<?xml version="1.0" encoding="UTF-8"?><rss version="2.0"
	xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"
	xmlns:wfw="http://wellformedweb.org/CommentAPI/"
	xmlns:dc="http://purl.org/dc/elements/1.1/"
	xmlns:atom="http://www.w3.org/2005/Atom"
	xmlns:sy="http://purl.org/rss/1.0/modules/syndication/"
	xmlns:slash="http://purl.org/rss/1.0/modules/slash/"
	
	xmlns:georss="http://www.georss.org/georss"
	xmlns:geo="http://www.w3.org/2003/01/geo/wgs84_pos#"
	>

<channel>
	<title>Arquivos Aldis Hodge &#8211; Persona | Jornalismo Cultural</title>
	<atom:link href="http://personaunesp.com.br/tag/aldis-hodge/feed/" rel="self" type="application/rss+xml" />
	<link>https://personaunesp.com.br/tag/aldis-hodge/</link>
	<description>Desde 2015 provando que a distância entre Bergman, Lady Gaga e a novela das 9 nem existe.</description>
	<lastBuildDate>Wed, 27 Oct 2021 17:02:27 +0000</lastBuildDate>
	<language>pt-BR</language>
	<sy:updatePeriod>
	hourly	</sy:updatePeriod>
	<sy:updateFrequency>
	1	</sy:updateFrequency>
	<generator>https://wordpress.org/?v=7.0.4</generator>

<image>
	<url>http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2019/08/cropped-icon-certo-cristo-32x32.png</url>
	<title>Arquivos Aldis Hodge &#8211; Persona | Jornalismo Cultural</title>
	<link>https://personaunesp.com.br/tag/aldis-hodge/</link>
	<width>32</width>
	<height>32</height>
</image> 
<site xmlns="com-wordpress:feed-additions:1">119746480</site>	<item>
		<title>O Homem Invisível: quando a ficção encontra a realidade</title>
		<link>http://personaunesp.com.br/o-homem-invisivel-critica/</link>
					<comments>http://personaunesp.com.br/o-homem-invisivel-critica/#respond</comments>
		
		<dc:creator><![CDATA[]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 27 Oct 2021 17:00:50 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Cinema]]></category>
		<category><![CDATA[2020]]></category>
		<category><![CDATA[Abuso]]></category>
		<category><![CDATA[Alberto Borges]]></category>
		<category><![CDATA[Aldis Hodge]]></category>
		<category><![CDATA[Análise]]></category>
		<category><![CDATA[Crítica]]></category>
		<category><![CDATA[Elisabeth Moss]]></category>
		<category><![CDATA[H.G. Wells]]></category>
		<category><![CDATA[Harriet Dyer]]></category>
		<category><![CDATA[Herbert George Wells]]></category>
		<category><![CDATA[Horror]]></category>
		<category><![CDATA[Leigh Whannell]]></category>
		<category><![CDATA[O Homem Invisível]]></category>
		<category><![CDATA[Oliver Jackson-Cohen]]></category>
		<category><![CDATA[Relacionamento Tóxico]]></category>
		<category><![CDATA[Resenha]]></category>
		<category><![CDATA[Review]]></category>
		<category><![CDATA[Storm Reid]]></category>
		<category><![CDATA[Terror]]></category>
		<category><![CDATA[Terror psicológico]]></category>
		<category><![CDATA[The Invisible Man]]></category>
		<category><![CDATA[Universal Pictures]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://personaunesp.com.br/?p=24165</guid>

					<description><![CDATA[<p>Alberto Borges Ao sentar para assistir O Homem Invisível de Leigh Whannell, você pode até imaginar que será mais um filme de Terror com perseguição, mortes e muito sangue. Porém, a produção, lançada em 2020, tem camadas muito mais profundas do que as que passam no imaginário do público enquanto estão entretidos durante as mais &#8230; <a href="http://personaunesp.com.br/o-homem-invisivel-critica/" class="more-link">Continue lendo<span class="screen-reader-text"> "O Homem Invisível: quando a ficção encontra a realidade"</span></a></p>
<p>O post <a href="http://personaunesp.com.br/o-homem-invisivel-critica/">O Homem Invisível: quando a ficção encontra a realidade</a> apareceu primeiro em <a href="http://personaunesp.com.br">Persona | Jornalismo Cultural</a>.</p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<figure id="attachment_24166" aria-describedby="caption-attachment-24166" style="width: 700px" class="wp-caption alignnone"><img fetchpriority="high" decoding="async" class="wp-image-24166" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/10/Imagem-1-reproducao.png" alt="Cena do filme O Homem Invisível. A personagem Cecília (Elisabeth Moss), de cabelos loiros, está de lado num box de banheiro, enquanto no segundo plano o foco está na mão do Homem Invisível marcada no vidro do box embaçado." width="700" height="341" /><figcaption id="caption-attachment-24166" class="wp-caption-text">Assim como no mundo real, O Homem Invisível muitas vezes só existe na cabeça das mulheres (Foto: Universal Pictures)</figcaption></figure>
