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	<title>Arquivos Ayo Edebiri &#8211; Persona | Jornalismo Cultural</title>
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	<description>Desde 2015 provando que a distância entre Bergman, Lady Gaga e a novela das 9 nem existe.</description>
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		<title>A 4ª temporada de The Bear pergunta quem somos quando paramos de cozinhar no automático</title>
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		<pubDate>Thu, 25 Sep 2025 13:00:53 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Arthur Caires Se nas duas primeiras temporadas The Bear foi apresentada ao público como a série que deixava a gente em apneia, vivendo cada grito de “ATRÁS” como se estivesse dentro da cozinha, agora o prato servido é outro. O que começou como uma dramédia caótica, com planos-sequência sufocantes e diálogos atropelados, virou, ao longo &#8230; <a href="http://personaunesp.com.br/a-4a-temporada-de-the-bear-pergunta-quem-somos-quando-paramos-de-cozinhar-no-automatico/" class="more-link">Continue lendo<span class="screen-reader-text"> "A 4ª temporada de The Bear pergunta quem somos quando paramos de cozinhar no automático"</span></a></p>
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										<content:encoded><![CDATA[<figure id="attachment_35698" aria-describedby="caption-attachment-35698" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img fetchpriority="high" decoding="async" class="size-medium wp-image-35698" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/09/image1-3-800x450.png" alt="Foto de Carmy, da série The Bear, em um ambiente urbano. Ele é um homem branco com cabelo escuro e bagunçado, vestindo uma camiseta branca e um avental azul. Ele está ao ar livre, em uma rua com prédios altos ao fundo, e segura uma pequena xícara ou tigela preta. Carmy olha para o lado com uma expressão pensativa." width="800" height="450" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/09/image1-3-800x450.png 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/09/image1-3-1024x576.png 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/09/image1-3-768x432.png 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/09/image1-3-1536x864.png 1536w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/09/image1-3-1200x675.png 1200w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/09/image1-3.png 1920w" sizes="(max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-35698" class="wp-caption-text">The Bear é o resultado de caos e relações familiares que queimam igual as chamas do fogão (Foto: FX Studios)</figcaption></figure>
<p><b>Arthur Caires</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Se nas duas primeiras temporadas </span><a href="https://personaunesp.com.br/the-bear-1a-temp-critica/"><i><span style="font-weight: 400;">The Bear</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> foi apresentada ao público como a série que deixava a gente em apneia, vivendo cada grito de “</span><i><span style="font-weight: 400;">ATRÁS</span></i><span style="font-weight: 400;">” como se estivesse dentro da cozinha, agora o prato servido é outro. O que começou como uma dramédia caótica, com planos-sequência sufocantes e diálogos atropelados, virou, ao longo dos anos, um fenômeno crítico que transcende a culinária. A produção deixou de ser só sobre um restaurante em crise para se tornar um retrato íntimo sobre saúde mental, sobre o peso e a cura que vêm da família, e sobre o que significa continuar vivendo quando tudo ao redor parece desmoronar.</span></p>
<p><span id="more-35697"></span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O arco de </span><a href="https://personaunesp.com.br/the-bear-2a-temp-critica/"><i><span style="font-weight: 400;">O Urso</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> (tradução oficial), disponível no </span><i><span style="font-weight: 400;">Disney+</span></i><span style="font-weight: 400;">, parece seguir um manual não oficial das fases do luto: se o primeiro e segundo ano eram pura negação e raiva, o terceiro e o quarto mergulham na barganha e na depressão. Mas não no sentido pesado de paralisar: aqui, a série abre respiros, deixa espaço para piadas inesperadas, pequenos gestos de ternura e episódios que se dedicam a um personagem de cada vez. Essas histórias paralelas parecem quase independentes, porém sempre retornam ao todo maior, numa costura tão sutil que não soa planejada demais. O caminho, claramente, é de preparação para a aceitação, um destino que deve se consolidar na quinta, e provavelmente última, temporada.</span></p>
<figure id="attachment_35700" aria-describedby="caption-attachment-35700" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img decoding="async" class="size-medium wp-image-35700" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/09/image3-3-800x450.png" alt="Em uma cena da série The Bear, os personagens Carmy (à esquerda) e Richie (à direita) estão em uma cozinha profissional. Carmy, vestindo seu dólmã de chef branco, está concentrado em um prato pequeno à sua frente, segurando um talher. Ao seu lado, Richie, de terno escuro, está inclinado sobre o balcão, escrevendo em um papel. Ambos parecem focados e sérios. Ao fundo, um relógio digital vermelho na parede marca &quot;5:47&quot;." width="800" height="450" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/09/image3-3-800x450.png 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/09/image3-3-1024x576.png 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/09/image3-3-768x432.png 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/09/image3-3-1536x864.png 1536w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/09/image3-3-1200x675.png 1200w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/09/image3-3.png 1920w" sizes="(max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-35700" class="wp-caption-text">Entre o caos da cozinha e a vulnerabilidade da vida, Carmy encontra espaço para mudar (Foto: FX Studios)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">Nesta continuação da narrativa, Carmy (Jeremy Allen White) está em transição, tentando mudar porém tropeçando no próprio silêncio – conversar com ele é quase como bater papo com o homem hétero médio que não sabe articular um sentimento, e tanto Sydney (Ayo Edebiri) quanto Claire (</span><a href="https://personaunesp.com.br/shiva-baby-critica/"><span style="font-weight: 400;">Molly Gordon</span></a><span style="font-weight: 400;">) acabam virando tradutoras dessa linguagem truncada. Sua decisão de sair do restaurante, no fim, funciona menos como derrota e mais como gesto de saúde mental: abrir mão do projeto que nasceu de um luto congelado e que o impedia de viver de verdade. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Nesse processo, o reencontro com Donna, sua mãe, interpretada por </span><a href="https://personaunesp.com.br/tudo-em-todo-o-lugar-ao-mesmo-tempo-critica/"><span style="font-weight: 400;">Jamie Lee Curtis</span></a><span style="font-weight: 400;">, é fundamental. Entre pedidos de desculpa e memórias dolorosas, o episódio nove, </span><i><span style="font-weight: 400;">Tonnato</span></i><span style="font-weight: 400;">, coloca mãe e filho frente a frente em um dos raros momentos de vulnerabilidade explícita da série – e talvez o mais próximo que Carmy já chegou de uma reconciliação consigo mesmo.</span></p>
<figure id="attachment_35703" aria-describedby="caption-attachment-35703" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img decoding="async" class="wp-image-35703 size-medium" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/09/fotos-textos-persona-800x450.png" alt="" width="800" height="450" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/09/fotos-textos-persona-800x450.png 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/09/fotos-textos-persona-1024x576.png 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/09/fotos-textos-persona-768x432.png 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/09/fotos-textos-persona-1536x864.png 1536w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/09/fotos-textos-persona-1200x675.png 1200w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/09/fotos-textos-persona.png 1920w" sizes="(max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-35703" class="wp-caption-text">Qualquer episódio em que o foco é a personagem de Ayo Edebiri se torna um destaque (Foto: FX Studios)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">Quem realmente ocupa o centro dessa temporada é Sydney, interpretada brilhantemente, como sempre, por Ayo Edebiri. Quando ela vai trançar o cabelo com a tia e acaba se aproximando da prima adolescente, a cena traduz seu dilema da melhor forma: a metáfora de uma festa do pijama funciona como comparação entre pertencer à família Berzatto ou buscar outro caminho próprio ao lado de Shapiro (</span><a href="https://personaunesp.com.br/eu-nunca-2a-temp-critica/"><span style="font-weight: 400;">Adam Shapiro</span></a><span style="font-weight: 400;">). Carmy, ao admitir que o menu fixo era uma forma de egoísmo, finalmente reconhece o valor de Syd não só como braço direito, mas como mente criativa essencial. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">No desfecho, ele passa o bastão, deixando claro que ela é o coração e o cérebro do restaurante. E, felizmente, essa relação nunca descambou para o romance – ao contrário do que </span><a href="https://personaunesp.com.br/a-ascensao-skywalker-critica/"><i><span style="font-weight: 400;">Star Wars</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> fez com Rey e Kylo Ren, os showrunners Christopher Storer e Joanna Calo souberam manter o potencial da troca profissional e intergeracional, uma dinâmica de mestre e aprendiz que, ao longo do tempo que se conhecem, se inverte e se enriquece constantemente.</span></p>
<figure id="attachment_35699" aria-describedby="caption-attachment-35699" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-35699" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/09/image2-3-800x450.png" alt="Em uma cena da série The Bear, Carmy (à esquerda) e Sydney (à direita) estão em primeiro plano, ambos sorrindo e batendo palmas. Carmy usa uma camiseta branca e um avental azul. Sydney usa uma bandana laranja, camiseta branca e um avental azul combinando. Ao fundo, outros membros da equipe da cozinha também estão sorrindo e aplaudindo, criando uma atmosfera de celebração e sucesso compartilhado." width="800" height="450" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/09/image2-3-800x450.png 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/09/image2-3-1024x576.png 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/09/image2-3-768x432.png 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/09/image2-3-1536x864.png 1536w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/09/image2-3-1200x675.png 1200w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/09/image2-3.png 1920w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-35699" class="wp-caption-text">Carmy e Sydney mostram que a melhor parceria é aquela onde há respeito mútuo (Foto: FX Studios)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">Por mais que a eterna discussão sobre rotular </span><i><span style="font-weight: 400;">The Bear </span></i><span style="font-weight: 400;">como </span><a href="https://www.omelete.com.br/series-tv/emmy-2023-o-urso-comedia-the-white-lotus-drama"><span style="font-weight: 400;">Comédia</span></a><span style="font-weight: 400;"> seja meio desgastada – convenhamos, a série é muito mais eficiente no drama –, não dá para ignorar o quanto o humor funciona como válvula de escape. As piadas nunca estão na superfície, mas no timing e na secura com que os personagens interagem: a implicância fraternal entre Syd e Richie (Ebon Moss-Bachrach), as trocas afiadas de Natalie (Abby Elliott) com Francie (Brie Larson roubando a cena com apenas alguns minutos de tela), ou o humor involuntário do sempre caricato Computador (Brian Koppelman). São intervalos que aliviam a pressão sem quebrar a densidade; porque até em meio ao caos existe espaço para rir.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Esse tom leve também aparece nas participações especiais, que desde o ano anterior ganharam um caráter quase de evento. O desfile de estrelas – Olivia Colman, John Cena, Sarah Paulson e </span><a href="https://personaunesp.com.br/guardioes-da-galaxia-vol-3-critica/"><span style="font-weight: 400;">Will Poulter</span></a><span style="font-weight: 400;"> – poderia facilmente soar como fan service gratuito, mas esses nomes entram em papéis pequenos e precisos, que acrescentam textura sem tirar o foco principal.</span></p>
<figure id="attachment_35701" aria-describedby="caption-attachment-35701" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-35701" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/09/image4-2-800x450.png" alt="Em uma cena da série The Bear, um grupo de personagens está reunido debaixo de uma mesa. Da esquerda para a direita: a personagem Claire, com um vestido vermelho, está sentada e segura uma taça de vinho. Atrás dela, Carmy, vestindo um terno, inclina-se com uma expressão preocupada. No centro, sentado no chão, está Richie, de terno escuro, conversando com intensidade. Ao seu lado direito está Frank, de terno claro, e na extrema direita, a menina Eva, que segura um ursinho de pelúcia, sentada no chão e interagindo com os outros." width="800" height="450" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/09/image4-2-800x450.png 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/09/image4-2-1024x576.png 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/09/image4-2-768x432.png 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/09/image4-2-1536x864.png 1536w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/09/image4-2-1200x675.png 1200w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/09/image4-2.png 1920w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-35701" class="wp-caption-text">O que faz The Bear funcionar não é só a cozinha, mas a forma como cada personagem aprende a lidar com seus medos (Foto: FX Studios)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">O </span><i><span style="font-weight: 400;">gran finale</span></i><span style="font-weight: 400;"> da quarta temporada é um daqueles momentos que fazem valer todo o percurso: Carmy finalmente admite que a cozinha sempre foi um escudo contra a dor, e que agora precisa descobrir quem é fora dela. A conversa dele com Richie, diante de </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=uSl1rfRDcmk"><span style="font-weight: 400;">Sydney</span></a><span style="font-weight: 400;">, é o ponto mais poderoso da série até aqui – dois homens emocionalmente travados tentando, com todas as falhas e pausas, articular o que sentem. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A atuação de </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=pP3ERM6TRdE"><span style="font-weight: 400;">Jeremy Allen White</span></a><span style="font-weight: 400;"> e Ebon Moss-Bachrach chega ao ápice, transformando silêncios em declarações. O abraço de Natalie, em lágrimas, sela essa despedida como síntese deste ciclo: aceitação, enfim. É a felicidade genuína de ver que ele finalmente está mudando seus hábitos destrutivos – um gesto que ecoa desde o segundo episódio, Soubise, quando lhe disse que não havia problema se ele tivesse perdido a paixão pela culinária.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Mais do que uma série de cozinha ou um drama sobre luto, </span><i><span style="font-weight: 400;">The Bear</span></i><span style="font-weight: 400;"> sempre foi, e continua sendo, uma história sobre família no sentido mais amplo: biológica, escolhida e profissional, entrelaçadas em laços de amor, rancor e cuidado. Seja em momentos intimistas como a conversa debaixo da mesa no casamento de Tiff (</span><a href="https://personaunesp.com.br/invencivel-2a-temp-critica/"><span style="font-weight: 400;">Gillian Jacobs</span></a><span style="font-weight: 400;">) – um dos melhores fragmentos de todas as temporadas – ou nas decisões mais pesadas de Carmy, a produção mostra que o que importa não é só para onde vai o restaurante, mas sim: “Quem somos quando paramos de cozinhar no automático?”</span></p>
<div class="jetpack-video-wrapper"><iframe loading="lazy" title="The Bear | Season 4 Official Trailer | Jeremy Allen White, Ayo Edebiri, Ebon Moss-Bachrach | FX" width="840" height="473" src="https://www.youtube.com/embed/vOyRo-Yjr2Q?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen></iframe></div>
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		<title>Os Melhores Filmes de 2024</title>
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					<description><![CDATA[<p>Qual imagem te lembra o Cinema em 2024? A Zendaya com os seus twinks do tênis ou da ficção científica? O discurso poderoso da Demi Moore no body horror de Coralie Fargeat? Ou você se lembra da marcante cena de Eunice Paiva e seus cinco filhos na sorveteria? O fato é que as mulheres dominaram &#8230; <a href="http://personaunesp.com.br/os-melhores-filmes-de-2024/" class="more-link">Continue lendo<span class="screen-reader-text"> "Os Melhores Filmes de 2024"</span></a></p>
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										<content:encoded><![CDATA[<figure style="width: 2000px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="wp-image-35103 size-full" src="https://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/04/word-press_wordpress904147820930494602.jpg" width="2000" height="1051" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/04/word-press_wordpress904147820930494602.jpg 2000w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/04/word-press_wordpress904147820930494602-800x420.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/04/word-press_wordpress904147820930494602-1024x538.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/04/word-press_wordpress904147820930494602-768x404.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/04/word-press_wordpress904147820930494602-1536x807.jpg 1536w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/04/word-press_wordpress904147820930494602-1200x631.jpg 1200w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption class="wp-caption-text"><cite></cite><cite></cite>Sexualidade, Terror e protagonismo feminino foram os destaques do ano (Texto de Abertura: Davi Marcelgo e Guilherme Leal/Arte de capa: Nicole Tiemi Kussunoki)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">Qual imagem te lembra o Cinema em 2024? A Zendaya com os seus </span><span style="font-weight: 400;"><i>twinks</i></span><span style="font-weight: 400;"> do </span><span style="font-weight: 400;"><a href="https://personaunesp.com.br/rivais-critica/">tênis</a></span><span style="font-weight: 400;"> ou </span><span style="font-weight: 400;"><a href="https://personaunesp.com.br/duna-parte-2-critica/">da ficção científica</a></span><span style="font-weight: 400;">? O discurso poderoso da Demi Moore no </span><span style="font-weight: 400;"><a href="https://personaunesp.com.br/a-substancia-critica/"><i>body horror</i></a></span><span style="font-weight: 400;"> de Coralie Fargeat? Ou você se lembra da marcante cena de Eunice Paiva e seus cinco filhos na sorveteria? O fato é que as mulheres dominaram as telonas e foram reconhecidas pelo público e crítica com histórias memoráveis. Ao todo, 33 obras foram mencionadas na lista de Melhores Filmes do Ano do </span><b>Persona</b><span style="font-weight: 400;">. </span><span style="font-weight: 400;"><a href="https://personaunesp.com.br/anora-critica/">De profissionais do sexo</a></span><span style="font-weight: 400;"> a vampiros sugadores de casadas, os longas-metragens citados possuem uma caractéristica que os une: o êxito em provocar sentimentos que ultrapassam a pupila e acessam outras partes do corpo para te fazer sentir.</span></p>
<p><span id="more-35059"></span><span style="font-weight: 400;">Nessa lista, seis obras se destacam pela sua relação com sexo ou corpo. Nas narrativas, há uma linha tênue entre querer ser e ter aqueles personagens, se reconhecer ou não fazer parte daquela realidade, mas compreender as ações das pessoas, que nem sempre estarão de acordo com as nossas convicções. Diferente de uma<a href="https://www.bazardotempo.com.br/blogs/bazar-do-tempo/uma-reflexao-critica-sobre-a-putofobia-na-vitoria-de-mikey-madison-no-oscar"> parcela do público</a>, essas produções </span><span style="font-weight: 400;"><a href="https://personaunesp.com.br/baby-critica/">não julgam</a></span><span style="font-weight: 400;"> seus protagonistas, não possuem um desenvolvimento simplista e se afastam das condenações morais dos espectadores. Desse modo, cineastas escolheram analisar vivências consideradas lascivas e virar do avesso o pensamento preconceituoso sobre a diversidade de viver.</span></p>
<blockquote><p><span style="font-weight: 400;">“Só porque os meus sonhos são diferentes dos seus, não significa que eles não são importantes” &#8211; </span><span style="font-weight: 400;"><i>Adoráveis Mulheres </i></span><span style="font-weight: 400;">(2019)</span></p></blockquote>
<p><span style="font-weight: 400;">No </span><span style="font-weight: 400;"><i>ranking</i></span><span style="font-weight: 400;"> da nossa </span><b>Editoria</b><span style="font-weight: 400;"><i>, </i></span><span style="font-weight: 400;"><a href="https://personaunesp.com.br/ainda-estou-aqui-critica/"><i>Ainda Estou Aqui</i></a></span> <span style="font-weight: 400;">aparece dez vezes; sete das menções colocam a obra de Walter Salles na primeira colocação. Além da história sobre a família Paiva, outras três produções nacionais tiveram destaque: </span><span style="font-weight: 400;"><i>Baby</i></span><span style="font-weight: 400;">, </span><span style="font-weight: 400;"><a href="https://personaunesp.com.br/oeste-outra-vez-critica/"><i>Oeste Outra Vez</i></a></span><span style="font-weight: 400;"> e </span><span style="font-weight: 400;"><a href="https://personaunesp.com.br/motel-destino-critica/"><i>Motel Destino</i></a></span><span style="font-weight: 400;">. Fora do país, </span><span style="font-weight: 400;"><i>Duna: Parte 2</i></span><span style="font-weight: 400;"> e </span><span style="font-weight: 400;"><i>Rivais</i></span><span style="font-weight: 400;"> empataram no coração dos redatores: com sete menções, os enredos dirigidos por Denis Villeneuve e Luca Guadagnino se alinharam à </span><span style="font-weight: 400;"><i>Substância</i></span><span style="font-weight: 400;">, que foi relembrado seis vezes por sua crítica à indústria </span><span style="font-weight: 400;"><i>hollywoodiana</i></span><span style="font-weight: 400;"> e ao etarismo com as mulheres.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Simplificar a Arte e procurar respostas para tudo não é o caminho: o Cinema precisa da subjetividade e do senso crítico na medida em que as transformações socioculturais ocorrem. Mais do que uma representação, a Sétima Arte também se comporta como um acervo da memória de um gênero narrativo, grupo minoritário ou história de um país. Pode abarcar dores diversas, sem definir qual é mais ou menos importante; quais devem ser </span><span style="font-weight: 400;"><a href="https://personaunesp.com.br/lobby-oscar-artigo/">premiadas</a></span><span style="font-weight: 400;"> ou dignas de serem contadas. Nos filmes, tudo deve ter espaço, inclusive as tramas que causam desconforto, ira e nos tiram do lugar comum &#8211; afinal, existe maneira melhor de alcançar respeito e pensar em mudanças que não seja adentrar em facetas distantes de nós? No texto a seguir, o </span><b>Persona</b><span style="font-weight: 400;"> convida você a recordar os </span><span style="font-weight: 400;"><a href="https://personaunesp.com.br/?s=Melhores+Filmes">Melhores Filmes</a></span><span style="font-weight: 400;"> de 2024.</span></p>
<figure id="attachment_35065" aria-describedby="caption-attachment-35065" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-35065" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/04/e529c72c-bf30-41b2-a089-1336dbb1d707-800x336.jpg" alt="Cena de Conclave. Nela vemos um salão do Vaticano, de pé direito alto e pinturas nas paredes. Mesas vermelhas dividem simetricamente esse salão, duas de cada lado. Elas estão preenchidas por cardeais, todos de idade um pouco avançada que vestem túnicas vermelhas também, com exceção de um cardeal ortodoxo, que está no canto direito e veste túnica preta. No centro da imagem e de costas, o personagem principal Cardeal Lawrence, que veste túnicas na cor vinho." width="800" height="336" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/04/e529c72c-bf30-41b2-a089-1336dbb1d707-800x336.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/04/e529c72c-bf30-41b2-a089-1336dbb1d707-1024x430.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/04/e529c72c-bf30-41b2-a089-1336dbb1d707-768x323.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/04/e529c72c-bf30-41b2-a089-1336dbb1d707-1536x645.jpg 1536w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/04/e529c72c-bf30-41b2-a089-1336dbb1d707-1200x504.jpg 1200w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/04/e529c72c-bf30-41b2-a089-1336dbb1d707.jpg 1600w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-35065" class="wp-caption-text">Para os órfãos de Succession, Conclave é a versão católica e ainda mais fashion (Foto: Focus Features)</figcaption></figure>
<p><b>Conclave (Conclave)</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Quando Edward Berger aterrissou no </span><span style="font-weight: 400;"><i>Oscar</i></span><span style="font-weight: 400;"> de 2023, muitas dúvidas pairavam sobre seu nome. Nas tentativas de desqualificar seu filme </span><span style="font-weight: 400;"><a href="https://personaunesp.com.br/nada-de-novo-no-front-critica/"><i>Nada de Novo no Front</i></a></span> <span style="font-weight: 400;">(2022), que estava longe de ser um queridinho, um dos argumentos era que a Primeira Guerra é um tema relativamente fácil de se dramatizar e de enorme apelo para público e crítica. Sua próxima incursão, então, </span><span style="font-weight: 400;"><i>Conclave</i></span><span style="font-weight: 400;">, para sacramentar de vez seu talento, vai no caminho contrário para um dos temas mais difíceis de se extrair conteúdo cinematográfico com esse teor: a Igreja Católica.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">No longa, o Papa está morto e se acompanha justamente esse vácuo de poder que se instaura no alto clero até a escolha de um novo representante. Diferente de outras obras que abordam essa temática, como </span><span style="font-weight: 400;"><i>Game of Thrones </i></span><span style="font-weight: 400;">ou </span><span style="font-weight: 400;"><i>Succession</i></span><span style="font-weight: 400;">, aqui todo o perigo do jogo de poder é quase silencioso. A direção de Berger é bastante consciente ao isolar cada cardeal e mostrar seus embates individuais com a fé católica, enquanto o roteiro é sagaz ao constatar que, no momento em que todos estão no mesmo patamar de poder, sobra apenas o humano por baixo da túnica. Instigante, cheio de ritmo e primoroso, </span><span style="font-weight: 400;"><a href="https://personaunesp.com.br/conclave-critica/"><i>Conclave</i></a></span> <span style="font-weight: 400;">é, sem dúvidas, um dos filmes mais completos da temporada, seja em forma ou em conteúdo. </span><b>&#8211; Guilherme Veiga</b></p>
