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	<title>Arquivos Mulhe-Leopardo &#8211; Persona | Jornalismo Cultural</title>
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	<description>Desde 2015 provando que a distância entre Bergman, Lady Gaga e a novela das 9 nem existe.</description>
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		<title>Mulher Maravilha 1984 é a linha tênue entre expectativas e realidade</title>
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		<pubDate>Tue, 05 Jan 2021 15:39:41 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Ana Laura Ferreira “Diana de Themyscira, filha de Hippolitya, Rainha das Amazonas”. Mas e se ela fosse mais do que isso? O que aconteceria se ela saísse definitivamente do santuário destas guerreiras gregas e se mudasse para o “reino dos homens”? Mesmo tendo provado um gostinho dessa adaptação da heroína à um novo cotidiano em &#8230; <a href="http://personaunesp.com.br/mulher-maravilha-1984-critica/" class="more-link">Continue lendo<span class="screen-reader-text"> "Mulher Maravilha 1984 é a linha tênue entre expectativas e realidade"</span></a></p>
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										<content:encoded><![CDATA[<figure id="attachment_17568" aria-describedby="caption-attachment-17568" style="width: 1280px" class="wp-caption alignnone"><img fetchpriority="high" decoding="async" class="size-full wp-image-17568" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2020/12/mulhermaravilha1984pipocas.jpg" alt="A imagem mostra Gal Gadot como Mulher Maravilha. Ela usa uma armadura dourada e tem os cabelos pretos soltos por baixo de um capacete com formato de águia. Ao findo vemos asas desfocadas nas cores azul, verde, vermelho e amarelo. Em um primeiro plano há o laço da verdade brilhando. " width="1280" height="720" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2020/12/mulhermaravilha1984pipocas.jpg 1280w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2020/12/mulhermaravilha1984pipocas-300x169.jpg 300w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2020/12/mulhermaravilha1984pipocas-1024x576.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2020/12/mulhermaravilha1984pipocas-768x432.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2020/12/mulhermaravilha1984pipocas-1200x675.jpg 1200w" sizes="(max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-17568" class="wp-caption-text">“A grandeza não é o que você pensa” (Foto: Reprodução)</figcaption></figure>
<p><b>Ana Laura Ferreira</b></p>
<p><i><span style="font-weight: 400;">“Diana de Themyscira, filha de Hippolitya, Rainha das Amazonas”.</span></i><span style="font-weight: 400;"> Mas e se ela fosse mais do que isso? O que aconteceria se ela saísse definitivamente do santuário destas guerreiras gregas e se mudasse para o “reino dos homens”? Mesmo tendo provado um gostinho dessa adaptação da heroína à um novo cotidiano em </span><a href="https://personaunesp.com.br/critica-mulher-maravilha/"><i><span style="font-weight: 400;">Mulher Maravilha (2017)</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, Patty Jenkins torna a trazer Gal Gadot no papel da matadora de deuses, mas dessa fez de forma muito mais habituada, orgânica e organizada em </span><i><span style="font-weight: 400;">Mulher Maravilha 1984</span></i><span style="font-weight: 400;">.</span></p>
<p><span id="more-17562"></span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Ambientada, assim como o nome diz, na nostálgica década de 80, acompanhamos agora a jornada de Diana Prince já acostumada com as diferenças entre sua realidade e a nossa. Seguindo por um caminho muito mais direto e coeso, o longa se apoia na excelente atuação de Pedro Pascal &#8211; de </span><a href="https://personaunesp.com.br/game-of-thrones-quarta-temporada-caminhos-diferentes-momentos-pertinentes/"><i><span style="font-weight: 400;">Game Of Thrones</span></i></a> <span style="font-weight: 400;">e </span><a href="https://personaunesp.com.br/critica-narcos-terceira-temporada/"><i><span style="font-weight: 400;">Narcos</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> &#8211; para introduzir um vilão que é ao mesmo tempo complexo e caricato. Essa dualidade enriquece a narrativa que entende a importância de adaptar os personagens originais dos quadrinhos para a nova mídia, mas não os deixa perder sua essência.</span></p>
