<?xml version="1.0" encoding="UTF-8"?><rss version="2.0"
	xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"
	xmlns:wfw="http://wellformedweb.org/CommentAPI/"
	xmlns:dc="http://purl.org/dc/elements/1.1/"
	xmlns:atom="http://www.w3.org/2005/Atom"
	xmlns:sy="http://purl.org/rss/1.0/modules/syndication/"
	xmlns:slash="http://purl.org/rss/1.0/modules/slash/"
	
	xmlns:georss="http://www.georss.org/georss"
	xmlns:geo="http://www.w3.org/2003/01/geo/wgs84_pos#"
	>

<channel>
	<title>Arquivos Melhores de 2019 &#8211; Persona | Jornalismo Cultural</title>
	<atom:link href="http://personaunesp.com.br/tag/melhores-de-2019/feed/" rel="self" type="application/rss+xml" />
	<link>https://personaunesp.com.br/tag/melhores-de-2019/</link>
	<description>Desde 2015 provando que a distância entre Bergman, Lady Gaga e a novela das 9 nem existe.</description>
	<lastBuildDate>Thu, 05 Nov 2020 04:20:58 +0000</lastBuildDate>
	<language>pt-BR</language>
	<sy:updatePeriod>
	hourly	</sy:updatePeriod>
	<sy:updateFrequency>
	1	</sy:updateFrequency>
	<generator>https://wordpress.org/?v=7.0.4</generator>

<image>
	<url>http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2019/08/cropped-icon-certo-cristo-32x32.png</url>
	<title>Arquivos Melhores de 2019 &#8211; Persona | Jornalismo Cultural</title>
	<link>https://personaunesp.com.br/tag/melhores-de-2019/</link>
	<width>32</width>
	<height>32</height>
</image> 
<site xmlns="com-wordpress:feed-additions:1">119746480</site>	<item>
		<title>Os melhores filmes e séries de 2019</title>
		<link>http://personaunesp.com.br/os-melhores-filmes-e-series-de-2019/</link>
					<comments>http://personaunesp.com.br/os-melhores-filmes-e-series-de-2019/#respond</comments>
		
		<dc:creator><![CDATA[]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 20 Jan 2020 22:52:36 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Cinema]]></category>
		<category><![CDATA[Séries]]></category>
		<category><![CDATA[Egberto Santana Nunes]]></category>
		<category><![CDATA[Gabriel Oliveira F. Arruda]]></category>
		<category><![CDATA[Isabella Siqueira]]></category>
		<category><![CDATA[Lucas Marques]]></category>
		<category><![CDATA[Melhores de 2019]]></category>
		<guid isPermaLink="false">http://personaunesp.com.br/?p=13479</guid>

					<description><![CDATA[<p>O fim da década fechou o ano do cinema com chave de ouro. 2019 apresentou inovações em cada gênero. Seja na animação, terror ou mistério, tivemos obras que reinventaram e escreveram da sua maneira história audiovisuais únicas e emocionantes. No Brasil, o cinema foi tema do Enem e alvo do governo, porém, lá fora se &#8230; <a href="http://personaunesp.com.br/os-melhores-filmes-e-series-de-2019/" class="more-link">Continue lendo<span class="screen-reader-text"> "Os melhores filmes e séries de 2019"</span></a></p>
<p>O post <a href="http://personaunesp.com.br/os-melhores-filmes-e-series-de-2019/">Os melhores filmes e séries de 2019</a> apareceu primeiro em <a href="http://personaunesp.com.br">Persona | Jornalismo Cultural</a>.</p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><img fetchpriority="high" decoding="async" class="alignnone size-large wp-image-13535" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2020/01/WhatsApp-Image-2020-01-28-at-20.23.00-1024x757.jpeg" alt="" width="840" height="621" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2020/01/WhatsApp-Image-2020-01-28-at-20.23.00-1024x757.jpeg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2020/01/WhatsApp-Image-2020-01-28-at-20.23.00-300x222.jpeg 300w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2020/01/WhatsApp-Image-2020-01-28-at-20.23.00-768x568.jpeg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2020/01/WhatsApp-Image-2020-01-28-at-20.23.00-1200x887.jpeg 1200w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2020/01/WhatsApp-Image-2020-01-28-at-20.23.00.jpeg 1217w" sizes="(max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /></p>
<p>O fim da década fechou o ano do cinema com chave de ouro. 2019 apresentou inovações em cada gênero. Seja na animação, terror ou mistério, tivemos obras que reinventaram e escreveram da sua maneira história audiovisuais únicas e emocionantes. No Brasil, o cinema foi tema do Enem e alvo do governo, porém, lá fora se mostrou vivo percorrendo festivais, ganhando prêmios e alcançando a tão aguardada indicação ao Oscar. Foi difícil, mas nosso time selecionou as principais obras que marcaram cada um no ano passado.</p>
<p>No ramo das séries, nossa curadoria reflete a diversidade temática das produções em alta: tem cinebiografia de personalidades da literatura mundial, ficção científica, drama, comédia romântica e muito mais. Por outro lado, também apontou um dado problemático: nossa dependência em serviços de streaming.</p>
<p>Então, sem mais delongas, eis a curadoria <strong>Persona</strong> de Melhores Filmes e Séries de 2019:</p>
<p><span id="more-13479"></span></p>
<figure id="attachment_13512" aria-describedby="caption-attachment-13512" style="width: 840px" class="wp-caption alignnone"><img decoding="async" class="size-large wp-image-13512" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2020/01/cropped-Bacurau-1024x577.jpg" alt="" width="840" height="473" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2020/01/cropped-Bacurau-1024x577.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2020/01/cropped-Bacurau-300x169.jpg 300w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2020/01/cropped-Bacurau-768x432.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2020/01/cropped-Bacurau-1200x676.jpg 1200w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2020/01/cropped-Bacurau.jpg 1600w" sizes="(max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-13512" class="wp-caption-text">(Foto: Reprodução)</figcaption></figure>
<p><strong>Egberto Santana Nunes</strong></p>
<p>Num ano conturbado para a política cultural nacional, a safra mostrou que nossa arte está viva e forte e respirando perfeitamente pelo mundo. O sci-fi nordestino de <a href="http://personaunesp.com.br/bacurau-critica/"><em>Bacurau</em> </a>foi um deles, um grande marco de 2019. O longa dirigido por Kleber Mendonça Filho e Juliano Dornelles levou o prêmio do Júri em Cannes e arrancou elogios da crítica. A qualidade se provou quando as numerosas semanas em cartaz do filme e o boca a boca sustentaram sua campanha, em um ano extremamente difícil para o audiovisual brasileiro. <em>Bacurau</em> é o Brasil, é representatividade e conseguiu representar o desejo de muitos brasileiros com maestria. Fez história, arrisco dizer, com um dos últimos grandes filmes da política de incentivo da Ancine.</p>
<p>Por outro lado, houveram obras que foram subestimadas e mal divulgadas que possuem uma qualidade impressionante. Falo de <em>O Fim da Viagem, O Começo de Tudo</em>. A jornada tempestuosa e descobridora da repórter Yoko pelo Uzbequistão foi tocante e profunda para mim, justamente pelo controle da linguagem cinematográfica realizado por Kiyoshi Kurosawa. É imersão e empatia pela personagem ao extremo, de forma singela e poética. Bonita na superfície e cruel no seu fundo. Por todo o apelo simples, e a conquista de fazer o espectador mergulhar profundamente em sua personagem, <em>O Fim da Viagem&#8230;</em> merece o primeiro lugar.</p>
<p>O conflito cultural e a transformação pessoal também é palco de <em>The Farewell</em>. Mesmo com toda a questão étnica e de tradição envolvida, Lulu Wang constrói uma (autobiográfica) história capaz de ressoar em todos os cantos do mundo. Afinal, quando o assunto é avó, todo mundo sente, não é? Aqui, a beleza de cada quadro filmado encanta, e o impacto que Billi tem ao viajar da América para a China e presenciar sua família armando um casamento para reunir a família e ocultar a verdade da doença de sua avó diverte e emociona. Infelizmente, tanto a diretora quanto a responsável por representar Billi, Awkwafina, foram esnobadas pelo Oscar. Não nos esqueceremos.</p>
<p>O comentário social político de <a href="http://personaunesp.com.br/us-jordan-peele-critica-2019/"><em>Nós </em></a>também não teve palco para a Academia. Mas certamente, daqui a alguns anos, a dupla interpretação de Lupita Nyong&#8217;o para o papel principal do conto de doppelgangers de Jordan Peele vai ser lembrada e homenageada, como já é lembrada agora em outros lugares. Por fim, cabe a luta de classes de de <em>Parasita</em> ser reconhecida, essa sim, tanto pelos críticos quanto pela audiência. E aqui, ocupa o 5º lugar por pura preferência pessoal minha, mas não é nem um pouco desmerecido.</p>
<p>Menções honrosas: <em>Fora de Série</em>, <em>No Coração do Mundo</em>, <em>Estou me Aguardando para Quando o Carnaval Chegar</em>,<em> Retrato de uma Jovem em Chamas</em> e <em>Dor e Glória</em>.</p>
<p><strong>Filmes favoritos:</strong> 1. O Fim da Viagem, O Começo de Tudo / 2.  Bacurau / 3. The Farewell/ 4. Nós / 5. Parasita</p>
<div class="jetpack-video-wrapper"><iframe title="O Fim Da Viagem, O Comeco De Tudo (trailer oficial)" width="840" height="473" src="https://www.youtube.com/embed/RaDXLPXhBw8?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen></iframe></div>
<hr />
<figure id="attachment_13480" aria-describedby="caption-attachment-13480" style="width: 739px" class="wp-caption aligncenter"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-13480" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2020/01/entref.jpg" alt="" width="739" height="415" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2020/01/entref.jpg 739w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2020/01/entref-300x168.jpg 300w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-13480" class="wp-caption-text">(Foto: Reprodução)</figcaption></figure>
<p><strong>Gabriel Oliveira F. Arruda</strong></p>
<p><span class="css-901oao css-16my406 r-1qd0xha r-ad9z0x r-bcqeeo r-qvutc0">Ninguém sabe o quanto eu gostaria de ter colocado <a href="http://personaunesp.com.br/a-ascensao-skywalker-critica/"><em>Star Wars: A Ascensão Skywalker</em></a> no topo da minha lista de melhores filmes do ano. E eu sei que, se Rian Johnson o tivesse dirigido, ele provavelmente estaria. A habilidade de Johnson em reinventar gêneros permanece intacta em <a href="http://personaunesp.com.br/entre-facas-e-segredos-critica/"><strong><em>Entre Facas e Segredos</em></strong></a>, um mistério intrigante e inventivo carregado de significados em cada <em>frame</em>, carregado por excelentes performances de um elenco estelar, um roteiro muito bem estruturado e uma direção cirúrgica de Johnson. </span></p>
<p><span class="css-901oao css-16my406 r-1qd0xha r-ad9z0x r-bcqeeo r-qvutc0"><a href="http://personaunesp.com.br/a-musica-da-minha-vida-critica/"><em>A Música da Minha Vida</em></a> ressoou comigo de maneiras que nenhum outro filme conseguiu fazer esse ano. Os dramas familiares de Javed Khan (Viveik Khalra) regados ao som de Bruce Springsteen fizeram com que eu me emocionasse de maneiras extremamente catárticas e expressivas. Na mesma linha, <a href="http://personaunesp.com.br/homem-aranhaverso-critica/"><em>Homem-Aranha: No Aranhaverso</em></a> injeta nova vida no gênero de super-heróis ao focar na jornada de seu protagonista, usando uma animação peculiar e estilosa para transmitir sentimento e amadurecimento. </span></p>
<p><span class="css-901oao css-16my406 r-1qd0xha r-ad9z0x r-bcqeeo r-qvutc0">Por mais difícil que fosse encontrar uma sessão de <a href="http://personaunesp.com.br/bacurau-critica/"><em>Bacurau</em></a>, o esforço valeu a pena. O longa de Kléber Mendonça Filho conquista ao não medir palavras quanto a sua mensagem e a sua apresentação, ressignificando a violência tarantinesca a um patamar simbólico e metatextual. Por fim, <em>Como Treinar o Seu Dragão 3</em> fechou uma das melhores trilogias de animação da história do cinema de maneira brilhante, carregado por personagens amadurecidos e conscientes disso, culminando em um final gratificante para quem acompanhou a série desde o início.</span></p>
<p><span class="css-901oao css-16my406 r-1qd0xha r-ad9z0x r-bcqeeo r-qvutc0"><strong>Filmes favoritos: </strong>1. Entre Facas e Segredos / 2. A Música da Minha Vida / 3. Homem-Aranha: No Aranhaverso / 4. Bacurau / 5. Como Treinar o Seu Dragão 3</span></p>
<div class="jetpack-video-wrapper"><iframe loading="lazy" title="Entre Facas e Segredos |  Trailer  2 Legendado" width="840" height="473" src="https://www.youtube.com/embed/rPzqF2VuMm0?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen></iframe></div>
<p><span class="css-901oao css-16my406 r-1qd0xha r-ad9z0x r-bcqeeo r-qvutc0">Já no ramo das séries, <em>Dickinson</em> silenciosamente cativou meu coração com sua alma irreverente e sua rebeldia contra os padrões de época. Com estilo, glamour e uma dose de psicodelia, Alena Smith entregou uma revisão ousada da heroína-poeta lindamente interpretada por Hailee Steinfeld, que se esgueirou até o topo da minha lista de melhores do ano como os versos de uma poesia especialmente peculiar. </span></p>
<p><span class="css-901oao css-16my406 r-1qd0xha r-ad9z0x r-bcqeeo r-qvutc0">Em sua segunda temporada, <em>Impulse</em> explorou seu potencial de ficção científica sem esquecer que o seu forte está na construção do drama entre as suas personagens, entregando alguns dos momentos televisivos mais aterradores do ano, através da poderosa performance de Maddie Hasson. <em>Euphoria</em>, por outro lado, nos oferece o retrato selvagem de uma juventude injusta e é precisamente a sua capacidade de contar histórias pessoais através de estilos e performances apaixonantes que garantiu o lugar dela nessa lista. </span></p>
<p><span class="css-901oao css-16my406 r-1qd0xha r-ad9z0x r-bcqeeo r-qvutc0">Em cada uma de suas 3 temporadas lançadas esse ano, <em>She-Ra e as Princesas do Poder</em> conseguiu elevar ainda mais o nível de qualidade de sua animação e narrativa, culminando em uma quarta temporada explosiva e corajosa, que termina com o destino de Etheria mudando para sempre. A terceira temporada de <em>One Day at a Time</em> se tornou especial, não apenas por marcar a primeira vez que uma série que a Netflix cancelou vai voltar por outra emissora, mas por ser corajosa o suficiente para terminar com um gracejo para o público, por acreditar que mais uma temporada viria, apesar de tudo.</span></p>
<p><strong>Séries favoritas: </strong>1. Dickinson / 2. Impulse / 3. Euphoria / 4. She-Ra e as Princesas do Poder / 5. One Day at a Time</p>
<div class="jetpack-video-wrapper"><iframe loading="lazy" title="Dickinson — Official “Afterlife” Trailer | Apple TV+" width="840" height="473" src="https://www.youtube.com/embed/iBMeB6xG4rE?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen></iframe></div>
<hr />
<figure id="attachment_13481" aria-describedby="caption-attachment-13481" style="width: 739px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-13481" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2020/01/toys.jpg" alt="" width="739" height="415" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2020/01/toys.jpg 739w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2020/01/toys-300x168.jpg 300w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-13481" class="wp-caption-text">(Foto: Reprodução)</figcaption></figure>
<p><strong>Isabella Siqueira</strong></p>
<p>Nesse ano tão conturbado, filmes de comédia e animações foram um resquício de conforto; portanto, o meu filme preferido de 2019 só pode ser <strong><em>Toy Story 4</em></strong>. A geração que acompanhou desde o início as aventuras do boneco Woody não se decepcionou com o quarto filme: com ele é possível dar risada, chorar e relembrar os personagens mais queridos da nossa infância.</p>
<p>Mesclando comédia com terror, <em>Brinquedo Assassino </em>e <em>A Morte te dá Parabéns 2 </em>me surpreenderam esse ano. O remake de <em>Brinquedo Assassino </em>conserva muito bem o humor do Chucky lá de 1988. E mesmo sem inovar (o remake de <em>Poltergeist &#8211; O Fenômeno </em>(2015) já apresenta a ideia de unir terror e tecnologia), a volta do boneco do mal junta boas atuações de Aubrey Plaza e Mark Hamill e muda o tom do original de forma convincente. O longa <em>A Morte te dá Parabéns 2 </em>entrega uma boa dose de comédia e tiradas clássicas de ficção científica que justificam o filme como uma boa variação do anterior.</p>
<p><em>Nós </em>impressiona o público com sua trama extensa e profunda, o elenco excelente e (mais uma vez) a mescla entre terror e comédia. Por fim, <em>Minha Mãe é uma Peça 3 </em>reafirma a qualidade do trabalho do ator principal e roteirista Paulo Gustavo em um filme que vale se assistir em família e contemplar as semelhanças entre a realidade e o longa, que homenageia a figura da mãe em todas as suas qualidades e defeitos.</p>
<p><strong>Filmes favoritos: </strong>1. Toy Story 4 / 2. Brinquedo Assassino / 3. Nós / 4. Minha Mãe é uma Peça 3 / 5. A Morte te dá Parabéns 2</p>
<div class="jetpack-video-wrapper"><iframe loading="lazy" title="Toy Story 4 | Trailer Final Dublado" width="840" height="473" src="https://www.youtube.com/embed/76CslX-q5C4?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen></iframe></div>
<p>Em 2019 as minhas séries preferidas revelam uma dependência ao <em>streaming</em> e contemplam desde a comédia romântica à ficção científica e aventura em família. A série francesa <em>Amor Ocasional (Plan Coeur)</em> é uma pérola escondida na Netflix. Sua segunda temporada continua entregando uma trama divertida e jovial sobre os problemas amorosos da fofa Elsa (Zita Hanrot). A amizade da desastrada mas cativante protagonista com Charlotte (Sabrina Ouazani) e Milou (Joséphine Draï) é o que mais chama atenção na trama, e o final romântico com Jules (Marc Ruchmann), apesar de clichê, é um sonho.</p>
<p>Além de acertar na produção estrangeira com sucessos como <em>Vis a Vis</em> e <em>Dark</em>, o serviço de <em>streaming</em> também entrega grande variedade de gêneros. Esse ano na minha lista também se destacaram a minissérie de drama <em>Olhos Que Condenam</em> e a comédia irlandesa <em>Derry Girls</em>, em sua segunda temporada, que exemplificam a variedade da plataforma.</p>
<p>Representando os gêneros sci-fi e aventura, a segunda temporada de <em>Perdidos no Espaço (Lost in Space)</em>, <em>reboot</em> da série de 1965, tem bons efeitos especiais que compõem uma fotografia memorável e uma boa continuidade para a aventura da família Robinson e seu robô. Já minha única escolha da Amazon Prime Video foi a antologia romântica <em>Modern Love. </em>Baseada em uma coluna semanal The New York Times, a série reflete os vários tipos de amor da forma mais criativa possível com diferentes personalidades que brilham em tela.</p>
<p><strong>Séries favoritas: </strong>1. Amor Ocasional / 2. Modern Love / 3. Olhos Que Condenam / 4. Derry Girls / 5. Perdidos no Espaço</p>
<div class="jetpack-video-wrapper"><iframe loading="lazy" title="Amor Ocasional | Trailer oficial [HD] | Netflix" width="840" height="473" src="https://www.youtube.com/embed/_SLAvSbqLMI?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen></iframe></div>
<hr />
<figure id="attachment_13482" aria-describedby="caption-attachment-13482" style="width: 830px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-13482" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2020/01/emt.jpg" alt="" width="830" height="546" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2020/01/emt.jpg 830w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2020/01/emt-300x197.jpg 300w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2020/01/emt-768x505.jpg 768w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-13482" class="wp-caption-text">(Foto: Reprodução)</figcaption></figure>
<p><strong>Lucas Marques</strong></p>
<p>Ano após ano fica cada vez mais difícil fazer listas de filmes do ano. Não pela oferta de produções, mas pela dúvida de qual metodologia adotar.</p>
<p>Por exemplo: <i>Em Trânsito</i>, meu filme favorito de 2019, é de 2018. E eu nem mesmo assisti numa das poucas sessões comerciais brasileiras, apesar de ter visto ano passado. Acredito que o que vale mais é essa confluência entre a experiência do espectador e alguma divisão do tempo arbitrária que criamos. Oportunismo.</p>
<p>Dirigido pelo alemão Christopher Petzold, o filme apresenta um conjunto de personagens em uma situação de indefinição de seus destinos quando nazistas ocupam a França. Porém, não estamos falando aqui da Segunda Guerra: se trata também de um espaço e tempo indefinidos, no qual trafegam pelas ruas carros contemporâneos, mas não há celulares; as tropas nazistas trajam uniformes não menos diferentes de qualquer polícia atual, porém a forma principal de comunicação são cartas. Um filme político, mas antes de tudo um dos grandes dramas e romances dos últimos anos, sem receios de resgatar referências do cinema clássico para criar algo novo.</p>
<p>Mas não se deixe enganar pelo pódio de <i>Em Trânsito</i>: 2019 foi um ano excelente para o cinema, um dos melhores da década que se findou. Encabeçando o restante da lista está <i>Nós</i>, o grandioso segundo filme de terror de Jordan Peele, talvez a obra que melhor retrata nosso tempo, justamente pelas inúmeras possibilidades interpretativas que ele sustenta.</p>
<p><i>Nós </i>possui uma sofisticada mistura de gêneros cinematográficos e um subtexto sobre luta de classes, assim como outros dois grandes destaques do ano: <i>Bacurau</i>, de Kléber Mendonça Filho, e <a href="http://personaunesp.com.br/parasita-critica/"><i>Parasita</i></a>, de Bong Joon-ho. Filmes em que a metáfora é parte integrante de seus mundos e não criados a partir dela.</p>
<p>Completam a lista <i>Dor e Glória</i> &#8211; o filme que mais cresceu no meu conceito -, <i>O Farol</i>, <i>Her Smell </i>&#8211; uma das obras mais subestimadas do período -, <i>O Irlandês</i>, <i>Toy Story 4</i>, <i>Um Elefante Sentado Quieto</i>, <a href="http://personaunesp.com.br/historia-de-um-casamento-critica/"><i>História de Um Casamento</i></a>, <i>John Wick 3 </i>e <i>High Life</i>. <i>Uncut Gems </i>é fabuloso também, mas esperarei entrar propriamente nos streamings para colocar em alguma lista.</p>
<p><strong>Filmes favoritos:</strong> 1. Em Trânsito / 2. Nós / 3. Bacurau / 4. Parasita / 5. Dor e Glória</p>
<div class="jetpack-video-wrapper"><iframe loading="lazy" title="Transit (2018) | Trailer | Franz Rogowski | Paula Beer | Godehard Giese | Christian Petzold" width="840" height="473" src="https://www.youtube.com/embed/oOTZiS2erb4?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen></iframe></div>
<p>O post <a href="http://personaunesp.com.br/os-melhores-filmes-e-series-de-2019/">Os melhores filmes e séries de 2019</a> apareceu primeiro em <a href="http://personaunesp.com.br">Persona | Jornalismo Cultural</a>.</p>
]]></content:encoded>
					
