<?xml version="1.0" encoding="UTF-8"?><rss version="2.0"
	xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"
	xmlns:wfw="http://wellformedweb.org/CommentAPI/"
	xmlns:dc="http://purl.org/dc/elements/1.1/"
	xmlns:atom="http://www.w3.org/2005/Atom"
	xmlns:sy="http://purl.org/rss/1.0/modules/syndication/"
	xmlns:slash="http://purl.org/rss/1.0/modules/slash/"
	
	xmlns:georss="http://www.georss.org/georss"
	xmlns:geo="http://www.w3.org/2003/01/geo/wgs84_pos#"
	>

<channel>
	<title>Arquivos Melhor Fotografia em Série Limitada ou Antologia ou Telefilme &#8211; Persona | Jornalismo Cultural</title>
	<atom:link href="http://personaunesp.com.br/tag/melhor-fotografia-em-serie-limitada-ou-antologia-ou-telefilme/feed/" rel="self" type="application/rss+xml" />
	<link>https://personaunesp.com.br/tag/melhor-fotografia-em-serie-limitada-ou-antologia-ou-telefilme/</link>
	<description>Desde 2015 provando que a distância entre Bergman, Lady Gaga e a novela das 9 nem existe.</description>
	<lastBuildDate>Fri, 09 Sep 2022 21:09:02 +0000</lastBuildDate>
	<language>pt-BR</language>
	<sy:updatePeriod>
	hourly	</sy:updatePeriod>
	<sy:updateFrequency>
	1	</sy:updateFrequency>
	<generator>https://wordpress.org/?v=7.0.4</generator>

<image>
	<url>http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2019/08/cropped-icon-certo-cristo-32x32.png</url>
	<title>Arquivos Melhor Fotografia em Série Limitada ou Antologia ou Telefilme &#8211; Persona | Jornalismo Cultural</title>
	<link>https://personaunesp.com.br/tag/melhor-fotografia-em-serie-limitada-ou-antologia-ou-telefilme/</link>
	<width>32</width>
	<height>32</height>
</image> 
<site xmlns="com-wordpress:feed-additions:1">119746480</site>	<item>
		<title>Gaslit: 50 anos depois do escândalo Watergate, a política ainda é um homem branco</title>
		<link>http://personaunesp.com.br/gaslit-critica/</link>
					<comments>http://personaunesp.com.br/gaslit-critica/#respond</comments>
		
		<dc:creator><![CDATA[]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 09 Sep 2022 21:09:02 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Séries]]></category>
		<category><![CDATA[2022]]></category>
		<category><![CDATA[Análise]]></category>
		<category><![CDATA[Betty Gilpin]]></category>
		<category><![CDATA[Bob Woodward]]></category>
		<category><![CDATA[Creative Emmy]]></category>
		<category><![CDATA[Crítica]]></category>
		<category><![CDATA[Dan Stevens]]></category>
		<category><![CDATA[Desejo]]></category>
		<category><![CDATA[Emmy]]></category>
		<category><![CDATA[Emmy 2022]]></category>
		<category><![CDATA[Escândalo de Watergate]]></category>
		<category><![CDATA[Gaslit]]></category>
		<category><![CDATA[John Mitchell]]></category>
		<category><![CDATA[Julia Roberts]]></category>
		<category><![CDATA[Larkin Seiple]]></category>
		<category><![CDATA[Martha Mitchell]]></category>
		<category><![CDATA[Melhor Edição de Som em Série Limitada ou Antologia ou Telefilme ou Especial]]></category>
		<category><![CDATA[Melhor Fotografia em Série Limitada ou Antologia ou Telefilme]]></category>
		<category><![CDATA[Melhor Maquiagem Prostética]]></category>
		<category><![CDATA[Melhor Mixagem de Som em Série Limitada ou Antologia ou Telefilme]]></category>
		<category><![CDATA[O Ano do Rato]]></category>
		<category><![CDATA[Review]]></category>
		<category><![CDATA[Richard Nixon]]></category>
		<category><![CDATA[Robbie Pickering]]></category>
		<category><![CDATA[Sam Esmail]]></category>
		<category><![CDATA[Sean Penn]]></category>
		<category><![CDATA[STARZ]]></category>
		<category><![CDATA[Últimos Dias]]></category>
		<category><![CDATA[Washington Post]]></category>
		<category><![CDATA[Watergate]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://personaunesp.com.br/?p=28653</guid>