<figure id="attachment_17567" aria-describedby="caption-attachment-17567" style="width: 1160px" class="wp-caption alignnone"><img decoding="async" class="size-full wp-image-17567" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2020/12/mulhermaravilha1984_23.jpeg" alt="A foto mostra a mulher maravilha de lado. Ela usa um corpete vermelho e dourado de metal e uma saia azul. Seus cabelos pretos estão soltos e ela usa uma tiara sobre a testa. Em suas mãos está o laço da verdade brilhando." width="1160" height="739" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2020/12/mulhermaravilha1984_23.jpeg 1160w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2020/12/mulhermaravilha1984_23-300x191.jpeg 300w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2020/12/mulhermaravilha1984_23-1024x652.jpeg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2020/12/mulhermaravilha1984_23-768x489.jpeg 768w" sizes="(max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-17567" class="wp-caption-text">Para a alegria dos fãs que acompanham a narrativa da Mulher Maravilha, o longa traz o famoso Jato Invisível para o universo cinematográfico da heroína (Foto: Reprodução)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">O coeso desenvolvimento da relação entre o personagem de Pascal, o ganancioso Maxwell Lord, e Diana Prince consertou o que foi, para muitos, o maior erro do filme de origem dessa heroína. Com um terceiro ato falho, resolvido de forma abrupta com a inserção de um nada discreto </span><a href="https://www.omelete.com.br/segredos-do-cinema/deus-ex-machina-o-que-e-isso-segredos-do-cinema"><i><span style="font-weight: 400;">Deus Ex Machina</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, o antecessor de </span><i><span style="font-weight: 400;">Mulher Maravilha 1984</span></i><span style="font-weight: 400;"> aprendeu com suas falhas e entregou um roteiro preocupado muito mais com a construção de seus personagens do que apenas com a pancadaria. Isso não significa que a elaboração desse novo capítulo seja perfeita. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Longe disso, o longa estende seu primeiro ato mais do que o necessário, desenvolvendo uma cansativa e interminável apresentação de personagens que atrasa o engate nessa história. Já quando o filme finalmente entra nos trilhos não há o que o pare. O arco bem delimitado abre caminho para que possamos entender as motivações de cada personagem e nos envolver profundamente com eles. É claro que todos ali têm algo a perder, e esse elo criado entre obra e espectador gera uma tensão gostosa de se acompanhar, que rende várias remexidas na cadeira.</span></p>
<figure id="attachment_17565" aria-describedby="caption-attachment-17565" style="width: 564px" class="wp-caption alignnone"><img decoding="async" class="size-full wp-image-17565" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2020/12/710e76545d74929fa9df929a0e445a4b.jpg" alt="A imagem mostra, da esquerda para a direita, Patty Jenkins, Gal Gadot, Pedro Pascal e Kristen Wiig no set de filmagens do filme. Eles estão em torno de peças arqueológicas." width="564" height="562" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2020/12/710e76545d74929fa9df929a0e445a4b.jpg 564w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2020/12/710e76545d74929fa9df929a0e445a4b-300x300.jpg 300w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2020/12/710e76545d74929fa9df929a0e445a4b-150x150.jpg 150w" sizes="(max-width: 564px) 85vw, 564px" /><figcaption id="caption-attachment-17565" class="wp-caption-text">Um terceiro filme da heroína, dirigido por Jenkins, já foi confirmado pela DC (Foto: Reprodução)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">E ainda que nos preocupemos com todos e desejemos saber toda a construção de cada um daqueles em tela, é óbvio que alguns teriam mais destaque do que outros. Roubando as cenas o, já mencionado, Max Lord é a grande amarração da trama. Porém, na tentativa de complementar uma história que já era mais do que suficiente, temos a introdução de mais um anti-herói: Dra. Barbara Minerva, a </span><a href="https://www.aficionados.com.br/mulher-leopardo-dc-comics/"><span style="font-weight: 400;">Mulher-Leopardo</span></a><span style="font-weight: 400;">.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Trato dela como uma anti-heroína e não como vilã, como aparece nos quadrinhos, pois durante o filme conseguimos perceber suas motivações e, mesmo que nada justifique seus atos, é possível até compreendê-la. O grande trunfo, contudo, foi descartado sem mais nem menos como um simples adorno a essa composição repleta de pontas soltas e decorativas. O potencial dessa personagem não é nunca atingido, tornando ela, que poderia ser a maior estrela do filme, mero detalhe em meio aos desfechos.</span></p>