					<wfw:commentRss>http://personaunesp.com.br/os-melhores-filmes-e-series-de-2019/feed/</wfw:commentRss>
			<slash:comments>0</slash:comments>
		
		
		<post-id xmlns="com-wordpress:feed-additions:1">13479</post-id>	</item>
		<item>
		<title>Os melhores discos de 2019</title>
		<link>http://personaunesp.com.br/os-melhores-discos-de-2019/</link>
					<comments>http://personaunesp.com.br/os-melhores-discos-de-2019/#respond</comments>
		
		<dc:creator><![CDATA[]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 30 Dec 2019 19:30:05 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Música]]></category>
		<category><![CDATA[Cezar Augusto]]></category>
		<category><![CDATA[Crítica]]></category>
		<category><![CDATA[Egberto Santana]]></category>
		<category><![CDATA[Elder John]]></category>
		<category><![CDATA[Gabriel Leite Ferreira]]></category>
		<category><![CDATA[Gabriel Oliveira F. Arruda]]></category>
		<category><![CDATA[Isabella Siqueira]]></category>
		<category><![CDATA[Isabelle Tozzo]]></category>
		<category><![CDATA[Jho Brunhara]]></category>
		<category><![CDATA[Leonardo Teixeira]]></category>
		<category><![CDATA[Melhores de 2019]]></category>
		<category><![CDATA[Melhores Discos]]></category>
		<category><![CDATA[Natália Santos]]></category>
		<category><![CDATA[Natan Felipe]]></category>
		<category><![CDATA[Vitor Evangelista]]></category>
		<guid isPermaLink="false">http://personaunesp.com.br/?p=13205</guid>

