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	<title>Arquivos Sylvia Plath &#8211; Persona | Jornalismo Cultural</title>
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	<description>Desde 2015 provando que a distância entre Bergman, Lady Gaga e a novela das 9 nem existe.</description>
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		<title>Estante do Persona &#8211; Maio de 2024</title>
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		<pubDate>Mon, 03 Jun 2024 19:36:30 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Se apaixonar e se encantar por um livro pela primeira vez é uma das experiências mais marcantes de qualquer leitor. Seja fantasia, drama ou romance, as narrativas literárias transportam o público para as páginas e escritos de um autor. Por isso, o Estante do Persona deste mês celebra as primeiras indicações dos novos membros da &#8230; <a href="http://personaunesp.com.br/estante-do-persona-maio-de-2024/" class="more-link">Continue lendo<span class="screen-reader-text"> "Estante do Persona &#8211; Maio de 2024"</span></a></p>
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										<content:encoded><![CDATA[<figure id="attachment_33467" aria-describedby="caption-attachment-33467" style="width: 1024px" class="wp-caption alignnone"><img fetchpriority="high" decoding="async" class="size-full wp-image-33467" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/06/ESTANTE_HEADER.jpg" alt="" width="1024" height="538" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/06/ESTANTE_HEADER.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/06/ESTANTE_HEADER-800x420.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/06/ESTANTE_HEADER-768x404.jpg 768w" sizes="(max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-33467" class="wp-caption-text">Em Maio, o Estante do Persona faz ode aos inícios (Texto de abertura por: Guilherme Machado Leal/ Artes: Julia Rodrigues)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">Se apaixonar e se encantar por um livro pela primeira vez é uma das experiências mais marcantes de qualquer leitor. Seja fantasia, drama ou romance, as narrativas literárias transportam o público para as páginas e escritos de um autor. Por isso, o </span><a href="https://personaunesp.com.br/tag/estante-do-persona/"><b>Estante do Persona</b></a><span style="font-weight: 400;"> deste mês celebra as primeiras indicações dos novos membros da Editoria com uma lista seleta de obras marcantes.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">De suspenses literários brasileiros a clássicos mundiais, as recomendações atravessam os mais variados gêneros e atingem todos os públicos. Entre histórias em quadrinhos e livros sobre a iminência da vida adulta, algo que une todas as indicações do mês de Maio é o amor pela Literatura e pelas histórias contadas. Das narrativas infantojuvenis às poesias profundas de </span><a href="https://revistagalileu.globo.com/Cultura/Livros/noticia/2022/02/quem-foi-sylvia-plath-e-qual-sua-importancia-para-literatura.html"><span style="font-weight: 400;">Sylvia Plath</span></a><span style="font-weight: 400;">, o cardápio de obras literárias oferece arcos envolventes de personagens e tramas de tirar o fôlego. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Em suma, para este mês, as indicações se pautam em liberdade. Drama, </span><a href="https://aventurasnahistoria.uol.com.br/noticias/vitrine/distopia-8-obras-obrigatorias-para-os-entusiastas-do-genero.phtml"><span style="font-weight: 400;">distopia</span></a><span style="font-weight: 400;">, aventura e muitos outros gêneros são encontrados no Estante do Persona de maio. Pegue uma pipoca, se aconchegue e se prepare para receber inúmeras recomendações de narrativas literárias. Do tradicional ao moderno, a lista a seguir é para quem pode se chamar de ávido leitor!</span></p>
<p><span id="more-33455"></span></p>
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<figure id="attachment_33457" aria-describedby="caption-attachment-33457" style="width: 666px" class="wp-caption alignnone"><img decoding="async" class="size-full wp-image-33457" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/05/Uma-Familia-Feliz-2.jpg" alt="Capa do livro Uma Família Feliz. O nome do autor, em letras maiúsculas e na cor preta, está centralizado na parte superior da capa. Logo abaixo do nome, encontra-se a cabeça de um bebê reborn de perfil. O bebê reborn tem um coração desenhado no pescoço e os olhos rabiscados. Abaixo da ilustração da cabeça do bebê reborn, está o título do livro: Uma Família Feliz. Na parte direita, no canto inferior, encontra-se a logo da editora Companhia das Letras. O fundo da capa é rosa e possui ilustrações que se assemelham a um papel de parede infantil, com nuvens, luas minguantes e estrelas." width="666" height="1000" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/05/Uma-Familia-Feliz-2.jpg 666w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/05/Uma-Familia-Feliz-2-533x800.jpg 533w" sizes="(max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-33457" class="wp-caption-text">&#8220;A história absurda e violenta que se escuta da amiga de uma amiga&#8221; (Foto: Companhia das Letras)</figcaption></figure>
<p><b>Raphael Montes &#8211; Uma Família Feliz (352 páginas, Companhia das Letras)</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O novelista, roteirista e escritor </span><a href="https://personaunesp.com.br/o-vilarejo-critica/"><span style="font-weight: 400;">Raphael Montes</span></a><span style="font-weight: 400;"> está de volta com uma nova narrativa repleta de suspense e mistério. Em </span><i><span style="font-weight: 400;">Uma Família Feliz</span></i><span style="font-weight: 400;">, o autor nos apresenta Eva, uma artesã que faz bebês reborn e se descobre grávida de uma criança real, o primogênito Lucas. O núcleo familiar aparentemente perfeito conta ainda com as enteadas gêmeas, Sara e Ângela, e o marido, Vicente.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Em um condomínio de luxo onde as aparências enganam, a vida dos sonhos da família nos moldes de comercial de margarina se torna um pesadelo quando o recém-nascido Luquinhas e suas irmãs idênticas aparecem violentados. Com </span><a href="https://personaunesp.com.br/o-vilarejo-critica/"><span style="font-weight: 400;">reviravoltas a cada capítulo,</span></a><span style="font-weight: 400;"> até o personagem mais inocente é considerado suspeito pela protagonista, que, inclusive, passa a desconfiar de si mesma.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Sucesso de crítica e público, o livro ganhou uma </span><a href="https://personaunesp.com.br/bom-dia-veronica-critica/"><span style="font-weight: 400;">adaptação audiovisual homônima</span></a><span style="font-weight: 400;"> estrelada por Grazi Massafera e Reynaldo Gianecchini na pele do disfuncional casal que fisgou os vorazes leitores de Raphael Montes. O roteiro do longa-metragem é assinado pelo autor da trama literária que inspirou o filme. Outras obras do escritor, inclusive, já foram adaptadas para o audiovisual, como </span><i><span style="font-weight: 400;">Bom Dia, Verônica </span></i><span style="font-weight: 400;">e </span><a href="https://oglobo.globo.com/play/series/noticia/2023/07/21/livro-de-raphael-montes-vai-virar-serie-no-globoplay-saiba-quem-esta-fazendo-o-projeto.ghtml#:~:text=%E2%80%9CDias%20perfeitos%E2%80%9D%2C%20de%20Raphael,passagem%20pela%20HBO%20Max%2C%20dirigir%C3%A1.&amp;text=Montes%20atua%20como%20supervisor%20da,com%20produ%C3%A7%C3%A3o%20da%20RT%20Features."><i><span style="font-weight: 400;">Dias Perfeitos</span></i></a><span style="font-weight: 400;">.  </span><b>&#8211; Felipe Nunes</b></p>
<hr />
<figure id="attachment_33459" aria-describedby="caption-attachment-33459" style="width: 682px" class="wp-caption alignnone"><img decoding="async" class="size-full wp-image-33459" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/05/diariossylviaplath1.jpg" alt="capa do livro Os Diários de Sylvia Plath. Nela, está uma foto da escritora sentada em uma cadeira num jardim. O enquadramento da imagem permite que visualizemos apenas a parte superior do corpo de Sylvia Plath, que não olha diretamente para a câmera - vemos o seu perfil. A autora veste um top branco de renda, com uma flor vermelha presa em seu elástico de cima, enquanto segura um dente-de-leão e olha para ele. Além disso, Plath, mulher branca de cabelos loiros e curtos, está de batom vermelho - mesma cor de seu esmalte. Na foto, ela aparenta falar algo e o dia parece ensolarado. O título do livro posiciona-se entre o rosto da escritora e sua mão - segurando o dente-de-leão. Abaixo do título, há informações adicionais: anos em que os diários foram escritos e o nome de Karen V. Kukil, responsável pela organização deles. A logo da Editora Biblioteca Azul está no canto inferior direito. " width="682" height="1000" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/05/diariossylviaplath1.jpg 682w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/05/diariossylviaplath1-546x800.jpg 546w" sizes="(max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-33459" class="wp-caption-text">“De repente, penso ‘onde está a garota que eu era ano passado? Há dois anos? O que ela pensaria de mim agora?’” (Foto: Editora Biblioteca Azul)</figcaption></figure>
<p><b>Sylvia Plath &#8211; Os Diários de Sylvia Plath (840 páginas, Editora Biblioteca Azul)</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A coletânea </span><i><span style="font-weight: 400;">Os Diários de Sylvia Plath</span></i><span style="font-weight: 400;">, publicada em novembro de 2017, reproduz os manuscritos originais que a enigmática escritora </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=wCWl8ZIgCHk"><span style="font-weight: 400;">Sylvia Plath</span></a><span style="font-weight: 400;"> redigiu entre os últimos anos de sua vida &#8211; de 1950 a 1962. A leitura, por sua vez, assinala os meandros do amadurecimento feminino, bem como a inquietude de </span><a href="https://www.poetryfoundation.org/poets/sylvia-plath"><span style="font-weight: 400;">uma das maiores poetisas do século XX</span></a><span style="font-weight: 400;">. Com suas reflexões, Plath revela a genialidade com que lidava e escrevia sobre as angústias mais íntimas. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Sob a tradução de </span><a href="https://www.companhiadasletras.com.br/colaborador/00588/celso-nogueira"><span style="font-weight: 400;">Celso Nogueira</span></a><span style="font-weight: 400;">, os diários da autora servem como um alívio: ela possui a notória habilidade de converter sentimentos, muitas vezes indescritíveis, em palavras. Os pensamentos melancólicos, comportamentos excêntricos e questionamentos existenciais, de forma inesperada, são reconfortantes. Através deles, Sylvia Plath reforça a mensagem de que não estamos sós na escuridão de nossa subjetividade. </span><b>&#8211; Esther Chahin </b></p>
