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	<title>Arquivos Vitória Borges &#8211; Persona | Jornalismo Cultural</title>
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	<description>Desde 2015 provando que a distância entre Bergman, Lady Gaga e a novela das 9 nem existe.</description>
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	<title>Arquivos Vitória Borges &#8211; Persona | Jornalismo Cultural</title>
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		<title>Em Bugonia, Yorgos Lanthimos explora o limite entre a morte e a criação</title>
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		<pubDate>Tue, 11 Nov 2025 00:00:29 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Vitória Borges Exibida no Festival de Veneza de 2025, Bugonia, nova produção de Yorgos Lanthimos, faz parte da seção Perspectiva Internacional na 49ª Mostra Internacional de Cinema em São Paulo. O longa, que acompanha a história de dois jovens primos obcecados por teorias da conspiração, busca trazer uma sátira um pouco grotesca sobre os pensamentos &#8230; <a href="http://personaunesp.com.br/bugonia-critica/" class="more-link">Continue lendo<span class="screen-reader-text"> "Em Bugonia, Yorgos Lanthimos explora o limite entre a morte e a criação"</span></a></p>
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										<content:encoded><![CDATA[<figure id="attachment_36266" aria-describedby="caption-attachment-36266" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img fetchpriority="high" decoding="async" class="size-full wp-image-36266" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/11/image-4.png" alt="Imagem de Bugonia, filme de Yorgos Lanthimos. Na foto vemos a personagem Michelle, uma mulher branca com a cabeça raspada, olhando para cima. Na região de cima da imagem escorrem dois líquidos sobrepostos, um na cor vermelha e outro na cor amarela." width="800" height="450" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/11/image-4.png 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/11/image-4-768x432.png 768w" sizes="(max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-36266" class="wp-caption-text">Bugonia pode figurar entre os indicados no Oscar de Melhor Filme (Foto: Universal Pictures)</figcaption></figure>
<p><b>Vitória Borges</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Exibida no Festival de Veneza de 2025, </span><a href="https://rollingstone.com.br/cinema/bugonia-yorgos-lanthimos-emma-stone-critica/"><i><span style="font-weight: 400;">Bugonia</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, nova produção de Yorgos Lanthimos, faz parte da seção Perspectiva Internacional na </span><a href="https://personaunesp.com.br/tag/49a-mostra-internacional-de-cinema-em-sao-paulo/"><span style="font-weight: 400;">49ª Mostra Internacional de Cinema em São Paulo</span></a><span style="font-weight: 400;">. O longa, que acompanha a história de dois jovens primos obcecados por teorias da conspiração, busca trazer uma sátira um pouco grotesca sobre os pensamentos políticos da esquerda e da direita.</span></p>
<p><span id="more-36261"></span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Conhecido por mergulhar de cabeça em universos absurdos, repletos de humor ácido, sarcasmo e críticas sociais, o diretor grego traz, dessa vez, uma adaptação um pouco diferente do </span><i><span style="font-weight: 400;">cult</span></i> <a href="https://nanossaestante.com.br/2025/11/as-semelhancas-entre-bugonia-e-salve-o-planeta-verde/"><i><span style="font-weight: 400;">Salve o Planeta Verde</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> (2003), do coreano Jang Joon-Hwan. O título de </span><i><span style="font-weight: 400;">Bugonia</span></i><span style="font-weight: 400;"> é um termo que remete à crença antiga de que abelhas poderiam nascer a partir da decomposição de um boi morto, fazendo jus ao filme ao explorar uma narrativa construída em torno de um ciclo que mistura decadência e vitalidade, morte e criação.</span></p>
<figure id="attachment_36265" aria-describedby="caption-attachment-36265" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img decoding="async" class="size-medium wp-image-36265" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/11/image-800x450.png" alt="Cena do filme Bugonia. Na imagem vemos a personagem Michelle, uma mulher branca com o cabelo raspado, olhando para algo em sua frente. Ela veste um casaco vermelho e camiseta de botões azul por baixo. Seu rosto está coberto por um creme branco e sua mão esquerda encontra-se ao lado de sua cabeça. Ao fundo, tudo está preto." width="800" height="450" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/11/image-800x450.png 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/11/image-1024x576.png 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/11/image-768x432.png 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/11/image-1200x675.png 1200w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/11/image.png 1280w" sizes="(max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-36265" class="wp-caption-text">Emma Stone volta a protagonizar mais uma produção de Lanthimos (Foto: Universal Pictures)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;"> Com um brilhante elenco, esta ficção científica conta a história de Teddy (</span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=Uxgj7rdG_YE"><span style="font-weight: 400;">Jesse Plemons</span></a><span style="font-weight: 400;">) e Don (Aidan Delbis), dois primos que acreditam fielmente na existência de alienígenas e na dominação do nosso planeta. Consequentemente, acreditando que ela seja Andromedana, eles sequestram Michelle – CEO de uma empresa farmacêutica bilionária. Interpretada por Emma Stone, a personagem parece esconder um segredo a cada cena em que aparece, bagunçando ainda mais a cabeça do espectador.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Apesar do público estar cansado de ver </span><a href="https://personaunesp.com.br/tag/emma-stone/"><span style="font-weight: 400;">Stone</span></a><span style="font-weight: 400;"> em mais uma obra do cineasta, parceria que acontece desde </span><i><span style="font-weight: 400;">A Favorita</span></i><span style="font-weight: 400;"> (2018), é impossível dizer que a atriz não se entrega cem por cento. A americana, que chegou a </span><a href="https://rollingstone.com.br/cinema/bugonia-yorgos-lanthimos-emma-stone-critica/"><span style="font-weight: 400;">raspar seu cabelo</span></a><span style="font-weight: 400;"> durante as gravações para dar mais credibilidade à produção, consegue tirar o papel de letra em sua atuação, com muito sarcasmo e uma frieza que só ela sustenta.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Abordando temas como questões ecológicas e destruição do planeta, o roteiro de Will Tracy (</span><a href="https://personaunesp.com.br/o-menu-critica/"><i><span style="font-weight: 400;">O Menu</span></i></a><span style="font-weight: 400;">) é capaz de manter o frescor do desconforto clássico do diretor de </span><a href="https://personaunesp.com.br/o-sacrificio-do-cervo-sagrado-critica/"><i><span style="font-weight: 400;">O Sacrifício do Cervo Sagrado</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, o que influencia no uso de enquadramentos fechados na fotografia – que consegue contrastar perfeitamente o desequilíbrio da trama. A trilha sonora assinada por Jerskin Fendrix ainda é um grande acerto por parte da produção, que chegou a incluir faixas de artistas atuais como </span><i><span style="font-weight: 400;">Good Luck, Baby!</span></i><span style="font-weight: 400;">, de Chappell Roan.</span></p>
<figure id="attachment_36262" aria-describedby="caption-attachment-36262" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img decoding="async" class="size-medium wp-image-36262" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/11/image-1-800x420.png" alt=" Cena do filme Bugonia. Na foto vemos Teddy, homem branco de cabelos longos loiros, andando de bicicleta vermelha. O personagem veste uma jaqueta cinza com shorts, tênis e mochila, ambos na cor preta, em sua cabeça usa fones de ouvido headset. Ao fundo é possível ver a rua e o que parece ser uma cidade. " width="800" height="420" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/11/image-1-800x420.png 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/11/image-1-1024x538.png 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/11/image-1-768x403.png 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/11/image-1-1536x806.png 1536w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/11/image-1-1200x630.png 1200w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/11/image-1.png 1600w" sizes="(max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-36262" class="wp-caption-text">O longa-metragem de Yorgos Lanthimos é um dos melhores de 2025 (Foto: Universal Pictures)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">Como todo filme de Lanthimos, a obra gera desconforto, não só pelos gritos e explosões, mas também com momentos de silêncio e cenas completamente perturbadoras que envolvem coisas muito bizarras. </span><i><span style="font-weight: 400;">Bugonia</span></i><span style="font-weight: 400;"> consegue elevar o Cinema em um novo patamar visual, com </span><a href="https://cineset.com.br/entrevista-bugonia/"><span style="font-weight: 400;">situações viscerais</span></a><span style="font-weight: 400;"> e pulsantes, como o universo orgânico que o próprio título evoca.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">No fim das contas, é fácil acreditar que a produção nos mostra como alguém que não é um extraterrestre pode viver e salvar as abelhas, e </span><i><span style="font-weight: 400;">Bugonia</span></i><span style="font-weight: 400;"> transmite essa mensagem melhor do que o título infantil </span><a href="https://www.planocritico.com/critica-bee-movie-a-historia-de-uma-abelha/"><i><span style="font-weight: 400;">Bee Movie</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, da </span><i><span style="font-weight: 400;">DreamWorks</span></i><span style="font-weight: 400;">. O longa é sobre ousar e apostar que a humanidade precisa ser melhor, tudo pelo bem do mundo e de todos que habitam nele.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Por mais que muitos não compreendam ou que divida opiniões, a trama é uma das mais </span><a href="https://tangerina.uol.com.br/filmes-series/bugonia-melhor-filme-2025-critica/"><span style="font-weight: 400;">divertidas</span></a><span style="font-weight: 400;"> de Yorgos Lanthimos, principalmente por cumprir seu papel em meio ao Cinema da previsibilidade. Em um cenário saturado de narrativas lineares e heróis ‘perfeitinhos’, o diretor grego continua a insistir no que sabe fazer de melhor: apostar na beleza do estranho e na vida que brota no que já parecia morto.</span></p>
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<p>&nbsp;</p>
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		<title>Tron: Ares comete o mesmo erro da franquia e entrega uma trama mediana</title>
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		<pubDate>Mon, 13 Oct 2025 13:00:49 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Cinema]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Vitória Borges Tron: Ares é o terceiro filme da franquia de ficção científica iniciada nos anos oitenta pelo cineasta Steven Lisberger, que revolucionou e introduziu a tecnologia e o universo digital para as telas do cinema. Agora em 2025, a nova produção do diretor norueguês Joachim Rønning marca uma nova fase da trama, abordando a &#8230; <a href="http://personaunesp.com.br/critica-tron-ares/" class="more-link">Continue lendo<span class="screen-reader-text"> "Tron: Ares comete o mesmo erro da franquia e entrega uma trama mediana"</span></a></p>
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										<content:encoded><![CDATA[<figure id="attachment_35898" aria-describedby="caption-attachment-35898" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-35898" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/10/image-800x450.png" alt="Cena do filme “Tron: Ares”. Na imagem vemos uma pessoa vestida com uma espécie de macacão e capacete ambos pretos. Ela encontra-se ao centro da foto, em cima de uma moto também na cor preta com rodas avermelhadas. Em sua mão carrega um triângulo preto e vermelho, ao fundo é possível ver grandes prédios representando uma cidade." width="800" height="450" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/10/image-800x450.png 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/10/image-768x432.png 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/10/image.png 1000w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-35898" class="wp-caption-text">Tron: Ares brilha em vermelho neon com sua estética futurista (Foto: Disney)</figcaption></figure>
<p><b>Vitória Borges</b></p>
<p><i><span style="font-weight: 400;">Tron: Ares</span></i><span style="font-weight: 400;"> é o terceiro filme da franquia de ficção científica iniciada nos anos oitenta pelo cineasta Steven Lisberger, que </span><a href="https://www.portaldonerd.com.br/tron-ares-critica/"><span style="font-weight: 400;">revolucionou</span></a><span style="font-weight: 400;"> e introduziu a tecnologia e o universo digital para as telas do cinema. Agora em 2025, a nova produção do diretor norueguês Joachim Rønning marca uma nova fase da trama, abordando a interação entre o ser humano e a Inteligência Artificial nos dias de hoje.</span></p>
<p><span id="more-35896"></span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Em seu enredo, o longa acompanha a história do personagem Ares (</span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=MltN2Xd4GL4&amp;pp=ygUfamFyZWQgbGV0dG8gaW50ZXJ2aWV3IHRyb24gYXJlcw%3D%3D"><span style="font-weight: 400;">Jared Leto</span></a><span style="font-weight: 400;">), uma Inteligência Artificial que ganha ‘vida’ fora das redes e fica encarregada de proteger os códigos e </span><i><span style="font-weight: 400;">softwares</span></i><span style="font-weight: 400;"> da empresa bilionária comandada por Julian Dillinger, papel de Evan Peters. Nesse meio tempo, Ares se revolta contra seu criador e daí para frente a obra segue o clássico clichê </span><i><span style="font-weight: 400;">homem versus máquina</span></i><span style="font-weight: 400;">.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Tentando resgatar a estética das obras anteriores, o ator Jeff Bridges está de volta novamente como Kevin Flynn, o famoso criador de jogos de videogame e do tão procurado ‘Código de Permanência’. Além disso, </span><i><span style="font-weight: 400;">Tron: Ares </span></i><span style="font-weight: 400;">marca também o retorno de Greta Lee (</span><a href="https://personaunesp.com.br/past-lives-critica/"><i><span style="font-weight: 400;">Vidas Passadas</span></i></a><span style="font-weight: 400;">) para o universo da Disney Studios, que anteriormente deu voz à inteligência artificial Lyla no filme </span><a href="https://personaunesp.com.br/homem-aranha-atraves-do-aranhaverso-critica/"><i><span style="font-weight: 400;">Homem-Aranha: Através do Aranhaverso</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> (2023).</span></p>
<div class="jetpack-video-wrapper"><iframe loading="lazy" title="Watch a Light Cycle Chase in ‘Tron: Ares’’ | Anatomy of a Scene" width="840" height="473" src="https://www.youtube.com/embed/rTNYTh345EE?start=25&#038;feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen></iframe></div>
<p><span style="font-weight: 400;">Se em 2010 com </span><a href="https://personaunesp.com.br/tron-o-legado-10-anos/"><i><span style="font-weight: 400;">Tron: O Legado</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> o longa foi criticado pelo uso abusivo de </span><i><span style="font-weight: 400;">CGI</span></i><span style="font-weight: 400;">, com o novo filme a crítica será um pouco diferente, já que o apelo visual é uma das coisas mais impressionantes de </span><i><span style="font-weight: 400;">Tron: Ares</span></i><span style="font-weight: 400;">, sem contar os efeitos especiais e cenários digitais (Darren Gilford e David Seager). Com direito à citação de canção do </span><a href="https://open.spotify.com/intl-pt/track/0qi4b1l0eT3jpzeNHeFXDT?si=fa68ca6a0a8c45a8"><span style="font-weight: 400;">Depeche Mode</span></a><span style="font-weight: 400;">, a trilha sonora pulsante – produzida pela banda Nine inch Nails – também não pode ser deixada de lado, pois ela consegue completar perfeitamente a atmosfera da obra. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Em meio a insana batalha de encontrar o Código de Permanência, a produção se perde no meio do caminho tentando equilibrar a nostalgia dos anteriores com a chegada dos novos personagens e acaba falhando gravemente. Sem contar na falta de profundidade emocional entre </span><a href="https://www.planocritico.com/critica-tron-ares/"><span style="font-weight: 400;">Ares e Eve Kim</span></a><span style="font-weight: 400;">, que não consegue criar laços dentro da narrativa da produção e deixa diversas cenas muito vazias e sem impacto para os espectadores.</span></p>
