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	<title>Arquivos Isabelle Tozzo &#8211; Persona | Jornalismo Cultural</title>
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	<description>Desde 2015 provando que a distância entre Bergman, Lady Gaga e a novela das 9 nem existe.</description>
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	<title>Arquivos Isabelle Tozzo &#8211; Persona | Jornalismo Cultural</title>
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		<title>Os melhores discos de 2019</title>
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		<pubDate>Mon, 30 Dec 2019 19:30:05 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Música]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Nem toda tradição tem de ser mantida, mas o Persona não mexe em time que tá ganhando. Por isso, a nossa lista anual de discos do ano mantém o formato da edição passada: reunimos colaboradores, ou quem quisesse participar, para elencarem seus momentos musicais preferidos de 2019. A intenção é garantir a diversidade de sons &#8230; <a href="http://personaunesp.com.br/os-melhores-discos-de-2019/" class="more-link">Continue lendo<span class="screen-reader-text"> "Os melhores discos de 2019"</span></a></p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p><img fetchpriority="high" decoding="async" class="aligncenter size-full wp-image-13322" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2019/12/melhores-do-ano-2-1.jpg" alt="" width="2000" height="1500" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2019/12/melhores-do-ano-2-1.jpg 2000w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2019/12/melhores-do-ano-2-1-300x225.jpg 300w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2019/12/melhores-do-ano-2-1-768x576.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2019/12/melhores-do-ano-2-1-1024x768.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2019/12/melhores-do-ano-2-1-1200x900.jpg 1200w" sizes="(max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /></p>
<p>Nem toda tradição tem de ser mantida, mas o Persona não mexe em time que tá ganhando. Por isso, a nossa lista anual de discos do ano mantém o formato da <a href="https://personaunesp.com.br/os-melhores-discos-de-2018/">edição passada</a>: reunimos colaboradores, ou quem quisesse participar, para elencarem seus momentos musicais preferidos de 2019.</p>
<p>A intenção é garantir a diversidade de sons e pessoas, não ficando restritos às preferências pessoais da editoria ou ao que <a href="https://www.metacritic.com/browse/albums/score/metascore/year/all?year_selected=2018">já foi abraçado pela crítica</a> mundo afora. E esperamos ter alcançado esse propósito. A lista passeia por gêneros extremamente brasileiros, mas o rolê se expande para o mundo todo, do <em>house</em> ao sertanejo universitário. Confira:</p>
<p><span id="more-13205"></span></p>
<figure id="attachment_13263" aria-describedby="caption-attachment-13263" style="width: 500px" class="wp-caption aligncenter"><img decoding="async" class="wp-image-13263" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2019/12/caixa-de-pandora-album-luisa-sonza-1024x1024.jpg" alt="pandora melhores do ano" width="500" height="500" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2019/12/caixa-de-pandora-album-luisa-sonza-1024x1024.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2019/12/caixa-de-pandora-album-luisa-sonza-1024x1024-150x150.jpg 150w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2019/12/caixa-de-pandora-album-luisa-sonza-1024x1024-300x300.jpg 300w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2019/12/caixa-de-pandora-album-luisa-sonza-1024x1024-768x768.jpg 768w" sizes="(max-width: 500px) 85vw, 500px" /><figcaption id="caption-attachment-13263" class="wp-caption-text">Inspirada em Michael Jackson, a capa do disco de estreia da Luisa Sonza, é uma das mais bonitas do ano (Divulgação)</figcaption></figure>
<p><strong>Cezar Augusto</strong></p>
<p>Meu ano musical foi uma grande descoberta de estilos e musicalidades. Sempre fui muito preso ao pop e seus desdobramentos, buscando desde músicas mais antigas até mesmo novos artistas. Em termos de estilo, pude descobrir o <em>country</em>  — que para mim, antes, se resumia em músicas antigas—, mas bebi da fonte de artistas como a atual ganhadora do Grammy  de Álbum do Ano Kacey Musgraves, que mostrou-me um outro lado da música tradicional americana.</p>
<p>Além disso, o R&amp;B se tornou mais presente esse ano, com cantoras como HER, SZA e Tinashe. Elas invadiram minhas playlist de forma desproporcional, tanto que o ritmo foi o segundo que mais ouvi esse ano. Finalizando, continuei fiel ao pop, descobrindo diariamente novos <em>singles</em> e álbuns que estremecem meus ouvidos até agora. Artistas como <a href="http://personaunesp.com.br/thank-you-next-ariana-critica/">Ariana Grande</a>, Kim Petras e Lizzo são algumas das artistas mais frequentes no meu Spotify em 2019.</p>
<p><strong>Discos favoritos: </strong>1. Pandora &#8211; Luísa Sonza / 2. thank you, next &#8211; Ariana Grande / 3. Songs For You &#8211; Tinashe / 4. TURN OFF THE LIGHT &#8211; Kim Petras / 5. Cuz I Love You &#8211; Lizzo</p>
<div class="jetpack-video-wrapper"><iframe title="Lizzo - Tempo (feat. Missy Elliott) [Official Video]" width="840" height="473" src="https://www.youtube.com/embed/Srq1FqFPwj0?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen></iframe></div>
<hr />
<figure id="attachment_13310" aria-describedby="caption-attachment-13310" style="width: 493px" class="wp-caption aligncenter"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-13310" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2019/12/GEO.jpg" alt="" width="493" height="493" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2019/12/GEO.jpg 493w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2019/12/GEO-150x150.jpg 150w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2019/12/GEO-300x300.jpg 300w" sizes="auto, (max-width: 493px) 85vw, 493px" /><figcaption id="caption-attachment-13310" class="wp-caption-text">As dualidades do corpo humano com a tecnologia, o Manifesto Cibernético &#8211; a capa já entrega o conceito de GEO_01. (Foto: Reprodução)</figcaption></figure>
<p><strong>Egberto Santana Nunes</strong></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A minha promessa da <a href="http://personaunesp.com.br/os-melhores-discos-de-2018/">lista passada</a> era ouvir mais álbuns nacionais. Não posso dizer que a concretizei, porém, mantive o equilíbrio. E, sem dúvidas, foi de terras brasileiras que ouvi as vozes mais originais e únicas deste ano. A paulistana<strong> Geovana Mantovani</strong> entregou seu primeiro álbum, que parece ter saído diretamente do mundo cibernético. São vastos os gêneros encontrados nas 9 faixas de <em>GEO_01</em>, e a mão do produtor Guilherme Mobilesuit dá harmonia e consistência para os </span><i><span style="font-weight: 400;">glitchs</span></i><span style="font-weight: 400;"> e </span><i><span style="font-weight: 400;">grooves</span></i><span style="font-weight: 400;">. O vocal, as letras e a produção da dupla criam um universo tecnológico único no electropop brasileiro e que me impressionou a cada escutada. Merecem muito mais atenção dos holofotes nacionais.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Da gringa, o rap brasileiro transformou o </span><i><span style="font-weight: 400;">grime</span></i><span style="font-weight: 400;">, estilo de música urbana surgido no Reino Unido, mistura do ritmo de gêneros eletrônicos como o dubstep, para criar a batida das músicas. O destaque vai para o álbum <em>Running</em>, do Febem, que embala a correria de São Paulo, entre a discriminação, o ganha-pão e a reafirmação da sua presença no rap. Febem é versátil e não difere de outros simplesmente pela produção de qualidade, mas por mirar e atirar em todos, até mesmo na cena nacional, sem isenção de crítica. O <a href="https://monkeybuzz.com.br/materias/o-grime-do-brasil/">grime no Brasil</a> vem forte e esse ano também contou com a presença de LEALL e Fleezus, com excelentes singles e EPs embalando os bailes.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Viajando para o Nordeste, Nego Gallo debutou com <em>Veterano</em>, em fevereiro, e mesmo sendo lá no início, marcou muito aqui. Entre o reggae, dancehall, funk e rap, a estética da periferia de Fortaleza está nesse disco, e vale muito o repeat. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A dinamarquesa Erika de Casier debutou com <em>Essentials</em>, doce e tocante R&amp;B com batidas pop retrô, mas com a mais perfeita vibe do <em>chill out</em> contemporâneo. Para ficar de olho na dona da voz, tem futuro. Pode não ter dominado as listas, mas aqui no meu Spotify esteve muito presente. Assim como Tyler, the Creator. Por mais que <em>IGOR</em> não seja seu melhor álbum, ele se reinventou novamente, mudou a persona, a voz e gênero, e reafirmou sua posição na lista dos melhores artistas do rap americano.</span></p>
<p><strong>Discos Favoritos:</strong> 1. GEO_01 &#8211; GEO/ 2. RUNNING &#8211; FEBEM/ 3. Essentials &#8211; Erika de Casier/ 4. Veterano &#8211; Nego Gallo/ 5. IGOR &#8211; Tyler, the Creator</p>
<div class="jetpack-video-wrapper"><iframe loading="lazy" title="Erika de Casier - Do My Thing" width="840" height="473" src="https://www.youtube.com/embed/rEmRS_mr9yk?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen></iframe></div>
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<figure id="attachment_13276" aria-describedby="caption-attachment-13276" style="width: 500px" class="wp-caption aligncenter"><img loading="lazy" decoding="async" class="wp-image-13276" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2019/12/djonga-ladrao-capa.jpg" alt="" width="500" height="500" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2019/12/djonga-ladrao-capa.jpg 598w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2019/12/djonga-ladrao-capa-150x150.jpg 150w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2019/12/djonga-ladrao-capa-300x300.jpg 300w" sizes="auto, (max-width: 500px) 85vw, 500px" /><figcaption id="caption-attachment-13276" class="wp-caption-text">Como de costume, a capa do terceiro disco de Djonga tem vida própria (Foto: Reprodução)</figcaption></figure>
<p><b>Elder John Pereira</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Em 2019 ouvi basicamente rap, funk e pagode, os meus estilos preferidos. O funk não tem a cultura de lançar álbuns, logo, fica fora da lista… A explosão de Kevin O Chris juntamente com outros Mc&#8217;s de destaque do Rio de Janeiro. Em São Paulo, PP da VS se manteve no auge e Lele JP surgiu com ótimos lançamentos. Se algum desses artistas tivesse um álbum, teria lugar cativo no meu top 5.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">E falando no top 5, <strong>Djonga</strong> mais uma vez lançou <a href="https://personaunesp.com.br/djonga-ladrao-critica/">o disco do ano</a>, acertou em tudo, é até redundante falar, artista completo, um dos melhores do país. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Hot e Oreia me surpreenderam com a ousadia de um trabalho totalmente original, trabalhando temas atuais e de extrema importância. Completando sobre o rap, Coruja BC1 se estabeleceu de vez entre os melhores com um disco diversificado e contundente. A curiosidade dessa lista é a participação de Djonga nos outros dois álbuns, nas faixas </span><i><span style="font-weight: 400;">Eu vou </span></i><span style="font-weight: 400;">e </span><i><span style="font-weight: 400;">Gustavos</span></i><span style="font-weight: 400;">, respectivamente.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">E finalizando, Thiaguinho e <a href="https://www.youtube.com/watch?v=FNF6sUjpVfs">Péricles (saudades Exaltasamba)</a> vieram com produções solo de muita qualidade, cada um no seu estilo, tocando no coração como só eles sabem. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Vale ressaltar também o disco</span><i><span style="font-weight: 400;"> Padrim </span></i><span style="font-weight: 400;">do FBC, lançado em novembro, com participações de artistas importantes na cena nacional e que não entrou na seleção por ser muito recente. Além do álbum </span><i><span style="font-weight: 400;">Mais Feliz</span></i><span style="font-weight: 400;"> do Zeca Pagodinho, consagrando ainda mais o já esplêndido sambista.</span></p>
<p><strong>Discos favoritos: </strong> 1.<strong> </strong>Ladrão – Djonga / 2. Rap de Massagem – Hot e Oreia / 3. Vibe – Thiaguinho /  4. Psicodelic – Coruja BC1 / 5. Pagode do Pericão &#8211; Péricles</p>
<div class="jetpack-video-wrapper"><iframe loading="lazy" title="2. Hot e Oreia part. Djonga - Eu Vou" width="840" height="473" src="https://www.youtube.com/embed/r_hKNolK7U0?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen></iframe></div>
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<figure id="attachment_13281" aria-describedby="caption-attachment-13281" style="width: 500px" class="wp-caption aligncenter"><img loading="lazy" decoding="async" class="wp-image-13281" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2019/12/images.jpg" alt="" width="500" height="500" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2019/12/images.jpg 554w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2019/12/images-150x150.jpg 150w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2019/12/images-300x300.jpg 300w" sizes="auto, (max-width: 500px) 85vw, 500px" /><figcaption id="caption-attachment-13281" class="wp-caption-text">All wrapped in cellophane, the feelings that we had (Foto: Reprodução)</figcaption></figure>
<p><strong>Gabriel Leite Ferreira</strong></p>
<p>Meu 2019 foi majoritariamente brasileiro. Dentre os vários lançamentos que passaram pelos meus ouvidos, a relação foi mais profunda com <em>Rente</em>, de Jair Naves, e <em>O Jogo Humano</em>, do Test. O terceiro disco do ex-vocalista da seminal Ludovic é um grito aos quatro ventos contra o fascismo que assola o país, uma meditação sobre a epidemia de assédios sexuais, uma carta de amor, um pedido de socorro. É o melhor disco de Jair, aquele em que suas letras complexas são pela primeira vez correspondidas pelos arranjos, num equilíbrio entre o pop rock, o rock alternativo e o folk.</p>
<p>Com <a href="https://personaunesp.com.br/melhores-discos-de-junho2019/"><em>O Jogo Humano</em></a>, também terceiro álbum do duo Test, fui relembrado do poder catártico da música extrema. A formação é minimalista e a proposta, ambiciosa: 54 trechos de músicas que podem ser juntas de qualquer maneira. Sendo assim, cada versão física do álbum (digital, CD, vinil e K7) é diferente. Uma obra tão sufocante quanto curativa. Destaque para as letras, assinadas por uma variedade de artistas tão díspares quanto Kiko Dinucci (<a href="https://personaunesp.com.br/meta-meta-sesc-bauru/">Metá Metá</a>), o próprio Jair Naves e Quique Brown (Leptospirose).</p>
<p>Na esfera internacional, as mulheres dominaram. Billie Eilish uniu tribos com seu pop orgânico e autêntico. A veterana Kim Gordon, por outro lado, separou tribos com <a href="https://personaunesp.com.br/melhores-discos-de-outubro2019/"><em>No Home Record</em></a>, um disco que tem tudo e nada a ver com sua carreira no finado <a href="https://personaunesp.com.br/sonic-youth-daydream-30-anos/">Sonic Youth</a>. Caroline Polachek entregou o debut mais redondo dos últimos tempos com <em>Pang</em>, mesclando Charli XCX e Kate Bush em um caldeirão multicor. Mas o pódio ficou com <strong>FKA twigs</strong>, LINGUA IGNOTA e Lana Del Rey.</p>
