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	<title>Arquivos Guilherme Luis &#8211; Persona | Jornalismo Cultural</title>
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	<description>Desde 2015 provando que a distância entre Bergman, Lady Gaga e a novela das 9 nem existe.</description>
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	<title>Arquivos Guilherme Luis &#8211; Persona | Jornalismo Cultural</title>
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		<title>Os melhores discos de 2018</title>
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		<pubDate>Thu, 20 Dec 2018 17:59:47 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Música]]></category>
		<category><![CDATA[Carlos Botelho]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>O fim do ano está próximo e com ele chega nossa tradicional seleção do que foi feito de melhor na indústria musical nos últimos 12 meses. Nessa edição, fizemos diferente e perguntamos aos personas como foi o ano musical de cada um, e de quebra elencar o seus 5 melhores discos de 2018. Sem mais &#8230; <a href="http://personaunesp.com.br/os-melhores-discos-de-2018/" class="more-link">Continue lendo<span class="screen-reader-text"> "Os melhores discos de 2018"</span></a></p>
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										<content:encoded><![CDATA[<figure id="attachment_11285" aria-describedby="caption-attachment-11285" style="width: 983px" class="wp-caption alignnone"><img fetchpriority="high" decoding="async" class="wp-image-11285" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2018/12/004-300x212.png" alt="" width="983" height="695" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2018/12/004-300x212.png 300w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2018/12/004-768x543.png 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2018/12/004-1024x724.png 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2018/12/004-1200x848.png 1200w" sizes="(max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-11285" class="wp-caption-text">Arte: Carlos Botelho</figcaption></figure>
<p>O fim do ano está próximo e com ele chega nossa tradicional seleção do que foi feito de melhor na indústria musical nos últimos 12 meses. Nessa edição, fizemos diferente e perguntamos aos <em>personas </em>como foi o ano musical de cada um, e de quebra elencar o seus 5 melhores discos de 2018. Sem mais delongas, vamos aos comentários:<br />
<span id="more-11263"></span></p>
<figure style="width: 602px" class="wp-caption alignnone"><img decoding="async" src="https://resources.wimpmusic.com/images/3c5372c2/5fa6/4358/953c/3f10eb110eae/1280x1280.jpg" alt="" width="602" height="602" /><figcaption class="wp-caption-text">Alô, galera de cowboy: nova queridinha do country, Kacey Musgraves surpreendeu ao figurar dentre os indicados na principal categoria do Grammy desse ano (Divulgação)</figcaption></figure>
<p><strong>Carlos Botelho</strong></p>
<p>Analisando tudo que consumi musicalmente este ano, fica evidente uma predominância feminina no que mais ouvi e destaquei como emblemático para o contexto de 2018. Seja com Mitski trazendo em <em>Be The Cowboy </em>o ápice do refinamento de seu trabalho, ou Kacey Musgraves com total controle da narrativa que entregou ao público em <strong>Golden Hour</strong>, ou ainda Ariana Grande dominando os charts com um single honesto e despretensioso em <em>thank u, next</em>; 2018 foi marcado pelas mulheres reafirmando seu papel essencial na indústria musical.</p>
<p>Ainda poderia citar <a href="http://personaunesp.com.br/el-mal-querer-rosalia-critica/">Rosalía</a>, Kali Uchis, SOPHIE, Robyn, Janelle Monaé, Snail Mail, dentre tantas outras artistas que mostraram que não é necessário anos de carreira e bons rendimentos as gravadoras para concretizar conceitualmente suas obras sem amarras. O grande ponto a ser citado é: apesar de todo sexismo que ainda assombra a indústria, 2018 foi um ano de grandes discos onde mulheres puderam colocar seus pontos de vista de forma integral e entregar trabalhos incríveis.</p>
<p><strong>Discos favoritos: </strong>1. Be the Cowboy &#8211; Mitski / 2. El Mal Querer &#8211; Rosalía / 3. Golden Hour &#8211; Kacey Musgraves / 4. Oil of Every Pearl&#8217;s Un-Insides &#8211; SOPHIE / 5. Isolation &#8211; Kali Uchis</p>
<div class="jetpack-video-wrapper"><iframe title="Ariana Grande - thank u, next (Official Video)" width="840" height="473" src="https://www.youtube.com/embed/gl1aHhXnN1k?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen></iframe></div>
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<figure style="width: 602px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" src="https://media1.popsugar-assets.com/files/thumbor/x3_rjE-8nE5Am1K2lsmcLvYU-Bk/fit-in/2048xorig/filters:format_auto-!!-:strip_icc-!!-/2018/03/26/155/n/1922283/aaf7830d5ab9afe5e764e4.84487511_/i/Cardi-B-Invasion-Privacy-Album-Cover-Release-Date.jpg" alt="" width="602" height="603" /><figcaption class="wp-caption-text">Cardi fala o que precisa ser dito sem perder a graça e sem deixar a peteca cair (Divulgação)</figcaption></figure>
<p><strong>Douglas Françoza</strong></p>
<p>Os trechos de <a href="https://www.youtube.com/watch?v=9f5zD7ZSNpQ"><em>After de Storm</em></a> foram palavras de conforto para um ano tão complicado como esse. O timing foi perfeito e, durante muito tempo, foi aquela canção que eu colocava para tocar logo no início do dia, para dar uma aquecida no coração. A Kali tem esse dom, né? O Isolation é um álbum que tem essa vibe de trazer os sentimentos a tona com uma doçura sinestésica. Outra coisa bacana sobre ele é a mistureba organizada de ritmos. Muita bossa nova, jazz e R&amp;B.</p>
<p>Agora precisamos falar sobre Cardi B, que não é só polêmicas. Ela lançou um dos álbuns mais divertidos e agressivos do ano, <strong>Invasion of Privacy</strong>. Lembro que quando escutei <em><a href="https://www.youtube.com/watch?v=xTlNMmZKwpA">I Like It</a></em> pela primeira vez, quando ainda não tinha sido escolhida para single, pensei que aquilo precisava ser um hit (tipo, &#8220;escolhe essa, Cardi&#8221;). Tem muita coisa para se falar sobre esse álbum, mas concluo dizendo que Cardi fala o que precisa ser dito sem perder a graça e sem deixar a peteca cair.</p>
<p>E em 2018, tivemos a volta da Lilly Allen, que nos presenteou com o <em>No Shame</em>, álbum que escutei repetidas vezes. É sincero, triste e irônico. Ela colocou o dela na reta, fez críticas a mídia e falou sobre relacionamentos adultos, filhos e carreira. Passou tudinho a limpo de um jeito bem Lilly Allen, sabe? Gostosinho. Minhas preferidas são <em>Family Man</em>, <em>Everything to Feel Something</em>, <em>What You Waiting For?</em> e <em><a href="https://www.youtube.com/watch?v=XQi0ORxEyRA">Lost My Mind</a></em>.</p>
<p><strong>Discos favoritos: </strong>1. Isolation &#8211; Kali Uchis / 2. Dirty Computer &#8211; Janelle Monáe / 3. No Shame &#8211; Lily Allen / 4. Bloom &#8211; Troye Sivan / 5. Invasion of Privacy &#8211; Cardi B</p>
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<figure style="width: 603px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" src="https://www.residentadvisor.net/images/reviews/2018/trans254_oilofeverypearlsuninsides.jpg" alt="" width="603" height="603" /><figcaption class="wp-caption-text">Apesar de créditos em produções de nomes como Madonna, 2018 foi o ano de revelação do talento de SOPHIE (Divulgação)</figcaption></figure>
<p><strong>Egberto Santana Nunes</strong></p>
<p>Abri o caminho para o pop e conheci a já conhecida Ariana Grande, que mesmo com grandes perdas esse ano, não abalou a carreira e nos deu de presente <em>thank u, next</em>, com um clipe que homenageia grandes clássico da cultura pop. Um bônus para seu ótimo <a href="http://personaunesp.com.br/ariana-grande-sweetener-critica/"><em>Sweetener</em></a>, que não desagrada ao flertar com o trap.</p>
<p>Resolvi afundar ainda mais a cabecinha com o  pop experimental dançante do duo Let&#8217;s Eat Grandma em seu excelente <em>I&#8217;m All Ears</em>, cujo single <a href="https://www.youtube.com/watch?v=hXUVQfleU0o"><em>Hot Pink</em></a> foi produzido pela rainha do gênero.</p>
<p>SOPHIE nos apresentou esse ano um mundo que deixaria Aphex Twin instigado com <strong>Oil of Every Pearl&#8217;s Un-Insides</strong>. Menos divertido e mais assombroso, Tim Hecker nos deu <em>Konoyo</em>, apresentando um <em>ambient</em>, esse sim, sinistro e tenebroso.</p>
<p>No terreno do rap, Kanye West, que não satisfeito em entregar seu nono trabalho, nos deus mais 4 produções. Destaco duas: seu solo, <em>ye</em>, que não chega a ser um de seus melhores, mas marcou por conta de toda a questão de saúde embutida no encarte; e <em>Daytona</em>, responsável por fazer nascer a melhor <em>diss</em> desse ano. Menção honrosa para o ápice da parceria com Kid Cuid em Kids See Ghosts, sem desapontar novamente.</p>
<p>E como esquecer do talentosíssimo Earl Sweatshirt renascendo das cinzas do undergound com o clássico (?) <em>Some Rap Songs</em>, longe dos amigos do Odd Future, lançando seu projeto mais cru, triste e pessoal possível. Um desabafo e uma homenagem merecida à sua família.</p>
<p>Uma resolução para 2019? Manter a cabeça aberta e continuar conhecendo coisa nova e coisa boa, e focar mais no nacional, rs.</p>
<p><strong>Discos favoritos</strong>: 1. Daytona  &#8211;  Pusha T / 2.  Kanye West &#8211; ye / 3. MC Igu &#8211; Subiminar  / 4. SOPHIE &#8211; Oil of Every Pearl&#8217;s Un-Insides / 5.  Tim Hecker &#8211;  Konoyo</p>
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<figure id="attachment_11281" aria-describedby="caption-attachment-11281" style="width: 602px" class="wp-caption aligncenter"><img loading="lazy" decoding="async" class="wp-image-11281" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2018/12/DtLXseuVYAAPU111-300x300.jpg" alt="" width="602" height="602" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2018/12/DtLXseuVYAAPU111-300x300.jpg 300w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2018/12/DtLXseuVYAAPU111-150x150.jpg 150w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2018/12/DtLXseuVYAAPU111-768x768.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2018/12/DtLXseuVYAAPU111.jpg 1024w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-11281" class="wp-caption-text">&#8220;Flushin&#8217; thru the pain / Depression, this is not a phase, ayy&#8221;: o Some Rap Songs de Earl Sweatshirt é o álbum da geração millennial por excelência &#8211; curto, absurdo e deprimido (Reprodução)</figcaption></figure>
<p><strong>Gabriel Leite Ferreira</strong></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Graças ao Spotify, este foi o ano em que ouvi mais lançamentos. Foram 100 discos ao todo, que culminaram em um top 30 de <a href="https://personaunesp.com.br/melhores-discos-de-setembro2018/">Aphex Twin</a> a Kyary Pamyu Pamyu.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O top 5 pode ser menos eclético, mas é representativo o suficiente: 3 nomes em ascensão no rap brasileiro e norteamericano e 2 novatos no rock nacional e internacional.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Earl Sweatshirt e MC Igu surpreenderam em suas novas empreitadas, dois álbuns originais sem medo de homenagear suas inspirações (Madvillain e <a href="http://personaunesp.com.br/wu-tang-clan-mc-igu/">Wu-Tang Clan</a>, respectivamente.) Mitski entregou em <em>Be the Cowboy</em> um dos álbuns mais coesos do rock atual (junto com <em>Bark Your Head Off, Dog</em> do Hop Along e <em>Lush</em> da Snail Mail), revelando-se concorrente à altura de <a href="http://personaunesp.com.br/melhores-discos-de-outubro2018/">St. Vincent</a> e Car Seat Headrest. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A Lupe de Lupe sucedeu o polêmico <em>Quarup</em> com o polêmico <em><a href="http://personaunesp.com.br/vocacao-lupe-de-lupe-2018/">Vocação</a></em>, um novo pico na carreira ascendente, mais sério e complexo, assim como nosso pobre país. Por fim, <em>S. C. A.</em>, do rapper mineiro FBC, foi a maior surpresa do ano (leiam mais <a href="http://personaunesp.com.br/fabricio-fbc-2018-critica/">aqui</a>.)</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Conclusões? Um baita ano que assegurou pelo menos duas coisas: a nova geração do rap brasileiro tá superando os gringos, e o rock é das mulheres. Cinco discos que levarei pra vida. Que venha 2019!</span></p>
<p><strong>Discos favoritos: </strong>1. Some Rap Songs &#8211; Earl Sweatshirt / 2. Be the Cowboy &#8211; Mitski / 3. Vocação &#8211; Lupe de Lupe / 4. Subliminar &#8211; MC Igu / 5. FBC &#8211; S. C. A.</p>
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<figure style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" src="https://koreangrooves.files.wordpress.com/2018/01/cover4.jpg?w=800" alt="" width="800" height="800" /><figcaption class="wp-caption-text">Jonghyun era membro de um dos grupos k-pop mais populares da Coreia do Sul (Reprodução)</figcaption></figure>
<p><strong>Giovane Gabriel</strong></p>
<p>Esse ano fiquei mais recluso no k-pop. Acho que, ao contrário do cenário estadunidense onde o pop está um pouco em baixa, na Coreia do Sul o gênero continua sendo bem trabalhado e se sobressaindo aos outros ritmos. Cada lançamento que escolhi tem sua identidade única, o que tornou mais divertido de acompanhar esse universo musical.</p>
<p><strong>Poet | Artist</strong> é o segundo álbum de estúdio do cantor Jonghyun, lançado postumamente em janeiro. Ele já havia finalizado o álbum com todos os retoques antes de cometer suicídio em dezembro de 2017 e, assim como sua estreia, contém boas letras e arranjos, além do ótimo vocal pelo o qual era responsável no seu grupo  SHINee.</p>
