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	<title>Arquivos Trilogia &#8211; Persona | Jornalismo Cultural</title>
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	<description>Desde 2015 provando que a distância entre Bergman, Lady Gaga e a novela das 9 nem existe.</description>
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		<title>O dilema de Suzane von Richthofen em A Menina Que Matou os Pais &#8211; A Confissão</title>
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		<pubDate>Fri, 03 May 2024 12:36:52 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Guilherme Barbosa Em 2002, o caso Richthofen escandalizou o Brasil pela extrema brutalidade do crime, orquestrado por Suzane Von Richthofen e os irmãos Cravinhos. A indústria cultural, desde então, explorou diversas formas de recriar esse trágico evento, seja por meio de livros, podcasts ou no Cinema. Em 2021, dois filmes apresentaram uma nova abordagem, revelando &#8230; <a href="http://personaunesp.com.br/a-menina-que-matou-os-pais-a-confissao-critica/" class="more-link">Continue lendo<span class="screen-reader-text"> "O dilema de Suzane von Richthofen em A Menina Que Matou os Pais &#8211; A Confissão"</span></a></p>
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										<content:encoded><![CDATA[<figure id="attachment_33331" aria-describedby="caption-attachment-33331" style="width: 1200px" class="wp-caption alignnone"><img fetchpriority="high" decoding="async" class="size-full wp-image-33331" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/05/image3.jpg" alt="Cena do filme A Menina Que Matou os Pais - A Confissão. O local é um cemitério, ao fundo, há algumas pessoas desfocadas e no centro, em evidência, está a atriz Carla Diaz, uma mulher branca de cabelos louros, longos e lisos. Ela usa uma calça jeans escura, um cropped preto e no ombro uma blusa de manga comprida preta. Ela está abraçando o ator Leonardo Bittencourt, um homem branco de cabelos pretos utilizando uma camisa social cinza e gravata longa preta. Ele também está utilizando uma calça social cinza escuro e um cinto preto." width="1200" height="700" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/05/image3.jpg 1200w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/05/image3-800x467.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/05/image3-1024x597.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/05/image3-768x448.jpg 768w" sizes="(max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-33331" class="wp-caption-text">Carla Diaz e Leonardo Bittencourt novamente protagonizam a representação do crime que chocou o Brasil (Foto: Amazon Prime Video)</figcaption></figure>
<p><b>Guilherme Barbosa</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Em 2002, o caso </span><a href="https://www.em.com.br/app/noticia/nacional/2023/01/12/interna_nacional,1444140/suzane-von-richthofen-relembre-o-caso-que-chocou-o-brasil-em-2002.shtml"><span style="font-weight: 400;">Richthofen</span></a><span style="font-weight: 400;"> escandalizou o Brasil pela extrema brutalidade do crime, orquestrado por Suzane Von Richthofen e os irmãos Cravinhos. A indústria cultural, desde então, explorou diversas formas de recriar esse trágico evento, seja por meio de livros, podcasts ou no Cinema. Em 2021, </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=-wQyssgiDh4"><span style="font-weight: 400;">dois filmes</span></a><span style="font-weight: 400;"> apresentaram uma nova abordagem, revelando a perspectiva de Suzane e a de Daniel Cravinhos, seu então namorado. Dois anos depois das primeiras adaptações cinematográficas, surge um novo capítulo com </span><i><span style="font-weight: 400;">A Menina Que Matou os Pais &#8211; A Confissão</span></i><span style="font-weight: 400;">, prometendo narrar os acontecimentos desde a noite do crime até o dia em que confessaram.</span></p>
<p><span id="more-33328"></span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O filme vem para completar a história dos antecessores </span><i><span style="font-weight: 400;">A Menina que Matou os Pais</span></i><span style="font-weight: 400;"> e </span><i><span style="font-weight: 400;">O Menino que Matou Meus Pais</span></i><span style="font-weight: 400;">: não há novidade no caso, a diferença fica sobre como o ocorrido é mostrado aos espectadores. O longa apresenta os dias tensos que sucederam a noite do assassinato de Manfred e Marísia, pais de Suzane. Um terceiro olhar à história exibe todo o processo de investigação da polícia para entender como as mortes aconteceram a sangue frio até a confissão dos três envolvidos.</span></p>
<div class="jetpack-video-wrapper"><iframe title="A Menina Que Matou Os Pais: A Confissão | Trailer Oficial | Prime Video" width="840" height="473" src="https://www.youtube.com/embed/Nsl90coKJpk?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen></iframe></div>
<p><span style="font-weight: 400;">Desde a popularização do </span><a href="https://vogue.globo.com/Mix-n-Max/noticia/2022/07/true-crime-entenda-como-esse-fenomeno-se-popularizou-no-audiovisual.html"><i><span style="font-weight: 400;">true crime</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, iniciou-se uma discussão sobre a glamourização de </span><i><span style="font-weight: 400;">serial killers</span></i><span style="font-weight: 400;"> e os crimes que marcaram. O ponto principal é articular sobre até que momento o indivíduo que o cometeu está sendo colocado como sofredor, tirando o lugar daqueles que realmente são vítimas e os colocando como sujeito principal, deixando de lado sua crueldade e violência. Em casos muito famosos como </span><a href="https://revistagalileu.globo.com/Cultura/noticia/2019/12/irresistivel-face-do-mal-12-diferencas-entre-filme-e-vida-de-ted-bundy.html"><span style="font-weight: 400;">Ted Bundy</span></a><span style="font-weight: 400;"> e Jeffrey Dahmer, que tiveram muitas obras criadas em torno de seus crimes, essa discussão foi muito ampliada.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Quando a </span><i><span style="font-weight: 400;">Netflix</span></i><span style="font-weight: 400;"> lançou </span><a href="https://revistas.intercom.org.br/index.php/insolita/article/download/4615/2918/12472"><i><span style="font-weight: 400;">Dahmer: Um Canibal Americano</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, surgiram muitos debates sobre se realmente havia necessidade de criar mais uma retratação de um caso que afetou e marcou a vida de tantas pessoas, já que a série foi acusada de mostrar o </span><i><span style="font-weight: 400;">serial killer</span></i><span style="font-weight: 400;"> como vítima em alguns momentos. Com </span><a href="https://www.uol.com.br/splash/reportagens-especiais/o-que-3-filme-sobre-suzane-von-richthofen-mostra-sobre-o-caso/#cover"><i><span style="font-weight: 400;">A Menina Que Matou os Pais &#8211; A Confissão</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, não seria diferente levantar o questionamento se era necessário criar mais um capítulo para uma história que foi tão cruel e sensacionalizada pela mídia. Também não é diferente afirmar que mais uma vez um crime grave e cruel foi explorado para criar uma obra cinematográfica puramente mercadológica, visto o resultado raso do filme entre atuações e desenvolvimento.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Com o lançamento, um certo clamor foi gerado com a expectativa de que a direção e atriz principal conseguissem demonstrar a </span><a href="https://aventurasnahistoria.uol.com.br/noticias/reportagem/narcisista-manipuladora-e-perversa-os-tracos-na-personalidade-de-suzane-von-richthofen.phtml"><span style="font-weight: 400;">dissimulação</span></a><span style="font-weight: 400;">, narcisismo, manipulação e frieza</span><span style="font-weight: 400;"> de Suzane, uma pessoa tão complexa, que conseguia demonstrar muitas características em um só momento. Carla Diaz, com certa diligência, representa as emoções de Richthofen em ocasiões marcantes para o ocorrido, como no </span><a href="https://www.uol.com.br/splash/noticias/2023/08/29/caso-richthofen-quem-e-quem-foto-filme.htm"><span style="font-weight: 400;">enterro dos pais</span></a><span style="font-weight: 400;">, no qual ela utilizou calça jeans e um cropped preto. No terceiro ato, temos uma atuação mais contida, tornando os acontecimentos mais convincentes.</span></p>
<figure id="attachment_33330" aria-describedby="caption-attachment-33330" style="width: 600px" class="wp-caption alignnone"><img decoding="async" class="size-full wp-image-33330" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/05/image2.jpg" alt="Imagem retangular. O cenário da imagem é uma delegacia, no centro, Leonardo Bittencourt, um homem branco de curtos cabelos e sobrancelhas pretas. Ele usa uma camiseta de manga comprida preta com uma estampa na frente. Ao seu lado está a atriz Carla Diaz, uma mulher branca de cabelos e sobrancelhas loiras. Ela usa uma camiseta vermelha com uma bolsa em seu ombro direito." width="600" height="400" /><figcaption id="caption-attachment-33330" class="wp-caption-text">O novo longa mostra como foi o processo de confissão do caso Richthofen (Foto: Amazon Prime Video)</figcaption></figure>
<p><a href="https://entretenimento.r7.com/prisma/flavio-ricco/divisor-de-aguas-diz-leo-bittencourt-sobrefilme-do-caso-richthofen-03112023"><span style="font-weight: 400;">Leonardo Bittencourt</span></a><span style="font-weight: 400;"> e Allan Souza Lima, em suas representações dos irmãos Cravinhos, têm desempenhos diferentes. Bittencourt não tem muita precisão em demonstrar o nervosismo que Daniel demandava naquele momento, diferentemente do representante de Cristian Cravinhos, que tem uma das melhores performances de todo elenco ao interpretar aquele que acabou influenciando em diferentes momentos da investigação. O ápice vem no terceiro ato, próximo da confissão, quando ele mostra com muita maestria como o ser humano se comporta sob pressão e nervosismo. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O desenvolvimento do enredo escrito por Ilana Casoy e </span><a href="https://www.metropoles.com/celebridades/roteirista-revela-se-suzane-von-richthofen-recebeu-por-novo-filme"><span style="font-weight: 400;">Raphael Montes</span></a><span style="font-weight: 400;"> ocorre principalmente por meio da investigação do crime. Contudo, na segunda metade do filme, percebe-se uma aceleração em direção ao clímax, resultando em uma conduta que negligencia a exploração aprofundada dos detalhes da apuração do incidente. A habilidade da polícia em conectar todas as peças de um quebra-cabeça tão difícil é bruscamente simplificada, com base em pequenos descuidos dos personagens, o que pode parecer um tanto quanto duvidoso.</span></p>
<figure id="attachment_33329" aria-describedby="caption-attachment-33329" style="width: 1080px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-33329" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/05/image1.jpg" alt=" Imagem retangular. No centro está Carla Diaz, caracterizada para seu personagem como Suzane von Richthofen. Ela é uma mulher branca, de cabelos loiros escuros e olhos castanhos escuros. Ela está sentada em uma cadeira, com os joelhos apoiados na cadeira e seus braços cruzados em cima dos joelhos. Usa uma calça cinza e uma blusa de manga comprida vermelha.  Em sua mão direita segura um cigarro. Ao fundo está  um armário de cor bordô que cobre todo o fundo da atriz." width="1080" height="720" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/05/image1.jpg 1080w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/05/image1-800x533.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/05/image1-1024x683.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/05/image1-768x512.jpg 768w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-33329" class="wp-caption-text">Suzane von Richthofen arquitetou o plano que matou os seus pais em 2002 (Foto: Amazon Prime Video)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">Filmes baseados em </span><a href="https://revistaesquinas.casperlibero.edu.br/arte-e-cultura/cinema/crime-camera-e-acao-qual-o-desafio-etico-de-producoes-true-crime/"><span style="font-weight: 400;">histórias reais</span></a><span style="font-weight: 400;">, especialmente aqueles que abordam crimes brutais como o caso Richthofen, são muito desafiadores. A tarefa é complexa e requer uma sensibilidade competente de toda a equipe envolvida. </span><i><span style="font-weight: 400;">A Menina Que Matou Os Pais &#8211; A Confissão</span></i><span style="font-weight: 400;"> é mais uma abordagem comercial e midiática do que uma criação de um testemunho significativo que honre a memória das verdadeiras vítimas.</span></p>
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		<title>Quem sintoniza na rádio 103.5 Dawn FM aproveita a passagem pelo purgatório ao lado do vovô The Weeknd</title>
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		<pubDate>Fri, 04 Feb 2022 19:01:28 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Nathalia Tetzner Depois de uma noite muito louca em Las Vegas, onde arrebentou o rosto e apareceu enfaixado após cirurgias plásticas que o desfiguraram, The Weeknd está de volta com uma nova face. De narrativas fictícias elaboradas para os seus projetos, ele já mostrou que entende. Mais uma vez, não foi só a sua caracterização &#8230; <a href="http://personaunesp.com.br/dawn-fm-critica/" class="more-link">Continue lendo<span class="screen-reader-text"> "Quem sintoniza na rádio 103.5 Dawn FM aproveita a passagem pelo purgatório ao lado do vovô The Weeknd"</span></a></p>