					<description><![CDATA[<p>Jamily Rigonatto  Na década de 1970, a política estadunidense foi marcada por burburinhos e manipulação. Durante a reeleição de Richard Nixon, o Partido Republicano tinha a vitória nas mãos com uma larga escala de vantagem, mas ainda assim resolveu usar de artifícios que favorecessem seu representante. A ideia era invadir os escritórios do Partido Democrata &#8230; <a href="http://personaunesp.com.br/gaslit-critica/" class="more-link">Continue lendo<span class="screen-reader-text"> "Gaslit: 50 anos depois do escândalo Watergate, a política ainda é um homem branco"</span></a></p>
<p>O post <a href="http://personaunesp.com.br/gaslit-critica/">Gaslit: 50 anos depois do escândalo Watergate, a política ainda é um homem branco</a> apareceu primeiro em <a href="http://personaunesp.com.br">Persona | Jornalismo Cultural</a>.</p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<figure id="attachment_28654" aria-describedby="caption-attachment-28654" style="width: 620px" class="wp-caption alignnone"><img fetchpriority="high" decoding="async" class="size-full wp-image-28654" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/09/Foto-1.jpg" alt="Foto da série Gaslit. Na imagem, o rosto da atriz Julia Roberts no papel de Martha Mitchell. A personagem tem pele branca com algumas rugas aparentes, seus cabelos são loiros e estão presos em um coque alto com topete na frente. O semblante do rosto é triste, com os olhos cheios de lágrimas. Ela veste um vestido de gola média que aparece só até a altura dos ombros e é coberto de brilhos e pequenos cristais." width="620" height="420" /><figcaption id="caption-attachment-28654" class="wp-caption-text">Em seu ano de estreia, Gaslit recebeu 4 indicações ao Emmy, mas passou longe de brilhar nas duas primeiras noites da premiação (Foto: STARZ)</figcaption></figure>
<p><b>Jamily Rigonatto </b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Na</span><span style="font-weight: 400;"> década de 1970, a política estadunidense foi marcada por burburinhos e manipulação. Durante a reeleição de </span><a href="https://www.whitehouse.gov/about-the-white-house/presidents/richard-m-nixon/"><span style="font-weight: 400;">Richard Nixon</span></a><span style="font-weight: 400;">, o Partido </span><a href="https://www.hexag.online/blog-noticias/politica-eua-qual-a-diferenca-entre-republicanos-e-democratas"><span style="font-weight: 400;">Republicano</span></a><span style="font-weight: 400;"> tinha a vitória nas mãos com uma larga escala de vantagem, mas ainda assim resolveu usar de artifícios que favorecessem seu representante. A ideia era invadir os escritórios do Partido Democrata no Complexo de Edifícios de Watergate, e grampear telefones para captar informações confidenciais, além de plantar fotos e montagens comprometedoras que seriam usadas  como uma espécie de chantagem para garantir o sucesso na corrida eleitoral.</span></p>
<p><span id="more-28653"></span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A falta de </span><a href="https://www.cnnbrasil.com.br/internacional/seis-erros-que-levaram-os-ladroes-de-watergate-de-1972-a-serem-pegos/"><span style="font-weight: 400;">planejamento</span></a><span style="font-weight: 400;"> fez com que tudo fosse por água abaixo e os 5 invasores acabaram presos e marcados pela mídia como parte do &#8220;Escândalo de Watergate”. Na época, uma investigação de quase dois anos conduzida por jornalistas do </span><i><span style="font-weight: 400;">Washington Post</span></i><span style="font-weight: 400;"> levou a história adiante e constatou a ligação entre o esquema de espionagem e Nixon, que não teve muitas escolhas e renunciou ao cargo. Desde então, a narrativa foi contada por diversas obras, sendo a principal delas a do repórter Bob Woodward, no livro </span><a href="http://www.bocc.ubi.pt/pag/oliveira-adriano-homens-presidente.html"><i><span style="font-weight: 400;">Todos os Homens do Presidente</span></i></a><span style="font-weight: 400;">.  </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Em todas as versões mais populares dessa história, fica apagada a importância de </span><a href="https://claudia.abril.com.br/coluna/ana-claudia-paixao-hollywood-cinema-series/o-efeito-martha-mitchell-e-sua-relevancia-50-anos-depois/"><span style="font-weight: 400;">Martha Mitchell</span></a><span style="font-weight: 400;"> e suas desconfianças antecipadas sobre o jogo sujo do Comitê de Campanha de Nixon. Chegando para um rápida e assertiva troca de protagonistas, </span><i><span style="font-weight: 400;">Gaslit</span></i><span style="font-weight: 400;"> foi a grande aposta da emissora </span><i><span style="font-weight: 400;">STARZ</span></i><span style="font-weight: 400;">. A minissérie estreou em abril de 2022 e, sob o nome de um tipo de </span><a href="https://azmina.com.br/reportagens/voce-nao-esta-louca-entenda-como-funciona-o-gaslighting/"><span style="font-weight: 400;">manipulação psicológica</span></a><span style="font-weight: 400;"> que faz uma pessoa achar que estar delirando, mostra que Martha era muita coisa, mas com certeza não beirava a loucura. </span></p>
<figure id="attachment_28655" aria-describedby="caption-attachment-28655" style="width: 1360px" class="wp-caption alignnone"><img decoding="async" class="size-full wp-image-28655" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/09/Foto-2.jpg" alt="" width="1360" height="850" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/09/Foto-2.jpg 1360w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/09/Foto-2-800x500.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/09/Foto-2-1024x640.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/09/Foto-2-768x480.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/09/Foto-2-1200x750.jpg 1200w" sizes="(max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-28655" class="wp-caption-text">Gaslit é inspirada pela primeira temporada do podcast Slow Burn de Leon Neyfakh (Foto: STARZ)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">Interpretando Martha, </span><a href="https://ew.com/tv/julia-roberts-sean-penn-collaboration-gaslit-watergate-drama/"><span style="font-weight: 400;">Julia Roberts</span></a><span style="font-weight: 400;"> remonta uma socialite fofoqueira com excelência e sensibilidade. Se historicamente a personagem era conhecida como a esposa do procurador </span><a href="https://www.washingtonpost.com/wp-srv/onpolitics/watergate/Johnmitchell.html"><span style="font-weight: 400;">John Mitchell</span></a><span style="font-weight: 400;">, em </span><i><span style="font-weight: 400;">Gaslit</span></i><span style="font-weight: 400;"> ela se mostra com muito mais complexidade. Constantemente rodeada por câmeras, repórteres e entrevistas, ela era para o mundo um poço de futilidade e é essa imagem que permite que sua sagacidade seja pouco levada a sério, e em alguns momentos vista até como inexistente pelas figuras ao seu redor. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">É na pele de </span><a href="https://www.marieclaire.com.au/gaslit-john-mitchell-sean-penn"><span style="font-weight: 400;">Sean Penn</span></a><span style="font-weight: 400;"> que John Mitchell ganha vida. Vida essa tão bem construída que o ator é apresentado com uma aparência irreconhecível. O advogado, além de representar o Partido Republicano, teve participação direta no acobertamento do crime, e carrega o conservadorismo </span><a href="https://www.politize.com.br/misoginia/"><span style="font-weight: 400;">misógino</span></a><span style="font-weight: 400;"> a cada gesto. A narrativa faz questão de deixar claro que são esses valores e a concepção fechada do personagem que não o permitem perceber que olhos e ouvidos muitas vezes dormem ao lado. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">As atuações e a capacidade de seus intérpretes de transformar o que originalmente eram coadjuvantes em excelentes protagonistas sustentam a narrativa. É inegável que o roteiro de </span><a href="https://noticiasdatv.uol.com.br/noticia/series/mr-robot-atinge-feito-que-nem-game-thrones-conseguiu-saiba-qual-31111"><span style="font-weight: 400;">Robbie Pickering</span></a><span style="font-weight: 400;"> e </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=gwSpDTwbdeI"><span style="font-weight: 400;">Sam Esmail</span></a><span style="font-weight: 400;"> tem uma proposta genial, desenvolvida de forma muito coesa para os poucos 8 episódios da produção, mas acaba sendo o tipo de história com a qual nem todo público se identifica. Assim, se você não souber previamente sobre o que se trata o Escândalo de Watergate, engolir o enredo pode ser mais desgastante do que o esperado. </span></p>
