<?xml version="1.0" encoding="UTF-8"?><rss version="2.0"
	xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"
	xmlns:wfw="http://wellformedweb.org/CommentAPI/"
	xmlns:dc="http://purl.org/dc/elements/1.1/"
	xmlns:atom="http://www.w3.org/2005/Atom"
	xmlns:sy="http://purl.org/rss/1.0/modules/syndication/"
	xmlns:slash="http://purl.org/rss/1.0/modules/slash/"
	
	xmlns:georss="http://www.georss.org/georss"
	xmlns:geo="http://www.w3.org/2003/01/geo/wgs84_pos#"
	>

<channel>
	<title>Arquivos Texas &#8211; Persona | Jornalismo Cultural</title>
	<atom:link href="http://personaunesp.com.br/tag/texas/feed/" rel="self" type="application/rss+xml" />
	<link>https://personaunesp.com.br/tag/texas/</link>
	<description>Desde 2015 provando que a distância entre Bergman, Lady Gaga e a novela das 9 nem existe.</description>
	<lastBuildDate>Mon, 02 Oct 2023 19:31:57 +0000</lastBuildDate>
	<language>pt-BR</language>
	<sy:updatePeriod>
	hourly	</sy:updatePeriod>
	<sy:updateFrequency>
	1	</sy:updateFrequency>
	<generator>https://wordpress.org/?v=7.0.4</generator>

<image>
	<url>http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2019/08/cropped-icon-certo-cristo-32x32.png</url>
	<title>Arquivos Texas &#8211; Persona | Jornalismo Cultural</title>
	<link>https://personaunesp.com.br/tag/texas/</link>
	<width>32</width>
	<height>32</height>
</image> 
<site xmlns="com-wordpress:feed-additions:1">119746480</site>	<item>
		<title>My Mind &#038; Me investiga Selena Gomez pelos olhos da alma</title>
		<link>http://personaunesp.com.br/my-mind-me-critica/</link>
					<comments>http://personaunesp.com.br/my-mind-me-critica/#respond</comments>
		
		<dc:creator><![CDATA[]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 02 Oct 2023 19:31:57 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Documentário]]></category>
		<category><![CDATA[Séries]]></category>
		<category><![CDATA[Alek Keshishian]]></category>
		<category><![CDATA[Apple TV+]]></category>
		<category><![CDATA[Celebridade]]></category>
		<category><![CDATA[Creative Arts Emmy]]></category>
		<category><![CDATA[Emmy]]></category>
		<category><![CDATA[Emmy 2023]]></category>
		<category><![CDATA[Emmys 2023]]></category>
		<category><![CDATA[Henrique Marinhos]]></category>
		<category><![CDATA[Indústria musical]]></category>
		<category><![CDATA[John Janick]]></category>
		<category><![CDATA[Lose You To Love Me]]></category>
		<category><![CDATA[Melhor Roteiro em Programa de Não-Ficção]]></category>
		<category><![CDATA[Michelle An]]></category>
		<category><![CDATA[Minha Mente e Eu]]></category>
		<category><![CDATA[Rare Beauty]]></category>
		<category><![CDATA[Reflexão]]></category>
		<category><![CDATA[Revival Tour]]></category>
		<category><![CDATA[Rodrigo Brazão]]></category>
		<category><![CDATA[Selena Gomez]]></category>
		<category><![CDATA[selenators]]></category>
		<category><![CDATA[Stephanie Meurer]]></category>
		<category><![CDATA[Texas]]></category>
		<category><![CDATA[UNICEF]]></category>
		<category><![CDATA[Vitória Vulcano]]></category>
		<category><![CDATA[WE Charity]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://personaunesp.com.br/?p=31523</guid>