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										<content:encoded><![CDATA[<figure id="attachment_25802" aria-describedby="caption-attachment-25802" style="width: 800px" class="wp-caption aligncenter"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-25802" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/02/Imagem-1-8-800x800.jpg" alt="Capa do álbum Dawn FM de The Weeknd. O cantor de pele negra e olhos escuros aparece envelhecido enquanto olha profundamente para a lente da câmera. O seu cabelo e barba grisalhos se destacam no fundo preto, em que uma luz fraca parece o iluminar por trás." width="800" height="800" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/02/Imagem-1-8-800x800.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/02/Imagem-1-8-1024x1024.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/02/Imagem-1-8-150x150.jpg 150w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/02/Imagem-1-8-768x768.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/02/Imagem-1-8-1536x1536.jpg 1536w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/02/Imagem-1-8.jpg 2048w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/02/Imagem-1-8-1200x1200.jpg 1200w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-25802" class="wp-caption-text">Viciado em surpreender o público com as artes de seus álbuns, a versão envelhecida de The Weeknd estampa a capa do Dawn FM (Foto: Matilda Finn)</figcaption></figure>
<p><b>Nathalia Tetzner</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Depois de uma noite muito louca em </span><a href="https://personaunesp.com.br/after-hours-critica/"><span style="font-weight: 400;">Las Vegas</span></a><span style="font-weight: 400;">, onde arrebentou o rosto e apareceu enfaixado após cirurgias plásticas que o desfiguraram, The Weeknd está de volta com uma nova face. De narrativas fictícias elaboradas para os seus projetos, ele já mostrou que entende. Mais uma vez, não foi só a sua caracterização que sofreu uma grande mudança, mas a sua sonoridade também. O seu quinto álbum de estúdio, </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=u5IrGXTpSkc"><i><span style="font-weight: 400;">Dawn FM </span></i><span style="font-weight: 400;">(2022)</span></a><span style="font-weight: 400;">, transmite uma estação de rádio </span><i><span style="font-weight: 400;">EDM</span></i><span style="font-weight: 400;"> no purgatório.</span></p>
<p><span id="more-25801"></span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Envelhecido, o artista canadense convida o ouvinte para uma jornada pelo desconhecido. Com menção ao </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=0T4UykXuJnI"><span style="font-weight: 400;">niilismo</span></a><span style="font-weight: 400;"> e locução de </span><a href="https://rollingstone.uol.com.br/musica/jim-carrey-descreve-disco-de-weeknd-como-profundo-e-elegante/"><span style="font-weight: 400;">Jim Carrey</span></a><span style="font-weight: 400;">, a nova era de The Weeknd é estruturada aos moldes do jornalismo de rádio. Entre as faixas, há diversas interrupções do radialista e, até mesmo, o comercial de um produto chamado </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=_gaCXN99pC8"><i><span style="font-weight: 400;">After Life</span></i></a><span style="font-weight: 400;">. Conhecido por não dar ponto sem nó, a propaganda seria uma pista sobre a possível </span><a href="https://www.vagalume.com.br/news/2022/01/11/the-weeknd-diz-que-dawn-fm-faz-parte-de-uma-trilogia-de-albuns.html"><span style="font-weight: 400;">trilogia</span></a><span style="font-weight: 400;"> envolvendo os álbuns </span><a href="https://open.spotify.com/album/4yP0hdKOZPNshxUOjY0cZj"><i><span style="font-weight: 400;">After Hours</span></i><span style="font-weight: 400;"> (2020)</span></a><span style="font-weight: 400;">, </span><i><span style="font-weight: 400;">Dawn FM </span></i><span style="font-weight: 400;">(2022) e, futuramente, </span><i><span style="font-weight: 400;">After Life.</span></i></p>
<figure id="attachment_25803" aria-describedby="caption-attachment-25803" style="width: 800px" class="wp-caption aligncenter"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-25803" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/02/Imagem-2-9-800x780.jpg" alt="Foto de The Weeknd caracterizado como o personagem Don Corleone, do clássico cinematográfico O Poderoso Chefão. Branco, calvo e envelhecido, o artista está trajado de terno e gravata pretos que encobrem uma camiseta branca de botões. No bolso do seu paletó há uma rosa vermelha que contrasta com o ambiente marrom da sala e poltrona em que está sentado. Ele leva uma das mãos ao rosto e com a outra ele segura um gato cinza." width="800" height="780" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/02/Imagem-2-9-800x780.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/02/Imagem-2-9-1024x999.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/02/Imagem-2-9-768x749.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/02/Imagem-2-9-1200x1170.jpg 1200w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/02/Imagem-2-9.jpg 1334w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-25803" class="wp-caption-text">Caracterizado como Don Corleone para o Halloween, The Weeknd publicou um <a href="https://twitter.com/theweeknd/status/1455022796942102530">trocadilho</a> com o nome do personagem de <a href="https://personaunesp.com.br/o-poderoso-chefao-ainda-uma-oferta-irrecusavel/">O Poderoso Chefão</a> para entusiasmar os fãs que esperavam o seu novo projeto, Dawn FM (Foto: Instagram/@theweeknd)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">O obscurantismo de Abel Tesfaye começou a ganhar a pista de dança com o lançamento do </span><a href="https://somosmusica.cdbaby.com/o-que-e-um-single/"><i><span style="font-weight: 400;">single</span></i></a> <a href="https://www.youtube.com/watch?v=rhTl_OyehF8"><i><span style="font-weight: 400;">Take My Breath</span></i></a><i><span style="font-weight: 400;">, </span></i><span style="font-weight: 400;">em agosto de 2021. O primeiro material da sua nova proposta artística tirou o fôlego do público, literalmente. Já um pouco cansados da estética oitentista do gênero </span><a href="https://gazetaarcadas.com/2020/10/24/o-futuro-dos-anos-80-na-musica-pop-de-2020/"><i><span style="font-weight: 400;">synthpop</span></i></a><i><span style="font-weight: 400;">,</span></i><span style="font-weight: 400;"> a música não foi tão bem recebida como os seus carros-chefes anteriores. Em meio a colaborações para projetos de outros artistas, como </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=Tc0tLGWIqxA"><span style="font-weight: 400;">Post Malone</span></a><span style="font-weight: 400;"> e </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=cZTKjzAJLCk"><span style="font-weight: 400;">FKA twigs</span></a><span style="font-weight: 400;">, a parceria </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=u9n7Cw-4_HQ"><i><span style="font-weight: 400;">Moth To A Flame</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> com o grupo sueco de música eletrônica, Swedish House Mafia, se destacou por incorporar o espírito do que viria a ser o seu mais novo álbum.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Disponível nas plataformas de </span><a href="https://tecnoblog.net/responde/o-que-e-streaming/"><i><span style="font-weight: 400;">streaming</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> na mesma semana da divulgação da data de lançamento, </span><i><span style="font-weight: 400;">Dawn FM</span></i><span style="font-weight: 400;"> estreou com uma </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=hWlYEaxubRY"><span style="font-weight: 400;">transmissão</span></a><span style="font-weight: 400;"> exclusiva no canal da </span><i><span style="font-weight: 400;">Amazon Music</span></i><span style="font-weight: 400;"> na </span><a href="https://www.oficinadanet.com.br/games/36209-o-que-e-a-twitch-tudo-o-que-voce-precisa-saber-sobre"><i><span style="font-weight: 400;">Twitch</span></i></a><span style="font-weight: 400;">. Provando que adora incorporar personagens, os fãs assistiram um The Weeknd idoso colocar uma plateia cheia de jovens para dançar atrás de uma bancada de </span><a href="https://alataj.com.br/editorial/o-que-e-ser-dj"><i><span style="font-weight: 400;">DJ</span></i></a><span style="font-weight: 400;">. Só que a aventura audiovisual não parou por aí: no videoclipe de </span><i><span style="font-weight: 400;">Gasoline</span></i><span style="font-weight: 400;">, os </span><i><span style="font-weight: 400;">alter egos</span></i><span style="font-weight: 400;"> de The Weeknd voltam a brigar à la </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=34Na4j8AVgA"><i><span style="font-weight: 400;">Starboy</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, dessa vez, o embate é entre a juventude e a velhice.</span></p>
<div class="jetpack-video-wrapper"><iframe loading="lazy" title="The Weeknd - Gasoline (Official Music Video)" width="840" height="473" src="https://www.youtube.com/embed/iOa7uE23qc4?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen></iframe></div>
<p><span style="font-weight: 400;">Sintonizado na estação 103.5 </span><i><span style="font-weight: 400;">Dawn FM</span></i><span style="font-weight: 400;">, o ouvinte aproveita a passagem pelo purgatório ao lado do vovô Abel. Ao todo, as dezesseis faixas contribuem para a luz no fim do túnel chegar cada vez mais perto, finalmente cegando a alma perdida no glorioso poema declamado por Jim Carrey, </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=vCOXTEzfoJ4"><i><span style="font-weight: 400;">Phantom Regret by Jim</span></i></a><i><span style="font-weight: 400;">: “O céu é para aqueles que abandonaram o arrependimento/E você precisa esperar aqui enquanto ainda não chega lá por completo/Mas você pode estar lá no final dessa canção”.</span></i><span style="font-weight: 400;"> </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O quinto álbum de estúdio do cantor reúne alguns </span><a href="https://personaunesp.com.br/the-weeknd-starboy-5-anos/"><span style="font-weight: 400;">nomes já conhecidos na produção</span></a><span style="font-weight: 400;">: Max Martin, Oscar Holter e Oneohtrix Point Never são responsáveis pela sonoridade de quase todas as músicas. O time de </span><i><span style="font-weight: 400;">hitmakers </span></i><span style="font-weight: 400;">não repetiu uma fórmula, </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=IB_FP_rEih4"><i><span style="font-weight: 400;">How Do I Make You Love Me?</span></i></a> <span style="font-weight: 400;">e </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=PHFWp5s-KNQ"><i><span style="font-weight: 400;">Don’t Break My Heart</span></i></a> <span style="font-weight: 400;">são extraordinárias,</span> <span style="font-weight: 400;">mas a quantidade exuberante de minutos do projeto que produziram juntos faz as poucas exceções se destacarem. A calma e carregada </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=_WMkhkbF6js"><i><span style="font-weight: 400;">Here We Go&#8230; Again</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, em parceria com o </span><i><span style="font-weight: 400;">rapper </span></i><a href="https://personaunesp.com.br/call-me-if-you-get-lost-critica/"><span style="font-weight: 400;">Tyler, The Creator</span></a><span style="font-weight: 400;">, é um refresco aos ouvidos, sendo ainda mais interessante pela suposta menção ao </span><a href="https://observatoriodocinema.uol.com.br/famosos/2022/01/fas-acham-que-the-weeknd-confirmou-romance-com-angelina-jolie"><span style="font-weight: 400;">relacionamento</span></a><span style="font-weight: 400;"> vivido entre The Weeknd e Angelina Jolie: </span><i><span style="font-weight: 400;">“Minha nova garota, ela é uma estrela de Cinema”.</span></i></p>
