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	<title>Arquivos Literatura &#8211; Persona | Jornalismo Cultural</title>
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	<description>Desde 2015 provando que a distância entre Bergman, Lady Gaga e a novela das 9 nem existe.</description>
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	<title>Arquivos Literatura &#8211; Persona | Jornalismo Cultural</title>
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		<title>A Cabeça do Santo: quando o sagrado perde a cabeça</title>
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		<pubDate>Tue, 31 Mar 2026 13:00:19 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Literatura]]></category>
		<category><![CDATA[A cabeça do santo]]></category>
		<category><![CDATA[Bianca Costa]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Bianca Costa  Uma mãe em seu leito de morte faz um último pedido ao filho: que encontre o pai e a avó que nunca conheceu. É a partir desse pedido que se desenrola A Cabeça do Santo, de Socorro Acioli, um romance onde o sagrado e o profano se entrelaçam por suas páginas e pela &#8230; <a href="http://personaunesp.com.br/a-cabeca-do-santo/" class="more-link">Continue lendo<span class="screen-reader-text"> "A Cabeça do Santo: quando o sagrado perde a cabeça"</span></a></p>
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										<content:encoded><![CDATA[<figure id="attachment_37001" aria-describedby="caption-attachment-37001" style="width: 517px" class="wp-caption alignnone"><img fetchpriority="high" decoding="async" class="size-medium wp-image-37001" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2026/03/download-11-517x800.jpeg" alt="" width="517" height="800" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2026/03/download-11-517x800.jpeg 517w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2026/03/download-11.jpeg 564w" sizes="(max-width: 517px) 85vw, 517px" /><figcaption id="caption-attachment-37001" class="wp-caption-text">O romance acontece entre o sagrado e o profano, com uma boa dose de brasilidade e um realismo mágico que tem tudo a ver com Gabriel García Márquez (Foto: Companhia Das Letras)</figcaption></figure>
<p><b>Bianca Costa </b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Uma mãe em seu leito de morte faz um último pedido ao filho: que encontre o pai e a avó que nunca conheceu. É a partir desse pedido que se desenrola </span><i><span style="font-weight: 400;">A Cabeça do Santo</span></i><span style="font-weight: 400;">, de </span><a href="https://www.companhiadasletras.com.br/colaborador/03573/socorro-acioli?srsltid=AfmBOopg0c0_l00zg6rxNR8Ckafa6dkBFmG0oa8LrBFdDWseqotMwmGr"><span style="font-weight: 400;">Socorro Acioli</span></a><span style="font-weight: 400;">, um romance onde o sagrado e o profano se entrelaçam por suas páginas e pela cidade de Candeia. Essa contemporânea obra brasileira – exemplo de </span><a href="https://www.ufmg.br/espacodoconhecimento/a-solidao-latino-americana-e-o-realismo-magico-na-literatura/"><span style="font-weight: 400;">realismo mágico</span></a><span style="font-weight: 400;"> – entrega tudo aquilo que um verdadeiro clássico da literatura tem direito: uma conexão verdadeira com o leitor, capaz de transcender o tempo.  </span></p>
<p><span id="more-37000"></span></p>
<blockquote><p><span style="font-weight: 400;">“Foi a morte que me ensinou. O tempo de sonhar é em cima da terra” – </span><span style="font-weight: 400;">A Cabeça do Santo</span></p></blockquote>
<p><span style="font-weight: 400;">Com a angústia causada pela dor da perda de sua mãe, Samuel decide cumprir sua promessa. Assim, deixa Juazeiro do Norte para trás e percorre a pé um sofrido trajeto de dezoito quilômetros, acompanhado apenas pela secura impiedosa do sertão cearense. Alcançando, enfim, o destino traçado por sua mãe – o município de Candeia. Era uma cidade comum, até Samuel precisar se abrigar em uma gruta, refúgio que à luz da manhã revela ser, na verdade, uma cabeça imensa de </span><a href="https://www.vaticannews.va/pt/igreja/news/2024-06/dia-de-santo-antonio-renan-dantas-12-junho-2024.html"><span style="font-weight: 400;">Santo Antônio</span></a><span style="font-weight: 400;">. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Mas as estranhezas não param aí: Samuel começa a escutar uma confusão de vozes femininas apenas quando está dentro da cabeça. Assustado, se dá conta de que aquilo são orações de </span><a href="https://www.metro1.com.br/noticias/radio-metropole/151452,dia-dos-namorados-historiador-explica-por-que-santo-antonio-e-conhecido-como-casamenteiro"><span style="font-weight: 400;">mulheres que pedem amor ao santo</span></a><span style="font-weight: 400;">. </span><span style="font-weight: 400;">O romance tempera fé, cotidiano e tradição nordestina com uma escrita simples e envolvente, carregada de simbolismos culturais e políticos. </span></p>
<figure id="attachment_37002" aria-describedby="caption-attachment-37002" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img decoding="async" class="size-medium wp-image-37002" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2026/03/imagem-2-800x532.jpg" alt="" width="800" height="532" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2026/03/imagem-2-800x532.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2026/03/imagem-2-768x511.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2026/03/imagem-2.jpg 995w" sizes="(max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-37002" class="wp-caption-text">Em Caridade, a cabeça da estátua de Santo Antônio foi montada no chão e nunca unida novamente ao corpo (Foto: Fantástico/Reprodução)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">Publicado em 2014 pela </span><a href="https://www.companhiadasletras.com.br/livro/9788535923698/a-cabeca-do-santo?srsltid=AfmBOopHWnUR__jXc2ksctnIKnD04rmHKVyE_qBGji8U0iXuMAwwZuq1"><i><span style="font-weight: 400;">Companhia das Letras</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, </span><i><span style="font-weight: 400;">A cabeça do Santo</span></i><span style="font-weight: 400;"> conquista críticos e leitores há onze anos por sua originalidade e pela forma como resgata elementos do folclore, montando uma verdadeira dança das cadeiras entre o sagrado e o profano, premissas opostas e mistura ousada que abraça contrastes tão inerentes na cultura popular brasileira.</span></p>
<blockquote><p><span style="font-weight: 400;">“[&#8230;] porque às vezes nem Deus livra o homem de enlouquecer. O demônio é artista”</span><span style="font-weight: 400;"> – </span><span style="font-weight: 400;">A Cabeça do Santo</span></p></blockquote>
<p><span style="font-weight: 400;">O toque de realismo mágico que perdura por cada página, clássico de </span><a href="https://mobile.publishnews.com.br/materias/2024/04/16/conheca-seis-obras-essenciais-de-gabriel-garcia-marquez"><span style="font-weight: 400;">Gabriel García Márquez</span></a><span style="font-weight: 400;">, não é por acaso. </span><span style="font-weight: 400;">Em 2006, </span><a href="https://entretenimento.uol.com.br/album/2014/04/18/escritora-brasileira-participou-de-workshop-com-gabriel-garcia-marquez-em-cuba.htm?foto=1"><span style="font-weight: 400;">Socorro Acioli</span></a><span style="font-weight: 400;"> foi a única mulher e brasileira selecionada para a oficina de </span><i><span style="font-weight: 400;">Como contar um conto</span></i><span style="font-weight: 400;">, que seria mais tarde a última </span><a href="https://g1.globo.com/ceara/noticia/2014/04/apos-oficina-escritora-cearense-fala-de-convivencia-com-garcia-marquez.html"><span style="font-weight: 400;">oficina</span></a><span style="font-weight: 400;"> de escrita ministrada por Márquez. A proposta que apresentou foi baseada em um caso real, uma estátua de </span><a href="https://noticias.uol.com.br/cotidiano/ultimas-noticias/2015/03/11/estatua-sem-cabeca-leva-culpa-por-divorcios-em-cidade-do-ce.htm?foto=1"><span style="font-weight: 400;">Santo Antônio</span></a><span style="font-weight: 400;"> inacabada, erguida no município de Caridade, também no interior do Ceará, onde a cabeça permanece abandonada há quase quarenta anos. </span></p>
<figure id="attachment_37003" aria-describedby="caption-attachment-37003" style="width: 599px" class="wp-caption alignnone"><img decoding="async" class="size-full wp-image-37003" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2026/03/img-3.png" alt="" width="599" height="336" /><figcaption id="caption-attachment-37003" class="wp-caption-text">A autora Socorro Acioli e Gabriel García Márquez dando luz ao realismo mágico (Foto: Arquivo pessoal de Socorro)</figcaption></figure>
<p><a href="https://g1.globo.com/google/amp/ce/ceara/noticia/2021/11/29/estatua-de-santo-antonio-espera-cabeca-ha-35-anos-no-alto-de-um-monte-em-caridade-no-ceara.ghtml"><span style="font-weight: 400;">Essa curiosa história</span></a><span style="font-weight: 400;"> que deu origem ao livro, começou em 1984, quando o prefeito da cidade contratou um escultor para erguer uma imensa estátua de Santo Antônio. A obra começou como foco de grande expectativa, mas logo foi interrompida, e a cabeça, já pronta, jamais chegou a ser erguida junto ao corpo. Pesada demais e sem recursos para ser transportada, acabou esquecida no chão, entre ruas e casas, virando parte da paisagem local. Logo, tornou-se alvo de lendas e superstições que associavam a ‘degola’ do santo aos problemas da cidade. Essa imagem poderosa – a cabeça abandonada de um santo, separada do corpo – impressionou Acioli e fez os olhos de García Márquez brilharem. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A </span><a href="https://g1.globo.com/ceara/noticia/2013/10/vencedora-do-jabuti-socorro-acioli-comemora-e-fala-da-proxima-obra.html"><span style="font-weight: 400;">premiada</span></a><span style="font-weight: 400;"> escrita de Acioli é simples, marcada pelo ritmo envolvente, parecendo uma conversa, do jeitinho brasileiro. Mas esse estilo direto não diminui a densidade da obra, pelo contrário, permite que os símbolos e personagens ganhem força sem excessos. Samuel, o protagonista, encontra dentro da cabeça do santo tanto prisão quanto abrigo, uma metáfora para sua busca de identidade e pertencimento. Já as vozes femininas que ele escuta simbolizam a presença coletiva e invisível dessas mulheres, silenciadas na vida pública, porém, persistentes em suas preces. A cidade, por sua vez, é quase um personagem, marcada pela dependência dos milagres e pelo abandono material.</span></p>
<blockquote><p><span style="font-weight: 400;">“A consciência da solidão doía mais que qualquer outra dor.”</span><span style="font-weight: 400;"> – A Cabeça do Santo</span></p></blockquote>
<p><span style="font-weight: 400;">Os </span><a href="https://enciclopedia.itaucultural.org.br/termos/80212-simbolismo-na-literatura"><span style="font-weight: 400;">simbolismos</span></a><span style="font-weight: 400;"> são a chave do romance. A cabeça de Santo Antônio inacabada revela como o divino convive com o ordinário. O sertão, sempre presente, é metáfora da falta material, mas também da resistência. O silêncio de Samuel, contraposto às vozes femininas, mostra como a escuta pode ser mais poderosa do que a palavra. É nessa brincadeira entre o místico e o real que a narrativa encontra sua singularidade. </span></p>
<p><figure id="attachment_37004" aria-describedby="caption-attachment-37004" style="width: 367px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-37004" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2026/03/imagem-4.png" alt="" width="367" height="486" /><figcaption id="caption-attachment-37004" class="wp-caption-text">Socorro Acioli dentro da verdadeira “cabeça do santo” [Foto: Reprodução Instagram da autora (@socorroacioli)]</figcaption></figure><span style="font-weight: 400;">O livro de Acioli, além de contar uma história sobre destino e milagres, também expõe como a fé é usada como instrumento de poder, como o sertão é abandonado pelo Estado e como as mulheres resistem pelo silêncio de suas preces. Com personagens de um realismo que ultrapassa o papel, o cenário reflete a aridez e a esperança do sertão nordestino. </span><span style="font-weight: 400;">Além de se revelar como uma das obras mais marcantes da literatura brasileira contemporânea, A Cabeça do Santo teve seus direitos comprados e vai virar um </span><a href="https://g1.globo.com/google/amp/ce/ceara/noticia/2023/09/17/cabeca-gigante-de-santo-antonio-vai-virar-filme-brasileiro-conheca-a-historia.ghtml"><span style="font-weight: 400;">filme</span></a><span style="font-weight: 400;">, ainda que sem data de estreia</span><span style="font-weight: 400;">. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Mesmo com doze anos desde sua publicação, o romance de Socorro Acioli marcou presença na </span><a href="https://www.cnnbrasil.com.br/entretenimento/confira-a-lista-dos-10-livros-mais-vendidos-de-2025/#google_vignette"><span style="font-weight: 400;">lista</span></a><span style="font-weight: 400;"> dos livros de ficção mais vendidos no Brasil em 2025, revelando o potencial da literatura nacional, capaz de reinventar tradições, dar voz ao silêncio e transformar uma história local em um ‘suco de brasilidades’, onde até Santo Antônio perde a cabeça.</span></p>
<p>&nbsp;</p>
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		<title>Há 20 anos, Percy Jackson provava que ser diferente também é ser herói</title>
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		<dc:creator><![CDATA[]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 09 Mar 2026 13:00:47 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Literatura]]></category>
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		<category><![CDATA[Mitologia Grega]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Nathalia Helen Os livros de Percy Jackson marcaram profundamente uma geração de leitores, e celebrar 20 anos do início da saga é também celebrar o impacto emocional que as histórias tiveram ao longo do tempo. Desde o lançamento de O Ladrão de Raios em 2005, o autor Rick Riordan abriu portas para um universo onde &#8230; <a href="http://personaunesp.com.br/percy-jackson-critica/" class="more-link">Continue lendo<span class="screen-reader-text"> "Há 20 anos, Percy Jackson provava que ser diferente também é ser herói"</span></a></p>
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										<content:encoded><![CDATA[<figure id="attachment_36993" aria-describedby="caption-attachment-36993" style="width: 566px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-36993" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2026/03/ima1-566x800.jpg" alt="A imagem é a capa do livro O Ladrão de Raios, e mostra Percy de costas, caminhando pelo mar agitado em direção a uma grande cidade ao fundo. Ele segura uma espada dourada na mão direita. À frente dele, há uma cidade grande com prédios altos, parcialmente coberta por névoa. O céu está escuro e nublado, e um raio cai próximo aos prédios, indicando uma tempestade. As cores predominantes são verde, azul e tons escuros, transmitindo uma sensação de perigo, aventura e mistério, que combina com a história do livro." width="566" height="800" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2026/03/ima1-566x800.jpg 566w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2026/03/ima1-724x1024.jpg 724w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2026/03/ima1-768x1086.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2026/03/ima1-1086x1536.jpg 1086w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2026/03/ima1.jpg 1131w" sizes="auto, (max-width: 566px) 85vw, 566px" /><figcaption id="caption-attachment-36993" class="wp-caption-text">Publicado em 2005, O Ladrão de Raios deu início a uma das séries mais influentes da literatura juvenil do século XXI (Foto: Intrínseca)</figcaption></figure>
<p><b>Nathalia Helen</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Os livros de </span><a href="https://rickriordan.com/series/percy-jackson-and-the-olympians/"><i><span style="font-weight: 400;">Percy Jackson</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> marcaram profundamente uma geração de leitores, e celebrar 20 anos do início da saga é também celebrar o impacto emocional que as histórias tiveram ao longo do tempo. Desde o lançamento de </span><i><span style="font-weight: 400;">O Ladrão de Raios</span></i><span style="font-weight: 400;"> em 2005, o autor Rick Riordan abriu portas para um universo onde a mitologia grega deixou de ser algo distante, recorrente nos livros escolares e passou a fazer parte do cotidiano de jovens leitores ao redor do mundo. Para muitos, foi o primeiro contato com deuses, monstros e heróis – mediados por humor, aventura e identificação.</span><span style="font-weight: 400;"><br />
</span></p>
<p><span id="more-36992"></span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Percy Jackson nunca foi o herói perfeito. Ele começa sua história como um menino confuso, impulsivo e deslocado, sem saber exatamente onde pertence – sentimento familiar de quem lê a saga durante os anos formativos. Logo no início da história, por exemplo, Percy é constantemente punido na escola, sendo diagnosticado com TDAH e dislexia e rotulado como problemático, e desenvolve sua trajetória inicial sem entender porque parece não se encaixar em lugar nenhum. Ao se descobrir filho de Poseidon, o protagonista precisa lidar não só com monstros e missões perigosas, como também com questões de identidade, amizade e responsabilidade. Essa humanidade é um dos grandes motivos pelos quais a série continua contemporânea mesmo duas décadas depois, ganhando diversas </span><a href="https://personaunesp.com.br/as-melhores-series-de-2023/"><span style="font-weight: 400;">adaptações</span></a><span style="font-weight: 400;">.</span></p>
<figure id="attachment_36994" aria-describedby="caption-attachment-36994" style="width: 550px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-36994" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2026/03/ima2.jpg" alt="A imagem mostra o box da série Percy Jackson e os Olimpianos, composta por cinco livros. À esquerda e ao centro, ilustram-se figuras mitológicas aladas marrons sendo montadas, semelhantes aos cavalos, envoltos por tons de verde, dourado e azul, transmitindo a atmosfera fantástica e antiga. À direita, os cinco livros estão alinhados lado a lado, com lombadas em tons de azul-esverdeado e detalhes em cobre e cinza, formando uma imagem contínua de ondas e estruturas que lembram a cidade de Nova York estilizada. Na parte inferior, o logotipo da editora Intrínseca." width="550" height="750" /><figcaption id="caption-attachment-36994" class="wp-caption-text">Ao misturar mitologia grega com o mundo contemporâneo, Rick Riordan apresentou os deuses do Olimpo a uma nova geração de leitores (Foto: Intrínseca)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">A obra original é composta por </span><a href="https://www.goodreads.com/series/40736-percy-jackson-and-the-olympians"><span style="font-weight: 400;">cinco livros</span></a><span style="font-weight: 400;"> publicados entre 2005 e 2009: </span><i><span style="font-weight: 400;">O Ladrão de Raios</span></i><span style="font-weight: 400;">, </span><i><span style="font-weight: 400;">O Mar de Monstros </span></i><span style="font-weight: 400;">(2006), </span><i><span style="font-weight: 400;">A Maldição do Titã </span></i><span style="font-weight: 400;">(2007), </span><i><span style="font-weight: 400;">A Batalha do Labirinto</span></i><span style="font-weight: 400;"> (2008) e </span><i><span style="font-weight: 400;">O Último Olimpiano </span></i><span style="font-weight: 400;">(2009). Ao longo das histórias, acompanhamos o crescimento de Percy e seus amigos, Annabeth e Grover, enquanto enfrentam profecias cada vez mais sombrias e ameaçadoras, que colocam em risco tanto o mundo dos deuses quanto o dos mortais. Em </span><i><span style="font-weight: 400;">A Batalha do Labirinto</span></i><span style="font-weight: 400;">, a trama gira em torno da expansão de um labirinto mágico criado por Dédalo, um notável arquiteto e inventor, que serve como rota de invasão para inimigos do Olimpo, obrigando os semideuses a assumir responsabilidades maiores. A cada volume, os desafios se intensificam, assim como as consequências das escolhas feitas pelos personagens. O leitor cresce e amadurece junto com eles, criando um vínculo que torna o desfecho da saga ainda mais marcante.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Outro elemento que fortalece a série é a maneira como Rick Riordan reintroduz a </span><a href="https://super.abril.com.br/cultura/percy-jackson-quem-e-perseu-na-mitologia-grega/"><span style="font-weight: 400;">mitologia grega</span></a><span style="font-weight: 400;"> para o público jovem, usando referências clássicas em situações contemporâneas. Deuses antigos passam a ocupar espaços do mundo moderno, enquanto monstros e desafios mitológicos surgem em cenários cotidianos, como escolas, estradas e cidades comuns. Essa abordagem criativa transformou a saga na porta de entrada para o estudo da mitologia e o incentivo à leitura entre jovens leitores.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Ao longo dos anos, </span><i><span style="font-weight: 400;">Percy Jackson</span></i><span style="font-weight: 400;"> deixou de ser apenas uma saga de livros e se transformou em um universo literário expansivo. Novas sagas, como </span><a href="https://www.goodreads.com/series/51379-the-heroes-of-olympus"><i><span style="font-weight: 400;">Os Heróis do Olimpo</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> (2010) e </span><a href="https://www.goodreads.com/series/162088-the-trials-of-apollo"><i><span style="font-weight: 400;">As Provações de Apolo</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> (2016), aprofundaram personagens já conhecidos e apresentaram novos heróis, mantendo o interesse dos fãs e mostrando que esse mundo ainda tem muitas histórias a serem contadas. Mesmo assim, a pentalogia segue sendo o coração desse universo.</span></p>
<figure id="attachment_36995" aria-describedby="caption-attachment-36995" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-36995" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2026/03/ima3-800x622.jpg" alt="A imagem mostra um menino adolescente sentado à noite em uma floresta. Ele tem cabelos cacheados claros e usa uma camiseta laranja por baixo de um casaco cinza com capuz. O garoto olha para baixo com expressão pensativa, iluminado por uma luz quente que parece vir de uma fogueira fora de cena. À sua frente, sobre um tronco, há uma lata aberta e um saco plástico transparente. O fundo é escuro, com tons azulados e verdes, referindo-se a vegetação, criando um clima silencioso e introspectivo." width="800" height="622" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2026/03/ima3-800x622.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2026/03/ima3-1024x796.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2026/03/ima3-768x597.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2026/03/ima3.jpg 1170w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-36995" class="wp-caption-text">O Acampamento Meio-Sangue se tornou um dos cenários mais reconhecíveis da literatura juvenil moderna (Foto: Disney+)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">Progressivamente, a epopeia moderna também encontrou novos públicos por meio de adaptações. Em 2023, </span><i><span style="font-weight: 400;">Percy Jackson e os Olimpianos</span></i><span style="font-weight: 400;"> ganhou uma série no </span><a href="https://www.disneyplus.com/pt-br/browse/entity-f1c31566-ec05-4d30-b23f-3177442233f4?msockid=27ddb89c734367331d80ad7472956627"><i><span style="font-weight: 400;">Disney+</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, estrelada por Walker Scobell (Percy Jackson), Leah Sava Jeffries (Annabeth Chase) e Aryan Simhadri (Grover Underwood), reacendendo o carinho dos fãs antigos e apresentando a história a uma nova geração. A primeira temporada adapta </span><i><span style="font-weight: 400;">O Ladrão de Raios</span></i><span style="font-weight: 400;">, acompanhando a jornada de Percy após se descobrir um semideus e sua missão para recuperar o raio-mestre de Zeus, impedindo uma guerra entre os deuses do Olimpo. Esta é a adaptação mais fiel aos livros e ajudou a reforçar a relevância da obra, além de trazer novamente Percy para o centro da cultura </span><i><span style="font-weight: 400;">pop</span></i><span style="font-weight: 400;">.</span><span style="font-weight: 400;"><br />