					<description><![CDATA[<p>Henrique Marinhos e Vitória Vulcano Na era dos charts e streamings, a validação de carreiras artísticas facilmente recai em volumes numéricos. Talento, conceitos e estratégias de divulgação se organizam como meras formalidades que devem trabalhar por recordes incansáveis de reproduções, vendas e prêmios. Selena Gomez demorou para perceber essa realidade ingrata da indústria e seus &#8230; <a href="http://personaunesp.com.br/my-mind-me-critica/" class="more-link">Continue lendo<span class="screen-reader-text"> "My Mind &#038; Me investiga Selena Gomez pelos olhos da alma"</span></a></p>
<p>O post <a href="http://personaunesp.com.br/my-mind-me-critica/">My Mind &#038; Me investiga Selena Gomez pelos olhos da alma</a> apareceu primeiro em <a href="http://personaunesp.com.br">Persona | Jornalismo Cultural</a>.</p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<figure id="attachment_31526" aria-describedby="caption-attachment-31526" style="width: 860px" class="wp-caption alignnone"><img fetchpriority="high" decoding="async" class="size-full wp-image-31526" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/10/image4.jpg" alt="Cena do documentário “Selena Gomez: Minha Mente e Eu”. Nela, há Selena Gomez, uma mulher branca de cabelos castanhos, longos e lisos presos em um coque com presilhas pretas, de frente a um grande espelho. Ela veste um body de alcinhas com paetês coloridos e encara seu reflexo à frente do corpo. O espelho está acoplado a uma penteadeira, que tem diversos itens, como pincéis de maquiagem e algodões." width="860" height="573" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/10/image4.jpg 860w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/10/image4-800x533.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/10/image4-768x512.jpg 768w" sizes="(max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-31526" class="wp-caption-text">Em Novembro de 2022, a estreia do documentário, na Apple TV+ e em cinemas selecionados, surgiu junto ao lançamento da música-tema homônima (Foto: Apple TV+)</figcaption></figure>
<p><b>Henrique Marinhos e Vitória Vulcano</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Na era dos </span><a href="https://www.forbes.com/sites/bobbyowsinski/2021/01/17/are-music-charts-a-relic-of-the-past/?sh=6651e649b9eb"><i><span style="font-weight: 400;">charts</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> e </span><i><span style="font-weight: 400;">streamings</span></i><span style="font-weight: 400;">,</span><span style="font-weight: 400;"> a validação de carreiras artísticas facilmente recai em volumes numéricos. Talento, conceitos e estratégias de divulgação se organizam como meras formalidades que devem trabalhar por recordes incansáveis de reproduções, vendas e prêmios. </span><a href="https://personaunesp.com.br/tag/selena-gomez/"><span style="font-weight: 400;">Selena Gomez</span></a><span style="font-weight: 400;"> demorou para perceber essa realidade ingrata da indústria e seus impactos no corpo e espírito &#8211; o que a fez entender a relevância de patentear o fluxo da própria história. Em </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=of32sI9jw5Q&amp;t=4s"><i><span style="font-weight: 400;">My Mind &amp; Me</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, primeiro documentário da cantora e atriz, ela, enfim, dá voz aos episódios pessoais e midiáticos que acompanharam sua saúde mental nos últimos seis anos.</span></p>
<p><span id="more-31523"></span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Inicialmente projetada para ser um diário da </span><i><span style="font-weight: 400;">Revival Tour</span></i><span style="font-weight: 400;">, a produção começa apresentando os bastidores desse espetáculo avassalador. Em 2016, Gomez não apenas tinha a missão de promover seu </span><a href="https://open.spotify.com/intl-pt/album/3Kbuu2tHsIbplFUkB7a5oE?si=DpDT7FfISb-QvKIMsWVSlg"><span style="font-weight: 400;">segundo álbum de estúdio</span></a><span style="font-weight: 400;">, como estava amarrada à pressão de abandonar a imagem de </span><a href="https://portalpopline.com.br/selena-gomez-lembra-entreguei-vida-disney/"><span style="font-weight: 400;">garota da </span><i><span style="font-weight: 400;">Disney</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, associada ao </span><a href="https://www.lofficielusa.com/pop-culture/selena-gomez-iconic-roles-movies-tv-shows"><span style="font-weight: 400;">extenso currículo</span></a><span style="font-weight: 400;"> que construiu na empresa durante a infância e adolescência. Seus suspiros entre ensaios e trocas de figurino, momentos em que ela se sente incapaz de incorporar a mágica do palco em si mesma, dão conta de materializar a angústia de quem depende da avaliação dos aplausos para existir plenamente.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Muito antes de admitir os reflexos da rotina frenética em seu bem-estar, apesar de já possuir diagnóstico de </span><a href="https://www.uol.com.br/vivabem/noticias/redacao/2022/10/11/selena-gomez-fala-sobre-luta-contra-lupus-em-documentario-entenda-a-doenca.htm"><span style="font-weight: 400;">lúpus</span></a><span style="font-weight: 400;">, a artista pede inúmeras desculpas à equipe responsável pelos shows e, sobretudo, ao presidente de sua gravadora. Enquanto as apresentações ao vivo rodam o mundo, a exaustão física e emocional passa a cobrar satisfações e ultrapassar as portas dos camarins. Em Agosto daquele ano, o </span><a href="https://www.purepeople.com.br/noticia/selena-gomez-cancela-34-shows-incluindo-o-brasil-para-tratar-sintomas-de-lupus_a133362/1"><span style="font-weight: 400;">cancelamento da turnê</span></a><span style="font-weight: 400;"> e o </span><a href="https://caras.uol.com.br/musica/selena-gomez-desabafa-sobre-problemas-que-a-afastaram-dos-holofotes-e-saude-mental.phtml"><span style="font-weight: 400;">afastamento midiático</span></a><span style="font-weight: 400;"> da cantora para cuidar da própria saúde estampavam as manchetes de jornais e os tópicos mais comentados das redes sociais. A partir do choque, a dimensão cinematográfica de </span><i><span style="font-weight: 400;">My Mind &amp; Me</span></i><span style="font-weight: 400;"> substitui os holofotes por imagens de Selena Gomez em 2019, no conforto de sua casa, pronta para romper o véu entre passado e presente. </span></p>
<p><figure id="attachment_31525" aria-describedby="caption-attachment-31525" style="width: 838px" class="wp-caption alignnone"><img decoding="async" class="size-full wp-image-31525" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/10/image3.jpg" alt="Cena do documentário “Selena Gomez: Minha Mente e Eu”. Nela, há Selena Gomez, uma mulher branca de cabelos castanhos, longos e lisos presos em um rabo de cavalo. Ela veste camiseta branca e olha em direção ao canto direito da imagem, com expressão emocionada no rosto. Ao fundo, espelhos, uma pia e uma mesa branca de um banheiro." width="838" height="473" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/10/image3.jpg 838w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/10/image3-800x452.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/10/image3-768x433.jpg 768w" sizes="(max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-31525" class="wp-caption-text">“Deixe-me fazer uma promessa. Eu só vou te contar meus segredos mais sombrios. [&#8230;] Tenho que parar de viver assim. Tudo o que eu sempre desejei, eu tive tudo, mas isso me matou” (Foto: Apple TV+)</figcaption></figure><span style="font-weight: 400;">A familiaridade do ambiente impulsiona os desabafos iniciais, que envolvem diagnósticos de depressão, ansiedade e ataques de pânico, além da descoberta do </span><a href="https://oglobo.globo.com/saude/noticia/2022/12/selena-gomez-entenda-a-bipolaridade-e-a-psicose-condicoes-de-saude-mental-que-afetam-a-atriz.ghtml#:~:text=%E2%80%9CEu%20descobri%20que%20tenho%20um,%E2%80%9D%2C%20disse%20Gomez%20no%20document%C3%A1rio."><span style="font-weight: 400;">transtorno bipolar</span></a><span style="font-weight: 400;">, enfrentados por Gomez. Intensificados por depoimentos de familiares e amigas, episódios que contornaram a imagem pública da artista durante o processo de internação hospitalar, como seu </span><a href="https://www.cnnbrasil.com.br/entretenimento/selena-gomez-exibe-cicatriz-de-transplante-com-orgulho/"><span style="font-weight: 400;">transplante emergencial de rim</span></a><span style="font-weight: 400;"> e o término definitivo com </span><a href="https://portalpopline.com.br/selena-gomez-namoro-justin-bieber-passar-pelo-pior/"><span style="font-weight: 400;">Justin Bieber</span></a><span style="font-weight: 400;">, tomam o fôlego necessário sem interferir no simbolismo do longa, disposto a manter as expectativas externas do lado de fora. Aqui, a protagonista tem todos os traços e dilemas em plano central.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Sob as lentes do diretor </span><a href="https://capricho.abril.com.br/entretenimento/comprometida-a-mostrar-a-dor-diz-diretor-sobre-selena-em-my-mind-and-me"><span style="font-weight: 400;">Alek Keshishian</span></a><span style="font-weight: 400;"> (do sucesso </span><i><span style="font-weight: 400;">Na Cama com Madonna</span></i><span style="font-weight: 400;">), o documentário, então, opera duas vertentes em potência máxima: a crueza das emoções de Selena Gomez e as nivelações de seu fluxo de consciência. A primeira cresce em constância durante visitas nostálgicas a Grand Prairie, no Texas, onde reside tudo que participou do </span><a href="https://www.estadao.com.br/emais/gente/selena-gomez-revela-nao-tive-uma-infancia-normal/"><span style="font-weight: 400;">crescimento</span></a><span style="font-weight: 400;"> da cantora, desde a casa em que nasceu desenhando pelas paredes até o </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=JduELmPyKQk"><span style="font-weight: 400;">reencontro</span></a><span style="font-weight: 400;"> com antigos vizinhos e funcionários de uma das escolas em que estudou. Já a segunda oferece uma viagem aos pensamentos da artista, intercalando à história montagens em preto e branco que mesclam </span><a href="https://personaunesp.com.br/rare-selena-gomez-critica/"><span style="font-weight: 400;">visuais e reflexões íntimas</span></a><span style="font-weight: 400;"> narradas por ela. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Universalmente visíveis, os passos de contemplação e introspecção que rodeiam o documentário são evocados especialmente entre as </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=cveMH7d7tsQ"><span style="font-weight: 400;">crises dolorosas</span></a><span style="font-weight: 400;"> causadas pelo lúpus e a </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=Bq7F0pzlaZI"><span style="font-weight: 400;">espiral mental</span></a><span style="font-weight: 400;"> em que a cantora se aprofunda sempre que lida com a própria carreira. A mecanicidade no tratamento que as </span><a href="https://blogfca.pucminas.br/colab/industria-musical-lado-sombrio/"><span style="font-weight: 400;">indústrias musical e midiática</span></a><span style="font-weight: 400;"> direcionam a seus construidores roubam a paixão da artista, que assume se sentir vista como produto constantemente. “</span><i><span style="font-weight: 400;">Disse para Raquelle </span></i><span style="font-weight: 400;">[sua melhor amiga]</span><i><span style="font-weight: 400;"> que às vezes tenho vontade de largar tudo para poder ser feliz e normal como as outras pessoas</span></i><span style="font-weight: 400;">”, escancara Gomez, em certa altura. </span></p>
<div class="jetpack-video-wrapper"><iframe title="Selena Gomez - My Mind &amp; Me (Film Version)" width="840" height="473" src="https://www.youtube.com/embed/NgsENBX-sQQ?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen></iframe></div>
<p><span style="font-weight: 400;">Os holofotes são familiares à cantora desde os sete anos de idade. E hoje, consagrada, seu reconhecimento para além de suas obras é fruto de uma trajetória ligada não só as Artes, mas também à </span><a href="https://www.estadao.com.br/emais/gente/selena-gomez-apoia-instituicao-brasileira-voltada-a-saude-mental/"><span style="font-weight: 400;">filantropia</span></a><span style="font-weight: 400;">. O que recebíamos como silêncio em 2019 traduziu-se em uma das partes mais emocionantes de </span><i><span style="font-weight: 400;">Minha Mente e Eu</span></i><span style="font-weight: 400;"> (título da produção no Brasil), que alterna entre o revelador e o relutante. A viagem de Gomez para o Quênia, em parceria com a </span><a href="https://epigram.org.uk/2022/11/17/my-mind-and-me-review/"><i><span style="font-weight: 400;">WE Charity</span></i></a><span style="font-weight: 400;">,</span> <span style="font-weight: 400;">trouxe outra versão de uma personalidade que nem todos conheciam, mais centrada na ação que na divulgação.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A partir de suas experiências como figura pública, que nem sempre foram fáceis, a imagem da artista é intimamente ligada a debates de saúde mental, autoaceitação e padrões estéticos. A expressão de vulnerabilidade nesses cenários é tão natural para Selena quanto os ganchos articulados no documentário, que segue com delicadeza distinta a ternura transbordante da protagonista, mesmo sem explorar seus anos como </span><a href="https://www.unicefusa.org/about-unicef-usa/partnerships/our-supporters/celebrities/selena-gomez"><span style="font-weight: 400;">embaixadora da UNICEF</span></a><span style="font-weight: 400;"> (Fundo das Nações Unidas para a Infância) e o impacto social provocado pelo lançamento de sua marca, </span><a href="https://www.fastcompany.com/90902908/selena-gomez-rare-beauty-mental-health-advocacy-office"><i><span style="font-weight: 400;">Rare Beauty</span></i></a><span style="font-weight: 400;">.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Gradativamente, o retorno de Gomez aos palcos após a jornada humanitária </span><span style="font-weight: 400;">compõe um recorte sentimental e pessoal de sua apresentação de </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=y1Dkq1aeeNw"><i><span style="font-weight: 400;">Lose You To Love Me</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, criticada no </span><i><span style="font-weight: 400;">American Music Awards </span></i><span style="font-weight: 400;">quatro edições atrás. Território conhecido pela cantora, indicada a Artista do Ano e vencedora do troféu de Melhor Artista Pop-Rock em 2016, a premiação, nas telas, carrega ares assustadores e promissores, equiparando a trajetória extensa e significativa da texana com o tamanho das angústias que encara ao se esforçar para atingir novos marcos.</span></p>
<blockquote><p><i><span style="font-weight: 400;">Eventualmente, eu vou estar cansada de tudo isso, então eu provavelmente vou devotar a maior parte da minha vida à filantropia.</span></i></p></blockquote>
<figure id="attachment_31527" aria-describedby="caption-attachment-31527" style="width: 838px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-31527" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/10/image2.jpg" alt="Cena do documentário “Selena Gomez: Minha Mente e Eu”. Nela, há Selena Gomez, uma mulher branca de cabelos castanhos, longos e lisos presos em um coque bagunçado. Ela veste uma camiseta branca e usa colar de miçangas longo e colorido. Ela está retratada de perfil e sorri em direção ao canto esquerdo da imagem. Ao fundo, vegetações diversas." width="838" height="473" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/10/image2.jpg 838w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/10/image2-800x452.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/10/image2-768x433.jpg 768w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-31527" class="wp-caption-text">A montagem do documentário contou com a colaboração do brasileiro Rodrigo Brazão, que já trabalhou nos filmes O Menino que Descobriu o Vento e A Vida Invisível (Foto: Apple TV+)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">A junção de vídeos amadores, depoimentos, cenas de bastidores, apresentações musicais e relatos de pessoas próximas tece uma obra fluída e dinâmica, surpreendendo com momentos de comoção e ponderação. O contraste &#8211; proposital ou não &#8211; entre os momentos de glória e sofrimento são reforçados por simples transições do </span><a href="https://www.eonline.com/br/news/1351933/selena-gomez-diz-que-seus-erros-do-passado-a-levaram-a-depressao"><span style="font-weight: 400;">passado de Selena Gomez</span></a><span style="font-weight: 400;">, entre sua imagem pública e, até então, privada. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Retratando do mundano ao artístico, </span><i><span style="font-weight: 400;">My Mind &amp; Me</span></i><span style="font-weight: 400;"> integra a onda atual de documentários sobre celebridades em destaque íntimo e máximo, garantindo uma indicação a Melhor Roteiro em Programa de Não Ficção no </span><a href="https://personaunesp.com.br/tag/emmy/"><i><span style="font-weight: 400;">Emmy</span></i><span style="font-weight: 400;"> 2023</span></a><span style="font-weight: 400;">. Na categoria, além de </span><i><span style="font-weight: 400;">100 Foot Wave</span></i><span style="font-weight: 400;"> e </span><i><span style="font-weight: 400;">The U.S. and the Holocaust</span></i><span style="font-weight: 400;">, o longa disputa com </span><i><span style="font-weight: 400;">Moonage Daydream</span></i><span style="font-weight: 400;">, odisseia focada em David Bowie, e </span><i><span style="font-weight: 400;">Dear Mama</span></i><span style="font-weight: 400;">, minissérie sobre Tupac Shakur e sua mãe.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Apesar da recente </span><a href="https://veja.abril.com.br/coluna/tela-plana/emmy-2023-os-grandes-esnobados-das-indicacoes-ao-premio"><span style="font-weight: 400;">fama de esnobada</span></a><span style="font-weight: 400;"> pela Academia, a atriz tem longo histórico no </span><i><span style="font-weight: 400;">Oscar</span></i><span style="font-weight: 400;"> da televisão desde sua participação em </span><i><span style="font-weight: 400;">Os Feiticeiros de Waverly Place</span></i><span style="font-weight: 400;">, programa nomeado duas vezes como Melhor Série Infantil, até as nomeações mais recentes em Melhor Série Culinária com </span><a href="https://portalpopline.com.br/selena-gomez-e-indicada-ao-emmy-pela-4a-temporada-de-selena-chef/"><i><span style="font-weight: 400;">Selena + Chef</span></i></a><i><span style="font-weight: 400;">,</span></i><span style="font-weight: 400;"> da </span><i><span style="font-weight: 400;">HBO Max</span></i><span style="font-weight: 400;">. Ela concorre, ainda, a um troféu de Melhor Elenco por </span><a href="https://personaunesp.com.br/only-murders-in-the-building-2a-temp-critica/"><i><span style="font-weight: 400;">Only Murders in the Building</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, série em que é protagonista e produtora executiva.</span></p>
<figure id="attachment_31524" aria-describedby="caption-attachment-31524" style="width: 1366px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-31524" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/10/image1.jpg" alt="Cena do documentário “Selena Gomez: Minha Mente e Eu”. Nela, há Selena Gomez, uma mulher branca de cabelos castanhos, longos e levemente ondulados. Ela tem olhos castanhos, tem o rosto em foco e dá um grande sorriso. Ao fundo, um papel de parede preto." width="1366" height="768" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/10/image1.jpg 1366w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/10/image1-800x450.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/10/image1-1024x576.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/10/image1-768x432.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/10/image1-1200x675.jpg 1200w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-31524" class="wp-caption-text">Atualmente, Selena lidera a Rare Impact Fund, que destina 1% de cada venda realizada pela Rare Beauty a organizações voltadas à causa da saúde mental, e a plataforma Wondermind, que disponibiliza recursos gratuitos da mesma área (Foto: Apple TV+)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">Aos poucos, a mesma cantora que desafia todas as </span><a href="https://tangerina.uol.com.br/musica/selena-gomez-30-anos-ex-disney/"><span style="font-weight: 400;">expectativas midiáticas</span></a><span style="font-weight: 400;"> e dos ‘selenators’, nome dado aos membros de seu fandom, se reconhece como sua maior adversária na busca por harmonia com a própria mente. Suas confidências nem sempre são acolhidas ou respeitadas por sua equipe ou seus amigos, no entanto, ela não se desvia da vontade de usar sua voz para transmitir uma </span><a href="https://vogue.globo.com/beleza/noticia/2022/11/selena-gomez-fala-sobre-saude-mental-vulnerabilidade-e-seu-novo-documentario.ghtml"><span style="font-weight: 400;">mensagem de esperança</span></a><span style="font-weight: 400;">. Afinal, não é necessariamente melancólico falar sobre saúde mental e é plenamente possível encontrar um caminho de equilíbrio &#8211; embora não seja simples.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Com a produção de Stephanie Meurer (</span><i><span style="font-weight: 400;">Com Amor, Lizzo</span></i><span style="font-weight: 400;">), Michelle An (</span><a href="https://personaunesp.com.br/the-worlds-a-little-blurry-critica/"><i><span style="font-weight: 400;">Billie Eilish: The World’s a Little Blurry</span></i></a><span style="font-weight: 400;">) e John Janick (</span><i><span style="font-weight: 400;">Olivia Rodrigo: driving home 2 u</span></i><span style="font-weight: 400;">)</span><span style="font-weight: 400;">, </span><i><span style="font-weight: 400;">My Mind &amp; Me</span></i><span style="font-weight: 400;"> se firma como a disposição poderosa de toda a sensibilidade à flor da pele que sustenta Selena Gomez. A artista, que tanto inspirou fãs a renovarem a </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=HHP5MKgK0o8"><span style="font-weight: 400;">bondade</span></a><span style="font-weight: 400;"> no mundo e desfazerem os nós da </span><a href="https://youtu.be/QRSQCN7hmIo?si=5rPRCFKW7sUV7a1G"><span style="font-weight: 400;">vaidade</span></a><span style="font-weight: 400;">, agora reúne os próprios fantasmas para se reconciliar com sua identidade. Em frente ao espelho da vida, ela não quer perfeição nem apostar alto em suposições, somente se permitir sentir, na alma, as contradições de sua humanidade. </span></p>
<blockquote><p><i><span style="font-weight: 400;">Continuarei lutando, mas estou feliz. Estou em paz. Estou brava. Estou triste. Estou segura. Estou cheia de dúvidas. Sou um trabalho em andamento. Sou o bastante. Sou Selena.</span></i></p></blockquote>
<div class="jetpack-video-wrapper"><iframe loading="lazy" title="Selena Gomez: My Mind &amp; Me — Official Trailer | Apple TV+" width="840" height="473" src="https://www.youtube.com/embed/of32sI9jw5Q?start=4&#038;feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen></iframe></div>
<p>O post <a href="http://personaunesp.com.br/my-mind-me-critica/">My Mind &#038; Me investiga Selena Gomez pelos olhos da alma</a> apareceu primeiro em <a href="http://personaunesp.com.br">Persona | Jornalismo Cultural</a>.</p>
]]></content:encoded>
					