<p><b>Alberto Borges</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Ao sentar para assistir </span><i><span style="font-weight: 400;">O Homem Invisível</span></i><span style="font-weight: 400;"> de Leigh Whannell, você pode até imaginar que será </span><a href="https://personaunesp.com.br/o-massacre-da-serra-eletrica-critica/"><span style="font-weight: 400;">mais um filme de Terror com perseguição</span></a><span style="font-weight: 400;">, mortes e muito sangue. Porém, a produção, lançada em 2020, tem camadas muito mais profundas do que as que passam no imaginário do público enquanto estão entretidos durante as mais de duas horas de sequências de ação. Baseado no livro de mesmo nome de Herbert George Wells, lançado em 1897, e na primeira versão do filme de 1933, dirigido por James Whale, a trama se prende na visão da personagem principal, Cecília (Elisabeth Moss), que logo no início do filme mostra qual é seu principal objetivo e seu maior inimigo: </span><a href="https://canaltech.com.br/cinema/critica-o-homem-invisivel-161140/"><span style="font-weight: 400;">fugir daquele que se deita ao seu lado</span></a><span style="font-weight: 400;">. </span></p>
<p><span id="more-24165"></span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O drama e a tensão dos primeiros minutos da produção são cativantes e fazem o público ficar sem fôlego, com direito a uma fuga da protagonista que causa temor do início ao fim. O longa não aborda a relação do casal antes de Cecília fugir, o que deixaria o roteiro mais rico e profundo para o espectador entender de onde vieram todos os traumas e a insana obsessão do homem pela figura da mulher. Tudo funciona bem, mesmo sem essa apresentação inicial ou </span><i><span style="font-weight: 400;">flashbacks</span></i><span style="font-weight: 400;"> durante o filme. Contudo, a experiência seria diferente com essa adaptação do diretor. </span></p>
<figure id="attachment_24167" aria-describedby="caption-attachment-24167" style="width: 700px" class="wp-caption alignnone"><img decoding="async" class="wp-image-24167" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/10/Imagem-2-divulgacao-Universal-Pictures.jpg" alt=" Cena do filme O Homem Invisível. Cecília (Elisabeth Moss), de cabelos loiros, está usando uma camisola na frente de um espelho enquanto olha para trás com uma expressão apreensiva." width="700" height="459" /><figcaption id="caption-attachment-24167" class="wp-caption-text">“Eu tenho alguma experiência com personagens que sofreram abusos de diferentes tipos. Seja físico, emocional, psicológico, sexual, é algo que já interpretei muito. Então trouxe um certo conhecimento ao papel”, disse Moss em entrevista (Foto: Universal Pictures)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">Os relacionamentos abusivos tem ganhado uma crescente de muita influência nas produções culturais nos últimos tempos, porém a </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=1X_wmD96LPs&amp;ab_channel=JuCirqueira"><span style="font-weight: 400;">versão literária da obra</span></a> <span style="font-weight: 400;">não tem nenhuma ligação com o tema, visto que é apenas focada na figura do Homem Invisível e no modelo de ficção assídua, com experimentos de laboratório que o transformaram e o fizeram ter a busca pelo poder. Quanto ao </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=dlr75akeAQU&amp;ab_channel=DalenogareCr%C3%ADticas"><span style="font-weight: 400;">filme de 1933</span></a><span style="font-weight: 400;">, a produtora </span><i><span style="font-weight: 400;">Universal Pictures</span></i><span style="font-weight: 400;"> iria incluir o personagem em seu mundo de monstros, o que acabou não acontecendo e culminou no clássico filme de época, na releitura do livro.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Na nova adaptação, Elisabeth Moss, já conhecida por seus papéis dramáticos em outras séries e filmes, como em </span><a href="https://personaunesp.com.br/the-handmaids-tale-4a-temp-critica/"><i><span style="font-weight: 400;">The Handmaid’s Tale</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, assume o destaque e conquista o público com sua atuação brilhante no papel, passando todo o sentimento de desespero e desamparo que vive enquanto lida com seus traumas do relacionamento. Estes que, como na vida real, trazem o papel da mulher sendo lunática e com falta de empatia, evidenciando que até mesmo quem está no ciclo social pode chegar a desconfiar de sua condição mental, e, no caso de Cecília, sua irmã, seu amigo e até mesmo os policiais começam a desacreditar de seus relatos.</span></p>
<div class="jetpack-video-wrapper"><iframe title="O Homem Invisível - Trailer Oficial 2 (Universal Pictures) HD" width="840" height="473" src="https://www.youtube.com/embed/OEyTTpP_Mdw?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen></iframe></div>