<figure id="attachment_28656" aria-describedby="caption-attachment-28656" style="width: 1500px" class="wp-caption alignnone"><img decoding="async" class="size-full wp-image-28656" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/09/full-trailer-for-sean-penn-and-julia-roberts-watergate-scandal-drama-series-gaslit.jpg" alt="" width="1500" height="844" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/09/full-trailer-for-sean-penn-and-julia-roberts-watergate-scandal-drama-series-gaslit.jpg 1500w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/09/full-trailer-for-sean-penn-and-julia-roberts-watergate-scandal-drama-series-gaslit-800x450.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/09/full-trailer-for-sean-penn-and-julia-roberts-watergate-scandal-drama-series-gaslit-1024x576.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/09/full-trailer-for-sean-penn-and-julia-roberts-watergate-scandal-drama-series-gaslit-768x432.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/09/full-trailer-for-sean-penn-and-julia-roberts-watergate-scandal-drama-series-gaslit-1200x675.jpg 1200w" sizes="(max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-28656" class="wp-caption-text">O trabalho de caracterização de Julia Roberts teve penteado inspirado em programa televisivo The Dinah Show, no qual Martha foi convidada em meados de 1970 (Foto: STARZ)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">Seguindo a linha de inversão de papéis, outros personagens que passam batidos em exposições mais convencionais do evento político ganham sua dose de destaque em </span><i><span style="font-weight: 400;">Gaslit</span></i><span style="font-weight: 400;">. Logo no primeiro episódio, </span><i><span style="font-weight: 400;">Desejo</span></i><span style="font-weight: 400;">, John Dean (</span><a href="https://youtu.be/psGOiBeXAA0"><span style="font-weight: 400;">Dan Stevens</span></a><span style="font-weight: 400;">) e Mo Dean (</span><a href="https://www.revistalofficiel.com.br/cultura/betty-gilpin-conta-do-que-rolou-por-tras-das-cameras-em-gaslit"><span style="font-weight: 400;">Betty Gilpin</span></a><span style="font-weight: 400;">) contracenam um dos diálogos mais importantes e significativos da série. Em um encontro inicial, os dois percebem que os valores dela, alinhados aos democratas, se contrapõem aos dele e sua relação com os republicanos. Esse conflito não se insere por acaso, mas funciona para constituir um presságio do que ancora toda a narrativa: contraste e poder. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A exploração do controle em </span><i><span style="font-weight: 400;">Gaslit</span></i><span style="font-weight: 400;"> é um dos seus grandes pontos altos. Colocando a ideia de domínio sempre relacionada ao </span><a href="https://brasil.elpais.com/internacional/2021-10-17/gloria-steinem-o-autoritarismo-comeca-com-o-controle-sobre-o-corpo-das-mulheres.html"><span style="font-weight: 400;">autoritarismo masculino</span></a><span style="font-weight: 400;">, o enredo explica o apagamento histórico de Martha sem precisar de muito. Isso se prova pela forma como John se comporta, fazendo ligações, deixando documentos e estudando a defesa de </span><a href="https://g1.globo.com/mundo/noticia/2022/08/10/watergate-4-momentos-do-caso-que-levou-a-renuncia-do-presidente-dos-eua.ghtml"><span style="font-weight: 400;">Nixon</span></a><span style="font-weight: 400;"> dentro de casa, sem sequer considerar a esposa como um ser capaz de entender no que ele estava envolvido. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Quanto ao contraste, este se mostra de forma incisiva e crítica na medida certa. Toda a atmosfera demonstra a </span><a href="https://personaunesp.com.br/parasita-critica/"><span style="font-weight: 400;">desigualdade social</span></a><span style="font-weight: 400;"> pelo qual o país passava, pequenos detalhes e</span><i><span style="font-weight: 400;"> frames</span></i><span style="font-weight: 400;"> curtos são capazes de entregar a invisibilidade de todos os retratos comunitários que fugiam dos parâmetros elitistas. A violência contra moradores de rua, a falta de  saneamento das ruas e o </span><a href="https://revistaafirmativa.com.br/antes-de-george-floyd-a-longa-historia-de-desigualdades-e-violencia-nos-estados-unidos/"><span style="font-weight: 400;">abuso de poder</span></a><span style="font-weight: 400;"> das autoridades policiais são alguns dos encaixes pontuais que denunciam o abismo entre os escritórios políticos e o povo. </span></p>
<div class="jetpack-video-wrapper"><iframe loading="lazy" title="Gaslit | Official Trailer | STARZ" width="840" height="473" src="https://www.youtube.com/embed/5SxnbpGngtI?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen></iframe></div>
<p><span style="font-weight: 400;">Nos </span><a href="https://istoe.com.br/o-maniqueismo-que-nos-alimenta-e-o-amor-que-nos-falta/"><span style="font-weight: 400;">maniqueísmos</span></a><span style="font-weight: 400;"> do homem, </span><i><span style="font-weight: 400;">Gaslit</span></i><span style="font-weight: 400;"> mostra o quanto não há limites para ambição. Focando principalmente nas atitudes grotescas e absurdas nas quais John Dean e John Mitchell se apoiavam em nome da reeleição de Nixon, cada novo evento tirava todos os pequenos rastros de humanidade dos dois. Esse movimento contribuiu para que, trilhando o caminho contrário, Martha se mostrasse cada vez mais cheia de verdade, sentimento e insegurança. A caracterização do casal Mitchell é um grande bônus na construção desse contraste. Enquanto ele é envolto por grandes quantidades de </span><a href="https://cm-ob.pt/is-sean-penn-wearing-prosthetics-gaslit-115281"><span style="font-weight: 400;">maquiagem</span></a><span style="font-weight: 400;"> e camadas plásticas, com um ar que chega ao caricato, ela tem uma aparência marcada pela naturalidade. </span><span style="font-weight: 400;"><br />
</span><span style="font-weight: 400;"><br />
</span><span style="font-weight: 400;">As relações de </span><a href="https://miscelana.com/2022/04/24/quem-foi-martha-mitchell-watergate/"><span style="font-weight: 400;">violência</span></a><span style="font-weight: 400;"> pelas quais a dama do ministro é submetida também reforçam essa diferença entre os dois. Exposta à vulnerabilidade, agressão e ameaças, ela resiste como alguém cujos machucados são reais. Em um trabalho muito bem feito pela Fotografia, conduzida por </span><a href="https://www.goldderby.com/feature/larkin-seiple-gaslit-cinematographer-video-interview-1205040269/"><span style="font-weight: 400;">Larkin Seiple</span></a><span style="font-weight: 400;">, os minimalismos das feições e olhares da personagem ganham grandeza para que o público seja capaz de sentir um pouco do que ela sente. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Essas questões não puderam deixar de serem notadas pela Academia de Televisão, que indicou </span><i><span style="font-weight: 400;">Gaslit</span></i><span style="font-weight: 400;"> a quatro categorias da premiação de Artes Criativas do </span><a href="https://personaunesp.com.br/tag/emmy-2022/"><i><span style="font-weight: 400;">Emmy</span></i><span style="font-weight: 400;"> 2022</span></a><span style="font-weight: 400;">. Entre as nominações da minissérie, estavam Melhor Maquiagem Prostética e Melhor Mixagem de Som em Série Limitada ou Antologia ou Telefilme, ambos pelo episódio </span><i><span style="font-weight: 400;">Últimos Dias</span></i><span style="font-weight: 400;">, Melhor Edição de Som em Série Limitada ou Antologia ou Telefilme ou Especial, por </span><i><span style="font-weight: 400;">O Ano do Rato</span></i><span style="font-weight: 400;">, e Melhor Fotografia em Série Limitada ou Antologia ou Telefilme, para Seiple pelo capítulo </span><i><span style="font-weight: 400;">Desejo</span></i><span style="font-weight: 400;">. A série acabou não sendo contemplada com nenhuma estatueta das técnicas, distribuídas na cerimônia dos dias 3 e 4 de setembro, já que a caracterização de Sean Penn não foi suficiente para bater o surrealismo da quarta temporada de </span><a href="https://personaunesp.com.br/stranger-things-4-critica/"><i><span style="font-weight: 400;">Stranger Things</span></i></a><span style="font-weight: 400;">.</span></p>
<figure id="attachment_28660" aria-describedby="caption-attachment-28660" style="width: 1800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-28660" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/09/foto-4.jpg" alt="" width="1800" height="1200" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/09/foto-4.jpg 1800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/09/foto-4-800x533.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/09/foto-4-1024x683.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/09/foto-4-768x512.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/09/foto-4-1536x1024.jpg 1536w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/09/foto-4-1200x800.jpg 1200w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-28660" class="wp-caption-text">46 anos depois da morte da verdadeira Martha Mitchell para um câncer de mieloma múltiplo, o retrato de Gaslit parece ter chegado tarde demais (Foto: STARZ)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">Pelas ruínas da </span><a href="http://personaunesp.com.br/mrs-america-critica/"><span style="font-weight: 400;">América</span></a><span style="font-weight: 400;">, </span><i><span style="font-weight: 400;">Gaslit</span></i><span style="font-weight: 400;"> resiste em perspectivas. Nas novas vozes pelas quais somos guiados ao evento de </span><a href="https://youtu.be/aofjz_6p2HQ"><span style="font-weight: 400;">Watergate</span></a><span style="font-weight: 400;">, a visceralidade com certeza é uma das grandes protagonistas. Apesar disso, a série não perde em adicionar crítica e humor no ponto exato e consegue se sair bem com uma narrativa que, na medida do possível, flui bem. Afinal, às vezes sair do morno não é suficiente para alcançar a ebulição. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Em suma, o maior feito da produção fica na sua relação com a atualidade e o grande tapa na cara é saber que, em meio século, as únicas </span><a href="https://brasil.elpais.com/brasil/2019/01/31/opinion/1548964060_458044.html?outputType=amp"><span style="font-weight: 400;">mudanças</span></a><span style="font-weight: 400;"> ficam nos números de identidade. Um mundo comandado por homens brancos cisgênero, com ideais conservadores e olhos que só se abrem para dinheiro nunca foram uma novidade e ainda parecem ser o tipo de história que se renova por mais temporadas do que deveria. Bom mesmo seria se os últimos episódios políticos fossem um grande </span><a href="https://brasil.elpais.com/brasil/2017/09/15/internacional/1505472042_655999.html"><i><span style="font-weight: 400;">gaslighting</span></i></a> <span style="font-weight: 400;">que distorceu nossa percepção. </span></p>
<p>O post <a href="http://personaunesp.com.br/gaslit-critica/">Gaslit: 50 anos depois do escândalo Watergate, a política ainda é um homem branco</a> apareceu primeiro em <a href="http://personaunesp.com.br">Persona | Jornalismo Cultural</a>.</p>
]]></content:encoded>
					
