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	<title>Arquivos Hanna Queiroz &#8211; Persona | Jornalismo Cultural</title>
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	<description>Desde 2015 provando que a distância entre Bergman, Lady Gaga e a novela das 9 nem existe.</description>
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	<title>Arquivos Hanna Queiroz &#8211; Persona | Jornalismo Cultural</title>
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		<title>In Utero completa 25 anos de autenticidade grunge</title>
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		<pubDate>Mon, 15 Oct 2018 00:47:46 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Música]]></category>
		<category><![CDATA[Hanna Queiroz]]></category>
		<category><![CDATA[Nirvana]]></category>
		<category><![CDATA[Rock]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Hanna Queiroz In Utero foi o terceiro e último álbum de estúdio do Nirvana, lançado em 13 de setembro de 1993, seis meses antes da morte do vocalista Kurt Cobain. Depois de muita discussão acerca do nome do álbum, que se chamaria I Hate Myself and I Want To Die, o título definitivo foi retirado &#8230; <a href="http://personaunesp.com.br/in-utero-nirvana-critica/" class="more-link">Continue lendo<span class="screen-reader-text"> "In Utero completa 25 anos de autenticidade grunge"</span></a></p>
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										<content:encoded><![CDATA[<figure id="attachment_10926" aria-describedby="caption-attachment-10926" style="width: 900px" class="wp-caption alignnone"><img fetchpriority="high" decoding="async" class="wp-image-10926 size-full" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2018/10/nirvana-in-utero-album.jpg" alt="" width="900" height="900" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2018/10/nirvana-in-utero-album.jpg 900w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2018/10/nirvana-in-utero-album-150x150.jpg 150w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2018/10/nirvana-in-utero-album-300x300.jpg 300w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2018/10/nirvana-in-utero-album-768x768.jpg 768w" sizes="(max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-10926" class="wp-caption-text">Da capa às letras, In Utero é todo baseado na fascinação do líder Kurt Cobain pelo corpo humano (Foto: Reprodução)</figcaption></figure>
<p><strong>Hanna Queiroz</strong></p>
<p><span style="font-weight: 400;"><em>In Utero</em> foi o terceiro e último álbum de estúdio do <a href="http://personaunesp.com.br/?s=nirvana">Nirvana</a>, lançado em 13 de setembro de 1993, seis meses antes da morte do vocalista Kurt Cobain. Depois de muita discussão acerca do nome do álbum, que <a href="https://en.wikipedia.org/wiki/I_Hate_Myself_and_Want_to_Die">se chamaria<em> I Hate Myself and I Want To Die</em></a>, o título definitivo foi retirado de um <a href="http://nirvana.wikia.com/wiki/In_Utero">poema</a> que Courtney Love escreveu. <em>In Utero</em> teve vida curta nos vocais do genialíssimo Kurt, mas tem vida longa na mente do público.</span></p>
<p><span id="more-10909"></span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">1993 foi o ano mais conturbado da banda. Entre o fim das gravações do álbum e seu lançamento, o vocalista sofreu duas overdoses e chegou a ser preso por conta de uma briga doméstica com Courtney. Sua personalidade rebelde, intensa e perturbada se reflete nos últimos suspiros gravados. E também na maneira irreverente como a banda comemorou o fim das gravações do disco: ateando fogo em suas calças. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;"><em>In Utero</em> é, no mínimo, um álbum polêmico: quebrou a crítica entre aqueles que defendiam&nbsp;<em>Nevermind</em> como o auge da banda e aqueles que acreditavam no <em>grunge</em> em sua forma mais pura, exposta nas músicas cruas e barulhentas. A verdade é que <em>Nevermind</em> foi feito para ser um sucesso estrondoso; dito e feito. Mas <em>In Utero</em> é a essência do Nirvana.</span></p>
<figure id="attachment_10928" aria-describedby="caption-attachment-10928" style="width: 720px" class="wp-caption alignnone"><img decoding="async" class="wp-image-10928 size-full" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2018/10/nirvana-banda-1.jpg" alt="" width="720" height="430" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2018/10/nirvana-banda-1.jpg 720w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2018/10/nirvana-banda-1-300x179.jpg 300w" sizes="(max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-10928" class="wp-caption-text">Nas sessões de fotos para o álbum, Kurt, Krist e Dave mantiveram a irreverência que sempre dispensaram para a mídia. Chega a ser irônico, se comparando com o conteúdo mórbido de In Utero (Foto: Reprodução/Anton Corbijn)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">A primeira faixa, &#8220;Serve The Servants&#8221;, reflete o desleixo proposital logo nas suas primeiras e desafinadíssimas notas. A composição de Kurt Cobain demonstra sua inconformidade com o divórcio complicado de seus pais (<em>That legendary divorce is such a bore&#8230;</em></span><span style="font-weight: 400;">)</span><span style="font-weight: 400;">. Os versos </span><span style="font-weight: 400;"><em>I tried hard to have a father, but instead I had a dad</em> deixam claro que a relação com seu pai não era algo memorável nem feliz. A geração que lidou com a separação dos pais pode se identificar com a infelicidade do garoto que teve sua adolescência afetada e impressa no imperativo &#8220;sirvam os servos&#8221;, ou seja, sirvam os pais. