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	<title>Arquivos Desenho &#8211; Persona | Jornalismo Cultural</title>
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	<description>Desde 2015 provando que a distância entre Bergman, Lady Gaga e a novela das 9 nem existe.</description>
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		<title>Ame ou Odeie: pela quinta vez, Big Mouth provou que não tem limites</title>
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		<pubDate>Fri, 01 Apr 2022 21:00:27 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Nathalia Tetzner  Amor e ódio são dois extremos, incoerentemente, próximos. Prova disso é o enredo da 5ª temporada de Big Mouth, que mostrou como o caminho entre esses sentimentos tão opostos pode ser curto. Instigados por Jessi Glaser (Jessi Klein) e suas atitudes egoístas, Missy Foreman-Greenwald (Ayo Edebiri), uma de suas melhores amigas, e Nick &#8230; <a href="http://personaunesp.com.br/big-mouth-5a-temp-critica/" class="more-link">Continue lendo<span class="screen-reader-text"> "Ame ou Odeie: pela quinta vez, Big Mouth provou que não tem limites"</span></a></p>
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										<content:encoded><![CDATA[<figure id="attachment_26422" aria-describedby="caption-attachment-26422" style="width: 1919px" class="wp-caption alignnone"><img fetchpriority="high" decoding="async" class="size-full wp-image-26422" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/03/Imagem-1.jpeg" alt="Cena da série em desenho animado Big Mouth. Na imagem, Missy e Nick apoiam as suas costas um no outro enquanto trocam olhares maliciosos. Missy, uma menina negra de cabelo e olhos escuros, veste uma camisa curta amarela e uma calça azul. Nick, um menino branco de olhos azuis e cabelo castanho, veste uma camiseta branca por cima de uma peça azul, enquanto as suas pernas são cobertas por uma calça de tom roxo e o seu nariz está enfaixado. Ao lado dos personagens há uma bicicleta posicionada em um bicicletário. Apoiadas ao meio de locomoção estão duas minhocas do ódio, uma nas cores laranja e vermelha e outra nas cores amarela e roxa. Elas se entreolham e a minhoca laranja usa um óculos de grau. Ao fundo, há uma parede no tom roxo do meio para cima e no tom cinza do meio para baixo, duas janelas completam a cena." width="1919" height="1080" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/03/Imagem-1.jpeg 1919w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/03/Imagem-1-800x450.jpeg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/03/Imagem-1-1024x576.jpeg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/03/Imagem-1-768x432.jpeg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/03/Imagem-1-1536x864.jpeg 1536w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/03/Imagem-1-1200x675.jpeg 1200w" sizes="(max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-26422" class="wp-caption-text">Atenção: Missy e Nick feriram vários direitos humanos na 5ª temporada de Big Mouth (Foto: Netflix)</figcaption></figure>
<p><b>Nathalia Tetzner </b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Amor e ódio são dois extremos, incoerentemente, próximos. Prova disso é o enredo da </span><a href="https://twitter.com/netflix/status/1441837914921570304"><span style="font-weight: 400;">5ª temporada de </span><i><span style="font-weight: 400;">Big Mouth</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, que mostrou como o caminho entre esses sentimentos tão opostos pode ser curto. Instigados por Jessi Glaser (Jessi Klein) e suas atitudes egoístas, Missy Foreman-Greenwald (Ayo Edebiri), uma de suas melhores amigas, e Nick Birch (Nick Kroll), seu admirador apaixonado, se converteram do amor ao ódio e rapidamente viraram os maiores inimigos da adolescente. Cegos de raiva, eles também </span><a href="https://personaunesp.com.br/big-mouth-4a-temp-critica/"><span style="font-weight: 400;">roubaram o protagonismo</span></a><span style="font-weight: 400;"> e se tornaram a dupla que os fãs não sabiam que precisavam. </span></p>
<p><span id="more-26420"></span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Responsáveis por ditar o ritmo, a entrada das personas completamente distintas do Besouro do Amor e da Minhoca do Ódio acrescentaram profundidade na jornada de </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=ek-N7oJ9798"><span style="font-weight: 400;">Missy e Nick</span></a><span style="font-weight: 400;">. Sempre recheados de referências culturais, os novos episódios de </span><i><span style="font-weight: 400;">Big Mouth</span></i><span style="font-weight: 400;"> contaram com </span><a href="https://twitter.com/bigmouth/status/1458476509170212874"><span style="font-weight: 400;">Keke Palmer</span></a><span style="font-weight: 400;"> dublando a, ironicamente carismática, Minhoca do Ódio Rochelle. O ápice foi atingido já de primeira em </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=SDIQprH1NOs"><i><span style="font-weight: 400;">Novembro sem gozo</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, quando Hugh Jackman deu vida a sua versão em forma de pênis e Jay Bilzerian (Jason Mantzoukas) teve um “orgasmo emocional”, pouco tempo depois de jurar para Lola Skumpy (Nick Kroll): </span><i><span style="font-weight: 400;">“Eu nunca mais vou gozar na minha vida!”</span></i><span style="font-weight: 400;">.</span></p>
<figure id="attachment_26423" aria-describedby="caption-attachment-26423" style="width: 2000px" class="wp-caption alignnone"><img decoding="async" class="size-full wp-image-26423" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/03/Imagem-2-4.jpg" alt="Cena da série em desenho animado Big Mouth. Da esquerda para a direita na imagem, estão presentes uma minhoca do ódio e dois besouros do amor. A minhoca possui no corpo tons laranja e vermelho, além de usar óculos de grau para os seus olhos verdes. O primeiro besouro do amor, localizado entre a minhoca do ódio e o segundo besouro do amor, possui pela amarela e olhos vermelhos, além de usar óculos e vestir peças vermelhas e roxas. O segundo besouro do amor, localizado na extrema direita, possui asas e um corpo nos tons roxo e rosa, além de possuir a pele amarelada. Ao fundo, tons de roxo completam o cenário." width="2000" height="1000" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/03/Imagem-2-4.jpg 2000w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/03/Imagem-2-4-800x400.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/03/Imagem-2-4-1024x512.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/03/Imagem-2-4-768x384.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/03/Imagem-2-4-1536x768.jpg 1536w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/03/Imagem-2-4-1200x600.jpg 1200w" sizes="(max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-26423" class="wp-caption-text">Com a entrada de novos personagens que agregaram tanto, alguém viu o Andrew por aí? (Foto: Netflix)</figcaption></figure>
<p><i><span style="font-weight: 400;">“Meu coração estava cego/O amor se perdeu/Estou passando por mudanças”</span></i><span style="font-weight: 400;">. </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=xi49yirJiEA"><span style="font-weight: 400;">A redenção de Charles Bradley</span></a><span style="font-weight: 400;"> no </span><i><span style="font-weight: 400;">cover </span></i><span style="font-weight: 400;">da música </span><i><span style="font-weight: 400;">Changes</span></i><span style="font-weight: 400;"> do Black Sabbath mais uma vez se encaixou perfeitamente na narrativa do desenho animado. Afinal, não foram somente os adolescentes que passaram por grandes mudanças, o Besouro do Amor, Walter (Brandon Kyle Goodman), alimentou-se do </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=c2QljSOPqsU"><span style="font-weight: 400;">ódio de um Nick rejeitado por Jessi</span></a><span style="font-weight: 400;"> e </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=mxsBtC7GILA"><span style="font-weight: 400;">se transformou em uma Minhoca do Ódio</span></a><span style="font-weight: 400;">. As escolhas sonoras para os créditos também foram certeiras, a exemplo dos versos de Tyler, The Creator e Pharrell que ecoaram no </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=o9rKLYwn9zA"><span style="font-weight: 400;">final do episódio 7</span></a><span style="font-weight: 400;"> com </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=3lDqMx4rmFU"><i><span style="font-weight: 400;">IFHY</span></i></a><span style="font-weight: 400;">: </span><i><span style="font-weight: 400;">“Eu te odeio pra caralho/Mas eu te amo/Eu não sou bom em deixar minhas emoções escondidas”</span></i><span style="font-weight: 400;">.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Jogado para escanteio, o roteiro de </span><i><span style="font-weight: 400;">Big Mouth </span></i><span style="font-weight: 400;">até tentou emplacar uma jornada solo para Andrew Glouberman, brilhantemente interpretado por John Mulaney, mas acabou caindo na mesmice, onde o exagero da perversão não atraiu ninguém além de Bernie Sanders (Kristen Schaal), a sua </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=AU05hCjYKXI"><span style="font-weight: 400;">paixão das férias de inverno</span></a><span style="font-weight: 400;">. Incapaz de cultivar sentimentos ruins e </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=sGtQYvQ5a98"><span style="font-weight: 400;">em busca de sua paz espiritual</span></a><span style="font-weight: 400;">, Andrew se afastou cada vez mais do seu companheiro de tela Nick Birch, deixando o destaque para os personagens que realmente transitaram do amor ao ódio, trajetória que norteou toda a temporada.</span></p>
<figure id="attachment_26424" aria-describedby="caption-attachment-26424" style="width: 1280px" class="wp-caption alignnone"><img decoding="async" class="wp-image-26424 size-full" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/03/Imagem-3-5.jpg" alt="Cena da série em desenho animado Big Mouth. Da esquerda para a direita na imagem, estão presentes Devin, Matthew, Jay e Lola. Devin é uma menina branca de cabelo e olhos castanhos. Matthew é um menino branco de cabelo e olhos claros, ele veste uma camiseta de botões com uma gravata borboleta vermelha. Jay é um menino armênio de cabelo e olhos escuros, ele veste um colete de botões cinza por cima de uma camiseta rosa com uma gravata vermelha. Lola é uma menina branca de cabelo loiro e olhos castanhos, ela usa um vestido preto e rosa com brincos dourados. Devin parece intrigada, enquanto Jay parece indeciso no meio dos outros personagens. Matthew parece angustiado e Lola parece estar com raiva. Ao fundo, tons cinza e roxo." width="1280" height="720" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/03/Imagem-3-5.jpg 1280w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/03/Imagem-3-5-800x450.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/03/Imagem-3-5-1024x576.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/03/Imagem-3-5-768x432.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/03/Imagem-3-5-1200x675.jpg 1200w" sizes="(max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-26424" class="wp-caption-text">Matthew, Jay e Lola formaram um triângulo amoroso e conturbado (Foto: Netflix)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">Com os nervos à flor da pele, Jay teve que decidir entre uma atração repentina e um relacionamento de idas e vindas. Se o </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=tjKGZGoLoNI"><span style="font-weight: 400;">amante de travesseiros</span></a><span style="font-weight: 400;"> se sentiu dividido entre Matthew MacDell (Andrew Rannells) e Lola, o público teve uma certeza: os intérpretes dos momentos mais cômicos da série deveriam interagir em mais cenas. A cheia de atitude Lola Skumpy e a sua dificuldade em expressar sentimentos foram obstáculos para a sua relação com Jay Bilzerian. Por isso, a revelação de Matthew como o vencedor da disputa aconteceu em </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=6HhKuumtfbY"><i><span style="font-weight: 400;">Feliz Ano Re-Novo</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, o último episódio caótico da 5ª temporada.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Embora tenha sido o estopim para o amor e o ódio andarem lado a lado no desenho animado, Jessi Glaser perdeu o seu favoritismo dentro e fora da </span><i><span style="font-weight: 400;">Bridgeton Middle School</span></i><span style="font-weight: 400;">. Levando os créditos pela mudança de mascote da escola, ideia originalmente levantada por Missy Foreman-Greenwald, o egoísmo da adolescente despertou a inveja de uma das personagens mais queridas pelos fãs em</span><i><span style="font-weight: 400;"> Monstro de olhos verdes</span></i><span style="font-weight: 400;">, sendo difícil para o público não deixar se levar pelas emoções. Porém, o mesmo episódio conseguiu introduzir um arco interessante para Jessi: </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=BoDrHF8BJTc"><span style="font-weight: 400;">o seu romance com Ali</span></a><span style="font-weight: 400;"> (Ali Wong). Relacionamento que garantiu o escândalo do ano após </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=VL4ZJA29znc"><span style="font-weight: 400;">Missy espalhar boatos feito uma </span><i><span style="font-weight: 400;">hater</span></i></a> <span style="font-weight: 400;">na </span><i><span style="font-weight: 400;">internet</span></i><span style="font-weight: 400;">.</span></p>
<figure id="attachment_26425" aria-describedby="caption-attachment-26425" style="width: 780px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-26425" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/03/Imagem-4-1-3.jpg" alt="Cena da série em stop motion Big Mouth. Da esquerda para a direita na imagem, estão presentes os monstros hormonais Connie e Maury nas suas versões boneco. Connie é um monstro hormonal feminino e possui a pele amarela e os olhos azuis, além de sua pelagem ser ruiva. Maury é um monstro hormonal masculino e possui a pele amarela e os olhos verdes, além de sua pelagem ser ruiva. Ao fundo, tons marrons." width="780" height="438" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/03/Imagem-4-1-3.jpg 780w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/03/Imagem-4-1-3-768x431.jpg 768w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-26425" class="wp-caption-text">As versões boneco dos Monstros Hormonais protagonizaram o episódio mais besteirento da 5ª temporada: o Especial de Natal (Foto: Netflix)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">Desprovido de limites, a</span> <span style="font-weight: 400;">5ª temporada de </span><i><span style="font-weight: 400;">Big Mouth</span></i><span style="font-weight: 400;"> preparou um episódio natalino grotesco. Gravado em </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=dR1sJc8goMI"><i><span style="font-weight: 400;">stop-motion</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, a versão boneco dos monstros hormonais Connie (a vencedora do </span><i><span style="font-weight: 400;">Emmy </span></i><span style="font-weight: 400;">Maya Rudolph) e Maury narraram pequenas histórias clássicas com a atuação dos personagens principais da série. </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=8CeLBxD9xr8"><i><span style="font-weight: 400;">Um Natal muito Big Mouth</span></i></a> <span style="font-weight: 400;">prometeu logo nos primeiros minutos a visão do Papai Noel como o público jamais havia testemunhado, de fato, a nudez do bom velhinho e a orgia entre os duendes são imagens que infelizmente demoram para sair da mente de quem assiste. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Igualmente memorável, a caótica festa de feliz ano “re-novo” que revelou Jay e Matthew, também “re-transformou” o ódio em amor. Ao perceberem o quanto o ódio arruinou as suas vidas, Missy e Nick enfrentaram as suas Minhocas do Ódio. Enquanto a protagonista imediatamente retornou a si mesma, Nick foi teletransportado para o </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=7JR8lFe-VCE"><span style="font-weight: 400;">Mundo dos Monstros</span></a><span style="font-weight: 400;">. Lá, personagem e autor se encontraram de forma inusitada e especial, bastou uma frase de Nick Kroll para que Nick Birch compreendesse quem ele é: </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=MxhJRESEwqY"><i><span style="font-weight: 400;">“os seus monstros são você”</span></i></a><span style="font-weight: 400;">. Encerrando com incontáveis pedidos de desculpas, </span><i><span style="font-weight: 400;">Big Mouth </span></i><span style="font-weight: 400;">teve a sua 6ª temporada confirmada e o seu </span><i><span style="font-weight: 400;">spin-off </span></i><a href="https://www.youtube.com/watch?v=kkKIh3d1MyI"><i><span style="font-weight: 400;">Human Resources</span></i></a> <span style="font-weight: 400;">deve ser lançado em breve.</span></p>
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		<title>Entrelinhas Pontilhadas: a vida não é definida em pontos</title>
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		<pubDate>Tue, 25 Jan 2022 17:56:27 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Leticia Stradiotto Sempre queremos que a vida siga a linha pontilhada. A plataforma de streaming da Netflix acertou ao investir, no mês de novembro, em Entrelinhas Pontilhadas, a animação italiana com o nome original Strappare lungo i bordi. Com as funções de diretor e roteirista da série, o cartunista Michele Rech, mais conhecido como Zerocalcare, &#8230; <a href="http://personaunesp.com.br/entrelinhas-pontilhadas-critica/" class="more-link">Continue lendo<span class="screen-reader-text"> "Entrelinhas Pontilhadas: a vida não é definida em pontos"</span></a></p>
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										<content:encoded><![CDATA[<figure id="attachment_25543" aria-describedby="caption-attachment-25543" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-25543" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/01/ep1-800x450.png" alt="Desenho de fundo de grandes blocos verdes claro. Iluminação vinda de cima em formato de triângulo. Ao centro, na parte esquerda, o personagem Zero sentado em uma cadeira cinza, é um jovem branco com um nariz grande, cabelo preto e sobrancelhas grossas, segura um celular e veste uma camisa preta com uma caveira branca, calça jeans e tênis azul com listras brancas. Ao centro, na parte direita, de frente para Zero, um tatu gigante laranja sentado numa cadeira cinza. Ambos estão se olhando." width="800" height="450" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/01/ep1-800x450.png 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/01/ep1-1024x576.png 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/01/ep1-768x432.png 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/01/ep1-1536x864.png 1536w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-25543" class="wp-caption-text">A nova animação italiana da Netflix conta a trajetória de Zero e sua consciência personificada em um tatu gigante (Foto: Netflix)</figcaption></figure>
<p><b>Leticia Stradiotto</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Sempre queremos que a vida siga a linha pontilhada. A plataforma de </span><i><span style="font-weight: 400;">streaming</span></i><span style="font-weight: 400;"> da </span><i><span style="font-weight: 400;">Netflix</span></i><span style="font-weight: 400;"> acertou ao investir, no mês de novembro, em </span><i><span style="font-weight: 400;">Entrelinhas Pontilhadas, </span></i><span style="font-weight: 400;">a animação italiana com o nome original </span><i><span style="font-weight: 400;">Strappare lungo i bordi. </span></i><span style="font-weight: 400;">Com as funções de diretor e roteirista da série, o cartunista Michele Rech, mais conhecido como </span><a href="https://www.instagram.com/zerocalcare/"><span style="font-weight: 400;">Zerocalcare</span></a><span style="font-weight: 400;">, nasceu </span><span style="font-weight: 400;">em Arezzo (Itália), e, mais tarde, mudou-se para Rebibbia, um bairro popular de Roma, no qual estabeleceu uma conexão inextricável. Alicerçado nisso, surgem suas </span><a href="http://www.agendabh.com.br/bate-papo-com-zerocalcare-historia-de-uma-resistencia/"><span style="font-weight: 400;">primeiras obras</span></a><span style="font-weight: 400;"> em quadrinhos, como</span><i><span style="font-weight: 400;"> La profezia dell’Armadillo,</span></i><span style="font-weight: 400;"> traduzido para </span><i><span style="font-weight: 400;">A profecia do tatu, </span></i><span style="font-weight: 400;">que deu origem ao </span><a href="https://www.adorocinema.com/filmes/filme-266893/"><i><span style="font-weight: 400;">live action</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> e, agora, consequentemente, à animação.</span></p>
<p><span id="more-25562"></span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">De início, tudo soa confuso e despretensioso ao ganhar uma sinopse recatada: </span><i><span style="font-weight: 400;">“Durante uma viagem entre amigos, um cartunista com a consciência personificada em um tatu reflete sobre sua vida e um amor não correspondido”</span></i><span style="font-weight: 400;">.</span> <span style="font-weight: 400;">No entanto, mesmo </span><span style="font-weight: 400;">com apenas 6 episódios de curta duração, o desenho animado sai totalmente fora dos pontilhados e surpreende com um desenvolvimento estimulante. A trama relembra que </span><a href="https://www.ocamundongo.com.br/filmes-para-criancas/"><span style="font-weight: 400;">animação não é sinônimo de infantil</span></a><span style="font-weight: 400;">. Longe da ingenuidade, é impossível não se identificar com a série ao obter </span><a href="https://www.comboinfinito.com.br/principal/entrelinhas-pontilhadas-e-mais-um-acerto-da-netflix/"><span style="font-weight: 400;">reflexões e emoções</span></a><span style="font-weight: 400;"> profundas encontradas no mundo real. Tudo isso com muitas referências históricas e culturais, do jeito que o jovem adulto gosta.</span></p>