<hr />
<p><figure id="attachment_33460" aria-describedby="caption-attachment-33460" style="width: 696px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-33460" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/05/diariodeumapaixao1.jpg" alt="Capa do livro Diário de uma paixão, escrito por Nicholas Sparks. Publicado pela editora Arqueiro. A imagem de fundo é uma fotografia de uma mulher adulta de frente para o mar. Ela está agachada em um deck e se segura em uma estrutura que remete a uma escada submersa na água. Ela usa um vestido vermelho, seu cabelo está preso em um coque com uma flor. No topo da capa lê-se &quot;o amor é a força mais poderosa do universo&quot;. Foram vendidas mais de 100 milhões de cópias do livro." width="696" height="1000" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/05/diariodeumapaixao1.jpg 696w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/05/diariodeumapaixao1-557x800.jpg 557w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-33460" class="wp-caption-text">“[&#8230;] O meu nome, em breve, será esquecido, mas amei outra pessoa com toda a minha alma e coração e, para mim, isso sempre bastou.” (Foto: Editora Arqueiro)</figcaption></figure><b>Nicholas Sparks – Diário de uma Paixão (256 páginas, Editora Arqueiro)</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Em 1996, </span><a href="https://nicholassparks.com/"><span style="font-weight: 400;">Nicholas Sparks</span></a><span style="font-weight: 400;"> escreveu em seis meses o premiado </span><i><span style="font-weight: 400;">Diário de uma Paixão</span></i><span style="font-weight: 400;">, que passou 56 semanas na lista de </span><i><span style="font-weight: 400;">best-sellers</span></i><span style="font-weight: 400;"> do </span><a href="https://www.nytimes.com/1996/12/01/books/best-sellers-december-1-1996.html"><i><span style="font-weight: 400;">New York Times</span></i></a><span style="font-weight: 400;">. O clássico romance, traduzido pela </span><a href="https://www.editoraarqueiro.com.br/livros/diariodeumapaixao/"><span style="font-weight: 400;">Viviane Diniz</span></a><span style="font-weight: 400;">, conta a história de Duke, um homem simples que amou muito uma pessoa sua vida inteira. Na clínica de repouso em que mora, ele lê a linda e emocionante história do casal Allie Nelson e Noah Calhoun para uma senhora com Alzheimer, à espera de um milagre.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Sparks é reconhecido pelos seus </span><a href="https://nicholassparks.com/work/"><span style="font-weight: 400;">diversos romances</span></a><span style="font-weight: 400;"> com escritas simples, cativantes e dramas profundos sobre o amor, e seu livro de estréia não podia ser diferente. Com </span><i><span style="font-weight: 400;">Diário de uma Paixão</span></i><span style="font-weight: 400;">, o autor nos leva a questionar o que vale mais: uma vida estável ou a emoção de um amor de verão que sempre ficou na sua cabeça. Apesar de o início da obra não conter tanta riqueza e descrição das cenas, o livro termina com uma amarração perfeita. Podemos compreender Duke e nos solidarizar com toda a sua história, esperando, um dia, amar alguém como ele amou. – </span><b>Marina Iwashita Canelas</b></p>
<hr />
<figure id="attachment_33461" aria-describedby="caption-attachment-33461" style="width: 690px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-33461" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/05/As-vantagens-de-ser-invisivel.jpg" alt="Capa do livro As vantagens de ser invisível. No centro da imagem vemos o desenho da silhueta de um garoto em cima de uma caminhonete. Seus braços estão erguidos para o alto como se estivesse sendo liberto e ficando livre de qualquer sentimento ruim. Na parte superior, o título da obra está escrito em letras pretas, o nome do autor aparece na cor branca. O nome da Editora Rocco encontra-se na parte inferior direita da imagem, na cor verde limão. Na parte esquerda central lê-se “nova edição com trecho inédito”, já na parte inferior esquerda está escrito “o livro que inspirou o filme”, em branco. A capa da obra é verde com detalhes em tons variados." width="690" height="1000" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/05/As-vantagens-de-ser-invisivel.jpg 690w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/05/As-vantagens-de-ser-invisivel-552x800.jpg 552w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-33461" class="wp-caption-text">“Então, esta é a minha vida. E quero que você saiba que sou feliz e triste ao mesmo tempo, e ainda estou tentando entender como posso ser assim.” (Foto: Editora Rocco)</figcaption></figure>
<p><b>Stephen Chbosky &#8211; As vantagens de ser invisível (224 páginas, Editora Rocco)</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Considerado um dos </span><i><span style="font-weight: 400;">best sellers</span></i><span style="font-weight: 400;"> mundiais, </span><i><span style="font-weight: 400;">As vantagens de ser invisível</span></i><span style="font-weight: 400;">, de Stephen Chbosky, é um romance epistolar que aborda o </span><a href="https://medium.com/@renato.alm/profundidade-e-delicadeza-para-se-compreender-as-vantagens-de-ser-invis%C3%ADvel-60172a262465"><span style="font-weight: 400;">drama adolescente</span></a><span style="font-weight: 400;"> da maneira mais sincera possível. A obra, traduzida por Ryta Vinagre, conta a história de Charlie, um garoto introvertido que escreve cartas a um </span><i><span style="font-weight: 400;">querido amigo</span></i><span style="font-weight: 400;">, uma pessoa anônima. Com uma construção muito bem equilibrada, a história é intimista e envolvente, o que permite ao leitor acompanhar de perto o crescimento emocional e psicológico do protagonista.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;"> Através de suas cartas, Charlie revela seus desafios de adaptação à sua nova escola, encontrando amizades significativas. Em</span> <a href="https://letras.biblioteca.ufrj.br/as-vantagens-de-ser-invisivel-stephen-chbosky/"><i><span style="font-weight: 400;">As vantagens de ser invisível</span></i></a><i><span style="font-weight: 400;">,</span></i><span style="font-weight: 400;"> Chbosky conta uma história honesta e emocionante sobre os desafios da adolescência, sobre o enfrentamento de demônios internos e até mesmo sobre a paixão não correspondida. Em 2012, a obra chegou a ser relida nas </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=mgzV9aSS2y0&amp;pp=ygUmdHJhaWxlciBhcyB2YW50YWdlbnMgZGUgc2VyIGludmlzw612ZWw%3D"><span style="font-weight: 400;">telas do cinema</span></a><span style="font-weight: 400;"> e conta com Logan Lerman, Ezra Miller e Emma Watson no elenco. </span><b>&#8211; Vitória Borges</b></p>
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<figure id="attachment_33462" aria-describedby="caption-attachment-33462" style="width: 1000px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-33462" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/05/legend1.jpg" alt="Capa do livro legend. Na parte superior está escrito “Autora bestseller do New York Times” em dourado. Ainda na parte superior, logo abaixo, está escrito “Marie Lu” em dourado. Na parte central está um símbolo criado para representar a República. O símbolo é contornado por uma cor dourada. A letra “R” está no centro do símbolo. Acima dele está uma estrela. Na parte inferior está escrito “Legend” em dourado. Mais abaixo está escrito “A verdade se tornará lenda” em preto. Mais abaixo está escrito “Rocco” em dourado." width="1000" height="1000" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/05/legend1.jpg 1000w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/05/legend1-800x800.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/05/legend1-150x150.jpg 150w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/05/legend1-768x768.jpg 768w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-33462" class="wp-caption-text">Legend é o primeiro livro de uma trilogia, que se completa com as obras Prodigy e Champion &#8211; alguns anos depois a autora publicou Rebel, uma continuação direta da trilogia (Foto: Editora Rocco)</figcaption></figure>
<p><b>Marie Lu &#8211; Legend (256 páginas, Editora Rocco)</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Em um contexto em que se publicava e produzia muitos livros e filmes sobre</span> <a href="https://www.terra.com.br/diversao/entre-telas/colunistas/ygor-palopoli/jogos-vorazes-e-a-febre-das-distopias-adolescentes,988c2e1080138d62a459f18bcb169a6e9uj87hvf.html"><span style="font-weight: 400;">distopias adolescentes</span></a><span style="font-weight: 400;">, </span><a href="https://marielu.com/"><span style="font-weight: 400;">Marie Lu</span></a> <span style="font-weight: 400;">escreveu </span><i><span style="font-weight: 400;">Legend, </span></i><span style="font-weight: 400;">um livro menos lembrado que outros clássicos infanto-juvenis recentes como </span><i><span style="font-weight: 400;">Divergente </span></i><span style="font-weight: 400;">e </span><i><span style="font-weight: 400;">Jogos Vorazes</span></i><span style="font-weight: 400;">.</span> <span style="font-weight: 400;">No entanto, isso não o torna menos qualificado. Apesar de manter alguns elementos típicos das distopias, a escritora utiliza os clichês a favor da sua trama e não como muleta narrativa. É importante destacar que a responsabilidade de traduzir para o público brasileiro ficou por conta da muito competente Andréia Castro Alves. Marie Lu também se diferencia ao colocar o romance como o ponto central da obra, em que todas as mudanças na narrativa se dão em torno do amor dos dois protagonistas.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A obra divide os capítulos entre os pontos de vista dos dois protagonistas: Day e June. Day é um fora da lei, que vive à margem da sociedade e comete crimes para sobreviver e ajudar a sua família. June é uma prodígio da República, que vive na parte mais abastada da sociedade. O destino junta os dois, quando o irmão de June é assassinado e Day se torna o principal suspeito. A obra traz tudo que se pode esperar de uma </span><a href="https://bvl.org.br/noticia/distopia-e-um-genero-ou-tema-literario#:~:text=Al%C3%A9m%20dessas%2C%20h%C3%A1%20outras%20caracter%C3%ADsticas,de%20comunica%C3%A7%C3%A3o%20entre%20os%20personagens"><span style="font-weight: 400;">distopia</span></a><span style="font-weight: 400;">: analisa a desigualdade e o sistema autoritário, explora a juventude dos personagens e, principalmente, envolve com o romance e o mistério </span><b>&#8211; Guilherme Moraes</b></p>
