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	<title>Arquivos Caio Fernando Abreu &#8211; Persona | Jornalismo Cultural</title>
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	<description>Desde 2015 provando que a distância entre Bergman, Lady Gaga e a novela das 9 nem existe.</description>
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		<title>Estante do Persona – Junho de 2024</title>
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		<pubDate>Wed, 26 Jun 2024 22:32:49 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Com oito histórias que abordam a vivência de pessoas queers, o Estante do Persona deste mês está mais orgulhoso do que nunca! As histórias que serão recomendadas abordam as diferentes camadas do árduo caminho traçado por aqueles que pertencem à comunidade. Para isso, a Redação do Persona separou uma lista especial, com obras que marcaram &#8230; <a href="http://personaunesp.com.br/estante-do-persona-junho-de-2024/" class="more-link">Continue lendo<span class="screen-reader-text"> "Estante do Persona – Junho de 2024"</span></a></p>
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										<content:encoded><![CDATA[<figure style="width: 1024px" class="wp-caption alignnone"><img fetchpriority="high" decoding="async" src="https://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/06/estante_wp-junho-20245032859821571816417.jpg" class="wp-image-33614 size-full" width="1024" height="538" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/06/estante_wp-junho-20245032859821571816417.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/06/estante_wp-junho-20245032859821571816417-800x420.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/06/estante_wp-junho-20245032859821571816417-768x404.jpg 768w" sizes="(max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption class="wp-caption-text">Celebrando o mês do orgulho LGBTQIAPN+, a Editoria indica obras queers (Texto de Abertura: Guilherme Machado Leal / Artes: Rafael Gomes)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight:400;">Com oito histórias que abordam a vivência de pessoas <em>queers</em>, o </span><span style="font-weight:400;"><a href="https://personaunesp.com.br/tag/estante-do-persona/">Estante do Persona</a></span><span style="font-weight:400;"> deste mês está mais orgulhoso do que nunca! As histórias que serão recomendadas abordam as diferentes camadas do árduo caminho traçado por aqueles que pertencem à comunidade. Para isso, a <strong>Redação do Persona</strong> separou uma lista especial, com obras que marcaram a vida dos membros após a primeira leitura.</span></p>
<p><span style="font-weight:400;">Narrativas ficcionais se tornam confidentes de todo e qualquer leitor, ainda mais se há a possibilidade de se reconhecer nos escritos de um autor. Para as pessoas LGBTQIAPN+, essa identificação possui um objetivo ainda maior: ela auxilia no processo de auto descoberta da sexualidade e mostra como personagens </span><span style="font-weight:400;"><em><a href="https://g1.globo.com/pop-arte/diversidade/noticia/2022/06/29/o-que-e-ser-queer.ghtml">queers</a></em></span><span style="font-weight:400;"> podem ser plurais. Entre dramas e romances, as indicações deste mês reforçam a diversidade necessária dentro das páginas de um livro.</span></p>
<p><span style="font-weight:400;">Em Junho, o foco é o aprofundamento dos integrantes da comunidade LGBTIQAPN+. As tramas sugeridas não apenas falam sobre representatividade, mas também mostram que que a vida<em> queer</em> não se resume a preconceito e algozes. Antes de toda a dor passada por essas pessoas, há o desejo de viver uma jornada linda. É direito de qualquer pessoa, independente de sua orientação sexual, de se reconhecer em narrativas lúdicas, pois é na </span><span style="font-weight:400;"><a href="https://matracacultural.com.br/2019/06/19/a-cultura-como-instrumento-de-luta-contra-a-lgbtfobia/">Arte</a></span><span style="font-weight:400;"> que muitos encontram refúgio.</span></p>
<p><span id="more-33601"></span></p>
<hr>
<figure id="attachment_33609" aria-describedby="caption-attachment-33609" style="width: 679px" class="wp-caption alignnone"><img decoding="async" class="size-full wp-image-33609" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/06/Adam.Silvera-Lembra-Aquela-Vez-1.jpg" alt="Capa do livro Lembra Aquela Vez. Na parte superior central, há a frase “Edição especial com conteúdo extra” e, abaixo, o título do livro está escrito com fonte azul na parte central superior da capa. A capa apresenta um menino branco de cabelos castanhos e olhos azuis. Ele veste uma camiseta branca com um bolso nela presente no lado direito de seu corpo. O bolso possui quatro cores: verde, rosa, amarelo e azul. Ao lado do rosto do personagem, no lado direito, há um símbolo da editora Rocco na cor preta e no formato redondo. Na parte inferior central, há o nome do autor Adam Silvera na cor preta." width="679" height="1000" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/06/Adam.Silvera-Lembra-Aquela-Vez-1.jpg 679w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/06/Adam.Silvera-Lembra-Aquela-Vez-1-543x800.jpg 543w" sizes="(max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-33609" class="wp-caption-text">O autor Adam Silvera possui outras dois livros igualmente aclamados: História É Tudo Que Me Deixou e Os Dois Morrem no Final (Foto: Editora Rocco)<br /></figcaption></figure>
<p><b>Adam Silvera &#8211; Lembra Aquela Vez (368 páginas, Editora Rocco)</b></p>
<p><span style="font-weight:400;">Conhecido pelo aclamado <em>Os Dois Morrem No Final</em>, </span><span style="font-weight:400;"><a href="https://www.publishnews.com.br/materias/2022/07/08/adam-silvera-e-mais-um-nome-do-young-adult-a-subir-na-lista">Adam Silvera</a></span><span style="font-weight:400;"> também é autor de <em>Lembra Aquela Vez</em>, livro com uma sinopse inusitada. Nesse universo criado pelo escritor, as pessoas podem apagar as outras de suas memórias a partir de um procedimento médico no Instituto Leteo. No entanto, diferente de obras como <em>Brilho de Uma Mente Eterna Sem Lembranças</em>, ações e momentos também podem ser excluídos do subconsciente de alguém. </span></p>
<p><span style="font-weight:400;">Com a premissa, Silvera centraliza a história em Aaron Soto, um garoto de 16 anos que mora no Bronx, em Nova York. O adolescente conhece um vizinho chamado Thomas e, a partir do desenvolvimento de sua relação com ele, o protagonista passa a ter sentimentos pelo menino. No entanto, ser gay no lugar em que eles moram é um problema, por isso Soto pensa em se submeter ao procedimento. Com isso, o escritor conversa sobre </span><span style="font-weight:400;"><a href="https://www.fundobrasil.org.br/blog/as-dificuldades-enfrentadas-pelas-pessoas-lgbtqia/">vida LGBTQIAPN+</a></span><span style="font-weight:400;">, diferenças sociais e homofobia internalizada em uma história marcada por primeiras paixões e tragédias da vida. </span><b>&#8211; Guilherme Machado Leal</b></p>
<hr>
<figure id="attachment_33607" aria-describedby="caption-attachment-33607" style="width: 423px" class="wp-caption alignnone"><img decoding="async" class="size-full wp-image-33607" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/06/e-assim-que-se-perde-a-guerra-do-tempo-1.jpg" alt="É assim que se perde a guerra do tempo. A cor da capa é azul bebê e, ao centro, existem dois pássaros: um vermelho e um azul. O pássaro vermelho está mais à esquerda e olha para a direita, enquanto o pássaro azul está em posição contrária e de cabeça para baixo. Entre eles, há o título da obra, na cor branca. Na parte superior, à esquerda, está o nome da autora em letras azuis e, à direita, o selo da Editora Suma, na cor branca. Na parte inferior, encontra-se o nome do autor em letras vermelhas. Um pouco mais acima, à direita, está escrito “Vencedor dos prêmios Hugo, Nebula e Locus” em letras azuis." width="423" height="650"><figcaption id="caption-attachment-33607" class="wp-caption-text">“Para parafrasear um profeta: cartas são estruturas, não eventos. As suas me dão um lugar onde viver” (Foto: Editora Suma)<br /></figcaption></figure>
<p><b>Amal El-Mohtar e Max Gladstone &#8211; É assim que se perde a guerra do tempo (192 páginas, Editora Suma)</b></p>
<p><span style="font-weight:400;"><a href="https://www.companhiadasletras.com.br/livro/9788556511089/e-assim-que-se-perde-a-guerra-do-tempo"><i>É assim que se perde a guerra do tempo</i></a></span><span style="font-weight:400;"> acompanha a história de Blue e Red, duas agentes rivais em uma guerra infinita. No período em que elas vivem, as facções nas quais atuam lutam para interferir nos variados fios do espaço-tempo, a fim de favorecer seus lados no futuro. Após terem seus caminhos esbarrados diversas vezes, nos quais elas sempre observavam e tentavam desfazer o trabalho da outra, uma correspondência se dá entre as personagens. Totalmente baseada em provocações, em um primeiro momento, os assuntos abordados e o tom dessas cartas passaram a se modificar gradativamente conforme elas se familiarizavam uma com a outra.</span></p>
<p><span style="font-weight:400;">Vencedor dos prêmios </span><span style="font-weight:400;"><a href="https://www.thehugoawards.org/hugo-history/2020-hugo-awards/">Hugo</a></span><span style="font-weight:400;"> e </span><span style="font-weight:400;"><a href="https://nebulas.sfwa.org/award-year/2019/">Nebula</a></span><span style="font-weight:400;">, dois dos mais importantes da Literatura, a obra é uma combinação perfeita de ficção científica, poesia e romance epistolar. Mais do que se preocupar com a construção do universo no qual Blue e Red estão inseridas, Amal Et-Mohtar e Max Gladstone direcionam o foco para os sentimentos dessas mulheres e como ele é capaz de motivar novas maneiras de enxergar o mundo. Sensível e sem igual, </span><span style="font-weight:400;"><i>É assim que se perde a guerra do tempo</i></span><span style="font-weight:400;"> é um romance sáfico sobre o nascimento do amor onde só poderia existir o ódio. </span><b>&#8211; Raquel Freire</b></p>
<hr>
<figure id="attachment_33602" aria-describedby="caption-attachment-33602" style="width: 656px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-33602" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/06/um.traco_.ate_.voce_.1.jpg" alt="Capa do livro Um traço até você, da escritora Olívia Pilar. A capa mostra o nome da autora e o título em letra cursiva no topo da página. Ele está acima de um céu roxo escuro com nuvens alaranjadas. Em tons de laranja mais abaixo da ilustração é possível ver uma paisagem urbana, com prédios ao fundo, duas árvores à esquerda, uma rua de paralelepípedos que segue na direção do leitor. Nelas estão as duas protagonistas, à esquerda se encontra Lina, uma mulher jovem de pele negra clara, de cabelos volumosos castanho-avermelhados. ela usa uma camisa rosa. Seus shorts e tênis e lábios são roxos na mesma tonalidade do céu. Ao lado de Lina está Elza, uma mulher jovem, de pele negra mais escura, e de cabelo Black Power preto. Ela veste um top laranja escuro, uma saia longa laranja clara e tênis brancos. Ambas são envoltas em uma linha que sai das letras do título e as segue pela página. " width="656" height="1005" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/06/um.traco_.ate_.voce_.1.jpg 656w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/06/um.traco_.ate_.voce_.1-522x800.jpg 522w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-33602" class="wp-caption-text">Lina e Elza vencem seus medos em busca de descobrir o lugar de ambas no mundo (Foto: Editora Intrínseca)<br /></figcaption></figure>
<p><b>Olívia Pilar &#8211; Um traço até você (288 páginas, Editora intrínseca)</b></p>
<p><span style="font-weight:400;">Ser uma pessoa negra e LGBT no Brasil é uma existência desafiadora, até mesmo para quem consegue a oportunidade de ser bem sucedido, é o caso de Lina, protagonista de </span><span style="font-weight:400;"><a href="https://intrinseca.com.br/livro/um-traco-ate-voce/"><i>Um traço até você</i></a></span><span style="font-weight:400;">. Uma estudante universitária, ela tem uma vida relativamente tranquila morando em um bairro de classe média de Belo Horizonte e sonha alto para seu futuro. Mas o preconceito contra a cor de sua pele surge como uma barreira para seus objetivos.</span></p>
<p><span style="font-weight:400;">Lina encontra apoio e inspiração em Elza, outra apaixonada pelas artes. Juntas elas vão descobrir ainda mais afinidades em uma jornada de amor e autoconhecimento. Toda a emoção das personagens se mistura a reflexões sobre o racismo, a LGBTfobia e outras dificuldades tão comuns a jovens adultos. O Livro foi o romance de estreia de </span><span style="font-weight:400;"><a href="https://intrinseca.com.br/blog/2023/07/escritora-negra-com-muito-orgulho-prazer/">Olívia Pilar</a></span><span style="font-weight:400;">, escritora que busca transferir toda a diversidade cultural, étnica, social e de gênero do Brasil para as páginas. </span><b>&#8211; Guilherme Dias Siqueira</b></p>
<hr>
<figure id="attachment_33605" aria-describedby="caption-attachment-33605" style="width: 665px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-33605" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/06/Morangos-Mofados-1.jpg" alt="Capa do livro Morangos Mofados. Ao centro da imagem, um abajur sobre uma mesa de cabeceira redonda cobre o rosto do homem sentado no sofá atrás. A meia luz do abajur ilumina a sala. O homem sentado no sofá está usando um suéter branco." width="665" height="1000" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/06/Morangos-Mofados-1.jpg 665w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/06/Morangos-Mofados-1-532x800.jpg 532w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-33605" class="wp-caption-text">Morangos Mofados faz parte da lista de leituras obrigatórias da Unicamp 2025 (Foto: Editora Agir)<br /></figcaption></figure>
<p><b>Caio Fernando Abreu &#8211; Morangos Mofados (158 páginas, Editora Agir)</b></p>
<p><span style="font-weight:400;">Dos representantes da cultura da década de 1980 no país, <a href="https://www.metropoles.com/entretenimento/peca-a-comunidade-do-arco-iris-de-caio-fernando-abreu-chega-ao-rio">Caio Fernando Abreu</a> é um dos nossos nomes mais importantes. Angústia existencial, solidão urbana e homoerotismo são temas que permeiam a sua obra, sempre intimista. O autor gaúcho ganhou o título de ícone cultural após o seu quarto livro de contos: </span><span style="font-weight:400;"><i>Morangos Mofados</i></span><span style="font-weight:400;">, escrito em 1982 e considerado a sua obra-prima. </span></p>
<p><span style="font-weight:400;">Os contos de </span><span style="font-weight:400;"><i>Morangos Mofados </i></span><span style="font-weight:400;">são um reflexo da época em que foram escritos, em meio à repressão do Brasil ditatorial. Nesse <a href="https://www.estadao.com.br/cultura/caio-fernando-abreu-escreveu-sobre-a-primeira-passagem-de-madonna-pelo-brasil-no-estadao-leia-nprec/">mês do orgulho</a>, podemos destacar a representação sensível do desejo homossexual e da luta interna, dor, solidão e complexidade dos personagens dos contos, elevada pelo estilo confessional dos textos do autor assumidamente gay. </span><b>&#8211; </b><b>Giovanna Freisinger </b></p>
<hr>
