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	<title>Arquivos Sweat &#8211; Persona | Jornalismo Cultural</title>
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	<description>Desde 2015 provando que a distância entre Bergman, Lady Gaga e a novela das 9 nem existe.</description>
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	<title>Arquivos Sweat &#8211; Persona | Jornalismo Cultural</title>
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		<title>Nobody Is Listening: escutar é importante, mas não é tudo</title>
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		<pubDate>Tue, 02 Feb 2021 16:33:11 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Ana Laura Ferreira Chega a ser engraçado o poder da música sobre nossos sentimentos, abrindo caminho entre qualquer racionalidade e atingindo em cheio nosso coração, trazendo a tona sensações que nem sequer sabiamos poder senti-las. Nos submergimos naquela narrativa atmosférica sangrando por um coração que pode nunca ter sido quebrado ou por uma paixão avassaladora &#8230; <a href="http://personaunesp.com.br/nobody-is-listening-critica/" class="more-link">Continue lendo<span class="screen-reader-text"> "Nobody Is Listening: escutar é importante, mas não é tudo"</span></a></p>
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										<content:encoded><![CDATA[<figure id="attachment_17995" aria-describedby="caption-attachment-17995" style="width: 1500px" class="wp-caption alignnone"><img fetchpriority="high" decoding="async" class="size-full wp-image-17995" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/01/music-the-new-album.jpg" alt="Capa do álbum. Acima há o nome do cantor e ao lado o nome do disco, Nobody Is Listening, em letras vazadas, ambos em vermelho. Abaixo há vários rostos monocromáticos desenhados com olhos grandes e brancos. Há rostos verdes, vermelhos, roxos, azuis e amarelos." width="1500" height="1500" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/01/music-the-new-album.jpg 1500w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/01/music-the-new-album-300x300.jpg 300w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/01/music-the-new-album-1024x1024.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/01/music-the-new-album-150x150.jpg 150w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/01/music-the-new-album-768x768.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/01/music-the-new-album-1200x1200.jpg 1200w" sizes="(max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-17995" class="wp-caption-text">“Seja qual for a calamidade, eu fiz isso por mim mesmo” (Foto: Reprodução)</figcaption></figure>
<p><b>Ana Laura Ferreira</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Chega a ser engraçado o poder da música sobre nossos sentimentos, abrindo caminho entre qualquer racionalidade e atingindo em cheio nosso coração, trazendo a tona sensações que nem sequer sabiamos poder senti-las. Nos submergimos naquela narrativa atmosférica sangrando por um coração que pode nunca ter sido quebrado ou por uma paixão avassaladora que nunca tivemos, mas mesmo assim entendemos. E é em </span><i><span style="font-weight: 400;">Nobody Is Listening</span></i><span style="font-weight: 400;"> que ZAYN nos permite viajar na imensidão de suas sensações, embarcando nessa sincera e imersiva história.</span></p>
<p><span id="more-17993"></span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O disco produzido durante a quarentena exala a intimidade do cantor e se constrói entre a excitante busca pelo novo e o aconchego do conhecido. Muito mais centrado do que em seu álbum antecessor, </span><a href="https://personaunesp.com.br/zayn-icarus-falls-critica/"><i><span style="font-weight: 400;">Icarus Falls (2018)</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, nos é entregue uma obra concisa e imensamente melhor trabalhada em construção de clima e identidade, mostrando para nós o lado sincero e pessoal da carreira do cantor. Sabendo balancear quantidade e qualidade, ZAYN deposita absurdas doses de talento que funcionam como morfina em nossas veias. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Apesar de estar mais à vontade para apresentar seus sons e perspectivas, é claro que ainda se trata de um álbum sujeito a indústria e que portanto tem que vender. Não que isso fosse sequer um problema para </span><i><span style="font-weight: 400;">Nobody Is Listening</span></i><span style="font-weight: 400;">, mas ainda assim a estratégia de criação de expectativas e atmosfera para a chegada do disco adicionou alguns pontos a essa narrativa. Começando com o </span><i><span style="font-weight: 400;">single</span></i> <a href="https://genius.com/Zayn-better-lyrics"><i><span style="font-weight: 400;">Better</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, que poderia fazer parte dos trabalhos antecessores do cantor, fomos apresentados a uma nova era sem grande choque. Na sequência, </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=VSpgaN3wuag"><i><span style="font-weight: 400;">Vibez</span></i></a> <span style="font-weight: 400;">deu as caras sinalizando que algo um pouco diferente e agradável estava por vir e que chega como uma feliz surpresa abrindo o álbum.</span></p>
