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	<title>Arquivos Shippados &#8211; Persona | Jornalismo Cultural</title>
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		<title>Problema Meu: 5 anos da transformação monocórdica de Clarice Falcão para um álbum onde tragédia e comédia caminham juntas</title>
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		<pubDate>Mon, 15 Mar 2021 14:05:17 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Gabriel Brito de Souza Em 2016, após seu sucesso como comediante no Porta dos Fundos, a atriz, roteirista e também produtora, Clarice Falcão deu uma pausa nas telinhas para dedicar-se ao seu segundo álbum, Problema Meu. Nessa produção, a cantora pernambucana manteve sua figura fofa e sarcástica, que ficou famosa com seu primeiro álbum, Monomania &#8230; <a href="http://personaunesp.com.br/problema-meu-5-anos/" class="more-link">Continue lendo<span class="screen-reader-text"> "Problema Meu: 5 anos da transformação monocórdica de Clarice Falcão para um álbum onde tragédia e comédia caminham juntas"</span></a></p>
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										<content:encoded><![CDATA[<figure id="attachment_18899" aria-describedby="caption-attachment-18899" style="width: 1000px" class="wp-caption alignnone"><img fetchpriority="high" decoding="async" class="size-full wp-image-18899" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/03/Imagem-1.jpg" alt="Fotografia da capa do álbum Problema Meu, da cantora Clarice Falcão. A foto tem um fundo branco e possui armários organizadores e móveis de escritório empilhados, que também são da cor branca. No canto inferior esquerdo, a cantora está agachada entre os objetos. Clarice é uma mulher branca de olhos azuis e tem cabelos curtos e castanhos. Ela está vestindo um vestido branco e calçando um par de saltos na cor branca." width="1000" height="1000" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/03/Imagem-1.jpg 1000w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/03/Imagem-1-300x300.jpg 300w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/03/Imagem-1-150x150.jpg 150w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/03/Imagem-1-768x768.jpg 768w" sizes="(max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-18899" class="wp-caption-text">Há 5 anos, Clarice Falcão usa toda sua fofura e entrega seu segundo álbum com músicas que caminham de forma versátil do cômico ao trágico, enquanto explora seu empoderamento (Foto: Reprodução)</figcaption></figure>
<p><b>Gabriel Brito de Souza</b></p>
<p>Em 2016, após seu sucesso como comediante no <a href="https://www.youtube.com/channel/UCEWHPFNilsT0IfQfutVzsag"><i>Porta dos Fundos</i></a>, a atriz, roteirista e também produtora, Clarice Falcão deu uma pausa nas telinhas para dedicar-se ao seu segundo álbum, <a href="https://genius.com/albums/Clarice-falcao/Problema-meu"><i>Problema Meu</i></a>. Nessa produção, a cantora pernambucana manteve sua figura fofa e sarcástica, que ficou famosa com seu primeiro álbum, <a href="https://genius.com/albums/Clarice-falcao/Monomania"><i>Monomania</i></a> (2013), onde estreou com um compilado de canções monocordicamente mais acústicas e que contavam as vivências de uma garota loucamente apaixonada. O disco que completa 5 anos em 2021 marcou sua carreira por trazer uma temática que aborda diretamente complicações amorosas, autocrítica e o cotidiano, só que de uma forma totalmente trágica e cômica, do jeito que Clarice sabe e gosta de cantar.</p>
<p><span id="more-18898"></span></p>
<p>Mais precisamente, foi em 2012 que a carreira musical de Clarice Falcão ganhou notoriedade, graças aos seus <i>singles</i> <a href="https://www.youtube.com/watch?v=0snYmxZDXw4"><i>A Gente Voltou</i></a>, <a href="https://www.youtube.com/watch?v=yKV2WdyyCQw"><i>Macaé</i></a> e <a href="https://youtu.be/EmenFeedtYw"><i>Qualquer Negócio</i></a>, que garantiram a ela mais de 10 milhões de acessos em seu canal no <i>YouTube</i>. A partir de então, a compositora deu à luz ao seu álbum de estreia na indústria musical, voltando-se a uma pegada mais <i>folk pop</i> e MPB. Além da música, ela também é adepta das artes cênicas, tendo participações como na novela <a href="https://observatoriodatv.uol.com.br/noticias/clarice-falcao-fala-sobre-a-favorita-unica-novela-que-fez-periodo-negativo"><i>A Favorita</i></a> e a série <a href="https://memoriaglobo.globo.com/entretenimento/series/as-brasileiras/episodios/"><i>As Brasileiras</i></a>, essa qual também foi roteirista, além de vários filmes e curtas-metragens. Sua mais recente atuação foi com a personagem Brita, na série nacional do <i>Globoplay</i>, <a href="https://personaunesp.com.br/shippados-critica/"><i>Shippados</i></a>.</p>
<p>Afastando-se da caracterização suave e monotemática do disco antecessor, Falcão guia <a href="https://genius.com/albums/Clarice-falcao/Problema-meu"><i>Problema Meu</i></a> experimentando novos gêneros musicais, indo além do instrumental violão e ukulele, introduzindo o som de teclados e guitarras ao fundo das composições. Já as letras também diferem-se explicitamente, deixando a menina perdidamente apaixonada de lado e dando espaço para uma garota amargurada com suas decepções amorosas, mas que em meio às turbulências está amadurecendo. Vale salientar que Clarice posiciona-se como feminista e nesse álbum buscou trazer mais da causa em algumas de suas produções, além do que já havia expressado no projeto de seu <i>cover</i> da música <a href="http://g1.globo.com/musica/noticia/2015/11/clarice-falcao-lanca-clipe-feminista-de-survivor-cover-de-destinys-child.html"><i>Survivor</i></a>, do grupo <a href="https://genius.com/artists/Destinys-child">Destiny’s Child</a>.</p>
<figure id="attachment_18900" aria-describedby="caption-attachment-18900" style="width: 984px" class="wp-caption alignnone"><img decoding="async" class="size-full wp-image-18900" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/03/Imagem-2.jpeg" alt="Cena com a personagem Brita, interpretada por Clarice Falcão, na série nacional Shippados. Na foto, a personagem está deitada de barriga para baixo em uma cama, enquanto conversa com a camêra que a está gravando. Brita é uma mulher branca de olhos azuis e cabelos longos e castanhos. Ela está vestindo uma camiseta amarela com estampa em detalhes vermelhos." width="984" height="554" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/03/Imagem-2.jpeg 984w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/03/Imagem-2-300x169.jpeg 300w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/03/Imagem-2-768x432.jpeg 768w" sizes="(max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-18900" class="wp-caption-text">Na série nacional, Shippados, exclusiva da Globoplay, Clarice Falcão deu vida a Brita, que faz par romântico com Valdir, personagem de Luis Lobianco, um casal adepto ao naturalismo e sem noção de limites, que nos divertem muito ao lado do casal protagonista (Foto: Reprodução)</figcaption></figure>
<p>O disco inicia-se com o <i>single</i> <a href="https://youtu.be/2hvVlpXEvCE"><i>Irônico</i></a>, uma marchinha em ritmo carnavalesco que fala de forma sarcástica sobre os amores passageiros das folias, mas que, ao <i>reouvir</i>, chega a dar um aperto no coração de saudades, já que as festivas não puderam acontecer neste ano. Com <a href="https://genius.com/Clarice-falcao-eu-escolhi-voce-lyrics"><i>Eu Escolhi Você</i></a>, Clarice nos diverte ao justificar-se de sua escolha para a pessoa amada, seja porque não tinha muitas opções ou por estar esperando até que alguém melhor apareça. Já na faixa <a href="https://genius.com/Clarice-falcao-a-volta-do-mecenas-lyrics"><i>A Volta do Mecenas</i></a>, a cantora nos traz um batida de <i>rock </i>que, em tom brincalhão, pede pelo retorno da Renascença para a transformação de uma nova era.</p>
<p>A música <a href="https://genius.com/Clarice-falcao-deve-ter-sido-eu-lyrics"><i>Deve Ter Sido Eu</i></a> é uma aposta humorística da raiva de uma garota com a atual do seu ex-namorado, descrevendo aquele sentimento negativo que criamos sobre a pessoa que está com a nossa antiga paixão, enquanto remoemos amores passados. O <i>single</i> <a href="https://genius.com/Clarice-falcao-marta-lyrics"><i>Marta</i></a> é uma piada sobre uma das situações mais trágicas que alguns de nós já passaram, alguém que tem um número de telefone parecido com o seu e, por isso, você não para de receber ligações por engano. Enquanto na canção <a href="https://youtu.be/HOQM_xSnxGw"><i>Se Esse Bar Fechar</i></a>, Falcão compartilha a dor de quando a pessoa fura com o <i>date </i>e você leva aquele bolo, transformando um encontro em uma lembrança frustrante.</p>
<p><a href="https://genius.com/Clarice-falcao-eu-sou-problema-meu-lyrics"><i>Eu Sou Problema Meu</i></a>, veio para deixar claro e bem cantado, que Clarice é dona de si, e assim como todas as mulheres, ela não é propriedade de ninguém e exige respeito. Por sua vez, o <i>cover</i> de <a href="https://genius.com/Clarice-falcao-lamour-toujours-ill-fly-with-you-lyrics"><i>L&#8217;amour Toujours (I’ll Fly With You)</i></a> é uma quebra da música originalmente eletrônica feita pelo <i>DJ</i> <a href="https://genius.com/artists/Gigi-dagostino">Gigi D&#8217;Agostino</a>, para um acústico mais leve e romântico aos ouvidos. Em <a href="https://genius.com/Clarice-falcao-como-e-que-eu-vou-dizer-que-acabou-lyrics"><i>Como É Que Eu Vou Dizer Que Acabou?</i></a>, a cantora retrata de forma sincera e atrapalhada como não é fácil pôr um ponto final no relacionamento e dizer adeus. E na música em inglês <a href="https://genius.com/Clarice-falcao-duet-lyrics"><i>Duet</i></a>, mais uma vez a cantora divide conosco desilusões amorosas cantando sobre um dueto que no final tornou-se um solo ao som de <i>jazz</i>.</p>
<div class="jetpack-video-wrapper"><iframe title="IRÔNICO - Clarice Falcão - SEGUNDO CLIPE OFICIAL" width="840" height="473" src="https://www.youtube.com/embed/x11bFQXztlc?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen></iframe></div>
<p>A letra meio agressiva, mas hilária de <a href="https://genius.com/Clarice-falcao-banho-de-piscina-lyrics"><i>Banho de Piscina</i></a> traz uma pegada tecnobrega, enquanto a compositora solta o verbo sobre um romance que deu errado devido à infidelidade do parceiro. E, novamente falando sobre paixões não correspondidas, na faixa <a href="https://genius.com/Clarice-falcao-vinheta-lyrics"><i>Vinheta</i></a> a cantora ironiza a espera angustiante de uma mensagem que nunca é enviada.</p>
<p>Sendo a música preferida de Falcão, <a href="https://genius.com/Clarice-falcao-vagabunda-lyrics"><i>Vagabunda</i></a> é uma sátira que narra o convite de uma mulher à amante do parceiro para um chope, enquanto compartilha sua decepção. Para finalizar o disco, <a href="https://genius.com/Clarice-falcao-clarice-lyrics"><i>Clarice</i></a>, título que leva o próprio nome da cantora, faz piada das críticas que recebeu após o lançamento do seu primeiro álbum. E assim, rindo dos problemas do cotidiano e da confusa vida amorosa, <a href="https://genius.com/albums/Clarice-falcao/Problema-meu"><i>Problema Meu</i></a> comemora 5 anos misturando-se a uma melodia doce e nos divertindo com o jeitinho debochado de Clarice Falcão.</p>
<p><iframe loading="lazy" title="Spotify Embed: Problema Meu" width="300" height="380" allowtransparency="true" frameborder="0" allow="encrypted-media" src="https://open.spotify.com/embed/album/0IBlkonuP9NcFl5lSYZj2q?si=V--khutlR_eosB1H2Ik3DQ"></iframe></p>
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		<title>Cineclube Persona – Janeiro de 2021</title>
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		<pubDate>Tue, 09 Feb 2021 23:04:10 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Em um ano livre da pandemia, janeiro é considerado o mês dos descartes. A temporada 2020 jogou todas as regras pela janela, entretanto, e lançar filmes no primeiro mês do ano ainda qualifica-os para a glória do Oscar. Dito isso, a Netflix continua sua linha de produção massiva em busca da estatueta dourada, e finalmente &#8230; <a href="http://personaunesp.com.br/cineclube-persona-janeiro-de-2021/" class="more-link">Continue lendo<span class="screen-reader-text"> "Cineclube Persona – Janeiro de 2021"</span></a></p>
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										<content:encoded><![CDATA[<figure id="attachment_18398" aria-describedby="caption-attachment-18398" style="width: 1024px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="wp-image-18398 size-full" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/02/cinecu-wordpress.jpg" alt="Arte retangular vermelha. No canto superior esquerdo, foi adicionado o texto &quot;cineclube persona&quot;. No centro, foi adicionado o logo do Persona. No canto inferior direito, foi adicionado o texto &quot;janeiro de 2021&quot;. Espalhados pela imagem foram adicionados quatro fotos inseridas dentro de molduras de pinturas antigas: uma foto da série Cobra Kai, da série Shippados, da série Fate: A Saga Winx e do filme Promising Young Woman. " width="1024" height="538" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/02/cinecu-wordpress.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/02/cinecu-wordpress-300x158.jpg 300w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/02/cinecu-wordpress-768x404.jpg 768w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-18398" class="wp-caption-text">Destaques de Janeiro de 2021: Cobra Kai, Shippados, Fate: A Saga Winx e Promising Young Woman (Foto: Reprodução/Arte: Jho Brunhara/Texto de Abertura: Vitor Evangelista)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">Em um ano livre da pandemia, janeiro é considerado o mês dos descartes. A temporada 2020 </span><a href="https://g1.globo.com/pop-arte/cinema/noticia/2020/06/15/oscar-2021-e-adiado-para-abril-e-filmes-que-estrearem-ate-fevereiro-podem-concorrer.ghtml"><span style="font-weight: 400;">jogou todas as regras pela janela</span></a><span style="font-weight: 400;">, entretanto, e lançar filmes no primeiro mês do ano ainda qualifica-os para a glória do </span><i><span style="font-weight: 400;">Oscar</span></i><span style="font-weight: 400;">. Dito isso, a </span><i><span style="font-weight: 400;">Netflix </span></i><span style="font-weight: 400;">continua sua linha de produção massiva em busca da estatueta dourada, e finalmente disponibilizou sua compra mais importante do Festival de Veneza: o brutal </span><a href="https://cinemacomrapadura.com.br/noticias/589568/pieces-of-a-woman-drama-da-netflix-com-vanessa-kirby-e-shia-labeouf-ganha-trailer/"><i><span style="font-weight: 400;">Pieces of a Woman</span></i></a><span style="font-weight: 400;">. Na vizinhança ao lado, a </span><i><span style="font-weight: 400;">Amazon</span></i><span style="font-weight: 400;"> nos agraciou com </span><a href="https://mundonegro.inf.br/uma-noite-em-miami-estreia-na-prime-video-brasil/#:~:text=O%20filme%20que%20une%20as,15)%20na%20Amazon%20Prime%20Video."><i><span style="font-weight: 400;">Uma Noite em Miami…</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, estreia de Regina King como diretora de longas.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">No mundo televisivo, a </span><i><span style="font-weight: 400;">Netflix </span></i><span style="font-weight: 400;">reina soberana. O formato de maratona impera no mercado, e novas temporadas de </span><i><span style="font-weight: 400;">(Des)encanto</span></i><span style="font-weight: 400;">, o fenômeno </span><a href="https://observatoriodocinema.uol.com.br/series-e-tv/2020/10/cobra-kai-quebra-recorde-impressionante-na-netflix#:~:text=Ap%C3%B3s%20fazer%20grande%20sucesso%20como,s%C3%A9ries%20mais%20assistidas%20da%20plataforma."><i><span style="font-weight: 400;">Cobra Kai</span></i></a>, <span style="font-weight: 400;">e as avassaladoras estreias de </span><a href="https://estacaonerd.com/lupin-serie-estrelada-por-omar-sy-quebra-recorde-na-netflix/#:~:text=Lupin%20quebrou%20um%20recorde%20na,%2Dfeira%2C%20dia%20da%20estreia."><i><span style="font-weight: 400;">Lupin</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> e da controversa </span><a href="https://gauchazh.clicrbs.com.br/cultura-e-lazer/tv/noticia/2021/01/conheca-fate-a-saga-winx-serie-que-estreia-cercada-de-expectativa-e-polemica-ckk7en7bb003q017wv4bq5mv1.html#:~:text=O%20elenco%20e%20a%20pol%C3%AAmica&amp;text=J%C3%A1%20Musa%20Kimura%20%C3%A9%20uma,e%20atrizes%20brancos%20e%20brancas."><i><span style="font-weight: 400;">Fate: A Saga Winx</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> foram pautas de conversas acaloradas nesse início de ciclo. Mas todos os olhos foram vidrados pela aparente esquisitice </span><i><span style="font-weight: 400;">vintage </span></i><span style="font-weight: 400;">de </span><i><span style="font-weight: 400;">WandaVision</span></i><span style="font-weight: 400;">, primeira investida televisa do Universo da </span><i><span style="font-weight: 400;">Marvel</span></i><span style="font-weight: 400;"> e que, semanalmente, tem surpreendido pelo delírio.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O </span><b>Cineclube</b><span style="font-weight: 400;"> voltou em 2021 para recapitular o melhor e o pior que passou na TV e no cinema. Para filmes, a regra é simples: entra na </span><a href="https://personaunesp.com.br/tag/cineclube/"><span style="font-weight: 400;">Curadoria do Mês</span></a><span style="font-weight: 400;"> o que foi lançado nas salas, no </span><i><span style="font-weight: 400;">streaming </span></i><span style="font-weight: 400;">ou o que vazou </span><i><span style="font-weight: 400;">online</span></i><span style="font-weight: 400;">. Quando falamos das séries, as que aparecerem aqui devem ser transmitidas por completo no mês (como a </span><i><span style="font-weight: 400;">Netflix </span></i><span style="font-weight: 400;">faz), ou finalizar a exibição da temporada (por isso a </span><a href="https://www.correiodopovo.com.br/podcasts/cpop/o-que-muda-no-universo-da-marvel-a-partir-de-wandavision-1.558292"><span style="font-weight: 400;">série da Feiticeira Escarlate</span></a><span style="font-weight: 400;"> só aparecerá em março, quando acabar seu percurso na TV). Por enquanto, vamos descobrir o que Janeiro de 2021 nos proveu em termos audiovisuais.</span></p>