<figure id="attachment_25804" aria-describedby="caption-attachment-25804" style="width: 770px" class="wp-caption aligncenter"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-25804" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/02/Imagem-3-6.jpg" alt=" Imagem promocional de The Weeknd para o videoclipe de Take My Breath. Em tons azuis predominantes, a lente laranja do óculos de armação preta com uma cruz desenhada é a única peça que destoa dessa cor. O artista segura uma máscara de oxigênio com uma de suas mãos, na qual há também um anel em formato de sapo." width="770" height="770" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/02/Imagem-3-6.jpg 770w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/02/Imagem-3-6-150x150.jpg 150w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/02/Imagem-3-6-768x768.jpg 768w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-25804" class="wp-caption-text">A <a href="https://www.terra.com.br/diversao/musica/novo-album-de-the-weeknd-nao-contara-com-lp-fisico-na-primeira-semana,30e0af90ab2cdd794285c3b6ddb8f24c72e2mgr3.html">estreia repentina</a> de um álbum pode prejudicar o seu sucesso comercial na primeira semana, mas, segundo o canadense: &#8220;Isso não importa para mim. O que importa é experimentar o álbum junto com os fãs nesses tempos&#8221; (Foto: Instagram/@theweeknd)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">A batida eletrônica de </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=quFlP3cRCFs"><span style="font-weight: 400;">Calvin Harris</span></a><span style="font-weight: 400;"> com os versos de Lil Wayne em</span> <a href="https://www.youtube.com/watch?v=srxa-cWPJTo"><i><span style="font-weight: 400;">I Heard You’re Married</span></i></a> <span style="font-weight: 400;">e a </span><i><span style="font-weight: 400;">interlude</span></i><span style="font-weight: 400;"> reflexiva de </span><a href="https://veja.abril.com.br/coluna/noblat/quincy-jones-uma-lenda-do-jazz-e-do-pop/"><span style="font-weight: 400;">Quincy Jones</span></a><span style="font-weight: 400;"> em </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=ioL_Ozo_6iI"><i><span style="font-weight: 400;">A Tale By Quincy</span></i></a> <span style="font-weight: 400;">também são dois pontos fora da curva. </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=VafTMsrnSTU"><i><span style="font-weight: 400;">Sacrifice</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, outro feito perspicaz do Swedish House Mafia, foi a escolhida como o segundo </span><i><span style="font-weight: 400;">single</span></i><span style="font-weight: 400;"> e, embora tenha ganhado um videoclipe com visuais deslumbrantes, a divulgação ficou por isso mesmo. A sensação que deixa é a de que The Weeknd talvez não esteja tão preocupado em envelhecer essa nova era.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Sucesso de crítica, mas nem tanto comercial &#8211; ao se considerar os padrões dos seus lançamentos anteriores -, </span><i><span style="font-weight: 400;">Dawn FM</span></i> <a href="https://hollywoodforevertv.com.br/noticias/hftv-news/dawn-fm-recepcao-da-critica-ao-novo-album-de-weeknd.phtml"><span style="font-weight: 400;">garantiu elogios</span></a><span style="font-weight: 400;"> dos mais importantes veículos especializados, enquanto largou em segundo lugar na parada musical estadunidense </span><a href="https://www.nerdsite.com.br/the-weeknd-estreia-dawn-fm-em-segundo-lugar-na-billboard-200/"><i><span style="font-weight: 400;">Billboard 200</span></i></a><span style="font-weight: 400;">. Em evidência global durante os últimos dois anos, um descanso de imagem poderia ter sido de grande ajuda nos </span><i><span style="font-weight: 400;">charts</span></i><span style="font-weight: 400;">. Porém, Abel Tesfaye obviamente não se preocupa em repetir desempenhos estrondosos e deve sair em turnê mundial ainda esse ano com a </span><a href="https://vogue.globo.com/lifestyle/cultura/Musica/noticia/2021/10/weeknd-anuncia-nova-turne-mundial-e-brasil-pode-estar-na-rota.html"><i><span style="font-weight: 400;">After Hours Til Dawn Stadium Tour</span></i></a><span style="font-weight: 400;">. </span></p>
<figure id="attachment_25805" aria-describedby="caption-attachment-25805" style="width: 773px" class="wp-caption aligncenter"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-25805" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/02/Imagem-4-5-773x800.jpg" alt="Selfie de The Weeknd caracterizado como um idoso de cabelo e barba grisalhos. O canadense de pele negra e olhos escuros, veste um terno preto enquanto ingere uma bebida em um copo transparente com canudo." width="773" height="800" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/02/Imagem-4-5-773x800.jpg 773w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/02/Imagem-4-5-990x1024.jpg 990w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/02/Imagem-4-5-768x794.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/02/Imagem-4-5.jpg 1074w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-25805" class="wp-caption-text">O vovô Abel foi muito cobiçado nas redes sociais e rendeu diversos memes (Foto: Instagram/@theweeknd)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">O poder de atração do álbum está na sua atmosfera única criada pela junção de dois meios de disseminação diferentes: o disco e a rádio. É preciso muita atenção para perceber todos os </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=GXQm6v9nyGk"><span style="font-weight: 400;">detalhes</span></a><span style="font-weight: 400;"> contidos no conceito final. Seja na interrupção de uma chamada para o comercial com a frase</span><i><span style="font-weight: 400;"> “se liberte”</span></i><span style="font-weight: 400;">, ou em uma mensagem subliminar gravada em reverso </span><i><span style="font-weight: 400;">“não fique assustado”</span></i><span style="font-weight: 400;">, The Weeknd consegue instigar o ouvinte e preparar o terreno para o provável lançamento de </span><i><span style="font-weight: 400;">After Life</span></i><span style="font-weight: 400;">: a</span> <span style="font-weight: 400;">última obra da especulada trilogia.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Das cores quentes do seu terno vermelho em </span><i><span style="font-weight: 400;">After Hours</span></i><span style="font-weight: 400;"> até as mais frias tonalidades do seu cabelo grisalho em </span><i><span style="font-weight: 400;">Dawn FM</span></i><span style="font-weight: 400;">, é visível como a estética do intérprete se molda a partir da presença ou ausência de luz. Se, anteriormente, as luzes da noite de Las Vegas o deixaram </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=4NRXx6U8ABQ"><span style="font-weight: 400;">cego</span></a><span style="font-weight: 400;">, no amanhecer (</span><i><span style="font-weight: 400;">Dawn</span></i><span style="font-weight: 400;">) a escuridão é total. E como a </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=w8eFZoOcYKc"><span style="font-weight: 400;">faixa-título</span></a><span style="font-weight: 400;"> questiona: “</span><i><span style="font-weight: 400;">Depois da luz, vem a escuridão?/Vem apenas a escuridão?”</span></i><span style="font-weight: 400;">. Agora que os ouvintes passaram pelo purgatório, o que esse gênio da Música irá oferecer no pós-vida? </span></p>
<p><iframe loading="lazy" title="Spotify Embed: Dawn FM" width="100%" height="380" style="[object Object]" frameborder="0" allowfullscreen allow="autoplay; clipboard-write; encrypted-media; fullscreen; picture-in-picture" src="https://open.spotify.com/embed/album/2nLOHgzXzwFEpl62zAgCEC?utm_source=oembed"></iframe></p>
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		<title>Rua do Medo: 1666 se lambuza nas entranhas do horror</title>
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		<pubDate>Thu, 22 Jul 2021 13:53:11 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Vitor Evangelista A tarefa de finalizar uma franquia é um tanto quanto ingrata. A trilogia-relâmpago Rua do Medo, lançada em doses homeopáticas na Netflix, chega ao ápice revisitando o passado da maldita Sarah Fier, bruxa, áspera, pecadora. Para isso, a diretora Leigh Janiak retorna ao século dezessete, lar do paganismo, da culpa católica e do &#8230; <a href="http://personaunesp.com.br/rua-do-medo-1666-parte-3-critica/" class="more-link">Continue lendo<span class="screen-reader-text"> "Rua do Medo: 1666 se lambuza nas entranhas do horror"</span></a></p>
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										<content:encoded><![CDATA[<figure id="attachment_21748" aria-describedby="caption-attachment-21748" style="width: 1920px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-21748" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/07/1.png" alt="Cena do filme Rua do Medo: 1666 - Parte 3. Na cena, vemos Deena e Sam se beijando. À direita, Deena é negra de pele clara, tem cabelos cacheados e usa uma regata amarela com detalhes listrado em azul, vermelho e amarelo. À esquerda, está Sam, branca e loira, usando jaqueta jeans. Elas estão em uma floresta com flores vermelhas ao redor." width="1920" height="797" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/07/1.png 1920w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/07/1-800x332.png 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/07/1-1024x425.png 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/07/1-768x319.png 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/07/1-1536x638.png 1536w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/07/1-1200x498.png 1200w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-21748" class="wp-caption-text">Surfando na onda do horror queer, a retumbante trilogia Rua do Medo chega ao fim (Foto: Netflix)</figcaption></figure>
<p><strong>Vitor Evangelista</strong></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A tarefa de finalizar uma franquia é um tanto quanto </span><a href="https://personaunesp.com.br/a-ascensao-skywalker-critica/"><span style="font-weight: 400;">ingrata</span></a><span style="font-weight: 400;">. A trilogia-relâmpago </span><i><span style="font-weight: 400;">Rua do Medo</span></i><span style="font-weight: 400;">, lançada em doses homeopáticas na </span><i><span style="font-weight: 400;">Netflix</span></i><span style="font-weight: 400;">, chega ao ápice revisitando o passado da maldita Sarah Fier, bruxa, áspera, pecadora. Para isso, a diretora Leigh Janiak retorna ao século dezessete, lar do paganismo, da culpa católica e do núcleo base do terror psicológico: </span><a href="https://www.cinemaemcena.com.br/critica/filme/7061/a-bruxa-de-blair"><span style="font-weight: 400;">o medo do diabo</span></a><span style="font-weight: 400;">. Entre a prosa arcaica e o ato de revisitar grandes filmes do gênero, a máquina do tempo de </span><i><span style="font-weight: 400;">Rua do Medo: 1666</span></i><span style="font-weight: 400;"> funciona à perfeição. O ontem é vital, mas é no hoje que a porrada come. </span></p>
<p><span id="more-21747"></span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O elenco de </span><i><span style="font-weight: 400;">1666 </span></i><span style="font-weight: 400;">escala figurinhas repetidas de </span><i><span style="font-weight: 400;">94</span></i><span style="font-weight: 400;"> e </span><i><span style="font-weight: 400;">78</span></i><span style="font-weight: 400;">, dando espaço para que Kiana Madeira troque peles de Deena para Sarah. A atriz expressa medo e pavor pelos olhos e pelo corpo retraído, inserindo raiva nesse combo premiado. Sob os olhos da pagã da Shadyside, o público é apresentado à história real da maldição e de sua origem. A inspiração mais superficial é a de </span><a href="https://personaunesp.com.br/a-bruxa-5-anos/"><i><span style="font-weight: 400;">A Bruxa</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, filme de Robert Eggers que colocou a cultura colonial e o ato de cagar nas valas de volta ao eixo da cultura popular.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Longe do poético fecho narrativo que a inspira, Leigh Janiak usa e abusa de seu </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=qqzgSjZQlLo"><span style="font-weight: 400;">currículo televisivo</span></a><span style="font-weight: 400;">, filmando sequências episódicas, como mini-capítulos de um grande todo. Essa pegada fragmentada faz a produção da </span><i><span style="font-weight: 400;">Netflix </span></i><span style="font-weight: 400;">vibrar em uma energia moderna, por mais que metade desse último filme se passe séculos atrás. Chega a ser recompensador que a diretora use do contexto antigo para contar uma história de amor entre duas mulheres, e as consequências do ato de amar. </span><i><span style="font-weight: 400;">Rua do Medo: 1666 &#8211; Parte 3</span></i><span style="font-weight: 400;"> caminha em direção ao núcleo conceptivo do horror e sua </span><a href="http://www.aescotilha.com.br/cinema-tv/espanto/representatividade-lgbt-no-cinema-queer-horror/"><span style="font-weight: 400;">proximidade com a cultura </span><i><span style="font-weight: 400;">queer</span></i></a><span style="font-weight: 400;">.</span></p>
<figure id="attachment_21749" aria-describedby="caption-attachment-21749" style="width: 2560px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-21749" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/07/2-2-scaled.jpg" alt="Cena do filme Rua do Medo: 1666 - Parte 3. Na cena, vemos os assassinos do filme, reunidos frente a um ônibus. São 5 homens e 1 mulher, todos sujos de sangue, segurando suas armas e olhando para a frente. A foto foi tirada de dia." width="2560" height="1707" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/07/2-2-scaled.jpg 2560w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/07/2-2-800x533.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/07/2-2-1024x683.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/07/2-2-768x512.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/07/2-2-1536x1024.jpg 1536w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/07/2-2-2048x1365.jpg 2048w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/07/2-2-1200x800.jpg 1200w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-21749" class="wp-caption-text">O quebra-pau entre os assassinos é um dos destaques do filme (Foto: Netflix)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">Desde as origens literárias de </span><a href="https://www.facebook.com/memeslivros/photos/pcb.4180546665358177/4180546168691560/"><i><span style="font-weight: 400;">Carmilla</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, o horror se mostrou fundamentado e correlacionado às pessoas da comunidade LGBTQIA+. Os exemplos são muitos, passando pela criação dos imortais </span><a href="https://www.facebook.com/memeslivros/photos/pcb.4150677468345097/4150676238345220/"><i><span style="font-weight: 400;">Drácula</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> e </span><a href="https://www.theguardian.com/books/booksblog/2019/nov/07/does-it-matter-if-mary-shelley-was-bisexual"><i><span style="font-weight: 400;">Frankenstein</span></i></a> <span style="font-weight: 400;">e ao Cinema que abraça o enclausurado Doutor Jekyll, chegando aos modernos </span><a href="http://www.lacon.uerj.br/novo/index.php/2019/01/04/a-pele-que-habito-a-transgenitalizacao-como-tecnica-corporal-da-vinganca-em-pedro-almodovar/"><i><span style="font-weight: 400;">A Pele que Habito</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> e </span><a href="http://www.festivaldorio.com.br/br/noticias/o-protagonismo-da-comunidade-lgbtq#:~:text=As%20Boas%20Maneiras%2C%20de%20Juliana,obras%20com%20a%20tem%C3%A1tica%20LGBTQ."><i><span style="font-weight: 400;">As Boas Maneiras</span></i></a><span style="font-weight: 400;">. Parte do medo do futuro, do receio do mal e da culpa de se tornar um pecador vem da constante perseguição e angústia fomentada nas vivências desses indivíduos. Colocar em tela monstros e maldições como alegorias para o preconceito foi apenas uma das maneiras encontradas para transformar o trauma em arte.</span></p>