<figure id="attachment_25564" aria-describedby="caption-attachment-25564" style="width: 800px" class="wp-caption alignleft"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-25564" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/01/ep2-800x450.jpg" alt="Desenho com fundo de árvores na cor marrom e verde. Céu amarelo. Da esquerda para a direita, o personagem Zero, um jovem branco de cabelo preto, sobrancelhas grossas e nariz grande, veste uma blusa preta. Do seu lado, Sarah, uma jovem branca de olhos verdes, cabelo preto com franja, veste uma blusa lilás, está no meio apoiada em seus dois amigos. Do seu lado, Secco, um jovem branco com nariz grande, brinco de argola, cabelo moicano preto e moletom verde." width="800" height="450" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/01/ep2-800x450.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/01/ep2-1024x576.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/01/ep2-768x432.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/01/ep2.jpg 1200w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-25564" class="wp-caption-text">Zero pensa demais, então Sarah traz à tona a realidade das coisas e Secco é o alívio cômico do trio de amigos (Foto: Netflix)</figcaption></figure>
<p><i><span style="font-weight: 400;">Entrelinhas Pontilhadas</span></i><span style="font-weight: 400;"> se ampara em uma enorme </span><a href="https://brasil.elpais.com/brasil/2018/12/10/ciencia/1544438415_347285.html"><span style="font-weight: 400;">crise de identidade</span></a><span style="font-weight: 400;"> do personagem Zero – dublado pelo próprio diretor – ao longo de uma viagem com um destino não muito agradável, que será descoberto apenas em seu encerramento. O protagonista encontra vestígios de sua personalidade ao rememorar todas as vivências passadas, auxiliado pelos seus amigos de infância: Sarah e Secco, e também sua própria consciência em forma de tatu. Sem aptidão com sentimentos, Zero conclui que a razão não explica tudo sobre a vida. </span><a href="https://www.planocritico.com/critica-entrelinhas-pontilhadas-1a-temporada/"><span style="font-weight: 400;">Viver em linhas tortas</span></a><span style="font-weight: 400;"> é necessário e, praticamente, inevitável.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Todos os personagens são apresentados pela visão do protagonista, como, por exemplo, Sarah, sua melhor amiga de infância, que passou por todas as fases rebeldes da adolescência ao lado de Zero, e, agora, luta para se tornar uma ótima professora. E Secco, seu melhor amigo, totalmente desencanado, que em situações difíceis busca apenas uma coisa: sair para tomar um sorvete. Ambos são indivíduos que, também, estão tentando </span><a href="https://taniaosanipsicologia.com.br/blog/voce-ja-sentiu-que-nao-se-encaixa-no-mundo/"><span style="font-weight: 400;">se encaixar</span></a><span style="font-weight: 400;"> no mundo do jeitinho que dá.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Zerocalcare, também </span><a href="http://www.zerocalcare.it/"><span style="font-weight: 400;">ilustrador</span></a><span style="font-weight: 400;"> da trama, aposta em abordagens intimamente complexas, porém, com desenvolvimentos fluídos e corriqueiros. Ao apresentar episódios sobre o embaraçado mundo dos relacionamentos, ainda relaciona o funcionamento de sensações como culpa, valor individual e, logo em seguida, apazigua as enunciações com condutas mais leves. Por exemplo, a </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=iQwJF0X9qvA"><span style="font-weight: 400;">cena</span></a><span style="font-weight: 400;"> em que o protagonista vira a madrugada escolhendo um filme e acaba dormindo sem ao menos tomar uma única decisão, tal situação manifesta certa personalização para nós, os telespectadores. De outro lado, a </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=ZXszgMHGJNU"><span style="font-weight: 400;">lembrança da escola primária</span></a><span style="font-weight: 400;">, que se aparenta banal, mas, na verdade, é um belo puxão de orelha sobre a vaidade e a insignificância de problemas individuais.</span></p>
<figure id="attachment_25546" aria-describedby="caption-attachment-25546" style="width: 800px" class="wp-caption alignleft"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-25546" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/01/ep3-800x450.png" alt="Desenho com pinheiros verdes e céu em tons rosa. Postes cinzas aos cantos. No centro há um banco de praça cor de vinho. No banco, Zero e Alice estão sentados na parte superior. Alice está à direita, uma jovem branca de cabelos curtos e castanho claro, veste uma blusa listrada cinza e preta, calça jeans e tênis cinza. Ao seu lado está Zero, um jovem branco de cabelos pretos e sobrancelhas grossas, veste uma camisa preta com desenho de caveira, calça jeans e tênis azul." width="800" height="450" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/01/ep3-800x450.png 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/01/ep3-1024x576.png 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/01/ep3-768x432.png 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/01/ep3-1536x864.png 1536w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-25546" class="wp-caption-text">A série retrata a importância de lidar com as cicatrizes da vida, pois, afinal, somos quem somos graças a elas (Foto: Netflix)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">Em meio às lembranças e análises do destino, o personagem não deixa de mencionar seu encontro com Alice, uma garota que conheceu em uma festa </span><a href="https://brasilescola.uol.com.br/sociologia/estilo-punk.htm"><i><span style="font-weight: 400;">punk rock</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> e, desde então, tornaram-se grandes amigos. Apesar de ter sentimentos por ela, Zero é bem desleixado e não identifica detalhes do relacionamento, então, o contato presencial era raro, deixando – quase – tudo entre bate-papos no </span><i><span style="font-weight: 400;">MSN</span></i><span style="font-weight: 400;">. Ainda assim, o protagonista demonstra-se gente como a gente. Expressar emoções e empatia está mais ligado às atitudes do que às percepções em si. Às vezes, um abraço e uma companhia para maratonar </span><a href="https://personaunesp.com.br/gilmore-girls-20-anos/"><i><span style="font-weight: 400;">Gilmore Girls</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> é tudo o que nós, ou melhor, a Alice precisa para sentir-se perceptível. </span></p>
<p><i><span style="font-weight: 400;">Entrelinhas Pontilhadas</span></i><span style="font-weight: 400;"> é sobre não ter o controle de tudo. Zero não tem o domínio da sua vida, nem das pessoas ao redor dela, e, mesmo que controverso, também não comanda a própria consciência. A animação fortalece as </span><a href="https://entreterse.com.br/resenha-entrelinhas-pontilhadas-1a-temporada-original-netflix-104922/"><span style="font-weight: 400;">incertezas da existência</span></a><span style="font-weight: 400;"> e tange como elemento de </span><a href="https://www.cvv.org.br/"><span style="font-weight: 400;">autoajuda</span></a><span style="font-weight: 400;">. Embora contenha um humor ácido e extremamente cotidiano, a série aborda assuntos que são primordiais para a reflexão de qualquer telespectador. Queremos que a vida siga a linha pontilhada. Quando, na verdade, estamos rasgando a entrelinha sem olhar, pois temos medo de estar a quilômetros dos pontilhados. E, no fim de tudo, não tem problema romper fora os pontos da vida.</span></p>
<div class="jetpack-video-wrapper"><iframe loading="lazy" title="Tear Along The Dotted Line | Official Trailer | Netflix" width="840" height="473" src="https://www.youtube.com/embed/aT7XzkO_CmM?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen></iframe></div>
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		<title>The Loud House: O Filme esbanja realeza mas não é digno de soberania</title>
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		<pubDate>Thu, 14 Oct 2021 16:25:41 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Thuani Barbosa Diversão, momentos família, intrigas de uma vilã descontrolada e até criaturas místicas. Tudo isso é o que você vai encontrar em The Loud House: O Filme, tão digno da realeza que, se The Crown fosse uma animação, seria essa. Por mais que seja uma narrativa infantil recheada de bom humor, boas amizades e &#8230; <a href="http://personaunesp.com.br/the-loud-house-o-filme-critica/" class="more-link">Continue lendo<span class="screen-reader-text"> "The Loud House: O Filme esbanja realeza mas não é digno de soberania"</span></a></p>
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										<content:encoded><![CDATA[<figure id="attachment_23520" aria-describedby="caption-attachment-23520" style="width: 610px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-23520" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/10/imagem-1-3.jpg" alt="Cena retirada do filme The Loud House, com os pais Rita Loud e Lynn e as crianças Lori, Leni, Luna, Luan, Lynn, Lucy, Lana, Lola, Lisa, Lily e Lincoln, todos vestem roupas da realeza em frente a um castelo." width="610" height="630" /><figcaption id="caption-attachment-23520" class="wp-caption-text">A frase da trilha sonora “Um menino, dez meninas” nasceu antes dos Louds que conhecemos (Foto: Netflix)</figcaption></figure>
<p><b>Thuani Barbosa</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Diversão, momentos família, intrigas de uma vilã descontrolada e até criaturas místicas. Tudo isso é o que você vai encontrar em </span><i><span style="font-weight: 400;">The Loud House: O Filme</span></i><span style="font-weight: 400;">, tão digno da realeza que, se </span><a href="https://personaunesp.com.br/the-crown-critica/"><i><span style="font-weight: 400;">The Crown</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> fosse uma animação, seria essa. Por mais que seja uma narrativa infantil recheada de bom humor, boas amizades e todas as grandes lições que se espera desse tipo de produção, a história conta com reflexões de ‘gente grande’, como insegurança e a importância do apoio familiar. A família barulhenta vai conquistar espaço no seu sofá!</span></p>
<p><span id="more-23518"></span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Lançado em 2021, a animação é dirigida por </span><a href="http://www.nickalive.net/2021/08/dave-needham-talks-loud-house-movie.html"><span style="font-weight: 400;">Dave Needham</span></a><span style="font-weight: 400;"> e vem de uma parceria entre a grande produtora de conteúdo infantojuvenil </span><a href="https://www.instagram.com/nickelodeonbr/?hl=pt-br"><i><span style="font-weight: 400;">Nickelodeon</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> e o </span><i><span style="font-weight: 400;">streaming</span></i><span style="font-weight: 400;"> mais amado do Brasil, </span><a href="https://www.tudocelular.com/curiosidade/noticias/n127135/netflix-mais-popular-youtube-tv-a-cabo-.html"><i><span style="font-weight: 400;">Netflix</span></i></a><span style="font-weight: 400;">. A estreia não foi estrondosa, nem chegou a ficar no </span><i><span style="font-weight: 400;">top</span></i><span style="font-weight: 400;"> 10 nacional, porém a produtora do desenho tem grandes planos, incluindo seu próximo lançamento preparado para este ano, um </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=wTEzCF9f2SQ"><i><span style="font-weight: 400;">live action</span></i><span style="font-weight: 400;"> especial de Natal</span></a><span style="font-weight: 400;">, contando com a presença de </span><a href="https://www.instagram.com/p/BsgohhqjN1l/"><span style="font-weight: 400;">Brian Stepanek</span></a><span style="font-weight: 400;"> como Pai.</span></p>
<div class="jetpack-video-wrapper"><iframe loading="lazy" title="The Loud House Movie Official Trailer &#x1f3f4;&#xe0067;&#xe0062;&#xe0073;&#xe0063;&#xe0074;&#xe007f; | Netflix After School" width="840" height="473" src="https://www.youtube.com/embed/N52WkGK7EI8?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen></iframe></div>
<p><span style="font-weight: 400;"> </span><span style="font-weight: 400;">A trama se  inicia com o que muitos veem como o personagem principal, Lincoln Loud (a dublagem original contou com </span><a href="https://www.instagram.com/officialgrantpalmer/?hl=pt"><span style="font-weight: 400;">Grant Palmer</span></a><span style="font-weight: 400;">, Collin Dean e </span><a href="https://www.instagram.com/seanryanfox7/?hl=pt"><span style="font-weight: 400;">Sean Ryan Fox</span></a><span style="font-weight: 400;">; e </span><a href="https://www.instagram.com/wirleycontaifer/?hl=pt-br"><span style="font-weight: 400;">Wirley Contaifer</span></a><span style="font-weight: 400;"> dá voz ao garoto em português), ajudando sua família no decorrer do dia, mas, ao final, o menino é ofuscado pelas conquistas das irmãs e se sente menos especial por não ter um talento exclusivo. Assim, Lincoln decide procurar seus ancestrais e vai para a Escócia. No país da gaita de fole, kilts e golfe, ele encontra no Lago Loud sua essência de ajudar as pessoas no papel de duque. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O longa tem muito carisma, mas, ainda assim, deixa a desejar pois tem partes mal exploradas, como o momento em que o protagonista passa a ajudar a cidade e rapidamente se torna duque, algo de extrema importância para a criação do ideal monárquico e a conquista do garoto, porém, ao contrário disso, o que se vê são dois minutos de ajuda e dez de canto e vangloria sobre ele. O ego repentino do nobre cuidador do povo se vai com a mesma rapidez que chegou, com as intrigas plantadas pela vilã Morag (dublada por </span><a href="https://www.legiaodosherois.com.br/2021/doom-patrol-michelle-gomez-madame-rouge.html"><span style="font-weight: 400;">Michelle Gomez</span></a><span style="font-weight: 400;"> na voz original), que, apesar de pertencer a uma animação, é sem sentido de uma maneira escrupulosa, a tornando irreal até mesmo para um desenho. Morag tem muito a aprender com </span><a href="https://encenasaudemental.com/personagens/mae-gothel-e-a-busca-pela-beleza-eterna/"><span style="font-weight: 400;">Mãe Gothel</span></a><span style="font-weight: 400;">, </span><span style="font-weight: 400;">a vilã de </span><a href="https://personaunesp.com.br/enrolados-10-anos/"><i><span style="font-weight: 400;">Enrolados</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, esta sim sabe ser má, uma personagem bem construída com um motivo forte para justificar seus crimes, que se mantém </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=M2aXIG4jLNk"><span style="font-weight: 400;">potente, intimidadora e com grande personalidade</span></a><span style="font-weight: 400;">.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Mas comparar criações da </span><a href="https://disney.com.br/"><i><span style="font-weight: 400;">Disney</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> com quaisquer outras é um enorme erro. Uma vez que a </span><a href="https://www.omelete.com.br/filmes/disney-recorde-bilheteria-uss-11-bilhoes"><span style="font-weight: 400;">gigante cinematográfica</span></a><span style="font-weight: 400;"> tem um histórico de trazer personagens complexos e com referências ocultas para programas infantis há muito tempo. Talvez a falta de personalidade de alguns personagens de </span><i><span style="font-weight: 400;">The Loud House </span></i><span style="font-weight: 400;">se dê devido à sobrecarga de originalidade que as </span><a href="https://theloudhouse.fandom.com/pt-br/wiki/The_Loud_House_Wiki"><span style="font-weight: 400;">irmãs Loud</span></a><span style="font-weight: 400;"> &#8211; Lori, interpretada originalmente por Catherine Taber e na versão brasileira por Carina Eiras; Leni é dublada por Liliana Mumy e por Jullie; Luna, por Nika Futterman e  </span><a href="https://dublagempedia.fandom.com/pt-br/wiki/Mariana_Torres"><span style="font-weight: 400;">Mariana Torres</span></a><span style="font-weight: 400;">; Luan,  Cristina Pucelli na voz original e Gabriela Medeiros; Lynn e Lucy são interpretadas por Jessica DiCicco; Lana, Lola e Lily são Grey Griffin e Lisa é Lara Jill Miller &#8211; carregam, cada uma com sua especialidade, que acabam tirando o brilho dos demais. O único que consegue se sobressair entre elas é Lincoln porque, de um jeito ou de outro, está sempre dando suporte com grandes feitos, mas mantém uma característica submissa e facilmente dispensável. </span></p>
<figure id="attachment_23519" aria-describedby="caption-attachment-23519" style="width: 1280px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-23519" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/10/imagem-2-3.jpg" alt="Cena retirada do filme The Loud House, na imagem a família Loud está em uma das salas do castelo, todos vestem pijamas e tem um olhar desacreditado em seu rosto por estarem vendo um fantasma exceto o bebê que está sorrindo, o pai está desmaiado. O fantasma se parece com Lucy, é levemente translúcido e de um tom azulado. Ao fundo há uma escada, tapeçarias nas paredes e o piso do chão é quadrado." width="1280" height="720" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/10/imagem-2-3.jpg 1280w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/10/imagem-2-3-800x450.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/10/imagem-2-3-1024x576.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/10/imagem-2-3-768x432.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/10/imagem-2-3-1200x675.jpg 1200w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-23519" class="wp-caption-text">Os momentos mais interessantes que o filme nos proporciona são os com a fantasma ancestral de Lucy (Foto: Netflix)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">O diretor </span><a href="https://www.comingsoon.net/movies/features/1191502-interview-dave-needham-gives-us-the-scoop-on-the-loud-house-movie"><span style="font-weight: 400;">Dave Needham</span></a><span style="font-weight: 400;"> já participou de várias produções animadas, como </span><i><span style="font-weight: 400;">Trolls</span></i><span style="font-weight: 400;">, </span><a href="https://personaunesp.com.br/o-poderoso-chefinho/"><i><span style="font-weight: 400;">O Poderoso Chefinho</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> e </span><a href="https://personaunesp.com.br/pepequeno-critica/"><i><span style="font-weight: 400;">PéPequeno</span></i></a><i><span style="font-weight: 400;">,</span></i><span style="font-weight: 400;"> e traz uma característica forte das demais criações: o imaginário. Por mais que seja uma trama para crianças, a presença de criaturas místicas ou até imaginárias não é obrigatória, mas Dave usa e abusa de tal feito. Com a presença de dragões, feiticeiras e fantasmas, a história fica mais atrativa e divertida, o que compensa o enredo vago e sem grandes emoções, produzido por </span><a href="https://nickelodeon.fandom.com/wiki/Kevin_Sullivan"><span style="font-weight: 400;">Kevin Sullivan</span></a><span style="font-weight: 400;"> e </span><a href="https://nickelodeon.fandom.com/wiki/Chris_Viscardi"><span style="font-weight: 400;">Chris Viscardi</span></a><span style="font-weight: 400;">. A pequena dragão-fêmea Lela traz uma pitada de fofura, mas o que desenvolve o interesse de verdade é a fantasma de Lucy (interpretada por Jessica DiCicco na voz original e Tônia Mesquita na dublagem brasileira), a irmã gótica trevosa, que deixa o telespectador com vontade de descobrir mais sobre a família fantasmagórica.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Em contrapartida, a criatividade usada na trilha sonora criada por </span><a href="https://www.filmmusicsite.com/pt/soundtracks.cgi?id=93521"><span style="font-weight: 400;">Philip White e Christopher Lennertz</span></a><span style="font-weight: 400;"> é incrível, repleta de canções animadas e que não saem da cabeça, que ajudam a segurar o ânimo do espectador no decorrer dos 87 minutos de filme. Já a grandiosidade do castelo super detalhado é um admirável trabalho de </span><a href="https://nickelodeon.fandom.com/wiki/Karen_Malach"><span style="font-weight: 400;">Karen Malach</span></a><span style="font-weight: 400;">, em alguns momentos pode-se lembrar dos gráficos de </span><a href="https://personaunesp.com.br/desencanto-parte-3-critica/"><i><span style="font-weight: 400;">(Des)encanto</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, uma vez que, quando o palácio é observado de longe, sua qualidade diminui não empobrecendo o efeito da imagem mas dando outras proporções.</span></p>
<div class="jetpack-video-wrapper"><iframe loading="lazy" title="The Louds take a family vacation &#x1f3f4;&#xe0067;&#xe0062;&#xe0073;&#xe0063;&#xe0074;&#xe007f; &#x1f64c; The Loud House Movie | Netflix After School" width="840" height="473" src="https://www.youtube.com/embed/eRoiU3-opIk?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen></iframe></div>
<p><span style="font-weight: 400;">Mesmo com a quantidade de problemas para suprir a necessidade criativa de quem vê, o produto audiovisual consegue entregar a mensagem de amor e amizade fortemente presente no âmbito familiar, mesmo com os sentimentos conflituosos e um dragão enfeitiçado tentando ameaçar a união. O jeito gentil e cuidadoso de Lincoln Loud conquista qualquer coração que tenha uma pitadinha de carinho, e vê-lo com medo de não ser o suficiente deixa pessoas em prantos, mas é um ótimo modo de ensinar as crianças o quão especiais elas são, todas com suas individualidades. Deixando um legado de </span><a href="https://familycenter.com.br/amor-proprio-como-trabalhar-a-autoaceitacao-com-as-criancas/"><span style="font-weight: 400;">amor próprio</span></a><span style="font-weight: 400;">, amizade e família feliz, os Loud nos mostram que somos todos diferentes e isso não diminui nosso valor, pois somos todos preciosos com cada característica única.   </span></p>