<p><span id="more-18003"></span></p>
<h3>Cinema</h3>
<figure id="attachment_18097" aria-describedby="caption-attachment-18097" style="width: 1898px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-18097" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/01/one-night.png" alt="Cena do filme Uma Noite em Miami…. Na cena, vemos 4 homens adultos negros, 2 na frente e 2 atrás, mais desfocados. À frente está Cassius Clay, personagem de Eli Goree, um homem de 22 anos, cabelos pretos e pele negra clara. Ele usa um paletó cinza com uma camisa azul bebê por baixo. À esqurda, ao seu lado, está Jim Brown, interpretado por Aldis Hodge, um homem negro mais velho, de pele retinta, barba, terno e gravata, camisa branca. Ao fundo, desfocados estão Sam Cooke, papel de Leslie Odom Jr e Malcolm X, papel de Kingsley Ben-Adir, eles são homens negros, Malcolm usa óculos de grau. " width="1898" height="1060" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/01/one-night.png 1898w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/01/one-night-300x168.png 300w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/01/one-night-1024x572.png 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/01/one-night-768x429.png 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/01/one-night-1536x858.png 1536w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/01/one-night-1200x670.png 1200w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-18097" class="wp-caption-text">Uma Noite em Miami…, disponível na Amazon Prime Video, adapta a peça de teatro escrita por Kemp Powers e reúne Malcolm X, Cassius Clay, Jim Brown e Sam Cooke num quarto de hotel em 1964 (Foto: Reprodução)</figcaption></figure>
<p><b>Uma Noite em Miami… (One Night in Miami…, Regina King)</b></p>
<p><i><span style="font-weight: 400;">Uma Noite em Miami…</span></i><span style="font-weight: 400;"> é uma cinebiografia feita da maneira certa. Com o recorte temporal da celebração da vitória do </span><a href="http://www.espn.com.br/noticia/392159_ha-50-anos-cassius-clay-conquistava-seu-1-titulo-mundial-e-dava-inicio-a-lenda-muhammad-ali"><span style="font-weight: 400;">boxeador Cassius Clay em 64</span></a><span style="font-weight: 400;">, o filme da </span><i><span style="font-weight: 400;">Amazon Prime Video</span></i><span style="font-weight: 400;"> passeia pela excelência de seus protagonistas, discutindo temas viris e cheios de camadas. Os quatro homens batem de frente, e o roteiro de </span><a href="https://laist.com/2021/01/22/kemp_powers_one_night_in_miami_pixar_soul_former_laist_writer.php"><span style="font-weight: 400;">Kemp Powers</span></a><span style="font-weight: 400;"> (que codirigiu </span><a href="https://personaunesp.com.br/soul-critica/"><i><span style="font-weight: 400;">Soul</span></i></a><span style="font-weight: 400;">) é recheado de toques sensíveis, sem a camada de plasticidade muito comum aos </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=Sl2Njk8xKss"><span style="font-weight: 400;">‘filmes de </span><i><span style="font-weight: 400;">Oscar</span></i><span style="font-weight: 400;">’</span></a><span style="font-weight: 400;">.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Ainda mais quando o assunto são os longas que dramatizam lutas raciais e de direitos sociais, acostumados com a preguiça e o clichê. Regina King, que ano após ano acha um jeito de ser </span><a href="https://www.omelete.com.br/emmy/emmy-2020-regina-king-quarto-trofeu-watchmen#:~:text=Regina%20King%20recebeu%20o%20quarto,seu%20alter%2Dego%20Sister%20Night."><span style="font-weight: 400;">aclamada numa área diferente</span></a><span style="font-weight: 400;">, dirige com a maestria de alguém confortável com a história que conta. Sua suavidade transitando nos quatro núcleos do elenco é de uma primazia invejável, principalmente considerando que </span><i><span style="font-weight: 400;">Uma Noite em Miami…</span></i><span style="font-weight: 400;"> marca sua estreia como </span><a href="https://entreseries.com.br/2017/08/24/this-is-us-regina-king-ira-dirigir-episodio-da-segunda-temporada/"><span style="font-weight: 400;">diretora</span></a><span style="font-weight: 400;"> de cinema.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Os debates político-religiosos de Malcolm X dão à </span><a href="https://www.papelpop.com/2021/01/uma-noite-em-miami-regina-king-defende-escolha-de-kingsley-ben-adir-para-interpretar-malcolm-x/#:~:text=Em%20%E2%80%9CUma%20Noite%20em%20Miami,norte%2Damericano%2C%20como%20Malcolm."><span style="font-weight: 400;">Kingsley Ben-Adir</span></a><span style="font-weight: 400;"> material suficiente para aclamação</span><span style="font-weight: 400;">, assim como a voz acolhedora de Leslie Odom, Jr. no papel de </span><a href="https://m.folha.uol.com.br/ilustrada/2014/12/1567870-biografia-do-cantor-sam-cooke-um-dos-fundadores-do-soul-e-relancada-em-formato-digital.shtml"><span style="font-weight: 400;">Sam Cooke</span></a><span style="font-weight: 400;">. Quando ele canta </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=1vAvQ9Um8hQ"><i><span style="font-weight: 400;">Speak Now</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, candidata ao careca dourado de <em>Canção Original</em>, é fácil imaginar uma sala de cinema com os olhos marejados e o coração acelerando. </span><a href="https://collider.com/one-night-in-miami-eli-goree-interview-muhammad-ali/"><span style="font-weight: 400;">Eli Goree</span></a><span style="font-weight: 400;"> tem o charme que Cassius Clay emana, e só de saber que ele saiu do cativeiro de </span><i><span style="font-weight: 400;">Riverdale</span></i><span style="font-weight: 400;"> já ficamos felizes. O destaque, todavia, fica com Aldis Hodge na pele do jogador da <em>NFL</em>, </span><a href="https://fumblenanet.com.br/nfl100-a-aposentadoria-de-jim-brown/"><span style="font-weight: 400;">Jim Brown</span></a><span style="font-weight: 400;">, sarcástico e com sangue nos olhos. <em>Uma Noite em Miami…</em> é um filmaço imperdível. </span><b>&#8211; Vitor Evangelista</b></p>
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<figure id="attachment_18359" aria-describedby="caption-attachment-18359" style="width: 2560px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-18359" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/02/promising-young-woman-scaled.jpg" alt="Imagem do filme 'Bela Vingança'. Ao centro da imagem, está a atriz Carey Mullingan enquanto a personagem Cassie. Ela tem a pela branca e está vestindo uma fantasia de enfermeira e está de frente para a câmera, fotografada da cintura para cima. Ela usa uma peruca de mechas colorida em tons pastéis, num comprimento curto, ondulado e uma franjinha. A personagem segura um bisturi em sua mão direita e sorri levemente para a câmera. Ela está usando uma maquiagem preta forte nos olhos e um batom vermelho. A parsonagem está num quadro de parede de madeira, visíveis ao fundo da imagem." width="2560" height="1438" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/02/promising-young-woman-scaled.jpg 2560w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/02/promising-young-woman-300x168.jpg 300w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/02/promising-young-woman-1024x575.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/02/promising-young-woman-768x431.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/02/promising-young-woman-1536x863.jpg 1536w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/02/promising-young-woman-2048x1150.jpg 2048w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/02/promising-young-woman-1200x674.jpg 1200w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-18359" class="wp-caption-text">Conhecida por interpretar a amante do Príncipe Charles em <a href="https://personaunesp.com.br/the-crown-4a-temp-critica/">The Crown</a> e roteirizar alguns episódios da segunda temporada de <a href="http://personaunesp.com.br/killing-eve-2a-temp-critica/">Killing Eve</a>, Emerald Fennell estreou na direção com Promising Young Woman no Festival de Sundance do ano passado (Foto: Reprodução)</figcaption></figure>
<p><b>Bela Vingança (Promising Young Woman, Emerald Fennell)</b></p>
<p><i><span style="font-weight: 400;">Jovem Promissora.</span></i><span style="font-weight: 400;"> Não existem palavras que melhor definam Emerald Fennell do que as que batizam seu primeiro filme, talvez uma das obras de estreia mais corajosas e irretocáveis de toda a história do cinema. A diretora e roteirista não se aquietou em encarar machismo, a misoginia e a cultura do estupro </span><a href="https://www.bbc.com/portuguese/internacional-41652306"><span style="font-weight: 400;">corriqueiros</span></a><span style="font-weight: 400;"> da indústria cinematográfica e da vida cotidiana de uma mulher e levou tudo isso numa comédia ácida incômoda paras telas que reproduziram </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=7i5kiFDunk8"><i><span style="font-weight: 400;">Promising Young Woman</span></i></a><span style="font-weight: 400;">.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">No enredo do filme, entretanto, o significado que o título toma é um pouco mais sombrio e nada positivo. Cassie (Carey Mulligan) teve cada aspecto de sua vida roubado por traumas decorrentes de um estupro que aconteceu com sua melhor amiga. Depois de deixar seu sonho da faculdade de medicina em apoio à amiga, trabalha numa cafeteria junto de sua única colega, Gail (Laverne Cox), ainda mora com os pais e não se relaciona amorosamente com ninguém. Seu passatempo favorito, no entanto, não é nada pacato, e é para onde Cassie direciona sua energia e inteligência: assombrar todos os homens que cruzam seu caminho até chegar ao seu plano final de vingar a amiga. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O trabalho que Mulligan faz com cada uma das camadas da personagem de Cassie é dolorosamente impressionante, junto à direção e roteiro destemidos, confiantes e certeiros de Fennell, que já fez história abalando a </span><a href="https://edition.cnn.com/2021/02/03/entertainment/regina-king-chlo-zhao-emerald-fennell/index.html"><span style="font-weight: 400;">predominância masculina</span></a><span style="font-weight: 400;"> nas categorias de direção das premiações e em muito lembra a ousadia de Michaela Coel para tratar dos mesmos temas em </span><a href="https://personaunesp.com.br/i-may-destroy-you-critica/"><i><span style="font-weight: 400;">I May Destroy You</span></i></a><span style="font-weight: 400;">. Assim como a série, em meio à aura psicótica-cômica da narrativa, o que nos assombra de verdade é a lembrança da dimensão da cultura do estupro e do potencial destrutivo que ela tem para nós, mulheres, que se converte em algo revoltante de tão ameno e insignificante para eles, os homens. </span><b>&#8211; Raquel Dutra</b></p>
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<figure id="attachment_18250" aria-describedby="caption-attachment-18250" style="width: 2560px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-18250" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/02/elle-pieces-of-a-woman-1610135066-scaled-1.jpg" alt="" width="2560" height="1384" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/02/elle-pieces-of-a-woman-1610135066-scaled-1.jpg 2560w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/02/elle-pieces-of-a-woman-1610135066-scaled-1-300x162.jpg 300w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/02/elle-pieces-of-a-woman-1610135066-scaled-1-1024x554.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/02/elle-pieces-of-a-woman-1610135066-scaled-1-768x415.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/02/elle-pieces-of-a-woman-1610135066-scaled-1-1536x830.jpg 1536w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/02/elle-pieces-of-a-woman-1610135066-scaled-1-2048x1107.jpg 2048w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/02/elle-pieces-of-a-woman-1610135066-scaled-1-1200x649.jpg 1200w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-18250" class="wp-caption-text">Vanessa Kirby, conhecida como a Princesa Margaret de The Crown, lidera a narrativa com a performance de uma mulher em reconstrução (Foto: Reprodução)</figcaption></figure>
<p><strong>Pieces of a Woman (Idem, <span class="aCOpRe">Kornél Mundruczó</span>)</strong></p>
<p>Após a estreia no Festival de Veneza em setembro do ano passado, finalmente foi disponibilizado pela <i>Netflix</i> o sensível <a href="https://www.labiennale.org/en/cinema/2020/venezia-77-competition/pieces-woman"><i>Pieces of a Woman</i></a>. A trama da narrativa é marcada logo no início com uma <a href="https://canaltech.com.br/cinema/critica-pieces-of-woman-uma-correcao-da-mitologia-177260/">tragédia</a> durante um parto domiciliar que dá errado, retratado, inclusive, com um plano sequência teatral brilhante. Já <a href="https://www.folhape.com.br/cultura/pieces-of-a-woman-destaca-talento-da-atriz-vanessa-kirby/168286/">Vanessa Kirby</a> interpreta com firmeza uma mulher lidando não apenas com sua perda, mas também com o tratamento hostil e a insensibilidade de seu marido e mãe.</p>
<p>Ao contrário do esperado, pouco se tem do processo criminal contra a parteira (Molly Parker). O foco é justamente o longo processo que Martha, vivida por Kirby, passa nos próximos meses, a dificuldade de voltar ao casamento e o relacionamento conturbado com a mãe marcam esse drama sobre o luto parental, e a dor incomparável que Martha sente enquanto tenta voltar à realidade.</p>
<p>Além da atuação impecável da protagonista, outros nomes surpreendem no longa, Ellen Burstyn e Shia LaBeouf também impressionam com personagens que ora geram raiva, ora nos instigam certa empatia. <i>Pieces of a Woman, </i>dirigido pelo talentoso <a href="https://variety.com/2021/film/awards/pieces-of-a-woman-director-kornel-mundruczo-on-his-cinematic-vision-i-wanted-to-sing-my-song-1234890894/">Kornél Mundruczó</a>, não apresenta grandes reviravoltas ou a busca desenfreada por justiça, mas sim a calma e transparência de uma história sobre dor e arrependimento. <strong>&#8211; Isabella Siqueira</strong></p>
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<figure id="attachment_18350" aria-describedby="caption-attachment-18350" style="width: 1280px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-18350" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/02/dig.jpg" alt="Cena do filme A Escavação. Na cena, vemos Carey Mulligan e seu filho em cima de um monte de terra e Ralph Fiennes ao pé do monte. Ela é uma mulher branca, de pele clara e cabelos loiros, veste uma capa bege. O filho tem 10 anos, é branco de pele clara e cabelos pretos. Ralph é um homem branco e na meia idade, ele veste chapéu marrom, colete bege e fuma um cachimbo marrom." width="1280" height="853" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/02/dig.jpg 1280w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/02/dig-300x200.jpg 300w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/02/dig-1024x682.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/02/dig-768x512.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/02/dig-1200x800.jpg 1200w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-18350" class="wp-caption-text">Adaptado por Moira Buffini e dirigido por Simon Stone, A Escavação é mais interessante que metade dos filmes da Netflix com burburinho de Oscar (Foto: Reprodução)</figcaption></figure>
