram na série: Smith Jerrod (Jason Lewis), que, diferente da maioria dos personagens masculinos da série, aparenta ter uma grande responsabilidade afetiva pela namorada.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Nos filmes, Jones é reduzida apenas a uma caricatura de uma mulher que tem sua vida sexual como prioridade. Esse estereótipo da executiva ser tão independente a fez terminar com Smith, o que foi uma pena, visto que a relação dos dois era a mais madura entre as personagens principais. Além disso, apesar de ser a mais velha do grupo, a loira aparenta ser imatura o suficiente a ponto de embarcar em uma ‘aventura libidinosa tropical’ na praia de Abu Dhabi, com alguém que mal conhecera, onde mulheres precisam estar sempre cobertas, ser presa por isso, e achar que está </span><a href="https://deliriumnerd.com/2023/06/21/samantha-em-sex-and-the-city-and-just-like-that/"><span style="font-weight: 400;">certa</span></a><span style="font-weight: 400;">. Talvez durante o seriado fosse mais cômico, mas no longa, no qual a personagem já tem mais de 50 anos, chega a ser desrespeitoso com a </span><a href="https://ocp.news/colunistas/estilo-em-abu-dhabi-a-evolucao-da-moda-tradicional-arabe"><span style="font-weight: 400;">cultura</span></a><span style="font-weight: 400;"> do país. Causa estranheza ao ver alguém tão dona de si não perceber que isso é vergonhoso.</span></p>
<figure id="attachment_36777" aria-describedby="caption-attachment-36777" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-36777" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2026/01/image7-800x800.jpg" alt="Imagem da série Sex and the City, mostra Samantha, uma mulher loira com cabelo liso na altura dos ombros, usando uma blusa vermelha, sentada em uma cabine de restaurante ou lanchonete. Ela está em primeiro plano, ligeiramente voltada para alguém fora de quadro, com uma expressão de leve ironia ou reprovação. Atrás dela, há outras pessoas sentadas. Na parte inferior da imagem há uma legenda em inglês que diz: &quot;If you were 25, that would be adorable, but you're 32 now, so that's just stupid.&quot;" width="800" height="800" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2026/01/image7-800x800.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2026/01/image7-1024x1024.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2026/01/image7-150x150.jpg 150w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2026/01/image7-768x768.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2026/01/image7.jpg 1116w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-36777" class="wp-caption-text">Samantha sempre se mostrou a mais madura do grupo de amigas (Foto: HBO)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">Durante a série, Charlotte (Kristin Davis) sempre foi considerada a ‘princesinha’ do grupo. A mais delicada, que queria encontrar o marido perfeito, ser a esposa impecável e ter filhos encantadores. Infelizmente, seu arco no longa foi resumido apenas em sua preocupação de perder o marido para a ‘babá sem sutiã’ que cuida de suas </span><a href="https://ew.com/tv/and-just-like-that-sex-and-city-charlotte-yorks-daughters-photos/"><span style="font-weight: 400;">duas filhas</span></a><span style="font-weight: 400;">, seguindo seu roteiro de esposa graciosa. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Seis anos após o fim da série, a personagem não mostra ter perdido sua essência, porém, também não apresentou evolução alguma, o que talvez seja frustrante para seus fãs. No começo do seriado, vemos a garota, ainda novinha, sendo curadora de uma </span><a href="https://www.donttakepictures.com/dtp-blog/2019/10/9/charlotte-doesnt-work-here-and-other-changes-in-the-nyc-art-world"><span style="font-weight: 400;">galeria de arte</span></a><span style="font-weight: 400;"> em Nova York, com sua formação em História da Arte. Entretanto, nada disso foi aproveitado ou sequer mencionado, o que é uma pena, visto que, inicialmente, a amiga de Carrie nos foi apresentada como alguém independente e certa de si mesma, e que não largaria tudo para ser ‘só’ esposa. </span></p>
<figure id="attachment_36772" aria-describedby="caption-attachment-36772" style="width: 600px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-36772" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2026/01/image2-5.png" alt=" Imagem de uma cena do filme Sex and the City 2. Em um ambiente interno bem iluminado, com grandes janelas ao fundo, uma mulher e uma menina estão sentadas lado a lado em uma mesa. A mulher, de cabelos castanhos longos e ondulados, veste uma blusa verde vibrante com um detalhe em forma de flor próximo ao ombro. Ela sorri levemente, olhando para frente. À sua direita está uma menina com cabelos longos, lisos e escuros, usando uma faixa verde e vestido roxo. A menina tem uma expressão séria ou levemente emburrada, olhando diretamente para a câmera enquanto segura um objeto decorativo vermelho (parecendo feito de limpadores de cachimbo). Em primeiro plano, na mesa, há um arranjo de flores e um copo com bebida. A cena transmite uma sensação de contraste entre a serenidade da mulher e o humor da criança." width="600" height="450" /><figcaption id="caption-attachment-36772" class="wp-caption-text">Charlotte adotou uma garota, Lily, antes de engravidar de sua filha caçula (Foto: Warner Bros)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">Já Miranda (Cynthia Nixon) aparenta ser a única a ter algumas mudanças corajosas. Na primeira parte, assistimos o inesperado (ou não!) casamento de Stanford (</span><a href="https://revistamarieclaire.globo.com/Noticias/noticia/2021/09/willie-garson-conhecido-por-atuacao-em-sex-and-city-morre-apos-luta-contra-cancer.html"><span style="font-weight: 400;">Willie Garson</span></a><span style="font-weight: 400;">) e Anthony (Mario Cantone), os melhores amigos gays de Carrie e Charlotte, respectivamente. Na cerimônia, a advogada está como sempre vimos – pensando em trabalho, deixando seus prazeres pessoais para resolver pendências com seu chefe através do celular, presa em sua obsessão pelo dever profissional, como uma verdadeira </span><i><span style="font-weight: 400;">workaholic</span></i><span style="font-weight: 400;">. Porém, com o crescimento de seu filho </span><a href="https://www.marieclaire.com.au/news/celebrity/sex-and-the-city-brady-hobbes-joseph-pupo-now/"><span style="font-weight: 400;">Brady</span></a><span style="font-weight: 400;"> (Joseph Pupo), que, inclusive, é pouco explorado pelos roteiristas, ela percebe que pode perder a vida –  e de sua família – por trabalhar demais, e toma uma atitude fora do seu padrão: sai da empresa que não a respeita como mulher, mãe e funcionária, para uma em que é valorizada. É um ato inesperado que evidencia desenvolvimento em meio a tantos personagens estagnados. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Por fim, ela, a nossa estrela: Carrie Bradshaw. A protagonista sempre foi uma personagem </span><a href="https://www.meer.com/pt/85686-o-icone-controverso-carrie-bradshaw"><span style="font-weight: 400;">complexa</span></a><span style="font-weight: 400;">, o que torna difícil ter uma opinião concreta e absoluta sobre a sua personalidade. Ora sentimos pena, ora sentimos raiva, ora amamos e ora odiamos. No filme, mais uma vez, a colunista oscila entre o trágico e o irritante. Dá para sentir pena, porque depois de seis temporadas, Carrie tem o que queria: o amor de Mr. Big. Mas também dá para ter raiva porque a personagem não sabe o que fazer com isso. </span></p>
<figure id="attachment_36773" aria-describedby="caption-attachment-36773" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-36773" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2026/01/image3-3-800x415.jpg" alt="Imagem de uma cena da série Sex and the City. Foto tirada em uma calçada, ao fundo aparece uma coluna branca que faz parte de uma casa e vários galhos pendurados do topo até a metade da foto. No lado esquerdo, Mr. Big, um homem branco de cabelos curtos marrom, usando um terno preto com linhas quase não aparentes da mesma cor, uma camisa social branca e uma gravata vinho. Na direita, Carrie, de perfil, uma mulher branca, de olhos claros e cabelos dourados cacheados, usando uma jaqueta branca e segurando um café. " width="800" height="415" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2026/01/image3-3-800x415.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2026/01/image3-3-1024x532.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2026/01/image3-3-768x399.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2026/01/image3-3.jpg 1040w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-36773" class="wp-caption-text">”And there he was, wearing Armani on a sunday” (Foto: HBO)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">A loira passou a série em um </span><a href="https://screenrant.com/sex-city-carrie-big-relationship-timeline/"><span style="font-weight: 400;">vai e vem</span></a><span style="font-weight: 400;"> com Mr. Big. Experimentou, enfim, o casamento no primeiro longa, mas descobriu que a vida à dois com o homem misterioso que tanto se humilhou para ter não era bem o que ela pensava. Eles tinham pensamentos diferentes sobre o que significava essa cumplicidade, e a ideia do marido – terem dois dias de ‘folga’ da aliança, é tão absurda quanto conveniente para os dois, já que o companheiro poderia fazer o que a jornalista não gostava (ficar no sofá comendo </span><i><span style="font-weight: 400;">delivery</span></i><span style="font-weight: 400;">) e ela o que sentia falta: sair com as amigas. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Talvez de forma previsível, a primeira preocupação da colunista não foi pensar que ela e seu amado não combinassem tanto assim, e sim em como ela iria contar isso para as meninas, já sabendo que pessoas normais não tiram férias do casamento (toda semana!). Ela mesma sabe, pelo seu histórico de </span><a href="https://medium.com/@anaclaudiapaixao/carrie-bradshaw-no-div%C3%A3-por-que-ela-n%C3%A3o-%C3%A9-necessariamente-uma-refer%C3%AAncia-saud%C3%A1vel-474e39bf23fe"><span style="font-weight: 400;">situações duvidosas</span></a><span style="font-weight: 400;">, que as amigas iriam julgar. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Em um dado momento, Carrie comenta que “</span><i><span style="font-weight: 400;">nunca se sentiu tão longe de casa, ou de si mesma</span></i><span style="font-weight: 400;">”. Na verdade, a personagem estava sendo tão </span><a href="https://luizaten.medium.com/eu-odeio-carrie-bradshaw-0bacff3d4eab"><span style="font-weight: 400;">ela</span></a><span style="font-weight: 400;"> quanto sempre foi: insatisfeita em seu relacionamento com Big, tendo discordância com as amigas, pensando apenas em si mesma e tomando decisões impulsivas. A cereja do bolo neste filme de terror foi quando, no meio de um mercado de temperos em Abu Dhabi, a mais de mil quilômetros de distância, Carrie encontra Aidan (John Corbett), seu </span><a href="https://glamour.globo.com/entretenimento/filmes-e-series/noticia/2023/01/and-just-like-that-relembre-a-historia-de-amor-entre-carrie-e-aidan-durante-sex-and-the-city.ghtml"><span style="font-weight: 400;">antigo</span></a><span style="font-weight: 400;"> namorado. Adicionando mais uma decisão questionável para sua lista, a jornalista decide sair com o ex e eles acabam se beijando. </span></p>
<figure id="attachment_36771" aria-describedby="caption-attachment-36771" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-36771" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2026/01/image1-2-800x800.jpg" alt="Aidan e Carrie estão de frente um para o outro, conversando e sorrindo em um mercado com decoração exótica, cheio de lanternas, objetos artesanais e luz suave ao fundo. Aidan veste camisa branca e jeans, com uma bolsa tiracolo marrom. Carrie usa uma saia longa lilás com barra branca, uma blusa preta e um casaquinho cinza, segurando uma bolsa colorida. " width="800" height="800" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2026/01/image1-2-800x800.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2026/01/image1-2-1024x1024.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2026/01/image1-2-150x150.jpg 150w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2026/01/image1-2-768x768.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2026/01/image1-2-1536x1536.jpg 1536w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2026/01/image1-2-1200x1200.jpg 1200w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2026/01/image1-2.jpg 1600w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-36771" class="wp-caption-text">Carrie e Aidan chegaram a ficar noivos durante o seriado (Foto: Warner)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">Esse ‘detalhe’ foi mais um fator desnecessário, já que não teve desdobramentos – Carrie e Aidan não ficaram juntos, Big e a colunista não brigaram, foi um acontecimento sem desenvolvimentos ou consequências. Serviu apenas para reafirmar o </span><a href="https://www.vox.com/2021/12/9/22825492/carrie-bradshaw-satc-main-character-syndrome"><span style="font-weight: 400;">padrão Carrie</span></a><span style="font-weight: 400;"> de decisões: faz algo no impulso, se arrepende e não tem nenhuma consequência. A incapacidade dela de lidar com a estabilidade que tanto dizia querer é notório. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Para além do desenvolvimento das personagens, ou a falta dele, a produção também peca em diversos sentidos. </span><i><span style="font-weight: 400;">Sex and the City</span></i><span style="font-weight: 400;"> sempre foi lembrado por seus looks estonteantes, com roupas de grife e sapatos caríssimos. Dessa vez, porém, é uma das questões mais chamativas, só que de forma negativa. Patricia Field foi a responsável pelo </span><a href="https://www.vogue.co.uk/gallery/sex-and-the-city-2-fashion-and-costumes"><span style="font-weight: 400;">guarda-roupa</span></a><span style="font-weight: 400;"> da obra, assim como da série e do longa anterior, mas deixou muito a desejar. Roupas extremamente bregas, com muitas (muitas!) estampas e acessórios fazendo hora extra. </span></p>
<figure id="attachment_36775" aria-describedby="caption-attachment-36775" style="width: 725px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-36775" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2026/01/image5.jpg" alt="Imagem da cena do filme Sex and the City 2. Quatro mulheres andando lado a lado em um deserto, vestidas com roupas coloridas que misturam elementos ocidentais e orientais. Da esquerda para a direita: Samantha usa um vestido longo bege com detalhes coloridos e um acessório na cabeça; Charlotte veste calça vermelha, blusa/vestido cinza e chapéu de palha, com um kimono colorido esvoaçante; Carrie usa um conjunto branco com faixa na cabeça; e Miranda está com um vestido longo de listras coloridas e chapéu preto com faixa. " width="725" height="505" /><figcaption id="caption-attachment-36775" class="wp-caption-text">As roupas escolhidas pelo quarteto para um passeio no deserto (Foto: HBO Max/Warner Bros)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">Outro fator negativo foi a mudança de cenários tão abrupta. A primeira ambientação foi o casamento de Anthony e Stanford, que, inclusive, contou com a participação especial completamente aleatória de </span><a href="https://ew.com/article/2010/05/21/sex-and-the-city-2-liza-minnelli-single-ladies/"><span style="font-weight: 400;">Liza Minnelli</span></a><span style="font-weight: 400;">, o que deve ter aumentado o orçamento, assim como a de Miley Cyrus, ambas legais, mesmo que desnecessárias. De repente, a obra vira de cabeça para baixo e o segundo cenário é nos </span><a href="https://rollingstone.com.br/noticia/dubai-proibe-gravacoes-de-sex-and-the-city-2/"><span style="font-weight: 400;">Emirados Árabes Unidos</span></a><span style="font-weight: 400;">, graças às parcerias de Samantha e sua formação em relações públicas. Fez-se uma grande piada: desde comentários irônicos sobre as roupas e a cultura do local, a apreciação sutil dos Estados Unidos ou o desrespeito com as regras do país, tudo pareceu errado. </span></p>
<p><i><span style="font-weight: 400;">Sex and the City 2</span></i><span style="font-weight: 400;"> nos deixa com a sensação de que os produtores não souberam a hora de parar. Como na famosa citação de </span><i><span style="font-weight: 400;">Batman: O cavaleiro das trevas</span></i><span style="font-weight: 400;"> (2008), “</span><i><span style="font-weight: 400;">Ou você morre como herói, ou vive o suficiente para se tornar o vilão</span></i><span style="font-weight: 400;">”, a série era o herói, e deveria ter morrido ali. Tudo que veio depois – os dois longas-metragens e a série </span><a href="https://kogut.oglobo.globo.com/noticias-da-tv/critica/noticia/2022/01/and-just-desrespeita-boas-lembrancas-de-sex-and-city.html"><i><span style="font-weight: 400;">And Just Like That</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> — são os vilões, e mal construídos por sinal. </span></p>
<div class="jetpack-video-wrapper"><iframe loading="lazy" title="Sex and the City 2 - Trailer Teaser" width="840" height="473" src="https://www.youtube.com/embed/wWXHjVMD_lE?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen></iframe></div>
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		<title>Mountainhead: um filme mais interessado em parecer inteligente do que em o ser, assim como os bilionários</title>
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		<pubDate>Thu, 18 Sep 2025 13:00:16 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Gabriel Diaz Tal qual uma festividade caseira entre amigos num final de semana comum, quatro bilionários se reúnem em uma mansão isolada nas montanhas para jogar pôquer, beber uísque caro e compartilhar trivialidades. Só que, neste caso, as trivialidades envolvem desestabilizar economias nacionais, incitar guerras civis com deepfakes e debater a aquisição de países inteiros &#8230; <a href="http://personaunesp.com.br/critica-mountainhead/" class="more-link">Continue lendo<span class="screen-reader-text"> "Mountainhead: um filme mais interessado em parecer inteligente do que em o ser, assim como os bilionários"</span></a></p>
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										<content:encoded><![CDATA[<figure id="attachment_35786" aria-describedby="caption-attachment-35786" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-35786" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/09/image4-5-800x450.png" alt="Corte da capa do filme “Mountainhead”, dirigido pelo diretor Jesse Armstrong. Na foto, quatro homens estão em frente a uma grande janela panorâmica que revela uma montanha coberta de neve. Eles usam roupas modernas e são iluminados pelo fogo da lareira atrás deles. As expressões sérias passam uma atmosfera de suspense." width="800" height="450" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/09/image4-5-800x450.png 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/09/image4-5-1024x576.png 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/09/image4-5-768x432.png 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/09/image4-5-1536x864.png 1536w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/09/image4-5-1200x675.png 1200w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/09/image4-5.png 1999w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-35786" class="wp-caption-text">Após o final da aclamada série Succession, Jesse Armstrong se aprofunda na sátira verossímil do longa Mountainhead (Foto: HBO)</figcaption></figure>
<p><b>Gabriel Diaz</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Tal qual uma festividade caseira entre amigos num final de semana comum, quatro bilionários se reúnem em uma mansão isolada nas montanhas para jogar pôquer, beber uísque caro e compartilhar trivialidades. Só que, neste caso, as trivialidades envolvem desestabilizar economias nacionais, incitar guerras civis com </span><a href="https://www.gazetadopovo.com.br/economia/manipulacao-digital-e-desinformacao-os-perigos-do-deepfake/"><i><span style="font-weight: 400;">deepfakes</span></i></a> <span style="font-weight: 400;">e debater a aquisição de países inteiros como se fossem </span><i><span style="font-weight: 400;">startups</span></i><span style="font-weight: 400;"> promissoras. </span></p>