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A canção já é o primeiro contraste notável com o disco anterior, que começa com a premeditada &#8220;Smells Like Teen Spirit&#8221;, não à toa a grande responsável pela popularização da banda. &nbsp;A estratégia foi alcançar os holofotes com <em>Nevermind</em> e quebrar as expectativas do público com <em>In Utero</em>. A escolha do produtor Steve Albini &#8211; conhecido por trabalhar com os Pixies, ídolos de Kurt, e pelo processo nada ortodoxo de gravação &#8211; foi o cerne dessa decisão. A verdade nua e crua dói e está impressa em todas as canções do álbum.</span></p>
<div class="jetpack-video-wrapper"><iframe title="Nirvana - Heart-Shaped Box (Official Music Video)" width="840" height="473" src="https://www.youtube.com/embed/n6P0SitRwy8?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen></iframe></div>
<p><span style="font-weight: 400;">&#8220;Heart-Shaped Box&#8221; é uma das música mais polêmicas do setlist, só ficando atrás de &#8220;Rape Me&#8221;. Também foi a única a ganhar videoclipe, o último produzido pela banda. Assustador, repugnante e surreal são bons adjetivos para classificar o vídeo, dirigido por Anton Corbijn, que seguiu um roteiro bem detalhado escrito por Kurt. A produção começa com os três membros da banda num quarto de hospital onde um idoso está internado. O principal cenário é teatral e surrealista, semelhante a um desenho infantil. Misturando o cenário aparentemente inofensivo com cenas bizarras e sangue, o mal estar é certeiro. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Nem o diretor do clipe sabe o que se passava na mente de Cobain com aquela ideia e letra. </span><span style="font-weight: 400;">“Alguma ideia sobre um câncer na sociedade ao mesmo tempo que um câncer real. E claramente haviam assuntos pessoais ali. Quem sabe que tinham a ver com drogas ou com a Courtney”, ponderou durante uma entrevista.</span> <span style="font-weight: 400;">Há rumores que a “caixa em formato de coração” era a vagina de <a href="https://www.rollingstone.com/music/music-news/courtney-love-tells-lana-del-rey-that-heart-shaped-box-is-about-her-vagina-192019/">Courtney Love, quando a cantora tuitou isso em 2012</a>, mas apagou logo em seguida. Entretanto, a caixa foi um presente de Love para o marido. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O verso </span><span style="font-weight: 400;"><em>I wish I could eat your cancer when you turn black</em>, para o escritor da essencial biografia&nbsp;<em>Mais Pesado que o Céu</em>,&nbsp;Charles Cross, “deve ser a mais convoluta via que algum compositor já tomou na história da música pop para dizer &#8216;eu te amo’&#8221;. &nbsp;Além do mais, Cobain disse em entrevista que o refrão <em>Hey, wait! I’ve got a new complaint</em>&nbsp;é <a href="https://verdademistica.wordpress.com/2014/01/20/significado-do-clipe-heart-shaped-box-do-nirvana/">um exemplo de como ele era retratado pela mídia, que sempre tinha alguma acusação a fazer</a>.</span></p>
<figure id="attachment_10927" aria-describedby="caption-attachment-10927" style="width: 840px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="wp-image-10927 size-large" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2018/10/nirvana-banda-1024x767.jpg" alt="" width="840" height="629" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2018/10/nirvana-banda-1024x767.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2018/10/nirvana-banda-300x225.jpg 300w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2018/10/nirvana-banda-768x575.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2018/10/nirvana-banda.jpg 1120w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-10927" class="wp-caption-text">Kill yr idols (Foto: Reprodução/Anton Corbijn)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">A canção mais polêmica da banda se encontra nesse álbum. Estou falando de &#8220;Rape Me&#8221;, em que Kurt berra nos vocais pedindo para que o estuprem. Como era de se esperar, foi muito criticada e censurada pela mídia. Em contraponto às interpretações existentes, a música é uma metáfora para a exploração midiática que ele sofria, além de ácida ironia à prática do estupro. Ao pedir para alguém te estuprar, já se está colocando em cheque o ato de abuso sexual não consentido. Essa ironia foi construída para expor ao ridículo quem comete tal crime e criticar a violência que acomete as mulheres. Kurt também se mostrou defensor dessa causa em outras músicas, como &#8220;Polly&#8221;, na qual relata o caso verídico de uma menina de 14 anos sequestrada, torturada e estuprada. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O álbum se encerra com &#8220;All Apologies&#8221;, canção simbólica que Cobain dedicou para sua esposa e sua filha no palco do Festival de Reading em 1992. Entretanto, não foi a letra que ele dedicou para as duas, mas sim o sentimento “pacífico e confortável” que a música proporcionava. Realmente, &#8220;All Apologies&#8221; encerra o álbum com uma sensação merecida de alegria e calma, depois de tantos gritos e emoções experimentadas ao longo das 11 faixas anteriores. A mensagem que Kurt nos deixou em seus últimos versos gravados é que nós somos eternos pedidos de desculpa. <em>All in all, is all we are</em> (&#8220;Afinal, é tudo o que somos&#8221;).</span></p>