<figure id="attachment_33606" aria-describedby="caption-attachment-33606" style="width: 641px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-33606" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/06/minha-querida-sputnik-1.jpg" alt="Capa de Minha querida Sputnik. Na imagem, temos intercalados as cores rosa e azul, na parte direita, há um fundo azul claro e está escrito em rosa o nome “Haruki Murakami” e abaixo, em preto, está escrito “Minha querida Sputnik”. Logo abaixo, há o desenho de uma flor em primeiro plano, com alguns rabiscos nas cores rosa e azul e mais ao fundo, algumas flores também, com alguns detalhes em rosa." width="641" height="1000" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/06/minha-querida-sputnik-1.jpg 641w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/06/minha-querida-sputnik-1-513x800.jpg 513w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-33606" class="wp-caption-text">O aclamado autor japonês está em sua melhor forma escrevendo sobre um triângulo amoroso não convencional com um toques de realismo mágico (Foto: Editora Alfaguara)<br /></figcaption></figure>
<p><b>Haruki Murakami &#8211; Minha querida Sputnik (232 páginas, Editora Alfaguara)</b></p>
<p><span style="font-weight:400;">Os </span><span style="font-weight:400;"><a href="https://www.cnnbrasil.com.br/internacional/neste-pais-os-jovens-acham-tao-dificil-namorar-que-os-pais-fazem-isso-por-eles/">relacionamentos</a></span><span style="font-weight:400;"> sempre são tratados de forma bem comedida no Japão, sendo visto muitas vezes com certo tabu. Dessa forma, Haruki Murakami, conhecido por analisar a sociedade japonesa em suas obras, encontra um prato cheio para se deliciar: um triângulo amoroso. </span><span style="font-weight:400;"><i>Minha querida Sputnik</i></span><span style="font-weight:400;"> conta a história de K, um jovem professor de Tóquio, que é apaixonado pela sua amiga Sumire, que, assim como os jovens do país, não liga para relacionamentos, até se apaixonar por Miu, uma executiva 17 anos mais velha e casada.</span></p>
<p><span style="font-weight:400;">A obra tem uma cadência própria, se esgueirando pelas ruas e restaurantes da capital japonesa. Murakami usa da banalidade de uma metrópole para abordar temas como o choque geracional de uma sociedade que cada vez mais </span><span style="font-weight:400;"><a href="https://www.bbc.com/portuguese/articles/cqlwlzey2dgo#:~:text=O%20pa%C3%ADs%20com%20a%20popula%C3%A7%C3%A3o,o%20mais%20alto%20do%20mundo.">envelhece</a></span><span style="font-weight:400;"> e a solidão. O autor acerta ao escrever personagens arredios entre si, forçando o leitor a aturar aquelas personas, ao mesmo tempo em que é ousado ao colocar seu narrador no papel de coadjuvante, não fetichizado o triângulo amoroso e dando o devido protagonismo para o relacionamento das duas mulheres. </span><b>&#8211; Guilherme Veiga</b></p>
<hr>
<figure id="attachment_33608" aria-describedby="caption-attachment-33608" style="width: 1000px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-33608" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/06/Alexis-Hall-Boyfriend-Material.jpg" alt="A capa do livro " boyfriend="boyfriend" material="material" de="de" alexis="alexis" hall="hall" possui="possui" um="um" fundo="fundo" dividido="dividido" em="em" seções="seções" vermelhas="vermelhas" e="e" azuis="azuis" com="com" ilustrações="ilustrações" representando="representando" ícones="ícones" britânicos="britânicos" como="como" o="o" big="big" ben="ben" a="a" london="london" eye="eye" ônibus="ônibus" dois="dois" andares="andares" tower="tower" bridge="bridge" uma="uma" xícara="xícara" chá="chá" guarda-chuva.="guarda-chuva." no="no" centro="centro" da="da" capa="capa" letras="letras" grandes="grandes" brancas="brancas" está="está" título="título" material.="material." abaixo="abaixo" do="do" nome="nome" autor="autor" sobre="sobre" vermelho.="vermelho." lado="lado" esquerdo="esquerdo" há="há" ilustração="ilustração" homem="homem" loiro="loiro" vestindo="vestindo" terno="terno" cinza="cinza" gravata="gravata" vermelha="vermelha" posando="posando" expressão="expressão" séria.="séria." direito="direito" cabelo="cabelo" preto="preto" usando="usando" camiseta="camiseta" preta="preta" jeans="jeans" rasgados="rasgados" descontraída="descontraída" braços="braços" cruzados="cruzados" pernas="pernas" ligeiramente="ligeiramente" cruzadas.="cruzadas." width="1000" height="1500" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/06/Alexis-Hall-Boyfriend-Material.jpg 1000w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/06/Alexis-Hall-Boyfriend-Material-533x800.jpg 533w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/06/Alexis-Hall-Boyfriend-Material-683x1024.jpg 683w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/06/Alexis-Hall-Boyfriend-Material-768x1152.jpg 768w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-33608" class="wp-caption-text">Boyfriend Material foi lançado em 2020 (Foto: Sourcebooks Casablanca)<br /></figcaption></figure>
<p><b>Alexis Hall &#8211; Procura-se Um Marido (432 páginas, Sourcebooks Casablanca)</b></p>
<p><span style="font-weight:400;"><em>Procura-se Um Marido</em> de Alexis Hall é uma comédia romântica que segue a vida de Luc O&#8217;Donnell, um jovem gay que se vê pressionado a contratar um namorado de mentira para melhorar sua imagem pública após uma série de decepções amorosas. Nesse contexto, a clássica narrativa </span><span style="font-weight:400;"><a href="https://podeditora.com.br/2023/01/27/o-que-sao-tropes-literarias/#:~:text=Fake%20dating,se%20apaixonando%20um%20pelo%20outro."><i>fake dating</i></a></span><span style="font-weight:400;"> ganha força quando Luc conhece Oliver Blackwood, um advogado aparentemente perfeito e, ao mesmo tempo, bem rigoroso. A partir dessa relação contratual, o livro explora temas como auto aceitação, vulnerabilidade e a complexidade das relações modernas. </span></p>
<p><span style="font-weight:400;">Além disso, Alexis aborda questões como a pressão social e as expectativas familiares sem perder o </span><span style="font-weight:400;"><a href="https://personaunesp.com.br/heartstopper-1a-temporada-critica/">tom leve e romântico</a></span><span style="font-weight:400;"> que caracteriza o gênero, cativando o leitor conforme as páginas se passam. A química entre os protagonistas é palpável, e o desenvolvimento gradual do relacionamento deles mantém o leitor engajado até o desfecho &#8211; daqueles que deixam o coração quentinho. &#8211; </span><b>Clara Sganzerla</b></p>
<hr>
<figure id="attachment_33604" aria-describedby="caption-attachment-33604" style="width: 666px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-33604" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/06/quarto.de_.giovanni.1.jpg" alt="Capa de O quarto de Giovanni. Na parte Superior do livro, temos o primeiro nome do autor “James” em letras grandes e o nome do livro/editora em letras pretas. O fundo do livro está em um rosa chamativo. Na parte inferior do livro, temos o sobrenome do autor “Baldwin” em letras grandes e pretas. O fundo do livro está colorido em um laranja chamativo." width="666" height="1000" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/06/quarto.de_.giovanni.1.jpg 666w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/06/quarto.de_.giovanni.1-533x800.jpg 533w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-33604" class="wp-caption-text">“Você quer dizer que eu tenho uma casa para ir, desde que eu não vá lá?” (Foto: Companhia das Letras)<br /></figcaption></figure>
<p><b>James Baldwin &#8211; O quarto de Giovanni (232, Companhia das Letras)</b></p>
<p><span style="font-weight:400;">Quando publicado, em 1959, </span><span style="font-weight:400;"><a href="https://revistacult.uol.com.br/home/james-baldwin-o-grande-critico-do-sonho-americano/">James Baldwin</a></span><span style="font-weight:400;"> foi questionado sobre o livro debater a respeito de relações homoafetivas e não questões raciais, principal tópico abordado em suas obras. Baldwin, com muita honestidade, respondeu que a homoafetividade e o racismo são temas tão intrincados (naquela época), que trazer os dois na mesma composição seria um grande desafio. </span></p>
<p><span style="font-weight:400;">Em</span> <span style="font-weight:400;"><a href="https://www.companhiadasletras.com.br/livro/9788535931327/o-quarto-de-giovanni"><i>O quarto de Giovanni</i></a></span><span style="font-weight:400;">, acompanhamos a história de David, jovem norte-americano em Paris, que espera pela resposta de sua namorada, Hella, em relação ao noivado. Enquanto ela reflete se deve ou não casar com o David, ele conhece Giovanni, garçom italiano por quem se apaixona e vive um romance. A </span><span style="font-weight:400;"><a href="https://www.doispontos.com.br/o-quarto-de-giovanni-9788535931327/p">trama</a></span><span style="font-weight:400;"> é tão envolvente quanto desesperançada. O despertar de David é marcado pelo medo de amar livremente e pelo desejo de conhecer a si mesmo. Nas poucas páginas na qual o livro se estende, a relação delicada entre os personagens é sentida do início ao fim, trazendo consigo a sensação de querer mais daquela história. </span><b>&#8211; Ludmila Henrique</b></p>
<hr>
<figure id="attachment_33610" aria-describedby="caption-attachment-33610" style="width: 646px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-33610" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/06/Tommm.jpg" alt="Capa do livro Tom Lake. A imagem é composta por pinceladas em tons de azul claro e escuro na parte superior e tons de verde e verde escuro da metade em diante, como se fosse um muro com trepadeiras junto a um gramado em uma pintura impressionista. Espalhadas pela capa estão várias margaridas e flores brancas também desenhadas com pincel. Na parte superior, em cima da pintura, está um bloco branco também pincelado, onde se encontram o título e a autora da obra, em verde e azul respectivamente." width="646" height="1000" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/06/Tommm.jpg 646w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/06/Tommm-517x800.jpg 517w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-33610" class="wp-caption-text">Uma história sobre o amor, a juventude e as escolhas no caminho com um toque da sensibilidade de um verão inesquecível (Foto: Editora Intrínseca)<br /></figcaption></figure>
<p><b>Ann Patchett &#8211; Tom Lake (368 páginas, Editora Intrínseca)</b></p>
<p><span style="font-weight:400;">Com uma escrita fácil e atraente, o romance de </span><span style="font-weight:400;"><a href="https://www.nytimes.com/2023/08/04/books/review/ann-patchett-on-summer-love-and-her-new-novel.html">Ann Patchett</a></span><span style="font-weight:400;"> nos leva a lugares desconhecidos que soam como memórias. Quando Laura narra as vivências de seus 20 e poucos anos para as três filhas curiosas sobre o passado apaixonado em frente aos holofotes da mãe, os amores, os segredos e as complexidades da vida surgem entre as lembranças. Tanto da narradora, quanto das ouvintes. Afinal, se relembrar é viver, </span><span style="font-weight:400;"><a href="https://intrinseca.com.br/livro/tom-lake/"><i>Tom Lake</i></a></span> <span style="font-weight:400;">sabe bem como as recordações fazem parte de amadurecer.</span></p>
<p><span style="font-weight:400;">Tem algo sobre livro que exala verão. Apesar da narrativa ser ambientada entre as memórias de Laura Nelson e a realidade na primavera de 2020, as histórias e o presente se fundem em cenários intensos e ensolarados. Entre os antigos mergulhos no lago e as novas vivências da família Nelson durante o </span><span style="font-weight:400;"><i>lockdown</i></span><span style="font-weight:400;"> em sua fazenda, o aroma da grama verde e a sensação do sol tocando nossas peles se misturam em algo muito maior. Aqui, a nostalgia de passados nem tão distantes acaricia o coração enquanto os dilemas da juventude acenam de longe. </span><b>&#8211; Agata Bueno</b></p>
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		<title>Estante do Persona &#8211; Novembro de 2022</title>
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		<pubDate>Mon, 19 Dec 2022 21:17:38 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>“A morte voltou para a cama, abraçou-se ao homem e, sem compreender o que lhe estava a suceder, ela que nunca dormia, sentiu que o sono lhe fazia descair suavemente as pálpebras. No dia seguinte ninguém morreu.” &#8211; José Saramago Com as festividades de final de ano quase batendo em nossas portas, o Clube do &#8230; <a href="http://personaunesp.com.br/estante-do-persona-novembro-de-2022/" class="more-link">Continue lendo<span class="screen-reader-text"> "Estante do Persona &#8211; Novembro de 2022"</span></a></p>
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										<content:encoded><![CDATA[<figure id="attachment_29544" aria-describedby="caption-attachment-29544" style="width: 1024px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-29544" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/12/capa_wordpress_estante_do_persona.jpg" alt="Arte retangular de amarelo limão. Ao centro há uma estante branca com três prateleiras. A primeira prateleira é dividida ao meio, a segunda prateleira é dividida em três e a terceira prateleira é dividida em três. Na parte superior lê-se em preto 'estante’, na primeira prateleira lê-se em preto 'do persona', à direita nessa prateleira está a logo do Persona, um olho com íris na cor amarelo limão. Na segunda prateleira, ao meio, está a capa do livro “As intermitências da morte” ao lado de 9 lombadas brancas. Na terceira prateleira, à direita, está o troféu com a logo do persona. Na parte inferior lê-se em branco ‘novembro de 2022'." width="1024" height="538" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/12/capa_wordpress_estante_do_persona.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/12/capa_wordpress_estante_do_persona-800x420.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/12/capa_wordpress_estante_do_persona-768x404.jpg 768w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-29544" class="wp-caption-text">Do autor lusitano José Saramago, As Intermitências da Morte foi a provocação em cores fúnebres do Clube do Livro de Novembro (Foto: Companhia das Letras/Arte: Aryadne Xavier/Texto de abertura: Jamily Rigonatto e Vitória Gomez)</figcaption></figure>
<blockquote><p>“A morte voltou para a cama, abraçou-se ao homem e, sem compreender o que lhe estava a suceder, ela que nunca dormia, sentiu que o sono lhe fazia descair suavemente as pálpebras. No dia seguinte ninguém morreu.”</p>
<p style="text-align: right;">&#8211; <em>José Saramago</em></p>
</blockquote>
