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	<title>Arquivos O Fazendeiro &#8211; Persona | Jornalismo Cultural</title>
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	<description>Desde 2015 provando que a distância entre Bergman, Lady Gaga e a novela das 9 nem existe.</description>
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		<title>Em Love, Death + Robots, o homem é o robô do homem</title>
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		<pubDate>Thu, 01 Sep 2022 11:33:55 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Guilherme Veiga Pensar na revolta das máquinas é naturalmente evocar elementos da Skynet, passando pelos andróides da saga Alien, a destruição estroboscópica da Família Mitchell e chegando nas ficções de Interstellar e 2001 &#8211; Uma Odisséia no Espaço. Por mais que essas produções de certa forma tratem também da condição humana, comum de toda boa &#8230; <a href="http://personaunesp.com.br/love-death-robots-3a-temp-critica/" class="more-link">Continue lendo<span class="screen-reader-text"> "Em Love, Death + Robots, o homem é o robô do homem"</span></a></p>
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										<content:encoded><![CDATA[<figure id="attachment_28537" aria-describedby="caption-attachment-28537" style="width: 1200px" class="wp-caption alignnone"><img fetchpriority="high" decoding="async" class="size-full wp-image-28537" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/09/Love-Death-Robots-Imagem-1.png" alt="Cena do primeiro episódio do volume 3 de Love, Death + Robots. Nele vemos três robôs em um balcão de bar abandonado. Da esquerda para a direita, temos um robozinho menor de cabeça quadrada e na cor laranja. Em sua cara um visor forma um emoticon sorrindo. No meio, um robô branco com formas mais humanas. Ele veste um chapéu de marinheiro, seu olho direito é amarelo e o esquerdo azul. Por último, há um robô em um formato que se assemelha a um triângulo na cor cinza. Ele tem uma espécie de câmera que emite uma luz azul" width="1200" height="627" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/09/Love-Death-Robots-Imagem-1.png 1200w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/09/Love-Death-Robots-Imagem-1-800x418.png 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/09/Love-Death-Robots-Imagem-1-1024x535.png 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/09/Love-Death-Robots-Imagem-1-768x401.png 768w" sizes="(max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-28537" class="wp-caption-text">Mais assustador que o futuro é o caminho até ele (Foto: Netflix)</figcaption></figure>
<p><b>Guilherme Veiga</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Pensar na revolta das máquinas é naturalmente evocar elementos da </span><i><span style="font-weight: 400;">Skynet</span></i><span style="font-weight: 400;">, passando pelos andróides da saga </span><i><span style="font-weight: 400;">Alien, </span></i><span style="font-weight: 400;">a destruição estroboscópica da </span><a href="https://personaunesp.com.br/a-familia-mitchell-e-a-revolta-das-maquinas-critica/"><i><span style="font-weight: 400;">Família Mitchell</span></i></a> <span style="font-weight: 400;">e chegando nas ficções de </span><i><span style="font-weight: 400;">Interstellar </span></i><span style="font-weight: 400;">e </span><a href="https://www.omelete.com.br/filmes/2001-uma-odisseia-no-espaco-45-anos"><i><span style="font-weight: 400;">2001 &#8211; Uma Odisséia no Espaço</span></i></a><span style="font-weight: 400;">. Por mais que essas produções de certa forma tratem também da condição humana, comum de toda boa ficção científica, muitas vezes a vilania da história está voltada aos seres formados por compostos eletrônicos. Em </span><i><span style="font-weight: 400;">Love, Death + Robots</span></i><span style="font-weight: 400;">, a carcaça metálica e (às vezes não tão) bem polida, reflete uma humanidade vilã, que, por falta de disputa na cadeia alimentar do poder, arranja um jeito de se voltar contra si própria.</span></p>
<p><span id="more-28536"></span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Chegando a </span><i><span style="font-weight: 400;">Netflix</span></i><span style="font-weight: 400;"> a princípio como uma prima animada de </span><i><span style="font-weight: 400;">Black Mirror</span></i><span style="font-weight: 400;">, a obra entrou de mansinho e bagunçou a ordem das coisas, a começar pela sua estrutura. Fora da fórmula de 8 a 13 episódios da empresa, o primeiro volume nos entregava 18, e muito antes da </span><a href="https://olhardigital.com.br/2020/10/21/noticias/uma-cronica-do-fracasso-como-o-servico-de-streaming-quibi-fechou-em-apenas-6-meses/"><i><span style="font-weight: 400;">Quibi</span></i></a> <span style="font-weight: 400;">fracassar, a leva de histórias oferecia algo que não passava dos 20 minutos. O formato de antologia para animação também inovou, por mais que </span><a href="https://canaltech.com.br/entretenimento/critica-animatrix-172077/"><span style="font-weight: 400;">isso já existisse</span></a><span style="font-weight: 400;">, só que menos difundido. Graças a ela, produtos como </span><a href="https://personaunesp.com.br/star-wars-visions-critica/"><i><span style="font-weight: 400;">Star Wars: Visions</span></i></a><i><span style="font-weight: 400;">, The Boys: Diabolical, </span></i><span style="font-weight: 400;">e </span><a href="https://personaunesp.com.br/what-if-critica/"><i><span style="font-weight: 400;">What If…</span></i></a> <span style="font-weight: 400;">puderam sonhar com um futuro.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Porém, logo a ideia se consolidou e virou uma jóia da locadora vermelha, ultrapassando e muito &#8211; tanto em aceitação como em qualidade &#8211; o espelho preto da Tudum. Criada por Tim Miller (</span><a href="https://personaunesp.com.br/deadpool/"><i><span style="font-weight: 400;">Deadpool</span></i></a><span style="font-weight: 400;">) em parceria com David Fincher (</span><a href="https://personaunesp.com.br/seven-25-anos/"><i><span style="font-weight: 400;">Seven</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, </span><i><span style="font-weight: 400;">Garota Exemplar</span></i><span style="font-weight: 400;">) a antologia partiu da premissa de adaptar os quadrinhos da </span><i><span style="font-weight: 400;">Heavy Metal </span></i><span style="font-weight: 400;">ao mesmo tempo que funcionava como portfólio para vários estúdios de animação (Miller, por exemplo, tem o seu próprio, o Blur Studios). A ideia deu tão certo que a série foi renovada para a </span><a href="https://personaunesp.com.br/love-death-robots-2a-temp-critica/"><span style="font-weight: 400;">segunda temporada</span></a><span style="font-weight: 400;">, que apesar de não manter a obra à altura, é satisfatória e também garantiu mais um ano. Por isso, nessa terceira leva de episódios, assim como os três robôs que deram início a essa jornada recheada de amor, mortes e robôs, foi preciso revisitar a obra para entender sua caminhada, acertos e erros.</span></p>