<figure id="attachment_35897" aria-describedby="caption-attachment-35897" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-35897" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/10/image-1-800x450.png" alt="Cena do filme “Tron: Ares”. Na foto vemos os personagens Ares, Eve Kim e Seth encarando algo em sua frente. Ares, homem branco de olhos azuis e longos cabelos castanhos, veste um macacão preto com traços vermelhos. Eve Kim, mulher de descendência sul-coreana e cabelos pretos presos em um coque, usa camiseta e calças pretas e por cima veste uma jaqueta de couro branca e azul. Seth, homem pardo de cabelos castanhos claros, veste um moletom amarelo com uma jaqueta xadrez por cima. Os três estão lado à lado. Ao fundo é possível ver uma espécie de fliperama." width="800" height="450" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/10/image-1-800x450.png 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/10/image-1-1024x576.png 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/10/image-1-768x432.png 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/10/image-1-1200x675.png 1200w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/10/image-1.png 1440w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-35897" class="wp-caption-text">Greta Lee retorna às telas do cinema desde a indicação ao Oscar de Melhor Filme por Vidas Passadas (Foto: Disney)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">Apesar de seguir caminhos distintos dos outros filmes da franquia, a produção de Rønning nos trouxe uma grande reflexão à respeito das </span><i><span style="font-weight: 400;">big techs</span></i><span style="font-weight: 400;"> e da </span><a href="https://www.adorocinema.com/filmes/filme-194887/criticas-adorocinema/"><span style="font-weight: 400;">humanização das IAs</span></a><span style="font-weight: 400;">. </span><i><span style="font-weight: 400;">Tron: Ares </span></i><span style="font-weight: 400;">chega em um momento em que a ficção científica do </span><i><span style="font-weight: 400;">mainstream</span></i><span style="font-weight: 400;"> está cada vez mais pressionada a oferecer discussões de maneira mais aberta às produções, e acaba tirando isso de letra ao investir em um debate contemporâneo com a IA, por mais que de forma superficial.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Infelizmente, mesmo com boas ideias a obra acaba tropeçando no meio fio e se limita a diálogos básicos e sem o devido aprofundamento. Por fim, o que torna </span><i><span style="font-weight: 400;">Tron: Ares</span></i><span style="font-weight: 400;"> o </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=4tfsJQPQ60U&amp;pp=ygUJdHJvbiBhcmVz"><span style="font-weight: 400;">mais fraco</span></a><span style="font-weight: 400;"> da franquia não é somente seu enredo mediano, mas sim a falta de densidade narrativa e inovação por parte das reviravoltas bem questionáveis e desnecessárias.</span></p>
<div class="jetpack-video-wrapper"><iframe loading="lazy" title="Tron: Ares | Trailer Oficial Dublado" width="840" height="473" src="https://www.youtube.com/embed/No8t1WodVNk?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen></iframe></div>
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		<title>Entre cortinas e crimes, o mistério da terceira temporada de Only Murders in the Building foge do controle</title>
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		<pubDate>Fri, 07 Feb 2025 20:34:59 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Vitória Borges Os vizinhos mais queridos do Upper West Side estão reunidos novamente, Charles (Steve Martin), Oliver (Martin Short) e Mabel (Selena Gomez) retornam mais uma vez com sua sagaz habilidade em desvendar mistérios. Na terceira temporada de Only Murders in the Building, indicada na categoria de Melhor Série de Comédia no Emmy 2024, o &#8230; <a href="http://personaunesp.com.br/only-murders-in-the-building-3a-temp-critica/" class="more-link">Continue lendo<span class="screen-reader-text"> "Entre cortinas e crimes, o mistério da terceira temporada de Only Murders in the Building foge do controle"</span></a></p>
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										<content:encoded><![CDATA[<figure id="attachment_34781" aria-describedby="caption-attachment-34781" style="width: 1296px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-34781" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/02/image1-1.png" alt="Cena da terceira temporada de Only Murders in the Building. Na foto vemos Mabel, Oliver e Charles dentro de um elevador. Mabel, mulher branca com cabelos castanhos escuros, usa uma camiseta branca com um suéter verde e, por cima, um sobretudo bege. Oliver, homem branco de cabelos grisalhos claros, veste um terno na cor verde escura. Em sua mão direita ele segura uma garrafa de água na cor bordô. Charles, homem branco de cabelos grisalhos, veste um sobretudo preto e óculos. Oliver e Charles parecem discutir enquanto Mabel fixa seus olhos para a frente e finge não prestar atenção nos dois. Ao fundo é possível ver a parede do elevador de madeira escura." width="1296" height="730" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/02/image1-1.png 1296w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/02/image1-1-800x451.png 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/02/image1-1-1024x577.png 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/02/image1-1-768x433.png 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/02/image1-1-1200x676.png 1200w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-34781" class="wp-caption-text">Only Murders in the Building já foi indicada 49 vezes ao Emmy (Foto: Patrick Harbron)</figcaption></figure>
<p><b>Vitória Borges</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Os vizinhos mais queridos do Upper West Side estão reunidos novamente, Charles (Steve Martin), Oliver (Martin Short) e Mabel (</span><a href="https://youtu.be/FB0BB-BnMUM?si=aUM_jkLfxi2kLauQ"><span style="font-weight: 400;">Selena Gomez</span></a><span style="font-weight: 400;">) retornam mais uma vez com sua sagaz habilidade em desvendar mistérios. Na terceira temporada de </span><a href="https://personaunesp.com.br/only-murders-in-the-building-2a-temp-critica/"><i><span style="font-weight: 400;">Only Murders in the Building</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, indicada na categoria de Melhor Série de Comédia no </span><a href="https://personaunesp.com.br/tag/emmy-2024/"><i><span style="font-weight: 400;">Emmy</span></i><span style="font-weight: 400;"> 2024</span></a><span style="font-weight: 400;">, o trio apaixonado por crimes reais é encarregado de manter a dinâmica e química que somente eles possuem. Criado por Steve Martin e John Hoffman, o seriado que conquistou uma legião de fãs mistura o humor afiado de Martin e Short com o jovem talento de Gomez. </span></p>
<p><span id="more-34780"></span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Não muito diferente das outras duas partes, a terceira temporada de </span><i><span style="font-weight: 400;">Only Murders in the Building</span></i><span style="font-weight: 400;"> acompanha o trio reunido para desvendar um misterioso assassinato, dessa vez, fora do </span><a href="https://variety.com/2023/tv/reviews/only-murders-in-the-building-season-3-review-1235690278/"><span style="font-weight: 400;">Edifício Arconia</span></a><span style="font-weight: 400;">. A nova fase da série ganha um ar teatral e implementa figuras novas ao seu enredo. A trama, que acompanha o drama do ‘Quem matou?’, segue dando </span><i><span style="font-weight: 400;">show</span></i><span style="font-weight: 400;"> de </span><i><span style="font-weight: 400;">glamour </span></i><span style="font-weight: 400;">e excelência dentro e fora de cena.</span></p>
<figure id="attachment_34782" aria-describedby="caption-attachment-34782" style="width: 1280px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-34782" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/02/image2-1.png" alt="Cena da terceira temporada de Only Murders in the Building. Na imagem vemos Mabel, Oliver, Charles e Lucy encarando algo através do batente da porta. Mabel, mulher branca de cabelos castanhos escuros, veste um suéter de lã na cor mostarda. Oliver, homem branco com cabelos claros e grisalhos, usa camiseta de gola alta sobreposta por uma camisa bege. Charles, homem branco de cabelos brancos, veste uma camisa xadrez vermelha sobreposta por um suéter também na cor vermelha. Lucy, garota branca com cabelos castanhos claros, usa uma blusa vermelha. Em suas mãos, Charles segura uma cesta com uma coberta com tecido de caxemira. Ao fundo a parede está na cor marrom, uma luminária encontra-se posicionada ao centro." width="1280" height="720" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/02/image2-1.png 1280w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/02/image2-1-800x450.png 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/02/image2-1-1024x576.png 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/02/image2-1-768x432.png 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/02/image2-1-1200x675.png 1200w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-34782" class="wp-caption-text">Selena Gomez, Martin Short e Steve Martin já foram indicados nas principais categorias da maior premiação da Televisão estadunidense (Foto: Hulu)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">Com o desafio de manter o frescor e a originalidade das temporadas anteriores que prenderam a atenção dos espectadores, o Teatro se torna o novo palco para os acontecimentos da série; Meryl Streep, Ashley Park e </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=-anz3Cgc86M"><span style="font-weight: 400;">Paul Rudd</span></a><span style="font-weight: 400;"> se juntam ao elenco da nova parte da trama. A transição entre a teatralidade e o cenário narrativo dialoga entre si, afinal, tanto o Teatro quanto </span><i><span style="font-weight: 400;">Only Murders in the Building</span></i><span style="font-weight: 400;"> vivem da performance, das máscaras e das revelações inesperadas.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Proporcionando novas vivências e interações entre os personagens, a inclusão de novos rostos é uma grande tentativa de </span><a href="https://amp.theguardian.com/tv-and-radio/2023/aug/08/only-murders-in-the-building-season-three-review-meryl-streep-helps-make-the-best-season-ever"><span style="font-weight: 400;">expandir o universo</span></a><span style="font-weight: 400;"> da série e adicionar camadas de complexidade aos episódios. O papel de Rudd como o egocêntrico ator Ben Glenroy, e Meryl Streep, na pele da talentosa atriz Loretta Durkin, dão fôlego à terceira temporada, que é marcada pelo ar cômico, trágico e envolvente.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Características como fragilidade e sagacidade são essenciais para a narrativa de mistério da série, flutuando entre o suspense e a Comédia. No entanto, é impossível não notar que o seriado parece se perder em sua </span><a href="https://www.omelete.com.br/series-tv/primeiras-impressoes-only-murders-in-the-building-terceira-temporada"><span style="font-weight: 400;">fórmula</span></a><span style="font-weight: 400;"> ‘risonha’ e descontraída. Episódios que poderiam conter excelentes acréscimos à trama acabam se alongando em diálogos pouco produzidos e sem sentido, dispersando o foco do mistério central da temporada. </span></p>
<figure id="attachment_34783" aria-describedby="caption-attachment-34783" style="width: 1600px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-34783" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/02/image3-1.png" alt="Cena da terceira temporada de Only Murders in the Building. Na imagem vemos Oliver e Loretta se encarando apaixonados. Oliver, homem branco com cabelos claros e grisalhos, usa um blazer preto e um cachecol na cor preta com pequenas bolinhas brancas. Loretta, mulher branca de cabelos loiros presos em duas tranças, veste um blazer preto e vermelho. Eles aparentam estar em um ambiente fechado. Ao fundo, encontra-se um piano marrom, uma flor na cor vermelha e móveis antigos." width="1600" height="1066" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/02/image3-1.png 1600w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/02/image3-1-800x533.png 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/02/image3-1-1024x682.png 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/02/image3-1-768x512.png 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/02/image3-1-1536x1023.png 1536w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/02/image3-1-1200x800.png 1200w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-34783" class="wp-caption-text">Meryl Streep faz a diferença em uma temporada morna (Foto: Hulu)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">Em 2024, </span><i><span style="font-weight: 400;">Only Murders in the Building</span></i><span style="font-weight: 400;"> foi nomeada em 21 categorias do </span><a href="https://cinepop.com.br/only-murders-in-the-building-fatura-21-indicacoes-ao-emmy-awards-2024-553767/"><span style="font-weight: 400;">Emmy</span></a><span style="font-weight: 400;">. Pelo terceiro ano consecutivo, o seriado foi indicado como Melhor Série de Comédia. A química entre os atores expõe muito o motivo da série ser tão aclamada pela crítica, não é atoa que Steve Martin e Martin Short foram ambos nomeados na mesma categoria como Melhor Ator em Série de Comédia. Eles se uniram a Matt Berry (</span><a href="http://personaunesp.com.br/what-we-do-in-the-shadows-4-temp-critica/"><i><span style="font-weight: 400;">What We Do in the Shadows</span></i></a><span style="font-weight: 400;">), Larry David (</span><i><span style="font-weight: 400;">Curb Your Enthusiasm</span></i><span style="font-weight: 400;">), Jeremy Allen White (</span><a href="https://personaunesp.com.br/the-bear-2a-temp-critica/"><i><span style="font-weight: 400;">The Bear</span></i></a><span style="font-weight: 400;">) e D’Pharaoh Woon-A-Tai (</span><i><span style="font-weight: 400;">Reservation Dogs</span></i><span style="font-weight: 400;">) na busca pela estatueta. No entanto, o vencedor da noite foi Jeremy Allen, o icônico Carmen de </span><i><span style="font-weight: 400;">The Bear.</span></i></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Após duas rejeições na premiação, Selena Gomez finalmente foi indicada na categoria de Melhor Atriz em Série de Comédia. A cantora conquistou a posição de </span><a href="https://www.cnnbrasil.com.br/entretenimento/selena-gomez-e-a-produtora-latina-mais-indicada-ao-emmy-na-historia/"><span style="font-weight: 400;">produtora</span></a><span style="font-weight: 400;"> com ascendência latina mais indicada na história do </span><i><span style="font-weight: 400;">Emmy</span></i><span style="font-weight: 400;">. Ela competiu com Quinta Brunson (</span><a href="https://personaunesp.com.br/abbott-elementary-3a-temporada-critica/"><i><span style="font-weight: 400;">Abbott Elementary</span></i></a><i><span style="font-weight: 400;">)</span></i><span style="font-weight: 400;">, Ayo Edebiri (</span><i><span style="font-weight: 400;">The Bear</span></i><span style="font-weight: 400;">), Maya Rudolph (</span><i><span style="font-weight: 400;">Loot</span></i><span style="font-weight: 400;">), Jean Smart (</span><a href="https://personaunesp.com.br/hacks-critica/"><i><span style="font-weight: 400;">Hacks</span></i></a><span style="font-weight: 400;">) e Kristen Wiig (</span><i><span style="font-weight: 400;">Palm Royale</span></i><span style="font-weight: 400;">), perdendo para a protagonista de </span><i><span style="font-weight: 400;">Hacks</span></i><span style="font-weight: 400;">.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Visualmente, a cinematografia explorou com maestria os novos ambientes de </span><i><span style="font-weight: 400;">Only Murders in the Building</span></i><span style="font-weight: 400;">, o figurino e a direção de Arte contribuíram para a criação de uma atmosfera única e familiar. O novo cenário teatral ofereceu um contraste interessante e excêntrico, expandindo o universo visual da série. Em 2024, a produção foi nomeada à categoria de Melhor Figurino Contemporâneo, porém disputou com fortes concorrentes, como </span><a href="https://personaunesp.com.br/?s=The+crown"><i><span style="font-weight: 400;">The Crown</span></i></a> <span style="font-weight: 400;">– </span><span style="font-weight: 400;">que saiu vitoriosa </span><span style="font-weight: 400;">–</span><span style="font-weight: 400;"> e </span><i><span style="font-weight: 400;">The Bear</span></i><span style="font-weight: 400;">.</span></p>