<div class="jetpack-video-wrapper"><iframe loading="lazy" title="Nirvana - All Apologies (MTV Unplugged)" width="840" height="473" src="https://www.youtube.com/embed/aWmkuH1k7uA?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen></iframe></div>
<p><em>Versão de &#8220;All Apologies&#8221; gravado para o acústico MTV Unplugged (1994), último disco lançado pelo Nirvana com Kurt Cobain vivo: tristemente simbólico&nbsp;</em></p>
<p><span style="font-weight: 400;">As quatro músicas que foram descritas são o que o álbum possui de mais comercial. Elas “equilibram” o grunge puro, os riffs simples e a voz desafinada em &#8220;Very Ape&#8221;, &#8220;Milk It&#8221;, &#8220;Scentless Apprentice&#8221; e &#8220;tourette’s&#8221;. Sendo assim,<em> In Utero</em> consegue ser genial até mesmo comercialmente, pois seduz o público com a bizarrice através das faixas mais pops e diversos tipos de emoções: em &#8220;Dumb&#8221; e &#8220;All Apologies&#8221; tenho vontade de chorar, mas em &#8220;Milk It&#8221; e &#8220;Scentless Apprentice&#8221; a vontade se transforma em querer jogar tudo para o alto e acompanhar os berros. Assim como em &#8220;Rape Me&#8221; eu penso em crítica social e em como é difícil ser mulher, em &#8220;Serve the Servants&#8221; reflito sobre minha relação com meu pai e a hipocrisia humana. A simbologia da existência desse álbum, para mim, é a coisa mais linda que Cobain poderia ter deixado como última obra-prima. </span></p>
<p><iframe loading="lazy" src="https://open.spotify.com/embed/album/76lXykCRFf2Nlsn9CrzD3G" width="300" height="380" frameborder="0" allowtransparency="true" allow="encrypted-media"></iframe></p>
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		<title>A Barraca do Beijo: entretenimento fácil tem seu charme</title>
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		<dc:creator><![CDATA[]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 05 Jun 2018 22:49:18 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Cinema]]></category>
		<category><![CDATA[Crítica]]></category>
		<category><![CDATA[Hanna Queiroz]]></category>
		<category><![CDATA[Netflix]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Hanna Queiroz Quando John Hughes roteirizou e dirigiu Clube dos Cinco (1985), ele não imaginava que o longa se tornaria uma referência para a onda de filmes high school posterior. Com o intuito estereotipar e discutir as questões que surgem na adolescência, Hughes criou personagens caricatos que passavam pela difícil fase do Ensino Médio. A &#8230; <a href="http://personaunesp.com.br/barraca-do-beijo-critica/" class="more-link">Continue lendo<span class="screen-reader-text"> "A Barraca do Beijo: entretenimento fácil tem seu charme"</span></a></p>
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										<content:encoded><![CDATA[<figure id="attachment_10321" aria-describedby="caption-attachment-10321" style="width: 716px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class=" wp-image-10321" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2018/06/foto-1-1-202x300.jpg" alt="" width="716" height="1063" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2018/06/foto-1-1-202x300.jpg 202w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2018/06/foto-1-1-768x1140.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2018/06/foto-1-1-690x1024.jpg 690w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2018/06/foto-1-1.jpg 1078w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-10321" class="wp-caption-text">O filme pode ganhar uma continuação, dado o sucesso que tem feito (Divulgação)</figcaption></figure>
<p><strong>Hanna Queiroz</strong></p>
<p>Quando <a href="http://personaunesp.com.br/30-anos-curtindo-a-vida-adoidado-carreira-vitoriosa-john-hughes/">John Hughes</a> roteirizou e dirigiu <em>Clube dos Cinco</em> (1985), ele não imaginava que o longa se tornaria uma referência para a onda de filmes <em>high school</em> posterior. Com o intuito estereotipar e discutir as questões que surgem na adolescência, Hughes criou personagens caricatos que passavam pela difícil fase do Ensino Médio. <em>A Barraca do Beijo</em> (2018) é o novo filme da <a href="http://personaunesp.com.br/tag/netflix/">Netflix</a> e pretende nos transportar para essa época — e justamente atingir o público adolescente.<br />
<span id="more-10319"></span></p>
<p>Elle Evans (Joey King) e Lee Flynn (Joel Courtney) são melhores amigos desde que nasceram no mesmo dia, mesmo horário e no mesmo hospital, coincidência decorrente da amizade entre suas mães, melhores amigas desde o colégio. A história se repete com seus filhos: Lee e Elle são as pessoas mais divertidas do mundo e vivem uma amizade cheia de confiança e honestidade.</p>
