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	<title>Arquivos Speak Now &#8211; Persona | Jornalismo Cultural</title>
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	<description>Desde 2015 provando que a distância entre Bergman, Lady Gaga e a novela das 9 nem existe.</description>
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		<title>Há 15 anos, Taylor Swift falava sobre amor, maturidade e vingança em Speak Now</title>
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		<pubDate>Mon, 30 Mar 2026 13:17:34 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Marcela Jardim Quando Speak Now chegou ao mundo, em 25 de outubro de 2010, Taylor Swift tinha apenas 20 anos, mas já parecia compreender com precisão o peso da própria voz. Em meio ao sucesso meteórico de Fearless (2008) e à transição entre o country e o pop, ela decidiu fazer um movimento arriscado: escrever &#8230; <a href="http://personaunesp.com.br/ha-15-anos-taylor-swift-falava-sobre-amor-maturidade-e-vinganca-em-speak-now/" class="more-link">Continue lendo<span class="screen-reader-text"> "Há 15 anos, Taylor Swift falava sobre amor, maturidade e vingança em Speak Now"</span></a></p>
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										<content:encoded><![CDATA[<figure id="attachment_37157" aria-describedby="caption-attachment-37157" style="width: 500px" class="wp-caption alignnone"><img fetchpriority="high" decoding="async" class="size-full wp-image-37157" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2026/03/unnamed.png" alt="Capa do álbum Speak Now de Taylor Swift é uma imagem impactante e elegante, centrada na figura da cantora em uma pose que sugere movimento e graça. Taylor Swift, com seu cabelo loiro encaracolado e lábios vermelhos, veste um chamativo vestido roxo sem alças, cujo tecido esvoaçante é o elemento visual mais dinâmico da cena. Ela está virada ligeiramente para a direita com o braço estendido, e sua expressão é confiante e cativante. O fundo da imagem é predominantemente branco e minimalista, servindo para acentuar o contraste vibrante do vestido roxo. A arte visual mistura elementos de fotografia e ilustração, com respingos de tinta roxa e caligrafia elegante adicionando um toque de fantasia e individualidade. Essa combinação de cores vibrantes com um cenário simples e uma iluminação suave cria uma atmosfera limpa, elegante e expressiva, reforçando o estilo romântico e criativo do álbum." width="500" height="500" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2026/03/unnamed.png 500w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2026/03/unnamed-150x150.png 150w" sizes="(max-width: 500px) 85vw, 500px" /><figcaption id="caption-attachment-37157" class="wp-caption-text">Speak Now é o terceiro álbum da cantora (Foto: Big Machine Records)</figcaption></figure>
<p><b>Marcela Jardim</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Quando </span><i><span style="font-weight: 400;">Speak Now</span></i><span style="font-weight: 400;"> chegou ao mundo, em 25 de outubro de 2010, Taylor Swift tinha apenas 20 anos, mas já parecia compreender com precisão o peso da própria voz. Em meio ao sucesso meteórico de </span><a href="https://personaunesp.com.br/fearless-taylors-version-critica/"><i><span style="font-weight: 400;">Fearless</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> (2008) e à transição entre o </span><i><span style="font-weight: 400;">country</span></i><span style="font-weight: 400;"> e o </span><i><span style="font-weight: 400;">pop</span></i><span style="font-weight: 400;">, ela decidiu fazer um movimento arriscado: escrever todas as faixas sozinha. O resultado foi um álbum que soa íntimo e grandioso, misturando a doçura juvenil com a consciência dolorosa de quem já se feriu pela exposição. </span><i><span style="font-weight: 400;">Speak Now</span></i><span style="font-weight: 400;"> apresenta a resposta de Swift à crítica que duvidava de sua autoria e maturidade artística, tornando-se uma prova de controle criativo e vulnerabilidade, marcada por arranjos orquestrais, confissões e metáforas cintilantes.</span></p>
<p><span id="more-37155"></span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O disco é também um retrato de uma jovem artista lidando com as contradições da fama e da feminilidade sob os holofotes. Ao longo das 14 faixas, a loirinha transforma experiências pessoais, como amores, rupturas, críticas e arrependimentos, em narrativas universais, capazes de dialogar com diferentes gerações de ouvintes. 15 anos depois, </span><i><span style="font-weight: 400;">Speak Now</span></i><span style="font-weight: 400;"> segue como um ponto de virada em sua trajetória: é o momento em que </span><a href="https://personaunesp.com.br/ha-5-anos-taylor-swift-transformava-isolamento-em-enredo-e-silencio-em-poesia-com-folklore/"><span style="font-weight: 400;">Swift</span></a><span style="font-weight: 400;"> deixa de ser apenas personagem de suas histórias e assume, de forma definitiva, o papel de narradora.</span></p>
<div class="jetpack-video-wrapper"><iframe title="Taylor Swift - Mine" width="840" height="473" src="https://www.youtube.com/embed/XPBwXKgDTdE?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen></iframe></div>
<p><span style="font-weight: 400;">Um eixo emocional que atravessará toda a obra já aparece nas primeiras faixas: o amor como promessa e como ruína. </span><a href="https://open.spotify.com/intl-pt/track/0GxW5K0qzrq7L1jwSY5OmY?si=994233fb59074a6c"><i><span style="font-weight: 400;">Mine</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> abre equilibrando medo e esperança, como se a ela já soubesse que finais felizes exigem reconstrução constante. Poucas faixas depois, </span><a href="https://open.spotify.com/intl-pt/track/5l6GqSxplqnZbLg0LTPQeG?si=feaa8610082f4044"><i><span style="font-weight: 400;">Back to December</span></i></a> <span style="font-weight: 400;">inverte a lógica tradicional de sua narrativa e apresenta um pedido de desculpas explícito, algo ainda raro naquele momento de sua carreira. Se em trabalhos anteriores, ocupava majoritariamente o lugar da ferida, aqui experimenta o da culpa – movimento que se tornaria mais recorrente em álbuns futuros. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Esse contraste entre acreditar apesar do trauma e reconhecer os próprios erros cria uma tensão madura para uma artista de 20 anos. Não à toa, o álbum vendeu mais de um milhão de cópias na primeira semana nos Estados Unidos, tornando-se o 16º disco da história a atingir esse feito na época – um número que consolidava não apenas popularidade, mas </span><a href="https://lorena.ig.com.br/categoria/musica/Speak-Now-album-de-Taylor-Swift-ultrapassa-os-3-bilhoes-de-streams-no-Spotify"><span style="font-weight: 400;">relevância cultural</span></a><span style="font-weight: 400;">. A obra, que estreou em primeiro lugar na </span><i><span style="font-weight: 400;">Billboard</span></i><span style="font-weight: 400;"> 200 e acumulou múltiplas certificações de platina ao longo dos anos, caminha entre o encantamento e o desencanto, entre o impulso de amar e a necessidade de sobreviver ao fim. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Já o título não é à toa. Em </span><a href="https://open.spotify.com/intl-pt/artist/06HL4z0CvFAxyc27GXpf02?si=a9340a5bd05b4667"><i><span style="font-weight: 400;">Speak Now</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, há fantasia, humor e impulso: a ideia de interromper um casamento é exagerada, quase cinematográfica, porém simboliza o desejo de finalmente dizer o que ficou preso na garganta. Já </span><a href="https://open.spotify.com/intl-pt/track/3K2es3gElMRJ3qvmPW442g?si=2996468e91cd4079"><i><span style="font-weight: 400;">Dear John</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> abandona qualquer verniz lúdico e mergulha em quase seis minutos de exposição crua sobre manipulação e diferença de idade em um relacionamento desigual. A pergunta</span> <span style="font-weight: 400;">“</span><i><span style="font-weight: 400;">Don’t you think I was too young?</span></i><span style="font-weight: 400;">” (“</span><i><span style="font-weight: 400;">Você não acha que eu era jovem demais?</span></i><span style="font-weight: 400;">”) ressoa como marco de amadurecimento público e privado, transformando o que poderia ser mera fofoca em denúncia emocional, marcando um dos momentos mais maduros e dolorosos da carreira da artista.</span></p>
<figure id="attachment_37156" aria-describedby="caption-attachment-37156" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img decoding="async" class="size-medium wp-image-37156" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2026/03/unnamed-1-800x400.png" alt="Uma fotografia mostra Taylor Swift, uma mulher branca, na faixa dos 20 anos, em perfil. Ela tem cabelos loiros ondulados presos em um rabo de cavalo lateral e usa um ponto de áudio discreto. Ela está vestida com um vestido roxo claro com um decote, e um colar prateado fino. Seus lábios são pintados com um batom vermelho vibrante. Ela está olhando para a direita, com uma expressão concentrada. O fundo é predominantemente azul escuro, com alguns pontos de luzes brilhantes que sugerem um palco ou show. A iluminação é forte e foca nela, e na sua silhueta. A composição é focada na mulher, com o fundo servindo para isolá-la. A atmosfera é de performance, provavelmente um show." width="800" height="400" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2026/03/unnamed-1-800x400.png 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2026/03/unnamed-1-1024x512.png 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2026/03/unnamed-1-768x384.png 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2026/03/unnamed-1-1536x768.png 1536w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2026/03/unnamed-1-1200x600.png 1200w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2026/03/unnamed-1.png 1600w" sizes="(max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-37156" class="wp-caption-text">Mean ganhou o Grammy de Melhor Canção Country e Melhor Performance Solo Country em 2012 (Foto: Kevin Mazur)</figcaption></figure>