<p><span style="font-weight: 400;">Com as festividades de final de ano quase batendo em nossas portas, o Clube do Livro do </span><b>Persona</b><span style="font-weight: 400;"> não poderia deixar de se encontrar nos aspectos da existência. Apreciando </span><span style="font-weight: 400;"><i><a href="https://ensina.rtp.pt/artigo/jose-saramago-sobre-as-intermitencias-da-morte/">As Intermitências da Morte</a></i></span><span style="font-weight: 400;"> de José Saramago, nossos leitores se colocaram a refletir sobre as linhas que rondam o fim da vida. A escolha do texto foi ainda mais especial porque o literato completaria </span><span style="font-weight: 400;"><a href="https://www.instagram.com/p/ClCiF9Wr9jk/?igshid=MDJmNzVkMjY=">100 anos</a></span><span style="font-weight: 400;"> no dia 16 de novembro de 2022. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">No livro, somos guiados para um cenário em que a morte deixa de chegar, seja para os homens mais velhos ou para as vítimas de acidentes que </span><span style="font-weight: 400;"><a href="https://brasil.elpais.com/brasil/2017/03/31/ciencia/1490960180_147265.html">agonizam</a></span><span style="font-weight: 400;"> em camas de hospital. O autor desenrola reflexões sobre como morrer interfere nas noções humanas de livre arbítrio e continuidade. Aqui, a morte ganha ares personificados e, em certo ponto, da narrativa pode ser tocada como alguém de carne e osso – ou melhor, apenas de osso.  </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Entre as significações, </span><span style="font-weight: 400;"><a href="https://www.bbc.com/portuguese/noticias/2010/06/100618_saramago_polemicas_ir">Saramago</a></span><span style="font-weight: 400;"> abre um mundo de possibilidades sem fechar nenhum ciclo, mas expõe o quanto as pessoas podem bambear quando a vida se torna um inconveniente. A proposta audaciosa da obra brinca com o papel da religião na sociedade e usa uma linguagem direta para abrir brechas e possibilidades no íntimo de quem o lê. A morte enquanto protagonista é tão real quanto qualquer ser humano: sente, reage e ama. No fim, resta o começo e como um circuito tudo se repete, já vivemos isso antes.  </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Se nossos leitores testemunharam os fins, novembro oferece seus cumprimentos aos começos com a entrega troféus aos destaques da Literatura brasileira: o Prêmio São Paulo de Literatura e o Jabuti. Na primeira semana do mês, o Prêmio São Paulo, criado em 2008 e concedido pelo Governo do estado, revelou seus </span><span style="font-weight: 400;"><a href="https://www.cultura.sp.gov.br/confira-os-ganhadores-do-premio-sao-paulo-de-literatura-2022/">vencedores</a></span><span style="font-weight: 400;">. Com dez finalistas nas duas categorias, o troféu de Melhor Romance do Ano de 2021 foi para Antonio Xerxenesky, pela obra </span><span style="font-weight: 400;"><i>Uma tristeza infinita</i></span><span style="font-weight: 400;">, da </span><span style="font-weight: 400;"><i>Companhia das Letras</i></span><span style="font-weight: 400;">. Rita Carelli levou Melhor Romance de Estreia do Ano de 2021 por </span><span style="font-weight: 400;"><i>Terrapreta</i></span><span style="font-weight: 400;">, da </span><span style="font-weight: 400;"><i>Editora 34</i></span><span style="font-weight: 400;">. Em ambas categorias, as escritoras foram a </span><span style="font-weight: 400;"><a href="https://www.publishnews.com.br/materias/2022/09/19/premio-sao-paulo-de-literatura-anuncia-finalistas#:~:text=S%C3%A3o%2020%20obras%20selecionadas%2C%20dez,anunciados%20no%20final%20do%20ano.">maioria</a></span><span style="font-weight: 400;">: na primeira, dos 10 concorrentes, somente três são homens; na segunda, quatro.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Já no Jabuti, as 20 categorias, divididas em quatro Eixos que abarcam a totalidade do processo de produção editorial, tiveram seus </span><span style="font-weight: 400;"><a href="https://www.publishnews.com.br/materias/2022/11/08/premio-jabuti-2022-anuncia-finalistas">finalistas</a></span><span style="font-weight: 400;"> anunciados na segunda semana de Novembro. Aqui &#8211; e aparentemente em 2021 no geral -, o destaque foi para o protagonismo feminino: na categoria Romance Literário, no Eixo Literatura, as cinco concorrentes eram escritoras. Natalia Borges Polesso, com </span><span style="font-weight: 400;"><i>A extinção das abelhas</i></span><span style="font-weight: 400;">, Andréa Del Fuego, com </span><span style="font-weight: 400;"><i><a href="https://personaunesp.com.br/a-pediatra-critica/">A pediatra</a></i></span><span style="font-weight: 400;">, Micheliny Verunschk, com </span><span style="font-weight: 400;"><i>O som do rugido da onça</i></span><span style="font-weight: 400;">, </span><span style="font-weight: 400;"><a href="https://personaunesp.com.br/entrevista-aline-bei/">Aline Bei</a></span><span style="font-weight: 400;">, com </span><span style="font-weight: 400;"><i>Pequena coreografia do adeus</i></span><span style="font-weight: 400;">, e Tatiana Salem Levy, com </span><span style="font-weight: 400;"><i>Vista chinesa</i></span><span style="font-weight: 400;">, disputaram a estatueta &#8211; as cinco também foram concorrentes em Melhor Romance do Ano de 2021 no Prêmio São Paulo.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Com a disputa estabelecida, no dia 24 foi a vez da jornalista e apresentadora </span><span style="font-weight: 400;"><a href="https://www.publishnews.com.br/materias/2022/11/22/adriana-couto-sera-a-mestre-de-cerimonias-do-64-premio-jabuti">Adriana Couto</a></span><span style="font-weight: 400;"> chamar os vencedores ao palco do Theatro Municipal de São Paulo para receber o troféu em formato de jabuti. O grande destaque da noite foi para Luiza Romão, com </span><span style="font-weight: 400;"><i><a href="https://g1.globo.com/pop-arte/noticia/2022/11/25/tambem-guardamos-pedras-aqui-de-luiza-romao-e-eleito-livro-do-ano-no-premio-jabuti-veja-vencedores.ghtml">Também guardamos pedras aqui</a></i></span><span style="font-weight: 400;">, consagrado como o Livro do Ano de 2021. A obra também conquistou a categoria de Poesia. Em Romance Literário, uma das modalidades de maior destaque na premiação, o nome chamado foi o de Micheliny Verunschk, pelo seu </span><span style="font-weight: 400;"><i>O som do rugido da onça</i></span><span style="font-weight: 400;">.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A </span><span style="font-weight: 400;"><a href="https://twitter.com/personaunesp/status/1598090208901500930?s=20&amp;t=FYl6BRswuLBOVnQsZhewmw">cerimônia</a></span><span style="font-weight: 400;"> ainda contou com uma homenagem à Sueli Carneiro. Com o troféu de </span><span style="font-weight: 400;"><a href="https://mundonegro.inf.br/sueli-carneiro-recebe-o-trofeu-de-personalidade-literaria-do-ano-no-64o-premio-jabuti/">Personalidade Literária</a></span><span style="font-weight: 400;"> do Prêmio Jabuti 2022, a escritora, filósofa e ativista, uma das maiores representantes do feminismo negro no Brasil, é a primeira fora do eixo Literatura a receber a honraria.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">As celebrações resolveram se estender e, em clima festivo, a Flip – Festa Literária Internacional de Paraty – trouxe diversas personalidades do nicho para conversas acaloradas e conexões ímpares. Em sua 20ª edição, o festival seguiu a linha do </span><span style="font-weight: 400;"><a href="https://www.instagram.com/p/Clmi7GXu-Og/?igshid=YmMyMTA2M2Y=">Jabuti</a></span><span style="font-weight: 400;"> e contou com presença feminina em peso. A argentina Camila Sosa Villada esteve presente no evento e participou de uma Mesa sobre questões de gênero. A autora de </span><span style="font-weight: 400;"><i><a href="https://personaunesp.com.br/o-parque-das-irmas-magnificas-critica/">O parque das irmãs magníficas</a></i></span><span style="font-weight: 400;"> trouxe interpretações importantes sobre o cenário do ativismo e os estigmas vinculados às travestis.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Um dos destaques entre os convidados foi a francesa Annie Ernaux, autora de</span> <span style="font-weight: 400;"><i><a href="https://personaunesp.com.br/o-acontecimento-livro-critica/">O Acontecimento</a></i></span><span style="font-weight: 400;"> e vencedora do </span><span style="font-weight: 400;"><a href="https://twitter.com/personaunesp/status/1578128528377348096?t=r16Q1xvxNSGHoXwvzXZX9A&amp;s=19">Nobel de Literatura</a></span><span style="font-weight: 400;"> em 2022. A escritora, que chama atenção com a ascensão do gênero da autossociobiografia, trouxe reflexões importantes em um bate papo ocorrido depois da exibição do filme </span><span style="font-weight: 400;"><i><a href="https://personaunesp.com.br/os-anos-do-super-8-critica/">Os Anos do Super 8</a></i></span><span style="font-weight: 400;">. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">E se o jeito transgressor de Annie teve voz no festival, os aspectos subversivos nunca se fazem faltantes no Persona. Agora, veja mais das linhas fora da curva indicadas pela nossa Editoria no Estante do </span><b>Persona</b><span style="font-weight: 400;"> e aproveite o fim do ano para se deliciar nos tons vibrantes daqueles que as pintam.</span></p>
<p><span id="more-29496"></span></p>
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<h3>Livro do Mês</h3>
<figure id="attachment_29527" aria-describedby="caption-attachment-29527" style="width: 667px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-large wp-image-29527" style="font-weight: bold; background-color: transparent; text-align: inherit;" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/12/71mJqFs-MpL-667x1024.jpg" alt="Capa do livro As intermitências da morte, de José Saramago. A imagem, de fundo amarelo, contém o texto As intermitências da morte, escrito à mão, em tinta preta. Acima, de forma centralizada, em fonte de cor preta, está escrito José Saramago. Abaixo, de forma centralizada, está o logo da editora Companhia das Letras." width="667" height="1024" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/12/71mJqFs-MpL-667x1024.jpg 667w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/12/71mJqFs-MpL-521x800.jpg 521w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/12/71mJqFs-MpL-768x1179.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/12/71mJqFs-MpL-1001x1536.jpg 1001w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/12/71mJqFs-MpL.jpg 1668w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-29527" class="wp-caption-text"><strong>Lançado originalmente em 2005, As intermitências da Morte pode ser lido como um ensaio alegórico sobre a finitude (Foto: Companhia das Letras)</strong></figcaption></figure>
<figure id="attachment_29527" style="font-weight: bold; background-color: transparent; text-align: inherit;"></figure>
<p><b>José Saramago &#8211; As intermitências da Morte (208 páginas, Companhia das Letras)</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">“</span><span style="font-weight: 400;"><i>No dia seguinte ninguém morreu</i></span><span style="font-weight: 400;">” – </span><span style="font-weight: 400;"><i><a href="https://www.companhiadasletras.com.br/livro/9788535930344/as-intermitencias-da-morte-nova-edicao">As intermitências da Morte</a></i></span><span style="font-weight: 400;"> se inicia assim: de repente, num certo país, as pessoas simplesmente param de morrer. Nessa primeira parte, os paradoxos e discussões filosóficas acerca da ausência da morte são apresentados e a Morte com M maiúsculo, então, decide suspender suas atividades, como forma de punir as pessoas que a negam. Contudo, para falar da morte, é preciso estar vivo; por isso, aqui, </span><span style="font-weight: 400;"><a href="https://pt.euronews.com/2022/11/16/centenario-do-nascimento-de-jose-saramago">José Saramago</a></span><span style="font-weight: 400;"> personifica a morte em um ser esquelético, de forma irônica e alegórica, revestindo-se da linguagem para cuidar dos diversos destinos que ela pretende cessar (como a epígrafe de </span><span style="font-weight: 400;"><a href="https://www.fosforoeditora.com.br/catalogo/investigacoes-filosoficas/">Ludwig Wittgenstein</a></span><span style="font-weight: 400;"> anuncia).</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Ainda assim, aquilo que, a princípio, parecia uma bondade, na verdade se revela um pesadelo: o fim da morte não é o mesmo que o fim do sofrimento, e aqueles que se encontram “moribundos” – no limiar entre a vida e a morte, doentes e em um eterno estágio terminal – jamais poderão descansar. É, porém, no sétimo capítulo que a própria </span><span style="font-weight: 400;"><a href="https://www.unicep.edu.br/noticia/as-intermitencias-da-morte-de-jose-saramago-foi-tema-do-clica">Morte encaminha uma carta</a></span><span style="font-weight: 400;"> a uma emissora de televisão, a qual deverá ser lida para comunicar seu retorno, agora que sentiram sua ausência. A partir desse momento, todos que estiverem à beira do falecimento receberão uma carta, comunicando o fim da vida. Porém, no capítulo dez de </span><span style="font-weight: 400;"><i>As intermitências da Morte</i></span><span style="font-weight: 400;">, um postal destinado a um violoncelista retorna ao remetente, e neste momento a morte é, de fato, humanizada. Assim, a história se mistura entre o falso e o verossímil, da forma que somente Saramago sabe fazer.</span></p>
<p><iframe title="Spotify Embed: As intermitências da Morte - Clube do Livro Novembro de 2022" style="border-radius: 12px" width="100%" height="352" frameborder="0" allowfullscreen allow="autoplay; clipboard-write; encrypted-media; fullscreen; picture-in-picture" loading="lazy" src="https://open.spotify.com/embed/playlist/7Ej1GxgTHS2iaohX2A7Uro?si=9fd7e974bf244110&#038;utm_source=oembed"></iframe></p>
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<h3>Dicas do Mês</h3>
<figure id="attachment_29535" aria-describedby="caption-attachment-29535" style="width: 712px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-large wp-image-29535" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/12/91eGWUH9QtL-712x1024.jpg" alt="Capa do livro Carrie Soto Está de Volta. A capa é uma fotografia em um quadra de tênis de saibro. No centro, vemos uma atleta, de blusa e saia brancas, com o cabelo preso em um rabo de cavalo, sacando. É possível notar várias bolas de tênis no chão ao seu redor na cor amarela. Na parte inferior da imagem está o título “Carrie Soto” em fonte cursiva e, abaixo, “está de volta” em uma fonte sem serifa na cor amarela. No canto superior direito, há a frase “Da aclamada autora best-seller do New York Times" width="712" height="1024" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/12/91eGWUH9QtL-712x1024.jpg 712w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/12/91eGWUH9QtL-557x800.jpg 557w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/12/91eGWUH9QtL-768x1104.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/12/91eGWUH9QtL-1069x1536.jpg 1069w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/12/91eGWUH9QtL.jpg 1781w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-29535" class="wp-caption-text">“Vivemos em um mundo onde mulheres excepcionais precisam perder tempo esperando homens medíocres” (Foto: Paralela)</figcaption></figure>
<p><b>Taylor Jenkins Reid &#8211; Carrie Soto Está de Volta (352 páginas, Paralela)</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Em seu último lançamento e nono romance, Taylor Jenkins nos leva a um cenário diferente em </span><span style="font-weight: 400;"><i>Carrie Soto Está de Volta</i></span><span style="font-weight: 400;">. Após nos contemplar com o mundo do </span><span style="font-weight: 400;"><i><a href="https://personaunesp.com.br/os-melhores-livros-de-2021/">surf</a></i></span><span style="font-weight: 400;">, do </span><span style="font-weight: 400;"><i><a href="https://personaunesp.com.br/daisy-jones-and-the-six-critica/">rock</a></i></span><span style="font-weight: 400;"> e do </span><span style="font-weight: 400;"><a href="https://personaunesp.com.br/os-sete-maridos-de-evelyn-hugo-critica/">Cinema</a></span><span style="font-weight: 400;">, vivenciamos agora a brilhante história de mais uma mulher que nunca existiu: Carrie Soto, a tenista aposentada de 37 anos que decide voltar às quadras para quebrar seu próprio recorde &#8211; ou melhor, não deixar que ninguém o roube. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Em uma jornada difícil e surpreendente, a atleta não facilita para ninguém. Com uma carreira marcada por muita teimosia e determinação, não é fácil gostar de Carrie dentro ou fora das quadras, mas é quase impossível não admirá-la. Atrás de seu </span><span style="font-weight: 400;"><a href="https://esportecerto.com/descubra-os-principais-torneios-de-tenis-ao-redor-do-mundo/">próximo título</a></span><span style="font-weight: 400;"> e agarrando-se como nunca em seu passado vitorioso, a personagem é obrigada a enfrentar sua maior adversária de todos os tempos: ela mesma. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">E mais uma vez, Taylor entrega personagens cativantes e, principalmente, imperfeitos. Em </span><span style="font-weight: 400;"><i>Carrie Soto Está de Volta</i></span><span style="font-weight: 400;">, apesar da evidente necessidade de algumas sessões de terapia e boas férias, não há como largar a mão da maior atleta da história para acompanhá-la em uma trajetória que qualquer </span><span style="font-weight: 400;"><a href="https://jornal.usp.br/podcast/minuto-saude-mental-15-perfeccionismo-e-doenca/">perfeccionista</a></span><span style="font-weight: 400;"> irá se identificar. </span><b>&#8211; Clara Sganzerla</b></p>