<figure id="attachment_34784" aria-describedby="caption-attachment-34784" style="width: 1600px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-34784" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/02/image4.png" alt="Cena da terceira temporada de Only Murders in the Building. Na foto vemos Mabel executando um passo de dança. Mabel, mulher branca com cabelo castanho escuro, veste camisa, blazer, luva e chapéu todos na cor preta. Seu cabelo está preso em um coque. Seus dedos da mão esquerda estão segurando a aba do chapéu. Seu braço direito encontra-se atrás de suas costas. A parede está na cor bege e, ao fundo, encontra-se um homem com roupas e chapéu pretos." width="1600" height="900" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/02/image4.png 1600w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/02/image4-800x450.png 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/02/image4-1024x576.png 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/02/image4-768x432.png 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/02/image4-1536x864.png 1536w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/02/image4-1200x675.png 1200w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-34784" class="wp-caption-text">Selena Gomez brilha na terceira temporada da série (Foto: Hulu)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">Misturar humor com tragédia nem sempre é fácil, mas a tranquilidade que a trama encontra um equilíbrio único entre mistério e Comédia é excitante. A série, que retorna com tudo, cantando e investigando uma temporada criativamente dramática na Broadway, parece </span><a href="https://www.rollingstone.com/tv-movies/tv-movie-reviews/only-murders-in-the-building-season-3-review-meryl-streep-selena-gomez-1234795257/"><span style="font-weight: 400;">confiar demais</span></a><span style="font-weight: 400;"> em seu próprio charme, esquecendo alguns pontos ainda em aberto e os deixando mal resolvidos.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Em resumo, </span><i><span style="font-weight: 400;">Only Murders in the Building</span></i><span style="font-weight: 400;"> prova que, apesar de ter entregue uma temporada morna, ainda tem muito a oferecer. É impossível dizer que a série anda em uma linha tênue, já que possui erros e acerto durante sua produção. O mistério central da trama acaba </span><a href="https://www.omelete.com.br/amp/series-tv/criticas/only-murders-in-the-building-terceira-temporada"><span style="font-weight: 400;">não sustentando</span></a><span style="font-weight: 400;"> o peso das subtramas e da expansão narrativa dos personagens, colocando em jogo a necessidade de reavaliar a fórmula e encontrar novas maneiras de surpreender o público.</span></p>
<div class="jetpack-video-wrapper"><iframe loading="lazy" title="Only Murders in the Building | Season 3 Trailer | Hulu" width="840" height="473" src="https://www.youtube.com/embed/aaifwVfAf4E?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen></iframe></div>
<p>O post <a href="http://personaunesp.com.br/only-murders-in-the-building-3a-temp-critica/">Entre cortinas e crimes, o mistério da terceira temporada de Only Murders in the Building foge do controle</a> apareceu primeiro em <a href="http://personaunesp.com.br">Persona | Jornalismo Cultural</a>.</p>
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		<title>Zafari: uma metáfora de fuga e desespero</title>
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		<pubDate>Thu, 07 Nov 2024 20:30:18 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Vitória Borges A produção venezuelana Zafari, presente na seção Perspectiva Internacional da 48ª Mostra Internacional de Cinema em São Paulo, conta a história de uma família em situações precárias vivendo em uma Caracas distópica. Produzido por Mariana Rondón, o longa mostra a cidade dividida entre uma sociedade que está à beira de desmoronar e a &#8230; <a href="http://personaunesp.com.br/zafari-critica/" class="more-link">Continue lendo<span class="screen-reader-text"> "Zafari: uma metáfora de fuga e desespero"</span></a></p>
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										<content:encoded><![CDATA[<figure id="attachment_34323" aria-describedby="caption-attachment-34323" style="width: 1280px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-34323" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/11/image2-5.png" alt="Cena do filme Zafari. Na cena vemos Ana, Bruno e Francisco olhando para algo. Ana, mulher branca com cabelos castanhos, veste uma blusa na cor azul. Bruno, adolescente branco de cabelos castanhos, usa uma camiseta de manga longa vermelha e cinza. Francisco, homem branco com cabelos e barba grisalhos, usa uma camiseta de botão listrada branca e amarela. Todos encontram-se na lateral direita da imagem, e, ao fundo, é possível ver árvores e vegetação." width="1280" height="720" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/11/image2-5.png 1280w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/11/image2-5-800x450.png 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/11/image2-5-1024x576.png 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/11/image2-5-768x432.png 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/11/image2-5-1200x675.png 1200w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-34323" class="wp-caption-text">Zafari também foi exibido no Festival de San Sebastián (Foto: Vitrine Filmes)</figcaption></figure>
<p><b>Vitória Borges</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A produção venezuelana </span><i><span style="font-weight: 400;">Zafari</span></i><span style="font-weight: 400;">, presente na seção Perspectiva Internacional da </span><a href="https://personaunesp.com.br/tag/48a-mostra-internacional-de-cinema-em-sao-paulo/"><span style="font-weight: 400;">48ª Mostra Internacional de Cinema em São Paulo</span></a><span style="font-weight: 400;">, conta a história de uma família em situações precárias vivendo em uma Caracas distópica. Produzido por Mariana Rondón, o longa mostra a cidade dividida entre uma sociedade que está à beira de desmoronar e a ânsia pela fuga do país – fazendo uma clara comparação com a situação da Venezuela contemporânea.</span></p>
<p><span id="more-34321"></span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Ambientado em um nobre apartamento que se encontra em estado de decadência, o filme nos apresenta uma família composta por Ana (Daniela Ramirez), Francisco (Francisco Denis) e Bruno (Varek La Rosa), o filho do casal. Acompanhando o dia a dia do trio que mora nas redondezas de um zoológico, nos deparamos com a chegada de um hipopótamo chamado Zafari, que, de maneira bem </span><a href="https://conectageek.com.br/48a-mostra-zoo-venezuelano-de-mariana-rondon-remonta-miseria-do-pais-em-filme/"><span style="font-weight: 400;">irônica</span></a><span style="font-weight: 400;">, é alimentado em um mundo onde falta comida para as pessoas sobreviverem.  </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Explorando as nuances e as complexidades da decadência de uma sociedade, </span><i><span style="font-weight: 400;">Zafari </span></i><span style="font-weight: 400;">se assemelha muito bem com outra produção de Mariana Rondón, </span><a href="https://cinemacomrapadura.com.br/criticas/329817/pelo-malo-2013-um-garoto-contra-as-convencoes-e-o-machismo/"><i><span style="font-weight: 400;">Pelo Malo</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> (2013), que combina o olhar para a barbárie em uma Caracas marcada pela desigualdade social e a crise econômica. E, que aos trancos e barrancos, tenta se recompor para escapar de um país distópico que está fadado à miséria e pobreza.</span></p>
<figure id="attachment_34322" aria-describedby="caption-attachment-34322" style="width: 1600px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-34322" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/11/image1-5.png" alt="Cena do filme Zafari. Na imagem vemos Bruno olhando através das árvores. Bruno, adolescente branco de cabelos pretos, veste uma regata branca. Ele parece estar olhando para algo atrás de duas árvores. Ao fundo é possível ver que o garoto está no meio de um matagal." width="1600" height="673" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/11/image1-5.png 1600w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/11/image1-5-800x337.png 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/11/image1-5-1024x431.png 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/11/image1-5-768x323.png 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/11/image1-5-1536x646.png 1536w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/11/image1-5-1200x505.png 1200w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-34322" class="wp-caption-text">Em suas produções, Mariana Rondón busca sempre mostrar a pobreza na Venezuela (Foto: Vitrine Filmes)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">O longa de Mariana Rondón desestabiliza a situação de uma nação inteira, assim, ele erra a mão em querer mostrar esse lado da miséria em um país que passa por acontecimentos muito complexos como a Venezuela. Além disso, à medida que a produção avança entre as cenas, a história se torna mais confusa e incoerente, escapando completamente da </span><a href="https://cineuropa.org/en/newsdetail/467717/"><span style="font-weight: 400;">lógica</span></a><span style="font-weight: 400;"> sobre a fome pela qual os personagens passam.</span></p>
<p><a href="https://thefilmverdict.com/zafari/"><i><span style="font-weight: 400;">Zafari</span></i></a> <span style="font-weight: 400;">é, acima de tudo, uma obra que busca impactar o espectador ao oferecer o retrato de um país em situação de calamidade geral. Ao abordar essa temática de sociedade encurralada entre a necessidade de fuga e o peso da perda de identidade, a produção tenta colocar o público frente a frente com a precariedade vivida pelas pessoas que, ao poucos, estão envolvidas dentro de um espaço sem saída.</span></p>
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		<title>Continente e sua perturbadora sede de sangue</title>
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		<pubDate>Thu, 31 Oct 2024 18:24:07 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Vitória Borges Exibida nos prestigiados Festival Internacional de Cinema de Munich e Festival do Rio, a produção brasileira Continente faz parte da seção Mostra Brasil na 48ª Mostra Internacional de Cinema em São Paulo. O longa, que acompanha a história de um simples vilarejo nas planícies do Sul do país, mostra uma narrativa muito distópica &#8230; <a href="http://personaunesp.com.br/continente-critica/" class="more-link">Continue lendo<span class="screen-reader-text"> "Continente e sua perturbadora sede de sangue"</span></a></p>
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										<content:encoded><![CDATA[<figure id="attachment_34255" aria-describedby="caption-attachment-34255" style="width: 574px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-34255" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/10/image2-12.png" alt="Cena do filme Continente. Na imagem vemos o rosto de Amanda coberto de sangue. Amanda, mulher branca com olhos e cabelos castanhos, encontra-se boquiaberta e com muito sangue ao redor de sua boca. Ao fundo da foto está escuro." width="574" height="324" /><figcaption id="caption-attachment-34255" class="wp-caption-text">Davi Pretto recebeu o prêmio de Melhor Direção na categoria Novos Rumos do Festival do Rio 2024 (Foto: Vitrine Filmes)</figcaption></figure>
<p><b>Vitória Borges</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Exibida nos prestigiados Festival Internacional de Cinema de Munich e Festival do Rio, a produção brasileira </span><i><span style="font-weight: 400;">Continente </span></i><span style="font-weight: 400;">faz parte da seção Mostra Brasil na </span><a href="https://personaunesp.com.br/tag/48a-mostra-internacional-de-cinema-em-sao-paulo/"><span style="font-weight: 400;">48ª Mostra Internacional de Cinema em São Paulo</span></a><span style="font-weight: 400;">. O longa, que acompanha a história de um simples vilarejo nas planícies do Sul do país, mostra uma narrativa muito distópica que aborda o colonialismo, misturando drama com horror. </span></p>
<p><span id="more-34253"></span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Produzido por </span><a href="https://www.festivaldorio.com.br/br/noticias/continente-novos-rumos-festival-do-rio-2024"><span style="font-weight: 400;">Davi Pretto</span></a><span style="font-weight: 400;"> e distribuído pela Vitrine Filmes, </span><i><span style="font-weight: 400;">Continente </span></i><span style="font-weight: 400;">mergulha na vida de Amanda (interpretada por Olivia Torres) que está de volta ao Brasil após passar 15 longos anos morando na França com seu namorado Martin (Corentin Fila). Na trama, a jovem retorna ao país pois seu pai, Agenor, adoece e está à beira da morte, o que acarreta diversos rumores a respeito da saúde do velho fazendeiro que comanda a pequena cidade pacata sulista.</span></p>
<figure id="attachment_34254" aria-describedby="caption-attachment-34254" style="width: 770px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-34254" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/10/image1-11.png" alt="Cena do filme Continente. Na foto vemos Helô fechando um container. Helô, mulher negra de cabelos castanhos curtos, usa uma blusa azul bebê. Sua mão esquerda e o restante de seu corpo estão apoiados na porta de um grande container de metal." width="770" height="434" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/10/image1-11.png 770w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/10/image1-11-768x433.png 768w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-34254" class="wp-caption-text">Continente apresenta uma visão colonialista do mundo (Foto: Vitrine Filmes)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">Com uma estética ruralista que se aproxima a </span><a href="https://personaunesp.com.br/bacurau-critica/"><i><span style="font-weight: 400;">Bacurau</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> (2019), a obra de Davi Pretto carrega muito suspense e mistério, que fazem parte da construção narrativa, criando uma atmosfera de tensão e expectativa no espectador. Personificando os trabalhadores rurais através de atos vampirescos, os zumbificando e deixando à mercê de seu patrão – que explora sua mão de obra –, os moradores da pequena cidade se veem em uma posição que remete a escravidão.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Sobrepondo o peso de que “</span><i><span style="font-weight: 400;">a mentira corrói a alma de quem mente</span></i><span style="font-weight: 400;">”, a Fotografia de Luciana Baseggio adota um tom sombrio, com cores escuras e elementos filmados pela câmera que nos deixam desconfortáveis. Apesar de ter uma ótima trama, seu ritmo delibera sua atmosfera e acaba tornando-a muito lenta, o que deixa a desejar em determinados </span><i><span style="font-weight: 400;">frames </span></i><span style="font-weight: 400;">do longa, abrindo abas para a falta de clareza e </span><a href="https://cinepop.com.br/critica-continente-terror-rural-com-ares-vampirescos-festival-do-rio-2024-580762/"><span style="font-weight: 400;">entendimentos</span></a><span style="font-weight: 400;"> de certos acontecimentos.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Através de componentes que remetem a </span><a href="https://www.planocritico.com/critica-desejo-e-obsessao-2001/"><i><span style="font-weight: 400;">Desejo e Obsessão</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> (2001) de Claire Denis, a sonoridade é o que mais chama atenção dentro de </span><i><span style="font-weight: 400;">Continente</span></i><span style="font-weight: 400;">. O prazer no apetite voraz dos personagens pelo sangue e o perturbador ‘acordo’ que os moradores possuem com dono da grande propriedade cumprem com seu objetivo de abordar um lado feroz e metafórico, ressaltando a crítica sobre  ‘dar o sangue pelo trabalho’ feita pelo longa.  </span></p>
<figure id="attachment_34256" aria-describedby="caption-attachment-34256" style="width: 770px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-34256" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/10/image3-7.png" alt="Cena do filme Continente. Na imagem vemos Amanda olhando para o horizonte. Amanda, mulher branca de cabelos castanhos, usa camisa de botão bege. Ela está olhando através de uma janela à sua esquerda. Ao fundo é possível observar o interior de sua casa." width="770" height="434" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/10/image3-7.png 770w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/10/image3-7-768x433.png 768w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-34256" class="wp-caption-text">A produção do filme teve colaboração de cinco países (Foto: Vitrine Filmes)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">Apesar de buscar um apelo para o lado visceral do Cinema, </span><i><span style="font-weight: 400;">Continente </span></i><span style="font-weight: 400;">apresenta uma história um tanto </span><a href="https://conectageek.com.br/critica-continente/"><span style="font-weight: 400;">macabra</span></a><span style="font-weight: 400;"> e selvagem. Em um ato metafórico e explícito que caminha entre a persistência de um sistema hierárquico e as marcas do colonialismo, o longa se sobrepõe como uma excelente produção de horror brasileira.</span></p>