<hr />
<figure id="attachment_35066" aria-describedby="caption-attachment-35066" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-35066" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/04/Nosferatu-Esther-800x400.jpeg" alt="Cena de Nosferatu. Uma moça de pele branca (Ellen, personagem principal do longa) está em uma janela. Ela aparenta assustada, com lágrimas em seus olhos e boquiaberta. A jovem usa um vestido florido e brincos médios, seu cabelo escuro está dividido ao meio e preso em um coque. Sobre a face e o busto da personagem, aparece a sombra de uma mão com grandes dedos e unhas. É noite, atrás de Ellen está completamente escuro e, em ambos os lados de sua silhueta, aparecem cortinas brancas." width="800" height="400" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/04/Nosferatu-Esther-800x400.jpeg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/04/Nosferatu-Esther-1024x512.jpeg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/04/Nosferatu-Esther-768x384.jpeg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/04/Nosferatu-Esther-1536x768.jpeg 1536w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/04/Nosferatu-Esther-1200x600.jpeg 1200w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/04/Nosferatu-Esther.jpeg 2000w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-35066" class="wp-caption-text">Em Nosferatu, as imagens do exterior do Castelo de Orlok foram gravadas no Castelo de Corvin, onde Vlad III foi prisioneiro por dez anos (Foto: Focus Features)</figcaption></figure>
<p><b>Nosferatu (Nosferatu)</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A releitura do clássico de F. W. Murnau estreou nas telonas dos Estados Unidos às vésperas de 2025, mas a tempo de conquistar sua posição entre os expoentes da Sétima Arte lançados em 2024. Na nova versão de </span><span style="font-weight: 400;"><em><a href="https://www.bbc.com/portuguese/articles/cvgpy81ql1zo">Nosferatu</a></em></span><span style="font-weight: 400;">, Robert Eggers convida o público a uma viagem no tempo com destino à Europa efervescente do século XIX e a extrema atenção do diretor aos detalhes convence o espectador de que, realmente, está naquele mundo. Para além do </span><span style="font-weight: 400;"><a href="https://casavogue.globo.com/lazer-e-cultura/filmes/noticia/2025/01/cenarios-nosferatu.ghtml">detalhismo</a></span><span style="font-weight: 400;"> evidente, a atuação de Lily Rose-Depp contribui para o destaque da obra: a agonia e sofrimento constantes de Ellen estariam claros, ainda que na ausência de palavras.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Fazendo jus às suas quatro indicações ao </span><span style="font-weight: 400;"><a href="https://personaunesp.com.br/tag/oscar-2025/">Oscar 2025</a></span><span style="font-weight: 400;">, o longa não conquista seu espectador por meio de personagens carismáticos, trama comovente ou roteiro inovador. A riqueza do filme reside na fidelidade do cineasta ao seu compromisso em eternizar o Conde Orlok através das gerações. O espectador que desconhece as versões de </span><span style="font-weight: 400;"><a href="https://cinepop.com.br/nosferatu-entenda-por-que-o-filme-original-quase-foi-extinto-625180/">1922</a></span><span style="font-weight: 400;"> e 1979 compreende plenamente o universo que circunda os protagonistas da trama. Aqui, o </span><span style="font-weight: 400;"><a href="https://rollingstone.com.br/cinema/por-que-robert-eggers-nao-se-interessa-em-fazer-filmes-contemporaneos-diretor-responde/">diretor</a></span><span style="font-weight: 400;"> se vê exitoso com sua proposta e responsável por um dos melhores lançamentos do Cinema no ano. </span><b>&#8211; Esther Chahin</b></p>
<hr />
<figure id="attachment_35068" aria-describedby="caption-attachment-35068" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="wp-image-35068 size-medium" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/04/62b4a1ad4f014e34d5bde64a614c55c9-800x420.jpg" alt="O cenário é de um bar com a parte interna azul. Ao fundo está um portão verde e do lado externo estão dois carros, um azul e outro vermelho. Mais próximo estão dois personagens se olhando. À esquerda está o personagem do Babu, com um copo de bebida na mão. À direita está o personagem do Ângelo Antônio também com um copo de bebida. Ambos estão sentados em mesas distintas e se encarando." width="800" height="420" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/04/62b4a1ad4f014e34d5bde64a614c55c9-800x420.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/04/62b4a1ad4f014e34d5bde64a614c55c9-1024x538.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/04/62b4a1ad4f014e34d5bde64a614c55c9-768x403.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/04/62b4a1ad4f014e34d5bde64a614c55c9-1536x806.jpg 1536w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/04/62b4a1ad4f014e34d5bde64a614c55c9-1200x630.jpg 1200w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/04/62b4a1ad4f014e34d5bde64a614c55c9.jpg 1920w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-35068" class="wp-caption-text">O filme estreou nos cinemas brasileiros no dia 27 de Março (Foto: O2 Play)</figcaption></figure>
<p><b>Oeste Outra Vez</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A obra de Erico Rassi se notabilizou ao conquistar o prêmio de Melhor Filme do Festival de Gramado em 2024. Ainda no ano passado o longa passou por outros festivais, incluindo a </span><span style="font-weight: 400;"><a href="https://personaunesp.com.br/tag/48a-mostra-internacional-de-cinema-em-sao-paulo/">48º Mostra Internacional de Cinema em São Paulo</a></span><span style="font-weight: 400;">, no entanto é só em 2025 que ele vai chegar ao </span><span style="font-weight: 400;"><a href="https://www.omelete.com.br/filmes/oeste-outra-vez-faroeste-brasileiro-ganha-data-nos-cinemas">público geral</a></span><span style="font-weight: 400;">. No enredo, Totó (Ângelo Antônio) é abandonado por sua mulher, que decide ficar com Durval (Babu). Em retaliação, ele manda matar o personagem. Ao sobreviver, Durval contrata assassinos para irem atrás de Totó, perpetuando a violência cotidiana.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A trama consegue debater questões como o machismo e a objetificação sem ser apelativo e expositivo, se utilizando muito do subtexto. </span><span style="font-weight: 400;"><a href="https://personaunesp.com.br/oeste-outra-vez-critica/"><i>Oeste Outra Vez</i></a></span><span style="font-weight: 400;"> se trata, afinal, de homens que não conseguem lidar com suas fragilidades. A escolha por uma pegada faroeste não é à toa, pois, o gênero vem explorando a masculinidade a partir de sua própria história. </span><span style="font-weight: 400;"><a href="https://www.youtube.com/watch?v=ns0I6jSpQAE">Erico Rassi</a></span><span style="font-weight: 400;"> se destaca ao colocar a falta de comunicabilidade como uma maneira de gerar outras formas de expressão, nesse caso, a barbárie. &#8211; </span><b>Guilherme Moraes</b></p>
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<figure id="attachment_35069" aria-describedby="caption-attachment-35069" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-35069" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/04/wicked-800x533.jpg" alt="Em uma imagem retangular, se encontram Elpabha, uma bruxa de pele verde que veste um chapéu pontiagudo e um vestido na cor preta, próxima a Glinda, uma bruxa de cabelos loiros, pele rosada e que usa um vestido na cor rosa. Ambas olham para cima e tem cara de leve surpresa." width="800" height="533" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/04/wicked-800x533.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/04/wicked-1024x683.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/04/wicked-768x512.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/04/wicked.jpg 1170w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-35069" class="wp-caption-text">Encantador e mágico, Wicked trás o brilho que faltava nas produções Hollywoodianas com classe e carisma (Foto: Universal Pictures)</figcaption></figure>
<p><b>Wicked (Wicked)</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A adaptação do musical da </span><span style="font-weight: 400;"><i>Broadway </i></span><span style="font-weight: 400;">mais aguardada desde que foi anunciada, </span><span style="font-weight: 400;"><a href="https://personaunesp.com.br/wicked-critica/"><i>Wicked</i></a></span><span style="font-weight: 400;"><i>,</i></span><span style="font-weight: 400;"> chegou aos cinemas em Novembro de 2024, levando fãs de diva </span><span style="font-weight: 400;"><i>pop</i></span><span style="font-weight: 400;">, desavisados e admiradores de musical às salas, tendo o sucesso de surpreender positivamente todos eles. A prequela (história anterior) do famoso </span><span style="font-weight: 400;"><i>O Mágico de Oz</i></span><span style="font-weight: 400;"> já foi adaptada muitas vezes no palco de maior sucesso de musicais do mundo e movimenta milhões todos os anos. Com um duo grandioso, a primeira parte da adaptação tem o trunfo de trazer a </span><span style="font-weight: 400;"><a href="https://rollingstone.com.br/cinema/cynthia-erivo-diz-que-trouxe-sua-identidade-negra-e-queer-para-wicked-e-uma-carta-de-amor-a-quem-se-sente-diferente/">primeira Elphaba negra e </a></span><span style="font-weight: 400;"><a href="https://rollingstone.com.br/cinema/cynthia-erivo-diz-que-trouxe-sua-identidade-negra-e-queer-para-wicked-e-uma-carta-de-amor-a-quem-se-sente-diferente/"><i>queer</i></a></span><span style="font-weight: 400;">, interpretada por Cynthia Erivo, e Ariana Grande, cantora que retoma as suas origens na atuação e realiza o seu </span><span style="font-weight: 400;"><a href="https://capricho.abril.com.br/entretenimento/por-que-ariana-grande-decidiu-usar-o-nome-completo-em-creditos-de-wicked">sonho de interpretar Glinda</a></span><span style="font-weight: 400;">.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Com tamanha entrega, a atuação de ambas tira o fôlego e merece todas as indicações e aplausos que vem recebendo. Somando </span><span style="font-weight: 400;"><a href="https://www.terra.com.br/diversao/entre-telas/wicked-alem-de-levar-2-trofeus-este-foi-o-feito-inedito-do-filme-no-oscar-2025,a5d77a3bf857f775edab462b74fc6815it7l9kuj.html#:~:text=Apesar%20de%20n%C3%A3o%20ser%20a,e%20Melhor%20Figurino%20para%20Paul">duas estatuetas no Oscar 2025</a></span> <span style="font-weight: 400;"><i>e</i></span><span style="font-weight: 400;"> reiterando a caminhada de sucesso do musical que já coleciona </span><span style="font-weight: 400;"><a href="https://en.wikipedia.org/wiki/List_of_awards_and_nominations_received_by_Wicked_(musical)">64 indicações</a></span><span style="font-weight: 400;"> ao longo de sua existência, em quase 3h, o filme nos leva a viajar para outro universo, com canções agradáveis e contagiantes, nos levando a reflexões, emoções e uma paixão sem fim, que anseia pela parte dois. </span><b>&#8211; Aryadne Xavier.</b></p>
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<figure id="attachment_35070" aria-describedby="caption-attachment-35070" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-35070" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/04/Mufasa-O-Rei-Leao-Maria-Fernanda-800x461.jpg" alt="Cena do filme Mufasa. A cena mostra dois leões, conhecidos como os personagens Taka e Mufasa, além de uma leoa, a personagem Nala. O leão Taka está mais ao fundo da imagem. Os leões possuem pelo na cor caramelo. Um macaco está com um cajado, o qual é o personagem Rafiki do Rei Leão, com um pelo mais escuro. Atrás, existem montanhas e uma névoa que deixa a paisagem ao fundo quase imperceptível. Os leões e o macaco parecem prestar atenção em algo mais a frente." width="800" height="461" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/04/Mufasa-O-Rei-Leao-Maria-Fernanda-800x461.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/04/Mufasa-O-Rei-Leao-Maria-Fernanda-1024x590.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/04/Mufasa-O-Rei-Leao-Maria-Fernanda-768x442.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/04/Mufasa-O-Rei-Leao-Maria-Fernanda-1536x884.jpg 1536w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/04/Mufasa-O-Rei-Leao-Maria-Fernanda-1200x691.jpg 1200w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/04/Mufasa-O-Rei-Leao-Maria-Fernanda.jpg 1777w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-35070" class="wp-caption-text">Mufasa retoma a franquia Rei Leão com cenas fotorrealistas geradas por computador (Foto: Disney)</figcaption></figure>
<p><b>Mufasa: O Rei Leão (Mufasa: The Lion King)</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Mufasa</span><span style="font-weight: 400;"> possui uma personalidade muito admirável no primeiro filme da franquia, iniciada em 1994 com <em>O Rei Leão</em>. Acompanhar a história do seu crescimento, em <em>Mufasa: O Rei Leão</em><b>,</b> traz à tona muitas nostalgias dos longas anteriores. A tecnologia das cenas produzidas em computador continua a surpreender, ainda que existam opiniões contrárias à realidade do filme 3D, a mesma da produção live-action </span><span style="font-weight: 400;"><a href="https://youtu.be/J57HnR6FPW0?si=ZHmAsrpm-ucC4iAS"><i>O Rei Leão</i></a></span><span style="font-weight: 400;">, de 2019.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A </span><span style="font-weight: 400;"><a href="https://open.spotify.com/intl-pt/album/4m0Tu3A4sITB4KKlB6EZlK?si=nDLfu93TTPu2ejdj6pIi3A">trilha sonora</a></span><span style="font-weight: 400;"> da obra não se compara à da trilogia original, entretanto, não deixa de ser cativante. O longa continua com o tradicional musical das produções da </span><span style="font-weight: 400;"><i>Disney</i></span><span style="font-weight: 400;">, o que retoma a magia de filmes voltados ao público infantil. A obra possui uma espetacular ênfase no desenvolvimento de </span><span style="font-weight: 400;">Mufasa (Aaron Pierre)</span><span style="font-weight: 400;">, o qual desperta curiosidade no público, principalmente, devido à passagem de um relacionamento de honestidade e humildade com</span><span style="font-weight: 400;"> Scar (Kelvin Harrison Jr.) </span><span style="font-weight: 400;">para um relacionamento de inimizade. </span><b>&#8211; Maria Fernanda Beneton</b></p>
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<figure id="attachment_35071" aria-describedby="caption-attachment-35071" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-35071" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/04/Meu-Malvado-Favorito-4-Luisa-Machado-Tabchoury-800x346.png" alt="Cena do filme Meu Malvado Favorito 4. Na esquerda, Gru, personagem branco careca de casaco preto e cachecol ciza listrado, olha de canto para suas filhas (da esquerda para a direita) - Edith, Margo e Agnes - sentadas na cozinha atrás de uma bancada em que há muitas garrafas de leite." width="800" height="346" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/04/Meu-Malvado-Favorito-4-Luisa-Machado-Tabchoury-800x346.png 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/04/Meu-Malvado-Favorito-4-Luisa-Machado-Tabchoury-768x332.png 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/04/Meu-Malvado-Favorito-4-Luisa-Machado-Tabchoury.png 987w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-35071" class="wp-caption-text">A quarta produção da franquia marca o maior período entre os filmes, com 7 anos desde a última sequência. (Foto: Illumination Entertainment)</figcaption></figure>
<p><b>Meu Malvado Favorito 4 (Despicable Me 4)</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Em mais uma aventura como agente da Liga Antivilões, </span><span style="font-weight: 400;"><i>Meu Malvado Favorito 4</i></span><span style="font-weight: 400;"> é um dos melhores filmes de 2024. A animação continua com Gru (Steve Carell) e sua família, Lucy (Kristen Wiig), Margo (Miranda Cosgrove), Edith (Dana Gaier) e Agnes (Madison Polan), que agora contam com um novo membro: Gru Jr. O enredo traz mais uma missão a ser concluída, derrotar o inimigo Maxime Le Mal (Will Farrell) e sua namorada Valentina (Sofía Vergara), mas, diferente dos outros filmes em que o personagem principal morava em sua casa onde vivia com suas filhas adotadas, o protagonista precisa lidar com a paternidade de ter um bebê e uma vizinha adolescente intrometida e irritante. Com muita maestria, o longa foi </span><span style="font-weight: 400;"><a href="https://www.cnnbrasil.com.br/entretenimento/meu-malvado-favorito-4-e-o-maior-filme-da-universal-pictures-no-brasil/">o maior da </a><a href="https://www.cnnbrasil.com.br/entretenimento/meu-malvado-favorito-4-e-o-maior-filme-da-universal-pictures-no-brasil/"><em>Universal Pictures</em></a><a href="https://www.cnnbrasil.com.br/entretenimento/meu-malvado-favorito-4-e-o-maior-filme-da-universal-pictures-no-brasil/"> no Brasil</a></span><span style="font-weight: 400;">, com uma bilheteria de mais de 140 milhões de reais.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O filme recebeu indicações no <em>Academy of Science Fiction</em>, <em>Fantasy &amp; Horror</em> <em>Films</em> (Melhor Filme Animado), <em>Hollywood Music In Media Awards</em> (Melhor Música Original) e <em>Chinese American Film Festival</em>, no qual venceu a categoria como o Filme Norte-Americano Mais Popular na China. Para quem está procurando uma produção mais leve, com muitas risadas e um herói divertido, </span><span style="font-weight: 400;"><a href="https://www.youtube.com/watch?v=seSIJf5mhPE">Gru e sua equipe fiel de incontáveis Minions</a></span><span style="font-weight: 400;">, devem ser a escolha para aproveitar uma sessão de cinema em casa com a família e um balde de pipoca. </span><b>&#8211; Luísa Tabchoury</b></p>
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<figure id="attachment_35072" aria-describedby="caption-attachment-35072" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-35072" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/04/e56024e7-e406-4d5a-a5fc-d8ace0b3e4a0-800x432.jpg" alt="Cena do filme Eu Vi o Brilho da TV. Na cena, os dois personagens principais aparecem de costas, lado a lado, no canto direito da imagem. À esquerda, Owen está usando um vestido em tons de rosa. À direita, Maddy está toda de preto, com mangas longas e calça comprida. Eles estão em um campo de futebol vazio, à noite, olhando para as árvores mais para frente. No céu estrelado tem uma lua cheia sobre eles, com a imagem de um rosto no centro." width="800" height="432" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/04/e56024e7-e406-4d5a-a5fc-d8ace0b3e4a0-800x432.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/04/e56024e7-e406-4d5a-a5fc-d8ace0b3e4a0-1024x553.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/04/e56024e7-e406-4d5a-a5fc-d8ace0b3e4a0-768x415.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/04/e56024e7-e406-4d5a-a5fc-d8ace0b3e4a0-1536x829.jpg 1536w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/04/e56024e7-e406-4d5a-a5fc-d8ace0b3e4a0-1200x648.jpg 1200w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/04/e56024e7-e406-4d5a-a5fc-d8ace0b3e4a0.jpg 1600w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-35072" class="wp-caption-text">Eu Vi o Brilho da TV usa de inspiração e faz referências a Buffy, a Caça-Vampiros (Foto: A24)</figcaption></figure>
<p><b>Eu Vi o Brilho da TV (I Saw the TV Glow)</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;"><a href="https://personaunesp.com.br/eu-vi-o-brilho-da-tv-critica/"><i>Eu Vi o Brilho da TV</i></a></span> <span style="font-weight: 400;">não furou a bolha o suficiente para ser lembrado pelas grandes premiações do ano como merecia, mas com certeza deixou uma marca duradoura em quem assistiu. Dirigido e escrito por Jane Schoenbrun, o filme mistura terror, drama e fantasia. A verdadeira ameaça da trama é uma tragédia muito real para muitos: passar pela vida sem viver a sua verdade. A alegoria mais óbvia proposta pelo roteiro, e reforçada por símbolos imagéticos, relaciona-se com a experiência trans e de não conformidade de gênero, mas a abordagem dessas lutas é tão sensível que ecoa para as experiências de toda a comunidade </span><span style="font-weight: 400;"><i>quee</i></span><span style="font-weight: 400;">r e até qualquer outra pessoa que se identifique com uma jornada de autoconhecimento isoladora.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O filme tem um </span><span style="font-weight: 400;"><a href="https://www.youtube.com/watch?v=AHKFHYBdqEc">visual</a></span><span style="font-weight: 400;"> único e particular. As imagens e os sons surreais evocam sentimentos no espectador que chegam antes da compreensão dos porquês. </span><span style="font-weight: 400;"><i>Eu Vi o Brilho da TV </i></span><span style="font-weight: 400;">cria uma atmosfera sufocante sobre uma sensação de nostalgia amarga. A obra utiliza as memórias dos personagens para borrar os limites entre o real e a imaginação. A posição da plateia é desconfortável e agonizante do começo ao fim dos 100 minutos de duração do longa, mas ao rolarem os créditos e a digestão do que se acabou de ver assentar, fica a mensagem de esperança em dias melhores: “</span><span style="font-weight: 400;"><i>Ainda há tempo</i></span><span style="font-weight: 400;">”. </span><b>&#8211; Giovanna Freisinger</b></p>
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<figure id="attachment_35074" aria-describedby="caption-attachment-35074" style="width: 739px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-35074" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/04/a.semente.do_.fruto_.sagrado.jpg" alt="Cena do filme A Semente do Fruto Sagrado. A imagem mostra três mulheres da mesma família. Da esquerda para a direita, há uma mulher mais velha de cabelos curtos com a boca aberta, uma mulher jovem de cabelos curtos com uma expressão séria e uma mulher mais nova de cabelos cacheados com uma expressão de medo." width="739" height="415" /><figcaption id="caption-attachment-35074" class="wp-caption-text">A Semente do Fruto Sagrado concorreu ao Oscar de Melhor Filme Internacional em 2025, mas perdeu para Ainda Estou Aqui (Foto: Mares Filmes)</figcaption></figure>
<p><b>A Semente do Fruto Sagrado (The Seed of the Sacred Fig)</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Dirigido por </span><span style="font-weight: 400;"><a href="https://oglobo.globo.com/cultura/noticia/2025/01/13/mohammad-rasoulof-iraniano-diretor-de-a-semente-do-fruto-sagrado-gostaria-de-nao-precisar-fugir-do-meu-pais.ghtml">Mohammad Rasoulof</a></span><span style="font-weight: 400;">, </span><span style="font-weight: 400;"><i>A Semente do Fruto Sagrado</i></span><span style="font-weight: 400;"> é, inicialmente, um drama sobre a política em Teerã, capital do Irã. Com a promoção de Iman (Missagh Zareh) dentro dos cargos da ditadura que comanda o país, Rezvan (Mahsa Rostami) e Sana (Setareh Maleki), filhas do homem, se veem em um conflito dentro de casa: seguir as próprias convicções ou aceitar viver sob o regime autoritário, dentro e fora de casa. Mais do que uma discussão sobre a vida em sociedade, o filme examina a lente do lado que opera os atos de perseguição e silenciamento de um povo marcado pelo medo e o desejo pela sua liberdade.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Os 167 minutos do longa-metragem são acompanhados por um tom agonizante e reflexivo em relação aos limites da perversidade que um ser humano pode cometer. Na virada do primeiro para o segundo ato, a produção segue por um caminho mais introspectivo: ao invés de analisar as consequências externas, a obra se concentra em abordar o imaginário de personas antagônicas: aqueles que lutam pela sua independência &#8211; cultural, religiosa e social &#8211; e os que tentam acabar com ela. Reconhecida pela crítica especializada, a trama da Alemanha apareceu na categoria de Melhor Filme Internacional em premiações, como o </span><span style="font-weight: 400;"><a href="https://personaunesp.com.br/tag/oscar/"><i>Oscar</i></a></span><span style="font-weight: 400;">, </span><span style="font-weight: 400;"><i>Critics Choice Awards</i></span><span style="font-weight: 400;"> e </span><span style="font-weight: 400;"><i>Globo de Ouro</i></span><span style="font-weight: 400;">. </span><b>&#8211; Guilherme Leal</b></p>
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<figure id="attachment_35075" aria-describedby="caption-attachment-35075" style="width: 735px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-35075" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/04/A-Noite-Que-Mudou-o-Pop-Ludmila-Henrique.jpg" alt="Cena do documentário A Noite que Mudou o Pop. Na imagem temos a presença do cantor Lionel Richie, um homem negro, de olhos castanhos, com o cabelo comprido cacheado e bigode nas cores pretas. Ele está vestindo uma camiseta verde escuro com detalhes ondulados e um terno prateado reluzente. Ao seu lado está o produtor Quincy Jones, um homem negro, de olhos castanhos, com o cabelo curto e de barba nas cores pretas. Ele está usando um óculos de armação preta e uma camiseta branca com uma faixa preta no meio. Eles estão dentro de um estúdio de gravação, rodeados de pessoas da equipe em volta." width="735" height="414" /><figcaption id="caption-attachment-35075" class="wp-caption-text">O documentário foi indicado na categoria de Melhor Filme Musical na 67ª edição do Grammy Awards (Foto: Netflix)</figcaption></figure>