<p><a href="https://open.spotify.com/intl-pt/track/04S1pkp1VaIqjg8zZqknR5?si=cbb849b3a0234514"><i><span style="font-weight: 400;">Enchanted</span></i></a> <span style="font-weight: 400;">talvez seja o coração sonhador do álbum: um encontro mágico que captura o instante exato entre o olhar e a paixão. É o ápice da cantora, das metáforas cintilantes e dos olhos brilhando sob luzes de cidade. Em contrapartida, </span><i><span style="font-weight: 400;">Last Kiss</span></i><span style="font-weight: 400;"> desmonta qualquer armadura emocional. Lenta, dolorosa e verdadeira, é talvez uma das canções mais tristes de Swift, uma despedida contida que carrega todo o peso de amar em vão. Essas canções demonstram como o álbum caminha entre o melodrama e a confissão, o início e fim da paixão.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Em outra vertente, </span><i><span style="font-weight: 400;">Mean</span></i><span style="font-weight: 400;"> converte as críticas em superação, enquanto </span><i><span style="font-weight: 400;">Better Than Revenge</span></i><span style="font-weight: 400;"> revela a reação impulsiva de quem ainda busca poder através da raiva – uma resposta crua e imatura. Quinze anos depois, </span><i><span style="font-weight: 400;">Actually, Romantic</span></i><span style="font-weight: 400;">, faixa de </span><a href="https://personaunesp.com.br/um-espelho-quebrado-por-expectativas-a-complacencia-de-taylor-swift-em-the-life-of-a-showgirl/"><i><span style="font-weight: 400;">The Life of a Showgirl</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> (2025), retoma esses mesmos temas com distanciamento e autoconsciência, como se revisse o espelho emocional do antecessor. A regravação de </span><a href="https://personaunesp.com.br/speak-now-taylors-version-critica/"><i><span style="font-weight: 400;">Speak Now (Taylor’s Version)</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> (2023) já indicava esse amadurecimento: Swift reconhece os excessos sem apagar a emoção. Essa consciência se torna domínio narrativo novamente em </span><i><span style="font-weight: 400;">Actually, Romantic</span></i><span style="font-weight: 400;">: a artista encena o julgamento e transforma a vulnerabilidade em força, revisitando o processo de afirmar sua identidade.</span></p>
<div class="jetpack-video-wrapper"><iframe loading="lazy" title="Taylor Swift - Mean" width="840" height="473" src="https://www.youtube.com/embed/jYa1eI1hpDE?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen></iframe></div>
<p><span style="font-weight: 400;">Um símbolo de legado e comunhão entre gerações de </span><i><span style="font-weight: 400;">swifties </span></i><i><span style="font-weight: 400;">Never Grow Up</span></i><span style="font-weight: 400;"> e </span><i><span style="font-weight: 400;">Innocent</span></i><span style="font-weight: 400;"> formam dois polos complementares dentro de </span><i><span style="font-weight: 400;">Speak Now</span></i><span style="font-weight: 400;">, ambos marcados pela vulnerabilidade e pelo desejo de amadurecer sem perder a doçura. A primeira é um lembrete agridoce da passagem do tempo, um retrato terno da inocência que se esvai; já a segunda, lançada após o episódio humilhante no </span><i><span style="font-weight: 400;">VMA</span></i><span style="font-weight: 400;"> de 2009, é um gesto público de perdão – não apenas para </span><a href="https://personaunesp.com.br/donda-critica/"><span style="font-weight: 400;">Kanye West</span></a><span style="font-weight: 400;">, mas para si mesma, ao afirmar que ainda há pureza mesmo após o erro. Juntas, revelam como Swift equilibra fragilidade e força, sarcasmo e empatia, mostrando que crescer também é se reconciliar com as próprias falhas. Nas duas faixas, a artista traduz a dor em arte, oscilando entre o íntimo e o épico, uma sensibilidade que define o coração do disco.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O encerramento com </span><a href="https://open.spotify.com/intl-pt/track/4ewAfHYpDTzpW1GKO44CVP?si=88281ea9e68d46ee"><i><span style="font-weight: 400;">Long Live</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> é quase mítico, um tributo à própria jornada e aos fãs que a acompanharam desde o início. Ao celebrar as vitórias e as cicatrizes, a loirinha muda sua história pessoal em lenda compartilhada, uma canção sobre a glória efêmera e a memória duradoura. Mais de uma década depois, o impacto da faixa ganhou novas dimensões com a </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=IppMykw4fT4"><i><span style="font-weight: 400;">The Eras Tour</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, em que Swift a incluiu como clímax emocional dos shows, transformando estádios inteiros em corais de vozes unidas por um sentimento de pertencimento e continuidade. A música, antes um agradecimento íntimo à banda e aos fãs de sua juventude, tornou-se</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">No Brasil, </span><i><span style="font-weight: 400;">Long Live</span></i><span style="font-weight: 400;"> ainda carrega um significado especial por causa da versão em </span><a href="https://youtu.be/1etzkcAo6WA?si=huLpMDbbVvEwBrAo"><span style="font-weight: 400;">parceria com Paula Fernandes</span></a><span style="font-weight: 400;">, lançada em 2012. A regravação, cantada em inglês e português, representou um raro gesto de aproximação cultural e marcou profundamente o público brasileiro, que adotou a canção como hino afetivo. A obra permanece como um testemunho de autoconfiança, mas também de crescimento. É o disco de uma jovem que aprendeu a se defender com poesia e a se reconstruir com melodia. Falar, ou cantar, foi o gesto que a libertou, e essa coragem ecoa até hoje em cada verso de sua carreira. </span><a href="https://open.spotify.com/intl-pt/album/5MfAxS5zz8MlfROjGQVXhy"><i><span style="font-weight: 400;">Speak Now</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> é sobre o poder d</span><span style="font-weight: 400;">e reivindicar o próprio enredo, mesmo quando o mundo tenta escrevê-lo por você.</p>
<p></span></p>
<p><iframe title="Spotify Embed: Speak Now" style="border-radius: 12px" width="100%" height="352" frameborder="0" allowfullscreen allow="autoplay; clipboard-write; encrypted-media; fullscreen; picture-in-picture" loading="lazy" src="https://open.spotify.com/embed/album/6Ar2o9KCqcyYF9J0aQP3au?si=kchY11j8R-uZGyUUAl9W3g&amp;utm_source=oembed"></iframe></p>
<p><span style="font-weight: 400;"> </span></p>
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		<title>Taylor Swift revisita as dores de como é ser uma jovem adulta em Speak Now (Taylor’s Version)</title>
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		<pubDate>Wed, 25 Oct 2023 20:30:25 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Arthur Caires Após muitas especulações de qual seria a próxima regravação de Taylor Swift – como easter eggs em merchs indicando 1989 e Speak Now, referências no clipe de Bejeweled do álbum Midnights, e a presença de nada mais nada menos que  Enchanted na setlist da The Eras Tour – Speak Now (Taylor&#8217;s Version) finalmente &#8230; <a href="http://personaunesp.com.br/speak-now-taylors-version-critica/" class="more-link">Continue lendo<span class="screen-reader-text"> "Taylor Swift revisita as dores de como é ser uma jovem adulta em Speak Now (Taylor’s Version)"</span></a></p>
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										<content:encoded><![CDATA[<figure id="attachment_31673" aria-describedby="caption-attachment-31673" style="width: 800px" class="wp-caption aligncenter"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-31673" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/10/71QgmF3cnEL._AC_UF10001000_QL80_-800x800.jpg" alt="Capa do álbum Speak Now (Taylor’s Version), em que Taylor, uma mulher branca de cabelos loiros e compridos, está de costas olhando pelo ombro para frente, com os cabelos em movimento e usando um vestido roxo em um fundo escuro." width="800" height="800" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/10/71QgmF3cnEL._AC_UF10001000_QL80_-800x800.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/10/71QgmF3cnEL._AC_UF10001000_QL80_-150x150.jpg 150w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/10/71QgmF3cnEL._AC_UF10001000_QL80_-768x768.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/10/71QgmF3cnEL._AC_UF10001000_QL80_.jpg 1000w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-31673" class="wp-caption-text">Na capa de Speak Now (Taylor Version), a artista tentou recriar a da versão original, mas dessa vez virada para o lado contrário e em tons mais escuros, indicando uma visão mais amadurecida das canções (Foto: Beth Garrabrant)</figcaption></figure>
<p><b>Arthur Caires</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Após muitas especulações de qual seria a próxima regravação de Taylor Swift – como </span><a href="https://twitter.com/taylornation13/status/1522247913497317378?s=20"><i><span style="font-weight: 400;">easter eggs</span></i><span style="font-weight: 400;"> em </span><i><span style="font-weight: 400;">merchs</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> indicando </span><i><span style="font-weight: 400;">1989</span></i><span style="font-weight: 400;"> e </span><i><span style="font-weight: 400;">Speak Now</span></i><span style="font-weight: 400;">, referências no clipe de </span><a href="https://portalpopline.com.br/taylor-swift-easter-eggs-bejeweled-midnights/"><i><span style="font-weight: 400;">Bejeweled</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> do álbum </span><a href="https://personaunesp.com.br/midnights-critica/"><i><span style="font-weight: 400;">Midnights</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, e a presença de nada mais nada menos que  </span><i><span style="font-weight: 400;">Enchanted</span></i><span style="font-weight: 400;"> na </span><i><span style="font-weight: 400;">setlist</span></i><span style="font-weight: 400;"> da </span><i><span style="font-weight: 400;">The Eras Tour</span></i><span style="font-weight: 400;"> – </span><i><span style="font-weight: 400;">Speak Now (Taylor&#8217;s Version)</span></i><span style="font-weight: 400;"> finalmente está entre nós. Originalmente lançado em 2010, a regravação do terceiro disco de estúdio de Swift foi anunciado em um grande telão de seu show em Nashville, e chegou para reafirmar o desejo da artista de recuperar os direitos de seus seis primeiros trabalhos, ao mesmo tempo que presenteia nostalgia para os fãs.</span></p>