</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Celebrar os 20 anos de </span><i><span style="font-weight: 400;">Percy Jackson</span></i><span style="font-weight: 400;"> não é apenas lembrar de quando o primeiro livro foi publicado, mas reconhecer como ele </span><a href="https://guiadoestudante.abril.com.br/dica-cultural/20-anos-apos-o-lancamento-por-que-ainda-vale-ler-percy-jackson/?utm"><span style="font-weight: 400;">continua influenciando leitores</span></a><span style="font-weight: 400;"> até os dias atuais. É evidente que muitos espectadores releem a saga com outro olhar, agora mais velhos, e percebem novas camadas em cada personagem e interpretam de forma diversificada mensagens sobre amizade, pertencimento e coragem. Enquanto isso, outros a descobrem pela primeira vez, provando que boas histórias realmente atravessam o tempo.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Mesmo após duas décadas, Percy Jackson continua correndo pelos corredores do Acampamento Meio-Sangue, enfrentando deuses mal-humorados e lembrando aos leitores que ser diferente não é uma fraqueza – é uma força. A longevidade da </span><a href="https://rickriordan.com/book/the-court-of-the-dead/"><span style="font-weight: 400;">história</span></a><span style="font-weight: 400;"> mostra que, mais do que aventuras mitológicas, os livros oferecem acolhimento, identificação e a sensação de que sempre haverá um lugar onde pertencemos, mesmo que esteja escondido entre o mundo mortal e o Olimpo.</span></p>
<blockquote><p><span style="font-weight: 400;">“Você, Percy… você é parte deus, parte humano. Vive em ambos os mundos </span><span style="font-weight: 400;">[&#8230;]. É isso que torna os heróis tão especiais. Você transporta as esperanças da humanidade para a esfera do eterno” –</span><span style="font-weight: 400;"> O Mar de Monstros (2006)</span></p></blockquote>
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		<title>Estante do Persona – Outubro de 2025</title>
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		<pubDate>Fri, 31 Oct 2025 14:08:39 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>O que é o terror? É apenas o susto que faz o coração acelerar, ou algo mais profundo, que nos obriga a encarar aquilo que escondemos de nós mesmos? O horror literário fascina porque nos faz perguntar: até onde iríamos para sentir medo? Que monstros moram no mundo e quais habitam dentro de nós? É &#8230; <a href="http://personaunesp.com.br/estante-do-persona-outubro-de-2025/" class="more-link">Continue lendo<span class="screen-reader-text"> "Estante do Persona – Outubro de 2025"</span></a></p>
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										<content:encoded><![CDATA[<figure id="attachment_36090" aria-describedby="caption-attachment-36090" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-36090" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/10/Arte-site-800x450.png" alt="Na ilustração, em um fundo roxo com teias de aranha, há uma prateleira branca com 5 livros em tons de laranja. Da esquerda para a direita, há um livro na vertical, em pé, com um olho vermelho, com um play dentro da íris, estampado. O livro está entreaberto. No topo da imagem, no centro, há o mesmo olho. Na direita, há 4 livros, três deitados e um em pé, apoiado nos que estão na horizontal. De baix para cima, está escrito na lombada do primeiro &quot;outubro de 2025&quot;, do segundo &quot;persona&quot; com um troféu do símbolo do olho em dourado no canto esquerdo e no último &quot;estante do&quot;. O livro na vertical possui capa laranja e nada escrito na capa." width="800" height="450" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/10/Arte-site-800x450.png 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/10/Arte-site-1024x576.png 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/10/Arte-site-768x432.png 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/10/Arte-site-1536x864.png 1536w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/10/Arte-site-1200x675.png 1200w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/10/Arte-site.png 1920w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-36090" class="wp-caption-text">Entre passagens de tirar o fôlego e clássicos da literatura de Terror, o Estante de outubro garante aos leitores um Halloween inesquecível (Arte: Maria Fernanda Beneton/Texto de abertura: Bianca Costa)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">O que é o </span><a href="https://blog.jamboeditora.com.br/terror-genero-favorito/"><span style="font-weight: 400;">terror</span></a><span style="font-weight: 400;">? É apenas o susto que faz o coração acelerar, ou algo mais profundo, que nos obriga a encarar aquilo que escondemos de nós mesmos? O </span><a href="https://www.infoescola.com/generos-literarios/horror/"><span style="font-weight: 400;">horror literário</span></a><span style="font-weight: 400;"> fascina porque nos faz perguntar: até onde iríamos para sentir medo? Que monstros moram no mundo e quais habitam dentro de nós? É possível que a história de uma página seja mais assustadora que a realidade que nos cerca?</span></p>
<p><span id="more-36085"></span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O </span><a href="https://personaunesp.com.br/estante-do-persona-outubro-de-2024/"><span style="font-weight: 400;">Estante</span></a><span style="font-weight: 400;"> está de volta para te fazer roer as unhas. Com o mês do horror terminando, o Persona te convida a entrar no clima de </span><i><span style="font-weight: 400;">Halloween </span></i><span style="font-weight: 400;">e se perder em um suspense horripilante, daqueles que prende o fôlego. A literatura de </span><a href="https://www.editorawish.com.br/blogs/novidades/horror-x-terror-qual-a-diferenca?srsltid=AfmBOopwFqgZ-jUrC-fP3JVXD_12jnSGSW4Qyh_20WyuDetJOYOLV6de"><span style="font-weight: 400;">terror e horror</span></a><span style="font-weight: 400;"> sempre foi mais do que um simples susto: é devorar um livro com o coração acelerado, virar a página sem perceber a hora e o desespero para chegar ao final. Desde as primeiras histórias contadas, o medo habita a imaginação humana, mudando de forma a cada século. Já foi castigo, já foi delírio, já foi profecia. Hoje, é o espelho.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O </span><a href="https://baquaraneurotico.wordpress.com/2018/10/30/uma-breve-historia-da-literatura-de-horror/"><span style="font-weight: 400;">gênero</span></a><span style="font-weight: 400;"> nasceu junto do impulso de narrar. O horror literário sempre refletiu aquilo que o ser humano mais teme enxergar: a si mesmo. O que antes se escondia em florestas e castelos agora vive entre becos úmidos, escritórios silenciosos e janelas que jamais se abrem. O terror moderno dispensa trovões, mas basta o som repetido de um relógio, o arranhar de unhas na madeira, o eco de passos no corredor para acender o pavor. O medo se tornou íntimo, cotidiano, palpável. O monstro, agora, veste a nossa pele.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Nas páginas, o horror observa o banal e o devolve distorcido. Uma sombra alongada demais, um reflexo que se move depois de você. Ele revela o que apodrece por baixo da normalidade e lembra que o real é sempre mais estranho do que parece. Há quem diga que o inferno é uma invenção distante, porém Alan Moore e Eddie Campbell o desenharam com bisturis e delírios em </span><a href="https://www.veneta.com.br/shop/do-inferno-305"><i><span style="font-weight: 400;">Do Inferno</span></i></a><span style="font-weight: 400;">; Ana Paula Maia o construiu com carne, suor e trabalho em </span><a href="https://www.record.com.br/produto/assim-na-terra-como-embaixo-da-terra/"><i><span style="font-weight: 400;">Assim na Terra como Embaixo da Terra</span></i></a><span style="font-weight: 400;">; e Stephen King o fez explodir de dentro de uma garota que só queria ser aceita em </span><a href="https://n.companhiadasletras.com.br/livro/9788581050362/carrie-a-estranha"><i><span style="font-weight: 400;">Carrie, a estranha</span></i></a><span style="font-weight: 400;">. Poe, por sua vez, nos ensinou que às vezes basta um gato, ou uma culpa, para enlouquecer em</span> <a href="https://www.martinclaret.com.br/produtos/o-gato-preto-em-quadrinhos/"><i><span style="font-weight: 400;">O Gato Preto</span></i></a><i><span style="font-weight: 400;">.</span></i><span style="font-weight: 400;"> E, em algum beco de Londres, Jack ainda caminha, invisível, entre as vozes e a névoa em</span><a href="https://www.darksidebooks.com.br/rastro-de-sangue-jack-o-estripador/p"> <i><span style="font-weight: 400;">Rastro de Sangue: Jack, O Estripador.</span></i></a><i><span style="font-weight: 400;"> </span></i></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Do castigo divino ao crime urbano, o terror se reinventa, mas nunca desaparece. Ele muda de máscara, muda de época, muda de tom, e ainda assim continua a mesma coisa: o retrato fiel daquilo que tentamos esconder. É uma lente que amplia o desconforto e um espelho que devolve o rosto deformado.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Enfim, o Estante de outubro adentra esse espaço entre o real e o delírio: o medo ganha textura, cheiro e voz com as indicações dos nossos redatores. Os próximos parágrafos não prometem consolo, mas garantem companhia e uma leitura atenta, na qual até tirar os olhos das páginas é arriscado demais. Só um aviso antes de começar: se ouvir algum barulho vindo de trás, não olhe. Provavelmente é só o vento. Provavelmente.</span></p>
<hr />
<p><b style="color: #1a1a1a; font-size: 16px;">Alan Moore e Eddie Campbell – Do Inferno (592 páginas, Editora Veneta)</b></p>
<figure id="attachment_36093" aria-describedby="caption-attachment-36093" style="width: 600px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-36093" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/10/capa_do_inferno_1410-1.jpg" alt="A capa da história em quadrinhos &quot;Do Inferno&quot; possui um desenho em tons de cinza de uma caixa torácica humana rasgada horizontalmente por quatro faixas de papel vermelho vivo. O título, DO INFERNO, está em letras pretas grandes na primeira faixa vermelha, e os nomes dos autores, ALAN MOORE &amp; EDDIE CAMPBELL, aparecem logo abaixo em letras pretas menores na segunda faixa." width="600" height="800" /><figcaption id="caption-attachment-36093" class="wp-caption-text">Do Inferno é vencedora de 5 prêmios Eisner e garantiu a seu autor, Alan Moore, 3 anos consecutivos o prêmio de melhor roteirista entre 1995-1997 (Foto: Editora Veneta)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">“<i>Do Inferno</i>” ocupa os primeiros lugares nas listas dos leitores de Alan Moore, junto a <i>Watchmen</i>, <i>V de Vingança</i>, <i>Monstro do Pântano</i> e tantos outros. Mesmo assim, ao ler a sinopse, é fácil pensar: “O que tem de tão especial em outra versão de Jack, o Estripador?” Talvez o mais interessante esteja no mundo em que a história se passa. E não, não é a ambientação neogótica da Inglaterra vitoriana, com noites soturnas e um preto marcante que persegue o leitor em cada página; ao recuar, a escuridão prepara-se para encarnar figuras igualmente macabras.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Então, o que há de tão interessante para uma leitura de quase 600 páginas? A resposta está na pergunta que reside na penumbra da obra: “O que é o mal?” Alan Moore apresenta um mal macabro, soturno e encarnado, que também reside nos corações dos que o enxergam e, em certa medida, anseiam encontrá-lo. No deslizar das páginas pretas e brancas, o leitor se pega a todo momento ansioso, desejoso e esperançoso para contemplar as diversas faces daquilo que deveria permanecer sigiloso a todos: nossos desejos mais perversos, escondidos em entranhas escuras, e as diferentes formas de ver um mal radicalmente humano – tão visceral que o ocultamos, dizendo ser próprio apenas do Inferno.</span><b> – Pedro Domênico</b></p>
<p>&nbsp;</p>
<hr />
<p><b>Ana Paula Maia – </b><b>Assim na Terra como embaixo da Terra (144 páginas, Editora Record)</b></p>
<figure id="attachment_36094" aria-describedby="caption-attachment-36094" style="width: 517px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-36094" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/10/91UrbtIoL._UF10001000_QL80_-517x800.jpg" alt="A capa do livro Assim na Terra como embaixo da Terra é branca possui a ilustração de um javali em preto, que parte do canto superior direito e ocupa grande parte do retângulo. O título da obra aparece em letras espremidas, ocupando o canto inferior esquerdo ao lado do nome da autora, Ana Paula Maia, no canto inferior direito. Ambos também escritos em preto." width="517" height="800" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/10/91UrbtIoL._UF10001000_QL80_-517x800.jpg 517w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/10/91UrbtIoL._UF10001000_QL80_.jpg 646w" sizes="auto, (max-width: 517px) 85vw, 517px" /><figcaption id="caption-attachment-36094" class="wp-caption-text">Em 2018 a escritora venceu o prêmio São Paulo de Literatura com a obra Assim na Terra como embaixo dela (Foto: Editora Record)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">Ana Paula Maia é uma escritora brasileira que ganhou destaque na literatura nacional por suas histórias sempre aterrorizantes envolvendo violências e questionamentos, principalmente sobre pautas de negligência social. E nessa narrativa, por meio de uma escrita fluída e cativante, a autora convida o leitor a conhecer o ambiente claustrofóbico de uma colônia penal decadente prestes a ser desativada, e que abriga os criminosos que o Estado buscou esquecer. Lá dentro, os personagens estão sob o comando de um oficial que perdeu a sanidade por conta do isolamento, e o perigo e a aflição os rondam constantemente, além da fuga parecer impossível. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Através de sua escrita,  a autora cria uma experiência na qual a tensão e o desconforto só se agravam com o passar das páginas, e cada descoberta sobre o real intuito da instituição contribui  para prender a atenção do público do início ao fim. Além disso, o texto não dá sossego um segundo sequer, já que a ameaça não cessa e é perceptível que, naquele lugar onde os corpos são privados de sua humanidade, não há salvação ou esperança nem através da suposta liberdade.</span><b> – Luana Corrêa</b></p>
<hr />
<p><b>Stephen King – Carrie, a estranha (208 páginas, Editora Suma)</b></p>
<figure id="attachment_36102" aria-describedby="caption-attachment-36102" style="width: 549px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-36102" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/10/image1-9-549x800.jpg" alt="A capa do livro Carrie, de Stephen King, tem um fundo rosa-escuro com manchas e gotas de sangue escorrendo. No centro, aparece o rosto de uma garota com olhar sério e traços de sangue no rosto, criando um clima assustador. O nome do autor está escrito em letras grandes e brancas na parte de cima, e o título Carrie aparece em branco na parte de baixo. A imagem passa uma sensação de mistério e terror, combinando com a história do livro." width="549" height="800" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/10/image1-9-549x800.jpg 549w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/10/image1-9-703x1024.jpg 703w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/10/image1-9-768x1119.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/10/image1-9-1055x1536.jpg 1055w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/10/image1-9.jpg 1080w" sizes="auto, (max-width: 549px) 85vw, 549px" /><figcaption id="caption-attachment-36102" class="wp-caption-text">A obra de estreia do mestre do terror representa um marco inovador, sendo um dos romances mais impactantes de todos os tempos (Foto: Editora Suma)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">Narrado de forma fragmentada e com tom quase documental, </span><i><span style="font-weight: 400;">Carrie</span></i><span style="font-weight: 400;">, primeiro livro de Stephen King, publicado em 1974, combina trechos de jornais e entrevistas para reconstruir a trágica história de Carrie White. Tímida e introvertida, a adolescente é alvo constante de humilhações por parte dos colegas e vive sob a opressão da mãe, Margaret, uma fanática religiosa. Tudo muda, porém, após um episódio traumático na escola (quando a protagonista tem sua primeira menstruação e é cruelmente ridicularizada pelas outras meninas): ela descobre possuir poderes de telecinesia.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Conforme o bullying e a opressão aumentam, esses poderes crescem junto com a raiva e o desespero dela, culminando em um baile de formatura trágico e inesquecível, que se tornou um dos momentos mais icônicos da literatura e do cinema de terror. O impacto da obra foi tão grande que abriu caminho para uma série de outras adaptações baseadas nas obras de King, como </span><i><span style="font-weight: 400;">O Iluminado</span></i><span style="font-weight: 400;">, </span><i><span style="font-weight: 400;">It: A Coisa</span></i><span style="font-weight: 400;"> e </span><i><span style="font-weight: 400;">À Espera de um Milagre</span></i><span style="font-weight: 400;">, que continuaram a explorar, cada uma à sua maneira, os medos, traumas e conflitos que assombram a condição humana. </span><b>– Nathalia Helen</b></p>
<hr />
<figure id="attachment_36086" aria-describedby="caption-attachment-36086" style="width: 471px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-36086" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/10/Jack-o-estripador-Kerri-Maniscalco.png" alt="Imagem da capa do livro Jack, o Estripador de Kerri Maniscalco. Há um fundo escuro em tons de preto e cinza com nuvens. No centro, há uma mulher branca com vestido vitoriano verde escuro e luvas rendadas pretas, segurando uma adaga prateada. Ela usa um colar com pedra vermelha, tem cabelos castanhos e lábios pintados de vermelho. Na parte inferior, intrínseco ao vestido, aparecem prédios antigos de Londres envoltos em névoa. O título, o nome da série “Rastro de Sangue”, da editora e da autora ocupam a metade inferior da imagem." width="471" height="708" /><figcaption id="caption-attachment-36086" class="wp-caption-text">Em sua estreia, Kerri Maniscalco explora um dos mistérios mais sombrios do Século XIX e apresenta uma heroína que desafia o impossível (Foto: DarkSide Books)</figcaption></figure>
<p><b>Kerri Maniscalco &#8211; Jack, o Estripador (354 páginas, DarkSide Books)</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Ambientado em Londres na </span><a href="https://personaunesp.com.br/autoras-horror-era-vitoriana-artigo/"><span style="font-weight: 400;">Era Vitoriana</span></a><span style="font-weight: 400;">, a série </span><i><span style="font-weight: 400;">Rastro de Sangue</span></i><span style="font-weight: 400;"> acompanha Audrey Rose Wadsworth, uma jovem investigadora dedicada à medicina forense. Desafiando a vontade de seu pai e as expectativas da sociedade sobre como uma mulher deveria se portar, ela realiza autópsias no laboratório do tio e, de repente, se envolve em um dos crimes mais brutais que assombram a cidade. Na companhia de Thomas Cresswell, aprendiz de seu tio, Audrey Rose embarca na perigosa investigação na esperança de resolver o caso antes que novas vítimas sejam feitas. Entre ciência forense, suspense psicológico e a constante sensação de perigo, o mistério está cada vez mais perto de ser revelado.</span></p>
<p><i><span style="font-weight: 400;">Jack, o Estripador</span></i><span style="font-weight: 400;"> é o primeiro livro da série e estabelece a construção psicológica e narrativa que se mantém constante ao longo das obras. Com uma ambientação sombria e um </span><a href="https://aventurasnahistoria.com.br/noticias/historia-hoje/130-anos-depois-identidade-de-jack-o-estripador-pode-ter-sido-desevendada.phtml"><span style="font-weight: 400;">crime</span></a><span style="font-weight: 400;"> impossível de ser resolvido, o livro explora relações familiares e sociais complexas, motivações sinistras e tragédias arrebatadoras. Ao longo da história, Audrey Rose e Thomas se aventuram em diferentes lugares e cruzam caminho com outras figuras históricas do período, como Príncipe Drácula, Harry Houdini e H. H. Holmes. Além disso, abre espaço para pitadas de um romance fadado pelo destino. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A obra mantém um equilíbrio perfeito entre elegância e crueldade. Entre </span><i><span style="font-weight: 400;">corsets</span></i><span style="font-weight: 400;">, festas do chá e um jogo de gato e rato, a narrativa entrelaça o suspense com o cotidiano da época. Embora foque na parte forense, com análises detalhadas de cada procedimento técnico, o livro oferece uma visão única do infame caso </span><a href="https://revistaesquinas.casperlibero.edu.br/arte-e-cultura/true-crime-a-ascensao-do-genero-na-literatura-e-nos-streamings/"><span style="font-weight: 400;">não resolvido</span></a><span style="font-weight: 400;">. Ilustrações </span><i><span style="font-weight: 400;">vintages</span></i><span style="font-weight: 400;"> e macabras mergulham o leitor na narrativa, enquanto a atmosfera gótica e os personagens astutos tornam tudo envolvente. Analisar as pistas enquanto tenta adivinhar o assassino antes dos detetives torna a leitura surpreendentemente agradável e cativante. <b>– </b></span><b>Vitória Mendes</b></p>
<hr />
<figure id="attachment_36087" aria-describedby="caption-attachment-36087" style="width: 539px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-36087" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/10/817AX1fb0L._AC_UF10001000_QL80_-539x800.jpg" alt="Foto da capa do livro O Gato Preto e Outros Contos Extraordinários, de Edgar Allan Poe. O fundo é escuro, com tons de cinza e preto, além de possuir a face de um gato desenhado. No canto superior esquerdo, há a silhueta de um gato preto sentado, e na letra “A” de “Edgar”, do título, surgem traços que imitam bigodes. O nome do autor, “Edgar Allan Poe”, aparece em letras grandes e amarelas no centro da imagem. Abaixo, em letras brancas ornamentadas, lê-se “O Gato Preto e Outros Contos Extraordinários”. No rodapé, está o logotipo da editora Camelot." width="539" height="800" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/10/817AX1fb0L._AC_UF10001000_QL80_-539x800.jpg 539w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/10/817AX1fb0L._AC_UF10001000_QL80_.jpg 674w" sizes="auto, (max-width: 539px) 85vw, 539px" /><figcaption id="caption-attachment-36087" class="wp-caption-text">O Gato Preto foi publicado em 1843 (Foto: Camelot Editora)</figcaption></figure>
