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	<title>Arquivos Felipe Nunes &#8211; Persona | Jornalismo Cultural</title>
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	<description>Desde 2015 provando que a distância entre Bergman, Lady Gaga e a novela das 9 nem existe.</description>
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		<title>Estante do Persona &#8211; Agosto de 2024</title>
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		<pubDate>Thu, 05 Sep 2024 16:34:10 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Conhecido como o mês infinito, Agosto não está entre os favoritos da população geral. Entretanto, quando se trata do meio literário, o período entrega boas pérolas brilhantes que se escondem nas conchas da confusa maré que domina os extremos da estação. No meio dessas, o Estante do Persona de Agosto de 2024 vai atrás do &#8230; <a href="http://personaunesp.com.br/estante-do-persona-agosto-de-2024/" class="more-link">Continue lendo<span class="screen-reader-text"> "Estante do Persona &#8211; Agosto de 2024"</span></a></p>
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										<content:encoded><![CDATA[<figure id="attachment_33920" aria-describedby="caption-attachment-33920" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img fetchpriority="high" decoding="async" class="size-medium wp-image-33920" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/09/Estante_CAPA_WORDPRESS-800x420.jpg" alt="" width="800" height="420" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/09/Estante_CAPA_WORDPRESS-800x420.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/09/Estante_CAPA_WORDPRESS-768x404.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/09/Estante_CAPA_WORDPRESS.jpg 1024w" sizes="(max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-33920" class="wp-caption-text">Seja entre Mel e Girassóis ou espécies de Jabuti, o Estante do Persona de Agosto brada a natureza encantadora da Literatura (Arte: Aryadne Xavier/ Texto de Abertura: Jamily Rigonatto)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">Conhecido como o mês infinito, Agosto não está entre os favoritos da população geral. Entretanto, quando se trata do meio literário, o período entrega boas pérolas brilhantes que se escondem nas conchas da confusa maré que domina os extremos da estação. No meio dessas, o </span><a href="https://personaunesp.com.br/tag/estante-do-persona/"><b>Estante</b> <b>do Persona </b></a><span style="font-weight: 400;">de Agosto de 2024 vai atrás do tesouro e o traz aos holofotes na edição de hoje. </span><span style="font-weight: 400;"><br />
</span><span style="font-weight: 400;"><br />
</span><span style="font-weight: 400;">No dia 06, uma novidade chegou ao universo de uma das premiações literárias mais famosas e respeitadas do Brasil: <a href="https://www.premiojabuti.com.br/academico/">o Prêmio Jabuti</a>. De forma inédita, aconteceu a primeira edição Prêmio Jabuti Acadêmico, voltada a contemplar obras científicas, técnicas e profissionais. </span><span style="font-weight: 400;"><br />
</span><span style="font-weight: 400;"><br />
</span><span style="font-weight: 400;">A noite do evento foi sediada no Teatro Sérgio Cardoso, em São Paulo, e trouxe diversos pesquisadores de múltiplas áreas do conhecimento para fazer parte. Como destaque, foi escolhido pela CBL (Câmara Brasileira do Livro) o nome de <a href="https://www.youtube.com/watch?v=ccSjcgGhEOk">Silvia Pimentel</a>, professora e especialista em direito das mulheres, como Personalidade Acadêmica. </span><span style="font-weight: 400;"><br />
</span><span style="font-weight: 400;"><br />
</span><span style="font-weight: 400;">No total, foram contemplados vencedores em 29 categorias, incluindo o eixo Ciência e Cultura e os Prêmios Especiais. Além disso, 24 editoras tiveram seus títulos reconhecidos – com a <a href="https://personaunesp.com.br/tag/companhia-das-letras/">Cia das Letras</a> recebendo quatro estatuetas. Entre a lista de vencedores nomes conhecidos como o de Marilena Chauí marcaram presença.</span><span style="font-weight: 400;"><br />
</span><span style="font-weight: 400;"><br />
</span><span style="font-weight: 400;">Foi uma estreia para lá de especial e o futuro do Jabuti Acadêmico parece tão promissor quanto à caminhada que o prêmio tradicional percorre ao longo dos últimos <a href="https://www.premiojabuti.com.br/jabuti/historia/">66 anos</a>. Para embalar essa novidade ao bom e velho hábito da leitura, fique agora com a tradicional lista de indicações da editoria.<br />
</span><span id="more-33911"></span></p>
<hr />
<h3>Dicas do Mês</h3>
<figure id="attachment_33912" aria-describedby="caption-attachment-33912" style="width: 513px" class="wp-caption alignnone"><img decoding="async" class="size-medium wp-image-33912" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/09/A-Casa-dos-Budas-513x800.jpg" alt=" Capa do livro A Casa dos Budas Ditosos. A imagem da capa é uma ilustração de várias bocas, abertas e semiabertas, desenhadas encostadas uma na outra, em diversos ângulos. Os lábios e dentes são azul bem claro e a parte interna das bocas vermelha. Sobre a ilustração, um retângulo com o mesmo tom de vermelho serve de fundo para o título, o nome do autor e da editora, escritos com o mesmo azul do desenho." width="513" height="800" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/09/A-Casa-dos-Budas-513x800.jpg 513w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/09/A-Casa-dos-Budas-656x1024.jpg 656w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/09/A-Casa-dos-Budas-768x1199.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/09/A-Casa-dos-Budas-984x1536.jpg 984w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/09/A-Casa-dos-Budas.jpg 1004w" sizes="(max-width: 513px) 85vw, 513px" /><figcaption id="caption-attachment-33912" class="wp-caption-text">Em tempos de conservadorismo, uma obra como A Casa dos Budas Ditosos não se esconde do que há de mais humano em nós (Foto: Editora Alfaguara)</figcaption></figure>
<p><b>João Ubaldo Ribeiro &#8211; A Casa dos Budas Ditosos (128 páginas, Editora Alfaguara)</b></p>
<p><i><span style="font-weight: 400;">A Casa dos Budas Ditosos</span></i><span style="font-weight: 400;"> foi publicado inicialmente em 1999, como parte da coleção </span><i><span style="font-weight: 400;">Plenos Pecados</span></i><span style="font-weight: 400;">. É o quarto volume de sete livros, por sete autores, que retratam cada um dos pecados capitais. João Ubaldo Ribeiro escreve sobre a luxúria através dos relatos de uma narradora de 68 anos, que reconta em detalhes as experiências sexuais de sua juventude e vida adulta &#8211; da Bahia, onde nasceu, ao Rio de Janeiro, onde reside. A personagem é descarada e desbocada, descreve como sempre viveu a favor de suas vontades e desejos sem nenhum traço de culpa. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O livro foi adaptado para o teatro por Domingos de Oliveira em 2004, em um monólogo encenado por Fernanda Torres. Vinte anos depois, a atriz rodou o país novamente com apresentações da peça no primeiro semestre deste ano e também levou a montagem à Portugal. A recepção das audiências provou que a história é atemporal e, por isso, merece o status que recebe: clássico. O texto pode ser reimaginado e redistribuído por anos e gerações futuras e continuar fresco, provocante e hilário. </span><b>&#8211; </b><b>Giovanna Freisinger</b></p>
<hr />
<figure id="attachment_33913" aria-describedby="caption-attachment-33913" style="width: 517px" class="wp-caption alignnone"><img decoding="async" class="size-medium wp-image-33913" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/09/OEstrangeiro.JPG-517x800.jpg" alt="Capa do Livro O Estrangeiro de Albert Camus. A capa é verde água, como três linhas pretas verticais compostas por pequenos círculos pretos. O nome do autor aparece centralizado na vertical, enquanto o nome do livro aparece em um retângulo negro na margem direita da capa." width="517" height="800" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/09/OEstrangeiro.JPG-517x800.jpg 517w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/09/OEstrangeiro.JPG.jpg 646w" sizes="(max-width: 517px) 85vw, 517px" /><figcaption id="caption-attachment-33913" class="wp-caption-text">Publicado há 82 anos, O Estrangeiro é um marco importante na história dos romances do século XX (Foto: Record)</figcaption></figure>
<p><b>Albert Camus &#8211; O Estrangeiro (126 páginas, Editora Record)</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Um clássico da L</span><span style="font-weight: 400;">iteratura,</span> <a href="https://www.record.com.br/produto/o-estrangeiro/"><i><span style="font-weight: 400;">O Estrangeiro</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, de Albert Camus, marcou o debate filosófico de uma geração, ao questionar a vida cotidiana e a liberdade como conceitos que flertam e se intercalam com o absurdo. A genialidade do autor proporciona ao mesmo tempo uma trama envolvente que seduz o leitor ao observar banalidades da rotina que são atemporais e independentes de qualquer contexto geográfico.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A Obra acompanha os dias estranhamente comuns de Mersault, um europeu radicado na Argélia, então </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=Ak9aBZue9pw"><span style="font-weight: 400;">colônia francesa</span></a><span style="font-weight: 400;"> no norte da África. O advérbio &#8216;estranhamente&#8217; se encaixa neste contexto porque logo na primeira página o protagonista recebe a notícia da morte de sua mãe com uma enorme indiferença. O personagem não se prende ao luto, ao amor, religião ou qualquer elemento abstrato que sirva de guia ou razão para a vida. Mersault é livre e se asfixia na própria liberdade.  </span><b>&#8211; Guilherme Dias Siqueira</b></p>
<hr />
<figure id="attachment_33914" aria-describedby="caption-attachment-33914" style="width: 536px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-33914" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/09/mulherzinhas-536x800.jpg" alt="Capa do livro “Mulherzinhas”. O design apresenta uma ilustração com quatro mulheres brancas onde o fundo é rosa. As personagens, da esquerda para a direita, utilizam os vestidos da cor roxo, azul, verde e amarelo. O tom de cabelo das protagonistas, da esquerda para a direita, é preto, castanho claro, ruivo e castanho escuro. No centro da capa, há o título “Mulherzinhas” no tom preto. Na parte superior central, há a frase “Posfácio de María Dueñas” e logo abaixo o nome da autora Louisa May Alcott. No centro inferior da página, há uma frase “Edição completa do livro que inspirou o filme Adoráveis Mulheres”. Logo abaixo, há o logo da Editora Planeta." width="536" height="800" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/09/mulherzinhas-536x800.jpg 536w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/09/mulherzinhas-686x1024.jpg 686w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/09/mulherzinhas-768x1147.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/09/mulherzinhas.jpg 911w" sizes="auto, (max-width: 536px) 85vw, 536px" /><figcaption id="caption-attachment-33914" class="wp-caption-text">Em Mulherzinhas, a autora disseca todos os medos que surgem com a chegada da vida adulta (Foto: Editora Planeta)</figcaption></figure>
<p><b>Louisa May Alcott &#8211; Mulherzinhas (480 página, Editora Planeta)</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Escrito por Louisa May Alcott, </span><i><span style="font-weight: 400;">Mulherzinhas</span></i><span style="font-weight: 400;"> conta a história de quatro irmãs que lidam com a juventude e a ausência do pai por conta da Guerra Civil Americana. Jo, Meg, Amy e Beth precisam, juntas, lidar com a maturidade que a vida carrega. </span><a href="https://personaunesp.com.br/adoraveis-mulheres-critica/"><span style="font-weight: 400;">Adaptado inúmeras vezes no cinema</span></a><span style="font-weight: 400;"> e também em séries de televisão, a narrativa de Little Women (título original) é atemporal e dialoga com qualquer um que está deixando de ser criança e tem de se tornar maduro. Aqui, o início dos 20 anos é o pontapé para uma discussão acerca da vida adulta.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A trama se concentra entre passado e presente e, ao longo das mais de 400 páginas, vemos quatro mulheres que possuem, individualmente, narrativas de superação de seus próprios demônios. Embora seja centrada em personagens femininas, </span><a href="https://amenteemaravilhosa.com.br/biografia-de-louisa-may-alcott/"><span style="font-weight: 400;">os escritos de May Alcott</span></a><span style="font-weight: 400;"> se tornam universais ao discutirem sobre questões de gênero, trabalho e o principal: o contraponto entre os sonhos idealizados e a realidade. </span><b>&#8211; Guilherme Leal</b></p>
<hr />
<figure id="attachment_33915" aria-describedby="caption-attachment-33915" style="width: 449px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-33915" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/09/ChamadeFerro.jpg" alt="Capa do livro “Chama de Ferro”. O design apresenta uma ilustração onde o fundo é predominantemente amarelo, com tons de vermelho e preto, criando uma atmosfera misteriosa e intensa. O fogo parece se misturar com o ambiente ao redor, dando um efeito dramático e dinâmico. O título &quot;Chama de Ferro&quot; está destacado em letras grandes e estilizadas, em uma cor que contrasta com o fundo, em volta existem nuvens e dragões voando. " width="449" height="683" /><figcaption id="caption-attachment-33915" class="wp-caption-text">Sequência mais que esperada, Chama de Ferro foi lançado em agosto de 2024 (Foto: Editora Planeta)</figcaption></figure>
<p><b>Rebecca Yarros &#8211; Chama de Ferro (720 páginas, Editora Planeta)</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O segundo livro da saga mais famosa de </span><a href="https://www.rebeccayarros.com"><span style="font-weight: 400;">Rebecca Yarros</span></a><span style="font-weight: 400;"> instiga os fãs de fantasia literária a adentrarem um mundo já conhecido nas telinhas com </span><a href="https://m.imdb.com/title/tt0944947/"><span style="font-weight: 400;">Game of Thrones</span></a><span style="font-weight: 400;">: os dos dragões. Ele acompanha Violet Sorrengayl no seu segundo ano no Colégio Basgiath, e apesar de ser extenso tem uma linguagem fácil e jovial. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Em </span><a href="https://www.planetadelivros.com.br/livro-chama-de-ferro/405912"><span style="font-weight: 400;">Chama de Ferro</span></a><span style="font-weight: 400;"> nos aventuramos por novos lugares, conhecemos novos personagens, e também choramos com o fim de batalhas épicas. Os <em>plots twists</em>, romance e mistérios deixam tudo mais interessante, mas os dragões continuam sendo a melhor parte! </span><b>-Léa Secchi</b></p>
<hr />
<figure id="attachment_33916" aria-describedby="caption-attachment-33916" style="width: 539px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-33916" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/09/tudo-e-rio-539x800.jpg" alt=" capa do livro “Tudo é Rio”. O design imita as águas de um rio, mesclando tons de azul, vermelho e laranja. No canto direito, na parte superior, há o logo da Editora Record. Já na parte inferior, há o título da obra em letras vermelhas, prosseguido pelo nome da autora, Carla Madeira, em letras brancas." width="539" height="800" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/09/tudo-e-rio-539x800.jpg 539w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/09/tudo-e-rio.jpg 674w" sizes="auto, (max-width: 539px) 85vw, 539px" /><figcaption id="caption-attachment-33916" class="wp-caption-text">Complexo com as águas, Tudo É Rio é turbulento (Foto: Editora Record)</figcaption></figure>
<p><b>Carla Madeira &#8211; Tudo É Rio (210 páginas, Editora Record)</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Se banhar nas águas dos rios de sentimentos que inundam nosso coração enquanto mergulhamos em uma história visceral e crua. É este o convite que Carla Madeira nos faz em </span><i><span style="font-weight: 400;">Tudo é Rio</span></i><span style="font-weight: 400;">, best-seller </span><a href="https://personaunesp.com.br/trinta-segundos-sem-pensar-no-medo-critica/"><span style="font-weight: 400;">nacional</span></a><span style="font-weight: 400;"> que marca a estreia da autora na literatura ficcional. A trama aposta em laços familiares e mostra até onde o perdão consegue chegar em nome do amor.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Ao longo de 210 páginas, acompanhamos o casal apaixonado Dalva e Venâncio se destruir e reconstruir após uma perda trágica, brutal e inimaginável. Além da dupla, a </span><a href="http://personaunesp.com.br/como-se-estivessemos-em-palimpsesto-de-putas-critica/"><span style="font-weight: 400;">prostituta</span></a><span style="font-weight: 400;"> Lucy rouba a cena quando se divide entre personagem e leitora. Assim como nós, ela quer entender o que aconteceu para que as então alma gêmeas se tornassem desafetos declarados um do outro</span><span style="font-weight: 400;">. </span><b>&#8211; Felipe Nunes</b></p>
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<figure id="attachment_33917" aria-describedby="caption-attachment-33917" style="width: 296px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-33917" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/09/51jPie-5KaL._SY445_SX342_.jpg" alt="" width="296" height="445" /><figcaption id="caption-attachment-33917" class="wp-caption-text">Romance sáfico, Em Todas as Gotas de Chuva é clichê e apaixonante (Foto: Qualis)</figcaption></figure>
<p><b>L.S Englantine &#8211; Em Todas as Gotas de Chuva (246 páginas, Editora Qualis)</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Em<em> Em Todas as Gotas de Chuva</em>, você é transportado para a Vila das Íris, uma cidadezinha do interior marcada por uma rivalidade antiga entre duas famílias. Embora os conflitos passados entre os Lisboa e os Salgueiros tenham criado uma barreira entre os moradores, Atena Lisboa e Cordélia Salgueiro sempre acharam essa animosidade uma invenção para dar emoção à vida de seus parentes. Elas consideravam a rivalidade uma bobagem, mas ainda assim mantinham uma distância respeitosa.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Tudo muda quando um acaso do destino força Atena e Cordélia a compartilharem um assento em uma longa e cansativa viagem de trem. Esse trajeto, que remete à infância de ambas, promete uma viagem nostálgica e cheia de surpresas. Lado a lado, em um espaço tão pequeno, será que a rivalidade poderá persistir, ou o passado está destinado a se repetir? A leitura de &#8220;Em Todas as Gotas de Chuva&#8221; promete um mergulho envolvente nas complexidades das relações familiares e na mágica capacidade de transformar rivalidades em novas conexões.<strong> &#8211; Eloah Kawai</strong></span></p>
<hr />
<figure id="attachment_33919" aria-describedby="caption-attachment-33919" style="width: 540px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-33919" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/09/d3985b_f0a16300a1ba482ba40aaa516df94394_mv2-_1_.png" alt="" width="540" height="528" /><figcaption id="caption-attachment-33919" class="wp-caption-text">Coletânea literária, Palavras de Concreto Armado tem o maior peso já medido: o social (Foto: Editora Mireveja)</figcaption></figure>
<p><strong>Vários autores &#8211; Palavras de Concreto Armado (148 páginas, Editora Mireveja)</strong></p>
<p>Viabilizado por meio da PEC (Programa de Estímulo a Cultura) o livro <em>Palavras de Concreto Armado </em>foi lançado em 2023 pela <a href="https://www.editoramireveja.com/product-page/palavras">editora Mireveja.</a> Constituído por vozes diversas da cidade de Bauru, o som descrito em sua narrativa vem de um só espaço, mesmo que não alocado na mesma porção territorial: a periferia. Trazendo 26 autores e artistas para explorarem os encantos de sua subjetividade, a obra emociona e impacta.</p>
<p>Entre sonhos, vivências, desejos, traumas e saudades, os personagens passeiam pelos labirintos de existir e resistir nas comunidades à margem dos grandes centros urbanos. Com uma proposta de leitura rápida e fluída, o texto não deixa de causar baque em suas 148 páginas. Além disso, sua composição gráfica é extremamente bem construída e chegou a receber o terceiro lugar no 13º Prêmio Brasileiro de Design. Sem condições de abaixar a guarda, armado é adjetivo para a periferia. <strong>&#8211; Jamily Rigonatto </strong></p>
<p>&nbsp;</p>
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		<title>Trinta segundos sem pensar no medo: Memórias de um leitor é o ‘‘Silêncio, Bruno!” da Literatura</title>
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		<pubDate>Tue, 18 Jun 2024 18:51:21 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Felipe Nunes Como expor um dos períodos mais difíceis e lindos de sua vida? Esta é a antítese maniqueísta de Pedro Pacífico, o bookster, pseudônimo pelo qual é conhecido nas redes sociais. Advogado e produtor de conteúdo literário nas horas vagas, como o próprio se define, o escritor de 30 anos se lançou na Literatura &#8230; <a href="http://personaunesp.com.br/trinta-segundos-sem-pensar-no-medo-critica/" class="more-link">Continue lendo<span class="screen-reader-text"> "Trinta segundos sem pensar no medo: Memórias de um leitor é o ‘‘Silêncio, Bruno!” da Literatura"</span></a></p>
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										<content:encoded><![CDATA[<figure id="attachment_33562" aria-describedby="caption-attachment-33562" style="width: 361px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class=" wp-image-33562" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/06/30-segundos-sem-pensar-no-medo-1.jpg" alt="" width="361" height="553" /><figcaption id="caption-attachment-33562" class="wp-caption-text">Pedro Pacífico é influencer literário e soma mais de 500 mil seguidores somente no Instagram<br />(Foto: Intrínseca)</figcaption></figure>
<p><strong>Felipe Nunes</strong></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Como expor um dos períodos mais difíceis e lindos de sua vida? Esta é a antítese maniqueísta de </span><a href="https://www1.folha.uol.com.br/ilustrada/2023/12/como-o-advogado-pedro-pacifico-mergulhou-nos-livros-para-virar-o-bookster.shtml"><span style="font-weight: 400;">Pedro Pacífico, o </span><i><span style="font-weight: 400;">bookster</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, pseudônimo pelo qual é conhecido nas redes sociais. Advogado e produtor de conteúdo literário nas horas vagas, como o próprio se define, o escritor de 30 anos se lançou na Literatura com um livro de não ficção. A história passeia pelo próprio processo de </span><a href="https://personaunesp.com.br/a-filha-do-palhaco-critica/"><span style="font-weight: 400;">aceitação</span></a><span style="font-weight: 400;"> dele como um homem gay, que ocorreu em 2020, no auge do contexto pandêmico, quando ele tinha 27 anos. </span></p>
<p><span id="more-33561"></span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Leitor voraz de diversos gêneros, o autor narra sua infância, juventude e maturidade por meio dos </span><a href="https://personaunesp.com.br/estante-do-persona-maio-de-2024/"><span style="font-weight: 400;">livros</span></a> <span style="font-weight: 400;">–</span><span style="font-weight: 400;"> artefatos que o acompanharam não apenas no lazer e no entretenimento, mas também nas incertezas de lidar com quem sempre foi enquanto tentava suprir as expectativas colocadas sobre ele pelos próprios familiares e amigos. Ao longo de 192 páginas, ele se vira do avesso. Quando faz isso, descobre um lado desconhecido que contém sua própria verdade. Para se encontrar consigo mesmo, bastou não pensar no medo que o aterrorizou durante quase três décadas de sua vida. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">É exatamente este o método de Pacífico: esquecer por 30 segundos tudo o que o amedrontava </span><span style="font-weight: 400;">– </span><span style="font-weight: 400;">seja</span><span style="font-weight: 400;"> a pressão, o julgamento ou a homofobia. Fingir que tudo não existia por esse período de tempo e, só depois de contar que era gay, se preocupar com todas as consequências que sua revelação poderia causar. É como o “</span><i><span style="font-weight: 400;">Silêncio, Bruno!</span></i><span style="font-weight: 400;">” da animação da </span><i><span style="font-weight: 400;">Disney</span></i><span style="font-weight: 400;">,</span> <a href="https://www.youtube.com/watch?v=Y7UK_pHSzbc"><i><span style="font-weight: 400;">Luca</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, na qual os personagens usam o jargão para se esquecerem, temporariamente, dos medos que o acompanham. Não à toa, o longa-metragem foi ovacionado pelo público </span><a href="https://rollingstone.uol.com.br/cinema/luca-pixar-quase-incluiu-personagem-lgbtq-no-filme-entenda/"><i><span style="font-weight: 400;">queer</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, que se viu nos dilemas enfrentados pelo protagonista, reconhecido por tentar esconder a verdadeira identidade para se sentir aceito dentro do padrão estipulado como ‘certo’ pela sociedade.</span></p>