<p><span id="more-31670"></span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O disco contém 22 faixas, sendo dezesseis regravações e seis da parte </span><i><span style="font-weight: 400;">From The Vault</span></i><span style="font-weight: 400;"> – coleção de músicas originais nunca lançadas que foram produzidas na época do álbum, mas não entraram na seleção final. Além disso, com o intuito de provar sua habilidade de compor no início de sua carreira, todas as canções foram inteiramente escritas por Swift. Dentre as canções, </span><i><span style="font-weight: 400;">Mean</span></i><span style="font-weight: 400;">, uma resposta a um crítico que disse que a artista não sabia cantar, conquistou </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=pi9bnkS0MRQ"><span style="font-weight: 400;">dois </span><i><span style="font-weight: 400;">Grammys</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> nas categorias </span><i><span style="font-weight: 400;">country</span></i><span style="font-weight: 400;"> em 2011. Agora, em sua regravação, a canção se torna ainda mais irônica com os vocais aprimorados da cantora e sua posição atual na indústria da Música.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Embora seja um feito simbólico, ao priorizar faixas apenas escritas por ela, Swift acabou limitando a regravação e deixando algumas outras de lado. No início da </span><i><span style="font-weight: 400;">The Eras Tour</span></i><span style="font-weight: 400;">, a cantora liberou a nova versão de </span><i><span style="font-weight: 400;">If This Was A Movie</span></i><span style="font-weight: 400;">, inicialmente da versão</span><i><span style="font-weight: 400;"> deluxe</span></i><span style="font-weight: 400;"> do </span><i><span style="font-weight: 400;">Speak Now</span></i><span style="font-weight: 400;">, mas que foi jogada para a era </span><a href="https://personaunesp.com.br/fearless-taylors-version-critica/"><i><span style="font-weight: 400;">Fearless (Taylor&#8217;s Version)</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, por ser co-escrita por Martin Johnson, vocalista da banda Boys Like Girls. Além disso, </span><i><span style="font-weight: 400;">Drama Queen</span></i><span style="font-weight: 400;"> – também assinada pelo cantor – e </span><i><span style="font-weight: 400;">Battle (Let&#8217;s Go)</span></i><span style="font-weight: 400;"> são dois descartes conhecidos pelos fãs que não entraram no álbum regravado. Junto deles, as versões acústicas de </span><i><span style="font-weight: 400;">Haunted</span></i><span style="font-weight: 400;"> e </span><i><span style="font-weight: 400;">Back To December</span></i><span style="font-weight: 400;"> foram também encontrar </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=1etzkcAo6WA"><i><span style="font-weight: 400;">Long Live</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, com participação de Paula Fernandes, no quase literal cofre da loirinha.</span></p>
<figure id="attachment_31679" aria-describedby="caption-attachment-31679" style="width: 800px" class="wp-caption aligncenter"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-31679" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/10/362979615_661735418854684_643937480026864066_n-800x533.jpg" alt="Taylor, uma mulher branca de cabelos loiros e compridos, em seu show, em cima de uma plataforma, performando a música Long Live. Ela usa um vestido roxo claro e está tocando um violão azul que contém figuras de peixes em sua superfície, com um microfone azul posicionado em sua frente." width="800" height="533" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/10/362979615_661735418854684_643937480026864066_n-800x533.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/10/362979615_661735418854684_643937480026864066_n-768x511.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/10/362979615_661735418854684_643937480026864066_n.jpg 1000w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-31679" class="wp-caption-text">Após o lançamento da regravação, a artista adicionou permanentemente Long Live à setlist de seu show (Foto: Jeff Kravitz)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">No âmbito das regravações, a nova versão do terceiro álbum foi a que mais gerou controvérsias entre os fãs. Enquanto o relançamento de </span><i><span style="font-weight: 400;">Fearless</span></i><span style="font-weight: 400;"> melhorou o disco original em todos os aspectos – vocais, produção e mixagem – e </span><a href="https://personaunesp.com.br/lancamentos-musicais-novembro-de-2021/"><i><span style="font-weight: 400;">Red (Taylor’s Version)</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> teve seus grandes pontos altos, como a versão de 10 minutos de </span><i><span style="font-weight: 400;">All Too Well</span></i><span style="font-weight: 400;">, e alguns baixos, como a perda de força nas faixas co-escritas por Max Martin, </span><i><span style="font-weight: 400;">Speak Now (Taylor’s Version)</span></i><span style="font-weight: 400;"> sente falta da voz jovem e embargada de emoções da versão de 2010.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">É necessário muito mais tempo para se acostumar e apreciar os vocais maduros da cantora nessas canções que há tanto tempo fazem parte do nosso repertório musical. Essa transição se torna particularmente notável em faixas como </span><i><span style="font-weight: 400;">Last Kiss</span></i><span style="font-weight: 400;">, em que a característica </span><a href="https://vm.tiktok.com/ZMj8ms1y6/"><span style="font-weight: 400;">respiração trêmula</span></a><span style="font-weight: 400;"> na ponte desaparece, e em </span><a href="https://open.spotify.com/intl-pt/track/3sW3oSbzsfecv9XoUdGs7h?si=60e45492443d43af"><i><span style="font-weight: 400;">Enchanted</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, na qual, apesar da produção ganhar uma grandiosidade notável, os vocais ingênuos que anteriormente capturavam o encanto de um amor à primeira vista parecem se dissipar.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Outra mudança contraditória foi a alteração de uma frase polêmica do refrão de </span><i><span style="font-weight: 400;">Better Than Revenge</span></i><span style="font-weight: 400;">. A música que sempre foi conhecida, até mesmo </span><a href="https://g1.globo.com/pop-arte/noticia/2023/07/07/taylor-swift-altera-letra-de-better-than-revenge-em-regravacao-do-album-speak-now.ghtml#:~:text=Taylor%20chegou%20a,quiser%20ir%20embora.%22"><span style="font-weight: 400;">pela própria cantora</span></a><span style="font-weight: 400;">, pelo seu teor misógino teve em sua regravação uma reparação histórica: “</span><i><span style="font-weight: 400;">Ela é mais conhecida pelas coisas que faz no colchão</span></i><span style="font-weight: 400;">” se transformou em “</span><i><span style="font-weight: 400;">Ele era uma mariposa para a chama, ela segurava os fósforos</span></i><span style="font-weight: 400;">”. Por um lado, a mudança é uma forma de Swift passar uma mensagem diferente para as novas gerações; por outro, se </span><a href="https://personaunesp.com.br/critica-after-laughter-paramore/"><span style="font-weight: 400;">Paramore</span></a><span style="font-weight: 400;"> pode cantar </span><a href="https://rollingstone.uol.com.br/noticia/paramore-toca-misery-business-pela-primeira-vez-em-4-anos/"><i><span style="font-weight: 400;">Misery Business</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> com a consciência de seu significado pejorativo, a loirinha também é capaz.</span></p>
<figure id="attachment_31680" aria-describedby="caption-attachment-31680" style="width: 800px" class="wp-caption aligncenter"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-31680" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/10/taylor-swift-800x491.jpg" alt="Taylor, uma mulher branca de cabelos loiros e compridos, está sentada com as pernas esticadas em um fundo branco, usando um vestido de bailarina roxo claro e sapatilhas de bailarina olhando para o lado, apoiando o cotovelo em um dos joelhos com uma expressão séria." width="800" height="491" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/10/taylor-swift-800x491.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/10/taylor-swift-1024x629.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/10/taylor-swift-768x471.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/10/taylor-swift-1200x737.jpg 1200w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/10/taylor-swift.jpg 1427w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-31680" class="wp-caption-text">No ensaio de fotos de Speak Now (Taylor’s Version), a artista brinca com os temas recorrentes do álbum, como vestidos de debutantes, contos de fada e juventude feminina (Foto: Beth Garrabrant)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">Embora a perda das emoções à flor da pele da artista seja algo que apenas os grandes fãs irão notar, ainda mais por se tratar de algo fora do alcance da cantora de reproduzir, o novo nível técnico dos vocais faz valer a pena. Apesar de tudo, músicas como </span><a href="https://open.spotify.com/intl-pt/track/7G0gBu6nLdhFDPRLc0HdDG?si=775fbe7fdfc346cc"><i><span style="font-weight: 400;">Mine</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> e </span><a href="https://open.spotify.com/intl-pt/track/6dTA6y0C2ReQklntzZl8l3?si=bb72b29303ee43ed"><i><span style="font-weight: 400;">The Story Of Us</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> ganham uma imensa qualidade, sobressaindo sua voz e praticamente se transformando em um instrumento junto com a produção, que está superior à original em todas as faixas.