<p>Lana e seu <em>Norman Fucking Rockwell! </em>foram a maior surpresa de 2019, sem dúvidas. Como desconhecedor da obra de Elizabeth Grant, eu não poderia ter me surpreendido mais com a consistência de seu sexto disco de estúdio. Foram incontáveis replays desde agosto e ainda não consigo apontar destaques &#8211; e acho que esse é o maior destaque de todos. &#8220;Mariners Apartment Complex&#8221;, contudo, merece nota: desde a letra irretocável ao arranjo que relê o melhor do folk rock setentista, minha música favorita do ano.</p>
<p><em>Caligula</em>, da LINGUA IGNOTA, não suscitou muitos replays. Não por falta de qualidade, longe disso; o caso é que o segundo disco de Kirstin Hayter é de uma visceralidade tão intensa que chega às raias do cruel. Cantora lírica, Hayter se voltou à música extrema para dar conta de traumas pessoais (dentre eles, a anorexia e relacionamentos abusivos). Em <em>Caligula </em>ela atinge um novo patamar na recente carreira, subvertendo noções cristãs como o Deus do Velho Testamento para anunciar sua vingança contra todos aqueles que a oprimiram. Some isso à um direcionamento musical que mistura música clássica ao mais puro <em>noise </em>e temos o disco mais difícil de 2019. Ouça no escuro.</p>
<p><em>MAGDALENE</em>, o segundo disco da inglesa FKA twigs, embalou meus momentos mais vulneráveis; foi o disco certo no momento certo. Ao incrementar seu R&amp;B experimental com influências de hip hop e música eletrônica, Tahliah Barnett encerra seu hiato de três anos e ressurge mais forte do que nunca após uma cirurgia delicada e um término amargo. Para dançar, para chorar, para pensar: twigs nos entregou o pacote completo.</p>
<p>Que venha 2020!</p>
<p><strong>Discos favoritos:</strong> 1. MAGDALENE &#8211; FKA twigs / 2. Caligula &#8211; LINGUA IGNOTA / 3.  Norman Fucking Rockwell! &#8211; Lana Del Rey / 4. Rente &#8211; Jair Naves / 5. O Jogo Humano &#8211; Test</p>
<div class="jetpack-video-wrapper"><iframe loading="lazy" title="Jair Naves - “Deus Não Compactua” (Official Video)" width="840" height="473" src="https://www.youtube.com/embed/cFvC_VQlzx8?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen></iframe></div>
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<figure id="attachment_13206" aria-describedby="caption-attachment-13206" style="width: 500px" class="wp-caption aligncenter"><img loading="lazy" decoding="async" class="wp-image-13206" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2019/12/shura-forevher-persona.jpg" alt="" width="500" height="500" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2019/12/shura-forevher-persona.jpg 1200w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2019/12/shura-forevher-persona-150x150.jpg 150w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2019/12/shura-forevher-persona-300x300.jpg 300w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2019/12/shura-forevher-persona-768x768.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2019/12/shura-forevher-persona-1024x1024.jpg 1024w" sizes="auto, (max-width: 500px) 85vw, 500px" /><figcaption id="caption-attachment-13206" class="wp-caption-text">(Foto: Reprodução)</figcaption></figure>
<p><strong>Gabriel Oliveira F. Arruda </strong></p>
<p>Musicalmente, 2019 foi um ano de estreias e reinvenções para mim. Alguns artistas que eu acompanhava há algum tempo lançaram seus primeiros álbuns, enquanto outros retornaram com força para a minha lista de mais tocados, depois de algum tempo fora.</p>
<p>Foi <strong>Shura</strong> quem capturou meu coração e minha alma, com seu segundo álbum, <em>forevher</em> &#8211; <a href="https://personaunesp.com.br/shura-forevher-critica/">cuja crítica você pode ler aqui mesmo</a>. Nele, a cantora inglesa trançou todas as suas paixões e expectativas, resultando no melhor disco que eu ouvi esse ano, equilibrando perfeitamente o seu <em>pop indie</em> melancólico com um <em>jazz</em> eletrônico que fez com que o disco se tornasse uma obra completamente autoral.</p>
<p>Foi bom também descobrir coisas novas, como o <em>synthpop</em> de Aly &amp; AJ, que voltaram com o EP <em>Sanctuary</em>, que confirmou a habilidade do duo de criar batidas que silenciosamente revitalizaram o pop internacional. Foi bom também ver o retorno do The Last Internationale com o fantástico <em>Soul on Fire</em>, um exemplo de <em>hard rock</em> comunista com algumas das faixas mais elétricas que eu tive o prazer de ouvir.</p>
<p>O <em>debut</em> da norueguesa Sigrid, <em>Sucker Punch</em>, atingiu novos tons e ao mesmo tempo aperfeiçoou sua apresentação musical ao ponto do absurdo. A estreia de Tessa VIolet foi um dos momentos marcantes do ano, sendo transmitida através de caçadas ao tesouro virtuais que anunciaram o lançamento do aguardado <em>Bad Ideas</em>, que contou com uma série de singles bem recebidos e algumas canções novas que reforçam o som sólido da americana.</p>
<p><strong>Discos favoritos: </strong>1. forevher &#8211; Shura / 2. Soul on Fire &#8211; The Last Internationale / 3. Sanctuary &#8211; Aly &amp; AJ / 4. Sucker Punch &#8211; Sigrid / 5. Bad Ideas &#8211; Tessa Violet</p>
<div class="jetpack-video-wrapper"><iframe loading="lazy" title="Shura - religion (u can lay your hands on me)" width="840" height="473" src="https://www.youtube.com/embed/HHI_WpVLT1g?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen></iframe></div>
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<figure id="attachment_13300" aria-describedby="caption-attachment-13300" style="width: 500px" class="wp-caption aligncenter"><img loading="lazy" decoding="async" class="wp-image-13300" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2019/12/goelabaixo-persona.jpg" alt="" width="500" height="501" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2019/12/goelabaixo-persona.jpg 506w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2019/12/goelabaixo-persona-150x150.jpg 150w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2019/12/goelabaixo-persona-300x300.jpg 300w" sizes="auto, (max-width: 500px) 85vw, 500px" /><figcaption id="caption-attachment-13300" class="wp-caption-text">Ouvi dizer que colocaram meu amor numa estante de brechó(Reprodução)</figcaption></figure>
<p><strong>Isabella Siqueira</strong></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Em um ano de conflitos, entre afetos e desafetos as minhas preferências musicais refletem esses tantos sentimentos. No segundo álbum da banda <strong>Liniker e os Caramelows</strong>, </span>Goela Abaixo, <span style="font-weight: 400;">impera  a saudade e o consolo. É aquele MPB que acalma o coração, a mais delicada </span><i><span style="font-weight: 400;">Amarela Paixão </span></i><span style="font-weight: 400;">ou </span><i><span style="font-weight: 400;">De Ontem </span></i><span style="font-weight: 400;">dão a sensação de intimidade e complementam os momentos felizes e tristes do meu 2019. </span></p>
<p><em>Nada Ficou no Lugar</em><span style="font-weight: 400;"> não é só a frase inicial da música </span><i><span style="font-weight: 400;">Mentiras</span></i><span style="font-weight: 400;"> da cantora brasileira Adriana Calcanhotto. O álbum lançado este ano reúne interpretações de canções dela nas mais diversas vozes, entre os artistas convidados estão Duda Beat, Letrux, Jaloo, Preta Gil, Rubel, Baco Exu do Blues e outros. São reinventadas as músicas de Adriana Calcanhotto seja mudando o tom ou inovando a batida, existe o brega, a melancolia, e o extrovertido. A banda Vanguart optou também por uma homenagem, </span><em>Vanguart sings Bob Dylan </em><span style="font-weight: 400;">contempla as músicas mais famosas desse cantor do folk norte americano. A celebração da obra de Bob Dylan inclui a sensível </span><i><span style="font-weight: 400;">Don&#8217;t Think Twice</span></i><span style="font-weight: 400;">, </span><i><span style="font-weight: 400;">It&#8217;s All Right </span></i><span style="font-weight: 400;">e a ambígua </span><i><span style="font-weight: 400;">Blowin&#8217; In The Wind.  </span></i></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A estreante </span><b>Rosa Neon</b><span style="font-weight: 400;"> fez sua estreia esse ano com o álbum de nome titular da banda</span> <span style="font-weight: 400;">que conta com a participação do rapper Djonga e traz uma estética moderna e contagiante para o pop brasileiro. Passando para os sentimentos mais opostos e existenciais vem o trio O terno com seu quarto álbum </span><b>&lt;Atrás/Além&gt;</b><span style="font-weight: 400;">. Um trecho particular da música </span><i><span style="font-weight: 400;">Eu vou</span></i><span style="font-weight: 400;"> na verdade reflete uma promessa minha pro ano que vem, “</span><i><span style="font-weight: 400;">Vou correr na direção daquelas tantas, coisas lindas que eu anseio”</span></i><span style="font-weight: 400;">.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Discos favoritos: 1. Goela Abaixo &#8211; Liniker e os Caramelows / 2. Nada Ficou no Lugar &#8211; com músicas de Adriana Calcanhotto / 3. Vanguart sings Bob Dylan &#8211; Vanguart / 4. Rosa Neon &#8211; Banda Rosa Neon / 5. &lt;Atrás/Além&gt; &#8211; O terno</span></p>
<div class="jetpack-video-wrapper"><iframe loading="lazy" title="Liniker e os Caramelows - Intimidade (Official Music Video)" width="840" height="473" src="https://www.youtube.com/embed/V6IV5NTvVv0?start=1&#038;feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen></iframe></div>
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<p><img loading="lazy" decoding="async" class="wp-image-13324 aligncenter" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2019/12/all-mirros-angel-olsen-persona.jpg" alt="" width="500" height="500" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2019/12/all-mirros-angel-olsen-persona.jpg 554w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2019/12/all-mirros-angel-olsen-persona-150x150.jpg 150w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2019/12/all-mirros-angel-olsen-persona-300x300.jpg 300w" sizes="auto, (max-width: 500px) 85vw, 500px" /></p>
<p><strong>Isabelle Tozzo Fernandes</strong></p>
<p>2019 foi um ano difícil em tantos termos que mal ouvi novos artistas. Aliás, segundo meu Spotify, passei menos tempo ouvindo músicas do que em anos anteriores. Para períodos em que fico sem paciência para dar chance às novidades recorro aos que já caminham há um tempo na minha playlist. No caso, O Terno e Lana Del Rey —  que lançaram belíssimos álbuns em 2019.</p>
<p>Sem dúvidas, <a href="https://personaunesp.com.br/critica-norman-fucking-rockwell/"><em>Norman Fucking Rockwell!</em></a> é o melhor disco do ano. Elegante, Lana se reafirma como uma excelente cantora e compositora. Minha artista da década em sua melhor versão. Já O Terno apresentou em abril<em> &lt;atrás/além&gt;, </em>quarto álbum da banda paulistana. Dando continuidade as cordas e metais da produção anterior e trazendo os conflitos existencialistas da geração <em>millenial</em> como pano de fundo.</p>
<p>No segundo semestre do ano enjoei de tudo que ouvia e entrei numa maré de tentativas frustradas ao tentar descobrir coisas novas. Mas <strong>Angel Olsen</strong> me salvou. Com seu incrível <em>All Mirrors, </em>a cantora orquestra suas dores e se utiliza de uma força descomunal para rasgar seus sentimentos.</p>
<p>Seguindo essa linha também me apaixonei por <em>MAGDALENE </em>da FKA twigs. Um pop alternativo eletrônico que traz a religiosidade na figura de Maria Madalena dissociada de jesus. A força feminina aqui em sua melhor forma. A mistura dos sintetizadores eletrônicos com o clássico piano me faz cantar as dores de FKA e me sentir em meu próprio templo sagrado.</p>
<p><strong>Discos favoritos:</strong> 1. Norman Fucking Rockell! &#8211; Lana Del Rey / 2. &lt;atrás/além&gt; &#8211; O Terno / 3. WHEN WE ALL FALL ASLEEP, WHERE DO WE GO? &#8211; Billie Eilish / 4. All Mirrors &#8211; Angel Olsen / 5. MAGDALENE &#8211; FKA twigs</p>
<div class="jetpack-video-wrapper"><iframe loading="lazy" title="FKA twigs - cellophane" width="840" height="473" src="https://www.youtube.com/embed/YkLjqFpBh84?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen></iframe></div>
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<figure id="attachment_13289" aria-describedby="caption-attachment-13289" style="width: 500px" class="wp-caption aligncenter"><img loading="lazy" decoding="async" class="wp-image-13289" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2019/12/C9BF63FE-1DC7-4F2F-94E1-7D1879D5FFFA.jpg" alt="" width="500" height="500" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2019/12/C9BF63FE-1DC7-4F2F-94E1-7D1879D5FFFA.jpg 3675w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2019/12/C9BF63FE-1DC7-4F2F-94E1-7D1879D5FFFA-150x150.jpg 150w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2019/12/C9BF63FE-1DC7-4F2F-94E1-7D1879D5FFFA-300x300.jpg 300w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2019/12/C9BF63FE-1DC7-4F2F-94E1-7D1879D5FFFA-768x768.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2019/12/C9BF63FE-1DC7-4F2F-94E1-7D1879D5FFFA-1024x1024.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2019/12/C9BF63FE-1DC7-4F2F-94E1-7D1879D5FFFA-1200x1200.jpg 1200w" sizes="auto, (max-width: 500px) 85vw, 500px" /><figcaption id="caption-attachment-13289" class="wp-caption-text">(Foto: Junior Franch)</figcaption></figure>
<p><strong>Jho Brunhara</strong></p>