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		<title>Sob o olhar ingênuo de uma criança, Luca é uma aventura na diversidade</title>
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		<pubDate>Mon, 02 Aug 2021 18:51:55 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Pedro Gabriel A Pixar é muito conhecida por suas obras carregadas de mensagens profundas, e por sua tentativa de explicação de conceitos complexos para crianças. Durante os 35 anos de existência da empresa, eles trataram sobre depressão em Divertida Mente (2015), amadurecimento nos quatro filmes de Toy Story, o luto em Dois Irmãos (2020) e &#8230; <a href="http://personaunesp.com.br/luca-critica/" class="more-link">Continue lendo<span class="screen-reader-text"> "Sob o olhar ingênuo de uma criança, Luca é uma aventura na diversidade"</span></a></p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p><figure id="attachment_21765" aria-describedby="caption-attachment-21765" style="width: 1500px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="wp-image-21765 size-full" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/07/1-2.jpg" alt="Três crianças montadas em uma Vespa verde-água. A primeira é Alberto, garoto de pele parda, cabelo enrolado com um topete, olhos verdes dentes amostras em um sorriso destemido, camisa regata amarela. Atrás está Luca, garoto de pele branca, cabelos ondulados castanho escuro, olhos castanhos claros, expressão feliz, com a cabeça levemente inclinada para trás, camisa social branca com a manga dobrada, e segurando em Alberto. E atrás de Luca está Giulia, garota branca, de cabelos ondulados na altura dos ombros ruivos, com uma touca azul, olhos castanhos, expressão de animação, com uma blusa listrada de laranja e branca, e com as mão levantadas. No fundo, uma ladeira de pedra e a cidade de Portoroso." width="1500" height="662" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/07/1-2.jpg 1500w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/07/1-2-800x353.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/07/1-2-1024x452.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/07/1-2-768x339.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/07/1-2-1200x530.jpg 1200w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-21765" class="wp-caption-text">O diretor do filme participou de Viva: A Vida é uma Festa (2017) e do subestimado Robôs (2005), no departamento de arte [Foto: Pixar Animation Studios]</figcaption></figure><b>Pedro Gabriel</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A </span><i><span style="font-weight: 400;">Pixar</span></i><span style="font-weight: 400;"> é muito conhecida por suas obras carregadas de mensagens profundas, e por sua tentativa de explicação de conceitos complexos para crianças. Durante os 35 anos de existência da empresa, eles trataram sobre depressão em </span><a href="https://personaunesp.com.br/divertida-mente-5-anos-critica/"><i><span style="font-weight: 400;">Divertida Mente</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> (2015), amadurecimento nos quatro filmes de </span><a href="https://personaunesp.com.br/toy-story-3-10-anos-critica/"><i><span style="font-weight: 400;">Toy Story</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, o luto em </span><a href="https://personaunesp.com.br/dois-irmaos-critica/"><i><span style="font-weight: 400;">Dois Irmãos</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> (2020) e até o sentido da vida em </span><a href="https://personaunesp.com.br/soul-critica/"><i><span style="font-weight: 400;">Soul</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> (2020). Parecia que a aventura era um bônus na história. Mas, eis que surge </span><i><span style="font-weight: 400;">Luca</span></i><span style="font-weight: 400;">, em junho de 2021, e os papéis se invertem. A mensagem está lá, mas não é o foco principal.</span></p>
<p><span id="more-21761"></span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A história gira em torno de Luca Paguro (</span><a href="https://personaunesp.com.br/o-quarto-de-jack-ha-mundo-atras-parede/"><span style="font-weight: 400;">Jacob Tremblay</span></a><span style="font-weight: 400;"> é a voz original do personagem, e </span><a href="https://personaunesp.com.br/mansao-bly-critica/"><span style="font-weight: 400;">Rodrigo Cagiano</span></a><span style="font-weight: 400;"> dubla o garoto na dublagem brasileira), um monstro marinho de 13 anos que tem apreço pela superfície, mas que nunca chegou nem perto, pois seus pais o proíbem disso – lembra uma certa </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=1mjQqEgnlmA"><span style="font-weight: 400;">sereia</span></a><span style="font-weight: 400;"> bem famosa do estúdio parceiro. Então, rapidamente, somos apresentados a Alberto Scorfano (</span><a href="https://personaunesp.com.br/we-are-who-we-are-hbo-critica/"><span style="font-weight: 400;">Jack Dylan Grazer</span></a><span style="font-weight: 400;">/</span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=AOkVFL8Xk_I"><span style="font-weight: 400;">Pedro Miranda</span></a><span style="font-weight: 400;">), outro ser da espécie de Luca, mas que vive em um farol na superfície. E, assim, começa uma história de amizade e aventuras que os dois passam, em busca de liberdade e aceitação.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O filme é dirigido pelo vencedor do </span><a href="https://personaunesp.com.br/tag/oscar/"><i><span style="font-weight: 400;">Oscar</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> 2012, na categoria Melhor Curta-Metragem de Animação, </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=UD3NN1qDrhM"><span style="font-weight: 400;">Enrico Casarosa</span></a><span style="font-weight: 400;">, e traz uma aura infantil e desbravadora. O cineasta italiano utiliza de suas lembranças da infância para construir a cidade de Portorosso, e suas paisagens. Tudo é muito rico e, ao mesmo tempo, contido. Essa é uma das grandes diferenças do filme para os demais do estúdio: a criação de mundo. A </span><i><span style="font-weight: 400;">Pixar</span></i><span style="font-weight: 400;"> sempre teve uma construção de cenários muito grandiosos, desde </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=sw5zp8817i4"><i><span style="font-weight: 400;">Monstrópoles</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> até o minúsculo </span><a href="https://personaunesp.com.br/vida-de-inseto-critica/"><span style="font-weight: 400;">mundo dos insetos</span></a><span style="font-weight: 400;">. Já em </span><i><span style="font-weight: 400;">Luca</span></i><span style="font-weight: 400;">, todo o universo dos personagens era em Portorosso, e, por poucos momentos, pode-se ver suas vidas no fundo do mar e suas peculiaridades.</span></p>
<figure id="attachment_21763" aria-describedby="caption-attachment-21763" style="width: 1200px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="wp-image-21763 size-full" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/07/2.png" alt="Do lado esquerdo está Alberto de perfil, com a boca aberta e a língua entre os dentes, com a mão direita em um punho na altura do peito, e a mão esquerda levantada e aberta, com o peito estufado, dando a impressão de falar algo. Do lado direito, Luca está de perfil, olhando para a mão de Alberto com cara de entendimento. Ao fundo, uma vegetação densa e verde cobre a imagem." width="1200" height="600" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/07/2.png 1200w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/07/2-800x400.png 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/07/2-1024x512.png 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/07/2-768x384.png 768w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-21763" class="wp-caption-text">O ator que faz a voz de Alberto na versão original, Jack Dylan Grazer, se assumiu bissexual em uma live no Instagram, dizendo “Silenzio, Bruno!”, frase de seu personagem no filme (Foto: Pixar Animation Studios)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">Ainda falando sobre as questões técnicas do filme, </span><i><span style="font-weight: 400;">Luca</span></i><span style="font-weight: 400;"> se destoa um pouco da forma convencional do estúdio em sua animação. E isso é extremamente benéfico. Mesmo que as texturas e riquezas de detalhes sejam uma marca registrada da </span><i><span style="font-weight: 400;">Pixar</span></i><span style="font-weight: 400;">, o longa traz uma diferença no desenho. Os personagens são mais cartunescos e arredondados, com cores vivas e performances como se estivessem em uma pintura. A transição dos protagonistas quando estão em sua forma humana e acabam se molhando, tomando sua </span><a href="https://www.latimes.com/entertainment-arts/movies/story/2021-06-18/pixar-luca-sea-monsters-design-transformation-enrico-casarosa"><span style="font-weight: 400;">verdadeira feição</span></a><span style="font-weight: 400;">, parece como quando uma tinta aquarela encosta na água. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Luca é um personagem fácil de se apaixonar. Ele é ingênuo, afetuoso e extremamente curioso. É lindo ver sua alegria ao conhecer aquele novo mundo, e depois sua vontade de aprender mais sobre o universo e tudo além de Portorosso. Já Alberto vai na contramão. Ele é excessivamente confiante e impulsivo, mas com um coração imenso. Com o passar do tempo, as feridas de Alberto são expostas ao público, e a conexão com ele é imediata, e se entende o real motivo pelo qual a Vespa é a solução dos seus problemas. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O roteiro de </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=p6sjFXYzEYM"><span style="font-weight: 400;">Mike Jones</span></a><span style="font-weight: 400;"> e </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=YgH-reESPx8"><span style="font-weight: 400;">Jesse Andrews</span></a><span style="font-weight: 400;"> consegue construir uma amizade verdadeira entre os dois, e cresce com a chegada de Giulia Marcovaldo (</span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=xQYhYCxpFxc"><span style="font-weight: 400;">Emma Berman</span></a><span style="font-weight: 400;">/</span><a href="https://personaunesp.com.br/o-grande-ivan-critica/"><span style="font-weight: 400;">Beatriz Singer</span></a><span style="font-weight: 400;">). A garota italiana é uma personagem encantadora, com sua audácia e vontade de ganhar o grande torneio de Portorosso. Sua aparição marca o ponto de partida do crescimento dos personagens.</span></p>
<figure id="attachment_21762" aria-describedby="caption-attachment-21762" style="width: 1920px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="wp-image-21762 size-full" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/07/3.png" alt="Em uma mesa, do lado esquerdo, Luca está sentado em uma cadeira, com um copo de vidro na mão, olhando para a direita com cara de extremo espanto. Ao lado direito de Luca, Alberto está sentado em uma cadeira de madeira, encolhido, com olhos e boca fechados, com água que pega quase todo o seu rosto. A parte onde está molhada, a pele de Alberto fica azul claro, sua orelha vira uma barbatana roxa, além do seu cabelo encaracolado que viram escamas roxas com rosa. Ao fundo, uma parede marrom cobre a imagem, com um arpão pendurado nela." width="1920" height="1080" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/07/3.png 1920w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/07/3-800x450.png 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/07/3-1024x576.png 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/07/3-768x432.png 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/07/3-1536x864.png 1536w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/07/3-1200x675.png 1200w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-21762" class="wp-caption-text">Em <a href="https://www.latimes.com/entertainment-arts/movies/story/2021-06-18/pixar-luca-sea-monsters-design-transformation-enrico-casarosa">uma entrevista</a> para a LA Times, Enrico Casarosa disse que se inspirou no folclore de diversos países para criar o design dos personagens, principalmente nas histórias de crianças trocadas (Foto: Pixar Animation Studios)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">A habilidade de transformar o pequeno em majestoso é o grande mérito do longa. A “Nova Iorque” do filme é uma vila italiana de duas ruas. O grande desafio é um triathlon: com os desafios de uma competição de natação, quem come mais rápido uma massa e um caminho de pedalada. O grande vilão, um adolescente chato – e bota chato nisso – que quer vencer as crianças. </span><a href="https://www.filmelier.com/br/noticias/conheca-a-vespa-luca"><span style="font-weight: 400;">E o grande sonho, que vai mudar a vida deles, é comprar uma Vespa</span></a><span style="font-weight: 400;">. Na simplicidade, </span><i><span style="font-weight: 400;">Luca</span></i><span style="font-weight: 400;"> ganha sua forma, e encanta quem o vê. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O filme ser simples não é um defeito. Não quer dizer que não há um desenvolvimento de personagens, ou que a narrativa é irrelevante, pelo contrário, a todo momento ele está em constante evolução. O crescimento de Luca, as feridas de Alberto – momento em que a </span><a href="https://personaunesp.com.br/historia-pixar-como-revolucionou-mundo-cinema/"><i><span style="font-weight: 400;">Pixar</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> consegue retirar as lágrimas do seu público –, a motivação pela qual os pais do protagonista não queriam o deixar ir para a superfície. No fim, o que temos é uma linda história para assistir no </span><i><span style="font-weight: 400;">Disney+</span></i><span style="font-weight: 400;">.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Porém, a produção desliza em um aspecto: ela acaba se apressando na construção. Em sua uma hora e trinta e seis minutos, algumas questões são corridas demais. Nos primeiros minutos do filme, nós conhecemos a família de Luca, sua casa e o Alberto, já o convidando para ir para a superfície, sem uma maior interação e exploração do mundo aquático. Mas isso não é algo que estrague completamente a experiência, só deixa com uma pontinha de que poderia nos dar um pouco mais.</span></p>
<figure id="attachment_21764" aria-describedby="caption-attachment-21764" style="width: 1500px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="wp-image-21764 size-full" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/07/4-2.jpg" alt="No lado esquerdo está Massimo, um homem branco, alto e forte, com uma boina bege, sobrancelhas que cobrem os olhos, um bigode cheio, rosto quadrado, uma camisa de linho bege clara e uma calça marrom. Ele não tem a mão esquerda, enquanto o braço direito está apoiado no barco, com a cabeça levemente voltada para trás com um sorriso simpático. Ao seu lado direito, um gato branco, com um bigode cheio preto, olha para o nada com cara de tédio. Massimo está no mar, e um barco branco com azul está passando atrás dele, com um senhor branco com boina azul olhando para Massimo. Ao fundo, montanhas verdes completam a paisagem." width="1500" height="799" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/07/4-2.jpg 1500w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/07/4-2-800x426.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/07/4-2-1024x545.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/07/4-2-768x409.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/07/4-2-1200x639.jpg 1200w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-21764" class="wp-caption-text">Na dublagem brasileira, Claudia Raia faz a voz da Signora Mastroianni, dona do restaurante patrocinador do triathlon de Portorosso, enquanto sua filha, Sophia Raia, faz a voz de Chiara (Foto: Pixar Animation Studios)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">Mesmo sendo simples em sua narrativa, </span><i><span style="font-weight: 400;">Luca</span></i><span style="font-weight: 400;"> traz uma mensagem importante: a de se desprender de seus preconceitos, e crescer junto aos outros. É uma obra sobre proteção, aceitação e compreensão das diferenças entre as pessoas. Os criadores flertam disso com o público, ao inserir o pai de Giulia, Massimo (</span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=HFnEbeqZeag"><span style="font-weight: 400;">Marco Barricelli</span></a><span style="font-weight: 400;">/</span><a href="https://personaunesp.com.br/a-dama-e-o-vagabundo-2019-critica/"><span style="font-weight: 400;">Dláigelles Riba</span></a><span style="font-weight: 400;">), como um homem truculento, sendo um dos personagens mais queridos e amáveis da história – além de ir contra o discurso </span><a href="https://guiadoestudante.abril.com.br/atualidades/o-que-e-capacitismo-e-por-que-todos-deveriam-saber/"><span style="font-weight: 400;">capacitista</span></a><span style="font-weight: 400;"> ao colocá-lo como um PCD que nasceu sem um braço, e demonstrando sua força e autonomia. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Não é à toa que muitos </span><a href="https://oglobo.globo.com/cultura/filmes/luca-as-alegorias-lgbt-presentes-no-filme-da-disney-segundo-as-redes-sociais-25073568"><span style="font-weight: 400;">internautas ligaram o filme com a descoberta da sexualidade</span></a><span style="font-weight: 400;">. Realmente, a situação passada pelos personagens é vivida pela comunidade LGBTQIA+, e frases ouvidas por eles são comuns em suas vidas. Uma cena em especial foi muito compartilhada, da avó de Luca dizendo: </span><i><span style="font-weight: 400;">“Algumas pessoas nunca vão aceitá-lo. Mas algumas vão. E parece que ele sabe encontrar as pessoas boas”</span></i><span style="font-weight: 400;">. Mas, isso pode ser amarrado a outras diferenças sociais, dependendo de suas vivências. Independente disso, a mensagem continua a mesma, de que é necessário exercitar o ato do respeito. E, se caso tentarem te menosprezar, dizendo que você não consegue algo, ou se você se sentir inseguro de algo, grite </span><i><span style="font-weight: 400;">“Silenzio, Bruno”</span></i><span style="font-weight: 400;">, e siga em frente. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">É difícil de ver um filme da </span><i><span style="font-weight: 400;">Pixar</span></i><span style="font-weight: 400;"> contido, sendo que o último lançado por eles literalmente tentou explicar o sentido da vida. Então, </span><i><span style="font-weight: 400;">Luca</span></i><span style="font-weight: 400;"> chega com essa visão mais ingênua, sem grandes conceitos, acessível a todas as idades. É o que chamariam de ‘</span><i><span style="font-weight: 400;">filme Sessão da Tarde’</span></i><span style="font-weight: 400;">, que agrada a família toda, perfeito para assistir em um domingo depois do almoço. Não acho que seja a melhor animação do estúdio, e tão pouco penso que essa era a pretensão dos criadores. Mas o selo da luminária saltitante pode atrapalhar nas expectativas. Se fosse um longa da </span><a href="https://personaunesp.com.br/shrek-20-anos/"><i><span style="font-weight: 400;">DreamWorks</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, teria sido um dos melhores filmes do ano. Ainda assim, </span><i><span style="font-weight: 400;">Luca</span></i><span style="font-weight: 400;"> é cativante e gostoso de assistir. Ele está disponível no </span><i><span style="font-weight: 400;">Disney+</span></i><span style="font-weight: 400;">, sem custo adicional, para apreciar com a família toda.</span></p>
<div class="jetpack-video-wrapper"><iframe loading="lazy" title="Luca | Trailer Oficial Dublado | Disney+" width="840" height="473" src="https://www.youtube.com/embed/E7_4ZUpyoWM?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen></iframe></div>
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		<title>Desculpa, Fate: A Saga Winx, mas definitivamente não quero ser uma de vocês</title>
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		<pubDate>Fri, 12 Feb 2021 16:50:59 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Layla de Oliveira A nostalgia é poderosa, e faz bem para nós. O esforço para relembrar alguma memória querida a partir fotos antigas, músicas e outros tipos de mídia possibilita facilitar o autoconhecimento e a conexão sentimental, aumentando a vitalidade e dando esperanças para o futuro. Por isso, muitos revivals e reboots estão preenchendo nossas &#8230; <a href="http://personaunesp.com.br/fate-a-saga-winx-critica/" class="more-link">Continue lendo<span class="screen-reader-text"> "Desculpa, Fate: A Saga Winx, mas definitivamente não quero ser uma de vocês"</span></a></p>
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										<content:encoded><![CDATA[<figure id="attachment_18216" aria-describedby="caption-attachment-18216" style="width: 1200px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-18216" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/02/Imagem-1-1.jpg" alt="Pôster oficial para a divulgação da série Winx. Nele, mostra-se as cinco personagens principais, da esquerda para a direita. Primeiro, no canto esquerdo, está Stella, que é branca, tem longos cabelos loiros, e está com o corpo virado para o lado direito encarando a câmera; Ao lado dela, está Terra, que é gorda, branca e com cabelos castanhos na altura do ombro, e também encara a câmera. Ao centro, está Bloom, que é ruiva, branca e está com as mãos no bolso, sorrindo para a câmera. Ao lado direito dela, está Musa, que também sorri para a câmera e está mais ao fundo, usando dois coques em seu cabelo escuro. Ao lado dela, na extremidade direita da imagem, está Aisha, que é uma jovem negra e vestindo uma jaqueta vermelha e também olhando para a câmera. A coloração da imagem é um pouco escurecida, e ela possui algumas faíscas surgindo do canto esquerdo." width="1200" height="700" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/02/Imagem-1-1.jpg 1200w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/02/Imagem-1-1-300x175.jpg 300w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/02/Imagem-1-1-1024x597.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/02/Imagem-1-1-768x448.jpg 768w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-18216" class="wp-caption-text">Pôster da série Fate: A Saga Winx, adaptação da Netflix do desenho animado amado por uma geração (Foto: Reprodução)</figcaption></figure>