<figure id="attachment_28539" aria-describedby="caption-attachment-28539" style="width: 1920px" class="wp-caption alignnone"><img decoding="async" class="wp-image-28539 " src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/09/Love-Death-Robots-Imagem-2-ok-1.jpg" alt="Cena do curta “Matança em Grupo”, quinto episódio do Volume 3 da série. Nele vemos um urso marrom meio andróide. Na altura dos ombros, há pontos o remendando. Em suas costas, saem garras cobertas de sangue. A parte de baixo de sua mandíbula é feita de metal e também tem sangue e seu olho está vermelho. Sua posição sinaliza que ele está rugindo." width="1920" height="954" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/09/Love-Death-Robots-Imagem-2-ok-1.jpg 1920w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/09/Love-Death-Robots-Imagem-2-ok-1-800x398.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/09/Love-Death-Robots-Imagem-2-ok-1-1024x509.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/09/Love-Death-Robots-Imagem-2-ok-1-768x382.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/09/Love-Death-Robots-Imagem-2-ok-1-1536x763.jpg 1536w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/09/Love-Death-Robots-Imagem-2-ok-1-1200x596.jpg 1200w" sizes="(max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-28539" class="wp-caption-text">Sangue é o que não falta na terceira temporada de Love, Death + Robots (Foto: Netflix)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">Isso já pode ser percebido logo nos primeiros minutos do novo ano de </span><a href="https://personaunesp.com.br/love-death-robots-critica/"><i><span style="font-weight: 400;">Amor, Morte &amp; Robôs</span></i></a><span style="font-weight: 400;">. Os mais desavisados e que tem em mente o conceito de antologia certamente estranham ao ver os três simpáticos robôs de personalidades excêntricas, os responsáveis pelo início de tudo, novamente em tela. Comparadas a primeira temporada, as novas andanças dos robôs não deixam de ser mais do mesmo. Sua versão inicial talvez ainda seja melhor, porém isso mostra que o bom filho, depois de desviar de sua essência no segundo ano, está voltando para casa. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O trio de robôs se prova uma ótima solução de roteiro, assinado por John Scalzi, pois mesmo com histórias desconexas, é através deles que o tom da temporada é dado. Mesmo que não se leve nem um pouco a sério (o que rende piadas ótimas, principalmente envolvendo </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=VTg6vfyYH64&amp;ab_channel=Netflix"><span style="font-weight: 400;">os gatos</span></a><span style="font-weight: 400;">), ver aqueles pedaços de lata extremamente sarcásticos caçoando da nossa espécie e tentando entender o que aconteceu nos coloca com essa mesma dúvida. Fica a cargo do restante dos episódios não de dar as respostas mastigadas, mas sim de soltar pequenas fagulhas que estimulem os questionamentos do espectador.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Outros que retornam para o Volume 3 são os estúdios de animação. Sem deixar de lado seu caráter experimental, a obra usa dos anos anteriores para filtrar quais estúdios melhor desempenharam seu trabalho. Para esse ano, a Blur, empresa que mais assina capítulos, como </span><i><span style="font-weight: 400;">A Era do Gelo</span></i><span style="font-weight: 400;">,</span> <span style="font-weight: 400;">no primeiro volume, e </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=eUw_SJET0Qg&amp;ab_channel=Netflix"><i><span style="font-weight: 400;">O Gigante Afogado</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, do segundo, volta para o excelente </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=kB3bN22c60o&amp;ab_channel=Netflix"><i><span style="font-weight: 400;">Viagem Ruim</span></i></a><span style="font-weight: 400;">. Já os espanhóis da Pinkman.TV, depois de entregarem o frenético e ótimo </span><i><span style="font-weight: 400;">A Testemunha</span></i><span style="font-weight: 400;">, retornam para criar </span><i><span style="font-weight: 400;">Jibaro</span></i><span style="font-weight: 400;">, a maior obra-prima da antologia.</span></p>
<figure id="attachment_28540" aria-describedby="caption-attachment-28540" style="width: 1024px" class="wp-caption alignnone"><img decoding="async" class="size-full wp-image-28540" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/09/Love-Death-Robots-Imagem-3-essa-e-ok.png" alt="Cena do curta “Viagem Ruim”, segundo episódio do volume 3 da série. Nela vemos um homem, em um bote, de costas para a câmera, olhando para um navio sendo consumido em chamas. Por estar a noite, só é possível ver a silhueta desse homem e do bote." width="1024" height="508" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/09/Love-Death-Robots-Imagem-3-essa-e-ok.png 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/09/Love-Death-Robots-Imagem-3-essa-e-ok-800x397.png 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/09/Love-Death-Robots-Imagem-3-essa-e-ok-768x381.png 768w" sizes="(max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-28540" class="wp-caption-text">Pela primeira vez, David Fincher, antes apenas produtor de Love, Death + Robots, assume o papel de diretor na antologia (Foto: Netflix)</figcaption></figure>