<figure id="attachment_17569" aria-describedby="caption-attachment-17569" style="width: 1400px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-17569" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2020/12/Wonder-Woman-Cheetah-feature.jpg" alt="O desenho dos quadrinhos da Mulher Maravilha mostra apenas o rosto da heroína enquanto ela luta com a Mulher-Leopardo." width="1400" height="700" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2020/12/Wonder-Woman-Cheetah-feature.jpg 1400w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2020/12/Wonder-Woman-Cheetah-feature-300x150.jpg 300w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2020/12/Wonder-Woman-Cheetah-feature-1024x512.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2020/12/Wonder-Woman-Cheetah-feature-768x384.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2020/12/Wonder-Woman-Cheetah-feature-1200x600.jpg 1200w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-17569" class="wp-caption-text">Criada pelo roteirista William Moulton Marston e pelo ilustrador Harry G. Peter, a primeira aparição da Mulher-Leopardo nas HQs foi em 1943, como o alter-ego da vilã Priscilla Rich (Foto: Reprodução)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">Assim como qualquer boa produção que se passa na década mais colorida que já vivemos, </span><i><span style="font-weight: 400;">Mulher Maravilha 1984</span></i><span style="font-weight: 400;"> se debruça em cima da estética oitentista sem medo do excêntrico. E mesmo que às vezes pareça uma ambientação um pouco caricata, não podemos negar que todos os seus elementos são válidos. As cores vívidas e alegres contrastam com com temas pesados tratados de forma simples e óbvia.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Entre eles está o </span><a href="https://www.eusouagloria.com.br/dados"><span style="font-weight: 400;">assédio</span></a><span style="font-weight: 400;">. As dezenas de importunações que as personagens de Diana e Bárbara sofrem durante todo o filme são ora explícitas e ora sutis. O balanço entre essas duas exposições pode passar despercebido aos olhares masculinos, mas toda mulher que assistir ao filme vai captar e entender cada um daqueles momentos, vividos na pele por todas nós. O abuso explícito e velado incomoda por ser tão real quanto cotidiano.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Outra qualidade gigantesca do filme são suas cenas de luta perfeitamente coreografadas. Belas e dinâmicas, o balé dançado pelas personagens ajuda na criação de uma atmosfera quadrinesca aos melhores moldes da saga escrita por George Perez. E talvez seja pela presença de Pedro Pascal, ou talvez pela coreografia contrastada ao brilho do laço da verdade, mas é impossível assistir as cenas de luta de </span><i><span style="font-weight: 400;">MM84</span></i><span style="font-weight: 400;"> sem se lembrar de </span><a href="https://personaunesp.com.br/cineclube-persona-outubro2017/"><i><span style="font-weight: 400;">Kingsman: O Círculo Dourado (2017</span></i></a><i><span style="font-weight: 400;">)</span></i><span style="font-weight: 400;">, mesmo que o filme da heroína seja absurdamente mais leve do que seus comparativo.</span></p>
<figure id="attachment_17564" aria-describedby="caption-attachment-17564" style="width: 650px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="wp-image-17564" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2020/12/604ab00605f0d9b0a5989cc51329d935.gif" alt="O gif mostra a Mulher Maravilha girando o laço da verdade e ricocheteando algumas balas que vem em sua direção. Ela está em pé, no meio de um corredor, usando sua roupa clássica: Corpete vermelho, saia azul, botas vermelhas, tiara e cabelos soltos. Em um primeiro plano vemos os atiradores de costas." width="650" height="675" /><figcaption id="caption-attachment-17564" class="wp-caption-text">Tendo como tema principal a luta contra a ganância, o filme sequer tenta disfarçar as alfinetadas direcionadas a Donald Trump através do personagem de Max Lord (Gif: Reprodução)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">Forte, poderosa, líder e imponente, a Mulher Maravilha se tornou um símbolo de empoderamento e </span><a href="https://personaunesp.com.br/capita-marvel-critica/"><span style="font-weight: 400;">feminismo</span></a><span style="font-weight: 400;"> para milhões de mulheres ao redor do mundo. A heroína, fundadora da </span><a href="https://personaunesp.com.br/liga-da-justica-carece-de-tracos-autorais-e-cai-no-ordinario/"><span style="font-weight: 400;">Liga da Justiça</span></a><span style="font-weight: 400;">, se destacou aos olhos de todos por ser a personificação do poder feminino. Entretanto, a princesa das amazonas não vem atingindo sua plenitude como a guerreira mais </span><i><span style="font-weight: 400;">badass</span></i><span style="font-weight: 400;"> da </span><i><span style="font-weight: 400;">DC</span></i><span style="font-weight: 400;">. A confortável muleta masculina que é Steve Trevor retorna em </span><i><span style="font-weight: 400;">MM84</span></i><span style="font-weight: 400;"> e, ao se aliar a uma tentativa de tornar o filme o mais leve possível para o público, nos priva de ter acesso a Diana gladiadora, a matadora de deuses, a amazona que conhecemos das HQs.