<figure id="attachment_33563" aria-describedby="caption-attachment-33563" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-33563" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/06/unnamed-1-800x533.png" alt="Foto de Pedro Pacífico, conhecido nas redes sociais como bookster. Homem de 30 anos, ele é branco, tem cabelos curtos pretos e barba preta.Pedro sorri e está centralizado na foto. Ele veste uma camisa social. O fundo da foto é uma estante com vários livros desfocados]" width="800" height="533" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/06/unnamed-1-800x533.png 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/06/unnamed-1-1024x682.png 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/06/unnamed-1-768x512.png 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/06/unnamed-1-1536x1023.png 1536w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/06/unnamed-1-1200x800.png 1200w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/06/unnamed-1.png 1600w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-33563" class="wp-caption-text">Trinta segundos sem pensar no medo é recomendado por Valter Hugo Mãe, Carla Madeira, Leandro Karnal e Gabriela Prioli (Foto: Renato Parada)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">A escrita do livro é simples. Fluida, sem termos rebuscados e em um tom de conversa com o leitor, ela transmite a sensação de que o </span><a href="https://www.instagram.com/book.ster/?img_index=1"><i><span style="font-weight: 400;">bookster</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> está fazendo uma </span><i><span style="font-weight: 400;">live</span></i><span style="font-weight: 400;"> nas redes sociais para responder às perguntas dos seguidores. Mais que isso: é como se estivéssemos acolhendo aquele amigo que acabou de contar para os pais que ele </span><a href="https://personaunesp.com.br/companheiros-de-viagem-critica/"><span style="font-weight: 400;">gosta de rapazes</span></a><span style="font-weight: 400;">. A conectividade com o público se dá pela forma que narra a própria história, expondo os meandros que traçou para evitar ao máximo este processo incancelável.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O relato do escritor é potencializado pelo papel que a Literatura pode exercer em nossas vidas. Emaranhado em um mundo de aparências que o sufocavam, Pedro Pacífico via nos livros a liberdade de ser quem era, essencialmente quando se  enxergava nas tramas que lia, nos personagens que conhecia e nos enredos que o permitiam ter um vislumbre do que poderia viver caso aceitasse ser quem realmente é. A lista dos escritores que fizeram companhia a ele nesse processo é extensa e contempla vários autores clássicos e contemporâneos, com destaque para Gabriel García Márquez, Valter Hugo Mãe, </span><span style="font-weight: 400;">José Saramago, George Orwell, Carla Madeira, Graciliano Ramos, </span><a href="https://personaunesp.com.br/a-hora-da-estrela-critica/"><span style="font-weight: 400;">Clarice Lispector</span></a><span style="font-weight: 400;">, Isabel Allende, Itamar Vieira Junior, </span><a href="https://personaunesp.com.br/quarto-de-despejo-critica/"><span style="font-weight: 400;">Carolina Maria de Jesus</span></a><span style="font-weight: 400;"> e </span><a href="https://personaunesp.com.br/capitu-e-o-capitulo-critica/"><span style="font-weight: 400;">Machado de Assis</span></a><span style="font-weight: 400;">.</span></p>
<figure id="attachment_33564" aria-describedby="caption-attachment-33564" style="width: 700px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-33564" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/06/unnamed-2.png" alt="Foto de Pedro Pacífico, conhecido nas redes sociais como bookster, ao lado do padrinho. Pedro tem 30 anos, é branco e tem cabelos curtos pretos e barba preta.Pedro sorri e está ao lado do padrinho, que está no lado direito da foto. O idoso veste um casaco preto e uma blusa social azul. Ele também sorri para a foto." width="700" height="467" /><figcaption id="caption-attachment-33564" class="wp-caption-text">Pedro Pacífico ao lado do padrinho, que viveu um romance gay e se sentiu representado pelo afilhado (Foto: Pedro Pacífico)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">A história é ilustrada com fotos pessoais do advogado. Registros da infância e juventude convidam o leitor ao seio familiar do autor, que, sem dúvida alguma, é um dos assuntos mais profundos para ele. O </span><a href="https://www.brasilparalelo.com.br/artigos/habito-de-leitura"><span style="font-weight: 400;">hábito da leitura</span></a><span style="font-weight: 400;">, por exemplo, se deu por iniciativa das avós. Isso porque os pais e os irmãos não eram leitores tão vorazes a ponto de despertarem a paixão que hoje o escritor nutre pelo universo literário. Mas, para além do gosto por ler, é na família que </span><a href="https://www.metropoles.com/entretenimento/pedro-pacifico-o-bookster-encontrou-salvacao-e-libertacao-nos-livros"><span style="font-weight: 400;">Pacífico</span></a><span style="font-weight: 400;"> consegue as chaves para se libertar de correntes que os próprios, direta ou indiretamente, haviam colocado nele</span></p>
<p><span style="color: #1a1a1a; font-size: 16px;"><span style="font-weight: 400;">Antes de Pedro Pacífico, outro familiar havia sofrido com a pressão de ser um homem gay: o padrinho e tio-avô dele, para quem o autor dedica o livro. O parente chegou a ter um romance </span><a href="https://personaunesp.com.br/companheiros-de-viagem-critica/"><span style="font-weight: 400;">homoafetivo</span></a><span style="font-weight: 400;">, porém, o companheiro era rotulado como um ‘amigo’. O </span><i><span style="font-weight: 400;">bookster</span></i><span style="font-weight: 400;"> conta que, quando o tio se tornou viúvo, ninguém da família prestou apoio durante um momento tão delicado quanto a perda de um amor. É como se todos fingissem que o namoro nunca tivesse acontecido por ter sido uma relação entre dois homens. O</span></span> padrinho até dedicou uma mensagem carinhosa a Pedro, após assistir uma <a href="https://youtu.be/tiXHSsygedQ?si=NdQx0Qgk6kCsdDRn">palestra</a> em que o afilhado contava da importância dos livros para aceitação da própria sexualidade.</p>
<blockquote><p>“Oi, Pedro. Acabei de ver, pela segunda vez, seu coração falando comigo. Fico emocionado por ouvir o que venho pensando e nunca verbalizando nos meus quase 94 anos de vida. Sinto uma forte emoção e um grande afeto por você. Sua presença me faz bem e meu coração bate mais forte. Quero lhe ver! Aguardo, quando puder. Nosso almoço será quando você estiver disponível”</p></blockquote>
<p><span style="font-weight: 400;">Além disso, o literata realiza em</span><i><span style="font-weight: 400;"> Trinta segundos sem pensar no medo: Memórias de um leitor</span></i><span style="font-weight: 400;"> o que faz todos os dias em suas redes sociais: incentiva o hábito literário. Longe de romantizar a rotina perfeita de alguém que pode gastar horas a fio lendo, o autor mostra como incluir a Literatura na correria diária e destaca como estes artefatos, dos suspenses, romances e comédias aos biográficos, poéticos e dramáticos, podem se tornar verdadeiros companheiros das alegrias e angústias que nos atravessam ao decorrer das mais variadas </span><a href="http://personaunesp.com.br/lady-bird-critica/"><span style="font-weight: 400;">fases da vida</span></a><span style="font-weight: 400;">.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Embora verse sobre tramas que geram gatilhos, como a ansiedade, o escritor, que é bacharel em direito pela USP (Universidade de São Paulo) e mestre pela </span><i><span style="font-weight: 400;">New York University</span></i><span style="font-weight: 400;">, balanceia de forma coerente e aprofundada todas as partes delicadas que traz em sua obra. A fluidez com a qual discorre a própria história é um convite até mesmo para quem não é adepto da leitura. </span><a href="https://www.companhiadasletras.com.br/blogDaLetrinhas/Post/6746/livros-curtos-ou-em-capitulos-um-passo-importante-na-formacao-leitora"><span style="font-weight: 400;">Capítulos curtos</span></a><span style="font-weight: 400;"> e instigantes terminam com aquela sensação de ‘preciso ler só mais uma página’. Quando você se dá conta, já devorou o livro.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Publicado pela </span><i><span style="font-weight: 400;">Intrínseca</span></i><span style="font-weight: 400;">, </span><a href="https://www.amazon.com.br/Trinta-segundos-sem-pensar-medo/dp/6555606843"><i><span style="font-weight: 400;">Trinta segundos sem pensar no medo: memórias de um leitor</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> é fiel ao que promete: contar a história de descobertas e aceitações de um jovem gay que encontrou na leitura o afago que nenhum outro familiar ou amigo havia conseguido lhe dar até então. É uma obra que conversa com o leitor. Ao transcorrer das páginas, percebemos que só basta meio minuto de esquecimento para que os bichos-papões, horrores e pesadelos deixem de nos atormentar.</span></p>
<blockquote><p><span style="font-weight: 400;">“Ficar trinta segundos sem pensar no medo e, nesse meio-tempo, dar o primeiro passo em direção ao que se deseja fazer. Depois você lida com as consequências”</span></p></blockquote>
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		<title>Longe do humor, A Filha do Palhaço se ancora em dramas familiares</title>
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		<pubDate>Wed, 05 Jun 2024 19:00:10 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Felipe Nunes Em A Filha do Palhaço, o título engana e que bom por isso. A história, inicialmente simples sobre mais uma relação paternal problemática, se transforma em uma trama catártica cheia de reviravoltas que te prende do início ao fim e está longe de ser um drama clichê. É com Renato (Demick Lopes) e &#8230; <a href="http://personaunesp.com.br/a-filha-do-palhaco-critica/" class="more-link">Continue lendo<span class="screen-reader-text"> "Longe do humor, A Filha do Palhaço se ancora em dramas familiares"</span></a></p>
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										<content:encoded><![CDATA[<figure id="attachment_33486" aria-describedby="caption-attachment-33486" style="width: 1920px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-33486" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/06/image2.jpg" alt="Cena do filme A Filha do Palhaço. os atores Demick Lopes e Lis Sutter, que interpretam, respectivamente, Renato e Joana, estão presentes. Renato está no canto esquerdo, usando luvas de manga longa douradas, um colar com contas coloridas e um sutiã com enchimento. Ele está maquiado como parte da caracterização da drag Silvanelly, que interpreta todas as noites. No lado direito, encontra-se Joana. Com os cabelos amarrados, a jovem de 14 anos segura uma bolsa e sorri para o pai. Ela veste uma blusa de manga curta cinza com a estampa de um cachorro e, por baixo, uma blusa de manga longa com listras rosas e pretas. Pai e filha estão na frente de um carro." width="1920" height="1080" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/06/image2.jpg 1920w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/06/image2-800x450.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/06/image2-1024x576.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/06/image2-768x432.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/06/image2-1536x864.jpg 1536w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/06/image2-1200x675.jpg 1200w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-33486" class="wp-caption-text">A produção nacional teve sua primeira exibição no Cine Ceará, o Festival Ibero-americano de Cinema (Foto: Embaúba Filmes)</figcaption></figure>
<p><b>Felipe Nunes</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Em </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=53r_7P06mG4"><i><span style="font-weight: 400;">A Filha do Palhaço</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, o título engana e que bom por isso. A história, inicialmente simples sobre mais uma relação paternal problemática, se transforma em uma trama catártica cheia de reviravoltas que te prende do início ao fim e está longe de ser um drama clichê. É com Renato (</span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=flAGifgZNbM"><span style="font-weight: 400;">Demick Lopes</span></a><span style="font-weight: 400;">) e Joana (Lis Sutter) que vemos uma disfuncional relação entre pai e filha abrir portas para a polissemia da cinematografia. Da maternidade solo ao abandono parental, a obra passeia por temas delicados com uma abordagem fiel ao que se propõe. O mérito é do excelente roteiro assinado por Amanda Pontes, Michelline Helena e Pedro Diogenes.</span></p>
<p><span id="more-33484"></span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">No filme, acompanhamos Renato e Joana se esforçando para reconstruir um vínculo que nunca existiu. Embora tentem, são estranhos um para o outro e qualquer diálogo soa tão constrangedor quanto conversas de elevador. O </span><a href="https://personaunesp.com.br/gemeas-morbida-semelhanca-critica/"><span style="font-weight: 400;">parentesco biológico</span></a><span style="font-weight: 400;"> não é capaz de suprir o descaso afetivo e é com essa premissa que todas as subtramas são ligadas. Se, por um lado, entendemos as mágoas de uma </span><a href="https://revistaft.com.br/abandono-afetivo-de-criancas-e-adolescentes-consequencias-juridicas-e-reparacoes-de-danos/#:~:text=abandonada%20pelos%20genitores.-,O%20abandono%20afetivo%20%C3%A9%20a%20aus%C3%AAncia%20de%20afeto%2C%20cuidado%2C%20prote%C3%A7%C3%A3o,autoestima%20e%20dificuldade%20de%20relacionamento."><span style="font-weight: 400;">adolescente negligenciada</span></a><span style="font-weight: 400;">, por outro, conhecemos os motivos que fizeram o patriarca jogar tudo para o ar e viver ao lado do grande amor – mesmo que isso signifique não estar na vida da primogênita. </span></p>
<figure id="attachment_33489" aria-describedby="caption-attachment-33489" style="width: 1999px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-33489" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/06/image5.jpg" alt="Cena do filme A Filha do Palhaço. Joana está no ateliê do pai, que conta com diversas luzes coloridas, enfeites e fotos. No centro, a jovem, que está de perfil, olha para um mural de fotos. Ela é branca e tem cabelos ondulados pretos. O fundo da cena está desfocado." width="1999" height="1333" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/06/image5.jpg 1999w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/06/image5-800x533.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/06/image5-1024x683.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/06/image5-768x512.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/06/image5-1536x1024.jpg 1536w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/06/image5-1200x800.jpg 1200w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-33489" class="wp-caption-text">Novata, a atriz que dá vida à protagonista nunca tinha trabalhado com artes cênicas antes do longa (Foto: Embaúba Filmes)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">Na pele de uma jovem de 14 anos, Lis Sutter concentra toda a narrativa em si. A protagonista enfrenta os triviais dilemas dessa faixa etária, como a busca pela popularidade escolar e as inseguranças do primeiro amor. Seria o clássico enredo de qualquer </span><a href="http://personaunesp.com.br/de-volta-aos-15-critica/"><span style="font-weight: 400;">comédia romântica </span><i><span style="font-weight: 400;">teen</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> se ela não tivesse sido abandonada pelo pai quando era uma criança e descobrisse, anos depois, que ele deixou ela e a mãe para viver um </span><a href="http://personaunesp.com.br/o-segredo-de-brokeback-mountain-critica/"><span style="font-weight: 400;">romance</span></a><span style="font-weight: 400;"> com outro homem. Vencedor da Mostra de Cinema de Gostoso e também do Prêmio de Público na Mostra de Tiradentes, o longa-metragem se consagra por destrinchar todas essas situações a partir da aproximação da ressentida menina com o pai ausente.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Além disso, Renato transita por várias versões de si próprio nos três atos. Em uma espécie de </span><a href="http://personaunesp.com.br/panico-6-critica/"><span style="font-weight: 400;">metalinguagem satírica</span></a><span style="font-weight: 400;">, o personagem, que é ator na trama, interpreta a </span><a href="https://personaunesp.com.br/drag-race-holland-2a-temp-critica/"><i><span style="font-weight: 400;">drag</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> Silvanelly, um alter ego capaz de extravasar tudo o que ele sente e não tem coragem de dizer, principalmente para a filha. Com Renato, apatia, vergonha e medo imperam, ao passo que, com Silvanelly, energia, extroversão e audácia são priorizados. Na dualidade entre um e outra, uma terceira persona é criada com a fusão dos dois, afinal, eles são um só.</span></p>
<figure id="attachment_33487" aria-describedby="caption-attachment-33487" style="width: 1999px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-33487" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/06/image3.jpg" alt="Cena do filme A Filha do Palhaço. Renato se maquia para interpretar a drag Silvanelly. O ator está com um semblante sério e passa lápis na sobrancelha. A região nasolabial e as pálpebras estão com pó branco. Atrás do ator, há um estande com algumas roupas. Ele veste um roupão com estampa florida." width="1999" height="1333" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/06/image3.jpg 1999w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/06/image3-800x533.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/06/image3-1024x683.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/06/image3-768x512.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/06/image3-1536x1024.jpg 1536w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/06/image3-1200x800.jpg 1200w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-33487" class="wp-caption-text">Ainda que foque em dramas familiares, a narrativa também aborda as dificuldades de artistas independentes, músicos e atores (Foto: Embaúba Filmes)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">Enquanto mostra a criação do vínculo fraternal entre os protagonistas, o filme aprofunda outras temáticas como </span><a href="https://personaunesp.com.br/heartstopper-2a-temp-critica/"><span style="font-weight: 400;">aceitação</span></a><span style="font-weight: 400;">, abandono parental, xenofobia, </span><a href="https://personaunesp.com.br/nimona-critica/"><span style="font-weight: 400;">homofobia</span></a><span style="font-weight: 400;"> e </span><a href="https://gshow.globo.com/moda-e-beleza/noticia/maternidade-solo-a-historia-de-maes-e-o-papel-da-sociedade-como-rede-de-apoio.ghtml"><span style="font-weight: 400;">maternidade solo</span></a><span style="font-weight: 400;">. Cada uma dessas subtramas é exposta de uma forma sutil, porém, isso não significa que os assuntos foram tratados com superficialidade. Em outras palavras: o roteiro balanceia com destreza todos os eixos narrativos que escolheu trabalhar, alcançando o seu auge com as pazes de Renato com a filha e a sua própria sexualidade.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Para encontrar o lugar ao sol junto de sua “</span><i><span style="font-weight: 400;">alma gêmea</span></i><span style="font-weight: 400;">”, como o próprio define, o palhaço larga a vida que vive e passa a aproveitar o novo romance pelas belas praias cariocas. Contudo, a paixão de verão tem um final trágico. Renato não perde apenas a proximidade com a filha, como também a chance de uma longeva vida com Diogo, que morre em um acidente de trânsito pouco tempo depois do início da </span><a href="https://personaunesp.com.br/queer-eye-5a-temp-critica/"><span style="font-weight: 400;">relação homoafetiva</span></a><span style="font-weight: 400;">. A direção de Pedro Diogenes nestas sequências e em todo o longa é fina, beirando a fragilidade e a inconsistência – parâmetro que se destoa bastante de outras obras do profissional, conhecido por </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=BTchvVxi5u8"><i><span style="font-weight: 400;">Pajeú</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> e </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=Fc9sDmeoVCE"><i><span style="font-weight: 400;">Inferninho</span></i></a><span style="font-weight: 400;">.</span></p>
<figure id="attachment_33488" aria-describedby="caption-attachment-33488" style="width: 1999px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-33488" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/06/image4-1.jpg" alt="Cena do filme A Filha do Palhaço. Na parte esquerda, o ator Jesuíta Barbosa está com o rosto maquiado para parecer um palhaço e aparece fumando. Ele veste uma regata branca, calça marrom e meias de cano longo com listras rosas e pretas. Ao lado dele, no centro, está Renato com uma camisa escura e uma calça jeans clara. Renato dá colo para a filha, Joana, apoiar a cabeça. A jovem veste uma blusa cinza de manga curta e, por baixo, uma blusa de manga longa com listras laranjas e pretas. Os três estão na calçada de um bar." width="1999" height="1333" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/06/image4-1.jpg 1999w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/06/image4-1-800x533.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/06/image4-1-1024x683.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/06/image4-1-768x512.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/06/image4-1-1536x1024.jpg 1536w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/06/image4-1-1200x800.jpg 1200w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-33488" class="wp-caption-text">A Fotografia sensível e soturna presente nos momentos de solidão de Renato é escanteada nos arcos de frenesi do personagem (Foto: Embaúba Filmes)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">Sob a responsabilidade de Cozilos Vitor e João Victor Barroso, a trilha sonora é uma personagem à parte. Junto ao elenco, se soma como um dos trunfos da produção cinematográfica. Com versos de ícones da Música Popular Brasileira (MPB) – a exemplo de Luiz Gonzaga, Luiza Nobel, Uirá dos Reis e Getúlio Abelha –, as canções são um elo entre os protagonistas, que passam a se aproximar através de </span><a href="https://personaunesp.com.br/os-melhores-discos-de-2023/"><span style="font-weight: 400;">gostos musicais</span></a><span style="font-weight: 400;"> semelhantes. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Na tentativa de tratar os temas com delicadeza, a potência de determinados arcos é prejudicada e fica aquém do que poderia ter sido, caso fosse executada com propostas mais catárticas e enérgicas. A sensação é que falta gana e intensidade em conjuntos que poderiam ter destacado mais a competência do elenco. Além da dupla de protagonistas, o filme conta ainda com as participações de Jupyra Carvalho, Ana Luiza Rios, Valéria Vitoriano e Jesuíta Barbosa, que ganhou destaque na televisão nacional ao protagonizar o </span><a href="https://personaunesp.com.br/pantanal-critica/"><i><span style="font-weight: 400;">remake</span></i><span style="font-weight: 400;"> de </span><i><span style="font-weight: 400;">Pantanal</span></i></a><span style="font-weight: 400;">.</span></p>
<figure id="attachment_33485" aria-describedby="caption-attachment-33485" style="width: 1999px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-33485" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/06/image1.jpg" alt="Cena do filme A Filha do Palhaço. No canto esquerdo, está Joana coberta por uma toalha e com os cabelos molhados. No canto direito, está Renato, sem camisa e com os cabelos molhados. Sentados na areia da praia, pai e filha estão de costas para a câmera, observando o horizonte." width="1999" height="1333" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/06/image1.jpg 1999w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/06/image1-800x533.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/06/image1-1024x683.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/06/image1-768x512.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/06/image1-1536x1024.jpg 1536w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/06/image1-1200x800.jpg 1200w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-33485" class="wp-caption-text">“Um filme que aponta para possibilidade de famílias formadas das mais diversas formas possíveis”, define o diretor Pedro Diógenes (Foto: Embaúba Filmes)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">Produzido pela </span><i><span style="font-weight: 400;">Marevolto Filmes</span></i><span style="font-weight: 400;"> em parceria com a </span><i><span style="font-weight: 400;">Pique-Bandeira Filmes</span></i><span style="font-weight: 400;">, </span><a href="https://www.ensaiocritico.com/post/a-filha-do-palhaco-cine-ceara-critica"><i><span style="font-weight: 400;">A Filha do Palhaço</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> chega aos cinemas como um daqueles longas que vai te chacoalhar e fazer refletir. Não é uma narrativa maniqueísta de um pai vilão que abandonou a filha, tampouco a de uma menina problemática que se afastou do pai. É uma </span><a href="https://g1.globo.com/ce/ceara/noticia/2024/05/26/premiado-em-festivais-filme-cearense-a-filha-do-palhaco-se-inspira-na-vida-de-paulo-diogenes-e-homenageia-artistas-que-vivem-do-humor.ghtml"><span style="font-weight: 400;">história dramática</span></a><span style="font-weight: 400;"> que reflete a vida de vários brasileiros; são duas pessoas que escolhem se conectar para além do laço biológico que sempre vão carregar. Quando abraçam o futuro que podem criar juntos e esquecem os erros do passado, Renato e Joana finalmente se encontram. Dessa vez, para não se perderem nunca mais.</span></p>
<p>O post <a href="http://personaunesp.com.br/a-filha-do-palhaco-critica/">Longe do humor, A Filha do Palhaço se ancora em dramas familiares</a> apareceu primeiro em <a href="http://personaunesp.com.br">Persona | Jornalismo Cultural</a>.</p>
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		<title>Estante do Persona &#8211; Maio de 2024</title>
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		<pubDate>Mon, 03 Jun 2024 19:36:30 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Se apaixonar e se encantar por um livro pela primeira vez é uma das experiências mais marcantes de qualquer leitor. Seja fantasia, drama ou romance, as narrativas literárias transportam o público para as páginas e escritos de um autor. Por isso, o Estante do Persona deste mês celebra as primeiras indicações dos novos membros da &#8230; <a href="http://personaunesp.com.br/estante-do-persona-maio-de-2024/" class="more-link">Continue lendo<span class="screen-reader-text"> "Estante do Persona &#8211; Maio de 2024"</span></a></p>
