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	<title>Arquivos Cobertura &#8211; Persona | Jornalismo Cultural</title>
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	<description>Desde 2015 provando que a distância entre Bergman, Lady Gaga e a novela das 9 nem existe.</description>
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		<title>Red Velvet Happiness Diary: My Dear, ReVe1uv celebra 10 anos de uma explosão de cores inesquecível</title>
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		<pubDate>Thu, 03 Apr 2025 18:24:51 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Nathalia Tetzner Não há algo tão agridoce quanto relembrar os tempos da adolescência e, definitivamente, nada é intenso e suave quanto Red Velvet – não estamos falando de sabores de bolo, mas sim de cinco meninas que definiram a terceira geração do K-pop. Irene, Seulgi, Wendy, Joy e Yeri dividem uma trajetória marcada por hits &#8230; <a href="http://personaunesp.com.br/red-velvet-happiness-diary-my-dear-reve1uv-critica/" class="more-link">Continue lendo<span class="screen-reader-text"> "Red Velvet Happiness Diary: My Dear, ReVe1uv celebra 10 anos de uma explosão de cores inesquecível<br />"</span></a></p>
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<figure class="wp-block-image size-large"><img fetchpriority="high" decoding="async" width="1024" height="683" src="https://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/04/image_editor_output_image1000168127-1743704128859791330569578117490-1024x683.jpg" alt="Cena do filme Red Velvet Happiness Diary: My Dear, ReVe1uv. A composição da cena mostra Seulgi, Yeri, Irene, Wendy e Joy em poses relaxadas e sorridentes, posicionadas em uma formação aproximada, mas não exatamente alinhada. As mulheres parecem envolvidas em uma interação amigável, provavelmente em um show ou performance, de acordo com a presença de luzes de fã nas mãos. A imagem captura um momento específico durante o espetáculo, que é o de interação entre as integrantes. A iluminação e a composição sugerem um ambiente de palco, ou outro local com cenário específico para entretenimento." class="wp-image-35092" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/04/image_editor_output_image1000168127-1743704128859791330569578117490-1024x683.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/04/image_editor_output_image1000168127-1743704128859791330569578117490-800x534.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/04/image_editor_output_image1000168127-1743704128859791330569578117490-768x513.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/04/image_editor_output_image1000168127-1743704128859791330569578117490-1536x1025.jpg 1536w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/04/image_editor_output_image1000168127-1743704128859791330569578117490-1200x801.jpg 1200w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/04/image_editor_output_image1000168127-1743704128859791330569578117490.jpg 1999w" sizes="(max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption class="wp-element-caption">O longa foi filmado durante a turnê 2024 Red Velvet FANCON TOUR &lt;HAPPINESS : My Dear, ReVe1uv&gt; (Foto: Sato Company)</figcaption></figure>



<p><strong>Nathalia Tetzner</strong></p>



<p>Não há algo tão agridoce quanto relembrar os tempos da adolescência e, definitivamente, nada é intenso e suave quanto <a href="https://www.youtube.com/watch?v=FyG21rXCxlY">Red Velvet</a> – não estamos falando de sabores de bolo, mas sim de cinco meninas que definiram a terceira geração do <em>K-pop</em>. Irene, Seulgi, Wendy, Joy e Yeri dividem uma trajetória marcada por <em>hits</em> e visuais impecáveis, porém, também muita incerteza; fator comum de uma indústria musical que busca renovação a todo momento, conhecida por levar seus <em>idols</em> à exaustão.<br><br>Completando dez anos desde o <em>debut</em> com <em>Happiness</em>, as garotas, agora mulheres independentes que se consagraram em suas próprias carreiras solo, abrem as portas para as memórias de um passado recente, que já deixam muita saudade. <em><a href="https://www.youtube.com/watch?v=dCNSYcX2SxA">Red Velvet Happiness Diary: My Dear, ReVe1uv</a></em> utiliza gravações da turnê mais recente do grupo para montar um documentário que prova: “<em>Se você precisa de paz em seu coração e quer sentir alegria, volte quando quiser. Estamos sempre aqui</em>”. </p>



<span id="more-35096"></span>



<figure class="wp-block-image size-large"><img decoding="async" width="1024" height="683" src="https://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/04/image33975177232578173613-1024x683.jpg" alt="Cena do filme Red Velvet Happiness Diary: My Dear, ReVe1uv. A composição da imagem é simples e focada, com Yeri centralizada no enquadramento. A mulher está posicionada de frente, com os seus olhos diretamente voltados para a câmera, transmitindo um ar de naturalidade. A iluminação é suave e uniforme, sem sombras fortes ou contrastes acentuados. Não há elementos adicionais além da mulher, o que concentra a atenção no seu rosto e expressão." class="wp-image-35094" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/04/image33975177232578173613-1024x683.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/04/image33975177232578173613-800x534.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/04/image33975177232578173613-768x513.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/04/image33975177232578173613-1536x1025.jpg 1536w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/04/image33975177232578173613-1200x801.jpg 1200w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/04/image33975177232578173613.jpg 1999w" sizes="(max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption class="wp-element-caption">Yeri entrou para o grupo de K-pop com apenas 17 anos de idade coreana e 16, internacionalmente (Foto: Sato Company)</figcaption></figure>



<p><br>A estrela do longa acaba sendo Kim Ye-rim. É extremamente emocionante, tanto para as membros mais experientes, quanto para qualquer ‘ReVeluv’ – nome do fandom de Red Velvet – assistir como a <em>maknae</em> amadureceu. Na turnê <em>2024 Red Velvet FANCON TOUR &lt;HAPPINESS : My Dear, ReVe1uv&gt;</em>, é recriado o momento em que ela se junta às meninas antes do lançamento do mini-álbum icônico <a href="https://www.youtube.com/watch?app=desktop&#038;v=T2E5PeoyXF0&#038;t=0s"><em>Ice Cream Cake</em></a>. Nesse instante, é quase impossível segurar as lágrimas.<br><br>De fato, o diretor Oh Yoon-dong, acostumado a gravar eventos de <a href="https://personaunesp.com.br/exist-critica/"><em>K-pop</em></a>, consegue trazer um diferencial para a película: aqui, há bastante espaço para a expressão dos sentimentos conflitantes de Irene, Seulgi, Wendy, Joy e Yeri; o que acaba, por vezes, sufocando o espetáculo. Contudo, o que é Red Velvet senão “<em>uma mistura de conto de fadas e elementos assustadores?</em>”. Ainda que algumas declarações sejam como um <em>cupcake</em> amargo decorado com <em>glitter</em>, as cinco continuam iluminando por onde passam.</p>



<figure class="wp-block-image size-large"><img decoding="async" width="1024" height="683" src="https://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/04/image25129757266193122567-1024x683.jpg" alt="Cena do longa Red Velvet Happiness Diary: My Dear, ReVe1uv. A composição da cena é organizada em uma formação de quatro linhas horizontais, com as mulheres posicionadas em intervalos regulares ao longo do palco. O foco está centrado no grupo de mulheres, com o restante do ambiente desfocado. Há um padrão geométrico distinto no palco, com luzes e formas geométricas que parecem criar setores e linhas que guiam o olhar para o grupo central de mulheres." class="wp-image-35095" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/04/image25129757266193122567-1024x683.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/04/image25129757266193122567-800x534.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/04/image25129757266193122567-768x513.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/04/image25129757266193122567-1536x1025.jpg 1536w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/04/image25129757266193122567-1200x801.jpg 1200w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/04/image25129757266193122567.jpg 1999w" sizes="(max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption class="wp-element-caption">Red Velvet debutou em 2014, com o single Happiness (Foto: Sato Company)</figcaption></figure>



<p>Muito desse lado difícil de engolir surge das próprias ações da <a href="https://revistakoreain.com.br/2024/06/sm-entertainment-abre-processo-contra-chen-baekhyun-e-xiumin-exo-para-execucao-de-contratos/"><em>SM Entertainment</em></a>. A empresa que detém os direitos de Red Velvet sempre esteve envolvida em incontáveis polêmicas e processos a respeito da forma maquiavélica que cria e desenvolve grupos de <em>K-pop</em>. Isso fica nítido em uma declaração de Yeri: “<em>Me disseram que eu era como a cor vermelho vibrante, porque eu pensei que tudo iria melhorar depois da estreia. Depois que eu estreei, eu fiquei mais opaca. Talvez, até deixado de lado meu autoconhecimento</em>”.<br><br>Embora se trate de um filme que deixa uma certa nostalgia no ar, <em>Red Velvet Happiness Diary: My Dear, ReVe1uv</em> alcança o objetivo de celebrar dez anos de uma explosão de cores inesquecível: o debut de um dos grupos sul-coreanos mais distinguíveis de todos. Assim como Irene, quando menciona a canção <a href="https://www.youtube.com/watch?v=kyoQ4OAN7Pc"><em>Candy (사탕)</em></a> no documentário, ficamos com a sensação de que “<em>Se eu não te conhecesse, como eu teria rido desse sentimento sombrio?</em>”.</p>



<figure class="wp-block-embed is-provider-youtube wp-block-embed-youtube"><div class="wp-block-embed__wrapper">
<iframe loading="lazy" title="Red Velvet Happiness Diary: nos Cinemas | Trailer Oficial" width="840" height="473" src="https://www.youtube.com/embed/4L7X1VGj5T0?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen></iframe>
</div></figure>



<p></p>
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		<title>A pura imaginação de Wonka</title>
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		<pubDate>Wed, 19 Mar 2025 19:31:30 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Ludmila Henrique O chocolate, dos sabores mais doces até os mais amargos que conhecemos, transitou por grandes mudanças até se tornar um símbolo gastronômico. Originário da Mesoamérica antiga, as civilizações latinoamericanas foram as primeiras a utilizarem o cacau de maneira medicinal e em rituais. Os Astecas acreditavam que o chocolate era um presente dos deuses, &#8230; <a href="http://personaunesp.com.br/wonka-critica/" class="more-link">Continue lendo<span class="screen-reader-text"> "A pura imaginação de Wonka"</span></a></p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p><figure id="attachment_34929" aria-describedby="caption-attachment-34929" style="width: 1600px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-34929" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/03/image3-1.jpg" alt="Cena do filme Wonka. No centro da imagem temos Willy Wonka (Timothée Chalamet), um jovem branco, de cabelo castanho ondulado. Ele veste um colete preto, um casaco na cor vinho e uma calça listrada branca e cinza. Além disso, ele usa como acessórios uma cartola marrom, um cachecol acinzentado e sapatos surrados. Ao fundo da tela temos dançarinas, com vestidos longos e saltos com ponta. Seus rostos estão cobertos com alguns guarda-chuvas, com a palavra “wonka” escrito nelas. Eles estão ao ar livre e o chão é decorado em várias tonalidades de roxo. " width="1600" height="1067" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/03/image3-1.jpg 1600w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/03/image3-1-800x534.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/03/image3-1-1024x683.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/03/image3-1-768x512.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/03/image3-1-1536x1024.jpg 1536w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/03/image3-1-1200x800.jpg 1200w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-34929" class="wp-caption-text">Wonka marca o retorno dos musicais e da fantasia nas telonas (Foto: Warner Bros. Pictures)<br /></figcaption></figure></p>
<p><strong>Ludmila Henrique</strong></p>
<p><span style="font-weight:400;">O </span><span style="font-weight:400;"><a href="https://www.magnumicecream.com/pt/artigos/food/a-historia-do-chocolate.html">chocolate</a></span><span style="font-weight:400;">, dos sabores mais doces até os mais amargos que conhecemos, transitou por grandes mudanças até se tornar um símbolo gastronômico. Originário da Mesoamérica antiga, as civilizações latinoamericanas foram as primeiras a utilizarem o cacau de maneira medicinal e em rituais. Os Astecas acreditavam que o chocolate era um presente dos </span><span style="font-weight:400;"><a href="https://www.worldhistory.org/trans/pt/1-12086/quetzalcoatl/">deuses</a></span><span style="font-weight:400;">, usufruindo de seus grãos como moeda de troca e também como uma bebida afrodisíaca. No entanto, os componentes ganham uma característica familiar após sua vinda à Europa, onde foi adocicado com açúcar e mel, garantindo um sabor mais aprazível. Em </span><span style="font-weight:400;"><i>Wonka</i></span><span style="font-weight:400;">, longa dirigido por Paul King, somos apresentados à fantasia de um ‘chocolateiro’, que deseja mudar o mundo com um pedaço de cada vez. </span></p>
<p><span id="more-34926"></span><br />
<span style="font-weight:400;">Com uma cartola cheia de sonhos, Willy Wonka (Timothée Chalamet) tinha um objetivo em mente. Após divagar os sete mares em busca dos melhores especiarias para suas guloseimas, o jovem finalmente desembarca no centro da Galeria Gourmet, uma esfera gastronômica de suma importância na composição de novos</span><span style="font-weight:400;"><a href="https://www.youtube.com/watch?v=NWuLD0kD-wE"> doces</a></span><span style="font-weight:400;">. Seguindo os anseios de sua amada mãe, o plano era simples: Chamar a atenção dos fregueses, conquistar seu apreço pelo paladar e obter dinheiro para abrir a sua própria confeitaria. </span><br />
<span style="font-weight:400;">Entretanto, como o mundo é assinado pelo poder dos mais fortes, </span><span style="font-weight:400;"><a href="https://www.youtube.com/watch?v=otNh9bTjXWg">Wonka</a></span><span style="font-weight:400;"> percebe da pior maneira que nem sempre as coisas acontecem do jeito em que planejamos. O famigerado cartel do chocolate dispõe de uma única regra: a proibição da venda de doces sem ter um estabelecimento. Consequentemente, também é impossível conseguir uma loja sem dinheiro. Impedido pelo sistema e endividado em menos de um dia, o confeiteiro procura estratégias inventivas para se esquivar da situação na qual se encontrou. </span></p>
<p><figure id="attachment_34928" aria-describedby="caption-attachment-34928" style="width: 1600px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-34928" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/03/image2-1.jpg" alt=" Cena do filme Wonka. Da direita para a esquerda, temos o personagem Prodnose (Matt Lucas), um homem branco, de cabelo loiro curto e usando óculos redondos. Ele está vestindo um terno amarelo xadrez. Ao seu lado está Slugworth (Paterson Joseph), um homem negro, de cabelo preto penteado com gel. Ele está vestindo um terno azul escuro listrado. Por fim, temos Fickelgruber (Mathew Baynton), um homem branco, de cabelo castanho escuro. Eles estão olhando um pedaço de chocolate oferecido pelo Willy Wonka (Timothée Chalamet), um jovem branco, de cabelo castanho ondulado. Ele veste um casaco na cor vinho e uma cartola marrom. Ao fundo temos outras pessoas com características diferentes, que estão paradas olhando a cena. " width="1600" height="842" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/03/image2-1.jpg 1600w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/03/image2-1-800x421.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/03/image2-1-1024x539.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/03/image2-1-768x404.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/03/image2-1-1536x808.jpg 1536w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/03/image2-1-1200x632.jpg 1200w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-34928" class="wp-caption-text">Dirigido e roteirizado pelo mesmo criador de As Aventuras de Paddington (2014) (Foto: Warner Bros. Pictures)</figcaption></figure></p>
<p><span style="font-weight:400;">Roteirizado por Paul King e Simon Farnaby, que desempenha uma pequena e ilustre aparição em meio às cenas de comédias, a trama antecede os eventos das películas anteriores, sendo idealizado como um </span><span style="font-weight:400;"><i>prequel</i></span><span style="font-weight:400;"> de </span><span style="font-weight:400;"><a href="https://letterboxd.com/film/willy-wonka-the-chocolate-factory/"><i>A Fantástica Fábrica de Chocolate</i></a></span><span style="font-weight:400;"> (1971), de Mel Stuart e Roald Dahl. O longa-metragem antecipa, em trinta anos, a busca pelo bilhete dourado escondido na barra de chocolate, um clássico marcante e querido no cenário </span><span style="font-weight:400;"><i>pop</i></span><span style="font-weight:400;"> que, de vez ou outra, ainda é referenciado em séries e filmes. </span><br />
