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	<title>Arquivos Halloween &#8211; Persona | Jornalismo Cultural</title>
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	<description>Desde 2015 provando que a distância entre Bergman, Lady Gaga e a novela das 9 nem existe.</description>
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		<title>Persona Entrevista: Atilla Salih Yücer</title>
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		<pubDate>Mon, 17 Nov 2025 13:00:29 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Entrevista feita inicialmente em inglês e traduzida por Guilherme Moraes Guilherme Moraes A 49ª Mostra Internacional de Cinema de São Paulo trouxe inúmeros nomes fascinantes do Cinema, tanto em escala nacional, quanto global. Atilla Salih Yücer, o sul-africano produtor de filmes, chega como membro do júri e também – ainda que sua vinda não tenha &#8230; <a href="http://personaunesp.com.br/persona-entrevista-atilla-salih-yucer/" class="more-link">Continue lendo<span class="screen-reader-text"> "Persona Entrevista: Atilla Salih Yücer"</span></a></p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p><i><span style="font-weight: 400;">Entrevista feita inicialmente em inglês e traduzida por Guilherme Moraes</span></i></p>
<figure id="attachment_36360" aria-describedby="caption-attachment-36360" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img fetchpriority="high" decoding="async" class="size-medium wp-image-36360" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/11/image1-2-1-800x450.png" alt="Card gráfico para a &quot;Persona Entrevista&quot; com Atilla Salih Yücer, parte da 49ª Mostra Internacional de Cinema de São Paulo. A imagem tem um fundo verde-escuro com linhas onduladas. À direita, dentro de uma moldura orgânica, está a foto de Atilla, um homem de pele clara e cabelos grisalhos, que sorri para a câmera. Ele veste uma camisa clara e usa um xale com padrões geométricos azuis e cinzas sobre os ombros. À esquerda, o texto &quot;Persona Entrevista&quot;, o logo do festival e o nome &quot;Atilla Salih Yücer&quot; em destaque na parte inferior." width="800" height="450" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/11/image1-2-1-800x450.png 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/11/image1-2-1-1024x576.png 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/11/image1-2-1-768x432.png 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/11/image1-2-1-1200x675.png 1200w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/11/image1-2-1.png 1440w" sizes="(max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-36360" class="wp-caption-text">Atilla não é apenas o produtor de um dos filmes da Mostra, como também membro do júri (Arte: Arthur Caires)</figcaption></figure>
<p><b>Guilherme Moraes</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A </span><a href="https://personaunesp.com.br/tag/49a-mostra-internacional-de-cinema-em-sao-paulo/"><span style="font-weight: 400;">49ª Mostra Internacional de Cinema de São Paulo</span></a><span style="font-weight: 400;"> trouxe inúmeros nomes fascinantes do Cinema, tanto em </span><a href="https://personaunesp.com.br/persona-entrevista-noa-bonoba/"><span style="font-weight: 400;">escala nacional</span></a><span style="font-weight: 400;">, quanto global. Atilla Salih Yücer, o sul-africano produtor de filmes, chega como membro do júri e também – ainda que sua vinda não tenha sido para divulgação – como produtor do novo longa de Jim Jarmusch: </span><i><span style="font-weight: 400;">Pai Mãe Irmã Irmão</span></i><span style="font-weight: 400;">, da seção de Perspectiva Internacional.</span></p>
<p><span id="more-36353"></span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Para além das produções de estirpe como o próprio longa estadunidense, o produtor se aventura em </span><i><span style="font-weight: 400;">remakes </span></i><span style="font-weight: 400;">de sucesso comercial. Entre franquias de terror e filmes premiados, o sul-africano consagra uma carreira diversa e interessante, principalmente ao lado do diretor David Gordon Green, que esteve à frente de projetos como a nova trilogia </span><a href="https://personaunesp.com.br/halloween-2018-critica/"><i><span style="font-weight: 400;">Halloween</span></i></a> <span style="font-weight: 400;">(2018-2013) e </span><a href="https://personaunesp.com.br/o-exorcista-o-devoto-critica/"><i><span style="font-weight: 400;">O Exorcista: o Devoto</span></i></a> <span style="font-weight: 400;">(2023), uma ‘continuação’ do original de 1973.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A Mostra deste ano proporcionou ao Persona a oportunidade de entrevistar esse grande nome da indústria, e nós, é claro, não perdemos a oportunidade. O local foi o Anexo do Espaço Petrobrás de Cinemas, situado na Rua Augusta, na região da Paulista, onde um dia foi o saudoso Espaço Itaú de Cinemas. Entre idas e vindas para assistir os lançamentos do evento, Atilla arranjou um tempo para falar com o projeto.</span></p>
<div class="jetpack-video-wrapper"><iframe title="My Universal Story: Atilla Yucer | Nope" width="840" height="473" src="https://www.youtube.com/embed/kSnRuPsw8TY?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen></iframe></div>
<p><b>Escolhendo projetos</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A função do </span><a href="https://letterboxd.com/producer/atilla-salih-yucer/"><span style="font-weight: 400;">produtor</span></a><span style="font-weight: 400;"> de filmes é um pouco deslocada na análise cinematográfica, e não à toa, pois sua função não está envolvida com a estética construída ou qualquer sensibilidade artística. No entanto, existe a função primordial de fazer com que essas ideias criativas sejam filmadas. Para Atilla é muito enriquecedor conseguir que cineastas iniciantes tenham seus roteiros aceitos e auxiliar nesse processo. </span></p>
<blockquote><p><span style="font-weight: 400;">“</span><b><i>É muito empolgante conhecer pessoas que precisam de ajuda, que precisam construir uma equipe e um relacionamento desde o início. Por isso, grande parte da minha paixão e do meu esforço são direcionados a essas pessoas e aos cineastas que estão começando sua carreira, e espero poder fazer parte do início de suas trajetórias</i></b><span style="font-weight: 400;">”.</span></p></blockquote>
<p><span style="font-weight: 400;">Além de gostar de apoiar esses diretores no começo de suas carreiras, o </span><a href="https://mostra.org/filmes/pai-mae-irma-irmao"><span style="font-weight: 400;">sul-africano</span></a><span style="font-weight: 400;"> também falou por quais motivos ele escolhe um roteiro. “</span><b><i>Eu sempre escolho trabalhar em um projeto com base no diretor e no roteiro. É muito fácil para mim escolher. Se eu gosto de um diretor, se eu acredito nele, então é fácil tomar a decisão de trabalhar em um filme. É realmente tudo uma questão de diretor, sabe, faz parte do meu trabalho</i></b><span style="font-weight: 400;">”.</span></p>
<figure id="attachment_36354" aria-describedby="caption-attachment-36354" style="width: 696px" class="wp-caption alignnone"><img decoding="async" class="size-full wp-image-36354" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/11/image3-6.jpg" alt="Cena de Halloween de 2018. O personagem de terror Michael Myers em um cenário escuro e enevoado. Ele usa sua icônica máscara branca e um macacão azul escuro, e segura uma grande faca de cozinha levantada na mão direita, olhando fixamente para a frente." width="696" height="464" /><figcaption id="caption-attachment-36354" class="wp-caption-text">Halloween (2018), produzido por Atilla Salih Yücer, é uma sequência da obra original de John Carpenter (Foto: Universal Pictures)</figcaption></figure>
<p><b>Relação com David Gordon Green</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A crença em um cineasta e em seus projetos fica muito bem exemplificada na sua relação com David Gordon Green, com quem trabalhou diversas vezes. “</span><b><i>David Gordon Green é um diretor que me fascina desde seu primeiro filme, George Washington</i></b><b> (2000)</b><b><i>, e depois em seus filmes independentes menores, como Anjos da Neve </i></b><b>(2007)</b><b><i> e Prova de Amor </i></b><b>(2003)</b><b><i>. Esses filmes me tocaram profundamente</i></b><span style="font-weight: 400;">”. Contudo, apesar da admiração que sentia, Atilla foi trabalhar pela primeira vez com Green apenas em 2013, como primeiro assistente de direção em </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=TkZnwV7Bx2o"><i><span style="font-weight: 400;">Prince Avalanche</span></i></a><span style="font-weight: 400;">. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Ainda que a obra não tenha sido um grande sucesso comercial, a parceria começou a se firmar ali. “</span><b><i>Quando tive a sorte de conhecê-lo, começamos uma parceria e trabalhamos em três filmes independentes: Prince Avalanche, Joe </i></b><b>(2013)</b><b><i>, com Nicolas Cage, e o terceiro, chamado Manglehorn </i></b><b>(2014)</b><b><i>, com Al Pacino</i></b><span style="font-weight: 400;">”. Atilla já trabalhava como produtor desde muito antes de conhecer Green, porém, foi apenas em </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=gOL42xrJjSY"><i><span style="font-weight: 400;">Joe</span></i></a> <span style="font-weight: 400;">e </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=fA41l0Gtzpw"><i><span style="font-weight: 400;">Manglehorn</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> que ele passou a produzir os filmes do diretor.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Ainda que a dupla tenha vários projetos juntos, o que mais chama a atenção são as sequências de franquias de terror como </span><i><span style="font-weight: 400;">Halloween </span></i><span style="font-weight: 400;">e </span><i><span style="font-weight: 400;">O Exorcista</span></i><span style="font-weight: 400;">. Todavia, o produtor sul-africano admitiu que não é muito fã de </span><a href="https://personaunesp.com.br/ironico-autoconsciente-como-panico-mudou-para-sempre-genero-terror/"><span style="font-weight: 400;">filmes de terror</span></a><span style="font-weight: 400;">, porém, mesmo assim, ele embarcou com David Gordon Green nesse universo. </span></p>
<blockquote><p><span style="font-weight: 400;">“</span><b><i>A motivação é dupla: primeiro, podemos manter nossa abordagem independente e encontrar nosso próprio caminho para existir, mas dentro de um contexto comercial maior, para que as pessoas pelo menos possam assistir aos nossos filmes&#8230; essa é a verdadeira virtude disso: fazemos filmes pequenos</i></b><span style="font-weight: 400;">”. </span></p></blockquote>
<p><span style="font-weight: 400;">Além disso, Atilla comenta sobre o tempo de parceria entre ambos. “</span><b><i>É uma relação longa e duradoura que persiste até hoje. Já dura mais de 12 anos… e a jornada acabou nos levando aos filmes de terror, como você pode ver. E para onde mais vai nos levar? David está desenvolvendo vários projetos diferentes agora. É uma jornada contínua</i></b><span style="font-weight: 400;">”.</span></p>
<figure id="attachment_36356" aria-describedby="caption-attachment-36356" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-36356" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/11/image2-16-800x450.png" alt="Cena de Pai Mãe Irmã Irmão. Um homem mais velho com cabelos avermelhados e óculos está em pé na varanda de uma casa de um andar com revestimento de madeira bege. Ele veste um moletom azul escuro com zíper sobre uma camisa cor de vinho e tem as mãos cruzadas na frente do corpo, olhando para o lado com uma expressão séria ou contemplativa." width="800" height="450" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/11/image2-16-800x450.png 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/11/image2-16-1024x576.png 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/11/image2-16-768x432.png 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/11/image2-16-1536x864.png 1536w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/11/image2-16-1200x675.png 1200w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/11/image2-16.png 1920w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-36356" class="wp-caption-text">Atilla Salih Yücer produziu Pai Mãe Irmã Irmão, mas chegou na Mostra como Júri (Foto: Mubi)</figcaption></figure>
<p><b>Filmes de massa e independentes</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Neste ano, contrariando a leva de filmes comerciais recentes, Atilla trabalhou com dois nomes renomados no Cinema mundial que foram para festivais ao redor do globo: Jim Jarmusch em </span><i><span style="font-weight: 400;">Pai Mãe Irmã Irmão </span></i><span style="font-weight: 400;">e Joachim Trier em </span><a href="https://www.omelete.com.br/filmes/criticas/sentimental-value-cannes"><i><span style="font-weight: 400;">Sentimental Value</span></i></a><span style="font-weight: 400;">.</span></p>
<blockquote><p><span style="font-weight: 400;">“</span><b><i>É preciso entender que, quando você faz esses filmes pequenos, esses dramas independentes, eles não dão muito lucro, ninguém vai assisti-los. Podem ir a alguns festivais&#8230; ter algum reconhecimento, mas não lotam as bilheterias, não fazem muito sucesso</i></b><span style="font-weight: 400;">”.</span></p></blockquote>
<p><span style="font-weight: 400;">Não é a primeira vez em que ele participa desses eventos, os próprios projetos com </span><a href="https://www.omelete.com.br/filmes/david-gordon-green-o-exorcista"><span style="font-weight: 400;">David Gordon Green</span></a><span style="font-weight: 400;">, no início da parceria, foram para Berlim, Sundance ou Veneza, assim como ambos os longas foram para, respectivamente, o Festival do Rio e 49ª Mostra Internacional de Cinema em São Paulo. O produtor comentou como fazer esses filmes menores pode ser mais complicado mercadologicamente, mas que existe uma satisfação no próprio trabalho. </span></p>
<blockquote><p><span style="font-weight: 400;">“</span><b><i>Poucas pessoas os veem, e aí fazemos o filme grande, mas fazemos a nossa própria versão, e aí muita gente assiste. Então, às vezes, há uma alegria em pelo menos ver o seu trabalho</i></b><span style="font-weight: 400;">”.</span></p></blockquote>
<p>&nbsp;</p>
<div class="jetpack-video-wrapper"><iframe loading="lazy" title="FATHER MOTHER SISTER BROTHER | Official Teaser Trailer | Coming Soon" width="840" height="473" src="https://www.youtube.com/embed/wgPEvR702fk?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen></iframe></div>
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		<title>5 anos de Punisher: O fim está longe de ser aqui</title>
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		<pubDate>Thu, 26 Jun 2025 20:00:03 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Guilherme Veiga Phoebe Bridgers talvez seja uma das artistas mais sinestésicas dessa nova safra do indie folk. Desde Strangers in the Alps, seu álbum de estreia, sua música tem cheiro, clima e cor de interior e isolamento. A voz serena e a harmonia calma de uma produção muita das vezes composta só por guitarra e &#8230; <a href="http://personaunesp.com.br/punisher-5-anos/" class="more-link">Continue lendo<span class="screen-reader-text"> "5 anos de Punisher: O fim está longe de ser aqui"</span></a></p>
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										<content:encoded><![CDATA[<figure id="attachment_35397" aria-describedby="caption-attachment-35397" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-35397" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/06/image3-5-800x800.png" alt="Capa do álbum Punisher, de Phoebe Bridgers. Nela, vemos Phoebe, uma mulher branca de cabelos platinados. Ela veste um macacão preto com estampa de esqueleto. Ela está centralizada na parte inferior enquanto olha para cima. Ela está em um deserto, com uma montanha de fundo e uma noite estrelada. A imagem está tratada de forma que o chão está na cor vermelha e o fundo na cor azul" width="800" height="800" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/06/image3-5-800x800.png 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/06/image3-5-150x150.png 150w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/06/image3-5-768x768.png 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/06/image3-5.png 1000w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-35397" class="wp-caption-text">Olof Grind, fotógrafo responsável pela identidade visual do álbum, disse que o tom soturno da capa foi ideia de Phoebe, que queria a imagem mais assustadora possível (Foto: Dead Oceans)</figcaption></figure>