<p><i><span style="font-weight: 400;">Viagem Ruim</span></i><span style="font-weight: 400;">,</span> <span style="font-weight: 400;">aliás, é quando Fincher arregaça as mangas e sai da cadeira de produtor para dirigir o conto, e é aqui que fica muito claro a diferença que os anos ímpares têm para o segundo. A série provou que sabe entregar Animação de encher os olhos, logo no primeiro segundo de cada </span><i><span style="font-weight: 400;">play</span></i><span style="font-weight: 400;">. Agora, é em como tratar essas histórias que está a alma de </span><i><span style="font-weight: 400;">LD+R</span></i><span style="font-weight: 400;">, e o diretor, como um ótimo contador de narrativas, dá ao conto de </span><a href="https://twitter.com/nealasher"><span style="font-weight: 400;">Neal Asher</span></a><span style="font-weight: 400;"> um toque próprio para a já difundida mitologia de monstros marinhos, ao mesmo tempo que crava a ganância e ambição humana com discussão central dos episódios.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A terceira leva de capítulos configura uma temporada que prefere atenuar o amor e os robôs para focar na morte. Claro que a tecnologia ainda é muito presente, mas a série se mostra extremamente inteligente ao desmistificar a ideia pseudo-romantizada de que a derrocada humana só se dará através de inovações. Nós somos nossa principal ameaça por natureza, e a série, prolongando a </span><a href="https://www.bonsfluidos.com.br/comportamento/nao-sei-como-sera-a-terceira-guerra-mundial-mas-sei-como-sera-a-quarta-entenda-a-frase-memoravel-de-albert-einstein.phtml"><span style="font-weight: 400;">batida afirmação de Einstein</span></a><span style="font-weight: 400;">, frisa que não importa se tal ameaça será com bombas nucleares ou paus e pedras, enquanto existirmos, ela sempre existirá.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Essa discussão consegue passear de forma extremamente competente pela miscelânea de gêneros e formatos já característicos da obra. Desde a história com toques lovecraftianos de </span><i><span style="font-weight: 400;">Sepultados na Caverna</span></i><span style="font-weight: 400;">,</span> <span style="font-weight: 400;">passando pelo resultado da fusão entre </span><a href="https://www.papodecinema.com.br/especiais/saga-o-exterminador-do-futuro/"><i><span style="font-weight: 400;">Exterminador do Futuro</span></i></a> <span style="font-weight: 400;">e </span><i><span style="font-weight: 400;">Stuart Little </span></i><span style="font-weight: 400;">que é </span><i><span style="font-weight: 400;">Os Ratos de Mason</span></i><span style="font-weight: 400;">, todas as narrativas, mesmo que com seus antagonistas bem estabelecidos, sabem conduzir o texto para escancarar ao espectador como, mesmo com tais perigos, é preciso redobrar o cuidado com nós mesmos.</span></p>
<figure id="attachment_28541" aria-describedby="caption-attachment-28541" style="width: 1152px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-28541" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/09/Love-Death-Robots-Imagem-4.jpg" alt="Cena do curta O Mesmo Pulso da Máquina. Na imagem vemos um close de uma astronauta branca de olhos azuis e sobrancelhas pretas. No capacete de seu traje é possível ver o reflexo de parte do cenário, além de fragmentos de poeira que estão grudados." width="1152" height="648" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/09/Love-Death-Robots-Imagem-4.jpg 1152w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/09/Love-Death-Robots-Imagem-4-800x450.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/09/Love-Death-Robots-Imagem-4-1024x576.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/09/Love-Death-Robots-Imagem-4-768x432.jpg 768w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-28541" class="wp-caption-text">Cada episódio da terceira leva de LD+R apresenta um formato único de animação (Foto: Netflix)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">Por mais que a produção tenha dado um passo para trás para replicar elementos que funcionaram ou são difíceis de fugir, a originalidade ainda dita o </span><i><span style="font-weight: 400;">show</span></i><span style="font-weight: 400;">. O fato de manter a média de episódios do segundo ano, contando com apenas um conto a mais que o volume anterior e tendo a metade do primeiro, é possível perceber uma curadoria mais cuidadosa por parte dos criadores. Não sendo contínua, a obra tem alguns episódios abaixo que precisam se calcar única e exclusivamente no gosto pessoal de quem assiste, como </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=jhdtbjC4yBs&amp;ab_channel=Netflix"><i><span style="font-weight: 400;">Matança em Grupo</span></i></a> <span style="font-weight: 400;">e </span><i><span style="font-weight: 400;">Enxame</span></i><span style="font-weight: 400;">. Em um panorama geral, a régua ainda está bem alta.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Entre os pontos altos, é possível citar a jornada psicodélica e minimalista por uma das luas de Júpiter em </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=943NIBTvRVg&amp;ab_channel=Netflix"><i><span style="font-weight: 400;">O Mesmo Pulso da Máquina</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, as histórias de pescador recontadas por Fincher, em </span><i><span style="font-weight: 400;">Viagem Ruim</span></i><span style="font-weight: 400;">,</span> <span style="font-weight: 400;">e a curiosa e divertida aventura de 7 minutos ininterruptos de destruição de um planeta Terra, confeccionada em </span><a href="https://conceitos.com/diorama/"><span style="font-weight: 400;">diorama</span></a><span style="font-weight: 400;"> e que entrega um apocalipse zumbi de botar muitas obras do gênero no chinelo, em </span><i><span style="font-weight: 400;">Noite dos Minimortos</span></i><span style="font-weight: 400;">. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O terceiro ano de </span><i><span style="font-weight: 400;">Love, Death + Robots</span></i><span style="font-weight: 400;"> carrega 6 </span><i><span style="font-weight: 400;">Emmys</span></i><span style="font-weight: 400;"> Criativos conquistados nos últimos volumes, o que já a desponta como favorita em suas categorias. Na 74ª edição da premiação, uma das mais importantes da TV estadunidense, a antologia figura nas categorias de Melhor Programa Curto de Animação, pelo episódio <em>O </em></span><i><span style="font-weight: 400;">Fazendeiro</span></i><span style="font-weight: 400;">, em que disputa com as novatas </span><i><span style="font-weight: 400;">Star Wars: Visions</span></i><span style="font-weight: 400;"> e </span><i><span style="font-weight: 400;">The Boys Presents: Diabolical</span></i><span style="font-weight: 400;">, e Melhor Mixagem de Som em Série de Comédia ou Drama (Meia-Hora) e Animação, por </span><i><span style="font-weight: 400;">Sepultados na Caverna</span></i><span style="font-weight: 400;"> e disputa com nomes como </span><a href="https://personaunesp.com.br/arcane-critica/"><i><span style="font-weight: 400;">Arcane</span></i></a> <span style="font-weight: 400;">e </span><a href="https://personaunesp.com.br/ted-lasso-2a-temporada-critica/"><i><span style="font-weight: 400;">Ted Lasso</span></i></a><span style="font-weight: 400;">. Além de já ter presenteado a categoria de Realização Individual Excepcional em Animação para o diretor Alberto Mielgo, a mente por trás do já vencedor do </span><i><span style="font-weight: 400;">Emmy</span></i><span style="font-weight: 400;">, </span><a href="https://youtu.be/IqhXDb69wl4"><i><span style="font-weight: 400;">A Testemunha</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, após ele ser responsável pela maior obra-prima da antologia, </span><i><span style="font-weight: 400;">O Fazendeiro</span></i><span style="font-weight: 400;">.</span></p>
<figure id="attachment_28542" aria-describedby="caption-attachment-28542" style="width: 1920px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-28542" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/09/Love-Death-Robots-Imagem-5.jpg" alt="Cena do curta “Sepultados na Caverna”. Nela, temos centralizado o vilão do segmento, um monstro gigantesco na cor marrom quase similar a um tronco de árvore. Em sua cara, há 6 olhos na cor amarela" width="1920" height="890" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/09/Love-Death-Robots-Imagem-5.jpg 1920w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/09/Love-Death-Robots-Imagem-5-800x371.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/09/Love-Death-Robots-Imagem-5-1024x475.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/09/Love-Death-Robots-Imagem-5-768x356.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/09/Love-Death-Robots-Imagem-5-1536x712.jpg 1536w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/09/Love-Death-Robots-Imagem-5-1200x556.jpg 1200w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-28542" class="wp-caption-text">Até mesmo uma representação do Cthulhu deu o ar da graça na terceira temporada (Foto: Netflix)</figcaption></figure>
<p><b>A complexidade e perfeição de Jibaro</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Se </span><i><span style="font-weight: 400;">Love, Death + Robots </span></i><span style="font-weight: 400;">se destaca quando sabe contar uma história, o último episódio do terceiro ano, </span><i><span style="font-weight: 400;">Jibaro,</span></i><span style="font-weight: 400;"> que garantiu uma das passagens da série para o </span><a href="https://personaunesp.com.br/?s=emmy"><i><span style="font-weight: 400;">Emmy</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, é uma verdadeira aula no assunto. Antes mesmo do capítulo em questão, Mielgo já provara sua competência ao integrar o departamento de animação de </span><a href="https://brasil.elpais.com/brasil/2019/01/10/cultura/1547142320_637784.html"><i><span style="font-weight: 400;">Homem-Aranha no Aranhaverso</span></i></a> <span style="font-weight: 400;">e, recentemente, pelo </span><i><span style="font-weight: 400;">Oscar </span></i><span style="font-weight: 400;">de Melhor Curta de Animação por </span><i><span style="font-weight: 400;">The Windshield Wiper</span></i><span style="font-weight: 400;">. A tradução do curioso termo que dá nome ao episódio varia dependendo da localidade, indo desde “selvagem”, em Cuba, até “fazendeiro”, em Porto Rico. A última opção é a mais aceitável, pois a ambientação indica uma floresta porto-riquenha e até mesmo a adaptação do título para o Brasil ficou como </span><i><span style="font-weight: 400;">Fazendeiro</span></i><span style="font-weight: 400;">.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Usando de um </span><i><span style="font-weight: 400;">plot</span></i><span style="font-weight: 400;"> simples, porém extremamente inventivo, o curta, bebendo principalmente do mito grego de </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=-7oiOnGLmJE&amp;ab_channel=AFilosofiaExplica"><span style="font-weight: 400;">Ulisses e as sereias</span></a><span style="font-weight: 400;">, conta a história de um colonizador espanhol surdo, que, após o encontro com uma criatura mitológica que enlouquece quem escuta seu canto, desperta a paixão dela, justamente por não ser afetado. Ao adaptar esse conceito, a produção consegue exaltar seu maior trunfo: as entrelinhas de seu subtexto.</span></p>
<figure id="attachment_28543" aria-describedby="caption-attachment-28543" style="width: 1920px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-28543" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/09/Love-Death-Robots-Imagem-6-ok.jpg" alt="Cena do conto Jibaro. Nele, vemos um close do cavaleiro que dá nome ao episódio, um homem branco de cabelos pretos. Ele veste uma armadura medieval. Em seu rosto, é possível ver, além de marcas de sujeira, algumas tatuagens, um piercing no nariz e uma jóia no meio de sua testa." width="1920" height="957" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/09/Love-Death-Robots-Imagem-6-ok.jpg 1920w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/09/Love-Death-Robots-Imagem-6-ok-800x399.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/09/Love-Death-Robots-Imagem-6-ok-1024x510.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/09/Love-Death-Robots-Imagem-6-ok-768x383.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/09/Love-Death-Robots-Imagem-6-ok-1536x766.jpg 1536w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/09/Love-Death-Robots-Imagem-6-ok-1200x598.jpg 1200w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-28543" class="wp-caption-text">Em Jibaro, há momentos de dúvida se aquilo é animação ou live-action (Foto: Netflix)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">Sem nenhuma palavra, o segmento, assim como as sereias, hipnotiza através de sua beleza e traz para a trama discussões que vão desde o genocídio de povos originários pelos espanhóis, na época de colonização, até </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=LsH7aIs6ioY&amp;ab_channel=GoldDerby%2FGoldDerby"><span style="font-weight: 400;">relacionamentos tóxicos</span></a><span style="font-weight: 400;">. O próprio idealizador diz que a obra se trata de uma relação entre dois predadores. Mais uma vez, assim como na maioria dos outros episódios, a mensagem está em torno da ambição e ganância humana. Aqui, porém, a série consegue subvertê-la em uma história poeticamente melancólica e, ao mesmo tempo, maravilhosa.