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	<title>Arquivos Charli XCX &#8211; Persona | Jornalismo Cultural</title>
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	<description>Desde 2015 provando que a distância entre Bergman, Lady Gaga e a novela das 9 nem existe.</description>
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		<title>The Moment é uma experiência que apenas Charli XCX conseguiria criar</title>
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		<pubDate>Thu, 09 Apr 2026 13:00:57 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Isabela Nascimento Depois de anos na tentativa de alcançar o sucesso mainstream, Charli XCX desistiu de se encaixar em um formato quadrado e resolveu apostar em si mesma em seu sexto álbum de estúdio, Brat (2024). Na sua era mais honesta, a britânica explorou suas inseguranças, questões com a fama, luto e sua vida como &#8230; <a href="http://personaunesp.com.br/critica-the-moment/" class="more-link">Continue lendo<span class="screen-reader-text"> "The Moment é uma experiência que apenas Charli XCX conseguiria criar"</span></a></p>
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										<content:encoded><![CDATA[<figure id="attachment_37152" aria-describedby="caption-attachment-37152" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img fetchpriority="high" decoding="async" class="wp-image-37152 size-medium" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2026/03/image2-3-800x420.jpg" alt="Charli XCX, uma mulher branca com cabelo ondulado escuro, está virada para a esquerda enquanto fala no telefone e na outra mão tem uma taça com bebida. Ela está de roupão branco e o ambiente é escuro." width="800" height="420" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2026/03/image2-3-800x420.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2026/03/image2-3-1024x538.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2026/03/image2-3-768x403.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2026/03/image2-3-1536x806.jpg 1536w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2026/03/image2-3-1200x630.jpg 1200w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2026/03/image2-3.jpg 1920w" sizes="(max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-37152" class="wp-caption-text">Em fevereiro, Charli XCX lançou a trilha sonora oficial do filme de Emerald Fennell, Wuthering Heights (Foto: A24)</figcaption></figure>
<p><b>Isabela Nascimento</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Depois de anos na tentativa de alcançar o sucesso </span><i><span style="font-weight: 400;">mainstream</span></i><span style="font-weight: 400;">, </span><a href="https://letterboxd.com/actor/charli-xcx/"><span style="font-weight: 400;">Charli XCX</span></a><span style="font-weight: 400;"> desistiu de se encaixar em um formato quadrado e resolveu apostar em si mesma em seu sexto álbum de estúdio, </span><a href="https://personaunesp.com.br/brat-critica/"><i><span style="font-weight: 400;">Brat</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> (2024). Na sua era mais honesta, a britânica explorou suas inseguranças, questões com a fama, luto e sua vida como </span><i><span style="font-weight: 400;">partygirl</span></i><span style="font-weight: 400;">. O resultado foi um sucesso imediato e gigantesco, tornando-se uma </span><i><span style="font-weight: 400;">popstar</span></i><span style="font-weight: 400;"> internacional nos seus próprios termos. </span></p>
<p><span id="more-37144"></span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A fama foi uma surpresa tanto para os fãs como para a cantora. Do dia para noite, ela se tornou um nome bastante comentado em todos os lugares, até em noticiários políticos, como CNN e Fox News. Além disso, ela virou a cara de marcas famosas como </span><a href="https://www.instagram.com/p/DRzqHDkETCa/?utm_source=ig_web_copy_link&amp;igsh=MzRlODBiNWFlZA=="><i><span style="font-weight: 400;">YSL</span></i></a><i><span style="font-weight: 400;">, </span></i><a href="https://wwd.com/footwear-news/sneaker-news/converse-charli-xcx-chuck-taylor-collaboration-1237991175/"><i><span style="font-weight: 400;">Converse</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> e </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=4djl1it4Vdo"><i><span style="font-weight: 400;">Poppi</span></i></a><span style="font-weight: 400;">. Não demorou muito para os executivos sugerirem um documentário sobre este momento único em sua vida, porém, esta ideia não cativou a britânica. Em entrevista ao </span><a href="https://www.hollywoodreporter.com/movies/movie-features/charli-xcx-the-moment-exclusive-1236478208/"><i><span style="font-weight: 400;">The Hollywood Reporter</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, Charlotte Aitchison disse que este tipo de produção não representava o que ela é como artista.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Contudo, a pressão de criar uma produção deste gênero inspirou a britânica a criar um filme próprio que retratasse a indústria musical do jeito mais real e verídico possível. </span><i><span style="font-weight: 400;">The Moment</span></i><span style="font-weight: 400;">, dirigido por </span><a href="https://letterboxd.com/director/aidan-zamiri-4/"><span style="font-weight: 400;">Aidan Zamiri</span></a><span style="font-weight: 400;"> e idealizado pela própria cantora, mostra Charli lidando com as complexidades da popularidade, ao mesmo tempo que ela está se preparando para a turnê em arenas.</span></p>
<figure id="attachment_37151" aria-describedby="caption-attachment-37151" style="width: 696px" class="wp-caption alignnone"><img decoding="async" class="size-full wp-image-37151" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2026/03/image1-11.png" alt="Charli XCX, uma mulher branca com cabelo ondulado escuro, está em um estúdio com um corset claro, enquanto um homem loiro e branco, vestido de jeans, está arrumando a sua roupa. Do outro lado, tem uma mulher asiática com um pacote na mão, olhando para eles. No fundo, há outras duas pessoas desfocadas." width="696" height="500" /><figcaption id="caption-attachment-37151" class="wp-caption-text">Além de The Moment, a cantora já foi confirmada em mais de 5 produções cinematográficas (Foto: A24)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">Classificado como </span><a href="http://cienciaecultura.bvs.br/scielo.php?script=sci_arttext&amp;pid=S0009-67252013000100024"><i><span style="font-weight: 400;">mockumentary</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, o último respiro de </span><i><span style="font-weight: 400;">Brat </span></i><span style="font-weight: 400;">é um retrato sobre a relação que temos com a cultura </span><i><span style="font-weight: 400;">pop</span></i><span style="font-weight: 400;">. A história usa uma ‘falsa’ realidade cheia de verdades implícitas e acontecimentos clássicos na vida de uma artista feminina para representar esta relação. O longa-metragem não tem um roteiro e uma direção ambiciosa, Aidan e Charli não tentaram criar um novo movimento, e sim mostrar uma versão crua, precisa e imperfeita desse mundo paralelo que é bem similar ao dela.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Para ajudar na verossimilhança, a produção é cheia de humor ácido, britânico e sem intencionalidade, principalmente nas cenas da cantora com os seus coadjuvantes que sempre têm uma crítica implícita sobre a indústria. Uma dessas cenas é acompanhada pela </span><a href="https://letterboxd.com/actor/kylie-jenner/"><span style="font-weight: 400;">Kylie Jenner</span></a><span style="font-weight: 400;">, interpretando ela mesma, em um encontro que cria um contraste interessante com a </span><i><span style="font-weight: 400;">Grammy winner</span></i><span style="font-weight: 400;">, de como cada uma lida com os holofotes da mídia. Outro destaque do elenco é </span><a href="https://letterboxd.com/actor/alexander-skarsgard/"><span style="font-weight: 400;">Alexander Skarsgård</span></a><span style="font-weight: 400;">, interpretando o personagem Johannes, um diretor de documentário bizarro, que, durante os encontros com a cantora, rouba a identidade visual dela, transformando-a em um produto comercial.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Os roteiristas Aidan Zamiri e </span><a href="https://theface.com/culture/mushpit-the-moment-bertie-brandes-interview-mockumentary-charli-xcx-aidan-zamiri"><span style="font-weight: 400;">Bertie Brandes</span></a><span style="font-weight: 400;"> também se aproveitam de alguns momentos do filme para mostrar como as produtoras lidam com o público LGBTQIAPN+. O lançamento do cartão </span><i><span style="font-weight: 400;">queer</span></i><span style="font-weight: 400;"> de </span><i><span style="font-weight: 400;">Brat</span></i><span style="font-weight: 400;"> e o desenrolar dele pontuam muito bem isso, e é uma das provas que a figura da cantora não foi tão bem entendida pelos executivos e Johannes.</span></p>
<div class="jetpack-video-wrapper"><iframe title="A. G. Cook - Residue (Official Video)" width="840" height="630" src="https://www.youtube.com/embed/bIk4DpJA104?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen></iframe></div>
<p><span style="font-weight: 400;">A direção do irlandês vem acompanhada de uma trilha sonora e uma montagem impecável que se encaixa perfeitamente com a trama e estética. O responsável pelas músicas, </span><a href="https://letterboxd.com/composer/a-g-cook/"><span style="font-weight: 400;">AG Cook</span></a><span style="font-weight: 400;">, uma figura já conhecida entre os fãs da britânica, contou em entrevistas que as faixas foram inspiradas pelo </span><i><span style="font-weight: 400;">Brat</span></i><span style="font-weight: 400;">, como se fosse uma nova versão do disco com um toque assombrado. A edição de </span><a href="https://letterboxd.com/editor/billy-sneddon/"><span style="font-weight: 400;">Billy Sneddon</span></a><span style="font-weight: 400;"> e </span><a href="https://letterboxd.com/editor/neal-farmer-2/"><span style="font-weight: 400;">Neal Farmer</span></a><span style="font-weight: 400;"> faz o mesmo, a introdução do filme é igual à da turnê, cheia de luzes e imagens piscantes, apresentando quem é a protagonista e, em momentos de tensão, consegue captar a emoção das cenas e dos personagens.</span></p>
<p><i><span style="font-weight: 400;">The Moment</span></i><span style="font-weight: 400;"> soa como qualquer outro </span><a href="https://open.spotify.com/intl-pt/artist/25uiPmTg16RbhZWAqwLBy5/discography/all"><span style="font-weight: 400;">projeto de Charli XCX</span></a><span style="font-weight: 400;">, entretanto desta vez em uma mídia diferente. A produção trata das mesmas questões de </span><i><span style="font-weight: 400;">Brat</span></i><span style="font-weight: 400;">, porém de um jeito crítico e reflexivo, como se toda essa experiência tivesse sido uma lição para ela. O objetivo da obra não é a perfeição, mas retratar os anseios da fama. O longa não é feito para o telespectador gostar, e sim, viver, sentir e experienciar </span><i><span style="font-weight: 400;">The Moment</span></i><span style="font-weight: 400;">, junto com Charli.</span></p>
<div class="jetpack-video-wrapper"><iframe loading="lazy" title="The Moment | Official Trailer HD | A24" width="840" height="473" src="https://www.youtube.com/embed/Pxqhi7Sgvu8?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen></iframe></div>
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		<title>Jogar a obra prima de Brontë na fogueira foi só o início, a ‘não adaptação’ de Emerald Fennell entrega quase nada além da estética</title>
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		<pubDate>Tue, 17 Feb 2026 13:00:38 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Aviso: O texto contém spoilers Mariana Bezerra O novo filme de Emerald Fennell, diretora de Saltburn (2023) e Bela Vingança (2020), provocou agitação nas redes sociais desde o primeiro anúncio. Inspirado no homônimo clássico da literatura inglesa de Emily Brontë, publicado em 1847, o nome na direção gerou estranheza, afinal, a diretora é conhecida pela &#8230; <a href="http://personaunesp.com.br/critica-o-morro-dos-ventos-uivantes/" class="more-link">Continue lendo<span class="screen-reader-text"> "Jogar a obra prima de Brontë na fogueira foi só o início, a ‘não adaptação’ de Emerald Fennell entrega quase nada além da estética"</span></a></p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p><b><i>Aviso: </i></b><i><span style="font-weight: 400;">O texto contém spoilers</span></i></p>
<figure id="attachment_36914" aria-describedby="caption-attachment-36914" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-36914" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2026/02/image3-1-800x450.jpg" alt="Cena de “O Morro dos Ventos Uivantes” Heathcliff, um homem branco de roupa preta de época, encosta-se à parede segurando uma bengala e olha para o lado. Ao seu lado, Catherine, uma mulher branca e loira, atravessa a porta usando um vestido volumoso vermelho brilhante com mangas brancas bufantes. O ambiente é o interior de uma casa com portas brancas e paredes brancas." width="800" height="450" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2026/02/image3-1-800x450.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2026/02/image3-1-1024x576.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2026/02/image3-1-768x432.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2026/02/image3-1-1536x864.jpg 1536w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2026/02/image3-1-1200x675.jpg 1200w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2026/02/image3-1.jpg 1999w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-36914" class="wp-caption-text">Em “O Morro dos Ventos Uivantes”, Emerald Fennell se aproveita de parcerias anteriores, tanto em cena, como nos bastidores (Foto: Warner Bros)</figcaption></figure>
<p><b>Mariana Bezerra</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O novo filme de Emerald Fennell, diretora de </span><i><span style="font-weight: 400;">Saltburn</span></i><span style="font-weight: 400;"> (2023) e </span><a href="https://personaunesp.com.br/bela-vinganca-critica/"><i><span style="font-weight: 400;">Bela Vingança</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> (2020), provocou agitação nas redes sociais desde o primeiro anúncio. Inspirado no homônimo clássico da literatura inglesa de Emily </span><span style="font-weight: 400;">Brontë</span><span style="font-weight: 400;">, publicado em 1847, o nome na direção gerou estranheza, afinal, a diretora é conhecida pela estética e erotismo extravagantes, que pouco conversam – ao menos à primeira vista – com o estilo gótico do livro. No entanto, foi o anúncio do elenco que aqueceu o debate: Jacob Elordi foi escalado para interpretar Heathcliff, um personagem descrito como não branco – cuja etnia é incerta – e a sua cor e origem são motivos de uma série de abusos, que o tornaram um homem cruel e violento.</span></p>
<p><span id="more-36917"></span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A diretora e roteirista explicou que o longa não era de fato uma adaptação, mas a sua interpretação da história, o que poderia explicar as </span><a href="https://youtube.com/shorts/BoWcFhRMQAE?si=mhC_tLd7OXuJHDHL"><span style="font-weight: 400;">aspas</span></a><span style="font-weight: 400;"> no título. No entanto, o recurso gramatical nesse caso não funciona como algo sofisticado e respeitoso à obra original, e sim como uma estratégia defensiva. Ela parece justificar o esvaziamento do filme diante das mudanças no enredo, que não servem para facilitar a sua adaptação, por exemplo, e sim reduzir discussões centrais de uma narrativa extremamente potente. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A primeira parte do longa, assim como a do livro, é voltada para a infância dos protagonistas Heathcliff (</span><a href="https://personaunesp.com.br/critica-adolescencia/"><span style="font-weight: 400;">Owen Cooper</span></a><span style="font-weight: 400;">) – que não possui sobrenome – e Catherine Earnshaw (Charlotte Mellington), que dividem a infância no Morro dos Ventos Uivantes. Apesar de ela ser a filha do dono da casa e ele, um empregado, ambos desenvolvem um forte laço de amizade e afeto fortalecido pelo sentimento de proteção nutrido diante das violências, sofridas por ambos, de formas distintas, e pelo clima hostil desse ambiente marcado por tons agressivos, abuso de álcool e problemas financeiros.</span></p>
<figure id="attachment_36916" aria-describedby="caption-attachment-36916" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-36916" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2026/02/image4-2-800x450.png" alt="Cena de “O Morro dos Ventos Uivantes”. A versão infantil de Catherine, uma jovem loira observa Heathcliff preocupada. O garoto está deitado de lado na cama, com a face avermelhada, chorando. Ambos vestem roupas simples de época, e o fundo da cena é pouco iluminado." width="800" height="450" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2026/02/image4-2-800x450.png 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2026/02/image4-2-1024x576.png 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2026/02/image4-2-768x432.png 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2026/02/image4-2-1536x864.png 1536w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2026/02/image4-2-1200x675.png 1200w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2026/02/image4-2.png 1999w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-36916" class="wp-caption-text">Apesar da personalidade problemática da menina, as crianças compartilham entre si um refúgio emocional e afetivo (Foto: Warner Bros)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">Em ambas as obras, a união entre os dois, durante a infância e a adolescência, não anula o caráter mimado e egoísta de Catherine, cujas versões adolescente e adulta são interpretadas por </span><a href="https://personaunesp.com.br/eu-tonya-5-anos-critica/"><span style="font-weight: 400;">Margot Robbie</span></a><span style="font-weight: 400;">. Seu jeito caprichoso coloca em evidência a posição de inferioridade do companheiro e o desejo dela de ascender socialmente e garantir um maior status social, que claramente não seria atingido com o homem que desejava. Nesse cenário, a cenografia (Suzie Davies) e os figurinos (Jacqueline Durran) são fiéis à época, a iluminação é baixa, não há nada de alarmante. Diante disso, no início do filme, Fennell imprimiu o seu DNA através do erotismo: alimentos e movimentos sugestivos entram em jogo, acompanhados de uma cena de masturbação e uma tensão sexual entre os protagonistas. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Nesse primeiro momento, há sim uma discussão interessante sobre classe, algo que a roteirista havia feito anteriormente em </span><i><span style="font-weight: 400;">Saltburn</span></i><span style="font-weight: 400;">, uma outra parceria entre ela, Elordi e Robbie, a qual atua na produção. Além disso, o afeto entre os protagonistas gera empatia no espectador e, inclusive, o </span><a href="https://youtu.be/WD3vluuGIiA?si=KiRxDu0m8PUl8FfB"><span style="font-weight: 400;">tom sexual</span></a><span style="font-weight: 400;"> cai muito bem à narrativa original, carregada de tensões e provocações – em que nada erótico é citado explicitamente. No entanto, as mudanças adotadas para a primeira parte começam a cobrar o seu preço a partir do momento em que os novos personagens, Edgar (Shazad Latif) e Isabella (Alison Oliver), entram em cena. Ele, um homem sem origem nobre, que fez fortuna no ramo dos tecidos; ela, sua pupila, e possivelmente irmã, o que no filme não fica claro. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Insatisfeita com a indiferença dos novos vizinhos, a jovem mulher interpretada por Robbie vai até a Granja dos Tordos, desafiando as normas impostas a uma dama, e encanta Edgar, que a pede em casamento. Nesse momento, há um contraste gritante entre o novo cenário, marcado por tecidos marcantes, cores intensas e elementos absurdos, quase psicodélicos, no estilo </span><a href="https://personaunesp.com.br/15-anos-de-alice-no-pais-das-maravilhas-critica/"><i><span style="font-weight: 400;">Alice no País das Maravilhas</span></i></a> <span style="font-weight: 400;">(2010)</span><i><span style="font-weight: 400;">, </span></i><span style="font-weight: 400;">à exemplo de um morango gigante e uma casa de bonecas aos moldes da granja.</span></p>
<figure id="attachment_36913" aria-describedby="caption-attachment-36913" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-36913" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2026/02/image2-3-800x533.jpg" alt="Cena de “O Morro dos Ventos Uivantes”. À esquerda, Catherine, uma mulher de pele clara e cabelo loiro preso usa vestido branco volumoso com mangas bufantes e óculos de lentes vermelhas. À direita, um homem de pele mais escura, cabelo e bigode castanhos veste terno bege com detalhes dourados, colete e cartola. Eles seguram taças que contém um líquido azul. Ao fundo, a decoração é composta por fios de pérolas sobre parede azul. Na mesa à frente deles, há uma espécie de caranguejo servido em um recipiente de vidro." width="800" height="533" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2026/02/image2-3-800x533.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2026/02/image2-3-1024x682.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2026/02/image2-3-768x512.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2026/02/image2-3-1536x1024.jpg 1536w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2026/02/image2-3-1200x800.jpg 1200w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2026/02/image2-3.jpg 2000w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-36913" class="wp-caption-text">A estética não fidedigna à época é o menor dos problemas do filme, se não a sua maior qualidade (Foto: Warner Bros)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">Apesar da inadequação à época, os figurinos (incluindo um de plástico) e a direção de arte, de Suzie Davies, são um deleite para os olhos. Além disso, a trilha sonora, também fora da caixa, assinada por Anthony Willis, e composta por músicas originais de </span><a href="https://youtube.com/playlist?list=OLAK5uy_lT54f3kMlnn8x7ijp7HeWwatHtFkjIX60&amp;si=aSN55qpFbkw2YBtR"><span style="font-weight: 400;">Charli XCX</span></a><span style="font-weight: 400;"> figura uma escolha interessante, que orna bem com o contraste envolvente. Além disso, a cinematografia (Linus Sandgren) também é um destaque, que, em um primeiro momento capta os sentimentos intensos e o estado emocional dos personagens.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Quando Heathcliff retorna após um período de fuga e distanciamento diante da notícia do casamento, ele parece um novo homem: rico, debochado e perverso, um perfil que destoa muito do homem bruto, porém sensível visto no início, graças a performance precisa de </span><a href="https://personaunesp.com.br/frankenstein-critica/"><span style="font-weight: 400;">Elordi</span></a><span style="font-weight: 400;"> e, novamente, a caracterização impecável. O roteiro (Emerald Fennell) não explora a dimensão da humilhação e do aniquilamento social sofrido por Heathcliff e reduz a sua crueldade à dinâmica de um relacionamento tóxico.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O protagonista se casa com Isabella apenas para atormentar Catherine, e os abusos psicológicos e sexuais são fetichizados com um ar de </span><a href="https://brasil.elpais.com/brasil/2015/02/13/opinion/1423857401_027273.html"><i><span style="font-weight: 400;">50 Tons de Cinza</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> (2015). É ultrajante que Fennell tenha transformado Isabella em uma caricatura estereotipada de uma mulher irritante, enquanto, na visão de </span><span style="font-weight: 400;">Brontë</span><span style="font-weight: 400;">, no século XIX, ela, apesar de ingênua no início, é destemida a ponto de fugir para criar sozinha o filho do seu marido violento. Aqui, isso não é complexo; é cruel.</span></p>
<figure id="attachment_36915" aria-describedby="caption-attachment-36915" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-36915" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2026/02/image1-6-800x432.png" alt="Cena de “O Morro dos Ventos Uivantes”. Isabella, uma mulher de pele clara e cabelos escuros, usa um vestido claro com mangas bufantes e detalhes dourados. Ela está inclinada para frente, apoiada nas mãos e mantém a boca aberta, língua para fora e os olhos voltados para cima. Além disso, há um uma espécie de coleira de ferro em seu pescoço. A iluminação é baixa no fundo e aparecem apenas um barril e algumas garrafas de vidro empilhadas no chão." width="800" height="432" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2026/02/image1-6-800x432.png 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2026/02/image1-6-768x415.png 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2026/02/image1-6.png 1000w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-36915" class="wp-caption-text">A diretora afirma que a nova versão tem muito dos diálogos do clássico, mas nesse caso eles possuem pouco efeito diante da banalização generalizada da trama (Foto: Warner Bros)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">Apesar da improbabilidade da combinação entre a diretora e a escritora, era de se esperar que a </span><a href="https://mubi.com/pt/cast/emerald-fennell"><span style="font-weight: 400;">cineasta</span></a><span style="font-weight: 400;"> conseguisse trabalhar a ambiguidade dos seres humanos, uma vez que, em </span><i><span style="font-weight: 400;">Bela Vingança</span></i><span style="font-weight: 400;"> apresentou uma personagem moralmente complicada. Infelizmente, Fennell almeja, de certa forma, inocentar o seu Heathcliff ao romantizar e justificar suas atitudes, além de não deixá-lo atingir o seu máximo potencial. Nessa supérflua toada romântica, é construído quase um arco de redenção, um apelo emocional, que cria uma armadilha barata para que os protagonistas sejam vistos mais como Romeu e Julieta, do que como os seres detestáveis que são – no filme e na obra original.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O longa apresenta a figura de uma vilã na personagem de Nelly (Hong Chao), a dama de companhia de Cathy, que é usada por Fennell como uma peça desse xadrez maluco, que parece estar sempre interrompendo a felicidade da ama, ou mesmo desejando o seu mal, enquanto no livro, ela é uma narradora enviesada, que envolve seus julgamentos pessoais e preconceitos em seus relatos. No entanto, </span><a href="https://time.com/7373005/wuthering-heights-adaptations-differences-from-book/"><i><span style="font-weight: 400;">O Morro dos Ventos Uivantes</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> nunca precisou de um vilão, pois a maldade e a discriminação sistemáticas para com uma crianca já é suficentemente cruel. Até porque, independente do desejo de Nelly, o casal não poderia ficar junto.</span></p>
<div class="jetpack-video-wrapper"><iframe loading="lazy" title="Emerald Fennell on directing &quot;Wuthering Heights&quot;, Promising Young Woman and *that* scene in Saltburn" width="840" height="473" src="https://www.youtube.com/embed/_tqqhcoQdeQ?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen></iframe></div>
<p><span style="font-weight: 400;">A diretora tem direito a liberdade criativa, evidentemente – e a ser julgada pelo trabalho que entregou. O problema é que foi entregue um material superficial. Ela insiste na construção de um grande romance sobre um terreno instável de uma história trágica. Não somente a do livro, mas também as partes dela presentes em seu roteiro. Fennell ignora as nuances da trama que escolheu contar e se perde na própria narrativa. Quanto a sua proposta revolucionária,</span> <span style="font-weight: 400;">as cenas de sexo, uma atrás da outra, na segunda parte do filme, não </span><a href="https://www.gq-magazine.co.uk/article/emerald-fennell-saltburn-interview-2023"><span style="font-weight: 400;">desafiam</span></a><span style="font-weight: 400;"> qualquer padrão e pouco acrescentam ao conflito central. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O erotismo serve muito bem em outras produções como o próprio </span><i><span style="font-weight: 400;">Saltburn</span></i><span style="font-weight: 400;"> (2023), mas aqui é usado como uma forma de preencher lacunas. É possível fazer algo inovador com uma proposta coerente, como prova </span><a href="https://personaunesp.com.br/as-patricinhas-de-beverly-hills-25-anos-critica/"><i><span style="font-weight: 400;">As Patricinhas de Beverly Hills</span></i></a> <span style="font-weight: 400;">(1995)</span><i><span style="font-weight: 400;">, </span></i><span style="font-weight: 400;">inspirado em </span><i><span style="font-weight: 400;">Emma</span></i><span style="font-weight: 400;"> (1815), de Jane Austen. A cineasta explica que a obra de </span><span style="font-weight: 400;">Brontë</span><span style="font-weight: 400;"> não pode ser, de fato, adaptada. Não que seja fácil, mas para transmutar algo desse tipo para o cinema é preciso um mergulho profundo em seus labirintos morais. O que vemos aqui é a busca por atalhos fáceis, que pouco dizem respeito aos conflitos da existência humana.</span></p>
<div class="jetpack-video-wrapper"><iframe loading="lazy" title="&quot;O Morro Dos Ventos Uivantes&quot; l Trailer Oficial Dublado" width="840" height="473" src="https://www.youtube.com/embed/lW38pAKlzhU?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen></iframe></div>
<p>O post <a href="http://personaunesp.com.br/critica-o-morro-dos-ventos-uivantes/">Jogar a obra prima de Brontë na fogueira foi só o início, a ‘não adaptação’ de Emerald Fennell entrega quase nada além da estética</a> apareceu primeiro em <a href="http://personaunesp.com.br">Persona | Jornalismo Cultural</a>.</p>
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		<title>Um espelho quebrado por expectativas: A complacência de Taylor Swift em The Life of a Showgirl</title>
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		<pubDate>Sat, 18 Oct 2025 15:00:43 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Música]]></category>
		<category><![CDATA[1989]]></category>
		<category><![CDATA[Aaron Dessner]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Arthur Caires O principal objetivo do marketing pode ser ao mesmo tempo o seu maior erro: as expectativas. Quando o público recebe algo diferente do que imaginava, a frustração se torna a primeira e mais duradoura impressão, exatamente o que ocorreu com The Life of a Showgirl, décimo segundo álbum de estúdio de Taylor Swift. &#8230; <a href="http://personaunesp.com.br/um-espelho-quebrado-por-expectativas-a-complacencia-de-taylor-swift-em-the-life-of-a-showgirl/" class="more-link">Continue lendo<span class="screen-reader-text"> "Um espelho quebrado por expectativas: A complacência de Taylor Swift em The Life of a Showgirl"</span></a></p>
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										<content:encoded><![CDATA[<figure id="attachment_35913" aria-describedby="caption-attachment-35913" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-35913" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/10/image1-800x800.jpg" alt="Capa de álbum com a cantora Taylor Swift submersa em uma água de cor turquesa. Ela está olhando diretamente para a câmera com uma expressão confiante e usa um traje prateado e brilhante, cravejado de joias, no estilo de uma showgirl. A imagem tem um efeito de colagem ou de espelho quebrado, com pedaços da cena repetidos nas bordas. Sobreposto à imagem, o texto &quot;THE LIFE OF A SHOWGIRL&quot; aparece em uma fonte grande, laranja e com textura de glitter." width="800" height="800" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/10/image1-800x800.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/10/image1-1024x1024.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/10/image1-150x150.jpg 150w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/10/image1-768x768.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/10/image1.jpg 1200w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-35913" class="wp-caption-text">O novo trabalho de Taylor Swift retorna com produções pop e colaborações familiares (Foto: Mert Alas &amp; Marcus Piggott)</figcaption></figure>
<p><b>Arthur Caires</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O principal objetivo do marketing pode ser ao mesmo tempo o seu maior erro: as expectativas. Quando o público recebe algo diferente do que imaginava, a frustração se torna a primeira e mais duradoura impressão, exatamente o que ocorreu com </span><i><span style="font-weight: 400;">The Life of a Showgirl</span></i><span style="font-weight: 400;">, décimo segundo álbum de estúdio de Taylor Swift. Ao evocar </span><a href="https://personaunesp.com.br/1989-10-anos/"><i><span style="font-weight: 400;">1989</span></i></a> <span style="font-weight: 400;">(2014) e </span><a href="https://personaunesp.com.br/reputation-5-anos/"><i><span style="font-weight: 400;">reputation</span></i></a> <span style="font-weight: 400;">(2017) como referências e complementar a campanha com ensaios fotográficos deslumbrantes, a artista criou a promessa de um retorno grandioso. Ao deixar Jack Antonoff e Aaron Dessner de lado, a reunião com </span><a href="https://tmjbrazil.com.br/taylor-swift-e-max-martin-retorno-da-colaboracao/"><span style="font-weight: 400;">Max Martin</span></a><span style="font-weight: 400;"> e Shellback apenas intensificou essa expectativa. Swift já provou que sabe juntar batidas intensas com letras inteligentes, o que torna ainda mais evidente a sensação de decepção diante da simplicidade e falta de senso do novo disco.</span></p>
<p><span id="more-35912"></span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O início da campanha, marcado por </span><a href="https://lorena.r7.com/categoria/musica/taylor-swift-contagem-regressiva-site"><span style="font-weight: 400;">contagens regressivas</span></a><span style="font-weight: 400;"> em seu site oficial e sucessivas variações de capas, revelou-se mais desanimador do que divertido. A estratégia deixou claro que o objetivo central de Swift era ultrapassar o </span><a href="https://www.infomoney.com.br/business/global/4-milhoes-de-copias-em-uma-semana-taylor-swift-quebra-mais-um-recorde-com-showgirl/"><span style="font-weight: 400;">recorde de vendas</span></a><span style="font-weight: 400;"> na primeira semana, que antes pertencia à Adele com </span><i><span style="font-weight: 400;">25 </span></i><span style="font-weight: 400;">(2015). Desde a multiplicidade de versões até a enxurrada de entrevistas, o </span><i><span style="font-weight: 400;">modus operandi </span></i><span style="font-weight: 400;">indicava um foco quase exclusivamente comercial. O que não seria um problema se as músicas fossem à altura.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O resultado, no entanto, não deixa dúvidas sobre sua eficácia: </span><i><span style="font-weight: 400;">The Life of a Showgirl </span></i><span style="font-weight: 400;">estreou no topo da </span><i><span style="font-weight: 400;">Billboard 200</span></i><span style="font-weight: 400;">, com impressionantes 4 milhões de unidades equivalentes vendidas em apenas sete dias, sendo 3,4 milhões em vendas puras. Com esse desempenho, Swift conquistou seu </span><a href="https://taylorswift.com.br/taylor-swift-faz-historia-com-4-milhoes-de-copias-de-the-life-of-a-showgirl-em-uma-semana/"><span style="font-weight: 400;">15º álbum número 1</span></a><span style="font-weight: 400;">, superando Drake e JAY-Z, e se consolidando como a artista solo com mais estreias no topo da parada.</span></p>
<div class="jetpack-video-wrapper"><iframe loading="lazy" title="Taylor Swift - The Fate of Ophelia (Official Music Video)" width="840" height="473" src="https://www.youtube.com/embed/ko70cExuzZM?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen></iframe></div>
<p><span style="font-weight: 400;">A criação de expectativa não se restringiu apenas à campanha do disco, mas se estendeu ao próprio trabalho. As quatro faixas iniciais constroem uma falsa sensação de segurança, sugerindo um projeto mais coeso e ambicioso do que o que realmente se concretiza. A escolha de</span><i><span style="font-weight: 400;"> The Fate of Ophelia </span></i><span style="font-weight: 400;">como primeiro </span><i><span style="font-weight: 400;">single </span></i><span style="font-weight: 400;">foi acertada: o </span><i><span style="font-weight: 400;">pop </span></i><span style="font-weight: 400;">melódico, que rapidamente foi transformado em tendência no</span> <a href="https://www.instagram.com/reel/DPmdcWukdoF/?utm_source=ig_web_copy_link&amp;igsh=MzRlODBiNWFlZA=="><i><span style="font-weight: 400;">TikTok</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, reimagina a trágica personagem de </span><a href="https://www.cnnbrasil.com.br/entretenimento/quem-e-ofelia-personagem-da-literatura-que-inspirou-musica-de-taylor-swift/"><i><span style="font-weight: 400;">Hamlet</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, trazendo uma combinação de narrativa literária e apelo contemporâneo que conecta o público à temática </span><i><span style="font-weight: 400;">showgirl</span></i><span style="font-weight: 400;">.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Na sequência, </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=7X5iDKPrZH0&amp;list=RD7X5iDKPrZH0&amp;start_radio=1"><i><span style="font-weight: 400;">Elizabeth Taylor</span></i></a> <span style="font-weight: 400;">se encaixa perfeitamente na narrativa, com versos como: “</span><i><span style="font-weight: 400;">Você só é tão relevante quanto o seu último sucesso</span></i><span style="font-weight: 400;">”, sintetizando o tema central de uma </span><i><span style="font-weight: 400;">performer</span></i><span style="font-weight: 400;">: a pressão constante sobre mulheres na indústria para entregar seu próximo grande sucesso. </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=3PJC6uPIekc&amp;list=RD3PJC6uPIekc&amp;start_radio=1"><i><span style="font-weight: 400;">Opalite</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, apontada como possível segundo </span><i><span style="font-weight: 400;">single</span></i><span style="font-weight: 400;">, demonstra que Swift ainda sabe criar músicas alegres e cativantes, com batidas envolventes dignas de um </span><i><span style="font-weight: 400;">hit </span></i><span style="font-weight: 400;">de verão. Já </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=98SmlWOKuME&amp;list=RD98SmlWOKuME&amp;start_radio=1"><i><span style="font-weight: 400;">Father Figure</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> se destaca por interpolar a clássica faixa de </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=m_9hfHvQSNo&amp;list=RDm_9hfHvQSNo&amp;start_radio=1"><span style="font-weight: 400;">George Michael</span></a><span style="font-weight: 400;"> e abordar as dinâmicas de poder e exploração dentro da indústria musical, levantando especulações de que a composição reflete experiências pessoais de Swift com executivos como </span><a href="https://www.elle.com/culture/music/a68688006/taylor-swift-father-figure-lyrics-meaning-scott-borchetta/"><span style="font-weight: 400;">Scott Borchetta</span></a><span style="font-weight: 400;">.</span></p>