<p><i><span style="font-weight: 400;">Continente </span></i><span style="font-weight: 400;">entrega um enredo profundo, em que as relações de poder são tanto elementos de conflito quanto de reflexão, ecoando as vozes do presente e do passado em um Brasil que é, ao mesmo tempo, uma </span><a href="https://enlatado.com.br/tag/davi-pretto/"><span style="font-weight: 400;">herança</span></a><span style="font-weight: 400;"> e uma prisão. Os símbolos e valores se rompem em um grande mar de sangue, nos deixando uma reflexão: no fim, quem suga o sangue de quem?</span></p>
<div class="jetpack-video-wrapper"><iframe loading="lazy" title="CONTINENTE | Trailer Oficial" width="840" height="473" src="https://www.youtube.com/embed/7FqR9GOCFyM?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen></iframe></div>
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		<title>Às vezes, nós não Precisamos Falar…</title>
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		<pubDate>Wed, 30 Oct 2024 22:00:14 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Vitória Borges Nenhuma visão de mundo é igual. É isso que a produção brasileira Precisamos Falar mostra. O longa, exibido na seção Mostra Brasil da 48ª Mostra Internacional de Cinema em São Paulo, aborda os limites da moralidade e acompanha as turbulências no relacionamento intrafamiliar de duas famílias do Rio de Janeiro. Inspirado no livro &#8230; <a href="http://personaunesp.com.br/precisamos-falar-critica/" class="more-link">Continue lendo<span class="screen-reader-text"> "Às vezes, nós não Precisamos Falar…"</span></a></p>
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										<content:encoded><![CDATA[<figure id="attachment_34235" aria-describedby="caption-attachment-34235" style="width: 770px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-34235" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/10/image1-9.png" alt="Cena do filme Precisamos Falar. Na imagem vemos Sandra e Paulo pensando em algo. Sandra, mulher branca com cabelos castanhos, veste um top azul e corta-vento cinza, seus cabelos estão presos em um rabo de cavalo. Celso, homem branco com barba e cabelos grisalhos, veste uma camisa de botão listrada branca e vinho. Ao fundo dos dois é possível ver uma geladeira." width="770" height="529" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/10/image1-9.png 770w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/10/image1-9-768x528.png 768w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-34235" class="wp-caption-text">Precisamos Falar aborda negacionismo e narcisismo (Foto: Conspiração Filmes)</figcaption></figure>
<p><b>Vitória Borges</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Nenhuma visão de mundo é igual. É isso que a produção brasileira </span><i><span style="font-weight: 400;">Precisamos Falar</span></i><span style="font-weight: 400;"> mostra. O longa, exibido na seção Mostra Brasil da </span><a href="https://personaunesp.com.br/tag/48a-mostra-internacional-de-cinema-em-sao-paulo/"><span style="font-weight: 400;">48ª Mostra Internacional de Cinema em São Paulo</span></a><span style="font-weight: 400;">, aborda os limites da moralidade e acompanha as turbulências no relacionamento intrafamiliar de duas famílias do Rio de Janeiro. Inspirado no livro </span><i><span style="font-weight: 400;">O Jantar</span></i><span style="font-weight: 400;">, de Herman Koch, o filme mostra a reflexão sobre até onde os pais vão para proteger seus filhos.</span></p>
<p><span id="more-34234"></span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Produzido por Pedro Waddington e Rebeca Diniz, o </span><i><span style="font-weight: 400;">thriller </span></i><span style="font-weight: 400;">psicológico</span> <span style="font-weight: 400;">explora o pior do alto escalão da classe média carioca. Acompanhando os casais Sandra (</span><a href="https://istoe.com.br/marjorie-estiano-celebra-novo-trabalho-com-alexandre-nero-e-critica-personagem-negacionista/"><span style="font-weight: 400;">Marjorie Estiano</span></a><span style="font-weight: 400;">) e Paulo (Alexandre Nero), e Celso (Emílio de Mello) e Anna (Hermila Guedes), a trama gira em torno da descoberta de um terrível homicídio cometido por seus filhos adolescentes – o que acaba ocasionando tensões nas relações das famílias.</span></p>
<figure id="attachment_34236" aria-describedby="caption-attachment-34236" style="width: 574px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-34236" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/10/image2-10.png" alt="Cena do filme Precisamos Falar. Na imagem vemos Jefferson e Rick caminhando em um parque. Jefferson, adolescente negro com cabelo preto, usa blusa manga longa verde, calça preta e um tênis branco. Rick, adolescente branco de cabelos castanhos, veste camisa xadrez, calça e tênis ambos preto. Os dois estão caminhando de costas para a câmera." width="574" height="324" /><figcaption id="caption-attachment-34236" class="wp-caption-text">A dupla Jefferson e Rick procura incriminar o primo Michel (Foto: Conspiração Filmes)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">Abordando a </span><a href="https://telaviva.com.br/29/08/2023/conspiracao-filmes-roda-o-longa-precisamos-falar-sobre-nossos-filhos/"><span style="font-weight: 400;">banalidade do mal</span></a><span style="font-weight: 400;">, sobre os direitos humanos para humanos direitos, o longa nos convida a uma dolorosa introspecção sobre a natureza da nossa responsabilidade. Apesar de tratar de um assunto muito batido e que bate sempre na mesma tecla de ‘criticar a elite brasileira’, a produção de Waddington e Diniz foi bastante perspicaz ao abordar o negacionismo justamente em um período pós-governo bolsonarista.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A maturidade artística dos atores mais novos de </span><i><span style="font-weight: 400;">Precisamos Falar</span></i><span style="font-weight: 400;"> propõe uma construção muito bem interpretada, já os adultos deixam um pouco a desejar. O personagem de Alexandre Nero é intragável, um homem nazifacista que é contra todos os direitos da população pobre, que se vê na posição de julgar o que acha certo e errado dentro da sociedade. Já o núcleo adolescente da produção contempla um </span><a href="https://www.adorocinema.com/filmes/filme-1000011295/criticas-adorocinema/"><span style="font-weight: 400;">desenvolvimento</span></a><span style="font-weight: 400;"> excelente, além de alimentar a curiosidade do público sobre os acontecimentos da trama. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Apostando em ângulos que enfatizam o desconforto moral dos personagens, o longa permite a escolha de uma narrativa que contemple a incerteza. Em meio a diversas chantagens, a cultura contemporânea brasileira é apresentada de forma extremamente provocativa e fragmentada. Como em</span> <a href="https://personaunesp.com.br/taxi-driver-completa-40-anos-permanece-extremamente-atual/"><i><span style="font-weight: 400;">Taxi Driver &#8211; Motorista de Táxi</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> (1976), a ‘libertação’ que Michel (Thiago Voltolini) tanto fala e reproduz está pautada no seu senso de exclusão e eliminação do outro, como um paradoxo aos pactos conservadores de direita, que utilizam de atos de violência como forma de ‘limpar’ o ambiente ao seu redor.</span></p>
<figure id="attachment_34237" aria-describedby="caption-attachment-34237" style="width: 574px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-34237" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/10/image3-5.png" alt="Cena do filme Precisamos Falar. Na foto vemos Rick, Anna e Celso se despedindo. Rick, adolescente branco com cabelos castanhos, veste um moletom cinza e em suas costas carrega uma mochila preta. Anna, mulher branca de cabelos castanhos, veste uma camisa clara. Sua mão esquerda segura o peito de seu filho Rick. Celso, homem branco com barba e cabelos grisalhos, veste uma camiseta cinza sobreposta por uma camisa de botões azul. Anna e Celso estão se despedindo de Rick. No fundo é possível ver uma parede branca com um quadro ao centro." width="574" height="383" /><figcaption id="caption-attachment-34237" class="wp-caption-text">O filme estreou no Festival do Rio em 2024 (Foto: Conspiração Filmes)</figcaption></figure>
<p><i><span style="font-weight: 400;">Precisamos Falar</span></i><span style="font-weight: 400;"> encara o lado direitista, negacionista e narcisista da população brasileira. A obra, que causa </span><a href="https://caras.com.br/atualidades/marjorie-estiano-retrata-relacoes-familiares-no-cinema-uma-provocacao.phtml"><span style="font-weight: 400;">desconforto</span></a><span style="font-weight: 400;"> no espectador do início ao fim,  vai além do entretenimento e nos faz questionar sobre até que ponto a impunidade é dada às riscas para o ser humano. O que nos resta, é esperar sentados e aguardar por uma resposta. Afinal, “</span><i><span style="font-weight: 400;">a verdade ama se esconde</span></i><span style="font-weight: 400;">r” – como mostra o </span><i><span style="font-weight: 400;">slogan </span></i><span style="font-weight: 400;">do filme.</span></p>
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		<title>Você pagaria o preço para ter A Substância?</title>
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		<pubDate>Wed, 16 Oct 2024 18:10:47 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Vitória Borges Você já imaginou uma versão melhor de si? E se você soubesse que existe um produto que pode te mostrar uma parte mais jovem, bonita e perfeita? A Substância (The Substance, no original) pode te dar isso e um pouco mais. A produção, que promete revirar o estômago, é uma diversão exageradamente nojenta &#8230; <a href="http://personaunesp.com.br/a-substancia-critica/" class="more-link">Continue lendo<span class="screen-reader-text"> "Você pagaria o preço para ter A Substância?"</span></a></p>
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										<content:encoded><![CDATA[<figure id="attachment_34139" aria-describedby="caption-attachment-34139" style="width: 1200px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-34139" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/10/image2-3.png" alt="Cena do filme A Substância. Na imagem vemos Elizabeth, mulher branca com cabelos pretos, falando ao telefone. Ela veste um vestido na cor preta e usa brincos de prata. Com sua mão direita, segura um telefone vermelho e sua expressão parece preocupada. Ela está sentada em uma cama com lençol rosado. Ao fundo é possível ver uma parede na cor vermelha." width="1200" height="734" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/10/image2-3.png 1200w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/10/image2-3-800x489.png 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/10/image2-3-1024x626.png 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/10/image2-3-768x470.png 768w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-34139" class="wp-caption-text">Demi Moore volta às telas do Cinema após 30 anos (Foto: MUBI)</figcaption></figure>
<p><b>Vitória Borges</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Você já imaginou uma versão melhor de si? E se você soubesse que existe um produto que pode te mostrar uma parte mais jovem, bonita e perfeita? </span><i><span style="font-weight: 400;">A Substância</span></i><span style="font-weight: 400;"> (</span><a href="https://www.omelete.com.br/filmes/criticas/the-substance-festival-de-cannes-2024-demi-moore"><i><span style="font-weight: 400;">The Substance</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, no original) pode te dar isso e um pouco mais. A produção, que promete revirar o estômago, é uma diversão exageradamente nojenta e bizarra sobre o espetáculo visual do Cinema e o gênero de horror corporal.</span></p>
<p><span id="more-34137"></span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Aclamado durante o Festival de Cannes, o longa dirigido e roteirizado por Coralie Fargeat conta a história de Elizabeth Sparkle (</span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=tV51izuiR0I"><span style="font-weight: 400;">Demi Moore</span></a><span style="font-weight: 400;">), uma atriz ‘cinquentona’ que está prestes a perder seu ‘prazo de validade’ no mundo do </span><i><span style="font-weight: 400;">showbiz</span></i><span style="font-weight: 400;"> e que, ao se ver nessa situação, resolve usar a substância que promete criar “</span><i><span style="font-weight: 400;">uma versão melhor de si</span></i><span style="font-weight: 400;">”. É, então, que sua nova personalidade, Sue (</span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=WWZtB13vsJI"><span style="font-weight: 400;">Margaret Qualley</span></a><span style="font-weight: 400;">), uma bela jovem com vinte anos de idade que tem o que quer na palma de sua mão, entra em cena. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Fadada ao sucesso ao viver a vida de Sue, Elizabeth se vê na obrigação de sobreviver em cima do </span><i><span style="font-weight: 400;">status </span></i><span style="font-weight: 400;">da personagem de Qualley. Como uma espécie de </span><a href="https://www1.folha.uol.com.br/webstories/entretenimento/2020/06/o-que-sao-doppelgangers/"><i><span style="font-weight: 400;">doppelganger</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, as personagens dividem uma vida dupla, são sete dias para cada corpo e, caso desrespeite essa regra vital, as coisas começam a desandar e causam circunstâncias brutais. Afinal, elas são apenas uma.</span></p>
<figure id="attachment_34140" aria-describedby="caption-attachment-34140" style="width: 1130px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-34140" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/10/image3-3.png" alt="Cena do filme A Substância. Na imagem vemos as mãos de uma pessoa branca segurando um papel branco com a frase “REMEMBER YOU ARE ONE” escrita em preto. Atrás do papel encontra-se uma caixa de papelão com uma fita transparente escrita “ACTIVATOR” em preto. O carpete do chão está na cor cinza." width="1130" height="590" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/10/image3-3.png 1130w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/10/image3-3-800x418.png 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/10/image3-3-1024x535.png 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/10/image3-3-768x401.png 768w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-34140" class="wp-caption-text">A produção foi indicada à Palma de Ouro no Festival de Cannes de 2024 (Foto: MUBI)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">A beleza de Margaret Qualley, igualada a perfeição de Moore, elevam o nível de atuação do longa. A eloquência entre as atrizes é, de certa forma, </span><a href="https://variety.com/2024/film/reviews/the-substance-review-margaret-qualley-demi-moore-dennis-quaid-1236009235/"><span style="font-weight: 400;">visionária</span></a><span style="font-weight: 400;">. A talentosa atriz de</span><i><span style="font-weight: 400;"> Pobres Criaturas</span></i><span style="font-weight: 400;"> (2023) atua de forma fresca e legítima, já Demi Moore mantém sua relevância cumprindo um papel excepcional. Colocar a veterana para interpretar uma personagem ‘acabada’ e sem rumo, talvez, possa ter sido forçado, mas podemos concordar que esse foi, de longe, um de seus melhores papéis em anos.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Ao mesmo tempo que se preocupa em revelar e reciclar imagens de horror, ao estilo </span><a href="https://personaunesp.com.br/carrie-a-estranha-45-anos/"><i><span style="font-weight: 400;">Carrie, a Estranha</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> (1976), a trama de </span><i><span style="font-weight: 400;">A Substância</span></i><span style="font-weight: 400;"> foca em apresentar um horror ácido que faz uma severa crítica à sociedade e à busca desenfreada pela beleza. A posição de Fargeat ao abordar a cultura ocidental hollywoodiana é sutil e perceptível; seu temor por mostrar o apelo pela ‘velhice’ no Cinema acaba se transformando em algo torturante e disfórico. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Apesar de parecer bem desenvolvido, o filme necessita de certo cuidado ao abordar o retrato de um sistema tão delicado quanto este. A linguagem do </span><a href="https://contextojornalismo.com/2022/12/20/male-gaze-entenda-o-termo-queridinho-das-redes-sociais-e-como-voce-tambem-e-afetada-por-ele/"><i><span style="font-weight: 400;">male gaze</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, acrescida do viés do olhar perturbador, é evidente durante todo o período do longa. A valorização pelo grotesco é como uma consequência direta da obsessão pela juventude e perfeição.</span></p>