					<wfw:commentRss>http://personaunesp.com.br/my-mind-me-critica/feed/</wfw:commentRss>
			<slash:comments>0</slash:comments>
		
		
		<post-id xmlns="com-wordpress:feed-additions:1">31523</post-id>	</item>
		<item>
		<title>O Massacre da Serra Elétrica ainda cheira à carniça</title>
		<link>http://personaunesp.com.br/o-massacre-da-serra-eletrica-critica/</link>
					<comments>http://personaunesp.com.br/o-massacre-da-serra-eletrica-critica/#respond</comments>
		
		<dc:creator><![CDATA[]]></dc:creator>
		<pubDate>Sat, 23 Oct 2021 17:07:46 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Cinema]]></category>
		<category><![CDATA[1974]]></category>
		<category><![CDATA[Abatedouro]]></category>
		<category><![CDATA[Análise]]></category>
		<category><![CDATA[Anos 70]]></category>
		<category><![CDATA[Bastidores]]></category>
		<category><![CDATA[Canibalismo]]></category>
		<category><![CDATA[Caroline Campos]]></category>
		<category><![CDATA[Cinema de Terror]]></category>
		<category><![CDATA[Crítica]]></category>
		<category><![CDATA[Cultura Hippie]]></category>
		<category><![CDATA[Curiosidades]]></category>
		<category><![CDATA[Ed Gein]]></category>
		<category><![CDATA[Família Sawyer]]></category>
		<category><![CDATA[Fazenda]]></category>
		<category><![CDATA[Filme]]></category>
		<category><![CDATA[Filme B]]></category>
		<category><![CDATA[Final Girl]]></category>
		<category><![CDATA[Franklin Hardesty]]></category>
		<category><![CDATA[Gunnar Hansen]]></category>
		<category><![CDATA[Hippie]]></category>
		<category><![CDATA[Horror]]></category>
		<category><![CDATA[Kim Henkel]]></category>
		<category><![CDATA[Leatherface]]></category>
		<category><![CDATA[Marilyn Burns]]></category>
		<category><![CDATA[O Massacre da Serra Elétrica]]></category>
		<category><![CDATA[Pioneiro]]></category>
		<category><![CDATA[Resenha]]></category>
		<category><![CDATA[Review]]></category>
		<category><![CDATA[Robert Burns]]></category>
		<category><![CDATA[Sally Hardesty]]></category>
		<category><![CDATA[Scream Queen]]></category>
		<category><![CDATA[Serial killer]]></category>
		<category><![CDATA[Slasher]]></category>
		<category><![CDATA[Terror]]></category>
		<category><![CDATA[Texas]]></category>
		<category><![CDATA[The Texas Chainsaw Massacre]]></category>
		<category><![CDATA[Tobe Hooper]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://personaunesp.com.br/?p=23919</guid>