<span style="font-weight:400;">Inspirado no passado da obra setentista, o enredo regressa para a década de 1940, Era de Ouro dos musicais no Cinema. Homenageando esse panorama, King capta em tela a essência dos filmes de Frank Capra, como </span><span style="font-weight:400;"><a href="https://letterboxd.com/journal/obsessively-rewatched-films-at-christmas/"><i>It’s a Wonderful Life</i></a></span><span style="font-weight:400;"> (1946), pelo senso natalino, e</span><span style="font-weight:400;"><i> Mr. Smith Goes To Washington</i></span><span style="font-weight:400;"> (1939), pelo sentido de comunidade; o que uma boa alma pode fazer em um sistema marcado pela corrupção. Além disso, o cineasta também desempenha um tributo ao ator Fred Astaire em</span> <span style="font-weight:400;"><a href="https://www.youtube.com/watch?v=8n7R61gtSZw"><i>Royal Wedding</i></a></span><span style="font-weight:400;"> (1951), durante um espetáculo de atuação realizado por Calah Lane no terraço de um edifício. </span></p>
<p><figure id="attachment_34930" aria-describedby="caption-attachment-34930" style="width: 736px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-34930" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/03/image4-1.jpg" alt="Cena do filme Wonka. Na imagem temos Willy Wonka (Timothée Chalamet), um jovem branco, de cabelo castanho ondulado. Ele veste uma camiseta listrada (branca e azul) de mangas longas e um lenço preto ao redor do pescoço. Ele está sentado enquanto conversa com um Oompa-Loompa (Hugh Grant), um ser místico laranja de porte pequeno. Ele está vestindo um conjunto roxo xadrez e um sapato de elfo na mesma tonalidade das roupas. Ambos estão em um quarto escuro, iluminado por algumas lâmpadas. No fundo é possível observar os ingredientes que o Willy Wonka utiliza para fazer os seus chocolates. " width="736" height="414"><figcaption id="caption-attachment-34930" class="wp-caption-text">O longa-metragem alcançou 82% de aprovação da crítica especializada no Rotten Tomatoes (Foto: Warner Bros. Pictures)</figcaption></figure></p>
<p><span style="font-weight:400;">O novo musical inclui canções originais de Neil Hannon e Joby Talbot, que narram a jornada do protagonista em ritmos alegres e dançantes, transportando felicidade à audiência, mesmo que as letras não sejam tão felizes assim, como em </span><span style="font-weight:400;"><i>Scrub Scrub</i></span><span style="font-weight:400;"> e </span><span style="font-weight:400;"><i>Sorry, Noodle</i></span><span style="font-weight:400;">. Contudo, apesar das composições serem de fácil memorização, nenhuma delas carrega o impacto e a emoção de</span> <span style="font-weight:400;"><a href="https://www.youtube.com/watch?v=SVi3-PrQ0pY"><i>Pure Imagination</i></a></span><span style="font-weight:400;">, trilha original do longa de 1971, vocalizado por Gene Wilder em sua interpretação do ‘chocolateiro’ e que ganhou uma nova roupagem performada por </span><span style="font-weight:400;"><a href="https://www.youtube.com/watch?v=KW6a_i9w0vM">Chalamet</a></span><span style="font-weight:400;">. </span><br />
<span style="font-weight:400;">Conversando com a </span><span style="font-weight:400;"><a href="https://open.spotify.com/intl-pt/album/2JVBfHtsTmDQin2kyV8FKO">musicalidade</a></span><span style="font-weight:400;"> divertida do filme, a Fotografia de Chung-hoon Chung permeia o fantástico. Os cenários extravagantes remetem a uma Europa mágica, onde existe uma explosão de idiomas e uma arquitetura clássica, mas também inventiva, um lugar que saiu dos livros infantis e ganhou vida. O jogo de câmera do diretor acompanha cada detalhe em cena, não deixando nada escapar. Uma união entre cores intensas com tonalidades</span><span style="font-weight:400;"> mais escuras, que representam o sonho e a descrença do próprio Wonka. </span></p>
<p><figure id="attachment_34931" aria-describedby="caption-attachment-34931" style="width: 1600px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-34931" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/03/image5-1.jpg" alt="Cena do filme Wonka. Da direita para a esquerda temos a Lottie Bell (Rakhee Thakrar), uma mulher branca, de cabelo liso castanho. Ela está vestindo um vestido azul e um colete xadrez preto. Ao seu lado está Larry Risadinha (Rich Fulcher), um homem branco, de cabelo castanho ondulado. Ele está vestindo uma camiseta listrada de botão, com as cores rosa, branca e marrom. Ao seu lado está Piper Benz (Natasha Rothwell), uma mulher negra, de cabelo ondulado castanho. Ela está vestindo uma camiseta xadrez, vermelha e cinza, um colete listrado cinzento e uma saia jeans. Por fim, temos Abacus Crunch (Jim Carter), um idoso branco, com cabelos grisalhos. Ele está vestindo uma camiseta branca, um casaco cinzento, uma gravata listrada e um tecido branco amarrado na cintura. Eles estão dentro de um galpão escuro, com algumas janelas por onde a luz passa. " width="1600" height="661" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/03/image5-1.jpg 1600w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/03/image5-1-800x331.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/03/image5-1-1024x423.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/03/image5-1-768x317.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/03/image5-1-1536x635.jpg 1536w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/03/image5-1-1200x496.jpg 1200w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-34931" class="wp-caption-text">Wonka já está disponível no catálogo da nova plataforma Max (Foto: Warner Bros. Pictures)</figcaption></figure></p>
<p><span style="font-weight:400;">Transitando entre o drama, o romance e a ficção científica em menos de cinco anos, </span><span style="font-weight:400;"><i>Wonka </i></span><span style="font-weight:400;">transfere um espírito de alegria distante de outras obras interpretadas por </span><span style="font-weight:400;"><a href="https://www.youtube.com/watch?v=9Nv473zQ06A">Timothée Chalamet</a></span><span style="font-weight:400;">. Se solidificando no cenário cinematográfico, o ator inova em cada papel designado a ele, apresentando uma entrega excelente e se tornando, nos últimos anos, um dos grandes nomes da nova geração de atores. Arriscando no canto e na dança, Chalamet abraça uma nova versão de um personagem peculiar e instigante. </span><br />
<span style="font-weight:400;"><a href="https://www.youtube.com/watch?v=wYmtRhKvmVE">Willy Wonka</a></span><span style="font-weight:400;"> é um sonhador, uma personalidade movida pelo seu sonho, sem medo de entregar tudo e mais um pouco de si mesmo para conquistar o que deseja. Guarda consigo uma inocência inabalável, capaz de acreditar na palavra do próximo sem se questionar. Consequentemente, por causa da última característica, Wonka é facilmente enganado por outras pessoas, que o colocam em várias enrascadas difíceis de sair. Mas, por outro lado, sua pessoalidade também é imensamente acolhedora e criativa, conquistando companheiros de luta e também novos amigos. </span><br />
<span style="font-weight:400;">Somando o enredo, Olivia Colman está impecável como a Mrs. Scrubbit, uma hoteleira charlatona que faz tudo pelo dinheiro. Colman presenteia o público com aquela vilania cômica e nostálgica da década de 1990, como a impiedosa diretora Agatha Trunchbull do filme </span><span style="font-weight:400;"><a href="https://www.youtube.com/watch?v=EOQeU_6vbeg"><i>Matilda</i></a></span><span style="font-weight:400;"> (1996). Em contrapartida, Hugh Grant incorpora um </span><span style="font-weight:400;"><a href="https://www.youtube.com/watch?v=V5P7q4WJAzg">Oompa Loompa</a></span><span style="font-weight:400;"> ‘engomadinho’ e honesto com seus deveres, dialogando diretamente com a figura do próprio ator que, embora tenha odiado a caracterização final de seu personagem, apresentou uma entrega formidável.</span></p>
<p><figure id="attachment_34927" aria-describedby="caption-attachment-34927" style="width: 1600px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-34927" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/03/image1-1.jpg" alt="Cena do filme Wonka. No centro da imagem temos Willy Wonka (Timothée Chalamet), um jovem branco, de cabelo castanho ondulado. Ele veste um colete preto, um casaco na cor vinho e uma calça listrada branca e cinza. Além disso, ele usa como acessórios uma cartola marrom, um cachecol amarelo e sapatos surrados. Ao fundo da tela temos a construção de uma fábrica de tijolos, canos de cores diversificadas e tubos coloridos. " width="1600" height="842" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/03/image1-1.jpg 1600w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/03/image1-1-800x421.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/03/image1-1-1024x539.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/03/image1-1-768x404.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/03/image1-1-1536x808.jpg 1536w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/03/image1-1-1200x632.jpg 1200w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-34927" class="wp-caption-text">Wonka marca o retorno dos musicais e da fantasia nas telonas (Foto: Warner Bros. Pictures)</figcaption></figure></p>
<p><span style="font-weight:400;"><a href="https://letterboxd.com/film/wonka/"><i>Wonka</i></a></span><span style="font-weight:400;"> é doçura transformada em Cinema. Uma história que envolve magia para lidar com emoções humanas. Sentimento capaz de atravessar gerações e comover todas as idades. Uma promessa de um filho para a sua mãe. Um lembrete de que todas as coisas boas se iniciam com um sonho e que a melhor maneira de conquistá-lo é partilhando deste sonho com outras pessoas, como um pacote de baladas, um bilhete dourado ou uma barra de chocolate. </span></p>
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		<title>Estante do Persona &#8211; Setembro de 2024</title>
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		<pubDate>Tue, 01 Oct 2024 23:22:17 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Chegando a sua 27ª edição, a Bienal Internacional do Livro de São Paulo –  o maior evento literário da América Latina – ocorreu dos dias 06 a 15 de Setembro de 2024. A editoria do Persona esteve presente no primeiro domingo, 08/09, para conferir lançamentos, estandes e discussões que compuseram a programação do dia. Os &#8230; <a href="http://personaunesp.com.br/estante-do-persona-setembro-de-2024/" class="more-link">Continue lendo<span class="screen-reader-text"> "Estante do Persona &#8211; Setembro de 2024"</span></a></p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p><figure id="attachment_34080" aria-describedby="caption-attachment-34080" style="width: 1024px" class="wp-caption alignleft"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-34080" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/10/wordpress_estante-setembro-1.jpg" alt="" width="1024" height="538" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/10/wordpress_estante-setembro-1.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/10/wordpress_estante-setembro-1-800x420.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/10/wordpress_estante-setembro-1-768x404.jpg 768w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-34080" class="wp-caption-text">Imergindo no universo literário, o Persona marcou presença na maior edição dos últimos dez anos da Bienal Internacional do Livro de São Paulo (Texto de Abertura: Jamily Rigonatto / Arte: Aryadne Xavier)</figcaption></figure></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Chegando a sua 27ª edição, a</span><a href="https://personaunesp.com.br/ser-jornalista-bienal-do-livro-artigo/"><span style="font-weight: 400;"> Bienal Internacional do Livro de São Paulo</span></a><span style="font-weight: 400;"> –  o maior evento literário da América Latina – ocorreu dos dias 06 a 15 de Setembro de 2024. A editoria do Persona esteve presente no primeiro domingo, 08/09, para conferir lançamentos, estandes e discussões que compuseram a programação do dia. Os integrantes acessaram o espaço credenciados como Imprensa para realizar a cobertura.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;"><span id="more-34063"></span></span><span style="font-weight: 400;">Com um público visitante de 722 mil pessoas no total do ano, a Bienal de 2024 se consagrou como a maior dos últimos dez anos. O evento, que é promovido a cada dois anos pela </span><a href="https://personaunesp.com.br/estante-do-persona-agosto-de-2024/"><span style="font-weight: 400;">Câmara Brasileira do Livro (CBL)</span></a><span style="font-weight: 400;">, foi realizado no Distrito Anhembi, região central da Grande São Paulo. O cronograma extenso se debruçou em autores nacionais e internacionais, trazendo grandes nomes como Hayley Kyoko (</span><i><span style="font-weight: 400;">Girls Like Girls</span></i><span style="font-weight: 400;">), Vitor Martins (</span><i><span style="font-weight: 400;">Quinze Dias</span></i><span style="font-weight: 400;">), Rafael Montes (</span><i><span style="font-weight: 400;">Jantar Secreto</span></i><span style="font-weight: 400;">) e Jeff Kinney (</span><i><span style="font-weight: 400;">Diário de um Banana</span></i><span style="font-weight: 400;">).</span></p>
<p>Divididos por blocos identificados por letras, estavam dispostos 227 expositores e mais de 500 selos editoriais para o público escolher, sendo alguns deles a <a href="https://personaunesp.com.br/tag/companhia-das-letras/">Companhia das Letras</a>, Editora Intrínseca, PANINI, <a href="https://personaunesp.com.br/tag/sesc/">Sesc</a>, Rocco e Editora Record. Em alguns estandes as filas davam voltas, com leitores animados para aproveitar promoções e descontos especiais oferecidos nas compras dos exemplares.</p>
<p><figure id="attachment_34066" aria-describedby="caption-attachment-34066" style="width: 600px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-34066" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/09/IMG_8283-600x800.jpg" alt="" width="600" height="800" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/09/IMG_8283-600x800.jpg 600w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/09/IMG_8283.jpg 627w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-34066" class="wp-caption-text">A credencial de imprensa para a Bienal do Livro pode ser solicitada antes do evento por portais, revistas e demais veículos jornalísticos que trabalhem com cultura (Foto: Acervo Pessoal)</figcaption></figure></p>
<p><span style="font-weight: 400;">No dia 08, o autor Vitor Martins, dono de sucessos do nicho LGBTQIA+ e </span><i><span style="font-weight: 400;">Young Adult</span></i><span style="font-weight: 400;">, compareceu a uma mesa da Amazon para falar sobre processos de escrita, relembrou a representatividade e destacou o lançamento de seu novo livro intitulado </span><i><span style="font-weight: 400;">Mais ou menos 9 horas</span></i><span style="font-weight: 400;">. O escritor, que também é tradutor, assina textos como </span><i><span style="font-weight: 400;">Quize dias</span></i><span style="font-weight: 400;">, </span><a href="https://personaunesp.com.br/um-milhao-de-finais-felizes-critica/"><i><span style="font-weight: 400;">Um milhão de finais felizes</span></i> </a><span style="font-weight: 400;">e</span><i><span style="font-weight: 400;"> Se a casa 8 falasse</span></i><span style="font-weight: 400;">. Em suas declarações, refletiu sobre como o acolhimento nas páginas pode mudar as perspectivas de pessoas e minorias que se encontram menos em espaços de identificação.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Na arena cultural, o tema se voltava a outra ótica, com o autor de suspense e literatura policial Raphael Montes, que, por meio da Cia das Letras, trouxe um debate sobre os gêneros literários que escreve. Além dele, a Companhia também trouxe a vencedora do Prêmio Jabuti de Romance Literário de 2023, </span><a href="https://personaunesp.com.br/o-som-do-rugido-da-onca-critica/"><span style="font-weight: 400;">Micheliny Verunsky</span></a><span style="font-weight: 400;"> para um bate-papo sobre a herança do passado nos discursos da contemporaneidade, no Salão de Ideias. </span></p>
<p><figure id="attachment_34065" aria-describedby="caption-attachment-34065" style="width: 600px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-34065" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/09/WhatsApp-Image-2024-09-08-at-22.51.57-600x800.jpeg" alt="" width="600" height="800" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/09/WhatsApp-Image-2024-09-08-at-22.51.57-600x800.jpeg 600w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/09/WhatsApp-Image-2024-09-08-at-22.51.57-768x1024.jpeg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/09/WhatsApp-Image-2024-09-08-at-22.51.57-1152x1536.jpeg 1152w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/09/WhatsApp-Image-2024-09-08-at-22.51.57.jpeg 1200w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-34065" class="wp-caption-text">Algumas editoras tinham mais de um estande espalhado pelo espaço (Foto: Guilherme Leal)</figcaption></figure></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Embarcando em outro tipo aspecto do perfil de leitores e escritores, o Sesc Edições ainda promoveu a mesa “Vozes Negras na Literatura” que trazia Camilla Dias, assistente social, crítica literária e curadora literária,</span><span style="font-weight: 400;"> Mario Medeiros, autor do livro “A descoberta do insólito”, Sidney Santiago, ator e performancer, e </span><a href="https://www.instagram.com/iamidria?igsh=MWRqZXFvN3Y2eDBkMg=="><span style="font-weight: 400;">Midria</span></a><span style="font-weight: 400;">, poetisa e mestranda em antropologia. Fazendo leituras de referências como Conceição Evaristo e Mirian Alves, o debate trouxe discussões sobre espaços, pertencimento e acessos da comunidade negra.</span><span style="font-weight: 400;"><br />