<hr />
<figure id="attachment_33463" aria-describedby="caption-attachment-33463" style="width: 680px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-33463" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/05/Diomedes1.jpg" alt="Na ilustração, o personagem Diomedes está no centro, ele pula por cima do título “Diomedes” que está escrito na parte de baixo da capa, em cor preta e letras maiúsculas. O personagem é um homem branco, baixinho e gordo. Ele tem o bigode comprido. Ele usa um chapéu e um terno, ambos. A cor cinza escuro. Veste calça cinza, usa meias cano alto e usa um sapato social marrom. Na sua mão esquerda, segura uma pistola, na direita uma ferramenta pé de cabra. No fundo, a capa está dividida na vertical, a direita é na cor vermelha e a esquerda amarela. Na parte de cima está o nome do autor, Lourenço Mutarelli, logo abaixo do logo da editora Quadrinhos na Cia. Na parte de baixo, além do título, no canto direito está escrito A trilogia do acidente edição completa. " width="680" height="1000" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/05/Diomedes1.jpg 680w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/05/Diomedes1-544x800.jpg 544w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-33463" class="wp-caption-text">Publicado pela primeira vez em 1999, Diomedes é um clássico dos quadrinhos brasileiros (Foto: Quadrinhos Na Cia.)</figcaption></figure>
<p><b>Lourenço Mutarelli &#8211; Diomedes (A trilogia do acidente) (432 páginas, Editora Quadrinhos Na Cia)</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Esqueça tudo que você conhece sobre detetives, Sherlock Holmes e Hercule</span><span style="font-weight: 400;"> Poirot</span><span style="font-weight: 400;"> nunca serão Diomedes (e ainda bem)! Covarde, interesseiro e com um casamento falido, o detetive particular não tem nenhuma das características do deus grego homônimo ou de qualquer detetive da ficção. </span><a href="https://g1.globo.com/pop-arte/blog/maquina-de-escrever/post/lourenco-mutarelli-meu-pai-e-uma-figura-central-na-minha-vida.html"><span style="font-weight: 400;">Lourenço Mutarelli</span></a><span style="font-weight: 400;"> cria uma atmosfera </span><i><span style="font-weight: 400;">noir</span></i><span style="font-weight: 400;"> e autodepreciativa que prende o leitor em um verdadeiro enigma. O quadrinho extremamente pessoal, foi escrito no período em que o pai do autor faleceu, o escritor até assume em nota da edição que as piadas contadas pelo personagem foram contadas pelo seu pai. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">De assassinato a magia, a história acompanha Diomedes numa caçada para encontrar o mágico Enigmo, que desapareceu. Porém, no meio da aventura, ele vai enfrentar duplas sanguinárias, detetives canalhas e aparições fantasmagóricas enquanto discute sobre a vida e felicidade. Com uma narrativa gráfica impecável e cinematográfica, o autor até indica </span><a href="https://youtu.be/d_a9SdsT3AI?si=sletKpl5n1dAhTBq"><span style="font-weight: 400;">músicas</span></a><span style="font-weight: 400;"> para ouvir durante a leitura nas notas de rodapé. </span><i><span style="font-weight: 400;">A trilogia do acidente</span></i><span style="font-weight: 400;"> é indispensável para quem ama suspense e quadrinhos. </span><b>&#8211; Davi Marcelgo </b></p>
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<figure id="attachment_33464" aria-describedby="caption-attachment-33464" style="width: 296px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-33464" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/05/Noivaa.jpg" alt="A capa do livro &quot;Noiva&quot; de Ali Hazelwood apresenta um fundo cinza, com desenhos de pinheiros, que remete a uma floresta. Ela é monocromática e conta com ilustrações em estilo cartoon em destaque. No centro, há um desenho em branco de uma vampira vestida de noiva. Ela é alta, pálida e magra, seus cabelos estão trançados no topo da sua cabeça com flores, que também enfeitam seu vestido leve. Ela usa batom e unhas vermelhas, e seus olhos observam algo ao seu lado. Atrás dela há o desenho em cinza de um lobo com olhos acesos, e de uma lua branca. O título &quot;Noiva&quot; está escrito na parte inferior em letras grandes e vermelhas, e o nome da autora, Ali Hazelwood, aparece na parte de cima da capa em letras da mesma cor porém menores, com descrições com propósito de marketing à sua volta. No canto inferior em branco e em letras pequenas há um comentário sobre o livro, feito por uma autora identificada por letras do mesmo tamanho porém vermelhas. " width="296" height="425" /><figcaption id="caption-attachment-33464" class="wp-caption-text">Lançado em 24 de Março de 2024 pela editora Arqueiro, Noiva é o primeiro livro de fantasia de Ali Hazelwood. (Foto: Editora Arqueiro)</figcaption></figure>
<p><b>Ali Hazelwood &#8211; Noiva (368 páginas, Editora Arqueiro)</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Uma aliança entre lados opostos e um acordo de paz. Misery Lark nunca imaginou que isso viria na forma de um casamento arranjado, e ainda mais que seu noivo fosse o chefe da matilha rival, Lowe Moreland, um lobisomem…Para encontrar sua melhor amiga desaparecida, Misery arriscaria sua própria vida em território inimigo. Mesmo sendo filha do vampiro mais poderoso, ela cresceu exilada da sociedade dos sanguinários, e mais uma vez é usada como moeda de troca para </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=eq0ZF7aL_F8"><i><span style="font-weight: 400;">“um bem maior”</span></i></a><span style="font-weight: 400;">.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Em meio a perigos, políticas e alianças entre vampiros e licanos, surge também uma atração inesperada. Em</span> <a href="https://www.amazon.com.br/Noiva-Ali-Hazelwood/dp/6555656034"><i><span style="font-weight: 400;">Noiva</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, traduzido por Raquel Zampil, Ali Hazelwood consegue trazer mistério, ação e romance em um formato intrigante. Mas afinal, uma paixão paranormal entre inimigos mortais pode ao fim resultar em paz? A aliança mais perigosa a se fazer talvez seja aquela acidental… E que melhor reviravolta se não o amor?</span><b> &#8211; Léa Secchi</b></p>
<hr />
<figure id="attachment_33465" aria-describedby="caption-attachment-33465" style="width: 305px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-33465" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/05/Girls-like-girls.jpg" alt="Capa do livro Girls Like Girls: Uma História de Amor Entre Garotas. Na foto, o título do livro está escrito com fonte branca na parte central superior da capa. O subtítulo aparece ao lado direito em um tom rosa. A capa apresenta duas meninas. Da esquerda para direita, uma menina de cabelos marrons com uma camiseta listrada e uma garota de cabelos escuros com uma jaqueta jeans. Elas estão se olhando, estão de mãos dadas e estão sentadas. Ao fundo da imagem, no canto inferior esquerdo da capa, há uma bicicleta. Além disso, a paisagem é composta por árvores e arbustos. Na parte central inferior da capa, o nome da autora Hayley Kiyoko aparece com uma fonte branca. Ao lado do nome da autora, há o nome da Editora Intrínseca em uma fonte branca com um círculo roxo ao lado." width="305" height="445" /><figcaption id="caption-attachment-33465" class="wp-caption-text">Girls Like Girls fala sobre a descoberta da própria sexualidade e é perfeito para meninas LGBTQIAPN+ (Foto: Editora Intrínseca)</figcaption></figure>
<p><b>Hayley Kiyoko &#8211; Girls Like Girls: Uma História de Amor entre Garotas (320 páginas, Editora Intrínseca)</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O </span><a href="https://www.terra.com.br/diversao/musicas-que-viraram-livros-conheca-historia-de-girls-like-girls-e-mais-romances-vindos-de-cancoes,b6027b455815c3d8992e295ba35526cb4vkejqzc.html"><span style="font-weight: 400;">livro</span></a> <i><span style="font-weight: 400;">Girls Like Girls</span></i><span style="font-weight: 400;"> de Hayley Kiyoko, traduzido por Helen Pandolfi no Brasil, acompanha Coley, uma adolescente cuja vida muda drasticamente após perder a mãe. Carregando um peso emocional enorme, ela embarca em uma jornada de autoconhecimento enquanto enfrenta o luto. Surge então Sonya, uma jovem popular com uma influência cativante, destacando-se por sua bondade, compaixão e genuíno cuidado com os outros, desafiando os estereótipos associados aos populares da escola.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A autora presenteia o leitor com uma narrativa sincera, o levando para uma viagem nostálgica à adolescência, em busca de aceitação e amor verdadeiro. A obra preenche uma lacuna na jornada de autoconhecimento, entregando uma história cativante que faz com que o público perca a noção do tempo, nos deixando ocasionalmente felizes batendo os pés na cama. Agradecemos a </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=I0MT8SwNa_U"><span style="font-weight: 400;">Hayley Kiyoko </span></a><span style="font-weight: 400;">por esse presente carinhoso! </span><b>&#8211; Eloah Kaway</b></p>
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		<title>Estante do Persona – Fevereiro de 2023</title>
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		<pubDate>Fri, 31 Mar 2023 22:10:17 +0000</pubDate>
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		<category><![CDATA[2023]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>&#8220;Quantos psicólogos me tomariam por louca se eu lhes dissesse que sou afetada pelo que acontece fora de mim? Que a aceleração do desastre me petrifica? Que tenho a impressão de não ter mais controle sobre nada? &#8211; Nastassja Martin Após acompanhar o melancólico Aos prantos no mercado, de Michelle Zauner, em Fevereiro o Clube &#8230; <a href="http://personaunesp.com.br/estante-do-persona-fevereiro-de-2023/" class="more-link">Continue lendo<span class="screen-reader-text"> "Estante do Persona – Fevereiro de 2023"</span></a></p>
