<?xml version="1.0" encoding="UTF-8"?><rss version="2.0"
	xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"
	xmlns:wfw="http://wellformedweb.org/CommentAPI/"
	xmlns:dc="http://purl.org/dc/elements/1.1/"
	xmlns:atom="http://www.w3.org/2005/Atom"
	xmlns:sy="http://purl.org/rss/1.0/modules/syndication/"
	xmlns:slash="http://purl.org/rss/1.0/modules/slash/"
	
	xmlns:georss="http://www.georss.org/georss"
	xmlns:geo="http://www.w3.org/2003/01/geo/wgs84_pos#"
	>

<channel>
	<title>Arquivos Jessica Henwick &#8211; Persona | Jornalismo Cultural</title>
	<atom:link href="http://personaunesp.com.br/tag/jessica-henwick/feed/" rel="self" type="application/rss+xml" />
	<link>https://personaunesp.com.br/tag/jessica-henwick/</link>
	<description>Desde 2015 provando que a distância entre Bergman, Lady Gaga e a novela das 9 nem existe.</description>
	<lastBuildDate>Tue, 21 Nov 2023 20:22:52 +0000</lastBuildDate>
	<language>pt-BR</language>
	<sy:updatePeriod>
	hourly	</sy:updatePeriod>
	<sy:updateFrequency>
	1	</sy:updateFrequency>
	<generator>https://wordpress.org/?v=6.9.4</generator>

<image>
	<url>http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2019/08/cropped-icon-certo-cristo-32x32.png</url>
	<title>Arquivos Jessica Henwick &#8211; Persona | Jornalismo Cultural</title>
	<link>https://personaunesp.com.br/tag/jessica-henwick/</link>
	<width>32</width>
	<height>32</height>
</image> 
<site xmlns="com-wordpress:feed-additions:1">119746480</site>	<item>
		<title>O pesadelo feminino toma forma em The Royal Hotel</title>
		<link>http://personaunesp.com.br/the-royal-hotel-critica/</link>
					<comments>http://personaunesp.com.br/the-royal-hotel-critica/#respond</comments>
		
		<dc:creator><![CDATA[]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 21 Nov 2023 20:22:52 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Cinema]]></category>
		<category><![CDATA[2023]]></category>
		<category><![CDATA[47ª Mostra Internacional de Cinema]]></category>
		<category><![CDATA[47ª Mostra Internacional de Cinema em São Paulo]]></category>
		<category><![CDATA[Análise]]></category>
		<category><![CDATA[Crítica]]></category>
		<category><![CDATA[Festival Internacional de Cinema de Telluride]]></category>
		<category><![CDATA[Festival Internacional de Cinema de Toronto]]></category>
		<category><![CDATA[Giovanna Freisinger]]></category>
		<category><![CDATA[Jessica Henwick]]></category>
		<category><![CDATA[Julia Garner]]></category>
		<category><![CDATA[Kitty Green]]></category>
		<category><![CDATA[Machismo]]></category>
		<category><![CDATA[Michael Latham]]></category>
		<category><![CDATA[Mostra Internacional de Cinema em São Paulo]]></category>
		<category><![CDATA[Oscar Redding]]></category>
		<category><![CDATA[Perspectiva Internacional]]></category>
		<category><![CDATA[Review]]></category>
		<category><![CDATA[The Royal Hotel]]></category>
		<category><![CDATA[Universal Pcitures]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://personaunesp.com.br/?p=31886</guid>

					<description><![CDATA[<p>Giovanna Freisinger Um bar fuleiro, na fronteira de uma remota cidade mineradora no deserto australiano, com a população majoritariamente masculina. Essa é a ambientação de The Royal Hotel. Não tem espíritos possessivos nem psicopatas mascarados, mas é um cenário para um filme de terror tão assustador quanto, senão mais. Pergunte a qualquer mulher. A diretora &#8230; <a href="http://personaunesp.com.br/the-royal-hotel-critica/" class="more-link">Continue lendo<span class="screen-reader-text"> "O pesadelo feminino toma forma em The Royal Hotel"</span></a></p>
