<?xml version="1.0" encoding="UTF-8"?><rss version="2.0"
	xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"
	xmlns:wfw="http://wellformedweb.org/CommentAPI/"
	xmlns:dc="http://purl.org/dc/elements/1.1/"
	xmlns:atom="http://www.w3.org/2005/Atom"
	xmlns:sy="http://purl.org/rss/1.0/modules/syndication/"
	xmlns:slash="http://purl.org/rss/1.0/modules/slash/"
	
	xmlns:georss="http://www.georss.org/georss"
	xmlns:geo="http://www.w3.org/2003/01/geo/wgs84_pos#"
	>

<channel>
	<title>Arquivos Vidro &#8211; Persona | Jornalismo Cultural</title>
	<atom:link href="http://personaunesp.com.br/tag/vidro/feed/" rel="self" type="application/rss+xml" />
	<link>https://personaunesp.com.br/tag/vidro/</link>
	<description>Desde 2015 provando que a distância entre Bergman, Lady Gaga e a novela das 9 nem existe.</description>
	<lastBuildDate>Wed, 07 Aug 2024 18:51:31 +0000</lastBuildDate>
	<language>pt-BR</language>
	<sy:updatePeriod>
	hourly	</sy:updatePeriod>
	<sy:updateFrequency>
	1	</sy:updateFrequency>
	<generator>https://wordpress.org/?v=7.0.4</generator>

<image>
	<url>http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2019/08/cropped-icon-certo-cristo-32x32.png</url>
	<title>Arquivos Vidro &#8211; Persona | Jornalismo Cultural</title>
	<link>https://personaunesp.com.br/tag/vidro/</link>
	<width>32</width>
	<height>32</height>
</image> 
<site xmlns="com-wordpress:feed-additions:1">119746480</site>	<item>
		<title>Há cinco anos, Vidro juntou os retalhos das páginas dos quadrinhos e nós rasgamos</title>
		<link>http://personaunesp.com.br/vidro-5-anos/</link>
					<comments>http://personaunesp.com.br/vidro-5-anos/#respond</comments>
		
		<dc:creator><![CDATA[]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 07 Aug 2024 18:51:31 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Cinema]]></category>
		<category><![CDATA[2019]]></category>
		<category><![CDATA[5 anos]]></category>
		<category><![CDATA[Análise]]></category>
		<category><![CDATA[Aniversário]]></category>
		<category><![CDATA[Anya Taylor-Joy]]></category>
		<category><![CDATA[Bruce Willis]]></category>
		<category><![CDATA[Davi Marcelgo]]></category>
		<category><![CDATA[Estados Unidos]]></category>
		<category><![CDATA[Gibis]]></category>
		<category><![CDATA[Graphic Novel]]></category>
		<category><![CDATA[HQs]]></category>
		<category><![CDATA[James McAvoy]]></category>
		<category><![CDATA[M. Night Shyamalan]]></category>
		<category><![CDATA[Review]]></category>
		<category><![CDATA[Samuel L. Jackson]]></category>
		<category><![CDATA[Sarah Paulson]]></category>
		<category><![CDATA[Super-heróis]]></category>
		<category><![CDATA[Unbreakable]]></category>
		<category><![CDATA[Universal Studios]]></category>
		<category><![CDATA[Vidro]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://personaunesp.com.br/?p=33491</guid>

					<description><![CDATA[<p>Davi Marcelgo Em 2019, enquanto o mundo se encantava com Vingadores: Ultimato durante o verão americano, em Janeiro daquele mesmo ano, Vidro de M. Night Shyamalan chegava aos cinemas, porém com a recepção bem menos calorosa em comparação ao apogeu do MCU. Sem pirotecnia ou confrontos de seres megalomaníacos, a terceira parte da trilogia encabeçada &#8230; <a href="http://personaunesp.com.br/vidro-5-anos/" class="more-link">Continue lendo<span class="screen-reader-text"> "Há cinco anos, Vidro juntou os retalhos das páginas dos quadrinhos e nós rasgamos"</span></a></p>
<p>O post <a href="http://personaunesp.com.br/vidro-5-anos/">Há cinco anos, Vidro juntou os retalhos das páginas dos quadrinhos e nós rasgamos</a> apareceu primeiro em <a href="http://personaunesp.com.br">Persona | Jornalismo Cultural</a>.</p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<figure id="attachment_33495" aria-describedby="caption-attachment-33495" style="width: 1999px" class="wp-caption alignnone"><img fetchpriority="high" decoding="async" class="size-full wp-image-33495" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/06/image4.png" alt="Na imagem, em primeiro plano no canto direito, está o personagem Sr.Vidro andando de cadeira de rodas. Ele veste um terno roxo, por dentro usa uma camisa e uma faixa branca no pescoço, ambos na cor branca. Um broche com a letra E está encaixado no peito. Sr.Vidro é um homem negro, na faixa dos 70 anos, com barba rala e cabelos crespos grisalhos. Ele está num corredor amarelo de uma clínica. Atrás dele em desfoque tem uma luta entre a personagem a Fera e funcionários da clínica. " width="1999" height="1333" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/06/image4.png 1999w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/06/image4-800x533.png 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/06/image4-1024x683.png 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/06/image4-768x512.png 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/06/image4-1536x1024.png 1536w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/06/image4-1200x800.png 1200w" sizes="(max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-33495" class="wp-caption-text">Vidro arrecadou 247 milhões de dólares em bilheteria ao redor do mundo (Foto: Universal Studios)</figcaption></figure>
<p><b>Davi Marcelgo</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Em 2019, enquanto o mundo se encantava com </span><a href="https://personaunesp.com.br/vingadores-ultimato-critica/"><i><span style="font-weight: 400;">Vingadores: Ultimato</span></i></a> <span style="font-weight: 400;">durante o </span><a href="https://www.blog.365filmes.com.br/2017/05/summer-movies-confira-7-estreias-entenda-termo.html"><span style="font-weight: 400;">verão americano</span></a><span style="font-weight: 400;">, em Janeiro daquele mesmo ano, </span><i><span style="font-weight: 400;">Vidro </span></i><span style="font-weight: 400;">de M. Night Shyamalan chegava aos cinemas, porém com a recepção bem menos calorosa em comparação ao </span><a href="https://www.omelete.com.br/marvel-cinema/vingadores-ultimato-endgame/vingadores-ultimato-todos-os-recordes-do-filme"><span style="font-weight: 400;">apogeu do </span><i><span style="font-weight: 400;">MCU</span></i></a><span style="font-weight: 400;">. Sem pirotecnia ou confrontos de seres megalomaníacos, a terceira parte da trilogia encabeçada pelo ‘</span><a href="https://mag.sapo.pt/cinema/atualidade-cinema/artigos/m-night-shyamalan-foi-comparado-a-spielberg-mas-o-seu-realizador-preferido-e-outro"><span style="font-weight: 400;">novo Spielberg</span></a><span style="font-weight: 400;">’ se manteve no cerne da filosofia de super-heróis e regressou às origens das histórias infantis. Distraídos pela viagem no tempo de Capitão América e equipe, o público não soube ‘dar muita corda’ ao filme, mas por quê?  </span></p>