<p><b>A virada de chave do filme para o Terror</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A obra carrega na carga emocional da personagem seu ritmo de acontecimentos, como se cada passo de superação dos traumas e da síndrome do pânico adquirida, e representada tão bem por Moss, fosse um impulso para que o terror aumentasse. Assim, ela recebe a notícia de que seu ex-marido se suicidou, de forma trágica, e deixou todo seu patrimônio para ela. Um gancho para que ela se aproximasse novamente de tudo que deixou para trás e ainda trazia más memórias.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Este é o gatilho para o desenrolar da narrativa. Adrian (</span><a href="https://personaunesp.com.br/residencia-hill-critica/"><span style="font-weight: 400;">Oliver Jackson-Cohen</span></a><span style="font-weight: 400;">), o cientista maluco, que sabe se lá como, conseguiu construir uma roupa que o deixa invisível, meio que </span><a href="https://www.planocritico.com/critica-o-homem-invisivel-de-h-g-wells/"><span style="font-weight: 400;">difere do livro</span></a><span style="font-weight: 400;">, e começa a rondar todos os passos da ex-esposa, com um clima de suspense que o envolve, pois ninguém sabe onde ele está e qual a sua aparência. Essa evidência é mostrada apenas quando o diretor deixa referências de coisas se mexendo sozinhas, respirações, e claro, uma das cenas mais conhecidas do filme, a das mãos no </span><i><span style="font-weight: 400;">box </span></i><span style="font-weight: 400;">do banheiro. </span></p>
<p><i><span style="font-weight: 400;">O Homem Invisível</span></i><span style="font-weight: 400;"> é cheio de sequências hipnotizantes, e uma das maiores é quando Cecília começa a lutar com o vulto em plena cozinha, momento em que quem assiste fica ansioso para ver o desfecho de tudo, até que a personagem consegue se livrar, e confirma suas paranoias. Consciente de que não é apenas uma insanidade, e sim a realidade, ela começa a confrontar seu ex-cônjuge e tomar atitudes para pôr um ponto final em toda a situação aterrorizante.</span></p>
<figure id="attachment_24168" aria-describedby="caption-attachment-24168" style="width: 650px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="wp-image-24168" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/10/GIF-1-_reproducao_.gif" alt="Cena do filme O Homem Invisível. Cecília (Elisabeth Moss), de cabelos loiros, usando uma camisa social, está num quarto escuro e joga uma lata de tinta branca no homem invisível, o que faz com que seu traje apareça." width="650" height="264" /><figcaption id="caption-attachment-24168" class="wp-caption-text">Os momentos de terror do filme são relacionados ao medo de como é a figura do Homem Invisível (GIF: Universal Pictures)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">O truque de mestre do roteiro é tornar a vítima culpada. Quando ela decide contar para sua irmã Emilly (Harriet Dyer), em uma jogada de psicopatia, o Homem Invisível mata a ex-cunhada no meio de um restaurante, e o que sobra é Cecília, com uma faca na mão e os olhares de acusação dos demais presentes. Tudo nos </span><i><span style="font-weight: 400;">frames</span></i><span style="font-weight: 400;"> se concentra apenas em Elisabeth Moss, em cortes fechados, tendo que lidar com a situação de estar encenando sozinha em momentos de tensão, mesmo com a presença de toda a equipe, o que deixa o filme angustiante e prende nossa atenção.</span></p>
<p><b>A ligação com o trauma e o final de vingança</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Como se a situação não estivesse pior, a personagem descobre estar grávida, e esse fator surpresa muda tudo na dinâmica do filme, pois agora Adrian não queria mais vê-la sofrer, e sim ter o filho, fruto de uma relação de objetificação e posse. Na continuidade, Cecília é seguida até mesmo na cadeia onde está presa, pela figura do homem que ninguém vê. O roteiro de Leigh Whannell, </span><a href="https://www.adorocinema.com/personalidades/personalidade-97570/filmografia/"><span style="font-weight: 400;">especialista em filmes de Terror</span></a><span style="font-weight: 400;">, nos apresenta o limite que uma mulher fragilizada e assustada pode chegar para se livrar de um maníaco perseguidor: tirar a própria vida. No entanto, o mesmo roteiro tem como objetivo fazer com que Adrian tenha o medo de perder o seu item mais precioso: ela mesma. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Todos os pontos de ação e efeitos especiais no longa-metragem são convincentes, como a sucessão de ataques aos policiais da figura que ninguém vê.  As mortes foram coreografadas como se os homens estivessem brigando sozinhos, ao nível de não sabermos qual será o próximo movimento do assassino, o que deixa o fator surpresa de </span><i><span style="font-weight: 400;">The Invisible Man</span></i><span style="font-weight: 400;"> mais instigante. </span></p>