<p><span id="more-35782"></span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Em meio à vertiginosa ascensão das inteligências artificiais e ao controle socioeconômico cada vez mais concentrado nas mãos de uma elite tecnológica, o longa </span><i><span style="font-weight: 400;">Mountainhead</span></i><span style="font-weight: 400;">, distribuído pela </span><i><span style="font-weight: 400;">HBO</span></i><span style="font-weight: 400;">, estreia na direção de </span><a href="https://variety.com/2025/tv/news/mountainhead-hbo-succession-jesse-armstrong-1236413342/"><span style="font-weight: 400;">Jesse Armstrong</span></a><span style="font-weight: 400;"> e emerge não como uma ficção distante, mas como um espelho perturbadoramente nítido do nosso presente. O filme transporta o olhar ácido e cortante de </span><a href="https://personaunesp.com.br/succession-4a-temp-critica/"><i><span style="font-weight: 400;">Succession</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> (2018) para o universo desses donos das </span><a href="https://diplomatique.org.br/os-donos-do-mundo-big-techs-e-a-influencia-nas-politicas-locais-e-globais/"><i><span style="font-weight: 400;">high techs</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, aqueles que, nas sombras (ou não tão assim), brincam de ‘deuses dos algoritmos’ que podem desestabilizar nações em questão de horas.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Armstrong opta por uma sátira de tom claustrofóbico, usando o isolamento dessa mansão ultramoderna como microcosmo de um mundo à beira do colapso, que eles mesmos orquestram com uma mistura de arrogância e indiferença. A premissa é tão atual que chega a doer: Venis (Cory Michael Smith), uma amalgamação transparente de </span><a href="https://exame.com/marketing/elon-musk-e-inteligencia-artificial-lideram-ranking-dos-maiores-riscos-a-reputacao-em-2025/"><span style="font-weight: 400;">Elon Musk</span></a><span style="font-weight: 400;"> e </span><a href="https://piaui.folha.uol.com.br/mark-zuckerberg-meta-facebook-trump/"><span style="font-weight: 400;">Mark Zuckerberg</span></a><span style="font-weight: 400;">, lança uma ferramenta de IA sem qualquer ética em sua rede social, desencadeando uma cascata de </span><i><span style="font-weight: 400;">deepfakes</span></i><span style="font-weight: 400;"> que incitam violência global e colapsos financeiros. Enquanto o mundo arde lá fora, ele e seus pares – Jeff (</span><a href="https://personaunesp.com.br/pobres-criaturas-critica/"><span style="font-weight: 400;">Ramy Youssef</span></a><span style="font-weight: 400;">), dono de uma IA supostamente ética; Randall (</span><a href="https://personaunesp.com.br/the-office-10-anos/"><span style="font-weight: 400;">Steve Carell</span></a><span style="font-weight: 400;">), o capitalista de risco com conexões militares; e ‘Sopão’ (</span><a href="https://personaunesp.com.br/asteroid-city-critica/"><span style="font-weight: 400;">Jason Schwartzman</span></a><span style="font-weight: 400;">), o milionário inseguro – discutem o futuro da humanidade com olhares aos próprios umbigos.</span></p>
<figure id="attachment_35785" aria-describedby="caption-attachment-35785" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-35785" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/09/image3-7-800x450.png" alt="Numa cena do filme, quatro homens conversam em um ambiente interno de iluminação suave. Um deles está sentado em um banco, enquanto os outros permanecem de pé, segurando celular e taças de bebida. As roupas casuais e o cenário intimista sugerem um encontro descontraído." width="800" height="450" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/09/image3-7-800x450.png 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/09/image3-7-1024x577.png 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/09/image3-7-768x432.png 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/09/image3-7-1536x865.png 1536w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/09/image3-7-1200x676.png 1200w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/09/image3-7.png 2000w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-35785" class="wp-caption-text">As fraquezas de personalidade expostas em Mountainhead empalidecem perto daquelas da nossa realidade (Foto: HBO)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">A grande força do roteiro de Armstrong reside em sua crueza documental e na sua forma que transfere a ficção para o </span><a href="https://exame.com/pop/mountainhead-a-satira-de-um-mundo-nem-tao-irreal-assim-com-a-ia-nas-maos-dos-bilionarios/"><span style="font-weight: 400;">noticiário</span></a><span style="font-weight: 400;">. Os diálogos soam menos como invenções e mais como gravações vazadas de retiros reais de bilionários, repletos de jargões do </span><a href="https://distrito.me/blog/vale-do-silicio/"><span style="font-weight: 400;">Vale do Silício</span></a><span style="font-weight: 400;"> e uma desconexão moral que é, ao mesmo tempo, cômica e aterradora. No entanto, é precisamente na construção narrativa que </span><i><span style="font-weight: 400;">Mountainhead</span></i><span style="font-weight: 400;"> tropeça. O diretor, um mestre do formato </span><a href="https://www.omelete.com.br/filmes/mountain-succession-conexao-explicado"><span style="font-weight: 400;">seriado</span></a><span style="font-weight: 400;">, parece se perder na transição para o longa-metragem. Os primeiros oitenta minutos, confinados quase exclusivamente às discussões cíclicas entre os quatro personagens, tornam-se repetitivos e, ironicamente, entediantes.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A sátira, que em </span><i><span style="font-weight: 400;">Succession</span></i><span style="font-weight: 400;"> era alimentada pela dinâmica familiar e por um elenco de coadjuvantes vibrantes, aqui murcha na bolha autorreferente desses homens. Falta o contraponto, a perspectiva da infraestrutura do mundo real que está sendo dizimada por suas decisões. A narrativa carece do dinamismo e da profundidade emocional necessários para sustentar quase duas horas de diálogos </span><a href="https://www.newyorker.com/culture/infinite-scroll/mountainhead-channels-the-absurdity-of-the-tech-bro"><span style="font-weight: 400;">cínicos</span></a><span style="font-weight: 400;">, por mais afiados e absurdos que estejam individualmente. A direção de Armstrong, embora competente, evoca fortemente um </span><a href="https://nofilmschool.com/succession-cinematography"><span style="font-weight: 400;">estilo</span></a><span style="font-weight: 400;"> visual único de sua antiga série: zooms intrusivos e ângulos que simulam voyeurismo.</span></p>
<figure id="attachment_35784" aria-describedby="caption-attachment-35784" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-35784" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/09/image2-8-800x533.png" alt="Na foto, dois homens estão sentados em um sofá. Um segura uma pasta aberta, enquanto o outro aponta para algo entre as páginas. Ambos usam óculos e expressam concentração, como se analisassem documentos importantes em um ambiente de reunião." width="800" height="533" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/09/image2-8-800x533.png 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/09/image2-8-1024x683.png 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/09/image2-8-768x512.png 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/09/image2-8-1536x1024.png 1536w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/09/image2-8-1200x800.png 1200w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/09/image2-8.png 1920w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-35784" class="wp-caption-text">Jesse Armstrong revela que escrever o filme foi uma maneira de expressar muitos sentimentos sobre esse mundo e sobre esses homens (Foto: HBO)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">O elenco é uma faca de dois gumes. Steve Carell e Jason Schwartzman estão em casa em seus papéis: Carell como o bravata intelectualmente </span><a href="https://www.nit.pt/cultura/cinema/como-steve-carell-passou-de-genio-da-comedia-a-ator-dramatico-de-excelencia"><span style="font-weight: 400;">vazio</span></a><span style="font-weight: 400;"> e Schwartzman como o pateta desesperado por validação. Cory Michael Smith captura a essência do </span><i><span style="font-weight: 400;">tech bro</span></i><span style="font-weight: 400;"> sociopata com uma precisão assustadora. Ramy Youssef, como o único com um resquício de consciência, tenta ancorar o grupo em uma humanidade frágil. O problema não é a atuação, mas o </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=aAZ8yfVw7dA"><span style="font-weight: 400;">material</span></a><span style="font-weight: 400;"> que lhes é dado. Os personagens são caricaturais, e após a primeira hora, sua falta de profundidade e repetições comportamentais começam a cansar.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Eles não evoluem, não se contradizem de forma significativa: são simplesmente horríveis e ponto final. É uma escolha arriscada de Armstrong, que funciona como diagnóstico social, contudo falha como drama envolvente. A montagem, seguindo o ritmo dos diálogos, é rápida porém não consegue disfarçar a estaticidade da narrativa. O filme só realmente ganha fôlego nos trinta minutos </span><a href="https://www.thewrap.com/mountainhead-hbo-ending-explained-jason-schwartzman-ramy-youseff-cory-michael-smith/"><span style="font-weight: 400;">finais</span></a><span style="font-weight: 400;">, quando a trama abandona a sátira seca e mergulha de cabeça na farsa física. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">É o momento em que os planos mirabolantes de seus </span><a href="https://time.com/7289667/mountainhead-inspiration-elon-musk-mark-zuckerberg-peter-thiel/"><span style="font-weight: 400;">personagens</span></a><span style="font-weight: 400;"> desmoronam de forma hilariamente inepta, revelando a incompetência fundamental por trás de toda a sua arrogância. Esta virada de tom salva o audiovisual de um desfecho anticlimático, todavia a sensação é de que poderíamos ter chegado lá muito mais cedo e de forma mais eficaz. Comparações com </span><i><span style="font-weight: 400;">Succession</span></i><span style="font-weight: 400;"> são inevitáveis e, de fato, </span><i><span style="font-weight: 400;">Mountainhead</span></i><span style="font-weight: 400;"> soa como um </span><i><span style="font-weight: 400;">spin-off</span></i><span style="font-weight: 400;"> não oficial, porém menos afiado.</span></p>
<figure id="attachment_35787" aria-describedby="caption-attachment-35787" style="width: 700px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-35787" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/09/image5-2.png" alt="Numa cena do filme, quatro homens vestindo macacões laranja de esqui estão em uma montanha coberta de neve. Alguns estão com os zíperes abertos, exibindo roupas por baixo. Atrás deles, picos nevados completam a paisagem. O grupo transmite energia e empolgação." width="700" height="388" /><figcaption id="caption-attachment-35787" class="wp-caption-text">“Nós temos, literalmente, os recursos para dominar o mundo” (Foto: HBO)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">Essa natureza de produto derivado pode ser justamente o passaporte de </span><i><span style="font-weight: 400;">Mountainhead</span></i><span style="font-weight: 400;"> para o reconhecimento do </span><a href="https://personaunesp.com.br/tag/emmy-2025/"><i><span style="font-weight: 400;">Emmy</span></i></a><span style="font-weight: 400;">. O longa foi indicado na categoria de Melhor Filme para Televisão – um reconhecimento que mais considera a assinatura já contemplada do diretor e a premissa que a obra captura do que à sua execução propriamente dita. A produção chegou no último dia do período de elegibilidade do </span><a href="https://personaunesp.com.br/tag/emmy-2025/"><i><span style="font-weight: 400;">Emmy</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, seguindo uma estratégia já consolidada da </span><i><span style="font-weight: 400;">HBO</span></i><span style="font-weight: 400;"> de lançamentos de última hora, mesmo assim, dificilmente passaria despercebida pelos votantes.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Assim como os personagens superficiais da película, as atuações dificilmente seriam </span><a href="https://www.latimes.com/entertainment-arts/awards/newsletter/2025-06-02/mountainhead-hbo-jesse-armstrong-emmys-tv-movie-cast"><span style="font-weight: 400;">premiadas</span></a><span style="font-weight: 400;">. No retrospecto histórico da premiação, os atores de telefilmes estão em desvantagem competitiva frente aos de minisséries, e nenhum dos quatro protagonistas masculinos consegue transcender a natureza caricatural de seus personagens. Steve Carell, Jason Schwartzman, Cory Michael Smith e Ramy Youssef são competentes em retratar a arrogância delirante desses bilionários, mas criam personagens tão unidimensionais e desprezíveis que dificilmente conquistarão a empatia ou admiração dos votantes.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Enquanto a série explora as nuances do poder através das lentes da dinâmica familiar e da mídia tradicional, a obra tenta fazer o mesmo com a alta tecnologia e a inteligência artificial. No entanto, o perigo do longa é mais explícito, mais global, porém, paradoxalmente, menos interessante dramaticamente. A sátira é mais mordaz do que nunca – a cena em que Ven questiona se “</span><i><span style="font-weight: 400;">as outras oito bilhões de pessoas são tão reais quanto nós</span></i><span style="font-weight: 400;">” é um dos momentos mais perturbadores do Cinema recente. Entretanto, soa como um grito de um ecossistema que já sabe, muito bem, como esses homens são.</span></p>
<figure id="attachment_35783" aria-describedby="caption-attachment-35783" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-35783" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/09/image1-9-800x450.png" alt="Durante a premiére do filme, cinco homens posam juntos em frente a um painel da HBO. Eles vestem ternos em tons variados de azul, preto e cinza. Estão lado a lado, sorrindo levemente para a câmera, em clima formal de evento de estreia." width="800" height="450" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/09/image1-9-800x450.png 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/09/image1-9-1024x577.png 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/09/image1-9-768x432.png 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/09/image1-9-1536x865.png 1536w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/09/image1-9-1200x676.png 1200w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/09/image1-9.png 2000w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-35783" class="wp-caption-text">Mountainhead se tornou o filme original da HBO mais assistido desde o drama policial Bad Education, lançado em abril de 2020 (Foto: Jamie McCarthy)</figcaption></figure>
<p><i><span style="font-weight: 400;">Mountainhead</span></i><span style="font-weight: 400;"> é um longa-metragem importante pela </span><a href="https://www.carnegiecouncil.org/media/series/ethics-on-film/mountainhead"><span style="font-weight: 400;">discussão</span></a><span style="font-weight: 400;"> que propõe, mas falhou na execução como obra audiovisual. Ele é um sintoma de sua própria época: feito às pressas para capturar um momento fugaz de crise tecnológica, todavia que, ao priorizar a atualidade em detrimento da profundidade, acaba por se tornar tão descartável quanto os produtos que critica.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Há controvérsias em relação à qualidade do filme – os diálogos são inteligentes, as atuações sólidas e a premissa é vital, tão quão necessária. Entretanto, é uma produção que poderia ter sido grandiosa, e que se contenta em ser apenas um reflexo competente, embora um tanto quanto narcísico, do caos que nos cerca – e, talvez, precisaria muito mais do que </span><a href="https://www.hollywoodreporter.com/tv/tv-news/jesse-armstrong-hbo-movie-title-premiere-date-1236181486/"><span style="font-weight: 400;">semanas</span></a><span style="font-weight: 400;"> para a sua elaboração. Não há aberturas que nos ofereçam nenhuma nova perspectiva sobre os monstros que cria, contentando-se em apontá-los e nos mostrar a intensidade do </span><a href="https://www.gazetadopovo.com.br/cultura/mountainhead-zomba-mau-caratismo-magnatas-vale-silicio/"><span style="font-weight: 400;">mau-caratismo</span></a><span style="font-weight: 400;"> deles – como se já não soubéssemos.</span></p>
<div class="jetpack-video-wrapper"><iframe loading="lazy" title="Mountainhead | Trailer Oficial | Max" width="840" height="473" src="https://www.youtube.com/embed/l7ZZLYoBlPs?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen></iframe></div>
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		<title>A terceira temporada de The White Lotus revela qual é o seu maior desejo</title>
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		<pubDate>Tue, 16 Sep 2025 14:38:51 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Guilherme Machado Leal Iniciada no Havaí durante sua primeira temporada, em 2021, The White Lotus possuía uma trama bem simples: um ambiente que mostrasse um curto período de tempo daqueles que trabalham em um hotel luxuoso e dos que possuem o poder aquisitivo para sustentar tais regalias. Após a estreia bem sucedida, as ilhas emprestaram &#8230; <a href="http://personaunesp.com.br/the-white-lotus-critica-terceira-temporada/" class="more-link">Continue lendo<span class="screen-reader-text"> "A terceira temporada de The White Lotus revela qual é o seu maior desejo"</span></a></p>
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										<content:encoded><![CDATA[<figure id="attachment_35758" aria-describedby="caption-attachment-35758" style="width: 776px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-35758" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/09/image1-7.png" alt="Cena da série The White Lotus. Nela, observa-se cinco funcionários do resort luxuoso tailandês. Da esquerda para a direita, há uma mulher branca, que usa uma roupa branca e um short bege, um homem branco sem camiseta e com uma espécie de saia marrom, um homem branco com um roupão vermelho e uma calça laranja, um homem asiático que utiliza um conjunto azul e uma mulher asiática que veste uma blusa branca e uma bermuda bege. Eles estão na beira da praia e acenam para um local." width="776" height="518" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/09/image1-7.png 776w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/09/image1-7-768x513.png 768w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-35758" class="wp-caption-text">Personagens fundamentais em anos anteriores, os funcionários do White Lotus da Tailândia não se destacaram (Foto: Fabio Lovino/HBO)</figcaption></figure>
<p><b>Guilherme Machado Leal</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Iniciada no Havaí durante sua primeira temporada, em 2021, </span><a href="https://personaunesp.com.br/the-white-lotus-critica/"><i><span style="font-weight: 400;">The White Lotus</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> possuía uma trama bem simples: um ambiente que mostrasse um curto período de tempo daqueles que trabalham em um hotel luxuoso e dos que possuem o poder aquisitivo para sustentar tais regalias. Após a estreia bem sucedida, as ilhas emprestaram sua trama para o solo europeu, mais precisamente em Sicília, na Itália. Se a entrada desse mundo discutia a respeito da diferença de classes e a continuação abordava a disparidade entre gêneros, o que priorizar para a terceira vez? </span><span id="more-35757"></span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O ritmo frenético – seja pela pergunta plantada na cabeça dos espectadores nas duas primeiras levas de episódios de quem morreu ou o texto mais despojado de </span><a href="https://variety.com/2025/tv/news/mike-white-white-lotus-finale-season-3-criticism-1236425438/"><span style="font-weight: 400;">Mike White</span></a><span style="font-weight: 400;"> – acostumou os telespectadores a esperarem um grande ápice em 2025. No entanto, ao se afastar da conversa sobre as discriminações em virtudes de razões econômicas e sociais, o drama da </span><i><span style="font-weight: 400;">HBO </span></i><span style="font-weight: 400;">se concentra em centralizar a conversa em um sentimento: entender qual o maior desejo de seus personagens. Pensamentos intrusivos e moralmente incompreendidos, ânsia pela violência e a vingança e de ser aquilo que não é, estão entre os principais temas da narrativa que possui nomes como Parker Posey, Aimee Lou Wood e Jason Isaacs – todos reconhecidos nas categorias de atuação coadjuvante em Série de Drama.   </span></p>