</span><span style="font-weight: 400;"><br />
</span><i></i></p>
<blockquote><p>“Mas independentemente da idade, tem muita gente que se sente como se não pertencesse a essa ‘paulicéia’ desvairada. É que tem muita gente que não se apropria desse espaço – maior da América Latina, maior do Brasil – uma cidade tão grande, mas que se perde em dinheiro…” &#8211; Mídria</p></blockquote>
<p><span style="font-weight: 400;">Os integrantes do Persona gostaram muito de encontrar a diversidade dos livros e contam um pouco mais sobre o momento especial e suas novas aquisições literárias abaixo.</span></p>
<hr />
<p><strong>Dicas do mês + relatos<br />
</strong></p>
<p><figure id="attachment_34067" aria-describedby="caption-attachment-34067" style="width: 539px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-34067" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/09/O-Pequeno-Principe-Antoine-de-Saint-Exupery-1-539x800.png" alt="" width="539" height="800" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/09/O-Pequeno-Principe-Antoine-de-Saint-Exupery-1-539x800.png 539w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/09/O-Pequeno-Principe-Antoine-de-Saint-Exupery-1-690x1024.png 690w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/09/O-Pequeno-Principe-Antoine-de-Saint-Exupery-1-768x1139.png 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/09/O-Pequeno-Principe-Antoine-de-Saint-Exupery-1-1035x1536.png 1035w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/09/O-Pequeno-Principe-Antoine-de-Saint-Exupery-1-1380x2048.png 1380w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/09/O-Pequeno-Principe-Antoine-de-Saint-Exupery-1-1200x1780.png 1200w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/09/O-Pequeno-Principe-Antoine-de-Saint-Exupery-1.png 2022w" sizes="auto, (max-width: 539px) 85vw, 539px" /><figcaption id="caption-attachment-34067" class="wp-caption-text">“Todas as pessoas grandes foram um dia crianças – mas poucas se lembram disso.”(Foto: Harper Kids)</figcaption></figure></p>
<p><b>O Pequeno Príncipe &#8211; Antoine de Saint-Exupéry</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O Pequeno Príncipe é um clássico da literatura e quase um clichê. É o equivalente a quando se pergunta a uma pessoa qual o filme favorito dela e ela responde </span><i><span style="font-weight: 400;">Harry Potter</span></i><span style="font-weight: 400;">, ou qual a série favorita e a resposta é</span><i><span style="font-weight: 400;"> Friends</span></i><span style="font-weight: 400;">. Porém, diferentemente desses exemplos, a história de Antoine de Saint-Exupéry não se saturou com o tempo. Ao contrário, ganha um novo significado conforme ficamos mais velhos.</span></p>
<p><strong><span style="font-weight: 400;">Minha relação com este livro é engraçada. Comecei a leitura quando tinha 16 anos na biblioteca da minha cidade, mas nunca cheguei a terminar. Sempre que voltava ao lugar eu recomeçava, na esperança de ler de uma vez só. O tempo se passou e nunca mais havia sequer pensado nessa história, foi quando o encontrei novamente em um estande da Bienal e decidi levá-lo para casa com a intenção de finalmente conhecer </span><i><span style="font-weight: 400;">O Pequeno Príncipe</span></i><span style="font-weight: 400;">. </span><b>&#8211; Arthur Caires</b></strong></p>
<hr />
<p><figure id="attachment_34069" aria-describedby="caption-attachment-34069" style="width: 534px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-34069" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/09/Pessoas.Normais.Sally_.Rooney-534x800.jpg" alt="" width="534" height="800" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/09/Pessoas.Normais.Sally_.Rooney-534x800.jpg 534w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/09/Pessoas.Normais.Sally_.Rooney.jpg 667w" sizes="auto, (max-width: 534px) 85vw, 534px" /><figcaption id="caption-attachment-34069" class="wp-caption-text">Pessoas Normais disseca as inquietações que assolam todo e qualquer jovem adulto (Foto: Companhia das Letras)</figcaption></figure></p>
<p><b>Pessoas Normais &#8211; Sally Rooney</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Em 2023, eu li pelo </span><i><span style="font-weight: 400;">Kindle</span></i><span style="font-weight: 400;"> a obra </span><i><span style="font-weight: 400;">Pessoas Normais</span></i><span style="font-weight: 400;">, da irlandesa Sally Rooney, e o meu mundo mudou. Quando fomos para a Bienal, decidi comprar a versão física para voltar ao mundo criado pela autora. A trama se concentra em Connell e Marianne, dois jovens que estão em grupos diferentes no que se relaciona à pirâmide social do ambiente escolar. Enquanto ela é a odiada do colégio, o jovem é querido por todos.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Na universidade, os papeis se invertem: o rapaz se torna um mero estudante, e a garota encontra um grupo de amigos e se torna conhecida e amada. Muito mais do que apenas amigos, Connel e Marianne são a pessoa da vida um do outro. O que torna o romance tão único é a forma como, de alguma maneira, eles sempre se desencontram. Não se limitando a tópicos amorosos, o livro também aborda situações mais sensíveis, como depressão, ansiedade e abuso. O maior feito de Rooney ao escrever </span><i><span style="font-weight: 400;">Normal People</span></i><span style="font-weight: 400;"> (título original) é comprimir em 262 páginas todo o medo, insegurança e excitação que vêm com a chegada da vida adulta. </span><b>&#8211; Guilherme Leal</b></p>
<hr />
<p><figure id="attachment_34071" aria-describedby="caption-attachment-34071" style="width: 543px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-34071" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/10/fumaca-branca-543x800.jpg" alt="" width="543" height="800" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/10/fumaca-branca-543x800.jpg 543w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/10/fumaca-branca-695x1024.jpg 695w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/10/fumaca-branca-768x1132.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/10/fumaca-branca-1042x1536.jpg 1042w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/10/fumaca-branca-1200x1768.jpg 1200w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/10/fumaca-branca.jpg 1280w" sizes="auto, (max-width: 543px) 85vw, 543px" /><figcaption id="caption-attachment-34071" class="wp-caption-text">Um bom suspense é escolher pelo acaso (Foto: Seguinte)</figcaption></figure></p>
<p><strong>Fumaça Branca &#8211; Tiffany Jackson</strong></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Quem disse que um livro não pode ser escolhido pela capa? Na minha primeira vez visitando a Bienal Internacional do Livro em São Paulo, as capas brilhantes e cheias de ilustrações instigantes com certeza foram um dos principais motivos de um colapso no meu cartão de crédito, que não pode deixar de ser usado para um bem maior. Em uma dessas armadilhas envoltas em boa estética, encontrei </span><i><span style="font-weight: 400;">Fumaça Branca</span></i><span style="font-weight: 400;">, escrito por Tiffany D. Jackson e traduzido por Solaine Chioro. </span><span style="font-weight: 400;"><br />
</span><span style="font-weight: 400;"><br />
</span><span style="font-weight: 400;">A escolha foi certeira, já que o texto repousa sobre meu gênero literário favorito: o suspense. Em uma reinvenção da ideia clássica dos filmes e contos do nicho, a narrativa escolhe retratar o conceito de casa mal assombrada com elementos de reviravolta e mistério. Assim, ir contra o famoso ditado </span><i><span style="font-weight: 400;">“Não escolha o livro pela capa”</span></i><span style="font-weight: 400;"> parece ter sido uma das melhores ideias que uma leitora poderia ter no maior festival literário da América Latina. </span><b>– Jamily Rigonatto</b></p>
<hr />
<p><strong>Na Ponta da Língua: Reflexões sobre Linguagem e Sentido &#8211; Peter Brook</strong></p>
<p><figure id="attachment_34072" aria-describedby="caption-attachment-34072" style="width: 484px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-34072" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/10/Na-ponta-da-lingua-Peter-Brook-484x800.jpg" alt="" width="484" height="800" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/10/Na-ponta-da-lingua-Peter-Brook-484x800.jpg 484w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/10/Na-ponta-da-lingua-Peter-Brook.jpg 605w" sizes="auto, (max-width: 484px) 85vw, 484px" /><figcaption id="caption-attachment-34072" class="wp-caption-text">“Todas as formas são degraus para se chegar ao sentido. E o sentido é o eterno graal que inspira a busca” (Foto: Edições Sesc)</figcaption></figure></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O estande das </span><a href="https://www.sescsp.org.br/editorial/sesc-na-bienal-e-sinonimo-de-livros-e-tambem-de-programacao/"><span style="font-weight: 400;">Edições Sesc</span></a><span style="font-weight: 400;"> na Bienal é uma constante: todo ano vale a pena entrar. As prateleiras se enchem de Arte, Cultura, História, Política, Filosofia e tudo que é humano. Para cada cantinho que você olha, tem joias escondidas, e foi nessa que </span><i><span style="font-weight: 400;">Na ponta da Língua</span></i><span style="font-weight: 400;"> me chamou a atenção. O livro é definido em sua contracapa como uma investigação da relação entre a palavra e seu verdadeiro sentido, por </span><a href="http://issocompensa.com/teatro/peterbrook"><span style="font-weight: 400;">Peter Brook</span></a><span style="font-weight: 400;">, grande nome do teatro contemporâneo europeu. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O senhor inglês, de 94 anos na época, traz uma perspectiva única sobre a linguagem, a partir de sua </span><a href="https://www1.folha.uol.com.br/ilustrada/2022/07/peter-brook-influenciou-o-teatro-com-sua-ideia-de-palco-nu-voltado-ao-ator.shtml"><span style="font-weight: 400;">carreira</span></a><span style="font-weight: 400;"> e vivências internacionais. Nascido na Inglaterra, mas residente da França há meio século, o artista explora no livro as diferenças e semelhanças entre sua língua materna e a segunda língua. Sobretudo, </span><i><span style="font-weight: 400;">Na Ponta da Língua </span></i><span style="font-weight: 400;">é um depoimento e uma análise dos elementos mais básicos da comunicação humana, que exercemos todos os dias. </span><b>&#8211; Giovanna Freisinger</b></p>
<hr />
<p><strong>Holocausto Brasileiro &#8211; Daniela Arbex</strong></p>
<p><figure id="attachment_34073" aria-describedby="caption-attachment-34073" style="width: 556px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-34073" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/10/holocausto-brasileiro-556x800.jpg" alt="" width="556" height="800" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/10/holocausto-brasileiro-556x800.jpg 556w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/10/holocausto-brasileiro.jpg 695w" sizes="auto, (max-width: 556px) 85vw, 556px" /><figcaption id="caption-attachment-34073" class="wp-caption-text">“Se existe inferno, o Colônia era esse lugar” (Foto: Editora Intrínseca)</figcaption></figure></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Sou apaixonada pela escrita da Daniela Arbex há anos, li o </span><i><span style="font-weight: 400;">Holocausto Brasileiro: Genocídio: 60 mil mortos no maior hospício do Brasil</span></i><span style="font-weight: 400;"> durante o meu primeiro ano de faculdade e logo me senti no caminho certo da graduação. Talvez o fato dela ser uma excelente jornalista investigativa tenha me incentivado a continuar acompanhando, também, suas outras produções. Quando soube que iríamos à Bienal, logo pensei em comprar seu livro físico para ler novamente e (quem sabe um dia) conseguir seu autógrafo.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Em </span><i><span style="font-weight: 400;">Holocausto Brasileiro</span></i><span style="font-weight: 400;">, a jornalista reporta, por meio de entrevistas, documentos e relatos, a chocante realidade do Hospital Colônia de Barbacena, em Minas Gerais, onde cerca de 60 mil pessoas foram mortas. O livro denuncia o tratamento impiedoso e a negligência extrema com que os internos foram submetidos, de maneira surpreendente, Arbex reconstrói a história de um dos maiores fatos cruéis, trazendo à tona um capítulo tão sombrio da história brasileira. </span><b>&#8211; Vitória Borges</b></p>
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		<title>Beckham: por trás de todo homem, nem sempre há uma Spice Girl</title>
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		<pubDate>Sat, 14 Sep 2024 14:26:54 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Nathalia Tetzner Há muito tempo, dizem que por trás de todo homem há uma mulher. Beckham, série documental sobre um dos maiores jogadores de futebol da história da Inglaterra – e uma das figuras mais propagadas em campanhas globais para marcas gigantescas –, coloca a prova esse ditado. Demonstrando, também, que a razão pelo insucesso &#8230; <a href="http://personaunesp.com.br/beckham-critica/" class="more-link">Continue lendo<span class="screen-reader-text"> "Beckham: por trás de todo homem, nem sempre há uma Spice Girl"</span></a></p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p><figure id="attachment_33987" aria-describedby="caption-attachment-33987" style="width: 1078px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-33987" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/09/image1-6.png" alt="Fotografia de David e Victoria Beckham veiculada no documentário Beckham. Da esquerda para a direita na imagem, David e Victoria sorriem para a câmera que, por sua vez, os capturam a partir dos bustos. Ele é um homem branco de cabelos e olhos claros, enquanto ela é uma mulher branca de cabelos e olhos escuros. David veste um terno preto sobre uma camiseta azulada e uma gravata de estampa, já Victoria veste um vestido preto de manga longa. Ao fundo, o cenário é a vista de um camarote para um campo de futebol enorme, de grama bem verde." width="1078" height="599" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/09/image1-6.png 1078w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/09/image1-6-800x445.png 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/09/image1-6-1024x569.png 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/09/image1-6-768x427.png 768w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-33987" class="wp-caption-text">Com o sucesso de Beckham, a Netflix já garantiu a produção de uma série documental sobre a Posh Spice (Foto: Netflix)</figcaption></figure></p>
<p><b>Nathalia Tetzner</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Há muito tempo, dizem que por trás de todo homem há uma mulher. </span><i><span style="font-weight: 400;">Beckham</span></i><span style="font-weight: 400;">, série documental sobre um dos maiores jogadores de futebol da história da Inglaterra – e uma das figuras mais propagadas em campanhas globais para marcas gigantescas –, coloca a prova esse ditado. Demonstrando, também, que a razão pelo insucesso de muitos seja, talvez, por não ter uma </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=gJLIiF15wjQ&amp;pp=ygUHd2FubmFiZQ%3D%3D"><span style="font-weight: 400;">Spice Girl</span></a><span style="font-weight: 400;"> como Victoria Beckham em suas trajetórias.</span></p>
<p><span id="more-33986"></span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O documentário coloca em evidência o papel da ‘Posh Spice’ na vida de David Beckham. Mais do que a sua âncora, ela também o guiou ao estrelato na indústria do entretenimento. Isso, sem nunca deixar os sonhos para trás pelo amor, ainda que tenha sacrificado a sua paz pelo bem-estar da família. Ao seu lado, o apoio dos pais dele e os conselhos do técnico mais vitorioso do esporte, Alex Ferguson, perdem </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=pquPK2bDJAI&amp;pp=ygUPYmVja2hhbSBuZXRmbGl6"><span style="font-weight: 400;">protagonismo</span></a><span style="font-weight: 400;">. Em </span><i><span style="font-weight: 400;">Beckham</span></i><span style="font-weight: 400;">, qualquer empecilho é resolvido por ela.</span></p>