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<figure id="attachment_29534" aria-describedby="caption-attachment-29534" style="width: 656px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-large wp-image-29534" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/12/61h-WqSPySL-656x1024.jpg" alt="Capa do livro Sempre vivemos no castelo. A capa é uma ilustração. Na parte esquerda, vemos uma forma retangular roxa, que se estende por toda a capa e se assemelha a uma porta aberta. Ao centro e na parte direita, vemos um retângulo amarelo. No canto superior direito, dentro do retângulo amarelo, vemos as palavras " width="656" height="1024" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/12/61h-WqSPySL-656x1024.jpg 656w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/12/61h-WqSPySL-513x800.jpg 513w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/12/61h-WqSPySL-768x1198.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/12/61h-WqSPySL.jpg 886w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-29534" class="wp-caption-text">“Não gosto de tomar banho, nem de cachorros nem de barulho. Gosto da minha irmã Constance, e de Richard Plantagenet, e de Amanita phalloides, o cogumelo chapéu-da-morte. Todo o resto da minha família morreu” (Foto: Alfaguara)</figcaption></figure>
<p><b>Shirley Jackson &#8211; Sempre vivemos no castelo (176 páginas, Alfaguara)</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Mary Katherine, Constance e Julian moram sozinhos na mansão Blackwood. Isso porque, antes de serem só os três, a grande família morreu envenenada por arsênico, e o trio agora vive isolado da cidade, como párias. Sob o ponto de vista fértil de Merrycat (o apelido da caçula), a autora </span><span style="font-weight: 400;"><a href="https://literaturapolicial.com/2019/08/08/9-curiosidades-sobre-shirley-jackson-icone-da-literatura-de-horror/">Shirley Jackson</a></span><span style="font-weight: 400;"> torna o cotidiano aparentemente monótono de </span><span style="font-weight: 400;"><i>Sempre vivemos no castelo</i></span><span style="font-weight: 400;"> um conto de suspense sob as lentes do Horror.<br />
</span><span style="font-weight: 400;"><br />
</span> <span style="font-weight: 400;">Aos 18 anos de idade, tendo crescido sem convivência com outras pessoas além da família e vendo sua irmã mais velha, Constance, ser inocentada pelo assassinato dos parentes, Mary vê o mundo quase como uma criança. Seu fluxo de consciência imaginativo, mesclando o que presencia objetivamente a seus intrusos </span><span style="font-weight: 400;"><a href="https://www.frightlikeagirl.com.br/2019/09/shirley-jackson-sempre-vivemos-no.html">pensamentos</a></span><span style="font-weight: 400;"> acerca do ambiente, das pessoas que cruzam seu caminho e das suas intenções, fica difícil distinguir o que é real. Para a menina, o enxerido primo Charles, que chega desavisado e bagunça a rotina da casa com sua presença expansiva, é um fantasma. Ou um demônio. Ou os dois. Por detrás dos olhos de </span><span style="font-weight: 400;"><a href="https://www.youtube.com/watch?v=NQg-nUoMCBo&amp;feature=emb_title">Merrycat</a></span><span style="font-weight: 400;">, a família Blackwood ganha curiosos contornos de dúvida.<br />
</span><span style="font-weight: 400;"><br />
</span> <span style="font-weight: 400;">Na verdade, </span><span style="font-weight: 400;"><i>Sempre vivemos no castelo</i></span><span style="font-weight: 400;"> se aproveita justamente da incerteza. A obra, publicada originalmente em 1962 e com uma nova edição em 2022, pela editora </span><span style="font-weight: 400;"><i>Alfaguara</i></span><span style="font-weight: 400;">, nunca apresenta um fato concreto: desde a inocência de Constance quanto a quem está vivo ou não, o livro atiça para as possibilidades e, deixando o leitor inquieto, se desenvolve a partir da não resolução delas. Dona de </span><span style="font-weight: 400;"><a href="https://personaunesp.com.br/residencia-hill-critica/">outros sucessos</a></span><span style="font-weight: 400;"> e uma das </span><span style="font-weight: 400;"><a href="https://www.estadao.com.br/alias/gotico-de-shirley-jackson-e-relancado-e-ganha-adaptacao-para-cinema/">maiores influências do gênero</a></span><span style="font-weight: 400;">, Shirley Jackson é mestre em deixar o Terror vir da imaginação de quem se deixa mergulhar na narrativa. </span><b>&#8211; Vitória Gomez</b></p>
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<figure id="attachment_29505" aria-describedby="caption-attachment-29505" style="width: 673px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-large wp-image-29505" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/12/limite1-673x1024.jpg" alt="" width="673" height="1024" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/12/limite1-673x1024.jpg 673w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/12/limite1-526x800.jpg 526w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/12/limite1-768x1169.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/12/limite1-1009x1536.jpg 1009w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/12/limite1.jpg 1200w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-29505" class="wp-caption-text">Recebido pela parceria da Companhia das Letras com o Persona, o romance de estreia de Caio Fernando Abreu ganha um posfácio assinado por <a href="https://www.companhiadasletras.com.br/autor.php?codigo=05998">Natalia Borges Polesso</a> em sua nova edição (Foto: Companhia das Letras)</figcaption></figure>
<p><b>Caio Fernando Abreu &#8211; Limite branco (200 páginas, Companhia das Letras)</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;"><a href="http://www.hildahilst.com.br/portfolio/alcoolicas">É crua a vida</a></span><span style="font-weight: 400;">, e a escrita de </span><span style="font-weight: 400;"><a href="https://www.companhiadasletras.com.br/autor.php?codigo=00005">Caio Fernando Abreu</a></span><span style="font-weight: 400;"> irrompe em uma tentativa implacável de capturá-la. Sob a luz do próprio amadurecimento do autor, </span><span style="font-weight: 400;"><i><a href="https://www.companhiadasletras.com.br/livro/9786559212262/limite-branco">Limite branco</a></i></span> <span style="font-weight: 400;">é atravessado por referências de um leitor assíduo e de um coração, pulsante por toda sua obra, ávido à existência e ao sentir. O romance de estreia do escritor é um registro que ressoa sua própria experiência, mascarada pelo personagem e alter-ego Maurício, com as dores e delicadezas do crescer. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Em capítulos intercalados, dois momentos da vida do personagem são enquadrados em estilos distintos; nos pares, a infância é rememorada, na terceira pessoa, com o conforto e um sentimento de caseira interioridade, tecida por poetas como Adélia Prado e Carlos Drummond de Andrade. Já nos ímpares, se situa um diário íntimo e visceral da adolescência enquanto um período de extrema sensibilidade, no qual os mais simples e oriundos eventos são estopins a deslumbramentos e assombrações, em que a espiritualidade, o afeto e iminência da descoberta são apanhados por pelas palavras que buscam reproduzir a vivacidade dessas emoções, tal qual uma das escritoras favoritas de Caio, </span><span style="font-weight: 400;"><a href="https://site.claricelispector.ims.com.br/2018/11/26/a-sombra-da-palavra/">Clarice Lispector</a></span><span style="font-weight: 400;">.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">De uma noite desesperadora de sono tomada por uma sudorese febril a um atestado da presença de Deus, ao observar a rua de sua janela, reluzente depois da chuva, são variados os aspectos do amadurecimento no livro de Caio Fernando Abreu. Escrito quando tinha apenas 19 anos, </span><span style="font-weight: 400;"><i>Limite branco – </i></span><span style="font-weight: 400;">título escolhido com a ajuda de sua </span><span style="font-weight: 400;"><a href="https://www.literaturaeoutrosblues.com.br/2021/07/umacartacaiofernandoabreuehildahilst.html">amiga</a></span><span style="font-weight: 400;"> Hilda Hilst –</span> <span style="font-weight: 400;">foge do comum de romances de formação, como os trânsitos existenciais de </span><span style="font-weight: 400;"><a href="https://todavialivros.com.br/autores/j-d-salinger">J.D. Salinger</a></span><span style="font-weight: 400;">, para a construção de uma passagem a vida adulta demarcada</span><span style="font-weight: 400;"> pela delicadeza do </span><span style="font-weight: 400;"><a href="https://liberoamericamag.com/2017/10/09/o-roteiro-do-silencio-de-hilda-hilst/">silêncio</a></span><span style="font-weight: 400;"> e pela maneira que são borrados os limites: do entre o eu e mundo – tão estranho! – que o cerca. </span><b>&#8211; Enzo Caramori</b></p>
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<figure id="attachment_29533" aria-describedby="caption-attachment-29533" style="width: 684px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-large wp-image-29533" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/12/Clare-Vanderpool-Em-Algum-Lugar-das-Estrelas-684x1024.jpg" alt="Arte retangular em tons de azul. No canto superior esquerdo, está escrito “New York Times Bestseller” em letra cursiva e na cor azul claro. No centro, está escrito o nome da autora “Clare Vanderpool” em letra cursiva e na cor bege, e também o título do livro “Em algum lugar nas estrelas” em letra cursiva e na cor branca. Ainda no centro, entre o trecho “Em algum” e o trecho “Lugar nas estrelas”, há uma bússola na cor bege. Centralizado, abaixo do título do livro, há um barco na cor branca. Dentro do barco, há um menino, em pé, de camisa branca, e um menino, sentado segurando um remo, de camisa preta. Por toda a arte, há detalhes na cor azul que representam constelações, tais como: Ursa Maior logo abaixo do título, Orion, Lepus, Columba e Taurus no canto superior direito, e Cetus, Phoenix e Toucan no canto superior esquerdo." width="684" height="1024" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/12/Clare-Vanderpool-Em-Algum-Lugar-das-Estrelas-684x1024.jpg 684w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/12/Clare-Vanderpool-Em-Algum-Lugar-das-Estrelas-534x800.jpg 534w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/12/Clare-Vanderpool-Em-Algum-Lugar-das-Estrelas-768x1150.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/12/Clare-Vanderpool-Em-Algum-Lugar-das-Estrelas.jpg 1000w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-29533" class="wp-caption-text">Em algum lugar nas estrelas entra no seleto nicho literário infantojuvenil que faz crianças rirem e adultos chorarem (Foto: Darkside)</figcaption></figure>
<p><b>Clare Vanderpool &#8211; Em algum lugar nas estrelas (288 páginas, Darkside)</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A autora estadunidense </span><span style="font-weight: 400;"><a href="https://www.darksidebooks.com.br/clare-vanderpool/p">Clare Vanderpool</a></span><span style="font-weight: 400;">, ao escrever </span><span style="font-weight: 400;"><i>Em algum lugar nas estrelas, </i></span><span style="font-weight: 400;">conquista sua licença poética para reiterar uma valiosa lição na convivência humana: o que importa, no fim, são os amigos que se faz no caminho. A obra se consolida como um marco na literatura infantojuvenil, não só pelo fato de ter sido </span><span style="font-weight: 400;"><i>best-seller </i></span><span style="font-weight: 400;">no </span><span style="font-weight: 400;"><i><a href="https://www.nytimes.com/books/best-sellers/">New York Times</a></i></span><span style="font-weight: 400;">, mas por ter sido capaz de sensibilizar diversas camadas sociais, desde o Ensino Fundamental até os CLTs. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Quando Jack se muda para um internato em Maine, além de lidar com as incertezas a respeito de um ambiente desconhecido, deve encarar as facetas melancólicas da morte da mãe e do distanciamento emocional do pai. Apesar do caos silencioso digno da denominação de solidão, ele encontra um candidato ao título de “amigo”: Early Auden, um menino tão discreto e tímido quanto a solitude de Jack. Os dois percorrem, juntos, um caminho de </span><span style="font-weight: 400;"><a href="https://www.literalmenteuai.com.br/resenha-em-algum-lugar-nas-estrelas-clare-vanderpool/#:~:text=Em%20algum%20lugar%20nas%20estrelas%20%C3%A9%20sobre%20a%20constru%C3%A7%C3%A3o%20de,cidade%2C%20no%20interior%20do%20Kansas.">autodescoberta</a></span><span style="font-weight: 400;"> no qual a fantasia e a criatividade infantis se consagram.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Clare Vanderpool expõe com maestria as ramificações da </span><span style="font-weight: 400;"><a href="https://darkside.blog.br/em-algum-lugar-nas-estrelas-mostra-a-sensibilidade-e-o-talento-de-clare-vanderpool/">infância</a></span><span style="font-weight: 400;"> em uma jornada pautada em identidade, pertencimento e memória. Em outros termos, Jack Baker e Early Auden protagonizam a história cuja desenvoltura reside no contraste entre a simplicidade da escrita e a complexidade do tema. A obra é uma experiência que desperta na criança vontade de procurar aventuras extraordinárias e, no adulto, a vontade de buscar o que ficou para trás. De qualquer forma, ambos objetos de desejo podem ser encontrados </span><span style="font-weight: 400;"><i>Em algum lugar nas estrelas. </i></span><b>&#8211; Ana Cegatti</b></p>
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<figure id="attachment_29500" aria-describedby="caption-attachment-29500" style="width: 606px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-large wp-image-29500" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/12/Socios-no-Crime-1-606x1024.jpg" alt="Capa do livro Sócios no Crime, escrito por Agatha Christie. É uma arte com fundo preto. O nome da autora aparece na parte superior, escrito em letra cursiva. No meio da imagem, dois dados aparecem; um está com o número seis em vermelho, o número três e o número cinco em preto; o outro, está com o número seis também está em vermelho, o número dois e o número quatro em preto. Na parte inferior, o título do livro aparece em letras de forma, em caixa alta." width="606" height="1024" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/12/Socios-no-Crime-1-606x1024.jpg 606w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/12/Socios-no-Crime-1-473x800.jpg 473w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/12/Socios-no-Crime-1-768x1298.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/12/Socios-no-Crime-1-909x1536.jpg 909w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/12/Socios-no-Crime-1-1211x2048.jpg 1211w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/12/Socios-no-Crime-1-1200x2029.jpg 1200w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/12/Socios-no-Crime-1.jpg 1280w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-29500" class="wp-caption-text">Com saudade dos seus tempos de aventura e investigação, Tommy e Tuppence retornam em seu segundo livro para resolver um caso de espionagem (Foto: L&amp;PM)</figcaption></figure>