<p><span style="font-weight: 400;">&#8216;<em>Na fé de Zambi e de Oxalá, pedimos licença pros trabalhos começá.&#8217;</em> <a href="https://www.youtube.com/watch?v=LE43Bb3xXGw&amp;list=PLYnGU9fvHdbSzh-tCulPzNYZaz_91a-zb"><em>Rito de Passá</em></a> rasgou os céus de 2019 como uma flecha, sacudiu o chão como um trovão e iluminou a música brasileira como um relâmpago. Sem medo e com muito orgulho de mostrar suas raízes e o que faz Thais da Silva ser <strong>Mc Tha</strong>, a artista trouxe um disco destruidor cheio de conceito, letras elaboradas, uma sonoridade única, e claro, uma capa maravilhosa.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Meio Luiza Lian com uma <a href="https://youtu.be/CqXM3uwklF8?t=455"><em>macumba-funk-eletrônica</em></a>, Mc Tha encontra em sua relação com a umbanda, funk e suas experiências de vida a inspiração para construir seu debut &#8211; e torná-lo o melhor álbum desse ano. </span><span style="font-weight: 400;">2019 foi maravilhoso para a música pop brasileira, que continua a revelar novos artistas e os rumos que estamos tomando. YMA, com seu disco <a href="https://www.youtube.com/watch?v=WVXhm4_3SOs&amp;list=PLJgL5qUxnx2n5WWdr0bpzvu7RQdW7nPKo"><em>Par de Olhos</em></a> e GEO com<a href="https://www.youtube.com/watch?v=PRO6G1QCkyo&amp;list=OLAK5uy_lBkzQfwAdS07o48tkghY7hRQTlu1NJnII"><em> GEO_01</em></a> fazem parte dessas novas vozes muito comprometidas com a arte.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">No hemisfério norte, Lana Del Rey presenteou o mundo com o maravilhoso <a href="https://personaunesp.com.br/critica-norman-fucking-rockwell/"><em>Norman Fucking Rockwell!</em></a>. O melancolismo de suas letras &#8211; mais poéticas e fascinantes que nunca &#8211;  atingiu um novo ápice, resultando em um disco impactante e poderoso, mas ainda assim sutil e sincero. &#8216;<em>They mistook my kindness for weakness, I fucked up, I know that, but Jesus, can&#8217;t a girl just do the best she can?</em>&#8216; Ainda que aqui ocupe o segundo lugar, NFR! divide o #1 no meu coração. O olhar melancólico também trouxe outros LPs escritos direto da alma que merecem uma menção, como o <a href="https://www.youtube.com/watch?v=BiWasRqxGcI&amp;list=PLZqsyBiYZFQ27eE3GEsZ9nXZ2JGByM6qr"><em>Remind Me Tomorrow</em></a> da Sharon Van Etten, e <a href="https://www.youtube.com/watch?v=yezDEWako8U&amp;list=PLfSdF_HSSu548MHnItRg7sYbj1OkmFc2g"><em>Fine Line</em></a> de Harry Styles. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Além de 2019 ter sido um ano incrível por parte das artistas mulheres, foi um ano ótimo para o pop. A volta de Banks acompanhada de composições geniais e suas produções fortes e marcantes no álbum <em><a href="https://personaunesp.com.br/banks-iii-critica/">III</a>,</em> também regado de sua visão obscura e única sobre o amor.<em> </em>Também tivemos o </span><span style="font-weight: 400;"> debut de Billie Eilish, <em><a href="https://www.youtube.com/watch?v=XJBUWZsT38c&amp;list=PLMSmPqvJ6siJwH_c2H_N8j9JqDt8ogyny">WHEN WE ALL FALL ASLEEP, WHERE DO WE GO?</a>,</em> talvez sendo o<em> </em>grande diferencial da cantora de 18 anos a abordagem de suas letras e a produção mais experimental de suas músicas. E Sigrid, outra voz jovem que com <a href="http://personaunesp.com.br/sigrid-debut/"><em>Sucker Punch</em></a> lançou um dos discos mais gostosos de se ouvir de 2019. Regado de faixas <em>pop perfection</em>, a norueguesa soube exatamente o ponto de soar chiclete sem parecer genérica. </span></p>
<p><strong>Discos Favoritos:</strong> 1. Rito de Passá  &#8211; Mc Tha/ 2. Norman Fucking Rockwell! &#8211; Lana Del Rey/ 3. III &#8211; Banks/ 4. Sucker Punch &#8211; Sigrid/ 5. WHEN WE ALL FALL SLEEP, WHERE DO WE GO? &#8211; Billie Eilish</p>
<div class="jetpack-video-wrapper"><iframe loading="lazy" title="Lana Del Rey - Mariners Apartment Complex" width="840" height="473" src="https://www.youtube.com/embed/1uFv9Ts7Sdw?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen></iframe></div>
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<figure id="attachment_13308" aria-describedby="caption-attachment-13308" style="width: 500px" class="wp-caption aligncenter"><img loading="lazy" decoding="async" class="wp-image-13308" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2019/12/Jamila-Woods-persona.jpg" alt="" width="500" height="500" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2019/12/Jamila-Woods-persona.jpg 1280w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2019/12/Jamila-Woods-persona-150x150.jpg 150w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2019/12/Jamila-Woods-persona-300x300.jpg 300w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2019/12/Jamila-Woods-persona-768x768.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2019/12/Jamila-Woods-persona-1024x1024.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2019/12/Jamila-Woods-persona-1200x1200.jpg 1200w" sizes="auto, (max-width: 500px) 85vw, 500px" /><figcaption id="caption-attachment-13308" class="wp-caption-text">“LEGACY! LEGACY!” traz, no título de cada faixa, o nome de algum pensador ou artista que tenha contribuído na jornada pessoal de Jamila (Reprodução)</figcaption></figure>
<p><strong>Leonardo Teixeira</strong></p>
<p>A música me confortou em 2019. Foi isso que busquei nas minhas escolhas: aconchego, consolo. A paisagem política do país, aliada a uma série de mudanças pessoais, exigiram do meu Spotify a resposta para uma série de reflexões, neuras e medos. É o caso de Jamilla Woods e a <a href="https://pitchfork.com/features/song-by-song/jamila-woods-legacy-legacy-interview/">poesia complexa</a> de seu <em>LEGACY! LEGACY! </em>A cantora e professora americana me ensinou um bocado sobre auto cuidado e orgulho, no que considero o melhor disco de R&amp;B do ano.</p>
<p>Vozes modernas da brasilidade foram meu canal de contato com a resistência contra o conservadorismo atualmente injetado nas esferas da vida cotidiana. Nomes como Luísa e os Alquimistas, MC Tha e Urias ofereceram esse escape, que todos nós tanto precisávamos no decorrer do ano. No espectro pessoal, o destaque fica para Liniker e o Caramelows e o belíssimo <em>Goela Abaixo</em>. “O nosso carinho não dói em ninguém”, ela canta. Juro que tem um pedacinho de mim em cada verso do registro.</p>
<p>O ano foi pouco aventureiro no quesito de gêneros musicais. Poucas vezes fugi do pop, soul ou R&amp;B (e suas vertentes) que sempre habitaram meus fones de ouvido. Mas é interessante como Caroline Polachek e <a href="https://personaunesp.com.br/carly-rae-jepsen-dedicated-critica/">Carly Rae Jepsen</a> — que lançaram trabalhos impecáveis em 2019 —, artistas que coabitam no mundo pop, têm sons tão discrepantes.</p>
<p style="text-align: left;">Ainda, meu queixo caiu várias vezes por culpa de duas figuras seminais da música pop: Madonna e Beyoncé. <em>MADAME X</em> não foi só flores, mas momentos épicos como “God Control” ou “I Don&#8217;t Search I Find”, que demonstram dois extremos da mistura do house de Detroit com a discoteca, lembram que Madge inventou a roda e ainda a dirige com maestria.</p>
<p style="text-align: left;">Por sua vez, Yoncé reescreveu a própria história com o seu <em>HOMECOMING: THE LIVE ALBUM</em>. O disco revisita as duas lendárias apresentações da cantora no Coachella 2018, ao mesmo tempo em que redige uma carta de amor à juventude negra. Tudo isso acompanhado da excelência técnica e artística que já se tornou freguês na discografia de Bey. Obrigado por tudo, madrinha.</p>
<p><strong>Discos favoritos: </strong>1. LEGACY! LEGACY! &#8211; Jamilla Woods / 2. Goela Abaixo &#8211; Liniker e os Caramelows / 3. Dedicated &#8211; Carly Rae Jepsen / 4. Rito de Passá &#8211; MC Tha / 5. Pang &#8211; Caroline Polacheck</p>
<div class="jetpack-video-wrapper"><iframe loading="lazy" title="Urias - Diaba (Offical Video)" width="840" height="473" src="https://www.youtube.com/embed/_r83_ualtpM?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen></iframe></div>
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<figure id="attachment_13315" aria-describedby="caption-attachment-13315" style="width: 500px" class="wp-caption aligncenter"><img loading="lazy" decoding="async" class="wp-image-13315 size-full" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2019/12/CD-Marília-Mendonça-Todos-Os-Cantos-Vol.-01-Ao-Vivo-2019.jpg" alt="" width="500" height="500" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2019/12/CD-Marília-Mendonça-Todos-Os-Cantos-Vol.-01-Ao-Vivo-2019.jpg 500w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2019/12/CD-Marília-Mendonça-Todos-Os-Cantos-Vol.-01-Ao-Vivo-2019-150x150.jpg 150w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2019/12/CD-Marília-Mendonça-Todos-Os-Cantos-Vol.-01-Ao-Vivo-2019-300x300.jpg 300w" sizes="auto, (max-width: 500px) 85vw, 500px" /><figcaption id="caption-attachment-13315" class="wp-caption-text">Na retrospectiva do Spotify, Marília Mendonça alcançou o top 1 dos 10 artistas mais ouvidos do Brasil, assim como Todos Os Cantos, que levou como o álbum mais ouvido no país (Foto:</figcaption></figure>
<p><strong>Natália Santos</strong></p>
<p>O ano de 2019 começou, pelo menos no âmbito musical brasileiro, com o pé direito. Logo em fevereiro, <strong>Marília Mendonça</strong> lançou aquele que viria a ser o Melhor Álbum de Música Sertaneja do ano pelo Grammy Latino, o Todos Os Cantos, Vol. 1. Seguindo a tradição sertaneja das músicas ao vivo, Marília transformou o seu último lançamento em um projeto itinerante com gravações em diversas capitais do país. Traição e superação ainda são os temas das músicas, entretanto é perceptível o amadurecimento musical e vocal de Marília desde o boom de “Infiel” em 2015. A cantora ainda lançou os volumes 2 e 3 do projeto no decorrer do ano.</p>
<p>Do outro lado do globo, lá na Inglaterra, o (melhor) ex-One Direction lançou o seu segundo álbum em carreira solo. <em>Fine Line</em> do Harry Styles chegou nas plataformas no dia 13 de novembro. Três dias após o lançamento, 7 das 12 faixas estavam no Billboard Hot 100. E os números não acabam por aqui! O álbum atingiu 631 mil unidades vendidas segundo a United World Chart. Além disso, o segundo álbum solo significou para o cantor um rompimento com a imagem de ‘ídolo de boyband’; além de possibilitar o flerte com novos estilos musicais, como no caso da música de 6 minutos que dá o título ao CD e dos instrumentos de sopro e corais que aparecem na abertura da primeira faixa, <em>“</em>Golden<em>”</em>. Fine Line é, com certeza, a maior obra-prima internacional do ano de 2019.</p>
<p>Mas o pop não acaba por aí! Apresentando a sua nova era, Taylor Swift deixou de lado o seu rancor e ódio (explícitos) ao lançar <em>Lover</em>, <a href="https://personaunesp.com.br/lover-taylor-swift-critica/">sétimo álbum da sua carreira</a>. Com 18 faixas, sendo o seu maior álbum em extensão, Taylor volta ao viés intimista e um tanto quanto inovador, afinal é a primeira vez que a cantora se coloca como protagonista da sua história e não foca apenas como os indivíduos ao seu redor impactaram negativamente sua vida. O registro é um grande álbum pop que flerta com o <a href="https://www.youtube.com/watch?v=ic8j13piAhQ">electropop</a>, resquícios do <em>Reputation</em>, e ainda  celebra os altos e baixos do amor em tons iluminados! Por fim, vale uma informação extra: <em>Lover</em> foi o único álbum do ano a vender 1 milhão de cópias puras (sem contar com as vendas em streamings) nos Estados Unidos. Parabéns, Taylor! É aquele ditado: artista da década faz assim!</p>
<p><strong>Discos favoritos:</strong> 1. Todos Os Cantos, Vol. 1 – Marília Mendonça / 2. Fine Line – Harry Styles / 3. Lover – Taylor Swift / 4. Happiness Begins – Jonas Brothers / 5. Romance – Camila Cabello</p>
<div class="jetpack-video-wrapper"><iframe loading="lazy" title="Taylor Swift - You Need To Calm Down" width="840" height="473" src="https://www.youtube.com/embed/Dkk9gvTmCXY?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen></iframe></div>
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<figure id="attachment_13302" aria-describedby="caption-attachment-13302" style="width: 500px" class="wp-caption aligncenter"><img loading="lazy" decoding="async" class="wp-image-13302" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2019/12/ceu-apka-persona.jpg" alt="melhores do ano céu" width="500" height="500" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2019/12/ceu-apka-persona.jpg 696w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2019/12/ceu-apka-persona-150x150.jpg 150w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2019/12/ceu-apka-persona-300x300.jpg 300w" sizes="auto, (max-width: 500px) 85vw, 500px" /><figcaption id="caption-attachment-13302" class="wp-caption-text">A maioria das faixas em APKÁ! foram compostas por Céu, algumas em parceria com artistas renomados, como Caetano Veloso (Divulgação)</figcaption></figure>
<p><strong>Natan Felipe</strong></p>
<p>2019 foi um ano turbulento em muitos aspectos. Marcado pela nostalgia do fim de uma década, muito foi resgatado no mundo da música, mas muitos outros sons foram recebidos pelo público como uma degustação do que está por vir. O que mais me surpreendeu foi que, desde muito cedo, artistas internacionais imperavam nas minhas listas de favoritos. Contudo, esse ano, os brasileiros se posicionaram &#8211; e muito bem &#8211; no jogo da indústria musical, e conquistaram muito mais espaço no mercado nacional e nas minhas playlists.</p>
<p>Assim, sou feliz em dizer que o álbum que mais se destacou durante meu ano foi o APKÁ! da cantora <strong>Céu</strong>. Conhecida e premiada pela excelência de suas composições e produções nada óbvias, a voz mais poderosa da <a href="http://personaunesp.com.br/meta-meta-sesc-bauru/">nova mpb</a> traz, nesse álbum, um experimentalismo que nos rende uma boa combinação de melancolia e prazer. A paulistana trata de assuntos como o amor nos tempos modernos (e em todas as suas configurações), bem como sobre temáticas mais pessoais, como a maternidade, grande inspiração para a produção do disco.</p>
<p>Rito de Passá, da novata Mc Tha, é mais um suprassumo da cultura brasileira lançado nesse ano tão produtivo no campo das artes no país. Com batidas fortes que fazem uma mistura inusitada do funk das periferias com mpb, o álbum traz mensagens poderosas em suas letras, que tratam de temas como o empoderamento, autocuidado, coragem, amor e religião &#8211; aqui, pincelada em músicas como a faixa título, que é um canto leve e prazeroso aos orixás da umbanda, para que eles, como ela mesma diz “abram os caminhos” para a execução dessa obra que merece muito mais visibilidade do que já alcançou.</p>
<p>Por fim, não poderia deixar de esboçar minha admiração pelo mais novo trabalho de Lana Del Rey, <a href="http://personaunesp.com.br/critica-norman-fucking-rockwell/"><em>Norman Fucking Rockwell!</em></a> No disco, a voz doce da cantora encontra seu ápice nas letras bem escritas, que nos aproxima muito da assinatura artística apresentada por ela há alguns anos atrás, com <em>Born To Die</em>. As composições casam perfeitamente com o trabalho valioso do reconhecido produtor Jack Antonoff, já nomeado diversas vezes ao prêmio Grammys por <a href="http://personaunesp.com.br/lover-taylor-swift-critica/">álbuns de Taylor Swift</a>, Lorde, e marcando mais uma vez presença na categoria com a merecidíssima indicação de Del Rey ao prêmio de Álbum do Ano.</p>
<p><strong>Discos favoritos: </strong>1. APKÁ &#8211; Céu / 2. Norman Fucking Rockwell! &#8211; Lana Del Rey / 3. Rito de Passá &#8211; MC Tha / 4. ANTI-HERÓI &#8211; Jão / 5. Lover &#8211; Taylor Swift</p>
<div class="jetpack-video-wrapper"><iframe loading="lazy" title="MC Tha - Rito de Passá (Clipe Oficial)" width="840" height="473" src="https://www.youtube.com/embed/PRAx8dgvPAo?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen></iframe></div>
<hr />
<figure id="attachment_13272" aria-describedby="caption-attachment-13272" style="width: 500px" class="wp-caption aligncenter"><img loading="lazy" decoding="async" class=" wp-image-13272" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2019/12/Lana-Del-Rey-Norman-Fucking-Rockwell-696x696.jpg" alt="" width="500" height="500" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2019/12/Lana-Del-Rey-Norman-Fucking-Rockwell-696x696.jpg 696w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2019/12/Lana-Del-Rey-Norman-Fucking-Rockwell-696x696-150x150.jpg 150w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2019/12/Lana-Del-Rey-Norman-Fucking-Rockwell-696x696-300x300.jpg 300w" sizes="auto, (max-width: 500px) 85vw, 500px" /><figcaption id="caption-attachment-13272" class="wp-caption-text">Wish that you would hold me or just say that you were mine (Foto: Reprodução)</figcaption></figure>