					<description><![CDATA[<p>Caroline Campos O gênero slasher tem uma árvore genealógica complicada. Há quem diga que a Psicose de Norman Bates foi responsável por lançar às telas o movimento, enquanto outros apontam aquela noite de Halloween de Michael Myers como o verdadeiro merecedor dos créditos. Mas entre os esqueletos de Hitchcock e os gritos de Jamie Lee &#8230; <a href="http://personaunesp.com.br/o-massacre-da-serra-eletrica-critica/" class="more-link">Continue lendo<span class="screen-reader-text"> "O Massacre da Serra Elétrica ainda cheira à carniça"</span></a></p>
<p>O post <a href="http://personaunesp.com.br/o-massacre-da-serra-eletrica-critica/">O Massacre da Serra Elétrica ainda cheira à carniça</a> apareceu primeiro em <a href="http://personaunesp.com.br">Persona | Jornalismo Cultural</a>.</p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<figure id="attachment_23924" aria-describedby="caption-attachment-23924" style="width: 1920px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="wp-image-23924 size-full" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/10/Motorsagmassakren-bilde-7.jpg" alt="A imagem retangular é uma cena do filme. Ligeiramente à esquerda da foto, vemos em contraluz um homem de costas, com um paletó e calça e cabelos longos e embaraçados. Ele segura uma motosserra com mãos e braços para cima, aparentemente correndo em direção ao horizonte na foto. Ao fundo vemos um pôr do sol alaranjada na parte de cima da foto e na parte de baixo vemos um campo de mato e pequenas árvores. " width="1920" height="1080" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/10/Motorsagmassakren-bilde-7.jpg 1920w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/10/Motorsagmassakren-bilde-7-800x450.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/10/Motorsagmassakren-bilde-7-1024x576.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/10/Motorsagmassakren-bilde-7-768x432.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/10/Motorsagmassakren-bilde-7-1536x864.jpg 1536w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/10/Motorsagmassakren-bilde-7-1200x675.jpg 1200w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-23924" class="wp-caption-text">Apesar do nome marcante, a serra de Leatherface não era elétrica – iria ser difícil matar pessoas preso a uma tomada (Foto: Bryanston Pictures)</figcaption></figure>
<p><strong>Caroline Campos</strong></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O </span><a href="https://cinemascope.com.br/colunas/extras/especial-terror-slasher-que-terror-e-esse/"><span style="font-weight: 400;">gênero </span><i><span style="font-weight: 400;">slasher</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> tem uma árvore genealógica complicada. Há quem diga que a </span><i><span style="font-weight: 400;">Psicose</span></i><span style="font-weight: 400;"> de </span><a href="https://personaunesp.com.br/bates-motel-critica/"><span style="font-weight: 400;">Norman Bates</span></a><span style="font-weight: 400;"> foi responsável por lançar às telas o movimento, enquanto outros apontam aquela noite de </span><i><span style="font-weight: 400;">Halloween</span></i><span style="font-weight: 400;"> de </span><a href="https://observatoriodocinema.uol.com.br/filmes/2021/10/com-halloween-kills-michael-myers-supera-recorde-de-mortes-de-jason-voorhees"><span style="font-weight: 400;">Michael Myers</span></a><span style="font-weight: 400;"> como o verdadeiro merecedor dos créditos. Mas entre os esqueletos de Hitchcock e os gritos de Jamie Lee Curtis, há um nome que, quando pronunciado em toda a sua perversidade, remete automaticamente a gênese dos filmes de assassinos em série e, se você ainda não assistiu a </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=BKn9QIaMgtQ"><i><span style="font-weight: 400;">O Massacre da Serra Elétrica</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, talvez o </span><a href="https://personaunesp.com.br/tag/terror/"><span style="font-weight: 400;">mês de outubro</span></a><span style="font-weight: 400;"> não seja para você.</span></p>
<p><span id="more-23919"></span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Se a premissa de jovens levemente tapados e cheios de hormônios viajando em grupo e pedindo informações em postos de gasolina duvidosos soa familiar, agradeça a mente perturbada de </span><a href="https://variety.com/2017/film/columns/a-tribute-to-tobe-hooper-texas-chain-saw-massacre-1202539952/"><span style="font-weight: 400;">Tobe Hooper</span></a><span style="font-weight: 400;"> que, em 1974, deu o pontapé inicial no terror adolescente. Subvertendo a cultura </span><i><span style="font-weight: 400;">hippie</span></i><span style="font-weight: 400;"> e trazendo a mesa uma família canibal livremente inspirada nos </span><a href="https://canalcienciascriminais.jusbrasil.com.br/artigos/347778935/ed-gein-o-louco-carniceiro"><span style="font-weight: 400;">horrores de Ed Gein</span></a><span style="font-weight: 400;">, Hooper moldou o que hoje são elementos indissociáveis ao </span><a href="https://personaunesp.com.br/a-hora-do-pesadelo-critica/"><i><span style="font-weight: 400;">slasher</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, gênero que só viria se firmar, de fato, sob as mãos de John Carpenter quatro anos depois.</span></p>
<figure id="attachment_23926" aria-describedby="caption-attachment-23926" style="width: 1920px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="wp-image-23926 size-full" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/10/YWMoLo7.png" alt="A imagem retangular é uma cena do filme. Na imagem vemos cinco pessoas nos bancos traseiros de uma van verde, sob um ângulo abaixo de todos e na região do porta-malas. À direita e à frente há um homem jovem, branco, loiro e com barba rala e camiseta azul desabotoada na região do peito, visto da cintura para cima e sentado. Atrás dele há um banco e podemos ver do pescoço para cima de uma mulher branca, jovem, loira e de cabelos lisos. Centralizada e abaixo vemos outra mulher loira, jovem, branca, de cabelos encaracolados, sentada no chão e de vestido azul, podendo vê-lá da cintura para cima. À sua esquerda e mais acima há um homem de cabelos encaracolados e curtos, branco, jovem, de óculos grandes e camiseta com estampas hippies. Por fim, há um homem atrás dele, também branco, mais gordo, de cabelo curto e preto, camisa cinza e calça jeans, sentado em uma cadeira de rodas de metal e detalhes pretos." width="1920" height="1080" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/10/YWMoLo7.png 1920w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/10/YWMoLo7-800x450.png 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/10/YWMoLo7-1024x576.png 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/10/YWMoLo7-768x432.png 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/10/YWMoLo7-1536x864.png 1536w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/10/YWMoLo7-1200x675.png 1200w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-23926" class="wp-caption-text">O Massacre da Serra Elétrica foi proibido em uma série de países, entre eles, o Brasil (Foto: Bryanston Pictures)</figcaption></figure>
<p><a href="https://www.sessaodomedo.com.br/2015/02/35-curiosidades-sobre-os-filmes-o.html"><span style="font-weight: 400;">Com um tom documental</span></a><span style="font-weight: 400;"> que apavorou a pobre audiência setentista, </span><i><span style="font-weight: 400;">The Texas Chainsaw Massacre</span></i><span style="font-weight: 400;"> segue intimamente a viagem dos irmãos Sally e Franklin Hardesty que, junto a mais três amigos, rumam aos confins do Texas para conferir se o túmulo do avô está entre os que recentemente haviam sido violados na região. Debaixo de um Sol imobilizante, a </span><i><span style="font-weight: 400;">van </span></i><span style="font-weight: 400;">verde-água do grupo dirige ingenuamente em direção à morte – que, coincidências à parte, mora bem ao lado da casa abandonada da família Hardesty.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O roteiro, assinado tanto por Hooper quanto por </span><a href="https://halloweenlove.com/hl-exclusive-writerdirector-kim-henkel-reveals-secrets-of-texas-chainsaw-massacre-the-next-generation/"><span style="font-weight: 400;">Kim Henkel</span></a><span style="font-weight: 400;">, não possui muitos floreios ou grandes estudos de personagem, mas ainda consegue inovar dentro do nicho de </span><a href="https://super.abril.com.br/mundo-estranho/o-que-sao-filmes-b/"><span style="font-weight: 400;">filmes B</span></a><span style="font-weight: 400;"> da época. Um a um, os personagens de </span><i><span style="font-weight: 400;">O Massacre da Serra Elétrica</span></i><span style="font-weight: 400;"> praticamente se jogam nos braços carniceiros de </span><a href="https://observatoriodocinema.uol.com.br/listas/2018/06/hereditario-e-as-7-familias-mais-perturbadas-dos-filmes-de-terror"><span style="font-weight: 400;">Leatherface e seus irmãos</span></a><span style="font-weight: 400;">, como se a existência de uma placa que gritasse </span><i><span style="font-weight: 400;">“não entre em casas de desconhecidos cheias de ossos” </span></i><span style="font-weight: 400;">fosse necessária naquela altura do campeonato, em uma região quase deserta.</span></p>
<figure id="attachment_23923" aria-describedby="caption-attachment-23923" style="width: 1920px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="wp-image-23923 size-full" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/10/Fijhty7.png" alt="A imagem retangular é uma cena do filme. Na imagem vemos o interior de uma casa com paredes brancas e detalhes de madeira na parte de baixo, com uma escadaria de madeira à esquerda, uma porta semi aberta à direita e outra porta aberta centralizada à esquerda. Nesta porta há o personagem Leatherface, um homem alto, gordo, com uma máscara de couro simulando pele humana e cabelos pretos e desajeitados. Ele carrega em seu colo uma menina que está se debatendo." width="1920" height="1080" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/10/Fijhty7.png 1920w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/10/Fijhty7-800x450.png 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/10/Fijhty7-1024x576.png 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/10/Fijhty7-768x432.png 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/10/Fijhty7-1536x864.png 1536w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/10/Fijhty7-1200x675.png 1200w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-23923" class="wp-caption-text">Tobe Hooper surgiu com a ideia do filme enquanto estava em uma loja de departamento lotada de gente no final de ano; quando avistou a seção de ferragens e bateu o olho na motosserra, nasceu The Texas Chainsaw Massacre (Foto: Bryanston Pictures)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">Brincando com o </span><a href="https://catapult.co/stories/miyako-pleines-the-texas-chain-saw-massacre-and-the-color-yellow"><span style="font-weight: 400;">amarelo sufocante</span></a><span style="font-weight: 400;"> e o azul soturno das paisagens texanas, Tobe Hooper, ao lado do diretor de fotografia Daniel Pearl, constrói a atmosfera árida da obra de forma com que possamos sentir o verdadeiro perigo antes mesmo dele dar as caras – no caso, uma cara coberta com uma grande máscara de pele humana. Os minutos que antecedem a primeira aparição de </span><a href="https://revistamonet.globo.com/Revista/noticia/2014/06/o-legado-de-leatherface.html"><span style="font-weight: 400;">Leatherface</span></a><span style="font-weight: 400;">, interpretado por </span><a href="http://g1.globo.com/pop-arte/cinema/noticia/2015/11/morre-gunnar-hansen-vilao-original-de-o-massacre-da-serra-eletrica.html"><span style="font-weight: 400;">Gunnar Hansen</span></a><span style="font-weight: 400;">, já dão dicas sutis da loucura que estaria por vir. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Móveis feitos de ossos e corpos, luminárias de crânios, esqueletos das mais variadas espécies e vários </span><i><span style="font-weight: 400;">freezers</span></i><span style="font-weight: 400;"> espalhados pela casa normalmente seriam o suficiente para evitar que não um, mas três dos cinco personagens fossem nocauteados por um dos </span><a href="https://www.indiewire.com/2017/10/leatherface-the-texas-chainsaw-massacre-1201886848/"><span style="font-weight: 400;">mais reconhecíveis</span></a><span style="font-weight: 400;"> assassinos do Cinema, que, no lugar de facas ou armas, prefere utilizar uma belíssima motosserra para fazer seus filés de jantar. Seguindo pelo caminho mais cruel, Hooper ainda opta por fazer a mocinha ser perseguida por longos quilômetros até encontrar seu final feliz e histérico.</span></p>