<figure id="attachment_35916" aria-describedby="caption-attachment-35916" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-35916" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/10/image4-1-800x450.png" alt="Taylor Swift em um retrato de close-up, olhando para a câmera com uma expressão sedutora. Ela está com o dedo indicador tocando levemente seus lábios, pintados de vermelho vivo. A cantora veste um traje glamoroso e cravejado de joias, incluindo um adorno de cabeça prateado sobre a franja, um colar e um bracelete largos e brilhantes. O fundo é ricamente texturizado, com um padrão ornamental em tons de marrom e dourado, que remete a um estofado de luxo." width="800" height="450" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/10/image4-1-800x450.png 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/10/image4-1-1024x576.png 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/10/image4-1-768x432.png 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/10/image4-1-1536x864.png 1536w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/10/image4-1-1200x675.png 1200w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/10/image4-1.png 1920w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-35916" class="wp-caption-text">Do glamour ao desencanto, as primeiras faixas constroem uma promessa de coesão que o álbum não cumpre (Foto: Mert Alas &amp; Marcus Piggott)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">O deslize começa com </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=HwQnW_ZRKhc&amp;list=RDHwQnW_ZRKhc&amp;start_radio=1"><i><span style="font-weight: 400;">Eldest Daughter</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, surpreendentemente posicionada como a track five. Embora a ponte seja um ponto alto, o verso “</span><i><span style="font-weight: 400;">I’m not a bad bitch and this isn’t savage</span></i><span style="font-weight: 400;">” talvez figure entre os piores momentos líricos de sua discografia. Swift <a href="https://www.youtube.com/watch?v=Cqw8fZhggbQ">deu a entender</a> que a simplicidade se deve à verborragia de seu antecessor, </span><a href="https://personaunesp.com.br/the-tortured-poets-department-critica/"><i><span style="font-weight: 400;">THE TORTURED POETS DEPARTMENT</span></i></a><span style="font-weight: 400;">. Ainda assim, essa escolha não se sustenta como desculpa para a superficialidade. </span><a href="https://personaunesp.com.br/midnights-critica/"><i><span style="font-weight: 400;">Midnights</span></i></a> <span style="font-weight: 400;">(2022), por exemplo, é a prova de que é possível equilibrar identificação e profundidade, criando composições inteligentes sem abrir mão de qualidade ou sensibilidade artística. A tentativa de tornar o projeto mais palatável ao grande público soa, portanto, como um retrocesso; especialmente para uma artista cuja força sempre residiu na complexidade emocional de suas narrativas.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Infelizmente, o desapontamento não para por aí. Swift parece ter ouvido o meme </span><a href="https://www.youtube.com/shorts/1bBZljQ4A3c"><i><span style="font-weight: 400;">So Happy That My Travy Made It to The Big Game</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> e decidiu fazer a sua própria </span><i><span style="font-weight: 400;">(Taylor’s Version)</span></i><span style="font-weight: 400;">. </span><i><span style="font-weight: 400;">Honey </span></i><span style="font-weight: 400;">e </span><i><span style="font-weight: 400;">Wi$h Li$t</span></i><span style="font-weight: 400;"> ilustram esse descompasso: são letras que beiram o constrangimento, soando como paródias geradas por inteligência artificial. </span><i><span style="font-weight: 400;">Honey</span></i><span style="font-weight: 400;">, em especial, parece ser um descarte de </span><a href="https://personaunesp.com.br/i-said-i-love-you-first-critica/"><i><span style="font-weight: 400;">I Said I Love You First</span></i></a> <span style="font-weight: 400;">(2025)</span> <span style="font-weight: 400;">de Selena Gomez e Benny Blanco, tentando emular o </span><i><span style="font-weight: 400;">trap </span></i><span style="font-weight: 400;">de</span> <a href="https://personaunesp.com.br/thank-u-next-5-anos/"><i><span style="font-weight: 400;">thank u, next</span></i></a> <span style="font-weight: 400;">(2019), de Ariana Grande.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Ainda assim, é importante ressaltar que felicidade nunca foi sinônimo de mediocridade no repertório de Swift. </span><a href="https://personaunesp.com.br/aniversario-lover-5anos/"><i><span style="font-weight: 400;">Lover</span></i></a> <span style="font-weight: 400;">(2019), apesar dos pesares, comprova que a cantora é perfeitamente capaz de criar canções leves e divertidas sem sacrificar coesão ou inventividade. O próprio </span><i><span style="font-weight: 400;">The Life of a Showgirl </span></i><span style="font-weight: 400;">guarda lampejos dessa habilidade: se esquecermos sobre quem e o que realmente se trata, </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=6m50keINEOI&amp;list=RD6m50keINEOI&amp;start_radio=1"><i><span style="font-weight: 400;">Wood</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> é uma faixa que brinca com ambiguidade e superstições, embalada por uma produção contagiante que remete a </span><a href="http://youtube.com/watch?v=s3Q80mk7bxE&amp;list=RDs3Q80mk7bxE&amp;start_radio=1&amp;pp=ygUXaSB3YW50IHlvdSBiYWNrIGphY2tzb26gBwE%3D"><i><span style="font-weight: 400;">I Want You Back</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, do The Jackson 5.</span><span style="font-weight: 400;"><br />
</span></p>
<figure id="attachment_35914" aria-describedby="caption-attachment-35914" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-35914" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/10/image2-5-800x450.png" alt="Taylor Swift caracterizada como uma showgirl ou melindrosa dos anos 20, sentada em um ambiente luxuoso e de estilo vintage. Ela usa um cabelo preto curto, em corte &quot;bob&quot;, com um adorno de cabeça cravejado de joias e pérolas. Seu traje é um exuberante arranjo de grandes plumas cor-de-rosa pálido que cobrem a maior parte de seu corpo. Com os lábios pintados de vermelho vivo, ela olha diretamente para a câmera enquanto segura uma taça de champanhe. O cenário é uma sala opulenta com paredes rosadas, detalhes dourados, múltiplos espelhos e móveis clássicos, iluminada por arandelas de luz quente." width="800" height="450" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/10/image2-5-800x450.png 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/10/image2-5-1024x576.png 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/10/image2-5-768x432.png 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/10/image2-5-1536x864.png 1536w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/10/image2-5-1200x675.png 1200w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/10/image2-5.png 1920w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-35914" class="wp-caption-text">Entre brilhos e plumas, o visual showgirl de Taylor Swift cria o clima do espetáculo sem revelar todos os bastidores (Foto: Mert Alas &amp; Marcus Piggott)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">A discrepância entre estética e som não seria um problema se o visual ao menos dialogasse com a proposta temática. </span><i><span style="font-weight: 400;">The Life of a Showgirl</span></i><span style="font-weight: 400;"> foi promovido como uma imersão na vida de uma </span><i><span style="font-weight: 400;">performer </span></i><span style="font-weight: 400;">– uma personagem que vive sob os holofotes, mas permanece enigmática fora deles. No entanto, a própria Swift parece negar o convite que faz: na esquecível </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=OU6362Nggg0&amp;list=RDOU6362Nggg0&amp;start_radio=1"><span style="font-weight: 400;">faixa-título</span></a><span style="font-weight: 400;">, com participação de </span><a href="https://personaunesp.com.br/mans-best-friend-reune-o-melhor-de-sabrina-carpenter-humor-acido-tensao-sexual-e-melancolia/"><span style="font-weight: 400;">Sabrina Carpenter</span></a><span style="font-weight: 400;">, ela canta: “</span><i><span style="font-weight: 400;">Você não conhece a vida de uma showgirl / E nunca vai conhecer</span></i><span style="font-weight: 400;">” – e, de fato, nunca saberemos.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A liberdade criativa, aqui, se torna um mau agouro: as canções soam apressadas, escritas no automático, sem a lapidação característica da artista. Produzido em ritmo descompassado, entre apresentações da</span> <a href="https://extra.globo.com/entretenimento/musica/noticia/2025/10/taylor-swift-anuncia-documentario-sobre-o-fim-da-the-eras-tour-e-reflete-capitulo-mais-intenso-das-nossas-vidas.ghtml"><i><span style="font-weight: 400;">The Eras Tour</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> na Europa e viagens à Suécia para reencontrar Max Martin, o disco parece mais preocupado em existir do que em dizer algo. Em meio a um repertório que deveria explorar as contradições da fama e do espetáculo, encontramos uma canção sobre um <a href="https://www.youtube.com/watch?v=WQCPl5rTMDQ&amp;list=RDWQCPl5rTMDQ&amp;start_radio=1">romance</a> de ensino médio que termina em suicídio – uma escolha tonalmente deslocada e narrativamente incoerente.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">No meio desse turbilhão de informações pelo menos temos uma </span><i><span style="font-weight: 400;">diss track</span></i><span style="font-weight: 400;"> divertida e que gera polêmica. </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=FnEg1RgmqO4&amp;list=RDFnEg1RgmqO4&amp;start_radio=1"><i><span style="font-weight: 400;">Actually Romantic</span></i></a> <span style="font-weight: 400;">surge como uma suposta resposta ao desabafo de Charli XCX em </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=S9s4Ckt-aKo&amp;list=RDS9s4Ckt-aKo&amp;start_radio=1"><i><span style="font-weight: 400;">Sympathy is a knife</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, de </span><a href="https://personaunesp.com.br/brat-critica/"><i><span style="font-weight: 400;">BRAT</span></i></a> <span style="font-weight: 400;">(2024). “</span><i><span style="font-weight: 400;">Ouvi dizer que você me chama de ‘Barbie sem graça’ quando a cocaína te dá coragem / E ainda fez uma música dizendo que passa mal só de ver meu rosto</span></i><span style="font-weight: 400;">”, canta Swift, em versos que dispensam sutilezas. Ao contrário do que dizem alguns <a href="https://pitchfork.com/reviews/tracks/taylor-swift-actually-romantic/">moralistas seletivos</a>, é ingênuo acreditar que a faixa se limita a um recado unicamente à música da britânica – que, sim, é a melhor entre as duas. Mesmo assim, Swift parece mirar em algo maior: o duplo padrão que rege o </span><i><span style="font-weight: 400;">pop </span></i><span style="font-weight: 400;">contemporâneo, no qual o deboche é celebrado como </span><i><span style="font-weight: 400;">cool </span></i><span style="font-weight: 400;">e a indiferença é subestimada. Se Charli XCX pode ser </span><i><span style="font-weight: 400;">brat</span></i><span style="font-weight: 400;">, por que Taylor Swift não pode responder à altura?</span></p>
<figure id="attachment_35915" aria-describedby="caption-attachment-35915" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-35915" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/10/image3-4-800x450.png" alt="Taylor Swift em um close-up com iluminação dramática e quente, em tons de vermelho. Com uma expressão poderosa, ela levanta os braços para colocar um elaborado adorno de cabeça cravejado de joias, tratando-o como uma coroa. Seus lábios estão pintados de vermelho vivo e ela usa joias brilhantes no pescoço e no pulso. O fundo é escuro e a luz focada cria um ambiente íntimo e majestoso." width="800" height="450" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/10/image3-4-800x450.png 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/10/image3-4-1024x576.png 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/10/image3-4-768x432.png 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/10/image3-4-1536x864.png 1536w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/10/image3-4-1200x675.png 1200w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/10/image3-4.png 1920w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-35915" class="wp-caption-text">“Quantas vezes seu namorado disse / ‘Por que estamos sempre falando sobre ela?’&#8221; (Foto: Mert Alas &amp; Marcus Piggott)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">Quando tratamos da mensagem do álbum, não há como negar que, no </span><a href="https://g1.globo.com/mundo/noticia/2025/10/14/condado-de-los-angeles-declara-estado-de-emergencia-devido-as-batidas-de-imigracao.ghtml"><span style="font-weight: 400;">contexto político e social</span></a><span style="font-weight: 400;"> dos Estados Unidos, lançar um trabalho deliberadamente apolítico é, por si só, uma escolha política – e, neste caso, uma escolha conservadora. Não se trata de acusar Taylor Swift de ser republicana ou alinhada à direita – ela já se provou contrária à esse posicionamento. Porém, trata-se de reconhecer que: o </span><a href="https://cbn.globo.com/mundo/noticia/2025/08/04/trump-elogia-sydney-sweeney-por-anuncio-quente-e-detona-taylor-swift-ser-woke-e-para-perdedores.ghtml"><span style="font-weight: 400;">presidente dos EUA</span></a><span style="font-weight: 400;"> fala mal de você quase toda semana, sério que você prefere falar da ‘madeira’ do seu noivo e que você não liga pra Charli XCX? Evidentemente, não há nada de errado em querer falar sobre amor ou desafetos, mas o silêncio em torno do mundo ao redor soa, no mínimo, complacente. Em tempos tão polarizados, a ausência de posicionamento também comunica algo – principalmente quando parte de uma das figuras mais influentes do mundo.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O problema não é que Swift precise se tornar porta-voz de causas sociais ou comentar cada pauta do noticiário, e sim, a forma como o disco parece desconectado da realidade. Ao lançar faixas como </span><i><span style="font-weight: 400;">CANCELLED!</span></i><span style="font-weight: 400;">, em que diz gostar que seus amigos sejam ‘cancelados’, e ao se manter próxima de figuras associadas ao trumpismo – como </span><a href="https://people.com/is-taylor-swift-song-cancelled-about-brittany-mahomes-11824086"><span style="font-weight: 400;">Brittany Mahomes</span></a><span style="font-weight: 400;"> –, Swift acaba emitindo mensagens ambíguas que podem reforçar discursos com os quais ela não se alinha. Mesmo sem intenção, seu distanciamento das discussões acaba soando como indulgência.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Em uma </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=mUZ9T-hstUI"><span style="font-weight: 400;">entrevista</span></a><span style="font-weight: 400;"> recente, Swift afirmou que aprendeu a “</span><i><span style="font-weight: 400;">não levar as críticas muito a sério</span></i><span style="font-weight: 400;">” – um comentário que, à primeira vista, soa maduro, mas revela um certo privilégio. É fácil ser acima das críticas quando se está blindada por dinheiro e uma base de fãs imensa. Essa postura reflete uma velha manobra do feminismo liberal: performar empoderamento enquanto se foge de qualquer tipo de responsabilidade política. Em um cenário cultural cada vez mais conservador, essa escolha ideológica não é neutra; é, na verdade, o reflexo de um sistema que recompensa quem decide não se posicionar.</span></p>
<figure id="attachment_35918" aria-describedby="caption-attachment-35918" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-35918" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/10/image6-800x450.png" alt="Foto do noivado de Taylor Swift e Travis Kelce. O casal está abraçado em um jardim exuberante, com as testas tocando uma na outra em um gesto de carinho. Travis, de perfil, usa uma camisa polo escura. Taylor, com franja e um vestido listrado, olha para ele com um sorriso suave, com a mão esquerda em seu rosto, exibindo um anel no dedo anelar. O cenário é ricamente decorado com um grande vaso branco cheio de flores em tons de rosa, vermelho e branco, e mais flores dispostas no chão, em meio a uma vegetação densa." width="800" height="450" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/10/image6-800x450.png 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/10/image6-1024x576.png 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/10/image6-768x432.png 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/10/image6-1536x864.png 1536w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/10/image6-1200x675.png 1200w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/10/image6.png 1920w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-35918" class="wp-caption-text">Em agosto de 2025, Taylor Swift anunciou seu noivado com o jogador de futebol americano, Travis Kelce (Foto: Taylor Swift)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">É inegável que Taylor Swift já entrou para a história da música. Seu impacto comercial e artístico é inquestionável, consolidando-a como uma das maiores cantoras de sua geração. Porém, quando se fala em lendas, também se fala de transformação, de legado cultural e social. Madonna, Michael Jackson e os Beatles ultrapassaram as barreiras do som: influenciaram comportamentos, modos de vestir, formas de pensar. Falar da epidemia de </span><a href="https://www.bbc.com/portuguese/articles/ceklygyy8z4o"><span style="font-weight: 400;">AIDS</span></a><span style="font-weight: 400;"> é falar de Madonna; de </span><a href="https://app.uff.br/riuff/handle/1/31943"><span style="font-weight: 400;">contracultura</span></a><span style="font-weight: 400;">, dos Beatles; de </span><a href="https://mjbeats.com.br/2024/11/michael-jackson-e-a-luta-contra-o-racismo/"><span style="font-weight: 400;">igualdade racial</span></a><span style="font-weight: 400;">, de Michael Jackson. Todos eles deixaram marcas que ecoaram além dos palcos. No caso de Swift, a pergunta que permanece é: qual é o impacto que fica quando tiramos os números da equação?</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Não é que Swift nunca tenha se posicionado. Ela já defendeu os direitos dos artistas, criticou a exploração de plataformas como </span><a href="https://www.bbc.com/news/newsbeat-33226865"><span style="font-weight: 400;">Apple Music</span></a><span style="font-weight: 400;">, falou sobre a venda de seus </span><a href="https://www.rollingstone.com/music/music-features/how-taylor-swift-won-commentary-1235351833/"><span style="font-weight: 400;">masters</span></a><span style="font-weight: 400;"> e se manifestou politicamente nas eleições de </span><a href="https://www.nbcnews.com/politics/2020-election/taylor-swift-endorses-joe-biden-president-n1242483"><span style="font-weight: 400;">2020</span></a><span style="font-weight: 400;"> e </span><a href="https://www.nytimes.com/2024/09/10/us/taylor-swift-endorses-kamala-harris.html"><span style="font-weight: 400;">2024</span></a><span style="font-weight: 400;">, além de apoiar a causa </span><a href="https://tracklist.com.br/orgulho-lgbtq-taylor-swift-cria-campanha-letters-to-my-senator/"><span style="font-weight: 400;">LGBTQIAPN+</span></a><span style="font-weight: 400;">. Mas, diante do alcance que conquistou, suas ações parecem tímidas diante do potencial transformador que carrega. Hoje, Swift tem liberdade e poder suficientes para lançar qualquer tipo de obra que será comercialmente um sucesso. Por isso, a neutralidade, especialmente vinda de alguém que molda a cultura </span><i><span style="font-weight: 400;">pop </span></i><span style="font-weight: 400;">contemporânea, também comunica uma mensagem, e talvez mais forte do que se imagina.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Entender essa opção exige também reconhecer o contexto em que ela está inserida. Vivemos um momento em que as pessoas são constantemente cobradas por posicionamentos e, ao mesmo tempo, ameaçadas por eles. Casos recentes como o assassinato de </span><a href="https://www.cnnbrasil.com.br/internacional/trump-concede-maior-honraria-civil-dos-eua-para-charlie-kirk/"><span style="font-weight: 400;">Charlie Kirk</span></a><span style="font-weight: 400;"> e a suspeita de um </span><a href="https://g1.globo.com/pop-arte/musica/noticia/2024/08/21/taylor-swift-fala-pela-primeira-vez-sobre-suspeita-de-ataque-terrorista-aos-seus-shows-em-viena.ghtml"><span style="font-weight: 400;">ataque terrorista</span></a><span style="font-weight: 400;"> em um de seus </span><i><span style="font-weight: 400;">shows </span></i><span style="font-weight: 400;">em 2024 mostram que se expor pode ter consequências graves. Mas isso apenas reforça o tamanho da influência que ela tem: Taylor Swift está em um patamar em que tudo o que faz, ou deixa de fazer, reverbera globalmente. Mais do que sucesso, ela tem poder. E a questão que permanece é a mesma: o que ela faz com ele? Se lendas se tornam lendas por transformarem o mundo além da arte, talvez o maior desafio de Swift seja decidir que tipo de transformação quer deixar como legado.</span></p>
<figure id="attachment_35917" aria-describedby="caption-attachment-35917" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-35917" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/10/image5-800x450.png" alt="Taylor Swift se apresentando no palco durante a The Eras Tour. Ela está cantando com uma expressão concentrada enquanto toca um violão acústico de madeira clara. A cantora veste um vestido laranja cintilante e sem mangas, com lábios pintados de vermelho e seu característico delineado gatinho. Ao seu lado, um pedestal e um microfone estão cobertos de glitter avermelhado. O fundo é escuro e desfocado, pontilhado por luzes azuis e brancas, sugerindo a imensidão da plateia em um estádio." width="800" height="450" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/10/image5-800x450.png 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/10/image5-1024x576.png 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/10/image5-768x432.png 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/10/image5-1536x864.png 1536w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/10/image5-1200x675.png 1200w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/10/image5.png 1920w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-35917" class="wp-caption-text">Com a The Eras Tour, Taylor Swift fez a turnê mais lucrativa da história (Foto: Emma McIntyre)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">Em meio a um cenário tão polarizado, é difícil discutir Taylor Swift sem tocar em algo mais profundo – o modo como consumimos cultura hoje. Existe um fenômeno, que levaria meses de pesquisa: o efeito que ela exerce sobre as pessoas, tanto positiva quanto negativamente. De um lado, há os fãs que a veneram de forma </span><a href="https://www.dw.com/pt-br/o-que-o-noivado-de-swift-ensina-sobre-rela%C3%A7%C3%B5es-parassociais/a-73796314"><span style="font-weight: 400;">parassocial</span></a><span style="font-weight: 400;">, incapazes de aceitar qualquer crítica contrária; do outro, os detratores que distorcem fatos e sacrificam o próprio senso crítico apenas para atacá-la. Ambos os polos se retroalimentam, mantendo acesa uma disputa que ultrapassa o campo da música e invade o da identidade, da moral e até do pertencimento social. Nesse fogo cruzado, o debate racional se torna raro, e talvez seja justamente essa intensidade que explica parte do fascínio em torno dela.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Nesse sentido, </span><a href="https://rollingstone.com.br/musica/the-life-of-a-showgirl-e-o-album-mais-grandioso-e-divisivo-do-ano-e-taylor-nao-gostaria-que-fosse-diferente/"><i><span style="font-weight: 400;">The Life of a Showgirl</span></i></a> <span style="font-weight: 400;">é um reflexo. Um espelho que devolve à própria artista, à indústria e ao público o espetáculo que todos ajudamos a construir. Taylor Swift pode parecer acomodada em sua mitologia, porém seu trabalho ainda provoca. Talvez o maior mérito deste disco não esteja em inovar musicalmente, mas em nos obrigar a olhar para o que projetamos nela – nossas idealizações, frustrações e contradições. Gostando ou não, ela segue cumprindo um dos papéis mais legítimos da Arte: o de gerar desconforto, debate e reflexão.</span></p>
<p><iframe title="Spotify Embed: The Life of a Showgirl" style="border-radius: 12px" width="100%" height="352" frameborder="0" allowfullscreen allow="autoplay; clipboard-write; encrypted-media; fullscreen; picture-in-picture" loading="lazy" src="https://open.spotify.com/embed/album/4a6NzYL1YHRUgx9e3YZI6I?si=Boa4NEYKTD2mwyejpuOw-Q&#038;utm_source=oembed"></iframe></p>
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		<title>Em Beautiful Chaos, KATSEYE transforma o caos em beleza pop</title>
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		<pubDate>Wed, 01 Oct 2025 13:00:15 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Stephanie Cardoso Se você esteve online nos últimos meses, com certeza já ouviu alguma música do EP Beautiful Chaos. Com letras viciantes e batidas barulhentas, as canções do projeto vem tomando conta das redes sociais e conquistando cada vez mais espaço no cenário musical. Mostrando que o KATSEYE não quer apenas pertencer ao pop global &#8230; <a href="http://personaunesp.com.br/beautiful-chaos-critica/" class="more-link">Continue lendo<span class="screen-reader-text"> "Em Beautiful Chaos, KATSEYE transforma o caos em beleza pop"</span></a></p>
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										<content:encoded><![CDATA[<figure id="attachment_35826" aria-describedby="caption-attachment-35826" style="width: 640px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-35826" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/09/image2-12.png" alt="As integrantes de KATSEYE posam sobre cinco carros antigos, vistos de cima, em um cenário de ferro-velho ao ar livre. Cada uma está em uma posição diferente: deitadas no capô, sentadas ou reclinadas. O contraste de cores dos carros (verde, amarelo, prata, azul e rosa) e o solo cru transmitem a ideia de desordem estética. “Beautiful Chaos” aparece em amarelo no canto esquerdo, enquanto no direito está também em amarelo o nome do grupo" width="640" height="640" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/09/image2-12.png 640w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/09/image2-12-150x150.png 150w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-35826" class="wp-caption-text">Beautiful Chaos é o segundo EP do KATSEYE e já nos mostra o porquê do grupo ser uma promessa no pop (Foto: HYBE)</figcaption></figure>
<p><b>Stephanie Cardoso</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Se você esteve online nos últimos meses, com certeza já ouviu alguma música do EP </span><a href="https://youtu.be/qT7i5Wk5Y_k?feature=shared"><i><span style="font-weight: 400;">Beautiful Chaos</span></i></a><i><span style="font-weight: 400;">. </span></i><span style="font-weight: 400;">Com letras viciantes e batidas barulhentas, as canções do projeto vem tomando conta das redes sociais e conquistando cada vez mais espaço no cenário musical. Mostrando que o </span><a href="https://youtu.be/C11m05eKmcA?feature=shared"><span style="font-weight: 400;">KATSEYE</span></a><span style="font-weight: 400;"> não quer apenas pertencer ao </span><i><span style="font-weight: 400;">pop</span></i><span style="font-weight: 400;"> global </span><b>—</b><span style="font-weight: 400;"> quer moldá-lo. </span><span id="more-35824"></span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Essa ambição fica ainda mais evidente no seu segundo projeto. A aposta multicultural do </span><i><span style="font-weight: 400;">HYBE</span></i><span style="font-weight: 400;"> e da </span><i><span style="font-weight: 400;">Geffen Records </span></i><span style="font-weight: 400;">evidencia que o grupo formado no reality </span><a href="https://youtu.be/9ap0iUUtkIE?feature=shared"><i><span style="font-weight: 400;">The Debut: Dream Academy</span></i></a> <span style="font-weight: 400;">está pronto para ir além das expectativas. Com cinco faixas e performances envolventes, a produção confirma que as seis garotas deixaram de ser uma promessa para se firmar como uma realidade em construção </span><b>—</b><span style="font-weight: 400;"> marcada por identidade, ousadia e, acima de tudo, intenção artística.</span></p>
<figure id="attachment_35825" aria-describedby="caption-attachment-35825" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-35825" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/09/image1-13-800x640.png" alt="Imagem promocional do grupo musical KATSEYE. As seis integrantes estão alinhadas lado a lado em frente a um céu escuro. Da esquerda para a direita: A primeira integrante é branca, tem cabelo cacheado castanho escuro e usa uma blusa branca rendada e calça vermelha metálica. A segunda integrante é asiática, tem franja reta, cabelo preto liso e veste um top amarelo com alças finas e jeans. A terceira é negra, usa tranças em seu cabelo e está de blusa de manga longa listrada azul e preta. A quarta integrante tem a parte da frente de seu cabelo rosa, também tem origem asiática e veste uma blusa laranja estampada e jeans. A quinta é coreana, de cabelos lisos pretos longos, veste top rosa claro e saia jeans. A sexta, tem origem indiana e cabelo liso longo, usa top preto recortado, calça jeans e brincos grandes de flor dourada" width="800" height="640" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/09/image1-13-800x640.png 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/09/image1-13-1024x819.png 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/09/image1-13-768x614.png 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/09/image1-13-1536x1229.png 1536w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/09/image1-13-1200x960.png 1200w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/09/image1-13.png 1999w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-35825" class="wp-caption-text">Membros do KATSEYE, da esquerda para direita: Daniela (EUA), Sophia (Filipinas), Manon (Suiça), Megan (EUA), Yoonchae (Coreia do Sul) e Lara (EUA) (Foto: HYBE)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">Se </span><a href="https://open.spotify.com/intl-pt/album/48t47MKCsynkPx3rRg7EWr?si=9KF0kjtjR2OLHLqwJxN51Q"><i><span style="font-weight: 400;">SIS (Soft Is Strong)</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, o primeiro EP lançado em 2024, funcionou como uma introdução elegante às seis integrantes (Yoonchae, Sophia, Manon, Daniela, Lara e Megan), também nos deixou ansiosos pelo que viria a seguir. Antes mesmo da chegada do novo projeto, o KATSEYE já havia dado sinais de sua força com o sucesso de </span><a href="https://youtu.be/l9CZykYZkOQ?feature=shared"><i><span style="font-weight: 400;">Touch</span></i></a><span style="font-weight: 400;">. Enquanto no trabalho de estreia, elas apostaram em segurança com músicas bem produzidas, em </span><i><span style="font-weight: 400;">Beautiful Chaos</span></i><span style="font-weight: 400;"> a mudança é extremamente perceptível. Aqui, cada música soa como um experimento bem calibrado. As batidas energéticas e letras chicletes dessas canções irão grudar na sua mente </span><b>—</b><span style="font-weight: 400;"> se já não grudaram.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A abertura com </span><a href="https://youtu.be/R2-yomhYAj4?feature=shared"><i><span style="font-weight: 400;">Gnarly</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> é barulhenta e cheia de distorção, sendo quase um grito de independência. A produção distorcida, os vocais fragmentados e a estética agressiva rompem completamente com a sonoridade limpa do trabalho antecessor. Longe da fórmula do </span><i><span style="font-weight: 400;">pop</span></i><span style="font-weight: 400;"> polido, ela apresenta um sexteto que se permite ser desconfortável, enérgico e barulhento </span><b>—</b><span style="font-weight: 400;"> e que, por isso mesmo, conquistou não só atenção nas redes, mas também um lugar na </span><a href="https://www.billboard.com/charts/hot-100/"><i><span style="font-weight: 400;">Billboard Hot 100</span></i></a><span style="font-weight: 400;">. O caos, aqui, é estética e mensagem.</span></p>
<div class="jetpack-video-wrapper"><iframe loading="lazy" title="KATSEYE (캣츠아이) &quot;Gabriela&quot; Official MV" width="840" height="473" src="https://www.youtube.com/embed/CjnB56tSCQI?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen></iframe></div>
<p><span style="font-weight: 400;">O EP continua com </span><i><span style="font-weight: 400;">Gabriela</span></i> <b>—</b><span style="font-weight: 400;"> composição de </span><a href="https://personaunesp.com.br/how-im-feeling-now-critica/"><span style="font-weight: 400;">Charli XCX</span></a> <b>—</b><span style="font-weight: 400;">, na qual Daniela canta versos em espanhol em uma música de </span><i><span style="font-weight: 400;">pop</span></i><span style="font-weight: 400;"> latino com produção suave e refrão memorável. Em vez de apenas cumprir uma cota cultural, ela se apoia na autenticidade da integrante e entrega um momento que amplia as possibilidades do grupo. Com direito a um videoclipe que parece que saiu diretamente de um capítulo de </span><a href="https://exame.com/pop/drama-em-alta-7-novelas-mexicanas-famosas-para-assistir-no-streaming/"><span style="font-weight: 400;">novela mexicana</span></a><span style="font-weight: 400;"> e com a participação da atriz </span><a href="https://youtu.be/Q5KvgoaL16o?feature=shared"><span style="font-weight: 400;">Jessica Alba</span></a><span style="font-weight: 400;">, a canção tem o frescor do verão e o carisma necessário para se tornar um hit duradouro. Em seguida, </span><a href="https://youtu.be/-bC4iak3kxg?feature=shared"><i><span style="font-weight: 400;">Gameboy</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> conta com um clipe simples e divertido, desacelerando o ritmo e abraçando uma batida mais minimalista</span> <b>—</b><span style="font-weight: 400;"> que nos faz lembrar de </span><i><span style="font-weight: 400;">Touch</span></i><span style="font-weight: 400;">, porém com um tom mais maduro e condizente com o projeto. </span></p>
<blockquote><p><span style="font-weight: 400;">“</span><i><span style="font-weight: 400;">Deus abençoe as meninas trans e todas as meninas não-binárias/Meninas, meninas, meninas, meninas/E, sim, Deus abençoe até as meninas malvadas</span></i><span style="font-weight: 400;">”</span> <b>— </b><a href="https://youtu.be/V9FyVxAyUa0?feature=shared"><b>Mean Girls</b></a><b>.</b></p></blockquote>
<p><span style="font-weight: 400;">A quarta faixa, </span><a href="https://personaunesp.com.br/meninas-malvadas-20-anos/"><i><span style="font-weight: 400;">Mean Girls</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> entrega um dos melhores refrões do EP, trazendo uma sonoridade divertida e melancólica ao mesmo tempo. Ela também apresenta um dos versos mais comentados do trabalho, que celebra a inclusão de garotas trans e pessoas não-binárias. A linha não é apenas simbólica — ela carrega uma história de bastidores relevante: a música, escrita por Justin Tranter, foi inicialmente oferecida a grandes outros artistas, que pediram para que esse trecho fosse removido. Tranter recusou, e a faixa acabou sendo abraçada pelo KATSEYE, que manteve a letra original, transformando-a em um gesto claro de posicionamento e respeito à diversidade. É interessante ver um grupo tão novo — e principalmente por conta das suas raízes no </span><i><span style="font-weight: 400;">Kpop </span></i><span style="font-weight: 400;">— não ter medo de se posicionar e cantar sobre o que acreditam, especialmente nos dias de hoje. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O encerramento com </span><a href="https://youtu.be/4H7ZJQPPThY?feature=shared"><i><span style="font-weight: 400;">M.I.A.</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, que mistura camadas de vocais e batidas eletrônicas, é um ponto final vibrante, deixando a sensação de que o caos anunciado no título é, na verdade, um plano cuidadosamente orquestrado. Se </span><a href="https://www.correiobraziliense.com.br/diversao-e-arte/2024/08/6928648-katseye-lanca-seu-album-de-estreia-8216sis-soft-is-strong-8217.html#google_vignette"><i><span style="font-weight: 400;">SIS</span></i></a> <span style="font-weight: 400;">era um quebra-cabeça ainda por montar, </span><i><span style="font-weight: 400;">Beautiful Chaos</span></i><span style="font-weight: 400;"> é uma imagem que começa a ganhar nitidez. O som é mais coeso, as composições mais afiadas, e a produção mais ousada. Cada música contribui para a construção de um universo sonoro que mistura delicadeza e tensão, e que reflete os conflitos internos de uma geração que vive entre o online e o real, entre o pertencimento e a </span><a href="https://youtu.be/kUzCvV-Q2Xo?feature=shared"><span style="font-weight: 400;">performance</span></a><span style="font-weight: 400;">.</span></p>
<figure id="attachment_35827" aria-describedby="caption-attachment-35827" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-35827" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/09/image3-5-800x400.jpg" alt="Foto promocional do grupo musical KATSEYE. Na imagem, vemos seis jovens posando em frente a carros antigos. Elas estão alinhadas lado a lado, usando roupas estilosas, como corsets, vestidos e tops. O cenário é externo, com fumaça azulada ao fundo e uma cerca metálica parcialmente visível" width="800" height="400" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/09/image3-5-800x400.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/09/image3-5-1024x512.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/09/image3-5-768x384.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/09/image3-5-1536x768.jpg 1536w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/09/image3-5-1200x600.jpg 1200w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/09/image3-5.jpg 1999w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-35827" class="wp-caption-text">O photoshoot é outro ponto de destaque do EP (Foto: HYBE)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">A direção visual também acompanha essa evolução. A </span><a href="https://youtu.be/PIwXoKGh6hc?feature=shared"><span style="font-weight: 400;">capa do EP</span></a><span style="font-weight: 400;">, com tons mais fortes e com uma estética mais madura, reforça o conceito de identidade em fluxo. As performances do sexteto, como visto nos palcos do </span><i><span style="font-weight: 400;">Nickelodeon Kids&#8217; Choice Awards</span></i><span style="font-weight: 400;"> e em vídeos promocionais, combinam técnica e expressão, reafirmando o potencial da formação musical como força artística e comercial.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Com </span><i><span style="font-weight: 400;">Beautiful Chaos</span></i><span style="font-weight: 400;">, as meninas mostram que entendem o momento cultural em que vivem </span><b>—</b><span style="font-weight: 400;"> e que estão dispostas a expressá-lo. Ao abraçar o conflito, elas se distanciam do </span><i><span style="font-weight: 400;">pop</span></i><span style="font-weight: 400;"> genérico e se aproximam de uma arte mais autêntica e relevante. É raro ver um segundo projeto de um grupo tão jovem soar tão consciente de sua proposta. </span><a href="https://youtu.be/O8vEr5zhiuk?feature=shared"><i><span style="font-weight: 400;">KATSEYE</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> ainda está se formando, sim, mas já é, sem dúvidas, uma das estreias mais promissoras dos últimos anos. Se o caos for esse, que continue.</span></p>
<p><iframe title="Spotify Embed: BEAUTIFUL CHAOS" style="border-radius: 12px" width="100%" height="352" frameborder="0" allowfullscreen allow="autoplay; clipboard-write; encrypted-media; fullscreen; picture-in-picture" loading="lazy" src="https://open.spotify.com/embed/album/4llrXTk6u4QYI1j7KHIsCx?si=HTU8yjWURCSm8A_d9wm9SQ&#038;utm_source=oembed"></iframe></p>
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		<title>Em I quit, HAIM questiona se os relacionamentos ainda fazem sentido na modernidade líquida</title>
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		<pubDate>Wed, 13 Aug 2025 13:00:21 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Música]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>&#160; Arthur Caires Desistir já foi sinônimo de fraqueza. Era o verbo da derrota, da frustração, daquilo que não deu certo. Mas, aos poucos, entendemos que tem coisas que simplesmente não merecem o nosso esforço. Tem causa que é melhor abandonar do que insistir. E tem relações, fases e até versões de nós mesmos que &#8230; <a href="http://personaunesp.com.br/em-i-quit-haim-questiona-se-os-relacionamentos-ainda-fazem-sentido-na-modernidade-liquida/" class="more-link">Continue lendo<span class="screen-reader-text"> "Em I quit, HAIM questiona se os relacionamentos ainda fazem sentido na modernidade líquida"</span></a></p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>&nbsp;</p>
<figure id="attachment_35464" aria-describedby="caption-attachment-35464" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-35464" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/07/image2-800x800.jpg" alt="Fotografia em formato quadrado. No centro, Danielle Haim aparece com um vestido azul de paetês, segurando uma placa eletrônica vermelha com a frase “I quit” em letras minúsculas. Ela está atrás de um vidro, com reflexos de luz e objetos ao redor. Ao fundo, as irmãs Alana e Este observam a cena em segundo plano. O ambiente é uma loja com paredes envidraçadas, diplomas e prêmios expostos em prateleiras." width="800" height="800" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/07/image2-800x800.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/07/image2-1024x1024.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/07/image2-150x150.jpg 150w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/07/image2-768x768.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/07/image2.jpg 1200w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-35464" class="wp-caption-text">Em I quit, HAIM troca a superação melodramática por uma rendição consciente (Foto: Polydor Records)</figcaption></figure>
<p><b>Arthur Caires</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Desistir já foi sinônimo de fraqueza. Era o verbo da derrota, da frustração, daquilo que não deu certo. Mas, aos poucos, entendemos que tem coisas que simplesmente não merecem o nosso esforço. Tem causa que é melhor abandonar do que insistir. E tem relações, fases e até versões de nós mesmos que precisam ficar para trás. É nesse espírito que HAIM lança </span><a href="https://open.spotify.com/intl-pt/album/2Ub8XBjb6OsCIwM8KA9Sa6?si=9iBttKwFTYyMFyBQs5vpdQ"><i><span style="font-weight: 400;">I quit</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, uma coleção de músicas que se recusa a dramatizar e escolhe simplesmente seguir em frente.</span></p>