					<wfw:commentRss>http://personaunesp.com.br/gaslit-critica/feed/</wfw:commentRss>
			<slash:comments>0</slash:comments>
		
		
		<post-id xmlns="com-wordpress:feed-additions:1">28653</post-id>	</item>
		<item>
		<title>The Underground Railroad circunscreve o cruzamento entre o bruto e o sensível</title>
		<link>http://personaunesp.com.br/the-underground-railroad-critica/</link>
					<comments>http://personaunesp.com.br/the-underground-railroad-critica/#respond</comments>
		
		<dc:creator><![CDATA[]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 16 Sep 2021 16:24:10 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Séries]]></category>
		<category><![CDATA[Televisão]]></category>
		<category><![CDATA[2021]]></category>
		<category><![CDATA[Aaron Pierre]]></category>
		<category><![CDATA[Amazon Prime Video]]></category>
		<category><![CDATA[Amor]]></category>
		<category><![CDATA[Análise]]></category>
		<category><![CDATA[Barry Jenkins]]></category>
		<category><![CDATA[Chapter 2: South Carolina]]></category>
		<category><![CDATA[Chapter 9: Indiana Winter]]></category>
		<category><![CDATA[Chase W. Dillon]]></category>
		<category><![CDATA[Colson Whitehead]]></category>
		<category><![CDATA[Crítica]]></category>
		<category><![CDATA[Dor]]></category>
		<category><![CDATA[Emmy]]></category>
		<category><![CDATA[Emmy 2021]]></category>
		<category><![CDATA[Escravidão]]></category>
		<category><![CDATA[EUA]]></category>
		<category><![CDATA[Guerra Civil]]></category>
		<category><![CDATA[James Laxton]]></category>
		<category><![CDATA[Jihan Crowther]]></category>
		<category><![CDATA[Joel Edgerton]]></category>
		<category><![CDATA[Literatura]]></category>
		<category><![CDATA[Melhor Composição Musical em Série Limitada ou Antologia ou Telefilme ou Especial (Trilha Dramática Original)]]></category>
		<category><![CDATA[Melhor Direção em Série Limitada ou Antologia ou Telefilme]]></category>
		<category><![CDATA[Melhor Fotografia em Série Limitada ou Antologia ou Telefilme]]></category>
		<category><![CDATA[Melhor Série Limitada ou Antologia]]></category>
		<category><![CDATA[Minissérie]]></category>
		<category><![CDATA[Moonlight]]></category>
		<category><![CDATA[Nicholas Britell]]></category>
		<category><![CDATA[Os Caminhos Para a Liberdade]]></category>
		<category><![CDATA[Pulitzer 2017]]></category>
		<category><![CDATA[Resenha]]></category>
		<category><![CDATA[Review]]></category>
		<category><![CDATA[Se a Rua Beale Falasse]]></category>
		<category><![CDATA[Série Limitada]]></category>
		<category><![CDATA[Sheila Atim]]></category>
		<category><![CDATA[The Underground Railroad]]></category>
		<category><![CDATA[The Underground Railroad: Os Caminhos Para a Liberdade]]></category>
		<category><![CDATA[Thuso Mbedu]]></category>
		<category><![CDATA[Vitor Evangelista]]></category>
		<category><![CDATA[William Jackson Harper]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://personaunesp.com.br/?p=23169</guid>