<p>Pegando carona, o grupo masculino comemorou seus 10 anos com o lançamento do sexto álbum de estúdio <em>The Story of Light</em>, primeiro álbum também sem o integrante Jonghyun. É um trabalho bem diverso, indo do <em>tropical house</em> de <em>I Want You</em> até o R&amp;B de <a href="https://www.youtube.com/watch?v=Psl-x_nw7TI"><em>Our Page</em></a>. Boas letras, bons vocais, boas melodias e bons clipes, com certeza foi a minha era preferida do gênero esse ano.</p>
<p>As mulheres não ficaram para trás, Sunmi (ex-Wonder Girls) colocou na pista o seu segundo disco, <em>Warning</em> com o hit <em>Heroine</em>. Além de ter sido a <em>k-idol</em> solo de maior destaque em 2018, o trabalho foi um dos mais interessantes do ano.</p>
<p>O grupo feminino Red Velvet nunca repete seus conceitos e não foi diferente com o relançamento <em>The Perfect Red Velvet</em>. Lançando o single <em><a href="https://www.youtube.com/watch?v=J_CFBjAyPWE">Bad Boy</a></em>, o grupo reafirmou a maturidade musical que vem construindo desde o seu debut.</p>
<p>Outro grupo que mesmo novo mostrou ter uma sonoridade única foi o Loona. Debutou esse ano com o mini álbum <em>[++]</em> e já mostrou versatilidade musical transitando entre o som poderoso de <a href="https://www.youtube.com/watch?v=AFJPFfnzZ7w"><em>favOriTe</em></a> e pop chiclete <a href="https://www.youtube.com/watch?v=846cjX0ZTrk"><em>Hi High</em></a>.</p>
<p><strong>Discos favoritos: </strong>1. The Story of Light &#8211; SHINee / 2. WARNING &#8211; Sumni / 3. [++] &#8211; Loona / 4. Poet | Artist &#8211; Jonghyun / 5. The Perfect Red Velvet &#8211; Red Velvet</p>
<div class="jetpack-video-wrapper"><iframe loading="lazy" title="[MV] SUNMI (선미) _ Heroine (주인공)" width="840" height="473" src="https://www.youtube.com/embed/F4qfN5UeFvQ?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen></iframe></div>
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<figure style="width: 602px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" src="https://therevue.ca/wp-content/uploads/2018/04/Fenne-Lily-On-Hold.jpg" alt="" width="602" height="602" /><figcaption class="wp-caption-text">A britânica Fenne Lily misturou tristeza e fúria em seu primeiro registro de estúdio (Divulgação)</figcaption></figure>
<p><strong>Guilherme Hansen</strong></p>
<p>Que 2018 foi um ano de caos, isso ninguém precisa lembrar (as eleições que o digam). No entanto, a música foi uma daquelas coisas que nos trouxe mais esperança e gás para prosseguir nesses dias, principalmente pelo frescor trazido por novos artistas.</p>
<p>A britânica Fenne Lily, com seu álbum <strong>On Hold</strong>, foi o grande lançamento do ano. Lily une o poder de sua voz grave com letras melancólicas e cheias de negatividade com a vida, um prato cheio para quem gosta de músicas reflexivas.</p>
<p>Mas ela não é a única que vem com essa vibe. Também da Inglaterra, Blanco White traz um som folk com elementos da música flamenca. Seu EP, <em>Nocturne</em> também traz letras introspectivas, o contrário de Mt. Joy, que em seu álbum homônimo, traz um folk rock com uma pegada mais pop com canções que falam, entre outras coisas, dos desafios que a vida traz cedo (destaque para <em><a href="https://www.youtube.com/watch?v=cv7-qdvYht8">Silver Lining</a></em>).</p>
<p>Ainda no cenário internacional, Florence and the Machine não decepcionou com <em><a href="http://personaunesp.com.br/critica-high-as-hope-florence/">High as Hope</a></em>. Com batidas mais tranquilas, Florence Welch volta mais confessional do que nunca e fala sobre temas delicados como o transtorno alimentar e o alcoolismo que enfrentou em músicas como <em>Hunger</em> e <em>June</em>.</p>
<p>Por fim, Lenine volta mais afiado do que nunca em seu <em>Em trânsito</em>. Com músicas mais agitadas que o de costume, o cantor pernambucano traduz em suas letras um pouco do caos que estamos vivendo, tal qual como supracitado.</p>
<p>Os próximos anos podem não ser fáceis, mas estes e outros álbuns mostram que a arte resiste e assim continuará fazendo.</p>
<p><strong>Discos favoritos: </strong>1. On Hold &#8211; Fenne Lily / 2. Nocturne EP &#8211; Blanco White / 3. Mt. Joy &#8211; Mt. Joy / 4. High As Hope &#8211; Florence and the Machine / 5. Lenine em Trânsito &#8211; Lenine</p>
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<figure style="width: 602px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" src="https://images.genius.com/032ec5bd5629660bcfa3b28fd3d1415f.1000x1000x1.jpg" alt="" width="602" height="602" /><figcaption class="wp-caption-text">A faixa-título, que ganhou um lindo clipe, é minha música mais ouvida do ano de acordo com o Spotify! (Reprodução)</figcaption></figure>
<p><strong>Guilherme Luís</strong></p>
<p>2018 foi um ano atípico para mim como fã de música pop. Isso porque, desde que consumo muita música, o pop sempre significou música internacional, e nesse ano terminei colocando 3 álbuns nacionais entre os meus favoritos do ano. Não só isso: os destaques de singles, clipes (e até turnês) ficaram totalmente com os cantores pop atuais do Brasil.</p>
<p>Meu álbum e single favoritos de 2018 são da IZA, grande revelação pop do ano. A melhor voz brasileira dos dias de hoje que, depois de uma série de singles soltos pouquíssimo inspirados e sem personalidade, lançou <a href="https://www.youtube.com/watch?v=g8psa0UBZKA"><em>Pesadão</em></a>, um grande hit de 2017. Quando seu primeiro disco, <strong>Dona de Mim</strong>, foi lançado, a surpresa foi grande: uma série de faixas com letras inspiradas, ritmos diversos, colaboradores bem escolhidos. Um álbum sem defeitos!</p>
<p><a href="http://personaunesp.com.br/nao-para-pabllo-2018/">Pabllo Vittar lançou o <em>Não Para Não</em></a>, seu segundo álbum, e se consolidou como uma das artistas pop mais relevantes da atualidade. O clipe de <a href="https://www.youtube.com/watch?v=VAgE9p-1zpo"><em>Problema Seu</em></a> é o melhor de sua videografia e as músicas não ficam para trás: as 10 faixas do disco fazem dele objetivo, conciso, mas não menos completo. Músicas como <em><a href="https://www.youtube.com/watch?v=pHKjk1Dtegc">Disk Me</a></em> e <em>Seu Crime</em> são grandes destaques para a carreira de Pabllo. A turnê é um espetáculo à parte: 1h15 de show com músicas dos dois álbuns, do EP, singles soltos e featurings com outros artistas estão no repertório com muita dança e fritação.</p>
<p><em>Lobos</em>, álbum do cantor Jão, não é puro pop, mas navega entre gêneros de maneira orgânica. Outro grande destaque do ano, principalmente por conta das letras que contam lindas histórias e fazem do álbum quase um livro, de tão profundas. Os clipes também alavancaram o disco e fazem do Jão um grande destaque do ano e uma promessa para o futuro.</p>
<p><strong>Discos favoritos: </strong>1. Dona de Mim &#8211; IZA / 2. Não Para Não &#8211; Pabllo Vittar / 3. Sweetener &#8211; Ariana Grande / 4.  Lobos &#8211; Jão / 5. EVERYTHING IS LOVE &#8211; The Carters</p>
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<figure style="width: 603px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="" src="http://miojoindie.com.br/wp-content/uploads/2018/07/d25642a8b3cd8f00306fa33c3003909f.1000x1000x1.jpg" alt="" width="603" height="603" /><figcaption class="wp-caption-text">O terceiro disco do Carne Doce representa o ápice musical do grupo goiano (Reprodução)</figcaption></figure>
<p><strong>Isabelle Tozzo</strong></p>
<p>Em relação ao meu ano musical, em 2018 acompanhei poucos lançamentos. Digo, ouvi pouco os artistas que já conhecia. Dei preferência por conhecer novos cantores e me surpreendi positivamente com que ouvi. Duda Beat é uma delas.</p>
<p>Entre a ambiguidade de ser uma pessoa que sente demais e a mulher que se desculpa pelo que sente, <em>Sinto Muito</em>, seu álbum de estreia, traz a dor dos relacionamentos amorosos atuais. <em><a href="https://www.youtube.com/watch?v=ZZzv5JLEYd4">Bédi Beat</a></em>, faixa que abre o disco, define bem o estilo da pernambucana que traz letras melodramáticas em uma mistura de pop e brega.</p>
<p>Este ano também fiquei feliz de acompanhar o crescimento de bandas que já acompanho há um tempo, como Carne Doce. A banda goiana lançou <strong>Tônus</strong>, o terceiro álbum, mais maduro e harmônico de todos. Com sonoridade mais melancólica que os outros dois anteriores, o disco apresenta nas letras diversos temas, mas sem perder a relação entre elas. É o melhor álbum da banda e também o melhor que ouvi no ano.</p>
<p>Por fim, no meu hall de favoritos também está <em>God’s Favorite Customer</em> do Father John Misty. O álbum é o quarto do cantor norte-americano e, dessa vez, com temas menos apocalípticos e questionadores que o anterior, o artista trouxe mais intimidade e pessoalidade ao trabalho. Mesmo assim, não deixa a ironia e o seu típico humor ácido de lado.</p>
<p><strong>Discos favoritos: </strong>1. Tônus &#8211; Carne Doce / 2. God&#8217;s Favorite Costumer &#8211; Father John Misty / 3. Sinto Muito &#8211; Duda Beat / 4. High as Hope &#8211; Florence and the Machine / 5. Isolation &#8211; Kali Uchis</p>
<div class="jetpack-video-wrapper"><iframe loading="lazy" title="DUDA BEAT - Bixinho (Clipe Oficial)" width="840" height="473" src="https://www.youtube.com/embed/gFUuxGOsMow?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen></iframe></div>
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<figure style="width: 1500px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" src="https://studiosol-a.akamaihd.net/uploadfile/letras/albuns/e/e/5/f/653801534944629.jpg" alt="" width="1500" height="1500" /><figcaption class="wp-caption-text">Com produção e conceitos frescos, Duda Beat concebeu o melhor álbum do ano (Reprodução)</figcaption></figure>
<p><strong>Jho Brunhara</strong></p>
<p><span style="font-weight: 400;">2018 foi um ano muito importante para a música </span><i><span style="font-weight: 400;">pop</span></i><span style="font-weight: 400;"> brasileira: temos cada vez mais artistas comprometidos em sustentar o gênero, inovando nas produções e ajudando a consolidar o estilo em terras tupiniquins. Sem dúvidas, o pop br</span> <span style="font-weight: 400;">já tem suas próprias variações do gênero</span> <span style="font-weight: 400;">puro importado dos EUA e Europa. Podemos notar elementos nacionais, seja do forró, funk, sertanejo ou MPB, fundidos na música popular. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Como grandes exemplos desse ano tivemos o álbum </span><i><span style="font-weight: 400;">Não Para Não</span></i><span style="font-weight: 400;">, da cantora Pabllo Vittar; </span><b>Sinto Muito</b><span style="font-weight: 400;">, da DUDA BEAT (que considero o melhor álbum do ano, extremamente </span><i><span style="font-weight: 400;">fresh </span></i><span style="font-weight: 400;">na produção e conceito); </span><i><span style="font-weight: 400;">Azul Moderno</span></i><span style="font-weight: 400;">, da Luiza Lian; </span><i><span style="font-weight: 400;">Dona de Mim</span></i><span style="font-weight: 400;">, da IZA; </span><i><span style="font-weight: 400;">jovens inseguros vivendo no futuro</span></i><span style="font-weight: 400;">, do cantor GARBO; e claro, </span><i><span style="font-weight: 400;">Lobos</span></i><span style="font-weight: 400;">, do representante masculino do </span><i><span style="font-weight: 400;">pop</span></i><span style="font-weight: 400;"> em ascensão, Jão. O mercado pop brasileiro só tem a crescer, e espero que o espaço para produções criativas e conceituadas seja cada vez maior.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Internacionalmente falando, o ano também foi muito positivo, por mais que os órfãos do pop de 2010 continuem em busca da volta daquele estilo (que talvez não retorne tão cedo, ou nem retorne), existem artistas se dedicando a trazer diferentes visões e produções para o estilo. Uma das forças de 2018 foram os artistas LGBT+, como Hayley Kiyoko com seu álbum </span><i><span style="font-weight: 400;">Expectations</span></i><span style="font-weight: 400;">, Troye Sivan com </span><i><span style="font-weight: 400;">Bloom</span></i><span style="font-weight: 400;">; SOPHIE com </span><i><span style="font-weight: 400;">OIL OF PEARL&#8217;S UN-INSIDES</span></i><span style="font-weight: 400;">; Years &amp; Years com </span><i><span style="font-weight: 400;">Palo Santo</span></i><span style="font-weight: 400;">; e Kim Petras com sua mixtape </span><i><span style="font-weight: 400;">TURN OFF THE LIGHTS, VOL. 1</span></i><span style="font-weight: 400;">. Não dá para dizer que essas produções foram menos que </span><i><span style="font-weight: 400;">pop perfection. </span></i></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Outros destaques são o </span><i><span style="font-weight: 400;">self-titled </span></i><span style="font-weight: 400;">do The Neighbourhood</span><i><span style="font-weight: 400;">; </span></i><span style="font-weight: 400;">Lily Allen com </span><i><span style="font-weight: 400;">No Shame</span></i><span style="font-weight: 400;">; e ionnalee com </span><i><span style="font-weight: 400;">EVERYONE AFRAID TO BE FORGOTTEN</span></i><span style="font-weight: 400;">. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Quando me dizem que o </span><i><span style="font-weight: 400;">pop</span></i><span style="font-weight: 400;"> morreu anos atrás, eu penso em todas as produções fantásticas e não genéricas que tivemos nos últimos anos e penso: bom, pelo jeito morreu para dar lugar a algo muito melhor.</span></p>
<p><strong>Discos favoritos: </strong>1. Sinto Muito &#8211; Duda Beat / 2. High as Hope &#8211; Florence and the Machine / 3. Azul Moderno &#8211; Luiza Lian / 4. Bloom &#8211; Troye Sivan / 5. The Neighbourhood &#8211; The Neighbourhood</p>