<figure id="attachment_23925" aria-describedby="caption-attachment-23925" style="width: 1920px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="wp-image-23925 size-full" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/10/sTXhfIf.png" alt=" A imagem é uma cena do filme. Na imagem vemos uma mesa centralizada na parte de baixo e ao redor uma camisa de paredes verdes com detalhes em madeira na parte inferior, luminárias e abajures, um tradicional e outro em forma de esqueleto. Sobre a mesa vemos pratos, talheres, e ossadas. Sentado à direita há um homem vestido com roupas femininas e uma máscara de couro com maquiagem. Na parte central da mesa há uma cabeça velha e cinza, aparentemente de uma pessoa muito idosa. Sentado à esquerda há dois homens, um na frente branco, jovem, magro, de cabelos pretos, longos e lisos e de camisa verde e outro atrás mais velho, com cabelos grisalhos, curtos e camiseta bege." width="1920" height="1080" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/10/sTXhfIf.png 1920w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/10/sTXhfIf-800x450.png 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/10/sTXhfIf-1024x576.png 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/10/sTXhfIf-768x432.png 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/10/sTXhfIf-1536x864.png 1536w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/10/sTXhfIf-1200x675.png 1200w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-23925" class="wp-caption-text">Marilyn Burns realmente se machucou durante as perseguições na floresta, tendo que tirar espinhos do peito após a cena; além disso, durante o infame jantar, Gunnar Hansen cortou o dedo da atriz porque a faca falsa não havia funcionado (Foto: Bryanston Pictures)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">Violento, mas nem um pouco gráfico, o longa se espremeu entre o orçamento apertado e a locação insalubre para dar vida não só a um clássico </span><i><span style="font-weight: 400;">cult</span></i><span style="font-weight: 400;"> do Terror como também a incontáveis </span><a href="https://screenrant.com/texas-chainsaw-massacre-movie-production-problems/"><span style="font-weight: 400;">anos de terapia</span></a><span style="font-weight: 400;"> para os envolvidos na produção. </span><a href="https://www.acritica.com/channels/entretenimento/news/cinema-de-terror-perde-marilyn-burns-uma-das-rainhas-do-grito"><span style="font-weight: 400;">Marilyn Burns</span></a><span style="font-weight: 400;">, pioneira na arte das </span><a href="https://macabra.tv/final-girls-as-sobreviventes-do-horror/"><i><span style="font-weight: 400;">final girls</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, pode ter entregado a heroína dos sonhos com a gritaria hipnotizante de Sally, mas, para isso, a atriz foi sujeita a </span><a href="https://nypost.com/2019/06/13/the-intolerably-putrid-making-of-the-texas-chain-saw-massacre/"><span style="font-weight: 400;">situações reais de violência</span></a><span style="font-weight: 400;">, especialmente na cena do jantar menos apetitoso da Sétima Arte.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Mesmo que </span><i><span style="font-weight: 400;">O Massacre da Serra Elétrica</span></i><span style="font-weight: 400;"> seja uma sequência primorosa de picos de horror ao longo de seus 83 minutos, </span><a href="https://darkflix.blog.br/as-verdades-obscuras-sobre-o-filme-original-o-massacre-da-serra-eletrica/"><span style="font-weight: 400;">o clímax macabro</span></a><span style="font-weight: 400;"> do filme não é para qualquer um. Carnes à mesa, a primeira interação entre todos os membros da família texana cospe sadismo e assusta tanto pela intensidade dos acontecimentos quanto pela resistência da garganta de Burns. Depois de uma maratona de 26 horas de gravação para chegar ao resultado final, não é à toa que, até hoje, a cena cause desconforto físico nos espectadores.</span></p>
<figure id="attachment_23921" aria-describedby="caption-attachment-23921" style="width: 1920px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="wp-image-23921 size-full" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/10/6kP1dSS.png" alt="A imagem retangular é uma cena do filme. Na imagem vemos o interior de uma casa com paredes brancas com detalhes de madeira na parte inferior. Em cima há cordões com ossadas amarradas e à esquerda há um esqueleto inteiro pendurado na parede. Centralizado à direita e na parte inferior, vemos da cintura para cima uma mulher jovem, branca, de cabelos loiros e lisos. Ela usa uma camiseta lilás e está amordaçada e com os braços presos para trás." width="1920" height="1080" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/10/6kP1dSS.png 1920w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/10/6kP1dSS-800x450.png 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/10/6kP1dSS-1024x576.png 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/10/6kP1dSS-768x432.png 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/10/6kP1dSS-1536x864.png 1536w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/10/6kP1dSS-1200x675.png 1200w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-23921" class="wp-caption-text">Robert Burns, diretor de arte do filme, transformou a fazenda em um verdadeiro inferno na Terra, espalhando animais em decomposição para a equipe entrar no clima de abatedouro (Foto: Bryanston Pictures)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">Aquilo que começou com </span><i><span style="font-weight: 400;">flashes</span></i><span style="font-weight: 400;"> de cadáveres, um tatu morto na estrada e uma carona para um maluco sustentou </span><a href="https://cinepop.com.br/conheca-todos-os-filmes-da-franquia-o-massacre-da-serra-eletrica-286477/"><span style="font-weight: 400;">um batalhão</span></a><span style="font-weight: 400;"> de </span><a href="https://olhardigital.com.br/2021/08/31/cinema-e-streaming/o-massacre-da-serra-eletrica-netflix/"><span style="font-weight: 400;">sequências</span></a><span style="font-weight: 400;">, </span><i><span style="font-weight: 400;">reboots</span></i><span style="font-weight: 400;">, </span><i><span style="font-weight: 400;">prequels</span></i><span style="font-weight: 400;">, jogos e qualquer outra coisa que pudesse gerar lucro. No entanto, não há nada como o frescor pútrido de gasolina e abatedouro do filme de 1974. O que </span><a href="https://www.adorocinema.com/filmes/filme-2048/curiosidades/"><span style="font-weight: 400;">aterrorizou a audiência</span></a><span style="font-weight: 400;"> da época a ponto de render uma fuga em massa da salas de cinema não foi apenas os homicídios e o canibalismo; o fato de, a toda hora, nós sermos confrontados com a ideia da “coisa” causa um arrepio maior na espinha do que a “coisa em si”.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Ainda assim, sabendo que o Terror constantemente se utiliza do medo para retomar ansiedades sociais de forma metafórica, </span><a href="https://dangerousminds.net/comments/draftyou_like_head_cheese_behind_the_scenes_and_sounds_of_the_texas_chainsa"><i><span style="font-weight: 400;">O Massacre da Serra Elétrica</span></i></a> <span style="font-weight: 400;">passa o tempo todo relembrando a seus espectadores o antigo emprego da família – que, no futuro, viria a ser a família Sawyer. Com uma crise de energia vigorando nos EUA e com a modernização dos abatedouros da região, os homens da casa foram para o olho da rua e, para se virar, abriram um postinho de gasolina na estrada que servia </span><i><span style="font-weight: 400;">o</span></i> <i><span style="font-weight: 400;">melhor churrasco</span></i><span style="font-weight: 400;"> de todo o Texas. Teria o desemprego criado os desejos canibais de Leatherface e seus irmãos? Provavelmente não, mas a vida da classe trabalhadora nunca é fácil.</span></p>
<figure id="attachment_23922" aria-describedby="caption-attachment-23922" style="width: 1920px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="wp-image-23922 size-full" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/10/BH1cDjH.png" alt="A imagem retangular é uma cena do filme. A imagem é completamente escura, só conseguimos ver ao centro a figura de Leatherface, o protagonista branco, alto, com cabelos pretos e embaraçados, que usa uma máscara de couro que imita a pele humana. Ele usa uma camisa social branca e um avental bege, enquanto segura uma motosserra e possui suas mãos ensanguentadas. " width="1920" height="1080" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/10/BH1cDjH.png 1920w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/10/BH1cDjH-800x450.png 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/10/BH1cDjH-1024x576.png 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/10/BH1cDjH-768x432.png 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/10/BH1cDjH-1536x864.png 1536w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/10/BH1cDjH-1200x675.png 1200w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-23922" class="wp-caption-text">O coitado do Gunnar Hansen precisou usar a máscara de Leatherface por dias a mando de Tobe Hooper em um calor de 40º C para não perder a continuidade da cor do tecido (Foto: Bryanston Pictures)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">Motivos à parte, o fato é que </span><a href="https://www.vortexcultural.com.br/artigos/tobe-hooper-o-pequeno-grande-cineasta-do-horror/"><span style="font-weight: 400;">Tobe Hooper</span></a><span style="font-weight: 400;"> e sua equipe souberam criar com firmeza um filme que, seja pela ambientação grotesca, pelos personagens inesquecíveis ou pelo realismo brutal, ressoa até hoje nas obras de horror </span><a href="https://personaunesp.com.br/rua-do-medo-1978-parte-2-critica/"><span style="font-weight: 400;">contemporâneas</span></a><span style="font-weight: 400;">. No final, não somos capazes de afirmar se Sally Hardesty realmente saiu ganhando enquanto seu maior algoz protagoniza uma coreografia sangrenta em frente ao pôr do Sol, mas a heroína com sangue da cabeça aos pés garantiu uma vida mais longa do que seus companheiros de viagem.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Transformando seu custo de 300 mil dólares em um lucro de 30 milhões e praticamente guinchado à eternidade pelo seu </span><i><span style="font-weight: 400;">serial killer</span></i><span style="font-weight: 400;"> mais assustado do que assustador, o pioneirismo de </span><a href="https://cinemascope.com.br/colunas/especial-terror-slasher-o-massacre-da-serra-eletrica-a-genese-do-terror-slasher/"><i><span style="font-weight: 400;">O Massacre da Serra Elétrica</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> ainda respira com facilidade 47 anos depois. Não há quem tenha conseguido reproduzir a </span><a href="https://screenrant.com/ways-texas-chainsaw-massacre-holds-up/"><span style="font-weight: 400;">influência</span></a><span style="font-weight: 400;"> de um filme que cheira a podre do início ao fim e, depois que você chegar aos créditos finais dessa proeza caótica, passará a olhar para churrascos com outros olhos.</span></p>
<figure id="attachment_23920" aria-describedby="caption-attachment-23920" style="width: 1920px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="wp-image-23920 size-full" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/10/6BnrB5W.png" alt="A imagem retangular é uma cena do filme. Na imagem vemos a traseira de uma caminhonete verde velha indo em direção ao horizonte nublado no fim de tarde. No centro da imagem e na caçamba no automóvel vemos uma mulher branca, loira, de cabelos loiros e lisos, de camiseta lilás e blusa cinza, coberta de sangue, segurando o carro e sorrindo com uma feição nervosa." width="1920" height="1080" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/10/6BnrB5W.png 1920w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/10/6BnrB5W-800x450.png 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/10/6BnrB5W-1024x576.png 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/10/6BnrB5W-768x432.png 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/10/6BnrB5W-1536x864.png 1536w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/10/6BnrB5W-1200x675.png 1200w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-23920" class="wp-caption-text">Sally Hardesty: scream queen e final girl (Foto: Bryanston Pictures)</figcaption></figure>
<p>O post <a href="http://personaunesp.com.br/o-massacre-da-serra-eletrica-critica/">O Massacre da Serra Elétrica ainda cheira à carniça</a> apareceu primeiro em <a href="http://personaunesp.com.br">Persona | Jornalismo Cultural</a>.</p>
]]></content:encoded>
					