<figure id="attachment_34141" aria-describedby="caption-attachment-34141" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-34141" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/10/image4-3.png" alt="Cena do filme A Substância. Na imagem vemos Elizabeth, mulher branca de cabelos pretos, tirando sua maquiagem. Ela usa um vestido na cor vermelha e luvas pretas. Enquanto se olha no espelho, com sua mão direita Elizabeth está tirando o batom vermelho de sua boca. Ao fundo é possível ver as paredes com azulejos brancos." width="800" height="445" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/10/image4-3.png 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/10/image4-3-768x427.png 768w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-34141" class="wp-caption-text">Por explorar a obsessão por corpos femininos, A Substância é totalmente diferente dos demais filmes lançados em 2024 (Foto: MUBI)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">A necessidade da produção em deixar os diálogos em segundo plano mostra a falta de sagacidade para explorar temas delicados. Ao mesmo tempo, é excitante ver a forma como Coralie Fargeat reproduz ideias escandalosas com linguagens vulgares e, até mesmo, grosseiras em determinados momentos do longa. A grande metáfora da </span><a href="https://www.cinematorio.com.br/2024/05/critica-filme-the-substance-o-contrario-da-critica-cannes-2024/"><span style="font-weight: 400;">substância</span></a><span style="font-weight: 400;">, que se resume a cirurgias plásticas e procedimentos estéticos, é antiquada e desagradável aos olhos femininos, sua crítica se baseia nos mesmos vícios que captam a obsessão pela juventude. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O ritmo de </span><i><span style="font-weight: 400;">A Substância</span></i><span style="font-weight: 400;"> pode parecer, em alguns momentos, </span><a href="https://www.bbc.com/culture/article/20240519-the-substance-demi-moore-margaret-qualley-cannes-film-festival"><span style="font-weight: 400;">lento e repetitivo</span></a><span style="font-weight: 400;">, porém, é considerável dizer que a trama funciona como uma grande bomba relógio prestes a explodir. O terror bruto é insensível, não oscila e muito menos foge de suas sequências que estão perturbadoramente interligadas. A crise de conflito interno busca despertar uma reação sensorial no espectador a cada singela cena, causando certo interesse nessa produção sangrenta.</span></p>
<figure id="attachment_34138" aria-describedby="caption-attachment-34138" style="width: 640px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-34138" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/10/image1-2.png" alt="Cena do filme A Substância. Na imagem vemos Sue, mulher branca com cabelos castanhos escuros, olhando fixamente para a frente. Ela veste um baby doll na cor rosê. Sue encontra-se deitada com seus braços abertos e sua boca e nariz estão sangrando. Ao fundo, o tapete em que está deitada é bege." width="640" height="332" /><figcaption id="caption-attachment-34138" class="wp-caption-text">Margaret Qualley dá show de atuação no longa (Foto: MUBI)</figcaption></figure>
<p><i><span style="font-weight: 400;">A Substância</span></i><span style="font-weight: 400;"> é tudo que se pode esperar de um filme no estilo </span><i><span style="font-weight: 400;">body horror</span></i><span style="font-weight: 400;">. Com um toque extremamente físico e visceral, o longa promete e cumpre seu papel com uma trama feroz e </span><a href="https://tangerina.uol.com.br/filmes-series/a-substancia-melhor-filme-2024-critica/"><span style="font-weight: 400;">intensa</span></a><span style="font-weight: 400;">. A produção tem tudo para deixar o espectador desconfortável e tirá-lo de sua zona de conforto. Com seu olhar afiado para o bizarro e sede pela monstruosidade, a obra expõe o desejo pela beleza ao limite. Afinal, qual é o preço da substância que o público procura? Você pode pagar para ver.</span></p>
<div class="jetpack-video-wrapper"><iframe loading="lazy" title="A Substância | Trailer Legendado" width="840" height="473" src="https://www.youtube.com/embed/AAIUQJrpc2M?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen></iframe></div>
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		<title>Estante do Persona &#8211; Setembro de 2024</title>
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		<pubDate>Tue, 01 Oct 2024 23:22:17 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Chegando a sua 27ª edição, a Bienal Internacional do Livro de São Paulo –  o maior evento literário da América Latina – ocorreu dos dias 06 a 15 de Setembro de 2024. A editoria do Persona esteve presente no primeiro domingo, 08/09, para conferir lançamentos, estandes e discussões que compuseram a programação do dia. Os &#8230; <a href="http://personaunesp.com.br/estante-do-persona-setembro-de-2024/" class="more-link">Continue lendo<span class="screen-reader-text"> "Estante do Persona &#8211; Setembro de 2024"</span></a></p>
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										<content:encoded><![CDATA[<figure id="attachment_34080" aria-describedby="caption-attachment-34080" style="width: 1024px" class="wp-caption alignleft"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-34080" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/10/wordpress_estante-setembro-1.jpg" alt="" width="1024" height="538" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/10/wordpress_estante-setembro-1.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/10/wordpress_estante-setembro-1-800x420.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/10/wordpress_estante-setembro-1-768x404.jpg 768w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-34080" class="wp-caption-text">Imergindo no universo literário, o Persona marcou presença na maior edição dos últimos dez anos da Bienal Internacional do Livro de São Paulo (Texto de Abertura: Jamily Rigonatto / Arte: Aryadne Xavier)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">Chegando a sua 27ª edição, a</span><a href="https://personaunesp.com.br/ser-jornalista-bienal-do-livro-artigo/"><span style="font-weight: 400;"> Bienal Internacional do Livro de São Paulo</span></a><span style="font-weight: 400;"> –  o maior evento literário da América Latina – ocorreu dos dias 06 a 15 de Setembro de 2024. A editoria do Persona esteve presente no primeiro domingo, 08/09, para conferir lançamentos, estandes e discussões que compuseram a programação do dia. Os integrantes acessaram o espaço credenciados como Imprensa para realizar a cobertura.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;"><span id="more-34063"></span></span><span style="font-weight: 400;">Com um público visitante de 722 mil pessoas no total do ano, a Bienal de 2024 se consagrou como a maior dos últimos dez anos. O evento, que é promovido a cada dois anos pela </span><a href="https://personaunesp.com.br/estante-do-persona-agosto-de-2024/"><span style="font-weight: 400;">Câmara Brasileira do Livro (CBL)</span></a><span style="font-weight: 400;">, foi realizado no Distrito Anhembi, região central da Grande São Paulo. O cronograma extenso se debruçou em autores nacionais e internacionais, trazendo grandes nomes como Hayley Kyoko (</span><i><span style="font-weight: 400;">Girls Like Girls</span></i><span style="font-weight: 400;">), Vitor Martins (</span><i><span style="font-weight: 400;">Quinze Dias</span></i><span style="font-weight: 400;">), Rafael Montes (</span><i><span style="font-weight: 400;">Jantar Secreto</span></i><span style="font-weight: 400;">) e Jeff Kinney (</span><i><span style="font-weight: 400;">Diário de um Banana</span></i><span style="font-weight: 400;">).</span></p>
<p>Divididos por blocos identificados por letras, estavam dispostos 227 expositores e mais de 500 selos editoriais para o público escolher, sendo alguns deles a <a href="https://personaunesp.com.br/tag/companhia-das-letras/">Companhia das Letras</a>, Editora Intrínseca, PANINI, <a href="https://personaunesp.com.br/tag/sesc/">Sesc</a>, Rocco e Editora Record. Em alguns estandes as filas davam voltas, com leitores animados para aproveitar promoções e descontos especiais oferecidos nas compras dos exemplares.</p>
<figure id="attachment_34066" aria-describedby="caption-attachment-34066" style="width: 600px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-34066" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/09/IMG_8283-600x800.jpg" alt="" width="600" height="800" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/09/IMG_8283-600x800.jpg 600w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/09/IMG_8283.jpg 627w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-34066" class="wp-caption-text">A credencial de imprensa para a Bienal do Livro pode ser solicitada antes do evento por portais, revistas e demais veículos jornalísticos que trabalhem com cultura (Foto: Acervo Pessoal)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">No dia 08, o autor Vitor Martins, dono de sucessos do nicho LGBTQIA+ e </span><i><span style="font-weight: 400;">Young Adult</span></i><span style="font-weight: 400;">, compareceu a uma mesa da Amazon para falar sobre processos de escrita, relembrou a representatividade e destacou o lançamento de seu novo livro intitulado </span><i><span style="font-weight: 400;">Mais ou menos 9 horas</span></i><span style="font-weight: 400;">. O escritor, que também é tradutor, assina textos como </span><i><span style="font-weight: 400;">Quize dias</span></i><span style="font-weight: 400;">, </span><a href="https://personaunesp.com.br/um-milhao-de-finais-felizes-critica/"><i><span style="font-weight: 400;">Um milhão de finais felizes</span></i> </a><span style="font-weight: 400;">e</span><i><span style="font-weight: 400;"> Se a casa 8 falasse</span></i><span style="font-weight: 400;">. Em suas declarações, refletiu sobre como o acolhimento nas páginas pode mudar as perspectivas de pessoas e minorias que se encontram menos em espaços de identificação.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Na arena cultural, o tema se voltava a outra ótica, com o autor de suspense e literatura policial Raphael Montes, que, por meio da Cia das Letras, trouxe um debate sobre os gêneros literários que escreve. Além dele, a Companhia também trouxe a vencedora do Prêmio Jabuti de Romance Literário de 2023, </span><a href="https://personaunesp.com.br/o-som-do-rugido-da-onca-critica/"><span style="font-weight: 400;">Micheliny Verunsky</span></a><span style="font-weight: 400;"> para um bate-papo sobre a herança do passado nos discursos da contemporaneidade, no Salão de Ideias. </span></p>
<figure id="attachment_34065" aria-describedby="caption-attachment-34065" style="width: 600px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-34065" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/09/WhatsApp-Image-2024-09-08-at-22.51.57-600x800.jpeg" alt="" width="600" height="800" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/09/WhatsApp-Image-2024-09-08-at-22.51.57-600x800.jpeg 600w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/09/WhatsApp-Image-2024-09-08-at-22.51.57-768x1024.jpeg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/09/WhatsApp-Image-2024-09-08-at-22.51.57-1152x1536.jpeg 1152w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/09/WhatsApp-Image-2024-09-08-at-22.51.57.jpeg 1200w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-34065" class="wp-caption-text">Algumas editoras tinham mais de um estande espalhado pelo espaço (Foto: Guilherme Leal)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">Embarcando em outro tipo aspecto do perfil de leitores e escritores, o Sesc Edições ainda promoveu a mesa “Vozes Negras na Literatura” que trazia Camilla Dias, assistente social, crítica literária e curadora literária,</span><span style="font-weight: 400;"> Mario Medeiros, autor do livro “A descoberta do insólito”, Sidney Santiago, ator e performancer, e </span><a href="https://www.instagram.com/iamidria?igsh=MWRqZXFvN3Y2eDBkMg=="><span style="font-weight: 400;">Midria</span></a><span style="font-weight: 400;">, poetisa e mestranda em antropologia. Fazendo leituras de referências como Conceição Evaristo e Mirian Alves, o debate trouxe discussões sobre espaços, pertencimento e acessos da comunidade negra.</span><span style="font-weight: 400;"><br />
</span><span style="font-weight: 400;"><br />
</span><i></i></p>
<blockquote><p>“Mas independentemente da idade, tem muita gente que se sente como se não pertencesse a essa ‘paulicéia’ desvairada. É que tem muita gente que não se apropria desse espaço – maior da América Latina, maior do Brasil – uma cidade tão grande, mas que se perde em dinheiro…” &#8211; Mídria</p></blockquote>
<p><span style="font-weight: 400;">Os integrantes do Persona gostaram muito de encontrar a diversidade dos livros e contam um pouco mais sobre o momento especial e suas novas aquisições literárias abaixo.</span></p>
<hr />
<p><strong>Dicas do mês + relatos<br />
</strong></p>
<figure id="attachment_34067" aria-describedby="caption-attachment-34067" style="width: 539px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-34067" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/09/O-Pequeno-Principe-Antoine-de-Saint-Exupery-1-539x800.png" alt="" width="539" height="800" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/09/O-Pequeno-Principe-Antoine-de-Saint-Exupery-1-539x800.png 539w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/09/O-Pequeno-Principe-Antoine-de-Saint-Exupery-1-690x1024.png 690w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/09/O-Pequeno-Principe-Antoine-de-Saint-Exupery-1-768x1139.png 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/09/O-Pequeno-Principe-Antoine-de-Saint-Exupery-1-1035x1536.png 1035w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/09/O-Pequeno-Principe-Antoine-de-Saint-Exupery-1-1380x2048.png 1380w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/09/O-Pequeno-Principe-Antoine-de-Saint-Exupery-1-1200x1780.png 1200w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/09/O-Pequeno-Principe-Antoine-de-Saint-Exupery-1.png 2022w" sizes="auto, (max-width: 539px) 85vw, 539px" /><figcaption id="caption-attachment-34067" class="wp-caption-text">“Todas as pessoas grandes foram um dia crianças – mas poucas se lembram disso.”(Foto: Harper Kids)</figcaption></figure>
<p><b>O Pequeno Príncipe &#8211; Antoine de Saint-Exupéry</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O Pequeno Príncipe é um clássico da literatura e quase um clichê. É o equivalente a quando se pergunta a uma pessoa qual o filme favorito dela e ela responde </span><i><span style="font-weight: 400;">Harry Potter</span></i><span style="font-weight: 400;">, ou qual a série favorita e a resposta é</span><i><span style="font-weight: 400;"> Friends</span></i><span style="font-weight: 400;">. Porém, diferentemente desses exemplos, a história de Antoine de Saint-Exupéry não se saturou com o tempo. Ao contrário, ganha um novo significado conforme ficamos mais velhos.</span></p>
<p><strong><span style="font-weight: 400;">Minha relação com este livro é engraçada. Comecei a leitura quando tinha 16 anos na biblioteca da minha cidade, mas nunca cheguei a terminar. Sempre que voltava ao lugar eu recomeçava, na esperança de ler de uma vez só. O tempo se passou e nunca mais havia sequer pensado nessa história, foi quando o encontrei novamente em um estande da Bienal e decidi levá-lo para casa com a intenção de finalmente conhecer </span><i><span style="font-weight: 400;">O Pequeno Príncipe</span></i><span style="font-weight: 400;">. </span><b>&#8211; Arthur Caires</b></strong></p>
<hr />
<figure id="attachment_34069" aria-describedby="caption-attachment-34069" style="width: 534px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-34069" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/09/Pessoas.Normais.Sally_.Rooney-534x800.jpg" alt="" width="534" height="800" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/09/Pessoas.Normais.Sally_.Rooney-534x800.jpg 534w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/09/Pessoas.Normais.Sally_.Rooney.jpg 667w" sizes="auto, (max-width: 534px) 85vw, 534px" /><figcaption id="caption-attachment-34069" class="wp-caption-text">Pessoas Normais disseca as inquietações que assolam todo e qualquer jovem adulto (Foto: Companhia das Letras)</figcaption></figure>
<p><b>Pessoas Normais &#8211; Sally Rooney</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Em 2023, eu li pelo </span><i><span style="font-weight: 400;">Kindle</span></i><span style="font-weight: 400;"> a obra </span><i><span style="font-weight: 400;">Pessoas Normais</span></i><span style="font-weight: 400;">, da irlandesa Sally Rooney, e o meu mundo mudou. Quando fomos para a Bienal, decidi comprar a versão física para voltar ao mundo criado pela autora. A trama se concentra em Connell e Marianne, dois jovens que estão em grupos diferentes no que se relaciona à pirâmide social do ambiente escolar. Enquanto ela é a odiada do colégio, o jovem é querido por todos.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Na universidade, os papeis se invertem: o rapaz se torna um mero estudante, e a garota encontra um grupo de amigos e se torna conhecida e amada. Muito mais do que apenas amigos, Connel e Marianne são a pessoa da vida um do outro. O que torna o romance tão único é a forma como, de alguma maneira, eles sempre se desencontram. Não se limitando a tópicos amorosos, o livro também aborda situações mais sensíveis, como depressão, ansiedade e abuso. O maior feito de Rooney ao escrever </span><i><span style="font-weight: 400;">Normal People</span></i><span style="font-weight: 400;"> (título original) é comprimir em 262 páginas todo o medo, insegurança e excitação que vêm com a chegada da vida adulta. </span><b>&#8211; Guilherme Leal</b></p>