<p><b>Layla de Oliveira</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A </span><a href="https://pubmed.ncbi.nlm.nih.gov/26751632/"><span style="font-weight: 400;">nostalgia</span></a><span style="font-weight: 400;"> é poderosa, e faz bem para nós. O esforço para relembrar alguma memória querida a partir fotos antigas, músicas e outros tipos de mídia possibilita facilitar o autoconhecimento e a conexão sentimental, aumentando a vitalidade e dando esperanças para o futuro. Por isso, muitos </span><a href="https://medium.com/@podpop/a-era-dos-revivals-remakes-e-reboots-a-ind%C3%BAstria-geek-e-pop-s%C3%B3-est%C3%A1-fazendo-mais-do-mesmo-82878d6a711b"><i><span style="font-weight: 400;">revivals</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> e </span><i><span style="font-weight: 400;">reboots</span></i><span style="font-weight: 400;"> estão preenchendo nossas TVs, cinemas e </span><i><span style="font-weight: 400;">playlists</span></i><span style="font-weight: 400;">; o consumidor merece receber essa felicidade.  </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Então, quando a </span><i><span style="font-weight: 400;">Netflix </span></i><span style="font-weight: 400;">anunciou que estava produzindo </span><i><span style="font-weight: 400;">Fate: A Saga Winx</span></i><span style="font-weight: 400;">, uma série baseada no desenho italiano </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=axgAA_CEfro"><i><span style="font-weight: 400;">O Clube das Winx</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, a reação não poderia ser outra. Foi uma felicidade quase que generalizada, pois muitas pessoas cresceram e amaram aquelas seis garotas poderosas e incríveis que derrotavam as forças do mal, com direito a transformações mágicas e tudo o que tínhamos direito.</span></p>
<p><span id="more-18215"></span></p>
<div class="jetpack-video-wrapper"><span class="embed-youtube" style="text-align:center; display: block;"><iframe loading="lazy" class="youtube-player" width="840" height="473" src="https://www.youtube.com/embed/diFxou34F1w?version=3&#038;rel=1&#038;showsearch=0&#038;showinfo=1&#038;iv_load_policy=1&#038;fs=1&#038;hl=pt-BR&#038;autohide=2&#038;wmode=transparent" allowfullscreen="true" style="border:0;" sandbox="allow-scripts allow-same-origin allow-popups allow-presentation allow-popups-to-escape-sandbox"></iframe></span></div>
<p><span style="font-weight: 400;">A animação original acompanha Bloom, uma adolescente que vivia normalmente na Terra, mas que a partir do momento em que ela encontra Stella, princesa de Solária e fada da luz do Sol e da Lua, tudo muda; a própria protagonista se descobre uma fada, com um poder ancestral e muito poderoso. Ela então segue para Alfea, uma escola especializada em ensinar fadas a controlarem seus poderes para se tornarem guardiãs, e lá conhece outras meninas: Flora, uma tímida fada da natureza; Musa, a fada da música e Tecna, fada da tecnologia. Na segunda temporada, as meninas conhecem Layla, princesa de Andros e fada das ondas, e ela se junta à equipe. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O criador da animação, Iginio Straffi, percebeu a escassez de desenhos de ação com protagonistas femininas; então resolveu introduzir uma série animada que acompanha meninas jovens, pois ele estava interessado em</span><i><span style="font-weight: 400;"> “</span></i><a href="https://www.affaritaliani.it/mediatech/straffi-winx211108_pg_1.html"><i><span style="font-weight: 400;">explorar o lado psicológico</span></i></a><i><span style="font-weight: 400;">”</span></i><span style="font-weight: 400;"> de uma transição para a vida adulta. Inspirando-se em animações japonesas e juntando-os com elementos europeus, Straffi modelou cada uma das personagens baseada em alguma </span><a href="https://www.iodonna.it/personaggi/interviste/2011/straffi-winx-nuova-serie-ambiente-rainbow-30630689452.shtml"><span style="font-weight: 400;">celebridade</span></a><span style="font-weight: 400;"> popular no início dos anos 2000: Bloom foi inspirada por Britney Spears; Stella, por Cameron Diaz; Jennifer Lopez foi a referência usada para Flora; Pink para Tecna; Lucy Liu para Musa e para Layla, a modelo foi Beyoncé. Essa foi uma estratégia usada pelo italiano para </span><i><span style="font-weight: 400;">“representar as mulheres da atualidade”</span></i><span style="font-weight: 400;">.</span></p>
<figure id="attachment_18217" aria-describedby="caption-attachment-18217" style="width: 1200px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-18217" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/02/Imagem-2.jpeg" alt="Mosaico promocional da animação o Clube das Winx, contendo as seis personagens, todas em sua transformação de fada moderna. Do lado esquerdo, no topo da imagem, temos Stella, com seus cabelos loiros presos em duas maria-chiquinhas e com um cropped laranja de um ombro só com glitter. Depois, descendo para a lateral esquerda, está Flora, com cabelos castanhos soltos e pele bronzeada, usando um vestido com duas tonalidades de rosa com glitter, uma gargantilha com pingente de flor e luvas cor de rosa. Embaixo, ocupando a metade esquerda da imagem, está Musa, com um cropped de um ombro só vermelho com glitter e fones de ouvido roxos. Do lado direito, em cima, temos Bloom, cabelos ruivos soltos, cropped azul com glitter e luvas combinando. No meio da lateral direita, está Layla, que tem a pele negra e cabelos castanho escuros soltos, com sua roupa verde com glitter de fada. Por último, no canto inferior direito, está Tecna, que tem cabelos curtos roxos cobertos por um chapéu pontudo lilás que combina com o macacão roxo com glitter que usa. " width="1200" height="800" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/02/Imagem-2.jpeg 1200w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/02/Imagem-2-300x200.jpeg 300w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/02/Imagem-2-1024x683.jpeg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/02/Imagem-2-768x512.jpeg 768w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-18217" class="wp-caption-text">As seis integrantes do Clube das Winx, que encantaram com seus poderes mágicos e atitudes (Foto: Reprodução)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">Por conta do desenho ser tão memorável e icônico, a </span><i><span style="font-weight: 400;">Netflix </span></i><span style="font-weight: 400;">tinha uma grande responsabilidade nas mãos, pois a expectativa era enorme. Então, o estúdio resolveu deixar claro que existiriam algumas diferenças entre a série </span><i><span style="font-weight: 400;">live-action</span></i><span style="font-weight: 400;"> e o material original, como a substituição de Flora por Terra, a junção das Trix em uma personagem só, e a ausência de Tecna. Todas essas mudanças já deixaram os fãs do desenho com um pé atrás, especialmente a falta perceptível de uma das meninas; porém, isso não afetou drasticamente a empolgação do público, que ainda mantinha-se animado com a adaptação. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O </span><i><span style="font-weight: 400;">showrunner</span></i><span style="font-weight: 400;"> da versão da </span><i><span style="font-weight: 400;">Netflix</span></i><span style="font-weight: 400;">, Brian Young, foi um dos motivos para os fãs se manterem calmos: ele </span><a href="https://youtu.be/tn5mXUf87p0"><span style="font-weight: 400;">prometeu</span></a><span style="font-weight: 400;"> que todos que amavam as Winx quando crianças iriam se sentir contemplados pela série, e adicionou que ela teria um tom mais sombrio, voltado para agradar o público jovem adulto, </span><i><span style="font-weight: 400;">“uma nova versão do desenho para agradar quem cresceu o assistindo”</span></i><span style="font-weight: 400;">. Contudo, a partir do momento em que o </span><i><span style="font-weight: 400;">trailer </span></i><span style="font-weight: 400;">de </span><i><span style="font-weight: 400;">Fate: A Saga Winx </span></i><span style="font-weight: 400;">foi lançado, o desapontamento tomou conta de muitos, eu inclusa. Mas ei, depois de uma tempestade vem o sol! Então, ainda havia esperanças. Pequenas, mas elas estavam lá. </span><span style="font-weight: 400;">E no dia 22 de janeiro, a série foi lançada e tudo se concretizou; no meu caso, foi um pesadelo mesmo, e por muitos motivos.</span></p>
<div class="jetpack-video-wrapper"><iframe loading="lazy" title="Fate: A Saga Winx | Trailer oficial | Netflix" width="840" height="473" src="https://www.youtube.com/embed/FmyB6V4XgMk?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen></iframe></div>
<p><span style="font-weight: 400;">Primeiro, o próprio </span><i><span style="font-weight: 400;">plot </span></i><span style="font-weight: 400;">do seriado, que pode ser resumido em um monte de clichês de séries adolescentes misturadas no liquidificador, mas com uma pequena pitada de tempero de fada. Basicamente, a história contada é de Bloom (Abigail Cowen), que chega ao mundo mágico de Otherworld para estudar na escola mágica de Alfea depois de um acidente que envolveu seus pais, e mais especificamente a mãe, com quem Bloom não possui uma boa relação. Além de toda a questão </span><i><span style="font-weight: 400;">eu-sou-incompreendida-pelos-meus-pais-mas-no-final-eu-entendo-que-eles-me-amam-e-só-querem-meu-bem</span></i><span style="font-weight: 400;">, usada em praticamente 97% de toda mídia adolescente, um dos conflitos que envolvem a nossa ruivinha é um triângulo amoroso. Logo no primeiro dia, ela conhece Sky (Danny Griffin), um especialista, e há/era pra ter tido uma conexão instantânea entre os dois, mas aí aparece Stella (Hannah van der Westhuysen), que além de ser a guia de Bloom no primeiro dia e sua colega de quarto, também é a ex-namorada dele. Ou atual namorada. É complicado.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Enquanto frequenta as aulas em Alfea e aprende a controlar seus poderes, Bloom divide um quarto com outras meninas além de Stella, sendo elas Aisha (Precious Mustapha), Terra (Eliot Salt) e Musa (Elisha Applebaum). Todas elas possuem habilidades totalmente diferentes, porém possuem algo que Bloom não tem: a vivência em um território mágico. Ela então se sente deslocada, e procura saber mais sobre as origens de seus poderes de fada, tendo em vista que seus pais são humanos; ao questionar a diretora Farah (Eve Best), percebe que existe algo sendo escondido, então ela mesma decide saber mais sobre si. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Não é um enredo totalmente arrasador, e muitas vezes </span><i><span style="font-weight: 400;">Fate: A Saga Winx </span></i><span style="font-weight: 400;"> falha em convencer o espectador em certas coisas, utilizando tantas frases clichês e supérfluas sobre feminismo ou qualquer outra coisa que parecem que foram compradas em liquidação. Mas tudo bem! Mesmo sendo uma farofa retirada diretamente de outras dez séries, é algo necessário de vez em quando. Entretenimento é entretenimento, e às vezes o que importa é servir como diversão. Respeito totalmente, e até porque é algo que pode melhorar numa segunda temporada, quem sabe. Nada de mais. </span></p>
<figure id="attachment_18218" aria-describedby="caption-attachment-18218" style="width: 650px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="wp-image-18218" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/02/Imagem-3.gif" alt="GIF de uma cena da série Fate: a saga Winx, onde Bloom está conversando com Sky, não mostrado no gif, onde ela diz “I am a fairy”, ou seja, “Eu sou uma fada”. Ela está no canto esquerdo da imagem e é mostrada do peito pra cima. Existe um fluxo de pessoas desfocado ao fundo. " width="650" height="366" /><figcaption id="caption-attachment-18218" class="wp-caption-text">Bloom, encontrando Sky logo após a sua chegada, inclusive o chamando de palestrinha e no áudio original, acusando-o de mansplaining: <a href="https://www.youtube.com/watch?v=gBV5y0psfVE">Kéfera</a>, corre aqui (GIF: Reprodução)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">Mas certas coisas eu não respeito, não entendo e especialmente, não perdoo. A primeira delas é a representação da amizade das Winx. No desenho, a amizade entre as seis meninas é construída na base do respeito, entendimento, apoio e amor, e é um dos motivos para ser tão marcante nas nossas memórias; enquanto isso, na adaptação da </span><i><span style="font-weight: 400;">Netflix</span></i><span style="font-weight: 400;">, a relação é facilmente resumida em uma única palavra: conveniência. Elas só se tornam amigas porque moram juntas, e consequentemente, o problema de uma delas afeta a vida das outras. Nos poucos momentos em que é possível testemunhar uma ligação mais forte entre as personagens, ela ocorre somente entre duas delas, tornando aquele discurso de </span><i><span style="font-weight: 400;">“estamos aqui para o que precisar!” </span></i><span style="font-weight: 400;">difícil de acreditar.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Não só isso, mas a personalidade das próprias fadas mágicas de Alfea foram alteradas. Bloom foi de corajosa e altruísta para simplesmente revoltada e impulsiva; Flora, que era tímida, foi substituída por Terra, que é mais falante, porém isso é demonstrado como inconveniente muitas vezes durante a série; Layla/Aisha, a princesa que sempre viveu de maneira isolada mas se mostrou valente, virou apenas a ‘</span><a href="https://tvtropes.org/pmwiki/pmwiki.php/Main/TokenBlackFriend"><span style="font-weight: 400;">amiga negra</span></a><span style="font-weight: 400;">’ e responsável; Musa, cujo grande poder era a música, apenas a usa como uma válvula de escape, e isso talvez seja o menor dos problemas. A pior de todas foi Stella, pois parece que toda a informação que a produção tinha sobre a personagem era princesa e loira; assim, conseguiram fazer uma </span><a href="https://razzmag.com/2020/06/15/cher-under-the-microscope-what-defines-a-rom-com-cool-girl/"><span style="font-weight: 400;">patricinha do bem</span></a> <i><span style="font-weight: 400;">à la</span></i><span style="font-weight: 400;"> Cher Horowitz virar a </span><a href="https://personaunesp.com.br/critica-meninas-malvadas/"><span style="font-weight: 400;">Regina George</span></a><span style="font-weight: 400;"> que tem poderes de luz.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Isso sem falar no tal do triângulo amoroso já citado. Imagino que o propósito dele seja mostrar que tudo bem se surgir algum problema por conta de um garoto. “</span><i><span style="font-weight: 400;">Ele pode ser resolvido!</span></i><span style="font-weight: 400;">” “</span><i><span style="font-weight: 400;">Diga não à rivalidade feminina!</span></i><span style="font-weight: 400;">” Bem, se </span><i><span style="font-weight: 400;">Fate: A Saga Winx </span></i><span style="font-weight: 400;">queria dizer não para esse tipo de coisa, para quê enfiar isso no meio da história? Sabe, existem muitas outras coisas que podem incitar algum conflito entre duas amigas. A relação de codependência emocional entre Sky e Stella é até engolível, mas depois de tanta briga, é resolvida de maneira tão simples que a única reação possível é um grande ‘ué?!’.</span></p>
<figure id="attachment_18219" aria-describedby="caption-attachment-18219" style="width: 1200px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-18219" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/02/Imagem-4.jpg" alt="Cena da série Fate: A Saga Winx. Stella, ao lado esquerdo, olha para baixo um pouco decepcionada enquanto segura o braço direito de Sky, um jovem branco de cabelos loiros, que aparenta certo desconforto na ação. " width="1200" height="800" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/02/Imagem-4.jpg 1200w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/02/Imagem-4-300x200.jpg 300w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/02/Imagem-4-1024x683.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/02/Imagem-4-768x512.jpg 768w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-18219" class="wp-caption-text">Stella e Sky, o casal aparentemente perfeito, mas passa bem longe de ser ao menos saudável (Foto: Reprodução)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">Existe outro problema que vou ter que comentar, desculpa. As roupas. A droga das roupas. A única coisa que posso dizer que admiro é a consistência, pois no momento em que eu descobri que a figurinista, Catherine Adair, trabalhou em </span><i><span style="font-weight: 400;">Desperate Housewives</span></i><span style="font-weight: 400;">, tudo fez sentido. Baseando-se nos quatro elementos, couro, jaquetas </span><i><span style="font-weight: 400;">bomber</span></i><span style="font-weight: 400;">, brilho e </span><i><span style="font-weight: 400;">tweed</span></i><span style="font-weight: 400;">, foi composta a caracterização dos personagens, que aliás são jovens de 16 a 18 anos, mas parecem ter uns 30 graças aos trajes. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Em pleno renascimento da estética dos anos 2000, o auge do </span><a href="https://www.collegefashion.net/trends/y2k-fashion/"><i><span style="font-weight: 400;">Y2K</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, </span><i><span style="font-weight: 400;">Fate: A Saga Winx </span></i><span style="font-weight: 400;">resolveu apostar em vestimentas chatas; por favor, o impacto na moda que essa série deveria ter. Seria um fechamento perfeito para essas tendências, com expectativa e classe; mas não, vamos nos restringir ao monocromático, porque fogo é vermelho, água remete ao azul e verde-musgo é claramente uma mensagem subliminar para a terra.</span></p>
<figure id="attachment_18221" aria-describedby="caption-attachment-18221" style="width: 1340px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-18221" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/02/Imagem-4-1.jpg" alt="Cena da série Fate: A Saga Winx. As cinco personagens principais da série, cada uma usando sua cor representativa, com expressões surpresas. Da esquerda para a direita: Musa, usando roupas roxas; Stella, com calças e casaco preto e uma camiseta amarela; Bloom, usando jaqueta de couro, vestido e botas vermelhas para combinar com seu cabelo ruivo e seus poderes de fogo; Aisha, com uma blusa, jaqueta e saia azul longa estampada e Terra, com um vestido e casaco verde-musgo." width="1340" height="754" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/02/Imagem-4-1.jpg 1340w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/02/Imagem-4-1-300x169.jpg 300w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/02/Imagem-4-1-1024x576.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/02/Imagem-4-1-768x432.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/02/Imagem-4-1-1200x675.jpg 1200w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-18221" class="wp-caption-text">As personagens ao final da série, encontrando algo inesperado, mas nada comparável a essas atrocidades de figurino (Foto: Reprodução)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">E quando você acha que não pode piorar, surgem duas novas cabeças no lugar da que acabou de ser cortada. Infelizmente presente em muitas produções, a série </span><i><span style="font-weight: 400;">Fate: A Saga Winx</span></i><span style="font-weight: 400;"> não conseguiu escapar do famigerado </span><a href="https://www1.folha.uol.com.br/webstories/cultura/2020/09/o-que-e-whitewashing/"><i><span style="font-weight: 400;">whitewashing</span></i></a><span style="font-weight: 400;">. As vítimas, Musa e Flora/Terra, são representantes da Ásia Oriental e de países latino-americanos, respectivamente; que foram substituídas por mulheres que, se não forem totalmente brancas, são </span><i><span style="font-weight: 400;">white-passing</span></i><span style="font-weight: 400;">. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">No material original, o planeta natal de Musa, Melody, é uma clara referência a países como China, Japão e Coréia do Sul, o que compõe uma parte importante do desenvolvimento da personagem e também da representação presente no grupo. Já a situação com a Flora é um pouco diferente, afinal, são personagens diferentes. Terra até a menciona em um episódio, dizendo que elas são primas, o que significa que talvez ela realmente exista nos moldes originais. Mas então, para quê aconteceu a troca? Por que não colocar a Flora como uma das personagens? </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Bem, uma das prováveis respostas seria por conta da diversidade de corpos e a representação de mulheres gordas na mídia. Brian Young disse ao</span><i><span style="font-weight: 400;"> </span></i><a href="https://www.theguardian.com/tv-and-radio/2020/dec/10/boys-can-be-fairies-its-the-21st-century-how-fate-the-winx-saga-finds-the-reality-in-fantasy"><i><span style="font-weight: 400;">The Guardian</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, relembrando o desenho, que </span><i><span style="font-weight: 400;">“ninguém é assim. Era a coisa mais importante para mim que todas as crianças pudessem sentir que se viam nisso”</span></i><span style="font-weight: 400;">. Porém, mesmo este argumento se torna absolutamente fraco por dois motivos: o primeiro é que uma minoria não exclui a outra, e Terra poderia muito bem ser representada por uma atriz gorda e latina; e também, na série, Terra é caçoada em muitos momentos por ser gorda, além de ser uma figura irritante por querer agradar a todos. É assim que se abraça a diversidade nos dias de hoje, produção?</span></p>