<p><b>Edgar Allan Poe &#8211; O Gato Preto e Outros Contos Extraordinários (160 páginas, Camelot Editora)</b></p>
<p><i><span style="font-weight: 400;">O Gato Preto</span></i><span style="font-weight: 400;"> é um dos contos mais conhecidos de </span><a href="https://www.purepeople.com.br/noticia/serie-a-queda-da-casa-de-usher-para-maratonar-na-netflix-com-poucos-episodios-de-edgar-allan-poe_a410614/1"><span style="font-weight: 400;">Edgar Allan Poe</span></a><span style="font-weight: 400;"> e talvez o que melhor define o horror psicológico do autor. A história acompanha um homem comum que, afundado no álcool, começa a maltratar os animais que antes amava, até que sua fúria o leva a um ato irreversível. O que se segue é o peso da culpa e a paranoia de que algo, ou alguém, ainda o observa. Poe não precisa de fantasmas nem de castigos divinos para causar medo, basta a mente humana em colapso.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O conto é uma leitura curta e de ritmo acelerado. Cada ação do narrador tem uma consequência imediata, e o terror surge da frieza com que ele descreve suas próprias atrocidades. </span><a href="https://personaunesp.com.br/um-dia-um-gato-60-anos/"><span style="font-weight: 400;">O gato</span></a><span style="font-weight: 400;">, símbolo de tudo o que ele tenta esquecer, retorna como a lembrança assombrosa de que a culpa sempre encontra um jeito de ser ouvida. É justamente o fato de haver algo inevitável no percurso do personagem que torna o desfecho tão perturbador.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Indicado para quem busca um clássico acessível e envolvente, </span><i><span style="font-weight: 400;">O Gato Preto</span></i><span style="font-weight: 400;"> é uma porta de entrada perfeita para as obras de Poe e para o </span><a href="https://www.nationalgeographicbrasil.com/cultura/2025/10/um-ano-sem-verao-como-uma-catastrofe-climatica-ajudou-a-dar-origem-a-frankenstein"><span style="font-weight: 400;">horror literário</span></a><span style="font-weight: 400;"> do século XIX. O cerne está na ideia de que o verdadeiro terror nasce dentro de casa, quando o instinto grita mais alto que a razão e a consciência já não consegue silenciar seus próprios erros. <b>– </b></span><b>Eduardo Dragoneti Ferreira</b></p>
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<figure id="attachment_36088" aria-describedby="caption-attachment-36088" style="width: 540px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="wp-image-36088 size-medium" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/10/rebecca-540x800.png" alt="Foto da capa do livro “Rebecca”, de Daphne du Maurier. O fundo é preto com moldura decorativa fina em linhas brancas. O nome da autora aparece na parte superior, em letras grandes, brancas, com estilo tipográfico ornamentado. Logo abaixo, o título “Rebeca” está escrito em letras grandes e sinuosas, na cor rosa forte. À esquerda, acima do título, há a silhueta de uma mulher de perfil, também em rosa, com cabelos presos em coque. Galhos de árvores secos, em cinza claro, se espalham pelo fundo. Na parte inferior direita, há a ilustração de uma mansão antiga com janelas pequenas e detalhes arquitetônicos góticos, desenhada em cinza. Na base da capa, centralizado, aparece o nome da editora “DarkSide” em letras pequenas brancas." width="540" height="800" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/10/rebecca-540x800.png 540w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/10/rebecca.png 589w" sizes="auto, (max-width: 540px) 85vw, 540px" /><figcaption id="caption-attachment-36088" class="wp-caption-text">Um clássico que prova que fantasmas podem ser apenas memórias que não aceitam morrer (Foto: Darkside)</figcaption></figure>
<p><b>Daphne du Maurier &#8211; Rebecca (448 páginas, Darkside)</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A autora britânica </span><a href="https://veja.abril.com.br/cultura/daphne-du-maurier-a-autora-de-rebecca-que-foi-de-hitchcock-a-netflix/"><span style="font-weight: 400;">Daphne du Maurier</span></a><span style="font-weight: 400;"> definitivamente sabe prender a atenção de seus leitores em suas obras. No romance </span><i><span style="font-weight: 400;">Rebecca</span></i><span style="font-weight: 400;">, a escritora cria uma atmosfera tão imersiva que torna difícil se afastar da história. O livro narra a jornada de uma jovem mulher que, após se casar com o misterioso viúvo Maxim de Winter, muda-se para a imponente mansão Manderley. A protagonista se vê rapidamente envolvida pelo fantasma da antiga esposa de Maxim, a lendária Rebecca, cuja presença continua a dominar todos os espaços e silêncios da casa. Nada é dito abertamente, mas tudo parece sussurrar o nome dela.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Du Maurier constrói uma narrativa onde insegurança, amor e memória se misturam como sombras que se alongam ao entardecer. Há algo de cruel e fascinante em observar a protagonista tentando descobrir quem ela é em meio a tantos vestígios de alguém perfeito demais para existir. O suspense cresce devagar, quase como um desconforto íntimo, e quando percebemos já estamos tão enredados quanto ela. </span><a href="https://quatrocincoum.com.br/resenhas/literatura/quem-foi-rebecca/"><span style="font-weight: 400;">Manderley</span></a><span style="font-weight: 400;"> nunca se revela por completo, e talvez seja exatamente essa névoa que torna a experiência tão inesquecível. <b>– </b></span><b> Débora Munhoz</b></p>
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<figure id="attachment_36089" aria-describedby="caption-attachment-36089" style="width: 533px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-36089" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/10/61nyhOxM-yL._AC_UF10001000_QL80_-533x800.jpg" alt="Foto da capa do livro “Ilha do Medo”, de Dennis Lehane. A imagem mostra o rosto de um homem branco em close, com expressão séria e olhar fixo, parcialmente iluminado pela chama de um fósforo que ele segura diante do rosto. Na parte inferior da capa, vê-se uma ilha isolada cercada pelo mar revolto, onde se destaca um grande prédio sombrio, o hospital psiquiátrico que ambienta a história. O título “ILHA DO MEDO” aparece em letras maiúsculas e alaranjadas, com textura metálica e um leve brilho, logo abaixo da imagem da ilha. Acima, em letras pequenas e vermelhas, está a frase “O medo é contagioso.” Na parte inferior, à direita, o logotipo da editora Companhia das Letras é acompanhado da informação “Originalmente publicado como Paciente 67”" width="533" height="800" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/10/61nyhOxM-yL._AC_UF10001000_QL80_-533x800.jpg 533w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/10/61nyhOxM-yL._AC_UF10001000_QL80_.jpg 666w" sizes="auto, (max-width: 533px) 85vw, 533px" /><figcaption id="caption-attachment-36089" class="wp-caption-text">Um suspense sombrio onde a chama da verdade é tão perigosa quanto a escuridão que a cerca (Foto: Companhia das Letras)</figcaption></figure>
<p><b>Dennis Lehane &#8211; </b><b><i>Ilha do Medo</i></b><b> (352 páginas, Editora Record)</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Ler </span><a href="https://oglobo.globo.com/cultura/ilha-do-medo-20342247"><i><span style="font-weight: 400;">Ilha do Medo</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> é como embarcar em uma viagem sem retorno à mente humana e ao que ela é capaz de esconder. Dennis Lehane constrói um suspense psicológico de tirar o fôlego, daqueles que fazem a gente duvidar até das próprias certezas. Tudo começa quando o agente federal Teddy Daniels e seu parceiro Chuck Aule são enviados a </span><i><span style="font-weight: 400;">Shutter Island</span></i><span style="font-weight: 400;">, uma ilha isolada onde funciona um hospital psiquiátrico para criminosos. A missão, de começo, parece simples: investigar o desaparecimento de uma paciente. Mas, à medida que a investigação avança, fica claro que nada ali é o que parece.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A atmosfera criada por </span><a href="https://www.adorocinema.com/noticias/filmes/noticia-1000136084/"><span style="font-weight: 400;">Lehane</span></a><span style="font-weight: 400;"> é sufocante. A cada página, a tensão cresce, e nós, leitores, somos arrastados para o mesmo estado de confusão e paranoia que consome o protagonista. Os detalhes, as falas e os silêncios carregam significados ocultos que só fazem sentido quando tudo se revela. É o tipo de leitura que te faz virar páginas compulsivamente, e ao final, te obriga a repensar tudo o que achava saber. <b>– </b> </span><b>Ryan Rodrigues</b></p>
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		<title>Finalista do 67º Prêmio Jabuti, Penélope Martins conta ao Persona sobre seu ‘trabalho de formiga’ na Literatura</title>
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		<pubDate>Thu, 30 Oct 2025 14:27:04 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Entrevista]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Arthur Caires Antes de aprender a escrever para crianças, Penélope Martins aprendeu a escutar. Escutava as conversas de família, a faladeira que se misturava à costura da mãe, o tricotar da avó na varanda e, entre uma história e outra, descobriu que o afeto também se comunica por palavras. Muito antes de publicar livros, já &#8230; <a href="http://personaunesp.com.br/finalista-do-67o-premio-jabuti-penelope-martins-conta-ao-persona-sobre-seu-trabalho-de-formiga-na-literatura/" class="more-link">Continue lendo<span class="screen-reader-text"> "Finalista do 67º Prêmio Jabuti, Penélope Martins conta ao Persona sobre seu ‘trabalho de formiga’ na Literatura"</span></a></p>
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										<content:encoded><![CDATA[<figure id="attachment_36052" aria-describedby="caption-attachment-36052" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-36052" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/10/image2-12-800x450.png" alt="" width="800" height="450" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/10/image2-12-800x450.png 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/10/image2-12-1024x576.png 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/10/image2-12-768x432.png 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/10/image2-12-1536x864.png 1536w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/10/image2-12-1200x675.png 1200w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/10/image2-12.png 1920w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-36052" class="wp-caption-text">A literatura juvenil de Penélope Martins conecta jovens e adultos por meio da mesma sensibilidade (Foto: Penélope Cruz; Arte: Arthur Caires)</figcaption></figure>
<p><b>Arthur Caires</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Antes de aprender a escrever para crianças, Penélope Martins aprendeu a escutar. Escutava as conversas de família, a faladeira que se misturava à costura da mãe, o tricotar da avó na varanda e, entre uma história e outra, descobriu que o afeto também se comunica por palavras. Muito antes de publicar livros, já havia ali uma autora em formação: alguém que entendia o poder das narrativas que costuram o mundo.</span></p>
<p><span id="more-36050"></span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Formada em Direito, Penélope caminhou por anos entre códigos e processos até perceber que a justiça que procurava não estava nas leis, mas nas histórias. </span><b>“</b><b><i>Eu percebi que, se não fizesse outra coisa da minha vida – e eu sabia o que era, tinha a ver com literatura – eu ia ficar frustrada</i></b><b>”</b><span style="font-weight: 400;">, conta.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Foi entre as brincadeiras dos filhos e as rodas de histórias improvisadas em casa que a escritora surgiu de fato. </span><b>“</b><b><i>Eu chamava as crianças e contava histórias. Uma poeta de Santo André viu o fascínio que eu tinha com elas e me disse: ‘Penélope, você tem que escrever para esse público’. E eu acreditei</i></b><b>”</b><span style="font-weight: 400;">, lembra.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A partir daí, começou o que ela chama de seu ‘trabalho de formiga’: bater de porta em porta com originais na mão, insistir na palavra, acreditar na delicadeza. Hoje, autora premiada e <a href="https://prefeitura.sp.gov.br/web/cultura/w/encontro-com-escritores-pedro-bandeira-pen%C3%A9lope-martins-mary-del-priore-e-mais-acontecem-na-semana-do-dia-mundial-do-livro">formadora de mediadores de leitura</a>, Penélope transformou aquele gesto inicial, o de ouvir, em missão. </span></p>
<h3><b>Da Advocacia para a Literatura</b></h3>
<figure id="attachment_36054" aria-describedby="caption-attachment-36054" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-36054" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/10/image4-6-800x450.png" alt="" width="800" height="450" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/10/image4-6-800x450.png 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/10/image4-6-1024x576.png 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/10/image4-6-768x432.png 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/10/image4-6-1536x864.png 1536w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/10/image4-6-1200x675.png 1200w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/10/image4-6.png 1920w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-36054" class="wp-caption-text">Entre gerações, a literatura de Penélope Martins encontra leitores de todas as infâncias (Foto: Penélope Martins)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">A travessia entre o Direito e a Literatura não foi apenas uma troca de ofício, porém de sentido. Filha de uma família de trabalhadores da agricultura e da costura, Penélope foi a primeira a entrar numa universidade. </span><b>“</b><b><i>Os meus pais me incentivaram muito a estudar, mas tinham um olhar pragmático: o que você vai fazer com isso?</i></b><b>”</b><span style="font-weight: 400;">, conta.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A advocacia parecia a resposta possível para uma jovem que gostava de ler e falar – </span><b>“</b><b><i>sempre fui muito faladeira</i></b><b>”</b><span style="font-weight: 400;">, brinca. No entanto, bastou amadurecer para entender que a vocação verdadeira estava em outro tipo de prática.</span><b> “</b><b><i>Eu cresci numa família de contadores de histórias, o famoso círculo dos mentirosos. Um conta uma mentira, o outro conta uma maior ainda. E era tão divertido!</i></b><b>”</b><span style="font-weight: 400;">, diz, rindo.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Foi justamente esse espírito de roda, onde a imaginação se torna espaço de convivência, que moldou sua escrita. Nas palavras de Penélope,</span><b> “</b><b><i>as histórias são um modo de se reconhecer nos olhos do outro</i></b><b>”</b><span style="font-weight: 400;">. Talvez por isso, cada livro seu pareça nascer de uma escuta, como se escrever fosse, também, uma forma de ouvir de volta.</span></p>
<h3><b>Ler é um direito e escrever é um ato de reparo</b></h3>
<p><span style="font-weight: 400;">Penélope costuma dizer que aprendeu a ler com o corpo, como quem entende o peso e o alívio de uma palavra no tempo certo. Sua relação com a leitura começou na infância, quando os livros se misturavam às histórias inventadas pelos adultos. Mas, foi uma cena simples, guardada na memória, que se transformou em símbolo de tudo o que ela acredita: o direito de aprender, de nomear o mundo, de ser escutada.</span></p>
<blockquote><p><b>“Minha avó, quando ia tricotar na varanda, pedia que eu colocasse uma almofada nas costas dela. Um dia, ela me pediu um ‘trabesseiro’, e eu, criança, corrigi: ‘Não é trabesseiro, é travesseiro’. Levei uma bronca da minha tia, mas minha avó me defendeu. Disse: ‘Deixa ela me corrigir, porque ela está estudando mais do que eu estudei’.”</b></p></blockquote>
<p><span style="font-weight: 400;">Entre o erro e o acerto, estava o gesto de amor que a autora nunca esqueceu. </span><b>“</b><b><i>Quando eu digo que a leitura é um direito, é porque ela ainda é concedida a poucas pessoas. Mesmo o básico, ler e escrever, ainda não está garantido para todos</i></b><b>”</b><span style="font-weight: 400;">, diz.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Em suas formações de mediadores de leitura, Penélope repete que alfabetizar não basta: é preciso criar vínculos, dar às pessoas o direito de se reconhecer no texto. Para ela, a leitura é uma forma de reparação, uma devolutiva simbólica às vozes silenciadas por gerações.</span></p>
<blockquote><p><b>“A leitura, para mim, tem a ver com acolhimento. É um direito que repara o que foi negado, o direito de existir na palavra.”</b></p></blockquote>
<p><span style="font-weight: 400;">Talvez por isso, sua literatura seja tão atravessada por <a href="https://www1.folha.uol.com.br/folhinha/2025/07/poemas-de-gabriela-romeu-e-penelope-martins-falam-sobre-oncas-pintadas.shtml">memórias e gestos cotidianos</a>. Há, em sua fala, uma ternura combativa: o desejo de construir um mundo mais justo a partir da delicadeza. Porque, no fim, escrever, para Penélope, é um modo de cuidar do outro com as palavras que o tempo costurou nela.</span></p>
<h3><b>Quando a Felicidade vem num corpo pequeno</b></h3>
<figure id="attachment_36051" aria-describedby="caption-attachment-36051" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-36051" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/10/image1-14-800x450.png" alt="" width="800" height="450" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/10/image1-14-800x450.png 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/10/image1-14-1024x576.png 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/10/image1-14-768x432.png 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/10/image1-14-1536x864.png 1536w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/10/image1-14-1200x675.png 1200w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/10/image1-14.png 1920w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-36051" class="wp-caption-text">Em Felicidade, Penélope Martins transforma o sentimento em personagem e o cotidiano em poesia (Foto: Editora Casa de Letras)</figcaption></figure>
<p><b>“</b><b><i>Felicidade é uma menina pequena que corre na rua atrás dos cachorros</i></b><b>”</b><span style="font-weight: 400;">. Assim nasceu o poema que, dez anos depois, se transformaria em livro. A imagem simples, uma criança correndo sob o sol, rindo das coisas pequenas, virou metáfora para um sentimento que Penélope Martins persegue em toda a sua obra: o de que a alegria mora no cotidiano, e que escrever é uma forma de preservá-la.</span></p>
<blockquote><p><b>“Senti uma alegria inexplicável ao olhar a chuva delicada sobre a roseira. Por vezes, as coisas que nos trazem felicidade são minúsculas.”</b></p></blockquote>
<p><span style="font-weight: 400;">O livro </span><i><span style="font-weight: 400;">Felicidade</span></i><span style="font-weight: 400;">, lançado pela <a href="https://portal.saladanoticia.com.br/noticia/20823/penelope-martins-lanca-os-livros-infantis-felicidade-e-ana-e-rosa-rosa-e-ana-em-sao-paulo">Editora Joaninha</a>, parte dessa percepção íntima para construir uma narrativa que fala de acolhimento. Nele, a própria Felicidade é uma personagem recém-chegada a um lar, aguardando para ser compreendida. </span><b>“</b><b><i>Será que vão guardá-la numa caixa de sapatos? Ou dentro de uma maleta de ferramentas?</i></b><b>”</b><span style="font-weight: 400;">, provoca o texto.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A história nasceu de uma experiência pessoal, um lampejo de ternura durante a infância da filha, um instante que a autora não quis deixar escapar. </span><b>“</b><b><i>Eu queria brincar com a ideia de a felicidade ser uma personagem, e ter essa interpretação dúbia: a chegada dela pode ser algo novo, mas também algo que já estava ali, só esperando ser visto</i></b><b>”.</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A ilustradora Cássia Roriz deu forma a essa sensação por meio da colagem, criando um universo lúdico que parece convidar o leitor a participar. </span><b><i>“A Cássia fez um trabalho cheio de recordações, que dá vontade de recortar e desenhar junto</i></b><b>”</b><span style="font-weight: 400;">, diz Penélope, sorrindo.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Em </span><i><span style="font-weight: 400;">Felicidade</span></i><span style="font-weight: 400;">, palavra e imagem se juntam como fragmentos de um mesmo gesto: o de reconhecer o extraordinário no pequeno. E, talvez, essa seja a maior delicadeza do livro – lembrar que, para as crianças (e para quem ainda sabe olhar como elas), a felicidade não cabe no corpo, porém o corpo é que aprende a caber na felicidade.</span></p>
<h3><b>Amor, diferença e espelho: as irmãs Ana e Rosa</b></h3>
<figure id="attachment_36053" aria-describedby="caption-attachment-36053" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-36053" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/10/image3-14-800x450.png" alt="" width="800" height="450" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/10/image3-14-800x450.png 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/10/image3-14-1024x576.png 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/10/image3-14-768x432.png 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/10/image3-14-1536x864.png 1536w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/10/image3-14-1200x675.png 1200w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/10/image3-14.png 1920w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-36053" class="wp-caption-text">Ana e Rosa, Rosa e Ana mergulha nas delicadas relações entre irmãs e nos laços que crescem junto com o amor (Foto: Editora Casa de Letras)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">Se em </span><i><span style="font-weight: 400;">Felicidade </span></i><span style="font-weight: 400;">Penélope Martins explora o encantamento do sentir, em </span><i><span style="font-weight: 400;">Ana e Rosa, Rosa e Ana</span></i><span style="font-weight: 400;"> ela mergulha no terreno mais delicado dos afetos: o das relações familiares. O livro, ilustrado por Nat Grego, fala sobre irmãs e também sobre o espelho que cada uma representa na vida da outra, um reflexo de semelhanças e desencontros que forma o retrato do amor.</span></p>
<blockquote><p><b>“O amor também tem seus desafios: alguns dias são de sol, outros chovem lagos e rios.”</b></p></blockquote>
<p><span style="font-weight: 400;">A partir da convivência entre Ana e Rosa, a autora discute o convívio, as diferenças e o que significa crescer junto de alguém. </span><b>“</b><b><i>Eu preparei essa história pensando no desafio da inclusão nas escolas, especialmente nas que têm muitas crianças. Às vezes olhamos para o caso de inclusão como se ele fosse o diferente e nós, os iguais. Mas, o exercício de inverter isso – perceber o quanto também somos diferentes aos olhos do outro – é muito interessante na perspectiva da criança</i></b><b>”.</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A fala da autora ressoa como uma espécie de lição de empatia. Em Ana e Rosa, as irmãs vivem as pequenas turbulências da infância com a sinceridade de quem ainda não aprendeu a disfarçar o afeto. A narrativa sugere que o amor, assim como a convivência, se constrói na contradição: entre o riso e a raiva, a distância e o reencontro.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">As ilustrações de Nat Grego traduzem visualmente esse movimento: cores que se fundem, personagens que parecem se tocar e se afastar ao mesmo tempo. Tudo no livro convida o leitor a enxergar o outro não como espelho perfeito, mas como reflexo necessário.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">No fim, o gesto de Penélope é o mesmo que perpassa toda a sua obra: olhar para o humano com delicadeza, reconhecendo nas diferenças o lugar onde o amor aprende a existir.</span></p>