<p>No início, é difícil perceber qual rumo a história vai seguir, pois parece se tratar da história de amizade dos dois. Será que vai se tornar algo a mais? Não. O filme em nenhum momento romantiza a relação da dupla, o que é incrível, porque desfaz a ideia de que não existe amizade e respeito entre garotos e garotas sem segundas intenções.</p>
<p>A trama fica mais clara quando conhecemos Noah Flynn (Jacob Elordi), irmão mais velho de Lee, por quem Elle alimenta um interesse amoroso secreto. Secreto porque ela e o amigo, quando tinham 6 anos, criaram um livro de regras. E adivinhem? A nona regra dizia que parentes estavam fora de questão; nenhum dos dois poderia namorar alguém da família do outro. Mas isso era fácil até então, já que Noah costumava ser briguento, mal humorado e implicante com Elle.</p>
<figure id="attachment_10323" aria-describedby="caption-attachment-10323" style="width: 600px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class=" wp-image-10323" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2018/06/foto-2-1-300x200.jpg" alt="" width="600" height="400" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2018/06/foto-2-1-300x200.jpg 300w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2018/06/foto-2-1-768x512.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2018/06/foto-2-1-1024x683.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2018/06/foto-2-1.jpg 1080w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-10323" class="wp-caption-text">Os atores que interpretam Elle e Noah também são namorados na vida real (Reprodução)</figcaption></figure>
<p>Tudo começa a mudar quando os amigos têm a ideia de criar uma barraca do beijo em um evento promovido pela escola. Assim, devido a um acontecimento naquela noite, Noah e Elle começam a se envolver secretamente, e a garota tem que escolher entre ficar com seu amor ou manter sua amizade mais importante de todas.</p>
<p>Envolta por diversas pressões sociais, a protagonista Elle Evans não é o tipo de estrela que estamos acostumados a ver em filmes adolescentes. Ela é baixa, morena, olhos escuros e não se encaixa no padrão de peso visto como o ideal norte-americano &#8211; vulgo Kate Moss. Ainda assim, ela segue o modelo de uma protagonista branca, como a grande maioria dos filmes, que ignoram a pluralidade de tons de pele que existem e não prezam pela representação midiática da diversidade</p>
<p>Isso é algo que o diretor Mark Waters já havia tentado fazer em seu <em>Meninas Malvadas</em> (2004). Em contraste com Regina George, a rainha da escola, Lindsay Lohan destoa do padrão porque se veste de maneira diferente. O filme deixa esse contraste claro quando Cady, sua personagem,  prende os cabelos em um rabo de cavalo, não usa maquiagem e se veste com camisas polo e calça jeans, enquanto Regina George se parece com uma Barbie humana.</p>
<div class="jetpack-video-wrapper"><span class="embed-youtube" style="text-align:center; display: block;"><iframe loading="lazy" class="youtube-player" width="840" height="473" src="https://www.youtube.com/embed/vNm7v35l6v4?version=3&#038;rel=1&#038;showsearch=0&#038;showinfo=1&#038;iv_load_policy=1&#038;fs=1&#038;hl=pt-BR&#038;autohide=2&#038;wmode=transparent" allowfullscreen="true" style="border:0;" sandbox="allow-scripts allow-same-origin allow-popups allow-presentation allow-popups-to-escape-sandbox"></iframe></span></div>
<p>Mesmo cheio de cenas clichês e melosas, <em>A Barraca do Beijo</em> quebra padrões e estereótipos que sempre foram muito presentes em filmes adolescentes. A grande maioria dos longas <em>high school</em> se passam em torno do ambiente escolar e brigas entre garotas, como no clássico de Lindsay Lohan, reforçando a competitividade e as pressões sociais que rodeiam esse universo.</p>
<p>No lançamento da Netflix, contudo, a trama acontece fora do ambiente escolar, focando mais na vida pessoal dos dois amigos, que possuem como <em>hobby</em> preferido dançar no videogame de uma lanchonete. Até mesmo à respeito do casal do filme, Noah e Elle, o roteiro foge dos trilhos. Aqui, o sentimento dos dois é recíproco. A protagonista não precisa conquistá-lo nem se esforçar para ser notada, algo que é bem comum nos filmes de comédia romântica.</p>
<figure id="attachment_10325" aria-describedby="caption-attachment-10325" style="width: 570px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class=" wp-image-10325" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2018/06/foto-3-300x200.jpg" alt="" width="570" height="380" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2018/06/foto-3-300x200.jpg 300w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2018/06/foto-3-768x512.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2018/06/foto-3-1024x683.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2018/06/foto-3.jpg 1080w" sizes="auto, (max-width: 570px) 85vw, 570px" /><figcaption id="caption-attachment-10325" class="wp-caption-text">Elle e Lee, queremos ser amigos de vocês! (Divulgação)</figcaption></figure>
