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	<title>Arquivos 2026 &#8211; Persona | Jornalismo Cultural</title>
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	<description>Desde 2015 provando que a distância entre Bergman, Lady Gaga e a novela das 9 nem existe.</description>
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		<title>Em tudo, há Valor Sentimental</title>
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		<pubDate>Thu, 12 Mar 2026 13:00:58 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Aviso: O texto contém alguns spoilers Guilherme Machado Leal Nos filmes de Joachim Trier, a cidade Oslo se torna parte da história que o cineasta gosta de contar. As ruas, estabelecimentos e arquiteturas da capital da Noruega registram por meio das lentes a sensação de como é viver no local. Em Valor Sentimental, o diretor Gustav &#8230; <a href="http://personaunesp.com.br/valor-sentimental-critica/" class="more-link">Continue lendo<span class="screen-reader-text"> "Em tudo, há Valor Sentimental"</span></a></p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p><b><i>Aviso: </i></b><i>O texto contém alguns spoilers</i></p>
<figure id="attachment_37022" aria-describedby="caption-attachment-37022" style="width: 770px" class="wp-caption alignnone"><img fetchpriority="high" decoding="async" class="size-full wp-image-37022" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2026/03/image1-3.png" alt="Cena do filme Valor Sentimental. Na imagem, há um homem branco de cabelos louros grisalhos olhando para uma mulher branca de cabelos castanhos. Eles estão em frente a diversos arbustos. Ele veste uma camisa social e ela usa uma blusa preta com uma jaqueta jeans por cima." width="770" height="463" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2026/03/image1-3.png 770w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2026/03/image1-3-768x462.png 768w" sizes="(max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-37022" class="wp-caption-text">A ausência do pai moldou a personalidade de Nora e a maneira como ela se envolve com todas as pessoas de sua vida (Foto: Kasper Tuxen)</figcaption></figure>
<p><strong>Guilherme Machado Leal</strong></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Nos filmes de </span><a href="https://personaunesp.com.br/thelma-filme-critica/"><span style="font-weight: 400;">Joachim Trier</span></a><span style="font-weight: 400;">, a cidade Oslo se torna parte da história que o cineasta gosta de contar. As ruas, estabelecimentos e arquiteturas da capital da Noruega registram por meio das lentes a sensação de como é viver no local. Em </span><i><span style="font-weight: 400;">Valor Sentimental</span></i><span style="font-weight: 400;">, o diretor Gustav Borg (Stellan Skarsgård) retorna à cidade natal para convencer a filha, Nora (</span><a href="https://www.anothermag.com/design-living/16868/renate-reinsve-interview-sentimental-value-joachim-trier"><span style="font-weight: 400;">Renate Reinsve</span></a><span style="font-weight: 400;">), a gravar um filme baseado na vida de sua família após mais de uma década afastado das telas. No entanto, há um fator especial: a primogênita seria a protagonista da narrativa, que entra na ferida mais profunda de um filho: a ausência de um pai.</span></p>
<p><span id="more-37021"></span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Afastada física e emocionalmente daquele homem, a personagem é uma atriz predominantemente conhecida por peças teatrais e trabalhos esporádicos em outras mídias. Todavia, nos primeiros minutos da </span><a href="https://collider.com/tv-shows-like-sentimental-value/"><span style="font-weight: 400;">produção</span></a><span style="font-weight: 400;">, é notável o pânico da mulher nos momentos em que precisa dominar o palco. Os enfrentamentos mentais alinhados à volta do artista revivem traumas que mal foram varridos propriamente em seu imaginário, mas que agora, se espalharam diante do início do longa-metragem.</span></p>
<figure id="attachment_37025" aria-describedby="caption-attachment-37025" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img decoding="async" class="size-full wp-image-37025" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2026/03/image4-1.png" alt="Cena do filme Valor Sentimental. Na imagem, há um homem branco de cabelos louros grisalhos e uma mulher branca loira na praia. Eles estão sorrindo e olhando em direção ao mar. Ele veste um terno preto com camisa branca e ela usa um vestido dourado brilhante estampado." width="800" height="450" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2026/03/image4-1.png 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2026/03/image4-1-768x432.png 768w" sizes="(max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-37025" class="wp-caption-text">Em uma das cenas mais emocionantes de Valor Sentimental, Rachel confessa a Gustav o desejo de fazer filmes que signifiquem algo para ela (Foto: Kasper Tuxen)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">Após a recusa de Nora, o cineasta convida Rachel Kemp (</span><a href="https://personaunesp.com.br/critica-predador-terras-selvagens/"><span style="font-weight: 400;">Elle Fanning</span></a><span style="font-weight: 400;">), uma atriz de </span><i><span style="font-weight: 400;">Hollywood</span></i><span style="font-weight: 400;"> que deseja fazer um projeto desafiador em sua carreira. Na Noruega, a artista tenta encontrar o tom correto e acessar as camadas de sua personagem, porém, nesse contexto, há diferenças entre a interpretação de uma estrangeira e uma norueguesa. Por ser um papel que examina aquela família, a língua é muito importante, por isso a norte-americana tem dificuldades de se conectar. Aqui, o sentimento e a melancolia que retratam aquele núcleo familiar expressam muito mais do que meras palavras agrupadas em um roteiro.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O fazer Cinema em Valor Sentimental é voltar à carreira de Joachim Trier, indicado a Melhor Diretor no Oscar 2026. Pegando a trilogia de Oslo [que contém os filmes </span><i><span style="font-weight: 400;">Começar de Novo (</span></i><span style="font-weight: 400;">2006), </span><i><span style="font-weight: 400;">Oslo, 31 de Agosto</span></i><span style="font-weight: 400;"> (2011) e </span><a href="https://personaunesp.com.br/a-pior-pessoa-do-mundo-critica/"><i><span style="font-weight: 400;">A Pior Pessoa do Mundo</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> (2021)] como base, focalizar todo o trauma daquelas irmãs a partir dos sentimentos mal resolvidos de Gustav é a maneira que o diretor encontra de conversar sobre a Sétima Arte. Embora não seja um pai presente, o olhar cinematográfico do veterano é capaz de compreender e nomear o mais obscuro que assola a protagonista. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A </span><a href="https://letterboxd.com/journal/joachim-trier-sentimental-value-interview/"><span style="font-weight: 400;">casa</span></a><span style="font-weight: 400;"> da família também é uma representação de toda a mágoa daquele universo e a rachadura em uma das paredes é muito mais do que uma simples alteração do espaço físico. Aquela falha, na verdade, conta uma história que atravessa gerações. Semelhante à dinâmica entre o diretor e Nora, os metros quadrados que dão firmeza a tudo vivido espelham o sentimentalismo do lar norueguês. Brigas, separações e ressentimentos se juntam aos momentos felizes e aos almoços entre entes queridos. </span></p>
<figure id="attachment_37026" aria-describedby="caption-attachment-37026" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img decoding="async" class="size-medium wp-image-37026" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2026/03/image5-1-800x432.png" alt="Cena do filme Valor Sentimental. Na imagem, há duas mulheres brancas de cabelos castanhos em uma cama. Enquanto chora, a mulher da esquerda abraça a da direita, que está sorrindo. Elas vestem roupas da cor cinza e azul." width="800" height="432" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2026/03/image5-1-800x432.png 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2026/03/image5-1-1024x554.png 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2026/03/image5-1-768x415.png 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2026/03/image5-1-1536x830.png 1536w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2026/03/image5-1-1200x649.png 1200w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2026/03/image5-1.png 1998w" sizes="(max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-37026" class="wp-caption-text">A dinâmica entre Nora e Agnes sintetiza um sentimento universal: o de irmandade (Foto: Kasper Tuxen)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">A montagem, nos filmes de Trier, é facilmente um de seus êxitos. No filme de 2025, o profissional responsável é </span><a href="https://awardsbuzz.com/interview-olivier-bugge-coutte-on-assembling-the-final-edit-and-challenges-of-structuring-a-non-linear-story-in-sentimental-value/"><span style="font-weight: 400;">Olivier Bugge Coutté</span></a><span style="font-weight: 400;">, indicado à categoria na premiação cinematográfica. O início dos longas do diretor carrega uma narração e tipos de ‘resumos’, que apresentam aquele mundo ao espectador, bem como os personagens que iremos acompanhar durante algumas horas. Assim como em </span><i><span style="font-weight: 400;">The Worst Person In The World</span></i><span style="font-weight: 400;">, a personagem de Renate Reinsve também ganha uma espécie de sinopse de sua personalidade, ambições e defeitos.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Uma boa descrição no universo do norueguês só é possível por conta do roteiro, que Joachim assina ao lado de </span><a href="https://variety.com/2026/awards/awards/sentimental-value-joachim-trier-eskil-vogt-partnership-1236588131/"><span style="font-weight: 400;">Eskil Vogt</span></a><span style="font-weight: 400;">, com quem trabalhou durante toda sua filmografia. O texto, alinhado à atuação propositalmente apática da protagonista e que se amolece conforme o tempo passa, justifica os reconhecimentos em Melhor Atriz e Melhor Roteiro Original na Academia. Nora, que já tentou se suicidar, carregou muito da solidão e rancor após a ida do pai. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Ainda assim, o desgosto não foi capaz de suprir uma de suas capacidades mais especiais: a de cuidar da irmã Agnes (Inga Ibsdotter Lilleaas) na infância das duas. Aliás, a interação entre a dupla tem o clímax, no desfecho do filme, garante a cena mais marcante de </span><i><span style="font-weight: 400;">Valor Sentimental</span></i><span style="font-weight: 400;">. Ali, desde os filhos únicos àqueles que cresceram com um(a) caçula do lado, vão se identificar com o instinto de irmandade, selado desde a compreensão do que é um núcleo familiar. “</span><i><span style="font-weight: 400;">A vida é muito curta para ficar briga com uma irmã</span></i><span style="font-weight: 400;">”, diz Jo March (</span><a href="https://personaunesp.com.br/lady-bird-critica/"><span style="font-weight: 400;">Saoirse Ronan</span></a><span style="font-weight: 400;">) para Amy March (</span><a href="https://personaunesp.com.br/viuva-negra-critica/"><span style="font-weight: 400;">Florence Pugh</span></a><span style="font-weight: 400;">), em </span><a href="https://personaunesp.com.br/adoraveis-mulheres-5-anos/"><i><span style="font-weight: 400;">Adoráveis Mulheres</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> (2019).</span></p>
<figure id="attachment_37024" aria-describedby="caption-attachment-37024" style="width: 600px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-37024" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2026/03/image3-2.png" alt="Cena do filme Valor Sentimental. Na imagem, há uma mulher branca de cabelos castanhos e uma mulher branca de cabelos louros. À direita, a moça está tirando uma fotografia na câmera da frente com a moça. Enquanto a mulher de cabelos castanhos usa uma camisa moletom azul escura, a loira utiliza uma blusa manga longa branca com uma jaqueta preta." width="600" height="324" /><figcaption id="caption-attachment-37024" class="wp-caption-text">Inga Ibsdotter Lilleaas e Elle Fanning foram indicadas em Melhor Atriz Coadjuvante no Oscar 2026 (Foto: Kasper Tuxen)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">Pois bem, na obra indicada a Melhor Filme e Melhor Filme Internacional, a sororidade é acompanhada de respeito mútuo, apreço e confiança. Com medo da primogênita voltar ao lugar obscuro onde chegou anteriormente, ela cuida da mulher, assim como a mesma fez quando ambas eram pequenas. Em uma jornada marcada pela finitude, o amor por um </span><a href="https://www.abcmais.com/streaming-teve-e-cinema/dia-do-irmao-relembre-algumas-das-duplas-mais-iconicas-da-cultura-pop/"><span style="font-weight: 400;">irmão</span></a><span style="font-weight: 400;"> nunca morre, ele se fortalece, mesmo que precise adquirir novas facetas ao longo da caminhada.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Outro destaque é a </span><a href="https://scriptmag.com/the-polyphonic-nature-of-a-strong-story-joachim-trier-and-eskil-vogt-discuss-sentimental-value"><span style="font-weight: 400;">seleção musical</span></a><span style="font-weight: 400;">  escolhida a dedo por Trier nas cenas de seus personagens. Aqui, as produções musicais dialogam com o interior do quarteto principal, especialmente as faixas </span><a href="https://open.spotify.com/intl-pt/track/14wptXR2xsGAbmbsNwQkQD?si=0bd04270d0ca44ea"><i><span style="font-weight: 400;">Dancing Girl</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, de Terry Callier, e </span><a href="https://open.spotify.com/intl-pt/track/0WAEGVylZjbe2mQ6Or6HxY?si=16a60b0b403f4df7"><i><span style="font-weight: 400;">Cannock Chase</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, de Labi Siffre, que encerram a produção. Embora o roteiro de Gustav só possa ser entendido pela família que viveu aquela história, as canções citadas se conectam universalmente com quem acompanha a narrativa. É utilizar a sonoridade </span><i><span style="font-weight: 400;">folk</span></i><span style="font-weight: 400;"> dos anos 70 e, a partir disso, criar um sentimento de completude ao término do filme. É daquelas experiências que nos fazem salvar as músicas nas nossas playlists e revisitar aquilo que experimentamos durante a primeira assistida. </span></p>
<figure id="attachment_37023" aria-describedby="caption-attachment-37023" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-37023" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2026/03/image2-3-800x440.png" alt="Cena do filme Valor Sentimental. Na imagem, há uma mulher branca de cabelos castanhos em uma casa. Ela veste uma blusa com tons terrosos e uma bolsa dourada utilizada na transversal." width="800" height="440" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2026/03/image2-3-800x440.png 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2026/03/image2-3-1024x563.png 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2026/03/image2-3-768x423.png 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2026/03/image2-3-1536x845.png 1536w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2026/03/image2-3-1200x660.png 1200w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2026/03/image2-3.png 1999w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-37023" class="wp-caption-text">Renate Reinsve já trabalhou com Joachim Trier em A Pior Pessoa do Mundo e Oslo, 31 de Agosto (Foto: Kasper Tuxen)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">Mesmo reconhecido como Melhor Ator Coadjuvante na premiação, o trabalho de </span><a href="https://www.vanityfair.com/hollywood/story/stellan-skarsgard-sentimental-value-mamma-mia?srsltid=AfmBOoowPzQXmIvEw1DHlCau87dq-ul2R189d2gk9t41ekKgZrMxMCnG"><span style="font-weight: 400;">Stellan Skarsgård</span></a><span style="font-weight: 400;"> é de protagonista. Seja por causa dos problemas que se originam com o seu retorno a Oslo ou pela relação de professor e aluno que cria com a artista hollywoodiana, o fato é que todo o drama presente em </span><i><span style="font-weight: 400;">Sentimental Value</span></i><span style="font-weight: 400;"> (título original) vem com a figura do patriarca. As personagens, por exemplo, necessitam da aprovação do veterano. É como se a recognição de seus atos e ‘performances’ (no caso, de Nora e Rachel) apenas fossem de fato algo caso ganhassem a aprovação do cineasta. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A partir disso, Trier apresenta a sua versão do que é o </span><a href="https://g1.globo.com/df/distrito-federal/noticia/2023/08/13/daddy-issues-entenda-termo-usado-nas-redes-para-descrever-herancas-emocionais-deixadas-pela-relacao-paterna.ghtml"><i><span style="font-weight: 400;">daddy issues</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, uma relação fria, distante e inóspita de níveis mais intensos de amabilidade. Por outro lado, a paixão de Gustav pela Sétima Arte é o que o faz ser um gênio naquele universo. Realmente, o prêmio de melhor pai do ano não foi para ele. O veterano até o perdeu – diversas vezes. No entanto, a dedicação e a excelência com a qual trabalhou para examinar os sentimentos fizeram com que ele alcançasse o patamar que ocupa. E, por ter uma filha que também faz parte do meio, a dinâmica entre a dupla ganha um leque de sentidos. Duas coisas podem ser verdade: a admiração pelo diretor norueguês e o ressentimento ao pai ausente caminham lado a lado e se nutrem de maneira interminável.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Transformador e longe de ser unânime, </span><i><span style="font-weight: 400;">Valor Sentimental </span></i><span style="font-weight: 400;">se camufla no seu maior amor ou medo: pelo Cinema, pela omissão patriarcal e pelas questões psicológicas. Lidar com a depressão não é algo corriqueiro, tampouco usual. Mas se ver em tela, após os picos da doença e o abandono de uma figura familiar por meio de Nora, é único e brutalmente aconchegante. O rombo que um laço parental acarreta em um ser humano em construção é irremediável. No entanto, como versa </span><a href="https://pitchfork.com/reviews/albums/labi-siffre-crying-laughing-loving-lying/"><span style="font-weight: 400;">Labi Siffre</span></a><span style="font-weight: 400;"> no encerramento da narrativa, “</span><i><span style="font-weight: 400;">Parecia que minha alma tinha morrido e ido embora. Mas tá tudo certo, estou de volta à luta</span></i><span style="font-weight: 400;">”.</span></p>