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O design artístico de </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=JeUuk-g_Qws&amp;ab_channel=Netflix"><i><span style="font-weight: 400;">Jibaro</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> precisou de 117 pessoas para suprir a complexidade que as técnicas de animação exigiam. Por conta disso, Mielgo exala um domínio no que está fazendo e dirige o segmento se aproveitando de elementos, como uma câmera mais subjetiva, montagem frenética e mesclada com uma música acelerada. Driblando os empecilhos que o método escolhido pode trazer, a produção consegue montar um gigantesco espetáculo sensorial e entregar o melhor episódio de toda a série.</span></p>
<figure id="attachment_28544" aria-describedby="caption-attachment-28544" style="width: 1200px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-28544" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/09/Love-Death-Robots-Imagem-7.png" alt="Cena de um dos episódios da antologia Love, Death + Robots. Na imagem, vemos o close de uma criatura mística, uma espécie de sereia saindo de um lago. Ela está somente com os olhos para fora d’água, fazendo com que sua parte de cima da cabeça reflita na água. Ela usa uma maquiagem carregada, fazendo com que a pele fique branca, quase pálida. Seus olhos tem um contorno forte preto, há uma linha vermelha que divide o rosto pela metade e suas sobrancelhas são azuis. Seu cabelo é preto e em sua cabeça há um conjunto de jóias e moedas pratas e douradas que cobrem grande parte de seu cabelo." width="1200" height="630" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/09/Love-Death-Robots-Imagem-7.png 1200w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/09/Love-Death-Robots-Imagem-7-800x420.png 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/09/Love-Death-Robots-Imagem-7-1024x538.png 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/09/Love-Death-Robots-Imagem-7-768x403.png 768w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-28544" class="wp-caption-text">Recentemente, foi encomendado o quarto ano da antologia (Foto: Netflix)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">Após uma ótima estreia e um segundo ano que não supriu expectativas, o terceiro volume da coletânea soube analisar sua própria jornada para, mesmo não abandonando sua originalidade e caráter experimental, entender quais são suas fundações. Em função disso, aqui, </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=uD-242dcxRE&amp;ab_channel=NetflixBrasil"><i><span style="font-weight: 400;">Love, Death + Robots</span></i></a> <span style="font-weight: 400;">entrega seu ano mais maduro e regular. Longe disso ser no sentido pejorativo, pois, em uma obra tão grandiosa em qualidade, buscar a estabilidade e fugir dos altos e baixos é uma ótima estratégia. E nesse melhor de três, todos ganhamos.</span></p>
<p>O post <a href="http://personaunesp.com.br/love-death-robots-3a-temp-critica/">Em Love, Death + Robots, o homem é o robô do homem</a> apareceu primeiro em <a href="http://personaunesp.com.br">Persona | Jornalismo Cultural</a>.</p>
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		<title>Com sabor de leite com achocolatado, pijaminha e manhã fresca, Shaun, o Carneiro volta para mais uma aventura</title>
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		<pubDate>Fri, 02 Apr 2021 19:35:58 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Cinema]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Pedro Gabriel Um dos motivos para eu acordar cedo quando tinha meus nove anos era sentar na sala, ligar na Cultura, e assistir a todos os desenhos que passavam no Quintal da Cultura. A manhã era recheada de Doug (1991-1999), Madeline (1993-2001), Cocoricó (1996-atualmente no YouTube), Os Sete Monstrinhos (2000-2003) e por uma pequena ovelha &#8230; <a href="http://personaunesp.com.br/shaun-o-carneiro-o-filme-a-fazenda-contra-ataca-critica/" class="more-link">Continue lendo<span class="screen-reader-text"> "Com sabor de leite com achocolatado, pijaminha e manhã fresca, Shaun, o Carneiro volta para mais uma aventura"</span></a></p>
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										<content:encoded><![CDATA[<figure id="attachment_19574" aria-describedby="caption-attachment-19574" style="width: 1280px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-19574" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/04/image2.jpg" alt="Na frente Shaun, uma ovelha magra de pele preta com pelagem branca, segura uma fatia de pizza sorrindo. Atrás está o cão Blitzer, com pelagem amarela e um gorro azul, com cara espantado. Ao fundo está Timmy, uma ovelha bebê igual Shaun, sorrindo e segurando um urso de pelúcia. Todos olham para frente. Estão em uma floresta, iluminada e com muito brilho azul, rosa e roxo." width="1280" height="720" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/04/image2.jpg 1280w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/04/image2-300x169.jpg 300w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/04/image2-1024x576.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/04/image2-768x432.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/04/image2-1200x675.jpg 1200w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-19574" class="wp-caption-text">Shaun, Blitzer, Timmy, Mãe do Timmy e Shirley voltam para a alegria de todos, e trazem consigo uma indicação de Melhor Animação no Oscar 2021 (Foto: Reprodução)</figcaption></figure>