<p>Entretanto, a superficialidade para lidar com as questões da adolescência é notada. <em>As Patricinhas de Beverly Hills</em> (1995), outro filme<em> teen</em> que se tornou referência de sucesso, mostra os dois lados da moeda. Ao mesmo tempo em que Cher (Alice Silverstone) é popular e rica, o filme aponta seus problemas internos, como o relacionamento conturbado com o pai e as inseguranças da garota em relação à faculdade. A principal mensagem do filme é a de que as aparências enganam e não refletem o que acontece internamente.</p>
<p><em>A Barraca do Beijo</em> mostra o contrário, pois, aqui, as aparências são perfeitas. Elle vive num mundo em que tudo é ótimo e problemas são inexistentes. Não há abordagem dos estudos escolares, provas, relacionamento com os pais e inseguranças. O relacionamento da protagonista com o pai é perceptivelmente superficial, deixando claro que a morte de sua mãe deixou a garota mais distante da família. O filme tinha potencial para trabalhar questões importantes sem perder o enfoque na comédia e no romance, mas escolheu ser puro entretenimento — e nesse âmbito se sai muito bem.</p>
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		<title>Tomb Raider &#8211; A Origem é uma boa ideia mal executada</title>
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		<pubDate>Fri, 13 Apr 2018 21:53:05 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Cinema]]></category>
		<category><![CDATA[Crítica]]></category>
		<category><![CDATA[Hanna Queiroz]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Hanna Queiroz Um dos remakes mais famosos do cinema hollywoodiano é O Grande Gatsby (1949), que foi rodado duas vezes, em 1974 e em 2013. Eles existem para reviver grande produções audiovisuais, que se tornaram ultrapassadas e acabariam se perdendo no tempo, em uma época que o cinema está em constante evolução &#8211; ou apenas &#8230; <a href="http://personaunesp.com.br/tomb-raider-a-origem-critica/" class="more-link">Continue lendo<span class="screen-reader-text"> "Tomb Raider &#8211; A Origem é uma boa ideia mal executada"</span></a></p>
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										<content:encoded><![CDATA[<figure id="attachment_9865" aria-describedby="caption-attachment-9865" style="width: 800px" class="wp-caption aligncenter"><img loading="lazy" decoding="async" class="wp-image-9865 size-full" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2018/04/Tomb-Raider-2018-movie-poster.jpg" alt="" width="800" height="1186" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2018/04/Tomb-Raider-2018-movie-poster.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2018/04/Tomb-Raider-2018-movie-poster-202x300.jpg 202w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2018/04/Tomb-Raider-2018-movie-poster-768x1139.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2018/04/Tomb-Raider-2018-movie-poster-691x1024.jpg 691w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-9865" class="wp-caption-text">(Foto: Reprodução)</figcaption></figure>
<p><strong>Hanna Queiroz</strong></p>
<p>Um dos <em>remakes</em> mais famosos do cinema hollywoodiano é <em>O Grande Gatsby</em> (1949), que foi rodado duas vezes, em 1974 e em 2013. Eles existem para reviver grande produções audiovisuais, que se tornaram ultrapassadas e acabariam se perdendo no tempo, em uma época que o cinema está em constante evolução &#8211; ou apenas porque o filme rendeu muita grana e fazê-lo de novo seria o tiro certeiro no público fiel. Ainda assim, isso não significa que todo <em>remake</em> será melhor que o original. É o caso de <em>Tomb Raider &#8211; A Origem</em>, nova versão de <em>Tomb Raider</em> (2001) que estrelou Angelina Jolie no papel de Lara Croft.</p>
<p><span id="more-9861"></span></p>
<p>A franquia é baseada em um <a href="https://legiaodosherois.uol.com.br/lista/10-melhores-jogos-da-serie-tomb-raider.html">game homônimo</a> (1996) e conta as aventuras da personagem, uma arqueóloga e exploradora inglesa. No <em>Tomb Raider</em> de 2018, Lara arrisca sua vida viajando para uma ilha inabitada no Japão, que é conhecida por ser amaldiçoada por Himiko, uma rainha xamânica que destruía tudo e todos a sua volta. O caixão de Himiko se encontra nesta ilha, mas o motivo de sua viagem é outro: saber o que aconteceu com seu pai, que viajou para o mesmo local e nunca voltou.</p>
<figure id="attachment_9862" aria-describedby="caption-attachment-9862" style="width: 790px" class="wp-caption aligncenter"><img loading="lazy" decoding="async" class="wp-image-9862 size-full" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2018/04/foto-1.png" alt="" width="790" height="444" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2018/04/foto-1.png 790w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2018/04/foto-1-300x169.png 300w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2018/04/foto-1-768x432.png 768w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-9862" class="wp-caption-text">Alicia Vikander se parece com Lara Croft e sua atuação é convincente (Foto: Reprodução)</figcaption></figure>