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										<content:encoded><![CDATA[<figure id="attachment_30623" aria-describedby="caption-attachment-30623" style="width: 1024px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-30623" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/03/estante_wp.jpg" alt="" width="1024" height="538" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/03/estante_wp.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/03/estante_wp-800x420.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/03/estante_wp-768x404.jpg 768w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-30623" class="wp-caption-text">Em Fevereiro, o Clube do Livro mergulhou em Escute as feras (Foto: Editora 34/Arte: Aryadne Xavier/Texto de abertura: Bruno Andrade)</figcaption></figure>
<blockquote>
<p style="text-align: center;">&#8220;Quantos psicólogos me tomariam por louca se eu lhes dissesse que sou afetada pelo que acontece fora de mim? Que a aceleração do desastre me petrifica? Que tenho a impressão de não ter mais controle sobre nada?</p>
<p style="text-align: right;"><em>&#8211; <span style="font-weight: 400;">Nastassja Martin</span></em></p>
</blockquote>
<p><span style="font-weight: 400;">Após acompanhar o melancólico </span><a href="https://personaunesp.com.br/em-aos-prantos-no-mercado-critica/"><i><span style="font-weight: 400;">Aos prantos no mercado</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, de Michelle Zauner, em Fevereiro o Clube de Leitura do Persona deu continuidade a nossa tradição de ler autoras – nesse caso, também com uma escrita melancólica. </span><a href="https://editora34.com.br/detalhe.asp?id=1111"><i><span style="font-weight: 400;">Escute as feras</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, de Nastassja Martin, foi a escolha da vez.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Mergulhando nesse relato autobiográfico, narrado e construído como um texto de ficção, <a href="https://quatrocincoum.folha.uol.com.br/br/noticias/flip/cinco-curiosidades-sobre-nastassja-martin">Nastassja Martin</a> nos prende do inicio ao fim em seu trágico relato de quando, durante uma pesquisa de campo, foi atacada por um urso e teve parte do rosto desfigurado. No entanto, a antropóloga entende que, em sua trajetória de cura, precisa perdoar o animal e retornar à vida.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">No único encontro do Clube, aspectos da construção textual e uma possível ligação com a autossociobiografia de <a href="https://personaunesp.com.br/o-acontecimento-livro-critica/">Annie Ernaux</a> – sendo as duas autoras francesas – chamou a atenção. As referências culturais, antropológicas e místicas também foram abordadas: para alguns povos originários, os quais Martin estava se dedicando a pesquisar durante o ocorrido, ser atacado por um urso e sobreviver coloca o indivíduo em um estado de &#8220;entre-vida&#8221;, habitando duas dimensões simultaneamente – o texto da autora, que <a href="https://www.youtube.com/watch?v=bZps99Q5cs4">veio à Flip</a> no final de 2022, se constrói um pouco nessa dimensão.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Enquanto os próximos conteúdos do mundo literário não chegam, o</span><b> Estante do Persona de Fevereiro de 2023</b><span style="font-weight: 400;"> segue com seus comentários e Dicas do Mês.</span></p>
<p><span id="more-30605"></span></p>
<h3>Livro do Mês</h3>
<figure id="attachment_30611" aria-describedby="caption-attachment-30611" style="width: 683px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="wp-image-30611 size-large" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/03/escute-as-feras-1-683x1024.jpg" alt="Capa do livro Escute as feras. A capa é toda branca com uma foto de um urso em preto e branco centralizada na porção inferior. O animal está uivando com o focinho apontado para cima. O nome da obra está escrito na parte direita superior em fonte simples na cor preta. O nome da autora aparece no lado esquerdo também na parte superior com uma fonte menor." width="683" height="1024" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/03/escute-as-feras-1-683x1024.jpg 683w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/03/escute-as-feras-1-533x800.jpg 533w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/03/escute-as-feras-1-768x1152.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/03/escute-as-feras-1-1024x1536.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/03/escute-as-feras-1.jpg 1707w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-30611" class="wp-caption-text">Sob garras e dentes, Escute as feras dilacera a animalização do ser humano (Foto: Editora 34)</figcaption></figure>
<p><b>Nastassja Martin &#8211; Escute as feras (112 páginas, Editora 34)</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A antropologia estuda o ser humano, suas origens e afirmação enquanto ser social, biológico e cultural. Para a antropóloga </span><a href="https://www1.folha.uol.com.br/ilustrada/2022/11/nastassja-martin-vai-a-flip-elaborar-sua-metamorfose-no-urso-que-quase-a-matou.shtml"><span style="font-weight: 400;">Nastassja Martin</span></a><span style="font-weight: 400;">, a busca pelas respostas se alinhou a níveis acima do esperado. Viajando pelo leste siberiano para entender os costumes dos nativos evenki, a autora enfrentou um urso em um movimento que poderia ser descrito como um ataque, mas, ao longo do texto, a palavra se mostra um equívoco. Com a mandíbula despedaçada e o osso zigomático aos frangalhos, o rosto, vítima da mordida, se choca com uma verdade dolorosa: lutar com um urso parece um abraço quando comparado ao tratamento recebido dos próprios semelhantes. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Sentir a carne se desfazendo da própria face antecipa o movimento inesperado no qual o urso desiste de tê-la como presa. Sentido como uma quase empatia da parte daquele que chamam de fera, poupá-la tem um tom que foge à crueldade e é comparar isso com os eventos vividos depois da mordida que dão origem ao livro. Sendo cambaleada entre médicos e hospitais, a mulher assiste os profissionais da saúde em momentos de verdadeira selvageria, longe da tal habilidade pacificadora de conflitos supostamente detida por eles enquanto racionais. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">É imerso nessa dualidade do ser e as reflexões do ponto que realmente diferencia os mamíferos chamados de homens dos demais, que </span><i><span style="font-weight: 400;">Escute as feras</span></i><span style="font-weight: 400;"> se torna uma ruptura. Como uma </span><a href="https://personaunesp.com.br/a-paixao-segundo-gh-critica/"><span style="font-weight: 400;">epifania</span></a><span style="font-weight: 400;">, a antropologia e a literatura se misturam em linhas descritivas e extremamente metafóricas para revelar que as verdadeiras feras são humanas. Virando a chave na cabeça de quem lê, Martin nos mostra que encontrar um urso pode não ser um sinal de azar. </span></p>
<hr />
<h3>Dicas do Mês</h3>
<figure id="attachment_30613" aria-describedby="caption-attachment-30613" style="width: 684px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="wp-image-30613 size-large" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/03/71QLwli7GUL-684x1024.jpg" alt="A capa do livro A Metamorfose tem o fundo todo branco com o nome do autor, Franz Kafka, escrito no topo em preto e em letras grandes. Embaixo do autor há o nome do livro, A Metamorfose, também escrito em preto mas em letras menores, e, mais abaixo, riscos pretos formando um quadrado quase abstrato." width="684" height="1024" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/03/71QLwli7GUL-684x1024.jpg 684w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/03/71QLwli7GUL-534x800.jpg 534w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/03/71QLwli7GUL-768x1150.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/03/71QLwli7GUL-1026x1536.jpg 1026w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/03/71QLwli7GUL-1200x1797.jpg 1200w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/03/71QLwli7GUL.jpg 1324w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-30613" class="wp-caption-text">“Recordava-se da família com emoção e amor. Sua opinião de que precisava desaparecer era, se possível, ainda mais decidida que a da irmã.” (Foto: Companhia das Letras)</figcaption></figure>
<p><b>Franz Kafka &#8211; A Metamorfose (104 páginas, Companhia das Letras)</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Ao despertar, Gregor Samsa nota uma <a href="https://www.companhiadasletras.com.br/livro/9788571646858/a-metamorfose">metamorfose</a> monstruosa ao observar seu corpo que, misteriosamente, havia perdido a humanidade. A narrativa da ficção kafkiana segue acompanhando a nova, drástica e angustiante rotina de Gregor, o jovem que teve sua dignidade roubada mas apenas conseguia se preocupar em não perder seu emprego e desapontar sua família.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A simbologia da obra pende para a comédia ao passo em que o protagonista se adapta ao novo corpo e começa a agir com uma normalidade quase absurda diante do acontecimento.  É assim que <a href="https://www.estadao.com.br/alias/franz-kafka-tem-suas-apreensoes-reveladas-na-biografia-de-reiner-stach/">Kafka</a> retrata o processo de transformação até sua conclusão, no qual a individualidade de Gregor é retirada de si completamente e o, agora, inseto gigante, deixa de ser filho e irmão e se torna apenas um animal. </span><b>&#8211; Amábile Zioli</b></p>
<hr />
<figure id="attachment_30610" aria-describedby="caption-attachment-30610" style="width: 661px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="wp-image-30610 size-large" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/03/O-Amor-Nos-Tempos-do-Colera-1-661x1024.jpg" alt="A capa do livro O Amor Nos Tempos do Cólera é composta por um fundo preto sobreposto com cartas amarradas com fotos em um laço vermelho no canto superior direito e inferior esquerdo. No meio, também sobreposto e em uma espécie de papel envelhecido vemos em letras maiúsculas pretas de tamanho pequeno, o escrito “PRÊMIO NOBEL DE LITERATURA” Logo abaixo, vemos “GABRIEL” em letras maiúsculas douradas e “GARCÍA MÁRQUEZ” em letras maiúsculas na cor vinho. Abaixo, em letras minúsculas cursivas, está escrito “o amor nos tempos do cólera”" width="661" height="1024" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/03/O-Amor-Nos-Tempos-do-Colera-1-661x1024.jpg 661w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/03/O-Amor-Nos-Tempos-do-Colera-1-516x800.jpg 516w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/03/O-Amor-Nos-Tempos-do-Colera-1-768x1190.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/03/O-Amor-Nos-Tempos-do-Colera-1-992x1536.jpg 992w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/03/O-Amor-Nos-Tempos-do-Colera-1.jpg 1603w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-30610" class="wp-caption-text">Obra é a primeira do autor após o Nobel de Literatura de 1982 por Cem Anos de Solidão (Foto: Record)</figcaption></figure>