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<figure style="width: 602px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" src="https://i.scdn.co/image/8f8df69245327fb2a84cb1447f399bdb65cfce92" alt="" width="602" height="602" /><figcaption class="wp-caption-text">Elvira, a personagem clássica do cinema de terror, é uma das colaboradoras da mixtape de Kim Petras (Reprodução)</figcaption></figure>
<p><strong>Leandro Gonçalves</strong></p>
<p>Num ano tão tempestuoso quanto este, pouco naveguei. Calma lá, eu explico… tanto no YouTube quanto no Spotify, não procurei por novos artistas, salvo um ou outro que me despertaram curiosidade. Definitivamente, não foi um ano de descobertas. Dentre as poucas novidades que me permiti conhecer, destaque para a inglesa Rina Sawayama e para a vizinha germânica Kim Petras.</p>
<p>Para flertar com o R&amp;B, Rina utiliza de característicos vocais que, quando acompanhados de instrumentos como guitarras e sintetizadores, tornam a sonoridade das faixas algo que oscila entre o já conhecido e, talvez, futuras tendências. Ao lado de Charli XCX, Rina é uma das artistas da atual frente visionária inglesa, que promete resgatar a música pop do marasmo trazido pelo mercado americano.</p>
<p>Ainda na europa, Kim Petras é outro nome que agitou meu Last.fm. A artista me surpreendeu com os poderosos instrumentais da mixtape <strong>TURN OFF THE LIGHT, VOL. 1</strong>, principalmente os das faixas <em>In The Next Life</em> e <em>Tell Me it’s a Nightmare</em>. O trabalho, com temática de Halloween, conta com sonoridade pesada, para se acabar de dançar em um clube noturno ou na intimidade do quarto.</p>
<p>Além disso, funciona como uma bela introdução para aqueles que desejam explorar a PC Music, ainda que não seja tão característico do estilo. Todavia, nem tudo pode ser perfeito… Dr. Luke está por trás da produção. Por outro lado, como bem apontado por um amigo, a visibilidade que o trabalho trouxe para Kim, uma artista trans, se contrapõe a má impressão causada pela presença de um homem acusado de assédio sexual na produção.</p>
<p><strong>Discos favoritos: </strong>1. Caution &#8211; Mariah Carey / 2. TURN OFF THE LIGHT, VOL. 1 / 3. Joyride &#8211; Tinashe / 4. Isolation &#8211; Kali Uchis / 5. Não Para Não &#8211; Pabllo Vittar</p>
<div class="jetpack-video-wrapper"><iframe loading="lazy" title="Rina Sawayama - Cherry (Official Video)" width="840" height="473" src="https://www.youtube.com/embed/wn5YFnrD1u8?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen></iframe></div>
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<figure style="width: 602px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" src="https://images.genius.com/9e44b8e2ef79be2540acda8d1efae7f4.1000x1000x1.jpg" alt="" width="602" height="602" /><figcaption class="wp-caption-text">Kali Uchis foi a luz no fim de túnel em um ano fraco para a música pop (Reprodução)</figcaption></figure>
<p><strong>Leonardo Oliveira</strong></p>
<p>Kali Uchis e seu <strong>Isolation (</strong>também conhecido como o melhor do ano), foi um grande refresco para música latina que segue saturada de tanto reggaeton. Kali não esquece de tirar uma casquinha desta sonoridade e entrega uma jornada maravilhosa sobre suas vivências em ritmos como bossa nova, R&amp;B, soul de forma muito coesa e bem feita.</p>
<p>Pabllo Vittar seguiu numa crescente em sua carreira, depois de fazer inúmeras parcerias com artistas nacionais e internacionais, lançou seu segundo álbum <em>Não Para Não</em> no comecinho de outubro. Se com a política a gente sofre, com a Pabllo a gente chora só um pouquinho pela dor de cotovelo mas sem parar de dançar, nesse trabalho ela não explorou muitas sonoridades como no primeiro mas nos deu a melhor síntese de Banda Calypso com Banda Djavú numa roupagem toda popzinha e impecável.</p>
<p><em>Sinto Muito</em> foi a surpresa de 2018, com letras que batem fundo no peito. Duda Beat foi a revelação que precisávamos, um indie pop delicioso que te põe para sentir cada verso.</p>
<p>Da terra da Rainha tivemos Lily Allen menos afrontosa e mais sentimental com o maravilhoso <em>No Shame; </em>já da terra do Tio Sam, a voz da maior borboleta viva, Mariah Carey, nos presenteou cautelosamente com o <em>Caution</em>, que sem dúvidas é o melhor lançamento dela em anos.</p>
<p>Sem nenhuma dúvida, álbuns memoráveis e com alta qualidade da concepção à finalização. Que 2019 nos permita mais conteúdo assim.</p>
<p><strong>Discos favoritos: </strong>1. Isolation &#8211; Kali Uchis / 2. Não Para Não &#8211; Pabllo Vittar / 3. Sinto Muito &#8211; Duda Beat / 4. No Shame &#8211; Lilly Allen / 5. Caution &#8211; Mariah Carey</p>
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<figure style="width: 602px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" src="https://images.genius.com/4d3e6456c7142510037bb07e374ae58f.696x696x1.jpg" alt="" width="602" height="602" /><figcaption class="wp-caption-text">O conceito de &#8220;Simulacre&#8221; é bastante simples: Potyguara ingeriu, por engano, cogumelos alucinógenos. O resultado nós ouvimos em seu primeiro disco de estúdio (Reprodução)</figcaption></figure>
<p><strong>Leonardo Santana</strong></p>
<p>Nas resoluções para 2018, prometi pra mim mesmo que ouviria mais música brasileira. E não deu outra: Gal Costa no topo das mais ouvidas e muito pop tupiniquim embalando o meu ano do karma. Os delírios holísticos da drag maranhense Potyguara Bardo deram o tom de um período bem doido. Além disso, nossa rainha Pabllo Vittar provou que dá pra rolar experimentações e misturas inusitadas em músicas feitas para a pista de dança (voto no <a href="https://www.youtube.com/watch?v=mFdkXz2wb3I">kpop-forró-kizomba de Buzina</a> para hino do Carnaval).</p>
<p>Em terras gringas, Janelle Monáe deu vazão a uma porrada de sentimentos sobre raça e sexualidade que eu nunca soube explicar direito. Robyn voltou depois de quase uma década e confirmou seu óbvio status de lenda, enquanto Kali Uchis me afogou em sua fantasia de decadência hollywoodiana.</p>
<p>E, apesar de algumas pisadas na bola, Azealia Banks foi a queridinha do ano com um presente forma de música: a maravilhosa <em>Anna Wintour</em>.</p>
<p><strong>Discos favoritos: </strong>1. Dirty Computer &#8211; Janelle Monáe / 2. Isolation &#8211; Kali Uchis / 3. Simulacre &#8211; Potyguara Bardo / 4. Honey &#8211; Robyn / 5. Oil of Every Pearl&#8217;s Un-Insides &#8211; SOPHIE</p>
<div class="jetpack-video-wrapper"><iframe loading="lazy" title="Azealia Banks - Anna Wintour" width="840" height="473" src="https://www.youtube.com/embed/au8QGTiPhEw?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen></iframe></div>
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<figure style="width: 601px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="" src="https://images-americanas.b2w.io/produtos/01/00/sku/38575/9/38575984_1SZ.jpg" width="601" height="601" /><figcaption class="wp-caption-text">Quase sem divulgação prévia, a trupe do Alex Turner surprendeu em 2018, com um trabalho fora da curva para a banda (Reprodução)</figcaption></figure>
<p><strong>Maria Carolina Gonzalez</strong></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Lá em janeiro, eu já imaginava que 2018 tinha potencial para ser musicalmente emocionante. Talvez eu esperasse mais do mesmo, mas percebi que me enganei. Logo no começo do ano, o </span><i><span style="font-weight: 400;">Little Dark Age</span></i><span style="font-weight: 400;"> mostrou que o MGMT ainda conseguia fazer música boa depois de muito tempo. Em maio, o Arctic Monkeys lançou seu sexto álbum e trouxe junto muito assunto pra ser discutido. Talvez o </span><strong>Tranquility Base Hotel &amp; Casino</strong><span style="font-weight: 400;"> tenha dado mais trabalho para os fãs do que para a própria banda. Alguns torcem o nariz e outros dizem entender um conceito que às vezes nem existe e poderia me aprofundar no assunto, mas acho que já consegui deixar </span><a href="http://personaunesp.com.br/arctic-monkeys-critica/"><span style="font-weight: 400;">minha opinião</span></a><span style="font-weight: 400;"> a respeito.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Como se não bastasse o Arctic Monkeys, o parceiro do Alex Turner, Miles Kane, lançou seu terceiro álbum: </span><i><span style="font-weight: 400;">Coup De Grace</span></i><span style="font-weight: 400;">. Acredito que esse seja mais do mesmo, porém não deixa de ser cativante e sincero. E por falar em disco cativante, um que infelizmente não ganhou texto, mas não poderia passar despercebido na minha lista foi o </span><i><span style="font-weight: 400;">Egypt Station</span></i><span style="font-weight: 400;">, de Paul McCartney (acho que esse nome dispensa apresentações) e mostrou mais uma vez que um ex-beatle não precisa provar nada para ninguém.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A maior surpresa nessa lista e no meu ano musical &#8211; que dificilmente sai da zona de conforto &#8211; foi conhecer o som da colombiana Kali Uchis e apreciar o suficiente para colocar o</span><i><span style="font-weight: 400;"> Isolation</span></i><span style="font-weight: 400;"> no meu top 5. A expectativa para 2019 é que os ritmos latinos tenham o mesmo destaque que tiveram em 2018. Este ano agitado e um tanto conturbado já está acabando, feliz ou infelizmente. Talvez tenha pouca expectativa na música para 2019, mas, como disse logo no início, espero estar enganada. </span></p>
<p><strong>Discos favoritos: </strong>1. Tranquility Base Hotel + Casino &#8211; Arctic Monkeys / 2. Egypt Station &#8211; Paul McCartney / 3. Little Dark Age &#8211; MGMT / 4. Coup de Grace &#8211; Miles Kane / 5. Isolation &#8211; Kali Uchis</p>
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<figure id="attachment_11295" aria-describedby="caption-attachment-11295" style="width: 602px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class=" wp-image-11295" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2018/12/images-6.jpeg" alt="" width="602" height="602" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2018/12/images-6.jpeg 554w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2018/12/images-6-150x150.jpeg 150w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2018/12/images-6-300x300.jpeg 300w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-11295" class="wp-caption-text">Mitski se comparando a um gêiser prestes a explodir foi o auge do meu 2018 (Reprodução)</figcaption></figure>
<p><strong>Natália Schiavon</strong></p>
<p>O que eu mais ouvi esse ano se resume em músicas com letras vulneráveis muito bem produzidas por artistas majoritariamente mulheres. Talvez o ápice dessa descrição seja a Mitski se comparando a um gêiser prestes a explodir na canção de abertura do <em>Be the Cowboy</em>, um álbum sobre uma personagem reprimida com uma erupção de sentimentos dentro de si. Talvez sejam as confissões da Snail Mail em <em>Lush</em>, um trabalho que soa como o diário de uma adolescente que observa do seu canto as pessoas ao redor numa festa. Talvez seja a Noname refletindo sobre religião e racismo com a mesma sagacidade que reflete sobre suas falhas e ex-namorados em <em>Room 25</em>.</p>
<p>No espectro brasileiro, Carne Doce veio com <em>Tônus</em>, o álbum mais melancólico da banda, que no meio de melodias dançantes revela a angústia e o medo de envelhecer. E aí vem <a href="http://personaunesp.com.br/vocacao-lupe-de-lupe-2018/">Lupe de Lupe</a> com <em>Vocação</em>, um disco intenso, que segue um fluxo tão caótico quanto sensível. Que a vulnerabilidade sem medo (ou com medo mesmo) continue sendo a maior força dos artistas em 2019.</p>
<p><strong>Discos favoritos:</strong> 1. Be the Cowboy &#8211; Mitski / 2. Room 25 &#8211; Noname / 3. Tônus &#8211; Carne Doce / 4. Vocação &#8211; Lupe de Lupe / 5. Lush &#8211; Snail Mail</p>
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<figure style="width: 602px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" src="http://dailybruin.com/images/2018/10/web.ae_.trench.review.courtesy.jpg" alt="" width="602" height="602" /><figcaption class="wp-caption-text">Mistério e subjetividade foram elementos chave no quinto registro do duo americano (Divulgação)</figcaption></figure>
<p><strong>Rafaela Martuscelli</strong></p>
<p>Confesso que em 2018 não estive tão a par do que aconteceu na indústria musical em geral. Me atentei, claro, aos meus estilos favoritos, e por isso os destaques para mim se mantiveram no estilo alternativo e <em>indie</em>.</p>
<p>O maior destaque para mim foi o <strong>Trench</strong> da banda Twenty One Pilots, e não só por ser minha banda favorita. Todo o conceito utilizado na produção do álbum, junto com o mundo que o vocalista Tyler Joseph criou através das músicas.</p>
<p>Um álbum que não entrou na minha lista mas chamou atenção foi o novo da Anavitória, <em>O Tempo é Agora</em>, que não ouvi com tanta atenção mas o que consegui dar uma olhada não deixou a desejar. Esse ano não foi musicalmente aproveitado por mim, mas prometo que 2019 eu melhoro!</p>
<p><strong>Discos favoritos: </strong>1. Trench &#8211; Twenty One Pilots / 2. My Dear Melancholy, &#8211; The Weeknd / 3. The Neighbourhood &#8211; The Neighbourhood / 4. M A N I A &#8211; Fall Out Boy / 5. High as Hope &#8211; Florence and the Machine</p>
<div class="jetpack-video-wrapper"><iframe loading="lazy" title="The Weeknd - Call Out My Name (Official Video)" width="840" height="473" src="https://www.youtube.com/embed/M4ZoCHID9GI?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen></iframe></div>
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		<title>O novo Animais Fantásticos resgata a magia de Harry Potter, mas comete crimes demais</title>