<p>Dessa vez, na direção do norueguês <a href="http://www.imdb.com/name/nm1012385/">Roar Uthaug</a>, temos uma nova Lara Croft, interpretada pela talentosa Alicia Vikander, que, assim como o renovado Peter Parker de <a href="http://personaunesp.com.br/em-homecoming-o-homem-aranha-volta-empolgar/"><em>Homem-Aranha: De Volta ao Lar</em></a>, é mais jovem, moderna, humana e sociável &#8211; ela trabalha e tem amigos. Isso porque a Lara Croft que conhecíamos até então vivia isolada em sua mansão, uma espécie de redoma, apenas com a companhia de um mordomo e seu amigo Bryce. Entretanto, a protagonista mantém sua essência independente, destemida e forte. A arqueóloga mais <em>badass</em> que ganhou vida em Hollywood. O público sabe o quão durona Lara Croft é.</p>
<p>Por este motivo, o filme peca no exagero de cenas que não cabem no enredo do filme, apenas com o intuito de reafirmar aquilo que é a marca registrada da protagonista. A construção da personagem demora demais para quem já possui outros dois filmes em seu nome. Essas cenas &#8211; como Lara sendo assaltada no Japão e correndo atrás dos ladrões por uns 5 minutos, somente no intuito de exibir suas habilidades corporais &#8211; têm sua importância se forem corretamente dosadas, principalmente para os espectadores de primeira viagem. No entanto, elas são longas e cansativas, fazendo com que o foco principal da história se perca.</p>
<figure id="attachment_9864" aria-describedby="caption-attachment-9864" style="width: 840px" class="wp-caption aligncenter"><img loading="lazy" decoding="async" class="wp-image-9864 size-large" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2018/04/foto-3-1024x450.png" alt="" width="840" height="369" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2018/04/foto-3-1024x450.png 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2018/04/foto-3-300x132.png 300w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2018/04/foto-3-768x337.png 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2018/04/foto-3-1200x527.png 1200w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2018/04/foto-3.png 1270w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-9864" class="wp-caption-text">O resgate do passado de Lara com seu pai torna o filme emotivo (Foto: Reprodução)</figcaption></figure>
<p>O vínculo de Lara com seu pai é algo evidenciado em todos os filmes da franquia mas, neste, a relação emerge de secundária para principal. Ele desapareceu inesperadamente, quando a filha ainda era muito jovem. Com isso, sem a comprovação da morte do pai, a garota renega sua herança e vive uma vida simples no subúrbio, trabalhando como entregadora e praticando diversos esportes, como boxe e bike. Através de <em>flashbacks</em>, que mostram uma relação de cumplicidade e cuidado, o filme marca um traço de personalidade pouco explorado nos anteriores: a Lara emotiva. Assim, o sumiço do pai é tratado de forma muito mais sentimental no <em>remake</em> que, como o nome já diz, conta a origem de tudo, ou seja, como Croft se tornou uma desbravadora de tumbas. E essa história começa quando a protagonista decide viajar de barco até uma ilha inabitada do Japão para esclarecer o que aconteceu, nunca perdendo a esperança de encontrar seu pai vivo, mesmo após sete anos do ocorrido.</p>
<p>Não se pode esquecer que Lara Croft não é uma heroína com super-poderes. Ela é uma jovem com habilidades físicas e mentais muito bem desenvolvidas, que constrói sua trajetória em torno de lendas e maldições místicas, à procura de tesouros perdidos.</p>
<p>A cena que mais causa estranhamento no filme, e até mesmo um tom de deboche por parte do público, é quando Lara está na ilha fugindo dos capangas de Mathias Vogel (Walton Goggins), o vilão da trama, e cai num rio. A protagonista sobrevive a uma queda gigantesca, mal se fere e continua tendo forças para se segurar com uma mão só nos destroços de um avião que, por sorte, estava lá. Quando a cena já foi longe demais e Lara finalmente respira aliviada dentro do avião, o mesmo começa a se quebrar e cair. Novamente por sorte do destino (ou pretensão do roteirista), ela encontra um paraquedas cheio de furos e consegue voar até terra firme. Ela sai dessa somente com um ferro enfincado em sua cintura.</p>
<figure id="attachment_9863" aria-describedby="caption-attachment-9863" style="width: 600px" class="wp-caption aligncenter"><img loading="lazy" decoding="async" class="wp-image-9863 size-full" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2018/04/foto-2.jpg" alt="" width="600" height="375" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2018/04/foto-2.jpg 600w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2018/04/foto-2-300x188.jpg 300w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-9863" class="wp-caption-text">No filme original, a objetificação de Lara era explícita (Foto: Reprodução)</figcaption></figure>
<p>Por mais impossível que isso seja na vida real, Lara Croft é personagem de um <em>game</em> e isso seria facilmente mais uma das missões da personagem. O telão do cinema se transforma em uma tela de <a href="http://personaunesp.com.br/category/games/"><em>videogame</em></a>. O cenário não parece mais tão real quanto deveria para um filme. Mas está tudo bem, por ser adaptação de um jogo. O que incomoda são os movimentos de câmera confusos e tremidos demais, tornando a experiência das cenas de ação tortuosa para os espectadores, além da trilha sonora exagerada e os cortes bruscos da edição.</p>