<p><strong>Vitor Evangelista</strong></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Quando a melancólica melodia da faixa-título de <strong>Lana Del Rey</strong> começa a entoar, ela já nos assegura: esse ano, não tem pra ninguém. A americana consagra </span><i><span style="font-weight: 400;">Norman Fucking Rockwell!</span></i><span style="font-weight: 400;"> como a melhor investida musical de 2019, unindo letras afiadas à minúcias de suas vivências. Os versos iniciais são de alto escalão,</span><i><span style="font-weight: 400;"> ‘goddamn, man child, you fucked me so good that I almost said, &#8220;I love you&#8221;</span></i><span style="font-weight: 400;">’.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Importante ressaltar que o ano desbravou </span><i><span style="font-weight: 400;">singles</span></i><span style="font-weight: 400;"> interessantíssimos que (ainda) não compõe álbuns completos. A triste e reflexiva </span><i><span style="font-weight: 400;">Slide Away</span></i><span style="font-weight: 400;">, de Miley Cyrus, detalha o término com o ex, poética como usual. </span><i><span style="font-weight: 400;">‘move on, we&#8217;re not 17, i&#8217;m not who I used to be’. </span></i><span style="font-weight: 400;">A ex-</span><i><span style="font-weight: 400;">Disney </span></i><span style="font-weight: 400;">ainda se aventurou por </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=BTsW30Ur0sg"><i><span style="font-weight: 400;">Black Mirror</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> e vestiu a carapuça da </span><i><span style="font-weight: 400;">popstar</span></i><span style="font-weight: 400;"> Ashley O. E seus dois </span><i><span style="font-weight: 400;">hits</span></i><span style="font-weight: 400;"> são canções chiclete que ficam com a gente,</span><i><span style="font-weight: 400;"> ‘i&#8217;m gonna get what i deserve’. </span></i><span style="font-weight: 400;">Outra expoente da casa do </span><span style="font-weight: 400;">Mickey</span><span style="font-weight: 400;"> que brilhou em 2019 foi Zendaya. Protagonista de </span><i><span style="font-weight: 400;">Euphoria</span></i><span style="font-weight: 400;">, da </span><i><span style="font-weight: 400;">HBO</span></i><span style="font-weight: 400;">, a atriz ainda soltou a voz, ao lado do talentoso Labrinth na onírica </span><i><span style="font-weight: 400;">All For Us</span></i><span style="font-weight: 400;">, que deu fecho ao </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=k-9DOwrLdkg"><span style="font-weight: 400;">primeiro ano</span></a><span style="font-weight: 400;"> do seriado,</span><i><span style="font-weight: 400;"> ‘i&#8217;m taking it all for us, doing it all for love’</span></i><span style="font-weight: 400;">. Isso sem falar em Dua Lipa e suas exuberantes <em>Don&#8217;t Star Now</em> e <em>Future Nostalgia</em>. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Já em trabalhos coesos e finalizados, os lançamentos de Ariana Grande e Billie Eilish foram força motriz do primeiro semestre. Enquanto</span><i><span style="font-weight: 400;"> thank u, next</span></i><span style="font-weight: 400;"> revisita traumas e inseguranças da canceriana de 1,53m, </span><i><span style="font-weight: 400;">WHEN WE FALL SLEEP, WHERE DO WE GO?</span></i><span style="font-weight: 400;"> é um respiro no cenário <em>pop</em>, onde a jovem de (então) 17 anos desabafa sobre pesadelos, sobre o aquecimento global e sobre seus dilemas amorosos. Do álbum de Ariana, fica destacada a faixa <em>needy</em> e, no de Billie, a divertida homenagem a <em>The Office</em> com a música <em>my strange addiction. </em></span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Pra fechar o </span><i><span style="font-weight: 400;">top 5</span></i><span style="font-weight: 400;"> do ano, Harry Styles coroa a tristeza do homem com o coração partido; os destaques de </span><i><span style="font-weight: 400;">Fine Line </span></i><span style="font-weight: 400;">ficam a cargo de </span><i><span style="font-weight: 400;">Cherry</span></i><span style="font-weight: 400;">, com a bagagem da ex-namorada do cantor, e </span><i><span style="font-weight: 400;">Falling</span></i><span style="font-weight: 400;">,</span><i><span style="font-weight: 400;"> ‘and i get the feeling that you&#8217;ll never need me again’. </span></i><span style="font-weight: 400;">Charli XCX lançou o </span><i><span style="font-weight: 400;">meio-self-titled</span></i><span style="font-weight: 400;">, com uma porção de colaborações, uma série de fillers, mas ainda tocando fundo nos sentimentos adormecidos. </span><i><span style="font-weight: 400;">Official</span></i><span style="font-weight: 400;"> é quem dá a direção que a britânica se entristece a versar em <em>Charli</em>. </span><i><span style="font-weight: 400;">‘you know the words to my mistakes, you understand because you made &#8216;em too’.</span></i></p>
<p><span style="font-weight: 400;"><strong>Discos Favoritos:</strong> 1. Norman Fucking Rockwell! &#8211; Lana Del Rey/ 2. thank u, next &#8211; Ariana Grande/ 3. WHEN WE ALL FALL SLEEP, WHERE DO WE GO? &#8211; Billie Eilish/ 4. Fine Line &#8211; Harry Styles/ 5. Charli &#8211; Charli XCX</span></p>
<div class="jetpack-video-wrapper"><iframe loading="lazy" title="Charli XCX - White Mercedes [Official Video]" width="840" height="473" src="https://www.youtube.com/embed/kKBCLHAq1do?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen></iframe></div>
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		<title>Lana Del Rey retorna às suas antigas praias em &#8220;Norman Fucking Rockwell!&#8221;</title>
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		<pubDate>Thu, 12 Sep 2019 15:05:50 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Música]]></category>
		<category><![CDATA[Indie Pop]]></category>
		<category><![CDATA[Isabelle Tozzo]]></category>
		<category><![CDATA[Lana Del Rey]]></category>
		<category><![CDATA[Norman Fucking Rockwell]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Isabelle Tozzo As cordas ressoam por vinte e cinco segundos. Em seguida entra o piano. Suave, ele guia o restante da música. Na letra, Lana Del Rey canta sobre um homem que se acha demais. É com essa dualidade entre composição direta e melodia elegante que a americana de trinta e quatro anos abre Norman &#8230; <a href="http://personaunesp.com.br/critica-norman-fucking-rockwell/" class="more-link">Continue lendo<span class="screen-reader-text"> "Lana Del Rey retorna às suas antigas praias em &#8220;Norman Fucking Rockwell!&#8221;"</span></a></p>
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										<content:encoded><![CDATA[<figure id="attachment_12801" aria-describedby="caption-attachment-12801" style="width: 866px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class=" wp-image-12801" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2019/09/NormanFuckingRockwellCensored-300x300.jpg" alt="" width="866" height="866" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2019/09/NormanFuckingRockwellCensored-300x300.jpg 300w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2019/09/NormanFuckingRockwellCensored-150x150.jpg 150w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2019/09/NormanFuckingRockwellCensored-768x768.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2019/09/NormanFuckingRockwellCensored-1024x1024.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2019/09/NormanFuckingRockwellCensored-1200x1200.jpg 1200w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2019/09/NormanFuckingRockwellCensored.jpg 2000w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-12801" class="wp-caption-text">Lana Del Rey é a artista feminina que recebeu a maior nota da década pelo Pitchfork com Norman Fucking Rockwell! / Foto: Divulgação</figcaption></figure>
<p><strong>Isabelle Tozzo</strong></p>
<p><span style="font-weight: 400;">As cordas ressoam por vinte e cinco segundos. Em seguida entra o piano. Suave, ele guia o restante da música. Na letra, Lana Del Rey canta sobre um homem que se acha demais. É com essa dualidade entre composição direta e melodia elegante que a americana de trinta e quatro anos abre </span><i><span style="font-weight: 400;">Norman Fucking Rockwell!</span></i><span style="font-weight: 400;">, seu novo álbum lançado no dia 30 de agosto.</span><span id="more-12788"></span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A faixa homônima, que dá início a obra, sintetiza bem o que virá ao longo do disco. Elegante e mais maduro que os anteriores, Lana se reafirma aqui como uma excelente compositora. O piano que norteia e percorre todas as faixas, traz precisão e contrapõe as letras diretas, ácidas e sem tantas metáforas. O homem que dá título ao álbum, Norman Rockwell, foi um pintor e ilustrador estadunidense. Ao nomear o álbum assim, Lana Del Rey cria uma persona que representa os homens sempre presentes em suas músicas e que a acompanha novamente neste álbum.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Em abril deste ano já tínhamos a notícia de que o álbum estava pronto e as expectativas eram de que fosse lançado em maio. No entanto, em </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=lvRgB4lNoCg"><span style="font-weight: 400;">entrevista a rádio KROQ</span></a><span style="font-weight: 400;"> Lana explicou o atraso e contou que resolveu dar uns toques finais antes de lançá-lo ao público. É a primeira vez que Del Rey trabalha com o produtor Jack Antonoff, que já trabalhou com cantoras como </span><a href="http://personaunesp.com.br/critica-lorde-melodrama/"><span style="font-weight: 400;">Lorde</span></a><span style="font-weight: 400;"> e Taylor Swift.</span></p>
<figure id="attachment_12793" aria-describedby="caption-attachment-12793" style="width: 481px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class=" wp-image-12793" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2019/09/7cefb20b5e9bad0a9c45195c7c7f307a-300x293.jpg" alt="" width="481" height="469" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2019/09/7cefb20b5e9bad0a9c45195c7c7f307a-300x293.jpg 300w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2019/09/7cefb20b5e9bad0a9c45195c7c7f307a.jpg 500w" sizes="auto, (max-width: 481px) 85vw, 481px" /><figcaption id="caption-attachment-12793" class="wp-caption-text">Saudosista, Lana relembra uma old California no novo álbum / Foto: Reprodução</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">Se tivéssemos que escolher uma estação para </span><i><span style="font-weight: 400;">Norman Fucking Rockwell!</span></i><span style="font-weight: 400;"> definitivamente seria o verão. O clima fresco de uma Califórnia antiga carrega uma aura nostálgica de uma época na qual nem a própria Del Rey viveu. Mas mesmo assim nos faz sentir saudades de algo que não conhecemos. Essa atmosfera se aproxima das melodias feitas anteriormente em </span><a href="http://personaunesp.com.br/critica-ultraviolence/"><i><span style="font-weight: 400;">Ultraviolence</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, mas dessa vez buscando um lado menos obscuro da costa oeste americana. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Por falar em obscuridade, algumas músicas carregam um teor político, como é o caso de </span><i><span style="font-weight: 400;">The Greatest, </span></i><span style="font-weight: 400;">mais crua e delicada,</span> <span style="font-weight: 400;">e </span><i><span style="font-weight: 400;">hope is a dangerous thing for a woman like me to have &#8211; but i have it. </span></i><span style="font-weight: 400;">Em </span><i><span style="font-weight: 400;">Lust for Life</span></i><span style="font-weight: 400;">, seu álbum anterior, a política já fazia parte de algumas letras e aqui isso se repete. Em uma era Trump com aumento de crimes de ódio e problemas climáticos, </span><a href="https://www.terra.com.br/diversao/musica/precisamos-de-musica-de-protesto-diz-lana-del-rey,122eabf2a7b3626d4e6103a429d6fc126ib2gd8a.html"><span style="font-weight: 400;">Lana reforça a importância da música de protesto</span></a><span style="font-weight: 400;"> e de se posicionar. </span></p>
<figure id="attachment_12795" aria-describedby="caption-attachment-12795" style="width: 492px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class=" wp-image-12795" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2019/09/unnamed-1-300x300.jpg" alt="" width="492" height="492" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2019/09/unnamed-1-300x300.jpg 300w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2019/09/unnamed-1-150x150.jpg 150w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2019/09/unnamed-1.jpg 486w" sizes="auto, (max-width: 492px) 85vw, 492px" /><figcaption id="caption-attachment-12795" class="wp-caption-text">foto: Chuck Grant</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">Na musicalidade do álbum há uma união entre um instrumental orgânico e sons eletrônicos. </span><i><span style="font-weight: 400;">Venice Bitch,</span></i><span style="font-weight: 400;"> por exemplo, que tem nove minutos de duração, mistura cordas com um longo solo de sintetizadores. A faixa é vista como desnecessariamente longa por muitos críticos. Porém, é inegável a ousadia em produzir algo que vai de oposto ao que é feito no mercado de música atual. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Além disso, </span><i><span style="font-weight: 400;">Venice Bitch </span></i><span style="font-weight: 400;">traz uma psicodelia devido as camadas de voz levemente esganiçada da cantora, presente também na faixa </span><i><span style="font-weight: 400;">California.</span></i><span style="font-weight: 400;"> Sussurros e o som com grãos dão a sensação de que estamos ouvindo a música de um vinil e todos esses elementos nos presenteia com um universo ainda mais intimista de Lana Del Rey.</span></p>
<div class="jetpack-video-wrapper"><iframe loading="lazy" title="Lana Del Rey - Doin&#039; Time" width="840" height="473" src="https://www.youtube.com/embed/qolmz4FlnZ0?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen></iframe></div>
<p><span style="font-weight: 400;">Para completar essa intimidade os clipes possuem cenas caseiras e filtro vintage, remetendo a época de </span><i><span style="font-weight: 400;">Video Games</span></i><span style="font-weight: 400;">, ou até mesmo antes disso, quando era Lizzy Grant. Os clipes de </span><i><span style="font-weight: 400;">Venice Bitch</span></i><span style="font-weight: 400;"> e </span><i><span style="font-weight: 400;">Mariners Apartment Complex</span></i><span style="font-weight: 400;"> possuem cenas parecidas e contribuem para reforçar o saudosismo presente nas músicas. Já </span><i><span style="font-weight: 400;">Fuck it I Love You</span></i><span style="font-weight: 400;"> e </span><i><span style="font-weight: 400;">The Greatest </span></i><span style="font-weight: 400;">dispõem de uma produção maior, mesmo assim sem perder o clima.</span></p>
<p><i><span style="font-weight: 400;">Norman Fucking Rockwell! </span></i><span style="font-weight: 400;">é provavelmente a obra mais verdadeira e madura de Lana Del Rey. A melancolia já conhecida pelo público está presente aqui, mas agora a cantora está no controle dela. Os Estados Unidos decadente serve de pano de fundo para o desejo de uma outra América. Mais do que nunca Lana revisita suas antigas praias e deixa em nós a aspiração de conhecê-las também.</span></p>