<p><span id="more-33491"></span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Ora, </span><i><span style="font-weight: 400;">Ultimato </span></i><span style="font-weight: 400;">era o assunto mais comentado e o Universo Cinematográfico </span><i><span style="font-weight: 400;">Marvel</span></i><span style="font-weight: 400;"> já tinha seu alicerce. A resposta que parece fácil, não é. Os filmes da ‘Casa das Ideias’ foram, sim, o principal fator para o ofuscamento de outras produções de heróis na época, principalmente o da conclusão de uma história que não era uma adaptação </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=pPFDYA5zBDU"><span style="font-weight: 400;">iniciada em 2000</span></a><span style="font-weight: 400;"> e esquecida nas prateleiras pelos amantes da </span><a href="https://medium.com/@kevinfoca/porque-os-quadrinhos-sao-chamados-de-nona-arte-f6ae3f9a4277"><span style="font-weight: 400;">nona Arte</span></a><i><span style="font-weight: 400;">. Shazam!</span></i><span style="font-weight: 400;"> também foi afetado, estreou junto de </span><i><span style="font-weight: 400;">Vingadores</span></i><span style="font-weight: 400;"> e não alcançou nem 400 milhões de dólares em bilheteria contra mais de dois bilhões de </span><i><span style="font-weight: 400;">Ultimato</span></i><span style="font-weight: 400;">. Entretanto, há outra ‘pedra no sapato’: os motivos para </span><i><span style="font-weight: 400;">Vidro</span></i><span style="font-weight: 400;"> não ter agradado aos paladares de, até mesmo, os aficionados pelo subgênero de super-heróis. Essa resposta é um pouco mais complexa e envolve muitos nomes. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Junto de </span><i><span style="font-weight: 400;">Corpo Fechado</span></i><span style="font-weight: 400;">, os</span><a href="https://personaunesp.com.br/x-men-60-anos-artigo/"> <i><span style="font-weight: 400;">X-Men</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> ganharam seu primeiro filme também no início do século, diferente do longa protagonizado por </span><a href="https://www.uol.com.br/splash/noticias/2024/04/20/bruce-willis-faz-rara-aparicao-ao-lado-da-neta.htm"><span style="font-weight: 400;">Bruce Willis</span></a><span style="font-weight: 400;">, o diretor </span><a href="https://veja.abril.com.br/cultura/diretor-bryan-singer-e-acusado-por-mais-quatro-pessoas-de-abuso-sexual"><span style="font-weight: 400;">Bryan Singer</span></a><span style="font-weight: 400;"> renunciou as cores salteadas e o espírito infantil dos quadrinhos dos mutantes. Ao invés do colã colorido, optou pelo couro preto</span><i><span style="font-weight: 400;"> a lá</span></i> <i><span style="font-weight: 400;">Matrix </span></i><span style="font-weight: 400;">(1999). Não só ele como </span><i><span style="font-weight: 400;">Demolidor &#8211; O Homem sem Medo </span></i><span style="font-weight: 400;">(2003) beberam muito das ideias das irmãs Wachowski. O maior nome que nadou contra a tendência ‘emo vestindo preto’ foi a trilogia do ‘Teioso’ de Sam Raimi que, curiosamente, ironizou a moda em </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=xov4xhlZaQo"><i><span style="font-weight: 400;">Homem-Aranha 3</span></i></a><span style="font-weight: 400;">. Tudo bem, eram outros tempos, o público desse tipo de filme ainda não tinha se consolidado e, para retorno financeiro, apostar em abordagens semelhantes do contexto Hollywoodiano era o caminho seguro.</span></p>
<figure id="attachment_33492" aria-describedby="caption-attachment-33492" style="width: 740px" class="wp-caption alignnone"><img decoding="async" class="size-full wp-image-33492" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/06/image1-1.png" alt="Na imagem, o personagem David Dunn abre a porta traseira de um furgão. Ele é um homem branco, com barba branca, na faixa dos 60 anos. Ele veste uma capa de chuva verde escura que cobre seu corpo todo. Ele veste um capuz também. Na sua frente, estão pessoas ajoelhadas. Ao fundo, o céu está nublado, há um prédio de tijolos e janelas do lado esquerdo. " width="740" height="476" /><figcaption id="caption-attachment-33492" class="wp-caption-text">Bruce Willis empresta seu corpo a David Dunn pela terceira vez (Foto: Universal Studios)</figcaption></figure>
<p><a href="https://personaunesp.com.br/oppenheimer-critica/"><span style="font-weight: 400;">Christopher </span><span style="font-weight: 400;">Nolan</span></a><span style="font-weight: 400;"> e Zack Snyder também têm certa culpa na escalada do Cinema de heróis se afastar cada vez mais da sua origem colorida e infantil. O vencedor do </span><i><span style="font-weight: 400;">Oscar</span></i><span style="font-weight: 400;"> com sua trilogia do </span><i><span style="font-weight: 400;">Cavaleiro das Trevas</span></i><span style="font-weight: 400;"> (2005-2012) preferiu ser um </span><i><span style="font-weight: 400;">thriller </span></i><span style="font-weight: 400;">policial, deu um uniforme tático ao ‘Morcegão’ e jogou fora qualquer aspecto circense do Coringa. </span><a href="https://personaunesp.com.br/liga-da-justica-de-zack-snyder-critica/"><span style="font-weight: 400;">Snyder</span></a><span style="font-weight: 400;">, que já tinha dirigido o ‘sombrio’ </span><i><span style="font-weight: 400;">Watchmen</span></i><span style="font-weight: 400;"> (2009), fez de tudo para ser um diferencial no mercado e, em oposição à </span><i><span style="font-weight: 400;">Marvel</span></i><span style="font-weight: 400;">, dirigiu</span><i><span style="font-weight: 400;"> O Homem de Aço </span></i><span style="font-weight: 400;">(2013) e </span><a href="https://personaunesp.com.br/batman-vs-superman-uma-batalha-perdida/"><i><span style="font-weight: 400;">Batman vs Superman: A Origem da Justiça</span></i></a> <span style="font-weight: 400;">(2016). O ex-publicitário, para não soar juvenil, emendou filosofia, religião e frases densas para soar sério, o tiro saiu pela culatra e acabou sendo púbere ao não conseguir lidar com tantas questões. O subgênero, tanto no cinema quanto fora dele, ficou mais sisudo: de gibi, passou-se a chamar rebuscadamente de </span><i><span style="font-weight: 400;">graphic novel</span></i><span style="font-weight: 400;">.