<figure id="attachment_35760" aria-describedby="caption-attachment-35760" style="width: 776px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-35760" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/09/image3-5.png" alt="Cena da série The White Lotus. Nela, observa-se um homem asiático de cabelo liso que veste um conjunto azul e uma mulher negra de cabelos cacheados que usa uma blusa florida da cor azul. Enquanto ele está com uma expressão de alívio, ela aparece sorrindo e segura um objeto." width="776" height="518" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/09/image3-5.png 776w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/09/image3-5-768x513.png 768w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-35760" class="wp-caption-text">Belinda (Natasha Rothwell), conhecida como a personagem mais injustiçada no primeiro ano, retorna ao universo marcado pelas exuberâncias dos ricaços (Foto: HBO)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">Em um ano mais contemplativo do que os seus antecessores, a terceira temporada ainda se ancora no </span><i><span style="font-weight: 400;">whodunit</span></i><span style="font-weight: 400;">: na cena de abertura, barulhos de tiro, possíveis mortes e fugas ditam o tom da história. Se vistos como maratona, a fadiga que ocupa a primeira metade dos oito episódios não é sentida. Por outro lado, aqueles que acompanharam religiosamente aos domingos (tradição conhecida pelos amantes da emissora que detém obras como </span><a href="https://personaunesp.com.br/game-of-thrones-10-anos/"><i><span style="font-weight: 400;">Game of Thrones</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> e </span><a href="https://personaunesp.com.br/succession-4a-temp-critica/"><i><span style="font-weight: 400;">Succession</span></i></a><span style="font-weight: 400;">), sentiram falta de diálogos mais expositivos, que tornaram a série emblemática e comentada entre os usuários. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">De fato, a abordagem mais monótona, em certos núcleos, faz jus ao ápice dessas narrativas, a exemplo da relação entre </span><span style="font-weight: 400;">Jaclyn (Michelle Monaghan)</span><span style="font-weight: 400;">, Laurie (</span><a href="https://awardswatch.com/interview-carrie-coon-on-lauries-epiphany-in-the-white-lotus-and-traveling-back-to-the-gilded-age/"><span style="font-weight: 400;">Carrie Coon</span></a><span style="font-weight: 400;">) e </span><span style="font-weight: 400;">Kate (</span><a href="https://personaunesp.com.br/jurado-no2-critica/"><span style="font-weight: 400;">Leslie Bibb</span></a><span style="font-weight: 400;">): as três amigas, com o desejo de reviver os tempos áureos de suas dinâmicas, passam a semana inteira com indiretas, comparações e falsos elogios. À altura do término do terceiro ano, em um texto cru e muito doloroso, porém verdadeiro em qualquer um que tem um vínculo duradouro, o criador e roteirista de </span><i><span style="font-weight: 400;">The White Lotus</span></i><span style="font-weight: 400;"> entrega a </span><i><span style="font-weight: 400;">emmy tape</span></i><span style="font-weight: 400;"> que eternizará a passagem de Coon na antologia. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Diferente do trio, toda a trama que envolve o dilema de vida de Walton Goggins (Rick Hatchett) se baseia em clichês baratos de tramas melodramáticas já vistas aos montes. Todo o entorno ao redor do que pode ser o arco do personagem é muito mais interessante do que realmente acontece. Ao seu lado, há a bela e serena Chelsea (</span><a href="https://personaunesp.com.br/sex-education-4a-temp-critica/"><span style="font-weight: 400;">Aimee </span><span style="font-weight: 400;">Lou Wood</span></a><span style="font-weight: 400;">), que possui grande parte dos momentos cômicos em solo tailandês. A estagnação nada tem a ver com as cenas virais e os </span><i><span style="font-weight: 400;">plot twists</span></i><span style="font-weight: 400;">, mas em razão do esgotamento criativo em termos de roteiro do mundo idealizado por Mike White.</span></p>
<figure id="attachment_35759" aria-describedby="caption-attachment-35759" style="width: 776px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-35759" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/09/image2-6.png" alt="Cena da série The White Lotus. Nela, observa-se três mulheres sentadas em uma mesa com bebidas. Da esquerda para a direita, há uma mulher branca e loura de cabelos curtos, uma mulher branca com cabelos louros que utiliza uma roupa brilhante e uma mulher branca com cabelos louros que veste uma blusa cinza com preto. Elas estão sorrindo e olhando para a frente." width="776" height="518" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/09/image2-6.png 776w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/09/image2-6-768x513.png 768w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-35759" class="wp-caption-text">Em 2024, Charli XCX confessou seus sentimentos por Lorde em “Girl, so confusing&#8221;. Aqui, as feridas são escancaradas à milésima potência (Foto: Fabio Lovino/HBO)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">Celeiro de nomes não tão óbvios da indústria hollywoodiana, a cada renovação de uma temporada, há as teorias de quem será o próximo grupo que disputará as principais categorias do </span><a href="https://personaunesp.com.br/tag/emmy-2025/"><span style="font-weight: 400;">Emmy</span></a><span style="font-weight: 400;">, maior prêmio da televisão norte-americana. Ícone dos filmes independentes, Parker Posey é, provavelmente, uma das escolhas mais certeiras ao dar vida à Victoria Ratliff, uma mãe de três filhos que prioriza o status, a ganância e as aparências. A partir do </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=sSvdJoxuoRs"><span style="font-weight: 400;">sotaque</span></a><span style="font-weight: 400;"> de uma dondoca da Carolina do Norte, a estrela de </span><i><span style="font-weight: 400;">Party Girl</span></i><span style="font-weight: 400;"> – filme de 1995 protagonizado pela veterana – remete às escolhas de atuação de Jennifer Coolidge e se encarrega de situações, no mínimo, desconfortavelmente hilárias. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Embora não tenha sido o ano favorito daqueles que a acompanham, a série ainda mantém o alto padrão de reconhecimento na cerimônia: com 23 indicações, a obra dramática conquistou nomeações para sete artistas de seu elenco. Entre eles, Jason Isaacs como Timothy Ratliff, o pai da família também comandada por Victória. Aliás, boa parte do texto sério, contido e obscuro faz parte do núcleo que envolve um dos grupos de maior influência daquele universo. Seja pelo filho arrogante, vivido por </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=0Zc33QMfQYQ"><span style="font-weight: 400;">Patrick Schwarzenegger</span></a><span style="font-weight: 400;">, a garota que renega o privilégio, encabeçada por </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=gOpaPf6ZvRI"><span style="font-weight: 400;">Sarah Catherine Hook</span></a><span style="font-weight: 400;">, ou o caçula que nos apresenta a </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=gOpaPf6ZvRI"><span style="font-weight: 400;">Sam Nivola</span></a><span style="font-weight: 400;">, qualquer ato parece irritar o patriarca, que sente, pela primeira vez, a ruína do império construído. </span></p>
<figure id="attachment_35761" aria-describedby="caption-attachment-35761" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-35761" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/09/image4-3-800x450.png" alt="Cena da série The White Lotus. Nela, observa-se três pessoas sentadas em um barco. Da esquerda para a direita, há um homem branco de óculos de sol que utiliza uma camisa e short brancos, uma mulher branca com cabelos castanhos que usa um vestido branco e utiliza um fone de ouvido branco e um homem branco que está tomando uma bebida e veste uma camisa azul e uma calça bege. Os três olham para frente de maneira séria." width="800" height="450" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/09/image4-3-800x450.png 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/09/image4-3-1024x576.png 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/09/image4-3-768x432.png 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/09/image4-3-1536x864.png 1536w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/09/image4-3-1200x675.png 1200w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/09/image4-3.png 1600w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-35761" class="wp-caption-text">Saxon, Piper e Lochlan são os ‘três’ lados de uma mesma moeda (Foto: HBO)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">O medo de retratar assuntos polêmicos nunca bateu à porta de Mike White, que amplia a discussão sobre moral no terceiro ano. Sutilmente, o roteirista dá indícios de uma possível relação incestuosa entre os irmãos Ratliff. Toques, falas desconcertantes e olhares caminham lado a lado até um dos episódios mais criativos de </span><i><span style="font-weight: 400;">The White Lotus</span></i><span style="font-weight: 400;">, </span><i><span style="font-weight: 400;">Festa da Lua Cheia </span></i><span style="font-weight: 400;">–</span> <span style="font-weight: 400;">indicado na categoria de Melhor Roteiro em Série de Drama. Visivelmente impecável, a direção de fotografia de </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=FZvSdwMFROA&amp;t=1s"><span style="font-weight: 400;">Ben Kutchins</span></a><span style="font-weight: 400;"> se alinha à escolha do roteiro de centralizar a narrativa em uma festa, lugar onde os ânimos estão aflorados, para expor as inimizades, os desejos e confusões que foram construídos na primeira metade da história.  </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Em </span><i><span style="font-weight: 400;">Amor Fati</span></i><span style="font-weight: 400;">, </span><a href="https://www.hollywoodreporter.com/tv/tv-reviews/the-white-lotus-finale-review-season-three-mike-white-hbo-1236184009/"><span style="font-weight: 400;">encerramento</span></a><span style="font-weight: 400;"> da temporada que garantiu uma nomeação como Melhor Direção em Série de Drama, as pontas soltas ao longo do período de férias são fechadas da maneira proposta pela produção: algo nem sempre definitivo ou com ‘final explicado’; aqui, há margem para interpretar e teorizar: “</span><i><span style="font-weight: 400;">para onde esses personagens vão?</span></i><span style="font-weight: 400;">”. E esse é um dos, senão, o maior triunfo da série. Entregar o prêmio logo de primeira não é o foco; pelo contrário, deixar o público com o gostinho de quero mais é a particularidade que confere ao criador o status de </span><i><span style="font-weight: 400;">wannabe</span></i><span style="font-weight: 400;">. Ou você quer participar do mundo idealizado por ele ou quer comentá-lo. </span></p>
<blockquote><p><span style="font-weight: 400;">“Eu simplesmente não acho que, nessa idade, eu deva viver uma vida desconfortável. Eu não tenho vontade.&#8221; — Victoria Ratliff.</span></p></blockquote>
<p><span style="font-weight: 400;">Após a entrega dos prêmios na edição de 2025, ficou claro que a recepção do terceiro ano não agradou aos votantes da premiação, visto que a produção levou apenas uma das 23 indicações: Melhor Tema de Abertura para o compositor Cristóbal Tapia de Veer. Durante a exibição dos episódios, o autor da música deixou a produção por ‘</span><a href="https://www.cnnbrasil.com.br/entretenimento/mike-white-rebate-compositor-de-white-lotus-movimento-covarde/"><span style="font-weight: 400;">diferenças criativas</span></a><span style="font-weight: 400;">’. Sendo um dos aspectos mais elogiados, será no mínimo interessante acompanhar quem o substituirá no trabalho musical que dá o tom de cada história.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">“</span><i><span style="font-weight: 400;">Third Time&#8217;s The Charm</span></i><span style="font-weight: 400;">” – em tradução livre “</span><i><span style="font-weight: 400;">A terceira vez é a certa”</span></i><span style="font-weight: 400;"> – ditado popular utilizado para afirmar que algo deu certo após suas duas primeiras tentativas, não pode representar 100% a produção da </span><i><span style="font-weight: 400;">HBO</span></i><span style="font-weight: 400;">. O subtexto e a não obviedade são, de fato, acertos do novo ano, no entanto acompanham um possível esgotamento da abordagem de White. Confirmada para uma quarta narrativa, </span><i><span style="font-weight: 400;">The White Lotus</span></i><span style="font-weight: 400;"> voltará ao </span><a href="https://personaunesp.com.br/the-white-lotus-2a-temp-critica/"><span style="font-weight: 400;">continente europeu</span></a><span style="font-weight: 400;">. Enquanto não chegamos à Riviera Francesa, aproveite as altas temperaturas da Tailândia. O calor pode não ser agradável a você na totalidade, mas irá garantir bons momentos na sua televisão.</span></p>
<div class="jetpack-video-wrapper"><iframe loading="lazy" title="The White Lotus - 3ª Temporada | Trailer Oficial | Max" width="840" height="473" src="https://www.youtube.com/embed/bXtgVC0bZjI?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen></iframe></div>
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		<title>Sex and the City, o poder do streaming e a cultura dos revivals</title>
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		<pubDate>Mon, 23 Sep 2024 20:25:43 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Arthur Caires Em Abril de 2024, Sex and the City entrou no catálogo da Netflix e foi novamente popularizada. Originalmente, a série esteve no ar de 1998 a 2004, mas foi com o poder da maior plataforma de streaming do mercado que se tornou, mais uma vez, o assunto do momento. E assim, de uma &#8230; <a href="http://personaunesp.com.br/sex-and-the-city-critica/" class="more-link">Continue lendo<span class="screen-reader-text"> "Sex and the City, o poder do streaming e a cultura dos revivals"</span></a></p>
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										<content:encoded><![CDATA[<figure id="attachment_34013" aria-describedby="caption-attachment-34013" style="width: 1400px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-34013" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/09/image2-4.jpg" alt="Na imagem, da esquerda para a direita, estão as personagens Miranda, Samantha, Charlotte e Carrie. Elas estão em uma festa, rindo juntas enquanto seguram copos de coquetel. Miranda está vestida com um vestido vermelho sem mangas, Samantha usa um vestido vermelho com detalhes de acessórios brilhantes, Charlotte está com um vestido preto e uma expressão alegre, e Carrie veste um vestido preto com detalhes brancos, com o cabelo preso em um rabo de cavalo. Ao fundo, outras pessoas participam da festa." width="1400" height="788" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/09/image2-4.jpg 1400w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/09/image2-4-800x450.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/09/image2-4-1024x576.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/09/image2-4-768x432.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/09/image2-4-1200x675.jpg 1200w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-34013" class="wp-caption-text">Sex and the City é um dos pilares da cultura da década de 2000 (Foto: HBO)</figcaption></figure>
<p><b>Arthur Caires</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Em Abril de 2024, </span><i><span style="font-weight: 400;">Sex and the City</span></i><span style="font-weight: 400;"> entrou no catálogo da </span><i><span style="font-weight: 400;">Netflix</span></i><span style="font-weight: 400;"> e foi novamente popularizada. Originalmente, a série esteve no ar de 1998 a 2004, mas foi com o poder da maior plataforma de </span><i><span style="font-weight: 400;">streaming </span></i><span style="font-weight: 400;">do mercado que se tornou, mais uma vez, o assunto do momento. E assim, de uma hora para outra, as redes sociais foram dominadas pelas frases de efeito de Carrie, discussões sobre como a protagonista é uma péssima amiga e vários tutoriais de como fazer o famoso </span><i><span style="font-weight: 400;">drink </span></i><a href="https://www.instagram.com/reel/C8IJDUkgBv0/?utm_source=ig_web_copy_link&amp;igsh=MzRlODBiNWFlZA=="><i><span style="font-weight: 400;">Cosmopolitan</span></i></a><span style="font-weight: 400;">.</span></p>
<p><span id="more-34017"></span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Um dos motivos do grande sucesso de </span><i><span style="font-weight: 400;">Sex and the City</span></i><span style="font-weight: 400;"> é a sua história despretensiosa e as personagens que geram grande identificação com o público. Criada por Darren Star e baseada no livro homônimo da jornalista </span><a href="https://www.omelete.com.br/series-tv/sex-and-the-city-candace-bushnell-royalties"><span style="font-weight: 400;">Candace Bushnell</span></a><span style="font-weight: 400;">, a série acompanha quatro mulheres solteiras, por volta de seus 35 anos, vivendo em Nova Iorque e explorando sua feminilidade de maneira aberta e honesta.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Carrie Bradshaw (</span><a href="https://personaunesp.com.br/abracadabra-2-critica/"><span style="font-weight: 400;">Sarah Jessica Parker</span></a><span style="font-weight: 400;">), uma escritora e colunista que explora com sensibilidade os altos e baixos dos relacionamentos e do sexo em suas crônicas, transmitindo um charme e inocência únicos que só Parker poderia proporcionar. Samantha Jones (Kim Cattrall), por outro lado, é uma publicitária de sucesso, destacando-se por sua atitude desinibida e liberdade sexual, com Cattrall trazendo uma ousadia cativante à personagem. </span></p>
<figure id="attachment_34014" aria-describedby="caption-attachment-34014" style="width: 1920px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-34014" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/09/image3-4.jpg" alt="Na imagem, da esquerda para a direita, estão as personagens Carrie, Miranda, Charlotte e Samantha. Elas estão sentadas em um terraço, sorrindo e segurando copos de bebida. Carrie usa uma blusa estampada e shorts cinza, Miranda veste um vestido branco com estampas coloridas, Charlotte está com um top rosa e Samantha usa uma blusa xadrez vermelha e branca. Ao fundo, há uma mesa com toalha azul e um copo vermelho, além de um arranjo de flores." width="1920" height="1080" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/09/image3-4.jpg 1920w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/09/image3-4-800x450.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/09/image3-4-1024x576.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/09/image3-4-768x432.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/09/image3-4-1536x864.jpg 1536w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/09/image3-4-1200x675.jpg 1200w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-34014" class="wp-caption-text">Em Sex and the City, sentimos que somos amigos próximos de Carrie, Miranda, Charlotte e Samantha (Foto: HBO)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">Enquanto isso, Charlotte York (Kristin Davis) se mostra como uma galerista romântica e otimista, cuja busca incessante pelo amor verdadeiro e pelo casamento perfeito é retratada com uma doçura que Davis entrega com naturalidade. Por fim, Miranda Hobbes (</span><a href="https://personaunesp.com.br/ratched-netflix-critica/"><span style="font-weight: 400;">Cynthia Nixon</span></a><span style="font-weight: 400;">), a advogada cínica e pragmática, luta constantemente para equilibrar sua carreira e vida pessoal, com Nixon trazendo uma força e vulnerabilidade que tornam sua personagem profundamente autêntica.</span></p>