<p><b>Gabriel García Márquez &#8211; O Amor Nos Tempos do Cólera (492 páginas, Record)</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O próprio autor já afirmava que “</span><i><span style="font-weight: 400;">todo bom romance deveria ser uma transposição poética da realidade”</span></i><span style="font-weight: 400;">. Nessa obra, <a href="https://www.estadao.com.br/cultura/literatura/garcia-marquez-e-mais-traduzido-no-mundo-que-cervantes-no-seculo-21/">Gabriel García Márquez</a> condensa suas vivências amorosas, mesclando com a história de como seus pais se conheceram. </span><i><span style="font-weight: 400;">O Amor Nos Tempos do Cólera</span></i><span style="font-weight: 400;"> aborda a jornada de Florentino Avina, um telegrafista, violinista e poeta que se apaixona perdidamente por Fermina Daza. Devido a proibição do pai da garota, Florentino passa dois anos trocando correspondências com ela, e após um último bilhete sem resposta pedindo sua mão em casamento, espera mais de meio século na esperança de reencontrar seu amor.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A obra é uma quebra de paradigmas no seu próprio gênero. Quando se fala no romance literário, automaticamente se lembra daquelas obras que colocam borboletas no estômago e te fazem querer amar ainda mais. Em </span><a href="https://institutoling.org.br/explore/no-clube-de-leitura-um-amor-que-demorou-mais-de-cinquenta-anos-para-ser-vivido"><i><span style="font-weight: 400;">O Amor Nos Tempos do Cólera</span></i></a><span style="font-weight: 400;">,</span> <span style="font-weight: 400;">o amor é cru, é nu, melancólico, demorado, angustiante, frustrante, inconstante e até não garantido. Mas, acima de tudo, ele é humano e nos faz lembrar que amar nos torna mais humanos. </span><b>&#8211; Guilherme Veiga</b></p>
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<figure id="attachment_30609" aria-describedby="caption-attachment-30609" style="width: 691px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="wp-image-30609 size-large" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/03/redoma-de-vidro-1-691x1024.jpg" alt="A capa do livro A Redoma de Vidro tem o fundo na cor rosa. O nome da autora, SYLVIA PLATH, posiciona-se no canto superior direito da capa na cor roxa, e no canto inferior esquerdo temos o escrito A REDOMA DE VIDRO na cor branca. Abaixo do título, há, na cor branca também, o escrito ROMANCE. Todos os escritos estão em caixa baixa e no minúsculo. Sobrepondo o título, há a ilustração de uma flor. No canto inferior esquerdo, há o logotipo da Biblioteca Azul na cor roxa. " width="691" height="1024" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/03/redoma-de-vidro-1-691x1024.jpg 691w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/03/redoma-de-vidro-1-540x800.jpg 540w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/03/redoma-de-vidro-1-768x1138.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/03/redoma-de-vidro-1-1037x1536.jpg 1037w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/03/redoma-de-vidro-1.jpg 1728w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-30609" class="wp-caption-text">“Acontece que eu não estava conduzindo nada, nem a mim mesma.” (Foto: Biblioteca Azul)</figcaption></figure>
<p><b>Sylvia Plath &#8211; A Redoma de Vidro (280 páginas, Biblioteca Azul)</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Sylvia Plath consegue, dentro de todos os futuros que nunca serão vividos e de todos os projetos que nunca irão sair do papel, encontrar as exatas palavras para definir algumas angústias do próprio viver. Em um relato com muitas referências autobiográficas, <a href="https://deliriumnerd.com/2023/03/22/sylvia-plath-diarios-a-redoma-de-vidro/"><em>A Redoma de Vidro</em></a>, único romance da autora, é um mergulho em todas as pressões sociais, os julgamentos, as expectativas e os fracassos de uma jovem nos anos 60.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Publicado semanas antes de sua morte, em 1963, é importante ressaltar que a história de Esther pode gerar gatilhos sobre depressão e suicídio. Ler <a href="https://www.estadao.com.br/alias/sylvia-plath-e-a-importancia-dos-diarios/">Sylvia Plath</a> é como vislumbrar todo o seu interior: seus pensamentos, tormentos, críticas, medos e felicidades que todos nós, em algum momento, já experimentamos, mas que não conseguimos encontrar as palavras exatas para definir. </span><b>&#8211; Clara Sganzerla</b></p>
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<figure id="attachment_30608" aria-describedby="caption-attachment-30608" style="width: 699px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="wp-image-30608 size-large" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/03/Rainha-de-Copas-1-699x1024.jpg" alt="Capa do livro Rainha de Copas. No centro da imagem está uma garota branca com o cabelo ruivo preso em um penteado alto; veste um vestido vermelho com uma grande gola branca; em suas mãos há um coração. Ao fundo, é possível ver alguns galhos e folhagens de outono. Ao centro na parte superior está o nome da autora e na parte inferior o título da obra e o nome do editora" width="699" height="1024" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/03/Rainha-de-Copas-1-699x1024.jpg 699w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/03/Rainha-de-Copas-1-546x800.jpg 546w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/03/Rainha-de-Copas-1-768x1125.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/03/Rainha-de-Copas-1-1048x1536.jpg 1048w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/03/Rainha-de-Copas-1.jpg 1747w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-30608" class="wp-caption-text">Rainha de Copas traz uma nova perpetuar para um dos contos de fadas mais famosos da história (Foto: Universo dos Livros)</figcaption></figure>
<p><b>College Oakes &#8211; Rainha de Copas (216 páginas, Universo dos Livros)</b></p>
<p><i><span style="font-weight: 400;">Alice no País das Maravilhas</span></i><span style="font-weight: 400;"> é um clássico da literatura e reconhecido no mundo todo pelas aventuras mágicas vividas pela garota loira que caiu no buraco do coelho. Mas como era o País das Maravilhas antes da chegada de Alice? É exatamente isso que </span><i><span style="font-weight: 400;">Rainha de Copas</span></i><span style="font-weight: 400;"> explora, a vida da princesa Dinah antes de se tornar uma vilã sedenta pelo corte de algumas cabeças. A história é sombria e familiar na medida certa, faz o leitor mergulhar nos novos desafios e mistérios que fizeram a garota desenvolver sua personalidade explosiva. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Uma das partes mais interessantes do livro é notar como personagens tão famosos como o Chapeleiro Maluco, o Gato de Cheshire e o Coelho Branco se desenvolvem nessa nova versão do universo de Lewis Carroll. Todos esses indivíduos têm características e vivências totalmente inéditas, mas suas personalidades marcantes se mantiveram presentes honrando a história original. </span><i><span style="font-weight: 400;">Rainha de Copas</span></i><span style="font-weight: 400;"> é o primeiro livro de uma trilogia intensa que promete muitas reviravoltas e um novo ponto de vista do conto que encantou gerações. </span><b>&#8211; Gabrielli Natividade </b></p>
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<figure id="attachment_30607" aria-describedby="caption-attachment-30607" style="width: 712px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="wp-image-30607 size-large" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/03/O-Codigo-da-Vinci-1-712x1024.jpg" alt="Capa do livro O Código da Vinci. Na imagem, um pedaço rasgado do quadro Monalisa de Leonardo da Vinci ocupa espaço no meio de um fundo vermelho. O pedaço tem a parte dos olhos da mulher, que parecem estar direcionados para a direita. O nome do livro está disposto na parte inferior da capa em letras douradas e o nome do autor aparece logo após escrito em branco." width="712" height="1024" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/03/O-Codigo-da-Vinci-1-712x1024.jpg 712w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/03/O-Codigo-da-Vinci-1-556x800.jpg 556w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/03/O-Codigo-da-Vinci-1-768x1105.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/03/O-Codigo-da-Vinci-1-1068x1536.jpg 1068w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/03/O-Codigo-da-Vinci-1.jpg 1780w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-30607" class="wp-caption-text">Tirando o cristianismo do pedestal, O Código da Vinci performa conspiração e mistério (Foto: Arqueiro)</figcaption></figure>
<p><b>Dan Brown &#8211; O Código da Vinci (432 páginas, Arqueiro)</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Vinte anos após sua primeira publicação, </span><a href="https://www.legiaodosherois.com.br/2022/historia-real-o-codigo-da-vinci-fato-falso.html"><i><span style="font-weight: 400;">O Código da Vinci</span></i></a> <span style="font-weight: 400;">se mantém como uma das produções literárias mais polêmicas já produzidas. Descrita como um mistério, a obra mistura os traços investigativos a uma versão remodelada da história de Jesus Cristo. Enfrentar uma instituição com tanta força quanto a Igreja Católica foi uma escolha ousada da parte de Dan Brown, mas ainda assim atingiu o alvo com perfeição e, entre críticas e retaliações, o texto se destaca pelo seu tom questionador e certeiro. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Sob as artimanhas de um bom suspense, o livro nos conduz pelo desejo de resolver uma incógnita que se mostra muito mais extensa do que o esperado. Através das pistas escondidas em obras do Leonardo da Vinci, toda a construção do catolicismo se revira sobre linhas ocultas. Assim, </span><a href="https://www.theguardian.com/books/2018/nov/18/4am-starts-and-spinach-smoothies-da-vinci-codes-dan-brown-on-how-to-write-a-bestseller"><span style="font-weight: 400;">Brown</span></a><span style="font-weight: 400;"> foge das cadeias simplistas de detetives com charutos e bloquinhos para repousar em uma linha ficcional que quase beira uma sociedade secreta, mas ainda guarda seus graus de coerência. Em </span><i><span style="font-weight: 400;">O Código da Vinci</span></i><span style="font-weight: 400;">, a maior obra de arte é a exposição do mais bem sucedido sistema de dominação social já visto: a igreja. </span><b>&#8211; Jamily Rigonatto</b></p>