					<description><![CDATA[<p>Vitor Evangelista Quando um premiado cineasta decide migrar para as telinhas, é sinal de que sua Arte está em expansão. Não apenas no escopo narrativo, já que a TV abre espaço para histórias volumosas e intrincadas, mas também no campo da linguagem, considerando também que o formato seriado testa limites, que vão desde a criação &#8230; <a href="http://personaunesp.com.br/the-underground-railroad-critica/" class="more-link">Continue lendo<span class="screen-reader-text"> "The Underground Railroad circunscreve o cruzamento entre o bruto e o sensível"</span></a></p>
<p>O post <a href="http://personaunesp.com.br/the-underground-railroad-critica/">The Underground Railroad circunscreve o cruzamento entre o bruto e o sensível</a> apareceu primeiro em <a href="http://personaunesp.com.br">Persona | Jornalismo Cultural</a>.</p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<figure id="attachment_23170" aria-describedby="caption-attachment-23170" style="width: 2560px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-23170" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/09/1-3-scaled.jpg" alt="Cena da minissérie The Underground Railroad. A cena mostra dois jovens negros agachados e encostados um no outro. Cora é uma mulher, de cabelo preso num coque e Caesar é um homem de olhos claros, barba e cabelos pretos e veste roupas marrons. " width="2560" height="1920" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/09/1-3-scaled.jpg 2560w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/09/1-3-800x600.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/09/1-3-1024x768.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/09/1-3-768x576.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/09/1-3-1536x1152.jpg 1536w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/09/1-3-2048x1536.jpg 2048w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/09/1-3-1200x900.jpg 1200w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-23170" class="wp-caption-text">Disputando em 2 importantes categorias na noite principal do Emmy 2021, The Underground Railroad merecia muito mais (Foto: Amazon Prime Video)</figcaption></figure>
<p><strong>Vitor Evangelista</strong></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Quando um premiado cineasta decide </span><a href="https://brasil.elpais.com/cultura/2021-05-16/barry-jenkins-a-historia-dos-eua-foi-contada-de-um-unico-ponto-de-vista-durante-demasiado-tempo.html"><span style="font-weight: 400;">migrar para as telinhas</span></a><span style="font-weight: 400;">, é sinal de que sua Arte está em expansão. Não apenas no escopo narrativo, já que a TV abre espaço para histórias volumosas e intrincadas, mas também no campo da linguagem, considerando também que o formato seriado testa limites, que vão desde a criação de personagens e ritmo até sua inevitável conclusão. Por isso, o </span><a href="https://www.uol.com.br/splash/noticias/reuters/2021/05/10/barry-jenkins-diz-que-temeu-filmar-drama-sobre-escravidao-the-underground-railroad.htm"><span style="font-weight: 400;">deleite de assistir Barry Jenkins</span></a><span style="font-weight: 400;"> anunciar seu envolvimento em </span><i><span style="font-weight: 400;">The Underground Railroad</span></i><span style="font-weight: 400;"> apenas premeditou aquele que seria o trabalho mais coerente, sufocante e crucial de 2021.</span></p>
<p><span id="more-23169"></span></p>
<p><a href="https://www.amazon.com.br/Underground-Railroad-Caminhos-Para-Liberdade/dp/8595080291"><i><span style="font-weight: 400;">Os Caminhos Para a Liberdade</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> é um livro escrito por Colson Whitehead, em 2016, e </span><a href="https://www.pulitzer.org/winners/colson-whitehead"><span style="font-weight: 400;">vencedor do </span><i><span style="font-weight: 400;">Pulitzer</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> no ano seguinte. Essa é a base para o projeto imprescindível de Jenkins, que vem trabalhando para que grandes autores negros tenham suas obras adaptadas para o audiovisual. A estreia de Jenkins no Cinema </span><i><span style="font-weight: 400;">mainstream,</span></i><span style="font-weight: 400;"> em </span><i><span style="font-weight: 400;">Moonlight,</span></i><span style="font-weight: 400;"> usa a </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=m8RT62PUoZ0"><span style="font-weight: 400;">peça de teatro de Tarell Alvin McCraney</span></a><span style="font-weight: 400;"> como ponto de partida para discursar sobre escolhas e sobre o amor, quando se é negro e não se tem muitas possibilidades. </span><i><span style="font-weight: 400;">Moonlight</span></i><span style="font-weight: 400;"> venceu 3 </span><i><span style="font-weight: 400;">Oscars</span></i><span style="font-weight: 400;">, entre eles, </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=kTEi8Cf04FY"><span style="font-weight: 400;">Roteiro Adaptado</span></a><span style="font-weight: 400;"> e </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=GCQn_FkFElI&amp;t=393s"><span style="font-weight: 400;">Melhor Filme</span></a><span style="font-weight: 400;">.</span></p>
<p><i><span style="font-weight: 400;">Se a Rua Beale Falasse</span></i><span style="font-weight: 400;"> é a adaptação do </span><a href="https://www.amazon.com.br/rua-Beale-falasse-James-Baldwin/dp/8535931945/ref=sr_1_1?__mk_pt_BR=%C3%85M%C3%85%C5%BD%C3%95%C3%91&amp;dchild=1&amp;keywords=Se+a+Rua+Beale+Falasse&amp;qid=1631806633&amp;s=books&amp;sr=1-1"><span style="font-weight: 400;">livro homônimo</span></a><span style="font-weight: 400;"> do lendário James Baldwin, e mostra um Jenkins mais seguro no posto de diretor, guiando suas cenas não por simples diálogos ou ações, mas deixando que a emoção da trágica história de um romance interrompido dê as </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=CQXSforT_qQ"><span style="font-weight: 400;">batidas narrativas</span></a><span style="font-weight: 400;"> que levaram o longa ao palco do </span><i><span style="font-weight: 400;">Oscar</span></i><span style="font-weight: 400;">, vencendo a estatueta de Melhor Atriz Coadjuvante para </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=WXebOFhT9Og"><span style="font-weight: 400;">Regina King</span></a><span style="font-weight: 400;">. Com </span><i><span style="font-weight: 400;">The Underground Railroad</span></i><span style="font-weight: 400;">, entretanto, o caminho não será o mesmo. A Série Limitada original do </span><i><span style="font-weight: 400;">Amazon Prime Video</span></i><span style="font-weight: 400;"> não foi reconhecida da maneira que deveria no </span><a href="https://personaunesp.com.br/tag/emmy-2021/"><i><span style="font-weight: 400;">Emmy</span></i><span style="font-weight: 400;"> 2021</span></a><span style="font-weight: 400;">, portanto, tornando impossível que sua coroação aconteça da mesma maneira que trabalhos anteriores do cineasta o fizeram.</span></p>
<figure id="attachment_23171" aria-describedby="caption-attachment-23171" style="width: 2560px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-23171" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/09/2-scaled.jpeg" alt="Cena da série The Underground Railroad. A cena mostra Mabel, uma mulher negra retinta adulta, vestido uma camisola branca, segurando um bebê negro no colo." width="2560" height="1706" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/09/2-scaled.jpeg 2560w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/09/2-800x533.jpeg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/09/2-1024x683.jpeg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/09/2-768x512.jpeg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/09/2-1536x1024.jpeg 1536w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/09/2-2048x1365.jpeg 2048w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/09/2-1200x800.jpeg 1200w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-23171" class="wp-caption-text">A passagem de Jenkins do Cinema para a TV casa sua direção cuidadosa com a pegada de realismo mágico do livro original, transformando as quase 10 horas de duração da série em um estudo da extensão da liberdade (Foto: Amazon Prime Video)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">Foram apenas 7 menções para a produção, que já </span><a href="https://twitter.com/personaunesp/status/1437463854041243649"><span style="font-weight: 400;">perdeu cinco delas</span></a><span style="font-weight: 400;"> no fim de semana do </span><i><span style="font-weight: 400;">Emmy </span></i><span style="font-weight: 400;">Técnico, e não tem muita chance de vencer na noite principal do </span><i><span style="font-weight: 400;">Emmy</span></i><span style="font-weight: 400;">. A falta de campanha por parte do </span><i><span style="font-weight: 400;">Prime Video</span></i><span style="font-weight: 400;"> é o primeiro fator que desemboca na miséria e na ausência do prestígio, mas o buraco é mais embaixo. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Comandado pela </span><a href="https://www.wmagazine.com/culture/thuso-mbedu-underground-railroad-isthunzi-interview"><span style="font-weight: 400;">novata Thuso Mbedu</span></a><span style="font-weight: 400;">, o elenco não escalou nomes grandes da indústria. Isso, em adição a um ano extremamente tumultuado na </span><a href="https://personaunesp.com.br/tag/melhor-serie-limitada-ou-antologia/"><span style="font-weight: 400;">corrida das Séries Limitadas</span></a><span style="font-weight: 400;">, resultou em seu reconhecimento na categoria principal e também de Jenkins pelo conjunto da obra em Melhor Direção. Mas que falta faz uma menção para Mbedu como Atriz, ou para os exímios coadjuvantes </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=6UleXgmF3N4"><span style="font-weight: 400;">Aaron Pierre</span></a><span style="font-weight: 400;">, William Jackson Harper, Joel Edgerton e a inacreditável Sheila Atim.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Ao longo de dez episódios, todos dirigidos por Jenkins, acompanhamos a </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=4cte9XhQ0Do"><span style="font-weight: 400;">jornada de Cora</span></a><span style="font-weight: 400;"> (Mbedu), uma escrava fugitiva, que parte em busca da ferrovia do título. Ao longo das tempestuosas aventuras, descobrimos ao lado dela que esses trilhos são tão reais quanto metafóricos. Ela se apaixona, se frustra, teme e não esconde sua personalidade. Por ser uma jovem de pouca idade e muito trauma, os silêncios se tornam rotina e a minissérie usa e abusa deles, tornando a </span><a href="https://personaunesp.com.br/normal-people-critica/"><span style="font-weight: 400;">linguagem da ausência</span></a><span style="font-weight: 400;"> uma das mais importantes ferramentas na hora de contar essa história.</span></p>
<figure id="attachment_23172" aria-describedby="caption-attachment-23172" style="width: 1440px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-23172" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/09/3-3.jpg" alt="Cena da série The Underground Railroad. A cena mosta Caesar e Cora sentados, posando para a foto. Eles são jovens e negros. Ele é um homem de pele negra clara, olhos azuis e veste terno cinza e chapéu oval escuro. Ela tem a pele mais escuro e usa chapéu e vestido amarelos." width="1440" height="960" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/09/3-3.jpg 1440w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/09/3-3-800x533.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/09/3-3-1024x683.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/09/3-3-768x512.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/09/3-3-1200x800.jpg 1200w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-23172" class="wp-caption-text">A obra original usa de elementos reais, com a existência dessa rede subterrânea de trilhos, mas engrandece esse aspecto, dando vida e personalidade para a ferrovia, que é realisticamente mágica (Foto: Amazon Prime Video)</figcaption></figure>