<figure id="attachment_24169" aria-describedby="caption-attachment-24169" style="width: 650px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="wp-image-24169" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/10/GIF-2-_reproducao_.gif" alt="Cena do filme O Homem Invisível. Cecília (Elisabeth Moss), de cabelos loiros, usando um macacão, rasteja no chão tentando fugir de seu ex-marido enquanto dois policiais tentam segurá-la." width="650" height="271" /><figcaption id="caption-attachment-24169" class="wp-caption-text">A verdade só vem à tona quando outras pessoas sofrem as consequências dos atos da criatura invisível e começam a acreditar na personagem principal (GIF: Universal Pictures)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">Quando todos já sabem a verdade, o que resta, a não ser procurar quem não se pode ver? É aí que a chave vira, e o ditado de </span><i><span style="font-weight: 400;">“o feitiço virou contra o feiticeiro”</span></i><span style="font-weight: 400;"> se encaixa no filme. Cecília faz com que o jogo se inverta, e se rende à quem mais a maltratou, numa atitude desesperada de resolver a situação. Nada mais romântico do que um jantar à luz de velas, sentada frente a frente com quem tentou matá-la várias vezes, concordam? </span></p>
<p><a href="https://www.omelete.com.br/filmes/o-homem-invisivel-elizabeth-moss-relacionamentos-abusivos"><span style="font-weight: 400;">Em entrevista à revista </span><i><span style="font-weight: 400;">Empire</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, a atriz Elisabeth Moss defendeu a visão de analogia de </span><i><span style="font-weight: 400;">O Homem Invisível</span></i><span style="font-weight: 400;"> sobre os relacionamentos abusivos.</span><i><span style="font-weight: 400;"> “</span></i><i><span style="font-weight: 400;">Ela diz que ele está lá, atacando-a, abusando dela, manipulando-a e todos em volta dizem ‘relaxa, está tudo bem’(&#8230;) Ninguém acredita nela, a analogia é clara”</span></i><span style="font-weight: 400;">, diz. </span><span style="font-weight: 400;">No fim, o cientista, que preparou todo seu plano articulado para não ser descoberto e infernizar a vida da mulher, se descuida, deixando com que ela pegue o traje, e inocentemente, o mate, como ele tinha feito com sua irmã, numa constituição de cena que molda para um suicídio, aquele que no começo do filme, ele forjou para segui-la.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Em síntese, a caótica e angustiante distopia de </span><i><span style="font-weight: 400;">O Homem Invisível </span></i><span style="font-weight: 400;">se aproxima de outros clássicos do Terror de perseguição à vítima, tais como </span><a href="https://personaunesp.com.br/panico-25-anos/"><i><span style="font-weight: 400;">Pânico</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, </span><a href="https://www.adorocinema.com/filmes/filme-238622/criticas/espectadores/"><i><span style="font-weight: 400;">Halloween</span></i></a> <span style="font-weight: 400;">e </span><a href="https://personaunesp.com.br/a-hora-do-pesadelo-critica/"><i><span style="font-weight: 400;">A Hora do Pesadelo</span></i></a><span style="font-weight: 400;">. No entanto, seu contexto trazido para um drama vivido diariamente no mundo, confere uma sutilidade no tratamento do tema, que poderia ter sido trabalhado de forma mais incisiva, e deixaria o enredo mais verdadeiro, com pés no chão ao abordar a relação do casal principal desde o início. Ao término das duas horas, vem a sensação de um soco no estômago para quem entendeu o recado do filme, ou pior,  já viveu situação parecida.</span></p>
<p>O post <a href="http://personaunesp.com.br/o-homem-invisivel-critica/">O Homem Invisível: quando a ficção encontra a realidade</a> apareceu primeiro em <a href="http://personaunesp.com.br">Persona | Jornalismo Cultural</a>.</p>
]]></content:encoded>
					
					<wfw:commentRss>http://personaunesp.com.br/o-homem-invisivel-critica/feed/</wfw:commentRss>
			<slash:comments>0</slash:comments>
		
		
		<post-id xmlns="com-wordpress:feed-additions:1">24165</post-id>	</item>
		<item>
		<title>Quatro lendas do movimento negro, mas apenas Uma Noite em Miami para entender seu local na luta racial</title>
		<link>http://personaunesp.com.br/uma-noite-em-miami-critica/</link>
					<comments>http://personaunesp.com.br/uma-noite-em-miami-critica/#respond</comments>
		
		<dc:creator><![CDATA[]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 14 Apr 2021 21:01:29 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Cinema]]></category>
		<category><![CDATA[2020]]></category>
		<category><![CDATA[Aldis Hodge]]></category>
		<category><![CDATA[Amazon Prime]]></category>
		<category><![CDATA[Análise]]></category>
		<category><![CDATA[Cassius Clay]]></category>
		<category><![CDATA[Crítica]]></category>
		<category><![CDATA[Eli Goree]]></category>
		<category><![CDATA[Jim Brown]]></category>
		<category><![CDATA[Kemp Powers]]></category>
		<category><![CDATA[Kingsley Ben-Adir]]></category>
		<category><![CDATA[Leslie Odom Jr.]]></category>
		<category><![CDATA[Malcolm X]]></category>
		<category><![CDATA[Melhor Ator Coadjuvante]]></category>
		<category><![CDATA[Melhor Canção Original]]></category>
		<category><![CDATA[Melhor Roteiro Adaptado]]></category>