<p><i><span style="font-weight: 400;">Rua do Medo: 1666</span></i><span style="font-weight: 400;"> não se enquadra propriamente como o mercado rotula seus ‘filmes LGBT’, mas usa questões clichês a fim de movimentar sua narrativa. O preconceito do século XVII é a força motriz da perseguição da Sarah e sua demonização, assim como a homofobia da mãe de Sam em 1994, o que faz sentido considerando as épocas de ambientação. Quer existisse um </span><i><span style="font-weight: 400;">Rua do Medo: 2021</span></i><span style="font-weight: 400;">, é provável que o roteiro de Phil Graziadei, Leigh Janiak e Kate Trefry não cairia na questão já exaustiva de aceitação e identidade, à exemplo de produções recentes como </span><a href="https://personaunesp.com.br/we-are-who-we-are-hbo-critica/"><i><span style="font-weight: 400;">We Are Who We Are</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> e </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=WQb3dgehYXA"><i><span style="font-weight: 400;">genera+ion</span></i></a><span style="font-weight: 400;">.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O simples e direto protagonismo da franquia, com duas mulheres envolvidas romanticamente no auge do preconceito e do </span><a href="https://agenciaaids.com.br/noticia/longe-dos-estereotipos-dos-anos-80-como-as-pessoas-com-hiv-vivem-hoje/"><span style="font-weight: 400;">descaso midiático e governamental</span></a><span style="font-weight: 400;">, denota um ponto de destaque de </span><i><span style="font-weight: 400;">Rua do Medo</span></i><span style="font-weight: 400;">. Afinal, para a trilogia que se esbalda na homenagem e na memória, revisitando da </span><a href="https://darkside.blog.br/10-curiosidades-matadoras-sobre-jason-voorhees-e-sexta-feira-13/"><span style="font-weight: 400;">máscara de Jason</span></a><span style="font-weight: 400;"> à </span><a href="https://www.adorocinema.com/noticias/filmes/noticia-159592/"><span style="font-weight: 400;">faca ensanguentada de </span><i><span style="font-weight: 400;">Pânico</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, e brincando com as convenções do horror, a cereja do bolo só poderia ser abraçar o núcleo da história em pessoas LGBTQIA+. Deena já era uma baita heroína, mas Kiana Madeira brilha mesmo na pele de Sarah Fier. Sem a preocupação em criar uma aura arcaica para a bruxa, a atriz emula a visão de uma para a outra.</span></p>
<figure id="attachment_21750" aria-describedby="caption-attachment-21750" style="width: 1054px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-21750" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/07/3-2.jpg" alt="Cena do filme Rua do Medo: 1666 - Parte 3. Na cena, vemos a Sarah Fier original em close, uma mulher branca, de olhos azuis e cabelo preto. Ela tem uma expressão de medo no rosto, e a foto foi tirada de noite." width="1054" height="592" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/07/3-2.jpg 1054w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/07/3-2-800x449.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/07/3-2-1024x575.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/07/3-2-768x431.jpg 768w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-21750" class="wp-caption-text">A presença de Elizabeth Scopel, atriz que interpreta a Sarah Fier ‘de verdade’, infelizmente passa batida (Foto: Netflix)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">O xerife Nick Goode (</span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=droRkoEh8iE"><span style="font-weight: 400;">Ashley Zukerman</span></a><span style="font-weight: 400;">) se transforma em Solomon na porção final da saga, mas o fedor de impostor permanece imutável. Enquanto o filme desmistifica o muquirano, o público se afeiçoa por Sarah Fier, solidificando sua figura de mártir e injustiçada. O esperado seria uma simples narrativa de limpeza espiritual e da imagem da bruxa, mas </span><i><span style="font-weight: 400;">Fear Street: 1666</span></i><span style="font-weight: 400;"> não tem interesse algum em soar esquecível. Fier é sim inocente, mas sua sede de sangue não é silenciada ou repensada como benévola. Puta da vida, a bruxa quer o sangue de quem a amaldiçoou.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Bruxa no sentido não-literal da palavra, já que de feiticeira a jovem não tinha nada. Seu caráter sobrenatural vem da figura de lenda e de maldita, perseguida por amar a filha do pastor, Hannah Miller (papel da apagada </span><a href="https://febreteen.com.br/2021/07/rua-do-medo-elenco-conta-como-foi-fazer-outros-personagens-em-1666/"><span style="font-weight: 400;">Olivia Scott Welch</span></a><span style="font-weight: 400;">). A química entre Welch e Madeira é mínima quando comparada à das </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=4jwW0sk5_x8"><span style="font-weight: 400;">irmãs dos anos setenta</span></a><span style="font-weight: 400;">, mas a forte presença de cena da protagonista dá conta do ritmo nunca se perder (e olha que a abrupta divisão entre 1666 e 1994 deixa o último filme com um rombo narrativo que jorra sangue demais). Quando retorna para os anos noventa é que</span><i><span style="font-weight: 400;"> Rua do Medo</span></i><span style="font-weight: 400;"> arquiteta a arapuca final.</span></p>
<figure id="attachment_21751" aria-describedby="caption-attachment-21751" style="width: 840px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-21751" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/07/4-1.jpg" alt="Cena do filme Rua do Medo: 1666 - Parte 3. Na cena, vemos três personagens de noite no shopping, com as luzes apagadas e um contraste neon muito forte. " width="840" height="352" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/07/4-1.jpg 840w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/07/4-1-800x335.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/07/4-1-768x322.jpg 768w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-21751" class="wp-caption-text">Rua do Medo: 1666 se divide entre o campestre do passado e a saturação colorida do presente, dando total liberdade de esbaldo para a fotografia de Caleb Heymann (Foto: Netflix)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">A solução conclusiva é simples, mas bem realizada. O </span><i><span style="font-weight: 400;">shopping </span></i><a href="https://www.omelete.com.br/terror/maya-hawke-assassino-abertura-rua-do-medo"><span style="font-weight: 400;">manchado de sangue Thurman</span></a><span style="font-weight: 400;"> que abre a trilogia é revisitado em seu desfecho, colocando Gillian Jacobs (o destaque absoluto de toda essa empreitada da </span><i><span style="font-weight: 400;">Netflix</span></i><span style="font-weight: 400;">) frente a frente com o seu bendito passado. A atriz, conhecida por </span><i><span style="font-weight: 400;">Community</span></i><span style="font-weight: 400;">, </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=shxvag77pGI"><i><span style="font-weight: 400;">Love </span></i></a><span style="font-weight: 400;">e por dublar a Atom Eve em </span><a href="https://personaunesp.com.br/invincible-critica/"><i><span style="font-weight: 400;">Invencível</span></i></a><span style="font-weight: 400;">,</span> <span style="font-weight: 400;">é uma das vigas de sustentação de </span><i><span style="font-weight: 400;">Rua do Medo</span></i><span style="font-weight: 400;">, muito ao fato da escalação sublima de </span><a href="https://personaunesp.com.br/stranger-things-3-critica/"><span style="font-weight: 400;">Sadie Sink</span></a><span style="font-weight: 400;"> para lufar vida à versão jovenzinha da ex-ruiva.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Entre maldições, mãos decepadas, homenagens às vísceras do horror e muita cultura </span><i><span style="font-weight: 400;">queer </span></i><span style="font-weight: 400;">em tela, a trilogia </span><i><span style="font-weight: 400;">Rua do Medo</span></i><span style="font-weight: 400;"> entrega à </span><i><span style="font-weight: 400;">1666 </span></i><span style="font-weight: 400;">uma conclusão sóbria, morna e nada alegórica: nunca duvide de mulheres fortes nem confie em alguém que tem ‘bem’ no nome! A cena pós-créditos instiga uma continuação, e, considerando que a série de livros de R.L. Stine </span><a href="https://www.omelete.com.br/terror/rua-do-medo-futuro"><span style="font-weight: 400;">se alonga além dessa viela amedrontada</span></a><span style="font-weight: 400;">, não será uma surpresa se a Rua se transformar em Avenida, Cidade, Estado ou País do Medo. </span></p>
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		<title>Rua do Medo: 1978 prova que a barra era bem mais pesada nos anos setenta</title>
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		<pubDate>Mon, 19 Jul 2021 18:27:14 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Caroline Campos Há quem diga que qualquer outra época é fichinha perto da década de 70. Com mais sexo, mais drogas e muito mais sangue, alguns dos clássicos indiscutíveis do terror saíram rastejando do inferno setentista – O Exorcista, Halloween, Suspiria, O Massacre da Serra Elétrica, Carrie &#8211; A Estranha podem encabeçar a lista. Para &#8230; <a href="http://personaunesp.com.br/rua-do-medo-1978-parte-2-critica/" class="more-link">Continue lendo<span class="screen-reader-text"> "Rua do Medo: 1978 prova que a barra era bem mais pesada nos anos setenta"</span></a></p>
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										<content:encoded><![CDATA[<figure id="attachment_21692" aria-describedby="caption-attachment-21692" style="width: 2560px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="wp-image-21692 size-full" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/07/welcome-to-camp-nightwing-scaled.jpg" alt="Cena do filme Rua do Medo: 1978. Podemos ver a fachada em madeira do acampamento, escrita CAMP NIGHTWING. Ela está no topo da imagem. Abaixo, vemos a entrada do acampamento, uma rua bifurcada e muitas árvores ao redor, e várias crianças andando pelo local." width="2560" height="1556" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/07/welcome-to-camp-nightwing-scaled.jpg 2560w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/07/welcome-to-camp-nightwing-800x486.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/07/welcome-to-camp-nightwing-1024x622.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/07/welcome-to-camp-nightwing-768x467.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/07/welcome-to-camp-nightwing-1536x934.jpg 1536w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/07/welcome-to-camp-nightwing-2048x1245.jpg 2048w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/07/welcome-to-camp-nightwing-1200x729.jpg 1200w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-21692" class="wp-caption-text">A diretora Leigh Janiak é novamente bem sucedida ao adaptar as obras infanto-juvenis de R.L. Stine (Foto: Netflix)</figcaption></figure>
<p><b>Caroline Campos</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Há quem diga que qualquer outra época é fichinha perto da década de 70. Com mais sexo, mais drogas e </span><i><span style="font-weight: 400;">muito</span></i><span style="font-weight: 400;"> mais sangue, alguns dos clássicos indiscutíveis do terror saíram rastejando do </span><a href="https://www.tudosobreseufilme.com.br/2016/09/70-filmes-de-horror-da-decada-de-70.html"><span style="font-weight: 400;">inferno setentista</span></a><span style="font-weight: 400;"> – </span><i><span style="font-weight: 400;">O Exorcista</span></i><span style="font-weight: 400;">, </span><i><span style="font-weight: 400;">Halloween</span></i><span style="font-weight: 400;">, </span><i><span style="font-weight: 400;">Suspiria</span></i><span style="font-weight: 400;">, </span><i><span style="font-weight: 400;">O Massacre da Serra Elétrica</span></i><span style="font-weight: 400;">, </span><i><span style="font-weight: 400;">Carrie &#8211; A Estranha</span></i><span style="font-weight: 400;"> podem encabeçar a lista. Para quem não superou </span><a href="https://trilhadomedo.com/2018/10/14-curiosidades-sobre-o-filme-halloween/#:~:text=1%2D%20O%20personagem%20%E2%80%9CMichael%20Myers,decidiu%20levar%20para%20o%20filme."><span style="font-weight: 400;">Michael Myers</span></a><span style="font-weight: 400;"> e </span><a href="https://tecnoblog.net/meiobit/417094/leatherface-is-coming-45-anos-de-o-massacre-da-serra-eletrica/"><span style="font-weight: 400;">Leatherface</span></a><span style="font-weight: 400;">, nada melhor para, em pleno 2021, reviver todo aquele bando de gente morrendo esfaqueada, desmembrada ou possuída do que com </span><a href="https://rollingstone.uol.com.br/cinema/7-easter-eggs-apavorantes-de-rua-do-medo-parte-2-1978-da-netflix-stephen-king-david-bowie-e-mais-lista/"><i><span style="font-weight: 400;">Rua do Medo: 1978</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, a segunda parte da trilogia lançada em três sextas-feiras pela </span><i><span style="font-weight: 400;">Netflix</span></i><span style="font-weight: 400;">.</span></p>