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		<pubDate>Thu, 29 Nov 2018 15:29:15 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>&#160; Guilherme Luis O segundo filme da nova franquia do Wizarding World, “Animais Fantásticos – Os Crimes de Grindelwald” chegou aos cinemas no último dia 15 e dividiu opiniões. A expectativa pela continuação de “Animais Fantásticos e Onde Habitam”, de 2016, era grande, principalmente por parte dos fãs do mundo bruxo criado por J.K. Rowling, &#8230; <a href="http://personaunesp.com.br/animais-fantasticos-2-critica/" class="more-link">Continue lendo<span class="screen-reader-text"> "O novo Animais Fantásticos resgata a magia de Harry Potter, mas comete crimes demais"</span></a></p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>&nbsp;</p>
<figure id="attachment_11189" aria-describedby="caption-attachment-11189" style="width: 675px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-11189" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2018/11/poster-crimes.jpg" alt="" width="675" height="1000" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2018/11/poster-crimes.jpg 675w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2018/11/poster-crimes-203x300.jpg 203w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-11189" class="wp-caption-text">(Foto: Divulgação/Warner)</figcaption></figure>
<p><strong>Guilherme Luis</strong></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O segundo filme da nova franquia do Wizarding World, “Animais Fantásticos – Os Crimes de Grindelwald” chegou aos cinemas no último dia 15 e dividiu opiniões. A expectativa pela continuação de “Animais Fantásticos e Onde Habitam”, de 2016, era grande, principalmente por parte dos fãs do mundo bruxo criado por J.K. Rowling, que assina o roteiro dessa nova série.</span></p>
<p><span id="more-11181"></span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O filme esteve envolto em polêmicas durante toda a sua produção. Primeiramente com a revelação do título, indicando certo protagonismo do vilão e a persistência por parte da Warner e da própria J.K. (que assina o roteiro dos dois filmes) em permanecer com a presença de Johnny Depp no papel do personagem, devido a todo o processo judicial que ele passou com a ex-mulher que acusou-o de agressões físicas. Depois, com a declaração de que a sexualidade de Dumbledore não seria bem abordada e sua paixão por Grindelwald ainda não seria mencionada. Os fãs se indignaram porque essa era a chance perfeita de criarem representatividade LGBTQ+ dentro de uma franquia que, em 10 filmes, nunca a teve.  </span></p>
<figure id="attachment_11184" aria-describedby="caption-attachment-11184" style="width: 565px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="wp-image-11184 size-full" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2018/11/imagem-1.png" alt="" width="565" height="338" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2018/11/imagem-1.png 565w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2018/11/imagem-1-300x179.png 300w" sizes="auto, (max-width: 565px) 85vw, 565px" /><figcaption id="caption-attachment-11184" class="wp-caption-text">O Espelho de Ojesed mostra seu maior desejo. (Foto: Divulgação/Warner)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">A história do novo filme acompanha Grindelwald fugindo da prisão e começando a recrutar seus seguidores. Do outro lado, Newt Scamander, protagonista do longa anterior,  tem que ir para Londres realizar uma tarefa que Dumbledore delega a ele. Os personagens antigos voltam à trama e muitos novos são introduzidos.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O novo filme comete mais crimes que o próprio vilão. Não é sem qualidades, mas seus defeitos tendem a falar mais alto.  A começar pelo título, que não faz sentido. Ok, o nome da franquia é Animais Fantásticos, mas é bom ter em mente que eles não moverão a história mais. Ainda assim, J.K. conseguiu até que encaixá-los bem na história, seja os velhos e queridos (Pelúcio, você é demais!) ou mostrar novos que ajudam de certa forma na trama (ou atrapalhem-na). Agora, o subtítulo pode ser descartado porque o vilão não comete crimes nesse filme – a não ser o de fugir! Parece que o filme foi vendido para dar a entender de que a ascensão de um grande bruxo das trevas seria totalmente mostrada aqui, mas não é. São só os primeiros passos e é nisso que o filme erra: em ainda querer mostrar primeiros passos. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O roteiro é confuso, cheio demais, complexo em algumas explicações&#8230; Não só pela cena final, que é um grande plot twist, mas por diversas cenas ao longo do filme. Como tal personagem parou em tal lugar? Por que ele fez aquilo? Por que ela queria isso? Como fizeram tal coisa? Para um grande fã do mundo de J.K., eram perguntas demais. E a grande massa que não sabe sobre cada detalhe das histórias de Rowling, fica como? O filme não é feito para não-fãs exatamente por se basear demais em coisas que só os fãs sabem. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Os personagens ou são muito bem tratados pela história ou são completamente irrelevantes. Newt, Dumbledore e Grindelwald são bem trabalhados e são também as melhores atuações do elenco. Eddie Redmayne está ainda mais perfeito no personagem, e seu protagonismo leva a trama para frente (apesar de se sair bem em certas “facilidades” e “convenções” que denotam um roteiro preguiçoso). O protagonista é cativante e o ator sabe melhorar o que já estava bom no primeiro filme. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Jude Law está bem como Dumbledore, mas deixou a sensação de quero mais. Não tem tanto tempo de tela a ponto de mostrar tudo a que veio. Será interessantíssimo ver sua progressão nos cinco filmes e sua lenta transformação no que era Michael Gambon. Já Johnny Depp surpreende por, simplesmente, deixar de ser Jack Sparrow em algum filme. Ainda assim, não é o suficiente para se tornar o maior destaque do filme. Seu vilão é interessante, amedrontador, e tem um discurso convincente até. Depp deixou suas afetações de lado e faz um personagem mais contido e elegante.</span></p>
<figure id="attachment_11185" aria-describedby="caption-attachment-11185" style="width: 563px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="wp-image-11185 size-full" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2018/11/imagem-2.png" alt="" width="563" height="343" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2018/11/imagem-2.png 563w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2018/11/imagem-2-300x183.png 300w" sizes="auto, (max-width: 563px) 85vw, 563px" /><figcaption id="caption-attachment-11185" class="wp-caption-text">Grindelwald discursa, convence e persuade como um verdadeiro fascista. (Foto: Divulgação/Warner)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">Queenie, Jacob e Tina são meros coadjuvantes numa história que não lhes cabe mais. São todos postos em Londres por motivos bobos e seu tempo de tela é consideravelmente reduzido em relação ao filme anterior. Queenie e Jacob têm um arco interessante até, mas Tina, agora uma funcionária do Ministério da Magia Britânico, é irrelevante para a trama. Seu arco com Newt é pobremente desenvolvido. Uma pena, já que tinha tido tanto carisma no primeiro filme. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Credence volta sem grandes explicações. J.K. não se preocupa em dizer como ele sobreviveu, como foi parar em Londres, nem nada.  O filme é quase todo sobre sua jornada. Credence é o sol da trama e todos os outros personagens giram ao seu redor. O que mais incomoda em seu arco é seu objetivo de “descobrir sua verdadeira identidade”, que soa tão bobo para uma história tão grande e complexa&#8230; O fato de todos os personagens saberem disso e se empenharem nessa busca só piora. Nagini, sua companheira, não serve para nada: é puro fan-service e pura promessa para o futuro. </span></p>
<figure id="attachment_11186" aria-describedby="caption-attachment-11186" style="width: 481px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="wp-image-11186 size-full" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2018/11/imagem-3.png" alt="" width="481" height="344" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2018/11/imagem-3.png 481w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2018/11/imagem-3-300x215.png 300w" sizes="auto, (max-width: 481px) 85vw, 481px" /><figcaption id="caption-attachment-11186" class="wp-caption-text">Nagini serve apenas como parceira de Credence e mal tem falas no filme. (Foto: Divulgação/Warner)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">Os outros novos personagens servem para a história em momentos muito específicos, mas carecem de maior desenvolvimento. Leta Lestrange é a melhor deles, pois protagoniza um flashback interessantíssimo em Hogwarts (mais fan-service, é claro, mas pelo menos é bom!), e se destaca na trama conforme a história se aproxima do final. Teseus Scamander, irmão de Newt, tem pouquíssima importância pra narrativa e Yusuf Kama é o maior desperdício do roteiro. Personagem vazio, sem porquê nem pra quê, com tempo de tela exagerado&#8230; Serve para uma reviravolta do final e só. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Visualmente o filme é esplendoroso. Efeitos especiais perfeitos, animais fantásticos com peso e textura, 3D que funciona, feitiços&#8230; tudo </span><i><span style="font-weight: 400;">on point. </span></i><span style="font-weight: 400;">Esse filme também resgata uma coisa de Harry Potter, que o primeiro Animais Fantásticos não tinha: a magia sendo usada em seu cotidiano. Ou seja, a câmera está acompanhando um personagem, mas no canto da tela tem magia acontecendo: um pano limpando uma janela sozinha, uma criança levitando, um bule de café levitando, uma coruja voando&#8230; Pequenas coisas que fazem o mundo bruxo parecer muito mais real e palpável. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Com direção de David Yates (que fez os últimos 6 filmes), o filme não tem problemas técnicos. Uma coisa que gerou confusão em muita gente foi os closes de câmera que ele dá no rosto dos personagens no início do filme, mas que se perdem com o tempo. Fica estranho porque parece um teste solto que não foi corrigido. De resto, a direção está boa.</span></p>
<figure id="attachment_11187" aria-describedby="caption-attachment-11187" style="width: 564px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="wp-image-11187 size-full" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2018/11/imagem-4.png" alt="" width="564" height="304" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2018/11/imagem-4.png 564w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2018/11/imagem-4-300x162.png 300w" sizes="auto, (max-width: 564px) 85vw, 564px" /><figcaption id="caption-attachment-11187" class="wp-caption-text">A cena do circo, apesar de pequena, é uma das melhores do filme. (Foto: Divulgação/Warner)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">“Os Crimes de Grindelwald”, portanto, gera mais dúvidas do que as responde. Seu final polêmico chateia mais por parecer que o filme todo se passa apenas para essa cena em específico do que por movimentar a história em si. J.K. Rowling mexer com sua história cânone é um perigo e ela faz isso mais de uma vez nessa história. Contudo, resta aguardar. A revelação final só terá sido ruim se sua explicação também for. J.K. é extremamente criativa, então, apesar de não enxergamos soluções críveis para o que ela criou aqui, ainda dá para ter esperança nessa mente que sempre fora tão genial. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Agora, na franquia Animais Fantásticos, muita coisa tem que ser revista. Com grandes indícios de um terceiro filme se passando no Brasil, a história precisa tomar corpo e parar de andar a passos lentos. Um filme não pode mais depender do próximo para “fazer sentido como um todo”. Cada filme deve ter a sua história fechada e, ainda assim, contar uma grande história quando unidos, como era com Harry Potter. Ou J.K deve ser substituída no roteiro, ou dividi-lo com alguém que entenda mais de cinema e não seja a pessoa que tem todas as respostas na própria cabeça – e não as revela ao público. A expectativa ainda é grande, porém. Agora é torcer para que a franquia se encontre e faça jus ao universo de que provém.</span></p>
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		<title>Não Para, Pabllo Vittar!</title>
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		<pubDate>Mon, 29 Oct 2018 16:08:33 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Música]]></category>
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		<category><![CDATA[Guilherme Luis]]></category>
		<category><![CDATA[Pop]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Guilherme Luis e Cezar Augusto Pabllo Vittar chega de cara nova com Não Para Não, seu novo álbum. Explorando ritmos como o brega e o tecnobrega, as novas música são uma junção da regionalidade do norte e nordeste brasileiros. &#160;O novo projeto foi gravado nos Estados Unidos e contou com artistas como Ludmilla, Dilsinho, Diplo &#8230; <a href="http://personaunesp.com.br/nao-para-pabllo-2018/" class="more-link">Continue lendo<span class="screen-reader-text"> "Não Para, Pabllo Vittar!"</span></a></p>