<p><b>A Noite Que Mudou o Pop (The Greatest Night In Pop)</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;"><a href="https://open.spotify.com/intl-pt/track/3Z2tPWiNiIpg8UMMoowHIk?si=6dd85c466c104b6f"><i>“We are the world, We are the children”</i></a></span><span style="font-weight: 400;">. Dispensando apresentações, a música que marcou uma geração de pessoas e colocou como foco o combate à fome no continente africano, ganhou pela </span><span style="font-weight: 400;"><a href="https://www.youtube.com/watch?v=MD3oU1gowu4"><i>Netflix</i></a></span><span style="font-weight: 400;"><i>,</i></span><span style="font-weight: 400;"> um documentário detalhado sobre o processo de criação do </span><span style="font-weight: 400;"><i>single</i></span><span style="font-weight: 400;">, além de registros inéditos dos 45 artistas que participaram do projeto </span><span style="font-weight: 400;"><i>USA for Africa</i></span><span style="font-weight: 400;">. </span><span style="font-weight: 400;"><a href="https://personaunesp.com.br/a-noite-que-mudou-o-pop-critica/"><i>A Noite que Mudou o Pop</i></a></span><span style="font-weight: 400;">, dirigido pelo cineasta Bao Nguyen, tem uma narrativa que conquista aos poucos. A grande verdade é que o público tem conhecimento sobre a canção, sua motivação e os cantores que participaram deste marco musical, no entanto, não se sabe exatamente o que aconteceu naquela noite de janeiro de 1985.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Com essa premissa, ao explorar os bastidores da composição de</span><span style="font-weight: 400;"><a href="https://www.youtube.com/watch?v=nqAvFx3NxUM"> Lionel Richie</a></span><span style="font-weight: 400;"> e </span><span style="font-weight: 400;"><a href="https://www.youtube.com/watch?v=oRdxUFDoQe0">Michael Jackson</a></span><span style="font-weight: 400;">, produzida pelo compositor </span><span style="font-weight: 400;"><a href="https://open.spotify.com/intl-pt/artist/3rxIQc9kWT6Ueg4BhnOwRK?si=Okvuyw0wQsqkG4cqJMWT0g">Quincy Jones</a></span><span style="font-weight: 400;">, também responsável pelo direcionamento do grupo vocal, o filme documental se desenvolve pela curiosidade do telespectador. O relato atual dos músicos que participaram daquela noite, como </span><span style="font-weight: 400;"><a href="https://www.youtube.com/watch?v=LPn0KFlbqX8">Cyndi Lauper</a></span><span style="font-weight: 400;"> e </span><span style="font-weight: 400;"><a href="https://www.youtube.com/watch?v=129kuDCQtHs">Bruce Springsteen</a></span><span style="font-weight: 400;">, e claro, de Richie, que conduziu grande parte da história do documentário, também deixou tudo mais íntegro, pois transfere a visão e a experiência dos próprios artistas em tela. </span><span style="font-weight: 400;"><i>A Noite que Mudou o Pop</i></span><span style="font-weight: 400;"> é um registro sublime para os apaixonados por </span><span style="font-weight: 400;"><a href="https://www.youtube.com/watch?v=s3wNuru4U0I"><i>We Are The World</i></a></span><span style="font-weight: 400;">, além de ser uma prova viva de que a música é capaz de salvar vidas. </span><b>&#8211; Ludmila Henrique</b></p>
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<figure id="attachment_35076" aria-describedby="caption-attachment-35076" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-35076" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/04/93ee82a6-c7bb-44c7-adf2-87c813f1ebc4-800x334.jpg" alt="Cena do filme Robô Selvagem. A imagem, que se passa num campo verdejante, retrata um robô de aparência desgastada e um raposo de pelagem avermelhada compartilham um momento de curiosidade e conexão. O robô, de forma arredondada e metálica, tem um design futurista, com um corpo esférico, braços articulados e olhos brilhantes em tons de azul neon. Seu casco exibe marcas de arranhões e sujeira, sugerindo uma longa jornada ou anos de exposição aos elementos. Ele está sentado na relva alta e seca, com uma postura relaxada, como se estivesse interagindo de forma pacífica com seu companheiro animal. No topo de sua cabeça, uma pequena antena luminosa emite um brilho sutil.O raposo, por sua vez, observa atentamente o robô com os olhos curiosos e as orelhas erguidas. Seu focinho quase toca o rosto metálico da máquina, criando um contraste entre a suavidade de sua pelagem e a frieza do metal. A paisagem ao redor, com gramíneas ondulando ao vento e nuvens suaves tingidas de tons alaranjados e lilases, adiciona uma atmosfera serena e melancólica. A cena transmite um misto de inocência e mistério, sugerindo um encontro improvável entre natureza e tecnologia, onde a sensibilidade transcende as barreiras entre o orgânico e o artificial." width="800" height="334" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/04/93ee82a6-c7bb-44c7-adf2-87c813f1ebc4-800x334.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/04/93ee82a6-c7bb-44c7-adf2-87c813f1ebc4-1024x428.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/04/93ee82a6-c7bb-44c7-adf2-87c813f1ebc4-768x321.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/04/93ee82a6-c7bb-44c7-adf2-87c813f1ebc4.jpg 1170w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-35076" class="wp-caption-text">A dublagem original do longa conta com grandes nomes como Lupita Nyong’o, Pedro Pascal e Kit Connor (DreamWorks Animation)</figcaption></figure>
<p><b>Robô Selvagem (</b><b><i>The Wild Robot</i></b><b>)</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;"><i>Robô Selvagem</i></span> <span style="font-weight: 400;">surpreendeu ao se consolidar como uma das animações mais intrigantes de 2024, unindo uma trama emocionalmente profunda com temas filosóficos e sociais. Baseado no </span><span style="font-weight: 400;"><a href="https://www.peterbrownstudio.com/books/the-wild-robot/">livro de Peter Brown</a></span><span style="font-weight: 400;">, o longa aborda a jornada de uma robô que busca entender seu lugar em um mundo selvagem, explorando a coexistência entre tecnologia e natureza. A narrativa, carregada de momentos introspectivos e dilemas éticos, ressoou de maneira poderosa em um público amplo, incluindo adultos e crianças. Com animação detalhada e direção sensível, a produção foi reconhecida por críticos como uma obra que transcende seu gênero de “filme sobre robôs”, sendo indicado a prêmios como o </span><span style="font-weight: 400;"><i>Annie Awards</i></span><span style="font-weight: 400;"> e o Globo de Ouro, reafirmando o potencial de histórias que equilibram reflexão e entretenimento.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O <a href="https://www.primevideo.com/-/pt/detail/Rob%C3%B4-Selvagem/0H5X9VAJP3WU9CMN0CPCM63K2S">longa</a> de Chris Sanders tem a habilidade de dialogar com questões contemporâneas, como o impacto da automação na sociedade e a necessidade de harmonia entre progresso e preservação ambiental. Desde sua estreia, o filme acumulou elogios por sua abordagem original e ganhou prêmios em festivais de cinema animado pela profundidade de seu roteiro e pelo design visual inovador. Mais do que uma aventura animada, o longa tornou-se um estudo sobre humanidade, identidade e conexão, posicionando-se como uma produção que define o papel da animação como um veículo poderoso de transformação social. </span><b>&#8211; Marcela Jardim</b></p>
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<figure id="attachment_35077" aria-describedby="caption-attachment-35077" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-35077" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/04/Dune-Part-Two-800x400.jpg" alt="Imagem de Paul Atreides, personagem de Duna: Parte 2, interpretado por Timothée Chalamet. Paul está no deserto, com o rosto parcialmente coberto por um capuz bege que faz parte de um traje fremen, e usa um respirador no nariz, característico dos habitantes de Arrakis. Seus olhos azuis brilhantes, resultado da exposição à especiaria, destacam-se na expressão séria e determinada. Ao fundo, outros fremen, também usando trajes típicos do deserto, aparecem em desfoque." width="800" height="400" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/04/Dune-Part-Two-800x400.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/04/Dune-Part-Two-1024x512.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/04/Dune-Part-Two-768x384.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/04/Dune-Part-Two-1536x768.jpg 1536w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/04/Dune-Part-Two-2048x1024.jpg 2048w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/04/Dune-Part-Two-1200x600.jpg 1200w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-35077" class="wp-caption-text">Paul Atreides, interpretado meticulosamente por Timothée Chalamet, enfrenta a decisão de se tornar ou não o messias prometido (Foto: Warner Bros. Pictures)</figcaption></figure>
<p><b>Duna: Parte 2 (Dune: Part Two)</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Denis Villeneuve, fã de carteirinha do gênero </span><span style="font-weight: 400;"><i>Sci-Fi</i></span> <span style="font-weight: 400;"><a href="https://br.ign.com/star-wars/132828/news/tudo-descarrilou-em-1983-apesar-de-ser-grande-fa-de-star-wars-denis-villeneuve-nao-tem-interesse-em">desde criança</a></span><span style="font-weight: 400;">, prova novamente que é a pessoa ideal para adaptar a grandiosa obra de Frank Herbert. Em </span><span style="font-weight: 400;"><a href="https://personaunesp.com.br/duna-parte-2-critica/"><i>Duna: Parte 2</i></a></span><span style="font-weight: 400;">, indicado a seis categorias no </span><span style="font-weight: 400;"><a href="https://personaunesp.com.br/tag/oscar/">Oscar 2025</a></span><span style="font-weight: 400;">, incluindo Melhor Filme, o diretor leva o público a uma imersão total no deserto de </span><span style="font-weight: 400;"><i>Arrakis</i></span><span style="font-weight: 400;">, onde a narrativa épica ganha um novo fôlego. Se a primeira parte foi </span><span style="font-weight: 400;"><a href="https://www.omelete.com.br/filmes/criticas/duna-critica-dune">alvo de críticas</a></span><span style="font-weight: 400;"> pelo ritmo mais pausado, esta sequência se destaca por um senso de precipitação do início ao fim. O cineasta equilibra perfeitamente as nuances de poder, sacrifício e destino em um roteiro que ressoa tanto na grandiosidade das batalhas quanto na profundidade das relações humanas.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Os destaques técnicos são os personagens principais de </span><span style="font-weight: 400;"><a href="https://www.youtube.com/watch?v=QqmbrvluQRA&amp;pp=ygUUZHVuYSBwYXJ0ZSAyIHRyYWlsZXI%3D"><i>Duna: Parte 2</i></a></span><span style="font-weight: 400;">. A fotografia e o som, especialmente se apreciados nas telas <em>IMAX</em> para as quais o longa foi concebido, transportam o espectador diretamente para as imensidões de areia. Paisagens deslumbrantes, gravadas em </span><span style="font-weight: 400;"><a href="https://www.cnnbrasil.com.br/viagemegastronomia/viagem/cenarios-de-duna-parte-2-vao-de-cemiterio-na-italia-a-desertos-no-oriente-medio/">desertos reais</a></span><span style="font-weight: 400;">, e uma trilha sonora hipnotizante se unem para criar uma experiência cinematográfica pouco vista ultimamente. Nesta obra, Villeneuve reafirma sua maestria, entregando não apenas uma sequência à altura de seu antecessor, mas um capítulo definitivo no universo de </span><span style="font-weight: 400;"><i>Duna</i></span><span style="font-weight: 400;">. –</span><b> Arthur Caires</b></p>
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<figure id="attachment_35078" aria-describedby="caption-attachment-35078" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-35078" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/04/challengers-800x450.png" alt="Cena do filme Rivais, de Luca Guadagnino. À esquerda, vemos Mike Faist, um homem branco e loiro, que veste camiseta e boné vermelhos. À direita, vemos Josh O’Connor, um homem branco de cabelos pretos, que usa uma camiseta branca e um relógio em seu pulso esquerdo. Eles estão sentados, olhando um para o outro. Ao fundo, por detrás de um vidro, é possível ver algumas árvores desfocadas." width="800" height="450" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/04/challengers-800x450.png 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/04/challengers-1024x576.png 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/04/challengers-768x432.png 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/04/challengers-1536x864.png 1536w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/04/challengers-1200x675.png 1200w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/04/challengers.png 1600w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-35078" class="wp-caption-text">Ainda que seja um dos maiores lançamentos de 2024, o longa não recebeu nenhuma indicação ao Oscar 2025 (Foto: Amazon MGM Studios)</figcaption></figure>
<p><strong>Rivais (Challengers)</strong></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Se tem algo que Luca Guadagnino sabe fazer com maestria é explorar o desejo por meio da sutileza – e, sendo dirigido por ele, </span><span style="font-weight: 400;"><a href="https://personaunesp.com.br/rivais-critica/"><i>Challengers</i></a></span><span style="font-weight: 400;"> (no original) não poderia seguir um caminho diferente. Cada cena do filme é carregada de um erotismo que não precisa de cenas explícitas para se fazer presente, ao mesmo tempo em que oferece uma análise profunda sobre questões como o ego e a ambição.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O triângulo amoroso composto por </span><span style="font-weight: 400;">Zendaya</span><span style="font-weight: 400;">, Josh O’Connor e Mike Faist emite uma energia imparável constante, ao passo que eles se comportam como verdadeiras estrelas de Cinema do começo ao fim. A mistura do caos hipnótico causado por eles e a superfície plácida do luxuoso mundo do tênis resulta em uma experiência fascinante, cujo único objetivo é fazer com que o público se deleite com a diversão pura e decadente desses </span><span style="font-weight: 400;"><a href="https://www.youtube.com/watch?v=MDnVk5jIJr0"><i>Rivais</i></a></span><span style="font-weight: 400;">. Afinal, amor e ódio são os lados de uma mesma moeda, certo? </span><b>&#8211; Raquel Freire</b></p>
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<figure id="attachment_35079" aria-describedby="caption-attachment-35079" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-35079" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/04/Alien-Romulus-Guilherme-Siqueira-800x527.jpg" alt="Cena do filme Alien: Romulus. A cena mostra a personagem Rain, interpretada por Cailee Spaeny, uma mulher de pele clara e cabelos lisos, em um ambiente muito escuro, ela usa um traje espacial, com um capacete de vidro iluminado internamente com luzes amareladas. Ela olha para sua esquerda com uma expressão de assombro." width="800" height="527" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/04/Alien-Romulus-Guilherme-Siqueira-800x527.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/04/Alien-Romulus-Guilherme-Siqueira-1024x675.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/04/Alien-Romulus-Guilherme-Siqueira-768x506.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/04/Alien-Romulus-Guilherme-Siqueira-1200x791.jpg 1200w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/04/Alien-Romulus-Guilherme-Siqueira.jpg 1440w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-35079" class="wp-caption-text">Alien: Romulus é o híbrido genético perfeito do terror com a ficção científica (Foto: 20th Century Studios)</figcaption></figure>
<p><b>Alien: Romulus (Alien: Romulus)</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;"><a href="https://personaunesp.com.br/alien-romulus-critica/"><i>Alien: Romulus</i></a></span><span style="font-weight: 400;"> foi anunciado em um momento delicado para a franquia </span><span style="font-weight: 400;"><a href="https://personaunesp.com.br/alien-isolation-10-anos/#google_vignette"><i>Alien</i></a></span><span style="font-weight: 400;">, já que </span><span style="font-weight: 400;"><i>Prometheus </i></span><span style="font-weight: 400;">(2012) e </span><span style="font-weight: 400;"><i>Alien: Covenant </i></span><span style="font-weight: 400;">(2017), últimos filmes relacionados à série, dirigidos pelo primeiro idealizador das criaturas, Ridley Scott, não tiveram os resultados esperados em crítica e bilheteria. Mas esse filme inverteu qualquer expectativa negativa, não por sorte, mas por talento e jogo de cintura do diretor Fede Álvarez que soube resgatar o terror visceral que fez do primeiro filme da série um dos mais impactantes na cultura </span><span style="font-weight: 400;"><i>pop</i></span><span style="font-weight: 400;">.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Ambientado novamente em lugares fechados e claustrofóbicos, acompanhando a história de jovens que tentam escapar da colônia espacial insalubre em que vivem e trabalham, o longa dialoga com seu precursor de 1979 de diversas formas. Como, por exemplo, a temática do poder cada vez mais ilimitado das grandes corporações, o avanço brutal e impossível de se conter da inteligência artificial e da tecnologia em geral, bem como a tentativa vã da humanidade de controlar os elementos naturais do universo, seja por ganância ou mesmo por sobrevivência. </span><span style="font-weight: 400;"><a href="https://www.youtube.com/watch?v=2EmyntY2myo"><i>Alien: Romulus</i></a></span><span style="font-weight: 400;"> teve o seu lugar de destaque e injetou uma dose generosa de ficção científica da melhor qualidade nos cinemas em 2024. </span><b>&#8211; Guilherme Dias Siqueira</b></p>
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<figure id="attachment_35080" aria-describedby="caption-attachment-35080" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-35080" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/04/976947f0-3b52-43c7-8a1a-baa8b0155596-800x448.jpg" alt="Cena do filme Ainda Estou Aqui. A imagem mostra uma família, composta por uma mãe, um filho e três filhas, sentados em um quarto de jovens garotas, decorado com papel de parede e posters. A mãe é Eunice Paiva, interpretada por Fernanda Torres, que está sentada na cama de pernas cruzadas. Ela é uma mulher branca, de cabelos castanhos de tamanho médio, escovados para trás. Ela usa uma camiseta estampada com formas geométricas em tons de verde e uma saia esverdeada. Uma das filhas está sentada na cama, ao lado Eunice; ela é Mabiu Paiva, interpretada por Cora Mora. Ela é uma menina branca, de cabelos castanhos, lisos e longos. Ela usa uma camiseta florida. Embaixo, sentado no chão, está Marcelo Rubens Paiva, interpretado por Guilherme Silveira. Ele é um menino branco, de cabelos castanhos e lisos, em corte tigelinha. Ele usa uma camiseta amarela pastel. De costas para a câmera, aparecem as filhas Nalu Paiva, interpretada por Bárbara Luz, e Eliana Paiva, interpretada por Luiza Kosovski. Nalu é uma menina branca, e tem cabelos castanhos, curtos e cacheados. Eliana é uma menina branca, e tem cabelos castanhos, lisos e longos. " width="800" height="448" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/04/976947f0-3b52-43c7-8a1a-baa8b0155596-800x448.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/04/976947f0-3b52-43c7-8a1a-baa8b0155596-1024x573.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/04/976947f0-3b52-43c7-8a1a-baa8b0155596-768x430.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/04/976947f0-3b52-43c7-8a1a-baa8b0155596-1536x860.jpg 1536w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/04/976947f0-3b52-43c7-8a1a-baa8b0155596-1200x672.jpg 1200w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/04/976947f0-3b52-43c7-8a1a-baa8b0155596.jpg 1600w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-35080" class="wp-caption-text">Ainda Estou Aqui relembra, de forma extremamente necessária, os horrores da Ditadura Militar Brasileira (Foto: Globoplay)</figcaption></figure>
<p><b>Ainda Estou Aqui</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Maria Lucrécia Eunice Facciolla Paiva. Como começar a explicar Eunice Paiva? Advogada. Defensora dos direitos humanos. Especialista em direito indígena. Mãe. Viúva. Vítima da Ditadura Militar Brasileira. Essas palavras são poucas para definir quem é Eunice. Marcelo Rubens Paiva recorda suas próprias </span><span style="font-weight: 400;"><a href="https://oglobo.globo.com/cultura/livros/em-ainda-estou-aqui-marcelo-rubens-paiva-expoe-delicado-acerto-de-contas-com-mae-17098466">memórias</a></span><span style="font-weight: 400;"> no livro </span><span style="font-weight: 400;"><a href="https://personaunesp.com.br/ainda-estou-aqui-critica/"><i>Ainda Estou Aqui</i></a></span><span style="font-weight: 400;"> – que foi adaptado para o Cinema pelas mãos de Walter Salles. </span><span style="font-weight: 400;"><a href="https://youtu.be/P3TZjP_vVso?si=wSvHipbmfuj3rfg1">Fernanda Torres</a></span><span style="font-weight: 400;"> encarna Eunice; Selton Mello interpreta o ex-deputado </span><span style="font-weight: 400;"><a href="https://memorialdaresistenciasp.org.br/pessoas/rubens-beyrodt-paiva/">Rubens Paiva</a></span><span style="font-weight: 400;">. As atuações são emocionantes e únicas não só pelo talento dos atores, mas também pela caracterização e ambientação da produção.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Fernanda Torres fez um trabalho excepcional ao viver Eunice Paiva. A dor, a indignação com a situação e o sofrimento pela perda de Rubens se demonstram em um olhar, um pequeno gesto, um abraço, um sorriso. </span><span style="font-weight: 400;"><a href="https://youtu.be/gDunV808Yf4?si=KD8mRkPPlgmLeYRN"><i>Ainda Estou Aqui</i></a></span><span style="font-weight: 400;"> é importantíssimo para lembrar dos horrores vividos no Brasil após o Golpe de 1964. A tortura, os sumiços, os assassinatos nunca podem ser esquecidos. A violência vivenciada no país teve vários formatos: indo da física à psicológica; até a crueldade dos desaparecimentos e de não se ter respostas – a cena em que Torres esbraveja “</span><span style="font-weight: 400;"><a href="https://youtu.be/na27WFDA08c?si=xPNFVFFrWCT4pGGg"><i>cadê meu marido?!</i></a></span><span style="font-weight: 400;">” é um dos momentos mais marcantes do longa. O sucesso de </span><span style="font-weight: 400;"><i>Ainda Estou Aqui </i></span><span style="font-weight: 400;">não é à toa – as </span><span style="font-weight: 400;"><a href="https://www.bbc.com/portuguese/articles/cd7dgzlevx4o.amp">três indicações</a></span><span style="font-weight: 400;"> e uma vitória no </span><span style="font-weight: 400;"><a href="http://personaunesp.com.br/tag/oscar"><i>Oscar</i></a></span><span style="font-weight: 400;"> 2025 não mentem –, e, com os acontecimentos recentes do mundo, não custa lembrar: ditadura nunca mais. </span><b>– Laura Hirata-Vale</b></p>
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<figure id="attachment_35081" aria-describedby="caption-attachment-35081" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-35081" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/04/Longlegs-Esther-800x400.jpeg" alt="Cena de Longlegs. Um homem branco, de olhos claros, rosto esbranquiçado e cabelos grisalhos, na altura do ombro, olha fixamente para a câmera. Ele veste uma camisa verde clara, com um lenço de listras verdes no pescoço. Ambas as peças estão cobertas por uma jaqueta cinza, com um broche de flor dourado, e uma mochila azul nas costas. Atrás do personagem, aparece um gramado, coberto por uma fina camada de neve, e uma placa indicando um ponto de ônibus. O céu está repleto de nuvens." width="800" height="400" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/04/Longlegs-Esther-800x400.jpeg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/04/Longlegs-Esther-1024x512.jpeg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/04/Longlegs-Esther-768x384.jpeg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/04/Longlegs-Esther-1536x768.jpeg 1536w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/04/Longlegs-Esther-1200x600.jpeg 1200w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/04/Longlegs-Esther.jpeg 1800w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-35081" class="wp-caption-text">Para interpretar Longlegs, Nicolas Cage se inspirou nos comportamentos de sua mãe, diagnosticada com depressão e esquizofrenia (Foto: NEON Rated, LLC)</figcaption></figure>
<p><b>Longlegs &#8211; Vínculo Mortal (Longlegs)</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O emblemático longa de Oz Perkins, </span><span style="font-weight: 400;"><i>Longlegs &#8211; Vínculo Mortal</i></span><span style="font-weight: 400;">, destaca-se em meio às recentes estreias do Horror. Diferentemente do que ocorre nos gritos desesperados de Cecília em </span><span style="font-weight: 400;"><i>Imaculada</i></span><span style="font-weight: 400;"> (</span><span style="font-weight: 400;"><i>Immaculate</i></span><span style="font-weight: 400;">, originalmente) ou nas cenas violentas de </span><span style="font-weight: 400;"><i>O Mal Que Nos Habita</i></span><span style="font-weight: 400;"> (</span><span style="font-weight: 400;"><i>When Evil Lurks</i></span><span style="font-weight: 400;">), mecanismos </span><span style="font-weight: 400;"><a href="https://g1.globo.com/pop-arte/cinema/noticia/2024/09/03/por-que-longlegs-e-tao-assustador-conheca-filme-que-esta-aterrorizando-publico-nos-cinemas.ghtml">pouco óbvios</a></span><span style="font-weight: 400;"> são o que constroem a atmosfera macabra nessa trama. A característica hipnotiza os fãs pouco sedentos por sangue, mas muito saudosos da adrenalina própria do gênero.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Em </span><span style="font-weight: 400;"><i>Longlegs</i></span><span style="font-weight: 400;">, o arrepio na espinha e o frio na barriga tomam o público nos momentos menos prováveis: o preto e vermelho gritantes ao som de </span><span style="font-weight: 400;"><a href="https://www.adorocinema.com/noticias/filmes/noticia-1000099104/">T. Rex</a></span><span style="font-weight: 400;">, as aproximações repentinas e silenciosas em pontos do enquadramento e – claro – a ousada primeira aparição de Dale Kobble (Nicolas Cage); o diretor escolhe exibir na tela apenas parte do rosto do personagem. Incrivelmente assustadora, a obra e a </span><span style="font-weight: 400;"><a href="https://ffw.uol.com.br/materias/longlegs-por-tras-do-visual-do-aguardado-filme/">figura</a></span><span style="font-weight: 400;"> que a nomeia conquistaram seu posto no imaginário do público – e, por consequência, nos melhores lançamentos do Cinema em 2024. </span><b>&#8211; Esther Chahin </b></p>
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<figure id="attachment_35082" aria-describedby="caption-attachment-35082" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-35082" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/04/9362f185-bbfa-47a3-997f-d06c12493833-800x450.jpg" alt="Cena de Um Homem Diferente. Nela, vemos três pessoas em um sofá verde escuro com algumas almofadas brancas e pretas. No centro, está Edward, um homem branco e de cabelos pretos. Ele veste uma camisa marrom de manga comprida e gola alta e uma calça preta. Edward está sério olhando para frente e segura uma máscara no colo. Do lado direito, temos Ingrid, uma mulher branca de cabelos castanhos. Ela veste um vestido preto com detalhes em branco na parte de cima. Ela está de pernas cruzadas e olhando para cima. Do lado esquerdo, temos Oswald, um homem branco de cabelos pretos. Oswald tem o rosto desfigurado devido a uma doença chamada neurofibromatose. Ele veste um terno marrom e gravata marrom claro. Oswald está em pé atrás do sofá e apoiado nele com as mãos, enquanto olha para Ingrid. Ao fundo, a cozinha de um apartamento." width="800" height="450" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/04/9362f185-bbfa-47a3-997f-d06c12493833-800x450.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/04/9362f185-bbfa-47a3-997f-d06c12493833-1024x576.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/04/9362f185-bbfa-47a3-997f-d06c12493833-768x432.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/04/9362f185-bbfa-47a3-997f-d06c12493833-1536x864.jpg 1536w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/04/9362f185-bbfa-47a3-997f-d06c12493833-1200x675.jpg 1200w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/04/9362f185-bbfa-47a3-997f-d06c12493833.jpg 1600w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-35082" class="wp-caption-text">No ano em que o terror corporal junto com a crítica social dominou as telas, Um Homem Diferente o replica da forma mais inventiva e não óbvia possível (Foto: A24)</figcaption></figure>