					<description><![CDATA[<p>Nem toda tradição tem de ser mantida, mas o Persona não mexe em time que tá ganhando. Por isso, a nossa lista anual de discos do ano mantém o formato da edição passada: reunimos colaboradores, ou quem quisesse participar, para elencarem seus momentos musicais preferidos de 2019. A intenção é garantir a diversidade de sons &#8230; <a href="http://personaunesp.com.br/os-melhores-discos-de-2019/" class="more-link">Continue lendo<span class="screen-reader-text"> "Os melhores discos de 2019"</span></a></p>
<p>O post <a href="http://personaunesp.com.br/os-melhores-discos-de-2019/">Os melhores discos de 2019</a> apareceu primeiro em <a href="http://personaunesp.com.br">Persona | Jornalismo Cultural</a>.</p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter size-full wp-image-13322" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2019/12/melhores-do-ano-2-1.jpg" alt="" width="2000" height="1500" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2019/12/melhores-do-ano-2-1.jpg 2000w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2019/12/melhores-do-ano-2-1-300x225.jpg 300w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2019/12/melhores-do-ano-2-1-768x576.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2019/12/melhores-do-ano-2-1-1024x768.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2019/12/melhores-do-ano-2-1-1200x900.jpg 1200w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /></p>
<p>Nem toda tradição tem de ser mantida, mas o Persona não mexe em time que tá ganhando. Por isso, a nossa lista anual de discos do ano mantém o formato da <a href="https://personaunesp.com.br/os-melhores-discos-de-2018/">edição passada</a>: reunimos colaboradores, ou quem quisesse participar, para elencarem seus momentos musicais preferidos de 2019.</p>
<p>A intenção é garantir a diversidade de sons e pessoas, não ficando restritos às preferências pessoais da editoria ou ao que <a href="https://www.metacritic.com/browse/albums/score/metascore/year/all?year_selected=2018">já foi abraçado pela crítica</a> mundo afora. E esperamos ter alcançado esse propósito. A lista passeia por gêneros extremamente brasileiros, mas o rolê se expande para o mundo todo, do <em>house</em> ao sertanejo universitário. Confira:</p>
<p><span id="more-13205"></span></p>
<figure id="attachment_13263" aria-describedby="caption-attachment-13263" style="width: 500px" class="wp-caption aligncenter"><img loading="lazy" decoding="async" class="wp-image-13263" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2019/12/caixa-de-pandora-album-luisa-sonza-1024x1024.jpg" alt="pandora melhores do ano" width="500" height="500" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2019/12/caixa-de-pandora-album-luisa-sonza-1024x1024.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2019/12/caixa-de-pandora-album-luisa-sonza-1024x1024-150x150.jpg 150w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2019/12/caixa-de-pandora-album-luisa-sonza-1024x1024-300x300.jpg 300w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2019/12/caixa-de-pandora-album-luisa-sonza-1024x1024-768x768.jpg 768w" sizes="auto, (max-width: 500px) 85vw, 500px" /><figcaption id="caption-attachment-13263" class="wp-caption-text">Inspirada em Michael Jackson, a capa do disco de estreia da Luisa Sonza, é uma das mais bonitas do ano (Divulgação)</figcaption></figure>
<p><strong>Cezar Augusto</strong></p>
<p>Meu ano musical foi uma grande descoberta de estilos e musicalidades. Sempre fui muito preso ao pop e seus desdobramentos, buscando desde músicas mais antigas até mesmo novos artistas. Em termos de estilo, pude descobrir o <em>country</em>  — que para mim, antes, se resumia em músicas antigas—, mas bebi da fonte de artistas como a atual ganhadora do Grammy  de Álbum do Ano Kacey Musgraves, que mostrou-me um outro lado da música tradicional americana.</p>
<p>Além disso, o R&amp;B se tornou mais presente esse ano, com cantoras como HER, SZA e Tinashe. Elas invadiram minhas playlist de forma desproporcional, tanto que o ritmo foi o segundo que mais ouvi esse ano. Finalizando, continuei fiel ao pop, descobrindo diariamente novos <em>singles</em> e álbuns que estremecem meus ouvidos até agora. Artistas como <a href="http://personaunesp.com.br/thank-you-next-ariana-critica/">Ariana Grande</a>, Kim Petras e Lizzo são algumas das artistas mais frequentes no meu Spotify em 2019.</p>
<p><strong>Discos favoritos: </strong>1. Pandora &#8211; Luísa Sonza / 2. thank you, next &#8211; Ariana Grande / 3. Songs For You &#8211; Tinashe / 4. TURN OFF THE LIGHT &#8211; Kim Petras / 5. Cuz I Love You &#8211; Lizzo</p>
<div class="jetpack-video-wrapper"><iframe loading="lazy" title="Lizzo - Tempo (feat. Missy Elliott) [Official Video]" width="840" height="473" src="https://www.youtube.com/embed/Srq1FqFPwj0?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen></iframe></div>
<hr />
<figure id="attachment_13310" aria-describedby="caption-attachment-13310" style="width: 493px" class="wp-caption aligncenter"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-13310" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2019/12/GEO.jpg" alt="" width="493" height="493" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2019/12/GEO.jpg 493w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2019/12/GEO-150x150.jpg 150w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2019/12/GEO-300x300.jpg 300w" sizes="auto, (max-width: 493px) 85vw, 493px" /><figcaption id="caption-attachment-13310" class="wp-caption-text">As dualidades do corpo humano com a tecnologia, o Manifesto Cibernético &#8211; a capa já entrega o conceito de GEO_01. (Foto: Reprodução)</figcaption></figure>
<p><strong>Egberto Santana Nunes</strong></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A minha promessa da <a href="http://personaunesp.com.br/os-melhores-discos-de-2018/">lista passada</a> era ouvir mais álbuns nacionais. Não posso dizer que a concretizei, porém, mantive o equilíbrio. E, sem dúvidas, foi de terras brasileiras que ouvi as vozes mais originais e únicas deste ano. A paulistana<strong> Geovana Mantovani</strong> entregou seu primeiro álbum, que parece ter saído diretamente do mundo cibernético. São vastos os gêneros encontrados nas 9 faixas de <em>GEO_01</em>, e a mão do produtor Guilherme Mobilesuit dá harmonia e consistência para os </span><i><span style="font-weight: 400;">glitchs</span></i><span style="font-weight: 400;"> e </span><i><span style="font-weight: 400;">grooves</span></i><span style="font-weight: 400;">. O vocal, as letras e a produção da dupla criam um universo tecnológico único no electropop brasileiro e que me impressionou a cada escutada. Merecem muito mais atenção dos holofotes nacionais.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Da gringa, o rap brasileiro transformou o </span><i><span style="font-weight: 400;">grime</span></i><span style="font-weight: 400;">, estilo de música urbana surgido no Reino Unido, mistura do ritmo de gêneros eletrônicos como o dubstep, para criar a batida das músicas. O destaque vai para o álbum <em>Running</em>, do Febem, que embala a correria de São Paulo, entre a discriminação, o ganha-pão e a reafirmação da sua presença no rap. Febem é versátil e não difere de outros simplesmente pela produção de qualidade, mas por mirar e atirar em todos, até mesmo na cena nacional, sem isenção de crítica. O <a href="https://monkeybuzz.com.br/materias/o-grime-do-brasil/">grime no Brasil</a> vem forte e esse ano também contou com a presença de LEALL e Fleezus, com excelentes singles e EPs embalando os bailes.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Viajando para o Nordeste, Nego Gallo debutou com <em>Veterano</em>, em fevereiro, e mesmo sendo lá no início, marcou muito aqui. Entre o reggae, dancehall, funk e rap, a estética da periferia de Fortaleza está nesse disco, e vale muito o repeat. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A dinamarquesa Erika de Casier debutou com <em>Essentials</em>, doce e tocante R&amp;B com batidas pop retrô, mas com a mais perfeita vibe do <em>chill out</em> contemporâneo. Para ficar de olho na dona da voz, tem futuro. Pode não ter dominado as listas, mas aqui no meu Spotify esteve muito presente. Assim como Tyler, the Creator. Por mais que <em>IGOR</em> não seja seu melhor álbum, ele se reinventou novamente, mudou a persona, a voz e gênero, e reafirmou sua posição na lista dos melhores artistas do rap americano.</span></p>
<p><strong>Discos Favoritos:</strong> 1. GEO_01 &#8211; GEO/ 2. RUNNING &#8211; FEBEM/ 3. Essentials &#8211; Erika de Casier/ 4. Veterano &#8211; Nego Gallo/ 5. IGOR &#8211; Tyler, the Creator</p>
<div class="jetpack-video-wrapper"><iframe loading="lazy" title="Erika de Casier - Do My Thing" width="840" height="473" src="https://www.youtube.com/embed/rEmRS_mr9yk?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen></iframe></div>
<hr />
<figure id="attachment_13276" aria-describedby="caption-attachment-13276" style="width: 500px" class="wp-caption aligncenter"><img loading="lazy" decoding="async" class="wp-image-13276" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2019/12/djonga-ladrao-capa.jpg" alt="" width="500" height="500" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2019/12/djonga-ladrao-capa.jpg 598w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2019/12/djonga-ladrao-capa-150x150.jpg 150w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2019/12/djonga-ladrao-capa-300x300.jpg 300w" sizes="auto, (max-width: 500px) 85vw, 500px" /><figcaption id="caption-attachment-13276" class="wp-caption-text">Como de costume, a capa do terceiro disco de Djonga tem vida própria (Foto: Reprodução)</figcaption></figure>
<p><b>Elder John Pereira</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Em 2019 ouvi basicamente rap, funk e pagode, os meus estilos preferidos. O funk não tem a cultura de lançar álbuns, logo, fica fora da lista… A explosão de Kevin O Chris juntamente com outros Mc&#8217;s de destaque do Rio de Janeiro. Em São Paulo, PP da VS se manteve no auge e Lele JP surgiu com ótimos lançamentos. Se algum desses artistas tivesse um álbum, teria lugar cativo no meu top 5.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">E falando no top 5, <strong>Djonga</strong> mais uma vez lançou <a href="https://personaunesp.com.br/djonga-ladrao-critica/">o disco do ano</a>, acertou em tudo, é até redundante falar, artista completo, um dos melhores do país. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Hot e Oreia me surpreenderam com a ousadia de um trabalho totalmente original, trabalhando temas atuais e de extrema importância. Completando sobre o rap, Coruja BC1 se estabeleceu de vez entre os melhores com um disco diversificado e contundente. A curiosidade dessa lista é a participação de Djonga nos outros dois álbuns, nas faixas </span><i><span style="font-weight: 400;">Eu vou </span></i><span style="font-weight: 400;">e </span><i><span style="font-weight: 400;">Gustavos</span></i><span style="font-weight: 400;">, respectivamente.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">E finalizando, Thiaguinho e <a href="https://www.youtube.com/watch?v=FNF6sUjpVfs">Péricles (saudades Exaltasamba)</a> vieram com produções solo de muita qualidade, cada um no seu estilo, tocando no coração como só eles sabem. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Vale ressaltar também o disco</span><i><span style="font-weight: 400;"> Padrim </span></i><span style="font-weight: 400;">do FBC, lançado em novembro, com participações de artistas importantes na cena nacional e que não entrou na seleção por ser muito recente. Além do álbum </span><i><span style="font-weight: 400;">Mais Feliz</span></i><span style="font-weight: 400;"> do Zeca Pagodinho, consagrando ainda mais o já esplêndido sambista.</span></p>
<p><strong>Discos favoritos: </strong> 1.<strong> </strong>Ladrão – Djonga / 2. Rap de Massagem – Hot e Oreia / 3. Vibe – Thiaguinho /  4. Psicodelic – Coruja BC1 / 5. Pagode do Pericão &#8211; Péricles</p>
<div class="jetpack-video-wrapper"><iframe loading="lazy" title="2. Hot e Oreia part. Djonga - Eu Vou" width="840" height="473" src="https://www.youtube.com/embed/r_hKNolK7U0?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen></iframe></div>
<hr />
<figure id="attachment_13281" aria-describedby="caption-attachment-13281" style="width: 500px" class="wp-caption aligncenter"><img loading="lazy" decoding="async" class="wp-image-13281" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2019/12/images.jpg" alt="" width="500" height="500" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2019/12/images.jpg 554w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2019/12/images-150x150.jpg 150w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2019/12/images-300x300.jpg 300w" sizes="auto, (max-width: 500px) 85vw, 500px" /><figcaption id="caption-attachment-13281" class="wp-caption-text">All wrapped in cellophane, the feelings that we had (Foto: Reprodução)</figcaption></figure>
<p><strong>Gabriel Leite Ferreira</strong></p>
<p>Meu 2019 foi majoritariamente brasileiro. Dentre os vários lançamentos que passaram pelos meus ouvidos, a relação foi mais profunda com <em>Rente</em>, de Jair Naves, e <em>O Jogo Humano</em>, do Test. O terceiro disco do ex-vocalista da seminal Ludovic é um grito aos quatro ventos contra o fascismo que assola o país, uma meditação sobre a epidemia de assédios sexuais, uma carta de amor, um pedido de socorro. É o melhor disco de Jair, aquele em que suas letras complexas são pela primeira vez correspondidas pelos arranjos, num equilíbrio entre o pop rock, o rock alternativo e o folk.</p>
<p>Com <a href="https://personaunesp.com.br/melhores-discos-de-junho2019/"><em>O Jogo Humano</em></a>, também terceiro álbum do duo Test, fui relembrado do poder catártico da música extrema. A formação é minimalista e a proposta, ambiciosa: 54 trechos de músicas que podem ser juntas de qualquer maneira. Sendo assim, cada versão física do álbum (digital, CD, vinil e K7) é diferente. Uma obra tão sufocante quanto curativa. Destaque para as letras, assinadas por uma variedade de artistas tão díspares quanto Kiko Dinucci (<a href="https://personaunesp.com.br/meta-meta-sesc-bauru/">Metá Metá</a>), o próprio Jair Naves e Quique Brown (Leptospirose).</p>
<p>Na esfera internacional, as mulheres dominaram. Billie Eilish uniu tribos com seu pop orgânico e autêntico. A veterana Kim Gordon, por outro lado, separou tribos com <a href="https://personaunesp.com.br/melhores-discos-de-outubro2019/"><em>No Home Record</em></a>, um disco que tem tudo e nada a ver com sua carreira no finado <a href="https://personaunesp.com.br/sonic-youth-daydream-30-anos/">Sonic Youth</a>. Caroline Polachek entregou o debut mais redondo dos últimos tempos com <em>Pang</em>, mesclando Charli XCX e Kate Bush em um caldeirão multicor. Mas o pódio ficou com <strong>FKA twigs</strong>, LINGUA IGNOTA e Lana Del Rey.</p>
<p>Lana e seu <em>Norman Fucking Rockwell! </em>foram a maior surpresa de 2019, sem dúvidas. Como desconhecedor da obra de Elizabeth Grant, eu não poderia ter me surpreendido mais com a consistência de seu sexto disco de estúdio. Foram incontáveis replays desde agosto e ainda não consigo apontar destaques &#8211; e acho que esse é o maior destaque de todos. &#8220;Mariners Apartment Complex&#8221;, contudo, merece nota: desde a letra irretocável ao arranjo que relê o melhor do folk rock setentista, minha música favorita do ano.</p>
<p><em>Caligula</em>, da LINGUA IGNOTA, não suscitou muitos replays. Não por falta de qualidade, longe disso; o caso é que o segundo disco de Kirstin Hayter é de uma visceralidade tão intensa que chega às raias do cruel. Cantora lírica, Hayter se voltou à música extrema para dar conta de traumas pessoais (dentre eles, a anorexia e relacionamentos abusivos). Em <em>Caligula </em>ela atinge um novo patamar na recente carreira, subvertendo noções cristãs como o Deus do Velho Testamento para anunciar sua vingança contra todos aqueles que a oprimiram. Some isso à um direcionamento musical que mistura música clássica ao mais puro <em>noise </em>e temos o disco mais difícil de 2019. Ouça no escuro.</p>
<p><em>MAGDALENE</em>, o segundo disco da inglesa FKA twigs, embalou meus momentos mais vulneráveis; foi o disco certo no momento certo. Ao incrementar seu R&amp;B experimental com influências de hip hop e música eletrônica, Tahliah Barnett encerra seu hiato de três anos e ressurge mais forte do que nunca após uma cirurgia delicada e um término amargo. Para dançar, para chorar, para pensar: twigs nos entregou o pacote completo.</p>
<p>Que venha 2020!</p>
<p><strong>Discos favoritos:</strong> 1. MAGDALENE &#8211; FKA twigs / 2. Caligula &#8211; LINGUA IGNOTA / 3.  Norman Fucking Rockwell! &#8211; Lana Del Rey / 4. Rente &#8211; Jair Naves / 5. O Jogo Humano &#8211; Test</p>