					<wfw:commentRss>http://personaunesp.com.br/o-massacre-da-serra-eletrica-critica/feed/</wfw:commentRss>
			<slash:comments>0</slash:comments>
		
		
		<post-id xmlns="com-wordpress:feed-additions:1">23919</post-id>	</item>
		<item>
		<title>Boys State: meninos mimados estão regendo a nação</title>
		<link>http://personaunesp.com.br/boys-state-critica/</link>
					<comments>http://personaunesp.com.br/boys-state-critica/#respond</comments>
		
		<dc:creator><![CDATA[]]></dc:creator>
		<pubDate>Sat, 28 Aug 2021 21:31:37 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Cinema]]></category>
		<category><![CDATA[Documentário]]></category>
		<category><![CDATA[Televisão]]></category>
		<category><![CDATA[2020]]></category>
		<category><![CDATA[A24]]></category>
		<category><![CDATA[Amanda McBaine]]></category>
		<category><![CDATA[Análise]]></category>
		<category><![CDATA[Apple TV+]]></category>
		<category><![CDATA[Barack Obama]]></category>
		<category><![CDATA[Ben Feinstein]]></category>
		<category><![CDATA[Crítica]]></category>
		<category><![CDATA[Donald Trump]]></category>
		<category><![CDATA[Eddy Proietti]]></category>
		<category><![CDATA[Eleições]]></category>
		<category><![CDATA[Emmy]]></category>
		<category><![CDATA[Emmy 2021]]></category>
		<category><![CDATA[EUA]]></category>
		<category><![CDATA[Festival de Cinema de Sundance]]></category>
		<category><![CDATA[Festival de Sundance]]></category>
		<category><![CDATA[Governo]]></category>
		<category><![CDATA[Jesse Moss]]></category>
		<category><![CDATA[Melhor Direção em Documentário/Programa de Não-Ficção]]></category>
		<category><![CDATA[Melhor Documentário ou Especial de Não-Ficção]]></category>
		<category><![CDATA[Política]]></category>
		<category><![CDATA[Raquel Dutra]]></category>
		<category><![CDATA[René Otero]]></category>
		<category><![CDATA[Resenha]]></category>
		<category><![CDATA[Review]]></category>
		<category><![CDATA[Steven Garza]]></category>
		<category><![CDATA[Texas]]></category>
		<category><![CDATA[The Overnighters]]></category>
		<category><![CDATA[TV]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://personaunesp.com.br/?p=22609</guid>