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										<content:encoded><![CDATA[<figure id="attachment_11018" aria-describedby="caption-attachment-11018" style="width: 750px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-11018" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2018/10/45078970_1976402279335234_3185442424419778560_n.jpg" alt="" width="750" height="750" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2018/10/45078970_1976402279335234_3185442424419778560_n.jpg 750w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2018/10/45078970_1976402279335234_3185442424419778560_n-150x150.jpg 150w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2018/10/45078970_1976402279335234_3185442424419778560_n-300x300.jpg 300w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-11018" class="wp-caption-text">Pabllo não põe título nem seu nome na capa do álbum. Já sabe que sua imagem é o suficiente pra impactar (Foto: Divulgação)</figcaption></figure>
<p><strong>Guilherme Luis e Cezar Augusto</strong></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Pabllo Vittar chega de cara nova com <em>Não Para Não</em>, seu novo álbum. Explorando ritmos como o brega e o tecnobrega, as novas música são uma junção da regionalidade do norte e nordeste brasileiros. &nbsp;</span><span style="font-weight: 400;">O novo projeto foi gravado nos Estados Unidos e contou com artistas como Ludmilla, Dilsinho, Diplo e Urias. Aqui, Pabllo evolui e mostra versatilidade nos mais variados estilos musicais.</span></p>
<p><span id="more-10996"></span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Os dois primeiros singles já deixam claro: o novo disco não pretende imitar <em>Vai Passar Mal&nbsp;</em>(2016), álbum que lançou a drag queen de São Luís do Maranhão para todo o Brasil. Ainda assim, sua pegada pop não ficaria pra trás: &#8220;Problema Seu&#8221; é, com certeza, seu vídeo mais pop e tem sua melhor coreografia. A faixa nasceu pronta para as pistas. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Por sua vez, &#8220;Disk Me&#8221;<em>&nbsp;</em>ousa por mostrar uma Pabllo desconhecida do grande público, com uma pegada muito mais romântica. O segundo single&nbsp;é&nbsp;um dos pontos altos do CD, com uma letra ótima e extremamente identificável ao grande público, assim como o hit <a href="https://www.youtube.com/watch?v=3L5D8by1AtI">&#8220;K.O&#8221;</a>. A diferença é que aqui a artista se mostra mais introspectiva, fazendo da canção um paradoxo de sentimentos.</span></p>
<div class="jetpack-video-wrapper"><iframe loading="lazy" title="Pabllo Vittar - Disk Me (Official Music Video) &#x260e;&#x2728;" width="840" height="473" src="https://www.youtube.com/embed/pHKjk1Dtegc?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen></iframe></div>
<p><span style="font-weight: 400;">Ao mesmo tempo em que há a mesma essência de batidas dançantes, o álbum segue inovando com pegadas diferentes e atrativas. &#8220;Seu Crime&#8221; é outro destaque, produzida por Diplo. Baseada no tecnobrega, a</span><span style="font-weight: 400;">&nbsp;música conquistou todos os fãs de primeira, e pede para ser single. É outro momento que aposta num ritmo menos animado sem deixar de ser dançante – o refrão com forró é sensacional e uma das maiores surpresas do álbum.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">As participações são todas bem encaixadas. &#8220;Trago Seu Amor de Volta&#8221;, com Dilsinho, mistura pop e pagode e é uma linda composição. As vozes de ambos harmonizam muito bem – só precisava de um momento onde o pagode ficasse mais explícito para ser perfeita! Urias, a grande amiga de Vittar, empresta sua voz mais grave para um verso quase de rap em &#8220;Ouro&#8221;, que tem um dos refrões mais chiclete do disco. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">E, por fim, Ludmilla canta em “Vai Embora”, faixa com muito R&amp;B e funk. Vocais de muita atitude das duas cantoras – merece um clipe. </span></p>
<p><iframe loading="lazy" title="Spotify Embed: Não Para Não" width="300" height="380" allowtransparency="true" frameborder="0" allow="encrypted-media" src="https://open.spotify.com/embed/album/7GRhzFj2BulxZBqqOMBdDe?si=h6YxK2xnTtKmNwJeuHFioQ"></iframe></p>
<p><span style="font-weight: 400;">&#8220;Buzina&#8221; abre o disco com muita empolgação e ritmo. É a mais pra cima do álbum e a única composição da intérprete. &#8220;Não Vou Deitar&#8221;<em>&nbsp;</em>não é um destaque, mas também não é ruim; acerta na sanfoninha durante o refrão. &#8220;</span><span style="font-weight: 400;">No Hablo Español&#8221; é maravilhosa e surpreendente: o título já soa estranho aos fãs, mas a história contada pela faixa é muito divertida, além de nos presentear com vocais mais graves. Excelente!</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O encerramento vem com &#8220;Miragem&#8221;. Infelizmente, é a pior do disco. Não chega a ser ruim, mas não tem brilho próprio e a letra lembra muito <a href="https://www.youtube.com/watch?v=r7aycTSKfWA">&#8220;Perfect Illusion&#8221;</a><em><a href="https://www.youtube.com/watch?v=r7aycTSKfWA"></a></em>, de Lady Gaga. Uma pena, já que o disco anterior encerrava com a maravilhosa &#8220;Indestrutível&#8221;.</span></p>
<div class="jetpack-video-wrapper"><iframe loading="lazy" title="Pabllo Vittar - Problema Seu (Official Music Video) &#x1f48e;&#x2728;" width="840" height="473" src="https://www.youtube.com/embed/VAgE9p-1zpo?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen></iframe></div>
<p><em>&#8220;Problema Seu&#8221; é, com certeza, seu clipe mais caro e mais poderoso. O cuidado com efeitos especiais de alta qualidade demonstra isso.</em></p>
<p>O primeiro registro da drag queen trazia uma leva de músicas muito animadas, para as pistas. Composições dançantes, que a fizeram conhecida ao grande público. Ao mesmo tempo, Pabllo tinha (e ainda tem) completa noção do espaço de importância que tem no meio LGBTQ+ e usava suas músicas para militar muito.</p>
<p><span style="font-weight: 400;">O novo projeto tende a inovar nesse sentido. A cantora de &#8220;Corpo Sensual&#8221; já se configura como uma das cantoras mais importantes do pop nacional atual e pode dar mais da sua própria verdade, além de explorar novas sonoridades. O disco não traz uma faixa em que se fale especificamente sobre sexualidade ou identidade de gênero, e isso é incrível: afinal, essas pessoas não são nada além de pessoas, que sofrem por amor, querem dançar e às vezes não falam a mesma língua que o crush.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Ainda assim,&nbsp;<em>Não Para Não</em> toca &nbsp;em questões como representatividade de culturas marginalizadas, ritmos que fogem totalmente de um padrão televisivo, com batidas das raízes da parte norte do país. É, definitivamente, um dos melhores discos do ano. Pabllo, não para não. A gente implora!</span></p>
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		<title>Os Jovens Titãs em Ação! Nos Cinemas: uma mistura dos easter-eggs de Lego Batman com o sarcasmo de Deadpool</title>
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		<pubDate>Wed, 19 Sep 2018 23:27:47 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Cinema]]></category>
		<category><![CDATA[Animação]]></category>
		<category><![CDATA[Crítica]]></category>
		<category><![CDATA[DC]]></category>
		<category><![CDATA[Guilherme Luis]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Guilherme Luis Os Jovens Titãs em Ação Nos Cinemas! é o mais novo filme do universo DC e, dessa vez, animado. A história acompanha esse grupo de super-heróis desconhecidos, jovens, inexperientes e&#8230; que não tinham relevância para ganhar o próprio filme. A jornada, portanto, é essa: os Jovens Titãs querem seu próprio filme e vão &#8230; <a href="http://personaunesp.com.br/os-jovens-titas-animacao-critica/" class="more-link">Continue lendo<span class="screen-reader-text"> "Os Jovens Titãs em Ação! Nos Cinemas: uma mistura dos easter-eggs de Lego Batman com o sarcasmo de Deadpool"</span></a></p>
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										<content:encoded><![CDATA[<figure id="attachment_10840" aria-describedby="caption-attachment-10840" style="width: 684px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-10840" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2018/09/Imagem-1-2.jpg" alt="" width="684" height="1000" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2018/09/Imagem-1-2.jpg 684w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2018/09/Imagem-1-2-205x300.jpg 205w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-10840" class="wp-caption-text">(Reprodução: Warner)</figcaption></figure>
<p><strong>Guilherme Luis</strong></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Os Jovens Titãs em Ação Nos Cinemas! é o mais novo filme do universo DC e, dessa vez, animado. A história acompanha esse grupo de super-heróis desconhecidos, jovens, inexperientes e&#8230; que não tinham relevância para ganhar o próprio filme. A jornada, portanto, é essa: os Jovens Titãs querem seu próprio filme e vão ter que se provar dignos de tal. Durante o filme. E eles lutam pra ter um filme. Sim, esse é um dos trabalhos mais metalinguísticos dos últimos anos.</span></p>
<p><span id="more-10838"></span></p>
<figure id="attachment_10839" aria-describedby="caption-attachment-10839" style="width: 548px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-10839" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2018/09/Imagem-2.png" alt="" width="548" height="280" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2018/09/Imagem-2.png 548w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2018/09/Imagem-2-300x153.png 300w" sizes="auto, (max-width: 548px) 85vw, 548px" /><figcaption id="caption-attachment-10839" class="wp-caption-text">Jovens Titãs ansiando por ganharem um filme nos cinemas. (Reprodução/Warner)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">Seguindo o estilo do excelente “</span><i><span style="font-weight: 400;">Lego Batman</span></i><span style="font-weight: 400;">” (2017), a nova animação pretende uma única coisa: soar o mais divertida, bizarra e inusitada possível. Diferente de Lego Batman, Jovens Titãs não tem limite na </span><i><span style="font-weight: 400;">zoeira</span></i><span style="font-weight: 400;">: a produção não descarta nenhum super-herói, filme (seja Marvel ou DC), acontecimento da indústria de filmes do gênero, ator ou personalidade e até filmes da Disney (!!!) tem espaço para </span>a tiração de sarro aqui<span style="font-weight: 400;">. O mais interessante é que nenhuma das piadas soa repetitiva, cansativa, chata, infantil, gratuita ou de mal gosto. É tudo feito com um grande cuidado, e é visível o trabalho que houve por trás para que o humor se encaixasse organicamente e não estivesse ali por estar, mas sim para agregar à narrativa. E, é claro, é interessantíssimo ver a DC sabendo rir de si mesma. Não vou citar nenhum momento para não estragar a surpresa, mas imagine qualquer das inúmeras vergonhas que a DC já passou nessa jornada de filmes de super-herói – ela vai ser citada, vai ser zoada.</span></p>
<figure id="attachment_10841" aria-describedby="caption-attachment-10841" style="width: 635px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-10841" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2018/09/Imagem-3.jpg" alt="" width="635" height="635" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2018/09/Imagem-3.jpg 635w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2018/09/Imagem-3-150x150.jpg 150w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2018/09/Imagem-3-300x300.jpg 300w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-10841" class="wp-caption-text">Os pequenos heróis tiram sarro dos heróis mais famosos da DC. (Reprodução: Warner)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">Tal narrativa que se faz bastante simples. Apesar de ser uma ótima pedida para os adultos (com momentos e piadas que só eles vão entender), o roteiro se preocupa em estabelecer um arco dramático ao qual as crianças podem se identificar muito. Robin representa um tanto de gente quando se vê incapaz de se igualar aos grandes ídolos – e então luta para mostrar seu valor. Ele</span> <span style="font-weight: 400;">quer ser um super-herói de respeito na companhia de seus melhore amigos – quem nunca? </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A dublagem é um espetáculo à parte. Não vi no original, mas a brasileira se faz como peça essencial do filme, visto que os dubladores estão com esses personagens há tanto tempo. O caráter que suas vozes imprimem a cada personagem é incrível (a Ravena só soa tão mal-humorada e entediada graças ao excelente trabalho de voz de Mariana Torres). As piadas são todas bem adaptadas ao português e, quando necessária, são deixadas em inglês mesmo (como o nome do vilão, que é Slade em vez de Exterminador).</span></p>
<figure id="attachment_10842" aria-describedby="caption-attachment-10842" style="width: 840px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-large wp-image-10842" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2018/09/Imagem-4-1024x582.jpg" alt="" width="840" height="477" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2018/09/Imagem-4-1024x582.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2018/09/Imagem-4-300x170.jpg 300w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2018/09/Imagem-4-768x436.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2018/09/Imagem-4.jpg 1100w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-10842" class="wp-caption-text">Personagens posam com seus dubladores brasileiros (Reprodução: Warner)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">A animação é fofa e segue o estilo do desenho da TV, com inovações pontuais. No início parece estranho de tão parecido que é, pois causa a impressão de se estar assistindo a um desenho televisivo só que no cinema. Contudo, o espectador acaba se acostumando e entendendo que aquele tipo de animação casa com a proposta despretensiosa do filme. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Importante destacar também que o filme é muito musical e que elas são bastante usadas na condução da narrativa. Por vezes, entretanto, soam cansativas (por serem longas, barulhentas ou estridentes demais) e esse é um ponto que deve agradar somente e exclusivamente aos pequenos. Sua função no enredo é até pedante, em alguns casos, trazendo algumas resoluções pra história que soam quase como um “Deus Ex-Machina”. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Sendo, por fim, uma mistura do melhor de “Lego Batman” e “<em><a href="http://personaunesp.com.br/deadpool/">Deadpool</a></em>”, “Jovens Titãs em Ação Nos Cinemas!” é tão engraçado, aventuresco, despretensioso e referencial quanto eles. Não traz uma história tão inovadora mas diverte &#8211; principalmente seu público-alvo. Vale um destaque maior do que está tendo em meio a tanta mesmice nos filmes de super-heróis. Uma das grandes surpresas do ano e uma ótima pedida pros que não vão se arriscar em “A Freira”. Fiquem para a cena pós-créditos!</span></p>