		<category><![CDATA[Muhammad Ali]]></category>
		<category><![CDATA[One Night in Miami…]]></category>
		<category><![CDATA[Oscar]]></category>
		<category><![CDATA[Oscar 2021]]></category>
		<category><![CDATA[Pedro Gabriel]]></category>
		<category><![CDATA[Prime Video]]></category>
		<category><![CDATA[Regina King]]></category>
		<category><![CDATA[Resenha]]></category>
		<category><![CDATA[Review]]></category>
		<category><![CDATA[Sam Cooke]]></category>
		<category><![CDATA[Speak Now]]></category>
		<category><![CDATA[Uma Noite em Miami…]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://personaunesp.com.br/?p=19869</guid>

					<description><![CDATA[<p>Pedro Gabriel Miami, 1964. Após uma vitória espetacular de Cassius Clay (Eli Goree) sobre o campeão dos pesos-pesados Sonny Liston, um grupo de amigos se junta para comemorar o feito. Essa noite poderia ser apenas mais uma história de diversão, com uma festa regada a bebidas alcoólicas. Mas isso não ocorre. O grupo citado é &#8230; <a href="http://personaunesp.com.br/uma-noite-em-miami-critica/" class="more-link">Continue lendo<span class="screen-reader-text"> "Quatro lendas do movimento negro, mas apenas Uma Noite em Miami para entender seu local na luta racial"</span></a></p>
<p>O post <a href="http://personaunesp.com.br/uma-noite-em-miami-critica/">Quatro lendas do movimento negro, mas apenas Uma Noite em Miami para entender seu local na luta racial</a> apareceu primeiro em <a href="http://personaunesp.com.br">Persona | Jornalismo Cultural</a>.</p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<figure id="attachment_19873" aria-describedby="caption-attachment-19873" style="width: 1300px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-19873" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/04/uma-noite-em-miami.jpg" alt="Poster do filme Uma Noite em Miami.... Em primeiro plano temos o quarteto principal do filme. Na ponta esquerda, Jim Brow virado de costas, com a cabeça olhando para trás de relance, usando um terno preto. Ele é um homem de pele negra retinta, barba e cabelo curto preto. Ao lado, Malcolm X, olhando para a frente, com as costas virada para Jim. Ele é um homem de pela negra mais clara, com cabelos mais castanhos, usa óculos quadrado e um terno cinza. A sua direita está Sam Cooke, mais baixo que Malcolm, com um leve sorriso em seus lábios. Ele é um homem negro de pela mais retinta, cabelo preto, terno vinho, e está virado para frente de costas para Malcolm. A sua direita está Cassius Clay, virado com seu corpo para frente de Sam, olhando para a câmera. Ele é um homem negro de pele mais retinta, cabelo preto, musculoso, usando uma calça social cinza, camisa azul e segurando o blazer de mesma cor da calça, com a mão apoiada no ombro. Ao fundo, um típico hotel americano, com palmeiras ao canto da tela, e um pôr do Sol acontecendo." width="1300" height="731" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/04/uma-noite-em-miami.jpg 1300w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/04/uma-noite-em-miami-300x169.jpg 300w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/04/uma-noite-em-miami-1024x576.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/04/uma-noite-em-miami-768x432.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/04/uma-noite-em-miami-1200x675.jpg 1200w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-19873" class="wp-caption-text">Kemp Powers, roteirista do filme, está indicado na categoria de Melhor Roteiro Adaptado por Uma Noite em Miami…, além de sua co-direção por Soul, favorito a Melhor Animação (Foto: Prime Video)</figcaption></figure>
<p><strong>Pedro Gabriel</strong></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Miami, 1964. Após uma vitória espetacular de Cassius Clay</span> <span style="font-weight: 400;">(</span><a href="http://arrobanerd.com.br/the-peripheral-amazon-elenco/"><span style="font-weight: 400;">Eli Goree</span></a><span style="font-weight: 400;">) sobre o campeão dos pesos-pesados Sonny Liston, um grupo de amigos se junta para comemorar o feito. Essa noite poderia ser apenas mais uma história de diversão, com uma festa regada a bebidas alcoólicas. Mas isso não ocorre. O grupo citado é formado pelo ativista Malcolm X (</span><a href="https://www.tecmundo.com.br/minha-serie/212841-secret-invasion-kingsley-ben-adir-vilao-serie-marvel.htm"><span style="font-weight: 400;">Kingsley Ben-Adir</span></a><span style="font-weight: 400;">), o pai do </span><i><span style="font-weight: 400;">soul </span></i><span style="font-weight: 400;">Sam Cooke (</span><a href="https://personaunesp.com.br/hamilton-critica/"><span style="font-weight: 400;">Leslie Odom, Jr.</span></a><span style="font-weight: 400;">), o jogador de futebol americano Jim Brown (</span><a href="https://personaunesp.com.br/estrelas-alem-do-tempo-matematica/"><span style="font-weight: 400;">Aldis Hodge</span></a><span style="font-weight: 400;">) e o campeão Cassius Clay, que futuramente seria chamado de Muhammad Ali.</span></p>