<p><span id="more-21689"></span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Se </span><a href="https://personaunesp.com.br/rua-do-medo-1994-parte-1-critica/"><i><span style="font-weight: 400;">Rua do Medo: 1994</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> já foi uma obra ambiciosa e divertida ao ambientar a cidadezinha amaldiçoada de Shadyside e seus moradores assassinos, a diretora </span><a href="https://observatoriodocinema.uol.com.br/filmes/2021/07/diretora-de-rua-do-medo-quer-tornar-franquia-o-mcu-do-terror"><span style="font-weight: 400;">Leigh Janiak</span></a><span style="font-weight: 400;"> garante que não está para brincadeira ao voltar no tempo e desenvolver uma história ainda </span><a href="https://noticiasdatv.uol.com.br/noticia/filmes-na-tv/sexo-sangue-e-maldicao-rua-do-medo-parte-2-supera-terror-do-primeiro-filme-61118"><span style="font-weight: 400;">mais frenética e sangrenta</span></a><span style="font-weight: 400;">. Agora, Deena e Sam são deixadas de lado para conhecermos as irmãs Berman e entender aquele verão caótico de 78 no Acampamento Nightwing, quando o jovem monitor Tommy Slater </span><i><span style="font-weight: 400;">“teve um surto psicótico” </span></i><span style="font-weight: 400;">e assassinou a machadadas doze crianças durante a clássica Guerra das Cores de Sunnyvale contra Shadyside.</span></p>
<figure id="attachment_21693" aria-describedby="caption-attachment-21693" style="width: 1360px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="wp-image-21693 size-full" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/07/rua-do-medo-2-emily-rudd-sadie-sink-netflix.jpg" alt="Cena do filme Rua do Medo: 1978. Emily Rudd e Sadie Sink se encaram, uma de frente para a outra e de perfil para nós. Emily, à esquerda, tem cabelos ruivos, é uma mulher branca e usa camisa polo branca com listras laranjas. Sadie, à direita, é mais jovem, também ruiva e branca, e usa uma blusa branca com listras vermelhas e azuis." width="1360" height="850" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/07/rua-do-medo-2-emily-rudd-sadie-sink-netflix.jpg 1360w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/07/rua-do-medo-2-emily-rudd-sadie-sink-netflix-800x500.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/07/rua-do-medo-2-emily-rudd-sadie-sink-netflix-1024x640.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/07/rua-do-medo-2-emily-rudd-sadie-sink-netflix-768x480.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/07/rua-do-medo-2-emily-rudd-sadie-sink-netflix-1200x750.jpg 1200w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-21693" class="wp-caption-text">O roteiro aproveita a deixa para desenvolver os traumas psicológicos pelos quais Shadyside é responsável sobre seus habitantes (Foto: Netflix)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">Apesar de se passar em 1978, é a obra de 1980, </span><a href="https://www.tudoterror.com.br/post/do-pior-ao-melhor-na-franquia-sexta-feira-13"><i><span style="font-weight: 400;">Sexta-Feira 13</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, e seu Acampamento Crystal Lake que dialogam explicitamente com a segunda parte de </span><i><span style="font-weight: 400;">Rua do Medo</span></i><span style="font-weight: 400;">. A máscara de </span><i><span style="font-weight: 400;">hockey</span></i><span style="font-weight: 400;"> de </span><a href="https://darkside.blog.br/10-curiosidades-matadoras-sobre-jason-voorhees-e-sexta-feira-13/"><span style="font-weight: 400;">Jason Vorhees</span></a><span style="font-weight: 400;"> dá lugar para um saco medonho que envolve a face do Assassino de Nightwing, um dos </span><a href="https://screenrant.com/fear-street-movies-timeline-killers-events-explained/"><i><span style="font-weight: 400;">serial killers</span></i><span style="font-weight: 400;"> de Shadyside</span></a><span style="font-weight: 400;"> que aterrorizam a vida dos protagonistas do primeiro filme – Simon que o diga. O resultado são 110 minutos de homenagens e referências a </span><a href="https://www.legiaodosherois.com.br/lista/os-10-melhores-filmes-de-terror-slasher.html"><i><span style="font-weight: 400;">slashers </span></i><span style="font-weight: 400;">clássicos</span></a><span style="font-weight: 400;"> e Stephen King, mas sem perder a própria personalidade no meio de tanta reinvenção.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Por se tratar do filme do meio da trilogia, </span><i><span style="font-weight: 400;">1978</span></i><span style="font-weight: 400;"> provocou menos expectativas do que </span><i><span style="font-weight: 400;">1994 </span></i><span style="font-weight: 400;">e </span><i><span style="font-weight: 400;">1666</span></i><span style="font-weight: 400;">, que se propuseram a iniciar e finalizar uma história de mais de três séculos. No entanto, o protagonismo das irmãs Berman, o clima mórbido e claustrofóbico tanto em cima quanto embaixo da terra e o desenrolar poético e violento da trama roubaram a cena na empreitada de Janiak. A imersão no </span><i><span style="font-weight: 400;">flashback</span></i><span style="font-weight: 400;"> de </span><a href="https://www.adorocinema.com/noticias/filmes/noticia-159561/"><span style="font-weight: 400;">C. Berman</span></a><span style="font-weight: 400;"> (Gillian Jacobs) é tão grande que fica fácil se esquecer de uma Sam possuída e amarrada no banheiro e consolida </span><a href="https://www.tecmundo.com.br/cultura-geek/220845-rua-medo-1978-tudo-filme-terror-netflix-spoilers.htm"><i><span style="font-weight: 400;">Rua do Medo: 1978 &#8211; Parte 2</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> quase como um filme solo e independente de suas amarras </span><i><span style="font-weight: 400;">familiares</span></i><span style="font-weight: 400;">. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Dessa vez, o roteiro de Leigh Janiak mira e acerta em um melhor desenvolvimento das relações entre personagens, focando, especialmente, em Cindy e Ziggy (</span><a href="https://www.adorocinema.com/noticias/filmes/noticia-159513/"><span style="font-weight: 400;">não o Stardust</span></a><span style="font-weight: 400;">), interpretadas por </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=doD3G6VyeKM"><span style="font-weight: 400;">Emily Rudd</span></a><span style="font-weight: 400;"> e </span><a href="https://www.omelete.com.br/terror/rua-do-medo-sadie-sink-easter-eggs"><span style="font-weight: 400;">Sadie Sink</span></a><span style="font-weight: 400;">. O amor das irmãs, escondido atrás de xingamentos e frases cruéis, é o motor mais eficiente que um filme de terror como </span><i><span style="font-weight: 400;">Rua do Medo</span></i><span style="font-weight: 400;"> poderia ter escolhido. Sem muitos paparicos românticos, o eixo da narrativa se volta para o papel das garotas nos últimos passos da única sobrevivente da maldição de Sarah Fier – C. Berman é, de longe, uma das </span><a href="https://www.omelete.com.br/terror/melhores-final-girls-sobreviventes-terror"><i><span style="font-weight: 400;">final girls</span></i></a> <span style="font-weight: 400;">mais interessantes dos últimos tempos.</span></p>
<figure id="attachment_21691" aria-describedby="caption-attachment-21691" style="width: 2000px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="wp-image-21691 size-full" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/07/image.jpeg" alt="Leigh Janiak, uma mulher branca, loira, de blusa preta e calça jeans, dirige Ted Sutherland e Sadie Sink no set de filmagem. Ela está agachada à direita, com o roteiro em mãos. Ao seu lado, Sadie Sink encara o papel em suas mãos. Sentado no chão à esquerda, Ted Sutherland também olha em direção ao papel nas mãos de Leigh." width="2000" height="1333" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/07/image.jpeg 2000w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/07/image-800x533.jpeg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/07/image-1024x682.jpeg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/07/image-768x512.jpeg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/07/image-1536x1024.jpeg 1536w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/07/image-1200x800.jpeg 1200w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-21691" class="wp-caption-text">O xerife Nick Goode também retorna ao passado em 1978, interpretado pelo jovem Ted Sutherland (Foto: Entertainment Weekly)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">Enquanto isso, viver em uma cidade assombrada por uma bruxa ainda é algo que os moradores de Shadyside têm dificuldades para engolir. A inconformada da vez é Ziggy, a garota rebelde </span><a href="https://www.cbr.com/fear-street-part-2-stephen-king-carrie-revenge/"><span style="font-weight: 400;">perseguida</span></a><span style="font-weight: 400;"> pelos companheiros de acampamento de Sunnyvale. Sadie Sink, completamente à vontade no meio do massacre, consegue manter o carisma mesmo enquanto é esfaqueada por um leiteiro-zumbi. Sua personagem é a heroína incompreendida pela qual vale a pena torcer, e nossa </span><a href="https://personaunesp.com.br/stranger-things-3-critica/"><span style="font-weight: 400;">Mad Max</span></a><span style="font-weight: 400;"> carrega a coroa do protagonismo com elegância e descontração.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">É em Ziggy, por sinal, que podemos perceber as </span><a href="https://screenrant.com/fear-street-2-1978-easter-eggs-references/"><span style="font-weight: 400;">referências</span></a><span style="font-weight: 400;"> mais divertidas do filme: para se vingar de Sheila, surge </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=zOcZgcs6l3A"><i><span style="font-weight: 400;">Carrie</span></i></a><span style="font-weight: 400;">; perseguida por Tommy, as machadadas na porta retomam à </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=WDpipB4yehk"><i><span style="font-weight: 400;">O Iluminado</span></i></a><span style="font-weight: 400;">; quando é xingada nas paredes, a frase </span><i><span style="font-weight: 400;">“Ziggy chupa paus no inferno”</span></i><span style="font-weight: 400;"> é quase a mesma que sai da boca de uma jovem Regan possuída em </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=sZazSFEHfg8"><i><span style="font-weight: 400;">O Exorcista</span></i></a><span style="font-weight: 400;">. Janiak claramente se entretém ao esconder os detalhes para instigar os fãs de horror mais atentos. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Bem mais assustador do que o </span><i><span style="font-weight: 400;">assassino-estilo-</span></i><a href="https://observatoriodocinema.uol.com.br/filmes/2016/12/panico-artes-revelam-que-mascara-de-ghostface-originalmente-seria-mais-assustadora"><span style="font-weight: 400;">Ghostface</span></a><span style="font-weight: 400;"> de </span><i><span style="font-weight: 400;">1994</span></i><span style="font-weight: 400;">, o Nightwing de McCabe Slye eleva o padrão de brutalidade da trilogia ao </span><a href="https://www.cbr.com/fear-street-part-2-who-dies/"><span style="font-weight: 400;">esquartejar criancinhas</span></a><span style="font-weight: 400;"> vestidas com o azul de Shadyside. As cenas podem não ser 100% explícitas, mas os membros espalhados em poças de sangue e o barulho seco e repetitivo do machado adentrando a pele são suficientes para causar arrepios de agonia ou excitação, dependendo do tipo de espectador. Isso talvez se explique pelo fato de que </span><i><span style="font-weight: 400;">Rua do Medo: 1978</span></i><span style="font-weight: 400;"> foi o último dos três filmes a ser filmado, então, como disse em </span><a href="https://www.indiewire.com/2021/07/fear-street-trilogy-gore-1234647235/"><span style="font-weight: 400;">entrevista ao </span><i><span style="font-weight: 400;">IndieWire</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, Janiak já estava tão cansada que apenas pediu para </span><i><span style="font-weight: 400;">“jogar mais e mais sangue em tudo”</span></i><span style="font-weight: 400;">. </span></p>