<figure id="attachment_10844" aria-describedby="caption-attachment-10844" style="width: 497px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-10844" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2018/09/Imagem-última.jpg" alt="" width="497" height="280" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2018/09/Imagem-última.jpg 497w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2018/09/Imagem-última-300x169.jpg 300w" sizes="auto, (max-width: 497px) 85vw, 497px" /><figcaption id="caption-attachment-10844" class="wp-caption-text">Faça o sonho desses heróis uma realidade e corra para assistir ao filme deles! (Reprodução: Warner)</figcaption></figure>
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		<title>Sweetener: doce ou amargo?</title>
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		<dc:creator><![CDATA[]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 07 Sep 2018 20:37:22 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Música]]></category>
		<category><![CDATA[Ariana Grande]]></category>
		<category><![CDATA[Crítica]]></category>
		<category><![CDATA[Guilherme Luis]]></category>
		<category><![CDATA[Pop]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Guilherme Luis “Sweetener”, o quarto álbum de Ariana Grande foi lançado em agosto envolto em muita expectativa, seja dos fãs ou da crítica. Isso porque o disco prometia muito por todo o material que fora lançado até então. Além disso, soma-se o fato de que esse é o primeiro trabalho da cantora após o atentado &#8230; <a href="http://personaunesp.com.br/ariana-grande-sweetener-critica/" class="more-link">Continue lendo<span class="screen-reader-text"> "Sweetener: doce ou amargo?"</span></a></p>
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										<content:encoded><![CDATA[<figure id="attachment_10701" aria-describedby="caption-attachment-10701" style="width: 840px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-large wp-image-10701" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2018/09/Sweetener_Artwork-1024x1024.jpg" alt="" width="840" height="840" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2018/09/Sweetener_Artwork-1024x1024.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2018/09/Sweetener_Artwork-150x150.jpg 150w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2018/09/Sweetener_Artwork-300x300.jpg 300w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2018/09/Sweetener_Artwork-768x768.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2018/09/Sweetener_Artwork-1200x1200.jpg 1200w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2018/09/Sweetener_Artwork.jpg 2000w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-10701" class="wp-caption-text">(Foto: Reprodução)</figcaption></figure>
<p><strong>Guilherme Luis</strong></p>
<p><span style="font-weight: 400;">“Sweetener”, o quarto álbum de Ariana Grande foi lançado em agosto envolto em muita expectativa, seja dos fãs ou da crítica. Isso porque o disco prometia muito por todo o material que fora lançado até então. Além disso, soma-se o fato de que esse é o primeiro trabalho da cantora após o atentado terrorista em seu show em Manchester e as entrevistas que ela mesmo deu afirmando de que esse seria seu disco mais pessoal&#8230; não deu outra: as esperanças e as pré-afirmações de que esse seria o melhor CD pop do ano não eram poucas. No que será que isso deu?</span></p>
<p><span id="more-10700"></span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A era começou com o lançamento do excelente single “<em>no tears left to cry</em>” em abril, com direito a um clipe muito bem produzido, coreografado e editado. Trabalho grande, profissional mesmo. Visualmente lindo, um dos grandes marcos pra videografia de Ariana – e a música não fica atrás. Apesar de não ser um enorme hit, Ariana surpreendeu a todos com um som diferente do que está acostumada a fazer; <em>no tears</em> segue a linha clássica de estrutura de um bom single pop, mas com uma sonoridade diferenciada, que causa muita estranheza de início e mesmo assim gruda na cabeça de todo mundo em pouco tempo. A letra não fala especificamente sobre Manchester, mas a mensagem é clara: não há mais lágrimas pra chorar, estou num estado mental do qual não quero sair. Estado mental e insistir na felicidade são dois temas que se farão muito presentes em todo o álbum, bem como essa sonoridade diferenciada.</span></p>
<figure id="attachment_10702" aria-describedby="caption-attachment-10702" style="width: 770px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-10702" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2018/09/imagem-111.jpg" alt="" width="770" height="433" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2018/09/imagem-111.jpg 770w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2018/09/imagem-111-300x169.jpg 300w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2018/09/imagem-111-768x432.jpg 768w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-10702" class="wp-caption-text">O clipe de No Tears Left To Cry abusa nos efeitos especiais e nas edições. (Foto: Reprodução)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">Em junho, Ariana lança um promo-single ao redor do qual a expectativa estava nas alturas: “<em>the light is coming</em>”, com participação de Nicki Minaj. Essa é a quinta parceria das duas cantoras e a terceira de Nicki num álbum de Ariana. TLIC resume bem o que foi dito sobre sonoridade diferente: essa soa até esquisita à primeira ouvida. A estrutura padrão é invertida aqui, e Nicki abre a música com seu verso, seguida do refrão de Ariana, versos e refrões da Ariana. Esse promo single dividiu opiniões; enquanto metade achou inovador e chiclete, outros acharam extremamente repetitiva e decepcionante. TLIC soa sim repetitiva na sua repetição inconstante no título da música, mas soa também <em>fresh</em> em meio a tanta mesmice no mundo pop; sinto também que foi um bom jeito de Ariana mostrar a que o álbum veio – e que isso não era o senso comum o quê, de forma alguma, é ruim. Fora lançado também um clipe que passou bem apagado em contradição com a letra da música que afirma que “tem uma luz chegando pra devolver tudo o que a escuridão roubou”. Não é estranho parecer um recado sobre Manchester também.</span></p>
<div class="jetpack-video-wrapper"><iframe loading="lazy" title="Ariana Grande - the light is coming ft. Nicki Minaj" width="840" height="473" src="https://www.youtube.com/embed/OQitfe8u7i4?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen></iframe></div>
<p><span style="font-weight: 400;">Em julho, por fim, o segundo e último single antes do grande lançamento – e, já adianto aqui, a melhor música do álbum e uma das mais impactantes de toda a carreira de Ariana, “<em>God is a woman</em>” chegou já envolta em muita polêmica acerca de o que significaria realmente seu título e até com<a href="https://www.correiobraziliense.com.br/app/noticia/diversao-e-arte/2018/07/13/interna_diversao_arte,694812/acusada-de-blasfemia-ariana-grande-lanca-o-single-god-is-a-woman.shtml"> pedidos de boicote por parte de certos grupos religiosos. </a>Seu clipe é um espetáculo à parte e, com certeza, o melhor clipe de Ariana Grande. Possui inúmeras referências à arte, inúmeras cenas fazendo alusão ao corpo da mulher e em como ele é essencial para o mundo, para o nascimento, para o mantimento e inúmeros momentos de ode ao feminismo (incluindo um poderosíssimo discurso de Madonna). Na letra, o Deus que é uma mulher de Ariana é mais como a mulher na relação de dois, nos quais nos momentos mais íntimos a mulher se firma como Deus de tão maravilhosa. Mas o clipe deixa bem claro: isso é um hino feminista, uma reivindicação pelo reconhecimento das mulheres e uma crítica a tudo que fora feito (na Arte, por exemplo) nas quais elas são simplesmente ignoradas. A última cena do clipe resume totalmente o conceito dessa música e é, instantaneamente, uma imagem icônica.</span></p>
<figure id="attachment_10703" aria-describedby="caption-attachment-10703" style="width: 840px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-large wp-image-10703" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2018/09/imagem-2-1024x576.jpg" alt="" width="840" height="473" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2018/09/imagem-2-1024x576.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2018/09/imagem-2-300x169.jpg 300w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2018/09/imagem-2-768x432.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2018/09/imagem-2-1200x675.jpg 1200w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2018/09/imagem-2.jpg 1366w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-10703" class="wp-caption-text">No clipe de God is a Woman, Ariana recria pintura de Michelangelo. (Foto: Reprodução)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">Portanto, depois de toda essa divulgação do Sweetener não tinha como não esperar um hinário do mundo pop, né? Infelizmente, o tombo aconteceu. Aconteceu porque Ariana não fez mais nenhuma música tão impactante quanto os dois singles e, se o feat. com Nicki já soava esquisito, à primeira ouvida o Sweetener não parece nem um pouco doce – mas deixa um gosto amargo e decepcionante. Contudo, não é de todo ruim. Alguma faixas se salvam sim, poucas prometem ser um bom single futuro e muitas soam mais como um filler (música pra encher linguiça).</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">“<em>successfull</em>”, “<em>pete davidson</em>”, “<em>goodnight n go</em>” e “<em>sweetener</em>” são quatro bons exemplos de música filler. Pouquíssimo acrescentam no quesito sonoridade e letra. “<em>successfull</em>” fala sobre como é bom ser tão nova e tão bem sucedida (sério, Ariana?); “<em>pete davidson</em>” é simplesmente uma homenagem ao atual noivo da cantora e a própria reconhece que isso é quase como uma tatuagem. A música é curtíssima e não acrescenta em nada. “goodnight n go” tem um refrão que mais parece vindo do Yours Trully (isso não é de jeito nenhum uma ofensa), mas não segue a tal evolução de sonoridade que o resto do álbum todo apresenta. E, por fim, é uma pena que faixa título do álbum, “sweetener” seja tão apagadinha perto do resto do disco. Uma letra quase infantil sobre acabar com os problemas da vida e tentar adocica-la – nada incrível nem inovador. Passa batido. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">“R.E.M.” é uma das mais peculiares do disco. Essa sigla se refere ao estágio do sono em que os sonhos são mais vívidos (e também no qual os momentos eróticos dos sonhos aparecem). A música é muito sobre isso: “garoto, você é um sonho e eu não quero acordar”. A sonoridade dessa é uma das que soa esquisita logo de cara – mas, em contraponto, é uma das que você começa a gostar com o tempo. Tem motivo para não parecer nada Ariana Grande: essa música é, na verdade, <a href="https://www.usmagazine.com/entertainment/news/hear-beyonces-version-of-ariana-grandes-new-song-r-e-m/">um descarte de Beyoncé</a>, que teve a música vazada e descartou-a. Existe a demo na voz de Bey, inclusive, <a href="https://www.youtube.com/watch?v=Gp61CiHEsic">para ser ouvida na Internet.</a> O mais interessante é que mesmo sem saber disso, a faixa lembra produções mais antigas da Beyoncé; essa nova versão teve algumas alterações, é claro, tanto em letra quanto em produção (que é do Pharrell – que comanda boa parte das produções do disco).</span></p>
<div class="jetpack-video-wrapper"><iframe loading="lazy" title="Ariana Grande - R.E.M. in the Live Lounge" width="840" height="473" src="https://www.youtube.com/embed/kpH2WATcwCc?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen></iframe></div>