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										<content:encoded><![CDATA[<figure id="attachment_33467" aria-describedby="caption-attachment-33467" style="width: 1024px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-33467" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/06/ESTANTE_HEADER.jpg" alt="" width="1024" height="538" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/06/ESTANTE_HEADER.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/06/ESTANTE_HEADER-800x420.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/06/ESTANTE_HEADER-768x404.jpg 768w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-33467" class="wp-caption-text">Em Maio, o Estante do Persona faz ode aos inícios (Texto de abertura por: Guilherme Machado Leal/ Artes: Julia Rodrigues)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">Se apaixonar e se encantar por um livro pela primeira vez é uma das experiências mais marcantes de qualquer leitor. Seja fantasia, drama ou romance, as narrativas literárias transportam o público para as páginas e escritos de um autor. Por isso, o </span><a href="https://personaunesp.com.br/tag/estante-do-persona/"><b>Estante do Persona</b></a><span style="font-weight: 400;"> deste mês celebra as primeiras indicações dos novos membros da Editoria com uma lista seleta de obras marcantes.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">De suspenses literários brasileiros a clássicos mundiais, as recomendações atravessam os mais variados gêneros e atingem todos os públicos. Entre histórias em quadrinhos e livros sobre a iminência da vida adulta, algo que une todas as indicações do mês de Maio é o amor pela Literatura e pelas histórias contadas. Das narrativas infantojuvenis às poesias profundas de </span><a href="https://revistagalileu.globo.com/Cultura/Livros/noticia/2022/02/quem-foi-sylvia-plath-e-qual-sua-importancia-para-literatura.html"><span style="font-weight: 400;">Sylvia Plath</span></a><span style="font-weight: 400;">, o cardápio de obras literárias oferece arcos envolventes de personagens e tramas de tirar o fôlego. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Em suma, para este mês, as indicações se pautam em liberdade. Drama, </span><a href="https://aventurasnahistoria.uol.com.br/noticias/vitrine/distopia-8-obras-obrigatorias-para-os-entusiastas-do-genero.phtml"><span style="font-weight: 400;">distopia</span></a><span style="font-weight: 400;">, aventura e muitos outros gêneros são encontrados no Estante do Persona de maio. Pegue uma pipoca, se aconchegue e se prepare para receber inúmeras recomendações de narrativas literárias. Do tradicional ao moderno, a lista a seguir é para quem pode se chamar de ávido leitor!</span></p>
<p><span id="more-33455"></span></p>
<hr />
<figure id="attachment_33457" aria-describedby="caption-attachment-33457" style="width: 666px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-33457" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/05/Uma-Familia-Feliz-2.jpg" alt="Capa do livro Uma Família Feliz. O nome do autor, em letras maiúsculas e na cor preta, está centralizado na parte superior da capa. Logo abaixo do nome, encontra-se a cabeça de um bebê reborn de perfil. O bebê reborn tem um coração desenhado no pescoço e os olhos rabiscados. Abaixo da ilustração da cabeça do bebê reborn, está o título do livro: Uma Família Feliz. Na parte direita, no canto inferior, encontra-se a logo da editora Companhia das Letras. O fundo da capa é rosa e possui ilustrações que se assemelham a um papel de parede infantil, com nuvens, luas minguantes e estrelas." width="666" height="1000" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/05/Uma-Familia-Feliz-2.jpg 666w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/05/Uma-Familia-Feliz-2-533x800.jpg 533w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-33457" class="wp-caption-text">&#8220;A história absurda e violenta que se escuta da amiga de uma amiga&#8221; (Foto: Companhia das Letras)</figcaption></figure>
<p><b>Raphael Montes &#8211; Uma Família Feliz (352 páginas, Companhia das Letras)</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O novelista, roteirista e escritor </span><a href="https://personaunesp.com.br/o-vilarejo-critica/"><span style="font-weight: 400;">Raphael Montes</span></a><span style="font-weight: 400;"> está de volta com uma nova narrativa repleta de suspense e mistério. Em </span><i><span style="font-weight: 400;">Uma Família Feliz</span></i><span style="font-weight: 400;">, o autor nos apresenta Eva, uma artesã que faz bebês reborn e se descobre grávida de uma criança real, o primogênito Lucas. O núcleo familiar aparentemente perfeito conta ainda com as enteadas gêmeas, Sara e Ângela, e o marido, Vicente.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Em um condomínio de luxo onde as aparências enganam, a vida dos sonhos da família nos moldes de comercial de margarina se torna um pesadelo quando o recém-nascido Luquinhas e suas irmãs idênticas aparecem violentados. Com </span><a href="https://personaunesp.com.br/o-vilarejo-critica/"><span style="font-weight: 400;">reviravoltas a cada capítulo,</span></a><span style="font-weight: 400;"> até o personagem mais inocente é considerado suspeito pela protagonista, que, inclusive, passa a desconfiar de si mesma.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Sucesso de crítica e público, o livro ganhou uma </span><a href="https://personaunesp.com.br/bom-dia-veronica-critica/"><span style="font-weight: 400;">adaptação audiovisual homônima</span></a><span style="font-weight: 400;"> estrelada por Grazi Massafera e Reynaldo Gianecchini na pele do disfuncional casal que fisgou os vorazes leitores de Raphael Montes. O roteiro do longa-metragem é assinado pelo autor da trama literária que inspirou o filme. Outras obras do escritor, inclusive, já foram adaptadas para o audiovisual, como </span><i><span style="font-weight: 400;">Bom Dia, Verônica </span></i><span style="font-weight: 400;">e </span><a href="https://oglobo.globo.com/play/series/noticia/2023/07/21/livro-de-raphael-montes-vai-virar-serie-no-globoplay-saiba-quem-esta-fazendo-o-projeto.ghtml#:~:text=%E2%80%9CDias%20perfeitos%E2%80%9D%2C%20de%20Raphael,passagem%20pela%20HBO%20Max%2C%20dirigir%C3%A1.&amp;text=Montes%20atua%20como%20supervisor%20da,com%20produ%C3%A7%C3%A3o%20da%20RT%20Features."><i><span style="font-weight: 400;">Dias Perfeitos</span></i></a><span style="font-weight: 400;">.  </span><b>&#8211; Felipe Nunes</b></p>
<hr />
<figure id="attachment_33459" aria-describedby="caption-attachment-33459" style="width: 682px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-33459" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/05/diariossylviaplath1.jpg" alt="capa do livro Os Diários de Sylvia Plath. Nela, está uma foto da escritora sentada em uma cadeira num jardim. O enquadramento da imagem permite que visualizemos apenas a parte superior do corpo de Sylvia Plath, que não olha diretamente para a câmera - vemos o seu perfil. A autora veste um top branco de renda, com uma flor vermelha presa em seu elástico de cima, enquanto segura um dente-de-leão e olha para ele. Além disso, Plath, mulher branca de cabelos loiros e curtos, está de batom vermelho - mesma cor de seu esmalte. Na foto, ela aparenta falar algo e o dia parece ensolarado. O título do livro posiciona-se entre o rosto da escritora e sua mão - segurando o dente-de-leão. Abaixo do título, há informações adicionais: anos em que os diários foram escritos e o nome de Karen V. Kukil, responsável pela organização deles. A logo da Editora Biblioteca Azul está no canto inferior direito. " width="682" height="1000" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/05/diariossylviaplath1.jpg 682w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/05/diariossylviaplath1-546x800.jpg 546w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-33459" class="wp-caption-text">“De repente, penso ‘onde está a garota que eu era ano passado? Há dois anos? O que ela pensaria de mim agora?’” (Foto: Editora Biblioteca Azul)</figcaption></figure>
<p><b>Sylvia Plath &#8211; Os Diários de Sylvia Plath (840 páginas, Editora Biblioteca Azul)</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A coletânea </span><i><span style="font-weight: 400;">Os Diários de Sylvia Plath</span></i><span style="font-weight: 400;">, publicada em novembro de 2017, reproduz os manuscritos originais que a enigmática escritora </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=wCWl8ZIgCHk"><span style="font-weight: 400;">Sylvia Plath</span></a><span style="font-weight: 400;"> redigiu entre os últimos anos de sua vida &#8211; de 1950 a 1962. A leitura, por sua vez, assinala os meandros do amadurecimento feminino, bem como a inquietude de </span><a href="https://www.poetryfoundation.org/poets/sylvia-plath"><span style="font-weight: 400;">uma das maiores poetisas do século XX</span></a><span style="font-weight: 400;">. Com suas reflexões, Plath revela a genialidade com que lidava e escrevia sobre as angústias mais íntimas. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Sob a tradução de </span><a href="https://www.companhiadasletras.com.br/colaborador/00588/celso-nogueira"><span style="font-weight: 400;">Celso Nogueira</span></a><span style="font-weight: 400;">, os diários da autora servem como um alívio: ela possui a notória habilidade de converter sentimentos, muitas vezes indescritíveis, em palavras. Os pensamentos melancólicos, comportamentos excêntricos e questionamentos existenciais, de forma inesperada, são reconfortantes. Através deles, Sylvia Plath reforça a mensagem de que não estamos sós na escuridão de nossa subjetividade. </span><b>&#8211; Esther Chahin </b></p>
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<p><figure id="attachment_33460" aria-describedby="caption-attachment-33460" style="width: 696px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-33460" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/05/diariodeumapaixao1.jpg" alt="Capa do livro Diário de uma paixão, escrito por Nicholas Sparks. Publicado pela editora Arqueiro. A imagem de fundo é uma fotografia de uma mulher adulta de frente para o mar. Ela está agachada em um deck e se segura em uma estrutura que remete a uma escada submersa na água. Ela usa um vestido vermelho, seu cabelo está preso em um coque com uma flor. No topo da capa lê-se &quot;o amor é a força mais poderosa do universo&quot;. Foram vendidas mais de 100 milhões de cópias do livro." width="696" height="1000" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/05/diariodeumapaixao1.jpg 696w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/05/diariodeumapaixao1-557x800.jpg 557w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-33460" class="wp-caption-text">“[&#8230;] O meu nome, em breve, será esquecido, mas amei outra pessoa com toda a minha alma e coração e, para mim, isso sempre bastou.” (Foto: Editora Arqueiro)</figcaption></figure><b>Nicholas Sparks – Diário de uma Paixão (256 páginas, Editora Arqueiro)</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Em 1996, </span><a href="https://nicholassparks.com/"><span style="font-weight: 400;">Nicholas Sparks</span></a><span style="font-weight: 400;"> escreveu em seis meses o premiado </span><i><span style="font-weight: 400;">Diário de uma Paixão</span></i><span style="font-weight: 400;">, que passou 56 semanas na lista de </span><i><span style="font-weight: 400;">best-sellers</span></i><span style="font-weight: 400;"> do </span><a href="https://www.nytimes.com/1996/12/01/books/best-sellers-december-1-1996.html"><i><span style="font-weight: 400;">New York Times</span></i></a><span style="font-weight: 400;">. O clássico romance, traduzido pela </span><a href="https://www.editoraarqueiro.com.br/livros/diariodeumapaixao/"><span style="font-weight: 400;">Viviane Diniz</span></a><span style="font-weight: 400;">, conta a história de Duke, um homem simples que amou muito uma pessoa sua vida inteira. Na clínica de repouso em que mora, ele lê a linda e emocionante história do casal Allie Nelson e Noah Calhoun para uma senhora com Alzheimer, à espera de um milagre.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Sparks é reconhecido pelos seus </span><a href="https://nicholassparks.com/work/"><span style="font-weight: 400;">diversos romances</span></a><span style="font-weight: 400;"> com escritas simples, cativantes e dramas profundos sobre o amor, e seu livro de estréia não podia ser diferente. Com </span><i><span style="font-weight: 400;">Diário de uma Paixão</span></i><span style="font-weight: 400;">, o autor nos leva a questionar o que vale mais: uma vida estável ou a emoção de um amor de verão que sempre ficou na sua cabeça. Apesar de o início da obra não conter tanta riqueza e descrição das cenas, o livro termina com uma amarração perfeita. Podemos compreender Duke e nos solidarizar com toda a sua história, esperando, um dia, amar alguém como ele amou. – </span><b>Marina Iwashita Canelas</b></p>
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<figure id="attachment_33461" aria-describedby="caption-attachment-33461" style="width: 690px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-33461" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/05/As-vantagens-de-ser-invisivel.jpg" alt="Capa do livro As vantagens de ser invisível. No centro da imagem vemos o desenho da silhueta de um garoto em cima de uma caminhonete. Seus braços estão erguidos para o alto como se estivesse sendo liberto e ficando livre de qualquer sentimento ruim. Na parte superior, o título da obra está escrito em letras pretas, o nome do autor aparece na cor branca. O nome da Editora Rocco encontra-se na parte inferior direita da imagem, na cor verde limão. Na parte esquerda central lê-se “nova edição com trecho inédito”, já na parte inferior esquerda está escrito “o livro que inspirou o filme”, em branco. A capa da obra é verde com detalhes em tons variados." width="690" height="1000" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/05/As-vantagens-de-ser-invisivel.jpg 690w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/05/As-vantagens-de-ser-invisivel-552x800.jpg 552w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-33461" class="wp-caption-text">“Então, esta é a minha vida. E quero que você saiba que sou feliz e triste ao mesmo tempo, e ainda estou tentando entender como posso ser assim.” (Foto: Editora Rocco)</figcaption></figure>
<p><b>Stephen Chbosky &#8211; As vantagens de ser invisível (224 páginas, Editora Rocco)</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Considerado um dos </span><i><span style="font-weight: 400;">best sellers</span></i><span style="font-weight: 400;"> mundiais, </span><i><span style="font-weight: 400;">As vantagens de ser invisível</span></i><span style="font-weight: 400;">, de Stephen Chbosky, é um romance epistolar que aborda o </span><a href="https://medium.com/@renato.alm/profundidade-e-delicadeza-para-se-compreender-as-vantagens-de-ser-invis%C3%ADvel-60172a262465"><span style="font-weight: 400;">drama adolescente</span></a><span style="font-weight: 400;"> da maneira mais sincera possível. A obra, traduzida por Ryta Vinagre, conta a história de Charlie, um garoto introvertido que escreve cartas a um </span><i><span style="font-weight: 400;">querido amigo</span></i><span style="font-weight: 400;">, uma pessoa anônima. Com uma construção muito bem equilibrada, a história é intimista e envolvente, o que permite ao leitor acompanhar de perto o crescimento emocional e psicológico do protagonista.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;"> Através de suas cartas, Charlie revela seus desafios de adaptação à sua nova escola, encontrando amizades significativas. Em</span> <a href="https://letras.biblioteca.ufrj.br/as-vantagens-de-ser-invisivel-stephen-chbosky/"><i><span style="font-weight: 400;">As vantagens de ser invisível</span></i></a><i><span style="font-weight: 400;">,</span></i><span style="font-weight: 400;"> Chbosky conta uma história honesta e emocionante sobre os desafios da adolescência, sobre o enfrentamento de demônios internos e até mesmo sobre a paixão não correspondida. Em 2012, a obra chegou a ser relida nas </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=mgzV9aSS2y0&amp;pp=ygUmdHJhaWxlciBhcyB2YW50YWdlbnMgZGUgc2VyIGludmlzw612ZWw%3D"><span style="font-weight: 400;">telas do cinema</span></a><span style="font-weight: 400;"> e conta com Logan Lerman, Ezra Miller e Emma Watson no elenco. </span><b>&#8211; Vitória Borges</b></p>
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<figure id="attachment_33462" aria-describedby="caption-attachment-33462" style="width: 1000px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-33462" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/05/legend1.jpg" alt="Capa do livro legend. Na parte superior está escrito “Autora bestseller do New York Times” em dourado. Ainda na parte superior, logo abaixo, está escrito “Marie Lu” em dourado. Na parte central está um símbolo criado para representar a República. O símbolo é contornado por uma cor dourada. A letra “R” está no centro do símbolo. Acima dele está uma estrela. Na parte inferior está escrito “Legend” em dourado. Mais abaixo está escrito “A verdade se tornará lenda” em preto. Mais abaixo está escrito “Rocco” em dourado." width="1000" height="1000" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/05/legend1.jpg 1000w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/05/legend1-800x800.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/05/legend1-150x150.jpg 150w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/05/legend1-768x768.jpg 768w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-33462" class="wp-caption-text">Legend é o primeiro livro de uma trilogia, que se completa com as obras Prodigy e Champion &#8211; alguns anos depois a autora publicou Rebel, uma continuação direta da trilogia (Foto: Editora Rocco)</figcaption></figure>
<p><b>Marie Lu &#8211; Legend (256 páginas, Editora Rocco)</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Em um contexto em que se publicava e produzia muitos livros e filmes sobre</span> <a href="https://www.terra.com.br/diversao/entre-telas/colunistas/ygor-palopoli/jogos-vorazes-e-a-febre-das-distopias-adolescentes,988c2e1080138d62a459f18bcb169a6e9uj87hvf.html"><span style="font-weight: 400;">distopias adolescentes</span></a><span style="font-weight: 400;">, </span><a href="https://marielu.com/"><span style="font-weight: 400;">Marie Lu</span></a> <span style="font-weight: 400;">escreveu </span><i><span style="font-weight: 400;">Legend, </span></i><span style="font-weight: 400;">um livro menos lembrado que outros clássicos infanto-juvenis recentes como </span><i><span style="font-weight: 400;">Divergente </span></i><span style="font-weight: 400;">e </span><i><span style="font-weight: 400;">Jogos Vorazes</span></i><span style="font-weight: 400;">.</span> <span style="font-weight: 400;">No entanto, isso não o torna menos qualificado. Apesar de manter alguns elementos típicos das distopias, a escritora utiliza os clichês a favor da sua trama e não como muleta narrativa. É importante destacar que a responsabilidade de traduzir para o público brasileiro ficou por conta da muito competente Andréia Castro Alves. Marie Lu também se diferencia ao colocar o romance como o ponto central da obra, em que todas as mudanças na narrativa se dão em torno do amor dos dois protagonistas.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A obra divide os capítulos entre os pontos de vista dos dois protagonistas: Day e June. Day é um fora da lei, que vive à margem da sociedade e comete crimes para sobreviver e ajudar a sua família. June é uma prodígio da República, que vive na parte mais abastada da sociedade. O destino junta os dois, quando o irmão de June é assassinado e Day se torna o principal suspeito. A obra traz tudo que se pode esperar de uma </span><a href="https://bvl.org.br/noticia/distopia-e-um-genero-ou-tema-literario#:~:text=Al%C3%A9m%20dessas%2C%20h%C3%A1%20outras%20caracter%C3%ADsticas,de%20comunica%C3%A7%C3%A3o%20entre%20os%20personagens"><span style="font-weight: 400;">distopia</span></a><span style="font-weight: 400;">: analisa a desigualdade e o sistema autoritário, explora a juventude dos personagens e, principalmente, envolve com o romance e o mistério </span><b>&#8211; Guilherme Moraes</b></p>
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<figure id="attachment_33463" aria-describedby="caption-attachment-33463" style="width: 680px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-33463" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/05/Diomedes1.jpg" alt="Na ilustração, o personagem Diomedes está no centro, ele pula por cima do título “Diomedes” que está escrito na parte de baixo da capa, em cor preta e letras maiúsculas. O personagem é um homem branco, baixinho e gordo. Ele tem o bigode comprido. Ele usa um chapéu e um terno, ambos. A cor cinza escuro. Veste calça cinza, usa meias cano alto e usa um sapato social marrom. Na sua mão esquerda, segura uma pistola, na direita uma ferramenta pé de cabra. No fundo, a capa está dividida na vertical, a direita é na cor vermelha e a esquerda amarela. Na parte de cima está o nome do autor, Lourenço Mutarelli, logo abaixo do logo da editora Quadrinhos na Cia. Na parte de baixo, além do título, no canto direito está escrito A trilogia do acidente edição completa. " width="680" height="1000" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/05/Diomedes1.jpg 680w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/05/Diomedes1-544x800.jpg 544w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-33463" class="wp-caption-text">Publicado pela primeira vez em 1999, Diomedes é um clássico dos quadrinhos brasileiros (Foto: Quadrinhos Na Cia.)</figcaption></figure>
<p><b>Lourenço Mutarelli &#8211; Diomedes (A trilogia do acidente) (432 páginas, Editora Quadrinhos Na Cia)</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Esqueça tudo que você conhece sobre detetives, Sherlock Holmes e Hercule</span><span style="font-weight: 400;"> Poirot</span><span style="font-weight: 400;"> nunca serão Diomedes (e ainda bem)! Covarde, interesseiro e com um casamento falido, o detetive particular não tem nenhuma das características do deus grego homônimo ou de qualquer detetive da ficção. </span><a href="https://g1.globo.com/pop-arte/blog/maquina-de-escrever/post/lourenco-mutarelli-meu-pai-e-uma-figura-central-na-minha-vida.html"><span style="font-weight: 400;">Lourenço Mutarelli</span></a><span style="font-weight: 400;"> cria uma atmosfera </span><i><span style="font-weight: 400;">noir</span></i><span style="font-weight: 400;"> e autodepreciativa que prende o leitor em um verdadeiro enigma. O quadrinho extremamente pessoal, foi escrito no período em que o pai do autor faleceu, o escritor até assume em nota da edição que as piadas contadas pelo personagem foram contadas pelo seu pai. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">De assassinato a magia, a história acompanha Diomedes numa caçada para encontrar o mágico Enigmo, que desapareceu. Porém, no meio da aventura, ele vai enfrentar duplas sanguinárias, detetives canalhas e aparições fantasmagóricas enquanto discute sobre a vida e felicidade. Com uma narrativa gráfica impecável e cinematográfica, o autor até indica </span><a href="https://youtu.be/d_a9SdsT3AI?si=sletKpl5n1dAhTBq"><span style="font-weight: 400;">músicas</span></a><span style="font-weight: 400;"> para ouvir durante a leitura nas notas de rodapé. </span><i><span style="font-weight: 400;">A trilogia do acidente</span></i><span style="font-weight: 400;"> é indispensável para quem ama suspense e quadrinhos. </span><b>&#8211; Davi Marcelgo </b></p>
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<figure id="attachment_33464" aria-describedby="caption-attachment-33464" style="width: 296px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-33464" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/05/Noivaa.jpg" alt="A capa do livro &quot;Noiva&quot; de Ali Hazelwood apresenta um fundo cinza, com desenhos de pinheiros, que remete a uma floresta. Ela é monocromática e conta com ilustrações em estilo cartoon em destaque. No centro, há um desenho em branco de uma vampira vestida de noiva. Ela é alta, pálida e magra, seus cabelos estão trançados no topo da sua cabeça com flores, que também enfeitam seu vestido leve. Ela usa batom e unhas vermelhas, e seus olhos observam algo ao seu lado. Atrás dela há o desenho em cinza de um lobo com olhos acesos, e de uma lua branca. O título &quot;Noiva&quot; está escrito na parte inferior em letras grandes e vermelhas, e o nome da autora, Ali Hazelwood, aparece na parte de cima da capa em letras da mesma cor porém menores, com descrições com propósito de marketing à sua volta. No canto inferior em branco e em letras pequenas há um comentário sobre o livro, feito por uma autora identificada por letras do mesmo tamanho porém vermelhas. " width="296" height="425" /><figcaption id="caption-attachment-33464" class="wp-caption-text">Lançado em 24 de Março de 2024 pela editora Arqueiro, Noiva é o primeiro livro de fantasia de Ali Hazelwood. (Foto: Editora Arqueiro)</figcaption></figure>
<p><b>Ali Hazelwood &#8211; Noiva (368 páginas, Editora Arqueiro)</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Uma aliança entre lados opostos e um acordo de paz. Misery Lark nunca imaginou que isso viria na forma de um casamento arranjado, e ainda mais que seu noivo fosse o chefe da matilha rival, Lowe Moreland, um lobisomem…Para encontrar sua melhor amiga desaparecida, Misery arriscaria sua própria vida em território inimigo. Mesmo sendo filha do vampiro mais poderoso, ela cresceu exilada da sociedade dos sanguinários, e mais uma vez é usada como moeda de troca para </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=eq0ZF7aL_F8"><i><span style="font-weight: 400;">“um bem maior”</span></i></a><span style="font-weight: 400;">.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Em meio a perigos, políticas e alianças entre vampiros e licanos, surge também uma atração inesperada. Em</span> <a href="https://www.amazon.com.br/Noiva-Ali-Hazelwood/dp/6555656034"><i><span style="font-weight: 400;">Noiva</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, traduzido por Raquel Zampil, Ali Hazelwood consegue trazer mistério, ação e romance em um formato intrigante. Mas afinal, uma paixão paranormal entre inimigos mortais pode ao fim resultar em paz? A aliança mais perigosa a se fazer talvez seja aquela acidental… E que melhor reviravolta se não o amor?</span><b> &#8211; Léa Secchi</b></p>
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<figure id="attachment_33465" aria-describedby="caption-attachment-33465" style="width: 305px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-33465" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/05/Girls-like-girls.jpg" alt="Capa do livro Girls Like Girls: Uma História de Amor Entre Garotas. Na foto, o título do livro está escrito com fonte branca na parte central superior da capa. O subtítulo aparece ao lado direito em um tom rosa. A capa apresenta duas meninas. Da esquerda para direita, uma menina de cabelos marrons com uma camiseta listrada e uma garota de cabelos escuros com uma jaqueta jeans. Elas estão se olhando, estão de mãos dadas e estão sentadas. Ao fundo da imagem, no canto inferior esquerdo da capa, há uma bicicleta. Além disso, a paisagem é composta por árvores e arbustos. Na parte central inferior da capa, o nome da autora Hayley Kiyoko aparece com uma fonte branca. Ao lado do nome da autora, há o nome da Editora Intrínseca em uma fonte branca com um círculo roxo ao lado." width="305" height="445" /><figcaption id="caption-attachment-33465" class="wp-caption-text">Girls Like Girls fala sobre a descoberta da própria sexualidade e é perfeito para meninas LGBTQIAPN+ (Foto: Editora Intrínseca)</figcaption></figure>