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		<title>A Light for Attracting Attention: The Smile é um sorriso malicioso</title>
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		<pubDate>Fri, 13 May 2022 16:50:04 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Bruno Andrade O sentimento de ambivalência talvez resuma muito bem aquilo que acompanhou Thom Yorke ao longo dos anos. Com o Radiohead, ele alcançou um status mainstream, mas a bem da verdade esse nunca foi o objetivo. É como se duas forças contrárias tivessem o levado ao topo, um possível reflexo de uma cultura que &#8230; <a href="http://personaunesp.com.br/a-light-for-attracting-attention-critica/" class="more-link">Continue lendo<span class="screen-reader-text"> "A Light for Attracting Attention: The Smile é um sorriso malicioso"</span></a></p>
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										<content:encoded><![CDATA[<figure id="attachment_27583" aria-describedby="caption-attachment-27583" style="width: 1280px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="wp-image-27583 size-full" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/05/The-Smile.png" alt="Capa do disco A Light for Attracting Attention, da banda The Smile. Na imagem, há uma ilustração abstrata, composta por um desenho que se assemelha a uma monstro, em cor azul e branca. O fundo da imagem é laranja, com manchas em cor rosa e vermelha. Ao centro, está escrito The Smile em fonte de cor branca, e abaixo escrito A Light for Attracting Attention, também em fonte de cor branca." width="1280" height="1280" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/05/The-Smile.png 1280w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/05/The-Smile-800x800.png 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/05/The-Smile-1024x1024.png 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/05/The-Smile-150x150.png 150w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/05/The-Smile-768x768.png 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/05/The-Smile-1200x1200.png 1200w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-27583" class="wp-caption-text">O álbum de estreia do projeto de Thom Yorke, Jonny Greenwood e Tom Skinner foi disponibilizado no dia 13 de maio de 2022 (Foto: Self Help Tapes LLC/XL Recordings)</figcaption></figure>
<p><b>Bruno Andrade</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O sentimento de ambivalência talvez resuma muito bem aquilo que acompanhou Thom Yorke ao longo dos anos. Com o Radiohead, ele alcançou um </span><i><span style="font-weight: 400;">status mainstream</span></i><span style="font-weight: 400;">, mas a bem da verdade esse nunca foi o objetivo. É como se duas forças contrárias tivessem o levado ao topo, um possível reflexo de uma cultura que tende a glorificar os inconstantes. Sua indignação ganhou forma poética em canções dolorosas, mas ele nunca esteve sozinho. Ao seu lado, Jonny Greenwood serviu como força motora, dando vida através dos instrumentos aos ruídos melancólicos que Yorke vislumbrava; agora, anos depois, os dois se juntam em um projeto paralelo com Tom Skinner para dar vida ao </span><a href="https://www.stereogum.com/2185355/the-smile-a-light-for-attracting-attention/reviews/album-of-the-week/"><span style="font-weight: 400;">The Smile</span></a><span style="font-weight: 400;">, cuja estreia ocorreu em 13 de maio com o lançamento do disco </span><a href="https://pitchfork.com/reviews/albums/the-smile-a-light-for-attracting-attention/"><i><span style="font-weight: 400;">A Light for Attracting Attention</span></i></a><span style="font-weight: 400;">.</span></p>
<p><span id="more-27582"></span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Muito tempo se passou desde que Yorke e <a href="https://personaunesp.com.br/licorice-pizza-critica/">Greenwood</a> migraram seu som de algo mais pós-</span><i><span style="font-weight: 400;">punk </span></i><span style="font-weight: 400;">para o experimental, mas o trabalho de ambos manteve algo reconhecível ainda sob o efeito do tempo – mesmo que as guitarras tenham sido deixadas de lado. Com The Smile, há uma retomada de sons do início de carreira, soando como o Radiohead de </span><a href="https://monkeybuzz.com.br/materias/radiohead-hail-to-the-thief-e-seus-10-anos-de-amadurecimento/"><i><span style="font-weight: 400;">Hail to the Thief</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> (2003) – inclusive com faixas que haviam sido esquecidas pelo Radiohead e nunca tocadas oficialmente em um álbum, como </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=_nmutqhuWFE&amp;ab_channel=TheSmile"><i><span style="font-weight: 400;">Skrting On The Surface</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, que apareceu pela primeira vez em um </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=fmhgbVnqnqo"><i><span style="font-weight: 400;">show </span></i><span style="font-weight: 400;">do Atoms for Peace de 2009</span></a><span style="font-weight: 400;">, tocada por Yorke em piano, depois transmitida em um </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=ZBwTQntjhqQ"><i><span style="font-weight: 400;">show </span></i><span style="font-weight: 400;">de 2012</span></a><span style="font-weight: 400;"> e que agora surge totalmente repaginada no novo projeto.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Como se pôde perceber, as referências ao quinteto inglês perpassam todo o trabalho. Talvez pela simples fisicalidade de dois dos seus principais integrantes, mas sonoramente também. </span><i><span style="font-weight: 400;">A Light for Attracting Attention</span></i><span style="font-weight: 400;"> poderia facilmente ser um disco do </span><a href="https://personaunesp.com.br/lancamentos-musicais-marco-de-2022/"><span style="font-weight: 400;">Radiohead</span></a><span style="font-weight: 400;">, mas não é, e essa é sua graça. Toda a reinvenção que os dois artistas protagonizaram nunca foi muito longe daquilo que fizeram anteriormente, cuja mudança manteve-se gradual. O trabalho de ambos transformou-se em uma mercadoria de nicho gigantesca, que tranquiliza seus consumidores sempre que um novo lançamento é disponibilizado. Entretanto, o que The Smile propõe é, justamente, um contraponto àquilo que os integrantes fizeram com o Radiohead: pode soar parecido, mas não é, pois o Radiohead dos anos 2000 não existe mais, e cedeu espaço ao grupo experimental.</span></p>
<figure id="attachment_27584" aria-describedby="caption-attachment-27584" style="width: 2560px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="wp-image-27584 size-full" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/05/The-Smile-Radiohead-Thom-Yorke-Jonny-Greenwood-Tom-Skinner-2022.png" alt="Foto colorida e retangular da banda The Smile. Da esquerda para a direita, estão Jonny Greenwood, Thom Yorke e Tom Skinner. Greenwood possui cabelos lisos, cuja franja se estende até quase o fim do rosto. Ele possui uma barba rala, veste uma camiseta preta e um colar de cor verde. Yorke possui cabelos lisos e loiros, e seu rosto está levemente escondido na sombra. Ele também veste uma camiseta preta. Skinner está de olhos fechados, com a mão direita sobre o peito. Ele possui cabelos pretos e uma barba rala. O fundo da imagem é de cor azul. Os três são homens brancos." width="2560" height="1280" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/05/The-Smile-Radiohead-Thom-Yorke-Jonny-Greenwood-Tom-Skinner-2022.png 2560w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/05/The-Smile-Radiohead-Thom-Yorke-Jonny-Greenwood-Tom-Skinner-2022-800x400.png 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/05/The-Smile-Radiohead-Thom-Yorke-Jonny-Greenwood-Tom-Skinner-2022-1024x512.png 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/05/The-Smile-Radiohead-Thom-Yorke-Jonny-Greenwood-Tom-Skinner-2022-768x384.png 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/05/The-Smile-Radiohead-Thom-Yorke-Jonny-Greenwood-Tom-Skinner-2022-1536x768.png 1536w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/05/The-Smile-Radiohead-Thom-Yorke-Jonny-Greenwood-Tom-Skinner-2022-2048x1024.png 2048w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/05/The-Smile-Radiohead-Thom-Yorke-Jonny-Greenwood-Tom-Skinner-2022-1200x600.png 1200w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-27584" class="wp-caption-text">The Smile destaca a relação criativa entre Thom Yorke e Jonny Greenwood de forma mais contundente (Foto: Alex Lake)</figcaption></figure>
<p><i><span style="font-weight: 400;">A Light for Attracting Attention</span></i><span style="font-weight: 400;"> começa com a faixa </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=0caSlLSEq2M&amp;ab_channel=TheSmile-Topic"><i><span style="font-weight: 400;">The Same</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, que vem acompanhada de sintetizadores sombrios e arpejos de violão – uma espécie de dueto entre Yorke e Greenwood. Sem bateria em toda a sua duração, ouvimos no refrão </span><i><span style="font-weight: 400;">“Somos todos iguais, por favor”</span></i><span style="font-weight: 400;">. Tom Skinner dá as caras na segunda, </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=sQ1ZORLpdO0"><i><span style="font-weight: 400;">The Opposite</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, a qual se inicia somente com seu instrumento – quase como se fosse para compensar a ausência na anterior. A partir dessa canção, os diálogos existencialistas começam a ganhar forma no CD.</span></p>