<p><b>Agatha Christie &#8211; Sócios no Crime (279 páginas, L&amp;PM)</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Depois de descobrirem o paradeiro de Jane Finn e a identidade de Mr. Brown – o misterioso </span><span style="font-weight: 400;"><i><a href="https://personaunesp.com.br/estante-do-persona-agosto-de-2022/">Adversário Secreto</a></i></span> <span style="font-weight: 400;">–, Tommy e Tuppence estão de volta em </span><span style="font-weight: 400;"><i>Sócios no Crime</i></span><span style="font-weight: 400;">. A coleção de contos escrita por Agatha Christie, lançada em 1929, continua a história da dupla de investigadores recém-casados, que, a pedido de Mr. Carter, da Inteligência Secreta, assume a direção da agência Os Detetives Brilhantes de Blunt.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Sob as personas</span> <span style="font-weight: 400;">do detetive Theodore Blunt e da secretária srta. Robinson, Tommy e Tuppence começam a investigar pequenos casos, enquanto esperam a aparição do espião N°16, comparsa do real Theodore Blunt, que, por sua vez, foi preso por Mr. Carter e sua equipe. E, ao usar técnicas de outros detetives da literatura policial, como as de Sherlock Holmes e de </span><span style="font-weight: 400;"><a href="https://personaunesp.com.br/assassinato-no-expresso-do-oriente-critica/">Hercule Poirot</a></span><span style="font-weight: 400;">, o par de aventureiros tenta responder à pergunta: quem seria o espião Número 16? &#8211; </span><b>Laura Hirata-Vale</b></p>
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<figure id="attachment_29498" aria-describedby="caption-attachment-29498" style="width: 683px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-large wp-image-29498" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/12/via-apia-1-683x1024.jpg" alt="Capa do livro Via Ápia, de Geovani Martins. Na imagem, há o desenho de três corpos negros dançando, em um fundo de cores cinza, branco e preto. Abaixo, próximo ao centro, está escrito Romance, em fonte de cor preta. À direita, está escrito Via Ápia, em fonte de cor branca com contornos pretos, e Geovani Martins, em fonte de cor preta. Abaixo está o logo da editora Companhia das Letras, em cor preta." width="683" height="1024" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/12/via-apia-1-683x1024.jpg 683w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/12/via-apia-1-534x800.jpg 534w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/12/via-apia-1-768x1152.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/12/via-apia-1-1024x1536.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/12/via-apia-1-1366x2048.jpg 1366w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/12/via-apia-1-1200x1799.jpg 1200w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/12/via-apia-1.jpg 1654w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-29498" class="wp-caption-text">Recebido na parceria com a editora Companhia das Letras, o primeiro romance de Geovani Martins guarda todos os méritos que o consagraram nos contos em 2018 (Foto: Companhia das Letras)</figcaption></figure>
<p><b>Geovani Martins &#8211; Via Ápia (344 páginas, Companhia das Letras)</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Fenômeno imediato desde que </span><span style="font-weight: 400;"><i><a href="https://www.companhiadasletras.com.br/livro/9788535930528/o-sol-na-cabeca">O Sol na Cabeça</a></i></span> <span style="font-weight: 400;">(2018) foi publicado e um dos convidados da </span><span style="font-weight: 400;"><a href="https://www.flip.org.br/autores/geovani-martins/">Flip</a></span><span style="font-weight: 400;"> deste ano (dividindo uma mesa com a vencedora do Nobel, </span><span style="font-weight: 400;"><a href="https://personaunesp.com.br/o-acontecimento-livro-critica/">Annie Ernaux</a></span><span style="font-weight: 400;">), Geovani Martins vem de Bangu – bairro suburbano do Rio de Janeiro –, mas também morou na Rocinha e Vidigal (onde vive até hoje), comunidades de favelas na zona sul da cidade. Sua experiência pessoal, indissociável de sua obra, se junta à trama de Washington e Wesley em </span><span style="font-weight: 400;"><i><a href="https://www.companhiadasletras.com.br/livro/9786559211180/via-apia">Via Ápia</a></i></span><span style="font-weight: 400;">, seu romance de estreia, no qual acompanhamos os personagens na Rocinha do antes, durante e depois da instalação da Unidade de Polícia Pacificadora (UPP), entre 2011-2013.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Em capítulos curtos, ao estilo de Machado de Assis – uma das principais referências de </span><span style="font-weight: 400;"><a href="https://oglobo.globo.com/cultura/livros/noticia/2022/11/geovani-martins-lanca-primeiro-romance-na-flip-e-participa-de-mesa-com-a-americana-ladee-hubbard.ghtml">Geovani Martins</a></span><span style="font-weight: 400;"> –, enxergamos perspectivas cruzadas, em que cinco jovens (contando Washington e Wesley) vivenciam primeiras experiências no amor, na amizade, no amadurecimento e na inibição de seus próprios sonhos frente a violência instaurada pelo Estado, numa “guerra às drogas” fracassada desde o início. Ao enviar sua tropa de choque à Rocinha, pelos olhos de Martins, o Estado parece apresentar uma única resposta aos problemas da desigualdade social no Brasil: a morte.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Mas, seguindo a narrativa habilidosa de </span><span style="font-weight: 400;"><i>Via Ápia</i></span><span style="font-weight: 400;">, na qual os diálogos impulsionam a trama, os impactos da UPP na vida dos moradores resvalam em todos os sonhos. Dividido em três partes, acompanhamos a expectativa da comunidade em relação à invasão; a ruidosa </span><span style="font-weight: 400;"><a href="http://g1.globo.com/rio-de-janeiro/noticia/2011/11/rocinha-foi-ultima-ocupacao-de-2011-diz-beltrame.html">instalação da UPP</a></span><span style="font-weight: 400;">; e a silenciosa partida da polícia e a retomada dos bailes </span><span style="font-weight: 400;"><i>funk </i></span><span style="font-weight: 400;">que “</span><span style="font-weight: 400;"><i>fazem o chão da favela tremer</i></span><span style="font-weight: 400;">”. Criador de diálogos impecáveis e verossímeis, </span><span style="font-weight: 400;"><a href="https://www1.folha.uol.com.br/ilustrada/2022/11/a-literatura-e-uma-arma-afirma-o-escritor-geovani-martins-na-flip.shtml">Martins aponta</a></span><span style="font-weight: 400;"> que a resposta dos moradores é e sempre foi outra: “</span><span style="font-weight: 400;"><i>a vida, sempre ela, nunca a morte</i></span><span style="font-weight: 400;">”. </span><b>&#8211; Bruno Andrade</b></p>
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<figure id="attachment_29506" aria-describedby="caption-attachment-29506" style="width: 656px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-large wp-image-29506" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/12/gotico-1-656x1024.jpg" alt="Capa do livro Gótico Nordestino, do autor Christiano Aguiar. A capa é preta, tem em vermelho o nome do autor no topo e o nome do livro, em branco, abaixo. A ilustração do centro é um círculo que mostra um homem e seu reflexo maligno, montado em animais e segurando armas." width="656" height="1024" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/12/gotico-1-656x1024.jpg 656w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/12/gotico-1-513x800.jpg 513w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/12/gotico-1-768x1198.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/12/gotico-1-985x1536.jpg 985w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/12/gotico-1.jpg 1641w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-29506" class="wp-caption-text">Gótico Nordestino venceu o Prêmio Clarice Lispector de Contos da Biblioteca Nacional em 2022 (Foto: Alfaguara)</figcaption></figure>
<p><b>Christiano Aguiar &#8211; Gótico Nordestino (133 páginas, Alfaguara)</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">São 9 os brilhantes contos que Christiano Aguiar precisa para situar suas histórias de medo, mistério e morte no interior brasileiro. Afinal, aliado a uma escrita visual e polvorosa, junto da curta duração das tramas, o livro </span><span style="font-weight: 400;"><a href="https://www1.folha.uol.com.br/ilustrada/2022/10/biblioteca-nacional-premia-livros-gotico-nordestino-e-siameses-veja-a-lista.shtml">vencedor do prêmio</a></span><span style="font-weight: 400;"> de Contos da Biblioteca Nacional é um prato a ser devorado fumegante, sem espaço para respiros ou breves pausas. De cara, uma pequena travessia entre duas residências é palco de muita tensão.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Já em </span><span style="font-weight: 400;"><i>As Onças</i></span><span style="font-weight: 400;">, conto pós-apocalíptico que une a mitologia da epidemia com a fauna nacional, Aguiar coloca na mesa todo seu arsenal literário: emoção se transforma em lamento, que logo se transfigura na surpresa digna de arregalar os olhos e suspender o queixo. </span><span style="font-weight: 400;"><i>Gótico Nordestino</i></span><span style="font-weight: 400;"> é o atrativo maior no mar de criatividade do autor e da escassez de narrativas fantasmagóricas e sobrenaturais que </span><span style="font-weight: 400;"><a href="https://tab.uol.com.br/colunas/lidia-zuin/2022/01/29/horror-a-luz-do-dia-livro-gotico-nordestino-desafia-estereotipos-do-genero.htm">fogem de clichês</a></span><span style="font-weight: 400;"> ou mazelas narrativas.</span><b> &#8211; Vitor Evangelista</b></p>
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<figure id="attachment_29532" aria-describedby="caption-attachment-29532" style="width: 712px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-large wp-image-29532" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/12/71QxrvMNb2L-712x1024.jpg" alt="Capa do livro Modernismos 1922-2022. A imagem é composta por uma arte que tem um conjunto de números 22 sobrepostos. Os tons vão de rosa a lilás e vermelho a laranja. Ao centro, o nome do livro está grafado em preto. No canto superior esquerdo, está o nome da organizadora. No canto inferior direito, está o logo da editora." width="712" height="1024" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/12/71QxrvMNb2L-712x1024.jpg 712w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/12/71QxrvMNb2L-557x800.jpg 557w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/12/71QxrvMNb2L-768x1104.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/12/71QxrvMNb2L-1069x1536.jpg 1069w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/12/71QxrvMNb2L.jpg 1781w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-29532" class="wp-caption-text">O centenário da Semana de Arte Moderna também foi lembrado aqui no Persona, através de uma <a href="https://personaunesp.com.br/tag/semana-de-arte-moderna-no-persona/">série especial</a> que reflete sobre o legado de 1922 na Arte e na Cultura brasileira (Foto: Companhia das Letras)</figcaption></figure>
<p><b>Gênese Andrade (Org.) &#8211; Modernismos 1922 &#8211; 2022 (896 páginas, Companhia das Letras)</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Na história do Brasil, poucos eventos são tão culturalmente divisores quanto a Semana de Arte Moderna. Tanto em sua relevância como marco artístico-cultural quanto nas controvérsias sobre o seu caráter disruptivo, o evento de 1922, bem como suas origens e desdobramentos, já são temas constantes no ambiente de discussões do país, mas ocupam </span><span style="font-weight: 400;"><a href="https://www.quatrocincoum.com.br/br/podcasts/repertorio-451-mhz/a-semana-de-22-posta-em-questao">um lugar especial</a></span><span style="font-weight: 400;"> em seu centenário, conforme bem identifica </span><span style="font-weight: 400;"><i>Modernismos 1922 &#8211; 2022</i></span><span style="font-weight: 400;">.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A publicação especial da </span><span style="font-weight: 400;"><i>Companhia das Letras</i></span><span style="font-weight: 400;"> para os 100 anos da Semana de 22 é mestre em identificar </span><span style="font-weight: 400;"><a href="https://www.companhiadasletras.com.br/livro/9786559212408/modernismos-1922-2022">as vértices</a></span><span style="font-weight: 400;"> do debate sobre o movimento no país, cujo início oficial é atribuído à série de apresentações, debates, exposições e movimentações que aconteceram na capital de São Paulo entre os dias 13 e 17 de fevereiro de 1922. São 29 ensaios inéditos, assinados por 29 autores diferentes, que analisam o desenrolar desses 100 anos com direção de </span><span style="font-weight: 400;"><a href="https://gamarevista.uol.com.br/cultura/um-ano-para-repensar-a-semana-de-22/">Gênese Andrade</a></span><span style="font-weight: 400;">.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Além de se organizar a partir da experiência de uma das principais referências sobre o tema da atualidade, o livro traz as contribuições de nomes consagrados no ramo do estudo da História e Cultura brasileiras, como </span><span style="font-weight: 400;"><a href="https://oglobo.globo.com/cultura/noticia/2022/11/nossa-historiografia-e-colonial-masculina-e-sudestina-diz-lilia-schwarcz-na-flip.ghtml">Lilia Schwarcz</a></span><span style="font-weight: 400;">, José Miguel Wisnik, Walnice Nogueira Galvão e Regina Teixeira de Barros. Os temas abarcam as representações raciais, locais e de gênero e os discursos políticos, sociais e estéticos das Artes Visuais, da </span><span style="font-weight: 400;"><a href="https://personaunesp.com.br/heitor-villa-lobos-e-a-musica-modernista-artigo/">Música</a></span><span style="font-weight: 400;">, da </span><span style="font-weight: 400;"><a href="https://personaunesp.com.br/manuel-bandeira-os-sapos-literatura-modernista-artigo/">Literatura</a></span><span style="font-weight: 400;"> e da Arquitetura modernista, olhando para cem anos atrás a fim de compreender cem anos </span><span style="font-weight: 400;"><a href="https://personaunesp.com.br/1922-2022-o-que-e-ser-moderno-no-brasil-artigo/">à frente</a></span><span style="font-weight: 400;">. </span><b>&#8211; Raquel Dutra</b></p>
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<figure id="attachment_29503" aria-describedby="caption-attachment-29503" style="width: 711px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-large wp-image-29503" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/12/Nao-ha-silencio-que-nao-termine-1-711x1024.jpg" alt="Capa do livro Não há silêncio que não termine da autora Ingrid Betancourt. Na imagem, o fundo é composto por tons de verde que variam na forma de um enorme borrão distorcido. Ao centro, o nome da escritora aparece em letras grandes e vermelhas. Um pouco abaixo, está o título do livro na cor preta. Já na parte inferior, há o subtítulo “Meus anos de cativeiro na selva colombiana” marcado em preto. Por último, o logo da editora Companhia das Letras." width="711" height="1024" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/12/Nao-ha-silencio-que-nao-termine-1-711x1024.jpg 711w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/12/Nao-ha-silencio-que-nao-termine-1-556x800.jpg 556w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/12/Nao-ha-silencio-que-nao-termine-1-768x1106.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/12/Nao-ha-silencio-que-nao-termine-1-1067x1536.jpg 1067w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/12/Nao-ha-silencio-que-nao-termine-1.jpg 1778w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-29503" class="wp-caption-text">Ingrid Betancourt tentou concorrer à presidência da Colômbia <a href="https://noticias.uol.com.br/internacional/ultimas-noticias/2022/05/17/ingrid-betancourt-volta-a-concorrer-a-presidencia-na-colombia.htm">novamente</a> em 2022, mas acabou desistindo (Foto: Companhia das Letras)</figcaption></figure>