<p><b>Hayley Kiyoko &#8211; Girls Like Girls: Uma História de Amor entre Garotas (320 páginas, Editora Intrínseca)</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O </span><a href="https://www.terra.com.br/diversao/musicas-que-viraram-livros-conheca-historia-de-girls-like-girls-e-mais-romances-vindos-de-cancoes,b6027b455815c3d8992e295ba35526cb4vkejqzc.html"><span style="font-weight: 400;">livro</span></a> <i><span style="font-weight: 400;">Girls Like Girls</span></i><span style="font-weight: 400;"> de Hayley Kiyoko, traduzido por Helen Pandolfi no Brasil, acompanha Coley, uma adolescente cuja vida muda drasticamente após perder a mãe. Carregando um peso emocional enorme, ela embarca em uma jornada de autoconhecimento enquanto enfrenta o luto. Surge então Sonya, uma jovem popular com uma influência cativante, destacando-se por sua bondade, compaixão e genuíno cuidado com os outros, desafiando os estereótipos associados aos populares da escola.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A autora presenteia o leitor com uma narrativa sincera, o levando para uma viagem nostálgica à adolescência, em busca de aceitação e amor verdadeiro. A obra preenche uma lacuna na jornada de autoconhecimento, entregando uma história cativante que faz com que o público perca a noção do tempo, nos deixando ocasionalmente felizes batendo os pés na cama. Agradecemos a </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=I0MT8SwNa_U"><span style="font-weight: 400;">Hayley Kiyoko </span></a><span style="font-weight: 400;">por esse presente carinhoso! </span><b>&#8211; Eloah Kaway</b></p>
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		<title>A segunda temporada de De Volta aos 15 mergulha na nostalgia e no clichê romântico</title>
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		<pubDate>Fri, 23 Feb 2024 19:51:53 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Felipe Nunes Maisa Silva e Camila Queiroz estão de volta para viajar no tempo como Anita na segunda temporada de De Volta aos 15, seriado nacional da Netflix baseado na obra literária homônima de Bruna Vieira. Dessa vez, a imatura personagem de 30 anos no corpo de uma menina de 15 passeia com mais complexidade &#8230; <a href="http://personaunesp.com.br/de-volta-aos-15-2a-temp-critica/" class="more-link">Continue lendo<span class="screen-reader-text"> "A segunda temporada de De Volta aos 15 mergulha na nostalgia e no clichê romântico"</span></a></p>
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										<content:encoded><![CDATA[<figure id="attachment_32473" aria-describedby="caption-attachment-32473" style="width: 1281px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-32473" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/02/image1-1.jpg" alt=" Cena de De Volta aos 15. No lado esquerdo, Camila Queiroz veste blusa xadrez vermelha e calça jeans. A atriz é branca e tem cabelos castanhos ondulados. Ao fundo, no lado direito, está o ator Gabriel Stauffer, que veste moletom marrom e uma blusa cinza. O ator é branco e tem cabelo e barba castanhos. Os intérpretes dentro de uma van." width="1281" height="720" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/02/image1-1.jpg 1281w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/02/image1-1-800x450.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/02/image1-1-1024x576.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/02/image1-1-768x432.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/02/image1-1-1200x674.jpg 1200w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-32473" class="wp-caption-text">Camila Queiroz e Gabriel Stauffer vivenciam aventuras temporais como Anita e Joel adultos na produção nacional De Volta aos 15 (Foto: Netflix)</figcaption></figure>
<p><b>Felipe Nunes</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Maisa Silva e Camila Queiroz estão de volta para viajar no tempo como Anita na segunda temporada de </span><a href="https://personaunesp.com.br/de-volta-aos-15-critica/"><i><span style="font-weight: 400;">De Volta aos 15</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, seriado nacional da </span><i><span style="font-weight: 400;">Netflix </span></i><span style="font-weight: 400;">baseado na obra literária homônima de </span><a href="https://f5.folha.uol.com.br/celebridades/2023/06/como-bruna-vieira-tornou-se-pioneira-entre-blogueiras-sem-deixar-a-literatura-de-lado.shtml"><span style="font-weight: 400;">Bruna Vieira</span></a><span style="font-weight: 400;">. Dessa vez, a imatura personagem de 30 anos no corpo de uma menina de 15 passeia com mais complexidade pelos dramas e incertezas da fase adulta e é acompanhada por um parceiro inesperado, Joel, interpretado por Antônio Carrara (adulto) e por Gabriel Stauffer (jovem).</span></p>
<p><span id="more-32472"></span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O gancho do início da sequência é o final da </span><a href="https://cafeplus.com.br/netflix/de-volta-aos-15-resumo-elenco-critica/"><span style="font-weight: 400;">primeira temporada</span></a><span style="font-weight: 400;">: a invasão do Floguinho – rede social e espécie de portal virtual que permite as viagens no tempo acontecerem – por Joel. A trama livrou a obra do lugar-comum em que poderia ter caído, no qual a narrativa se retroalimentaria em diversos pulos temporais que modificariam o futuro, acertando um ponto e destruindo outro. Em partes, isso aconteceu, porém a inclusão de um novo personagem nas misteriosas expedições trouxe frescor para os arcos.  </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Com as mais diversas referências à cultura dos </span><a href="https://labdicasjornalismo.com/noticia/13283/-de-volta-aos-15--estreia-segunda-temporada-com-referencias-dos-anos-2000"><span style="font-weight: 400;">anos 2000</span></a><span style="font-weight: 400;">, a continuação da série mostra que cumpre o papel a qual foi incumbida desde o lançamento em 2022: o de abordar as brasilidades de uma forma transitória entre o presente e passado. Tida como uma subversão do célebre filme </span><i><span style="font-weight: 400;">De Repente 30</span></i><span style="font-weight: 400;">, os elementos sonoros, e os visuais e cenográficos, coordenados por Camila Gaglianone, exalam como era a vida dos </span><a href="https://personaunesp.com.br/heartstopper-1a-temporada-critica/"><span style="font-weight: 400;">jovens</span></a><span style="font-weight: 400;"> da época de 2006, sem necessariamente escancarar essa alusão, o que traz fluidez ao enredo.</span></p>
<figure id="attachment_32477" aria-describedby="caption-attachment-32477" style="width: 1281px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-32477" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/02/image5.jpg" alt="Cena de De Volta aos 15. O cenário da foto é uma pista de skate. Na esquerda, está a atriz Klara Castanho, usando uma peruca vermelha com o figurino da telenovela Rebelde, jaqueta e gravata vermelhas, camisa branca e saia jeans. Com as mesmas roupas estão Maisa Silva, que, usando peruca preta, está ao centro, segurando uma câmera, e Nila, que está ao lado de Maisa, usando peruca loira. Por fim, na direita, ao lado de Nila, está a atriz Amanda Azevedo, que veste calça verde, com cinto preto, e um cropped preto estampado com feixes de luz. " width="1281" height="720" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/02/image5.jpg 1281w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/02/image5-800x450.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/02/image5-1024x576.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/02/image5-768x432.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/02/image5-1200x674.jpg 1200w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-32477" class="wp-caption-text">Com a missão de resgatar elementos culturais dos anos 2000, a série trouxe uma sequência que homenageia a famosa telenovela mexicana Rebelde (Foto: Netflix)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">Se por um lado a história manteve a assertiva articulação com a cultura do início do século 21, por outro também continuou a desenvolver com superficialidade a construção de alguns </span><a href="https://www.techtudo.com.br/guia/2023/07/de-volta-aos-15-veja-sinopse-elenco-e-trailer-da-2a-temporada-streaming.ghtml"><span style="font-weight: 400;">personagens</span></a><span style="font-weight: 400;">. A fase atual, retratada no ano de 2021, é o maior problema. Os atores mal aparecem e, quando o fazem, têm pouquíssimo tempo de tela. Como na temporada anterior, o presente da obra serve apenas para mostrar a Anita que ela precisa voltar ao passado e nada mais que isso. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Todavia, no meio das leviandades, um trio ganha destaque. Tratam-se de Anita, Joel e Camila (</span><a href="https://gshow.globo.com/tudo-mais/tv-e-famosos/noticia/ex-malhacao-anuncia-ser-uma-pessoa-trans-nao-binaria-e-muda-nome-para-nila.ghtml"><span style="font-weight: 400;">Nila</span></a><span style="font-weight: 400;"> e </span><a href="https://www.uol.com.br/splash/noticias/2022/03/16/alice-marcone-de-de-volta-aos-15-e-primeira-cantora-trans-de-sertanejo.htm"><span style="font-weight: 400;">Alice Marcone</span></a><span style="font-weight: 400;">). A importância dos dois primeiros é quase uma redundância, dado que conduzem todo o fio narrativo das viagens no tempo. Já Camila traz o que de melhor a série fez nesta sequência, essencialmente ao relembrar do escasso desenvolvimento que teve na primeira leva de capítulos.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A </span><a href="https://tangerina.uol.com.br/filmes-series/ator-de-de-volta-aos-15-lucas-deluti/"><span style="font-weight: 400;">transexualidade</span></a><span style="font-weight: 400;"> é diluída em diversas camadas: a descoberta de Camila, até então vista como um garoto cisgênero; o preconceito da sociedade, do qual o irmão, Fabrício (João Guilherme Ávila) e o pai do personagem não estão isentos; a representatividade de pessoas que já passaram por esse processo e a importância da rede de apoio formada por amigos e familiares. O arco é uma redenção com a própria série, que, durante a primeira temporada, não abordou com profundidade uma temática tão necessária. Felizmente, a trama foi revisitada e interpretada com dramaticidade, sensibilidade e destreza pela dupla formada por Nila, atriz trans não binárie, e Marcone, artista trans, que têm lugar de fala fora da ficção, para discutirem esse tema.</span></p>
<blockquote class="instagram-media" data-instgrm-captioned data-instgrm-permalink="https://www.instagram.com/p/CaiMkm_O4hA/?utm_source=ig_embed&amp;utm_campaign=loading" data-instgrm-version="14" style=" background:#FFF; border:0; border-radius:3px; box-shadow:0 0 1px 0 rgba(0,0,0,0.5),0 1px 10px 0 rgba(0,0,0,0.15); margin: 1px; max-width:658px; min-width:326px; padding:0; width:99.375%; width:-webkit-calc(100% - 2px); width:calc(100% - 2px);">
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<p><script async src="//platform.instagram.com/en_US/embeds.js"></script></p>
<p><span style="font-weight: 400;">As versões jovens de Carol e Luiza, vivenciadas respectivamente por Klara Castanho e Amanda Azevedo, são outros acertos da trama. Castanho sabe muito bem como expor os desequilíbrios emocionais intensos e típicos da puberdade como ninguém &#8211; não à toa tem no currículo obras como </span><i><span style="font-weight: 400;">Confissões de uma Garota Excluída</span></i><span style="font-weight: 400;"> e </span><i><span style="font-weight: 400;">Tudo por um Pop Star</span></i><span style="font-weight: 400;">. Já </span><a href="https://revistaquem.globo.com/entrevistas/noticia/2023/08/revelacao-em-de-volta-aos-15-amanda-azevedo-lembra-estagio-na-tv-globo.ghtml"><span style="font-weight: 400;">Azevedo</span></a><span style="font-weight: 400;"> se encontra na pele de uma personagem combatente aos julgamentos de Imperatriz, uma cidade pequena que – assim como qualquer outra da realidade – julga todo comportamento fora do padrão e é outra excelente construção ficcional da série.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Nos pátios do Ensino Médio, o balanceamento dos núcleos é desproporcional. Histórias paralelas quase inexistem. Tudo gira ao redor dos mesmos personagens e faltam explorações que poderiam compor melhor a </span><a href="https://www.omelete.com.br/series-tv/criticas/de-volta-aos-15-critica-2a-temporada"><span style="font-weight: 400;">obra</span></a><span style="font-weight: 400;">, que, mesmo tendo apenas seis episódios, transmite a sensação de monotonia em certos momentos. A adição de novos dramas trouxe certa inovação, mas aquém do que realmente conseguiria com um melhor trabalho na elaboração dos subenredos, que não estão ali como enfeites.</span></p>
<figure id="attachment_32474" aria-describedby="caption-attachment-32474" style="width: 1170px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-32474" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/02/image3-1.jpg" alt="Foto do elenco e da equipe da segunda temporada de De Volta aos 15 em uma pista de Skate. Metade do elenco está de pé e a outra metade sentada e ajoelhada. Nela estão os atores: Maisa Silva, Klara Castanho, Nila, Amanda Azevedo, Caio Cabral, Gabriel Stauffer, João Guilherme Ávila, Lucca Picon" width="1170" height="657" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/02/image3-1.jpg 1170w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/02/image3-1-800x449.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/02/image3-1-1024x575.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/02/image3-1-768x431.jpg 768w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-32474" class="wp-caption-text">Com mais personagens, a série não consegue equilibrar o tempo de tela do elenco (Foto: Netflix)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">As qualidades e defeitos do roteiro permeiam a ambiguidade. Bem fundamentado nas cenas da protagonista, porém com furos grotescos até mesmo para um seriado voltado ao público juvenil, o texto de Vitor Brandt e Gautier peca e acerta ao decorrer do enredo. Os constantes descuidos de Anita e Joel com as informações do futuro e a ingenuidade dos demais personagens entregam a imprecisão textual. Apenas uma pessoa ter percebido que Anita era uma viajante? Inconsistente, visto que a mocinha não poderia ser mais explícita. Quando Joel passa a </span><a href="https://rollingstone.uol.com.br/book-friday/livros-de-ficcao-para-voce-viajar-no-tempo-e-espaco/"><span style="font-weight: 400;">viajar no tempo</span></a><span style="font-weight: 400;"> também, a situação piora. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Felipe Camargo, conhecido pela trajetória na teledramaturgia nacional, interpreta, de forma sensível e plena, Antônio, o pai de Anita, como uma espécie de contraponto a tudo que a </span><a href="https://youtu.be/YVRYL3de3ZM"><span style="font-weight: 400;">série</span></a><span style="font-weight: 400;"> é. Os conselhos dados à filha pelas frustradas tentativas de construir o futuro perfeito são metáforas que pensamos quando cogitamos a possibilidade de voltar ao passado para mudar nossas atitudes. Para o personagem, o passado não deve ser mudado, porque é uma forma de aprendizado. A inevitável morte dele, mesmo com tantas </span><a href="https://personaunesp.com.br/1899-critica/"><span style="font-weight: 400;">linhas temporais</span></a><span style="font-weight: 400;"> criadas por Anita, é uma triste comprovação desse argumento.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A </span><a href="https://capricho.abril.com.br/entretenimento/de-volta-aos-15-musicas-nostalgicas-na-2a-temporada-da-serie"><span style="font-weight: 400;">trilha sonora</span></a><span style="font-weight: 400;"> volta com mais timidez de forma geral, mas fica em evidência quando embala os acontecimentos de diversão nas festas em Imperatriz, cidade fictícia que retrata fielmente municípios do interior, e São Paulo. A ida dos adolescentes para a grande metrópole é outro furo do roteiro, inclusive, tendo em vista que Joel não teria a idade necessária para ter habilitação, e os pais dos jovens sequer os procuraram quando eles passaram uma noite fora da cidade interiorana. Já a direção principal de Maria de Medicis e a produção de Carolina Alckmin e Mayra Lucas é consonante com o elenco: parecem mais à vontade e livres com o universo do seriado, que novamente foi confeccionado pela produtora brasileira Glaz Entretenimento. </span></p>
<figure id="attachment_32476" aria-describedby="caption-attachment-32476" style="width: 1170px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-32476" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/02/image2.jpg" alt="Cena de De Volta aos 15. Maisa Silva, atriz branca de cabelos castanhos ondulados, veste blusa xadrez vermelha e apoia a cabeça em Antônio Carrara. O ator é branco, tem cabelos ondulados castanhos, segura um caderno e usa camisão azul com uma bandana vermelha. " width="1170" height="657" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/02/image2.jpg 1170w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/02/image2-800x449.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/02/image2-1024x575.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/02/image2-768x431.jpg 768w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-32476" class="wp-caption-text">Compartilhando o protagonismo na fase jovem, Maisa Silva e Antonio Carrara vivem uma relação indefinida, da amizade ao amor, ótima de se assistir (Foto: Netflix)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">Já o quadrilátero amoroso de Anita com Joel, Fabrício e Henrique indica a perda de um integrante, e, ainda que tivesse sido vendido nos trailers e teasers como o gancho principal, não foi o grande enredo. Depois de uma incontável sucessão de bolas fora da protagonista com seu primeiro amor, Henrique parece ter superado a paixonite que nutria por ela e, agora, se envolve com Carol. A disputa fica entre </span><a href="https://noticiasdatv.uol.com.br/noticia/series/com-quem-anita-fica-em-de-volta-aos-15-livro-incendeia-disputa-entre-joel-e-fabricio-105530"><span style="font-weight: 400;">Fabrício e Joel</span></a><span style="font-weight: 400;">. De um lado, o valentão do Ensino Médio que alcançou a redenção, principalmente nas cenas com a irmã Camila; do outro, o melhor amigo preso na </span><i><span style="font-weight: 400;">friendzone</span></i><span style="font-weight: 400;">.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O conjunto de cenas em que as versões de </span><i><span style="font-weight: 400;">Anitah_Malukah2006 </span></i><span style="font-weight: 400;">– nome da página virtual de Anita no Floguinho &#8211; estão juntas ao mesmo tempo esbanjam a sintonia de Camila Queiroz e Maisa Silva como as imaturas, dúbias e impulsivas Anitas, aos 15 e 30 anos, respectivamente. A fluidez na interpretação é defendida com mesmo afinco por </span><a href="https://www.uol.com.br/splash/noticias/2023/07/09/antonio-carrara-de-volta-aos-15.htm"><span style="font-weight: 400;">Carrara</span></a><span style="font-weight: 400;"> e Stauffer, que nem parecem ser interpretados por atores diferentes, o que exalta, mais uma vez, a qualidade da direção e da atuação. A imaturidade, aliás, é algo presente no arco de ambos, essencialmente no da protagonista.</span></p>
<figure id="attachment_32475" aria-describedby="caption-attachment-32475" style="width: 990px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-32475" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/02/image4-1.jpg" alt="Na esquerda, a atriz branca e de cabelos castanhos ondulados Camila Queiroz põe a mão no rosto e encosta a cabeça em Maisa Silva, atriz branca de cabelos castanhos ondulados que também põe a mão no rosto e veste blusa xadrez vermelha e calça jeans. As artistas estão sentadas em um sofá de couro marrom. O fundo da foto é desfocado com uma cortina branca." width="990" height="558" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/02/image4-1.jpg 990w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/02/image4-1-800x451.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/02/image4-1-768x433.jpg 768w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-32475" class="wp-caption-text">Em sintonia, Camila Queiroz e Maisa Silva repetem fórmula na interpretação da complexa viajante no tempo Anita (Foto: Netflix)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">Com o segundo ano lançado em Julho de 2023, a </span><a href="https://oglobo.globo.com/play/series/noticia/2023/07/17/de-volta-aos-15-tera-terceira-temporada-na-netflix-veja-como-sera-a-historia.ghtml"><span style="font-weight: 400;">terceira temporada</span></a><span style="font-weight: 400;"> já foi confirmada pela </span><i><span style="font-weight: 400;">Netflix</span></i><span style="font-weight: 400;">. Agora, com uma mudança necessária, mas ainda não confirmada se, de fato, permanente. O teaser que anuncia a sequência apresenta uma nova fase temporal em 2009, na qual os personagens terão 18 anos, o que auxiliará na verossimilhança do elenco de adolescentes, que já não aparentavam, mesmo com a caracterização, terem 15 anos. Porém, as informações divulgadas não expuseram se a série se passaria somente em 2009 ou se transitará de volta para 2006 concomitantemente.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Nessa nova geração, os cenários da escola do Ensino Médio serão substituídos pela faculdade. Dessa forma, as tramas ganharão uma nova roupagem e devem ampliar o que já vimos. A estratégia é uma ótima forma de manter a nostalgia da </span><a href="https://www.purebreak.com.br/noticias/-de-volta-aos-15-15-curiosidades-ineditas-dos-atores-e-bastidores/104553"><span style="font-weight: 400;">série</span></a><span style="font-weight: 400;"> sem transmitir, apenas, a sensação de que estamos vendo uma reciclagem de viagens no tempo. Larissa Manoela, que já trabalhou com parte do elenco em outras produções, como </span><i><span style="font-weight: 400;">Carrossel</span></i><span style="font-weight: 400;"> e </span><i><span style="font-weight: 400;">Cúmplices de um Resgate</span></i><span style="font-weight: 400;">, será uma das novas personagens da terceira e última temporada.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Entre viagens temporais e lições sobre amor e amizade, a segunda leva de episódios se mostra mais madura do que a anterior, revisita tramas essenciais e se apoia na nostalgia quando exalta a cultura dos anos 2000 com fluidez. Sem concluir os dramas da protagonista, a obra destrincha a jornada de Anita na busca pelo amadurecimento, seja ele pessoal ou profissional, e ressalta que ela ainda não foi concluída e, talvez, nem seja. Afinal, quem realmente perde toda a essência da adolescência e da infância só porque virou adulto?</span></p>
<div class="jetpack-video-wrapper"><iframe loading="lazy" title="De Volta aos 15 | Anúncio Temporada 3 | Netflix Brasil" width="840" height="473" src="https://www.youtube.com/embed/D7P_GGWzzBg?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen></iframe></div>
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		<title>Solar e emocionante, Vai na Fé não tem medo de ser novela</title>
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		<pubDate>Fri, 15 Dec 2023 17:19:00 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Felipe Nunes A jornada de uma mulher evangélica que vende marmitas para sustentar a família é o retrato de diversas brasileiras. A trama poderia ser capaz de fisgar a atenção do público pela representação e, ao mesmo tempo, se perder em um marasmo de clichês e monotonias? Com certeza, caso não tivesse explorado a modernidade &#8230; <a href="http://personaunesp.com.br/vai-na-fe-critica/" class="more-link">Continue lendo<span class="screen-reader-text"> "Solar e emocionante, Vai na Fé não tem medo de ser novela"</span></a></p>
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										<content:encoded><![CDATA[<figure id="attachment_32290" aria-describedby="caption-attachment-32290" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-32290" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/12/Imagem-1-Vai-na-Fe-800x450.jpg" alt="Foto de Sheron Menezzes como a personagem Sol, de Vai na Fé. A personagem sorri, tem cabelos cacheados em tons castanhos e veste uma blusa vermelha, além de um par de brincos e um colar. O cenário da foto é a entrada de uma casa e um portão." width="800" height="450" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/12/Imagem-1-Vai-na-Fe-800x450.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/12/Imagem-1-Vai-na-Fe-1024x576.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/12/Imagem-1-Vai-na-Fe-768x432.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/12/Imagem-1-Vai-na-Fe-1200x675.jpg 1200w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/12/Imagem-1-Vai-na-Fe.jpg 1280w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-32290" class="wp-caption-text">Folhetim é o mais lucrativo da faixa das sete na história da Globo, de acordo com a Folha de S. Paulo (Foto: Rede Globo)</figcaption></figure>
<p><b>Felipe Nunes</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A jornada de uma mulher evangélica que vende marmitas para sustentar a família é o </span><a href="https://labdicasjornalismo.com/noticia/12308/-vai-na-fe--e-a-novela-que-reflete-a-historia-de-muitas-brasileiras"><span style="font-weight: 400;">retrato de diversas brasileiras</span></a><span style="font-weight: 400;">. A trama poderia ser capaz de fisgar a atenção do público pela representação e, ao mesmo tempo, se perder em um marasmo de clichês e monotonias? Com certeza, caso não tivesse explorado a modernidade de forma tão livre. Lançada em Janeiro de 2023, </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=xQQgyMbLohc"><i><span style="font-weight: 400;">Vai na Fé</span></i></a> <span style="font-weight: 400;">surge em uma era dificultosa para a teledramaturgia, que, aos trancos e barrancos, não retornou ao lugar magistral que ocupava na vida dos espectadores televisivos antes do contexto pandêmico. Subestimada inicialmente, a produção superou as expectativas de todos, incluindo da própria </span><i><span style="font-weight: 400;">Rede Globo</span></i><span style="font-weight: 400;">.</span></p>