<p><b>A Escavação (The Dig, Simon Stone)</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Com a temporada de premiações encaminhada, a </span><i><span style="font-weight: 400;">Netflix </span></i><span style="font-weight: 400;">lança o drama de época </span><a href="https://www.omelete.com.br/filmes/a-escavacao-netflix-trailer"><i><span style="font-weight: 400;">A Escavação</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> quase que atrás dos panos. A história e os conflitos são potentes, asseguro isso, mas o filme parece ter sido ofuscado pelo contexto em que foi inserido. Carey Mulligan, que será indicada ao </span><i><span style="font-weight: 400;">Oscar </span></i><span style="font-weight: 400;">por </span><i><span style="font-weight: 400;">Promising Young Woman</span></i><span style="font-weight: 400;">, estrela aqui ao lado do ardiloso Ralph Fiennes, no papel principal. É bom ressaltar que o roteiro adaptado do livro de John Preston </span><a href="https://super.abril.com.br/cultura/a-escavacao-a-historia-por-tras-do-novo-filme-da-netflix/#:~:text=O%20filme%2C%20claro%2C%20toma%20diversas,compraram%20a%20casa%20em%201926."><span style="font-weight: 400;">narrativiza uma história real</span></a><span style="font-weight: 400;">. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Fiennes vive Basil Brown, um escavador experiente e desacreditado pelos colegas, que é contratado para investigar montes de terra no terreno da bem afortunada Senhora Pretty, a personagem de Mulligan. A primeira hora de</span><i><span style="font-weight: 400;"> The Dig</span></i><span style="font-weight: 400;"> parece rumar para o entrelaçar espiritual dos protagonistas, mas assim que o objeto escavado vira de conhecimento da comunidade de arqueólogos, o longa dá um cavalo de pau.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O foco se afasta da díade Fiennes e Mulligan e mergulha em </span><a href="https://www.jornadageek.com.br/novidades/the-dig-lily-james-elenco/"><span style="font-weight: 400;">Lily James</span></a><span style="font-weight: 400;">, o terceiro dos grandes nomes que estampa o pôster diurno do filme. Ela é Peggy, esposa de um dos escavadores, mas que acaba encontrando refúgio, físico e sentimental, no primo de Mulligan, um charmoso loiro (papel de Johnny Flynn) que logo, logo vai servir na Guerra. </span><i><span style="font-weight: 400;">A Escavação</span></i><span style="font-weight: 400;"> tem tragédia, tem sentimentalismo e mostra que filmes do nicho de época e guerra não precisam se engessar em </span><a href="https://personaunesp.com.br/churchill-e-lingua-inglesa/"><span style="font-weight: 400;">homens brutos e intrigas alemãs</span></a><span style="font-weight: 400;">.</span><b> &#8211; Vitor Evangelista</b></p>
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<figure id="attachment_18283" aria-describedby="caption-attachment-18283" style="width: 2560px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="wp-image-18283 size-full" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/02/TheAssistant-MCDASSI_EC027-BestMovies2020-scaled.jpg" alt="A imagem é de uma cena do filme A Assistente. Nela, a atriz Julia Garner, que interpreta Jane, está segurando um roteiro no braço esquerdo, com a mão direita puxando uma das folhas. Julia é uma mulher branca de cabelos loiros, que estão presos em um coque, ela veste uma blusa rosa de mangas compridas e gola alta e está olhando fixamente para a sua direita. Atrás de Julia, há uma estante com troféus, livros e enfeites." width="2560" height="1405" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/02/TheAssistant-MCDASSI_EC027-BestMovies2020-scaled.jpg 2560w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/02/TheAssistant-MCDASSI_EC027-BestMovies2020-300x165.jpg 300w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/02/TheAssistant-MCDASSI_EC027-BestMovies2020-1024x562.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/02/TheAssistant-MCDASSI_EC027-BestMovies2020-768x421.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/02/TheAssistant-MCDASSI_EC027-BestMovies2020-1536x843.jpg 1536w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/02/TheAssistant-MCDASSI_EC027-BestMovies2020-2048x1124.jpg 2048w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/02/TheAssistant-MCDASSI_EC027-BestMovies2020-1200x658.jpg 1200w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-18283" class="wp-caption-text">Protagonizada por Julia Garner, de <a href="https://personaunesp.com.br/ozark-critica/">Ozark</a>, a produção estreou este mês no Brasil, no catálogo da Amazon Prime Video (Foto: Reprodução)</figcaption></figure>
<p><strong>A Assistente (The Assistant, Kitty Green)</strong></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A arte imita a vida de diversas formas, e <em>A Assistente</em> mostra a mais perversa de todas elas. A diretora e roteirista Kitty Green buscou abordar sobre as denúncias do movimento <a href="https://www.bbc.com/portuguese/geral-44164417"><em>Me Too</em></a> sob uma visão subjetiva, na vivência da fictícia Jane (Julia Garner), assistente de um empresário do ramo cinematográfico. Sem grandes reviravoltas ou discursos de empoderamento, a narrativa vaga pelos mínimos detalhes da rotina da funcionária, que mostram muito sobre a verdade escondida <a href="https://www.bbc.com/portuguese/internacional-44228482">por trás das cortinas</a> de Hollywood. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O filme é quase uma obra documental, que transpõe acontecimentos da realidade na sua mais pura forma, e é isso que o torna tão cruel. Na ausência de muitos diálogos, os movimentos da trama são quase todos explicados pelo olhar e feições da protagonista, com a atuação majestosa de Julia Garner. <em>A Assistente</em> traz uma abordagem totalmente necessária ao se tratar de um tema tão delicado, o que retrata a importância de se ter mulheres <a href="http://personaunesp.com.br/o-escandalo-critica/">contando histórias</a> sobre outras mulheres. <strong>&#8211; Vitória Silva</strong></span></p>
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<figure id="attachment_18353" aria-describedby="caption-attachment-18353" style="width: 1440px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-18353" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/02/o-tigre-branco-netflix.jpg" alt="Cena do filme O Tigre Branco. Balram está no banco da frente dirigindo, enquanto Ashok e Pinky estão no banco de trás, ela dorme com a cabeça no ombro dele. Balram é um jovem indiano, de pele marrom, cabelos e bigodes pretos. Ele usa uma camisa azul e está de cinto de segurança. Ashok é um homem indiano, de pele marrom, topete preto, camisa escura e calça bege. Pinky é uma mulher indiana, de pele marrom, cabelo preto e regata branca. O carro tem bancos claros, cor bege. " width="1440" height="715" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/02/o-tigre-branco-netflix.jpg 1440w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/02/o-tigre-branco-netflix-300x149.jpg 300w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/02/o-tigre-branco-netflix-1024x508.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/02/o-tigre-branco-netflix-768x381.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/02/o-tigre-branco-netflix-1200x596.jpg 1200w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-18353" class="wp-caption-text">Lançamento da Netflix conta uma história universal mas imprimindo a riqueza da cultura e das nuances da Índia em cada linha de diálogo; imperdível (Foto: Reprodução)</figcaption></figure>
<p><b>O Tigre Branco (The White Tiger, Ramin Bahrani)</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Quando um filme do naipe de </span><i><span style="font-weight: 400;">Parasita</span></i><span style="font-weight: 400;"> estoura em audiência e crítica, sua transformação em </span><i><span style="font-weight: 400;">token </span></i><span style="font-weight: 400;">é inevitável. Então, não foi surpresa alguma ver </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=VvdLnhocxGY"><i><span style="font-weight: 400;">O Tigre Branco</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> ser referenciado como a </span><a href="http://personaunesp.com.br/parasita-critica/"><span style="font-weight: 400;">versão indiana da trama de Bong Joon-ho</span></a><span style="font-weight: 400;">. O subgênero de guerra de classes que coloca o termo</span> <a href="https://www.urbandictionary.com/define.php?term=Eat%20the%20rich"><i><span style="font-weight: 400;">‘eat the rich’</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> na boca do povo é comum ao cinema fora do eixo norte-americano.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Esse lançamento da </span><i><span style="font-weight: 400;">Netflix</span></i><span style="font-weight: 400;">, que adapta o livro de Aravind Adiga, brinca com conceitos estereotipados da Índia, mas encontra, especialmente na sagacidade do protagonista Adarsh Gourav, a chave para se sobressair e alcançar o </span><a href="https://oglobo.globo.com/cultura/filmes/as-pessoas-estao-cansadas-da-corrupcao-dos-ricos-diz-diretor-de-tigre-branco-24870923"><i><span style="font-weight: 400;">status </span></i><span style="font-weight: 400;">de filmão</span></a><span style="font-weight: 400;">. Ele interpreta o pobre motorista Balram, que trabalha para patrões corruptos e que abusam de sua boa vontade e espírito leve, mas não por muito tempo!</span></p>
<p><i><span style="font-weight: 400;">O Tigre Branco</span></i><span style="font-weight: 400;"> inverte a lógica da história recorrendo ao recurso de mostrar o coitado do garoto narrando sua história de ascensão. Agora, ele é um homem rico, de terno caro e cabelo penteado, mas como diabos ele chegou ali? A jornada é prazerosa, o trabalho coadjuvante de Rajkummar Rao e </span><a href="https://www.arrobanerd.com.br/o-tigre-branco-netflix-trailer/"><span style="font-weight: 400;">Priyanka Chopra Jonas</span></a><span style="font-weight: 400;"> enche os olhos, e </span><i><span style="font-weight: 400;">The White Tiger </span></i><span style="font-weight: 400;">merece ser a recomendação do momento no catálogo da </span><i><span style="font-weight: 400;">Netflix</span></i><span style="font-weight: 400;">. </span><b>&#8211; Vitor Evangelista</b></p>
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<figure id="attachment_18317" aria-describedby="caption-attachment-18317" style="width: 2560px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-18317" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/02/UPNMDC_Day01_00121R-scaled-1.jpg" alt="Cena do filme Pai em Dobro. Mostra a personagem de Maísa Silva caracterizada como Vicenza. Ela é uma mulher branca, jovem e usa uma blusa laranja, de mangas compridas e soltas, que está colocada para dentro de uma calça pantalona de cintura alta e roxa. Ela tem os cabelos castanhos presos em várias tranças que se unem no topo da cabeça e usa uma mochila de palha. Ela está de perfil em uma rua e ao fundo vemos algumas paredes cinzas e alguns galhos com folhas. " width="2560" height="1707" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/02/UPNMDC_Day01_00121R-scaled-1.jpg 2560w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/02/UPNMDC_Day01_00121R-scaled-1-300x200.jpg 300w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/02/UPNMDC_Day01_00121R-scaled-1-1024x683.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/02/UPNMDC_Day01_00121R-scaled-1-768x512.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/02/UPNMDC_Day01_00121R-scaled-1-1536x1024.jpg 1536w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/02/UPNMDC_Day01_00121R-scaled-1-2048x1366.jpg 2048w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/02/UPNMDC_Day01_00121R-scaled-1-1200x800.jpg 1200w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-18317" class="wp-caption-text">O triângulo familiar da trama gira em torno das personagens de Maísa Silva, Eduardo Moscovis e Marcelo Médici (Foto: Reprodução)</figcaption></figure>
<p><b>Pai em Dobro (Cris D&#8217;Amato)</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Não é de hoje que Thalita Rebouças nos presenteia com histórias fofas, conscientes e ainda divertidas. E, por mais que </span><i><span style="font-weight: 400;">Pai em Dobro</span></i><span style="font-weight: 400;">, adaptação do livro homônimo da autora pela </span><i><span style="font-weight: 400;">Netflix</span></i><span style="font-weight: 400;">, tenha todos esses elementos, é na estereotipização que ele se afunda. Ao acompanharmos a história de Vicenza em busca de seu pai, acabamos nos deparando com a reprodução de preconceitos que se destacam mais do que o roteiro.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Engraçado e leve, o filme é uma ótima pedida ao estilo </span><a href="https://personaunesp.com.br/para-todos-os-garotos-2-critica/"><i><span style="font-weight: 400;">Sessão da Tarde</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, trazendo Maísa que, pela terceira vez, interpreta uma das personagens de Rebouças, mas que, agora, está ainda mais confiante e natural em seu papel. E é exclusivamente pelo carisma dos atores que constroem a trama que nos apegamos a ela, permitindo que alguns furos passem como se não tivéssemos nem percebido. Mesmo preso em meio a características pouco originais e repetitivas que reproduzem estereótipos, </span><i><span style="font-weight: 400;">Pai em Dobro</span></i><span style="font-weight: 400;"> ainda conquista o coração dos espectadores com sua delicadeza ao lidar com a ideia de </span><a href="https://personaunesp.com.br/this-is-us-4a-temporada-critica/"><span style="font-weight: 400;">família</span></a><span style="font-weight: 400;">. &#8211; </span><b>Ana Laura Ferreira</b></p>
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<figure id="attachment_18360" aria-describedby="caption-attachment-18360" style="width: 1818px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-18360" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/02/locked-down-e1612812180410.png" alt="Imagem do filme Locked Down. No lado esquerdo da imagem, está o ator Chiwetel Ejiofor, que interpreta Paxton no filme. Ele é negro, tem os cabelos curtos e uma barba que cobre todo o maxilar. Ele veste uma camiseta preta de pijama e está de lado para a câmera, encarando Linda, sua espeosa, interpretada pela atriz Anne Hathaway. Assim como o esposo, Linda também está de lado para a câmera, mas ocupa o lado direto da imagem. Ela é branca, tem cabelos castanhos soltos e lisos e também veste pijamas. Os dois se olham, conversando, e estão com as mãos apoiadas em uma mesa de jantar bagunçada." width="1818" height="1024" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/02/locked-down-e1612812180410.png 1818w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/02/locked-down-e1612812180410-300x169.png 300w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/02/locked-down-e1612812180410-1024x577.png 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/02/locked-down-e1612812180410-768x433.png 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/02/locked-down-e1612812180410-1536x865.png 1536w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/02/locked-down-e1612812180410-1200x676.png 1200w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-18360" class="wp-caption-text">Do mesmo diretor que concebeu o icônico Sr. e Sra. Smith, nasceu também o primeiro filme sobre o período de isolamento social, lançado na plataforma da HBO Max (Foto: Reprodução)</figcaption></figure>