<div class="jetpack-video-wrapper"><iframe title="ZAYN - Better (Official Video)" width="840" height="473" src="https://www.youtube.com/embed/NAo38Q9c4xA?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen></iframe></div>
<p><a href="https://www.youtube.com/watch?v=_QzFnZ5oyTw"><i><span style="font-weight: 400;">Calamity</span></i></a> <span style="font-weight: 400;">é a música mais destoante do disco e também uma das mais ousadas da carreira do cantor. Trazendo influência do </span><i><span style="font-weight: 400;">jazz</span></i><span style="font-weight: 400;">, ZAYN abre uma conversa com seu ouvinte o preparando para a madura narrativa que agora ele apresenta, e o que mais agrada nesse vai e vem entre o conhecido e o novo é a sensação de descoberta que sentimos. A cada faixa, nos vemos garimpando detalhes, sons e modulações que ainda não havíamos escutado em seus trabalhos. Vez ou outra, somos recompensados com pedras preciosas.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Mas entre estas pedras também encontramos pedregulhos disfarçados de diamantes. Não que tenhamos sido enganados, mas apenas nos pegamos ovacionando ligeiras novidades como se fossem grandes inovações, o que não aconteceria em </span><a href="https://personaunesp.com.br/miss-americana-critica/"><span style="font-weight: 400;">outras perspectivas</span></a><span style="font-weight: 400;">. </span><i><span style="font-weight: 400;">Nobody Is Listening</span></i><span style="font-weight: 400;"> traz coisas novas, isso é um fato, entretanto, é difícil chamar de inovador um trabalho que recicla temas e se prende a uma história única &#8211; exemplifico com </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=Hybr_oBNRQE"><i><span style="font-weight: 400;">Vibez</span></i></a><i><span style="font-weight: 400;">, </span></i><span style="font-weight: 400;">que tem a mesma narrativa e efeito de </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=C_3d6GntKbk"><i><span style="font-weight: 400;">Pillowtalk</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> em </span><a href="https://open.spotify.com/album/5amj9zNeZ3B2EdpBgXrOZ0?si=yo53xBISQg2SQMEHRzRuCw"><i><span style="font-weight: 400;">Mind Of Mine (2016)</span></i></a><span style="font-weight: 400;">. Isso não diminui a qualidade da produção ou faz com que percamos o interesse por escutar as músicas, mas deixa um leve amargor, uma sensação de trapaça, por termos sido induzidos a achar que entraríamos em contato com algo totalmente inédito.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;"> Esse reaproveitamento disfarçado de inovação, também presente no uso dos gêneros, acaba sendo a pontinha decepcionante na grande maravilha do disco. Se mantendo na zona de conforto do </span><i><span style="font-weight: 400;">R&amp;B</span></i><span style="font-weight: 400;"> e do </span><i><span style="font-weight: 400;">pop </span></i><span style="font-weight: 400;">eletrônico, escutamos batidas simples e comuns que vez ou outra são complementadas com pitadas de frescor, mas que em sua maioria lembram &#8211; e muito &#8211; o primeiro álbum do cantor. Este reaproveitamento não precisaria ser um problema em si, mas se transforma em uma questão a partir do momento que aceitamos de bom grado a reciclagem de artistas masculinos enquanto exigimos que as mulheres da indústria se </span><a href="https://tab.uol.com.br/noticias/redacao/2020/08/16/etarismo-por-que-ofender-madonna-pela-sua-idade-e-um-retrocesso.htm"><span style="font-weight: 400;">reinventem</span></a><span style="font-weight: 400;"> a todo momento, porque sim, estamos falando de privilégios.</span></p>