<p><span id="more-32282"></span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O trunfo da superação é de </span><a href="http://teledramaturgia.com.br/rosane-svartman/"><span style="font-weight: 400;">Rosane Svartman</span></a><span style="font-weight: 400;">, que sabe bem como transformar narrativas consideradas simples em situações profundas e cativantes. Afinal, toda história, até mesmo a mais disruptiva e inovadora, parte de um lugar-comum e trivial. O encanto não é gerado apenas pelo conteúdo – na verdade, é, em grande parte, ocasionado por quem conta essas histórias e, também, por quem as interpreta. Nesse caso, pela sintonia de Svartman e Sheron Menezzes, que brilharam juntas ao longo dos 179 capítulos. O texto escrito pela novelista conflui ao tom da interpretação dada pela atriz e o sucesso da obra se deve muito a isso.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Aos poucos, a trajetória de Sol (Menezzes) se mostra bem mais peculiar do que a apresentada na sinopse inicial. Perder o esposo, Carlão (Che Moais); virar dançarina do </span><i><span style="font-weight: 400;">ballet</span></i><span style="font-weight: 400;"> de Lui Lorenzo (José Loreto); reencontrar o grande amor, Benjamin (Samuel de Assis); revisitar os </span><a href="https://www.brasildefato.com.br/2023/07/24/novela-vai-na-fe-muda-retrato-da-violencia-contra-a-mulher-na-teledramaturgia"><span style="font-weight: 400;">traumas do abuso</span></a><span style="font-weight: 400;"> que sofreu de Theo (Emilio Dantas); e descobrir que a primogênita, Jennifer (Bella Campos), é resultado de um estupro, são arcos intensos e super importantes na construção da personagem. Menezzes passeou com destreza por todas essas fases, mostrando que há tempos merecia um </span><a href="https://gshow.globo.com/novelas/vai-na-fe/noticia/sheron-menezzes-celebra-primeira-protagonista-e-representatividade-em-vai-na-fe-sol-e-encantadora.ghtml#:~:text=H%C3%A1%20quase%2021%20anos%2C%20Sheron,%2C%20e%20a%20personagem%2C%20J%C3%BAlia."><span style="font-weight: 400;">papel de destaque</span></a><span style="font-weight: 400;">.</span></p>
<figure id="attachment_32289" aria-describedby="caption-attachment-32289" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-32289" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/12/Imagem-2-Vai-na-Fe-800x500.jpeg" alt="Cena de Vai na Fé. Sol (Sheron Menezzes), que veste blusa preta e tem cabelos castanhos cacheados com luzes loiras, abraça Jennifer (Bella Campos), que tem cabelos castanhos cacheados e veste blusa amarela." width="800" height="500" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/12/Imagem-2-Vai-na-Fe-800x500.jpeg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/12/Imagem-2-Vai-na-Fe-768x480.jpeg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/12/Imagem-2-Vai-na-Fe.jpeg 990w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-32289" class="wp-caption-text">Mãe e filha na ficção, Sheron Menezzes e Bella Campos vivenciaram o tema mais sensível, que versou sobre o abuso sexual que Sol sofreu e do qual Jenifer foi gerada (Foto: Rede Globo)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">Torcer pela ‘mocinha’ não foi um sacrifício como acontece frequentemente em produções que colocam as protagonistas como figuras bobas repletas de ações pautadas em bondades hiperbólicas, burras e irreais. Sol não é ingênua. Pelo contrário, é forte, combatente, decidida e corajosa. Acompanhá-la, nos momentos bons ou ruins, é como procurar notícias de uma velha amiga. A mescla entre ganhos e perdas também é um fator considerável, porque mostra como a vida é: cheia de reviravoltas. A trama quebra o paradigma constante de que um personagem principal precisa sofrer do início ao fim. Em gêneros longos como novelas, isso, na verdade, é torturante. É por esse motivo que foi tão emocionante ver </span><a href="https://gshow.globo.com/novelas/vai-na-fe/personagem/sol/"><span style="font-weight: 400;">Sol</span></a><span style="font-weight: 400;"> conquistando um sonho de cada vez ao decorrer da obra, mesmo que enfrentasse percalços.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O carisma da mocinha, além da entrega de Menezzes, foi gestado já pelo texto de Svartman e de sua equipe de colaboradores: </span><span style="font-weight: 400;">Sabrina Rosa, Fabrício Santiago, Renata Sofia, Mário Viana, Renata Corrêa e Pedro Alvarenga. Inquestionavelmente, a multiplicidade de vozes de cada colaborador foi impressa no roteiro, tornando-o fresco. A concentração textual novelística em apenas um autor foi realidade nos antigos folhetins, mas </span><a href="https://oglobo.globo.com/cultura/televisao/noticia/2023/07/12/autora-de-vai-na-fe-rosane-svartman-nao-sonha-com-a-novela-das-21h-estou-fazendo-o-que-gosto.ghtml"><span style="font-weight: 400;">a colaboração é o futuro</span></a><span style="font-weight: 400;">. Com ela, os temidos furos não são tão recorrentes e as sequências ganham novas roupagens. Monotonia passa longe quando diversos olhares estão envolvidos na contação de uma história, e o alcance do folhetim foi alicerçado nesse pilar.</span></p>
<p><a href="https://mundonegro.inf.br/representatividade-e-autenticidade-de-vai-na-fe-novela-protagonizada-por-sheron-menezzes-conquistam-o-brasil/"><span style="font-weight: 400;">Representativa</span></a><span style="font-weight: 400;">, </span><i><span style="font-weight: 400;">Vai na Fé</span></i><span style="font-weight: 400;"> contou não apenas com protagonistas pretos, mas com grande parte do elenco como um todo. De acordo com </span><a href="https://www.uol.com.br/splash/noticias/2023/01/18/samuel-de-assis-comemora-representatividade-em-vai-na-fe-globo.htm"><span style="font-weight: 400;">Samuel de Assis</span></a><span style="font-weight: 400;">, responsável pelo advogado e galã Benjamin, 70% dos atores da novela são pretos. A representação transcende o eixo temático do racismo, que, embora tenha sido abordado na narrativa, não foi o único – o que é uma enorme conquista. Tratar do tema é essencial, porém os personagens pretos não estão lá apenas para essa função. Diante disso, acompanhá-los em outros dramas do cotidiano e vê-los em posição de destaque na história foi um ponto positivo que quebra os </span><a href="https://www1.folha.uol.com.br/podcasts/2021/09/podcast-discute-racismo-na-teledramaturgia-e-a-novela-nos-tempos-do-imperador.shtml"><span style="font-weight: 400;">estigmas impregnados na teledramaturgia</span></a><span style="font-weight: 400;"> – a qual, por muito tempo, deu espaço aos intérpretes negros somente para coadjuvantes, ou em papéis de empregados e ladrões.</span></p>
<figure id="attachment_32288" aria-describedby="caption-attachment-32288" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-32288" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/12/Imagem-3-Vai-na-Fe-800x450.jpg" alt="Parte do elenco de atores pretos da novela Vai na Fé. Na foto há intérpretes como Sheron Menezzes, Samuel de Assis, Jean Paulo Campos, Isacque Lopes, Jê Soares, Clara Moneke e Orlando Caldeira, que aparecem sorrindo para a foto." width="800" height="450" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/12/Imagem-3-Vai-na-Fe-800x450.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/12/Imagem-3-Vai-na-Fe-1024x576.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/12/Imagem-3-Vai-na-Fe-768x432.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/12/Imagem-3-Vai-na-Fe-1200x675.jpg 1200w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/12/Imagem-3-Vai-na-Fe.jpg 1280w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-32288" class="wp-caption-text">Personagens pretos bem construídos e em destaque foram a maior conquista da novela, sem sombra de dúvidas (Foto: Rede Globo)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">O minucioso trabalho da escalação de elenco foi a mola propulsora para essa representatividade. Antes nunca vista em folhetins, </span><a href="https://g1.globo.com/fantastico/noticia/2023/07/30/sucesso-em-vai-na-fe-conheca-a-trajetoria-de-clara-moneke-muito-orgulho-de-ter-comecado-em-um-curso-de-teatro-gratuito.ghtml"><span style="font-weight: 400;">Clara Moneke</span></a><span style="font-weight: 400;"> é, de longe, uma grata revelação e exemplo da importância da negritude em obras culturais audiovisuais. Coube a ela vivenciar a engraçada, intensa, sensível e carismática </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=A5YVDkAPDTM"><span style="font-weight: 400;">Kate</span></a><span style="font-weight: 400;">. Ainda que como coadjuvante, ganhou maior tempo de tela e se consolidou como uma das melhores personagens. O mesmo vale para Carla Cristina Cardoso como Bruna, mãe de Kate na ficção. Isso porque, se no início ela era apenas o apoio de Sol, nos desdobramentos do arco maternal pôde brilhar através da relação construída com a filha e teve, enfim, uma trama para chamar de sua.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Por outro lado, vale ressaltar que veteranos também foram ‘revelados’ outra vez. É o caso de </span><a href="https://revistaquem.globo.com/entretenimento/tv-e-novelas/vai-na-fe/noticia/2023/07/carolina-dieckmann-sobre-lumiar-em-vai-na-fe-pessoas-passaram-pano-para-as-maiores-loucuras.ghtml"><span style="font-weight: 400;">Carolina Dieckmann</span></a><span style="font-weight: 400;">, que viveu seu melhor papel na teledramaturgia brasileira como Lumiar Lorenzo. Eternizada como a Lindalva, de </span><a href="https://memoriaglobo.globo.com/entretenimento/novelas/senhora-do-destino/"><i><span style="font-weight: 400;">A Senhora do Destino</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, e Camila, de </span><a href="https://memoriaglobo.globo.com/entretenimento/novelas/lacos-de-familia/"><i><span style="font-weight: 400;">Laços de Família</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, a atriz se consagrou entre as complexidades da dúbia, porém profunda, professora universitária e advogada Lumiar. É característico de Rosane Svartman criar esse tipo de personagem, com camadas que misturam as piores e as melhores facetas da humanidade: egoísmo, arrogância e crueldade entrelaçadas com bondade, intensidade e passionalidade. Também criada pela autora de </span><i><span style="font-weight: 400;">Vai na Fé</span></i><span style="font-weight: 400;"> com Paulo Halm, </span><a href="https://tvhistoria.com.br/carolina-castilho-foi-a-melhor-personagem-de-totalmente-demais/"><span style="font-weight: 400;">Carolina Castilho (Juliana Paes)</span></a><span style="font-weight: 400;">, de </span><a href="http://teledramaturgia.com.br/totalmente-demais/"><i><span style="font-weight: 400;">Totalmente Demais</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, ilustra essa tipologia de personagem e se assemelha ao papel defendido por Dieckmann.</span></p>
<figure id="attachment_32287" aria-describedby="caption-attachment-32287" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-32287" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/12/Imagem-4-Vai-na-Fe-800x500.jpg" alt="Cena de Totalmente Demais, novela das sete de Rosane Svartman para a Globo. Na direita, está a atriz Juliana Paes como a personagem Carolina Castilho, a vilã da novela. A personagem tem cabelos pretos castanhos, usa batom vermelho escuro e um roupão marrom. Na cena, ela sorri." width="800" height="500" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/12/Imagem-4-Vai-na-Fe-800x500.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/12/Imagem-4-Vai-na-Fe-768x480.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/12/Imagem-4-Vai-na-Fe.jpg 990w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-32287" class="wp-caption-text">Carolina Castilho e Lumiar são criadas a partir da mesma receita: contraditórias, intensas, dúbias, emocionais e, sobretudo, humanas (Fotos: Rede Globo)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">Além disso, os arcos, de forma geral, são bem equilibrados. É como se, além da narrativa central, micronarrativas ganhassem espaço a cada bloco de capítulos semanais, garantindo que cada parte do elenco tenha seu momento de esplendor. Regiane Alves como a volátil Clara; </span><a href="https://gente.ig.com.br/tvenovela/2023-06-20/caio-manhente-fala-de-tecnicas-para-interpretar-caio-em-vai-a-fe.html"><span style="font-weight: 400;">Caio Manhente</span></a><span style="font-weight: 400;"> na pele do traumatizado Rafa; Claudia Ohana na interpretação da bondosa Dora; e Renata Sorrah, que representou a atriz decadente Wilma Campos, balanceiam a trama sem invadir o espaço do enredo principal. Essa ampliação escancara o talento dos atores, é óbvio, mas não deixa de demonstrar a destreza da autora e dos colaboradores em não se perderem nos núcleos paralelos, o que acontece com outras produções novelísticas, como em </span><a href="https://labdicasjornalismo.com/noticia/12105/todas-as-flores-reforca-a-importancia-do-anticapacitismo-na-teledramaturgia"><i><span style="font-weight: 400;">Todas as Flores</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, que estreou na TV aberta após ser disponibilizada no </span><i><span style="font-weight: 400;">Globoplay</span></i><span style="font-weight: 400;">.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">As sequências também foram embaladas com uma </span><a href="https://open.spotify.com/playlist/1afCc1xdNSmnxO6wG52IEW?si=3fdb39504f1c4989"><span style="font-weight: 400;">trilha sonora</span></a><span style="font-weight: 400;"> irretocável; aliás, a Música foi um dos fios condutores de todas as histórias. A abertura com </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=spkM__G1iLI"><i><span style="font-weight: 400;">Vai Dar Certo (Vai na Fé)</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> na voz de Negra Li e MC Liro é um espetáculo à parte e virou </span><i><span style="font-weight: 400;">hit</span></i><span style="font-weight: 400;">, assim como as canções de Lui e Sol. </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=svUp8isgmes&amp;pp=ygUiYXBlbmFzIG1haXMgdW1hIGRlIGFtb3IgdmFpIG5hIGbDqQ%3D%3D"><i><span style="font-weight: 400;">Apenas Mais uma de Amor</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, de </span><a href="https://labdicasjornalismo.com/noticia/13132/aos-70-anos-lulu-santos-celebra-inicio-de-novo-ciclo-com-lancamento-de-sua-nova-turne-baritono-"><span style="font-weight: 400;">Lulu Santos</span></a><span style="font-weight: 400;">; </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=v8DOybU8eEM&amp;pp=ygUPaGVsbG8gc3Vuc2hpbmUg"><i><span style="font-weight: 400;">Hello Sunshine</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, de Aretha Franklin; e </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=Wi5pah0DYpM&amp;pp=ygUVbHVtaWFyIHJvYmVydGEgY2FtcG9z"><i><span style="font-weight: 400;">Lumiar</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, de Roberta Campos, também imperam na trama. Contudo, é impossível não citar </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=p70o2XWlZ7A&amp;pp=ygUQZ2Fyb3RhIG5vdGEgMTAwIA%3D%3D"><i><span style="font-weight: 400;">Garota Nota 100</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=hUj_hwsIrSU&amp;pp=ygUQZ2Fyb3RhIG5vdGEgMTAwIA%3D%3D"><span style="font-weight: 400;">reinterpretada por Ludmilla</span></a><span style="font-weight: 400;"> e cantada originalmente pelo pioneiro no funk MC Marcinho. A faixa, responsável pelos momentos românticos do casal principal, fica eternizada como uma homenagem ao funkeiro, que, após sofrer uma parada cardíaca, </span><a href="https://g1.globo.com/rj/rio-de-janeiro/noticia/2023/08/26/mc-marcinho-o-principe-do-funk-morre-no-rio-aos-45-anos.ghtml"><span style="font-weight: 400;">morreu, aos 45 anos</span></a><span style="font-weight: 400;">, no dia 26 de agosto, duas semanas após o fim da novela.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Fora a competência dos atores, a direção de Paulo Silvestrini é outro acerto que equilibrou a novela. Conhecido pelos trabalhos em obras de sucesso na emissora, como </span><a href="https://memoriaglobo.globo.com/entretenimento/novelas/a-favorita/"><i><span style="font-weight: 400;">A Favorita</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> e </span><a href="https://personaunesp.com.br/avenida-brasil-10-anos/"><i><span style="font-weight: 400;">Avenida Brasil</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, o diretor entregou cenas catárticas e emocionantes na bela parceria com a autora da produção. Dentre elas, destacam-se o término de Lumiar e Ben; a morte de Dora; a prisão de Kate; a </span><a href="https://f5.folha.uol.com.br/televisao/2023/08/vai-na-fe-renata-sorrah-e-disputada-por-gloria-perez-joao-emanuel-e-walcyr-carrasco-e-emociona-web.shtml"><span style="font-weight: 400;">reunião</span></a><span style="font-weight: 400;"> de Wilma Campos com os novelistas João Emanuel Carneiro, Gloria Perez e Walcyr Carrasco; o incêndio promovido por Theo; e o casamento dos protagonistas.</span></p>
<figure id="attachment_32286" aria-describedby="caption-attachment-32286" style="width: 600px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-32286" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/12/Imagem-5-Vai-na-Fe.png" alt="Carla Cristina Cardoso e Clara Moneke caracterizadas como as personagens Bruna e Kate, de Vai na Fé. Bruna, com expressão séria, usa camiseta preta e tem cabelos pretos trançados. Já Kate, que faz bico para a foto, usa uma blusa estampada nas cores amarela, azul e rosa. Ela tem cabelos pretos longos cacheados. As personagens estão em uma sala de estar." width="600" height="400" /><figcaption id="caption-attachment-32286" class="wp-caption-text">Do humor ao drama, Carla Cristina Cardoso e Clara Moneke ganharam espaço na narrativa devido a imensa popularidade que conquistaram com o público (Foto: Rede Globo)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">O </span><a href="https://gshow.globo.com/novelas/vai-na-fe/noticia/vai-na-fe-viaje-por-dentro-da-cidade-cenografica-da-novela-das-7.ghtml"><span style="font-weight: 400;">núcleo do Icaes</span></a><span style="font-weight: 400;">, faculdade fictícia da trama, também mostra a familiaridade do diretor e da escritora com tramas juvenis. Nesse enredo paralelo, a dupla abordou com profundidade eixos temáticos relacionados a cotas universitárias, desigualdades sociais, racismo e sexualidade. Silvestrini trabalhou em </span><a href="http://teledramaturgia.com.br/malhacao-viva-a-diferenca/"><i><span style="font-weight: 400;">Malhação: Viva a Diferença</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, ganhadora do </span><a href="http://personaunesp.com.br/tag/emmy/"><i><span style="font-weight: 400;">Emmy</span></i></a><i><span style="font-weight: 400;"> Kids</span></i><span style="font-weight: 400;"> Internacional como </span><a href="https://tvefamosos.uol.com.br/noticias/redacao/2019/04/09/malhacao---viva-a-diferenca-vence-emmy-awards-maior-premio-de-tv-mundial.htm"><span style="font-weight: 400;">Melhor Série</span></a><span style="font-weight: 400;">. Já Svartman é responsável pelas célebres temporadas: </span><a href="http://teledramaturgia.com.br/malhacao-2012/"><i><span style="font-weight: 400;">Malhação: Intensa como a Vida</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> e </span><a href="https://f5.folha.uol.com.br/televisao/2021/02/malhacao-sonhos-relembre-quem-e-quem-na-novela.shtml"><i><span style="font-weight: 400;">Malhação Sonhos</span></i></a><span style="font-weight: 400;">. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">No meio de tantas bonanças e acertos, a história de </span><i><span style="font-weight: 400;">Vai na Fé </span></i><span style="font-weight: 400;">é manchada pela </span><a href="https://veja.abril.com.br/coluna/veja-gente/o-que-ha-por-tras-da-censura-ao-beijo-lesbico-em-vai-na-fe"><span style="font-weight: 400;">censura</span></a><span style="font-weight: 400;"> da direção da </span><i><span style="font-weight: 400;">Globo</span></i><span style="font-weight: 400;">. Uma das subtramas mais potentes, a de Clara, que após anos de abuso do marido se apaixona pela </span><i><span style="font-weight: 400;">personal trainer</span></i><span style="font-weight: 400;"> Helena (Priscila Sztejnman), foi subalternizada. Cenas homoafetivas de beijos das personagens foram </span><a href="https://gente.ig.com.br/celebridades/2023-06-20/globo-censurou-5-beijos-homoafetivos-vai-na-fe-revoltou-publico.html.ampstories"><span style="font-weight: 400;">cortadas inúmeras vezes</span></a><span style="font-weight: 400;">, o que prejudicou o folhetim e mostrou o retrocesso da emissora em retratar narrativas LGBTQIAP+. </span><a href="https://gente.ig.com.br/tvenovela/2023-05-26/regiane-alves-expoe-reacao-censura-beijo-vai-na-fe-senti-baque.html"><span style="font-weight: 400;">Regiane Alves</span></a><span style="font-weight: 400;">, que deixou a empresa televisiva</span> <span style="font-weight: 400;">após a novela, não se isentou frente ao conservadorismo e à censura. “</span><i><span style="font-weight: 400;">Um passo de cada vez para a construção de um futuro onde todas as formas de amor possam ser aceitas e celebradas</span></i><span style="font-weight: 400;">”, escreveu via </span><a href="https://x.com/RegianeAlves/status/1656425698192416770?s=20"><i><span style="font-weight: 400;">X</span></i></a><span style="font-weight: 400;">. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Após a pressão popular, tendo em vista as inúmeras desaprovações dos espectadores, críticos especializados e do próprio elenco, novas cenas foram gravadas e liberadas. No entanto, </span><a href="https://www.uol.com.br/splash/noticias/2023/08/01/reta-final-de-vai-na-fe-nao-faz-jus-ao-que-sol-merece.htm"><span style="font-weight: 400;">outros erros</span></a><span style="font-weight: 400;"> se somam ao que não foi tão bom na novela. As famigeradas ‘barrigas’ – períodos em que nada catártico acontece e as tramas parecem monótonas – dominaram a obra. Do meio ao final, a história se tornou cansativa. O interminável julgamento de Theo durou quase um mês e é o maior exemplo, assim como as situações envolvendo o exame de DNA de Jenifer, a gravidez de Guiga (Mel Maia) e muitas outras.</span></p>
<figure id="attachment_32285" aria-describedby="caption-attachment-32285" style="width: 768px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-32285" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/12/Imagem-6-Vai-na-Fe.jpg" alt="Cena do beijo de Clara (Regiane Alves) e Helena (Priscila Sztejnman). Helena, que está do lado esquerdo, tem cabelos castanhos curtos e veste uma blusa com listras brancas e verdes. Clara, que está do lado direito e tem cabelos loiros, veste uma blusa roxa. As personagens estão se beijando em uma sala." width="768" height="512" /><figcaption id="caption-attachment-32285" class="wp-caption-text">Adesão popular foi fundamental para que as cenas de beijos homoafetivos das personagens Clara e Helena fossem liberadas (Foto: Rede Globo)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">Se por um lado o folhetim ficou lento, por outro, alguns arcos foram concluídos com superficialidade e correria. A carreira musical de Sol, infelizmente, é um desses casos. Depois de uma longa jornada como cozinheira e dançarina, a protagonista alcançou o sonho de ser cantora solo somente na reta final da trama e, como outras situações também precisavam ser abordadas, a trajetória profissional foi jogada para escanteio. A inserção de Ângelo Paes Leme como um novo </span><a href="https://gente.ig.com.br/tvenovela/2023-07-31/novo-vilao-entra-em-vai-na-fe.html#:~:text=Os%20cap%C3%ADtulos%20finais%20de%20%E2%80%9CVai,de%20Sol%20(Sheron%20Menezzes)."><span style="font-weight: 400;">vilão</span></a><span style="font-weight: 400;"> não foi bem aproveitada pelo pouco tempo destinado ao enredo, por exemplo. Na pele de Mauro Vieira, um empresário abusador, Paes Leme poderia ter trazido frescor ao folhetim caso sua entrada não tivesse sido tão tardia, visto que ele integrou o elenco somente na última semana da novela.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A mudança na linearidade é uma das inovações do folhetim. </span><i><span style="font-weight: 400;">Flashbacks</span></i><span style="font-weight: 400;"> são pouco usados nas novelas e quando aparecem são breves, padrão que </span><i><span style="font-weight: 400;">Vai na Fé</span></i><span style="font-weight: 400;"> rompeu. De forma geral, a fase atual é mais presente, mas isso não impediu que a narrativa principal estivesse totalmente </span><a href="https://gshow.globo.com/novelas/vai-na-fe/noticia/conheca-as-versoes-mais-jovens-de-samuel-de-assis-e-sheron-menezzes-em-vai-na-fe.ghtml"><span style="font-weight: 400;">interligada com o passado</span></a><span style="font-weight: 400;">. O relacionamento de Sol e Ben, inclusive, não caiu no clichê de amor à primeira vista e foi construído, principalmente, na fase jovem dos personagens, assumidos por Jê Soares e Isacque Lopes. A escalação e a caracterização foram condizentes. Em diversas cenas passado e presente se misturam, recurso narrativo que reflete a modernidade de Rosane Svartman para escrever novelas.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Nessas sequências temporais, Ben e Theo se destacam em ambas as fases. A relação conturbada por eles é percebida logo nos primeiros capítulos. Entretanto, quando o rompimento – motivado pela revelação do estupro do vilão contra Sol – acontece no meio da novela, a obsessão do personagem de Emilio Dantas é aprofundada. O ator vivenciou o </span><a href="https://noticiasdatv.uol.com.br/noticia/novelas/dissimulado-dubio-e-aterrorizante-como-theo-virou-o-vilao-perfeito-da-tv-104360"><span style="font-weight: 400;">pior vilão da faixa das sete</span></a><span style="font-weight: 400;">. Desprezível, nojento, abusador e cruel são características rasas para definir o que ele representa. Já Ben é o exato oposto, o contraponto que liquefaz a maldade. Samuel de Assis sustentou o carisma do galã sem perder as complexidades e representatividades que o personagem carregava. Ele e Dantas fizeram uma ótima dupla.</span></p>