<p><b>Ingrid Betancourt &#8211; Não há silêncio que não termine (556 páginas, Companhia das Letras)</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Há duas décadas, a então candidata à presidência </span><span style="font-weight: 400;"><a href="https://www.theguardian.com/world/2010/sep/18/ingrid-betancourt-i-still-have-nightmares">Ingrid Betancourt</a></span><span style="font-weight: 400;"> era sequestrada pelas </span><span style="font-weight: 400;"><a href="https://americasquarterly.org/article/interview-ingrid-betancourt-on-colombia-farc-peace/">FARC</a></span><span style="font-weight: 400;">, as Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia. Presa em cativeiro durante seis anos, o seu início promissor na política se desfez, porém, os tormentos vividos na selva colombiana foram registrados na história através do livro </span><span style="font-weight: 400;"><i><a href="https://www.companhiadasletras.com.br/livro/9788535917383/nao-ha-silencio-que-nao-termine">Não há silêncio que não termine</a></i></span><span style="font-weight: 400;">, publicação que selou a relevância internacional do acontecimento. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Na obra escrita em primeira pessoa, a autora transporta o leitor para o </span><span style="font-weight: 400;"><a href="https://www.npr.org/2010/09/25/130108179/ingrid-betancourts-six-years-in-the-jungle">ambiente inóspito</a></span><span style="font-weight: 400;"> da lama atraente e das folhas sufocantes que a fizeram refém. </span><span style="font-weight: 400;"><a href="https://g1.globo.com/mundo/noticia/2022/05/20/ingrid-betancourt-deixa-e-coalizao-de-centro-e-se-candidata-a-presidencia-da-colombia.ghtml">Betancourt</a></span><span style="font-weight: 400;">, habituada com a presença de referências culturais no seu convívio familiar, escolheu um trecho do poema </span><span style="font-weight: 400;"><i>Para todos</i></span><span style="font-weight: 400;"> de Pablo Neruda para compor o título e trouxe o dom das palavras de </span><span style="font-weight: 400;">Gabriel García Márquez para o seu estilo.</span> <b>&#8211; Nathalia Tetzner</b></p>
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<figure id="attachment_29508" aria-describedby="caption-attachment-29508" style="width: 666px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-large wp-image-29508" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/12/ceu-noturno-crivado-de-balas-1-666x1024.jpg" alt="Capa do livro Céu noturno crivado de balas, do autor Ocean Vuong. Na imagem, o fundo é cinza e há um homem nu sentado de lado no chão, curvado para frente, abraçando suas pernas e apoiando sua cabeça nos joelhos. Há galhos de folhas saindo de suas costas e de seus pés." width="666" height="1024" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/12/ceu-noturno-crivado-de-balas-1-666x1024.jpg 666w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/12/ceu-noturno-crivado-de-balas-1-520x800.jpg 520w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/12/ceu-noturno-crivado-de-balas-1-768x1182.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/12/ceu-noturno-crivado-de-balas-1-998x1536.jpg 998w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/12/ceu-noturno-crivado-de-balas-1-1200x1846.jpg 1200w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/12/ceu-noturno-crivado-de-balas-1.jpg 1300w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-29508" class="wp-caption-text">Em Céu noturno crivado de balas, Vuong consegue fazer com que os silêncios de seus versos falem com a mesma força de suas palavras (Foto: <span style="font-weight: 400;"><i>Â</i></span>yiné)</figcaption></figure>
<p><b>Ocean Vuong  &#8211; Céu noturno crivado de balas (227 páginas, Âyiné)</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Dois anos. Esse foi o tempo em que o poeta vietnamita </span><span style="font-weight: 400;"><a href="https://www.oceanvuong.com/about">Ocean Vuong</a></span><span style="font-weight: 400;"> passou em seu país de origem antes de migrar para os Estados Unidos com sua mãe e avó – a única família que tinha. Nascido em um país do qual não se lembra, com um pai que nunca chegou a conhecer e fazendo perguntas que nunca poderiam ser respondidas, ele fez o que a maioria de nós faríamos: criou seu passado e parte dessa criação está materializada em </span><span style="font-weight: 400;"><i>Céu noturno crivado de balas</i></span><span style="font-weight: 400;">.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Os trinta e cinco poemas que compõem a obra se dividem em dois grandes temas: a guerra do Vietnã e o amor, e como a guerra e o amor se encontram em diversos pontos. Vuong possui uma capacidade incrível de criar imagens e fazer com que os silêncios de seus versos falem com a mesma força de suas palavras; escrevendo sobre a batalha, a família ou sobre o sexo, todas as suas composições contêm a aura da perda causada pela violência, pelos mal-entedidos ou pelo simples correr das folhas do calendário. Ao transitar por diversos campos simbólicos, </span><span style="font-weight: 400;"><i><a href="https://ayine.com.br/catalogo/ceu-noturno-crivado-de-balas/">Céu noturno crivado de balas</a></i></span><span style="font-weight: 400;"> oferece múltiplas possibilidades de leitura, tratando-se de um processo constante e infinito de elaboração que parte justamente de uma ressignificação da linguagem. </span><b>&#8211; Raquel Freire</b></p>
<hr />
<figure id="attachment_29502" aria-describedby="caption-attachment-29502" style="width: 675px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-large wp-image-29502" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/12/rota-66-1-675x1024.jpg" alt="Capa do livro Rota 66 A História da Polícia Que Matava. Na imagem há um policial da divisão ROTA com os braços cruzados e o símbolo da corporação em destaque no ombro direito. A imagem está em preto e branco e o título e subtítulo estão na parte superior direita." width="675" height="1024" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/12/rota-66-1-675x1024.jpg 675w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/12/rota-66-1-527x800.jpg 527w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/12/rota-66-1-768x1166.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/12/rota-66-1-1012x1536.jpg 1012w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/12/rota-66-1-1349x2048.jpg 1349w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/12/rota-66-1.jpg 1582w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-29502" class="wp-caption-text">Caco Barcellos choca e emociona com a descrição da violência policial (Foto: Record)</figcaption></figure>
<p><b>Caco Barcellos &#8211; Rota 66 &#8211; A História da Polícia Que Mata (352 páginas, Record)</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;"><i>Rota 66 &#8211; A História da Polícia Que Mata</i></span><span style="font-weight: 400;"> liga inúmeros assassinatos cometidos pela Rondas Ostensivas Tobias de Aguiar (ROTA), divisão da Polícia Militar do Estado de São Paulo, ao </span><span style="font-weight: 400;"><a href="https://g1.globo.com/profissao-reporter/noticia/2022/10/21/caso-que-da-nome-a-rota-66-livro-de-caco-barcellos-foi-escandalo-em-1975-com-execucao-de-jovens-de-classe-alta-de-sao-paulo.ghtml">escândalo de 1975</a></span><span style="font-weight: 400;"> pela execução de três jovens de classe alta. O caso é investigado a fundo pelo jornalista Caco Barcellos, que descobre um grupo de matadores agindo com o aparente aval da polícia.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A obra ganhou o prêmio da categoria Reportagem do Prêmio Jabuti de 1993 e foi adaptado para uma série pela </span><span style="font-weight: 400;"><i>Globoplay </i></span><span style="font-weight: 400;">em 2022. </span><span style="font-weight: 400;"><i><a href="https://www.record.com.br/produto/rota-66/">Rota 66</a></i></span><span style="font-weight: 400;">  é envolvente a ponto de nos fazer criar uma sensação de cumplicidade com os participantes da trama e choca com a descrição das arbitrariedades cometidas pelos agentes de segurança e pela total falta de confiança entre esses servidores e a população. &#8211; </span><b>Guilherme Dias Siqueira</b></p>
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<figure id="attachment_29536" aria-describedby="caption-attachment-29536" style="width: 712px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-large wp-image-29536" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/12/71uPm09LJ1L-712x1024.jpg" alt="Capa do livro Vê se cresce, Eve Brown.Na imagem há a ilustração de uma garota negra de estatura média, ela tem tranças lilás até a cintura e veste uma calça jeans azul clara com uma camiseta verde e um tênis branco. Ao seu lado há a figura de um homem branco de cabelos curtos loiros, ele veste uma calça preta e uma camisa social branca. O fundo é azul e atrás dos personagens tem uma trilha de notas musicais. Na parte superior está escrito em roxo “Da mesma autora de Acorda pra vida, Chloe Brown”. Na porção central aparece o título da obra em roxo e branco. No espaço inferior central aparece o nome da autora em letras brancas." width="712" height="1024" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/12/71uPm09LJ1L-712x1024.jpg 712w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/12/71uPm09LJ1L-557x800.jpg 557w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/12/71uPm09LJ1L-768x1104.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/12/71uPm09LJ1L-1069x1536.jpg 1069w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/12/71uPm09LJ1L.jpg 1781w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-29536" class="wp-caption-text">Recebido do Persona na parceria com a Companhia das Letras, Vê se cresce, Eve Brown é o terceiro livro da trilogia Irmãs Brown (Foto: Companhia das Letras/Paralela)</figcaption></figure>
<p><b>Talia Hibbert &#8211; Vê se cresce, Eve Brown (296 páginas, Paralela/Companhia das Letras)</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Eve é a caçula das três </span><span style="font-weight: 400;"><a href="https://www.companhiadasletras.com.br/livro/9788584392780/ve-se-cresce-eve-brown-sucesso-no-tiktok">irmãs Brown</a></span><span style="font-weight: 400;">. A personagem tem a presença de um furacão: imprevisível e capaz de derrubar tudo. Pelo menos é isso que seus pais veêm quando, depois de inúmeras tentativas de definir um rumo para sua vida, a moça não consegue se encontrar em nada – talvez ela nem quisesse isso. Assim, a única opção da mulher de tranças lilás é ir atrás de estabilidade, como prova de que os julgamentos a seu respeito estão errados. É assim que Eve Brown entra de cabeça em uma aventura na qual o autoconhecimento é o destino e nós somos os acompanhantes, carregando sorrisos tímidos no canto da boca.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O livro – traduzido no Brasil por </span><span style="font-weight: 400;"><a href="https://comoeuescrevo.com/ligia-azevedo/">Lígia Azevedo</a></span><span style="font-weight: 400;"> – explora mais do que as nuances de um clichê adorável ao expor o protagonismo autista e se desviar de muitos estigmas. A leitura é fluida e aconchegante, fazendo com que conheçamos aspectos diferentes da representatividade, enquanto nos apaixonamos pelo enredo cativante. No destino de Eve, há muito mais que algumas pombas brancas voando para o lugar errado.  </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O texto de Talia Hibbert ainda ganha espaço para trabalhar o clássico dos romances juvenis com um </span><span style="font-weight: 400;"><i><a href="https://personaunesp.com.br/e-assim-que-se-perde-a-guerra-do-tempo-critica/">enemies to lovers</a></i></span><span style="font-weight: 400;"> extremamente carismático. Ver a protagonista bagunçada e o metódico Jacob Wayne se encontrando nas diferenças abre portas para encarar divergências com outros olhos. Se </span><span style="font-weight: 400;"><i>Vê se cresce, Eve Brown</i></span><span style="font-weight: 400;"> gostaria que sua personagem fosse um pouco mais madura, isso não só acontece com excelência como também nos engrandece junto dela.  </span><b>&#8211; Jamily Rigonatto</b></p>
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		<title>Estante do Persona – Março de 2022</title>
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		<pubDate>Mon, 04 Apr 2022 20:54:22 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Depois de acompanhar os relatos cruéis de Carolina Maria de Jesus e seu Quarto de despejo, o Clube de Leitura do Persona chegou em Março inspirado pela quase onipresente cerimônia do Oscar 2022, e decidiu reunir-se para debater a coletânea de contos Homens sem mulheres, do escritor japonês Haruki Murakami.  Drive My Car, história que &#8230; <a href="http://personaunesp.com.br/estante-do-persona-marco-de-2022/" class="more-link">Continue lendo<span class="screen-reader-text"> "Estante do Persona – Março de 2022"</span></a></p>
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										<content:encoded><![CDATA[<figure id="attachment_27214" aria-describedby="caption-attachment-27214" style="width: 1024px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="wp-image-27214 size-full" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/04/capa_wordpress_estante_do_persona_marco.jpg" alt="Arte retangular de cor azul. Ao centro há uma estante branca com três prateleiras. A primeira prateleira é dividida ao meio, a segunda prateleira é dividida em três e a terceira prateleira é dividida em três. Na parte superior lê-se em preto 'estante’, na primeira prateleira lê-se em preto 'do persona', à direita nessa prateleira está a logo do Persona, um olho com íris azul clara. Na segunda prateleira, ao meio, está a capa do livro “Homens sem mulheres”. Na terceira prateleira, à direita, está o troféu com a logo do persona. Na parte inferior lê-se em branco ‘março de 2022'." width="1024" height="538" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/04/capa_wordpress_estante_do_persona_marco.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/04/capa_wordpress_estante_do_persona_marco-800x420.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/04/capa_wordpress_estante_do_persona_marco-768x404.jpg 768w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-27214" class="wp-caption-text">Em Março, o Estante do Persona discutiu o melancólico Homens sem mulheres, do escritor japonês Haruki Murakami, e recuperou algumas obras de destaque para o Cinema das adaptações literárias (Foto: Reprodução/Arte: Ana Clara Abbate/Texto de Abertura: Bruno Andrade)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">Depois de acompanhar os relatos cruéis de </span><a href="https://www.companhiadasletras.com.br/autor.php?codigo=11295"><span style="font-weight: 400;">Carolina Maria de Jesus</span></a><span style="font-weight: 400;"> e seu </span><a href="https://personaunesp.com.br/quarto-de-despejo-critica/"><i><span style="font-weight: 400;">Quarto de despejo</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, o Clube de Leitura do Persona chegou em Março inspirado pela</span><span style="font-weight: 400;"> quase onipresente cerimônia do </span><a href="https://personaunesp.com.br/tag/oscar-2022/"><i><span style="font-weight: 400;">Oscar</span></i><span style="font-weight: 400;"> 2022</span></a><span style="font-weight: 400;">, e decidiu reunir-se para debater a coletânea de contos </span><a href="https://www.companhiadasletras.com.br/detalhe.php?codigo=28000054&amp;idtag=7ec82fe8-e709-4f1a-9969-7d018c0785e5&amp;gclid=CjwKCAjwxZqSBhAHEiwASr9n9EqgivsOaPJOZ_csJXaR_UjfKoyAflZW94_2a2GB0705MDBeId3RjxoC6P8QAvD_BwE"><i><span style="font-weight: 400;">Homens sem mulheres</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, do escritor japonês </span><a href="https://www.companhiadasletras.com.br/autor.php?codigo=04582"><span style="font-weight: 400;">Haruki Murakami</span></a><span style="font-weight: 400;">. </span></p>