<p><b>Guilherme Veiga</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Phoebe Bridgers talvez seja uma das artistas mais sinestésicas dessa nova safra do </span><i><span style="font-weight: 400;">indie folk</span></i><span style="font-weight: 400;">. Desde </span><a href="https://open.spotify.com/intl-pt/album/0qWcLfCZ8wtcoOdX14oGNI"><i><span style="font-weight: 400;">Strangers in the Alps</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, seu álbum de estreia, sua música tem cheiro, clima e cor de interior e isolamento. A voz serena e a harmonia calma de uma produção muita das vezes composta só por guitarra e violinos presente em sua discografia na carreira solo, dão a impressão de estarmos sozinhos em um ambiente em que gritar nosso sentimentos resultam neles te atingindo em forma de eco, por isso, a escolha de se recolher em sua própria autopiedade e depreciação.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">É uma linha recorrente nos versos de artista o desejo de querer desaparecer, seja no sentido material da palavra ou até mesmo em ser abduzida por uma nave espacial. Ironicamente, </span><i><span style="font-weight: 400;">Punisher</span></i><span style="font-weight: 400;">, que completa cinco anos,</span> <span style="font-weight: 400;">veio no cenário favorável para que isso acontecesse. Com a </span><a href="https://www.latimes.com/entertainment-arts/music/story/2020-06-18/phoebe-bridgers-punisher"><span style="font-weight: 400;">pandemia</span></a><span style="font-weight: 400;"> de covid-19, grande parte do mundo tinha sumido para seu próprio universo particular. Porém, em efeito contrário, o fato de estarmos vivendo a reclusão e desconexão com si próprio já cantada por Phoebe só fez com que nos aproximássemos de sua obra no momento em que ela justamente transitava entre otimismo e esperança.</span></p>
<p><span id="more-35396"></span></p>
<figure id="attachment_35398" aria-describedby="caption-attachment-35398" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-35398" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/06/image2-5-800x531.png" alt="Foto de Phoebe Bridgers, Nela vemos a cantora com um macacão preto com estampa de esqueleto. Ela está em uma planice de terra, com várias poças em volta, enquanto encara a câmera." width="800" height="531" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/06/image2-5-800x531.png 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/06/image2-5-768x510.png 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/06/image2-5.png 1024w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-35398" class="wp-caption-text">Um fator que contribui para a mística da tristeza envolta da cantora são seus relacionamentos, sendo o mais famoso com o ator Paul Mescal (Foto: Olof Grind)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">Quando se tem uma estreia boa como a de Bridgers, muito se teoriza sobre seu </span><i><span style="font-weight: 400;">sophomore</span></i><span style="font-weight: 400;">, claro, sempre esperando algo a mais. A questão aqui é que a cantora é bastante consciente do que faz e onde pode chegar. De fato </span><i><span style="font-weight: 400;">Punisher </span></i><span style="font-weight: 400;">é, por si só, mais melodramático e apocalíptico que seu </span><i><span style="font-weight: 400;">debut</span></i><span style="font-weight: 400;">, no entanto não faz com que ele necessite ir além ou ser esse algo a mais, até porque o diferencial da carreira da artista sempre vai estar em suas obras, que é sua </span><a href="https://www.wmagazine.com/culture/phoebe-bridgers-punisher-snl-guitar-interview"><span style="font-weight: 400;">composição</span></a><span style="font-weight: 400;">.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Bridgers é uma cronista fantasiada de musicista. A forma como suas letras são </span><a href="https://www.nme.com/big-reads/phoebe-bridgers-cover-interview-2020-punisher-2685827"><span style="font-weight: 400;">tão descritivas</span></a><span style="font-weight: 400;"> e específicas dão a impressão de que o mundo gira mais devagar para ela e de que todas suas emoções são imensamente mais intensas. Dessa forma, o álbum funciona como um amplificador para nossos próprios sentimentos que, ao invés de se esconder embaixo do lençol do fantasma, decide parecer mais a mostra com sua fantasia de esqueleto.</span></p>
<figure id="attachment_35399" aria-describedby="caption-attachment-35399" style="width: 651px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-35399" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/06/image1-4-651x800.png" alt="Ensaio de Phoebe Bridgers para a revista The Fader. Nela vemos Phoebe, uma mulher branca de cabelos platinados Ela veste um vestido preto de mangas curtas e está fotografada do busto para cima. Ela apoia a mão esquerda no queixo enquanto olha para cima. Ao fundo, uma parede na cor marrom claro" width="651" height="800" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/06/image1-4-651x800.png 651w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/06/image1-4-833x1024.png 833w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/06/image1-4-768x944.png 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/06/image1-4-1250x1536.png 1250w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/06/image1-4-1200x1474.png 1200w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/06/image1-4.png 1627w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-35399" class="wp-caption-text">A música de Phoebe Bridgers ressoa em nomes que vão de Taylor Swift a Gracie Abrams (Foto: The Fader/ Molly Matalon)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">O apocalipse de </span><i><span style="font-weight: 400;">Punisher </span></i><span style="font-weight: 400;">é bem sutil, funcionando como aquela garoa inicial que cai do céu mais feio e carregado. A </span><a href="https://www.rollingstone.com/music/music-features/phoebe-bridgers-punisher-interview-1002273/"><span style="font-weight: 400;">tristeza característica</span></a><span style="font-weight: 400;"> de Phoebe Bridgers aqui vem em doses homeopáticas, primeiro nos dando o ombro para depois permitir chorar. Tirando a intro, </span><i><span style="font-weight: 400;">Garden Song</span></i><span style="font-weight: 400;"> nos guia do que esperar para a sequência do álbum: uma artista que, de uma forma onírica, consegue olhar para seus sentimentos como se fosse uma externa.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Aos poucos, o disco se abre tanto para a tristeza quanto para uma produção um pouco mais aprimorada. E são esses elementos que exaltam a contradição deste segundo trabalho. Mesmo com um sentimentalismo pesado, na verdade esse registro é o mais otimista da curta discografia. </span><a href="https://www.thelineofbestfit.com/features/interviews/how-phoebe-bridgers-made-kyoto-best-song-2020"><i><span style="font-weight: 400;">Kyoto</span></i></a> <span style="font-weight: 400;">quase escancara isso: além do arranjo espirituoso, ela consegue tratar seus </span><i><span style="font-weight: 400;">daddy issues</span></i><span style="font-weight: 400;"> de forma mais madura e sincera. Phoebe não deixa de lamentar o amor quebrado, a fé corrompida ou o medo do futuro – e faz isso da forma mais doída possível. Entretanto, o grande diferencial é que aqui ela se mostra receptiva a passar por eles, vendo esses vários fins de mundo como começos de outros.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Músicas como </span><i><span style="font-weight: 400;">Savior Complex </span></i><span style="font-weight: 400;">e a faixa-título deixam bem claro as </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=gjQJYzEf44Q&amp;ab_channel=RIML_TV"><span style="font-weight: 400;">referências</span></a><span style="font-weight: 400;"> da artista e suas intenções. Ele é propositalmente melancólico, remetendo a Joni Mitchell e </span><a href="https://www.npr.org/2020/04/16/834971727/phoebe-bridgers-elliott-smith-figure-8-20th-anniversary"><span style="font-weight: 400;">Elliot Smith</span></a><span style="font-weight: 400;"> – este sendo inspiração clara de </span><i><span style="font-weight: 400;">Punisher</span></i><span style="font-weight: 400;">, replicando uma tristeza que é, ao mesmo tempo, devastadora e acolhedora. Nesse sentido, o álbum se assemelha com o próprio </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=6IZGwvxhXvw&amp;ab_channel=MadmanFilms"><i><span style="font-weight: 400;">Melancolia</span></i></a> <span style="font-weight: 400;">(2011), onde a serenidade perante ao fim do mundo, ao invés de causar estranheza, se torna calorosa.</span></p>
<div class="jetpack-video-wrapper"><iframe loading="lazy" title="Phoebe Bridgers - Kyoto (Official Video)" width="840" height="473" src="https://www.youtube.com/embed/Tw0zYd0eIlk?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen></iframe></div>
<p><span style="font-weight: 400;">Apostar no minimalismo da produção é essencial para que o registro revitalize a experiência além-auditiva na qual a cantora ficou conhecida. Tony Berg – compositor de</span><a href="https://personaunesp.com.br/daisy-jones-and-the-six-serie-critica/"> <i><span style="font-weight: 400;">Daisy Jones &amp; The Six </span></i></a><span style="font-weight: 400;"> e Ethan Gurska, que é neto do lendário John Williams, repetem o acerto de </span><i><span style="font-weight: 400;">Stranger in the Alps</span></i><span style="font-weight: 400;"> e mais uma vez conseguem, através da ambientação e escolha de instrumentos, construir um quarto imaginário em um dia chuvoso, afastado de tudo e todos, onde se ecoa a voz de Phoebe.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Se </span><i><span style="font-weight: 400;">Punisher </span></i><span style="font-weight: 400;">foi responsável por catapultar a cantora para o público em geral, seu trabalho de estreia fez isso com a crítica e a indústria. Por isso, a voz de Phoebe não ecoa sozinha. No intervalo entre o primeiro trabalho e a produção deste, a cantora resolveu dar um tempo no protagonismo isolado e apostou em colaborações na cena </span><i><span style="font-weight: 400;">indie folk</span></i><span style="font-weight: 400;">. Como resultado, o agrupamento que fez com Julien Baker e Lucy Dacus, </span><a href="https://personaunesp.com.br/the-record-critica/"><span style="font-weight: 400;">boygenius</span></a><span style="font-weight: 400;">, dá as caras nas faixas derradeiras, enquanto Conor Oberst, vocalista do </span><a href="https://open.spotify.com/intl-pt/artist/5o206eFLx38glA2bb4zqIU"><span style="font-weight: 400;">Bright Eyes</span></a><span style="font-weight: 400;"> com quem Phoebe fundou o projeto </span><a href="https://open.spotify.com/intl-pt/artist/3NBmfDV6Yh3hjuQUBVvYgO"><span style="font-weight: 400;">Better Oblivion Community Center</span></a><span style="font-weight: 400;">, empresta sua voz para faixas como </span><i><span style="font-weight: 400;">Halloween</span></i><span style="font-weight: 400;">.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Mas se engana quem pensa que a similaridade em conceito de seus dois álbuns representa certo conformismo da artista. Em </span><i><span style="font-weight: 400;">Punisher</span></i><span style="font-weight: 400;">,</span> <span style="font-weight: 400;">Phoebe já dá lampejos dos caminhos que pode percorrer sem perder seu DNA, e isso fica a cargo das suas últimas faixas. </span><i><span style="font-weight: 400;">Graceland Too</span></i><span style="font-weight: 400;">, por exemplo, remete o </span><i><span style="font-weight: 400;">folk </span></i><span style="font-weight: 400;">do primeiro álbum e o mescla com o </span><i><span style="font-weight: 400;">country</span></i><span style="font-weight: 400;"> – explicando o porquê de Julien Baker, natural de Nashville, integrar a faixa. Já a catártica </span><i><span style="font-weight: 400;">I Know the End</span></i><span style="font-weight: 400;"> abdica da artista com carinha de </span><a href="https://personaunesp.com.br/primavera-sound-critica/"><span style="font-weight: 400;">festival</span></a><span style="font-weight: 400;"> no final de tarde e apresenta uma Phoebe pronta para conduzir um coro histérico em arena, ao mesmo tempo em que entrega a melhor e mais potente faixa de sua carreira.</span></p>
<div class="jetpack-video-wrapper"><iframe loading="lazy" title="Phoebe Bridgers - I Know the End (Official Video)" width="840" height="473" src="https://www.youtube.com/embed/WJ9-xN6dCW4?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen></iframe></div>
<p><span style="font-weight: 400;">Os 25 anos, idade com que Phoebe produziu o disco, são tão imediatistas que realmente todo dia parece o fim do mundo – digo por experiência própria. Mas o que a artista faz aqui é de uma singularidade que a destaca dos demais. </span><a href="https://www.theringer.com/2020/06/19/music/phoebe-bridgers-punisher-interview-new-album"><i><span style="font-weight: 400;">Punisher</span></i></a> <span style="font-weight: 400;">consegue capturar a banalidade da tristeza moderna e a transformar em música, fazendo com que o horizonte, por mais apocalíptico que seja, se torne apenas em uma paisagem a se admirar. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Por isso, o registro cresce a cada audição, principalmente se ela vier acompanhada de um fim de ciclo, seja ele qual for. Pois, se Phoebe está disposta a “</span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=DXqZ66XK3z8&amp;ab_channel=PhoebeBridgers-Topic"><i><span style="font-weight: 400;">te dar a lua</span></i></a><i><span style="font-weight: 400;">”</span></i><span style="font-weight: 400;">, o mínimo que ela espera é algo tão místico ou grandioso de sua parte, e essa barganha só se é entendida quando, a lá </span><i><span style="font-weight: 400;">memento mori</span></i><span style="font-weight: 400;">, percebe-se suas várias mortalidades e fins, que podem estar dobrando a esquina, em uma segunda-feira qualquer ou te esperando na porta de casa. E eu acho que um dos meus fins é aqui, até mais, te vejo no próximo.</span></p>
<p><iframe title="Spotify Embed: Punisher" style="border-radius: 12px" width="100%" height="352" frameborder="0" allowfullscreen allow="autoplay; clipboard-write; encrypted-media; fullscreen; picture-in-picture" loading="lazy" src="https://open.spotify.com/embed/album/6Pp6qGEywDdofgFC1oFbSH?utm_source=oembed"></iframe></p>
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		<title>Cuidado! Em Abracadabra 2, as bruxas estão de volta – mas só por uma noite</title>
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		<pubDate>Mon, 27 Nov 2023 13:15:05 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Laura Hirata-Vale Salém, Dia das Bruxas e uma noite de lua cheia. Nessa receita de poção mágica, faltam somente dois ingredientes para que as irmãs Sanderson voltem à vida: alguém virgem, que acendesse uma vela de chama escura. Na noite de 31 de Outubro de 1993, dentro de um casebre abandonado, Max Dennison (Omri Katz) &#8230; <a href="http://personaunesp.com.br/abracadabra-2-critica/" class="more-link">Continue lendo<span class="screen-reader-text"> "Cuidado! Em Abracadabra 2, as bruxas estão de volta – mas só por uma noite"</span></a></p>
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										<content:encoded><![CDATA[<figure id="attachment_31953" aria-describedby="caption-attachment-31953" style="width: 1366px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-31953" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/11/image1-5.png" alt="Cena do filme Abracadabra 2. Na imagem, as bruxas Mary, Winifred e Sarah Sanderson aparecem em um palco, iluminadas por um holofote. Mary (Kathy Najimy) é uma mulher de pele clara, com cabelos castanhos, presos em formato de cone, e veste roupas vermelhas e laranjas. Winifred (Bette Midler) é uma mulher de pele clara, cabelos ruivos, e veste roupas verdes. Sarah (Sarah Jessica Parker) é uma mulher branca, de cabelos loiros platinados, e veste roupas roxas. " width="1366" height="624" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/11/image1-5.png 1366w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/11/image1-5-800x365.png 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/11/image1-5-1024x468.png 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/11/image1-5-768x351.png 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/11/image1-5-1200x548.png 1200w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-31953" class="wp-caption-text">Que comece o show! As Irmãs Sanderson vão enfeitiçar você (Foto: Disney+)</figcaption></figure>