<figure id="attachment_32284" aria-describedby="caption-attachment-32284" style="width: 730px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-32284" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/12/Imagem-7-Vai-na-Fe.jpg" alt="Cena de Vai na Fé. Emilio Dantas, que está ao lado esquerdo, é segurado por Samuel de Assis. Emilio é branco, tem cabelos e barbas loiras e veste uma camisa azul escura. Samuel de Assis está de costas para a câmera, é negro, tem cabelos pretos e veste uma blusa azul clara, enquanto segura o personagem de Emilio Dantas. Os personagens estão em uma rua." width="730" height="430" /><figcaption id="caption-attachment-32284" class="wp-caption-text">Obcecado, Theo atormentou Ben até o último capítulo (Foto: Rede Globo)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">Leve e, ao mesmo tempo, intensa, </span><i><span style="font-weight: 400;">Vai na Fé</span></i><span style="font-weight: 400;"> marca a teledramaturgia da </span><i><span style="font-weight: 400;">Rede Globo</span></i><span style="font-weight: 400;"> como um dos </span><a href="https://f5.folha.uol.com.br/televisao/2023/08/vai-na-fe-supera-recorde-de-cheias-de-charme-e-se-torna-o-maior-faturamento-da-globo-as-19h.shtml"><span style="font-weight: 400;">maiores fenômenos novelísticos do horário</span></a><span style="font-weight: 400;">. A particularidade em retratar temas sérios sem perder a essência clássica dos folhetins mostra que, embora seja composta por um texto moderno, a produção não tem medo de ser novela e é o que se cumpre a ser. Ao longo de 179 capítulos, retrata histórias profundas e reais, com o apoio de uma direção e um elenco em total sintonia. Ancorada na musicalidade, a obra, que tropeçou na reta final, reforça a importância de seguir em frente e ir na fé, até mesmo quando fazer isso pode parecer uma missão impossível em meio às turbulências da vida. Sucesso estrondoso, a trama mostra que, sim, os brasileiros amam novelas; mais do que isso: eles sempre vão amar.</span></p>
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		<title>Entre sustos e risos, M3GAN brinca com a reinvenção do ‘terrir’</title>
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		<pubDate>Wed, 17 May 2023 12:55:35 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Felipe Nunes Quem nunca teve medo de uma boneca durante a infância que atire a primeira pedra. Por meio de lendas, séries e filmes, a vertente do terror associada aos brinquedos ficou enraizada no imaginário coletivo popular cultural. O fruto disso foram as célebres sequências envolvendo bonecos sobrenaturais, como a franquia de Chucky e a &#8230; <a href="http://personaunesp.com.br/m3gan-critica/" class="more-link">Continue lendo<span class="screen-reader-text"> "Entre sustos e risos, M3GAN brinca com a reinvenção do ‘terrir’"</span></a></p>
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										<content:encoded><![CDATA[<figure id="attachment_30892" aria-describedby="caption-attachment-30892" style="width: 1200px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-30892" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/05/Imagem-4-M3gan-Texto-Persona.jpg" alt="Cena do filme M3GAN. Na cena, do lado direito, de perfil, há a atriz Violet Mcgraw, branca e com cabelos longos castanhos escuros. Ela veste uma blusa com estampa de flores. No centro esquerda, está sentada a boneca M3GAN. Branca e com cabelos loiros, ela veste um vestido sobretudo bege com um laço azul, amarelo e vermelho na gola. O sobretudo tem mangas curtas. A robô usa camisa de manga longa listrada cinza e bege abaixo do sobretudo. Na direita, de perfil, está a atriz Allison Williams, uma mulher branca com cabelos longos castanhos e que veste uma blusa de manga longa cinza. O fundo da foto é iluminado, com cortinas e almofadas variadas" width="1200" height="675" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/05/Imagem-4-M3gan-Texto-Persona.jpg 1200w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/05/Imagem-4-M3gan-Texto-Persona-800x450.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/05/Imagem-4-M3gan-Texto-Persona-1024x576.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/05/Imagem-4-M3gan-Texto-Persona-768x432.jpg 768w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-30892" class="wp-caption-text">Mais de 300 mil pessoas foram rir e se assustar nos cinemas nacionais com M3GAN, filme da Blumhouse que mistura diversos gêneros cinematográficos (Foto: Universal Pictures)</figcaption></figure>
<p><b>Felipe Nunes</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Quem nunca teve medo de uma boneca durante a infância que atire a primeira pedra. Por meio de lendas, séries e filmes, a vertente do terror associada aos brinquedos ficou enraizada no imaginário coletivo popular cultural. O fruto disso foram as célebres sequências envolvendo bonecos sobrenaturais, como a franquia de </span><i><span style="font-weight: 400;">Chucky </span></i><span style="font-weight: 400;">e a de </span><a href="https://www.adorocinema.com/filmes/filme-264422/curiosidades/"><i><span style="font-weight: 400;">Annabelle</span></i></a><span style="font-weight: 400;">. Se, no passado, estas obras foram as responsáveis por aterrorizar as crianças, agora, o brinquedo da vez &#8211; robô, na verdade &#8211; é M3GAN &#8211; uma boneca androide que é tão maldosa quanto seus antecessores, mas que, pela primeira vez, não é alvo da possessão de nenhum espírito maligno e sim da própria tecnologia da qual foi criada.</span></p>
<p><span id="more-30891"></span></p>
<p><a href="https://www.tecmundo.com.br/minha-serie/260078-m3gan-real-veja-boneca-assassina-criada.htm"><span style="font-weight: 400;">A história central</span></a><span style="font-weight: 400;"> de </span><i><span style="font-weight: 400;">M3GAN </span></i><span style="font-weight: 400;">gira em torno de Cady (Violet McGraw), uma jovem garotinha que fica órfã ao perder seus pais em um acidente de carro e é encaminhada para a casa de sua parente mais próxima, sua tia Gemma (Allison Williams). A nova tutora não almejava ter as responsabilidades de cuidar e educar uma criança pré-adolescente e que, como qualquer outra dessa faixa etária, carece de atenção, zelo e &#8211; o mais difícil para a mais nova ‘mãe’ -, afeto. Da mesma forma, a sobrinha também não sonhava em passar por essa avalanche sentimental, saindo da casa que vivia e da escola que estudava, sem nunca mais ver os pais com quem sempre conviveu.  </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Tia e sobrinha unidas pelo infortúnio do destino. O gancho inicial da produção serviria muito bem para um longa dramático, em que ambas precisam aprender a viver suas novas realidades juntas. Porém, o filme rapidamente subverte essa narrativa e aniquila qualquer resquício dessa impressão. Ao invés de arcar com o compromisso de cuidar de Cady, Gemma tem uma ideia: aprimorar um projeto robótico e fazer com que ele cuide da sua sobrinha. Isso porque ela precisa inovar um brinquedo para empresa que trabalha, assim como também tem a necessidade de que alguém cuide da familiar. Por isso, investe no protótipo e tenta resolver dois problemas com uma única solução. Dessa forma, </span><a href="https://aventurasnahistoria.uol.com.br/noticias/historia-hoje/quem-e-atriz-por-tras-da-boneca-m3gan-que-estreou-nos-cinemas.phtml"><span style="font-weight: 400;">a grande vilã M3GAN</span></a><span style="font-weight: 400;"> (</span><i><span style="font-weight: 400;">Model 3 Generative Android</span></i><span style="font-weight: 400;"> ou Androide Gerador do 3º Modelo), interpretada por Amie Donald e dublada por Jenna Davis, é criada no primeiro ato.</span></p>
<figure id="attachment_30897" aria-describedby="caption-attachment-30897" style="width: 1913px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-30897" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/05/Imagem-2-M3gan-Texto-Persona.jpg" alt="Cena do filme M3GAN. Na cena, há, do lado direito, uma boneca humanóide branca com cabelos loiros, ela veste um sobretudo bege com um laço azul, amarelo e vermelho na gola. O sobretudo tem mangas curtas. A robô usa camisa de manga longa listrada cinza e bege abaixo do sobretudo. Do lado direito, há Cady (Violet McGraw), uma menina branca com cabelos castanhos escuros e que veste um casaco verde. Ela e a boneca brincam com as mãos dadas e estão sobre uma paisagem arborizada." width="1913" height="800" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/05/Imagem-2-M3gan-Texto-Persona.jpg 1913w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/05/Imagem-2-M3gan-Texto-Persona-800x335.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/05/Imagem-2-M3gan-Texto-Persona-1024x428.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/05/Imagem-2-M3gan-Texto-Persona-768x321.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/05/Imagem-2-M3gan-Texto-Persona-1536x642.jpg 1536w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/05/Imagem-2-M3gan-Texto-Persona-1200x502.jpg 1200w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-30897" class="wp-caption-text">A obra é uma crítica aos pais que não passam tempo com os filhos e os deixam o tempo todo em frente a televisores, celulares e tablets (Foto: Universal Pictures)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">Como na maioria das obras cinematográficas de terror, o ato inicial de </span><i><span style="font-weight: 400;">M3GAN </span></i><span style="font-weight: 400;">é incumbido de ambientar a trama. Tudo parece fluir com o desenvolvimento da boneca animatrônica: Gemma tem mais tempo para se dedicar ao trabalho sem se preocupar com a criação da sobrinha, já que a boneca é quem cuida de tudo. À princípio, a jovem Cady não vê problema nisso, porque finalmente tem alguém para cuidar dela e escutá-la. No entanto, uma grande reviravolta começa, aos poucos. À medida que fica na companhia do brinquedo, a personagem de Violet McGraw fica cada vez mais </span><a href="https://g1.globo.com/pb/paraiba/noticia/2022/03/22/psicologas-explicam-como-identificar-dependencia-de-telas-em-criancas-e-adolescentes.ghtml"><span style="font-weight: 400;">dependente emocionalmente</span></a><span style="font-weight: 400;"> dele e transfere para o robô o carinho que nutria pelos seus falecidos pais. Enquanto supre a carência de Cady, M3GAN é sobrecarregada com a chuva de informações que uma criança em desenvolvimento pode transmitir e solicitar ao decorrer de seu dia a dia na era tecnológica. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Eis o diferencial do filme, que tem o roteiro assinado por </span><a href="https://personaunesp.com.br/maligno-critica/"><span style="font-weight: 400;">James Wan e Akela Cooper</span></a><span style="font-weight: 400;">: a tecnologia e a sua relação com o desenvolvimento infantil. Uma obra futurista de terror que mistura comédia e ficção científica parece ser uma combinação improvável. Esses elementos destoantes, que até então pareciam formar uma junção desarmônica, se unem em uma nova abordagem cinematográfica com fortes raízes no subgênero ‘terrir’. Por essa razão, a grande aposta do longa é  fazer o telespectador, principalmente aquele que ama cultura </span><i><span style="font-weight: 400;">pop</span></i><span style="font-weight: 400;">, rir e sentir medo ao mesmo tempo. Sentimentos conflitantes, mas que exalam a sensação tida assistindo a nova obra da produtora </span><i><span style="font-weight: 400;">Blumhouse</span></i><span style="font-weight: 400;">.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">As risadas são garantidas pelas inesperadas ações de M3GAN, que vão desde uma dança do</span><i><span style="font-weight: 400;"> TikTok</span></i><span style="font-weight: 400;">, logo antes do assassinato de um cidadão, até a </span><i><span style="font-weight: 400;">playlist</span></i><span style="font-weight: 400;"> excêntrica que transita entre </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=JRfuAukYTKg"><i><span style="font-weight: 400;">Titanium</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, de  Sia e David Guetta, e </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=My2FRPA3Gf8"><i><span style="font-weight: 400;">Wrecking Ball</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, de Miley Cyrus. Já o medo é ambientado com as mortes que a boneca promove a cada pessoa que, de acordo com suas impressões robóticas sensoriais, oferece algum tipo de risco à Cady. Na verdade, o medo da vilã não é que alguém arrisque a integridade física e mental da personagem interpretada por McGraw e sim interfira na doentia relação que ambas criaram. Por isso, com um jeito animalesco e amedrontador, ela executa qualquer pessoa ou animal que vire um obstáculo em seu laço com Cady. </span></p>
<figure id="attachment_30896" aria-describedby="caption-attachment-30896" style="width: 1920px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-30896" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/05/Imagem-3-M3Gan-Texto-Persona.jpg" alt="Cena do filme M3GAN. Na cena há a atriz Allison Williams, uma mulher branca com cabelos longos castanhos e que veste uma blusa de manga longa azul. Por baixo dessa blusa de manga longa azul, ela veste uma blusa branca. A atriz olha um computador. O fundo da cena é uma sala desfocada com quadros variados." width="1920" height="1080" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/05/Imagem-3-M3Gan-Texto-Persona.jpg 1920w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/05/Imagem-3-M3Gan-Texto-Persona-800x450.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/05/Imagem-3-M3Gan-Texto-Persona-1024x576.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/05/Imagem-3-M3Gan-Texto-Persona-768x432.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/05/Imagem-3-M3Gan-Texto-Persona-1536x864.jpg 1536w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/05/Imagem-3-M3Gan-Texto-Persona-1200x675.jpg 1200w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-30896" class="wp-caption-text">Allison Williams brilha na interpretação de uma engenheira robótica que não sonha com a maternidade, mas se vê obrigada a assumir esse papel (Foto: Universal Pictures)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">A produção brinca muito bem com essas diferentes facetas. Porém, em muitos momentos, a obra escancara o seu viés mercadológico e isso não agrada &#8211; essencialmente, quando negligencia assuntos que mereciam atenção ao enfatizar a publicidade que se reverbera dentro e fora da ficção. Diversas questões importantes são levantadas &#8211; como a relação de crianças com o luto e os danos da utilização de brinquedos e equipamentos </span><a href="https://forbes.com.br/forbes-tech/2023/01/megan-e-possivel-que-robos-oferecam-riscos-a-vida-humana/#:~:text=Na%20semana%20passada%2C%20estreou%20nos,riscos%20da%20tecnologia%20ao%20humano."><span style="font-weight: 400;">tecnológicos</span></a><span style="font-weight: 400;"> em excesso &#8211; mas, todos os pontos são abordados de forma totalmente superficial. Embora o gênero a qual pertence não seja focado exclusivamente na construção dos personagens e no desenvolvimento das temáticas sobre as quais discorre, </span><i><span style="font-weight: 400;">M3GAN</span></i><span style="font-weight: 400;"> falha em sustentar as situações que apresenta e se perde na proposta disruptiva que a todo momento tenta destacar na composição narrativa.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Já a direção de Gerard Johnstone é assertiva e equilibrada. O arco de M3GAN e toda sua construção vilanesca é um dos acertos da obra, desde as cenas iniciais da criação da boneca até as catárticas mortes provocadas por ela. Tudo isso vem com a representação de uma personagem que não é humana, mas que atrai a atenção de quem assiste e, mais do que isso, revela os porquês que a fizeram ser quem ela é: um robô androide assassino, mas com uma aparência totalmente doce e meiga. Um dos diferenciais da produção é desmistificar a ideia de que, para ser assustador, é necessário ser grotesco e monstruoso imageticamente. Com isso, a produção enfraquece as </span><a href="https://canaltech.com.br/cinema/filmes-terror-bonecos-assassinos/"><span style="font-weight: 400;">analogias</span></a><span style="font-weight: 400;"> que poderia sofrer com seus antecessores, como os brinquedos </span><a href="https://personaunesp.com.br/chucky-1a-temp-critica/"><span style="font-weight: 400;">Chucky</span></a><span style="font-weight: 400;">,</span> <span style="font-weight: 400;">Billy (de</span><i><span style="font-weight: 400;"> Jogos Mortais</span></i><span style="font-weight: 400;">) e</span> <span style="font-weight: 400;">Annabelle.</span></p>
<figure id="attachment_30898" aria-describedby="caption-attachment-30898" style="width: 720px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-30898" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/05/GIF-Texto-Persona.gif" alt="Cena do filme M3GAN. No GIF, há uma robô humanoide branca com cabelos loiros na altura do ombro vestindo um sobretudo bege com um laço azul, amarelo e vermelho na gola. O sobretudo tem mangas curtas. A robô usa camisa de manga longa listrada cinza e bege abaixo do sobretudo. No GIF, ela faz vários passos coreografados de uma dança repleta de acrobacias. Por fim, ela pega uma faca. O cenário é uma sala vermelha, com piso grafite." width="720" height="405" /><figcaption id="caption-attachment-30898" class="wp-caption-text">A icônica dancinha que antecede um assassinato pode ganhar uma nova versão, já que uma sequência, intitulada de M3GAN 2.0, foi confirmada para Janeiro de 2025 (GIF: Universal Pictures)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">O roteiro de</span><i><span style="font-weight: 400;"> M3GAN</span></i><span style="font-weight: 400;"> pode ser definido como suave, no mínimo. Quando esperamos ver um filme de terror, definitivamente não imaginamos acompanhar uma história como a desenvolvida por Wan e Cooper, que, inegavelmente, é muito mais </span><a href="https://canaltech.com.br/cinema/critica-m3gan-236762/"><span style="font-weight: 400;">cômica </span></a><span style="font-weight: 400;">do que amedrontadora. As perseguições da boneca trazem a adrenalina e o medo conhecidos pelo gênero, mas o texto dos personagens quebra qualquer chance imersiva que a obra poderia oferecer. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">No entanto, considerando que a </span><a href="https://www.omelete.com.br/terror/james-wan-fala-sobre-m3gan-video"><span style="font-weight: 400;">trama</span></a><span style="font-weight: 400;"> transita também para a ficção científica, é imprescindível enfatizar o bom trabalho da dupla de roteiristas no núcleo de engenheiros robóticos. Isso porque seria fácil  dificultar a compreensão dos diálogos por parte dos espectadores que não pertencem ao nicho. Os dois não se perdem em jargões técnicos e termos rebuscados, o que é extremamente recorrente em filmes com essa proposta tecnológica e científica.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Outro ponto que merece destaque é o conjunto de intérpretes. Allison Williams, que ganhou a merecida atenção com o ótimo </span><a href="https://personaunesp.com.br/corra-filme-critica/"><i><span style="font-weight: 400;">Corra</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, dirigido por Jordan Peele, defende sua protagonista com total entrega em</span><i><span style="font-weight: 400;"> M3GAN</span></i><span style="font-weight: 400;">. Ainda que não tenha um roteiro que a favoreça, ela abarca todas as singularidades que Gemma carrega: a vontade de não ser mãe, o desejo de alcançar sua estabilidade profissional e o luto pela perda de sua irmã e seu cunhado. Já Violet McGraw sabe muito bem como passear pelas camadas de sua personagem. A menina gera empatia no ato inicial e mostra vulnerabilidade, irrita nos insultos e agressões que tem com sua tia no segundo ato e faz o público admirar sua coragem no final da trama. Além das protagonistas, é essencial destacar o trabalho de Amie Donald como intérprete da boneca e Jenna Davis como dubladora, junto de Jen Brown (Tes), Kira Josephson (Ava) e Ronny Chieng (David). </span></p>
<figure id="attachment_30893" aria-describedby="caption-attachment-30893" style="width: 1200px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-30893" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/05/Imagem-1-M3gan-Texto-Persona.jpg" alt="Cena do filme M3GAN. Na foto, há uma robô humanoide branca com cabelos loiros na altura do ombro vestindo um sobretudo bege com um laço azul, amarelo e vermelho na gola. O sobretudo tem mangas curtas. A robô usa camisa de manga longa listrada cinza e bege abaixo do sobretudo. Ela está no centro e, em ambos os seus lados, existem cortinas beges" width="1200" height="675" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/05/Imagem-1-M3gan-Texto-Persona.jpg 1200w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/05/Imagem-1-M3gan-Texto-Persona-800x450.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/05/Imagem-1-M3gan-Texto-Persona-1024x576.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/05/Imagem-1-M3gan-Texto-Persona-768x432.jpg 768w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-30893" class="wp-caption-text">Com arcos superficiais, a trama caiu no gosto do público e somou mais de<a href="https://aodisseia.com/m3gan-sucesso-bilheteria-filme/"> 7,3 milhões de reais</a> em bilheteria (Foto: Universal Pictures)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">O longa usa e abusa da linguagem publicitária que demonstrou desde os </span><i><span style="font-weight: 400;">teasers</span></i><span style="font-weight: 400;">, </span><i><span style="font-weight: 400;">trailers</span></i><span style="font-weight: 400;"> e divulgações, ancorando-se, principalmente, na cultura </span><i><span style="font-weight: 400;">pop</span></i><span style="font-weight: 400;"> e no mar de possibilidades que pode ofertar quando </span><a href="https://portalpopline.com.br/boneca-filme-m3gan-meme-dancando/"><span style="font-weight: 400;">memes</span></a><span style="font-weight: 400;">, canções e referências de outros filmes são trazidos à narrativa. Contudo, a estratégia, promissora no quesito divulgação, torna-se cansativa e entediante para quem acompanha os desdobramentos da boneca-robô assassina. A sensação é que cada cena terá um elemento caricato ou de </span><i><span style="font-weight: 400;">merchandising </span></i><span style="font-weight: 400;">para que a trama se auto sustente em uma proposta engraçada e publicitária, como um ciclo que não para de se retroalimentar.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O fim, como é típico em obras de terror que almejam sequências, não é uma finalização amarrada e sem brechas. Muito pelo contrário, a conclusão mostra que Wan e Cooper têm planos para a nova bonequinha do terrir. </span><a href="https://cinepop.com.br/james-wan-revela-como-teve-a-ideia-para-fazer-megan-exclusivo-386301/"><i><span style="font-weight: 400;">M3GAN</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> já foi feito para ter continuação e só expõe o que já mostra no começo: é uma história inovadora de um brinquedo matador que possui diversos caminhos narrativos quando se tem a</span><i><span style="font-weight: 400;"> internet</span></i><span style="font-weight: 400;"> como plano de fundo. Se o sonho de Wan era modernizar seu trabalho em uma proposta disruptiva, ele conseguiu. Mas sacrificar a narrativa de sua história realmente valeu o preço pago?</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Entre risos e sustos, a produção cumpre algumas de suas promessas, como a de inovar o terrir e o </span><i><span style="font-weight: 400;">slasher </span></i><span style="font-weight: 400;">com foco em </span><a href="https://www.techtudo.com.br/listas/2023/01/m3gan-7-filmes-de-terror-com-bonecos-assassinos-para-assistir-online-streaming.ghtml"><span style="font-weight: 400;">bonecos assassinos</span></a><span style="font-weight: 400;">. Ao mesmo tempo, se perde na sua própria linguagem, linha narrativa e nos elementos externos que tenta incluir de forma totalmente exagerada. Aqui, o menos realmente seria mais. A sequência tem infinitas possibilidades de corrigir esses erros e uma delas é explorar ainda mais a tecnologia, as temáticas que envolvem a relação de pais e filhos com esse meio e os danos que o excesso pode causar não somente às crianças, mas também aos adultos. Além disso, </span><i><span style="font-weight: 400;">M3GAN </span></i><span style="font-weight: 400;">pode tomar cuidado com o excesso de humor e focar no medo que tanto atrai quem é fã de obras de terror, enfatizando ainda mais que uma boneca de aparência meiga também pode ser perigosa.</span></p>
<div class="jetpack-video-wrapper"><iframe loading="lazy" title="M3GAN| Trailer 2 Oficial DUBLADO" width="840" height="473" src="https://www.youtube.com/embed/JcKRaUGJcqY?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen></iframe></div>
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		<title>1899 tenta, mas está longe de superar Dark</title>
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		<pubDate>Fri, 05 May 2023 17:25:14 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Felipe Nunes Drama, artefatos misteriosos que moldam a realidade, o espaço e o tempo, ficção científica e um casal alemão que revolucionou a história da Netflix ao lançar uma das séries de língua não inglesa mais consumidas na plataforma. Essa é a receita de Dark e quase foi a do novo lançamento do streaming, 1899. &#8230; <a href="http://personaunesp.com.br/1899-critica/" class="more-link">Continue lendo<span class="screen-reader-text"> "1899 tenta, mas está longe de superar Dark"</span></a></p>
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										<content:encoded><![CDATA[<figure id="attachment_30841" aria-describedby="caption-attachment-30841" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-30841" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/05/1-800x423.jpg" alt="Cena da série 1899. Nela, há um homem branco com cabelos pretos vestindo sobretudo preto olhando para a esquerda, lado em que está na foto. No centro, há uma mulher branca com cabelos ruivos e que veste um vestido na cor marsala. À direita, está um homem branco, com cabelo castanho liso e barba. Ele veste um colete preto sobre uma camisa de manga cinza. O fundo da cena é desfocado." width="800" height="423" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/05/1-800x423.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/05/1-1024x542.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/05/1-768x406.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/05/1-1200x635.jpg 1200w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/05/1.jpg 1523w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-30841" class="wp-caption-text">Em 1899, Baran bo Odar e Jantje Friese repetem fórmula na tentativa de se consagrarem novamente com uma das séries mais assistidas da gigante do streaming (Foto: Netflix)</figcaption></figure>