<p><iframe loading="lazy" width="300" height="380" allowtransparency="true" frameborder="0" allow="encrypted-media" title="Spotify Embed: Norman Fucking Rockwell!" src="https://open.spotify.com/embed/album/5XpEKORZ4y6OrCZSKsi46A"></iframe></p>
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		<title>Ultraviolence: Meia década do melhor de Lana Del Rey</title>
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		<pubDate>Thu, 11 Jul 2019 19:58:21 +0000</pubDate>
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		<category><![CDATA[Isabelle Tozzo]]></category>
		<category><![CDATA[Lana Del Rey]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Isabelle Tozzo Ultraviolence é o melhor de todos. Essa é a frase que meus amigos já ouviram de mim algumas vezes em conversas sobre Lana Del Rey. Como fã da artista, afirmo sem hesitar que o terceiro álbum da cantora – que completa cinco anos – é o mais belo, coeso e intimista de toda &#8230; <a href="http://personaunesp.com.br/critica-ultraviolence/" class="more-link">Continue lendo<span class="screen-reader-text"> "Ultraviolence: Meia década do melhor de Lana Del Rey"</span></a></p>
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										<content:encoded><![CDATA[<figure id="attachment_12350" aria-describedby="caption-attachment-12350" style="width: 526px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class=" wp-image-12350" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2019/07/Ultraviolence-300x300.jpg" alt="" width="526" height="526" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2019/07/Ultraviolence-300x300.jpg 300w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2019/07/Ultraviolence-150x150.jpg 150w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2019/07/Ultraviolence-768x768.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2019/07/Ultraviolence-1024x1024.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2019/07/Ultraviolence-1200x1200.jpg 1200w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2019/07/Ultraviolence.jpg 1500w" sizes="auto, (max-width: 526px) 85vw, 526px" /><figcaption id="caption-attachment-12350" class="wp-caption-text">(Foto: Reprodução)</figcaption></figure>
<p><strong>Isabelle Tozzo</strong></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Ultraviolence é o melhor de todos. Essa é a frase que meus amigos já ouviram de mim algumas vezes em conversas sobre Lana Del Rey. Como fã da artista, afirmo sem hesitar que o terceiro álbum da cantora – que completa cinco anos – é o mais belo, coeso e intimista de toda a carreira da norte-americana.</span><span id="more-12339"></span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O álbum foi lançado no dia 13 de julho de 2014, e como de costume, com atrasos. Logo após o lançamento do EP Paradise, em fevereiro de 2013, Lana comentou que estaria empenhada na produção de um novo disco. Porém, <a href="http://www.virgula.com.br/musica/demo-de-black-beauty-nova-de-lana-del-rey-vaza-ouca/">vazamentos de algumas faixas</a> como </span><i><span style="font-weight: 400;">Black Beauty</span></i><span style="font-weight: 400;"> desanimaram a cantora que chegou a cogitar em não lançá-lo mais. No início de 2014, Lana conheceu Dan Auerbach, e o álbum &#8211; que até então Del Rey julgava estar finalizado &#8211; foi completamente refeito pela produção do vocalista do The Black Keys. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A produção de Dan trouxe as influências necessárias para o álbum. Segundo Lana, Auerbach achou a obra inicial muito “rock clássico” e propôs a reformulação do mesmo. O álbum que conhecemos hoje incorpora elementos do rock psicodélico com presença do </span><i><span style="font-weight: 400;">surf rock</span></i><span style="font-weight: 400;"> da costa oeste dos estados unidos e do jazz de Nina Simone. Essas influências casam acertadamente com temas já conhecidos ao universo de Lana Del Rey: homens, dinheiro, amor e fama. E, na minha opinião, combinam bem mais do que o pop orquestrado com batidas de</span><i><span style="font-weight: 400;"> hip hop</span></i><span style="font-weight: 400;"> presentes no anterior Born To Die. </span></p>
<figure id="attachment_12341" aria-describedby="caption-attachment-12341" style="width: 202px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class=" wp-image-12341" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2019/07/IMAGEM-02-169x300.jpg" alt="" width="202" height="359" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2019/07/IMAGEM-02-169x300.jpg 169w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2019/07/IMAGEM-02.jpg 576w" sizes="auto, (max-width: 202px) 85vw, 202px" /><figcaption id="caption-attachment-12341" class="wp-caption-text">Lana Del Rey passou duas semanas no estúdio Easy Eye, de Dan Auerbach, em Nashille refazendo Ultraviolence (Foto: Reprodução)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">O álbum abre com </span><i><span style="font-weight: 400;">Cruel World.</span></i><span style="font-weight: 400;"> Uma música longa com presença de uma pesada guitarra elétrica, novidade até então no trabalho dela. A voz rouca de Lana fica levemente esganiçada ao longo da música e se funde perfeitamente com o instrumental. Na letra ela canta sobre a liberdade com o fim de um relacionamento desgastante. </span></p>
<p><strong>“I’m finally happy now that you’re gone.” </strong></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Essa faixa de abertura traduz bem o que virá neste trabalho: uma mulher forte cantando sobre seu próprio renascimento. Mesmo com letras que tratam temas comuns e presentes em todas as obras da cantora, consigo enxergar uma grande revolução em Ultraviolence. Não há aqui a amante obsessiva e que é capaz de fazer de tudo pelo parceiro. Pelo contrário. O eu lírico está liberto dessa vez e Lana muito mais confiante no próprio trabalho.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A vida pessoal da cantora na época talvez explique essa libertação. Lana havia <a href="https://www.eonline.com/br/news/554455/lana-del-rey-termina-o-namoro-com-barrie-james-o-neill">acabado de terminar seu relacionamento</a> de três anos com o também cantor Barrie-James O’Neill durante a produção de Ultraviolence. </span><i><span style="font-weight: 400;">Brooklyn Baby</span></i><span style="font-weight: 400;"> foi escrita com ele e nela Lana diz que o namorado é legal, mas não tanto quanto ela. Esse verso seria algo novo para a cantora, que costumava se mostrar submissa e inferior aos homens.</span></p>
<div class="jetpack-video-wrapper"><iframe loading="lazy" title="Lana Del Rey - Ultraviolence" width="840" height="473" src="https://www.youtube.com/embed/ZFWC4SiZBao?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen></iframe></div>
<p><span style="font-weight: 400;">Mas, obviamente Lana Del Rey não se mostraria uma cantora feminista de uma hora para outra. O álbum além de apresentar o endeusamento aos homens, como no blues rock </span><i><span style="font-weight: 400;">Sad Girl</span></i><span style="font-weight: 400;">, e a melancolia comum da cantora presente em </span><i><span style="font-weight: 400;">Pretty When You Cry, </span></i><span style="font-weight: 400;">possui a polêmica faixa-título </span><i><span style="font-weight: 400;">Ultraviolence. </span></i><span style="font-weight: 400;">Seja querendo glamourizar ou criticar a violência doméstica (ou nenhum dos dois), Lana canta o verso da banda The Crystals, “</span><i><span style="font-weight: 400;">he hit me and it felt like a kiss.” </span></i><span style="font-weight: 400;">Na época d</span><span style="font-weight: 400;">o álbum, a cantora já havia mencionado em algumas entrevistas que </span><a href="https://oglobo.globo.com/cultura/musica/lana-del-rey-feminismo-estou-mais-interessada-em-viagens-espaciais-12733315"><span style="font-weight: 400;">não se importava muito com o feminismo</span></a><span style="font-weight: 400;"> e chegou até a </span><span style="font-weight: 400;">levar <a href="http://www.tenhomaisdiscosqueamigos.com/2015/02/22/kim-gordon-sonic-youth-lana-del-rey-nem-sabe-o-que-e-feminismo/">bronca da ex-Sonic Youth</a>, Kim Gordon</span><span style="font-weight: 400;">. Cinco anos depois, hoje Lana Del Rey </span><a href="https://portalpopline.com.br/em-entrevista-lana-del-rey-explica-o-motivo-pelo-qual-nao-gosta-de-cantar-musica-ultraviolence/"><span style="font-weight: 400;">não se sente mais confortável cantando esses versos.</span></a></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Apesar das polêmicas, sinto uma força libertadora neste álbum. Talvez até um feminismo à maneira de Lana Del Rey. Em </span><i><span style="font-weight: 400;">Fucked My Way Up To The Top</span></i><span style="font-weight: 400;">  ela canta sobre a tentativa de usar a própria sexualidade para crescer no mundo da música. Independentemente da intenção, pra mim se encaixa como uma crítica a indústria musical comandada por homens. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Em termos musicais, Ultraviolence é completamente diferente de Born to Die e dos sucessores Honeymoon e Lust for Life. Há aqui uma maior variedade de instrumentos, como teremim, mellotron e guitarra elétrica. Os vocais de apoio masculinos e os solos de guitarra em algumas faixas ajudam a completar o clima setentista que encaixa bem com a aura vintage da cantora.</span></p>
<figure id="attachment_12349" aria-describedby="caption-attachment-12349" style="width: 320px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class=" wp-image-12349" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2019/07/WhatsApp-Image-2019-07-11-at-16.29.23-300x300.jpeg" alt="" width="320" height="320" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2019/07/WhatsApp-Image-2019-07-11-at-16.29.23-300x300.jpeg 300w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2019/07/WhatsApp-Image-2019-07-11-at-16.29.23-150x150.jpeg 150w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2019/07/WhatsApp-Image-2019-07-11-at-16.29.23-768x768.jpeg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2019/07/WhatsApp-Image-2019-07-11-at-16.29.23-1024x1024.jpeg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2019/07/WhatsApp-Image-2019-07-11-at-16.29.23.jpeg 1100w" sizes="auto, (max-width: 320px) 85vw, 320px" /><figcaption id="caption-attachment-12349" class="wp-caption-text">Ultraviolence retoma as canções cinemáticas de Born to Die, mas com uma grande ruptura na musicalidade (Foto: Reprodução)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">Como inspiração, Lana traz na bagagem Nina Simone, Billie Holiday, Leonard Cohen, Lou Reed e bandas como Nirvana. Em </span><i><span style="font-weight: 400;">Brooklyn Baby </span></i><span style="font-weight: 400;">ela cita o <a href="http://personaunesp.com.br/tag/the-velvet-underground/">Lou Reed</a>. E não à toa. A faixa teria participação do cantor que faleceu no dia da gravação. O álbum também conta com um cover de Nina Simone. Em </span><i><span style="font-weight: 400;">The Other Woman, </span></i><span style="font-weight: 400;">a voz suave de Lana acomoda-se à música e encerra Ultraviolence de forma satisfatória. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Para completar o clima intimista do álbum, o clipe de </span><i><span style="font-weight: 400;">Ultraviolence</span></i><span style="font-weight: 400;"> não tem uma grande produção exuberante como em </span><i><span style="font-weight: 400;">Born To Die</span></i><span style="font-weight: 400;">, por exemplo. Com uma movimentação de câmera instável e um filtro vintage, a produção lembra um filme caseiro e relembra </span><i><span style="font-weight: 400;">Video Games</span></i><span style="font-weight: 400;"> ou até mesmo os clipes feitos pela própria cantora quando ainda se chamava Lizzy Grant. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Com Ultraviolence, Lana Del Rey conseguiu dar mais autenticidade a sua própria obra. Juntando boas referências, temas que tanto já conhecemos e com um excelente trabalho de produção de Dan Auerbach. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Uma vez, Lana disse que Ultraviolence é uma viagem da Costa Oeste ao Brooklyn. Nesta grande jornada, sempre me sinto inebriada e imersa com esse álbum. Que, vale reafirmar, é o melhor de sua carreira. </span></p>
<p><iframe loading="lazy" width="300" height="380" allowtransparency="true" frameborder="0" allow="encrypted-media" title="Spotify Embed: Ultraviolence" src="https://open.spotify.com/embed/album/2e3doCyb0qn2JeKLsh2Xbo?si=rtHDCwWqR7K_V90U61Hvsg"></iframe></p>
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		<title>A atemporalidade crítica de Lily Allen: 10 anos de It’s Not Me, It’s You</title>
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		<pubDate>Tue, 19 Mar 2019 17:28:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Música]]></category>
		<category><![CDATA[Aniversário]]></category>
		<category><![CDATA[Crítica]]></category>
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		<category><![CDATA[Leonardo Oliveira]]></category>
		<category><![CDATA[Lily Allen]]></category>
		<category><![CDATA[Pop]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Isabelle Tozzo e Leonardo Oliveira Provavelmente 2009 foi um dos anos mais importantes para a música pop. Foi neste ano que ouvimos o álbum The Fame Monster da Gaga, em que Rihanna lançou o disco que viria a ser um dos mais significativos de sua carreira, Rated R; quando Black Eyed Peas nos apresentou a &#8230; <a href="http://personaunesp.com.br/lily-allen-critica/" class="more-link">Continue lendo<span class="screen-reader-text"> "A atemporalidade crítica de Lily Allen: 10 anos de It’s Not Me, It’s You"</span></a></p>
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										<content:encoded><![CDATA[<figure id="attachment_11677" aria-describedby="caption-attachment-11677" style="width: 630px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-11677" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2019/03/Imagem-1.jpg" alt="" width="630" height="630" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2019/03/Imagem-1.jpg 630w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2019/03/Imagem-1-150x150.jpg 150w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2019/03/Imagem-1-300x300.jpg 300w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-11677" class="wp-caption-text">(Foto/Reprodução)</figcaption></figure>
<p><strong>Isabelle Tozzo e Leonardo Oliveira</strong></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Provavelmente 2009 foi um dos anos mais importantes para a música <a href="http://personaunesp.com.br/?s=pop">pop</a>. Foi neste ano que ouvimos o álbum </span><i><span style="font-weight: 400;">The Fame Monster</span></i><span style="font-weight: 400;"> da </span><a href="https://personaunesp.com.br/lady-gaga-10-anos-critica/"><span style="font-weight: 400;">Gaga</span></a><span style="font-weight: 400;">, em que Rihanna lançou o disco que viria a ser um dos mais significativos de sua carreira, </span><i><span style="font-weight: 400;">Rated R; </span></i><span style="font-weight: 400;">quando Black Eyed Peas nos apresentou a sonoridade eletrônica de </span><i><span style="font-weight: 400;">The E.N.D. </span></i><span style="font-weight: 400;">e que dançamos com a chiclete </span><i><span style="font-weight: 400;">Tik Tok </span></i><span style="font-weight: 400;">da Kesha. Grandes sucessos da época, depois de anos de saturação, hoje já nos traz um gostinho de nostalgia e até nos faz pensar “o pop era incrível e a gente não sabia”.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Neste mesmo ano, a crítica britânica só tinha olhares para uma pessoa: Lily Allen. E não à toa. Com </span><i><span style="font-weight: 400;">It’s Not Me, It’s You</span></i><span style="font-weight: 400;">, a inglesa nos mostrou como ser crítica, engraçada e única. Seu som conseguiu passar pelos anos sem tanto desgaste e isso o proporcionou a primazia de não ficar datado.</span></p>