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		<title>Monstros também amam: os mortos tem algo a dizer, e A Noiva! está nos contando</title>
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		<pubDate>Mon, 09 Mar 2026 22:49:54 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Ana Beatriz Zamai Depois de nos entregar uma performance espetacular e merecedora do Oscar de melhor atriz por seu papel em Hamnet (2025), Jessie Buckley aparece irreconhecível e fenomenal em A Noiva!, interpretando três personagens: a autora Mary Shelley, Ida e a Noiva. O filme conta a história de Ida, uma mulher de Chicago dos &#8230; <a href="http://personaunesp.com.br/critica-a-noiva/" class="more-link">Continue lendo<span class="screen-reader-text"> "Monstros também amam: os mortos tem algo a dizer, e A Noiva! está nos contando"</span></a></p>
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										<content:encoded><![CDATA[<figure id="attachment_37030" aria-describedby="caption-attachment-37030" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-37030" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2026/03/image1-4-800x420.png" alt="Mulher loira com véu preto e vestido vermelho aponta um revólver em um palco, diante de uma plateia em um ambiente com cortinas douradas" width="800" height="420" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2026/03/image1-4-800x420.png 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2026/03/image1-4-1024x538.png 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2026/03/image1-4-768x403.png 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2026/03/image1-4-1536x806.png 1536w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2026/03/image1-4-1200x630.png 1200w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2026/03/image1-4.png 1920w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-37030" class="wp-caption-text">Jessie Buckley interpreta três personagens totalmente distintas entre si (Foto: Warner Bros)</figcaption></figure>
<p><b>Ana Beatriz Zamai</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Depois de nos entregar uma performance espetacular e merecedora do Oscar de melhor atriz por seu papel em </span><a href="https://www.cnnbrasil.com.br/entretenimento/jessie-buckley-aponta-papel-inesperado-como-influencia-para-hamnet/"><i><span style="font-weight: 400;">Hamnet</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> (2025), Jessie Buckley aparece irreconhecível e fenomenal em </span><i><span style="font-weight: 400;">A Noiva!</span></i><span style="font-weight: 400;">, interpretando três personagens: a autora Mary Shelley, Ida e a Noiva. O filme conta a história de Ida, uma mulher de Chicago dos anos 1930, que foi assassinada a mando de chefes da máfia, enquanto era possuída pelo espírito fantasmagórico e teatral de Shelley. Em uma mudança de cenários, Frank (Christian Bale), o monstro de dr. Frankenstein, implora pela ajuda da Dra. Euphronious (Annette Bening), cientista especializada em reanimação de organismos, para acabar com sua solidão que já dura um século. O monstro e a doutora desenterram Ida e a trazem de volta à vida, dando início à uma grande história de amor – ou de terror. </span></p>
<p><span id="more-37028"></span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Escrito e dirigido por Maggie Gyllenhaal, a adaptação do clássico conto de </span><i><span style="font-weight: 400;">A Noiva de Frankenstein</span></i><span style="font-weight: 400;"> (1935) é uma mistura ousada de gêneros: romance, drama, ficção científica, suspense, terror – e até um </span><i><span style="font-weight: 400;">quê</span></i><span style="font-weight: 400;"> de musical. </span><a href="https://agenciabrasil.ebc.com.br/radioagencia-nacional/cultura/audio/2024-07/influencia-de-james-whale-no-cinema-de-terror-de-hollywood"><span style="font-weight: 400;">James Whale</span></a><span style="font-weight: 400;">, diretor do clássico, fez o filme a contragosto e, por isso, a obra parece um delírio coletivo: Whale se divertiu e apostou em usar todas as ideias que passassem pela mente. Sendo assim, faz todo sentido que Gyllenhaal também escute as vozes de sua cabeça e crie a história como achar melhor. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Essa mistura não é um fator negativo, mas pode facilmente dividir o público por sua alternância em gêneros tão distantes entre si. A liberdade narrativa da diretora faz sentido, projetando um encontro entre casais criminosos, como </span><a href="https://www.fbi.gov/history/famous-cases/bonnie-and-clyde"><span style="font-weight: 400;">Bonnie e Clyde</span></a><span style="font-weight: 400;">, e uma análise da sociedade através da visão feminina. É um pouco do que </span><a href="https://personaunesp.com.br/coringa-delirio-a-dois-critica/"><i><span style="font-weight: 400;">Coringa: Delírio a Dois</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> (2024) sonhava ser, uma tentativa de criar mais uma dupla caótica na história do cinema que se torna símbolo de resistência para os oprimidos.</span></p>
<figure id="attachment_37031" aria-describedby="caption-attachment-37031" style="width: 730px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-37031" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2026/03/image2-4.png" alt=" Mulher loira com maquiagem preta borrada grita pela janela de um carro em movimento, com os braços abertos e vento no cabelo" width="730" height="365" /><figcaption id="caption-attachment-37031" class="wp-caption-text">Ida/A Noiva busca liberdade feminina enquanto se redescobre (Foto: Warner Bros Pictures)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">Maggie Gyllenhaal traz a crítica social em várias partes do filme, de forma óbvia ou não. A maneira mais direta é através da luta de Ida/A Noiva de recuperar sua memória da vida anterior, seja apenas com ela mesma, como quando diz em um diálogo entre ela e Frank “</span><i><span style="font-weight: 400;">A noiva de Frankenstein. Não, só A Noiva.</span></i><span style="font-weight: 400;">”, ou com o grupo de mulheres que se inspiram nela e criam uma </span><a href="https://www.politize.com.br/quarta-onda-do-feminismo/"><span style="font-weight: 400;">nova onda</span></a><span style="font-weight: 400;"> de feminismo. A forma mais sútil vem através de outras duas personagens femininas: a investigadora Myrna Mallow (Penélope Cruz) e a dra. Euphronios. Myrna é uma investigadora que segue o casal e é o verdadeiro cérebro da maioria das operações importantes, mas não recebe distintivo de detetive – aliás, é confundida como secretária de seu parceiro Wiles (Peter Sarsgaard). Já a doutora explica para Frank logo no começo como usa apenas o sobrenome na publicação de trabalhos científicos para tentar ser levada mais a sério no meio. O próprio Frank chega perguntando pelo ‘doutor’ Euphronios e é corrigido pela senhora. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Tanto Gyllenhaal quanto A Noiva tem coisas para falar ao público, e ambas são bem sucedidas nesse quesito. A </span><a href="https://www.ingresso.com/noticias/maggie-gyllenhaal-revela-como-foi-trabalhar-com-irmao-jake-gyllenhaal-em-a-noiva-apos-25-anos"><span style="font-weight: 400;">diretora</span></a><span style="font-weight: 400;"> consegue passar sua mensagem de qual é sua visão do mundo atual sem parecer clichê ou forçado – muito pelo contrário, faz isso de forma gradual e leve. A Noiva fala sobre mulheres sendo silenciadas por homens, o gradual dela, porém, é quando vai recuperando a memória de quem foi na outra vida – Ida – e, dessa forma, se libertando de ser ‘a noiva de Frankenstein’ para se tornar apenas A Noiva. </span></p>
<p><a href="https://www.nationalgeographicbrasil.com/historia/2024/08/os-3-fatos-surpreendentes-sobre-mary-shelley-a-criadora-da-obra-frankenstein"><span style="font-weight: 400;">Mary Shelley</span></a><span style="font-weight: 400;"> fica em terceiro plano na história. A autora está em um limbo após a morte, frustrada por não ter conseguido escrever uma continuação sobre a Noiva, e, por isso, possui o corpo de Ida. As cenas em que Shelley aparece são formadas por um jogo de luz e sombra, criando uma aparência teatral muito distante dos filmes </span><i><span style="font-weight: 400;">blockbusters</span></i><span style="font-weight: 400;"> atuais – mas que caiu bem para deixar explícito quando cada personagem estava falando, mesmo que tenha ficado um pouco confuso.</span></p>
<figure id="attachment_37032" aria-describedby="caption-attachment-37032" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-37032" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2026/03/image3-3-800x420.png" alt="Mulher loira deitada em uma mesa ligada a cabos e equipamentos mecânicos, usando vestido vermelho e peça metálica no peito, em um ambiente industrial com iluminação amarelada. " width="800" height="420" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2026/03/image3-3-800x420.png 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2026/03/image3-3-1024x538.png 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2026/03/image3-3-768x403.png 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2026/03/image3-3-1536x806.png 1536w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2026/03/image3-3-1200x630.png 1200w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2026/03/image3-3.png 1920w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-37032" class="wp-caption-text">Ida é trazida de volta à vida para ser companheira de Frank (Foto: Warner Bros)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">Com uma curiosa (mas muito boa!) trilha sonora, que conta com a presença de </span><a href="https://open.spotify.com/intl-pt/track/6GmL39a9OazWtyMkAbJz7v"><span style="font-weight: 400;">Monster Mash</span></a><span style="font-weight: 400;"> no final – o que super combinou com a mistura de gêneros do filme – , assinada por Hildur Guðnadóttir, e fotografia de Lawrence Sher, ambos de </span><a href="https://personaunesp.com.br/coringa-5-anos/"><i><span style="font-weight: 400;">Coringa</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> (2019), </span><i><span style="font-weight: 400;">A Noiva!</span></i><span style="font-weight: 400;"> é um filme para quem quer sair do básico, comum e esperado. Quem estiver disposto a conhecer algo novo, abraçando a proposta de Gyllenhaal, pode ser presenteado com uma grande obra que, felizmente, não tem medo de correr riscos.  </span></p>
<div class="jetpack-video-wrapper"><iframe loading="lazy" title="A NOIVA! l Trailer Oficial" width="840" height="473" src="https://www.youtube.com/embed/Yk8oW7wky1g?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen></iframe></div>
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		<title>Sirât é a estrada até lugar nenhum</title>
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		<dc:creator><![CDATA[]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 03 Mar 2026 13:00:14 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Cinema]]></category>
		<category><![CDATA[2026]]></category>
		<category><![CDATA[Amanda Villavieja]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Alerta: este texto contém alguns spoilers Guilherme Moraes Sirât é o nome de uma ponte que supostamente liga o inferno ao paraíso. Louis (Sergi López) está procurando sua filha mais nova, junto com seu filho, Esteban (Bruno Nuñez Arjona); Jade (Jade Oukid), Tonin (Tonin Janvier), Bigui (Richard Bellamy), Stef (Stefania Gadda) e Josh (Joshua Liam &#8230; <a href="http://personaunesp.com.br/critica-sirat/" class="more-link">Continue lendo<span class="screen-reader-text"> "Sirât é a estrada até lugar nenhum"</span></a></p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p><b><i>Alerta: </i></b><i><span style="font-weight: 400;">este texto contém alguns spoilers</span></i></p>
<figure id="attachment_36972" aria-describedby="caption-attachment-36972" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-36972" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2026/03/image2-1-800x450.png" alt="Cena de Sirât. Quatro pessoas e um cachorro estão em uma vasta planície branca e árida, sob uma luz solar intensa. Em primeiro plano, uma mulher de cabelos escuros e vestido estampado vermelho observa o horizonte. Ao lado dela, dois homens estão sentados no chão junto a mochilas e um cachorro branco de pequeno porte. À direita, um homem grisalho de camisa azul está de pé, com a mão na cintura, observando os outros. O clima é de exaustão e desolação." width="800" height="450" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2026/03/image2-1-800x450.png 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2026/03/image2-1-768x432.png 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2026/03/image2-1.png 1008w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-36972" class="wp-caption-text">O diretor Oliver Laxe entrou em polêmica após citar suposto ufanismo de brasileiros na Academia do Oscar (Foto: El Deseo)</figcaption></figure>
<p><b>Guilherme Moraes</b></p>
<p><a href="https://www.ingresso.com/noticias/significado-titulo-filme-sirat-oscar-2026"><span style="font-weight: 400;">Sirât</span></a><span style="font-weight: 400;"> é o nome de uma ponte que supostamente liga o inferno ao paraíso. Louis (Sergi López) está procurando sua filha mais nova, junto com seu filho, Esteban (Bruno Nuñez Arjona); Jade (Jade Oukid), Tonin (Tonin Janvier), Bigui (Richard Bellamy), Stef (Stefania Gadda) e Josh (Joshua Liam Henderson) estão indo em direção a outra festa no deserto, porém, a travessia até ela será complicada. Dessa forma, os sete se juntam para atravessá-la. Oliver Laxe busca materializar o Sirât nessa jornada, no entanto, o filme esquece do destino, foca na trajetória e acaba em lugar nenhum.</span></p>
<p><span id="more-36970"></span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O longa tem algumas semelhanças com algumas obras de Kelly Reichardt, principalmente pela maneira como tenta evocar o discurso político. Pelo cenário desértico e pelo grupo pequeno que se torna uma pequena sociedade e vai se reestruturando conforme os problemas e decisões aparecem – temática que vem desde </span><i><span style="font-weight: 400;">No Tempo das Diligências </span></i><span style="font-weight: 400;">(1939) de John Ford – lembra </span><a href="https://www.planoaberto.com.br/critica/o-atalho-2011/"><i><span style="font-weight: 400;">O Atalho</span></i></a> <span style="font-weight: 400;">(2010); a maneira como o panorama político social aparece e os personagens aparentam estar alheios a ele, remete à </span><a href="https://letterboxd.com/tuoto/film/the-mastermind-2025/"><i><span style="font-weight: 400;">The Mastermind</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, lançado ano passado. Apesar de um pouco similar, o que torna a fita de Oliver Laxe muito inferior para as duas de Reichardt é a diferença gigantesca entre ambos os diretores.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Em </span><i><span style="font-weight: 400;">The Mastermind</span></i><span style="font-weight: 400;">, o protagonista vive em uma época turbulenta na história dos Estados Unidos, os anos 1970, a propaganda militar, os panteras negras, movimentos anti-guerras, etc. Josh O’Connor, no papel principal, está alienado de tudo o que está à sua volta, pensando estar protegido por sua condição financeira, vivendo o </span><a href="https://maisretorno.com/portal/termos/a/american-way-of-life"><i><span style="font-weight: 400;">American Way of Life</span></i></a><span style="font-weight: 400;">. No entanto, a realidade o alcança de qualquer maneira. </span><i><span style="font-weight: 400;">Sirât </span></i><span style="font-weight: 400;">tem uma pegada parecida. Os militares rondando, os jornais, o que é dito no rádio, os pequenos comentários dos personagens, etc. Contudo, o filme não faz nada quanto a isso, Louis e Esteban estão em uma jornada familiar e os outros estão a caminho de um evento social. Nada ali indica um discurso político, seus motivos são precários narrativamente, a construção de contexto é pobre, tudo leva a lugar nenhum.</span></p>