<p><b>Felipe Nunes</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Drama, artefatos misteriosos que moldam a realidade, o espaço e o tempo, ficção científica e um casal alemão que revolucionou a história da </span><i><span style="font-weight: 400;">Netflix</span></i><span style="font-weight: 400;"> ao lançar uma das séries de língua não inglesa mais consumidas na plataforma. Essa é a receita de </span><a href="https://personaunesp.com.br/dark-critica/"><i><span style="font-weight: 400;">Dark</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> e quase foi a do novo lançamento do </span><i><span style="font-weight: 400;">streaming</span></i><span style="font-weight: 400;">, </span><i><span style="font-weight: 400;">1899</span></i><span style="font-weight: 400;">. As comparações são sempre injustas, mas o tempo de produção e investimento superior para a segunda obra de Baran bo Odar e Jantje Friese fez o seriado</span> <span style="font-weight: 400;">prometer mais do que podia cumprir. A associação é inevitável. </span></p>
<p><span id="more-30839"></span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Nenhuma trama parte do mesmo lugar e traça um processo de criação idêntico para que possa ser confrontada com outra de forma justa. Contudo, após a história complexa e instigante de </span><i><span style="font-weight: 400;">Dark </span></i><span style="font-weight: 400;">envolver os espectadores</span> <span style="font-weight: 400;">ao longo de três sequências, é impossível não se perguntar o que aconteceu para que tudo fosse ladeira abaixo em uma nova série. A produção era tida pelos fãs e críticos especializados como </span><a href="https://www.adorocinema.com/noticias/series/noticia-1000003391/"><span style="font-weight: 400;">certa para uma renovação</span></a><span style="font-weight: 400;">, mas o resultado surpreendeu e o cancelamento foi anunciado logo no primeiro ano. Os criadores lamentaram, pois os planos eram para não apenas uma, mas sim duas outras temporadas, como aconteceu com sua primogênita.</span></p>
<p><i><span style="font-weight: 400;">1899</span></i><span style="font-weight: 400;"> é iniciada com Emily Beecham dando vida à complexa e misteriosa médica Maura Franklin. A protagonista é um convite para desconfianças. Às vezes, parece ser heroína, outras, vilã, e essa mescla de padrões é um dos pontos altos do enredo. Em um navio, a doutora vive uma confusão mental que extrapola a ficção e deixa quem assiste tão confuso quanto ela. </span><a href="https://www.tecmundo.com.br/minha-serie/256763-1899-8-detalhes-voce-ter-nao-percebido-serie-netflix.htm"><span style="font-weight: 400;">Na história</span></a><span style="font-weight: 400;">, Maura está em busca de seu irmão, desaparecido em uma embarcação que nunca chegou ao destino final em Nova Iorque. Além dela, há diversos imigrantes com distintos segredos sombrios, porém com um objetivo em comum: ter uma vida melhor na alta elite da sociedade nova-iorquina.</span></p>
<figure id="attachment_30845" aria-describedby="caption-attachment-30845" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-30845" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/05/2-800x450.jpg" alt="" width="800" height="450" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/05/2-800x450.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/05/2-1024x576.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/05/2-768x432.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/05/2-1200x675.jpg 1200w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/05/2.jpg 1280w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-30845" class="wp-caption-text">1899 é o primeiro produto audiovisual da Netflix filmado completamente em estúdio virtual (Foto: Netflix)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">Semelhante aos longas </span><i><span style="font-weight: 400;">Fratura</span></i><span style="font-weight: 400;"> e </span><i><span style="font-weight: 400;">As Linhas Tortas de Deus</span></i><span style="font-weight: 400;">, a série brinca com o que é realidade, ilusão e simulação na vida de seus personagens. Ao decorrer dos primeiros episódios, é difícil saber o gancho central de tudo. São sonhos? Algo sobrenatural? Ciência? Impossível responder, mas deliciosamente possível </span><a href="https://guiadoestudante.abril.com.br/estudo/11-filmes-para-exercitar-o-seu-cerebro/"><span style="font-weight: 400;">teorizar</span></a><span style="font-weight: 400;">. É esse o grande feito de </span><i><span style="font-weight: 400;">1899</span></i><span style="font-weight: 400;">: deixar os espectadores curiosos, pensativos e até mesmo confusos. As dúvidas não são por conta de falhas no roteiro de Baran bo Odar e Jantje Friese, é tudo premeditado. Como se fosse uma cebola, a cada capítulo mais uma camada é explicada. Com isso, os arcos se encaixam e ganham forças.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Se por um lado a narrativa instiga e prende o telespectador nos desdobramentos da história, por outro os personagens não se aproximam do público. Há um vasto núcleo de intérpretes com um tempo de tela muito mal administrado. Com exceção da história principal, todos os outros desenvolvimentos são jogados para o esquecimento. Contar com um </span><a href="https://www.tecmundo.com.br/minha-serie/255319-1899-serie-netflix-boa-mesmo-narrativa-destaca-critica.htm"><span style="font-weight: 400;">elenco tão diversificado</span></a><span style="font-weight: 400;"> foi um trunfo e é uma pena que isso não tenha sido bem trabalhado. Os episódios são longos e poderiam deixar de explicar o óbvio e dirigir a atenção à trajetória dos papéis centrais. Embora tenha tentado trazer dramas e sofrimentos particulares, isso foi feito de forma superficial e </span><i><span style="font-weight: 400;">1899</span></i><span style="font-weight: 400;"> falhou em encantar. Por exemplo, o sentimento de torcer pela destemida Maura, pela sensível Tove (Clara Rosager) ou sentir raiva do pai da protagonista, Henry Singleton (Anton Lesser), tido como vilão, é praticamente inexistente. Esses anseios não são explorados.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O elenco é quem eleva a obra. Além de Clara Rosager, Mathilde Ollivier (Clémence), Yann Gael (Jérome), Isabella Wei (Ling Yi), Fflyn Edwards (Elliot) e Miguel Bernardeau (Ángel) são excelentes e fazem jus aos eventos que vivenciam, ainda que tenham pouquíssimos momentos de profundidade com os personagens que interpretam. A carga dramática de Tove escancara esse descaso e, mesmo sendo uma das reviravoltas mais emocionantes, tem pouco destaque, tal qual acontece com os demais arcos que não envolvam diretamente a dupla Maura e Eyk Larsen. Os dois quase formam um casal e a construção não é ruim, muito pelo contrário. Contudo, é insuficiente para manter a atenção que a </span><a href="https://tangerina.uol.com.br/filmes-series/fracasso-1899-criadores-dark-serie-netflix/"><span style="font-weight: 400;">narrativa</span></a><span style="font-weight: 400;"> precisava despertar em quem assiste.</span></p>
<figure id="attachment_30844" aria-describedby="caption-attachment-30844" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-30844" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/05/3-800x450.jpg" alt="Cena da série 1899. Nela, na esquerda, há uma jovem branca com cabelos pretos lisos, ela veste um Kimono em tons de vermelho e laranja. Ao seu lado, na direita, há um rapaz branco, com cabelos loiros, ele veste um uniforme bege, que está manchado com carvão. O lábio do rapaz está sangrando. O fundo da foto é desfocado e apresenta o salão de um navio." width="800" height="450" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/05/3-800x450.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/05/3-1024x576.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/05/3-768x432.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/05/3-1200x675.jpg 1200w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/05/3.jpg 1450w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-30844" class="wp-caption-text">Com pluralidade idiomática, 1899 destaca várias línguas e apresenta personagens de diversas nacionalidades, como japoneses, alemães, franceses e noruegueses (Foto: Netflix)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">Por ser a irmã mais nova de </span><i><span style="font-weight: 400;">Dark</span></i><span style="font-weight: 400;">, o lançamento já era esperado pelos fãs do gênero e dos criadores. Uma polêmica, no entanto, causou uma verdadeira reviravolta na recepção dos espectadores, principalmente os brasileiros. Logo após ter sido lançada, a </span><span style="font-weight: 400;">série </span><span style="font-weight: 400;">foi alvo de uma </span><a href="https://labdicasjornalismo.com/noticia/12243/-1899-a-nova-serie-da-netflix-traz-polemicas-sobre-plagio-na-cultura-cinematografica"><span style="font-weight: 400;">acusação de plágio</span></a><span style="font-weight: 400;"> por uma quadrinista brasileira, Mary Cagnin. De acordo com ela, elementos narrativos de uma de suas obras, a HQ</span><i><span style="font-weight: 400;"> Black Silence,</span></i><span style="font-weight: 400;"> estavam sendo copiados. Réplicas e tréplicas foram feitas negando as denúncias. Contudo, muitos consumidores não aceitaram as declarações e reforçaram o apoio à artista, deixando de ver e recomendar o conteúdo audiovisual.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Sobre o cenário, os efeitos visuais e a trilha sonora, é válido enfatizar que estes atuam como personagens à parte e abrilhantam com maestria todo o conjunto narrativo, um reflexo do </span><a href="https://www.omelete.com.br/series-tv/criticas/1899-sacrifica-personagens-mas-cativa-com-misterio-viciante"><span style="font-weight: 400;">orçamento da produção</span></a><span style="font-weight: 400;">. Esses elementos são tão bem encaixados que parecem ser a alma da obra e, na verdade, de fato são. Cada aspecto conversa entre si, tem sua razão de ser e seu motivo para estar ali, naquele molde e naquele momento. Nada sobra ou parece faltar, o que é uma dificuldade e tanto na indústria cinematográfica.</span></p>
<figure id="attachment_30843" aria-describedby="caption-attachment-30843" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-30843" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/05/4-800x446.jpg" alt="Cena da série 1899. Nela, há uma mulher branca, com cabelos loiros, que é focalizada na imagem. Ela está suada e faz uma expressão de espanto." width="800" height="446" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/05/4-800x446.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/05/4-1024x571.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/05/4-768x428.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/05/4-1200x669.jpg 1200w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/05/4.jpg 1449w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-30843" class="wp-caption-text">Clara Rosager brilhou dando vida à complexa Tove e merecia mais destaque e profundidade em 1899 (Foto:Netflix)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">O grande </span><a href="https://www.techtudo.com.br/noticias/2022/11/1899-veja-explicacao-para-o-final-e-os-maiores-plot-twists-da-serie-streaming.ghtml"><i><span style="font-weight: 400;">plot twist</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> é a revelação do que de fato faz os navios não chegarem ao seu destino final, a grande dúvida que prende os espectadores ao decorrer dos oito episódios. E o plural de navios abarca bem mais do que Kerberos e Prometheus, já que é contado que diversas embarcações já se perderam nessa expedição marítima e nunca chegaram a Nova Iorque. Na conclusão e explicação da motivação central da série, os elementos são conectados de uma forma fluída, sem desconexões, e o roteiro vence o maior desafio de enredos que se pautam na ficção científica: os temidos furos, que, além de prejudicarem a compreensão do seriado, mostram descuido com o texto. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A filosofia ainda ganha espaço no universo ficcional. Um dos assuntos que percorrem as explicações das fatídicas situações é o </span><i><span style="font-weight: 400;">Mito da Caverna</span></i><span style="font-weight: 400;">, do livro </span><i><span style="font-weight: 400;">A República</span></i><span style="font-weight: 400;">, escrito pelo célebre filósofo Platão. Na </span><a href="https://aventurasnahistoria.uol.com.br/noticias/reportagem/1899-quem-e-o-menino-misterioso-do-novo-fenomeno-da-netflix.phtml"><span style="font-weight: 400;">narrativa</span></a><span style="font-weight: 400;">, o mito é abordado em diversos momentos e cria uma rede de apoio com as experiências antropológicas, psicológicas, emocionais e sensoriais de todos os que participam das simulações dentro dos navios. A princípio, a mistura das ciências exatas com a área filosófica parece não combinar, mas, ao decorrer da série, elas formam um par excêntrico e acoplado.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Apesar da área humanística adentrar a abordagem científico-filosófica, o destaque continua sendo a física quântica. O texto se debruçou sobre as </span><a href="https://www.metropoles.com/entretenimento/televisao/1899-e-baseada-em-fatos-reais-descubra-a-verdade-por-tras-da-serie"><span style="font-weight: 400;">teorias</span></a><span style="font-weight: 400;"> e antecipou problemas de compreensão que poderiam ter acontecido com lacunas, que estiveram presentes em </span><i><span style="font-weight: 400;">Dark</span></i><span style="font-weight: 400;">. Outro ponto importante foi a contagem de todos os fatos. Isso porque, ainda que esperassem uma renovação, grande parte dos arcos foi concluída com os desfechos da primeira temporada. E é por isso, que os diretores mostraram que aprenderam a lição quando o assunto é entregar um </span><i><span style="font-weight: 400;">script</span></i><span style="font-weight: 400;"> conectado, cuidadoso e, sobretudo, bem escrito.</span></p>
<figure id="attachment_30842" aria-describedby="caption-attachment-30842" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-30842" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/05/5-800x450.jpg" alt="" width="800" height="450" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/05/5-800x450.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/05/5-768x432.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/05/5.jpg 1024w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-30842" class="wp-caption-text">Maura é a conexão de todos os arcos e tramas construídos ao longo da obra (Foto: Netflix)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">Ao terminar a série, a sensação é de que </span><i><span style="font-weight: 400;">1899</span></i><span style="font-weight: 400;"> tentou, mas não conseguiu alcançar os feitos da antecessora, mesmo com tudo conspirando para isso: o maior tempo de produção, o orçamento e a própria experiência do casal que criou a série. A profundidade dos arcos foi um desequilíbrio gigantesco, tanto que, quando o anúncio do cancelamento foi feito, não houveram tantas mobilizações – algo que aconteceu com outras produções da </span><i><span style="font-weight: 400;">Netflix</span></i><span style="font-weight: 400;">, como </span><a href="https://personaunesp.com.br/anne-with-an-e-5-anos/"><i><span style="font-weight: 400;">Anne with an E</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> e </span><i><span style="font-weight: 400;">O Clube da Meia-noite</span></i><span style="font-weight: 400;">. O público não se apegou aos dramas alternativos dos personagens e os atores tinham total competência para isso.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Permeada por polêmicas envolvendo plágio e com ressalvas sobre superficialidades já supracitadas, a </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=hxGXPirkFGU"><span style="font-weight: 400;">obra</span></a><span style="font-weight: 400;"> tem um roteiro intrigante, misterioso e atrativo. A linearidade temporal é bem trabalhada, usando </span><i><span style="font-weight: 400;">flashbacks</span></i><span style="font-weight: 400;"> ao seu favor e revelando uma nova faceta a cada capítulo. </span><i><span style="font-weight: 400;">1899 </span></i><span style="font-weight: 400;">é, definitivamente, bem construída com a proposta que almeja desenvolver ao entrelaçar temas filosóficos, científicos e tecnológicos. Talvez seu maior erro tenha sido nascer depois de </span><i><span style="font-weight: 400;">Dark </span></i><span style="font-weight: 400;">e não antes.</span></p>
<p>&nbsp;</p>
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		<title>20 anos de Harry Potter e a Câmara Secreta: em Hogwarts, o Basilisco é a chave de um segredo</title>
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		<pubDate>Mon, 19 Dec 2022 18:56:07 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Felipe Nunes No auge da juventude, Harry Potter e a Câmara Secreta completa seus 20 anos de idade. Responsável por dar continuidade ao sucesso estrondoso de seu antecessor, Harry Potter e a Pedra Filosofal, que apresentou o mundo mágico de Hogwarts aos telespectadores livres de magia, os apelidados ‘trouxas’, o longa-metragem manteve as características infantis, &#8230; <a href="http://personaunesp.com.br/harry-potter-e-a-camara-secreta-20-anos/" class="more-link">Continue lendo<span class="screen-reader-text"> "20 anos de Harry Potter e a Câmara Secreta: em Hogwarts, o Basilisco é a chave de um segredo"</span></a></p>
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										<content:encoded><![CDATA[<figure id="attachment_29516" aria-describedby="caption-attachment-29516" style="width: 600px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-29516" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/12/Imagem-1-7.jpg" alt=" Cena do filme Harry Potter e a Câmara Secreta, na qual estão os três personagens principais. O fundo da foto é a estrutura da escola de magia e bruxaria de Hogwarts pertencente à ficção dos livros de J.K Rowling.. Na parte esquerda, está Hermione Granger (Emma Watson). Jovem branca, com cabelos castanhos ondulados e que sorri. Ela veste uma capa preta, com broche e gravata nas cores vermelho e amarelo. Na parte central e direita, estão Harry (Daniel Radcliffe) e Rony (Rupert Grint) se abraçando e sorrindo. Harry é branco, usa óculos redondos, possui cabelos lisos pretos e uma cicatriz em forma de raio na testa. Rony é branco e tem cabelos ruivos. Os dois garotos também vestem capa preta e gravatas listradas em vermelho e amarelo." width="600" height="400" /><figcaption id="caption-attachment-29516" class="wp-caption-text">Há 20 anos, Harry, Hermione e Rony se encontravam para começar o segundo ano letivo em Hogwarts (Foto: Warner Bros.)</figcaption></figure>
<p><b>Felipe Nunes</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">No auge da juventude, </span><i><span style="font-weight: 400;">Harry Potter e a Câmara Secreta</span></i> <span style="font-weight: 400;">completa seus 20 anos de idade. Responsável por dar continuidade ao sucesso estrondoso de seu antecessor, </span><a href="https://personaunesp.com.br/harry-potter-e-a-pedra-filosofal-20-anos/"><i><span style="font-weight: 400;">Harry Potter e a Pedra Filosofal</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, que apresentou o mundo mágico de Hogwarts aos telespectadores livres de magia, os apelidados ‘trouxas’, o longa-metragem manteve as características infantis, fantasiosas e misteriosas presentes no primeiro filme. Dessa vez, a obra conta sobre o segundo ano estudantil do famoso bruxo Harry Potter (Daniel Radcliffe) na escola de feitiçaria de Alvo Dumbledore (Richard Harris).</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Os primeiros momentos da produção são carregados pela mágica que tanto encanta o público fã do universo desenvolvido pela </span><i><span style="font-weight: 400;">Warner Bros</span></i><span style="font-weight: 400;">. Bruxos voando em vassouras, criaturas místicas, monstros assustadores e muitos feitiços acompanham as narrativas impressionantes construídas no </span><a href="https://marciatravessoni.com.br/entretenimento/20-anos-de-harry-potter-e-a-camara-secreta-veja-cenas-iconicas-do-segundo-filme/"><span style="font-weight: 400;">segundo longa</span></a><span style="font-weight: 400;">. No meio de todo esse encantamento, o enredo central é explorado com a abertura da Câmara Secreta, a qual, segundo as lendas contadas nos pátios de Hogwarts, aprisiona um dos seres mais temidos de todo o mundo bruxo: </span><span style="font-weight: 400;">o </span><a href="https://www.omelete.com.br/filmes/criticas/iharry-potter-e-a-camara-secretai"><span style="font-weight: 400;">Basilisco</span></a><span style="font-weight: 400;">.</span></p>
<p><span id="more-29515"></span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Contudo, até que essa história se confirme, as dúvidas atormentam não somente os personagens, mas também os </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=cf0rRYvDuys"><span style="font-weight: 400;">espectadores</span></a><span style="font-weight: 400;">. O mistério é uma das grandes apostas da obra, que, embora carregue um aspecto infantilizado no roteiro de Steve Kloves, prende a atenção nos desdobramentos amedrontadores aos alunos e professores da escola. Afinal de contas, todos querem saber quem é o autor dos ataques que deixaram Hermione Granger (Emma Watson), o fantasma Nick Quase Sem Cabeça (John Cleese) e até mesmo a gata Madame Nora petrificados.</span></p>
<figure id="attachment_29517" aria-describedby="caption-attachment-29517" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="wp-image-29517 size-medium" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/12/Imagem-2-4-800x522.jpg" alt="Cena do filme Harry Potter e a Câmara Secreta, na qual estão os três personagens principais.O fundo da foto é a área hospitalar da escola de magia e bruxaria de Hogwarts pertencente à ficção dos livros de J.K Rowling. Na parte esquerda, está Harry (Daniel Radcliffe), garoto branco, que usa óculos redondos, possui cabelos lisos pretos e uma cicatriz em forma de raio na testa, segurando um papel. Ele está sentado na maca onde Hermione Granger (Emma Watson), jovem branca, com cabelos castanhos ondulados, está petrificada. Atrás da maca em que Hermione está petrificada, há Rony (Rupert Grint), que é branco e tem cabelos ruivos. Todos vestem capa preta, com broche e gravata nas cores vermelho e amarelo. Na parte direita, há um vaso de flores brancas desfocadas." width="800" height="522" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/12/Imagem-2-4-800x522.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/12/Imagem-2-4-1024x668.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/12/Imagem-2-4-768x501.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/12/Imagem-2-4.jpg 1104w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-29517" class="wp-caption-text">Embora estivesse petrificada, Hermione Granger ajudou a resolver o mistério do monstro aprisionado na Câmara Secreta (Foto: Warner Bros.)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">Lançado em 2002, o filme tem a direção de Chris Columbus &#8211; o mesmo diretor de </span><i><span style="font-weight: 400;">Harry Potter e a Pedra Filosofal</span></i><span style="font-weight: 400;"> &#8211; e é marcado pela qualidade dos efeitos especiais, considerados de alto nível levando em conta a tecnologia da época. Por isso, as duas primeiras produções carregam tantas semelhanças que se desfazem em </span><a href="https://www.omelete.com.br/filmes/criticas/iharry-potter-e-o-prisioneiro-de-azkabani"><i><span style="font-weight: 400;">Harry Potter e o Prisioneiro de Azkaban</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> e nas outras sequências cinematográficas da saga, desde a composição das narrativas até outros aspectos, como a trilha sonora, a adaptação do roteiro e a própria atuação do elenco.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Em </span><i><span style="font-weight: 400;">Harry Potter e a Câmara Secreta</span></i><span style="font-weight: 400;">, a proximidade dos intérpretes com os personagens é explícita. Emma Watson, Daniel Radcliffe e Rupert Grint nasceram para vivenciarem Hermione, Harry e Rony, respectivamente. A seleção do </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=FhJx6bNBlTY"><span style="font-weight: 400;">elenco</span> </a><span style="font-weight: 400;">foi certeira e, neste filme especificamente, a conexão entre os atores é nítida. Como protagonistas, o trio sustenta todos os arcos apresentados. O tempo de tela é bem dividido e, ainda que Harry seja o centro das atenções, Hermione e Rony também ganham destaque e mostram que somente unidos eles conseguem vencer os monstros e vilões que assombram os bruxos e os trouxas.</span></p>
<figure id="attachment_29518" aria-describedby="caption-attachment-29518" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="wp-image-29518 size-medium" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/12/Imagem-3-5-800x429.jpg" alt="Cena do filme Harry Potter e a Câmara Secreta. O fundo da foto é desfocado. Na direita, há o tronco e a cabeça de Fawkes, pássaro de plumas vermelhas e com plumas em tons alaranjados perto de seus olhos e seu bico. Do outro lado, na direita, está o jovem Harry Potter (Daniel Radcliffe), garoto branco, que usa óculos redondos, possui cabelos lisos pretos e uma cicatriz em forma de raio na testa, encarando o pássaro." width="800" height="429" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/12/Imagem-3-5-800x429.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/12/Imagem-3-5-1024x550.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/12/Imagem-3-5-768x412.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/12/Imagem-3-5.jpg 1200w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-29518" class="wp-caption-text">Fawkes, fênix de Dumbledore, salvou Harry Potter de ser petrificado pelo Basilisco (Foto: Warner Bros.)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">Além da dinâmica trabalhada com os personagens já conhecidos, novas histórias são apresentadas nas telonas. O segundo filme é a porta de entrada de figuras inesquecíveis. É aqui que somos apresentados ao</span><a href="https://gizmodo.uol.com.br/pais-de-gales-implora-aos-fas-de-harry-potter-que-nao-deixem-meias-para-dobby-na-praia/"> <span style="font-weight: 400;">famoso elfo Dobby</span></a><span style="font-weight: 400;">, dublado por Toby Jones, uma das personalidades mais queridas entre o público. No longa, ele é o autor de todos os obstáculos que Harry enfrenta ao voltar para Hogwarts &#8211; que, para o bruxinho, já não é mais uma escola e sim um lar. Em meio às travessuras de Dobby, Lúcio Malfoy (Jason Isaacs) também é apresentado como o senhor do elfo, não poupando as crueldades para seu servo e fazendo jus à paternidade de Draco Malfoy (Tom Felton). </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Nesse clima de apresentações, também chega a vez da chorona Murta que Geme (Shirley Henderson) ajudar o trio e deixar claro que não está ali apenas para chorar &#8211; embora ela faça isso em todas as cenas que aparece. Dessa forma, ainda que seja exageradamente dramática, é através de Murta que Hermione é socorrida depois de um erro na Poção Polissuco e que Harry e Rony encontram a Câmara Secreta. Outra aparição que não poderia deixar de ser comentada é sobre aquele que, naquela época, não deveria ser nomeado. Pela primeira vez, a história do tenebroso </span><a href="https://www.tecmundo.com.br/minha-serie/254281-harry-potter-10-melhores-teorias-mundo-bruxo.htm"><span style="font-weight: 400;">Voldemort</span> </a><span style="font-weight: 400;">é contada com mais detalhes. </span></p>