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Não há problema algum em querer ser sério, ter uma abordagem mais ‘adulta’ e se afastar da estética quadrinho (até a própria indústria das </span><i><span style="font-weight: 400;">comics</span></i><span style="font-weight: 400;"> fez isso com Frank Miller e Alan Moore quando escreveram </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=C5Mk0eHBtd8"><i><span style="font-weight: 400;">Demolidor</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> e </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=0tdb0pppWlE"><i><span style="font-weight: 400;">Watchmen</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, respectivamente, na década de 1980). A </span><i><span style="font-weight: 400;">Marvel</span></i><span style="font-weight: 400;"> nos cinemas, por mais que se aproximasse de uma abordagem mais espalhafatosa, cheia de ‘piadinhas’, segurava (e muito) o freio. Tudo era programado, uniformes comedidos e pouco criativos visualmente, diga-se de passagem, o clímax de </span><i><span style="font-weight: 400;">Vingadores: Ultimato,</span></i><span style="font-weight: 400;"> que seguiu na paleta acinzentada dos </span><a href="https://personaunesp.com.br/vingadores-guerra-infinita-5-anos/"><span style="font-weight: 400;">irmãos Russo</span></a><span style="font-weight: 400;">, poderia ter ‘despirocado’ e ser uma explosão de cores.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">No começo da ‘empreitada’, até houve uma certa vontade de algo antiquado por parte de </span><a href="https://www.legiaodosherois.com.br/2023/roteirista-original-os-vingadores-critica-joss-whedon-idiota.html"><span style="font-weight: 400;">Joss Whedon</span></a><span style="font-weight: 400;"> em </span><a href="https://personaunesp.com.br/os-vingadores-10-anos/"><i><span style="font-weight: 400;">Vingadores</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> (2012), porém nada que fosse a caricatura de uma história infantil. Em suas 20 e tantas histórias, a </span><i><span style="font-weight: 400;">Marvel</span></i><span style="font-weight: 400;"> se preocupou com a saga e não com uma linguagem ‘quadrinesca’. Seria exagero dizer que o filme de Shyamalan foi uma borboleta colorida da ficção pré-</span><i><span style="font-weight: 400;">MCU</span></i><span style="font-weight: 400;">, até porque o uniforme de David Dunn é uma capa de chuva verde-escura. Contudo, seria petulância dizer que não transborda a alma de gibi em seus 106 minutos de duração. O ponto é que </span><i><span style="font-weight: 400;">Unbreakable </span></i><span style="font-weight: 400;">(no original), </span><i><span style="font-weight: 400;">Fragmentado </span></i><span style="font-weight: 400;">(2016) e </span><i><span style="font-weight: 400;">Vidro </span></i><span style="font-weight: 400;">(2019) não são filmes de heróis de histórias em quadrinhos, mas sobre elas. </span></p>
<figure id="attachment_33494" aria-describedby="caption-attachment-33494" style="width: 1200px" class="wp-caption alignnone"><img decoding="async" class="size-full wp-image-33494" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/06/image3-1.png" alt="Na imagem, os personagens, da esquerda para a direita, Elijah Price, Kevin e David Dunn estão sentados com uma distância de espaço entre eles Elijah está sentado numa cadeira de rodas. Veste uma camisa de hospital e está com uma manta cobrindo as pernas, ambas peças são roxas. Elijah é um homem negro, na faixa dos 70 anos, com barba rala e cabelos crespos grisalhos. Kevin, que está no meio, veste uma camisa de botão, com gola V e uma calça, ambas peças são na cor amarela. Ele está sentado em uma cadeira e gesticulando com as mãos enquanto fala. Kevin é um homem branco na faixa dos 40 anos, careca. David Dunn está sentado, mas com as mãos acorrentadas numa placa no chão. Ele veste um conjunto verde de roupa de hospital. Ele é um homem branco, com barba branca, na faixa dos 60 anos. No canto direito, em desfoque, na frente dos personagens, vemos o braço de uma mulher segurando um livro. " width="1200" height="500" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/06/image3-1.png 1200w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/06/image3-1-800x333.png 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/06/image3-1-1024x427.png 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/06/image3-1-768x320.png 768w" sizes="(max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-33494" class="wp-caption-text">O primeiro corte de Vidro tinha 3h20 minutos de duração e roteiro com mais de 150 páginas (Foto: Universal Studios)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">Durante muito tempo, os quadrinhos da </span><i><span style="font-weight: 400;">Marvel</span></i><span style="font-weight: 400;"> e </span><i><span style="font-weight: 400;">DC Comics</span></i><span style="font-weight: 400;"> foram destinados ao público infantil com tramas sem muita elaboração, dotados de ‘verborragia’ incessante, mesmo assim esbanjava criatividade para fazer crianças desejarem vestir capa e máscara. O roteiro escrito por M. Night Shyamalan está longe de ser desprovido de requinte, ele aproveita os detalhes inerentes às décadas de 1960 e 1980 nas HQs e faz um </span><a href="https://arteref.com/arte/o-que-e-pastiche/"><span style="font-weight: 400;">pastiche</span></a><span style="font-weight: 400;"> coerente com a proposta. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Há três elementos bem definitivos dos quadrinhos que estão presentes na trindade: nome, cores e a infância. O nome do protagonista David Dunn é inspirado em muitos personagens que também possuem nome e sobrenome com a mesma inicial, recurso chamado de </span><a href="https://www.todamateria.com.br/aliteracao/"><span style="font-weight: 400;">aliteração</span></a><span style="font-weight: 400;">. São eles: Reed Richard, Bruce Banner, Peter Parker, Susan Storm, Stephen Strange, Lois Lane e Matt Murdock, a lista é longa. Stan Lee, co-criador de muitos desses personagens, já revelou em </span><a href="https://rollingstone.uol.com.br/noticia/por-que-stan-lee-so-da-nomes-aliterativos-aos-herois/"><span style="font-weight: 400;">entrevista</span></a><span style="font-weight: 400;"> que o real motivo para isso era só sua fraca memória. Porém, a figura de linguagem também pode ser utilizada para criar ritmo e é utilizada na educação infantil. Para as crianças, memorizar palavras com sons parecidos também é mais fácil. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">As cores de Dunn e Elijah Price (Samuel L. Jackson) são secundárias e se complementam, não no sentido de cores complementares, mas sim na dinâmica das HQs. Muitos vilões têm como cor o verde e o roxo, associadas ao nojo, ganância e veneno, características más. O Homem-Aranha tem uma vasta lista de antagonistas com fantasias dessas tonalidades: Duende Verde, Mysterio, Lagarto, Abutre, Escorpião e Homem-Areia. Claro que, na época, havia uma questão envolvendo as</span><a href="https://oportaln10.com.br/web-stories/por-que-tantos-viloes-dos-quadrinhos-usam-verde-e-roxo/"><span style="font-weight: 400;"> limitações de impressão</span></a><span style="font-weight: 400;">, bem como se trata de  um detalhe narrativo. Tanto que são cores em oposição às primárias que os heróis usam, como o azul e vermelho.  </span></p>
<figure id="attachment_33498" aria-describedby="caption-attachment-33498" style="width: 768px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-33498" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/06/image7.png" alt="Página de quadrinho do Homem-Aranha Na ilustração, o personagem Homem-Aranha está no canto esquerdo, apenas com a cabeça e a mão aparecendo. Ele atira a teia para frente. Sua fantasia é vermelha, com linhas pretas por todo corpo imitando uma teia. Tem lentes brancas grandes nos olhos e em volta um contorno preto. No canto direito e no centro está o vilão Duende Verde. Ele está com uma expressão zangada. Sua fantasia imita uma pele verde, ele possui queixo e orelhas pontudas. Usa uma touca, regata e luvas roxas. Seus olhos são amarelos. O fundo do desenho é preto. " width="768" height="432" /><figcaption id="caption-attachment-33498" class="wp-caption-text">A galeria de vilões do Homem-Aranha já foi adaptada diversas vezes para o Cinema, a TV e os Videogames (Foto: Marvel Comics)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">São poucos heróis que usam tons de roxos, o maior exemplo é a Ravena dos </span><a href="https://personaunesp.com.br/os-jovens-titas-animacao-critica/"><i><span style="font-weight: 400;">Jovens Titãs</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, ela tem relações com um lado sombrio, portanto foge do comum em protagonistas de quadrinhos. Já o verde é mais presente em célebres: Lanterna Verde, Hulk e Arqueiro Verde. Tudo isso está presente em filmes das lendas, porém, mais como uma repetição do material original do que realmente uma escolha pensada para contar o que quer ser contado. Shyamalan busca, em páginas de nanquim, a forma da sua trilogia. David Dunn usa verde e o vilão Sr.Vidro (Samuel L. Jackson) veste roxo, eles estão conectados por lados opostos de uma balança, o indestrutível e o frágil. Então, é cabível que eles utilizem as cores vistas em uniformes.  </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Já os personagens interpretados por </span><a href="https://personaunesp.com.br/fenix-negra-critica/"><span style="font-weight: 400;">James McAvoy</span></a><span style="font-weight: 400;"> (Kevin Wendell, suas outras personalidades e a Fera), são contornados pelo amarelo, tanto na calça utilizada por ele quanto nos pôsteres de divulgação de </span><i><span style="font-weight: 400;">Vidro. </span></i><span style="font-weight: 400;">Dá para atribuir muitos significados a ela: perigo por representar uma ameaça física a Dunn ou por ser a cor da conscientização à saúde mental e, até mesmo, o amarelo ser complementar ao roxo. Os inimigos aliados vestem cores que rimam. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Os três personagens usam suas cores até em roupas que não são os seus uniformes. Em grande parte da obra, eles vestem peças do hospital psiquiátrico em que foram presos e os tons correspondem aos protagonistas. Parece uma ideia retirada direto da série de TV dos </span><i><span style="font-weight: 400;">Power Rangers</span></i><span style="font-weight: 400;">, lembrando quando </span><a href="https://www.legiaodosherois.com.br/2024/o-que-aconteceu-jason-power-ranger-vermelho-original-depois-deixou-equipe.html"><span style="font-weight: 400;">Jason</span></a><span style="font-weight: 400;"> usava ‘regatinha’ vermelha em todo canto. </span></p>
<p><figure id="attachment_33496" aria-describedby="caption-attachment-33496" style="width: 1200px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-33496" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/06/image5.png" alt="Cena do filme VidroNa imagem, os personagens Casey e Kevin estão de perfil se encarando. Casey está do lado direito da imagem e está com a mão direita no rosto dele e a esquerda nos braços. Ela está agachada e ele sentado. Casey é uma mulher na faixa dos 20 anos, de pele clara e cabelos lisos, longos na cor preta. Ela veste uma camisa vermelha com desenhos amarelos. Kevin é um homem branco na faixa dos 40 anos, careca. Ele veste uma roupa de hospital na cor amarela com gola azul marinho. " width="1200" height="630" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/06/image5.png 1200w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/06/image5-800x420.png 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/06/image5-1024x538.png 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/06/image5-768x403.png 768w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-33496" class="wp-caption-text">Casey (Anya Taylor-Joy) tem uma ligação forte com Kevin (James McAvoy) [Foto: Universal Studios]</figcaption></figure><span style="font-weight: 400;">Em </span><i><span style="font-weight: 400;">Corpo Fechado, </span></i><span style="font-weight: 400;">descobrimos que Elijah Price nasceu com uma condição que torna seus ossos extremamente frágeis e, impossibilitado de brincar na realidade, sua mãe apresentou gibis para se divertir. A origem do trio é ‘puro suco’ desse gênero. Para compor a receita de como se cria seres poderosos, os ingredientes principais estão dispostos à mesa: trauma, </span><a href="https://observatoriodocinema.uol.com.br/studio/marvel/as-maneiras-mais-horriveis-em-que-herois-da-marvel-ganharam-seus-poderes/"><span style="font-weight: 400;">acidente</span></a><span style="font-weight: 400;"> e poderes de nascença. Mas, para cozinhá-los, o fogo usado é diferente.