<figure id="attachment_17994" aria-describedby="caption-attachment-17994" style="width: 1200px" class="wp-caption alignnone"><img decoding="async" class="size-full wp-image-17994" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/01/EsRlDufXYAEfpvJ.jpg" alt="A imagem é um trecho de HQ dividida em 7 quadros. Neles vemos uma história a ser narrada de uma perseguição entre dois carros. No primeiro quadro está escrito o nome da música Calamity e mostra um velocímetro marcando velocidade máxima, nos dois quadros seguintes há a imagem de uma estrada iluminada por faróis e na sequência um carro branco. No próximo quando vemos o personagem um, que é branco e de cabelos castanhos forçando o volante, assim como no quadro seguinte, No sexto quadro é mostrado os dois carros, o branco e um preto, muito próximos e no último quadro o personagem dois aparece segurando o volante, ele é branco e de cabelos pretos. " width="1200" height="675" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/01/EsRlDufXYAEfpvJ.jpg 1200w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/01/EsRlDufXYAEfpvJ-300x169.jpg 300w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/01/EsRlDufXYAEfpvJ-1024x576.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/01/EsRlDufXYAEfpvJ-768x432.jpg 768w" sizes="(max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-17994" class="wp-caption-text">Uma HQ inspirada em Nobody Is Listening vem sendo liberada semanalmente na página oficial do cantor (Foto: Reprodução)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">Mas problemas à parte, o estilo bem marcado do </span><i><span style="font-weight: 400;">pop </span></i><span style="font-weight: 400;">de 2020, com nomes como </span><a href="https://personaunesp.com.br/after-hours-critica/"><span style="font-weight: 400;">The Weeknd</span></a><span style="font-weight: 400;">, também se fez presente na dançante e sensual </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=BiSXG8EgQOA"><i><span style="font-weight: 400;">Sweat</span></i></a><span style="font-weight: 400;">. A batida oitentista constrói uma atmosfera sinestésica e nos coloca em contato com uma imensidão imaginativa, que me faz pensar o quão boa a faixa ficaria como trilha de algum filme nos moldes de </span><a href="https://personaunesp.com.br/tron-o-legado-10-anos/"><i><span style="font-weight: 400;">Tron: O Legado</span></i></a><span style="font-weight: 400;">. Assim, também somos agraciados com a atmosférica </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=QqPOneQgvwc"><i><span style="font-weight: 400;">Windowsill</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, que dá uma base do estilo de música que o próprio cantor costuma escutar e que agora emprega no seu trabalho.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Apesar de turbulento e cheio de pontos positivos &#8211; e alguns negativos -, é em seu encerramento que </span><i><span style="font-weight: 400;">Nobody Is Listening</span></i><span style="font-weight: 400;"> se solidifica. </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=-nA6j3a10X8"><i><span style="font-weight: 400;">River Road</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> chega como um suspiro acústico em meio aos sintetizadores, simples e completa. Aconchegante e profunda, a faixa passa esse ar de intimidade, quase como se estivéssemos sentados no estúdio junto ao cantor apenas observando ele criar. E é no despretensioso que enxergamos claramente todo o amadurecimento de ZAYN.</span></p>
<figure id="attachment_17996" aria-describedby="caption-attachment-17996" style="width: 1200px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-17996" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/01/Zayn-Malik-Vibez.png" alt="Imagem do clipe Vibez. Ela mostra Zayn, homem de cabelos platinados, dirigindo um carro pequeno com os faróis acesos. Ao fundo vemos um painel com o desenho de uma cidade. Ao seu lado direito há uma caixa de correio e ao esquerdo um hidrante. " width="1200" height="675" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/01/Zayn-Malik-Vibez.png 1200w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/01/Zayn-Malik-Vibez-300x169.png 300w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/01/Zayn-Malik-Vibez-1024x576.png 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/01/Zayn-Malik-Vibez-768x432.png 768w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-17996" class="wp-caption-text">Participando da composição de todas as músicas do álbum, ZAYN também contou com a ajuda de outros nomes para criar sua narrativa, como é o caso de Outside, coescrita por Khalid (Foto: Reprodução)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">Imperfeito e admirável, o terceiro disco da carreira do cantor é também o mais seguro e maduro de todos, provando de uma vez por todas que ele não é mais o membro de uma </span><a href="https://personaunesp.com.br/one-direction-10-anos/"><i><span style="font-weight: 400;">boyband</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, mas sim um artista completo e independente. Se tivesse que definir </span><i><span style="font-weight: 400;">Nobody Is Listening</span></i><span style="font-weight: 400;"> em uma palavra, diria confortável, no bom e mal sentido. É tudo muito íntimo e próximo, como também perigosamente cômodo, fazendo dele um suspiro de alegria para os fãs e um ótimo ponto de discussão. Porque, como já percebemos na caminhada de sua discografia, ZAYN está disposto a escutar o que temos a dizer.</span></p>