<figure id="attachment_21690" aria-describedby="caption-attachment-21690" style="width: 1882px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="wp-image-21690 size-full" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/07/fs1978.png" alt="Cena do filme Rua do Medo: 1978. O assassino de Nightwing, um homem com blusa amarela, jaqueta vermelha e um saco marrom na cabeça, está no centro da imagem. Podemos vê-lo de baixo para cima, e ele está com um machado ensanguentado nas mãos. Acima dele, há uma única lampâda deixando a foto amarelada." width="1882" height="1059" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/07/fs1978.png 1882w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/07/fs1978-800x450.png 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/07/fs1978-1024x576.png 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/07/fs1978-768x432.png 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/07/fs1978-1536x864.png 1536w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/07/fs1978-1200x675.png 1200w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-21690" class="wp-caption-text">Além do aprofundamento na história de Ruby Lane ao longo do filme, ainda pudemos, de brinde, vislumbrar mais duas figurinhas do álbum de assassinos da trilogia: Billy Barker e o Milkman (Foto: Netflix)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">Enquanto a trama da superfície fica responsável por desmembrar </span><i><span style="font-weight: 400;">Shadysiders</span></i><span style="font-weight: 400;">, o </span><i><span style="font-weight: 400;">plot</span></i><span style="font-weight: 400;"> subterrâneo de Cindy e Alice (Ryan Simpkins) mergulha mais profundamente nas artimanhas de </span><a href="https://www.adorocinema.com/noticias/filmes/noticia-159611/"><span style="font-weight: 400;">Sarah Fier</span></a><span style="font-weight: 400;">. No segundo longa, a bruxa é retratada como uma verdadeira vilã, que quer, a todo custo, impedir que aqueles adolescentes quebrem sua maldição. Através de um labirinto de cavernas, Sarah ganha personalidade e contornos mais vívidos na história, dando palhinhas de suas falecidas vítimas e provocando o subconsciente das jovens. </span><a href="https://www.atrevida.com.br/noticias/tv-e-series/diretora-de-rua-do-medo-fala-sobre-regras-mitologicas-envolvendo-a-bruxa-sarah-fier.phtml"><span style="font-weight: 400;">A mitologia ao redor da bruxa</span></a><span style="font-weight: 400;"> também ganhou uma grande e horrenda gosma para chamar de sua, que, aparentemente, só serve para gerar assassinos, fornecer o exército de moscas que assombram a trilogia e, bem, ser nojenta.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Como se não soubéssemos que tudo daria errado e voltaria a acontecer </span><a href="https://rollingstone.uol.com.br/noticia/5-easter-eggs-de-rua-do-medo-1994-da-netflix-lista/"><span style="font-weight: 400;">16 anos depois</span></a><span style="font-weight: 400;">, assistir a sequência final de </span><i><span style="font-weight: 400;">Fear Street: 1978</span></i><span style="font-weight: 400;"> espanta tanto pela beleza quanto pela violência da <a href="https://www.youtube.com/watch?v=mjcvWFe5FBU">cena</a>, como se </span><i><span style="font-weight: 400;">A Criação de Adão</span></i><span style="font-weight: 400;"> tivesse sido pintada pelas garras sangrentas de Wes Craven. Sarah Fier definitivamente não estava para brincadeira com esse lance de vingança, e Leigh Janiak faz questão de deixar isso claro ao fechar seu filme.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Irreverente, astuto e espirituoso, </span><a href="https://observatoriodocinema.uol.com.br/listas/2021/07/o-que-a-netflix-nao-te-contou-sobre-a-trilogia-rua-do-medo"><i><span style="font-weight: 400;">Rua do Medo: 1978 &#8211; Parte 2</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> é aquilo que os apaixonados por </span><a href="https://www.indiewire.com/2021/07/fear-street-slashers-inspired-film-1234647241/"><i><span style="font-weight: 400;">slashers</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> esperam ao dar </span><i><span style="font-weight: 400;">play</span></i><span style="font-weight: 400;"> em uma obra que se propõe a </span><a href="https://www.comboinfinito.com.br/principal/rua-do-medo-confira-todas-essas-referencias-aos-classicos-do-terror/"><span style="font-weight: 400;">revigorar</span></a><span style="font-weight: 400;"> o gênero. Apesar da necessidade gritante do roteiro </span><span style="font-weight: 400;">de explicar tudo ao espectador como se fôssemos amebas, o magnetismo da segunda parte da trilogia contagia o suficiente para que o gancho final seja dado com eficiência. Agora, cabe ao passado desenterrar a ossada de Sarah Fier e questionar até que ponto Shadyside é responsável por suas próprias maldições.</span></p>
<div class="jetpack-video-wrapper"><iframe loading="lazy" title="Rua do Medo: 1978 – Parte 2 | Trailer oficial | Netflix" width="840" height="473" src="https://www.youtube.com/embed/uohgm0__5Es?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen></iframe></div>
<p>&nbsp;</p>
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		<title>Rua do Medo: 1994 entrega clichê de terror com poucas brechas para a trilogia</title>
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		<pubDate>Fri, 09 Jul 2021 11:53:06 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Larissa Vieira Na entrada do verão norte-americano, a maior plataforma de streaming, que vem sofrendo com a concorrência de sucesso ultimamente, Netflix, buscou inovar ao trazer uma trilogia de filmes, lançados em 3 semanas consecutivas. Baseada nos livros de R.L. Stine, Rua do Medo conta a história da pequena cidade Shadyside, que sofre com uma &#8230; <a href="http://personaunesp.com.br/rua-do-medo-1994-parte-1-critica/" class="more-link">Continue lendo<span class="screen-reader-text"> "Rua do Medo: 1994 entrega clichê de terror com poucas brechas para a trilogia"</span></a></p>
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										<content:encoded><![CDATA[<figure id="attachment_21598" aria-describedby="caption-attachment-21598" style="width: 2560px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-21598" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/07/RUADOMEDO_1-scaled.jpg" alt="Imagem do filme Rua do Medo: 1994 - Parte 1. Na imagem vemos uma mulher branca deitada de barriga para baixo no chão, sendo puxada por um homem vestido de caveira. Ela usa uma blusa preta de manga comprida e está gritando. A imagem é iluminada por um tom azul e ao fundo vemos embaçado o que seria uma praça de alimentação de um shopping." width="2560" height="1072" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/07/RUADOMEDO_1-scaled.jpg 2560w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/07/RUADOMEDO_1-800x335.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/07/RUADOMEDO_1-1024x429.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/07/RUADOMEDO_1-768x322.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/07/RUADOMEDO_1-1536x643.jpg 1536w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/07/RUADOMEDO_1-2048x858.jpg 2048w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/07/RUADOMEDO_1-1200x503.jpg 1200w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-21598" class="wp-caption-text">A abertura da trilogia da Netflix deixa a desejar quando buscamos ganchos para o resto da história (Foto: Netflix)</figcaption></figure>
<p><b>Larissa Vieira</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Na entrada do verão norte-americano, a maior plataforma de </span><i><span style="font-weight: 400;">streaming</span></i><span style="font-weight: 400;">, que vem </span><a href="https://streamingsbrasil.com/hbo-max-esvaziara-o-catalogo-da-netflix-em-quase-50-entenda/"><span style="font-weight: 400;">sofrendo com a concorrência de sucesso</span></a><span style="font-weight: 400;"> ultimamente, </span><i><span style="font-weight: 400;">Netflix</span></i><span style="font-weight: 400;">, buscou inovar ao trazer uma trilogia de filmes, lançados em 3 semanas consecutivas. Baseada nos livros de </span><a href="https://observatoriodocinema.uol.com.br/filmes/2021/07/criador-de-rua-do-medo-se-diz-chocado-com-adaptacao-da-netflix"><span style="font-weight: 400;">R.L. Stine</span></a><span style="font-weight: 400;">, </span><i><span style="font-weight: 400;">Rua do Medo</span></i><span style="font-weight: 400;"> conta a história da pequena cidade Shadyside, que sofre com uma série de massacres, de anos em anos. Mas, até então, ninguém tinha sido </span><i><span style="font-weight: 400;">nerd</span></i><span style="font-weight: 400;"> o suficiente para enfrentá-los ou até mesmo tentar conectá-los, apenas os ligando, de maneira irônica, a uma antiga lenda de uma bruxa local. </span></p>
<p><span id="more-21597"></span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">No entanto, quando a estrela de </span><a href="https://personaunesp.com.br/stranger-things-3-critica/"><i><span style="font-weight: 400;">Stranger Things</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, série que parece ter construído os rumos retrô da trilogia, Maya Hawke, é morta nos primeiros minutos de cena por um novo assassino, as coisas começam a mudar. Enquanto os moradores se veem mais uma vez refém dos crimes, a perfeita cidade vizinha, Sunnyside, parece ter tudo sob controle, menos seus estudantes. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=ZoVM-Ol_7O4"><span style="font-weight: 400;">série de crimes</span></a><span style="font-weight: 400;"> então une os jovens. São eles a adolescente rebelde Deena Johnson (</span><a href="https://personaunesp.com.br/as-melhores-series-de-2020/"><span style="font-weight: 400;">Kiana Madeira</span></a><span style="font-weight: 400;">), seu irmão </span><i><span style="font-weight: 400;">nerd</span></i><span style="font-weight: 400;"> e obcecado pelos crimes, Josh Johnson (Benjamin Flores Jr.), sua ex-namorada que agora vive na cidade vizinha, Samantha Fraser (</span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=RMXjtp08xy4"><span style="font-weight: 400;">Olivia Welch</span></a><span style="font-weight: 400;">), a amiga patricinha Kate Schmidt (Julia Rehwald) e o (des)necessário elo cômico, Simon Kalivoda (</span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=NO78X9Eyvz0"><span style="font-weight: 400;">Fred Hechinger</span></a><span style="font-weight: 400;">). </span></p>
<figure id="attachment_21599" aria-describedby="caption-attachment-21599" style="width: 2560px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-21599" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/07/RUADOMEDO_2-scaled.jpg" alt="Imagem do filme Rua do Medo: 1994 - Parte 1. Na imagem vemos uma mulher branca sentada de joelhos no chão, usando um vestido vermelho por cima de uma blusa listrada. A sua frente está um homem branco, loiro, usando um casaco de moletom vermelho, também de joelhos no chão. Atrás deles, um homem negro, usando uma camisa azul e jeans azuis em pé. Os três estão em uma sala bagunçada, com poltronas e uma mesa ao fundo e olham para duas mulheres que estão na frente da imagem de costas. " width="2560" height="1072" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/07/RUADOMEDO_2-scaled.jpg 2560w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/07/RUADOMEDO_2-800x335.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/07/RUADOMEDO_2-1024x429.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/07/RUADOMEDO_2-768x322.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/07/RUADOMEDO_2-1536x643.jpg 1536w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/07/RUADOMEDO_2-2048x858.jpg 2048w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/07/RUADOMEDO_2-1200x503.jpg 1200w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-21599" class="wp-caption-text">O grupo de amigos adolescentes que salvam a pequena cidade é só mais um dos outros clichês de terror adolescente que já vimos por aí (Foto: Netflix)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">A produção dirigida por Leigh Janiak e escrita por Phil Graziadei, então, caminha de um modo imaginável, com o grupo de adolescentes tentando resolver a série de massacres na cidade, trazendo alguns  rasos pontos que os conectam com as histórias do passado. Mas, mesmo assim, é apenas em seus últimos minutos, quando tudo está resolvido, que o filme  abre o gancho para a </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=4UqOmvI7JDY"><span style="font-weight: 400;">sequência da trilogia</span></a><span style="font-weight: 400;">, tirando todo aquele interesse que o espectador tinha ao ver o mistério intrigante e que parecia conectar </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=u6jfv-D-QjA"><span style="font-weight: 400;">3 filmes com diferentes estéticas</span></a><span style="font-weight: 400;"> a todo momento. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Mas, se a continuação fosse feita daqui um ano, ou até mais, seria desnecessário rever a produção anterior, ou até mesmo tê-la assistido, já que a conexão entre elas é bem rasa e deixa bastante a desejar, quando comparado ao </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=ZoVM-Ol_7O4"><i><span style="font-weight: 400;">trailer</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> lançado pela </span><i><span style="font-weight: 400;">Netflix</span></i><span style="font-weight: 400;">, que pareceu apenas querer atrair o público para mais um de seus </span><a href="https://personaunesp.com.br/barraca-do-beijo-critica/"><span style="font-weight: 400;">clichês</span></a><span style="font-weight: 400;">, vendendo-o como uma grande obra inovadora.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Não só durante a história, mas também com seus personagens, </span><i><span style="font-weight: 400;">Fear Street: 1994</span></i><span style="font-weight: 400;"> deixa de intrigar, principalmente com a série de assassinos. Todos eles são apenas uma fantasia de </span><i><span style="font-weight: 400;">Halloween </span></i><span style="font-weight: 400;">estadunidense, que não trazem nenhum elemento relevante e emocionante para a história. Além disso, a escolha de quem serão os grandes vilões ainda é bem superficial, e parecerá ser somente bem explorada no 3º filme da trilogia, quando na verdade, deveria ser intrigante desde os primeiros minutos de tela dessa </span><i><span style="font-weight: 400;">Parte 1</span></i><span style="font-weight: 400;">. Afinal, eram para ser os responsáveis pelo massacre aqueles que geram medo no espectador e não risadas por suas vestimentas improvisadas. </span></p>