<h3><b>O voo que a levou ao Prêmio Jabuti</b></h3>
<figure id="attachment_36099" aria-describedby="caption-attachment-36099" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-36099" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/10/fotos-textos-persona-800x450.png" alt="" width="800" height="450" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/10/fotos-textos-persona-800x450.png 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/10/fotos-textos-persona-1024x576.png 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/10/fotos-textos-persona-768x432.png 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/10/fotos-textos-persona-1536x864.png 1536w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/10/fotos-textos-persona-1200x675.png 1200w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/10/fotos-textos-persona.png 1920w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-36099" class="wp-caption-text">Quando minha mãe voou no 14-bis pela Editora PeraBook (Imagem: PeraBook)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">Quando Penélope Martins fala sobre </span><i><span style="font-weight: 400;">Quando Minha Mãe Voou no 14 Bis</span></i><span style="font-weight: 400;">, sua voz ganha um tom de surpresa misturado com ternura. O livro, finalista da <a href="https://www.premiojabuti.com.br/jabuti/premiados-por-edicao/premiacao/?ano=2025">67ª edição do Prêmio Jabuti 2025</a> na categoria Juvenil, nasceu da vontade de contar uma história curta e densa, quase um conto alongado por metáforas, um texto sobre ausência, afeto e o difícil exercício de crescer.</span></p>
<blockquote><p><strong>“A menina narra a própria vida e anuncia que a mãe voou sem dar notícia. Ela espera o dia em que a mãe vai pousar de novo. A mãe tem uma questão de saúde mental, e a filha quer a mãe inteira pra ela, mas recebe o que a mãe consegue dar.”</strong></p></blockquote>
<p><span style="font-weight: 400;">Com uma prosa enxuta e simbólica, o livro constrói um universo em que o céu e o chão se confundem, onde o amor também é feito de distância. </span><b>“</b><b><i>O texto tem densidade, sim, mas é curto, dividido em quatro capítulos. Eu achei que ia escrever só para crianças, e de repente me vi conversando com adolescentes, com quem está entre a infância e o mundo</i></b><b>”</b><span style="font-weight: 400;">, conta.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A indicação ao Jabuti veio como um reconhecimento da força dessa travessia. </span><b>“</b><b><i>Quando saiu a lista dos semifinalistas, eu já estava nas nuvens</i></b><b>”, </b><span style="font-weight: 400;">brinca. </span><b>“</b><b><i>E quando vi o nome entre os finalistas, foi outra surpresa. A literatura juvenil precisa muito de olhares, porque se fala muito das infâncias e dos adultos, mas pouco desse meio do caminho</i></b><b>”.</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O voo do 14 Bis é, também, o voo da própria autora: uma literatura que se desprende de rótulos, que flutua entre idades e experiências. Penélope escreve para quem ainda guarda dentro de si a infância, ou para quem tenta reencontrá-la.</span></p>
<blockquote><p><strong>“Tem muito adulto que lê meus livros e entende que um texto para infância é, na verdade, para todas as infâncias – inclusive aquela que a gente já viveu e ainda carrega dentro.”</strong></p></blockquote>
<h3><b>O trabalho de formiga e o futuro que ele trilha</b></h3>
<figure id="attachment_36056" aria-describedby="caption-attachment-36056" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-36056" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/10/fotos-textos-persona-1-800x450.png" alt="" width="800" height="450" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/10/fotos-textos-persona-1-800x450.png 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/10/fotos-textos-persona-1-1024x576.png 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/10/fotos-textos-persona-1-768x432.png 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/10/fotos-textos-persona-1-1536x864.png 1536w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/10/fotos-textos-persona-1-1200x675.png 1200w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/10/fotos-textos-persona-1.png 1920w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-36056" class="wp-caption-text">Além de escrever, Penélope Martins também faz rodas de leitura para crianças (Foto: Colégio Bandeirantes/Reprodução)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">Penélope Martins gosta de se definir como uma formiga: paciente, incansável e atenta aos caminhos que constrói palavra por palavra. Em tempos de pressa e esquecimento, ela escolhe o ritmo da constância, aquele que acredita na transformação silenciosa da leitura. </span><b>“</b><b><i>Eu me preocupo em fazer meu trabalho de formiga. Levar os livros, levar a leitura, acolher as pessoas. Porque todas as pessoas precisam de acolhida</i></b><b>”</b><span style="font-weight: 400;">, diz.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O futuro que ela imagina para si mesma não está separado do que escreve. </span><b>“</b><b><i>Eu não sei exatamente para onde meus textos vão me levar. Eu vivo as coisas e faço o que tem sentido pra mim</i></b><b>”</b><span style="font-weight: 400;">, confessa. Em 2026, três novos livros juvenis assinados por ela serão lançados pela Editora Joaninha; obras que continuam a explorar o encontro entre vidas desafiadas e a força que nasce desse encontro. </span><b>“</b><b><i>Não posso dar spoiler</i></b><b>”</b><span style="font-weight: 400;">, ri, </span><b>“</b><b><i>mas são histórias muito fortes, sobre pessoas que carregam pedras imensas na mochila e ainda assim caminham</i></b><b>”</b><span style="font-weight: 400;">.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A autora evita pensar a literatura em termos de faixa etária. Prefere falar em camadas, em sensibilidades que atravessam o tempo. </span><b>“</b><b><i>Como dizer que um livro é só para essa ou aquela idade? Eu escrevo o que precisa ser dito, e o livro encontra seu leitor</i></b><b>”</b><span style="font-weight: 400;">.</span></p>
<blockquote><p><b>“Escrever, pra mim, é um gesto de cuidado. Eu escrevo pra acolher. E acolher é a forma mais bonita que conheço de dizer que o outro existe.”</b></p></blockquote>
<p><span style="font-weight: 400;">Em cada livro, há um traço dessa ética da delicadeza: o direito de ser ouvido, de sonhar, de se ver refletido em uma história. Penélope Martins escreve com a calma de quem entende que a literatura não muda o mundo de uma vez, mas muda o modo como a gente o habita.</span></p>
<p>O post <a href="http://personaunesp.com.br/finalista-do-67o-premio-jabuti-penelope-martins-conta-ao-persona-sobre-seu-trabalho-de-formiga-na-literatura/">Finalista do 67º Prêmio Jabuti, Penélope Martins conta ao Persona sobre seu ‘trabalho de formiga’ na Literatura</a> apareceu primeiro em <a href="http://personaunesp.com.br">Persona | Jornalismo Cultural</a>.</p>
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		<title>Estante do Persona &#8211; Outubro de 2024</title>
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		<pubDate>Fri, 08 Nov 2024 19:46:37 +0000</pubDate>
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		<category><![CDATA[A Cor que Caiu do Céu]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Muitos têm medo de filmes de terror. Produções gráficas de violência, sangue, sustos em formato jumpscare, gore e outras possibilidades da linguagem audiovisual acumulam fãs e haters por todo o mundo, mas, e na Literatura? O que o horror é capaz de fazer? O Estante do Persona de Outubro vem te responder essa pergunta e, &#8230; <a href="http://personaunesp.com.br/estante-do-persona-outubro-de-2024/" class="more-link">Continue lendo<span class="screen-reader-text"> "Estante do Persona &#8211; Outubro de 2024"</span></a></p>
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										<content:encoded><![CDATA[<figure style="width: 1024px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="wp-image-34368 size-full" src="https://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/11/wp-image7099994186769339465.jpg" width="1024" height="538" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/11/wp-image7099994186769339465.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/11/wp-image7099994186769339465-800x420.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/11/wp-image7099994186769339465-768x404.jpg 768w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption class="wp-caption-text">No Estante do Persona de Outubro o horror está nas páginas (Arte: Aryadne Xavier/Texto de abertura: Jamily Rigonatto)</figcaption></figure>
<p>Muitos têm medo de filmes de <a href="https://personaunesp.com.br/tag/terror/">terror</a>. Produções gráficas de violência, sangue, sustos em formato <span style="font-weight: 400;"><i>jumpscare</i></span><span style="font-weight: 400;">, </span><span style="font-weight: 400;"><i>gore</i></span><span style="font-weight: 400;"> e outras possibilidades da linguagem audiovisual acumulam fãs e<em> haters</em> por todo o mundo, mas, e na Literatura? O que o horror é capaz de fazer? O Estante do Persona de Outubro vem te responder essa pergunta e, como de costume, fazer indicações, dessa vez, horripilantes.</span><span style="font-weight: 400;"><br />
</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O relato escrito de horror existe há muito tempo, com os primeiros registros sendo as gravuras nas paredes de cavernas e espaços afins, que já faziam uma espécie de documentação dos mitos e folclores que assustavam os homens muito antes dessa espécie de narrativa ser categorizada. O fluxo seguiu com menção a monstros, acontecimentos fantásticos, eventos sanguinários e muito mais ocupando diários, crônicas e, inclusive, <a href="https://revistagalileu.globo.com/Cultura/noticia/2020/08/biblia-e-literatura-de-horror-como-um-dialoga-com-o-outro.html">textos religiosos</a>. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Durante o século XVIII, a materialização de textos voltados para o terror começa a aumentar. A incidência da teoria do pensamento lógico impulsiona a popularização de histórias que exploram o sobrenatural com menos enfoque na vontade divina. Nesse período, ocorre o lançamento de </span><span style="font-weight: 400;"><i>O Castelo de Otranto (1764)</i></span><span style="font-weight: 400;">, de Horace Walpole, considerado o <a href="https://www.youtube.com/watch?v=ASJR6SJBIdY]">primeiro romance gótico</a>.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">No século seguinte, clássicos do gênero caem no gosto da população e se tornam lendas imortais. Entre os mais famosos estão </span><span style="font-weight: 400;"><i>Frankenstein (1818)</i></span><span style="font-weight: 400;">, de Mary Shelley, </span><span style="font-weight: 400;"><a href="https://personaunesp.com.br/dracula-critica/"><i>Drácula (1897)</i></a></span><span style="font-weight: 400;">, de Bram Stoker, e a coletânea de livros de <a href="https://personaunesp.com.br/historias-extraordinarias-critica/">Edgar Allan Poe</a>. Estes, já sendo considerados inspirações inesgotáveis para diversas estórias de monstros, além de base para suas versões cinematográficas, lançadas com mais de 50 anos de diferença. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Desse momento para frente, a ruptura promove uma revolução, com autores do mundo todo explorando os mais diversos aspectos do terror e horror. Nomes como <a href="https://personaunesp.com.br/territorio-lovecraft-livro-critica/">H.P. Lovecraft</a>, <a href="https://personaunesp.com.br/carrie-critica/">Stephen King</a>, <a href="https://personaunesp.com.br/tag/shirley-jackson/">Shirley Jackson</a>, Charles Beaumont, Neil Gaiman e incontáveis outros se tornaram referências para produções macabras com subcategorias e muita profundidade </span><span style="font-weight: 400;">– algumas até questionáveis</span><span style="font-weight: 400;">. De caça às bruxas a pequenas meninas que entram em portais macabros, a </span><span style="font-weight: 400;"><i>Horror Literature</i></span><span style="font-weight: 400;"> cria mundos ou narra o real com garras afiadas, suspense e imprevisibilidade. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Esse texto não contempla nem metade das possibilidades que o gênero criou no universo literário e deixa, inclusive, de passear pelos frutos suculentos do <a href="https://exame.com/pop/genio-do-horror-por-que-raphael-montes-faz-tanto-sucesso-na-literatura-e-agora-no-streaming/">cenário nacional</a>. Por isso, a palavra fica agora com nossos redatores e suas indicações para lá de frescas, com veias fartas e cheias de sangue novinho… Quer dizer, criatividade, isso mesmo, criatividade e só! Agora, é sua vez de aproveitar e tirar um tempinho para adentrar esse imaginário, mas, por favor, deixe de fora o alho, as tochas e a caça aos monstros.</span></p>
<p><span id="more-34361"></span></p>
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<p><strong>Dicas do mês</strong></p>
<figure id="attachment_34365" aria-describedby="caption-attachment-34365" style="width: 534px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-34365" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/11/a-cor-que-caiu-do-ceu-1-534x800.jpg" alt="Capa do livro A Cor Que Caiu do Céu de H.P. Lovecraft. A capa é azul escura, na parte superior dela está o nome do autor, H.P. Lovecraft, estilizado e decorado com três caveiras no canto esquerdo e um polvo sobre a letra “c”. No centro da capa há um pequeno círculo, representando a boca de um poço vista de seu fundo. Na parte inferior da capa está escrito “A Cor Que Caiu do Céu” " width="534" height="800" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/11/a-cor-que-caiu-do-ceu-1-534x800.jpg 534w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/11/a-cor-que-caiu-do-ceu-1-684x1024.jpg 684w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/11/a-cor-que-caiu-do-ceu-1-768x1150.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/11/a-cor-que-caiu-do-ceu-1-1026x1536.jpg 1026w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/11/a-cor-que-caiu-do-ceu-1.jpg 1200w" sizes="auto, (max-width: 534px) 85vw, 534px" /><figcaption id="caption-attachment-34365" class="wp-caption-text">Um livro sobre o indescritível, A Cor Que Caiu Do Céu perturba a imaginação de qualquer um (Foto: Editora Pandorga)</figcaption></figure>
<p><b>Howard Phillips Lovecraft &#8211; A Cor Que Caiu do Céu (135 páginas, Editora Pandorga)</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Das suas adoradas paisagens bucólicas da Nova Inglaterra, H.P. Lovecraft garimpa loucuras que não vem de assombrações e espíritos existentes nas obras de seus contemporâneos, mas de lugares mais antigos que o tempo e mais distantes que as estrelas. Em </span><span style="font-weight: 400;"><a href="https://www.amazon.com.br/cor-que-caiu-c%C3%A9u/dp/8584422854"><i>A Cor Que Caiu do Céu</i></a></span><span style="font-weight: 400;">, o autor acaba por definir um dos conceitos mais fundamentais de suas obras: seres e objetos cuja mera existência traria loucura imediata a qualquer um que a presenciasse. Ao estudar a construção de um reservatório de água no nordeste dos Estados Unidos, o protagonista do livro se aprofunda em uma série de lendas macabras e relatos grotescos sobre um meteorito que transformou animais e homens em deformidades profanas e indescritíveis.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O escritor polêmico pelos próprios preconceitos, os quais não se envergonhava ao transcrever pelas páginas, traz neste conto uma perturbação às mentes mais sadias. A forma a qual ele descreve os cheiros nauseantes, aparências dos animais mutantes, os sons que se podia ouvir do fundo do poço e do sótão, a própria paisagem que desrespeitava as leis naturais e até o sabor “</span><span style="font-weight: 400;"><i>entre o fétido e o salgado</i></span><span style="font-weight: 400;">” da água contaminada, faz com que o leitor busque, nas experiências mais desagradáveis da vida, algum parâmetro para imaginar tal terror, o resultado é de dar calafrios. </span><b>&#8211; Guilherme Dias Siqueira</b></p>
<hr />
<figure id="attachment_34363" aria-describedby="caption-attachment-34363" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-34363" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/11/frankestein-1-800x617.jpg" alt=" Fotografia da capa e quarta capa do livro Frankenstein de Mary Shelley. A capa está do lado direito, ela é verde neon e preto com o monstro Frankenstein como arte, o personagem escolhido é sua versão do filme de 1931. A fotografia é de seu rosto em perfil e o pescoço. Ele possui pontos e cicatrizes na testa e um prego enfiado abaixo da orelha. Entre capa e quarta capa está a lombada, no meio em letras estilizadas e grandes está o título “Frankenstein”. Na parte inferior o nome da autora em tamanho menor “Mary Shelley” e o desenho de uma peça chamada porca. Na parte de cima está a data de publicação 1818 e o símbolo da editora Aleph que é uma barra branca. Na quarta capa, à esquerda, a cor é roxa e há bastante texto, sinopse do livro, código de barras e citações de outros atores sobre a obra" width="800" height="617" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/11/frankestein-1-800x617.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/11/frankestein-1-768x592.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/11/frankestein-1.jpg 1000w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-34363" class="wp-caption-text">A adaptação mais famosa de Frankenstein para o Cinema é de 1931 (Foto: Editora Aleph)</figcaption></figure>
<p><b>Mary Shelley &#8211; Frankenstein (</b><b>336 páginas</b><b>, Editora Aleph)</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">“</span><span style="font-weight: 400;"><i>Ele está vivo! Com certeza</i></span><span style="font-weight: 400;">”, você já ouviu essa frase e sabe que se trata de </span><span style="font-weight: 400;"><a href="https://editoraaleph.com.br/products/frankenstein?variant=49223521009947"><i>Frankenstein</i></a></span><span style="font-weight: 400;">, a ficção científica gótica de Mary Shelley. Victor Frankenstein é obcecado por filosofia natural desde a infância e tem uma vida pacata, até que decide brincar de Deus e cria uma criatura que profana a existência; essa história você já conhece. Mas o assunto sobre o que Shelley estava falando no século XIX ressoa ainda em 2024. Com uma escrita maravilhosa, poética e fluída, o enredo não perde fôlego e até o começo da história, com o monstro de fora, é estimulante.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A recente edição de </span><span style="font-weight: 400;"><i>Frankenstein </i></span><span style="font-weight: 400;">no Brasil é da editora Aleph, a publicação é a história original de 1818 – Mary Shelley fez algumas alterações na linguagem para a terceira edição de 1831 e, desde então, grande parte dos </span><span style="font-weight: 400;"><i>Frankenstein </i></span><span style="font-weight: 400;">no país são traduções desta. Além disso, o livro possui cartas da autora, uma introdução escrita por ela e ilustrações. Alegoria para pessoas </span><span style="font-weight: 400;"><i>queer</i></span><span style="font-weight: 400;">, uma atualização do mito de </span><span style="font-weight: 400;"><a href="https://www.worldhistory.org/trans/pt/1-11877/prometeu/">Prometeu</a></span><span style="font-weight: 400;">, uma história de libertação de corpos ou um monstro terrível que aterroriza as ruas, </span><span style="font-weight: 400;"><i>Frankenstein </i></span><span style="font-weight: 400;">pode ser o que você quiser e muito mais. </span><b>&#8211; Davi Marcelgo </b></p>
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<figure id="attachment_34364" aria-describedby="caption-attachment-34364" style="width: 527px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-34364" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/11/OQUEESTALAFORA-1.webp" alt="A imagem mostra o livro O Que Está Lá Fora, de Kate Alice Marshall, publicado pela DarkSide. A capa é predominantemente escura, com tons de preto e cinza, retratando folhas e galhos em meio a uma teia de aranha, criando uma atmosfera sombria e misteriosa. O título está em letras grandes e vermelhas, destacando-se contra o fundo escuro. No canto superior da capa, há uma citação da autora Alice Feeney, elogiando o livro." width="527" height="800" /><figcaption id="caption-attachment-34364" class="wp-caption-text">Naomi retorna à cidade natal para desvendar segredos sombrios (Foto: Editora Darkside)</figcaption></figure>
<p><b>Kate Alice Marshall &#8211; O que está lá fora (352 páginas, Darkside)</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Em </span><span style="font-weight: 400;"><i>O Que Está Lá Fora</i></span><span style="font-weight: 400;">, Naomi Shaw retorna à cidade natal onde, anos antes, quase perdeu a vida em um ataque brutal numa floresta misteriosa. Na adolescência, ela e suas amigas, Cassidy e Olivia, criaram o enigmático Jogo da Deusa, embaladas pela atmosfera sombria e mágica da floresta. O incidente transformou as três em heroínas locais, mas segredos sombrios e uma verdade enterrada acompanham Naomi desde aquele verão fatídico.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Agora, uma nova morte próxima ao local do antigo ataque desperta questões sobre o que realmente aconteceu. Naomi precisa enfrentar as sombras do passado e desvendar mentiras cuidadosamente guardadas, mesmo que isso signifique arriscar tudo. Escrito por Kate Alice Marshall, o </span><span style="font-weight: 400;"><i>thriller</i></span><span style="font-weight: 400;"> explora amizade, traição e o poder de enfrentar os próprios demônios, em uma narrativa repleta de tensão e reviravoltas</span><b>. &#8211; Eloah Kaway</b></p>
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<figure id="attachment_34362" aria-describedby="caption-attachment-34362" style="width: 260px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-34362" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/11/9786555982237-px8otjkwuq.png" alt="" width="260" height="369" /><figcaption id="caption-attachment-34362" class="wp-caption-text">Contos de Horror da Mimi é rotineiro e absurdo (Foto: Darkside)</figcaption></figure>
<p><b>Junji Ito &#8211; Contos de Horror da Mimi (248 páginas, Darkside)</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Se nos Estados Unidos os fãs do gênero se dividem entre eleger Stephen King e Edgar Allan Poe como o ‘rei do terror’, no Japão não há dúvidas do nome que leva esse título: </span><span style="font-weight: 400;"><a href="https://www.youtube.com/watch?v=ws6v-SoUwDI">Junji Ito</a></span><span style="font-weight: 400;">. Com seus mangás perturbadores, o autor coleciona coletâneas de pequenas crônicas com absurdos aterrorizantes, de espíritos à robôs com braços mecânicos macabros, o que não falta é possibilidade. Uma de suas antologias ilustradas, </span><span style="font-weight: 400;"><i>Contos de Horror da Mimi</i></span><span style="font-weight: 400;">, não decepciona nesse sentido. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Passeando pelas historietas da jovem Mimi, o </span><span style="font-weight: 400;"><a href="https://br.ign.com/manga/105701/feature/nao-acho-possivel-desenhar-horror-sem-negatividade-diz-junji-ito-em-entrevista-ao-ign-brasil-leia">livro</a></span><span style="font-weight: 400;"> mostra suas experiências com o absurdo em narrativas com corte brusco que abrem espaço para a inquietude da mente – o texto surpreende ainda mais quando descobre-se que é inspirado nos contos reais de Hirokatsu Kihara e Ichiro Nakayama. Sob a tradução de Jéssica Ilha da Silva, a obra é agoniante, instigante e absolutamente fácil de devorar, mas necessita de atenção: o abocanhado pode ser você. </span><b>– Jamily Rigonatto </b></p>