<p><b>Locked Down (Idem, Doug Liman)</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Se a pandemia inviabilizou algumas produções, outras só existem por conta dela. É o caso de </span><i><span style="font-weight: 400;">Locked Down</span></i><span style="font-weight: 400;">, a comédia de assalto ambientada na cidade de Londres nas primeiras semanas do isolamento social, e gravada em moldes pandêmicos. A história gira em torno de Linda (Anne Hathaway) e Paxton (Chiwetel Ejiofor), que, além de seus problemas emocionais pessoais, enfrentam um casamento de mais de dez anos em ruínas e permanecem juntos apenas por conta da quarentena. A atmosfera é a </span><i><span style="font-weight: 400;">pandemia-da-classe-média</span></i><span style="font-weight: 400;"> mais familiar possível: explorar os cantos da casa, muitas vídeochamadas de trabalho, experimentar todas opções de </span><i><span style="font-weight: 400;">delivery</span></i><span style="font-weight: 400;">, matar o tempo fazendo pão caseiro e conhecendo os vizinhos de janela, e surtar vez ou outra. Exceto, claro, pela parte do roubo &#8211; assim espero.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Estruturalmente, o filme é tudo o que a gente espera de algo que seja fiel à nossa realidade pandêmica: nada demais e sem dramatizações desse período tão difícil e destrutivo. Justamente por ter consciência disso, </span><i><span style="font-weight: 400;">Locked Down</span></i><span style="font-weight: 400;"> guarda boas reviravoltas, tensões e emoções para quem está preso no ciclo apático do isolamento social com a vazão que os personagens encontram para seu tédio e seus problemas pessoais e de relacionamento. De quebra, podemos matar um pouco a saudade de alguns atores queridos, com pontinhas de Lucy Boynton e Ben Stiller, e assistir ela, a majestosa Anne Hathaway, pirando com as emoções à flor da pele por estar presa em casa, batendo panela com os vizinhos como forma de agradecimento aos profissionais da saúde e envolvida em roubos de artigos de luxo </span><a href="https://www.omelete.com.br/filmes/criticas/oito-mulheres-e-um-segredo-critica"><span style="font-weight: 400;">mais uma vez</span></a><span style="font-weight: 400;">. </span><b>&#8211; Raquel Dutra</b></p>
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<figure id="attachment_18371" aria-describedby="caption-attachment-18371" style="width: 2560px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-18371" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/02/t-scaled.jpeg" alt="Cena do filme The Little Things. Denzel Washington e Rami Malek encurralam Jared Leto no canto da sala de interrogatório. Denzel é um homem negro de mais de 60 anos, cabelos grisalhos, roupa de policial, bege. Rami é um homem egipcío de 30 anos, veste terno. Jared é um homem branco, de barba e cabelos longos, ele usa roupas cinzas." width="2560" height="1706" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/02/t-scaled.jpeg 2560w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/02/t-300x200.jpeg 300w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/02/t-1024x683.jpeg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/02/t-768x512.jpeg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/02/t-1536x1024.jpeg 1536w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/02/t-2048x1365.jpeg 2048w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/02/t-1200x800.jpeg 1200w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-18371" class="wp-caption-text">Denzel Washington venceu o Oscar por Dia de Treinamento, Jared Leto ganhou por Clube de Compras Dallas, e Rami foi reconhecido por seu trabalho em Bohemian Rhapsody (Foto: Reprodução)</figcaption></figure>
<p><b>Os Pequenos Vestígios (The Little Things, John Lee Hancock)</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Nos tempos em que vivemos, até o anúncio de elenco pode estragar as surpresas de um filme. Então, dando o </span><i><span style="font-weight: 400;">play </span></i><span style="font-weight: 400;">em </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=fauCzvN-Gbs"><i><span style="font-weight: 400;">The Little Things</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, quando percebemos que Denzel Washington é o policial veterano e Rami Malek o jovem detetive, já fica claro que o vilão virá na cadavérica e sebosa cara de Jared Leto, com </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=jLMBLuGJTsA"><span style="font-weight: 400;">pele de vampiro</span></a><span style="font-weight: 400;">, cabelo oleoso e a profundidade artística de um requeijão fora da geladeira.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O filme, um dos primeiros </span><a href="https://www.unicorniohater.com.br/the-little-things-de-denzel-washington-ganha-bilheteria-no-fim-de-semana-com-estreia-de-us-4-8-milhoes-nos-estados-unidos/#:~:text=The%20Little%20Things%20estreou%20em,de%20%24%207%2C6%20milh%C3%B5es."><span style="font-weight: 400;">lançamentos híbridos</span></a><span style="font-weight: 400;"> de cinema e </span><i><span style="font-weight: 400;">HBO Max</span></i><span style="font-weight: 400;"> nos EUA, é um simples jogo de gato e rato investigativo. John Lee Hancock escreve e dirige, mas não fornece ao espectador suficientes elementos para gerar intriga, inquietação e o senso de recompensa quando a dupla da lei liga os pontos e descobre o culpado. O texto corre pelas beiradas, mas o trabalho de direção nunca nivela acima do comum, falta assinatura ou visão de autor.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O trio de, infelizmente, </span><a href="https://pipocamoderna.com.br/2020/12/denzel-washington-e-rami-malek-investigam-jared-leto-em-trailer-de-suspense/#:~:text=A%20Warner%20divulgou%20quatro%20fotos,Clube%20de%20Compra%20Dallas%E2%80%9D)."><span style="font-weight: 400;">vencedores do </span><i><span style="font-weight: 400;">Oscar</span></i></a> <span style="font-weight: 400;">brinca bem com a química e os trejeitos necessários para construir um feijão-com-arroz com ritmo acelerado e devidamente proveitoso. A surpresa de </span><a href="https://cinepop.com.br/os-pequenos-vestigios-suspense-com-denzel-washington-ganha-nova-data-de-estreia-no-brasil-281893/"><i><span style="font-weight: 400;">Os Pequenos Vestígios</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> (o filme chega no Brasil em março) veio com o reconhecimento de Leto como </span><a href="https://www.cineset.com.br/oscar-2021-o-impacto-das-indicacoes-ao-sag/#:~:text=J%C3%A1%20o%20Jared%20Leto%20se,a%20menos%20de%2010%20dias."><span style="font-weight: 400;">Melhor Ator Coadjuvante</span></a><span style="font-weight: 400;"> no </span><i><span style="font-weight: 400;">Globo de Ouro</span></i><span style="font-weight: 400;"> e no </span><i><span style="font-weight: 400;">SAG</span></i><span style="font-weight: 400;">. Quem sabe a quinta vaga da categoria no </span><i><span style="font-weight: 400;">Oscar </span></i><span style="font-weight: 400;">esteja reservada ao cantor, que venceu anos atrás pela </span><a href="https://time.com/10650/dont-applaud-jared-letos-transgender-mammy/"><span style="font-weight: 400;">caricatura de um personagem trans</span></a><span style="font-weight: 400;">. </span><i><span style="font-weight: 400;">The Little Things</span></i><span style="font-weight: 400;"> cria frases de efeito e ângulos na tentativa de se tornar icônico, e, quem sabe, no futuro ele consiga. </span><b>&#8211; Vitor Evangelista</b></p>
<p>&nbsp;</p>
<h3>TV</h3>
<figure id="attachment_18349" aria-describedby="caption-attachment-18349" style="width: 1600px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-18349" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/02/5418315.jpg" alt="Cena da série High School Musical: The Musical: The Series. A imagem apresenta em primeiro plano um jovem branco, de cabelos ondulados castanhos, que veste uma camiseta sem mangas na cor vermelha com o escrito WILDCATS e o número 14 estampado logo abaixo. No fundo da imagem, há um grupo de pessoas com a mesma camiseta e bolas de basquete nas mãos." width="1600" height="900" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/02/5418315.jpg 1600w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/02/5418315-300x169.jpg 300w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/02/5418315-1024x576.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/02/5418315-768x432.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/02/5418315-1536x864.jpg 1536w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/02/5418315-1200x675.jpg 1200w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-18349" class="wp-caption-text">A nova produção do Disney+ apresenta um elenco jovem, dando palco a protagonistas da faixa dos 20 anos (Foto: Reprodução)</figcaption></figure>
<p><b>High School Musical: A Série: O Musical (High School Musical: The Musical: The Series, 1ª temporada, Disney+)</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Anos após o lançamento da trilogia de </span><i><span style="font-weight: 400;">High School Musical</span></i><span style="font-weight: 400;"> que, além de uma legião de fãs, ganhou um </span><i><span style="font-weight: 400;">spin off</span></i><span style="font-weight: 400;"> e até uma versão brasileira, a </span><i><span style="font-weight: 400;">Disney </span></i><span style="font-weight: 400;">nos presenteou, no final de 2019, com </span><a href="https://personaunesp.com.br/high-school-musical-the-musical-the-series-critica/"><i><span style="font-weight: 400;">High School Musical: The Musical: The Series</span></i></a><span style="font-weight: 400;">. Mesmo com mais de um ano de seu lançamento original, a obra só recebeu seu devido holofote poucos meses atrás, com a chegada do </span><i><span style="font-weight: 400;">Disney+</span></i><span style="font-weight: 400;"> ao Brasil. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Com o título tão grande quanto o talento do novo elenco, a série traz de volta </span><i><span style="font-weight: 400;">East High</span></i><span style="font-weight: 400;">, o mesmo local que foi sede das gravações originais. Norteada por um tom que não preza por qualquer semelhança com os filmes, a nova leva de </span><i><span style="font-weight: 400;">Wildcats </span></i><span style="font-weight: 400;">não procurou nos dar uma sequência, mas sim relembrar os queridinhos musicais de um modo jovem, atualizado e com todos os traços que nos fizeram nos apaixonar. A chegada de uma nova professora de teatro agita a escola para uma produção de </span><i><span style="font-weight: 400;">High School Musical</span></i><span style="font-weight: 400;">, que, ironicamente, ninguém ainda havia pensado. Em meio a toda a atmosfera musical são apresentados os novos personagens, bem como seus dramas adolescentes que nos prendem em frente às telas. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Uma das muitas revelações do elenco foi </span><a href="https://stealthelook.com.br/tudo-o-que-voce-precisa-saber-sobre-a-olivia-rodrigo/#:~:text=Se%20voc%C3%AA%20n%C3%A3o%20sabe%20quem,carreira%2C%20apesar%20de%20super%20curta."><span style="font-weight: 400;">Olivia Rodrigo</span></a><span style="font-weight: 400;">. A estadunidense de apenas 17 anos estreou em uma série da </span><i><span style="font-weight: 400;">Disney </span></i><span style="font-weight: 400;">no ano de 2016, porém só atingiu o estrelato ao interpretar a protagonista Nini Salazar-Roberts. Sendo peça principal de todo o drama </span><i><span style="font-weight: 400;">teen</span></i><span style="font-weight: 400;">, Nini tem seu coração partido e passa por um processo de autoconhecimento enquanto se envolve com as produções do musical, no qual recebe o ilustre papel de Gabriella Montez. Além de uma excelente atriz, Olivia também emplacou seu novo </span><i><span style="font-weight: 400;">single</span></i><span style="font-weight: 400;">,</span> <a href="https://www.youtube.com/watch?v=jvLy1xNeqjU&amp;t=28s"><i><span style="font-weight: 400;">drivers license</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, que lhe rendeu posições de destaque no cenário musical. </span><i><span style="font-weight: 400;">High School Musical: The Musical: The Series</span></i><span style="font-weight: 400;"> foi uma grande surpresa que fez a </span><i><span style="font-weight: 400;">Geração HSM</span></i><span style="font-weight: 400;"> reviver os bons momentos, e ter um gostinho de quero mais.</span><b> &#8211; Heloísa Ançanello</b></p>
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<figure id="attachment_18004" aria-describedby="caption-attachment-18004" style="width: 1280px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-18004" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/01/8963035_x720.jpg" alt="Cena da série As Five. As cinco protagonistas estão dentro de um carro, à noite. No banco do motorista, Tina, uma mulher de cabelo preto e liso de descendência japonesa, olha as amigas sentadas no banco detrás pelo espelho retrovisor. No banco do passageiro, Keyla, uma mulher branca de cabelo castanho, também olha para o banco detrás. No banco detrás, da direita pra a esquerda, Lica, Ellen e Benê riem. Lica é uma mulher branca de cabelo castanho na altura do ombro e tem sua cabeça apoiada no ombro de Ellen. Ellen, ao meio, é uma mulher negra de cabelo castanho e usa óculos redondos. Benê é uma mulher branca de cabelo castanho liso na altura do ombro e usa óculos redondos." width="1280" height="720" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/01/8963035_x720.jpg 1280w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/01/8963035_x720-300x169.jpg 300w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/01/8963035_x720-1024x576.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/01/8963035_x720-768x432.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/01/8963035_x720-1200x675.jpg 1200w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-18004" class="wp-caption-text">Com a continuação já confirmada, a primeira temporada de As Five está disponível no Globoplay (Foto: Reprodução)</figcaption></figure>
<p><strong>As Five (1ª temporada, Globoplay)</strong></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Após </span><a href="https://observatoriodatv.uol.com.br/critica-de-tv/viva-a-diferenca-elevou-malhacao-a-um-novo-patamar"><span style="font-weight: 400;">o sucesso de </span><i><span style="font-weight: 400;">Malhação: Viva a Diferença</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, as Five, nome do grupo formado pelas protagonistas da edição, renderam um </span><i><span style="font-weight: 400;">spin-off</span></i><span style="font-weight: 400;"> homônimo e consagraram a vigésima quinta temporada da novela, que é a única a se prolongar por mais de um ano. Seis anos após os acontecimentos que encerram a temporada, Benê, Tina, Lica, Ellen e Keyla se reencontram no velório da mãe de Tina. </span><span style="font-weight: 400;">Com o fim do Ensino Médio, cada uma tomou um rumo, mantendo sua essência e personalidade. Tina passa pelo término de um longo relacionamento, enquanto Benê está apenas começando a descobrir mais da própria sexualidade. Ao mesmo tempo que Keyla sofre para conciliar a maternidade e o trabalho, Lica, ainda sustentada pela mãe, tenta descobrir o que quer da vida. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Até Ellen, que está noiva e terminando o mestrado nos Estado Unidos, não tem tudo resolvido como parece. Apesar de estarem em momentos distintos da vida, as cinco procuram se encontrar no mundo e relembram que as diferenças entre elas as unem e torna a amizade tão cativante para o espectador. Usando das situações inusitadas em que cada uma se encontra, o criador Cao Hamburguer traz temas comuns à </span><a href="https://brasil.elpais.com/cultura/2020-11-14/cao-hamburger-poe-o-dedo-nas-feridas-da-geracao-z.html"><span style="font-weight: 400;">geração Z</span></a><span style="font-weight: 400;">, bem ilustrada pelas meninas, que são acompanhadas de personagens secundários já conhecidos e novos, prezando pela diversidade. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Vício nas redes sociais, sexualidade, as consequências da pornografia, relacionamentos amorosos e com os pais, drogas e </span><a href="https://personaunesp.com.br/euphoria-hbo-critica/"><span style="font-weight: 400;">problemas da vida adulta em geral</span></a><span style="font-weight: 400;"> são assuntos explorados francamente, sem tabu ou um moralismo desnecessário, ainda que com os limites da emissora. </span><i><span style="font-weight: 400;">As Five</span></i><span style="font-weight: 400;"> estabelece um diálogo honesto com o jovem espectador: as meninas cresceram e amadureceram, mas continuam perdidas e em busca do seu lugar no mundo &#8211; assim como todos nós. <strong>&#8211;</strong> <b>Vitória Lopes Gomez</b></span></p>
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<div>