<p><figure id="attachment_33988" aria-describedby="caption-attachment-33988" style="width: 1074px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-33988" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/09/image2-7.png" alt="Fotografia de Alex Ferguson e David Beckham veiculada no documentário Beckham. Da esquerda para a direita na imagem, Ferguson e Beckham sorriem para a câmera que, por sua vez, os capturam a partir das cinturas. Ambos são homens brancos de cabelos e olhos claros. Alex Ferguson veste um uma camiseta branca, gravata de estampa vermelha e preta, e uma calça cinza de linho. David Beckham veste um terno preto sobre uma camiseta branca e uma gravata de estampa vermelha. Eles estão assinando um contrato em uma mesa repleta de papelada. Ao fundo, o cenário é uma sala de reuniões." width="1074" height="601" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/09/image2-7.png 1074w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/09/image2-7-800x448.png 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/09/image2-7-1024x573.png 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/09/image2-7-768x430.png 768w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-33988" class="wp-caption-text">O técnico de futebol Alex Ferguson tem 50 títulos na carreira, marco que o coloca entre os maiores da história do esporte (Foto: Netflix)</figcaption></figure></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Inserido no </span><i><span style="font-weight: 400;">hall</span></i><span style="font-weight: 400;"> de talentos explorados pelo pai visionário desde os primeiros anos da infância, David Beckham esteve dividido entre a pressão constante e o acalento da mãe. Atrapalhando-se em campo quando a família não estava presente no estádio para assisti-lo, o seriado se distancia de </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=HSC6htNW9co"><i><span style="font-weight: 400;">Neymar: O Caos Perfeito</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, outra produção da </span><i><span style="font-weight: 400;">Netflix</span></i><span style="font-weight: 400;">. Embora Beckham tenha seu próprio momento ‘</span><a href="https://www.metropoles.com/colunas/fabia-oliveira/neymar-vira-piada-nas-redes-sociais-apos-assumir-traicao"><span style="font-weight: 400;">errei, fui moleque</span></a><span style="font-weight: 400;">’, quando aborda as supostas traições à ‘Posh Spice’ em </span><i><span style="font-weight: 400;">Bolas de ouro</span></i><span style="font-weight: 400;">.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Ao contrário do brasileiro, o atleta que defendeu o Manchester United e o Real Madrid teve pessoas que tentaram manter seus pés no chão. Alex Ferguson fez de tudo para que ele não desviasse a atenção para uma </span><i><span style="font-weight: 400;">popstar</span></i><span style="font-weight: 400;"> em ascensão mundial ou mudasse completamente a aparência por causa de patrocinadores. Contudo, o esforço foi em vão, já que </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=G-n-PklEATo&amp;pp=ygUPYmVja2hhbSBuZXRmbGl6"><span style="font-weight: 400;">David Beckham</span></a><span style="font-weight: 400;"> é a razão por revolucionar, a partir da década de 2000, a forma que o mundo consome jogadores de futebol.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Com a fusão das linhas que marcam o gramado do campo e as linhas-finas dos tablóides impressos, David e Victoria Beckham expõem o abuso da mídia britânica sem se fazerem apenas de </span><a href="https://www.newsweek.com/beckham-secures-award-win-evaded-harry-meghan-netflix-1950738"><span style="font-weight: 400;">vítimas</span></a><span style="font-weight: 400;">. Assim, mostram para </span><i><span style="font-weight: 400;">Harry &amp; Meghan</span></i><span style="font-weight: 400;"> como se arquiteta um documentário merecedor de cinco indicações ao </span><a href="https://personaunesp.com.br/tag/emmy-2024/"><i><span style="font-weight: 400;">Emmy 2024</span></i></a><span style="font-weight: 400;">. Sendo </span><a href="https://revistamonet.globo.com/series/noticia/2024/09/documentario-de-david-beckham-vence-emmy-e-astro-recebe-premio-por-chamada-de-video-queria-estar-ai.ghtml"><span style="font-weight: 400;">vencedor</span></a><span style="font-weight: 400;"> de Melhor Série Documental ou de Não-Ficção, categoria não televisionada na noite principal.</span></p>
<p><figure id="attachment_33989" aria-describedby="caption-attachment-33989" style="width: 1079px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-33989" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/09/image3-5.png" alt="Cena do documentário Beckham. Na imagem, David Beckham aparece olhando para algo atrás da câmera que, por sua vez, o captura a partir do busto. Beckham é um homem branco de cabelos e olhos claros. Ele veste uma camiseta de algodão branca de mangas longas e um relógio preto no pulso. Ele apoia um dos braços em uma mesa de madeira, em que também estão um candelabro e uma taça transparente. Ao fundo, desfocado, é possível notar que o cenário se trata da sala aconchegante da mansão da família Beckham. Raios de sol invadem a paisagem composta por uma lareira." width="1079" height="596" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/09/image3-5.png 1079w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/09/image3-5-800x442.png 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/09/image3-5-1024x566.png 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/09/image3-5-768x424.png 768w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-33989" class="wp-caption-text">O seriado levou o prêmio de Melhor Série Documental ou de Não-Ficção no Emmy 2024 (Foto: Netflix)</figcaption></figure></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Através da câmera posicionada bem próxima dos entrevistados, capturando suas expressões faciais enquanto assistem aos momentos mais cruciais da vida do protagonista da narrativa, </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=g8kN3-QP0lA"><span style="font-weight: 400;">Fisher Stevens</span></a><span style="font-weight: 400;"> realiza um trabalho comovente. Os episódios </span><i><span style="font-weight: 400;">O chute</span></i><span style="font-weight: 400;"> e </span><i><span style="font-weight: 400;">Vermelho de raiva</span></i><span style="font-weight: 400;"> são seu ápice no comando da </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=2UTpyq8fZWk"><span style="font-weight: 400;">direção</span></a><span style="font-weight: 400;">. Por outro lado, Stevens deixa a emoção escapar de suas mãos justamente no </span><i><span style="font-weight: 400;">grand finale</span></i><span style="font-weight: 400;">. </span><i><span style="font-weight: 400;">A motivação de David</span></i><span style="font-weight: 400;"> deixa um gosto amargo por não elaborar o clímax.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Abordando o assédio dos torcedores ingleses com uma sensibilidade essencial, </span><i><span style="font-weight: 400;">Beckham</span></i><span style="font-weight: 400;"> se esquiva apenas de polêmicas muito recentes, como a posição de embaixador da </span><a href="https://ge.globo.com/futebol/futebol-internacional/noticia/2022/09/01/beckham-e-duramente-criticado-por-promover-catar-em-comercial.ghtml#:~:text=O%20ex%2Djogador%20David%20Beckham,incr%C3%ADvel%20para%20passar%20uns%20dias."><span style="font-weight: 400;">Copa do Mundo FIFA</span></a><span style="font-weight: 400;"> de 2022, organizada no Catar, um país que desafia os direitos humanos. Mais do que uma jornada de superação de um ícone global, o seriado traz à tona a importância de uma mulher como Victoria Beckham, além de exibir como ambos orquestraram uma trajetória digna de série da </span><i><span style="font-weight: 400;">Netflix</span></i><span style="font-weight: 400;">.</span></p>
<div class="jetpack-video-wrapper"><iframe loading="lazy" title="Série documental &quot;Beckham&quot; | Trailer oficial | Netflix" width="840" height="473" src="https://www.youtube.com/embed/laHKrJpK5l4?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen></iframe></div>
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		<title>Após 24 anos de Segura a Onda, Larry David não aprendeu nenhuma lição</title>
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		<pubDate>Fri, 13 Sep 2024 17:40:15 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Giovanna Freisinger “Eu tenho 76 anos e eu nunca aprendi uma lição em toda a minha vida”. Essa é uma fala de Larry David no último episódio da décima segunda temporada de Segura a Onda (Curb Your Enthusiasm, no original). Quando a série começou a passar na TV, em 2000, o cenário cultural dos Estados &#8230; <a href="http://personaunesp.com.br/segura-a-onda-12a-temp-critica/" class="more-link">Continue lendo<span class="screen-reader-text"> "Após 24 anos de Segura a Onda, Larry David não aprendeu nenhuma lição"</span></a></p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p><figure id="attachment_33983" aria-describedby="caption-attachment-33983" style="width: 825px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-33983" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/09/image2-6.png" alt="Cena da série Segura a Onda. O protagonista Larry David é um homem branco, calvo, com cabelos brancos nos lados da cabeça e óculos. Ele está sentado em uma mesa de tribunal, de costas para as pessoas sentadas nos bancos atrás dele. Ele está com os braços levantados e as mãos atrás da cabeça" width="825" height="550" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/09/image2-6.png 825w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/09/image2-6-800x533.png 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/09/image2-6-768x512.png 768w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-33983" class="wp-caption-text">A última temporada de Segura a Onda fecha as portas no estilo que Larry David sabe fazer melhor (Foto: Max)</figcaption></figure></p>
<p><b>Giovanna Freisinger</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">“</span><i><span style="font-weight: 400;">Eu tenho 76 anos e eu nunca aprendi uma lição em toda a minha vida</span></i><span style="font-weight: 400;">”. Essa é uma fala de Larry David no último episódio da décima segunda temporada de </span><i><span style="font-weight: 400;">Segura a Onda</span></i><span style="font-weight: 400;"> (</span><i><span style="font-weight: 400;">Curb Your Enthusiasm</span></i><span style="font-weight: 400;">, no original). Quando a série começou a passar na TV, em 2000, o cenário cultural dos Estados Unidos e do mundo era bem diferente. Desde então, os tempos mudaram, mas Larry não. A comédia concorre pela última vez ao </span><a href="https://personaunesp.com.br/tag/emmy/"><i><span style="font-weight: 400;">Emmy</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> 2024, em quatro categorias, inclusive a de Melhor Série de Comédia. Ela aparece consistentemente nas indicações da premiação desde o seu início, acumulando ao todo 55 indicações e – inexplicavelmente – apenas duas vitórias.</span></p>
<p><span id="more-33981"></span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Após o </span><a href="https://www.vanityfair.com/hollywood/2017/09/curb-your-enthusiasm-season-9-larry-david"><i><span style="font-weight: 400;">hiatus</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> de seis anos entre 2011 e 2017, a série voltou tão forte quanto era em suas primeiras temporadas, se provando atemporal e consolidando o criador Larry David como o melhor no que faz e, talvez, o único capaz de fazê-lo. É quase inacreditável uma obra como essa sobreviver ao teste do tempo. David conseguiu sustentar, por todos os anos que se manteve no ar, a prerrogativa de tocar em absolutamente qualquer assunto e tirar sarro de qualquer um. O humor ácido e satírico de ‘</span><i><span style="font-weight: 400;">Curb</span></i><span style="font-weight: 400;">’ atinge todos, não importa o quão sensível o tópico, nada está fora dos limites. Com isso, ele te obriga a enxergar o mundo com o mesmo cinismo do personagem, e a rir de tudo que é mais absurdo e terrível na existência humana. Somos ‘mesquinhos’ e cruéis, e a humanidade é hilária. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O criador, roteirista e protagonista consegue fazer isso e sair ileso por uma razão simples: não há nenhuma classe mais ridicularizada em </span><i><span style="font-weight: 400;">Curb Your Enthusiasm</span></i><span style="font-weight: 400;"> do que os judeus estadunidenses da elite do desconexo mundo do </span><i><span style="font-weight: 400;">showbusiness</span></i><span style="font-weight: 400;">, ou seja, </span><a href="https://www.thenation.com/article/culture/curb-your-enthusiams-larry-david/"><span style="font-weight: 400;">ele mesmo</span></a><span style="font-weight: 400;">. A piada central da série é o personagem do Larry David, uma versão exagerada da pessoa real por trás da sua criação. Ainda que essa abordagem satírica não tenha se perdido na cultura, executar algo assim com a mesma audácia e sucesso hoje é raro. Com o fim da série, a Televisão se despede de uma grande figura da Comédia autêntica, uma das últimas de sua geração.</span></p>
<p><figure id="attachment_33982" aria-describedby="caption-attachment-33982" style="width: 1280px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-33982" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/09/image1-5.png" alt="Cena da série Segura a Onda. Larry David está sentado em um sofá vinho, encostado no braço do sofá e com as pernas cruzadas. Ele está com os braços e as mãos abertas em movimento de expressão, enquanto olha para o seu lado esquerdo." width="1280" height="720" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/09/image1-5.png 1280w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/09/image1-5-800x450.png 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/09/image1-5-1024x576.png 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/09/image1-5-768x432.png 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/09/image1-5-1200x675.png 1200w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-33982" class="wp-caption-text">Larry David já foi e voltou atrás na decisão de encerrar a série antes, mas, insistiu à revista Variety que, dessa vez, é pra valer: “Eu já disse isso antes, mas eu não tinha 76 anos” (Foto: Max)</figcaption></figure></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A premissa da série é, se você olhar além do cinismo, essencialmente humana. No fim, somos todos iguais… E péssimos. Nós nos conectamos por nossa inerente corrupção humana e David nos obriga a encarar isso através de cada um dos personagens da série. A crueldade, egoísmo e vaidade por trás dos pequenos momentos constrangedores do cotidiano é familiar até demais. Foi com essa sacada que ele construiu a sua carreira de mais de cinco décadas. Como co-criador da </span><i><span style="font-weight: 400;">sitcom</span></i><span style="font-weight: 400;"> de sucesso </span><a href="https://youtu.be/sp79Q8Scyi8?feature=shared"><i><span style="font-weight: 400;">Seinfeld</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, colocou um espelho diante de George Constanza: o personagem mais sem noção e difícil de conviver do grupo. O autor já disse em diversas ocasiões, inclusive, em episódios de ‘</span><i><span style="font-weight: 400;">Curb</span></i><span style="font-weight: 400;">’, que colocou muitas de suas </span><a href="https://youtu.be/qYBaJe_0cz4?feature=shared"><span style="font-weight: 400;">próprias experiências</span></a><span style="font-weight: 400;"> no roteiro.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Larry David se recusa a se render à performance das interações sociais. Estamos tão acostumados a performar o tempo todo em nome da boa convivência e pelo desespero de evitar momentos constrangedores e desconfortáveis, que assistir alguém fazer exatamente o oposto disso nos pega desprevenidos. Ao quebrar todos os protocolos implícitos ao bom senso geral, David nos faz questioná-los. O personagem vê o mundo através das suas </span><a href="https://youtu.be/X_wodL64e2M?feature=shared"><span style="font-weight: 400;">regras absurdas</span></a><span style="font-weight: 400;">, expondo o quão submetidos estamos a outras regras tão arbitrárias quanto. Ora, o que resta de concreto quando tudo é levado ao ápice do ridículo? </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A série é quase totalmente </span><a href="https://youtu.be/P4Ax_iaEP48?feature=shared"><span style="font-weight: 400;">improvisada</span></a><span style="font-weight: 400;">, com apenas um esqueleto de roteiro que leva cada episódio do início ao fim, criando uma estrutura básica para a trama da temporada. Como eles vão de um ponto a outro fica na mão dos atores e nenhum sabe o que cada um vai fazer em cena. É esse elemento que torna as interações da série tão autênticas e diferentes de tudo que vemos por aí. Mas, algo assim só funciona por conta do elenco. Todos os intérpretes que David reuniu são mestres em improvisação, treinados para construir e expandir a história sobre o que a outra pessoa te dá. Esse ano, </span><i><span style="font-weight: 400;">Segura a Onda </span></i><span style="font-weight: 400;">concorre ao troféu do </span><i><span style="font-weight: 400;">Emmy </span></i><span style="font-weight: 400;">de Melhor Direção de Elenco em Série de Comédia e Melhor Ator em Comédia para David, sua sétima indicação na categoria. Além do </span><i><span style="font-weight: 400;">cast</span></i><span style="font-weight: 400;"> fixo, algumas das melhores cenas são interpretações de convidados. </span></p>