<p><a href="https://www.youtube.com/watch?v=-EB5NhI2RQQ&amp;ab_channel=TheSmile"><i><span style="font-weight: 400;">You Will Never Work in Television Again</span></i></a> <span style="font-weight: 400;">talvez seja a música de protesto mais forte em todo o disco. Ao estilo de </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=2w6kHS_IRrE&amp;ab_channel=Radiohead-Topic"><i><span style="font-weight: 400;">2 + 2 = 5</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, ela parece ser uma ofensa direta ao degenerado </span><a href="https://revistamarieclaire.globo.com/Noticias/noticia/2022/05/mais-seis-testemunhas-vao-depor-contra-harvey-weinstein-em-caso-de-estupro-em-la.html"><span style="font-weight: 400;">Harvey Weinstein</span></a><span style="font-weight: 400;">, desde seu título até sua letra, na qual se lê </span><i><span style="font-weight: 400;">“</span></i><i><span style="font-weight: 400;">Deixe as luzes baixas, bunga-bunga ou/Você nunca mais vai trabalhar na televisão”</span></i><span style="font-weight: 400;">. Também ressoa nos escândalos envolvendo o neoliberal </span><a href="https://www.bbc.com/portuguese/noticias/2011/01/110117_berlusconi_prostituicao_menor_mdb"><span style="font-weight: 400;">Silvio Berlusconi</span></a><span style="font-weight: 400;">, ex-primeiro ministro da Itália, pois “Bunga-Bunga” foi o nome de suas festas particulares, onde comprovadamente manteve relações sexuais com menores de idade. Ao mesmo tempo, ela reflete uma ofensa à indústria do entretenimento, como se fosse uma continuação de </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=fHiGbolFFGw&amp;ab_channel=Radiohead"><i><span style="font-weight: 400;">Paranoid Android</span></i></a><span style="font-weight: 400;">.</span></p>
<div class="jetpack-video-wrapper"><iframe loading="lazy" title="The Smile - Free in the Knowledge (Official Video)" width="840" height="473" src="https://www.youtube.com/embed/CXbncoiKLn8?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen></iframe></div>
<p><span style="font-weight: 400;">Um tipo de transcendência através do caos liga as 13 canções do disco, revestidas pelos dedilhados de guitarra, bases de violão e uma bateria limpa em meio aos ecos e sintetizadores. </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=5d-AUUkkKj4"><i><span style="font-weight: 400;">We Don&#8217;t Know What Tomorrow Brings</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> – uma das melhores de todo o trabalho – se espelha em </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=GoLJJRIWCLU&amp;ab_channel=Radiohead"><i><span style="font-weight: 400;">Jigsaw Falling Into Place</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> e </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=EtZ6RMV-kXs&amp;ab_channel=Radiohead"><i><span style="font-weight: 400;">Bodysnatchers</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, e, assim como todo o álbum, talvez seja melhor compreendida quando enxergamos suas capacidades negativas, desenvolvidas através de um som que tende a sintetizar ansiedades e trazer revelações míticas.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A produção de </span><a href="https://www.radiorock.com.br/2020/05/21/conversamos-com-nigel-godrich-produtor-radiohead-sobre-sua-nova-banda-ultraista/"><span style="font-weight: 400;">Nigel Godrich</span></a><span style="font-weight: 400;"> – um dos arquitetos da estética melancólica no som de Thom Yorke – reforça as semelhanças com o Radiohead (ele trabalha com o grupo desde </span><i><span style="font-weight: 400;">OK Computer </span></i><span style="font-weight: 400;">[1997], mas produziu todos os discos </span><i><span style="font-weight: 400;">solo </span></i><span style="font-weight: 400;">de Yorke e também o disco de Atoms for Peace, o qual fez parte como integrante). O título do grupo foi retirado de um poema de Ted Hughes – o ex-marido problemático de </span><a href="https://www.literaryladiesguide.com/literary-musings/relationship-sylvia-plath-ted-hughes/"><span style="font-weight: 400;">Sylvia Plath</span></a><span style="font-weight: 400;"> –, e a ideia por trás do projeto surgiu </span><i><span style="font-weight: 400;">“apenas do desejo de trabalhar na música com Thom em confinamento. Não tínhamos muito tempo, mas só queríamos terminar algumas músicas juntos”</span></i><span style="font-weight: 400;">, como Jonny Greenwood detalhou em </span><a href="https://www.nme.com/news/music/jonny-greenwood-spencer-soundtrack-interview-radiohead-new-album-the-smile-3036092"><span style="font-weight: 400;">entrevista à </span><i><span style="font-weight: 400;">NME</span></i></a><span style="font-weight: 400;">. </span></p>
<figure id="attachment_27586" aria-describedby="caption-attachment-27586" style="width: 1200px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="wp-image-27586 size-full" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/05/The-Smile-Magazine-190122-by-Wunmi-Onibudo-for-Drift_10.jpg" alt="Foto retangular colorida da banda The Smile em apresentação ao vivo. Da esquerda para a direita, estão Thom Yorke, Jonny Greenwood e Tom Skinner. Yorke veste uma camiseta cinza, calça e bota de cor preta. Ele possui cabelos lisos e loiros e está tocando uma guitarra de cor vinho, com a boca aberta próxima ao microfone. Jonny está tocando um baixo de cor amarela. Ele possui cabelos lisos e pretos, e veste uma camiseta preta. Skinner está sentado em sua bateria de cor preta, de frente para Yorke e de perfil para a câmera, com a boca próxima a um microfone. Ele veste uma camisa cinza e calças e tênis pretos. Os três são homens brancos. O cenário está repleto com diversas caixas de som pretas, amplificadores preto, tapetes e barras verticais iluminadas." width="1200" height="800" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/05/The-Smile-Magazine-190122-by-Wunmi-Onibudo-for-Drift_10.jpg 1200w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/05/The-Smile-Magazine-190122-by-Wunmi-Onibudo-for-Drift_10-800x533.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/05/The-Smile-Magazine-190122-by-Wunmi-Onibudo-for-Drift_10-1024x683.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/05/The-Smile-Magazine-190122-by-Wunmi-Onibudo-for-Drift_10-768x512.jpg 768w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-27586" class="wp-caption-text">Em Fevereiro, The Smile se apresentou presencialmente pela primeira vez em um evento na Magazine London (Foto: Wunmi Onibudo)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">Ao longo dos 53 minutos de duração de </span><i><span style="font-weight: 400;">A Light for Attracting Attention</span></i><span style="font-weight: 400;">, algumas canções trazem os ruídos vocais de Thom Yorke parecidos com um gemido invertebrado, cuja característica principal é ser semelhante à voz de alguém que acabou de obter o poder de fala. De alguma forma, espelha conversas oníricas, mas nós não fazemos parte desse sonho, e é como se enxergássemos o indivíduo que fantasia se debater na cama, resmungando e confundindo a realidade com seus próprios desejos obscuros. Porém, não é isso que Yorke pretende fazer através de murmúrios que estão sempre no limite da significação? </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Suas letras refletem pistas de algo maior, algo que nunca é de fato explanado, deixando o conteúdo sempre no campo da subjetividade. Os suspiros, sussurros e sintetizadores expansivos – como em </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=_jPwNPcM2R4"><i><span style="font-weight: 400;">A Hairdryer</span></i></a> <span style="font-weight: 400;">e </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=0E2Fe68uFkM"><i><span style="font-weight: 400;">Speech Bubbles</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> – dão vida a um tipo de </span><a href="https://super.abril.com.br/mundo-estranho/teoria-da-conspiracao-doppelganger-a-sua-copia-maligna/"><i><span style="font-weight: 400;">doppelgänger</span></i></a> <span style="font-weight: 400;">que parece habitar o trabalho, um espectro fantasmagórico que vaga pelo disco. Mas talvez o prato principal servido por The Smile seja a concepção de uma Música efêmera, que evoca sentimentos profundos enquanto escutamos.</span></p>
<div class="jetpack-video-wrapper"><iframe loading="lazy" title="The Smile - Thin Thing (Official Video)" width="840" height="473" src="https://www.youtube.com/embed/J1_Cf55cS8I?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen></iframe></div>
<p><span style="font-weight: 400;">Se </span><i><span style="font-weight: 400;">A Light for Attracting Attention</span></i><span style="font-weight: 400;"> trouxe à tona canções abandonadas pelo Radiohead, não deixa de ser suspeito um fim não noticiado do quinteto inglês. </span><a href="https://open.spotify.com/album/2ix8vWvvSp2Yo7rKMiWpkg?si=WI_X7GIhT7GBk-YJA08APw"><i><span style="font-weight: 400;">A Moon Shaped Pool</span></i></a> <span style="font-weight: 400;">(2016) já soma seis anos desde seu lançamento, e está preenchido por canções antigas que foram reformuladas ou desenvolvidas extensivamente pela primeira vez. Um ano depois, em 2017, o grupo lançou uma edição comemorativa de </span><a href="https://open.spotify.com/album/0tzfI6NFJqcJkWb23R3lRZ?si=7f631cc4b7294346"><i><span style="font-weight: 400;">OK Computer</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, e mais recentemente uma outra na qual fundiu </span><a href="https://personaunesp.com.br/lancamentos-musicais-novembro-de-2021/"><i><span style="font-weight: 400;">Kid A</span></i><span style="font-weight: 400;"> (2000) e </span><i><span style="font-weight: 400;">Amnesiac</span></i><span style="font-weight: 400;"> (2001)</span></a><span style="font-weight: 400;">. Nesse cenário, o possível fim de uma das maiores bandas de todos os tempos não soa nem um pouco esquisito.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Quando The Smile se apresentou pela primeira vez, há um ano, <a href="https://elle.com.br/cultura/the-smile-band">Thom Yorke</a> disse que o título do </span><i><span style="font-weight: 400;">power trio</span></i><span style="font-weight: 400;"> não pretendia refletir uma gargalhada, mas sim o </span><i><span style="font-weight: 400;">“sorriso daquele que mente para você todos os dias”</span></i><span style="font-weight: 400;">. Essa afirmação repercute novamente no disco do Radiohead de 2003, o qual foi idealizado como um ataque direto ao governo Bush e suas investidas </span><a href="https://piaui.folha.uol.com.br/materia/por-que-bush-invadiu-o-iraque/"><span style="font-weight: 400;">anti-democráticas no Iraque</span></a><span style="font-weight: 400;">. Ainda assim, apesar de referências políticas, o álbum não se restringe aos ataques políticos. As canções oferecem diferentes tipos de “sorrisos”, resvalando na timidez e no desconforto, mas o significado que ressoa no escuro é um só: The Smile não quer que tudo que amamos seja transformado em uma grande piada.</span></p>
<p><iframe title="Spotify Embed: A Light for Attracting Attention" style="border-radius: 12px" width="100%" height="380" frameborder="0" allowfullscreen allow="autoplay; clipboard-write; encrypted-media; fullscreen; picture-in-picture" loading="lazy" src="https://open.spotify.com/embed/album/009EjjwUjtdjvH7UP0wHzi?si=gj-u781VSv-blHqx2SIvmQ&#038;utm_source=oembed"></iframe></p>