<p><b>Laura Hirata-Vale</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Salém, Dia das Bruxas e uma noite de lua cheia. Nessa receita de poção mágica, faltam somente dois ingredientes para que as irmãs Sanderson voltem à vida: alguém virgem, que acendesse uma vela de chama escura. Na noite de 31 de Outubro de 1993, dentro de um casebre abandonado, Max Dennison (Omri Katz) faz todos os passos do ritual, achando que nada iria acontecer. Dessa forma, as três bruxas retornam do mundo dos mortos, à procura de crianças e adolescentes para devorar. A história de </span><i><span style="font-weight: 400;">Abracadabra</span></i><span style="font-weight: 400;"> (1993) termina com Winifred (Bette Midler), Sarah (</span><a href="https://personaunesp.com.br/sex-and-the-city-o-filme-15-anos/"><span style="font-weight: 400;">Sarah Jessica  Parker</span></a><span style="font-weight: 400;">) e Mary Sanderson (Kathy Najimy) virando pó com o raiar do Dia de Todos os Santos, para a alegria dos protagonistas.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Porém, 29 anos depois, uma nova narrativa começa. </span><i><span style="font-weight: 400;">Abracadabra 2</span></i><span style="font-weight: 400;"> traz – de forma nostálgica e musical – as bruxas mais comicamente assustadoras de volta. Cheio de feitiços, piadas e risadas maléficas, o segundo longa homenageia o original, tentando superá-lo, mas não conseguindo. Em uma outra noite de Dia das Bruxas, com a lua cheia brilhando no céu, uma vela de chama escura é acendida. Seria isso um acidente? O que as </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=JJLHABghon0"><span style="font-weight: 400;">irmãs Sanderson</span></a><span style="font-weight: 400;"> vão aprontar dessa vez?</span></p>
<p><span id="more-31951"></span></p>
<blockquote class="instagram-media" data-instgrm-captioned data-instgrm-permalink="https://www.instagram.com/tv/CfWmoExgJBq/?utm_source=ig_embed&amp;utm_campaign=loading" data-instgrm-version="14" style=" background:#FFF; border:0; border-radius:3px; box-shadow:0 0 1px 0 rgba(0,0,0,0.5),0 1px 10px 0 rgba(0,0,0,0.15); margin: 1px; max-width:658px; min-width:326px; padding:0; width:99.375%; width:-webkit-calc(100% - 2px); width:calc(100% - 2px);">
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<div style="display:block; height:50px; margin:0 auto 12px; width:50px;"><svg width="50px" height="50px" viewBox="0 0 60 60" version="1.1" xmlns="https://www.w3.org/2000/svg" xmlns:xlink="https://www.w3.org/1999/xlink"><g stroke="none" stroke-width="1" fill="none" fill-rule="evenodd"><g transform="translate(-511.000000, -20.000000)" fill="#000000"><g><path d="M556.869,30.41 C554.814,30.41 553.148,32.076 553.148,34.131 C553.148,36.186 554.814,37.852 556.869,37.852 C558.924,37.852 560.59,36.186 560.59,34.131 C560.59,32.076 558.924,30.41 556.869,30.41 M541,60.657 C535.114,60.657 530.342,55.887 530.342,50 C530.342,44.114 535.114,39.342 541,39.342 C546.887,39.342 551.658,44.114 551.658,50 C551.658,55.887 546.887,60.657 541,60.657 M541,33.886 C532.1,33.886 524.886,41.1 524.886,50 C524.886,58.899 532.1,66.113 541,66.113 C549.9,66.113 557.115,58.899 557.115,50 C557.115,41.1 549.9,33.886 541,33.886 M565.378,62.101 C565.244,65.022 564.756,66.606 564.346,67.663 C563.803,69.06 563.154,70.057 562.106,71.106 C561.058,72.155 560.06,72.803 558.662,73.347 C557.607,73.757 556.021,74.244 553.102,74.378 C549.944,74.521 548.997,74.552 541,74.552 C533.003,74.552 532.056,74.521 528.898,74.378 C525.979,74.244 524.393,73.757 523.338,73.347 C521.94,72.803 520.942,72.155 519.894,71.106 C518.846,70.057 518.197,69.06 517.654,67.663 C517.244,66.606 516.755,65.022 516.623,62.101 C516.479,58.943 516.448,57.996 516.448,50 C516.448,42.003 516.479,41.056 516.623,37.899 C516.755,34.978 517.244,33.391 517.654,32.338 C518.197,30.938 518.846,29.942 519.894,28.894 C520.942,27.846 521.94,27.196 523.338,26.654 C524.393,26.244 525.979,25.756 528.898,25.623 C532.057,25.479 533.004,25.448 541,25.448 C548.997,25.448 549.943,25.479 553.102,25.623 C556.021,25.756 557.607,26.244 558.662,26.654 C560.06,27.196 561.058,27.846 562.106,28.894 C563.154,29.942 563.803,30.938 564.346,32.338 C564.756,33.391 565.244,34.978 565.378,37.899 C565.522,41.056 565.552,42.003 565.552,50 C565.552,57.996 565.522,58.943 565.378,62.101 M570.82,37.631 C570.674,34.438 570.167,32.258 569.425,30.349 C568.659,28.377 567.633,26.702 565.965,25.035 C564.297,23.368 562.623,22.342 560.652,21.575 C558.743,20.834 556.562,20.326 553.369,20.18 C550.169,20.033 549.148,20 541,20 C532.853,20 531.831,20.033 528.631,20.18 C525.438,20.326 523.257,20.834 521.349,21.575 C519.376,22.342 517.703,23.368 516.035,25.035 C514.368,26.702 513.342,28.377 512.574,30.349 C511.834,32.258 511.326,34.438 511.181,37.631 C511.035,40.831 511,41.851 511,50 C511,58.147 511.035,59.17 511.181,62.369 C511.326,65.562 511.834,67.743 512.574,69.651 C513.342,71.625 514.368,73.296 516.035,74.965 C517.703,76.634 519.376,77.658 521.349,78.425 C523.257,79.167 525.438,79.673 528.631,79.82 C531.831,79.965 532.853,80.001 541,80.001 C549.148,80.001 550.169,79.965 553.369,79.82 C556.562,79.673 558.743,79.167 560.652,78.425 C562.623,77.658 564.297,76.634 565.965,74.965 C567.633,73.296 568.659,71.625 569.425,69.651 C570.167,67.743 570.674,65.562 570.82,62.369 C570.966,59.17 571,58.147 571,50 C571,41.851 570.966,40.831 570.82,37.631"></path></g></g></g></svg></div>
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<p style=" color:#c9c8cd; font-family:Arial,sans-serif; font-size:14px; line-height:17px; margin-bottom:0; margin-top:8px; overflow:hidden; padding:8px 0 7px; text-align:center; text-overflow:ellipsis; white-space:nowrap;"><a href="https://www.instagram.com/tv/CfWmoExgJBq/?utm_source=ig_embed&amp;utm_campaign=loading" style=" color:#c9c8cd; font-family:Arial,sans-serif; font-size:14px; font-style:normal; font-weight:normal; line-height:17px; text-decoration:none;" target="_blank">A post shared by Bette Midler (@bettemidler)</a></p>
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<p><script async src="//platform.instagram.com/en_US/embeds.js"></script></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Na história inédita, conhecemos Becca (</span><a href="https://personaunesp.com.br/as-melhores-series-de-2021/"><span style="font-weight: 400;">Whitney Peak</span></a><span style="font-weight: 400;">), uma garota cujo aniversário é o dia de Halloween. Durante uma visita à Loja de Mágica de Salém – a loja-museu instalada no antigo casebre de Winnie, Sarah e Mary –, a adolescente recebe de seu dono um presente, para fazer um pequeno ritual de magia, que é uma de suas tradições da data. Porém, Becca é pega de surpresa, e o mimo – na verdade – é uma vela de chama escura. E, de forma batida, as três bruxas retornam, com sede de poder e vingança: estariam elas atrás da juventude eterna, ou de outra coisa?</span></p>
<p><i><span style="font-weight: 400;">Abracadabra 2</span></i><span style="font-weight: 400;"> é, em sua essência, um filme muito mais leve do que seu irmão mais velho. O longa original trata temas mais obscuros e pesados, como o assassinato de crianças, além do plano de Max, Dani e Vinessa envolver a morte das irmãs Sanderson. Já o segundo trata a amizade, o perigo da ganância e de sempre querer mais, mais e mais. A fotografia da primeira produção – feita por Hiro Narita, responsável pelo mesmo setor em </span><i><span style="font-weight: 400;">Querida, Encolhi as Crianças</span></i><span style="font-weight: 400;"> (1989) – era analógica, cheia de texturas e com cores queimadas e alaranjadas, vindas diretamente do Outono. Já seu sucessor, que teve esse campo comandado por Elliot Davis, de </span><a href="https://personaunesp.com.br/sol-da-meia-noite-critica/"><i><span style="font-weight: 400;">Crepúsculo</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> (2008), foi gravado com câmeras digitais, que possuem mais profundidade, mas que tiram o aspecto de cor fantasioso, deixando-o mais real. </span></p>
<figure id="attachment_31952" aria-describedby="caption-attachment-31952" style="width: 802px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-31952" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/11/image2-5.png" alt="Cena do filme Abracadabra 2. Na imagem, as bruxas Sarah, Winifred e Mary Sanderson estão em um corredor de uma farmácia. Sarah (Sarah Jessica Parker) é uma mulher branca, de cabelos loiros platinados, e veste roupas roxas. Winifred (Bette Midler) é uma mulher de pele clara, cabelos ruivos, e veste roupas verdes. Mary (Kathy Najimy) é uma mulher de pele clara, com cabelos castanhos, presos em formato de cone, e veste roupas vermelhas e laranjas" width="802" height="544" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/11/image2-5.png 802w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/11/image2-5-800x543.png 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/11/image2-5-768x521.png 768w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-31952" class="wp-caption-text">Seria o skincare e suas loções as novas poções do rejuvenescimento, e as farmácias os novos apotecários? (Foto: Disney+)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">Com tons de laranja, vermelho e marrom, o filme captura o meio do Outono de forma caramelada e doce, como a noite de Halloween. Repleto de pessoas fantasiadas como esqueletos, vampiros e – é claro – como o trio de bruxas mais querido dos </span><a href="https://personaunesp.com.br/tag/disney/"><span style="font-weight: 400;">Estúdios </span><i><span style="font-weight: 400;">Disney</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, </span><i><span style="font-weight: 400;">Abracadabra 2</span></i><span style="font-weight: 400;"> tem vários pequenos detalhes que nos teletransportam para o ano de 1993. Durante o longa, referências são salpicadas aqui e ali, dando um sabor de nostalgia – e de risadas – para quem assistiu o original anos atrás. Porém, o gosto do caramelo de saudades pode facilmente se tornar enjoativo e até amargo, por mostrar tantos momentos repetidos e recriados, que podem não satisfazer quem tem memórias afetivas do primogênito. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">As ideias de Kenny Ortega são reutilizadas no segundo capítulo, dirigido por Anne Fletcher – de </span><i><span style="font-weight: 400;">Se Ela Dança, Eu Danço</span></i><span style="font-weight: 400;"> (2006) e </span><i><span style="font-weight: 400;">A Proposta</span></i><span style="font-weight: 400;"> (2009). No primeiro filme, temos a icônica cena musical de</span><i><span style="font-weight: 400;"> I Put a Spell on You</span></i><span style="font-weight: 400;">; já na sequência, recebemos uma versão repaginada: a faixa da vez </span><a href="https://open.spotify.com/intl-pt/track/3jGAUGvmWbPe2LPc8Hon1c?si=52c0f82704474350"><i><span style="font-weight: 400;">One Way or Another</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, da banda americana Blondie. Além disso, o longa possui a canção original </span><i><span style="font-weight: 400;">The Witches Are Back</span></i><span style="font-weight: 400;"> – que traz </span><a href="https://personaunesp.com.br/rocketman-critica/"><span style="font-weight: 400;">Elton John</span></a><span style="font-weight: 400;"> como um de seus compositores – que mostra toda a versatilidade e vitalidade das bruxas, recém-ressuscitadas. Por ter ficado novamente nas mãos de John Debney, a trilha sonora manteve seu padrão de qualidade e é um dos pontos altos de </span><i><span style="font-weight: 400;">Abracadabra 2</span></i><span style="font-weight: 400;">.</span></p>
<div class="jetpack-video-wrapper"><iframe loading="lazy" title="“I Put A Spell On You” By Bette Midler, Sarah Jessica Parker &amp; Kathy Najimy | Hocus Pocus" width="840" height="473" src="https://www.youtube.com/embed/DCTbr3vjb6I?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen></iframe></div>
<p><span style="font-weight: 400;">Enquanto o primeiro filme teve sua estreia nos cinemas, </span><i><span style="font-weight: 400;">Abracadabra 2</span></i><span style="font-weight: 400;"> foi lançado em 2022 diretamente no </span><i><span style="font-weight: 400;">Disney+</span></i><span style="font-weight: 400;">, serviço de </span><i><span style="font-weight: 400;">streaming</span></i><span style="font-weight: 400;"> da </span><i><span style="font-weight: 400;">Disney</span></i><span style="font-weight: 400;">. É por esta razão que o longa pôde entrar na lista de indicados ao </span><i><span style="font-weight: 400;">Primetime <a href="https://personaunesp.com.br/tag/emmy/">Emmys</a></span></i><span style="font-weight: 400;"> de 2023, na categoria de Melhor Telefilme. Seus concorrentes são </span><i><span style="font-weight: 400;">Dolly Parton’s Mountain Magic Christmas</span></i><span style="font-weight: 400;">, </span><i><span style="font-weight: 400;">O Predador: A Caçada</span></i><span style="font-weight: 400;">, </span><a href="https://youtu.be/oO_lG7V9V2I?feature=shared"><i><span style="font-weight: 400;">Orgulho e Sedução</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> e </span><i><span style="font-weight: 400;">Weird: The Al Yankovic Story</span></i><span style="font-weight: 400;">. Além dessa indicação, a produção ainda foi lembrada na categoria de Melhor Trilha Sonora em Minissérie, Antologia ou Telefilme – provando a qualidade contínua de sua música, feita pelo veterano John Debney. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Por causa do trabalho de Salvador Pérez, </span><i><span style="font-weight: 400;">Abracadabra 2</span></i><span style="font-weight: 400;"> também foi indicado a Melhor Figurino de Fantasia/Ficção Científica, mostrando outro ponto de importância do filme. As cores clássicas de cada bruxa – Winnie e seu verde, Mary e o vermelho, Sarah com o roxo – fazem seu retorno em veludos, brilhos e tecidos esvoaçantes. Botas de bico fino, capas, colares de pedrarias e capuzes voltam à moda, principalmente na noite de Halloween. A receita utilizada por </span><a href="https://www.hollywoodreporter.com/movies/movie-features/hocus-pocus-2-costume-designer-interview-1235243979/"><span style="font-weight: 400;">Salvador Pérez</span></a><span style="font-weight: 400;"> para a criação do </span><a href="https://variety.com/2022/artisans/news/hocus-pocus-2-costumes-mother-witch-sanderson-sisters-1235388574/"><span style="font-weight: 400;">figurino icônico</span></a><span style="font-weight: 400;"> continuou a mesma, dando um conforto e a sensação de normalidade para quem era fã do primeiro longa.</span></p>
<figure id="attachment_31954" aria-describedby="caption-attachment-31954" style="width: 819px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-31954" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/11/image3-5.png" alt="Cena do filme Abracadabra 2. Na imagem, as personagens Izzy e Becca aparecem sentadas em uma floresta, uma em frente a outra; entre as duas meninas, há uma vela. Izzy possui cabelos castanhos, e usa um casaco vinho. Becca possui cabelos castanhos cacheados, usa um casaco cinza, e segura um fósforo." width="819" height="544" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/11/image3-5.png 819w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/11/image3-5-800x531.png 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/11/image3-5-768x510.png 768w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-31954" class="wp-caption-text">Para Becca, velas não vão só no bolo: elas também vão no seu ritual de aniversário (Foto: Disney+)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">Ao final, as Sanderson lançam um feitiço para engrandecer seus poderes. Porém, como </span><a href="https://capricho.abril.com.br/comportamento/10-coisas-que-aprendemos-com-once-upon-a-time-e-levamos-para-a-vida/"><span style="font-weight: 400;">toda magia tem um preço</span></a><span style="font-weight: 400;">, Winnie acaba pagando com o que era mais importante para ela: suas irmãs. Assim, a bruxa mais maldosa do trio desiste de ser poderosa e vai ao encontro de sua família. </span><i><span style="font-weight: 400;">Abracadabra 2</span></i><span style="font-weight: 400;"> segue a mesma receita de seu irmão mais velho – ressuscitar </span><a href="https://www.cnnbrasil.com.br/entretenimento/halloween-filmes-tematicos-e-assustadores-para-assistir-no-dia-das-bruxas-confira/"><span style="font-weight: 400;">bruxas más</span></a><span style="font-weight: 400;"> por uma noite –, mas não consegue chegar aos pés dele. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Mesmo usando tantas referências repaginadas – como Winnie voando em uma vassoura, Sarah em um mope e Mary em dois aspiradores de pó robóticos – lembranças afetivas e números musicais bem elaborados, a nova história não se equipara à original, desapontando uma boa parte dos apaixonados pela narrativa. A sequência não consegue segurar o tom de </span><a href="https://bloody-disgusting.com/editorials/3775598/30-years-of-magic-why-hocus-pocus-remains-the-ultimate-childrens-horror-movie/"><span style="font-weight: 400;">horror infantil, fantástico e cômico</span></a><span style="font-weight: 400;">  presente em </span><i><span style="font-weight: 400;">Abracadabra</span></i><span style="font-weight: 400;">, que é considerado não só como um clássico dos anos 1990, mas também como um período de Halloween. O tão aguardado retorno das Irmãs Sanderson trouxe a nostalgia, porém, não trouxe toda a magia da volta anterior. </span></p>