<p><a href="https://personaunesp.com.br/drive-my-car-critica/"><i><span style="font-weight: 400;">Drive My Car</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, história que abre </span><i><span style="font-weight: 400;">Homens sem mulheres</span></i><span style="font-weight: 400;">, foi incrivelmente adaptada para o Cinema pelo diretor</span> <a href="https://personaunesp.com.br/roda-do-destino-critica/"><span style="font-weight: 400;">Ryûsuke Hamaguchi</span></a><span style="font-weight: 400;">, em um filme de quase três horas com trechos inspirados em mais dois contos da mesma obra, </span><i><span style="font-weight: 400;">Sherazade </span></i><span style="font-weight: 400;">e </span><i><span style="font-weight: 400;">Kino</span></i><span style="font-weight: 400;">. Após suas quatro indicações no </span><i><span style="font-weight: 400;">Oscar</span></i><span style="font-weight: 400;">, vencendo na categoria de </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=OcI7gdFCneI"><span style="font-weight: 400;">Melhor Filme Internacional</span></a><span style="font-weight: 400;">, o tão aguardado longa chegou ao Brasil no dia 1º de abril, através da plataforma </span><a href="https://www.coxinhanerd.com.br/drive-my-car-mubi/"><i><span style="font-weight: 400;">MUBI</span></i></a><span style="font-weight: 400;">. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">No único encontro do mês, os membros do Clube do Livro debateram as nuances da obra, observando sua melancolia – que perpassa as sete histórias do livro –, a maneira a qual o autor reproduz homens quebrados e falidos em seus textos, e, principalmente, a forma como Murakami retrata o </span><a href="https://www.instagram.com/p/CbYiO4FuLv5/"><span style="font-weight: 400;">gênero feminino</span></a><span style="font-weight: 400;"> em seus contos. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Além do escritor japonês, outro nome que se destacou no meio literário em Março foi o de <a href="https://www1.folha.uol.com.br/ilustrada/2022/03/abdulrazak-gurnah-em-sobrevidas-destaca-o-humano-ante-o-colonial.shtml">Abdulrazak Gurnah</a>. Ao final do mês, a </span><a href="https://personaunesp.com.br/tag/companhia-das-letras/"><i><span style="font-weight: 400;">Companhia das Letras</span></i></a> <span style="font-weight: 400;">lançou </span><a href="https://www.companhiadasletras.com.br/detalhe.php?codigo=15166"><i><span style="font-weight: 400;">Sobrevidas</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, a primeira obra lançada no Brasil do </span><span style="font-weight: 400;">tanzaniano vencedor do Prêmio </span><a href="https://twitter.com/personaunesp/status/1446162399069884427?s=20&amp;t=KZE62G37TTracihogYd89w"><span style="font-weight: 400;">Nobel de Literatura</span></a><span style="font-weight: 400;"> em 2021. A publicação dá início a uma série de </span><a href="https://forbes.com.br/forbeslife/2021/10/companhia-das-letras-publicara-obras-de-abdulrazak-gurnah-vencedor-do-nobel-de-literatura/"><span style="font-weight: 400;">quatro lançamentos do autor</span></a><span style="font-weight: 400;"> que a editora deve entregar futuramente. Entre eles, além de </span><i><span style="font-weight: 400;">Sobrevidas</span></i><span style="font-weight: 400;">, estão </span><i><span style="font-weight: 400;">Paradise </span></i><span style="font-weight: 400;">(finalista do </span><i><span style="font-weight: 400;">Booker Prize </span></i><span style="font-weight: 400;">de 1994), </span><i><span style="font-weight: 400;">By the Sea </span></i><span style="font-weight: 400;">e </span><i><span style="font-weight: 400;">Desertion</span></i><span style="font-weight: 400;">. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A editora também montou uma campanha de arrecadação de fundos, junto ao Comitê Internacional da Cruz Vermelha (CICV), para as vítimas na Guerra da Ucrânia; por esse motivo, o livro </span><a href="https://www.companhiadasletras.com.br/detalhe.php?codigo=85142"><i><span style="font-weight: 400;">Contos de Odessa</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, do ucraniano </span><a href="https://homoliteratus.com/isaac-babel-e-os-contos-sobre-guerra-de-um-escritor-que-morreu-fuzilado/"><span style="font-weight: 400;">Isaac Bábel</span></a><span style="font-weight: 400;">, passou a ser vendido no </span><i><span style="font-weight: 400;">site </span></i><span style="font-weight: 400;">da editora com mais de 65% de desconto, sem a cobrança de frete, cujo valor integral das vendas será entregue ao CICV. A obra clássica do autor captura o dia a dia na Ucrânia do século XX.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Como uma despedida de viagem – mas com o retorno breve e já agendado –, você fica agora com as dicas de leitura que os membros do Clube do Livro deixaram no </span><b>Estante do Persona</b><span style="font-weight: 400;">, as quais se pode ler no carro, deitado, no </span><i><span style="font-weight: 400;">smartphone</span></i><span style="font-weight: 400;">, ou como bem entender.</span></p>
<p><span id="more-27197"></span></p>
<h3><b>Livro do Mês</b></h3>
<figure id="attachment_27198" aria-describedby="caption-attachment-27198" style="width: 710px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="wp-image-27198 size-full" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/04/murakami-1.jpg" alt="Capa do livro Homens sem mulheres, de Haruki Murakami. A imagem mostra um fundo preto, no qual estão espalhadas no lado esquerdo e na parte superior círculos nas cores preto, branco e rosa. Há uma faixa de cor rosa pouco acima do centro e dentro dela está escrito Haruki Murakami em fonte de cor preta, e Homens sem mulheres, em fonte de cor branca. No lado esquerdo ao nome do autor está o símbolo da editora Alfaguara, em fonte de cor preta." width="710" height="1107" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/04/murakami-1.jpg 710w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/04/murakami-1-513x800.jpg 513w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/04/murakami-1-657x1024.jpg 657w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-27198" class="wp-caption-text">Composta por sete contos ligados pela ideia de relacionamentos entre homens e mulheres, a obra é marcada por seu lirismo, e foi adaptada para o Cinema no longa Drive My Car (Foto: Alfaguara/Companhia das Letras)</figcaption></figure>
<p><b>Haruki Murakami &#8211; Homens sem mulheres (240 páginas, Alfaguara)</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Lançado em 2014, </span><a href="https://www.escritacriativa.com.br/?cid=5411&amp;wd=Reflex%F5es"><i><span style="font-weight: 400;">Homens sem mulheres</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, do japonês Haruki Murakami, tem seu título inspirado em um conto de Ernest Hemingway, e é composto por sete narrativas que mesclam elementos oníricos e melancólicos, sempre deixando em aberto a dimensão sentimental dos personagens. A coletânea se abre com </span><a href="https://personaunesp.com.br/drive-my-car-critica/"><i><span style="font-weight: 400;">Drive My Car</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, conto que inspirou o laureado filme homônimo de </span><a href="https://personaunesp.com.br/roda-do-destino-critica/"><span style="font-weight: 400;">Ryûsuke Hamaguchi</span></a><span style="font-weight: 400;">, e conta a história de um ator e diretor de teatro que contrata uma mulher para dirigir seu carro. Esse mesmo personagem está adaptando </span><a href="https://www.companhiadasletras.com.br/detalhe.php?codigo=85171"><i><span style="font-weight: 400;">Tio Vânia</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, de Tchékhov, em uma peça, e as questões levantadas ao longo da história – por que ele não dirige? O que aconteceu com a sua esposa? – são respondidas de forma lenta, como uma uma viagem tranquila de carro.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">No conto </span><i><span style="font-weight: 400;">Sherazade</span></i><span style="font-weight: 400;">, Murakami narra uma história com evidentes referências ao </span><a href="https://www.amazon.com.br/Livro-das-Mil-Uma-Noites/dp/8525065048/ref=asc_df_8525065048/?tag=googleshopp00-20&amp;linkCode=df0&amp;hvadid=379725131710&amp;hvpos=&amp;hvnetw=g&amp;hvrand=15352725735199102908&amp;hvpone=&amp;hvptwo=&amp;hvqmt=&amp;hvdev=c&amp;hvdvcmdl=&amp;hvlocint=&amp;hvlocphy=1001726&amp;hvtargid=pla-395749133279&amp;psc=1"><i><span style="font-weight: 400;">Livro das</span></i> <i><span style="font-weight: 400;">Mil e uma noites</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, mas a subverte e transpõe seu ar fantástico na banal vida cotidiana. </span><i><span style="font-weight: 400;">Kino</span></i><span style="font-weight: 400;">, o mais longo conto da coletânea, tem semelhanças com outras de suas obras – principalmente </span><a href="https://www.bonslivrosparaler.com.br/livros/resenhas/kafka-a-beiramar/2658"><i><span style="font-weight: 400;">Kafka à beira-mar</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> (2002) –, e retrata um episódio no qual o protagonista homônimo encontra sua esposa dormindo com o melhor amigo. Depois desse evento, abandona sua vida pregressa e decide abrir um bar; no entanto, os clientes estranhos que passam a frequentar o lugar forçam com que Kino desobedeça as regras estabelecidas por ele próprio, e sua jornada solitária de reclusão se transforma.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O conto que dá título ao livro fecha a coletânea, e tem seu início com um telefonema, no qual o homem que a recebe ouve de outro indivíduo que “</span><i><span style="font-weight: 400;">a mulher dele</span></i><span style="font-weight: 400;">” se suicidou, e por esse motivo entrou em contato para informá-lo. A mulher em questão era sua amante, e o homem que ligou era o real marido da mulher. A partir desse momento, o protagonista começa a rememorar como a conheceu. O mais interessante é a forma como todos os contos do livro se interligam pelo <a href="https://estadodaarte.estadao.com.br/solidao-vida-murakami-marcia-namekata/">sentimento de solidão</a>, transposto inclusive na forma lenta de narrar. </span><i><span style="font-weight: 400;">“U</span></i><i><span style="font-weight: 400;">m dia, de repente, você vai ser um dos homens sem mulheres”</span></i><span style="font-weight: 400;">.</span></p>
<p><iframe loading="lazy" title="Spotify Embed: Homens sem mulheres - Clube do Livro Março 2022" style="border-radius: 12px" width="100%" height="380" frameborder="0" allowfullscreen allow="autoplay; clipboard-write; encrypted-media; fullscreen; picture-in-picture" src="https://open.spotify.com/embed/playlist/7qlc7qve6o3isuH8Wjx7pE?si=9ea4e483b2c146bd&#038;utm_source=oembed"></iframe></p>
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<h2>Dicas do Mês</h2>
<figure id="attachment_27199" aria-describedby="caption-attachment-27199" style="width: 791px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="wp-image-27199 size-large" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/04/me-chame-1-791x1024.jpg" alt="Capa do livro Me Chame Pelo Seu Nome. A capa mostra desenhos abstratos e coloridos, em laranja, verde, azul e marrom. No topo esquerdo da capa, vemos o nome do autor escrito em fonte branca. Na parte inferior direita, vemos o nome do livro, na mesma tipografia e cor." width="791" height="1024" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/04/me-chame-1-791x1024.jpg 791w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/04/me-chame-1-618x800.jpg 618w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/04/me-chame-1-768x994.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/04/me-chame-1-1186x1536.jpg 1186w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/04/me-chame-1-1200x1554.jpg 1200w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/04/me-chame-1.jpg 1275w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-27199" class="wp-caption-text">O livro foi adaptado para as telas em 2017 e o texto de James Ivory venceu o Oscar de Melhor Roteiro Adaptado do ano seguinte (Foto: Intrínseca)</figcaption></figure>
<p><b>André Aciman &#8211; Me Chame Pelo Seu Nome (288 páginas, Intrínseca)</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Em uma Itália fumegante em clima e desejo, o jovem Elio é encantado por Oliver, um estudante que vem passar as férias na casa de sua família. O homem será instruído pelo pai do jovem, um acadêmico de renome que, sazonalmente, recebe novas mentes para auxiliá-lo com os livros e sua pesquisa. De supetão, o franzino e contemplativo adolescente acaba se entregando a uma </span><a href="https://institutoling.org.br/explore/a-plenitude-do-amor-sem-termino-em-me-chame-pelo-seu-nome"><span style="font-weight: 400;">troca intensa</span></a><span style="font-weight: 400;"> com o recém-chegado, que chega para chacoalhar sua visão de mundo e seus sentimentos em efervescência.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Pelas palavras do egípcio André Aciman, ficamos tão enamorados e em transe quanto os protagonistas dessa combustão de verão. A </span><a href="http://personaunesp.com.br/critica-me-chame-pelo-seu-nome/"><span style="font-weight: 400;">adaptação cinematográfica</span></a><span style="font-weight: 400;">, que tem em seu miolo o envolvimento de Luca Guadagnino, Timothée Chalamet e Armie Hammer, resgata o máximo que consegue da obra, mas quem se aventura pelas menos de trezentas páginas, embrenhadas em luxúria, encontra uma visão pouco esmiuçada do que significa </span><a href="https://www1.folha.uol.com.br/ilustrada/2018/02/me-chame-pelo-seu-nome-deixa-leitor-entregue-a-melancolia-difusa.shtml"><span style="font-weight: 400;">o ato de estar apaixonado</span></a><span style="font-weight: 400;">, de se ver entregue de corpo, alma e pêssego. </span><b>&#8211; Vitor Evangelista</b></p>
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<figure id="attachment_27201" aria-describedby="caption-attachment-27201" style="width: 664px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="wp-image-27201 size-large" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/04/mulherzinhas-1-664x1024.jpg" alt="Capa do livro Mulherzinhas, de Louisa May Alcott. A capa mostra o título do livro numa grafia estilizada, em fonte branca, em caixa alta, com arabescos, sob um fundo azul claro. Ao redor, existem ilustrações de teclas de piano, pincéis de pintura, notas musicais, folhas de livros, chapéus, luvas e flores, todas coloridas. Na linha inferior da imagem, existe uma faixa preta, onde está escrito, em fonte amarela e em caixa alta, “Louisa May Alcott”. Embaixo disso, está escrito o nome do livro, em branco e com apenas a inicial maiúscula. Em cima da faixa preta, existe uma faixa branca, onde está escrito, em preto, “Penguin Companhia”, e existe um desenho de pinguim colorido ao centro. " width="664" height="1024" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/04/mulherzinhas-1-664x1024.jpg 664w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/04/mulherzinhas-1-519x800.jpg 519w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/04/mulherzinhas-1-768x1185.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/04/mulherzinhas-1-996x1536.jpg 996w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/04/mulherzinhas-1-1328x2048.jpg 1328w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/04/mulherzinhas-1-1200x1851.jpg 1200w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/04/mulherzinhas-1.jpg 1536w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-27201" class="wp-caption-text">Se o tema é obra literária adaptada para o Cinema, Little Women não pode ficar de fora (Foto: Companhia das Letras)</figcaption></figure>