<hr />
<figure id="attachment_34071" aria-describedby="caption-attachment-34071" style="width: 543px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-34071" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/10/fumaca-branca-543x800.jpg" alt="" width="543" height="800" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/10/fumaca-branca-543x800.jpg 543w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/10/fumaca-branca-695x1024.jpg 695w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/10/fumaca-branca-768x1132.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/10/fumaca-branca-1042x1536.jpg 1042w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/10/fumaca-branca-1200x1768.jpg 1200w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/10/fumaca-branca.jpg 1280w" sizes="auto, (max-width: 543px) 85vw, 543px" /><figcaption id="caption-attachment-34071" class="wp-caption-text">Um bom suspense é escolher pelo acaso (Foto: Seguinte)</figcaption></figure>
<p><strong>Fumaça Branca &#8211; Tiffany Jackson</strong></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Quem disse que um livro não pode ser escolhido pela capa? Na minha primeira vez visitando a Bienal Internacional do Livro em São Paulo, as capas brilhantes e cheias de ilustrações instigantes com certeza foram um dos principais motivos de um colapso no meu cartão de crédito, que não pode deixar de ser usado para um bem maior. Em uma dessas armadilhas envoltas em boa estética, encontrei </span><i><span style="font-weight: 400;">Fumaça Branca</span></i><span style="font-weight: 400;">, escrito por Tiffany D. Jackson e traduzido por Solaine Chioro. </span><span style="font-weight: 400;"><br />
</span><span style="font-weight: 400;"><br />
</span><span style="font-weight: 400;">A escolha foi certeira, já que o texto repousa sobre meu gênero literário favorito: o suspense. Em uma reinvenção da ideia clássica dos filmes e contos do nicho, a narrativa escolhe retratar o conceito de casa mal assombrada com elementos de reviravolta e mistério. Assim, ir contra o famoso ditado </span><i><span style="font-weight: 400;">“Não escolha o livro pela capa”</span></i><span style="font-weight: 400;"> parece ter sido uma das melhores ideias que uma leitora poderia ter no maior festival literário da América Latina. </span><b>– Jamily Rigonatto</b></p>
<hr />
<p><strong>Na Ponta da Língua: Reflexões sobre Linguagem e Sentido &#8211; Peter Brook</strong></p>
<figure id="attachment_34072" aria-describedby="caption-attachment-34072" style="width: 484px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-34072" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/10/Na-ponta-da-lingua-Peter-Brook-484x800.jpg" alt="" width="484" height="800" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/10/Na-ponta-da-lingua-Peter-Brook-484x800.jpg 484w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/10/Na-ponta-da-lingua-Peter-Brook.jpg 605w" sizes="auto, (max-width: 484px) 85vw, 484px" /><figcaption id="caption-attachment-34072" class="wp-caption-text">“Todas as formas são degraus para se chegar ao sentido. E o sentido é o eterno graal que inspira a busca” (Foto: Edições Sesc)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">O estande das </span><a href="https://www.sescsp.org.br/editorial/sesc-na-bienal-e-sinonimo-de-livros-e-tambem-de-programacao/"><span style="font-weight: 400;">Edições Sesc</span></a><span style="font-weight: 400;"> na Bienal é uma constante: todo ano vale a pena entrar. As prateleiras se enchem de Arte, Cultura, História, Política, Filosofia e tudo que é humano. Para cada cantinho que você olha, tem joias escondidas, e foi nessa que </span><i><span style="font-weight: 400;">Na ponta da Língua</span></i><span style="font-weight: 400;"> me chamou a atenção. O livro é definido em sua contracapa como uma investigação da relação entre a palavra e seu verdadeiro sentido, por </span><a href="http://issocompensa.com/teatro/peterbrook"><span style="font-weight: 400;">Peter Brook</span></a><span style="font-weight: 400;">, grande nome do teatro contemporâneo europeu. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O senhor inglês, de 94 anos na época, traz uma perspectiva única sobre a linguagem, a partir de sua </span><a href="https://www1.folha.uol.com.br/ilustrada/2022/07/peter-brook-influenciou-o-teatro-com-sua-ideia-de-palco-nu-voltado-ao-ator.shtml"><span style="font-weight: 400;">carreira</span></a><span style="font-weight: 400;"> e vivências internacionais. Nascido na Inglaterra, mas residente da França há meio século, o artista explora no livro as diferenças e semelhanças entre sua língua materna e a segunda língua. Sobretudo, </span><i><span style="font-weight: 400;">Na Ponta da Língua </span></i><span style="font-weight: 400;">é um depoimento e uma análise dos elementos mais básicos da comunicação humana, que exercemos todos os dias. </span><b>&#8211; Giovanna Freisinger</b></p>
<hr />
<p><strong>Holocausto Brasileiro &#8211; Daniela Arbex</strong></p>
<figure id="attachment_34073" aria-describedby="caption-attachment-34073" style="width: 556px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-34073" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/10/holocausto-brasileiro-556x800.jpg" alt="" width="556" height="800" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/10/holocausto-brasileiro-556x800.jpg 556w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/10/holocausto-brasileiro.jpg 695w" sizes="auto, (max-width: 556px) 85vw, 556px" /><figcaption id="caption-attachment-34073" class="wp-caption-text">“Se existe inferno, o Colônia era esse lugar” (Foto: Editora Intrínseca)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">Sou apaixonada pela escrita da Daniela Arbex há anos, li o </span><i><span style="font-weight: 400;">Holocausto Brasileiro: Genocídio: 60 mil mortos no maior hospício do Brasil</span></i><span style="font-weight: 400;"> durante o meu primeiro ano de faculdade e logo me senti no caminho certo da graduação. Talvez o fato dela ser uma excelente jornalista investigativa tenha me incentivado a continuar acompanhando, também, suas outras produções. Quando soube que iríamos à Bienal, logo pensei em comprar seu livro físico para ler novamente e (quem sabe um dia) conseguir seu autógrafo.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Em </span><i><span style="font-weight: 400;">Holocausto Brasileiro</span></i><span style="font-weight: 400;">, a jornalista reporta, por meio de entrevistas, documentos e relatos, a chocante realidade do Hospital Colônia de Barbacena, em Minas Gerais, onde cerca de 60 mil pessoas foram mortas. O livro denuncia o tratamento impiedoso e a negligência extrema com que os internos foram submetidos, de maneira surpreendente, Arbex reconstrói a história de um dos maiores fatos cruéis, trazendo à tona um capítulo tão sombrio da história brasileira. </span><b>&#8211; Vitória Borges</b></p>
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		<title>Las Mujeres Ya No Lloran: quem nunca sofreu por uma traição que atire a primeira pedra</title>
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		<pubDate>Mon, 19 Aug 2024 20:20:17 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Vitória Borges Carinhosamente conhecida como a ‘primeira latina do mundo’ pelo público do X, antigo Twitter, a colombiana Shakira finalmente lançou seu tão aguardado 12º álbum. No intitulado Las Mujeres Ya No Lloran, a artista traz, em suas composições, dores e vivências após o divórcio do ex-marido Gerard Piqué, que ganhou grande repercussão nas redes. &#8230; <a href="http://personaunesp.com.br/las-mujeres-ya-no-lloran-critica/" class="more-link">Continue lendo<span class="screen-reader-text"> "Las Mujeres Ya No Lloran: quem nunca sofreu por uma traição que atire a primeira pedra"</span></a></p>
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										<content:encoded><![CDATA[<figure id="attachment_33759" aria-describedby="caption-attachment-33759" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="wp-image-33759 size-medium" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/08/shakira-1-800x800.png" alt="Capa do álbum Las Mujeres Ya No Lloran de Shakira. Na imagem vemos Shakira, mulher branca de cabelos castanhos claros, com um olhar reflexivo. Em suas bochechas escorrem lágrimas de diamante. Na parte superior direita lê-se o nome “Shakira” em branco. Já na parte inferior direita é possível ler “Las Mujeres Ya No Lloran”, título do álbum, também escrito na cor branca." width="800" height="800" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/08/shakira-1-800x800.png 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/08/shakira-1-150x150.png 150w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/08/shakira-1-768x768.png 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/08/shakira-1.png 1000w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-33759" class="wp-caption-text">Las Mujeres Ya No Lloran obteve mais de 13,4 milhões de streams no Spotify em seu lançamento (Foto: Sony Music Latin)</figcaption></figure>
<p><strong>Vitória Borges</strong></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Carinhosamente conhecida como a ‘primeira latina do mundo’ pelo público do </span><i><span style="font-weight: 400;">X</span></i><span style="font-weight: 400;">, antigo </span><i><span style="font-weight: 400;">Twitter</span></i><span style="font-weight: 400;">, a colombiana </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=GrQtaf48k2Q&amp;pp=ygUqc2hha2lyYSBpbnRlcnZpZXcgbGFzIG11amVyZXMgeWEgbm8gbGxvcmFu"><span style="font-weight: 400;">Shakira</span></a><span style="font-weight: 400;"> finalmente lançou seu tão aguardado 12º álbum. No intitulado </span><i><span style="font-weight: 400;">Las Mujeres Ya No Lloran</span></i><span style="font-weight: 400;">,</span> <span style="font-weight: 400;">a artista traz, em suas composições, dores e vivências após o divórcio do ex-marido Gerard Piqué, que ganhou </span><a href="https://gshow.globo.com/tudo-mais/pop/noticia/shakira-e-pique-traicao-descoberta-por-pote-de-geleia-teria-motivado-separacao-relembre.ghtml"><span style="font-weight: 400;">grande repercussão</span></a><span style="font-weight: 400;"> nas redes. A obra possui uma profundidade emocional que ressoa fortemente em cada uma das faixas.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Lançado pela gravadora </span><i><span style="font-weight: 400;">Sony Music Latin</span></i><span style="font-weight: 400;">, o sucessor do hipnótico </span><a href="https://open.spotify.com/intl-pt/album/6bUxh58rYTL67FS8dyTKMN?si=ymAIC51OS86RqAjsKIdMpw"><i><span style="font-weight: 400;">El Dorado</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> – ganhador do </span><a href="https://personaunesp.com.br/?s=Grammy"><i><span style="font-weight: 400;">Grammy</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> de Melhor Álbum Pop Latino em 2018 – compartilha o recomeço em meio ao caos, combinando sentimentos com a clássica assinatura sonora de Shakira. A produção não foge muito do estilo da cantora, que consegue ‘dar sua cara a tapa’ nas faixas da obra e fazer uma saborosa limonada com os limões que foram jogados em seu colo.</span></p>
<p><span id="more-33758"></span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O álbum surge após um período turbulento marcado por desafios pessoais, profissionais e problemas fiscais. A cantora, que agora administra as tarefas domésticas sozinha e desempenha seu papel como mãe solo honrosamente, soube muito bem transformar suas angústias em lucro ao cantar sobre ‘sofrência’ e traição, assim como a eterna </span><a href="https://personaunesp.com.br/marilia-mendonca-patroas/"><span style="font-weight: 400;">Marília Mendonça</span></a><span style="font-weight: 400;">.</span></p>
<figure id="attachment_33760" aria-describedby="caption-attachment-33760" style="width: 774px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-33760" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/08/shakira-2.png" alt="Na imagem vemos Shakira, uma mulher branca com os cabelos castanhos claros, deitada em diversas esmeraldas. A artista veste corpete e legging ambos na cor a bordo. Ela encontra-se no centro da imagem, seu braço esquerdo está levantado na altura de seu rosto. A expressão em seu rosto é séria. Ao fundo da imagem é possível ver muitas pedras preciosas." width="774" height="406" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/08/shakira-2.png 774w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/08/shakira-2-768x403.png 768w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-33760" class="wp-caption-text">Shakira ocupa o posto de artista latina feminina mais vendida na história (Foto: Jaume De Laiguana)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">Seja no amor ou no ódio, a intérprete de </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=pRpeEdMmmQ0&amp;pp=ygUJd2FrYSB3YWth"><i><span style="font-weight: 400;">Waka Waka</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> sempre prezou por compôr canções dedicadas a Piqué. Mas, dessa vez, a principal inspiração para o conceito do álbum foi o remorso que a artista guardou pelo ex-marido. O disco, que conta a história desde o rompimento doloroso até sua recuperação, simboliza um novo recomeço na vida da cantora. As letras falam de saudade e o quanto ela se esforça para conseguir seguir em frente, afinal, assim como a ‘mãe da América Latina’, muitas pessoas também já sofreram e sabem o peso da dor de uma traição.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A produção do álbum conta com múltiplos produtores, como Lexuz, Ciey e até mesmo a própria artista. Em 51 minutos de duração, a colombiana apresenta oito canções inéditas, além de outras sete já lançadas nos meses anteriores. Nas composições, ela passa a limpo todo o turbilhão de sentimentos que passou em sua vida pessoal e no seu relacionamento. “</span><i><span style="font-weight: 400;">A produção desta obra foi um processo alquímico. À medida que escrevia cada música, eu me reconstruí. Quando as cantei, minhas lágrimas se transformaram em diamantes e minha vulnerabilidade em resiliência</span></i><span style="font-weight: 400;">”, disse a cantora em um </span><a href="https://www.instagram.com/p/C3XwGN9Mtuc/?utm_source=ig_web_copy_link&amp;igsh=MzRlODBiNWFlZA=="><i><span style="font-weight: 400;">post</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> no </span><i><span style="font-weight: 400;">Instagram</span></i><span style="font-weight: 400;">.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Repleto de </span><a href="https://www.noticiasdecoimbra.pt/shakira-revela-alinhamento-e-colaboracoes-do-novo-album-las-mujeres-ya-no-lloran/#goog_rewarded"><span style="font-weight: 400;">colaborações</span></a><span style="font-weight: 400;"> que somam para a qualidade sonora do álbum, a obra conta com artistas de peso e de atual relevância na comunidade latina. Ostentando suas raízes colombianas, em </span><a href="https://personaunesp.com.br/tag/tqg/"><i><span style="font-weight: 400;">TQG</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, temos, de um lado, Shakira sofrendo por Piqué e, do outro, Karol G lamentando seu antigo relacionamento com o </span><i><span style="font-weight: 400;">rapper</span></i><span style="font-weight: 400;"> porto-riquenho Anuel AA. A mecânica das colaborações consegue extrair excelentes ideias musicais, tornando a característica de cada um dos convidados em algo único e ornado com seus talentos melódicos.</span></p>