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Além destas, a quinta música do disco, </span><a href="https://open.spotify.com/intl-pt/track/1zU8j1x3yi9xalMF96pzKp?si=2000f5d316304f77"><i><span style="font-weight: 400;">Dear John</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, é outra que foi cuidadosamente regravada. A canção, que teve como inspiração o relacionamento da artista com o cantor John Mayer, ganhou um novo significado após o lançamento da </span><a href="https://open.spotify.com/intl-pt/track/0aV5uARAknQgYhBaK944FP?si=1cb669eea3564dda"><i><span style="font-weight: 400;">Would’ve, Could’ve, Should’ve</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> da </span><a href="https://rollingstone.uol.com.br/musica/midnights-3-am-edition-taylor-swift-lanca-versao-estendida-do-disco-com-7-musicas-adicionais/"><span style="font-weight: 400;">versão </span><i><span style="font-weight: 400;">3am</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> de </span><i><span style="font-weight: 400;">Midnights</span></i><span style="font-weight: 400;">, de 2022. Saber que esta relação de grande diferença de idade – Swift com 19 e Mayer com 32 – assombra a cantora até hoje em versos como “</span><i><span style="font-weight: 400;">Eu me arrependo de você o tempo todo</span></i><span style="font-weight: 400;">”, faz com que, ao ouvirmos a regravação, se sinta um gosto amargo ainda maior.</span></p>
<figure id="attachment_31681" aria-describedby="caption-attachment-31681" style="width: 640px" class="wp-caption aligncenter"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-31681" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/10/Taylor-Swift-1.jpg" alt="Taylor, uma mulher branca de cabelos loiros e compridos, e batom vermelho, está deitada no chão de grama coberto por flores lilás, com os braços acima da cabeça, usando uma camiseta listrada clara, iluminada por um sol da manhã." width="640" height="480" /><figcaption id="caption-attachment-31681" class="wp-caption-text">Com uma visão mais equidistante, Taylor Swift encontrou uma forma de dar um novo significado para essas canções (Foto: Beth Garrabrant)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">Enquanto isso, na seção </span><i><span style="font-weight: 400;">From The Vault</span></i><span style="font-weight: 400;">, temos como destaque a faixa </span><i><span style="font-weight: 400;">I Can See You</span></i><span style="font-weight: 400;">, com uma produção um tanto quanto diferente em relação ao resto do disco e até mesmo dos últimos trabalhos originais de Swift. Trata-se de um </span><i><span style="font-weight: 400;">pop/rock</span></i><span style="font-weight: 400;"> delicioso</span><i><span style="font-weight: 400;"> à la</span></i> <a href="https://personaunesp.com.br/40-anos-rumours-fleetwood-mac/"><span style="font-weight: 400;">Fleetwood Mac</span></a><span style="font-weight: 400;">, mas com um toque do estilo de </span><a href="https://personaunesp.com.br/daisy-jones-and-the-six-serie-critica/"><i><span style="font-weight: 400;">Daisy Jones &amp; The Six</span></i></a><span style="font-weight: 400;">. Como um todo, essa nova coleção de músicas teve como propósito celebrar a nostalgia da época com as participações de Fall Out Boy e Paramore, e mostrar que até mesmo os descartes da artista têm um valor significativo.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Com a </span><i><span style="font-weight: 400;">The Eras Tour</span></i><span style="font-weight: 400;"> programada até o fim de 2024 – incluindo uma parada no Brasil em novembro deste ano – os próximos passos de Taylor Swift são incertos. Uma das certezas é o álbum </span><a href="https://gshow.globo.com/tudo-mais/pop/noticia/taylor-swift-anuncia-regravacao-de-1989-taylors-version-e-fas-especulam-parceria-com-harry-styles.ghtml"><i><span style="font-weight: 400;">1989 (Taylor’s Version)</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, anunciado durante seu último show dos Estados Unidos, com cinco faixas adicionais e diversas capas colecionáveis. Mas a questão é: irá Swift lançar as duas últimas regravações até o fim de sua turnê? Ou um disco de inéditas pode estar a caminho com a cantora entrando e saindo de estúdios? Nada se sabe ao certo, mas com certeza há um </span><i><span style="font-weight: 400;">easter egg</span></i><span style="font-weight: 400;"> perdido com a resposta para todas essas perguntas.</span></p>
<p><iframe title="Spotify Embed: Speak Now (Taylor&amp;apos;s Version)" style="border-radius: 12px" width="100%" height="352" frameborder="0" allowfullscreen allow="autoplay; clipboard-write; encrypted-media; fullscreen; picture-in-picture" loading="lazy" src="https://open.spotify.com/embed/album/5AEDGbliTTfjOB8TSm1sxt?si=LPqfb_keSxCQSO2VXUE1NA&#038;utm_source=oembed"></iframe></p>
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		<title>Midnights: a genialidade de Taylor Swift em percorrer o passado e desenvolver novas jornadas</title>
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		<pubDate>Mon, 03 Jul 2023 14:52:07 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Música]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Luiza Lopes Gomez Reflexões na madrugada, nostalgia de inquietudes antigas e diálogos internos marcam as composições do décimo álbum de estúdio de Taylor Swift que reafirma seu posto como artista flexível e inovadora, capaz de movimentar multidões e quebrar recordes. Com o anúncio do disco em meio ao seu discurso de agradecimento no VMA 2022, &#8230; <a href="http://personaunesp.com.br/midnights-critica/" class="more-link">Continue lendo<span class="screen-reader-text"> "Midnights: a genialidade de Taylor Swift em percorrer o passado e desenvolver novas jornadas"</span></a></p>
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										<content:encoded><![CDATA[<figure id="attachment_31222" aria-describedby="caption-attachment-31222" style="width: 1200px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-31222" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/07/imagem1.webp" alt="Capa do CD Midnights de Taylor Swift. Fotografia quadrada centralizada no rosto da cantora Taylor Swift. Uma mulher loira, com maquiagem brilhante e delineado preto. Nas mãos segura um isqueiro aceso. No topo na lateral esquerda encontra-se o nome do álbum em cor azul, “Midnights”." width="1200" height="1200" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/07/imagem1.webp 1200w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/07/imagem1-800x800.webp 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/07/imagem1-1024x1024.webp 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/07/imagem1-150x150.webp 150w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/07/imagem1-768x768.webp 768w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-31222" class="wp-caption-text">Entrando para a história como o maior debut da indústria musical, o décimo disco de Taylor Swift conta com 13 faixas que permeiam o passado e as expectativas para o futuro (Foto: Beth Garrabrant)</figcaption></figure>
<p><b>Luiza Lopes Gomez</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Reflexões na madrugada, nostalgia de inquietudes antigas e diálogos internos marcam as composições do décimo álbum de estúdio de Taylor Swift que reafirma seu posto como artista flexível e inovadora, capaz de movimentar multidões e quebrar recordes. Com o </span><a href="https://youtu.be/GOBYdgz06Q8"><span style="font-weight: 400;">anúncio do disco</span></a><span style="font-weight: 400;"> em meio ao seu discurso de agradecimento no </span><i><span style="font-weight: 400;">VMA 2022</span></i><span style="font-weight: 400;">, Swift introduziu ao público uma nova era. Permeado por mistérios e noites sem dormir, </span><i><span style="font-weight: 400;">Midnights</span></i><span style="font-weight: 400;"> foi apresentado de forma instigante e milimetricamente arquitetada antes mesmo do seu lançamento, partindo de uma coleção de vídeos postados nas redes sociais, revelando os nomes das composições e recheados de </span><i><span style="font-weight: 400;">easter eggs</span></i><span style="font-weight: 400;">, referências já tão próprias da artista.</span></p>
<p><span id="more-31220"></span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Como uma mescla de toda a trajetória de Taylor Swift na Música, o </span><a href="https://youtu.be/h8DLofLM7No"><span style="font-weight: 400;">álbum</span></a><span style="font-weight: 400;">, com 13 faixas em sua primeira versão e 20 composições na edição </span><i><span style="font-weight: 400;">3 am</span></i><span style="font-weight: 400;">, é introduzido na carreira da cantora norte-americana de forma a recapitular sua história e, paralelamente, revelar facetas não expostas anteriormente ou aprofundá-las após mais de dez anos de atividade. Com tom irônico, a compositora explora a melancolia e o amargo de momentos que cercam sua sensibilidade e confusão interna. Ao fazer isso, porém, Swift não segue uma linha delicada e nebulosa a fim de ressaltar seu medo, mas sim apresenta uma atmosfera dançante e imersiva, com toques de sensualidade e mistério. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A mistura entre o íntimo e a descontração tornam o álbum uma união de opostos, revelando trajetórias não lineares na vida da cantora que quebram expectativas e conquistam a adoração de seus fãs e da crítica. Desse modo, o disco </span><a href="https://igormiranda.com.br/2022/11/taylor-swift-midnights-recordes/"><span style="font-weight: 400;">coleciona recordes</span></a><span style="font-weight: 400;"> de acesso em plataformas musicais, consagrando Taylor Swift como “</span><i><span style="font-weight: 400;">a indústria musical</span></i><span style="font-weight: 400;">”. A combinação da batida </span><i><span style="font-weight: 400;">pop</span></i><span style="font-weight: 400;"> com composições mais densas demonstra a superação de barreiras temáticas e sonoras da artista, desvinculando-se de qualquer rigidez e imobilidade lírica. Assim, ela promove uma viagem ao passado que, por outro lado, possui uma visão nova, madura e sofisticada sobre questões complexas acerca de crescimento, perda e pertencimento. </span></p>