<p>O primeiro filme do jogo, na direção de Simon West (<em>O Mercenário 2</em>), também deixa a desejar. Além das múmias de pedra que “morrem” com os tiros da arma de Lara, o pior de tudo é a sexualização da personagem. Angelina Jolie é um mulherão e todos sabem disso. Entretanto, a atriz usou enchimento no sutiã e roupas coladas para agradar o público masculino, sem falar nas expressões sensuais da jovem e os <em>closes</em> constantes da câmera em suas pernas musculosas. Isso não é algo que acontece no novo <em>Tomb Raider</em>, uma evolução notável.</p>
<div class="jetpack-video-wrapper"><span class="embed-youtube" style="text-align:center; display: block;"><iframe loading="lazy" class="youtube-player" width="840" height="473" src="https://www.youtube.com/embed/-PSM-kB3akI?version=3&#038;rel=1&#038;showsearch=0&#038;showinfo=1&#038;iv_load_policy=1&#038;fs=1&#038;hl=pt-BR&#038;autohide=2&#038;wmode=transparent" allowfullscreen="true" style="border:0;" sandbox="allow-scripts allow-same-origin allow-popups allow-presentation allow-popups-to-escape-sandbox"></iframe></span></div>
<p>É comum que filmes de aventura sejam confusos devido à tramas mal explicadas, como aconteceu com <a href="http://personaunesp.com.br/batman-vs-superman-uma-batalha-perdida/"><em>Batman vs Superman</em></a>. Contudo, esse acaba sendo um ponto surpreendente em <em>Tomb Raider &#8211; A Origem</em>, pois a lenda que movimenta o filme é bem trabalhada e coesa. Himiko foi uma rainha xamanista que governou o antigo Japão no século III, considerada até hoje uma figura histórica do país, e ficou conhecida pela maldição de matar todos que chegassem à sua volta. A abordagem da cultura oriental é algo pouco visto no cinema norte-americano.</p>
<p>O enredo tinha tudo para se tornar o <em>remake</em> que renovaria a reputação da franquia, mas as falhas na execução não deixaram isso acontecer. O roteiro se perde tentando construir uma história coerente mas se esquece do tempo, deixando o público cansado para acompanhar os últimos 30 minutos.</p>
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		<title>The Post &#8211; A Guerra Secreta: um filme fraco para uma personagem forte</title>
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		<pubDate>Fri, 02 Mar 2018 21:08:40 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Cinema]]></category>
		<category><![CDATA[Crítica]]></category>
		<category><![CDATA[Hanna Queiroz]]></category>
		<category><![CDATA[Oscar 2018]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Hanna Queiroz The Post &#8211; A Guerra Secreta, o novo filme de Steven Spielberg, retrata um episódio da imprensa norte-americana que denunciou pela primeira vez as contradições da participação dos Estados Unidos na Guerra do Vietnã. Expondo mentiras, omissões e manipulação, o The New York Times publica documentos secretos e é processado pelo governo Nixon. Mesmo &#8230; <a href="http://personaunesp.com.br/the-post-critica/" class="more-link">Continue lendo<span class="screen-reader-text"> "The Post &#8211; A Guerra Secreta: um filme fraco para uma personagem forte"</span></a></p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p><img loading="lazy" decoding="async" class="alignnone wp-image-9603" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2018/03/ViewImage-691x1024.jpg" alt="" width="700" height="1037" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2018/03/ViewImage-691x1024.jpg 691w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2018/03/ViewImage-203x300.jpg 203w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2018/03/ViewImage-768x1138.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2018/03/ViewImage.jpg 972w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /></p>
<p><strong>Hanna Queiroz</strong></p>
<p><span style="font-weight: 400;"><em>The Post &#8211; A Guerra Secreta</em>, o novo filme de Steven Spielberg, retrata um episódio da imprensa norte-americana que denunciou pela primeira vez as contradições da participação dos Estados Unidos na Guerra do Vietnã. Expondo mentiras, omissões e manipulação, o The New York Times publica documentos secretos e é processado pelo governo Nixon. Mesmo com o jornal na corda bamba da justiça e a liberdade de imprensa sendo ameaçada, o jornal The Washington Post tem a chance de publicar mais material de teor privado e denunciativo. É aí que entra o importante dilema de Kay Graham (Meryl Streep), dona do jornal: decidir publicar e correr o risco de afundar seu amado jornal de família em um processo judicial, ou não publicar e deixar que a repressão do governo censure a imprensa.  </span></p>