<div class="jetpack-video-wrapper"><iframe loading="lazy" title="Jair Naves - “Deus Não Compactua” (Official Video)" width="840" height="473" src="https://www.youtube.com/embed/cFvC_VQlzx8?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen></iframe></div>
<hr />
<figure id="attachment_13206" aria-describedby="caption-attachment-13206" style="width: 500px" class="wp-caption aligncenter"><img loading="lazy" decoding="async" class="wp-image-13206" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2019/12/shura-forevher-persona.jpg" alt="" width="500" height="500" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2019/12/shura-forevher-persona.jpg 1200w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2019/12/shura-forevher-persona-150x150.jpg 150w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2019/12/shura-forevher-persona-300x300.jpg 300w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2019/12/shura-forevher-persona-768x768.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2019/12/shura-forevher-persona-1024x1024.jpg 1024w" sizes="auto, (max-width: 500px) 85vw, 500px" /><figcaption id="caption-attachment-13206" class="wp-caption-text">(Foto: Reprodução)</figcaption></figure>
<p><strong>Gabriel Oliveira F. Arruda </strong></p>
<p>Musicalmente, 2019 foi um ano de estreias e reinvenções para mim. Alguns artistas que eu acompanhava há algum tempo lançaram seus primeiros álbuns, enquanto outros retornaram com força para a minha lista de mais tocados, depois de algum tempo fora.</p>
<p>Foi <strong>Shura</strong> quem capturou meu coração e minha alma, com seu segundo álbum, <em>forevher</em> &#8211; <a href="https://personaunesp.com.br/shura-forevher-critica/">cuja crítica você pode ler aqui mesmo</a>. Nele, a cantora inglesa trançou todas as suas paixões e expectativas, resultando no melhor disco que eu ouvi esse ano, equilibrando perfeitamente o seu <em>pop indie</em> melancólico com um <em>jazz</em> eletrônico que fez com que o disco se tornasse uma obra completamente autoral.</p>
<p>Foi bom também descobrir coisas novas, como o <em>synthpop</em> de Aly &amp; AJ, que voltaram com o EP <em>Sanctuary</em>, que confirmou a habilidade do duo de criar batidas que silenciosamente revitalizaram o pop internacional. Foi bom também ver o retorno do The Last Internationale com o fantástico <em>Soul on Fire</em>, um exemplo de <em>hard rock</em> comunista com algumas das faixas mais elétricas que eu tive o prazer de ouvir.</p>
<p>O <em>debut</em> da norueguesa Sigrid, <em>Sucker Punch</em>, atingiu novos tons e ao mesmo tempo aperfeiçoou sua apresentação musical ao ponto do absurdo. A estreia de Tessa VIolet foi um dos momentos marcantes do ano, sendo transmitida através de caçadas ao tesouro virtuais que anunciaram o lançamento do aguardado <em>Bad Ideas</em>, que contou com uma série de singles bem recebidos e algumas canções novas que reforçam o som sólido da americana.</p>
<p><strong>Discos favoritos: </strong>1. forevher &#8211; Shura / 2. Soul on Fire &#8211; The Last Internationale / 3. Sanctuary &#8211; Aly &amp; AJ / 4. Sucker Punch &#8211; Sigrid / 5. Bad Ideas &#8211; Tessa Violet</p>
<div class="jetpack-video-wrapper"><iframe loading="lazy" title="Shura - religion (u can lay your hands on me)" width="840" height="473" src="https://www.youtube.com/embed/HHI_WpVLT1g?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen></iframe></div>
<hr />
<figure id="attachment_13300" aria-describedby="caption-attachment-13300" style="width: 500px" class="wp-caption aligncenter"><img loading="lazy" decoding="async" class="wp-image-13300" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2019/12/goelabaixo-persona.jpg" alt="" width="500" height="501" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2019/12/goelabaixo-persona.jpg 506w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2019/12/goelabaixo-persona-150x150.jpg 150w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2019/12/goelabaixo-persona-300x300.jpg 300w" sizes="auto, (max-width: 500px) 85vw, 500px" /><figcaption id="caption-attachment-13300" class="wp-caption-text">Ouvi dizer que colocaram meu amor numa estante de brechó(Reprodução)</figcaption></figure>
<p><strong>Isabella Siqueira</strong></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Em um ano de conflitos, entre afetos e desafetos as minhas preferências musicais refletem esses tantos sentimentos. No segundo álbum da banda <strong>Liniker e os Caramelows</strong>, </span>Goela Abaixo, <span style="font-weight: 400;">impera  a saudade e o consolo. É aquele MPB que acalma o coração, a mais delicada </span><i><span style="font-weight: 400;">Amarela Paixão </span></i><span style="font-weight: 400;">ou </span><i><span style="font-weight: 400;">De Ontem </span></i><span style="font-weight: 400;">dão a sensação de intimidade e complementam os momentos felizes e tristes do meu 2019. </span></p>
<p><em>Nada Ficou no Lugar</em><span style="font-weight: 400;"> não é só a frase inicial da música </span><i><span style="font-weight: 400;">Mentiras</span></i><span style="font-weight: 400;"> da cantora brasileira Adriana Calcanhotto. O álbum lançado este ano reúne interpretações de canções dela nas mais diversas vozes, entre os artistas convidados estão Duda Beat, Letrux, Jaloo, Preta Gil, Rubel, Baco Exu do Blues e outros. São reinventadas as músicas de Adriana Calcanhotto seja mudando o tom ou inovando a batida, existe o brega, a melancolia, e o extrovertido. A banda Vanguart optou também por uma homenagem, </span><em>Vanguart sings Bob Dylan </em><span style="font-weight: 400;">contempla as músicas mais famosas desse cantor do folk norte americano. A celebração da obra de Bob Dylan inclui a sensível </span><i><span style="font-weight: 400;">Don&#8217;t Think Twice</span></i><span style="font-weight: 400;">, </span><i><span style="font-weight: 400;">It&#8217;s All Right </span></i><span style="font-weight: 400;">e a ambígua </span><i><span style="font-weight: 400;">Blowin&#8217; In The Wind.  </span></i></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A estreante </span><b>Rosa Neon</b><span style="font-weight: 400;"> fez sua estreia esse ano com o álbum de nome titular da banda</span> <span style="font-weight: 400;">que conta com a participação do rapper Djonga e traz uma estética moderna e contagiante para o pop brasileiro. Passando para os sentimentos mais opostos e existenciais vem o trio O terno com seu quarto álbum </span><b>&lt;Atrás/Além&gt;</b><span style="font-weight: 400;">. Um trecho particular da música </span><i><span style="font-weight: 400;">Eu vou</span></i><span style="font-weight: 400;"> na verdade reflete uma promessa minha pro ano que vem, “</span><i><span style="font-weight: 400;">Vou correr na direção daquelas tantas, coisas lindas que eu anseio”</span></i><span style="font-weight: 400;">.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Discos favoritos: 1. Goela Abaixo &#8211; Liniker e os Caramelows / 2. Nada Ficou no Lugar &#8211; com músicas de Adriana Calcanhotto / 3. Vanguart sings Bob Dylan &#8211; Vanguart / 4. Rosa Neon &#8211; Banda Rosa Neon / 5. &lt;Atrás/Além&gt; &#8211; O terno</span></p>
<div class="jetpack-video-wrapper"><iframe loading="lazy" title="Liniker e os Caramelows - Intimidade (Official Music Video)" width="840" height="473" src="https://www.youtube.com/embed/V6IV5NTvVv0?start=1&#038;feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen></iframe></div>
<hr />
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="wp-image-13324 aligncenter" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2019/12/all-mirros-angel-olsen-persona.jpg" alt="" width="500" height="500" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2019/12/all-mirros-angel-olsen-persona.jpg 554w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2019/12/all-mirros-angel-olsen-persona-150x150.jpg 150w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2019/12/all-mirros-angel-olsen-persona-300x300.jpg 300w" sizes="auto, (max-width: 500px) 85vw, 500px" /></p>
<p><strong>Isabelle Tozzo Fernandes</strong></p>
<p>2019 foi um ano difícil em tantos termos que mal ouvi novos artistas. Aliás, segundo meu Spotify, passei menos tempo ouvindo músicas do que em anos anteriores. Para períodos em que fico sem paciência para dar chance às novidades recorro aos que já caminham há um tempo na minha playlist. No caso, O Terno e Lana Del Rey —  que lançaram belíssimos álbuns em 2019.</p>
<p>Sem dúvidas, <a href="https://personaunesp.com.br/critica-norman-fucking-rockwell/"><em>Norman Fucking Rockwell!</em></a> é o melhor disco do ano. Elegante, Lana se reafirma como uma excelente cantora e compositora. Minha artista da década em sua melhor versão. Já O Terno apresentou em abril<em> &lt;atrás/além&gt;, </em>quarto álbum da banda paulistana. Dando continuidade as cordas e metais da produção anterior e trazendo os conflitos existencialistas da geração <em>millenial</em> como pano de fundo.</p>
<p>No segundo semestre do ano enjoei de tudo que ouvia e entrei numa maré de tentativas frustradas ao tentar descobrir coisas novas. Mas <strong>Angel Olsen</strong> me salvou. Com seu incrível <em>All Mirrors, </em>a cantora orquestra suas dores e se utiliza de uma força descomunal para rasgar seus sentimentos.</p>
<p>Seguindo essa linha também me apaixonei por <em>MAGDALENE </em>da FKA twigs. Um pop alternativo eletrônico que traz a religiosidade na figura de Maria Madalena dissociada de jesus. A força feminina aqui em sua melhor forma. A mistura dos sintetizadores eletrônicos com o clássico piano me faz cantar as dores de FKA e me sentir em meu próprio templo sagrado.</p>
<p><strong>Discos favoritos:</strong> 1. Norman Fucking Rockell! &#8211; Lana Del Rey / 2. &lt;atrás/além&gt; &#8211; O Terno / 3. WHEN WE ALL FALL ASLEEP, WHERE DO WE GO? &#8211; Billie Eilish / 4. All Mirrors &#8211; Angel Olsen / 5. MAGDALENE &#8211; FKA twigs</p>
<div class="jetpack-video-wrapper"><iframe loading="lazy" title="FKA twigs - cellophane" width="840" height="473" src="https://www.youtube.com/embed/YkLjqFpBh84?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen></iframe></div>
<hr />
<figure id="attachment_13289" aria-describedby="caption-attachment-13289" style="width: 500px" class="wp-caption aligncenter"><img loading="lazy" decoding="async" class="wp-image-13289" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2019/12/C9BF63FE-1DC7-4F2F-94E1-7D1879D5FFFA.jpg" alt="" width="500" height="500" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2019/12/C9BF63FE-1DC7-4F2F-94E1-7D1879D5FFFA.jpg 3675w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2019/12/C9BF63FE-1DC7-4F2F-94E1-7D1879D5FFFA-150x150.jpg 150w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2019/12/C9BF63FE-1DC7-4F2F-94E1-7D1879D5FFFA-300x300.jpg 300w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2019/12/C9BF63FE-1DC7-4F2F-94E1-7D1879D5FFFA-768x768.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2019/12/C9BF63FE-1DC7-4F2F-94E1-7D1879D5FFFA-1024x1024.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2019/12/C9BF63FE-1DC7-4F2F-94E1-7D1879D5FFFA-1200x1200.jpg 1200w" sizes="auto, (max-width: 500px) 85vw, 500px" /><figcaption id="caption-attachment-13289" class="wp-caption-text">(Foto: Junior Franch)</figcaption></figure>
<p><strong>Jho Brunhara</strong></p>
<p><span style="font-weight: 400;">&#8216;<em>Na fé de Zambi e de Oxalá, pedimos licença pros trabalhos começá.&#8217;</em> <a href="https://www.youtube.com/watch?v=LE43Bb3xXGw&amp;list=PLYnGU9fvHdbSzh-tCulPzNYZaz_91a-zb"><em>Rito de Passá</em></a> rasgou os céus de 2019 como uma flecha, sacudiu o chão como um trovão e iluminou a música brasileira como um relâmpago. Sem medo e com muito orgulho de mostrar suas raízes e o que faz Thais da Silva ser <strong>Mc Tha</strong>, a artista trouxe um disco destruidor cheio de conceito, letras elaboradas, uma sonoridade única, e claro, uma capa maravilhosa.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Meio Luiza Lian com uma <a href="https://youtu.be/CqXM3uwklF8?t=455"><em>macumba-funk-eletrônica</em></a>, Mc Tha encontra em sua relação com a umbanda, funk e suas experiências de vida a inspiração para construir seu debut &#8211; e torná-lo o melhor álbum desse ano. </span><span style="font-weight: 400;">2019 foi maravilhoso para a música pop brasileira, que continua a revelar novos artistas e os rumos que estamos tomando. YMA, com seu disco <a href="https://www.youtube.com/watch?v=WVXhm4_3SOs&amp;list=PLJgL5qUxnx2n5WWdr0bpzvu7RQdW7nPKo"><em>Par de Olhos</em></a> e GEO com<a href="https://www.youtube.com/watch?v=PRO6G1QCkyo&amp;list=OLAK5uy_lBkzQfwAdS07o48tkghY7hRQTlu1NJnII"><em> GEO_01</em></a> fazem parte dessas novas vozes muito comprometidas com a arte.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">No hemisfério norte, Lana Del Rey presenteou o mundo com o maravilhoso <a href="https://personaunesp.com.br/critica-norman-fucking-rockwell/"><em>Norman Fucking Rockwell!</em></a>. O melancolismo de suas letras &#8211; mais poéticas e fascinantes que nunca &#8211;  atingiu um novo ápice, resultando em um disco impactante e poderoso, mas ainda assim sutil e sincero. &#8216;<em>They mistook my kindness for weakness, I fucked up, I know that, but Jesus, can&#8217;t a girl just do the best she can?</em>&#8216; Ainda que aqui ocupe o segundo lugar, NFR! divide o #1 no meu coração. O olhar melancólico também trouxe outros LPs escritos direto da alma que merecem uma menção, como o <a href="https://www.youtube.com/watch?v=BiWasRqxGcI&amp;list=PLZqsyBiYZFQ27eE3GEsZ9nXZ2JGByM6qr"><em>Remind Me Tomorrow</em></a> da Sharon Van Etten, e <a href="https://www.youtube.com/watch?v=yezDEWako8U&amp;list=PLfSdF_HSSu548MHnItRg7sYbj1OkmFc2g"><em>Fine Line</em></a> de Harry Styles. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Além de 2019 ter sido um ano incrível por parte das artistas mulheres, foi um ano ótimo para o pop. A volta de Banks acompanhada de composições geniais e suas produções fortes e marcantes no álbum <em><a href="https://personaunesp.com.br/banks-iii-critica/">III</a>,</em> também regado de sua visão obscura e única sobre o amor.<em> </em>Também tivemos o </span><span style="font-weight: 400;"> debut de Billie Eilish, <em><a href="https://www.youtube.com/watch?v=XJBUWZsT38c&amp;list=PLMSmPqvJ6siJwH_c2H_N8j9JqDt8ogyny">WHEN WE ALL FALL ASLEEP, WHERE DO WE GO?</a>,</em> talvez sendo o<em> </em>grande diferencial da cantora de 18 anos a abordagem de suas letras e a produção mais experimental de suas músicas. E Sigrid, outra voz jovem que com <a href="http://personaunesp.com.br/sigrid-debut/"><em>Sucker Punch</em></a> lançou um dos discos mais gostosos de se ouvir de 2019. Regado de faixas <em>pop perfection</em>, a norueguesa soube exatamente o ponto de soar chiclete sem parecer genérica. </span></p>
<p><strong>Discos Favoritos:</strong> 1. Rito de Passá  &#8211; Mc Tha/ 2. Norman Fucking Rockwell! &#8211; Lana Del Rey/ 3. III &#8211; Banks/ 4. Sucker Punch &#8211; Sigrid/ 5. WHEN WE ALL FALL SLEEP, WHERE DO WE GO? &#8211; Billie Eilish</p>
<div class="jetpack-video-wrapper"><iframe loading="lazy" title="Lana Del Rey - Mariners Apartment Complex" width="840" height="473" src="https://www.youtube.com/embed/1uFv9Ts7Sdw?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen></iframe></div>
<hr />
<figure id="attachment_13308" aria-describedby="caption-attachment-13308" style="width: 500px" class="wp-caption aligncenter"><img loading="lazy" decoding="async" class="wp-image-13308" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2019/12/Jamila-Woods-persona.jpg" alt="" width="500" height="500" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2019/12/Jamila-Woods-persona.jpg 1280w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2019/12/Jamila-Woods-persona-150x150.jpg 150w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2019/12/Jamila-Woods-persona-300x300.jpg 300w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2019/12/Jamila-Woods-persona-768x768.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2019/12/Jamila-Woods-persona-1024x1024.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2019/12/Jamila-Woods-persona-1200x1200.jpg 1200w" sizes="auto, (max-width: 500px) 85vw, 500px" /><figcaption id="caption-attachment-13308" class="wp-caption-text">“LEGACY! LEGACY!” traz, no título de cada faixa, o nome de algum pensador ou artista que tenha contribuído na jornada pessoal de Jamila (Reprodução)</figcaption></figure>
<p><strong>Leonardo Teixeira</strong></p>
<p>A música me confortou em 2019. Foi isso que busquei nas minhas escolhas: aconchego, consolo. A paisagem política do país, aliada a uma série de mudanças pessoais, exigiram do meu Spotify a resposta para uma série de reflexões, neuras e medos. É o caso de Jamilla Woods e a <a href="https://pitchfork.com/features/song-by-song/jamila-woods-legacy-legacy-interview/">poesia complexa</a> de seu <em>LEGACY! LEGACY! </em>A cantora e professora americana me ensinou um bocado sobre auto cuidado e orgulho, no que considero o melhor disco de R&amp;B do ano.</p>