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		<title>Halloween de 2018 é uma celebração ao clássico que originou a franquia</title>
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		<pubDate>Sun, 24 Oct 2021 07:10:15 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Ma Ferreira Assistir ao Halloween lançado em 2018 é como revisitar o clássico de 1978, Halloween &#8211; A Noite do Terror. Apesar das dez continuações existentes , podemos considerar a narrativa mais recente como uma continuação direta ao icônico filme de John Carpenter. Nesta trama, sob direção de David Gordon Green, após quarenta anos dos &#8230; <a href="http://personaunesp.com.br/halloween-2018-critica/" class="more-link">Continue lendo<span class="screen-reader-text"> "Halloween de 2018 é uma celebração ao clássico que originou a franquia"</span></a></p>
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										<content:encoded><![CDATA[<figure id="attachment_24000" aria-describedby="caption-attachment-24000" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-24000" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/10/Imagem-1-8.jpg" alt="" width="800" height="533" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/10/Imagem-1-8.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/10/Imagem-1-8-768x512.jpg 768w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-24000" class="wp-caption-text">O confronto atemporal de Michael Myers e Laurie Strode ainda encanta os fãs da franquia (Foto: Blumhouse)</figcaption></figure>
<p><b>Ma Ferreira</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Assistir ao </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=ek1ePFp-nBI"><i><span style="font-weight: 400;">Halloween</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> lançado em 2018 é como revisitar o clássico de 1978, </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=T5ke9IPTIJQ"><i><span style="font-weight: 400;">Halloween &#8211; A Noite do Terror</span></i></a><span style="font-weight: 400;">. Apesar das dez continuações existentes , podemos considerar a narrativa mais recente como uma continuação direta ao icônico filme de </span><a href="https://blitz.pt/principal/update/2021-03-07-John-Carpenter-aos-73-anos-em-entrevista.-A-musica-e-o-medo-no-mestre-do-cinema-de-terror"><span style="font-weight: 400;">John Carpenter</span></a><span style="font-weight: 400;">. Nesta trama, sob direção de </span><a href="https://jovemnerd.com.br/nerdbunker/o-exorcista-tera-trilogia-dirigida-por-david-gordon-green-responsavel-pelo-novo-halloween/"><span style="font-weight: 400;">David Gordon Green</span></a><span style="font-weight: 400;">, após quarenta anos dos assassinatos, Myers escapa de uma transferência entre unidades psiquiátricas e vai atrás de sua principal obsessão: Laurie Strode. Com cenas que remetem a gênese desse confronto, vemos como foi o desenrolar da vida desses dois personagens nesse período e da preparação deles para este reencontro.</span></p>
<p><span id="more-23999"></span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A importância da franquia é retomada neste filme que não pretende ser somente mais uma continuação, mas sim reviver o espírito e a importância que </span><a href="https://canaltech.com.br/entretenimento/halloween-ator-que-faz-michael-myers-fala-sobre-suas-mortes-favoritas-192904/"><span style="font-weight: 400;">Myers</span></a><span style="font-weight: 400;"> tem como um grande vilão da cultura </span><i><span style="font-weight: 400;">pop</span></i><span style="font-weight: 400;">. Pretende, ainda, homenagear Jamie Lee Curtis que deu a vida a Laurie, sendo uma das primeiras </span><a href="https://macabra.tv/final-girls-as-sobreviventes-do-horror/"><i><span style="font-weight: 400;">final girls</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> a cativar o público, se mostrando sagaz, inteligente e não se expondo em cenas de nudez desnecessárias como eram corriqueiras nos </span><i><span style="font-weight: 400;">slashers </span></i><span style="font-weight: 400;">dos anos 1970 e 1980. Nesta produção, </span><a href="https://macabra.tv/o-legado-de-debra-hill-produtora-terror/"><span style="font-weight: 400;">o papel de mulheres fortes</span></a><span style="font-weight: 400;"> se intensifica pela união de Laurie, sua filha e sua neta em torno de um objetivo comum: acabar com o “bicho-papão”.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A trama do </span><a href="https://macabra.tv/linhas-cronologicas-da-franquia-halloween/"><span style="font-weight: 400;">retorno do mal</span></a><span style="font-weight: 400;"> se inicia quando dois repórteres investigativos vão tentar entender o caso e, para isso, decidem falar com o próprio Myers. De modo irresponsável, seu atual psiquiatra, o Dr. Sartain (</span><span style="font-weight: 400;">Haluk Bilginer</span><span style="font-weight: 400;">), deixa que o casal de jornalistas instigue o assassino, repetindo falas sobre Laurie e exibindo a </span><a href="https://steemit.com/fazendohistoria/@wiseagent/fazendohistoria-halloween-a-importancia-do-vilao-michael-myers-para-o-cinema"><span style="font-weight: 400;">máscara que representa sua real personalidade</span></a><span style="font-weight: 400;">. Esses momentos servem de gatilho para que Myers vá à busca do que o completa, a caçada por Laurie Strode, mas o que ele não espera é que todos estes anos serviram para que ela estivesse pronta para esse reencontro.</span></p>
<figure id="attachment_24001" aria-describedby="caption-attachment-24001" style="width: 798px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-24001" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/10/Imagem-2-9.jpg" alt="" width="798" height="420" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/10/Imagem-2-9.jpg 798w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/10/Imagem-2-9-768x404.jpg 768w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-24001" class="wp-caption-text">Michael Myers continua sendo um dos vilões mais icônicos do Terror (Foto: Blumhouse)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">Todos esses anos só serviram para piorar as paranoias de Laurie a respeito de Myers. Sempre alerta a possibilidade de uma nova ameaça, ela acabou sendo rechaçada por sua família. Passou por dois divórcios, perdeu a guarda e o diálogo com sua filha, Karen (Judy Greer). Apesar de todos os </span><a href="https://g1.globo.com/ms/mato-grosso-do-sul/noticia/2019/03/10/mulheres-vitimas-de-stalking-relatam-consequencias-de-perseguicao-que-nao-e-considerada-crime-no-brasil.ghtml"><span style="font-weight: 400;">efeitos traumáticos</span></a><span style="font-weight: 400;"> que Laurie enfrentou, sua neta, Allyson (Andi Matichak), foi a única que durante toda a jornada de recuperação da avó a deu credibilidade e tentou aproximar as familiares. Entretanto, o que une novamente essas personagens de modo efetivo é o que as separou inicialmente, ou seja, a perseguição de Michael Myers.</span></p>
<p><i><span style="font-weight: 400;">Halloween </span></i><span style="font-weight: 400;">(2018) traz várias cenas de referência ao original, algumas considerações do próprio John Carpenter no roteiro e, obviamente, a querida heroína Laurie, vivida por </span><a href="https://rollingstone.uol.com.br/cinema/halloween-filme-de-terror-foi-ponto-alto-da-carreira-diz-jamie-lee-curtis/"><span style="font-weight: 400;">Jamie Lee Curtis</span></a><span style="font-weight: 400;">. Esses elementos provavelmente contribuíram para que o filme seja considerado um sucesso entre os fãs da franquia, uma grande homenagem a Curtis e principalmente um retorno digno a Myers, que já conta com duas sequências, </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=Ljhe6DHyPVA"><i><span style="font-weight: 400;">Halloween Kills</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, lançado neste mês de outubro e </span><a href="https://cinepop.com.br/opiniao-halloween-ends-pode-trazer-o-fim-de-michael-myers-e-a-volta-da-antologia-na-franquia-302643/"><i><span style="font-weight: 400;">Halloween Ends</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, com previsão para 2022, sendo o último filme da trilogia.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">David Gordon Green garantiu, assim, que Myers continue saindo às vésperas do Dia das Bruxas, com sua máscara assustadora, para apavorar os jovens. Pelo menos podemos ficar tranquilos, tendo a certeza que sempre existirá o bem através de protagonistas femininas fortes que estão dispostas a tudo para enfrentá-lo. Não só contribuiu para que uma </span><a href="https://macabra.tv/7-motivos-que-fazem-de-halloween-um-dos-maiores-classicos-do-terror/"><span style="font-weight: 400;">franquia que revolucionou o Terror</span></a><span style="font-weight: 400;"> continuasse a existir, como o assassino que sempre renasce das cinzas, mas serviu aos fãs do gênero a digna homenagem que esta obra cinematográfica merecia. Nos resta agora revisitar esses </span><i><span style="font-weight: 400;">slashers</span></i><span style="font-weight: 400;"> e aguardar o </span><a href="https://cinepop.com.br/david-gordon-green-e-john-carpenter-lamentam-adiamento-de-halloween-kills-o-terror-continua-confira-257830/"><span style="font-weight: 400;">retorno do assassino de babás</span></a><span style="font-weight: 400;"> neste mês.</span></p>
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		<title>The Rocky Horror Picture Show não cabe em nenhuma caixinha</title>
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		<pubDate>Sat, 23 Oct 2021 18:45:15 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Vitória Lopes Gomez Nota mental: nunca tentar definir o gênero cinematográfico e nem descrever o roteiro de The Rocky Horror Picture Show. O longa musical dirigido por Jim Sharman e baseado na peça teatral homônima levou às telas a essência satírica e tumultuada de comédia, terror e ficção científica todos juntos e misturados, com muita &#8230; <a href="http://personaunesp.com.br/the-rocky-horror-picture-show-critica/" class="more-link">Continue lendo<span class="screen-reader-text"> "The Rocky Horror Picture Show não cabe em nenhuma caixinha"</span></a></p>
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										<content:encoded><![CDATA[<figure id="attachment_23955" aria-describedby="caption-attachment-23955" style="width: 1080px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-23955" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/10/the-rocky-horror-picture-show-1.jpg" alt="Cena do filme The Rocky Horror Picture Show. Na imagem, em um primeiro plano, vemos o braço flexionado e musculoso do personagem Rocky, um homem branco e loiro, que está de costas e só aparece parcialmente. Em um segundo plano, atrás do braço de Rocky, vemos, da esquerda para a direita, Janet e Brad, uma mulher e um homem brancos, ambos aparentando cerca de 30 anos e vestindo roupões brancos; à frente deles, Magenta, uma mulher branca de cabelos encaracolados vestindo um vestido preto e de lado para a câmera; Frank, o personagem principal, vestindo um corset preto e maquiagem e flexionando os braços; e Riff Raff, um homem branco, de cabelos loiros e longos somente na lateral da cabeça, segurando uma toalha e encarando Frank. " width="1080" height="651" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/10/the-rocky-horror-picture-show-1.jpg 1080w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/10/the-rocky-horror-picture-show-1-800x482.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/10/the-rocky-horror-picture-show-1-1024x617.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/10/the-rocky-horror-picture-show-1-768x463.jpg 768w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-23955" class="wp-caption-text">The Rocky Horror Picture Show surgiu porque o criador Richard O’Brien, que também interpreta Riff Raff, estava entediado e insatisfeito com seus papéis no teatro (Foto: 20th Century Fox)</figcaption></figure>
<p><b>Vitória Lopes Gomez</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Nota mental: nunca tentar definir o gênero cinematográfico e nem descrever o roteiro de </span><i><span style="font-weight: 400;">The Rocky Horror Picture Show</span></i><span style="font-weight: 400;">. O longa musical dirigido por Jim Sharman e baseado na peça teatral homônima</span> <span style="font-weight: 400;">levou às telas a essência satírica e tumultuada de comédia, </span><a href="https://personaunesp.com.br/tag/terror/"><span style="font-weight: 400;">terror</span></a><span style="font-weight: 400;"> e ficção científica todos juntos e misturados, com muita música, irreverência e atrevimento. Assim como os </span><a href="https://super.abril.com.br/mundo-estranho/o-que-sao-filmes-b/"><span style="font-weight: 400;">filmes B</span></a><span style="font-weight: 400;"> que se propôs a homenagear, a rebelde produção </span><a href="https://www.rogerebert.com/reviews/the-rocky-horror-picture-show-1976"><span style="font-weight: 400;">foi criticada</span></a><span style="font-weight: 400;">, deixada de lado e jogada para as exibições com menor audiência. Entre o público das sessões, o propositalmente ridículo e contracultural </span><i><span style="font-weight: 400;">The Rocky Horror Picture Show </span></i><span style="font-weight: 400;">foi compreendido e, justamente por causa dos renegados, se tornou o clássico </span><a href="https://canaltech.com.br/entretenimento/o-que-torna-um-filme-cult-186269/"><i><span style="font-weight: 400;">cult</span></i></a> <span style="font-weight: 400;">definitivo e atemporal que é hoje.</span></p>
<p><span id="more-23954"></span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Na trama do filme, Brad (Barry Bostwick) e Janet (Susan Sarandon) são um jovem casal apaixonado e recatado que decide pegar a estrada para contar as boas novas a um amigo em comum: eles noivaram! Isso até que uma tempestade e um pneu furado atrapalham a viagem e os deixam presos no meio do nada. Obrigados a pedirem ajuda no único lugar possível, um castelo macabro, o casal só queria </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=ZCZDWZFtyWY"><span style="font-weight: 400;">fazer uma ligação e voltar para o carro</span></a><span style="font-weight: 400;">, mas toca a campainha em uma noite especial. Os dois são conduzidos ao salão principal pelo misterioso e antipático mordomo Riff Raff (Richard O’Brien) e quando veem, já estão envolvidos no </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=-w0WPkB3XJ4"><span style="font-weight: 400;">excêntrico evento</span></a><span style="font-weight: 400;"> marcado para acontecer naquela data.</span></p>
<figure id="attachment_23956" aria-describedby="caption-attachment-23956" style="width: 650px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="wp-image-23956" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/10/the-rocky-horror-picture-show-2.gif" alt="Cena do filme The Rocky Horror Picture Show. Em frente a uma tela branca no que aparenta ser uma biblioteca, vemos, ao centro, um homem branco, de cabelos brancos curtos, aparentando cerca de 50 anos, vestindo um terno preto, com a mão levantada segurando um cigarro e inclinando a cabeça enquanto fala." width="650" height="398" /><figcaption id="caption-attachment-23956" class="wp-caption-text">“Eu gostaria, se eu puder, de te levar em uma estranha jornada” (GIF: 20th Century Fox)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">Se a </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=uSSlYwVEMSM"><span style="font-weight: 400;">abertura</span></a><span style="font-weight: 400;">, o número musical e os convidados extravagantes já não derrubaram a ficha de que </span><i><span style="font-weight: 400;">The Rocky Horror Picture Show </span></i><span style="font-weight: 400;">é algo além do convencional, chega o anfitrião da festa, o Dr. Frank-N-Furter. Entrada triunfal é pouco: de meia arrastão e batom vermelho, ele desce por um elevador engatando em uma envolvente e divertida performance, se apresenta como um Doce Travesti da Transsexual Transilvânia e convida o casal para o laboratório, onde revelará seu mais novo experimento: um homem feito por ele para satisfazer seus desejos. Logo de cara, o </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=G5sTIGLo79g"><span style="font-weight: 400;">protagonista de Tim Curry</span></a><span style="font-weight: 400;"> já é estonteante &#8211; Janet e Brad que o digam.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Daí para frente, com o Frankenstein musculoso e de sunguinha do Doutor Furter ganhando vida, um ex-amante retornando e o casal tendo que passar a noite no castelo, é impossível prever os rumos que a premissa toma e a cada curva o caminho fica mais estranho &#8211; e mais divertido. </span><i><span style="font-weight: 400;">The Rocky Horror </span></i><span style="font-weight: 400;">está ciente de sua bizarrice e não liga. Ao contrário, a produção aproveita o rótulo </span><a href="http://jornalismojunior.com.br/o-mundo-trash-uma-breve-introducao-a-um-genero-incompreendido/"><i><span style="font-weight: 400;">trash</span></i></a> <span style="font-weight: 400;">para ser mais escrachada ainda: os números musicais extravagantes, os figurinos coloridos e ultrajados e as performances excessivas criam a atmosfera debochada, cômica e despreocupada que fez da produção um verdadeiro </span><a href="https://www.hollywoodreporter.com/movies/movie-news/tim-curry-once-got-thrown-out-of-a-rocky-horror-picture-show-screening-4168625/"><span style="font-weight: 400;">espetáculo</span></a><span style="font-weight: 400;">. </span></p>