<p><figure id="attachment_33984" aria-describedby="caption-attachment-33984" style="width: 1024px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-33984" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/09/image3-4.png" alt="Cena da série Segura a Onda. Larry David está em uma mesa de tribunal. Nos bancos atrás dele, pode-se ver outros personagens da série sentados. Da esquerda para a direita no primeiro banco: Leon, Jeff, Susie e Jerry Seinfeld. No banco de trás, estão Ted Danson e Cheryl. Figurantes ocupam os demais lugares." width="1024" height="683" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/09/image3-4.png 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/09/image3-4-800x534.png 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/09/image3-4-768x512.png 768w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-33984" class="wp-caption-text">A série também foi indicada ao prêmio técnico do Emmy 2024 por Melhor Mixagem de Som em Série de Comédia ou Drama (Meia-Hora) e Animação, pelo episódio Ken/Kendra (Foto: Max)</figcaption></figure></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O enredo da última temporada coloca um laço sobre tudo que foi construído até aqui. Larry David, de repente, é tido como um herói nacional após violar uma </span><a href="https://www.theguardian.com/tv-and-radio/2024/feb/27/curb-your-enthusiasm-voting-rights-larry-david"><span style="font-weight: 400;">lei eleitoral</span></a><span style="font-weight: 400;">, sem saber o que estava fazendo. Ele deixa a situação se estender para além do seu controle para não perder a admiração que vem com o status de ativista. Essa mesma superficialidade o levou a lugares estranhíssimos por todas as outras temporadas. E, claro, ao final, o protagonista consegue estragar todo o prestígio que conquistou por não conseguir ‘ir na onda’.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O </span><a href="https://www.nytimes.com/2024/04/08/arts/television/curb-your-enthusiasm-finale-seinfeld.html"><span style="font-weight: 400;">encerramento</span></a><span style="font-weight: 400;"> da série não tenta ser algo grandioso, é apenas um ponto final, uma despedida. Com </span><i><span style="font-weight: 400;">flashbacks</span></i><span style="font-weight: 400;"> de outros episódios, da vontade de imediatamente assistir tudo de novo desde o começo. Enquanto a fórmula poderia ter se tornado cansativa e maçante com o tempo, a comédia se manteve atual, engraçada e sempre muito afiada, assumindo novos riscos e melhorando as suas piadas. Após 24 anos, esse é o fim de uma era perfeita. Larry pode não acertar uma, mas </span><i><span style="font-weight: 400;">Curb Your Enthusiasm</span></i><span style="font-weight: 400;"> acertou todas.</span></p>
<div class="jetpack-video-wrapper"><iframe loading="lazy" title="Segura a Onda - 12ª Temporada | Trailer Legendado | HBO Max" width="840" height="473" src="https://www.youtube.com/embed/U4lMn6r34kM?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen></iframe></div>
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		<title>A segunda temporada de Invencível não faz jus ao nome e perde outra batalha</title>
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		<pubDate>Fri, 13 Sep 2024 16:05:23 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Ludmila Henrique  Ser um herói configura em deixar sua marca por onde passa, seja isso algo bom ou ruim. Agir em defesa da vida de uma sociedade tem seu peso e nem sempre pode sair da maneira em que foi planejado, ainda mais quando o destino do defensor não está alinhado com fazer o bem. &#8230; <a href="http://personaunesp.com.br/invencivel-2a-temp-critica/" class="more-link">Continue lendo<span class="screen-reader-text"> "A segunda temporada de Invencível não faz jus ao nome e perde outra batalha"</span></a></p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p><figure id="attachment_33975" aria-describedby="caption-attachment-33975" style="width: 1920px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-33975" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/09/image3-1.jpg" alt="Cena da 2 temporada de Invencível. Da esquerda para a direita, temos a presença de Eve Atômica/Samantha Eve Wilkins, uma jovem branca, com olhos verdes e cabelo ruivo, ela está vestindo um uniforme e um capacete rosa. Ao seu lado temos a presença de Invencível/Mark Grayson, um jovem de dupla nacionalidade (norte americano e coreano), com cabelo preto. Ele também está vestindo um uniforme e uma máscara de super heroi na cor amarela, azul e preta. Ao seu lado, mais ao fundo, temos a presença de Rudy/Rudolph Conners, um robô laranja de olhos verdes. Ao lado temos o Imortal, um homem adulto, branco, de cabelo e barba escura. Ele está vestindo um uniforme de heroi na cor azul, branca e amarela. Depois temos o Supermorfo, um jovem branco, com cabelo castanho. Ele está vestindo um uniforme azul e laranja. Ao lado está a Menina Monstro, uma jovem branca, de cabelo comprido castanho claro, ela está vestindo um macacão azul. Por último está Sansão Negro, um homem adulto, negro, de olhos escuros e careca. Ele está vestindo um uniforme cinza claro com detalhes de cinza escuro. Eles estão em uma espaçonave cinza, com assentos e uma tela de comando. " width="1920" height="1080" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/09/image3-1.jpg 1920w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/09/image3-1-800x450.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/09/image3-1-1024x576.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/09/image3-1-768x432.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/09/image3-1-1536x864.jpg 1536w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/09/image3-1-1200x675.jpg 1200w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-33975" class="wp-caption-text">Após quase três anos de hiatus, Invencível retorna ao catálogo do Amazon Prime Video com uma narrativa mais melodramática e escolhas nada óbvias (Foto: Amazon Prime Video)</figcaption></figure></p>
<p><b>Ludmila Henrique </b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Ser um herói configura em deixar sua marca por onde passa, seja isso algo bom ou ruim. Agir em defesa da vida de uma sociedade tem seu peso e nem sempre pode sair da maneira em que foi planejado, ainda mais quando o destino do defensor não está alinhado com fazer o bem. Indicado pela primeira vez ao </span><a href="https://personaunesp.com.br/tag/emmy/"><i><span style="font-weight: 400;">Emmy</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, na categoria de Melhor Dublagem de Personagem, </span><a href="https://personaunesp.com.br/invincible-critica/"><i><span style="font-weight: 400;">Invencível</span></i> </a><span style="font-weight: 400;">renasce das ruínas e apresenta um roteiro maduro em comparação à temporada anterior, explorando as conexões emocionais de seus personagens. </span></p>
<p><span id="more-33974"></span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Na última edição de </span><i><span style="font-weight: 400;">Invencível</span></i><span style="font-weight: 400;">, foi revelada a verdadeira história do planeta </span><i><span style="font-weight: 400;">Viltrum</span></i><span style="font-weight: 400;"> e o plano dos Viltrumitas de se tornarem o único império da galáxia, assim, eliminando as espécies consideradas mais fracas e dominando os outros universos. Nolan Grayson (J.K. Simmons), vilão disfarçado do super-herói Omni-Man, foi instruído a enfraquecer a Terra. No entanto, ele adiou o processo de destruição do planeta, até o momento em que Mark Grayson (Steven Yeun), seu filho, desenvolvesse seus próprios poderes e se unisse a ele na causa Viltrumita. Isso não aconteceu, é claro, mas foi o estopim para um dos </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=tyqiQWxPz0c"><span style="font-weight: 400;">embates</span></a><span style="font-weight: 400;"> mais emocionantes entre super-heróis em animação dos últimos anos.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Semanas separam o momento atual da batalha sangrenta entre Invencível e Omni-Man. A narrativa inicial mergulha no trauma que sempre aparece na trajetória de um herói após um acontecimento doloroso, principalmente quando esse está passando pela adolescência, uma fase que, por si só, já é bem traumática. Ser um jovem com poderes não é uma novidade nos </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=33HAdxuvhco"><span style="font-weight: 400;">quadrinhos</span></a><span style="font-weight: 400;">, o Peter Parker de Stan Lee fez isso anos antes, todavia, quando parte de sua jornada está ligada ao fato de que seu próprio pai, uma pessoa que você admirava, tentou arruinar a sua vida e de outras pessoas – e, por pouco, quase conseguiu fazer isso –, o sofrimento e a carga emocional recebem um peso ainda maior. </span></p>
<p><figure id="attachment_33976" aria-describedby="caption-attachment-33976" style="width: 1999px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-33976" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/09/image5-1.jpg" alt="Cena da 2 temporada de Invencível. Na imagem temos a presença de Omni-man/Nolan Grayson, um homem adulto, branco, com olhos azuis e com o cabelo/barba um pouco grisalho. Ele está vestindo uma camiseta vermelha com gola alta. Ao fundo, temos a imagem do espaço, um céu escuro com estrelas. " width="1999" height="1126" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/09/image5-1.jpg 1999w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/09/image5-1-800x451.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/09/image5-1-1024x577.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/09/image5-1-768x433.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/09/image5-1-1536x865.jpg 1536w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/09/image5-1-1200x676.jpg 1200w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-33976" class="wp-caption-text">Josh Keaton, dublador de Peter Parker em O Espetacular Homem-Aranha, fez uma participação dublando um personagem conhecido como Agente-Aranha, uma homenagem ao super-herói da Marvel (Foto: Amazon Prime Video)</figcaption></figure></p>
<p><a href="https://www.youtube.com/watch?v=uubsUgShma4"><span style="font-weight: 400;">Robert Kirkman</span></a><span style="font-weight: 400;">, produtor executivo, </span><i><span style="font-weight: 400;">showrunner</span></i><span style="font-weight: 400;"> e co-criador de </span><i><span style="font-weight: 400;">Invincible </span></i><span style="font-weight: 400;">(no original), ao lado de Simon Racioppa, optaram por projetar essa comoção em vários ápices de melodrama. A tristeza é manifestada através da Música e na maneira de agir dos indivíduos. Os sentimentos dos personagens estão em tela, sem que haja a necessidade de proferir diálogos para compreender a situação, bastando mostrar as circunstâncias aos telespectadores. Isso fica perceptível nas cenas em que Mark salva moradores da cidade, quase de maneira automática, para provar aos outros – e também para ele mesmo – que é diferente do pai. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Em contrapartida aos momentos de drama, as batalhas, assim como na temporada anterior, continuam sendo explícitas, monstruosas e viscerais. Por outro lado, uma mudança sutil está no enfoque das consequências desses conflitos, na destruição que afeta uma civilização e no tempo que demora para ela se reerguer. A ameaça Viltrumita também teve suas transformações, antes, o poder desse império era associado à imagem do Omni-Man, ele sendo o principal nome que carrega essa soberania. Nessa nova fase, ela foi inserida através de outros elementos, contemplando a verdadeira dimensão e </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=3DBNv1NwgHM"><span style="font-weight: 400;">representação</span></a><span style="font-weight: 400;"> como uma sociedade extremamente dominadora. </span></p>
<p><figure id="attachment_33977" aria-describedby="caption-attachment-33977" style="width: 736px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-33977" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/09/image4-1.jpg" alt="Cena da 2 temporada de Invencível. Na imagem temos a presença de Angstrom Levy, um homem adulto, negro, de olhos escuros e um cavanhaque. Angstrom também tem um cérebro multiplicado devido ao seu poder, então ele é mais visível. Ele está vestindo uma roupa social, terno cinza escuro, camiseta branca, colete vermelho e uma gravata preta. Ao fundo temos a imagem de uma sala-de-estar, com um sofá, televisão, lareira, prateleira, plantas e uma mesinha. " width="736" height="414" /><figcaption id="caption-attachment-33977" class="wp-caption-text">A produção da terceira temporada já está em andamento e com sua dublagem finalizada (Foto: Amazon Prime Video)</figcaption></figure></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A passagem de Mark pelo planeta </span><i><span style="font-weight: 400;">Thraxan</span></i><span style="font-weight: 400;"> também foi importante em várias camadas. Sendo uma nação de vida curta em comparação aos seres humanos, eles levam um estilo de vida sem arrependimentos, uma filosofia que motivou o protagonista a seguir com o seu propósito. Se ele está determinado a fazer o bem para o mundo, também precisa avançar com suas emoções, não podendo permanecer no mesmo estado de trauma por muito mais tempo. No entanto, a aparição de um novo </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=cahu5swrb1s&amp;t=325s"><span style="font-weight: 400;">antagonista</span></a><span style="font-weight: 400;">, que reflete todos os seus medos, pode afetar novamente essas oportunidades de avanço. </span></p>
<p><a href="https://www.youtube.com/watch?v=ZhHAy-q3jyA"><span style="font-weight: 400;">Angstrom Levy</span></a><span style="font-weight: 400;"> (Sterling K. Brown) não é um dos adversários mais fortes enfrentados por Invencível, mas é o único que consegue atingir o estado emocional de Mark. Levy tem a capacidade de abrir portais para o multiverso e, antes de se tornar vilão, era preocupado com o bem-estar da humanidade, almejando uma utopia harmônica para todo mundo. Porém, para conseguir realizar este feito, ele planejava coligir a memória de todas as suas versões em um único corpo, para garantir um controle maior de seus poderes. O problema desse plano é que em todas as realidades alternativas, Mark e Omni-Man se uniram para destruir a Terra, ou seja, todos os seus clones presenciaram cenas traumáticas causadas pelo herói. No instante em que ocorre a transferência de memória, Angstrom também recebe esse abalo e passa a vê-lo como vilão. </span></p>
<p><figure id="attachment_33978" aria-describedby="caption-attachment-33978" style="width: 736px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-33978" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/09/image1-2.jpg" alt="Cena da 2 temporada de Invencível. Na imagem temos a presença de Eve Atômica/Samantha Eve Wilkins, uma jovem branca, com olhos verdes e cabelo raspado ruivo, o rosto está com algumas cicatrizes. Ela está vestindo uma jaqueta preta e uma blusa rosa com o símbolo do gênero feminino estampado nela. Ela está em uma sala escura, apenas com o chão quadriculado sendo visível. " width="736" height="414" /><figcaption id="caption-attachment-33978" class="wp-caption-text">Os indicados a categoria de Melhor Programa de Animação do Emmy 2024 foram Os Simpsons (Fox), Planeta dos Abutres (Max), Bob’s Burgers (Fox), X-Men ‘97 (Disney), e o vencedor, Samurai de Olhos Azuis (Netflix) [Foto: Amazon Prime Video]</figcaption></figure><span style="font-weight: 400;">Esnobado na categoria de Melhor Série Animada no </span><a href="https://personaunesp.com.br/tag/emmy/"><i><span style="font-weight: 400;">Emmy </span></i><span style="font-weight: 400;">2024</span></a><span style="font-weight: 400;">, a animação recebeu sua primeira e única indicação com Melhor Dublagem de Personagem, pelo desempenho do ator Sterling K. Brown como o vilão Angstrom Levy. Brown ganhou destaque na Televisão pelo papel de Randall Pearson na série </span><a href="https://personaunesp.com.br/this-is-us-5a-temporada-critica/"><i><span style="font-weight: 400;">This Is Us</span></i> </a><span style="font-weight: 400;">(NBC), quando ganhou a estatueta de Melhor Ator em Drama na premiação de 2017. Neste ano, o prêmio  foi recebido pela atriz Maya Rudolph, intérprete de Connie, a Monstra Hormonal no </span><i><span style="font-weight: 400;">sitcom</span></i><span style="font-weight: 400;"> da </span><i><span style="font-weight: 400;">Netflix</span></i><span style="font-weight: 400;">, </span><i><span style="font-weight: 400;">Big Mouth</span></i><span style="font-weight: 400;">. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Além da trama principal, a série foca diversas vezes no </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=5DMNcJZcH4A"><span style="font-weight: 400;">enredo</span></a><span style="font-weight: 400;"> de personagens secundários que, apesar de serem importantes para a narrativa do protagonista, não são tão interessantes para cativar o público. Isso deixa a animação em um ritmo mais lento e, em certos momentos, um pouco entediante, até porque nenhuma das histórias é igualmente envolvente como o arco de Mark. A jornada de Eve Atômica (Gillian Jacobs) talvez seja a mais importante depois de Grayson, ela carrega outro sentimento de culpa dos super heróis, como a preocupação de seus poderes serem perigosos, ocasionando danos na vida das pessoas sem conseguir reverter o estrago.</span></p>