<p><span id="more-11676"></span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Lily tem a língua afiada como a espada de um samurai, e isso não fez o início de sua carreira mais fácil, porém foi e ainda é a pedra fundamental para seu sucesso como artista. Quando apenas era uma jovem adulta, trouxe ao mundo um álbum de estúdio que mesmo muito tempo tendo se passado, suas letras ainda se mostram pertinentes e muito atuais.</span></p>
<div class="jetpack-video-wrapper"><iframe loading="lazy" title="Lily Allen | Not Fair (Official Video)" width="840" height="630" src="https://www.youtube.com/embed/fUYaosyR4bE?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen></iframe></div>
<p><span style="font-weight: 400;">Antes de lançar seu segundo disco, Lily declarou que iria reinventar sua carreira. A afirmação foi controversa, já que, até então, a cantora possuía apenas um álbum. </span><i><span style="font-weight: 400;">It’s Not Me, It’s You </span></i><span style="font-weight: 400;">não modificou o que Allen fazia até então. Pelo contrário, trouxe uma continuação aguçada da temática de </span><i><span style="font-weight: 400;">Alright, Still</span></i><span style="font-weight: 400;"> deixando apenas as influências do reggae de lado e trazendo um eletropop com pitadas de country. As letras de humor ácido permaneceram, o que viria a ser a característica mais marcante de seu trabalho até hoje.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Letras que refletiam uma garota de muita personalidade e que apesar de jovem já tinha vivido poucas e boas. As composições que em sua maioria é assinada por Allen e Greg Kurstin, não abusam de metáforas, mostrando que a cantora não faz questão de ficar floreando muito o que tem à dizer. Mesmo temas tão universais sendo abordados, </span><i><span style="font-weight: 400;">It’s Not Me, It’s You</span></i><span style="font-weight: 400;"> é primeiramente um trabalho íntimo e pessoal. Tratar de drogas, relações familiares e românticas é sempre a máxima para trabalhos mais íntimos dentro do pop. Porém, Lily traz isso como característica de seu trabalho e sem a pretensão de chocar o mundo. Ela vem pra falar suas verdades e mostrar suas opiniões.</span></p>
<figure id="attachment_11678" aria-describedby="caption-attachment-11678" style="width: 500px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-11678" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2019/03/Imagem-2.jpg" alt="" width="500" height="666" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2019/03/Imagem-2.jpg 500w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2019/03/Imagem-2-225x300.jpg 225w" sizes="auto, (max-width: 500px) 85vw, 500px" /><figcaption id="caption-attachment-11678" class="wp-caption-text">Previsto para 2008, o álbum atrasou em um ano devido a um aborto sofrido pela cantora (Foto: Reprodução)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">Falar do que ela vivia era (e ainda é) falar diretamente da sociedade, e o que impressiona é que a realidade pouco mudou. As relações tóxicas e machistas ainda continuam, a medicalização como solução para os problemas está a todo vapor e as pessoas de pensamento “medieval” parecem só aumentar. Fuck You, poderia estar em uma carta endereçada ao presidente da república sem parecer ter sido escrita a mais de 10 anos.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Sua fama de irônica é sem dúvidas mais que merecida. Quem é pego pela sonoridade, se desavisado ou pouco atento, pode vir a achar que as músicas da londrina são apenas divertidas e alegres, de batidas muitas vezes rápidas e enérgicas, porém nem de longe elas por si só são capazes de entregar claramente as intenções da artista que une a densidade lírica à leveza melódica para entregar a quem a escuta um produto cheio de nuances e muito inteligente.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Através desses anos, vimos muitos artistas do pop </span><i><span style="font-weight: 400;">mainstream</span></i><span style="font-weight: 400;"> se politizarem e abordarem temas altamente relevante em seus trabalhos, porém Lily Allen já trilha esse caminho a quase duas décadas. E enquanto eles corriam atrás, ela já era atemporal. Sua forma sarcástica de fazer críticas sociais ou contar detalhes de seus relacionamentos em </span><i><span style="font-weight: 400;">It’s Not Me, It’s You</span></i><span style="font-weight: 400;"> geram identificação com quem ouve. Lily encara a vida com ironia e deboche na medida certa. Algo como uma transa ruim que depois te proporciona muitas risadas entre amigos e a aceitação de que a vida é assim mesmo.</span></p>
<p><iframe loading="lazy" title="Spotify Embed: It&#039;s Not Me, It&#039;s You (Special Edition)" width="300" height="380" allowtransparency="true" frameborder="0" allow="encrypted-media" src="https://open.spotify.com/embed/album/4igqw0NNmYEsOVU4zeu1LG"></iframe></p>
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		<title>Os melhores discos de 2018</title>
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		<pubDate>Thu, 20 Dec 2018 17:59:47 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>O fim do ano está próximo e com ele chega nossa tradicional seleção do que foi feito de melhor na indústria musical nos últimos 12 meses. Nessa edição, fizemos diferente e perguntamos aos personas como foi o ano musical de cada um, e de quebra elencar o seus 5 melhores discos de 2018. Sem mais &#8230; <a href="http://personaunesp.com.br/os-melhores-discos-de-2018/" class="more-link">Continue lendo<span class="screen-reader-text"> "Os melhores discos de 2018"</span></a></p>
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										<content:encoded><![CDATA[<figure id="attachment_11285" aria-describedby="caption-attachment-11285" style="width: 983px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="wp-image-11285" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2018/12/004-300x212.png" alt="" width="983" height="695" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2018/12/004-300x212.png 300w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2018/12/004-768x543.png 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2018/12/004-1024x724.png 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2018/12/004-1200x848.png 1200w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-11285" class="wp-caption-text">Arte: Carlos Botelho</figcaption></figure>
<p>O fim do ano está próximo e com ele chega nossa tradicional seleção do que foi feito de melhor na indústria musical nos últimos 12 meses. Nessa edição, fizemos diferente e perguntamos aos <em>personas </em>como foi o ano musical de cada um, e de quebra elencar o seus 5 melhores discos de 2018. Sem mais delongas, vamos aos comentários:<br />
<span id="more-11263"></span></p>
<figure style="width: 602px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" src="https://resources.wimpmusic.com/images/3c5372c2/5fa6/4358/953c/3f10eb110eae/1280x1280.jpg" alt="" width="602" height="602" /><figcaption class="wp-caption-text">Alô, galera de cowboy: nova queridinha do country, Kacey Musgraves surpreendeu ao figurar dentre os indicados na principal categoria do Grammy desse ano (Divulgação)</figcaption></figure>
<p><strong>Carlos Botelho</strong></p>
<p>Analisando tudo que consumi musicalmente este ano, fica evidente uma predominância feminina no que mais ouvi e destaquei como emblemático para o contexto de 2018. Seja com Mitski trazendo em <em>Be The Cowboy </em>o ápice do refinamento de seu trabalho, ou Kacey Musgraves com total controle da narrativa que entregou ao público em <strong>Golden Hour</strong>, ou ainda Ariana Grande dominando os charts com um single honesto e despretensioso em <em>thank u, next</em>; 2018 foi marcado pelas mulheres reafirmando seu papel essencial na indústria musical.</p>
<p>Ainda poderia citar <a href="http://personaunesp.com.br/el-mal-querer-rosalia-critica/">Rosalía</a>, Kali Uchis, SOPHIE, Robyn, Janelle Monaé, Snail Mail, dentre tantas outras artistas que mostraram que não é necessário anos de carreira e bons rendimentos as gravadoras para concretizar conceitualmente suas obras sem amarras. O grande ponto a ser citado é: apesar de todo sexismo que ainda assombra a indústria, 2018 foi um ano de grandes discos onde mulheres puderam colocar seus pontos de vista de forma integral e entregar trabalhos incríveis.</p>
<p><strong>Discos favoritos: </strong>1. Be the Cowboy &#8211; Mitski / 2. El Mal Querer &#8211; Rosalía / 3. Golden Hour &#8211; Kacey Musgraves / 4. Oil of Every Pearl&#8217;s Un-Insides &#8211; SOPHIE / 5. Isolation &#8211; Kali Uchis</p>
<div class="jetpack-video-wrapper"><iframe loading="lazy" title="Ariana Grande - thank u, next (Official Video)" width="840" height="473" src="https://www.youtube.com/embed/gl1aHhXnN1k?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen></iframe></div>
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<figure style="width: 602px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" src="https://media1.popsugar-assets.com/files/thumbor/x3_rjE-8nE5Am1K2lsmcLvYU-Bk/fit-in/2048xorig/filters:format_auto-!!-:strip_icc-!!-/2018/03/26/155/n/1922283/aaf7830d5ab9afe5e764e4.84487511_/i/Cardi-B-Invasion-Privacy-Album-Cover-Release-Date.jpg" alt="" width="602" height="603" /><figcaption class="wp-caption-text">Cardi fala o que precisa ser dito sem perder a graça e sem deixar a peteca cair (Divulgação)</figcaption></figure>
<p><strong>Douglas Françoza</strong></p>
<p>Os trechos de <a href="https://www.youtube.com/watch?v=9f5zD7ZSNpQ"><em>After de Storm</em></a> foram palavras de conforto para um ano tão complicado como esse. O timing foi perfeito e, durante muito tempo, foi aquela canção que eu colocava para tocar logo no início do dia, para dar uma aquecida no coração. A Kali tem esse dom, né? O Isolation é um álbum que tem essa vibe de trazer os sentimentos a tona com uma doçura sinestésica. Outra coisa bacana sobre ele é a mistureba organizada de ritmos. Muita bossa nova, jazz e R&amp;B.</p>
<p>Agora precisamos falar sobre Cardi B, que não é só polêmicas. Ela lançou um dos álbuns mais divertidos e agressivos do ano, <strong>Invasion of Privacy</strong>. Lembro que quando escutei <em><a href="https://www.youtube.com/watch?v=xTlNMmZKwpA">I Like It</a></em> pela primeira vez, quando ainda não tinha sido escolhida para single, pensei que aquilo precisava ser um hit (tipo, &#8220;escolhe essa, Cardi&#8221;). Tem muita coisa para se falar sobre esse álbum, mas concluo dizendo que Cardi fala o que precisa ser dito sem perder a graça e sem deixar a peteca cair.</p>
<p>E em 2018, tivemos a volta da Lilly Allen, que nos presenteou com o <em>No Shame</em>, álbum que escutei repetidas vezes. É sincero, triste e irônico. Ela colocou o dela na reta, fez críticas a mídia e falou sobre relacionamentos adultos, filhos e carreira. Passou tudinho a limpo de um jeito bem Lilly Allen, sabe? Gostosinho. Minhas preferidas são <em>Family Man</em>, <em>Everything to Feel Something</em>, <em>What You Waiting For?</em> e <em><a href="https://www.youtube.com/watch?v=XQi0ORxEyRA">Lost My Mind</a></em>.</p>
<p><strong>Discos favoritos: </strong>1. Isolation &#8211; Kali Uchis / 2. Dirty Computer &#8211; Janelle Monáe / 3. No Shame &#8211; Lily Allen / 4. Bloom &#8211; Troye Sivan / 5. Invasion of Privacy &#8211; Cardi B</p>
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<figure style="width: 603px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" src="https://www.residentadvisor.net/images/reviews/2018/trans254_oilofeverypearlsuninsides.jpg" alt="" width="603" height="603" /><figcaption class="wp-caption-text">Apesar de créditos em produções de nomes como Madonna, 2018 foi o ano de revelação do talento de SOPHIE (Divulgação)</figcaption></figure>
<p><strong>Egberto Santana Nunes</strong></p>
<p>Abri o caminho para o pop e conheci a já conhecida Ariana Grande, que mesmo com grandes perdas esse ano, não abalou a carreira e nos deu de presente <em>thank u, next</em>, com um clipe que homenageia grandes clássico da cultura pop. Um bônus para seu ótimo <a href="http://personaunesp.com.br/ariana-grande-sweetener-critica/"><em>Sweetener</em></a>, que não desagrada ao flertar com o trap.</p>
<p>Resolvi afundar ainda mais a cabecinha com o  pop experimental dançante do duo Let&#8217;s Eat Grandma em seu excelente <em>I&#8217;m All Ears</em>, cujo single <a href="https://www.youtube.com/watch?v=hXUVQfleU0o"><em>Hot Pink</em></a> foi produzido pela rainha do gênero.</p>
<p>SOPHIE nos apresentou esse ano um mundo que deixaria Aphex Twin instigado com <strong>Oil of Every Pearl&#8217;s Un-Insides</strong>. Menos divertido e mais assombroso, Tim Hecker nos deu <em>Konoyo</em>, apresentando um <em>ambient</em>, esse sim, sinistro e tenebroso.</p>
<p>No terreno do rap, Kanye West, que não satisfeito em entregar seu nono trabalho, nos deus mais 4 produções. Destaco duas: seu solo, <em>ye</em>, que não chega a ser um de seus melhores, mas marcou por conta de toda a questão de saúde embutida no encarte; e <em>Daytona</em>, responsável por fazer nascer a melhor <em>diss</em> desse ano. Menção honrosa para o ápice da parceria com Kid Cuid em Kids See Ghosts, sem desapontar novamente.</p>
<p>E como esquecer do talentosíssimo Earl Sweatshirt renascendo das cinzas do undergound com o clássico (?) <em>Some Rap Songs</em>, longe dos amigos do Odd Future, lançando seu projeto mais cru, triste e pessoal possível. Um desabafo e uma homenagem merecida à sua família.</p>
<p>Uma resolução para 2019? Manter a cabeça aberta e continuar conhecendo coisa nova e coisa boa, e focar mais no nacional, rs.</p>
<p><strong>Discos favoritos</strong>: 1. Daytona  &#8211;  Pusha T / 2.  Kanye West &#8211; ye / 3. MC Igu &#8211; Subiminar  / 4. SOPHIE &#8211; Oil of Every Pearl&#8217;s Un-Insides / 5.  Tim Hecker &#8211;  Konoyo</p>
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<figure id="attachment_11281" aria-describedby="caption-attachment-11281" style="width: 602px" class="wp-caption aligncenter"><img loading="lazy" decoding="async" class="wp-image-11281" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2018/12/DtLXseuVYAAPU111-300x300.jpg" alt="" width="602" height="602" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2018/12/DtLXseuVYAAPU111-300x300.jpg 300w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2018/12/DtLXseuVYAAPU111-150x150.jpg 150w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2018/12/DtLXseuVYAAPU111-768x768.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2018/12/DtLXseuVYAAPU111.jpg 1024w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-11281" class="wp-caption-text">&#8220;Flushin&#8217; thru the pain / Depression, this is not a phase, ayy&#8221;: o Some Rap Songs de Earl Sweatshirt é o álbum da geração millennial por excelência &#8211; curto, absurdo e deprimido (Reprodução)</figcaption></figure>