<div class="jetpack-video-wrapper"><iframe loading="lazy" title="The Rocky Horror Picture Show (1975) - Sweet Transvestite Scene (3/5) | Movieclips" width="840" height="473" src="https://www.youtube.com/embed/ZCZDWZFtyWY?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen></iframe></div>
<p><span style="font-weight: 400;">Literalmente um espetáculo. Depois de passar pelos palcos de Londres e Los Angeles, a peça escrita e composta por Richard O’Brien ganhou uma adaptação cinematográfica, o </span><i><span style="font-weight: 400;">The Rocky Horror Picture Show </span></i><span style="font-weight: 400;">como o conhecemos. Nas telas, a produção inicialmente </span><a href="https://didyouknow.org/rocky-horror-picture-show-flopped-on-release/"><span style="font-weight: 400;">não decolou</span></a><span style="font-weight: 400;">, mas foram justamente nas sessões da meia noite que o que era um ousado e estranho longa se transformou em um fenômeno: é impossível não querer cantar e dançar com a animada trilha sonora e os espectadores começaram a performar junto dos números.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Nas madrugadas, as exibições viraram ponto de encontro de fãs, que compareciam fantasiados como os personagens e se </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=-T3wrbOr68w"><span style="font-weight: 400;">levantavam para encenar</span></a><span style="font-weight: 400;"> assim que os créditos iniciais passavam. O impacto da produção superou as telas e fez de </span><i><span style="font-weight: 400;">The Rocky Horror Picture Show </span></i><span style="font-weight: 400;">um fenômeno cultural. Não por menos, o filme é até hoje o de </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=hefomj2O7PQ"><span style="font-weight: 400;">maior rodagem</span></a><span style="font-weight: 400;"> em salas de cinemas, cravou imagens e </span><a href="https://tidibits.wordpress.com/2020/10/28/os-labios-de-man-ray-e-rock-horror-show/"><span style="font-weight: 400;">referências</span></a><span style="font-weight: 400;"> no imaginário popular e vira e mexe ganha homenagens em </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=0hqtEvVVrvk"><span style="font-weight: 400;">séries</span></a><span style="font-weight: 400;">, </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=axcECZzlPVI"><span style="font-weight: 400;">filmes</span></a><span style="font-weight: 400;"> e até um </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=XZE54I5zmVc"><i><span style="font-weight: 400;">remake</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, com a participação do genial intérprete de Frank como o criminologista narrador da história.</span></p>
<figure id="attachment_23957" aria-describedby="caption-attachment-23957" style="width: 1170px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-23957" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/10/the-rocky-horror-picture-show-3.jpg" alt=" Cena do filme The Rocky Horror Picture Show. Em frente a uma cortina vermelha em um palco, vemos, da esquerda para a direita, Columbia, uma mulher branca, aparentando cerca de 30 anos, usando maquiagem e vestindo um traje e um chapéu coloridos e brilhantes; ao centro, em uma cadeira que imita um trono, vemos Frank, vestindo um corset, salto alto e maquiagem e deitado de lado; acima dele, apoiada na cadeira, Magenta, uma mulher branca, aparentando cerca de 30 anos, de cabelos encaracolados e castanhos, com o rosto pintado de branco e maquiado; e, à direita, Riff Raff, um homem branco, com cabelos loiros longos somente na lateral da cabeça, vestindo uma roupa toda preta e com luvas pretas, apoiado na cadeira em que Frank está." width="1170" height="780" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/10/the-rocky-horror-picture-show-3.jpg 1170w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/10/the-rocky-horror-picture-show-3-800x533.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/10/the-rocky-horror-picture-show-3-1024x683.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/10/the-rocky-horror-picture-show-3-768x512.jpg 768w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-23957" class="wp-caption-text">Grande parte do elenco do filme, incluindo o brilhante Tim Curry, já participava de The Rocky Horror quando a produção ainda era uma peça independente nos teatros de Londres (Foto: 20th Century Fox)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">E falando de </span><i><span style="font-weight: 400;">The Rocky Horror</span></i><span style="font-weight: 400;">, Tim Curry merece um destaque inteiro só para ele. Seus companheiros de elenco são divertidos e fundamentais à trama &#8211; no final, então&#8230; &#8211; mas é o cientista maluco que </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=mjHksjW4XQk"><span style="font-weight: 400;">rouba todos os holofotes</span></a><span style="font-weight: 400;">. O Frank-N-Furter de Curry é inigualável e sua presença em cena, hipnótica. O ator cria uma atmosfera misteriosa, instigante e sedutora a partir do exótico de seu personagem, e ascende como a força central do filme. Isso para não começar nos vocais: a voz potente e extasiante do </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=G5sTIGLo79g"><span style="font-weight: 400;">artista</span></a><span style="font-weight: 400;"> é uma atração à parte a cada número musical (e são muitos) e tornam o protagonista ainda mais arrebatador.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Para além das </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=wb1HDnYPPoo"><span style="font-weight: 400;">músicas grudentas</span></a><span style="font-weight: 400;">, do visual estimulante e das fantasias de </span><i><span style="font-weight: 400;">Halloween</span></i><span style="font-weight: 400;"> que não envelhecem, o apelo de </span><i><span style="font-weight: 400;">The Rocky Horror </span></i><span style="font-weight: 400;">não é difícil de entender. Mais do que puro e simples entretenimento, o longa de Jim Sharman foi acolhedor ao reconhecer as diferenças e as abraçar. Orgulhosa de sua própria bizarrice, a produção assume sua despretensão e extravagância e a usa para ser, também, transgressora.</span></p>
<figure id="attachment_23958" aria-describedby="caption-attachment-23958" style="width: 1791px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-23958" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/10/the-rocky-horror-picture-show-4.png" alt="Cena do filme The Rocky Horror Picture Show. Na imagem, em frente a um pano de fundo azul com uma torre e letras, vemos, da esquerda para a direita, Frank, vestindo um corset vermelho e usando maquiagem; Janet e Brad, que segura na cintura de Janet. Ambos vestem corset preto e usam maquiagem no rosto." width="1791" height="1077" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/10/the-rocky-horror-picture-show-4.png 1791w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/10/the-rocky-horror-picture-show-4-800x481.png 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/10/the-rocky-horror-picture-show-4-1024x616.png 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/10/the-rocky-horror-picture-show-4-768x462.png 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/10/the-rocky-horror-picture-show-4-1536x924.png 1536w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/10/the-rocky-horror-picture-show-4-1200x722.png 1200w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-23958" class="wp-caption-text">Escalar Barry Bostwick e Susan Sarandon nos papéis de Brad e Janet foi uma exigência do estúdio, que queria que o casal principal fosse estadunidense (Foto: 20th Century Fox)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">Em 1975, nem uma década depois da </span><a href="https://www.cadaminuto.com.br/noticia/2019/10/18/a-censura-em-hollywood-e-o-codigo-hays"><span style="font-weight: 400;">censura dos bons costumes</span></a><span style="font-weight: 400;"> do Cinema ter sido abolida, o filme não poupou na sensualidade. Na pele dos novatos Susan Sarandon e Barry Bostwick, a inocente Janet e o quadradão Brad estavam se guardando para depois do casamento, até que ambos foram seduzidos e (de bom grado) deixaram ser corrompidos pelo inebriante Frank. Se o casal era casto até conhecê-lo, o anfitrião já deixava claro suas intenções e desejos, sem firulas no assunto. Até o recém-nascido Rocky, criado unicamente para satisfazer seu criador, já </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=tdufVsPXtCE"><span style="font-weight: 400;">vem ao mundo</span></a><span style="font-weight: 400;"> de sunga apertada e, por mais ingênuo que seja, </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=oHv0VrAUYLY"><span style="font-weight: 400;">cheio de tesão</span></a><span style="font-weight: 400;"> por Janet.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Como já pregava o lema “</span><i><span style="font-weight: 400;">Entregue-se ao prazer absoluto</span></i><span style="font-weight: 400;">”, em </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=LnYBwampG8U"><i><span style="font-weight: 400;">The Rocky Horror</span></i> <i><span style="font-weight: 400;">Picture Show</span></i></a> <span style="font-weight: 400;">não existe espaço para falso moralismo ou conservadorismo tolo. Com sua aura erótica e provocativa, o filme tirou sarro dos bons costumes da época, mas também jogou o holofote em temas como liberdade sexual e sexualidade. Nesta última, apesar dos anos 70 terem sido uma </span><a href="https://educacao.uol.com.br/noticias/2021/06/28/o-que-foi-a-rebeliao-de-stonewall-inn-que-deu-origem-ao-dia-do-orgulho-gay.htm"><span style="font-weight: 400;">época próspera</span></a><span style="font-weight: 400;"> para essas discussões, o tabu estava longe de ser quebrado e Tim Curry em um </span><i><span style="font-weight: 400;">corset</span></i><span style="font-weight: 400;">, cantando abertamente sobre seus desejos carnais e levando Brad e Janet para a cama foi revolucionário. </span></p>
<figure id="attachment_23959" aria-describedby="caption-attachment-23959" style="width: 1200px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-23959" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/10/the-rocky-horror-picture-show-5.jpg" alt="Cena do filme The Rocky Horror Picture Show. Na imagem, em frente a uma porta aberta e com muita fumaça em volta, vemos ao centro, da esquerda para a direita, Riff Raff, um homem pintado de branco, com os cabelos presos para cima, vestindo um traje prateado com uma estética futurista e segurando o que aparenta ser uma arma também futurista; e Magenta, uma mulher pintada de branco, com os cabelos penteados para o alto e com uma mecha prateada, vestindo um traje igual o de Riff Raff, com as mãos na cintura." width="1200" height="675" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/10/the-rocky-horror-picture-show-5.jpg 1200w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/10/the-rocky-horror-picture-show-5-800x450.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/10/the-rocky-horror-picture-show-5-1024x576.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/10/the-rocky-horror-picture-show-5-768x432.jpg 768w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-23959" class="wp-caption-text">Criador do roteiro original e intérprete de Riff Raff, Richard O’Brien também compôs a inesquecível trilha sonora de The Rocky Horror Show e The Rocky Horror Picture Show (Foto: 20th Century Fox)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">Tempo presente, </span><a href="https://www.theatlantic.com/entertainment/archive/2015/09/after-40-years-rocky-horror-has-become-mainstream/407491/"><span style="font-weight: 400;">décadas depois</span></a><span style="font-weight: 400;"> da estreia. O debate sobre gênero e sexualidade avançou e até as pautas mudaram, mas a relevância da produção sobreviveu ao tempo, assim como suas sátiras ao conservadorismo. No contexto do lançamento, </span><i><span style="font-weight: 400;">TRHPS </span></i><span style="font-weight: 400;">foi subversivo e quebrou com os padrões da época. Em qualquer outro, como o agora, a mensagem de rebeldia e de desobediência do comum permanece atemporal, mais um dos motivos para olharmos para a produção com ainda mais carinho.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Ao final, se os cem minutos anteriores já não foram fascinantes e tresloucados o suficiente, a conclusão do filme aceita o desafio de tornar tudo ainda mais maluco e nada prepara para o grande desfecho. </span><a href="https://personaunesp.com.br/tag/comedia/"><span style="font-weight: 400;">Comédia</span></a><span style="font-weight: 400;">, terror, </span><a href="https://personaunesp.com.br/super-8-10-anos/"><span style="font-weight: 400;">ficção científica</span></a><span style="font-weight: 400;">, musical, tudo se bagunça, se mistura e se caçoa. Afinal, no caleidoscópio de cores, sons, reviravoltas, sentidos e experiências, </span><i><span style="font-weight: 400;">The Rocky Horror </span></i><span style="font-weight: 400;">já havia mostrado que não cabe em nenhuma caixinha pré-definida e que é só si próprio &#8211; e daí seu sucesso e seu merecido </span><i><span style="font-weight: 400;">status</span></i><span style="font-weight: 400;"> definitivo. Como os </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=EcPZZ_hPVPA"><span style="font-weight: 400;">personagens cantam em coro</span></a><span style="font-weight: 400;">, </span><i><span style="font-weight: 400;">The Rocky Horror Picture Show </span></i><span style="font-weight: 400;">não sonha em ser, é.</span></p>
<p><iframe loading="lazy" title="Spotify Embed: The Rocky Horror Picture Show - Original Soundtrack" width="100%" height="380" frameborder="0" allowfullscreen allow="autoplay; clipboard-write; encrypted-media; fullscreen; picture-in-picture" src="https://open.spotify.com/embed/album/4QviryaneolcRmDB57SLco?si=TyoeSKc7SHCWoNwWsgJf6g&#038;utm_source=oembed"></iframe></p>
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		<title>Phoebe Bridgers e a loucura racional de Punisher</title>
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		<pubDate>Tue, 26 Jan 2021 16:33:33 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Ana Laura Ferreira A melhor parte de entrar em contato com gêneros, ritmos e cantores que não estamos acostumados a escutar é ter uma experiência totalmente nova, que se intensifica de acordo com nossa entrega. E nada seria mais intenso do que Punisher, de Phoebe Bridgers. O disco que concorre a Melhor Álbum de Música &#8230; <a href="http://personaunesp.com.br/punisher-critica/" class="more-link">Continue lendo<span class="screen-reader-text"> "Phoebe Bridgers e a loucura racional de Punisher"</span></a></p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-17781" style="font-weight: bold; background-color: transparent; text-align: inherit; color: #1a1a1a; font-size: 16px;" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/01/1-3.jpg" alt="Capa do álbum Punisher. Mostra Phoebe Bridgers em pé e olhando para o céu, de perfil, com um macacão preto que imita um esqueleto. Ela está em um lugar cheio de pedras e ao fundo há uma montanha. O céu está estrelado e em azul escuro forte, enquanto o resto do quadro está sendo iluminado por uma luz vermelha. " width="1200" height="1200" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/01/1-3.jpg 1200w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/01/1-3-300x300.jpg 300w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/01/1-3-1024x1024.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/01/1-3-150x150.jpg 150w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/01/1-3-768x768.jpg 768w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /></p>