<p>Vozes modernas da brasilidade foram meu canal de contato com a resistência contra o conservadorismo atualmente injetado nas esferas da vida cotidiana. Nomes como Luísa e os Alquimistas, MC Tha e Urias ofereceram esse escape, que todos nós tanto precisávamos no decorrer do ano. No espectro pessoal, o destaque fica para Liniker e o Caramelows e o belíssimo <em>Goela Abaixo</em>. “O nosso carinho não dói em ninguém”, ela canta. Juro que tem um pedacinho de mim em cada verso do registro.</p>
<p>O ano foi pouco aventureiro no quesito de gêneros musicais. Poucas vezes fugi do pop, soul ou R&amp;B (e suas vertentes) que sempre habitaram meus fones de ouvido. Mas é interessante como Caroline Polachek e <a href="https://personaunesp.com.br/carly-rae-jepsen-dedicated-critica/">Carly Rae Jepsen</a> — que lançaram trabalhos impecáveis em 2019 —, artistas que coabitam no mundo pop, têm sons tão discrepantes.</p>
<p style="text-align: left;">Ainda, meu queixo caiu várias vezes por culpa de duas figuras seminais da música pop: Madonna e Beyoncé. <em>MADAME X</em> não foi só flores, mas momentos épicos como “God Control” ou “I Don&#8217;t Search I Find”, que demonstram dois extremos da mistura do house de Detroit com a discoteca, lembram que Madge inventou a roda e ainda a dirige com maestria.</p>
<p style="text-align: left;">Por sua vez, Yoncé reescreveu a própria história com o seu <em>HOMECOMING: THE LIVE ALBUM</em>. O disco revisita as duas lendárias apresentações da cantora no Coachella 2018, ao mesmo tempo em que redige uma carta de amor à juventude negra. Tudo isso acompanhado da excelência técnica e artística que já se tornou freguês na discografia de Bey. Obrigado por tudo, madrinha.</p>
<p><strong>Discos favoritos: </strong>1. LEGACY! LEGACY! &#8211; Jamilla Woods / 2. Goela Abaixo &#8211; Liniker e os Caramelows / 3. Dedicated &#8211; Carly Rae Jepsen / 4. Rito de Passá &#8211; MC Tha / 5. Pang &#8211; Caroline Polacheck</p>
<div class="jetpack-video-wrapper"><iframe loading="lazy" title="Urias - Diaba (Offical Video)" width="840" height="473" src="https://www.youtube.com/embed/_r83_ualtpM?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen></iframe></div>
<hr />
<figure id="attachment_13315" aria-describedby="caption-attachment-13315" style="width: 500px" class="wp-caption aligncenter"><img loading="lazy" decoding="async" class="wp-image-13315 size-full" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2019/12/CD-Marília-Mendonça-Todos-Os-Cantos-Vol.-01-Ao-Vivo-2019.jpg" alt="" width="500" height="500" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2019/12/CD-Marília-Mendonça-Todos-Os-Cantos-Vol.-01-Ao-Vivo-2019.jpg 500w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2019/12/CD-Marília-Mendonça-Todos-Os-Cantos-Vol.-01-Ao-Vivo-2019-150x150.jpg 150w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2019/12/CD-Marília-Mendonça-Todos-Os-Cantos-Vol.-01-Ao-Vivo-2019-300x300.jpg 300w" sizes="auto, (max-width: 500px) 85vw, 500px" /><figcaption id="caption-attachment-13315" class="wp-caption-text">Na retrospectiva do Spotify, Marília Mendonça alcançou o top 1 dos 10 artistas mais ouvidos do Brasil, assim como Todos Os Cantos, que levou como o álbum mais ouvido no país (Foto:</figcaption></figure>
<p><strong>Natália Santos</strong></p>
<p>O ano de 2019 começou, pelo menos no âmbito musical brasileiro, com o pé direito. Logo em fevereiro, <strong>Marília Mendonça</strong> lançou aquele que viria a ser o Melhor Álbum de Música Sertaneja do ano pelo Grammy Latino, o Todos Os Cantos, Vol. 1. Seguindo a tradição sertaneja das músicas ao vivo, Marília transformou o seu último lançamento em um projeto itinerante com gravações em diversas capitais do país. Traição e superação ainda são os temas das músicas, entretanto é perceptível o amadurecimento musical e vocal de Marília desde o boom de “Infiel” em 2015. A cantora ainda lançou os volumes 2 e 3 do projeto no decorrer do ano.</p>
<p>Do outro lado do globo, lá na Inglaterra, o (melhor) ex-One Direction lançou o seu segundo álbum em carreira solo. <em>Fine Line</em> do Harry Styles chegou nas plataformas no dia 13 de novembro. Três dias após o lançamento, 7 das 12 faixas estavam no Billboard Hot 100. E os números não acabam por aqui! O álbum atingiu 631 mil unidades vendidas segundo a United World Chart. Além disso, o segundo álbum solo significou para o cantor um rompimento com a imagem de ‘ídolo de boyband’; além de possibilitar o flerte com novos estilos musicais, como no caso da música de 6 minutos que dá o título ao CD e dos instrumentos de sopro e corais que aparecem na abertura da primeira faixa, <em>“</em>Golden<em>”</em>. Fine Line é, com certeza, a maior obra-prima internacional do ano de 2019.</p>
<p>Mas o pop não acaba por aí! Apresentando a sua nova era, Taylor Swift deixou de lado o seu rancor e ódio (explícitos) ao lançar <em>Lover</em>, <a href="https://personaunesp.com.br/lover-taylor-swift-critica/">sétimo álbum da sua carreira</a>. Com 18 faixas, sendo o seu maior álbum em extensão, Taylor volta ao viés intimista e um tanto quanto inovador, afinal é a primeira vez que a cantora se coloca como protagonista da sua história e não foca apenas como os indivíduos ao seu redor impactaram negativamente sua vida. O registro é um grande álbum pop que flerta com o <a href="https://www.youtube.com/watch?v=ic8j13piAhQ">electropop</a>, resquícios do <em>Reputation</em>, e ainda  celebra os altos e baixos do amor em tons iluminados! Por fim, vale uma informação extra: <em>Lover</em> foi o único álbum do ano a vender 1 milhão de cópias puras (sem contar com as vendas em streamings) nos Estados Unidos. Parabéns, Taylor! É aquele ditado: artista da década faz assim!</p>
<p><strong>Discos favoritos:</strong> 1. Todos Os Cantos, Vol. 1 – Marília Mendonça / 2. Fine Line – Harry Styles / 3. Lover – Taylor Swift / 4. Happiness Begins – Jonas Brothers / 5. Romance – Camila Cabello</p>
<div class="jetpack-video-wrapper"><iframe loading="lazy" title="Taylor Swift - You Need To Calm Down" width="840" height="473" src="https://www.youtube.com/embed/Dkk9gvTmCXY?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen></iframe></div>
<hr />
<figure id="attachment_13302" aria-describedby="caption-attachment-13302" style="width: 500px" class="wp-caption aligncenter"><img loading="lazy" decoding="async" class="wp-image-13302" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2019/12/ceu-apka-persona.jpg" alt="melhores do ano céu" width="500" height="500" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2019/12/ceu-apka-persona.jpg 696w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2019/12/ceu-apka-persona-150x150.jpg 150w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2019/12/ceu-apka-persona-300x300.jpg 300w" sizes="auto, (max-width: 500px) 85vw, 500px" /><figcaption id="caption-attachment-13302" class="wp-caption-text">A maioria das faixas em APKÁ! foram compostas por Céu, algumas em parceria com artistas renomados, como Caetano Veloso (Divulgação)</figcaption></figure>
<p><strong>Natan Felipe</strong></p>
<p>2019 foi um ano turbulento em muitos aspectos. Marcado pela nostalgia do fim de uma década, muito foi resgatado no mundo da música, mas muitos outros sons foram recebidos pelo público como uma degustação do que está por vir. O que mais me surpreendeu foi que, desde muito cedo, artistas internacionais imperavam nas minhas listas de favoritos. Contudo, esse ano, os brasileiros se posicionaram &#8211; e muito bem &#8211; no jogo da indústria musical, e conquistaram muito mais espaço no mercado nacional e nas minhas playlists.</p>
<p>Assim, sou feliz em dizer que o álbum que mais se destacou durante meu ano foi o APKÁ! da cantora <strong>Céu</strong>. Conhecida e premiada pela excelência de suas composições e produções nada óbvias, a voz mais poderosa da <a href="http://personaunesp.com.br/meta-meta-sesc-bauru/">nova mpb</a> traz, nesse álbum, um experimentalismo que nos rende uma boa combinação de melancolia e prazer. A paulistana trata de assuntos como o amor nos tempos modernos (e em todas as suas configurações), bem como sobre temáticas mais pessoais, como a maternidade, grande inspiração para a produção do disco.</p>
<p>Rito de Passá, da novata Mc Tha, é mais um suprassumo da cultura brasileira lançado nesse ano tão produtivo no campo das artes no país. Com batidas fortes que fazem uma mistura inusitada do funk das periferias com mpb, o álbum traz mensagens poderosas em suas letras, que tratam de temas como o empoderamento, autocuidado, coragem, amor e religião &#8211; aqui, pincelada em músicas como a faixa título, que é um canto leve e prazeroso aos orixás da umbanda, para que eles, como ela mesma diz “abram os caminhos” para a execução dessa obra que merece muito mais visibilidade do que já alcançou.</p>
<p>Por fim, não poderia deixar de esboçar minha admiração pelo mais novo trabalho de Lana Del Rey, <a href="http://personaunesp.com.br/critica-norman-fucking-rockwell/"><em>Norman Fucking Rockwell!</em></a> No disco, a voz doce da cantora encontra seu ápice nas letras bem escritas, que nos aproxima muito da assinatura artística apresentada por ela há alguns anos atrás, com <em>Born To Die</em>. As composições casam perfeitamente com o trabalho valioso do reconhecido produtor Jack Antonoff, já nomeado diversas vezes ao prêmio Grammys por <a href="http://personaunesp.com.br/lover-taylor-swift-critica/">álbuns de Taylor Swift</a>, Lorde, e marcando mais uma vez presença na categoria com a merecidíssima indicação de Del Rey ao prêmio de Álbum do Ano.</p>
<p><strong>Discos favoritos: </strong>1. APKÁ &#8211; Céu / 2. Norman Fucking Rockwell! &#8211; Lana Del Rey / 3. Rito de Passá &#8211; MC Tha / 4. ANTI-HERÓI &#8211; Jão / 5. Lover &#8211; Taylor Swift</p>
<div class="jetpack-video-wrapper"><iframe loading="lazy" title="MC Tha - Rito de Passá (Clipe Oficial)" width="840" height="473" src="https://www.youtube.com/embed/PRAx8dgvPAo?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen></iframe></div>
<hr />
<figure id="attachment_13272" aria-describedby="caption-attachment-13272" style="width: 500px" class="wp-caption aligncenter"><img loading="lazy" decoding="async" class=" wp-image-13272" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2019/12/Lana-Del-Rey-Norman-Fucking-Rockwell-696x696.jpg" alt="" width="500" height="500" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2019/12/Lana-Del-Rey-Norman-Fucking-Rockwell-696x696.jpg 696w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2019/12/Lana-Del-Rey-Norman-Fucking-Rockwell-696x696-150x150.jpg 150w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2019/12/Lana-Del-Rey-Norman-Fucking-Rockwell-696x696-300x300.jpg 300w" sizes="auto, (max-width: 500px) 85vw, 500px" /><figcaption id="caption-attachment-13272" class="wp-caption-text">Wish that you would hold me or just say that you were mine (Foto: Reprodução)</figcaption></figure>
<p><strong>Vitor Evangelista</strong></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Quando a melancólica melodia da faixa-título de <strong>Lana Del Rey</strong> começa a entoar, ela já nos assegura: esse ano, não tem pra ninguém. A americana consagra </span><i><span style="font-weight: 400;">Norman Fucking Rockwell!</span></i><span style="font-weight: 400;"> como a melhor investida musical de 2019, unindo letras afiadas à minúcias de suas vivências. Os versos iniciais são de alto escalão,</span><i><span style="font-weight: 400;"> ‘goddamn, man child, you fucked me so good that I almost said, &#8220;I love you&#8221;</span></i><span style="font-weight: 400;">’.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Importante ressaltar que o ano desbravou </span><i><span style="font-weight: 400;">singles</span></i><span style="font-weight: 400;"> interessantíssimos que (ainda) não compõe álbuns completos. A triste e reflexiva </span><i><span style="font-weight: 400;">Slide Away</span></i><span style="font-weight: 400;">, de Miley Cyrus, detalha o término com o ex, poética como usual. </span><i><span style="font-weight: 400;">‘move on, we&#8217;re not 17, i&#8217;m not who I used to be’. </span></i><span style="font-weight: 400;">A ex-</span><i><span style="font-weight: 400;">Disney </span></i><span style="font-weight: 400;">ainda se aventurou por </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=BTsW30Ur0sg"><i><span style="font-weight: 400;">Black Mirror</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> e vestiu a carapuça da </span><i><span style="font-weight: 400;">popstar</span></i><span style="font-weight: 400;"> Ashley O. E seus dois </span><i><span style="font-weight: 400;">hits</span></i><span style="font-weight: 400;"> são canções chiclete que ficam com a gente,</span><i><span style="font-weight: 400;"> ‘i&#8217;m gonna get what i deserve’. </span></i><span style="font-weight: 400;">Outra expoente da casa do </span><span style="font-weight: 400;">Mickey</span><span style="font-weight: 400;"> que brilhou em 2019 foi Zendaya. Protagonista de </span><i><span style="font-weight: 400;">Euphoria</span></i><span style="font-weight: 400;">, da </span><i><span style="font-weight: 400;">HBO</span></i><span style="font-weight: 400;">, a atriz ainda soltou a voz, ao lado do talentoso Labrinth na onírica </span><i><span style="font-weight: 400;">All For Us</span></i><span style="font-weight: 400;">, que deu fecho ao </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=k-9DOwrLdkg"><span style="font-weight: 400;">primeiro ano</span></a><span style="font-weight: 400;"> do seriado,</span><i><span style="font-weight: 400;"> ‘i&#8217;m taking it all for us, doing it all for love’</span></i><span style="font-weight: 400;">. Isso sem falar em Dua Lipa e suas exuberantes <em>Don&#8217;t Star Now</em> e <em>Future Nostalgia</em>. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Já em trabalhos coesos e finalizados, os lançamentos de Ariana Grande e Billie Eilish foram força motriz do primeiro semestre. Enquanto</span><i><span style="font-weight: 400;"> thank u, next</span></i><span style="font-weight: 400;"> revisita traumas e inseguranças da canceriana de 1,53m, </span><i><span style="font-weight: 400;">WHEN WE FALL SLEEP, WHERE DO WE GO?</span></i><span style="font-weight: 400;"> é um respiro no cenário <em>pop</em>, onde a jovem de (então) 17 anos desabafa sobre pesadelos, sobre o aquecimento global e sobre seus dilemas amorosos. Do álbum de Ariana, fica destacada a faixa <em>needy</em> e, no de Billie, a divertida homenagem a <em>The Office</em> com a música <em>my strange addiction. </em></span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Pra fechar o </span><i><span style="font-weight: 400;">top 5</span></i><span style="font-weight: 400;"> do ano, Harry Styles coroa a tristeza do homem com o coração partido; os destaques de </span><i><span style="font-weight: 400;">Fine Line </span></i><span style="font-weight: 400;">ficam a cargo de </span><i><span style="font-weight: 400;">Cherry</span></i><span style="font-weight: 400;">, com a bagagem da ex-namorada do cantor, e </span><i><span style="font-weight: 400;">Falling</span></i><span style="font-weight: 400;">,</span><i><span style="font-weight: 400;"> ‘and i get the feeling that you&#8217;ll never need me again’. </span></i><span style="font-weight: 400;">Charli XCX lançou o </span><i><span style="font-weight: 400;">meio-self-titled</span></i><span style="font-weight: 400;">, com uma porção de colaborações, uma série de fillers, mas ainda tocando fundo nos sentimentos adormecidos. </span><i><span style="font-weight: 400;">Official</span></i><span style="font-weight: 400;"> é quem dá a direção que a britânica se entristece a versar em <em>Charli</em>. </span><i><span style="font-weight: 400;">‘you know the words to my mistakes, you understand because you made &#8216;em too’.</span></i></p>
<p><span style="font-weight: 400;"><strong>Discos Favoritos:</strong> 1. Norman Fucking Rockwell! &#8211; Lana Del Rey/ 2. thank u, next &#8211; Ariana Grande/ 3. WHEN WE ALL FALL SLEEP, WHERE DO WE GO? &#8211; Billie Eilish/ 4. Fine Line &#8211; Harry Styles/ 5. Charli &#8211; Charli XCX</span></p>
<div class="jetpack-video-wrapper"><iframe loading="lazy" title="Charli XCX - White Mercedes [Official Video]" width="840" height="473" src="https://www.youtube.com/embed/kKBCLHAq1do?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen></iframe></div>
<p>O post <a href="http://personaunesp.com.br/os-melhores-discos-de-2019/">Os melhores discos de 2019</a> apareceu primeiro em <a href="http://personaunesp.com.br">Persona | Jornalismo Cultural</a>.</p>
]]></content:encoded>
					