<p><i><span style="font-weight: 400;">Sex and the City</span></i><span style="font-weight: 400;"> não foi apenas mais um programa de Comédia. Ao abordar abertamente temas como sexualidade feminina, amizade, carreira e a busca por identidade em uma grande cidade, a série quebrou tabus e moldou a forma como a Televisão retrata as mulheres. Ao trazer para a tela personagens femininas complexas, ambiciosas e com desejos próprios, a produção de Michael Patrick King abriu caminho para uma maior diversidade de </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=ohYYLlLZN14"><span style="font-weight: 400;">narrativas sobre mulheres</span></a><span style="font-weight: 400;"> na TV. Por esses motivos, a série merece o grande reconhecimento que recebe.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O fenômeno da repopularização que está acontecendo com </span><i><span style="font-weight: 400;">Sex and the City</span></i><span style="font-weight: 400;"> já ocorreu algumas outras vezes com seriados da mesma época de circulação. Em 2018, </span><a href="https://personaunesp.com.br/friends-25-anos-aniversario/"><i><span style="font-weight: 400;">Friends</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> foi disponibilizada na </span><i><span style="font-weight: 400;">Netflix </span></i><span style="font-weight: 400;">do </span><a href="https://observatoriodocinema.uol.com.br/streaming/prime-video/friends-e-o-seriado-mais-popular-em-servicos-de-streaming-do-reino-unido/"><span style="font-weight: 400;">Reino Unido</span></a><span style="font-weight: 400;"> e se tornou a série mais assistida daquele ano no país. Já em 2020, </span><a href="https://personaunesp.com.br/the-office-10-anos/"><i><span style="font-weight: 400;">The Office</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> foi a produção mais reproduzida do </span><a href="https://www.tenhomaisdiscosqueamigos.com/2021/01/14/the-office-serie-mais-assistida-2020/"><span style="font-weight: 400;">catálogo estadunidense</span></a><span style="font-weight: 400;">. Além de tais acontecimentos trazerem um novo público para as produções, é interessante notar o contraste entre a realidade daquela época apresentada e a visão de hoje em dia, junto ao modo que as pessoas reagem a isso.</span></p>
<figure id="attachment_34015" aria-describedby="caption-attachment-34015" style="width: 448px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-34015" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/09/image4-3.jpg" alt="Na imagem, da esquerda para a direita, estão as personagens Charlotte, Carrie, Miranda e Samantha. Elas estão em um ambiente interno, sentadas próximas umas das outras, inclinando as cabeças para a direita e olhando para frente com expressões curiosas. Charlotte veste uma blusa branca de alças finas, Carrie usa uma camiseta rosa com um desenho, Miranda está com uma camiseta azul e Samantha veste um top verde com alças finas. Ao fundo, há uma estante com livros e outros itens de decoração." width="448" height="252" /><figcaption id="caption-attachment-34015" class="wp-caption-text">Assistindo à produção de Darren Star, descobrimos junto com as personagens os conflitos diários de estar constantemente amadurecendo (Foto: HBO)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">Sendo uma produção do início da década de 2000, é claro que há diversas problemáticas e erros que </span><i><span style="font-weight: 400;">Sex and the City</span></i><span style="font-weight: 400;"> cometeu. Como quando Carrie </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=lxjPelgGZRA"><span style="font-weight: 400;">invalida a bissexualidade</span></a><span style="font-weight: 400;"> de um interesse romântico ou, por exemplo, a predominância de personagens principais brancos, enquanto as minorias eram estereotipadas, caricatas e, na maioria das vezes, motivos de piadas. É importante olharmos para essa história de 20 anos atrás com as lentes de hoje, mas não esquecendo de aproveitar seus pontos positivos. Encontrar essa nuance é a chave para conseguirmos ter um senso crítico ao mesmo tempo que reconhecemos as qualidades de uma obra.</span></p>
<p><a href="https://www.youtube.com/watch?v=b58gZlXm2yI"><i><span style="font-weight: 400;">Sex and the City</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> serve como um refúgio escapista para muitos, uma viagem para um universo onde mulheres sofisticadas e bem-sucedidas navegam por relacionamentos, moda e a vida em Nova Iorque. A série, apesar de apresentar uma realidade idealizada e, muitas vezes, distante da vivência de grande parte do público, consegue conectar-se com os espectadores por meio de temas universais. Além disso, funciona como uma cápsula do tempo, capturando um momento específico da cultura </span><i><span style="font-weight: 400;">pop</span></i><span style="font-weight: 400;"> e dos costumes sociais, ao mesmo tempo, abordando questões atemporais que ressoam com o público de todas as gerações.</span></p>
<figure id="attachment_34012" aria-describedby="caption-attachment-34012" style="width: 1999px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-34012" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/09/image1-5.jpg" alt="Na imagem, vemos as personagens de Sex and the City sentadas em um cenário no deserto, desfrutando de um banquete. Da esquerda para a direita, temos Charlotte, vestida de rosa, segurando uma taça de champanhe e sorrindo; Carrie, vestida de rosa claro, também segurando uma taça de champanhe e sorrindo; Samantha, vestida de roxo, segurando uma taça de champanhe e sorrindo, com uma expressão animada; e Miranda, vestida de verde, segurando uma taça de champanhe e sorrindo. Ao fundo, há um homem vestido em trajes tradicionais árabes, servindo o grupo. A cena contém mesas baixas repletas de iguarias como frutas secas, doces e salgados." width="1999" height="1333" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/09/image1-5.jpg 1999w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/09/image1-5-800x533.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/09/image1-5-1024x683.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/09/image1-5-768x512.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/09/image1-5-1536x1024.jpg 1536w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/09/image1-5-1200x800.jpg 1200w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-34012" class="wp-caption-text">De tantos lugares que Sex and the City 2 poderia ter escolhido para situar a trama, um país do Oriente Médio deveria ser a última opção (Foto: Warner Bros. Entertainment)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">Diante desse sucesso crítico, seria natural esperar que os criadores encerrassem a história após seis temporadas, sem forçar uma continuação, certo? Infelizmente, isso não aconteceu. Após o término da série, foram desenvolvidas quatro produções derivadas: </span><i><span style="font-weight: 400;">Sex and the City &#8211; O Filme</span></i><span style="font-weight: 400;"> (2008), </span><i><span style="font-weight: 400;">Sex and the City 2</span></i><span style="font-weight: 400;"> (2010), </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=PBctXyhhRq8"><i><span style="font-weight: 400;">O Diário de Carrie</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> (2013) e a mais recente </span><i><span style="font-weight: 400;">And Just Like That…</span></i><span style="font-weight: 400;"> (2021). Seguindo a lógica hollywoodiana de que, se algo é lucrativo, deve-se fazer uma sequência, um </span><i><span style="font-weight: 400;">spin-off</span></i><span style="font-weight: 400;">, uma </span><i><span style="font-weight: 400;">prequel</span></i><span style="font-weight: 400;">, uma </span><i><span style="font-weight: 400;">requel </span></i><span style="font-weight: 400;">e assim por diante, a franquia foi estendida muito além do seu final original.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O </span><a href="https://personaunesp.com.br/sex-and-the-city-o-filme-15-anos/"><span style="font-weight: 400;">primeiro filme</span></a><span style="font-weight: 400;"> pode até ser justificável, pois realmente agrega à história, fornecendo mais detalhes sobre o que aconteceu logo após a última temporada. Apesar de repetir o mesmo arco de Mr. Big (Chris Noth), ele oferece um fechamento satisfatório para os fãs, explorando as consequências das decisões finais das personagens. Funciona como uma última visita àquela realidade, permitindo que o público finalmente se despeça de suas nova-iorquinas favoritas de forma adequada, com uma sensação de conclusão e nostalgia.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">No entanto, o </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=pY7sAJm8Fuk"><span style="font-weight: 400;">segundo longa</span></a><span style="font-weight: 400;"> tem um objetivo puramente comercial. Carrie, Samantha, Charlotte e Miranda decidem passar as férias em Abu Dhabi, simplesmente porque seus problemas do dia-a-dia estão muito difíceis de lidar. Além de ser um prato cheio de estereótipos do Oriente Médio, a personagem de Sarah Jessica Parker encontra – coincidentemente – Aidan (John Corbett) na viagem, fazendo com que ela tenha que escolher novamente entre os dois homens da sua vida. </span></p>
<figure id="attachment_34016" aria-describedby="caption-attachment-34016" style="width: 1008px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-34016" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/09/image5-3.jpg" alt="Na imagem, vemos as personagens de And Just Like That… caminhando juntas em uma rua da cidade. Da esquerda para a direita, temos Charlotte, vestida com um vestido branco estampado e uma camiseta branca por baixo, sorrindo; Carrie, vestida com um vestido rosa vibrante e segurando uma bolsa verde, com uma expressão séria; e Miranda, vestida com uma camisa xadrez em tons de bege e laranja, segurando uma bolsa de tecido estampada, olhando diretamente para a câmera." width="1008" height="669" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/09/image5-3.jpg 1008w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/09/image5-3-800x531.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/09/image5-3-768x510.jpg 768w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-34016" class="wp-caption-text">And Just Like That… traz de volta Carrie, Charlotte e Miranda, mas como personagens completamente diferentes (Foto: Max)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">Ainda assim, 11 anos após o lançamento de </span><i><span style="font-weight: 400;">Sex and the City 2</span></i><span style="font-weight: 400;">, foi lançado em 2021 </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=4cIJBe17L4k"><i><span style="font-weight: 400;">And Just Like That…</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, o </span><i><span style="font-weight: 400;">revival </span></i><span style="font-weight: 400;">da série original. A premissa até parece promissora: mulheres lidando com desafios típicos da meia-idade, como a perda da juventude, a pressão estética associada ao envelhecimento, casamentos desmoronando em divórcios, filhos amadurecendo e novas ambições profissionais. No entanto, a produção falha em proporcionar qualquer reminiscência da história original que pudesse recompensar o público com uma dose de nostalgia.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O que acontece é uma tentativa de corrigir os erros do passado, trazendo uma representatividade superficial por meio de novos personagens que possuem apenas essa função. Quanto à Carrie, Miranda e Charlotte, as narrativas são as mesmas de 20 anos atrás, mas sem a essência que as caracterizava, como se fossem completamente diferentes. Fora a ausência de </span><a href="https://www.omelete.com.br/series-tv/and-just-like-that-kim-cattrall"><span style="font-weight: 400;">Kim Cattrall</span></a><span style="font-weight: 400;">, que se recusou a voltar ao papel de Samantha por desentendimentos com Sarah Jessica Parker. É como se a criação de </span><a href="https://personaunesp.com.br/emily-em-paris-critica/"><span style="font-weight: 400;">Darren Star</span></a><span style="font-weight: 400;"> deixasse de ser uma história autêntica para se tornar um produto, uma franquia que o público consome não por sua qualidade, porém, unicamente por ser algo familiar em sua memória.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Um dos grandes méritos das plataformas de </span><i><span style="font-weight: 400;">streaming</span></i><span style="font-weight: 400;">, como a </span><i><span style="font-weight: 400;">Netflix</span></i><span style="font-weight: 400;">, é que não há necessidade de </span><a href="https://newronio.espm.br/reboot-revival-remake-e-reunion-isso-e-falta-de-criatividade/#:~:text=Reboot%20%E2%80%93%20s%C3%A3o%20produ%C3%A7%C3%B5es%20no%20mesmo,continua%C3%A7%C3%A3o%20da%20hist%C3%B3ria%20j%C3%A1%20feita."><i><span style="font-weight: 400;">reboots </span></i><span style="font-weight: 400;">e </span><i><span style="font-weight: 400;">revivals</span></i></a> <span style="font-weight: 400;">para que uma série ou filme voltem a ter sucesso. Na maioria das vezes, essas produções são apenas uma tentativa de conquistar a aprovação da Geração Z, subestimando esse público ao pressupor que precisam de adaptações na sua linguagem, mesmo que não se encaixem. No entanto, a verdadeira magia do audiovisual está em nos transportar para realidades e épocas diferentes da nossa, sem a necessidade de modificar a essência original das obras.</span></p>
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		<title>Não tem nada de errado em ser um dos The Other Two</title>
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		<pubDate>Thu, 12 Sep 2024 17:58:42 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Guilherme Machado Leal No Emmy, as séries de comédia são um universo à parte: todo ano, as categorias que prestigiam as melhores obras de 30 minutos são cheias de surpresas. Das sitcoms aos mockumentaries, o texto é parte fundamental dos seriados televisivos, porque é a partir deles que os roteiristas possuem o traquejo de escrever &#8230; <a href="http://personaunesp.com.br/the-other-two-3a-temp-critica/" class="more-link">Continue lendo<span class="screen-reader-text"> "Não tem nada de errado em ser um dos The Other Two"</span></a></p>
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										<content:encoded><![CDATA[<figure id="attachment_33970" aria-describedby="caption-attachment-33970" style="width: 888px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-33970" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/09/image2-5.png" alt="Cena da série The Other Two. Nela, observa-se os personagens Cary, de cabelo preto liso e camisa marrom com uma jaqueta marrom clara, e Brooke, uma mulher branca com cabelos louros e que usa uma camisa roxa com uma jaqueta preta por cima. Eles estão olhando para frente com as sobrancelhas franzidas." width="888" height="497" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/09/image2-5.png 888w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/09/image2-5-800x448.png 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/09/image2-5-768x430.png 768w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-33970" class="wp-caption-text">O astro é o irmão mais novo; os outros dois são apenas normais (Foto: Max)</figcaption></figure>
<p><b>Guilherme Machado Leal</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">No </span><a href="https://personaunesp.com.br/tag/emmy/"><i><span style="font-weight: 400;">Emmy</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, as séries de comédia são um universo à parte: todo ano, as categorias que prestigiam as melhores obras de 30 minutos são cheias de surpresas. Das </span><i><span style="font-weight: 400;">sitcoms</span></i><span style="font-weight: 400;"> aos </span><i><span style="font-weight: 400;">mockumentaries</span></i><span style="font-weight: 400;">, o texto é parte fundamental dos seriados televisivos, porque é a partir deles que os roteiristas possuem o traquejo de escrever piadas e imprimir o tom que ditará o rumo do produto. É nesse contexto em que as duas indicações de </span><i><span style="font-weight: 400;">The Other Two</span></i><span style="font-weight: 400;">, ambas em Melhor Roteiro em Comédia pela terceira temporada, se encontram.</span></p>
<p><span id="more-33968"></span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Criada por </span><a href="https://www.vogue.com/article/chris-kelly-sarah-schneider-the-other-two-season-3-interview"><span style="font-weight: 400;">Chris Kelly e Sarah Schneider</span></a><span style="font-weight: 400;">, a trama é uma paródia da ascensão de Justin Bieber. No universo que se passa em Nova York, o espectador conhece Chase Dubek (Case Walker), um adolescente que viralizou na </span><i><span style="font-weight: 400;">internet</span></i><span style="font-weight: 400;"> e, rapidamente, se tornou o astro jovem mais conhecido dos Estados Unidos. Semelhante ao início do cantor canadense, o garoto vê a própria vida mudando em questão de segundos. Com isso, as trajetórias de sua mãe Pat Dubek (Molly Shannon) e seus irmãos mais velhos, Brooke (Heléne Yorke) e Cary Dubek (Drew Tarver), também adquirem um novo rumo.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Em </span><i><span style="font-weight: 400;">The Other Two</span></i><span style="font-weight: 400;">, o protagonismo não fica para o caçula. Na verdade, a obra televisiva escolhe focar nos ‘outros dois’, aqueles que não conseguiram transformar um limão mofado em uma limonada. Na série disponível no </span><a href="https://fastcompanybrasil.com/co-design/a-mudanca-da-hbo-max-para-max-decisao-acertada-ou-um-tiro-no-pe/"><i><span style="font-weight: 400;">Max</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, </span><i><span style="font-weight: 400;">streaming</span></i><span style="font-weight: 400;"> do selo </span><i><span style="font-weight: 400;">HBO</span></i><span style="font-weight: 400;">, o espectador vê, a cada episódio, as jornadas dos irmãos de 20 e poucos anos em meio à popularidade do inocente ChaseDreams, nome artístico do mais novo entre os personagens principais. Enquanto Brooke se torna uma espécie de relações públicas da carreira de Chase, Cary sonha em ser um ator aclamado pela crítica e público, aos moldes do icônico Joey Tribbiani (Matt LeBlanc), de </span><i><span style="font-weight: 400;">Friends</span></i><span style="font-weight: 400;">.</span></p>
<figure id="attachment_33971" aria-describedby="caption-attachment-33971" style="width: 1000px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-33971" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/09/image3-3.png" alt="Cena da série The Other Two. Nela, observa-se os personagens Cary, de cabelo preto liso e moletom salmão com uma jaqueta preta, e Brooke, uma mulher branca com cabelos louros e que usa uma camisa cinza de crochê, além de um tapa-olhos. Eles estão dentro de um avião e estão chocados com uma notícia." width="1000" height="563" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/09/image3-3.png 1000w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/09/image3-3-800x450.png 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/09/image3-3-768x432.png 768w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-33971" class="wp-caption-text">Embora não tenham chegado às categorias de atuação, as performances de Heléne Yorke e Drew Tarver são a alma de The Other Two (Foto: Max)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">O terceiro ano foi aclamado pelos votantes da maior premiação da Televisão. De fato, há algo na despedida da série que a faz ser tão especial aos olhos de quem acompanha desde o começo. Seja pelo texto afiado, assinado pelos co-roteiristas Chris Kelly e Sarah Schneider, ou pelo carisma dos personagens, o fato é que a obra não tem medo de criticar assuntos que são colocados debaixo dos panos, a exemplo da </span><i><span style="font-weight: 400;">Disney</span></i><span style="font-weight: 400;"> e a sua </span><a href="https://www.correiobraziliense.com.br/mundo/2022/03/4992378-entenda-o-que-e-a-don-t-say-gay-a-lei-anti-lgbtqia-financiada-pela-disney.html"><span style="font-weight: 400;">política anti-LGBTQIAPN+</span></a><span style="font-weight: 400;">. No sétimo episódio, intitulado </span><i><span style="font-weight: 400;">Brooke, and We Are Not Joking, Goes to Space</span></i><span style="font-weight: 400;">, Cary é contratado para dar voz ao “</span><i><span style="font-weight: 400;">primeiro personagem abertamente queer</span></i><span style="font-weight: 400;">” da companhia de </span><i><span style="font-weight: 400;">Walt Disney</span></i><span style="font-weight: 400;">.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">As opiniões a respeito da forma como a empresa atua não deixam a desejar. Ao longo dos minutos que marcam a história do episódio, </span><i><span style="font-weight: 400;">The Other Two</span></i><span style="font-weight: 400;"> consegue atacar, sem descer do salto, as hipocrisias que definem a marca quando se trata da abordagem de personagens LGBTIQAPN+. Entre o </span><a href="https://oglobo.globo.com/cultura/filmes/luca-as-alegorias-lgbt-presentes-no-filme-da-disney-segundo-as-redes-sociais-25073568"><span style="font-weight: 400;">subtexto </span><i><span style="font-weight: 400;">gay</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> em </span><i><span style="font-weight: 400;">Luca </span></i><span style="font-weight: 400;">e as teorias de uma </span><a href="https://brasil.elpais.com/brasil/2019/11/21/cultura/1574336153_133676.html"><span style="font-weight: 400;">princesa possivelmente lésbica</span></a><span style="font-weight: 400;"> (Elza, de </span><i><span style="font-weight: 400;">Frozen</span></i><span style="font-weight: 400;">), a comédia não poupa as ações do estúdio e avalia como o </span><i><span style="font-weight: 400;">queerbaiting </span></i><span style="font-weight: 400;">se molda sutilmente à estratégia de grandes ‘firmas’ em se ancorar no imaginário daqueles que sonham em se ver representados nas telonas.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Além disso, </span><i><span style="font-weight: 400;">Cary &amp; Brooke Go To an AIDS Play</span></i><span style="font-weight: 400;"> e </span><i><span style="font-weight: 400;">Brooke Hosts A Night Of Undeniable Good</span></i><span style="font-weight: 400;">, respectivamente, o quinto e oitavo episódios da temporada, são os grandes destaques do terceiro e último ano da obra televisiva. No primeiro, por exemplo, a trama se concentra em uma peça que fala sobre a </span><a href="https://www.bbc.com/portuguese/articles/ceklygyy8z4o"><span style="font-weight: 400;">aids</span></a><span style="font-weight: 400;"> de uma maneira humorística. No entanto, em momento algum da história, há uma piada de mau gosto. Aliás, um dos grandes acertos da comédia é saber examinar a ferida sem ferir o paciente que está sendo observado, mostrando que dá para fazer humor sem apelar para o preconceito. </span></p>