					<description><![CDATA[<p>Raquel Dutra A aspiração de homens brancos pela política é um dos fatos mais óbvios deste mundo. Dos números às suas interpretações, algo é compreendido: não há lugar melhor para indivíduos criados como os donos do futuro darem vazão às suas síndromes de poder do que um ambiente institucional deliberativo. Os Parlamentos sabem bem disso, &#8230; <a href="http://personaunesp.com.br/boys-state-critica/" class="more-link">Continue lendo<span class="screen-reader-text"> "Boys State: meninos mimados estão regendo a nação"</span></a></p>
<p>O post <a href="http://personaunesp.com.br/boys-state-critica/">Boys State: meninos mimados estão regendo a nação</a> apareceu primeiro em <a href="http://personaunesp.com.br">Persona | Jornalismo Cultural</a>.</p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<figure id="attachment_22610" aria-describedby="caption-attachment-22610" style="width: 2547px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-22610" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/08/imagem-1-8.jpg" alt="" width="2547" height="1062" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/08/imagem-1-8.jpg 2547w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/08/imagem-1-8-800x334.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/08/imagem-1-8-1024x427.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/08/imagem-1-8-768x320.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/08/imagem-1-8-1536x640.jpg 1536w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/08/imagem-1-8-2048x854.jpg 2048w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/08/imagem-1-8-1200x500.jpg 1200w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-22610" class="wp-caption-text">Indicado a Melhor Documentário ou Especial de Não-Ficção no Emmy 2021, Boys State é um retrato agridoce do presente e do futuro (Foto: Apple TV+)</figcaption></figure>
<p><b>Raquel Dutra</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A aspiração de homens brancos pela política é um dos fatos mais óbvios deste mundo. Dos números às suas interpretações, algo é compreendido: não há lugar melhor para indivíduos criados como os donos do futuro darem vazão às suas <a href="https://personaunesp.com.br/alvorada-critica/">síndromes de poder</a> do que um ambiente institucional deliberativo. Os Parlamentos sabem bem disso, as Câmaras sabem bem disso, os Palácios, Tribunais, Prefeituras e Senados, todos ocupados por uma maioria masculina branca na </span><a href="https://www.ibgc.org.br/blog/mulheres-politica-acesso-feminino-aos-cargos-politicos"><span style="font-weight: 400;">em boa parte dos governos do mundo</span></a><span style="font-weight: 400;">, sabem muito bem disso. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O trabalho de base é forte, começando com a própria existência destes numa sociedade racista e patriarcal. E na chamada </span><a href="https://l.facebook.com/l.php?u=https%3A%2F%2Ftheintercept.com%2F2020%2F10%2F20%2Feua-fazem-de-tudo-para-impedir-negros-e-latinos-de-votar%2F%3Ffbclid%3DIwAR3SYJ2Sc6-i7ARg8mSX9p-0bHeevM-fTJBQCSX8hEEM50ssPGJRRntIIVI&amp;h=AT1NhAwzVPkyL4tRbX7fzi49zE_0DbzZB_XgbocPWXH5L7igz081h-aYykzDKCK_BiLaa9Urw2xsSs2xfThlhjnVQdCAgkUhRAfNjNTXXEh9LgST68np9QqZoP12y0UW3Ft1&amp;__tn__=-UK-R&amp;c[0]=AT3jKBOEN8w40fm-HzznM0Qu9ODnAxWIMPDmDX1wv67PKRUmn1YC1nT6ihdX5ksfh1EanoZ75v9Jsjq3AqL6PsYGf8ZfWo0Ev409OZKv0UdqjUdtqq8_pFngX9Lw-hfgKXvyVbKYYhdCIsaHsB8wbT7-_HUb0APTtAIC_j2aMbhp_FY"><i><span style="font-weight: 400;">maior democracia do mundo</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, o processo é favorecido por algumas iniciativas, que junto da ação das estruturas de poder do século 21, trabalham para evocar nesses futuros líderes as suas noções políticas. Uma delas é o </span><i><span style="font-weight: 400;">Boys State</span></i><span style="font-weight: 400;">, um programa de verão realizado desde 1937 em cada um dos estados dos EUA pela </span><a href="https://www.legion.org/"><span style="font-weight: 400;">Legião Americana</span></a><span style="font-weight: 400;">, entidade formada por veteranos de guerra estadunidenses. Todo ano, os membros da instituição escolhem 1.200 jovens para participar do projeto que cria o </span><i><span style="font-weight: 400;">estado dos meninos</span></i><span style="font-weight: 400;">, onde eles vivem a experiência de construir um governo do zero.</span></p>
<p><span id="more-22609"></span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A diretriz principal é a </span><a href="https://piaui.folha.uol.com.br/um-guia-para-entender-eleicao-americana/"><span style="font-weight: 400;">Constituição dos Estados Unidos</span></a><span style="font-weight: 400;">, mas o governo de </span><i><span style="font-weight: 400;">Boys State</span></i><span style="font-weight: 400;"> tem de existir à sua própria maneira, sem a influência direta dos partidos que regem as reais movimentações políticas no país. Então, os jovens são divididos no mesmo esquema </span><a href="https://www.dw.com/pt-br/zeitgeist-o-bipartidarismo-nos-estados-unidos/a-36385808"><span style="font-weight: 400;">bipartidário</span></a><span style="font-weight: 400;"> para criar sua própria identidade, escolher suas próprias lideranças, defender suas próprias bandeiras e articular sua própria campanha, dividida nas tradicionais eleições primárias e gerais. Ao fim da jornada, dentre os nacionalistas e os federalistas, serão escolhidas as autoridades de </span><i><span style="font-weight: 400;">Boys State</span></i><span style="font-weight: 400;">.</span></p>
<figure id="attachment_22611" aria-describedby="caption-attachment-22611" style="width: 2144px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-22611" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/08/imagem-2-8.jpg" alt="" width="2144" height="1608" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/08/imagem-2-8.jpg 2144w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/08/imagem-2-8-800x600.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/08/imagem-2-8-1024x768.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/08/imagem-2-8-768x576.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/08/imagem-2-8-1536x1152.jpg 1536w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/08/imagem-2-8-2048x1536.jpg 2048w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/08/imagem-2-8-1200x900.jpg 1200w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-22611" class="wp-caption-text">Não serei injusta: é preciso saber que na mesma ideia do Boys State, existe também o Girls State, que por sua vez, é organizado pela Legião Americana Auxiliar, uma entidade composta por esposas, mães, filhas, netas e irmãs dos veteranos de guerra americanos; demais o senso de igualdade, não? (Foto: Apple TV+)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">Durante o processo, é esperado que os ânimos se exaltem vez ou outra, diante de um assunto aqui e outra pauta lá, ou que a sensação de poder daqueles adolescentes cresça para além do previsto em alguma deliberação pontual. Na edição de 2017, porém, algo em específico no meio daquele alto índice de masculinidade juvenil por metro quadrado que mexia com a demografia do Texas chamou a atenção. Em uma de suas votações simbólicas, o grupo de jovens que formavam o programa do estado </span><a href="https://www.washingtonpost.com/news/morning-mix/wp/2017/06/26/in-a-first-texas-boys-state-votes-to-secede-from-the-union/"><span style="font-weight: 400;">aprovou uma proposta de separação</span></a><span style="font-weight: 400;"> do resto do país.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O fato repercutiu no país inteiro, pois apesar de o movimento de secessão do Texas existir há cerca de 150 anos, ele nunca havia sido encarado como algo realmente capaz de alterar a composição da força política que atende por Estados Unidos. Mas a adesão daqueles adolescentes aos ideais separatistas despertou a população local a pensar sobre como a juventude enxergava sua cidadania, a democracia e a própria sociedade estadunidense. Nesse contexto, a preocupação atingiu a dupla de documentaristas </span><a href="http://www.jessemoss.com/About"><span style="font-weight: 400;">Jesse Moss</span></a><span style="font-weight: 400;"> e </span><a href="https://www.nostudios.com/amanda-mcbaine"><span style="font-weight: 400;">Amanda McBaine</span></a><span style="font-weight: 400;">, que colocaram suas câmeras para acompanhar a edição de 2018 do </span><i><span style="font-weight: 400;">Boys State</span></i><span style="font-weight: 400;"> do Texas, decididos a compreender como as relações políticas se estabelecem ali.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">E bom, o que o documentário encontra faz jus à polêmica. Registrando desde as fases iniciais de preparação do programa até o desfecho do processo eleitoral que é a razão de cada um daqueles adolescentes estar ali, </span><i><span style="font-weight: 400;">Boys State</span></i><span style="font-weight: 400;"> já parte de uma premissa: a maior surpresa que pode nascer do programa não é o comportamento de seus participantes em si, mas a reação da sociedade ao descobrir até onde seus meninos podem chegar seguindo ideais que são </span><a href="https://estadodaarte.estadao.com.br/conservadorismos-eua-cabrita-iep/"><span style="font-weight: 400;">absolutamente tradicionais</span></a><span style="font-weight: 400;"> na política estadunidense.</span></p>
<figure id="attachment_22612" aria-describedby="caption-attachment-22612" style="width: 1825px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-22612" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/08/imagem-3.png" alt="" width="1825" height="798" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/08/imagem-3.png 1825w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/08/imagem-3-800x350.png 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/08/imagem-3-1024x448.png 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/08/imagem-3-768x336.png 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/08/imagem-3-1536x672.png 1536w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/08/imagem-3-1200x525.png 1200w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-22612" class="wp-caption-text">O Boys State teve a participação de alguns nomes famosos na política norte-americana, como Bill Clinton e Dick Cheney, e também de figuras não-políticas, como Michael Jordan e Bruce Springsteen (Foto: Apple TV+)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">Os primeiros minutos de </span><i><span style="font-weight: 400;">Boys State</span></i><span style="font-weight: 400;"> mostram algumas cenas das entrevistas dos jovens com os membros da Legião Americana, no processo inicial de seleção dos participantes do programa. No fio do documentário, o momento significa conhecer alguns dos personagens, que têm figuras religiosas cristãs como modelo de vida, vêm de famílias militares e se dizem viciados em política. Conforme os veteranos de guerra assentem, eles continuam a contar que acreditam que </span><a href="https://www.researchgate.net/publication/325077754_Vigilantes_da_moral_e_dos_bons_costumes_condicoes_sociais_e_culturais_para_a_estruturacao_politica_da_censura_durante_a_ditadura_militar"><span style="font-weight: 400;">bons costumes</span></a><span style="font-weight: 400;"> são o que formam uma sociedade saudável, e que “</span><a href="https://infame.us/2017/08/14/o-trabalho-dignifica-o-homem/"><span style="font-weight: 400;">o trabalho é o que nos faz ir longe</span></a><span style="font-weight: 400;">”. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Logo, as etapas do programa avançam e já estamos dentro de um ônibus indo para o lugar onde aquele grupo de adolescentes estabelecerá seu governo. No caminho, eles se conhecem dividindo suas impressões sobre a situação política do país, e </span><i><span style="font-weight: 400;">Boys State</span></i><span style="font-weight: 400;"> parece querer demonstrar uma pluralidade de pensamentos que não existe, pulando de comentários relacionados à gestão caótica de Donald Trump, à opiniões radicais sobre a presidência de Barack Obama. Sobre </span><a href="https://oglobo.globo.com/mundo/oito-mulheres-que-acusam-trump-de-assedio-sexual-20283048"><span style="font-weight: 400;">o republicano assediador</span></a><span style="font-weight: 400;">, a opinião que se destaca é a de que não devemos criticar o presidente mesmo não concordando com o que ele faz. Quando o assunto é o líder democrata, eles explodem em desgosto com a sua política “</span><a href="https://exame.com/revista-exame/o-capitalismo-segundo-obama/"><i><span style="font-weight: 400;">quase socialista</span></i><span style="font-weight: 400;">”</span></a><span style="font-weight: 400;">.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">À medida em que </span><i><span style="font-weight: 400;">Boys State</span></i><span style="font-weight: 400;"> avança na jornada daqueles jovens, o espectador, os diretores e os adolescentes já imaginam onde é que esse fervor todo vai dar, cada um à sua maneira. Presenteado com uma narrativa orgânica que nasce daquele bando de garotos inflamados e obstinados em todos os altos e baixos de uma legítima campanha política, o documentário é quase um </span><i><span style="font-weight: 400;">reality show</span></i><span style="font-weight: 400;">, cheio de ritmo. Assim, </span><i><span style="font-weight: 400;">Boys State</span></i><span style="font-weight: 400;"> trabalha de uma maneira muito interessante, aproximando as concepções de história (enquanto narrativa) e política (enquanto exercício): nos dois aspectos, </span><a href="http://dspace.sti.ufcg.edu.br:8080/jspui/handle/riufcg/6709"><span style="font-weight: 400;">existem personagens</span></a><span style="font-weight: 400;">, desesperados por alcançar um desenvolvimento notável.</span></p>