<p><span id="more-35462"></span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Em seu quarto álbum de estúdio, Danielle, Alana e Este se ancoram nas bases sólidas que o trio construiu ao longo da última década: um </span><i><span style="font-weight: 400;">soft rock</span></i><span style="font-weight: 400;"> de raízes californianas, permeado por influências de bandas dos anos 1970, do </span><i><span style="font-weight: 400;">pop </span></i><span style="font-weight: 400;">dos anos 1980 e do </span><i><span style="font-weight: 400;">R&amp;B</span></i><span style="font-weight: 400;"> dos anos 1990. Dessa vez, a sonoridade vem acompanhada de um conceito bem definido e direto. Como a caçula explicou no </span><a href="https://www.yahoo.com/entertainment/articles/sometimes-quit-haim-sisters-back-104441493.html?guccounter=1&amp;guce_referrer=aHR0cHM6Ly93d3cuZ29vZ2xlLmNvbS8&amp;guce_referrer_sig=AQAAANdYfg-IbG-b5xjG5ObZSbHn730JwgN54n8vAvqHPzzxhzhF1kSwd69ER-nhn37O8U6xBs6-OMB-fIGqgBdCObCQ3Rks7PxbYb5H6JAtXbKuxJuoKtcrj1vLQBfw5ewkeNaD7iaiAX9cTh-F98YT-wWro1uQnH3NGchaXwo-5-7P"><span style="font-weight: 400;">material de divulgação</span></a><span style="font-weight: 400;">, “</span><i><span style="font-weight: 400;">toda faixa gira em torno da ideia de largar algo que não está mais funcionando para nós</span></i><span style="font-weight: 400;">”. Em vez de buscar superação ou dar voltas em metáforas, as irmãs Haim optam por um registro sincero, que enxerga a desistência não como fraqueza, porém como ato de indiferença.</span></p>
<figure id="attachment_35463" aria-describedby="caption-attachment-35463" style="width: 640px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-35463" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/07/image1.jpg" alt="Imagem em formato quadrado. As três integrantes da banda Haim caminham juntas por uma calçada ensolarada. Danielle está no centro, com os braços estendidos e expressão de alívio. Ela veste uma blusa estampada e saia azul. Este, à esquerda, usa blusa cinza clara e saia branca. Alana, à direita, veste preto e está de olhos fechados. A imagem faz referência a uma foto famosa de Nicole Kidman celebrando seu divórcio. No canto inferior esquerdo, está escrito “HAIM relationships” em letras minúsculas e brancas." width="640" height="640" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/07/image1.jpg 640w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/07/image1-150x150.jpg 150w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-35463" class="wp-caption-text">A capa do single Relationships recria o famoso flagra feito por um paparazzi da Nicole Kidman comemorando o divórcio (Foto: Polydor Records)</figcaption></figure>
<p><i><span style="font-weight: 400;">I quit</span></i><span style="font-weight: 400;"> marca também uma mudança importante nos bastidores da banda. Pela primeira vez desde o início da carreira, HAIM não conta com a produção de Ariel Rechtshaid – que, além de parceiro criativo, foi namorado de Danielle por nove anos. A ausência dele não significa um vazio, mas uma abertura para novas possibilidades. A irmã do meio também assina a produção ao lado de Rostam Batmanglij (</span><a href="https://expresso.pt/blitz/2025-02-05-vampire-weekend-no-festival-vodafone-paredes-de-coura-b98f3b80"><span style="font-weight: 400;">Vampire Weekend</span></a><span style="font-weight: 400;">) e do colaborador Buddy Ross, imprimindo um processo mais orgânico e intimista. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O resultado é um disco com estética menos dependente dos reverbs que marcaram os trabalhos anteriores e mais atento às imperfeições, aos silêncios e às nuances do vocal sem filtros. Essa escolha se reflete também nas referências sonoras. O álbum cita Abraham Lincoln já na faixa de abertura, </span><i><span style="font-weight: 400;">Gone</span></i><span style="font-weight: 400;">, e brinca com samples emblemáticos, como </span><i><span style="font-weight: 400;">Freedom! &#8217;90</span></i><span style="font-weight: 400;"> de </span><a href="https://personaunesp.com.br/faith-george-michael/"><span style="font-weight: 400;">George Michael</span></a><span style="font-weight: 400;"> e </span><i><span style="font-weight: 400;">Numb </span></i><span style="font-weight: 400;">de U2. É o trabalho mais silencioso e contido da banda, no melhor sentido – arranjos enxutos e um foco emocional que privilegia a vulnerabilidade ao exibicionismo.</span></p>
<div class="jetpack-video-wrapper"><iframe loading="lazy" title="HAIM - Relationships (Official Video)" width="840" height="630" src="https://www.youtube.com/embed/dOI_QTmK8Ks?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen></iframe></div>
<p><span style="font-weight: 400;">Com o lançamento de </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=dOI_QTmK8Ks&amp;list=RDdOI_QTmK8Ks&amp;start_radio=1"><i><span style="font-weight: 400;">Relationships</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> como primeiro single de </span><i><span style="font-weight: 400;">I quit</span></i><span style="font-weight: 400;">, HAIM deixou claro que a nova fase seria menos sobre tentar entender e mais sobre deixar pra lá. A faixa abre com uma provocação direta: “</span><i><span style="font-weight: 400;">O que é toda essa conversa sobre relacionamentos?</span></i><span style="font-weight: 400;">” – e, a partir daí, desmonta com precisão melódica e produção impecável a ideia de que vínculos românticos são centrais ou obrigatórios para a existência. Funciona quase como um manifesto de identidade da banda. É a música que melhor sintetiza a razão de ser do trio – um grito de exaustão, mas também de alívio, como quem diz “cansei de tudo” e encontra liberdade exatamente aí.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">No terceiro single, </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=tkwCq_XZzbM&amp;list=RDtkwCq_XZzbM&amp;start_radio=1"><span style="font-weight: 400;">Down to be wrong</span></a><span style="font-weight: 400;">, a reflexão é aprofundada com mais nuance. Em vez de seguir o caminho fácil da culpa unilateral, as irmãs reconhecem que, muitas vezes, o desgaste não vem só do outro – vem da fricção entre duas pessoas emocionalmente desalinhadas, tentando se entender sem saber como. Na composição, “</span><i><span style="font-weight: 400;">aposto que você gostaria que fosse fácil para mudar de ideia</span></i><span style="font-weight: 400;">” aponta para o desconforto de se sentir incompreendida e também inflexível. Já em </span><i><span style="font-weight: 400;">The farm</span></i><span style="font-weight: 400;">, o tom é ainda mais introspectivo: “</span><i><span style="font-weight: 400;">Mas a distância continua aumentando entre o que me permito dizer e o que sinto</span></i><span style="font-weight: 400;">”. No mundo emocional narrado por HAIM, não existe vilão ou vítima, só seres humanos fodidos da cabeça tentando fazer o melhor com o pouco que conseguem comunicar.</span></p>
<figure id="attachment_35465" aria-describedby="caption-attachment-35465" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-35465" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/07/image3-1-800x548.png" alt="Fotografia em formato paisagem. As três irmãs Haim caminham em uma rua urbana durante o dia, usando apenas sutiãs de biquíni e calças jeans. Danielle está à esquerda, com biquíni floral e óculos escuros. Este, ao centro, veste um top verde e calça branca. Alana, à direita, usa um top de estampa animal print e jeans. Todas sorriem e parecem relaxadas, em clima de descontração e liberdade." width="800" height="548" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/07/image3-1-800x548.png 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/07/image3-1-1024x701.png 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/07/image3-1-768x526.png 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/07/image3-1.png 1122w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-35465" class="wp-caption-text">O trio californiano tira sarro, expõe feridas e recusa amarras – tudo em acordes vintage e confissões sem filtro (Foto: Polydor Records)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">Apesar de Danielle seguir como o centro gravitacional da banda – com vocais mais presentes e letras afiadas que conduzem o tom confessional do disco – </span><i><span style="font-weight: 400;">I quit</span></i><span style="font-weight: 400;"> abre um novo espaço para que cada irmã brilhe individualmente. Alana assume pela primeira vez os vocais principais em uma faixa completa, na dançante e melancólica </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=-nC8OiHgKS8&amp;list=RD-nC8OiHgKS8&amp;start_radio=1"><i><span style="font-weight: 400;">Spinning</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> e Este comanda os versos de </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=DFhA91M76rY&amp;list=RDDFhA91M76rY&amp;start_radio=1"><i><span style="font-weight: 400;">Cry</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, uma balada </span><i><span style="font-weight: 400;">synth-country</span></i><span style="font-weight: 400;"> em que sua fragilidade aparece de forma inédita. Ao permitir que cada uma tenha voz própria, o álbum ganha novas camadas de interpretação e mostra que, por trás da unidade que sempre marcou o HAIM, existem perspectivas e emoções que só agora estão vindo à tona com mais nitidez.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">No âmbito do marketing, </span><i><span style="font-weight: 400;">I quit</span></i><span style="font-weight: 400;"> seguiu uma linha cronicamente online liderada por Terrence O&#8217;Connor, o mesmo nome por trás da elogiada estratégia de divulgação de </span><a href="https://personaunesp.com.br/brat-critica/"><i><span style="font-weight: 400;">BRAT</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, de Charli XCX. Amigo próximo da cantora britânica e figura conhecida nos bastidores da cena </span><i><span style="font-weight: 400;">pop </span></i><span style="font-weight: 400;">alternativa, O&#8217;Connor ajudou HAIM a criar um universo visual e conceitual que brinca com a cultura digital, resgata momentos clássicos de </span><i><span style="font-weight: 400;">paparazzi </span></i><span style="font-weight: 400;">dos anos 2000 nas capas dos </span><i><span style="font-weight: 400;">singles </span></i><span style="font-weight: 400;">e convida os namoradinhos da internet – Will Poulter, Logan Lerman e Drew Starkey – para participar dos clipes. O resultado foi uma campanha que não só amplifica o senso de humor da banda como também reforça a identidade culturalmente antenada que as irmãs Haim têm cultivado ao longo dos anos.</span></p>
<div class="jetpack-video-wrapper"><iframe loading="lazy" title="HAIM - Down to be wrong (Official Video)" width="840" height="630" src="https://www.youtube.com/embed/tkwCq_XZzbM?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen></iframe></div>
<p><span style="font-weight: 400;">Mesmo com uma discografia coesa, respeito da crítica e uma presença constante nos bastidores – seja Danielle tocando guitarra em </span><i><span style="font-weight: 400;">Something Beautiful</span></i><span style="font-weight: 400;"> de </span><a href="https://personaunesp.com.br/endless-summer-vacation-critica/"><span style="font-weight: 400;">Miley Cyrus</span></a><span style="font-weight: 400;">, Este tocando tamborim no </span><a href="https://personaunesp.com.br/joanne-lady-gaga-pazes-publico/"><i><span style="font-weight: 400;">Joanne</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> de Lady Gaga ou Alana brilhando em sua </span><a href="https://personaunesp.com.br/licorice-pizza-critica/"><span style="font-weight: 400;">carreira de atriz</span></a><span style="font-weight: 400;"> –, HAIM parece ocupar um lugar curioso: reconhecidas, porém não exatamente populares em larga escala. Parte disso pode vir da escolha consciente de não adotar uma figura central como porta-voz ou ‘rosto oficial’ da banda. A irmã do meio, embora esteja à frente da produção, dos vocais e apareça com mais frequência nos holofotes, nunca se coloca como líder absoluta. A dinâmica do grupo, desde o início, é construída na ideia de irmandade e igualdade, o que pode soar libertador em termos artísticos, mas talvez mais desafiador para o público mainstream, que costuma se conectar com personalidades individuais com mais facilidade.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Esse modelo, que desafia estruturas convencionais de banda e rompe com a lógica do estrelato individual, pode ajudar a explicar por que o HAIM ainda circula em uma espécie de limbo entre o </span><i><span style="font-weight: 400;">rock </span></i><span style="font-weight: 400;">alternativo e o </span><i><span style="font-weight: 400;">pop</span></i><span style="font-weight: 400;">. A ausência de hierarquias explícitas dificulta a criação de uma narrativa tradicional, daquelas que vendem identificação ou impulsionam redes sociais. Enquanto isso, outras artistas que compartilham esse ethos coletivo, como </span><a href="https://personaunesp.com.br/the-record-critica/"><span style="font-weight: 400;">boygenius</span></a><span style="font-weight: 400;"> ou MUNA, enfrentam desafios parecidos em termos de alcance. No entanto, no fim das contas, isso pouco importa: as irmãs Haim são interessantes demais para se preocupar e relevantes o suficiente onde realmente importa – como elas mesmas dizem na última faixa de </span><i><span style="font-weight: 400;">I quit</span></i><span style="font-weight: 400;">, </span><i><span style="font-weight: 400;">Now it’s time</span></i><span style="font-weight: 400;">: “</span><i><span style="font-weight: 400;">Será que estou me abrindo só pra dizer que na verdade nunca dei a mínima?</span></i><span style="font-weight: 400;">”.</span></p>
<p><iframe title="Spotify Embed: I quit" style="border-radius: 12px" width="100%" height="352" frameborder="0" allowfullscreen allow="autoplay; clipboard-write; encrypted-media; fullscreen; picture-in-picture" loading="lazy" src="https://open.spotify.com/embed/album/2Ub8XBjb6OsCIwM8KA9Sa6?si=lrZTqoOnRAOAY0faF-JPyQ&#038;utm_source=oembed"></iframe></p>
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		<title>Há 5 anos, Charli XCX mostrava seus sentimentos mais profundos em how i’m feeling now</title>
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		<pubDate>Fri, 04 Jul 2025 18:53:51 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>&#160; Isabela Nascimento  Em maio de 2020, no meio da pandemia do coronavírus, a cantora britânica resolveu criar um álbum e documentar o processo criativo inteiro, enquanto relatava sobre a experiência de estar isolada da sociedade. &#8220;Como eu estou me sentindo agora&#8220;, tradução do título em português, contém 11 faixas que navegam em seus sentimentos &#8230; <a href="http://personaunesp.com.br/ha-5-anos-charli-xcx-mostrava-seus-sentimentos-mais-profundos-em-how-im-feeling-now/" class="more-link">Continue lendo<span class="screen-reader-text"> "Há 5 anos, Charli XCX mostrava seus sentimentos mais profundos em how i’m feeling now"</span></a></p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>&nbsp;</p>
<figure id="attachment_35459" aria-describedby="caption-attachment-35459" style="width: 600px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-35459" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/07/image3.png" alt="Foto da capa do álbum how i’m feeling now da Charli XCX. Ela está deitada em uma cama com lençóis brancos, usando roupas íntimas brancas, segurando e olhando para uma câmera de filmagem. No canto esquerdo está escrito o nome do álbum verticalmente." width="600" height="600" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/07/image3.png 600w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/07/image3-150x150.png 150w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-35459" class="wp-caption-text">Em 2024, Charli XCX ganhou seu primeiro Grammy com seu último álbum Brat (Foto: Warner Music UK Limited)</figcaption></figure>
<p><b>Isabela Nascimento </b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Em maio de 2020, no meio da pandemia do coronavírus, a cantora britânica resolveu criar um álbum e documentar o processo criativo inteiro, enquanto relatava sobre a experiência de estar isolada da sociedade. &#8220;</span><i><span style="font-weight: 400;">Como eu estou me sentindo agora</span></i><span style="font-weight: 400;">&#8220;, tradução do título em português, contém 11 faixas que navegam em seus sentimentos mais íntimos. O reacender de uma paixão, a insegurança consigo mesma e com a sua carreira e as aflições de estar sozinha. Esse seria o primeiro disco que a artista abordaria de maneira profunda suas emoções, dando início a uma nova era de produções mais pessoais e cruas da </span><a href="https://open.spotify.com/playlist/37i9dQZF1DZ06evO1brcxq"><span style="font-weight: 400;">Charli XCX.</span></a></p>
<p><span id="more-35455"></span></p>
<p><a href="https://www.youtube.com/watch?v=zt-S3jhuqzk"><span style="font-weight: 400;">Charli XCX: Alone Together</span></a><span style="font-weight: 400;">, documentário lançado em 2021, mostra a criação do trabalho, ao mesmo tempo, que a compositora desabafa sobre o isolamento social e as sensações que começaram a aflorar nesse período. Ela conta em um dos seus relatos que trabalhar é a única coisa que a faz se sentir bem. Como estava cansada de ficar em casa sem fazer nada, Charlotte Aitchison começou a idealizar uma obra em cinco semanas como forma de se desafiar e de se ocupar naquele momento atípico.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Além de retratar a produção do álbum, o projeto também mostra vários desabafos da performer, muitos deles são sobre seu relacionamento com o desenvolvedor de videogames, Huck Kwong. A voz de </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=cwZ1L_0QLjw"><i><span style="font-weight: 400;">Von Dutch</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, revela que, em sete anos de namoro, aquela foi a primeira vez que eles estavam vivendo juntos e como a pandemia fez com que eles se aproximassem mais. Antes disso, a britânica sentia que o relacionamento estava acabado, mas a chama foi acendida novamente.</span></p>
<div class="jetpack-video-wrapper"><iframe loading="lazy" title="Charli XCX - forever [Official Video]" width="840" height="473" src="https://www.youtube.com/embed/TbJE-KVZvTA?list=PL-2HG0C5jJQG5n1GVlif-9S-FnQ1dIuKM" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen></iframe></div>
<p><a href="https://open.spotify.com/intl-pt/album/3a9qH2VEsSiOZvMrjaS0Nu"><i><span style="font-weight: 400;">how i&#8217;m feeling now</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> foi lançado com uma temática bem definida, se destoando dos seus trabalhos anteriores. A obra é focada nas fases do amor, nas suas vulnerabilidades e também a vontade de festejar com seus entes queridos. O quarto disco de estúdio de Charli XCX é mais reflexivo, profundo e intimista, pois navega de uma forma única em seus sentimentos e expõe de maneira crua as dificuldades de seu antigo relacionamento.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">No primeiro </span><i><span style="font-weight: 400;">single</span></i><span style="font-weight: 400;">, a cantora deixa essas emoções bem claras, já mostrando como o projeto seria. </span><a href="https://open.spotify.com/intl-pt/track/5GsJIVCBFjhCcUwJaTW2sB?si=7d974c0d9644430b"><i><span style="font-weight: 400;">forever</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> tem uma sonoridade eletrônica e com alguns elementos de </span><a href="https://falauniversidades.com.br/o-que-e-hyperpop/"><i><span style="font-weight: 400;">Hyperpop</span></i></a><span style="font-weight: 400;">. Na letra, a artista se declara para ex-namorado, dizendo que mesmo se um dia o romance acabar, ela o amará para sempre. Ela, também, desabafa sobre esse quase fim do romance e como estava em um lugar feliz naquele momento.</span></p>
<blockquote><p><i><span style="font-weight: 400;">&#8220;Sim, agora precisamos esquecer isso/Dirigi o carro para fora da estrada/Preciso te dar tempo para amadurecer/Você não é um fantasma, você está na minha cabeça/Eu sempre vou te amar (te amar)/Eu vou te amar para sempre&#8221; – forever</span></i></p></blockquote>
<p><span style="font-weight: 400;">A produção é encabeçada por Dijon, Bj Burton, Benjamin Keating e seu produtor de longa data, A. G. Cook. Charli e o profissional colaboram desde 2017, quando a britânica lançou a sua primeira </span><i><span style="font-weight: 400;">mixtape</span></i><span style="font-weight: 400;">, </span><a href="https://open.spotify.com/intl-pt/album/37rI2gAtakAmSFtbIE9THq"><i><span style="font-weight: 400;">Number 1 Angel</span></i></a><span style="font-weight: 400;">. A coisa mais interessante sobre a parceria é que mesmo depois de uma década trabalhando juntos, os amigos continuam fazendo músicas únicas e atemporais. A canção que deixa isso perceptível é </span><i><span style="font-weight: 400;">party 4 u.</span></i></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Agora, no começo de 2025, depois de cinco anos do seu lançamento oficial, a composição começou a ganhar uma popularidade que nenhuma</span> <span style="font-weight: 400;">faixa do álbum tinha até então. Nos últimos meses,  </span><i><span style="font-weight: 400;">party 4 u</span></i><span style="font-weight: 400;"> ganhou mais de 50 milhões de </span><i><span style="font-weight: 400;">streamings</span></i><span style="font-weight: 400;"> nas plataformas digitais, sem contar as </span><a href="https://vm.tiktok.com/ZMSmktfK3/"><i><span style="font-weight: 400;">trends</span></i></a> <span style="font-weight: 400;">e os vídeos criados nas redes sociais. O sucesso inédito pode ser surpreendente para os novos fãs, mas essa balada é uma antiga conhecida dos seus seguidores mais fiéis.</span></p>
<figure id="attachment_35458" aria-describedby="caption-attachment-35458" style="width: 750px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-35458" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/07/image2.png" alt="Uma foto Polaroid da Charli XCX e A. G Cook no estúdio. Ele segurando um microfone, enquanto olha para a tela de um laptop, a cantora está inclinada na mesa, e também olhando para a tela. A mesa está com aparelhos de produção de música." width="750" height="593" /><figcaption id="caption-attachment-35458" class="wp-caption-text">Em 2024, Charli XCX anunciou The Moment, um filme inspirado em uma ideia original dela dirigido por Aidan Zamiri, tendo uma trilha sonora original produzida por A. G. Cook (Foto: Henry Redcliffe)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">A primeira versão foi produzida por </span><a href="https://billboard.com.br/google-faz-homenagem-para-cantora-e-produtora-sophie/"><span style="font-weight: 400;">Sophie</span></a><span style="font-weight: 400;">, e tocada no </span><i><span style="font-weight: 400;">Nylon Japan&#8217;s 13th Anniversary Party</span></i><span style="font-weight: 400;">, no Japão em 2017. Charli XCX contou em uma entrevista a </span><a href="https://music.apple.com/br/album/how-im-feeling-now/1513162098"><i><span style="font-weight: 400;">Apple Music</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> que em todos os projetos depois de sua criação, ela e seu produtor consideravam adicionar em seus trabalhos. “</span><i><span style="font-weight: 400;">Toda vez que nos reunimos para fazer um álbum ou uma mixtape, ela é sempre levada em conta, mas nunca tinha achado um momento certo, até agora. Por mais bobo que pareça, era hora de dar algo em troca</span></i><span style="font-weight: 400;">”, disse a performer.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A canção é fascinante do começo ao fim, pois narra o sentimento da artista de estar desesperadamente apaixonada por alguém, e só querer fazer uma festa a essa pessoa e ser amada por ele, mas não ter esse amor correspondido. As súplicas nos versos finais e o toque de </span><a href="https://open.spotify.com/intl-pt/artist/335TWGWGFan4vaacJzSiU8"><span style="font-weight: 400;"> A. G. Cook</span></a><span style="font-weight: 400;">, tornaram </span><i><span style="font-weight: 400;">party 4 u</span></i><span style="font-weight: 400;"> atemporal, complexa e com uma carga emocional que apenas os dois poderiam nos trazer. O </span><i><span style="font-weight: 400;">hit </span></i><span style="font-weight: 400;">orgânico faz ainda mais sentido quando se olha por esse lado.</span></p>
<div class="jetpack-video-wrapper"><iframe loading="lazy" title="Charli xcx - party 4 u (official video)" width="840" height="473" src="https://www.youtube.com/embed/agu22bqGHto?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen></iframe></div>
<p><span style="font-weight: 400;"> Em comemoração ao aniversário do álbum, a britânica lançou um clipe digno para a composição. O vídeo foi criado quatro dias antes de ser divulgado, com os elementos do disco aniversariante, o visual intimista, uma filmadora e a vulnerabilidade acompanhada de detalhes atuais, fazendo com que seus fãs se sentissem mais uma vez próximos dela. A compositora finaliza o vídeo destruindo um </span><i><span style="font-weight: 400;">outdoor</span></i><span style="font-weight: 400;"> com sua cara, talvez, indicando o fim do</span><i><span style="font-weight: 400;"> Brat summer, </span></i><span style="font-weight: 400;">ou expondo o cansaço da fama recente.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Mas não é só de melancolia que </span><i><span style="font-weight: 400;">how i’m feeling now</span></i><span style="font-weight: 400;"> é composto. Em entrevista ao </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=LgBMFg7ZgJw"><span style="font-weight: 400;">Zane Lowe em 2024</span></a><span style="font-weight: 400;">, a cantora contou que </span><a href="https://personaunesp.com.br/brat-critica/"><i><span style="font-weight: 400;">Brat</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> seria um parente próximo desse álbum. Quando escutamos a música de abertura, </span><a href="https://open.spotify.com/intl-pt/track/3V0PgcsUMlAGXwCD0084pY?si=952f0958081c4b25"><i><span style="font-weight: 400;">pink diamond</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, inspirada no anel de Jennifer Lopez, não podemos concordar mais com a afirmação dela. A escolha dessa faixa para iniciar o trabalho dá uma pista aos seus projetos futuros e, ao mesmo tempo, explora o desespero de estar presa em casa. </span></p>
<figure id="attachment_35457" aria-describedby="caption-attachment-35457" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-35457" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/07/image1-800x455.png" alt="Charli XCX está deitada em uma cama com lençóis brancos, usando roupas íntimas da mesma cor, posando para foto. No reflexo do espelho que está atrás dela, vemos as costas da cantora e seu ex-namorado tirando foto com o flash ligado." width="800" height="455" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/07/image1-800x455.png 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/07/image1-768x437.png 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/07/image1.png 974w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-35457" class="wp-caption-text">Em 2023, Charli XCX anunciou seu novo relacionamento com o baterista George Daniel (Foto: Huck Kwong)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">Com uma batida pesada, digna de um </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=rKPBq_j4buQ"><i><span style="font-weight: 400;">Boiler Room</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, é a canção mais dançante do disco. É notável o toque de </span><i><span style="font-weight: 400;">club music, </span></i><span style="font-weight: 400;">com elementos mais experimentais, algo que a britânica gosta de misturar. Em seus versos, a artista repete como só queria estar em um clube e dançar com seus amigos a noite inteira. É impossível ficar parado ouvindo. Embora sua produção mais recente seja inspirada em baladas e festas,  ela tem o seu lugar ao sol na </span><i><span style="font-weight: 400;">playlist</span></i><span style="font-weight: 400;"> de clube da cantora. </span></p>
<p><i><span style="font-weight: 400;">how i’m feeling now</span></i><span style="font-weight: 400;"> explora sons agressivos e dançantes. Apesar de boa parte não fazer mais sentido, já que a compositora terminou com seu ex-namorado e a pandemia acabou, as faixas ainda fluem de uma maneira gostosa. </span><a href="https://open.spotify.com/intl-pt/track/2ljvO8ZpKFMT3HXwCjW4Yw?si=3c07496c61af4b5e"><i><span style="font-weight: 400;">anthems</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> tem uma base animada, mas com um toque existencial. </span><a href="https://open.spotify.com/intl-pt/track/7Dexi5Z2IowCkHrnzlWysc?si=9e09029455434500"><i><span style="font-weight: 400;">claws</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> e </span><a href="https://open.spotify.com/intl-pt/track/4jQDJPgw3qkc1T2f1safdy?si=a1f66ab6c797467c"><i><span style="font-weight: 400;">7 years exploram</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> o mesmo tema, a  paixão, porém se distanciam na sonoridade. A primeira é mais animada com uma repetição de palavras, marca registrada da cantora, e a segunda é mais melancólica, tendo uma batida mais eletrônica desconstruída. Esses são os maiores exemplos da atemporalidade do disco.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Mesmo tendo sido lançado há meia década e em um momento atípico do mundo, o quarto álbum de estúdio de Charli XCX segue sendo um de seus maiores trabalhos. A obra é um conjunto único, que se destaca magnificamente. A presença de aspectos pessoais, algo que a performer não tinha feito antes e que veríamos em trabalhos futuros, trouxe um ar mais fresco e cativante. O projeto não só mudou as impressões das pessoas sobre ela, mas também alterou a forma como a própria iria produzir.</span></p>
<p><iframe title="Spotify Embed: how i&amp;apos;m feeling now" style="border-radius: 12px" width="100%" height="352" frameborder="0" allowfullscreen allow="autoplay; clipboard-write; encrypted-media; fullscreen; picture-in-picture" loading="lazy" src="https://open.spotify.com/embed/album/3a9qH2VEsSiOZvMrjaS0Nu?si=9U-Vt-KuQy6G0ZiLZlT_zA&#038;utm_source=oembed"></iframe></p>
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		<title>Lorde morre simbolicamente em Virgin só para experimentar a ressurreição</title>
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		<pubDate>Tue, 01 Jul 2025 14:25:52 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>&#160; Arthur Caires Existe algo desconfortável – e, por isso mesmo, vital – em se olhar no espelho com sinceridade. Não o reflexo rápido do dia a dia, e sim aquele olhar demorado, que tenta entender não só o que mudou, porém o que ainda pulsa por baixo da pele. Às vezes, esse exercício traz &#8230; <a href="http://personaunesp.com.br/lorde-morre-simbolicamente-em-virgin-so-para-experimentar-a-ressurreicao/" class="more-link">Continue lendo<span class="screen-reader-text"> "Lorde morre simbolicamente em Virgin só para experimentar a ressurreição"</span></a></p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>&nbsp;</p>
<figure id="attachment_35434" aria-describedby="caption-attachment-35434" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-35434" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/06/image2-7-800x800.png" alt="A capa do álbum Virgin é uma imagem de raio-X em tons de azul, mostrando uma pelve humana feminina em posição frontal. No centro da imagem, há um zíper e uma fivela metálica sobrepostos digitalmente à imagem anatômica, além da presença de um DIU (dispositivo intrauterino) visível no útero. A composição evoca temas de feminilidade, exposição e controle do próprio corpo, reforçando o caráter visceral e simbólico do álbum." width="800" height="800" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/06/image2-7-800x800.png 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/06/image2-7-1024x1024.png 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/06/image2-7-150x150.png 150w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/06/image2-7-768x768.png 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/06/image2-7.png 1080w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-35434" class="wp-caption-text">Corpo como território, imagem como manifesto (Foto: Republic Records)</figcaption></figure>
<p><b>Arthur Caires</b><b><br />
</b><span style="font-weight: 400;"><br />
</span><span style="font-weight: 400;">Existe algo desconfortável – e, por isso mesmo, vital – em se olhar no espelho com sinceridade. Não o reflexo rápido do dia a dia, e sim aquele olhar demorado, que tenta entender não só o que mudou, porém o que ainda pulsa por baixo da pele. Às vezes, esse exercício traz mais dúvidas do que respostas. O corpo pesa, a cabeça gira, e o que era certeza vira </span><a href="https://www.bbc.com/portuguese/geral-60788360"><span style="font-weight: 400;">angústia</span></a><span style="font-weight: 400;">. Ainda assim, há algo de libertador em se permitir esse mergulho: abandonar o automático, a complacência. O caos, quando acolhido, pode ser mais revelador do que qualquer solução conveniente.</span></p>
<p><span id="more-35432"></span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">É nesse lugar entre o instinto e a </span><a href="https://g1.globo.com/pop-arte/musica/noticia/2025/06/26/lorde-se-abre-sobre-transtorno-alimentar-em-novo-disco-parte-de-mim-gritava-nao-se-exponha.ghtml"><span style="font-weight: 400;">exposição</span></a><span style="font-weight: 400;"> que </span><i><span style="font-weight: 400;">Virgin</span></i><span style="font-weight: 400;">, o novo álbum de Lorde, habita. Um projeto que soa como um grito íntimo, daqueles que não precisam de plateia, mas que, quando ouvidos, arrepiam. Ao invés de reconstruir uma imagem, a cantora a desmonta por completo. Sem buscar finais felizes ou metáforas rebuscadas, ela entrega um disco cru, tenso e, por isso mesmo, profundamente humano. Não é sobre ser pura, e sim sobre estar viva.</span></p>
<figure id="attachment_35435" aria-describedby="caption-attachment-35435" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-35435" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/06/image3-6-800x548.png" alt="Lorde, mulher branca, posa parcialmente despida contra um fundo azul suave e etéreo. Seu cabelo escuro está preso em um rabo de cavalo baixo, e ela usa um brinco longo e prateado em formato de espiral. Com os braços dobrados à frente do corpo e os olhos fixos na câmera, sua expressão transmite introspecção, força e uma certa melancolia. A iluminação azulada acentua a atmosfera sensorial e aquática que permeia o conceito visual de Virgin." width="800" height="548" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/06/image3-6-800x548.png 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/06/image3-6-1024x701.png 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/06/image3-6-768x526.png 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/06/image3-6.png 1122w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-35435" class="wp-caption-text">Lorde se desfaz para renascer do caos e da carne (Foto: Republic Records)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">Após quatro anos de reclusão artística, a neozelandesa retorna em um momento de ruptura e reinvenção pessoal. Desde o lançamento polarizador de </span><a href="https://personaunesp.com.br/solar-power-critica/"><i><span style="font-weight: 400;">Solar Power</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> – descompassado com as ideias da época –, a artista passou por um período de profunda transformação. O que parecia distanciamento, na verdade, era ebulição interna: ela enfrentou o fim de um relacionamento, reconheceu um transtorno alimentar e passou a explorar com mais fluidez sua identidade de gênero. Não é surpresa, portanto, que </span><i><span style="font-weight: 400;">Virgin </span></i><span style="font-weight: 400;">chegue como um trabalho denso e emocionalmente exposto.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Um dos estopins criativos dessa nova fase foi sua inesperada participação no remix de </span><a href="https://personaunesp.com.br/brat-and-its-completely-different-but-also-still-brat-critica/"><i><span style="font-weight: 400;">Girl, so confusing</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, de Charli XCX. Mais do que uma colaboração no álbum </span><a href="https://personaunesp.com.br/brat-critica/"><i><span style="font-weight: 400;">brat</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, a faixa serviu como catalisador de um novo desejo artístico: criar algo eletrônico, dançante e ao mesmo tempo confessional. A influência da britânica paira em </span><i><span style="font-weight: 400;">Virgin</span></i><span style="font-weight: 400;">, mesmo sem estar diretamente nos créditos. Desta vez, Lorde deixou de lado a parceria habitual com Jack Antonoff e escolheu trabalhar com Jim-E Stack – produtor conhecido por colaborações com nomes como </span><a href="https://personaunesp.com.br/desire-i-want-to-turn-into-you-critica/"><span style="font-weight: 400;">Caroline Polachek</span></a><span style="font-weight: 400;"> e Bon Iver. A troca trouxe consequências diretas para o som do álbum: mais texturizado, dissonante e desprovido do polimento típico do </span><i><span style="font-weight: 400;">pop mainstream</span></i><span style="font-weight: 400;">.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O primeiro indício dessa nova direção surgiu com </span><i><span style="font-weight: 400;">What Was That</span></i><span style="font-weight: 400;">, single de estreia do álbum. A faixa marcou o reencontro de Lorde com os sintetizadores eletrônicos de </span><a href="https://personaunesp.com.br/critica-lorde-melodrama/"><i><span style="font-weight: 400;">Melodrama</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, mas agora com ainda menos controle e mais caos. As letras lembram a franqueza adolescente de </span><a href="https://personaunesp.com.br/lorde-pure-heroine-10-anos/"><i><span style="font-weight: 400;">Pure Heroine</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, no entanto, agora reconfigurada por uma maturidade que se expressa por meio de reações quase primitivas: “</span><i><span style="font-weight: 400;">Estamos em uma tempestade de areia e isso me nocauteia</span></i><span style="font-weight: 400;">”. A artista faz disso uma exposição sem filtros, pulsante, contraditória e quase animalesca.<br />
</span></p>
<div class="jetpack-video-wrapper"><iframe loading="lazy" title="Lorde - What Was That" width="840" height="473" src="https://www.youtube.com/embed/1UpoZpMBM9Y?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen></iframe></div>
<p><span style="font-weight: 400;">Apesar de soar provocativo à primeira vista, o título </span><i><span style="font-weight: 400;">Virgin </span></i><span style="font-weight: 400;">está longe de reforçar noções tradicionais de pureza. Lorde deixa isso claro em diversas faixas – em </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=EV5GGEkavLo&amp;list=RDEV5GGEkavLo&amp;start_radio=1&amp;pp=ygUPY2xlYXJibHVlIGxvcmRloAcB"><i><span style="font-weight: 400;">Clearblue</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, por exemplo, ela canta sem rodeios: “</span><i><span style="font-weight: 400;">Eu sentei em você até eu chorar</span></i><span style="font-weight: 400;">”. A ideia de virgindade aqui é ressignificada: aponta para um estado de descoberta, onde o instinto guia mais do que a razão, e onde o corpo, as emoções e os impulsos são ferramentas de aprendizado. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Essa entrega aparece simbolicamente na capa e no encarte do disco, que exibe um raio-X de uma pélvis adornada com zíper, fivela e um DIU. A imagem, desconcertante e direta, sintetiza o espírito do álbum: corpo como território, feminilidade como força bruta. A metáfora visual conversa com a própria fala de Lorde sobre o </span><a href="https://www.instagram.com/p/DLaoe4izPo5/?utm_source=ig_web_copy_link&amp;igsh=MzRlODBiNWFlZA=="><span style="font-weight: 400;">processo criativo</span></a><span style="font-weight: 400;">: “</span><i><span style="font-weight: 400;">Este álbum me quebrou e me transformou em uma nova criatura. Tenho orgulho de estar diante de vocês como ela</span></i><span style="font-weight: 400;">”.</span></p>
<div class="jetpack-video-wrapper"><iframe loading="lazy" title="Lorde - Man Of The Year" width="840" height="473" src="https://www.youtube.com/embed/ynrSkSYirB0?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen></iframe></div>
<p><span style="font-weight: 400;">A busca por experiência e expressão plena de identidade aparece já na faixa de abertura, </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=P7xnBdx70GU&amp;list=RDP7xnBdx70GU&amp;start_radio=1"><i><span style="font-weight: 400;">Hammer</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, quando ela canta “Alguns dias eu sou uma mulher, outros dias eu sou um homem”. Essa fluidez – de gênero, de emoção, de linguagem – atravessa todo o álbum e ganha corpo na belíssima </span><i><span style="font-weight: 400;">Man Of The Year</span></i><span style="font-weight: 400;">, um dos momentos mais introspectivos e reveladores do projeto, em que Lorde se questiona “</span><i><span style="font-weight: 400;">Quem irá me amar desse jeito?</span></i><span style="font-weight: 400;">”. </span></p>