<p>O post <a href="http://personaunesp.com.br/the-royal-hotel-critica/">O pesadelo feminino toma forma em The Royal Hotel</a> apareceu primeiro em <a href="http://personaunesp.com.br">Persona | Jornalismo Cultural</a>.</p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<figure id="attachment_31887" aria-describedby="caption-attachment-31887" style="width: 1200px" class="wp-caption alignnone"><img fetchpriority="high" decoding="async" class="size-full wp-image-31887" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/11/image1-3.png" alt="Cena do filme The Royal Hotel. Da esquerda para direita, Liv (Jessica Henwick) abraça por trás Hanna (Julia Garner) e descansa a cabeça em seu ombro. As amigas estão em uma sacada, olhando para o lado de fora." width="1200" height="735" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/11/image1-3.png 1200w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/11/image1-3-800x490.png 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/11/image1-3-1024x627.png 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/11/image1-3-768x470.png 768w" sizes="(max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-31887" class="wp-caption-text">Kitty Green colabora novamente com Julia Garner, estrela do seu filme anterior, A Assistente (Foto: Universal Pictures)</figcaption></figure>
<p><b>Giovanna Freisinger</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Um bar fuleiro, na fronteira de uma remota cidade mineradora no deserto australiano, com a população majoritariamente masculina. Essa é a ambientação de </span><i><span style="font-weight: 400;">The Royal Hotel</span></i><span style="font-weight: 400;">.</span> <span style="font-weight: 400;">Não tem espíritos possessivos nem psicopatas mascarados, mas é um cenário para um filme de terror tão assustador quanto, senão mais. Pergunte a qualquer mulher. A diretora </span><a href="https://personaunesp.com.br/a-assistente-critica/"><span style="font-weight: 400;">Kitty Green</span></a><span style="font-weight: 400;"> aperfeiçoa o pesadelo feminino, comunicando eficientemente a sensação de ser observada como um pedaço de carne fresca, em meio a predadores famintos. O suspense se constrói sobre aquilo que é desconfortável, sinistro e, assustadoramente, familiar. </span></p>
<p><span id="more-31886"></span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">“</span><i><span style="font-weight: 400;">Vocês terão que estar ok com um pouco de atenção masculina</span></i><span style="font-weight: 400;">”. As personagens de </span><a href="https://personaunesp.com.br/inventando-anna-critica/"><span style="font-weight: 400;">Julia Garner</span></a><span style="font-weight: 400;"> e </span><a href="https://personaunesp.com.br/punho-de-ferro-serie/"><span style="font-weight: 400;">Jessica Henwick</span></a><span style="font-weight: 400;"> são avisadas antes de seguir para o local do seu emprego de férias, após o dinheiro das amigas acabar no meio do seu mochilão pela Austrália. Lá, elas se veem diante do que é verdade para muitas mulheres em ambientes de trabalho: são forçadas a engolir seco e escutar as piadas machistas, os assédios e insinuações, os olhares e o comportamento bêbado desagradável. Elas são orientadas a sorrir mais, para não afastar os clientes. Green constrói representações fiéis das micro-agressões que acompanham a opressão estrutural e cultural.</span></p>
<figure id="attachment_31889" aria-describedby="caption-attachment-31889" style="width: 841px" class="wp-caption alignnone"><img decoding="async" class="size-full wp-image-31889" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/11/image3-3.png" alt="Cena do filme The Royal Hotel. Da esquerda para a direita, Matty (Toby Wallace) e Billy (Hugo Weaving) estão sentados em frente ao balcão do bar, olhando para e conversando com Liv, que está atrás do balcão" width="841" height="559" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/11/image3-3.png 841w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/11/image3-3-800x532.png 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/11/image3-3-768x510.png 768w" sizes="(max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-31889" class="wp-caption-text">A inspiração para o roteiro veio do documentário Hotel Coolgardie, de Pete Gleeson, que acompanha duas amigas mochileiras trabalhando em um bar no Outback Australiano (Foto: Universal Pictures)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">Sabemos muito pouco sobre a dupla central. Elas comentam que procuraram o lugar mais afastado possível de onde vieram, mentem ser do Canadá e parecem querer deixar algo para trás. O roteiro de Green e </span><a href="https://www.nziff.co.nz/2009/archive/van-diemens-land/"><span style="font-weight: 400;">Oscar Redding</span></a><span style="font-weight: 400;"> não oferece uma janela para as motivações e intenções das protagonistas, ao invés disso, elas servem como avatares para a experiência feminina generalizada. Apesar desse elemento empobrecer o enredo, dificultando a conexão do público com as personagens, Garner e Henwick entregam performances sinceras e intensas, que ajudam a adicionar a profundidade que falta aos papéis.