<p><b>Pedro Gabriel</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Um dos motivos para eu acordar cedo quando tinha meus nove anos era sentar na sala, ligar na </span><i><span style="font-weight: 400;">Cultura</span></i><span style="font-weight: 400;">, e assistir a todos os desenhos que passavam no </span><i><span style="font-weight: 400;">Quintal da Cultura</span></i><span style="font-weight: 400;">. A manhã era recheada de </span><i><span style="font-weight: 400;">Doug </span></i><span style="font-weight: 400;">(1991-1999), </span><i><span style="font-weight: 400;">Madeline </span></i><span style="font-weight: 400;">(1993-2001), </span><i><span style="font-weight: 400;">Cocoricó </span></i><span style="font-weight: 400;">(1996-</span><a href="https://www.youtube.com/user/tvcocorico"><span style="font-weight: 400;">atualmente no </span><i><span style="font-weight: 400;">YouTube</span></i></a><span style="font-weight: 400;">), </span><i><span style="font-weight: 400;">Os Sete Monstrinhos</span></i><span style="font-weight: 400;"> (2000-2003) e por uma pequena ovelha aventureira chamada </span><i><span style="font-weight: 400;">Shaun, o Carneiro</span></i><span style="font-weight: 400;"> (2007-presente). Dez anos se passaram, e cá estou eu revivendo todas essas manhãs após assistir </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=BVek2bEKRrg"><i><span style="font-weight: 400;">Shaun, o Carneiro, o Filme: A Fazenda Contra-Ataca</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> na </span><i><span style="font-weight: 400;">Netflix</span></i><span style="font-weight: 400;">. A animação é uma continuação do </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=eASi5xkj0Dg"><span style="font-weight: 400;">longa de 2016</span></a><span style="font-weight: 400;"> e traz Shaun em uma nova aventura. </span></p>
<p><span id="more-19570"></span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Como era de se esperar, o filme não tem nenhuma conexão com o anterior, sendo como um longo episódio da série. Sob a direção de Will Becher e Richard Phelan, a história segue um caminho simples: Shaun e seu rebanho estão vivendo suas vidas pacatas na </span><i><span style="font-weight: 400;">Mossy Bottom Farm </span></i><span style="font-weight: 400;">e </span><span style="font-weight: 400;">tentam sanar o tédio. Mas, tudo o que fazem é altamente repreendido pelo cão Blitzer, o melhor amigo e maior inimigo de Shaun no desenho. Paralelamente com a história na fazenda, uma nave espacial pousa em uma floresta, e uma criatura sai dela. Após a histeria da população, inicia-se uma investigação do </span><i><span style="font-weight: 400;">Ministério de Detecção Alienígena</span></i><span style="font-weight: 400;"> (M.D.A).</span></p>
<figure id="attachment_19573" aria-describedby="caption-attachment-19573" style="width: 1096px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-19573" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/04/image5.jpg" alt="O cão Blitzer de pelagem amarela e gorro azul, está pregando uma placa no chão com um grande martelo de madeira. Ele está com cara fechada, olhando para Shaun. Na placa, uma imagem de um frisbee com um círculo de “proibido”. Shaun, uma ovelha magra de pele preta e pelagem branca, olha com um sorrisinho e mãos levantadas, com um ar de sem graça. Eles estão em um pôr do Sol na fazenda." width="1096" height="720" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/04/image5.jpg 1096w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/04/image5-300x197.jpg 300w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/04/image5-1024x673.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/04/image5-768x505.jpg 768w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-19573" class="wp-caption-text">Antes mesmo da estreia do primeiro filme, já haviam ideias para uma sequência, que começou a ser produzida após o lançamento de O Homem das Cavernas, em 2018 (Foto: Reprodução)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">Na perseguição do ser extraterrestre com um homem, ele acaba parando na fazenda de Shaun. Tudo isso é tratado de forma descontraída, com humor físico presente em todos os momentos, uma vez que não se é falado nada. Eles fazem amizade, e a história transita na volta do </span><i><span style="font-weight: 400;">alien</span></i><span style="font-weight: 400;">, chamado Lu-La, para sua nave, no M.D.A tentando capturá-lo — uma das piores coisas da trama —, e no parque de diversões que O Fazendeiro (sim, esse é o nome dele) está construindo para ganhar dinheiro em cima do fenômeno que se instaurou na cidade com o surgimento de um </span><i><span style="font-weight: 400;">OVNI</span></i><span style="font-weight: 400;">. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O longa, como na série original, não possui uma linha de diálogo entendível. O máximo que temos são grunhidos, ou onomatopeias, como </span><i><span style="font-weight: 400;">“vrum vrum”</span></i><span style="font-weight: 400;"> para identificar um veículo. Mas isso não é um problema. Como é um filme em que o público alvo são as crianças, tudo é simples para que a história seja entendida. Você consegue compreender o que eles querem dizer, seja os diálogos, a trama em si, os sentimentos de cada personagem, mesmo que não seja falado nada. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Partindo para a animação do desenho, não podemos deixar de enaltecer o trabalho da </span><a href="https://www.aardman.com/the-studio/"><i><span style="font-weight: 400;">Aardman Animations</span></i></a><span style="font-weight: 400;">. É simplesmente impecável. O estúdio é responsável por filmes como </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=Vfirqr2Gt44"><i><span style="font-weight: 400;">A Fuga das Galinhas </span></i><span style="font-weight: 400;">(2000)</span></a><i><span style="font-weight: 400;">, </span></i><a href="https://www.youtube.com/watch?v=AyzkSfrv4kk"><i><span style="font-weight: 400;">Por Água Abaixo </span></i><span style="font-weight: 400;">(2006)</span></a><i><span style="font-weight: 400;">,</span></i><span style="font-weight: 400;"> e uma das melhores animações da história, </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=-nk6Gs6Z_Bo&amp;t=5s"><i><span style="font-weight: 400;">Wallace e Gromit: A Batalha dos Vegetais </span></i><span style="font-weight: 400;">(2005)</span></a><span style="font-weight: 400;">. Novamente é utilizado a técnica de </span><i><span style="font-weight: 400;">stop-motion</span></i><span style="font-weight: 400;"> — o estilo marcante da empresa. A qualidade continua perfeita. Diferente de filmes com animação 3D computadorizada, que envelhecem muito rápido, com o </span><i><span style="font-weight: 400;">stop-motion </span></i><span style="font-weight: 400;">a história muda. A sensação é que tanto </span><i><span style="font-weight: 400;">A Fuga das Galinhas</span></i><span style="font-weight: 400;"> quanto </span><i><span style="font-weight: 400;">A Shaun the Sheep Movie: Farmageddon</span></i><span style="font-weight: 400;">, no original, foram feitos na mesma época, mesmo com seus quase 20 anos de diferença.</span></p>