<p><iframe loading="lazy" title="Spotify Embed: Nobody Is Listening" width="300" height="380" allowtransparency="true" frameborder="0" allow="encrypted-media" src="https://open.spotify.com/embed/album/2yuQqhSklmfWgn8lmJNk5t?si=MvkxJHbESSCEXvEc-7V7UQ"></iframe></p>
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		<title>Suor: a solidão é universal</title>
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					<description><![CDATA[<p>Vitor Evangelista Como é bom encontrar narrativas que fogem do senso comum em discussões quase que banalizadas pela modernidade. Suor, segundo filme do sueco Magnus von Horn, desvia de todos os clichês da vida dos influenciadores digitais, entregando um relato bruto e honesto sobre a frieza e o desalento da Sylwia, uma blogueira fitness do &#8230; <a href="http://personaunesp.com.br/suor-critica/" class="more-link">Continue lendo<span class="screen-reader-text"> "Suor: a solidão é universal"</span></a></p>
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										<content:encoded><![CDATA[<figure id="attachment_16295" aria-describedby="caption-attachment-16295" style="width: 1800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-16295" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2020/10/SWEAT_Magnus_von_Horn_Photo01.jpg" alt="" width="1800" height="1200" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2020/10/SWEAT_Magnus_von_Horn_Photo01.jpg 1800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2020/10/SWEAT_Magnus_von_Horn_Photo01-300x200.jpg 300w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2020/10/SWEAT_Magnus_von_Horn_Photo01-1024x683.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2020/10/SWEAT_Magnus_von_Horn_Photo01-768x512.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2020/10/SWEAT_Magnus_von_Horn_Photo01-1536x1024.jpg 1536w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2020/10/SWEAT_Magnus_von_Horn_Photo01-1200x800.jpg 1200w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-16295" class="wp-caption-text">Cortei o cabelo, gostaram? (Foto: Divulgação Imprensa)</figcaption></figure>
<p><strong>Vitor Evangelista</strong></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Como é bom encontrar narrativas que fogem do senso comum em discussões quase que banalizadas pela modernidade. </span><i><span style="font-weight: 400;">Suor</span></i><span style="font-weight: 400;">, segundo filme do sueco Magnus von Horn, desvia de todos os clichês da vida dos influenciadores digitais, entregando um relato bruto e honesto sobre a frieza e o desalento da Sylwia, uma blogueira </span><i><span style="font-weight: 400;">fitness </span></i><span style="font-weight: 400;">do </span><i><span style="font-weight: 400;">Instagram</span></i><span style="font-weight: 400;">. O longa foi exibido na Competição Novos Diretores, da 44ª </span><a href="http://personaunesp.com.br/tag/mostra-internacional-de-cinema-em-sao-paulo/"><span style="font-weight: 400;">Mostra Internacional</span></a><span style="font-weight: 400;"> de Cinema em São Paulo.</span></p>
<p><span id="more-16294"></span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A dinâmica acalorada da rotina profissional de Sylwia não é harmoniosa com os outros campos de sua vida. Ela dá entrevistas, passa um tempão na academia, grava </span><i><span style="font-weight: 400;">stories</span></i><span style="font-weight: 400;"> e recebe mimos, mas não consegue silenciar a solidão que a assola. Interpretada com o brilhantismo de Magdalena Koleśnik, a personagem é apaixonada pela fama e pela atenção, mesmo que quebre seu emocional, rachadura por rachadura. </span></p>
<figure id="attachment_16296" aria-describedby="caption-attachment-16296" style="width: 1800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-16296" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2020/10/SWEAT_Magnus_von_Horn_Photo02.jpg" alt="" width="1800" height="1200" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2020/10/SWEAT_Magnus_von_Horn_Photo02.jpg 1800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2020/10/SWEAT_Magnus_von_Horn_Photo02-300x200.jpg 300w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2020/10/SWEAT_Magnus_von_Horn_Photo02-1024x683.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2020/10/SWEAT_Magnus_von_Horn_Photo02-768x512.