<figure id="attachment_21600" aria-describedby="caption-attachment-21600" style="width: 2560px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-21600" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/07/RUADOMEDO_3-scaled.jpg" alt="Imagem do filme Rua do Medo: 1994 - Parte 1. Na imagem vemos uma pessoa fantasiada com uma mascara de caveira e uma roupa preta com capuz. Ao fundo, vemos uma janela aberta e suas cortinas ao lado, como também um quadro rosa com uma imagem. " width="2560" height="1292" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/07/RUADOMEDO_3-scaled.jpg 2560w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/07/RUADOMEDO_3-800x404.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/07/RUADOMEDO_3-1024x517.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/07/RUADOMEDO_3-768x388.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/07/RUADOMEDO_3-1536x775.jpg 1536w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/07/RUADOMEDO_3-2048x1034.jpg 2048w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/07/RUADOMEDO_3-1200x606.jpg 1200w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-21600" class="wp-caption-text">A série de massacres não é algo que te faz prender a atenção, grande parte responsável pela falta de brilhantismo dos assassinos (Foto: Netflix)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">Vale, no entanto, destacar alguns pontos da obra: as atuações não são dignas de </span><i><span style="font-weight: 400;">Oscar</span></i><span style="font-weight: 400;">, mas vale ressaltar destaque para a protagonista interpretada por </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=JmTSE5A-a-M"><span style="font-weight: 400;">Kiana Madeira</span></a><span style="font-weight: 400;">. A todo momento era impossível não a comparar com outras produções de terror adolescente, traçando diferentes paralelos entre ela e </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=Umzv_bikzr4"><span style="font-weight: 400;">Spencer Hastings</span></a><span style="font-weight: 400;">, de </span><i><span style="font-weight: 400;">Pretty Little Liars, </span></i><span style="font-weight: 400;">que pode ser considerada outra grande inspiração para a obra. Mas, ainda assim, a atriz parecia ter um </span><a href="https://www.instagram.com/p/CQ1ujtSsgvk/?utm_source=ig_web_copy_link"><span style="font-weight: 400;">poder de atração interessante</span></a><span style="font-weight: 400;">, que além de ser a peça principal da história, te faz querer manter o foco nela, e não no grupo de amigos sem características interessantes.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Além disso, podemos dar atenção a algumas sequências de cena. Como a </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=B8BjVmKJnPY"><span style="font-weight: 400;">primeira do filme</span></a><span style="font-weight: 400;">, ambientada no </span><i><span style="font-weight: 400;">shopping</span></i><span style="font-weight: 400;">, já que ela é muito bem construída, e com uma decorrência de fatos interessantes e significativos para a abertura da obra, que te deixam com a ilusão, assim como o </span><i><span style="font-weight: 400;">trailer</span></i><span style="font-weight: 400;">, de que aquilo será mais que um clichê; o que decai decepcionantemente ao decorrer dos próximos minutos. </span></p>
<figure id="attachment_21602" aria-describedby="caption-attachment-21602" style="width: 2560px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-21602" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/07/RUADOMEDO_4-scaled.jpg" alt="Imagem do filme Rua do Medo: 1994 - Parte 1. Na imagem vemos uma mulher branca loira sentada no chão à esquerda, usando um moletom cinza e segurando suas pernas para o peito. Ao seu lado, está uma mulher negra, de cabelos pretos cacheados usando uma blusa vinho por cima de uma de mangas compridas brancas; ela também está sentada no chão. A frente dela está uma mesa em que há um jornal e a mulher negra apoia seus braços, e ela também está olhando para 2 pessoas que estão à sua frente como podemos ver nos cantos direito e esquerdo da imagem." width="2560" height="1072" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/07/RUADOMEDO_4-scaled.jpg 2560w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/07/RUADOMEDO_4-800x335.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/07/RUADOMEDO_4-1024x429.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/07/RUADOMEDO_4-768x322.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/07/RUADOMEDO_4-1536x643.jpg 1536w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/07/RUADOMEDO_4-2048x858.jpg 2048w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/07/RUADOMEDO_4-1200x503.jpg 1200w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-21602" class="wp-caption-text">A atriz conhecida por Gatunas traz seu charme e atração para a tela, que te fazem, ao menos, querer se manter nos minutos seguintes do filme (Foto: Netflix)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">Apesar de um </span><i><span style="font-weight: 400;">trailer </span></i><span style="font-weight: 400;">intrigante e uma ideia de lançamento interessante, </span><a href="https://www.netflix.com/watch/81325689?tctx=0%2C0%2C%2C%2C%2C"><i><span style="font-weight: 400;">Rua do Medo: 1994 &#8211; Parte 1</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> deixa a desejar ao se tornar mais um clichê de terror, ambientado em uma pequena cidade norte-americana, que vive uma série de assassinatos, com um grupo de adolescentes que “salvam” tudo. Além disso, o filme decepciona mais ainda a deixar poucos, ou melhor, </span><a href="https://www.netflix.com/br/title/81334749"><span style="font-weight: 400;">irrelevantes ganchos</span></a><span style="font-weight: 400;">, para os  dois filmes seguintes, que serão lançados nas próximas semanas, fazendo com que o interesse em vê-los seja quase zero. Com isso, as sequências terão que não só se diferenciar do mesmo visto no primeiro filme, mas também entregar, nos primeiros minutos, algo que prende aquele que já quase não deu </span><i><span style="font-weight: 400;">play</span></i><span style="font-weight: 400;"> novamente na história. </span></p>
<div class="jetpack-video-wrapper"><iframe loading="lazy" title="Rua do Medo | A trilogia | Trailer oficial | Netflix" width="840" height="473" src="https://www.youtube.com/embed/3jiRtYuunZw?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen></iframe></div>
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		<title>Corte de Espinhos e Rosas: uma viagem mágica no mundo atrás da Muralha</title>
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		<pubDate>Mon, 08 Mar 2021 17:31:09 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Mariana Chagas É no meio de uma floresta nas terras mortais de Prythian que Feyre Archeron começa a sua jornada na série literária Corte de Espinhos e Rosas. Escrito por Sarah J. Maas, também autora da saga Trono de Vidro, o primeiro livro da trilogia é uma releitura da fábula  A Bela e a Fera, &#8230; <a href="http://personaunesp.com.br/trilogia-corte-de-espinhos-e-rosas-critica/" class="more-link">Continue lendo<span class="screen-reader-text"> "Corte de Espinhos e Rosas: uma viagem mágica no mundo atrás da Muralha"</span></a></p>
<p>O post <a href="http://personaunesp.com.br/trilogia-corte-de-espinhos-e-rosas-critica/">Corte de Espinhos e Rosas: uma viagem mágica no mundo atrás da Muralha</a> apareceu primeiro em <a href="http://personaunesp.com.br">Persona | Jornalismo Cultural</a>.</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<figure id="attachment_18759" aria-describedby="caption-attachment-18759" style="width: 1600px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-18759" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/03/corte-de-espinhos-e-rosas-imagem-1.jpeg" alt="O livro Corte de Espinhos e Rosas se encontra centralizado na foto, apoiado em um fundo de madeira, e cercado por flores. A capa é roxa na sua maior parte, ficando mais azul e branco no meio. Desenhos de rosas com espinhos cercam o título do livro, que se encontra centralizado, em preto. Nos cantos da foto é possível ver uma parte da capa do segundo e do terceiro livro da trilogia. " width="1600" height="1187" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/03/corte-de-espinhos-e-rosas-imagem-1.jpeg 1600w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/03/corte-de-espinhos-e-rosas-imagem-1-300x223.jpeg 300w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/03/corte-de-espinhos-e-rosas-imagem-1-1024x760.jpeg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/03/corte-de-espinhos-e-rosas-imagem-1-768x570.jpeg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/03/corte-de-espinhos-e-rosas-imagem-1-1536x1140.jpeg 1536w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/03/corte-de-espinhos-e-rosas-imagem-1-1200x890.jpeg 1200w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-18759" class="wp-caption-text">O livro Corte de Espinhos e Rosas é perfeito para quem ama fantasia e romance (Foto: Dicas de Malu)</figcaption></figure>
<p><strong>Mariana Chagas</strong></p>
<p><span style="font-weight: 400;">É no meio de uma floresta nas terras mortais de Prythian que Feyre Archeron começa a sua jornada na série literária </span><a href="https://www.amazon.com.br/Corte-espinhos-rosas-Vol-1/dp/8501105872"><i><span style="font-weight: 400;">Corte de Espinhos e Rosas</span></i></a><span style="font-weight: 400;">. Escrito por</span><a href="https://www.instagram.com/therealsjmaas/?hl=pt-br"><span style="font-weight: 400;"> Sarah J. Maas</span></a><span style="font-weight: 400;">, também autora da saga </span><i><span style="font-weight: 400;">Trono de Vidro</span></i><span style="font-weight: 400;">, o primeiro livro da trilogia é uma releitura da fábula </span><a href="https://nerdrecomenda.com.br/releitura-bela-e-a-fera-corte-espinhos-e-rosas/"><span style="font-weight: 400;"> </span><i><span style="font-weight: 400;">A Bela e a Fera</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, que conquistou amantes de fantasia do mundo todo. A história, que já foi traduzida para mais de trinta e cinco idiomas, envolveu o público jovem com personagens engraçados e complexos que vivem em um universo que cativa o leitor desde o primeiro parágrafo. </span></p>
<p><span id="more-18758"></span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O mapa logo no começo de</span><i><span style="font-weight: 400;"> Corte de Espinhos e Rosas</span></i><span style="font-weight: 400;"> mostra o mundo dividido entre terras mortais e terras feéricas. Se, a  princípio, pode ser confuso para o leitor entender a dinâmica dos povos, o embate inicial de nossa protagonista com o seu primeiro par romântico já tira algumas dúvidas. Ao ser raptada por Tamlin, Feyre deixa sua família para trás e conhece um novo e mágico reino atrás da muralha, nos levando junto a uma aventura nas chamadas </span><a href="https://cortedeespinhoserosas.fandom.com/pt-br/wiki/Categoria:Cortes"><span style="font-weight: 400;">cortes</span></a><span style="font-weight: 400;">, onde cada povo possui seus poderes e características próprias.</span></p>
<figure id="attachment_18760" aria-describedby="caption-attachment-18760" style="width: 1600px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-18760" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/03/corte-de-espinhos-e-rosas-imagem-2.jpeg" alt="A foto mostra o mapa que aparece no começo dos livros, onde mostra o mundo dividido entre terras mortais e terras feéricas. Na segunda parte, ainda é mostrado a terra das fadas dividida entre cortes. " width="1600" height="1302" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/03/corte-de-espinhos-e-rosas-imagem-2.jpeg 1600w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/03/corte-de-espinhos-e-rosas-imagem-2-300x244.jpeg 300w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/03/corte-de-espinhos-e-rosas-imagem-2-1024x833.jpeg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/03/corte-de-espinhos-e-rosas-imagem-2-768x625.jpeg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/03/corte-de-espinhos-e-rosas-imagem-2-1536x1250.jpeg 1536w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/03/corte-de-espinhos-e-rosas-imagem-2-1200x977.jpeg 1200w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-18760" class="wp-caption-text">O mapa que aparece nas primeiras páginas instiga o leitor a querer conhecer o universo mágico construído por Sarah (Foto: Bia Brito)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">Feyre Archeron é apresentada como uma mulher forte, determinada e altruísta. Com sua família afundada na pobreza, ela é responsável por colocar comida na mesa e garantir que suas irmãs e seu pai tenham pelo menos o mínimo para sobreviver. Sarah J. Maas mostra desde o começo como a personagem está disposta a arriscar sua vida em favor dos outros, provando sua escolha certeira em ter Feyre como a protagonista da história. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Já Tamlin, Grão-Senhor da Corte Primaveril, começa com uma imagem bruta que vai se dissolvendo conforme eles se apaixonam. Pela primeira vez na vida, a humana encontra alguém que a ama, com espinhos e tudo, como o feérico mesmo diz, fazendo alusão ao nome do livro. Tal amor leva Feyre a subir a montanha e morrer para salvar o seu amado. E, apesar de esse ser o final do primeiro livro, pode-se dizer que é aqui que a história realmente começa.</span></p>