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		<title>Estante do Persona &#8211; Setembro de 2024</title>
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		<pubDate>Tue, 01 Oct 2024 23:22:17 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Literatura]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Chegando a sua 27ª edição, a Bienal Internacional do Livro de São Paulo –  o maior evento literário da América Latina – ocorreu dos dias 06 a 15 de Setembro de 2024. A editoria do Persona esteve presente no primeiro domingo, 08/09, para conferir lançamentos, estandes e discussões que compuseram a programação do dia. Os &#8230; <a href="http://personaunesp.com.br/estante-do-persona-setembro-de-2024/" class="more-link">Continue lendo<span class="screen-reader-text"> "Estante do Persona &#8211; Setembro de 2024"</span></a></p>
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										<content:encoded><![CDATA[<figure id="attachment_34080" aria-describedby="caption-attachment-34080" style="width: 1024px" class="wp-caption alignleft"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-34080" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/10/wordpress_estante-setembro-1.jpg" alt="" width="1024" height="538" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/10/wordpress_estante-setembro-1.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/10/wordpress_estante-setembro-1-800x420.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/10/wordpress_estante-setembro-1-768x404.jpg 768w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-34080" class="wp-caption-text">Imergindo no universo literário, o Persona marcou presença na maior edição dos últimos dez anos da Bienal Internacional do Livro de São Paulo (Texto de Abertura: Jamily Rigonatto / Arte: Aryadne Xavier)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">Chegando a sua 27ª edição, a</span><a href="https://personaunesp.com.br/ser-jornalista-bienal-do-livro-artigo/"><span style="font-weight: 400;"> Bienal Internacional do Livro de São Paulo</span></a><span style="font-weight: 400;"> –  o maior evento literário da América Latina – ocorreu dos dias 06 a 15 de Setembro de 2024. A editoria do Persona esteve presente no primeiro domingo, 08/09, para conferir lançamentos, estandes e discussões que compuseram a programação do dia. Os integrantes acessaram o espaço credenciados como Imprensa para realizar a cobertura.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;"><span id="more-34063"></span></span><span style="font-weight: 400;">Com um público visitante de 722 mil pessoas no total do ano, a Bienal de 2024 se consagrou como a maior dos últimos dez anos. O evento, que é promovido a cada dois anos pela </span><a href="https://personaunesp.com.br/estante-do-persona-agosto-de-2024/"><span style="font-weight: 400;">Câmara Brasileira do Livro (CBL)</span></a><span style="font-weight: 400;">, foi realizado no Distrito Anhembi, região central da Grande São Paulo. O cronograma extenso se debruçou em autores nacionais e internacionais, trazendo grandes nomes como Hayley Kyoko (</span><i><span style="font-weight: 400;">Girls Like Girls</span></i><span style="font-weight: 400;">), Vitor Martins (</span><i><span style="font-weight: 400;">Quinze Dias</span></i><span style="font-weight: 400;">), Rafael Montes (</span><i><span style="font-weight: 400;">Jantar Secreto</span></i><span style="font-weight: 400;">) e Jeff Kinney (</span><i><span style="font-weight: 400;">Diário de um Banana</span></i><span style="font-weight: 400;">).</span></p>
<p>Divididos por blocos identificados por letras, estavam dispostos 227 expositores e mais de 500 selos editoriais para o público escolher, sendo alguns deles a <a href="https://personaunesp.com.br/tag/companhia-das-letras/">Companhia das Letras</a>, Editora Intrínseca, PANINI, <a href="https://personaunesp.com.br/tag/sesc/">Sesc</a>, Rocco e Editora Record. Em alguns estandes as filas davam voltas, com leitores animados para aproveitar promoções e descontos especiais oferecidos nas compras dos exemplares.</p>
<figure id="attachment_34066" aria-describedby="caption-attachment-34066" style="width: 600px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-34066" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/09/IMG_8283-600x800.jpg" alt="" width="600" height="800" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/09/IMG_8283-600x800.jpg 600w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/09/IMG_8283.jpg 627w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-34066" class="wp-caption-text">A credencial de imprensa para a Bienal do Livro pode ser solicitada antes do evento por portais, revistas e demais veículos jornalísticos que trabalhem com cultura (Foto: Acervo Pessoal)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">No dia 08, o autor Vitor Martins, dono de sucessos do nicho LGBTQIA+ e </span><i><span style="font-weight: 400;">Young Adult</span></i><span style="font-weight: 400;">, compareceu a uma mesa da Amazon para falar sobre processos de escrita, relembrou a representatividade e destacou o lançamento de seu novo livro intitulado </span><i><span style="font-weight: 400;">Mais ou menos 9 horas</span></i><span style="font-weight: 400;">. O escritor, que também é tradutor, assina textos como </span><i><span style="font-weight: 400;">Quize dias</span></i><span style="font-weight: 400;">, </span><a href="https://personaunesp.com.br/um-milhao-de-finais-felizes-critica/"><i><span style="font-weight: 400;">Um milhão de finais felizes</span></i> </a><span style="font-weight: 400;">e</span><i><span style="font-weight: 400;"> Se a casa 8 falasse</span></i><span style="font-weight: 400;">. Em suas declarações, refletiu sobre como o acolhimento nas páginas pode mudar as perspectivas de pessoas e minorias que se encontram menos em espaços de identificação.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Na arena cultural, o tema se voltava a outra ótica, com o autor de suspense e literatura policial Raphael Montes, que, por meio da Cia das Letras, trouxe um debate sobre os gêneros literários que escreve. Além dele, a Companhia também trouxe a vencedora do Prêmio Jabuti de Romance Literário de 2023, </span><a href="https://personaunesp.com.br/o-som-do-rugido-da-onca-critica/"><span style="font-weight: 400;">Micheliny Verunsky</span></a><span style="font-weight: 400;"> para um bate-papo sobre a herança do passado nos discursos da contemporaneidade, no Salão de Ideias. </span></p>
<figure id="attachment_34065" aria-describedby="caption-attachment-34065" style="width: 600px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-34065" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/09/WhatsApp-Image-2024-09-08-at-22.51.57-600x800.jpeg" alt="" width="600" height="800" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/09/WhatsApp-Image-2024-09-08-at-22.51.57-600x800.jpeg 600w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/09/WhatsApp-Image-2024-09-08-at-22.51.57-768x1024.jpeg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/09/WhatsApp-Image-2024-09-08-at-22.51.57-1152x1536.jpeg 1152w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/09/WhatsApp-Image-2024-09-08-at-22.51.57.jpeg 1200w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-34065" class="wp-caption-text">Algumas editoras tinham mais de um estande espalhado pelo espaço (Foto: Guilherme Leal)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">Embarcando em outro tipo aspecto do perfil de leitores e escritores, o Sesc Edições ainda promoveu a mesa “Vozes Negras na Literatura” que trazia Camilla Dias, assistente social, crítica literária e curadora literária,</span><span style="font-weight: 400;"> Mario Medeiros, autor do livro “A descoberta do insólito”, Sidney Santiago, ator e performancer, e </span><a href="https://www.instagram.com/iamidria?igsh=MWRqZXFvN3Y2eDBkMg=="><span style="font-weight: 400;">Midria</span></a><span style="font-weight: 400;">, poetisa e mestranda em antropologia. Fazendo leituras de referências como Conceição Evaristo e Mirian Alves, o debate trouxe discussões sobre espaços, pertencimento e acessos da comunidade negra.</span><span style="font-weight: 400;"><br />
</span><span style="font-weight: 400;"><br />
</span><i></i></p>
<blockquote><p>“Mas independentemente da idade, tem muita gente que se sente como se não pertencesse a essa ‘paulicéia’ desvairada. É que tem muita gente que não se apropria desse espaço – maior da América Latina, maior do Brasil – uma cidade tão grande, mas que se perde em dinheiro…” &#8211; Mídria</p></blockquote>
<p><span style="font-weight: 400;">Os integrantes do Persona gostaram muito de encontrar a diversidade dos livros e contam um pouco mais sobre o momento especial e suas novas aquisições literárias abaixo.</span></p>
<hr />
<p><strong>Dicas do mês + relatos<br />
</strong></p>
<figure id="attachment_34067" aria-describedby="caption-attachment-34067" style="width: 539px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-34067" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/09/O-Pequeno-Principe-Antoine-de-Saint-Exupery-1-539x800.png" alt="" width="539" height="800" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/09/O-Pequeno-Principe-Antoine-de-Saint-Exupery-1-539x800.png 539w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/09/O-Pequeno-Principe-Antoine-de-Saint-Exupery-1-690x1024.png 690w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/09/O-Pequeno-Principe-Antoine-de-Saint-Exupery-1-768x1139.png 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/09/O-Pequeno-Principe-Antoine-de-Saint-Exupery-1-1035x1536.png 1035w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/09/O-Pequeno-Principe-Antoine-de-Saint-Exupery-1-1380x2048.png 1380w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/09/O-Pequeno-Principe-Antoine-de-Saint-Exupery-1-1200x1780.png 1200w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/09/O-Pequeno-Principe-Antoine-de-Saint-Exupery-1.png 2022w" sizes="auto, (max-width: 539px) 85vw, 539px" /><figcaption id="caption-attachment-34067" class="wp-caption-text">“Todas as pessoas grandes foram um dia crianças – mas poucas se lembram disso.”(Foto: Harper Kids)</figcaption></figure>
<p><b>O Pequeno Príncipe &#8211; Antoine de Saint-Exupéry</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O Pequeno Príncipe é um clássico da literatura e quase um clichê. É o equivalente a quando se pergunta a uma pessoa qual o filme favorito dela e ela responde </span><i><span style="font-weight: 400;">Harry Potter</span></i><span style="font-weight: 400;">, ou qual a série favorita e a resposta é</span><i><span style="font-weight: 400;"> Friends</span></i><span style="font-weight: 400;">. Porém, diferentemente desses exemplos, a história de Antoine de Saint-Exupéry não se saturou com o tempo. Ao contrário, ganha um novo significado conforme ficamos mais velhos.</span></p>
<p><strong><span style="font-weight: 400;">Minha relação com este livro é engraçada. Comecei a leitura quando tinha 16 anos na biblioteca da minha cidade, mas nunca cheguei a terminar. Sempre que voltava ao lugar eu recomeçava, na esperança de ler de uma vez só. O tempo se passou e nunca mais havia sequer pensado nessa história, foi quando o encontrei novamente em um estande da Bienal e decidi levá-lo para casa com a intenção de finalmente conhecer </span><i><span style="font-weight: 400;">O Pequeno Príncipe</span></i><span style="font-weight: 400;">. </span><b>&#8211; Arthur Caires</b></strong></p>
<hr />
<figure id="attachment_34069" aria-describedby="caption-attachment-34069" style="width: 534px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-34069" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/09/Pessoas.Normais.Sally_.Rooney-534x800.jpg" alt="" width="534" height="800" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/09/Pessoas.Normais.Sally_.Rooney-534x800.jpg 534w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/09/Pessoas.Normais.Sally_.Rooney.jpg 667w" sizes="auto, (max-width: 534px) 85vw, 534px" /><figcaption id="caption-attachment-34069" class="wp-caption-text">Pessoas Normais disseca as inquietações que assolam todo e qualquer jovem adulto (Foto: Companhia das Letras)</figcaption></figure>
<p><b>Pessoas Normais &#8211; Sally Rooney</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Em 2023, eu li pelo </span><i><span style="font-weight: 400;">Kindle</span></i><span style="font-weight: 400;"> a obra </span><i><span style="font-weight: 400;">Pessoas Normais</span></i><span style="font-weight: 400;">, da irlandesa Sally Rooney, e o meu mundo mudou. Quando fomos para a Bienal, decidi comprar a versão física para voltar ao mundo criado pela autora. A trama se concentra em Connell e Marianne, dois jovens que estão em grupos diferentes no que se relaciona à pirâmide social do ambiente escolar. Enquanto ela é a odiada do colégio, o jovem é querido por todos.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Na universidade, os papeis se invertem: o rapaz se torna um mero estudante, e a garota encontra um grupo de amigos e se torna conhecida e amada. Muito mais do que apenas amigos, Connel e Marianne são a pessoa da vida um do outro. O que torna o romance tão único é a forma como, de alguma maneira, eles sempre se desencontram. Não se limitando a tópicos amorosos, o livro também aborda situações mais sensíveis, como depressão, ansiedade e abuso. O maior feito de Rooney ao escrever </span><i><span style="font-weight: 400;">Normal People</span></i><span style="font-weight: 400;"> (título original) é comprimir em 262 páginas todo o medo, insegurança e excitação que vêm com a chegada da vida adulta. </span><b>&#8211; Guilherme Leal</b></p>
<hr />
<figure id="attachment_34071" aria-describedby="caption-attachment-34071" style="width: 543px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-34071" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/10/fumaca-branca-543x800.jpg" alt="" width="543" height="800" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/10/fumaca-branca-543x800.jpg 543w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/10/fumaca-branca-695x1024.jpg 695w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/10/fumaca-branca-768x1132.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/10/fumaca-branca-1042x1536.jpg 1042w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/10/fumaca-branca-1200x1768.jpg 1200w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/10/fumaca-branca.jpg 1280w" sizes="auto, (max-width: 543px) 85vw, 543px" /><figcaption id="caption-attachment-34071" class="wp-caption-text">Um bom suspense é escolher pelo acaso (Foto: Seguinte)</figcaption></figure>
<p><strong>Fumaça Branca &#8211; Tiffany Jackson</strong></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Quem disse que um livro não pode ser escolhido pela capa? Na minha primeira vez visitando a Bienal Internacional do Livro em São Paulo, as capas brilhantes e cheias de ilustrações instigantes com certeza foram um dos principais motivos de um colapso no meu cartão de crédito, que não pode deixar de ser usado para um bem maior. Em uma dessas armadilhas envoltas em boa estética, encontrei </span><i><span style="font-weight: 400;">Fumaça Branca</span></i><span style="font-weight: 400;">, escrito por Tiffany D. Jackson e traduzido por Solaine Chioro. </span><span style="font-weight: 400;"><br />
</span><span style="font-weight: 400;"><br />
</span><span style="font-weight: 400;">A escolha foi certeira, já que o texto repousa sobre meu gênero literário favorito: o suspense. Em uma reinvenção da ideia clássica dos filmes e contos do nicho, a narrativa escolhe retratar o conceito de casa mal assombrada com elementos de reviravolta e mistério. Assim, ir contra o famoso ditado </span><i><span style="font-weight: 400;">“Não escolha o livro pela capa”</span></i><span style="font-weight: 400;"> parece ter sido uma das melhores ideias que uma leitora poderia ter no maior festival literário da América Latina. </span><b>– Jamily Rigonatto</b></p>
<hr />
<p><strong>Na Ponta da Língua: Reflexões sobre Linguagem e Sentido &#8211; Peter Brook</strong></p>
<figure id="attachment_34072" aria-describedby="caption-attachment-34072" style="width: 484px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-34072" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/10/Na-ponta-da-lingua-Peter-Brook-484x800.jpg" alt="" width="484" height="800" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/10/Na-ponta-da-lingua-Peter-Brook-484x800.jpg 484w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/10/Na-ponta-da-lingua-Peter-Brook.jpg 605w" sizes="auto, (max-width: 484px) 85vw, 484px" /><figcaption id="caption-attachment-34072" class="wp-caption-text">“Todas as formas são degraus para se chegar ao sentido. E o sentido é o eterno graal que inspira a busca” (Foto: Edições Sesc)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">O estande das </span><a href="https://www.sescsp.org.br/editorial/sesc-na-bienal-e-sinonimo-de-livros-e-tambem-de-programacao/"><span style="font-weight: 400;">Edições Sesc</span></a><span style="font-weight: 400;"> na Bienal é uma constante: todo ano vale a pena entrar. As prateleiras se enchem de Arte, Cultura, História, Política, Filosofia e tudo que é humano. Para cada cantinho que você olha, tem joias escondidas, e foi nessa que </span><i><span style="font-weight: 400;">Na ponta da Língua</span></i><span style="font-weight: 400;"> me chamou a atenção. O livro é definido em sua contracapa como uma investigação da relação entre a palavra e seu verdadeiro sentido, por </span><a href="http://issocompensa.com/teatro/peterbrook"><span style="font-weight: 400;">Peter Brook</span></a><span style="font-weight: 400;">, grande nome do teatro contemporâneo europeu. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O senhor inglês, de 94 anos na época, traz uma perspectiva única sobre a linguagem, a partir de sua </span><a href="https://www1.folha.uol.com.br/ilustrada/2022/07/peter-brook-influenciou-o-teatro-com-sua-ideia-de-palco-nu-voltado-ao-ator.shtml"><span style="font-weight: 400;">carreira</span></a><span style="font-weight: 400;"> e vivências internacionais. Nascido na Inglaterra, mas residente da França há meio século, o artista explora no livro as diferenças e semelhanças entre sua língua materna e a segunda língua. Sobretudo, </span><i><span style="font-weight: 400;">Na Ponta da Língua </span></i><span style="font-weight: 400;">é um depoimento e uma análise dos elementos mais básicos da comunicação humana, que exercemos todos os dias. </span><b>&#8211; Giovanna Freisinger</b></p>
<hr />
<p><strong>Holocausto Brasileiro &#8211; Daniela Arbex</strong></p>
<figure id="attachment_34073" aria-describedby="caption-attachment-34073" style="width: 556px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-34073" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/10/holocausto-brasileiro-556x800.jpg" alt="" width="556" height="800" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/10/holocausto-brasileiro-556x800.jpg 556w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/10/holocausto-brasileiro.jpg 695w" sizes="auto, (max-width: 556px) 85vw, 556px" /><figcaption id="caption-attachment-34073" class="wp-caption-text">“Se existe inferno, o Colônia era esse lugar” (Foto: Editora Intrínseca)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">Sou apaixonada pela escrita da Daniela Arbex há anos, li o </span><i><span style="font-weight: 400;">Holocausto Brasileiro: Genocídio: 60 mil mortos no maior hospício do Brasil</span></i><span style="font-weight: 400;"> durante o meu primeiro ano de faculdade e logo me senti no caminho certo da graduação. Talvez o fato dela ser uma excelente jornalista investigativa tenha me incentivado a continuar acompanhando, também, suas outras produções. Quando soube que iríamos à Bienal, logo pensei em comprar seu livro físico para ler novamente e (quem sabe um dia) conseguir seu autógrafo.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Em </span><i><span style="font-weight: 400;">Holocausto Brasileiro</span></i><span style="font-weight: 400;">, a jornalista reporta, por meio de entrevistas, documentos e relatos, a chocante realidade do Hospital Colônia de Barbacena, em Minas Gerais, onde cerca de 60 mil pessoas foram mortas. O livro denuncia o tratamento impiedoso e a negligência extrema com que os internos foram submetidos, de maneira surpreendente, Arbex reconstrói a história de um dos maiores fatos cruéis, trazendo à tona um capítulo tão sombrio da história brasileira. </span><b>&#8211; Vitória Borges</b></p>
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		<title>Os sonhos arruinados dos Garotos do Ninho são o norte de Longe do Ninho</title>
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		<dc:creator><![CDATA[]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 06 Sep 2024 14:37:06 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Literatura]]></category>
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		<category><![CDATA[Análise]]></category>
		<category><![CDATA[Crítica]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Marcela Lavorato Lançado cinco anos depois do incêndio no CT do Flamengo, que matou dez jogadores da base em Fevereiro de 2019, Longe do ninho: Uma investigação do incêndio que deu fim ao sonho de dez jovens promessas do Flamengo de se tornarem ídolos no país do futebol é um livro que honra as memórias &#8230; <a href="http://personaunesp.com.br/longe-do-ninho-critica/" class="more-link">Continue lendo<span class="screen-reader-text"> "Os sonhos arruinados dos Garotos do Ninho são o norte de Longe do Ninho"</span></a></p>
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										<content:encoded><![CDATA[<figure id="attachment_33933" aria-describedby="caption-attachment-33933" style="width: 249px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-33933" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/09/Capa-Longe-do-Ninho.jpg" alt=" Capa do livro Longe do Ninho, de Daniela Arbex. O fundo da capa é preto. Nesse fundo, há brilhos vermelhos representando estrelas. No centro da capa, em vermelho, há o nome da escritora Daniela Arbex. Logo abaixo, no centro, vem o título: Longe do Ninho. Por fim, ainda no centro: há a continuação do título: Uma investigação do incêndio que deu fim ao sonho de dez jovens promessas do Flamengo de se tornarem ídolos no país do futebol. Em torno desses dizeres há os bustos das dez vítimas: acima, da esquerda para direita, aparece Pablo Henrique (menino negro de , Vitor Isaías e Jorge Eduardo. Do lado direito, de cima para baixo, há Samuel Rosa e Rykelmo. No lado inferior, da esquerda para a direita, encontram-se Athila, Bernardo e Christian. Do lado esquerdo, de cima para baixo, há Gedson e Arthur. No centro superior direito aparece a logo da Intrínseca em vermelho." width="249" height="365" /><figcaption id="caption-attachment-33933" class="wp-caption-text">Longe do ninho é um livro triste, mas necessário (Foto: Intrínseca)</figcaption></figure>