<p><figure id="attachment_33979" aria-describedby="caption-attachment-33979" style="width: 1280px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-33979" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/09/image2-1.jpg" alt="Cena da 2 temporada de Invencível. Na imagem temos a presença de Invencível/Mark Grayson, um jovem de dupla nacionalidade (norte americano e coreano), com olhos e cabelos escuros. Ele está sem camiseta e banhado de coloração vermelha, fazendo referência ao sangue. Ao fundo temos um céu azul claro. " width="1280" height="720" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/09/image2-1.jpg 1280w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/09/image2-1-800x450.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/09/image2-1-1024x576.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/09/image2-1-768x432.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/09/image2-1-1200x675.jpg 1200w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-33979" class="wp-caption-text">A frase “Eu pensei que você fosse mais forte” ecoou na mente de Invencível e dos telespectadores no episódio final da animação (Foto: Amazon Prime Video)</figcaption></figure></p>
<p><a href="https://www.youtube.com/watch?v=k5OY-vXYzeE"><i><span style="font-weight: 400;">Invencível</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> não teve um final memorável como na primeira temporada, mas deixou um ponto de interrogação sobre os planos futuros da animação. Ainda não existe uma certeza absoluta na quantidade de bem ou mal – ou responsabilidade e culpa – presente no interior de Mark e Nolan Grayson, porém esses sentimentos estão lá. É um clichê dos quadrinhos, apesar disso, essa narrativa se repete porque continua sendo muito boa. Por agora, é questão de tempo até descobrir se esses personagens vão morrer como verdadeiros heróis ou viver o bastante para se tornarem o vilão de suas próprias histórias. </span></p>
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		<title>Não tem nada de errado em ser um dos The Other Two</title>
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		<pubDate>Thu, 12 Sep 2024 17:58:42 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Guilherme Machado Leal No Emmy, as séries de comédia são um universo à parte: todo ano, as categorias que prestigiam as melhores obras de 30 minutos são cheias de surpresas. Das sitcoms aos mockumentaries, o texto é parte fundamental dos seriados televisivos, porque é a partir deles que os roteiristas possuem o traquejo de escrever &#8230; <a href="http://personaunesp.com.br/the-other-two-3a-temp-critica/" class="more-link">Continue lendo<span class="screen-reader-text"> "Não tem nada de errado em ser um dos The Other Two"</span></a></p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p><figure id="attachment_33970" aria-describedby="caption-attachment-33970" style="width: 888px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-33970" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/09/image2-5.png" alt="Cena da série The Other Two. Nela, observa-se os personagens Cary, de cabelo preto liso e camisa marrom com uma jaqueta marrom clara, e Brooke, uma mulher branca com cabelos louros e que usa uma camisa roxa com uma jaqueta preta por cima. Eles estão olhando para frente com as sobrancelhas franzidas." width="888" height="497" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/09/image2-5.png 888w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/09/image2-5-800x448.png 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/09/image2-5-768x430.png 768w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-33970" class="wp-caption-text">O astro é o irmão mais novo; os outros dois são apenas normais (Foto: Max)</figcaption></figure></p>
<p><b>Guilherme Machado Leal</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">No </span><a href="https://personaunesp.com.br/tag/emmy/"><i><span style="font-weight: 400;">Emmy</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, as séries de comédia são um universo à parte: todo ano, as categorias que prestigiam as melhores obras de 30 minutos são cheias de surpresas. Das </span><i><span style="font-weight: 400;">sitcoms</span></i><span style="font-weight: 400;"> aos </span><i><span style="font-weight: 400;">mockumentaries</span></i><span style="font-weight: 400;">, o texto é parte fundamental dos seriados televisivos, porque é a partir deles que os roteiristas possuem o traquejo de escrever piadas e imprimir o tom que ditará o rumo do produto. É nesse contexto em que as duas indicações de </span><i><span style="font-weight: 400;">The Other Two</span></i><span style="font-weight: 400;">, ambas em Melhor Roteiro em Comédia pela terceira temporada, se encontram.</span></p>
<p><span id="more-33968"></span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Criada por </span><a href="https://www.vogue.com/article/chris-kelly-sarah-schneider-the-other-two-season-3-interview"><span style="font-weight: 400;">Chris Kelly e Sarah Schneider</span></a><span style="font-weight: 400;">, a trama é uma paródia da ascensão de Justin Bieber. No universo que se passa em Nova York, o espectador conhece Chase Dubek (Case Walker), um adolescente que viralizou na </span><i><span style="font-weight: 400;">internet</span></i><span style="font-weight: 400;"> e, rapidamente, se tornou o astro jovem mais conhecido dos Estados Unidos. Semelhante ao início do cantor canadense, o garoto vê a própria vida mudando em questão de segundos. Com isso, as trajetórias de sua mãe Pat Dubek (Molly Shannon) e seus irmãos mais velhos, Brooke (Heléne Yorke) e Cary Dubek (Drew Tarver), também adquirem um novo rumo.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Em </span><i><span style="font-weight: 400;">The Other Two</span></i><span style="font-weight: 400;">, o protagonismo não fica para o caçula. Na verdade, a obra televisiva escolhe focar nos ‘outros dois’, aqueles que não conseguiram transformar um limão mofado em uma limonada. Na série disponível no </span><a href="https://fastcompanybrasil.com/co-design/a-mudanca-da-hbo-max-para-max-decisao-acertada-ou-um-tiro-no-pe/"><i><span style="font-weight: 400;">Max</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, </span><i><span style="font-weight: 400;">streaming</span></i><span style="font-weight: 400;"> do selo </span><i><span style="font-weight: 400;">HBO</span></i><span style="font-weight: 400;">, o espectador vê, a cada episódio, as jornadas dos irmãos de 20 e poucos anos em meio à popularidade do inocente ChaseDreams, nome artístico do mais novo entre os personagens principais. Enquanto Brooke se torna uma espécie de relações públicas da carreira de Chase, Cary sonha em ser um ator aclamado pela crítica e público, aos moldes do icônico Joey Tribbiani (Matt LeBlanc), de </span><i><span style="font-weight: 400;">Friends</span></i><span style="font-weight: 400;">.</span></p>
<p><figure id="attachment_33971" aria-describedby="caption-attachment-33971" style="width: 1000px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-33971" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/09/image3-3.png" alt="Cena da série The Other Two. Nela, observa-se os personagens Cary, de cabelo preto liso e moletom salmão com uma jaqueta preta, e Brooke, uma mulher branca com cabelos louros e que usa uma camisa cinza de crochê, além de um tapa-olhos. Eles estão dentro de um avião e estão chocados com uma notícia." width="1000" height="563" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/09/image3-3.png 1000w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/09/image3-3-800x450.png 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/09/image3-3-768x432.png 768w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-33971" class="wp-caption-text">Embora não tenham chegado às categorias de atuação, as performances de Heléne Yorke e Drew Tarver são a alma de The Other Two (Foto: Max)</figcaption></figure></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O terceiro ano foi aclamado pelos votantes da maior premiação da Televisão. De fato, há algo na despedida da série que a faz ser tão especial aos olhos de quem acompanha desde o começo. Seja pelo texto afiado, assinado pelos co-roteiristas Chris Kelly e Sarah Schneider, ou pelo carisma dos personagens, o fato é que a obra não tem medo de criticar assuntos que são colocados debaixo dos panos, a exemplo da </span><i><span style="font-weight: 400;">Disney</span></i><span style="font-weight: 400;"> e a sua </span><a href="https://www.correiobraziliense.com.br/mundo/2022/03/4992378-entenda-o-que-e-a-don-t-say-gay-a-lei-anti-lgbtqia-financiada-pela-disney.html"><span style="font-weight: 400;">política anti-LGBTQIAPN+</span></a><span style="font-weight: 400;">. No sétimo episódio, intitulado </span><i><span style="font-weight: 400;">Brooke, and We Are Not Joking, Goes to Space</span></i><span style="font-weight: 400;">, Cary é contratado para dar voz ao “</span><i><span style="font-weight: 400;">primeiro personagem abertamente queer</span></i><span style="font-weight: 400;">” da companhia de </span><i><span style="font-weight: 400;">Walt Disney</span></i><span style="font-weight: 400;">.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">As opiniões a respeito da forma como a empresa atua não deixam a desejar. Ao longo dos minutos que marcam a história do episódio, </span><i><span style="font-weight: 400;">The Other Two</span></i><span style="font-weight: 400;"> consegue atacar, sem descer do salto, as hipocrisias que definem a marca quando se trata da abordagem de personagens LGBTIQAPN+. Entre o </span><a href="https://oglobo.globo.com/cultura/filmes/luca-as-alegorias-lgbt-presentes-no-filme-da-disney-segundo-as-redes-sociais-25073568"><span style="font-weight: 400;">subtexto </span><i><span style="font-weight: 400;">gay</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> em </span><i><span style="font-weight: 400;">Luca </span></i><span style="font-weight: 400;">e as teorias de uma </span><a href="https://brasil.elpais.com/brasil/2019/11/21/cultura/1574336153_133676.html"><span style="font-weight: 400;">princesa possivelmente lésbica</span></a><span style="font-weight: 400;"> (Elza, de </span><i><span style="font-weight: 400;">Frozen</span></i><span style="font-weight: 400;">), a comédia não poupa as ações do estúdio e avalia como o </span><i><span style="font-weight: 400;">queerbaiting </span></i><span style="font-weight: 400;">se molda sutilmente à estratégia de grandes ‘firmas’ em se ancorar no imaginário daqueles que sonham em se ver representados nas telonas.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Além disso, </span><i><span style="font-weight: 400;">Cary &amp; Brooke Go To an AIDS Play</span></i><span style="font-weight: 400;"> e </span><i><span style="font-weight: 400;">Brooke Hosts A Night Of Undeniable Good</span></i><span style="font-weight: 400;">, respectivamente, o quinto e oitavo episódios da temporada, são os grandes destaques do terceiro e último ano da obra televisiva. No primeiro, por exemplo, a trama se concentra em uma peça que fala sobre a </span><a href="https://www.bbc.com/portuguese/articles/ceklygyy8z4o"><span style="font-weight: 400;">aids</span></a><span style="font-weight: 400;"> de uma maneira humorística. No entanto, em momento algum da história, há uma piada de mau gosto. Aliás, um dos grandes acertos da comédia é saber examinar a ferida sem ferir o paciente que está sendo observado, mostrando que dá para fazer humor sem apelar para o preconceito. </span></p>
<p><figure id="attachment_33969" aria-describedby="caption-attachment-33969" style="width: 780px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-33969" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/09/image1-4.png" alt="Cena da série The Other Two. Nela, observa-se a personagem Pat, uma mulher branca de cabelo preto liso e moletom salmão com uma jaqueta preta, e Brooke, uma mulher branca com cabelos castanhos claros e que veste uma camiseta amarela com estampas. Ela está confusa enquanto está em uma ligação." width="780" height="438" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/09/image1-4.png 780w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/09/image1-4-768x431.png 768w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-33969" class="wp-caption-text">Comediante veterana e um dos nomes do Saturday Night Live, tradicional programa de humor dos Estados Unidos, Molly Shannon dá espaço para os novos atores brilharem (Foto: Max)</figcaption></figure></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Já o oitavo episódio se concentra no maior foco da temporada quando se trata de Brooke: fazer o bem. O percurso traçado pela personagem serve como um meio de criticar a </span><a href="https://rollingstone.com.br/noticia/os-estereotipos-nos-filmes-de-hollywood-e-por-que-eles-distorcem-visao-real-do-mundo-analise/"><span style="font-weight: 400;">indústria hollywoodiana</span></a><span style="font-weight: 400;"> e, principalmente, a forma como ela afeta as celebridades. Fingir um namoro falso, assumir uma persona que não condiz com quem é de verdade e passar por cima de todos são apenas três das atitudes que alguém que vive nesse mundo precisa lidar. É como se fosse uma escada para o sucesso. A cada fase avançada (leia-se atitude ética e moralmente questionável), você ganha um onùs e um bônus. Todavia, por ser um ambiente tóxico, fazer o bem e o mal são praticamente a mesma coisa. No ofício do entretenimento, é notado quem está jogando. E os irmãos parecem tirar isso de letra.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Assistir às três temporadas sem se apegar aos protagonistas seria impossível, pois todas as narrativas episódicas se concentram em como os irmãos mais velhos reagem às adversidades da vida. ‘Mesquinhos’ e trapaceiros, Brooke e Cary não são pessoas carismáticas. No mundo real, os dois seriam odiados por serem desonestos. Mas a atuação de </span><a href="https://variety.com/2023/tv/news/the-other-two-interview-helene-yorke-drew-tarver-season-3-1235642708/"><span style="font-weight: 400;">Heléne Yorke e Drew Tarver</span></a><span style="font-weight: 400;"> são o tesouro de </span><i><span style="font-weight: 400;">The Other Two </span></i><span style="font-weight: 400;">e é, a partir delas, que o público chega à conclusão: todos, de alguma forma, são picaretas. Mentir, chantagear e invejar são alguns dos verbos presentes nas sentenças proferidas pela dupla principal.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Ao mesmo tempo em que fazem de tudo para chegar ao topo, os irmãos Dubek são pessoas que só querem o seu lugar ao sol. Estabilidade financeira e o reconhecimento da família e amigos são quistos por qualquer um que chega à </span><a href="https://www.papelpop.com/2023/01/os-perrengues-de-crescer-10-filmes-sobre-as-dores-de-cabeca-de-amadurecer/"><span style="font-weight: 400;">vida adulta</span></a><span style="font-weight: 400;">. Assim, com os ‘os outros dois’ não seria diferente. A trama encerra a jornada fazendo jus aos seus personagens desajustados que, embora sejam pessoas controversas, não têm medo de mostrarem ao mundo suas camadas mais questionáveis. É errando que os protagonistas acertam e, por isso, são relacionáveis com quem consome a obra. </span></p>
<div class="jetpack-video-wrapper"><iframe loading="lazy" title="The Other Two - 3ª Temporada | Trailer Legendado | HBO Max" width="840" height="473" src="https://www.youtube.com/embed/UGyvu3x6Bvc?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen></iframe></div>
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		<title>Bebê Rena é o retrato de uma sociedade corrompida pela obsessão</title>
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		<pubDate>Thu, 05 Sep 2024 19:43:57 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Nathalia Tetzner Em 2024, a mensagem “Enviado do meu Iphone” – que, normalmente, acompanha os e-mails dos usuários de dispositivos da ‘marca da maçã’ – passou a aterrorizar as pessoas. O motivo é a minissérie britânica Bebê Rena, sucesso da Netflix que disputa 11 categorias no Emmy 2024. A trama, inspirada no caso verídico de &#8230; <a href="http://personaunesp.com.br/bebe-rena-critica/" class="more-link">Continue lendo<span class="screen-reader-text"> "Bebê Rena é o retrato de uma sociedade corrompida pela obsessão"</span></a></p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p><figure id="attachment_33927" aria-describedby="caption-attachment-33927" style="width: 931px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-33927" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/09/image2-2.png" alt="Cena da série Bebê Rena. Na imagem, Donny, interpretado por Richard Gadd, um homem branco de cabelos e olhos claros, está sentado em um sofá olhando para algo que está atrás da câmera. Ele é um humorista, por isso, veste um terno xadrez todo colorido que se assemelha aos trajes de um palhaço de circo. Ao fundo, o cenário desfocado se trata de uma sala de madeira com sofás vermelhos e iluminação quente." width="931" height="608" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/09/image2-2.png 931w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/09/image2-2-800x522.png 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/09/image2-2-768x502.png 768w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-33927" class="wp-caption-text">Bebê Rena estreou no streaming com pouca audiência até viralizar duas semanas depois (Foto: Netflix)</figcaption></figure></p>