<p><i><span style="font-weight: 400;">Virgin </span></i><span style="font-weight: 400;">é, de certa forma, o ponto de interseção entre os caminhos que Lorde percorreu ao longo de sua </span><a href="https://rollingstone.com.br/musica/as-melhores-musicas-de-lorde-segundo-rolling-stone/"><span style="font-weight: 400;">discografia</span></a><span style="font-weight: 400;">. Se </span><i><span style="font-weight: 400;">Pure Heroine</span></i><span style="font-weight: 400;"> a apresentou como uma observadora precoce e cética do mundo ao seu redor, </span><i><span style="font-weight: 400;">Melodrama </span></i><span style="font-weight: 400;">a transformou em cronista das emoções adultas com uma intensidade quase operática e </span><i><span style="font-weight: 400;">Solar Power</span></i><span style="font-weight: 400;"> tentou encontrar uma espécie de fuga: menos sobre sentir, mais sobre respirar. Porém, foi no quarto disco da cantora que todas essas versões finalmente colidiram – não para formar uma síntese pacífica, mas para abrir espaço ao conflito. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Esse sentimento aparece com força em faixas como </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=6msW1iM7GFI"><i><span style="font-weight: 400;">Favourite Daughter</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> e </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=0-W6AQ0J1Zc&amp;list=RD0-W6AQ0J1Zc&amp;start_radio=1"><i><span style="font-weight: 400;">Shapeshifter</span></i></a><span style="font-weight: 400;">. Na primeira, Lorde canta sobre sua relação com a mãe, a poeta Sonja Yelich, e questiona se sua carreira seria, no fundo, a realização dos sonhos maternos: “</span><i><span style="font-weight: 400;">Ataque de pânico só para ser sua filha favorita</span></i><span style="font-weight: 400;">”. Há uma doçura ali, porém também uma exaustão que parece ecoar as pressões invisíveis da performance afetiva. Já em </span><i><span style="font-weight: 400;">Shapeshifter</span></i><span style="font-weight: 400;">, parente próxima de </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=IXwVSUexFyM&amp;pp=ygUJI2xvcmRlZmFu"><i><span style="font-weight: 400;">The Path</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, ela escancara a desconexão com a própria imagem pública: “</span><i><span style="font-weight: 400;">Eu estive no pedestal, mas esta noite eu só quero cair</span></i><span style="font-weight: 400;">”. Em ambas, o que emerge é o peso de sustentar papéis – de filha exemplar, de artista bem-sucedida – e a vontade de simplesmente poder ser, mesmo sem forma definida.<br />
</span></p>
<figure id="attachment_35433" aria-describedby="caption-attachment-35433" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-35433" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/06/image1-5-800x548.png" alt="Lorde, mulher branca, aparece em close-up, vestindo um moletom cinza com capuz puxado sobre a cabeça. Seu cabelo preto está levemente bagunçado pelo vento e seus olhos encaram diretamente a câmera, transmitindo uma expressão séria e vulnerável. O fundo metálico e prateado cria um contraste frio com o tom da sua pele clara, reforçando a estética crua e intimista associada à era Virgin." width="800" height="548" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/06/image1-5-800x548.png 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/06/image1-5-1024x701.png 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/06/image1-5-768x526.png 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/06/image1-5.png 1122w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-35433" class="wp-caption-text">“Estou orgulhosa e com medo deste álbum, não há onde se esconder” (Foto: Republic Records)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">Nessa nova fase, Lorde abandona a postura de quem tem todas as respostas para assumir a dúvida. Aos 28 anos, já distante da adolescente sabe-tudo de </span><i><span style="font-weight: 400;">Pure Heroine</span></i><span style="font-weight: 400;">, ela se apresenta mais vulnerável do que nunca. “</span><i><span style="font-weight: 400;">Estou pronta para sentir que não tenho as respostas</span></i><span style="font-weight: 400;">”, declara, abrindo um disco que não busca soluções, e sim a liberdade de sentir sem censura. O álbum revela uma artista que não teme mais se perder – e que entende que o </span><a href="https://www.rnz.co.nz/life/music/lorde-s-ride-of-existential-crises-can-finally-come-to-an-end"><span style="font-weight: 400;">inacabado</span></a><span style="font-weight: 400;"> também tem valor.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Em </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=aqz3PJFeMRM"><i><span style="font-weight: 400;">If She Could See Me Now</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, ela se orgulha dessa coragem: “</span><i><span style="font-weight: 400;">Eu nado em águas que afogariam tantas outras</span></i><span style="font-weight: 400;">”. Há beleza no desconforto, e </span><i><span style="font-weight: 400;">Virgin </span></i><span style="font-weight: 400;">é, antes de tudo, um retrato de quem escolhe continuar mesmo sem saber o destino. Como escreveu Clarice Lispector em </span><a href="https://personaunesp.com.br/a-hora-da-estrela-critica/"><i><span style="font-weight: 400;">A Hora da Estrela</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> sobre a personagem Macabéa: “Se ela não era mais ela mesma, isso significava uma perda que valia por um ganho”.</span></p>
<p><iframe title="Spotify Embed: Virgin" style="border-radius: 12px" width="100%" height="352" frameborder="0" allowfullscreen allow="autoplay; clipboard-write; encrypted-media; fullscreen; picture-in-picture" loading="lazy" src="https://open.spotify.com/embed/album/28bHj2enHkHVFLwuWmkwlQ?si=2-W30vZcR3iZwlhzW8SdFw&#038;utm_source=oembed"></iframe></p>
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		<title>Overcompensating: quando um millennial tenta sair do armário em 2025 com referências de 2015</title>
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		<pubDate>Wed, 25 Jun 2025 00:05:45 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Arthur Caires A comédia dramática Overcompensating parte de um lugar muito pessoal: nasceu como uma esquete nas redes sociais do comediante Benito Skinner, baseada em sua experiência como um adolescente tentando mascarar sua sexualidade por meio de uma performance hipermasculina. O que começou como piadas sobre gostar de Gossip Girl enquanto fingia adorar futebol americano &#8230; <a href="http://personaunesp.com.br/overcompensating-critica-persona-unesp/" class="more-link">Continue lendo<span class="screen-reader-text"> "Overcompensating: quando um millennial tenta sair do armário em 2025 com referências de 2015"</span></a></p>
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										<content:encoded><![CDATA[<figure id="attachment_35387" aria-describedby="caption-attachment-35387" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-35387" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/06/Imagem-1-1-800x800.jpg" alt="Imagem promocional da série Overcompensating. A foto mostra um close-up de um grupo de seis jovens adultos, em um ambiente colorido. A perspectiva é ligeiramente distorcida, como se fosse tirada de baixo para cima, e a cena é vibrante e caótica, com confetes coloridos espalhados sobre eles e no ar. No centro, Benny, um jovem de camiseta esportiva branca olha para cima com uma expressão de surpresa. Ao redor dele, os outros cinco o encaram ou olham para a câmera com expressões variadas: à esquerda, Carmen, uma jovem de cabelo escuro e blusa verde tem um olhar preocupado; acima, Gabe, um jovem de jaqueta amarela olha intensamente para a câmera; à direita de Benny, Miles, um jovem também encara a câmera com seriedade. Na parte inferior da imagem, há Hailee, uma jovem loira com a boca aberta, e outra jovem loira, Grace, com um olhar sério e direto, e um jovem, Peter, com bigode fino e um boné vermelho virado para trás. A iluminação é quente e difusa, com luzes desfocadas ao fundo, reforçando a atmosfera de festa." width="800" height="800" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/06/Imagem-1-1-800x800.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/06/Imagem-1-1-1024x1024.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/06/Imagem-1-1-150x150.jpg 150w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/06/Imagem-1-1-768x768.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/06/Imagem-1-1.jpg 1200w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-35387" class="wp-caption-text">O cartaz de Overcompensating é praticamente um ctrl c + ctrl v de Skins. E isso, honestamente, já diz muita coisa sobre a série (Foto: A24/Amazon MGM Studios)</figcaption></figure>
<p><b>Arthur Caires</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A comédia dramática </span><i><span style="font-weight: 400;">Overcompensating</span></i><span style="font-weight: 400;"> parte de um lugar muito pessoal: nasceu como uma esquete nas redes sociais do comediante Benito Skinner, baseada em sua experiência como um adolescente tentando mascarar sua sexualidade por meio de uma performance hipermasculina. O que começou como piadas sobre gostar de </span><a href="https://personaunesp.com.br/gossip-girl-15-anos-critica/"><i><span style="font-weight: 400;">Gossip Girl</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> enquanto fingia adorar futebol americano evoluiu para um show de </span><i><span style="font-weight: 400;">stand-up</span></i><span style="font-weight: 400;"> e, finalmente, chegou ao </span><i><span style="font-weight: 400;">streaming</span></i><span style="font-weight: 400;"> pelas mãos da </span><i><span style="font-weight: 400;">A24 </span></i><span style="font-weight: 400;">e </span><i><span style="font-weight: 400;">Amazon MGM Studios</span></i><span style="font-weight: 400;">. Agora, transformado em uma série de oito episódios com produção executiva de </span><a href="https://personaunesp.com.br/brat-and-its-completely-different-but-also-still-brat-critica/"><span style="font-weight: 400;">Charli XCX</span></a><span style="font-weight: 400;"> e roteiro comandado por Scott King (</span><i><span style="font-weight: 400;">Mad TV</span></i><span style="font-weight: 400;">), a produção tenta se decidir entre ser uma paródia de seriados da década de 2000 ou um </span><i><span style="font-weight: 400;">coming-of-age</span></i><span style="font-weight: 400;"> tardio em meio à referências do </span><i><span style="font-weight: 400;">TikTok</span></i><span style="font-weight: 400;">.</span><span id="more-35386"></span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A trama acompanha Benny (Benito Skinner), um calouro da fictícia Universidade de Yates que está decidido a começar sua nova vida com uma versão mais autêntica de si mesmo – o que, no caso dele, significa tentar finalmente sair do armário. Só que o plano vai por água abaixo antes mesmo da primeira semana de aula terminar, quando ele se vê preso numa espiral de mentiras, situações constrangedoras e performances heteronormativas caricatas. Para piorar, o protagonista logo faz amizade com o namorado de sua irmã, Peter, interpretado pela estrela de </span><a href="https://personaunesp.com.br/the-white-lotus-2a-temp-critica/"><i><span style="font-weight: 400;">The White Lotus</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, Adam DiMarco, que é líder da </span><i><span style="font-weight: 400;">FAG</span></i><span style="font-weight: 400;">, sigla para </span><i><span style="font-weight: 400;">Flesh And Gold</span></i><span style="font-weight: 400;"> (</span><i><span style="font-weight: 400;">Carne e Ouro</span></i><span style="font-weight: 400;">, em tradução livre) – uma fraternidade de testosterona em estado bruto na qual os integrantes se comunicam mais com grunhidos do que com palavras.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">No meio desse caos, brilham outros personagens que seguram o roteiro com carisma e </span><i><span style="font-weight: 400;">timing</span></i><span style="font-weight: 400;"> cômico. Carmen (Wally Baram), a nova amiga do jovem, é sua principal confidente, ainda que passe boa parte do tempo tentando se encaixar e lidando com a morte recente do irmão mais velho. Hailee (Chelsea Holmes), colega de quarto da garota, é uma força da natureza cheia de frases absurdas, autoestima inabalável e senso zero de limites – a loira rouba a cena até parada no fundo com um vape na mão. Já Grace (Mary Beth Barone), a irmã mais velha de Benny, vive para satisfazer as vontades do namorado, enquanto suprime sua personalidade emo e a vontade de realizar suas próprias conquistas, como organizar um show da Charli XCX.</span></p>
<figure id="attachment_35388" aria-describedby="caption-attachment-35388" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-35388" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/06/Imagem-2-1-800x600.jpg" alt=" Dois jovens em um momento de intimidade sentados no meio-fio de um estacionamento à noite. O rapaz, Benny, à esquerda, veste uma camisa branca de botão, shorts escuros e tênis. Ele se inclina para a frente com os braços sobre os joelhos, olhando para a jovem. A jovem, Carmen, à direita, com cabelo escuro preso, veste um vestido rosa de alças e olha de volta para ele. Entre eles, no chão, há uma caixa de pizza branca e copos com canudo, sugerindo um encontro casual. Ao fundo, um carro está estacionado e luzes desfocadas indicam um ambiente urbano." width="800" height="600" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/06/Imagem-2-1-800x600.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/06/Imagem-2-1-1024x768.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/06/Imagem-2-1-768x576.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/06/Imagem-2-1-1536x1152.jpg 1536w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/06/Imagem-2-1-1200x900.jpg 1200w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/06/Imagem-2-1.jpg 1600w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-35388" class="wp-caption-text">Benny e Carmen são dois peixes fora d’água tentando se encontrar em um novo universo (Foto: A24/Amazon MGM Studios)</figcaption></figure>
<p><i><span style="font-weight: 400;">Overcompensating </span></i><span style="font-weight: 400;">acerta em cheio quando abraça sua veia nostálgica e debochada. É como uma cápsula do tempo desorganizada que mistura os anos 2000, 2015 e 2025 num mesmo quarto bagunçado de república. A trilha sonora traz nomes como </span><a href="https://personaunesp.com.br/lorde-pure-heroine-10-anos/"><span style="font-weight: 400;">Lorde</span></a><span style="font-weight: 400;"> e a </span><a href="https://personaunesp.com.br/how-im-feeling-now-critica/"><span style="font-weight: 400;">cantora britânica</span></a><span style="font-weight: 400;"> em sua era pré-</span><a href="https://personaunesp.com.br/brat-critica/"><i><span style="font-weight: 400;">brat</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, enquanto o roteiro e a estética fazem referência a ícones da adolescência como </span><a href="https://personaunesp.com.br/skins-uk-15-anos/"><i><span style="font-weight: 400;">Skins</span></i></a> <span style="font-weight: 400;">e a banda My Chemical Romance. Tudo isso com adultos interpretando adolescentes, o que poderia ser estranho, mas aqui funciona como parte do charme metalinguístico da série.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O humor, quando bem calibrado, é um dos maiores trunfos do texto. A produção tem um talento especial para piadas incidentais, daquelas que acontecem em segundo plano e pegam você desprevenido – como o colega de quarto de Benny que vive pelado, dormindo profundamente no meio de uma festa. Essa piada sem sentido se combina com os momentos satíricos, como a aula de cinema onde todos veneram </span><a href="https://personaunesp.com.br/o-poderoso-chefao-50-anos/"><i><span style="font-weight: 400;">O Poderoso Chefão</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> ou a constante presença de grupos de acapella à la </span><a href="http://personaunesp.com.br/glee-5-anos/"><i><span style="font-weight: 400;">Glee</span></i></a> <span style="font-weight: 400;">e </span><i><span style="font-weight: 400;">A Escolha Perfeita</span></i><span style="font-weight: 400;">. E, claro, há também falas absurdas como a de Hailee, logo após realizar sexo anal pela primeira vez: “</span><i><span style="font-weight: 400;">I just had my salad tossed, ass ate, ass eaten, I don’t know, I’m not an English major</span></i><span style="font-weight: 400;">”. Ou, em tradução literal: “Acabei de ter minha salada remexida, comeram minha bunda, minha bunda foi comida, sei lá, não sou formada em Letras”.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Outro destaque é a participação de Charli XCX, que além de realizar a </span><a href="https://rollingstone.com.br/entretenimento/todas-as-musicas-na-trilha-sonora-da-serie-overcompensating/"><span style="font-weight: 400;">curadoria musical</span></a><span style="font-weight: 400;">, incluindo suas próprias canções, faz um </span><i><span style="font-weight: 400;">cameo</span></i><span style="font-weight: 400;"> interpretando uma versão exausta de si mesma. Convidada para cantar na universidade, ela dispara para seu assistente: “</span><i><span style="font-weight: 400;">Você acha que eu quero cantar Boom Clap pra um monte de estudantes de colegial?</span></i><span style="font-weight: 400;">”. São momentos como esse que mostram o quão autoconsciente a obra é e que não tem medo de rir de si mesma ou de suas referências.</span></p>
<figure id="attachment_35389" aria-describedby="caption-attachment-35389" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-35389" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/06/Imagem-3-1-800x400.jpg" alt="A imagem captura um momento de alta energia com um grupo de jovens em fantasias de romanos em frente a um prédio de tijolos. A cena é caótica e festiva. Em destaque, Benny, um rapaz de armadura de couro e túnica vermelha reage com o rosto para o alto enquanto água é esguichada nele de pistolas de brinquedo. À sua direita, outro rapaz, fantasiado de imperador com uma toga, capa vermelha e coroa de louros, grita em êxtase, segurando um grande bastão. Ao fundo, outros jovens em trajes semelhantes participam da bagunça, um deles também gritando e segurando uma pistola de água. A cena sugere um trote de faculdade ou uma festa temática." width="800" height="400" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/06/Imagem-3-1-800x400.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/06/Imagem-3-1-1024x512.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/06/Imagem-3-1-768x384.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/06/Imagem-3-1-1200x600.jpg 1200w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/06/Imagem-3-1.jpg 1500w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-35389" class="wp-caption-text">Entre uma piada sobre The Godfather e uma dancinha de TikTok, Overcompensating tenta entender em que década está (Foto: A24/Amazon MGM Studios)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">Apesar de bem escrita e com um olhar afiado para as referências culturais, </span><i><span style="font-weight: 400;">Overcompensating </span></i><span style="font-weight: 400;">às vezes tropeça na própria premissa. A jornada de autodescoberta de Benny – um jovem gay tentando lidar com sua sexualidade em um ambiente universitário – parece deslocada no tempo. Em um mundo onde </span><a href="https://personaunesp.com.br/heartstopper-2a-temp-critica/"><i><span style="font-weight: 400;">Heartstopper</span></i></a> <span style="font-weight: 400;">consegue explorar as complexidades do armário com mais sutileza e verossimilhança, a produção de Benito Skinner parece presa a um passado recente que já não conversa com a fluência queer da Geração Z. É como se ele estivesse passando por um processo que faria mais sentido dez anos atrás, em um contexto menos acolhedor, o que tira um pouco da força emocional da narrativa.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Essa defasagem gera uma dúvida central: para quem, exatamente, essa série foi feita? Em muitos momentos, ela parece mais interessada em resgatar o trauma coletivo de </span><a href="https://personaunesp.com.br/blue-neighbourhood-5-anos/"><i><span style="font-weight: 400;">millennials</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> que cresceram sem referências LGBTQIA+ do que em dialogar com os jovens de hoje. Ainda que isso tenha valor – e claramente atinge um público específico –, cria um certo descompasso. Os personagens vivem conflitos intensos em torno da aceitação, mas o ambiente ao redor é surpreendentemente fluido e acolhedor, como se estivesse contando uma história de 2010 com personagens de 2025.</span></p>
<figure id="attachment_35390" aria-describedby="caption-attachment-35390" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-35390" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/06/Imagem-4-800x450.jpg" alt="Em uma cena externa, três jovens estão em primeiro plano com uma multidão ao fundo. À esquerda, Benny, um jovem branco de cabelo castanho sorri, vestindo uma camiseta cinza com a palavra &quot;YATES&quot; estampada em amarelo e azul. No centro, Carmen, uma jovem de cabelos longos e escuros e franja, vestindo uma regata laranja, olha para o lado com uma expressão de preocupação. À direita, Hailee, uma jovem loira e expressiva usa um chapéu preto e um vestido preto de manga comprida com um padrão prateado brilhante, posando com os braços levantados. O fundo está cheio de outros jovens, muitos usando camisetas amarelas." width="800" height="450" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/06/Imagem-4-800x450.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/06/Imagem-4-1024x576.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/06/Imagem-4-768x432.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/06/Imagem-4-1536x864.jpg 1536w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/06/Imagem-4-1200x675.jpg 1200w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/06/Imagem-4.jpg 1920w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-35390" class="wp-caption-text">Se assumir já foi tabu. Hoje, o maior desafio de Benny é pedir menos desculpas por episódio (Foto: A24/Amazon MGM Studios)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">Outro ponto que compromete o ritmo narrativo é o excesso de drama e arrependimento. A construção de personagens imperfeitos, que cometem erros e aprendem com eles, é essencial para qualquer narrativa de amadurecimento. Mas, aqui é exagerado: em praticamente todos os episódios, há uma sequência de desculpas entre Benny, Carmen e seus amigos, como se fosse um ciclo infinito de culpa e reconciliação. O efeito, com o tempo, se torna cansativo. É como se Carrie Bradshaw, de </span><a href="https://personaunesp.com.br/sex-and-the-city-critica/"><i><span style="font-weight: 400;">Sex and the City</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, tivesse uma amizade com Devi, de </span><a href="https://personaunesp.com.br/eu-nunca-2a-temp-critica/"><i><span style="font-weight: 400;">Eu Nunca</span></i></a><span style="font-weight: 400;">. O tempo de tela acaba sendo consumido por conversas circulares, deixando pouco espaço para avanços reais na trama.</span></p>
<p><i><span style="font-weight: 400;">Overcompensating </span></i><span style="font-weight: 400;">brilha nos detalhes – das piadas certeiras às referências </span><i><span style="font-weight: 400;">pop</span></i><span style="font-weight: 400;"> que capturam com precisão um espírito cultural específico –, mas que tropeça ao tentar construir uma história com fôlego emocional e relevância contemporânea. Assim como </span><a href="https://personaunesp.com.br/the-sex-lives-of-college-girls-critica/"><i><span style="font-weight: 400;">The Sex Lives of College Girls</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, ela funciona melhor como um retrato excessivo do que como um reflexo realista da juventude atual. No fim, parece mais voltada a adultos que revisitam suas inseguranças adolescentes do que aos jovens que hoje navegam um mundo bem mais descomplicado em questões de identidade. No entanto, ainda há charme suficiente em sua execução para fazer valer a maratona – mesmo que a identificação fique pelo caminho.</span></p>
<div class="jetpack-video-wrapper"><iframe loading="lazy" title="Overcompensating - Official Trailer | Prime Video" width="840" height="473" src="https://www.youtube.com/embed/LSli17bsonk?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen></iframe></div>
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		<title>Os Melhores Discos de 2024</title>
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		<pubDate>Thu, 03 Apr 2025 23:33:29 +0000</pubDate>
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		<category><![CDATA[The Secret Of Us]]></category>
		<category><![CDATA[The Tortured Poets Department]]></category>
		<category><![CDATA[Twenty One Pilots]]></category>
		<category><![CDATA[Tyler The Creator]]></category>
		<category><![CDATA[What a Devastating Turn Of Events]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Por mais impossível que pareça, até que dá para passar um ano inteiro sem ver filmes, ou até mesmo perder a temporada daquela única série que você assiste, mas experimenta ficar esse mesmo período sem Música? É praticamente impensável. E não há como fugir disso, se correr o bicho pega, se ficar o bicho come. &#8230; <a href="http://personaunesp.com.br/os-melhores-discos-de-2024/" class="more-link">Continue lendo<span class="screen-reader-text"> "Os Melhores Discos de 2024"</span></a></p>
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										<content:encoded><![CDATA[<figure id="attachment_35105" aria-describedby="caption-attachment-35105" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="wp-image-35105 size-medium" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/04/Arte-Melhores-Discos-800x420.jpg" alt="" width="800" height="420" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/04/Arte-Melhores-Discos-800x420.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/04/Arte-Melhores-Discos-768x404.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/04/Arte-Melhores-Discos.jpg 1024w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-35105" class="wp-caption-text">2024 foi o ano das mulheres, seja no pop, no rap ou no country (Texto de abertura e edição: Guilherme Veiga e Laura Hirata-Vale/Arte: Rafael Gomes)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">Por mais impossível que pareça, até que dá para passar um ano inteiro sem ver filmes, ou até mesmo perder a temporada daquela única série que você assiste, mas experimenta ficar esse mesmo período sem Música? É praticamente impensável. E não há como fugir disso, se correr o bicho pega, se ficar o bicho come. Ela está lá, no carro da rua que passa tocando o </span><a href="https://spectrumforu.substack.com/p/resenha-do-arrocha-j-eskine?utm_campaign=post&amp;utm_medium=web"><i><span style="font-weight: 400;">hit </span></i><span style="font-weight: 400;">do carnaval</span></a><span style="font-weight: 400;">; no verão ensolarado é ela quem dá o clima; nos corações partidos, o primeiro ombro amigo vem de seus acordes e nas comemorações; é ela que intensifica a euforia.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Em 2024 não foi diferente, pra onde você olhava, havia Música, e melhor, ela fazia história. No ano marcado pela ‘treta’ de Drake e Kendrick, ponto para o </span><i><span style="font-weight: 400;">rapper </span></i><span style="font-weight: 400;">de Compton, que, além de fazer o mundo inteiro trucidar seu oponente, ainda teve as honrarias máximas reconhecidas pela indústria. Em outra briga, dessa vez, menos sanguinária, Taylor Swift e suas várias versões do antológico </span><a href="https://personaunesp.com.br/the-tortured-poets-department-critica/"><i><span style="font-weight: 400;">THE TORTURED POETS DEPARTMENT</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> batia de frente com quem ameaçasse seu pódio nos </span><i><span style="font-weight: 400;">charts</span></i><span style="font-weight: 400;">.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Mas não há como negar que foi o ano delas. O mundo foi </span><a href="https://personaunesp.com.br/brat-critica/"><span style="font-weight: 400;">pintado de verde</span></a><span style="font-weight: 400;"> pela efervescência de Charli xcx. A própria Swift ampliou ainda mais seu império, mas foi outra ‘loirinha’ – mais irônica e com intenção de instigar – que mostrou seu lado </span><a href="https://personaunesp.com.br/short-n-sweet-critica/"><span style="font-weight: 400;">curto e doce</span></a><span style="font-weight: 400;"> para os holofotes. Foi o ano das também das voltas; uma veio </span><a href="https://personaunesp.com.br/cowboy-carter-critica/"><span style="font-weight: 400;">a galope</span></a><span style="font-weight: 400;"> para reivindicar a música </span><i><span style="font-weight: 400;">country</span></i><span style="font-weight: 400;">, enquanto outra saiu do crepúsculo de seu hiato para </span><a href="https://personaunesp.com.br/eternal-sunshine-critica/"><span style="font-weight: 400;">alvorecer</span></a><span style="font-weight: 400;"> com sua </span><a href="https://personaunesp.com.br/wicked-critica/"><span style="font-weight: 400;">voz de fada</span></a><span style="font-weight: 400;"> e </span><i><span style="font-weight: 400;">pop </span></i><span style="font-weight: 400;">de gente grande; enquanto o terror dos primos nos almoços de família, </span><a href="https://personaunesp.com.br/hit-me-hard-and-soft-critica/"><span style="font-weight: 400;">Billie Eilish</span></a><span style="font-weight: 400;">, chegou como quem não quer nada e nos afogou em suas questões e genialidade.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Como em todo ano e já de praxe nessa Arte, foi a diversidade que dominou. Enquanto POCAH reconta sua história através de todas as suas versões, </span><a href="https://personaunesp.com.br/clancy-critica/"><span style="font-weight: 400;">Twenty One Pilots</span></a><span style="font-weight: 400;"> dava um fim (?) para a sua. Se o The Cure voltou depois de 16 anos para o reino da tristeza com um álbum de inéditas, Rachel Chinouriri estreou abordando a mesma tristeza quase que com uma autopiedade cômica. </span><a href="https://personaunesp.com.br/chromakopia-critica/"><span style="font-weight: 400;">Tyler, The Creator</span></a><span style="font-weight: 400;"> voltou com o pé na porta, já Gracie Abrams chegou com tudo. Luan Santana cantou amor, enquanto Duda Beat cantou tesão. Linkin Park entoou novamente o gutural típico do </span><i><span style="font-weight: 400;">nu metal</span></i><span style="font-weight: 400;">, diferente de Adrianne Lenker, que murmurou sentimentos doloridos.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Mas uma coisa é certa, mais uma vez a já tradicional lista de </span><a href="https://personaunesp.com.br/?s=melhores+discos"><span style="font-weight: 400;">Melhores Discos</span></a><span style="font-weight: 400;"> retorna do jeito que é. No ano em que perdemos </span><b>Liam Payne</b><span style="font-weight: 400;">, o </span><b>Persona</b><span style="font-weight: 400;"> segue uma direção: usar da Música e das Artes no geral para lembrar quem somos e discutir quem podemos ser.</span></p>
<p><span id="more-34950"></span></p>
<figure id="attachment_34968" aria-describedby="caption-attachment-34968" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-34968" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/03/Alligator-Bites-Never-Heal-Ludmila-Henrique-800x800.png" alt="Capa do disco Alligator Bites Never Heal. Na imagem temos a presença da cantora Doechii, uma mulher negra, de olhos castanhos, usando tranças nagô com miçangas na cor preta. Ela está vestindo uma camisa branca de mangas compridas, uma saia verde longa com detalhes em xadrez, uma meia branca e um sapato marrom. Ela está sentada em uma cadeira de madeira enquanto segura um jacaré completamente branco. Ao fundo temos uma tela verde escuro e no chão um tapete com vários detalhes. " width="800" height="800" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/03/Alligator-Bites-Never-Heal-Ludmila-Henrique-800x800.png 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/03/Alligator-Bites-Never-Heal-Ludmila-Henrique-150x150.png 150w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/03/Alligator-Bites-Never-Heal-Ludmila-Henrique-768x768.png 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/03/Alligator-Bites-Never-Heal-Ludmila-Henrique.png 952w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-34968" class="wp-caption-text">Doechii conquistou três indicações ao Grammy 2025 nas categorias de Melhor Artista Revelação, Melhor Álbum Rap e Melhor Performance de Rap (Foto: Top Dawg Entertainment)</figcaption></figure>
<p><b>Doechii &#8211; Alligator Bites Never Heal </b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Cuidado! </span><i><span style="font-weight: 400;">Swamp Princess</span></i><span style="font-weight: 400;"> mandou avisar que em Tampa, Flórida existem muitos pântanos e nós sabemos que mordidas de jacaré nunca curam, </span><i><span style="font-weight: 400;">ya dig</span></i><span style="font-weight: 400;">? Em</span><a href="https://open.spotify.com/intl-pt/album/60UzB8mOCMpc7xkuJE6Bwc?si=Sb_O0OjBTfyNnZqlaE4CFw"> <i><span style="font-weight: 400;">Alligator Bites Never Heal</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, </span><i><span style="font-weight: 400;">mixtape</span></i><span style="font-weight: 400;"> produzida e interpretada por Doechii, encaramos de frente a sua versatilidade. Sintetizando suas raízes no </span><i><span style="font-weight: 400;">hip-hop old school</span></i><span style="font-weight: 400;"> e no </span><i><span style="font-weight: 400;">R&amp;B</span></i><span style="font-weight: 400;">, a </span><i><span style="font-weight: 400;">rapper </span></i><span style="font-weight: 400;">explora temas sensíveis sobre a sua vida, como relacionamentos, revoltas e ascensão à fama. Em seu novo álbum, a artista apresenta uma narrativa tão sincera e por vezes brincalhona a respeito de si mesma, que as rimas guardam uma </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=F0cdbR5ognY"><span style="font-weight: 400;">comicidade</span></a><span style="font-weight: 400;"> e originalidade única, dando </span><i><span style="font-weight: 400;">match </span></i><span style="font-weight: 400;">com a sua personalidade sagaz . </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O disco surge através da série </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=6skI89ZGaV4&amp;list=PLVBbjY9E_mIBZ_UlfFzu-mI52IiS4p37K"><i><span style="font-weight: 400;">Swamp Sessions</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, onde a cantora se desafiava com um cronômetro de uma hora para escrever suas músicas, que posteriormente eram publicadas semanalmente às sextas-feiras em seu canal do </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=-91vymvIH0c"><span style="font-weight: 400;">YouTube</span></a><span style="font-weight: 400;">. Desse projeto nasceu as letras </span><i><span style="font-weight: 400;">BULLFROG</span></i><span style="font-weight: 400;">, </span><i><span style="font-weight: 400;">CATFISH</span></i><span style="font-weight: 400;">, </span><i><span style="font-weight: 400;">FLORIDA WATA</span></i><span style="font-weight: 400;">, </span><i><span style="font-weight: 400;">SUNDAY’S BEST</span></i><span style="font-weight: 400;"> e </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=iGbeZNqklic"><i><span style="font-weight: 400;">NISSAN ALTIMA</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, canção indicada ao </span><i><span style="font-weight: 400;">Grammy</span></i><span style="font-weight: 400;"> na categoria de Melhor Performance de Rap. Com seu lançamento, </span><i><span style="font-weight: 400;">Alligator Bites Never Heal</span></i><span style="font-weight: 400;"> escancara o talento de Doechii, mostrando sua criatividade e língua afiada nas 19 faixas presentes no disco, evidenciando pra quem ouve, que isso é só um fragmento de suas habilidades e que os próximos lançamentos da artistas promete ser de alta qualidade. </span><b>&#8211; Ludmila Henrique </b></p>
<p><b>Faixas Favoritas:</b><span style="font-weight: 400;"> CATFISH, BULLFROG, DENIAL IS A RIVER </span></p>
<hr />
<div class="mceTemp"></div>
<figure id="attachment_34969" aria-describedby="caption-attachment-34969" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-34969" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/03/ALL-BORN-SCREAMING-800x800.jpg" alt="Capa do disco All Born Screaming de St. Vincent. Na arte, a cantora, uma mulher branca de cabelos escuros, está em chamas. A câmera captura a sua figura por completo. St. Vincent está em frente a um plano de fundo escuro que realça a situação retratada na arte de capa do disco." width="800" height="800" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/03/ALL-BORN-SCREAMING-800x800.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/03/ALL-BORN-SCREAMING-1024x1024.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/03/ALL-BORN-SCREAMING-150x150.jpg 150w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/03/ALL-BORN-SCREAMING-768x768.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/03/ALL-BORN-SCREAMING-1200x1200.jpg 1200w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/03/ALL-BORN-SCREAMING.jpg 1400w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-34969" class="wp-caption-text">All Born Screaming recebeu quatro indicações ao Grammy de 2025, vencendo três delas (Foto: Virgin Music Group)</figcaption></figure>
<p><b>St. Vincent &#8211; All Born Screaming</b></p>
<p><a href="https://personaunesp.com.br/tag/st-vincent/"><span style="font-weight: 400;">St. Vincent</span></a><span style="font-weight: 400;"> voltou com um disco inteiramente produzido por ela. </span><a href="https://open.spotify.com/intl-pt/album/3nRlJXz5W39luXRto5hc4f"><i><span style="font-weight: 400;">All Born Screaming</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> é um compilado das melhores características de uma das personalidades mais interessantes do </span><i><span style="font-weight: 400;">rock</span></i><span style="font-weight: 400;"> contemporâneo. Em um misto de sonoridades que variam desde o </span><i><span style="font-weight: 400;">rock</span></i><span style="font-weight: 400;"> progressivo até o </span><i><span style="font-weight: 400;">dance pop</span></i><span style="font-weight: 400;">, Annie Clark desafia a si mesma, criando um disco que, não surpreendentemente, acerta mais do que erra.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">De fato, com exceção de </span><i><span style="font-weight: 400;">Sweetest Fruit</span></i><span style="font-weight: 400;"> – faixa com intenção de homenagear </span><a href="https://personaunesp.com.br/tag/sophie/"><span style="font-weight: 400;">SOPHIE</span></a><span style="font-weight: 400;">, mas que acaba soando </span><a href="https://www.them.us/story/st-vincent-sophie-tribute-song-backlash"><span style="font-weight: 400;">fora do tom</span></a><span style="font-weight: 400;"> em mais de um sentido –, </span><i><span style="font-weight: 400;">All Born Screaming</span></i><span style="font-weight: 400;"> justifica a vitória do </span><i><span style="font-weight: 400;">Grammy</span></i><span style="font-weight: 400;"> de Melhor Álbum de Música Alternativa por se tratar de um retrato flamejante de toda a artisticidade de St. Vincent. A produção ganhou até mesmo uma regravação em espanhol, intitulada </span><a href="https://open.spotify.com/intl-pt/album/1RXC4kHEPA006xjHMtlI7O?si=tx1gRl1XRcm5YS8KIPEwtA"><i><span style="font-weight: 400;">Todos Nascen Gritando</span></i></a><span style="font-weight: 400;">. </span><b>&#8211; Nathalia Tetzner</b></p>
<p><b>Faixas favoritas: </b><span style="font-weight: 400;">Hell Is Near; Big Time Nothing; Violent Times.</span></p>
<hr />
<figure id="attachment_34970" aria-describedby="caption-attachment-34970" style="width: 640px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-34970" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/03/Amarissima-Leonardo-Quinalha.jpeg" alt="Capa do álbum Amaríssima de Melly. A imagem mostra a cantora, mulher jovem de pele preta, com piercings no lábio inferior, nariz e sobrancelha e cabelo encaracolado ruivo e com uma tatuagem com o nome do álbum, Amaríssima, abaixo do olho direito, num fundo avermelhado." width="640" height="640" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/03/Amarissima-Leonardo-Quinalha.jpeg 640w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/03/Amarissima-Leonardo-Quinalha-150x150.jpeg 150w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-34970" class="wp-caption-text">Amaríssima é sentir e viver um relacionamento do início ao fim em um álbum (Foto: Som Livre)</figcaption></figure>