<figure id="attachment_29519" aria-describedby="caption-attachment-29519" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="wp-image-29519 size-medium" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/12/Imagem-4-5-800x428.jpg" alt="Cena do filme Harry Potter e a Câmara Secreta. O fundo da foto é desfocado com pessoas passando. No centro, está  Hermione Granger (Emma Watson), jovem branca, com cabelos castanhos ondulados, dando um leve sorriso com os lábios. Ela veste uma capa preta sobre uma blusa de gola azul." width="800" height="428" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/12/Imagem-4-5-800x428.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/12/Imagem-4-5-1024x548.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/12/Imagem-4-5-768x411.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/12/Imagem-4-5-1200x642.jpg 1200w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/12/Imagem-4-5.jpg 1468w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-29519" class="wp-caption-text">“Ainda não inventaram nenhum feitiço que nossa Hermione não seja capaz de executar”, assegura Rúbeo Hagrid (Foto: Warner Bros.)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">Lord Voldemort (Christian Coulson) tem uma de suas primeiras revelações: Tom Riddle é seu verdadeiro nome. Com um diário, que no futuro é mostrado como uma Horcrux, Harry visita o passado de Tom e, sem saber que ele é o temível vilão, descobre sobre a possível primeira abertura da</span> <a href="https://www.papodecinema.com.br/filmes/harry-potter-e-a-camara-secreta/"><span style="font-weight: 400;">Câmara Secreta</span></a><span style="font-weight: 400;">,</span> <span style="font-weight: 400;">e sobre a punição que deixou Hagrid (Robbie Coltrane) sem sua varinha &#8211; o maior medo de qualquer bruxo. Isso porque o guarda-caça foi culpabilizado pelos transtornos no castelo quando, na verdade, todas as artimanhas haviam sido feitas por Riddle.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Em meio a descobertas sobre o passado de Hogwarts, a cultura do mundo bruxo é contada aos espectadores. Pó de Flu, mandrágoras, carros voadores, monstros, poções de transformação corpórea e muitos feitiços são responsáveis por aprofundar a magia no segundo filme da saga e enfatizar que os detalhes cinematográficos nunca serão os mesmos dos livros. A </span><a href="https://www.planocritico.com/critica-harry-potter-e-a-camara-secreta-de-j-k-rowling/"><span style="font-weight: 400;">adaptação do texto</span></a><span style="font-weight: 400;"> é uma das maiores dificuldades em obras audiovisuais criadas a partir de livros e nas produções de J.K. Rowling isso não é diferente. Condensar todos os acontecimentos do segundo livro em uma única adaptação deixou muitos pontos soltos ao vento, sem desenvolvimento e sem desfecho.</span></p>
<figure id="attachment_29520" aria-describedby="caption-attachment-29520" style="width: 780px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="wp-image-29520 size-full" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/12/Imagem-5-4.jpg" alt="Cena do filme Harry Potter e a Câmara Secreta. Na parte esquerda, está o tronco e a cabeça de Harry Potter. Em sua frente, na parte esquerda, está Tom Riddle (Christian Coulson), jovem branco, com cabelos castanhos escuros e que veste capa preta e gravata com listras verdes escuras. Sua expressão é séria." width="780" height="438" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/12/Imagem-5-4.jpg 780w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/12/Imagem-5-4-768x431.jpg 768w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-29520" class="wp-caption-text">Antes de ter o nome temido por todos os bruxos, aquele que não deve ser nomeado se chamava Tom Riddle (Foto: Warner Bros.)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">Ação e fantasia quase se equilibram e, por isso, suavizam as lacunas das narrativas. Porém, como temos um ‘quase’ entre esses gêneros, isso significa que os elementos não são o suficiente para impedirem que a sensação de correria se mantenha presente no </span><a href="https://www.correiobraziliense.com.br/diversao-e-arte/2022/10/5042734-harry-potter-e-a-camara-secreta-vai-retornar-aos-cinemas-em-novembro.html"><span style="font-weight: 400;">longa</span></a><span style="font-weight: 400;">. A relação entre Potter ser ofidioglota &#8211; ter a habilidade de se comunicar com cobras &#8211;  e sua cicatriz, os presságios que pareciam rotulá-lo como o herdeiro de Salazar Slytherin e os motivos que o fazem não ser da Sonserina pertencem aos segmentos que não foram desenvolvidos e escancaram o descuido com o roteiro. O conforto de já ter apresentado grande parte dos personagens em </span><i><span style="font-weight: 400;">Harry Potter e a Pedra Filosofal </span></i><span style="font-weight: 400;">contribuiu com essa despreocupação em não concluir arcos que foram expostos e que mereciam atenção.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Nas polêmicas que cercam a obra, é impossível não associar os posicionamentos transfóbicos da autora que deu vida ao universo mágico, os quais foram responsáveis por </span><a href="https://www.adorocinema.com/noticias/filmes/noticia-154697/"><span style="font-weight: 400;">afastá-la do elenco principal</span></a><span style="font-weight: 400;">. Nem mesmo no especial que reuniu a equipe nos 20 anos de Harry Potter, ela compareceu. J.K Rowling age na contramão da saga que ela mesmo criou. Se pelo lado ficcional temos uma história repleta de inclusão que prega a harmonia e a diversidade entre bruxos, monstros e trouxas, pelo lado real que transcende os livros e filmes temos uma autora que difunde preconceitos e suja a própria produção. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Sob a direção de Columbus e o roteiro assinado por Steve Kloves,  </span><i><span style="font-weight: 400;">Harry Potter e a Câmara Secreta</span></i><span style="font-weight: 400;"> completa</span> <a href="https://personaunesp.com.br/comemoracao-de-20-anos-de-harry-potter-de-volta-a-hogwarts-critica/"><span style="font-weight: 400;">20 anos</span></a><span style="font-weight: 400;"> de lançamento como uma obra nostálgica, ótima de assistir e ainda mais deliciosa de se rever. É a sensação de tomar o sorvete preferido da infância em um dia feliz e ensolarado. Formado por um elenco magistral, a sequência expande o universo dos bruxos, apresenta novos personagens e reforça o poder que a amizade tem em ultrapassar qualquer feitiço ou maldição.</span></p>
<p>O post <a href="http://personaunesp.com.br/harry-potter-e-a-camara-secreta-20-anos/">20 anos de Harry Potter e a Câmara Secreta: em Hogwarts, o Basilisco é a chave de um segredo</a> apareceu primeiro em <a href="http://personaunesp.com.br">Persona | Jornalismo Cultural</a>.</p>
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		<title>Inventando Anna é tão inacreditável que parece completamente ficcional</title>
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		<pubDate>Mon, 20 Jun 2022 16:17:31 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Felipe Nunes Como uma jovem golpista adentra os eventos e círculos sociais da mais alta elite nova-iorquina sem ter um sobrenome conhecido e nem mesmo um dólar no bolso? E como ela ainda consegue desembolsar empréstimos com quantias inimagináveis das instituições bancárias mais conservadoras dos Estados Unidos? São as respostas dessas indagações que a produção &#8230; <a href="http://personaunesp.com.br/inventando-anna-critica/" class="more-link">Continue lendo<span class="screen-reader-text"> "Inventando Anna é tão inacreditável que parece completamente ficcional"</span></a></p>
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										<content:encoded><![CDATA[<figure id="attachment_27907" aria-describedby="caption-attachment-27907" style="width: 1280px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-27907" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/06/Imagem-1-Inventando-Anna.jpg" alt="Cena da série Inventando Anna. Na cena, há 4 mulheres uma ao lado da outra em uma rua movimentada de Nova Iorque. A primeira, no canto direito, é uma mulher negra de cabelos castanhos que veste calça marrom, blusa preta sobreposta por um sobretudo preto e bolsa bege com alça preta e vermelha. Ao seu lado, há uma mulher branca com vestido preto e sobretudo cinza, olhando com expressão admirada para o alto. A terceira mulher é branca com cabelos castanhos claros, ela veste um sobretudo preto com estampas floridas em vermelho e segura uma bolsa preta. A quarta mulher, no canto esquerdo, é negra, possui cabelos pretos cacheados e olha para o alto com um sorriso, enquanto veste uma saia bege, uma blusa laranja com estampas pretas e um sobretudo preto." width="1280" height="720" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/06/Imagem-1-Inventando-Anna.jpg 1280w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/06/Imagem-1-Inventando-Anna-800x450.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/06/Imagem-1-Inventando-Anna-1024x576.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/06/Imagem-1-Inventando-Anna-768x432.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/06/Imagem-1-Inventando-Anna-1200x675.jpg 1200w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-27907" class="wp-caption-text">Em múltiplas camadas, o quarteto liderado por Anna Delvey entregou diversos momentos catárticos durante a trama (Foto: Netflix)</figcaption></figure>
<p><b>Felipe Nunes</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Como uma jovem golpista adentra os eventos e círculos sociais da mais alta elite nova-iorquina sem ter um sobrenome conhecido e nem mesmo um dólar no bolso? E como ela ainda consegue desembolsar empréstimos com quantias inimagináveis das instituições bancárias mais conservadoras dos Estados Unidos? São as respostas dessas indagações que a produção </span><i><span style="font-weight: 400;">Inventando Anna</span></i><span style="font-weight: 400;"> traz. E embora pareçam casos irreais, essas situações estão longe de serem apenas um enredo ficcional. </span><a href="https://www.bbc.com/portuguese/geral-60456445"><span style="font-weight: 400;">Esses acontecimentos realmente ocorreram</span></a> <span style="font-weight: 400;">e serviram como base para a minissérie jornalística, que traz situações tão surpreendentes que, de fato, parecem inventadas.</span></p>
<p><span id="more-27906"></span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Lançada pela </span><i><span style="font-weight: 400;">Netflix </span></i><span style="font-weight: 400;">em parceria com a produtora </span><i><span style="font-weight: 400;">Shondaland</span></i><span style="font-weight: 400;">, a narrativa foi criada por Shonda Rhimes. Conhecida pela famigerada e perpétua </span><a href="https://personaunesp.com.br/tag/greys-anatomy/"><i><span style="font-weight: 400;">Grey&#8217;s Anatomy</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> e pelos dramas advocatícios e políticos de </span><i><span style="font-weight: 400;">Scandal</span></i><span style="font-weight: 400;">, Rhimes deixa sua marca, entregando episódios longos, instigantes e conectados entre si. Dessa vez, com uma trama oriunda de um artigo jornalístico que chocou Nova Iorque e o mundo ao expor a fraudulenta Anna Delvey, cujo próprio nome inventou. O artigo foi feito pela jornalista Jessica Presler, que já é conhecida por </span><a href="https://www.thecut.com/article/how-anna-delvey-tricked-new-york.html"><span style="font-weight: 400;">ter textos que se tornam filmes</span></a><span style="font-weight: 400;">,</span><span style="font-weight: 400;"> já que isso aconteceu anteriormente com </span><i><span style="font-weight: 400;">As Golpistas</span></i><span style="font-weight: 400;">. Inclusive, Pressler foi alvo de inspiração para que Shonda criasse uma das protagonistas da minissérie: Vivian Kent (Anna Chlumsky).</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O gancho central da história está em Anna (</span><a href="https://personaunesp.com.br/tag/julia-garner/"><span style="font-weight: 400;">Julia Garner</span></a><span style="font-weight: 400;">), que aparece no primeiro episódio sendo presa, segundo ela, por uma calúnia, pois atesta que é uma jovem rica e que não merece estar atrás das grades por contas que, ainda, não foram pagas. </span><a href="https://canaltech.com.br/entretenimento/inventando-anna-o-que-esperar-da-intrigante-serie-da-netflix-208711/"><span style="font-weight: 400;">Não sabemos as reais intenções da garota</span></a>, <span style="font-weight: 400;">se realmente é uma herdeira alemã, como defende, ou se é uma golpista, como a mídia a intitula. Mas sabemos que a resposta desse mistério nos prenderá ao transcorrer de 9 longos episódios que esmiúçam a história de <em>Inventando Anna</em>.</span></p>
<figure id="attachment_27908" aria-describedby="caption-attachment-27908" style="width: 1600px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-27908" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/06/Imagem-2-Inventando-Anna.jpg" alt="Cena da série “Inventando Anna”, na qual a direita está Anna (Julia Garner), mulher branca com cabelos castanhos vestindo óculos e uniforme presidiário. O uniforme é bege com mangas cinza. A sua frente está Vivian (Anna Chlumsky), mulher branca com cabelos castanhos vestindo um casaco preto. As mulheres se encaram com as mãos postas em uma mesa. A cena diz respeito à visita de Vivian ao presídio no qual Anna está detida." width="1600" height="1067" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/06/Imagem-2-Inventando-Anna.jpg 1600w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/06/Imagem-2-Inventando-Anna-800x534.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/06/Imagem-2-Inventando-Anna-1024x683.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/06/Imagem-2-Inventando-Anna-768x512.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/06/Imagem-2-Inventando-Anna-1536x1024.jpg 1536w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/06/Imagem-2-Inventando-Anna-1200x800.jpg 1200w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-27908" class="wp-caption-text">Dividindo o protagonismo da minissérie, Julia Garner e Anna Chlumsky viveram os dramas de uma relação improvável e profunda (Foto: Netflix)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">Ao decorrer de cada episódio, a abertura da série é construída como um mosaico. Trechos, recortes e partes incompletas são unidos até que o rosto da personagem principal obtenha nitidez, como uma espécie de metáfora, em que cada parte do quebra-cabeça dessa longa trama é necessária para a compreensão total da história. E com certeza é! O mesmo vale para as informações iniciais de cada capítulo, que carregam a explicação: “</span><i><span style="font-weight: 400;">Esta é uma história totalmente verídica. Exceto pelas partes que foram inventadas</span></i><span style="font-weight: 400;">”. Esse excerto é um divertimento elucidativo, porque deixa claro o que vamos assistir em <em>Inventando Anna</em>: uma narrativa baseada em </span><a href="https://www.arrobanerd.com.br/inventando-anna-netflix-critica/"><span style="font-weight: 400;">acontecimentos reais misturada com criações ficcionais da autora</span></a>.</p>
<p><span style="font-weight: 400;">A dinâmica da série, ainda que focada na história de Delvey, também tem uma vertente extremamente interessante quando nos apresenta a personagem Vivian Kent, que, em diversas vezes, compartilha o protagonismo com Anna. Vivian cria um laço complicado e emaranhado com a personagem de Garner, isso graças ao seu anseio em contar a história da golpista que enganou toda Nova Iorque através de um artigo publicado na </span><i><span style="font-weight: 400;">Manhattan Magazine </span></i><span style="font-weight: 400;">&#8211; revista na qual trabalha. Esse anseio </span><a href="https://observatoriodocinema.uol.com.br/series-e-tv/2022/03/criadora-de-inventando-anna-comenta-os-momentos-inventados-da-serie"><span style="font-weight: 400;">não é puramente genuíno</span></a>. <span style="font-weight: 400;">Muito pelo contrário. Ela quer contar essa história para sair do abismo em que caiu quando publicou um material com uma notícia falsa &#8211; o verdadeiro terror de Vivian e de qualquer outro jornalista.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">No entanto, a trajetória não é nada fácil. Enfrentando o machismo de seu chefe e de seu editor, a jornalista cria uma jornada dupla de trabalho e ao invés de apurar as pautas que são dadas, ela decide usar seu tempo para ir ao</span><a href="https://rollingstone.uol.com.br/entretenimento/inventando-anna-como-julia-garner-aprendeu-sotaque-de-anna-sorokin/"> <span style="font-weight: 400;">presídio de Anna</span></a><span style="font-weight: 400;"> e averiguar como aquela garota foi capaz de manipular todos que a cercavam. Aqui, cabe ressaltar que a personagem não representa os ideais éticos jornalísticos. Ao visitar a personagem sem a tramitação legal necessária para profissionais da imprensa, Kent comete um grave erro, que está longe de ser o seu único. </span></p>
<figure id="attachment_27909" aria-describedby="caption-attachment-27909" style="width: 1280px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-27909" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/06/Imagem-3-Inventando-Anna.jpg" alt="Cena da série Inventando Anna, na qual temos, ao centro, Anna (Julia Garner), mulher branca com cabelos loiros que veste blusa preta, capa de lã nas cores branco, preto e vermelho e luvas pretas. Anna segura em seu braço direito uma bolsa rosa. Ao seu lado, na esquerda, há um homem branco com fios grisalhos que veste terno preto, camisa social azul bebê, gravata azul estampada, cinto e calça preta. O fundo da cena é desfocado e faz alusão ao salão que a protagonista da série quer alugar." width="1280" height="720" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/06/Imagem-3-Inventando-Anna.jpg 1280w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/06/Imagem-3-Inventando-Anna-800x450.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/06/Imagem-3-Inventando-Anna-1024x576.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/06/Imagem-3-Inventando-Anna-768x432.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/06/Imagem-3-Inventando-Anna-1200x675.jpg 1200w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-27909" class="wp-caption-text">Julia Garner se entregou de corpo e alma ao papel biográfico de Anna Delvey (Foto: Netflix)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">Ainda nesse panorama, as visitas deixam de ser esporádicas e passam a ser frequentes. A relação e os limites entre</span> <a href="https://canaltech.com.br/entretenimento/motivos-assistir-inventando-anna-netflix/"><span style="font-weight: 400;">a jornalista e a fonte</span> </a><span style="font-weight: 400;">se liquefazem. É complicado saber o que elas se tornam. O rótulo de amizade é  forte demais para a convivência construída, mas “colegas” também não as representam fielmente. O fato é: Vivian está completamente envolvida com a história de Anna. Por vezes, é possível ver a personagem sentir pena e empatia da golpista, mesmo sabendo tudo o que ela pode ter cometido. E é nesse momento que os espectadores de <em>Inventando Anna</em> também se veem indecisos.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A cada encontro com Anna, Vivian descobre uma nova parte da história, mas de uma forma não tão cronológica quanto se espera. A linearidade da série é uma desordem. Passado e presente se misturam a todo momento, mas o que ajudou a diferenciar a história foi o visual da protagonista, que na maior parte de seu passado estava com cabelos loiros e no presente com fios castanhos. Contudo, essa desordem é proposital. Os fatos narrados apresentam diferenças e subjetividades de acordo com quem os conta e é isso</span> <a href="https://veja.abril.com.br/cultura/o-novo-golpe-de-anna-delvey-a-golpista-de-inventando-anna/"><span style="font-weight: 400;">o que Shonda quer nos mostrar</span></a><span style="font-weight: 400;">.</span><span style="font-weight: 400;"> As vítimas da golpista trazem uma perspectiva; as amigas, outra; e Delvey, é claro, também apresenta uma visão, romantizada e eufemizada, totalmente diferente das acusações que sofrera. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Nessa teia de discordâncias, a história de <em>Inventando Anna</em> ganha sentido à medida que Vivian apura as informações apresentadas e descobre quais são verdadeiras. Com a ajuda de Todd (Arian Moayed), advogado da golpista, e tendo os relatos das pessoas que circundavam o círculo social de Anna, a jornalista compreende que ela é culpada por tudo que a acusam.  A lista é gigantesca, mas vai desde fraudes bancárias até o uso de jatinhos particulares e hospedagens em hotéis de luxo sem pagamento. As motivações de Anna para tantos golpes e mentiras eram uma: criar sua própria fundação artística em um dos prédios mais clássicos e luxuosos da cidade. Motivação essa que esteve muito perto de virar realidade se uma de suas melhores amigas, </span><a href="https://www.tecmundo.com.br/minha-serie/233976-inventando-anna-serie-netflix-criticada-vitimas.htm"><span style="font-weight: 400;">Rachel Williams (Katie Lowes)</span></a><span style="font-weight: 400;">,</span> <span style="font-weight: 400;">não armasse um plano com as viaturas policiais para a prenderem.</span></p>
<figure id="attachment_27910" aria-describedby="caption-attachment-27910" style="width: 1024px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-27910" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/06/Imagem-4-Inventando-Anna.jpg" alt="Cena da série Inventando Anna, na qual está Vivian Kent (Anna Chlumsky), mulher branca com cabelos castanhos e olhos azuis, vestindo casaco preto, segurando uma caneta e um bloco de notas." width="1024" height="768" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/06/Imagem-4-Inventando-Anna.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/06/Imagem-4-Inventando-Anna-800x600.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/06/Imagem-4-Inventando-Anna-768x576.jpg 768w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-27910" class="wp-caption-text">Vivian juntou as peças do longo e confuso quebra-cabeça que era a história de Delvey e construiu seu artigo (Foto: Netflix)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">Ao mostrar a condenação de Anna Delvey, que, na verdade, se chamava Anna Sorokin, a minissérie encerra seus arcos mostrando a ascensão de Vivian com a publicação de seu artigo e a amizade que a jornalista criou com a golpista. Os desfechos são satisfatórios e mostram que a produção teve início, meio e fim bem construídos. E, embora tenha narrado os acontecimentos de uma forma confusa, </span><i><span style="font-weight: 400;">Inventing Anna</span></i><span style="font-weight: 400;"> não falha em concluir todas as narrativas que foram trazidas nos capítulos iniciais. Mas isso não significa que as produções chegaram ao fim, </span><a href="https://vogue.globo.com/lifestyle/cultura/Series/noticia/2022/02/inventing-anna-saiba-quem-e-personagem-que-ganhara-serie-na-hbo.html"><span style="font-weight: 400;">pelo</span> <span style="font-weight: 400;">menos no que depender da </span><i><span style="font-weight: 400;">HBO</span></i></a>.<span style="font-weight: 400;"> Isso porque, segundo a </span><i><span style="font-weight: 400;">Vogue Brasil</span></i><span style="font-weight: 400;">, o canal pretende criar uma série, dessa vez com os pontos de vista da verdadeira Rachel Williams que inspirou a personagem na produção da </span><i><span style="font-weight: 400;">Netflix</span></i><span style="font-weight: 400;">.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O roteiro é muito bem construído. Todos os personagens possuem camadas profundas que são apresentadas a cada novo arco criado e isso graças a equipe de roteiristas formada por Shonda Rhimes, Carolyn Ingber, Nicholas Nardini, Abby Ajayi, Jess Brownell, Matt Byrne e Juan Carlos Fernandez. Igualmente, a equipe de direção composta por David Frankel, Ellen Kuras, Nzingha Stewart, Tom Verica e Daisy von Scherler Mayer merece reconhecimento, tendo em vista que a mediação entre o elenco e os roteiristas foi essencial para que os episódios mantivessem sua essência misteriosa e cativante.</span></p>
<p><i><span style="font-weight: 400;">Inventando Anna</span></i><span style="font-weight: 400;"> se consagra como um dos maiores acertos de Shonda Rhimes. Os estereótipos aplicados aos jornalistas não são nenhuma novidade no ramo cinematográfico, mas merecem atenção para que sejam alterados em futuras produções e, dessa forma, deixem de incentivar a visão infundada que grande parte da população tem sobre a ética dos jornalistas. Contudo, ainda assim, a produção consegue elevar a importância desses profissionais para a sociedade quando mostra Vivian desvendando todo o caso ao apurar, minuciosamente, todas as informações colhidas. Tratando sobre temas importantes, a minissérie biográfica cumpre o que promete a cada início de um novo episódio</span><span style="font-weight: 400;">: </span><span style="font-weight: 400;">a narração de uma história totalmente verídica &#8211; </span><a href="https://www.omelete.com.br/netflix/inventando-anna-fato-vs-ficcao/#12"><span style="font-weight: 400;">com exceção das partes que foram inventadas</span></a><span style="font-weight: 400;">.</span></p>
<div class="jetpack-video-wrapper"><iframe loading="lazy" title="Inventando Anna | Trailer oficial | Netflix" width="840" height="473" src="https://www.youtube.com/embed/5Y_t1jJEMV0?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen></iframe></div>
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