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Se nas ‘revistinhas’ as crianças eram influenciadas pelos personagens, nestes filmes, quem são influenciados por elas e pela infância, ou ausência dela, são os protagonistas. </span><i><span style="font-weight: 400;">Vidro </span></i><span style="font-weight: 400;">retoma a ideia perdida de que heróis são para crianças. A motivação do Sr. Vidro é criar um grande confronto no ponto mais alto da cidade para provar que sobrehumanos existem e que as histórias que ele cresceu lendo existem de verdade. David Dunn é motivado e se torna herói pela aproximação com o filho, que, mais velho, passa a ser o ‘</span><a href="https://www.tecmundo.com.br/minha-serie/264835-8-referencias-mcu-presentes-homem-aranha-aranhaverso.htm#:~:text=Mas%20parece%20que%20Ganke%20n%C3%A3o,do%20Homem%2DAranha%20do%20MCU."><i><span style="font-weight: 400;">nerd</span></i><span style="font-weight: 400;"> da cadeira</span></a><span style="font-weight: 400;">’ dele. As personalidades de Kevin Wendell aparecem depois da morte do pai e os frequentes abusos da mãe, são elas que o protegem. No caso de Elijah, os personagens de gibi são sua proteção num mundo perigoso para ele, em que uma simples brincadeira é motivo dos seus ossos serem moídos. </span></p>
<p><figure id="attachment_33493" aria-describedby="caption-attachment-33493" style="width: 1200px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-33493" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/06/image2-1.png" alt="Cena do filme VidroNa imagem, a personagem da atriz Sarah Paulson está sentada com expressão de preocupação. Ela está vestindo uma blusa de gola alta e mangas compridas da cor rosa claro. Ela está com as mãos na frente do corpo, com os dedos entrelaçados apoiados na coxa. Ela é uma mulher branca, de cabelos ruivos e olhos castanhos. Na boca ela usa um batom vermelho escuro. O fundo da cor roxa está desfocado. " width="1200" height="675" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/06/image2-1.png 1200w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/06/image2-1-800x450.png 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/06/image2-1-1024x576.png 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/06/image2-1-768x432.png 768w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-33493" class="wp-caption-text">Sarah Paulson gravou cenas para Fragmentado (2016), mas só apareceu na sequência [Foto: Universal Studios]</figcaption></figure><span style="font-weight: 400;">Mas se </span><i><span style="font-weight: 400;">Vidro </span></i><span style="font-weight: 400;">é uma história inteligente, cheia de elementos narrativos oriundos de quadrinhos e que se aproxima mais de Zack Snyder e Christopher Nolan (no sentido temático e não prático), por que o longa foi rejeitado? Como já dito antes, o cineasta não está fazendo um épico de herói. Grandes sequências de ação, monstros de </span><i><span style="font-weight: 400;">CGI </span></i><span style="font-weight: 400;">e escala </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=0D3zlQHF_sY"><span style="font-weight: 400;">maximalista</span></a><span style="font-weight: 400;"> não importam – o filme tranca os personagens em um único local por mais de uma hora e obriga-os a conversar, mas, mesmo com tantos diálogos, é silencioso. Assim como os dois antecessores, o quinquênio se diferencia dos demais filmes de ‘bonecos’. </span></p>
<p><i><span style="font-weight: 400;">Fragmentado </span></i><span style="font-weight: 400;">(2016) é um suspense que se disfarça de filme de ‘super-vilão’ em seus últimos minutos, quando a Fera desperta e M. Night Shyamalan o grava de costas, na altura do ombro, como se estivesse filmando o Hulk. Como também nas cenas de demonstração de força que abrem um abismo em comparação à capacidade física das reféns de Kevin Wendell. Porém, o ‘pulo do gato’ está na conexão entre um filme e outro. Só dá para saber que o </span><i><span style="font-weight: 400;">thriller </span></i><span style="font-weight: 400;">é uma sequência do longa de 2000 quando David Dunn aparece na </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=My8kfz_Ddqg"><span style="font-weight: 400;">última cena</span></a><span style="font-weight: 400;">. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Revisitando, nota-se que o diretor faz alguns elos, seja na própria apresentação da força da Fera, que está à altura de Dunn, ou na cena final de Kevin, que aparece conversando em frente a um espelho – a primeira cena de </span><i><span style="font-weight: 400;">Corpo Fechado</span></i><span style="font-weight: 400;">, introduzindo Elijah, é filmada através de um reflexo. Enquanto a </span><i><span style="font-weight: 400;">Marvel</span></i><span style="font-weight: 400;"> enchia de menções e </span><a href="https://exame.com/pop/qual-a-ordem-cronologica-dos-filmes-da-marvel/"><span style="font-weight: 400;">aparições</span></a><span style="font-weight: 400;">, Shyamalan foi mais sutil. </span></p>
<figure id="attachment_33497" aria-describedby="caption-attachment-33497" style="width: 690px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-33497" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/06/image6.png" alt="Cena do filme VidroNa imagem, o personagem Kevin está gritando com muita força, aparecendo suas veias no pescoço. Ele está sem camiseta e tem um machucado no peito esquerdo. Kevin é um homem branco na faixa dos 40 anos, careca. O fundo está desfocado, mas está de dia e há árvores. " width="690" height="345" /><figcaption id="caption-attachment-33497" class="wp-caption-text">James McAvoy já fez parte de outro universo de heróis, ele foi o Professor X na saga dos X-men (Foto: Universal Studios)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">A vilã de </span><i><span style="font-weight: 400;">Vidro</span></i><span style="font-weight: 400;">, Dra. Ellie Staple (</span><a href="https://personaunesp.com.br/oito-mulheres-e-um-segredo-5-anos/"><span style="font-weight: 400;">Sarah Paulson</span></a><span style="font-weight: 400;">) faz parte de uma organização que apaga da existência pessoas com habilidades especiais. Foi isso que muitos idealizadores acabaram por fazer ao longo dos 20 anos de ‘</span><i><span style="font-weight: 400;">boom</span></i><span style="font-weight: 400;">’ do subgênero: apagaram as origens do mundo da invenção das crianças, histórias feitas para elas terem alter-egos. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A trilogia de M. Night Shyamalan é uma reflexão sobre o gênero, a mídia e os arquétipos. Ela se distancia do que estava sendo feito no Cinema de heróis antes, depois e agora. O público ficou acostumado com a estética Nolan-Snyder e com os enlatados do </span><i><span style="font-weight: 400;">MCU</span></i><span style="font-weight: 400;"> que, no piloto automático, esqueceu de pensar um pouco mais em toda unidade de </span><i><span style="font-weight: 400;">Vidro</span></i><span style="font-weight: 400;">. O filme é a conclusão perfeita para uma trilogia e um manifesto apaixonado por gibis. Para aqueles que ainda não viram ou não revisitaram desde 2019, vale abrir de novo a janela, agora com menos alvoroço por joias do infinito, referências e histórias “</span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=aIqKwwTx5zE"><i><span style="font-weight: 400;">grandes demais para mentes pequenas</span></i></a><span style="font-weight: 400;">”. </span></p>
<p>O post <a href="http://personaunesp.com.br/vidro-5-anos/">Há cinco anos, Vidro juntou os retalhos das páginas dos quadrinhos e nós rasgamos</a> apareceu primeiro em <a href="http://personaunesp.com.br">Persona | Jornalismo Cultural</a>.</p>
]]></content:encoded>
					
					<wfw:commentRss>http://personaunesp.com.br/vidro-5-anos/feed/</wfw:commentRss>
			<slash:comments>0</slash:comments>
		
		
		<post-id xmlns="com-wordpress:feed-additions:1">33491</post-id>	</item>
		<item>
		<title>Problemático, Vidro é o filme certo para Shyamalan fechar sua visão dos heróis</title>
		<link>http://personaunesp.com.br/vidro-critica/</link>
					<comments>http://personaunesp.com.br/vidro-critica/#comments</comments>
		
		<dc:creator><![CDATA[]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 25 Jan 2019 17:13:04 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Cinema]]></category>
		<category><![CDATA[Crítica]]></category>
		<category><![CDATA[Vidro]]></category>
		<category><![CDATA[Vitor Evangelista]]></category>
		<guid isPermaLink="false">http://personaunesp.com.br/?p=11516</guid>

					<description><![CDATA[<p>Vitor Evangelista No encerramento de sua trilogia gestacional surpresa, M. Night Shyamalan trabalha a quebra constante da expectativa dentro do gênero dos filmes de herói. Assumidamente quadrinesco e colorido, Vidro tem uma linguagem própria e finaliza bem um trabalho inconstante e ora problemático do diretor. É um fim perfeito para uma criação de sua mente. &#8230; <a href="http://personaunesp.com.br/vidro-critica/" class="more-link">Continue lendo<span class="screen-reader-text"> "Problemático, Vidro é o filme certo para Shyamalan fechar sua visão dos heróis"</span></a></p>
<p>O post <a href="http://personaunesp.com.br/vidro-critica/">Problemático, Vidro é o filme certo para Shyamalan fechar sua visão dos heróis</a> apareceu primeiro em <a href="http://personaunesp.com.br">Persona | Jornalismo Cultural</a>.</p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<figure id="attachment_11517" aria-describedby="caption-attachment-11517" style="width: 840px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-large wp-image-11517" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2019/01/imagem1-1024x563.jpeg" alt="" width="840" height="462" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2019/01/imagem1-1024x563.jpeg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2019/01/imagem1-300x165.jpeg 300w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2019/01/imagem1-768x422.jpeg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2019/01/imagem1-1200x660.jpeg 1200w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2019/01/imagem1.jpeg 1280w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-11517" class="wp-caption-text"><em>Shyamalan escolhe lavar as cores do filme, dando mais a ideia de que tudo visto anteriormente na ótica heroica é posta em cheque (Foto: Reprodução)</em></figcaption></figure>
<p><strong>Vitor Evangelista</strong></p>
<p><span style="font-weight: 400;">No encerramento de sua trilogia gestacional surpresa, M. Night Shyamalan trabalha a quebra constante da expectativa dentro do gênero dos filmes de herói. Assumidamente quadrinesco e colorido, <em>Vidro</em> tem uma linguagem própria e finaliza bem um trabalho inconstante e ora problemático do diretor. É um fim perfeito para uma criação de sua mente.</span></p>
<p><span id="more-11516"></span></p>
<p><span style="font-weight: 400;"><em>Corpo Fechado</em>, longa dos anos 2000 que apresentou ao mundo David Dunn (Bruce Willis), o homem inquebrável, fez sucesso no nicho que louvava as obras do diretor. Um filme extremamente competente, realiza bem suas propostas e ainda saliva uma suposta sequência para as aventuras do ‘herói’ e seu nêmesis, o ácido <em>Mr. Glass</em> (Samuel L. Jackson, nunca falha). </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Tal prosseguimento da história veio no solavanco, dezesseis anos depois. Shyamalan vendeu <em>Fragmentado</em> como um suspense, drama psicológico que prometia a inserção na mente de um homem com transtorno de personalidades. O Kevin Wendell Crumb de James McAvoy conseguiu segurar o melodrama eletrizante do filme, mas as constantes mudanças de tom e ritmo casavam com a esquizofrenia de seu protagonista. O refresco chegou no final, quando a câmera esboça um tímido (mas determinado) Dunn observando as notícias da soltura da Besta – a vigésima quarta personalidade de McAvoy. O supervilão de músculos que o Shyamalanverso necessitava.</span></p>
<div class="jetpack-video-wrapper"><iframe loading="lazy" title="Corpo Fechado - Teaser legendado" width="840" height="473" src="https://www.youtube.com/embed/wxHUwg3qI7g?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen></iframe></div>