<p><b>Um Homem Diferente (A Different Man)</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Sim, não podemos negar que 2024 foi o ano de </span><span style="font-weight: 400;"><a href="https://personaunesp.com.br/a-substancia-critica/"><i>A Substância</i></a></span><span style="font-weight: 400;">, mas ao se olhar um pouco mais para fora dos holofotes, </span><span style="font-weight: 400;"><i>Um Homem Diferente </i></span><span style="font-weight: 400;">emula os mesmos méritos do longa de Coralie Fargeat, mas de forma mais sútil e sem escancarar tanto que se trata de uma obra crítica. Para isso, o diretor e roteirista Aaron Scheinberg conta com um humor desconfortavelmente ácido para traduzir outra história de obsessão e padrões da sociedade.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">No longa, acompanhamos Edward (Sebastian Stan), um homem que sofre com neurofibromatose, uma doença que acaba desfigurando seu rosto. Ele passa então por uma cirurgia inédita que o coloca nos padrões da sociedade, mas, mesmo com a confiança restaurada, vê a vida que sonhava ruir a partir do momento em que, secretamente, aceita participar de uma peça sobre ele mesmo. </span><span style="font-weight: 400;"><a href="https://personaunesp.com.br/um-homem-diferente-critica/"><i>Um Homem Diferente</i></a></span><span style="font-weight: 400;"> mostra sua força e originalidade através de um roteiro intencionado em conduzir a percepção do espectador para diferentes caminhos, que chega nesse resultado através da atuação de seu trio principal – destaque para Adam Pearson, que realmente sofre da doença – mas, principalmente para Sebastian Stan, se provando uma força da atuação que teve nesse ano seus melhores trabalhos. </span><b>&#8211; Guilherme Veiga</b></p>
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<figure id="attachment_35083" aria-describedby="caption-attachment-35083" style="width: 735px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-35083" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/04/Todo-Tempo-Que-Temos-Ludmila-Henrique.jpg" alt="Cena do filme Todo o Tempo que Temos. Na imagem temos a presença de Almut (Florence Pugh), uma mulher branca, de olhos verdes e cabelo loiro liso preso em um coque. Ela está vestindo uma camisa branca de mangas compridas. Ao seu lado está Tobias (Andrew Garfield), um homem branco, de olhos castanhos e cabelo curto ondulado. Ele está vestindo uma camisa cinza de mangas compridas. Eles estão se abraçando enquanto olham um para o outro. Eles estão em um local fechado, com uma luz baixa e meio amarelada." width="735" height="449" /><figcaption id="caption-attachment-35083" class="wp-caption-text">A trajetória de um casal correndo atrás do tempo (Foto: A24)</figcaption></figure>
<p><b>Todo Tempo Que Temos (We Live In Time)</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A história de amor entre Almut (</span><span style="font-weight: 400;"><a href="https://personaunesp.com.br/adoraveis-mulheres-5-anos/">Florence Pugh</a></span><span style="font-weight: 400;">) e Tobias (</span><span style="font-weight: 400;"><a href="https://personaunesp.com.br/tick-tick-boom-critica/">Andrew Garfield</a></span><span style="font-weight: 400;">, se constrói em ínfimos espaços de tempo. Um encontro sem data e nem hora, de supetão mesmo. Mas que alcança a maturidade após uma notícia abrupta atingir o casal. Em </span><span style="font-weight: 400;"><a href="https://www.youtube.com/watch?v=MH02yagHaNw"><i>Todo Tempo Que Temos</i></a></span><span style="font-weight: 400;">, acompanhamos, por meio de linhas temporais, o romance de uma década, embarcada através de movimentos de sua trajetória, desafiando toda a existência presente em uma ou mais vidas.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Pelo olhar poético de </span><span style="font-weight: 400;"><a href="https://www.youtube.com/watch?v=OwYLVi8AvP8">John Crowley</a></span><span style="font-weight: 400;">, o longa-metragem toma forma através do simples. É a simplicidade de uma vida, assim como ela deveria ser, obviamente com alguns altos e baixos, mas que deixa a história do casal tão real. O enredo do filme explora perfeitamente esse ‘acaso’ presente na rotina deles, endossando em certos momentos para criar um </span><span style="font-weight: 400;"><i>clímax</i></span><span style="font-weight: 400;"> em algumas cenas, mas que de nenhum modo relata algo impossível de acontecer. </span><span style="font-weight: 400;"><a href="https://personaunesp.com.br/todo-tempo-que-temos-critica/"><i>We Live In Time</i></a></span><span style="font-weight: 400;"> (no original) carrega alguns clichês presentes no gênero, no entanto, continua sendo uma linda história de superação de medos e um lembrete para aproveitar cada detalhe que a nossa jornada oferecer. </span><b>&#8211; Ludmila Henrique</b></p>
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<figure id="attachment_35084" aria-describedby="caption-attachment-35084" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-35084" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/04/Jurado-no2-800x450.jpg" alt="Ao fundo estão os personagens de Cedric Yarbrough e Rebecca Koon. O primeiro está à direita com uma camiseta preta e o olhar vago e a segunda está à esquerda com uma camiseta rosa e uma blusa branca, ela está olhando para algo fora do plano. Mais a frente, em foco e no centro da imagem está o personagem de Nicholas Hoult, ele está com uma expressão preocupada, olhando para algo fora da câmera." width="800" height="450" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/04/Jurado-no2-800x450.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/04/Jurado-no2-768x432.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/04/Jurado-no2.jpg 960w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-35084" class="wp-caption-text">O filme chegou direto no streaming na maioria dos países (Foto: Warner Bros. Pictures)</figcaption></figure>
<p><b>Jurado Nº2 (Juror #2)</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Em meio a temporada de premiações, como o Globo de Ouro, o <em>BAFTA</em> e o </span><span style="font-weight: 400;"><a href="https://personaunesp.com.br/tag/oscar-2024/"><i>Oscar</i></a></span><span style="font-weight: 400;">, </span><span style="font-weight: 400;"><a href="https://personaunesp.com.br/jurado-no2-critica/"><i>Jurado Nº2</i></a></span> <span style="font-weight: 400;">ficou deixado de lado pela <em>Warner Bros</em>, que preferiu focar a sua campanha para </span><span style="font-weight: 400;"><i>Duna 2</i></span><span style="font-weight: 400;">. A fita não chegou nem a ser lançada nos cinemas na maioria dos países, com exceção aos Estados Unidos, no resto do mundo o longa foi direto para o </span><span style="font-weight: 400;"><a href="https://www.adorocinema.com/noticias/filmes/noticia-1000116296/"><i>streaming</i></a></span> <span style="font-weight: 400;">da Max. No entanto, </span><span style="font-weight: 400;"><a href="https://personaunesp.com.br/cry-macho-o-caminho-para-redencao-critica/">Clint Eastwood</a></span><span style="font-weight: 400;"> mostra que quem perde é a empresa e as premiações, pois ele acaba de lançar a sua mais nova obra-prima.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Na trama, Justin (</span><span style="font-weight: 400;"><a href="https://www.adorocinema.com/noticias/filmes/noticia-1000121196/">Nicholas Hoult</a></span><span style="font-weight: 400;">) e Allison (Zoey Deutch) são casados e esperam seu primeiro filho, em uma gravidez de risco. Em meio a isso, o protagonista é convocado para ser um dos jurados em um julgamento. Contudo, o que não esperava é que ele estava envolvido com o caso, podendo levá-lo direto para a cadeia. O cineasta desconstrói os conceitos de justiça e a narrativa vendida sobre imparcialidade do sistema americano. A obra</span> <span style="font-weight: 400;">não é um drama de tribunal que busca descobrir o que aconteceu. O seu maior apelo está no questionamento: o que é verdade e o que é justiça? &#8211; </span><b>Guilherme Moraes</b></p>
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<figure id="attachment_35085" aria-describedby="caption-attachment-35085" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-35085" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/04/Look-Back-Leonardo-Quinalha-800x400.png" alt="A cena mostra as personagens Kyomoto com seu cabelo desgrenhado e franja cobrindo o rosto e Fujino com seu cabelo curto coberto por um gorro, elas olham apreensivas e nervosas para uma revista enquanto estão em uma loja de conveniência." width="800" height="400" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/04/Look-Back-Leonardo-Quinalha-800x400.png 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/04/Look-Back-Leonardo-Quinalha-1024x512.png 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/04/Look-Back-Leonardo-Quinalha-768x384.png 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/04/Look-Back-Leonardo-Quinalha-1200x600.png 1200w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/04/Look-Back-Leonardo-Quinalha.png 1437w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-35085" class="wp-caption-text">Look Back é uma história emocionante e trágica sobre crescimento (Foto: Cinecolor)</figcaption></figure>
<p><b>Look Back</b><strong> (Look Back)</strong></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Fujino (Yuumi Kawaii), uma estudante do ensino médio que adora desenhar e é amada por todos da classe, descobre, um dia, que outra colega, Kyomoto (Mizuki Yoshida), desenha melhor que ela, causando-lhe inveja. Após dividirem as publicações de tirinhas no jornal da escola, as duas se encontram ao final do ensino médio e iniciam uma jornada que envolve carinho, autoconhecimento, </span><span style="font-weight: 400;"><a href="https://www.jbox.com.br/2024/09/24/critica-look-back-e-uma-reflexao-sobre-a-humanidade-da-arte/">descobrimento do mundo</a></span><span style="font-weight: 400;"> e uma pitada de dor.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Baseado no mangá </span><span style="font-weight: 400;"><i>one-shot </i></span><span style="font-weight: 400;">(2021</span><span style="font-weight: 400;"><i>) </i></span><span style="font-weight: 400;">de mesmo nome, escrita pelo mangaká </span><span style="font-weight: 400;"><a href="https://ovicio.com.br/conheca-a-historia-de-tatsuki-fujimoto-o-criador-de-chainsaw-man/">Tatsuki Fujimoto</a></span><span style="font-weight: 400;">, criador de </span><span style="font-weight: 400;"><i>Chainsaw man</i></span><span style="font-weight: 400;">, o longa de apenas 58 minutos dirigido por Kiyotaka Oshiyama e que ganhou prêmio de melhor animação no</span><span style="font-weight: 400;"><i> Japan Academy Awards, é </i></span><span style="font-weight: 400;">encantador para qualquer um que ame animações. A beleza nos movimentos envoltos com a trilha sonora tornam a obra uma jornada emocionante, ao mesmo tempo, doce e amarga para todos que já lutaram por um sonho, trazendo assim uma linda mensagem sobre crescimento. &#8211; </span><b>Leonardo Quinalha</b></p>
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<figure id="attachment_35086" aria-describedby="caption-attachment-35086" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-35086" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/04/Feios-Maria-Fernanda-800x450.jpg" alt="Cena do filme Feios. A imagem mostra a personagem Tally, interpretada pela atriz Joey King, que está se olhando em um espelho eletrônico, no qual é capaz de mudar sua aparência. No espelho, a moça possui cabelos com luzes, entretanto seu cabelo real é castanho. No espelho, seus olhos são dourados, sua boca é maior e ela está vestindo uma blusa preta de gola alta. É possível ver o cabelo e uma pequena parte do rosto da personagem enquanto ela se olha no espelho." width="800" height="450" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/04/Feios-Maria-Fernanda-800x450.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/04/Feios-Maria-Fernanda-1024x576.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/04/Feios-Maria-Fernanda-768x432.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/04/Feios-Maria-Fernanda-1536x864.jpg 1536w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/04/Feios-Maria-Fernanda-1200x675.jpg 1200w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/04/Feios-Maria-Fernanda.jpg 1920w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-35086" class="wp-caption-text">Feios retrata uma nova ideia de distopia que dita a beleza social (Foto: Netflix)</figcaption></figure>
<p><b>Feios (Uglies)</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;"><a href="https://youtu.be/EUL6v8rFrzE?si=Efr0Ehw4uLaCZt02"><i>Feios</i></a></span><span style="font-weight: 400;"> possui extrema relevância social, uma vez que retrata uma sociedade futurística com muito apego aos padrões de beleza em detrimento das características humanas. A produção possui efeitos especiais muito bons e que expressam uma ambientação científica.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O longa traz uma trama parecida com a franquia </span><span style="font-weight: 400;"><a href="https://youtu.be/ALIaNcHNcUs?si=D6kgb7nlMAEWKgTj"><i>Divergente</i></a></span><span style="font-weight: 400;">. No início da obra, é possível prever as ideias da história e como ela vai terminar. No entanto, dá para se surpreender, pois o desenvolvimento e o desfecho da história não possuem o mesmo roteiro visto em filmes de distopia jovem. Pode-se afirmar que o final é um daqueles em que se perde a cabeça. A produção é um divisor de águas: você ama ou odeia. </span><b>&#8211; Maria Fernanda Beneton</b></p>
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<figure id="attachment_35087" aria-describedby="caption-attachment-35087" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-35087" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/04/civil-war-800x600.png" alt="Cena do filme Guerra Civil, de Alex Garland. Na imagem, vemos Kirsten Dunst, uma mulher branca com cabelos loiros presos. Ela usa uma camisa branca de manga comprida, um colete preto por cima, uma bolsa na transversal de seu corpo e duas câmeras penduradas em seu pescoço, na qual uma delas se encontra em suas mãos. Ela olha para a câmera com uma expressão apreensiva. Toda a imagem possui tons alaranjados e é possível ver pontos de luz atrás dela." width="800" height="600" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/04/civil-war-800x600.png 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/04/civil-war-1024x768.png 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/04/civil-war-768x576.png 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/04/civil-war-1536x1152.png 1536w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/04/civil-war-1200x900.png 1200w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/04/civil-war.png 1600w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-35087" class="wp-caption-text">Com um orçamento de 50 milhões de dólares, Guerra Civil está entre os filmes mais caros da produtora A24 (Foto: Diamond Films)</figcaption></figure>
<p><strong>Guerra Civil (Civil War)</strong></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Os bons filmes de guerra são feitos para deixarem os espectadores desconfortáveis diante do que estão assistindo. É o que faz sentido: o confronto é desumano e qualquer representação dele deve ser tingida com a dura realidade. No entanto, </span><span style="font-weight: 400;"><a href="https://www.youtube.com/watch?v=aDyQxtg0V2w"><i>Civil War</i></a></span> <span style="font-weight: 400;">(no original) possui um propósito diferente. A distopia de Alex Garland é um apelo à reflexão sobre como nos recusamos a deixar que esse tipo de imagem nos afete. O diretor não quer nos fazer sentir, mas quer que nos questionemos por que não sentimos nada, e essa foi uma escolha extraordinária.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A ideia do longa é retratar que só consegue passar por esses horrores quem se &#8216;desliga’ deles, e essa interpretação está longe de servir apenas para o universo fictício onde </span><span style="font-weight: 400;"><a href="https://personaunesp.com.br/homem-aranha-2-20-anos/">Kirsten Dunst</a></span><span style="font-weight: 400;">, </span><span style="font-weight: 400;"><a href="https://personaunesp.com.br/marighella-critica/">Wagner Moura</a></span><span style="font-weight: 400;">, </span><span style="font-weight: 400;"><a href="https://personaunesp.com.br/priscilla-critica/">Cailee Spaeny</a></span><span style="font-weight: 400;"> e Stephen Henderson são fotojornalistas. Apesar de ter sido lançado em um ano carregado por medo e tensão, </span><span style="font-weight: 400;"><i>Guerra Civil</i></span><span style="font-weight: 400;"> evita qualquer correlação direta com o cenário político atual, e tal fato só deixa suas entrelinhas ainda mais claras. </span><b>&#8211; Raquel Freire</b></p>
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<figure id="attachment_35088" aria-describedby="caption-attachment-35088" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-35088" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/04/megalopolis-1-800x450.webp" alt="Cena do filme Megalópolis Na imagem, o personagem Cesar Catilina está no topo de um prédio, se equilibrando para não cair da beirada. O prédio, no canto esquerdo, possui muitas janelas de vidro. À direita há o céu, o horizonte da cidade e o sol amarelo. Cesar é um homem branco na faixa dos 40 anos, de cabelos escuros e curto. Ele veste um terno preto." width="800" height="450" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/04/megalopolis-1-800x450.webp 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/04/megalopolis-1-1024x576.webp 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/04/megalopolis-1-768x432.webp 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/04/megalopolis-1-1536x864.webp 1536w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/04/megalopolis-1-1200x675.webp 1200w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/04/megalopolis-1.webp 1920w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-35088" class="wp-caption-text">O diretor Coppola levou 40 anos para lançar sua obra mais ambiciosa (Foto: American Zoetrope)</figcaption></figure>
<p><b>Megalópolis (Megalopolis)</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Indicado ao </span><span style="font-weight: 400;"><a href="https://www.metropoles.com/entretenimento/cinema/coringa-2-e-megalopolis-lideram-indicacoes-ao-framboesa-de-ouro-2025">Framboesa de Ouro 2025</a></span><span style="font-weight: 400;">, fracasso de bilheteria e esculhambado por crítica e público, afinal, por que </span><span style="font-weight: 400;"><i>Megalópolis</i></span><span style="font-weight: 400;"> faz parte desta lista? O filme, financiado por Francis Ford Coppola, é mais um caso do panteão de obras não compreendidas pelo seu tempo, tal como </span><span style="font-weight: 400;"><i>Homem-Aranha 3 </i></span><span style="font-weight: 400;">(2007) e </span><span style="font-weight: 400;"><a href="https://personaunesp.com.br/garota-infernal-critica/"><i>Garota Infernal</i></a></span> <span style="font-weight: 400;">(2009) &#8211; e deve ser alvo do revisionismo daqui a alguns anos. Assim como o protagonista Cesar Catilina (Adam Driver), um arquiteto visionário que deseja construir uma cidade utópica, o longa é uma quimera.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A castração dos olhos do público acostumado com o cinza da</span><span style="font-weight: 400;"><i> Marvel Studios</i></span><span style="font-weight: 400;"> ou pela ausência de contato com a filmografia do cineasta, que já havia concebido imagens artificiais e oníricas em </span><span style="font-weight: 400;"><i>O Fundo do Coração</i></span><span style="font-weight: 400;"> (1982) e </span><span style="font-weight: 400;"><i>Drácula de Bram Stoker</i></span><span style="font-weight: 400;"> (1992), pode justificar a má recepção de </span><span style="font-weight: 400;"><a href="https://personaunesp.com.br/megalopolis-critica/"><i>Megalópolis</i></a></span><span style="font-weight: 400;">. A obra caminha em oposição ao realismo e o cinismo de </span><span style="font-weight: 400;"><i>Hollywood</i></span><span style="font-weight: 400;">, compondo cenas abstratas e com o texto bastante inocente e um final meloso, crédulo em um futuro melhor. O sonho do diretor merece um lugar nesta lista, porque em 2024 ele ousou desafiar o </span><span style="font-weight: 400;"><i>status quo</i></span><span style="font-weight: 400;">. </span><b>&#8211; Davi Marcelgo</b></p>
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<figure id="attachment_35089" aria-describedby="caption-attachment-35089" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-35089" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/04/The-Substance-800x333.jpg" alt="Imagem do filme A Substância. Na cena, as personagens Sue e Elizabeth Sparkle estão sentadas se encarando em horror durante uma briga sangrenta. À esquerda, Sue é uma jovem branca de cabelos escuros e olhos claros. Já à direita, Sparkle é uma senhora deteriorada, a aparência é produzida por maquiagem. O fundo se trata do apartamento super rosa que as duas dividem." width="800" height="333" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/04/The-Substance-800x333.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/04/The-Substance-1024x427.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/04/The-Substance-768x320.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/04/The-Substance-1536x640.jpg 1536w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/04/The-Substance-1200x500.jpg 1200w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/04/The-Substance.jpg 1920w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-35089" class="wp-caption-text">A Substância recebeu cinco indicações ao Oscar 2025; algo não comum para uma premiação que tem horror ao gênero (Foto: Mubi)</figcaption></figure>
<p><b>A Substância (The Substance)</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Sintetizadores eletrizantes ajudam a ambientar </span><span style="font-weight: 400;"><a href="https://personaunesp.com.br/a-substancia-critica/"><i>A Substância</i></a></span><span style="font-weight: 400;">, um dos filmes mais comentados nas redes sociais em 2024. Dirigido pela francesa Coralie Fargeat, o longa se trata de um </span><span style="font-weight: 400;"><i>body horror</i></span><span style="font-weight: 400;">, surpreendentemente fácil de digerir. Mesmo com referências a grandes clássicos do gênero, como </span><span style="font-weight: 400;"><i>O Iluminado</i></span><span style="font-weight: 400;"> (1980) e </span><span style="font-weight: 400;"><i>Carrie, A Estranha</i></span><span style="font-weight: 400;"> (1976), o público abocanhou todo pedaço de </span><span style="font-weight: 400;"><i>gore</i></span><span style="font-weight: 400;"> que Fargeat atirou em nossas faces a cada cena.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Com as atuações esplêndidas de Demi Moore e </span><span style="font-weight: 400;"><a href="https://personaunesp.com.br/maid-critica/">Margaret Qualley,</a></span><span style="font-weight: 400;"> o universo de Elizabeth Sparkle e sua versão mais nova, Sue, é trágico, ao mesmo tempo que intoxicante. Além das entregas extraordinárias das atrizes, os detalhes da concepção visual de </span><span style="font-weight: 400;"><i>A Substância</i></span><span style="font-weight: 400;"> explicam as cinco nomeações e uma vitória no </span><span style="font-weight: 400;"><i>Oscar</i></span><span style="font-weight: 400;">, incluindo as categorias de Melhor Filme, Atriz, Roteiro Original, Direção e Maquiagem (vencedor). </span><b>&#8211; Nathalia Tetzner</b></p>
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<figure id="attachment_35090" aria-describedby="caption-attachment-35090" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-35090" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/04/divertidament-800x398.jpg" alt="Em uma imagem retangular colorida, aparecem três personagens do filme na sala de comando, que representa o cérebro da personagem Riley. À esquerda, está Alegria, personagem de pele amarelada, vestido verde e cabelo curto na cor azul, assim como seus olhos. Ela olha preocupada para algo à sua frente e tenta apertar um botão enquanto, ao seu lado, se encontra Ansiedade, uma personagem de pele laranja vibrante, com cabelo todo arrepiado para cima. Sua boca é larga, seus olhos esbugalhados e seus dentes são tortinhos, e ela veste um suéter branco e laranja. Ao lado, olhando tudo, está Timidez, uma emoção de estatura pequena, com olhos grandes e pupilas grandes, cabelo verde-água escuro um pouco ondulado preso por presilhas roxas, que usa um suéter cinza de bolinhas. " width="800" height="398" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/04/divertidament-800x398.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/04/divertidament-1024x509.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/04/divertidament-768x382.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/04/divertidament-1536x764.jpg 1536w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/04/divertidament-1200x597.jpg 1200w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/04/divertidament.jpg 1822w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-35090" class="wp-caption-text">Assistir Divertida Mente 2 é como voltar a infância e relembrar todas as emoções do filme anterior, entendendo o motivo de se emocionar tanto (Foto: Pixar)</figcaption></figure>
<p><b>Divertida Mente 2 (Inside Out 2)</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Lançado em 2015, </span><span style="font-weight: 400;"><a href="https://personaunesp.com.br/divertida-mente-5-anos-critica/"><i>Divertida Mente</i></a></span><span style="font-weight: 400;"> foi um sucesso estrondoso. Narrado por suas emoções Alegria (Amy Poehler), Tristeza (Phyllis Smith), Medo (Tony Hale), Nojinho (Liza Lapira) e Raiva (Lewis Black), a vida da pré-adolescente Riley (Kensington Tallman) cativou crianças e adultos e encantou o mundo com a magia da </span><span style="font-weight: 400;"><a href="https://personaunesp.com.br/historia-pixar-como-revolucionou-mundo-cinema/"><i>Pixar</i></a></span><span style="font-weight: 400;">. Quase dez anos depois, a sequência surpreende positivamente ao trazer novas emoções e acompanhar uma fase igualmente complicada no amadurecimento de Riley: a entrada na adolescência e a chegada da puberdade. Mais madura e com conflitos maiores, o espectador é levado a acompanhar a descoberta d</span><span style="font-weight: 400;">a Ansiedade (Maya Hawke), da Inveja (Ayo Edebiri), do Tédio (Adèle Exarchopoulos) e da Vergonha (Paul Walter Hauser).</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Não tão original como o primeiro filme por se ater à mesma fórmula e jornada, mas igualmente valioso, </span><span style="font-weight: 400;"><i>Divertida Mente 2</i></span><span style="font-weight: 400;"> emociona e diverte do mesmo jeito, ajudando a entender e </span><span style="font-weight: 400;"><a href="https://www.bbc.com/portuguese/articles/c2xx3lpmj6do">visualizar de forma lúdica as emoções</a></span><span style="font-weight: 400;">. Para se agradar, talvez seja necessário se desvencilhar um pouco do brilhantismo original da obra e entender a mudança do contexto atual, não se prendendo à nostalgia e se permitindo celebrar a visualização da psique de maneira fofa e bem humorada. </span><b>&#8211; Aryadne Xavier</b></p>