<figure id="attachment_36971" aria-describedby="caption-attachment-36971" style="width: 768px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-36971" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2026/03/image1-1.png" alt="Cena de Sirât. Um homem de meia-idade e um menino pré-adolescente estão parados lado a lado em um terreno de terra batida e avermelhada. O homem, de cabelos grisalhos e camiseta cinza com mochila nas costas, olha para o lado com expressão cansada. O menino, vestindo uma camiseta amarela com estampa, olha na mesma direção. Ao fundo, uma multidão de pessoas se movimentam em meio a uma névoa de poeira sob um céu nublado, sugerindo um ambiente de festival ou acampamento ao ar livre." width="768" height="452" /><figcaption id="caption-attachment-36971" class="wp-caption-text">Sirât foi o filme de abertura da 49ª Mostra Internacional de Cinema em São Paulo (Foto: El Deseo)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">O diretor também parece ter a falsa ideia de que a técnica cinematográfica vale por si só; que os sentimentos artificiais se bastam. Laxe e as engenheiros de som (Amanda Villavieja e </span><a href="https://www.planocritico.com/critica-maes-paralelas/"><span style="font-weight: 400;">Laia Casanovas</span></a><span style="font-weight: 400;">) se aproveitam da experiência cinematográfica para criar uma ambientação diferente para o público, com as batidas das músicas vindo de diferentes lugares, como se estivéssemos dentro do universo. A ideia pode ser boa, mas não tem objetivo. O momento em que os personagens dançam no campo minado, enquanto estão numa situação terrível é uma das piores sequências do longa. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Para efeito de comparação, em </span><i><span style="font-weight: 400;">Onde Começa o Inferno </span></i><span style="font-weight: 400;">(1959), antes da batalha final, os quatro que estão defendendo a cadeia tocam </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=3TcYdyK_ehY"><i><span style="font-weight: 400;">My Rifle, My Pony and Me</span></i></a> <span style="font-weight: 400;">de maneira que amenize a tensão e os una, tornando o confronto e a possível morte mais aceitável. É a tentativa de ser feliz uma última vez. Em </span><i><span style="font-weight: 400;">Sirât</span></i><span style="font-weight: 400;">, a música, a engenharia de som e o movimento dos atores – que parecem estar em transe – só reforçam a alienação, até do próprio público. Essa tomada só não é pior que a das explosões no final. As dinâmicas entre os personagens são tão fracas, que no momento derradeiro do </span><a href="https://cinemacao.com/2026/01/05/critica-sirat/"><span style="font-weight: 400;">filme</span></a><span style="font-weight: 400;"> não há qualquer preocupação com eles. Sem conexão, a construção de suspense e tensão vira apelativa e artificial; não tem sensação de ameaça, é apenas incômodo. A obra parece acreditar que essas emoções valem por si só, mas não valem.</span></p>
<p><i><span style="font-weight: 400;">Sirât </span></i><span style="font-weight: 400;">compete nas categorias de Melhor Filme Internacional e Melhor Som no </span><i><span style="font-weight: 400;">Oscar </span></i><span style="font-weight: 400;">de 2026. Pensando da campanha que vem fazendo desde Cannes, não é nenhuma surpresa a nomeação para a categoria internacional, assim como também não causa nenhum espanto a indicação para a categoria técnica, entretanto, é triste ver como o Oscar olha para esse prêmio apenas pela sua engenharia e complexidade de produção, não por sua intenção e utilidade narrativa. No final, Oliver Laxe também mostrou que é tão alienado quanto seu longa, ao fazer um </span><a href="https://www.instagram.com/p/DUqYYfMDqbt/?utm_source=ig_web_copy_link&amp;igsh=MzRlODBiNWFlZA=="><span style="font-weight: 400;">comentário infeliz</span></a><span style="font-weight: 400;"> e ignorante sobre a presença dos brasileiros na Academia. Quem tem telhado de vidro não atire pedras na do vizinho.</span></p>
<div class="jetpack-video-wrapper"><iframe loading="lazy" title="Sirât | Trailer Oficial Legendado" width="840" height="473" src="https://www.youtube.com/embed/Qcagr7Sw6Do?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen></iframe></div>
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		<title>Fugindo dos diálogos explicativos, Caminhos do Crime é econômico e criativo</title>
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		<pubDate>Mon, 23 Feb 2026 15:58:58 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Alerta: O texto contém alguns spoilers Guilherme Moraes Talvez o que mais falte no cinema de blockbuster – em especial o de crime e ação – seja a capacidade de compreender seus personagens para além de sua utilidade e demonstrar sua personalidade sem soar explicativo demais. Por sorte, Barry Layton em Caminhos do Crime vai pelo &#8230; <a href="http://personaunesp.com.br/critica-caminhos-do-crime/" class="more-link">Continue lendo<span class="screen-reader-text"> "Fugindo dos diálogos explicativos, Caminhos do Crime é econômico e criativo"</span></a></p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><em><strong>Alerta: </strong></em>O texto contém alguns spoilers</p>
<figure id="attachment_36956" aria-describedby="caption-attachment-36956" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-36956" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2026/02/image1-10-800x450.png" alt="Cena de Caminhos do Crime. Close-up do ator Chris Hemsworth dentro de um carro à noite. Ele tem uma expressão séria e pensativa, olhando para o lado. Está vestindo uma camisa social branca e uma gravata preta. O reflexo das luzes da cidade e borrões de movimento aparecem no vidro da janela em primeiro plano, criando uma atmosfera de suspense ou drama." width="800" height="450" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2026/02/image1-10-800x450.png 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2026/02/image1-10-768x432.png 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2026/02/image1-10.png 1024w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-36956" class="wp-caption-text">O longa faz citações a dois grandes atores do gênero de ação: John Wayne e Steve Mcqueen (Foto: Amazon MGM Studios)</figcaption></figure>
<p><b>Guilherme Moraes</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Talvez o que mais falte no cinema de </span><a href="https://personaunesp.com.br/critica-superman/"><i><span style="font-weight: 400;">blockbuster</span></i></a> <span style="font-weight: 400;">– em especial o de crime e ação – seja a capacidade de compreender seus personagens para além de sua utilidade e demonstrar sua personalidade sem soar explicativo demais. Por sorte, Barry Layton em </span><i><span style="font-weight: 400;">Caminhos do Crime</span></i><span style="font-weight: 400;"> vai pelo caminho oposto e mostra como consegue ser econômico na construção de personagens com poucas cenas.</span></p>
<p><span id="more-36955"></span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">No filme, Davis (</span><a href="https://personaunesp.com.br/vingadores-guerra-infinita-5-anos/"><span style="font-weight: 400;">Chris Hemsworth</span></a><span style="font-weight: 400;">) é um bandido conhecido por cometer crimes sem utilizar violência. Quando um de seus roubos dá errado, surge o detetive Lubesnik (</span><a href="https://personaunesp.com.br/os-vingadores-10-anos/"><span style="font-weight: 400;">Mark Ruffalo</span></a><span style="font-weight: 400;">) em seu rastro, para enfim capturá-lo. Paralelamente, Sharon (Halle Berry) busca ascender na empresa em que trabalha há mais de uma década, porém, o que ela não sabe é que se tornou o novo alvo de golpe do protagonista.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O trabalho de Barry Layton na direção é bem cuidadoso, pois, os primeiros minutos de cada indivíduo – com exceção de Davis – dizem tudo sobre eles. Ruffalo começa o longa indo ao banheiro pela manhã, lendo críticas à polícia local e discutindo com a esposa – uma briga rotineira, mas que já demonstra o desgaste do casamento –, dessa forma é perceptível como ele é uma pessoa em queda profissional e pessoal. </span><a href="https://www.planocritico.com/critica-x-men-o-filme/"><span style="font-weight: 400;">Halle Berry</span></a><span style="font-weight: 400;"> acorda de madrugada, o celular aponta que ela teve uma má noite de sono, sua primeira ação é se maquiar inteira para ir ao trabalho – em um carro de luxo. Ela está escondendo sua tristeza por meio de objetos materiais. Em uma conversa entre os dois, é possível perceber como a personagem busca a felicidade por aquilo que pode ser consumido, como se fosse um </span><i><span style="font-weight: 400;">checklist</span></i><span style="font-weight: 400;">: carro bonito, casa na praia e segurança financeira. No entanto, tudo é falso.</span></p>
<figure id="attachment_36957" aria-describedby="caption-attachment-36957" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-36957" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2026/02/image2-9-800x533.png" alt="Cena de Caminhos do Crime. Os atores Mark Ruffalo (à esquerda) e Chris Hemsworth (à direita) caminham lado a lado em um ambiente luxuoso que parece o saguão de um hotel ou tribunal. Ambos vestem ternos pretos bem cortados, camisas brancas e gravatas escuras. Mark Ruffalo tem cabelos grisalhos e segura uma maleta, enquanto Chris Hemsworth ajusta o relógio no pulso com um olhar atento." width="800" height="533" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2026/02/image2-9-800x533.png 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2026/02/image2-9-1024x683.png 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2026/02/image2-9-768x512.png 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2026/02/image2-9.png 1170w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-36957" class="wp-caption-text">Chris Hemsworth já trabalhou anteriormente com Michael Mann, dos grandes nomes do cinema de ação de Hollywood (Foto: Amazon MGM Studios)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">Seguindo a mesma toada, </span><a href="https://personaunesp.com.br/os-banshees-de-inisherin-critica/"><span style="font-weight: 400;">Barry Keoghan</span></a><span style="font-weight: 400;"> (Ormon) cria um vilão bem trabalhado. Em sua primeira aparição, o seu personagem vem para dar um susto no chefão do crime (Nick Nolte) – porém, esse foi um ato falho, pois o próprio já o via chegar pelo retrovisor do carro. Na conversa entre os dois, o chefe utiliza termos como ‘covardia’ e faz menção ao pai de Ormon para manipulá-lo. Apenas com essa tomada simples, a obra consegue explorar a masculinidade frágil do garoto, assim como a boa atuação de Keoghan que fala palavrão e sempre utiliza violência como forma de provar sua ‘virilidade’.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Contudo, a capacidade de construir personagens em poucas cenas não se limita a uma regra, mas uma necessidade narrativa – afinal, não é possível entender o protagonista de primeira. Cada cena vai dizer mais um pouco sobre ele. Facilmente em seu melhor papel nos últimos anos, </span><a href="https://personaunesp.com.br/vingadores-ultimato-critica/"><span style="font-weight: 400;">Chris Hemsworth</span></a><span style="font-weight: 400;"> vai bem ao lidar com duas personas distintas: o ladrão e o verdadeiro Davis. A diferença é clara: enquanto o bandido é confiante e leve, o segundo é fechado e misterioso. Hemsworth evita o olhar, tanto da câmera quanto das pessoas com as quais contracena, mostrando o desconforto que é ser ele mesmo.</span></p>
<p><a href="https://www.youtube.com/watch?v=N_FvvFmp_Po"><span style="font-weight: 400;">Barry Layton</span></a><span style="font-weight: 400;"> precisa que essas personalidades estejam bem claras para que possa explorar algumas contradições. O longa não isenta o protagonista de seus crimes, porém encontra em outras instituições legais – a polícia e a empresa de seguro – tanta corrupção quanto a de um ladrão de jóias. A obra consegue ir além, ao possibilitar que Davis tenha uma vitória pessoal, uma fuga da vida de crimes e o início de uma jornada com a mulher que ama. Entretanto, para os que estão dentro do sistema, suas vitórias são pequenas. O detetive consegue utilizar a própria corrupção da polícia a seu favor e Sharon se demite de seu emprego, sem rumo, porém, com a possibilidade de tomar as rédeas de sua vida. </span><i><span style="font-weight: 400;">Caminhos do Crime </span></i><span style="font-weight: 400;">viu que quem estava à margem pode se reinventar, mas aqueles que estão dentro do sistema, terão que burlá-lo, sem a possibilidade de mudança.</span></p>
<div class="jetpack-video-wrapper"><iframe loading="lazy" title="Caminhos do Crime ｜ Trailer Oficial Legendado" width="840" height="473" src="https://www.youtube.com/embed/YtCkjKWvI3M?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen></iframe></div>
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		<title>Jogar a obra prima de Brontë na fogueira foi só o início, a ‘não adaptação’ de Emerald Fennell entrega quase nada além da estética</title>
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		<pubDate>Tue, 17 Feb 2026 13:00:38 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Aviso: O texto contém spoilers Mariana Bezerra O novo filme de Emerald Fennell, diretora de Saltburn (2023) e Bela Vingança (2020), provocou agitação nas redes sociais desde o primeiro anúncio. Inspirado no homônimo clássico da literatura inglesa de Emily Brontë, publicado em 1847, o nome na direção gerou estranheza, afinal, a diretora é conhecida pela &#8230; <a href="http://personaunesp.com.br/critica-o-morro-dos-ventos-uivantes/" class="more-link">Continue lendo<span class="screen-reader-text"> "Jogar a obra prima de Brontë na fogueira foi só o início, a ‘não adaptação’ de Emerald Fennell entrega quase nada além da estética"</span></a></p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><b><i>Aviso: </i></b><i><span style="font-weight: 400;">O texto contém spoilers</span></i></p>
<figure id="attachment_36914" aria-describedby="caption-attachment-36914" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-36914" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2026/02/image3-1-800x450.jpg" alt="Cena de “O Morro dos Ventos Uivantes” Heathcliff, um homem branco de roupa preta de época, encosta-se à parede segurando uma bengala e olha para o lado. Ao seu lado, Catherine, uma mulher branca e loira, atravessa a porta usando um vestido volumoso vermelho brilhante com mangas brancas bufantes. O ambiente é o interior de uma casa com portas brancas e paredes brancas." width="800" height="450" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2026/02/image3-1-800x450.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2026/02/image3-1-1024x576.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2026/02/image3-1-768x432.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2026/02/image3-1-1536x864.jpg 1536w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2026/02/image3-1-1200x675.jpg 1200w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2026/02/image3-1.jpg 1999w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-36914" class="wp-caption-text">Em “O Morro dos Ventos Uivantes”, Emerald Fennell se aproveita de parcerias anteriores, tanto em cena, como nos bastidores (Foto: Warner Bros)</figcaption></figure>