<p><b>Melly &#8211; Amaríssima</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Melly, cantora e compositora baiana, foi a artista revelação do Prêmio Multishow 2023, com seu  </span><i><span style="font-weight: 400;">single</span></i> <a href="https://www.youtube.com/watch?v=LR2sheQdWLI"><i><span style="font-weight: 400;">Azul</span></i></a><span style="font-weight: 400;">. No entanto, foi com o álbum </span><i><span style="font-weight: 400;">Amaríssima</span></i><span style="font-weight: 400;"> que a intérprete  se destacou e abriu suas asas para voar ainda mais alto. </span><span style="font-weight: 400;">Nas 13 faixas que compõem o projeto, a jovem mistura</span><span style="font-weight: 400;"> ritmos de </span><i><span style="font-weight: 400;">R&amp;B </span></i><span style="font-weight: 400;">e </span><i><span style="font-weight: 400;">Soul</span></i><span style="font-weight: 400;"> com letras que exploram temas profundos como o </span><a href="https://rollingstone.com.br/musica/amarissima-melly-explora-as-faces-do-amor-em-album-de-estreia/"><span style="font-weight: 400;">amadurecimento</span></a><span style="font-weight: 400;">, além de trazer participações especiais como Liniker e Russo Passapusso</span><span style="font-weight: 400;">. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Em Amaríssima, Melly explora diferentes fases de um relacionamento com a combinação de canções de diferentes gêneros, como samba-</span><i><span style="font-weight: 400;">reggae</span></i><span style="font-weight: 400;"> e afropop. Os estilos musicais marcam o álbum, porém a cereja do bolo é o </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=BCy16g7mre0"><span style="font-weight: 400;">curta metragem incrível</span></a><span style="font-weight: 400;">, idealizado pela cantora. Se amadurecer é desconfortável, Melly faz disso poesia e consegue estabelecer uma conversa com seus fãs da maneira mais pura.  O álbum é um convite para o mundo dela, sem deixar de conversar com os universos particulares de cada um, e isso não poderia ser mais perfeito. <strong>&#8211;</strong> </span><b>Leonardo Quinalha</b></p>
<p><b>Faixas favoritas: </b><span style="font-weight: 400;">Cacau, Paraíso e </span><span style="font-weight: 400;">Bye Bye</span></p>
<hr />
<figure id="attachment_34971" aria-describedby="caption-attachment-34971" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-34971" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/03/batidao.tropical.vol_.2-800x797.jpg" alt="Capa do álbum Batidão Tropical Vol. 2 de Pabllo Vittar. A imagem mostra a drag-queen, um homem negro, com uma peruca de cabelos escuros, utilizando apenas uma calcinha da cor preta. A drag-queen está com as mãos em cima dos peitos e, na mão direita, ela segura uma blusa da cor preta. O fundo da capa é da cor bege. Na parte de cima da foto, há o título do álbum, que está estilizado nas cores azul e verde. No lado esquerdo inferior, há três ícones, todos da cor laranja. Ao lado direito, há o nome da artista na vertical, com a cor vermelha." width="800" height="797" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/03/batidao.tropical.vol_.2-800x797.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/03/batidao.tropical.vol_.2-1024x1020.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/03/batidao.tropical.vol_.2-150x150.jpg 150w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/03/batidao.tropical.vol_.2-768x765.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/03/batidao.tropical.vol_.2-1200x1195.jpg 1200w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/03/batidao.tropical.vol_.2.jpg 1280w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-34971" class="wp-caption-text">Segundo volume do projeto baseado em regravações de clássicos do Norte e Nordeste reafirma a versatilidade da drag queen (Foto: Gabriel Renné/Sony Music)</figcaption></figure>
<p><b>Pabblo Vittar &#8211; Batidão Tropical Vol. 2</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Quando lançou, em 2021, o primeiro volume do </span><i><span style="font-weight: 400;">Batidão Tropical</span></i><span style="font-weight: 400;">, projeto baseado em regravações de sucessos que ouviu durante a infância, clássicos amados pelos fãs ficaram de fora da </span><i><span style="font-weight: 400;">tracklist</span></i><span style="font-weight: 400;"> final. Após três anos, Pabllo Vittar voltou com seu </span><a href="https://personaunesp.com.br/batidao-tropical-vol-2-critica/"><span style="font-weight: 400;">sexto álbum</span></a><span style="font-weight: 400;"> de estúdio e a continuação daquele que é um de seus melhores trabalhos. Ampliando a nostalgia e dando uma nova roupagem às versões já conhecidas, a </span><i><span style="font-weight: 400;">drag queen </span></i><span style="font-weight: 400;">mostrou o que sabe fazer de melhor: entregar um tecnobrega que reverencia o passado e, ao mesmo tempo, traz algo diferente, contribuindo para a sua produção.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Com um dos </span><i><span style="font-weight: 400;">hits</span></i><span style="font-weight: 400;"> da banda Calypso, na faixa </span><i><span style="font-weight: 400;">Pra Te Esquecer</span></i><span style="font-weight: 400;">, passando pela homenagem à Banda Batidão, em</span><i><span style="font-weight: 400;"> Ai Ai Ai Mega Príncipe,</span></i><span style="font-weight: 400;"> a produção do disco – encabeçada por nomes como Rodrigo Gorky, Maffalda, Pablo Bispo, Ruxell, Zebu e Lux &amp; Tróia – consegue dar um toque </span><i><span style="font-weight: 400;">fresh</span></i><span style="font-weight: 400;"> às composições que ficaram famosas nos anos 2000. Em </span><i><span style="font-weight: 400;">Não Desligue o Telefone </span></i><span style="font-weight: 400;">com</span> <span style="font-weight: 400;">Maderito, por exemplo, a artista utiliza o </span><a href="https://escolamusicartchapeco.com.br/glossario/o-que-e-drum-bass/"><span style="font-weight: 400;">drum and bass</span></a><span style="font-weight: 400;">, gênero da música eletrônica marcado por batidas rápidas. Somando os dois volumes, o trabalho da performer é um teletransporte à história daqueles que cresceram com o brega e as suas performances de tirar o fôlego. </span><b>&#8211; Guilherme Leal</b></p>
<p><b>Faixas Favoritas: </b>Rubi, Hoje à Noite (Alone) e Ai Ai Ai Mega Príncipe</p>
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<figure id="attachment_34972" aria-describedby="caption-attachment-34972" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-34972" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/03/BRAT-1-800x800.jpg" alt="Capa do disco BRAT. Ela consiste apenas em um quadrado verde com o nome do álbum em letra cursica minúscula com fonte aumentada e na cor preta" width="800" height="800" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/03/BRAT-1-800x800.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/03/BRAT-1-150x150.jpg 150w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/03/BRAT-1-768x768.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/03/BRAT-1.jpg 1000w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-34972" class="wp-caption-text">Carimba que é Brat (Foto: Atlantic Records)</figcaption></figure>
<p><b>Charli xcx &#8211; BRAT</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Houve uma época, no auge dos anos 2000, em que o </span><i><span style="font-weight: 400;">pop</span></i><span style="font-weight: 400;"> era categoricamente mais fútil, sem isso se tornar um demérito. Sem dúvidas, reflexo de tempos um pouco menos complicados. Roupas extravagantes, personalidades exageradamente excêntricas, </span><a href="https://www.buzzfeed.com/tessafahey/00s-girls-then-now"><i><span style="font-weight: 400;">it girls</span></i></a> <span style="font-weight: 400;">e músicas milimetricamente pensadas para ecoar apenas nos clubes de dança, como uma espécie de refúgio que beira o distópico da sociedade. Com o passar dos anos, nota-se certo pragmatismo na Música e ela, ao invés de ser esse reduto, se tornou cada vez mais identificável para com a sociedade, com intérpretes que são basicamente um reflexo de seu público.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">E é exatamente no meandro desses dois mundos que </span><a href="https://personaunesp.com.br/brat-critica/"><i><span style="font-weight: 400;">BRAT</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, sexto disco de estúdio de Charli xcx, se consagra. É notável que o intuito da cantora foi voltar as atenções para si, assim como qualquer garota pirralha – tradução mais apurada do termo título, mas o registro consegue fazer isso de diferentes formas. Expansivo e megalomaníaco, ele conquista com seu </span><i><span style="font-weight: 400;">hyperpop</span></i><span style="font-weight: 400;"> conduzido pela intérprete em parceria com o produtor de longa data </span><a href="https://www.instagram.com/agcook404/"><span style="font-weight: 400;">A.G Cook</span></a><span style="font-weight: 400;">, mas também cativa o público mais atual com letras duras e nada romantizadas sobre calvários atuais como rivalidade feminina e insegurança com a própria imagem. Cômico em sua premissa, chamou atenção e viralizou; capaz de se sustentar, ele virou conceito, mas acima de tudo ele fez o que um bom disco do gênero precisa, ser transgressor e de quebra se transformou num dos registros mais icônicos do ano.</span><b> &#8211; Guilherme Veiga</b></p>
<p><b>Faixas favoritas: </b><span style="font-weight: 400;">Von dutch</span><span style="font-weight: 400;">, </span><span style="font-weight: 400;">Apple</span><span style="font-weight: 400;">, </span><span style="font-weight: 400;">Everything is romantic</span></p>
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<figure id="attachment_34973" aria-describedby="caption-attachment-34973" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-34973" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/03/BRAT-REMIX-800x800.jpg" alt="Capa do álbum de remixes de brat. Imagem quadrada com fundo verde vibrante contendo texto em preto, exibido de forma invertida (espelhada). A frase é: 'Brat and it's completely different but also still Brat', traduzindo-se para 'Brat e é completamente diferente, mas ainda assim Brat'." width="800" height="800" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/03/BRAT-REMIX-800x800.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/03/BRAT-REMIX-1024x1024.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/03/BRAT-REMIX-150x150.jpg 150w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/03/BRAT-REMIX-768x768.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/03/BRAT-REMIX-1200x1200.jpg 1200w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/03/BRAT-REMIX.jpg 1425w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-34973" class="wp-caption-text">Charli XCX estendeu o ‘verão BRAT’ com a ajuda de parcerias inusitadas (Foto: Atlantic Records)</figcaption></figure>
<p><b>Charli XCX &#8211; Brat and it’s completely different but also still brat</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Quem aperta o </span><i><span style="font-weight: 400;">play</span></i><span style="font-weight: 400;"> em </span><a href="https://personaunesp.com.br/brat-and-its-completely-different-but-also-still-brat-critica/"><i><span style="font-weight: 400;">brat and it’s completely different but also still brat</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> custa a acreditar que esse é o primeiro álbum de </span><i><span style="font-weight: 400;">remixes</span></i><span style="font-weight: 400;"> de </span><a href="https://personaunesp.com.br/tag/charli-xcx/"><span style="font-weight: 400;">Charli XCX</span></a><span style="font-weight: 400;">. A cantora, que iniciou sua carreira atrás da mesa de </span><i><span style="font-weight: 400;">DJ</span></i><span style="font-weight: 400;">, elevou um clássico instantâneo com a ajuda de nomes inusitados, entre eles, </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=Z8BmhdyFG7E"><span style="font-weight: 400;">Julian Casablancas</span></a><span style="font-weight: 400;"> e </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=th4u1yrpuRE"><span style="font-weight: 400;">Bon Iver</span></a><span style="font-weight: 400;"> que, apesar de toda a melodramaticidade intrínseca de seus trabalhos, capturaram a essência </span><a href="https://personaunesp.com.br/brat-critica/"><i><span style="font-weight: 400;">BRAT</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> com versos reflexivos por cima de muitas batidas por minuto – com direito a Casablancas cantando sobre um divórcio conturbado enquanto XCX evoca com orgulho o fato de ser uma ‘garota má’. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">No topo do mundo por grande parte de 2024, Charli XCX bebeu da cultura </span><a href="https://www.correiobraziliense.com.br/diversao-e-arte/2024/06/6878147-brat-evoca-o-brilhantismo-e-vanguarda-da-cultura-clubber.html"><i><span style="font-weight: 400;">clubber</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> para viver seu ‘</span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=bvy6aox2Sgw"><span style="font-weight: 400;">momento Elvis</span></a><span style="font-weight: 400;">’ em toda a glória que as casas noturnas podem oferecer. Em um ano em que a sonoridade feminina foi vendida de forma tão superficial pela indústria musical, coube à sósia de </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=dMK_npDG12Q"><span style="font-weight: 400;">Lorde</span></a><span style="font-weight: 400;"> a tarefa de criar um dos melhores hinos de ‘inimizade’ de todos os tempos. Desde ‘</span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=IC0tq6n1zkY"><span style="font-weight: 400;">dancinha</span></a><span style="font-weight: 400;">’ viral no </span><i><span style="font-weight: 400;">TikTok</span></i><span style="font-weight: 400;">, passando por polêmicas e brigas entre </span><i><span style="font-weight: 400;">fandoms</span></i><span style="font-weight: 400;"> até chegar em uma turnê conjunta com </span><a href="https://ffw.uol.com.br/materias/o-fashion-show-de-charli-xcx-e-troye-sivan-na-sweat-tour/"><span style="font-weight: 400;">Troye Sivan</span></a><span style="font-weight: 400;">, </span><i><span style="font-weight: 400;">brat and it’s completely different but also still brat</span></i><span style="font-weight: 400;"> veio para consolidar o impacto cultural do disco que pintou o mundo de verde. </span><b>&#8211; Nathalia Tetzner</b></p>
<p><b>Faixas favoritas: </b><span style="font-weight: 400;">360 featuring robyn &amp; yung lean; Girl, so confusing featuring lorde; Mean girls featuring julian casablancas.</span></p>
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<figure id="attachment_34974" aria-describedby="caption-attachment-34974" style="width: 640px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-34974" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/03/Bright-Future-Giovanna.jpeg" alt="Capa do álbum Bright Future. A imagem é uma fotografia em close do rosto da autora do álbum, Adrianne Lenker. A cantora está com um semblante sério, olhando diretamente para a câmera. Ela está com um chapéu de cowboy branco e a cabeça apoiada na mão direita, com uma luva sem dedos preta." width="640" height="640" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/03/Bright-Future-Giovanna.jpeg 640w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/03/Bright-Future-Giovanna-150x150.jpeg 150w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-34974" class="wp-caption-text">Adrianne Lenker é integrante do grupo Big Thief e costuma performar algumas músicas de seu trabalho solo, inclusive do álbum Bright Future, em shows com o grupo (Foto: 4AD)</figcaption></figure>
<p><b>Adrianne Lenker &#8211; Bright Future</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Talvez a marca mais forte da arte da </span><a href="https://www.thecut.com/article/adrianne-lenker-bright-future-album-interview.html"><span style="font-weight: 400;">Adrianne Lenker</span></a><span style="font-weight: 400;"> seja a sua capacidade de se despir emocionalmente por completo em suas composições. </span><i><span style="font-weight: 400;">Bright Future </span></i><span style="font-weight: 400;">é algo maior do que a cantora-compositora, é um pedaço de si que ela entrega ao mundo para assumir novas formas a cada ouvido que atravessa. O álbum dispensa rodeios, a voz da autora cede uma sinceridade tão crua e, por isso, familiar, que dói e conforta ao mesmo tempo. Lenker abre a obra com </span><i><span style="font-weight: 400;">Real House</span></i><span style="font-weight: 400;">, um relato de quase seis minutos no qual ela relembra memórias de sua infância. De cara, na primeira faixa, seu peito está aberto como um convite para que espiem e, inevitavelmente, virem o olhar para si mesmos.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A narrativa da obra brinca de alegorias com o trivial e ordinário, como pequenas crônicas que, ao falarem sobre o que parece nada, falam sobre tudo. As melodias imprevisíveis emulam fluxos de consciência que acompanham as letras. Os arranjos de </span><i><span style="font-weight: 400;">folk</span></i><span style="font-weight: 400;">, com um quê de </span><i><span style="font-weight: 400;">country</span></i><span style="font-weight: 400;">, sobre a base predominante de violão, piano e violino conferem ao álbum a sua atmosfera autêntica e intimista. Se </span><i><span style="font-weight: 400;">Bright Future</span></i><span style="font-weight: 400;"> está nessa lista, deve-se destacar a faixa </span><a href="https://youtu.be/GmycsQ30obg?feature=shared"><i><span style="font-weight: 400;">Sadness As A Gift</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, uma das maiores da carreira de Lenker e entre as melhores músicas de 2024. </span><b>&#8211; Giovanna Freisinger</b></p>
<p><b>Faixas favoritas:</b> <span style="font-weight: 400;">Sadness As A Gift</span><span style="font-weight: 400;">, </span><span style="font-weight: 400;">Free Treasure</span><span style="font-weight: 400;"> e </span><span style="font-weight: 400;">Fool</span></p>
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<figure id="attachment_35001" aria-describedby="caption-attachment-35001" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-35001" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/03/caju-800x800.jpg" alt="Capa do álbum Caju. Nela vemos Liniker, uma mulher negra de cabelo raspado baixo na cor caju. Ele está em um carro antigo com as portas na cor vermelho e o teto na cor creme. Ela coloca sua mão esquerda no vidro, onde mostra ter vários anéis. Ao fundo, o céu azul." width="800" height="800" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/03/caju-800x800.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/03/caju-1024x1024.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/03/caju-150x150.jpg 150w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/03/caju-768x768.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/03/caju.jpg 1080w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-35001" class="wp-caption-text">Segundo álbum da carreira solo de Liniker, Caju alcançou mais de 200 milhões de reproduções nas plataformas de áudio (Foto: BREU ENTERTAINMENT)</figcaption></figure>
<p><b>Liniker – CAJU</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">No gosto proeminente de um pseudofruto, Liniker se lambuza em frutose com </span><a href="https://personaunesp.com.br/caju-critica/"><i><span style="font-weight: 400;">CAJU</span></i></a><span style="font-weight: 400;">. O álbum de 14 faixas é um verdadeiro passeio pela diversidade do sentir, contemplando desde a necessidade de um amor com intimidade ao respirar aliviado dos fins com tom de recomeço. Além das múltiplas facetas temáticas, o disco também encontra espaço para fazer um belo mix de ritmos musicais, trazendo o </span><i><span style="font-weight: 400;">soul</span></i><span style="font-weight: 400;">, o </span><i><span style="font-weight: 400;">pop</span></i><span style="font-weight: 400;">, a</span><i><span style="font-weight: 400;"> mpb</span></i><span style="font-weight: 400;"> e até o pagode para serem parte da construção da miscelânia.  </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O tom angelical, dramático e ousado de</span><i><span style="font-weight: 400;"> CAJU</span></i><span style="font-weight: 400;"> ganha ainda mais cor com a presença de</span><i><span style="font-weight: 400;"> feats</span></i><span style="font-weight: 400;"> de peso, como o duo Anavitória, em </span><i><span style="font-weight: 400;">Ao Teu Lado</span></i><span style="font-weight: 400;">, BaianaSystem, em </span><i><span style="font-weight: 400;">Negona dos Olhos Terríveis</span></i><span style="font-weight: 400;">, e Melly, em </span><i><span style="font-weight: 400;">Papo de Edredom</span></i><span style="font-weight: 400;">. Entre muitos outros adjetivos possíveis, a </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=kEJstdoOJyY"><span style="font-weight: 400;">produção</span></a><span style="font-weight: 400;"> é simplesmente encantadora e, de longe, um dos melhores trabalhos musicais do cenário nacional contemporâneo. </span><b>– Jamily Rigonatto </b></p>
<p><b>Faixas favoritas</b><span style="font-weight: 400;">: Caju, Veludo Marrom e Ao Teu Lado. </span></p>
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<figure id="attachment_34976" aria-describedby="caption-attachment-34976" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-34976" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/03/challengers-os-800x800.jpg" alt="Cada da trilha sonora original de Challengers. A arte se trata de uma pintura da face de Zendaya, atriz principal do filme, uma mulher negra de olhos escuros e cabelos claros. Ela veste um óculos de sol que reflete a visão dos coadjuvantes, dois homens brancos que, na trama, são jogadores de tênis. Na parte inferior da capa, estão escrito “Challengers” e “Music by Trent Reznor &amp; Atticus Ross”." width="800" height="800" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/03/challengers-os-800x800.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/03/challengers-os-1024x1024.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/03/challengers-os-150x150.jpg 150w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/03/challengers-os-768x768.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/03/challengers-os-1200x1200.jpg 1200w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/03/challengers-os.jpg 1500w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-34976" class="wp-caption-text">16 faixas compõem a trilha sonora original de Challengers (Foto: Milan Records)</figcaption></figure>
<p><b>Trent Reznor and Atticus Ross &#8211; Challengers (Original Score)</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Se, por um lado, partidas de tênis nunca foram tão interessantes quanto em </span><a href="https://personaunesp.com.br/rivais-critica/"><i><span style="font-weight: 400;">Rivais</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> (2024), por outro, a trilha sonora original certamente adicionou uma camada extra de tensão ao trio protagonista do filme de </span><a href="https://personaunesp.com.br/tag/luca-guadagnino/"><span style="font-weight: 400;">Luca Guadagnino</span></a><span style="font-weight: 400;">. Com momentos que buscam inspiração nas </span><i><span style="font-weight: 400;">raves</span></i><span style="font-weight: 400;"> da década de 1990 e no cenário da cultura </span><i><span style="font-weight: 400;">techno</span></i><span style="font-weight: 400;"> de Berlim, </span><a href="https://open.spotify.com/intl-pt/album/2NHhf3qtcoVPDEb03G8RFv"><i><span style="font-weight: 400;">Challengers (Original Score)</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> apresentou 16 faixas impressionantes.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Apesar de ter sido </span><a href="https://www.instagram.com/p/DGgpBxcSJiU/"><span style="font-weight: 400;">esnobado</span></a><span style="font-weight: 400;"> pelas principais premiações do Cinema, o disco rendeu nas redes sociais, viralizando a sonoridade com </span><i><span style="font-weight: 400;">memes</span></i><span style="font-weight: 400;"> e </span><i><span style="font-weight: 400;">edits</span></i><span style="font-weight: 400;"> criados por admiradores. Fazendo jus ao </span><a href="https://variety.com/2024/artisans/news/challengers-trent-reznor-atticus-ross-zendaya-luca-guadagnino-score-1235976130/"><span style="font-weight: 400;">convite</span></a><span style="font-weight: 400;"> de Guadagnino aos compositores e membros do Nine Inch Nails </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=iB4_qdtdtXU"><span style="font-weight: 400;">Trent Reznor e Atticus Ross</span></a><span style="font-weight: 400;"> – “</span><i><span style="font-weight: 400;">Você quer participar do meu próximo filme? Vai ser super sexy</span></i><span style="font-weight: 400;">” – </span><i><span style="font-weight: 400;">Challengers (Original Score)</span></i><span style="font-weight: 400;"> brinca com os sintetizadores enquanto prepara o ambiente para a tensão (e o tesão) em cena. </span><b>&#8211; Nathalia Tetzner</b></p>
<p><b>Faixas favoritas: </b><span style="font-weight: 400;">Stopper; Brutalizer 2.</span></p>
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<figure id="attachment_34977" aria-describedby="caption-attachment-34977" style="width: 640px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-34977" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/03/charm.jpeg" alt="Capa do álbum Charm, de Clairo. Na imagem, vemos a cantora, uma mulher branca de cabelos castanhos. Ela está deitada em um sofá verde, e a fotografia foca apenas em seu rosto e seus braços. Clairo olha para seu lado esquerdo, sem esboçar emoções. Ambos os braços estão apoiados no sofá, mas seu braço direito está com o cotovelo apoiado e ela segura seus cabelos com a mão direita. No canto superior direito, estão escritos os nomes da cantora e do álbum em um tom de verde mais claro." width="640" height="640" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/03/charm.jpeg 640w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/03/charm-150x150.jpeg 150w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-34977" class="wp-caption-text">Charm foi indicado na categoria de Melhor Álbum de Música Alternativa no Grammy 2025, representando a primeira nomeação de Clairo na premiação (Foto: Clairo Records)</figcaption></figure>
<p><strong>Clairo &#8211; Charm</strong></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Se fosse possível dar uma boa olhada dentro do cérebro de Clairo, seria seguro presumir que o fluxo de consciência dela é semelhante ao de qualquer pessoa com 20 e poucos anos. Segundo a cantora, as </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=Zpam0KK9FlI"><span style="font-weight: 400;">experiências íntimas</span></a><span style="font-weight: 400;"> que ela aborda em seu terceiro álbum de estúdio têm a ver com “</span><i><span style="font-weight: 400;">momentos fugazes (&#8230;) em que fui encantada ou encantadora</span></i><span style="font-weight: 400;">” e as fantasias que esses momentos podem produzir. Quem nunca esteve nessa posição? E quem nunca precisou recorrer à Música para saber que não é a única pessoa do mundo a sentir tudo o que isso envolve?</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Enquanto </span><i><span style="font-weight: 400;">Immunity</span></i><span style="font-weight: 400;"> explora a juventude e </span><i><span style="font-weight: 400;">Sling</span></i><span style="font-weight: 400;"> mergulha na complexidade que envolve o ato de crescer e amadurecer, </span><a href="https://open.spotify.com/intl-pt/album/1KNUCVXgIxKUGiuEB8eG0i?si=ZD1vCiW1QpOX5OaTuHOvlg"><i><span style="font-weight: 400;">Charm</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> está no meio-termo, ao passo que se debruça sobre o sentimento de se apaixonar por alguém. São 38 minutos de </span><i><span style="font-weight: 400;">jazz</span></i><span style="font-weight: 400;"> sussurrante, elementos do </span><i><span style="font-weight: 400;">soft rock</span></i><span style="font-weight: 400;">, toques orquestrais </span><i><span style="font-weight: 400;">groovy</span></i><span style="font-weight: 400;"> e um calor aconchegante, com o lirismo de Claire Cottrill cantarolando junto com cada melodia descontraída. O álbum escancara o que a cantora e sua Arte sempre foram: um charme. </span><b>&#8211; Raquel Freire</b></p>
<p><b>Faixas favoritas:</b><span style="font-weight: 400;"> Second Nature, Juna e Add Up My Love</span></p>
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<figure id="attachment_34978" aria-describedby="caption-attachment-34978" style="width: 640px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-34978" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/03/chromakopia.jpeg" alt="Capa do álbum CHROMAKOPIA, de Tyler, The Creator. Na imagem, vemos o próprio cantor, que é um homem negro. Ele veste terno, usa uma máscara e tem seu cabelo estilizado. Ele olha para o lado esquerdo, fora do frame da fotografia, e faz um gesto com sua mão direita. A imagem é preta e branca, e é possível notar que existe uma luz profissional voltada para ele." width="640" height="640" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/03/chromakopia.jpeg 640w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/03/chromakopia-150x150.jpeg 150w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-34978" class="wp-caption-text">“Sou o maior da cidade depois de Kenny, agora isso é um fato” (Foto: Columbia Records)</figcaption></figure>
<p><strong>Tyler, The Creator &#8211; CHROMAKOPIA</strong></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Qualquer um que esteja em dia com o cenário do </span><i><span style="font-weight: 400;">rap</span></i><span style="font-weight: 400;"> atual sabe que Tyler, The Creator é uma de suas jóias mais brilhantes, e </span><a href="https://personaunesp.com.br/chromakopia-critica/"><i><span style="font-weight: 400;">CHROMAKOPIA</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> evidencia esse fato. Em sua produção mais inventiva até o momento, o artista amplia um pouco mais seus limites criativos e aprimora sua habilidade como contador de histórias, demonstrando uma vasta maturidade artística ao longo de todo o processo.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O álbum é uma mistura de todos os temas que o artista já abordou em seus trabalhos anteriores sem parecer explicitamente com nenhum deles. A sensação é que as </span><a href="https://open.spotify.com/intl-pt/album/0U28P0QVB1QRxpqp5IHOlH?si=D_bHyTUVRVuL9hZVPv58-Q"><span style="font-weight: 400;">14 faixas</span></a><span style="font-weight: 400;"> aqui presentes são as que mais se assemelham com o verdadeiro Tyler Okonma, ainda que não se pareçam com nada que ele já tenha feito. Essa é uma proposta empolgante para os fãs de longa data, uma vez que abre um mundo novo de possibilidades para um dos nomes mais relevantes da Música contemporânea. </span><b>&#8211; Raquel Freire</b></p>
<p><b>Faixas favoritas:</b><span style="font-weight: 400;"> Rah Tah Tah, Sticky (feat. GloRilla, Sexyy Red &amp; Lil Wayne) e Take Your Mask Off (feat. Daniel Caesar &amp; LaToiya Williams)</span></p>
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<figure id="attachment_34979" aria-describedby="caption-attachment-34979" style="width: 768px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-34979" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/03/Clancy-2.png" alt="Capa do álbum Clancy. Nela, temos um fundo predominante na cor vermelha, com alguns detalhes nas cores preta e amarela, que remetem a chamas. Na imagem também há Josh Dun e Tyler Josep´h. Josh usa uma jaqueta preta com as mangas branca se uma calça preta e Tyler usa uma jaqueta preta, calça preta uma balaclava na cara e uma faixa preta com os dizeres CLANCY estilizados por sua extensão. Na parte cetnral e superior, também estilizado, está escrito CLANCY na vertical." width="768" height="768" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/03/Clancy-2.png 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/03/Clancy-2-150x150.png 150w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-34979" class="wp-caption-text">Clancy prova que além de Música, o Twenty One Pilots é ótimo de narrativa (Foto: Fueled by Ramen)</figcaption></figure>
<p><b>Twenty One Pilots &#8211; Clancy</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Depois de quase 10 anos, o Twenty One Pilots encerra uma </span><i><span style="font-weight: 400;">lore</span></i><span style="font-weight: 400;"> que dura quatro álbuns e que traz consigo não só uma legião de fãs como também todo o amadurecimento do duo. </span><a href="https://personaunesp.com.br/clancy-critica/"><i><span style="font-weight: 400;">Clancy</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> é a prova de que o grupo atingiu sua forma máxima e como resultado, promove uma revisitação a toda sua carreira, sem mirar em um álbum específico.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Em questão de gêneros, talvez seja o álbum mais diverso do grupo: as estrofes rimas estão lá, mas dividem espaço com uma bateria mais carregada que remete ao </span><i><span style="font-weight: 400;">pop punk</span></i><span style="font-weight: 400;"> e elementos que descambam de vez para o </span><i><span style="font-weight: 400;">rock</span></i><span style="font-weight: 400;">. Essa miscelânea de estilos converge com um Tyler que consegue abordar a batalha mental – que sempre foi mote dos últimos trabalhos do Twenty One Pilots – através de diferentes metáforas, que no final das contas, funcionam como uma recompensa para os fãs que batalharam junto ao longo da última década. </span><b>&#8211; Guilherme Veiga</b></p>
<p><b>Faixas favoritas: </b><span style="font-weight: 400;">Next Semester,</span> <span style="font-weight: 400;">Oldies Station,</span> <span style="font-weight: 400;">Paladin Strait</span></p>
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<figure id="attachment_34981" aria-describedby="caption-attachment-34981" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-34981" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/03/COWBOY-CARTER-1-800x800.jpg" alt="Capa do disco COWBOY CARTER. A arte se trata de uma fotografia de Beyoncé sentada em cima de um cavalo em movimento enquanto segura a bandeira dos Estados Unidos. A cantora é uma mulher negra de cabelos platinados longos que são fotografados balançando junto a bandeira do país. Ela está de frente para a câmera e veste um chapéu branco com uma vestimenta tradicional de cowboys nas cores branco, azul e vermelho. O cavalo é branco e é representado em movimento. Ao fundo, o cenário é um vazio preto com um chão desértico estilo faroeste." width="800" height="800" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/03/COWBOY-CARTER-1-800x800.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/03/COWBOY-CARTER-1-1024x1024.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/03/COWBOY-CARTER-1-150x150.jpg 150w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/03/COWBOY-CARTER-1-768x768.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/03/COWBOY-CARTER-1.jpg 1200w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-34981" class="wp-caption-text">COWBOY CARTER venceu três Grammys: Melhor Álbum Country, Melhor Perfomance Country em Dupla e Grupo e Álbum do Ano (Foto: Parkwood Entertainment)</figcaption></figure>
<p><b>Beyoncé &#8211; COWBOY CARTER</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">De volta para as suas raízes texanas, Beyoncé fez de </span><a href="https://personaunesp.com.br/cowboy-carter-critica/"><i><span style="font-weight: 400;">COWBOY CARTER</span></i></a> <span style="font-weight: 400;">a sua principal aposta de redenção. Flutuando pelo </span><i><span style="font-weight: 400;">pop</span></i><span style="font-weight: 400;"> e </span><i><span style="font-weight: 400;">R&amp;B</span></i><span style="font-weight: 400;"> durante a maior parte de sua carreira, a artista finalmente se aventurou em um universo que não aprecia forasteiros: o </span><i><span style="font-weight: 400;">country</span></i><span style="font-weight: 400;"> estadunidense. De fato, para a surpresa de poucos, o disco foi esnobado pela principal premiação do gênero, o </span><a href="https://rollingstone.com.br/musica/cowboy-carter-de-beyonce-e-esnobado-no-country-music-awards/"><i><span style="font-weight: 400;">Country Music Awards</span></i></a><span style="font-weight: 400;">. No entanto, pode-se afirmar que a força das 27 faixas se somatizaram em outra grande cerimônia da indústria, o </span><a href="https://personaunesp.com.br/tag/grammys/"><i><span style="font-weight: 400;">Grammy Awards</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, que, até o momento, ainda devia uma estatueta de Álbum do Ano à artista mais nomeada e vencedora de sua história.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Quase como um enorme trabalho em grupo sobre o </span><i><span style="font-weight: 400;">country</span></i><span style="font-weight: 400;"> e os limites entre diferentes sonoridades, a segunda obra da trilogia produzida durante a pandemia de covid-19 apresentou colaborações, no mínimo, singulares. Em meio a veteranos e novatos, as parcerias variaram desde a </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=UbxUSsFXYo4"><span style="font-weight: 400;">Dolly Parton</span></a><span style="font-weight: 400;"> e </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=8MECfUH3GBs"><span style="font-weight: 400;">Stevie Wonder</span></a><span style="font-weight: 400;"> até </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=G7KNmW9a75Y"><span style="font-weight: 400;">Miley Cyrus</span></a><span style="font-weight: 400;"> e </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=wXhTHyIgQ_U"><span style="font-weight: 400;">Post Malone</span></a><span style="font-weight: 400;">. O destaque, contudo, ficou sempre para a voz inconfundível de Beyoncé que, aqui, ecoou de forma ainda mais potente. Agora, é esperado que o encerramento do trio de discos venha acompanhado de uma pegada </span><a href="https://igormiranda.com.br/2024/02/beyonce-album-rock-teoria/"><i><span style="font-weight: 400;">rock</span></i></a><i><span style="font-weight: 400;"> à la</span></i> <a href="https://www.youtube.com/watch?v=GC5E8ie2pdM"><span style="font-weight: 400;">Tina Turner</span></a><span style="font-weight: 400;">, uma das grandes inspirações da </span><i><span style="font-weight: 400;">popstar</span></i><span style="font-weight: 400;">. </span><b>&#8211; Nathalia Tetzner</b></p>
<p><b>Faixas favoritas: </b><span style="font-weight: 400;">16 CARRIAGES; BODYGUARD; DAUGHTER.</span></p>
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<div class="mceTemp"></div>
<figure id="attachment_34983" aria-describedby="caption-attachment-34983" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-34983" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/03/SaveClip.App_472409141_18488637397048802_7494543957089836358_n-800x800.jpg" alt="Capa do álbum Cria de Caxias. Nela, vemos POCAH, uma mulher negra de cabelos pretos e longos. Ele está grudada em uma placa de trânsito com fita silvertape. Seu top e mini-saia são da cor prata, fazendo uma alusão a fita e ela veste também uma bota alta com estampa de onça. Ao fundo, a placa é na cor verde com os dizeres em letra maipuscula &quot;SAÍDA 171&quot; e logo abaixo &quot;DUQUE DE CAXIAS&quot; e onde estaria &quot;DUQUE&quot; está pixado com letras estilizadas &quot;CRIA&quot;. Além disso, há pixações também que dizem &quot;POCAH&quot;, &quot;VIVIANNE&quot; e &quot;MC POCAHONTAS&quot; fazendo alusão aos nomes da artista, ao fundo, uma rodovia movimentada e no canto inferior esquerdo, o selo &quot;PARENTAL ADVISORY EXPLICIT CONTEXT&quot;" width="800" height="800" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/03/SaveClip.App_472409141_18488637397048802_7494543957089836358_n-800x800.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/03/SaveClip.App_472409141_18488637397048802_7494543957089836358_n-1024x1024.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/03/SaveClip.App_472409141_18488637397048802_7494543957089836358_n-150x150.jpg 150w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/03/SaveClip.App_472409141_18488637397048802_7494543957089836358_n-768x768.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/03/SaveClip.App_472409141_18488637397048802_7494543957089836358_n.jpg 1080w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-34983" class="wp-caption-text">Mesmo com o polêmico uso de inteligência artificial, POCAH entrega um ótimo álbum (Foto: Warner Music Brasil)</figcaption></figure>
<p><b>POCAH &#8211; Cria de Caxias</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Em </span><a href="https://open.spotify.com/album/3J7pd00FYE2TSKfvwVVpn4?si=tbCsgcbpQ8CEdWCYethHRA"><i><span style="font-weight: 400;">Cria de Caxias</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, POCAH celebra e relembra sua própria história. O disco mostra três momentos da cantora e suas canções são intercaladas por interlúdios,</span> <span style="font-weight: 400;">grafados de formas diferentes: </span><a href="https://open.spotify.com/track/3xkLkicrm5duKk94VCC5WM?si=Mbrz3SSVS5eTKAOTxTAdfg&amp;context=spotify%3Aalbum%3A3J7pd00FYE2TSKfvwVVpn4"><i><span style="font-weight: 400;">MC POCAHONTAS</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, </span><a href="https://open.spotify.com/track/080Q6ex13eDl3vPdxAxjkt?si=7MjI0OU4QQe4ji-aE6SXDQ&amp;context=spotify%3Aalbum%3A3J7pd00FYE2TSKfvwVVpn4"><i><span style="font-weight: 400;">pocah</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> e </span><a href="https://open.spotify.com/track/37QZOXTrPFApAYA8orVEwD?si=FjgRhzLbT4yEwjcaYaduBQ&amp;context=spotify%3Aalbum%3A3J7pd00FYE2TSKfvwVVpn4"><i><span style="font-weight: 400;">Viviane</span></i></a><span style="font-weight: 400;">. Além dessa distinção estilística, o álbum traz uma ecleticidade interessante – indo do funk carioca, passando pelo 150 bpm, até músicas reflexivas, cada um dos atos traz um ritmo diferente, e mostra a versatilidade de POCAH. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A definição perfeita de </span><i><span style="font-weight: 400;">Cria de Caxias</span></i><span style="font-weight: 400;"> é mudança e amadurecimento. Diversos momentos importantes da vida da cantora estão presentes no trabalho, como troca do nome artístico – de Mc Pocahontas para somente POCAH – e o nascimento de sua filha Vitória. O primeiro e o segundo ato começam com a mesma batida – assim como </span><a href="https://personaunesp.com.br/brat-critica/"><span style="font-weight: 400;">Charli xcx</span></a><span style="font-weight: 400;"> fez com as canções </span><i><span style="font-weight: 400;">360</span></i><span style="font-weight: 400;"> e </span><i><span style="font-weight: 400;">365</span></i><span style="font-weight: 400;"> –, enquanto o último é repleto de calma e cheio de amor: a música </span><a href="https://open.spotify.com/track/3qEXRDyn4B0mQQNlTOWzFT?si=zig4CFwjTu-kqX5tzHpYdg&amp;context=spotify%3Aalbum%3A3J7pd00FYE2TSKfvwVVpn4"><i><span style="font-weight: 400;">Vitória</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> se comporta como uma declaração e encerra o disco de forma tranquila. </span><b>&#8211; Laura Hirata-Vale </b></p>