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<figure id="attachment_35091" aria-describedby="caption-attachment-35091" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-35091" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/04/16ce05ff-a998-4294-92a6-565da9f6bf72-800x400.jpg" alt="Cena do filme Uma Ideia de Você. No centro da imagem, os atores Nicholas Galitzine e Anne Hathaway aparecem de mãos dadas, andando em uma calçada na beira de um rio. Nicholas Galitzine, que faz o Hayes Campbell, é um homem branco, alto, de cabelos louros escuros. Ele veste uma calça de alfaiataria cinza-escuro, uma camiseta branca, uma jaqueta preta e coturnos pretos. Anne Hathaway, que faz a personagem Solène Marchand, é uma mulher branca, alta, de cabelos castanhos, longos e ondulados. Ela veste uma regata branca, uma saia acetinada cinza-escuro e saltos altos dourados. " width="800" height="400" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/04/16ce05ff-a998-4294-92a6-565da9f6bf72-800x400.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/04/16ce05ff-a998-4294-92a6-565da9f6bf72-1024x512.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/04/16ce05ff-a998-4294-92a6-565da9f6bf72-768x384.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/04/16ce05ff-a998-4294-92a6-565da9f6bf72.jpg 1140w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-35091" class="wp-caption-text">Com queridinhos dos anos 2000 e 2020, Uma Ideia de Você foi uma das maiores rom-coms de 2024 (Foto: Amazon Prime Video)</figcaption></figure>
<p><b>Uma Ideia de Você (The Idea of You)</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;"><i>Uma Ideia de Você</i></span><span style="font-weight: 400;"> é a mistura interessante de diversos itens da cultura </span><span style="font-weight: 400;"><i>pop</i></span><span style="font-weight: 400;"> – comédia romântica, </span><span style="font-weight: 400;"><i>boybands</i></span><span style="font-weight: 400;">, um elenco bonito –, com questões atuais – como o etarismo dentro de relacionamentos e a perseguição da mídia. Anne Hathaway (de </span><span style="font-weight: 400;"><a href="https://personaunesp.com.br/o-diabo-veste-prada-15-anos/"><i>O Diabo Veste Prada</i></a></span><span style="font-weight: 400;">) é Solène Marchand, uma mulher divorciada e mãe de uma adolescente não-tão-ex-fã da banda fictícia </span><span style="font-weight: 400;"><a href="https://youtu.be/e95tNU7C9dg?si=A-LOvUTRgKzCVvhl">August Moon</a></span><span style="font-weight: 400;">. Nicholas Galitzine (de </span><span style="font-weight: 400;"><a href="https://personaunesp.com.br/vermelho-branco-e-sangue-azul-critica/"><i>Vermelho, Branco e Sangue Azul</i></a></span><span style="font-weight: 400;">) é Hayes Campbell, um dos membros do grupo. O par, por consequência do destino (ou o dar para trás do ex-marido de Marchand), acaba se conhecendo no </span><span style="font-weight: 400;"><i>backstage</i></span><span style="font-weight: 400;"> da área </span><span style="font-weight: 400;"><i>VIP</i></span><span style="font-weight: 400;"> do Coachella – um dos maiores festivais de música do mundo.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O filme, baseado no livro homônimo escrito por Robinne Lee, mostra as dificuldades de um relacionamento entre um jovem famoso e uma mulher adulta anônima. A diferença de idade dos dois deixa Solène insegura, e – mesmo que mantido em segredo para conservar sua privacidade – o romance acaba flagrado por </span><span style="font-weight: 400;"><i>paparazzi</i></span><span style="font-weight: 400;">. A partir desse momento, a vida da curadora de arte tem uma reviravolta – ela e sua filha começam a ser importunadas pela imprensa e pelos fãs. Como se tivesse saído de uma </span><span style="font-weight: 400;"><i>fanfic</i></span><span style="font-weight: 400;">, </span><span style="font-weight: 400;"><a href="https://youtu.be/ZeIGZdfmBhg?si=FL1sOHn4M6ZkR8Ma"><i>Uma Ideia de Você</i></a></span><span style="font-weight: 400;"> mostra que mulheres mais velhas podem, sim, ter uma nova chance no amor. </span><b>– Laura Hirata-Vale</b></p>
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<figure id="attachment_35093" aria-describedby="caption-attachment-35093" style="width: 768px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="wp-image-35093 size-full" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/04/TheBeekeeper-LuisaMachadoTabchoury-1.jpg" alt="Fotografia de uma cena do filme Beekeeper: A Rede de Vingança. A cena mostra o personagem James Clay (Jason Statham), um homem bracno careca e com barba, no centro da imagem vestindo seu uniforme de apicultor, um casaco cinza, e atrás dele há duas prateleiras com potes de vidro de mel. " width="768" height="512" /><figcaption id="caption-attachment-35093" class="wp-caption-text">David Ayer, diretor do pôlemico Esquadrão Suicida (2016), dirige a ação (Foto: Amazon Prime Video)</figcaption></figure>
<p><b>Beekeeper: Rede de Vingança (The Beekeeper)</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Ao entregar uma história inusitada e um elenco de peso, </span><span style="font-weight: 400;"><i>Beekeeper: Rede de Vingança</i></span><span style="font-weight: 400;"> é um dos melhores filmes de 2024. O longa conta a história de James Clay, um apicultor e ex-agente de um programa secreto que, ao ver sua vizinha querida cair em um golpe financeiro na internet, se revolta com o roubo e </span><span style="font-weight: 400;"><a href="https://vm.tiktok.com/ZMkV62tc9/">passa a caçar (literalmente)</a></span><span style="font-weight: 400;"> todos os envolvidos nessa organização criminosa. A inovação e diferença desta obra para outras que possuem protagonistas justiceiros é a verossimilidade do enredo com os tempos atuais. Quem nunca caiu em uma farsa virtual ou conhece um amigo que já passou por isso? Essas trapaças trazem uma revolta em todos os enganados e, por isso, a produção traz uma sensação de que “a justiça foi feita”.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O longa é protagonizado por Jason Statham que, além de ator, foi uma perfeita escolha para o papel ao ser um </span><span style="font-weight: 400;"><a href="https://www.youtube.com/watch?v=ySFh1dRlU50">lutador de artes marciais</a></span><span style="font-weight: 400;">. Além dele, Josh Hutcherson, da distopia de </span><span style="font-weight: 400;"><a href="https://personaunesp.com.br/jogos-vorazes-em-chamas-10-anos/"><i>Jogos Vorazes</i></a></span><span style="font-weight: 400;">, Minnie Driver, do drama </span><span style="font-weight: 400;"><i>Gênio Indomável</i></span><span style="font-weight: 400;">, e Emmy Raver-Lampman, da série </span><span style="font-weight: 400;"><a href="https://personaunesp.com.br/the-umbrella-academy-3a-temp-critica/"><i>The Umbrella Academy</i></a></span><span style="font-weight: 400;">, fazem parte do filme. A obra recebeu indicações no <em>Golden Trailer Awards</em>, <em>Indiana Film Journalists Association</em>, <em>US</em> e <em>Philadelphia Film Critics Circle Awards</em>, mas não ganhou nenhum dos prêmios. Para os amantes de ação que torcem para que o lado mau da história perca todo seu império corrupto, </span><span style="font-weight: 400;"><i>The Beekeeper</i></span><span style="font-weight: 400;"> (no original) é a escolha perfeita para assistir com os amigos ou com sua família. </span><b>&#8211; Luísa Tabchoury</b></p>
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<figure id="attachment_35098" aria-describedby="caption-attachment-35098" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="wp-image-35098 size-medium" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/04/5dce1e83-4712-4e94-8b95-b8b5c3acb3c5-800x419.jpg" alt="Cena de Moana 2. A cena retrata Moana navegando com determinação em uma pequena embarcação de madeira sobre águas azul-turquesa. Ela segura firme um remo esculpido, que apresenta o símbolo do anzol de Maui gravado em sua lâmina, e tem uma expressão confiante no rosto. Seus cabelos cacheados e escuros estão levemente desalinhados pelo vento, e ela usa um colar com um pingente brilhante sobre seu traje de inspiração polinésia, composto por um top vermelho e uma saia adornada com detalhes tradicionais. Ao fundo, a paisagem revela um cenário exuberante e misterioso: imensas formações rochosas cobertas de vegetação emergem do mar, enquanto uma criatura colossal espreita atrás delas. Seu corpo escamoso e brilhante reflete tons azulados e arroxeados, e seus múltiplos olhos circulares observam atentamente a jovem navegadora. " width="800" height="419" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/04/5dce1e83-4712-4e94-8b95-b8b5c3acb3c5-800x419.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/04/5dce1e83-4712-4e94-8b95-b8b5c3acb3c5-1024x536.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/04/5dce1e83-4712-4e94-8b95-b8b5c3acb3c5-768x402.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/04/5dce1e83-4712-4e94-8b95-b8b5c3acb3c5-1200x628.jpg 1200w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/04/5dce1e83-4712-4e94-8b95-b8b5c3acb3c5.jpg 1440w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-35098" class="wp-caption-text">Moana 2 bate mais de 1 bilhão de dólares na bilheteria global e está no top 3 filmes mais vistos de 2024 (Walt Disney Animation Studios)</figcaption></figure>
<p><b>Moana 2 (Moana 2)</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A aguardada sequência de </span><span style="font-weight: 400;"><i>Moana: Um Mar de Aventuras</i></span><span style="font-weight: 400;"> trouxe à tona um enredo que equilibra nostalgia e inovação, consolidando o universo criado pela <em>Disney</em> como um dos mais ricos de sua era. </span><span style="font-weight: 400;"><a href="https://www.disney.com.br/filmes/moana-2"><i>Moana 2</i></a></span><span style="font-weight: 400;"> mergulha ainda mais fundo na relação entre humanos e natureza, além de resolver o dilema se existem ou não outros povos espalhados pelo oceano. A trilha sonora conta com canções vibrantes e letras que ressoam os temas de superação e da conexão com as raízes. Lançado em um momento de reflexão ambiental global, o filme foi aclamado por críticos e público, além de solidificar seu lugar no imaginário popular com visuais deslumbrantes.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Desde os materiais promocionais até o lançamento, <a href="https://www.ingresso.com/noticias/filme-moana-2-recordes-estreia-cinemas"><em>Moana 2</em></a> provou ser mais que uma sequência previsível, na verdade é um marco em representatividade e inovação de narrativa. A produção não se limita à beleza estética, mas também reflete seu papel em fomentar diálogos sobre responsabilidade ambiental e cultural. Comparado ao impacto de seu antecessor, a segunda parte trouxe um tom mais maduro e corajoso, reafirmando a importância de histórias que transcendem gerações. O </span><span style="font-weight: 400;">impacto social gerado por debates sobre a preservação dos oceanos elevam o longa como um marco necessário no Cinema de animação atual. </span><b>&#8211; Marcela Jardim</b></p>
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<figure id="attachment_35099" aria-describedby="caption-attachment-35099" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-35099" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/04/shrouds-800x532.jpg" alt="Cena do filme O Senhor dos MortosNa imagem, o personagem de Vincent Cassel está à esquerda, com uma camisa cinza e um sobretudo preto. Um pouco à direita está a personagem de Soo-Min, com um vestido preto. Ela está com o rosto virado para para o personagem de Cassel, mas seu olhar é vago, pois sua personagem é cega. Ela segura o rosto de Vincent Cassel, e ele a observa." width="800" height="532" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/04/shrouds-800x532.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/04/shrouds-1024x681.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/04/shrouds-768x511.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/04/shrouds-1200x799.jpg 1200w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/04/shrouds.jpg 1360w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-35099" class="wp-caption-text">“Você nunca substituirá Becca” (Foto: SBS)</figcaption></figure>
<p><b>O Senhor dos Mortos (The Shrouds)</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Após a </span><span style="font-weight: 400;"><a href="https://personaunesp.com.br/tag/48a-mostra-internacional-de-cinema-em-sao-paulo/">48º Mostra Internacional de Cinema em São Paulo</a></span><span style="font-weight: 400;">, pouco se falou sobre </span><span style="font-weight: 400;"><a href="https://personaunesp.com.br/o-senhor-dos-mortos-critica/"><i>O Senhor dos Mortos</i></a></span><span style="font-weight: 400;"><i>, </i></span><span style="font-weight: 400;">um dos filmes mais divisivos do evento. O mais novo longa de David Cronenberg foi lançado em diversos festivais em 2024, mas ainda não chegou ao público geral de vários países, incluindo o Brasil. Na trama, Karsh (Vincent Cassel) é um homem que perdeu sua esposa, Becca (Diane Kruger) e a enterrou em seu cemitério de alta tecnologia em que é possível ver o cadáver dentro do caixão. Certo dia, ele é avisado que os túmulos foram depredados e vai em busca do culpado e do motivo, ao mesmo tempo em que tenta superar a sua falecida mulher.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Apesar de polêmico, a obra se ganha pela auto análise que o canadense se propõe a fazer. Ele explora sua filmografia, por meio do personagem principal, olhando de um jeito até cômico para a naturalidade com que ele explora o mórbido. Ademais, é por meio da Arte que artistas como ele conseguem se expressar. Nesse sentido, o diretor escreveu o longa-metragem</span> <span style="font-weight: 400;">como forma de </span><span style="font-weight: 400;"><a href="https://cinepop.com.br/the-shrouds-david-cronenberg-revela-que-inspiracao-veio-apos-morte-da-esposa-489315/">revelar a dor</a></span><span style="font-weight: 400;"> que sentiu pela perda da sua esposa que faleceu em 2017, além de uma maneira de homenageá-la. &#8211;</span><b> Guilherme Moraes</b></p>
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<figure id="attachment_35100" aria-describedby="caption-attachment-35100" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-35100" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/04/Donzela-Maria-Fernanda-800x450.webp" alt="Cena do filme Donzela. A cena mostra a personagem Elodie, a qual é interpretada por Millie Bobby Brown, deitada em uma superfície de pedra com algumas rachaduras. A imagem mostra apenas seu rosto, coberto de medo e sangue, com a parte direita de sua face iluminada pela luz. Sobre seu peito, há uma pata de um dragão a segurando contra o chão. Sua pata é preta com detalhes em amarelo e suas unhas são afiadas." width="800" height="450" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/04/Donzela-Maria-Fernanda-800x450.webp 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/04/Donzela-Maria-Fernanda-1024x576.webp 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/04/Donzela-Maria-Fernanda-768x432.webp 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/04/Donzela-Maria-Fernanda.webp 1200w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-35100" class="wp-caption-text">Millie Bobby Brown cresce sua atuação em filme sobre força feminina (Foto: Netflix)</figcaption></figure>
<p><b> Donzela (Damsel)</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;"><a href="https://youtu.be/WvFHERDoBVg?si=99EiPnY3PUmkwcsq"><i>Donzela</i></a></span><span style="font-weight: 400;"> possui efeitos visuais muito bem trabalhados, que retratam o contexto de ação do filme. Os cenários são bem ambientados e apresentam uma sociedade campista e medieval, com figurinos muito bem escolhidos. É perceptível a tentativa de criação de um conto de fadas em uma terra mais distante que a visão do público, o que funciona muito bem para a produção.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Um aspecto bem interessante é a mensagem de um heroísmo para a figura feminina, de modo que Elodie (</span><span style="font-weight: 400;"><i><a href="https://www.instagram.com/milliebobbybrown?igsh=NWhva2VmYW11bmgx">Millie Bobby Brown</a></i><i>) </i></span><span style="font-weight: 400;">precisa tomar coragem e decisões para sobreviver de um dragão que a persegue na caverna. Entretanto, apesar da evolução da protagonista de <em>Stranger Things</em>, é perceptível que as ações de sua personagem ao final da obra tornam-se muito previsíveis, deixando o espectador já ciente do desfecho antes mesmo de seu fim. </span><b>&#8211; Maria Fernanda Beneton</b></p>
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<figure id="attachment_35101" aria-describedby="caption-attachment-35101" style="width: 770px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-35101" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/04/78997a2d-aa84-445c-91e9-4d15e0e08fd2.jpg" alt="Cena do filme A Verdadeira Dor. À esquerda, o personagem Benji usa uma blusa de frio com capuz vermelha escura. À direita, o personagem David usa uma camisa azul escura com uma blusa de frio em um tom um pouco mais claro de azul. Os dois estão olhando para frente, para a mesma direção. É de dia e atrás deles tem uma construção acinzentada. " width="770" height="416" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/04/78997a2d-aa84-445c-91e9-4d15e0e08fd2.jpg 770w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/04/78997a2d-aa84-445c-91e9-4d15e0e08fd2-768x415.jpg 768w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-35101" class="wp-caption-text">A Verdadeira Dor foi produzido pela empresa que Emma Stone fundou junto ao marido, chamada Fruit Tree (Foto: Searchlight Pictures)</figcaption></figure>
<p><b>A Verdadeira Dor (A Real Pain)</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Jesse Eisenberg se colocou à frente e atrás da câmera para contar a história de </span><span style="font-weight: 400;"><a href="https://www.youtube.com/watch?v=iH4DDsO17dY"><i>A Verdadeira Dor</i></a></span><span style="font-weight: 400;">. Além de assumir o papel do protagonista, Eisenberg escreveu, dirigiu e produziu a comédia dramática que acompanha dois primos que não poderiam ser mais diferentes um do outro em uma viagem de grande valor emocional, após a morte da sua avó. O enredo explora com muito tato e um humor sensível os temas de perda, luto e traumas, mas o que realmente o destaca como algo especial é o capricho voltado para o desenvolvimento dos personagens. A obra cede um olhar atento para as contradições e conflitos internos da individualidade de cada um, distanciando-se dos estereótipos rasos que estavam a fácil alcance.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Kieran Culkin conquistou seu lugar entre os queridinhos da indústria por sua </span><span style="font-weight: 400;"><i>performance</i></span><span style="font-weight: 400;"> na aclamada série </span><span style="font-weight: 400;"><i>Succession</i></span><span style="font-weight: 400;">. Com </span><span style="font-weight: 400;"><i>A Verdadeira Dor</i></span><span style="font-weight: 400;">, o ator provou que seu talento se adapta e, mesmo com o fim da série, ele continua no jogo. A interpretação de Culkin fez dele o </span><span style="font-weight: 400;"><a href="https://www.goldderby.com/article/2025/2025-oscars-best-supporting-actor-breakdown-kieran-culkin/">queridinho das premiações</a></span><span style="font-weight: 400;">, lhe rendendo os prêmios de Melhor Ator Coadjuvante no </span><span style="font-weight: 400;"><i>Oscar</i></span><span style="font-weight: 400;">, </span><span style="font-weight: 400;">Globo de Ouro</span><span style="font-weight: 400;">, </span><span style="font-weight: 400;"><i>Critics Choice </i></span><span style="font-weight: 400;">e </span><span style="font-weight: 400;"><i>BAFTA</i></span><span style="font-weight: 400;">. O trabalho de Eisenberg também foi bem reconhecido e ele venceu o </span><span style="font-weight: 400;"><i>BAFTA</i></span><span style="font-weight: 400;"> por Melhor Roteiro Original e foi indicado na mesma categoria ao </span><span style="font-weight: 400;"><i>Oscar</i></span><span style="font-weight: 400;">. O filme ganhou o </span><span style="font-weight: 400;"><i>Critics Choice</i></span><span style="font-weight: 400;"> como Melhor Filme de Comédia. </span><b>&#8211; Giovanna Freisinger </b></p>
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		<title>Entre a panela de pressão psicológica e a sutileza humana, The Bear segue longe de queimar</title>
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		<pubDate>Mon, 19 Feb 2024 20:29:29 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Nathan Nunes AVISO: Este texto contém spoilers Beef, episódio que marca o retorno de The Bear, abre com Marcus (Lionel Boyce, de Hap and Leonard) tomando conta da mãe acamada em um hospital. Seus gestos são pequenos, mas simbólicos. Uma toalha molhada na testa da senhora, para abafar o calor. O esforço em contar sua &#8230; <a href="http://personaunesp.com.br/the-bear-2a-temp-critica/" class="more-link">Continue lendo<span class="screen-reader-text"> "Entre a panela de pressão psicológica e a sutileza humana, The Bear segue longe de queimar"</span></a></p>
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										<content:encoded><![CDATA[<figure id="attachment_32445" aria-describedby="caption-attachment-32445" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-32445" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/02/The-Bear-Imagem-1-800x429.png" alt="Cena da série The Bear. No canto esquerdo, temos o ator Jeremy Allen White, um homem branco de cabelos loiros escuros. Ele está virado com a cabeça para baixo e os olhos fechados. Ao fundo, temos luzes azuis em neon e outras luzes amareladas, que indicam o cenário de uma conveniência. A cena acontece durante a noite." width="800" height="429" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/02/The-Bear-Imagem-1-800x429.png 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/02/The-Bear-Imagem-1-1024x549.png 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/02/The-Bear-Imagem-1-768x412.png 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/02/The-Bear-Imagem-1-1536x824.png 1536w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/02/The-Bear-Imagem-1.png 1920w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-32445" class="wp-caption-text">O retorno de The Bear ocorreu antes da série ser reconhecida com 10 vitórias no Emmy 2023, por sua primeira temporada (Foto: Star+)</figcaption></figure>
<p><b>Nathan Nunes</b></p>
<p><b>AVISO: Este texto contém </b><b><i>spoilers</i></b></p>
<p><i><span style="font-weight: 400;">Beef</span></i><span style="font-weight: 400;">, episódio que marca o retorno de </span><a href="https://personaunesp.com.br/the-bear-1a-temp-critica/"><i><span style="font-weight: 400;">The Bear</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, abre com </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=C5sRDy0EvMU&amp;pp=ygUVbGlvbmVsIGJveWNlIHRoZSBiZWFy"><span style="font-weight: 400;">Marcus</span></a><span style="font-weight: 400;"> (Lionel Boyce, de </span><i><span style="font-weight: 400;">Hap and Leonard</span></i><span style="font-weight: 400;">) tomando conta da mãe acamada em um hospital. Seus gestos são pequenos, mas simbólicos. Uma toalha molhada na testa da senhora, para abafar o calor. O esforço em contar sua rotina para mantê-la informada. Tudo isso sem obter reações, pois, para o confeiteiro, pouco importa a recompensa. Ele se contenta fazendo o que pode e, dessa forma, encontra um propósito. A cena pode parecer simples, mas carrega as principais temáticas que permeiam toda a segunda temporada: o cuidado, a sutileza e a humanidade. </span></p>
<p><span id="more-32437"></span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Para a equipe do restaurante, antes chamado </span><i><span style="font-weight: 400;">The Beef </span></i><span style="font-weight: 400;">e agora rebatizado com o nome da série, a situação não está nem um pouco fácil. Com o local em reforma, vários problemas de infraestrutura vêm à tona e pequenas inspeções de rotina, como um simples teste do sistema de supressão de incêndio, ganham um forte peso dramático. Enquanto isso, algumas mudanças ocorrem na hierarquia dos cozinheiros. Carmy (Jeremy Allen-White, de </span><a href="https://personaunesp.com.br/shameless-11a-temp-critica/"><i><span style="font-weight: 400;">Shameless</span></i></a><span style="font-weight: 400;">) passa a Sydney (Ayo Edebiri, de </span><a href="https://personaunesp.com.br/big-mouth-5a-temp-critica/"><i><span style="font-weight: 400;">Big Mouth</span></i></a><span style="font-weight: 400;">) o posto de </span><i><span style="font-weight: 400;">chef </span></i><span style="font-weight: 400;">principal. A jovem, por sua vez, escolhe Tina (Liza Colón-Zayas, de </span><a href="https://personaunesp.com.br/in-treatment-critica/"><i><span style="font-weight: 400;">In Treatment</span></i></a><span style="font-weight: 400;">) para ser sua </span><a href="https://www.cozinhatecnica.com/2017/11/sous-chef/"><i><span style="font-weight: 400;">sous chef</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, em uma cena marcada por um abraço tocante das duas.</span></p>