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O </span><a href="https://www.abc.net.au/news/2017-10-26/royal-hotels-why-are-so-many-pubs-named-curious-central-west/9068572"><span style="font-weight: 400;">Royal Hotel</span></a><span style="font-weight: 400;">, como é chamado o bar, tem seus fregueses habituais. A cada cerveja que as garotas servem sobre a bancada, presenciamos as interações sempre um pouco incômodas. A paisagem da porta para fora é um horizonte vasto que parece infinito, mas lá dentro o ar é claustrofóbico. A câmera espelha a perspectiva de Hanna durante toda a trama, colocando o espectador no mesmo estado mental de constante alerta da personagem, necessário para se manter segura. A atmosfera indica perigo, mas tudo parece normal. Ela é levada a questionar o tempo inteiro se está exagerando, ou imaginando coisas onde não tem. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A progressão do desconforto ao medo e, eventualmente, à violência é realizada com maestria. A tensão vai aumentando conforme fica mais certo que algo ruim está prestes a acontecer. As garotas se veem cada vez mais sozinhas, contra a cidade, contra o sistema, contra a cultura. O filme </span><a href="https://www.vanityfair.com/hollywood/2023/10/the-royal-hotel-julia-garner-shot-list-awards-insider"><span style="font-weight: 400;">subverte o terror</span></a><span style="font-weight: 400;">, mas sabe brincar com os seus elementos. Caminhando para a conclusão, a direção de Green e a cinematografia de Michael Latham incorporam mais recursos clássicos do gênero.</span></p>
<figure id="attachment_31888" aria-describedby="caption-attachment-31888" style="width: 500px" class="wp-caption alignnone"><img decoding="async" class="size-full wp-image-31888" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/11/image2-2.png" alt="Cena do filme The Royal Hotel. Close no rosto de Hanna. Ela tem sangue escorrendo do lado direito do seu rosto e está olhando o isqueiro aceso que segura próximo ao rosto.]" width="500" height="281" /><figcaption id="caption-attachment-31888" class="wp-caption-text">O filme chegou ao Festival Internacional de Cinema de Toronto, após uma primeira exibição no Festival de Cinema de Telluride (Foto: Universal Pictures)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">Toda a construção da narrativa em torno do gradual acúmulo de tensão pede uma resolução que finalmente compense isso. Porém, o que recebemos é um sentimento frustrado de: é isso? O filme não entrega o final catártico que antecipa, nem se compromete com a decepção intencional de uma dura mensagem pessimista &#8211; à la </span><a href="https://personaunesp.com.br/bela-vinganca-critica/"><i><span style="font-weight: 400;">Bela Vingança</span></i></a><span style="font-weight: 400;">. A última cena é o cerne da obra e é tão deslocada do restante que é quase cômica. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Nesse caso, o desfecho compromete todo o enredo. É como se caminhássemos com aquelas personagens durante toda a duração de </span><i><span style="font-weight: 400;">The Royal Hotel</span></i><span style="font-weight: 400;">, para não chegarmos a lugar nenhum. É evidente que Green </span><a href="https://youtu.be/v00d-9AYEKc?feature=shared"><span style="font-weight: 400;">tem o que dizer</span></a><span style="font-weight: 400;">. A diretora faz um comentário pertinente sobre a vivência feminina e a cultura do estupro, mas, ao final de tudo, falta coesão narrativa que justifique o tempo de uma hora e meia para passar essa mensagem. </span></p>
<div class="jetpack-video-wrapper"><iframe loading="lazy" title="THE ROYAL HOTEL - Official Trailer" width="840" height="473" src="https://www.youtube.com/embed/U9zq_4ED-pI?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen></iframe></div>