<p><b>Ana Laura Ferreira</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A melhor parte de entrar em contato com gêneros, ritmos e cantores que não estamos acostumados a escutar é ter uma experiência totalmente nova, que se intensifica de acordo com nossa entrega. E nada seria mais intenso do que </span><i><span style="font-weight: 400;">Punisher</span></i><span style="font-weight: 400;">, de Phoebe Bridgers. O disco que concorre a Melhor Álbum de Música Alternativa no</span> <a href="https://personaunesp.com.br/tag/grammy-2021/"><i><span style="font-weight: 400;">Grammy 2021</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> é uma descoberta transcendental de entrega e história, embalada pela mais perfeita melodia. Novo, fresco e autêntico, ele encanta por elevar a todas as potências sem perder a mão.</span></p>
<p><span id="more-17780"></span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Bem iniciado com uma construção de atmosfera que vai dar sequência ao fantástico mundo de Bridgers, a coletânea não hesita em formar um caminho narrativo entre suas faixas. Como crônicas literárias que se unem em um grande livro, </span><i><span style="font-weight: 400;">Punisher </span></i><span style="font-weight: 400;">organizou suas músicas em um grande álbum. Talvez seja pretensioso falar, mas a delicadeza e as epifanias empregadas pela cantora em seus “contos” me levam a crer que ela seria uma grande apreciadora das obras de </span><a href="https://brasil.elpais.com/brasil/2018/12/10/cultura/1544426497_594113.html"><span style="font-weight: 400;">Clarice Lispector</span></a><span style="font-weight: 400;">.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Assim como a literata, Phoebe transforma vivências rotineiras em poesias e grandes ensinamentos de vida. O seu próprio </span><a href="https://contobrasileiro.com.br/amor-conto-de-clarice-lispector/"><i><span style="font-weight: 400;">“cego mascando chiclete&#8221;</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> permeia todas as faixas na dicotomia entre o querer e o ser, entre expectativa e realidade. É em </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=Tw0zYd0eIlk"><i><span style="font-weight: 400;">Kyoto</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> que ela canta: </span><i><span style="font-weight: 400;">“</span></i><i><span style="font-weight: 400;">Eu queria ver o mundo/Através dos seus olhos até que isso aconteceu/Então eu mudei de ideia”</span></i><span style="font-weight: 400;">. Assim como Lispector, os momentos de revelação de Bridgers são celestiais, sem se perderem no fantasioso, e acima de tudo cotidianos. </span></p>
<figure id="attachment_17782" aria-describedby="caption-attachment-17782" style="width: 870px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-17782" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/01/2-1.jpg" alt="Imagem de Phoebe Bridgers da cintura para cima. Ela usa um macacão preto com desenho de esqueleto e tem os cabelos loiros soltos. Ao fundo há algumas árvores. Uma luz vermelha ilumina o rosto da cantora." width="870" height="580" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/01/2-1.jpg 870w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/01/2-1-300x200.jpg 300w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/01/2-1-768x512.jpg 768w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-17782" class="wp-caption-text">No Grammy 2020, Bridgers ainda concorre a Melhor Música de Rock e Melhor Performance de Rock com Kyoto (Foto: Reprodução)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">Esse sentimento transcendental de apreciação tem como grande exemplo a trilha </span><i><span style="font-weight: 400;">Punisher</span></i><span style="font-weight: 400;">. Calma e caótica ao mesmo tempo, Phoebe traz uma experiência completa a cada nova música, construída com uma autenticidade que vem faltando na indústria. Conseguimos sentir a voz da cantora em meio às narrativas de maneira tão íntima e sincera que nos coloca dentro das histórias ali contadas. Essa sensação de entrega consegue se manter única, assim como os trabalhos, tão autorais e inovadores quanto, de bandas como </span><a href="https://open.spotify.com/artist/46CitWgnWrvF9t70C2p1Me?si=gcroSMNLQE2hsHov8h3o1w"><span style="font-weight: 400;">Daughter</span></a><span style="font-weight: 400;">. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Entretanto, o que mais chama atenção nas melodias de Bridgers é seu modo de cantar. Ela entoa cada faixa com liberdade e singularidade, moldando o tempo das palavras e se permitindo brincar com as sonoridades. Essa forma de harmonia traz uma estética ímpar que pode ou não agradar o público. Mas apesar do gosto pessoal, as fisionomias surrealistas que a voz de Phoebe toma não podem ser consideradas nada menos do que arte em sua forma mais pura.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Talvez fosse difícil descrever as milhares de sensações que o disco passa se não como a trilha perfeita para se escutar contemplando o nada e sentindo tudo, seja deitado na cama olhando para o teto ou para uma bela paisagem. Assim, o que realmente prende em </span><i><span style="font-weight: 400;">Punisher </span></i><span style="font-weight: 400;">não só sua infinidade de qualidades técnicas, mas o poder que ele tem sobre nossos sentidos. Quase como uma viagem, podemos desfrutar um pouco da essência de Bridgers em uma experiência de renovação, porque o “eu” que entra em </span><i><span style="font-weight: 400;">DVD Menu</span></i><span style="font-weight: 400;"> não é o mesmo que sai em </span><i><span style="font-weight: 400;">I Know The End</span></i><span style="font-weight: 400;">.</span></p>
<figure id="attachment_17783" aria-describedby="caption-attachment-17783" style="width: 940px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-17783" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/01/3-1.jpg" alt="Imagem de Bridgers de perfil com os cabelos platinados soltos. Ela usa uma blusa branca coberta por um blazer preto. Ao fundo há uma rua desfocada." width="940" height="550" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/01/3-1.jpg 940w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/01/3-1-300x176.jpg 300w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/01/3-1-768x449.jpg 768w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-17783" class="wp-caption-text">Garden Song fez parte da trilha sonora da primeira temporada de Grand Army, da Netflix, florescendo perfeitamente na cena (Foto: Reprodução)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">Apesar de melancólico, </span><i><span style="font-weight: 400;">Punisher </span></i><span style="font-weight: 400;">encanta pela mistura de influências de diferentes gêneros que unem os sintetizadores de </span><i><span style="font-weight: 400;">rock </span></i><span style="font-weight: 400;">dos anos 1970 em </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=xprOOPOht8I"><i><span style="font-weight: 400;">ICU</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> ao violão suave, e quase </span><i><span style="font-weight: 400;">country</span></i><span style="font-weight: 400;">, de </span><i><span style="font-weight: 400;">Graceland Too</span></i><span style="font-weight: 400;">. Essa mistura apazigua o caos das melodias criando um estilo particular pelo qual Bridgers é reconhecida. Porém, apesar de belo, o excesso de elementos às vezes pode incomodar. Por vezes a simplicidade de músicas como </span><i><span style="font-weight: 400;">Moon Song</span></i><span style="font-weight: 400;"> são melhor desenvolvidas do que a abundância de </span><i><span style="font-weight: 400;">Chinese Satellite</span></i><span style="font-weight: 400;">.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Entre os pontos mais fortes do álbum está a singularidade entre pessoal e universal. As histórias desenvolvidas em cada faixa funcionam com curtas-metragem de diferentes gêneros como romance, drama e até terror, que vistos de longe ganham outro panorama. As conexões são discretas de forma a não atrapalhar as narrativas e ainda construir um todo. Quando Bridgers canta, ao fim de </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=gheV7FyJPZ4"><i><span style="font-weight: 400;">Halloween</span></i></a> <i><span style="font-weight: 400;">“</span></i><i><span style="font-weight: 400;">Eu serei o que você quiser”</span></i><span style="font-weight: 400;"> e inicia a faixa seguinte com </span><i><span style="font-weight: 400;">“Eu tenho andado em círculos/Fingindo ser eu mesma”</span></i><span style="font-weight: 400;">, ela traz a composição para um nível tão pessoal que é quase como se estivéssemos lendo seu diário.</span></p>
<figure id="attachment_17784" aria-describedby="caption-attachment-17784" style="width: 1800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-17784" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/01/4-1.jpg" alt="Imagem de Bridgers cantando. Ela está com os cabelos platinados para trás e usa um headphone. Ela está cantando em frente a um microfone e há vários aparelhos ao fundo. A imagem é em branco e preto." width="1800" height="1200" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/01/4-1.jpg 1800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/01/4-1-300x200.jpg 300w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/01/4-1-1024x683.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/01/4-1-768x512.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/01/4-1-1536x1024.jpg 1536w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/01/4-1-1200x800.jpg 1200w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-17784" class="wp-caption-text">A mistura óbvia, mas ainda assim maravilhosa, entre Bridgers e The 1975, fizeram da faixa dos britânicos &#8220;Jesus Christ 2005 God Bless America” o contraste perfeito entre drama e calmaria (Foto: Reprodução)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">Toda essa construção de histórias e sonoridades abre espaço para que as melodias estejam no mesmo patamar de importância que a voz de Phoebe nas músicas &#8211; isso se não estiverem até acima?! As particularidades de sons criam uma atmosfera densa e profunda com ruídos tridimensionais e, assim, mais impactantes. Esse mergulho às profundezas sonoras de </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=2bOigld3D1k"><i><span style="font-weight: 400;">Punisher</span></i></a> <span style="font-weight: 400;">podem ser sintetizado em </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=WJ9-xN6dCW4"><i><span style="font-weight: 400;">I Know The End</span></i></a><span style="font-weight: 400;">. A mais longa das onze faixas do álbum é também uma montanha russa de sentimentos e emoções.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Chega a ser difícil descrever a experiência, quase metafísica, de escutar esse disco e ter permissão de entrar na mente de Phoebe Bridgers. Para os fãs de ficção científica, </span><i><span style="font-weight: 400;">Punisher </span></i><span style="font-weight: 400;">seria algo próximo a </span><i><span style="font-weight: 400;">The</span></i> <i><span style="font-weight: 400;">Twilight Zone</span></i><span style="font-weight: 400;"> em questão de elementos, sensações e loucura organizada. Imponente, excitante e atemporal, o álbum é o tipo de obra que escutamos nos sentindo honrados de ter acesso a ela.</span></p>
<p><iframe loading="lazy" title="Spotify Embed: Punisher" width="300" height="380" allowtransparency="true" frameborder="0" allow="encrypted-media" src="https://open.spotify.com/embed/album/2xECuqnvvmVktV7UO8Dd3s?si=0gGQUmiaQ--Ep3U3rox0ww"></iframe></p>
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		<title>Convenção das Bruxas reinventa o clássico dos anos 90</title>
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		<pubDate>Sat, 31 Oct 2020 21:37:28 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Caroline Campos Aos gritos de “vão estragar minha infância”, o remake de Convenção das Bruxas finalmente chegou &#8211; para a felicidade dos amantes de Anne Hathaway e de Halloween. Por isso, às vezes, o aviso se torna necessário: não, querido fã, uma nova versão do seu filme preferido não anula a existência do original. Fiquem &#8230; <a href="http://personaunesp.com.br/convencao-das-bruxas-2020-critica/" class="more-link">Continue lendo<span class="screen-reader-text"> "Convenção das Bruxas reinventa o clássico dos anos 90"</span></a></p>
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										<content:encoded><![CDATA[<figure id="attachment_16347" aria-describedby="caption-attachment-16347" style="width: 1000px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-16347" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2020/10/a_convencao_das_bruxas-6345894.jpg" alt="" width="1000" height="370" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2020/10/a_convencao_das_bruxas-6345894.jpg 1000w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2020/10/a_convencao_das_bruxas-6345894-300x111.jpg 300w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2020/10/a_convencao_das_bruxas-6345894-768x284.jpg 768w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-16347" class="wp-caption-text">A nova versão das Bruxas de Dahl é assustadora (Foto: Reprodução)</figcaption></figure>
<p><b>Caroline Campos</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Aos gritos de </span><i><span style="font-weight: 400;">“vão estragar minha infância”</span></i><span style="font-weight: 400;">, o </span><i><span style="font-weight: 400;">remake </span></i><span style="font-weight: 400;">de </span><i><span style="font-weight: 400;">Convenção das Bruxas </span></i><span style="font-weight: 400;">finalmente chegou &#8211; para a felicidade dos amantes de Anne Hathaway e de </span><i><span style="font-weight: 400;">Halloween</span></i><span style="font-weight: 400;">. Por isso, às vezes, o aviso se torna necessário: não, querido fã, uma nova versão do seu filme preferido não anula a existência do original. Fiquem tranquilos, Anjelica Huston segue incomparável e sua trupe de destruidoras de criancinhas estarão eternamente disponíveis para serem revisitadas. Enquanto isso, curtiremos o novo longa de </span><a href="https://www.legiaodosherois.com.br/2019/robert-zemeckis-o-diretor-que-viajou-para-o-futuro-dos-cinemas.html"><span style="font-weight: 400;">Robert Zemeckis</span></a><span style="font-weight: 400;">, reimaginando a clássica história que completa </span><a href="https://cinepop.com.br/convencao-das-bruxas-relembre-o-classico-que-completa-30-anos-em-2020-270701/"><span style="font-weight: 400;">30 anos</span></a><span style="font-weight: 400;"> em 2020.</span></p>
<p><span id="more-16346"></span></p>
<p><i><span style="font-weight: 400;">“As Bruxas existem e estão entre nós!” </span></i><span style="font-weight: 400;">alerta, então, a voz de Chris Rock nos primeiros momentos do filme, ao nos contar sua história. Assim, viajamos para o passado, quando um acidente de carro mata os pais d’O Garoto, o carismático Jahzir Bruno, e o leva a viver com sua Avó, a ganhadora do </span><a href="http://unisinos.br/blogs/neabi/2012/02/27/oscar-2012-octavia-spencer-e-a-melhor-atriz-coadjuvante/"><i><span style="font-weight: 400;">Oscar</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> Octavia Spencer. Quando o menino avista sua primeira bruxa, a avó resolve fugir com ele para um luxuoso hotel &#8211; o exato lugar em que a conferência das bruxas do país está acontecendo. Lá, nosso </span><i><span style="font-weight: 400;">Hero Boy</span></i><span style="font-weight: 400;"> se depara com o plano que a Grande Rainha Bruxa (Anne Hathaway) quer colocar em prática: transformar todas as crianças do mundo em ratos.</span></p>