<figure id="attachment_31223" aria-describedby="caption-attachment-31223" style="width: 2000px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-31223" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/07/imagem-2.jpeg" alt="Plano detalhe do rosto de uma mulher deitada no chão. Loira, com maquiagem verde brilhante e olhos fechados, está com a cabeça de lado no chão. Usa uma blusa longa azul de gola alta. Sua mão esquerda aparece em contato com sua cabeça." width="2000" height="1501" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/07/imagem-2.jpeg 2000w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/07/imagem-2-800x600.jpeg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/07/imagem-2-1024x769.jpeg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/07/imagem-2-768x576.jpeg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/07/imagem-2-1536x1153.jpeg 1536w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/07/imagem-2-1200x901.jpeg 1200w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-31223" class="wp-caption-text">Resultado de madrugadas sem dormir, Taylor Swift revelou o lançamento de Midnights em Agosto de 2022 (Foto: Beth Garrabrant)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">A jornada para a composição de certas faixas passa por um grande processo de imersão na sua juventude. </span><a href="https://youtu.be/B-MfwP_RmHY"><i><span style="font-weight: 400;">Would´ve, Could´ve, Should´ve</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, presente na versão </span><i><span style="font-weight: 400;">deluxe, </span></i><span style="font-weight: 400;">é uma das músicas mais intensas e vulneráveis criada pela artista. Com a apresentação de canções tão potentes e dilacerantes, Taylor Swift emociona ao detalhar os arrependimentos antigos que a assombram até hoje, retomando relacionamentos tóxicos vivenciados e cicatrizes ainda abertas em seu coração. Além de transmitir seus sentimentos de forma esplêndida e comovente, Swift é capaz de aproximar o ouvinte de suas feridas mais profundas e marcantes através de letras que, pela sua voz, mostram sua potência, sendo responsáveis por influenciar a forma de ver o mundo e receber o amor.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O que também chama a atenção dos fãs mediante a liberação de faixas do disco são as relações diretas traçadas com outra obra da cantora, seu segundo álbum, </span><i><span style="font-weight: 400;">Speak Now</span></i><span style="font-weight: 400;">. No ano de 2022, novas citações sobre o sofrimento em uma relação dual e dilacerante, apresentada anteriormente de forma menos profunda em </span><a href="https://youtu.be/2tq1m0vU-m4"><i><span style="font-weight: 400;">Dear John</span></i></a> <span style="font-weight: 400;">(2010), constituem momentos comoventes no que diz respeito à destruição de sua inocência e do abuso emocional suportado, apresentando reflexos em sua personalidade e autoconfiança. De tal forma, Taylor Swift transmite toda sua genialidade e sensibilidade, ressaltando seu extenso talento à medida em que transpõe todo seu medo e remorso em versos incomparáveis.</span></p>
<figure id="attachment_31224" aria-describedby="caption-attachment-31224" style="width: 1548px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-31224" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/07/imagem-3.webp" alt="Duas mulheres iguais, uma em foco e outra desfocada no fundo da imagem, reflexo de um espelho. Mulher loira, com franja no cabelo, olhos azuis. A mulher em foco possui feição preocupada. A outra, em desfoque, encara a mulher em sua versão mais inocente. Usa um body colorido, em faixas, e batom vermelho. Cena de encontro e tensão." width="1548" height="1024" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/07/imagem-3.webp 1548w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/07/imagem-3-800x529.webp 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/07/imagem-3-1024x677.webp 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/07/imagem-3-768x508.webp 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/07/imagem-3-1536x1016.webp 1536w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/07/imagem-3-1200x794.webp 1200w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-31224" class="wp-caption-text">Cantora norte-americana mais ouvida no Brasil, Swift traz para o álbum um toque reflexivo e intimista que surpreende (Foto: Republic Records)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">Em um processo de imersão no seu ‘eu’ mais particular, Taylor Swift, como  compositora árdua e experiente no ramo musical, passa por sonhos e pesadelos para construir uma ponte entre seu passado e presente, reconhecendo seus pontos fracos e destacando-os em uma perspectiva que beira a autodepreciação, às vezes perdida entre batidas dançantes que superam os vocais reflexivos. O </span><i><span style="font-weight: 400;">lead single </span></i><span style="font-weight: 400;">do décimo disco da cantora, a faixa </span><a href="https://youtu.be/b1kbLwvqugk"><i><span style="font-weight: 400;">Anti-Hero</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, representa justamente este conflito entre o caos interno e a sua visão perante uma sociedade maniqueísta que oprime a expressão individual resultante da instabilidade interior. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A forma como diversas crises e a falta de confiança são expostas, tão próxima do público no quesito relacionável, remonta a situação de exaustão mediante dilemas morais de madrugadas que condenam. Por outro lado, tanto na faixa principal como em outras que flertam com o lado sensível do ser, suas questões morais e de cunho emocional, é a </span><a href="https://www.instagram.com/p/CkrJeKjOPPy/"><span style="font-weight: 400;">versatilidade</span></a><span style="font-weight: 400;"> de suas músicas que se manifesta. Para tal, percebe-se a grandiosidade da cantora a partir da construção de um ambiente efervescente para o público, funcionando como uma espécie de teatro vicentino de teor musical, em que os ouvintes se envolvem com a produção e musicalidade atrativas mas, ao mesmo tempo, refletem sobre as realidades complexas e identificáveis presentes em seu âmago.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Além do </span><i><span style="font-weight: 400;">single</span></i><span style="font-weight: 400;"> de </span><i><span style="font-weight: 400;">Midnights</span></i><span style="font-weight: 400;">, outras composições do álbum dialogam com o tema dos arrependimentos e da aceitação, se perdendo em lembranças e, posteriormente, entendendo seus resultados em quesitos de personalidade e ação na vida adulta. Uma das canções que segue tal temática e atraiu os olhares do público e da mídia foi a faixa </span><a href="https://youtu.be/7Gbg6Z70J7E"><i><span style="font-weight: 400;">You’re on Your Own, Kid</span></i></a><span style="font-weight: 400;">. Solidão, perda e </span><a href="https://www.instagram.com/p/Cj93WAAuMg3/"><span style="font-weight: 400;">transformação</span></a><span style="font-weight: 400;"> se entrelaçam e dão vida a um cenário nostálgico da jornada de Taylor Swift, que desenvolve a música a partir de inseguranças de seu passado, dificuldades de aceitação e de reconhecimento da independência como algo positivo. </span></p>
<figure id="attachment_31225" aria-describedby="caption-attachment-31225" style="width: 950px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-31225" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/07/imagem-4.webp" alt="Uma mulher loira, Taylor Swift, de cabelo preso em coque está centralizada na imagem, sentada em uma poltrona no meio de uma sala de estar. Ela está com uma roupa simples, uma regata puxada para o laranja e uma calça jeans. A mulher está curvada em seus joelhos e com sua mão esquerda em sua cabeça, que também está baixa. De fundo, temos uma cortina amarela e uma pequena mesa com retratos. O cenário e a fotografia estão mais escuros, com sombras no ambiente." width="950" height="563" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/07/imagem-4.webp 950w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/07/imagem-4-800x474.webp 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/07/imagem-4-768x455.webp 768w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-31225" class="wp-caption-text">Atingindo 1 bilhão de streams nas plataformas musicais, Midnights conquistou sucesso e prestígio ao emplacar dez músicas na Billboard Hot 100 (Foto: Beth Garrabrant)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">Destaca-se a fórmula de sucesso de Taylor Swift em seus lançamentos como resultado de uma entrega impecável para o público, criando ambientes de identificação do ouvinte com as faixas, o que garante ainda que ela acerte em cheio no teor emotivo de suas obras. Ao trocar </span><a href="https://www.instagram.com/p/Ch1Ed_Su6Qw/"><span style="font-weight: 400;">experiências</span></a><span style="font-weight: 400;"> e expor trajetórias tortuosas até atingir seu momento de estima, a cantora cumpre com uma visão engrandecedora em suas canções, provando a capacidade de superação em relação a dilemas tão próprios do mundo moderno e da juventude, alarmados em madrugadas ruidosas. Torna-se evidente, ainda na continuação do álbum, a forma majestosa com que a artista abre o seu universo, abraçando o sentimento de conforto e afabilidade nas faixas mais lentas e pessoais do disco.