<figure id="attachment_19572" aria-describedby="caption-attachment-19572" style="width: 1280px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-19572" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/04/image4.jpg" alt="A diretora da M.D.A Red, que é uma mulher branca, de cabelos preto, e que usa um terno preto, está levantando escorada em um corrimão, descabelada, com os olhos cerrados e boca trêmula, se recompondo de um tombo. Ela está em uma caverna. " width="1280" height="720" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/04/image4.jpg 1280w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/04/image4-300x169.jpg 300w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/04/image4-1024x576.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/04/image4-768x432.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/04/image4-1200x675.jpg 1200w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-19572" class="wp-caption-text">Mesmo com uma semelhança grande com a Sra. Tweedy de A Fuga das Galinhas, Red é bem menos malvada, e muito mais humana por conta de seus traumas de infância (Foto: Reprodução)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">Enquanto a dupla principal consegue trazer uma química gostosa, fazendo você se divertir com sua aventura, o núcleo do M.D.A. é vergonhoso. Em um primeiro momento, quando Red, a diretora da organização, aparece, sua semelhança com outras vilãs sanguinárias do estúdio conduz para uma personagem que passaria por cima de qualquer coisa para chegar aos seus objetivos. Mas não foi isso que aconteceu. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Primeiro que toda essa instituição é uma verdadeira piada. São um bando de incompetentes trabalhando lá, um robô inspirado nos clássicos </span><i><span style="font-weight: 400;">Spirit</span></i><span style="font-weight: 400;"> e </span><i><span style="font-weight: 400;">Opportunity,</span></i><span style="font-weight: 400;"> mas que diferente de outras obras, é apenas chato, e uma diretora que mais parece ter saído de um episódio de </span><a href="https://globoplay.globo.com/os-trapalhoes/t/pdVgWpJJd7/"><i><span style="font-weight: 400;">Os Trapalhões</span></i></a><span style="font-weight: 400;">. Mesmo que suas intenções sejam plausíveis, e você acabe tendo uma empatia pela personagem quando entendida sua história, ainda sim é um potencial desperdiçado.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A trama da dupla é um clássico dos filmes de </span><a href="https://personaunesp.com.br/the-mandalorian-critica/"><i><span style="font-weight: 400;">sci-fi</span></i></a><i><span style="font-weight: 400;">. </span></i><span style="font-weight: 400;">Basicamente é o extraterrestre conhecendo os prazeres da vida na Terra, como sua comida. Mesmo que batida, a dinâmica é engraçada de se seguir as peripécias dos dois. Já na fazenda, toda a sequência de construção do parque </span><i><span style="font-weight: 400;">Farmageddon,</span></i><span style="font-weight: 400;"> da interação do Fazendeiro com o Blitzer e com as demais ovelhas do rebanho, são pontos altos de </span><i><span style="font-weight: 400;">Shaun, o Carneiro, o Filme: A Fazenda Contra-Ataca</span></i><span style="font-weight: 400;">, criando uma grande expectativa em como ficará o parque no final.</span></p>
<figure id="attachment_19575" aria-describedby="caption-attachment-19575" style="width: 1438px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-19575" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/04/image3.jpg" alt="Shaun, uma ovelha magra de pele preta e pelagem branca, está de costa, puxando uma pizza congelada que está presa na língua de Lu-La, um alien, com cabeça arredondada, orelhas e braços grandes e roxos, nariz de bolinha. O corpo é um formato de um pinheiro. Ele tem a pele em tons de azul e roxo claro. Ele está dentro de um freezer de supermercado, projetado para frente por conta do puxão da pizza." width="1438" height="598" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/04/image3.jpg 1438w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/04/image3-300x125.jpg 300w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/04/image3-1024x426.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/04/image3-768x319.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/04/image3-1200x499.jpg 1200w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-19575" class="wp-caption-text">O co-roteirista do filme Mark Burton, também foi o responsável por dirigir e roteirizar o primeiro filme, ao lado de Richard Starzak, que produziu e criou a história (Foto: Reprodução)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">O roteiro de Mark Burton e Jon Brown é recheado de referências a filmes clássicos, como </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=7E9CD3Hucws"><i><span style="font-weight: 400;">2001 – Uma Odisseia no Espaço </span></i><span style="font-weight: 400;">(1968)</span></a><span style="font-weight: 400;">, </span><a href="https://personaunesp.com.br/critica-et/"><i><span style="font-weight: 400;">E.T – O Extraterrestre </span></i><span style="font-weight: 400;">(1982)</span></a><i><span style="font-weight: 400;">, </span></i><a href="https://www.youtube.com/watch?v=9rmD43W7yyc"><i><span style="font-weight: 400;">Alien, O Oitavo Passageiro </span></i><span style="font-weight: 400;">(1979)</span></a><span style="font-weight: 400;">, entre outros do gênero, além dos </span><i><span style="font-weight: 400;">easter-eggs </span></i><span style="font-weight: 400;">de outras obras do estúdio. É uma narrativa que é simples, bem executada e que não é cansativa. Sua história é uma bomba de emoções. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O filme tem sido indicado nas principais premiações na categoria de Melhor Animação, inclusive no </span><a href="https://personaunesp.com.br/tag/oscar/"><i><span style="font-weight: 400;">Oscar </span></i><span style="font-weight: 400;">2021</span></a><span style="font-weight: 400;">. A </span><i><span style="font-weight: 400;">Netflix </span></i><a href="https://www.hollywoodreporter.com/news/reed-hastings-says-netflix-wont-buy-a-theater-chain-but-thinks-moviegoing-will-return"><span style="font-weight: 400;">já afirmou que pretende bater a </span><i><span style="font-weight: 400;">Disney</span></i><span style="font-weight: 400;"> na produção de animações</span></a><span style="font-weight: 400;">, mas ainda está muito longe disso se concretizar. O serviço de </span><i><span style="font-weight: 400;">streaming</span></i><span style="font-weight: 400;"> tem conseguido emplacar grandes obras nos últimos anos, como </span><i><span style="font-weight: 400;">Klaus</span></i><span style="font-weight: 400;"> (2019), que foi extremamente injustiçado, e  </span><a href="https://personaunesp.com.br/a-caminho-da-lua-critica/"><i><span style="font-weight: 400;">A Caminho da Lua </span></i><span style="font-weight: 400;">(2020)</span></a><span style="font-weight: 400;">, uma das grandes concorrentes da noite, mesmo que não seja tão amada por quem vos escreve</span><i><span style="font-weight: 400;">.</span></i><span style="font-weight: 400;"> Mas no final, ainda ficam na sombra da montanha de troféus do senhor </span><i><span style="font-weight: 400;">Mickey Mouse</span></i><span style="font-weight: 400;">.</span></p>
<figure id="attachment_19571" aria-describedby="caption-attachment-19571" style="width: 1200px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-19571" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/04/image1.jpg" alt="Shaun, uma ovelha magra de pele preta e pelagem branca, está de frente, sorrindo, com um braço levantado com um dispositivo que emite luz, e o outro abraçado em Lu-La, um alien, com cabeça arredondada, orelhas e braços grandes e roxos, nariz de bolinha. O corpo é um formato de um pinheiro. Ele tem a pele em tons de azul e roxo claro. Ele está olhando pra cima com um sorriso de esperança. Eles estão em uma plataforma de madeira, com pisca-pisca, e escrito em branco FARMAGEDDON, em uma noite estrelada." width="1200" height="800" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/04/image1.jpg 1200w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/04/image1-300x200.jpg 300w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/04/image1-1024x683.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/04/image1-768x512.jpg 768w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-19571" class="wp-caption-text">De todos os filmes vencedores do Oscar, apenas dois não são 3D computadorizado, sendo Wallace e Gromit a única animação em stop-motion vencedora, em 2006 (Foto: Reprodução)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">Desde a criação da categoria no </span><i><span style="font-weight: 400;">Oscar </span></i><span style="font-weight: 400;">em 2002, foram um total de </span><a href="https://cineclick.uol.com.br/listas/galerias/vencedores-oscar-melhor-animacao"><span style="font-weight: 400;">13 prêmios para a </span><i><span style="font-weight: 400;">Disney</span></i></a><i><span style="font-weight: 400;">, </span></i><span style="font-weight: 400;">sendo divididos entre </span><i><span style="font-weight: 400;">Walt Disney Animation Studio </span></i><span style="font-weight: 400;">e </span><i><span style="font-weight: 400;">Pixar, </span></i><span style="font-weight: 400;">fora as outras duas vezes que ganhou o </span><i><span style="font-weight: 400;">Oscar </span></i><span style="font-weight: 400;">Honorário, pelas contribuições tecnológicas em </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=g0Cfs_xplPg"><i><span style="font-weight: 400;">Branca de Neve e os Sete Anões </span></i><span style="font-weight: 400;">(1937)</span></a><span style="font-weight: 400;"> e </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=CxwTLktovTU"><i><span style="font-weight: 400;">Toy Story </span></i><span style="font-weight: 400;">(1995)</span></a><i><span style="font-weight: 400;">. </span></i><span style="font-weight: 400;">Salvo algumas exceções, o estúdio sempre leva o prêmio, às vezes, tirando de obras que acabaram sendo melhores. O sentimento que fica é de uma previsibilidade enorme nas premiações quando um dos indicados é um filme da </span><i><span style="font-weight: 400;">Disney </span></i><span style="font-weight: 400;">ou da </span><i><span style="font-weight: 400;">Pixar. </span></i></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Novamente, mesmo com todos os acertos de </span><i><span style="font-weight: 400;">Shaun, o Carneiro, o Filme: A Fazenda Contra-Ataca,</span></i><span style="font-weight: 400;"> ou até mesmo dos demais indicados, como </span><a href="https://personaunesp.com.br/wolfwalkers-critica/"><i><span style="font-weight: 400;">Wolfwalkers</span></i><span style="font-weight: 400;"> (2020)</span></a><span style="font-weight: 400;">,</span> <span style="font-weight: 400;">a vitória da categoria está nas mãos de </span><a href="https://personaunesp.com.br/soul-critica/"><i><span style="font-weight: 400;">Soul </span></i><span style="font-weight: 400;">(2020)</span></a><span style="font-weight: 400;">, que foi altamente aclamado pela crítica do mundo todo. Mais um ano passa, e a </span><i><span style="font-weight: 400;">Aardman Animation </span></i><span style="font-weight: 400;">continuará com apenas a estatueta de </span><i><span style="font-weight: 400;">Wallace e Gromit </span></i><span style="font-weight: 400;">na estante. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Mesmo que tenha sido uma grande estranheza à primeira vista as indicações da animação, </span><i><span style="font-weight: 400;">Shaun, o Carneiro, o Filme: A Fazenda Contra-Ataca </span></i><span style="font-weight: 400;">é uma obra gostosa para toda a família. Consegue emocionar e divertir, além de criar uma máquina de nostalgia para toda uma geração que sintonizava na </span><i><span style="font-weight: 400;">Cultura </span></i><span style="font-weight: 400;">em suas manhãs.</span></p>
<div class="jetpack-video-wrapper"><iframe loading="lazy" title="Shaun, o Carneiro: A Fazenda Contra-Ataca • Trailer 2 Legendado" width="840" height="473" src="https://www.youtube.com/embed/C9RfkN0lzhs?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen></iframe></div>
<p>O post <a href="http://personaunesp.com.br/shaun-o-carneiro-o-filme-a-fazenda-contra-ataca-critica/">Com sabor de leite com achocolatado, pijaminha e manhã fresca, Shaun, o Carneiro volta para mais uma aventura</a> apareceu primeiro em <a href="http://personaunesp.com.br">Persona | Jornalismo Cultural</a>.</p>
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