<figure id="attachment_18361" aria-describedby="caption-attachment-18361" style="width: 1924px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="wp-image-18361 size-full" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/02/euhporia.png" alt="Imagem da série Euphoria. A foto é um close do olho da personagem de Jules, interpretada pela atriz Hunter Schafer. Ela tem a pele branca e a cor dos seus olhos é azul. A imagem está levemente escurecida e ela olha para o lado esquerdo da imagem. A imagem que é refletida em seus olhos é uma fotografia dela e de Rue, dormindo juntas. Rue é interpretada pela atriz Zendaya, que tem a pele negra clara e cabelos longos e cacheados." width="1924" height="1082" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/02/euhporia.png 1924w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/02/euhporia-300x169.png 300w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/02/euhporia-1024x576.png 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/02/euhporia-768x432.png 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/02/euhporia-1536x864.png 1536w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/02/euhporia-1200x675.png 1200w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-18361" class="wp-caption-text">Para servir como uma ponte entre a primeira e segunda temporada, Euphoria ganhou um especial de dois episódios dedicados às individualidades de Rue e Jules (Foto: Reprodução)</figcaption></figure>
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<p><b>Part 2: Jules &#8211; Fuck Anyone Who&#8217;s Not a Sea Blob (Episódio Especial de Euphoria, HBO)</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Depois de ressoar em nós que </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=CI6geFAuWMM"><i><span style="font-weight: 400;">Problemas Não Duram Para Sempre</span></i></a>,<span style="font-weight: 400;"> com a primeira parte do Especial dedicada às indagações de Rue (Zendaya) sobre morte, deus e revolução em pleno Natal pós-recaída, </span><a href="https://www.nytimes.com/2019/07/08/arts/television/euphoria-jules-hunter-schaefer.html"><i><span style="font-weight: 400;">Euphoria</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> não tinha um trabalho fácil pela frente com o próximo episódio &#8211; como sempre, graças à profundidade com que escolhe tratar as coisas</span><i><span style="font-weight: 400;">. </span></i><span style="font-weight: 400;">O público esperava, a série pedia e a personagem merecia algo que atingisse a mesma profundidade emocional com Jules (Hunter Schafer), que, embora presente e marcante na trama da série, sofria suas dores sozinha de uma forma abstrata e distante desde a primeira temporada.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">E então, o </span><i><span style="font-weight: 400;">showrunner</span></i><span style="font-weight: 400;"> Sam Levinson e a </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=prgQxL5wHyE"><span style="font-weight: 400;">própria Hunter</span></a><span style="font-weight: 400;"> trabalharam juntos no roteiro de </span><a href="https://personaunesp.com.br/euphoria-part-2-jules-critica/"><i><span style="font-weight: 400;">Fuck Anyone Who&#8217;s Not a Sea Blob</span></i></a><i><span style="font-weight: 400;">, </span></i><span style="font-weight: 400;">a Parte 2 do Especial, e o resultado testifica mais uma vez a potência que </span><i><span style="font-weight: 400;">Euphoria</span></i><span style="font-weight: 400;"> é em cada uma de suas esquinas</span><i><span style="font-weight: 400;">.</span></i><span style="font-weight: 400;"> Na primeira sessão de terapia de Jules, uma fenda no espaço-tempo se abre para encontrarmos o fantasma que era a personagem e para descascar as camadas de traumas, medos, culpas e incertezas que a sufocavam. Longe dos clichês de episódios aprofundados no psicológico de seus personagens e de debates rasos que podem permear a existência de uma jovem trans na ficção, a </span><i><span style="font-weight: 400;">performance de </span></i><span style="font-weight: 400;">Hunter voa sem qualquer amarra para dissecar os sentimentos de sua personagem diante de temas como feminilidade, sexualidade, relações familiares e amorosas, além da própria ideia de amor.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Mas como tudo de </span><i><span style="font-weight: 400;">Euphoria</span></i><span style="font-weight: 400;">, as questões trabalhadas, as intenções e os impactos ainda vão além. Muito mais do que dar sustância para a personagem de Jules, a Parte 2 do Especial consegue transformá-la em uma pessoa de carne e osso que reage a todos os incômodos que a atingiram &#8211; e a nós também &#8211; em toda a sua conturbada história. E eu não sei como explicar isso em palavras. Cada episódio da série que tem a essência da nossa juventude em todo canto (roteiro, produção, atuação, trilha…) consegue ser uma revolução que precisa ser sentida. </span><b>&#8211; Raquel Dutra</b></p>
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<figure id="attachment_18237" aria-describedby="caption-attachment-18237" style="width: 1200px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-18237" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/02/ni.jpg" alt="Cena da série Night Stalker: The Hunt For a Serial Killer. Na cena, vemos o assassino Richard Ramirez, um homem hispanico de pele clara e cabelos pretos, sendo levado embora de um tribunal. Ele estende a palma da mão esquerda, que mostra a tatuagem de um pentagrama." width="1200" height="800" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/02/ni.jpg 1200w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/02/ni-300x200.jpg 300w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/02/ni-1024x683.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/02/ni-768x512.jpg 768w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-18237" class="wp-caption-text">A série cria cenas fictícias para rememorar momentos do passado, como uma perseguição de carro ou uma TV ligada de madrugada num filme de faroeste, o que ajuda a fixar cenários na cabeça do espectador (Foto: Reprodução)</figcaption></figure>
<p><b>Night Stalker: Tortura e Terror (Night Stalker: The Hunt for a Serial Killer, Minissérie, Netflix)</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A palavra que melhor define essa minissérie documental é cautela. Primeiro, para </span><a href="https://personaunesp.com.br/ted-bundy-filme-critica/"><span style="font-weight: 400;">não <em>glamourizar</em></span></a><span style="font-weight: 400;"> o assassino Richard Ramirez, o </span><a href="http://g1.globo.com/mundo/noticia/2013/06/serial-killer-que-matou-13-morre-aos-53-anos-na-cadeia-na-california.html"><span style="font-weight: 400;">Night Stalker</span></a><span style="font-weight: 400;"> (ou Perseguidor Noturno). Segundo, para dar voz aos policiais e detetives, sob o ponto de vista técnico, e também para filhos e netos das vítimas, além de entrevistar alguns sobreviventes, focando no lado emocional da história.</span></p>
<p><a href="https://www.itapemafm.com.br/documentario-da-netflix-conta-a-historia-do-serial-killer-conhecido-como-night-stalker"><i><span style="font-weight: 400;">Night Stalker: Tortura e Terror</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> navega a partir dos </span><a href="https://personaunesp.com.br/ahs-1984-critica/"><span style="font-weight: 400;">anos 80</span></a><span style="font-weight: 400;">, catalogando cada crime, visitando cada cena e nos levando no banco do passageiro da longa e entruncada investigação. Misturando imagens de documentos, filmagens da época e uma porção de fotos (censuradas, mas ainda muito gráficas), a direção de James Carroll e Tiller Russell sabe como quer contar essa delicada história.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">As pouco mais de três horas, condensadas em quatro capítulos, passam num piscar de olhos, por mais que a série toque em tendões sensíveis, mas sempre tomando pausas para, assim como os que depõem em cena, deixar o espectador sentir uma parcela mínima do horror infligido. Como obra audiovisual, </span><i><span style="font-weight: 400;">Night Stalker: Terror e Tortura </span></i><span style="font-weight: 400;">é bem sucedido em todas as categorias, e como </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=Mva2nGveYss"><span style="font-weight: 400;">produto jornalístico e investigativo</span></a><span style="font-weight: 400;">, o resultado é melhor ainda.</span><b> &#8211; Vitor Evangelista</b></p>
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<figure id="attachment_18030" aria-describedby="caption-attachment-18030" style="width: 1280px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-18030" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/01/3264064.jpg" alt="Cena da série A Cor do Poder. No fundo desfocado um balcão com 4 fileiras uma abaixo da outra preenchido de garrafas. Em foco na esquerda, a personagem principal Sephy de pele negra e cabelo crespo volumoso. A mulher usa um colar de argolas no pescoço, brincos grandes, argolas nos dois pulsos e batom vermelho salsa do mesmo tom de seu vestido curto e sem alças. Na direita o personagem Callum, branco com cabelo liso e raspado nas laterais. Usa uma camisa social preta, uma calça vinho com um cinto preto e na sua mão uma toalha vermelha de detalhes tribais. Está de perfil olhando para a mulher, enquanto segura uma bandeja com duas taças com um líquido laranja dentro delas." width="1280" height="720" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/01/3264064.jpg 1280w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/01/3264064-300x169.jpg 300w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/01/3264064-1024x576.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/01/3264064-768x432.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/01/3264064-1200x675.jpg 1200w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-18030" class="wp-caption-text">A série, exibida em janeiro de 2021 pela Rede Globo, está disponível no catálogo da Globoplay junto de <a href="https://imprensa.globo.com/programas/globoplayinstitucional/textos/novos-documentarios-discutem-a-questao-racial-e-o-combate-ao-preconceito/">outros conteúdos raciais</a> que valem a pena assistir (Foto: Reprodução)</figcaption></figure>
<p><strong>A Cor do Poder (Noughts + Crosses<i>, </i>Minissérie, Rede Globo)</strong></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Um dos maiores </span><a href="https://exame.com/negocios/a-estrategia-do-globoplay-para-brigar-com-netflix-e-disney/"><span style="font-weight: 400;">investimentos</span></a><span style="font-weight: 400;"> da </span><i><span style="font-weight: 400;">Globo </span></i><span style="font-weight: 400;">durante o ano de 2020 foi em sua plataforma digital de </span><i><span style="font-weight: 400;">streaming </span></i><span style="font-weight: 400;">de vídeos sob demanda, a famosa </span><i><span style="font-weight: 400;">Globoplay</span></i><span style="font-weight: 400;">. Além de melhorias técnicas, o foco da gigante de comunicação no Brasil foi e segue sendo em ampliar o seu catálogo de séries, filmes, documentários e outros produtos audiovisuais. Nesse cenário, e levando em conta as </span><a href="https://g1.globo.com/mundo/noticia/2020/06/06/protestos-espalhados-pelo-mundo-apoiam-movimento-black-lives-matter.ghtml"><span style="font-weight: 400;">questões raciais</span></a><span style="font-weight: 400;"> em voga no mundo todo, a emissora decidiu comprar a obra britânica </span><i><span style="font-weight: 400;">A Cor do Poder</span></i><span style="font-weight: 400;"> (originalmente </span><i><span style="font-weight: 400;">Noughts + Crosses)</span></i><span style="font-weight: 400;">, produzida pela </span><i><span style="font-weight: 400;">BBC One</span></i><span style="font-weight: 400;">. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A obra, inspirada no romance de mesmo nome da autora Malorie Blackman, em um primeiro instante, chama a atenção ao retratar um mundo inverso da realidade onde as vítimas sociais são os brancos e não os negros. Mas ao longo da trama sofrida entre o casal shakespeariano, muitas coisas problemáticas vão aparecendo até tornarem a série um tanto intragável. Um exemplo é como os brancos da classe baixa reproduzem falas, estereótipos e comportamentos &#8211; inclusive estéticos &#8211; dos negros na realidade em que vivemos. Tudo isso faz da minissérie uma ilusão de existência de um </span><a href="https://www.almapreta.com/editorias/realidade/por-que-voce-deve-parar-de-afirmar-que-o-racismo-reverso-existe"><span style="font-weight: 400;">racismo reverso</span></a><span style="font-weight: 400;">. Talvez essa tenha sido a ideia, fazer com que os brancos se simpatizem pelas temáticas raciais os representando na situação de minoria. Ideia interessante, execução nem tanto.</span><b> &#8211; Giovanne Ramos</b></p>
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<figure id="attachment_18106" aria-describedby="caption-attachment-18106" style="width: 1280px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-18106" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/01/his.jpg" alt="Arte da série A História do Palavrão. Nicolas Cage, um homem branco de 50 anos, terno preto e cabelos, barbas e bigode preto, está de pernas cruzadas segurando um livro azul, com detalhes em dourado. Ao fundo da imagem, vemos uma colagem de pôsteres, imagens e cores. " width="1280" height="720" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/01/his.jpg 1280w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/01/his-300x169.jpg 300w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/01/his-1024x576.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/01/his-768x432.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/01/his-1200x675.jpg 1200w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-18106" class="wp-caption-text">Entre o time de comediantes da série estão Nick Offerman, Nikki Glaser, London Hughes e Sarah Silverman (Foto: Reprodução)</figcaption></figure>
<p><b>A História do Palavrão (History of Swear Words, 1ª temporada, Netflix)</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Essa série de comédia original da </span><i><span style="font-weight: 400;">Netflix </span></i><span style="font-weight: 400;">pode parecer uma bobeira fútil, mas é muito mais que isso. O programete, dividido pelos tais palavrões do título em capítulos de 20 minutos, usa de </span><a href="https://www.tecmundo.com.br/minha-serie/208637-historia-do-palavrao-trailer-serie-netflix-nicolas-cage.htm#:~:text=No%20elenco%20de%20convidados%20est%C3%A3o,Vaughn%20e%20Isiah%20Whitlock%20Jr."><span style="font-weight: 400;">comediantes e especialistas</span></a><span style="font-weight: 400;"> em linguística para dissecar a origem, propagação, significado e impacto dos xingamentos.</span></p>
<p><a href="https://www.omelete.com.br/filmes/nicolas-cage-carreira-retrato-omelete"><span style="font-weight: 400;">Nicolas Cage</span></a><span style="font-weight: 400;"> apresenta com a virilidade que lhe é de direito, e as piadas chulas ganham contornos artísticos vindas de suas expressões faciais e modulações da voz. Uma porrada de comediantes famosos aparece para opinar e se divertir, mesmo os linguistas, cientistas e especialistas se esbaldam de bom humor e não demoram a cair na gargalhada.</span></p>
<p><a href="https://www.youtube.com/watch?v=zR0Ty5g6Zr8"><i><span style="font-weight: 400;">A História do Palavrão</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> busca encontrar as raízes e o reflexo na cultura popular dessas palavras proibidas. Afinal, é impossível falar sobre </span><a href="http://www.adorocinema.com/noticias/series/noticia-156723/"><i><span style="font-weight: 400;">Fuck</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> sem citar Samuel L. Jackson e o cinema negro dos anos 70 e 80, ou conversar sobre </span><a href="https://personaunesp.com.br/tag/rupauls-drag-race/"><i><span style="font-weight: 400;">Bitch</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> sem reconhecer a maneira como as mulheres e a comunidade LGBT ressiginificaram o termo, e seria ridículo discutir o uso de </span><i><span style="font-weight: 400;">Pussy </span></i><span style="font-weight: 400;">sem </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=hsm4poTWjMs"><i><span style="font-weight: 400;">WAP </span></i><span style="font-weight: 400;">de trilha sonora</span></a><span style="font-weight: 400;">. Tudo numa aula de história, línguas e muito bom humor. </span><b>&#8211; Vitor Evangelista</b></p>