<p><i><span style="font-weight: 400;">The Underground Railroad</span></i><span style="font-weight: 400;"> foi o primeiro trabalho de visibilidade maior de Thuso, que tem no currículo produções televisivas de nicho. Sob a tutela de Jenkins, a atriz sul-africana cria metamorfoses em tela, eclodindo de uma cápsula protetora para a seguinte e, no caminho, protege aqueles a seu redor, em especial as duas jovens escravas com quem encontra na trama. </span><a href="https://www.latimes.com/entertainment-arts/awards/story/2021-06-22/thuso-mbedu-underground-railroad-barry-jenkins"><span style="font-weight: 400;">Mbedu engrandece a minissérie</span></a><span style="font-weight: 400;">, dá-lhe vida, potência e magnetismo. Sua performance evoca dor e perdão, ao mesmo tempo em que lida com a culpa e com a saudade da mãe Mabel (</span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=g1XdIgRIZNo"><span style="font-weight: 400;">Sheila Atim</span></a><span style="font-weight: 400;">).</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Sheila rouba a cena mesmo figurando em poucos vislumbres da produção. Seu holofote é aceso quase no fim do túnel, em </span><a href="https://www.imdb.com/title/tt8515570/?ref_=ttep_ep10"><i><span style="font-weight: 400;">Chapter 10: Mabel</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, que rebobina as ações de Cora e nos transporta para o período em que ela não passava de uma criança e ainda vivia na fazenda escravocrata junto da família. Sem muito espaço para expandir essa narrativa conclusiva, Barry Jenkins decide pausar o avanço de Cora para que entendamos a raiz de suas questões de desconfiança e desamparo. Mabel é tão benevolente como a filha, e paga caro por cultivar esse senso materno de empatia.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Esse é mais um dos limites traçados pelo roteiro do time comandado por Jihan Crowther: a </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=_Pq5Usc_JDA"><span style="font-weight: 400;">linha tênue entre o cruel e o sensível</span></a><span style="font-weight: 400;">, entre a morte e a vida, entre a poesia de partir e a amargura da incerteza. A cena que conclui cruelmente a jornada de Mabel traduz com clareza o âmago de </span><i><span style="font-weight: 400;">The Underground Railroad</span></i><span style="font-weight: 400;">. Sequência carinhosas divididas entre Cora e Caesar (</span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=FkY3exKqPV4"><span style="font-weight: 400;">Aaron Pierre</span></a><span style="font-weight: 400;">) são pontuadas pela dor do contexto, quando Jenkins se importa o suficiente com os personagens para lhes amenizar com doses cavalares de afeto, mas se importa mais ainda com a veracidade desse excruciante conto, que se passa alguns anos antes da </span><a href="https://www.battlefields.org/learn/articles/10-facts-what-everyone-should-know-about-civil-war"><span style="font-weight: 400;">Guerra Civil</span></a><span style="font-weight: 400;">.</span></p>
<figure id="attachment_23173" aria-describedby="caption-attachment-23173" style="width: 1284px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-23173" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/09/4-2.jpg" alt="Cena da série The Underground Railroad. A cena mostra Grace, uma criança negra, com vestido vermelho e cabelo black power, olhando para fora, parada em uma porta." width="1284" height="856" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/09/4-2.jpg 1284w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/09/4-2-800x533.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/09/4-2-1024x683.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/09/4-2-768x512.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/09/4-2-1200x800.jpg 1200w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-23173" class="wp-caption-text">A jovem Fanny Briggs ganha o protagonismo no único episódio que foge da duração comum: em apenas 20 minutos, o sétimo capítulo ressignifica a morte e a crença no futuro (Foto: Amazon Prime Video)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">O papel de Caesar é catalisador de emoções na primeira trinca de episódios, mas sua ausência é logo suprida por outros dois homens. Primeiro, somos apresentados ao caçador de escravos Ridgeway, interpretado com a tenacidade de </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=K0ZTwIp9rDk"><span style="font-weight: 400;">Joel Edgerton</span></a><span style="font-weight: 400;">. Acompanhado do escravo Homer (</span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=kNVO_eLm-fQ"><span style="font-weight: 400;">Chase W. Dillon</span></a><span style="font-weight: 400;">), uma mera criança que tem suas noções deturpadas pelo racista a quem pertence, Ridgeway caça Cora ao longo de toda a temporada, não dando sossego para ninguém no caminho. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A história acontece por ele e através dele, e muito da personagem Cora é resultado desse jogo doentio. O quarto episódio, </span><a href="https://www.imdb.com/title/tt8515558/?ref_=ttep_ep4"><i><span style="font-weight: 400;">The Great Spirit</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, onde a narrativa se transmuta de uma mera “antologia” para o golfo magnético de permissão e aflição, é focado no jovem Ridgeway, que testa os limites humanos para que sua sede de carne seja devidamente saciada. No fim, não importa quantos chicotes estalassem ou quantos grilhões selasse, ele nunca estaria satisfeito.</span></p>
<figure id="attachment_23174" aria-describedby="caption-attachment-23174" style="width: 1300px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-23174" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/09/5-2.jpg" alt="Cena da série The Underground Railroad. A cena mostra Cora e Caesar dançando. Eles são jovens e negros, ele usa terno e ela usa um vestido claro e luvas brancas. Eles se olham nos olhos." width="1300" height="800" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/09/5-2.jpg 1300w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/09/5-2-800x492.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/09/5-2-1024x630.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/09/5-2-768x473.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/09/5-2-1200x738.jpg 1200w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-23174" class="wp-caption-text">Os episódios, extremamente densos e atmosféricos, oscilam entre vinte e oitenta minutos, provando que The Underground Railroad se beneficiaria muito mais de uma exibição semanal (Foto: Amazon Prime Video)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">A segunda figura masculina, e que agracia a parcela final da série, é o personagem de William Jackson Harper (</span><a href="https://personaunesp.com.br/the-good-place-critica/"><i><span style="font-weight: 400;">The Good Place</span></i></a><span style="font-weight: 400;">), Royal. </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=gHff3h6xndk"><span style="font-weight: 400;">Maduro e nada inconsequente</span></a><span style="font-weight: 400;">, é ele quem apresenta Cora ao “paraíso”, e ao conceito de liberdade dentro desse ambiente escravocrata e permeado pelos limites de felicidade e prazer. A indecisão de Cora fala mais alto, ao passo que os episódios destinados às estações de Indiana pavimentam o suspense que explode na pragmática cena do tiroteio da igreja. Os conceitos cristãos cruzam um sobre os outros, a casa de Deus é palco de uma carnificina e, honrando as escrituras sagradas, os sonhos morrem, o sangue escorre e o Céu cai.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O resultado da falência divina é a vingança tardia. Cora enfrenta seu captor, seu bicho-papão e seu demônio pessoal. Ridgeway é engrandecido pelo trabalho de Edgerton, que brilha como </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=aXnwpVLuEyU"><span style="font-weight: 400;">outros atores brancos</span></a><span style="font-weight: 400;"> já o fizeram no exercício de dar vida a monstros racistas. Não é coincidência que, quando as primeiras reações à série saíram, o comum acordo era reconhecer a brutalidade do ator em cena. Nessa leva, Barry Jenkins, acompanhado de uma equipe técnica formosa, não dá tanta atenção ao barulhento, preferindo iluminar as performances mais </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=7G4nVlTaCZM"><span style="font-weight: 400;">singelas e internas</span></a><span style="font-weight: 400;"> de suas mulheres.</span></p>
<figure id="attachment_23175" aria-describedby="caption-attachment-23175" style="width: 1200px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-23175" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/09/6-2.jpg" alt="Cena dos bastidores de The Underground Railroad. A foto mostra o diretor Barry Jenkins, um homem negro de óculos, de pé em meio a uma plantação. Ao seu redor, vemos atores e pessoas operando as câmeras." width="1200" height="900" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/09/6-2.jpg 1200w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/09/6-2-800x600.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/09/6-2-1024x768.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/09/6-2-768x576.jpg 768w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-23175" class="wp-caption-text">Barry Jenkins nos dá indícios que vai construir uma narrativa quase antológica, com Cora partindo de uma pequena trama para outra, mas o decorrer da série é engolido por uma atmosfera fúnebre e ilusória (Foto: Amazon Prime Video)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">No </span><i><span style="font-weight: 400;">Emmy </span></i><span style="font-weight: 400;">2021, nenhuma delas foi reconhecida. Thuso ficou de fora da disputa de Atriz, assim como seus colegas coadjuvantes. As nomeações vieram coroando os trabalhos das equipes de </span><i><span style="font-weight: 400;">Mixagem </span></i><span style="font-weight: 400;">e Edição de Som, além da direção de elenco e a fotografia de James Laxton. Também citada, a </span><a href="https://open.spotify.com/album/2dCTpR2osQnVMvbCeiKPkC"><span style="font-weight: 400;">trilha sonora mística de Nicholas Britell</span></a><span style="font-weight: 400;">, parceiro de Jenkins desde </span><i><span style="font-weight: 400;">Moonlight</span></i><span style="font-weight: 400;">, é o grande feitiço da produção, que honra e enobrece as composições visuais e artísticas filmadas em cada uma das impressionantes locações. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Na toada de transmitir a dor e a perda de maneira nada gratuita ou agressiva à toa, </span><i><span style="font-weight: 400;">The Underground Railroad</span></i><span style="font-weight: 400;"> não quer que sua trama seja um espetáculo dos horrores. 2021 já </span><a href="https://personaunesp.com.br/them-critica/"><span style="font-weight: 400;">nos amaldiçoou</span></a><span style="font-weight: 400;"> com </span><i><span style="font-weight: 400;">Them</span></i><span style="font-weight: 400;">, produção também do </span><i><span style="font-weight: 400;">Amazon Prime Video</span></i><span style="font-weight: 400;">, que vê graça no sofrimento de pessoas negras. Comandado pela mente digna de um homem destinado (e </span><a href="https://deadline.com/2020/09/the-lion-king-sequel-barry-jenkins-moonlight-director-disney-1234586787/"><span style="font-weight: 400;">já desfrutando</span></a><span style="font-weight: 400;">) da grandeza e das honras, </span><i><span style="font-weight: 400;">Os Caminhos para a Liberdade</span></i><span style="font-weight: 400;"> são imersivos, árduos, recompensadores e memoráveis. A receita perfeita para a construção de um clássico.</span></p>
<p>O post <a href="http://personaunesp.com.br/the-underground-railroad-critica/">The Underground Railroad circunscreve o cruzamento entre o bruto e o sensível</a> apareceu primeiro em <a href="http://personaunesp.com.br">Persona | Jornalismo Cultural</a>.</p>
]]></content:encoded>
					