<p>O post <a href="http://personaunesp.com.br/the-royal-hotel-critica/">O pesadelo feminino toma forma em The Royal Hotel</a> apareceu primeiro em <a href="http://personaunesp.com.br">Persona | Jornalismo Cultural</a>.</p>
]]></content:encoded>
					
					<wfw:commentRss>http://personaunesp.com.br/the-royal-hotel-critica/feed/</wfw:commentRss>
			<slash:comments>0</slash:comments>
		
		
		<post-id xmlns="com-wordpress:feed-additions:1">31886</post-id>	</item>
		<item>
		<title>Amor e Monstros: uma extraordinária aventura em um mundo apocalíptico</title>
		<link>http://personaunesp.com.br/amor-e-monstros-critica/</link>
					<comments>http://personaunesp.com.br/amor-e-monstros-critica/#respond</comments>
		
		<dc:creator><![CDATA[]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 15 Apr 2021 21:08:50 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Cinema]]></category>
		<category><![CDATA[Televisão]]></category>
		<category><![CDATA[2020]]></category>
		<category><![CDATA[Amor e Monstros]]></category>
		<category><![CDATA[Ariana Greenblatt]]></category>
		<category><![CDATA[Brian Duffield]]></category>
		<category><![CDATA[Crítica]]></category>
		<category><![CDATA[Dan Cohen]]></category>
		<category><![CDATA[Dylan O'Brien]]></category>
		<category><![CDATA[Jessica Henwick]]></category>
		<category><![CDATA[Love & Monsters]]></category>
		<category><![CDATA[Mariana Chagas]]></category>
		<category><![CDATA[Matthew Robinson]]></category>
		<category><![CDATA[Melhores Efeitos Visuais]]></category>
		<category><![CDATA[Michael Matthews]]></category>
		<category><![CDATA[Michael Rooker]]></category>
		<category><![CDATA[Netflix]]></category>
		<category><![CDATA[Oscar]]></category>
		<category><![CDATA[Oscar 2021]]></category>
		<category><![CDATA[Resenha]]></category>
		<category><![CDATA[Review]]></category>
		<category><![CDATA[Shawn Levy]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://personaunesp.com.br/?p=19959</guid>

					<description><![CDATA[<p>Mariana Chagas Até onde o amor é capaz de levar alguém? Alguns saem do avião em direção ao trabalho dos sonhos para ir atrás de seu amado, como Rachel em Friends. Na fantasia de Sarah J. Maas, o amor motiva Feyre a subir a montanha e encarar sua maior inimiga. Em Romeu e Julieta, ele &#8230; <a href="http://personaunesp.com.br/amor-e-monstros-critica/" class="more-link">Continue lendo<span class="screen-reader-text"> "Amor e Monstros: uma extraordinária aventura em um mundo apocalíptico"</span></a></p>
<p>O post <a href="http://personaunesp.com.br/amor-e-monstros-critica/">Amor e Monstros: uma extraordinária aventura em um mundo apocalíptico</a> apareceu primeiro em <a href="http://personaunesp.com.br">Persona | Jornalismo Cultural</a>.</p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<figure id="attachment_19960" aria-describedby="caption-attachment-19960" style="width: 1200px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-19960" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/04/lm.jpg" alt="Foto promocional do filme Love &amp; Monsters. No centro é possível ver Dylan O'brien, homem branco de cabelo curto e preto, segurando uma arma nos ombros e olhando para a frente. Em baixo dele há a imagem dos outros três personagens principais. Na ordem, da esquerda para a direita, estão: Um homem branco de barba, roupas verdes e chapéu escuro; Uma mulher de ascendência asiática, regata verde e cabelo preto preso; Uma garota criança branca de cabelo preto solto, segurando um arco e flecha. No fundo há um carro abandonado, um telão e um poste com vários fios. " width="1200" height="675" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/04/lm.jpg 1200w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/04/lm-300x169.jpg 300w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/04/lm-1024x576.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/04/lm-768x432.jpg 768w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-19960" class="wp-caption-text">Amor e Monstros, protagonizado por Dylan O’Brien e disponível na Netflix, foi indicado ao Oscar 2021 de Melhores Efeitos Visuais (Foto: Netflix)</figcaption></figure>