<figure id="attachment_33969" aria-describedby="caption-attachment-33969" style="width: 780px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-33969" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/09/image1-4.png" alt="Cena da série The Other Two. Nela, observa-se a personagem Pat, uma mulher branca de cabelo preto liso e moletom salmão com uma jaqueta preta, e Brooke, uma mulher branca com cabelos castanhos claros e que veste uma camiseta amarela com estampas. Ela está confusa enquanto está em uma ligação." width="780" height="438" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/09/image1-4.png 780w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/09/image1-4-768x431.png 768w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-33969" class="wp-caption-text">Comediante veterana e um dos nomes do Saturday Night Live, tradicional programa de humor dos Estados Unidos, Molly Shannon dá espaço para os novos atores brilharem (Foto: Max)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">Já o oitavo episódio se concentra no maior foco da temporada quando se trata de Brooke: fazer o bem. O percurso traçado pela personagem serve como um meio de criticar a </span><a href="https://rollingstone.com.br/noticia/os-estereotipos-nos-filmes-de-hollywood-e-por-que-eles-distorcem-visao-real-do-mundo-analise/"><span style="font-weight: 400;">indústria hollywoodiana</span></a><span style="font-weight: 400;"> e, principalmente, a forma como ela afeta as celebridades. Fingir um namoro falso, assumir uma persona que não condiz com quem é de verdade e passar por cima de todos são apenas três das atitudes que alguém que vive nesse mundo precisa lidar. É como se fosse uma escada para o sucesso. A cada fase avançada (leia-se atitude ética e moralmente questionável), você ganha um onùs e um bônus. Todavia, por ser um ambiente tóxico, fazer o bem e o mal são praticamente a mesma coisa. No ofício do entretenimento, é notado quem está jogando. E os irmãos parecem tirar isso de letra.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Assistir às três temporadas sem se apegar aos protagonistas seria impossível, pois todas as narrativas episódicas se concentram em como os irmãos mais velhos reagem às adversidades da vida. ‘Mesquinhos’ e trapaceiros, Brooke e Cary não são pessoas carismáticas. No mundo real, os dois seriam odiados por serem desonestos. Mas a atuação de </span><a href="https://variety.com/2023/tv/news/the-other-two-interview-helene-yorke-drew-tarver-season-3-1235642708/"><span style="font-weight: 400;">Heléne Yorke e Drew Tarver</span></a><span style="font-weight: 400;"> são o tesouro de </span><i><span style="font-weight: 400;">The Other Two </span></i><span style="font-weight: 400;">e é, a partir delas, que o público chega à conclusão: todos, de alguma forma, são picaretas. Mentir, chantagear e invejar são alguns dos verbos presentes nas sentenças proferidas pela dupla principal.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Ao mesmo tempo em que fazem de tudo para chegar ao topo, os irmãos Dubek são pessoas que só querem o seu lugar ao sol. Estabilidade financeira e o reconhecimento da família e amigos são quistos por qualquer um que chega à </span><a href="https://www.papelpop.com/2023/01/os-perrengues-de-crescer-10-filmes-sobre-as-dores-de-cabeca-de-amadurecer/"><span style="font-weight: 400;">vida adulta</span></a><span style="font-weight: 400;">. Assim, com os ‘os outros dois’ não seria diferente. A trama encerra a jornada fazendo jus aos seus personagens desajustados que, embora sejam pessoas controversas, não têm medo de mostrarem ao mundo suas camadas mais questionáveis. É errando que os protagonistas acertam e, por isso, são relacionáveis com quem consome a obra. </span></p>
<div class="jetpack-video-wrapper"><iframe loading="lazy" title="The Other Two - 3ª Temporada | Trailer Legendado | HBO Max" width="840" height="473" src="https://www.youtube.com/embed/UGyvu3x6Bvc?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen></iframe></div>
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		<title>Do começo ao fim, há vida: a cultura Ballroom do nascimento ao presente</title>
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		<pubDate>Tue, 05 Dec 2023 20:04:11 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Aryadne Xavier “Você pensou que eu deitaria e morreria?/Oh não, eu não. Eu vou sobreviver/Enquanto eu souber como amar/Eu sei que permanecerei viva/Eu tenho minha vida toda para viver/Eu tenho meu amor todo para dar e/Eu vou sobreviver, eu vou sobreviver”  &#8211; I Will Survive (Gloria Gaynor) O ser humano pode não nascer programado para &#8230; <a href="http://personaunesp.com.br/cultura-ballroom-artigo/" class="more-link">Continue lendo<span class="screen-reader-text"> "Do começo ao fim, há vida: a cultura Ballroom do nascimento ao presente"</span></a></p>
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										<content:encoded><![CDATA[<figure id="attachment_32073" aria-describedby="caption-attachment-32073" style="width: 1024px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-32073" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/12/image3.jpg" alt="A capa é uma colagem de várias fotos de Mothers, figuras lendárias e muito respeitadas na cena da Ballroom por serem fundadoras de casas que acolhiam outras pessoas. A esquerda, Crystal LaBeija, uma pessoa negra, em um vestido vermelho com acessórios combinando e cabelo castanho volumoso e bem arrumado. Ao lado, em um recorte em preto e branco, está Angie Xtravaganza, com um elegante vestido, desfilando em uma das passarelas da Ballroom. Ao centro acima, uma parte da capa do documentário “Paris is Burning”. Logo abaixo, uma foto de Pepper LaBeija, uma pessoa também negra, em uma ball, com roupas douradas brilhantes e muita elegância. No topo direito está Paris Dupree, uma pessoa branca de cabelos loiros e olhos claros, usando uma boina e roupas pretas brilhantes que, na foto, está em uma pose de Voguing. Abaixo, Willi Ninja, um homem negro e um dos maiores nomes do Voguing de todos os tempos, considerado por muitos como o fundador do estilo amplamente conhecido, que na foto está parado em uma pose até meio contorcionsita, usando um boné azul e uma camisa parcialmente aberta." width="1024" height="538" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/12/image3.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/12/image3-800x420.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/12/image3-768x404.jpg 768w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-32073" class="wp-caption-text">Sendo um símbolo de resistência, falar sobre e dar os devidos créditos a Ballroom por suas contribuições é mais do que um resgate histórico: é um ato político (Arte: Aryadne Xavier)</figcaption></figure>
<p><b>Aryadne Xavier</b></p>
<blockquote><p><span style="font-weight: 400;">“Você pensou que eu deitaria e morreria?/Oh não, eu não. Eu vou sobreviver/Enquanto eu souber como amar/Eu sei que permanecerei viva/Eu tenho minha vida toda para viver/Eu tenho meu amor todo para dar e/Eu vou sobreviver, eu vou sobreviver” </span></p>
<p>&#8211; I Will Survive (<em>Gloria Gaynor)</em></p></blockquote>
<p><span style="font-weight: 400;">O ser humano pode não nascer programado para certos comportamentos, mas os aprende tão cedo que pode sentir, em seu íntimo, que as coisas apenas são dessa maneira. O desejo de pertencer, resquício fundamental do desenvolvimento em grupos, é tão latente que se transforma em uma vontade dupla de ser aquilo que é aceitável ou ao menos parecer ser. Lançada ao mundo pela primeira vez há 130 anos, a </span><a href="https://www.vogue.pt/vogue-historia-primeiras-vezes"><span style="font-weight: 400;">revista </span><i><span style="font-weight: 400;">Vogue</span></i></a> <span style="font-weight: 400;">imprime o que seu próprio nome diz. Registrando e, talvez, ajudando a ditar o que está em alta, a publicação estadunidense foi, por incontáveis vezes, inacessível a uma parcela da população, que podia apenas se projetar nela, como um sonho. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Tal projeção se via em uma sombra, refletindo aquilo que brilhava, mas o objetivo nunca foi copiar fielmente. Ao imitar as poses das modelos da </span><i><span style="font-weight: 400;">Vogue </span></i><span style="font-weight: 400;">em uma espécie de duelo, o grupo que participava das </span><i><span style="font-weight: 400;">balls </span></i><span style="font-weight: 400;">se apropriou daqueles movimentos, criando algo único. O </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=XJ6fqQX_e9U"><i><span style="font-weight: 400;">Voguing</span></i></a> <span style="font-weight: 400;">se tornou algo muito além da revista, mesmo que seus nomes ainda possam ser assimilados. Esse ato de reconstruir, verbo que sempre fez parte dessa cultura, foi o que reinventou e revolucionou o que é ser uma pessoa da comunidade LGBTQIA+ em sua época de fundação, trazendo identidade, força e conexão até o presente.</span></p>
<p><span id="more-32057"></span></p>
<div style="width: 840px;" class="wp-video"><video class="wp-video-shortcode" id="video-32057-1" width="840" height="441" preload="metadata" controls="controls"><source type="video/mp4" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/12/IMG2_voguing.mp4?_=1" /><a href="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/12/IMG2_voguing.mp4">http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/12/IMG2_voguing.mp4</a></video></div>
<p><span style="font-weight: 400;">A origem histórica desses encontros se inicia no Harlem, bairro da cidade de Nova Iorque que concentra uma população predominantemente afro-americana. Ainda que a primeira manifestação de algo parecido com um concurso de beleza para pessoas </span><i><span style="font-weight: 400;">drags</span></i><span style="font-weight: 400;"> nos EUA seja de 1849, no Masquerade Ball, alguns dos registros mais antigos do que realmente pode ser considerado Ballroom datam das décadas de 1920 e 1930, no então </span><a href="https://www.harlemworldmagazine.com/the-legendary-hamilton-lodge-ball-home-at-the-rockland-palace-dance-hall-in-harlem/"><span style="font-weight: 400;">Hamilton Lodge Ball</span></a><i><span style="font-weight: 400;">, </span></i><span style="font-weight: 400;">que viria a ser palco de diversas </span><i><span style="font-weight: 400;">balls</span></i><span style="font-weight: 400;"> (nome dado aos bailes). </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A melhor maneira de sintetizar o que seriam esses encontros é descrita por </span><a href="https://www.nytimes.com/2003/05/26/arts/pepper-labeija-queen-of-harlem-drag-balls-is-dead-at-53.html"><span style="font-weight: 400;">Pepper LaBeija</span></a><span style="font-weight: 400;"> no documentário </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=mBVBipOl76Q"><i><span style="font-weight: 400;">Paris is Burning</span></i></a> <span style="font-weight: 400;">(1990), ao dizer que esses bailes eram como uma fantasia de ser famoso. Fruto de uma população marginalizada e excluída de um progresso disponível apenas para a população que se parecia e estrelava os anúncios que pregavam o ‘</span><a href="https://revistagalileu.globo.com/Sociedade/noticia/2018/01/hollywood-paulo-cunha.html"><span style="font-weight: 400;">modelo de vida americano</span></a><span style="font-weight: 400;">’, as manifestações se tornaram um centro de encontro para negros e latinos que migraram para a terra do Tio Sam e toda a população LGBTQIA+ da região. </span></p>
<p><a href="https://blurredbylines.com/articles/crystal-labeija-drag-queen-house-ballrooom-culture/"><span style="font-weight: 400;">Crystal LaBeija</span></a><span style="font-weight: 400;"> pode ser destacada como a pioneira na formação dessas casas ao fundar a </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=pKGKcsdkgto"><span style="font-weight: 400;">House of LaBeija</span></a><span style="font-weight: 400;"> em 1968 com Lottie LaBeija, primeira </span><i><span style="font-weight: 400;">house </span></i><span style="font-weight: 400;">da Ballroom que propôs </span><i><span style="font-weight: 400;">balls</span></i><span style="font-weight: 400;"> que contrariavam o silenciamento de corpos que não se encaixavam no padrão de beleza europeu, principalmente </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=RYCQEl8TPeM"><span style="font-weight: 400;">corpos negros</span></a><span style="font-weight: 400;">. Em 1972, aconteceu o primeiro baile anual da casa criado para acolher pessoas diferentes. Essa abertura a diferentes categorias e a possibilidade de enquadrar todas as pessoas em um ambiente seguro para serem quem são transformou a o movimento em um símbolo político, de ocupação de espaços que pertencem a cada pessoa e celebração da diversidade de gênero, sexualidade e raça.</span></p>
<figure id="attachment_32071" aria-describedby="caption-attachment-32071" style="width: 520px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-32071" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/12/image1-1.png" alt="A imagem mostra uma fotografia da época do Harlem, um prédio grande de amplas janelas e portas, que foi o local a abrigar as primeiras manifestações da Ballroom. O Harlem é um bairro historicamente habitado por descendentes de negros e pessoas de baixa condição financeira, por isso, é um símbolo que demonstra a resistência do movimento." width="520" height="446" /><figcaption id="caption-attachment-32071" class="wp-caption-text">Ao entrar pelas portas do prédio, diversas pessoas eram finalmente livres para ser quem quisessem, sem precisar lidar com os questionamentos da sociedade (Foto: QueerMusicHeritage)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">Na construção dessa cultura, alguns termos foram empregados para definir lugares, ações e pessoas. As </span><i><span style="font-weight: 400;">houses</span></i><span style="font-weight: 400;">, por exemplo, são casas que abrigam os </span><i><span style="font-weight: 400;">Ball-goers</span></i><span style="font-weight: 400;"> (pessoas que frequentam os bailes), criando um senso de pertencimento e acolhimento. Cada casa leva um nome, geralmente o de sua fundadora, e todos os membros o recebem como um sobrenome. Dentre as </span><a href="https://artsandculture.google.com/story/three-generations-of-house-mothers-proudly-black-and-trans/kQXxuMcMGbMNug"><i><span style="font-weight: 400;">houses</span></i></a> <span style="font-weight: 400;">mais conhecidas, é possível citar House of Dupree</span> <span style="font-weight: 400;">(Paris Dupree), House of LaBeija</span> <span style="font-weight: 400;">(Crystal LaBeija), House of Ninja</span> <span style="font-weight: 400;">(Willi Ninja), House of Pendavis</span> <span style="font-weight: 400;">(Avis Pendavis), House of Xtravaganza</span> <span style="font-weight: 400;">(Angie Xtravaganza)</span> <span style="font-weight: 400;">e House of Corey</span> <span style="font-weight: 400;">(</span><a href="https://www.logotv.com/news/h027gw/who-is-dorian-corey-pose"><span style="font-weight: 400;">Dorian Corey</span></a><span style="font-weight: 400;">). </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">As casas ainda são lideradas por uma figura maior, a mãe (</span><i><span style="font-weight: 400;">Mother</span></i><span style="font-weight: 400;">) ou, algumas vezes, o pai </span><i><span style="font-weight: 400;">(Father</span></i><span style="font-weight: 400;">). As primeiras são chamadas assim por serem as </span><a href="https://artsandculture.google.com/story/4wWBwyCs0bhg0w"><span style="font-weight: 400;">matriarcas de cada </span><i><span style="font-weight: 400;">house</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, o porto seguro de muitas crianças (</span><i><span style="font-weight: 400;">Children</span></i><span style="font-weight: 400;">) que não encontraram apoio em suas famílias biológicas. Mais do que figuras experientes, as </span><i><span style="font-weight: 400;">Mothers</span></i><span style="font-weight: 400;"> eram as vencedoras dos icônicos bailes que aconteceram no Harlem em décadas anteriores (1920, 1930 e 1940). Chamadas de </span><i><span style="font-weight: 400;">Legendary</span></i><span style="font-weight: 400;">, elas foram essenciais para a construção e estabelecimento dessas comunidades, além do suporte constante que existia entre a mãe da casa e suas crianças na época. </span></p>
<p><a href="https://www.youtube.com/watch?v=hcjWmYFWz3Y&amp;pp=ygUPdm9ndWUgYmFsbCAxOTkw"><i><span style="font-weight: 400;">Ball</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> é a maneira mais informal de nomear os bailes em si: eventos de longa duração em que cada participante performa em sua categoria. Até mesmo por isso se explica o nome Ballroom, que determina os lugares onde acontecem esses encontros. Cada evento conta também com seus prêmios, sendo dado a quem vence o</span><i><span style="font-weight: 400;"> Grand Prize</span></i><span style="font-weight: 400;">, troféu que traz muito prestígio ao vencedor(a/e) e a sua </span><i><span style="font-weight: 400;">house</span></i><span style="font-weight: 400;">. A honraria trazia um grande reconhecimento dentro da comunidade: a maioria das </span><i><span style="font-weight: 400;">Mothers </span></i><span style="font-weight: 400;">foram vencedoras de </span><i><span style="font-weight: 400;">Grand Prizes </span></i><span style="font-weight: 400;">e, quanto mais prêmios, maior a fama e o sucesso daquela casa. </span></p>
<figure id="attachment_32075" aria-describedby="caption-attachment-32075" style="width: 720px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-32075" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/12/image2-2.png" alt="A imagem em P&amp;B demonstra a House of Xtravaganza, uma das Houses mais populares da Ballroom. Todos os seus membros, que vestem orgulhosamente um pano branco que estampa o X da família, estão ao redor de um Grand Prize, prêmio de maior honra na competição que acontecia nos bailes. " width="720" height="480" /><figcaption id="caption-attachment-32075" class="wp-caption-text">As casas mais populares sempre eram as maiores vencedoras dos prêmios; como uma disputa de gangues, mas os ataques são passos de dança (Foto: Derek Ridgers)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">Quando falamos da influência da Ballroom na cultura </span><i><span style="font-weight: 400;">pop</span></i><span style="font-weight: 400;">, um grande exemplo é a música </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=GuJQSAiODqI"><i><span style="font-weight: 400;">Vogue</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, um dos maiores sucessos da carreira de Madonna, que apresentou uma parcela dessa cultura ao mundo no início dos anos 1990. A canção conta com a participação ativa de </span><a href="http://youtube.com/watch?v=ib-RfmDhrBY"><span style="font-weight: 400;">José Xtravaganza</span></a><span style="font-weight: 400;">. Importante relembrar que a artista não é e nunca foi a fundadora do estilo de dança conhecido como </span><i><span style="font-weight: 400;">vogue</span></i><span style="font-weight: 400;">, mesmo tendo figurado o clipe e as apresentações da música, além de ter sido o rosto representativo dessa manifestação em um imaginário popular por muito tempo. A influência também pode ser notada na produção de </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=cNbFc-fa-ww"><span style="font-weight: 400;">FKA TWIGS</span></a><span style="font-weight: 400;">, cantora e performer que já esteve presente em alguns </span><i><span style="font-weight: 400;">balls</span></i><span style="font-weight: 400;">, como o </span><i><span style="font-weight: 400;">The Mugler Ball </span></i><span style="font-weight: 400;">(2014).</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Um dos exemplos mais recentes e de maior explosão no cenário musical global é o álbum </span><a href="https://personaunesp.com.br/renaissance-critica/"><i><span style="font-weight: 400;">Renaissance</span></i></a><span style="font-weight: 400;">. O projeto, protagonizado por Beyoncé, mas que carrega uma extensa lista de artistas envolvidos, veio como um resgate à cultura queer, apresentando o que há de mais potente na união dos ritmos. Na Sétima Arte, </span><a href="https://personaunesp.com.br/pose-3a-temporada-critica/"><i><span style="font-weight: 400;">Pose</span></i></a> <span style="font-weight: 400;">da </span><i><span style="font-weight: 400;">FX</span></i><span style="font-weight: 400;"> e </span><a href="https://personaunesp.com.br/legendary-2a-temp-critica/"><i><span style="font-weight: 400;">Legendary</span></i></a> <span style="font-weight: 400;">da </span><i><span style="font-weight: 400;">HBO</span></i><span style="font-weight: 400;"> são destaques, retratando o funcionamento das </span><i><span style="font-weight: 400;">balls</span></i><span style="font-weight: 400;"> e as pessoas que participavam e ainda participam desses encontros. Mesmo falando muito no passado, por citar e tratar pontos históricos, é válido reforçar que a cultura Ballroom segue viva e resistente. </span></p>