<p><strong>Gabriel Leite Ferreira</strong></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Graças ao Spotify, este foi o ano em que ouvi mais lançamentos. Foram 100 discos ao todo, que culminaram em um top 30 de <a href="https://personaunesp.com.br/melhores-discos-de-setembro2018/">Aphex Twin</a> a Kyary Pamyu Pamyu.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O top 5 pode ser menos eclético, mas é representativo o suficiente: 3 nomes em ascensão no rap brasileiro e norteamericano e 2 novatos no rock nacional e internacional.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Earl Sweatshirt e MC Igu surpreenderam em suas novas empreitadas, dois álbuns originais sem medo de homenagear suas inspirações (Madvillain e <a href="http://personaunesp.com.br/wu-tang-clan-mc-igu/">Wu-Tang Clan</a>, respectivamente.) Mitski entregou em <em>Be the Cowboy</em> um dos álbuns mais coesos do rock atual (junto com <em>Bark Your Head Off, Dog</em> do Hop Along e <em>Lush</em> da Snail Mail), revelando-se concorrente à altura de <a href="http://personaunesp.com.br/melhores-discos-de-outubro2018/">St. Vincent</a> e Car Seat Headrest. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A Lupe de Lupe sucedeu o polêmico <em>Quarup</em> com o polêmico <em><a href="http://personaunesp.com.br/vocacao-lupe-de-lupe-2018/">Vocação</a></em>, um novo pico na carreira ascendente, mais sério e complexo, assim como nosso pobre país. Por fim, <em>S. C. A.</em>, do rapper mineiro FBC, foi a maior surpresa do ano (leiam mais <a href="http://personaunesp.com.br/fabricio-fbc-2018-critica/">aqui</a>.)</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Conclusões? Um baita ano que assegurou pelo menos duas coisas: a nova geração do rap brasileiro tá superando os gringos, e o rock é das mulheres. Cinco discos que levarei pra vida. Que venha 2019!</span></p>
<p><strong>Discos favoritos: </strong>1. Some Rap Songs &#8211; Earl Sweatshirt / 2. Be the Cowboy &#8211; Mitski / 3. Vocação &#8211; Lupe de Lupe / 4. Subliminar &#8211; MC Igu / 5. FBC &#8211; S. C. A.</p>
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<figure style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" src="https://koreangrooves.files.wordpress.com/2018/01/cover4.jpg?w=800" alt="" width="800" height="800" /><figcaption class="wp-caption-text">Jonghyun era membro de um dos grupos k-pop mais populares da Coreia do Sul (Reprodução)</figcaption></figure>
<p><strong>Giovane Gabriel</strong></p>
<p>Esse ano fiquei mais recluso no k-pop. Acho que, ao contrário do cenário estadunidense onde o pop está um pouco em baixa, na Coreia do Sul o gênero continua sendo bem trabalhado e se sobressaindo aos outros ritmos. Cada lançamento que escolhi tem sua identidade única, o que tornou mais divertido de acompanhar esse universo musical.</p>
<p><strong>Poet | Artist</strong> é o segundo álbum de estúdio do cantor Jonghyun, lançado postumamente em janeiro. Ele já havia finalizado o álbum com todos os retoques antes de cometer suicídio em dezembro de 2017 e, assim como sua estreia, contém boas letras e arranjos, além do ótimo vocal pelo o qual era responsável no seu grupo  SHINee.</p>
<p>Pegando carona, o grupo masculino comemorou seus 10 anos com o lançamento do sexto álbum de estúdio <em>The Story of Light</em>, primeiro álbum também sem o integrante Jonghyun. É um trabalho bem diverso, indo do <em>tropical house</em> de <em>I Want You</em> até o R&amp;B de <a href="https://www.youtube.com/watch?v=Psl-x_nw7TI"><em>Our Page</em></a>. Boas letras, bons vocais, boas melodias e bons clipes, com certeza foi a minha era preferida do gênero esse ano.</p>
<p>As mulheres não ficaram para trás, Sunmi (ex-Wonder Girls) colocou na pista o seu segundo disco, <em>Warning</em> com o hit <em>Heroine</em>. Além de ter sido a <em>k-idol</em> solo de maior destaque em 2018, o trabalho foi um dos mais interessantes do ano.</p>
<p>O grupo feminino Red Velvet nunca repete seus conceitos e não foi diferente com o relançamento <em>The Perfect Red Velvet</em>. Lançando o single <em><a href="https://www.youtube.com/watch?v=J_CFBjAyPWE">Bad Boy</a></em>, o grupo reafirmou a maturidade musical que vem construindo desde o seu debut.</p>
<p>Outro grupo que mesmo novo mostrou ter uma sonoridade única foi o Loona. Debutou esse ano com o mini álbum <em>[++]</em> e já mostrou versatilidade musical transitando entre o som poderoso de <a href="https://www.youtube.com/watch?v=AFJPFfnzZ7w"><em>favOriTe</em></a> e pop chiclete <a href="https://www.youtube.com/watch?v=846cjX0ZTrk"><em>Hi High</em></a>.</p>
<p><strong>Discos favoritos: </strong>1. The Story of Light &#8211; SHINee / 2. WARNING &#8211; Sumni / 3. [++] &#8211; Loona / 4. Poet | Artist &#8211; Jonghyun / 5. The Perfect Red Velvet &#8211; Red Velvet</p>
<div class="jetpack-video-wrapper"><iframe loading="lazy" title="[MV] SUNMI (선미) _ Heroine (주인공)" width="840" height="473" src="https://www.youtube.com/embed/F4qfN5UeFvQ?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen></iframe></div>
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<figure style="width: 602px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" src="https://therevue.ca/wp-content/uploads/2018/04/Fenne-Lily-On-Hold.jpg" alt="" width="602" height="602" /><figcaption class="wp-caption-text">A britânica Fenne Lily misturou tristeza e fúria em seu primeiro registro de estúdio (Divulgação)</figcaption></figure>
<p><strong>Guilherme Hansen</strong></p>
<p>Que 2018 foi um ano de caos, isso ninguém precisa lembrar (as eleições que o digam). No entanto, a música foi uma daquelas coisas que nos trouxe mais esperança e gás para prosseguir nesses dias, principalmente pelo frescor trazido por novos artistas.</p>
<p>A britânica Fenne Lily, com seu álbum <strong>On Hold</strong>, foi o grande lançamento do ano. Lily une o poder de sua voz grave com letras melancólicas e cheias de negatividade com a vida, um prato cheio para quem gosta de músicas reflexivas.</p>
<p>Mas ela não é a única que vem com essa vibe. Também da Inglaterra, Blanco White traz um som folk com elementos da música flamenca. Seu EP, <em>Nocturne</em> também traz letras introspectivas, o contrário de Mt. Joy, que em seu álbum homônimo, traz um folk rock com uma pegada mais pop com canções que falam, entre outras coisas, dos desafios que a vida traz cedo (destaque para <em><a href="https://www.youtube.com/watch?v=cv7-qdvYht8">Silver Lining</a></em>).</p>
<p>Ainda no cenário internacional, Florence and the Machine não decepcionou com <em><a href="http://personaunesp.com.br/critica-high-as-hope-florence/">High as Hope</a></em>. Com batidas mais tranquilas, Florence Welch volta mais confessional do que nunca e fala sobre temas delicados como o transtorno alimentar e o alcoolismo que enfrentou em músicas como <em>Hunger</em> e <em>June</em>.</p>
<p>Por fim, Lenine volta mais afiado do que nunca em seu <em>Em trânsito</em>. Com músicas mais agitadas que o de costume, o cantor pernambucano traduz em suas letras um pouco do caos que estamos vivendo, tal qual como supracitado.</p>
<p>Os próximos anos podem não ser fáceis, mas estes e outros álbuns mostram que a arte resiste e assim continuará fazendo.</p>
<p><strong>Discos favoritos: </strong>1. On Hold &#8211; Fenne Lily / 2. Nocturne EP &#8211; Blanco White / 3. Mt. Joy &#8211; Mt. Joy / 4. High As Hope &#8211; Florence and the Machine / 5. Lenine em Trânsito &#8211; Lenine</p>
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<figure style="width: 602px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" src="https://images.genius.com/032ec5bd5629660bcfa3b28fd3d1415f.1000x1000x1.jpg" alt="" width="602" height="602" /><figcaption class="wp-caption-text">A faixa-título, que ganhou um lindo clipe, é minha música mais ouvida do ano de acordo com o Spotify! (Reprodução)</figcaption></figure>
<p><strong>Guilherme Luís</strong></p>
<p>2018 foi um ano atípico para mim como fã de música pop. Isso porque, desde que consumo muita música, o pop sempre significou música internacional, e nesse ano terminei colocando 3 álbuns nacionais entre os meus favoritos do ano. Não só isso: os destaques de singles, clipes (e até turnês) ficaram totalmente com os cantores pop atuais do Brasil.</p>
<p>Meu álbum e single favoritos de 2018 são da IZA, grande revelação pop do ano. A melhor voz brasileira dos dias de hoje que, depois de uma série de singles soltos pouquíssimo inspirados e sem personalidade, lançou <a href="https://www.youtube.com/watch?v=g8psa0UBZKA"><em>Pesadão</em></a>, um grande hit de 2017. Quando seu primeiro disco, <strong>Dona de Mim</strong>, foi lançado, a surpresa foi grande: uma série de faixas com letras inspiradas, ritmos diversos, colaboradores bem escolhidos. Um álbum sem defeitos!</p>
<p><a href="http://personaunesp.com.br/nao-para-pabllo-2018/">Pabllo Vittar lançou o <em>Não Para Não</em></a>, seu segundo álbum, e se consolidou como uma das artistas pop mais relevantes da atualidade. O clipe de <a href="https://www.youtube.com/watch?v=VAgE9p-1zpo"><em>Problema Seu</em></a> é o melhor de sua videografia e as músicas não ficam para trás: as 10 faixas do disco fazem dele objetivo, conciso, mas não menos completo. Músicas como <em><a href="https://www.youtube.com/watch?v=pHKjk1Dtegc">Disk Me</a></em> e <em>Seu Crime</em> são grandes destaques para a carreira de Pabllo. A turnê é um espetáculo à parte: 1h15 de show com músicas dos dois álbuns, do EP, singles soltos e featurings com outros artistas estão no repertório com muita dança e fritação.</p>
<p><em>Lobos</em>, álbum do cantor Jão, não é puro pop, mas navega entre gêneros de maneira orgânica. Outro grande destaque do ano, principalmente por conta das letras que contam lindas histórias e fazem do álbum quase um livro, de tão profundas. Os clipes também alavancaram o disco e fazem do Jão um grande destaque do ano e uma promessa para o futuro.</p>
<p><strong>Discos favoritos: </strong>1. Dona de Mim &#8211; IZA / 2. Não Para Não &#8211; Pabllo Vittar / 3. Sweetener &#8211; Ariana Grande / 4.  Lobos &#8211; Jão / 5. EVERYTHING IS LOVE &#8211; The Carters</p>
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<figure style="width: 603px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="" src="http://miojoindie.com.br/wp-content/uploads/2018/07/d25642a8b3cd8f00306fa33c3003909f.1000x1000x1.jpg" alt="" width="603" height="603" /><figcaption class="wp-caption-text">O terceiro disco do Carne Doce representa o ápice musical do grupo goiano (Reprodução)</figcaption></figure>
<p><strong>Isabelle Tozzo</strong></p>
<p>Em relação ao meu ano musical, em 2018 acompanhei poucos lançamentos. Digo, ouvi pouco os artistas que já conhecia. Dei preferência por conhecer novos cantores e me surpreendi positivamente com que ouvi. Duda Beat é uma delas.</p>
<p>Entre a ambiguidade de ser uma pessoa que sente demais e a mulher que se desculpa pelo que sente, <em>Sinto Muito</em>, seu álbum de estreia, traz a dor dos relacionamentos amorosos atuais. <em><a href="https://www.youtube.com/watch?v=ZZzv5JLEYd4">Bédi Beat</a></em>, faixa que abre o disco, define bem o estilo da pernambucana que traz letras melodramáticas em uma mistura de pop e brega.</p>
<p>Este ano também fiquei feliz de acompanhar o crescimento de bandas que já acompanho há um tempo, como Carne Doce. A banda goiana lançou <strong>Tônus</strong>, o terceiro álbum, mais maduro e harmônico de todos. Com sonoridade mais melancólica que os outros dois anteriores, o disco apresenta nas letras diversos temas, mas sem perder a relação entre elas. É o melhor álbum da banda e também o melhor que ouvi no ano.</p>
<p>Por fim, no meu hall de favoritos também está <em>God’s Favorite Customer</em> do Father John Misty. O álbum é o quarto do cantor norte-americano e, dessa vez, com temas menos apocalípticos e questionadores que o anterior, o artista trouxe mais intimidade e pessoalidade ao trabalho. Mesmo assim, não deixa a ironia e o seu típico humor ácido de lado.</p>
<p><strong>Discos favoritos: </strong>1. Tônus &#8211; Carne Doce / 2. God&#8217;s Favorite Costumer &#8211; Father John Misty / 3. Sinto Muito &#8211; Duda Beat / 4. High as Hope &#8211; Florence and the Machine / 5. Isolation &#8211; Kali Uchis</p>
<div class="jetpack-video-wrapper"><iframe loading="lazy" title="DUDA BEAT - Bixinho (Clipe Oficial)" width="840" height="473" src="https://www.youtube.com/embed/gFUuxGOsMow?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen></iframe></div>
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<figure style="width: 1500px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" src="https://studiosol-a.akamaihd.net/uploadfile/letras/albuns/e/e/5/f/653801534944629.jpg" alt="" width="1500" height="1500" /><figcaption class="wp-caption-text">Com produção e conceitos frescos, Duda Beat concebeu o melhor álbum do ano (Reprodução)</figcaption></figure>
<p><strong>Jho Brunhara</strong></p>
<p><span style="font-weight: 400;">2018 foi um ano muito importante para a música </span><i><span style="font-weight: 400;">pop</span></i><span style="font-weight: 400;"> brasileira: temos cada vez mais artistas comprometidos em sustentar o gênero, inovando nas produções e ajudando a consolidar o estilo em terras tupiniquins. Sem dúvidas, o pop br</span> <span style="font-weight: 400;">já tem suas próprias variações do gênero</span> <span style="font-weight: 400;">puro importado dos EUA e Europa. Podemos notar elementos nacionais, seja do forró, funk, sertanejo ou MPB, fundidos na música popular. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Como grandes exemplos desse ano tivemos o álbum </span><i><span style="font-weight: 400;">Não Para Não</span></i><span style="font-weight: 400;">, da cantora Pabllo Vittar; </span><b>Sinto Muito</b><span style="font-weight: 400;">, da DUDA BEAT (que considero o melhor álbum do ano, extremamente </span><i><span style="font-weight: 400;">fresh </span></i><span style="font-weight: 400;">na produção e conceito); </span><i><span style="font-weight: 400;">Azul Moderno</span></i><span style="font-weight: 400;">, da Luiza Lian; </span><i><span style="font-weight: 400;">Dona de Mim</span></i><span style="font-weight: 400;">, da IZA; </span><i><span style="font-weight: 400;">jovens inseguros vivendo no futuro</span></i><span style="font-weight: 400;">, do cantor GARBO; e claro, </span><i><span style="font-weight: 400;">Lobos</span></i><span style="font-weight: 400;">, do representante masculino do </span><i><span style="font-weight: 400;">pop</span></i><span style="font-weight: 400;"> em ascensão, Jão. O mercado pop brasileiro só tem a crescer, e espero que o espaço para produções criativas e conceituadas seja cada vez maior.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Internacionalmente falando, o ano também foi muito positivo, por mais que os órfãos do pop de 2010 continuem em busca da volta daquele estilo (que talvez não retorne tão cedo, ou nem retorne), existem artistas se dedicando a trazer diferentes visões e produções para o estilo. Uma das forças de 2018 foram os artistas LGBT+, como Hayley Kiyoko com seu álbum </span><i><span style="font-weight: 400;">Expectations</span></i><span style="font-weight: 400;">, Troye Sivan com </span><i><span style="font-weight: 400;">Bloom</span></i><span style="font-weight: 400;">; SOPHIE com </span><i><span style="font-weight: 400;">OIL OF PEARL&#8217;S UN-INSIDES</span></i><span style="font-weight: 400;">; Years &amp; Years com </span><i><span style="font-weight: 400;">Palo Santo</span></i><span style="font-weight: 400;">; e Kim Petras com sua mixtape </span><i><span style="font-weight: 400;">TURN OFF THE LIGHTS, VOL. 1</span></i><span style="font-weight: 400;">. Não dá para dizer que essas produções foram menos que </span><i><span style="font-weight: 400;">pop perfection. </span></i></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Outros destaques são o </span><i><span style="font-weight: 400;">self-titled </span></i><span style="font-weight: 400;">do The Neighbourhood</span><i><span style="font-weight: 400;">; </span></i><span style="font-weight: 400;">Lily Allen com </span><i><span style="font-weight: 400;">No Shame</span></i><span style="font-weight: 400;">; e ionnalee com </span><i><span style="font-weight: 400;">EVERYONE AFRAID TO BE FORGOTTEN</span></i><span style="font-weight: 400;">. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Quando me dizem que o </span><i><span style="font-weight: 400;">pop</span></i><span style="font-weight: 400;"> morreu anos atrás, eu penso em todas as produções fantásticas e não genéricas que tivemos nos últimos anos e penso: bom, pelo jeito morreu para dar lugar a algo muito melhor.</span></p>