<figure id="attachment_22613" aria-describedby="caption-attachment-22613" style="width: 2560px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-22613" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/08/imagem-4-2.jpeg" alt="" width="2560" height="1350" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/08/imagem-4-2.jpeg 2560w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/08/imagem-4-2-800x422.jpeg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/08/imagem-4-2-1024x540.jpeg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/08/imagem-4-2-768x405.jpeg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/08/imagem-4-2-1536x810.jpeg 1536w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/08/imagem-4-2-2048x1080.jpeg 2048w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/08/imagem-4-2-1200x633.jpeg 1200w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-22613" class="wp-caption-text">A parceria entre Jesse Moss e Amanda McBaine é de longa data e já reconhecida: em 2014, a dupla chegou perto de uma indicação ao Oscar de Melhor Documentário com The Overnighters (Foto: Apple TV+)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">O ciclo narrativo continua e a salvação de </span><i><span style="font-weight: 400;">Boys State</span></i><span style="font-weight: 400;"> parece chegar através de um jovem passional chamado </span><a href="https://www.instagram.com/stevenagarza/"><span style="font-weight: 400;">Steven Garza</span></a><span style="font-weight: 400;">, que não demora a se transformar num dos personagens principais do filme. Filho de imigrantes mexicanos que foram ilegais por muito tempo nos EUA, ele diz às câmeras que o Texas é uma representação perfeita da América, pela diversidade de pessoas e culturas que abriga. Suas fortes aspirações políticas mostram outra face daquele lugar dominado pela branquitude juvenil e desenha um outro sentido para </span><i><span style="font-weight: 400;">Boys State</span></i><span style="font-weight: 400;">, que Garza defende como uma oportunidade de aprender e com pessoas diferentes longe da baixaria dos comentários do </span><i><span style="font-weight: 400;">Facebook</span></i><span style="font-weight: 400;">. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O jovem com tendências progressistas cai no partido dos nacionalistas, que contará com a presidência do eloquente </span><a href="https://www.nytimes.com/2020/08/26/opinion/boys-state-electoral-politics.html"><span style="font-weight: 400;">René Otero</span></a><span style="font-weight: 400;">, um jovem negro militante quase <a href="https://personaunesp.com.br/time-documentario-critica/">abolicionista</a>. Com posicionamentos muito diferentes da maioria ali, os dois enfrentam a liderança federalista que está no implacável </span><a href="https://thecinemaholic.com/where-is-ben-feinstein-from-boys-state-now/"><span style="font-weight: 400;">Ben Feinstein</span></a><span style="font-weight: 400;"> e no aspirante ao maior cargo de </span><i><span style="font-weight: 400;">Boys State</span></i><span style="font-weight: 400;">, o candidato a governador </span><a href="https://www.instagram.com/eddy.proietticonti/"><span style="font-weight: 400;">Eddy Proietti</span></a><span style="font-weight: 400;">, ambos surgindo de algum lugar no meio daqueles jovens conservadores do início, só que com um pouco da ginga que falta em quase tudo relacionado ao espectro político da direita. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O cenário de </span><i><span style="font-weight: 400;">Boys State</span></i><span style="font-weight: 400;"> é por si só narrativo, se transformando no ambiente perfeito para o documentário direto e observativo de Jesse Moss e Amanda McBaine. Sem interferir de forma objetiva nos eventos que retrata, o crescimento de </span><i><span style="font-weight: 400;">Boys State</span></i><span style="font-weight: 400;"> se dá quando o jogo aperta. </span><a href="https://www.latimes.com/entertainment-arts/awards/story/2021-01-04/boys-state-documentary"><span style="font-weight: 400;">A ânsia da política fala mais alto</span></a><span style="font-weight: 400;"> que os ideais daquelas mentes ainda em desenvolvimento, obrigando-os a negociarem parte de seus princípios. Assim, o rumo da história muda e seus personagens se aprofundam, numa progressão invejável a qualquer ficção. O mérito é da </span><a href="https://variety.com/video/amanda-mcbaine-and-jesse-moss-on-the-immersion-of-boys-state/"><span style="font-weight: 400;">visionária direção</span></a><span style="font-weight: 400;"> reconhecida no </span><a href="https://personaunesp.com.br/tag/emmy-2021/"><i><span style="font-weight: 400;">Emmy </span></i><span style="font-weight: 400;">2021</span></a><i><span style="font-weight: 400;">,</span></i><span style="font-weight: 400;"> dentre os indicados na categoria de Melhor Documentário/Programa de Não-Ficção. </span></p>
<figure id="attachment_22614" aria-describedby="caption-attachment-22614" style="width: 2560px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-22614" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/08/imagem-5-4-scaled.jpg" alt="" width="2560" height="1072" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/08/imagem-5-4-scaled.jpg 2560w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/08/imagem-5-4-800x335.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/08/imagem-5-4-1024x429.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/08/imagem-5-4-768x322.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/08/imagem-5-4-1536x643.jpg 1536w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/08/imagem-5-4-2048x858.jpg 2048w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/08/imagem-5-4-1200x503.jpg 1200w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-22614" class="wp-caption-text">&#8220;Se eu comandar uma sala cheia de desordeiros, eu comando qualquer coisa&#8221;, diz Ben Feinstein em um de seus momentos de completa autoconfiança (Foto: Apple TV+)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">Entre </span><a href="https://www.gq.com/story/the-boys-of-boys-state-might-save-us-all"><span style="font-weight: 400;">um retrato satírico e um registro sério</span></a><span style="font-weight: 400;">, </span><i><span style="font-weight: 400;">Boys State</span></i><span style="font-weight: 400;"> prova que nada é neutro e que os documentários diretos e observatórios podem ter muito mais intenções do que uma narrativa que parte de uma visão definida. Afinal, o que mais pode significar assistir em 2021 um bando de adolescentes que defendem uma limitação de imigração, ampliação de leis pró armas, poder policial, e logo depois de articular como pretendem realizar tudo isso, vão comer uma tigela de cereal colorido com leite? </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">É essa gente que também acredita numa política que se resume à obsessão por poder através de armas e </span><a href="https://www.bbc.com/portuguese/internacional-49559871"><span style="font-weight: 400;">controle do corpo feminino</span></a><span style="font-weight: 400;"> pelo </span><a href="https://www.scielo.br/j/csp/a/TqGCTbQg3ZQVYncq6JMkB8H/?lang=pt"><span style="font-weight: 400;">aborto</span></a><span style="font-weight: 400;">. É quem exalta a masculinidade, </span><a href="https://brasil.elpais.com/brasil/2019/01/17/opinion/1547763738_936846.html"><span style="font-weight: 400;">o poder de fogo</span></a><span style="font-weight: 400;">, a ordem, a punição e a disciplina. Então quando eles se cansam, tiram cochilos ali na assembleia mesmo, e ao acordar, decidem legislar sobre a pronúncia de letras, códigos de vestimentas, hábitos alimentares. Porque quem precisa falar sobre impostos, sistema de saúde e educação pública?</span></p>
<figure id="attachment_22615" aria-describedby="caption-attachment-22615" style="width: 1814px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-22615" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/08/imagem-6.png" alt="" width="1814" height="802" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/08/imagem-6.png 1814w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/08/imagem-6-800x354.png 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/08/imagem-6-1024x453.png 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/08/imagem-6-768x340.png 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/08/imagem-6-1536x679.png 1536w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/08/imagem-6-1200x531.png 1200w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-22615" class="wp-caption-text">O documentário fez sucesso no Festival de Sundance 2020, onde foi adquirido pela <a href="https://personaunesp.com.br/tag/a24/">A24</a>, e era uma forte aposta ao Oscar 2021 (Foto: Apple TV+)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">De repente, o </span><i><span style="font-weight: 400;">estado dos meninos</span></i><span style="font-weight: 400;"> fictício que deveria seguir suas próprias determinações faz </span><i><span style="font-weight: 400;">Boys State</span></i><span style="font-weight: 400;"> parecer uma miniatura da nossa realidade. Urgentemente ridículo, o jogo sujo ganha uma competição séria, e percebemos a política viciada justamente no que deveria ser o seu <a href="https://personaunesp.com.br/crip-camp-revolucao-pela-inclusao-critica/">núcleo de renovação</a>. As possíveis futuras lideranças estão identificadas e devidamente encaminhadas, e mesmo com o grande potencial de influências positivas, representativas e fincadas nos preceitos democráticos, o destaque mesmo acaba naqueles que sempre estiveram à frente nas corridas políticas da América.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Em 2017, Criolo até tentou </span><a href="https://www.brasildefato.com.br/2017/06/13/criolo-da-o-recado-meninos-mimados-nao-podem-reger-a-nacao-veja-o-clipe/"><span style="font-weight: 400;">impor limites</span></a><span style="font-weight: 400;"> e nos avisar sobre a tendência da construção política, numa </span><a href="https://todosnegrosdomundo.com.br/spike-lee-sobre-bolsonaro-estamos-sendo-governados-por-gangsters/"><span style="font-weight: 400;">estrutura de poder mundial</span></a><span style="font-weight: 400;"> que Spike Lee voltaria a denunciar em julho de 2021. Se esse o nosso futuro é igual ao nosso passado, qual é o nosso presente? A verdade é que a diferença entre eles não importa. Enquanto estivermos no </span><i><span style="font-weight: 400;">estado dos meninos</span></i><span style="font-weight: 400;">, cada um dos nossos dias, mandatos e governos continuarão sendo iguais.</span></p>
<p>O post <a href="http://personaunesp.com.br/boys-state-critica/">Boys State: meninos mimados estão regendo a nação</a> apareceu primeiro em <a href="http://personaunesp.com.br">Persona | Jornalismo Cultural</a>.</p>
]]></content:encoded>
					
					<wfw:commentRss>http://personaunesp.com.br/boys-state-critica/feed/</wfw:commentRss>
			<slash:comments>0</slash:comments>
		
		
		<post-id xmlns="com-wordpress:feed-additions:1">22609</post-id>	</item>
	</channel>
</rss>