<figure id="attachment_33761" aria-describedby="caption-attachment-33761" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-33761" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/08/shakira-3-800x533.png" alt="Na imagem vemos Shakira, uma mulher branca com cabelos castanhos claros, olhando fixamente para a câmera. Ela encontra-se ao centro da imagem e veste um corset feito de diamantes, em suas mãos segura diamantes. Suas unhas também estão esmaltadas com diamante. Seus cabelos estão esvoaçantes e em seu rosto escorrem lágrimas prateadas. O fundo da imagem está na cor cinza." width="800" height="533" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/08/shakira-3-800x533.png 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/08/shakira-3-1024x683.png 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/08/shakira-3-768x512.png 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/08/shakira-3-1536x1024.png 1536w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/08/shakira-3-1200x800.png 1200w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/08/shakira-3.png 1920w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-33761" class="wp-caption-text">Las Mujeres Ya No Lloran marca uma nova era para Shakira, trazendo uma mistura de sons latinos com pop moderno (Foto: Jaume De Laiguana)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">Seu primeiro lançamento em sete anos é um manual de capacitação para qualquer pessoa que tenha sofrido por perdas, independentemente de qual seja, mas que já tenha superado ou que esteja em processo de superação. Navegando pelas adversidades da produção, a dona do </span><i><span style="font-weight: 400;">hit </span></i><a href="https://www.youtube.com/watch?v=DUT5rEU6pqM&amp;pp=ygUNaGlwcyBkb250IGxpZQ%3D%3D"><i><span style="font-weight: 400;">Hips Don’t Lie</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> concentra a obra em um </span><i><span style="font-weight: 400;">pop</span></i><span style="font-weight: 400;"> latino acentuado com letras bem escritas.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Quem conhece Shakira sabe que ela é a própria idealizadora de todos os seus projetos musicais profissionais. Ao combinar</span><i><span style="font-weight: 400;"> pop</span></i><span style="font-weight: 400;">,</span><i><span style="font-weight: 400;"> reggaeton</span></i><span style="font-weight: 400;"> e </span><i><span style="font-weight: 400;">hip-hop</span></i><span style="font-weight: 400;">, a cantora transforma, sem esforço, a dor em arte. A artista, que um dia já dedicou </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=sPTn0QEhxds&amp;pp=ygUKbWUgZW5hbW9yZQ%3D%3D"><i><span style="font-weight: 400;">Me Enamoré</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> para Piqué, não parece a mesma que dedica </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=CocEMWdc7Ck"><i><span style="font-weight: 400;">BZRP Music Sessions #53</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> ao seu ex. Em </span><i><span style="font-weight: 400;">Las Mujeres Ya No Lloran, </span></i><span style="font-weight: 400;">a colombiana constrói uma narrativa formidável de força e espírito.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Depois de ter seu coração arrancado no clipe de </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=j5y6xLpRwx4"><i><span style="font-weight: 400;">Monotonía</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, uma das canções que deu início de fato à era do novo álbum, Shakira começou a passar por um período conturbado em sua vida. Em </span><a href="https://www.thetimes.com/culture/music/article/shakira-interview-i-put-my-career-on-hold-for-gerard-pique-hc0ww7nmn"><span style="font-weight: 400;">entrevista</span></a><span style="font-weight: 400;"> para o jornal </span><i><span style="font-weight: 400;">The</span></i> <i><span style="font-weight: 400;">Times</span></i><span style="font-weight: 400;">, do Reino Unido, a cantora diz que os pedaços de sua vida foram desmoronando diante de seus olhos e que precisava reunir os cacos do chão e juntá-los de alguma forma. Ela conclui que a música foi o adesivo para se unir novamente e curar toda a dor.</span></p>
<div class="jetpack-video-wrapper"><iframe loading="lazy" title="Shakira - Las Mujeres Ya No Lloran (Official Video)" width="840" height="473" src="https://www.youtube.com/embed/N60CacF3lcI?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen></iframe></div>
<p><span style="font-weight: 400;">Algo que não passa batido é o fato da obra ser uma verdadeira lavagem de roupa suja com seu ex-marido. Shakira consegue fazer da dor o seu alicerce mais forte para </span><a href="https://www.clashmusic.com/reviews/shakira-las-mujeres-ya-no-lloran/"><span style="font-weight: 400;">enfrentar</span></a><span style="font-weight: 400;"> seu conturbado término. Apesar de considerarmos que águas passadas não movem os moinhos do </span><i><span style="font-weight: 400;">pop</span></i><span style="font-weight: 400;">, ela foi capaz de construir perfeitamente uma narrativa divertida e reflexiva.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Shakira soube muito bem usar as dores de uma </span><a href="https://variety.com/2024/music/album-reviews/shakira-las-mujeres-ya-no-lloran-album-review-1235949367/"><span style="font-weight: 400;">traição</span></a><span style="font-weight: 400;"> para criar um álbum </span><i><span style="font-weight: 400;">pop</span></i><span style="font-weight: 400;"> coeso e com um semblante ousado. O disco é um testemunho íntimo e reflete a superação vivenciada pela cantora, destacando o poder da Música para transformar até mesmo as experiências mais difíceis em momentos memoráveis.</span><i><span style="font-weight: 400;"> Cómo Dónde y Cuándo</span></i><span style="font-weight: 400;"> e </span><i><span style="font-weight: 400;">Nassau</span></i><span style="font-weight: 400;"> são músicas que se completam com seus versos tocantes; ambas nos fazem entender a angústia e a procura de um motivo ou qualquer acontecimento que fizesse sentido para a dor.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O encerramento da obra vem com </span><a href="https://www1.folha.uol.com.br/ilustrada/2024/03/shakira-anuncia-ultima-musica-sobre-separacao-de-pique-preciso-por-para-fora.shtml"><i><span style="font-weight: 400;">Última</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, </span><i><span style="font-weight: 400;">single</span></i><span style="font-weight: 400;"> que a artista gravou por último para este álbum. A faixa é cheia de dor, arrependimento e decisões definitivas que a impedem de voltar ao passado. Ela deixa o ritmo do álbum lento e é possível sentir o sofrimento e a </span><a href="https://geekpopnews.com.br/review-shakira-compartilha-recomeco-em-meio-ao-caos-em-las-mujeres-ya-no-lloran/"><span style="font-weight: 400;">angústia</span></a><span style="font-weight: 400;"> em cada palavra, mas, ao mesmo, a súplica em ser ouvida e vista.</span></p>
<figure id="attachment_33762" aria-describedby="caption-attachment-33762" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-33762" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/08/shakira-4-800x718.png" alt="Na imagem vemos Shakira, mulher branca com os cabelos castanhos, posicionada ao lado de Rauw Alejandro, homem branco de cabelos e barbas pretas. Shakira usa um corpete na cor rosa, um macacão metálico e em sua cabeça encontra-se uma máscara de soldador branca. Rauw veste um colete preto e em volta do seu pescoço tem um equipamento feito de metal. Ele está sentado e Shakira encontra-se em pé ao seu lado, sua mão direita segura o ombro do cantor e a outra segura um aparelho de solda. Ambos encontram-se com uma expressão séria. Ao fundo estão algumas máquinas e objetos de mecânica e marcenaria." width="800" height="718" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/08/shakira-4-800x718.png 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/08/shakira-4-1024x919.png 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/08/shakira-4-768x690.png 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/08/shakira-4-1200x1077.png 1200w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/08/shakira-4.png 1381w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-33762" class="wp-caption-text">Te Felicito foi o primeiro single do álbum, lançado em 2022 (Foto: Jaume de Laiguana)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">Apesar de faltar ambição e inovação, o álbum se mescla fortemente com o mundo </span><i><span style="font-weight: 400;">pop</span></i><span style="font-weight: 400;"> em faixas contagiantes, e é inegável afirmar que a colombiana carrega certa tristeza em suas composições. Com</span><i><span style="font-weight: 400;"> Las Mujeres Ya No Lloran</span></i><span style="font-weight: 400;">, Shakira expõe seu lado mais frágil e sensível ao cantar canções que transmitem seus sentimentos após o término de seu casamento. Além disso, a cantora também simboliza que “</span><a href="https://vulvanegra.org/as-mulheres-nao-choram-mais-as-mulheres-faturam/"><i><span style="font-weight: 400;">as mulheres não choram, elas faturam!</span></i></a><span style="font-weight: 400;">” onde conseguimos entender que, de fato, as mulheres não estão mais chorando. Afinal, se você não se identificou com esse manifesto pessoal da obra, está claro que você nunca sofreu por uma traição e no final saiu por cima.</span></p>
<p><iframe title="Spotify Embed: Las Mujeres Ya No Lloran" style="border-radius: 12px" width="100%" height="352" frameborder="0" allowfullscreen allow="autoplay; clipboard-write; encrypted-media; fullscreen; picture-in-picture" loading="lazy" src="https://open.spotify.com/embed/album/3fonA82Hl7huJiQCwKkzGA?si=mnaOjkiVSNuqHnl5zGNeOA&#038;utm_source=oembed"></iframe></p>
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		<title>Meu amor, isso é Batidão Tropical Vol. 2!</title>
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		<pubDate>Thu, 27 Jun 2024 18:23:04 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Vitória Borges O Batidão Tropical Vol. 2 está entre nós e a drag queen mais amada do Brasil mais uma vez não nos decepciona. Trazendo suas raízes do forró do Nordeste e Norte do país, Pabllo Vittar faz a releitura de alguns clássicos que marcaram sua vida, além de cantar músicas inéditas. O projeto da &#8230; <a href="http://personaunesp.com.br/batidao-tropical-vol-2-critica/" class="more-link">Continue lendo<span class="screen-reader-text"> "Meu amor, isso é Batidão Tropical Vol. 2!"</span></a></p>
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										<content:encoded><![CDATA[<figure id="attachment_33621" aria-describedby="caption-attachment-33621" style="width: 600px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-33621" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/06/Batidao-Tropical-1.png" alt="Capa do álbum &quot;Batidão Tropical Vol. 2&quot;. Na imagem vemos Pabllo Vittar, drag queen de cabelos pretos, com uma feição de prazer no rosto. A artista veste uma calcinha preta. Na parte superior encontra-se escrito o nome do projeto “Batidão Tropical Vol.2”, escrito nas cores vermelho, amarelo e laranja. Na parte inferior direita está escrito “Pabllo Vittar” em vermelho. Ao fundo, o ambiente se assemelha com uma praia, em tons quentes." width="600" height="600" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/06/Batidao-Tropical-1.png 600w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/06/Batidao-Tropical-1-150x150.png 150w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-33621" class="wp-caption-text">Batidão Tropical Vol. 2 obteve 4,7 milhões de streams nas primeiras 24 horas de lançamento (Foto: Gabriel Renne)</figcaption></figure>
<p><b>Vitória Borges</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O </span><i><span style="font-weight: 400;">Batidão Tropical Vol. 2</span></i><span style="font-weight: 400;"> está entre nós e a </span><i><span style="font-weight: 400;">drag queen</span></i><span style="font-weight: 400;"> mais amada do Brasil mais uma vez não nos decepciona. Trazendo suas raízes do forró do Nordeste e Norte do país, </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=0oEZwuzzzbY&amp;pp=ygUxcGFibGxvIHZpdHRhciBmYWxhbmFkbyBzb2JyZSBiYXRpZMOjbyB0cm9waWNhbCAyIA%3D%3D"><span style="font-weight: 400;">Pabllo Vittar</span></a><span style="font-weight: 400;"> faz a releitura de alguns clássicos que marcaram sua vida, além de cantar músicas inéditas. O projeto da artista dá continuidade ao </span><i><span style="font-weight: 400;">Volume 1 </span></i><span style="font-weight: 400;">do álbum homônimo, que também conta com regravações de </span><i><span style="font-weight: 400;">hits</span></i><span style="font-weight: 400;">,  como </span><i><span style="font-weight: 400;">Zap Zum</span></i><span style="font-weight: 400;"> da Companhia Calypso.</span></p>
<p><span id="more-33616"></span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Indo do </span><i><span style="font-weight: 400;">pop </span></i><span style="font-weight: 400;">ao </span><i><span style="font-weight: 400;">funk</span></i><span style="font-weight: 400;"> com os aclamados </span><a href="https://open.spotify.com/intl-pt/album/7GRhzFj2BulxZBqqOMBdDe?si=tDE_3J-cSJKcLTEvULx7qw"><i><span style="font-weight: 400;">Não Para Não</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> (2018), </span><a href="https://open.spotify.com/intl-pt/album/4aj7OO4L022IGAz5zbQwJZ?si=qZdPIJfuT1mjJljby7ODsg"><i><span style="font-weight: 400;">After</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> (2023) e, agora, o forró do</span><i><span style="font-weight: 400;"> Batidão Tropical</span></i><span style="font-weight: 400;">, Vittar mostra, novamente, sua versatilidade artística, entregando um disco coeso e dançante. É facilmente possível atestar esse destaque da artista em cada faixa da obra, mostrando sua capacidade de interpretar e se conectar com diferentes ritmos, reinventando-se a cada trabalho.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Com batidas quentes e envolventes, a produção conta com 14 canções – três delas, posteriormente </span><a href="https://www.folhape.com.br/cultura/pabllo-vittar-faz-misterio-sobre-faixas-secretas/328495/"><span style="font-weight: 400;">reveladas</span></a><span style="font-weight: 400;">. Nas faixas ocultas, a  cantora faz uma quebra da quarta parede sonora ao falar diretamente com o ouvinte e indagar que logo elas seriam desbloqueadas. Já nas redes sociais, os fãs de Pabllo Vittar especularam que as músicas que ainda não haviam sido lançadas seriam novas regravações ou contariam com colaborações inéditas.</span></p>
<figure id="attachment_33620" aria-describedby="caption-attachment-33620" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-33620" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/06/Batidao-Tropical-2-800x450.png" alt="Na imagem vemos Pabllo Vittar, drag queen de pele bronzeada e de cabelos pretos, com a mão esquerda em seu pescoço. Vittar usa um top rosa chiclete no formato de uma flor, saia na cor azul e brincos e pulseiras na cor prata. Ela encontra-se sentada e olhando para o canto inferior direito da imagem. A expressão em seu rosto é atraente. O fundo da foto está na cor branco rosado." width="800" height="450" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/06/Batidao-Tropical-2-800x450.png 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/06/Batidao-Tropical-2-1024x576.png 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/06/Batidao-Tropical-2-768x432.png 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/06/Batidao-Tropical-2-1536x864.png 1536w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/06/Batidao-Tropical-2-1200x675.png 1200w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/06/Batidao-Tropical-2.png 1600w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-33620" class="wp-caption-text">Pabllo Vittar detém o recorde de melhor estreia de um disco por uma drag queen no Spotify (Foto: Gabriel Renne)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">Reverenciando grandes nomes do forró e do </span><a href="https://g1.globo.com/pa/para/noticia/2023/12/08/tecnobrega-conheca-o-ritmo-criado-na-amazonia-que-ganhou-o-grammy-latino-2023.ghtml"><i><span style="font-weight: 400;">tecno</span></i><span style="font-weight: 400;">brega</span></a><span style="font-weight: 400;">, a obra possui participações de cantores do Norte e Nordeste do Brasil como Gaby Amarantos, </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=gcFhDSJK0WE&amp;pp=ygUdcGFibGxvIHZpdHRhciBmZWF0IHRhdHkgZ2lybCA%3D"><span style="font-weight: 400;">Taty Girl</span></a><span style="font-weight: 400;">, Will Love e Maderito. “</span><i><span style="font-weight: 400;">Dessa vez, nosso objetivo principal era dar um passo à frente do que fizemos no Volume 1. Por isso, incluímos mais músicas do que no primeiro e também temos diversas colaborações no disco</span></i><span style="font-weight: 400;">”, conta Rodrigo Gorky, produtor de Vittar.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Dentre as músicas escolhidas para serem relidas pelos produtores musicais de Pabllo Vittar, </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=gY4U84swmiI"><i><span style="font-weight: 400;">Pede Pra Eu Ficar</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> é o carro-chefe da nova era da artista, sendo uma regravação da canção </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=yCC_b5WHLX0"><i><span style="font-weight: 400;">Listen To Your Heart</span></i></a><span style="font-weight: 400;">,</span> <span style="font-weight: 400;">da banda sueca Roxette. </span><i><span style="font-weight: 400;">Ai Ai Ai Mega Príncipe</span></i><span style="font-weight: 400;"> – um grande sucesso nortista da banda paraense Batidão – também foi refeito na voz de Vittar e se tornou segundo </span><i><span style="font-weight: 400;">single</span></i><span style="font-weight: 400;"> do álbum. Ambas as composições possuem a presença marcante da estética musical da </span><i><span style="font-weight: 400;">drag queen.</span></i></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Ao dar </span><i><span style="font-weight: 400;">play </span></i><span style="font-weight: 400;">no álbum, já nos deparamos com o estilo único que Vittar tem de ‘</span><a href="https://portalpopline.com.br/resenha-pabllo-vittar-batidao-tropical-2/"><span style="font-weight: 400;">dar sua cara</span></a><span style="font-weight: 400;">’, aderindo seus icônicos vocais ao ritmo do forró e completando com seu clássico toque de cultura </span><i><span style="font-weight: 400;">pop</span></i><span style="font-weight: 400;">, como nas canções </span><i><span style="font-weight: 400;">Me Usa </span></i><span style="font-weight: 400;">e </span><a href="https://youtu.be/rnta3VIBJ5I?si=kZf0xpfsiRVH3hAc&amp;t=160"><i><span style="font-weight: 400;">Nas Ondas do Rádio</span></i></a><span style="font-weight: 400;">. Nelas, Pabllo Vittar diz: “</span><i><span style="font-weight: 400;">Se estiver ouvindo essa minha canção/Pense em mim, eu fiz pra você</span></i><span style="font-weight: 400;">”, fazendo com que seus fãs se sintam mais próximos dela, como se estivesse cantando a música especialmente para eles.</span></p>