<p><b>Mariana Bezerra</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O novo filme de Emerald Fennell, diretora de </span><i><span style="font-weight: 400;">Saltburn</span></i><span style="font-weight: 400;"> (2023) e </span><a href="https://personaunesp.com.br/bela-vinganca-critica/"><i><span style="font-weight: 400;">Bela Vingança</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> (2020), provocou agitação nas redes sociais desde o primeiro anúncio. Inspirado no homônimo clássico da literatura inglesa de Emily </span><span style="font-weight: 400;">Brontë</span><span style="font-weight: 400;">, publicado em 1847, o nome na direção gerou estranheza, afinal, a diretora é conhecida pela estética e erotismo extravagantes, que pouco conversam – ao menos à primeira vista – com o estilo gótico do livro. No entanto, foi o anúncio do elenco que aqueceu o debate: Jacob Elordi foi escalado para interpretar Heathcliff, um personagem descrito como não branco – cuja etnia é incerta – e a sua cor e origem são motivos de uma série de abusos, que o tornaram um homem cruel e violento.</span></p>
<p><span id="more-36917"></span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A diretora e roteirista explicou que o longa não era de fato uma adaptação, mas a sua interpretação da história, o que poderia explicar as </span><a href="https://youtube.com/shorts/BoWcFhRMQAE?si=mhC_tLd7OXuJHDHL"><span style="font-weight: 400;">aspas</span></a><span style="font-weight: 400;"> no título. No entanto, o recurso gramatical nesse caso não funciona como algo sofisticado e respeitoso à obra original, e sim como uma estratégia defensiva. Ela parece justificar o esvaziamento do filme diante das mudanças no enredo, que não servem para facilitar a sua adaptação, por exemplo, e sim reduzir discussões centrais de uma narrativa extremamente potente. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A primeira parte do longa, assim como a do livro, é voltada para a infância dos protagonistas Heathcliff (</span><a href="https://personaunesp.com.br/critica-adolescencia/"><span style="font-weight: 400;">Owen Cooper</span></a><span style="font-weight: 400;">) – que não possui sobrenome – e Catherine Earnshaw (Charlotte Mellington), que dividem a infância no Morro dos Ventos Uivantes. Apesar de ela ser a filha do dono da casa e ele, um empregado, ambos desenvolvem um forte laço de amizade e afeto fortalecido pelo sentimento de proteção nutrido diante das violências, sofridas por ambos, de formas distintas, e pelo clima hostil desse ambiente marcado por tons agressivos, abuso de álcool e problemas financeiros.</span></p>
<figure id="attachment_36916" aria-describedby="caption-attachment-36916" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-36916" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2026/02/image4-2-800x450.png" alt="Cena de “O Morro dos Ventos Uivantes”. A versão infantil de Catherine, uma jovem loira observa Heathcliff preocupada. O garoto está deitado de lado na cama, com a face avermelhada, chorando. Ambos vestem roupas simples de época, e o fundo da cena é pouco iluminado." width="800" height="450" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2026/02/image4-2-800x450.png 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2026/02/image4-2-1024x576.png 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2026/02/image4-2-768x432.png 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2026/02/image4-2-1536x864.png 1536w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2026/02/image4-2-1200x675.png 1200w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2026/02/image4-2.png 1999w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-36916" class="wp-caption-text">Apesar da personalidade problemática da menina, as crianças compartilham entre si um refúgio emocional e afetivo (Foto: Warner Bros)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">Em ambas as obras, a união entre os dois, durante a infância e a adolescência, não anula o caráter mimado e egoísta de Catherine, cujas versões adolescente e adulta são interpretadas por </span><a href="https://personaunesp.com.br/eu-tonya-5-anos-critica/"><span style="font-weight: 400;">Margot Robbie</span></a><span style="font-weight: 400;">. Seu jeito caprichoso coloca em evidência a posição de inferioridade do companheiro e o desejo dela de ascender socialmente e garantir um maior status social, que claramente não seria atingido com o homem que desejava. Nesse cenário, a cenografia (Suzie Davies) e os figurinos (Jacqueline Durran) são fiéis à época, a iluminação é baixa, não há nada de alarmante. Diante disso, no início do filme, Fennell imprimiu o seu DNA através do erotismo: alimentos e movimentos sugestivos entram em jogo, acompanhados de uma cena de masturbação e uma tensão sexual entre os protagonistas. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Nesse primeiro momento, há sim uma discussão interessante sobre classe, algo que a roteirista havia feito anteriormente em </span><i><span style="font-weight: 400;">Saltburn</span></i><span style="font-weight: 400;">, uma outra parceria entre ela, Elordi e Robbie, a qual atua na produção. Além disso, o afeto entre os protagonistas gera empatia no espectador e, inclusive, o </span><a href="https://youtu.be/WD3vluuGIiA?si=KiRxDu0m8PUl8FfB"><span style="font-weight: 400;">tom sexual</span></a><span style="font-weight: 400;"> cai muito bem à narrativa original, carregada de tensões e provocações – em que nada erótico é citado explicitamente. No entanto, as mudanças adotadas para a primeira parte começam a cobrar o seu preço a partir do momento em que os novos personagens, Edgar (Shazad Latif) e Isabella (Alison Oliver), entram em cena. Ele, um homem sem origem nobre, que fez fortuna no ramo dos tecidos; ela, sua pupila, e possivelmente irmã, o que no filme não fica claro. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Insatisfeita com a indiferença dos novos vizinhos, a jovem mulher interpretada por Robbie vai até a Granja dos Tordos, desafiando as normas impostas a uma dama, e encanta Edgar, que a pede em casamento. Nesse momento, há um contraste gritante entre o novo cenário, marcado por tecidos marcantes, cores intensas e elementos absurdos, quase psicodélicos, no estilo </span><a href="https://personaunesp.com.br/15-anos-de-alice-no-pais-das-maravilhas-critica/"><i><span style="font-weight: 400;">Alice no País das Maravilhas</span></i></a> <span style="font-weight: 400;">(2010)</span><i><span style="font-weight: 400;">, </span></i><span style="font-weight: 400;">à exemplo de um morango gigante e uma casa de bonecas aos moldes da granja.</span></p>
<figure id="attachment_36913" aria-describedby="caption-attachment-36913" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-36913" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2026/02/image2-3-800x533.jpg" alt="Cena de “O Morro dos Ventos Uivantes”. À esquerda, Catherine, uma mulher de pele clara e cabelo loiro preso usa vestido branco volumoso com mangas bufantes e óculos de lentes vermelhas. À direita, um homem de pele mais escura, cabelo e bigode castanhos veste terno bege com detalhes dourados, colete e cartola. Eles seguram taças que contém um líquido azul. Ao fundo, a decoração é composta por fios de pérolas sobre parede azul. Na mesa à frente deles, há uma espécie de caranguejo servido em um recipiente de vidro." width="800" height="533" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2026/02/image2-3-800x533.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2026/02/image2-3-1024x682.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2026/02/image2-3-768x512.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2026/02/image2-3-1536x1024.jpg 1536w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2026/02/image2-3-1200x800.jpg 1200w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2026/02/image2-3.jpg 2000w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-36913" class="wp-caption-text">A estética não fidedigna à época é o menor dos problemas do filme, se não a sua maior qualidade (Foto: Warner Bros)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">Apesar da inadequação à época, os figurinos (incluindo um de plástico) e a direção de arte, de Suzie Davies, são um deleite para os olhos. Além disso, a trilha sonora, também fora da caixa, assinada por Anthony Willis, e composta por músicas originais de </span><a href="https://youtube.com/playlist?list=OLAK5uy_lT54f3kMlnn8x7ijp7HeWwatHtFkjIX60&amp;si=aSN55qpFbkw2YBtR"><span style="font-weight: 400;">Charli XCX</span></a><span style="font-weight: 400;"> figura uma escolha interessante, que orna bem com o contraste envolvente. Além disso, a cinematografia (Linus Sandgren) também é um destaque, que, em um primeiro momento capta os sentimentos intensos e o estado emocional dos personagens.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Quando Heathcliff retorna após um período de fuga e distanciamento diante da notícia do casamento, ele parece um novo homem: rico, debochado e perverso, um perfil que destoa muito do homem bruto, porém sensível visto no início, graças a performance precisa de </span><a href="https://personaunesp.com.br/frankenstein-critica/"><span style="font-weight: 400;">Elordi</span></a><span style="font-weight: 400;"> e, novamente, a caracterização impecável. O roteiro (Emerald Fennell) não explora a dimensão da humilhação e do aniquilamento social sofrido por Heathcliff e reduz a sua crueldade à dinâmica de um relacionamento tóxico.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O protagonista se casa com Isabella apenas para atormentar Catherine, e os abusos psicológicos e sexuais são fetichizados com um ar de </span><a href="https://brasil.elpais.com/brasil/2015/02/13/opinion/1423857401_027273.html"><i><span style="font-weight: 400;">50 Tons de Cinza</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> (2015). É ultrajante que Fennell tenha transformado Isabella em uma caricatura estereotipada de uma mulher irritante, enquanto, na visão de </span><span style="font-weight: 400;">Brontë</span><span style="font-weight: 400;">, no século XIX, ela, apesar de ingênua no início, é destemida a ponto de fugir para criar sozinha o filho do seu marido violento. Aqui, isso não é complexo; é cruel.</span></p>
<figure id="attachment_36915" aria-describedby="caption-attachment-36915" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-36915" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2026/02/image1-6-800x432.png" alt="Cena de “O Morro dos Ventos Uivantes”. Isabella, uma mulher de pele clara e cabelos escuros, usa um vestido claro com mangas bufantes e detalhes dourados. Ela está inclinada para frente, apoiada nas mãos e mantém a boca aberta, língua para fora e os olhos voltados para cima. Além disso, há um uma espécie de coleira de ferro em seu pescoço. A iluminação é baixa no fundo e aparecem apenas um barril e algumas garrafas de vidro empilhadas no chão." width="800" height="432" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2026/02/image1-6-800x432.png 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2026/02/image1-6-768x415.png 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2026/02/image1-6.png 1000w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-36915" class="wp-caption-text">A diretora afirma que a nova versão tem muito dos diálogos do clássico, mas nesse caso eles possuem pouco efeito diante da banalização generalizada da trama (Foto: Warner Bros)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">Apesar da improbabilidade da combinação entre a diretora e a escritora, era de se esperar que a </span><a href="https://mubi.com/pt/cast/emerald-fennell"><span style="font-weight: 400;">cineasta</span></a><span style="font-weight: 400;"> conseguisse trabalhar a ambiguidade dos seres humanos, uma vez que, em </span><i><span style="font-weight: 400;">Bela Vingança</span></i><span style="font-weight: 400;"> apresentou uma personagem moralmente complicada. Infelizmente, Fennell almeja, de certa forma, inocentar o seu Heathcliff ao romantizar e justificar suas atitudes, além de não deixá-lo atingir o seu máximo potencial. Nessa supérflua toada romântica, é construído quase um arco de redenção, um apelo emocional, que cria uma armadilha barata para que os protagonistas sejam vistos mais como Romeu e Julieta, do que como os seres detestáveis que são – no filme e na obra original.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O longa apresenta a figura de uma vilã na personagem de Nelly (Hong Chao), a dama de companhia de Cathy, que é usada por Fennell como uma peça desse xadrez maluco, que parece estar sempre interrompendo a felicidade da ama, ou mesmo desejando o seu mal, enquanto no livro, ela é uma narradora enviesada, que envolve seus julgamentos pessoais e preconceitos em seus relatos. No entanto, </span><a href="https://time.com/7373005/wuthering-heights-adaptations-differences-from-book/"><i><span style="font-weight: 400;">O Morro dos Ventos Uivantes</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> nunca precisou de um vilão, pois a maldade e a discriminação sistemáticas para com uma crianca já é suficentemente cruel. Até porque, independente do desejo de Nelly, o casal não poderia ficar junto.</span></p>
<div class="jetpack-video-wrapper"><iframe loading="lazy" title="Emerald Fennell on directing &quot;Wuthering Heights&quot;, Promising Young Woman and *that* scene in Saltburn" width="840" height="473" src="https://www.youtube.com/embed/_tqqhcoQdeQ?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen></iframe></div>
<p><span style="font-weight: 400;">A diretora tem direito a liberdade criativa, evidentemente – e a ser julgada pelo trabalho que entregou. O problema é que foi entregue um material superficial. Ela insiste na construção de um grande romance sobre um terreno instável de uma história trágica. Não somente a do livro, mas também as partes dela presentes em seu roteiro. Fennell ignora as nuances da trama que escolheu contar e se perde na própria narrativa. Quanto a sua proposta revolucionária,</span> <span style="font-weight: 400;">as cenas de sexo, uma atrás da outra, na segunda parte do filme, não </span><a href="https://www.gq-magazine.co.uk/article/emerald-fennell-saltburn-interview-2023"><span style="font-weight: 400;">desafiam</span></a><span style="font-weight: 400;"> qualquer padrão e pouco acrescentam ao conflito central. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O erotismo serve muito bem em outras produções como o próprio </span><i><span style="font-weight: 400;">Saltburn</span></i><span style="font-weight: 400;"> (2023), mas aqui é usado como uma forma de preencher lacunas. É possível fazer algo inovador com uma proposta coerente, como prova </span><a href="https://personaunesp.com.br/as-patricinhas-de-beverly-hills-25-anos-critica/"><i><span style="font-weight: 400;">As Patricinhas de Beverly Hills</span></i></a> <span style="font-weight: 400;">(1995)</span><i><span style="font-weight: 400;">, </span></i><span style="font-weight: 400;">inspirado em </span><i><span style="font-weight: 400;">Emma</span></i><span style="font-weight: 400;"> (1815), de Jane Austen. A cineasta explica que a obra de </span><span style="font-weight: 400;">Brontë</span><span style="font-weight: 400;"> não pode ser, de fato, adaptada. Não que seja fácil, mas para transmutar algo desse tipo para o cinema é preciso um mergulho profundo em seus labirintos morais. O que vemos aqui é a busca por atalhos fáceis, que pouco dizem respeito aos conflitos da existência humana.</span></p>
<div class="jetpack-video-wrapper"><iframe loading="lazy" title="&quot;O Morro Dos Ventos Uivantes&quot; l Trailer Oficial Dublado" width="840" height="473" src="https://www.youtube.com/embed/lW38pAKlzhU?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen></iframe></div>
<p>O post <a href="http://personaunesp.com.br/critica-o-morro-dos-ventos-uivantes/">Jogar a obra prima de Brontë na fogueira foi só o início, a ‘não adaptação’ de Emerald Fennell entrega quase nada além da estética</a> apareceu primeiro em <a href="http://personaunesp.com.br">Persona | Jornalismo Cultural</a>.</p>
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		<title>15 anos de K.I.D.S.: uma carta de amor à juventude de Mac Miller</title>
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		<pubDate>Tue, 10 Feb 2026 13:00:33 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Música]]></category>
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		<category><![CDATA[Crítica de álbum]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Ana Beatriz Zamai O que você estava fazendo aos 18 anos? Independente da resposta, nada será tão interessante quanto o que Mac Miller fez. Quinze anos atrás, o rapper estava em Point Breeze, Pittsburgh, iniciando a vida adulta, quando lançou K.I.D.S., sua quarta mixtape. Foi o primeiro trabalho de Mac após assinar contrato com a &#8230; <a href="http://personaunesp.com.br/critica-kids/" class="more-link">Continue lendo<span class="screen-reader-text"> "15 anos de K.I.D.S.: uma carta de amor à juventude de Mac Miller"</span></a></p>