<figure id="attachment_32443" aria-describedby="caption-attachment-32443" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-32443" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/02/The-Bear-Imagem-2-800x428.png" alt=" Cena da série The Bear. No centro da imagem, temos o ator Lionel Boyce, um homem negro que olha para o canto esquerdo da imagem. Ele veste um boné marrom, um fone de ouvido branco, uma jaqueta vermelha, uma blusa laranja e uma calça preta. Ele está com as mãos apoiadas em sua perna e sentado em um banco preto. Ao fundo, temos um cenário de prédios na cor bege e postes de luzes amarelas. A cena acontece durante a noite." width="800" height="428" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/02/The-Bear-Imagem-2-800x428.png 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/02/The-Bear-Imagem-2-1024x547.png 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/02/The-Bear-Imagem-2-768x410.png 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/02/The-Bear-Imagem-2-1536x821.png 1536w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/02/The-Bear-Imagem-2-1200x641.png 1200w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/02/The-Bear-Imagem-2.png 1920w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-32443" class="wp-caption-text">Dirigido por Ramy Youssef, o episódio Honeydew é o único fora do comando da dupla Joanna Calo e Christopher Storer (Foto: Star+)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">A reestruturação é sentida na série conforme os personagens são separados e desenvolvidos individualmente. Alguns continuam dividindo espaço com as demais tramas, como Ebraheim (Edwin Lee Gibson, de </span><a href="https://personaunesp.com.br/cineclube-persona-maio-de-2022/"><i><span style="font-weight: 400;">Lakers: Hora de Vencer</span></i></a><span style="font-weight: 400;">) e Tina, que são enviados a uma escola de alta gastronomia e processam a experiência de forma diferente um do outro. Ele tem dificuldades de se adaptar, enquanto ela está vivendo um sonho – seu sorriso ao finalmente segurar a faca de Carmy é doce e apimentado, no melhor estilo da personagem. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Outros membros já recebem um destaque particular, em episódios que parecem histórias paralelas à narrativa principal. É o caso de Richie (Ebon Moss-Bachrach, de </span><a href="https://personaunesp.com.br/the-dropout-critica/"><i><span style="font-weight: 400;">The Dropout</span></i></a><span style="font-weight: 400;">) e Marcus, mandados, respectivamente, ao restaurante de três estrelas </span><a href="https://www.nsctotal.com.br/noticias/estrela-michelin-significado-restaurantes-brasileiros"><span style="font-weight: 400;">Michelin</span></a>,<span style="font-weight: 400;"> Ever, em Chicago, e a uma espécie de intercâmbio culinário em Copenhague. A partir dessa escolha, ambientes e estruturas completamente novas são exploradas, seja no funcionamento quase cirúrgico do restaurante, ou nas ruas iluminadas da capital dinamarquesa. </span></p>
<figure id="attachment_32444" aria-describedby="caption-attachment-32444" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-32444" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/02/The-Bear-Imagem-3-800x428.png" alt="Cena da série The Bear. Do centro da imagem para o canto inferior direito, temos a atriz Ayo Edebiri, uma mulher negra de cabelos presos. Ela veste um turbante estampado nas cores vermelho, verde, preto e amarelo, uma camiseta branca com listras pretas e um avental azul, com uma toalha branca amarrada na cintura. Ela está inclinada sob uma mesa na cor prateada. Ao fundo, temos uma parede de tijolos brancos e uma série de utensílios de cozinha na cor prateada. A cena acontece durante a noite." width="800" height="428" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/02/The-Bear-Imagem-3-800x428.png 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/02/The-Bear-Imagem-3-1024x548.png 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/02/The-Bear-Imagem-3-768x411.png 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/02/The-Bear-Imagem-3-1536x822.png 1536w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/02/The-Bear-Imagem-3-1200x643.png 1200w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/02/The-Bear-Imagem-3.png 1920w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-32444" class="wp-caption-text">Presente em The Bear, As Tartarugas Ninjas: Caos Mutante, Theater Camp e Bottoms, Ayo Edebiri é mesmo a queridinha do momento (Foto: Star+)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">Em sua primeira temporada, </span><i><span style="font-weight: 400;">The Bear</span></i><span style="font-weight: 400;"> ficou marcada, imageticamente, por traduzir a ansiedade da cozinha com montagens intensas, design de som barulhento e uma movimentação sempre caótica dos atores pelos cenários. Todas essas técnicas continuam aqui, até mesmo com mais fôlego do que antes. O episódio </span><i><span style="font-weight: 400;">Sundae</span></i><span style="font-weight: 400;">, por exemplo, utiliza mais de um clipe agitado para mergulhar o público no psicológico de Sydney, conforme ela passeia por </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=XuSVKbFoFeY&amp;pp=ygUfdGhlIGJlYXIgc2Vhc29uIDIgc3lkbmV5IGVhdGluZw%3D%3D"><span style="font-weight: 400;">Chicago</span></a><span style="font-weight: 400;"> e coleta ideias para o novo menu do restaurante. O </span><i><span style="font-weight: 400;">take </span></i><span style="font-weight: 400;">final a captura deitada e cansada sob a mesa, uma imagem sublime. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Entretanto, sob o comando de Joanna Calo (</span><a href="https://personaunesp.com.br/hacks-2-temp-critica/"><i><span style="font-weight: 400;">Hacks</span></i></a><i><span style="font-weight: 400;">, </span></i><a href="https://personaunesp.com.br/treta-critica/"><i><span style="font-weight: 400;">Treta</span></i></a><span style="font-weight: 400;">) e do também </span><i><span style="font-weight: 400;">showrunner </span></i><span style="font-weight: 400;">Christopher Storer (</span><a href="https://personaunesp.com.br/tag/bo-burnham/"><i><span style="font-weight: 400;">Bo Burnham</span></i></a><i><span style="font-weight: 400;">: Make Happy</span></i><span style="font-weight: 400;">), a direção busca menos estilo e mais sutileza, com uma câmera que valoriza os respiros entre as cenas. O segundo episódio, </span><i><span style="font-weight: 400;">Pasta</span></i><span style="font-weight: 400;">, ilustra bem essa linha, através do reencontro de Carmy e Claire (Molly Gordon, de </span><a href="https://personaunesp.com.br/shiva-baby-critica/"><i><span style="font-weight: 400;">Shiva Baby</span></i></a><span style="font-weight: 400;">), uma antiga paixão do passado. Com a decupagem sintetizada no tradicional jogo de plano e contraplano, os </span><i><span style="font-weight: 400;">closes </span></i><span style="font-weight: 400;">repousando sobre seus rostos e a bela </span><i><span style="font-weight: 400;">Strange Currencies </span></i><span style="font-weight: 400;">da banda </span><i><span style="font-weight: 400;">R.E.M</span></i><span style="font-weight: 400;"> ao fundo, o </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=rbzR3po9GIo&amp;pp=ygUZdGhlIGJlYXIgY2FybXkgYW5kIGNsYWlyZQ%3D%3D"><span style="font-weight: 400;">momento</span></a><span style="font-weight: 400;"> consegue reacender um interesse adormecido, utilizando apenas o básico da linguagem audiovisual.</span></p>
<figure id="attachment_32442" aria-describedby="caption-attachment-32442" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-32442" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/02/The-Bear-Imagem-4-800x427.png" alt="Cena da série The Bear. No canto direito da imagem, temos o ator Ebon Moss-Bachrach, um homem branco de cabelo semi-raspado, barba e cavanhaque, todos pretos. Ele está olhando para a direita da imagem, com um sorriso no rosto. Ele veste uma jaqueta preta. O fundo está desfocado, com algumas luzes em azul, branco e roxo, uma janela que reflete as luzes do trânsito. A cena, portanto, se passa durante a noite em um carro em movimento." width="800" height="427" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/02/The-Bear-Imagem-4-800x427.png 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/02/The-Bear-Imagem-4-1024x547.png 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/02/The-Bear-Imagem-4-768x410.png 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/02/The-Bear-Imagem-4-1536x820.png 1536w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/02/The-Bear-Imagem-4-1200x641.png 1200w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/02/The-Bear-Imagem-4.png 1920w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-32442" class="wp-caption-text">Ao som genial de Love Story, de Taylor Swift, Richie tem sua redenção (Foto: Star+)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">Essa sutileza ressalta também os gestos de cuidado entre os personagens. O cuidado de Carmy em utilizar o sinal de “</span><i><span style="font-weight: 400;">me desculpe</span></i><span style="font-weight: 400;">” em ASL (língua de sinais americana) para manter a comunicação com Sydney no caos da cozinha. O cuidado da própria jovem em fazer um </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=QSOuWhCsYfE&amp;list=PLIDyzBpnfjqk7Qc3Zfdsp3aACXxTtPYxa&amp;index=2"><span style="font-weight: 400;">omelete</span></a><span style="font-weight: 400;"> para uma faminta e estressada Natalie (Abby Elliott, de </span><i><span style="font-weight: 400;">Star vs. As Forças do Mal</span></i><span style="font-weight: 400;">). O cuidado no atendimento que transforma Richie, de um homem petulante e mesquinho para um soldado sempre a postos para o cliente, e também para quem precisar. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A sutileza, porém, também revela medos e traumas, da mesma maneira que uma reforma de restaurante expõe rachaduras e imperfeições. O medo do fracasso que paira sob Sydney, quase desamparada em boa parte da narrativa. O medo da solidão que assola Marcus, cada vez mais descrente na recuperação da mãe. O medo de um cozinheiro veterano, como Ebraheim, em ficar para trás diante de tantos novos talentos. Por fim, os medos de Carmy, aprofundados durante o intenso e marcante sexto episódio, </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=iDozzVkpQMQ&amp;pp=ygUSdGhlIGJlYXIgZXBpc29kZSA2"><i><span style="font-weight: 400;">Fishes</span></i></a><span style="font-weight: 400;">.</span></p>
<figure id="attachment_32439" aria-describedby="caption-attachment-32439" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-32439" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/02/The-Bear-Imagem-5-800x423.png" alt="Cena da série The Bear. No canto esquerdo, temos a atriz Abby Elliot, uma mulher branca de cabelos castanhos escuros, que está virada de lado e veste uma blusa azul escura, com listras em bege. A direita dela, está o ator Jeremy Allen White, um homem branco de cabelos loiros despenteados. Ele está com a mão esquerda levada a boca, enquanto o braço está apoiado em uma mesa de jantar. Ele veste uma blusa preta, com gola branca. Ele tem tatuagens no braço. No canto direito da imagem, temos a atriz Jamie Lee Curtis, uma mulher branca de cabelos grisalhos, que veste uma blusa preta. Ela está com as unhas pintadas de vermelho, e com os braços e mãos apoiados em posição de reza. Na frente dos três, temos uma mesa de jantar com taças transparentes, pratos brancos e uma forma branca com bolos amarelos em cima. Ao fundo, temos o cenário de uma cortina cinzenta e paredes amarelo-marrom. A cena acontece durante a noite." width="800" height="423" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/02/The-Bear-Imagem-5-800x423.png 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/02/The-Bear-Imagem-5-1024x541.png 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/02/The-Bear-Imagem-5-768x406.png 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/02/The-Bear-Imagem-5-1536x812.png 1536w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/02/The-Bear-Imagem-5-1200x634.png 1200w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/02/The-Bear-Imagem-5.png 1920w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-32439" class="wp-caption-text">Com participações especiais de Jamie Lee Curtis, Bob Odenkirk, John Mulaney e Sarah Paulson, o episódio Fishes é um dos melhores da série (Foto: Star+)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">Situado cinco anos antes dos eventos da série, durante uma ceia de natal da família Berzatto, o episódio mistura sentimentos com um toque agridoce. Mike (Jon Bernthal, de </span><a href="https://personaunesp.com.br/king-richard-critica/"><i><span style="font-weight: 400;">King Richard</span></i></a><span style="font-weight: 400;">) está vivo ainda, mas os impactos da depressão já são sentidos por algumas pessoas ao seu redor, vide os atritos com o “tio” Lee (Bob Odenkirk, de </span><a href="https://personaunesp.com.br/tag/better-call-saul/"><i><span style="font-weight: 400;">Better Call Saul</span></i></a><span style="font-weight: 400;">). Richie e Tiffany (Gillian Jacobs, da trilogia </span><a href="https://personaunesp.com.br/tag/rua-do-medo/"><i><span style="font-weight: 400;">Rua do Medo</span></i></a><span style="font-weight: 400;">) estão juntos, mas sabemos que não por muito tempo. Além disso, por mais que Carmy esteja presente, ele não está necessariamente em casa, pois sente o peso de relacionamentos tão complicados, em especial o de Natalie com a mãe Donna (Jamie Lee Curtis, de </span><a href="https://personaunesp.com.br/tudo-em-todo-o-lugar-ao-mesmo-tempo-critica/"><i><span style="font-weight: 400;">Tudo em Todo o Lugar ao Mesmo Tempo</span></i></a><span style="font-weight: 400;">).  </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A série nunca esteve tão precisa em seu alinhamento da forma com o conteúdo. Os </span><i><span style="font-weight: 400;">closes</span></i><span style="font-weight: 400;"> aprisionam o rosto dos personagens em sofrimento velado, o design de produção transforma quase todos os cômodos da casa em ambientes opressores e a fotografia de </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=-g_zG3gXMYw&amp;pp=ygUXdGhlIGJlYXIgY2luZW1hdG9ncmFwaHk%3D"><span style="font-weight: 400;">Andrew Wehde</span></a><span style="font-weight: 400;"> (</span><i><span style="font-weight: 400;">Oitava Série</span></i><span style="font-weight: 400;">) possui uma textura suja e desbotada, trabalhando as cores quentes de um modo desconfortável. O som, por sua vez, se calca no </span><i><span style="font-weight: 400;">modus operandi </span></i><span style="font-weight: 400;">da cozinha: gritos, ofensas e panelas ao chão, intercalados com os silêncios das conversas casuais.</span></p>
<figure id="attachment_32441" aria-describedby="caption-attachment-32441" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-32441" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/02/The-Bear-Imagem-6-800x428.png" alt="Cena da série The Bear. Na parte esquerda da imagem, temos o ator Jeremy Allen White, um homem branco de cabelos loiros. Ele está virado de lado para a câmera e olhando para a atriz Molly Gordon. Molly está posicionada na parte direita da imagem. Ela é uma mulher branca de cabelos castanhos. O fundo está desfocado, mas é possível visualizar uma luz branca na parte superior, ao centro. A cena acontece durante a noite." width="800" height="428" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/02/The-Bear-Imagem-6-800x428.png 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/02/The-Bear-Imagem-6-1024x547.png 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/02/The-Bear-Imagem-6-768x410.png 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/02/The-Bear-Imagem-6-1536x821.png 1536w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/02/The-Bear-Imagem-6-1200x641.png 1200w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/02/The-Bear-Imagem-6.png 1920w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-32441" class="wp-caption-text">Estaria Carmy finalmente pronto para dividir sua vida com alguém? (Foto: Star+)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">É notável a maneira como os problemas da família – falta de comunicação, sentimentos reprimidos, alcoolismo, depressão – transformaram Carmy em um homem quebrado por dentro. A volta de </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=z9FYdFEcjiM&amp;pp=ygUZdGhlIGJlYXIgY2FybXkgYW5kIGNsYWlyZQ%3D%3D"><span style="font-weight: 400;">Claire</span></a><span style="font-weight: 400;"> é posicionada pelo roteiro como um meio de evolução para o personagem, que, mesmo relutante de início – chegando ao ponto de entregar um número de telefone falso para ela –, finalmente se vê diante de uma pessoa com quem pode se abrir. Tudo dá certo, até chegarmos à </span><i><span style="font-weight: 400;">season finale</span></i><span style="font-weight: 400;">. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Sob o mesmo nome titular, o décimo episódio, </span><i><span style="font-weight: 400;">The Bear, </span></i><span style="font-weight: 400;">retoma a tradicional </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=Uc_1MYeN1gk&amp;list=PLIDyzBpnfjqk7Qc3Zfdsp3aACXxTtPYxa&amp;index=16"><span style="font-weight: 400;">pressão</span></a><span style="font-weight: 400;"> da cozinha, com o restaurante em sua noite de reinauguração. Durante boa parte da rodagem, a câmera assume a qualidade de plano-sequência ininterrupto, tão elogiada na temporada anterior. Tudo aparenta estar de volta aos eixos, mesmo que de forma caótica. Ainda assim, não demora muito para as coisas saírem de controle, pois os talheres começam a faltar, os pedidos se acumulam e, no auge do estresse, Carmy fica preso no refrigerador.</span></p>
<figure id="attachment_32440" aria-describedby="caption-attachment-32440" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-32440" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/02/The-Bear-Imagem-7-800x428.png" alt="Cena da série The Bear. Na parte direita da imagem, temos o ator Jeremy Allen-White, um homem branco de cabelos loiros. Ele está sentado e com os braços apoiados nas pernas. Ele está vestindo um avental branco e olhando para a parte esquerda da imagem. Nessa parte, temos um feixe de luz azul. Ao fundo, temos uma parede cinzenta. A cena acontece durante a noite." width="800" height="428" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/02/The-Bear-Imagem-7-800x428.png 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/02/The-Bear-Imagem-7-1024x548.png 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/02/The-Bear-Imagem-7-768x411.png 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/02/The-Bear-Imagem-7-1536x822.png 1536w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/02/The-Bear-Imagem-7-1200x643.png 1200w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/02/The-Bear-Imagem-7.png 1920w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-32440" class="wp-caption-text">Liberdade ou solidão? (Foto: Star+)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">Ao </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=-ere3lKVaR4&amp;pp=ygUPdGhlIGJlYXIgZW5kaW5n"><span style="font-weight: 400;">final</span></a><span style="font-weight: 400;">, Carmy se mostra o único personagem que não evoluiu. O restaurante, Sydney, Marcus, Tina e até Richie, o mais improvável, se transformaram em algo completamente diferente daquilo que conhecemos. Existe demérito nessa involução do protagonista? Por incrível que pareça, não. Em ambas as temporadas, </span><i><span style="font-weight: 400;">The Bear </span></i><span style="font-weight: 400;">busca compreender cada um dos cozinheiros com empatia, reconhecendo seus erros e acertos, mazelas e habilidades, entre outros. Para Carmy, falta a sutileza de olhar para si mesmo, e o cuidado de pensar em como suas inseguranças afetam aqueles que ama. Ainda assim, não há nada de errado nisso, pois o </span><i><span style="font-weight: 400;">chef</span></i><span style="font-weight: 400;"> não é um urso, mas, sim, aquilo que a série mais valoriza: humano. </span></p>
<div class="jetpack-video-wrapper"><iframe loading="lazy" title="O Urso | Nova Temporada | Trailer Oficial Legendado | Star+" width="840" height="473" src="https://www.youtube.com/embed/WriAyz4XHbc?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen></iframe></div>
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		<title>The Bear: Como assim tem um urso na cozinha do Star +?</title>
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		<pubDate>Mon, 23 Jan 2023 19:59:01 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Nathan Nunes Um dos reality shows mais famosos do canal Food Network é o S.O.S. Restaurante, apresentado pelo chef de cozinha Robert Irvine. Nele, o anfitrião tenta salvar restaurantes em situação crítica, seja financeira, sanitária ou emocional. O grande charme do programa é a possibilidade de imersão no cotidiano da gastronomia, nem sempre tão atrativo &#8230; <a href="http://personaunesp.com.br/the-bear-1a-temp-critica/" class="more-link">Continue lendo<span class="screen-reader-text"> "The Bear: Como assim tem um urso na cozinha do Star +?"</span></a></p>
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										<content:encoded><![CDATA[<figure id="attachment_29619" aria-describedby="caption-attachment-29619" style="width: 2253px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="wp-image-29619 size-full" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/01/Imagem-1.jpg" alt="Cena da série The Bear. No canto inferior esquerdo, temos o ator Jeremy Allen White, um homem branco de cabelos loiros escuros, vestindo camisa branca e avental azul. Ele tem tatuagens difíceis de identificar em seu braço esquerdo. No centro, temos o ator Lionel Boyce, um homem preto vestindo gorro vermelho, camisa preta e avental branco. No canto inferior direito, temos o ator Ebon Moss-Bachrach, um homem branco de cabelos curtos pretos, barba por fazer, vestindo uma camisa azul com um logotipo branco estampado no peito direito e uma blusa branca amarrada em sua cintura. Ao fundo, temos o cenário de uma despensa de alimentos de metal acinzentado, a qual Lionel está segurando a porta e Jeremy está na frente de uma estante com alimentos em caixas. A cena acontece durante o dia. " width="2253" height="1688" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/01/Imagem-1.jpg 2253w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/01/Imagem-1-800x599.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/01/Imagem-1-1024x767.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/01/Imagem-1-768x575.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/01/Imagem-1-1536x1151.jpg 1536w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/01/Imagem-1-2048x1534.jpg 2048w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/01/Imagem-1-1200x899.jpg 1200w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-29619" class="wp-caption-text">Assim como qualquer edição do MasterChef, The Bear mostra que a cozinha também pode ser um inferno (Foto: Star+)</figcaption></figure>
<p><b>Nathan Nunes</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Um dos </span><i><span style="font-weight: 400;">reality shows</span></i><span style="font-weight: 400;"> mais famosos do canal </span><i><span style="font-weight: 400;">Food Network</span></i><span style="font-weight: 400;"> é o </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=ETbifyPCBD8"><i><span style="font-weight: 400;">S.O.S. Restaurante</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, apresentado pelo chef de cozinha Robert Irvine. Nele, o anfitrião tenta salvar restaurantes em situação crítica, seja financeira, sanitária ou emocional. O grande charme do programa é a possibilidade de imersão no cotidiano da gastronomia, nem sempre tão atrativo e tampouco saudável para os profissionais quanto os pratos de comida são para nós. Felizmente, tudo dá certo ao final de cada episódio e Irvine consegue cumprir sua missão de mudar a rotina dentro desses estabelecimentos, coisa que os trabalhadores da casa de sanduíches </span><i><span style="font-weight: 400;">The Beef </span></i><span style="font-weight: 400;">provavelmente sonham desde os minutos iniciais de </span><i><span style="font-weight: 400;">O Urso</span></i><span style="font-weight: 400;">. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Tendo Christopher Storer (</span><i><span style="font-weight: 400;">Bo Burnham: Make Happy</span></i><span style="font-weight: 400;">) como </span><i><span style="font-weight: 400;">showrunner</span></i><span style="font-weight: 400;">, a série, original da </span><i><span style="font-weight: 400;">Hulu</span></i><span style="font-weight: 400;"> nos Estados Unidos e do </span><i><span style="font-weight: 400;">Star+</span></i><span style="font-weight: 400;"> no Brasil, é figurinha carimbada nas premiações do começo desse ano, com projeções até mesmo para o </span><i><span style="font-weight: 400;">Emmy</span></i><span style="font-weight: 400;">. Além da indicação na categoria de Melhor Série de Comédia ou Musical, o projeto se destacou principalmente através de seu único membro vitorioso: Jeremy Allen White (</span><a href="https://personaunesp.com.br/shameless-11a-temp-critica/"><i><span style="font-weight: 400;">Shameless</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> e </span><i><span style="font-weight: 400;">Homecoming</span></i><span style="font-weight: 400;">), vencedor do </span><a href="https://ovicio.com.br/o-urso-jeremy-allen-white-vence-globo-de-ouro/"><i><span style="font-weight: 400;">Globo de Ouro</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> e do </span><a href="https://cinepop.com.br/critics-choice-awards-2023-jeremy-allen-white-leva-o-premio-de-melhor-ator-em-serie-de-comedia-por-o-urso-387247/"><i><span style="font-weight: 400;">Critic’s Choice</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> como Melhor Ator em Série de Comédia pelo desempenho como o protagonista Carmy.</span></p>
<p><span id="more-29618"></span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Quando seu irmão Mikey (Jon Bernthal, de </span><i><span style="font-weight: 400;">O Justiceiro</span></i><span style="font-weight: 400;">) se suicida, o chef de cozinha em frangalhos emocionais é incumbido da tarefa de administrar o restaurante, a contragosto do gerente de longa data Richie (Ebon Moss-Bachrach, de </span><i><span style="font-weight: 400;">Star Wars:</span></i> <i><span style="font-weight: 400;">Andor</span></i><span style="font-weight: 400;">). O que ambos encontram, para o mínimo espanto do primeiro, é uma cozinha caótica e desorganizada, onde os nervos dos cozinheiros estão sempre à </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=wGr1CDxW108&amp;list=PLIDyzBpnfjqlLh6LYeKgGp1ihf44Y8jLx&amp;index=15"><span style="font-weight: 400;">flor da pele</span></a><span style="font-weight: 400;"> e as contas nunca saem do vermelho.</span></p>