<p><b>Marcela Lavorato</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Lançado cinco anos depois do incêndio no CT do Flamengo, que matou dez jogadores da base em Fevereiro de 2019, </span><i><span style="font-weight: 400;">Longe do ninho: Uma investigação do incêndio que deu fim ao sonho de dez jovens promessas do Flamengo de se tornarem ídolos no país do futebol </span></i><span style="font-weight: 400;">é um livro que honra as memórias daqueles se foram e dos dezesseis jovens que sobreviveram. </span><a href="https://personaunesp.com.br/?s=daniela+arbex"><span style="font-weight: 400;">Daniela Arbex</span></a><span style="font-weight: 400;">, jornalista investigativa, não falha em trazer – assim como em  </span><a href="http://personaunesp.com.br/colonia-critica/"><i><span style="font-weight: 400;">Holocausto Brasileiro</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> (2013), </span><i><span style="font-weight: 400;">Cova 312</span></i><span style="font-weight: 400;"> (2015) e </span><i><span style="font-weight: 400;">Todo dia a mesma noite</span></i><span style="font-weight: 400;"> (2018) – o desrespeito dos responsáveis pelo </span><span style="font-weight: 400;">incêndio</span><span style="font-weight: 400;"> que vitimou Arthur Vinícius, Athila Paixão, Gedson Santos, Pablo Henrique de Souza, Vitor Isaías, Bernardo Pisetta, Christian Esmério, Jorge Eduardo dos Santos, Samuel Rosa, Rykelmo de Souza e seus sonhos. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Com uma escrita impactante, a autora se debruça em dez mil folhas de arquivos sobre o caso para trazer à tona a imprudência da instituição do Flamengo e seus dirigentes. Durante as 266 paginas, acompanhamos a reconstituição do caso e nos é revelado que o local de ‘moradia’ – contêineres totalmente inadequados nunca deveriam ser chamados pelo termo –, localizado no centro de treinamento do Flamengo, Ninho do Urubu, não tinha </span><a href="https://agenciabrasil.ebc.com.br/radioagencia-nacional/esportes/audio/2024-02/historia-hoje-cinco-anos-da-tragedia-do-ninho-do-urubu#:~:text=Uma%20trag%C3%A9dia%20acabou%20com%20o,8%20de%20fevereiro%20de%202019"><span style="font-weight: 400;">alvará</span></a><span style="font-weight: 400;"> como alojamento. Determinado como estacionamento em um dos documentos, as famílias confiaram seus filhos à instituição, pensando que a mesma iria tratá-los com respeito e decência, mas o que é mostrado indica o contrário. </span></p>
<p><span id="more-33932"></span></p>
<blockquote><p><span style="font-weight: 400;">“</span>Na prática, em apenas um minuto e 28 segundos, o fogo se alastrou. Além das chamas, a fumaça preta tomou conta do alojamento. Em seguida, ocorreram explosões. Dez dos catorze sobreviventes tiveram apenas 45 segundos para fugir do local pela única porta de acesso da estrutura. Depois disso, nenhum garoto conseguiu chegar até a entrada, embora a maioria tenha tentado encontrar a saída.<span style="font-weight: 400;">”</span></p></blockquote>
<p><span style="font-weight: 400;">Para trazer seus fundamentos e veracidade, a jornalista redobra a atenção ao colocar os diversos registros (institucionais, públicos, jornalísticos, e-mails, entre outros…) acessíveis para o leitor. A apresentação de dados concretos dão substância o suficiente para mostrar que a narrativa quer ser a mais transparente e responsável diante dos fatos. Dividida em 12 partes, a escrita de Daniela Arbex nos monta e desmonta de tristeza ao longo dos capítulos, já que o livro foi constituído com passagens de tempos anteriores, durante e posteriores ao </span><a href="https://memoriaglobo.globo.com/jornalismo/coberturas/incendio-no-ninho-do-urubu/noticia/incendio-no-ninho-do-urubu.ghtml"><span style="font-weight: 400;">incêndio</span></a><span style="font-weight: 400;">.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Depois de inúmeros desdobramentos para não adequar a situação do alojamento da categoria de base – pagamentos de multa ao invés da regularização, burlamento de requerimentos do Ministério Público e outras irregularidades –, a terrível consequência desses atos veio na madrugada do fatídico dia de 2019. O livro expõe a irresponsabilidade dos diversos envolvidos, até depois da tragédia, e coloca nos holofotes a necessidade de </span><a href="https://www.lance.com.br/flamengo/quem-foi-punido-pela-tragedia-do-ninho-do-urubu.html"><span style="font-weight: 400;">justiça</span></a><span style="font-weight: 400;"> que, até agora, em 2024, não aconteceu e, que de certa forma, tem que ocorrer pela dignidade das vítimas, sobreviventes e todos os atingidos.  </span></p>
<figure id="attachment_33935" aria-describedby="caption-attachment-33935" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="wp-image-33935 size-medium" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/09/unnamed-800x552.jpg" alt="Jogo Flamengo contra Madureira no Maracanã em 2020, um ano após a tragédia. Em primeiro plano, vemos os jogadores abraçados e organizados em duas fileiras, uma de cada time. Ao fundo, a arquibancada está lotada de torcedores fazendo homenagem com cartazes para os meninos." width="800" height="552" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/09/unnamed-800x552.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/09/unnamed-768x530.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/09/unnamed.jpg 984w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-33935" class="wp-caption-text">No livro, vemos a injustiça, que vitimou dez atletas, sendo praticada às escondidas (Foto: André Durão)</figcaption></figure>
<p><a href="https://www.youtube.com/watch?v=whNocVpKz28"><i><span style="font-weight: 400;">Longe do Ninho</span></i></a> <span style="font-weight: 400;">é uma obra difícil de superar – e que nem devemos –, pois estamos lidando com as mortes de meninos que eram filhos, irmãos, sobrinhos, netos, amigos e namorados; garotos com sonhos. Além de perderem suas vidas, outros padecem por essa tragédia dia após dia. Durante a narrativa, os sentimentos aflorados se misturam de uma maneira muito sincera: angústia, tristeza e dor que antecedem o trágico momento; raiva e ódio nos trechos que tratam sobre os irresponsáveis; e compaixão e luto quando nos é mostrada a relação dos adolescentes sobreviventes, como </span><span style="font-weight: 400;">Cauan, Francisco e Jhonatan,</span><span style="font-weight: 400;"> seus familiares e todo o acontecimento pós-tragédia. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O capítulo mais difícil de ler é o da descrição de como foi a madrugada do incêndio. </span><a href="https://www.publishnews.com.br/materias/2024/03/05/tres-perguntas-do-pn-para-daniela-arbex-autora-de-longe-do-ninho"><span style="font-weight: 400;">Daniela</span></a><span style="font-weight: 400;"> Arbex, de modo sensível, revelou que a maioria dos meninos tentou fugir do desastre, porém, por inúmeras irregularidades do alojamento – à exemplo das grades nas janelas e portas que não abriam para fora –, a fuga foi dificultada ao máximo. O </span><a href="https://intrinseca.com.br/blog/2023/12/novo-livro-da-premiada-jornalista-daniela-arbex-retrata-o-incendio-do-ninho-do-urubu-que-vitimou-dez-jogadores-da-base-do-flamengo-e-permanece-sem-responsabilizacao/"><span style="font-weight: 400;">relato</span></a><span style="font-weight: 400;"> acaba se tornando muito íntimo e necessário, mostrando o que não se pode esquecer para que a história não se repita. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O amor pelo futebol – que vinha muitas vezes da própria família, como a Dona Jô, avó de Vitor Isaías – e a possibilidade de mudar a realidade de suas famílias eram os motivadores para os meninos, com tão pouca idade, saíssem de seus ninhos familiares para um em que almejavam o sucesso: o Ninho do Urubu. Partindo de Minas Gerais, Paraná, Tocantins e do Brasil inteiro, os atletas enfrentavam seus e incertezas para conseguirem viver do esporte. Longe de </span><a href="https://jornaldebrasilia.com.br/noticias/brasil/familias-de-vitimas-do-incendio-no-ninho-do-urubu-reclamam-de-falta-de-sensibilidade-do-flamengo/"><span style="font-weight: 400;">suas famílias</span></a><span style="font-weight: 400;">, a única troca que aliviava a distância eram as ligações e os aplicativos de mensagens. Nesse trecho, é muito arrebatador quando a autora nos apresenta algumas das </span><a href="https://ge.globo.com/google/amp/sp/tem-esporte/futebol/noticia/2023/02/08/pai-de-vitima-do-incendio-no-ninho-convive-com-saudade-diaria-quatro-anos-depois-quase-todo-dia-8-e-ruim-para-nos.ghtml"><span style="font-weight: 400;">últimas mensagens</span></a><span style="font-weight: 400;"> trocadas entre os meninos e seus familiares, além também dos contatos dos sobreviventes com os pais após o incêndio. </span></p>
<figure id="attachment_33936" aria-describedby="caption-attachment-33936" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="wp-image-33936 size-medium" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/09/Mural-Longe-do-Ninho-800x592.jpg" alt=" Foto do Mural do Garotos do Ninho. Tirada em um dia ensolarado, a foto retrata uma parte da homenagem, onde aparece alguns rostos e seus respectivos nomes do lado: Rykelmo, Jorge Eduardo, Bernardo, Athila e Christian. No fundo preto, ao lado da pintura de Christian, há os escritos: logo acima, em vermelho, “Garotos do Ninho”. Abaixo, em branco, a frase “A grandeza do Flamengo está na humanidade da sua torcida.”. Em baixo da frase, há um coração com os nomes, em branco, dos feridos sobreviventes da tragédia: Cauan, Francisco e Jhonatan. Do lado do coração vermelho, encontra-se a identificação, em branco, da rede social do artista Airá OCrespo (@airaocrespo). Abaixo do coração, há a hashtag em vermelho #NaoEsquecemos" width="800" height="592" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/09/Mural-Longe-do-Ninho-800x592.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/09/Mural-Longe-do-Ninho-768x568.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/09/Mural-Longe-do-Ninho.jpg 960w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-33936" class="wp-caption-text">“A grandeza do Flamengo está na humanidade da sua torcida” (Foto: Arte Fora do Museu)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">A concepção do </span><a href="https://www.metropoles.com/entretenimento/ninho-do-urubu-autora-questiona-silencio-do-flamengo-sobre-tragedia"><span style="font-weight: 400;">livro-reportagem</span></a><span style="font-weight: 400;"> veio após uma mensagem de Leda, mãe de Bernardo Pisetta, que se apresentou como </span><b>“</b><i><span style="font-weight: 400;">mãe de uma das vítimas da tragédia do dia oito</span></i><b><i>”. </i></b><span style="font-weight: 400;">Depois desse contato delicado, Arbex mostra-se, mais uma vez, como uma escritora que resgata a memória daqueles que nunca devem ser esquecidos. Com isso, as histórias dos meninos são contadas não somente pela perspectiva da calamidade, mas também pelas memórias de vida que foram constituídas nestes curtos anos de vida. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Por estarem longe do núcleo familiar, os garotos do Ninho constituíram entre si uma outra família. Vivendo o mesmo sonho de serem jogadores de futebol profissional, amizades e trocas sinceras foram cultivadas, o que aliviava, de certa forma, todo o processo desse desejo incerto. Entre eles, eram criados inúmeros momentos divertidos, como uma saída para ir comer em uma lanchonete ou tomar um </span><span style="font-weight: 400;">açaí</span><span style="font-weight: 400;">, jogar uma partida de</span><i><span style="font-weight: 400;"> Free Fire</span></i><span style="font-weight: 400;"> e, claro, jogar uma bola. Essa reciprocidade  relatada durante todo o livro traz melancolia, porque entendemos de uma maneira avassaladora que foi tirado deles o </span><a href="https://www.jusbrasil.com.br/noticias/o-direito-a-vida-e-a-saude-no-eca/592506"><span style="font-weight: 400;">direito </span><span style="font-weight: 400;">à vida</span></a><span style="font-weight: 400;">.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">No fim da narrativa, a autora retrata a vida das famílias dentro desses cinco anos e também a trajetória de alguns dos atletas sobreviventes. Além disso, a obra traz também alguns manifestos feitos em homenagem: o </span><a href="https://arteforadomuseu.com.br/memorial-ao-garotos-do-ninho-do-urubu/"><span style="font-weight: 400;">mural</span></a><span style="font-weight: 400;"> com as imagens dos dez garotos produzido pelo artista Airá OCrespo e o movimento </span><a href="https://naoesquecemos.com.br/"><i><span style="font-weight: 400;">Não Esquecemos</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, feito pelo Flamengo da Gente, que tem como objetivo enaltecer a memória das dez vítimas e nunca deixar o compromisso de jamais esquecer. Por isso, o livro é pelos que se foram, pelos que ficaram e por aqueles que jamais irão abraçar seus entes queridos novamente: </span><a href="https://twitter.com/hashtag/naoesquecemos?src=hashtag_click"><i><span style="font-weight: 400;">#NãoEsquecemos</span></i></a><span style="font-weight: 400;">.</span></p>
<blockquote>
<h3><span style="font-weight: 400;">“Respondi que na verdade não escolho escrever sobre tragédias, mas sobre as omissões que causam tragédias, para que elas não se repitam. Afinal, se uma história não é contada, é como se ela não estivesse existido.”</span></h3>
<h5><span style="font-weight: 400;">&#8211; Longe do Ninho (2024)</span></h5>
</blockquote>
<p>O post <a href="http://personaunesp.com.br/longe-do-ninho-critica/">Os sonhos arruinados dos Garotos do Ninho são o norte de Longe do Ninho</a> apareceu primeiro em <a href="http://personaunesp.com.br">Persona | Jornalismo Cultural</a>.</p>
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		<title>Estante do Persona &#8211; Agosto de 2024</title>
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		<pubDate>Thu, 05 Sep 2024 16:34:10 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Conhecido como o mês infinito, Agosto não está entre os favoritos da população geral. Entretanto, quando se trata do meio literário, o período entrega boas pérolas brilhantes que se escondem nas conchas da confusa maré que domina os extremos da estação. No meio dessas, o Estante do Persona de Agosto de 2024 vai atrás do &#8230; <a href="http://personaunesp.com.br/estante-do-persona-agosto-de-2024/" class="more-link">Continue lendo<span class="screen-reader-text"> "Estante do Persona &#8211; Agosto de 2024"</span></a></p>
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										<content:encoded><![CDATA[<figure id="attachment_33920" aria-describedby="caption-attachment-33920" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-33920" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/09/Estante_CAPA_WORDPRESS-800x420.jpg" alt="" width="800" height="420" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/09/Estante_CAPA_WORDPRESS-800x420.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/09/Estante_CAPA_WORDPRESS-768x404.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/09/Estante_CAPA_WORDPRESS.jpg 1024w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-33920" class="wp-caption-text">Seja entre Mel e Girassóis ou espécies de Jabuti, o Estante do Persona de Agosto brada a natureza encantadora da Literatura (Arte: Aryadne Xavier/ Texto de Abertura: Jamily Rigonatto)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">Conhecido como o mês infinito, Agosto não está entre os favoritos da população geral. Entretanto, quando se trata do meio literário, o período entrega boas pérolas brilhantes que se escondem nas conchas da confusa maré que domina os extremos da estação. No meio dessas, o </span><a href="https://personaunesp.com.br/tag/estante-do-persona/"><b>Estante</b> <b>do Persona </b></a><span style="font-weight: 400;">de Agosto de 2024 vai atrás do tesouro e o traz aos holofotes na edição de hoje. </span><span style="font-weight: 400;"><br />
</span><span style="font-weight: 400;"><br />
</span><span style="font-weight: 400;">No dia 06, uma novidade chegou ao universo de uma das premiações literárias mais famosas e respeitadas do Brasil: <a href="https://www.premiojabuti.com.br/academico/">o Prêmio Jabuti</a>. De forma inédita, aconteceu a primeira edição Prêmio Jabuti Acadêmico, voltada a contemplar obras científicas, técnicas e profissionais. </span><span style="font-weight: 400;"><br />
</span><span style="font-weight: 400;"><br />
</span><span style="font-weight: 400;">A noite do evento foi sediada no Teatro Sérgio Cardoso, em São Paulo, e trouxe diversos pesquisadores de múltiplas áreas do conhecimento para fazer parte. Como destaque, foi escolhido pela CBL (Câmara Brasileira do Livro) o nome de <a href="https://www.youtube.com/watch?v=ccSjcgGhEOk">Silvia Pimentel</a>, professora e especialista em direito das mulheres, como Personalidade Acadêmica. </span><span style="font-weight: 400;"><br />
</span><span style="font-weight: 400;"><br />
</span><span style="font-weight: 400;">No total, foram contemplados vencedores em 29 categorias, incluindo o eixo Ciência e Cultura e os Prêmios Especiais. Além disso, 24 editoras tiveram seus títulos reconhecidos – com a <a href="https://personaunesp.com.br/tag/companhia-das-letras/">Cia das Letras</a> recebendo quatro estatuetas. Entre a lista de vencedores nomes conhecidos como o de Marilena Chauí marcaram presença.</span><span style="font-weight: 400;"><br />
</span><span style="font-weight: 400;"><br />
</span><span style="font-weight: 400;">Foi uma estreia para lá de especial e o futuro do Jabuti Acadêmico parece tão promissor quanto à caminhada que o prêmio tradicional percorre ao longo dos últimos <a href="https://www.premiojabuti.com.br/jabuti/historia/">66 anos</a>. Para embalar essa novidade ao bom e velho hábito da leitura, fique agora com a tradicional lista de indicações da editoria.<br />
</span><span id="more-33911"></span></p>
<hr />
<h3>Dicas do Mês</h3>
<figure id="attachment_33912" aria-describedby="caption-attachment-33912" style="width: 513px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-33912" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/09/A-Casa-dos-Budas-513x800.jpg" alt=" Capa do livro A Casa dos Budas Ditosos. A imagem da capa é uma ilustração de várias bocas, abertas e semiabertas, desenhadas encostadas uma na outra, em diversos ângulos. Os lábios e dentes são azul bem claro e a parte interna das bocas vermelha. Sobre a ilustração, um retângulo com o mesmo tom de vermelho serve de fundo para o título, o nome do autor e da editora, escritos com o mesmo azul do desenho." width="513" height="800" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/09/A-Casa-dos-Budas-513x800.jpg 513w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/09/A-Casa-dos-Budas-656x1024.jpg 656w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/09/A-Casa-dos-Budas-768x1199.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/09/A-Casa-dos-Budas-984x1536.jpg 984w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/09/A-Casa-dos-Budas.jpg 1004w" sizes="auto, (max-width: 513px) 85vw, 513px" /><figcaption id="caption-attachment-33912" class="wp-caption-text">Em tempos de conservadorismo, uma obra como A Casa dos Budas Ditosos não se esconde do que há de mais humano em nós (Foto: Editora Alfaguara)</figcaption></figure>
<p><b>João Ubaldo Ribeiro &#8211; A Casa dos Budas Ditosos (128 páginas, Editora Alfaguara)</b></p>
<p><i><span style="font-weight: 400;">A Casa dos Budas Ditosos</span></i><span style="font-weight: 400;"> foi publicado inicialmente em 1999, como parte da coleção </span><i><span style="font-weight: 400;">Plenos Pecados</span></i><span style="font-weight: 400;">. É o quarto volume de sete livros, por sete autores, que retratam cada um dos pecados capitais. João Ubaldo Ribeiro escreve sobre a luxúria através dos relatos de uma narradora de 68 anos, que reconta em detalhes as experiências sexuais de sua juventude e vida adulta &#8211; da Bahia, onde nasceu, ao Rio de Janeiro, onde reside. A personagem é descarada e desbocada, descreve como sempre viveu a favor de suas vontades e desejos sem nenhum traço de culpa. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O livro foi adaptado para o teatro por Domingos de Oliveira em 2004, em um monólogo encenado por Fernanda Torres. Vinte anos depois, a atriz rodou o país novamente com apresentações da peça no primeiro semestre deste ano e também levou a montagem à Portugal. A recepção das audiências provou que a história é atemporal e, por isso, merece o status que recebe: clássico. O texto pode ser reimaginado e redistribuído por anos e gerações futuras e continuar fresco, provocante e hilário. </span><b>&#8211; </b><b>Giovanna Freisinger</b></p>
<hr />
<figure id="attachment_33913" aria-describedby="caption-attachment-33913" style="width: 517px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-33913" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/09/OEstrangeiro.JPG-517x800.jpg" alt="Capa do Livro O Estrangeiro de Albert Camus. A capa é verde água, como três linhas pretas verticais compostas por pequenos círculos pretos. O nome do autor aparece centralizado na vertical, enquanto o nome do livro aparece em um retângulo negro na margem direita da capa." width="517" height="800" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/09/OEstrangeiro.JPG-517x800.jpg 517w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/09/OEstrangeiro.JPG.jpg 646w" sizes="auto, (max-width: 517px) 85vw, 517px" /><figcaption id="caption-attachment-33913" class="wp-caption-text">Publicado há 82 anos, O Estrangeiro é um marco importante na história dos romances do século XX (Foto: Record)</figcaption></figure>
<p><b>Albert Camus &#8211; O Estrangeiro (126 páginas, Editora Record)</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Um clássico da L</span><span style="font-weight: 400;">iteratura,</span> <a href="https://www.record.com.br/produto/o-estrangeiro/"><i><span style="font-weight: 400;">O Estrangeiro</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, de Albert Camus, marcou o debate filosófico de uma geração, ao questionar a vida cotidiana e a liberdade como conceitos que flertam e se intercalam com o absurdo. A genialidade do autor proporciona ao mesmo tempo uma trama envolvente que seduz o leitor ao observar banalidades da rotina que são atemporais e independentes de qualquer contexto geográfico.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A Obra acompanha os dias estranhamente comuns de Mersault, um europeu radicado na Argélia, então </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=Ak9aBZue9pw"><span style="font-weight: 400;">colônia francesa</span></a><span style="font-weight: 400;"> no norte da África. O advérbio &#8216;estranhamente&#8217; se encaixa neste contexto porque logo na primeira página o protagonista recebe a notícia da morte de sua mãe com uma enorme indiferença. O personagem não se prende ao luto, ao amor, religião ou qualquer elemento abstrato que sirva de guia ou razão para a vida. Mersault é livre e se asfixia na própria liberdade.  </span><b>&#8211; Guilherme Dias Siqueira</b></p>
<hr />