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2020/10/SWEAT_Magnus_von_Horn_Photo02-1536x1024.jpg 1536w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2020/10/SWEAT_Magnus_von_Horn_Photo02-1200x800.jpg 1200w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-16296" class="wp-caption-text">Suor é parte da Seleção Oficial do Festival de Cannes de 2020 (Foto: Divulgação Imprensa)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">O que fisga a atenção logo de cara é a maneira quase paranoica com que </span><i><span style="font-weight: 400;">Suor (Sweat) </span></i><span style="font-weight: 400;">não dá o mínimo de privacidade à sua protagonista loira padrão. A câmera de Michał Dymek só parece conhecer as funções de </span><i><span style="font-weight: 400;">close-up</span></i><span style="font-weight: 400;"> e </span><i><span style="font-weight: 400;">super zoom</span></i><span style="font-weight: 400;">, com ângulos não convencionais e sempre se movimentando rente à mulher, fungando em seu cangote.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Fator esse que contrapõe com a dinâmica da edição do filme. Departamento assinado por Agnieszka Glińska, a montagem de </span><a href="https://44.mostra.org/filmes/suor"><i><span style="font-weight: 400;">Suor</span></i></a> <span style="font-weight: 400;">sutilmente antagoniza os momentos da vida corriqueira de Sylwia. As cenas mais íntimas, como levar o cão Jackson para passear, são construídas com cortes rápidos e ligeiros. </span><i><span style="font-weight: 400;">Suor </span></i><span style="font-weight: 400;">é um filme ansioso. A sequência no aniversário da mãe dá claustrofobia no espectador, enfiado num ambiente apertado, onde todos esbarram nos móveis e se apertam para sentar à mesa.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A privacidade de Sylwia é palco de diversos sentimentos negativos, ela se sente insegura, infeliz e incompleta. A saída disso é se intoxicar com a fama e a atenção. O roteiro do diretor von Horn sabe quais as intenções de sua protagonista, e não a constrói como indefesa ou fragilizada. Ela é sim atormentada por cobranças sentimentais e psicológicas, mas essa vida de blogueira não é uma obrigação ou penitência, ela está ali porque quer.</span></p>
<figure id="attachment_16297" aria-describedby="caption-attachment-16297" style="width: 2048px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-16297" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2020/10/SWEAT_Magnus_von_Horn_Photo03.jpg" alt="" width="2048" height="858" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2020/10/SWEAT_Magnus_von_Horn_Photo03.jpg 2048w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2020/10/SWEAT_Magnus_von_Horn_Photo03-300x126.jpg 300w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2020/10/SWEAT_Magnus_von_Horn_Photo03-1024x429.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2020/10/SWEAT_Magnus_von_Horn_Photo03-768x322.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2020/10/SWEAT_Magnus_von_Horn_Photo03-1536x644.jpg 1536w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2020/10/SWEAT_Magnus_von_Horn_Photo03-1200x503.jpg 1200w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-16297" class="wp-caption-text">O primeiro filme de Magnus von Horn foi exibido na 39ª Mostra, e agora ele lança Suor, na 44ª edição do Festival (Foto: Divulgação Imprensa)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">E </span><i><span style="font-weight: 400;">Suor </span></i><span style="font-weight: 400;">não é um filme sobre </span><a href="https://44.mostra.org/diretores/magnus-von-horn"><span style="font-weight: 400;">fugir das dores</span></a><span style="font-weight: 400;">, ou sobre encontrar soluções fáceis como apagar a conta do </span><i><span style="font-weight: 400;">Insta </span></i><span style="font-weight: 400;">em um clique, muito pelo contrário. A ausência e abandono não são contados por frase de efeito ou choro no travesseiro, Sylwia sofre com mundanidades, sozinha quando quase não consegue fechar o zíper nas costas do vestido. São vislumbres quase imperceptíveis que gritam. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Contando com a atuação mais visceral do ano, na conta da protagonista Magdalena Koleśnik, essa coprodução entre Polônia e Suécia mergulha sem boias na piscina da modernidade líquida. Ainda bem que Magnus von Horn sabe escrever e dirigir </span><i><span style="font-weight: 400;">Suor </span></i><span style="font-weight: 400;">longe do piloto automático ou da pobreza narrativa que séries como </span><a href="http://personaunesp.com.br/bandersnatch-critica/"><i><span style="font-weight: 400;">Black Mirror</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> adoram chamar de genialidade. </span></p>
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