					<wfw:commentRss>http://personaunesp.com.br/os-melhores-discos-de-2019/feed/</wfw:commentRss>
			<slash:comments>0</slash:comments>
		
		
		<post-id xmlns="com-wordpress:feed-additions:1">13205</post-id>	</item>
		<item>
		<title>Melhores discos de Junho/2019</title>
		<link>http://personaunesp.com.br/melhores-discos-de-junho2019/</link>
					<comments>http://personaunesp.com.br/melhores-discos-de-junho2019/#comments</comments>
		
		<dc:creator><![CDATA[]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 08 Jul 2019 23:49:46 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Música]]></category>
		<category><![CDATA[Crítica]]></category>
		<category><![CDATA[Gabriel Leite Ferreira]]></category>
		<category><![CDATA[Jho Brunhara]]></category>
		<category><![CDATA[Leonardo Teixeira]]></category>
		<category><![CDATA[Melhores de 2019]]></category>
		<category><![CDATA[Melhores Discos]]></category>
		<guid isPermaLink="false">http://personaunesp.com.br/?p=12253</guid>

					<description><![CDATA[<p>Junho marca o início do verão americano e também celebra o orgulho LGBTQ. Artisticamente, o mês seis costuma ser um dos mais frutíferos do ano. Amém! E acaba que é muita música boa para míseros 30 dias. Os nossos momentos preferidos estão elencados abaixo. Gabriel Ferreira, Jho Brunhara, Leonardo Teixeira black midi &#8211; Schlagenheim rock &#8230; <a href="http://personaunesp.com.br/melhores-discos-de-junho2019/" class="more-link">Continue lendo<span class="screen-reader-text"> "Melhores discos de Junho/2019"</span></a></p>
<p>O post <a href="http://personaunesp.com.br/melhores-discos-de-junho2019/">Melhores discos de Junho/2019</a> apareceu primeiro em <a href="http://personaunesp.com.br">Persona | Jornalismo Cultural</a>.</p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<figure style="width: 1950px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium" src="https://assets.papelpop.com/wp-content/uploads/2019/06/Still-AmarElo-049-1.jpg" width="1950" height="1340" /><figcaption class="wp-caption-text">Emicida se uniu a Pabllo Vittar e Majur para trazer luz sobre o diálogo da saúde mental na visceral &#8220;AmarElo&#8221;. O sample de Belchior coroa a parceria. (Divulgação/Papel Pop)</figcaption></figure>
<p>Junho marca o início do verão americano e também celebra o orgulho LGBTQ. Artisticamente, o mês seis costuma ser um dos mais frutíferos do ano. Amém! E acaba que é muita música boa para míseros 30 dias. Os nossos momentos preferidos estão elencados abaixo.</p>
<p><b>Gabriel Ferreira, Jho Brunhara, Leonardo Teixeira</b></p>
<p><span id="more-12253"></span></p>
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-12265 aligncenter" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2019/07/https-_hypebeast.com_image_2019_05_black-midi-schlagenheim-new-album-tw.jpg" alt="" width="483" height="480" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2019/07/https-_hypebeast.com_image_2019_05_black-midi-schlagenheim-new-album-tw.jpg 483w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2019/07/https-_hypebeast.com_image_2019_05_black-midi-schlagenheim-new-album-tw-150x150.jpg 150w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2019/07/https-_hypebeast.com_image_2019_05_black-midi-schlagenheim-new-album-tw-300x298.jpg 300w" sizes="auto, (max-width: 483px) 85vw, 483px" /></p>
<p><strong>black midi &#8211; Schlagenheim</strong></p>
<p><em>rock experimental</em></p>
<p>Um dos debuts mais aguardados da história recente, <em>Schlagenheim </em>foi primeiro testemunhado na forma de <a href="https://www.youtube.com/watch?v=TMn1UuEIVvA">pocket show na notória emissora de rádio americana KEXP</a>. Como bem apontado na <a href="https://pitchfork.com/reviews/albums/black-midi-schlagenheim/">elogiosa resenha da Pitchfork</a>, o vídeo uniu tribos: fãs de rock progressivo setentista, fãs da no wave oitentista ou fãs da nova geração pós-punk, todos se reuniram em volta do quarteto londrino em êxtase. A energia daquela performance foi mais do que suficiente para suscitar expectativas altíssimas para a estreia do black midi.</p>
<p>E aí? Para uma banda que construiu sua reputação pelos shows apoteóticos, <em>Schlagenheim </em>é menos barulhento do que se esperaria. Em vez de se basear no noise rock, a banda preferiu focar nos grooves quebrados, desde já sua marca registrada. O resultado é, surpreendentemente, um álbum que poderia muito bem ser rotulado como &#8220;rock progressivo&#8221;. A versatilidade da tracklist é notável, bem como a interpretação e as letras de Geordie Greep. Há ainda o que se amadurecer, mas, para uma estreia, está de bom tamanho. <strong>(GF)</strong></p>
<div class="jetpack-video-wrapper"><iframe loading="lazy" title="black midi - bmbmbm (Live on KEXP)" width="840" height="473" src="https://www.youtube.com/embed/E8BI3Bbpgdk?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen></iframe></div>
<hr />
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter" src="https://studiosol-a.akamaihd.net/uploadfile/letras/albuns/1/3/5/2/737251560524078.jpg" width="500" height="500" /></p>
<p><strong>Luísa Sonza &#8211; Pandora</strong></p>
<p><em>pop</em></p>
<p>Luísa Sonza sabe o que está fazendo. Para o bem ou para o mal, os <em>singles</em> que a cantora gaúcha colocou na pista nos últimos anos causaram <a href="https://www.youtube.com/watch?v=oyES_CqZbLY">significativo</a> impacto na internet. <em>Pandora</em> é o amadurecimento bem-sucedido dessas narrativas, além de ser evidência da ambição da artista, uma vez que álbuns andam meio fora de moda. Sonza não precisava lançar um disco, mas a escolha de fazê-lo foi bem pensada e rende bons frutos.</p>
<p>A <em>tracklist</em> passa longe de reinventar a roda, no entanto faz um trabalho bom em referenciar tudo o que bomba na música pop brasileira. <em>Garupa</em> é o hit LGBTQ+ que todos pedimos no último Carnaval, ao passo que <em>Apenas</em><em> Eu</em>, em toda a sua potência vocal, lembra clássicos da música gospel — ou seja, imperdível. <strong>(LT)</strong></p>
<div class="jetpack-video-wrapper"><iframe loading="lazy" title="Luísa Sonza, Pabllo Vittar - Garupa" width="840" height="473" src="https://www.youtube.com/embed/VTwmer_iNhY?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen></iframe></div>
<hr />
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter" src="https://portalpopline.com.br/wp-content/uploads/2019/04/madonna-madame-x-cover-800x800.jpeg" width="500" height="500" /></p>
<p><strong>Madonna &#8211; Madame X</strong></p>
<p><em>pop</em></p>
<p>Apesar dos <a href="https://portalpopline.com.br/radios-britanicas-da-bbc-boicotam-medellin-da-madonna-com-maluma/">boicotes</a>, lançamentos da Rainha do Pop ainda conseguem render pauta mundo afora. Talvez pelo ineditismo do cenário — uma artista feminina de alcance imenso que segue se reinventando após quase quatro décadas de sucesso, não se contentando em se acomodar nos louros do passado —, <em>Madame X</em> teve uma recepção até calorosa. Mas, como todo bom trabalho de Madonna, o buraco é mais embaixo e o novo disco é pra ser redescoberto mais e mais vezes, para além das <a href="https://www.vogue.co.uk/article/madonna-on-ageing-and-motherhood">polêmicas</a>.</p>
<p>A mudança de Madge para Portugal é crucial no entendimento de sua nova persona. O olhar aqui não recai apenas sobre o fado (estilo musical típico da região), mas em todo o poder multicultural do país. A artista se mantém sempre consciente da influência do colonialismo nas tradições portuguesas e usa desse peso histórico para construir narrativas de injustiça e descontentamento social. A música de outros países de língua portuguesa, como Cabo Verde, Brasil e Angola também compõem a festa.</p>
<p>Exemplo da mistureba bem-sucedida é a sofisticada <em>Batuka</em>, feita em parceria com uma orquestra de batukadeiras cabo-verdenses. Outro destaque é a discoteca surrealista de <em>God Control</em>, que debate o porte de armas e é o melhor trabalho da cantora em quase 15 anos. Faixas tão aventureiras seriam inviáveis, não fosse o tino único e a experiência de Madonna. A Rainha do Pop nunca deixou de ser essencial. E também nunca foi tão necessária. <strong>(LT)</strong></p>
<div class="jetpack-video-wrapper"><iframe loading="lazy" title="Madonna - God Control (Official Video)" width="840" height="473" src="https://www.youtube.com/embed/zv-sdTOw5cs?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen></iframe></div>
<hr />
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-12262" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2019/07/a2042589302_10-1024x1024.jpg" alt="" width="500" height="500" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2019/07/a2042589302_10-1024x1024.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2019/07/a2042589302_10-150x150.jpg 150w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2019/07/a2042589302_10-300x300.jpg 300w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2019/07/a2042589302_10-768x768.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2019/07/a2042589302_10.jpg 1200w" sizes="auto, (max-width: 500px) 85vw, 500px" /></p>
<p><strong>Mafius &#8211; Tela Azul</strong></p>
<p><em>rock alternativo, dream pop</em></p>
<p>Estreia do mineiro Matheus Daniel sob o pseudônimo Mafius, <em>Tela Azul </em>tem como maior trunfo sua honestidade. As seis faixas não reinventam roda alguma: temos a languidez dançante de Mac Demarco, as paredes de guitarra do My Bloody Valentine, o romantismo do The Cure. No entanto, a fusão desses elementos pelas mãos da competente banda de apoio, junto às letras autodepreciativas (&#8220;Estocolmo&#8221;: &#8220;Você me faz querer morrer / mas eu gosto&#8221;), dão forma a um disco no mínimo cativante.</p>
<p>Grande parte do apelo de <em>Tela Azul</em> está nos riffs de guitarra, que variam entre o dançante e o lento como uma fita cassete. O uso do sintetizador complementa a impressão. É como diz o verso de &#8220;Estocolmo&#8221; e o próprio título do álbum: tem algo errado, mas a gente gosta. Pra dar play e dançar esquisito lembrando (ou esquecendo) da vida. <strong>(GF)</strong></p>
<div class="jetpack-video-wrapper"><iframe loading="lazy" title="mafius - estocolmo (clipe oficial)" width="840" height="630" src="https://www.youtube.com/embed/FyTOuceIS14?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen></iframe></div>
<hr />
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter" src="http://miojoindie.com.br/wp-content/uploads/2019/06/MC-Tha-Rito-de-Passa%CC%81.jpeg" width="500" height="500" /></p>
<p><strong>MC Tha &#8211; Rito de Passá</strong></p>
<p><em>mpb, funk carioca, pop</em></p>
<p>Quando se fala da <em>nova mpb </em>muitos imaginam uma sonoridade parecida com as clássicas do gênero, e se esquecem que o verdadeiro popular é a arte no ouvido do povo. Eis que surge Mc Tha, rasgando o <a href="https://www.youtube.com/watch?v=78wVROmr0HE">Céu Azul</a> desse Brasil como uma flecha e ecoando como um trovão.</p>
<p>O primeiro álbum da paulista nascida e criada no bairro Cidade Tiradentes é um sopro refrescante no pop brasileiro.  Com influências brasileiríssimas desde a capa, que é facilmente a melhor do ano, até o som &#8211; triângulos, tambores e sintetizadores do funk. Thais mostra pelo que veio, e para quem veio. <em>Rito de Passá</em> celebra a vida da cantora, sua relação com a umbanda e seu posicionamento perante ao mundo.</p>
<p>O disco é repleto de melodias deliciosas e um liricismo poderoso: Mc Tha é poeta tanto quanto é musicista. Seja em sua relação com a <a href="https://www.youtube.com/watch?v=PRAx8dgvPAo">crença</a>, o <a href="https://www.youtube.com/watch?v=kNEcFLSdb_M">amor</a> ou com sua <a href="https://www.youtube.com/watch?v=FF9W8GIyccc">vida</a>. <em>Rito de Passá</em> é um álbum para rebolar e também para refletir, mas principalmente para celebrar uma cantora completamente imersa no que propôs a realizar. <strong>(JB)</strong></p>
<p><em>Na fé de Zambi e de Oxalá, pedimos licença pros trabalhos começar. </em></p>
<div class="jetpack-video-wrapper"><iframe loading="lazy" title="MC Tha - Rito de Passá (Clipe Oficial)" width="840" height="473" src="https://www.youtube.com/embed/PRAx8dgvPAo?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen></iframe></div>
<hr />
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-12263" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2019/07/a4013296133_10-1024x1024.jpg" alt="" width="500" height="500" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2019/07/a4013296133_10-1024x1024.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2019/07/a4013296133_10-150x150.jpg 150w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2019/07/a4013296133_10-300x300.jpg 300w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2019/07/a4013296133_10-768x768.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2019/07/a4013296133_10.jpg 1200w" sizes="auto, (max-width: 500px) 85vw, 500px" /></p>
<p><strong>Test &#8211; O Jogo Humano</strong></p>
<p><em>grindcore<br />
</em></p>
<p><a href="http://personaunesp.com.br/test-deaf-kids-bauru/">Test</a> é João Kombi (vocais, guitarra) e Barata (bateria), duo que vem infernizando todo e qualquer lugar por onde passa desde 2010. <em>O Jogo Humano</em>, terceiro disco cheio, saiu sem muito alarde em junho, primeiro via <a href="http://slikeus.com/entrevista-test/">download</a> depois via Bandcamp. Apesar da discrição, não se engane: este é um dos maiores lançamentos brasileiros do ano.</p>
<p>A proposta do álbum é realmente ser um jogo: são 54 pequenas músicas que podem ser reunidas como o ouvinte bem entender de modo a formar músicas inteiras. Por essa razão, todas as edições físicas da obra serão diferentes (Walter Benjamin ficaria orgulhoso!).</p>
<p>Segundo o release de <em>O Jogo Humano</em>, a principal inspiração são nossas marchinhas, &#8220;um tipo de música comum no carnaval de rua brasileiro que consiste em várias músicas com percussão incessante que satirizam partes particulares da sociedade&#8221;. Marchinhas invertidas, já que o som não suavizou nem mesmo um pouco, pelo contrário. Com o cirúrgico Barata a frente no mix e as letras desesperançosas assinadas por gente como Quique Brown (Leptospirose), Jair Naves e Kiko Dinucci (Metá Metá), esse é sem dúvidas um pico na consistente discografia do Test. <strong>(GF)</strong></p>
<p><iframe loading="lazy" style="border: 0; width: 100%; height: 120px;" src="https://bandcamp.com/EmbeddedPlayer/album=1788285665/size=large/bgcol=ffffff/linkcol=0687f5/tracklist=false/artwork=small/transparent=true/" width="300" height="150" seamless=""><a href="http://testgrind.bandcamp.com/album/o-jogo-humano-bandcamp-edit">O Jogo Humano (Bandcamp Edit.) by Test</a></iframe></p>
<p>O post <a href="http://personaunesp.com.br/melhores-discos-de-junho2019/">Melhores discos de Junho/2019</a> apareceu primeiro em <a href="http://personaunesp.com.br">Persona | Jornalismo Cultural</a>.</p>
]]></content:encoded>
					