<p><span style="font-weight: 400;">Chegamos em 2019. <em>Vidro</em>. <em>Glass</em>, no original. Shyamalan amontoou seus três superseres numa instituição psiquiátrica para pacientes que acreditam ser super-heróis. Na figura da Dra. Ellie (Sarah Paulson, que eleva o nível de qualquer material que trabalha) o filme traça uma linha interessante dentro das produções irmãs. E se todas as habilidades e truques do trio principal forem ato de suas mentes? Estávamos sendo enganados o tempo todo?</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Felizmente a resposta é não. Nenhum dos questionamentos que a doutora desenha na mente dos três homens acaba por funcionar. Dentro do filme, talvez. O roteiro encontra subterfúgios para plantar sementes na cabeça dos protagonistas. Mas nós, como o público que já acompanhou David Dunn quebrar barras de metais com as mãos e A Besta escalar paredes, não acreditamos nisso.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Talvez esse sendo o principal problema com o roteiro, também assinado por Shyamalan. Toda sua premissa de pontapé da trama não desce. Se a trama de seus filmes anteriores deixasse a nebulosidade dessas questões, quem sabe. O que parece ter acontecido aqui, é que o diretor se esqueceu que já trabalhou a descrença nas outras produções.</span></p>
<div class="jetpack-video-wrapper"><iframe loading="lazy" title="Fragmentado - Trailer Oficial 2 (Universal Pictures) HD" width="840" height="473" src="https://www.youtube.com/embed/7l4SzfMstLE?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen></iframe></div>
<p><span style="font-weight: 400;">Shyamalan esquece, também, que o público já está familiarizado com os personagens em cena. O filme gasta boa parte de efervescente primeiro ato, estabelecendo dinâmicas já batidas. Toda sequência de Dunn indo atrás de bandidos e debatendo moralidade ficou lá nos anos 2000, e a decisão de telegrafar tudo mais uma vez nivela a inteligência da audiência por baixo e ainda revela um descaso do diretor em refinar seu texto final.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O mesmo equivale a toda abertura da trama de Kevin. O repeteco do sequestro com jovens e o discurso do ‘vilão’ apenas reforçam preguiça no roteiro, que poderia encontrar soluções menos cansativas para situar McAvoy na história. Mas, relevando o problema de ambientação, o primeiro ato de <em>Vidro</em> funciona como a catarse do filme. A ação é bruta e seca, e o embate inicial entre David Dunn e A Besta entoa a quantas andará o resto das mais de duas horas de produção. Pelo menos por enquanto.</span></p>
<figure id="attachment_11518" aria-describedby="caption-attachment-11518" style="width: 840px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-large wp-image-11518" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2019/01/imagem-2-1024x512.jpg" alt="" width="840" height="420" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2019/01/imagem-2-1024x512.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2019/01/imagem-2-300x150.jpg 300w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2019/01/imagem-2-768x384.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2019/01/imagem-2-1200x600.jpg 1200w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2019/01/imagem-2.jpg 1650w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-11518" class="wp-caption-text"><em>Não, Vidro não vai revolucionar o gênero; mas, como cinema autoral é um alívio e um deleite de ser apreciado (Foto: Reprodução)</em></figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">O roteiro é tímido, pensativo. O segundo ato, com todos os personagens já estocados na clínica cria um ramerrame inquietante. A rotina de cada paciente, consultas, conversas, tudo imprime um senso de urgência concomitante ao sentimento de afogamento para os enclausuramentos em suas celas especiais.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Sarah Paulson e sua Dra. Ellie funcionam como uma fachada. Sem qualquer desenvolvimento aquém do necessário, a atriz intercala momentos de desassossego com cenas carregadas de um sentimento suprimido. Ela está no filme para explicar. O mesmo não vale para os protagonistas.</span></p>
<div class="jetpack-video-wrapper"><iframe loading="lazy" title="Vidro | Trailer 2 Legendado" width="840" height="473" src="https://www.youtube.com/embed/Noi8mDg-8Ik?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen></iframe></div>
<p><span style="font-weight: 400;">Algo deve ser logo esclarecido: <em>Vidro</em> é muito mais uma sequência de <em>Fragmentado</em>, do que de <em>Corpo Fechado</em>. É compreensível o motivo, visto o apelo <em>pop</em> do filme de 2017, mas a frustração não deixa de tomar conta; o filme de 2000 tem muita mais a falar, além de provir os dois personagens mais intrigantes para essa terceira parte.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Comecemos por Kevin Wendell Crumb. É notável que James McAvoy está mais à vontade no papel. O personagem carrega um receio constante; com a ‘liberação’ da Besta, as demais personalidades se dividiram entre a idolatria e o temor ao monstro. É uma interpretação mais expansiva, comparada a do filme anterior. O avanço aqui é escancarado quando a câmera gira em 360 graus e nesse meio tempo o ator transita de uma persona para a seguinte. McAvoy também desenha trejeitos, tons de voz, posturas distintas; num trabalho extremamente gratificante. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Bruce Willis retorna a pele de David Dunn sem muito a fazer. O filme não dá muito material, além da porradaria, para o personagem trabalhar em cima. Todo o arco partindo do fim de <em>Corpo Fechado</em> até agora é escrito nas entrelinhas; uma frase aqui, uma cena menos expositiva acolá. O retorno de Spencer Treat Clark para o papel do filho de Dunn ajuda na pavimentação de David. Além de tudo, <em>Vidro</em> utiliza material descartado de <em>Corpo Fechado</em>. Esse recurso reafirma a ideia sequencial que o diretor inaugurou na virada do século, além de reiterar traços da personalidade do homem.</span></p>