<p><span id="more-19869"></span></p>
<p><a href="https://www.youtube.com/watch?v=ZprXMxKg--w"><i><span style="font-weight: 400;">Uma Noite em Miami…</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> desenrola os conflitos entre o quarteto ao discutir suas participações no movimento negro. Enquanto Malcolm X lutava de forma aberta, outras personalidades como Sam Cooke utilizavam de diferentes artifícios, travando uma luta mais silenciosa. Logo no início do filme, há a apresentação dos personagens em situações delicadas, em que sofrem com o racismo nos Estados Unidos. A primeira cena, que traz Jim Brown indo visitar um senhor branco muito rico, dói na alma de assistir, uma vez que ele é muito bem recebido logo de cara, mas, quando oferece uma ajuda, é prontamente impedido de entrar na casa por conta de seu tom de pele.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O filme é uma adaptação da peça homônima escrita por </span><a href="https://personaunesp.com.br/soul-critica/"><span style="font-weight: 400;">Kemp Powers</span></a><span style="font-weight: 400;">, que também assina o roteiro do longa. A estrutura da história acaba seguindo os mesmos caminhos de outras produções teatrais, como a também indicada ao </span><a href="https://personaunesp.com.br/tag/oscar/"><i><span style="font-weight: 400;">Oscar </span></i><span style="font-weight: 400;">2021</span></a><span style="font-weight: 400;">, </span><a href="https://personaunesp.com.br/a-voz-suprema-do-blues-critica/"><i><span style="font-weight: 400;">A Voz Suprema do Blues</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, e </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=862Pb9oDDAo"><i><span style="font-weight: 400;">The Boys in the Band</span></i></a><span style="font-weight: 400;">. Todos esses filmes trazem uma construção de espaço muito parecida, mesmo que as histórias sejam completamente diferentes. Os cenários são concentrados em apenas um local, o número de personagens é pequeno e os diálogos são extensos e pesados. Cada vez que alguém começa a falar, as palavras são direcionadas para afetar o interlocutor de uma maneira extremamente forte.</span></p>
<figure id="attachment_19872" aria-describedby="caption-attachment-19872" style="width: 2560px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-19872" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/04/ONIM_D25_0077RC_rgb-e1614117996935-scaled.jpg" alt="Leslie Odom, Jr, homem negro, de cabelo preto, e que usa um terno prata, está em um palco sorrindo, meio inclinado segurando um microfone. Ao fundo, uma orquestra composta por pessoas brancas, vestindo ternos branco, está desfocada. Na base da imagem, pode-se notar a coroa de frutas da Carmem Miranda desenhada no tablado onde a orquestra se posiciona" width="2560" height="1344" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/04/ONIM_D25_0077RC_rgb-e1614117996935-scaled.jpg 2560w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/04/ONIM_D25_0077RC_rgb-e1614117996935-300x157.jpg 300w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/04/ONIM_D25_0077RC_rgb-e1614117996935-1024x537.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/04/ONIM_D25_0077RC_rgb-e1614117996935-768x403.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/04/ONIM_D25_0077RC_rgb-e1614117996935-1536x806.jpg 1536w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/04/ONIM_D25_0077RC_rgb-e1614117996935-2048x1075.jpg 2048w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/04/ONIM_D25_0077RC_rgb-e1614117996935-1200x630.jpg 1200w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-19872" class="wp-caption-text">Leslie Odom, Jr. já mostrou sua voz potente anteriormente, no musical da Broadway Hamilton, como Aaron Burr (Foto: Prime Video)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">Toda a estrutura do filme pode não agradar uma grande parcela do público, uma vez que são histórias mais contidas e pontuais, e que, em sua maioria, terminam com finais abertos. No caso de </span><i><span style="font-weight: 400;">One Night in Miami&#8230;</span></i><span style="font-weight: 400;">, a história é o que promete em seu título — contar o desenrolar dessa noite, cheia de atritos na forma como cada um se relaciona com o ativismo negro e mostrar as fragilidades e diferenças de pensamentos no movimento na época. Nesse ponto, ele consegue seguir um caminho mais fluido que outros filmes baseados em peças. Os diálogos são muito bem construídos, amarrando os desenrolares da história sem parecer que querem colocar dias em apenas uma noite. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A relação dos personagens, como suas diferenças e ligações, são um ótimo fio condutor. Mas, dentre os </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=XZC-Axuu_lY"><span style="font-weight: 400;">quatro personagens</span></a><span style="font-weight: 400;">, Aldis Hodge acaba ficando ofuscado dentre os demais, uma vez que a atuação de Leslie Odom, Jr. é impecável. O ator mostra os nuances de toda a sua frustação na carreira e na forma como ele atua na manutenção do movimento negro. Não apenas Leslie, mas os demais personagens possuem momentos de maior destaque. </span></p>