<figure id="attachment_33914" aria-describedby="caption-attachment-33914" style="width: 536px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-33914" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/09/mulherzinhas-536x800.jpg" alt="Capa do livro “Mulherzinhas”. O design apresenta uma ilustração com quatro mulheres brancas onde o fundo é rosa. As personagens, da esquerda para a direita, utilizam os vestidos da cor roxo, azul, verde e amarelo. O tom de cabelo das protagonistas, da esquerda para a direita, é preto, castanho claro, ruivo e castanho escuro. No centro da capa, há o título “Mulherzinhas” no tom preto. Na parte superior central, há a frase “Posfácio de María Dueñas” e logo abaixo o nome da autora Louisa May Alcott. No centro inferior da página, há uma frase “Edição completa do livro que inspirou o filme Adoráveis Mulheres”. Logo abaixo, há o logo da Editora Planeta." width="536" height="800" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/09/mulherzinhas-536x800.jpg 536w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/09/mulherzinhas-686x1024.jpg 686w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/09/mulherzinhas-768x1147.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/09/mulherzinhas.jpg 911w" sizes="auto, (max-width: 536px) 85vw, 536px" /><figcaption id="caption-attachment-33914" class="wp-caption-text">Em Mulherzinhas, a autora disseca todos os medos que surgem com a chegada da vida adulta (Foto: Editora Planeta)</figcaption></figure>
<p><b>Louisa May Alcott &#8211; Mulherzinhas (480 página, Editora Planeta)</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Escrito por Louisa May Alcott, </span><i><span style="font-weight: 400;">Mulherzinhas</span></i><span style="font-weight: 400;"> conta a história de quatro irmãs que lidam com a juventude e a ausência do pai por conta da Guerra Civil Americana. Jo, Meg, Amy e Beth precisam, juntas, lidar com a maturidade que a vida carrega. </span><a href="https://personaunesp.com.br/adoraveis-mulheres-critica/"><span style="font-weight: 400;">Adaptado inúmeras vezes no cinema</span></a><span style="font-weight: 400;"> e também em séries de televisão, a narrativa de Little Women (título original) é atemporal e dialoga com qualquer um que está deixando de ser criança e tem de se tornar maduro. Aqui, o início dos 20 anos é o pontapé para uma discussão acerca da vida adulta.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A trama se concentra entre passado e presente e, ao longo das mais de 400 páginas, vemos quatro mulheres que possuem, individualmente, narrativas de superação de seus próprios demônios. Embora seja centrada em personagens femininas, </span><a href="https://amenteemaravilhosa.com.br/biografia-de-louisa-may-alcott/"><span style="font-weight: 400;">os escritos de May Alcott</span></a><span style="font-weight: 400;"> se tornam universais ao discutirem sobre questões de gênero, trabalho e o principal: o contraponto entre os sonhos idealizados e a realidade. </span><b>&#8211; Guilherme Leal</b></p>
<hr />
<figure id="attachment_33915" aria-describedby="caption-attachment-33915" style="width: 449px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-33915" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/09/ChamadeFerro.jpg" alt="Capa do livro “Chama de Ferro”. O design apresenta uma ilustração onde o fundo é predominantemente amarelo, com tons de vermelho e preto, criando uma atmosfera misteriosa e intensa. O fogo parece se misturar com o ambiente ao redor, dando um efeito dramático e dinâmico. O título &quot;Chama de Ferro&quot; está destacado em letras grandes e estilizadas, em uma cor que contrasta com o fundo, em volta existem nuvens e dragões voando. " width="449" height="683" /><figcaption id="caption-attachment-33915" class="wp-caption-text">Sequência mais que esperada, Chama de Ferro foi lançado em agosto de 2024 (Foto: Editora Planeta)</figcaption></figure>
<p><b>Rebecca Yarros &#8211; Chama de Ferro (720 páginas, Editora Planeta)</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O segundo livro da saga mais famosa de </span><a href="https://www.rebeccayarros.com"><span style="font-weight: 400;">Rebecca Yarros</span></a><span style="font-weight: 400;"> instiga os fãs de fantasia literária a adentrarem um mundo já conhecido nas telinhas com </span><a href="https://m.imdb.com/title/tt0944947/"><span style="font-weight: 400;">Game of Thrones</span></a><span style="font-weight: 400;">: os dos dragões. Ele acompanha Violet Sorrengayl no seu segundo ano no Colégio Basgiath, e apesar de ser extenso tem uma linguagem fácil e jovial. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Em </span><a href="https://www.planetadelivros.com.br/livro-chama-de-ferro/405912"><span style="font-weight: 400;">Chama de Ferro</span></a><span style="font-weight: 400;"> nos aventuramos por novos lugares, conhecemos novos personagens, e também choramos com o fim de batalhas épicas. Os <em>plots twists</em>, romance e mistérios deixam tudo mais interessante, mas os dragões continuam sendo a melhor parte! </span><b>-Léa Secchi</b></p>
<hr />
<figure id="attachment_33916" aria-describedby="caption-attachment-33916" style="width: 539px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-33916" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/09/tudo-e-rio-539x800.jpg" alt=" capa do livro “Tudo é Rio”. O design imita as águas de um rio, mesclando tons de azul, vermelho e laranja. No canto direito, na parte superior, há o logo da Editora Record. Já na parte inferior, há o título da obra em letras vermelhas, prosseguido pelo nome da autora, Carla Madeira, em letras brancas." width="539" height="800" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/09/tudo-e-rio-539x800.jpg 539w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/09/tudo-e-rio.jpg 674w" sizes="auto, (max-width: 539px) 85vw, 539px" /><figcaption id="caption-attachment-33916" class="wp-caption-text">Complexo com as águas, Tudo É Rio é turbulento (Foto: Editora Record)</figcaption></figure>
<p><b>Carla Madeira &#8211; Tudo É Rio (210 páginas, Editora Record)</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Se banhar nas águas dos rios de sentimentos que inundam nosso coração enquanto mergulhamos em uma história visceral e crua. É este o convite que Carla Madeira nos faz em </span><i><span style="font-weight: 400;">Tudo é Rio</span></i><span style="font-weight: 400;">, best-seller </span><a href="https://personaunesp.com.br/trinta-segundos-sem-pensar-no-medo-critica/"><span style="font-weight: 400;">nacional</span></a><span style="font-weight: 400;"> que marca a estreia da autora na literatura ficcional. A trama aposta em laços familiares e mostra até onde o perdão consegue chegar em nome do amor.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Ao longo de 210 páginas, acompanhamos o casal apaixonado Dalva e Venâncio se destruir e reconstruir após uma perda trágica, brutal e inimaginável. Além da dupla, a </span><a href="http://personaunesp.com.br/como-se-estivessemos-em-palimpsesto-de-putas-critica/"><span style="font-weight: 400;">prostituta</span></a><span style="font-weight: 400;"> Lucy rouba a cena quando se divide entre personagem e leitora. Assim como nós, ela quer entender o que aconteceu para que as então alma gêmeas se tornassem desafetos declarados um do outro</span><span style="font-weight: 400;">. </span><b>&#8211; Felipe Nunes</b></p>
<hr />
<figure id="attachment_33917" aria-describedby="caption-attachment-33917" style="width: 296px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-33917" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/09/51jPie-5KaL._SY445_SX342_.jpg" alt="" width="296" height="445" /><figcaption id="caption-attachment-33917" class="wp-caption-text">Romance sáfico, Em Todas as Gotas de Chuva é clichê e apaixonante (Foto: Qualis)</figcaption></figure>
<p><b>L.S Englantine &#8211; Em Todas as Gotas de Chuva (246 páginas, Editora Qualis)</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Em<em> Em Todas as Gotas de Chuva</em>, você é transportado para a Vila das Íris, uma cidadezinha do interior marcada por uma rivalidade antiga entre duas famílias. Embora os conflitos passados entre os Lisboa e os Salgueiros tenham criado uma barreira entre os moradores, Atena Lisboa e Cordélia Salgueiro sempre acharam essa animosidade uma invenção para dar emoção à vida de seus parentes. Elas consideravam a rivalidade uma bobagem, mas ainda assim mantinham uma distância respeitosa.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Tudo muda quando um acaso do destino força Atena e Cordélia a compartilharem um assento em uma longa e cansativa viagem de trem. Esse trajeto, que remete à infância de ambas, promete uma viagem nostálgica e cheia de surpresas. Lado a lado, em um espaço tão pequeno, será que a rivalidade poderá persistir, ou o passado está destinado a se repetir? A leitura de &#8220;Em Todas as Gotas de Chuva&#8221; promete um mergulho envolvente nas complexidades das relações familiares e na mágica capacidade de transformar rivalidades em novas conexões.<strong> &#8211; Eloah Kawai</strong></span></p>
<hr />
<figure id="attachment_33919" aria-describedby="caption-attachment-33919" style="width: 540px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-33919" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/09/d3985b_f0a16300a1ba482ba40aaa516df94394_mv2-_1_.png" alt="" width="540" height="528" /><figcaption id="caption-attachment-33919" class="wp-caption-text">Coletânea literária, Palavras de Concreto Armado tem o maior peso já medido: o social (Foto: Editora Mireveja)</figcaption></figure>
<p><strong>Vários autores &#8211; Palavras de Concreto Armado (148 páginas, Editora Mireveja)</strong></p>
<p>Viabilizado por meio da PEC (Programa de Estímulo a Cultura) o livro <em>Palavras de Concreto Armado </em>foi lançado em 2023 pela <a href="https://www.editoramireveja.com/product-page/palavras">editora Mireveja.</a> Constituído por vozes diversas da cidade de Bauru, o som descrito em sua narrativa vem de um só espaço, mesmo que não alocado na mesma porção territorial: a periferia. Trazendo 26 autores e artistas para explorarem os encantos de sua subjetividade, a obra emociona e impacta.</p>
<p>Entre sonhos, vivências, desejos, traumas e saudades, os personagens passeiam pelos labirintos de existir e resistir nas comunidades à margem dos grandes centros urbanos. Com uma proposta de leitura rápida e fluída, o texto não deixa de causar baque em suas 148 páginas. Além disso, sua composição gráfica é extremamente bem construída e chegou a receber o terceiro lugar no 13º Prêmio Brasileiro de Design. Sem condições de abaixar a guarda, armado é adjetivo para a periferia. <strong>&#8211; Jamily Rigonatto </strong></p>
<p>&nbsp;</p>
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		<title>Os dois morrem no final é uma jornada pela linha tênue entre a celebração da vida e aceitação da morte</title>
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		<pubDate>Fri, 28 Jun 2024 17:00:20 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Literatura]]></category>
		<category><![CDATA[2017]]></category>
		<category><![CDATA[Adam Silvera]]></category>
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		<category><![CDATA[Os Dois Morrem no Final]]></category>
		<category><![CDATA[Review]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Luana Brusiano Imagine receber um recado da Central da Morte informando que, a qualquer momento nas próximas 24 horas, você irá morrer e não há nada que possa ser feito para reverter essa situação. Essa é exatamente a premissa de Os dois morrem no final. Escrita por Adam Silvera, a obra narra o último dia &#8230; <a href="http://personaunesp.com.br/os-dois-morrem-no-final-critica/" class="more-link">Continue lendo<span class="screen-reader-text"> "Os dois morrem no final é uma jornada pela linha tênue entre a celebração da vida e aceitação da morte"</span></a></p>
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										<content:encoded><![CDATA[<figure id="attachment_33636" aria-describedby="caption-attachment-33636" style="width: 243px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-33636" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/06/image1-9.png" alt="Ilustração da capa do livro Os dois morrem no final. A imagem apresenta dois jovens de costas caminhando lado a lado com mochilas nas costas, sombreados em tons de azul escuro ao lado de uma grade. O chão em que os jovens pisam é branco e possui a sombra dos rapazes. Atrás da grade há prédios pintados em tons de azul escuro iguais aos dos jovens e acima dos prédios há um céu pintado por um azul mais claro. No canto superior direito há uma lua cheia na cor branca. Ao centro da ilustração consta o nome do livro em letras maiúsculas na cor branca, na parte superior do livro o nome do autor com a mesma fonte e cor. Por fim, no canto inferior direito há o logo da editora do livro intrínseca na cor de fundo preta com o nome escrito em branco." width="243" height="378" /><figcaption id="caption-attachment-33636" class="wp-caption-text">O livro Os dois morrem no final está sendo adaptado para uma série audiovisual (Foto: Editora Intrínseca)</figcaption></figure>
<p><b>Luana Brusiano</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Imagine receber um recado da Central da Morte informando que, a qualquer momento nas próximas 24 horas, você irá morrer e não há nada que possa ser feito para reverter essa situação. Essa é exatamente a premissa de </span><i><span style="font-weight: 400;">Os dois morrem no final</span></i><span style="font-weight: 400;">. Escrita por </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=q0eluGNgos8"><span style="font-weight: 400;">Adam Silvera</span></a><span style="font-weight: 400;">, a obra narra o último dia de vida de Mateo Torrez e Rufus Emeterio que, em 5 de Setembro, recebem a infeliz ligação: aquele será o último dia de vida deles. Na tentativa de aproveitar ao máximo seus últimos momentos vivos, os caminhos de Mateo e Rufus se cruzam, levando-os a embarcar em uma jornada para viver uma vida inteira em um único dia.</span></p>
<p><span id="more-33635"></span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Os dois jovens decidem criar perfis no aplicativo Último Amigo, com a finalidade de encontrarem um amigo para compartilhar os últimos momentos e, assim, se conhecem. </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=tN5Fd8NPEx0"><i><span style="font-weight: 400;">Os dois morrem no final</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> é uma obra que prende a atenção já pelo título. A ideia do autor ao nomear o livro com o final da história é genial e gera um impacto significativo no leitor, instigando a curiosidade e despertando certa ansiedade ao acompanhar o desenvolvimento da trama, tendo conhecimento do que vai acontecer com os protagonistas no futuro, mas sem saber como. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">No decorrer do</span> <a href="https://personaunesp.com.br/category/literatura/"><span style="font-weight: 400;">livro</span></a><span style="font-weight: 400;">, Mateo Torrez e Rufus Emeterio passam por inúmeras experiências, enfrentando medos, inseguranças e desejos que nunca tiveram a oportunidade de realizar. Mateo, que é um garoto tímido e reservado, viveu toda a sua vida temendo as consequências de suas atitudes e, por esse mesmo motivo, se manteve recluso. Já Rufus, é caracterizado por sua personalidade impulsiva e sede por vivenciar experiências novas, mesmo após o trauma de ter perdido sua família em um acidente. Durante suas últimas vivências, os protagonistas criam um forte vínculo e passam a se apoiar e enfrentar tudo juntos.</span></p>
<figure id="attachment_33637" aria-describedby="caption-attachment-33637" style="width: 828px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-33637" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/06/image2-5.jpg" alt="Foto de Adam Silvera, homem branco de cabelos, barba e olhos castanhos, vestindo uma regata preta e usando um fone de ouvido branco com fio segurando ao lado de seu rosto o livro de sua autoria 0s dois morrem no final." width="828" height="944" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/06/image2-5.jpg 828w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/06/image2-5-702x800.jpg 702w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/06/image2-5-768x876.jpg 768w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-33637" class="wp-caption-text">Adam Silvera afirma que a escrita foi uma forma de lidar com o próprio trauma e reimaginar como a vida poderia ter sido enquanto era adolescente (Foto: @adamsilvera via Instagram)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">Apesar de ser uma </span><a href="https://personaunesp.com.br/ficcao-americana-critica/"><span style="font-weight: 400;">ficção</span></a><span style="font-weight: 400;">, os pontos-chave para o entendimento do livro são as questões existenciais. A analogia com a vida real remete à única certeza que existe: a </span><a href="https://personaunesp.com.br/depois-da-morte-critica/"><span style="font-weight: 400;">morte</span></a><span style="font-weight: 400;">. Desse modo, é óbvio que a intenção do autor é abordar o que significa estar vivo, enfatizando a efemeridade da vida e mostrando como cada segundo de existência importa. Contendo trechos e falas que levam a reflexões profundas, a história trata a morte com uma sensibilidade que pode, até mesmo, ser considerada poética. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A complexidade das personalidades de Mateo Torrez e Rufus Emeterio, e suas camadas mais profundas também são tratadas na obra, uma vez que são completamente opostas e, ainda assim, conseguem fortalecer sua conexão diante do desespero causado pela </span><a href="https://mateusalvadori.com.br/por-que-tememos-o-inevitavel/"><span style="font-weight: 400;">inevitabilidade</span></a> <span style="font-weight: 400;">da morte e pelo fato de que as decisões que tomarem podem afetar o tempo que lhes resta. Com uma amizade que resulta em momentos emocionantes entre os jovens, é gradativamente desenvolvido um sentimento romântico entre os dois, que surge de maneira sútil e muito natural. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O medo da morte é o cerne para o desenvolvimento do livro. A incerteza do desconhecido e, até mesmo, a faísca de esperança de que a ligação efetuada pela </span><a href="https://intrinseca.com.br/blog/2023/06/tudo-o-que-voce-precisa-saber-sobre-o-universo-de-os-dois-morrem-no-final/"><span style="font-weight: 400;">Central da Morte</span></a><span style="font-weight: 400;"> poderia ser um engano, aflige os protagonistas e se manifesta ao longo de toda a narrativa. A busca pela aceitação da morte e a coragem de confrontar a imortalidade unem esses personagens em sua luta contra o tempo. Adam Silvera explora o medo e as profundezas do psicológico humano, oferecendo uma perspectiva sensível e emocionante acerca da vulnerabilidade humana.</span></p>
<blockquote><p><i><span style="font-weight: 400;">“Passei anos vivendo com segurança para garantir uma vida mais longa e veja onde isso me levou. Estou na linha de chegada, mas nunca participei da corrida.”</span></i></p>
<p style="text-align: right;">&#8211; Os dois morrem no final (2017)</p>
</blockquote>
<p><i><span style="font-weight: 400;">Os dois morrem no final</span></i><span style="font-weight: 400;"> é uma poderosa viagem através da exploração dos limites de Mateo e Rufus. Com uma narrativa melancólica e impactante que ressoa para além das páginas, o livro desperta a atenção dos leitores para a importância de cultuar a vida e colecionar momentos, bem como o laço da amizade e os desejos nunca antes atendidos. Adam Silvera não apenas traz uma reflexão sobre a efemeridade da existência, mas também aborda com grande sensibilidade  a descoberta da sexualidade dos personagens da comunidade </span><i><span style="font-weight: 400;">queer,</span></i><span style="font-weight: 400;"> através de uma jornada de </span><a href="https://www.psicologosberrini.com.br/blog/por-que-o-autoconhecimento-e-importante-para-a-sua-vida/"><span style="font-weight: 400;">autoconhecimento</span></a> <span style="font-weight: 400;">e aceitação. </span></p>
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		<title>Estante do Persona – Junho de 2024</title>
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		<dc:creator><![CDATA[]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 26 Jun 2024 22:32:49 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Com oito histórias que abordam a vivência de pessoas queers, o Estante do Persona deste mês está mais orgulhoso do que nunca! As histórias que serão recomendadas abordam as diferentes camadas do árduo caminho traçado por aqueles que pertencem à comunidade. Para isso, a Redação do Persona separou uma lista especial, com obras que marcaram &#8230; <a href="http://personaunesp.com.br/estante-do-persona-junho-de-2024/" class="more-link">Continue lendo<span class="screen-reader-text"> "Estante do Persona – Junho de 2024"</span></a></p>
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										<content:encoded><![CDATA[<figure style="width: 1024px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" src="https://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/06/estante_wp-junho-20245032859821571816417.jpg" class="wp-image-33614 size-full" width="1024" height="538" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/06/estante_wp-junho-20245032859821571816417.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/06/estante_wp-junho-20245032859821571816417-800x420.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/06/estante_wp-junho-20245032859821571816417-768x404.jpg 768w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption class="wp-caption-text">Celebrando o mês do orgulho LGBTQIAPN+, a Editoria indica obras queers (Texto de Abertura: Guilherme Machado Leal / Artes: Rafael Gomes)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight:400;">Com oito histórias que abordam a vivência de pessoas <em>queers</em>, o </span><span style="font-weight:400;"><a href="https://personaunesp.com.br/tag/estante-do-persona/">Estante do Persona</a></span><span style="font-weight:400;"> deste mês está mais orgulhoso do que nunca! As histórias que serão recomendadas abordam as diferentes camadas do árduo caminho traçado por aqueles que pertencem à comunidade. Para isso, a <strong>Redação do Persona</strong> separou uma lista especial, com obras que marcaram a vida dos membros após a primeira leitura.</span></p>
<p><span style="font-weight:400;">Narrativas ficcionais se tornam confidentes de todo e qualquer leitor, ainda mais se há a possibilidade de se reconhecer nos escritos de um autor. Para as pessoas LGBTQIAPN+, essa identificação possui um objetivo ainda maior: ela auxilia no processo de auto descoberta da sexualidade e mostra como personagens </span><span style="font-weight:400;"><em><a href="https://g1.globo.com/pop-arte/diversidade/noticia/2022/06/29/o-que-e-ser-queer.ghtml">queers</a></em></span><span style="font-weight:400;"> podem ser plurais. Entre dramas e romances, as indicações deste mês reforçam a diversidade necessária dentro das páginas de um livro.</span></p>
<p><span style="font-weight:400;">Em Junho, o foco é o aprofundamento dos integrantes da comunidade LGBTIQAPN+. As tramas sugeridas não apenas falam sobre representatividade, mas também mostram que que a vida<em> queer</em> não se resume a preconceito e algozes. Antes de toda a dor passada por essas pessoas, há o desejo de viver uma jornada linda. É direito de qualquer pessoa, independente de sua orientação sexual, de se reconhecer em narrativas lúdicas, pois é na </span><span style="font-weight:400;"><a href="https://matracacultural.com.br/2019/06/19/a-cultura-como-instrumento-de-luta-contra-a-lgbtfobia/">Arte</a></span><span style="font-weight:400;"> que muitos encontram refúgio.</span></p>