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										<content:encoded><![CDATA[<figure id="attachment_36846" aria-describedby="caption-attachment-36846" style="width: 500px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="wp-image-36846 size-full" style="font-weight: bold; background-color: transparent; text-align: inherit;" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2026/02/Kids1.jpg" alt="Capa da mixtape K.I.D.S. (Kickin' Incredibly Dope Shit) do rapper Mac Miller, lançada em 2010. A imagem mostra quatro jovens sentados em arquibancadas de madeira ao ar livr. Mac Miller está ao centro, em primeiro plano, com expressão relaxada e olhar direto para a câmera. Ele veste camiseta branca, boné azul para trás, bermuda bege e tênis branco com meias altas. À esquerda, um dos rapazes, sem camisa e com uma bandana vermelha, segura um microfone e está ao lado de um grande boombox. À direita, outros dois jovens conversam, um deles com uma camiseta cinza e o outro usando uma regata com a frase &quot;Loose Lips&quot;. No topo da imagem, há uma faixa de papel rasgado escrito “ROSTRUM RECORDS &amp; MOST DOPE PRESENT:” em letras pequenas, seguido pelo título &quot;K.I.D.S&quot; em letras grandes e coloridas. Cada letra com uma textura ou imagem diferente, incluindo fotos e arte gráfica. Abaixo, em letras azuis, amarelas e verdes, lê-se &quot;KICKIN INCREDIBLY DOPE SHIT&quot;. À direita da palavra “SHIT”, há uma ilustração do personagem Baby Mario (da Nintendo). No canto inferior esquerdo está escrito “MAC MILLER” em letras vermelhas com sombra amarela, em uma tipografia estilizada. " width="500" height="500" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2026/02/Kids1.jpg 500w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2026/02/Kids1-150x150.jpg 150w" sizes="auto, (max-width: 500px) 85vw, 500px" /><figcaption id="caption-attachment-36846" class="wp-caption-text">K.I.D.S. foi a responsável por lançar Mac Miller ao sucesso (Foto: Rostrum Records)</figcaption></figure>
<p><b>Ana Beatriz Zamai</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O que você estava fazendo aos 18 anos? Independente da resposta, nada será tão interessante quanto o que Mac Miller fez. Quinze anos atrás, o </span><i><span style="font-weight: 400;">rapper </span></i><span style="font-weight: 400;">estava em Point Breeze, Pittsburgh, iniciando a vida adulta, quando lançou </span><i><span style="font-weight: 400;">K.I.D.S.</span></i><span style="font-weight: 400;">, sua quarta </span><i><span style="font-weight: 400;">mixtape</span></i><span style="font-weight: 400;">. Foi o primeiro trabalho de Mac após assinar contrato com a </span><a href="https://www.rostrumrecords.com/"><i><span style="font-weight: 400;">Rostrum Records</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, gravadora americana com quem trabalhou até 2014, quando firmou parceria com a </span><i><span style="font-weight: 400;">Warner Records</span></i><span style="font-weight: 400;">. </span></p>
<p><span id="more-36843"></span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Miller se inspira com muita sensibilidade no polêmico filme </span><a href="https://oglobo.globo.com/cultura/filmes/o-polemico-filme-kids-ontem-hoje-16976670"><i><span style="font-weight: 400;">Kids</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, de 1995, drama que mostra o conturbado mundo dos adolescentes e o perigo de ser um jovem sem orientação. Na primeira música,</span><i><span style="font-weight: 400;"> Kickin Incredibly Dope Shit [intro],</span></i><span style="font-weight: 400;"> Mac usa um monólogo de Telly, um dos personagens principais da obra, para introduzir o ouvinte ao álbum, trazendo uma sensação de nostalgia mesmo para quem ainda não assistiu. O cantor faz o ouvinte se sentir acolhido, abraçado, pois diz o que pensamos sobre algo que amamos – no caso dele, a música – mas que não conseguimos por em palavras. </span></p>
<p><i><span style="font-weight: 400;">“Quando somos jovens, muita coisa não importa / Quando você acha algo que você se importa / Isso é tudo que você tem / Quando você vai dormir de noite você sonha com [música] / Quando você acorda, é a mesma coisa / Está ali na sua cara, você não pode fugir / Às vezes quando você é jovem, o único lugar para ir é para dentro / [Música], é o que eu amo, tire isso de mim e eu realmente não tenho nada&#8221;</span></i></p>
<div class="jetpack-video-wrapper"><iframe loading="lazy" title="Mac Miller - Knock Knock" width="840" height="473" src="https://www.youtube.com/embed/6bMmhKz6KXg?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen></iframe></div>
<p><span style="font-weight: 400;">A </span><i><span style="font-weight: 400;">mixtape</span></i><span style="font-weight: 400;"> foi a responsável por lançar Mac Miller aos </span><a href="https://www.vagalume.com.br/mac-miller/popularidade/"><span style="font-weight: 400;">holofotes</span></a><span style="font-weight: 400;"> do </span><i><span style="font-weight: 400;">rap</span></i><span style="font-weight: 400;">. Na época, as redes sociais estavam começando a crescer e influenciar pessoas, e foi através delas que Mac divulgou muito de seu trabalho. Ele mesmo diz na primeira música que não foi ‘normal’ um </span><i><span style="font-weight: 400;">rapper</span></i><span style="font-weight: 400;"> atingir o sucesso que ele conquistou tendo apenas 18 anos. Ainda na música introdutória, Miller canta “</span><i><span style="font-weight: 400;">O garoto mais trabalhador da América / jogando com os profissionais</span></i><span style="font-weight: 400;">”. Apesar de estar feliz com a situação, o cantor ainda não está satisfeito. “</span><i><span style="font-weight: 400;">Quero a capa da [revista] Time, Homem do Ano, tem minha imagem presa em sua mente</span></i><span style="font-weight: 400;">”.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Contando com duas de suas 10 </span><a href="https://thissongissick.com/post/ranking-the-top-25-songs-of-mac-millers-career/"><span style="font-weight: 400;">músicas</span></a><span style="font-weight: 400;"> mais ouvidas, </span><i><span style="font-weight: 400;">The Spins</span></i><span style="font-weight: 400;"> – que ganhou um sucesso ainda maior com o crescimento do </span><i><span style="font-weight: 400;">TikTok </span></i><span style="font-weight: 400;">– e </span><i><span style="font-weight: 400;">Nikes On My Feet</span></i><span style="font-weight: 400;">, </span><i><span style="font-weight: 400;">K.I.D.S. </span></i><span style="font-weight: 400;">mostra de forma certeira a visão de um jovem sonhador que ainda quer conquistar o mundo. Mac sabe que a vida é boa agora e que deve ficar mais difícil no futuro, por isso tenta aproveitar ao máximo o momento e não quer envelhecer. “</span><i><span style="font-weight: 400;">Ser jovem é tão legal / Não quero nunca envelhecer</span></i><span style="font-weight: 400;">”. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A vida realmente ficou mais difícil para o cantor quando ele cresceu. Nas obras lançadas após a </span><i><span style="font-weight: 400;">mixtape</span></i><span style="font-weight: 400;">, Mac Miller já demonstra maturidade, talvez um cansaço pela ‘vida de adulto’, lidando com a </span><a href="https://brasil.elpais.com/brasil/2018/09/08/cultura/1536364920_305821.html"><span style="font-weight: 400;">depressão</span></a><span style="font-weight: 400;"> e o vício nas drogas. O contrário acontece em </span><i><span style="font-weight: 400;">K.I.D.S.</span></i><span style="font-weight: 400;">: o céu é muito baixo para ser considerado um limite para o </span><i><span style="font-weight: 400;">rapper</span></i><span style="font-weight: 400;">, nada pode lhe parar. Mac demonstra isso em </span><i><span style="font-weight: 400;">Get Em Up</span></i><span style="font-weight: 400;">, dizendo que independente do que falem ou façam, ele ainda estará aqui, crescendo. “</span><i><span style="font-weight: 400;">Costumava ser o palhaço da sala / Mas agora eu rio por último</span></i><span style="font-weight: 400;">”.</span></p>
<figure id="attachment_36845" aria-describedby="caption-attachment-36845" style="width: 512px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-36845" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2026/02/Kids2.jpg" alt="Capa do álbum Swimming (2018) do rapper Mac Miller. A imagem é minimalista, com fundo totalmente branco. No centro, Mac Miller está sentado descalço dentro de um compartimento vertical e retangular de cor preta, semelhante ao interior de uma cabine de avião. Acima de sua cabeça, há uma janela de avião, por onde se vê um céu azul claro. Mac Miller veste um terno rosa claro com uma camisa branca e uma gravata estampada com tons escuros e coloridos. No canto inferior direito da imagem há o selo de “Parental Advisory Explicit Content”, indicando conteúdo explícito no álbum." width="512" height="512" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2026/02/Kids2.jpg 512w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2026/02/Kids2-150x150.jpg 150w" sizes="auto, (max-width: 512px) 85vw, 512px" /><figcaption id="caption-attachment-36845" class="wp-caption-text">wimming (2018) é um dos álbuns em que Mac Miller se abre sobre sua depressão (Foto: REMember Music)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">No geral, os temas das 16 músicas são quase sempre os mesmos: a vontade de ser criança para sempre; a responsabilidade que está tendo com seu sucesso; a superioridade com os haters, ter várias garotas no seu pé e não se preocupar com mais nada. Porém, com sua originalidade e </span><a href="https://genius.com/artists/Larry-fisherman"><span style="font-weight: 400;">domínio musical</span></a><span style="font-weight: 400;">, Mac Miller consegue fazer cada uma se destacar individualmente, com ritmos diferentes e batidas contagiantes. Em </span><i><span style="font-weight: 400;">Ride Around</span></i><span style="font-weight: 400;">, por exemplo, a letra é comum e sem significados profundos, mas é a sonoridade que a diferencia das outras músicas. </span></p>
<p><i><span style="font-weight: 400;">“Abaixe as janelas / aumente o sistema / Nós estamos apenas tentando andar por aí / porque nós não ligamos / Temos um tanque cheio de gasolina e alguma merda para fumar / Ei, vamos pegar a estrada”</span></i></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Apesar do tom animado na maior parte do álbum, Mac também expõe seus sentimentos em </span><i><span style="font-weight: 400;">All I Want Is You</span></i><span style="font-weight: 400;"> e </span><i><span style="font-weight: 400;">Poppy</span></i><span style="font-weight: 400;">. A primeira é uma música de amor, dedicada a apenas uma </span><a href="https://www.ranker.com/list/mac-miller-loves-and-hookups/celebrityhookups"><span style="font-weight: 400;">garota,</span></a><span style="font-weight: 400;"> e não ‘todas as garotas me querem’, presente em várias músicas da </span><i><span style="font-weight: 400;">mixtape</span></i><span style="font-weight: 400;">.</span><i><span style="font-weight: 400;"> “Me falaram para nunca me apaixonar / Isso nunca funciona com você”</span></i><span style="font-weight: 400;">. A canção já traz referências do que Miller faria em </span><i><span style="font-weight: 400;">Divine Feminine</span></i><span style="font-weight: 400;">, um de seus futuros álbuns, na qual se dedica mais a expressar seu amor. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Já </span><i><span style="font-weight: 400;">Poppy</span></i><span style="font-weight: 400;"> é dedicada para o avô do cantor, em que Mac parece estar em um diálogo com ele. É uma música mais emocional, já mostrando que o rapper sabe fazer mais do que falar sobre as delícias da vida adolescente, como fez em seus futuros trabalhos </span><a href="https://personaunesp.com.br/circles-5-anos/"><i><span style="font-weight: 400;">Circles</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> e </span><i><span style="font-weight: 400;">Swimming</span></i><span style="font-weight: 400;">, álbuns muito mais profundos e que expressam os sentimentos mais íntimos do cantor. “</span><i><span style="font-weight: 400;">Mas me sinto tão sozinho tentando lidar com sua morte / Segurando minha respiração, querendo que eu tivesse mais um dia / Querendo que você estivesse lá quando eu me formar”.</span></i></p>
<p><figure id="attachment_36844" aria-describedby="caption-attachment-36844" style="width: 512px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-36844" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2026/02/Kids3.jpg" alt="Fotografia de estúdio que mostra Mac Miller com sua família, posando juntos diante de um fundo neutro. Ao centro da imagem, sentada, está uma senhora idosa de expressão gentil, vestindo uma jaqueta estampada colorida com detalhes em rosa, verde e dourado, colares de pérolas e uma blusa preta. Ela segura as mãos de Mac Miller, que está logo atrás, à esquerda. Mac Miller aparece sentado parcialmente atrás dela, com as mãos cruzadas sobre os joelhos. Ele usa uma camiseta branca, uma corrente prateada e um casaco vermelho. À esquerda dele está um homem jovem de camiseta cinza e calça preta, com os braços apoiados nas pernas. À direita da senhora, também sentada, está uma mulher ruiva de óculos, blusa azul e expressão sorridente. Em pé atrás dela está um homem mais velho, de óculos, cabelos grisalhos e camisa azul-escura, sorrindo levemente com uma mão apoiada no ombro da mulher à sua frente. " width="512" height="384" /><figcaption id="caption-attachment-36844" class="wp-caption-text">Miller McCormick (irmão), Mac McCormick, Marcia Weiss (avó), Karen Meyer (mãe) e Mark McCormick (pai) [Foto: Karen Meyer]</figcaption></figure><span style="font-weight: 400;">Mesmo com duas músicas carregadas de emoção, Mac Miller faz um brilhante trabalho com </span><i><span style="font-weight: 400;">K.I.D.S.</span></i><span style="font-weight: 400;">, deixando todas as músicas com batidas alegres e contagiantes. Sabe aquela sensação quando você está escutando uma música e ela te dá vontade de sair por aí cantando? De quando você coloca uma música no rádio do carro e quer fazer uma cena ‘</span><i><span style="font-weight: 400;">à lá</span></i><span style="font-weight: 400;">’ </span><i><span style="font-weight: 400;">As vantagens de ser invisível</span></i><span style="font-weight: 400;">, subir no teto solar e cantar para a cidade toda ouvir enquanto alguém dirige? É exatamente isso que define a </span><i><span style="font-weight: 400;">mixtape</span></i><span style="font-weight: 400;">. É o sair da adolescência para o descobrimento do desconhecido mundo </span><a href="https://jornal.usp.br/atualidades/a-dificil-arte-de-se-tornar-adulto-faz-adolescencia-se-prolongar/"><span style="font-weight: 400;">adulto</span></a><span style="font-weight: 400;">. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O fato de Mac ter feito este trabalho com apenas 18 anos é um grande destaque. </span><a href="https://www.tenhomaisdiscosqueamigos.com/2018/09/15/kendrick-lamar-tributo-mac-miller/"><span style="font-weight: 400;">Kendrick Lamar</span></a><span style="font-weight: 400;">, </span><i><span style="font-weight: 400;">rapper</span></i><span style="font-weight: 400;"> americano de muito sucesso, por exemplo, teve seu destaque em 2012, com 25 anos. Kendrick inclusive era uma das inspirações de Miller e os dois artistas chegaram a trabalhar juntos em algumas ocasiões, como nas músicas </span><i><span style="font-weight: 400;">Fight the Feeling</span></i><span style="font-weight: 400;">, da mixtape </span><i><span style="font-weight: 400;">Macadelic</span></i><span style="font-weight: 400;"> e </span><i><span style="font-weight: 400;">God is Fair, Sexy Nasty</span></i><span style="font-weight: 400;">, de </span><i><span style="font-weight: 400;">Swimming</span></i><span style="font-weight: 400;">. Eminem, outro artista de grande sucesso, começou a brilhar aos 27 anos. Como diz na contagiante </span><i><span style="font-weight: 400;">The Spins</span></i><span style="font-weight: 400;">, parceria com a banda </span><i><span style="font-weight: 400;">Empire Of The Sun</span></i><span style="font-weight: 400;">, Mac Miller ainda era um adolescente se formando no ensino médio: “</span><i><span style="font-weight: 400;">Eu me formei / oh yes / eu acabei de me formar no ensino médio / haha”</span></i><span style="font-weight: 400;">. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Assim como todos os outros </span><a href="https://open.spotify.com/intl-pt/artist/4LLpKhyESsyAXpc4laK94U?si=wo-X9auYQYmCsJ4WXP8ivA"><span style="font-weight: 400;">trabalhos</span></a><span style="font-weight: 400;"> do artista, </span><i><span style="font-weight: 400;">K.I.D.S.</span></i><span style="font-weight: 400;"> conquista os corações dos ouvintes, principalmente por trazer uma </span><i><span style="font-weight: 400;">vibe</span></i><span style="font-weight: 400;"> de nostalgia, de ser criança, e até por ver Mac tão feliz e animado. Este maravilhoso trabalho faz Mac Miller se diferenciar dos demais, mostrando desde o início da carreira que ainda teria um grande futuro pela frente, com obras ainda mais pessoais e bem produzidas. </span></p>