<figure id="attachment_18222" aria-describedby="caption-attachment-18222" style="width: 650px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="wp-image-18222" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/02/Imagem-5.jpg" alt="Cena da série Fate: A Saga Winx. Num quarto, Terra e Musa estão sentadas, olhando uma para a outra. Terra, à esquerda, está sentada com uma mão apoiando o rosto, que está diretamente voltado para Musa; esta, por sua vez, está abraçada a suas próprias pernas e possui um olhar meio receoso. " width="650" height="449" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/02/Imagem-5.jpg 501w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/02/Imagem-5-300x207.jpg 300w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-18222" class="wp-caption-text">Terra e Musa, que ironicamente foram a melhor demonstração de amizade na série inteira (Foto: Reprodução)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">Eu entendo, juro que entendo mesmo, essa vontade que grandes estúdios têm de fazer materiais mais sombrios e realistas para os adolescentes de hoje, até porque isso não é uma novidade, considerando séries como </span><i><span style="font-weight: 400;">Gossip Girl</span></i><span style="font-weight: 400;">, </span><i><span style="font-weight: 400;">Pretty Little Liars</span></i><span style="font-weight: 400;"> e muitas outras que fizeram sucesso na década de 2010. Apesar disso, gostaria de fazer um comunicado: fazer menção a sexo e drogas a cada dois minutos não torna as coisas maduras, só irritantes. E mesmo com tantos problemas, </span><i><span style="font-weight: 400;">Fate: A Saga Winx </span></i><span style="font-weight: 400;">não precisava colocar um filtro cinza e escuro sobre tudo! Tenha como exemplos </span><a href="https://www.theguardian.com/tv-and-radio/2017/jan/25/skins-tv-teenage-life-truth-10-years-on"><i><span style="font-weight: 400;">Skins</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, que tem tanto adolescente problemático a cada metro quadrado e cores fortes ainda existem. E </span><a href="https://time.com/5917975/euphoria-makeup-fashion/"><i><span style="font-weight: 400;">Euphoria</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, pelo amor.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Resumo da obra: não tenho problemas com o seriado em si, e sim com o fato de que foi vendido como uma adaptação de algo muito querido pelas pessoas. Se quisesse usar como inspiração, ótimo. Se quisesse fazer uma adaptação mudando algumas coisas, ótimo, porque é isso mesmo que acontece; mudanças ocorrem para fazer com que o material original siga as normas da plataforma escolhida. Só não escolha ignorar completamente muitas das coisas que tornaram-se importantes para muitos dos consumidores e fãs das obras, e ainda por cima disfarçar e vender como se fosse nostalgia em forma de seriado. Porque em </span><i><span style="font-weight: 400;">Fate: A Saga Winx</span></i><span style="font-weight: 400;">, isso com certeza não aconteceu.</span></p>
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		<title>Big Mouth: a construção de uma identidade e a assustadora chegada da adolescência</title>
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		<pubDate>Thu, 11 Feb 2021 15:01:56 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Nathalia Franqlin Finalmente chegou na Netflix a tão esperada continuação de Big Mouth. A série animada de comédia estreou em 2017, surfando nessa onda nova de animações para adultos nas plataformas de streaming. Ela conta com a participação de nomes relevantes no gênero, como seu co-criador Andrew Goldberg, que já participou do roteiro de Uma &#8230; <a href="http://personaunesp.com.br/big-mouth-4a-temp-critica/" class="more-link">Continue lendo<span class="screen-reader-text"> "Big Mouth: a construção de uma identidade e a assustadora chegada da adolescência"</span></a></p>
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										<content:encoded><![CDATA[<figure id="attachment_18187" aria-describedby="caption-attachment-18187" style="width: 1920px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-18187" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/02/big-mouth-foto-1.jpg" alt="Cena da sitcom animada Big Mouth em sua quarta temporada. O cenário da imagem é o interior de um ônibus. No plano principal há três personagens, na parte esquerda da imagem está Connie, uma monstra hormonal, ela está sentada com os pés em cima do banco e a cabeça virada ¾ para a câmera. A personagem está sorrindo, ela é alta e sua cabeça chega à margem superior da imagem, a personagem tem traços extremamente exagerados típicos de cartoons, ela tem um par de chifres amarelos, assim como o resto de seu corpo, um cabelo longo, liso e vermelho escuro amarrado em duas partes, seus braços e pernas são cobertos de pelo marrom e seus pés são de cascos de cavalo. As roupas da personagem são um shorts azul e uma blusa rosa amarrada em cima da cintura. No meio da foto está o personagem Nick, ele é desenhado com sua cabeça e boca extremamente exagerados. Sua expressão é de atenção, ele é pequeno, magro, tem o cabelo castanho, liso e curto, pele branca e olhos azuis. O personagem está usando uma camisa verde claro, shorts azul e tênis roxo. Na parte esquerda da imagem está o personagem Andrew, ele está virado ¾ da frente da imagem para a direita e sua expressão é de tranquilidade. O personagem é branco, tem o cabelo castanho claro, curto e liso, olhos castanhos claros. O personagem usa óculos preto de grau e suas roupas são uma camisa de manga longa roxa e branca e shorts cinza. " width="1920" height="1080" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/02/big-mouth-foto-1.jpg 1920w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/02/big-mouth-foto-1-300x169.jpg 300w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/02/big-mouth-foto-1-1024x576.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/02/big-mouth-foto-1-768x432.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/02/big-mouth-foto-1-1536x864.jpg 1536w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/02/big-mouth-foto-1-1200x675.jpg 1200w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-18187" class="wp-caption-text">O personagem Andrew Goldberg foi inspirado no co-criador da série de mesmo nome (Foto: Reprodução)</figcaption></figure>
<p><b>Nathalia Franqlin</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Finalmente chegou na </span><i><span style="font-weight: 400;">Netflix</span></i><span style="font-weight: 400;"> a tão esperada continuação de </span><i><span style="font-weight: 400;">Big Mouth</span></i><span style="font-weight: 400;">. A série animada de comédia estreou em 2017, surfando nessa onda nova de animações para adultos nas plataformas de </span><a href="https://personaunesp.com.br/one-day-at-time-critica/"><i><span style="font-weight: 400;">streaming</span></i></a><i><span style="font-weight: 400;">. </span></i><span style="font-weight: 400;">Ela conta com a participação de nomes relevantes no gênero, como seu co-criador Andrew Goldberg, que já participou do roteiro de </span><a href="http://www.adorocinema.com/series/serie-3008/"><i><span style="font-weight: 400;">Uma Família da Pesada</span></i></a><span style="font-weight: 400;">. O criador da série, e amigo de infância de Andrew, Nick Kroll, também não é um novato nessa área, ele fez parte do elenco de</span><a href="http://www.adorocinema.com/filmes/filme-226819/criticas-adorocinema/"> <i><span style="font-weight: 400;">Festa da Salsicha</span></i></a><i><span style="font-weight: 400;">,</span></i><span style="font-weight: 400;"> que é &#8211; de fato &#8211; uma predecessora das animações esteticamente infantis, de gosto duvidoso e explicitamente sexuais.</span></p>
<p><span id="more-18186"></span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Cada temporada de </span><i><span style="font-weight: 400;">Big Mouth</span></i><span style="font-weight: 400;"> seguiu o desenvolvimento dos pré-adolescentes, em especial os melhores amigos Nick (Nick Kroll) e Andrew (</span><span style="font-weight: 400;">John Mulaney</span><span style="font-weight: 400;">). No primeiro ano, temos a chegada dos famigerados monstros hormonais na vida dos protagonistas, esse foi o começo do fim, o início da puberdade e o encerramento da infância. </span><i><span style="font-weight: 400;">A priori</span></i><span style="font-weight: 400;">, a série chocou e até </span><a href="https://overbo.news/netflix-big-mouth-erotizacao-criancas/"><span style="font-weight: 400;">repercutiu negativamente</span></a><span style="font-weight: 400;"> nas redes sociais entre os mais conservadores, pelo seu linguajar explícito e cenas grotescas. </span></p>
<figure id="attachment_18188" aria-describedby="caption-attachment-18188" style="width: 1280px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-18188" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/02/big-mouth-foto-2.jpg" alt="Cena da sitcom animada Big Mouth em sua segunda temporada. O cenário ao fundo da imagem é uma sala de estar com dois sofás marrons, uma mesa com velas localizadas ao centro e uma escada no canto direito da imagem. Em primeiro plano, no centro da imagem, está a personagem Leah. Ela está sentada em uma cadeira e virada ¾ para a frente da câmera. A personagem é desenhada com traços exagerados ao estilo cartoon, ela é branca, tem o cabelo loiro e liso preso em trança, olhos azuis, está usando um vestido rosa claro com um colar e anel dourados e uma pulseira amarela. " width="1280" height="720" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/02/big-mouth-foto-2.jpg 1280w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/02/big-mouth-foto-2-300x169.jpg 300w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/02/big-mouth-foto-2-1024x576.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/02/big-mouth-foto-2-768x432.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/02/big-mouth-foto-2-1200x675.jpg 1200w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-18188" class="wp-caption-text">A segunda temporada da série teve um episódio dedicado apenas para a discussão sobre métodos contraceptivos (Foto: Reprodução)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">Já na segunda temporada, a trama perdeu um pouco o fôlego, diminuindo a quantidade de episódios escatológicos e tentando tomar um tom mais didático. Para isso, tratou de temas como ISTs e prevenção sexual, coisa que acabou por deixar </span><i><span style="font-weight: 400;">Big Mouth</span></i><span style="font-weight: 400;"> cansativa, tediosa e, até mesmo, incoerente, já que, enquanto tomava um rumo educacional, continuava por mostrar de forma imprudente </span><a href="https://www.planocritico.com/critica-big-mouth-1a-temporada/"><span style="font-weight: 400;">o uso da pornografia</span></a><span style="font-weight: 400;">. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Os anos recentes conseguiram se recuperar do catastrófico segundo. O terceiro chegou com um enredo muito mais interessante, buscando aprofundar os problemas pessoais dos personagens principais e focando na questão da </span><a href="https://jovempan.com.br/entretenimento/tv-e-cinema/big-mouth-trailer-3-temporada.html"><span style="font-weight: 400;">masculinidade tóxica</span></a><span style="font-weight: 400;">. Finalmente, a cereja do bolo: o quarto ano da série. O melhor até agora, mostrou o amadurecimento da narrativa e dos personagens, agora, adolescentes. Essa foi a única temporada da produção que conseguiu 100% de aprovação no site </span><a href="https://www.rottentomatoes.com/tv/big_mouth"><i><span style="font-weight: 400;">Rotten Tomatoes</span></i></a><span style="font-weight: 400;">. </span></p>
<div class="jetpack-video-wrapper"><iframe loading="lazy" title="Natalie conta como se descobriu uma garota trans | Big Mouth: Temporada 4" width="840" height="473" src="https://www.youtube.com/embed/7jPKApK-EX4?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen></iframe></div>
<p><span style="font-weight: 400;">A trama continua com foco nos melhores amigos. Mas, cada episódio desta temporada segue sendo um mais interessante que o anterior, e, apesar de todos  terem um certo nível de autonomia, o roteiro está muito bem escrito, fazendo com que eles trabalhem bem entre si. A quarta parte de </span><i><span style="font-weight: 400;">Big Mouth </span></i><span style="font-weight: 400;">não é maçante ou tediosa &#8211; como a segunda &#8211; não é aquele tipo de série que você assiste, com muita dificuldade, apenas pelo interesse no desfecho no final. Não, agora você vai querer maratonar a temporada toda de uma vez.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O primeiro episódio mostra como estão se desenvolvendo as intrigas geradas no final da terceira temporada com o beijo entre Missy e Nick, que deixou Andrew muito irritado. Este ainda se torna um </span><i><span style="font-weight: 400;">bullie</span></i><span style="font-weight: 400;">. Nesse ponto, é interessante como a série consegue desenvolver conceitos pouco materiais por meio de analogias, por exemplo, o sentimento de ódio que Andrew não consegue abrir mão se torna, literalmente, uma dolorosa e furiosa constipação intestinal, dublada por Paul Giamatti.</span></p>
<figure id="attachment_18189" aria-describedby="caption-attachment-18189" style="width: 1920px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-18189" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/02/big-mouth-foto-3.jpg" alt="Cena da sitcom animada Big Mouth em sua quarta temporada. O cenário de fundo da imagem é uma floresta de noite à luz da lua. Em primeiro plano aparecem os personagens Nick e Andrew. Nick está à esquerda com uma expressão de preocupação. Ele tem traços como tamanho da cabeça, testa e boca extremamente distorcidos e exagerados; é branco, com olhos azuis, cabelo curto castanho e está usando uma camiseta branca, shorts azul e tênis roxo. Ao seu lado, está o personagem Andrew, sentado no chão, com uma expressão de grito e shorts abaixado. Andrew é branco, tem o cabelo castanho claro, curto e liso, olhos castanhos claros. O personagem usa óculos preto de grau e suas roupas são uma camisa de manga longa roxa e branca e shorts cinza. " width="1920" height="1080" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/02/big-mouth-foto-3.jpg 1920w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/02/big-mouth-foto-3-300x169.jpg 300w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/02/big-mouth-foto-3-1024x576.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/02/big-mouth-foto-3-768x432.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/02/big-mouth-foto-3-1536x864.jpg 1536w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/02/big-mouth-foto-3-1200x675.jpg 1200w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-18189" class="wp-caption-text">Big Mouth é uma animação em formato de sitcom com classificação indicativa para maiores de 16 anos (Foto: Reprodução)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">Logo no início, somos expostos a vários novos elementos e personagens singulares. Temos a aparição de Natalie (Josie Totah), uma adolescente trans. </span><i><span style="font-weight: 400;">Big Mouth </span></i><span style="font-weight: 400;">surpreende porque, de maneira geral, séries e filmes  &#8211; como o aclamado </span><a href="https://www.jonasmaria.com/post/a-heteronormatividade-no-filme-a-garota-dinamarquesa-resenha"><i><span style="font-weight: 400;">A Garota Dinamarquesa</span></i></a> <span style="font-weight: 400;">(2015) &#8211;</span> <span style="font-weight: 400;">tendem a tratar seus personagens trans como “personagens tipo”, ou seja, personagens extremamente genéricos e muito caricatos de um determinado grupo a ser representado, e sem a efetiva representação de atores e atrizes transexuais no elenco.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Mas não é isso que ocorre  aqui, começando pela atriz que dá voz à Natalie e também é uma mulher transexual. A personagem é uma menina complexa, tem suas próprias questões pessoais e sua personalidade não é apenas mostrar o orgulho trans ou ter um arco sofrido para se aceitar, ela é esperta, adora piadinhas de gosto duvidoso, fica ansiosa e insegura às vezes, mas tenta se mostrar forte e inabalável na maior parte do tempo. Ela é só mais uma pré-adolescente enfrentando grandes primeiras emoções e passando pela puberdade. </span></p>
<figure id="attachment_18193" aria-describedby="caption-attachment-18193" style="width: 760px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="wp-image-18193 size-full" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/02/big-mouth-foto-2-1.jpg" alt="Cena da sitcom animada Big Mouth em sua quarta temporada. No plano principal, centralizado na imagem, temos mais à esquerda a personagem Natalie, ela é mostrada com a cabeça projetada ¾ à direita da foto e sorrindo, o personagem tem traços extremamente exagerados típicos de cartoon. Ela tem o cabelo liso, longo e castanho, olhos castanhos e a pele branca. A personagem está usando uma blusa rosa, shorts verde claro, sapatos azuis e uma mochila azul claro. Do lado direito de Natalie está um outro personagem mais alto, mais branco, com um nariz exagerado. Ele está sorrindo olhando na direção de Natalie. Suas roupas são uma camisa polo verde, uma bermuda marrom, óculos redondo, chinelo cinza e meia marrom. Os personagens estão cercados por outros de menor relevância para a cena. O plano de fundo é o interior de uma cabana." width="760" height="428" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/02/big-mouth-foto-2-1.jpg 760w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/02/big-mouth-foto-2-1-300x169.jpg 300w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-18193" class="wp-caption-text">Na temporada anterior, os produtores de Big Mouth foram <a href="https://poenaroda.com.br/pop/big-mouth-serie-animada-da-netflix-e-acusada-de-bifobia-e-transfobia/">acusados de transfobia</a> devido a uma definição errônea; acredita-se que Natalie tenha sido introduzida para corrigir esse erro (Foto: Reprodução)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">Aparecendo junto com Natalie, temos Tito (Maria Bamford), o Mosquito da Ansiedade. Ele, sem dúvida, foi mais uma das sacadas geniais da série. Personificar um sentimento, como já havia acontecido antes com a Gata da Depressão (Jean Smart) e o Mago da Vergonha (David Thelwlis), é um dos melhores caminhos para demonstrá-los de uma forma que não vire gatilho para pessoa mais sensíveis, e mantém a proposta da série de explorar a puberdade enquanto “abraça as fraquezas do corpo humano e do sexo”. Tudo isso, claro, mantendo um tom leve e divertido.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Agora, o Mosquito é o responsável pela maioria dos conflitos envolvendo os personagens. Ele é irritante, insistente, não para de falar, sabe das maiores inseguranças de cada um e consegue alimentá-las; não é surpresa que essa seja a motriz do efeito dominó nos conflitos na série. É interessante como conseguimos nos identificar com os personagens quando eles estão vulneráveis pelo Tito, porque, de fato, todos já tivemos problemas com os mosquitos da ansiedade durante a adolescência, essa fase confusa tanto para nós, quanto para os personagens. Esse é, com toda certeza, um dos elementos que deixou essa temporada de </span><i><span style="font-weight: 400;">Big Mouth</span></i><span style="font-weight: 400;"> tão provocante. </span></p>
<figure id="attachment_18262" aria-describedby="caption-attachment-18262" style="width: 1920px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-18262" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/02/BIG-MOUTH-NICK-foto-6-1.jpg" alt="Cena da sitcom animada Big Mouth em sua quarta temporada. Em primeiro plano, à esquerda, está o personagem Nick Star, ele é mostrado com a cabeça projetada ¾ para a parte frontal da câmera e sorrindo, o personagem tem traços como tamanho da cabeça, testa e boca extremamente distorcidos e exagerados. Ele é um homem branco, magro, de olhos azuis e cabelo castanho curto usando um terno azul claro com uma gravata roxa e camisa branca. À direita está uma projeção holográfica da cabeça do criado robô de Nick. O personagem também é mostrado com a cabeça projetada ¾ para a parte frontal da câmera e com uma expressão neutra. Ele também tem seu rosto desenhado de forma bastante distorcida, típica de um cartoon. O personagem está completamente azulado e aparece usando um capacete e óculos. O cenário principal é o interior de uma nave, com um porta copos centralizado embaixo tocando na margem da cena. O plano de fundo secundário é uma cidade ao alvorecer e com muitos prédios ao fundo." width="1920" height="1080" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/02/BIG-MOUTH-NICK-foto-6-1.jpg 1920w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/02/BIG-MOUTH-NICK-foto-6-1-300x169.jpg 300w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/02/BIG-MOUTH-NICK-foto-6-1-1024x576.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/02/BIG-MOUTH-NICK-foto-6-1-768x432.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/02/BIG-MOUTH-NICK-foto-6-1-1536x864.jpg 1536w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/02/BIG-MOUTH-NICK-foto-6-1-1200x675.jpg 1200w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-18262" class="wp-caption-text">Nick Birch foi inspirado em um dos criadores de Big Mouth, Nick Kroll (Foto: Reprodução)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">Outro personagem que também ganha destaque é o Nick do futuro, ou Nick Starr. Ele não é novo dessa temporada, já havia sido mencionado anteriormente em um episódio do segundo ano de </span><i><span style="font-weight: 400;">Big Mouth. </span></i><span style="font-weight: 400;">Mas, agora, ele tem um destaque de super vilão ao estilo</span> <a href="https://www.omelete.com.br/filmes/criticas/psicopata-americano"><i><span style="font-weight: 400;">Psicopata Americano</span></i></a><span style="font-weight: 400;">. </span><i><span style="font-weight: 400;">Nick Starr</span></i><span style="font-weight: 400;"> é um episódio singular nessa temporada, ele quebra um pouco o ritmo da série e, </span><i><span style="font-weight: 400;">a priori</span></i><span style="font-weight: 400;">, pode ser incômodo para aquele que já se sente vidrado ao enredo. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O capítulo do futuro acontece inteiramente na cabeça do Nick do presente, na forma de um pesadelo. Esse é o Nick completamente tomado por suas inseguranças e medos, ele é solitário, rico, viciado numa droga que o faz ter orgasmos, é narcisista e egoísta. Nesse futuro, há leis ambientais que protegem os mosquitos, todos idênticos ao Tito, e, por mais incômodos que eles sejam, ninguém pode matar nenhum, e também o planeta está entrando em colapso com o apogeu capitalista.</span></p>