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">No quesito musicalidade, a credibilidade dos projetos de Taylor Swift mostra-se ainda maior a partir da percepção de sua forma de criação na indústria ao inserir o seu clássico </span><i><span style="font-weight: 400;">pop</span></i><span style="font-weight: 400;">, como o do inesquecível </span><i><span style="font-weight: 400;">1989</span></i><span style="font-weight: 400;">, em conjunto com a delicadeza e </span><a href="https://youtu.be/iFX6_9h7th0"><span style="font-weight: 400;">complexidade</span></a><span style="font-weight: 400;"> de composições próximas das músicas atemporais de seu oitavo álbum, </span><i><span style="font-weight: 400;">folklore</span></i><span style="font-weight: 400;">. A unicidade de </span><i><span style="font-weight: 400;">Midnights</span></i><span style="font-weight: 400;"> parte justamente do relacionamento diferenciado entre suas batalhas psicológicas e sua incapacidade de negar a tentativa pela perfeição, satirizando suas dores e revelando novas emoções que tomam espaço a partir de decepções como vingança, indiferença e </span><a href="https://youtu.be/rg18Kf4en2o"><i><span style="font-weight: 400;">karma</span></i></a><span style="font-weight: 400;">. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A partir da produção de planos não tão polarizados e distantes entre tristeza e ânimo, presente nas batidas do disco, Swift concebe ao público canções com toques mais poderosos e que expressam o tom </span><a href="https://youtu.be/Uoey4W_3bos"><span style="font-weight: 400;">sensual e amargo</span></a><span style="font-weight: 400;"> da norte-americana, distanciando-se de composições somente românticas. Com isso, a artista amplia seus horizontes e expressa sua capacidade em permear diferentes territórios de forma avançada e impecável, construindo um ambiente comum de envolvimento e atração contínua.</span></p>
<figure id="attachment_31226" aria-describedby="caption-attachment-31226" style="width: 1024px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-31226" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/07/imagem-5.jpg" alt=" Cantora Taylor Swift, loira, de cabelos longos e franja, e de olhos azuis, deitada em um sofá. Close em seu rosto e tronco. Está deitada com os braços levantados apoiados em uma almofada. Usa uma blusa azul claro bordada e calça amarronzada. Não olha diretamente para a câmera na foto. O sofá no qual está possui formas triangulares mesclando a cor bronze e um tom de verde. Almofada apresenta um tom de vinho." width="1024" height="576" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/07/imagem-5.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/07/imagem-5-800x450.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/07/imagem-5-768x432.jpg 768w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-31226" class="wp-caption-text">No álbum Midnights, Taylor apresenta ao público a sua versão mais madura, sem deixar de se aprofundar de forma avassaladora em sua sensibilidade e poder (Foto: Republic Records)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">Primeiro álbum realizado totalmente em parceria com </span><a href="https://www.instagram.com/p/CkzPe8hOKYq/"><span style="font-weight: 400;">Jack Antonoff</span></a><span style="font-weight: 400;">, o disco une vocais incríveis de duas parceiras de longa data do produtor musical: Taylor Swift e Lana del Rey. As artistas se juntam em uma das canções mais metafóricas de </span><i><span style="font-weight: 400;">Midnights</span></i><span style="font-weight: 400;">, combinando seus toques românticos e paradoxais em </span><a href="https://youtu.be/ycE7bUq3-2k"><i><span style="font-weight: 400;">Snow On The Beach</span></i></a><span style="font-weight: 400;">. Considerando toda a ansiedade envolvida no </span><i><span style="font-weight: 400;">feature</span></i><span style="font-weight: 400;">, a faixa deixa a desejar no que diz respeito à participação de del Rey. A composição bela e estranha, que mistura emoção e desilusão constantemente, tem sua potencialidade exaltada em decorrência da maestria na condução de versos e estrofes dramáticas, porém, não capazes de esconder a ausência da voz da cantora convidada nos ápices da faixa. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Assim como a parceria com Lana del Rey e os outros dez álbuns de Taylor Swift, o </span><a href="https://youtu.be/ySZGZrcqvr4"><span style="font-weight: 400;">romance</span></a><span style="font-weight: 400;"> está presente em </span><i><span style="font-weight: 400;">Midnights</span></i><span style="font-weight: 400;"> de diferentes formas, transpondo desde a sensação de arrependimento até a conquista de um amor guerreiro e vencedor. No disco, o sentimento modela-se de maneiras distintas, traçando um percurso não linear que começa na negação da paixão em </span><a href="https://youtu.be/xTXsKMXUi7w"><i><span style="font-weight: 400;">Labyrinth</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> até a conquista da tranquilidade e transparência em um relacionamento, como detalhado em </span><a href="https://youtu.be/rn0brgg2BpI"><i><span style="font-weight: 400;">Sweet Nothing</span></i></a><span style="font-weight: 400;">. Esse processo, no entanto, envolve possíveis mudanças no caminho até chegar ao ponto de destino do conforto.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A intensidade e o mistério de certas canções da obra de Taylor Swift são intensificados através de mecanismos de sobreposição e modulação de vozes, como nas faixas </span><a href="https://youtu.be/Odh9ddPUkEY"><i><span style="font-weight: 400;">Midnight Rain</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> e </span><a href="https://youtu.be/lvHZjvIyqsk"><i><span style="font-weight: 400;">Maroon</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, que abordam jornadas frustradas da cantora e inserem o ouvinte em um meio sensível e imersivo que clama pela potência e força de tal experiência. O álbum configura-se de tal forma como uma companhia para todos os momentos, caminhando desde a vulnerabilidade até o poder de se sentir livre e brilhante. Característica obviamente planejada por Swift, </span><i><span style="font-weight: 400;">Midnights</span></i><span style="font-weight: 400;"> oferece de tudo um pouco, sendo capaz de te acompanhar nas madrugadas e se mostrar compatível com diferentes dores, incentivando, porém, a expressão do </span><a href="https://youtu.be/b7QlX3yR2xs"><span style="font-weight: 400;">brilho</span></a><span style="font-weight: 400;"> interno de cada um, assim como preciosos diamantes.</span></p>
<figure id="attachment_31227" aria-describedby="caption-attachment-31227" style="width: 1920px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-31227" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/07/imagem-6.webp" alt="Palco de um estádio com fundo mais escuro e luzes pontuais. Taylor Swift, loira, com collant azul repleto de pedras e jóias e botas azuladas brilhantes, está de pé no centro do palco e com o pé direito em cima de uma cadeira preta, com apenas uma das pernas levantada. Quatro dançarinas ao fundo performando em torno de cadeiras semelhantes a da cantora." width="1920" height="1080" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/07/imagem-6.webp 1920w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/07/imagem-6-800x450.webp 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/07/imagem-6-1024x576.webp 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/07/imagem-6-768x432.webp 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/07/imagem-6-1536x864.webp 1536w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/07/imagem-6-1200x675.webp 1200w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-31227" class="wp-caption-text">The Eras tour, sexta turnê de Taylor Swift, acumula críticas incríveis e reúne fãs até fora dos estádios (Foto: Ethan Miller)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">O lançamento de </span><i><span style="font-weight: 400;">Midnights</span></i><span style="font-weight: 400;"> não foi a única surpresa de Swift em sua mais nova era. Meses após o </span><i><span style="font-weight: 400;">debut</span></i><span style="font-weight: 400;"> de seu décimo álbum, a cantora retornou aos holofotes com o anúncio de sua turnê mundial, a </span><a href="https://tstheerastour.taylorswift.com/"><i><span style="font-weight: 400;">The Eras Tour</span></i></a><span style="font-weight: 400;">. Narrando toda sua trajetória na Música através de diferentes composições, cenários, figurinos e uma produção impecável e </span><a href="https://www.rollingstone.com/music/music-live-reviews/taylor-swift-the-eras-tour-glendale-review-1234699496/"><span style="font-weight: 400;">esplêndida</span></a><span style="font-weight: 400;">, Taylor Swift comove multidões com </span><i><span style="font-weight: 400;">shows</span></i><span style="font-weight: 400;"> de mais de três horas que não perdem a intensidade e emoção por um minuto sequer.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Recebendo ainda o reconhecimento do </span><i><span style="font-weight: 400;">Grammy</span></i><span style="font-weight: 400;"> como a “</span><a href="https://portalpopline.com.br/taylor-swift-grammy-the-eras-tour-geracao/"><i><span style="font-weight: 400;">turnê mais lendária desta geração</span></i></a><span style="font-weight: 400;">”, a cantora norte-americana reafirma através do espetáculo toda sua genialidade e talento em uma carreira que já supera 17 anos. A energia do evento é capaz de ultrapassar quaisquer barreiras de diferentes estádios e transparecer todo o empenho, excelência e comprometimento de Swift com seu público.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Sua jornada de sucesso na indústria tem como base todo seu magnetismo e dedicação no que se propõe a fazer e inovar na Música. Traçando uma linda caminhada desde suas primeiras aparições em 2006 com o primeiro álbum </span><a href="https://open.spotify.com/intl-pt/album/7mzrIsaAjnXihW3InKjlC3?si=rj5h62cBTVGNIJMocxTWwQ"><i><span style="font-weight: 400;">Taylor Swift</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, até a consagração de seu legado através de </span><i><span style="font-weight: 400;">Midnights. </span></i><span style="font-weight: 400;">Nenhuma porta encontra-se inteiramente fechada para ela, uma compositora em ascensão há anos e extremamente criativa e ambiciosa em todas as suas produções, emplacando </span><i><span style="font-weight: 400;">hits</span></i><span style="font-weight: 400;"> e marcando vidas a cada momento. </span></p>