<p><strong>Mariana Chagas</strong></p>
<p>Até onde o amor é capaz de levar alguém? Alguns saem do avião em direção ao trabalho dos sonhos para ir atrás de seu amado, como Rachel em <a href="https://personaunesp.com.br/friends-25-anos-aniversario/"><i>Friends</i></a>. Na <a href="https://personaunesp.com.br/trilogia-corte-de-espinhos-e-rosas-critica/">fantasia de Sarah J. Maas</a>, o amor motiva Feyre a subir a montanha e encarar sua maior inimiga. Em <i>Romeu e Julieta</i>, ele guia o encontro do casal com a morte. E, no filme <i>Amor e Monstros</i>, esse sentimento que é tão confuso, mágico e poderoso leva Joel Dawson a encarar um mundo pós-apocalíptico e seres gigantes, apenas para tentar achar a garota que ele ama.</p>
<p><span id="more-19959"></span></p>
<p>Não é a primeira vez &#8211; e muito menos a última &#8211; que o fim do mundo é utilizado como <i>plot</i> para obras cinematográficas. <a href="https://www.youtube.com/watch?v=3QhiGyWjUrE"><i>Love &amp; Monsters</i></a>, porém, escolhe seguir um caminho diferente e usar a tragédia de uma forma cômica. O famoso ‘é melhor rir para não chorar’. E mesmo com as partes tensas e tristes, a maioria das cenas garantem que o público, antes de tudo, se divirta assistindo. E é por isso que a escolha de ter <a href="https://twitter.com/dylanobrien/status/1371886372932444164?s=20">Dylan O&#8217;Brien</a> como protagonista foi tão perspicaz.</p>
<p>O ator norte-americano ganhou destaque em <a href="https://www.youtube.com/watch?v=q1V1Zu7XYaI"><i>Teen Wolf</i></a>. O seu papel foi tão querido que, mesmo sendo um personagem secundário, ele era, e ainda é, o mais amado da série. Isso porque a naturalidade de Dylan em fazer cenas engraçadas torna impossível de não rir quando ele aparece nas telas. E tal habilidade era necessária para quem quer que fosse dar vida a Joel Dawson. Sem <i>plots</i> muito inovadores, quem prende o público durante os 109 minutos da história é o fofo do protagonista.</p>
<figure id="attachment_19961" aria-describedby="caption-attachment-19961" style="width: 1200px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-19961" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/04/lm4.jpg" alt="Cena do filme Love &amp; Monsters. Dylan O'brien, homem branco de cabelo escuro curto, está de pé segurando uma arma. Ele veste calça e blusa verde escura, e uma jaqueta vermelha por cima. No fundo há troncos de árvores. Ele olha para o lado direito da imagem, o rosto machucado com uma expressão assustada. " width="1200" height="675" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/04/lm4.jpg 1200w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/04/lm4-300x169.jpg 300w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/04/lm4-1024x576.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/04/lm4-768x432.jpg 768w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-19961" class="wp-caption-text">O’Brien dá vida à outro personagem encantador (Foto: Netflix)</figcaption></figure>
<p>Logo no começo, dá pra perceber que o nosso herói não é muito bem um herói, pelo menos inicialmente. Dentro do seu grupo, suas atividades se resumem a cozinhar. E é isso. Joel é medroso e não tem jeito com armas, nem nada que possa realmente ajudar na segurança da casa improvisada deles. Mas ele tem algo que, talvez, seja ainda mais importante do que tudo isso: um motivo. Sua namorada, por quem ele se apaixonou antes do <a href="http://www.comumonline.com/2020/11/love-and-monsters-mesmo-no-apocalipse-o-cliche-sobrevive/">fim do mundo</a>, continuou em seus pensamentos mesmo tantos anos depois. E em um súbito momento de coragem &#8211; ou talvez loucura &#8211; ele decide que irá percorrer os 130Km que o separam dela. Sozinho.</p>
<p>Os parceiros de Joel não acreditam de primeira, mas quando percebem que o garoto não está de brincadeira, se despedem com uma certeza de que ele não iria voltar vivo. Afinal, como ele poderia em um mundo tomado por <a href="https://personaunesp.com.br/twd-10a-temporada-critica/">criaturas mortais</a>? Mas nada disso impede o protagonista. Então, mesmo sem ter noção nenhuma do que está fazendo, ele começa sua jornada. A forma confusa, porém firme, com que Joel segue seu caminho é adoravelmente boba e super fofa. Então torcemos para que dê certo, mesmo com as probabilidades altíssimas de dar tudo muito, muito errado.</p>