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">E apesar da promessa da diretora, Patty Jenkins, de explorar mais o universo mitológico da protagonista, o filme apenas apresenta um curto e descartável </span><a href="https://personaunesp.com.br/batman-vs-superman-uma-batalha-perdida/"><i><span style="font-weight: 400;">fanservice</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> sobre as guerreiras gregas em seu início. O decorrer do longa, por outro lado, é recheado de cenas feitas simplesmente para dar volume a ele. Uso como exemplo as diversas passagens em que vemos Trevor fascinado com as maravilhas do “novo mundo”, sendo essa apenas uma réplica exata do mesmo fascínio demonstrado por Diana quando ela chega ao “mundo dos homens&#8221; no filme anterior.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Porém, grande parte dos defeitos do longa podem ser justificados pela alta expectativa criada em torno de </span><i><span style="font-weight: 400;">Mulher Maravilha 1984</span></i><span style="font-weight: 400;">. Lançado com mais de seis meses de atraso, o segundo filme da </span><i><span style="font-weight: 400;">DC </span></i><span style="font-weight: 400;">no ano veio comprometido a ser um complemento a </span><a href="https://personaunesp.com.br/aves-de-rapina-critica/"><i><span style="font-weight: 400;">Aves de Rapina</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> na era das super-heroínas no universo da companhia. Os lances foram altos, mas nem todos atingidos dando ao filme, que tinha o potencial de ser tão magnífico quanto </span><a href="https://personaunesp.com.br/aquaman-critica/"><i><span style="font-weight: 400;">Aquaman (2018)</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, apenas um pequeno gostinho de suas possibilidades.</span></p>
<figure id="attachment_17566" aria-describedby="caption-attachment-17566" style="width: 1200px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-17566" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2020/12/https___cdn.cnn_.com_cnnnext_dam_assets_201220120823-wonder-woman-1984.jpg" alt="A imagem mostra a Mulher Maravilha usando sua armadura dourada que remete a uma águia. Ela tem os braços cruzados na altura do rosto em forma de X. " width="1200" height="675" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2020/12/https___cdn.cnn_.com_cnnnext_dam_assets_201220120823-wonder-woman-1984.jpg 1200w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2020/12/https___cdn.cnn_.com_cnnnext_dam_assets_201220120823-wonder-woman-1984-300x169.jpg 300w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2020/12/https___cdn.cnn_.com_cnnnext_dam_assets_201220120823-wonder-woman-1984-1024x576.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2020/12/https___cdn.cnn_.com_cnnnext_dam_assets_201220120823-wonder-woman-1984-768x432.jpg 768w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-17566" class="wp-caption-text">SPOILER!!! Lynda Carter, responsável por interpretar a Mulher Maravilha na série de 1975, faz uma participação especial como Asteria, poderosa guerreira amazona, trazendo ainda mais nostalgia aos fãs da heroína (Foto: Reprodução)</figcaption></figure>
<p><i><span style="font-weight: 400;">Mulher Maravilha 198</span></i><span style="font-weight: 400;">4 vem como um suspiro de alívio em meio aos cancelamentos e atrasos nos cinemas. Engraçado, cativante e belíssimo, o longa consegue cumprir com sua proposta narrativa, mesmo que para isso deixe de lado importantes pontos a serem explorados. Mas nem mesmo se houvesse uma enorme catástrofe em seu roteiro poderíamos negar a </span><a href="https://brasil.elpais.com/cultura/2020-12-19/quis-superar-minha-tragedia-assim-patty-jenkins-conseguiu-ser-a-diretora-de-cinema-mais-bem-paga-do-mundo.html#:~:text=Desde%202017%2C%20Jenkins%20se%20tornou,ano%20segundo%20a%20revista%20'Time'"><span style="font-weight: 400;">importância da presença</span></a><span style="font-weight: 400;"> de Gal Gadot e Patty Jenkins em meio as personalidades masculinas que prevalecem no universo dos super-heróis e na indústria cinematográfica.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Acima de tudo significativo, entramos em contato com uma Diana Prince mais humana, sincera e vulnerável do que nunca. Conhecemos um lado mundano da heroína que nos faz compreender o carinho inconsciente e apego que temos a personagem. A Mulher Maravilha símbolo está presente, assim como a Mulher Maravilha indivíduo e a Mulher Maravilha mulher, e em meio às inúmeras facetas, nunca foi tão fácil nos identificarmos na semideusa. </span></p>
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