<p><iframe title="Spotify Embed: Midnights" style="border-radius: 12px" width="100%" height="352" frameborder="0" allowfullscreen allow="autoplay; clipboard-write; encrypted-media; fullscreen; picture-in-picture" loading="lazy" src="https://open.spotify.com/embed/album/151w1FgRZfnKZA9FEcg9Z3?utm_source=oembed"></iframe></p>
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		<title>Quatro lendas do movimento negro, mas apenas Uma Noite em Miami para entender seu local na luta racial</title>
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		<pubDate>Wed, 14 Apr 2021 21:01:29 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Pedro Gabriel Miami, 1964. Após uma vitória espetacular de Cassius Clay (Eli Goree) sobre o campeão dos pesos-pesados Sonny Liston, um grupo de amigos se junta para comemorar o feito. Essa noite poderia ser apenas mais uma história de diversão, com uma festa regada a bebidas alcoólicas. Mas isso não ocorre. O grupo citado é &#8230; <a href="http://personaunesp.com.br/uma-noite-em-miami-critica/" class="more-link">Continue lendo<span class="screen-reader-text"> "Quatro lendas do movimento negro, mas apenas Uma Noite em Miami para entender seu local na luta racial"</span></a></p>
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										<content:encoded><![CDATA[<figure id="attachment_19873" aria-describedby="caption-attachment-19873" style="width: 1300px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-19873" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/04/uma-noite-em-miami.jpg" alt="Poster do filme Uma Noite em Miami.... Em primeiro plano temos o quarteto principal do filme. Na ponta esquerda, Jim Brow virado de costas, com a cabeça olhando para trás de relance, usando um terno preto. Ele é um homem de pele negra retinta, barba e cabelo curto preto. Ao lado, Malcolm X, olhando para a frente, com as costas virada para Jim. Ele é um homem de pela negra mais clara, com cabelos mais castanhos, usa óculos quadrado e um terno cinza. A sua direita está Sam Cooke, mais baixo que Malcolm, com um leve sorriso em seus lábios. Ele é um homem negro de pela mais retinta, cabelo preto, terno vinho, e está virado para frente de costas para Malcolm. A sua direita está Cassius Clay, virado com seu corpo para frente de Sam, olhando para a câmera. Ele é um homem negro de pele mais retinta, cabelo preto, musculoso, usando uma calça social cinza, camisa azul e segurando o blazer de mesma cor da calça, com a mão apoiada no ombro. Ao fundo, um típico hotel americano, com palmeiras ao canto da tela, e um pôr do Sol acontecendo." width="1300" height="731" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/04/uma-noite-em-miami.jpg 1300w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/04/uma-noite-em-miami-300x169.jpg 300w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/04/uma-noite-em-miami-1024x576.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/04/uma-noite-em-miami-768x432.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/04/uma-noite-em-miami-1200x675.jpg 1200w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-19873" class="wp-caption-text">Kemp Powers, roteirista do filme, está indicado na categoria de Melhor Roteiro Adaptado por Uma Noite em Miami…, além de sua co-direção por Soul, favorito a Melhor Animação (Foto: Prime Video)</figcaption></figure>
<p><strong>Pedro Gabriel</strong></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Miami, 1964. Após uma vitória espetacular de Cassius Clay</span> <span style="font-weight: 400;">(</span><a href="http://arrobanerd.com.br/the-peripheral-amazon-elenco/"><span style="font-weight: 400;">Eli Goree</span></a><span style="font-weight: 400;">) sobre o campeão dos pesos-pesados Sonny Liston, um grupo de amigos se junta para comemorar o feito. Essa noite poderia ser apenas mais uma história de diversão, com uma festa regada a bebidas alcoólicas. Mas isso não ocorre. O grupo citado é formado pelo ativista Malcolm X (</span><a href="https://www.tecmundo.com.br/minha-serie/212841-secret-invasion-kingsley-ben-adir-vilao-serie-marvel.htm"><span style="font-weight: 400;">Kingsley Ben-Adir</span></a><span style="font-weight: 400;">), o pai do </span><i><span style="font-weight: 400;">soul </span></i><span style="font-weight: 400;">Sam Cooke (</span><a href="https://personaunesp.com.br/hamilton-critica/"><span style="font-weight: 400;">Leslie Odom, Jr.</span></a><span style="font-weight: 400;">), o jogador de futebol americano Jim Brown (</span><a href="https://personaunesp.com.br/estrelas-alem-do-tempo-matematica/"><span style="font-weight: 400;">Aldis Hodge</span></a><span style="font-weight: 400;">) e o campeão Cassius Clay, que futuramente seria chamado de Muhammad Ali.</span></p>
<p><span id="more-19869"></span></p>
<p><a href="https://www.youtube.com/watch?v=ZprXMxKg--w"><i><span style="font-weight: 400;">Uma Noite em Miami…</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> desenrola os conflitos entre o quarteto ao discutir suas participações no movimento negro. Enquanto Malcolm X lutava de forma aberta, outras personalidades como Sam Cooke utilizavam de diferentes artifícios, travando uma luta mais silenciosa. Logo no início do filme, há a apresentação dos personagens em situações delicadas, em que sofrem com o racismo nos Estados Unidos. A primeira cena, que traz Jim Brown indo visitar um senhor branco muito rico, dói na alma de assistir, uma vez que ele é muito bem recebido logo de cara, mas, quando oferece uma ajuda, é prontamente impedido de entrar na casa por conta de seu tom de pele.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O filme é uma adaptação da peça homônima escrita por </span><a href="https://personaunesp.com.br/soul-critica/"><span style="font-weight: 400;">Kemp Powers</span></a><span style="font-weight: 400;">, que também assina o roteiro do longa. A estrutura da história acaba seguindo os mesmos caminhos de outras produções teatrais, como a também indicada ao </span><a href="https://personaunesp.com.br/tag/oscar/"><i><span style="font-weight: 400;">Oscar </span></i><span style="font-weight: 400;">2021</span></a><span style="font-weight: 400;">, </span><a href="https://personaunesp.com.br/a-voz-suprema-do-blues-critica/"><i><span style="font-weight: 400;">A Voz Suprema do Blues</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, e </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=862Pb9oDDAo"><i><span style="font-weight: 400;">The Boys in the Band</span></i></a><span style="font-weight: 400;">. Todos esses filmes trazem uma construção de espaço muito parecida, mesmo que as histórias sejam completamente diferentes. Os cenários são concentrados em apenas um local, o número de personagens é pequeno e os diálogos são extensos e pesados. Cada vez que alguém começa a falar, as palavras são direcionadas para afetar o interlocutor de uma maneira extremamente forte.</span></p>
<figure id="attachment_19872" aria-describedby="caption-attachment-19872" style="width: 2560px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-19872" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/04/ONIM_D25_0077RC_rgb-e1614117996935-scaled.jpg" alt="Leslie Odom, Jr, homem negro, de cabelo preto, e que usa um terno prata, está em um palco sorrindo, meio inclinado segurando um microfone. Ao fundo, uma orquestra composta por pessoas brancas, vestindo ternos branco, está desfocada. Na base da imagem, pode-se notar a coroa de frutas da Carmem Miranda desenhada no tablado onde a orquestra se posiciona" width="2560" height="1344" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/04/ONIM_D25_0077RC_rgb-e1614117996935-scaled.jpg 2560w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/04/ONIM_D25_0077RC_rgb-e1614117996935-300x157.jpg 300w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/04/ONIM_D25_0077RC_rgb-e1614117996935-1024x537.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/04/ONIM_D25_0077RC_rgb-e1614117996935-768x403.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/04/ONIM_D25_0077RC_rgb-e1614117996935-1536x806.jpg 1536w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/04/ONIM_D25_0077RC_rgb-e1614117996935-2048x1075.jpg 2048w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/04/ONIM_D25_0077RC_rgb-e1614117996935-1200x630.jpg 1200w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-19872" class="wp-caption-text">Leslie Odom, Jr. já mostrou sua voz potente anteriormente, no musical da Broadway Hamilton, como Aaron Burr (Foto: Prime Video)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">Toda a estrutura do filme pode não agradar uma grande parcela do público, uma vez que são histórias mais contidas e pontuais, e que, em sua maioria, terminam com finais abertos. No caso de </span><i><span style="font-weight: 400;">One Night in Miami&#8230;</span></i><span style="font-weight: 400;">, a história é o que promete em seu título — contar o desenrolar dessa noite, cheia de atritos na forma como cada um se relaciona com o ativismo negro e mostrar as fragilidades e diferenças de pensamentos no movimento na época. Nesse ponto, ele consegue seguir um caminho mais fluido que outros filmes baseados em peças. Os diálogos são muito bem construídos, amarrando os desenrolares da história sem parecer que querem colocar dias em apenas uma noite. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A relação dos personagens, como suas diferenças e ligações, são um ótimo fio condutor. Mas, dentre os </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=XZC-Axuu_lY"><span style="font-weight: 400;">quatro personagens</span></a><span style="font-weight: 400;">, Aldis Hodge acaba ficando ofuscado dentre os demais, uma vez que a atuação de Leslie Odom, Jr. é impecável. O ator mostra os nuances de toda a sua frustação na carreira e na forma como ele atua na manutenção do movimento negro. Não apenas Leslie, mas os demais personagens possuem momentos de maior destaque. </span></p>