<p><iframe title="Spotify Embed: K.I.D.S." style="border-radius: 12px" width="100%" height="352" frameborder="0" allowfullscreen allow="autoplay; clipboard-write; encrypted-media; fullscreen; picture-in-picture" loading="lazy" src="https://open.spotify.com/embed/album/1jzqEyjugAp9iLtRsj9LZg?si=05b6c108d21945cb&amp;utm_source=oembed"></iframe></p>
<p>&nbsp;</p>
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		<title>Em Fancy Some More?, PinkPantheress convida uma constelação de nomes para brincar com suas faixas</title>
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		<pubDate>Wed, 04 Feb 2026 20:00:23 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Música]]></category>
		<category><![CDATA[2025]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>&#160; Nathalia Helen Em um momento em que sua música deixa de ser apenas um fenômeno digital para ocupar um lugar mais sólido na indústria, PinkPantheress chega ao Grammy 2026 com indicações que ajudam a enquadrar sua fase atual. Fancy That concorre a Best Dance/Electronic Album, enquanto Illegal aparece entre as indicadas a Best Dance &#8230; <a href="http://personaunesp.com.br/critica-fancysomemore/" class="more-link">Continue lendo<span class="screen-reader-text"> "Em Fancy Some More?, PinkPantheress convida uma constelação de nomes para brincar com suas faixas"</span></a></p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>&nbsp;</p>
<figure id="attachment_36821" aria-describedby="caption-attachment-36821" style="width: 512px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-36821" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2026/02/FSM11.jpg" alt=" A imagem é a capa do álbum Fancy Some More, de PinkPantheress. Nela, a cantora aparece em frente a um fundo azul vibrante, vestindo meia-calça vermelha, sapatos pretos e um body preto com detalhes vermelhos. Ela segura um quadro pintado com traços expressivos em preto e vermelho, com um recorte central que revela seu rosto, criando a ilusão de que a pintura se prolonga em seu corpo. No chão, uma pequena mancha de tinta preta reflete parte da cena. A composição mistura arte e moda de maneira ousada, traduzindo o estilo visual experimental e criativo da artista." width="512" height="504" /><figcaption id="caption-attachment-36821" class="wp-caption-text">A artista britânica transforma o conceito de álbum em celebração coletiva (Foto: Warner Records)</figcaption></figure>
<p><b>Nathalia Helen</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Em um momento em que sua música deixa de ser apenas um fenômeno digital para ocupar um lugar mais sólido na indústria, PinkPantheress chega ao </span><a href="https://www.grammy.com/"><i><span style="font-weight: 400;">Grammy 2026 </span></i></a><span style="font-weight: 400;">com indicações que ajudam a enquadrar sua fase atual. </span><i><span style="font-weight: 400;">Fancy That</span></i><span style="font-weight: 400;"> concorre a </span><i><span style="font-weight: 400;">Best Dance/Electronic Album</span></i><span style="font-weight: 400;">, enquanto </span><i><span style="font-weight: 400;">Illegal</span></i><span style="font-weight: 400;"> aparece entre as indicadas a </span><i><span style="font-weight: 400;">Best Dance Pop Recording</span></i><span style="font-weight: 400;">, colocando oficialmente o som etéreo e acelerado da artista britânica no centro das discussões do </span><i><span style="font-weight: 400;">pop </span></i><span style="font-weight: 400;">e da eletrônica contemporâneos. É a partir desse reconhecimento — que valida um projeto originalmente curto, fragmentado e quase experimental — que </span><i><span style="font-weight: 400;">Fancy Some More?</span></i><span style="font-weight: 400;"> surge como uma resposta direta: maior, mais aberta e consciente de seu próprio impacto.</span></p>
<p><span id="more-36820"></span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Se </span><a href="https://spotify.link/c8gC5NUiOXb"><i><span style="font-weight: 400;">Fancy That</span></i></a><i><span style="font-weight: 400;">, </span></i><span style="font-weight: 400;">de PinkPantheress, era um disco curtíssimo de 20 minutos com nove faixas – quase uma </span><i><span style="font-weight: 400;">mixtape </span></i><span style="font-weight: 400;">condensada de ideias e emoções –, sua nova versão chega com fôlego de sobra: são 31 músicas distribuídas em dois volumes digitais e três </span><i><span style="font-weight: 400;">CDs</span></i><span style="font-weight: 400;">, incluindo remixes de </span><i><span style="font-weight: 400;">DJs</span></i><span style="font-weight: 400;"> e produtores de peso, além de colaborações com vocalistas </span><i><span style="font-weight: 400;">pop</span></i><span style="font-weight: 400;">. A proposta, ambiciosa, soa como um exercício de expansão do próprio universo sonoro da cantora: um mundo de batidas aceleradas, vocais etéreos e nostalgia do início dos anos 2000, agora reinterpretado sob dezenas de olhares.</span></p>
<p><i><span style="font-weight: 400;">Fancy Some More?</span></i><span style="font-weight: 400;"> não é apenas um relançamento; é quase uma reescrita do próprio mito em torno da cantora. Desde que surgiu no </span><i><span style="font-weight: 400;">TikTok </span></i><span style="font-weight: 400;">com canções que pareciam fragmentos de sonhos </span><i><span style="font-weight: 400;">pop</span></i><span style="font-weight: 400;">, </span><a href="https://personaunesp.com.br/os-melhores-discos-de-2023/"><span style="font-weight: 400;">PinkPantheress</span></a><span style="font-weight: 400;"> construiu uma estética tão precisa que se tornou um gênero em si mesma. Aqui, ela brinca com essa autoimagem, e o resultado é um trabalho que funciona tanto como celebração quanto como experimento.</span></p>
<figure id="attachment_36822" aria-describedby="caption-attachment-36822" style="width: 415px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-36822" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2026/02/FSM2.jpg" alt="A segunda imagem faz parte de um ensaio fotográfico para a i-D Magazine. PinkPantheress aparece sentada no chão com as pernas cruzadas, diante de um fundo cinza neutro. Ela veste uma camisa preta de manga comprida com o nome “Palace” escrito em vermelho, combinada com uma calça jeans clara e sapatilhas brancas. Seu cabelo é longo, liso e com franja. O olhar é sereno e voltado diretamente para a câmera, transmitindo calma e autenticidade." width="415" height="512" /><figcaption id="caption-attachment-36822" class="wp-caption-text">Após viralizar no TikTok, PinkPantheress se firmou como uma das vozes mais originais do pop atual (Foto: i-D Magazine)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">Entre os nomes mais empolgantes, um grupo de </span><a href="https://rollingstone.com.br/musica/pinkpantheress-confirma-anitta-mochakk-e-dj-caio-prince-em-novo-album/"><span style="font-weight: 400;">brasileiros</span></a><span style="font-weight: 400;"> se destaca: Anitta, DJ Caio Prince, Adame DJ e Mochakk. A presença deles não é mero detalhe – é um sinal de que o som da artista britânica começa a dialogar diretamente com o calor e a criatividade latino-americana. Agora, ela abre as janelas para o mundo, permitindo que outras vozes e ritmos invadam o seu espaço.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Há uma sensação constante de curiosidade e desprendimento que percorre o disco. PinkPantheress nunca parece querer agradar a todos, mas sim ver até onde seu som pode chegar. Ela dá espaço para outros artistas reinterpretarem suas faixas com total liberdade, e esse risco – de perder o controle sobre a própria identidade musical – é justamente o que torna o projeto tão instigante. </span><i><span style="font-weight: 400;">Fancy Some More?</span></i><span style="font-weight: 400;"> é um </span><a href="https://youtu.be/xi5dEA7B4l4?si=CABRjk_9ppLJqSQg"><span style="font-weight: 400;">convite</span></a><span style="font-weight: 400;"> para observar o que acontece quando um estilo tão particular é exposto à pluralidade global.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Apesar de tantos acertos, </span><i><span style="font-weight: 400;">Fancy Some More?</span></i><span style="font-weight: 400;"> é um projeto difícil de ler como um todo. As faixas não foram feitas para serem ouvidas de ponta a ponta – e a própria artista já questionou a importância da ‘ordem’ de um álbum. Mais do que narrativa, ela oferece um mosaico: fragmentos que o ouvinte pode e precisa montar por conta própria. </span></p>
<p><a href="https://youtu.be/hEQwWKj8Sns?si=jMyXEZNQQaFjxnaA"><span style="font-weight: 400;" data-rich-links="{&quot;fple-t&quot;:&quot;PinkPantheress - Stateside + Zara Larsson (Official Audio)&quot;,&quot;fple-u&quot;:&quot;https://youtu.be/hEQwWKj8Sns?si=jMyXEZNQQaFjxnaA&quot;,&quot;fple-mt&quot;:null,&quot;type&quot;:&quot;first-party-link&quot;}">PinkPantheress &#8211; Stateside + Zara Larsson (Official Audio)</span></a></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O desafio é garimpar seus favoritos entre tantas versões de uma canção (quatro só de </span><a href="https://spotify.link/rX7eOf8jOXb"><span style="font-weight: 400;">Stateside</span></a><span style="font-weight: 400;">). </span><a href="https://personaunesp.com.br/poster-girl-critica/"><span style="font-weight: 400;">Zara Larsson</span></a><span style="font-weight: 400;">, por exemplo, entrega uma das melhores surpresas com sua leitura da faixa: ela injeta peso e emoção a um dos momentos mais marcantes do disco, até mesmo fazendo uma referência bem-humorada à polêmica envolvendo sua recente turnê com </span><a href="https://personaunesp.com.br/so-close-to-what-critica/"><span style="font-weight: 400;">Tate Mcrae</span></a><span style="font-weight: 400;">: </span><span style="font-weight: 400;">“</span><i><span style="font-weight: 400;">Estou em turnê pelos Estados Unidos / Beijando meu garoto sueco pelo FaceTime / Quem diria que abrir me tornaria manchete?</span></i><span style="font-weight: 400;">”</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Infelizmente, nem tudo brilha com a mesma intensidade. Colaborações com nomes como Oklou, JADE e Bladee ficam aquém do impacto esperado, e o </span><i><span style="font-weight: 400;">remix </span></i><span style="font-weight: 400;">de Joe Goddard para </span><a href="https://youtu.be/q7L5KGSYzEc?si=-x5oXoTn0VEq7XFi"><i><span style="font-weight: 400;">Tonight</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> soa mais como uma interferência do que reinvenção criativa. Ainda assim, há calor o bastante para justificar a empreitada – e alguns remixes chegam a superar as versões originais.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Por outro lado, há instantes em que o excesso de produção e o polimento digital diluem o charme minimalista que sempre definiu a artista. Parte de sua força vem justamente da timidez, da economia e das </span><a href="https://rollingstone.com.br/musica/uma-musica-nao-precisa-ser-maior-que-2-minutos-e-30-segundos-diz-pinkpantheress/"><span style="font-weight: 400;">canções curtas</span></a><span style="font-weight: 400;"> que soam como rabiscos sonoros – suas faixas mais populares no Spotify mal passam de dois minutos e meio. Como ela mesmo já afirmou, </span><i><span style="font-weight: 400;">“uma música não precisa ter mais de dois minutos e trinta segundos; não precisamos repetir um verso, nem de uma ponte, nem de um final longo</span></i><span style="font-weight: 400;">”. Essa concisão, que faz dela uma figura tão singular e interessante no </span><i><span style="font-weight: 400;">pop</span></i><span style="font-weight: 400;">, acaba se perdendo no meio da grandiosidade do projeto.</span></p>
<figure id="attachment_36823" aria-describedby="caption-attachment-36823" style="width: 415px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-36823" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2026/02/FSM4.jpg" alt="Nessa imagem, também do ensaio para a i-D Magazine, a artista surge sorridente, de olhos fechados, com as mãos apoiadas na cabeça. Ela usa uma jaqueta de couro vermelha aberta sobre um vestido ou blusa preta. O fundo permanece cinza, destacando o contraste entre o vermelho vibrante da jaqueta e o preto do figurino. A pose descontraída e o sorriso espontâneo capturam um momento de alegria genuína, revelando um lado leve e divertido de PinkPantheress, em contraste com a estética mais conceitual da capa do álbum." width="415" height="512" /><figcaption id="caption-attachment-36823" class="wp-caption-text">PinkPantheress conquistou o mundo com faixas curtas, nostálgicas e cheias de identidade (Foto: i-D Magazine)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">Ainda assim, há um mérito em ver PinkPantheress explorando novas texturas e camadas. Se antes ela era vista como uma </span><a href="https://capricho.abril.com.br/entretenimento/pinkpantheress-e-a-nossa-artista-queridinha-low-profile-em-ascensao/"><span style="font-weight: 400;">artista de nicho</span></a><span style="font-weight: 400;">, agora se coloca no centro do diálogo global do </span><i><span style="font-weight: 400;">pop </span></i><span style="font-weight: 400;">alternativo. Ela parece consciente de que seu som é um reflexo de uma geração hiperconectada – aquela que consome e descarta em questão de segundos –, e responde a isso criando uma obra que também se comporta como uma timeline infinita, onde tudo coexiste ao mesmo tempo.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O álbum também funciona como um estudo sobre autoria e controle artístico. Ao abrir mão da centralidade, a compositora desafia o conceito tradicional de ‘dona da obra’. Em vez de proteger seu catálogo, ela o oferece como matéria-prima, permitindo que </span><a href="https://billboard.com.br/pinkpantheress-remixes-album/"><span style="font-weight: 400;">outros</span></a><span style="font-weight: 400;"> o distorçam, reinventem e, às vezes, até o superem. É um gesto de coragem e desprendimento raro na indústria atual, onde a imagem e o som costumam ser rigidamente protegidos por contratos e egos.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Mesmo assim, </span><i><span style="font-weight: 400;">Fancy Some More?</span></i><span style="font-weight: 400;"> é uma celebração do agora – um gesto de abertura e curiosidade que confirma o status da cantora como uma das artistas mais inventivas de sua geração. Ao revisitar e remixar seu próprio repertório, ela testa os limites da sua estética e convida o público a fazer o mesmo. O resultado é um banquete irregular, mas generoso: pode não haver coerência perfeita, entretanto, há algo para todos os gostos – e, acima de tudo, a sensação de que o </span><a href="https://spotify.link/QUh6ncylOXb"><span style="font-weight: 400;">universo</span></a><span style="font-weight: 400;"> de PinkPantheress está só começando a se expandir.</span></p>
<p><a href="https://spotify.link/6oDy6OcmOXb">https://spotify.link/6oDy6OcmOXb</a></p>
<p>&nbsp;</p>
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		<title>Em Marty Supreme o jogo é secundário e a jornada é tortuosa</title>
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		<pubDate>Mon, 26 Jan 2026 22:43:24 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Guilherme Moraes Josh Safdie chamou muito a atenção em 2019 com o lançamento de Joias Brutas, ao trazer Adam Sandler sobre um papel mais ‘sério’ em um filme em que as ações e acontecimentos se engolem de tanta velocidade. Em Marty Supreme o diretor repete a dose, mas desta vez colocando um dos nomes mais &#8230; <a href="http://personaunesp.com.br/critica-marty-supreme/" class="more-link">Continue lendo<span class="screen-reader-text"> "Em Marty Supreme o jogo é secundário e a jornada é tortuosa"</span></a></p>