<p><a href="https://personaunesp.com.br/riverdale-4a-temporada-critica/"><span style="font-weight: 400;">Eli Goree</span></a><span style="font-weight: 400;"> entrega uma ingenuidade em seu Cassius Clay, que está prestes a se converter ao islamismo, e tem como guru Malcolm X. Inclusive, Kingsley Ben-Adir entrega uma atuação formidável em demonstrar essa figura paternalista, que está atenta a todo momento, e que vive o que luta. O contraponto do seu personagem com o de Sam Cooke movimenta a maior parte das discussões do filme, com diálogos grandes e profundos, deixando claro as divergências, mas aprofundando suas relações.</span></p>
<figure id="attachment_19875" aria-describedby="caption-attachment-19875" style="width: 4500px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="wp-image-19875 size-full" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/04/09a30bc1-1d55-4237-a3c0-d428ad85b6ed-one-night-in-miami-ONIM_D29_0027_rgb-1.jpg" alt="Eli Goree, ator que faz Cassius Clay, um homem músculos, negro, cabelo preto, usando um terno preto e uma camisa branca, olhando para frente, onde Regina King está apontando. Ela é a diretora do filme, uma mulher negra, com cabelo preto preso em um turbante, ligeiramente menor que Eli Goree, usando uma blusa branca escrita Life is a Party, com brincos de argola dourados. Ao fundo tem uma parede laranja. Acima dessa parede, há uma fileira de cadeiras de madeira, com um homem sentado em uma delas, com apenas as pernas aparecendo. " width="4500" height="3001" /><figcaption id="caption-attachment-19875" class="wp-caption-text">Regina King é dona de um Oscar pela sua atuação em Se a Rua Beale Falasse (2018), mas sua mais recente premiação foi pela minissérie Watchmen (2019) (Foto: Prime Video)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">Mesmo com todos seus acertos no roteiro e nas atuações, o filme poderia facilmente se perder. Mas não é o caso, uma vez que a já premiada </span><a href="https://personaunesp.com.br/watchmen-hbo-critica/"><span style="font-weight: 400;">Regina King</span></a><span style="font-weight: 400;"> é a diretora desse longa. Esse é o primeiro trabalho da atriz no </span><i><span style="font-weight: 400;">backstage </span></i><span style="font-weight: 400;">de uma </span><a href="https://negre.com.br/regina-king-se-torna-a-primeira-diretora-negra-a-exibir-no-festival-de-veneza/"><span style="font-weight: 400;">produção cinematográfica</span></a><i><span style="font-weight: 400;">,</span></i><span style="font-weight: 400;"> e já começou o com o pé direito </span><a href="https://www1.folha.uol.com.br/ilustrada/2020/09/regina-king-rompe-barreira-e-estreia-na-direcao-com-aceno-ao-black-lives-matter.shtml"><span style="font-weight: 400;">sendo muito elogiada pela crítica</span></a><span style="font-weight: 400;">. A direção de King consegue situar quem assiste em poucos minutos na realidade dos personagens, com cenas impactantes. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Além disso, atua com maestria ao emplacar com fluidez os diálogos. As decisões de como festejar, se posicionar, na forma como são vistos pela sociedade, tudo toma uma proporção ideal para a proposta de </span><i><span style="font-weight: 400;">Uma Noite em Miami&#8230;</span></i><span style="font-weight: 400;">. É conciso e trabalha de forma exemplar a história, que, mesmo sendo fictícia, mantém o peso e importância dessas figuras na sociedade. O que se vê em tela é apenas uma amostra do que viria um ano depois, com o assassinato de </span><a href="https://revistagalileu.globo.com/Sociedade/Historia/noticia/2020/07/quem-foi-malcolm-x-uma-das-maiores-influencias-do-movimento-black-power.html"><span style="font-weight: 400;">Malcolm X</span></a><i><span style="font-weight: 400;">.</span></i><span style="font-weight: 400;"> </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A produção foi muito bem recebida nas premiações, com grandes indicações em seu repertório. No </span><i><span style="font-weight: 400;">Oscar </span></i><span style="font-weight: 400;">2021, especificamente, está indicado em três categorias: Melhor Roteiro Adaptado, Melhor Ator Coadjuvante para Leslie Odom, Jr. e Melhor Canção Original com </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=ZvnPEMW1jj8"><i><span style="font-weight: 400;">Speak Now</span></i></a><span style="font-weight: 400;">. Infelizmente, as chances do filme não são as melhores. Em todas as categorias em que foi indicado, a de Canção Original é a mais forte. Nas demais, terá que bater de frente com o favorito para