<p><b>Faixas favoritas: </b><span style="font-weight: 400;">ASSANHADINHA, cria de caxias e Vitória</span></p>
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<figure id="attachment_34984" aria-describedby="caption-attachment-34984" style="width: 640px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-34984" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/03/eternalsunshine.jpg" alt="Em uma capa quadrada, se encontram duas figuras femininas, de costas. A mais à esquerda está apoiada sob o ombro da figura mais à direita, usa uma camiseta branca com detalhes nas costas e uma gola, além de ter um cabelo com luzes loiras preso em um rabo de cavalo e uma tatuagem na nuca. A figura mais à direita possui o mesmo cabelo e veste a mesma camiseta. O fundo é de cor marrom. " width="640" height="640" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/03/eternalsunshine.jpg 640w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/03/eternalsunshine-150x150.jpg 150w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-34984" class="wp-caption-text">Em mais um trabalho brilhante, Ariana demonstra vocais, história e se faz atual e relevante como em todas as suas eras (Foto: Universal Republic Records)</figcaption></figure>
<p><strong>Ariana Grande &#8211; Eternal Sunshine</strong></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Ficando na lista dos </span><a href="https://www.nsctotal.com.br/noticias/os-albuns-mais-ouvidos-no-mundo-em-2024"><span style="font-weight: 400;">cinco álbuns mais ouvidos de 2024</span></a><span style="font-weight: 400;">, </span><i><span style="font-weight: 400;">Eternal Sunshine</span></i><span style="font-weight: 400;"> tem seu valor registrado na história. O sétimo disco de Ariana Grande vem como um recomeço grandioso na carreira da artista, possuindo um vínculo profundo com o momento que a Grande passava em sua vida pessoal, após o término de seu relacionamento com  Dalton Gomez. Transformando a dor e a vontade de se reencontrar, e com um impulso da chegada aos 30 anos, Ariana entrega ao ouvinte 13 novas músicas, pelas quais passeia por ritmos e sensações em uma delicadeza e poder únicos. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O amadurecimento da cantora e de seu público se torna palpável no disco; para o espectador, chega na nova forma de escutar e entender cada referência, melodia e letra, e, para a cantora, na forma com a qual se apresenta. Sempre guardando uma surpresa para os fãs, Ariana expõe ao mundo </span><a href="https://personaunesp.com.br/eternal-sunshine-critica/"><span style="font-weight: 400;">seu novo trabalho</span></a><span style="font-weight: 400;"> de forma sentimental e inteira, demonstrando como lidar com as memórias é importante para criar novas conexões e novos caminhos, e deixando a todos uma bela memória musical logo no início do ano, como uma carta de que mesmo nos momentos ruins, tudo vai melhorar. </span><b> &#8211; Aryadne Xavier</b></p>
<p><b>Faixas Favoritas: </b><span style="font-weight: 400;">we can&#8217;t be friends (wait for your love), eternal sunshine, bye</span></p>
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<figure id="attachment_35003" aria-describedby="caption-attachment-35003" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-35003" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/03/esquinas-800x800.jpg" alt="Capa do álbum Esquinas. Nela, vemos a esquerda, Ana, uma mulher branca de cabelo liso e castanho e Vitória, uma mulher branca de cabelo loiro platinado e cacheado. Ana olha para Vitória, que olha para a frente. O fundo da imagem está borrado." width="800" height="800" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/03/esquinas-800x800.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/03/esquinas-1024x1024.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/03/esquinas-150x150.jpg 150w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/03/esquinas-768x768.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/03/esquinas.jpg 1080w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-35003" class="wp-caption-text">Esquinas foi lançado acompanhado de uma visual experience delicada no Youtube (Foto: F/Simas)</figcaption></figure>
<p><strong>Anavitória &#8211; Esquinas </strong></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O que pode acontecer quando viramos uma esquina e não a outra? Em seu quinto álbum de estúdio, Anavitória não se dispõem a responder, mas a suscitar essa pergunta. </span><i><span style="font-weight: 400;">Esquinas</span></i><span style="font-weight: 400;">, lançado em Dezembro de 2024, encerra a era </span><a href="https://personaunesp.com.br/cor-anavitoria-critica/"><i><span style="font-weight: 400;">COR</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> (2021), abusando do modo subjuntivo em um disco leve, grandioso e recheado de carga dramática. </span><span style="font-weight: 400;"><br />
</span><span style="font-weight: 400;"><br />
</span><span style="font-weight: 400;">Composto por 12 faixas, o trabalho representa as possibilidades em letras que tem como tema principal a vida; simples, contínua e incerta. O aspecto mais genial da obra é fazer com que quem escuta se sinta exatamente como as músicas interpretadas pelas artistas: longe de descobrir, mas como quem também</span><i><span style="font-weight: 400;"> “queria saber como seria”</span></i><span style="font-weight: 400;">.  Seja no claro ou no escuro, a única certeza é que virar a rua em que se encontra </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=HNHlYPtophU&amp;t=2194s"><i><span style="font-weight: 400;">Esquinas</span></i></a> <span style="font-weight: 400;">pelo caminho, é um doce presente. </span><b>– Jamily Rigonatto </b></p>
<p><b>Faixas favoritas</b><span style="font-weight: 400;">: Navio ancorado no ar, Espetáculo estranho e Água-viva. </span></p>
<hr />
<figure id="attachment_34985" aria-describedby="caption-attachment-34985" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-34985" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/03/from-zero-1-800x800.jpg" alt="Capa do álbum From Zero, da banda Linkin Park. Nela vemos ao fundo um auto-falante típico de caixas de som. Ele está coberto de um líquido rosa que parece estar em movimento pela vibração do alto-falante. No centro, em branco, temos o logo da banda." width="800" height="800" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/03/from-zero-1-800x800.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/03/from-zero-1-1024x1024.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/03/from-zero-1-150x150.jpg 150w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/03/from-zero-1-768x768.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/03/from-zero-1.jpg 1200w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-34985" class="wp-caption-text">Se o emo voltou de vez, agora é a vez do nu metal (Foto: Warner Records)</figcaption></figure>
<p><b>Linkin Park &#8211; From Zero</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O </span><i><span style="font-weight: 400;">rock</span></i><span style="font-weight: 400;">, nascido com a premissa de quebrar paradigmas, em uma relação inversamente proporcional, se tornou um dos gêneros mais conservadores – talvez só perdendo para a música clássica. O próprio Linkin Park já teve que lidar com certa rejeição quando veio ao mundo e, depois de provar seu talento, fincou seu nome na safra do início do século. Agora, sete anos após seu </span><a href="https://open.spotify.com/intl-pt/album/5Eevxp2BCbWq25ZdiXRwYd"><span style="font-weight: 400;">último álbum</span></a><span style="font-weight: 400;"> de estúdio e sem a cara principal da banda, Chester Bennington, o grupo precisou se provar mais uma vez.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Quando </span><a href="https://www.instagram.com/emilyarmstrong/"><span style="font-weight: 400;">Emily Armstrong</span></a><span style="font-weight: 400;"> foi anunciada como a </span><i><span style="font-weight: 400;">frontwoman</span></i><span style="font-weight: 400;"> escolhida para substituir Chester, a tarefa parecia ainda mais difícil. Mas o resultado foi um registro que, ao mesmo tempo em que preserva a história do Linkin Park, também coloca a banda como precursora nas mudanças do gênero. Mike Shinoda, agora com total controle da produção, conduz magistralmente o grupo de volta para um </span><i><span style="font-weight: 400;">rock</span></i><span style="font-weight: 400;"> mais sujo e pesado instrumentalmente, para que a força vocal de Emily ecoe em um trabalho que agrada de gregos a troianos.</span><b> &#8211; Guilherme Veiga</b></p>
<p><b>Faixas favoritas: </b><span style="font-weight: 400;">Heavy Is the Crown</span><span style="font-weight: 400;">, </span><span style="font-weight: 400;">The Emptiness Machine,</span> <span style="font-weight: 400;">Two Faced</span></p>
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<figure id="attachment_34986" aria-describedby="caption-attachment-34986" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-34986" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/03/funk-generation-anitta-800x800.png" alt="Capa do álbum 'Funk Generation' da artista Anitta. A imagem mostra Anitta posando em frente a uma grade de arame, à noite, com a cidade iluminada ao fundo. Ela está usando um look chamativo, com um biquíni jeans e acessórios brilhantes, como correntes e joias que cobrem seu corpo e cabelo. A estética é sensual e remete ao universo do funk. No canto superior direito, há um selo amarelo com o título do álbum escrito." width="800" height="800" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/03/funk-generation-anitta-800x800.png 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/03/funk-generation-anitta-1024x1024.png 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/03/funk-generation-anitta-150x150.png 150w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/03/funk-generation-anitta-768x768.png 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/03/funk-generation-anitta.png 1080w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-34986" class="wp-caption-text">“Sou bem puta e todos sabem, né? Todos sabem” (Foto: Republic Records)</figcaption></figure>
<p><b>Anitta &#8211; Funk Generation</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Desde quando Anitta anunciou em 2017 que ia começar a apostar em sua carreira internacional e levar o </span><i><span style="font-weight: 400;">funk </span></i><span style="font-weight: 400;">para o mundo, diversas tentativas foram feitas: O projeto </span><i><span style="font-weight: 400;">Checkmate </span></i><span style="font-weight: 400;">e seus </span><i><span style="font-weight: 400;">singles</span></i><span style="font-weight: 400;">, o primeiro álbum trilíngue, </span><a href="https://personaunesp.com.br/kisses-anitta/"><i><span style="font-weight: 400;">Kisses</span></i></a> <span style="font-weight: 400;">(2019), várias colaborações com artistas globais e o polêmico </span><a href="https://personaunesp.com.br/versions-of-me-critica/"><i><span style="font-weight: 400;">Versions of Me</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> (2022). Todos esses trabalhos tiveram seu valor, artístico e/ou estratégico, mas nenhum deles realmente transmitia nossa cultura. Porém, em 2024, a cria de Honório Gurgel finalmente fez o disco prometido, </span><a href="https://open.spotify.com/intl-pt/album/6z6VObudfoxrvGNC5MtiTY?si=c3af39d600724c9f"><i><span style="font-weight: 400;">Funk Generation</span></i></a><span style="font-weight: 400;">.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O álbum tem a coesão e a artisticidade que há muito tempo faltavam nas músicas da cantora. Produzido majoritariamente por artistas brasileiros, </span><i><span style="font-weight: 400;">Funk Generation</span></i><span style="font-weight: 400;"> resgata elementos dos diversos subgêneros do </span><i><span style="font-weight: 400;">funk </span></i><span style="font-weight: 400;">como o carioca, o paulista, o melódico, o dos anos 2000, entre outros. A sensação é de estar em um </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=iaXt5shHFL8&amp;pp=ygUaZnVuayBnZW5lcmF0aW9uIGV4cGVyaWVuY2U%3D"><span style="font-weight: 400;">bailão</span></a><span style="font-weight: 400;"> do início ao fim. Mesmo que cante na maior parte do tempo em inglês e espanhol, Anitta conseguiu entregar qualidade tanto para nós, quanto para os gringos que estão conhecendo cada vez mais o </span><i><span style="font-weight: 400;">brazilian funk</span></i><span style="font-weight: 400;">. –</span><b> Arthur Caires</b></p>
<p><b>Faixas favoritas: </b><span style="font-weight: 400;">Lose Ya Breath e Savage Funk</span></p>
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<figure id="attachment_35002" aria-describedby="caption-attachment-35002" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-35002" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/03/gambiarra-chic-800x800.jpg" alt="Capa do álbum Gambiarra Chic. Pt 1. Nela vemos, duas mulheres que estáo triplicadads na imagem. Uma mulher é negra de cabelo loiro com mechas rosa e outra é uma mulher negra de cabelos pretos. Eles vestem um biquini azul e uma saia. Várias versões multiplicadas de Isma e Vita em diversas poses, sentadas em pedras em um fundo que simula o pôr do sol." width="800" height="800" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/03/gambiarra-chic-800x800.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/03/gambiarra-chic-1024x1024.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/03/gambiarra-chic-150x150.jpg 150w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/03/gambiarra-chic-768x768.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/03/gambiarra-chic.jpg 1200w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-35002" class="wp-caption-text">Irmãs de Pau foram referência em experimentação no funk em 2024 (Foto: Irmãs de Pau)</figcaption></figure>
<p><strong>Irmãs de Pau &#8211; Gambiarra Chic Pt. 1 </strong></p>
<p><i><span style="font-weight: 400;">Gambiarra Chic</span></i><span style="font-weight: 400;"> caminha por experimentações frenéticas e dançantes que dominaram as pistas das baladas LGBTQIA+ do Brasil. Com a ajuda de DJs como: </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=-UryVbeU8As"><span style="font-weight: 400;">CyberKills</span></a><span style="font-weight: 400;">, </span><a href="https://hashtagpop.com.br/clementaum-e-eleita-dj-do-ano-no-womens-music-event-awards-brasil/"><span style="font-weight: 400;">Clementaum</span></a><span style="font-weight: 400;">, DJ Dayeh, Brunoso e</span><a href="https://www.terra.com.br/diversao/musica/mu540-e-apontado-como-um-dos-djs-mais-inovadores-da-cena-internacional-de-2024,06b8ff6f53884331d3b276d16f5dce0csw3xmwt9.html"><span style="font-weight: 400;"> MU540</span></a><span style="font-weight: 400;"> que ajudaram na produção e levaram as músicas da dupla pelo país inteiro. Assim, elas conquistaram uma legião de fãs que adoram os seus </span><i><span style="font-weight: 400;">beats</span></i><span style="font-weight: 400;"> e </span><i><span style="font-weight: 400;">flows</span></i><span style="font-weight: 400;"> explosivos.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">As experiências de mulheres trans são o ponto central das letras do projeto, ao abordar essa temática dentro do funk,</span><a href="https://midianinja.org/isma-e-vita-as-destemidas-irmas-de-pau-celebram-uma-decada-de-melodias-culminando-em-gambiarra-chic-2/"><span style="font-weight: 400;"> Irmãs de Pau</span></a><span style="font-weight: 400;"> reivindicam o seu lugar nos bailes, baladas e pistas do Brasil todo.  </span><b>&#8211; João Pedro do Nascimento Fontes</b></p>
<p><b>Faixas favoritas</b><span style="font-weight: 400;">: Voo 1360 e </span><span style="font-weight: 400;">Disk P@#$%&amp;!</span></p>
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<figure id="attachment_34987" aria-describedby="caption-attachment-34987" style="width: 640px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-34987" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/03/gary.jpg" alt="Em um fundo de tecidos amarelo dourado, cinco homens vestidos de roupas pretas se posicionam na tela. Eles foram a palavra GARY juntos, sendo os dois primeiros se dividindo para fazer a letra G (um curvando o braço e o outro agachado ao chão), ao lado um homem fazendo o A, seguido de um homem fazendo o R e outro fazendo o Y." width="640" height="640" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/03/gary.jpg 640w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/03/gary-150x150.jpg 150w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-34987" class="wp-caption-text">Provando que envelheceu como vinho, Gary soa como uma versão perfeita de Blossoms em seu novo trabalho. (Foto: ODD SK Recordings)</figcaption></figure>
<p><strong>Blossoms &#8211; Gary</strong></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A história por trás do nome </span><a href="https://www.rollingstone.co.uk/music/features/blossoms-interview-gary-photos-gary-lineker-tom-ogden-43083/"><i><span style="font-weight: 400;">Gary</span></i></a> <span style="font-weight: 400;">trás um toque especial a todo o conceito: se inspirando em uma figura conhecida do Reino Unido nomeada Gary, um gorila de fibra de vidro com mais de dois metros de altura, a faixa-título narra a história do desaparecimento do mesmo. E não era possível esperar a mesmice de tantos álbuns da atualidade dentro do novo trabalho da banda só de conhecer o que foi o pontapé para o trabalho.  Em seu quinto registro e estreando sob selo próprio, </span><i><span style="font-weight: 400;">Blossoms </span></i><span style="font-weight: 400;">surpreende positivamente com uma musicalidade que mescla tudo de melhor que a banda já ofereceu até hoje, com ritmos contagiantes, melodias gostosas de ouvir e uma escrita divertida – por vezes até irônica. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A junção de tantas referências em um único trabalho, por vez, cria </span><a href="https://www.popload.com.br/blossoms-a-banda-inglesa-em-busca-da-batida-indie-perfeita-lanca-o-single-perfect-me"><span style="font-weight: 400;">algo original e único</span></a><span style="font-weight: 400;">, o que transforma o disco em uma experiência agradável e uma boa companhia para o dia a dia. Entre as dez novas músicas, nenhuma cai no limbo de “se sentir descartável”. Mais de uma década após sua criação e em um momento marcante de reinício, </span><i><span style="font-weight: 400;">Blossoms </span></i><span style="font-weight: 400;">se mostra atual, sólido e com muita força para continuar reinventando, além de ser um convite e tanto para uma nova parcela de ouvintes no outro lado do globo. </span><b> &#8211; Aryadne Xavier</b></p>
<p><b>Faixas Favoritas: </b><span style="font-weight: 400;">Perfect Me, Slow Down, I Like Your Look</span></p>
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<figure id="attachment_34988" aria-describedby="caption-attachment-34988" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-34988" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/03/81pUYIO6QSL._UF10001000_QL80_-800x800.jpg" alt="Capa do álbum Girl With No FaceNa imagem, a cantora Allie X está centralizada, ela está com as mãos em uma máscara que cobre seu rosto. A máscara está abrindo ao meio, em um risco na vertical, revelando o nariz e boca da artista. A máscara é na cor branca e possui o rosto de Allie X. O cabelo, que parece ser uma peruca, é na altura dos ombros, de cor preta e franja curta. Os cotovelos estão apoiados em uma mesa de cor laranja, assim como o fundo da imagem também é desta cor. Allie X veste uma roupa com luvas, ambas na cor preta." width="800" height="800" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/03/81pUYIO6QSL._UF10001000_QL80_-800x800.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/03/81pUYIO6QSL._UF10001000_QL80_-150x150.jpg 150w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/03/81pUYIO6QSL._UF10001000_QL80_-768x768.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/03/81pUYIO6QSL._UF10001000_QL80_.jpg 1000w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-34988" class="wp-caption-text">A cantora Allie X tem uma colaboração com Troye Sivan e Mitski (Foto: Twin Music)</figcaption></figure>
<p><strong>Allie X &#8211; Girl With No Face</strong></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Ouvir </span><a href="https://open.spotify.com/intl-pt/album/10o3OFqQt0gqemtIcCh72x?si=k9YvQ41CSXmkQzKKKGoZUQ"><i><span style="font-weight: 400;">Girl With No Face</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, lançado em fevereiro de 2024, é entrar nas discotecas dos anos 1980 e ferir os tímpanos com os sintetizadores típicos da música </span><i><span style="font-weight: 400;">pop</span></i><span style="font-weight: 400;">. Embora os ritmos façam o corpo querer dançar – com exceção da introspectiva e misteriosa faixa </span><i><span style="font-weight: 400;">Saddest Smile</span></i><span style="font-weight: 400;"> – e os falsetes gritados da cantora contribuam para o estilo, as composições abordam temas sensíveis, como disforia, transtornos alimentares e padrões de beleza. Em </span><a href="https://escutai.com/girl-with-no-face-allie-x-fala-sobre-novo-album-e-participacao-com-frimes-e-tolentino/"><i><span style="font-weight: 400;">Off With Her Tits</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, a repetição do refrão pedindo para retirar os seios, gruda na cabeça, assim como as imposições do sistema. A garota pode até não possuir rosto, mas esbanja personalidade.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Escrito majoritariamente pela própria Allie X, </span><i><span style="font-weight: 400;">Girl With No Face</span></i><span style="font-weight: 400;"> foi uma das surpresas mais agradáveis de 2024. Os tons contraditórios entre conteúdo e música conseguem fisgar o público que, oriundo da </span><i><span style="font-weight: 400;">internet</span></i><span style="font-weight: 400;">, construiu uma personalidade ácida de fazer diversão com traumas e problemas. O disco é uma espécie de laboratório do que é ser uma mulher, e a canadense cria seu conceito – afinal, toda mulher pode vestir uma face. Infelizmente, Allie X ainda não explodiu nas paradas, nem virou </span><i><span style="font-weight: 400;">trend</span></i><span style="font-weight: 400;"> no </span><i><span style="font-weight: 400;">TikTok</span></i><span style="font-weight: 400;"> – o fato de não querer estar em </span><a href="https://g1.globo.com/pop-arte/noticia/2024/04/23/allie-x-canadense-misteriosa-que-encanta-fas-lgbts-nao-gosta-de-pop-e-diz-recusar-festivais.ghtml"><span style="font-weight: 400;">festivais</span></a><span style="font-weight: 400;"> pode ter ajudado nisso –, mas com seu talento quem sabe no próximo ano. <strong>&#8211; Davi Marcelgo</strong></span></p>
<p><b>Faixas Favoritas:</b><span style="font-weight: 400;"> Galina, Black Eye e Truly Dreams</span></p>
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<figure id="attachment_34989" aria-describedby="caption-attachment-34989" style="width: 798px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-34989" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/03/hit.me_.hard_.and_.soft_-798x800.jpg" alt="Capa do álbum Hit me Hard and Soft, da cantora Billie Eilish. Nela, vemos Billie, uma mulher branca de capelos pretos. ele veste uma camisa preta e calças pretas; No parte central superior, há uma porta branca na horizontal que está aberta. Billie se movimenta como se estivesse caindo dessa porta e se afogando, já que o fundo da capa representa um fundo de um lago/mar" width="798" height="800" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/03/hit.me_.hard_.and_.soft_-798x800.jpg 798w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/03/hit.me_.hard_.and_.soft_-1022x1024.jpg 1022w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/03/hit.me_.hard_.and_.soft_-150x150.jpg 150w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/03/hit.me_.hard_.and_.soft_-768x770.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/03/hit.me_.hard_.and_.soft_-1200x1203.jpg 1200w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/03/hit.me_.hard_.and_.soft_.jpg 1244w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-34989" class="wp-caption-text">Em Hit me Hard and Soft, Billie Eilish se sente confortável na própria pele e divide com os fãs o entendimento de sua sexualidade (Foto: Darkroom/Interscope Records)</figcaption></figure>
<p><b>Billie Eilish &#8211; Hit Me Hard and Soft</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">À altura do terceiro álbum, é inegável o sucesso de Billie Eilish. Desde que lançou o </span><i><span style="font-weight: 400;">debut</span></i> <span style="font-weight: 400;"> </span><a href="https://personaunesp.com.br/when-we-all-fall-asleep-where-do-we-go-5-anos/"><i><span style="font-weight: 400;">WHEN WE ALL FALL ASLEEP, WHERE DO WE GO?</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, já foram dois prêmios do </span><i><span style="font-weight: 400;">Oscar</span></i><span style="font-weight: 400;"> e nove vitórias ao </span><i><span style="font-weight: 400;">Grammy</span></i><span style="font-weight: 400;">, maior premiação da indústria fonográfica. Com </span><a href="https://personaunesp.com.br/hit-me-hard-and-soft-critica/"><i><span style="font-weight: 400;">Hit Me Hard and Soft</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, a cantora abriu – ainda mais – o coração e chegou a locais que até então não eram sua marca, a exemplo de sua extensão vocal em </span><i><span style="font-weight: 400;">BIRDS OF A FEATHER</span></i><span style="font-weight: 400;">. A canção, aliás, finalizou o ano de 2024 como a mais tocada no </span><i><span style="font-weight: 400;">Spotify</span></i><span style="font-weight: 400;"> e entrou na boca do povo como uma das faixas mais aclamadas de sua carreira.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A virada de </span><a href="https://personaunesp.com.br/happier-than-ever-critica/"><i><span style="font-weight: 400;">Happier Than Ever</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> se tornou uma sonoridade conhecida – e bem executada – da artista. Agora, há momentos iguais a esse no projeto. Em L’AMOUR DE MA VIE, a performer de 22 anos brinca com efeitos sonoros e mostra que sabe utilizar o </span><i><span style="font-weight: 400;">autotune</span></i><span style="font-weight: 400;"> a seu favor a partir da mudança da música. Com influências de </span><i><span style="font-weight: 400;">dance pop,</span></i><span style="font-weight: 400;"> nas 10 faixas que compõem o trabalho, a irmã de Finneas – seu produtor e membro da família — se firma como uma grande contadora de histórias, sejam elas trágicas ou animadas, mas sempre muito, muito bem interpretadas. </span><b>&#8211; Guilherme Leal</b></p>
<p><b>Faixas Favoritas: </b>BIRDS OF A FEATHER, BLUE E L’AMOUR DE MA VIE</p>
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<figure id="attachment_34991" aria-describedby="caption-attachment-34991" style="width: 640px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-34991" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/03/Humanamente-Leonardo-Quinalha.jpeg" alt="Capa do álbum Humanamente de Lvcas. A imagem mostra o cantor, homem branco com um bigode e cavanhaque e um brinco de argola na orelha esquerda, com seu torso aberto e dele saindo fogo, e nascendo plantas,flores e raízes, num fundo branco com o nome do álbum (Humanamente) escrito ao lado superior direito." width="640" height="640" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/03/Humanamente-Leonardo-Quinalha.jpeg 640w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/03/Humanamente-Leonardo-Quinalha-150x150.jpeg 150w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-34991" class="wp-caption-text">Lvcas grita seus sentimentos reprimidos no fundo do coração em Humanamente (Foto: Lvcas)</figcaption></figure>
<p><b>Lvcas &#8211; Humanamente</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Com fluidez similar à que produz conteúdo nas redes sociais há anos, o </span><i><span style="font-weight: 400;">youtuber</span></i><span style="font-weight: 400;"> Lucas Inutilismo, utilizando o nome artístico de Lvcas, lança seu primeiro álbum Humanamente, que junta elementos de </span><i><span style="font-weight: 400;">metalcore</span></i><span style="font-weight: 400;">, funk e eletrônica. Com 16 composições autorais, Lucas é responsável por gravar vocais e todos os instrumentos das músicas, e co-assina a produção ao lado de Marcelo Braga, seu parceiro nos clássicos vídeos de releituras musicais de retrospectiva do artista.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O álbum apresenta apenas uma colaboração especial com Luana Victoria, a irmã do artista, na faixa </span><i><span style="font-weight: 400;">Te Espero Aqui</span></i><span style="font-weight: 400;">, que serve como um momento de tranquilidade no disco, composto por graves usados tanto para bate-cabeça quanto para dança. O </span><i><span style="font-weight: 400;">metalcore</span></i><span style="font-weight: 400;"> é a principal inspiração, mas há alusões ao </span><i><span style="font-weight: 400;">trap</span></i><span style="font-weight: 400;">, </span><i><span style="font-weight: 400;">hip-hop</span></i><span style="font-weight: 400;">, </span><i><span style="font-weight: 400;">pop</span></i><span style="font-weight: 400;">,</span><i><span style="font-weight: 400;"> hardcore</span></i><span style="font-weight: 400;"> e </span><i><span style="font-weight: 400;">djent </span></i><span style="font-weight: 400;">enquanto traz reflexões sobre </span><a href="https://rollingstone.com.br/musica/o-lado-humano-e-pesado-de-lucas-inutilismo-em-seu-1-album-entrevista/"><span style="font-weight: 400;">dilemas próprios</span></a><span style="font-weight: 400;"> do ser humano nas letras, mas sem ser conceitual demais a ponto de contar história através da música. Em 2025, Lvcas inicia a sua turnê em São Paulo com </span><a href="https://rollingstone.com.br/musica/lvcas-inutilismo-promete-show-caotico-em-estreia-de-turne-em-sp-poe-esse-celular-no-bolso/"><span style="font-weight: 400;">show caótico</span></a><span style="font-weight: 400;"> e é promessa no cenário de metal alternativo do Brasil. &#8211; </span><b>Leonardo Quinalha</b></p>
<p><b>Faixas favoritas: </b><span style="font-weight: 400;">Flores, Meu jeitinho e Te espero aqui</span></p>
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<figure id="attachment_34992" aria-describedby="caption-attachment-34992" style="width: 640px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-34992" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/03/in-search-of-the-antidote.jpeg" alt="Capa do álbum In Search Of The Antidote, de FLETCHER. Na imagem, vemos parte do rosto da cantora, já que seus cabelos, ao vento, impedem a visão completa dele. Ela é uma mulher branca de cabelos castanhos que usa um batom rosa. O fundo da capa é azul e, na canto superior direito, está a etiqueta de “parental advisory”. A palavra “antidote” se encontra em letras maiúsculas na cor salmão na parte inferior da imagem. Em cima das letras T e E, está escrito “in search of the” em letras minúsculas, na cor branca e em outro tipo de fonte." width="640" height="640" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/03/in-search-of-the-antidote.jpeg 640w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/03/in-search-of-the-antidote-150x150.jpeg 150w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-34992" class="wp-caption-text">In Search Of The Antidote é, em sua essência, sobre a busca pelo amor próprio (Foto: Capitol Records)</figcaption></figure>
<p><strong>FLETCHER &#8211; In Search Of The Antidote</strong></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Desde que FLETCHER usou o nome da namorada de sua ex em uma </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=98CpVsXyQhE"><span style="font-weight: 400;">música</span></a><span style="font-weight: 400;">, ela tem sido considerada um ícone </span><i><span style="font-weight: 400;">queer</span></i><span style="font-weight: 400;"> no setor por seu lirismo irônico que encapsula, com sucesso, a experiência do relacionamento amoroso entre mulheres. No entanto, ao invés de continuar na narrativa dos rompimentos angustiantes e inseguranças pessoais do primeiro álbum, </span><i><span style="font-weight: 400;">In Search Of The Antidote </span></i><span style="font-weight: 400;">oferece uma análise tumultuada de identidade e realização pessoal, englobando o lado sombrio do processo de cura.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Aqui, Cari Fletcher se mostra como uma mulher complexa, vulnerável, forte, sexy e sem pudor, deixando claro que este é um dos </span><a href="https://open.spotify.com/intl-pt/album/1ZXvAPiGoqDXWsLHd3oZ8Q?si=NRhUWG-CSZe9pwxs5vdGsg"><span style="font-weight: 400;">trabalhos</span></a><span style="font-weight: 400;"> mais honestos e consistentes de sua carreira. Envolvendo a bagunça das emoções pós-término em cortes </span><i><span style="font-weight: 400;">pop</span></i><span style="font-weight: 400;"> que fogem às regras, a artista prova, mais uma vez, que ninguém faz hinos de corações partidos da mesma forma que ela. </span><b>&#8211; Raquel Freire</b></p>
<p><b>Faixas favoritas: </b><span style="font-weight: 400;">Lead Me On, Pretending e Antidote</span></p>
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<figure id="attachment_34993" aria-describedby="caption-attachment-34993" style="width: 640px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-34993" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/03/im-not-afraid-of-music-anymore-coin.jpg" alt="Capa do álbum I'm Not Afraid of Music Anymore da banda COIN. A imagem apresenta uma escultura de pedra representando duas figuras humanas fundidas em um abraço, com um fundo verde vibrante, transmitindo uma estética minimalista e expressiva." width="640" height="640" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/03/im-not-afraid-of-music-anymore-coin.jpg 640w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/03/im-not-afraid-of-music-anymore-coin-150x150.jpg 150w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-34993" class="wp-caption-text">“Acho que existe algo que eu esteja fugindo, ou é apenas quem eu sou?” (Foto: TenThousand Projects)</figcaption></figure>
<p><b>COIN &#8211; I&#8217;m Not Afraid Of Music Anymore</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O sexto álbum de estúdio da banda COIN, intitulado </span><a href="https://open.spotify.com/intl-pt/album/0iYfLtcJwYEl23TtnwTibd?si=2887dea8bb774ecd"><i><span style="font-weight: 400;">I&#8217;m Not Afraid Of Music Anymore</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, chega após um período de bloqueio criativo do grupo. As ideias dos membros não convergiam entre si, mas um sentimento único as conectava: o medo. Foi a partir dessa inquietação que surgiu o disco mais coeso e maduro da carreira deles. Diferentemente de produções anteriores, em que Chase Lawrence, Ryan Winnen e Joe Memmel soavam como se estivessem compondo colagens musicais, este trabalho se destaca por construir um </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=aaUVoU6sF9M"><span style="font-weight: 400;">quebra-cabeça</span></a><span style="font-weight: 400;"> cuidadosamente montado do começo ao fim.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A sonoridade do álbum presta uma homenagem aos primeiros trabalhos da banda, resgatando o característico </span><i><span style="font-weight: 400;">rock </span></i><span style="font-weight: 400;">de garagem. No entanto, com a produção de Gabe Simon – conhecido por colaborações com </span><a href="https://personaunesp.com.br/blue-banisters-critica/"><span style="font-weight: 400;">Lana Del Rey</span></a><span style="font-weight: 400;"> e Noah Kahan –, os instrumentais ganham uma polidez que os torna mais equilibrados e harmônicos. Nesse clima nostálgico, o grupo aproveita para reconhecer a importância de seus fãs. Na delicada </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=Cj2UTS-kC1Q"><i><span style="font-weight: 400;">Sing Along</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, Lawrence canta: “</span><i><span style="font-weight: 400;">Quantas tentativas posso encaixar em uma música/Esperando que você ainda cante junto?</span></i><span style="font-weight: 400;">”. Essa conexão com o público é a maior conquista de COIN, e</span><i><span style="font-weight: 400;"> I&#8217;m Not Afraid Of Music Anymore</span></i><span style="font-weight: 400;"> não apenas reforça, mas também celebra essa história.  –</span><b> Arthur Caires</b></p>
<p><b>Faixas favoritas:</b><span style="font-weight: 400;"> Problem e Sing Along</span></p>
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<figure id="attachment_34994" aria-describedby="caption-attachment-34994" style="width: 600px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-34994" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/03/kansas-anymore-role-model.jpg" alt="Capa do álbum Kansas Anymore do artista ROLE MODEL. A imagem em preto e branco mostra o artista de perfil, usando um chapéu de cowboy e uma jaqueta de couro, em uma pose descontraída com o fundo liso e minimalista. O título do álbum e o nome do artista estão em letras pequenas e discretas na parte central da imagem." width="600" height="600" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/03/kansas-anymore-role-model.jpg 600w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/03/kansas-anymore-role-model-150x150.jpg 150w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-34994" class="wp-caption-text">“Para ser honesto, gosto da sensação de deixar tudo queimar” (Foto: Interscope Records)</figcaption></figure>
<p><strong>Role Model &#8211; Kansas Anymore</strong></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Não há nada melhor do que um </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=tollGa3S0o8&amp;pp=ygUMYWxsIHRvbyB3ZWxs"><span style="font-weight: 400;">álbum </span><i><span style="font-weight: 400;">country </span></i><span style="font-weight: 400;">de término de relacionamento</span></a><span style="font-weight: 400;"> escrito por um corno. Esse é </span><a href="https://open.spotify.com/intl-pt/album/4OZ6nCbn8w0cHr1m0qiD2s?si=7oO5_aOrScuj-Cyv3b_L9Q"><i><span style="font-weight: 400;">Kansas Anymore</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, o segundo disco de estúdio de Tucker Pillsbury, mais conhecido como ROLE MODEL. Após terminar com uma das influenciadoras da Geração Z mais conhecidas, </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=cpFc1RPOF7s"><span style="font-weight: 400;">Emma Chamberlain</span></a><span style="font-weight: 400;">, o cantor entrega seu trabalho mais coeso até então. Entre melodias contagiantes, sua marca registrada, e a autoconsciência de sua personalidade sedutora, é possível aproveitar 40 minutos de músicas íntimas e divertidas. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Ao mesmo tempo que supera o fim de seu relacionamento, Pillsbury também se vê imerso na superficialidade de Los Angeles. As referências a drogas e tratamentos estéticos evidenciam um descontentamento crescente com o estilo de vida da cidade. A nostalgia por suas origens e o desejo de fuga explodem em faixas como </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=Cd6ZPEgs83I&amp;pp=ygUVdGhlIGRpbm5lciByb2xlIG1vZGVs"><i><span style="font-weight: 400;">The Dinner</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, onde o artista expressa o desejo de abandonar a futilidade da vida urbana e retornar para casa. Após seu primeiro álbum, </span><a href="https://open.spotify.com/intl-pt/album/1PhcZ4Ov6ZxuaUZF8r9rbk?si=h-lDW_rrSBekveKyBDIWtQ"><i><span style="font-weight: 400;">Rx</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, não ter alcançado grandes destaques, </span><i><span style="font-weight: 400;">Kansas Anymore</span></i><span style="font-weight: 400;"> é um passo na direção certa na carreira de ROLE MODEL. –</span><b> Arthur Caires</b></p>
<p><b>Faixas favoritas: </b><span style="font-weight: 400;">Writing’s On The Wall e Slipfast</span></p>