<figure id="attachment_18191" aria-describedby="caption-attachment-18191" style="width: 1400px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-18191" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/02/big-mouth-foto-6.jpg" alt=" Cena da sitcom animada Big Mouth em sua quarta temporada. Em primeiro plano, à esquerda, há a personagem Missy, ela é mostrada com a cabeça projetada 3 ⁄ 4 para a parte frontal da câmera e sorrindo. A personagem foi desenhada com traços bastante distorcidos e exagerados, típicos dos cartoons. Ela é uma menina negra, com olhos e cabelos castanhos, usando aparelho, trança, e com um brinco dourado na orelha direita. Sua roupa é uma camiseta amarela que mostra o umbigo e uma calça jeans azul. Ainda no primeiro plano, à direita, há um espelho com as partes quebradas e coladas formando um reflexo fragmentado de Missy. O reflexo é composto por imagens diferentes de Missy no passado. Suas roupas são igualmente fragmentadas, sendo uma parte seu macacão jeans azul, a outra uma blusa azul e a terceira um pedaço de uma blusa moletom preta. A parte da cabeça do reflexo também está fragmentada, ela aparece usando a tiara dourada da mulher maravilha, seu cabelo é curto, crespo e está solto. Seu reflexo também aparece com a cabeça projetada 3 ⁄ 4 para a parte frontal da câmera e sorrindo.O fundo da imagem é verde escuro." width="1400" height="933" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/02/big-mouth-foto-6.jpg 1400w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/02/big-mouth-foto-6-300x200.jpg 300w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/02/big-mouth-foto-6-1024x682.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/02/big-mouth-foto-6-768x512.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/02/big-mouth-foto-6-1200x800.jpg 1200w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-18191" class="wp-caption-text">Missy foi a última dos personagens principais a ter sua própria monstra hormonal e entrar na puberdade (Foto: Reprodução)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">Esse não é o melhor dos futuros, mas é realista. </span><i><span style="font-weight: 400;">Big Mouth</span></i><span style="font-weight: 400;">, apesar de manter o mesmo nível desde o seu início, tomou um tom mais duro e crítico, talvez até mesmo sombrio. Isso é bem coeso, já que vemos esse mundo através dos personagens e, agora, é a vez deles estarem sendo, de fato, adolescentes e não mais pré-adolescentes, a infância morreu de vez. Eles não estão, necessariamente, mais maduros, e sim mais críticos, políticos, revoltados, ansiosos e inseguros.  </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Outro ponto chave nessa última parte é a jornada de autoconhecimento de Missy (Ayo Edebiri). Ao final da terceira temporada, ela conhece Mona (Thandie Newton), sua Monstra Hormonal, o que leva ao fim da sua infância. O arco de descobrimento de sua identidade é uma das melhores partes desse ano. Missy é muito doce e gentil, mas precisa se descobrir e aceitar todas as partes de sua personalidade &#8211; incluindo a mais ousada e assertiva de todas. As várias Missys, incluindo a Missy revoltada e agressiva, a ajudam a iniciar sua adolescência e a se tornar menos inocente. Esse foi um desenvolvimento muito importante para a narrativa, ela ter ganhado tamanha progressão tornou a trama muito mais cativante. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Ainda sobre a personagem, por causa do fomento nos </span><a href="https://www.nexojornal.com.br/expresso/2020/06/29/Representatividade-as-mudan%C3%A7as-nas-dublagens-de-desenhos"><span style="font-weight: 400;">debates</span></a><span style="font-weight: 400;"> sobre dubladores brancos dublarem personagens não-brancos, houve uma mudança no elenco dos </span><i><span style="font-weight: 400;">voice actors. </span></i><span style="font-weight: 400;">Missy não foi e não será mais dublada pela atriz branca Jenny Slate, agora  a atriz, escritora, comediante e produtora </span><a href="https://cinepop.com.br/big-mouth-ayo-edebiri-sera-a-nova-dubladora-da-missy-na-animacao-264383/"><span style="font-weight: 400;">Ayo Edebiri </span></a><span style="font-weight: 400;">será a porta-voz da personagem. Isso é pertinente também para a subjetividade da trama, já que esse é o momento em que a garota começa a se enxergar como uma pessoa negra e a levantar questões estéticas, sociais e culturais sobre sua auto expressão. Esse é o momento, por exemplo, que ela decide trançar o cabelo. </span></p>
<figure id="attachment_18192" aria-describedby="caption-attachment-18192" style="width: 2048px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-18192" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/02/big-mouth-foto-7.jpeg" alt="Foto de Ayo Edebiri, atual dubladora de Missy na sitcom Big Mouth. O fundo da imagem é uma parede ornamentada com detalhes em roxo e azul, na parede e no centro da imagem está pendurado um espelho redondo com a moldura dourada. Em primeiro plano, no centro da imagem, está Ayo virada de frente para a câmera, ela é uma mulher negra com olhos castanhos, seu cabelo é crespo, curto e preto. Ela usa uma camiseta branca com uma jaqueta preta. Sua expressão demonstra um sorriso leve olhando para a câmera." width="2048" height="1365" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/02/big-mouth-foto-7.jpeg 2048w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/02/big-mouth-foto-7-300x200.jpeg 300w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/02/big-mouth-foto-7-1024x683.jpeg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/02/big-mouth-foto-7-768x512.jpeg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/02/big-mouth-foto-7-1536x1024.jpeg 1536w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/02/big-mouth-foto-7-1200x800.jpeg 1200w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-18192" class="wp-caption-text">Ayo Edebiri disse que um de seus personagens favoritos, além da Missy, é Rick, o Monstro Hormonal velho e decrépito (Foto: Reprodução)</figcaption></figure>
<p><i><span style="font-weight: 400;">Big Mouth </span></i><span style="font-weight: 400;">realmente acertou nesta quarta temporada, trouxe elementos interessantes, amadureceu o tom e, finalmente, parou de incentivar o uso da pornografia. A </span><a href="https://mixdeseries.com.br/big-mouth-5a-temporada-data-de-estreia-e-spoilers/"><i><span style="font-weight: 400;">Netflix</span></i><span style="font-weight: 400;"> já renovou</span></a><span style="font-weight: 400;"> a série para o quinto ciclo e, até mesmo, confirmou que haverá o sexto. Com base nas últimas datas de lançamento das temporadas anteriores, é provável que a próxima fique para o final de 2021, entretanto, ainda é possível que haja atrasos na produção em decorrência da pandemia e ela só esteja disponível no início de 2022. Agora, basta esperar para ver se ela vai seguir a evolução da quarta, se manter no nível das primeiras, ou nos surpreender ainda mais.</span></p>
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		<title>A luz ainda brilha mesmo depois de uma década de Enrolados</title>
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		<pubDate>Thu, 07 Jan 2021 16:01:12 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Júlia Paes de Arruda Os versos poéticos e dançantes das músicas de Enrolados marcaram a geração que viveu as propagandas do seu lançamento, 10 anos atrás, no Disney Channel. Era impossível trocar de canal ao ouvir qualquer canção promocional. Essa paixão, na época, fez a adaptação do conto de Rapunzel superar o sétimo filme de &#8230; <a href="http://personaunesp.com.br/enrolados-10-anos/" class="more-link">Continue lendo<span class="screen-reader-text"> "A luz ainda brilha mesmo depois de uma década de Enrolados"</span></a></p>
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										<content:encoded><![CDATA[<figure id="attachment_17582" aria-describedby="caption-attachment-17582" style="width: 564px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-17582" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2020/12/image4.png" alt="A imagem mostra os desenhos dos personagens Flynn Rider, Rapunzel, do camaleão Pascal e do cavalo Max. Ao fundo vemos um vilarejo." width="564" height="296" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2020/12/image4.png 564w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2020/12/image4-300x157.png 300w" sizes="auto, (max-width: 564px) 85vw, 564px" /><figcaption id="caption-attachment-17582" class="wp-caption-text">A princípio, o título do filme seria “Rapunzel”, porém, Enrolados surgiu como uma alternativa para afastar a adaptação da obra original (Foto: Reprodução)</figcaption></figure>
<p><strong>Júlia Paes de Arruda</strong></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Os</span><span style="font-weight: 400;"> versos poéticos e dançantes das músicas de </span><i><span style="font-weight: 400;">Enrolados</span></i><span style="font-weight: 400;"> marcaram a geração que viveu as propagandas do seu lançamento, 10 anos atrás, no </span><i><span style="font-weight: 400;">Disney Channel</span></i><span style="font-weight: 400;">. Era impossível trocar de canal ao ouvir qualquer canção promocional. Essa paixão, na época, fez a adaptação do conto de Rapunzel </span><a href="https://www.omelete.com.br/filmes/bilheteria-usa-enrolados-supera-harry-potter-3-5-de-novembro"><span style="font-weight: 400;">superar</span></a><span style="font-weight: 400;"> o sétimo filme de </span><a href="https://personaunesp.com.br/calice-de-fogo-15-anos/"><span style="font-weight: 400;">Harry Potter</span></a><span style="font-weight: 400;"> nos Estados Unidos e ganhar o coração dos fãs apaixonados pelas histórias de princesas <em>Disney</em>. </span></p>
<p><span id="more-17577"></span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A narrativa é focada na história de Rapunzel (</span><a href="https://personaunesp.com.br/this-is-us-4a-temporada-critica/"><span style="font-weight: 400;">Mandy Moore</span></a><span style="font-weight: 400;">), uma jovem confinada numa torre com longos cabelos loiros, que se debate com o bandido Flynn Rider (</span><a href="https://personaunesp.com.br/shazam-critica/"><span style="font-weight: 400;">Zachary Levi</span></a><span style="font-weight: 400;">) tentando se esconder da segurança do reino. A fim de seguir seu sonho para encontrar as luzes flutuantes que surgem no dia do seu aniversário, a garota faz um acordo com o criminoso para ajudá-lo a escapar em troca da aventura luminosa. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Mesmo tendo muitos aspectos em comum, </span><i><span style="font-weight: 400;">Enrolados </span></i><span style="font-weight: 400;">se difere do </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=Wk_d9e-b0F4"><span style="font-weight: 400;">conto</span></a><span style="font-weight: 400;"> original de Rapunzel, organizado e publicado em 1815 pelos irmãos Grimm. O aprisionamento da menina é a chave de ambas as histórias, mas os antecedentes dele são divergentes. A época das obras, obviamente, é a explicação para tal discrepância. A protagonista do filme é destemida e independente, e não demonstra esforço em se defender com uma frigideira quando vê Flynn Rider subir por seus cabelos até a torre. A de Grimm, no entanto, é o retrato da visão da mulher submissa e passiva da época.</span></p>
<figure id="attachment_17581" aria-describedby="caption-attachment-17581" style="width: 650px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="wp-image-17581" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2020/12/image5.gif" alt="O gif mostra os personagens Flynn Rider e Rapunzel em um barco. Ela está com um vestido lilás de mangas compridas e tem seu cabelo loiro trançado com flores. Ele usa uma camisa branca e um colete azul. Ao fundo vemos centenas de luminárias de papel voando." width="650" height="367" /><figcaption id="caption-attachment-17581" class="wp-caption-text">Rapunzel descobre que as luzes são feitas para prestigiar o aniversário da princesa perdida; ela mal se dá conta que ela é a homenageada (GIF: Reprodução)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">A direção de Nathan Greno e Byron Howard (junto com Dan Fogelman no roteiro) nos apresentou uma Rapunzel muito mais audaciosa e criativa. Ela busca sair do cárcere para satisfazer seus próprios anseios e se reencontrar como pessoa depois de anos presa numa torre. No conto, a jovem, mesmo tendo encontros às escondidas com sua grande paixão (um costume &#8220;inadequado&#8221; para a mulher da época), só se rende a sair do confinamento quando é pedida em casamento. Apesar das duas precisarem de uma representação masculina para realizar a fuga, os princípios delas são antagônicos.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Apesar de </span><i><span style="font-weight: 400;">Enrolados</span></i><span style="font-weight: 400;"> ter concretizado os ideais feministas, </span><a href="https://link.medium.com/R5LqoMwhpcb"><i><span style="font-weight: 400;">A Princesa e o Sapo</span></i></a> <span style="font-weight: 400;">(2009) já dava indícios dessa influência. </span><a href="https://mundonegro.inf.br/vale-a-pena-ver-de-novo-a-princesa-e-o-sapo-mostra-de-forma-ludica-a-forca-do-empreendedorismo-negro-e-feminino/"><span style="font-weight: 400;">Tiana</span></a><span style="font-weight: 400;"> é o retrato da mulher moderna, que trabalha, luta e conquista seu espaço, apesar de receber críticas e desaprovações, a fim de realizar seus sonhos. Mesmo após se casar com um príncipe, toda a riqueza que acompanha seu novo </span><i><span style="font-weight: 400;">status</span></i><span style="font-weight: 400;"> não é capaz de fazer com que ela própria compre e comece seu próprio negócio. Rapunzel pode não ter sido capaz de ser empreendedora, mas, ao libertar-se da torre, ela pode sair da sua zona de conforto, enfrentar o mundo e experienciar novas sensações. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O amadurecimento da personagem é o percurso da narrativa em ambas as obras, porém a forma que a </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=HXVzosqJbdk"><span style="font-weight: 400;">Mãe Gothel</span></a><span style="font-weight: 400;"> encara essa situação se difere. Na original, o ápice do crescimento da protagonista é através da gravidez. Como não se sabe a finalidade da vilã permanecer com a garota, a alternativa escolhida é expulsá-la para seguir sua vida. Isso poderia ser uma clara alusão ao destino das mulheres da época que tinham filhos antes do casamento. Já na adaptação, o público conhece as </span><a href="https://encenasaudemental.com/personagens/mae-gothel-e-a-busca-pela-beleza-eterna/"><span style="font-weight: 400;">intenções</span></a><span style="font-weight: 400;"> de Gothel com Rapunzel e sabe que o relacionamento das duas não é genuíno, muito menos recíproco. Dessa forma, ela tenta manter a personagem na inocência para que ela não fuja para a verdade (uma espécie de </span><a href="https://brasilescola.uol.com.br/filosofia/mito-caverna-platao.htm#:~:text=O%20Mito%20da%20Caverna%20%C3%A9,obra%20mais%20complexa%2C%20A%20Rep%C3%BAblica."><span style="font-weight: 400;">Mito da Caverna</span></a><span style="font-weight: 400;"> moderno), visto na música </span><i><span style="font-weight: 400;">“</span></i><a href="https://www.youtube.com/watch?v=M2aXIG4jLNk"><i><span style="font-weight: 400;">Sua Mãe Sabe Mais</span></i></a><i><span style="font-weight: 400;">”. </span></i></p>
<figure id="attachment_17580" aria-describedby="caption-attachment-17580" style="width: 564px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-17580" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2020/12/image3.png" alt="A imagem mostra Rapunzel agarrada às costas de Flynn Rider que segura uma espada. Ele duela com o cavalo branco Max, que tem uma espada entre os dentes. Eles estão em uma floresta e o cabelo comprido de rapunzel toma o primeiro plano da imagem." width="564" height="376" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2020/12/image3.png 564w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2020/12/image3-300x200.png 300w" sizes="auto, (max-width: 564px) 85vw, 564px" /><figcaption id="caption-attachment-17580" class="wp-caption-text">José Bezerra (opa, Flynn Rider) é dublado por Luciano Huck, que foi criticado por algumas pessoas por sua performance (Foto: Reprodução)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">Recentemente, muitos fãs surgiram com </span><a href="https://revistamonet.globo.com/Filmes/noticia/2020/03/fas-fazem-teoria-sobre-como-enrolados-previu-pandemia-do-coronavirus.html"><span style="font-weight: 400;">teorias</span></a><span style="font-weight: 400;"> de que Rapunzel já previa em 2011 a pandemia de coronavírus. Obrigados a permanecer em casa com o propósito de não fazer o vírus circular, as pessoas precisaram se reinventar e criar formas de afastar o tédio e, até mesmo, a própria loucura. Quem diria que um dia estaríamos presos dentro das nossas torres, tentando imaginar </span><i><span style="font-weight: 400;">‘</span></i><a href="https://www.youtube.com/watch?v=A7WfHKmU9tE"><i><span style="font-weight: 400;">quando a minha vida vai começar’</span></i></a><i><span style="font-weight: 400;">?</span></i></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A animação também abre espaço para discutir a humanização dos vilões. A música “</span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=WKB7n5_TB8o"><i><span style="font-weight: 400;">Um sonho eu tenho</span></i></a><i><span style="font-weight: 400;">” </span></i><span style="font-weight: 400;">é o exemplo mais palpável para isso. A fala anterior a canção já é significativa: ‘</span><i><span style="font-weight: 400;">Eu tive um sonho uma vez’</span></i><span style="font-weight: 400;">, parafraseada do discurso tão emblemático de Martin Luther King Jr. Entre muitas ‘</span><i><span style="font-weight: 400;">(&#8230;) marcas, cicatrizes / inchaços e varizes</span></i><span style="font-weight: 400;">’, os personagens vestidos com trajes </span><i><span style="font-weight: 400;">viking</span></i><span style="font-weight: 400;"> almejam sonhos totalmente fora do padrão ‘</span><i><span style="font-weight: 400;">malvado e violento’</span></i><span style="font-weight: 400;">, como ser decorador e florista. Há, ainda, os que têm </span><i><span style="font-weight: 400;">hobbies </span></i><span style="font-weight: 400;">considerados femininos como o apreço à unicórnios, tricôs e à moda. O clichê ‘não levar pela aparência’ é válido para a trama, uma vez que a verdadeira vilã é a Mãe Gothel, a qual foge do completo estereótipo de ‘</span><i><span style="font-weight: 400;">brutos, maus, golpistas e grotescos otimistas’. </span></i></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O próprio Flynn Rider (na verdade, José Bezerra) é outro exemplo de levar pelas aparências. O “príncipe” da vez, na verdade, não é nobre e muito menos rico. Ele se aproxima da realidade ao se mostrar um garoto órfão que, por sonhar com melhores condições de vida e muitas aventuras como nas histórias que escutava, acaba entrando na vida do crime. </span></p>
<figure id="attachment_17586" aria-describedby="caption-attachment-17586" style="width: 650px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="wp-image-17586" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2020/12/tenor.gif" alt="A foto mostra o pequeno camaleão verde, Pascal, com os olhos arregalados e boca aberta." width="650" height="585" /><figcaption id="caption-attachment-17586" class="wp-caption-text">Como todo filme possui um personagem secundário destaque, o camaleão Pascal esbanja fofura e charme como aliado de Rapunzel (Foto: Reprodução)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">A fotografia do filme (responsabilidade de Alan Menken) é magnífica, toda trabalhada em tons de amarelo e roxo. O significado das duas cores se complementam já que uma remete ao sentimento de alegria e de otimismo, enquanto a outra reafirma o sentido de realeza, muito ligado ao conceito de espiritualidade. Todas essas ideias transparecem nas cenas, mesmo que seja de forma subliminar. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A caracterização da personagem, com cabelos loiros e vestido lilás, é a mais clara: Rapunzel é a junção de todos esses sentimentos, principalmente na </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=lvQSB2x7fMo"><span style="font-weight: 400;">situação</span></a><span style="font-weight: 400;"> em que fica em dúvida se sua saída da torre é motivo de alegria ou não. O lado místico vem do poder curativo de seus </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=gFQTHIkkJiE"><span style="font-weight: 400;">cabelos</span></a><span style="font-weight: 400;">, adquiridos de uma flor agraciada com um poderoso raio de luz solar. Essa combinação de cores promove, também, o ápice de toda a trama. </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=NZTt3-BgVzw"><i><span style="font-weight: 400;">Vejo, enfim, a luz brilhar</span></i></a> <span style="font-weight: 400;">marca o propósito da aventura do casal. Os tons de roxo e amarelo ficam mais evidentes, principalmente pelo contraste das luzes com o mar e o céu. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Ainda sobre a espiritualidade das cenas, as lanternas remetem a uma cerimônia real que ocorre na Tailândia. O </span><a href="https://www.hypeness.com.br/2014/10/os-magicos-festivais-de-lanternas-da-tailandia/"><span style="font-weight: 400;">Festival das Lanternas</span></a><span style="font-weight: 400;"> é um evento dedicado a Buda e surgiu como um meio de libertar todo o sofrimento e levá-lo para longe. No filme, elas são uma forma do reino homenagear o aniversário da princesa perdida e confortar o coração de todos. A combinação da cena com a letra da música é encantadora e aquece o coração de quem a ouve. É quase impossível não se apaixonar por todo cenário, ainda mais porque o relacionamento romântico entre as personagens se mostra cada vez mais concreto. </span></p>