<figure id="attachment_29620" aria-describedby="caption-attachment-29620" style="width: 1296px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-29620" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/01/Imagem-2.jpg" alt="Cena da série The Bear. No centro, temos o ator Jeremy Allen White, um homem branco de cabelos loiros escuros, vestindo camisa branca, avental azul e calças pretas. Ele está ajoelhado e esfregando o chão com um pano preto e uma tupperware transparente com água e sabão. Ao fundo, temos uma mesa com ferramentas no centro, um tanque branco sujo à esquerda e uma cômoda de madeira marrom à direita. A cena acontece durante o dia. " width="1296" height="730" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/01/Imagem-2.jpg 1296w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/01/Imagem-2-800x451.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/01/Imagem-2-1024x577.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/01/Imagem-2-768x433.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/01/Imagem-2-1200x676.jpg 1200w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-29620" class="wp-caption-text">Se fosse um utensílio culinário, a cozinha de The Bear seria claramente uma panela de pressão (Foto: Star+)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">Logo à primeira vista, </span><i><span style="font-weight: 400;">The Bear </span></i><span style="font-weight: 400;">(no original) já evidencia a tônica </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=kMGog1cU8BY&amp;t=13s"><span style="font-weight: 400;">técnica</span></a><span style="font-weight: 400;"> que pretende seguir dentro desse ambiente tão bélico. A câmera de Storer e Joanna Calo (</span><a href="https://personaunesp.com.br/hacks-2-temp-critica/"><i><span style="font-weight: 400;">Hacks</span></i></a><i><span style="font-weight: 400;">, Bojack Horseman</span></i><span style="font-weight: 400;">), por exemplo, se movimenta de forma brutal e intensa pelos espaços apertados da cozinha, além de se fechar muito nos </span><i><span style="font-weight: 400;">closes</span></i><span style="font-weight: 400;"> dos atores e nos planos-detalhe dos alimentos sendo cortados e preparados para as receitas. Enquanto isso, o que embala nossos ouvidos é uma sinfonia tóxica de gritos, xingamentos, panelas e tigelas batendo no chão, entre outras insalubridades. É curioso notar, inclusive, a linha tênue que separa a precisão dos pratos do caos dentro do restaurante, pois, a cada minuto, surgem novos obstáculos e diminui o tempo para resolvê-los.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Contudo, o grande chamariz da série é o desenvolvimento de seus personagens, com três deles se destacando em especial. A primeira é a jovem </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=QCZyMHD5Xog&amp;list=PLIDyzBpnfjqlLh6LYeKgGp1ihf44Y8jLx"><span style="font-weight: 400;">Sidney</span></a><span style="font-weight: 400;">, interpretada por Ayo Edebiri (</span><a href="https://personaunesp.com.br/big-mouth-5a-temp-critica/"><i><span style="font-weight: 400;">Big Mouth</span></i></a><span style="font-weight: 400;">). Desde o instante em que ela entra na cozinha, seu talento e determinação já são notados por Carmy, que não hesita em delegá-la a funções importantes dentro do trabalho, algo que incomoda veteranas como Tina (Liza Colón-Zayas, de </span><a href="https://personaunesp.com.br/in-treatment-critica/"><i><span style="font-weight: 400;">In Treatment</span></i></a><span style="font-weight: 400;">). Nessa linha, sua história ganha importância e expansão nos cruciais episódios </span><i><span style="font-weight: 400;">Brigade</span></i><span style="font-weight: 400;">, no qual ela é encarregada de instaurar o sistema de brigada francesa entre os cozinheiros; e </span><i><span style="font-weight: 400;">Dogs</span></i><span style="font-weight: 400;">, em que vemos seus esforços para conquistar o respeito dos demais, incluindo da rival. </span></p>
<figure id="attachment_29621" aria-describedby="caption-attachment-29621" style="width: 2387px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-29621" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/01/Imagem-3.jpg" alt="Cena da série The Bear. No centro da imagem, temos a atriz Ayo Edebiri, uma mulher preta de cabelos trançados, vestindo uma durag laranja, camisa social branca e avental azul escura. Ela está segurando uma prancheta azul clara em sua mão direita, apoiando sua mão esquerda sobre ela com uma caneta cinza com tampa vermelha. Ao fundo, temos paredes iluminadas em rosa, um fliperama e uma máquina não identificada. A cena acontece durante o dia. " width="2387" height="1594" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/01/Imagem-3.jpg 2387w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/01/Imagem-3-800x534.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/01/Imagem-3-1024x684.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/01/Imagem-3-768x513.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/01/Imagem-3-1536x1026.jpg 1536w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/01/Imagem-3-2048x1368.jpg 2048w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/01/Imagem-3-1200x801.jpg 1200w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-29621" class="wp-caption-text">Quando você menos esperar, lá vai estar a Sidney querendo te mostrar os planos para o futuro do The Beef (Foto: Star+)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">Em paralelo à jornada da aspirante, temos o arco narrativo do Richie de Bachrach, um homem que exala forte sentimento de decadência. </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=1nT_urmDBfo&amp;list=PLIDyzBpnfjqlLh6LYeKgGp1ihf44Y8jLx&amp;index=4"><i><span style="font-weight: 400;">Ceres</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, o sexto dos oito episódios da primeira temporada da série, o representa já em seus primeiros minutos de rodagem: começamos ouvindo Mikey contar uma história absurda e engraçada que empolga todos ao seu redor e terminamos com o fracasso de Richie em replicar o sentimento ao contar a mesma história para outra pessoa durante um encontro. O momento é, na superfície, corriqueiro, mas logo se expande para um reflexo das inseguranças do gerente e do peso de ‘ficar para trás’, principalmente quando ele se depara com o crescimento de Sidney. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Essa estratégia de progressão orgânica e bem amarrada, na qual um mero acontecimento repercute em aspectos fundamentais no futuro, e assim avança a história, não se restringe apenas a esse ponto. No mesmo episódio, por exemplo, Sidney desenvolve um prato de risoto que não agrada tanto o gosto de Carmy. A refeição vai parar nas mãos de um freguês qualquer que descobrimos ser um importante crítico gastronômico no sétimo capítulo, </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=1K3z62yoiOA&amp;list=PLIDyzBpnfjqlLh6LYeKgGp1ihf44Y8jLx&amp;index=6"><i><span style="font-weight: 400;">Review</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, quando uma ótima resenha do restaurante é publicada e aumenta absurdamente o número das reservas de pedidos. O que se segue, a partir daí, é a tensão e animosidade da série elevada à enésima potência, conforme o chefe tem um colapso nervoso. Todos os conflitos previamente estabelecidos explodem na frente da câmera, tudo registrado em um único plano sequência a lá </span><i><span style="font-weight: 400;">Birdman </span></i><span style="font-weight: 400;">e </span><i><span style="font-weight: 400;">1917. </span></i></p>
<figure id="attachment_29622" aria-describedby="caption-attachment-29622" style="width: 2560px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-29622" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/01/Imagem-4-scaled.jpg" alt="Cena da série The Bear. À esquerda, temos o ator Jeremy Allen White, um homem branco de cabelos loiros escuros, vestindo camisa branca e avental azul escuro. Logo atrás dele, também à esquerda, temos a atriz Liza-Colón Zayas, uma mulher preta de cabelos cacheados, vestindo camisa e avental brancos e calça jeans azul. Também à esquerda, ao fundo, temos o ator Edwin Lee Gibson, um homem preto de cabelos curtos, vestindo avental branco e camisa laranja. No centro da imagem, temos o ator Lionel Boyce, um homem preto vestindo gorro vermelho, camisa preta e avental branco. Ele está segurando um pilar de bolo em suas mãos. Logo à direita de Boyce, temos a atriz Ayo Edebiri, uma mulher preta de cabelos trançados, vestindo uma durag laranja, camisa social branca, avental azul escuro, calça e tênis pretos. No canto inferior direito, temos o ator Ebon Moss-Bachrach, um homem branco de cabelos curtos pretos, barba por fazer, vestindo uma camisa azul com um logotipo branco estampado no peito direito, uma toalha branca amarrada em sua cintura, calça azul clara com listras amareladas e tênis brancos com meias brancas. Ele está sentado sobre um balcão. A cena acontece durante o dia. " width="2560" height="1708" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/01/Imagem-4-scaled.jpg 2560w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/01/Imagem-4-800x534.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/01/Imagem-4-1024x683.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/01/Imagem-4-768x512.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/01/Imagem-4-1536x1025.jpg 1536w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/01/Imagem-4-2048x1366.jpg 2048w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/01/Imagem-4-1200x800.jpg 1200w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-29622" class="wp-caption-text">A diversidade racial e cultural dentro da cozinha é um dos pontos altos do elenco de O Urso (Foto: Star+)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">Quando chegamos ao oitavo e último episódio da temporada, </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=1fjITOkFnnE&amp;list=PLIDyzBpnfjqlLh6LYeKgGp1ihf44Y8jLx&amp;index=4"><i><span style="font-weight: 400;">Braciole</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, o texto já começa colocando os personagens contra a parede e os forçando a lidar com os acontecimentos passados, em especial Carmy. No semblante de Jeremy Allen White e nas palavras proferidas em um forte monólogo, vemos um homem completamente em pedaços, que não consegue lidar com seus demônios pessoais. Essa dificuldade particular se relaciona perfeitamente com o título da série, pois o urso em si é uma metáfora para tudo aquilo que não é dito e confrontado pelos personagens. É um obstáculo que os impede de se reconciliar consigo mesmos. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Nesse sentido, a cozinha opera quase como um </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=R17bg0NnI8Y&amp;list=PLIDyzBpnfjqlLh6LYeKgGp1ihf44Y8jLx&amp;index=9"><span style="font-weight: 400;">purgatório</span></a><span style="font-weight: 400;"> para essas pessoas. Um local que suga suas energias, mas também as externaliza quando o resultado é bem feito e claramente afeta a vida de alguém. O chef Irvine entende esse potencial em </span><i><span style="font-weight: 400;">S.O.S Restaurante</span></i><span style="font-weight: 400;"> e, não à toa, é difícil esquecer de seus esforços enquanto assistimos </span><i><span style="font-weight: 400;">The Bear</span></i><span style="font-weight: 400;">. Ele nunca foi mencionado na produção, mas a noção de que vale a pena confrontar diretamente suas angústias e ansiedades para crescer dentro de um meio é notável em ambas as atrações. Aqui, é a culinária, mas, na vida real, pode ser qualquer outra.</span></p>
<div class="jetpack-video-wrapper"><iframe loading="lazy" title="The Bear Season 1 Trailer | Rotten Tomatoes TV" width="840" height="473" src="https://www.youtube.com/embed/gBmkI4jlaIo?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen></iframe></div>
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		<title>Ame ou Odeie: pela quinta vez, Big Mouth provou que não tem limites</title>
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		<pubDate>Fri, 01 Apr 2022 21:00:27 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Nathalia Tetzner  Amor e ódio são dois extremos, incoerentemente, próximos. Prova disso é o enredo da 5ª temporada de Big Mouth, que mostrou como o caminho entre esses sentimentos tão opostos pode ser curto. Instigados por Jessi Glaser (Jessi Klein) e suas atitudes egoístas, Missy Foreman-Greenwald (Ayo Edebiri), uma de suas melhores amigas, e Nick &#8230; <a href="http://personaunesp.com.br/big-mouth-5a-temp-critica/" class="more-link">Continue lendo<span class="screen-reader-text"> "Ame ou Odeie: pela quinta vez, Big Mouth provou que não tem limites"</span></a></p>
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										<content:encoded><![CDATA[<figure id="attachment_26422" aria-describedby="caption-attachment-26422" style="width: 1919px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-26422" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/03/Imagem-1.jpeg" alt="Cena da série em desenho animado Big Mouth. Na imagem, Missy e Nick apoiam as suas costas um no outro enquanto trocam olhares maliciosos. Missy, uma menina negra de cabelo e olhos escuros, veste uma camisa curta amarela e uma calça azul. Nick, um menino branco de olhos azuis e cabelo castanho, veste uma camiseta branca por cima de uma peça azul, enquanto as suas pernas são cobertas por uma calça de tom roxo e o seu nariz está enfaixado. Ao lado dos personagens há uma bicicleta posicionada em um bicicletário. Apoiadas ao meio de locomoção estão duas minhocas do ódio, uma nas cores laranja e vermelha e outra nas cores amarela e roxa. Elas se entreolham e a minhoca laranja usa um óculos de grau. Ao fundo, há uma parede no tom roxo do meio para cima e no tom cinza do meio para baixo, duas janelas completam a cena." width="1919" height="1080" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/03/Imagem-1.jpeg 1919w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/03/Imagem-1-800x450.jpeg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/03/Imagem-1-1024x576.jpeg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/03/Imagem-1-768x432.jpeg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/03/Imagem-1-1536x864.jpeg 1536w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/03/Imagem-1-1200x675.jpeg 1200w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-26422" class="wp-caption-text">Atenção: Missy e Nick feriram vários direitos humanos na 5ª temporada de Big Mouth (Foto: Netflix)</figcaption></figure>
<p><b>Nathalia Tetzner </b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Amor e ódio são dois extremos, incoerentemente, próximos. Prova disso é o enredo da </span><a href="https://twitter.com/netflix/status/1441837914921570304"><span style="font-weight: 400;">5ª temporada de </span><i><span style="font-weight: 400;">Big Mouth</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, que mostrou como o caminho entre esses sentimentos tão opostos pode ser curto. Instigados por Jessi Glaser (Jessi Klein) e suas atitudes egoístas, Missy Foreman-Greenwald (Ayo Edebiri), uma de suas melhores amigas, e Nick Birch (Nick Kroll), seu admirador apaixonado, se converteram do amor ao ódio e rapidamente viraram os maiores inimigos da adolescente. Cegos de raiva, eles também </span><a href="https://personaunesp.com.br/big-mouth-4a-temp-critica/"><span style="font-weight: 400;">roubaram o protagonismo</span></a><span style="font-weight: 400;"> e se tornaram a dupla que os fãs não sabiam que precisavam. </span></p>
<p><span id="more-26420"></span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Responsáveis por ditar o ritmo, a entrada das personas completamente distintas do Besouro do Amor e da Minhoca do Ódio acrescentaram profundidade na jornada de </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=ek-N7oJ9798"><span style="font-weight: 400;">Missy e Nick</span></a><span style="font-weight: 400;">. Sempre recheados de referências culturais, os novos episódios de </span><i><span style="font-weight: 400;">Big Mouth</span></i><span style="font-weight: 400;"> contaram com </span><a href="https://twitter.com/bigmouth/status/1458476509170212874"><span style="font-weight: 400;">Keke Palmer</span></a><span style="font-weight: 400;"> dublando a, ironicamente carismática, Minhoca do Ódio Rochelle. O ápice foi atingido já de primeira em </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=SDIQprH1NOs"><i><span style="font-weight: 400;">Novembro sem gozo</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, quando Hugh Jackman deu vida a sua versão em forma de pênis e Jay Bilzerian (Jason Mantzoukas) teve um “orgasmo emocional”, pouco tempo depois de jurar para Lola Skumpy (Nick Kroll): </span><i><span style="font-weight: 400;">“Eu nunca mais vou gozar na minha vida!”</span></i><span style="font-weight: 400;">.</span></p>
<figure id="attachment_26423" aria-describedby="caption-attachment-26423" style="width: 2000px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-26423" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/03/Imagem-2-4.jpg" alt="Cena da série em desenho animado Big Mouth. Da esquerda para a direita na imagem, estão presentes uma minhoca do ódio e dois besouros do amor. A minhoca possui no corpo tons laranja e vermelho, além de usar óculos de grau para os seus olhos verdes. O primeiro besouro do amor, localizado entre a minhoca do ódio e o segundo besouro do amor, possui pela amarela e olhos vermelhos, além de usar óculos e vestir peças vermelhas e roxas. O segundo besouro do amor, localizado na extrema direita, possui asas e um corpo nos tons roxo e rosa, além de possuir a pele amarelada. Ao fundo, tons de roxo completam o cenário." width="2000" height="1000" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/03/Imagem-2-4.jpg 2000w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/03/Imagem-2-4-800x400.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/03/Imagem-2-4-1024x512.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/03/Imagem-2-4-768x384.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/03/Imagem-2-4-1536x768.jpg 1536w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/03/Imagem-2-4-1200x600.jpg 1200w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-26423" class="wp-caption-text">Com a entrada de novos personagens que agregaram tanto, alguém viu o Andrew por aí? (Foto: Netflix)</figcaption></figure>
<p><i><span style="font-weight: 400;">“Meu coração estava cego/O amor se perdeu/Estou passando por mudanças”</span></i><span style="font-weight: 400;">. </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=xi49yirJiEA"><span style="font-weight: 400;">A redenção de Charles Bradley</span></a><span style="font-weight: 400;"> no </span><i><span style="font-weight: 400;">cover </span></i><span style="font-weight: 400;">da música </span><i><span style="font-weight: 400;">Changes</span></i><span style="font-weight: 400;"> do Black Sabbath mais uma vez se encaixou perfeitamente na narrativa do desenho animado. Afinal, não foram somente os adolescentes que passaram por grandes mudanças, o Besouro do Amor, Walter (Brandon Kyle Goodman), alimentou-se do </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=c2QljSOPqsU"><span style="font-weight: 400;">ódio de um Nick rejeitado por Jessi</span></a><span style="font-weight: 400;"> e </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=mxsBtC7GILA"><span style="font-weight: 400;">se transformou em uma Minhoca do Ódio</span></a><span style="font-weight: 400;">. As escolhas sonoras para os créditos também foram certeiras, a exemplo dos versos de Tyler, The Creator e Pharrell que ecoaram no </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=o9rKLYwn9zA"><span style="font-weight: 400;">final do episódio 7</span></a><span style="font-weight: 400;"> com </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=3lDqMx4rmFU"><i><span style="font-weight: 400;">IFHY</span></i></a><span style="font-weight: 400;">: </span><i><span style="font-weight: 400;">“Eu te odeio pra caralho/Mas eu te amo/Eu não sou bom em deixar minhas emoções escondidas”</span></i><span style="font-weight: 400;">.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Jogado para escanteio, o roteiro de </span><i><span style="font-weight: 400;">Big Mouth </span></i><span style="font-weight: 400;">até tentou emplacar uma jornada solo para Andrew Glouberman, brilhantemente interpretado por John Mulaney, mas acabou caindo na mesmice, onde o exagero da perversão não atraiu ninguém além de Bernie Sanders (Kristen Schaal), a sua </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=AU05hCjYKXI"><span style="font-weight: 400;">paixão das férias de inverno</span></a><span style="font-weight: 400;">. Incapaz de cultivar sentimentos ruins e </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=sGtQYvQ5a98"><span style="font-weight: 400;">em busca de sua paz espiritual</span></a><span style="font-weight: 400;">, Andrew se afastou cada vez mais do seu companheiro de tela Nick Birch, deixando o destaque para os personagens que realmente transitaram do amor ao ódio, trajetória que norteou toda a temporada.</span></p>
<figure id="attachment_26424" aria-describedby="caption-attachment-26424" style="width: 1280px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="wp-image-26424 size-full" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/03/Imagem-3-5.jpg" alt="Cena da série em desenho animado Big Mouth. Da esquerda para a direita na imagem, estão presentes Devin, Matthew, Jay e Lola. Devin é uma menina branca de cabelo e olhos castanhos. Matthew é um menino branco de cabelo e olhos claros, ele veste uma camiseta de botões com uma gravata borboleta vermelha. Jay é um menino armênio de cabelo e olhos escuros, ele veste um colete de botões cinza por cima de uma camiseta rosa com uma gravata vermelha. Lola é uma menina branca de cabelo loiro e olhos castanhos, ela usa um vestido preto e rosa com brincos dourados. Devin parece intrigada, enquanto Jay parece indeciso no meio dos outros personagens. Matthew parece angustiado e Lola parece estar com raiva. Ao fundo, tons cinza e roxo." width="1280" height="720" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/03/Imagem-3-5.jpg 1280w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/03/Imagem-3-5-800x450.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/03/Imagem-3-5-1024x576.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/03/Imagem-3-5-768x432.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/03/Imagem-3-5-1200x675.jpg 1200w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-26424" class="wp-caption-text">Matthew, Jay e Lola formaram um triângulo amoroso e conturbado (Foto: Netflix)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">Com os nervos à flor da pele, Jay teve que decidir entre uma atração repentina e um relacionamento de idas e vindas. Se o </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=tjKGZGoLoNI"><span style="font-weight: 400;">amante de travesseiros</span></a><span style="font-weight: 400;"> se sentiu dividido entre Matthew MacDell (Andrew Rannells) e Lola, o público teve uma certeza: os intérpretes dos momentos mais cômicos da série deveriam interagir em mais cenas. A cheia de atitude Lola Skumpy e a sua dificuldade em expressar sentimentos foram obstáculos para a sua relação com Jay Bilzerian. Por isso, a revelação de Matthew como o vencedor da disputa aconteceu em </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=6HhKuumtfbY"><i><span style="font-weight: 400;">Feliz Ano Re-Novo</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, o último episódio caótico da 5ª temporada.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Embora tenha sido o estopim para o amor e o ódio andarem lado a lado no desenho animado, Jessi Glaser perdeu o seu favoritismo dentro e fora da </span><i><span style="font-weight: 400;">Bridgeton Middle School</span></i><span style="font-weight: 400;">. Levando os créditos pela mudança de mascote da escola, ideia originalmente levantada por Missy Foreman-Greenwald, o egoísmo da adolescente despertou a inveja de uma das personagens mais queridas pelos fãs em</span><i><span style="font-weight: 400;"> Monstro de olhos verdes</span></i><span style="font-weight: 400;">, sendo difícil para o público não deixar se levar pelas emoções. Porém, o mesmo episódio conseguiu introduzir um arco interessante para Jessi: </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=BoDrHF8BJTc"><span style="font-weight: 400;">o seu romance com Ali</span></a><span style="font-weight: 400;"> (Ali Wong). Relacionamento que garantiu o escândalo do ano após </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=VL4ZJA29znc"><span style="font-weight: 400;">Missy espalhar boatos feito uma </span><i><span style="font-weight: 400;">hater</span></i></a> <span style="font-weight: 400;">na </span><i><span style="font-weight: 400;">internet</span></i><span style="font-weight: 400;">.</span></p>
<figure id="attachment_26425" aria-describedby="caption-attachment-26425" style="width: 780px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-26425" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/03/Imagem-4-1-3.jpg" alt="Cena da série em stop motion Big Mouth. Da esquerda para a direita na imagem, estão presentes os monstros hormonais Connie e Maury nas suas versões boneco. Connie é um monstro hormonal feminino e possui a pele amarela e os olhos azuis, além de sua pelagem ser ruiva. Maury é um monstro hormonal masculino e possui a pele amarela e os olhos verdes, além de sua pelagem ser ruiva. Ao fundo, tons marrons." width="780" height="438" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/03/Imagem-4-1-3.jpg 780w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/03/Imagem-4-1-3-768x431.jpg 768w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-26425" class="wp-caption-text">As versões boneco dos Monstros Hormonais protagonizaram o episódio mais besteirento da 5ª temporada: o Especial de Natal (Foto: Netflix)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">Desprovido de limites, a</span> <span style="font-weight: 400;">5ª temporada de </span><i><span style="font-weight: 400;">Big Mouth</span></i><span style="font-weight: 400;"> preparou um episódio natalino grotesco. Gravado em </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=dR1sJc8goMI"><i><span style="font-weight: 400;">stop-motion</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, a versão boneco dos monstros hormonais Connie (a vencedora do </span><i><span style="font-weight: 400;">Emmy </span></i><span style="font-weight: 400;">Maya Rudolph) e Maury narraram pequenas histórias clássicas com a atuação dos personagens principais da série. </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=8CeLBxD9xr8"><i><span style="font-weight: 400;">Um Natal muito Big Mouth</span></i></a> <span style="font-weight: 400;">prometeu logo nos primeiros minutos a visão do Papai Noel como o público jamais havia testemunhado, de fato, a nudez do bom velhinho e a orgia entre os duendes são imagens que infelizmente demoram para sair da mente de quem assiste. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Igualmente memorável, a caótica festa de feliz ano “re-novo” que revelou Jay e Matthew, também “re-transformou” o ódio em amor. Ao perceberem o quanto o ódio arruinou as suas vidas, Missy e Nick enfrentaram as suas Minhocas do Ódio. Enquanto a protagonista imediatamente retornou a si mesma, Nick foi teletransportado para o </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=7JR8lFe-VCE"><span style="font-weight: 400;">Mundo dos Monstros</span></a><span style="font-weight: 400;">. Lá, personagem e autor se encontraram de forma inusitada e especial, bastou uma frase de Nick Kroll para que Nick Birch compreendesse quem ele é: </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=MxhJRESEwqY"><i><span style="font-weight: 400;">“os seus monstros são você”</span></i></a><span style="font-weight: 400;">. Encerrando com incontáveis pedidos de desculpas, </span><i><span style="font-weight: 400;">Big Mouth </span></i><span style="font-weight: 400;">teve a sua 6ª temporada confirmada e o seu </span><i><span style="font-weight: 400;">spin-off </span></i><a href="https://www.youtube.com/watch?v=kkKIh3d1MyI"><i><span style="font-weight: 400;">Human Resources</span></i></a> <span style="font-weight: 400;">deve ser lançado em breve.</span></p>