<figure id="attachment_18767" aria-describedby="caption-attachment-18767" style="width: 1024px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="wp-image-18767 size-full" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/03/the-world_s-about-to-end-i-can-feel-it-5.png" alt="Em um fundo vermelho, está escrito um trecho do primeiro livro: “I love you’, he whispered, and kissed my brown, ‘thorns and all.”" width="1024" height="512" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/03/the-world_s-about-to-end-i-can-feel-it-5.png 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/03/the-world_s-about-to-end-i-can-feel-it-5-300x150.png 300w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/03/the-world_s-about-to-end-i-can-feel-it-5-768x384.png 768w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-18767" class="wp-caption-text">“Eu te amo,’ ele sussurrou, e beijou minha testa. ‘Com espinhos e tudo” (Foto: Reprodução)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">Se no final de </span><i><span style="font-weight: 400;">Corte de Espinhos e Rosas</span></i><span style="font-weight: 400;"> o amor entre Feyre e Tamlin parece mágico e lindo a ponto dela morrer por ele, </span><a href="https://www.amazon.com.br/Corte-n%C3%A9voa-f%C3%BAria-espinhos-rosas/dp/8501076600"><i><span style="font-weight: 400;">Corte de Névoa e Fúria</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> vem para mostrar que talvez não seja bem assim. De forma sutil, Sarah J. Maas vai fazendo Feyre e seus leitores perceberem que o excesso de preocupação e cuidado por meio do Grão-Senhor acaba aprisionando nossa protagonista, que agora se tornou também uma feérica.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Em um mundo fantástico, a autora constrói um </span><a href="https://valkirias.com.br/a-saga-corte-de-espinhos-e-rosas-e-a-sutil-construcao-de-um-relacionamento-abusivo/"><span style="font-weight: 400;">relacionamento abusivo</span></a><span style="font-weight: 400;">, implantando um assunto tão sério e atual de forma realista. Assim como tantas mulheres, Feyre demora para perceber os sinais e chegar a conclusão de que não pode continuar com seu amado. A decepção da protagonista é sentida também pelos leitores, que acreditavam fielmente nesse amor.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Quando Feyre não consegue continuar na situação em que está, é Rhysand que a salva do ambiente tóxico em que ela vive, a levando para sua corte &#8211; a Noturna. Apresentado de início como um vilão, a autora lentamente vai contando partes da história do tão poderoso Grão-Senhor, de forma a conquistar o coração de todos os leitores. Cômico e elegante, Rhysand é sem dúvidas um dos personagens masculinos mais amados pelos fãs de Sarah.</span></p>
<figure id="attachment_18766" aria-describedby="caption-attachment-18766" style="width: 824px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="wp-image-18766 size-large" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/03/126A6FBE-0C38-4F68-BE73-8833E2CC8CA1-824x1024.jpg" alt="A fanart retrata Rhysand, cercado por sombras e com um fundo de noite estrelada, com suas asas à vista. O feérico encara com seus olhos roxos, seu cabelo preto caindo na sua testa, usando uma camisa preta aberta no seu peito onde pode-se ver o começo de uma tatuagem." width="824" height="1024" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/03/126A6FBE-0C38-4F68-BE73-8833E2CC8CA1-824x1024.jpg 824w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/03/126A6FBE-0C38-4F68-BE73-8833E2CC8CA1-241x300.jpg 241w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/03/126A6FBE-0C38-4F68-BE73-8833E2CC8CA1-768x954.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/03/126A6FBE-0C38-4F68-BE73-8833E2CC8CA1.jpg 1080w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-18766" class="wp-caption-text">Rhysand é o Grão-Senhor mais poderoso do universo de Corte de Espinhos e Rosas (Foto: morgana0anagrom)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">Diferente da </span><a href="https://www.amazon.com.br/Box-Trono-Vidro-Acompanha-Marcadores/dp/850130395X/ref=asc_df_850130395X/?tag=googleshopp00-20&amp;linkCode=df0&amp;hvadid=379721113837&amp;hvpos=&amp;hvnetw=g&amp;hvrand=7887469252412115349&amp;hvpone=&amp;hvptwo=&amp;hvqmt=&amp;hvdev=c&amp;hvdvcmdl=&amp;hvlocint=&amp;hvlocphy=1001773&amp;hvtargid=pla-1029363690367&amp;psc=1"><span style="font-weight: 400;">primeira história</span></a><span style="font-weight: 400;"> de Sarah J. Maas, a saga de </span><i><span style="font-weight: 400;">Corte de Espinhos e Rosas</span></i><span style="font-weight: 400;"> não conta com reviravoltas, acontecimentos e guerras tão grandes e elaboradas. O que se destaca, e faz com que estes livros sejam os mais famosos da escritora, são os personagens encantadores e os relacionamentos tão envolventes. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Em </span><i><span style="font-weight: 400;">Corte de Névoa e Fúria</span></i><span style="font-weight: 400;">, o leitor conhece os melhores amigos de Rhysand, que se torna o principal par romântico da protagonista. Cassian, o engraçado e charmoso general dos exércitos, e Azriel, o quieto e sensual espião, são os personagens masculinos que fascinam quem estiver lendo e garantem boas risadas em seus diálogos provocativos e sarcásticos. Mor e Amren, as feéricas, são mulheres fortes e poderosas que se tornam não só amigas, mas uma família para Feyre.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Sarah J. Maas constrói um grupo tão apaixonante que é impossível não querer fazer parte do chamado ciclo íntimo. Diferente do seu passado com Tamlin, Feyre sente que com esses feéricos ela pode ser exatamente quem é, sem medo de ser julgada ou diminuída.</span><a href="https://www.intrinseca.com.br/blog/2017/07/sete-livros-sobre-diferentes-tipos-de-amizade/"><span style="font-weight: 400;"> Poucos são os livros</span></a><span style="font-weight: 400;"> que trabalham na construção de relacionamentos não-românticos, e Sarah se destaca por por tanto carinho e cuidado na criação do laço de amizade forte, verdadeiro e puro que esses personagens têm entre si.</span></p>
<figure id="attachment_18761" aria-describedby="caption-attachment-18761" style="width: 840px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="wp-image-18761 size-large" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/03/corte-de-espinhos-e-rosas-imagem-3-1024x1024.jpeg" alt="A foto mostra uma fanart dos personagens do segundo livro da trilogia tirando uma selfie. A imagem é cercada por flores e no fundo é possível ver partes da capa do segundo livro. A personagem Feyre, com seus cabelos dourados e vestido verde, tira a foto. No fundo se encontram três homens vestidos de preto e duas mulheres, uma loira e uma morena, essa segunda segurando um copo com uma bebida vermelha dentro." width="840" height="840" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/03/corte-de-espinhos-e-rosas-imagem-3-1024x1024.jpeg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/03/corte-de-espinhos-e-rosas-imagem-3-300x300.jpeg 300w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/03/corte-de-espinhos-e-rosas-imagem-3-150x150.jpeg 150w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/03/corte-de-espinhos-e-rosas-imagem-3-768x768.jpeg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/03/corte-de-espinhos-e-rosas-imagem-3-1536x1536.jpeg 1536w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/03/corte-de-espinhos-e-rosas-imagem-3-2048x2048.jpeg 2048w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/03/corte-de-espinhos-e-rosas-imagem-3-1200x1200.jpeg 1200w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-18761" class="wp-caption-text">O ciclo íntimo de Rhysand é um dos grupos de amizades literárias mais encantadores e hilários (Foto: whimsicalillustration)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">Apesar de tantos personagens interessantes, quem rouba completamente os nossos corações ainda é o </span><a href="https://acotarbrasil.com.br/enciclopedia/personagens/rhysand/"><span style="font-weight: 400;">Rhysand</span></a><span style="font-weight: 400;">. Seu romance com Feyre é construído a base de pequenos insultos, flertes e, acima de tudo, um fundamental apoio emocional que o Grão-Senhor oferece à protagonista, a ajudando a superar um momento difícil de sua vida. E, à medida que eles se conhecem, mais Feyre se apaixona, e leva os leitores a se apaixonarem também. É impossível não amar o amor deles. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Em </span><a href="https://www.amazon.com.br/Corte-asas-ru%C3%ADna-espinhos-rosas/dp/8501110124/ref=pd_lpo_14_t_0/144-0331504-5219230?_encoding=UTF8&amp;pd_rd_i=8501110124&amp;pd_rd_r=fc1b8374-e56c-4e77-87bd-56049a6479c6&amp;pd_rd_w=mOL8q&amp;pd_rd_wg=SCxG1&amp;pf_rd_p=6102dabe-0e19-4db6-8e11-875a53ad30be&amp;pf_rd_r=NXPEEAJS5J9G2G5HVEWK&amp;psc=1&amp;refRID=NXPEEAJS5J9G2G5HVEWK"><i><span style="font-weight: 400;">Corte de Asas e Ruínas</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, último livro da trilogia, a guerra, que desde o começo da história estava atormentando todos os personagens, finalmente acontece. Apesar da tensão construída para esse momento, Sarah J. Maas não entrega tudo que havia prometido. A maior parte da narrativa é baseada na construção técnica do embate, deixando pouco tempo para a verdadeira ação. Apesar disso, a obra ainda conta com momentos emocionantes que fazem valer a pena a leitura. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">No terceiro livro temos também o aprofundamento de duas personagens que já haviam aparecido antes: Nestha e</span> <span style="font-weight: 400;">Elain Archeron. Sendo ambas irmãs mais velhas de Feyre, suas personalidades podem ser definidas como opostas. Enquanto Elain carrega uma energia mais calma e doce, Nestha se destaca por sua gênio forte, determinação e complexidade. A profundidade desta segunda personagem fica clara no decorrer dos livros, e reflete ao ver como ela é recebida pelo</span><i><span style="font-weight: 400;"> fandom</span></i><span style="font-weight: 400;">. Sem dúvida uma das personagens mais comentadas da autora, </span><a href="https://twitter.com/flamesnestha/status/1352748455131815936?s=20"><span style="font-weight: 400;">Nesta Archeron divide opiniões</span></a><span style="font-weight: 400;">, sendo altamente odiada e amada.</span></p>
<figure id="attachment_18762" aria-describedby="caption-attachment-18762" style="width: 745px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="wp-image-18762 size-large" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/03/corte-de-espinhos-e-rosas-imagem-4-745x1024.jpeg" alt="A Fanart mostra um retrato de Nesta Archeron, com seus cabelos castanhos amarrados para um dos lados e seu rosto sério. " width="745" height="1024" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/03/corte-de-espinhos-e-rosas-imagem-4-745x1024.jpeg 745w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/03/corte-de-espinhos-e-rosas-imagem-4-218x300.jpeg 218w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/03/corte-de-espinhos-e-rosas-imagem-4-768x1056.jpeg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/03/corte-de-espinhos-e-rosas-imagem-4-1117x1536.jpeg 1117w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/03/corte-de-espinhos-e-rosas-imagem-4-1200x1650.jpeg 1200w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/03/corte-de-espinhos-e-rosas-imagem-4.jpeg 1280w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-18762" class="wp-caption-text">Mesmo com poucas cenas, Nesta Archeron consegue ser a personagem mais interessante da saga (Foto: morgana0anagrom)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">E é com ela que Sarah J. Maas escolheu continuar a história da saga. Depois da trilogia, a autora lançou </span><a href="https://www.amazon.com.br/Corte-Gelo-Estrelas-Sarah-Maas/dp/8501115606/ref=sr_1_1?adgrpid=80710606505&amp;dchild=1&amp;gclid=CjwKCAiA9bmABhBbEiwASb35V7s_Q1aQl6uLZqXy_Q7r5ko9UhwPyye_tszekgC2aWQT-Kplu8cMaRoCT84QAvD_BwE&amp;hvadid=426016287764&amp;hvdev=c&amp;hvlocphy=1001773&amp;hvnetw=g&amp;hvqmt=e&amp;hvrand=5395940683477147948&amp;hvtargid=kwd-523957766105&amp;hydadcr=5655_11235215&amp;keywords=corte+de+gelo+e+estrelas&amp;qid=1611602848&amp;sr=8-1&amp;tag=hydrbrgk-20"><span style="font-weight: 400;">um conto</span></a><span style="font-weight: 400;"> que não apenas fechou o arco principal, dando o tão esperado final feliz para Feyre, mas também criou um gancho para o desenvolvimento de Nestha e o avanço de sua jornada. Com lançamento no início de 2021, o livro </span><a href="https://www.instagram.com/p/CJgbESRAqUq/"><i><span style="font-weight: 400;">Corte de Chamas Prateadas</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> terá a irmã mais velha como protagonista e promete mergulhar mais ainda nesse universo que ainda tem muito a oferecer. </span></p>
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