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										<content:encoded><![CDATA[<figure id="attachment_36749" aria-describedby="caption-attachment-36749" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-36749" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2026/01/image1-3-800x455.png" alt="Cena de Marty Supreme. O cenário é de um ginásio com iluminação dramática. O ator Timothée Chalamet, caracterizado com bigode e óculos de grau, está em foco no centro da imagem. Ele veste uma camisa polo preta com um escudo bordado no peito e calças sociais cinzas. Ele segura uma raquete de tênis de mesa vermelha, apontando-a para a frente em uma pose de ação. O fundo está desfocado, mostrando uma plateia em uma arena esportiva escurecida." width="800" height="455" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2026/01/image1-3-800x455.png 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2026/01/image1-3-1024x582.png 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2026/01/image1-3-768x437.png 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2026/01/image1-3-1536x874.png 1536w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2026/01/image1-3-1200x683.png 1200w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2026/01/image1-3.png 1999w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-36749" class="wp-caption-text">Timothée Chalamet tem construído uma carreira interessante com projetos diferentes entre si, como Duna, Me Chame Pelo Seu Nome e Wonka (Foto: A24)</figcaption></figure>
<p><b>Guilherme Moraes</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Josh Safdie chamou muito a atenção em 2019 com o lançamento de </span><a href="https://personaunesp.com.br/joias-brutas-critica/"><i><span style="font-weight: 400;">Joias Brutas</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, ao trazer Adam Sandler sobre um papel mais ‘sério’ em um filme em que as ações e acontecimentos se engolem de tanta velocidade. Em </span><i><span style="font-weight: 400;">Marty Supreme </span></i><span style="font-weight: 400;">o diretor repete a dose, mas desta vez colocando um dos nomes mais interessantes da geração sob os holofotes: Timothée Chalamet. O intérprete se cria como um trambiqueiro que busca fazer sucesso no ping-pong, porém, mostra que o mais importante no esporte está fora dos ginásios.</span></p>
<p><span id="more-36748"></span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Planos fechados e dinamismo. Esse é o estilo que Safdie adota para o longa. Somos sufocados pela imagem de Marty Mauser que está sempre em movimento, ora jogando, ora transando, ora tramando algum esquema para ganhar dinheiro. A combinação </span><a href="https://personaunesp.com.br/um-completo-desconhecido-critica/"><span style="font-weight: 400;">Timothée</span></a><span style="font-weight: 400;"> e </span><a href="https://personaunesp.com.br/mickey-17-critica/"><span style="font-weight: 400;">Darius Khondji</span></a><span style="font-weight: 400;"> (diretor de fotografia) é fundamental para a obra. Mais do que fazer caretas, o papel de um grande ator é como ele se comporta dentro de um plano, nesse sentido, o protagonista está sempre se movimentando dentro dos quadros, há sempre algo a fazer, há sempre uma necessidade a suprir.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Entretanto, entre calotes, fugas e humilhações, o </span><a href="https://www.ingresso.com/noticias/marty-supreme-descubra-o-que-verdade-e-o-que-e-ficcao-no-filme?city=betim"><span style="font-weight: 400;">personagem principal</span></a><span style="font-weight: 400;"> não consegue se concentrar no que há de mais importante para ele: o jogo. Após perder o campeonato, tudo o que gostaria era uma revanche, contudo, para alguém que vive na margem da sociedade, essas chances precisam ser conquistadas na marra. O jogo, então, se torna secundário. Para acessar a elite do esporte novamente, o personagem precisa batalhar por dinheiro, além de lidar com suas questões pessoais.</span></p>
<figure id="attachment_36750" aria-describedby="caption-attachment-36750" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-36750" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2026/01/image2-3-800x775.png" alt="Cena de Marty Supreme. Cenário é uma rua urbana movimentada. Timothée Chalamet é capturado em pleno movimento, correndo rapidamente para o lado esquerdo da imagem. Ele carrega uma bolsa de couro preta e veste uma regata branca por baixo de uma camisa social clara aberta e desabotoada, que voa com o vento. Ao fundo, um táxi clássico amarelo e vermelho" width="800" height="775" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2026/01/image2-3-800x775.png 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2026/01/image2-3-1024x991.png 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2026/01/image2-3-768x744.png 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2026/01/image2-3-1536x1487.png 1536w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2026/01/image2-3-1200x1162.png 1200w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2026/01/image2-3.png 1600w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-36750" class="wp-caption-text">Marty Supreme chega forte para temporada de premiações, com Timothée Chalamet indicado a Melhor Ator no Oscar 2026 (Foto: A24)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">Há duas personagens que vão dar sentido à obra: Rachel (Odessa A’Zion) e Kay Stone (</span><a href="https://personaunesp.com.br/seven-25-anos/"><span style="font-weight: 400;">Gwyneth Paltrow</span></a><span style="font-weight: 400;">). A primeira é um motim para a trama, quando Marty descobre que ela está grávida de seu bebê, suas ações passam a ser mais desesperadoras. A segunda é a diferença entre a ralé e a elite. Kay era uma atriz que abandonou o ofício por razões particulares, no entanto, sua posição na sociedade permite que ela retorne quando quiser – ainda que seja necessário falar sobre o seu gênero como uma barreira, afinal, ela depende do marido para voltar aos palcos.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Enquanto isso, Mauser precisa suar sangue para ter uma oportunidade. Sua jornada inclui tiros, raquetadas, golpes e traições. Ele passa por todo o tipo de humilhação para poder jogar um amistoso (nem mesmo o campeonato ele conseguiu alcançar). Não há honra em sua história, o caminho para a </span><a href="https://opontofuturo.com/forca-bruta/"><span style="font-weight: 400;">elite do esporte</span></a><span style="font-weight: 400;"> é tortuoso, e, diferentemente do que a maioria dos outros filmes Hollywoodianos pregam, suja. Não há dúvidas entre o certo e o errado, o protagonista toma todas as decisões erradas e prejudiciais aos outros, porém, necessárias. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A trajetória honrosa, Safdie e </span><a href="https://personaunesp.com.br/adoraveis-mulheres-5-anos/"><span style="font-weight: 400;">Timothée</span></a><span style="font-weight: 400;"> deixam para outras propagandas meritocráticas estadunidenses, </span><i><span style="font-weight: 400;">Marty Supreme </span></i><span style="font-weight: 400;">permite que a sua estrela seja problemática e errática; que sua vitória profissional seja pouca, mas muito celebrada, e sua chance de redenção e legado venha de um lugar que ele jamais imaginou: a paternidade.</span></p>
<div class="jetpack-video-wrapper"><iframe loading="lazy" title="Marty Supreme | Trailer Oficial Legendado" width="840" height="473" src="https://www.youtube.com/embed/SovoTyFeF-I?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen></iframe></div>
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		<title>Um som, um reggae no rock&#8230; sei lá: Seja o Que Eu Quiser da banda Lagum completa 5 anos de muita vida</title>
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		<pubDate>Fri, 24 Sep 2021 18:45:58 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Leticia Stradiotto É impossível não gostar da Lagum. A chegada da banda ao mundo da Música começou em 2014, em Belo Horizonte, Minas Gerais, e desde então, os mineiros ganham cada vez mais destaque. A origem foi dada pelo Facebook, com um vídeo da composição de uma canção do vocalista Pedro Calais. Nisso, um amigo &#8230; <a href="http://personaunesp.com.br/seja-o-que-eu-quiser-5-anos/" class="more-link">Continue lendo<span class="screen-reader-text"> "Um som, um reggae no rock&#8230; sei lá: Seja o Que Eu Quiser da banda Lagum completa 5 anos de muita vida"</span></a></p>
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										<content:encoded><![CDATA[<figure id="attachment_23189" aria-describedby="caption-attachment-23189" style="width: 1920px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="wp-image-23189 size-full" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/09/imagem-1-lagum.jpg" alt="Texto alternativo: Capa do CD Seja o Que Eu Quiser. Fotografia quadrada com fundo de terra e algumas folhas verdes espalhadas. Estão espalhados itens aleatoriamente. Os itens são MP3 antigo, tampa de garrafa de vidro, cabos de som, relógio preto, clipe de papel, palhetas vermelha e azul, rodinha de skate, pulseira, pilha, chaveiro. Na parte inferior direita tem uma gaita prateada escrito Seja o Que Eu Quiser com caneta azul. No canto inferior direito está o logo da banda escrito Lagum na cor branca." width="1920" height="1920" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/09/imagem-1-lagum.jpg 1920w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/09/imagem-1-lagum-800x800.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/09/imagem-1-lagum-1024x1024.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/09/imagem-1-lagum-150x150.jpg 150w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/09/imagem-1-lagum-768x768.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/09/imagem-1-lagum-1536x1536.jpg 1536w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/09/imagem-1-lagum-1200x1200.jpg 1200w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-23189" class="wp-caption-text">Seja o Que Eu Quiser é o primeiro álbum da banda Lagum, que apesar de jovem, esbanjam originalidade na Música brasileira (Foto: Lagum)</figcaption></figure>
<p><b>Leticia Stradiotto</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">É impossível não gostar da </span><a href="https://lagum.com.br/"><span style="font-weight: 400;">Lagum</span></a><span style="font-weight: 400;">. A chegada da banda ao mundo da Música começou em 2014, em Belo Horizonte, Minas Gerais, e desde então, os mineiros ganham cada vez mais </span><a href="https://portalpopline.com.br/entrevista-os-mineiros-da-lagum-conquistam-espaco-na-onda-do-pop-suave-e-revelam-os-proximos-planos-da-banda/"><span style="font-weight: 400;">destaque</span></a><span style="font-weight: 400;">. A origem foi dada pelo </span><i><span style="font-weight: 400;">Facebook</span></i><span style="font-weight: 400;">, com um vídeo da composição de uma canção do vocalista </span><a href="https://www.instagram.com/pedrocalaislagum/?hl=pt-br"><span style="font-weight: 400;">Pedro Calais</span></a><span style="font-weight: 400;">. Nisso, um amigo promotor de eventos incentivou a criação de uma banda. Amém. Atualmente, o grupo conta também com os integrantes </span><a href="https://www.instagram.com/chicolagum/?hl=pt-br"><span style="font-weight: 400;">Chico</span></a><span style="font-weight: 400;">, </span><a href="https://www.instagram.com/jorgelagum/"><span style="font-weight: 400;">Jorge</span></a><span style="font-weight: 400;"> e </span><a href="https://www.instagram.com/zanilagum/"><span style="font-weight: 400;">Zani</span></a><span style="font-weight: 400;">, depois do falecimento do baterista </span><a href="https://www.instagram.com/tio_wilsonlagum/"><span style="font-weight: 400;">Tio Wilson</span></a><span style="font-weight: 400;"> em 2020, que deixou muitos </span><a href="https://open.spotify.com/album/0FaC1N7xoN4Bloe1R1U42k?si=ny5Xz0u2RfaYseL6QJEBVg&amp;dl_branch=1"><span style="font-weight: 400;">sons</span></a><span style="font-weight: 400;"> para os fãs. Apesar da </span><a href="https://g1.globo.com/mg/minas-gerais/noticia/2020/09/13/baterista-da-banda-lagum-morre-apos-show-no-formato-drive-in-em-nova-lima-grande-bh.ghtml"><span style="font-weight: 400;">perda enorme</span></a><span style="font-weight: 400;">, a banda cresce cada vez mais e </span><a href="https://popnow.com.br/lagum-se-une-a-martnalia-e-l7nnon-em-novo-single-eita-menina/"><span style="font-weight: 400;">inova</span></a><span style="font-weight: 400;"> o estilo de som brasileiro com muita alegria.</span></p>
<p><span id="more-23188"></span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Sem um gênero musical especificado, o som da Lagum é definido como quando o </span><i><span style="font-weight: 400;">rock’n’roll</span></i><span style="font-weight: 400;"> decidiu ir à praia de </span><i><span style="font-weight: 400;">skate </span></i><span style="font-weight: 400;">ouvindo</span><i><span style="font-weight: 400;"> reggae</span></i><span style="font-weight: 400;">. É difícil de entender, mas basta escutar e tudo faz sentido. A música tem </span><a href="https://www.descomplicandoamusica.com/feeling-musical/#:~:text=Feeling%C2%A0%C3%A9%20um%20termo%20em%20ingl%C3%AAs%20que%20significa%20%E2%80%9Csentimento%E2%80%9D.%20No%20ramo%20da%20m%C3%BAsica%2C%20dizemos%20que%20o%20instrumentista%20tem%20feeling%20(abreviatura%20de%20feeling%20musical)%20quando%20ele%20consegue%20colocar%20sentimento%20naquilo%20que%20est%C3%A1%20tocando."><i><span style="font-weight: 400;">feeling</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> e existe para te </span><a href="https://falauniversidades.com.br/banda-lagum-fala-sobre-evolucao-pessoal-e-sonora-e-planos-futuros/"><span style="font-weight: 400;">acompanhar</span></a><span style="font-weight: 400;">. Pular do sofá, ir pro mundo, vadiar, conhecer gente nova, viver amores, se decepcionar com os amores e por fim, criar uma coleção de </span><a href="https://palcopop.com/2018/08/16/a-lagum-e-a-nova-promessa-da-musica-e-nos-temos-como-provar/#:~:text=A%20banda%20%C3%A9,viver%20momentos%20inesquec%C3%ADveis."><span style="font-weight: 400;">momentos inesquecíveis</span></a><span style="font-weight: 400;">.</span></p>
<figure id="attachment_23190" aria-describedby="caption-attachment-23190" style="width: 1008px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-23190" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/09/imagem-2-lagum.jpg" alt="Texto alternativo: Fotografia da banda Lagum. A imagem tem fundo vermelho e laranja, com algumas plantas verdes atrás. Na frente do fundo, existe um sofá vermelho em que estão os integrantes da banda. Na esquerda, está Chico um homem branco de bigode com blusa listrada cinza e branca e calça preta. Embaixo de Chico está Zani, um homem branco com barba, um boné branco, uma blusa de tricô marrom e branca, calça jeans e tênis preto. Do lado de Zani, está Pedro Calais um homem branco de cabelos castanhos com óculos de sol, blusa branca e jaqueta amarela. Do lado de Pedro Calais, está Tio Wilson um homem branco com boné verde, blusa branca, jaqueta jeans, calça bege e tênis preto. Em cima de uma caixa de madeira, está Jorge, um homem branco inclinado para baixo veste uma touca branca, camisa xadrez, calça jeans e tênis branco, vermelho e preto." width="1008" height="672" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/09/imagem-2-lagum.jpg 1008w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/09/imagem-2-lagum-800x533.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/09/imagem-2-lagum-768x512.jpg 768w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-23190" class="wp-caption-text">Em 2018, a banda lançou a música <a href="https://www.youtube.com/watch?v=9_egsWu-B7M">Deixa</a> com participação da cantora Ana Gabriela, que ficou entre as 20 canções mais ouvidas no Spotify Brasil (Foto: Breno Mayer)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">Em 2016, o </span><a href="https://rollingstone.uol.com.br/noticia/como-um-coracao-partido-levou-o-lagum-se-tornar-voz-doce-das-duvidas-e-anseios-da-juventude/"><span style="font-weight: 400;">primeiro álbum</span></a><span style="font-weight: 400;"> da Lagum foi lançado. Ainda em forma de CD, o som era conhecido apenas pela turma que frequentava os bares e eventos em que a banda participava, ou seja, era bem restrito às regiões mais próximas. Felizmente, agora as músicas estão disponíveis nas principais plataformas. De maneira simples, o nome do disco traz toda a </span><a href="https://br.nacaodamusica.com/posts/conheca-o-som-lagum/"><span style="font-weight: 400;">essência</span></a><span style="font-weight: 400;"> do grupo. </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=NR_rqF-BuLE&amp;list=OLAK5uy_kYD7Ov8UemPf7J3gJMk4vriFFpj7VlgpM"><i><span style="font-weight: 400;">Seja o Que Eu Quiser</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> é para quem curte a vida e, obviamente, gosta de ser o que quiser.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Para os amantes de um bom </span><a href="https://personaunesp.com.br/tag/rock-nacional/"><i><span style="font-weight: 400;">rock</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> brasileiro, é possível notar a presença de influências externas muito importantes no álbum, como o conjunto </span><a href="https://open.spotify.com/artist/1on7ZQ2pvgeQF4vmIA09x5?si=itipW1XuTp6xnunVwao1hQ&amp;dl_branch=1"><span style="font-weight: 400;">Charlie Brown Jr.</span></a><span style="font-weight: 400;">. Realmente, o vocalista Pedro Calais tem grande admiração e já realizou até uma </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=u1Q7_iVkqJ0"><i><span style="font-weight: 400;">live</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> em homenagem a banda. E sejamos sinceros, quem não curte CBjr? Seguindo essa base, já dá para esperar muita </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=7wLw2lloLlw"><span style="font-weight: 400;">coisa boa</span></a><span style="font-weight: 400;"> vindo da Lagum.</span></p>