<figure id="attachment_16348" aria-describedby="caption-attachment-16348" style="width: 1200px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-16348" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2020/10/8C3B54CE-E2FA-423C-B04D-F1E411352F67.jpeg" alt="" width="1200" height="680" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2020/10/8C3B54CE-E2FA-423C-B04D-F1E411352F67.jpeg 1200w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2020/10/8C3B54CE-E2FA-423C-B04D-F1E411352F67-300x170.jpeg 300w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2020/10/8C3B54CE-E2FA-423C-B04D-F1E411352F67-1024x580.jpeg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2020/10/8C3B54CE-E2FA-423C-B04D-F1E411352F67-768x435.jpeg 768w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-16348" class="wp-caption-text">A Convenção se esconde sob a bandeira de &#8220;mulheres contra os maus-tratos infantis&#8221; (Foto: Reprodução)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">Além da direção de Zemeckis, o filme conta com roteiro de Kenya Barris (de </span><i><span style="font-weight: 400;">Black-ish</span></i><span style="font-weight: 400;">) e produção de </span><a href="https://personaunesp.com.br/critica-roma/"><span style="font-weight: 400;">Alfonso Cuarón</span></a><span style="font-weight: 400;"> e </span><a href="https://personaunesp.com.br/a-forma-da-agua-poesia-resenha/"><span style="font-weight: 400;">Guillermo del Toro</span></a><span style="font-weight: 400;">, que também participou da criação do roteiro original. O resultado não poderia ter sido diferente: o filme é divertido nos momentos certos, com todos os detalhes necessários para assustar a nova geração de crianças que se depararem com o sorriso de, literalmente, orelha a orelha de Hathaway e sua careca cheia de feridas nojentas, com direito a vermes e coisas do tipo. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A Grande Rainha Bruxa é assustadora, pelo menos verbalmente. Anne traz uma variação de xingamentos compostos para sua personagem usar a todo momento que está irritada ou brava, ou seja, basicamente o filme todo. A personalidade explosiva da líder do </span><a href="http://www.angelfire.com/wi/bruxinha/coven.html"><span style="font-weight: 400;">coven</span></a><span style="font-weight: 400;"> é enfatizada pela performance cômica e dedicada de Hathaway, que destrói móveis, distribui gritos e sibila para qualquer um que cruzar seu caminho e seus planos no hotel de Sr. Stringer (Stanley Tucci).</span></p>
<figure id="attachment_16349" aria-describedby="caption-attachment-16349" style="width: 1920px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-16349" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2020/10/WO5GGJR7VRGNXLI5CKOHTX5WHM.jpg" alt="" width="1920" height="1281" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2020/10/WO5GGJR7VRGNXLI5CKOHTX5WHM.jpg 1920w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2020/10/WO5GGJR7VRGNXLI5CKOHTX5WHM-300x200.jpg 300w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2020/10/WO5GGJR7VRGNXLI5CKOHTX5WHM-1024x683.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2020/10/WO5GGJR7VRGNXLI5CKOHTX5WHM-768x512.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2020/10/WO5GGJR7VRGNXLI5CKOHTX5WHM-1536x1025.jpg 1536w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2020/10/WO5GGJR7VRGNXLI5CKOHTX5WHM-1200x801.jpg 1200w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-16349" class="wp-caption-text">O olhar de Octavia Spencer para Stanley Tucci, enquanto este conversa com Jahzir Bruno, é claro o suficiente (Foto: Reprodução)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">Quando O Garoto e seu amigo Bruno Jenkins (Codie-Lei Eastick) são transformados em ratos, eles descobrem que a ratinha Daisy, companheiro do garoto, também era uma criança. É então que o trio resolve roubar um frasco da poção e transformar toda a Convenção em roedores raivosos. A narrativa do </span><i><span style="font-weight: 400;">remake </span></i><span style="font-weight: 400;">se assemelha mais à história escrita por </span><a href="https://www1.folha.uol.com.br/webstories/cultura/2020/07/conheca-a-obra-de-roald-dahl/"><span style="font-weight: 400;">Roald Dahl</span></a><span style="font-weight: 400;"> do que ao filme dos anos 90, mas alguns pontos valem a comparação. A versão de 2020 utiliza demais o </span><a href="https://canaltech.com.br/software/O-que-e-CGI-e-computacao-grafica/"><i><span style="font-weight: 400;">CGI</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, chegando a nos deixar cansados daqueles ratos sempre em pé e falando &#8211; em 1990, os efeitos eram práticos, mesclando próteses e filmagens dos animais. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A icônica </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=TrjLNpfDTi0&amp;t=164s"><span style="font-weight: 400;">maquiagem</span></a><span style="font-weight: 400;"> de Anjelica Huston, que demorava 8 horas para ficar pronta, foi substituída pelos dentes afiados e braços compridos de Anne Hathaway, algo que, para a geração acostumada com um mundo de </span><a href="https://personaunesp.com.br/it-capitulo-dois-critica/"><span style="font-weight: 400;">Pennywises</span></a><span style="font-weight: 400;">, narigões e verrugas não assustam mais tanto assim. No entanto, pelo menos Huston se diferenciava de seu </span><span style="font-weight: 400;">coven</span><span style="font-weight: 400;">, já que a nova Rainha possui poucas mudanças físicas de suas subordinadas. Além disso, a </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=Rtf8uPmgq0A"><span style="font-weight: 400;">transformação</span></a><span style="font-weight: 400;"> de Jenkins no filme original com certeza tirou o sono de muitas crianças, coisa que a nova versão deixa passar batido.</span></p>
<figure id="attachment_16350" aria-describedby="caption-attachment-16350" style="width: 1920px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-16350" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2020/10/the-witches-imagen-trailer.png" alt="" width="1920" height="795" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2020/10/the-witches-imagen-trailer.png 1920w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2020/10/the-witches-imagen-trailer-300x124.png 300w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2020/10/the-witches-imagen-trailer-1024x424.png 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2020/10/the-witches-imagen-trailer-768x318.png 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2020/10/the-witches-imagen-trailer-1536x636.png 1536w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2020/10/the-witches-imagen-trailer-1200x497.png 1200w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-16350" class="wp-caption-text">A transformação de nosso Herói no roedor (Foto: Reprodução)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">Comparações à  parte, o longa de Zemeckis tem seu carisma próprio. Ele não ficou preso às amarras da pressão dos saudosistas e nos deu um final completamente diferente do </span><i><span style="font-weight: 400;">The Witches </span></i><span style="font-weight: 400;">dirigido por Nicolas Roeg. Apesar dos </span><a href="http://www.adorocinema.com/noticias/filmes/noticia-148881/"><span style="font-weight: 400;">momentos tensos</span></a><span style="font-weight: 400;"> envolvendo as filmagens, Jahzir Bruno e Octavia Spencer entregam um carinho emocionante entre neto e avó, principalmente nas cenas iniciais que focam no Garoto reaprendendo a viver sem a figura dos pais e lidando com a nova realidade.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O protagonismo negro, inexistente no primeiro filme, foi uma mudança revigorante e condizente para o longa. Com diversas falas e momentos subentendidos, a presença da Avó e d’O Garoto em um hotel de primeira classe e a reação dos funcionários refletem a realidade dos personagens nos Estados Unidos racista dos anos 60. Spencer é irreverente com suas expressões marcantes e confrontos com os algozes de seu neto, que, infelizmente, é personificado por Bruno em apenas alguns momentos &#8211; já que, no resto do filme, ele é um ratinho sorridente.</span></p>
<figure id="attachment_16351" aria-describedby="caption-attachment-16351" style="width: 1600px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-16351" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2020/10/4498338.jpg" alt="" width="1600" height="627" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2020/10/4498338.jpg 1600w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2020/10/4498338-300x118.jpg 300w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2020/10/4498338-1024x401.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2020/10/4498338-768x301.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2020/10/4498338-1536x602.jpg 1536w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2020/10/4498338-1200x470.jpg 1200w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-16351" class="wp-caption-text">Garoto, Daisy e Bruno (Foto: Reprodução)</figcaption></figure>
<p><i><span style="font-weight: 400;">Convenção das Bruxas</span></i><span style="font-weight: 400;"> é uma pedida excelente para assistir no </span><i><span style="font-weight: 400;">Halloween,</span></i><span style="font-weight: 400;"> com ou sem os pequenos ao seu lado. Com personagens clássicos do terror infanto-juvenil e bons momentos para risadas, não caia no conto de que o filme estraga seu antecessor. Se o original é melhor ou não, cabe a você decidir. Mas a obra de Robert Zemeckis revigora e homenageia Anjelica Huston e seu </span><span style="font-weight: 400;">coven</span><span style="font-weight: 400;">, nos apresentando novas bruxas que as crianças do séc. XXI devem temer. No entanto, o aviso permanece: crianças, nunca, sob hipótese alguma, aceitem doces de estranhos.</span></p>
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		<title>A indecisão de A Freira</title>
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		<pubDate>Tue, 30 Oct 2018 00:33:25 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Na era dos filmes interligados, A Freira chega com uma bagagem de dois Invocações do Mal (ótimos) e dois Annabelles (mornos), o quinto filme da franquia remonta os anos 50 e vem narrar o primórdio de sua personagem título, o demônio Valak Vitor Evangelista Quando James Wan inaugurou o que seria um universo compartilhado de &#8230; <a href="http://personaunesp.com.br/a-freira-critica/" class="more-link">Continue lendo<span class="screen-reader-text"> "A indecisão de A Freira"</span></a></p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: right;"><em>Na era dos filmes interligados, A Freira chega com uma bagagem de dois Invocações do Mal (ótimos) e dois Annabelles (mornos), o quinto filme da franquia remonta os anos 50 e vem narrar o primórdio de sua personagem título, o demônio Valak</em></p>
<figure id="attachment_11001" aria-describedby="caption-attachment-11001" style="width: 840px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-large wp-image-11001" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2018/10/IMAGEM-1-2-1024x576.jpg" alt="" width="840" height="473" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2018/10/IMAGEM-1-2-1024x576.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2018/10/IMAGEM-1-2-300x169.jpg 300w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2018/10/IMAGEM-1-2-768x432.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2018/10/IMAGEM-1-2-1200x675.jpg 1200w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2018/10/IMAGEM-1-2.jpg 1920w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-11001" class="wp-caption-text"><em>A Freira se tornou fenômeno de bilheteria, atestando mais uma vez a força comercial dos filmes de gênero (Foto: Reprodução)</em></figcaption></figure>
<p><strong>Vitor Evangelista</strong></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Quando James Wan inaugurou o que seria um universo compartilhado de terror em 2013 com <em>Invocação do Mal</em>, o público assistiu boquiaberto o casal Warren envolvido em casos sobrenaturais. Com um domínio técnico magistral, o cineasta abriu portas para que outros diretores fizessem experimentações, brincando com figuras célebres dessa mitologia.</span></p>
<p><span id="more-10999"></span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O escolhido para dar vida ao conto de terror situado na Romênia, em 1952, foi o novato Corin Hardy. O diretor tropeça na linha narrativa do longa mas tem bons acertos em enquadramentos inusitados, um bom senso de direção de cenas escuras e consegue manter uma tensão que sufoca o espectador. Todas virtudes herdadas de Wan, que aqui assina o roteiro e também é produtor do filme.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Logo após o suicídio de uma freira num convento distante na Romênia, um padre (Demián Bichir) e uma jovem noviça (Taissa Farmiga) são convocados pelo Vaticano para investigar o caso. Guiados por um vendedor ambulante (Jonas Bloquet, com um humor mal dosado), eles começam a desvendar mistérios antigos dentro do local. </span><span style="font-weight: 400;">A trama, por si só, não se sustenta. Sem qualquer artifício narrativo que leve a uma progressão da história, <em>A Freira</em> se pauta numa sequência de sustos, assombrações e ambientes escuros, todos muito soltos, repetitivos.</span></p>
<figure id="attachment_11002" aria-describedby="caption-attachment-11002" style="width: 840px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-large wp-image-11002" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2018/10/IMAGEM-2-1024x530.jpg" alt="" width="840" height="435" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2018/10/IMAGEM-2-1024x530.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2018/10/IMAGEM-2-300x155.jpg 300w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2018/10/IMAGEM-2-768x398.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2018/10/IMAGEM-2-1200x621.jpg 1200w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2018/10/IMAGEM-2.jpg 1900w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-11002" class="wp-caption-text"><em>O diretor faz muito o uso de espelhos e imagens refletidas para provocar o susto em sua audiência (Foto: Reprodução)</em></figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">Padre Burke (Bichir) é o personagem que chega mais perto de ter um arco bem delimitado, entretanto o descuido na construção coesa do roteiro anula isso. Se, numa cena, o personagem é enterrado vivo e dá de cara com Valak, na sequência o longa esquece do ocorrido e age normalmente. Tudo mostrado em tela não tem peso, são blocos despidos de interconexões.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O mesmo acontece com a Irmã Irene, personagem de Farmiga. Sempre em seus trajes brancos, a noviça que ainda não se tornou freira flerta com o sobrenatural. O histórico da atriz em produções de horror (<em>American Horror Story</em>) contribui para uma construção mais sólida de sua personalidade. Sempre aflita, amedrontada, Irene evoca a aura das <em>final girls</em> dos filmes de terror dos anos 80 e 90 mas acaba se tornando esquecível.</span></p>
<figure id="attachment_11003" aria-describedby="caption-attachment-11003" style="width: 840px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-large wp-image-11003" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2018/10/imagem-3-1024x445.jpg" alt="" width="840" height="365" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2018/10/imagem-3-1024x445.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2018/10/imagem-3-300x130.jpg 300w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2018/10/imagem-3-768x334.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2018/10/imagem-3-1200x522.jpg 1200w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2018/10/imagem-3.jpg 1587w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-11003" class="wp-caption-text"><em>O filme trabalha bem a dualidade bem e mal, fator acentuado pela escolha de cores dos mantos de suas protagonistas: a inocência e o pecado caminham de braços dados (Foto: Reprodução)</em></figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">O protagonismo que deveria ser todo de Valak (Bonnie Aarons) também é perdido. A primeira aparição da personagem foi em 2016, em <em>Invocação do Mal 2</em>, mas chegamos em <em>A Freira</em> com poucas informações sobre sua origem, ela é um demônio que invoca desejos, tem a forma de uma freira, e só. </span><span style="font-weight: 400;">E, ao sair da sessão de <em>A Freira</em>, nada se acrescenta a sua história passada. O filme, preocupado em assustar, abdica totalmente de se aprofundar na entidade demoníaca. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Frustra não só o espectador, como também as expectativas que James Wan plantou dois anos atrás em seu <em>Invocação</em>. </span><span style="font-weight: 400;">Os êxitos do filme são majoritariamente técnicos. A direção de Hardy faz ótimo uso de câmera na mão, o tremelique da imagem acentua o desconhecido que permeia a narrativa. Além disso, o diretor consegue criar figuras geométricas com seus fantasmas e vultos. Filmadas de cima, a gangue de freiras fantasmas aterroriza.</span></p>