<p><span id="more-9601"></span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A escolha do elenco é uma das partes fundamentais para o sucesso ou fracasso de um filme, além de revelar a representatividade &#8211; ou falta dela &#8211; das minorias da sociedade. Assim como <a href="http://personaunesp.com.br/corra-filme-critica/"><em>Corra!</em></a> aborda o racismo e <em>Me Chame pelo seu Nome </em>normatiza relações homoafetivas, <em>The Post</em> fala sobre mulheres fortes. Apesar do elenco ser predominantemente masculino, a presença de Kay Graham como dona do Washington Post em meio a editores, banqueiros e advogados reafirma o quanto é difícil conseguir respeito e autoridade enquanto homens duvidam o tempo todo de suas decisões. Grande parte dessa descrença em Kay é porque seu pai não deixou o jornal como herança para ela, mas sim para o seu marido. Mesmo com essa tentativa de excluí-la no mercado de trabalho, a filha assume a responsabilidade quando o companheiro comete suicídio &#8211; e acaba provando, finalmente, que o jornal é seu.</span></p>
<figure id="attachment_9604" aria-describedby="caption-attachment-9604" style="width: 840px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="wp-image-9604 size-large" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2018/03/imgID142513140-1024x680.jpg" alt="" width="840" height="558" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2018/03/imgID142513140-1024x680.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2018/03/imgID142513140-300x199.jpg 300w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2018/03/imgID142513140-768x510.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2018/03/imgID142513140-1200x797.jpg 1200w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-9604" class="wp-caption-text">Mulher de negócios: Kay Graham (Meryl Streep) tem de se impor diante de ambientes masculinos (Reprodução)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">Ganhador de dois Oscars como Melhor Diretor, Steven Spielberg é conhecido por criar personagens masculinos memoráveis: Indiana Jones, Viktor Navorski (<em>O Terminal</em>)<em>,</em> Frank Abagnale Jr. (<em>Prenda-me se for capaz</em>), Abraham Lincoln (<em>Lincoln</em>)<em>.</em> E, agora, Kay Graham. No começo confuso em meio a tantos nomes se entrelaçando, a insegura personagem de Streep traz a ilusão de que a atriz não está dando o melhor de si. Mas o crescimento da personagem é para acontecer assim mesmo, gradativa e perceptivelmente. A mulher hesitante, que não consegue falar uma só palavra em reuniões com banqueiros, é obrigada a se tornar firme frente a ameaças judiciais. A partir dali, suas decisões são respeitadas. Infelizmente, ser mulher ainda é isso: precisar se impor &#8211; e nunca errar &#8211; para sua capacidade não ser questionada.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Apesar do crescimento da personagem, Streep já esteve melhor em outros filmes, como <em>A Dama de Ferro</em>, de Phyllida Lloyd, que assegurou a ela o Oscar de Melhor Atriz em 2012 interpretando Margaret Thatcher. No papel de Kay Graham, contudo, Streep não é uma das apostas certeiras para o Oscar de melhor atriz deste ano, até porque será difícil concorrer com a doçura de Sally Hawkins (<em>A Forma da Água</em>) e a autenticidade de </span><span style="font-weight: 400;">Frances McDormand (<a href="http://personaunesp.com.br/tres-anuncios-para-um-crime-resenha-critica/"><em>Três Anúncios para um Crime</em></a>).  </span></p>
<p><iframe loading="lazy" src="https://www.youtube.com/embed/AvvLNv_iAww" width="560" height="315" frameborder="0" allowfullscreen="allowfullscreen"></iframe></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Filmes de grandes casos jornalísticos costumam agradar a Academia. Em 2016, <a href="http://personaunesp.com.br/spotlight-segredos-revelados-empolgante-historia-sobre-jornalismo/"><em>Spotlight &#8211; Segredos Revelados</em></a>, de Tom McCarthy, levou a estatueta de Melhor Filme. O caso do escândalo de pedofilia por padres em Boston chocou o país e levantou questões acerca da instituição da Igreja e seus valores. No filme, a única mulher é Sacha Pfeiffer (Rachel McAdams), rodeada de editores, jornalistas, advogados, e, é claro, padres. Todos homens. A capacidade de Sacha em nenhum momento é posta em cheque, diferentemente de Kay Graham, mas a falta de representatividade feminina nas salas de redação e nos cargos de liderança é igualmente inquietante. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Outra ligação entre os filmes é que o editor do Boston Globe em <em>Spotlight</em> é Ben Bradlee Jr., filho do Ben Bradlee de <em>The Post</em>, interpretado por Tom Hanks. Inclusive, não é a primeira vez que o The Washington Post ganha um filme sobre si. <em>Todos os Homens do Presidente</em>, de Alan J. Pakula, também narra um dos grandes episódios do jornal: a denúncia do caso de Watergate, que teve a mesma Kay por trás das decisões. <em>The Post</em> se passa um ano antes do escândalo, na década de 70, e critica o mesmo governo, com Richard Nixon na presidência. Sendo o único presidente dos EUA a renunciar o cargo, é fácil de entender porque os diretores de Hollywood gostam do assunto.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Com um trailer que promete muito mais do que o filme oferece e direção e elenco que não deveriam deixar nada a desejar, <em>The Post</em> recebeu apenas duas indicações (Melhor Filme e Melhor Atriz). Seria justa uma indicação a Melhor Figurino, mas o veterano Spielberg realmente não conseguiu fazer um trabalho que alcançasse sua maestria do passado.</span></p>
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