<figure id="attachment_19962" aria-describedby="caption-attachment-19962" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-19962" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/04/lm6.jpg" alt="Cena do filme Love &amp; Monsters. A atriz Jessica Henwick, mulher asiática, está sentada, olhando para o lado direito da imagem. Ela tem seu cabelo escuro solto e veste uma regata cinza. Em uma cadeira de madeira, ela encosta o braço na mesa a sua frente que está repleta de objetos. No fundo da imagem há um armário cinza. A foto é iluminada por uma luz de tom amarelado. " width="800" height="532" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/04/lm6.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/04/lm6-300x200.jpg 300w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/04/lm6-768x511.jpg 768w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-19962" class="wp-caption-text">Jessica Henwick interpreta Aimee, o grande amor de Joel (Foto: Netflix)</figcaption></figure>
<p>Em um dos momentos iniciais de <i>Amor e Monstros</i> já temos o primeiro embate do jovem com um monstro. E quando ele é salvo por um aliado improvável, conhecemos quem viria a se tornar um dos personagens principais: Boy. Ainda que seu nome signifique garoto, <a href="https://moviepaws.com/2020/10/15/love-and-monsters-all-about-the-dog-who-plays-boy/">Boy</a> é um cachorro. O animal parece ter uma instantânea conexão com o protagonista, e se junta a ele em sua aventura. Os momentos mais emocionantes da obra acontecem, na verdade, por conta dessa relação. Toda vez que eles se separam ou correm perigo, o abraço que dão ao se reencontrarem vivos é de deixar os olhos lacrimejando. Mais do que nunca, o cachorro é, de fato, o melhor amigo do homem.</p>
<p>Além de Boy, Clyde Dutton (Michael Rooker) e  Minnow (Ariana Greenblatt) aparecem como parceiros de viagem de Joel. O caçador experiente e a garotinha corajosa são uma dupla apaixonante. Eles zombam da falta de habilidade do protagonista, mas o ajudam a aprender como sobreviver entre os diversos perigos do mundo pós-apocalíptico. E entre as noites mal dormidas, fuga de monstros e provocações entre os personagens, nasce uma amizade bela e verdadeira entre os quatro aventureiros. No meio de todas as lições que Joel aprendeu com seus novos companheiros, talvez a mais valiosa seja a importância de ter alguém para lhe dar a mão em um momento de vulnerabilidade. Clyde e Minnow são, no final das contas, os heróis do nosso herói.</p>
<figure id="attachment_19963" aria-describedby="caption-attachment-19963" style="width: 1503px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-19963" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/04/lm-3.jpg" alt="Cena do filme Love &amp; Monsters. O ator Dylan O'brien, homem branco de cabelo escuro curto, está deitado na grama, olhando para o lado direito da imagem com uma feição assustada. Ele veste blusa azul, jaqueta vermelha, calça jeans e uma bolsa bege. Em cima dele está um cachorro preto de porte médio, também olhando para a direita. No fundo é possível ver construções de madeira abandonadas e árvores. " width="1503" height="999" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/04/lm-3.jpg 1503w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/04/lm-3-300x199.jpg 300w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/04/lm-3-1024x681.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/04/lm-3-768x510.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/04/lm-3-1200x798.jpg 1200w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-19963" class="wp-caption-text">Dylan conta em entrevista que as cenas gravadas com os cachorros foram algumas das mais divertidas que teve de gravar (Foto: Netflix)</figcaption></figure>