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<figure id="attachment_18284" aria-describedby="caption-attachment-18284" style="width: 984px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="wp-image-18284 size-full" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/02/20190216-ea-shippados-03.jpg" alt="A imagem é de uma cena da série Shippados. Nela, os personagens Rita e Enzo, interpretados por Tatá Werneck e Eduardo Sterblitch, estão andando de mãos dadas em uma rua. Rita está ao lado esquerdo e Enzo ao lado direito. Rita é uma mulher branca, de cabelos castanhos escuros e compridos, ela veste uma camiseta com listras vermelhas e brancas, uma mini saia jeans preta e tênis brancos. Enzo é um homem branco, de cabelos castanhos escuros ondulados, ele veste uma camiseta verde-musgo, um moletom cinza, uma calça jeans e tênis marrons." width="984" height="654" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/02/20190216-ea-shippados-03.jpg 984w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/02/20190216-ea-shippados-03-300x199.jpg 300w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/02/20190216-ea-shippados-03-768x510.jpg 768w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-18284" class="wp-caption-text">Shippados foi o último trabalho de <a href="https://g1.globo.com/sp/sao-paulo/noticia/2019/08/25/fernanda-young-morre-em-sp.ghtml">Fernanda Young</a> em vida (Foto: Reprodução)</figcaption></figure>
<p><strong>Shippados (1ª temporada, Rede Globo)</strong></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Quase dois anos após a sua estreia, <a href="https://personaunesp.com.br/shippados-critica/"><em>Shippados</em></a> finalmente foi transmitida na TV aberta. A série original do <em>Globoplay</em> trata sobre as relações amorosas na <a href="https://mundoeducacao.uol.com.br/geografia/era-informacao.htm">era digital</a>, com foco nos personagens Rita (Tatá Werneck) e Enzo (Eduardo Sterblitch), que ficam frustrados por não encontrarem o seu par ideal em um aplicativo de relacionamento. A partir dessa premissa, surge uma linda história de amor e amizade.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Alexandre Machado e Fernanda Young, dupla <a href="https://vogue.globo.com/celebridade/noticia/2020/08/alexandre-machado-fala-de-1-trabalho-apos-morte-de-fernanda-young-fernanda-foi-melhor-coisa-da-minha-vida-em-todos-os-sentidos.html">da vida</a> e dos roteiros, conseguiram dosar a quantidade ideal de comédia e drama, criando uma narrativa divertida, mas que também nos faz refletir sobre a superficialidade das nossas relações. E não poderiam ter escolhido figuras melhores para interpretar o casal protagonista, Tatá e Sterblitch tem a química e <em>timing</em> perfeitos, consequentes de seus anos de <a href="https://gshow.globo.com/series/shippados/noticia/tata-werneck-conta-sobre-desafio-de-viver-casal-com-amigo-eduardo-sterblitch-em-shippados.ghtml">amizade</a>. A sintonia se completa ainda mais com o resto do grupo de amigos: Brita (Clarice Falcão), Valdir (Luis Lobianco), Hélio (Rafael Queiroga) e Suzete (Júlia Rabello). </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;"><em>Shippados</em> poderia ser colocada perfeitamente como uma adaptação de <a href="https://observatoriodatv.uol.com.br/noticias/os-normais-ha-15-anos-saia-do-ar-um-classico-moderno-do-humor"><em>Os Normais</em></a> para a atualidade, por relembrar a essência dos diálogos de Young e Machado na vivência de um casal e por servir de conforto em meio ao caos que enfrentamos diariamente. Fernanda, sem dúvidas, deixa muitas saudades. <strong>&#8211; Vitória Silva</strong></span></p>
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<figure id="attachment_18332" aria-describedby="caption-attachment-18332" style="width: 1024px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="wp-image-18332 size-full" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/02/What-Happens-to-Musa-in-Fate-Winx-Saga-Season-1.jpg" alt="Cena da série Fate: A Saga Winx. Elisha Applebaum é uma mulher branca de 25 anos. Ela está no centro da imagem, com ambos os braços levantados e as palmas das mãos viradas uma para a outra. Seu cabelo é castanho escuro e está preso em dois coques no alto da cabeça. Ela usa blusa preta e um casaco vermelho por cima, assim como brincos de argola dourados nas orelhas. Ela está na frente de um círculo. No fundo, há árvores. " width="1024" height="512" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/02/What-Happens-to-Musa-in-Fate-Winx-Saga-Season-1.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/02/What-Happens-to-Musa-in-Fate-Winx-Saga-Season-1-300x150.jpg 300w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/02/What-Happens-to-Musa-in-Fate-Winx-Saga-Season-1-768x384.jpg 768w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-18332" class="wp-caption-text">Elisha Applebaum interpreta Musa, a fada da mente; no desenho, a personagem era a fada da música e possuía origem asiática (Foto: Reprodução)</figcaption></figure>
<p><strong>Fate: A Saga Winx (Fate: The Winx Saga, 1ª temporada, Netflix)</strong></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Para as crianças dos anos 2000 que não conseguiam decidir entre ser a Flora ou a Stella, a </span><i><span style="font-weight: 400;">Netflix </span></i><span style="font-weight: 400;">anunciou que </span><a href="https://www.omelete.com.br/netflix/fate-a-saga-winx-mudancas-desenho"><i><span style="font-weight: 400;">O Clube das Winx</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> seria adaptado em uma série </span><i><span style="font-weight: 400;">live-action</span></i><span style="font-weight: 400;">. Quando o primeiro <em>trailer</em> saiu, o choque. Tudo bem que todo mundo esperava </span><i><span style="font-weight: 400;">glitter </span></i><span style="font-weight: 400;">e minissaias, mas aquela </span><i><span style="font-weight: 400;">vibe dark</span></i><span style="font-weight: 400;"> com monstrões queimados não colou muito. No entanto, quando se trata de adaptações, é sempre bom manter a cabeça aberta. Afinal, se você quer assistir o material idêntico ao original, é mais fácil voltar a ver o desenho.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O problema de </span><a href="https://observatoriodocinema.uol.com.br/series-e-tv/2021/02/apos-web-reclamar-na-netflix-criador-de-fate-a-saga-winx-responde-polemica"><i><span style="font-weight: 400;">Fate: A Saga Winx</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> não é necessariamente ser diferente da animação. O problema é ser ruim. Pavoroso. Chato. Mal desenvolvido e sem sustentação. As fadas são sonsas e irritantes e os especialistas são tão cativantes quanto pombos em um terminal de ônibus. A história passa a impressão de que poderia ser facilmente resolvida com um diálogo, já que os antagonistas vão oscilando entre diretoras vivas e mortas, uma fada desequilibrada cujo único traço de personalidade é ser desequilibrada e uma rainha que não sabe lidar com a filha adolescente (ou não, já que a Stella se veste como uma </span><i><span style="font-weight: 400;">CEO </span></i><span style="font-weight: 400;">de 40 anos). </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Nem tudo é uma desgraça, a mente que criou aquele triângulo amoroso ridículo e infantil entre Sky, Bloom e Stella também conseguiu misteriosamente criar Musa, que conseguiu o posto de, literalmente, </span><i><span style="font-weight: 400;">fada sensata. </span></i><span style="font-weight: 400;">Musa é a única personagem que gera algum tipo de interesse no espectador, inclusive quando engata um relacionamento com Sam, que é o mais fofo da série (tá, não precisa de muito para conseguir o posto). Apesar das <a href="https://entretetizei.com.br/o-whitewashing-em-fate-o-impacto-da-representatividade-em-clube-das-winx/">polêmicas</a> que envolveram </span><a href="https://todateen.uol.com.br/curtiu-fate-a-saga-winx-entao-conheca-seis-series-de-magia-disponiveis-na-netflix/"><i><span style="font-weight: 400;">Fate: A Saga Winx</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> desde o anúncio do elenco, a sacada de homens fadas e mulheres especialistas foi satisfatória. E, bem… só. O resto a gente ignora. &#8211; </span><b>Caroline Campos</b></p>
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<figure id="attachment_18345" aria-describedby="caption-attachment-18345" style="width: 1920px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-18345" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/02/8d8b0094da50c2635c122b9b1217f274.jpg" alt="Cena da série Desencanto. Na imagem a personagem Bean, que tem pele clara e cabelos brancos, usa um vestido azulado e um colar dourado com pedra verde. Ao seu lado direito estão Elfo, uma criatura de pele verde e orelha pontuda, que veste uma camiseta laranja e um chapéu roxo pontudo, e Odval, que tem aparência humana, pele negra e usa uma túnica e um chapéu em tons de preto e cinza. Ao lado esquerdo está Luci, um demônio de baixa estatura inteiramente preto. Todos os personagens estão em cima de um castelo e ao fundo há um céu pouco estrelado. " width="1920" height="1080" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/02/8d8b0094da50c2635c122b9b1217f274.jpg 1920w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/02/8d8b0094da50c2635c122b9b1217f274-300x169.jpg 300w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/02/8d8b0094da50c2635c122b9b1217f274-1024x576.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/02/8d8b0094da50c2635c122b9b1217f274-768x432.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/02/8d8b0094da50c2635c122b9b1217f274-1536x864.jpg 1536w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/02/8d8b0094da50c2635c122b9b1217f274-1200x675.jpg 1200w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-18345" class="wp-caption-text">(Des)encanto é ironicamente encantadora (Foto: Reprodução)</figcaption></figure>
<p><b>(Des)encanto (Disenchantment, Parte 3, Netflix)</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Após ficar mais de um ano sem lançar episódios novos, a terceira temporada de </span><i><span style="font-weight: 400;">(Des)encanto</span></i><span style="font-weight: 400;"> finalmente chegou à </span><i><span style="font-weight: 400;">Netflix </span></i><span style="font-weight: 400;">para trazer a dose de humor ácido que janeiro precisava. Sem desapegar da particularidade sarcástica de </span><a href="http://www.adorocinema.com/personalidades/personalidade-38333/"><span style="font-weight: 400;">Matt Groening</span></a><span style="font-weight: 400;">, a animação explorou novas aventuras, reinos e personagens em cenas que revelam mais maturidade na narrativa.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Com a instabilidade tomando conta, não só da Terra dos Sonhos, como do Rei Zog (</span><span style="font-weight: 400;">John DiMaggio), a Princesa</span><span style="font-weight: 400;"> Bean (Abbi Jacobson) assume o trono e começa uma jornada de evolução e autoconhecimento que vai de enfrentar conflitos a viver um </span><a href="https://www.digitalspy.com/tv/ustv/a35277119/disenchantment-season-3-queer-bisexual-mora-mermaid/"><span style="font-weight: 400;">novo amor</span></a><span style="font-weight: 400;">, e insere um ponto de vista um pouco mais sóbrio para a produção. A nova fase do universo também é marcada por carregar temáticas e alusões muito bem trabalhadas sobre questões como o trabalho nas indústrias, a desigualdade de gênero e a situação política dos Estados Unidos. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Os pontos negativos ficam por conta dos muitos </span><a href="https://screenrant.com/disenchantment-season-3-ending-biggest-questions/"><span style="font-weight: 400;">fios ainda soltos</span></a><span style="font-weight: 400;">, e da participação fraca e repetitiva dos também protagonistas Elfo (</span><span style="font-weight: 400;">Nat Faxon)</span><span style="font-weight: 400;"> e Luci (</span><span style="font-weight: 400;">Eric André),</span><span style="font-weight: 400;"> que apareceram com menos relevância nesses 10 episódios. Ainda sim, </span><i><span style="font-weight: 400;">(Des)encanto</span></i><span style="font-weight: 400;"> tem potencial para devolver as coisas aos trilhos na </span><a href="https://streamingsbrasil.com/desencanto-4-temporada-na-netflix-data-de-estreia-spoilers-e-mais/"><span style="font-weight: 400;">próxima temporada</span></a><span style="font-weight: 400;">, por enquanto, a série se mantém como um ótimo entretenimento com audiovisual maravilhoso e comicidade inteligente que vale a pena assistir. </span><b>&#8211; Jamily Rigonatto</b></p>
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<figure id="attachment_18347" aria-describedby="caption-attachment-18347" style="width: 1280px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-18347" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/02/data66062769-06af67.jpg" alt="Cena da série Lupin, da Netflix. Nela vemos Assane, um homem negro usando casacos e touca observa colar exposto em museu." width="1280" height="854" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/02/data66062769-06af67.jpg 1280w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/02/data66062769-06af67-300x200.jpg 300w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/02/data66062769-06af67-1024x683.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/02/data66062769-06af67-768x512.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/02/data66062769-06af67-1200x801.jpg 1200w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-18347" class="wp-caption-text">Assane Diop, o protagonista da série, inspira seus atos no personagem Arsène Lupin, da série de livros criada por Maurice Leblanc (Foto: Reprodução)</figcaption></figure>
<p><b>Lupin (Parte 1, Netflix)</b></p>
<p><a href="http://personaunesp.com.br/lupin-netflix-critica/"><i><span style="font-weight: 400;">Lupin</span></i></a><i><span style="font-weight: 400;">, </span></i><span style="font-weight: 400;">a nova empreitada francesa da </span><i><span style="font-weight: 400;">Netflix</span></i><span style="font-weight: 400;"> criada por George Kay e François Uzan, é uma série plural. Digo plural porque ela é capaz tanto de agradar aquele espectador mais despercebido e casual, quanto o mais atento. O primeiro, fisgado pela proposta e pela trama, recebe </span><i><span style="font-weight: 400;">twists</span></i><span style="font-weight: 400;"> satisfatórios e sequências de assalto divertidas, protagonizados com </span><a href="https://www.omelete.com.br/filmes/omar-sy-lupin-filmes"><span style="font-weight: 400;">versatilidade por Omar Sy</span></a><span style="font-weight: 400;"> (de </span><i><span style="font-weight: 400;">Intocáveis</span></i><span style="font-weight: 400;">). O segundo, mais exigente, percebe alguns detalhes mais interessantes e sutis, mas que perdem força ao longo dos episódios, dando lugar a uma trama simples e, infelizmente, mais desinteressante e pouco inventiva.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A sensação que fica é que, depois de um primeiro episódio feito com maestria, que contextualiza as motivações do protagonista intercalando passado e presente enquanto nos apresenta um plano de assalto coerente e bem executado, e ainda arranja tempo para inserir um subtexto social marcante, o desenvolvimento da trama não recebeu o mesmo carinho da produção. Os próximos capítulos têm sequências muito menos inspiradas e muito mais convenientes, e a história ganha contornos mais clichês e parece enrolar para chegar onde quer, fugindo da proposta inicial (</span><a href="https://observador.pt/2019/05/21/10-assaltos-que-ficaram-para-a-historia-do-cinema/"><span style="font-weight: 400;">o gênero de assalto</span></a><span style="font-weight: 400;">) e embarcando num drama que se sustenta, mas não tem impacto. No fim, a série acabou por construir em mim expectativas que não conseguiu cumprir. </span><strong>&#8211; Flora Vieira</strong></p>
<hr />
<figure id="attachment_18356" aria-describedby="caption-attachment-18356" style="width: 1024px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-18356" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/02/Miguel-e-Johnny-Cobra-Kai-Gabriel-Gomes-Santana.jpg" alt="Cena da série Cobra Kai. Miguel e Johnny tirando uma selfie em um show de rock. A imagem mostra ambos os personagens de língua pra fora, Miguel está sentado e Johnny está se curvando para ficar na mesma altura de Miguel que, com o celular, irá tirar a selfie" width="1024" height="683" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/02/Miguel-e-Johnny-Cobra-Kai-Gabriel-Gomes-Santana.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/02/Miguel-e-Johnny-Cobra-Kai-Gabriel-Gomes-Santana-300x200.jpg 300w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/02/Miguel-e-Johnny-Cobra-Kai-Gabriel-Gomes-Santana-768x512.jpg 768w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-18356" class="wp-caption-text">Ninguém é bom ou mal: em Cobra Kai, todos tem o seu lado sereno e o seu lado venenoso (Foto: Reprodução)</figcaption></figure>