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<figure id="attachment_34995" aria-describedby="caption-attachment-34995" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-34995" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/03/Luan-Santana-Ao-Vivo-na-Lua-Crescente-Maria-Fernanda-800x800.jpg" alt="Capa do disco Luan Santana Ao Vivo na Lua - Crescente. A imagem mostra o cantor Luan Santana no centro da capa. O cantor está no ambiente de universo, com estrelas, um borrão azul e o planeta Vênus ao fundo. À frente, é mostrada a superfície da Terra. Ao centro da parte inferior da capa, há a palavra “CRESCENTE” em letras brancas e maiúsculas. Luan Santana está de olhos fechados e segurando um microfone. Sua cabeça está inclinada para cima e ele possui tatuagens no braço direito. Sua roupa é bege, com brilho e detalhes nos ombros que descem até o peito." width="800" height="800" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/03/Luan-Santana-Ao-Vivo-na-Lua-Crescente-Maria-Fernanda-800x800.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/03/Luan-Santana-Ao-Vivo-na-Lua-Crescente-Maria-Fernanda-1024x1024.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/03/Luan-Santana-Ao-Vivo-na-Lua-Crescente-Maria-Fernanda-150x150.jpg 150w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/03/Luan-Santana-Ao-Vivo-na-Lua-Crescente-Maria-Fernanda-768x768.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/03/Luan-Santana-Ao-Vivo-na-Lua-Crescente-Maria-Fernanda.jpg 1200w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-34995" class="wp-caption-text">Luan Santana continua projeto na Lua e traz uma experiência mais imersiva aos fãs (Foto: Sony Music Brasil)</figcaption></figure>
<p><b>Luan Santana &#8211; LUAN AO VIVO NA LUA &#8211; CRESCENTE</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O </span><a href="https://open.spotify.com/intl-pt/album/2a9sL47ztb0zlKUl0uZxL8?si=DgpoNwqrQZCNIa6Bb9uc-A"><span style="font-weight: 400;">novo álbum</span></a><span style="font-weight: 400;"> de</span> <span style="font-weight: 400;">Luan Santana</span> <span style="font-weight: 400;">conta com mais uma fase da</span><i><span style="font-weight: 400;"> Lua</span></i><span style="font-weight: 400;">: depois do  </span><i><span style="font-weight: 400;">EP </span></i><a href="https://open.spotify.com/intl-pt/album/0SXQI9rQAxolmySULiXLi0?si=iNDd3e3xROGDN0Giotuo8A"><i><span style="font-weight: 400;">LUA &#8211; NOVA</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, veio a versão </span><i><span style="font-weight: 400;">CRESCENTE</span></i><span style="font-weight: 400;">, lançada em 21 de novembro de 2024. O disco mostra uma nova perspectiva sobre as turnês que Luan pretende construir. Além disso, o cantor permanece trazendo músicas que não perdem a originalidade do seu sucesso inicial. O álbum continua com o estilo das faixas românticas que o público costumava vibrar, como a famosa música </span><a href="https://open.spotify.com/intl-pt/track/0tD1sypxaMDpTd6qH1labJ?si=e11efae4e8554213"><i><span style="font-weight: 400;">Meteoro</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> – o primeiro marco de sua carreira, lançada em 2009. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A experiência é totalmente imersiva, de modo que a tecnologia de palco está sendo utilizada para trazer uma ideia de um </span><i><span style="font-weight: 400;">show</span></i><span style="font-weight: 400;"> realizado no espaço: Luan</span> <span style="font-weight: 400;">esclarece isso na apresentação de </span><a href="https://youtu.be/6hzdm2goo2c?si=_YZfKu0JOzc6wFQo"><i><span style="font-weight: 400;">CERTEZA</span></i></a><span style="font-weight: 400;">. O cantor sempre procura oferecer novos ambientes para o seu público e </span><i><span style="font-weight: 400;">LUA &#8211; CRESCENTE </span></i><span style="font-weight: 400;">não foi diferente. De maneira geral, pode-se afirmar que o álbum marca uma divisão para os próximos projetos do cantor, que agora competem com os desafios do seu papel de paternidade. </span><b>&#8211; Maria Fernanda Beneton</b></p>
<p><b>Faixas Favoritas: </b><span style="font-weight: 400;">CERTEZA &#8211; Ao vivo, PARECE &#8211; Ao vivo, COISAS QUE EU NÃO VOU DEIXAR DE TER &#8211; Ao vivo</span></p>
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<figure id="attachment_35005" aria-describedby="caption-attachment-35005" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-35005" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/04/ceunovela-800x800.jpg" alt="Capa do disco Novela. A imagem de capa é uma fotografia da cantora Céu, dos ombros para cima. Ela está com os cabelos cacheados soltos, preenchendo todo o quadro da imagem. Sua expressão é séria, com o olhar direcionado para o horizonte. Tem um ponto de luz branca forte à direita da artista." width="800" height="800" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/04/ceunovela-800x800.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/04/ceunovela-150x150.jpg 150w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/04/ceunovela-768x768.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/04/ceunovela.jpg 1008w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-35005" class="wp-caption-text">Novela é o sexto álbum de estúdio de Céu (Foto: Urban Jungle Records/ONErpm)</figcaption></figure>
<p><b>Céu &#8211; Novela</b></p>
<p><i><span style="font-weight: 400;">Novela </span></i><span style="font-weight: 400;">é carinhoso e prazeroso. A primeira faixa, </span><i><span style="font-weight: 400;">Raiou</span></i><span style="font-weight: 400;">, já te transporta para o oásis do álbum, longe do mundo real, mas próximo da natureza. As melodias desapressadas conduzem uma experiência de transe ao ouvinte que, se deixar o corpo solto, acompanha os movimentos musicais sem perceber. É um álbum para ouvir e se deixar derreter nele. A sonoridade especial mescla com elegância MPB, reggae e </span><i><span style="font-weight: 400;">soul</span></i><span style="font-weight: 400;">, guiada pela voz de veludo de </span><a href="https://rollingstone.com.br/musica/ceu-retorna-as-raizes-com-novela-6-album-de-ineditas-tudo-que-eu-sei-fazer-e-misturar/"><span style="font-weight: 400;">Céu</span></a><span style="font-weight: 400;">, que é um espetáculo à parte. A cantora sabe transitar pelos gêneros, conferindo a cada um que cruza a sua impressão autoral única.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O álbum foi gravado ao vivo, de maneira orgânica, o que acentua ainda mais a intimidade instantânea do ouvinte com a obra. </span><i><span style="font-weight: 400;">Novela </span></i><span style="font-weight: 400;">só falta respirar, é vivo. Céu não tem dificuldade em amarrar à mesma obra conceitos independentes, o que a permite brincar com faixas como a divertida </span><i><span style="font-weight: 400;">Cremosa</span></i><span style="font-weight: 400;"> e com o rock nostálgico de </span><i><span style="font-weight: 400;">Lustrando Estrela</span></i><span style="font-weight: 400;">. Nessa grande salada mista, ainda tem espaço para colaborações de ótimo gosto, que só elevam a qualidade para além da estratosfera. A cantora divide os vocais com convidados em três faixas bilíngues (</span><i><span style="font-weight: 400;">Raiou</span></i><span style="font-weight: 400;">,</span> <a href="https://youtu.be/cvglSoxOMDU?feature=shared"><i><span style="font-weight: 400;">Gerando na Alta</span></i></a> <span style="font-weight: 400;">e </span><i><span style="font-weight: 400;">Into My Novela</span></i><span style="font-weight: 400;">). </span><b>&#8211; Giovanna Freisinger</b></p>
<p><b>Faixas Favoritas: </b><i><span style="font-weight: 400;">Into My Novela</span></i><span style="font-weight: 400;">,</span><i><span style="font-weight: 400;"> Corpo e Colo</span></i><span style="font-weight: 400;"> e </span><i><span style="font-weight: 400;">Gerando na Alta</span></i></p>
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<figure id="attachment_35006" aria-describedby="caption-attachment-35006" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-35006" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/04/Ontem-Eu-Tinha-Certeza-Ludmila-Henrique-800x800.png" alt="Capa do disco Ontem Eu Tinha Certeza (Hoje Eu Tenho Mais). Na imagem temos a presença dos integrantes da banda Jovem Dionísio. Eles estão com um efeito distorcido então é difícil descrever os detalhes. Mas todos os integrantes estão vestindo calça cargo na cor bege e uma jaqueta marrom. O cantor Ber Pasquali diferente dos outros está usando um moletom vermelho e o Rafael Mendes “Fufa” está segurando uma guitarra azul. Ao fundo temos uma tela preta e no canto superior direito temos o nome da banda e do disco em tons vermelhos. " width="800" height="800" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/04/Ontem-Eu-Tinha-Certeza-Ludmila-Henrique-800x800.png 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/04/Ontem-Eu-Tinha-Certeza-Ludmila-Henrique-150x150.png 150w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/04/Ontem-Eu-Tinha-Certeza-Ludmila-Henrique-768x768.png 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/04/Ontem-Eu-Tinha-Certeza-Ludmila-Henrique.png 952w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-35006" class="wp-caption-text">A banda foi indicada ao Grammy Latino na categoria de Melhor Álbum de Rock ou de Música Alternativa em Língua Portuguesa (Foto: JD Produções)</figcaption></figure>
<p><b>Jovem Dionisio &#8211; Ontem Eu Tinha Certeza (Hoje Eu Tenho Mais)</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O nome do disco surge através da letra de </span><i><span style="font-weight: 400;">Neste Contexto</span></i><span style="font-weight: 400;">, canção apresentada ao público como o primeiro </span><i><span style="font-weight: 400;">single </span></i><span style="font-weight: 400;">dessa nova fase da banda. Agora, sem dúvida nenhuma, </span><a href="https://open.spotify.com/intl-pt/album/20tdkGDqEJFZJs6TYEqifo?si=c-BIKH2yRDSxZH9JGoKirw"><i><span style="font-weight: 400;">Ontem Eu Tinha Certeza (Hoje Eu Tenho Mais)</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, simboliza a trajetória e a convicção de que esse é o caminho que a Jovem Dionisio pretende seguir nos próximos anos. Antes do lançamento oficial do álbum, os “meninos hidratados&#8221; entregaram um </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=ZiXxivGolP0&amp;t=14s"><i><span style="font-weight: 400;">teaser</span></i><span style="font-weight: 400;"> filme</span></a><span style="font-weight: 400;">, com um roteiro fantasioso digno do subgênero terrir sobre um chefe </span><a href="https://open.spotify.com/intl-pt/track/5M0ajbNpBuenxLiJQhDI3k?si=60ce01d5588440b6"><span style="font-weight: 400;">bagre</span></a><span style="font-weight: 400;">, dono de uma cadeiraria e que vive assombrando seus funcionários. O curta-metragem também escapa alguns </span><i><span style="font-weight: 400;">spoilers</span></i><span style="font-weight: 400;"> das canções presentes no disco, além da nova identidade visual da banda. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O melhor de </span><a href="https://open.spotify.com/intl-pt/album/7i67Zql4x6mQ3tdgl12ZZj?si=pIhnp13tSJSJtQwIfgMPbw"><i><span style="font-weight: 400;">Acorda, Pedrinho</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> volta com mais profundidade. Sendo o trabalho mais experimental produzido pela banda, o principal desafio na composição do disco foi, sem dúvidas, em como conduzir essa pluralidade de arranjos e histórias, de maneira coesa para a compreensão do ouvinte, sem que a narrativa se perdesse nela mesma. Algo que foi pensado em conjunto como um grupo e revisitado inúmeras vezes pelos integrantes, que chegou em seu resultado final: um dos melhores álbuns </span><i><span style="font-weight: 400;">indie</span></i><span style="font-weight: 400;"> no cenário atual da música brasileira. Fora o sucesso de </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=1lvEFHCWBX4"><i><span style="font-weight: 400;">to bem</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, que dispensa apresentações, </span><i><span style="font-weight: 400;">Ontem Eu Tinha Certeza (Hoje Eu Tenho Mais)</span></i><span style="font-weight: 400;"> também traz grandes parcerias, como o Grupo Menos É Mais, na canção</span> <a href="https://open.spotify.com/intl-pt/track/5SADxMQyhgSl5DR3sJZmav?si=3b0b53ba93ad4572"><i><span style="font-weight: 400;">sinto muito (demo)</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> e de Arnaldo Antunes, em </span><a href="https://open.spotify.com/intl-pt/track/0TIiAUocHUlmjQsHuq6HEh?si=79e3af99a5e24982"><i><span style="font-weight: 400;">passeando do seu jeito</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, marcando o encontro de gêneros musicais presentes na segunda discografia da banda. </span><b>&#8211; Ludmila Henrique </b></p>
<p><b>Faixas Favoritas:</b><span style="font-weight: 400;"> Neste Contexto, sinto muito (demo), eu preciso te dizer que</span></p>
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<figure id="attachment_35007" aria-describedby="caption-attachment-35007" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-35007" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/04/capa-kali-800x800.jpg" alt="Capa do álbum Orquídeas. Na imagem, a cantora Kali Uchis está prensada em uma superfície de vidro, com o lado esquerdo do rosto virado para cima. Ela está nua e em todo seu corpo há pétalas de orquídeas nas cores: roxo, rosa e azul, em vários tons. Há também um líquido rosa espalhado pelo espaço e pelo corpo da cantora. No canto inferior direito, há o aviso de conteúdo explícito no álbum. Kali Uchis é uma mulher na faixa dos 30 anos de ascendência colombiana e possui cabelos escuros. " width="800" height="800" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/04/capa-kali-800x800.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/04/capa-kali-1024x1024.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/04/capa-kali-150x150.jpg 150w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/04/capa-kali-768x768.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/04/capa-kali.jpg 1200w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-35007" class="wp-caption-text">O álbum possui feats com Karol G e Peso Pluma (Foto: Geffen Records)</figcaption></figure>
<p><b>Kali Uchis &#8211; Orquídeas</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Amor, sedução, desejo e fertilidade costumam ser as associações que a flor orquídea recebe de muitas culturas. </span><a href="https://open.spotify.com/intl-pt/album/5U20AVSsUvycGtWip4XQfo?si=AtIUCsqUTwO1loSrszdt4w"><i><span style="font-weight: 400;">Orquídeas</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, de Kali Uchis, também pode ganhar esses significados – e sentimentos para quem ouve – através das canções sobre traições, pensamentos intrusivos que trazem lembranças de amantes e o amor incondicional de uma mãe para com o filho. A faixa </span><i><span style="font-weight: 400;">Tu Corazón Es Mío… </span></i><span style="font-weight: 400;">é dedicada ao nascimento do filho de Uchis com Don Toliver: a artista, grávida no </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=TaxJKDaciqk"><span style="font-weight: 400;">clipe</span></a><span style="font-weight: 400;">, preferiu resguardar a gestação dos holofotes.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Além disso, o álbum consegue transpassar o calor do amor por meio dos ritmos quentes do </span><i><span style="font-weight: 400;">R&amp;B </span></i><span style="font-weight: 400;">e do </span><i><span style="font-weight: 400;">reggaeton</span></i><span style="font-weight: 400;">, assim como seu antecessor </span><i><span style="font-weight: 400;">Red Moon in In Venus</span></i><span style="font-weight: 400;">, porém mais enérgico e sem espaço para as músicas melódicas. </span><i><span style="font-weight: 400;">Te Mata</span></i><span style="font-weight: 400;">, canção sobre uma mulher que conseguiu se libertar de uma relação ruim, é uma experiência que se assemelha a assistir a um filme do </span><a href="https://ffw.uol.com.br/noticias/cinema/10-coisas-que-voce-precisa-saber-sobre-pedro-almodovar-o-cinema-e-a-moda/"><span style="font-weight: 400;">Almodóvar</span></a><span style="font-weight: 400;">. Embora a letra pareça um sertanejo universitário genérico, os arranjos e vocais de Uchis sobem a temperatura dos ouvidos de uma forma extremamente luxuosa. <strong>&#8211; Davi Marcelgo</strong></span></p>
<p><span style="font-weight: 400;"><strong>F</strong></span><b>aixas Favoritas: </b><span style="font-weight: 400;">Igual Que Un Ángel, Te Mata, Tu Corazón Es Mío…</span></p>
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<figure id="attachment_35008" aria-describedby="caption-attachment-35008" style="width: 640px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-35008" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/04/Plan-A-Leonardo-Quinalha.jpeg" alt="Capa do álbum Plan A de Lil Tecca. A imagem mostra o rapper, homem jovem de pele preta, e cabelo crespo com dreads, vestindo uma jaqueta com estampa de onça e tampando metade do rosto com ela, ele usa vários aneis nos dedos e duas pulseiras todas de prata e também um óculos escuro na altura da testa, num fundo de tom marrom e dourado, No canto inferior direito vemos o aviso de conteúdo explícito." width="640" height="640" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/04/Plan-A-Leonardo-Quinalha.jpeg 640w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/04/Plan-A-Leonardo-Quinalha-150x150.jpeg 150w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-35008" class="wp-caption-text">Para Lil Tecca sempre existiu apenas um plano (Foto:Galactic Records/Lil Tecca)</figcaption></figure>
<p><b>Lil Tecca &#8211; Plan A </b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Com apenas 16 anos, ainda no colegial, Tecca lançou </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=1XzY2ij_vL4&amp;pp=ygUGcmFuc29t"><i><span style="font-weight: 400;">Ransom</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, seu maior hit até hoje. Cinco anos depois, entre transições suaves e batidas de </span><i><span style="font-weight: 400;">hip-hop</span></i><span style="font-weight: 400;"> melódicas, Tecca ainda consegue conquistar o coração dos fãs com seus novos projetos: não foi diferente com </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=151SppD5qwg&amp;list=PL3fL6ZRIZG76mUB9yr-7_5CMMQfhUxMbm"><i><span style="font-weight: 400;">Plan A</span></i></a><span style="font-weight: 400;">. Em seu quarto álbum de estúdio, o artista expressa que nunca teve outro plano para seu futuro, apenas o ‘plano A’. </span><i><span style="font-weight: 400;">Taste</span></i><span style="font-weight: 400;">,</span> <span style="font-weight: 400;">a faixa de abertura do álbum,</span> <span style="font-weight: 400;">recebe um destaque especial devido ao seu ritmo mais lento, trazendo uma coesão perfeita entre as rimas de Tecca por cima do instrumental </span><i><span style="font-weight: 400;">cloud trap</span></i><span style="font-weight: 400;">.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Com 18 faixas e apenas uma colaboração, sendo em </span><i><span style="font-weight: 400;">I Can’t Let Go </span></i><span style="font-weight: 400;">com Don Toliver, eram esperados mais participações especiais no álbum, porém a batida </span><i><span style="font-weight: 400;">rage rap</span></i><span style="font-weight: 400;"> experimental não deixou a desejar na faixa. É relevante destacar que as fantásticas transições entre as músicas do projeto tornam a experiência de ouvir o álbum como um todo algo incrível e único. O disco demonstrou a </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=zX7eDJq6aLM"><span style="font-weight: 400;">grande maturidade</span></a><span style="font-weight: 400;"> adquirida pelo artista ao longo dos anos. Seja como pessoa e produtor, com apenas um plano em mente, Tecca está conseguindo concretizá-lo. &#8211; </span><b>Leonardo Quinalha</b></p>
<p><b>Faixas favoritas: </b><span style="font-weight: 400;">Taste, Bad Time e Number 2</span></p>
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<figure id="attachment_35009" aria-describedby="caption-attachment-35009" style="width: 640px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-35009" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/04/post-human-nex-gen.jpeg" alt="Capa do álbum POST HUMAN: NeX GEn, da banda Bring Me The Horizon. A imagem mostra uma ilustração digital de uma personagem futurista, com pele, cabelos e camiseta em tons de rosa. Suas olheiras são alaranjadas, seus olhos são verdes e vermelhos e ela possui uma cicatriz na testa. Ela usa um brinco dourado de lua em uma das orelhas e possui piercings no rosto, no espaço entre os olhos. No canto inferior esquerdo, é possível ver um ursinho de pelúcia preto e branco, que parece estar em seu colo. Do lado direito, na altura do ombro da boneca, vemos um robô pequeno, composto por asas de borboleta e cabeça e pernas de boneca, voando. Ao lado dele, preso na boneca, há uma espécie de aparelho vermelho que mede as batidas de seu coração e que, provavelmente, ajuda ela a sobreviver. A boneca olha diretamente para frente, sem expressar emoções, e o fundo verde possui algumas texturas." width="640" height="640" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/04/post-human-nex-gen.jpeg 640w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/04/post-human-nex-gen-150x150.jpeg 150w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-35009" class="wp-caption-text">POST HUMAN: NeX GEn foi lançado de surpresa após quase quatro anos de espera (Foto: Sony Music Entertainment)</figcaption></figure>
<p><strong>Bring Me The Horizon &#8211; POST HUMAN: NeX GEn</strong></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Nos últimos anos, a banda britânica Bring Me The Horizon tem passado uma mensagem muito clara para o público: ‘não temos </span><a href="https://www.dazeddigital.com/music/article/59991/1/oli-sykes-bring-me-the-horizon-interview"><span style="font-weight: 400;">medo de mudanças</span></a><span style="font-weight: 400;"> e usamos nossa criatividade como bem entendemos’. Esse forte posicionamento fez com que os integrantes não se prendessem a um único gênero, algo que não costuma acontecer no meio em que estão inseridos, e é o que faz a banda crescer a cada lançamento – mesmo estando na indústria há duas décadas. </span><i><span style="font-weight: 400;">POST HUMAN: NeX GEn</span></i><span style="font-weight: 400;">, a segunda parte de um projeto que retrata uma sociedade pós-apocalíptica, é um dos álbuns que mais sustentam esse argumento.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Ao adicionar </span><i><span style="font-weight: 400;">electronica</span></i><span style="font-weight: 400;"> e </span><i><span style="font-weight: 400;">hiperpop</span></i><span style="font-weight: 400;"> à mistura usual de </span><i><span style="font-weight: 400;">metalcore</span></i><span style="font-weight: 400;">, </span><i><span style="font-weight: 400;">nu metal</span></i><span style="font-weight: 400;">, </span><i><span style="font-weight: 400;">pop rock</span></i><span style="font-weight: 400;"> e </span><i><span style="font-weight: 400;">emo</span></i><span style="font-weight: 400;">, a banda produz um disco diversificado, mas que ainda carrega a personalidade e o talento lírico que sempre teve. </span><a href="https://open.spotify.com/intl-pt/album/1k7OXnGQPV4zF3seDwRroD?si=UzGXq-kMQlipn5bARsn6xA"><i><span style="font-weight: 400;">NeX GEn</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> é um álbum que está em contato com o passado, ciente do presente e idealizando o futuro – algo que pouquíssimos artistas chegaram perto de realizar em 2024. </span><b>&#8211; Raquel Freire</b></p>
<p><b>Faixas favoritas: </b><span style="font-weight: 400;">YOUtopia, Top 10 staTues tHat CriEd bloOd e DArkSide</span></p>
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<figure id="attachment_35048" aria-describedby="caption-attachment-35048" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-35048" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/04/tldp-800x800.jpg" alt="Capa do álbum Prelude To Ecstasy. Nela, vemos uma cômoda de pedra com várias flores e velas e um quadro, onde as cinco integrantes da banda aparecem. São todas mulheres brancas e, da esquerda para a direita, uma está de vestido vermelha, outra de vestido branco, outra de vestido preto e mais uma de vestido branco. E no meio a vocalista está de vestido dourado. Eles se vesteme como se estivessem na era vitoriana do séc XIX" width="800" height="800" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/04/tldp-800x800.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/04/tldp-1024x1024.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/04/tldp-150x150.jpg 150w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/04/tldp-768x768.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/04/tldp.jpg 1200w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-35048" class="wp-caption-text">Disco um dos indicados Mercury Prize, maior premiação fonográfica da Inglaterra (Foto: Universal Island Records)</figcaption></figure>
<p><strong>The Last Dinner Party &#8211; Prelude To Ecstasy </strong></p>
<p>Com o passar dos anos, cada vez mais expoentes femininas estão conquistando seu lugar no <em>rock</em>, principalmente vindos da vertente britânica do gênero. Nesse ano, foi a vez do <a href="https://escutai.com/the-last-dinner-party-e-um-banquete-para-quem-gosta-de-musica/">The Last Dinner Party</a> alçar os holofotes de uma forma bastânte única e cheia de excêntricidade, colocando a banda como um dos maiores achados desta década.</p>
<p>O quinteto gótico, que seu conheceu nos pubs enquanto cursavam a faculdade, não reinventa a roda. Pelo contrário, ele usa de referências muito distantes uma da outra e as canaliza e um <em>pop barroco</em> repleto de <em>glam rock</em>. Como qualquer obra de origem feminina, <em><a href="https://open.spotify.com/intl-pt/album/1ycq58KRtWt3wFtbuIkvLn">Prelude to Ecstasy</a> </em>vem carregado de críticas a masculinidade e a percepção feminina da sociedade, que são intesificadas por cinco artistas que fazem questão de ir contra a forma com que a humanidade imagina e idealiza uma mulher. <strong>&#8211; Guilherme Veiga</strong></p>
<p><strong>Faixas favoritas: </strong>Nothing Matters, Ceasar on a TV Screen, Beautiful Boy</p>
<hr />
<figure id="attachment_35010" aria-describedby="caption-attachment-35010" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-35010" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/04/Room-Under-the-Stairs-Ludmila-Henrique-800x800.png" alt="Capa do disco Room Under the Stairs. Na imagem temos a silhueta do rosto do Zayn ampliada em tons de azul. No interior da figura temos a imagem de uma escada em meio a um local rodeado por árvores e arbustos. No canto inferior esquerdo está escrito o nome do cantor em letras grandes, nas cores branca e azul." width="800" height="800" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/04/Room-Under-the-Stairs-Ludmila-Henrique-800x800.png 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/04/Room-Under-the-Stairs-Ludmila-Henrique-150x150.png 150w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/04/Room-Under-the-Stairs-Ludmila-Henrique-768x768.png 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/04/Room-Under-the-Stairs-Ludmila-Henrique.png 952w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-35010" class="wp-caption-text">Room Under the Stairs ganhou uma versão deluxe com quatro músicas inéditas: Ignorance Ain’t Bliss, Lied To, In The Bag e Gave (Foto: Mercury Records)</figcaption></figure>
<p><b>ZAYN &#8211; ROOM UNDER THE STAIRS</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Escolher deixar uma parte sua para trás requer boas doses de sanidade e de falsos começos. Para ZAYN, essa mudança começa através de</span><i><span style="font-weight: 400;"> insights</span></i><span style="font-weight: 400;"> que ecoam em seu íntimo e que ganham pulsação através das 15 faixas presentes em seu novo disco, </span><a href="https://open.spotify.com/intl-pt/album/0PGluYePuY9INYN7SQheZ0?si=5VvOkZAeTS-js0vRXJY8tA"><i><span style="font-weight: 400;">ROOM UNDER THE STAIRS</span></i></a><span style="font-weight: 400;">. Sendo uma expressão de seus anseios e inquietações, o álbum representa um recomeço próprio para o cantor e para a sua música. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Três anos separam o trabalho atual do seu último registro, </span><a href="https://open.spotify.com/intl-pt/album/2yuQqhSklmfWgn8lmJNk5t?si=LSpiIKhSQ3uQQb3p7jjgOg"><i><span style="font-weight: 400;">Nobody Is Listening</span></i> </a><span style="font-weight: 400;">(2021), um disco também introspectivo, mas que demandava de uma grande produção para alcançar o </span><i><span style="font-weight: 400;">rhythm &amp; blues</span></i><span style="font-weight: 400;"> moderno pensado e desejado pelo artista. Diferente disso, o quarto álbum é mais cru e intimista em sua composição, se aproximando das sonoridades do </span><i><span style="font-weight: 400;">country</span></i><span style="font-weight: 400;"> e do </span><i><span style="font-weight: 400;">blues</span></i><span style="font-weight: 400;"> original. Com apenas voz e violão – e </span><i><span style="font-weight: 400;">a little bit of soul</span></i><span style="font-weight: 400;"> –, Zayn aproxima suas letras de seus ouvintes, atingindo a maturidade que faltava em sua discografia. </span><b>&#8211; Ludmila Henrique</b></p>
<p><b>Faixas Favoritas:</b><span style="font-weight: 400;"> False Stars, The Time, Alienated</span></p>
<hr />
<figure id="attachment_35011" aria-describedby="caption-attachment-35011" style="width: 774px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-35011" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/04/serenata-da-GG.png" alt="Capa do disco Serenata da GG, Vol. 1 (Ao Vivo). A imagem mostra um coração rosa que ocupa todo o espaço central da capa e possui um relevo profundo, onde Gloria Groove está sentada. A cantora está usando um vestido vermelho, com luvas vermelhas e saltos vermelhos e seu cabelo também está da mesma cor. Ela utiliza jóias no pescoço, orelhas e mãos. Ao lado dela, está escrito “Serenata da GG” em letras rosas com sombra vermelha. Abaixo, em uma fonte menor, está escrito “Vol.1”. Ao fundo da imagem, a cor é preta." width="774" height="774" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/04/serenata-da-GG.png 774w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/04/serenata-da-GG-150x150.png 150w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/04/serenata-da-GG-768x768.png 768w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-35011" class="wp-caption-text">Gloria Groove aposta em mistura de música clássica e pagode em seu álbum Serenata da GG, Vol.1 (Foto: SB Music)</figcaption></figure>
<p><b>Gloria Groove &#8211; Serenata da GG, Vol.1 (Ao Vivo) </b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Lançado em maio de 2024, </span><a href="https://open.spotify.com/intl-pt/album/2rKJHBwHEuztGQqjBkDDAK?si=jSXQ2PJaQS-8K62NXZ3WyA"><i><span style="font-weight: 400;">Serenata da GG, Vol.1 (Ao Vivo)</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> fez Gloria Groove sair do </span><i><span style="font-weight: 400;">funk</span></i><span style="font-weight: 400;"> e do </span><i><span style="font-weight: 400;">pop </span></i><span style="font-weight: 400;">brasileiro. A chegada da cantora no pagode, por meio de músicas inéditas e regravações de clássicos dos anos 2000, mostra que a voz de Groove recebeu um toque surpreendente. O disco conta com 13 faixas, com participação de Ferrugem, em </span><a href="https://open.spotify.com/intl-pt/track/1baKllsMyEEdKIUiNx58KA?si=09fcc08d3f9f415e"><i><span style="font-weight: 400;">Câmera Frontal &#8211; Ao Vivo</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, e o cantor Belo, em</span> <a href="https://open.spotify.com/intl-pt/track/5Y0RHqLgXOvZ9PtCf5Jb5n?si=3ef37a813d134e7f"><i><span style="font-weight: 400;">Eu Era Feliz &#8211; Ao Vivo</span></i></a><span style="font-weight: 400;">. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A </span><i><span style="font-weight: 400;">drag queen</span></i><span style="font-weight: 400;"> inovou o estilo que está acostumada a cantar, de modo que o álbum traz mais romance para sua música, ao contrário de </span><a href="https://open.spotify.com/intl-pt/album/4Qq4x0tJGWEFZt6jnvOKrQ?si=1i9nI3dtQmWSI2YqmEv-eQ"><i><span style="font-weight: 400;">LADY LESTE</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, que possui faixas voltadas para o </span><i><span style="font-weight: 400;">pop</span></i><span style="font-weight: 400;"> e o </span><i><span style="font-weight: 400;">hip hop</span></i><span style="font-weight: 400;">. Em</span><i><span style="font-weight: 400;"> Serenata da GG, Vol. 1</span></i><span style="font-weight: 400;">, Gloria Groove</span> <span style="font-weight: 400;">preocupa-se em trazer um pouco mais do ritmo típico brasileiro, além de misturar sua música com ícones do Brasil, como Alcione</span><i><span style="font-weight: 400;">, </span></i><span style="font-weight: 400;">na faixa </span><a href="https://open.spotify.com/intl-pt/track/5SSOaOh6W2vjiRVfPKSqoS?si=3f12611cf536493b"><i><span style="font-weight: 400;">A Loba &#8211; Ao Vivo</span></i></a><span style="font-weight: 400;">. Essa nova visão da cantora, com certeza, deixa qualquer um em dúvida sobre qual será sua próxima aposta. </span><b>&#8211; Maria Fernanda Beneton</b></p>
<p><b>Faixas Favoritas: </b><span style="font-weight: 400;">Nosso Primeiro Beijo &#8211; Ao Vivo , Eu Odeio Dia 12 &#8211; Ao Vivo, Radar &#8211; Ao Vivo</span></p>
<hr />
<figure id="attachment_35012" aria-describedby="caption-attachment-35012" style="width: 768px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-35012" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/04/capa-sexto-sentido.png" alt="" width="768" height="768" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/04/capa-sexto-sentido.png 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/04/capa-sexto-sentido-150x150.png 150w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-35012" class="wp-caption-text">Produzido de maneira independente, Sexto Sentido é o segundo álbum da carreira de Luanna (Foto: MC Luanna)</figcaption></figure>
<p><b>MC Luanna – Sexto Sentido</b><b><br />
</b><b><br />
</b><span style="font-weight: 400;">Nome marcante da cena feminina do </span><i><span style="font-weight: 400;">Rap</span></i><span style="font-weight: 400;">, Mc Luanna cresce sem medo e, em 2024, provou novamente que não à toa. Com o lançamento de</span><i><span style="font-weight: 400;"> Sexto Sentido</span></i><span style="font-weight: 400;">, a cantora mostrou que a menina de </span><a href="https://open.spotify.com/album/54SQtN4KEfykOFgjtKXLzr"><i><span style="font-weight: 400;">44</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> (2022) amadurece a cada dia com rimas mais críticas e </span><i><span style="font-weight: 400;">beats</span></i><span style="font-weight: 400;"> complexos, se tornando a mulher que sabe o quão contra a corrente nada. </span><span style="font-weight: 400;"><br />
</span><span style="font-weight: 400;"><br />
</span><span style="font-weight: 400;">Longe de achar graça nessa realidade de ser um nome entre poucos quando se trata de mulheres negras com visibilidade na Música, a artista trata de destacar a insatisfação com essa realidade: “</span><i><span style="font-weight: 400;">sou uma mulher negra falam pra ser mais forte/pra correr duas vezes porque a gente é sem sorte/pra que expor sentimento se não vou ganhar flores?</span></i><span style="font-weight: 400;">”.  Da vulnerabilidade e dor de não poder sequer aparentar fraqueza, </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=7oHTdUPKkBo"><span style="font-weight: 400;">Luanna</span></a><span style="font-weight: 400;"> mostra que sua força está em ser a inspiração de tantas mostrando exatamente o que o mundo a fez achar errado expor: humanidade.  </span><b>– Jamily Rigonatto </b></p>
<p><b>Faixas favoritas</b><span style="font-weight: 400;">: Ainda Sinto Muito, Rotina 2 e Cartas a Uma Garota Negra.</span></p>
<hr />
<figure id="attachment_35013" aria-describedby="caption-attachment-35013" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-35013" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/04/image2-800x800.jpg" alt="Capa do disco Short n’ Sweet, da cantora Sabrina Carpenter. Sabrina Carpenter é uma mulher branca, de cabelos loiros e olhos azuis. Ela aparece em frente de um fundo azul, olhando por cima do ombro. Em seu ombro, há uma marca de beijo, feita com batom vermelho escuro." width="800" height="800" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/04/image2-800x800.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/04/image2-150x150.jpg 150w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/04/image2-768x768.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/04/image2.jpg 1024w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-35013" class="wp-caption-text">Short n’ Sweet é para todos os gostos (Foto: Island Records)</figcaption></figure>
<p><b>Sabrina Carpenter &#8211; Short n&#8217; Sweet</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Cafeinado, pequeno e doce, </span><a href="https://personaunesp.com.br/short-n-sweet-critica/?fbclid=PAY2xjawG1wohleHRuA2FlbQIxMAABpjRHsWpQF02kAauBdiwaWYoU4D4uaGYn1UTqsN7akHvbTiuFZvmZ5KWt8w_aem_Zj6Lh1_FSKr20M1Vh13Yxw"><i><span style="font-weight: 400;">Short n’ Sweet</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> mostra ainda mais o lado sedutor e apaixonado de Sabrina Carpenter. Por meio de trocadilhos e piadinhas levemente sexuais, a cantora consegue ainda mais se distanciar da imagem de atriz mirim da </span><i><span style="font-weight: 400;">Disney</span></i><span style="font-weight: 400;"> e se aproximar do estrelato do mundo </span><i><span style="font-weight: 400;">pop</span></i><span style="font-weight: 400;"> – e mostra que já atingiu a maioridade. Carpenter apresenta um disco enérgico e divertido, flerta com o </span><i><span style="font-weight: 400;">synth pop </span></i><span style="font-weight: 400;">e o </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=jbJhdc2zLz0"><i><span style="font-weight: 400;">country</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, além de afirmar que mulheres podem sim demonstrar a sexualidade e a sensualidade de formas positivas, sem sentirem vergonha.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Por meio de um </span><i><span style="font-weight: 400;">pop</span></i><span style="font-weight: 400;"> chiclete, Sabrina Carpenter evolui ainda mais seu trabalho com a </span><i><span style="font-weight: 400;">Island Records</span></i><span style="font-weight: 400;"> – que acompanha a pequena loirinha desde o emocional </span><i><span style="font-weight: 400;">emails i can&#8217;t send</span></i><span style="font-weight: 400;"> –, e se estabelece na cena musical. Com </span><i><span style="font-weight: 400;">singles</span></i><span style="font-weight: 400;"> viciantes – </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=eVli-tstM5E"><i><span style="font-weight: 400;">Espresso</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> com sua cafeína, </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=cF1Na4AIecM"><i><span style="font-weight: 400;">Please Please Please</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> com suas repetições e </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=KEG7b851Ric"><i><span style="font-weight: 400;">Taste</span></i></a> <span style="font-weight: 400;">com suas fofocas – e músicas ainda mais gostosas de ouvir, Carpenter mostra que a sua Música possui tons alegres e cômicos, e que sempre pode retornar para temas reflexivos – como em </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=moMdJBDCblE"><i><span style="font-weight: 400;">Dumb &amp; Poetic</span></i></a><span style="font-weight: 400;">. </span><b>&#8211; Laura Hirata-Vale </b></p>
<p><b>Faixas favoritas: </b><span style="font-weight: 400;">Good Graces, Taste, Don&#8217;t Smile</span></p>
<hr />
<figure id="attachment_35014" aria-describedby="caption-attachment-35014" style="width: 768px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-35014" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/04/17304685106724da9e50bc5_1730468510_1x1_md.jpg" alt="Capa do disco Songs Of A Lost WorldNa imagem, a cabeça de uma escultura em pedra está caída em um fundo preto. Não possui rosto, apenas traços de boca e olhos. No canto superior direito, está escrito o nome da banda, com “the” em minúsculo e “Cure” em caixa alta. Abaixo da cabeça, está o título do álbum “Songs Of A Lost World”." width="768" height="768" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/04/17304685106724da9e50bc5_1730468510_1x1_md.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/04/17304685106724da9e50bc5_1730468510_1x1_md-150x150.jpg 150w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-35014" class="wp-caption-text">Songs Of A Lost World é o primeiro álbum inédito da banda em 16 anos (Foto: Universal Music)</figcaption></figure>
<p><b>The Cure &#8211; Songs Of A Lost World</b></p>