<p><strong>Discos favoritos: </strong>1. Sinto Muito &#8211; Duda Beat / 2. High as Hope &#8211; Florence and the Machine / 3. Azul Moderno &#8211; Luiza Lian / 4. Bloom &#8211; Troye Sivan / 5. The Neighbourhood &#8211; The Neighbourhood</p>
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<figure style="width: 602px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" src="https://i.scdn.co/image/8f8df69245327fb2a84cb1447f399bdb65cfce92" alt="" width="602" height="602" /><figcaption class="wp-caption-text">Elvira, a personagem clássica do cinema de terror, é uma das colaboradoras da mixtape de Kim Petras (Reprodução)</figcaption></figure>
<p><strong>Leandro Gonçalves</strong></p>
<p>Num ano tão tempestuoso quanto este, pouco naveguei. Calma lá, eu explico… tanto no YouTube quanto no Spotify, não procurei por novos artistas, salvo um ou outro que me despertaram curiosidade. Definitivamente, não foi um ano de descobertas. Dentre as poucas novidades que me permiti conhecer, destaque para a inglesa Rina Sawayama e para a vizinha germânica Kim Petras.</p>
<p>Para flertar com o R&amp;B, Rina utiliza de característicos vocais que, quando acompanhados de instrumentos como guitarras e sintetizadores, tornam a sonoridade das faixas algo que oscila entre o já conhecido e, talvez, futuras tendências. Ao lado de Charli XCX, Rina é uma das artistas da atual frente visionária inglesa, que promete resgatar a música pop do marasmo trazido pelo mercado americano.</p>
<p>Ainda na europa, Kim Petras é outro nome que agitou meu Last.fm. A artista me surpreendeu com os poderosos instrumentais da mixtape <strong>TURN OFF THE LIGHT, VOL. 1</strong>, principalmente os das faixas <em>In The Next Life</em> e <em>Tell Me it’s a Nightmare</em>. O trabalho, com temática de Halloween, conta com sonoridade pesada, para se acabar de dançar em um clube noturno ou na intimidade do quarto.</p>
<p>Além disso, funciona como uma bela introdução para aqueles que desejam explorar a PC Music, ainda que não seja tão característico do estilo. Todavia, nem tudo pode ser perfeito… Dr. Luke está por trás da produção. Por outro lado, como bem apontado por um amigo, a visibilidade que o trabalho trouxe para Kim, uma artista trans, se contrapõe a má impressão causada pela presença de um homem acusado de assédio sexual na produção.</p>
<p><strong>Discos favoritos: </strong>1. Caution &#8211; Mariah Carey / 2. TURN OFF THE LIGHT, VOL. 1 / 3. Joyride &#8211; Tinashe / 4. Isolation &#8211; Kali Uchis / 5. Não Para Não &#8211; Pabllo Vittar</p>
<div class="jetpack-video-wrapper"><iframe loading="lazy" title="Rina Sawayama - Cherry (Official Video)" width="840" height="473" src="https://www.youtube.com/embed/wn5YFnrD1u8?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen></iframe></div>
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<figure style="width: 602px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" src="https://images.genius.com/9e44b8e2ef79be2540acda8d1efae7f4.1000x1000x1.jpg" alt="" width="602" height="602" /><figcaption class="wp-caption-text">Kali Uchis foi a luz no fim de túnel em um ano fraco para a música pop (Reprodução)</figcaption></figure>
<p><strong>Leonardo Oliveira</strong></p>
<p>Kali Uchis e seu <strong>Isolation (</strong>também conhecido como o melhor do ano), foi um grande refresco para música latina que segue saturada de tanto reggaeton. Kali não esquece de tirar uma casquinha desta sonoridade e entrega uma jornada maravilhosa sobre suas vivências em ritmos como bossa nova, R&amp;B, soul de forma muito coesa e bem feita.</p>
<p>Pabllo Vittar seguiu numa crescente em sua carreira, depois de fazer inúmeras parcerias com artistas nacionais e internacionais, lançou seu segundo álbum <em>Não Para Não</em> no comecinho de outubro. Se com a política a gente sofre, com a Pabllo a gente chora só um pouquinho pela dor de cotovelo mas sem parar de dançar, nesse trabalho ela não explorou muitas sonoridades como no primeiro mas nos deu a melhor síntese de Banda Calypso com Banda Djavú numa roupagem toda popzinha e impecável.</p>
<p><em>Sinto Muito</em> foi a surpresa de 2018, com letras que batem fundo no peito. Duda Beat foi a revelação que precisávamos, um indie pop delicioso que te põe para sentir cada verso.</p>
<p>Da terra da Rainha tivemos Lily Allen menos afrontosa e mais sentimental com o maravilhoso <em>No Shame; </em>já da terra do Tio Sam, a voz da maior borboleta viva, Mariah Carey, nos presenteou cautelosamente com o <em>Caution</em>, que sem dúvidas é o melhor lançamento dela em anos.</p>
<p>Sem nenhuma dúvida, álbuns memoráveis e com alta qualidade da concepção à finalização. Que 2019 nos permita mais conteúdo assim.</p>
<p><strong>Discos favoritos: </strong>1. Isolation &#8211; Kali Uchis / 2. Não Para Não &#8211; Pabllo Vittar / 3. Sinto Muito &#8211; Duda Beat / 4. No Shame &#8211; Lilly Allen / 5. Caution &#8211; Mariah Carey</p>
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<figure style="width: 602px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" src="https://images.genius.com/4d3e6456c7142510037bb07e374ae58f.696x696x1.jpg" alt="" width="602" height="602" /><figcaption class="wp-caption-text">O conceito de &#8220;Simulacre&#8221; é bastante simples: Potyguara ingeriu, por engano, cogumelos alucinógenos. O resultado nós ouvimos em seu primeiro disco de estúdio (Reprodução)</figcaption></figure>
<p><strong>Leonardo Santana</strong></p>
<p>Nas resoluções para 2018, prometi pra mim mesmo que ouviria mais música brasileira. E não deu outra: Gal Costa no topo das mais ouvidas e muito pop tupiniquim embalando o meu ano do karma. Os delírios holísticos da drag maranhense Potyguara Bardo deram o tom de um período bem doido. Além disso, nossa rainha Pabllo Vittar provou que dá pra rolar experimentações e misturas inusitadas em músicas feitas para a pista de dança (voto no <a href="https://www.youtube.com/watch?v=mFdkXz2wb3I">kpop-forró-kizomba de Buzina</a> para hino do Carnaval).</p>
<p>Em terras gringas, Janelle Monáe deu vazão a uma porrada de sentimentos sobre raça e sexualidade que eu nunca soube explicar direito. Robyn voltou depois de quase uma década e confirmou seu óbvio status de lenda, enquanto Kali Uchis me afogou em sua fantasia de decadência hollywoodiana.</p>
<p>E, apesar de algumas pisadas na bola, Azealia Banks foi a queridinha do ano com um presente forma de música: a maravilhosa <em>Anna Wintour</em>.</p>
<p><strong>Discos favoritos: </strong>1. Dirty Computer &#8211; Janelle Monáe / 2. Isolation &#8211; Kali Uchis / 3. Simulacre &#8211; Potyguara Bardo / 4. Honey &#8211; Robyn / 5. Oil of Every Pearl&#8217;s Un-Insides &#8211; SOPHIE</p>
<div class="jetpack-video-wrapper"><iframe loading="lazy" title="Azealia Banks - Anna Wintour" width="840" height="473" src="https://www.youtube.com/embed/au8QGTiPhEw?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen></iframe></div>
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<figure style="width: 601px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="" src="https://images-americanas.b2w.io/produtos/01/00/sku/38575/9/38575984_1SZ.jpg" width="601" height="601" /><figcaption class="wp-caption-text">Quase sem divulgação prévia, a trupe do Alex Turner surprendeu em 2018, com um trabalho fora da curva para a banda (Reprodução)</figcaption></figure>
<p><strong>Maria Carolina Gonzalez</strong></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Lá em janeiro, eu já imaginava que 2018 tinha potencial para ser musicalmente emocionante. Talvez eu esperasse mais do mesmo, mas percebi que me enganei. Logo no começo do ano, o </span><i><span style="font-weight: 400;">Little Dark Age</span></i><span style="font-weight: 400;"> mostrou que o MGMT ainda conseguia fazer música boa depois de muito tempo. Em maio, o Arctic Monkeys lançou seu sexto álbum e trouxe junto muito assunto pra ser discutido. Talvez o </span><strong>Tranquility Base Hotel &amp; Casino</strong><span style="font-weight: 400;"> tenha dado mais trabalho para os fãs do que para a própria banda. Alguns torcem o nariz e outros dizem entender um conceito que às vezes nem existe e poderia me aprofundar no assunto, mas acho que já consegui deixar </span><a href="http://personaunesp.com.br/arctic-monkeys-critica/"><span style="font-weight: 400;">minha opinião</span></a><span style="font-weight: 400;"> a respeito.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Como se não bastasse o Arctic Monkeys, o parceiro do Alex Turner, Miles Kane, lançou seu terceiro álbum: </span><i><span style="font-weight: 400;">Coup De Grace</span></i><span style="font-weight: 400;">. Acredito que esse seja mais do mesmo, porém não deixa de ser cativante e sincero. E por falar em disco cativante, um que infelizmente não ganhou texto, mas não poderia passar despercebido na minha lista foi o </span><i><span style="font-weight: 400;">Egypt Station</span></i><span style="font-weight: 400;">, de Paul McCartney (acho que esse nome dispensa apresentações) e mostrou mais uma vez que um ex-beatle não precisa provar nada para ninguém.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A maior surpresa nessa lista e no meu ano musical &#8211; que dificilmente sai da zona de conforto &#8211; foi conhecer o som da colombiana Kali Uchis e apreciar o suficiente para colocar o</span><i><span style="font-weight: 400;"> Isolation</span></i><span style="font-weight: 400;"> no meu top 5. A expectativa para 2019 é que os ritmos latinos tenham o mesmo destaque que tiveram em 2018. Este ano agitado e um tanto conturbado já está acabando, feliz ou infelizmente. Talvez tenha pouca expectativa na música para 2019, mas, como disse logo no início, espero estar enganada. </span></p>
<p><strong>Discos favoritos: </strong>1. Tranquility Base Hotel + Casino &#8211; Arctic Monkeys / 2. Egypt Station &#8211; Paul McCartney / 3. Little Dark Age &#8211; MGMT / 4. Coup de Grace &#8211; Miles Kane / 5. Isolation &#8211; Kali Uchis</p>
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<figure id="attachment_11295" aria-describedby="caption-attachment-11295" style="width: 602px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class=" wp-image-11295" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2018/12/images-6.jpeg" alt="" width="602" height="602" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2018/12/images-6.jpeg 554w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2018/12/images-6-150x150.jpeg 150w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2018/12/images-6-300x300.jpeg 300w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-11295" class="wp-caption-text">Mitski se comparando a um gêiser prestes a explodir foi o auge do meu 2018 (Reprodução)</figcaption></figure>
<p><strong>Natália Schiavon</strong></p>
<p>O que eu mais ouvi esse ano se resume em músicas com letras vulneráveis muito bem produzidas por artistas majoritariamente mulheres. Talvez o ápice dessa descrição seja a Mitski se comparando a um gêiser prestes a explodir na canção de abertura do <em>Be the Cowboy</em>, um álbum sobre uma personagem reprimida com uma erupção de sentimentos dentro de si. Talvez sejam as confissões da Snail Mail em <em>Lush</em>, um trabalho que soa como o diário de uma adolescente que observa do seu canto as pessoas ao redor numa festa. Talvez seja a Noname refletindo sobre religião e racismo com a mesma sagacidade que reflete sobre suas falhas e ex-namorados em <em>Room 25</em>.</p>
<p>No espectro brasileiro, Carne Doce veio com <em>Tônus</em>, o álbum mais melancólico da banda, que no meio de melodias dançantes revela a angústia e o medo de envelhecer. E aí vem <a href="http://personaunesp.com.br/vocacao-lupe-de-lupe-2018/">Lupe de Lupe</a> com <em>Vocação</em>, um disco intenso, que segue um fluxo tão caótico quanto sensível. Que a vulnerabilidade sem medo (ou com medo mesmo) continue sendo a maior força dos artistas em 2019.</p>
<p><strong>Discos favoritos:</strong> 1. Be the Cowboy &#8211; Mitski / 2. Room 25 &#8211; Noname / 3. Tônus &#8211; Carne Doce / 4. Vocação &#8211; Lupe de Lupe / 5. Lush &#8211; Snail Mail</p>
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<figure style="width: 602px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" src="http://dailybruin.com/images/2018/10/web.ae_.trench.review.courtesy.jpg" alt="" width="602" height="602" /><figcaption class="wp-caption-text">Mistério e subjetividade foram elementos chave no quinto registro do duo americano (Divulgação)</figcaption></figure>
<p><strong>Rafaela Martuscelli</strong></p>
<p>Confesso que em 2018 não estive tão a par do que aconteceu na indústria musical em geral. Me atentei, claro, aos meus estilos favoritos, e por isso os destaques para mim se mantiveram no estilo alternativo e <em>indie</em>.</p>
<p>O maior destaque para mim foi o <strong>Trench</strong> da banda Twenty One Pilots, e não só por ser minha banda favorita. Todo o conceito utilizado na produção do álbum, junto com o mundo que o vocalista Tyler Joseph criou através das músicas.</p>
<p>Um álbum que não entrou na minha lista mas chamou atenção foi o novo da Anavitória, <em>O Tempo é Agora</em>, que não ouvi com tanta atenção mas o que consegui dar uma olhada não deixou a desejar. Esse ano não foi musicalmente aproveitado por mim, mas prometo que 2019 eu melhoro!</p>
<p><strong>Discos favoritos: </strong>1. Trench &#8211; Twenty One Pilots / 2. My Dear Melancholy, &#8211; The Weeknd / 3. The Neighbourhood &#8211; The Neighbourhood / 4. M A N I A &#8211; Fall Out Boy / 5. High as Hope &#8211; Florence and the Machine</p>
<div class="jetpack-video-wrapper"><iframe loading="lazy" title="The Weeknd - Call Out My Name (Official Video)" width="840" height="473" src="https://www.youtube.com/embed/M4ZoCHID9GI?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen></iframe></div>
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