<p><b>Cobra Kai (3ª temporada, Netflix)</b></p>
<p><i><span style="font-weight: 400;">Cobra Kai</span></i><span style="font-weight: 400;"> já é um fenômeno do </span><i><span style="font-weight: 400;">streaming </span></i><span style="font-weight: 400;">e os espectadores realmente abraçaram a série. Desta vez, </span><span style="font-weight: 400;">Jon Hurwitz, Josh Heald e Hayden Schlossberg optaram por resgatar as personagens essenciais na construção do passado de ambos (Johnny e Daniel).</span><span style="font-weight: 400;"> A empolgação da nova temporada acabou, também, sendo enxergada como motivo de descontentamento pelo público.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Fato é que a </span><a href="https://personaunesp.com.br/cobra-kai-3a-temp-critica/"><span style="font-weight: 400;">terceira temporada</span></a><span style="font-weight: 400;"> soube conversar com os problemas mal resolvidos da anterior, começando pela maneira como Daniel Larusso se portou diante de seus conflitos financeiros e familiares. </span><span style="font-weight: 400;">A escolha da filmografia e fotografia foi espetacular. Rapidamente percebemos o espaço/tempo das cenas, sem nos desviarmos necessariamente do contexto onde são narrados os fatos apresentados.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Há também de se elogiar a trilha que, novamente, soube selecionar o melhor do </span><i><span style="font-weight: 400;">rock</span></i> <i><span style="font-weight: 400;">old school</span></i><span style="font-weight: 400;"> dos anos 1980. Dee Snider teve uma participação extraordinária, que representa o sentimento de dever cumprido para o </span><i><span style="font-weight: 400;">fan service. </span></i><span style="font-weight: 400;">Além disso, podemos transitar por peculiaridades nunca antes esclarecidas, a exemplo do passado sombrio de Kreese. Em suma, os produtores foram ousados, brincaram novamente com a cronologia dos acontecimentos e trouxeram o melhor da fusão entre os </span><i><span style="font-weight: 400;">millenials </span></i><span style="font-weight: 400;">e os </span><i><span style="font-weight: 400;">old school</span></i><span style="font-weight: 400;"> em prol da mesma causa: “</span><i><span style="font-weight: 400;">cobras never dies</span></i><span style="font-weight: 400;">”! </span><b>&#8211; Gabriel Gomes Santana</b></p>
<hr />
<figure id="attachment_18363" aria-describedby="caption-attachment-18363" style="width: 959px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="wp-image-18363 size-full" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/02/faz-de-conta-que.jpg" alt="Imagem da série Faz de Conta que NY é uma Cidade. A fotografia é feita na frente de uma porta de madeira que tem duas berturas ovais de vidro, uma de cada lado. Através do vidro do lado esquerdo, podemos observar o rosto do diretor Martin Scorsese. Ele é branco, tem olhos escuros e cabelos grisalhos, e seu rosto está levemente inclinado para o lado direito da imagem, onde ele parece observar algo com um olhar curioso. Na abertura da esquerda, podemos observar a escritora Fran Lebowitz, que é branca, tem cabelos escuros onsulados e volumosos na altura do queixo. Ela olha diretamente para a câmera com uma expressão séria." width="959" height="639" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/02/faz-de-conta-que.jpg 959w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/02/faz-de-conta-que-300x200.jpg 300w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/02/faz-de-conta-que-768x512.jpg 768w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-18363" class="wp-caption-text">Antes da minissérie da Netflix, o diretor Martin Scorsese trabalhou com a escritora Fran Lebowitz, uma de suas melhores amigas, no documentário Public Speaking (2010), e em O Lobo de Wall Street (2013), onde ela fez uma participação especial no final do filme (Foto: Reprodução)</figcaption></figure>
<p><b>Faz de Conta que NY é uma Cidade (</b><b>Pretend It&#8217;s a City, Minissérie, Netflix)</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O título curioso brincando com a metrópole mais cobiçada do mundo e a assinatura de </span><a href="https://personaunesp.com.br/tag/martin-scorsese/"><span style="font-weight: 400;">Martin Scorsese</span></a><span style="font-weight: 400;"> tornam </span><a href="https://www.netflix.com/br/title/81078137"><i><span style="font-weight: 400;">Faz de Conta que NY é Uma Cidade</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> uma das produções mais organicamente atraentes de todo o catálogo da </span><i><span style="font-weight: 400;">Netflix</span></i><span style="font-weight: 400;">. Sem muitas promessas, a série documental nos apresenta à </span><a href="https://www.newyorker.com/culture/the-new-yorker-interview/fran-lebowitz-is-never-leaving-new-york"><span style="font-weight: 400;">Nova Iorque</span></a><span style="font-weight: 400;"> de uma das melhores amigas do diretor, a escritora e humorista Fran Lebowitz, através das suas </span><a href="https://www.theguardian.com/tv-and-radio/2021/feb/07/fran-lebowitz-pretend-its-a-city-martin-scorsese-netflix"><span style="font-weight: 400;">opiniões impopulares</span></a><span style="font-weight: 400;"> sobre questões corriqueiras da cidade, como arte e cultura, mobilidade urbana, dinheiro e economia, que vez ou outra desembocam em lembranças pessoais e devaneios aleatórios sobre uso da tecnologia, vícios e até as impressões da intelectual sobre as Kardashians.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A liga de tudo é a </span><a href="https://www.rollingstone.com/tv/tv-features/pretend-its-a-city-martin-scorsese-fran-lebowitz-interview-1110499/"><span style="font-weight: 400;">conexão da dupla</span></a><span style="font-weight: 400;">, que vem da combinação da personalidade disruptiva de Fran e da admiração e confiança que Martin conserva pela amiga, que, mesmo tímidas, são completamente visíveis em todas as vezes em que o diretor gargalha das ideias e histórias malucas de Lebowitz. Nem sempre o espectador pega todas as piadas internas dos dois, que cultivam a amizade há mais de 50 anos e conhecem a cidade como a palma de suas mãos, mas a diversão genuína que os dois emanam quando estão juntos já é mais do que o suficiente para ganhar quem está do outro lado da tela.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Tudo fica ainda mais único quando o caráter documental de Scorsese entra em cena, atingindo o feito majestoso de transpor aquela identidade mais pura do cinema clássico que vem à cabeça quando pensamos no nome do diretor para uma série de TV não-ficcional de 30 minutos. E falando de riqueza cinematográfica, a produção ainda inclui recortes de outras entrevistas divertidíssimas e imperdíveis que Fran forneceu para outros grandes nomes do cinema estadunidense, como Spike Lee, Olivia Wilde e Alec Baldwin. Divertida, inteligente e cheia de personalidade, </span><i><span style="font-weight: 400;">Faz de Conta que NY é Uma Cidade </span></i><span style="font-weight: 400;">tem tudo para ser </span><span style="font-weight: 400;">uma das melhores produções originais da </span><i><span style="font-weight: 400;">Netflix </span></i><span style="font-weight: 400;">do ano. </span><b>&#8211; Raquel Dutra</b></p>
<hr />
<figure id="attachment_18378" aria-describedby="caption-attachment-18378" style="width: 1284px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="wp-image-18378 size-full" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/02/pose-season-2-billy-porter.jpg" alt="" width="1284" height="856" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/02/pose-season-2-billy-porter.jpg 1284w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/02/pose-season-2-billy-porter-300x200.jpg 300w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/02/pose-season-2-billy-porter-1024x683.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/02/pose-season-2-billy-porter-768x512.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/02/pose-season-2-billy-porter-1200x800.jpg 1200w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-18378" class="wp-caption-text">Condragulations Pray Tell, you&#8217;re the winner of this week&#8217;s challenge (Foto: Reprodução)</figcaption></figure>
<p><b>Pose (2ª temporada, Netflix</b><b>)</b></p>
<p>A segunda temporada de <em>Pose </em>finalmente chegou ao serviço de <em>streaming</em> mais queridinho do mundo, com atraso de mais de um ano. Transmitida originalmente pela <em>FX </em>em <a href="http://personaunesp.com.br/pose-segunda-temporada-critica/">meados de 2019</a>, o segundo ano dessa que é uma das séries mais importantes da atualidade foi lotado de novas emoções e novas narrativas. Diferentemente dos episódios anteriores, que seguiram uma cronologia mais fechada (já que existia a possibilidade de nem existir continuação), na segunda temporada podemos passear de forma mais livre nos eventos do universo da série.</p>
<p>Nos novos rumos, vemos Blanca Evangelista se envolver com o grupo ativista <a href="https://cinemaemcena.com.br/critica/filme/5799/unidos-pela-raiva-a-historia-da-act-up"><em>ACT UP</em></a>, que lutou pela conscientização do <em>HIV</em> e da <em>AIDS</em> na década de 90 em todo o mundo. Também a assistimos enfrentar o mercado imobiliário transfóbico e racista de Nova Iorque ao tentar alugar um imóvel para montar seu salão de manicure. No mundo dos <a href="https://gay.blog.br/gay/ball-culture-voguing/"><em>balls</em></a>, a esperança de reconhecimento nasce ao Madonna lançar sua icônica <em>Vogue</em>.</p>
<p>Novos romances desabrocham e novos medos também. Com o <a href="https://twitter.com/P_droMenezes/status/1240713661766873090">avanço da epidemia do <em>HIV</em>,</a> assistimos apreensivos outros personagens se tornarem soropositivos, e tememos por aqueles que já estão em estados mais avançados da doença. O talentosíssimo elenco mostra, mais uma vez, atuações viscerais, que foram completamente esnobadas nas <a href="http://personaunesp.com.br/resumao-indicados-emmy-2020/">principais premiações</a>. Com inspiração na morte real de <a href="https://valkirias.com.br/paris-is-burning-do-marginalizado-ao-grande-publico/">Venus Xtravaganza</a>, nos despedimos de uma personagem extremamente querida, com direito a um emocionante número musical bem <em>à la</em> <a href="http://personaunesp.com.br/tag/ryan-murphy/">Ryan Murphy</a>. <em>Pose </em>é um clássico instantâneo, e a cada novo capítulo assistimos <a href="https://cinepop.com.br/pose-5-motivos-que-fazem-dessa-uma-das-mais-importantes-series-da-historia-182570/">a história ser feita na TV</a>. A terceira temporada vem aí para provar isso mais uma vez. <strong>– Jho Brunhara</strong></p>
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		<title>Em Shippados, o amor não precisa ser perfeito</title>
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		<pubDate>Sat, 30 Jan 2021 03:01:41 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Vitória Silva O amor em tempos modernos. As primeiras trocas de olhares foram substituídas por matches em aplicativos de relacionamento. As conversas deram espaço para emojis e figurinhas do Whatsapp. Chegamos num ponto em que até ouvir a voz da outra pessoa se tornou um grande ato de intimidade à primeira vista. Essa digitalização do &#8230; <a href="http://personaunesp.com.br/shippados-critica/" class="more-link">Continue lendo<span class="screen-reader-text"> "Em Shippados, o amor não precisa ser perfeito"</span></a></p>
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										<content:encoded><![CDATA[<figure id="attachment_18049" aria-describedby="caption-attachment-18049" style="width: 990px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="wp-image-18049 size-full" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/01/shippados-tata-werneck-eduardo-sterblitch-foto-paulo-belote-tv-globo_fixed_large.jpg" alt="A imagem é de uma das cenas da série Shippados. Nela, os personagens de Tatá Werneck, à esquerda, e Eduardo Sterblitch, à direita, estão caminhando juntos em uma praça, é possível visualizar o corpo deles da cintura para cima. Tatá é uma mulher branca, de cabelos castanhos escuros e compridos, ela está vestindo uma blusa branca com detalhes azuis e está usando uma mochila da cor vinho. Tatá está com o olho esquerdo fechado e o rosto virado em direção ao Eduardo, e segurando as duas alças de sua mochila. Eduardo é um homem branco de cabelos castanhos escuros ondulados, ele veste uma camisa cinza de manga curta e está usando uma mochila preta nas costas. Eduardo está com o rosto virado em direção à Tatá." width="990" height="619" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/01/shippados-tata-werneck-eduardo-sterblitch-foto-paulo-belote-tv-globo_fixed_large.jpg 990w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/01/shippados-tata-werneck-eduardo-sterblitch-foto-paulo-belote-tv-globo_fixed_large-300x188.jpg 300w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/01/shippados-tata-werneck-eduardo-sterblitch-foto-paulo-belote-tv-globo_fixed_large-768x480.jpg 768w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-18049" class="wp-caption-text">Série do Globoplay aponta as falhas da conectividade virtual a partir de uma perspectiva romântica e bem-humorada (Foto: Reprodução)</figcaption></figure>
<p><strong>Vitória Silva</strong></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O amor em tempos modernos. As primeiras trocas de olhares foram substituídas por </span><i><span style="font-weight: 400;">matches</span></i><span style="font-weight: 400;"> em aplicativos de relacionamento. As conversas deram espaço para </span><i><span style="font-weight: 400;">emojis</span></i><span style="font-weight: 400;"> e figurinhas do </span><i><span style="font-weight: 400;">Whatsapp.</span></i><span style="font-weight: 400;"> Chegamos num ponto em que até ouvir a voz da outra pessoa se tornou um grande ato de intimidade à primeira vista. Essa digitalização do romance é apenas mais um exemplo de como nos reconstruímos no meio virtual e somos cada vez mais </span><a href="https://brasil.elpais.com/estilo/2020-10-12/vicio-em-redes-sociais-dispara-na-pandemia-cinco-jeitos-de-recuperar-o-controle-e-se-desintoxicar.html"><span style="font-weight: 400;">dependentes</span></a><span style="font-weight: 400;"> dele para criar e manter nossas relações. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Há quem diga que essa mediação tecnológica não é tão vantajosa quanto parece, Fernanda Young e Alexandre Machado decidiram mostrar isso. O casal de roteiristas que deu origem a séries grandiosas, como </span><i><span style="font-weight: 400;">Os Aspones</span></i><span style="font-weight: 400;"> e </span><i><span style="font-weight: 400;">Os Normais</span></i><span style="font-weight: 400;">, decidiu encarar uma comédia-romântico-dramática no contexto dos tempos atuais. Quase que sucessores da dupla Vani e Rui, surgiram Rita (Tatá Werneck) e Enzo (Eduardo Sterblitch). E, dessa combinação, nasceu </span><i><span style="font-weight: 400;">Shippados</span></i><span style="font-weight: 400;">.</span></p>
<p><span id="more-18039"></span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Ambientada num Rio de Janeiro mais melancólico do que estamos acostumados, sob a direção artística de </span><a href="https://claudia.abril.com.br/famosos/patricia-pedrosa-diretora-em-ascensao-conversa-sobre-carreira-e-machismo/"><span style="font-weight: 400;">Patricia Pedrosa</span></a><span style="font-weight: 400;">, a produção do </span><i><span style="font-weight: 400;">Globoplay</span></i><span style="font-weight: 400;"> trata de uma história de amor que surgiu de um desencontro. Rita e Enzo são dois solitários que buscam incansavelmente pela felicidade em outro parceiro para se sentirem completos, e fazem isso, claro, por meio de um aplicativo de relacionamentos. Afinal, como diz a </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=_mCvW2_1mXg"><span style="font-weight: 400;">música</span></a><span style="font-weight: 400;"> que dá abertura ao primeiro episódio: </span><i><span style="font-weight: 400;">o que mais alguém pode querer além de amar e ser amado?</span></i></p>