<p><i><span style="font-weight: 400;">Canções De Um Mundo Perdido</span></i><span style="font-weight: 400;"> (em tradução livre) marca o retorno </span><span style="font-weight: 400;">–</span><span style="font-weight: 400;"> e a </span><a href="https://www.radiorock.com.br/2024/10/14/cure-planeja-aposentadoria-e-turne-para-comemorar-50-anos-da-banda/"><span style="font-weight: 400;">despedida</span></a> <span style="font-weight: 400;">–</span><span style="font-weight: 400;"> da banda britânica comandada pelo vocalista, guitarrista e compositor Robert Smith. O novo álbum, embora melancólico, é sobretudo potente, e questiona o mundo atual através da forma e conteúdo. Com os celulares, rádios, </span><i><span style="font-weight: 400;">streaming </span></i><span style="font-weight: 400;">e músicas aceleradas, o disco de oito músicas e 49 minutos de duração vai na contramão das tendências e exige do ouvinte um momento de contemplação para as cargas dramáticas de The Cure. Introduzido por </span><i><span style="font-weight: 400;">Alone</span></i><span style="font-weight: 400;"> com guitarra e bateria, a voz de Smith só entra depois de três minutos, assim como as outras canções &#8211; a faixa </span><i><span style="font-weight: 400;">Endsong </span></i><span style="font-weight: 400;">de dez minutos só apresenta letra aos seis.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">“</span><i><span style="font-weight: 400;">Esse é o final de todas as canções que já cantamos</span></i><span style="font-weight: 400;">”</span><i><span style="font-weight: 400;">, </span></i><span style="font-weight: 400;">anuncia a banda. O disco reflete sobre a experiência de luto que Robert Smith passou ao longo dos anos, com a </span><a href="https://rollingstone.com.br/noticia/cure-robert-smith-revela-que-morte-da-mae-do-pai-do-irmao-influenciou-novo-disco/"><span style="font-weight: 400;">morte do irmão</span></a><span style="font-weight: 400;">, da mãe e do pai. É um homem que se encontra desconcerto sobre o lugar que vive. </span><a href="https://open.spotify.com/intl-pt/album/4wjxmqXnSQvBZWL3IbYngX?si=lIZtRR5_QO6hhYhCmaLF0g"><i><span style="font-weight: 400;">Songs Of A Lost World</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> é incrível e faz você sentir cada sentimento através das cordas e da voz de Smith &#8211; que nada envelheceu. O mais interessante é que, mesmo aos 65 anos, o mundo do líder da banda não está deteriorando pelas pautas raciais ou de sexualidade &#8211; como de costume com os ‘rebeldes’ do </span><i><span style="font-weight: 400;">rock</span></i><span style="font-weight: 400;"> -, mas sim pela sua íntima experiência com o fim da vida, das relações e de sua banda.</span> <b>&#8211; Davi Marcelgo</b><span style="font-weight: 400;"> </span></p>
<p><b>Faixas Favoritas: </b><span style="font-weight: 400;">Alone, Fragile Thing e I Can Never Say Goodbye  </span></p>
<hr />
<figure id="attachment_35015" aria-describedby="caption-attachment-35015" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-35015" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/04/submarine-the-marias-800x800.jpg" alt="Capa do álbum Submarine da banda The Marías. A imagem apresenta uma mulher submersa em um ambiente aquático com tons predominantemente azuis. Ela está agachada, com o cabelo solto flutuando na água e vestindo um vestido escuro com detalhes claros. A iluminação suave cria um contraste dramático, destacando sua silhueta e expressão contemplativa." width="800" height="800" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/04/submarine-the-marias-800x800.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/04/submarine-the-marias-1024x1024.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/04/submarine-the-marias-150x150.jpg 150w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/04/submarine-the-marias-768x768.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/04/submarine-the-marias.jpg 1200w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-35015" class="wp-caption-text">“Eu me pergunto como é estar sozinho, se você não me ligar de volta, acho que saberei” (Foto: Atlantic Records)</figcaption></figure>
<p><b>The Marías &#8211; Submarine</b></p>
<p><a href="https://www.youtube.com/watch?v=IqT1eE_8Psw"><i><span style="font-weight: 400;">Submarine</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, o segundo álbum da banda </span><i><span style="font-weight: 400;">indie-pop</span></i><span style="font-weight: 400;"> The Marías, é um mergulho sonoro que confirma a identidade única do grupo de Los Angeles. Formada pela vocalista porto-riquenha María Zardoya, criada no estado de Geórgia, pelo baterista e produtor Josh Conway, pelo guitarrista Jesse Perlman e pelo tecladista Edward James, os membros continuam a navegar entre momentos de introspecção e explosões de energia em suas músicas.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O título ‘Submarino’ é uma descrição precisa da atmosfera do álbum, que nos transporta para um mundo aquático onde a música flui como uma correnteza suave. O </span><i><span style="font-weight: 400;">dream pop</span></i><span style="font-weight: 400;"> característico do grupo envolve o ouvinte em camadas de melodias etéreas, como se a música oscilasse entre a superfície e as profundezas. O encanto de Submarine reside na combinação de vocais delicados, sintetizadores hipnotizantes e linhas de baixo marcantes. As letras, muitas vezes introspectivas, giram em torno das </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=9NOlqJHvAZo&amp;pp=ygUOcnVuIHlvdXIgbW91dGg%3D"><span style="font-weight: 400;">frustrações e desconexões em relacionamentos</span></a><span style="font-weight: 400;">, um tema central que confere unidade ao álbum. –</span><b> Arthur Caires</b></p>
<p><b>Faixas favoritas: </b><span style="font-weight: 400;">Love You Anyway e Run Your Mouth</span></p>
<hr />
<figure id="attachment_35016" aria-describedby="caption-attachment-35016" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-35016" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/04/Capa-do-album-Tara-e-Tal-800x800.png" alt="A imagem mostra Duda Beat em um deserto surrealista com caixas de som pegando fogo e caules secos de árvores, seu figurino é composto por faixas de aspecto metálico na parte superior e botas prateadas." width="800" height="800" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/04/Capa-do-album-Tara-e-Tal-800x800.png 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/04/Capa-do-album-Tara-e-Tal-150x150.png 150w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/04/Capa-do-album-Tara-e-Tal-768x768.png 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/04/Capa-do-album-Tara-e-Tal.png 1024w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-35016" class="wp-caption-text">Na semana de estreia, Tara e Tal estreou na parada de álbuns do Spotify, sendo o segundo da artista a entrar na parada. (Foto: Som Livre)</figcaption></figure>
<p><strong>DUDA BEAT &#8211; Tara e Tal</strong></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Em </span><i><span style="font-weight: 400;">Tara e Tal</span></i><span style="font-weight: 400;">, DUDA BEAT explora uma sonoridade mais frenética do que nunca e flerta com o </span><i><span style="font-weight: 400;">pop</span></i><span style="font-weight: 400;">, </span><i><span style="font-weight: 400;">rock</span></i><span style="font-weight: 400;"> e </span><i><span style="font-weight: 400;">EDM</span></i><span style="font-weight: 400;">. Ao longo do ano de 2024, a artista embarcou em uma turnê que promoveu o disco e colocou multidões para dançar muito em faixas como: </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=eyQWGHmJuVk"><i><span style="font-weight: 400;">NiGHT MARé</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> e </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=wKq2XqhteuA"><i><span style="font-weight: 400;">SAUDADE DE VOCÊ</span></i></a><span style="font-weight: 400;">. O trabalho foi </span><a href="https://www.tracklist.com.br/review-duda-beat-tara-e-tal/181705"><span style="font-weight: 400;">reconhecido por suas referências</span></a><span style="font-weight: 400;"> não-convencionais e a habilidade de DUDA em transformar seu repertório em um disco coeso e competente. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A habilidade de conseguir mais uma vez ter um trabalho admirado pelo seu público e </span><a href="https://rollingstone.com.br/musica/os-10-melhores-albuns-nacionais-de-2024/"><span style="font-weight: 400;">crítica especializada</span></a><span style="font-weight: 400;">, fez com que mesmo com a falta de grandes </span><i><span style="font-weight: 400;">hits</span></i><span style="font-weight: 400;"> comerciais, Tara &amp; Tal fosse lembrado como um lançamento essencial para a indústria musical nacional no ano de 2024. </span><b>&#8211; João Pedro do Nascimento Fontes</b></p>
<p><b>Faixas favoritas</b><span style="font-weight: 400;">: NiGHT MARé, SAUDADE DE VOCÊ, q prazer</span></p>
<hr />
<figure id="attachment_35018" aria-describedby="caption-attachment-35018" style="width: 640px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-35018" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/04/image1.jpg" alt="A imagem mostra o rosto da artista em fundo escuro com uma tipografia contemporânea escrita “Taurus Vol. 2”." width="640" height="640" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/04/image1.jpg 640w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/04/image1-150x150.jpg 150w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-35018" class="wp-caption-text">Duquesa venceu Revelação do Ano no Prêmio Multishow 2024 (Foto: Boogie Naipe)</figcaption></figure>
<p><b>Duquesa &#8211; Taurus, Vol. 2</b></p>
<p><i><span style="font-weight: 400;">Taurus, Vol. 2</span></i><span style="font-weight: 400;"> narra o desenvolvimento da carreira de Duquesa através do olhar da artista, explorando os sentimentos que a fama trouxe para a vida dela. Durante 2024, o álbum foi responsável por colocar a </span><i><span style="font-weight: 400;">rapper</span></i><span style="font-weight: 400;"> em uma lugar de destaque na cena do rap brasileiro, junto de outras mulheres como: </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=7PXsNesbCOg"><span style="font-weight: 400;">Ebony</span></a><span style="font-weight: 400;"> e a dupla </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=X8DgAysALBs"><span style="font-weight: 400;">Tasha &amp; Tracie</span></a><span style="font-weight: 400;">. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O álbum foi bem recebido pelo público e </span><a href="https://www.tenhomaisdiscosqueamigos.com/2024/12/16/melhores-discos-rap-brasil-2024/"><span style="font-weight: 400;">crítica especializada</span></a><span style="font-weight: 400;">, explorando gêneros como </span><i><span style="font-weight: 400;">rap</span></i><span style="font-weight: 400;">, </span><i><span style="font-weight: 400;">R&amp;B</span></i><span style="font-weight: 400;"> e </span><i><span style="font-weight: 400;">house music</span></i><span style="font-weight: 400;">, sendo consumido por diversos públicos, posicionando ele como um trabalho que transcende as barreiras do gênero no país. </span><b>&#8211; João Pedro do Nascimento Fontes</b></p>
<p><b>Faixas favoritas</b><span style="font-weight: 400;">: Voo 1360 e </span><span style="font-weight: 400;">Disk P@#$%&amp;!</span></p>
<hr />
<figure id="attachment_35019" aria-describedby="caption-attachment-35019" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-35019" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/04/image1-800x800.png" alt="Foto da capa do álbum The Secret of Us. Ela apresenta Gracie Abrams, uma mulher de pele clara com cabelo curto e castanho, exibindo uma expressão introspectiva e um olhar direcionado para o lado direito, com os lábios levemente entreabertos, transmitindo contemplação ou curiosidade. A modelo usa brincos de argola duplos dourados, e o fundo é branco, minimalista, destacando seu rosto. O título The Secret of Us está escrito no topo em uma fonte cursiva amarela estilizada." width="800" height="800" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/04/image1-800x800.png 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/04/image1-1024x1024.png 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/04/image1-150x150.png 150w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/04/image1-768x768.png 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/04/image1.png 1200w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-35019" class="wp-caption-text">O sucesso do álbum deu a Abrams a oportunidade de ser host de um episódio do aclamado programa de televisão americano SNL (Foto: Interscope Records)</figcaption></figure>
<p><b>Gracie Abrams &#8211; The Secret of Us</b></p>
<p><a href="https://open.spotify.com/intl-pt/album/56bdWeO40o3WfAD2Lja4dl"><i><span style="font-weight: 400;">The Secret of Us</span></i></a><i><span style="font-weight: 400;">,</span></i><span style="font-weight: 400;"> segundo álbum de Gracie Abrams, destaca-se como uma das melhores produções de 2024 por sua profundidade emocional e evolução artística. Lançado pela </span><i><span style="font-weight: 400;">Interscope Records</span></i><span style="font-weight: 400;">, o disco apresenta uma colaboração notável com Taylor Swift na faixa </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=7IcYAGAm6P8"><i><span style="font-weight: 400;">us. (feat. Taylor Swift)</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, evidenciando o reconhecimento de Abrams na indústria musical.  A produção de Aaron Dessner e Jack Antonoff contribui para a sonoridade expansiva e narrativa envolvente, refletindo o crescimento da jovem artista como compositora e vocalista. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Desde seu lançamento, </span><i><span style="font-weight: 400;">The Secret of Us </span></i><span style="font-weight: 400;">recebeu uma versão </span><a href="https://open.spotify.com/intl-pt/album/0hBRqPYPXhr1RkTDG3n4Mk"><i><span style="font-weight: 400;">deluxe</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, incluindo quatro novas faixas.  O álbum também rendeu a Abrams uma indicação ao </span><i><span style="font-weight: 400;">Grammy</span></i><span style="font-weight: 400;"> de Melhor Artista Revelação, além de uma nomeação conjunta com Taylor Swift na categoria de Melhor Performance Pop em Dupla ou Grupo pela colaboração em uma das faixas do disco</span><i><span style="font-weight: 400;">.</span></i><span style="font-weight: 400;"> A artista lançou videoclipes para faixas como</span> <a href="https://www.youtube.com/watch?v=uxjhN_Donfw"><i><span style="font-weight: 400;">I Love You, I&#8217;m Sorry</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, demonstrando sua versatilidade e conexão com o público, além de versões acústicas das canções de maior sucesso do disco.</span><b> &#8211; Marcela Jardim</b></p>
<p><b>Faixas Favoritas: </b><span style="font-weight: 400;">I Love You, I’m Sorry, us. (feat. Taylor Swift), That’s So True</span></p>
<hr />
<figure id="attachment_35020" aria-describedby="caption-attachment-35020" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-35020" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/04/image1-1-800x800.png" alt="A imagem é a capa do álbum The Tortured Poets Department, de Taylor Swift. Ela apresenta um retrato em preto e branco da cantora deitada em uma cama, cercada por travesseiros. A artista, está vestindo uma blusa preta de alças finas, que escorrega levemente pelo ombro, e um short escuro. Sua posição é relaxada, com um dos braços cruzando o peito e a outra mão pousando suavemente sobre o abdômen. Seu olhar está direcionado para o lado, parcialmente encoberto pelo cabelo solto, transmitindo um ar de introspecção e melancolia. A luz na imagem é suave, criando sombras delicadas e um efeito etéreo. No topo da fotografia, o título &quot;The Tortured Poets Department&quot; aparece em uma fonte serifada simples e elegante. A imagem está centralizada dentro de uma moldura bege, criando um design minimalista e sofisticado, alinhado à estética melancólica e poética do título." width="800" height="800" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/04/image1-1-800x800.png 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/04/image1-1-1024x1024.png 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/04/image1-1-150x150.png 150w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/04/image1-1-768x768.png 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/04/image1-1-1536x1536.png 1536w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/04/image1-1-1200x1200.png 1200w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/04/image1-1.png 1999w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-35020" class="wp-caption-text">O álbum deu a Taylor Swift o recorde de disco mais vendido em 2024 nos EUA, com quase 7 milhões de cópias vendidas (Universal Republic Records)</figcaption></figure>
<p><b>Taylor Swift &#8211; The Tortured Poets Department</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Com o álbum </span><a href="https://personaunesp.com.br/the-tortured-poets-department-critica/"><i><span style="font-weight: 400;">The Tortured Poets Department</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, Taylor Swift conquistou um lugar de destaque em 2024 por sua abordagem inovadora, que mistura poesia contemporânea com sonoridades experimentais. Trata-se de uma obra que transcende a simples classificação de gênero, apresentando letras carregadas de significados profundos, narrativas densas e um apelo emocional raro. A complexidade lírica da cantora e compositora  e a riqueza instrumental dialogam de forma brilhante, criando um equilíbrio entre o introspectivo e o compartilhado. O álbum lançado pela </span><i><span style="font-weight: 400;">Universal Republic Records</span></i><span style="font-weight: 400;"> explora temas como dor, redenção e a tristeza de um término de relacionamento, oferecendo uma experiência que convida à reflexão e à imersão. Essa originalidade foi amplamente reconhecida pela crítica e pelo público, consolidando o projeto como um marco da música contemporânea.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Desde o lançamento, </span><i><span style="font-weight: 400;">The Tortured Poets Department</span></i><span style="font-weight: 400;"> não apenas cumpriu, mas superou expectativas, quebrando recordes de </span><i><span style="font-weight: 400;">streaming</span></i><span style="font-weight: 400;"> em plataformas digitais e sendo amplamente celebrado em premiações importantes da indústria musical, como os </span><i><span style="font-weight: 400;">Grammys</span></i><span style="font-weight: 400;"> e o </span><i><span style="font-weight: 400;">VMA</span></i><span style="font-weight: 400;">. O videoclipe de </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=q3zqJs7JUCQ"><i><span style="font-weight: 400;">Fortnight (feat. Post Malone)</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, em conjunto com o rapper Post Malone, e a versão </span><a href="https://open.spotify.com/intl-pt/album/5H7ixXZfsNMGbIE5OBSpcb?si=ot0YiSruSiuplF1tHVRAWg"><i><span style="font-weight: 400;">deluxe</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, </span><i><span style="font-weight: 400;">The Tortured Poets Department</span></i><span style="font-weight: 400;"> &#8211; </span><i><span style="font-weight: 400;">The Anthology</span></i><span style="font-weight: 400;">, que conta com 15 faixas adicionais refletem o sucesso iminente do disco da loirinha. Os dois trabalhos, , aliados ao impacto cultural que a obra gerou, reafirmam a relevância e a influência de Taylor Swift no cenário musical atual. </span><b>&#8211; Marcela Jardim</b></p>
<p><b>Faixas Favoritas:</b><span style="font-weight: 400;"> My Boy Only Breaks His Favorite Toys, Guilty as Sin?, Who’s Afraid of Little Old Me?</span></p>
<hr />
<figure id="attachment_35021" aria-describedby="caption-attachment-35021" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-35021" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/04/What-A-Devastating-Turn-of-Events-Ludmila-Henrique-800x800.png" alt="Capa do disco What A Devastating Turn of Events. Na imagem temos a presença da cantora Rachel Chinouriri no centro, uma jovem negro, de olhos castanhos e cabelo liso preto. Ela está vestindo uma baby tee preta, com detalhes floridos rosa e de manga listrada nas cores bege, marrom e laranja. Também está vestindo uma saia longa com a mesma estampa da manga da baby tee e um tamanco preto. Ela está segurando um violão com vários desenhos. Ao seu redor tem outras quatro figuras da Rachel vestida com uma jaqueta branca, calça jeans e tênis branco, cada uma fazendo uma tarefa diferente. Uma está ao lado de uma bicicleta lilás, outra está colocando o lixo pra fora, uma está pendurando bandeiras da Inglaterra na janela e a outra está escrevendo em um caderno. Elas estão ao lado externo, em frente a uma casa de tijolos marrons e janelas brancas." width="800" height="800" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/04/What-A-Devastating-Turn-of-Events-Ludmila-Henrique-800x800.png 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/04/What-A-Devastating-Turn-of-Events-Ludmila-Henrique-150x150.png 150w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/04/What-A-Devastating-Turn-of-Events-Ludmila-Henrique-768x768.png 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/04/What-A-Devastating-Turn-of-Events-Ludmila-Henrique.png 952w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-35021" class="wp-caption-text">Rachel Chinouriri foi indicada aos prêmios de Melhor Artista Revelação e Melhor Artista do Ano no BRIT Awards 2025 (Foto: Parlophone Records)</figcaption></figure>
<p><b>Rachel Chinouriri &#8211; What a Devastating Turn of Events </b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O sinônimo de casa pode ter significados diferentes para quem o procura. A busca por pertencimento nos faz questionar sobre a nossa trajetória como indivíduo e quando se é uma mulher na indústria musical, esse sentimento é quase sucessivo. Em </span><a href="https://open.spotify.com/intl-pt/album/1Td1oiZTQFYR7N1QX00uhr?si=TFknkOYPTymYsW6NfQ4ddA"><i><span style="font-weight: 400;">What a Devastating Turn of Events</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, produzido e interpretado por Rachel Chinouriri, ouvimos sobre a série de eventos devastadores que uma artista negra, nascida na Inglaterra, precisou passar até lidar com as </span><a href="https://youtu.be/J78G0sYCSRs?si=eGqMze9t_mDoUZ-R"><span style="font-weight: 400;">adversidades</span></a><span style="font-weight: 400;"> e encontrar a sua própria maneira de fazer arte.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Assinado pela gravadora </span><i><span style="font-weight: 400;">Parlophone Records</span></i><span style="font-weight: 400;">, o álbum de </span><i><span style="font-weight: 400;">debut</span></i><span style="font-weight: 400;"> conta com 14 faixas que combinam </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=WHDjBjnuZ1s"><i><span style="font-weight: 400;">pop</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> e </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=G5lKmUw_Vxs"><i><span style="font-weight: 400;">indie rock</span></i></a><i><span style="font-weight: 400;">,</span></i><span style="font-weight: 400;"> com uma lírica sensível e representativa. Mergulhando em narrativas difíceis sobre solidão, decepções e autocrítica, o disco representa, com muita sinceridade, o processo de aceitação vivenciado por </span><a href="https://www.rachelchinouriri.com/"><span style="font-weight: 400;">Chinouriri</span></a><span style="font-weight: 400;">, sobre ela mesma e o seu trabalho. </span><b>&#8211; Ludmila Henrique </b></p>
<p><b>Faixas Favoritas:</b><span style="font-weight: 400;"> Never Need Me, All I Ever Asked, So My Darling </span></p>
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		<title>A subversão em camadas de Brat and it&#8217;s completely different but also still brat</title>
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		<pubDate>Fri, 18 Oct 2024 14:20:28 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Henrique Marinhos Não é novidade que ‘ser brat’ é sobre quebrar regras. Charli XCX não só entende isso como vive essa filosofia há um bom tempo. Brat and it&#8217;s completely different but also still brat é paradoxal e só poderia ser assim. A coletânea de remixes – se é que podemos definir assim – não &#8230; <a href="http://personaunesp.com.br/brat-and-its-completely-different-but-also-still-brat-critica/" class="more-link">Continue lendo<span class="screen-reader-text"> "A subversão em camadas de Brat and it&#8217;s completely different but also still brat"</span></a></p>
<p>O post <a href="http://personaunesp.com.br/brat-and-its-completely-different-but-also-still-brat-critica/">A subversão em camadas de Brat and it&#8217;s completely different but also still brat</a> apareceu primeiro em <a href="http://personaunesp.com.br">Persona | Jornalismo Cultural</a>.</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<figure id="attachment_34153" aria-describedby="caption-attachment-34153" style="width: 886px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-34153" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/10/image2-4.png" alt="Capa do álbum de remixes de brat. Imagem quadrada com fundo verde vibrante contendo texto em preto, exibido de forma invertida (espelhada). A frase é: 'Brat and it's completely different but also still Brat', traduzindo-se para 'Brat e é completamente diferente, mas ainda assim Brat'." width="886" height="886" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/10/image2-4.png 886w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/10/image2-4-800x800.png 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/10/image2-4-150x150.png 150w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/10/image2-4-768x768.png 768w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-34153" class="wp-caption-text">Em entrevista à Apple Music, Charli XCX revelou que o motivo da simplicidade da capa de Brat foi para economizar na sessão de fotos (Foto: Atlantic Records)</figcaption></figure>
<p><b>Henrique Marinhos</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Não é novidade que ‘ser </span><i><span style="font-weight: 400;">brat</span></i><span style="font-weight: 400;">’ é sobre quebrar regras. Charli XCX não só entende isso como vive essa filosofia há um bom tempo. </span><i><span style="font-weight: 400;">Brat and it&#8217;s completely different but also still brat</span></i><span style="font-weight: 400;"> é paradoxal e só poderia ser assim. A coletânea de </span><i><span style="font-weight: 400;">remixes</span></i><span style="font-weight: 400;"> – se é que podemos definir assim – não se trata da adição de versos ou uma versão estendida; é uma desconstrução completa do </span><a href="https://personaunesp.com.br/brat-critica/"><span style="font-weight: 400;">álbum original</span></a><span style="font-weight: 400;">, completamente diferente e, ainda assim, </span><i><span style="font-weight: 400;">brat</span></i><span style="font-weight: 400;">.</span></p>
<p><span id="more-34151"></span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Mais lento, impregnado de colaborações e profundamente diferente, ele chega a soar como a versão primária quando aplicamos o que comumente consumimos como </span><i><span style="font-weight: 400;">remix</span></i><span style="font-weight: 400;">. O álbum conta com a produção de A. G. Cook e Danny L Harle, mestres do experimentalismo eletrônico que moldaram o </span><a href="https://personaunesp.com.br/tag/hyperpop/"><i><span style="font-weight: 400;">hyperpop</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> e </span><a href="https://personaunesp.com.br/pc-music-artigo/"><i><span style="font-weight: 400;">PC Music</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> como os conhecemos. Com um toque etéreo, as faixas são mergulhadas em novas camadas de distorção e vulnerabilidade. Ironicamente, com sua atmosfera eletrônica frenética e caótica, </span><i><span style="font-weight: 400;">Brat</span></i><span style="font-weight: 400;"> poderia facilmente ser o verdadeiro </span><i><span style="font-weight: 400;">remix</span></i><span style="font-weight: 400;">.</span></p>
<div class="jetpack-video-wrapper"><iframe loading="lazy" title="Charli xcx - 360 featuring robyn and yung lean (official lyric video)" width="840" height="473" src="https://www.youtube.com/embed/bvy6aox2Sgw?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen></iframe></div>
<p><span style="font-weight: 400;">Por que mudar todas as músicas? Porque ela quer e pode. E quem quiser a versão original, que volte para ela. Reclamar disso é como resmungar sobre um </span><i><span style="font-weight: 400;">buffet</span></i><span style="font-weight: 400;"> que oferece dezenas de opções: escolha o que quiser e vá em frente. XCX nos dá </span><a href="https://personaunesp.com.br/os-melhores-discos-de-2022/"><span style="font-weight: 400;">fartura sonora</span></a><span style="font-weight: 400;"> e liberdade total. O </span><i><span style="font-weight: 400;">remix</span></i><span style="font-weight: 400;"> não substitui, ele expande, amplia e destrói ao mesmo tempo. É completamente diferente. Ela sabe disso e nós sabemos disso, não foi falta de aviso.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Para alguns, pode soar frustrante, mas essa é exatamente a graça: não entregar ao público o que ele espera – algumas vezes funciona, outras nem tanto. </span><i><span style="font-weight: 400;">Sympathy is a klnife featuring ariana grande</span></i><span style="font-weight: 400;">, a aguardada colaboração com a ‘</span><i><span style="font-weight: 400;">dangerous woman</span></i><span style="font-weight: 400;">’, é para quem alcançou o topo e descobriu que a vista é solitária. Enquanto todos esperavam que Grande assumisse o protagonismo, ela surge como uma </span><i><span style="font-weight: 400;">backing vocal</span></i><span style="font-weight: 400;"> quase imperceptível, jogando contra as expectativas e deixando um gosto agridoce. É o desconforto em forma de som e do que ele poderia ser.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Por outro lado, </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=Lp8TaMWU-Ho"><i><span style="font-weight: 400;">B2b featuring tinashe</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, segunda colaboração com a </span><a href="https://personaunesp.com.br/quantum-baby-critica/"><span style="font-weight: 400;">intérprete de </span><i><span style="font-weight: 400;">Nasty</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, é um dos momentos mais iluminados do projeto. A química entre as duas se renova e brilha </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=oqtunQ4yd30"><span style="font-weight: 400;">mais uma vez</span></a><span style="font-weight: 400;">, celebrando a trajetória de ambas. As artistas relembram sucessos como </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=-s7TCuCpB5c"><i><span style="font-weight: 400;">2 On</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> e </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=AOPMlIIg_38"><i><span style="font-weight: 400;">Boom Clap</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, enquanto a faixa carrega a energia pulsante de </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=4qyUb4OU_P8"><i><span style="font-weight: 400;">5 In The Morning</span></i></a><span style="font-weight: 400;">. É como se as duas se reconhecessem e abraçassem nesse reencontro, celebrando anos de luta, perseverança e evolução artística em uma indústria implacável.</span></p>
<blockquote class="instagram-media" data-instgrm-captioned data-instgrm-permalink="https://www.instagram.com/p/DAuEpiXPaQA/?utm_source=ig_embed&amp;utm_campaign=loading" data-instgrm-version="14" style=" background:#FFF; border:0; border-radius:3px; box-shadow:0 0 1px 0 rgba(0,0,0,0.5),0 1px 10px 0 rgba(0,0,0,0.15); margin: 1px; max-width:658px; min-width:326px; padding:0; width:99.375%; width:-webkit-calc(100% - 2px); width:calc(100% - 2px);">
<div style="padding:16px;"> <a href="https://www.instagram.com/p/DAuEpiXPaQA/?utm_source=ig_embed&amp;utm_campaign=loading" style=" background:#FFFFFF; line-height:0; padding:0 0; text-align:center; text-decoration:none; width:100%;" target="_blank"> </p>
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<p></a></p>
<p style=" color:#c9c8cd; font-family:Arial,sans-serif; font-size:14px; line-height:17px; margin-bottom:0; margin-top:8px; overflow:hidden; padding:8px 0 7px; text-align:center; text-overflow:ellipsis; white-space:nowrap;"><a href="https://www.instagram.com/p/DAuEpiXPaQA/?utm_source=ig_embed&amp;utm_campaign=loading" style=" color:#c9c8cd; font-family:Arial,sans-serif; font-size:14px; font-style:normal; font-weight:normal; line-height:17px; text-decoration:none;" target="_blank">A post shared by Charli (@charli_xcx)</a></p>
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<p><span style="font-weight: 400;">A campanha visual foi um espetáculo à parte. </span><i><span style="font-weight: 400;">Outdoors</span></i><span style="font-weight: 400;"> espalhados pelos Estados Unidos anunciaram as colaborações como se fossem atrações de um festival: Ariana Grande, Tinashe, </span><a href="https://personaunesp.com.br/desire-i-want-to-turn-into-you-critica/"><span style="font-weight: 400;">Caroline Polachek</span></a><span style="font-weight: 400;">, </span><a href="https://personaunesp.com.br/notes-on-a-conditional-form-critica/"><span style="font-weight: 400;">The 1975</span></a><span style="font-weight: 400;">, Lorde, Troye Sivan, </span><a href="https://personaunesp.com.br/when-we-all-fall-asleep-where-do-we-go-5-anos/"><span style="font-weight: 400;">Billie Eilish</span></a><span style="font-weight: 400;">, shygirl e muitos outros. Cada um, cuidadosamente escolhido, foi encaixado em faixas que potencializam o tema original. Essas escolhas foram estupidamente precisas.</span></p>
<p><a href="https://personaunesp.com.br/solar-power-critica/"><span style="font-weight: 400;">Lorde</span></a><span style="font-weight: 400;">, por exemplo, traz uma sensibilidade quase espectral à faixa em que participa, com vocais suaves que pairam como uma névoa e ressoam sobre polêmicas de anos: a rivalidade feminina encontra sua redenção em </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=0q3K6FPzY18"><i><span style="font-weight: 400;">Girl, so confusing</span></i> <i><span style="font-weight: 400;">featuring lorde</span></i></a><span style="font-weight: 400;">. Já </span><i><span style="font-weight: 400;">365</span></i> <i><span style="font-weight: 400;">featuring shygirl</span></i><span style="font-weight: 400;">, é pura insanidade sonora. Um frenesi eletrizante que invade os sentidos, como se cada batida fosse uma chicotada, com menos batidas por minuto em relação à primeira versão, mas tão potente quanto.</span></p>
<figure id="attachment_34152" aria-describedby="caption-attachment-34152" style="width: 886px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-34152" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/10/image1-3.png" alt="Fotografia de uma apresentação ao ar livre da cantora Charli Xcx, uma mulher  de cabelos pretos e blusa branca que está atrás de uma mesa de som verde, tocando para uma grande multidão. Ao fundo, uma estrutura verde-limão exibe textos pretos invertidos e desordenados. A luz do sol ilumina o ambiente, e várias pessoas na plateia parecem estar aproveitando o evento, usando óculos escuros e roupas casuais." width="886" height="590" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/10/image1-3.png 886w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/10/image1-3-800x533.png 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/10/image1-3-768x511.png 768w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-34152" class="wp-caption-text">Poliglota: os áudios em espanhol e francês de Talk talk featuring troye sivan são da Dua Lipa (Foto: Henry Redcliffe)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">Se a melancólica</span><i><span style="font-weight: 400;"> I might say something stupid</span></i><span style="font-weight: 400;"> featuring</span><i><span style="font-weight: 400;"> The 1975 &amp; Jon Hopkins</span></i><span style="font-weight: 400;"> captura o peso do arrependimento, a agitada </span><i><span style="font-weight: 400;">B2b featuring tinashe</span></i><span style="font-weight: 400;">, celebra as garotas </span><i><span style="font-weight: 400;">workaholics. Enquanto Talk talk featuring </span></i><a href="https://personaunesp.com.br/something-to-give-each-other-critica/"><i><span style="font-weight: 400;">troye sivan</span></i></a> <span style="font-weight: 400;">provoca: “</span><i><span style="font-weight: 400;">vamos para minha casa?</span></i><span style="font-weight: 400;">”, </span><i><span style="font-weight: 400;">Everything is romantic</span></i> <i><span style="font-weight: 400;">featuring Caroline Polachek</span></i><span style="font-weight: 400;">, desacelera em uma balada trágica e esperançosa. Lado a lado, </span><i><span style="font-weight: 400;">Von dutch a. g. cook remix featuring</span></i> <i><span style="font-weight: 400;">Addison Rae</span></i><span style="font-weight: 400;"> e </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=huGd4efgdPA"><i><span style="font-weight: 400;">Guess</span></i></a> <i><span style="font-weight: 400;">featuring</span></i> <i><span style="font-weight: 400;">Billie Eilish </span></i><span style="font-weight: 400;">são </span><i><span style="font-weight: 400;">cult</span></i><span style="font-weight: 400;">, clássico, </span><i><span style="font-weight: 400;">pop</span></i><span style="font-weight: 400;">, e brincam com calcinhas deixadas para trás. Essas e outras faixas têm seu momento: o que hoje é um </span><i><span style="font-weight: 400;">skip</span></i><span style="font-weight: 400;">, amanhã é o </span><i><span style="font-weight: 400;">repeat</span></i><span style="font-weight: 400;">.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Tudo é sobre fartura e liberdade, que não agradam a todos e tampouco se preocupam em ser previsíveis. A dinâmica das colaborações não é só complementar; elas expandem o que as primeiras versões tinham a dizer. Definitivamente não são enfeites, mas peças-chave e indispensáveis, na maioria dos casos. Mesmo que algumas faixas não tenham suprido as expectativas de alguns, ainda sobram 16 no original e mais três na </span><a href="https://open.spotify.com/album/316O0Xetgx2NJLRgJBw4uq"><span style="font-weight: 400;">versão </span><i><span style="font-weight: 400;">deluxe</span></i></a><span style="font-weight: 400;">.</span></p>
<blockquote class="instagram-media" data-instgrm-captioned data-instgrm-permalink="https://www.instagram.com/p/DA_sO1WvX1k/?utm_source=ig_embed&amp;utm_campaign=loading" data-instgrm-version="14" style=" background:#FFF; border:0; border-radius:3px; box-shadow:0 0 1px 0 rgba(0,0,0,0.5),0 1px 10px 0 rgba(0,0,0,0.15); margin: 1px; max-width:658px; min-width:326px; padding:0; width:99.375%; width:-webkit-calc(100% - 2px); width:calc(100% - 2px);">
<div style="padding:16px;"> <a href="https://www.instagram.com/p/DA_sO1WvX1k/?utm_source=ig_embed&amp;utm_campaign=loading" style=" background:#FFFFFF; line-height:0; padding:0 0; text-align:center; text-decoration:none; width:100%;" target="_blank"> </p>
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<p></a></p>
<p style=" color:#c9c8cd; font-family:Arial,sans-serif; font-size:14px; line-height:17px; margin-bottom:0; margin-top:8px; overflow:hidden; padding:8px 0 7px; text-align:center; text-overflow:ellipsis; white-space:nowrap;"><a href="https://www.instagram.com/p/DA_sO1WvX1k/?utm_source=ig_embed&amp;utm_campaign=loading" style=" color:#c9c8cd; font-family:Arial,sans-serif; font-size:14px; font-style:normal; font-weight:normal; line-height:17px; text-decoration:none;" target="_blank">A post shared by Charli (@charli_xcx)</a></p>
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<p><i><span style="font-weight: 400;">Brat and it&#8217;s completely different but also still brat </span></i><span style="font-weight: 400;">é um manifesto sobre liberdade criativa e uma rejeição declarada à ideia de que algo precisa ser definitivo. A artista nos convida a abraçar </span><a href="https://personaunesp.com.br/nimona-critica/"><span style="font-weight: 400;">o imprevisível</span></a><span style="font-weight: 400;">, aceitando que a Arte nunca está pronta e, sim,  em constante construção, como nós. No fim, o álbum é uma metáfora para a própria vida: nada é imutável e cada versão é só mais uma entre tantas outras possíveis.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Não gostou? Sem problemas. A versão original ainda está disponível, esperando por você. Agora temos mais opções. Podemos comparar, escolher ou simplesmente nos perder em todas elas. Em um mundo obcecado por estabilidade e nostalgia, Charli XCX nos lembra que a verdadeira diversão está na transformação constante. Afinal, ‘ser </span><i><span style="font-weight: 400;">brat</span></i><span style="font-weight: 400;">’ é isso: </span><a href="https://personaunesp.com.br/curtindo-a-vida-adoidado-35-anos/"><span style="font-weight: 400;">viver sem pedir permissão</span></a><span style="font-weight: 400;">.</span></p>
<p><iframe title="Spotify Embed: Brat and it’s completely different but also still brat" style="border-radius: 12px" width="100%" height="352" frameborder="0" allowfullscreen allow="autoplay; clipboard-write; encrypted-media; fullscreen; picture-in-picture" loading="lazy" src="https://open.spotify.com/embed/album/36P07bti6xD99o7S1acmin?utm_source=oembed"></iframe></p>
<p>O post <a href="http://personaunesp.com.br/brat-and-its-completely-different-but-also-still-brat-critica/">A subversão em camadas de Brat and it&#8217;s completely different but also still brat</a> apareceu primeiro em <a href="http://personaunesp.com.br">Persona | Jornalismo Cultural</a>.</p>
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