<figure id="attachment_17579" aria-describedby="caption-attachment-17579" style="width: 564px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-17579" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2020/12/image2.png" alt="A imagem mostra Rapunzel, de vestido lilás e cabelos trançados, segurando uma pequena bandeira roxa. Atrás dela está Flynn Rider, de camisa branca e colete azul, olhando curioso. Ele tem os cabelos castanhos curtos e lisos." width="564" height="316" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2020/12/image2.png 564w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2020/12/image2-300x168.png 300w" sizes="auto, (max-width: 564px) 85vw, 564px" /><figcaption id="caption-attachment-17579" class="wp-caption-text">Enrolados é a 50ª animação da história da Walt Disney Animation Studios (Foto: Reprodução)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">Graças à </span><i><span style="font-weight: 400;">Enrolados </span></i><span style="font-weight: 400;">(</span><i><span style="font-weight: 400;">Tangled</span></i><span style="font-weight: 400;">, no original), os lançamentos seguintes como </span><a href="https://personaunesp.com.br/frozen-ii-critica/"><i><span style="font-weight: 400;">Frozen</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> e </span><a href="https://brasil.elpais.com/brasil/2016/11/30/cultura/1480525950_824658.html"><i><span style="font-weight: 400;">Moana</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> puderem beber do mesmo conteúdo e trazer protagonistas mais coerentes com o mundo em que vivemos hoje. Em ambas as produções, a figura masculina já não é fundamental e torna-se coadjuvante. O heroísmo das princesas, mesmo ligada a certo tipo de magia, estão vinculadas ao seu poder de audácia e da perspicácia. O fato de serem independentes já é um grande salto em relação aos primeiros filmes como </span><i><span style="font-weight: 400;">Branca de Neve e os Sete Anões e A Bela Adormecida</span></i><span style="font-weight: 400;">. É inegável ver como o pensamento da época influencia o </span><a href="https://personaunesp.com.br/aves-de-rapina-critica/"><span style="font-weight: 400;">caráter mercadológico</span></a><span style="font-weight: 400;"> das produções. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Além das animações, os </span><a href="https://filmefeed.telecineplay.com.br/o-que-e-live-action/p"><i><span style="font-weight: 400;">live-actions</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> de </span><a href="https://personaunesp.com.br/critica-aladdin/"><i><span style="font-weight: 400;">Aladdin</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> e </span><a href="https://personaunesp.com.br/mulan-2020-critica/"><i><span style="font-weight: 400;">Mulan</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> também apostaram nessas ideias. Mesmo com mudanças de roteiro, a interferência delas enriqueceram as produções e as tornaram mais realistas. Jasmine cantando </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=3TPuxl1ABlc"><i><span style="font-weight: 400;">Ninguém me Cala</span></i></a> <span style="font-weight: 400;">e Mulan liderando o batalhão imperial são as referências mais explícitas de citar o empoderamento de forma sutil e nada forçada. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Dessa forma, a magia por trás de toda princesa é ser real e agir por ela mesma, sem perder sua essência para que possa atingir seus princípios. Apesar de Rapunzel ter ficado com medo de ir atrás dos seus sonhos, sua ambição e a voz do seu coração foram mais fortes que o medo da decepção. Pode-se dizer que agora, </span><i><span style="font-weight: 400;">‘tudo é novo, pois agora eu vejo/é você a luz</span></i><span style="font-weight: 400;">’. </span></p>
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		<title>Há 15 anos, Avatar: A Lenda de Aang entrava para a história da televisão</title>
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		<pubDate>Mon, 09 Mar 2020 15:36:55 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Gabriel Oliveira F. Arruda Medir com precisão o impacto real que a mídia tem sobre nós pode ser uma tarefa complicada. Mesmo que a popularidade de um determinado filme ou série possa ser tão grande e absoluta que pareça impossível escapar de seu olhar, é complicado dizer como o tempo vai julgá-la. Há cerca de &#8230; <a href="http://personaunesp.com.br/15-anos-avatar/" class="more-link">Continue lendo<span class="screen-reader-text"> "Há 15 anos, Avatar: A Lenda de Aang entrava para a história da televisão"</span></a></p>
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										<content:encoded><![CDATA[<figure id="attachment_13591" aria-describedby="caption-attachment-13591" style="width: 950px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="wp-image-13591 size-full" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2020/03/avatar.jpg" alt="" width="950" height="534" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2020/03/avatar.jpg 950w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2020/03/avatar-300x169.jpg 300w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2020/03/avatar-768x432.jpg 768w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-13591" class="wp-caption-text">(Foto: Reprodução)</figcaption></figure>
<p><strong>Gabriel Oliveira F. Arruda</strong></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Medir com precisão o impacto real que a mídia tem sobre nós pode ser uma tarefa complicada. Mesmo que a popularidade de um determinado filme ou série possa ser tão grande e absoluta que pareça impossível escapar de seu olhar, é complicado dizer como o tempo vai julgá-la. Há cerca de um ano atrás, acompanhávamos fervorosamente o final de </span><a href="http://personaunesp.com.br/game-of-thrones-setima-temporada-critica/"><i><span style="font-weight: 400;">Game of Thrones</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, inegavelmente uma das séries mais populares de todos os tempos, enquanto hoje, não fossem pelas controvérsias de seus criadores e os derivados prometidos pela <em>HBO</em>, talvez sequer falaríamos mais do programa.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">No entanto, algumas obras sobrevivem tão ferrenhamente ao teste do tempo &#8211; de fato, melhorando com ele &#8211; que é impossível não gravá-las em nossas mentes e reverenciá-las além da mera nostalgia. Tal é o caso de </span><i><span style="font-weight: 400;">Avatar: A Lenda de Aang</span></i><span style="font-weight: 400;">, que estreava há pouco mais de 15 anos na <em>Nickelodeon</em>, em 21 de fevereiro de 2005.</span></p>
<p><span id="more-13589"></span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">É difícil falar com alguém que acompanhou </span><i><span style="font-weight: 400;">Avatar </span></i><span style="font-weight: 400;">durante os anos seguintes e não sentir o profundo impacto que a série animada causou nele(a), seja por suas temáticas bem articuladas, suas narrativas extremamente emocionantes ou por seu estilo visual diferente da maioria das animações ocidentais da época.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Caso você ainda não esteja familiarizado com ela, </span><i><span style="font-weight: 400;">Avatar: A Lenda de Aang</span></i><span style="font-weight: 400;"> é uma série animada de aventura e fantasia criada por Bryan Konietzko e Michael Dante DiMartino que toma como inspiração diversos aspectos de culturas orientais e os organiza para criar uma mitologia ao mesmo tempo compreensível e desafiadora. Ao longo de três temporadas, ou “livros”, </span><i><span style="font-weight: 400;">Avatar</span></i><span style="font-weight: 400;"> nos apresentou a um mundo vivo, que respirava juntos de seus personagens dinâmicos e carismáticos.</span></p>
<figure id="attachment_13593" aria-describedby="caption-attachment-13593" style="width: 551px" class="wp-caption aligncenter"><img loading="lazy" decoding="async" class="wp-image-13593 " src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2020/03/avatar-2.jpg" alt="" width="551" height="383" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2020/03/avatar-2.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2020/03/avatar-2-300x208.jpg 300w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2020/03/avatar-2-768x533.jpg 768w" sizes="auto, (max-width: 551px) 85vw, 551px" /><figcaption id="caption-attachment-13593" class="wp-caption-text">Os criadores da animação, Bryan Konietzko e Michael Dante DiMartino (Foto: Reprodução)</figcaption></figure>
<p><b>“Há muito tempo, as nações viviam em paz e harmonia”</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Na ficção de </span><i><span style="font-weight: 400;">Avatar</span></i><span style="font-weight: 400;">, existem quatro grupos capazes de dominar os diferentes elementos da natureza: a Tribo da </span><b>Água</b><span style="font-weight: 400;">, o Reino da </span><b>Terra</b><span style="font-weight: 400;">, a Nação do </span><b>Fogo</b><span style="font-weight: 400;"> e os Nômades do </span><b>Ar</b><span style="font-weight: 400;">. Entre eles, apenas o </span><b>Avatar</b><span style="font-weight: 400;"> é capaz de dominar todos os elementos e de manter o equilíbrio entre as quatro nações. Porém, há cerca de 100 anos ele desapareceu sem deixar qualquer rastro e a Nação do Fogo se aproveitou de sua ausência para atacar as outras.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">No início da série, dois irmãos da Tribo da Água, Katara e Sokka, encontram o Avatar desaparecido preso em um iceberg: Aang, um menino dominador de ar, junto com seu gigantesco bisão voador, Appa. E assim os três embarcam em uma jornada épica para ensinar Aang a dominar os outros três elementos para poder desafiar o Senhor do Fogo e acabar com a guerra.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Muitos argumentam que a popularidade de </span><i><span style="font-weight: 400;">Avatar </span></i><span style="font-weight: 400;">pode ser rastreada até a premissa da história, que lida com temas complexos como o custo da guerra e as atrocidades que os seres humanos são capazes de cometer uns contra os outros. Logo nos primeiros episódios, vemos Aang descobrindo que não apenas todos aqueles que ele conhecia estão mortos, mas que todos os Nômades do Ar foram sistematicamente eliminados, deixando-o como o titular “último dominador de ar”.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Mas é possível defender exatamente o contrário: que </span><i><span style="font-weight: 400;">A Lenda de Aang</span></i><span style="font-weight: 400;"> nos cativou justamente porque era direcionado a um público infantil, mas que procurava transmitir uma mensagem ao invés de apenas distrair. Durante a viagem, vemos as personagens passarem por traumas e tribulações que não só os desafiam, mas que também os vão mudando, episódio a episódio, ao longo de três temporadas habilmente estruturadas e desenvolvidas. </span><span style="font-weight: 400;">E em nenhuma personagem vemos isso melhor do que no príncipe Zuko.</span></p>
<p><b>“E aí tudo isso mudou quando a Nação do Fogo atacou.”</b></p>
<figure id="attachment_13594" aria-describedby="caption-attachment-13594" style="width: 528px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="wp-image-13594 " src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2020/03/avatar-3.jpg" alt="" width="528" height="264" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2020/03/avatar-3.jpg 1400w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2020/03/avatar-3-300x150.jpg 300w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2020/03/avatar-3-768x384.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2020/03/avatar-3-1024x512.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2020/03/avatar-3-1200x600.jpg 1200w" sizes="auto, (max-width: 528px) 85vw, 528px" /><figcaption id="caption-attachment-13594" class="wp-caption-text">Na primeira temporada, Zuko fazia questão de deixar sua cicatriz à mostra, um lembrete constante de sua punição e seu banimento (Foto: Reprodução)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">Inicialmente o antagonista principal da série, Zuko tem um objetivo claro desde o início: capturar o Avatar e, assim, reconquistar sua honra (essa parte é bem importante, ele repete várias vezes) para poder retornar para a sua casa e obter o amor de seu pai, o Senhor do Fogo Ozai. Ao lado de seu sorridente tio Iroh, Zuko parece se importar com pouca coisa além disso, dedicando todo o seu tempo à procura do misterioso Avatar, que parece ter subitamente retornado dos mortos.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">É no décimo-segundo episódio da primeira temporada, “A Tempestade”, que vemos o porquê dessa obsessão. Ao mesmo tempo que ouvimos Aang contar a história de como ficou preso no iceberg, fugindo da responsabilidade de ser o Avatar, ouvimos sobre como Zuko foi punido por defender soldados da Nação do Fogo, sendo obrigado a lutar contra o seu próprio pai e como ele foi posteriormente desfigurado e exilado por conta de sua recusa em lutar. A partir daí, somos obrigados a julgar as ações de Zuko não como as de um vilão, mas como a de um filho perdido tentando resgatar o afeto de seu pai.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">É uma história trágica que se desenrola ao longo da série, revelando o verdadeiro caráter de Zuko em momentos pequenos, como no episódio “Zuko Sozinho”, da segunda temporada, em que ele é forçado a defender uma aldeia de fazendeiros do Reino da Terra sob o disfarce de um espadachim solitário, numa clara inspiração do gênero </span><i><span style="font-weight: 400;">western</span></i><span style="font-weight: 400;"> (que por sua vez se inspira nos filmes de samurai japoneses). Em momentos como esse, somos capazes de ver a sombra de quem Zuko era, tornando momentos em que ele entra em conflito com o time Avatar ainda mais dramáticos, porque sabemos que tanto Aang quanto Zuko estão encarando a mesma tempestade, apenas em circunstâncias diferentes.</span></p>
<figure id="attachment_13595" aria-describedby="caption-attachment-13595" style="width: 559px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="wp-image-13595 " src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2020/03/avatar-4.jpg" alt="" width="559" height="419" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2020/03/avatar-4.jpg 960w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2020/03/avatar-4-300x225.jpg 300w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2020/03/avatar-4-768x576.jpg 768w" sizes="auto, (max-width: 559px) 85vw, 559px" /><figcaption id="caption-attachment-13595" class="wp-caption-text">Zuko brevemente se separa de Iroh na procura por si próprio (Foto: Reprodução)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">O arco do príncipe exilado também acompanha uma crescente dramatização da guerra entre as nações. No mundo de </span><i><span style="font-weight: 400;">Avatar</span></i><span style="font-weight: 400;">, nenhum conflito é pintado em preto e branco. Conforme nossos heróis viajam, eles observam situações de injustiça em todas as nações, fazendo com que Aang e até a própria audiência entendam que restaurar o equilíbrio do mundo é uma tarefa muito mais complicada do que parece.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Durante a terceira temporada, que se passa em grande parte no território controlado pela Nação do Fogo, eles aprendem o que significa fazer parte do regime autoritário e belicoso de Ozai. Esse é o território onde a máquina da guerra trabalha mais arduamente, exaurindo os recursos naturais e ensinando aos cidadãos que a guerra é um meio de partilhar a riqueza deles com o resto do mundo. As únicas pessoas favorecidas pela guerra são aquelas que nunca tem que lutar nela &#8211; uma mensagem corajosa para se dar em uma animação transmitida nos Estados Unidos, um país que partilha de várias das mesmas pretensões imperialistas que os vilões da história.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">É intensamente satisfatório ver Zuko tentando ser melhor, mesmo que ele falhe diversas vezes, porque nos lembra que tentar ser uma boa pessoa nem sempre é fácil ou simples; muitas vezes os seus desejos vão entrar no caminho e vão te fazer tomar decisões das quais você talvez se arrependa. Nunca é fácil dar um passo para trás e reconsiderar o que você realmente quer, mas é um pouco mais fácil quando se tem pessoas que acreditem em você e no que você é capaz.</span></p>
<blockquote>
<p><b>“Existe um pouco do Zuko em todos nós. Todos nós queremos reconquistar honra, todos fomos mal compreendidos e queremos provar que os outros estão errados &#8211; especialmente aqueles com os quais mais nos importamos.”</b><span style="font-weight: 400;"> &#8211; Dante Basco, dublador original do Zuko, em entrevista à </span><a href="https://www.vice.com/en_us/article/5943jz/avatar-the-last-airbender-is-still-one-of-the-greatest-shows-of-all-time"><i><span style="font-weight: 400;">Vice</span></i></a></p>
</blockquote>
<figure id="attachment_13596" aria-describedby="caption-attachment-13596" style="width: 500px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="wp-image-13596 size-full" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2020/03/avatar-5.gif" alt="" width="500" height="350" /><figcaption id="caption-attachment-13596" class="wp-caption-text">Em um dos momentos mais emocionantes da série, vemos tio e sobrinho se reunindo após Zuko se desculpar pelos seus erros (GIF: Reprodução)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">O tio de Zuko representa uma parte igualmente importante desse processo. Um antigo general da Nação do Fogo, Iroh vai lentamente se revelando alguém mais sábio do que seu semblante leve e descomplicado sugere. Em </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=EIUQzkFitRo"><span style="font-weight: 400;">um momento marcante da segunda temporada</span></a><span style="font-weight: 400;">, o falecido dublador do personagem, Mako, é homenageado em um momento que acrescenta um teor melancólico em todas as atitudes desde então, e recontextualiza sua relação com seu sobrinho em algo ainda mais profundo.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Iroh é definitivamente uma das figuras paternas mais positivas da história da televisão e seu papel na história de redenção de Zuko é essencial. É possível preencher um livro inteiro apenas com ensinamentos que ele dá ao sobrinho e a outras personagens que cruzam o seu caminho no decorrer da jornada dos dois.</span></p>
<blockquote>
<p><b><i>“Não, Zuko! Nunca se deixe levar pelo desespero. Se você se permitir ir por essa estrada, vai se render aos seus instintos mais baixos. Nos tempos mais sombrios, temos que dar esperança a nós mesmos. Esse é o significado da força interior”</i></b> &#8211; Tio Iroh</p>
</blockquote>
<figure id="attachment_13597" aria-describedby="caption-attachment-13597" style="width: 555px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="wp-image-13597 " src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2020/03/avatar-6.jpg" alt="" width="555" height="424" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2020/03/avatar-6.jpg 786w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2020/03/avatar-6-300x229.jpg 300w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2020/03/avatar-6-768x586.jpg 768w" sizes="auto, (max-width: 555px) 85vw, 555px" /><figcaption id="caption-attachment-13597" class="wp-caption-text">Mesmo quando o rejeitasse, Zuko sempre pode contar com o apoio de Iroh (Foto: Reprodução)</figcaption></figure>
<p><b>“Só o Avatar domina os quatro elementos e pode impedi-los”</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O extenso mundo de </span><i><span style="font-weight: 400;">A Lenda de Aang</span></i><span style="font-weight: 400;"> se revela através de seus personagens, não só por pura exposição, mas por diálogos extremamente pessoais e bem desenvolvidos. Quaisquer aspectos do mundo que nossos personagens encontram são geralmente entregues através de outros personagens, de modo que os temas e conflitos da história são sempre dinâmicos e, com frequência, emocionantes. O trabalho dos roteiristas em adequadamente caracterizar as personagens dessa maneira e ao mesmo tempo dar espaço para que eles cresçam e ainda personalidades muito marcantes não é nada menos do que louvável.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">É incrivelmente marcante ver Aang crescer ao longo da série, muitas vezes de maneiras inesperadas. O garoto de 12 anos que não perdia uma oportunidade para brincar com os amigos e esquecer, mesmo que por alguns momentos, a responsabilidade pelo equilíbrio do mundo dá lugar a um herói mais maduro e preparado, mas que nunca perde sua sensibilidade e sua gentileza, características que o separam radicalmente de outros heróis da ficção americana.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Também vemos Katara e Sokka crescendo e sendo obrigados a assumir lugares de liderança na luta contra a Nação do Fogo, com Katara sendo o eixo emocional sobre o qual a história gira, fornecendo ânimo e apoio a todos os outros personagens, e Sokka se tornando um estrategista sagaz e pouco convencional. Katara, especialmente, se torna uma das personagens femininas mais dinâmicas já retratadas na televisão, com emoções e sentimentos que vão muito além do que esperávamos de personagens animados na época.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Não há como esquecer de Toph Beifong, introduzida na segunda temporada e que se torna a professora de dominação de terra de Aang (curiosamente, uma das únicas personagens do mundo de </span><i><span style="font-weight: 400;">Avatar</span></i><span style="font-weight: 400;"> a ter um sobrenome). Toph decide seguir Aang não apenas para ajudá-lo a salvar o mundo, mas também como uma maneira de escapar dos braços superprotetores de seus pais, que não conseguem aceitar o seu gênio em dominação por ela ser cega. Apesar de fazer piadas ocasionais com sua condição, </span><a href="https://personaunesp.com.br/avatar-lenda-de-aang-critica/"><i><span style="font-weight: 400;">A Lenda de Aang</span></i><span style="font-weight: 400;"> acerta ao tratar esse aspecto da personagem com sensibilidade e tato</span></a><span style="font-weight: 400;">, dando tanto leveza quanto cadência às discussões feitas na série.</span></p>