<figure id="attachment_18041" aria-describedby="caption-attachment-18041" style="width: 1364px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="wp-image-18041 size-full" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/01/Shippados-2019.jpg" alt="A imagem é de uma das cenas da série Shippados. Nela, os personagens de Tatá Werneck, à direita, e Eduardo Sterblitch, à esquerda, estão no quarto da personagem de Tatá, sentados na cama e virados em direção à câmera, é possível visualizar o corpo deles da cintura para cima. Tatá é uma mulher branca, de cabelos castanhos escuros e compridos, ela está vestindo uma blusa listrada nas cores branca, laranja e branca. Tatá está com o queixo apoiado na mão direita, e o cotovelo direito apoiado em uma mesa. Eduardo é um homem branco de cabelos castanhos escuros ondulados, ele veste uma camiseta cinza de mangas curtas com o escrito BORN TO FLY. Eduardo está sorrindo e com o olhar voltado para baixo." width="1364" height="786" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/01/Shippados-2019.jpg 1364w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/01/Shippados-2019-300x173.jpg 300w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/01/Shippados-2019-1024x590.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/01/Shippados-2019-768x443.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/01/Shippados-2019-1200x691.jpg 1200w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-18041" class="wp-caption-text">Assim como Os Normais quebrava a quarta parede, Rita conversa com o público por meio dos vídeos que ela grava para a internet (Foto: Reprodução)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">A partir de um primeiro encontro desastroso com outras pessoas, eles, por acaso, acabam se encontrando. Assim se inicia uma história sobre relações virtuais, contada a partir de um namoro nada virtual. Desde o início, Machado e Young não pretendem mostrar um </span><a href="https://personaunesp.com.br/para-todos-os-garotos-2-critica/"><span style="font-weight: 400;">romance idealizado</span></a><span style="font-weight: 400;">, Rita e Enzo se complementam por suas loucuras e defeitos. Rita é uma pessoa antipática, sincera e com um humor sarcástico que se encontra perfeitamente em </span><a href="https://gshow.globo.com/series/shippados/noticia/tata-werneck-conta-sobre-desafio-de-viver-casal-com-amigo-eduardo-sterblitch-em-shippados.ghtml"><span style="font-weight: 400;">Tatá Werneck</span></a><span style="font-weight: 400;">, além de apresentar uma série de traumas causados por sua mãe, Dolores (Yara de Novaes), com quem ela mora até hoje. Enquanto Enzo é um rapaz ansioso, com um jeito esquisitão e várias dificuldades de socialização, mas que tem uma ternura que se balanceia com o mau humor de sua companheira.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O carioca divide apartamento com Valdir (Luis Lobianco) e sua namorada Brita (Clarice Falcão), ambos adeptos do </span><a href="https://www.infoescola.com/movimentos-culturais/naturismo/"><span style="font-weight: 400;">naturismo</span></a><span style="font-weight: 400;">. Eles vivenciam uma relação completamente oposta a de Enzo e Rita, ao invés de se completarem, o casal nudista age como se fosse um só, se entendendo nos mais diversos delírios. O grupo de amigos se conclui com Suzete (Júlia Rabello) e Hélio (Rafael Queiroga), casal que surge quase que de imediato por intermédio dos protagonistas. Estes apresentam um amor mais carnal do que qualquer coisa, e mostram muito sobre a superficialidade das relações do mundo atual. </span></p>
<figure id="attachment_18043" aria-describedby="caption-attachment-18043" style="width: 1280px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="wp-image-18043 size-full" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/01/vlcsnap-2020-03-26-20h01m07s945.jpg" alt="A imagem é de uma das cenas da série Shippados. Nela, os personagens de Tatá Werneck, à esquerda, e Eduardo Sterblitch, à direita, estão sentados em uma cama de casal em um quarto de hotel. Tatá é uma mulher branca, de cabelos castanhos escuros e compridos, ela está vestindo uma blusa laranja e um shorts jeans. Tatá está sentada com as pernas cruzadas e as mãos apoiadas no rosto, que está virado em direção ao Eduardo, com uma expressão assustada. Eduardo é um homem branco de cabelos castanhos escuros ondulados, ele veste uma camisa cinza com detalhes e uma calça jeans. Eduardo está com as pernas esticadas e com as duas mãos segurando o seu rosto, ele também tem uma expressão assustada e está com o rosto virado para Tatá." width="1280" height="634" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/01/vlcsnap-2020-03-26-20h01m07s945.jpg 1280w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/01/vlcsnap-2020-03-26-20h01m07s945-300x149.jpg 300w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/01/vlcsnap-2020-03-26-20h01m07s945-1024x507.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/01/vlcsnap-2020-03-26-20h01m07s945-768x380.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/01/vlcsnap-2020-03-26-20h01m07s945-1200x594.jpg 1200w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-18043" class="wp-caption-text">O nome da série deriva do conceito de shippar, que consiste na ideia de torcer para o relacionamento entre duas pessoas (Foto: Reprodução)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">Diferente de </span><i><span style="font-weight: 400;">Os Normais</span></i><span style="font-weight: 400;">, a narrativa de </span><i><span style="font-weight: 400;">Shippados</span></i><span style="font-weight: 400;"> não é composta por episódios independentes. Além do surgimento dos novos casais, o arco principal da temporada se dá na jornada de Rita em tentar encontrar seu pai, cuja identidade tentou ser ocultada ao máximo por Dolores, por interesse em manter a pensão que ele enviava para sustentar as duas. Nessa aventura, partem o grupo de seis amigos e a mãe desequilibrada para Maricá.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A dupla de roteiristas já é especialista em trazer a comicidade para momentos desconfortáveis entre os seus personagens, e dessa vez não poderia ser diferente. O humor surge nas situações mais escatológicas e constrangedoras possíveis, como quando uma excursão escolar chega na suposta praia de nudismo. Os diálogos sobre tópicos mundanos e aleatórios também são outro ingrediente comum do casal, e se encaixam perfeitamente aqui. Não é uma história forçada para nos fazer rir, com tiradas e clichês previsíveis. Em </span><i><span style="font-weight: 400;">Shippados</span></i><span style="font-weight: 400;">, nós rimos das situações e das pessoas. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">As redes sociais são o alvo de boa parte do humor sarcástico e afiado da série. Em diversos momentos, os diálogos entre os personagens exemplificam a superficialidade do meio virtual e as falhas comunicativas que ele proporciona, em que até um </span><i><span style="font-weight: 400;">emoji</span></i><span style="font-weight: 400;"> errado pode alterar o tom de uma conversa. E acabam por tirar sarro da supervalorização das coisas na </span><i><span style="font-weight: 400;">internet</span></i><span style="font-weight: 400;">, como os testes de compatibilidade entre namorados e o <em>status</em> de relacionamento no </span><i><span style="font-weight: 400;">Facebook</span></i><span style="font-weight: 400;">.</span></p>
<figure id="attachment_18044" aria-describedby="caption-attachment-18044" style="width: 1280px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="wp-image-18044 size-full" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/01/7563155_x720.jpg" alt="A imagem é de uma das cenas da série Shippados. Nela, estão os personagens de Luis Lobianco, Clarice Falcão, Tatá Werneck e Eduardo Sterblitch. Na imagem eles estão tirando uma foto no que seria o apartamento dos personagens Enzo e Valdir. Na imagem, Clarice Falcão está abraçando Tatá Werneck. Clarice é uma mulher branca de cabelos castanhos claros compridos, ela está sorrindo e com o braço em volta do pescoço de Tatá, não é possível ver suas roupas. Tatá é uma mulher branca de cabelos castanhos escuros, ela veste uma blusa listrada nas cores laranja, amarelo e branco, e está com uma cara de desconforto. Os meninos estão atrás das duas personagens, lado a lado. Luis Lobianco é um homem branco, de cabelos castanhos escuros curtos, barba e bigode castanhos, não é possível ver suas roupas pois ele está atrás de Clarice. Luis está sorrindo e com o braço esquerdo em volta de Eduardo. Eduardo é um homem branco de cabelos castanhos escuros ondulados, ele veste uma camiseta cinza de manga curta com um desenho e o escrito BORN TO FLY." width="1280" height="720" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/01/7563155_x720.jpg 1280w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/01/7563155_x720-300x169.jpg 300w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/01/7563155_x720-1024x576.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/01/7563155_x720-768x432.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/01/7563155_x720-1200x675.jpg 1200w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-18044" class="wp-caption-text">Com o <a href="https://g1.globo.com/sp/sao-paulo/noticia/2019/08/25/fernanda-young-morre-em-sp.ghtml">falecimento</a> de Fernanda Young, o futuro de Shippados permanece um tanto incerto, apesar da autora já ter escrito alguns episódios da segunda temporada ainda em vida (Foto: Reprodução)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">Após descobertas decepcionantes na viagem para Maricá, e as diversas tentativas de sabotagem por parte de Dolores, a narrativa se vira completamente para a evolução do namoro de Enzo e Rita. Nenhum relacionamento é perfeito, muito menos nos roteiros de Young e Machado. A partir de uma sequência de desentendimentos, surgem as primeiras discussões, os conflitos iniciais e o primeiro término, como toda relação de </span><a href="https://personaunesp.com.br/normal-people-critica/"><span style="font-weight: 400;">pessoas normais</span></a><span style="font-weight: 400;">. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Por mais que esse talvez não seja o primeiro relacionamento sério da vida dos personagens, é a sensação que transparece para nós. Vemos a relação de Enzo e Rita como aquele namoro de adolescência, em que ambos precisam aprender a se entender antes para conseguirem, de fato, entender o outro. Erram como adolescentes, mas também amam como se fossem iniciantes nesse ramo. </span></p>
<figure id="attachment_18045" aria-describedby="caption-attachment-18045" style="width: 1280px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="wp-image-18045 size-full" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/01/pZ4eed9tNbH1fk9lUiAywzGpNUx.jpg" alt="A imagem é de uma das cenas da série Shippados. Nela, os personagens estão em uma praia deserta, virados de costas para a câmera e em direção ao mar. Da esquerda para direita vemos os personagens de Júlia Rabello, Rafael Queiroga, Clarice Falcão, Luis Lobianco, Tatá Werneck e Eduardo Sterblitch." width="1280" height="720" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/01/pZ4eed9tNbH1fk9lUiAywzGpNUx.jpg 1280w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/01/pZ4eed9tNbH1fk9lUiAywzGpNUx-300x169.jpg 300w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/01/pZ4eed9tNbH1fk9lUiAywzGpNUx-1024x576.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/01/pZ4eed9tNbH1fk9lUiAywzGpNUx-768x432.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/01/pZ4eed9tNbH1fk9lUiAywzGpNUx-1200x675.jpg 1200w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-18045" class="wp-caption-text">Shippados já tinha estreado no Globoplay em 2019, mas teve seus episódios exibidos na TV aberta apenas este mês (Foto: Reprodução)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">A dramaticidade ainda surge como um tempero adicional na narrativa. Seria difícil falar sobre o mundo da conectividade e do imediatismo sem abordar o lado daqueles esquisitões que não se encaixam por entre as bolhas virtuais. E, mais do que isso, mostrar as dificuldades que os relacionamentos do mundo digital ocultam, em saber lidar com o outro. Nesses momentos, o temperamento difícil de Rita e seu grande potencial de auto sabotagem, unido ao nervosismo de Enzo em tentar ao máximo que as coisas deem certo não poderiam ser mais compreensíveis. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A transição para as cenas dramáticas não nos pega desprevenidos em nenhum momento, sentimos cada pontada da dor que é ser um estranho em um ambiente onde todas as relações são tão parecidas e simples, e da dificuldade em lutar por algo que não depende apenas de nós mesmos. A trilha sonora ainda é perfeitamente escolhida para nos derrubar de vez, com faixas de nomes como O Terno, Vanguart, Rubel e </span><a href="https://personaunesp.com.br/los-hermanos-amor-e-odio/"><span style="font-weight: 400;">Los Hermanos</span></a><span style="font-weight: 400;">. Ou seja, tudo de mais triste que existe na cena atual da música brasileira. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Se fosse necessário dar nome aos bois, Dolores com certeza seria a maior antagonista da série, por suas sucessivas tentativas em destruir o namoro da filha, visando apenas o seu próprio benefício. Mas também poderia ser considerada a personificação do verdadeiro vilão do mundo real: o imprevisível (ou melhor, </span><i><span style="font-weight: 400;">os</span></i> <i><span style="font-weight: 400;">absurdos idiotas da vida)</span></i><span style="font-weight: 400;">. Aquele acontecimento que vai além do nosso próprio controle e o maior obstáculo dos verdadeiros relacionamentos. Para se manter uma relação é preciso muito mais que amar, ou ter um endereço próximo, é necessário lidar com as adversidades da vida, e também lutar contra elas. Essa talvez seja a maior lição que o primeiro ano de </span><i><span style="font-weight: 400;">Shippados</span></i><span style="font-weight: 400;"> nos deixa.</span></p>
<figure id="attachment_18046" aria-describedby="caption-attachment-18046" style="width: 1280px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="wp-image-18046 size-full" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/01/wfq03pnOBcgQrms4mbaatRGLKwH.jpg" alt="A imagem é de uma das cenas da série Shippados. A imagem foi tirada de baixo para cima. Nela, os personagens estão em roda olhando para baixo, em direção à câmera. Nesse círculo estão, nessa ordem, os personagens de Luis Lobianco, Eduardo Sterblitch, Júlia Rabello, Clarice Falcão, Tatá Werneck e Rafael Queiroga." width="1280" height="720" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/01/wfq03pnOBcgQrms4mbaatRGLKwH.jpg 1280w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/01/wfq03pnOBcgQrms4mbaatRGLKwH-300x169.jpg 300w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/01/wfq03pnOBcgQrms4mbaatRGLKwH-1024x576.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/01/wfq03pnOBcgQrms4mbaatRGLKwH-768x432.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/01/wfq03pnOBcgQrms4mbaatRGLKwH-1200x675.jpg 1200w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-18046" class="wp-caption-text">O primeiro trabalho de Alexandre <a href="https://cultura.estadao.com.br/blogs/direto-da-fonte/sentimos-falta-da-loucura-e-da-diversao-dela-diz-alexandre-machado-sobre-a-mulher-fernanda-young/">após a morte</a> de Fernanda foi na série <a href="https://personaunesp.com.br/amor-e-sorte-critica/">Amor e Sorte</a> (Foto: Reprodução)</figcaption></figure>
<p><i><span style="font-weight: 400;">Shippados</span></i><span style="font-weight: 400;"> é um atestado das falsas promessas do meio virtual, que nos distancia, ao mesmo passo que busca nos aproximar. E também é um abraço caloroso para mostrar que ainda devemos ter esperança no amor, em encontrar alguém mesmo em meio a um mar de individualismo e das dificuldades repentinas da vida. Apenas mais um dos milhares de exemplos do grandioso </span><a href="https://www.omelete.com.br/series-tv/normais-shipados-partida-de-fernanda-young"><span style="font-weight: 400;">legado</span></a><span style="font-weight: 400;"> de Fernanda Young, que não poderia ter se despedido de uma forma melhor.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A tecnologia vai precisar evoluir muito para conseguir transparecer as trocas de olhares apaixonadas, o nervosismo do toque acidental de mãos e as borboletas no estômago que a vida real nos proporciona. E não importa o quanto ela lute para conectar cada vez mais as pessoas, nunca conseguirá causar um encontro de almas tão bonito como o simples acaso. </span></p>
<p><iframe loading="lazy" title="Spotify Embed: Trilha Sonora Shippados" width="300" height="380" allowtransparency="true" frameborder="0" allow="encrypted-media" src="https://open.spotify.com/embed/playlist/0IoghNokIwpXHKLc8pnLgG?si=Tdb42FZyRhqOMlY10r77oQ"></iframe></p>
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