					<wfw:commentRss>http://personaunesp.com.br/the-underground-railroad-critica/feed/</wfw:commentRss>
			<slash:comments>0</slash:comments>
		
		
		<post-id xmlns="com-wordpress:feed-additions:1">23169</post-id>	</item>
		<item>
		<title>Na quarta temporada de Fargo, o desastre é cômico</title>
		<link>http://personaunesp.com.br/fargo-4a-temp-critica/</link>
					<comments>http://personaunesp.com.br/fargo-4a-temp-critica/#respond</comments>
		
		<dc:creator><![CDATA[]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 03 Sep 2021 19:17:41 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Séries]]></category>
		<category><![CDATA[Televisão]]></category>
		<category><![CDATA[2020]]></category>
		<category><![CDATA[4ª temporada]]></category>
		<category><![CDATA[Análise]]></category>
		<category><![CDATA[Antologia]]></category>
		<category><![CDATA[Ben Whishaw]]></category>
		<category><![CDATA[Bruno Andrade]]></category>
		<category><![CDATA[Chris Rock]]></category>
		<category><![CDATA[Crítica]]></category>
		<category><![CDATA[Dana Gonzales]]></category>
		<category><![CDATA[East/West]]></category>
		<category><![CDATA[Emmy]]></category>
		<category><![CDATA[Emmy 2021]]></category>
		<category><![CDATA[Fargo]]></category>
		<category><![CDATA[FX]]></category>
		<category><![CDATA[Irmãos Coen]]></category>
		<category><![CDATA[Jeff Russo]]></category>
		<category><![CDATA[Melhor Composição Musical em Série Limitada ou Antologia ou Telefilme ou Especial (Trilha Dramática Original)]]></category>
		<category><![CDATA[Melhor Edição de Som em Série Limitada ou Antologia ou Telefilme ou Especial]]></category>
		<category><![CDATA[Melhor Fotografia em Série Limitada ou Antologia ou Telefilme]]></category>
		<category><![CDATA[Resenha]]></category>
		<category><![CDATA[Review]]></category>
		<category><![CDATA[Série]]></category>
		<category><![CDATA[TV]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://personaunesp.com.br/?p=22819</guid>