<p>Dos mesmos produtores de <a href="https://personaunesp.com.br/stranger-things-3-critica/"><i>Stranger Things</i></a>, Shawn Levy e Dan Cohen, o filme tem cenas que seguem o mesmo estilo da série da <i>Netflix</i>. Quando a iluminação fica mais fria e vem o silêncio típico que antecipa um momento de susto, em algum lugar no meio de toda tensão surge um comentário ou acontecimento que traz alívio cômico. Por mais clichê que seja, há algo delicioso nessa combinação de medo e risada que <em>Amor e Monstros</em> traz diversas vezes durante o percurso.</p>
<p>Os efeitos visuais são outro elemento que garantiram a qualidade do longa. Sendo os monstros uma parte primordial da história, era necessário que fizessem justiça ao seu papel de destruidores da população. E graças ao projeto admirável da equipe de 145 pessoas que trabalhou no filme, ele foi indicado ao <a href="https://personaunesp.com.br/tag/oscar/"><i>Oscar</i></a> 2021 na categoria de Melhores Efeitos Visuais, disputando o prêmio com grandes nomes da indústria cinematográfica de 2020, como <i>Tenet </i>e <a href="https://personaunesp.com.br/o-ceu-da-meia-noite-critica/"><i>O Céu da Meia-Noite</i></a>. Tal indicação em <i>Best Visual Effects </i>foi motivo de comemoração para os fãs de Dylan O&#8217;Brien, que subiram no <i>Twitter</i> a <i>hashtag </i><a href="https://twitter.com/sofivillar9/status/1371922228401614853?s=20"><i>PROUD OF DYLAN</i></a> para celebrar.</p>
<figure id="attachment_19964" aria-describedby="caption-attachment-19964" style="width: 1600px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-19964" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/04/lm5.jpg" alt="Cena do filme Love &amp; Monsters. Em um sofá laranja, Dylan O'brien está sentado. Homem branco de cabelo escuro curto, ele veste blusa azul, jaqueta vermelha e calça jeans. O jovem olha para baixo, e tem o seu rosto iluminado pela luz que sai do robô ao seu lado. O robô é laranja e amarelo, do mesmo tamanho de Dylan. " width="1600" height="899" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/04/lm5.jpg 1600w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/04/lm5-300x169.jpg 300w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/04/lm5-1024x575.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/04/lm5-768x432.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/04/lm5-1536x863.jpg 1536w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/04/lm5-1200x674.jpg 1200w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-19964" class="wp-caption-text">A atuação de Dylan na cena com a robô é, talvez, a mais emocionante de todo o filme (Foto: Netflix)</figcaption></figure>
<p>E depois de toda a luta de Joel, ele é compensado quando finalmente encontra o <a href="https://www.youtube.com/watch?v=cjI_9zgfr2A">seu destino</a>. Os últimos minutos do filme dirigido por Michael Matthews são um tanto corridos e por vezes até confusos, mas é no meio da bagunça que é possível ver a evolução do jovem. Se ele começou como um personagem inocente e um até mesmo tolo, a sua decisão que serviu como estopim para a aventura o transformou em um verdadeiro herói. Não tem como negar que o garoto é valente e mereceu completamente o seu lugar como protagonista.</p>
<p>Na obra dos roteiristas Brian Duffield e Matthew Robinson, Joel aprendeu diversas lições durante seu caminho, e no final ele ensina uma também. Para todos os sobreviventes, ele passa um recado: vale a pena se arriscar. Que não precisam deixar de ter medo, mas conseguirem superar este sentimento e saírem de seus esconderijos para viver no mundo tão belo e vasto que existe do lado de fora. A mensagem, apesar de passada na ficção, serve para todos que assistirem o filme. Cada um tem seus terrores dos quais se escondem, mas o que nos espera do outro lado sempre valerá a pena. Até mesmo em um mundo de amor e monstros.</p>
<p>O post <a href="http://personaunesp.com.br/amor-e-monstros-critica/">Amor e Monstros: uma extraordinária aventura em um mundo apocalíptico</a> apareceu primeiro em <a href="http://personaunesp.com.br">Persona | Jornalismo Cultural</a>.</p>
]]></content:encoded>
					
					<wfw:commentRss>http://personaunesp.com.br/amor-e-monstros-critica/feed/</wfw:commentRss>
			<slash:comments>0</slash:comments>
		
		
		<post-id xmlns="com-wordpress:feed-additions:1">19959</post-id>	</item>
	</channel>
</rss>