<div style="width: 840px;" class="wp-video"><video class="wp-video-shortcode" id="video-32057-2" width="840" height="441" preload="metadata" controls="controls"><source type="video/mp4" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/12/IMG5_voguing.mp4?_=2" /><a href="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/12/IMG5_voguing.mp4">http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/12/IMG5_voguing.mp4</a></video></div>
<p><span style="font-weight: 400;">No contexto de um </span><a href="https://www.cnnbrasil.com.br/nacional/lgbtfobia-brasil-e-o-pais-que-mais-mata-quem-apenas-quer-ter-o-direito-de-ser-quem-e/#:~:text=De%20acordo%20com%20o%20Dossi%C3%AA,por%20esse%20tipo%20de%20discrimina%C3%A7%C3%A3o."><span style="font-weight: 400;">país que mais mata pessoas LGBTQIA+</span></a><span style="font-weight: 400;"> no mundo, é irônico sugerir que a comunidade tenha benefícios, imponha ditaduras ou algum tipo de glamourização em ser uma pessoa não heterossexual no Brasil. A fala da personagem Alícia, da novela </span><i><span style="font-weight: 400;">A Favorita</span></i><span style="font-weight: 400;"> (2009), na qual afirma que “</span><a href="https://twitter.com/acervonovelas/status/1477456742170648591"><i><span style="font-weight: 400;">o chique é ser gay</span></i></a><span style="font-weight: 400;">” pode ter virado um meme nas redes sociais recentemente, mas, nas entrelinhas, sabe-se que o riso vem como forma de tirar do centro o poder de quem se sente no direito de controlar a vida, os jeitos e os sentimentos do outro. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Nesse cenário de luta diária, a cultura Ballroom também chegou aqui como um símbolo do movimento queer</span> <span style="font-weight: 400;">relacionado a pessoas não brancas. A primeira </span><i><span style="font-weight: 400;">house </span></i><span style="font-weight: 400;">brasileira é a </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=omO1QGSb8sU"><span style="font-weight: 400;">House of Hands Up</span></a><span style="font-weight: 400;">, fundada em 2015 por Eduarda Kona Zion em Brasília. Essa cultura de espaços acolhedores</span> <span style="font-weight: 400;">se fortalece até os dias atuais no país por ser um lugar com uma função social: acolher e permitir a existência de quem foi marginalizado pela sociedade por ser diferente do que é considerado a ‘norma’.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Lembrar e exaltar a cultura Ballroom</span> <span style="font-weight: 400;">é uma forma de colocar sob os holofotes pessoas negras, latinas e LGBTQIA+ e dar uma nova visão à sociedade, na qual essas vidas não estão atreladas ao sofrimento. Referenciando </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=xFW6JoNynCA"><span style="font-weight: 400;">a fala da Deputada Federal Érika Hilton</span></a><span style="font-weight: 400;">, “</span><i><span style="font-weight: 400;">Aonde estão as pessoas trans além da prostituição? Aonde estão as pessoas trans além das manchetes policiais?</span></i><span style="font-weight: 400;">”, estão nas </span><i><span style="font-weight: 400;">balls</span></i><span style="font-weight: 400;">, nas </span><i><span style="font-weight: 400;">houses</span></i><span style="font-weight: 400;">, expressando sua vida pela Arte da Dança e da Música. E estão muito além do que a sociedade os enxerga: estão ressignificando e criando. A Ballroom pode ser descrita como uma forma coletiva de sobrevivência, mesmo quando tudo de si é tirado. É sobre se encontrar em um lugar, se reconhecer e tornar sua vida fabulosa nas suas possibilidades de ser.  </span></p>
<p><iframe title="Spotify Embed: Ballroom no século vinte e um" style="border-radius: 12px" width="100%" height="352" frameborder="0" allowfullscreen allow="autoplay; clipboard-write; encrypted-media; fullscreen; picture-in-picture" loading="lazy" src="https://open.spotify.com/embed/playlist/0pnLLEqdYlMsKhJg2Cv5HW?si=c31e1a6bfbeb4b6b&#038;utm_source=oembed"></iframe></p>
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		<title>Vida (não tão) longa ao Roy: o xeque-mate de Succession</title>
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		<pubDate>Thu, 13 Jul 2023 19:02:46 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Aviso: o texto contém alguns spoilers da maior série da atualidade Guilherme Veiga Peças brancas. Bispo em C4, dama em H8, posteriormente em A8, depois em A4, peão em F4, rei em C1, finalizando com dama em A7. Essa foi a sequência final de Garry Kasparov, que culminou na desistência de Veselin Topalov, naquela que &#8230; <a href="http://personaunesp.com.br/succession-4a-temp-critica/" class="more-link">Continue lendo<span class="screen-reader-text"> "Vida (não tão) longa ao Roy: o xeque-mate de Succession"</span></a></p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p><i><span style="font-weight: 400;">Aviso: o texto contém alguns spoilers da maior série da atualidade</span></i></p>
<figure id="attachment_31291" aria-describedby="caption-attachment-31291" style="width: 1920px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-31291" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/07/Succession-Imagem-1.jpg" alt="Cena da quarta temporada de Succession. Nela vemos, em ordem de foco na câmera, Shiv, uma mulher branca de cabelos curtos em um tom loiro meio castanho; Kendall, um homem branco de cabelos curtos pretos; Roman, um homem branco de cabelo preto com topete e barba; Connor, um homem branco de cabelo e barba grisalhos e Willa, uma mulher branco de cabelo loiro e grande. Eles estão enfileirados na primeira fileira de uma igreja. A ocasião é um funeral, por isso, vestem roupas adequadas com o momento, sendo os homens com um terno preto, camisa branca e gravata preta, e as mulheres com um vestido longo preto. Ao fundo.algumas pessoas estão desfocadas.Todos estão com um semblante abatido olhando para a frente" width="1920" height="1280" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/07/Succession-Imagem-1.jpg 1920w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/07/Succession-Imagem-1-800x533.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/07/Succession-Imagem-1-1024x683.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/07/Succession-Imagem-1-768x512.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/07/Succession-Imagem-1-1536x1024.jpg 1536w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/07/Succession-Imagem-1-1200x800.jpg 1200w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-31291" class="wp-caption-text">Não vimos Shakespeare no século XVI, mas assistimos Succession no século XXI (Foto: HBO)</figcaption></figure>
<p><b>Guilherme Veiga</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Peças brancas. Bispo em C4, dama em H8, posteriormente em A8, depois em A4, peão em F4, rei em C1, finalizando com dama em A7. Essa foi a sequência final de Garry Kasparov, que culminou na desistência de Veselin Topalov, naquela que ficou conhecida como </span><a href="https://www.wikiwand.com/pt/Partida_Imortal_de_Kasparov"><span style="font-weight: 400;">A Imortal</span></a><span style="font-weight: 400;">, uma das partidas mais brilhantes da história do xadrez, que ocorreu em um campeonato na Holanda, em 1999.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O esporte, símbolo do elitismo e da estratégia, não é acessível à maioria dos públicos, principalmente por conta de sua complexidade. Porém, recentemente, a também imortal </span><i><span style="font-weight: 400;">Succession</span></i><span style="font-weight: 400;"> foi responsável por emular o xadrez em sua magnitude para as telas. Nesse tabuleiro televisivo, as coordenadas são um pouco diferentes. “</span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=Z1kjQOrVL5c&amp;ab_channel=WaterTowerMusic"><i><span style="font-weight: 400;">L em OG</span></i></a><i><span style="font-weight: 400;">/ Dude be the OG/ A-N…</span></i><span style="font-weight: 400;">” foram algumas das jogadas, e a produção da </span><i><span style="font-weight: 400;">HBO</span></i><span style="font-weight: 400;"> jogou como a profissional que é e, em quatro temporadas, entregou uma das maiores obras-primas da história da Televisão.</span></p>
<p><span id="more-31300"></span></p>
<figure id="attachment_31292" aria-describedby="caption-attachment-31292" style="width: 1200px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-31292" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/07/Succession-Imagem-2.jpg" alt="Cena da quarta temporada de Succession. Nela vemos Kendall, um homem branco de cabelos pretos. Kendall veste um sapato preto, calça social preta, uma camiseta preta e uma jaqueta da Nasa na cor azul. Ele está em um palco vazio, com somente um banco preto, onde está apoiado um copo de água. Ao fundo há dois telões, um tem sua imagem e o outro, para o qual Kendall está olhando, a imagem de seu pai, Logan. Logan é um homem branco, idoso, cabelos e barbas brancas. Ele veste um terno preto, uma camisa branca e uma gravata preta." width="1200" height="800" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/07/Succession-Imagem-2.jpg 1200w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/07/Succession-Imagem-2-800x533.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/07/Succession-Imagem-2-1024x683.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/07/Succession-Imagem-2-768x512.jpg 768w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-31292" class="wp-caption-text">A quarta temporada marcou recorde de audiência da série, com cerca de sete milhões de espectadores em sua estreia (Foto: HBO)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">Contando a história da família Roy, dona de um conglomerado de mídia gigantesco que os coloca no cargo honorário de </span><i><span style="font-weight: 400;">CEO</span></i><span style="font-weight: 400;"> dos Estados Unidos, </span><i><span style="font-weight: 400;">Succession</span></i><span style="font-weight: 400;"> rompe as fronteiras entre ficção e realidade ao longo de suas temporadas logo na iminência da morte do patriarca e da guerra dos filhos pela posição. Além de ser uma releitura do </span><a href="https://www1.folha.uol.com.br/ilustrada/2023/05/succession-repete-tragedia-de-rei-lear-no-frio-mundo-dos-negocios.shtml"><i><span style="font-weight: 400;">Rei Lear</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> de Shakespeare, é clara a semelhança da briga pela herança com o caso dos Murdoch, família da vida real dona do monopólio controverso da </span><i><span style="font-weight: 400;">Fox News</span></i><span style="font-weight: 400;">, personificados pelo execrável </span><i><span style="font-weight: 400;">a lá</span></i><span style="font-weight: 400;"> Logan Roy, </span><a href="https://www.vanityfair.com/news/2023/04/rupert-murdoch-cover-story"><span style="font-weight: 400;">Rupert Murdoch</span></a><span style="font-weight: 400;">.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Entretanto, muito mais que uma história de negócios, política e poder, a produção da </span><i><span style="font-weight: 400;">HBO</span></i><span style="font-weight: 400;"> também é sobre </span><a href="https://www.escapistmagazine.com/succession-hbo-about-hierachies-of-abuse/"><span style="font-weight: 400;">abusos</span></a><span style="font-weight: 400;"> e </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=zamqLuOYREc&amp;ab_channel=k3nd4llr0y"><span style="font-weight: 400;">traumas</span></a><span style="font-weight: 400;">. Logan (Brian Cox), depois do que sofreu na infância, se transformou no vilão-mor da Televisão e colocou não só seus filhos como a própria América a sua sombra. Kendall (Jeremy Strong) desejava o que lhe foi prometido: tomar as formas da escuridão. Roman (Kieran Culkin), ao mesmo tempo que atormentado, se sentia seguro nela. Já Shiv (Sarah Snook) sonhava em sair do eclipse para ofuscar o pai com sua luz, enquanto </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=s9CRj7i3H3Y&amp;ab_channel=CaprincornEdits"><span style="font-weight: 400;">Connor</span></a><span style="font-weight: 400;"> (Alan Ruck) sequer era permitido adentrar a proteção do monumento Roy.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">No entanto, estando no </span><a href="https://jacobin.com.br/2023/05/succession-e-a-critica-mais-devastadora-aos-ultra-ricos-na-tv/"><span style="font-weight: 400;">topo</span></a><span style="font-weight: 400;"> da cadeia alimentar humana, todas as merdas têm um declive enorme para percorrer e, nesse caso, com o cume simulando a sensação de um falso Deus, pouco importa as consequências disso. Não tendo quem os ameace, os Roy são seus próprios predadores, e nessa antropofagia, sem vislumbre nenhum de sintonia, é natural que o ecossistema se desmorone. Só que esse cenário jamais seria cogitado para uma história pautada em sucessão.</span></p>
<p><figure id="attachment_31293" aria-describedby="caption-attachment-31293" style="width: 1200px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-31293" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/07/Succession-Imagem-3.jpg" alt="Cena da quarta temporada de Succession. Nela, há um papel sulfite com um conteúdo escrito em inglês. É possível ver o nome Kendall Logan Roy com um risco torto logo abaixo, de forma que não dá para saber se o nome está sublinhado ou riscado. Uma mão masculina segura o papel" width="1200" height="664" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/07/Succession-Imagem-3.jpg 1200w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/07/Succession-Imagem-3-800x443.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/07/Succession-Imagem-3-1024x567.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/07/Succession-Imagem-3-768x425.jpg 768w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-31293" class="wp-caption-text">A pergunta se seu nome está riscado ou sublinhado assombrá Kendall (e nós também) pelo resto da vida [Foto: HBO]</figcaption></figure><span style="font-weight: 400;">A produção, principalmente nessa última temporada, faz questão de bagunçar o tabuleiro, transportando o jogo de dentro das telas para fora. Desde o começo, a sucessão nos foi imputada como a continuação da família quando, em suma, era sobre a manutenção do sistema. Os Roy creram que, pelo seu complexo de divindade, poderiam contrariar </span><a href="https://fasbam.edu.br/2021/04/23/heraclito-as-mudancas-ocorrem-simultaneamente-ao-rio-que-corre/"><span style="font-weight: 400;">Heráclito</span></a><span style="font-weight: 400;"> e banhar-se duas vezes no mesmo rio. Mas a podridão dessas águas, na verdade, os fizeram chafurdar em sua própria poluição.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A síntese-mor da bagunça organizada que o </span><i><span style="font-weight: 400;">showrunner</span></i><span style="font-weight: 400;"> Jesse Armstrong imaginou para esse último ano está no terceiro episódio da temporada, </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=2XAxyeKDXsg&amp;ab_channel=VanityFair"><i><span style="font-weight: 400;">O Casamento de Connor</span></i></a><span style="font-weight: 400;">. </span><i><span style="font-weight: 400;">Succession</span></i><span style="font-weight: 400;"> começou com o anúncio da morte de Logan Roy, porém, ao longo das duas temporadas seguintes, o patriarca se mostrou tão intransponível que nem a morte parecia querer cruzar seu caminho. No entanto, após construir um jogo lá e cá nos dois primeiros episódios, a produção decide matar seu personagem principal e porto seguro de toda a história, tanto para os próprios personagens, como para os espectadores.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Abusando de elementos narrativos e semióticos, o capítulo deixa todos sem chão: os irmãos à deriva no barco onde ocorria o casamento, enquanto </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=MwvNNQnwFlE&amp;ab_channel=BatuKhan"><span style="font-weight: 400;">Logan</span></a><span style="font-weight: 400;"> padecia a vários mil pés de altura em uma morte bastante humana, o que com certeza é uma mancha na dignidade de alguém como o poderoso chefão dos Roy. Já nós,  completamente atônitos na dúvida se aquilo era real ou mais um blefe. Esse episódio também significa o ponto de virada da reta final da série. Aqui, não só os personagens jogavam entre si, como também as mentes criadoras Armstrong e Mark Mylod, diretor principal da produção, também brincavam com a audiência.</span></p>
<figure id="attachment_31294" aria-describedby="caption-attachment-31294" style="width: 1920px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-31294" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/07/Succession-Imagem-4.jpg" alt="Cena da quarta temporada de Succession. Nela, temos Connor, um homembranco de meia idade com cabelo e barba grisalhos. Connor veste uma camiseta branca e um colete azul marinho. Ele segura um microfone próximo ao peito enquanto olha para frente com um semblante abatido. Ao fundo, vemos uma tv com um layout de karaoke." width="1920" height="1280" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/07/Succession-Imagem-4.jpg 1920w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/07/Succession-Imagem-4-800x533.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/07/Succession-Imagem-4-1024x683.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/07/Succession-Imagem-4-768x512.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/07/Succession-Imagem-4-1536x1024.jpg 1536w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/07/Succession-Imagem-4-1200x800.jpg 1200w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-31294" class="wp-caption-text">“Eu não preciso de amor. É como um superpoder” (Foto: HBO)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">O terceiro episódio também marca o início de uma sequência daqueles que, talvez,  seriam os melhores momentos de toda a série e que, mesmo em uma temporada muito acima da média, conseguem se destacar. O fato de </span><a href="https://youtu.be/2XAxyeKDXsg"><i><span style="font-weight: 400;">O Casamento de Connor</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> executar tão perfeitamente sua construção narrativa é que aqui ela é o foco de tudo que a permeia. As câmeras de 35mm usadas necessitavam que as filmagens fossem em plano sequência, o que nesse caso aumentava ainda mais o senso de urgência da situação. A separação dos núcleos que, naquela situação, estavam mais antagônicos que nunca, é super acertada, pois além de provocar a incerteza sobre a morte ou não de Logan, despe os irmãos da sombra do pai e, através de um celular, consegue extrair a fragilidade de pessoas que já nasceram corrompidas.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Perder a presença mais imponente do elenco, justo no início da última leva de episódios, provoca um medo. Mas a produção mostrou que Logan precisava sair de cena, pois o cerne da história sempre girou na </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=NWNoPjaHNf0&amp;ab_channel=tomwambsgoose"><span style="font-weight: 400;">briga</span></a><span style="font-weight: 400;"> entre irmãos e a narrativa não podia cair no lugar comum de ‘unir forças contra um mal maior’. Como quem dava (e manipulava) as cartas se levantou da mesa pra nunca mais voltar, o jogo ficou mais feroz, ao mesmo tempo que menos previsível.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A morte de Logan explicitou que esse descarrilamento narrativo na verdade retomava </span><i><span style="font-weight: 400;">Succession</span></i><span style="font-weight: 400;"> aos trilhos. A guerra de pai e filhos já era uma batalha vencida, e os três anos anteriores simbolizavam a tentativa do patriarca de cair atirando. Agora, os irmãos, ao invés de serem peças de um mesmo tabuleiro, precisavam armar o próprio para guerrear entre si. Pode parecer perigoso desenvolver algo em tão pouco tempo e a </span><i><span style="font-weight: 400;">HBO</span></i><span style="font-weight: 400;"> já assumiu esse risco com </span><a href="https://personaunesp.com.br/game-of-thrones-10-anos/"><i><span style="font-weight: 400;">Game Of Thrones</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, entretanto, a competência do texto conseguiu atribuir um dinamismo ímpar para a produção que transforma até o mais monótono entrave político e econômico em uma catarse.</span></p>