<p><b>Nathalia Tetzner</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Em 2024, a mensagem “</span><a href="https://youtu.be/BP3hV6ca-KQ?si=ProwEWNRtxM7OwdC"><i><span style="font-weight: 400;">Enviado do meu Iphone</span></i></a><span style="font-weight: 400;">” – que, normalmente, acompanha os </span><i><span style="font-weight: 400;">e-mails</span></i><span style="font-weight: 400;"> dos usuários de dispositivos da ‘marca da maçã’ – passou a aterrorizar as pessoas. O motivo é a minissérie britânica </span><a href="https://jornal.usp.br/radio-usp/bebe-rena-muito-alem-dos-simplismos/"><i><span style="font-weight: 400;">Bebê Rena</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, sucesso da </span><i><span style="font-weight: 400;">Netflix</span></i><span style="font-weight: 400;"> que disputa 11 categorias no </span><a href="https://personaunesp.com.br/tag/emmy-2024/"><i><span style="font-weight: 400;">Emmy</span></i><span style="font-weight: 400;"> 2024</span></a><span style="font-weight: 400;">. A trama, inspirada no caso verídico de </span><i><span style="font-weight: 400;">stalking</span></i><span style="font-weight: 400;"> ocorrido com o ator Richard Gadd, esbarra em temas extremamente sensíveis e coloca em discussão o modo como a obsessão corrompeu a nossa sociedade, principalmente com o avanço da tecnologia e a consequente deturpação do limite que separa o real do virtual.</span></p>
<p><span id="more-33925"></span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Vivemos em um universo volátil. A cada dia que passa, novas oportunidades e evoluções florescem frente a nós. No começo da década de 2020, em especial, a inteligência artificial generativa deu ‘pano para manga’ no tópico do questionamento da realidade e das </span><a href="https://youtu.be/Lio_UWu3BOI?si=EeC2oX39buQJZMmO"><span style="font-weight: 400;">fronteiras éticas</span></a><span style="font-weight: 400;"> da relação entre homem e robô. Com isso, para além da banalização do termo ‘hiperfoco’ pelas redes sociais, é fácil ficarmos obcecados por qualquer coisa e, até mesmo, por pessoas – desde aquelas que conhecemos até as que nunca encontramos nem nos nossos sonhos mais fantasiosos, porém, que estão ali, há um </span><i><span style="font-weight: 400;">click </span></i><span style="font-weight: 400;">de nós.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">No entanto, há quem desafie as leis dos direitos fundamentais e, por motivos psíquicos ou de má índole, interfira no cotidiano e nas relações dos seres humanos. Essa é a premissa de </span><i><span style="font-weight: 400;">Bebê Rena</span></i><span style="font-weight: 400;">, um retrato tão </span><a href="https://youtu.be/uXI-BsI8Qk8?si=jluUDhl0WgZImTjs"><span style="font-weight: 400;">desconfortável</span></a><span style="font-weight: 400;"> que obriga a audiência a assistir todos os sete episódios o mais rápido possível, a fim de acabar logo com o sofrimento de acompanhar a trajetória de um alvo de </span><i><span style="font-weight: 400;">stalking</span></i><span style="font-weight: 400;">. Com altos e baixos dignos de um seriado de </span><i><span style="font-weight: 400;">streaming</span></i><span style="font-weight: 400;"> – há momentos de dramatização excessiva –, a produção original do ‘</span><i><span style="font-weight: 400;">Tudum</span></i><span style="font-weight: 400;">’ faz valer a indicação de Melhor Série Limitada ou Antologia pela premiação mais tradicional da Televisão estadunidense. </span></p>
<p><figure id="attachment_33928" aria-describedby="caption-attachment-33928" style="width: 1092px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-33928" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/09/image3-1.png" alt="Cena da série Bebê Rena. Na imagem, Martha, interpretada por Jessica Gunning, uma mulher branca de cabelos e olhos claros, está sentada em uma lanchonete com Donny que, por sua vez, está de costas para a câmera, que os captura a partir do busto. Martha está com um olhar de expectativa e, ao fundo, é possível perceber silhuetas desfocadas dos demais clientes do local." width="1092" height="606" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/09/image3-1.png 1092w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/09/image3-1-800x444.png 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/09/image3-1-1024x568.png 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/09/image3-1-768x426.png 768w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-33928" class="wp-caption-text">Na ‘vida real’, Richard Gadd recebeu 41.071 emails, 744 tweets, 46 mensagens no Facebook, 106 páginas de cartas e 350 horas de mensagens de voz de sua stalker (Foto: Netflix)</figcaption></figure></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A relação de Donny (</span><a href="https://youtu.be/AatuUqAtgl8?si=Ggu9AtCvqCeh-qZ6"><span style="font-weight: 400;">Richard Gadd</span></a><span style="font-weight: 400;">) com sua </span><i><span style="font-weight: 400;">stalker</span></i><span style="font-weight: 400;"> ultrapassa tempo e espaço. Em </span><i><span style="font-weight: 400;">Baby Reindeer</span></i><span style="font-weight: 400;"> (no original), Martha (Jessica Gunning), não coincidentemente  tem muitas horas livres e mora na mesma cidade de sua vítima. O roteiro, escrito pelo próprio Gadd, faz um trabalho praticamente inédito em relação a abordagem do ‘</span><i><span style="font-weight: 400;">stalking</span></i><span style="font-weight: 400;">’; termo popularizado pelas produções hollywoodianas e criminalizado pela Lei brasileira 14.132/21, sendo definido como a perseguição e ameaça à liberdade comportamental da vítima em ir e vir. Assim, o humorista mostra as nuances da condição humana em um texto que não recai no maneirismo da vilã e do ‘mocinho’.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Justamente por não limitar o enredo a uma dualidade de perspectivas, a obra disputa a estatueta do </span><i><span style="font-weight: 400;">Emmy</span></i><span style="font-weight: 400;"> de Melhor Roteiro em Série Limitada ou Antologia ou Telefilme. Com chances de vitória significativas, os diálogos e linhas de raciocínio, ambos bem elaborados, são explorados pela visão invasiva e nem um pouco contemplativa de Weronika Tofilska e Josephine Bornebusch, que se dividem no comando dos capítulos. O modo nada delicado que elas </span><a href="https://youtu.be/bUIaO38Z1s8?si=z91RtlPJdJ87pYmw"><span style="font-weight: 400;">adentram</span></a><span style="font-weight: 400;"> o mundo de Donny e o cercam com o enquadramento fechado, quando Martha se aproxima dele, também garantiu a nomeação de Tofilska e Bornebusch como Melhor Direção em Série Limitada ou Antologia ou Telefilme.</span></p>
<blockquote><p><span style="font-weight: 400;">“Stalking, na Televisão, tende a ser muito sexualizado. Tem um ar místico. É alguém em um beco escuro. É alguém que é muito sexy, muito normal, mas depois fica estranho aos poucos. Mas a perseguição é uma doença mental. Eu realmente queria mostrar as camadas disso de uma forma humana que eu nunca tinha visto em uma produção”.</span></p>
<p style="text-align: right;"><span style="font-weight: 400;">&#8211; Richard Gadd em entrevista ao Tudum, da Netflix.</span></p>
</blockquote>
<p><span style="font-weight: 400;">Já no campo das atuações, o elenco entrega uma performance impecável, capaz de despertar empatia e repulsa nos momentos certos. Cientes de que interpretam personagens redondas, os atores se alternam entre expressões faciais e corporais completamente diferentes, seguindo o ritmo da descoberta das fases distintas da vida do protagonista. Richard Gadd revive nas telas o que podem ser considerados os piores momentos de sua vida com uma coragem invejável, que o coloca no páreo pelo título de Melhor Ator em Série Limitada ou Antologia ou Telefilme. Ao seu lado, </span><a href="https://youtu.be/dPFbMQFlD5I?si=nv8GFfuUSblbjsOZ"><span style="font-weight: 400;">Jessica Gunning</span></a><span style="font-weight: 400;"> se entrega para viver Martha, deixando para o telespectador uma entrega à Arte de mestre.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">No papel de uma </span><i><span style="font-weight: 400;">stalker</span></i><span style="font-weight: 400;"> sem escrúpulos, Gunning não mede esforços para destruir qualquer relação íntima do protagonista de </span><i><span style="font-weight: 400;">Bebê Rena</span></i><span style="font-weight: 400;">. Nesse caso, Teri (</span><a href="https://revistaforum.com.br/lgbt/2024/7/18/nava-mau-da-beb-rena-primeira-mulher-trans-ser-indicada-ao-emmy-162370.html"><span style="font-weight: 400;">Nava Mau</span></a><span style="font-weight: 400;">), interesse amoroso de Donny, é uma pedra em seu sapato. Os encontros entre as duas são tensos e extasiantes, deixando nítido que as atrizes realmente merecem as vagas em Melhor Atriz Coadjuvante em Série Limitada ou Antologia ou Telefilme. Não menos genial, Tom Goodman-Hill – indicado como Melhor Ator Coadjuvante em Série Limitada ou Antologia ou Telefilme – interpreta Darrien, um indivíduo desprezível, que funciona no roteiro como a personificação da maldade intrínseca à farsa da fama e status, um ideal que a indústria do entretenimento mundial sempre vendeu aos jovens artistas.</span></p>
<p><figure id="attachment_33926" aria-describedby="caption-attachment-33926" style="width: 1085px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-33926" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/09/image1-1.png" alt="Cena da série Bebê Rena. Na imagem, Donny, interpretado por Richard Gadd, um homem branco de cabelos e olhos claros, e Teri, interpretada por Nava Mau, uma mulher mexicana de cabelos e olhos escuros, estão encostados no vagão de um metrô. Eles se entreolham sorrindo enquanto a câmera os captura a partir dos ombros. Ao fundo, o cenário desfocado revela silhuetas de passageiros." width="1085" height="608" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/09/image1-1.png 1085w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/09/image1-1-800x448.png 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/09/image1-1-1024x574.png 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/09/image1-1-768x430.png 768w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-33926" class="wp-caption-text">A atriz Nava Mau, que interpreta Teri, é a primeira mulher trans a ser indicada como Melhor Atriz Coadjuvante em Série Limitada ou Antologia ou Telefilme na história do Emmy (Foto: Netflix)</figcaption></figure></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Ainda que a obra apresente algumas falhas de concepção, que justifiquem o fato de não agradar a todos os públicos, ela tenta vencer a superficialidade do meio em que se reproduz. Isso, por si, é um esforço notável e digno de reconhecimento. Apresentando os mesmos ‘erros’ que seu </span><a href="https://youtu.be/KRoD0pX-AUM?si=pXCvFFC8oW87hyLk"><span style="font-weight: 400;">protagonista</span></a><span style="font-weight: 400;">, como a representação um tanto quanto clichê das mulheres trans e a exposição pouco cuidadosa de temas sensíveis, </span><i><span style="font-weight: 400;">Bebê Rena</span></i><span style="font-weight: 400;"> consegue abrir a discussão sobre questões fundamentais que percorrem a sociedade atual, entre elas, a urgência da obsessão, fator que nos corrompe como nunca antes. Afinal, pouco tempo após a viralização da produção nas redes sociais, a mídia logo voltou a atenção à mulher que inspirou Martha; uma prova do quanto estamos longe de compreendermos coletivamente o perigo do </span><i><span style="font-weight: 400;">stalking</span></i><span style="font-weight: 400;">, embora a minissérie tenha contribuído para colocar em xeque o imaginário popular, acostumado com abordagens levianas do tema.</span></p>
<div class="jetpack-video-wrapper"><iframe loading="lazy" title="Baby Reindeer | Official Trailer | Netflix" width="840" height="473" src="https://www.youtube.com/embed/eafm1gB6SCM?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen></iframe></div>
<p>&nbsp;</p>
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		<title>Griselda tem ressalvas, mas continua viciante</title>
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		<pubDate>Mon, 02 Sep 2024 17:46:56 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Esther Chahin  Em 2024, Sofía Vergara recebeu sua primeira indicação ao Emmy como protagonista. A colombiana concorre na categoria de Melhor Atriz em Série Limitada ou Antologia ou Telefilme. Por sua vez, o título que lhe rendeu o destaque foi Griselda, lançado pela Netflix em Janeiro. A produção, dirigida por Andrés Baiz, debruça-se sobre a &#8230; <a href="http://personaunesp.com.br/griselda-critica/" class="more-link">Continue lendo<span class="screen-reader-text"> "Griselda tem ressalvas, mas continua viciante"</span></a></p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><figure id="attachment_33859" aria-describedby="caption-attachment-33859" style="width: 1200px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-33859" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/09/image2.png" alt="na imagem, está retratada a atriz Sofia Vergara enquanto interpreta Griselda Blanco. Ela tem cabelos castanhos ondulados na altura dos ombros e pele clara. Usa óculos escuros que cobrem a maior parte de seu rosto, além de batom vermelho escuro, um colar com um grande pingente redondo e uma camisa preta com listras brancas. Atrás da personagem, podemos ver carros e ônibus cujos passageiros com malas formam uma fila ao lado de fora." width="1200" height="700" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/09/image2.png 1200w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/09/image2-800x467.png 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/09/image2-1024x597.png 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/09/image2-768x448.png 768w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-33859" class="wp-caption-text">Sofía Vergara utilizou próteses no rosto durante as gravações de Griselda para se desvencilhar da personagem que interpretava em Modern Family (Foto: Netflix)</figcaption></figure></p>
<p><b>Esther Chahin </b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Em 2024, Sofía Vergara recebeu sua primeira </span><a href="https://www.omelete.com.br/emmy/sofia-vergara-faz-historia-griselda-emmy"><span style="font-weight: 400;">indicação</span></a><span style="font-weight: 400;"> ao </span><i><span style="font-weight: 400;">Emmy</span></i><span style="font-weight: 400;"> como protagonista. A colombiana concorre na categoria de Melhor Atriz em Série Limitada ou Antologia ou Telefilme. Por sua vez, o título que lhe rendeu o destaque foi </span><i><span style="font-weight: 400;">Griselda</span></i><span style="font-weight: 400;">, lançado pela </span><i><span style="font-weight: 400;">Netflix</span></i><span style="font-weight: 400;"> em Janeiro. A produção, dirigida por Andrés Baiz, debruça-se sobre a história da narcotraficante natural da Colômbia, Griselda Blanco. Ela fundou um dos cartéis de tráfico mais lucrativos da história e dominou o comércio de cocaína em Miami durante as décadas de 1970 e 1980, sendo assassinada em 2012, aos 69 anos. </span></p>
<p><span id="more-33854"></span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Dividida em seis episódios, a minissérie percorre a história de Griselda desde a separação de seu segundo marido, Alberto Bravo, até a condenação em 1985. A narrativa se desenrola em torno dos membros da família da personagem, que inclui seus quatro filhos, Uber, Dixon, Oswaldo e Michael, além de seu terceiro e último marido, </span><a href="https://aventurasnahistoria.com.br/noticias/almanaque/dario-sepulveda-o-que-aconteceu-com-o-marido-de-griselda-rainha-da-cocaina.phtml"><span style="font-weight: 400;">Darío Sapúlveda</span></a><span style="font-weight: 400;">. Os principais cúmplices e parceiros que a auxiliaram no desenvolvimento de seu cartel, como a </span><a href="https://www.infobae.com/america/colombia/2019/02/08/los-hermanos-ochoa-los-socios-de-pablo-escobar-que-iniciaron-el-paramilitarismo-en-colombia/"><span style="font-weight: 400;">família Ochoa</span></a><span style="font-weight: 400;">, também desempenham importante papel no decorrer da trama, assim como os investigadores que acompanhavam seus passos. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Não é incomum que os vilões conquistem o público com seu carisma controverso. Para Villanelle, por exemplo, um vestido rosa bufante e um humor pouco usual foram suficientes para ofuscar todos os ‘bonzinhos’ de </span><a href="https://personaunesp.com.br/killing-eve-2a-temp-critica/"><i><span style="font-weight: 400;">Killing Eve</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> (2018-2022). Em </span><i><span style="font-weight: 400;">Griselda</span></i><span style="font-weight: 400;">, porém, são visíveis os esforços para que o espectador se simpatize pela protagonista. A tentativa pode surtir algum efeito, mas custa a complexidade de uma personagem como Griselda Blanco.</span></p>