<figure id="attachment_23191" aria-describedby="caption-attachment-23191" style="width: 1080px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-23191" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/09/imagem-3-lagum.jpg" alt="Texto alternativo: Contracapa do CD Seja o Que Eu Quiser. Fundo de terra com algumas folhas verdes espalhadas, uma baqueta e clipe de papel. No centro superior o logotipo da Lagum bege. No centro lê-se a discografia do álbum em bege. Lê-se as redes sociais da banda na cor marrom. Na parte inferior lê-se dados da ficha técnica." width="1080" height="1080" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/09/imagem-3-lagum.jpg 1080w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/09/imagem-3-lagum-800x800.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/09/imagem-3-lagum-1024x1024.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/09/imagem-3-lagum-150x150.jpg 150w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/09/imagem-3-lagum-768x768.jpg 768w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-23191" class="wp-caption-text">“Sempre me imaginei assim/Livre pra fazer o que eu ‘tiver afim/Vamos lá e seja o que eu quiser/Que o futuro só pertence a mim” (Foto: Lagum)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">Após 5 anos de lançamento, </span><a href="https://open.spotify.com/album/008M3KxE8IO39sdTRFeZwn?si=6qlw2OWETj6bY8h2xslCKQ&amp;dl_branch=1"><i><span style="font-weight: 400;">Seja o Que Eu Quiser</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, apesar de ser o início dos trabalhos da banda, é um disco espetacular e super atual. A escolha da primeira faixa do álbum não poderia ser outra, pois </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=NR_rqF-BuLE"><i><span style="font-weight: 400;">Pra Lá de Bagdá</span></i></a> <span style="font-weight: 400;">faz parte daquela lista de músicas que te dão uma enorme vontade de viver e enfrentar os problemas da vida. O som é sobre a liberdade, e em conjunto com a voz de Pedro Calais e as </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=1YM6WOg5ocQ"><span style="font-weight: 400;">guitarras de Jorge</span></a><span style="font-weight: 400;"> e </span><a href="https://www.instagram.com/p/BcLHEfCHo2s/"><span style="font-weight: 400;">Zani</span></a><span style="font-weight: 400;">, não existe outro sentimento se não o de ser “</span><i><span style="font-weight: 400;">livre, pra fazer o que eu tiver afim</span></i><span style="font-weight: 400;">”.</span></p>
<p><a href="https://www.youtube.com/watch?v=_lfZOWhAS7g"><i><span style="font-weight: 400;">Transante</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> tem gingado, com uma mistura de efeitos </span><a href="https://pt.wikipedia.org/wiki/Scratch_(m%C3%BAsica)#:~:text=Scratch%20%C3%A9%20uma%20t%C3%A9cnica%20musical%20utilizada%20por%20um%20turntablist%20para%20produzir%20sons%20ao%20%22arranhar%22%20o%20disco%20de%20vinil%20para%20frente%20e%20para%20tr%C3%A1s%20repetidas%20vezes%20em%20um%20toca%20discos%20para%20produzir%20sons%20percussivos%20ou%20r%C3%ADtmicos."><i><span style="font-weight: 400;">scratch</span></i></a> <span style="font-weight: 400;">no disco (muito utilizado por </span><i><span style="font-weight: 400;">DJs</span></i><span style="font-weight: 400;">). A letra é sobre aquela paixãozinha do começo de um relacionamento. Porém, esse detalhe passa totalmente despercebido, afinal o ritmo da banda é tão </span><a href="https://palcopop.com/2018/08/16/a-lagum-e-a-nova-promessa-da-musica-e-nos-temos-como-provar/"><span style="font-weight: 400;">contagiante</span></a><span style="font-weight: 400;"> que a música também é ótima para os desapegados. Seguido por </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=r-enh5hnO-0"><i><span style="font-weight: 400;">Fifa</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, com um tom mais calmo, que retrata aquele sentimento sereno de acabar de conhecer alguém e já querer levar pra vida toda.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Lagum é sobre </span><a href="https://open.spotify.com/album/4uytEVyrbKnXwcz0Jxj7rZ?si=rntDLur6SJm8xuH7tlJCZg&amp;dl_branch=1"><span style="font-weight: 400;">sentir</span></a><span style="font-weight: 400;">. Ambas as músicas, </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=nGy51z_9zR0"><i><span style="font-weight: 400;">Transante</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> e </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=GNQoEHoy7cU"><i><span style="font-weight: 400;">Fifa</span></i></a><span style="font-weight: 400;">,</span> <span style="font-weight: 400;">possuem a mesma letra perto do encerramento. As últimas frases são iguais, mas as sensações de cada uma, em cada obra, são extremamente diferentes. </span><i><span style="font-weight: 400;">Transante </span></i><span style="font-weight: 400;">emite um sentimento de desapego e tranquilidade,  enquanto em </span><i><span style="font-weight: 400;">Fifa</span></i><span style="font-weight: 400;"> é um conforto, é saber entender as mudanças e conviver com elas. E isso é muito f*da!</span></p>
<figure id="attachment_23192" aria-describedby="caption-attachment-23192" style="width: 1024px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-23192" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/09/imagem-4-lagum.jpg" alt="Texto alternativo: Fundo marrom. Integrantes da esquerda para a direita. Pedro Calais um homem branco de bigode castanho, blusa estampada, boné branco e calça cinza. Jorge um homem branco de bigode e barba castanhos veste uma roupa preta. Tio Wilson um homem branco de cabelo castanho claro, bigode e barba, veste uma roupa preta. Chico um homem branco de bigode e barba castanhos e blusa listrada cinza e preta. Zani um homem branco de barba, usa boné preto, blusa preta, jaqueta camuflada e calça jeans escuro." width="1024" height="683" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/09/imagem-4-lagum.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/09/imagem-4-lagum-800x534.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/09/imagem-4-lagum-768x512.jpg 768w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-23192" class="wp-caption-text">Últimos trechos das músicas Transante e Fifa: “Passa o tempo, mas o vento não parou de soprar/Pensamento contra sentimento, só pra contrariar” (Foto: Alexandre Stehling)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">O álbum também realiza um movimento de abrir a janela e apreciar os momentos da vida, que é tão efêmera. </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=Tg63ShLr5qU"><i><span style="font-weight: 400;">Último dia</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> foi escrita pelo baterista Tio Wilson, e essa foi um dos </span><a href="http://www.updatepop.com/legado-breno-braga-o-eterno-tio-wilson-da-banda-lagum/"><span style="font-weight: 400;">legados</span></a><span style="font-weight: 400;"> mais bonitos que ele deixou para os fãs e futuros ouvintes da banda. É incrível a maneira que a realidade e a composição se encaixam perfeitamente. O resultado é uma das </span><a href="https://www.radiorock.com.br/2021/04/14/conversamos-com-pedro-calais-do-lagum-sobre-novo-single-clipe-e-lembrancas-de-tio-wilson-lagum-sobre-novo-single-clipe-e-lembrancas-do-tio-wilson/"><span style="font-weight: 400;">lembranças</span></a><span style="font-weight: 400;"> eternas do baterista recheada de carinho e incentivo para ser o que você quiser sempre.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Aos ansiosos de plantão, </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=OztMtUGKpog"><i><span style="font-weight: 400;">2026</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> demonstra que você não está sozinho. Acompanhado de uma pegada </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=B7bS1cxtVBk"><span style="font-weight: 400;">mais pesada do </span><i><span style="font-weight: 400;">rock</span></i><span style="font-weight: 400;">’</span><i><span style="font-weight: 400;">n’roll</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, o som dá grande destaque aos jovens que piram de tanto pensar no dia de amanhã, ou melhor, em agosto de 2026. Agora em 2021 com a quarentena, todo mundo está louco pra sair de casa, né? Então, </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=kihCymY3yy8"><i><span style="font-weight: 400;">Sei Lá</span></i></a> <span style="font-weight: 400;">te dá um abrigo, e com um </span><i><span style="font-weight: 400;">groove</span></i><span style="font-weight: 400;"> puxando um </span><i><span style="font-weight: 400;">reggaeton</span></i><span style="font-weight: 400;"> fica evidente o desejo de sair da rotina e curtir um pouco o mundo.</span></p>
<figure id="attachment_23193" aria-describedby="caption-attachment-23193" style="width: 1624px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-23193" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/09/imagem-5-lagum.jpg" alt="Texto alternativo: Fotografia da bateria da Lagum num cenário de campo. Existe uma vegetação rasteira com neblina ao fundo. Na frente, existe uma bateria prata com o tambor preto escrito Lagum com letra verde." width="1624" height="1624" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/09/imagem-5-lagum.jpg 1624w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/09/imagem-5-lagum-800x800.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/09/imagem-5-lagum-1024x1024.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/09/imagem-5-lagum-150x150.jpg 150w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/09/imagem-5-lagum-768x768.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/09/imagem-5-lagum-1536x1536.jpg 1536w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/09/imagem-5-lagum-1200x1200.jpg 1200w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-23193" class="wp-caption-text">Com a grande perda de Tio Wilson, a banda faz questão de homenagear o baterista e utilizar os sons deixados por ele, como no clipe de NINGUÉM ME ENSINOU (Foto: DuMonte/Sony Music)</figcaption></figure>
<p><a href="https://www.youtube.com/watch?v=yBwm8KSk_68"><i><span style="font-weight: 400;">Olha</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> foi escrita pelo vocalista Pedro Calais a partir de uma briguinha boba de banheiro de festa. A letra retrata que curtir a vida, passear e conhecer gente nova é legal, mas na realidade nem tudo são flores. De qualquer forma, a faixa contém uma </span><i><span style="font-weight: 400;">vibe</span></i><span style="font-weight: 400;"> acolhedora com um </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=eYANBJY_0Lw"><span style="font-weight: 400;">som de gaita</span></a><span style="font-weight: 400;"> delicioso. E no fim, aprender a lidar com os </span><a href="https://www.terra.com.br/diversao/musica/lagum-observa-as-proprias-neuras-em-eu-e-minhas-paranoias,3789d2a0d0f14e91fa7cb5db2bc6625fsrcjnlvi.html"><span style="font-weight: 400;">problemas da vida</span></a><span style="font-weight: 400;"> escutando Lagum, isso sim, são flores.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Acompanhando o álbum inteiro na íntegra e agora chegando ao final, é fácil pensar que </span><a href="https://www.papelpop.com/2021/03/entrevista-lagum-fala-sobre-terceiro-disco-nova-fase-e-o-divertido-single-musa-do-inverno/"><span style="font-weight: 400;">não tem como ficar melhor</span></a><span style="font-weight: 400;">, mas estamos enganados. A última faixa vem para surpreender e dar aquele gosto de quero mais. </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=KFNDv2H0Wn4"><i><span style="font-weight: 400;">Sem Hora</span></i></a> <span style="font-weight: 400;">inicia com um solo do baixista </span><a href="https://www.instagram.com/tv/Bw2ZtOMDFiv/"><span style="font-weight: 400;">Chico</span></a><span style="font-weight: 400;"> junto com os guitarristas Jorge e Zani com uma entrada extremamente expansiva. É complicado definir o som, é o </span><i><span style="font-weight: 400;">rock</span></i><span style="font-weight: 400;"> do jeitinho da Lagum, e assim, </span><i><span style="font-weight: 400;">Seja o Que Eu Quiser</span></i><span style="font-weight: 400;"> se encerra totalmente dedicado a quem ama viver.</span></p>
<figure id="attachment_23195" aria-describedby="caption-attachment-23195" style="width: 640px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-23195" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/09/gif-6-lagum.gif" alt="exto alternativo: Imagem animada do clipe Hoje Eu Quero Me Perder. Fundo com nuvens. Todos os integrantes da banda Lagum usam peruca preta de franja e chanel. Da esquerda para a direita, Jorge um homem branco tocando guitarra. Tio Wilson um homem branco tocando bateria. Pedro Calais o vocalista, um homem branco e está performando a música. Chico um homem branco tocando baixo. Zani um homem branco tocando violão." width="640" height="280" /><figcaption id="caption-attachment-23195" class="wp-caption-text">O grupo continua inovando o som brasileiro com novos álbuns e videoclipes, misturando diversas tendências e criando um estilo próprio, o da Lagum (GIF: Belle Mello)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">O álbum é sobre uma vida cheia de </span><a href="https://brasilescola.uol.com.br/sociologia/consciencia-e-liberda-humana-texto-2.htm#:~:text=o%20termo%20liberdade%20%C3%A9%20a%20condi%C3%A7%C3%A3o%20daquele%20que%20%C3%A9%20livre%3B%20capacidade%20de%20agir%20por%20si%20pr%C3%B3prio%3B%20autodetermina%C3%A7%C3%A3o%3B%20independ%C3%AAncia%3B%20autonomia."><span style="font-weight: 400;">liberdade</span></a><span style="font-weight: 400;"> e contém músicas para ouvir a qualquer hora, seja viajando, curtindo a vida, tendo um dia ruim ou até mesmo como forma de se declarar para alguém. É interessante perceber que cada vez mais </span><a href="https://tribunapr.uol.com.br/mais-pop/banda-lagum-traz-novo-olhar-pra-musica-brasileira-com-seu-novo-projeto/"><span style="font-weight: 400;">o papel da Lagum no som brasileiro</span></a><span style="font-weight: 400;"> ganha destaque, não apenas porque eles oferecem música boa, mas também porque oferecem sensações aos ouvintes, e é isso que dá a </span><a href="https://capricho.abril.com.br/entretenimento/lagum-fala-de-nova-fase-e-agradece-aos-fas-ver-esse-amor-e-maravilhoso/#:~:text=Por%20exemplo%2C%20o%20Tio%20%C3%A9%20um%20cara%20do%20Bar%C3%A3o%2C%20do%20Cazuza%2C%20Paralamas%20do%20Sucesso.%20O%20Jorge%20%C3%A9%20um%20cara%20do%20Red%20Hot.%20Eu%20gosto%20muito%20do%20rock%20n%E2%80%99%20roll%2C%20gosto%20muito%20de%20Caetano.%20Ent%C3%A3o%2C%20eu%20acho%20que%20essa%20mistura%20que%20%C3%A9%20um%20neg%C3%B3cio%20que%20d%C3%A1%20uma%20originalidade%20e%20uma%20identidade%20legal%20pra%20gente."><span style="font-weight: 400;">originalidade</span></a><span style="font-weight: 400;"> característica da banda.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Seja aquela vontade de ofender alguém em um lindo dia, ou só fazer o que estiver afim. Viver mais momentos reais e deixar a gratidão registrada. Não é preciso muito, uma gaita pra trocar, uma gata pra abraçar, fazendo um som, um </span><i><span style="font-weight: 400;">reggae</span></i><span style="font-weight: 400;"> no </span><i><span style="font-weight: 400;">rock</span></i><span style="font-weight: 400;">, sei lá. No filme da vida, não existe melhor </span><i><span style="font-weight: 400;">soundtrack</span></i><span style="font-weight: 400;"> se não </span><i><span style="font-weight: 400;">Seja o Que Eu Quiser</span></i><span style="font-weight: 400;">.</span></p>
<p><iframe loading="lazy" title="Spotify Embed: Seja o Que Eu Quiser" width="100%" height="380" frameborder="0" allowfullscreen allow="autoplay; clipboard-write; encrypted-media; fullscreen; picture-in-picture" src="https://open.spotify.com/embed/album/008M3KxE8IO39sdTRFeZwn?si=Bvtwmnh6T_aF78ACRNQzyQ&#038;dl_branch=1"></iframe></p>
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