roteiro, </span><a href="https://personaunesp.com.br/nomadland-critica/"><i><span style="font-weight: 400;">Nomadland</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, e de ator com </span><a href="https://personaunesp.com.br/corra-filme-critica/"><span style="font-weight: 400;">Daniel Kaluuya</span></a><span style="font-weight: 400;">, por </span><a href="https://personaunesp.com.br/judas-e-o-messias-negro-critica/"><i><span style="font-weight: 400;">Judas e o Messias Negro</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, que tem vencido todas as premiações, inclusive a do Sindicato dos Atores, o </span><a href="https://personaunesp.com.br/os-vencedores-do-sag-2021/"><i><span style="font-weight: 400;">SAG Awards</span></i></a><span style="font-weight: 400;">.</span></p>
<figure id="attachment_19871" aria-describedby="caption-attachment-19871" style="width: 1000px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-19871" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/04/image.png" alt="Aldis Hodge, ator que faz Jim Brown, sendo dirigido por Regina King. Ele é um homem de pele negra, que está com um casaco bege, e com a cabeça abaixada. Em sua frente está Regina King, uma mulher de estatura baixa, pele negra, usando um casaco de couro com pêlos, uma touca, headset, olhando para Aldis. Atrás dela, há uma câmera. Eles estão na casa de uma fazenda, com portas e janelas grandes de madeira durante o dia." width="1000" height="667" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/04/image.png 1000w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/04/image-300x200.png 300w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/04/image-768x512.png 768w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-19871" class="wp-caption-text">O Prime Video conseguiu emplacar quatro filmes no Oscar 2021, com um total de 12 indicações, sendo três para Uma Noite em Maimi… (Foto: Prime Video)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">Mas, o filme merecia mais prestígio em outras categorias. O trabalho de Regina King merecia um lugar entre os indicados a Melhor Direção. Em outras premiações, a diretora foi mencionada, mas no </span><i><span style="font-weight: 400;">Oscar</span></i><span style="font-weight: 400;"> acabou sendo </span><a href="https://www.omelete.com.br/oscar/oscar-2021-esnobados"><span style="font-weight: 400;">esnobada</span></a><span style="font-weight: 400;">. Mesmo que não levasse o prêmio, pela primeira vez na história, a Academia indicaria três mulheres na categoria. Além disso, em Melhor Filme, onde pode-se ter até dez indicações, duas vagas ficaram sem serem preenchidas, dando espaço tanto para </span><i><span style="font-weight: 400;">Uma Noite em Miami&#8230;</span></i><span style="font-weight: 400;">, quanto para </span><i><span style="font-weight: 400;">A Voz Suprema do Blues</span></i><span style="font-weight: 400;">. Entretanto, é gratificante ver o número de filmes sobre os movimentos negros sendo prestigiados, além de artistas negros indicados e com grande probabilidade de vencerem, </span><a href="https://aventurasnahistoria.uol.com.br/noticias/reportagem/diversidade-em-hollywood-os-negros-vencedores-do-oscar.phtml"><span style="font-weight: 400;">após alguns anos não terem nenhum concorrente</span></a><span style="font-weight: 400;">. </span></p>
<p><i><span style="font-weight: 400;">One Night in Miami&#8230;</span></i><span style="font-weight: 400;"> está disponível no </span><i><span style="font-weight: 400;">Prime Video</span></i><span style="font-weight: 400;">, juntamente com outros indicados como</span> <a href="https://personaunesp.com.br/o-som-do-silencio-critica/"><i><span style="font-weight: 400;">O Som do Silêncio</span></i></a><i><span style="font-weight: 400;">, </span></i><a href="https://personaunesp.com.br/borat-2-critica/"><i><span style="font-weight: 400;">Borat: Fita de Cinema Seguinte</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> e </span><a href="https://personaunesp.com.br/time-documentario-critica/"><i><span style="font-weight: 400;">Time</span></i></a><span style="font-weight: 400;">. A história dessas grandes figuras, festejando em um quarto de hotel com um pote de sorvete pode não agradar a todos pelo seu formato, mas é uma narrativa muito bem construída e que marca a entrada triunfal de Regina King na direção de cinema. </span></p>
<p>O post <a href="http://personaunesp.com.br/uma-noite-em-miami-critica/">Quatro lendas do movimento negro, mas apenas Uma Noite em Miami para entender seu local na luta racial</a> apareceu primeiro em <a href="http://personaunesp.com.br">Persona | Jornalismo Cultural</a>.</p>
]]></content:encoded>
					
					<wfw:commentRss>http://personaunesp.com.br/uma-noite-em-miami-critica/feed/</wfw:commentRss>
			<slash:comments>0</slash:comments>
		
		
		<post-id xmlns="com-wordpress:feed-additions:1">19869</post-id>	</item>
	</channel>
</rss>