<p><span style="font-weight: 400;">Falando em Pharrell, “<em>blazed</em>” tem sua participação e é uma das mais entediantes do disco. É claramente uma sonoridade clássica do Pharrell, muito mais do que da Ariana, e parece mais que é uma música de um álbum dele com participação dela. Essa soa esquisitíssima e, mesmo com o tempo, não melhorou. O outro e último featuring do álbum também não é muito feliz, apesar de parecer impactante: Missy Elliott na faixa “borderline”. De novo, Ariana testando uma sonoridade que não combinada nada com ela e não se torna nem perto de marcante. Uma pena.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Lembra que estado mental seria um tema recorrente no disco? Ansiedade se faz presente em duas faixas, “<em>breathin</em>” e “<em>get well soon</em>”. Ariana afirmou que demorou pra decidir se falaria de um assunto que para ela é tão pessoal num disco que promete “adocicar” a vida do público. Mas que no fim, decidiu que é importante ser transparente em relação a isso e percebeu que isso poderia, inclusive, ajudar muitos fãs que passam pelo mesmo problema. “<em>breathin</em>” é a faixa que soa mais Ariana dos dois últimos álbuns: bem pop, com um refrão excelente e com uma linda mensagem. A faixa é bem literal sobre os problemas e efeitos da ansiedade no corpo e na mente de alguém. “Apenas continue respirando”, diz a cantora. Já “get well soon”, que fecha o disco não é tão óbvia em sua letra, mas fala muito sobre uma menina que está presa demais em sua mente. A mensagem aqui é de que você pode conseguir chegar ao topo e de que quem te ama estará lá pra te ajudar. Essa é uma das faixas que mais faz referência ao ocorrido em Manchester – e tem pouco mais de 40 segundos de silêncio para que a faixa termine com 5 minutos e 23 segundos, números que fazem referência à data do atentado (23/05). É um ótimo encerramento ao álbum.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">E, assim como encerra bem, Sweetener tem uma primeira faixa incrível – e a única na qual Ariana realmente entrega todo seu poder vocal. “raindrops (na angel cried)” é uma intro curtinha, à capella e lindíssima. Pura voz de Ariana – o que é incrível por si só. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">“<em>everytime</em>” é uma faixa poderosa sobre relacionamentos abusivos. Na letra, Ariana se pergunta o porquê de ela voltar para ele mesmo com ele fazendo tão mal para ela. Tem refrão chiclete, mensagem importante e sonoridade pop: cara de single. E, finalmente, o grande destaque do álbum (depois dos dois singles) para mim fica com “better off”, que também fala sobre um relacionamento tóxico. Essa faixa acerta em cheio no quesito “sonoridade diferentona” que é muito mais dark e lenta do que Ariana está acostumada. A letra é também um ponto excelente da música – tanto os versos quanto o refrão </span><span style="font-weight: 400;">têm frases certeiras sobre deixar alguém que faz mal para trás. Pode ser single também. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Esse é o “Sweetener” de Ariana Grande. Esperamos demais dele e ele chegou com uma proposta totalmente diferente da que esperávamos. Maldição do quarto álbum? Acredito ser mais como um momento de grande maturidade e de testes para Ariana, principalmente depois de três trabalhos tão bem sucedidos comercialmente. Que o próximo não seja tão extremo, mas sim uma mistura desses dois mundos de Ariana. </span></p>
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		<title>Orange Is The New Black entrega sexta temporada lenta, mas com ótimas adições ao enredo</title>
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		<dc:creator><![CDATA[]]></dc:creator>
		<pubDate>Sat, 18 Aug 2018 00:56:33 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Séries]]></category>
		<category><![CDATA[Guilherme Luis]]></category>
		<category><![CDATA[Netflix]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Guilherme Luis Depois de 13 meses de espera, foi finalmente lançada a sexta temporada de Orange Is The New Black, uma das primeiras produções originais da Netflix.&#160;A série chegou com a pretensão de demonstrar como é realmente o sistema carcerário americano, principalmente, como é uma prisão feminina &#8211; dando espaço para momentos engraçados, mas recheados &#8230; <a href="http://personaunesp.com.br/oitnb-6-temporada-critica/" class="more-link">Continue lendo<span class="screen-reader-text"> "Orange Is The New Black entrega sexta temporada lenta, mas com ótimas adições ao enredo"</span></a></p>
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										<content:encoded><![CDATA[<figure id="attachment_10602" aria-describedby="caption-attachment-10602" style="width: 768px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="wp-image-10602 size-full" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2018/08/orange.jpg" alt="" width="768" height="432" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2018/08/orange.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2018/08/orange-300x169.jpg 300w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-10602" class="wp-caption-text">As detentas de Litchfield são levadas para a prisão de segurança máxima (Reprodução)</figcaption></figure>
<p><strong>Guilherme Luis</strong></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Depois de 13 meses de espera, foi finalmente lançada a sexta temporada de <em>Orange Is The New Black</em>, uma das primeiras produções originais da <a href="http://personaunesp.com.br/tag/netflix/">Netflix</a>.&nbsp;A série chegou com a pretensão de demonstrar como é realmente o sistema carcerário americano, principalmente, como é uma prisão feminina &#8211; dando espaço para momentos engraçados, mas recheados de crítica. A temporada chegou sem revelar muito do seu <em>plot</em> principal (e com pouca divulgação, se comparada aos anos anteriores) o que causou certo temor sobre quão investidos os produtores ainda estariam na história. Será que Orange é ainda a mesma excelente série que sempre fora?</span></p>
<p><span id="more-10596"></span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Os acontecimentos dessa temporada se iniciam quase que imediatamente após o final da quinta, com as detentas de Litchfield sendo transportadas para Litchfield Max, a prisão de segurança máxima. Começa aqui a grande e principal diferença desta para as &nbsp;temporadas anteriores: o cenário mudou, e com ele vieram muitas novas personagens. É claro que poucas serão realmente relevantes para a trama – boa parte da nova população carcerária é só figurante –, mas são adições interessantíssimas e que carregam a trama que se desenrola. &nbsp;</span></p>
<div class="jetpack-video-wrapper"><iframe loading="lazy" title="Orange is the New Black: Season 6 | Official Trailer [HD] | Netflix" width="840" height="473" src="https://www.youtube.com/embed/MtW-WNfM3r8?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen></iframe></div>
<p><span style="font-weight: 400;">Na segurança máxima as presas são divididas aleatoriamente em 3 blocos, o que gera relações improváveis e outras já esperadas. Grande parte da primeira metade da temporada se concentra em descobrir quem ficará com quem e que conflitos essas relações vão gerar; outro <em>plot</em> é o destino final do guarda Piscatella (Brad William Henke), que morreu nos últimos minutos do último episódio da quinta temporada, e tem-se procurado um culpado pela morte &#8211; &nbsp;não é difícil de se imaginar em quem a culpa vai cair. Logo, os 6 primeiros episódios são quase que uma introdução ao novo mundo: novos cenários, nova organização, novas personagens e novos conflitos e, por esse motivo, a série tem um ritmo bem devagar no começo – quase que desinteressante. Os capítulos são longos demais e a sensação de que nada está acontecendo começa a pesar.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Porém, nem tudo é novidade no sexto ano. Orange ainda é Orange em sua essência; portanto, espere flashbacks em episódios pontuais (é a temporada com menos disso até agora), drama e comédia super bem dosados e, é claro, assuntos extremamente difíceis retratados de maneira nua e crua. Vai tocar nas questões de sempre, como o abuso extremamente irracional da autoridade dos guardas (uma das guardas tem um plot próprio interessante, aliás, em consequência do que lhe aconteceu no ano anterior durante a rebelião), o tráfico de drogas dentro das prisões e a maneira como não recebem atenção devida nem o orçamento que para elas deveria ser destinado. A série acerta em cheio também quando toca em assuntos atuais como a dificuldade de inserção de uma ex-presa na sociedade (com um plot super bem protagonizado pela personagem Aleida, interpretada por Elizabeth Rodriguez) e, especialmente, o movimento Black Lives Matter (numa extensão de acontecimentos do final da quarta temporada que geraram consequências nos dois últimos anos).</span></p>
<figure id="attachment_10604" aria-describedby="caption-attachment-10604" style="width: 728px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="wp-image-10604 size-full" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2018/08/carol-e-barb.jpg" alt="" width="728" height="500" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2018/08/carol-e-barb.jpg 728w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2018/08/carol-e-barb-300x206.jpg 300w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-10604" class="wp-caption-text">As vilãs Carol e Barb são responsáveis por movimentar a segunda metade da temporada (Reprodução)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">O ponto alto da trama se desenrola realmente na segunda metade dessa fase, quando o foco se torna a guerra iminente entre os blocos Azul e Bege, comandados pelas duas das melhores adições de toda a série: Carol (Henny Russell) e Barb (Mackienzie Phillips), duas irmãs que se odeiam profundamente e rivalizam desde que entraram na prisão. O episódio que conta o porquê de cada uma ter sido presa, aliás, é excelente e interessa tanto que é uma pena quando acaba. As atrizes (tanto as mais jovens quanto as atuais) entregam vilãs extremamente bem construídas e que protagonizam os melhores momentos da <em>season</em>.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">As outras atrizes estão bem como sempre, e algumas ganham destaque merecido (enquanto outras desaparecem, como Maritza). Suzanne começa a temporada com uma cena excepcional, mas seu plot perde o brilho com o decorrer dos episódios; Red, Nicky, Flaca, Frieda, Morello, Alex, Piper, Gloria e Blanca têm bons arcos mas não são os grandes destaques; Pennsatucky surpreende no início, mas também é esquecida no decorrer; Daya tem um desenvolvimento interessantíssimo e é um dos pontos altos da trama; Cindy e Taystee protagonizam um dos momentos mais sérios e importantes do novo ano.</span></p>
<figure id="attachment_10603" aria-describedby="caption-attachment-10603" style="width: 728px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="wp-image-10603" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2018/08/taystee.jpg" alt="" width="728" height="364" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2018/08/taystee.jpg 980w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2018/08/taystee-300x150.jpg 300w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2018/08/taystee-768x384.jpg 768w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-10603" class="wp-caption-text">Taystee protagoniza um plot envolvendo o “Black Lives Matter” (Foto: Reprodução)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;"><em>Orange Is The New Black</em> termina com um último episódio bom, mas um gancho menor que os das temporadas recentes. Os acontecimentos finais levam a crer que, sim, <a href="https://www.popsugar.com/entertainment/Orange-New-Black-Season-7-45113740">a próxima deve ser a última</a>. Orange teve muito a acrescentar, mas a temporada termina com uma leve sensação de cansaço – o que significa que ela já cumpriu seu papel e, caso queira continuar sendo uma das melhores produções dos últimos tempos, não deve se estender além do necessário. &nbsp;</span></p>
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		<title>Os Incríveis 2: os desafios da família e os vilões mundo afora</title>
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		<pubDate>Tue, 10 Jul 2018 23:27:52 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Cinema]]></category>
		<category><![CDATA[Animação]]></category>
		<category><![CDATA[Desenho]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Guilherme Luis Na sua 20ª produção, os estúdios Pixar tinham dois desafios: reviver um clássico dos filmes animados lançado há 14 anos, de forma que correspondesse com a gigantesca expectativa do público da época (hoje adulto) e, ao mesmo tempo, chamar a atenção da nova geração para a história da família Pera de super-heróis. Os &#8230; <a href="http://personaunesp.com.br/os-incriveis-2-critica/" class="more-link">Continue lendo<span class="screen-reader-text"> "Os Incríveis 2: os desafios da família e os vilões mundo afora"</span></a></p>
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										<content:encoded><![CDATA[<figure style="width: 639px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="" src="https://img.rasset.ie/000fb1d4-614.jpg?ratio=0.68" width="639" height="927" /><figcaption class="wp-caption-text"><em>Os Incríveis 2 precisou lutar pra superar a expectativa de anos e acabou vencendo todos os públicos </em>(Divulgação)</figcaption></figure>
<p><strong>Guilherme Luis</strong></p>
<p>Na sua 20ª produção, os estúdios Pixar tinham dois desafios: reviver um clássico dos filmes animados lançado há 14 anos, de forma que correspondesse com a gigantesca expectativa do público da época (hoje adulto) e, ao mesmo tempo, chamar a atenção da nova geração para a história da família Pera de super-heróis. <em>Os Incríveis 2</em> acaba por ser mais um dos inúmeros acertos em cheio da Pixar: além de ser, em sua mais pura essência, uma animação divertidíssima e inteligente, traz consigo discussões que afetam e emocionam diretamente o público adulto.</p>
<p><span id="more-10438"></span></p>
<p>Na sequência de <em>Os Incríveis (2004)</em>, os papéis familiares de invertem e é aqui que está a primeira ótima decisão do filme. Colocar a Mulher-Elástico no papel de quem trabalha fora e sai em missão como super-heroína enquanto o Sr. Incrível fica em casa cuidando das crianças pode soar como uma repetição descarada do plot do primeiro filme mas é mais como uma atualização bem feita de uma fórmula que deu certo. Afinal, o feminismo vem sendo inserido lenta e gradativamente nas grandes produções cinematográficas e ter Helena Pera como a protagonista é ver que o sucesso de <a href="http://personaunesp.com.br/critica-mulher-maravilha/"><em>Mulher-Maravilha</em></a> e a grande expectativa por <a href="http://personaunesp.com.br/as-super-heroinas-da-marvel/"><em>Capitã-Marvel </em></a>não são em vão.</p>