<figure id="attachment_33619" aria-describedby="caption-attachment-33619" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-33619" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/06/Batidao-Tropical-3-800x449.png" alt="Na foto vemos Pabllo Vittar, drag queen de cabelos castanhos claros, fazendo pose sedutora para a câmera. A artista veste um body preto com faixas laterais na cor branca, ela também usa uma bolsa baguette na cor ferrugem, além de óculos, anéis e brincos dourados. Em suas mãos, Pabllo segura um ventilador cilíndrico preto. Seus cabelos encontram-se esvoaçantes por conta do vento. Ao fundo da imagem, é possível ver faixas nos tons de roxo, azul e laranja, mesclando entre si." width="800" height="449" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/06/Batidao-Tropical-3-800x449.png 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/06/Batidao-Tropical-3-1024x575.png 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/06/Batidao-Tropical-3-768x431.png 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/06/Batidao-Tropical-3-1200x674.png 1200w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/06/Batidao-Tropical-3.png 1280w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-33619" class="wp-caption-text">A artista revelou que a obra é uma expressão de sua infância (Foto: Gabriel Renne)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">Ornando muito bem com a ‘pegada’ das faixas relidas, </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=xp-5qp8kYSk&amp;pp=ygUGaWRpb3Rh"><i><span style="font-weight: 400;">Idiota</span></i></a> <span style="font-weight: 400;">é a única canção de composição autoral presente no </span><i><span style="font-weight: 400;">Batidão Tropical Vol. 2</span></i><span style="font-weight: 400;">. O arranjo contagiante e cheio de detalhes excelentes de produção dão a cara à tapa, a deixando melodiosamente harmônica com os outros sons do álbum. Além disso, a música é considerada uma das favoritas entre o público.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A escolha seletiva de Vittar para criar a </span><i><span style="font-weight: 400;">tracklist</span></i><span style="font-weight: 400;"> de regravações do álbum foi genial. As canções relidas pela artista contam com vocais impecáveis e assertivos, essenciais para dar o seu toque especial. As composições conversam com o ouvinte não só pela letra, mas também pela forma de cantar, que nos foi entregue algo incrível sem perder a sua originalidade. A faixa </span><i><span style="font-weight: 400;">São Amores</span></i><span style="font-weight: 400;"> comprova esse ponto, sendo a mais carismática do disco com seu icônico “</span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=MrpphDSQRVA"><i><span style="font-weight: 400;">PEW PEW</span></i></a><span style="font-weight: 400;">” dentre as frases do refrão que fixam, do início ao fim, a música na cabeça de qualquer um – o que só ajudou na visibilidade na plataforma </span><i><span style="font-weight: 400;">TikTok</span></i><span style="font-weight: 400;">.</span></p>
<div class="jetpack-video-wrapper"><iframe loading="lazy" title="Pabllo Vittar, Will Love - Rubi (Visualizer)" width="840" height="473" src="https://www.youtube.com/embed/e1tII1nqMoM?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen></iframe></div>
<p><span style="font-weight: 400;">Com faixas viciantes e insaciáveis, a cantora combina muito bem o </span><i><span style="font-weight: 400;">tecno</span></i><span style="font-weight: 400;">brega com o </span><a href="https://youtu.be/2023xVBRjbo?feature=shared"><i><span style="font-weight: 400;">hyperpop</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, e seus vocais abusam de efeitos e aparelhos eletrizantes de instrumentação eletrônica, criando uma </span><i><span style="font-weight: 400;">vibe</span></i><span style="font-weight: 400;"> muito próxima a </span><i><span style="font-weight: 400;">After</span></i><span style="font-weight: 400;">,</span> <span style="font-weight: 400;">seu trabalho anterior. Em </span><a href="https://youtube.com/shorts/aP_KebrNirI?feature=shared"><i><span style="font-weight: 400;">Não Vou Te Deixar (I Don’t Want to Get Hurt)</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, colaboração com Gaby Amarantos, as artistas souberam justamente sintonizar as batidas do </span><i><span style="font-weight: 400;">techno</span></i><span style="font-weight: 400;"> com os sons do teclado. A faixa, inclusive, integra o disco </span><i><span style="font-weight: 400;">TecnoShow</span></i><span style="font-weight: 400;"> (2022), o álbum mais recente de Amarantos.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Infelizmente, a obra carece muito de canções inéditas, trazendo somente </span><i><span style="font-weight: 400;">Idiota </span></i><span style="font-weight: 400;">como de autoria própria. Num geral, as faixas do </span><i><span style="font-weight: 400;">Batidão Tropical Vol. 2</span></i><span style="font-weight: 400;"> parecem bem fundamentadas e injetam uma gama muito diversa de releituras </span><i><span style="font-weight: 400;">pop</span></i><span style="font-weight: 400;">. A coletânea presente no álbum mostra que ainda existe </span><a href="https://escutai.com/critica-pabllo-vittar-batidao-tropical-vol-2/"><span style="font-weight: 400;">muito potencial</span></a><span style="font-weight: 400;"> a ser explorado e frutos a serem colhidos. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O disco em si, deságua sobre amores e paixões em suas mais diversas densidades. Os vocais da </span><i><span style="font-weight: 400;">drag queen</span></i><span style="font-weight: 400;">, ornados com as canções melosas de término de relacionamento, brilham por cima de sintetizadores que refletem as </span><a href="https://lorena.r7.com/categoria/M%C3%BAsica/Critica-Batidao-Tropical-Vol2-e-a-representatividade-de-Pabllo-Vittar"><span style="font-weight: 400;">sonoridades regionais</span></a><span style="font-weight: 400;"> do Norte e Nordeste do país. Mais uma vez, a união entre Pabllo Vittar e a </span><i><span style="font-weight: 400;">Brabo Music</span></i><span style="font-weight: 400;"> trouxe canções absurdamente divertidas e de som arrebatador.</span></p>
<figure id="attachment_33618" aria-describedby="caption-attachment-33618" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-33618" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/06/Batidao-Tropical-4-800x534.png" alt="Na foto vemos Pabllo Vittar, drag queen de cabelos loiros, sentada de lado e apoiando sua mão direita no chão. A cantora veste uma espécie de biquíni rosa claro em formato de flor, em seus pés, usa um tamanco transparente. Seu braço esquerdo está levantado na altura de sua boca e sua mão chega a encostar em sua bochecha. Ao fundo da imagem é possível ver tons de rosa e amarelo emanando da artista." width="800" height="534" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/06/Batidao-Tropical-4-800x534.png 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/06/Batidao-Tropical-4-768x512.png 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/06/Batidao-Tropical-4.png 1024w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-33618" class="wp-caption-text">Joelma e a Companhia Calypso foram uma das maiores inspirações para a produção dos projetos intitulados como Batidão Tropical (Foto: Gabriel Renne)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">E não para por aí: os visuais do projeto também são muito bem coesos e significativos. A cantora soube usar e abusar de elementos como </span><a href="https://thebackstage-deezer.com/br/musica/reggaeton/"><i><span style="font-weight: 400;">reggaeton</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> e o </span><i><span style="font-weight: 400;">hyperpop</span></i><span style="font-weight: 400;">,</span> <span style="font-weight: 400;">alinhados às vertentes do forró eletrônico e </span><i><span style="font-weight: 400;">tecno</span></i><span style="font-weight: 400;">brega. Vittar soube captar impecavelmente o sentimento dos projetos que foram relidos e o furacão envolvente causado pelos sons dos aparelhos, provocando um misto de emoções no ouvinte.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Pabllo Vittar é tão esperta que, dias depois do lançamento do álbum novo, já fez sua primeira apresentação ao vivo com o trabalho inédito. Como </span><i><span style="font-weight: 400;">headliner </span></i><span style="font-weight: 400;">do festival </span><a href="https://queer.ig.com.br/2024-04-21/pabllo-vittar-sobe-ao-palco-do-hopi-pride-2024-com-batidao-tropical-2.html?Foto7#google_vignette"><span style="font-weight: 400;">Hopi Pride</span></a><span style="font-weight: 400;">, que celebra o orgulho LGBTQIAP+, a artista cantou seus maiores </span><i><span style="font-weight: 400;">hits</span></i><span style="font-weight: 400;">, além do</span><i><span style="font-weight: 400;"> Batidão Tropical Vol. 2</span></i><span style="font-weight: 400;">. Após uma performance estrondosa, a </span><i><span style="font-weight: 400;">drag queen</span></i><span style="font-weight: 400;"> viu que o disco foi muito bem aceito entre seus fãs e que todos já estavam com as letras na ponta da língua. Ela inclusive agradeceu aos admiradores pela repercussão do projeto dentro das plataformas de </span><i><span style="font-weight: 400;">streaming</span></i><span style="font-weight: 400;">.</span></p>
<blockquote class="instagram-media" data-instgrm-captioned data-instgrm-permalink="https://www.instagram.com/p/C6FMNgyr89s/?utm_source=ig_embed&amp;utm_campaign=loading" data-instgrm-version="14" style=" background:#FFF; border:0; border-radius:3px; box-shadow:0 0 1px 0 rgba(0,0,0,0.5),0 1px 10px 0 rgba(0,0,0,0.15); margin: 1px; max-width:658px; min-width:326px; padding:0; width:99.375%; width:-webkit-calc(100% - 2px); width:calc(100% - 2px);">
<div style="padding:16px;"> <a href="https://www.instagram.com/p/C6FMNgyr89s/?utm_source=ig_embed&amp;utm_campaign=loading" style=" background:#FFFFFF; line-height:0; padding:0 0; text-align:center; text-decoration:none; width:100%;" target="_blank"> </p>
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<div style="display:block; height:50px; margin:0 auto 12px; width:50px;"><svg width="50px" height="50px" viewBox="0 0 60 60" version="1.1" xmlns="https://www.w3.org/2000/svg" xmlns:xlink="https://www.w3.org/1999/xlink"><g stroke="none" stroke-width="1" fill="none" fill-rule="evenodd"><g transform="translate(-511.000000, -20.000000)" fill="#000000"><g><path d="M556.869,30.41 C554.814,30.41 553.148,32.076 553.148,34.131 C553.148,36.186 554.814,37.852 556.869,37.852 C558.924,37.852 560.59,36.186 560.59,34.131 C560.59,32.076 558.924,30.41 556.869,30.41 M541,60.657 C535.114,60.657 530.342,55.887 530.342,50 C530.342,44.114 535.114,39.342 541,39.342 C546.887,39.342 551.658,44.114 551.658,50 C551.658,55.887 546.887,60.657 541,60.657 M541,33.886 C532.1,33.886 524.886,41.1 524.886,50 C524.886,58.899 532.1,66.113 541,66.113 C549.9,66.113 557.115,58.899 557.115,50 C557.115,41.1 549.9,33.886 541,33.886 M565.378,62.101 C565.244,65.022 564.756,66.606 564.346,67.663 C563.803,69.06 563.154,70.057 562.106,71.106 C561.058,72.155 560.06,72.803 558.662,73.347 C557.607,73.757 556.021,74.244 553.102,74.378 C549.944,74.521 548.997,74.552 541,74.552 C533.003,74.552 532.056,74.521 528.898,74.378 C525.979,74.244 524.393,73.757 523.338,73.347 C521.94,72.803 520.942,72.155 519.894,71.106 C518.846,70.057 518.197,69.06 517.654,67.663 C517.244,66.606 516.755,65.022 516.623,62.101 C516.479,58.943 516.448,57.996 516.448,50 C516.448,42.003 516.479,41.056 516.623,37.899 C516.755,34.978 517.244,33.391 517.654,32.338 C518.197,30.938 518.846,29.942 519.894,28.894 C520.942,27.846 521.94,27.196 523.338,26.654 C524.393,26.244 525.979,25.756 528.898,25.623 C532.057,25.479 533.004,25.448 541,25.448 C548.997,25.448 549.943,25.479 553.102,25.623 C556.021,25.756 557.607,26.244 558.662,26.654 C560.06,27.196 561.058,27.846 562.106,28.894 C563.154,29.942 563.803,30.938 564.346,32.338 C564.756,33.391 565.244,34.978 565.378,37.899 C565.522,41.056 565.552,42.003 565.552,50 C565.552,57.996 565.522,58.943 565.378,62.101 M570.82,37.631 C570.674,34.438 570.167,32.258 569.425,30.349 C568.659,28.377 567.633,26.702 565.965,25.035 C564.297,23.368 562.623,22.342 560.652,21.575 C558.743,20.834 556.562,20.326 553.369,20.18 C550.169,20.033 549.148,20 541,20 C532.853,20 531.831,20.033 528.631,20.18 C525.438,20.326 523.257,20.834 521.349,21.575 C519.376,22.342 517.703,23.368 516.035,25.035 C514.368,26.702 513.342,28.377 512.574,30.349 C511.834,32.258 511.326,34.438 511.181,37.631 C511.035,40.831 511,41.851 511,50 C511,58.147 511.035,59.17 511.181,62.369 C511.326,65.562 511.834,67.743 512.574,69.651 C513.342,71.625 514.368,73.296 516.035,74.965 C517.703,76.634 519.376,77.658 521.349,78.425 C523.257,79.167 525.438,79.673 528.631,79.82 C531.831,79.965 532.853,80.001 541,80.001 C549.148,80.001 550.169,79.965 553.369,79.82 C556.562,79.673 558.743,79.167 560.652,78.425 C562.623,77.658 564.297,76.634 565.965,74.965 C567.633,73.296 568.659,71.625 569.425,69.651 C570.167,67.743 570.674,65.562 570.82,62.369 C570.966,59.17 571,58.147 571,50 C571,41.851 570.966,40.831 570.82,37.631"></path></g></g></g></svg></div>
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<p style=" color:#c9c8cd; font-family:Arial,sans-serif; font-size:14px; line-height:17px; margin-bottom:0; margin-top:8px; overflow:hidden; padding:8px 0 7px; text-align:center; text-overflow:ellipsis; white-space:nowrap;"><a href="https://www.instagram.com/p/C6FMNgyr89s/?utm_source=ig_embed&amp;utm_campaign=loading" style=" color:#c9c8cd; font-family:Arial,sans-serif; font-size:14px; font-style:normal; font-weight:normal; line-height:17px; text-decoration:none;" target="_blank">A post shared by Pabllo Vittar (@pabllovittar)</a></p>
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<p><span style="font-weight: 400;">Apesar das poucas músicas autorais no projeto, ouvir o sucessor do estrondoso</span><i><span style="font-weight: 400;"> Batidão Tropical</span></i><span style="font-weight: 400;"> é, de longe, muito </span><a href="https://www.popmatters.com/pabllo-vittar-batidao-tropical-vol2"><span style="font-weight: 400;">prazeroso</span></a><span style="font-weight: 400;">. Ver a intérprete de </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=_K7WVDfOEYY&amp;pp=ygUMdHJpc3RlIGNvbSB0"><i><span style="font-weight: 400;">Triste com T</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> nos apresentar o ‘seu lado’ do Brasil só mostra a força e a paixão da música popular no Norte e Nordeste do país. “</span><i><span style="font-weight: 400;">As músicas e letras que aqui serão mostradas podem soar inédito para muitos, enquanto que para outros vai transmitir uma nostalgia de um tempo bom</span></i><span style="font-weight: 400;">”, disse a artista em uma publicação no Instagram.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Por fim, </span><i><span style="font-weight: 400;">Batidão Tropical Vol.2</span></i><span style="font-weight: 400;"> é considerado um dos melhores álbuns de Pabllo Vittar. Sua versatilidade e habilidade de </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=kDnPLc6yUko&amp;pp=ygUkcm9kcmlnbyBnb3JreSBiYXRpZGFvIHRyb3BpY2FsIHZvbCAy"><span style="font-weight: 400;">referenciar</span></a><span style="font-weight: 400;"> alguns dos nomes mais importantes da Música nortista e nordestina do país, dão significado muito importante em sua composição. Com a sua mistura única de melodias e mensagens instigantes, o disco não apenas diverte, mas também desafia as convenções do </span><i><span style="font-weight: 400;">tecno</span></i><span style="font-weight: 400;">brega e, até mesmo, do </span><i><span style="font-weight: 400;">pop </span></i><span style="font-weight: 400;">chiclete cantado pela </span><i><span style="font-weight: 400;">drag queen</span></i><span style="font-weight: 400;">. É uma obra que alia alegria e carisma, reforçando a excelente qualidade artística de Vittar e reafirmando o fato dela ser referência no que faz.</span></p>
<p><iframe title="Spotify Embed: Batidão Tropical Vol. 2" style="border-radius: 12px" width="100%" height="352" frameborder="0" allowfullscreen allow="autoplay; clipboard-write; encrypted-media; fullscreen; picture-in-picture" loading="lazy" src="https://open.spotify.com/embed/album/7g1OoBZsRRCy2DA9NeASaw?si=uUoOO5vsTNGhPWhCWhd79A&#038;utm_source=oembed"></iframe></p>
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