<figure id="attachment_11004" aria-describedby="caption-attachment-11004" style="width: 840px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-large wp-image-11004" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2018/10/imagem-4-1024x575.jpg" alt="" width="840" height="472" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2018/10/imagem-4-1024x575.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2018/10/imagem-4-300x169.jpg 300w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2018/10/imagem-4-768x432.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2018/10/imagem-4-1200x674.jpg 1200w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2018/10/imagem-4.jpg 1600w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-11004" class="wp-caption-text"><em>O design de produção do filme é impecável, casando com os tons frios da cinematografia de Maxime Alexandre (Foto: Reprodução)</em></figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">Outro fator extremamente positivo é a sequência final, os últimos quinze minutos são de tirar o fôlego e quase fazem esquecer os árduos setenta minutos que vieram antes. Um bom <em>twist</em> nos últimos segundos do longa (com dedo de James Wan, acredito) conecta sua trama ao vindouro <em>Invocação do Mal 3</em>. Com a volta de Wan no comando do Universo, espera-se mais uma obra prima que, quem sabe, pode enterrar <em>A Freira</em> em nossa memória.</span></p>
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		<title>Alexander McQueen e os filmes de terror</title>
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		<pubDate>Thu, 02 Nov 2017 17:55:53 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Matheus Fernandes Das primeiras versões de Drácula e Frankenstein ao pós-horror atual, de Norman Bates a Patrick Bateman nenhum gênero cinematográfico tem uma preocupação tão grande com a estética de seus personagens quanto o terror. Os looks pensados para simbolizar poder, sensualidade ou transgressão social influenciaram desde subculturas, como o Gótico, até os designers de &#8230; <a href="http://personaunesp.com.br/alexander-mcqueen-cinema-terror/" class="more-link">Continue lendo<span class="screen-reader-text"> "Alexander McQueen e os filmes de terror"</span></a></p>
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										<content:encoded><![CDATA[<figure id="attachment_8812" aria-describedby="caption-attachment-8812" style="width: 474px" class="wp-caption aligncenter"><img loading="lazy" decoding="async" class="wp-image-8812" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2017/11/288dc3769d2b606382aba6d5b64712fe-alex-mcqueen-snow-queen.jpg" alt="" width="474" height="700" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2017/11/288dc3769d2b606382aba6d5b64712fe-alex-mcqueen-snow-queen.jpg 500w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2017/11/288dc3769d2b606382aba6d5b64712fe-alex-mcqueen-snow-queen-203x300.jpg 203w" sizes="auto, (max-width: 474px) 85vw, 474px" /><figcaption id="caption-attachment-8812" class="wp-caption-text">The Overlook</figcaption></figure>
<p><strong>Matheus Fernandes</strong></p>
<p>Das primeiras versões de Drácula e Frankenstein ao pós-horror atual, de Norman Bates a Patrick Bateman nenhum gênero cinematográfico tem uma preocupação tão grande com a estética de seus personagens quanto o terror. Os looks pensados para simbolizar poder, sensualidade ou transgressão social influenciaram desde subculturas, como o Gótico, até os designers de moda, que utilizam esses temas de forma recorrente. <span id="more-8798"></span></p>
<p>Nenhum designer porém absorve essa influência de forma tão natural quanto Alexander McQueen, conhecido pela beleza selvagem de influência romântica e vitoriana, sempre exibidas sob um aspecto grotesco. Já em sua primeira coleção, ainda como estudante de St Martins, McQueen se inspira em Jack o Estripador, a maior personalidade vitoriana após a própria rainha, com looks que traziam mechas de cabelo costuradas em meio ao tecido. Desse começo até sua trágica morte em 2010, o designer fez uma série de coleções inspiradas na estética do cinema de terror, listadas aqui em seis momentos distintos:</p>
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-8799" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2017/11/ALEXANDER-MCQUEEN-SPRING-1995-RTW-35-PLUM-SYKES-674x1024.jpg" alt="" width="461" height="700" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2017/11/ALEXANDER-MCQUEEN-SPRING-1995-RTW-35-PLUM-SYKES-674x1024.jpg 674w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2017/11/ALEXANDER-MCQUEEN-SPRING-1995-RTW-35-PLUM-SYKES-198x300.jpg 198w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2017/11/ALEXANDER-MCQUEEN-SPRING-1995-RTW-35-PLUM-SYKES-768x1167.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2017/11/ALEXANDER-MCQUEEN-SPRING-1995-RTW-35-PLUM-SYKES-1200x1823.jpg 1200w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2017/11/ALEXANDER-MCQUEEN-SPRING-1995-RTW-35-PLUM-SYKES.jpg 1975w" sizes="auto, (max-width: 461px) 85vw, 461px" /></p>
<p><strong>The Birds &#8211; S/S 95</strong></p>
<p>As silhuetas da figurinista Edith Head para Tippi Hedren no clássico de Hitchcock sobre uma cidade atacada por pássaros servem de inspiração para essa coleção. Lee usa a alfaiataria do filme como base para transparências, estampas de inspiração aviária e marcas de pneu que remetem a animais atropelados, que ultrapassam a roupa e cobrem também o chão e o próprio corpo das modelos.</p>
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-8800" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2017/11/ALEXANDER-MCQUEEN-SPRING-1995-RTW-42-MR-PEARL-674x1024.jpg" alt="" width="461" height="700" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2017/11/ALEXANDER-MCQUEEN-SPRING-1995-RTW-42-MR-PEARL-674x1024.jpg 674w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2017/11/ALEXANDER-MCQUEEN-SPRING-1995-RTW-42-MR-PEARL-198x300.jpg 198w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2017/11/ALEXANDER-MCQUEEN-SPRING-1995-RTW-42-MR-PEARL-768x1167.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2017/11/ALEXANDER-MCQUEEN-SPRING-1995-RTW-42-MR-PEARL-1200x1823.jpg 1200w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2017/11/ALEXANDER-MCQUEEN-SPRING-1995-RTW-42-MR-PEARL.jpg 1975w" sizes="auto, (max-width: 461px) 85vw, 461px" /></p>
<p>Outro destaque é a presença de Mr. Pearl, importante fabricante de espartilhos, em um look feminino, com uma saia estampada com pássaros, mostrando a tendência transgressora dos desfiles de McQueen. Aparecem aqui também as bumsters, a calça de cintura extremamente baixa criada pelo designer que definiu o estilo dos anos 2000.</p>
<p><iframe loading="lazy" src="https://www.youtube.com/embed/mXodRQkXlw4" width="560" height="315" frameborder="0" allowfullscreen="allowfullscreen"></iframe></p>
<hr />
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter size-full wp-image-8801" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2017/11/tumblr_mrcjox8v8v1rllxbgo6_500.gif" alt="" width="410" height="483" /></p>
<p><strong>The Hunger &#8211; S/S 96</strong></p>
<p>Lançado em 1983, o romance erótico entre vampiros lutando contra o envelhecimento propõe uma abordagem alternativa ao gênero, servindo de precursor para filmes como “Amantes Eternos”. A falta de reconhecimento do público e da crítica não impediu o cult vampiresco protagonizado Catherine Deneuve, Susan Sarandon e David Bowie de ser homenageado por McQueen. No mesmo período, Bowie e McQueen colaboraram em uma das peças mais icônicas do designer: o casaco estampado com a bandeira do reino unido, que se tornaria capa do disco Earthlings.</p>
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-8802" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2017/11/tumblr_mion1up9mm1rr286yo1_500.jpg" alt="" width="415" height="700" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2017/11/tumblr_mion1up9mm1rr286yo1_500.jpg 432w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2017/11/tumblr_mion1up9mm1rr286yo1_500-178x300.jpg 178w" sizes="auto, (max-width: 415px) 85vw, 415px" /></p>
<p>Como não podia deixar de ser, o desfile é dominado pelo tom vermelho do sangue. As roupas são rasgadas, revelando o corpo dos modelos, seguindo a estética que misturava o punk com a violência, típica do designer. Por fim, um espartilho plástico transparente ocupado com minhocas vivas, uma forma de trazer a reflexão sobre a mortalidade do cinema para a passarela.</p>
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<p><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-8804" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2017/11/ALEXANDER-MCQUEEN-FALL-1999-RTW-40.jpg" alt="" width="455" height="700" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2017/11/ALEXANDER-MCQUEEN-FALL-1999-RTW-40.jpg 1951w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2017/11/ALEXANDER-MCQUEEN-FALL-1999-RTW-40-195x300.jpg 195w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2017/11/ALEXANDER-MCQUEEN-FALL-1999-RTW-40-768x1181.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2017/11/ALEXANDER-MCQUEEN-FALL-1999-RTW-40-666x1024.jpg 666w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2017/11/ALEXANDER-MCQUEEN-FALL-1999-RTW-40-1200x1845.jpg 1200w" sizes="auto, (max-width: 455px) 85vw, 455px" /></p>
<p><strong>The Overlook &#8211; A/W 99</strong></p>
<p>A coleção, nomeada em homenagem ao hotel onde se passa o filme The Shining, teve como cenário um gigantesco globo de neve, referência ao cenário dos momentos finais da obra de Kubrick.</p>
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-8803" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2017/11/ALEXANDER-MCQUEEN-FALL-1999-RTW-55-HANNELORE-KNUTS.jpg" alt="" width="455" height="700" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2017/11/ALEXANDER-MCQUEEN-FALL-1999-RTW-55-HANNELORE-KNUTS.jpg 1951w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2017/11/ALEXANDER-MCQUEEN-FALL-1999-RTW-55-HANNELORE-KNUTS-195x300.jpg 195w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2017/11/ALEXANDER-MCQUEEN-FALL-1999-RTW-55-HANNELORE-KNUTS-768x1181.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2017/11/ALEXANDER-MCQUEEN-FALL-1999-RTW-55-HANNELORE-KNUTS-666x1024.jpg 666w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2017/11/ALEXANDER-MCQUEEN-FALL-1999-RTW-55-HANNELORE-KNUTS-1200x1845.jpg 1200w" sizes="auto, (max-width: 455px) 85vw, 455px" /></p>
<p>Do começo, com peças todas em preto, o desfile foi se transformando, passando pelo bege, rosa e cinza, até chegar no branco total, enquanto a nevasca se intensificava. No meio de tudo isso, a passarela ainda se transformou em um rinque de patinação, coreografado ao som de “Midnight, the Stars and You”, principal tema musical do filme. As icônicas gêmeas do filme de terror ganharam sua versão, mas o ponto alto do desfile foram outras peças: o espartilho de alumínio de inspiração tribal, resultado de inúmeras horas de trabalho de seu colaborador frequente, o joalheiro Shaun Leane, e outro espartilho, composto por cristais de quartzo, assinado por Kees Van der Graff.</p>
<p><iframe loading="lazy" src="https://www.youtube.com/embed/AnC87dHBHMw" width="560" height="315" frameborder="0" allowfullscreen="allowfullscreen"></iframe></p>
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<p><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter size-full wp-image-8805" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2017/11/tumblr_my19j2EErA1rllxbgo3_500.jpg" alt="" width="456" height="700" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2017/11/tumblr_my19j2EErA1rllxbgo3_500.jpg 456w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2017/11/tumblr_my19j2EErA1rllxbgo3_500-195x300.jpg 195w" sizes="auto, (max-width: 456px) 85vw, 456px" /></p>
<p><strong>Supercalifragilisticexpialidocious &#8211; A/W 02</strong></p>
<p>Apesar do título remeter a Mary Poppins, a grande inspiração de McQueen para essa coleção é o cineasta Tim Burton, também britânico. Lee viu no estilo gótico e fantástico de Burton a possibilidade de unir inocência e apelo sexual, com uniformes escolares e peças de couro que remetem ao sadomasoquismo, no que o designer define como uma versão “macabra” de Walt Disney.</p>
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter size-full wp-image-8806" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2017/11/tumblr_my19j2EErA1rllxbgo7_500.jpg" alt="" width="456" height="700" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2017/11/tumblr_my19j2EErA1rllxbgo7_500.jpg 456w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2017/11/tumblr_my19j2EErA1rllxbgo7_500-195x300.jpg 195w" sizes="auto, (max-width: 456px) 85vw, 456px" /></p>
<p>O look chave da coleção, ambientado no presídio parisiense que abrigou Maria Antonieta, é a Chapeuzinho Lilás de McQueen, com sua capa de couro lilás e botas de cano alto, acompanhada de lobos na passarela.</p>
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<p><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-8808 size-full" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2017/11/tumblr_n7n9boL6He1rllxbgo1_500.jpg" alt="" width="500" height="607" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2017/11/tumblr_n7n9boL6He1rllxbgo1_500.jpg 500w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2017/11/tumblr_n7n9boL6He1rllxbgo1_500-247x300.jpg 247w" sizes="auto, (max-width: 500px) 85vw, 500px" /></p>
<p><strong>Deliverance &#8211; S/S 04</strong></p>
<p>Apesar de não ser propriamente um filme de terror, “They Shoot Horses, Don’t They?”, o filme de Sidney Pollack sobre a exploração da miséria humana nos concursos de dança durante a depressão norte-americana, talvez seja o mais sombrio dessa lista.</p>
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-8809" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2017/11/tumblr_n7n9boL6He1rllxbgo8_500.jpg" alt="" width="456" height="700" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2017/11/tumblr_n7n9boL6He1rllxbgo8_500.jpg 489w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2017/11/tumblr_n7n9boL6He1rllxbgo8_500-196x300.jpg 196w" sizes="auto, (max-width: 456px) 85vw, 456px" /></p>
<p>Em seu desfile, McQueen reencenou o concurso de resistência do filme, inicialmente com vestidos glamurosos, progredindo para a dramática cena da corrida entre os participantes, agora em looks esportivos, até o final, onde os modelos vão colapsando um a um por exaustão até restar uma única modelo na dança, que acaba inevitavelmente caindo ao chão, usando o mesmo vestido que abriu o desfile, agora destruído. Uma representação poderosa tanto dos temas do filme, quanto do ritmo acelerado do mundo da moda, que consome modelos, designers e costureiros.</p>
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<p><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-8811" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2017/11/tumblr_nljegf2teH1u184wao1_r1_540-1.png" alt="" width="466" height="700" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2017/11/tumblr_nljegf2teH1u184wao1_r1_540-1.png 500w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2017/11/tumblr_nljegf2teH1u184wao1_r1_540-1-200x300.png 200w" sizes="auto, (max-width: 466px) 85vw, 466px" /></p>
<p><strong>Plato’s Atlantis &#8211; S/S 10</strong></p>
<p>A última coleção de Alexander McQueen em vida foi uma de suas mais aclamadas. Unindo a Atlântida de Platão ao aquecimento global, o designer imaginou um mundo submerso, onde as formas de vida precisam adaptar-se e evoluir. Esteticamente, essa evolução aparece nos cabelos, desenhados como barbatanas, na face das modelos, de contornos exagerados pela maquiagem e por implantes, e nos vestidos, hora com estampas que remetem a répteis e escamas, hora emulando os contornos de águas-vivas.</p>
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-8810" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2017/11/Alien-Shoe.jpg" alt="" width="803" height="700" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2017/11/Alien-Shoe.jpg 2520w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2017/11/Alien-Shoe-300x261.jpg 300w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2017/11/Alien-Shoe-768x669.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2017/11/Alien-Shoe-1024x892.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2017/11/Alien-Shoe-1200x1046.jpg 1200w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /></p>
<p>A referência ao horror cinematográfico fica por conta dos calçados. O sapato “Titanic” une um salto articulado e repleto de parafusos de metal e um corpo de couro manchado, unindo natural e artificial, inspirado tanto pelo navio quanto pelo filme “Predador”. Outro sapato da coleção, denominado Alien, busca inspiração nos designs de HR Giger para o filme de Ridley Scott, em uma impressão 3D das formas grotescas e biomecânicas do artista.</p>
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