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		<title>A Redoma de Vidro: o último suspiro sufocado de Sylvia Plath</title>
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		<pubDate>Fri, 26 Jan 2018 13:57:07 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Literatura]]></category>
		<category><![CDATA[Crítica]]></category>
		<category><![CDATA[Deus]]></category>
		<category><![CDATA[Nilo Vieira]]></category>
		<category><![CDATA[Sylvia Plath]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>n_v_ No dia 11 de fevereiro de 1963, a escritora Sylvia Plath se suicidou. Não demorou para que se tornasse uma espécie de mártir: além de sua obra poética ter cativado muitas pessoas de modo profundo, o relacionamento abusivo com Ted Hughes, também escritor, veio à tona e desde então é praxe em conversas sobre &#8230; <a href="http://personaunesp.com.br/sylvia-plath-redoma-de-vidro-resenha/" class="more-link">Continue lendo<span class="screen-reader-text"> "A Redoma de Vidro: o último suspiro sufocado de Sylvia Plath"</span></a></p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p><img loading="lazy" decoding="async" class="alignnone size-large wp-image-9392" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2018/01/sylvia-plath-poetry-writer-ariel-1024x683.jpg" alt="" width="840" height="560" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2018/01/sylvia-plath-poetry-writer-ariel-1024x683.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2018/01/sylvia-plath-poetry-writer-ariel-300x200.jpg 300w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2018/01/sylvia-plath-poetry-writer-ariel-768x512.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2018/01/sylvia-plath-poetry-writer-ariel.jpg 1200w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /></p>
<p><strong>n_v_</strong></p>
<p>No dia 11 de fevereiro de 1963, a escritora Sylvia Plath se suicidou. Não demorou para que se tornasse uma espécie de mártir: além de sua obra poética ter cativado muitas pessoas de modo profundo, o relacionamento abusivo com Ted Hughes, também escritor, veio à tona e desde então é praxe em conversas sobre Plath. A morte de Sylvia aconteceu apenas semanas após a publicação de seu único romance, <em>A Redoma de Vidro (The Bell Jar)</em>, e é peculiar observar a relação entre estes dois momentos.</p>
<p><span id="more-9360"></span></p>
<p>Lançado sob o pseudônimo de Victoria Lucas, o livro conta a história da jovem Esther Greenwood. Habitante de uma cidade pacata no interior dos EUA e aluna exemplar, vê sua vida mudar com um estágio em uma revista de moda em Nova York. O que deveria ser uma experiência enriquecedora se torna em pesadelo, e aflições passadas, presentes e quanto ao futuro convergem. Esse caos é reforçado pelo constante uso de <em>flashbacks</em>, que muitas vezes cortam a linearidade de modo agressivo e tornam a leitura sufocante. O fluxo mental de Greenwood, ininterrupto e pessimista, é uma representação precisa das sequelas da ansiedade. A melancolia parece emanar de todo canto, em qualquer situação.</p>
<figure id="attachment_9391" aria-describedby="caption-attachment-9391" style="width: 740px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-9391" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2018/01/sylvia-plath-victoria-lucas-the-bell-jar-a-redoma-de-vidro-romance-1963.jpg" alt="" width="740" height="909" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2018/01/sylvia-plath-victoria-lucas-the-bell-jar-a-redoma-de-vidro-romance-1963.jpg 740w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2018/01/sylvia-plath-victoria-lucas-the-bell-jar-a-redoma-de-vidro-romance-1963-244x300.jpg 244w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-9391" class="wp-caption-text">Exemplar da tiragem original do livro</figcaption></figure>
<p>Junto a isso, a autora preza por detalhes em sua narrativa. Metáforas surrealistas, constantes em sua poesia, são utilizadas para sensações e objetos, enquanto suas descrições para pessoas sempre relatam a maneira como se vestem. Esse recurso por vezes beira o obsessivo (novamente, reflexo de doenças psiquiátricas) e inclusive revela a faceta menos agradável da personagem, que não é isenta de preconceitos. Longe de ser defeito em <em>A Redoma de Vidro</em>: a visceralidade se torna completa exatamente ao também expôr o lado obscuro das coisas, e esse sempre foi o grande diferencial de Sylvia Plath.</p>
<blockquote><p>(&#8230;) Toda vez que chovia minha velha perna quebrada parecia lembrar que existia, e essa lembrança era traduzida numa dor vaga.</p>
<p>Então pensei: &#8220;Buddy Willard me fez quebrar essa perna&#8221;.</p>
<p>Então pensei: &#8220;Não, eu a quebrei. Quebrei de propósito pra me punir por ser tão canalha&#8221;.</p></blockquote>
<p>O romance permanece atual como retrato sociopolítico. Os períodos de transição na vida são tratados como ritos de passagem violentos, como se dissessem que, por trás da beleza de cada metamorfose, existe todo um processo doloroso. Ser uma pessoa diferente, muitas vezes, exige a destruição de traços pessoais e o abandono da zona de conforto &#8211; e o respaldo afetivo e econômico para tal nem sempre está lá. As expectativas se transformam em fardo ao vislumbrarmos um futuro ideal, e pesam ainda mais conforme este é demolido pela realidade amarga.</p>
<p>O sonho de Esther em ser poeta não só reitera o teor autobiográfico da trama, como é pontual ao lembrar da desvalorização e dificuldades de profissões relativas à arte. Décadas mais tarde, o psicólogo James C. Kaufman cunhou o termo &#8220;<a href="http://onlinelibrary.wiley.com/doi/10.1002/j.2162-6057.2001.tb01220.x/abstract?systemMessage=Please+be+advised+that+we+experienced+an+unexpected+issue+that+occurred+on+Saturday+and+Sunday+January+20th+and+21st+that+caused+the+site+to+be+down+for+an+extended+period+of+time+and+affected+the+ability+of+users+to+access+content+on+Wiley+Online+Library.+This+issue+has+now+been+fully+resolved.++We+apologize+for+any+inconvenience+this+may+have+caused+and+are+working+to+ensure+that+we+can+alert+you+immediately+of+any+unplanned+periods+of+downtime+or+disruption+in+the+future." target="_blank" rel="noopener">efeito Sylvia Plath</a>&#8220;, em um artigo que afirma que mulheres poetisas estão mais sujeitas a enfermidades mentais. Embora tal discussão permaneça nebulosa e controversa &#8211; vide <a href="https://www.ncbi.nlm.nih.gov/pmc/articles/PMC5450978/" target="_blank" rel="noopener">este artigo</a>, publicado em 2017 pelo próprio Kaufman -, ela reflete a importância do ponto central de <em>A Redoma de Vidro</em>: o prisma do gênero feminino. A imposição de papéis sociais é a espinha dorsal do sofrimento da protagonista, assim como da autora na vida real.</p>
<blockquote><p>Achei que aquele era o tipo de droga que só um homem podia ter inventado. Ali estava uma mulher passando por um grande tormento, que não gemeria daquele jeito se não estivesse obviamente sentido cada espasmo de dor; e ela voltaria para casa e faria outro bebê porque a droga a faria esquecer de como a dor tinha sido terrível (&#8230;)</p></blockquote>
<p>Ao constatar que o status de moça &#8220;bela, recatada e do lar&#8221; é vendido como a única opção possível, Plath pinta a realidade em traços grotescos. A paranoia não poupa ninguém, em especial os homens, que se revelam monstros aproveitadores e hipócritas. O tema da maternidade, central na obra da autora, é mostrado como um trauma &#8211; tão tóxico como os relacionamentos do qual é fruto. A negação dessa suposta ordem natural leva Esther à mesma alternativa extrema de Sylvia: tentar acabar com a própria vida. Como nem o ambiente médico se mostra ileso de misoginia, um desfecho feliz seria incoerente para <em>A Redoma de Vidro</em>; é mais justo afirmar que o final do livro equivale a um suspiro sereno, daqueles que trazem paz momentânea mas reconhecem que o amanhã é cenário pra mais uma batalha interior.</p>
<p>Se na poesia a carga emocional vinha de metáforas simbolistas e linhas fraturadas, no romance ela surge cataclísmica pela descrição realista impiedosa, entregue em parágrafos milimetricamente fluidos. Dessa forma, a transposição para o cinema seria tarefa trabalhosa. Mas isso não justifica o tamanho desserviço que é a <a href="http://www.imdb.com/title/tt0078843/" target="_blank" rel="noopener">adaptação dirigida por Larry Peerce</a>, lançada em 1979 e difícil de encontrar até hoje (mesmo na internet). O roteiro propõe uma trajetória linear, mas ignora pontos essenciais da história. Já as atuações pecam pelo exagero e, ainda pior, reforçam estereótipos nocivos.</p>
<p>Em 2016, foi anunciado que a atriz Kirsten Dunst faria sua estreia como diretora em uma nova releitura cinematográfica para o canto do cisne de Sylvia Plath. É de se imaginar que sua sensibilidade com os temas (vide <a href="http://personaunesp.com.br/sofia-coppola-mulheres-cineastas/" target="_blank" rel="noopener"><em>As Virgens Suicidas</em></a> (1999) e <em>Melancolia</em> (2011)) e experiência enquanto mulher podem render algo bastante digno. No entanto, é difícil imaginar qualquer coisa que faça justiça à carreira de Sylvia Plath do que leitura e discussão atentas. Neste caso, seu único romance permanece como o melhor cartão de visitas para um universo tão sombrio como intenso, mesmo 55 anos depois.</p>
<figure id="attachment_9394" aria-describedby="caption-attachment-9394" style="width: 684px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="wp-image-9394 size-large" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2018/01/a-redoma-de-vidro-editora-globo-chico-mattoso-684x1024.jpg" alt="" width="684" height="1024" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2018/01/a-redoma-de-vidro-editora-globo-chico-mattoso-684x1024.jpg 684w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2018/01/a-redoma-de-vidro-editora-globo-chico-mattoso-200x300.jpg 200w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2018/01/a-redoma-de-vidro-editora-globo-chico-mattoso-768x1150.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2018/01/a-redoma-de-vidro-editora-globo-chico-mattoso-1200x1797.jpg 1200w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2018/01/a-redoma-de-vidro-editora-globo-chico-mattoso.jpg 1512w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-9394" class="wp-caption-text">Capa da reedição brasileira mais recente, lançada pela editora Globo em 2016</figcaption></figure>
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