<p><b>Louisa May Alcott &#8211; Mulherzinhas  (592 páginas, Companhia das Letras)</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Em 1868, Louisa May Alcott lançou uma das obras </span><a href="https://observador.pt/2020/01/29/mulherzinhas-o-sucesso-literario-de-louisa-may-alcott-foi-o-que-a-autora-menos-gostou-de-escrever/"><span style="font-weight: 400;">mais influentes e queridas</span></a><span style="font-weight: 400;"> da história da Literatura mundial, com uma roupagem que pressupunha exatamente o contrário para o contexto da época: um romance escrito por uma mulher, apresentando uma narrativa sobre mulheres, e intitulado </span><i><span style="font-weight: 400;">Mulherzinhas</span></i><span style="font-weight: 400;"> (</span><i><span style="font-weight: 400;">Little Women</span></i><span style="font-weight: 400;">, no original em inglês). Para superar as expectativas e preconceitos, o livro mergulha no carisma de Meg, Jo, Beth e Amy, </span><a href="https://deliriumnerd.com/2020/01/31/adoraveis-mulheres-greta-gerwig-critica/"><span style="font-weight: 400;">as irmãs March</span></a><span style="font-weight: 400;">. Elas vivem, cada uma à sua própria maneira, entre os delicados anos de 1861 e 1865, marcados pela Guerra Civil Americana, que requisitou a presença de seu pai, precisando, assim, equilibrar as responsabilidades junto da mãe, Marmee, para manter a família e a casa em ordem. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O cenário caoticamente familiar é o lugar que Alcott encontra para provocar reflexões sobre os padrões sociais que interferem na vida e liberdade das mulheres. Assim, através da observação de Meg, a obstinação de Jo, a mansidão de Beth e confiança de Amy, a autora desenhou &#8211; com contornos autobiográficos &#8211; uma </span><a href="https://deliriumnerd.com/2020/01/21/mulherzinhas-resenha-louisa-may-alcott/"><span style="font-weight: 400;">analogia atemporal</span></a><span style="font-weight: 400;"> da vastidão feminina em eterno conflito com o mundo que tenta domá-la. De tão rica, a história de </span><i><span style="font-weight: 400;">Mulherzinhas</span></i><span style="font-weight: 400;"> transcende a manifestação artística em que nasceu, destacando, entre </span><a href="https://www.adorocinema.com/noticias/filmes/noticia-152669/"><span style="font-weight: 400;">diversas adaptações</span></a><span style="font-weight: 400;"> das mais variadas naturezas, o filme de Gillian Armstrong (</span><i><span style="font-weight: 400;">Adoráveis Mulheres</span></i><span style="font-weight: 400;">, de 1994) e, mais recentemente e principalmente, o de </span><a href="https://personaunesp.com.br/adoraveis-mulheres-critica/"><span style="font-weight: 400;">Greta Gerwig</span></a><span style="font-weight: 400;"> (mesmo título, de 2019), que foi indicado a seis</span><i><span style="font-weight: 400;"> Oscars</span></i><span style="font-weight: 400;"> em 2020, incluindo o de Melhor Filme e Melhor Roteiro Adaptado. </span><b>&#8211; Raquel Dutra</b></p>
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<figure id="attachment_27202" aria-describedby="caption-attachment-27202" style="width: 664px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="wp-image-27202 size-large" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/04/Caio-1-664x1024.jpg" alt="Capa do livro Pequenas Epifanias. Arte digital retangular. Na parte superior, vemos um céu azul-claro com uma nuvem branca. Próximo da nuvem, lemos Pequenas Epifanias em letras brancas. Na parte inferior, vemos um fundo branco e a mão direita de uma pessoa branca. O dedo indicador está levantado e, sobre ele, há uma borboleta azul e preta. Na linha que divide as partes superior e inferior da capa, lemos Caio Fernando Abreu. Caio e Abreu estão em letras pretas, enquanto Fernando está em letras brancas. No canto inferior esquerdo da capa, vemos o símbolo da editora Nova Fronteira. Ele é formado por um triângulo, um retângulo e as palavras Editora Nova Fronteira. " width="664" height="1024" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/04/Caio-1-664x1024.jpg 664w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/04/Caio-1-519x800.jpg 519w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/04/Caio-1-768x1184.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/04/Caio-1-997x1536.jpg 997w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/04/Caio-1-1329x2048.jpg 1329w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/04/Caio-1-1200x1849.jpg 1200w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/04/Caio-1.jpg 1661w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-27202" class="wp-caption-text">Embora Pequenas Epifanias não seja o melhor exemplo, a Literatura de Caio Fernando Abreu estabelece vários paralelos com a Sétima Arte (Foto: Nova Fronteira)</figcaption></figure>
<p><b>Caio Fernando Abreu &#8211; Pequenas Epifanias (240 páginas, Nova Fronteira)</b></p>
<p><i><span style="font-weight: 400;">Pequenas Epifanias</span></i><span style="font-weight: 400;"> é, antes de tudo, uma seleção de crônicas publicadas pelo escritor Caio Fernando Abreu entre as décadas de 1980 e 1990, nos jornais </span><i><span style="font-weight: 400;">O Estado de São Paulo</span></i><span style="font-weight: 400;"> e </span><i><span style="font-weight: 400;">Zero Hora</span></i><span style="font-weight: 400;">. Afastando-se, no entanto, das coletâneas literárias mais convencionais, a primeira edição desse livro só foi desenvolvida em 1996, poucos meses após a morte do excepcional contista brasileiro. Mais do que uma publicação póstuma, a obra em questão é a escolha perfeita para quem quer ter um </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=9kpSkfcUL3Y"><span style="font-weight: 400;">primeiro contato</span></a><span style="font-weight: 400;"> com os textos de Caio, já que ela compila elementos muito agradáveis aos mais diversos tipos de amantes dos livros, tais como a proximidade com o leitor, um constante tom de confissão, pessoalidade e subjetividade intensas, além de uma perceptível diversidade temática. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">De modo geral, a Literatura de Caio F. não é homogênea e, exatamente por causa disso, ela não assume um tom único, fugindo com maestria da mesmice. Em sintonia com essa constatação, </span><i><span style="font-weight: 400;">Pequenas Epifanias</span></i><span style="font-weight: 400;"> consegue captar muito bem </span><a href="https://www.nonada.com.br/2015/02/pequenas-epifanias-caio-fernando-abreu/"><span style="font-weight: 400;">as nuances</span></a><span style="font-weight: 400;"> de uma escrita intensa, devota, artisticamente honesta, precisamente lapidada e, às vezes, até mesmo provocativa. Não é de se espantar, portanto, que algumas das crônicas presentes neste livro se aproximem demasiadamente daquilo que, por convenção, conhecemos como conto. Afinal, mesmo estampando páginas de jornais, Abreu pertencia de fato às artes literárias &#8211; e as minúcias do cotidiano nunca mais serão as mesmas para quem se apaixonar por essa figura artística tão encantadora. </span><b>&#8211; Eduardo Rota Hilário</b></p>
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<figure id="attachment_27206" aria-describedby="caption-attachment-27206" style="width: 690px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="wp-image-27206 size-large" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/04/silencio-1-690x1024.jpg" alt="Capa do livro O Silêncio dos Inocentes. A lateral esquerda é amarela. Ao centro vemos a silhueta de uma cabeça de caveira com asas de mariposa na cor marrom. Atrás há formas irregulares e de simetria horizontal nas cores amarelo e marrom. Abaixo do meio há uma faixa amarela e nela lê-se em preto “O SILÊNCIO DOS INOCENTES”. Abaixo lê-se em branco “THOMAS HARRIS”. À direita vê-se em preto a logo da editora Record. O fundo é branco." width="690" height="1024" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/04/silencio-1-690x1024.jpg 690w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/04/silencio-1-539x800.jpg 539w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/04/silencio-1-768x1140.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/04/silencio-1-1034x1536.jpg 1034w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/04/silencio-1-1379x2048.jpg 1379w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/04/silencio-1-1200x1782.jpg 1200w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/04/silencio-1.jpg 1724w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-27206" class="wp-caption-text">Apesar de pertencer a uma trilogia, Silêncio dos Inocentes pode ser lido separadamente (Foto: Record)</figcaption></figure>
<p><b>Thomas Harris &#8211; O Silêncio dos Inocentes (318 páginas, Record)</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Poucos são os filmes que se consagraram </span><a href="https://www.bol.uol.com.br/entretenimento/2012/02/24/veja-os-recordes-e-curiosidades-do-oscar.htm#:~:text=1%20%2D%20Apenas%20tr%C3%AAs%20filmes%20at%C3%A9,Sil%C3%AAncio%20dos%20Inocentes%20(1991)."><i><span style="font-weight: 400;">Big Five</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> na cerimônia de premiação do </span><a href="https://personaunesp.com.br/tag/oscar/"><i><span style="font-weight: 400;">Oscar</span></i></a><i><span style="font-weight: 400;">,</span></i><span style="font-weight: 400;"> mais incomum ainda é uma produção de Terror sair com a estatueta do maior prêmio da noite. </span><a href="https://personaunesp.com.br/o-silencio-dos-inocentes-30-anos/"><i><span style="font-weight: 400;">O</span></i> <i><span style="font-weight: 400;">Silêncio dos Inocentes</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> conseguiu o duplo feito se baseando na obra homônima de Thomas Harris. O livro de 1988 é o segundo na trilogia protagonizada por Lecter e responsável por introduzir a ávida Clarice Starling, uma das melhores alunas da turma do </span><i><span style="font-weight: 400;">FBI</span></i><span style="font-weight: 400;">. Explorando o processo de investigação e suas burocracias, a leitura fluida é um auxílio para entender toda glorificação da obra. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Diferente de seu antecessor, </span><a href="http://livrosemserie.com.br/2012/08/22/resenha-dragao-vermelho-de-thomas-harris/"><i><span style="font-weight: 400;">Dragão Vermelho</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, a obra foca menos na mentalidade doentia de seu assassino e mais na sádica perspicácia de Hannibal e em sua relação com Clarice. Ela, por sua vez, é peça chave para os momentos de maior deleite de </span><i><span style="font-weight: 400;">O Silêncio dos Inocentes</span></i><span style="font-weight: 400;">. A construção da personagem abarca o machismo e o sexismo da área pericial e toda força de Starling no desafio de se encontrar com Lecter, mesmo que para isso precise passar pelos imundos corredores da cadeia, causando as cenas de maior desconforto no leitor. A maior responsabilidade de Harris nessa publicação foi esclarecer que Buffalo Bill não é um personagem transsexual, livrando o produto de um beco de problemáticas, principalmente pela época na qual foi escrita. </span><b>&#8211; Ana Júlia Trevisan</b></p>
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<figure id="attachment_27207" aria-describedby="caption-attachment-27207" style="width: 712px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="wp-image-27207 size-large" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/04/javier-1-712x1024.jpg" alt="Capa do livro Coração tão branco, de Javier Marías. Na imagem, há na parte inferior esquerda o desenho de um sutiã de cor branca, em um fundo de cor roxa. No lado direito, há, em um fundo de cor laranja, os escritos Coração tão branco, em fonte de cor branca. Abaixo desse título está o logo da editora Companhia das Letras, em fonte de cor preta. Na parte superior está escrito Javier Marías, em fonte de cor roxa em um fundo de cor rosa. " width="712" height="1024" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/04/javier-1-712x1024.jpg 712w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/04/javier-1-556x800.jpg 556w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/04/javier-1-768x1105.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/04/javier-1-1067x1536.jpg 1067w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/04/javier-1-1423x2048.jpg 1423w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/04/javier-1-1200x1727.jpg 1200w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/04/javier-1.jpg 1476w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-27207" class="wp-caption-text">Com tradução de Eduardo Brandão, Corazón tan blanco é uma das obras fundamentais na carreira do espanhol Javier Marías (Foto: Companhia das Letras)</figcaption></figure>
<p><b>Javier Marías &#8211; Coração tão branco (272 páginas, Companhia das Letras)</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A sequência de eventos que compõem nossas vidas e se sucedem ao longo dos dias parece ser uma causalidade esquisita. Essa é uma das obsessões de </span><a href="https://brasil.elpais.com/brasil/2017/09/06/eps/1504730535_504329.html"><span style="font-weight: 400;">Javier Marías</span></a><span style="font-weight: 400;">, que de alguma forma suspeita não existirem causalidades, pois tudo depende de nossa forma arbitrária de recortar o presente e transformá-lo em alguma mensagem oculta. Em </span><a href="https://www.companhiadasletras.com.br/detalhe.php?codigo=80083"><i><span style="font-weight: 400;">Coração tão branco</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> (1992), o escritor espanhol traça uma história através do fluxo da consciência de seu protagonista, Juan, um tradutor e intérprete que, desde o dia de seu casamento, começa a sentir </span><i><span style="font-weight: 400;">“pressentimentos de desastre”</span></i><span style="font-weight: 400;"> – sem ter conhecimento que essa sensação é um tipo infortúnio de herança –, agravados durante a viagem de núpcias com Luisa, em Havana. Até então, ele ainda não sabia que sua tia, Teresa, havia se suicidado assim que regressou de sua própria lua de mel (o suicídio é, literalmente, a abertura do romance).</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O que chama atenção na obra é a maneira a qual Marías reproduz as incertezas dos segredos, os mesmos que, apesar de longínquos, guardam reações explosivas quando revelados. Cada personagem em </span><i><span style="font-weight: 400;">Coração tão branco</span></i><span style="font-weight: 400;"> reage de forma diferente às confissões descobertas, e o mote das histórias fica evidente desde o início: o título é uma referência a </span><a href="https://personaunesp.com.br/a-tragedia-de-macbeth-critica/"><i><span style="font-weight: 400;">Macbeth</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, de Shakespeare, e é proferido na obra clássica quando Lady Macbeth apunhala o já morto rei Duncan – para dividir o peso do assassinato –, mas se envergonha por agora possuir um “</span><i><span style="font-weight: 400;">coração tão branco</span></i><span style="font-weight: 400;">”. A forma envolvente que Javier Marías desenvolve a história vale todo o esforço de leitura; ao terminar o livro, é muito difícil esquecer todas as revelações que nos foram confiadas. </span><b>&#8211; Bruno Andrade</b></p>
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