<p><figure id="attachment_33858" aria-describedby="caption-attachment-33858" style="width: 1200px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-33858" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/09/image1.jpg" alt="na imagem, estão representados Alberto Guerra e Sofia Vergara enquanto interpretam, respectivamente, os personagens Darío Sepúlveda e Griselda Blanco. Alberto possui cabelos escuros, pele clara, um cavanhaque e bigode. Ele veste uma camisa estampada de fundo azul com flores amarelas, além de calça preta e cinto. Ao seu lado, Sofia veste um brilhoso vestido azul e um grande colar dourado com brincos redondos da mesma cor. Seus cabelos castanhos estão bagunçados e ela parece preocupada. Ambos estão apoiados em um corrimão abaixo de um teto decorado que permite a entrada de luz." width="1200" height="723" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/09/image1.jpg 1200w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/09/image1-800x482.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/09/image1-1024x617.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/09/image1-768x463.jpg 768w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-33858" class="wp-caption-text">Griselda Blanco é suspeita de orquestrar a morte de seus três ex-maridos, incluindo a de Darío Sepúlveda, uma das figuras-chave da minissérie (Foto: Netflix)</figcaption></figure></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Em títulos da </span><i><span style="font-weight: 400;">Netflix</span></i><span style="font-weight: 400;">, há um vício no uso de modelos narrativos clássicos do </span><i><span style="font-weight: 400;">mainstream </span></i><span style="font-weight: 400;">e</span> <span style="font-weight: 400;">o seriado indicado ao </span><i><span style="font-weight: 400;">Emmy</span></i><span style="font-weight: 400;"> de 2024 não contraria a tendência. Embutidas na narrativa, as tentativas de tornar a narcotraficante uma heroína são nocivas à produção.</span> <span style="font-weight: 400;">Por diversas vezes ao longo dos episódios, ‘</span><a href="https://www.nationalgeographicbrasil.com/historia/2024/02/griselda-blanco-a-historia-real-contada-em-fatos-e-fotos"><span style="font-weight: 400;">La Madrina</span></a><span style="font-weight: 400;">’ (como também era conhecida) se compadece com os assassinatos, defende pautas feministas e os direitos dos imigrantes latino-americanos, e procura refúgio nos braços de Darío – aqui, nosso ‘mocinho’ –, quando se vê desamparada. A apelação faz da obra a escolha errada ao espectador que procura embebedar-se com a realidade do universo dos cartéis colombianos. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A representação de </span><i><span style="font-weight: 400;">Griselda</span></i><span style="font-weight: 400;"> não é apenas reducionista, mas também problemática. Ainda que a colombiana tenha sido considerada rainha do narcotráfico, a alcunha não lhe poupou da construção social do feminino quando representada na ficção. As escolhas da produção não foram feitas apenas pela praticidade de se seguir um modelo reproduzido inúmeras vezes: é intragável que uma mulher – sempre gentil e cuidadora – seja fria e cruel. Dificilmente retrataria-se </span><a href="https://economia.uol.com.br/noticias/redacao/2023/09/10/o-dia-em-que-pablo-escobar-entrou-na-lista-de-bilionarios-da-forbes.htm"><span style="font-weight: 400;">Pablo Escobar</span></a><span style="font-weight: 400;"> recebendo o acalento de sua parceira enquanto lamenta as injustiças do narcotráfico, o que acontece com Griselda, ainda que o fundador do cartel de Medellín tenha relatado temer a também apelidada de ‘</span><a href="https://www.bbc.com/portuguese/articles/c9e8pkd7r5vo"><span style="font-weight: 400;">viúva negra</span></a><span style="font-weight: 400;">’.  </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Embora a produção tenha ressalvas, Sofía Vergara, de fato, revolucionou sua carreira interpretando a gigante do tráfico de cocaína. Até então mais conhecida por dar vida à Gloria, em </span><a href="https://personaunesp.com.br/modern-family-final-critica/"><i><span style="font-weight: 400;">Modern Family</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, Vergara provou que seu talento não se restringe apenas ao cômico. Com próteses nos dentes e nariz, alterações nas sobrancelhas e muitos, muitos cigarros, a atriz percorreu cenas de tensão, violência, frustração e desespero sem dificuldades aparentes. </span></p>
<div class="jetpack-video-wrapper"><iframe loading="lazy" title="Na pele de Griselda | A incrível transformação de Sofía Vergara | Netflix" width="840" height="473" src="https://www.youtube.com/embed/MMTtbi1opF8?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen></iframe></div>
<p><span style="font-weight: 400;">Os diversos extremos, no entanto, não foram o único destaque da estrela ao longo da produção. Entre o quarto e quinto episódio da minissérie, há um salto de quatro anos, período esse em que Griselda reformula desde o </span><a href="https://glamour.globo.com/beleza/maquiagem/noticia/2024/01/sofia-vergara-vive-transformacao-de-beleza-impressionante-para-interpretar-a-narcotraficante-griselda-blanco.ghtml"><span style="font-weight: 400;">corte de cabelo</span></a><span style="font-weight: 400;"> até sua relação com a família. As bruscas mudanças no olhar, maneirismos e crenças de ‘La Madrina’, na pele de Sofía Vergara, bastariam para que o público captasse o avanço do tempo; o aviso estampando a primeira cena de Paraíso Perdido (o quinto episódio da trama) não passa de mera formalidade. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Mesmo trazendo uma representação controversa da protagonista, as seis horas de </span><i><span style="font-weight: 400;">Griselda</span></i><span style="font-weight: 400;"> divididas em seis episódios retêm a atenção do espectador. As dificuldades da colombiana em se destacar no narcotráfico, bem como a sua imprevisibilidade quando consolida-se no negócio, estimula o público. Durante toda a minissérie, a pergunta que paira é ‘</span><i><span style="font-weight: 400;">como acaba essa história?</span></i><span style="font-weight: 400;">’. Os </span><a href="https://youtu.be/KppB5GVmROs"><span style="font-weight: 400;">figurinos</span></a><span style="font-weight: 400;"> próprios da época e a Fotografia da produção não são simples detalhes dentro da narrativa: eles dilatam a pupila assim como os outros aspectos da minissérie. Por fim, resta alertar: a dose é pequena, mas </span><i><span style="font-weight: 400;">Griselda</span></i><span style="font-weight: 400;"> gera abstinência. </span></p>
<div class="jetpack-video-wrapper"><iframe loading="lazy" title="Griselda | Trailer oficial | Netflix" width="840" height="473" src="https://www.youtube.com/embed/UH_6soeyfRw?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen></iframe></div>
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		<title>A Noite que Mudou o Pop: um encontro imperfeito, mas emocionante</title>
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		<pubDate>Fri, 30 Aug 2024 17:32:07 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Nathalia Tetzner O cenário é o estúdio de uma clássica gravadora em Los Angeles. No ambiente, as espumas nas paredes evidenciam o cantarolar de uma voz familiar e icônica; Michael Jackson ensaia We Are The World sozinho, enquanto Lionel Richie orquestra, nos bastidores do American Music Awards, o que pode ser considerado o mais importante &#8230; <a href="http://personaunesp.com.br/a-noite-que-mudou-o-pop-critica/" class="more-link">Continue lendo<span class="screen-reader-text"> "A Noite que Mudou o Pop: um encontro imperfeito, mas emocionante"</span></a></p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p><figure id="attachment_33851" aria-describedby="caption-attachment-33851" style="width: 980px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-33851" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/08/image2-4.png" alt="Cena de A Noite que Mudou o Pop. Na imagem, parte dos 45 artistas convocados para cantar aparecem posicionados em um estúdio de gravação. Em frente a todos eles está Quincy Jones, um homem negro, produtor da música We Are The World. Ele veste roupas casuais e usa um fone de ouvido. O cenário é composto por tons amarronzados, espumas nas paredes e um telão ao fundo dos cantores." width="980" height="655" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/08/image2-4.png 980w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/08/image2-4-800x535.png 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/08/image2-4-768x513.png 768w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-33851" class="wp-caption-text">O documentário estreou em primeiro lugar na lista de produções mais assistidas da Netflix (Foto: Netflix)</figcaption></figure></p>
<p><b>Nathalia Tetzner</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O cenário é o estúdio de uma clássica gravadora em Los Angeles. No ambiente, as espumas nas paredes evidenciam o cantarolar de uma voz familiar e icônica; Michael Jackson ensaia </span><span style="font-weight: 400;"><a href="https://www.youtube.com/watch?v=s3wNuru4U0I"><i>We Are The World</i></a></span><span style="font-weight: 400;"> sozinho, enquanto Lionel Richie orquestra, nos bastidores do </span><span style="font-weight: 400;"><i>American Music Awards</i></span><span style="font-weight: 400;">, o que pode ser considerado o mais importante encontro da história da Música. Seguindo o embalo de tantas vozes que marcaram gerações, </span><span style="font-weight: 400;"><i>A Noite que Mudou o Pop</i></span><span style="font-weight: 400;"> emociona, ainda que seja um documentário tão imperfeito quanto a tentativa de unir timbres diferentes em uma só faixa e atenuar egos inflados em prol de uma causa humanitária: a fome no continente africano.</span></p>
<p><span id="more-33849"></span><br />
<span style="font-weight: 400;">Através das lentes de Bao Nguyen – diretor veterano de documentários, como a biografia de Bruce Lee, </span><span style="font-weight: 400;"><a href="https://www.youtube.com/watch?v=JSTy5EMrQA8"><i>Be Water</i></a></span><span style="font-weight: 400;"> (2020) –, o público assiste à registros e depoimentos inéditos do encontro entre as 45 maiores estrelas da década de 1980, enquanto contempla Lionel Richie se reencontrar com as memórias de uma noite inesquecível. O intérprete de </span><span style="font-weight: 400;"><a href="https://www.youtube.com/watch?v=gIbw0OkC9po"><i>Say You, Say Me</i></a></span><span style="font-weight: 400;"> age como um ‘fanfarrão’ e aproveita de sua aura de apresentador nato para tentar transformar o filme em algo apoteótico. Por vezes, a narração soa exagerada e redundante, porém, é difícil julgá-lo por isso, afinal, qualquer mero mortal também passaria uma eternidade se gabando caso fosse o responsável por tamanha façanha.</span></p>
<p><figure id="attachment_33850" aria-describedby="caption-attachment-33850" style="width: 1024px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-33850" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/08/image1.jpg" alt="Cena de A Noite que Mudou o Pop. Da esquerda para a direita na imagem, Cyndi Lauper e Bruce Springsteen estão sentados no estúdio de gravação. Lauper, uma mulher branca de cabelos loiros e coloridos, veste uma camiseta branca e muitos acessórios enquanto segura um papel com os versos de We Are The World. Já Springsteen, um homem branco de cabelos escuros, veste jaqueta de couro preta sobre uma blusa azul enquanto olha para a cantora. Ao fundo, o cenário apresenta tons amarronzados." width="1024" height="576" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/08/image1.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/08/image1-800x450.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/08/image1-768x432.jpg 768w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-33850" class="wp-caption-text">Cyndi Lauper quase desistiu de participar do projeto porque seu namorado na época duvidou do sucesso da canção (Foto: Netflix)</figcaption></figure></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O contexto dessa missão quase impossível é explorado por </span><span style="font-weight: 400;"><i>The Greatest Night In Pop</i></span><span style="font-weight: 400;"> (no original), que faz questão de relembrar cada passo e demonstrar como ela atravessou o </span><span style="font-weight: 400;"><i>AMA’s</i></span><span style="font-weight: 400;">, tradicional premiação da indústria musical estadunidense. Richie, que estava celebrando um ótimo ano na carreira, precisava coordenar aqueles astros sentados na plateia para o estúdio de gravação. Todos foram inicialmente convidados por Harry Belafonte, músico e ativista idealizador da iniciativa que se assemelhava ao </span><span style="font-weight: 400;"><a href="https://www.youtube.com/watch?v=j3fSknbR7Y4"><i>Band Aid</i></a></span><span style="font-weight: 400;">; união dos artistas britânicos e irlandeses. Ao seu lado, Quincy Jones é referenciado, no longa, como a peça fundamental para extrair o melhor do supergrupo </span><span style="font-weight: 400;"><i>USA For Africa.</i></span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Durante o documentário, o telespectador acaba se identificando com um ou outro artista e, até mesmo, se surpreendendo com a postura de outros. No campo dos que conquistam a audiência, a irreverência de Cyndi Lauper, o estilo de vocalização único de Bruce Springsteen – alerta: </span><span style="font-weight: 400;"><a href="https://www.youtube.com/watch?v=EPhWR4d3FJQ"><i>Born In The USA</i></a></span><span style="font-weight: 400;"> gruda mais na mente do que </span><span style="font-weight: 400;"><i>We Are The World</i></span><span style="font-weight: 400;"> –, o sorriso genuíno de Diana Ross e a timidez de Bob Dylan preenchem a tela. Por outro lado, a falta de paciência de Waylon Jennings com um Stevie Wonder muito animado, e a ausência de Prince, que venceu vários prêmios da noite em categorias que </span><span style="font-weight: 400;"><a href="https://personaunesp.com.br/michael-jackson-thriller-resenha/">Michael Jackson</a></span><span style="font-weight: 400;"> também concorria, somaram-se como pontos desagradáveis de acompanhar.</span></p>
<p><figure id="attachment_33852" aria-describedby="caption-attachment-33852" style="width: 1118px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-33852" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/08/image3.jpg" alt="Cena de A Noite que Mudou o Pop. Da esquerda para a direita na imagem, Michael Jackson e Lionel Richie estão sentados no estúdio de gravação. Jackson, um homem negro de cabelos escuros, veste roupas escuras enquanto segura um papel com os versos de We Are The World. Já Richie, um homem negro de cabelos escuros, veste jaqueta de couro preta sobre uma blusa branca enquanto folheia o mesmo papel. Ao fundo, o cenário apresenta tons amarronzados." width="1118" height="708" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/08/image3.jpg 1118w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/08/image3-800x507.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/08/image3-1024x648.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/08/image3-768x486.jpg 768w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-33852" class="wp-caption-text">We Are The World foi escrita por Michael Jackson e Lionel Richie, e produzida por Quincy Jones e Michael Omartian (Foto: Netflix)</figcaption></figure></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Indicada em três categorias do </span><span style="font-weight: 400;"><a href="https://personaunesp.com.br/tag/emmy-2024/"><i>Emmy</i></a></span><span style="font-weight: 400;"><a href="https://personaunesp.com.br/tag/emmy-2024/"> 2024</a></span><span style="font-weight: 400;">, a produção da </span><span style="font-weight: 400;"><a href="https://personaunesp.com.br/tag/netflix/"><i>Netflix</i></a></span><span style="font-weight: 400;"> é uma concorrente forte pela estatueta de Melhor Documentário ou Especial de Não-Ficção e Melhor Edição de Som em Reality ou Programa de Não-Ficção, assinada por Richard Gallagher. O diretor, Bao Nguyen, ainda enfrenta nomes consolidados pelo prêmio de Melhor Direção em Documentário ou Programa de Não-Ficção. </span><span style="font-weight: 400;"><i>A Noite que Mudou o Pop</i></span><span style="font-weight: 400;"> mira na </span><span style="font-weight: 400;"><a href="https://personaunesp.com.br/euphories-critica/">nostalgia</a></span><span style="font-weight: 400;"> de tempos que não voltam mais e acaba, consequentemente, celebrando Lionel Richie como um dos grandes nomes da época. Embora tenha altos e baixos, exatamente como a faixa que arrecadou 60 milhões de dólares em fundos para a África, a emoção deixa a última e boa impressão.</span></p>
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