					<wfw:commentRss>http://personaunesp.com.br/melhores-discos-de-junho2019/feed/</wfw:commentRss>
			<slash:comments>1</slash:comments>
		
		
		<post-id xmlns="com-wordpress:feed-additions:1">12253</post-id>	</item>
		<item>
		<title>Melhores discos de Maio/2019</title>
		<link>http://personaunesp.com.br/melhores-discos-de-maio2019/</link>
					<comments>http://personaunesp.com.br/melhores-discos-de-maio2019/#respond</comments>
		
		<dc:creator><![CDATA[]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 04 Jun 2019 23:05:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Música]]></category>
		<category><![CDATA[Adriano Arrigo]]></category>
		<category><![CDATA[Egberto Santana Nunes]]></category>
		<category><![CDATA[Gabriel Leite Ferreira]]></category>
		<category><![CDATA[Leonardo Teixeira]]></category>
		<category><![CDATA[Melhores de 2019]]></category>
		<category><![CDATA[Melhores Discos]]></category>
		<guid isPermaLink="false">http://personaunesp.com.br/?p=12069</guid>

					<description><![CDATA[<p>Adriano Arrigo, Egberto Santana, Gabriel Leite e Leonardo Santana A sua mãe gosta dele. A comunidade LGBT+ ama dele. Assim como a família real britânica e a cantora Lady Gaga. Elton John é um monstro da cultura pop, com três dezenas de discos lançados e uma elogiada cinebiografia saindo do forno. Rocketman (Dexter Fletcher, 2019) já é considerado &#8230; <a href="http://personaunesp.com.br/melhores-discos-de-maio2019/" class="more-link">Continue lendo<span class="screen-reader-text"> "Melhores discos de Maio/2019"</span></a></p>
<p>O post <a href="http://personaunesp.com.br/melhores-discos-de-maio2019/">Melhores discos de Maio/2019</a> apareceu primeiro em <a href="http://personaunesp.com.br">Persona | Jornalismo Cultural</a>.</p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<figure style="width: 924px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" src="https://www.numero.com/sites/default/files/images/flexible_grid/100/elton_john_1.jpg" alt="" width="924" height="610" /><figcaption class="wp-caption-text">Shantay you stay (David Dagley)</figcaption></figure>
<p><strong>Adriano Arrigo, Egberto Santana, Gabriel Leite e Leonardo Santana</strong></p>
<p>A sua mãe gosta dele. A comunidade LGBT+ ama dele. Assim como a <a href="http://news.bbc.co.uk/2/hi/uk_news/59754.stm">família real britânica</a> e a cantora Lady Gaga. Elton John é um monstro da cultura pop, com três dezenas de discos lançados e uma <a href="http://news.bbc.co.uk/2/hi/uk_news/59754.stm">elogiada</a> cinebiografia saindo do forno. <em>Rocketman </em>(Dexter Fletcher, 2019) já é considerado o primeiro filme de um grande estúdio a <a href="https://www.telegraph.co.uk/films/2019/05/17/rocketman-makes-history-first-studio-film-gay-sex-scenes/">retratar</a> o sexo entre dois homens de forma natural e explícita, exigência feita por Elton pessoalmente. Fica a dica de uma discografia que, apesar dos <a href="https://www.youtube.com/watch?v=9yv7LkJfEu0">altos</a> e baixos, é brilhante.</p>
<p>Os registros que deixamos abaixo são também recomendações pessoais do Persona. Maio foi um mês de trabalhos muito grandes para seus respectivos públicos e tem música para muitos gostos e tribos. Aproveitem!</p>
<p><span id="more-12069"></span></p>
<p>&nbsp;</p>
<hr />
<p><img loading="lazy" decoding="async" class=" wp-image-12170 aligncenter" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2019/06/flying-lotus-888x738.png" alt="" width="500" height="415" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2019/06/flying-lotus-888x738.png 888w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2019/06/flying-lotus-888x738-300x249.png 300w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2019/06/flying-lotus-888x738-768x638.png 768w" sizes="auto, (max-width: 500px) 85vw, 500px" /></p>
<p><strong>Flying Lotus &#8211; Flamagra</strong></p>
<p><em>música eletrônica</em></p>
<p>Com uma discografia até o momento impecável, Flying Lotus lança Flagrama, um dos discos mais intrigante e criativos até esse momento do ano.</p>
<p>Desta vez, o americano conta com parcerias inéditas e inusitadas, como Little Dragon, Solange e David Lynch. Com este último, produziu uma das músicas mais interessante do disco, Fire is Coming.</p>
<p>Aliás, o disco todo possui momentos surpreendentes devido sua grande rotatividade de texturas sonoras. As 27 faixas &#8211; que mais parecem uma só &#8211; permitem, sem excessos, formar um mosaico (que, inclusive, pode se ver na capa do disco) que ora flertam com a calmaria, ora com o caos. <strong>(AA)</strong></p>
<hr />
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter" src="https://f4.bcbits.com/img/a0694599643_10.jpg" width="500" height="500" /></p>
<p><strong>Jair Naves &#8211; Rente</strong></p>
<p><em>rock, folk</em></p>
<p>&#8220;Qualquer busca por empatia / a essa altura é ingenuidade / eu me defendo esperando o pior&#8221;: essas são as primeiras palavras cantadas por <a href="https://jairnaves.bandcamp.com">Jair Naves</a> em <a href="https://jairnaves.bandcamp.com/album/rente"><em>Rente</em></a>, seu 3º disco cheio e, de modo peculiar, uma obra conceitual. As canções variam entre a fúria e a impotência e, apesar de ser fácil identificar o objeto delas (&#8220;Palanque para o horror / o dia em que o mal triunfou / saúdem o torturador&#8221;, versa a pesada &#8220;Alívio Cômico / Palanque&#8221;), é difícil tirar uma conclusão logo de cara.</p>
<p>Naves é um dos letristas mais talentosos da nossa música &#8211; e é ainda jovem. Ele surgiu no underground em 2000 com a banda <a href="https://www.vice.com/pt_br/article/vdbme9/ludovic-idioma-morto">Ludovic</a>, conhecida pelos <a href="https://www.youtube.com/watch?v=Kqbq8Uauj-g">shows caóticos</a> e pelos versos ácidos sobre relacionamentos e autopiedade. Sua estreia solo, o EP <a href="https://jairnaves.bandcamp.com/album/araguari"><em>Araguari</em></a>, veio 10 anos depois. Dali em diante ele se consolidou como um intérprete de canções densas sobre o amor, o desamor e as armadilhas kafkianas que a vida nos aplica. Por isso sua obra sempre se voltou para o interior. <em>Rente</em> quebra um pouco essa subjetividade ao lidar mais diretamente com as questões sociais e políticas que afligem nós, brasileiros, dia após dia.</p>
<p><em>Rente </em>é conceitual por convergir a esfera pessoal e a pública a todo momento. A supracitada &#8220;Alívio Cômico / Palanque&#8221; cita indiretamente o homônimo de Naves ao mesmo tempo em que dispara &#8220;Quão forte é o instinto que me faz sobreviver? / Eu ainda existo, não me deixa esquecer&#8221;. Na faixa-título, uma dinâmica parecida: &#8220;Aproveitando o ensejo / Eu despejo todo o peso que carrego comigo&#8221; descamba para &#8220;Síndrome do poder pequeno / informação como envenenamento&#8221;.</p>
<p>O fato de Jair estar morando fora do país talvez explique a linguagem cifrada que ele escolheu para o novo disco. Vem daí também a impotência, traduzida ora de maneira catártica (&#8220;Deus Não Compactua&#8221;, &#8220;Lampejos de Lucidez&#8221;, &#8220;O.H.R.E.U.C.S&#8221;), ora de maneira contemplativa (&#8220;Gira&#8221;, &#8220;Escalas&#8221;). Independentemente disso, todos os arranjos tem homogeneidade e fluidez. Mesmo os momentos mais complexos se resolvem, mérito da entrosadíssima banda (um show provavelmente imperdível!). Em suma, um dos grandes discos do ano, desde já. <strong>(GF)</strong></p>
<div class="jetpack-video-wrapper"><iframe loading="lazy" title="Jair Naves - &quot;Alívio Cômico / Palanque&quot;" width="840" height="630" src="https://www.youtube.com/embed/CDN4uoDbKK4?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen></iframe></div>
<hr />
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter" src="http://miojoindie.com.br/wp-content/uploads/2019/02/Legacy-Legacy-1549319027-640x640.jpg" width="501" height="501" /></p>
<p><strong>Jamila Woods &#8211; LEGACY! LEGACY!</strong></p>
<p><em>soul, r&amp;b</em></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Excelência negra é um termo que surgiu online para descrever um sujeito que, por suas realizações, honra a comunidade negra. Os artistas e pensadores homenageados em cada uma das faixas do novo disco da americana Jamila Woods, </span><i><span style="font-weight: 400;">LEGACY! LEGACY!</span></i><span style="font-weight: 400;">, são facilmente incluídos nesse panteão. Mais madura do que nunca, a cantora de Chicago toma para si o legado desses nomes para guiar um caminho feito de puro orgulho.</span></p>
<p>Os discursos de Woods são complexos e ganham mais nuances a cada audição. É um disco rico. Mas mesmo a superfície revela a mensagem primordial: a pressão para ser excelente em um mundo de <a href="https://medium.com/@nathliabraga_82013/pra-toda-excel%C3%AAncia-negra-existe-uma-mediocridade-branca-d5a44f5326c4">mediocridade branca</a> pode fazer mal. As ramificações dessa percepção rendem elementos como raiva, crítica social e bem-estar, que vão dando cor e textura ao todo.</p>
<p>Não ficando pra trás, a produção preza pelo casamento entre a crueza (complementada pela voz à Erykah Badu da intérprete) e o acessível. Não é um registro para todos, mas todo mundo deveria ouvir. <strong>(LS)</strong></p>
<div class="jetpack-video-wrapper"><iframe loading="lazy" title="Jamila Woods - GIOVANNI" width="840" height="473" src="https://www.youtube.com/embed/6utkqG-v9gM?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen></iframe></div>
<hr />
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="wp-image-12169 aligncenter" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2019/06/imagem_release_1720135-1024x1024.jpg" alt="" width="500" height="500" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2019/06/imagem_release_1720135-1024x1024.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2019/06/imagem_release_1720135-150x150.jpg 150w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2019/06/imagem_release_1720135-300x300.jpg 300w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2019/06/imagem_release_1720135-768x768.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2019/06/imagem_release_1720135-1200x1200.jpg 1200w" sizes="auto, (max-width: 500px) 85vw, 500px" /></p>
<p><strong>Tyler, the Creator &#8211; IGOR</strong></p>
<p><em>rap, hip-hop, soul</em></p>
<p>Em seu quinto álbum de estúdio, Tyler marca um passo consistente e bem sucedido ao tirar a máscara e mostrar mais um fruto de seu <a href="https://medium.com/@sonantica/igor-e-o-abandono-da-puberdade-5a65411721ac">amadurecimento</a>. <em>IGOR</em> é Tyler Okhoma sendo autêntico, livre e fazendo o que sabe de melhor do jeito que ele quer. Não custa nada dizer: o mais diferente e único de sua carreira até o momento.</p>
<p>Apesar de delimitar um diferencial para seu novo projeto, as 12 faixas marcam uma construção de mundo e personagem extremamente bem envolvida entre as transições. E dessa vez, nada de psicopata, hospício ou versos problemáticos, aqui temos uma completa seleção de <em>love songs</em> descrevendo desde a primeira vista da paixão até o fim da relação amorosa. Tudo isso no embalo de uma melodia suave atrás de baterias e vocais distorcidos, com colaborações que vão desde Playboi Carti, Solange, até os já parças Pharrel Williams e Kanye West.</p>
<p>Como <a href="https://twitter.com/tylerthecreator/status/1129217283493060608">o próprio disse</a> e os fãs insistem em contradizer, não é um álbum de rap &#8211; e nas poucas rimas, Tyler demonstra que não perdeu o fôlego &#8211; nem é nenhum de seus antecessores. É apenas <em>IGOR</em>, então ouça e experience-o como tal. <strong>(ES)</strong></p>
<p><iframe loading="lazy" width="300" height="380" allowtransparency="true" frameborder="0" allow="encrypted-media" title="Spotify Embed: IGOR" src="https://open.spotify.com/embed/album/5zi7WsKlIiUXv09tbGLKsE"></iframe></p>
<p>O post <a href="http://personaunesp.com.br/melhores-discos-de-maio2019/">Melhores discos de Maio/2019</a> apareceu primeiro em <a href="http://personaunesp.com.br">Persona | Jornalismo Cultural</a>.</p>
]]></content:encoded>
					
					<wfw:commentRss>http://personaunesp.com.br/melhores-discos-de-maio2019/feed/</wfw:commentRss>
			<slash:comments>0</slash:comments>
		
		
		<post-id xmlns="com-wordpress:feed-additions:1">12069</post-id>	</item>
		<item>
		<title>Melhores discos de Janeiro/2019</title>
		<link>http://personaunesp.com.br/melhores-discos-de-janeiro2019/</link>
					<comments>http://personaunesp.com.br/melhores-discos-de-janeiro2019/#respond</comments>
		
		<dc:creator><![CDATA[]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 04 Feb 2019 19:58:09 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Música]]></category>
		<category><![CDATA[Carlos Botelho]]></category>
		<category><![CDATA[Egberto Santana Nunes]]></category>
		<category><![CDATA[Gabriel Leite Ferreira]]></category>
		<category><![CDATA[Jho Brunhara]]></category>
		<category><![CDATA[Leonardo Santana]]></category>
		<category><![CDATA[Melhores de 2019]]></category>
		<category><![CDATA[Melhores Discos]]></category>
		<guid isPermaLink="false">http://personaunesp.com.br/?p=11475</guid>