<p><a href="https://personaunesp.com.br/riverdale-4a-temporada-critica/"><span style="font-weight: 400;">Eli Goree</span></a><span style="font-weight: 400;"> entrega uma ingenuidade em seu Cassius Clay, que está prestes a se converter ao islamismo, e tem como guru Malcolm X. Inclusive, Kingsley Ben-Adir entrega uma atuação formidável em demonstrar essa figura paternalista, que está atenta a todo momento, e que vive o que luta. O contraponto do seu personagem com o de Sam Cooke movimenta a maior parte das discussões do filme, com diálogos grandes e profundos, deixando claro as divergências, mas aprofundando suas relações.</span></p>
<figure id="attachment_19875" aria-describedby="caption-attachment-19875" style="width: 4500px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="wp-image-19875 size-full" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/04/09a30bc1-1d55-4237-a3c0-d428ad85b6ed-one-night-in-miami-ONIM_D29_0027_rgb-1.jpg" alt="Eli Goree, ator que faz Cassius Clay, um homem músculos, negro, cabelo preto, usando um terno preto e uma camisa branca, olhando para frente, onde Regina King está apontando. Ela é a diretora do filme, uma mulher negra, com cabelo preto preso em um turbante, ligeiramente menor que Eli Goree, usando uma blusa branca escrita Life is a Party, com brincos de argola dourados. Ao fundo tem uma parede laranja. Acima dessa parede, há uma fileira de cadeiras de madeira, com um homem sentado em uma delas, com apenas as pernas aparecendo. " width="4500" height="3001" /><figcaption id="caption-attachment-19875" class="wp-caption-text">Regina King é dona de um Oscar pela sua atuação em Se a Rua Beale Falasse (2018), mas sua mais recente premiação foi pela minissérie Watchmen (2019) (Foto: Prime Video)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">Mesmo com todos seus acertos no roteiro e nas atuações, o filme poderia facilmente se perder. Mas não é o caso, uma vez que a já premiada </span><a href="https://personaunesp.com.br/watchmen-hbo-critica/"><span style="font-weight: 400;">Regina King</span></a><span style="font-weight: 400;"> é a diretora desse longa. Esse é o primeiro trabalho da atriz no </span><i><span style="font-weight: 400;">backstage </span></i><span style="font-weight: 400;">de uma </span><a href="https://negre.com.br/regina-king-se-torna-a-primeira-diretora-negra-a-exibir-no-festival-de-veneza/"><span style="font-weight: 400;">produção cinematográfica</span></a><i><span style="font-weight: 400;">,</span></i><span style="font-weight: 400;"> e já começou o com o pé direito </span><a href="https://www1.folha.uol.com.br/ilustrada/2020/09/regina-king-rompe-barreira-e-estreia-na-direcao-com-aceno-ao-black-lives-matter.shtml"><span style="font-weight: 400;">sendo muito elogiada pela crítica</span></a><span style="font-weight: 400;">. A direção de King consegue situar quem assiste em poucos minutos na realidade dos personagens, com cenas impactantes. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Além disso, atua com maestria ao emplacar com fluidez os diálogos. As decisões de como festejar, se posicionar, na forma como são vistos pela sociedade, tudo toma uma proporção ideal para a proposta de </span><i><span style="font-weight: 400;">Uma Noite em Miami&#8230;</span></i><span style="font-weight: 400;">. É conciso e trabalha de forma exemplar a história, que, mesmo sendo fictícia, mantém o peso e importância dessas figuras na sociedade. O que se vê em tela é apenas uma amostra do que viria um ano depois, com o assassinato de </span><a href="https://revistagalileu.globo.com/Sociedade/Historia/noticia/2020/07/quem-foi-malcolm-x-uma-das-maiores-influencias-do-movimento-black-power.html"><span style="font-weight: 400;">Malcolm X</span></a><i><span style="font-weight: 400;">.</span></i><span style="font-weight: 400;"> </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A produção foi muito bem recebida nas premiações, com grandes indicações em seu repertório. No </span><i><span style="font-weight: 400;">Oscar </span></i><span style="font-weight: 400;">2021, especificamente, está indicado em três categorias: Melhor Roteiro Adaptado, Melhor Ator Coadjuvante para Leslie Odom, Jr. e Melhor Canção Original com </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=ZvnPEMW1jj8"><i><span style="font-weight: 400;">Speak Now</span></i></a><span style="font-weight: 400;">. Infelizmente, as chances do filme não são as melhores. Em todas as categorias em que foi indicado, a de Canção Original é a mais forte. Nas demais, terá que bater de frente com o favorito para roteiro, </span><a href="https://personaunesp.com.br/nomadland-critica/"><i><span style="font-weight: 400;">Nomadland</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, e de ator com </span><a href="https://personaunesp.com.br/corra-filme-critica/"><span style="font-weight: 400;">Daniel Kaluuya</span></a><span style="font-weight: 400;">, por </span><a href="https://personaunesp.com.br/judas-e-o-messias-negro-critica/"><i><span style="font-weight: 400;">Judas e o Messias Negro</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, que tem vencido todas as premiações, inclusive a do Sindicato dos Atores, o </span><a href="https://personaunesp.com.br/os-vencedores-do-sag-2021/"><i><span style="font-weight: 400;">SAG Awards</span></i></a><span style="font-weight: 400;">.</span></p>
<figure id="attachment_19871" aria-describedby="caption-attachment-19871" style="width: 1000px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-19871" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/04/image.png" alt="Aldis Hodge, ator que faz Jim Brown, sendo dirigido por Regina King. Ele é um homem de pele negra, que está com um casaco bege, e com a cabeça abaixada. Em sua frente está Regina King, uma mulher de estatura baixa, pele negra, usando um casaco de couro com pêlos, uma touca, headset, olhando para Aldis. Atrás dela, há uma câmera. Eles estão na casa de uma fazenda, com portas e janelas grandes de madeira durante o dia." width="1000" height="667" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/04/image.png 1000w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/04/image-300x200.png 300w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/04/image-768x512.png 768w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-19871" class="wp-caption-text">O Prime Video conseguiu emplacar quatro filmes no Oscar 2021, com um total de 12 indicações, sendo três para Uma Noite em Maimi… (Foto: Prime Video)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">Mas, o filme merecia mais prestígio em outras categorias. O trabalho de Regina King merecia um lugar entre os indicados a Melhor Direção. Em outras premiações, a diretora foi mencionada, mas no </span><i><span style="font-weight: 400;">Oscar</span></i><span style="font-weight: 400;"> acabou sendo </span><a href="https://www.omelete.com.br/oscar/oscar-2021-esnobados"><span style="font-weight: 400;">esnobada</span></a><span style="font-weight: 400;">. Mesmo que não levasse o prêmio, pela primeira vez na história, a Academia indicaria três mulheres na categoria. Além disso, em Melhor Filme, onde pode-se ter até dez indicações, duas vagas ficaram sem serem preenchidas, dando espaço tanto para </span><i><span style="font-weight: 400;">Uma Noite em Miami&#8230;</span></i><span style="font-weight: 400;">, quanto para </span><i><span style="font-weight: 400;">A Voz Suprema do Blues</span></i><span style="font-weight: 400;">. Entretanto, é gratificante ver o número de filmes sobre os movimentos negros sendo prestigiados, além de artistas negros indicados e com grande probabilidade de vencerem, </span><a href="https://aventurasnahistoria.uol.com.br/noticias/reportagem/diversidade-em-hollywood-os-negros-vencedores-do-oscar.phtml"><span style="font-weight: 400;">após alguns anos não terem nenhum concorrente</span></a><span style="font-weight: 400;">. </span></p>
<p><i><span style="font-weight: 400;">One Night in Miami&#8230;</span></i><span style="font-weight: 400;"> está disponível no </span><i><span style="font-weight: 400;">Prime Video</span></i><span style="font-weight: 400;">, juntamente com outros indicados como</span> <a href="https://personaunesp.com.br/o-som-do-silencio-critica/"><i><span style="font-weight: 400;">O Som do Silêncio</span></i></a><i><span style="font-weight: 400;">, </span></i><a href="https://personaunesp.com.br/borat-2-critica/"><i><span style="font-weight: 400;">Borat: Fita de Cinema Seguinte</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> e </span><a href="https://personaunesp.com.br/time-documentario-critica/"><i><span style="font-weight: 400;">Time</span></i></a><span style="font-weight: 400;">. A história dessas grandes figuras, festejando em um quarto de hotel com um pote de sorvete pode não agradar a todos pelo seu formato, mas é uma narrativa muito bem construída e que marca a entrada triunfal de Regina King na direção de cinema. </span></p>
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