<figure id="attachment_10452" aria-describedby="caption-attachment-10452" style="width: 840px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-large wp-image-10452" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2018/07/mulher-elastico-1024x429.jpg" alt="" width="840" height="352" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2018/07/mulher-elastico-1024x429.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2018/07/mulher-elastico-300x126.jpg 300w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2018/07/mulher-elastico-768x322.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2018/07/mulher-elastico-1200x503.jpg 1200w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2018/07/mulher-elastico.jpg 1298w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-10452" class="wp-caption-text">Mulher-Elástico encarando o machismo de Hollywood<br />(Foto: Reprodução)</figcaption></figure>
<p>A subversão de gêneros e a missão dada de cuidar da família a Beto Pera é o gatilho pra tocar em assuntos que cabem quase que unicamente ao público adulto: a solidão, a sensação de impotência, a luta pela construção diária de sua figura paterna e a percepção de que não conhecia tão bem assim seus filhos. Deste último ponto, desponta-se um dos melhores arcos do filme, que é o de Zezé descobrindo seus poderes. Essa fora uma das grandes curiosidades de quem terminara o primeiro filme com um gostinho do que o bebê podia fazer e aqui o roteiro acerta quando dá espaço pra Zezé brilhar e conduzir a narrativa com naturalidade e diversão.</p>
<figure id="attachment_10453" aria-describedby="caption-attachment-10453" style="width: 763px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-10453" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2018/07/zeze-e-beto.jpg" alt="" width="763" height="509" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2018/07/zeze-e-beto.jpg 763w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2018/07/zeze-e-beto-300x200.jpg 300w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-10453" class="wp-caption-text">A dinâmica entre Beto e Zezé enchem o filme de bons momentos. (Foto: Reprodução)</figcaption></figure>
<p>Apesar de tantos assuntos delicados e que emocionam, ainda existe o lado <em>filme de super-herói</em>; ou seja, a Mulher-Elástico comanda cenas magníficas de ação, que não ficam aquém para sequências live-action (deve-se mencionar uma cena de perseguição a um trem que é de tirar o fôlego!). A história ainda traz um quê de investigação criminal, já que o vilão Hipnotizador se esconde atrás de uma máscara e não revela de primeira suas intenções. Mora aqui, entretanto, o maior erro do filme: seu vilão. Apesar de gerar boas cenas de conflito, todo o plot circundando a figura do Hipnotizador é batida e quando existem reviravoltas, são previsíveis. Depois de enfrentarem o tão bem construído Síndrome (ou Bochecha), Os Incríveis mereciam um vilão a altura em sua continuação. Não acontece.</p>
<p>Tecnicamente, a animação é brilhante. É interessante que as características principais ainda estão lá, como os rostos quadrados dos personagens. Mas detalhes como o cabelo de Violeta e a textura da animação são formidáveis e de extrema evolução. Além disso, destaque pra trilha sonora, que remete magicamente ao primeiro sem deixar de trazer boas adições. Por fim, um elogio à dublagem brasileira, que trouxe nomes como Evaristo Costa (dublando um repórter) e Raul Gil extremamente bem alocados e com falas bem pensadas – sem contar as adaptações de gírias e inserções de expressões atuais brasileiras que são capazes de trazer o filme mais perto do público com enorme eficiência.</p>
<figure id="attachment_10454" aria-describedby="caption-attachment-10454" style="width: 620px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-10454" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2018/07/dublagem-os-incriveis.jpg" alt="" width="620" height="375" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2018/07/dublagem-os-incriveis.jpg 620w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2018/07/dublagem-os-incriveis-300x181.jpg 300w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-10454" class="wp-caption-text">Disney provando que o cuidado com a dublagem só melhora um filme. (Foto: Reprodução)</figcaption></figure>
<p>Por fim, <em>Os Incríveis 2 </em>consagra-se como mais uma das memoráveis animações Disney e Pixar e atende às expectativas geradas por 14 anos de espera. Resta-nos agora especular sobre a possível criação de uma franquia com a família Pera – que definitivamente, são os melhores para estrelarem uma série de filmes. Que não demore mais 14 anos.</p>
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		<title>Com Amor, Simon acerta em dar e pedir amor ao seu público</title>
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		<pubDate>Fri, 06 Apr 2018 20:09:25 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Cinema]]></category>
		<category><![CDATA[Com Amor Simon]]></category>
		<category><![CDATA[Crítica]]></category>
		<category><![CDATA[Guilherme Luis]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Guilherme Luis Representatividade, diversidade, inclusão e aceitação são palavras que têm tomado a cultura pop por completo. “Call Me By Your Name” surgiu como o representante LGBT+ no último Oscar, sendo até bem cotado ao prêmio principal devido ao vencedor “Moonlight” do ano anterior, também com um protagonista gay. Esses dois exemplos, contudo, fazem parte &#8230; <a href="http://personaunesp.com.br/com-amor-simon-critica/" class="more-link">Continue lendo<span class="screen-reader-text"> "Com Amor, Simon acerta em dar e pedir amor ao seu público"</span></a></p>
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										<content:encoded><![CDATA[<figure id="attachment_9829" aria-describedby="caption-attachment-9829" style="width: 660px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-9829" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2018/04/simon.jpg" alt="" width="660" height="330" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2018/04/simon.jpg 660w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2018/04/simon-300x150.jpg 300w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-9829" class="wp-caption-text">“Todo mundo merece uma grande história de amor”</figcaption></figure>
<p><strong>Guilherme Luis</strong></p>
<p>Representatividade, diversidade, inclusão e aceitação são palavras que têm tomado a cultura pop por completo. “<a href="http://ffw.uol.com.br/lifestyle/cultura/call-me-by-your-name-a-historia-por-tras-do-filme-sensacao-do-ano/">Call Me By Your Name</a>” surgiu como o representante LGBT+ no último Oscar, sendo até bem cotado ao prêmio principal devido ao vencedor “<a href="http://personaunesp.com.br/moonlight-kendrick-lamar/">Moonlight</a>” do ano anterior, também com um protagonista gay. Esses dois exemplos, contudo, fazem parte de um nicho do cinema mais conceitual, o típico “filme de Oscar” que, no geral, não chega ao grande público. Nesse 5 de abril as coisas mudam drasticamente com a chegada aos cinemas brasileiros de “Com Amor, Simon”, uma rara grande produção de estúdio sobre um romance gay.</p>
<p><span id="more-9828"></span></p>
<p>A história é sobre Simon Spier, um menino de 16 anos que guarda sua homossexualidade como um grande segredo. Bem no estilo “Gossip Girl”, Simon conhece pelo blog da escola outro menino gay que se esconde sob o nome de Blue e os dois passam a se corresponder por e-mails. As coisas mudam totalmente quando esses e-mails caem nas mãos de um chantageador da escola, que passa a ameaçar o vazamento do segredo de Simon no blog escolar.</p>
<figure id="attachment_9830" aria-describedby="caption-attachment-9830" style="width: 600px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-9830" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2018/04/simon-2.jpg" alt="" width="600" height="429" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2018/04/simon-2.jpg 600w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2018/04/simon-2-300x215.jpg 300w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-9830" class="wp-caption-text">A autora do livro “Com Amor, Simon” (à esquerda) junto da atriz que interpreta Abby no filme</figcaption></figure>
<p>O longa dirigido por Greg Berlanti é baseado no livro homônimo de Beck Albertalli, lançado em 2015 no Brasil pela Editora Intrínseca, e que fora <a href="https://www.intrinseca.com.br/blog/2017/09/de-homofobia-a-gordofobia-becky-albertalli-conquista-leitores-e-hollywood/">recebido com empolgação</a> pela comunidade de leitores que ansiavam por histórias adolescentes com protagonistas LGBT+. No livro, a angústia por querer saber a identidade do misterioso Blue, somada à leveza com que a história é narrada levam o leitor a ansiar e acabar rapidamente a leitura. Becky tinha a preocupação de contar uma história comum sobre um adolescente com uma característica não tão comum – para ela, falar desses assuntos (e escrever romances sobre) ajudam a normalizar os assuntos. É com essa ideologia que ela escreveu também um romance divertido sobre uma protagonista gorda, mas que também fala sério sobre gordofobia. Becky, portanto, é extremamente preocupada com a diversidade: quase que metade de seus personagens são não-brancos e isso, felizmente, foi transposto para a tela de cinema.</p>
<p>O desafio dos produtores e roteiristas do filme era adaptar a história do livro às telonas de forma que soasse relevante comercialmente para os estúdios Fox, sem deixar que isso afetasse a responsabilidade de passar as mensagens que o livro carregava. O resultado disso foi uma comédia romântica que parece qualquer outra que agrada ao grande público: personagens facilmente identificáveis, bem como uma estrutura de roteiro já conhecida – com boas doses de comédia, mas sem esquecer como pegar o expectador pelo choro. Identificar-se com os dramas de Simon, seja hétero, gay, adulto ou adolescente é inevitável, e boa parte disso se deve ao ótimo trabalho de Nick Robinson, que interpreta o protagonista e dificilmente perde o timing das cenas.</p>
<figure id="attachment_9831" aria-describedby="caption-attachment-9831" style="width: 600px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-9831" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2018/04/simon-3.jpg" alt="" width="600" height="200" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2018/04/simon-3.jpg 600w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2018/04/simon-3-300x100.jpg 300w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-9831" class="wp-caption-text">Nick Robinson em seu protagonismo como Simon</figcaption></figure>
<p>O filme, porém, não cai na pieguice de ser extremamente explicativo, emocional ou apelativo. Ele é didático enquanto diverte e fala sério enquanto faz rir. Simon depende muito do suporte das pessoas ao seu redor, que são em sua maioria personagens bem desenvolvidos e bem interpretados.</p>
<p>Os destaques ficam para Katherine Langford (<a href="http://personaunesp.com.br/13-reasons-why/">13 Reasons Why</a>), que interpreta a melhor amiga de Simon, e Jennifer Garner e Josh Duhamel, os respectivos pais do protagonista, que acertam no equilíbrio entre o cuidado, amor, desapontamento e crescimento. O arco de Simon desenvolve todos os personagens ao redor – que mudam e evoluem conforme as coisas na vida do menino mudam também.</p>
<p>“Com Amor, Simon” peca talvez em ser básico demais. Não há, num geral, aspectos técnicos incríveis: a trilha sonora não é um acerto tão grande quanto poderia ser e o roteiro pode parecer preguiçoso quando você chega ao final e recebe as revelações devidas. Pode soar também utópico demais. Ou seja, é importante dar esperança aos LGBT adolescentes e jovens, mas é necessário mostrar a eles que as coisas podem dar mais errado do que dão no filme. Não é errado ter pais que te compreendem rápida e completamente – mas soa estranho se numa cena anterior o pai tiver feito uma piada homofóbica e a mãe rido dela; são nessas incongruências que o roteiro derrapa.</p>
<figure id="attachment_9832" aria-describedby="caption-attachment-9832" style="width: 840px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="wp-image-9832 size-large" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2018/04/simon-4-1024x444.jpg" alt="" width="840" height="364" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2018/04/simon-4-1024x444.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2018/04/simon-4-300x130.jpg 300w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2018/04/simon-4-768x333.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2018/04/simon-4.jpg 1200w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-9832" class="wp-caption-text">Simon e amigas comemorando a importância social do filme</figcaption></figure>
<p>É, no final das contas, um filme arroz com feijão. Mas o arroz com feijão mais importante dos últimos anos – um pontapé inicial para uma possível leva de filmes de gêneros diversos com protagonismo LGBT+. Nossa torcida é que esse filme mostre aos grandes estúdios que contar uma boa história já independe de características dos personagens – que ser branco, hétero e magro não é mais o padrão que o público quer ver (grande parte dele, pelo menos). Aos intolerantes, fica a esperança de que essas histórias venham pra educa-los e fazê-los entender mais sobre a vida – e sobre o amor que Simon e tantos outros personagens merecem ter.</p>
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