<div class="jetpack-video-wrapper"><iframe loading="lazy" title="Big Mouth Temporada 5 | Trailer Oficial" width="840" height="473" src="https://www.youtube.com/embed/BPwqhhjpnJU?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen></iframe></div>
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		<title>Big Mouth: a construção de uma identidade e a assustadora chegada da adolescência</title>
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		<pubDate>Thu, 11 Feb 2021 15:01:56 +0000</pubDate>
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		<category><![CDATA[Sitcom]]></category>
		<category><![CDATA[Thandie Newton]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Nathalia Franqlin Finalmente chegou na Netflix a tão esperada continuação de Big Mouth. A série animada de comédia estreou em 2017, surfando nessa onda nova de animações para adultos nas plataformas de streaming. Ela conta com a participação de nomes relevantes no gênero, como seu co-criador Andrew Goldberg, que já participou do roteiro de Uma &#8230; <a href="http://personaunesp.com.br/big-mouth-4a-temp-critica/" class="more-link">Continue lendo<span class="screen-reader-text"> "Big Mouth: a construção de uma identidade e a assustadora chegada da adolescência"</span></a></p>
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										<content:encoded><![CDATA[<figure id="attachment_18187" aria-describedby="caption-attachment-18187" style="width: 1920px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-18187" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/02/big-mouth-foto-1.jpg" alt="Cena da sitcom animada Big Mouth em sua quarta temporada. O cenário da imagem é o interior de um ônibus. No plano principal há três personagens, na parte esquerda da imagem está Connie, uma monstra hormonal, ela está sentada com os pés em cima do banco e a cabeça virada ¾ para a câmera. A personagem está sorrindo, ela é alta e sua cabeça chega à margem superior da imagem, a personagem tem traços extremamente exagerados típicos de cartoons, ela tem um par de chifres amarelos, assim como o resto de seu corpo, um cabelo longo, liso e vermelho escuro amarrado em duas partes, seus braços e pernas são cobertos de pelo marrom e seus pés são de cascos de cavalo. As roupas da personagem são um shorts azul e uma blusa rosa amarrada em cima da cintura. No meio da foto está o personagem Nick, ele é desenhado com sua cabeça e boca extremamente exagerados. Sua expressão é de atenção, ele é pequeno, magro, tem o cabelo castanho, liso e curto, pele branca e olhos azuis. O personagem está usando uma camisa verde claro, shorts azul e tênis roxo. Na parte esquerda da imagem está o personagem Andrew, ele está virado ¾ da frente da imagem para a direita e sua expressão é de tranquilidade. O personagem é branco, tem o cabelo castanho claro, curto e liso, olhos castanhos claros. O personagem usa óculos preto de grau e suas roupas são uma camisa de manga longa roxa e branca e shorts cinza. " width="1920" height="1080" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/02/big-mouth-foto-1.jpg 1920w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/02/big-mouth-foto-1-300x169.jpg 300w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/02/big-mouth-foto-1-1024x576.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/02/big-mouth-foto-1-768x432.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/02/big-mouth-foto-1-1536x864.jpg 1536w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/02/big-mouth-foto-1-1200x675.jpg 1200w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-18187" class="wp-caption-text">O personagem Andrew Goldberg foi inspirado no co-criador da série de mesmo nome (Foto: Reprodução)</figcaption></figure>
<p><b>Nathalia Franqlin</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Finalmente chegou na </span><i><span style="font-weight: 400;">Netflix</span></i><span style="font-weight: 400;"> a tão esperada continuação de </span><i><span style="font-weight: 400;">Big Mouth</span></i><span style="font-weight: 400;">. A série animada de comédia estreou em 2017, surfando nessa onda nova de animações para adultos nas plataformas de </span><a href="https://personaunesp.com.br/one-day-at-time-critica/"><i><span style="font-weight: 400;">streaming</span></i></a><i><span style="font-weight: 400;">. </span></i><span style="font-weight: 400;">Ela conta com a participação de nomes relevantes no gênero, como seu co-criador Andrew Goldberg, que já participou do roteiro de </span><a href="http://www.adorocinema.com/series/serie-3008/"><i><span style="font-weight: 400;">Uma Família da Pesada</span></i></a><span style="font-weight: 400;">. O criador da série, e amigo de infância de Andrew, Nick Kroll, também não é um novato nessa área, ele fez parte do elenco de</span><a href="http://www.adorocinema.com/filmes/filme-226819/criticas-adorocinema/"> <i><span style="font-weight: 400;">Festa da Salsicha</span></i></a><i><span style="font-weight: 400;">,</span></i><span style="font-weight: 400;"> que é &#8211; de fato &#8211; uma predecessora das animações esteticamente infantis, de gosto duvidoso e explicitamente sexuais.</span></p>
<p><span id="more-18186"></span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Cada temporada de </span><i><span style="font-weight: 400;">Big Mouth</span></i><span style="font-weight: 400;"> seguiu o desenvolvimento dos pré-adolescentes, em especial os melhores amigos Nick (Nick Kroll) e Andrew (</span><span style="font-weight: 400;">John Mulaney</span><span style="font-weight: 400;">). No primeiro ano, temos a chegada dos famigerados monstros hormonais na vida dos protagonistas, esse foi o começo do fim, o início da puberdade e o encerramento da infância. </span><i><span style="font-weight: 400;">A priori</span></i><span style="font-weight: 400;">, a série chocou e até </span><a href="https://overbo.news/netflix-big-mouth-erotizacao-criancas/"><span style="font-weight: 400;">repercutiu negativamente</span></a><span style="font-weight: 400;"> nas redes sociais entre os mais conservadores, pelo seu linguajar explícito e cenas grotescas. </span></p>
<figure id="attachment_18188" aria-describedby="caption-attachment-18188" style="width: 1280px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-18188" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/02/big-mouth-foto-2.jpg" alt="Cena da sitcom animada Big Mouth em sua segunda temporada. O cenário ao fundo da imagem é uma sala de estar com dois sofás marrons, uma mesa com velas localizadas ao centro e uma escada no canto direito da imagem. Em primeiro plano, no centro da imagem, está a personagem Leah. Ela está sentada em uma cadeira e virada ¾ para a frente da câmera. A personagem é desenhada com traços exagerados ao estilo cartoon, ela é branca, tem o cabelo loiro e liso preso em trança, olhos azuis, está usando um vestido rosa claro com um colar e anel dourados e uma pulseira amarela. " width="1280" height="720" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/02/big-mouth-foto-2.jpg 1280w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/02/big-mouth-foto-2-300x169.jpg 300w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/02/big-mouth-foto-2-1024x576.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/02/big-mouth-foto-2-768x432.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/02/big-mouth-foto-2-1200x675.jpg 1200w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-18188" class="wp-caption-text">A segunda temporada da série teve um episódio dedicado apenas para a discussão sobre métodos contraceptivos (Foto: Reprodução)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">Já na segunda temporada, a trama perdeu um pouco o fôlego, diminuindo a quantidade de episódios escatológicos e tentando tomar um tom mais didático. Para isso, tratou de temas como ISTs e prevenção sexual, coisa que acabou por deixar </span><i><span style="font-weight: 400;">Big Mouth</span></i><span style="font-weight: 400;"> cansativa, tediosa e, até mesmo, incoerente, já que, enquanto tomava um rumo educacional, continuava por mostrar de forma imprudente </span><a href="https://www.planocritico.com/critica-big-mouth-1a-temporada/"><span style="font-weight: 400;">o uso da pornografia</span></a><span style="font-weight: 400;">. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Os anos recentes conseguiram se recuperar do catastrófico segundo. O terceiro chegou com um enredo muito mais interessante, buscando aprofundar os problemas pessoais dos personagens principais e focando na questão da </span><a href="https://jovempan.com.br/entretenimento/tv-e-cinema/big-mouth-trailer-3-temporada.html"><span style="font-weight: 400;">masculinidade tóxica</span></a><span style="font-weight: 400;">. Finalmente, a cereja do bolo: o quarto ano da série. O melhor até agora, mostrou o amadurecimento da narrativa e dos personagens, agora, adolescentes. Essa foi a única temporada da produção que conseguiu 100% de aprovação no site </span><a href="https://www.rottentomatoes.com/tv/big_mouth"><i><span style="font-weight: 400;">Rotten Tomatoes</span></i></a><span style="font-weight: 400;">. </span></p>
<div class="jetpack-video-wrapper"><iframe loading="lazy" title="Natalie conta como se descobriu uma garota trans | Big Mouth: Temporada 4" width="840" height="473" src="https://www.youtube.com/embed/7jPKApK-EX4?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen></iframe></div>
<p><span style="font-weight: 400;">A trama continua com foco nos melhores amigos. Mas, cada episódio desta temporada segue sendo um mais interessante que o anterior, e, apesar de todos  terem um certo nível de autonomia, o roteiro está muito bem escrito, fazendo com que eles trabalhem bem entre si. A quarta parte de </span><i><span style="font-weight: 400;">Big Mouth </span></i><span style="font-weight: 400;">não é maçante ou tediosa &#8211; como a segunda &#8211; não é aquele tipo de série que você assiste, com muita dificuldade, apenas pelo interesse no desfecho no final. Não, agora você vai querer maratonar a temporada toda de uma vez.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O primeiro episódio mostra como estão se desenvolvendo as intrigas geradas no final da terceira temporada com o beijo entre Missy e Nick, que deixou Andrew muito irritado. Este ainda se torna um </span><i><span style="font-weight: 400;">bullie</span></i><span style="font-weight: 400;">. Nesse ponto, é interessante como a série consegue desenvolver conceitos pouco materiais por meio de analogias, por exemplo, o sentimento de ódio que Andrew não consegue abrir mão se torna, literalmente, uma dolorosa e furiosa constipação intestinal, dublada por Paul Giamatti.</span></p>
<figure id="attachment_18189" aria-describedby="caption-attachment-18189" style="width: 1920px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-18189" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/02/big-mouth-foto-3.jpg" alt="Cena da sitcom animada Big Mouth em sua quarta temporada. O cenário de fundo da imagem é uma floresta de noite à luz da lua. Em primeiro plano aparecem os personagens Nick e Andrew. Nick está à esquerda com uma expressão de preocupação. Ele tem traços como tamanho da cabeça, testa e boca extremamente distorcidos e exagerados; é branco, com olhos azuis, cabelo curto castanho e está usando uma camiseta branca, shorts azul e tênis roxo. Ao seu lado, está o personagem Andrew, sentado no chão, com uma expressão de grito e shorts abaixado. Andrew é branco, tem o cabelo castanho claro, curto e liso, olhos castanhos claros. O personagem usa óculos preto de grau e suas roupas são uma camisa de manga longa roxa e branca e shorts cinza. " width="1920" height="1080" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/02/big-mouth-foto-3.jpg 1920w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/02/big-mouth-foto-3-300x169.jpg 300w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/02/big-mouth-foto-3-1024x576.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/02/big-mouth-foto-3-768x432.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/02/big-mouth-foto-3-1536x864.jpg 1536w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/02/big-mouth-foto-3-1200x675.jpg 1200w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-18189" class="wp-caption-text">Big Mouth é uma animação em formato de sitcom com classificação indicativa para maiores de 16 anos (Foto: Reprodução)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">Logo no início, somos expostos a vários novos elementos e personagens singulares. Temos a aparição de Natalie (Josie Totah), uma adolescente trans. </span><i><span style="font-weight: 400;">Big Mouth </span></i><span style="font-weight: 400;">surpreende porque, de maneira geral, séries e filmes  &#8211; como o aclamado </span><a href="https://www.jonasmaria.com/post/a-heteronormatividade-no-filme-a-garota-dinamarquesa-resenha"><i><span style="font-weight: 400;">A Garota Dinamarquesa</span></i></a> <span style="font-weight: 400;">(2015) &#8211;</span> <span style="font-weight: 400;">tendem a tratar seus personagens trans como “personagens tipo”, ou seja, personagens extremamente genéricos e muito caricatos de um determinado grupo a ser representado, e sem a efetiva representação de atores e atrizes transexuais no elenco.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Mas não é isso que ocorre  aqui, começando pela atriz que dá voz à Natalie e também é uma mulher transexual. A personagem é uma menina complexa, tem suas próprias questões pessoais e sua personalidade não é apenas mostrar o orgulho trans ou ter um arco sofrido para se aceitar, ela é esperta, adora piadinhas de gosto duvidoso, fica ansiosa e insegura às vezes, mas tenta se mostrar forte e inabalável na maior parte do tempo. Ela é só mais uma pré-adolescente enfrentando grandes primeiras emoções e passando pela puberdade. </span></p>
<figure id="attachment_18193" aria-describedby="caption-attachment-18193" style="width: 760px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="wp-image-18193 size-full" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/02/big-mouth-foto-2-1.jpg" alt="Cena da sitcom animada Big Mouth em sua quarta temporada. No plano principal, centralizado na imagem, temos mais à esquerda a personagem Natalie, ela é mostrada com a cabeça projetada ¾ à direita da foto e sorrindo, o personagem tem traços extremamente exagerados típicos de cartoon. Ela tem o cabelo liso, longo e castanho, olhos castanhos e a pele branca. A personagem está usando uma blusa rosa, shorts verde claro, sapatos azuis e uma mochila azul claro. Do lado direito de Natalie está um outro personagem mais alto, mais branco, com um nariz exagerado. Ele está sorrindo olhando na direção de Natalie. Suas roupas são uma camisa polo verde, uma bermuda marrom, óculos redondo, chinelo cinza e meia marrom. Os personagens estão cercados por outros de menor relevância para a cena. O plano de fundo é o interior de uma cabana." width="760" height="428" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/02/big-mouth-foto-2-1.jpg 760w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/02/big-mouth-foto-2-1-300x169.jpg 300w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-18193" class="wp-caption-text">Na temporada anterior, os produtores de Big Mouth foram <a href="https://poenaroda.com.br/pop/big-mouth-serie-animada-da-netflix-e-acusada-de-bifobia-e-transfobia/">acusados de transfobia</a> devido a uma definição errônea; acredita-se que Natalie tenha sido introduzida para corrigir esse erro (Foto: Reprodução)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">Aparecendo junto com Natalie, temos Tito (Maria Bamford), o Mosquito da Ansiedade. Ele, sem dúvida, foi mais uma das sacadas geniais da série. Personificar um sentimento, como já havia acontecido antes com a Gata da Depressão (Jean Smart) e o Mago da Vergonha (David Thelwlis), é um dos melhores caminhos para demonstrá-los de uma forma que não vire gatilho para pessoa mais sensíveis, e mantém a proposta da série de explorar a puberdade enquanto “abraça as fraquezas do corpo humano e do sexo”. Tudo isso, claro, mantendo um tom leve e divertido.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Agora, o Mosquito é o responsável pela maioria dos conflitos envolvendo os personagens. Ele é irritante, insistente, não para de falar, sabe das maiores inseguranças de cada um e consegue alimentá-las; não é surpresa que essa seja a motriz do efeito dominó nos conflitos na série. É interessante como conseguimos nos identificar com os personagens quando eles estão vulneráveis pelo Tito, porque, de fato, todos já tivemos problemas com os mosquitos da ansiedade durante a adolescência, essa fase confusa tanto para nós, quanto para os personagens. Esse é, com toda certeza, um dos elementos que deixou essa temporada de </span><i><span style="font-weight: 400;">Big Mouth</span></i><span style="font-weight: 400;"> tão provocante. </span></p>
<figure id="attachment_18262" aria-describedby="caption-attachment-18262" style="width: 1920px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-18262" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/02/BIG-MOUTH-NICK-foto-6-1.jpg" alt="Cena da sitcom animada Big Mouth em sua quarta temporada. Em primeiro plano, à esquerda, está o personagem Nick Star, ele é mostrado com a cabeça projetada ¾ para a parte frontal da câmera e sorrindo, o personagem tem traços como tamanho da cabeça, testa e boca extremamente distorcidos e exagerados. Ele é um homem branco, magro, de olhos azuis e cabelo castanho curto usando um terno azul claro com uma gravata roxa e camisa branca. À direita está uma projeção holográfica da cabeça do criado robô de Nick. O personagem também é mostrado com a cabeça projetada ¾ para a parte frontal da câmera e com uma expressão neutra. Ele também tem seu rosto desenhado de forma bastante distorcida, típica de um cartoon. O personagem está completamente azulado e aparece usando um capacete e óculos. O cenário principal é o interior de uma nave, com um porta copos centralizado embaixo tocando na margem da cena. O plano de fundo secundário é uma cidade ao alvorecer e com muitos prédios ao fundo." width="1920" height="1080" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/02/BIG-MOUTH-NICK-foto-6-1.jpg 1920w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/02/BIG-MOUTH-NICK-foto-6-1-300x169.jpg 300w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/02/BIG-MOUTH-NICK-foto-6-1-1024x576.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/02/BIG-MOUTH-NICK-foto-6-1-768x432.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/02/BIG-MOUTH-NICK-foto-6-1-1536x864.jpg 1536w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/02/BIG-MOUTH-NICK-foto-6-1-1200x675.jpg 1200w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-18262" class="wp-caption-text">Nick Birch foi inspirado em um dos criadores de Big Mouth, Nick Kroll (Foto: Reprodução)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">Outro personagem que também ganha destaque é o Nick do futuro, ou Nick Starr. Ele não é novo dessa temporada, já havia sido mencionado anteriormente em um episódio do segundo ano de </span><i><span style="font-weight: 400;">Big Mouth. </span></i><span style="font-weight: 400;">Mas, agora, ele tem um destaque de super vilão ao estilo</span> <a href="https://www.omelete.com.br/filmes/criticas/psicopata-americano"><i><span style="font-weight: 400;">Psicopata Americano</span></i></a><span style="font-weight: 400;">. </span><i><span style="font-weight: 400;">Nick Starr</span></i><span style="font-weight: 400;"> é um episódio singular nessa temporada, ele quebra um pouco o ritmo da série e, </span><i><span style="font-weight: 400;">a priori</span></i><span style="font-weight: 400;">, pode ser incômodo para aquele que já se sente vidrado ao enredo. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O capítulo do futuro acontece inteiramente na cabeça do Nick do presente, na forma de um pesadelo. Esse é o Nick completamente tomado por suas inseguranças e medos, ele é solitário, rico, viciado numa droga que o faz ter orgasmos, é narcisista e egoísta. Nesse futuro, há leis ambientais que protegem os mosquitos, todos idênticos ao Tito, e, por mais incômodos que eles sejam, ninguém pode matar nenhum, e também o planeta está entrando em colapso com o apogeu capitalista.</span></p>
<figure id="attachment_18191" aria-describedby="caption-attachment-18191" style="width: 1400px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-18191" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/02/big-mouth-foto-6.jpg" alt=" Cena da sitcom animada Big Mouth em sua quarta temporada. Em primeiro plano, à esquerda, há a personagem Missy, ela é mostrada com a cabeça projetada 3 ⁄ 4 para a parte frontal da câmera e sorrindo. A personagem foi desenhada com traços bastante distorcidos e exagerados, típicos dos cartoons. Ela é uma menina negra, com olhos e cabelos castanhos, usando aparelho, trança, e com um brinco dourado na orelha direita. Sua roupa é uma camiseta amarela que mostra o umbigo e uma calça jeans azul. Ainda no primeiro plano, à direita, há um espelho com as partes quebradas e coladas formando um reflexo fragmentado de Missy. O reflexo é composto por imagens diferentes de Missy no passado. Suas roupas são igualmente fragmentadas, sendo uma parte seu macacão jeans azul, a outra uma blusa azul e a terceira um pedaço de uma blusa moletom preta. A parte da cabeça do reflexo também está fragmentada, ela aparece usando a tiara dourada da mulher maravilha, seu cabelo é curto, crespo e está solto. Seu reflexo também aparece com a cabeça projetada 3 ⁄ 4 para a parte frontal da câmera e sorrindo.O fundo da imagem é verde escuro." width="1400" height="933" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/02/big-mouth-foto-6.jpg 1400w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/02/big-mouth-foto-6-300x200.jpg 300w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/02/big-mouth-foto-6-1024x682.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/02/big-mouth-foto-6-768x512.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/02/big-mouth-foto-6-1200x800.jpg 1200w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-18191" class="wp-caption-text">Missy foi a última dos personagens principais a ter sua própria monstra hormonal e entrar na puberdade (Foto: Reprodução)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">Esse não é o melhor dos futuros, mas é realista. </span><i><span style="font-weight: 400;">Big Mouth</span></i><span style="font-weight: 400;">, apesar de manter o mesmo nível desde o seu início, tomou um tom mais duro e crítico, talvez até mesmo sombrio. Isso é bem coeso, já que vemos esse mundo através dos personagens e, agora, é a vez deles estarem sendo, de fato, adolescentes e não mais pré-adolescentes, a infância morreu de vez. Eles não estão, necessariamente, mais maduros, e sim mais críticos, políticos, revoltados, ansiosos e inseguros.  </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Outro ponto chave nessa última parte é a jornada de autoconhecimento de Missy (Ayo Edebiri). Ao final da terceira temporada, ela conhece Mona (Thandie Newton), sua Monstra Hormonal, o que leva ao fim da sua infância. O arco de descobrimento de sua identidade é uma das melhores partes desse ano. Missy é muito doce e gentil, mas precisa se descobrir e aceitar todas as partes de sua personalidade &#8211; incluindo a mais ousada e assertiva de todas. As várias Missys, incluindo a Missy revoltada e agressiva, a ajudam a iniciar sua adolescência e a se tornar menos inocente. Esse foi um desenvolvimento muito importante para a narrativa, ela ter ganhado tamanha progressão tornou a trama muito mais cativante. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Ainda sobre a personagem, por causa do fomento nos </span><a href="https://www.nexojornal.com.br/expresso/2020/06/29/Representatividade-as-mudan%C3%A7as-nas-dublagens-de-desenhos"><span style="font-weight: 400;">debates</span></a><span style="font-weight: 400;"> sobre dubladores brancos dublarem personagens não-brancos, houve uma mudança no elenco dos </span><i><span style="font-weight: 400;">voice actors. </span></i><span style="font-weight: 400;">Missy não foi e não será mais dublada pela atriz branca Jenny Slate, agora  a atriz, escritora, comediante e produtora </span><a href="https://cinepop.com.br/big-mouth-ayo-edebiri-sera-a-nova-dubladora-da-missy-na-animacao-264383/"><span style="font-weight: 400;">Ayo Edebiri </span></a><span style="font-weight: 400;">será a porta-voz da personagem. Isso é pertinente também para a subjetividade da trama, já que esse é o momento em que a garota começa a se enxergar como uma pessoa negra e a levantar questões estéticas, sociais e culturais sobre sua auto expressão. Esse é o momento, por exemplo, que ela decide trançar o cabelo. </span></p>
<figure id="attachment_18192" aria-describedby="caption-attachment-18192" style="width: 2048px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-18192" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/02/big-mouth-foto-7.jpeg" alt="Foto de Ayo Edebiri, atual dubladora de Missy na sitcom Big Mouth. O fundo da imagem é uma parede ornamentada com detalhes em roxo e azul, na parede e no centro da imagem está pendurado um espelho redondo com a moldura dourada. Em primeiro plano, no centro da imagem, está Ayo virada de frente para a câmera, ela é uma mulher negra com olhos castanhos, seu cabelo é crespo, curto e preto. Ela usa uma camiseta branca com uma jaqueta preta. Sua expressão demonstra um sorriso leve olhando para a câmera." width="2048" height="1365" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/02/big-mouth-foto-7.jpeg 2048w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/02/big-mouth-foto-7-300x200.jpeg 300w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/02/big-mouth-foto-7-1024x683.jpeg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/02/big-mouth-foto-7-768x512.jpeg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/02/big-mouth-foto-7-1536x1024.jpeg 1536w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/02/big-mouth-foto-7-1200x800.jpeg 1200w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-18192" class="wp-caption-text">Ayo Edebiri disse que um de seus personagens favoritos, além da Missy, é Rick, o Monstro Hormonal velho e decrépito (Foto: Reprodução)</figcaption></figure>
<p><i><span style="font-weight: 400;">Big Mouth </span></i><span style="font-weight: 400;">realmente acertou nesta quarta temporada, trouxe elementos interessantes, amadureceu o tom e, finalmente, parou de incentivar o uso da pornografia. A </span><a href="https://mixdeseries.com.br/big-mouth-5a-temporada-data-de-estreia-e-spoilers/"><i><span style="font-weight: 400;">Netflix</span></i><span style="font-weight: 400;"> já renovou</span></a><span style="font-weight: 400;"> a série para o quinto ciclo e, até mesmo, confirmou que haverá o sexto. Com base nas últimas datas de lançamento das temporadas anteriores, é provável que a próxima fique para o final de 2021, entretanto, ainda é possível que haja atrasos na produção em decorrência da pandemia e ela só esteja disponível no início de 2022. Agora, basta esperar para ver se ela vai seguir a evolução da quarta, se manter no nível das primeiras, ou nos surpreender ainda mais.</span></p>
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