<figure id="attachment_31295" aria-describedby="caption-attachment-31295" style="width: 1280px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-31295" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/07/Succession-Imagem-5.jpg" alt="Cena da quarta temporada de Succession. Nela estão Kendall, um homem branco de cabelos pretos; Shiv, uma mulher branca de cabelos loiros castanhos e Roman, um homem branco de cabelo preto com topete e barba. Todos vestem roupas formais pretas sendo Kendall e Roman um terno preto com camisa branca e Shiv um vestido preto.A câmera dá um close no abraço dos três de forma que Kendall está de costas, Shiv no meio e Roman na ponta. Cada um apoia a cabeça no ombro de outro." width="1280" height="720" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/07/Succession-Imagem-5.jpg 1280w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/07/Succession-Imagem-5-800x450.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/07/Succession-Imagem-5-1024x576.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/07/Succession-Imagem-5-768x432.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/07/Succession-Imagem-5-1200x675.jpg 1200w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-31295" class="wp-caption-text">O emblemático terceiro episódio foi responsável por palpitar e despedaçar o coração dos fãs (Foto: HBO)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">Isso nos conduziu para uma excelente trinca final de episódios. O oitavo, </span><i><span style="font-weight: 400;">America Decide</span></i><span style="font-weight: 400;">, é um pesadelo recente. Aqui, os cenários luxuosos da Itália e Noruega, as coberturas dos arranha-céus ou os pomposos terrenos dos Roy dão lugar a uma pulsante e efervescente redação da ATN no momento em que se acompanha o resultado da eleição estadunidense. Ativando o gatilho tanto de brasileiros como de norte-americanos na história atual, a narrativa serve para, mesmo que temporariamente, dividir Kendall, </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=IvY27MBBMHg&amp;ab_channel=SCOTTYP"><span style="font-weight: 400;">Roman</span></a><span style="font-weight: 400;"> e </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=feE3pImz5Lc&amp;ab_channel=PS"><span style="font-weight: 400;">Shiv</span></a><span style="font-weight: 400;">, além de firmar de vez todo o atropelamento ético e deontológico que a locomotiva Waystar Royco promoveu.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Já o nono capítulo, </span><i><span style="font-weight: 400;">Igreja e Estado</span></i><span style="font-weight: 400;">, é </span><i><span style="font-weight: 400;">Succession </span></i><span style="font-weight: 400;">em seu estado mais puro. O episódio frisa que nós telespectadores não somos bem-vindos naquele meio. Aqui, finalmente Logan deixa de ser uma assombração hipotética para virar uma lembrança real. A </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=_lU91279xZk&amp;ab_channel=ThomasFlight"><span style="font-weight: 400;">câmera fantasma</span></a><span style="font-weight: 400;"> que a série criou consegue tirar o suco de sua história. Lembrando </span><i><span style="font-weight: 400;">mockumentaries</span></i><span style="font-weight: 400;"> e o fusionando com o </span><a href="https://nofilmschool.com/succession-cinematography"><span style="font-weight: 400;">estilo</span></a><span style="font-weight: 400;"> de filmagem do </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=yrcjyrwsW58&amp;ab_channel=AvMakers"><i><span style="font-weight: 400;">Dogma 95</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, cria-se uma espécie de voyeurismo, onde ora somos moscas se esgueirando pelos segredos e ora visitantes de um zoológico observando espécimes tão diferentes de nós.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Por mais que o episódio em questão entregue várias </span><a href="https://seriemaniacos.tv/conheca-emmy-tape-dos-indicados-a-melhor-atriz-de-drama-no-emmy-2020/#:~:text=Os%20membros%20votantes,de%20%E2%80%9CEmmy%20Tape%E2%80%9D."><i><span style="font-weight: 400;">Emmy tapes</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, a câmera só foca nos personagens centrais quando é preciso, deixando que as reações dos coadjuvantes moldem nossa percepção para aquele acontecimento. É a última arrumação do jogo, onde o cenário do funeral lembra muito qualquer evento da família real britânica. Dessa forma, o luto dá lugar para uma possível coroação (bem ao estilo </span><a href="https://personaunesp.com.br/the-crown-5-anos/"><i><span style="font-weight: 400;">The Crown</span></i></a> <span style="font-weight: 400;">mesmo) de Kendall, frente aos fracassos iminentes de seus irmãos.</span></p>
<figure id="attachment_31299" aria-describedby="caption-attachment-31299" style="width: 540px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-31299" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/07/Succession-GIF.gif" alt="GIF da quarta temporada de Succession.Nela, há Roman, um homem branco de cabelos pretos com topete e barba. Roman está em uma igreja durante um funeral e chora copiosamente enquanto segura um cartão rosa. Shiv e Kendall aparecem momentaneamente para o consolar." width="540" height="405" /><figcaption id="caption-attachment-31299" class="wp-caption-text">Com o nono episódio, Roman Roy pode apostar toda sua fortuna tranquilamente na vitória de Kieran Culkin no Emmy de 2023 (GIF: HBO)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">A coroação mesmo vem no episódio derradeiro, </span><i><span style="font-weight: 400;">De Olhos Abertos</span></i><span style="font-weight: 400;">, uma brincadeira ao filme </span><a href="https://www.planocritico.com/critica-de-olhos-bem-fechados/"><i><span style="font-weight: 400;">De Olhos Bem Fechados</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, de Stanley Kubrick. A obra vinha em uma crescente quase que estratosférica que, para os mais traumatizados com finais (principalmente os da </span><i><span style="font-weight: 400;">HBO</span></i><span style="font-weight: 400;">), tinham receio, ainda mais com parte do elenco afirmando que a conclusão seria </span><a href="https://www.omelete.com.br/series-tv/succession-nem-todo-mundo-ficara-satisfeito-com-final-diz-sarah-snook-a-shiv"><span style="font-weight: 400;">agridoce</span></a><span style="font-weight: 400;">. Mas os quatro anos da produção deixaram bem claro que </span><i><span style="font-weight: 400;">Succession </span></i><span style="font-weight: 400;">nunca foi sobre expectativas, e sim sobre execução.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A condução dos finalmentes foi primorosa. As quase 1 hora e 20 minutos passam voando em um misto de ansiedade e saudade, que transformam o episódio quase que em uma recompensa para quem o acompanhou, seja ao longo dos 5 anos entre a primeira e a última vez que a </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=77PsqaWzwG0&amp;ab_channel=HBO"><span style="font-weight: 400;">música tema</span></a><span style="font-weight: 400;"> tocou ou para quem vai maratonar. Dessa forma, ele usa de sua duração para arrumar a bagunça causada e tudo é pensado milimetricamente para dar respostas. Até mesmo cenas que não tem um nexo forte com o enredo, como toda a sequência de penhora da casa de Connor em que, além de desarmar os combatentes da luta ao trono com uma lembrança de Logan sendo o menos ele possível, ainda usa de um artifício a lá </span><a href="https://tvtropes.org/pmwiki/pmwiki.php/Main/ChekhovsGun"><i><span style="font-weight: 400;">Chekhov’s Gun</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> para quando a sucessão está completa.</span></p>
<figure id="attachment_31296" aria-describedby="caption-attachment-31296" style="width: 1200px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-31296" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/07/Succession-Imagem-7.jpg" alt="Cena da quarta temporada de Succession. Nela temos, da esquerda para a direita, Shiv, uma mulher branca de cabelos loiros na altura do ombro; Roman, um homem branco, de cabelo preto com topete e barba rala, e Kendall, um homem branco de cabelo preto.Shiv veste um blazer preto, Roman veste uma camisa branca com listras azuis verticais, um cinto marrom e uma calça social azul marinho e Kendall veste um suéter cinza e uma jaqueta de couro marrom esverdeada. Eles estão em um bar, Shiv e Kendall seguram um copo de whisky enquanto Roman segura uma água em recipiente de vidro na cor verde com um rótulo azul, da marca San Pellegrino.os três olha para o lado esquerdo." width="1200" height="630" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/07/Succession-Imagem-7.jpg 1200w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/07/Succession-Imagem-7-800x420.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/07/Succession-Imagem-7-1024x538.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/07/Succession-Imagem-7-768x403.jpg 768w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-31296" class="wp-caption-text">A série foi uma das vitrines do conceito de quiet luxury (Foto: HBO)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">Mesmo a </span><i><span style="font-weight: 400;">HBO</span></i><span style="font-weight: 400;"> tendo alçado a excelência recentemente, principalmente com suas histórias fantasiosas, </span><i><span style="font-weight: 400;">Succession </span></i><span style="font-weight: 400;">se trata de seres &#8211; apesar de repugnantes &#8211; humanos, e em toda história com um pé na realidade, finais felizes não são garantidos. Aprendemos a amar Kendall, uma </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=RvDStOCRdB4&amp;ab_channel=findmeinthealps"><span style="font-weight: 400;">patricinha adolescente</span></a><span style="font-weight: 400;"> de 40 anos num corpo de homem, nos divertir com o ácido Roman e endeusar a beldade que é Shiv. Todos compraram suas narrativas, sobretudo quando, no meio do último capítulo, eles se juntam e, pela primeira vez, </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=MtL4LnnZ0ys&amp;ab_channel=SametTurgut"><span style="font-weight: 400;">agem como irmãos</span></a><span style="font-weight: 400;">.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Porém, no terceiro ato, Jesse Armstrong, ao invés de bagunçar pela última vez, derruba o tabuleiro para nos lembrar que aquilo, mesmo que ficcional, é uma imagem refletida dos gigantescos prédios espelhados de Wall Street. Não é uma série de mocinhos. Embalados por uma trilha melancólica e, mais uma vez, brilhante de </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=K2l-GKWBbtw&amp;ab_channel=NicholasBritell-Topic"><span style="font-weight: 400;">Nicholas Britell</span></a><span style="font-weight: 400;">, o trio de irmãos Roy não tem um final tragicamente apocalíptico digno de Nazaré Tedesco ou </span><a href="https://personaunesp.com.br/avenida-brasil-10-anos/"><span style="font-weight: 400;">Carminha</span></a><span style="font-weight: 400;">. Pelo contrário, nem um final propriamente dito eles têm. O castigo de quem já tinha tudo e queria ainda mais é ouvir um ‘não’, e cada um se molda sobre ele: Shiv se rende ao sistema, Roman enxerga o copo de Martini meio cheio e Kendall se desilude.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Tom Wambsganss (Matthew MacFadyen) viveu o que podemos chamar de jornada do anti-herói: seus algozes também foram os mestres para que ele tornasse quem se tornou e, como o jogador de beisebol com quem </span><a href="https://www.tiktok.com/@nameberry.com/video/7236834231895395626?q=tom%20wambsganss%20theory&amp;t=1687467342333"><span style="font-weight: 400;">divide o sobrenome</span></a><span style="font-weight: 400;">, em uma jogada só, retirasse os três </span><i><span style="font-weight: 400;">players</span></i><span style="font-weight: 400;"> do trono. Por mais que Greg (Nicholas Braun) tenha o traído, Tom enxergava nele a </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=7fZV9asU6VE&amp;ab_channel=GregEgg"><span style="font-weight: 400;">mesma jornada</span></a><span style="font-weight: 400;">, além de alguém sedento pelo poder que azaradamente não lhe foi concedido por nascer do lado errado da família, sendo assim, uma pessoa comprável, um </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=h0TgqeQ-O4U&amp;ab_channel=Caradhrasrh"><span style="font-weight: 400;">objeto em penhora</span></a><span style="font-weight: 400;">. </span></p>
<figure id="attachment_31297" aria-describedby="caption-attachment-31297" style="width: 1100px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-31297" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/07/Succession-Imagem-8.jpeg" alt="Cena do final da quarta temporada de Succession.Nela vemos Tom, um homem branco de cabelos pretos levemente grisalhos e Shiv, uma mulher branca de cabelos loiros castanhos na altura do ombro. Tom veste um terno preto, camisa branca e gravata cinza com listras, enquanto Shiv veste um blazer preto com suéter preto e um colar dourado. Eles estão no banco traseiro de um carro de luxo, cada um em uma ponto e suas mãos estão no meio de modo que uma está em cima da outra mas elas não se tocam. Os dois estão com um olhar vazio para a frente." width="1100" height="617" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/07/Succession-Imagem-8.jpeg 1100w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/07/Succession-Imagem-8-800x449.jpeg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/07/Succession-Imagem-8-1024x574.jpeg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/07/Succession-Imagem-8-768x431.jpeg 768w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-31297" class="wp-caption-text">Tom Wambsganss é a representação da máxima de que todo cunhado começa com ‘cu’ (Foto: HBO)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">O sucesso da produção é resultado de um conjunto de astros nos dois lados da câmera. Nos bastidores, Jesse Armstrong tem um texto esculpido como um diamante que a cada episódio era ainda mais lapidado. A escrita era traduzida para as câmeras por um excelente time de diretores, encabeçados por Mark Mylod (já conhecido da </span><i><span style="font-weight: 400;">HBO</span></i><span style="font-weight: 400;"> por dirigir episódios entre a quinta e a </span><a href="https://personaunesp.com.br/game-of-thrones-setima-temporada-critica/"><span style="font-weight: 400;">sétima temporada</span></a><span style="font-weight: 400;"> de </span><i><span style="font-weight: 400;">Game Of Thrones</span></i><span style="font-weight: 400;">), que caiu como uma luva para as ideias de Armstrong. Já a composição do jogo político em tela ficou por conta de Andrij Parekh que, apesar de imprimir uma fotografia em certos pontos chapada e fria, pintava com as câmeras e entregava composições lindas. O </span><i><span style="font-weight: 400;">dream team </span></i><span style="font-weight: 400;">da produção ainda contava com nomes como Adam McKay (</span><a href="https://personaunesp.com.br/nao-olhe-para-cima-critica/"><i><span style="font-weight: 400;">Não Olhe Para Cima</span></i></a><span style="font-weight: 400;">) e Will Ferrell (</span><i><span style="font-weight: 400;">Tudo por um Furo</span></i><span style="font-weight: 400;">) na produção executiva.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A frente das telas, o núcleo principal composto por Brian Cox (</span><i><span style="font-weight: 400;">Coração Valente</span></i><span style="font-weight: 400;">), Jeremy Strong (</span><a href="https://personaunesp.com.br/os-7-de-chicago-critica/"><i><span style="font-weight: 400;">Os 7 de Chicago</span></i></a><span style="font-weight: 400;">), Kieran Culkin (</span><i><span style="font-weight: 400;">Scott Pilgrim contra o Mundo</span></i><span style="font-weight: 400;">), Sarah Snook (</span><i><span style="font-weight: 400;">Pieces of a Woman</span></i><span style="font-weight: 400;">), Matthew MacFadyen (</span><a href="https://personaunesp.com.br/orgulho-e-preconceito-15-anos/"><i><span style="font-weight: 400;">Orgulho e Preconceito</span></i></a><span style="font-weight: 400;">), Nicholas Braun (</span><a href="https://personaunesp.com.br/as-vantagens-de-ser-invisivel-critica/"><i><span style="font-weight: 400;">As Vantagens de Ser Invisível</span></i></a><span style="font-weight: 400;">) e Alan Ruck (</span><a href="https://personaunesp.com.br/curtindo-a-vida-adoidado-35-anos/"><i><span style="font-weight: 400;">Curtindo a Vida Adoidado</span></i></a><span style="font-weight: 400;">) entregam as atuações de suas vidas, independente do momento de suas carreiras, e todas com suas particularidades. Somam-se a eles Justine Lupe (</span><i><span style="font-weight: 400;">A Maravilhosa Sra. Maisel</span></i><span style="font-weight: 400;">), J.Smith Cameron (</span><i><span style="font-weight: 400;">Tartarugas Até Lá Embaixo</span></i><span style="font-weight: 400;">) e Alexander Skarsgard (</span><a href="https://personaunesp.com.br/o-homem-do-norte-critica/"><i><span style="font-weight: 400;">O Homem do Norte</span></i></a><span style="font-weight: 400;">), além de coadjuvantes que não ficam atrás e fazem jus à potência de todo o elenco.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Essa perfeita junção elevou a série para um patamar que, pelo menos, nos últimos anos, ninguém conseguiu alcançar. Não à toa, </span><i><span style="font-weight: 400;">Succession</span></i><span style="font-weight: 400;"> é uma das queridinhas das premiações e esse último ano promete monopolizar todos os prêmios possíveis para a produção. No </span><a href="https://www.youtube.com/live/shV9zspcTWU?feature=share&amp;t=911"><span style="font-weight: 400;">anúncio</span></a><span style="font-weight: 400;"> de indicados ao </span><i><span style="font-weight: 400;">Emmy</span></i><span style="font-weight: 400;">, realizado no último dia 12 de Julho, não deu outra: a </span><i><span style="font-weight: 400;">HBO</span></i><span style="font-weight: 400;"> dominou a lista, com o embate dos Roy angariando 27 indicações. Nas categorias masculinas de atuação, tanto coadjuvante quanto principal, a história de sucessão conseguiu preencher metade dos nomeados em cada área, com o destaque para Brian Cox, que mesmo com somente três episódios neste ano derradeiro, figurou na lista principal de atores. Nessas e em todas outras categorias que concorre, incluindo Melhor Série de Drama, que é para onde irão todos os holofotes da noite, a obra nasceu favorita.</span></p>