					<description><![CDATA[<p>Carlos Botelho, Egberto Santana, Gabriel Ferreira, Jho Brunhara e Leonardo Santana O ano já começou com gosto amargo. No dia 01 de janeiro, morria Carlos da Silva Assunção Filho, o Cafi, vítima de um infarto. O fotógrafo recifense ganhou fama a década de 70, através suas capas icônicas para grandes discos da MPB. Talvez sua obra mais &#8230; <a href="http://personaunesp.com.br/melhores-discos-de-janeiro2019/" class="more-link">Continue lendo<span class="screen-reader-text"> "Melhores discos de Janeiro/2019"</span></a></p>
<p>O post <a href="http://personaunesp.com.br/melhores-discos-de-janeiro2019/">Melhores discos de Janeiro/2019</a> apareceu primeiro em <a href="http://personaunesp.com.br">Persona | Jornalismo Cultural</a>.</p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<figure id="attachment_11546" aria-describedby="caption-attachment-11546" style="width: 910px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class=" wp-image-11546" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2019/02/foto-300x242.jpg" alt="" width="910" height="734" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2019/02/foto-300x242.jpg 300w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2019/02/foto.jpg 640w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-11546" class="wp-caption-text">Na capa do terceiro disco de estúdio de Cássia Eller, Cafi captou muito bem a personalidade reservada da cantora (Reprodução)</figcaption></figure>
<p><strong>Carlos Botelho, Egberto Santana, Gabriel Ferreira, </strong><strong>Jho Brunhara e </strong><strong>Leon</strong><strong>ardo Santana</strong></p>
<p>O ano já começou com gosto amargo. No dia 01 de janeiro, morria Carlos da Silva Assunção Filho, o Cafi, vítima de um infarto. O fotógrafo recifense ganhou fama a década de 70, através suas capas icônicas para grandes discos da MPB. Talvez sua obra mais famosa seja a capa de <em>Clube da Esquina</em>, <a href="http://personaunesp.com.br/critica-clube-da-esquina/">disco antológico</a> de Milton Nascimento e Lô Borges.</p>
<p>Seus trabalhos com Chico Buarque, Alceu Valença e Cássia Eller (acima) também são parte do legado de mais de 300 capas, além de colaborações com poetas e artistas visuais. Ele completaria 69 anos de idade em fevereiro.</p>
<p><span id="more-11475"></span></p>
<p><img loading="lazy" decoding="async" class=" wp-image-11484 aligncenter" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2019/01/deerhunter-album-why-everything-disappeared.jpg" alt="" width="501" height="501" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2019/01/deerhunter-album-why-everything-disappeared.jpg 380w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2019/01/deerhunter-album-why-everything-disappeared-150x150.jpg 150w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2019/01/deerhunter-album-why-everything-disappeared-300x300.jpg 300w" sizes="auto, (max-width: 501px) 85vw, 501px" /></p>
<p><strong>Deerhunter &#8211; Why Hasn&#8217;t Everything Already Disappeared?</strong></p>
<p><em>indie rock, rock psicodélico</em></p>
<p>Apesar do título aparentemente pessimista e da capa cifradamente sombria, o oitavo disco desse grupo de Atlanta é pura psicodelia beatlemaníaca. Os teclados são tão ou mais importantes que as guitarras e a variedade percussiva é contagiante. Nem importa se os vocais de Bradford Cox não são tão bons ou se os riffs poderiam estar mais a frente no mix quando as teclas ditam todo o ritmo tão bem.</p>
<p>A tracklist é pontuada por instrumentais exóticos e a faixa final, &#8220;Nocturne&#8221;, tem os 6 minutos mais fora da casinha do álbum. Se você gosta dos Beatles de <em>Magical Mystery Tour</em> e de indie rock britânico, vale conferir. <strong>(GF) </strong></p>
<div class="jetpack-video-wrapper"><iframe loading="lazy" title="Deerhunter - Death in Midsummer (Official Video)" width="840" height="473" src="https://www.youtube.com/embed/zG2TgCuMcjM?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen></iframe></div>
<hr />
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-11485 aligncenter" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2019/01/artworks-000465637938-p7l3n6-t500x500.jpg" alt="" width="500" height="500" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2019/01/artworks-000465637938-p7l3n6-t500x500.jpg 500w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2019/01/artworks-000465637938-p7l3n6-t500x500-150x150.jpg 150w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2019/01/artworks-000465637938-p7l3n6-t500x500-300x300.jpg 300w" sizes="auto, (max-width: 500px) 85vw, 500px" /></p>
<p><strong>DJ Healer &#8211; lostsongs vol.2</strong></p>
<p><em>música eletrônica</em></p>
<p>Pra quem é iniciado, o mix desse DJ alemão não é tão desafiador &#8211; as programações frenéticas do Aphex Twin e os samples melancólicos do Burial marcam presença em um trabalho homogêneo. Pra quem não é familiar com essas referências, basta olhar a capa: mesmo na mais profunda escuridão há uma fresta de luz.</p>
<p><em>lostsongs vol.2</em> soa como aquela melancolia doce dos dias chuvosos ou do domingo modorrento, véspera de uma semana exaustiva. A nacionalidade do artista explica a atmosfera gelada. Mas mesmo nesse calor opressivo, vale a pena dar play e desanuviar. <strong>(GF)</strong></p>
<p><iframe loading="lazy" width="840" height="400" scrolling="no" frameborder="no" src="https://w.soundcloud.com/player/?visual=true&#038;url=https%3A%2F%2Fapi.soundcloud.com%2Ftracks%2F552375126&#038;show_artwork=true&#038;maxwidth=840&#038;maxheight=1000"></iframe></p>
<hr />
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter" src="https://www.comunidadeculturaearte.com/wp-content/uploads/2019/01/img_2020.jpg" width="501" height="501" /> <strong>James Blake &#8211; Assume From</strong></p>
<p><em>r&amp;b</em></p>
<p>Três anos após o lançamento do gélido e melancólico <em>The Colour In Anything </em>(2016), o inglês James Blake retorna com o apaixonado <em>Assume Form. </em>O disco representa uma mudança na carreira do artista. O r&amp;b triste e experimental dá lugar a um registro mais acessível e a temática central voltada aos relacionamentos amorosos deixa de ser sinônimo de uma experiência dolorosa e desoladora, se transformando em algo positivo e catártico.</p>
<p>Outra grande novidade do disco é a participação expressiva de outros artistas e produtores. Nomes como Andre 3000, Travis Scott e Rosalía somam forças ao trabalho e transformam a sonoridade do cantor em algo mais palpável ao grande público, sem perder a identidade e complexidade. <em>Assume Form </em>vem para quebrar o mito de que apenas as desilusões amorosas geram grandes registros e mostra que James Blake não é um artista de um só tema. <strong>(CB)</strong></p>
<div class="jetpack-video-wrapper"><iframe loading="lazy" title="Mile High feat. Travis Scott and Metro Boomin (Official Video)" width="840" height="473" src="https://www.youtube.com/embed/pkHlze-Pg3g?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen></iframe></div>
<hr />
<p><img loading="lazy" decoding="async" class=" wp-image-11488 aligncenter" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2019/01/a2623739626_10-1024x1004.jpg" alt="" width="500" height="490" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2019/01/a2623739626_10-1024x1004.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2019/01/a2623739626_10-300x294.jpg 300w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2019/01/a2623739626_10-768x753.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2019/01/a2623739626_10.jpg 1200w" sizes="auto, (max-width: 500px) 85vw, 500px" /></p>
<p><strong>Lealani &#8211; Fantastic Planet</strong></p>
<p><em>art pop, synthpop</em></p>
<p>&#8220;Girl with some instruments&#8221;, diz a bio da página de Lealani no <a href="https://soundcloud.com/lealanisbeats">Soundcloud</a>. A modéstia faz parte da estética caseira de <em>Fantastic Planet</em>, seu álbum de estreia. Talvez o único traço de ambição seja a duração (14 faixas). Fora isso, o disco transborda honestidade juvenil. Lealani compõe melodias assobiáveis como quem anda de bicicleta e o fato de todos os instrumentos (em sua grande maioria sintetizadores) serem tocados por ela só aumenta o charme do registro. Pense na simplicidade orgânica dos primeiros trabalhos de Grimes e Liz Phair. Destaco &#8220;Lonely Stars&#8221;, &#8220;Floating&#8221;, &#8220;Long Stroll&#8221;, &#8220;Slow on the Weekend&#8221; e &#8220;Miniscule&#8221;. <strong>(GF)</strong></p>
<div class="jetpack-video-wrapper"><iframe loading="lazy" title="Miniscule (live session) by Lealani" width="840" height="473" src="https://www.youtube.com/embed/0s7NauIo19U?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen></iframe></div>
<hr />
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter" src="https://pbs.twimg.com/media/DxR3Xg-WoAMDiPZ.jpg:large" width="501" height="501" /></p>
<p><strong>Mia Badgyal &#8211; Mia EP</strong></p>
<p><em>pop</em></p>
<p>A música drag brasileira já é <a href="https://www.billboard.com/articles/news/pride/8221687/brazil-drag-revolution-pabllo-vittar-aretuza-lovi-homophobic-culture">referência mundial</a> e não pára de crescer. Badgyal não é exatamente cara nova na cena, mas traz elementos somente seus para somar em um nicho já tão rico e diverso. Ainda que não abra mão de sua veia pop,  <em>Mia</em> é uma mistura bem sucedida de influências e sons que vão do tecnobrega ao eletrônico experimental — o cover do clássico <em>Telefone</em>, da Banda Djavú, e o remix da mesma faixa são prova disso.</p>
<p>Muitas influências são claras aqui: as confissões sobre um amor à distância na viciante <em>LCD</em> gritam os primeiros trabalhos do The Weeknd na mesma medida em que a faixa de abertura bebe na fonte da PC Music. No entanto, muito mais do que um apanhado de referências atualíssimas, o primeiro registro de estúdio de Mia Badgyal é um cartão de visitas que traduz muito bem o visual transgressor e único da intérprete. <strong>(LS)</strong></p>
<p><iframe loading="lazy" src="https://open.spotify.com/embed/album/2G8PHLbHTLJHUN1lolt3ug" width="300" height="380" frameborder="0"></iframe></p>
<hr />
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="wp-image-11486 aligncenter" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2019/01/cover-1024x1024.jpg" alt="" width="500" height="500" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2019/01/cover-1024x1024.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2019/01/cover-150x150.jpg 150w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2019/01/cover-300x300.jpg 300w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2019/01/cover-768x768.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2019/01/cover-1200x1200.jpg 1200w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2019/01/cover.jpg 1400w" sizes="auto, (max-width: 500px) 85vw, 500px" /></p>
<p><strong>Nego Gallo &#8211; Veterano</strong></p>
<p><em>rap, dancehall</em></p>
<p>Um pouco de fora do mainstream do cenário do rap nacional, Nego Gallo se destacou pelas suas memoráveis parcerias com <a href="http://personaunesp.com.br/melhores-discos-de-junho2017/">Don L</a>, como na faixa <a href="https://www.youtube.com/watch?v=ZYKJZBGIqnM">Aquela Fé</a>. Amizade que vem de longa data, desde a formação do grupo Costa a Costa, que os dois faziam parte, com MCs da periferia de Fortaleza, no Ceará. E é esse Estado que marca presença em <em>Veterano</em>.</p>
<p>A mixtape é repleta de vivências de Carlos Gallo na periferia, desde a violência das ruas, paz, amores e superação, e mesmo nesse formato, a montagem das faixas deixa o projeto redondinho, dialogando uma com a outra. A produção de Coro MC não desaponta e segue como o forte do disco, deixando o reagge, o trap e o funk pesados no projeto. Mesmo com tantos temas fortes, as músicas impõem uma tranquilidade, através do beat e do flow de Carlos, que fazem deste um disco para ouvir, cantar, curtir, e conhecer numa tacada só. <strong>(ES)</strong></p>
<div class="jetpack-video-wrapper"><iframe loading="lazy" title="Nego Gallo - O Bagui Virou" width="840" height="473" src="https://www.youtube.com/embed/e77W-_Us0kw?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen></iframe></div>
<hr />
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter" src="https://pbs.twimg.com/media/DtQk-9rVsAA2xkB.jpg" width="501" height="501" /></p>
<p><strong>Saint Mela &#8211; First Bloom</strong></p>
<p><em>r&amp;b, experimental</em></p>
<p>Para escrever o presente texto, vasculhei a internet à procura de informações sobre Saint Mela; obtive poucos resultados. Sei que trata-se de um quarteto novaiorquino, que até o fechamento desta edição contabiliza cerca de mil e novecentos ouvintes mensais no Spotify e é liderado pela vocalista Wolf Weston.</p>
<p><em>First Bloom </em>tem o poder de despertar no ouvinte a vontade de saber mais sobre esses artistas que lhe falam. A destreza com que combinam fórmulas já manjadas do R&amp;B e do soul com pitadas experimentais de rock e rap cativa logo de cara. Os arranjos são crus e ásperos, ainda que não consigam competir com a voz incrível de Weston. A explosão de <em>Jericho</em> impressiona pela entrega emocional. Vale o nosso play. <strong>(LS)</strong></p>
<p><iframe loading="lazy" src="https://open.spotify.com/embed/album/2ve4UJ1zCwdLlFfGJhuq6f" width="300" height="380" frameborder="0"></iframe></p>
<hr />
<p><img loading="lazy" decoding="async" class=" wp-image-11539 aligncenter" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2019/02/maxresdefault.jpg" alt="" width="500" height="477" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2019/02/maxresdefault.jpg 721w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2019/02/maxresdefault-300x286.jpg 300w" sizes="auto, (max-width: 500px) 85vw, 500px" /></p>
<p><strong>Tantão e Os Fita &#8211; Drama</strong></p>
<p><em>música industrial</em></p>
<p>Difícil transmitir <em>Drama</em> em palavras. A primeira que me vem é &#8220;esquelético&#8221;. Mas não se engane: o segundo disco do Tantão e Os Fita tem 28 minutos que pesam uma tonelada. O som é exclusivamente percussivo; quem dá a cara de cada faixa são os vocais rudes de Tantão, colados e repetidos aleatoriamente em meio aos sintetizadores crus.</p>
<p>As letras não entregam nada além de frases desesperadas repetidas até quase a exaustão, e é mais que suficiente. Antes do lirismo, a atmosfera &#8211; a nossa atmosfera, de convulsão política, de tragédias anunciadas, de despedidas amargas. Como <a href="http://www.botequimdeideias.com.br/flogase/tantao-e-os-fita-drama/">a resenha do Floga-se</a> bem apontou, <em>Drama</em> é um disco de protesto. &#8220;A brutalidade do Estado / A conquista da liberdade / Liberté / Fraternité / Cocainé&#8221;. Extremo e necessário. <strong>(GF) </strong></p>
<p><iframe loading="lazy" src="https://open.spotify.com/embed/album/5DZDRaKMCuDrtl3GkNpb2v%3Fsi%3D0HqqNGnNTsGyHNy7D8yW6g" width="300" height="380" frameborder="0" allowtransparency="true" allow="encrypted-media"></iframe></p>
<hr />
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter" src="https://i.scdn.co/image/72b651ea5a91118f5dc0688b2bbe81c6603d1dfa" width="501" height="501" /></p>
<p><strong>YMA &#8211; Par de Olhos</strong></p>
<p><em>indie pop, dream pop</em></p>
<p>Em uma atmosfera que entrelaça o <em>indie rock</em> ao <em>dream pop</em>, a cantora paulistana YMA mostra em seu estreia <em>Par de Olhos</em> seu potencial em associar um som incrível a um conceito genuíno. Com 8 faixas, o trabalho traz composições em português e em inglês, sintetizadores, guitarras, e poesias abstratas em forma de música.</p>
<p>Parte de uma nova leva de artistas mais compromissados do que nunca com seus conceitos – como Geo e DUDA BEAT –, a capa do disco e o clipe de <em>Vampiro</em>, um dos destaques do LP, ilustram perfeitamente a sensação de ouvir as músicas: ser transportado para outro ambiente. Por mais que todas as faixas do álbum sejam boas, YMA se destaca no português, e lembra em certos pontos um Carne Doce psicodélico. Sem dúvidas uma artista para ficar de olho e ouvir até enjoar. <strong>(JB)</strong></p>
<div class="jetpack-video-wrapper"><iframe loading="lazy" title="YMA - Vampiro (Clipe)" width="840" height="473" src="https://www.youtube.com/embed/Sg4Lj14VTsQ?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen></iframe></div>
<hr />
<p>O post <a href="http://personaunesp.com.br/melhores-discos-de-janeiro2019/">Melhores discos de Janeiro/2019</a> apareceu primeiro em <a href="http://personaunesp.com.br">Persona | Jornalismo Cultural</a>.</p>
]]></content:encoded>
					
					<wfw:commentRss>http://personaunesp.com.br/melhores-discos-de-janeiro2019/feed/</wfw:commentRss>
			<slash:comments>0</slash:comments>
		
		
		<post-id xmlns="com-wordpress:feed-additions:1">11475</post-id>	</item>
	</channel>
</rss>