<figure id="attachment_13907" aria-describedby="caption-attachment-13907" style="width: 1280px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-13907" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2019/01/1.jpg" alt="" width="1280" height="720" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2019/01/1.jpg 1280w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2019/01/1-300x169.jpg 300w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2019/01/1-1024x576.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2019/01/1-768x432.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2019/01/1-1200x675.jpg 1200w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-13907" class="wp-caption-text"><em>James McAvoy no set de Vidro (Foto: Reprodução)</em></figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">Samuel L. Jackson que dá nome ao filme, é o que menos aparece. E, quando está em tela, abusa de um silêncio verborrágico. O Mr. Glass (codinome de Elijah Price) é quem menos tem a fazer aqui. O grande trunfo do personagem, além da magnífica interpretação de Jackson, é seu valor de metalinguagem. Sendo Glass o grande apreciador de quadrinhos, é ele quem dá a tonalidade ao todo, sempre enxergando todas situações e acasos numa óptica de fora para dentro. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Jackson trabalha a fragilidade de Elijah enquanto constrói a outra face da moeda numa vertente megalomaníaca. É claro que existe um enorme plano mirabolante que explode no colo do público, Shyamalan não perderia a oportunidade. Mas não é isso que faz de <em>Vidro</em> o que ele é. </span><span style="font-weight: 400;">Na progressão narrativa escolhida, o diretor concebe um filme introspectivo na questão do papel do herói na sociedade. Esperança vale aqui. Medo e aversão também. Num mundo acolhido as asas dos <em>Vingadores</em>, como um filme que desacredita os heróis seria visto?</span></p>
<figure id="attachment_11519" aria-describedby="caption-attachment-11519" style="width: 840px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-large wp-image-11519" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2019/01/imagem-3-1024x633.jpg" alt="" width="840" height="519" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2019/01/imagem-3-1024x633.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2019/01/imagem-3-300x186.jpg 300w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2019/01/imagem-3-768x475.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2019/01/imagem-3-1200x742.jpg 1200w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2019/01/imagem-3.jpg 1617w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-11519" class="wp-caption-text"><em>A cena que reúne seus protagonistas cimenta a qualidade interpretativa monstruosa que enche o ambiente (Foto: Reprodução)</em></figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">Além de Glass, Dunn e Kevin, o roteiro traz de volta cada um de seus companheiros dos filmes anteriores. O já citado Joseph Dunn (Spencer Treat Clark) é um bom apoio para Bruce Willis. O mesmo se aplica a Mrs. Price (Charlayne Woodard), a mãe do Mr. Glass; a personagem humaniza o vilão, dá mais camadas a interpretação (quase) contida de Samuel L. Jackson.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Uma problemática do longa reside nos ombros de Casey (Anya Taylor-Joy, excelente atriz) que não deveria estar no filme. São questionáveis inclusive suas motivações para retornar para o espectro de Kevin. Tudo só faz mais sentido quando o espectador pressupõe o desenvolvimento de uma Síndrome de Estocolmo ou algo do tipo. Mas, mesmo assim, Casey serve apenas como catalisadora para a psique de Kevin no terceiro ato. Outra saída preguiçosa do texto do longa.</span></p>
<figure id="attachment_11520" aria-describedby="caption-attachment-11520" style="width: 840px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-large wp-image-11520" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2019/01/imagem-4-1-1024x576.jpg" alt="" width="840" height="473" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2019/01/imagem-4-1-1024x576.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2019/01/imagem-4-1-300x169.jpg 300w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2019/01/imagem-4-1-768x432.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2019/01/imagem-4-1-1200x675.jpg 1200w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2019/01/imagem-4-1.jpg 1280w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-11520" class="wp-caption-text"><em>Dotado de coragem, o filme injeta vitalidade às produções de herói, mas sem nunca deixar de ser divisivo entre seu público (Foto: Reprodução)</em></figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">O ponto chave das obras do diretor (além das viradas finais) é a maneira como sua câmera e seu texto conseguem reverter situações triviais e rebobinar a narrativa em outro ângulo. </span><span style="font-weight: 400;">A começar pela maneira que ela filma as lutas do filme. Shyamalan cola a câmera no busto de seus protagonistas e fecha a imagem, sem grandes acrobacias, os embates de <em>Vidro</em> aliviam ao mesmo tempo que encarceram seu público.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Primeiro, o alívio. É de uma natureza extremamente bem-vinda a maneira como o filme foge do ordinário e não busca sequências grandiosas para mostrar o quebra-pau. Muitas vezes, os confrontos são mais um toma-la-dá-cá, um empurrão na pilastra. O encarceramento vem provido da escolha do diretor em minimizar o que normalmente seria maximizado. Não há, em <em>Vidro</em>, um momento em que a tensão se esvai num plano aberto e o respiro aliviado vem à tona. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O que se transmuta para fora das telonas é como Shyamalan cria um ‘anti-filme’ (ainda não sei se de herói, ou num âmbito maior). A liberdade de filmar seus personagens escondidos e, em simultâneo, de frente ao mundo, mostra que o diretor encara os heróis a olhos nus. Até mesmo a grande virada (clássica de sua filmografia) é menor em escala. Tudo absolvido no panorama de que <em>Vidro</em> é muito mais uma experimentação para seu cinema de autor do que uma aventura <em>hollywoodiana</em> qualquer. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O filme é longo demais e extrapola <em>flashbacks</em> enfadonhos. Houveram várias oportunidades de cortar para o preto, mas a produção continua e continua e continua. Considero justificável presumindo que esse seja o ponto final desse mundo. Contanto que Shyamalan decida aposentar essa crônica desvairada, tudo está bem.</span></p>
<p>O post <a href="http://personaunesp.com.br/vidro-critica/">Problemático, Vidro é o filme certo para Shyamalan fechar sua visão dos heróis</a> apareceu primeiro em <a href="http://personaunesp.com.br">Persona | Jornalismo Cultural</a>.</p>
]]></content:encoded>
					
					<wfw:commentRss>http://personaunesp.com.br/vidro-critica/feed/</wfw:commentRss>
			<slash:comments>1</slash:comments>
		
		
		<post-id xmlns="com-wordpress:feed-additions:1">11516</post-id>	</item>
	</channel>
</rss>