					<description><![CDATA[<p>Bruno Andrade Das séries de antologia dos últimos anos, Fargo está na lista das melhores. Indicada ao Emmy 2021 nas categorias de Melhor Fotografia, Melhor Composição Musical e Melhor Edição de Som em Série Limitada ou Antologia, a 4ª temporada mistura a história do crime com a história racial dos Estados Unidos, numa linha tênue &#8230; <a href="http://personaunesp.com.br/fargo-4a-temp-critica/" class="more-link">Continue lendo<span class="screen-reader-text"> "Na quarta temporada de Fargo, o desastre é cômico"</span></a></p>
<p>O post <a href="http://personaunesp.com.br/fargo-4a-temp-critica/">Na quarta temporada de Fargo, o desastre é cômico</a> apareceu primeiro em <a href="http://personaunesp.com.br">Persona | Jornalismo Cultural</a>.</p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<figure id="attachment_22822" aria-describedby="caption-attachment-22822" style="width: 1280px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-22822" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/09/fargo-1.jpg" alt="Cena do seriado Fargo. Na foto, Chris Rock está sentado ao centro, cercado de homens com chapéus, boinas e ternos. Todos, inclusive Chris Rock, são homens negros. Ele está vestindo um terno azul claro, sapatos pretos e gravata preta." width="1280" height="720" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/09/fargo-1.jpg 1280w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/09/fargo-1-800x450.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/09/fargo-1-1024x576.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/09/fargo-1-768x432.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/09/fargo-1-1200x675.jpg 1200w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-22822" class="wp-caption-text">Indicada ao Emmy 2021, Fargo traz em sua 4ª temporada menos mistério e mais coincidências (Foto: FX)</figcaption></figure>
<p><b>Bruno Andrade</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Das séries de antologia dos últimos anos, </span><a href="https://www.nme.com/reviews/tv-reviews/fargo-season-4-review-chris-rock-2936444"><i><span style="font-weight: 400;">Fargo</span></i></a> <span style="font-weight: 400;">está na lista das melhores. Indicada ao </span><a href="https://personaunesp.com.br/tag/emmy-2021/"><i><span style="font-weight: 400;">Emmy </span></i><span style="font-weight: 400;">2021</span></a><span style="font-weight: 400;"> nas categorias de Melhor Fotografia, Melhor Composição Musical e Melhor Edição de Som em Série Limitada ou Antologia, a 4ª temporada mistura a história do crime com a história racial dos Estados Unidos, numa linha tênue entre o trágico e o cômico, e traz, pela primeira vez, um protagonista negro. </span></p>
<p><span id="more-22819"></span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">No novo ano do seriado, viajamos para a década de 1950 — marcada fortemente pela </span><a href="https://personaunesp.com.br/delta-kream-critica/"><span style="font-weight: 400;">segregação racial</span></a><span style="font-weight: 400;"> —, em Kansas City, e acompanhamos a disputa de poder entre dois grupos criminosos. De um lado, estão aqueles que parecem os primeiros membros da máfia italiana, os Fadda; do outro, os </span><a href="https://personaunesp.com.br/dom-critica/"><span style="font-weight: 400;">membros da gangue</span></a><span style="font-weight: 400;"> Cannon, uma espécie de sindicato do crime, no qual indivíduos da comunidade negra vão em busca de empréstimos e acerto de contas.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A série mantém os </span><a href="https://personaunesp.com.br/bravura-indomita-10-anos/"><span style="font-weight: 400;">Irmãos Coen</span></a><span style="font-weight: 400;"> na produção executiva — diretores do </span><a href="https://timesofmalta.com/articles/view/fargo-25-years-on-chilling-gripping-funny-brilliant.891784"><span style="font-weight: 400;">filme de 1996</span></a><span style="font-weight: 400;"> de mesmo nome, um dos melhores já feitos —, e esse dado é interessante para enxergar o cuidado em se manter fiel à obra original. Como de costume, a produção traz um elenco de peso, com Emyri Crutchfield</span><span style="font-weight: 400;">, </span><span style="font-weight: 400;">Ben Whishaw, </span><a href="https://personaunesp.com.br/maria-antonieta-15-anos/"><span style="font-weight: 400;">Jason Schwartzman</span></a><span style="font-weight: 400;"> e Chris Rock nos papéis principais. A enfermeira Oraetta Mayflower, personagem de </span><a href="https://personaunesp.com.br/estou-pensando-em-acabar-com-tudo-critica/"><span style="font-weight: 400;">Jessie Buckley</span></a><span style="font-weight: 400;">, rouba a cena em diversas ocasiões e até auxilia o enredo a seguir em frente, nos fazendo esquecer que se trata de uma personagem secundária.</span></p>
<p><figure id="attachment_22820" aria-describedby="caption-attachment-22820" style="width: 1362px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-22820" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/09/fargo-2.png" alt="Cena da série Fargo. Na foto, em preto-e-branco, Rabbi, interpretado pelo ator Ben Whishaw, está parado, olhando para sua lateral. Ele é um homem branco, veste um sobretudo cinza e um chapéu preto, e possui cabelos lisos pretos." width="1362" height="680" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/09/fargo-2.png 1362w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/09/fargo-2-800x399.png 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/09/fargo-2-1024x511.png 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/09/fargo-2-768x383.png 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/09/fargo-2-1200x599.png 1200w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-22820" class="wp-caption-text">East/West, 9º episódio da temporada, é responsável por todas as indicações de Fargo no Emmy 2021; composto quase inteiramente em preto e branco, o episódio foca no personagem Rabbi (Ben Whishaw) [Foto: FX]</figcaption></figure><span style="font-weight: 400;">As tramas de </span><i><span style="font-weight: 400;">Fargo</span></i><span style="font-weight: 400;"> giram em torno de coincidências, que levam ao desenrolar de eventos fatídicos, e trazem um </span><a href="https://personaunesp.com.br/o-metodo-kominsky-3a-temp-critica/"><span style="font-weight: 400;">típico humor</span></a><span style="font-weight: 400;"> de quebra de expectativas nos momentos de tensão. Nessas circunstâncias, a escolha de </span><a href="https://cinepop.com.br/fargo-esse-e-o-melhor-papel-que-eu-ja-tive-afirma-chris-rock-266382/"><span style="font-weight: 400;">Chris Rock</span></a><span style="font-weight: 400;"> como um dos personagens principais não é tão esquisita. Ele interpreta Loy Cannon, líder </span><a href="https://www.omelete.com.br/netflix/peaky-blinders"><span style="font-weight: 400;">frio e calculista</span></a><span style="font-weight: 400;"> de uma gangue que está começando a ganhar espaço. Como contraste à gangue dos Fadda, os Cannon priorizam o domínio regional, e querem conquistar aos poucos, mas sem abrir mão do respeito.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">No mundo ficcional da série, a calamidade acompanha o desastre, e </span><i><span style="font-weight: 400;">Fargo </span></i><span style="font-weight: 400;">sempre foi interessante pelo virtuosismo estilístico, deixando a substância do seriado presa ao filme de 1996. </span><a href="https://personaunesp.com.br/os-vencedores-do-oscar-2021/"><span style="font-weight: 400;">As boas atuações</span></a><span style="font-weight: 400;"> soam quase como um clichê, e toda nova temporada tem a responsabilidade de se manter à altura das anteriores. Em sua quarta edição, Rock impressiona em seu drama, no entanto, deixa evidente tratar-se de um turista no gênero, principalmente nas falas de Cannon contra opressão racial, cujo tema é levantado mas nunca, de fato, desenvolvido. Em uma das cenas, Loy Cannon diz não estar somente lutando contra os italianos, mas contra “</span><i><span style="font-weight: 400;">500 anos de um modo de pensar”</span></i><span style="font-weight: 400;">. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Na produção, que já acumula </span><a href="https://www.emmys.com/shows/fargo"><span style="font-weight: 400;">55 indicações ao </span><i><span style="font-weight: 400;">Emmy</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, vencendo 6 delas, nenhuma nomeação por atuação ocorreu nesta edição, e ela concorre somente em categorias técnicas. O episódio responsável por todas as indicações em 2021 é </span><i><span style="font-weight: 400;">East/West</span></i><span style="font-weight: 400;">, onde acompanhamos o irlandês Rabbi, personagem de Ben Whishaw que vive com os italianos. Ele recebe dos Fadda um tratamento sub-humano, e, embora tenha demonstrado sua lealdade diversas vezes, não é encarado como um semelhante. Em uma ocasião, Loy Cannon pergunta a Rabbi se ele veio de “</span><i><span style="font-weight: 400;">Dublin, Italia</span></i><span style="font-weight: 400;">”, apontando que ele está mais próximo da gangue dos Cannon do que pensa estar da </span><a href="https://personaunesp.com.br/os-bons-companheiros-30-anos/"><span style="font-weight: 400;">máfia italiana</span></a><span style="font-weight: 400;">. Os personagens recebem, de modo geral, interpretações primorosas, mas não mantém o brilho de temporadas anteriores, transformando os novos componentes da trama em adaptações dos antigos.</span></p>
<p><figure id="attachment_22821" aria-describedby="caption-attachment-22821" style="width: 1170px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-22821" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/09/fargo-3.jpg" alt=" Cena da série Fargo. Na foto, Rodney L. Jones olha para Chris Rock, que interpretam Satchel Cannon e Loy Cannon, respectivamente. Rodney é um menino negro, com cabelo curto preto, e veste uma blusa de cor bege. Chris Rock é um homem negro, veste um terno azul, com lenço branco no bolso, e camisa branca com listras pretas. Ele possui um bigode grisalho e cabelo preto, penteado para o lado. Ele está flexionando levemente os joelhos para ficar na altura de Rodney." width="1170" height="780" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/09/fargo-3.jpg 1170w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/09/fargo-3-800x533.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/09/fargo-3-1024x683.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/09/fargo-3-768x512.jpg 768w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-22821" class="wp-caption-text">Satchel Cannon (Rodney L. Jones) e seu pai, Loy Cannon (Chris Rock); na 4ª temporada de Fargo, como forma de manter o respeito entre as gangues, os líderes trocam seus filhos mais jovens para viver com a família rival [Foto: FX]</figcaption></figure><span style="font-weight: 400;">Quando a primeira temporada surgiu, em 2014, os olhares duvidosos que caíram sobre o criador, Noah Hawley, diziam respeito à insegurança em se adaptar à TV um dos novos clássicos absolutos. Já no início, Hawley mostrou a que veio e conseguiu manter a aura misteriosa que </span><i><span style="font-weight: 400;">Fargo </span></i><span style="font-weight: 400;">carrega, cuja máxima “</span><i><span style="font-weight: 400;">aceite o mistério</span></i><span style="font-weight: 400;">”, </span><a href="https://deadspin.com/accept-the-mystery-the-brilliance-of-the-coen-bros-ch-1477247874"><span style="font-weight: 400;">proferida pelos Irmãos Coen</span></a><span style="font-weight: 400;">, faz-se valer. Mas, o que parece, ao chegar no quarto ano, é que Hawley enxergou a necessidade de, às vezes, guiar o telespectador nesse cenário misterioso. O fato é que, no mundo ficcional de </span><i><span style="font-weight: 400;">Fargo</span></i><span style="font-weight: 400;">, conviver com o mistério é penoso, mas trata-se da gasolina para todo o seu humor.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A verdade inconveniente é que </span><i><span style="font-weight: 400;">Fargo </span></i><span style="font-weight: 400;">não é mais a mesma. Embora envolta da mesma fórmula de sempre — pessoas simples envolvidas em crimes em uma cidadezinha no interior dos Estados Unidos —, o comum ganha destaque, e as esquisitices que dominaram os anos passados soam como uma caricatura do próprio seriado. Mesmo que ambientada em um mundo satírico, a temporada ainda é um pastiche dos </span><a href="https://personaunesp.com.br/o-poderoso-chefao-ainda-uma-oferta-irrecusavel/"><span style="font-weight: 400;">clássicos filmes de gângsteres</span></a><span style="font-weight: 400;">. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Em um esforço para trazer o seriado à realidade cotidiana, argumentos contra </span><a href="https://personaunesp.com.br/legendary-2a-temp-critica/"><span style="font-weight: 400;">opressão racial</span></a><span style="font-weight: 400;"> e </span><a href="https://personaunesp.com.br/minari-critica/"><span style="font-weight: 400;">xenofobia</span></a><span style="font-weight: 400;"> são levantados durante seus 11 episódios, mas não avançam e perdem-se no emaranhado do enredo. Uma das premissas da temporada é mostrar que a história dos Estados Unidos está marcada por diferentes povos e culturas, e que suas raízes são os imigrantes. Contudo, a mina de ouro da temporada — que poderia propiciar outras indicações no </span><i><span style="font-weight: 400;">Emmy </span></i><span style="font-weight: 400;">2021 — recebeu um tratamento superficial. De qualquer modo, </span><a href="https://www.empireonline.com/tv/reviews/fargo-season-4/"><i><span style="font-weight: 400;">Fargo</span></i></a> <span style="font-weight: 400;">continua interessante — principalmente pela recente comemoração do 25º aniversário do filme —, e ainda é melhor que a maioria dos dramas criminais convencionais. A série vale o esforço, porém, conhecendo seu potencial, a 4ª temporada poderia ter sido um pouco melhor.</span></p>
<div class="jetpack-video-wrapper"><iframe loading="lazy" title="Fargo Season 4 Trailer | Rotten Tomatoes TV" width="840" height="473" src="https://www.youtube.com/embed/I4ISTHi45_s?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen></iframe></div>
<p>O post <a href="http://personaunesp.com.br/fargo-4a-temp-critica/">Na quarta temporada de Fargo, o desastre é cômico</a> apareceu primeiro em <a href="http://personaunesp.com.br">Persona | Jornalismo Cultural</a>.</p>
]]></content:encoded>
					
					<wfw:commentRss>http://personaunesp.com.br/fargo-4a-temp-critica/feed/</wfw:commentRss>
			<slash:comments>0</slash:comments>
		
		
		<post-id xmlns="com-wordpress:feed-additions:1">22819</post-id>	</item>
	</channel>
</rss>