<figure id="attachment_13598" aria-describedby="caption-attachment-13598" style="width: 554px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="wp-image-13598 " src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2020/03/avatar-7.jpg" alt="" width="554" height="425" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2020/03/avatar-7.jpg 1564w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2020/03/avatar-7-300x230.jpg 300w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2020/03/avatar-7-768x589.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2020/03/avatar-7-1024x786.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2020/03/avatar-7-1200x921.jpg 1200w" sizes="auto, (max-width: 554px) 85vw, 554px" /><figcaption id="caption-attachment-13598" class="wp-caption-text">O “time” Avatar (Foto: ValGravel)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">Em um exemplo de como o desenvolvimento do mundo se atrela diretamente aos personagens e suas jornadas, vemos Toph desenvolvendo uma nova técnica de dominação que lhe permite manipular metal por meio dos elementos presentes no solo, enquanto Aang aprende sobre chakras e como nada no mundo está realmente isolado: tanto as nações quanto os elementos são conectados, e somos nós que construímos as fronteiras que os separam. É um sentimento repetido ao longo da série por personagens como Iroh, que atribuem sabedoria à noção de que o conhecimento deve vir de várias partes e que, isoladamente, ele se torna velho e obsoleto.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Outra personagem que surge durante a segunda temporada é Azula, irmã de Zuko e herdeira de Ozai, uma dominadora de fogo extremamente poderosa e ardilosa, que permanece um passo à frente de seu irmão e de Aang durante quase todos os episódios que aparece. Sua habilidade nata em manipular e iludir os heróis a coroam como uma boa vilã, mas é especialmente sua dinâmica com Zuko que realmente a fazem brilhar. No irmão, ela vê apenas a fraqueza e a falta de convicção que o levaram a ser banido. Nela, Zuko vê o amor que foi incapaz de receber do próprio pai. É uma tragédia familiar </span><i><span style="font-weight: 400;">shakespeariana </span></i><span style="font-weight: 400;">de proporções épicas.</span></p>
<figure id="attachment_13599" aria-describedby="caption-attachment-13599" style="width: 540px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="wp-image-13599 size-full" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2020/03/avatar-8.gif" alt="" width="540" height="300" /><figcaption id="caption-attachment-13599" class="wp-caption-text">O último Agni Kai (duelo de fogo) entre Zuko e Azula. De um lado, as labaredas laranjas de Zuko e do outro, as azuis de Azula (GIF: Reprodução)</figcaption></figure>
<p>O mundo de <i>Avatar </i>é construído através de diversas culturas e ideias: cada nação é moldada analogamente a uma cultura que existe de verdade. A Nação do Fogo possui elementos e estéticas que remetem ao japão feudal, enquanto o Reino da Terra possui um território grande e uma arquitetura reminiscente de estruturas chinesas. As Tribos da Água (uma localizada no Polo Norte e outra no Polo Sul) usam de inspiração os povos inuítes e os Nômades do Ar possuem templos espalhados por todas as nações e que fazem analogia à cultura dos monges budistas.</p>
<p><span style="font-weight: 400;">Não apenas isso, mas a maneira com que elas dominam os diferentes elementos é baseada em diferentes artes marciais que seguem a lógica de seu próprio elemento: a dominação de fogo é agressiva e seus dominadores usam os braços e pernas de maneira ofensiva durante o combate, enquanto a dominação de água usa o movimento do corpo como um chicote, prezando pela fluidez e equilíbrio dos movimentos. A dominação de terra, que geralmente envolve chutes e o movimento das pernas, foi adaptada para Toph, que usa a sola dos pés para localizar os oponentes e que deve então manter os pés em contato com o chão o tanto quanto possível.</span></p>
<figure id="attachment_13600" aria-describedby="caption-attachment-13600" style="width: 551px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="wp-image-13600 " src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2020/03/avatar-9.png" alt="" width="551" height="309" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2020/03/avatar-9.png 1916w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2020/03/avatar-9-300x168.png 300w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2020/03/avatar-9-768x430.png 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2020/03/avatar-9-1024x574.png 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2020/03/avatar-9-1200x673.png 1200w" sizes="auto, (max-width: 551px) 85vw, 551px" /><figcaption id="caption-attachment-13600" class="wp-caption-text">Ba Sing Se, a capital impenetrável do Reino da Terra, protegida por uma enorme muralha. (Foto: Reprodução)</figcaption></figure>
<p><b>“Eu acredito que um dia Aang vai salvar o mundo”</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Uma das razões pelas quais </span><i><span style="font-weight: 400;">Avatar</span></i><span style="font-weight: 400;"> permanece tão presente no imaginário popular &#8211; presente o suficiente para inspirar uma sequência em 2012 e </span><a href="https://rollingstone.uol.com.br/noticia/netflix-prepara-producao-de-live-action-de-avatar-lenda-de-aang/"><span style="font-weight: 400;">um novo remake em live-action produzido pela Netflix</span></a><span style="font-weight: 400;">, além de diversas HQs e livros que exploram ainda mais seu universo &#8211; , é o seu encerramento. Poucas séries conseguiram se encerrar em uma nota tão positiva quanto </span><i><span style="font-weight: 400;">A Lenda de Aang</span></i><span style="font-weight: 400;">. Em um espaço de apenas quatro episódios, estruturados como um filme de 1h20, </span><i><span style="font-weight: 400;">Avatar</span></i><span style="font-weight: 400;"> traz um encerramento para diversos arcos que vinham sendo estabelecidos ao longo das temporadas, de forma poderosa e impactante.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Após Aang subitamente desaparecer, nossos heróis se reúnem com  todos os aliados disponíveis e fazem um plano às pressas para tentar atrasar os planos do Senhor do Fogo: enquanto Sokka e Toph tentam parar sua frota de dirigíveis mortais, Zuko e Katara partem para desafiar Azula pelo trono da Nação do Fogo. Ambas</span><span style="font-weight: 400;"> tramas exibem o melhor de seus personagens durante seu último grande esforço.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">No conflito entre Zuko, o príncipe redimido, e Azula, que fica cada vez mais instável nos últimos episódios após ter sido traída por todos em quem confiava, vemos o vilão máximo da série: gerações de famílias sendo guiadas por ódio e ambição, e não por amor ou afeto. Na loucura de Azula, a expressão máxima da falta desse afeto, e na redenção de Zuko, a presença curadora que o amor pode ter. Um amor que não veio de seu pai, mas de seu tio, a única pessoa que sempre acreditou nele. Não é nada mais justo esse duelo terminar com Zuko salvando alguém ao invés de destruindo: salvando Katara ele se redime completamente, terminando com o ciclo de violência que manteve sua família presa por tanto tempo ao ódio e à guerra.</span></p>
<figure id="attachment_13601" aria-describedby="caption-attachment-13601" style="width: 500px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="wp-image-13601 size-full" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2020/03/avatar-10.gif" alt="" width="500" height="262" /><figcaption id="caption-attachment-13601" class="wp-caption-text">Apesar de não ser capaz de produzir relâmpagos, Zuko aprende com Iroh como redirecioná-los (GIF: Reprodução)</figcaption></figure>
<p>Em um momento absolutamente crucial da trama, em que todos os planos falharam e nossos protagonistas estão correndo contra o tempo para impedir uma catástrofe, a série ainda abre espaço para aprofundar um de seus principais conflitos: como verdadeiramente trazer o equilíbrio para o mundo? Apenas quando vemos Aang tendo que decidir se vai ou não tirar a vida do Senhor do Fogo é que vemos o tamanho dessa escolha. Seria fazer algo que fosse contra todos os ensinamentos dos Nômades do Ar, para quem toda vida é sagrada. Mesmo que fosse para o bem do mundo, como é o dever do Avatar, seria algo contra a própria natureza de Aang. Até mesmo suas vidas passadas pedem que ele coloque o mundo em primeiro lugar antes de seu próprio equilíbrio.</p>
<p><span style="font-weight: 400;">Após uma luta brutal na qual o poder dos dois é potencializado pela passagem do Cometa de Sozin, Aang finalmente se conecta ao Estado Avatar e é capaz de utilizar a sabedoria de todos os Avatares que vieram antes dele e combiná-las em uma forma de combate devastadora. Após passar o embate inteiro na ofensiva, é quase eufórico ver Ozai tendo que recuar desesperadamente, tamanha é a magnitude da presença de Aang.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">E nesse, que talvez seja o momento definitivo de toda a série, </span><i><span style="font-weight: 400;">Avatar</span></i><span style="font-weight: 400;"> nos entrega sua conclusão definitiva: o equilíbrio do mundo tem que começar com o equilíbrio em si mesmo. Justamente ao poupar Ozai, Aang se torna capaz de adquirir o poder para derrotá-lo. A série recompensa Aang não por se sacrificar, mas por se ater aos seus ideais, mesmo quando parece não haver escolha. A acreditar nele mesmo, mesmo quando todos parecem duvidar. E esse é um encerramento extremamente poderoso para a história de um garoto que acordou em um iceberg e teve que descobrir que todo o seu povo e sua cultura foram dizimados.</span></p>
<figure id="attachment_13604" aria-describedby="caption-attachment-13604" style="width: 552px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="wp-image-13604 " src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2020/03/avatar-12.png" alt="" width="552" height="420" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2020/03/avatar-12.png 1766w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2020/03/avatar-12-300x228.png 300w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2020/03/avatar-12-768x584.png 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2020/03/avatar-12-1024x778.png 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2020/03/avatar-12-1200x912.png 1200w" sizes="auto, (max-width: 552px) 85vw, 552px" /><figcaption id="caption-attachment-13604" class="wp-caption-text">Através de sua convicção, Aang é capaz de “dobrar” o espírito de Ozai e derrotá-lo (Foto: Reprodução)</figcaption></figure>
<p>Por fim, <i>Avatar: A Lenda de Aang</i> nos entregou aquilo que muito poucas séries conseguiram fazer até hoje: um encerramento que acaba não apenas por cima, mas atinge novas alturas, que fecha os ciclos de suas personagens em arcos catárticos, tensos e emocionantes com um dos finais mais finamente orquestrados da história da televisão.</p>
<p><span style="font-weight: 400;">É extremamente ingênuo achar que </span><i><span style="font-weight: 400;">Avatar</span></i><span style="font-weight: 400;"> não é uma série para crianças porque ela fala de tópicos “adultos”. É uma série voltada para crianças, mas que pede mais delas do que a maioria. Seria completamente possível vê-la apenas pelas lutas acrobáticas e chamativas e pelo tom épico, não fosse pelas vezes que a série pede diretamente que o público considere e absorva a mensagem que passa. É essencial a produção de mais séries como </span><i><span style="font-weight: 400;">Avatar</span></i><span style="font-weight: 400;">, que falem com um público infantil de uma maneira madura e que os respeite como seres humanos, que fale com eles através de humor, tristeza, paixão e todas as outras emoções que as crianças são sim capazes de ter e identificar.</span></p>
<blockquote>
<p><b>“Se você simplificar demais esse tipo de coisa, pode funcionar para crianças de 6 ou 7 anos, mas até as de 11 vão rejeitar aquilo que não reflete o mundo em que elas vivem. Você consegue criar uma narrativa incrivelmente empática e que respeite a inteligência da audiência? Fazendo isso, você constrói uma história com um impacto incrível para alguém jovem e que permanece com essa pessoa conforme ela envelhece. Porque o que nós escrevemos ainda é verdade. Nós não transformamos em uma mentira para ser mais palatável” </b><span style="font-weight: 400;">&#8211; Aaron Ehasz, roteirista-chefe da animação, em entrevista à </span><a href="https://www.vice.com/en_us/article/5943jz/avatar-the-last-airbender-is-still-one-of-the-greatest-shows-of-all-time"><i><span style="font-weight: 400;">Vice</span></i></a><span style="font-weight: 400;"><br /></span><i></i></p>
</blockquote>
<p><i><span style="font-weight: 400;">Todas as temporadas de </span></i><span style="font-weight: 400;">Avatar: A Lenda de Aang</span><i><span style="font-weight: 400;"> estão disponíveis atualmente na </span></i><a href="https://www.netflix.com/title/70142405"><i><span style="font-weight: 400;">Netflix</span></i></a><i><span style="font-weight: 400;">.</span></i></p>


<p></p>
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		<title>Os Incríveis 2: os desafios da família e os vilões mundo afora</title>
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		<pubDate>Tue, 10 Jul 2018 23:27:52 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Cinema]]></category>
		<category><![CDATA[Animação]]></category>
		<category><![CDATA[Desenho]]></category>
		<category><![CDATA[Disney]]></category>
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		<category><![CDATA[Os Incriveis]]></category>
		<category><![CDATA[Pixar]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Guilherme Luis Na sua 20ª produção, os estúdios Pixar tinham dois desafios: reviver um clássico dos filmes animados lançado há 14 anos, de forma que correspondesse com a gigantesca expectativa do público da época (hoje adulto) e, ao mesmo tempo, chamar a atenção da nova geração para a história da família Pera de super-heróis. Os &#8230; <a href="http://personaunesp.com.br/os-incriveis-2-critica/" class="more-link">Continue lendo<span class="screen-reader-text"> "Os Incríveis 2: os desafios da família e os vilões mundo afora"</span></a></p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p><figure style="width: 639px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="" src="https://img.rasset.ie/000fb1d4-614.jpg?ratio=0.68" width="639" height="927" /><figcaption class="wp-caption-text"><em>Os Incríveis 2 precisou lutar pra superar a expectativa de anos e acabou vencendo todos os públicos </em>(Divulgação)</figcaption></figure></p>
<p><strong>Guilherme Luis</strong></p>
<p>Na sua 20ª produção, os estúdios Pixar tinham dois desafios: reviver um clássico dos filmes animados lançado há 14 anos, de forma que correspondesse com a gigantesca expectativa do público da época (hoje adulto) e, ao mesmo tempo, chamar a atenção da nova geração para a história da família Pera de super-heróis. <em>Os Incríveis 2</em> acaba por ser mais um dos inúmeros acertos em cheio da Pixar: além de ser, em sua mais pura essência, uma animação divertidíssima e inteligente, traz consigo discussões que afetam e emocionam diretamente o público adulto.</p>
<p><span id="more-10438"></span></p>
<p>Na sequência de <em>Os Incríveis (2004)</em>, os papéis familiares de invertem e é aqui que está a primeira ótima decisão do filme. Colocar a Mulher-Elástico no papel de quem trabalha fora e sai em missão como super-heroína enquanto o Sr. Incrível fica em casa cuidando das crianças pode soar como uma repetição descarada do plot do primeiro filme mas é mais como uma atualização bem feita de uma fórmula que deu certo. Afinal, o feminismo vem sendo inserido lenta e gradativamente nas grandes produções cinematográficas e ter Helena Pera como a protagonista é ver que o sucesso de <a href="http://personaunesp.com.br/critica-mulher-maravilha/"><em>Mulher-Maravilha</em></a> e a grande expectativa por <a href="http://personaunesp.com.br/as-super-heroinas-da-marvel/"><em>Capitã-Marvel </em></a>não são em vão.</p>
<p><figure id="attachment_10452" aria-describedby="caption-attachment-10452" style="width: 840px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-large wp-image-10452" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2018/07/mulher-elastico-1024x429.jpg" alt="" width="840" height="352" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2018/07/mulher-elastico-1024x429.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2018/07/mulher-elastico-300x126.jpg 300w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2018/07/mulher-elastico-768x322.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2018/07/mulher-elastico-1200x503.jpg 1200w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2018/07/mulher-elastico.jpg 1298w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-10452" class="wp-caption-text">Mulher-Elástico encarando o machismo de Hollywood<br />(Foto: Reprodução)</figcaption></figure></p>
<p>A subversão de gêneros e a missão dada de cuidar da família a Beto Pera é o gatilho pra tocar em assuntos que cabem quase que unicamente ao público adulto: a solidão, a sensação de impotência, a luta pela construção diária de sua figura paterna e a percepção de que não conhecia tão bem assim seus filhos. Deste último ponto, desponta-se um dos melhores arcos do filme, que é o de Zezé descobrindo seus poderes. Essa fora uma das grandes curiosidades de quem terminara o primeiro filme com um gostinho do que o bebê podia fazer e aqui o roteiro acerta quando dá espaço pra Zezé brilhar e conduzir a narrativa com naturalidade e diversão.</p>
<p><figure id="attachment_10453" aria-describedby="caption-attachment-10453" style="width: 763px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-10453" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2018/07/zeze-e-beto.jpg" alt="" width="763" height="509" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2018/07/zeze-e-beto.jpg 763w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2018/07/zeze-e-beto-300x200.jpg 300w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-10453" class="wp-caption-text">A dinâmica entre Beto e Zezé enchem o filme de bons momentos. (Foto: Reprodução)</figcaption></figure></p>
<p>Apesar de tantos assuntos delicados e que emocionam, ainda existe o lado <em>filme de super-herói</em>; ou seja, a Mulher-Elástico comanda cenas magníficas de ação, que não ficam aquém para sequências live-action (deve-se mencionar uma cena de perseguição a um trem que é de tirar o fôlego!). A história ainda traz um quê de investigação criminal, já que o vilão Hipnotizador se esconde atrás de uma máscara e não revela de primeira suas intenções. Mora aqui, entretanto, o maior erro do filme: seu vilão. Apesar de gerar boas cenas de conflito, todo o plot circundando a figura do Hipnotizador é batida e quando existem reviravoltas, são previsíveis. Depois de enfrentarem o tão bem construído Síndrome (ou Bochecha), Os Incríveis mereciam um vilão a altura em sua continuação. Não acontece.</p>
<p>Tecnicamente, a animação é brilhante. É interessante que as características principais ainda estão lá, como os rostos quadrados dos personagens. Mas detalhes como o cabelo de Violeta e a textura da animação são formidáveis e de extrema evolução. Além disso, destaque pra trilha sonora, que remete magicamente ao primeiro sem deixar de trazer boas adições. Por fim, um elogio à dublagem brasileira, que trouxe nomes como Evaristo Costa (dublando um repórter) e Raul Gil extremamente bem alocados e com falas bem pensadas – sem contar as adaptações de gírias e inserções de expressões atuais brasileiras que são capazes de trazer o filme mais perto do público com enorme eficiência.</p>
<p><figure id="attachment_10454" aria-describedby="caption-attachment-10454" style="width: 620px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-10454" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2018/07/dublagem-os-incriveis.jpg" alt="" width="620" height="375" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2018/07/dublagem-os-incriveis.jpg 620w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2018/07/dublagem-os-incriveis-300x181.jpg 300w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-10454" class="wp-caption-text">Disney provando que o cuidado com a dublagem só melhora um filme. (Foto: Reprodução)</figcaption></figure></p>
<p>Por fim, <em>Os Incríveis 2 </em>consagra-se como mais uma das memoráveis animações Disney e Pixar e atende às expectativas geradas por 14 anos de espera. Resta-nos agora especular sobre a possível criação de uma franquia com a família Pera – que definitivamente, são os melhores para estrelarem uma série de filmes. Que não demore mais 14 anos.</p>
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