<figure id="attachment_31298" aria-describedby="caption-attachment-31298" style="width: 1366px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-31298" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/07/Succession-Imagem-9.jpg" alt="Cena final de Succession.Nela vemos Kendall, um homem branco de cabelos pretos, Ele veste um sobretudo marrom e uma camisa branca. Kendall está em um parque com o rio de fundo. Ele está de costas para o rio, de forma que o sol que está às suas costas ofusque sua imagem, deixando apenas sua silhueta." width="1366" height="768" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/07/Succession-Imagem-9.jpg 1366w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/07/Succession-Imagem-9-800x450.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/07/Succession-Imagem-9-1024x576.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/07/Succession-Imagem-9-768x432.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/07/Succession-Imagem-9-1200x675.jpg 1200w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-31298" class="wp-caption-text">Após entrar para a história, Succession tem tudo para fazer do Emmy uma extensão de seu império (Foto: HBO)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">Marcada na história, </span><i><span style="font-weight: 400;">Succession</span></i><span style="font-weight: 400;"> é mais um divisor de águas na contemporânea sequência de acertos da </span><i><span style="font-weight: 400;">HBO</span></i><span style="font-weight: 400;">. Mesmo com o sucesso recente de </span><i><span style="font-weight: 400;">GoT</span></i><span style="font-weight: 400;">, com essa produção, o canal não só amplia seu império como também consolida o selo de qualidade da marca tanto em crítica quanto em público. Não se pode negar que tal exímio sempre esteve presente no </span><a href="https://www.tiktok.com/@yourgirlkath/video/7238010095295122731"><span style="font-weight: 400;">DNA</span></a><span style="font-weight: 400;"> da produtora. Mas, se antes seus clássicos eram mais esporádicos, a exemplo de </span><i><span style="font-weight: 400;">Família Soprano</span></i><span style="font-weight: 400;">, </span><i><span style="font-weight: 400;">A Sete Palmos</span></i><span style="font-weight: 400;"> ou </span><i><span style="font-weight: 400;">The Wire</span></i><span style="font-weight: 400;">, agora, o seriado mostrou ser o propulsor do movimento iniciado pela história de </span><a href="https://personaunesp.com.br/a-casa-do-dragao-1a-temp-critica/"><span style="font-weight: 400;">Westeros</span></a><span style="font-weight: 400;">, fazendo com que a empresa seja para a TV o que a A24 vem se tornando para o Cinema.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Durante a exibição da temporada final, já com o clima de nostalgia aflorado pela partida, cada episódio era classificado como ‘uma aula de roteiro’, ‘o exemplo de como desenvolver personagens’ e todas as analogias possíveis para um marco histórico. Porém, é preciso salientar que a série não é um modelo, pois dificilmente será replicada com tamanha excelência, visto que ela não é somente um ponto fora da curva, mas sim fora da órbita. A Televisão tem um novo império, </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=aPoFAbtJkBI&amp;ab_channel=Kal"><i><span style="font-weight: 400;">Succession</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> ocupou o trono que lhe tem direito e será lembrada para sempre na linhagem nobre das séries. Xeque-mate!</span></p>
<div class="jetpack-video-wrapper"><iframe loading="lazy" title="Succession - 4ª Temporada | Trailer Legendado | HBO Max" width="840" height="473" src="https://www.youtube.com/embed/uLxqq_HjY2U?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen></iframe></div>
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		<title>15 anos de Sex and the City &#8211; O Filme e o magnificente par de Manolo Blahnik de Carrie Bradshaw</title>
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		<pubDate>Tue, 06 Jun 2023 17:28:07 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Ludmila Henrique Em 1998, o seriado de Sex and the City regressou às telinhas norte-americanas e, em poucos minutos de exibição, metamorfoseou toda a próxima geração de dramaturgias dos anos 2000. O impacto de quatro mulheres com personalidades opostas, falando abertamente sobre sexo e seus relacionamentos complicados, estava fortemente vinculado com a nova linhagem de &#8230; <a href="http://personaunesp.com.br/sex-and-the-city-o-filme-15-anos/" class="more-link">Continue lendo<span class="screen-reader-text"> "15 anos de Sex and the City &#8211; O Filme e o magnificente par de Manolo Blahnik de Carrie Bradshaw"</span></a></p>
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										<content:encoded><![CDATA[<figure id="attachment_31081" aria-describedby="caption-attachment-31081" style="width: 853px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-31081" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/06/IMAGEM-1-Sex-and-the-City.webp" alt="Cena de Sex and the City - O Filme. Da direita para a esquerda vemos Charlotte York (Kristin Davis), uma mulher branca, de cabelo castanho liso, vestindo um vestido branco com margaridas estampadas. Ao seu lado temos Carrie Bradshaw (Sarah Jessica Parker), uma mulher branca, loira, vestindo um vestido branco com estampas de rosas. Ao meio está Samantha Jones (Kim Cattrall), uma mulher branca, loira, usando óculos de sol e um blazer amarelo. Por último, Miranda Hobbes (Cynthia Nixon), uma mulher branca e ruiva, vestindo um vestido branco com detalhes pretos.As personagens estão dentro de um leilão de jóias, encarando um anel." width="853" height="480" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/06/IMAGEM-1-Sex-and-the-City.webp 853w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/06/IMAGEM-1-Sex-and-the-City-800x450.webp 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/06/IMAGEM-1-Sex-and-the-City-768x432.webp 768w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-31081" class="wp-caption-text">Lançado em 2008, Sex and the City &#8211; O filme motivou inúmeros jovens a seguir seu próprio sonho em Manhattan (Foto: HBO)</figcaption></figure>
<p><b>Ludmila Henrique</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Em 1998, o seriado de </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=APEU6m7LpgU"><i><span style="font-weight: 400;">Sex and the City</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> regressou às telinhas norte-americanas e, em poucos minutos de exibição, metamorfoseou toda a próxima geração de dramaturgias dos anos 2000. O impacto de quatro mulheres com personalidades opostas, falando abertamente sobre sexo e seus relacionamentos complicados, estava fortemente vinculado com a nova linhagem de jovens adultos que procuravam incessantemente realizar seus propósitos profissionais na atribulada e glamurosa cidade de Nova York. O sucesso na Televisão foi tão grandioso e aceito pelo público que, após o encerramento de suas gravações, o roteiro de um filme sequencial da série havia sido confirmado, este que, há 15 anos, foi eternizado pelo olhar do cineasta Michael Patrick King. </span></p>
<p><span id="more-31080"></span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Baseado no livro homônimo de </span><a href="https://observer.com/2007/09/he-loves-his-little-imeeskeiti-but-he-wont-take-her-home-to-mom/"><span style="font-weight: 400;">Candace Bushnell</span></a><span style="font-weight: 400;">, </span><i><span style="font-weight: 400;">Sex and the City &#8211; O Filme</span></i><span style="font-weight: 400;"> chegou ao Cinema dando continuidade a narrativa das melhores amigas que vivenciam cotidianamente o fragmento mais seduzente do centro de Manhattan, com enormes filas de</span><i><span style="font-weight: 400;"> brunchs</span></i><span style="font-weight: 400;">, idas e vindas amorosas e a maior lista de compras que o</span> <span style="font-weight: 400;">West Village pode proporcionar. Nesse cenário brilhantemente exagerado de Nova York, encontramos a nossa protagonista e narradora Carrie Bradshaw (Sarah Jessica Parker), renomada colunista sobre paixões desesperançadas do jornal </span><i><span style="font-weight: 400;">The New York Star</span></i><span style="font-weight: 400;">. Bradshaw passa aproximadamente seis temporadas dedicando o seu tempo escrevendo textos sobre como encontrar o amor… mas, o que acontece depois de o alcançar? </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Quatro anos se passaram desde o fim do seriado e as vidas de Carrie Bradshaw, Samantha Jones (Kim Cattrall), Miranda Hobbes (Cynthia Nixon) e Charlotte York (Kristin Davis) mudaram de água para </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=4oHbMvb3g_w"><span style="font-weight: 400;">cosmopolitan</span></a><span style="font-weight: 400;">. Jones deixa a badalada cidade nova-iorquina e segue para Los Angeles com seu parceiro e ator Smith Jerrod (Jason Lewis), Hobbes transita para o Brooklyn juntamente ao seu noivo Steve (David Eigenberg) e seu filho Brady (Joseph Pupo), e York tem finalmente o seu desejado casamento dos sonhos com Harry Goldenblatt (Evan Handler). Agora, após 10 anos de encontros e desencontros entre Bradshaw e Mr. Big (Chris Noth), ambos finalmente parecem ter encontrado uma maneira certa de se amarem e, claro, talvez estejam preparados para passar a vida juntos. Ou era isso que a audiência esperava dos dois. </span></p>
<figure id="attachment_31082" aria-describedby="caption-attachment-31082" style="width: 2560px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-31082" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/06/IMAGEM-2-Sex-and-The-City-scaled.webp" alt="Cena de Sex and the City - O filme. Na imagem temos Carrie Bradshaw (Sarah Jessica Parker), uma mulher branca, loira, vestida de noiva, arremessando um buquê de rosas brancas em direção ao Mr. Big (Chris Noth), homem branco, cabelo castanho, vestindo um terno preto. Ambos estão em um lugar aberto, com várias pessoas olhando a cena. " width="2560" height="2048" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/06/IMAGEM-2-Sex-and-The-City-scaled.webp 2560w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/06/IMAGEM-2-Sex-and-The-City-800x640.webp 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/06/IMAGEM-2-Sex-and-The-City-1024x819.webp 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/06/IMAGEM-2-Sex-and-The-City-768x614.webp 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/06/IMAGEM-2-Sex-and-The-City-1536x1229.webp 1536w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/06/IMAGEM-2-Sex-and-The-City-2048x1638.webp 2048w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/06/IMAGEM-2-Sex-and-The-City-1200x960.webp 1200w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-31082" class="wp-caption-text">A joalheria H. Stern emprestou mais de 300 jóias para as filmagens do longa-metragem (Foto: HBO)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">Sim, o pedido de casamento aconteceu, mas não exatamente da forma que era esperado. Se você imaginava que o momento fosse digno de um conto de fadas da </span><i><span style="font-weight: 400;">Disney</span></i><span style="font-weight: 400;">, pensou errado. Toda composição foi realizada de modo mais íntimo e significante, como uma conversa entre dois amigos. Algo que foi se deteriorando no momento em que a editora-chefe de Bradshaw decide dedicar um artigo inteiro sobre seu matrimônio, intitulado de </span><i><span style="font-weight: 400;">A Última Garota Solteira</span></i><span style="font-weight: 400;">. A proposta que antes era até um pouco simplista, ganhou o </span><i><span style="font-weight: 400;">glamour</span></i><span style="font-weight: 400;"> que estava faltando em uma narrativa de </span><i><span style="font-weight: 400;">Sex and the City</span></i><span style="font-weight: 400;"> e tudo isso foi ditado pelo esplêndido vestido nupcial da grife </span><a href="https://sesc.digital/conteudo/cinema-e-video/cinema-em-casa-com-sesc/westwood-punk-icon-activist"><span style="font-weight: 400;">Vivienne Westwood</span></a><span style="font-weight: 400;">. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Assim como no seriado, o figurino do longa-metragem foi deixado nas mãos de Patricia Field, designer renomada pelos seus trabalhos em </span><a href="https://personaunesp.com.br/o-diabo-veste-prada-15-anos/"><i><span style="font-weight: 400;">O Diabo Veste Prada</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> (2006) e a atual série queridinha da </span><i><span style="font-weight: 400;">Netflix</span></i><span style="font-weight: 400;">, </span><a href="https://personaunesp.com.br/emily-em-paris-2a-temp-critica/"><i><span style="font-weight: 400;">Emily em Paris</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> (2020). Field presenteia a trama com a mesma essência de moda presente na Televisão, mas as roupas são bem mais luxuosas que anteriormente, idealizadas e montadas para uma obra hollywoodiana. Mesclando alta-costura com vestimentas do cotidiano, todas as personagens evoluíram seu senso </span><i><span style="font-weight: 400;">fashionista</span></i><span style="font-weight: 400;">, exibindo suas inúmeras bolsas, jóias e saltos da última estação.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Embora essa novo aspecto elegante tenha sido importante para mudar todo o planejamento do noivado, a demasiada relevância que os cerimonialistas e convidados atribuíram em propaganda do artigo para </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=3xIw7SO5ln4"><i><span style="font-weight: 400;">Vogue</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> norte-americana contribuiu para que o evento adotasse um caráter inteiramente comercial, como se a união entre eles estivesse em segundo plano. Isso gerou um certo espanto para os telespectadores, visto que a ocasião inicial era para ser mais modesta, e também um </span><i><span style="font-weight: 400;">insight</span></i><span style="font-weight: 400;"> na mente de Big, que simplesmente decidiu fugir daquele ambiente e, consequentemente, abandonar Carrie Bradshaw no altar. Evidentemente, essa não foi nem de longe uma das melhores decisões dele, que irá implorar pelo perdão da protagonista até o final da obra. Por vez, do outro lado da moeda, ela se vê novamente sozinha e magoada pela mesma pessoa que acreditava que iria passar o resto de sua vida junto. </span></p>
<figure id="attachment_31083" aria-describedby="caption-attachment-31083" style="width: 2000px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-31083" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/06/IMAGEM-3-Sex-and-the-city.webp" alt="Cena de Sex and the City - O filme. Na imagem temos Miranda Hobbes (Cynthia Nixon), uma mulher branca, ruiva com um corte curto, vestindo uma camiseta cinza e um sobretudo amarelo. Ao seu lado está Steve Brady (David Eigenberg), um homem branco, de cabelo castanho, avermelhado, usando óculos e vestindo uma camiseta esverdeada. Eles estão dentro de um restaurante, se olhando. " width="2000" height="1388" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/06/IMAGEM-3-Sex-and-the-city.webp 2000w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/06/IMAGEM-3-Sex-and-the-city-800x555.webp 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/06/IMAGEM-3-Sex-and-the-city-1024x711.webp 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/06/IMAGEM-3-Sex-and-the-city-768x533.webp 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/06/IMAGEM-3-Sex-and-the-city-1536x1066.webp 1536w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/06/IMAGEM-3-Sex-and-the-city-1200x833.webp 1200w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-31083" class="wp-caption-text">O filme foi um sucesso de bilheterias, arrecadando aproximadamente 415 milhões de dólares no mundo inteiro (Foto: HBO)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">Outro arco marcante do filme é dedicado à figura de </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=5ZqqjuJWCLo"><span style="font-weight: 400;">Miranda Hobbes</span></a><span style="font-weight: 400;">. Assim como Bradshaw, ela passa por um processo de reavaliar seu relacionamento com Steve após descobrir uma traição por parte dele. A desculpa que o filme usou para justificar a deslealdade foi de que Hobbes estava dedicando a maior parte do seu tempo para o trabalho e não ao seu parceiro. Tudo bem, no momento que um sujeito está inserido dentro de um relacionamento, obviamente seu acompanhante necessita de um certo cuidado, mas, se essa atenção for reduzida, isso concede um passe livre para a infidelidade? </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Ao trazer essa questão para dentro do roteiro, Michael Patrick King procurou fomentar o debate sobre as inúmeras mulheres que são profissionais incríveis e que quando fazem parte de um relacionamento, essencialmente heterossexual, recebem uma obrigação externa de deixarem suas vontades e sonhos isolados para satisfazer e manter seu acompanhante interessado, sendo que a outra parcela não muda inteiramente a sua rotina para isso acontecer. Essa </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=g9Mx2OLnoGI"><span style="font-weight: 400;">problemática</span></a><span style="font-weight: 400;"> também circunda a vida de Samantha Jones. A personalidade com o maior senso de liberdade do universo de </span><i><span style="font-weight: 400;">Sex and the City</span></i><span style="font-weight: 400;"> se encontra estacionada em Los Angeles apenas administrando a carreira brilhante de seu namorado, enquanto ele segue com seus inúmeros trabalhos e quase nunca concede parte do seu dia para permanecer com Jones. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Por outro lado, a vida de Charlotte York é quase um suspiro para as pessoas que torcem pelo amor e que acreditam que a união entre dois indivíduos pode ser tranquila e feliz. Apesar de não ter tanto destaque nas filmagens em relação às outras, a personagem de </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=XW4rfiS4SqM"><span style="font-weight: 400;">Kristin Davis</span></a><span style="font-weight: 400;"> é surpreendida ao descobrir, após anos de tentativas, que está esperando uma filha. Um momento que ela sempre sonhou e acreditou ser impossível, e tudo isso aconteceu com um acompanhante que estava a cada instante ao seu lado. </span></p>
<figure id="attachment_31084" aria-describedby="caption-attachment-31084" style="width: 2048px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-31084" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/06/IMAGEM-4-Sex-and-the-City.jpg" alt="Cena de Sex and the City - O Filme. Da direita para a esquerda vemos Charlotte York (Kristin Davis), uma mulher branca, de cabelo castanho liso, vestindo um vestido branco com margaridas estampadas. Ao seu lado temos Miranda Hobbes (Cynthia Nixon), uma mulher branca e ruiva, vestindo um vestido branco com detalhes pretos. Ao meio está Carrie Bradshaw (Sarah Jessica Parker), uma mulher branca, loira, vestindo um vestido branco com estampas de rosas. Por último, temos Samantha Jones (Kim Cattrall), uma mulher branca, loira, usando óculos de sol e um blazer amarelo. As personagens estão dentro de um leilão de jóias, com outros convidados em volta. " width="2048" height="1365" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/06/IMAGEM-4-Sex-and-the-City.jpg 2048w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/06/IMAGEM-4-Sex-and-the-City-800x533.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/06/IMAGEM-4-Sex-and-the-City-1024x683.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/06/IMAGEM-4-Sex-and-the-City-768x512.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/06/IMAGEM-4-Sex-and-the-City-1536x1024.jpg 1536w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/06/IMAGEM-4-Sex-and-the-City-1200x800.jpg 1200w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-31084" class="wp-caption-text">Uma sequência do filme intitulada Sex and the City 2 foi lançada em 2010 (Foto: HBO)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">Independente do teor caótico da comunhão entre as protagonistas, no final, Mr. Big pede novamente a mão de Carrie </span><span style="font-weight: 400;">Bradshaw </span><span style="font-weight: 400;">em casamento, não de forma clássica, com buquê de flores e aliança, mas com um par de sapatos Manolo Blahnik na cor azul royal. E como já </span><span style="font-weight: 400;">era de se esperar de Bradshaw em relação a sapatos</span><span style="font-weight: 400;">, ela aceita o pedido. Celebrar o aniversário de 15 anos de </span><i><span style="font-weight: 400;">Sex and the City &#8211; O Filme</span></i><span style="font-weight: 400;"> é perceber como o amor pode ser mutável e estar sempre em transformação. Igualmente às noites </span><a href="https://www.nytimes.com/2018/06/06/style/sex-and-the-city-new-york-moving.html"><span style="font-weight: 400;">nova-iorquinas</span></a><span style="font-weight: 400;">, algo que antes parecia certo não é mais evidente ou algo que era impossível pode acontecer inesperadamente. Em todo o caso, a questão é estar sempre preparada com um bom martini em mãos no momento em que a vida tenta nos surpreender com os acasos.</span></p>
<p>O post <a href="http://personaunesp.com.br/sex-and-the-city-o-filme-15-anos/">15 anos de Sex and the City &#8211; O Filme e o magnificente par de Manolo Blahnik de Carrie Bradshaw</a> apareceu primeiro em <a href="http://personaunesp.com.br">Persona | Jornalismo Cultural</a>.</p>
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