<p><span id="more-33601"></span></p>
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<figure id="attachment_33609" aria-describedby="caption-attachment-33609" style="width: 679px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-33609" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/06/Adam.Silvera-Lembra-Aquela-Vez-1.jpg" alt="Capa do livro Lembra Aquela Vez. Na parte superior central, há a frase “Edição especial com conteúdo extra” e, abaixo, o título do livro está escrito com fonte azul na parte central superior da capa. A capa apresenta um menino branco de cabelos castanhos e olhos azuis. Ele veste uma camiseta branca com um bolso nela presente no lado direito de seu corpo. O bolso possui quatro cores: verde, rosa, amarelo e azul. Ao lado do rosto do personagem, no lado direito, há um símbolo da editora Rocco na cor preta e no formato redondo. Na parte inferior central, há o nome do autor Adam Silvera na cor preta." width="679" height="1000" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/06/Adam.Silvera-Lembra-Aquela-Vez-1.jpg 679w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/06/Adam.Silvera-Lembra-Aquela-Vez-1-543x800.jpg 543w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-33609" class="wp-caption-text">O autor Adam Silvera possui outras dois livros igualmente aclamados: História É Tudo Que Me Deixou e Os Dois Morrem no Final (Foto: Editora Rocco)<br /></figcaption></figure>
<p><b>Adam Silvera &#8211; Lembra Aquela Vez (368 páginas, Editora Rocco)</b></p>
<p><span style="font-weight:400;">Conhecido pelo aclamado <em>Os Dois Morrem No Final</em>, </span><span style="font-weight:400;"><a href="https://www.publishnews.com.br/materias/2022/07/08/adam-silvera-e-mais-um-nome-do-young-adult-a-subir-na-lista">Adam Silvera</a></span><span style="font-weight:400;"> também é autor de <em>Lembra Aquela Vez</em>, livro com uma sinopse inusitada. Nesse universo criado pelo escritor, as pessoas podem apagar as outras de suas memórias a partir de um procedimento médico no Instituto Leteo. No entanto, diferente de obras como <em>Brilho de Uma Mente Eterna Sem Lembranças</em>, ações e momentos também podem ser excluídos do subconsciente de alguém. </span></p>
<p><span style="font-weight:400;">Com a premissa, Silvera centraliza a história em Aaron Soto, um garoto de 16 anos que mora no Bronx, em Nova York. O adolescente conhece um vizinho chamado Thomas e, a partir do desenvolvimento de sua relação com ele, o protagonista passa a ter sentimentos pelo menino. No entanto, ser gay no lugar em que eles moram é um problema, por isso Soto pensa em se submeter ao procedimento. Com isso, o escritor conversa sobre </span><span style="font-weight:400;"><a href="https://www.fundobrasil.org.br/blog/as-dificuldades-enfrentadas-pelas-pessoas-lgbtqia/">vida LGBTQIAPN+</a></span><span style="font-weight:400;">, diferenças sociais e homofobia internalizada em uma história marcada por primeiras paixões e tragédias da vida. </span><b>&#8211; Guilherme Machado Leal</b></p>
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<figure id="attachment_33607" aria-describedby="caption-attachment-33607" style="width: 423px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-33607" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/06/e-assim-que-se-perde-a-guerra-do-tempo-1.jpg" alt="É assim que se perde a guerra do tempo. A cor da capa é azul bebê e, ao centro, existem dois pássaros: um vermelho e um azul. O pássaro vermelho está mais à esquerda e olha para a direita, enquanto o pássaro azul está em posição contrária e de cabeça para baixo. Entre eles, há o título da obra, na cor branca. Na parte superior, à esquerda, está o nome da autora em letras azuis e, à direita, o selo da Editora Suma, na cor branca. Na parte inferior, encontra-se o nome do autor em letras vermelhas. Um pouco mais acima, à direita, está escrito “Vencedor dos prêmios Hugo, Nebula e Locus” em letras azuis." width="423" height="650"><figcaption id="caption-attachment-33607" class="wp-caption-text">“Para parafrasear um profeta: cartas são estruturas, não eventos. As suas me dão um lugar onde viver” (Foto: Editora Suma)<br /></figcaption></figure>
<p><b>Amal El-Mohtar e Max Gladstone &#8211; É assim que se perde a guerra do tempo (192 páginas, Editora Suma)</b></p>
<p><span style="font-weight:400;"><a href="https://www.companhiadasletras.com.br/livro/9788556511089/e-assim-que-se-perde-a-guerra-do-tempo"><i>É assim que se perde a guerra do tempo</i></a></span><span style="font-weight:400;"> acompanha a história de Blue e Red, duas agentes rivais em uma guerra infinita. No período em que elas vivem, as facções nas quais atuam lutam para interferir nos variados fios do espaço-tempo, a fim de favorecer seus lados no futuro. Após terem seus caminhos esbarrados diversas vezes, nos quais elas sempre observavam e tentavam desfazer o trabalho da outra, uma correspondência se dá entre as personagens. Totalmente baseada em provocações, em um primeiro momento, os assuntos abordados e o tom dessas cartas passaram a se modificar gradativamente conforme elas se familiarizavam uma com a outra.</span></p>
<p><span style="font-weight:400;">Vencedor dos prêmios </span><span style="font-weight:400;"><a href="https://www.thehugoawards.org/hugo-history/2020-hugo-awards/">Hugo</a></span><span style="font-weight:400;"> e </span><span style="font-weight:400;"><a href="https://nebulas.sfwa.org/award-year/2019/">Nebula</a></span><span style="font-weight:400;">, dois dos mais importantes da Literatura, a obra é uma combinação perfeita de ficção científica, poesia e romance epistolar. Mais do que se preocupar com a construção do universo no qual Blue e Red estão inseridas, Amal Et-Mohtar e Max Gladstone direcionam o foco para os sentimentos dessas mulheres e como ele é capaz de motivar novas maneiras de enxergar o mundo. Sensível e sem igual, </span><span style="font-weight:400;"><i>É assim que se perde a guerra do tempo</i></span><span style="font-weight:400;"> é um romance sáfico sobre o nascimento do amor onde só poderia existir o ódio. </span><b>&#8211; Raquel Freire</b></p>
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<figure id="attachment_33602" aria-describedby="caption-attachment-33602" style="width: 656px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-33602" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/06/um.traco_.ate_.voce_.1.jpg" alt="Capa do livro Um traço até você, da escritora Olívia Pilar. A capa mostra o nome da autora e o título em letra cursiva no topo da página. Ele está acima de um céu roxo escuro com nuvens alaranjadas. Em tons de laranja mais abaixo da ilustração é possível ver uma paisagem urbana, com prédios ao fundo, duas árvores à esquerda, uma rua de paralelepípedos que segue na direção do leitor. Nelas estão as duas protagonistas, à esquerda se encontra Lina, uma mulher jovem de pele negra clara, de cabelos volumosos castanho-avermelhados. ela usa uma camisa rosa. Seus shorts e tênis e lábios são roxos na mesma tonalidade do céu. Ao lado de Lina está Elza, uma mulher jovem, de pele negra mais escura, e de cabelo Black Power preto. Ela veste um top laranja escuro, uma saia longa laranja clara e tênis brancos. Ambas são envoltas em uma linha que sai das letras do título e as segue pela página. " width="656" height="1005" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/06/um.traco_.ate_.voce_.1.jpg 656w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/06/um.traco_.ate_.voce_.1-522x800.jpg 522w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-33602" class="wp-caption-text">Lina e Elza vencem seus medos em busca de descobrir o lugar de ambas no mundo (Foto: Editora Intrínseca)<br /></figcaption></figure>
<p><b>Olívia Pilar &#8211; Um traço até você (288 páginas, Editora intrínseca)</b></p>
<p><span style="font-weight:400;">Ser uma pessoa negra e LGBT no Brasil é uma existência desafiadora, até mesmo para quem consegue a oportunidade de ser bem sucedido, é o caso de Lina, protagonista de </span><span style="font-weight:400;"><a href="https://intrinseca.com.br/livro/um-traco-ate-voce/"><i>Um traço até você</i></a></span><span style="font-weight:400;">. Uma estudante universitária, ela tem uma vida relativamente tranquila morando em um bairro de classe média de Belo Horizonte e sonha alto para seu futuro. Mas o preconceito contra a cor de sua pele surge como uma barreira para seus objetivos.</span></p>
<p><span style="font-weight:400;">Lina encontra apoio e inspiração em Elza, outra apaixonada pelas artes. Juntas elas vão descobrir ainda mais afinidades em uma jornada de amor e autoconhecimento. Toda a emoção das personagens se mistura a reflexões sobre o racismo, a LGBTfobia e outras dificuldades tão comuns a jovens adultos. O Livro foi o romance de estreia de </span><span style="font-weight:400;"><a href="https://intrinseca.com.br/blog/2023/07/escritora-negra-com-muito-orgulho-prazer/">Olívia Pilar</a></span><span style="font-weight:400;">, escritora que busca transferir toda a diversidade cultural, étnica, social e de gênero do Brasil para as páginas. </span><b>&#8211; Guilherme Dias Siqueira</b></p>
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<figure id="attachment_33605" aria-describedby="caption-attachment-33605" style="width: 665px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-33605" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/06/Morangos-Mofados-1.jpg" alt="Capa do livro Morangos Mofados. Ao centro da imagem, um abajur sobre uma mesa de cabeceira redonda cobre o rosto do homem sentado no sofá atrás. A meia luz do abajur ilumina a sala. O homem sentado no sofá está usando um suéter branco." width="665" height="1000" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/06/Morangos-Mofados-1.jpg 665w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/06/Morangos-Mofados-1-532x800.jpg 532w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-33605" class="wp-caption-text">Morangos Mofados faz parte da lista de leituras obrigatórias da Unicamp 2025 (Foto: Editora Agir)<br /></figcaption></figure>
<p><b>Caio Fernando Abreu &#8211; Morangos Mofados (158 páginas, Editora Agir)</b></p>
<p><span style="font-weight:400;">Dos representantes da cultura da década de 1980 no país, <a href="https://www.metropoles.com/entretenimento/peca-a-comunidade-do-arco-iris-de-caio-fernando-abreu-chega-ao-rio">Caio Fernando Abreu</a> é um dos nossos nomes mais importantes. Angústia existencial, solidão urbana e homoerotismo são temas que permeiam a sua obra, sempre intimista. O autor gaúcho ganhou o título de ícone cultural após o seu quarto livro de contos: </span><span style="font-weight:400;"><i>Morangos Mofados</i></span><span style="font-weight:400;">, escrito em 1982 e considerado a sua obra-prima. </span></p>
<p><span style="font-weight:400;">Os contos de </span><span style="font-weight:400;"><i>Morangos Mofados </i></span><span style="font-weight:400;">são um reflexo da época em que foram escritos, em meio à repressão do Brasil ditatorial. Nesse <a href="https://www.estadao.com.br/cultura/caio-fernando-abreu-escreveu-sobre-a-primeira-passagem-de-madonna-pelo-brasil-no-estadao-leia-nprec/">mês do orgulho</a>, podemos destacar a representação sensível do desejo homossexual e da luta interna, dor, solidão e complexidade dos personagens dos contos, elevada pelo estilo confessional dos textos do autor assumidamente gay. </span><b>&#8211; </b><b>Giovanna Freisinger </b></p>
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<figure id="attachment_33606" aria-describedby="caption-attachment-33606" style="width: 641px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-33606" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/06/minha-querida-sputnik-1.jpg" alt="Capa de Minha querida Sputnik. Na imagem, temos intercalados as cores rosa e azul, na parte direita, há um fundo azul claro e está escrito em rosa o nome “Haruki Murakami” e abaixo, em preto, está escrito “Minha querida Sputnik”. Logo abaixo, há o desenho de uma flor em primeiro plano, com alguns rabiscos nas cores rosa e azul e mais ao fundo, algumas flores também, com alguns detalhes em rosa." width="641" height="1000" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/06/minha-querida-sputnik-1.jpg 641w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/06/minha-querida-sputnik-1-513x800.jpg 513w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-33606" class="wp-caption-text">O aclamado autor japonês está em sua melhor forma escrevendo sobre um triângulo amoroso não convencional com um toques de realismo mágico (Foto: Editora Alfaguara)<br /></figcaption></figure>
<p><b>Haruki Murakami &#8211; Minha querida Sputnik (232 páginas, Editora Alfaguara)</b></p>
<p><span style="font-weight:400;">Os </span><span style="font-weight:400;"><a href="https://www.cnnbrasil.com.br/internacional/neste-pais-os-jovens-acham-tao-dificil-namorar-que-os-pais-fazem-isso-por-eles/">relacionamentos</a></span><span style="font-weight:400;"> sempre são tratados de forma bem comedida no Japão, sendo visto muitas vezes com certo tabu. Dessa forma, Haruki Murakami, conhecido por analisar a sociedade japonesa em suas obras, encontra um prato cheio para se deliciar: um triângulo amoroso. </span><span style="font-weight:400;"><i>Minha querida Sputnik</i></span><span style="font-weight:400;"> conta a história de K, um jovem professor de Tóquio, que é apaixonado pela sua amiga Sumire, que, assim como os jovens do país, não liga para relacionamentos, até se apaixonar por Miu, uma executiva 17 anos mais velha e casada.</span></p>
<p><span style="font-weight:400;">A obra tem uma cadência própria, se esgueirando pelas ruas e restaurantes da capital japonesa. Murakami usa da banalidade de uma metrópole para abordar temas como o choque geracional de uma sociedade que cada vez mais </span><span style="font-weight:400;"><a href="https://www.bbc.com/portuguese/articles/cqlwlzey2dgo#:~:text=O%20pa%C3%ADs%20com%20a%20popula%C3%A7%C3%A3o,o%20mais%20alto%20do%20mundo.">envelhece</a></span><span style="font-weight:400;"> e a solidão. O autor acerta ao escrever personagens arredios entre si, forçando o leitor a aturar aquelas personas, ao mesmo tempo em que é ousado ao colocar seu narrador no papel de coadjuvante, não fetichizado o triângulo amoroso e dando o devido protagonismo para o relacionamento das duas mulheres. </span><b>&#8211; Guilherme Veiga</b></p>
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<figure id="attachment_33608" aria-describedby="caption-attachment-33608" style="width: 1000px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-33608" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/06/Alexis-Hall-Boyfriend-Material.jpg" alt="A capa do livro " boyfriend="boyfriend" material="material" de="de" alexis="alexis" hall="hall" possui="possui" um="um" fundo="fundo" dividido="dividido" em="em" seções="seções" vermelhas="vermelhas" e="e" azuis="azuis" com="com" ilustrações="ilustrações" representando="representando" ícones="ícones" britânicos="britânicos" como="como" o="o" big="big" ben="ben" a="a" london="london" eye="eye" ônibus="ônibus" dois="dois" andares="andares" tower="tower" bridge="bridge" uma="uma" xícara="xícara" chá="chá" guarda-chuva.="guarda-chuva." no="no" centro="centro" da="da" capa="capa" letras="letras" grandes="grandes" brancas="brancas" está="está" título="título" material.="material." abaixo="abaixo" do="do" nome="nome" autor="autor" sobre="sobre" vermelho.="vermelho." lado="lado" esquerdo="esquerdo" há="há" ilustração="ilustração" homem="homem" loiro="loiro" vestindo="vestindo" terno="terno" cinza="cinza" gravata="gravata" vermelha="vermelha" posando="posando" expressão="expressão" séria.="séria." direito="direito" cabelo="cabelo" preto="preto" usando="usando" camiseta="camiseta" preta="preta" jeans="jeans" rasgados="rasgados" descontraída="descontraída" braços="braços" cruzados="cruzados" pernas="pernas" ligeiramente="ligeiramente" cruzadas.="cruzadas." width="1000" height="1500" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/06/Alexis-Hall-Boyfriend-Material.jpg 1000w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/06/Alexis-Hall-Boyfriend-Material-533x800.jpg 533w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/06/Alexis-Hall-Boyfriend-Material-683x1024.jpg 683w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/06/Alexis-Hall-Boyfriend-Material-768x1152.jpg 768w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-33608" class="wp-caption-text">Boyfriend Material foi lançado em 2020 (Foto: Sourcebooks Casablanca)<br /></figcaption></figure>
<p><b>Alexis Hall &#8211; Procura-se Um Marido (432 páginas, Sourcebooks Casablanca)</b></p>
<p><span style="font-weight:400;"><em>Procura-se Um Marido</em> de Alexis Hall é uma comédia romântica que segue a vida de Luc O&#8217;Donnell, um jovem gay que se vê pressionado a contratar um namorado de mentira para melhorar sua imagem pública após uma série de decepções amorosas. Nesse contexto, a clássica narrativa </span><span style="font-weight:400;"><a href="https://podeditora.com.br/2023/01/27/o-que-sao-tropes-literarias/#:~:text=Fake%20dating,se%20apaixonando%20um%20pelo%20outro."><i>fake dating</i></a></span><span style="font-weight:400;"> ganha força quando Luc conhece Oliver Blackwood, um advogado aparentemente perfeito e, ao mesmo tempo, bem rigoroso. A partir dessa relação contratual, o livro explora temas como auto aceitação, vulnerabilidade e a complexidade das relações modernas. </span></p>
<p><span style="font-weight:400;">Além disso, Alexis aborda questões como a pressão social e as expectativas familiares sem perder o </span><span style="font-weight:400;"><a href="https://personaunesp.com.br/heartstopper-1a-temporada-critica/">tom leve e romântico</a></span><span style="font-weight:400;"> que caracteriza o gênero, cativando o leitor conforme as páginas se passam. A química entre os protagonistas é palpável, e o desenvolvimento gradual do relacionamento deles mantém o leitor engajado até o desfecho &#8211; daqueles que deixam o coração quentinho. &#8211; </span><b>Clara Sganzerla</b></p>
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<figure id="attachment_33604" aria-describedby="caption-attachment-33604" style="width: 666px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-33604" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/06/quarto.de_.giovanni.1.jpg" alt="Capa de O quarto de Giovanni. Na parte Superior do livro, temos o primeiro nome do autor “James” em letras grandes e o nome do livro/editora em letras pretas. O fundo do livro está em um rosa chamativo. Na parte inferior do livro, temos o sobrenome do autor “Baldwin” em letras grandes e pretas. O fundo do livro está colorido em um laranja chamativo." width="666" height="1000" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/06/quarto.de_.giovanni.1.jpg 666w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/06/quarto.de_.giovanni.1-533x800.jpg 533w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-33604" class="wp-caption-text">“Você quer dizer que eu tenho uma casa para ir, desde que eu não vá lá?” (Foto: Companhia das Letras)<br /></figcaption></figure>
<p><b>James Baldwin &#8211; O quarto de Giovanni (232, Companhia das Letras)</b></p>
<p><span style="font-weight:400;">Quando publicado, em 1959, </span><span style="font-weight:400;"><a href="https://revistacult.uol.com.br/home/james-baldwin-o-grande-critico-do-sonho-americano/">James Baldwin</a></span><span style="font-weight:400;"> foi questionado sobre o livro debater a respeito de relações homoafetivas e não questões raciais, principal tópico abordado em suas obras. Baldwin, com muita honestidade, respondeu que a homoafetividade e o racismo são temas tão intrincados (naquela época), que trazer os dois na mesma composição seria um grande desafio. </span></p>
<p><span style="font-weight:400;">Em</span> <span style="font-weight:400;"><a href="https://www.companhiadasletras.com.br/livro/9788535931327/o-quarto-de-giovanni"><i>O quarto de Giovanni</i></a></span><span style="font-weight:400;">, acompanhamos a história de David, jovem norte-americano em Paris, que espera pela resposta de sua namorada, Hella, em relação ao noivado. Enquanto ela reflete se deve ou não casar com o David, ele conhece Giovanni, garçom italiano por quem se apaixona e vive um romance. A </span><span style="font-weight:400;"><a href="https://www.doispontos.com.br/o-quarto-de-giovanni-9788535931327/p">trama</a></span><span style="font-weight:400;"> é tão envolvente quanto desesperançada. O despertar de David é marcado pelo medo de amar livremente e pelo desejo de conhecer a si mesmo. Nas poucas páginas na qual o livro se estende, a relação delicada entre os personagens é sentida do início ao fim, trazendo consigo a sensação de querer mais daquela história. </span><b>&#8211; Ludmila Henrique</b></p>
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<figure id="attachment_33610" aria-describedby="caption-attachment-33610" style="width: 646px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-33610" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/06/Tommm.jpg" alt="Capa do livro Tom Lake. A imagem é composta por pinceladas em tons de azul claro e escuro na parte superior e tons de verde e verde escuro da metade em diante, como se fosse um muro com trepadeiras junto a um gramado em uma pintura impressionista. Espalhadas pela capa estão várias margaridas e flores brancas também desenhadas com pincel. Na parte superior, em cima da pintura, está um bloco branco também pincelado, onde se encontram o título e a autora da obra, em verde e azul respectivamente." width="646" height="1000" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/06/Tommm.jpg 646w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/06/Tommm-517x800.jpg 517w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-33610" class="wp-caption-text">Uma história sobre o amor, a juventude e as escolhas no caminho com um toque da sensibilidade de um verão inesquecível (Foto: Editora Intrínseca)<br /></figcaption></figure>
<p><b>Ann Patchett &#8211; Tom Lake (368 páginas, Editora Intrínseca)</b></p>
<p><span style="font-weight:400;">Com uma escrita fácil e atraente, o romance de </span><span style="font-weight:400;"><a href="https://www.nytimes.com/2023/08/04/books/review/ann-patchett-on-summer-love-and-her-new-novel.html">Ann Patchett</a></span><span style="font-weight:400;"> nos leva a lugares desconhecidos que soam como memórias. Quando Laura narra as vivências de seus 20 e poucos anos para as três filhas curiosas sobre o passado apaixonado em frente aos holofotes da mãe, os amores, os segredos e as complexidades da vida surgem entre as lembranças. Tanto da narradora, quanto das ouvintes. Afinal, se relembrar é viver, </span><span style="font-weight:400;"><a href="https://intrinseca.com.br/livro/tom-lake/"><i>Tom Lake</i></a></span> <span style="font-weight:400;">sabe bem como as recordações fazem parte de amadurecer.</span></p>
<p><span style="font-weight:400;">Tem algo sobre livro que exala verão. Apesar da narrativa ser ambientada entre as memórias de Laura Nelson e a realidade na primavera de 2020, as histórias e o presente se fundem em cenários intensos e ensolarados. Entre os antigos mergulhos no lago e as novas vivências da família Nelson durante o </span><span style="font-weight:400;"><i>lockdown</i></span><span style="font-weight:400;"> em sua fazenda, o aroma da grama verde e a sensação do sol tocando nossas peles se misturam em algo muito maior. Aqui, a nostalgia de passados nem tão distantes acaricia o coração enquanto os dilemas da juventude acenam de longe. </span><b>&#8211; Agata Bueno</b></p>
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